Prévia do material em texto
P á g i n a | 243 ARQUIDIOCESE DE TERESINA PAROQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA COMUNIDADE SÃO LUCAS PASTORAL DA CATEQUESE INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ CRISMA 2022/2024 CATEQUISTA: ADRIANO DA SILVA 45. ENC – CIC E COMPÊNDIO 51 A 65 P á g i n a | 244 ORAÇÃO INICIAL/FINAL (ver página 67) PALAVRA DE DEUS COMENTADA (LECTIO DIVINA) (15min) GÊNESIS 1 PARÁGRAFO 4 O CRIADOR Resumindo: 315. Na criação do mundo e do homem, Deus deu o primeiro e universal testemunho do seu amor Onipotente e da sua sabedoria e fez o primeiro anúncio do seu «desígnio amoroso», o qual tem como finalidade a nova criação em Cristo. 316. Embora a obra da criação seja particularmente atribuída ao Pai, é igualmente verdade de fé que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são o único e indivisível princípio da criação. 317. Só Deus criou o Universo, livremente, diretamente, sem qualquer ajuda. 318. Nenhuma criatura possui o poder infinito necessário para «criar», no sentido próprio da palavra: quer dizer; para produzir e dar o ser ao que de modo algum o possuía (chamar à existência «ex nihilo» a partir do nada) (159). 319. Deus criou o mundo para manifestar e comunicar a sua glória. Que as criaturas partilhem da sua verdade, da sua bondade e da sua beleza – eis a glória, para a qual Deus as criou. 320. Deus, que criou o universo, mantém-no na existência pelo seu Verbo; «o Filho tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (He 1, 3) e pelo seu Espírito criador que dá a vida. 321. A divina Providência consiste nas disposições pelas quais Deus conduz, com sabedoria e amor; todas as criaturas, para o seu último fim. 322. Cristo convida-nos a abandonarmo-nos filialmente à Providência do Pai dos céus (160); o apóstolo São Pedro retoma o seu pensamento ao dizer: «Lançai sobre Deus toda a vossa inquietação porque Ele vela por vós» (1 Pe 5, 7) (161). 323. A Providência divina também age pela ação das criaturas. Aos seres humanos, Deus permite-lhes cooperar livremente com os seus desígnios. 324. A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério, que Deus esclarece por seu Filho Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal, se do próprio mal não fizesse sair o bem, por caminhos que só na vida eterna conheceremos plenamente. PARÁGRAFO 5 CÉU E A TERRA Resumindo: 350. Os anjos são criaturas espirituais que glorificam a Deus sem cessar e servem os seus planos salvíficos em relação às outras criaturas: «Ad omnia bona nostra cooperantur angeli – Os anjos prestam a sua cooperação a tudo quanto diz respeito ao nosso bem» (215). 351. Os anjos assistem a Cristo, seu Senhor. Servem-n'O de modo particular no cumprimento da sua missão salvífica em relação aos homens. 352. A Igreja venera os anjos, que a ajudam na sua peregrinação terrestre e protegem todo o género humano. 353. Deus quis a diversidade das suas criaturas e a sua bondade própria, a sua interdependência e a sua ordem. Destinou todas as criaturas materiais para o bem do género humano. O homem, e através dele toda a criação, tem como destino a glória de Deus. 354. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações derivantes da natureza das coisas, é princípio de sabedoria e fundamento da moral. COMPÊNDIO 51. Por que é importante afirmar: «No princípio criou Deus o céu e a terra» (Gn 1,1)? 279-289; 315 Porque a Criação é o fundamento de todos os projetos divinos de salvação; manifesta o amor Onipotente e sapiente de Deus; é o primeiro passo para a Aliança do Deus único com o seu povo; é o início da história da salvação que culmina em Cristo; é uma primeira resposta às questões fundamentais do homem acerca da sua própria origem e do seu fim. http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2c1_198-421_po.html#PAR%C3%81GRAFO_4_ http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2c1_198-421_po.html#PAR%C3%81GRAFO_5__ P á g i n a | 245 52. Quem criou o mundo? 290-292; 316 O Pai, o Filho e o Espírito Santo são o princípio único e indivisível do mundo, ainda que a obra da criação do mundo seja particularmente atribuída ao Pai. 53. Para que foi criado o mundo? 293-294; 319 O mundo foi criado para a glória de Deus, que quis manifestar e comunicar a sua bondade, verdade e beleza. O fim último da criação é que Deus, em Cristo, possa ser «tudo em todos» (1 Cor 15,28), para a sua glória e para a nossa felicidade. «A Glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus» (Santo Irineu). 54. Como é que Deus criou o universo? 295-301; 317-320 Deus criou o universo livremente, com sabedoria e amor. O mundo não é o produto duma necessidade, dum destino cego ou do acaso. Deus criou «do nada» (ex nihilo: 2Mac 7,28) um mundo ordenado e bom, que Ele transcende infinitamente. Deus conserva no ser a sua criação e sustenta-a, dando-lhe a capacidade de agir, e conduzindo-a à sua realização, por meio do seu Filho e do Espírito Santo. 55. Em que consiste a Providência divina? 302-306; 321 A Providência divina consiste nas disposições com as quais Deus conduz as suas criaturas para a perfeição última, à qual Ele as chamou. Deus é o autor soberano do seu desígnio. Mas para a realização do mesmo serve-se também da cooperação das suas criaturas. Ao mesmo tempo, dá às criaturas a dignidade de agirem por si mesmas, de serem causas umas das outras. 56. Como é que o homem colabora com a Providência divina? 307-308; 323 Ao homem, Deus concede e requer, respeitando a sua liberdade, a colaboração através das suas ações, das suas orações e mesmo com os seus sofrimentos, suscitando nele «o querer e o operar segundo os seus benévolos desígnios» (Fl 2,13). 57. Se Deus é Onipotente e providente porque é que existe o mal? 309-310; 324. 400 A esta pergunta, tão dolorosa quanto misteriosa, só o conjunto da fé cristã pode dar resposta. Deus não é de maneira nenhuma, nem diretamente nem indiretamente, a causa do mal. Ele ilumina o mistério do mal no seu Filho Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para vencer aquele grande mal moral que é o pecado dos homens e que é a raiz dos outros males. 58. Por que é que Deus permite o mal? 311-314; 324 A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal se do próprio mal não extraísse o bem. Deus realizou admiravelmente isso mesmo na morte e ressurreição de Cristo: com efeito, do maior mal moral, a morte do Seu Filho, Ele retirou os bens maiores, a glorificação de Cristo e a nossa redenção. 59. O que é que Deus criou? 325-327 A Sagrada Escritura diz: «No princípio Deus criou o céu e a terra» (Gn 1,1). A Igreja, na sua profissão de fé, proclama que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis: de todos os seres espirituais e materiais, isto é, dos anjos e do mundo visível, e em particular do homem. 60. Quem são os anjos? 328-333; 350-351 Os anjos são criaturas puramente espirituais, incorpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Estes, contemplando incessantemente a Deus face a face, glorificam-no, servem-no e são os seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação, em prol de todos os homens. 61. Como é que os anjos estão presentes na vida da Igreja? 334-336; 352 A Igreja une-se aos anjos para adorar a Deus, invoca a sua assistência e celebra liturgicamente a memória de alguns. «Cada fiel tem ao seu lado um anjo como protetor e pastor, para o conduzir à vida» (S. Basílio Magno). 62. Que ensina a Sagrada Escritura sobre a criação do mundo visível? 337-344 Ao narrar os «seis dias» da criação, a Sagrada Escritura dá-nos a conhecer o valor dos seres criados e a P á g i n a | 246 sua finalidade de louvor a Deus e serviço ao homem. Todas as coisas devem a sua existência a Deus, de quem recebem a sua bondade e perfeição, as suas leis e o lugar no universo. 63. Qual é o lugar do homem na criação? 343-344; 353 O homemé o vértice da criação visível, pois é criado à imagem e semelhança de Deus. 64. Que tipo de relação existe entre as coisas criadas? 342-354 Entre as criaturas existe uma interdependência e uma hierarquia queridas por Deus. Ao mesmo tempo, existe uma unidade e solidariedade entre as criaturas, uma vez que todas têm o mesmo Criador, são por Ele amadas e estão ordenadas para a sua glória. Respeitar as leis inscritas na Criação e as relações derivantes da natureza das coisas é, portanto, um princípio de sabedoria e um fundamento da moral. 65. Qual a relação entre a obra da criação e a da redenção? 345-349 A obra da criação culmina na obra ainda maior da redenção. Com efeito, esta dá início à nova criação, na qual tudo reencontrará o seu pleno sentido e o seu acabamento. Atividade de Casa Responder as questões do COMPENDIO de maneira pessoal (aquilo que você entendeu)