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Absorção do Ferro: A absorção intestinal do ferro é regulada pela necessidade dele no organismo, ou seja, só vai absorver o que necessita, se sobrar vai para as fezes. Não há excreção de ferro, apenas tem como perdê-lo através de sangramentos, por exemplo. ➢ Proteínas que contém ferro: Hemoglobina, mioglobina, citocromos e catalases. A absorção do ferro ocorre a nível dos enterócitos, e pode ser de 2 formas: ➢ Ferro hêmico (porfirina + ferro): obtido na alimentação. 1. O ferro hêmico se liga no receptor de membrana do enterócito 2. Ocorre a fagocitose e a entrada desse ferro hêmico na célula 3. Formação de uma vesícula, dentro dela há a enzima hemioxigenase, a qual retira o ferro do grupo heme, liberando-o na forma livre de Fe²+. 4. Esse Fe²+ sai da vesícula por um transportador de metal divalente ➢ Ferro livre: adquirido de outros nutrientes. Na passagem pelo estômago,o ferro ingerido na forma Fe²+, pela mudança de pH, muda para Fe³+, porém o enterócito só absorve Fe²+. 1. O citocromo duodenal B reduz o Fe³+, tornando-o Fe²+ 2. O Fe²+ consegue entrar na célula por meio do transportador de metal divalente 3. No citosol da célula, o Fe²+ pode realizar 2 caminhos diferentes. 5. Chega no citosol, onde pode realizar 2 caminhos diferentes. Caminhos que o Fe²+ pode seguir: ➢ Pode se ligar a uma proteína chamada de ferritina e ser armazenada ➢ Pode ser liberada para o transporte pela transferrina (proteína transportadora de ferro no sangue), mas antes disso, passa pela ferroportina, funciona como uma passagem/porta, e pela hefaestina, que doa um elétron para o Fe²+ tornando-o Fe³+, que pode ser transportado pela transferrina. Cada transferrina transporta 2 moléculas de ferro. Dessa forma, o ferro chega em tecidos que precisam, como: a medula óssea – para produzir hemoglobina e macrófagos; e músculo – para produzir mioglobina. Metabolismo do Ferro e Porfirina Acadêmica Giovana Heyse Metabolismo do Ferro: Ferro é armazenado no baço, medula óssea, mioglobina e hemoglobina. A ferritina sem ferro se chama de apoferritina. Foi visto que, o ferro é guardado pela ferritina, transportado pela transferrina e vai ser usado como Fe²+ para se ligar a proteína globina e formar a hemoglobina. Depois, isso será degradado formando a metaemoglobina e pigmentos biliares. Anabolismo de Porfirinas A porfirina deve ser sintetizada, não pode ser adquirida na alimentação (exógena), já que ao entrar no enterócito, o grupo heme é degradado na vesícula. Deve se chegar em um anel, que se chama porfina, o qual é formado por 4 anéis pirrólicos. Nós animais, devemos construir esses anéis pirrólicos, depois juntar 4 e colocar o ferro no centro, e obter o grupo heme. ➢ Início da síntese do 1° anel pirrólico: Ocorre dentro da mitocôndria, onde há a junção de substâncias para gerar o ácido aminolevulínico (ALA). As substâncias são: glicina + succenil-Coa na presença de vitamina B6, a enzima ALA sintase, gerando o ácido-gama-aminolevulínico (ALA). O Succenil-Coa vem da oxidação dos ácidos graxos ímpares, ou da degradação de pirimidinas, ou do ciclo de Krebs. Agora, o ALA deve sair da mitocôndria, e ir para o citosol da célula. A ALA deidratase vai juntar 2 ácidos aminolevulínicos, com a perda de uma molécula de água, e vai gerar o porfobilinogênio, que possui um anel pirrólico. A próxima enzima, que é a uroporfirinogênio III cosintase (URO III cosintase) vai pegar 4 porfobilinogênio e uni-los, formando uma estrutura cíclica que é o URO III ou porfirina/porfina. Os 4 porfobilinogênios, que formam a porfirina, URO III sofrem uma decarboxilação e formam o COPRO III. Depois, o COPRO III volta para dentro da mitocôndria, onde vai sofrer a ação de uma oxidase, onde 2 grupos propil foram transformados em grupos vinil, que também porssui 3C. Com isso, há a transformação do COPRO III em PROTO IX. O próximo passo, consiste na adição do Fe²+ no centro do anel da protoporfirina IX (PROTO IX), pela ação da enzima ferro quetalase, e se transforma no grupo heme. O URO I e COPRO I foram os primeiros a serem descobertos e NÃO SÃO UTILIZADOS PARA A FORMAÇÃO DO GRUPO HEME, mas são produzidos. Isso acontece, porque quando há o fechamento dos 4 anéis, ocorre um giro em um dos anéis, o que faz com que o URO III possa ser utilizado e o URO I não. * * A protoporfirina é capaz de se ligar a outras proteínas, grupo orgânico que se liga a estrutura proteica – grupo prostético. O ferro se ligou com a histidina que está na estrutura da globina, que forma a hemoglobina. Então, o ferro faz 6 ligações, 4 com os anéis pirrólicos, 1 com a histidina da estrutura da proteína e 1 com o O2, adquirido durante o processo de respiração Catabolismo de Porfirinas O anel porfirínico vai ser excretado, então toda vez que, lá na medula óssea, é preciso que o reticulócito se transforme em uma célula vermelha do madura, esse processo de síntese do heme vai acontecer do zero, ou seja, a partir da glicina e do succenil-Coa. Não tem como pegar o anel porfirínico de uma célula que está morrendo e colocar em uma que está nascendo. ➢ Passo a passo da degradação do anel porfirínico: Isso acontece no baço e nas células do retículo endotelial do fígado. 1. Primeiro ocorre uma oxidação, o Fe²+ se torna Fe³+, quando isso acontece, a hemoglobina se torna coleglobina ou metaemoglobina. 2. Depois, sai a proteína – globina, e resta apenas o anel ligado ao Fe³+, isso é chamado de verdohemocromo. 3. Uma nova oxidação acontece, e faz com que o Fe³+ seja retirado do anel. A saída do Fe³+ faz com que o anel se abra, e forma uma substância linear chamada de biliverdina. 4. Ocorre uma redução, que transforma a biliverdina em bilirrubina. 5. É preciso levar a bilirrubina até o fígado, porém ela é hidrofóbica. Por isso, ela é conjugada a uma proteína transportadora/carregadora, a albumina, que consegue fazer o transporte da bilirrubina até o fígado. 6. Ao chegar no fígado, ele vai excretá-la nas fezes que ficam no intestino, que é um local hidrofílico. Por isso, o fígado faz um mecanismo de conjugação, que consiste em pegar a bilirrubina que ele recebeu e ligar nela, 2 açúcares (glicuronato), formando o GLICURONATO DE BILIRRUBINA, que é uma molécula hidrofílica, possível para ir ao intestino. 7. A microbiota intestinal é capaz, agora, de agir sobre o glicorunato de bilirrubina, fazendo modificações na bilirrubina que vão gerar outras moléculas. 8. Ao chegar no intestino uma bactéria tira o açúcar e transforma, por oxirredução, em urobilinogênio, depois em estercobilinogênio, que vai ser transformado em estercobilina ou urobilina. Estes compostos vão dar cor as fezes