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Direito Civil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Civil 
 
2 
______________________________________________________ 
https://www.cejasonline.com.br/ 
Sumário 
PERSONALIDADE, PESSOA NATURAL, CAPACIDADE E PESSOA JURÍDICA ............................................................ 2 
DOMICÍLIO E BENS ............................................................................................................................................ 5 
ATO, FATO E NEGÓCIO JURÍDICO ...................................................................................................................... 9 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES ............................................................................................................................... 12 
CONTRATOS .................................................................................................................................................... 15 
RESPONSABILIDADE CIVIL ................................................................................................................................ 19 
DIREITOS REAIS ................................................................................................................................................ 23 
POSSE .............................................................................................................................................................. 27 
DIREITO DE FAMÍLIA ........................................................................................................................................ 29 
DIREITO DAS SUCESSÕES ................................................................................................................................. 33 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LINDB) ................................................................. 35 
 
PERSONALIDADE, PESSOA NATURAL, 
CAPACIDADE E PESSOA JURÍDICA 
QUESTÃO 1 De acordo com o Código Civil, a incapaci-
dade das pessoas menores de dezoito anos 
A) cessará pela morte de ambos os pais. 
B) é sempre absoluta. 
C) é sempre relativa. 
D) cessará pela colação de grau em curso superior. 
E) cessará pela concessão dos pais, mediante instru-
mento particular. 
QUESTÃO 2 Em relação às fundações, é correto afirmar 
que 
A) constituídas por negócio jurídico entre vivos, a trans-
ferência da propriedade sobre os bens dotados é obri-
gatória após a morte do instituidor, somente. 
B) só podem elas ser constituídas para fins religiosos, 
econômicos, morais, culturais, assistenciais ou espor-
tivos. 
C) quando os bens destinados a constituí-las forem insu-
ficientes, em regra voltarão ao instituidor, se vivo, ou 
serão transferidos aos herdeiros deste, se falecido. 
D) para serem criadas, seu instituidor fará, por escritura 
pública ou testamento, dotação especial de bens li-
vres, especificando o fim a que se destinam e decla-
rando, se quiser, a maneira de administrá-la. 
E) tornadas ilícita, impossível ou inútil sua finalidade, se-
rão extintas e, em regra, seu patrimônio será incorpo-
rado ao Estado-membro em que sediadas. 
QUESTÃO 3 Em relação aos direitos da personalidade, é 
correto afirmar: 
A) Ninguém pode ser constrangido a submeter-se a tra-
tamento médico ou a intervenção cirúrgica, salvo se 
encontrar-se com risco de vida. 
B) É válida, com objetivo científico, apenas, a disposição 
gratuita do próprio corpo, desde que no todo, para de-
pois da morte. 
C) Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposi-
ção do próprio corpo, quando importar diminuição 
permanente da integridade física, ou contrariar os 
bons costumes. 
D) Como regra, os direitos da personalidade são irrenun-
ciáveis mas transmissíveis, podendo o seu exercício 
sofrer limitação voluntária. 
E) Quando se tratar de morto, lesões a direito da perso-
nalidade podem ser reclamadas, pleiteando-se per-
das e danos, pelo cônjuge sobrevivente ou por qual-
quer parente até o segundo grau. 
QUESTÃO 4 Quanto às pessoas jurídicas, é correto afir-
mar: 
A) Obrigam a pessoa jurídica os atos de seus administra-
dores, exercidos ou não nos limites dos poderes defi-
nidos no ato constitutivo. 
B) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de di-
reito privado com o início efetivo de suas atividades, 
ainda que pendente de registro seus atos constituti-
vos. 
C) As pessoas jurídicas de direito público interno são ci-
vilmente responsáveis por atos dos seus agentes que 
nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado 
direito regressivo contra os causadores do dano, se 
houver, por parte destes, culpa ou dolo. 
 
3 
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https://www.cejasonline.com.br/ 
D) Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as 
decisões tomar-se-ão sempre pela maioria de votos 
dos presentes. 
E) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada 
a autorização para seu funcionamento, o cancela-
mento de sua inscrição será imediato. 
QUESTÃO 5 Com objetivo científico, Adão decidiu dispor 
de todo o seu corpo para depois da morte. De acordo 
com o Código Civil, tal ato é 
A) válido, podendo ser revogado apenas se houver sido 
praticado gratuitamente. 
B) inválido, pois o corpo humano, mesmo morto, não 
pode ser tratado como objeto de disposição. 
C) válido, tenha sido praticado gratuita ou onerosa-
mente, não podendo ser revogado. 
D) válido, desde que feito gratuitamente e podendo ser 
revogado a qualquer tempo. 
E) inválido, pois a disposição do corpo morto somente 
pode ocorrer para fins de transplante. 
QUESTÃO 6 Em relação às fundações, é correto afirmar 
que 
A) constituídas por negócio jurídico entre vivos, a trans-
ferência da propriedade sobre os bens dotados é obri-
gatória após a morte do instituidor, somente. 
B) só podem elas ser constituídas para fins religiosos, 
econômicos, morais, culturais, assistenciais ou espor-
tivos. 
C) quando os bens destinados a constituí-las forem insu-
ficientes, em regra voltarão ao instituidor, se vivo, ou 
serão transferidos aos herdeiros deste, se falecido. 
D) para serem criadas, seu instituidor fará, por escritura 
pública ou testamento, dotação especial de bens li-
vres, especificando o fim a que se destinam e decla-
rando, se quiser, a maneira de administrá-la. 
E) tornadas ilícita, impossível ou inútil sua finalidade, se-
rão extintas e, em regra, seu patrimônio será incorpo-
rado ao Estado-membro em que sediadas. 
QUESTÃO 7 Marcelo, solteiro, faleceu em um acidente de 
carro. De acordo com o Código Civil brasileiro, terá legiti-
midade para exigir que cesse ameaça, ou lesão, a direito 
da personalidade de Marcelo e reclamar perdas e danos 
qualquer parente em linha reta 
A) ou colateral até o segundo grau. 
B) ou colateral até o terceiro grau. 
C) ou colateral até o quarto grau. 
D) até o quarto grau, apenas. 
E) até o terceiro grau, apenas. 
QUESTÃO 8 Rosa Vermelha, menor município do Estado 
das Flores, possui uma Igreja na praça central, duas au-
tarquias municipais, dois partidos políticos e uma associ-
ação privada beneficente que protege as crianças 
carentes da cidade. De acordo com o Código Civil brasi-
leiro, são pessoas jurídicas de direito público interno APE-
NAS 
A) o município Rosa Vermelha e as autarquias munici-
pais. 
B) o município Rosa Vermelha, as autarquias municipais 
e os partidos políticos. 
C) o município Rosa Vermelha, as autarquias municipais 
e a Igreja. 
D) o município Rosa Vermelha, as autarquias municipais, 
a Igreja e a associação beneficente. 
E) os partidos políticos, a Igreja e a associação benefi-
cente. 
QUESTÃO 9 Vitor, casado com Vitória, pai de João (17 
anos de idade) e de Gustavo (30 anos de idade), cardíaco, 
procurou ajuda médica e lhe foi recomendada uma in-
ternação cirúrgica de alto risco de vida. Vitor decidiu não 
se operar, mesmo tendo consciência de que poderá mor-
rer a qualquer minuto em razão da doença. Neste caso, 
de acordo com o Código Civil brasileiro, 
A) apenas João e Gustavo,na qualidade de descenden-
tes, possuem legitimidade para constranger Vitor a 
submeter-se a intervenção cirúrgica. 
B) apenas Vitória, na qualidade de esposa, possui legiti-
midade para constranger Vitor a submeter-se a inter-
venção cirúrgica. 
C) Vitor não pode ser constrangido a submeter-se a in-
tervenção cirúrgica. 
D) tanto Vitória como João e Gustavo possuem legitimi-
dade para constranger Vitor a submeter-se a inter-
venção cirúrgica. 
E) apenas Gustavo, na qualidade de descendente capaz, 
possui legitimidade para constranger Vitor a subme-
ter-se a intervenção cirúrgica. 
QUESTÃO 10 No direito brasileiro NÃO existe incapaci-
dade de direito. Daí decorre que 
A) as incapacidades civil e relativa não podem ser supe-
radas, ainda que observados os requisitos da repre-
sentação e da assistência. 
B) há várias espécies de incapacidade. 
C) incapacidade absoluta pode ser confundida com a re-
lativa, dependendo das circunstâncias. 
D) a incapacidade relativa não permite que o incapaz 
pratique alguns atos da vida civil desassistido. 
E) existe apenas incapacidade de fato ou de exercício. 
QUESTÃO 11 De acordo com o Código Civil, com exceção 
dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade 
são 
A) irrenunciáveis, intransmissíveis e o seu exercício não 
pode sofrer limitação voluntária. 
B) transmissíveis, porém irrenunciáveis, podendo o seu 
exercício sofrer limitação voluntária. 
 
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C) irrenunciáveis, porém transmissíveis, podendo o seu 
exercício sofrer limitação voluntária. 
D) transmissíveis, porém irrenunciáveis, e o seu exercício 
não pode sofrer limitação voluntária. 
E) irrenunciáveis, porém transmissíveis, e o seu exercício 
não pode sofrer limitação voluntária. 
QUESTÃO 12 As pessoas jurídicas de direito privado, elen-
cadas no Código Civil, sem prejuízo de previsão em legis-
lação especial e em seus atos constitutivos devidamente 
registrados, poderão 
A) anular, em até seis meses, as decisões tomadas pela 
maioria de votos dos presentes, ainda que o ato cons-
titutivo dispuser de modo contrário. 
B) realizar suas assembleias gerais por meios eletrôni-
cos, inclusive para os fins de destituir os administra-
dores e alterar o estatuto, respeitados os direitos pre-
vistos de participação e manifestação. 
C) ter sua existência legal reconhecida após a lavratura e 
aprovação de seu ato constitutivo em assembleia. 
D) anular a sua constituição, a qualquer tempo, desde 
que constatado defeito no ato constitutivo. 
E) realizar suas assembleias gerais para nomear admi-
nistrador provisório, caso a administração venha a fal-
tar. 
QUESTÃO 13 A respeito da emancipação e das normas 
que estabelecem a aquisição da plena capacidade civil, 
considere as assertivas abaixo: 
I. A emancipação feita em documento escrito e assinado 
por quem for detentor da guarda é válida, se o emanci-
pado tiver entre 12 e 15 anos incompletos. 
II. A emancipação feita por ambos os pais, ao filho com 
idade de 18 anos incompletos, exige instrumento pú-
blico. 
III. A emancipação feita por tutor em relação ao tutelado 
depende de decisão judicial. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
A) I e III. 
B) I. 
C) II. 
D) I e II. 
E) II e III. 
QUESTÃO 14 João foi concebido no dia 01 de janeiro de 
2004, nasceu no dia 02 de outubro de 2004 e teve o seu 
nascimento registrado no Cartório de Registro Civil de 
Pessoas Naturais no dia 03 de outubro de 2004. Aos 16 
anos, no dia 04 de outubro de 2020, foi emancipado pe-
los seus pais, tendo atingido a maioridade aos 18 anos, no 
dia 02 de outubro de 2022. Nesse caso, de acordo com o 
Código Civil, João adquiriu personalidade civil em 
A) 01 de janeiro de 2004. 
B) 02 de outubro de 2004. 
C) 03 de outubro de 2004. 
D) 04 de outubro de 2020. 
E) 02 de outubro de 2022. 
QUESTÃO 15 A Sociedade Ômicron Comércio de Alimen-
tos e Bebidas Ltda., nos últimos cinco anos, transferiu ati-
vos para seus dois únicos sócios, sem nenhuma espécie 
de contraprestação. A transferência corresponde a se-
tenta e cinco por cento do patrimônio líquido da socie-
dade, o que conduziu à inadimplência de diversas obri-
gações, incluindo um contrato de mútuo bancário. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
A) A transferência de ativos da Sociedade Ômicron para 
seus sócios sem efetiva contraprestações caracteriza 
confusão patrimonial para fins de desconsideração da 
personalidade jurídica. 
B) O Código Civil brasileiro adota a teoria maior para fins 
de desconsideração da personalidade jurídica, que 
pode ser reconhecida de ofício pelo juiz no caso hipo-
tético do enunciado. 
C) A desconsideração da personalidade jurídica no caso 
da sociedade Ômicron depende da existência de 
grupo econômico. 
D) A desconsideração da personalidade jurídica não se 
aplica aos contratos bancários, visto que a sociedade 
é considerada vulnerável juridicamente. 
E) Em caso de abuso da personalidade jurídica, o credor 
poderá requerer a desconsideração da personalidade 
jurídica, que atingirá, se decretada judicialmente, a 
todas as obrigações da sociedade, inclusive, as vin-
cendas. 
QUESTÃO 16 Uma determinada Clínica de Estética utili-
zou o apelido de uma famosa influenciadora digital em 
sua publicidade, sem autorização prévia. No conteúdo 
publicitário, constava a influenciadora como uma das 
principais clientes do estabelecimento. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
A) No ordenamento jurídico brasileiro, apenas o nome 
goza de proteção, mas não o pseudônimo. 
B) O uso do apelido, sem autorização prévia, é válido, 
desde que atenda ao princípio da veracidade. 
C) A Clínica de Estética não deve ressarcir por qualquer 
dano, visto que se encontrava no exercício do seu di-
reito de informar. 
D) Sem autorização, não se pode usar o nome de uma 
pessoa em propaganda comercial, sendo que a pro-
teção alcança também o pseudônimo. 
E) Na situação narrada, não há dano pelo uso do apelido, 
pois a influenciadora digital é uma personalidade pú-
blica, não gozando de tutela jurídica. 
QUESTÃO 17 Antônio e Vinícius são dois mecânicos que 
decidiram abrir uma oficina. Para tanto, firmaram con-
trato de sociedade, nos termos do qual Antônio ficaria 
responsável pela administração e gestão financeira da 
oficina. Constituída regularmente a pessoa jurídica, logo 
a oficina abriu suas portas ao público. Como os 
 
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resultados da empresa foram bastante positivos no pri-
meiro ano, Antônio criou o costume de utilizar, todos os 
meses, recursos do caixa da pessoa jurídica para pagar o 
aluguel e as despesas condominiais referentes ao apar-
tamento onde reside com sua família. Vinícius jamais foi 
comunicado acerca desse procedimento e de nada sus-
peitou, satisfeito com o faturamento da oficina. Certa vez, 
porém, Alfredo, um cliente insatisfeito com o conserto de 
seu veículo, ingressou com ação indenizatória em face da 
oficina. O pleito foi julgado procedente e Alfredo se tor-
nou, assim, titular de um crédito bastante vultoso. Inici-
ada, porém, a cobrança judicial da indenização e não ha-
vendo pagamento voluntário pela pessoa jurídica, logo 
se apurou que os ativos patrimoniais da oficina não eram 
suficientes para fazer frente à integralidade do crédito. 
Nesse cenário, o crédito de Alfredo: 
A) poderá vir a sofrer pagamento forçado com bens par-
ticulares de Antônio, porque este incorreu em confu-
são patrimonial na gestão da oficina para seu benefí-
cio próprio; 
B) deverá sofrer pagamento forçado com bens particu-
lares de qualquer dos sócios da oficina, indistinta-
mente, tendo em vista estar configurada, no caso, 
fraude contra credores; 
C) poderá vir a sofrer pagamento forçado com bens par-
ticulares em partes iguais de Antônio e de Vinícius, 
porque ocorreu desvio de finalidade da pessoa jurí-
dica; 
D) deverá ser pagono limite dos bens atuais da oficina, 
não podendo atingir bens particulares de nenhum 
dos sócios, pois a pessoa jurídica goza de autonomia 
patrimonial; 
E) poderá vir a ser pago com bens particulares de ambos 
os sócios, mas apenas por meio de ação pauliana, que 
deverá ser ajuizada oportunamente por Alfredo. 
QUESTÃO 18 Júlia é uma jovem de 16 anos que decidiu 
casar-se com seu primeiro namorado, Roberto, três anos 
mais velho que ela. Os pais de Júlia, que sempre aprova-
ram o relacionamento da filha, prontamente deram a au-
torização necessária para que ela se casasse. Dois meses 
após o matrimônio, Júlia decidiu procurar uma agência 
de viagem e contratar um pacote turístico para que ela e 
Roberto pudessem realizar a sua primeira viagem juntos. 
Considerando que ela celebrou o contrato com a agência 
sem a participação de seu marido ou de seus pais, é cor-
reto afirmar que o contrato: 
A) é plenamente válido, pois Júlia tem capacidade civil 
plena, embora não tenha atingido a maioridade; 
B) não é válido, pois, sendo Júlia menor de 18 anos, não 
pode contratar sem a representação de seus pais; 
C) é plenamente válido, pois, sendo Roberto maior de 18 
anos, sua idade supre a incapacidade de Júlia; 
D) não é válido, pois, até que Júlia complete 18 anos, pre-
cisa da assistência de Roberto para contratar; 
E) é anulável, pois Júlia é incapaz, mas pode tornar-se vá-
lido se Roberto prestar sua anuência posteriormente. 
QUESTÃO 19 Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência 
mental; Joana, 16 anos, graduada em Turismo; e Natália, 
17 anos, casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta 
que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: 
A) absolutamente capaz, absolutamente capaz e abso-
lutamente capaz; 
B) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e ab-
solutamente incapaz; 
C) relativamente incapaz, relativamente incapaz e abso-
lutamente incapaz; 
D) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e rela-
tivamente incapaz; 
E) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e ab-
solutamente capaz. 
QUESTÃO 20 Jane dá aula de inglês para três estudantes: 
Cristiano, 16 anos, emancipado voluntariamente por seus 
pais; Haroldo, 17 anos, universitário; e Andressa, 19 anos, 
parcialmente interditada e sob curatela porque dilapi-
dava descontroladamente todo o seu patrimônio. 
De acordo com o Código Civil, entre os estudantes, são 
relativamente incapazes: 
A) Cristiano, Haroldo e Andressa; 
B) Haroldo e Andressa; 
C) Cristiano e Haroldo; 
D) Cristiano e Andressa; 
E) somente Cristiano. 
DOMICÍLIO E BENS 
QUESTÃO 21 No tocante ao domicílio é correto afirmar: 
A) Se a pessoa tiver diversas residências, onde viva alter-
nadamente, considerar-se-á seu domicílio a mais an-
tiga. 
B) Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor pú-
blico, o militar, o marítimo e o preso. 
C) Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não te-
nha residência habitual, a capital do lugar onde for 
encontrada. 
D) As relações concernentes à profissão, salvo quanto 
aos casos legalmente previstos, não têm qualquer re-
percussão no tocante ao domicílio da pessoa natural. 
E) Muda-se o domicílio, automaticamente, com a trans-
ferência de residência da pessoa natural. 
QUESTÃO 22 João, residente em Macapá, é servidor pú-
blico do município de Santana, onde exerce suas fun-
ções, e titular da maioria das quotas de uma sociedade 
limitada com sede no município de Laranjal do Jari, que 
é administrada exclusivamente por sua esposa. Nesse 
 
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caso, de acordo com o Código Civil, João possui domicílio 
em 
A) Macapá, apenas. 
B) Macapá e Santana, apenas. 
C) Macapá, Santana e Laranjal do Jari. 
D) Macapá e Laranjal do Jari, apenas. 
E) Santana e Laranjal do Jari, sendo ambos domicílios 
necessários. 
QUESTÃO 23 De acordo com o Código Civil, consideram-
se bens 
A) móveis os materiais provisoriamente separados de 
um prédio, para nele se reempregarem. 
B) móveis o direito à sucessão aberta. 
C) móveis as energias que tenham valor econômico. 
D) imóveis os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações. 
E) imóveis os materiais provenientes da demolição de al-
gum prédio. 
QUESTÃO 24 André, domiciliado em São Paulo, resolveu 
se mudar, com ânimo definitivo, para o Rio de Janeiro, 
onde alugou uma casa para nela residir. De acordo com 
o Código Civil, a prova da intenção de mudar o domicílio 
resultará do que André declarar 
A) às municipalidades de São Paulo e Rio de Janeiro, ou, 
se tais declarações não fizer, da própria mudança, 
com as circunstâncias que a acompanharem. 
B) à municipalidade de São Paulo, apenas, não se po-
dendo provar sua intenção de outra forma, se nada ti-
ver declarado. 
C) à municipalidade do Rio de Janeiro, apenas, não se 
podendo provar sua intenção de outra forma, se nada 
tiver declarado. 
D) às municipalidades de São Paulo ou Rio de Janeiro, al-
ternativamente, não se podendo provar sua intenção 
de outra forma, se nada tiver declarado. 
E) às municipalidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cu-
mulativamente, não se podendo provar sua intenção 
de outra forma, se nada tiver declarado. 
QUESTÃO 25 O Código Civil de 1916 teve sua vigência por 
mais de oito décadas e sofria críticas em razão de seu 
anacronismo, sobretudo em suas últimas décadas de vi-
gência, além de um evidente descompasso com os pre-
ceitos constitucionais insculpidos na Constituição de 
1988. A proposta do Código Civil de 2002 foi de superar 
um modelo extremamente individualista e patrimonia-
lista. Mesmo com base em uma principiologia e valores 
diversos daqueles que determinaram a codificação revo-
gada, ainda remanescem espaços para críticas na legis-
lação em vigor. No que diz respeito ao direito civil, 
A) os animais são tratados como bens semoventes e, 
portanto, ainda que sejam animais de companhia, a 
única solução cabível para eventuais disputas a 
respeito de animais domésticos passa pelos conceitos 
de posse e propriedade, sendo inaplicável o estabele-
cimento do direito de visitas e a consideração do valor 
afetivo, restrito às relações familiares e interpessoais. 
B) a lei, a doutrina e a jurisprudência apontam que o di-
reito civil não deve se preocupar com a tutela de di-
reitos dos animais, uma vez que não há qualquer con-
fluência do direito privado para tal objeto, que deve 
ser tratado exclusivamente no âmbito do direito am-
biental. 
C) a lei em vigor ainda trata os animais como coisa, ob-
jeto de direito, mas os Tribunais vêm crescentemente 
atentando-se às especificidades dos animais de com-
panhia como seres sencientes e, inclusive, já se iden-
tifica a insuficiência dos conceitos de posse e proprie-
dade para tais finalidades. 
D) a legislação em vigor no território nacional se encon-
tra absolutamente em compasso com a evolução da 
matéria e com as tendências verificadas nas vertentes 
mais modernas de direito civil, contemplando expres-
samente a possibilidade de fixação de guarda de ani-
mais domésticos, por aplicação do conceito de família 
multiespécie, também contemplada pela lei. 
E) o Código Civil de 2002 é pioneiro e vanguardista no 
estabelecimento de um regime jurídico que protege 
e privilegia os animais como seres sencientes e que 
ostentam o direito à vida e à dignidade. 
QUESTÃO 26 No que se refere aos bens, é INCORRETO 
afirmar: 
A) Apesar de ainda não separados do bem principal, os 
frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurí-
dico. 
B) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se in-
divisíveis por determinação da lei ou por vontade das 
partes. 
C) São pertenças os bens que, não constituindo partes 
integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, 
ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
D) O direito à sucessão aberta é um bem incorpóreo con-
siderado como imóvel para os efeitos legais. 
E) Os negócios jurídicos que dizemrespeito ao bem 
principal abrangem as pertenças, salvo se o contrário 
resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das cir-
cunstâncias do caso. 
QUESTÃO 27 Jesus é piloto da aeronáutica, e se encontra 
subordinado à sede do comando localizada em Brasília; 
estabeleceu residência com ânimo definitivo em Goiânia, 
mas vive alternadamente na casa de seus pais, em Salva-
dor, e na casa de seus filhos, em Maceió. Considera-se do-
micílio de Jesus 
A) Goiânia. 
B) Brasília. 
C) Goiânia, Salvador e Maceió. 
 
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D) Brasília e Goiânia. 
E) Brasília, Goiânia, Salvador e Maceió. 
QUESTÃO 28 A colheita de uma plantação é considerada 
bem 
A) móvel por antecipação. 
B) imóvel por natureza. 
C) móvel por natureza ou essência. 
D) móvel por destinação legal. 
E) imóvel por destinação legal. 
QUESTÃO 29 Carlos construiu uma casa em terreno que 
recebeu de seu pai. Posteriormente, empreendeu re-
forma na casa, retirando-lhe as portas a fim de pintá-las 
e reempregá-las na construção. No terreno, incorporou-
se, naturalmente, uma goiabeira. Consideram-se imóveis 
A) a casa e a goiabeira. 
B) o terreno, a casa e a goiabeira. 
C) o terreno, apenas. 
D) o terreno e a casa. 
E) o terreno, a casa, as portas e a goiabeira. 
QUESTÃO 30 Alexandre é agente diplomático do Brasil 
na Austrália. Citado em Camberra, alegou extraterritoria-
lidade sem designar onde tem, no Brasil, o seu domicílio. 
De acordo com o Código Civil brasileiro, Alexandre 
A) deverá ser demandado exclusivamente no último 
ponto do território brasileiro onde o teve, uma vez que 
o agente diplomático não possui domicílio certo no 
Brasil. 
B) deverá ser demandado exclusivamente no Distrito 
Federal em razão do cargo de agente diplomático. 
C) poderá ser demandado no Distrito Federal ou no úl-
timo ponto do território brasileiro onde o teve. 
D) poderá ser demandado no Distrito Federal ou no do-
micílio de seus ascendentes ou descendentes. 
E) poderá ser demandado na capital do Estado do úl-
timo ponto do território brasileiro onde o teve, uma 
vez que diplomatas possuem domicílios em capitais 
brasileiras. 
QUESTÃO 31 A empresa “Sorriso” possui diversos estabe-
lecimentos em lugares diferentes. De acordo com o Có-
digo Civil brasileiro, com relação ao domicílio, no caso da 
empresa “Sorriso”, 
A) cada estabelecimento será considerado domicílio 
para os atos nele praticados. 
B) o domicílio civil da empresa será sempre a sua sede 
conforme previsto no contrato registrado no órgão 
competente. 
C) o domicílio da empresa será a sua sede conforme de-
clarado em formulário próprio preenchido no ato da 
inscrição e revalidado a cada três anos. 
D) o domicílio da empresa será a sua sede conforme de-
clarado em formulário próprio preenchido no ato da 
inscrição e revalidado a cada cinco anos. 
E) as cidades capitais de Estado da República Federativa 
do Brasil serão consideradas domicílios para os atos 
praticados em qualquer cidade pertencente ao res-
pectivo Estado. 
QUESTÃO 32 Celanda é dona de um casarão antigo, em 
que um dos salões foi construído com vitrais belíssimos 
e valiosos. Em fevereiro de 2023, ela resolve desmontar 
temporariamente esse cômodo para enviar os vitrais à 
restauração. Aproveitando a ausência momentânea da-
queles materiais, instala um moderno sistema de segu-
rança na casa, a fim de proteger as obras restauradas em 
seu entorno. Supondo que Celanda aliene todo o seu pa-
trimônio imobiliário, o negócio jurídico irá contemplar: 
A) a casa, abrangendo os vitrais, que também são consi-
derados bens imóveis, mas não os equipamentos de 
segurança, bens móveis que não seguem a sorte do 
bem principal em que estão instalados; 
B) a casa, sem abranger os vitrais, bens móveis por ante-
cipação, nem os equipamentos de segurança, móveis 
que não seguem a sorte do bem principal; 
C) a casa, abrangendo os vitrais, que também são consi-
derados bens imóveis, e os equipamentos de segu-
rança, bens móveis que, dedicados ao uso duradouro, 
incorporam-se ao bem principal e seguem a sua 
sorte; 
D) a casa, abrangendo os equipamentos de segurança, 
bens móveis que, dedicados ao uso duradouro, incor-
poram-se ao principal e seguem a sua sorte, mas não 
os vitrais, considerados bens móveis por antecipação; 
E) a casa, abrangendo os equipamentos de segurança e 
os vitrais, ambos considerados benfeitorias, ainda que 
temporariamente separados do imóvel. 
QUESTÃO 33 Tina, por ocasião da realização de uma 
grande reforma em sua casa, adquiriu novas portas para 
os quartos e banheiros, ainda não instaladas, e um com-
pleto sistema de refrigeração central que, para sua insta-
lação, exigiu a remoção dos vitrais das janelas da sala, o 
que foi feito com todo o cuidado, visto que Tina fazia 
questão de que os vitrais fossem reempregados no local. 
Considerando que as antigas portas dos quartos esta-
vam em bom estado, Tina colocou-as à venda em um 
brechó próximo. 
Considerando essas informações e a disciplina dos bens 
no Código Civil de 2002, assinale a afirmativa correta. 
A) As portas antigas dos quartos e dos banheiros são 
classificadas como bens móveis consumíveis. 
B) As portas novas dos quartos e dos banheiros, em ra-
zão da sua destinação econômica, são consideradas 
imóveis. 
C) Os vitrais da janela, mesmo após terem sido removi-
dos para instalação do sistema de refrigeração, man-
tém sua qualidade de imóveis. 
 
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D) Os vitrais da janela, após terem sido removidos para 
instalação do sistema de refrigeração, são classifica-
dos como móveis, mas mantêm o caráter da infungi-
bilidade. 
E) As portas antigas e os vitrais, após a remoção, são clas-
sificados como bens móveis e fungíveis. 
QUESTÃO 34 A benfeitoria que não aumenta o uso nor-
mal de um bem, sendo sua finalidade de mero recreio ou 
deleite, é denominado de benfeitoria 
A) voluptuária. 
B) cominada. 
C) arbitrária. 
D) desnecessária. 
E) arrendatária. 
QUESTÃO 35 Júlio e José foram contratados para realizar 
a manutenção da casa de João, que pediu que eles to-
massem muito cuidado para nada quebrar, pois a casa 
fora construída com tijolos feitos com argilas especiais e 
que não são mais encontrados nos dias atuais; que as ja-
nelas tinham vidros do século XVII e que as portas ti-
nham sido feitas com a última leva de madeira da extinta 
serraria de seu pai, que, inclusiva, assinou-as. 
Com relação à mobilidade, à consuntibilidade e à fungi-
bilidade, assinale a opção que indica como os tijolos, os 
vidros das janelas e as portas podem ser classificados. 
A) Imóveis, inconsumíveis e infungíveis. 
B) Móveis, inconsumíveis e infungíveis. 
C) Móveis, consumíveis e infungíveis. 
D) Imóveis, inconsumíveis e fungíveis. 
E) Móveis, consumíveis e fungíveis. 
QUESTÃO 36 Celso é um médico cardiologista que mora 
em um apartamento alugado na cidade de São Paulo. 
Ele mantém dois consultórios para trabalhar: o primeiro 
funciona em um imóvel alugado na própria cidade de 
São Paulo, no qual Celso atende seus pacientes de se-
gunda a quarta-feira, e o outro funciona em um imóvel 
de sua propriedade situado na cidade de Barueri, onde 
ele atende pacientes às sextas-feiras. Em sua rotina se-
manal, Celso dirige até Barueri toda sexta-feira de manhã 
e retorna a São Paulo no mesmo dia, logo após o final do 
expediente. 
Sem prejuízo de outras possíveis classificações sobre seu 
domicílio, é correto afirmar que Celso: 
A) está domiciliado na cidade de São Paulo, não con-
tando com nenhuma espécie de domicílio em Baru-
eri; 
B) tem domicílio geral na cidade de São Paulo e domicí-
lio especial na cidade de Barueri; 
C) tem domicílio profissional tanto na cidade de São 
Paulo quanto na cidade de Barueri; 
D) tem domicílio voluntário na cidade de São Paulo e do-
micílio necessário na cidade de Barueri; 
E) está domiciliado na cidade de Barueri, não contando 
com nenhumaespécie de domicílio em São Paulo. 
QUESTÃO 37 Após ganhar uma soma em dinheiro ines-
perada, Ademir decidiu realizar uma reforma completa 
na sua casa. Em primeiro lugar, plantou uma cerca-viva 
nos limites do terreno, para aumentar sua privacidade. 
Colocou também vários vasos de plantas na entrada da 
casa. Em seguida, mandou construir uma piscina no 
quintal. Por fim, retirou cuidadosamente todas as telhas 
que revestiam o telhado da casa, descartou as que esta-
vam quebradas e armazenou as demais provisoriamente 
na garagem, para colocá-las de volta assim que acabar 
de reforçar a estrutura do telhado, o que está fazendo no 
momento. 
À luz do direito civil brasileiro, é correto considerar como 
bens imóveis nesse caso, entre outros: 
A) a cerca-viva e as plantas nos vasos, mas não as telhas 
armazenadas; 
B) a piscina no quintal e as telhas quebradas, mas não as 
plantas nos vasos; 
C) a cerca-viva e as telhas armazenadas, mas não as te-
lhas quebradas; 
D) a piscina no quintal e o terreno da casa, mas não as 
telhas armazenadas; 
E) o terreno da casa e as telhas quebradas, mas não a 
cerca-viva. 
QUESTÃO 38 Matos, animado com a herança que rece-
beu, decidiu realizar algumas obras na sua casa: cons-
truiu uma piscina no jardim, trocou a fiação elétrica de-
teriorada da cozinha, com risco de curto-circuito, cons-
truiu um banheiro no quarto da filha, instalou corrimãos 
nas escadas e, por fim, ia construir um lago, mas desistiu 
quando verificou que um já havia se formado natural-
mente, com a depressão natural da terra e as águas das 
intensas chuvas dos últimos meses. 
Diante disso, é correto afirmar que: 
A) o lago e a piscina, por tornarem mais agradável o uso 
do bem, são considerados benfeitorias voluptuárias; 
B) a troca da fiação elétrica e a construção do banheiro 
no quarto da filha são consideradas benfeitorias ne-
cessárias; 
C) o banheiro construído no quarto da filha e a instalação 
de corrimãos são considerados benfeitorias úteis; 
D) a piscina e a troca da fiação elétrica podem ser consi-
deradas benfeitorias necessárias; 
E) o lago e a instalação de corrimãos podem ser consi-
derados benfeitorias úteis. 
QUESTÃO 39 Adalberto nasceu e foi criado na cidade de 
Belo Horizonte. Ao completar a maioridade, mudou-se 
para São Paulo para cursar a faculdade. Já formado, co-
nheceu sua atual esposa e casou-se em Belo Horizonte. 
Na mesma época, foi aprovado em concurso público e 
tornou-se servidor de uma autarquia estadual do Espírito 
 
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Santo, com sede em Vitória. Buscando maior qualidade 
de vida, Adalberto mudou-se com sua esposa e filhos 
para a cidade de Guarapari e permanece hospedado na 
casa de um tio em Vitória nos dias úteis para ficar pró-
ximo de seu local de trabalho. Nesse momento, ele está 
passando as férias com a família na cidade de Salvador. 
Portanto, é possível considerar que, atualmente, Adal-
berto tem domicílio: 
A) voluntário na cidade de São Paulo; 
B) necessário na cidade de Vitória; 
C) de eleição na cidade de Belo Horizonte; 
D) especial na cidade de Guarapari; 
E) geral na cidade em que puder ser encontrado no mo-
mento. 
ATO, FATO E NEGÓCIO JURÍDICO 
QUESTÃO 40 Durante a pandemia de Covid-19, Carlos 
contratou tratamento no hospital Dona Marina, o qual, se 
aproveitando da escassez de vagas em UTI, aumentou o 
valor da internação em quatro vezes o preço. A fim de sal-
var-se, Carlos pagou o valor. Está-se diante de 
A) lesão, que ocorre quando uma pessoa, em premente 
necessidade, ou por inexperiência, obriga-se a uma 
prestação manifestamente desproporcional ao valor 
da prestação oposta. 
B) negócio lícito, cujo preço é regulado pela lei da oferta 
e procura. 
C) coação, que ocorre quando o negócio é celebrado sob 
fundado temor de dano iminente à pessoa do contra-
tante ou de sua família. 
D) estado de perigo, o qual se configura quando alguém, 
premido da necessidade de salvar-se de grave dano 
conhecido pela outra parte, assume obrigação exces-
sivamente onerosa. 
E) lesão, a qual se configura quando alguém, premido da 
necessidade de salvar-se de grave dano conhecido 
pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
QUESTÃO 41 De acordo com o Código Civil, o negócio ju-
rídico simulado é 
A) válido, exceto no caso de dissimulação. 
B) anulável, não sendo suscetível de confirmação. 
C) anulável, mas é suscetível de confirmação. 
D) nulo, não sendo suscetível de confirmação. 
E) nulo, mas é suscetível de confirmação. 
QUESTÃO 42 De acordo com o Código Civil, a manifesta-
ção de vontade no negócio jurídico 
A) só terá eficácia se for presenciada por pelo menos 
duas testemunhas, salvo se exprimida por escrito, em 
instrumento público ou particular. 
B) pode ser suprida pelo silêncio de uma das partes, 
quando as circunstâncias ou os usos o autorizem e 
não for necessária a declaração de vontade expressa. 
C) deve ser exprimida em instrumento público sempre 
que envolver direitos sucessórios. 
D) deve ser exprimida em instrumento público quando 
envolver bens móveis de valor superior a cem vezes o 
salário mínimo vigente. 
E) jamais subsistirá se o seu autor houver feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou. 
QUESTÃO 43 Distinguem-se a condição suspensiva, o 
termo inicial e o encargo porque a condição 
A) se refere sempre a evento futuro e certo, enquanto o 
termo se refere a evento futuro e incerto, sendo que o 
encargo não se vincula, na sua definição, a circunstân-
cia de ser o seu cumprimento certo ou incerto 
B) suspensiva, enquanto não verificada, impede o exer-
cício, mas não a aquisição do direito; o termo inicial 
suspende a aquisição e o exercício do direito e o en-
cargo nunca suspende a aquisição, nem o exercício 
do direito. 
C) suspensiva, enquanto não verificada, impede a aqui-
sição e o exercício do direito; o termo inicial suspende 
o exercício, mas não a aquisição do direito e o encargo 
tal qual a condição suspensiva, sempre impede, en-
quanto não cumprido, a aquisição e o exercício do di-
reito. 
D) suspensiva, enquanto não verificada impede a aquisi-
ção do direito, mas não o seu exercício ou os atos de 
sua conservação; o termo inicial suspende o exercício, 
mas não a aquisição do direito ou os atos de sua con-
servação e o encargo sempre suspende o exercício, 
mas não a aquisição do direito, tal qual ocorre com o 
termo inicial. 
E) suspensiva, enquanto não verificada, impede a aqui-
sição e o exercício do direito; o termo inicial suspende 
o exercício, mas não a aquisição do direito e o encargo 
não suspende a aquisição, nem o exercício do direito, 
salvo se imposto no negocio jurídico pelo disponente, 
como condição suspensiva. 
QUESTÃO 44 Em relação aos negócios jurídicos, é cor-
reto afirmar: 
A) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à con-
dição suspensiva, enquanto esta se não verificar, não 
se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
B) Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpre-
tam-se ampliativamente. 
C) Os poderes de representação conferem-se exclusiva-
mente por lei. 
D) Em qualquer hipótese, a manifestação de vontade 
não subsiste se o seu autor houver feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou. 
 
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E) Como regra geral, o silêncio importa anuência, sendo 
ou não necessária a declaração de vontade expressa. 
QUESTÃO 45 De acordo com o Código Civil, o termo ini-
cial do negócio jurídico 
A) consiste numa condição suspensiva. 
B) consiste numa condição resolutiva. 
C) subordina a sua existência. 
D) suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
E) subordina a sua eficácia a evento futuro e incerto. 
QUESTÃO 46 De acordo com o Código Civil, a ilicitude do 
motivo determinante do negócio jurídico 
A) enseja a sua anulabilidade mesmo que não seja co-
mum a ambas as partes. 
B) enseja a sua anulabilidadesomente quando for co-
mum a ambas as partes. 
C) enseja a sua nulidade mesmo que não seja comum a 
ambas as partes. 
D) enseja a sua nulidade somente quando for comum a 
ambas as partes. 
E) não enseja a sua invalidade, mesmo que comum a 
ambas as partes. 
QUESTÃO 47 De acordo com o Código Civil, os negócios 
jurídicos que dizem respeito ao bem principal 
A) não abrangem as pertenças, salvo se o contrário re-
sultar da lei, da manifestação de vontade, ou das cir-
cunstâncias do caso. 
B) abrangem as pertenças, independentemente das cir-
cunstâncias do caso. 
C) abrangem as pertenças independentemente de 
qualquer manifestação de vontade, sendo lícito às 
partes dispor o contrário. 
D) abrangem as pertenças independentemente de 
qualquer manifestação de vontade, sendo vedado às 
partes dispor o contrário. 
E) abrangem as pertenças somente nos casos expressa-
mente previstos em lei. 
QUESTÃO 48 Deise sofreu grave acidente de carro e, em 
razão disso, precisou de uma cirurgia de urgência em 
hospital próximo ao local do sinistro. Por exigência do es-
tabelecimento hospitalar, sua genitora Cláudia emitiu 
um cheque de setenta mil reais em favor daquele. Dias 
após a conclusão do procedimento, ela constatou que a 
quantia comumente cobrada para tal cirurgia era de 
cinco mil reais. Com isso, Cláudia procurou a Defensoria 
Pública da Paraíba, a fim de evitar a cobrança do referido 
título de crédito. Diante desta situação, é possível ingres-
sar com ação judicial, para requerer a 
A) anulação do negócio jurídico no prazo de 5 anos, a 
contar do dia em que este se realizou, com a alegação 
de vício do consentimento consistente em lesão. 
B) declaração de nulidade do negócio jurídico no prazo 
de 3 anos, a contar do dia em que se constatou a 
excessividade do valor cobrado pela cirurgia, com a 
alegação de vício do consentimento consistente em 
estado de perigo. 
C) anulação do negócio jurídico no prazo de 4 anos, a 
contar do dia em que este se realizou, com a alegação 
de vício do consentimento consistente em estado de 
perigo. 
D) declaração de nulidade do negócio jurídico no prazo 
de 10 anos, a contar do dia em que este se realizou, 
com a alegação de vício do consentimento consis-
tente em lesão. 
E) declaração de nulidade do negócio jurídico, a qual-
quer tempo, em virtude da incapacidade civil de 
Deise no momento da cirurgia. 
QUESTÃO 49 O ato-fato jurídico pode ser conceituado 
como 
A) qualquer estipulação de consequências jurídicas, rea-
lizada por sujeitos de direito no âmbito do exercício 
da autonomia da vontade. 
B) ato causador de prejuízo, seja patrimonial, físico ou 
moral, a outrem. 
C) todo o acontecimento de origem natural ou humana 
que gere consequências jurídicas. 
D) todo o ato lícito que tenha por fim imediato adquirir, 
resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos. 
E) o evento que, embora oriundo de uma ação ou omis-
são humana, produz efeitos na órbita jurídica, inde-
pendentemente da vontade de os produzir. 
QUESTÃO 50 Ao anunciar um veículo à venda, o anunci-
ante instalou alguns itens estéticos no veículo que da-
vam a impressão de se tratar de um modelo mais caro do 
que o modelo real do carro. Durante as negociações, na 
presença do vendedor, um terceiro fez menção expressa 
ao preço em relação ao modelo (referindo-se ao modelo 
mais caro), mas o vendedor não corrigiu a informação. O 
comprador, após concretizar a compra e pagar o preço, 
levou o veículo ao mecânico, quando descobriu que na 
verdade havia adquirido o carro pensando se tratar de 
um outro modelo. Ele procura o vendedor e afirma ter in-
teresse em continuar com o veículo, mas deseja um aba-
timento do preço. O vendedor, por sua vez, afirma que 
em nenhum momento disse que o veículo era do mo-
delo que o comprador havia imaginado. Nesse caso, 
trata-se de 
A) erro sobre o objeto principal da declaração (error in 
corpore ou error in substantia), que torna anulável o 
negócio, no prazo decadencial de 04 (quatro) anos. 
B) dolo acidental, que em regra não afeta a validade do 
negócio, porém impõe o dever de indenizar. 
C) vício redibitório, que permite tanto a anulação do ne-
gócio, como o abatimento do preço pago, no prazo 
decadencial de 30 (trinta) dias para bens imóveis. 
 
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D) dolo essencial, que torna o negócio anulável, cuja de-
cadência ocorre no prazo de 04 (quatro) anos. 
E) dolo essencial, que torna o negócio anulável, cuja 
prescrição ocorre no prazo de 04 (quatro) anos. 
QUESTÃO 51 No que concerne aos defeitos do negócio 
jurídico é correto afirmar: 
A) O falso motivo vicia a declaração de vontade em qual-
quer hipótese, causando a anulação do negócio jurí-
dico por erro. 
B) A transmissão errônea da vontade por meios inter-
postos não é anulável nos mesmos casos em que o é 
a declaração direta. 
C) A ameaça do exercício normal de um direito e o temor 
reverencial podem gerar a anulação do negócio jurí-
dico por coação. 
D) O dolo acidental não gera a anulação do negócio jurí-
dico, podendo ensejar, apenas, reparação por perdas 
e danos. 
E) Não subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer 
de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela ti-
vesse ou devesse ter conhecimento. 
QUESTÃO 52 Mini Mercado BC Ltda. é devedor da Granja 
FG S/A em razão contrato de fornecimento de proteína 
animal produzida por FG, bem como de contrato de mú-
tuo do saldo devedor. Passando por dificuldades finan-
ceiras no giro mensal, Mini Mercado BC Ltda. resolve ven-
der o automóvel de entregas, que representava o bem 
maior do seu patrimônio, para permitir o pagamento de 
salários atrasados dos atuais empregados, bem como as 
contas de luz e água. Apesar da venda, nenhum valor so-
brou para amortizar o saldo devido à FG, que anteviu a 
possibilidade de não reaver o crédito, ante a provável 
queda das vendas de BC sem a entrega em domicílio. 
Diante deste quadro, é correto afirmar que a venda do 
automóvel sem anuência de FG configura negócio jurí-
dico 
A) nulo, por caracterizar fraude contra credores. 
B) válido, pois voltado à manutenção do estabeleci-
mento. 
C) anulável, ante a ocorrência de fraude contra credores. 
D) nulo, pois realizado em fraude à lei. 
E) ineficaz, ante a ausência do consentimento de FG. 
QUESTÃO 53 Após ser salvo de uma situação grave de 
perigo, Roberto, 40 anos, decidiu mudar de vida. Em pri-
meiro lugar, elaborou um testamento para estipular um 
percentual de sua herança em benefício do seu salvador. 
Além disso, perfilhou seu filho, Antônio. Na sequência, 
doou sua casa em Cuiabá ao seu amigo de infância, Jo-
sias, e mudou de endereço, fixando domicílio em uma ci-
dade do interior. 
Tais atos podem ser classificados, respectivamente, 
como: 
A) ato jurídico não negocial, ato jurídico não negocial, 
negócio jurídico bilateral e negócio jurídico unilateral; 
B) negócio jurídico bilateral, negócio jurídico unilateral, 
ato jurídico não negocial e ato jurídico não negocial; 
C) ato jurídico não negocial, negócio jurídico unilateral, 
ato jurídico não negocial e negócio jurídico unilateral; 
D) negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial, 
negócio jurídico bilateral e ato jurídico não negocial; 
E) negócio jurídico unilateral, negócio jurídico bilateral, 
negócio jurídico unilateral e negócio jurídico bilateral. 
QUESTÃO 54 Pedro, com o objetivo de vender a cober-
tura de sua propriedade, ao ser perguntado por Fábio, 
possível comprador, se a fiação elétrica havia sido tro-
cada nos últimos cinco anos, disse que sim, embora sou-
besse que esse fato não era verdadeiro, agindo com in-
tuito malicioso para que Fábio adquirisse o imóvel. Cele-
brado o negócio, com o passar dos meses da data da 
compra, Fábio percebe o problema quando alguns ele-
trodomésticos começam a dar defeito sem explicação. 
Um especialista lhe revela que a fiação data de quatro 
décadas atrás. Fábio gosta do imóvel, por ser bem locali-zado, bonito e confortável e quer mantê-lo, mas se sente 
injustiçado, pois, se conhecesse a verdade, não teria pa-
gado o valor que desembolsou pelo imóvel. 
Nesse caso, pode Fábio alegar: 
A) erro substancial e anular o negócio; 
B) dolo acidental e receber perdas e danos; 
C) lesão e anular o negócio; 
D) erro acidental e receber perdas e danos; 
E) dolo principal, anular o negócio e receber perdas e da-
nos. 
QUESTÃO 55 A ZW Empreendimentos Ltda. comprou da 
ZTC Ltda. um apartamento na cidade de Londrina pelo 
preço de R$ 800.000,00. O contrato foi celebrado medi-
ante instrumento particular. Perante o Registro de Imó-
veis, houve a exigência do instrumento público. 
Diante disso: 
A) o Cartório do Registro de Imóveis deve aceitar o ins-
trumento particular porque no ordenamento jurídico 
brasileiro vige o princípio da liberdade de forma; 
B) é possível ao Poder Judiciário converter o contrato em 
promessa de compra e venda, pelo princípio da con-
servação dos negócios jurídicos; 
C) o negócio jurídico não produzirá efeitos por se tratar 
de imóvel de valor superior a dez salários mínimos, 
configurando exceção ao princípio da liberdade de 
forma; 
D) o contrato poderá produzir efeitos se ultrapassado o 
prazo para arguição de seu vício, operando-se a deca-
dência do direito à sua impugnação; 
E) a compra e venda de imóvel no valor estipulado é re-
putada inexistente ante à violação da forma prescrita 
 
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em lei para transferência de direitos reais sobre imó-
veis. 
QUESTÃO 56 A sociedade empresária M aliena onerosa-
mente seu parque industrial para a sociedade empresá-
ria N. Estipula-se, no contrato de venda, que N receberá 
imediatamente a propriedade dos ativos de M, mas que 
o preço da compra somente será pago quando N alcan-
çar uma determinada receita da produção advinda do 
parque industrial alienado. 
Quanto à hipótese apresentada, é correto dizer que se 
previu, em relação ao pagamento, 
A) uma condição suspensiva. 
B) um encargo. 
C) uma condição resolutiva. 
D) um termo inicial. 
E) um termo final. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
QUESTÃO 57 Considere as proposições abaixo. 
I. O devedor responderá pelos prejuízos resultantes de 
caso fortuito ou força maior se expressamente houver 
por eles se responsabilizado. 
II. As instituições financeiras estão sujeitas à teoria do 
risco integral, respondendo objetivamente por danos ge-
rados por fortuito interno ou externo. 
III. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação ainda que esta resulte de caso fortuito ou força 
maior, caso ocorram durante o atraso e não se prove 
isenção de culpa ou que o dano haveria sobrevindo 
mesmo que a obrigação houvesse sido oportunamente 
desempenhada. 
IV. O comodatário responde pelo dano decorrente de 
caso fortuito ou força maior se, correndo risco o objeto do 
comodato, abandoná-lo a fim de salvar objetos que se-
jam seus. 
Acerca do caso fortuito ou força maior, está correto o que 
se afirma APENAS em 
A) I, II e IV. 
B) II, III e IV. 
C) I e II. 
D) I, III e IV. 
E) I e III. 
QUESTÃO 58 O pagamento efetuar-se-á 
A) no domicílio do credor, salvo convenção em contrário. 
B) no local convencionado, mas o pagamento feito reite-
radamente em outro local faz presumir renúncia do 
credor relativamente ao previsto no contrato. 
C) sempre no domicílio do devedor, salvo, apenas, dispo-
sição legal em sentido contrário. 
D) onde melhor atender o interesse do credor, salvo con-
venção em sentido contrário. 
E) onde for menos oneroso para o devedor, salvo con-
venção em sentido contrário. 
QUESTÃO 59 Maria e Renata celebraram contrato que 
impunha à primeira (Maria) o cumprimento de obriga-
ções alternativas em favor de Letícia. Nesse caso, de 
acordo com o Código Civil, a escolha da prestação, entre 
aquelas alternativamente previstas no contrato, caberá a 
A) Renata, se outra coisa não se estipulou. 
B) Maria, se outra coisa não se estipulou. 
C) Letícia, se outra coisa não se estipulou. 
D) Maria, reputando-se nula eventual estipulação em 
sentido diverso. 
E) Renata, reputando-se nula eventual estipulação em 
sentido diverso. 
QUESTÃO 60 A respeito da solidariedade passiva, consi-
dere: 
I. O devedor que satisfaz a dívida por inteiro tem direito 
de exigir também por inteiro, de cada um dos co-deve-
dores, aquilo que houver pago ao credor, abatida sua 
quota. 
II. A propositura de ação, pelo credor, contra apenas um 
dos devedores implica renúncia à solidariedade. 
III. Se um dos devedores solidários falecer deixando her-
deiros, nenhum destes será obrigado a pagar senão a 
quota que corresponder a seu quinhão hereditário, salvo 
se a obrigação for indivisível. 
IV. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um 
dos devedores, este responderá por toda ela para com 
aquele que a pagar. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
A) I e III. 
B) I, II e III. 
C) I e II. 
D) III e IV. 
E) II e IV. 
QUESTÃO 61 Ana adquiriu produtos de Carolina, combi-
nando o pagamento de 24 parcelas, com vencimento no 
dia 05 de cada mês e sem pactuação de correção mone-
tária das parcelas. No pagamento da parcela 24, Carolina 
lhe entregou recibo de quitação total da dívida sem res-
salva. Contudo, meses depois, Ana foi citada em ação de 
cobrança movida por Carolina, para o pagamento das 
parcelas 05 e 06, que não teriam sido quitadas, e a dife-
rença de atualização monetária a partir da parcela 13. So-
bre a pretensão de Carolina deve ser considerada 
A) improcedente, porque o pagamento da última par-
cela acarreta presunção absoluta de quitação da dí-
vida. 
B) parcialmente procedente, porque a dívida deveria ser 
atualizada, mas o pagamento da última parcela sem 
ressalvas faz presumir o pagamento das anteriores. 
C) parcialmente procedente, porque a dívida deve ser 
paga pelo seu valor nominal, mas o pagamento da 
 
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última parcela não faz presumir o pagamento das an-
teriores. 
D) procedente, porque a dívida deveria ser atualizada e o 
pagamento da última parcela não faz presumir o pa-
gamento das anteriores. 
E) improcedente, porque a dívida deve ser paga pelo seu 
valor nominal e o pagamento da última parcela sem 
ressalvas faz presumir o pagamento das anteriores. 
QUESTÃO 62 De acordo com o Código Civil, se um dos 
credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta 
para com os outros; mas estes só a poderão exigir, des-
contada a quota do credor remitente. Ainda de acordo 
com o Código Civil, o mesmo critério será observado nos 
casos de: 
A) transação, novação, compensação ou confusão. 
B) transação e novação, mas não nos casos de compen-
sação ou confusão. 
C) transação e compensação, mas não nos casos de con-
fusão ou novação. 
D) compensação ou confusão, mas não nos casos de 
transação ou novação. 
E) novação e compensação, mas não nos casos de tran-
sação ou confusão. 
QUESTÃO 63 Considere as proposições abaixo. 
I. O devedor responderá pelos prejuízos resultantes de 
caso fortuito ou força maior se expressamente houver 
por eles se responsabilizado. 
II. As instituições financeiras estão sujeitas à teoria do 
risco integral, respondendo objetivamente por danos ge-
rados por fortuito interno ou externo. 
III. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação ainda que esta resulte de caso fortuito ou força 
maior, caso ocorram durante o atraso e não se prove 
isenção de culpa ou que o dano haveria sobrevindo 
mesmo que a obrigação houvesse sido oportunamente 
desempenhada. 
IV. O comodatário responde pelo dano decorrente de 
caso fortuito ou força maior se, correndo risco o objeto do 
comodato, abandoná-lo a fim de salvar objetos que se-
jam seus. 
Acerca do caso fortuito ou força maior, está correto o que 
se afirma APENAS em 
A) I, II e IV. 
B) II, III e IV. 
C) I e II. 
D) I, III e IV. 
E) I e III. 
QUESTÃO 64 Márcia e Andrésão devedores solidários de 
Joana, da quantia de 20 mil reais. No vencimento da obri-
gação, Márcia pagou a Joana 10 mil reais, restando um 
saldo remanescente de igual valor para quitação do dé-
bito. Considerando essa situação, 
A) Márcia estará desobrigada de adimplir o saldo rema-
nescente, já que pagou metade da dívida. 
B) Márcia continuará obrigada solidariamente ao paga-
mento do saldo remanescente. 
C) Joana poderá cobrar juros de mora apenas em face 
de André, estando Márcia desonerada desta obriga-
ção. 
D) o ajuizamento de ação por Joana somente em face de 
André importará em renúncia da solidariedade de 
Márcia. 
E) Joana poderá ajuizar ação para cobrar a quantia de 20 
mil reais, já que não houve o adimplemento total da 
dívida. 
QUESTÃO 65 Considere as seguintes proposições acerca 
da cláusula penal: 
I. Se a cláusula penal for estipulada para o caso de ina-
dimplemento total da obrigação, esta se converte em al-
ternativa a benefício do credor. 
II. Desde que expressamente justificado no contrato, o 
valor da cominação imposta na cláusula penal poderá, 
em determinados casos, exceder o valor da obrigação 
principal. 
III. O credor poderá exigir a pena convencionada na cláu-
sula penal mesmo sem alegar prejuízo. 
IV. Havendo mais de um devedor da obrigação, seja ela 
divisível ou não, só incorre na pena prevista na cláusula 
penal o devedor que a infringir. 
V. O devedor incorre de pleno direito na cláusula penal 
caso deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em 
mora, independentemente de dolo ou culpa. 
De acordo com o Código Civil, está correto APENAS o que 
se afirma nos itens 
A) III e IV. 
B) IV e V. 
C) I e II. 
D) I e III. 
E) II e V. 
QUESTÃO 66 Marcela e Renata contraíram obrigação in-
divisível cujo cumprimento se tornou impossível por 
culpa exclusiva da primeira. Nesse caso, de acordo com o 
Código Civil, resolve-se a obrigação em perdas e danos, 
pelas quais 
A) Renata responderá em caráter subsidiário. 
B) Marcela e Renata responderão proporcionalmente às 
vantagens econômicas auferidas ao contraírem a 
obrigação. 
C) Marcela e Renata responderão em caráter solidário, 
ressalvado o direito de regresso de Renata em face de 
Marcela. 
D) Marcela e Renata responderão em partes iguais, res-
salvado o direito de regresso de Renata em face de 
Marcela. 
 
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E) apenas Marcela responderá, ficando Renata exone-
rada. 
QUESTÃO 67 Na obrigação de dar coisa certa, 
A) até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os 
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá 
exigir aumento no preço e se o credor não anuir, po-
derá o devedor resolver a obrigação. 
B) os frutos, pendentes ou percebidos, são do devedor. 
C) desde a realização do negocio jurídico e independen-
temente da tradição, pertencerá ao credor a coisa, 
com os seus melhoramentos e acessórios, pelos quais 
não sera obrigado a qualquer pagamento adicional. 
D) deteriorada a coisa antes da tradição, sem culpa do 
devedor, resolve-se de pleno direito a obrigação. 
E) deteriorada a coisa, antes da tradição, sem culpa do 
devedor, o credor sera obrigado a aceitar a coisa, com 
abatimento proporcional do preço. 
QUESTÃO 68 Amanda e Rodrigo, artistas plásticos, obri-
gam-se solidariamente a produzir esculturas para exibi-
ção no Centro Cultura das Artes - CCA, que lhes pagou 
antecipadamente pela locação das obras. Após a conclu-
são do trabalho, Rodrigo se encarrega de transportá-lo 
em seu caminhão até o CCA. Contudo, no percurso, Ro-
drigo avança indevidamente o semáforo e ocasiona aci-
dente automobilístico que destruiu completamente to-
das as esculturas. Ante a notícia de ausência das obras 
encomendadas, o CCA viu-se obrigado a cancelar a exi-
bição e experimentou danos materiais em razão da sus-
pensão. 
Diante disto, assinale a afirmativa correta. 
A) Amanda e Rodrigo são responsáveis pela devolução 
do equivalente e pelo ressarcimento das perdas e da-
nos decorrentes do evento. 
B) Rodrigo deve devolver o equivalente e indenizar as 
perdas e danos, ficando Amanda excluída ante a au-
sência de culpa no evento danoso. 
C) Amanda apenas não responde pelos juros, pois a 
mora não foi por ela ocasionada, mas deverá devolver 
o equivalente. 
D) Rodrigo não responde pelo equivalente, já que assu-
mirá integralmente a obrigação de ressarcir perdas e 
danos. 
E) Amanda e Rodrigo são responsáveis pela devolução 
do equivalente e pagamento de juros, mas as perdas 
e danos cabe apenas a Rodrigo ressarcir. 
QUESTÃO 69 Maria e Rejane celebraram contrato de 
promessa de compra e venda de imóvel com Jorge, Lu-
cas e Zózimo, por instrumento particular, sem levá-lo a 
registro, nos seguintes termos: 
1. Maria e Rejane se obrigaram, solidariamente, a pagar 
aos irmãos Jorge, Lucas e Zózimo o valor de 
R$600.000,00 (seiscentos mil reais), à vista, na data da 
celebração do acordo. 
2. Em contrapartida, Jorge, Lucas e Zózimo, coproprietá-
rios do imóvel, obrigaram-se, sem cláusula de solidarie-
dade (i) a entregar a chave do apartamento no prazo de 
10 (dez) dias contados da data da assinatura do contrato; 
e (ii) a realizarem a outorga da escritura pública definitiva 
de compra e venda, no prazo de dez dias após a imissão 
das promitentes compradoras na posse do imóvel. 
Diante do caso acima, assinale a afirmativa correta. 
A) Paga a integralidade do preço, a recusa dos copropri-
etários em realizar a outorga da escritura definitiva 
não confere direito à adjudicação compulsória, ante a 
ausência de registro da promessa. 
B) Com a assinatura da promessa, Maria pode realizar 
pagamento parcial correspondente à sua metade, 
ainda que os promitentes vendedores se recusem a 
receber, podendo valer-se do pagamento em consig-
nação. 
C) Assinada a promessa e não pago o preço de forma de-
finitiva, podem os promitentes vendedores propor 
ação visando à extinção do contrato, por resilição uni-
lateral, fundada no inadimplemento absoluto. 
D) Pago o preço, os coproprietários devem cumprir com 
a obrigação de entrega do imóvel, desobrigando-se 
apenas de realizar o pagamento perante Maria e Re-
jane, conjuntamente, ou a uma delas, com caução de 
ratificação da outra credora. 
E) Em se tratando de contrato bilateral, comutativo e 
oneroso, a cláusula resolutiva, ainda que tácita, opera 
de pleno direito, sendo despicienda prévia interpela-
ção judicial. 
QUESTÃO 70 Virgínio, devedor, oferece um notebook a 
Eugênia, credora, com o objetivo de quitar uma dívida no 
valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Virgínio alega que se 
encontra desempregado e sem condições de adimplir a 
obrigação que tem com a credora com o pagamento do 
valor devido em espécie, razão pela qual oferece o note-
book em pagamento. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
A) Para a efetivação da proposta de Virgínio, haverá ne-
cessidade do consentimento da credora, pois se trata 
de uma dação em pagamento. 
B) No caso, há uma novação objetiva, sendo prescindível 
a vontade da credora. 
C) Caso Eugênia não concorde em receber o bem, Virgí-
nio poderá ajuizar ação de consignação em paga-
mento. 
D) A compensação, que ocorre no caso narrado, neces-
sita de consentimento expresso da credora e não 
pode causar danos a terceiros. 
E) A situação narrada é caracterizada como dação em 
pagamento, devendo ser aplicada às regras do con-
trato de locação. 
 
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QUESTÃO 71 Artur vendeu para seu amigo Vitor um sofá 
usado de couro em ótimo estado, pelo preço médio de 
mercado. Os amigos combinaram que o preço do sofá 
seria pago uma semana após a data em que firmaram o 
acordo e que o sofá deveria ser entregue ao comprador, 
na casa deste, um mês após o pagamento do preço. Vitor 
efetuou o pagamento na data avençada, mas, decorrido 
um mês, Artur deixou passar o prazo de entrega do bem 
sem cumprir essa obrigação. Doisdias depois, uma re-
pentina mudança de tempo trouxe fortes chuvas para o 
bairro onde Artur reside. Logo uma enchente tomou 
conta da rua de Artur, invadindo a casa dele e danifi-
cando todos os móveis que ali se encontravam, inclusive 
o sofá, que foi totalmente destruído. Como Vitor vive em 
uma região que não foi afetada pelas chuvas, foi preciso 
que Artur relatasse a ele o ocorrido e comunicasse que, 
em decorrência do lamentável perecimento do bem, ha-
via se tornado impossível cumprir o contrato. Nesse caso, 
é correto afirmar que Artur: 
A) responderá perante Vitor pela impossibilidade da 
prestação, muito embora não tenha dado causa di-
reta e imediata à destruição do sofá; 
B) responderá pela impossibilidade da prestação, em 
decorrência do princípio res perit domino, já que o 
sofá já pertencia a Vitor quando foi destruído; 
C) não responderá pela impossibilidade da prestação, 
tendo em vista o princípio segundo o qual ninguém 
responde pelo fortuito; 
D) não responderá pela impossibilidade da prestação, 
porque Vitor nunca chegou a se tornar proprietário do 
sofá que veio a ser destruído; 
E) não responderá pela impossibilidade da prestação, 
tendo em vista que Vitor contribuiu para essa impos-
sibilidade quando deixou de constituir o devedor em 
mora. 
QUESTÃO 72 Em concurso singular de credores, é cor-
reto dizer que o ordenamento civil brasileiro posiciona a 
preferência material do crédito garantido por hipoteca 
A) abaixo do crédito com privilégio especial. 
B) acima do crédito condominial. 
C) abaixo do crédito condominial. 
D) acima do crédito tributário de IPTU. 
E) abaixo do crédito com privilégio geral. 
QUESTÃO 73 Ernesto e Guilherme contrataram Ambró-
sio para cuidar da segurança dos sistemas da empresa 
da qual são sócios. Como Ernesto reside no exterior, ficou 
combinado entre ele e Guilherme que, embora se obri-
gando solidariamente, caberia a Guilherme fazer o paga-
mento mensal das prestações. Por ter gerido mal a em-
presa, Guilherme atrasou o pagamento dos aluguéis e 
por isso Ambrósio teve que ajuizar ação contra ambos 
cobrando o pagamento de três prestações do contrato, 
equivalente a R$ 9.850,00 (R$ 9.000,00 de aluguéis e o 
restante de juros de mora). Ernesto deposita R$ 4.500,00 
e pede a extinção do processo por ter cumprido com a 
sua obrigação. O juiz intima Ambrósio para se manifestar 
sobre o depósito. 
Para assegurar da melhor forma os direitos de seu cli-
ente, o advogado orienta, corretamente, que Ambrósio 
deve: 
A) dar quitação ao pagamento e requerer o prossegui-
mento da ação em face de Guilherme para cobrança 
da diferença restante (R$ 5.350,00); 
B) não dar quitação ao pagamento e requerer o prosse-
guimento da ação em face de Ernesto e Guilherme 
até que seja paga a integralidade da dívida com os ju-
ros; 
C) não dar quitação ao pagamento e requerer o prosse-
guimento da ação em face de Ernesto para paga-
mento de sua parte referente aos juros (R$ 425,00), 
bem como o prosseguimento da ação em face de Gui-
lherme para cobrança da diferença restante (R$ 
4.925,00); 
D) não dar quitação ao pagamento e requerer o prosse-
guimento da ação em face de Ernesto para cobrança 
da integralidade da parte referente aos juros (R$ 
850,00), bem como o prosseguimento da ação em 
face de Guilherme para cobrança da diferença res-
tante (R$ 4.500,00); 
E) não dar quitação ao pagamento e requerer o prosse-
guimento da ação em face de Ernesto para cobrança 
do restante da dívida principal (R$ 4.500,00), bem 
como o prosseguimento da ação em face de Gui-
lherme para cobrança do valor referente aos juros (R$ 
850,00). 
CONTRATOS 
QUESTÃO 74 Em relação às disposições gerais dos con-
tratos, é correto afirmar: 
A) Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas 
ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um 
dos contratantes assuma, terá o outro direito de rece-
ber integralmente o que lhe foi prometido, desde que 
de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda 
que nada do avençado venha a existir. 
B) A aceitação do contrato fora do prazo, com adições, 
restrições ou modificações, não importará nova pro-
posta. 
C) Caracterizando-se vício redibitório em um contrato, o 
alienante, conhecendo ou não o vício ou defeito da 
coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos. 
D) Nos contratos onerosos, o alienante responde pela 
evicção; esta garantia não subsiste se a aquisição foi 
realizada em hasta pública. 
E) Nos contratos de adesão, são válidas as cláusulas que 
estipulem a renúncia do aderente a direito resultante 
 
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da natureza do negócio, desde que previamente in-
formado dessa circunstância. 
QUESTÃO 75 De acordo com o Código Civil, o contrato 
preliminar 
A) admite promessa unilateral de contrato. 
B) não admite registro. 
C) confere a qualquer das partes o direito de exigir a ce-
lebração do contrato definitivo, reputando-se não es-
crita eventual cláusula de arrependimento. 
D) não precisa conter nenhum dos requisitos essenciais 
ao contrato a ser celebrado, desde que descreva de 
modo suficiente o objeto do negócio. 
E) deve ser firmado segundo a mesma forma exigida 
para o contrato a ser celebrado, sob pena de nulidade. 
QUESTÃO 76 Fábio locou imóvel residencial para Cláu-
dio. Luiz afiançou o contrato, embora contra a vontade 
de Cláudio e em valor inferior ao da obrigação principal, 
renunciado ao benefício de ordem. Tal contrato é 
A) válido, pois a fiança pode ser estipulada mesmo con-
tra a vontade do devedor e em valor inferior ao da 
obrigação principal, e havendo renunciado ao benefí-
cio de ordem, Luiz terá direito de exigir sejam excuti-
dos, antes dos seus, os bens do devedor. 
B) inválido, pois a fiança, assim como qualquer contrato, 
não pode ser estipulada contra a vontade de uma das 
partes. 
C) inválido, pois, embora a fiança possa ser estipulada 
contra a vontade do devedor, deve necessariamente 
compreender o valor integral da obrigação principal. 
D) válido, pois a fiança pode ser estipulada mesmo con-
tra a vontade do devedor e em valor inferior ao da 
obrigação principal, mas havendo renunciado ao be-
nefício de ordem, Luiz não terá direito de exigir sejam 
excutidos, antes dos seus, os bens do devedor. 
E) inválido, pois, embora a fiança possa ser estipulada 
contra a vontade do devedor, e em valor inferior ao da 
obrigação principal, é nula a renúncia ao benefício de 
ordem, tendo em vista que a fiança não pode receber 
interpretação extensiva. 
QUESTÃO 77 Paulo alugou um quiosque em um centro 
comercial na cidade de Boa Vista-RR, em janeiro de 2018, 
pelo valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais, além 
de pagamento de verbas condominiais e outras despe-
sas. Com a pandemia, o centro comercial permaneceu 
fechado por vários meses, em razão de restrições sanitá-
rias impostas pelas autoridades responsáveis. Durante 
todo esse tempo, Paulo não pôde explorar comercial-
mente o ponto e ficou sem qualquer renda que auferia 
da atividade desenvolvida no local e ficou inadimplente 
com o valor dos aluguéis e demais despesas. Em tal situ-
ação, Paulo 
A) deverá alegar a aplicação do princípio da conservação 
contratual, da obrigatoriedade das disposições con-
tratuais. 
B) deve se valer das normas protetivas do consumidor, 
diante de sua hipossuficiência, pois somente desta 
forma terá proteção contra as circunstâncias impre-
vistas e a onerosidade excessiva. 
C) poderá alegar a teoria da imprevisão, situação em que 
caberá somente o pedido de revisão dos termos con-
tratuais, mas não a resolução do contrato. 
D) não poderá pleitear a revisão dos termos contratuais, 
pois não se aplicam ao caso as normas de proteção ao 
consumidor. 
E) poderá alegar a onerosidade excessiva, para pleitear a 
resolução ou revisão dos termos contratuais, mesmo 
que não seja o caso de aplicação das regras de prote-
ção ao consumidor. 
QUESTÃO 78 A respeito dos contratos, analise as propo-sições a seguir: 
I. A exceptio non adimpleti contractus é aplicável so-
mente aos contratos sinalagmáticos. 
II. É abusiva a inserção de cláusula solve et repete em 
contratos de consumo. 
III. A doação de ascendente para descendente é válida, 
ainda que realizada sem a anuência dos demais descen-
dentes. 
IV. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela 
evicção, ainda que a aquisição tenha se realizado em 
hasta pública. 
Está correto o que se afirma em 
A) I, II e IV, apenas. 
B) I, II e III, apenas. 
C) I, III e IV, apenas. 
D) II, III e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
QUESTÃO 79 No tocante à evicção e aos vícios redibitó-
rios, é correto afirmar: 
A) Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra 
a evicção, se esta se der, tem direito o evicto a receber 
o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do 
risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu. 
B) O alienante que conhecia ou não o vício ou defeito da 
coisa restituirá o que recebeu com perdas e danos. 
C) São aplicáveis as disposições dos vícios redibitórios às 
doações simples. 
D) Nos contratos onerosos, o alienante responde pela 
evicção, salvo se a aquisição houver ocorrido em hasta 
pública, quando então não subsistirá a garantia. 
E) O adquirente decai do direito de obter a redibição ou 
abatimento no preço no prazo de noventa dias se a 
coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da 
entrega efetiva; se já estava na posse, o prazo conta-
se da alienação, reduzido à metade. 
 
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QUESTÃO 80 Com relação aos contratos, é INCORRETO 
afirmar: 
A) O contrato preliminar, inclusive quanto à forma, deve 
conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser 
celebrado. 
B) Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos 
desde que a aceitação é expedida, exceto, dentre ou-
tras hipóteses, se o proponente se houver comprome-
tido a esperar resposta. 
C) Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa 
viva. 
D) Em regra, reputar-se-á celebrado o contrato no lugar 
em que foi proposto. 
E) Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que 
estipulem a renúncia antecipada do aderente a di-
reito resultante da natureza do negócio. 
QUESTÃO 81 Considere as seguintes proposições acerca 
dos contratos: 
I. Nos contratos de adesão, serão válidas as cláusulas que 
estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito 
resultante da natureza do negócio, desde que redigidas 
de forma clara e com destaque. 
II. É vedado, em qualquer hipótese, celebrar contrato que 
tenha por objeto a herança de pessoa viva. 
III. Considera-se celebrado o contrato no lugar em que foi 
aceito, se diverso daquele onde foi proposto. 
IV. Se o contrato for aleatório, por se referir a coisas exis-
tentes, mas expostas a risco, assumido pelo adquirente, 
o alienante terá direito a todo o preço mesmo que a coisa 
já não existisse no dia do contrato. 
V. O contrato preliminar deve conter, inclusive quanto à 
forma, todos os requisitos essenciais ao contrato a ser ce-
lebrado. 
De acordo com o Código Civil, está correto o que consta 
APENAS de 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e IV. 
D) III e V. 
E) IV e V. 
QUESTÃO 82 Sobre a participação dos intervenientes em 
serviços e obras de engenharia e arquitetura é prerroga-
tiva do proprietário exigir do executante a correção dos 
defeitos do empreendimento, desde que acusados, por-
menorizadamente, de maneira formal, por escrito, no 
prazo previsto no Código Civil; ou outro prazo, quando 
prévia e explicitamente for acordado com o executante. 
Os defeitos e o prazo previsto no Código Civil para saná-
los são, respectivamente, 
A) ocultos (vícios redibitórios) e dezoito meses. 
B) ocultos (vícios redibitórios) e um ano. 
C) não ocultos (vícios não redibitórios) e dois anos. 
D) não ocultos (vícios não redibitórios) e oito meses. 
E) ocultos (vícios redibitórios) e seis meses. 
QUESTÃO 83 O vício redibitório e o erro substancial 
A) geram a nulidade do negócio jurídico e, consequen-
temente, impõem a declaração de nulidade e a inde-
nização pelos danos causados. 
B) constituem espécies de vício da vontade, uma vez 
que o negócio não teria sido realizado se não se veri-
ficasse o vício ou erro. 
C) são distintos uma vez que no primeiro o vício oculto 
pertence ao objeto adquirido, ao passo que no se-
gundo, o vício é da manifestação da vontade. 
D) dizem respeito somente ao âmbito da eficácia do ne-
gócio jurídico e apresentam como consequência o 
abatimento do valor pago. 
E) constituem vício do objeto do negócio jurídico con-
traído, pois o objeto adquirido possui algum vício que 
torna a coisa inútil para o fim a que se destina. 
QUESTÃO 84 Álvares empresta seu imóvel, por prazo in-
determinado, para que, nele, seu sobrinho Machado 
possa residir enquanto estiver na cidade de Niterói com-
pletando seus estudos e sua formação profissional. Su-
cede que, dois meses depois de Machado se instalar no 
local, Álvares começa a namorar Carvalho e, então, noti-
fica Machado a devolver-lhe o bem para que possa se 
mudar com o amado. Machado pondera que não inco-
modará, até porque só fica no apartamento na madru-
gada, quando não está estudando ou trabalhando. Con-
siderando a situação descrita, na sede judicial própria, é 
possível: 
A) determinar a desocupação do imóvel, uma vez que, 
cessado o comodato por prazo indeterminado pela 
notificação do comodante, passou a se verificar esbu-
lho a cargo de Machado, que não deverá ser indeni-
zado; 
B) reconhecer a impossibilidade de retomada do imóvel 
neste momento, mas, sem prejuízo, regular o exercí-
cio da composse, inclusive em relação aos horários 
em que cada um poderá usar o bem; 
C) reconhecer a impossibilidade de retomada do imóvel 
neste momento, sem que seja viável juridicamente 
regular a composse diante da natureza indivisível do 
bem sobre a qual é exercida; 
D) determinar a desocupação do imóvel uma vez verifi-
cado o esbulho, sem prejuízo de determinar que Álva-
res indenize Machado pelo abuso do direito levado a 
efeito em comportamento contraditório (venire con-
tra factum proprium); 
E) diante da vedação ao comportamento contraditório 
(venire contra factum proprium), poderá manter Ma-
chado no imóvel, mas estabelecendo um aluguel a 
ser pago a Álvares. 
QUESTÃO 85 Na região Centro-Oeste do Brasil, durante 
o período de estiagem, nos meses de julho a setembro, 
 
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em razão da falta de chuvas, ocorrem muitas queimadas 
de pastos nas fazendas que exploram a pecuária de 
gado. Muitos fazendeiros, para não perderem seu reba-
nho, usam pastos em terras de outros fazendeiros. Esse 
contrato geralmente é verbal, por 3 (três) meses, com a 
renda paga mensalmente. 
Esse instrumento é considerado contrato 
A) de Direito Civil. 
B) de arrendamento rural. 
C) de parceria rural. 
D) agrário inominado. 
E) de posse temporária. 
QUESTÃO 86 Contando com algumas dívidas, Renato, 
maior e casado, pede ajuda à sua mãe, Carmen, para 
pagá-las. Sensibilizada, Carmen resolve doar o imóvel de 
menor valor entre os seus imóveis e celebra com o filho 
contrato de doação por instrumento público, do qual não 
participam, Márcia, sua nora, tampouco seus filhos. Na 
avença, Carmen se obriga a entregar a posse do bem a 
Renato em 15 dias, quando então os aluguéis do imóvel, 
que se encontrava locado, passariam a pertencer a Re-
nato. Contudo, com receio da reação dos outros filhos, 
Carmen decide não entregar a posse do bem, enten-
dendo que os danos que Renato vier a experimentar por 
não receber o aluguel servirão para lhe dar uma lição. 
Diante deste quadro, assinale a afirmativa correta. 
A) A doação é nula, visto que Márcia não aquiesceu com 
a aquisição gratuita de direito real. 
B) A doação é válida e Carmen deverá responder pelas 
perdas e danos ocasionados na hipótese fática. 
C) A doação é nula, haja vista que os filhos deCarmen 
deveriam consentir com o ato. 
D) A doação é anulável, pois não contou com a aquies-
cência dos outros filhos de Carmen. 
E) A doação é válida, mas Carmen não deve indenizar 
Carlos, ante a liberalidade e gratuidade do ato. 
QUESTÃO 87 Sobre o pagamento indevido nas relações 
civis, assinale a afirmativa correta. 
A) Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido 
fica obrigado a restituir em dobro. 
B) Se aquele que indevidamente recebeu um imóvel o 
tiver alienado, por título oneroso, ainda que de boa-fé, 
responde pelo valor do imóvel mais perdas e danos. 
C) Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida 
prescrita ou cumprir obrigação judicialmente inexigí-
vel. 
D) Àquele que voluntariamente pagou o indevido, as-
siste a presunção de tê-lo feito por erro. 
E) Se o pagamento indevido tiver consistido no desem-
penho de obrigação de fazer, aquele que recebeu a 
prestação fica na obrigação de, sempre que possível, 
desfazer aquilo que foi recebido. 
QUESTÃO 88 A sociedade Alfa firmou contrato de forne-
cimento com a sociedade Beta pelo prazo de cinco anos. 
A Beta se comprometeu a fornecer, até o último dia de 
cada mês, trezentas baterias modelo Cqb914. Em troca, a 
Alfa se obrigou a pagar o montante de cinquenta mil re-
ais, por meio de transferência bancária para conta-cor-
rente indicada, a serem corrigidos anualmente com base 
no IPCA, figurando a sociedade Gama como fiadora das 
obrigações da Alfa. No caso de atraso de qualquer das 
partes, foi cominada pena de multa de 2% e juros de 1% 
sobre o valor da prestação pecuniária. Sobre o caso, é 
correto afirmar que: 
A) paga uma das prestações da Alfa pela sociedade 
Gama, no vencimento, poderá esta exigir da Alfa o re-
embolso do valor despendido, mas não a multa de 2% 
e juros de 1% previstos no contrato; 
B) realizada a transferência para conta distinta daquela 
estipulada no contrato, para que o pagamento seja 
considerado eficaz será necessário que a sociedade 
Alfa comprove que reverteu em proveito da socie-
dade Gama; 
C) dissolvida a sociedade Gama, caso a sociedade Alfa se 
negue a encontrar outro fiador idôneo quando a soci-
edade Beta a intimar a fazê-lo, esta poderá cobrar 
imediatamente as dívidas vincendas; 
D) para comprovar o adimplemento será necessário re-
cibo que indique valor e espécie da dívida, nome do 
devedor, tempo e lugar do pagamento, com a assina-
tura do credor, ou do seu representante; 
E) sem autorização legal prévia, é nula a cláusula que 
prevê a correção anual das prestações com base no 
IPCA, pois as dívidas em dinheiro deverão ser pagas 
no vencimento, em moeda corrente e pelo valor no-
minal. 
QUESTÃO 89 O banco X emprestou à cooperativa agrí-
cola KLKW recursos para custear o plantio de milho. 
Como contraprestação, ficou pactuada a entrega de me-
tade da próxima safra. Havia uma cláusula com a estima-
tiva de que fossem colhidas duas toneladas do cereal, 
mas que a variação, para cima ou para baixo, seria des-
prezível para os contratantes. 
Por uma combinação de fatores climáticos, a safra foi a 
maior já vista em todos os tempos, chegando a vinte to-
neladas. Além disso, devido a confrontos internacionais, 
o preço das commodities agrícolas disparou no mercado. 
A cooperativa, então, ajuíza ação revisional alegando que, 
neste caso, os juros seriam elevados em mais de 100%, o 
que, inclusive, demonstraria o enriquecimento sem 
causa da instituição financeira. 
Nesse caso, a demanda deverá ser julgada: 
A) improcedente, eis que é inviável, diante do contrato 
firmado, proceder à revisão com base na onerosidade 
excessiva; 
 
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B) procedente, pela teoria da imprevisão adotada pelo 
Código Civil, uma vez demonstradas (i) a excessiva 
onerosidade para a cooperativa, (ii) a extrema vanta-
gem para uma das partes; e (iii) a causalidade impu-
tável a acontecimentos extraordinários e imprevisí-
veis. Em consequência, a contraprestação do mútuo 
deverá ser reduzida equitativamente pelo juízo; 
C) procedente, com base no Art. 6º, V, do Código de De-
fesa do Consumidor, bastando a prova da manifesta 
desproporção entre as prestações. Nesse caso, a con-
traprestação do mútuo deverá ser reduzida equitati-
vamente pelo juízo; 
D) procedente, pela teoria da imprevisão adotada pelo 
Código Civil, uma vez demonstradas (i) a excessiva 
onerosidade para a cooperativa, (ii) a extrema vanta-
gem para uma das partes; e (iii) a causalidade impu-
tável a acontecimentos extraordinários e imprevisí-
veis. Em consequência, as partes devem retornar ao 
status quo ante, isto é, o contrato será desfeito e o va-
lor emprestado deve ser devolvido, com correção mo-
netária desde o desembolso; 
E) improcedente quanto ao pedido revisional, eis que in-
viável diante do contrato firmado, mas procedente 
quanto ao pedido in rem verso para evitar o enrique-
cimento sem causa. Em consequência, o valor do mú-
tuo deve ser devolvido, com correção monetária 
desde o desembolso. 
QUESTÃO 90 Maria foi chamada a participar de um pro-
grama chamado Show de Realidade, de grande sucesso 
nacional. Como ficaria confinada em uma casa, confiou a 
administração de suas redes sociais a João, seu grande 
amigo. 
Depois de duas semanas, João reparou que poderia utili-
zar em seu favor as redes de Maria, com enorme visibili-
dade, para promover sua própria carreira. Passou, então, 
a fazer postagens jocosas sobre o programa, inclusive 
contra a própria Maria. Com isso, conseguiu diversos con-
tratos de publicidade e se tornou uma figura conhecida. 
Maria foi eliminada ao fim do segundo mês, classifi-
cando-se em 15º lugar. Ao sair, descobriu que João tinha 
usurpado suas redes, inclusive contra seus próprios inte-
resses. João, a esta altura, já tinha fundado, com sua es-
posa Ana, um escritório de consultoria de imagem, cujo 
nome empresarial é “Maria Show de Realidade Ltda.”. 
Nessa hipótese, é correto afirmar que: 
A) Maria poderá demandar João pelo valor do prêmio 
que perdeu no reality, considerando que os comentá-
rios jocosos realizados provavelmente causaram a 
perda da chance de vitória; 
B) Maria poderá haver para si os valores pagos a João por 
força dos contratos de publicidade, angariados em 
consequência da usurpação de seu perfil público sem 
sua autorização; 
C) Maria poderá ser indenizada pelos danos emergentes 
e lucros cessantes causados por João, desde que te-
nham sido direta e imediatamente causados pelo ato 
ilícito, por força da teoria da causalidade adequada 
adotada pelo ordenamento no âmbito da responsabi-
lidade civil; 
D) a detentora da marca “Show de Realidade” poderá 
impor seu direito de exclusividade sobre signo nomi-
nativo, o qual, embora apresente baixa carga criativa, 
adquiriu distintividade pelo sucesso do programa 
(secondary meaning), conforme entendimento das 
Cortes Superiores; 
E) como a marca “Show de Realidade” é meramente 
evocativa, não há empecilho a que João adote o nome 
empresarial “Maria Show de Realidade Ltda.”, desde 
que indenize Maria. 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
QUESTÃO 91 De acordo com o Código Civil, o credor que 
demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos 
casos em que a lei o permita, ficará obrigado a 
A) esperar o tempo que faltava para o vencimento e a 
pagar as custas em dobro, mas, mesmo tendo agido 
de má-fé, não precisará descontar os juros correspon-
dentes que tenham sido estipulados. 
B) pagar ao devedor o dobro do que houver cobrado, in-
dependentemente de ter agido ou não de má-fé. 
C) pagar ao devedor o dobro do que houver cobrado, 
caso tenha agido de má-fé. 
D) pagar ao devedor a metade do que houver cobrado, 
salvo se tiver agido de boa-fé. 
E) esperar o tempo que faltava para o vencimento, a des-
contar os juros correspondentes, embora estipulados, 
e a pagar as custas em dobro. 
QUESTÃO 92 O tema da reparação civil é tratado em vá-
rios dispositivos do Código Civil, sendo que, especifica-
mente nos termos do artigo932 do mencionado diploma 
legal, são também responsáveis pela reparação civil: 
I. O empregador ou comitente, por seus empregados, 
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes 
competir, ou em razão dele. 
II. Os pais pelos filhos, ainda que não residam no mesmo 
local ou não estiverem sob sua guarda e autoridade. 
III. Os empresários, apenas se demonstrada a culpa pelos 
danos causados no exercício da atividade empresarial. 
IV. O tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que 
se acharem nas mesmas condições. 
Está correto o que consta APENAS de 
A) I e III. 
B) II e IV. 
C) II e III. 
D) III e IV. 
E) I e IV. 
 
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QUESTÃO 93 Em matéria de responsabilidade civil, 
aquele que ressarcir o dano causado por outrem 
A) não terá direito de reaver o que houver pago daquele 
por quem pagou, independentemente de quem seja, 
equiparando-se o ato a uma doação. 
B) pode reaver o que houver pago daquele por quem pa-
gou, inclusive se o causador do dano for descendente 
seu, ainda que absoluta ou relativamente incapaz. 
C) pode reaver o que houver pago daquele por quem pa-
gou, salvo se o causador do dano for descendente seu, 
mesmo que plenamente capaz. 
D) pode reaver o que houver pago daquele por quem pa-
gou, salvo se o causador do dano for descendente seu, 
absoluta ou relativamente incapaz. 
E) não terá direito de reaver o que houver pago daquele 
por quem pagou, salvo se o causador do dano for des-
cendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
QUESTÃO 94 Lara, adolescente, 16 anos, pichou o muro 
de seu vizinho, o qual procurou os pais da adolescente 
pedindo a reparação de seus danos. Neste caso, os pais 
de Lara 
A) respondem pelos danos ao vizinho somente se a ado-
lescente for condenada na esfera infracional. 
B) respondem civilmente pela reparação de danos em 
relação ao vizinho de forma subjetiva. 
C) não respondem civilmente pela obrigação de repara-
ção de danos, ficando a responsabilidade de Lara res-
trita à esfera infracional. 
D) respondem civilmente pela reparação de danos em 
relação ao vizinho de forma objetiva. 
E) podem cobrar o ressarcimento dos danos pagos ao vi-
zinho em regresso da adolescente. 
QUESTÃO 95 Em 2015, José ajuizou processo contra a ad-
ministração pública utilizando os serviços de advocacia 
da sua entidade sindical. Em 2020, José foi atendido na 
sede sindical por um novo advogado que o orientou a as-
sinar uma nova procuração, pois o advogado anterior ha-
via sido demitido. Passados alguns meses, José desco-
briu que o advogado que o atendeu fez o saque da inde-
nização sem lhe entregar a sua parte. Nessa situação: 
A) A entidade sindical e o advogado são solidariamente 
responsáveis pelo ressarcimento de José e pelo paga-
mento de indenização por danos morais. 
B) Apenas a entidade sindical tem responsabilidade 
subjetiva em reparar os danos sofridos por José. 
C) A entidade sindical não é juridicamente responsável 
porque houve rompimento do nexo causal por fato de 
terceiro. 
D) Apenas o advogado é objetivamente responsável pe-
los danos causados. 
E) A entidade sindical é subsidiariamente responsável 
pelo ressarcimento de José. 
QUESTÃO 96 Antônio, que não possuía descendente 
nem ascendente e era casado com Maria pelo regime da 
comunhão parcial de bens, era motorista da Transporta-
dora R e foi culpado em um acidente de trânsito, diri-
gindo veículo de sua empregadora. No acidente vieram 
a falecer Antônio e o condutor do outro veículo, Manoel, 
que deixou o filho menor José. Um dia antes do acidente, 
Antônio havia sido premiado em jogo de loteria com vul-
tosa quantia, depositando imediatamente em sua conta 
bancária individual aquele valor. José, representado por 
tutor, moveu ação indenizatória, incluindo no polo pas-
sivo a Transportadora R e o Espólio de Antônio, tendo 
sido a ação julgada procedente, condenando os réus a 
indenizar, solidariamente, José em R$ 800.000,00. Sendo 
a herança deixada por Antônio constituída apenas do va-
lor recebido no jogo, no importe de R$ 1.000.000,00, a 
obrigação de indenizar 
A) foi transmitida a Maria, que deverá arcar integral-
mente com a indenização e não poderá haver da 
Transportadora R qualquer valor. 
B) foi transmitida a Maria, que deverá arcar com até R$ 
500.000,00, ressalvado a José cobrar o restante da 
Transportadora R. 
C) foi transmitida em 50% para Maria, que deverá pagar 
R$ 400.000,00, e os outros 50% ficarão a cargo da 
Transportadora R, porque, com a morte de Antônio, 
extinguiu-se a solidariedade, sendo a sentença equi-
vocada. 
D) não foi transmitida a Maria, pois se tratou de ato ilícito 
sem qualquer proveito para ela, devendo José execu-
tar apenas a Transportadora R. 
E) foi transmitida a Maria, que deverá arcar integral-
mente com a indenização, mas poderá haver da 
Transportadora R metade do que despendeu. 
QUESTÃO 97 Na evolução histórica da responsabilidade 
civil através dos séculos é possível perceber a passagem 
por certos ‘degraus’, por assim dizer: a) responsabilidade 
subjetiva clássica; b) responsabilidade subjetiva por 
culpa presumida; c) responsabilidade objetiva; e d) res-
ponsabilidade objetiva agravada. 
(FARIAS, Cristiano Chaves de; BRAGA NETTO, Felipe; RO-
SENVALD, Nelson. Manual de Direito Civil: volume único. 
6.ed. Salvador: JusPodivm, 2021, p. 95) 
Considerando as informações acima, avalie as asserções 
a seguir e a relação proposta entre elas. 
I. Na responsabilidade objetiva agravada há um incre-
mento da responsabilidade em razão dos riscos específi-
cos de uma determinada atividade 
PORQUE 
II. A responsabilidade objetiva agravada dispensa a exis-
tência de nexo causal entre uma determinada conduta e 
o resultado danoso, desde que haja estreita conexão dos 
danos com riscos inerentes de uma atividade específica. 
A respeito dessas asserções, é correto afirmar: 
 
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A) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma 
proposição falsa. 
B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a 
II não é uma justificativa correta da I. 
C) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é 
uma justificativa correta da I. 
D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma pro-
posição verdadeira. 
E) As asserções I e II são proposições falsas. 
QUESTÃO 98 Juliana publicou em sua rede social relatos 
e fotos da rotina de exercícios físicos e regime que a fize-
ram perder 26 quilos. A rede social era aberta ao público 
e Juliana reunia mais de 100 mil seguidores. Contudo, Ju-
liana foi surpreendida ao verificar que sua imagem es-
tava sendo veiculada em publicidades por uma empresa 
que vendia remédios de emagrecimento. De acordo com 
entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a 
A) publicação não autorizada de imagem com fins co-
merciais e econômicos, por si só, não gera direito a in-
denização, que depende da comprovação de prejuízo 
e da violação de outros direitos da personalidade. 
B) indenização pela publicação não autorizada de sua 
imagem para fins econômicos e comerciais depende 
da comprovação do uso ofensivo da imagem. 
C) indenização pela publicação não autorizada de sua 
imagem para fins econômicos e comerciais inde-
pende da prova de prejuízo. 
D) indenização pela publicação não autorizada de ima-
gem com fins econômicos ou comerciais, indepen-
dentemente da prova de prejuízo, aplica-se somente 
em caso de vítima criança ou adolescente. 
E) indenização pela publicação não autorizada de ima-
gem com fins econômicos depende não somente da 
comprovação de prejuízo, como também do lucro au-
ferido pela empresa pelo uso da imagem. 
QUESTÃO 99 Cláudio, dirigindo em alta velocidade, coli-
diu o seu veículo com o de Susan, causando-lhe lesões 
graves. Susan teve que ficar afastada de seu trabalho por 
15 dias e, diante das lesões sofridas, teve redução parcial 
de sua capacidadede trabalho. Susan também sofreu 
danos estéticos em razão do acidente. Nesse caso, 
A) o ofensor deverá indenizar Susan pelas despesas do 
tratamento e lucros cessantes até o fim da convales-
cença, bem como deverá arcar com pensão corres-
pondente à depreciação laboral sofrida; os danos es-
téticos ficam abrangidos pelos danos morais. 
B) o ofensor deverá indenizar Susan pelas despesas do 
tratamento e lucros cessantes até o fim da convales-
cença, pelos danos estéticos, além de eventuais da-
nos morais, e também deverá arcar com pensão cor-
respondente à depreciação laboral sofrida. 
C) a indenização por danos morais não poderá ser cu-
mulada com indenização por dano estético, em 
conformidade com entendimento sumulado do Su-
perior Tribunal de Justiça. 
D) o ressarcimento pelos lucros cessantes até o fim da 
convalescença não pode ser cumulado com a co-
brança de pensão correspondente à depreciação la-
boral sofrida. 
E) a pensão correspondente à da depreciação laboral so-
frida afasta a necessidade de fixação de danos morais 
e outros danos materiais que a ofendida venha a ter 
sofrido. 
QUESTÃO 100 Joaquim, depois de beber algumas garra-
fas de cerveja, saiu para passear com a sua motocicleta, 
quando, ao se distrair com o aparelho celular, perdeu o 
controle do seu veículo, vindo com ele a colidir contra o 
muro de uma escola estadual, que acabou danificado. Al-
guns meses depois, Joaquim foi citado para uma ação 
movida pelo Estado de Goiás, proprietário do imóvel atin-
gido, que pleiteou a condenação dele ao pagamento de 
indenização do valor necessário para o conserto do muro, 
corrigido monetariamente e com acréscimo de juros le-
gais de mora. De acordo com o Código Civil, esse caso 
encerra hipótese de 
A) responsabilidade objetiva, considerando-se Joaquim 
em mora desde a data da citação. 
B) responsabilidade subjetiva, considerando-se Joaquim 
em mora desde a data do ajuizamento da ação. 
C) responsabilidade subjetiva, considerando-se Joaquim 
em mora desde a data da colisão. 
D) responsabilidade objetiva, considerando-se Joaquim 
em mora desde a data da colisão. 
E) responsabilidade subjetiva, considerando-se Joaquim 
em mora desde a data da citação. 
QUESTÃO 101 O estudo da responsabilidade civil leva à 
evolução de institutos clássicos e à releitura de seus pró-
prios pressupostos. Duas teorias sempre interessaram ao 
debate na doutrina civilística: a da responsabilidade sem 
dano e a da causalidade alternativa. Para a parte da dou-
trina que as admite, delas pode decorrer, respectiva-
mente, a responsabilização: 
A) por danos in re ipsa; pela teoria da perda de uma 
chance; 
B) pela teoria da perda de uma chance; de todos os for-
necedores que compõem a cadeia de consumo; 
C) preventiva pelo risco antijurídico criado; por coisas 
lançadas de edifícios; 
D) por danos morais sofridos pela pessoa jurídica; dos 
pais pelos atos praticados por filhos menores; 
E) por lucros cessantes em razão da violação de proprie-
dade industrial; por culpa contra a legalidade. 
QUESTÃO 102 Cristina, empregada de uma empresa 
prestadora de serviço, dispara, dentro da sede da em-
presa, durante a jornada de trabalho, três projéteis de 
arma de fogo em seu chefe imediato, que o levaram ao 
 
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óbito. A razão do homicídio foi a contrariedade em razão 
de uma ordem lícita proferida pela chefia. Após a conde-
nação transitada em julgado de Cristina, por homicídio 
doloso e qualificado, os filhos da vítima, todos absoluta-
mente incapazes, representados pela genitora, promo-
veram ação de perdas e danos em face da empresa que, 
em sede de contestação, alegou a ausência de culpa e 
inevitabilidade do evento. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
A) A contestação da empresa deve ser admitida pelo ju-
ízo, visto que o ato ilícito exige a comprovação de dolo 
ou culpa pelo responsável civil, o que inexiste no caso 
concreto. 
B) A responsabilidade civil da empresa por ato de sua 
empregada, Cristina, é objetiva, não cabendo aos au-
tores da ação civil demonstrar o dolo ou culpa da em-
presa ré. 
C) Caso a empresa venha a ser condenada civilmente, o 
direito de regresso é inadmissível por ausência de 
previsão legal. 
D) O ato doloso praticado pela causadora do dano exclui 
a responsabilidade civil da empresa, que só existiria 
em caso de culpa. 
E) A ação é incabível, pois a causadora do dano foi Cris-
tina, única responsável civilmente pelo dano causado. 
QUESTÃO 103 Após briga com seu vizinho, João foi atin-
gido por três disparos de arma de fogo feitos por Leo-
nardo e foi levado ao hospital público do Estado Alfa. 
João foi operado e, no dia seguinte, Leonardo entrou no 
hospital, passou pela recepção, na qual não havia qual-
quer funcionário ou vigilante, se dirigiu ao quarto onde 
João se recuperava da cirurgia e efetuou mais dois dispa-
ros, fugindo em seguida. Não havia qualquer médico no 
hospital naquele momento, e João morreu após grave 
hemorragia. Os filhos de João ajuizaram ação indenizató-
ria em face do Estado Alfa, alegando e comprovando ine-
xistência de vigilância, cuidados mínimos de segurança 
e médico de plantão por parte do hospital. 
No caso em tela, de acordo com a jurisprudência atual do 
Superior Tribunal de Justiça, a pretensão indenizatória 
dos filhos de João 
A) não merece prosperar, diante da falta de nexo causal, 
por se tratar de caso fortuito. 
B) não merece prosperar, diante da falta de nexo causal, 
por se tratar de fato exclusivo de terceiro. 
C) não merece prosperar, diante da falta de nexo causal, 
por se tratar de fato imprevisível. 
D) merece prosperar, diante da responsabilidade civil 
objetiva do Estado Alfa. 
E) merece prosperar, diante da responsabilidade civil 
subjetiva do Estado Alfa. 
QUESTÃO 104 Daniel e Pedro, irmãos gêmeos e filhos de 
Tereza, com o intuito de celebrar os seus aniversários de 
13 anos, resolveram realizar uma espécie de gincana na 
garagem do condomínio edilício no qual residem com a 
mãe. A gincana era composta por vários desafios, envol-
vendo corrida de obstáculos, caça ao tesouro e o desafio 
final era uma disputa de pênaltis. 
Para tanto, estabeleceram como gol o espaço entre dois 
veículos estacionados na garagem, o de Tereza e o veí-
culo de propriedade do vizinho do apartamento 901. Jus-
tamente no último chute ao gol, Daniel acerta uma lumi-
nária que despenca em cima do teto do carro do vizinho, 
ocasionando avarias na pintura, além de um pequeno 
amassado. Diante do fato, devidamente constatado nas 
câmeras de segurança e confirmado pelos irmãos, o vizi-
nho procura Tereza, requerendo a reparação pelos danos 
sofridos. 
Ante o fato hipoteticamente narrado, é correto afirmar 
que 
A) Tereza responde objetivamente pelos danos causa-
dos por seus filhos menores. 
B) Tereza poderá ser responsabilizada pelos danos cau-
sados por seus filhos menores se o vizinho demons-
trar a culpa in vigilando. 
C) Tereza, em que pese ser civilmente responsável pelos 
atos dos seus filhos menores, não será obrigada a in-
denizar se demonstrar que não teve culpa pelos atos 
praticados por seus filhos. 
D) Tereza, em que pese ser civilmente responsável pelos 
atos dos seus filhos menores, não será obrigada a in-
denizar, pois o ato praticado por seus filhos resultou 
em mero aborrecimento para o vizinho. 
E) Tereza, em que pese ser civilmente responsável pelos 
atos dos seus filhos menores, não será obrigada a in-
denizar, pois não há nexo de causalidade entre o ato 
praticado por um dos seus filhos e o dano, já que este 
derivou da queda da luminária. 
QUESTÃO 105 Maria foi atropelada por um ônibus con-
duzido por José, empregado da sociedade empresária 
Alfa, concessionária do serviço público de transporte co-
letivo de passageiros do Município Beta. 
Maria procurou assistência jurídica na Defensoria Pública 
para ajuizar ação de indenização por danos morais e ma-
teriais.No caso em tela, conforme jurisprudência do Superior 
Tribunal de Justiça, a ação deve ser ajuizada em face 
A) da sociedade empresária Alfa, com base em sua res-
ponsabilidade civil objetiva, e o prazo prescricional 
para o ajuizamento é de cinco anos. 
B) da sociedade empresária Alfa, com base em sua res-
ponsabilidade civil subjetiva, e o prazo prescricional 
para o ajuizamento é de três anos. 
C) da sociedade empresária Alfa, com base em sua res-
ponsabilidade civil objetiva, e o prazo prescricional 
para o ajuizamento é de três anos. 
 
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D) de José, com base em sua responsabilidade civil obje-
tiva, sendo imprescritível a demonstração de ter 
agido com dolo ou culpa, e o prazo prescricional para 
o ajuizamento é de cinco anos. 
E) do Município Beta, com base em sua responsabili-
dade civil objetiva e subsidiária, e o prazo prescricional 
para o ajuizamento é de três anos. 
QUESTÃO 106 Edmilson, jovem estudante de 15 anos, 
sempre foi fascinado por navegação e ambicionava fazer 
carreira na Marinha. Seu grande sonho era o de ingressar 
na carreira militar e um dia atingir a patente de almi-
rante. Infelizmente, seu plano foi interrompido quando 
Edmilson foi vítima de uma colisão entre veículos cau-
sada culposamente por Adalberto. O acidente acarretou 
lesões corporais que, após um custoso tratamento mé-
dico, deixaram Edmilson com sequelas físicas perma-
nentes e o tornaram inabilitado para perseguir a so-
nhada carreira militar. Considerando incontroverso que 
Adalberto deve ser responsabilizado pelos eventuais da-
nos causados a Edmilson, o jovem poderá cobrar dele, 
entre outros valores possíveis: 
A) compensação por danos morais decorrentes da lesão 
corporal sofrida, mas não indenização pela perda de 
uma chance de alcançar o almirantado no futuro; 
B) indenização pela perda de uma chance de alcançar o 
almirantado no futuro, mas não danos emergentes 
pelas despesas com o tratamento médico; 
C) danos emergentes pelas despesas com o tratamento 
médico, mas não compensação por danos morais de-
correntes da lesão corporal sofrida. 
D) indenização pela perda de uma chance de alcançar o 
almirantado no futuro, mas não lucros cessantes refe-
rentes ao soldo que Edmilson receberia na carreira 
militar; 
E) lucros cessantes referentes ao soldo que Edmilson re-
ceberia na carreira militar, mas não danos emergen-
tes pelas despesas com o tratamento médico. 
QUESTÃO 107 Carlos Alberto dirigia pela via pública 
muito acima da velocidade permitida quando atropelou 
Violeta, que atravessava a rua em local de travessia proi-
bida, a poucos metros de uma passarela destinada a pe-
destres. Embora o local fosse bem iluminado, Carlos Al-
berto afirma que não avistou a vítima. Testemunhas sus-
tentam que o motorista havia ultrapassado um semáforo 
com sinal vermelho segundos antes do acidente. Socor-
rida, Violeta foi levada ao hospital e salva pela equipe mé-
dica, embora tenha ficado com sequelas permanentes 
em seus membros inferiores em decorrência do atrope-
lamento. O boletim médico demonstra que Violeta es-
tava sob efeito de bebidas alcoólicas no momento do aci-
dente. 
Nessas circunstâncias, é correto afirmar que: 
A) a responsabilidade civil de Carlos Alberto é indepen-
dente da verificação da velocidade do veículo e de 
eventual desrespeito à sinalização de trânsito; 
B) a conduta de Violeta pode interferir sobre a quantifi-
cação de eventual montante indenizatório a ser pago 
por Carlos Alberto à vítima; 
C) o comportamento de Carlos Alberto no instante do 
acidente poderá atrair para o caso o regime jurídico 
de responsabilidade civil aplicado às atividades de 
risco; 
D) se ficar caracterizada culpa concorrente de Violeta, 
ocorrerá a interrupção do nexo de causalidade, isen-
tando Carlos Alberto de responsabilidade civil; 
E) a interferência da equipe médica ao socorrer Violeta 
configura fato exclusivo de terceiro e, por isso, implica 
a responsabilidade civil solidária da equipe com Car-
los Alberto. 
DIREITOS REAIS 
QUESTÃO 108 A usucapião 
A) tem como pressuposto a boa-fé. 
B) transfere a propriedade pelo registro da sentença no 
Cartório de Registro de Imóveis. 
C) pode recair sobre os bens públicos dominicais. 
D) é julgada por sentença de natureza constitutiva da 
propriedade. 
E) não ocorre entre ascendentes e descendentes, du-
rante o poder familiar. 
QUESTÃO 109 Mário recebeu dinheiro de Liliana a título 
de empréstimo e, como garantia de restituição, alienou-
lhe fiduciariamente um trator. 
De acordo com o Código Civil, 
A) Mário poderá, independentemente de anuência de 
Liliana, dar seu direito eventual à coisa em paga-
mento da dívida, antes ou após o vencimento desta. 
B) com a constituição da propriedade fiduciária, deu-se 
o desdobramento da posse, tornando-se Mário pos-
suidor indireto da coisa. 
C) se a dívida não for paga no prazo, Liliana ficará obri-
gada a vender o trator a terceiros, e, se o produto não 
bastar para o pagamento da dívida e das despesas de 
cobrança, Mário continuará obrigado pelo restante. 
D) enquanto não vencida a dívida, Mário não poderá usar 
a coisa, obrigando-se, como depositário, à sua guarda 
e conservação. 
E) Mário poderá, no ato da constituição da garantia, au-
torizar Liliana a ficar com o trator, caso a dívida não 
seja paga no vencimento. 
QUESTÃO 110Analise as proposições abaixo. 
I. A hipoteca confere ao credor hipotecário o direito de 
excutir o bem hipotecado, e, salvo disposição legal em 
 
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contrário, preferir no pagamento a outros credores, ob-
servada a prioridade no registro. 
II. O credor pignoratício tem direito à posse da coisa em-
penhada e não pode ser constrangido a devolvê-la antes 
de integralmente pago. 
III. Os bens inalienáveis, embora insuscetíveis de hipo-
teca, podem ser dados em penhor. 
IV. Se, depois da excussão do penhor ou da hipoteca, o 
produto não bastar para o pagamento da dívida e das 
despesas judiciais, o devedor continuará pessoalmente 
obrigado pelo restante, que será qualificado, para fins de 
concurso, como crédito quirografário. 
Acerca dos direitos reais de garantia, está correto o que 
se afirma APENAS em 
A) I, II e IV. 
B) II, III e IV. 
C) I e II. 
D) I, III e IV. 
E) I, II e III. 
QUESTÃO 111 Roberto é solteiro e reside sozinho em imó-
vel próprio que utiliza não só para moradia, mas também 
para guarda de um veículo que alienou fiduciariamente 
a uma instituição financeira, para garantia de contrato de 
mútuo, ainda não quitado. Em dificuldades financeiras, 
deixou de pagar imposto predial e teve ajuizada, contra 
si, ação de execução fiscal, no âmbito da qual a fazenda 
pública requereu a penhora de ambos os bens. Em de-
fesa, Roberto alegou que o imóvel e o veículo seriam im-
penhoráveis, por se tratarem de bem de família. A pe-
nhora 
A) poderá recair sobre ambos os bens, porque a impe-
nhorabilidade do imóvel não abrange a cobrança do 
imposto predial e a do veículo só existiria se o bem es-
tivesse quitado. 
B) não poderá recair sobre nenhum dos bens, porque o 
conceito de impenhorabilidade do bem de família se 
estende a pessoas solteiras e abrange não só o imóvel 
mas também os móveis e equipamentos que os guar-
necem, incluindo os de uso profissional. 
C) deverá recair apenas sobre o veículo, pois, embora o 
conceito de impenhorabilidade do bem de família se 
estenda a pessoas solteiras, abrange somente os bens 
móveis que estejam quitados. 
D) poderá recair sobre ambos os bens, porque o conceito 
de impenhorabilidade não se estende a pessoas sol-
teiras. 
E) poderá recair sobre o imóvel, porque a impenhorabi-
lidade do bem de família não abrange a cobrança do 
imposto predial; no que toca ao veículo, a penhora do 
bem em si não é cabível porque, ao aliená-lo fiducia-
riamente, Roberto deixou de ter sua propriedade 
plena, ficando ressalvada,porém, a possibilidade de 
constrição dos direitos que possui sobre a coisa. 
QUESTÃO 112 Fábio adquiriu veículo automotor financi-
ado por Banco Mercante, e, como garantia, alienou-lhe 
fiduciariamente o bem. De acordo com o disposto no De-
creto-Lei nº 911/1969, não paga a dívida no prazo, o Banco 
Mercante poderá requerer a busca e apreensão do veí-
culo automotor, 
A) e, contra esta, Fábio poderá apresentar resposta, no 
prazo de 15 dias, contado da citação. 
B) a qual será concedida liminarmente, desde que com-
provada a mora. 
C) de cuja sentença caberá apelação, com efeito suspen-
sivo. 
D) que possui natureza cautelar e deve ser sucedida por 
ação principal. 
E) a qual será extinta, sem resolução de mérito, se o veí-
culo automotor não for encontrado ou não se achar 
na posse do devedor. 
QUESTÃO 113 NÃO se submete aos efeitos da recupera-
ção judicial o crédito do titular de cessão fiduciária de 
crédito, com o prevalecimento dos direitos de proprie-
dade do credor cessionário fiduciário, desde que, antes 
do pedido de recuperação o respectivo contrato, cele-
brado por instrumento público ou particular, esteja regis-
trado no Registro 
A) de Títulos e Documentos do domicílio do devedor. 
B) de Títulos e Documentos do domicílio do credor 
C) Civil das Pessoas Jurídicas da sede social da sociedade 
devedora. 
D) Público de Empresas Mercantis competente. 
E) de Imóveis da sede social da devedora. 
QUESTÃO 114 De acordo com o Código Civil, a proprie-
dade é direito 
A) pessoal que se perde pela renúncia, mas não pelo 
abandono. 
B) pessoal que se perde pela renúncia e pelo abandono, 
entre outras causas. 
C) pessoal que se perde exclusivamente pela renúncia 
ou pelo abandono. 
D) real que se perde pela renúncia, mas não pelo aban-
dono. 
E) real que se perde pela renúncia e pelo abandono, en-
tre outras causas. 
QUESTÃO 115 Ao tratar do tema da propriedade em ge-
ral, o Código Civil traz algumas diretrizes norteadoras em 
relação a seu exercício, estabelecendo, entre outras coi-
sas, que o mencionado direito deve ser exercido em con-
sonância com 
A) o entendimento de que a propriedade sempre será 
plena e exclusiva, não se admitindo prova em contrá-
rio. 
B) o atingimento da utilidade que lhe queria dar o pro-
prietário, ainda que em prejuízo de outrem. 
 
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C) o princípio da supremacia dos interesses do proprie-
tário. 
D) as suas finalidades econômicas e sociais. 
E) os interesses do proprietário, ainda que em descom-
passo com legislação ambiental. 
QUESTÃO 116 No condomínio voluntário, 
A) qualquer dos condôminos pode dar posse, uso ou 
gozo da coisa comum a estranhos, independente-
mente do consenso dos outros. 
B) pode o condômino eximir-se do pagamento das des-
pesas e dívidas, renunciando à parte ideal. 
C) as dívidas contraídas por um dos condôminos em 
proveito da comunhão, e durante ela, obrigam solida-
riamente o contratante e todos os demais, mesmo 
quando a solidariedade não tenha sido expressa-
mente convencionada. 
D) é nula convenção que preveja que a coisa comum fi-
que indivisa, ainda que temporariamente, indepen-
dentemente do prazo. 
E) o condômino que administrar a coisa sem oposição 
dos outros pode dela usar conforme sua destinação, 
mas não se presume representante comum. 
QUESTÃO 117 A respeito das garantias reais, dispõe o Có-
digo Civil que 
A) o bem hipotecado não pode ser alienado. 
B) o credor pode ficar com o bem dado em garantia se a 
dívida não for paga no vencimento. 
C) o penhor se constitui pela transmissão da proprie-
dade da coisa empenhada. 
D) todo credor tem penhor legal sobre os bens que lhe 
forem confiados a reparo ou melhoramento. 
E) o pagamento de uma ou mais prestações da dívida 
não importa exoneração correspondente da garantia, 
ainda que esta compreenda vários bens, salvo dispo-
sição expressa no título ou na quitação. 
QUESTÃO 118 De acordo com o Código Civil, a constitui-
ção da propriedade fiduciária de coisa móvel infungível 
A) opera o desdobramento da posse. 
B) depende de instrumento público.. 
C) torna o devedor possuidor indireto da coisa. 
D) independe do registro do contrato. 
E) não pode ser pactuada com escopo de garantia. 
QUESTÃO 119 Maria e José herdaram de seus pais um 
imóvel indivisível e, atualmente, são os únicos possuido-
res do bem. Segundo o Código Civil, Maria 
A) poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios, 
desde que estes não excluam os de José. 
B) poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios, 
ainda que estes excluam os de José. 
C) apenas poderá exercer atos possessórios sobre o imó-
vel com a anuência de José. 
D) não poderá exercer atos possessórios sobre o imóvel, 
assegurado o direito de reclamar perdas e danos. 
E) somente poderá exercer atos possessórios sobre o 
imóvel, a fim de evitar a injusta ameaça de terceiros. 
QUESTÃO 120 Felipe é proprietário de um imóvel e com-
pareceu à Defensoria Pública do Amapá com dúvidas 
acerca das disposições que poderiam constar no instru-
mento para instituição do direito real de usufruto sobre 
o bem. De acordo com as normas do Código Civil, será 
INVÁLIDA a disposição sobre a possibilidade de 
A) cessão onerosa do exercício do usufruto. 
B) cessão gratuita do exercício do usufruto. 
C) dispensa de caução. 
D) transmissão do usufruto a terceiro em caso de morte 
do usufrutuário. 
E) fixação do prazo de 25 anos de duração do usufruto. 
QUESTÃO 121 Amaro conseguiu reconhecer, judicial-
mente, a usucapião de uma pequena área, localizada 
dentro de um enorme terreno abandonado. A área usu-
capida é menor do que o módulo urbano disposto em lei 
local. À luz da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), 
o procedimento correto a ser adotado é: 
A) averbar a usucapião na matrícula originária do ter-
reno abandonado, individualizando a parte usucapida 
com base em planta e memorial utilizados na instru-
ção do procedimento administrativo ou judicial que 
ensejou a aquisição, sem abertura de nova matrícula; 
B) abrir nova matrícula para a área usucapida, ainda que 
seja inferior ao módulo urbano, e averbar, na matrí-
cula originária do terreno, o desfalque, dispensada a 
retificação da planta e do memorial descritivo da área 
remanescente; 
C) desmembrar o terreno abandonado para que passem 
a existir duas matrículas, com as áreas corresponden-
tes, com base em planta e memorial utilizados na ins-
trução do procedimento administrativo ou judicial 
que ensejou a aquisição; 
D) desmembrar o terreno abandonado para que passem 
a existir duas matrículas, garantindo que cada qual te-
nha, pelo menos, a área do módulo urbano; 
E) diante da usucapião de área menor do que o módulo 
urbano, não é possível o registro imobiliário, valendo 
a sentença como título da propriedade. 
QUESTÃO 122 Lafaiete foi curado de uma grave doença 
pelo renomado dr. Andrade. A cirurgia foi realizada de 
forma gratuita, no consultório particular do médico que 
atendia, por caridade, pessoas carentes. Lafaiete, mesmo 
não podendo arcar com os elevadíssimos honorários do 
famoso médico, doou-lhe um carro popular, de valor ín-
fimo, que havia roubado há seis anos para empregar em 
sua atividade habitual de motorista de aplicativo. Dr. An-
drade aceitou o bem, ignorando seu histórico e, pouco 
tempo depois, foi interpelado pelo antigo dono do 
 
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veículo que nunca esquecera o crime e, por coincidência, 
foi também se consultar com o médico. Nesse caso, é 
correto afirmar que Lafaiete: 
A) que houve a coisa de forma violenta, não poderia tê-
la usucapido, mas não responderá pelo vício redibitó-
rio nem pela evicção, uma vez que o fato de se tratar 
de doação remuneratória não retira o caráter de libe-
ralidade do contrato; 
B) usucapiu o bem durante os anos em que o utilizou, de 
forma ostensiva; a par disto, não há por que falarem 
evicção ou no reconhecimento de vício redibitório 
(origem ilícita) em contrato não oneroso; 
C) que houve a coisa de forma violenta, não poderia tê-
la usucapido, e responderá tanto pela evicção quanto 
pelo vício redibitório (origem ilícita), cabendo ao dr. 
Andrade optar pelo que lhe for mais vantajoso; 
D) usucapiu o bem durante os anos em que o utilizou, de 
forma ostensiva, de modo que não há por que falar 
em evicção, apenas em vício redibitório (origem ilí-
cita) a justificar a devolução do veículo; 
E) que houve a coisa de forma violenta, não poderia tê-
la usucapido, e, embora não responda pela evicção 
em doação remuneratória, deverá aceitar a devolução 
do veículo pelo vício redibitório (origem ilícita). 
QUESTÃO 123 Ana, proprietária da Fazenda Boa Espe-
rança de 40 hectares, é vizinha de Carlos, proprietário da 
Fazenda Santa Lúcia, de 20 hectares. A divisão de ambos 
os imóveis é marcada pelo leito de um córrego. Por conta 
de eventos desconhecidos, o córrego secou e seu leito se 
transformou em um pedaço de terra fértil. 
A respeito do leito do córrego seco é correto afirmar que 
A) Ana, proprietária da maior área, será proprietária da 
terra nova. 
B) aquele que oferecer indenização à municipalidade lo-
cal haverá a terra nova. 
C) Ana e Carlos serão proprietários da terra que surgiu 
na proporção do tamanho das áreas das respectivas 
fazendas. 
D) será proprietário da terra que surgiu o primeiro vizi-
nho que a ocupar. 
E) a extensão dos imóveis de Ana e Carlos se projetarão 
até o meio do córrego seco. 
QUESTÃO 124 Júlio, capaz, solteiro, reside sozinho em 
imóvel próprio e é réu em ação de execução de título ex-
trajudicial promovida pelo Banco X devido à inadimplên-
cia de contrato de mútuo. Além do imóvel e mobiliário 
que guarnece a casa, Júlio é proprietário de um automó-
vel e de uma vaga de garagem, que possui matrícula pró-
pria no registro de imóveis, e é local em que pernoita o 
veículo. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
A) A condição de solteiro afasta a impenhorabilidade da 
residência de Júlio, por inexistir o conceito de família 
na situação narrada. 
B) O automóvel, que é um veículo de transporte, de Júlio, 
por ser único, encontra-se protegido pela impenhora-
bilidade por ser bem de família. 
C) Todas as obras de arte e adornos que se encontram 
na casa de Júlio são consideradas bens de família, 
sendo, por conseguinte, a impossibilidade de pe-
nhora. 
D) A impenhorabilidade é oponível em qualquer pro-
cesso de execução civil, não se admitindo exceção, 
salvo quando se tratar de questões tributárias ou tra-
balhistas. 
E) A vaga de garagem de Antônio, por possuir matrícula 
própria no registro de imóveis, não constitui bem de 
família para efeito de penhora. 
QUESTÃO 125 Quando se mudou para o exterior, Regina 
deixou o apartamento de que é proprietária aos cuidados 
de Estela até que retornasse, permitindo que ela usasse 
e fruísse como quisesse, contanto que pagasse as despe-
sas, taxas e impostos relativos ao imóvel. Estela realizou 
obras de reparo, de ampliação do uso e de embeleza-
mento do apartamento e o deu em locação a terceiro. 
Embora notificada do retorno de Regina, Estela recusa-
se a devolver o imóvel, passando a agir de má-fé. 
Diante disso, Estela tem o dever de: 
A) ressarcir Regina pelos aluguéis que receber após ins-
tada a devolver o imóvel, mas pode ficar com os alu-
guéis recebidos até a notificação para devolução do 
bem; 
B) suportar por conta própria as obras de ampliação do 
uso e de embelezamento do imóvel, só tendo direito 
ao ressarcimento dos gastos com as obras de reparo; 
C) responder por todas as deteriorações do bem que ve-
nham a ocorrer após instada a devolvê-lo, ainda que 
não tenham ocorrido por culpa sua; 
D) indenizar Regina por danos que tenha causado ao 
bem, mas poderá compensá-los com as benfeitorias 
que nele realizou até a sua efetiva devolução; 
E) aceitar que as obras de reparo do imóvel que realizou 
sejam ressarcidas por Regina pelo seu custo efetivo, e 
não pelo seu valor atual. 
QUESTÃO 126 Ocorre a transferência inter vivos da pro-
priedade no seguinte caso: 
A) extinção do usufruto pela renúncia do usufrutário; 
B) usucapião especial urbana; 
C) consolidação da garantia real pelo inadimplemento 
do devedor fiduciante; 
D) outorga do mandato em causa própria (in rem suam); 
E) endosso em preto de warrant, ainda que desacompa-
nhado do conhecimento de depósito. 
 
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POSSE 
QUESTÃO 127 Maria tinha a posse de uma área urbana 
no Município Alfa. Como almejava o reconhecimento de 
que adquirira a propriedade de modo originário, por 
meio da usucapião constitucional, conversou com um 
advogado a respeito dos requisitos que deveria preen-
cher. De acordo com o advogado consultado: (1) a área 
urbana a ser usucapida deve ter até 250 metros quadra-
dos; (2) o tamanho da área urbana a ser usucapida deve 
ser compatível com a área mínima do módulo urbano 
adotado no Município Alfa; (3) Maria deve ter a posse do 
imóvel, sem oposição, ainda que por períodos intercala-
dos, por no mínimo cinco anos; (4) a área urbana deve ser 
utilizada para a morada de Maria ou de sua família; e (5) 
Maria pode ser proprietária de outro imóvel, desde que 
não seja urbano. Em relação aos requisitos indicados 
pelo advogado, à luz da sistemática constitucional, estão 
corretos: 
A) apenas os requisitos 1 e 4; 
B) apenas os requisitos 3 e 5; 
C) apenas os requisitos 1, 2 e 4; 
D) apenas os requisitos 2, 3 e 5; 
E) os requisitos 1, 2, 3, 4 e 5. 
QUESTÃO 128 Fernanda é uma arquiteta bem-sucedida, 
proprietária de três imóveis residenciais na cidade de Re-
cife. Como um dos imóveis se encontrava desocupado, 
ela decidiu emprestá-lo à sua prima Isadora, esteticista, 
que estava desempregada e havia sido despejada do 
apartamento alugado em que morava. As duas formali-
zaram o contrato de comodato pelo prazo de um ano, es-
tipulando que Isadora apenas poderia utilizar o aparta-
mento para sua própria moradia. Durante os doze meses 
seguintes, Fernanda permaneceu sem notícias de Isa-
dora. Findo o prazo do contrato, Fernanda visitou o imó-
vel para pedir sua devolução. Somente nesse momento 
descobriu que sua prima havia morado no local apenas 
nos dois primeiros meses, tendo depois convertido o 
apartamento em uma clínica de estética. Durante a vi-
sita, Isadora comunicou a Fernanda que não sairia dali e, 
diante da indignação da prima, expulsou-a do local. Fer-
nanda acionou seu advogado imediatamente e ajuizou 
ação de reintegração da posse em face da prima para re-
aver a posse do imóvel. 
Sobre esse caso, é correto afirmar que: 
A) a posse de Isadora era clandestina e tornou-se injusta 
no momento em que venceu o prazo do contrato de 
comodato; 
B) Isadora nunca foi possuidora do imóvel, pois o ato de 
mera permissão ou tolerância de Fernanda não induz 
posse; 
C) a pretensão deduzida em juízo por Fernanda apenas 
poderia ser satisfeita no âmbito de ação de interdito 
proibitório; 
D) o juiz deverá determinar a reintegração de Fernanda 
na posse do imóvel porque ela é a legítima proprietá-
ria do bem; 
E) a posse de Isadora qualifica-se como precária e não 
convalescerá com o mero decurso do tempo. 
QUESTÃO 129 Após habitar por três anos um imóvel rural 
com sua família, Marta decidiu alienar o “direito e ação” 
que possui sobre o bem, apesar de não ser a titular do 
direito real de propriedade, que pertence a Tiago, desco-
nhecido na região. Roberto se interessa pelo imóvel e 
ajusta com Marta o preço de cem mil reais. 
Acerca desse negócio jurídico, é correto afirmar que 
A) a forma pública é necessária, ante o valor convencio-
nado entre as partes. 
B) o instrumento pode ser particular, tendo em vista que 
o “direito e ação” se trata de uma detenção. 
C) a alienação do “direito e ação” deve ser por instru-
mento público, ante a ocorrência de usucapião. 
D) Tiagodeve anuir com a alienação, independente-
mente da forma do negócio jurídico. 
E) a posse de que Marta é titular pode ser cedida por ins-
trumento particular. 
QUESTÃO 130 Quando se mudou para o exterior, Regina 
deixou o apartamento de que é proprietária aos cuidados 
de Estela até que retornasse, permitindo que ela usasse 
e fruísse como quisesse, contanto que pagasse as despe-
sas, taxas e impostos relativos ao imóvel. Estela realizou 
obras de reparo, de ampliação do uso e de embeleza-
mento do apartamento e o deu em locação a terceiro. 
Embora notificada do retorno de Regina, Estela recusa-
se a devolver o imóvel, passando a agir de má-fé. Diante 
disso, Estela tem o dever de: 
A) ressarcir Regina pelos aluguéis que receber após ins-
tada a devolver o imóvel, mas pode ficar com os alu-
guéis recebidos até a notificação para devolução do 
bem; 
B) suportar por conta própria as obras de ampliação do 
uso e de embelezamento do imóvel, só tendo direito 
ao ressarcimento dos gastos com as obras de reparo; 
C) responder por todas as deteriorações do bem que ve-
nham a ocorrer após instada a devolvê-lo, ainda que 
não tenham ocorrido por culpa sua; 
D) indenizar Regina por danos que tenha causado ao 
bem, mas poderá compensá-los com as benfeitorias 
que nele realizou até a sua efetiva devolução; 
E) aceitar que as obras de reparo do imóvel que realizou 
sejam ressarcidas por Regina pelo seu custo efetivo, e 
não pelo seu valor atual. 
QUESTÃO 131 Tendo em vista a ocupação, por um nú-
mero considerável de pessoas de um imóvel abando-
nado por seu proprietário, que desapareceu sem deixar 
notícias. 
Em sede de posse, assinale a afirmativa correta. 
 
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A) Não se considera possuidor aquele que detém, de 
fato ou não, algum dos poderes inerentes à proprie-
dade. 
B) Considera-se detentor aquele que, em nome próprio, 
achando-se em relação de autonomia em face do 
possuidor, conserva a coisa em nome próprio, não se 
sujeitando a quaisquer ordens ou instruções. 
C) É injusta a posse que não for violenta, clandestina ou 
precária. 
D) É de boa-fé a posse se o possuidor conhece o vício, ou 
o obstáculo que impede a aquisição da coisa. 
E) Adquire-se a posse desde o momento em que se 
torna possível o exercício, em nome próprio, de qual-
quer dos poderes inerentes à propriedade. 
QUESTÃO 132 Simprônio foi vítima de esbulho possessó-
rio do imóvel que titularizava pelo vício da clandestini-
dade perpetrado por Mévio que, tendo o bem sob seu 
poder, alienou onerosamente a posse para um terceiro 
que, de plano, cuidou de edificar um imóvel para utilizá-
lo como moradia. 
Diante desse quadro, assinale a afirmativa correta. 
A) Simprônio tem direito a reintegrar-se na posse do 
imóvel, independente da boa fé do terceiro adqui-
rente. 
B) Em se tratando de aquisição clandestina da posse, 
Simprônio poderá se valer do desforço pessoal, desde 
que o realize imediatamente ao momento em que 
tome conhecimento do esbulho. 
C) Simprônio somente tem direito a propor ação indeni-
zatória em face do esbulhador. 
D) A onerosidade da alienação inviabiliza o pleito de rein-
tegração na posse em face do terceiro. 
E) Simprônio pode intentar ação de reintegração de 
posse ou indenizatória em face do terceiro que rece-
beu a coisa esbulhada sabendo que o era. 
QUESTÃO 133 Gumercindo recebeu como locatário, no 
ano de 1978, a posse direta de um imóvel. Ele assumiu 
todas as obrigações decorrentes, até 1988, ocasião em 
que, com o falecimento do locador e não tendo quem se 
apresentasse como sucessor, parou de pagar o aluguel. 
Gumercindo construiu no terreno do imóvel uma nova 
acessão que, desde 1990, passou a ser utilizada por sua 
filha e seu genro. 
Ocorre que no ano de 2018, Juventino se apresenta como 
neto do antigo locador e como único herdeiro deste e 
ajuíza ação de despejo, buscando reaver o bem. 
Admitindo os fatos como provados, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Gumercindo pode pleitear indenização pelas aces-
sões e benfeitorias que realizou de boa fé, mesmo que 
tenha renunciado a tal direito no contrato. 
B) O exercício do direito potestativo à purga da mora de-
verá contemplar os alugueres em atraso desde o ano 
de 1988. 
C) A retomada do bem pode ser evitada pela interversão 
do caráter da posse. 
D) Em razão do decurso do tempo, o direito de retomada 
do imóvel se encontra prescrito. 
E) Pelo princípio da relatividade contratual, a filha e o 
genro de Gumercindo não podem sofrer o pedido de 
retomada, pois são pessoas estranhas ao contrato de 
locação. 
QUESTÃO 134 Em 2003, Marcelo construiu pequena edi-
ficação em uma praça e, desde então, explora comercial-
mente o imóvel com atividade de alimentação e bebidas. 
Após quinze anos de uso ininterrupto do bem, Marcelo 
recebe notificação do Município, requerendo que fosse 
demolida a edificação e devolvido o terreno. 
Acerca da pretensão do Município, é correto afirmar que: 
A) é abusiva, pois Marcelo exerceu a posse do bem por 
prazo suficiente para sua aquisição; 
B) é indevida, visto que Marcelo bem cumpre a função 
social da propriedade; 
C) procede, uma vez que Marcelo jamais exerceu a posse 
sobre o bem; 
D) procede, pois, embora passível de usucapião, não 
transcorreu o prazo para configurá-la; 
E) improcede, tendo em vista que a praça é bem público 
de todos e, inclusive, de Marcelo. 
QUESTÃO 135 Roberto adquiriu, mediante o pagamento 
de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), a posse que era exer-
cida, sem título, por Pedro sobre imóvel de propriedade 
da União. Enquanto Roberto refletia sobre o uso do bem, 
o imóvel veio a ser ocupado por Francisco, que assumiu 
sua posse, por julgar estar o bem abandonado. Sessenta 
dias após ter ciência, por terceiros, do exercício da posse 
por Francisco, Roberto retorna ao imóvel e constata, pes-
soalmente, o esbulho. 
Inconformado, a Roberto caberá: 
A) assumir o prejuízo, visto que o imóvel não poderia ser 
cedido; 
B) valer-se do desforço possessório e retirar, por conta 
própria, Francisco do imóvel; 
C) reaver indenização do cedente pela perda da posse; 
D) ajuizar ação judicial própria em face de Francisco para 
reaver a posse; 
E) pleitear indenização da União, por força de responsa-
bilidade civil por conduta omissiva. 
QUESTÃO 136 João, empregado de Francisco, conserva 
em nome deste, e em cumprimento das suas instruções, 
a posse de imóvel de propriedade do segundo. Nesse 
caso, de acordo com o Código Civil, João é considerado, 
em relação ao imóvel, 
A) mero detentor. 
 
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B) possuidor precário. 
C) possuidor indireto. 
D) possuidor de segundo grau. 
E) proprietário fiduciário. 
DIREITO DE FAMÍLIA 
QUESTÃO 137 Gláucia tem três filhos e dois netos. Caso 
necessite de alimentos, 
A) os filhos responderão em primeiro lugar, solidaria-
mente e em partes iguais. 
B) filhos e netos responderão solidariamente, em partes 
iguais. 
C) os filhos responderão em primeiro lugar, concorrendo 
na proporção dos respectivos recursos. 
D) os netos não poderão ser chamados a responder, 
ainda que os filhos não estejam em condições de su-
portarem totalmente o encargo. 
E) filhos e netos responderão solidariamente, mas con-
correndo apenas na proporção dos respectivos recur-
sos. 
QUESTÃO 138 No regime da comunhão parcial de bens, 
podem os cônjuges, independentemente de autorização 
do outro, 
A) prestar fiança ou aval. 
B) alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis recebi-
dos em doação. 
C) comprar, desde que à vista, as coisas necessárias à 
economia doméstica. 
D) obter, por empréstimo, as quantias necessárias à eco-
nomia doméstica. 
E) pleitear, como autor ou réu, acerca de ônus reais inci-
dentes sobre bens imóveis. 
QUESTÃO 139 Considerando-se a habilitação para o ca-
samento, é correto afirmar: 
F) O pedido de dispensa dos proclamas não pode ter por 
fundamentoa ocorrência de crime contra a digni-
dade sexual. 
G) Se houver apresentação de impedimento, o oficial 
dará ciência do fato aos nubentes para que indiquem 
em dez dias provas que pretendam produzir. 
H) O prazo para oposição por terceiros ao casamento é 
até o momento da sua celebração. 
I) O casamento não pode ser celebrado em circunscri-
ção diversa daquela da habilitação. 
J) Não cabe recurso nem mandado de segurança contra 
a decisão do juiz corregedor que julga a impugnação 
do Ministério Público à habilitação para o casamento. 
QUESTÃO 140 De acordo com o Código Civil, é lícito aos 
nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, 
quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. Segundo esse 
mesmo diploma, é necessária a celebração de pacto an-
tenupcial para a adoção 
A) dos regimes da comunhão universal de bens e da se-
paração de bens, quando não obrigatória, sendo dis-
pensável para a adoção dos regimes da comunhão 
parcial de bens e da participação final nos aquestos. 
B) de quaisquer dos regimes de bens previstos no Có-
digo Civil. 
C) dos regimes da comunhão parcial ou universal de 
bens, bem como do regime da participação final nos 
aquestos, sendo dispensável para a adoção do regime 
da separação de bens, mesmo quando não for obriga-
tória. 
D) dos regimes da comunhão parcial de bens, da partici-
pação final nos aquestos e da separação de bens, 
quando não obrigatória, sendo dispensável para a 
adoção do regime da comunhão universal de bens. 
E) dos regimes da comunhão universal de bens, da par-
ticipação final nos aquestos e da separação de bens, 
quando não obrigatória, sendo dispensável para a 
adoção do regime da comunhão parcial de bens. 
QUESTÃO 141 Bruno e Marco pretendem constituir união 
estável. No tocante às relações patrimoniais desta união, 
A) os companheiros não poderão eleger o regime de 
bens por se tratar de sociedade de fato. 
B) o regime da comunhão parcial de bens deverá ser 
aplicado obrigatoriamente à união. 
C) salvo contrato entre os companheiros, será aplicado, 
no que couber, o regime de comunhão universal de 
bens. 
D) os companheiros poderão adotar o regime de separa-
ção de bens por meio de contrato escrito entre eles. 
E) salvo contrato entre os companheiros, será aplicado, 
no que couber, o regime de separação de bens. 
QUESTÃO 142 Marta e Caíque procuraram a Defensoria 
Pública do Amapá afirmando que sua genitora Cássia 
possui deficiência intelectual e está impossibilitada de 
exprimir sua vontade. Em razão disso, ambos desejam in-
gressar com ação de curatela para representá-la em al-
guns atos da vida civil. Nessa situação, 
A) a curatela de Cássia poderá ser exigida para emissão 
de documentos oficiais. 
B) o estabelecimento de curatela compartilhada a mais 
de uma pessoa constituirá medida excepcional e só 
poderá ser decretado de forma provisória, até que a 
autoridade judicial decida qual interessado é o mais 
apto a exercer o encargo. 
C) durante a curatela, não correrá a prescrição entre a 
genitora curatelada e seus filhos curadores. 
D) em razão da relação de parentesco sanguíneo de pri-
meiro grau em linha reta entre as partes, há dispensa 
legal dos curadores na prestação de contas à autori-
dade judicial. 
 
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E) a curatela de Cássia afetará tão somente os atos rela-
cionados aos direitos patrimoniais e ao matrimônio. 
QUESTÃO 143 Flávio e Márcio lavraram escritura pública 
de união estável, estabelecendo como uma das cláusulas 
da união a renúncia aos alimentos. No curso da união es-
tável, Márcio sofreu um acidente que o incapacitou para 
o trabalho. Após dois anos do acidente, Flávio decidiu 
romper a relação e procurou a Defensoria Pública em 
Cuiabá para entender seus direitos. Neste caso, respal-
dado por entendimento jurisprudencial do STJ, Márcio 
A) poderá pleitear alimentos em face de Flávio, somente 
se não tiver sido o culpado pela dissolução do vínculo 
familiar. 
B) não poderá pleitear alimentos em face de Flávio, pois 
a renúncia se deu em contrato válido e eficaz, sem ví-
cios de consentimento. 
C) poderá pleitear alimentos em face de Flávio, em razão 
da reciprocidade existente durante o vínculo familiar 
e diante da irrenunciabilidade dos alimentos. 
D) poderá pleitear alimentos em face de Flávio, indepen-
dentemente da comprovação de necessidade. 
E) não poderá pleitear alimentos em face de Flávio, visto 
que a entidade familiar da união estável não prevê le-
galmente a obrigação alimentar entre os companhei-
ros. 
QUESTÃO 144 O pacto antenupcial 
A) pode ser feito por escritura pública ou instrumento 
particular, desde que subscrito por duas testemu-
nhas, sendo indispensável para a opção por qualquer 
dos regimes regulados pelo Código Civil. 
B) deve ser feito necessariamente por escritura pública, 
sendo indispensável para a opção por qualquer dos 
regimes regulados pelo Código Civil. 
C) pode ser feito por escritura pública ou instrumento 
particular, desde que subscrito por duas testemu-
nhas, sendo indispensável para a opção pelo regime 
da separação de bens, salvo se este for obrigatório aos 
nubentes. 
D) deve ser feito necessariamente por escritura pública, 
sendo indispensável para a opção pelo regime da co-
munhão parcial de bens. 
E) deve ser feito necessariamente por escritura pública, 
sendo indispensável para a opção pelo regime de par-
ticipação final nos aquestos, que permite aos nuben-
tes convencionar a livre disposição dos bens imóveis, 
desde que particulares. 
QUESTÃO 145 Em relação ao parentesco em geral e à fi-
liação: 
A) Entre outras situações previstas legalmente, presu-
mem-se concebidos na constância do casamento os 
filhos havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de 
embriões excedentários, decorrentes de concepção 
artificial homóloga. 
B) A prova da impotência do cônjuge para gerar, à época 
da concepção, não ilide a presunção da paternidade 
na constância do casamento. 
C) Os filhos, havidos ou não da relação de casamento, te-
rão os mesmos direitos e qualificações, proibidas 
quaisquer designações discriminatórias relativas à fi-
liação, salvo as concernentes à adoção. 
D) Na linha reta ou colateral, o parentesco por afinidade 
não se extingue com a dissolução do casamento ou 
da união estável. 
E) Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade 
dos filhos nascidos de sua mulher, sendo tal ação 
prescritível em dez anos. 
QUESTÃO 146 Irene conviveu em união estável com 
Hugo, empresário, que durante o relacionamento trans-
feriu para a sua empresa todos os bens que adquiriu, in-
clusive o único imóvel residencial que adquirira onerosa-
mente durante o relacionamento e que serviu para a mo-
radia do casal até a data do óbito de Hugo. Irene não pos-
suía nenhuma participação societária na empresa do fa-
lecido. Nessas circunstâncias, Irene 
A) não terá direito a quaisquer bens transferidos para a 
titularidade da pessoa jurídica em eventual partilha, 
mas como a casa era o único bem imóvel utilizado 
para fins de moradia, haverá direito real de habitação 
da companheira sobrevivente. 
B) tem legitimidade para requerer a desconsideração in-
versa da personalidade jurídica para que a partilha 
dos bens possa recair sobre os bens adquiridos one-
rosamente durante a união estável e que foram des-
viados para a pessoa jurídica, inclusive para viabilizar 
o direito real de habitação da companheira sobrevi-
vente. 
C) não terá direito a quaisquer bens de titularidade da 
pessoa jurídica em eventual partilha e, como o imóvel 
não pertencia ao casal ou ao de cujus, não haverá di-
reito real de habitação da companheira sobrevivente. 
D) não tem legitimidade para requerer a desconsidera-
ção, direta ou inversa, da personalidade jurídica, uma 
vez que não se enquadra na situação de credora da 
empresa, de modo que inaplicável a desconsideração, 
mas independentemente desta providência, preen-
che os requisitos do direito realde habitação da com-
panheira sobrevivente. 
E) terá direito somente à cota societária de Hugo em re-
lação à empresa e o direito real de habitação da com-
panheira sobrevivente, mas não se mostra possível a 
aplicação da desconsideração da personalidade jurí-
dica, direta ou invertida, quanto à partilha de bens de 
titularidade da empresa. 
QUESTÃO 147De acordo com entendimento sumular do 
Superior Tribunal de Justiça, a obrigação alimentar dos 
avós em relação aos netos possui natureza complemen-
tar e 
 
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A) subsidiária em relação aos pais, somente se configu-
rando no caso de impossibilidade total ou parcial de 
seu cumprimento por estes. 
B) solidária em relação aos pais, somente se configu-
rando no caso de impossibilidade total ou parcial de 
seu cumprimento por estes. 
C) alternativa em relação aos pais, somente se configu-
rando na proporção dos respectivos recursos. 
D) solidária em relação aos pais, somente se configu-
rando no caso de impossibilidade total de seu cum-
primento por estes. 
E) solidária em relação aos pais, somente se configu-
rando na proporção dos respectivos recursos. 
QUESTÃO 148 A guarda compartilhada 
A) pressupõe tempo de convivência alternado com dis-
tribuição igualitária entre os pais. 
B) somente será deferida se houver consenso entre os 
pais. 
C) afasta a obrigação alimentar em relação ao filho. 
D) não pode ser instituída entre pais que residam em ci-
dades distintas. 
E) pode não ser aplicada a pedido de um dos genitores. 
QUESTÃO 149 Sandro e Lívia são divorciados e exercem 
a guarda compartilhada da filha Sofia. Diante da notícia 
da campanha de imunização contra a Covid-19 para cri-
anças, Sandro manifestou desejo de não vacinar Sofia. Lí-
via, por outro lado, sustentou que a vacinação atende aos 
interesses da criança. Considerando a situação, diver-
gindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, 
A) deverá ser modificada a guarda para outro familiar. 
B) é assegurado a qualquer deles recorrer ao Poder Ju-
diciário para solução do desacordo. 
C) devem resolver a questão consensualmente, sem a 
possibilidade de intervenção judicial. 
D) deve prevalecer a decisão do/a genitor/a que detém a 
base de moradia da filha. 
E) há necessidade de modificação da guarda para a mo-
dalidade unilateral. 
QUESTÃO 150 Em relação aos efeitos da curatela, 
A) a autoridade do curador não se estende aos filhos me-
nores de 18 anos do curatelado, aos quais devem ser 
nomeados outros tutores. 
B) a responsabilidade civil do curador pelos danos prati-
cados pelo curatelado depende da prova de dolo ou 
culpa daquele. 
C) a definição da curatela alcança o direito ao matrimô-
nio, à saúde e ao trabalho da pessoa curatelada. 
D) não corre a prescrição entre curatelado e curador, du-
rante o exercício da curatela. 
E) o curador não pode se casar com o curatelado, ainda 
que cessada a curatela e saldadas as contas. 
QUESTÃO 151 Lindoia e Adolfo se casaram quando este 
já contava 75 anos. Três anos depois, Adolfo passou a 
apresentar quadro de demência senil, razão pela qual foi 
ajuizada ação de curatela e nomeado seu filho como cu-
rador provisório. Nesse ínterim, Lindoia, que não desejava 
cuidar mais do marido, pediu o divórcio. O marido foi ci-
tado na pessoa de seu curador provisório que, imediata-
mente, manifestou concordância ao pleito. Nesse caso, é 
correto afirmar que: 
A) a curatela, desde o advento do Estatuto da Pessoa 
com Deficiência, circunscreve-se aos atos de natureza 
patrimonial, de modo que o curador, definitivo ou pro-
visório, não tem legitimidade para concordar com o 
divórcio; 
B) embora o curador definitivo possa até requerer o di-
vórcio, mesmo sob a égide do Estatuto da Pessoa com 
Deficiência, igual legitimidade não é conferida ao cu-
rador provisório, salvo casos excepcionais; 
C) o juiz poderá decretar o divórcio com o que consta 
dos autos, mas, por força do regime da separação le-
gal a que foi submetida, nada tocará a Lindoia na par-
tilha; 
D) o juiz poderá decretar o divórcio com o que consta 
dos autos; quanto à partilha, caberá a Lindoia com-
provar o esforço comum na aquisição dos bens havi-
dos durante a união; 
E) não é possível decretar o divórcio no caso concreto, 
sob pena de se prestigiar a discriminação contra a 
pessoa com deficiência. 
QUESTÃO 152 J.M., 7 anos, reside com a sua mãe, que 
tem a sua guarda. Nos últimos três meses, seu pai, que 
detém o poder familiar, deixou de pagar voluntaria-
mente a pensão alimentícia. 
A respeito do tema prescrição e decadência, assinale a 
afirmativa correta. 
A) O direito de reclamar alimentos familiares é impres-
critível, portanto, poderá J.M. a qualquer tempo exigir 
de seu pai os alimentos devidos nos últimos três me-
ses. 
B) No caso narrado, os alimentos devidos vencidos e não 
pagos prescrevem em dois anos a contar da inadim-
plência. 
C) No caso narrado, corre a prescrição pois, inobstante a 
menoridade de J.M., ele é representado por sua geni-
tora. 
D) No caso narrado, os alimentos devidos, vencidos e não 
pagos prescrevem em cinco anos a contar da inadim-
plência. 
E) Não corre prescrição entre ascendentes e descenden-
tes, durante o poder familiar e também não corre a 
prescrição contra os absolutamente incapazes, por-
tanto, no caso de J.M, a contagem do prazo inicial 
ainda não se iniciou. 
 
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QUESTÃO 153 Após um desgastante divórcio, o ex-casal 
Rita e Joaquim optam por não partilhar os bens da co-
munhão, de forma a evitar novos dissabores. Passados 5 
(cinco) anos do divórcio, Rita contrai matrimônio com 
João, sem que tenha sido eleito regime de bens e apre-
sentada oposição por terceiros. 
Acerca do novo casamento, é correto afirmar que 
A) é nulo, ante a ausência de partilha da comunhão an-
terior. 
B) é anulável, ante a ausência de partilha da comunhão 
anterior. 
C) é válido e o regime de bens será o da comunhão par-
cial. 
D) é anulável, ante a ausência de concordância do côn-
juge anterior. 
E) é válido e o regime de bens será o da separação obri-
gatória. 
QUESTÃO 154 A equipe de dez bombeiros capitaneada 
pelo sargento Silva viveu situação peculiar ao se deparar 
com um casal de desconhecidos preso nas ferragens de 
um prédio que desabara. Ana e Kevin, noivos de longa 
data, foram encontrados entre os escombros ainda vivos 
e lúcidos. Eles constataram que o estado de Kevin não 
lhe permitiria ser retirado a tempo de escapar com vida. 
Informado disso, Kevin pede a Ana que se case com ele 
ali mesmo. Ela imediatamente aceita, e ambos se rece-
bem como esposo e esposa, emocionando a todos. Minu-
tos depois, Kevin vem a falecer. Os bombeiros conse-
guem retirar Ana dos escombros e, seis dias depois, 
quando ela deixa o hospital, os bombeiros a acompa-
nham para testemunhar o ocorrido perante a autoridade 
judicial, para efeitos de registro do seu casamento. Nesse 
caso, houve casamento: 
A) avuncular; 
B) nuncupativo; 
C) em caso de moléstia grave; 
D) putativo; 
E) inexistente. 
QUESTÃO 155 Actínio e Copernícia casam-se em 2018. 
Meses depois, Actínio começa a desenvolver um relacio-
namento amoroso com sua sogra, mãe de Copernícia, 
chamada Samária. 
Em 2020, não aguentando mais esta situação, Actínio di-
vorcia-se de Copernícia e passa a viver publicamente 
com Samária, com quem vem a ter dois filhos. 
Em 2022, Actínio, em seu leito de morte, declara que é 
seu desejo casar-se com Samária. As partes, às pressas, 
chamam a enfermeira plantonista que celebra o casa-
mento, na presença de Samária e seus dois filhos. O 
termo é assinado pelos quatro presentes e pela cele-
brante. Uma hora depois, Actínio falece. 
Nesse caso, é possível reconhecer que havia, entre Actí-
nio e Samária: 
A) casamento nuncupativo; 
B) união estável; 
C) concubinato; 
D) namoro qualificado; 
E) casamento anulável. 
QUESTÃO156 Astolfo e Maria casaram-se sob o regime 
da comunhão parcial de bens. Na constância do casa-
mento, Astolfo ganhou um barco em um sorteio no clube 
e recebeu um sítio de presente de seu pai; Maria recebeu 
um apartamento por herança de sua mãe e comprou 
uma casa. 
Na hipótese de divórcio, serão considerados bens co-
muns somente: 
A) a casa; 
B) o apartamento; 
C) o barco e o sítio; 
D) o barco e a casa; 
E) o sítio, o apartamento e a casa. 
QUESTÃO 157 Maria decide divorciar-se de João, com 
quem era casada há 7 (sete) anos, tendo dois filhos em 
comum, menores de idade (10 e 12 anos de idade). O casal 
já havia se separado de fato há 6 (seis) meses, com Maria 
residindo com as crianças na Asa Sul de Brasília e João 
residindo na região do Gama (DF). 
Não havendo acordo, Maria propõe ação de divórcio com 
pedido de guarda unilateral dos dois filhos a seu favor, 
com restrição de visitas ao pai, para as manhãs de do-
mingo. Ao final, requer, também, a condenação do pai – 
e dos avós paternos – ao pagamento de prestação ali-
mentar a favor dos filhos menores. 
Sobre o caso acima, em caso de falecimento de Maria, as-
sinale a afirmativa correta. 
A) O foro competente para a propositura da ação de di-
vórcio ajuizada por Maria é o de domicílio de Maria ou 
do réu João, à livre escolha da autora da ação. 
B) Mesmo que não haja acordo entre as partes, o juízo só 
deve atender ao pedido de guarda unilateral se João 
renunciar ao exercício da guarda ou for demonstrada 
a inaptidão de João para exercer poder familiar. 
C) A obrigação alimentar dos avós tem natureza com-
plementar e solidária, razão pela qual devem arcar 
com a prestação caso estejam presentes os requisitos 
da necessidade e possibilidade. 
D) Para que o pedido de concessão de alimentos a favor 
dos filhos menores seja julgado procedente, Maria 
precisa produzir prova cabal da necessidade dos fi-
lhos menores e a possibilidade de João em pagá-los. 
E) Em razão do pleito alimentar, o valor da causa deve 
ser indicado pela soma de 6 (seis) prestações mensais 
pedidas pela parte demandante. 
QUESTÃO 158 Romualdo e Luara se casaram no ano de 
2018. Antes do casamento, Romualdo já era proprietário 
de uma fazenda no interior de Minas Gerais e Luara já 
 
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havia adquirido um automóvel Corsa. Na constância da 
união, Luara comprou um apartamento em Belo Hori-
zonte e reformou todo o telhado da sede da fazenda de 
Romualdo. Romualdo, por sua vez, herdou uma casa em 
Monte Verde. Ainda na constância do casamento, a fa-
zenda de Romualdo gerou uma safra recorde de café 
tipo exportação, ainda não colhida. 
Diante disso, caso o casal decida se divorciar, é correto 
afirmar que se o regime for o da: 
A) separação legal de bens, somente o automóvel Corsa 
seria considerado bem comum; 
B) participação final nos aquestos e Romualdo decidir 
vender a fazenda, não necessitará da vênia conjugal, 
em razão de expressa dispensa legal; 
C) comunhão universal de bens, a casa herdada por Ro-
mualdo em Monte Verde não será considerada bem 
comum para efeito de partilha; 
D) separação convencional de bens, somente o valor da 
reforma do telhado da sede da fazenda será devolvido 
a Luara, bem como metade do valor da casa de Monte 
Verde; 
E) comunhão parcial de bens, as safras de café colhidas 
na constância do casamento são consideradas bens 
comuns para efeito de partilha. 
QUESTÃO 159 Raquel, filha de Vera e César, casou-se ci-
vilmente com Ricardo. Raquel é irmã de Gustavo. Gus-
tavo e Laura são casados. Ricardo tem dois irmãos, Ber-
nardo e Daniel. Bernardo tem um filho, Adonis. 
Diante disso, no que concerne ao parentesco civilmente 
relevante, é correto afirmar que: 
A) Ricardo é parente por afinidade de Gustavo na linha 
colateral; 
B) Adonis é parente em linha reta por afinidade de Vera 
e César; 
C) Raquel é parente por afinidade de Ricardo; 
D) Laura é parente colateral em segundo grau de Ri-
cardo; 
E) Daniel é parente em linha reta de Adonis. 
DIREITO DAS SUCESSÕES 
QUESTÃO 160 Em se tratando de sucessão e da legitima-
ção para suceder, seguindo o que estabelece o Código 
Civil sobre o tema, é correto afirmar que são elas regula-
das 
A) pelo lugar do último domicílio do falecido. 
B) pelo testamento público devidamente registrado. 
C) pelo dia da morte do titular dos bens que compõem 
a herança. 
D) pela lei vigente ao tempo da abertura da sucessão. 
E) pelo pacto antenupcial e a ordem de nascimento dos 
filhos. 
QUESTÃO 161 Acerca da sucessão, considere: 
I. Os irmãos unilaterais só concorrerão à herança à falta 
de irmãos bilaterais. 
II. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos di-
reitos à sucessão de seus ascendentes. 
III. Os ascendentes só são chamados à sucessão, em con-
corrência com o cônjuge ou companheiro sobrevivente, 
na falta de descendentes e colaterais. 
IV. Concorrendo apenas com ascendente em segundo 
grau, ao cônjuge tocará a metade da herança. 
De acordo com o Código Civil, está correto o que se 
afirma APENAS em 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e IV. 
D) III e IV. 
E) II e III. 
QUESTÃO 162 Em razão do falecimento de seu genitor, 
os herdeiros do de cujus procuraram a Defensoria Pú-
blica do Mato Grosso para orientações acerca da aceita-
ção e renúncia da herança. Sobre o tema, os interessados 
devem ser orientados que 
A) são irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia 
da herança. 
B) os atos oficiosos do herdeiro, como administração ou 
guarda provisória dos bens, exprimem aceitação da 
herança. 
C) para sua validade, a renúncia da herança deve constar 
expressamente de instrumento público ou particular. 
D) a pessoa interessada pode renunciar à herança em 
parte, sob condição ou a termo. 
E) não se admite aceitação tácita da herança, exigindo-
se sua formalização por escrito. 
QUESTÃO 163 De acordo com o Código Civil, a herança 
A) só se transmite aos herdeiros depois de concluído o 
inventário. 
B) não pode ser disposta integralmente por testamento 
quando existirem herdeiros necessários. 
C) transmite-se definitivamente aos herdeiros necessá-
rios independentemente de aceitação. 
D) pode ser parcialmente renunciada pelo herdeiro. 
E) defere-se como um todo unitário, ainda que vários se-
jam os herdeiros. 
QUESTÃO 164 Lucas, que vivia em união estável com 
Lara, sem filhos, sofreu um acidente de carro e faleceu. 
Ambos os genitores de Lucas ainda eram vivos. Neste 
caso, aberta a sucessão, em relação aos bens particulares 
de Lucas, Lara 
A) terá direito à totalidade da herança, pois os ascenden-
tes não concorrem com a companheira. 
B) concorrerá com os ascendentes de Lucas e terá ga-
rantida metade da herança. 
 
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C) concorrerá com os ascendentes de Lucas e terá ga-
rantido um terço da herança. 
D) terá direito à herança somente quanto aos bens ad-
quiridos onerosamente na vigência da união estável. 
E) concorrerá com os ascendentes de Lucas e terá ga-
rantido dois terços da herança. 
QUESTÃO 165 As modalidades ordinárias de testamento 
previstas em nosso ordenamento jurídico são: 
A) testamento conjuntivo, místico e eletrônico. 
B) testamento particular e público. 
C) testamento ordinário, particular e público. 
D) testamento particular, público e cerrado. 
E) testamento eletrônico, público e particular. 
QUESTÃO 166 Com relação às disposições gerais aplicá-
veis em tema de direitos sucessórios, e ao momento da 
transferência da propriedade dos bens deixados por pes-
soa falecida, é correto afirmar que os bens se transferem 
aos herdeiros ou sucessores 
A) na oportunidade da decisão que homologa a partilha. 
B) quando da apresentação do formal de partilha ao Ofi-
cial do Registro Imobiliário. 
C) na abertura do inventário judicial ou do arrolamento 
dos bens. 
D) no momento em que o formal de partilha ingressa ao 
Registro Imobiliário,mediante lançamento feito nas 
matrículas de cada imóvel. 
E) no momento da morte. 
QUESTÃO 167 Lacerda falece aos 22/10/2022. Deixa três 
filhos, uma ainda na barriga de sua companheira. Nas-
cida a temporã Cláudia, aos 22/12/2022, vem a requerer, 
no inventário dos bens deixados por seu pai, que seus ir-
mãos tragam à colação um imóvel doado um ano antes 
da morte e, a par disto, o valor correspondente ao uso e à 
ocupação de outra propriedade onde viviam gratuita-
mente seus irmãos. Argumenta, para tanto, que a doação 
de um imóvel e o comodato de outro representam adi-
antamento de legítima. Nesse caso, é correto afirmar que 
Cláudia: 
A) que não era nascida ao tempo do óbito, não tem se-
quer capacidade sucessória e não pode, portanto, exi-
gir a colação pretendida; 
B) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nas-
cida quando do óbito, e pode exigir a colação tanto do 
imóvel quanto do valor pelo uso e ocupação que dei-
xaram de ser pagos; 
C) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nas-
cida quando do óbito, e pode exigir a colação apenas 
do imóvel doado, mas não do valor de uso e ocupação; 
D) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nas-
cida quando do óbito, e pode exigir apenas a colação 
do valor por uso e ocupação; 
E) tem capacidade sucessória, mas não tem direito à co-
lação do imóvel doado nem do valor por uso e ocupa-
ção. 
QUESTÃO 168 Giorgio, italiano, casado pelo regime da 
separação total de bens com Mariana, brasileira, falece 
deixando quatro filhos italianos comuns. Embora o ex-
casal tivesse domicílio na Itália, Giorgio era proprietário 
de um apartamento em Salvador. 
Considerando que, pela lei italiana, Mariana faria jus a um 
terço do patrimônio deixado por Giorgio, responda como 
se dará a sucessão do imóvel localizado em Salvador. 
A) Mariana fará jus a um quarto do bem. 
B) os filhos do ex-casal serão seus únicos proprietários. 
C) Mariana terá um terço do imóvel. 
D) os filhos e Mariana farão jus, cada, a um quinto do 
bem. 
E) caberá à Mariana a metade do bem. 
QUESTÃO 169 Mário, solteiro, sem qualquer descen-
dente ou ascendente vivo, falece em 2022, deixando ape-
nas dois irmãos bilaterais vivos (Jorge e Carlos) e uma 
irmã unilateral (Irina), pré-morta em 2021. Esta, por sua 
vez, deixou duas filhas vivas (Raquel e Viviane). Mário dei-
xou testamento público, celebrado sob as formalidades 
da lei e firmado pelo tabelião, pelo testador e duas teste-
munhas, deixando 75% de sua herança para Marta, sua 
amiga de infância. 
Diante desse caso, assinale a afirmativa correta. 
A) Jorge e Carlos herdarão, cada um, 10% (dez por cento) 
da herança, enquanto Raquel e Viviane herdarão, por 
representação, o quinhão de 2,5% da herança cada 
uma. 
B) O testamento público celebrado por Mário, apesar de 
válido, é ineficaz, porque excedeu o limite de sua 
parte disponível, ofendendo a legítima dos herdeiros 
colaterais. 
C) A partilha entre os herdeiros legítimos deve ser igua-
litária, cabendo a cada um o quinhão correspondente 
a 6,25% da herança. 
D) Os irmãos bilaterais herdam por direito próprio, na 
proporção de 8,33% para cada um, enquanto Raquel 
e Viviane herdam por representação, na proporção de 
4,165% para cada uma. 
E) A herança é jacente, atraindo o procedimento espe-
cial que visa à declaração de sua vacância, para fins de 
transferência do acervo hereditário para o Município 
ou para o Distrito Federal. 
QUESTÃO 170 Catarina, uma senhora viúva com patri-
mônio avaliado em muitos milhões de reais, determinou 
em seu testamento que alguns bens de sua propriedade 
deveriam ser destinados, após a sua morte, à criação de 
uma fundação protetora de animais abandonados na ci-
dade em que ela residia. Com a morte de Catarina, po-
rém, constatou-se que os bens por ela destinados à 
 
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criação da fundação haviam se desvalorizado drastica-
mente com o passar do tempo, de modo que o seu valor 
tornou-se absolutamente insuficiente para a criação da 
pessoa jurídica por ela concebida. 
Considerando que o testamento de Catarina, plena-
mente válido e eficaz, não previa nenhuma solução espe-
cífica para esse problema, é correto afirmar que: 
A) outros bens da herança de Catarina deverão ser des-
tinados à constituição da fundação, tantos quantos 
bastem para se atingir o valor necessário para essa fi-
nalidade; 
B) caberá ao Ministério Público do Estado em que a fun-
dação seria constituída promover a alienação dos 
bens que haviam sido destinados à constituição da 
fundação; 
C) os bens originalmente destinados por Catarina à 
constituição da fundação deverão ser revertidos em 
favor dos seus herdeiros legítimos e testamentários; 
D) os bens destinados por Catarina à criação da funda-
ção deverão ser incorporados em outra fundação que 
se proponha a uma finalidade igual ou semelhante; 
E) a fundação não será constituída e os bens original-
mente destinados para essa finalidade devem ser ar-
recadados pelo poder público como herança vacante. 
QUESTÃO 171 Quando foi aberto o testamento de Her-
menegilda, seus parentes descobriram diversas disposi-
ções peculiares. 
Sobre elas, é correto afirmar que: 
A) a disposição de que sua fazenda fosse vendida e o 
preço obtido fosse dado a estabelecimentos particu-
lares de caridade deve ser entendida como destinada 
aos estabelecimentos do lugar de domicílio de Her-
menegilda por ocasião de sua morte; 
B) é válida a disposição que prevê que seu diário seja en-
tregue a seu namorado na adolescência e, caso os 
herdeiros não consigam descobrir de quem se trata, 
o bem ficará para os herdeiros legítimos; 
C) é nula a determinação de que seu anel de esmeralda 
seja dado a uma de suas netas, a ser escolhida pela 
sua amiga Zuleide, por conta de sua indeterminação 
no que diz respeito ao legatário; 
D) é nula, por falta de objeto determinado, a estipulação 
de que um montante entre dois e dez mil reais será 
especificado pela sua amiga Zuleide para ser dado a 
Roberval, o enfermeiro que cuidou de Hermenegilda 
nos seus últimos meses de vida; 
E) a disposição de que sua casa seja dividida entre sua 
sobrinha Amália e o seu grupo de orações implica que 
Amália somente receba um oitavo da propriedade da 
casa, já que havia sete pessoas no grupo de orações 
de Hermenegilda. 
QUESTÃO 172 Ao elaborar seu testamento, Genésio pode 
incluir como legatário: 
A) o tabelião perante quem fizer o testamento; 
B) uma das testemunhas do testamento; 
C) o irmão da pessoa que escreveu o testamento a seu 
rogo; 
D) o primeiro filho que sua filha, nascida e ainda viva, vier 
a ter; 
E) sua concubina, embora não esteja separado de sua 
esposa. 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO 
DIREITO BRASILEIRO (LINDB) 
QUESTÃO 173 Joaquim, brasileiro, conheceu, Jeniffer, 
australiana, e com ela se casou no Brasil, pelo regime da 
separação de bens. Três anos após o casamento, Jeniffer 
adquire um imóvel em Maceió, no qual o casal passa a 
residir. Em razão de dificuldades financeiras, o casal re-
solve se mudar para Sydney, Austrália, local em que esta-
belecem domicílio e ambos adquirem, em razão de su-
cesso profissional, vultoso patrimônio. Contudo, aos 40 
anos Jeniffer vem a falecer, sem deixar testamento, as-
cendentes e descendentes. De sua família biológica, ape-
nas é vivo seu irmão, James, o qual, para a lei australiana, 
é o único herdeiro legítimo. 
Diante dessa situação e considerando que, para a lei bra-
sileira, Joaquim é o herdeiro legítimo, o bem localizado 
em Maceió será: 
A) partilhado entre Joaquim e James; 
B) destinado a James; 
C) incorporado ao Município de Maceió; 
D) adjudicado a Joaquim; 
E) entregue ao Município de Sydney. 
QUESTÃO 174 A Lei X entrou em vigor na data de sua pu-
blicação, por força de dispositivo legal expresso nesse 
sentido. Quarenta e cinco dias após, nova lei (Lei Y), sem 
dispor sobre sua vigência, alterou determinado artigo da 
Lei X. 
O dispositivo com a alteração passaa vigorar: 
A) na data da publicação da Lei Y; 
B) quarenta e cinco dias após a publicação da Lei Y; 
C) trinta dias após a publicação da Lei X; 
D) noventa dias após a publicação da Lei Y; 
E) cinco dias após a publicação da Lei X. 
QUESTÃO 175 Pedro ajuizou uma ação em face de João 
e se saiu vitorioso, sendo-lhe atribuído certo bem. Anos 
depois, quando já não mais era cabível qualquer recurso, 
ação ou impugnação contra a decisão do Poder Judiciá-
rio, foi editada uma lei cuja aplicação faria com que o 
bem fosse atribuído a João. 
À luz da sistemática constitucional, o referido bem deve: 
A) permanecer com Pedro, por força da garantia do ato 
jurídico perfeito; 
 
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B) ser transferido a João, com a base no princípio da efi-
cácia imediata da lei; 
C) permanecer com Pedro, por força da garantia do di-
reito adquirido; 
D) ser transferido a João, salvo se a lei estabelecer regra 
de transição; 
E) permanecer com Pedro, por força da garantia da 
coisa julgada. 
QUESTÃO 176 A Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro estabelece que as autoridades públicas devem 
atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação 
das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmu-
las administrativas e respostas a consultas. 
Neste contexto, de acordo com o citado diploma legal, 
A) tais instrumentos terão caráter vinculante em relação 
ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior 
revisão. 
B) tais instrumentos terão caráter de recomendação em 
relação ao órgão ou entidade a que se destinam, pelo 
prazo de 5 (cinco) anos, salvo se em prazo inferior hou-
ver revisão. 
C) a decisão em processo administrativo não poderá im-
por compensação por benefícios indevidos ou prejuí-
zos anormais ou injustos resultantes do processo ou 
da conduta dos envolvidos. 
D) a edição de atos normativos por autoridade adminis-
trativa, salvo os de mera organização interna, não po-
derá ser precedida de consulta pública para manifes-
tação de interessados, mas será objeto de ampla pu-
blicidade após a elaboração dos atos. 
E) a revisão, na esfera administrativa, quanto à validade 
de ato cuja produção já se houver completado levará 
em conta as orientações gerais atuais, e não as da 
época, sendo permitido que, com base em mudança 
posterior de orientação geral, se declarem inválidas si-
tuações plenamente constituídas. 
QUESTÃO 177 Fátima Aparecida, brasileira, viaja a Las Ve-
gas, a passeio. Vai a um cassino, no qual perde no jogo 
valor em dólares equivalente a R$ 20.000,00. Volta ao 
Brasil sem pagar a dívida e é acionada judicialmente. 
Considerada a legalidade da cobrança no país estran-
geiro, aplica-se a lei 
A) brasileira, por ser a devedora aqui domiciliada, anali-
sando-se somente o conceito de obrigação natural da 
dívida de jogo para ser ou não eficaz para a cobrança. 
B) brasileira, pela inexistência de previsão de cabimento 
de leis estrangeiras às obrigações, ainda que constitu-
ídas fora do país. 
C) norte-americana, por se tratar de atividade legal na-
quele país, examinando-se no Brasil somente os as-
pectos formais da constituição da obrigação, para ser 
eficaz a cobrança judicial em nosso país. 
D) norte-americana, no tocante ao direito material, uma 
vez que a obrigação foi constituída nos Estados Uni-
dos, examinando-se sua compatibilidade ou não com 
a lei brasileira no exame dos conceitos de ordem pú-
blica, soberania e bons costumes. 
E) brasileira, porque aplicar-se a lei estrangeira para 
obrigações contraídas por cidadã brasileira infringiria 
a soberania nacional e os bons costumes. 
QUESTÃO 178 No tocante à Lei de Introdução às Normas 
do Direito Brasileiro, é correto afirmar: 
A) A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou espe-
ciais a par das existentes, revoga ou modifica a lei an-
terior. 
B) Em nosso ordenamento jurídico, a revogação de uma 
lei deve ser sempre expressa. 
C) As correções a texto de lei já em vigor referem-se à 
própria norma, não se considerando lei nova. 
D) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em 
todo o país imediatamente após sua publicação ofi-
cial. 
E) Embora não seja a regra geral, é possível haver repris-
tinação legal, desde que haja disposição expressa 
nesse sentido. 
QUESTÃO 179 Em relação às alterações promovidas na 
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, em es-
pecial no que se refere aos interesses difusos e coletivos 
de transparência, informação e participação na gestão 
pública, é correto afirmar: 
A) Na edição dos atos normativos, é vedada a órgão ou 
Poder Público realizar prévia consulta pública para 
manifestação dos interessados, sendo autorizado, no 
entanto, a realização posterior de audiências públicas 
para discussão de seus efeitos. 
B) O agente público somente responderá pessoalmente 
por suas decisões ou opiniões técnicas na comprova-
ção de dolo. 
C) A decisão do processo, nas esferas administrativa, 
controladora ou judicial, não poderá impor compen-
sação por benefícios indevidos ou prejuízos anormais 
ou injustos resultantes do processo ou da conduta 
dos envolvidos. 
D) Nas esferas administrativa, controladora e judicial, 
não se decidirá com base em valores jurídicos abstra-
tos sem que sejam consideradas as consequências 
práticas da decisão. 
E) A decisão administrativa, controladora ou judicial que 
estabelecer interpretação ou orientação nova sobre 
norma de conteúdo indeterminado, impondo novo 
dever ou novo condicionamento de direito não terá, 
em qualquer hipótese, aplicação aos casos em anda-
mento. 
QUESTÃO 180 De acordo com a Lei de Introdução às Nor-
mas do Direito Brasileiro, a lei nova 
 
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A) só revoga a anterior se regular inteiramente a maté-
ria. 
B) começa a viger, salvo disposição em contrário, na data 
de sua publicação. 
C) possui, em regra, efeitos repristinatórios. 
D) sempre revoga a anterior, se tiverem o mesmo objeto. 
E) tem efeitos prospectivos limitados pela proteção ao 
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa jul-
gada. 
 
 
 
GABARITO 
1-d 16-d 31-a 46-d 61-e 76-d 91-e 106-a 121-b 136-a 151-d 166-e 
2-d 17-a 32-a 47-a 62-a 77-e 92-e 107-b 122-b 137-c 152-e 167-c 
3-c 18-a 33-c 48-c 63-d 78-e 93-d 108-e 123-e 138-d 153-e 168-c 
4-c 19-a 34-a 49-e 64-b 79-a 94-d 109-c 124-e 139-c 154-b 169-a 
5-d 20-b 35-a 50-b 65-d 80-a 95-a 110-a 125-a 140-e 155-c 170-d 
6-d 21-b 36-c 51-d 66-e 81-c 96-b 111-e 126-c 141-e 156-d 171-a 
7-c 22-b 37-c 52-b 67-a 82-e 97-c 112-b 127-a 142-c 157-b 172-d 
8-a 23-c 38-c 53-d 68-e 83-c 98-c 113-a 128-e 143-c 158-e 173-d 
9-c 24-a 39-b 54-b 69-d 84-b 99-b 114-e 129-e 144-e 159-a 174-b 
10-e 25-c 40-d 55-b 70-a 85-d 100-c 115-d 130-a 145-a 160-d 175-e 
11-a 26-e 41-d 56-a 71-a 86-b 101-c 116-b 131-e 146-b 161-c 176-a 
12-b 27-b 42-b 57-d 72-c 87-c 102-b 117-e 132-e 147-a 162-a 177-d 
13-e 28-a 43-e 58-b 73-b 88-c 103-d 118-a 133-c 148-e 163-e 178-e 
14-b 29-e 44-a 59-b 74-a 89-a 104-a 119-a 134-c 149-b 164-c 179-d 
15-a 30-c 45-d 60-d 75-a 90-b 105-a 120-d 135-d 150-d 165-d 180-e

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