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Mapas Mentais doenças de notificação obrigatória In 50/2013 Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A notificação da suspeita ou ocorrência de doença listada na Instrução Normativa 50/13 é obrigatória para qualquer cidadão, bem como para todo profissional que atue na área de: As doenças listadas são de notificação obrigatória ao serviço veterinário oficial, composto por: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; In 50/2013 Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Animal; Diagnóstico Ensino Pesquisa em saúde animal NOTIFICAÇÃO Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 In 50/2013 A suspeita ou ocorrência de qualquer doença listada deve ser notificada imediatamente, no prazo máximo de 24 horas de seu conhecimento, quando: I - ocorrer pela primeira vez ou reaparecer no País, zona ou compartimento declarado oficialmente livre; III - ocorrerem mudanças repentinas e inesperadas nos parâmetros epidemiológicos como: distribuição, incidência, morbidade ou mortalidade de uma doença que ocorre no País, Unidade Federativa, zona ou compartimento; II - qualquer nova cepa de agente patogênico ocorrer pela primeira vez no País, zona ou compartimento; IV - ocorrerem mudanças de perfil epidemiológico, como mudança de hospedeiro, de patogenicidade ou surgimento de novas variantes ou cepas, principalmente se houver repercussões para a saúde pública. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 In 50/2013 Quando se tratar de doença que apresente repercussões para a saúde pública. A notificação também deverá ser imediata para: Qualquer outra doença animal que não pertença à lista da IN 50/13. Quando se tratar de doença exótica. Quando se tratar de doença emergente que apresente índice de morbidade ou mortalidade significativo. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 In 50/2013 Os procedimentos, prazos, documentos para registro, fluxo, periodicidade de informações e outras disposições necessárias para cumprimento da IN 50/2013 devem seguir o estabelecido em normas próprias da SDA- Secretaria de Defesa Agropecuária propostas pelo DSA- Departamento de Saúde Animal. O serviço veterinário oficial deverá manter os meios necessários para captação e registro de notificações. Independentemente da lista da IN 50/13, a ocorrência de doenças animais deve ser informada ao serviço veterinário oficial conforme exigências e requisitos específicos que constem de certificados internacionais com objetivo de exportação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Considerando recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal; In 50/2013 Sempre que se impuser o interesse de preservação da saúde animal no País; A lista de doenças animais da IN 50/13, será revista por proposta do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária: Publicada periodicamente; Considerando alterações da situação epidemiológica do País e mundial; Considerando resultados de estudos e investigações científicas; Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Doenças erradicadas ou nunca registradas no País, que requerem notificação imediata de caso suspeito ou diagnóstico laboratorial: Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial PARTE 01: Independentemente da relação de doenças listadas abaixo, a notificação obrigatória e imediata inclui qualquer doença animal nunca registrada no País. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial PARTE 01: Por ser uma legislação de 2013, algumas doenças desta lista, já foram diagnosticadas no país e não estão erradicadas. ORIENTAÇÕES: 01) Esses mapas mentais contêm informações referenciadas e encontradas em artigos científicos; 02) Os mapas mentais são sucintos e resumidos, auxiliando no processo de memorização e revisão; 03) Minha dica é: Apesar do nosso material ser bastante completo, recomendo que utilizem outras fontes de informações também, assim o estudo ficará mais completo; 04) A existência ou não das doenças no Brasil foi extraída de dados técnicos do MAPA, documento: Situação sanitária das doenças de animais terrestres – BRASIL, 2022. EM CASO DE CURIOSIDADE, SEGUE ABAIXO O SITE DE CONSULTA DA OIE: WOAH Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://www.woah.org/en/what-we-do/animal-health-and-welfare/animal-diseases/ São capazes de resistir ao mecanismo de morte induzida por neutrófilos, replicando-se dentro de macrófagos, onde sobrevivem e multiplicam-se, disseminando para outras células. A replicação extensiva destas bactérias em trofoblastos placentários está diretamente associada ao aborto. Principais sinais: aborto, infertilidade, mastite, claudicação, higroma e orquite, placentite e queda na produção de leite. Hospedeiros principais: Ovinos, caprinos, suínos, javalis, lebres, caribous, renas e roedeores. Bactéria em forma de cocobacilos Não formadora de esporos e formadoras de aerossóis. Em humanos é chamada de Febre de Malta. Aeróbia não fermentadora de açúcares BRUCELOSE (Brucella melitensis) MÚLTIPLAS ESPÉCIES Imóvel Gram negativa Intracelular facultativa Zoonótica Sem cápsula Não foi diagnosticada no país. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Na maioria dos casos, a água no coração ou Cowdriose é uma doença febril aguda, com aumento súbito da temperatura corporal, que pode ultrapassar 41°C em um a dois dias após o início da febre. Nos ruminantes, ela atinge os gânglios linfáticos regionais, consequentemente, migra pela corrente sanguínea até chegar às células endoteliais dos vasos sanguíneos. Faz a sua multiplicação nas células retículo-endoteliais, particularmente nos macrófagos, e nas células endoteliais dos capilares, afetando o sistema nervoso central e causando graves problemas vasculares. A principal espécie de carrapato transmissora da bactéria são os da espécie Amblyomma variegatum. MÚLTIPLAS ESPÉCIES Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Ruminantes domésticos e selvagens das regiões africanas e do Caribe. COWDRIOSE (Ehrlichia ruminantium) Transmitida pelo carrapato do gênero Amblyomma. Sinais clínicos: febre, dispnéia, sintomatologia nervosa, hidropericárdio, hidrotórax, ascite, pericardite, edema de pulmões e elevada mortalidade. Também chamada antes de Cowdria ruminantium é uma bactéria da Ordem Rickettsiales, Família Anaplasmataceae. Não foi comprovado seu caráter zoonótico. Cocobacilo pleomórfico Gram negativa Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Hospedeiros principais: A DEH acomete preferencialmente ruminantes selvagens, sendo a família Cervidae a mais atingida, porém há relatos na literatura de casos acometendo bovinos e ovinosJá foi diagnosticada no país. Sinais clínicos: Febre, anorexia, lesões na mucosa oral, disfagia, edemas, estomatite ulcerativa, claudicação devido à inflamação das coroas dos cascos, eritema do úbere, podendo ocorrer hemorragias. Essa doença não é zoonótica nem contagiosa. São arbovírus transmitidos por mordidas de vetores do gênero Culicoides. Assim, a doença ocorre de forma sazonal, principalmente nos períodos quentes e chuvosos. Apresenta maior morbidade e mortalidade entre ruminantes selvagens do que em ruminantes domésticos. MÚLTIPLAS ESPÉCIES DOENÇA EPIZOÓTICA HEMORRÁGICA (DEH) Enfermidade causada por um Orbivírus não envelopado da família Reoviridae, (RNA de dupla cadeia). Atualmente, o vírus é classificado em sete sorotipos diferentes (1, 2, 4, 5, 6, 7 e 8). Arbovírus: são vírus transmitidos pela picada de artrópodes hematófagos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIESO vírus da encefalite japonesa é transmitido por mosquitos, e pode causar encefalite em equídeos e humanos e doenças reprodutivas em suínos. Raramente afeta outras espécies, como bovinos. A encefalite japonesa pode ser uma doença muito grave nas pessoas: embora a maioria das infecções seja assintomática, os casos clínicos tendem a se manifestar como encefalite grave, e muitos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas. Sinais clínicos: A maioria das infecções em cavalos é subclínica; Alguns cavalos têm uma doença leve com sinais inespecíficos, como uma febre transitória, anorexia, letargia, e mucosas congestas ou icterícia e suínos sem imunidade podem ter sinais reprodutivos. Outros animais domesticados podem ser infectados, mas normalmente permanecem assintomáticos. Hospedeiros principais: As doenças causadas por esse vírus ocorrem principalmente em equídeos e porcos. ENCEFALITE JAPONESA O vírus da encefalite japonesa é um arbovírus do gênero Flavivírus, da família Flaviviridae. Existe apenas um sorotipo, mas pelo menos cinco genótipos. Este vírus é sensível ao calor, luz ultravioleta e irradiação gama. Não foi diagnosticada no país. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos. A espécie animal mais acometida são os equinos, apresentando encefalite ou encefalomielite, vários sinais neurológicos podem ocorrer (sonolência, hiperestesia, espasmos, claudicação, incoordenação etc). Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres. Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. O homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais MÚLTIPLAS ESPÉCIES FEBRE DO NILO OCIDENTAL A doença é causada por um vírus do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Vírus RNA envelopado com polaridade positiva. ZOONÓTICA. O VÍRUS integra o grupo dos arbovírus de grande importância para a saúde humana e animal, assim como os vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A picada de mosquitos infectados (gêneros: Aedes, Culex, Mansonia, Anopheles, Coquillettidia e Eretmapodites) é o principal meio de transmissão em ruminantes. Existe uma considerável variação em relação à susceptibilidade de diferentes espécies animais ao vírus; camelos geralmente apresentam infecção inaparente, mas a morte súbita, morte neonatal e abortos ocorrem e as taxas de aborto podem ser tão altas quanto em bovinos. Os seres humanos são susceptíveis à infecção e são infectados pelo contato com fluidos corporais ou tecidos de animais infectados, além da picada de mosquitos. ZOONÓTICA. MÚLTIPLAS ESPÉCIES Sinais clínicos: variam dependendo da idade, espécie e raça do animal. A doença em animais suscetíveis pode variar em gravidade e é caracterizada por febre, apatia, anorexia, falta de vontade de se mover, abortos e altas taxas de morbidade e mortalidade em animais neonatos. Hospedeiros principais: Acomete principalmente ruminantes (ovinos, bovinos, caprinos, bubalinos, camelídeos) e em segundo plano os seres humanos. Ainda há relatos de infecção em macacos, esquilos e outros roedores. FEBRE DO VALE DO RIFT Arbovírus RNA pertencente ao gênero Phlebovirus (família Bunyaviridae). OMS define ela como grande potencial de emergência de saúde pública. Não foi diagnosticada no país. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Pode ser transmitida por carrapatos ixodídeos e argasídeos; contato direto com fluidos corporais de animais ou humanos infectados; Está documentada a transmissão através de equipamentos médicos esterilizados inadequadamente, picadas com agulhas e outros materiais médicos contaminados em hospitais; Transmissão vertical (da mãe para o filho). O vírus replica-se no local da inoculação, atinge células epiteliais, macrófagos e células dendríticas causando a viremia, liberação de citocinas, quimiocinas e, como consequência: aumento da permeabilidade vascular, agregação plaquetária, deficit da coagulação- hemorragias. ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Hospedeiros amplificadores são animais selvagens e domésticos, como bovinos, caprinos e ovinos. Os avestruzes, entre outras espécies de ave doméstica e silvestres, são considerados refratários à doença, mas nos humanos a doença apresentou-se fatal em 30% dos casos. MÚLTIPLAS ESPÉCIES FEBRE HEMORRÁGICA DO CRIMEA-CONGO Vírus RNA, membro da ordem dos Bunyaviridae, gênero Nairovirus. Não foi diagnosticada no país. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/Bunyaviridae Miíase é a infestação de tecidos vivos de vertebrados por larvas de Diptera, onde estas se alimentam dos tecidos de seus hospedeiros. Várias espécies de Chrysomya são conhecidas por causar miíases em animais e/ou humanos. Chrysomya, como outros gêneros de moscas, são holometábolos e se desenvolvem em quatro estágios: ovo, larva, pupa e adulto. MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Todos os animais e o homem. MIÍASE (Chrysomya bezziana) Chrysomya é um gênero de moscas varejeiras do Velho Mundo pertencente à família Calliphoridae . Dependendo da temperatura, todo o ciclo de vida envolvendo o desenvolvimento do ovo ao adulto leva de 190 a 598 horas. Não foi diagnosticada no país. ZOONÓTICA. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/Mi%C3%ADase https://pt.wikipedia.org/wiki/Diptera A transmissão da doença se dava por contato direto ou indireto (secreções e excreções) entre animais os infectados e os suscetíveis. Esse vírus tem propriedades biológicas de infectar diferentes órgãos e tecidos, acometendo células hematopoiéticas, epiteliais, mesenquimais, neuroendócrinas. Os sinais clínicos apresentados pelos bovinos ou bubalinos incluíam febre alta, anorexia, depressão, taquipneia, taquicardia, congestão das mucosas, descargas oculares e nasais serosas a mucopurulentas, ressecamento do focinho, redução da ruminação, constipação e queda na produção. MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Bovinos e bubalinos, podendo acometer de forma mais brandas outros animais ungulados, como: caprinos, ovinos e suínos. PESTE BOVINA Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Morbillivirus, envelopado, com fita de RNA simples. O vírus é sensível à luz e à radiação ultravioleta. Mas em baixas temperaturas e em tecidos refrigerados ou congelados permanecem viáveis por longos períodos. Conforme a OIE, é uma doença erradicada no mundo em 2001. Já foi diagnosticada no país. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Todos os carnívoros e onívoros de sangue quente. Cujas larvas se encistam na musculatura A temperatura para inativação de Trichinella em carnes deve ser, pelo menos, 53°C por 2 horas, 55°C por 30 minutos, ou 60°C em poucos minutos. Porém, estas temperaturas devem atingir as porções mais profundas da peça de carne/ músculo. Transformam-se em vermes adultos. MÚLTIPLAS ESPÉCIES TRIQUINELOSE (Trichinella spiralis) Trichinella spiralis é uma espécie de nematódeo do gênero Trichinella. Ciclo de vida: Carnívoros ou onívoros se alimentam de animais com larvas em sua musculatura. As larvas são liberadas no intestino delgado, Já foi diagnosticada no país, em animais selvagens. O homem se infecta comendo carnes cruas ou mal passadas com a larva do nematódeo.. A salga, defumação e outros processos de cura da carne não eliminam Trichinella sp. Congelar a carne não elimina algumas espécies de Trichinella,por isso não é recomendado como método de prevenção. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 F. tularensis pode ser adquirida por ingestão, inalação ou contaminação das membranas mucosas e pele lesionada ou através de vetores artrópodes. Os casos clínicos humanos são, na maioria das vezes, relacionados ao contato com tecidos ou sangue de animais infectados. Os animais aquáticos podem desenvolver tularemia após ser imerso em água contaminada, e alguns casos humanos foram relacionados a ingestão de água contaminada. Sinais Clínicos: A doença é caracterizada por febre, depressão e frequentemente septicemia. Em humanos, pode haver úlceras ou abscessos no local de exposição (isso raramente é visto em animais) e inchaço dos gânglios linfáticos regionais. O espectro completo de sinais clínicos ainda não é conhecido em animais, mas foram relatadas síndromes correspondentes a forma tifoidal, respiratória, úlceroglandular e orofaríngea em humanos. ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Coelhos, lebres, roedores em geral, pássaros, peixes, répteis, mamíferos etc. Mais de 250 espécies de animais terrestres e aquáticos são conhecidas por serem susceptíveis à infecção. MÚLTIPLAS ESPÉCIES TULAREMIA (Francisella tularensis) A Tularemia é uma doença infecciosa causada pela bactéria Francisella tularensis. Gram negativa Cocobacilos imóveis Parasitas intracelulares facultativos de macrófagos, não formam esporos e são aeróbios estritos. Não foi diagnosticada no país. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Os primeiros sinais de infestação passam geralmente despercebidos, mas o crescimento da população de ácaros ocasiona rapidamente uma alta mortalidade na colmeia. A disseminação da doença ocorre entre as colônias através da enxameação, da pilhagem e da deriva. Os ácaros também se disseminam através de favos infectados durante o seu manuseio. A mais rápida forma de disseminação do ácaro é pelo movimento de colônias infectadas pelos próprios apicultores. Sinais Clínicos: asas e patas encolhidas e deformadas, abdômen deformado, opérculos perfurados, criação irregular, criação morta na entrada das colmeias. Hospedeiros principais: Abelhas de diversas espécies. Infestação das abelhas melíferas pelos ácaros Tropilaelaps. abelhas Os ácaros do gênero Tropilaelaps spp. são a causa desta doença. O ácaro é um ectoparasito das crias das abelhas e não consegue sobreviver mais de 21 dias fora de nenhuma delas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Ciclo de vida: Os besouros fêmeas depositam ovos em rachaduras ou fissuras em uma colmeia. Os ovos eclodem em 2-3 dias em larvas de cor branca que vão crescer. As larvas alimentam-se de pólen e mel, danificando favos e requerem cerca de 10-16 dias para amadurecer. As larvas que estão prontas para pupar(transformar em pupa) deixam a colmeia e enterram-se no solo perto da colmeia. O período de pupação pode durar cerca de 3-4 semanas. O adultos recém-emergidos buscam fora da colmeias, fêmeas para acasalar e começar a postura de ovos. O besouro pequeno da colmeia pode ter 4-5 gerações por ano durante as estações mais quentes. Hospedeiros principais: Abelhas de diversas abelhas. Já foi diagnosticada no país. Infestação pelo pequeno escaravelho das colmeias (Aethina tumida) abelhas Aethina tumida é um pequeno besouro, suas larvas causam uma infestação nas colmeias de abelhas chamada Aethinose, considerada uma praga da apicultura. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3len https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel O aparecimento dos sinais e a evolução são rápidos e com a letalidade ocorrendo em torno de 3 a 4 dias. A transmissão é apenas horizontal, o período de incubação é de aproximadamente 24 horas e patos jovens que se recuperam podem excretar o vírus nas fezes por até oito semanas. Os achados macroscópicos são principalmente no fígado, que geralmente apresenta aumento de volume, petéquias e equimoses e áreas avermelhadas multifocais (necrose), além de ocorrer também o aumento do baço e rins. Necrose de hepatócitos, hiperplasia dos ductos biliares, infiltrado inflamatório e hemorragia são os achados microscópicos. Sinais clínicos: prostração, relutância em se movimentar, quedas, asas caídas, opistótono e morte (uma hora após o aparecimento dos sinais). Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Hepatite Viral do Pato AVES O DHV-1 é o de maior importância econômica devido a alta taxa de letalidade que pode ocorrer quando a doença não é controlada, já nos tipos 2 e 3 a morbidade e mortalidade são bem menores. Picornavírus é o agente etiológico da hepatite viral. Baseados na análise filogenética evolutiva do DHV-1 subdividem-se em três genótipos (DHAV 1, 2 e 3). Patos selvagens e domésticos, aves silvestres e ratos. Profilaxia: Evitar pragas nas criações e vacinação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 ZOONÓTICA. Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Influenza Aviária AVES A influenza é causada pelo Vírus de Influenza Tipo A, é um Ortomixovírus da família Orthomyxoviridae. Infecta naturalmente seres humanos, equinos, suínos, várias espécies de aves e esporadicamente mamíferos marinhos.Esse vírus é identificado por subtipos, e tem como base as proteínas de superfície, sendo 16 subtipos de hemaglutininas (H) e 9 subtipos de neuraminidases (N). De acordo com o índice de patogenicidade, são classificados como Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) ou Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (IABP). A transmissão pode ocorrer por contato direto entre as aves ou por contato indireto. A maioria das aves silvestres, principalmente as aquáticas, patos e marrecos são reservatórios da doença, na maioria das vezes não adoecem, mas disseminam o vírus. Sinais Clínicos: bastante variáveis, dependendo da espécie susceptível, da cepa e patogenicidade do vírus, do estado imunitário das aves, da presença de infecções secundárias e das condições ambientais. Pode apresentar sinais respiratórios como: espirros, tosse, lacrimejamento, “cara e crista inchados”, corrimento nasal e dificuldade respiratória geral. Podem mudar o comportamento, diminuir a ingestão de alimentos e a produção de ovos, além de diarreia. Geralmente acomete muitas aves do plantel, podendo gerar alta mortalidade. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. A Rinotraqueíte do peru começa como uma doença ligeira das vias respiratórias superiores, mas pode progredir rapidamente para uma forma que causa graves danos neurológicos, quando os seios cranianos ficam inflamados. Hospedeiros principais: A doença afeta principalmente os perus, mas as galinhas também são susceptíveis. Rinotraqueíte do Peru AVES O agente causal é um metapneumovírus aviário. Foram identificados vários subtipos virais (A, B, C, D). Falta de apetite, corrimentos nasais e oculares. Observa-se uma queda súbita na postura de ovos durante 2 a 3 semanas, nas fêmeas poedeiras; os ovos são despigmentados e têm casca fina. Sinais Clínicos: Profilaxia: Devem ser aplicadas medidas rigorosas de higiene e considerar-se o tratamento da água de bebida com cloro, para controlar os agentes patogénicos respiratórios. e vacinação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Dermatose Nodular Contagiosa é uma doença do gado caracterizada por febre, nódulos na pele, membranas mucosas e órgãos internos, emagrecimento, gânglios linfáticos aumentados, edema da pele e, às vezes, morte. A doença é de importância econômica, pois pode causar redução temporária na produção de leite, esterilidade temporária ou permanente em touros, danos às peles e, ocasionalmente, morte. Não foi diagnosticada no país. BOVINOS E BUBALINOSHospedeiros principais: A dermatite nodular contagiosa é primariamente uma doença dos bovinos, mas casos clínicos foram relatados em búfalos asiáticos Dermatose Nodular Contagiosa O vírus da dermatite nodular contagiosa (Lumpy skin disease virus - LSDV) é membro do gênero Capripoxvirus e da família Poxviridae. É intimamente relacionado antigenicamente aos vírus da varíola ovina e varíola caprina Sinais Clínicos: As infecções em bovinos variam de inaparente a severas. Além da febre e linfonodos superficiais aumentados, tipicamente, os animais desenvolvem lesões na pele e membranas mucosas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. BOVINOS E BUBALINOS Hospedeiros principais: Bovinos e búfalos asiáticos são os hospedeiros primários. Casos clínicos tem sido relatados em iaques e bisões de cativeiro. É transmitida de um animal para o outro por aerossóis. Este agente também está presente na saliva, urina, membranas fetais e descargas uterinas. Sinais Clínicos: os casos agudos em bovinos são caracterizados por febre, perda de apetite, apatia e hipogalaxia, seguidos por sinais respiratórios que podem incluir tosse, secreção nasal mucoide ou purulenta, taquipneia e dispneia. Os casos crônicos são caracterizada por febre recorrente de baixo grau, perda de condição corporal, e sinais respiratórios que podem ser aparentes somente quando o animal é exercitado. Muitos bovinos eventualmente se recuperam, entretanto as lesões pulmonares podem levar muito tempo para curar. Pleuropneumonia Contagiosa Bovina É causada pela bactéria: Mycoplasma mycoides subsp. mycoides. Micoplasmas são bactérias pertencentes à Classe Mollicutes, cuja característica fenotípica mais importante é a ausência de parede celular. E apresentam estreita relação com bactérias Gram positivas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 ZOONÓTICA. Não foi diagnosticada no país. BOVINOS E BUBALINOS Os animais adquirem a doença ao serem picados pelas moscas tsé-tsé infectadas pelo T. brucei. Os tripanossomas africanos são transmitidos entre os hospedeiros mamíferos pelas moscas do gênero Glossina spp, são considerados parasitas exclusivamente extracelulares, multiplicando-se por bipartição ao longo de todo o seu ciclo de vida Sinais Clínicos: A doença leva o animal a um rápido quadro de emagrecimento e anemia. Os demais sintomas são febre, quadro progressivo de letargia (animais ficam deitados por muito tempo) e lacrimejamento, entre outros. Hospedeiros principais: Hospedeiros principais são os bovinos e os humanos. Tripanosomose (transmitida por tsetsé): A tripanossomíase africana é uma infecção causada por protozoários: Trypanosoma brucei, transmitida pela picada da mosca tsé-tsé (Glossina spp). Nos seres humanos, causa a Doença do Sono. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O vírus se espalha de 3 formas: contato direto, contato indireto e através de vetores. O período de incubação da camelpox é entre 3 e 15 dias. A infecção resultante pode ser classificada como aguda ou generalizada. As infecções generalizadas são geralmente encontradas em camelos com mais de três anos de idade e são caracterizadas por gânglios linfáticos inchados, febre e desenvolvimento de lesões na pele. As lesões começam como pápulas, mas evoluem para pústulas. Esses sintomas externos geralmente começam na cabeça e no pescoço, mas eventualmente se espalham por todo o corpo, concentrando-se especialmente nos membros e na genitália. Sem tratamento, o animal geralmente se recupera da infecção em 4 a 6 semanas. As infecções agudas são geralmente encontradas em camelos com menos de três anos de idade e resultam em infecções sistêmicas leves a graves. Não foi diagnosticada no país. ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Camelídeos, humanos e estudos recentes comprovam que os artrópodes podem ser hospedeiros do vírus. Varíola do Camelo: camelídeos Causada pelo Camelpox virus (CMPV) da família Poxviridae, subfamília Chordopoxvirinae, e gênero Orthopoxvirus. Vírus envelopado, DNA. A transmissão de camelpox para humanos foi confirmada em 2009, quando criadores de camelos na Índia apresentaram infecções nas mãos e dedos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. A doença é transmitida por contato direto (via respiratória e via genital), por contato indireto (inseminação artificial) e/ou por via congênita. A maioria das infeções contraídas de forma natural é subclínica. Quando aparecem, os sinais clínicos da AVE variam em extensão e gravidade. Sinais Clínicos: A doença caracteriza-se principalmente por febre, depressão, anorexia, edema distal, sobretudo nas patas, conjuntivite, reação cutânea tipo urticária, abortos, e, em raras ocasiões, pneumonia fulminante e enterite ou enterite em potros. Hospedeiros principais: Todos os equídeos. Arterite Viral Equina: equídeos É uma doença contagiosa dos equideos causada pelo vírus da arterite equina (VAE), vírus ARN do gênero Arterivirus, da família Arteriviridae. RNA positivo de fita simples. A doença se dissemina rapidamente em um grupo de eqüinos exposto, e embora o curso da doença seja curto, um surto em um grupo de equinos pode persistir por semanas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Diferente de outras infecções por tripanossoma, a durina é transmitida quase que exclusivamente durante o acasalamento, é uma doença venérea. O período de incubação varia de algumas semanas a vários anos. Sinais Clínicos: As lesões inicias da durina na maioria das vezes envolvem a genitália. Éguas geralmente desenvolvem secreção vaginal mucopurulenta, com edema de vulva. Vulvite, vaginite com poliúria e sinais de desconforto podem ser observados. Também podem aparecer manchas semitransparentes elevadas e espessas na mucosa da vagina. Algumas éguas podem abortar. Garanhões desenvolvem edema no prepúcio e glande, podendo apresentar descarga mucopurulenta da uretra. Parafimose é possível. Edema genital pode desaparecer e reaparecer em fêmeas e machos; Hospedeiros principais: Todos os equídeos. Durina: equídeos Durina é causada pelo parasita protozoário Trypanosoma equiperdum (subgênero Trypanozoon). Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. ZOONÓTICA. Esse vírus é transmitido através da picada de mosquitos dos gêneros Aedes, Anopheles, Culex, Mansonia, Psorophora e Deinocerites. Os cavalos são os principais amplificadores para o vírus. Outros mamíferos não parecem ser epidemiologicamente significativos na transmissão, embora tenha sido relatada viremia suficiente para infectar mosquitos em humanos e, ocasionalmente, em outras espécies. Sinais Clínicos: Em equinos sintomáticos, um pródromo febril com depressão, taquicardia e inapetência é às vezes seguido por sinais neurológicos indicativos de encefalite. Alguns animais também têm diarreia e cólica. A morte pode ocorrer dentro de horas após o início dos sinais neurológicos; Hospedeiros principais: Mamíferos e aves. Encefalomielite Equina Venezuelana: equídeos Vírus do gênero Alphavirus (família Togaviridae). O complexo viral da EEV contém pelo menos seis subtipos virais: do I ao VI. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. A T. equigenitalis é transmitida principalmente durante a monta natural. Pode também ser transmitida pelo sêmen infectado durante a inseminação artificial (IA) ou introduzido no trato genital por fômites. Os garanhões são a fonte mais comum da infecção. Em garanhões não tratados, T. equigenitalis pode persistir por meses a anos no trato reprodutivo. Sinais Clínicos: Os garanhões infectados não apresentam sinais clínicos. Éguas podem desenvolver metrite e infertilidade temporária, embora não apresentemsinais sistêmicos. Algumas infecções são subclínicas e o único sinal aparente pode ser o retorno ao estro após um ciclo estral encurtado. Em outros casos, as éguas podem apresentar secreção vaginal mucopurulenta branco-acinzentada uma ou duas semanas após a monta; em casos graves a descarga pode ser abundante. Metrite Contagiosa Equina: Metrite contagiosa equina (MCE) é uma doença venérea altamente transmissível de equinos, causada pela bactéria Taylorella equigenitalis, da família Alcaligenaceae. Gram negativo. Coco bacilo. Hospedeiros principais: Os cavalos parecem ser os únicos hospedeiros naturais para T. equigenitalis, embora burros tenham sido infectados em condições experimentais. equídeos Catalase e Oxidade positivas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Equídeos, incluindo os cavalos, burros, mulas e zebras são os principais hospedeiros do VPEA; no entanto, este vírus também é conhecido por afetar cães. O modo de transmissão é vetorial, através de insetos do gênero Culicoides spp. A doença afeta os equídeos e tem uma taxa de mortalidade média em cavalos de 50% a 95%. Existem quatro formas diferentes da enfermidade: a forma superaguda (pulmonar), a forma edematosa subaguda (cardíaca), a forma aguda (mista) e a forma febril. O período de incubação nos equídeos pode variar de 3 dias a 2 semanas. A forma cardíaca desenvolve-se tipicamente mais tarde do que a forma pulmonar. Peste Equina: equídeos A Peste Equina Africana é causada pelo vírus da peste equina africana (VPEA), um membro do gênero Orbivirus, da família Reoviridae. As vacinas vivas atenuadas são rotineiramente utilizadas para controlar a peste equina em regiões endêmicas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Doença Hemorrágica do Coelho: Hospedeiros principais: O coelho europeu é o hospedeiro natural, sendo o único animal que morre de DHC. A transmissão natural do vírus pode ser feita pelas vias oral, nasal, conjuntival e parenteral, e ocorrer por contato direto ou indireto. Após a infeção, o tempo de incubação do vírus varia entre 24-48 horas ou no máximo 3 dias, podendo ser identificadas três formas distintas de doença, de acordo com o quadro clínico apresentado: hiperaguda, aguda e subaguda. Sinais Clínicos: Na forma hiperaguda não existem sinais clínicos evidentes e os animais morrem repentinamente; na forma aguda: apatia, prostração, anorexia, febre, sinais neurológicos, vocalizações antes da morte, bem como sinais respiratórios. Os animais que sobrevivem à fase aguda desenvolvem a forma subaguda ou crônica da DHC. lagomorfos É causada por um vírus Lagovírus da família Caliciviridae. A capacidade do vírus de sobreviver em condições hostis no meio ambiente constitui um fator determinante na epidemiologia. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. Aborto Enzoótico das Ovelhas: ZOONÓTICA. Estudos realizados com ovelhas indicam as tonsilas como primeiro local de replicação, ocorrendo posteriormente a disseminação pelo sangue, linfa e outros órgãos. Os mecanismos responsáveis pelo abortamento não são claros, mas acredita-se ser resultado da associação das lesões epitélio coriônicas, que levam ao comprometimento da troca de oxigênio e de nutrientes entre mãe e feto, e das alterações patológicas fetais, principalmente necrose focal de fígado e com menor freqüência, nos pulmões, baço, cérebro e linfonodos. Sinais Clínicos: Em ovinos, bovinos e caprinos, geralmente a ocorrência de abortamentos nas últimas duas ou três semanas de gestação é o primeiro indício de que a infecção por C. abortus está instalada no rebanho. Com o desenvolvimento de imunidade específica contra, dificilmente um animal infectado aborta duas vezes, entretanto, alguns animais podem desenvolver imunidade incompleta e abortarem novamente. A eliminação intermitente de C. abortus nestes animais pode ocorrer por até três anos. Hospedeiros principais: Ovinos, bovinos, caprinos e humanos. ovinos e caprinos Chlamydophila abortus (segundo o site da OIE: Chlamydia abortus) é o agente etiológico que causa o aborto enzoótico de ovelhas. Anteriormente classificada como Chlamydia psittaci sorotipo 1. Gram negativas, cocoides, que se alternam entre formas infectantes e vegetativas. Bactérias intracelulares obrigatórias. Pode causar aborto em mulheres grávidas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Doença de Nairobi: ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Ovinos, bovinos e o homem. A doença é transmitida através de carrapatos do gênero Rhipicephalus spp. Enquanto os ovinos desenvolvem sinais clínicos graves, viremia e disseminação do vírus, o curso da infecção em bovinos é apenas subclínico. Nos ovinos, causa gastroenterite com casos fatais de 30 a 70% em populações suscetíveis. Sinais Clínicos: caquexia, febre alta, perda de apetite e diarreia. ovinos e caprinos Arbovirose causada pelo Orthonairovirus da família Bunyaviridae. RNA de fita simples com envelope. Devido ao seu impacto zoonótico, é classificado como um agente de nível de biossegurança 3. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Ovinos. Maedi-visna também é conhecido como pneumonia progressiva ovina (OPP). Maedi-visna é um nome islandês que descreve duas das síndromes clínicas reconhecidas em ovinos infectados pelo vírus MV (MVV). 'Maedi' significa 'respiração difícil' e descreve a doença associada a uma pneumonite intersticial progressiva, e 'visna' significa 'encolhimento' ou 'definhamento', os sinais associados a uma meningoencefalite paralisante. A doença pulmonar progressiva é o achado primário na infecção por MVV. A transmissão é por meio de secreções diversas como corrimentos nasais, leite/colostro e saliva. A principal via é o colostro e leite contaminados. Deve-se considerar também a importância da via aerógena. Sinais Clínicos: pneumonia crônica de ovinos, com tosse, dispneia, debilidade física e em alguns casos pode levar a morte. A forma nervosa ocorre ocasionalmente em ovinos adultos e geralmente como complicação da forma respiratória, com gradual anomalia de movimentos e fraqueza dos membros pélvicos, evoluindo para paraplegia e tetraplegia, perda de condição corporal, cegueira e contrações involuntárias dos músculos faciais. ovinos e caprinos Maedi-Visna: O vírus da Maedi-Visna pertence à família Retroviridae, gênero Lentivírus. O controle da MV é baseado na identificação e eliminação de animais com sorologia positiva. O uso de vacinas e o tratamento não existem. Como a principal via de transmissão da doença é o colostro, recomenda-se isolamento e alimentação artificial do cordeiro nascido de mãe positiva. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. O contágio ocorre por meio da inalação das fezes e urina proveniente de animais contaminados. Outra possível forma de contágio é por meio do consumo de água e alimentos contaminados com secreções. Sinais Clínicos: febre, apatia, pelos eriçados, corrimento nasal e ocular inicialmente seroso, evoluindo para mucoso; dificuldade respiratória, diarreia aquosa, hiperemia das mucosas, áreas de necrose epitelial na mucosa oral, nasal e genital. Hospedeiros principais: Consiste em uma desordem que acomete, principalmente, ovinos, caprinos, camelos e foi descrita em espécies de ruminantes selvagens, também. ovinos e caprinos Peste dos Pequenos Ruminantes: Tem como agente etiológico um vírus pertencente ao gênero Morbillivirus da família Paramyxoviridae, o PPRV (peste de petits ruminants virus). Existe uma vacina contra esta desordem, porém é pouco utilizada pelos criadores de pequenos ruminantes nos continentes nos quais adoença é mais frequente. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. A pleuropneumonia contagiosa caprina é uma das doenças mais graves que atingem os caprinos. Esta doença, que afeta o trato respiratório, é altamente contagiosa e frequentemente fatal; em alguns rebanhos as taxas de morbidade e mortalidade podem chegar a 100%. É altamente contagiosa, transmitida por contato direto ou através da inalação de aerossóis. Sinais Clínicos: As cabras afetadas pela forma superaguda podem morrer dentro de 1 a 3 dias com sinais clínicos discretos. Na forma aguda, os sinais iniciais são de febre elevada (41-43°C), letargia e anorexia, seguidas de tosse e dispneia. A tosse é frequente, severa e produtiva. Nos estágios finais da doença, as cabras podem apresentar dificuldades de locomoção e em posição ortopneica. Os casos subagudos ou crônicos tendem a ser mais leves, ocorrendo tosse principalmente após esforço físico. Hospedeiros principais: Os caprinos são os hospedeiros primários e os únicos animais domésticos comprovadamente afetados. ovinos e caprinos Pleuropneumonia Contagiosa Caprina: É causada pelo Mycoplasma capricolum subsp. capripneumoniae (antigo Mycoplasma biotipo F-38), um membro da família Mycoplasmataceae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: São suscetíveis a estes vírus todas as raças de ovinos e caprinos domésticos e selvagens. A varíola ovina e caprina são doenças virais de ovinos e caprinos caracterizadas por febre, pápulas ou nódulos generalizados, vesículas, lesões internas (principalmente nos pulmões) e morte. A doença é transmitida por aerossóis, no contato direto de animais suscetíveis com animais que tenham vesículas ulceradas. A infecção também pode ocorrer através de membranas mucosas ou de pele com abrasões. A transmissão pode ser indireta por contato com instrumentos, veículos ou produtos contaminados e por insetos (vetores mecânicos). O período de incubação é de 8 a 13 dias. Sinais Clínicos: Febre, máculas, vesículas, rinite, conjuntivite, blefarite, necrose de mucosas, dificuldade respiratória e outros. ovinos e caprinos Varíola Ovina e Varíola Caprina: Os agentes causais da varíola ovina e da varíola caprina são vírus da família Poxviridae, gênero Capripoxvirus. A vacinação pode ser aplicada quando a doença se torna endêmica. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Suínos, morcegos, cavalos, homem etc. Suínos do mundo inteiro podem ser acometidos por esta enfermidade, porém os surtos maiores foram registrados na Malásia e Singapura pela transmissão direta do morcego Pterobus e o comércio em grande escala de suínos. Sinais Clínicos: alterações neurológicas e/ou respiratórias e até abortamentos. Em contrapartida, há relatos na literatura de que, na maioria dos casos, a doença cursa subclínica ou assintomática, sendo sinais brandos e inespecíficos em grande parte dos casos registrados. Além destes sinais, o animal infectado apresenta lesões como consolidação pulmonar, enfisema, hemorragias petequeais e equimoses, presença de líquido espumoso e sanguinolento, congestão e edema cerebral. suínos Encefalomielite por vírus Nipah: Causada por Nipah virus (NiV) família Paramyxoviridae subfamília Paramyxovirinae, gênero Henipavirus. É considerada uma enfermidade de notificação obrigatória, devido à alta taxa de letalidade em humanos. Os vírus são de forma pleomórfica e envelopados, com nucleocapsídeos em espinha de peixe. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Suínos domésticos e selvagens. A doença é exclusiva dos suínos, sendo clinicamente impossível de distinguir da Febre Aftosa. Provoca lesões do tipo vesiculoso nos lábios, na língua, nos órgãos genitais e no espaço interdigital, muito semelhantes às da Febre Aftosa. No entanto, em termos de epidemiologia e de segurança, a frequência difere porque a evolução, a propagação, e a severidade das incidências clínicas, são significativamente diferentes. suínos Doença Vesicular Suína: A Doença Vesicular dos Suínos (DVS) é causada por um Enterovirus da Família Picornaviridae. O vírus é capaz de sobreviver longos períodos, em ambientes exteriores aos animais, e é persistente e estável numa zona de pH compreendido entre 2,5 e 12. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. Gastroenterite Transmissível: Hospedeiros principais: Suínos. A Gastroenterite Transmissível dos Suínos é uma doença viral entérica aguda, de alta transmissibilidade, que acomete suínos de todas as idades. Os sistemas atingidos são o digestivo, mamário e respiratório. Sinais Clínicos: vômito, diarreia severa e alta mortalidade (100%), acometendo leitões com menos de 2 semanas de idade, em áreas endêmicas, e animais de todas as idades, quando de surto em área indene. suínos O agente etiológico é um vírus RNA envelopado, do gênero Alphacoronavirus, subfamília Alphacoronavirus e espécie Alphacoronavirus 1, que apresenta reação cruzada com coronavírus de outras espécies animais. O vírus é intimamente relacionado com coronavirus de felinos e cães, e pode se replicar, sem manifestação clínica, em gatos, cães e raposas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. Peste Suína Africana: Hospedeiros principais: Suídeos. A infecção ocorre por: carrapatos do gênero Ornithodoros, por contato direto via trato respiratório superior ou através da alimentação de carne com o vírus. As manifestações clínicas variam de acordo com a origem viral. Sinais Clínicos: As variações de maior patogenicidade e virulência são responsáveis pelas formas superaguda e aguda da doença. A primeira é caracterizada por morte súbita, com sinais de hipertermia e presença de hemorragia na pele e órgãos internos, enquanto a segunda, causa febre, leucopenia, anorexia, hematoquezia, apatia e eritema, progredindo para um quadro cianótico. Estirpes de patogenicidade e virulência baixas a moderadas causarão um quadro subagudo, cujos sintomas assemelham-se a forma aguda da doença, porém, menos severa. suínos PSA é causada por um vírus DNA, família Asfarviridae, gênero Asfivirus. DNA fita dupla, envelopado. Sendo uma doença altamente contagiosa e letal, na literatura ainda não se possui tratamento ou uma vacina eficaz para a doença. Vírus ALTAMENTE CONTAGIOSO. Vírus resistente e pode sobreviver por longos períodos em sangue, fezes e tecidos animais. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Não foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Suínos domésticos e selvagens. Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína: O vírus pode ser transmitido por contato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen; Ou por água, alimentos, instalações, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos e vestuários e moscas. A transmissão transplacentária e a transmissão por meio da inseminação artificial são importantes na epidemiologia da doença. A manifestação clínica pode variar de subclínica a doença reprodutiva (reprodutores) ou respiratória severa (leitões em crescimento e terminação). suínos Arterivirus da família Arteviridae. Sorotipos/Subtipos: PRRSV-1 e PRRSV-2. Cada genótipo é subdividido em inúmeros subtipos virais. Vírus RNA envelopado. Sinais Clínicos: febre, letargia, cianose petequial dérmica temporária, anorexia, agalactia e eventualmente morte, principalmente nos casos agudos. Sinais respiratórios mais frequentes são espirros, tosse respiração forçada. Os sinais clínicos reprodutivos na fêmea são parto precoce ou aborto no final da gestação; na mesma leitegada pode-se encontrartanto leitões normais, como leitões fracos, natimortos, em decomposição ou mumificados. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso suspeito: Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial PARTE 02: Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Os esporos de antraz no solo são muito resistentes e podem causar doenças quando ingeridos mesmo anos após um surto. Os esporos são trazidos à superfície pelo clima úmido ou pelo cultivo profundo e, quando ingeridos por aniamis, a doença reaparece. O antraz ocorre em todos os continentes e geralmente causa alta mortalidade, principalmente em herbívoros domésticos e selvagens, bem como na maioria dos mamíferos e várias espécies de aves. Sinais Clínicos: 1. forma superaguda: acomete mais os bovinos e ovinos, São observadas intensas hemorragias pelas aberturas naturais e a putrefação é rápida, 2. forma aguda: ocorre principalmente em equinos e bovinos os quais apresentam hipertermia, congestão e edema pulmonar intenso, cianose das mucosas, dispneia, edemas generalizados, transtornos digestivos, sobrevindo o coma e a morte. 3. forma sub-aguda: acomete normalmente suínos, mais raramente equinos e bovinos, o que leva a uma dificuldade no diagnóstico. Os animais apresentam febre, dispneia, edema de glote, estertores e transtornos digestivos com diarreia sanguinolenta, ocorrendo a morte em 48-72h. ZOONÓTICA. Anaeróbia facultativa, encapsulada e produtora de toxinas. Hospedeiros principais: Atinge mamíferos domésticos e selvagens, o homem e em circunstâncias especiais também as aves. Antraz (Carbúnculo Hemático): Já foi diagnosticada no país. É causado pela bactéria Bacillus anthracis. Gram positiva A presença de nutrientes orgânicos como fezes e líquidos corporais de animais propiciam não só a viabilidade dos esporos, como estimulam sua germinação e proliferação de forma saprofítica no meio ambiente O carbúnculo é uma doença evitável por vacinas e pode ser tratada com antibióticos, porém procedimentos específicos de controle no descarte de carcaças são necessários para conter a doença e prevenir sua propagação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Pode acometer os suínos domésticos, silvestres e asselvajados, além de uma grande variedade de mamíferos: bovinos, ovinos, caprinos, equinos, cães, gatos, coelhos e mamíferos silvestres, todos considerados hospedeiros finais. Doença de Aujeszky: Já foi diagnosticada no país. A doença de Aujeszky, também conhecida como Pseudo-raiva, infecta o sistema nervoso central e outros órgãos, como o trato respiratório, de uma variedade de mamíferos (como cães, gatos, bovinos, ovinos, coelhos, raposas, martas, etc.), exceto humanos e macacos sem cauda. Está associado principalmente a suínos, o hospedeiro natural, que permanecem infectados de forma latente após a recuperação clínica. O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido por contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue, sêmen, água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal, entrando no organismo por via oral e oro-nasal. Sinais Clínicos: Nos suínos pode provocar febre, depressão, sinais clínicos neurológicos, respiratórios e reprodutivos. Sinais clínicos em outros mamíferos: Sintomatologia nervosa associada a prurido intenso e automutilação, motivo pelo o qual a doença também é conhecida como “peste de coçar”. É letal, com óbito de 2 a 3 dias após o aparecimento dos sinais clínicos. Vírus da família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES ZOONÓTICA. Possui um genoma de cadeia linear de RNA negativo. Hospedeiros principais: Acomete cavalos, jumentos, mulas, burros, bovinos, suínos, camelídeos sul- americanos e humanos. Estomatite Vesicular: Já foi diagnosticada no país. Os animais infectados eliminam vírus por meio de secreções e excreções, como a saliva, líquido vesicular e contaminam os animais suscetíveis em contato com pele e mucosas que apresentem lesões. O cocho, utensílios e as pessoas que lidam com os animais podem se tornar veículos da doença. Insetos hematófagos (mosquitos do Gênero Lutzomyia e moscas da Família Simuliidae) podem transmitir o vírus enquanto se alimentam. Sinais Clínicos: Geralmente, a salivação excessiva é o primeiro sinal. As lesões características são vesículas esbranquiçadas nos lábios, narinas, cascos ou tetos e na boca. A febre geralmente aparece junto com as vesículas, ou um pouco antes. Após o rompimento das vesículas, os animais apresentam úlceras e erosões que podem resultar em anorexia, rejeição de bebida e claudicação. Causada por um vírus da família Rhabdoviridae, gênero Vesiculovirus. Controlar os insetos vetores pode ajudar na prevenção da disseminação da doença. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Bovinos, suínos, ovinos, caprinos e outros animais de casco fendido (bipartido). Febre Aftosa: Já foi diagnosticada no país. A Febre Aftosa é uma doença viral grave e altamente contagiosa. O vírus está presente em grande quantidade no fluido das vesículas e também pode ocorrer na saliva, no leite e nas fezes dos animais afetados. A contaminação de qualquer objeto com qualquer dessas fontes de infecção, é uma fonte perigosa de transmissão de um rebanho a outro. No pico da doença o vírus está presente no sangue. Animais infectados começam a excretar o vírus poucos dias antes do aparecimento dos sinais clínicos. Os suínos eliminam grandes quantidades de vírus. Sinais Clínicos: incluem vesículas, semelhantes a bolhas, que estouram num curto espaço de tempo e causam erosões na boca ou nos pés, resultando em salivação excessiva e/ou claudicação (manqueira). A febre aftosa provoca grandes perdas na produção de leite e carne, além de outros transtornos para os criadores, como impedir a comercialização de animais e seus produtos/subprodutos – tanto a nível local, quanto internacional. Existem 7 tipos principais de vírus: O, A, C, SAT. 1, SAT. 2, SAT. 3 e Ásia 1. Vírus da família Picornaviridae, gênero Aphthovírus. Vírus RNA, não envelopado. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Vírus RNA, não envelopado. Hospedeiros principais: Ruminantes domésticos e selvagens, incluindo ovelhas, cabras, bovinos, búfalos, búfalos africanos , bisão , vários cervídeos, parentes silvestres de ovinos e caprinos, gnus e outras espécies. Lìngua Azul: Já foi diagnosticada no país. O vírus da língua azul é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culicoides, que são vetores biológicos. Também pode ser transmitido mecanicamente por equipamentos cirúrgicos e agulhas. O período de incubação é estimado em aproximadamente uma semana, podendo variar de 2-10 dias. Sinais Clínicos: Em ovinos e cervos a doença é grave, caracterizando-se por hemorragia, febre, edemas generalizados, cianose de língua, (por isso o nome da doença). Em animais gestantes a doença pode ocasionar alterações no feto, má formação hidrocefalia e até mesmo aborto. Quando se observam sinais clínicos nos bovinos, estes são menos graves do que nos ovinos e se caracterizam por febre, salivação, edema dos lábios, corrimento nasal com lesões ulcerativas da língua e cavidade oral. Causada por um vírus membro do gênero Orbivirus e da família Reoviridae. Pelo menos 27 sorotipos foram identificados em todo o mundo. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O agente etiológico envolvido é um RNA-vírus pertencente à ordem Mononegavirales,da família Rhabdoviridae e do gênero Lyssavirus. Os principais reservatórios do vírus da raiva na natureza são os quirópteros (morcegos), principalmente, os hematófagos como os da espécie Desmodus rotunudus. Já foi diagnosticada no país. RAIVA FURIOSA: Frequentemente ocorre em carnívoros e os sinais clínicos característicos são: Agressividade, salivação excessiva, excitação, hidrofobia etc. ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Principais hospedeiros urbanos são os cães; Silvestres são os morcegos; Mas todos os mamíferos podem ser infectados, inclusive o homem. Raiva: A raiva é uma das mais importantes zoonoses dos mamíferos. Com prognóstico fatal em quase 100% dos casos, representa sério problema de saúde pública e apresenta ampla distribuição geográfica. A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus presente na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas ou em feridas abertas. Após inoculado no novo hospedeiro, o vírus pode replicar-se nas células musculares, próximas ao local da inoculação, antes de invadir o sistema nervoso central (SNC). Pode ocorrer a entrada direta do vírus no SNC, sem replicação prévia no músculo. O vírus é conduzido via terminações nervosas motoras, aos nervos periféricos, transmissão célula-célula via junções sinápticas e passagem direta do vírus através de conexões intercelulares e atinge o SNC. Do SNC, o vírus se dissemina via nervos periféricos de forma centrífuga para os tecidos não neuronais, distribuindo-se por todo o organismo. O vírus se replica nas glândulas salivares; sua excreção através da saliva é o principal mecanismo de disseminação e perpetuação do mesmo na natureza. RAIVA PARALÍTICA: Frequentemente ocorre em herbívoros e os sinais clínicos característicos são: Paralisia, salivação excessiva, incoordenação etc. Sinais Clínicos: Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 abelhas Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Abelhas do gênero Apis. Loque Americana das abelhas melíferas: É uma doença típica da larva, não produzindo qualquer dano a abelha adulta. A larva é infectada pela ingestão de esporos por meio das abelhas que cuidam das crias. A germinação de esporos e a sua transformação em bacilos ocorre entre 24 e 48 horas após penetrado no intestino das larvas. As bactérias não podem passar através da parede do intestino até que a larva se torne pré-pupa. Quando isso acontece, a bactéria alcança a hemolinfa e prolifera violentamente multiplicando-se até matar a cria. As larvas com menos de 24 horas só precisam de 6 esporos para se tornarem infectadas, enquanto que as larvas com mais de três dias precisam ingerir milhões de esporos para desenvolver a doença, após este período dificilmente se contagiam. As larvas de abelhas rainha são mais suscetíveis à doença do que as larvas abelhas operárias e estas mais suscetíveis que as larvas de zangão. Causada pela bactéria Paenibacillus larvae. Os esporos são muito duradouros e extremamente resistentes ao calor e aos agentes químicos, e apenas os esporos são capazes de induzir a doença. A aplicação de antibióticos, em cepas não resistentes do patógeno, pode evitar a formação do estado vegetativo da bactéria. O tratamento medicamentoso para impedir que os esporos de cria pútrida americana germinem e proliferem com sucesso é possível usando cloridrato de oxitetraciclina. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 abelhas Hospedeiros principais: Abelhas do gênero Apis. Loque Europeia das abelhas melíferas: A infeção da larva realiza-se por via oral, ao ingerir o alimento que é contaminado pelo agente causal, M. pluton, que, ao chegar ao mesointestino, instala-se na membrana peritrófica e reproduz-se rapidamente, acumulando-se na superfície de contato com a luz intestinal e mais tarde invade o resto das estruturas da larva, provocando a morte e transformando-a numa massa de cor castanha amarelada. Causada pela bactéria Melissococcus pluton. Uma bactéria não esporular, amplamente propagada. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 aves Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Aves silvestres e comerciais. Doença de New Castle: O vírus da doença de Newcastle infecta diferentes espécies de aves domésticas tais como galinhas e perus, assim como aves silvestres e ornamentais, mas os sintomas e gravidade da doença podem variar entre uma espécie e outra. Portanto, não pode ser descartado o risco de que o vírus, apesar de não patogênico em uma espécie, venha a causar doença grave em outra. O Paramyxovirus aviário do sorotipo 1 (APMV-1) infecta aproximadamente 236 espécies de pássaros selvagens e ornamentais, além de espécies de aves domésticas, incluindo pombos, os quais podem transmitir o vírus. Patotipos e Sinais Clínicos: 1) viscerotrópico e velogênico ou também conhecido como “forma de Doyle”, que causa doença severa e fatal, com alta mortalidade em galinhas. Os principais sinais são apatia, diarréia esverdeada e lesões hemorrágicas, principalmente nos intestinos; 2) neurotrópico e velogênico ou “forma de Beach”, que provoca problemas respiratórios como espirros e corrimento nasal ou ruído dos pulmões, inchamento da cabeça e face, fraqueza, sinais nervosos como torcicolo, paralisia das pernas e tremores musculares e finalmente ocorre mortalidade, que pode chegar até 100% das aves; 3) outros patótipos já menos patogênicos são os vírus classificados como mesogênicos, ou “forma de Beaudette”, que podem causar apenas leves sinais respiratórios nas aves, queda de postura em poedeiras e, eventualmente, podem ocorrer também sintomas nervosos. A mortalidade das aves é normalmente baixa e mais comum em aves jovens; 4) lentogênicos, ou “forma de Hitchner” são comumente usadas como cepas vacinais e podem causar sinais respiratórios brandos em aves jovens, dependendo da cepa vacinal utilizada; 5) há ainda um último tipo, não patogênico, conhecido como entérico assintomático, que não causa sinais ou lesões nas aves e também tem sido utilizado como cepa vacinal. Portanto, nem todas as cepas do vírus de Newcastle causam doença. O vírus, agente da doença, pertence à família Paramyxoviridae, gênero Avulavirus. A Doença de Newcastle é provocada pelo APMV-1. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 aves Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Aves em geral, sendo as aves comerciais o principal hospedeiro. Laringotraqueíte Infecciosa Aviária: A doença é transmitida por contágio direto com aves infectadas ou portadoras com infecção latente pelo vírus. Por contágio indireto com contato com água, alimentos, fômites, pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, pragas (insetos e roedores), cama e esterco e carcaças contaminadas por secreções da boca e narina das aves doentes. Sinais Clínicos: As infecções severas são caracterizadas por intenso comprometimento respiratório, expectoração muco- sanguinolenta, respiração ofegante e alta mortalidade. A epidemia de caráter moderada é a forma atualmente mais frequente na avicultura moderna desenvolvida e manifesta-se de forma variável como conjuntivite, “ inchaço na face da ave”, redução da produtividade e baixa mortalidade. É causada por um vírus pneumotrópio membro da família Herpesviridae, subfamília Alfaherpesvinae, do tipo Herpesvirus 1. Vírus DNA, esférico, envelopado e sensível ao éter, sendo capaz de permanecer latente por toda vida naquelas aves portadoras. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 bovinos e bubalinos Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Bovinos. Encefalopatia Espongiforme Bovina: Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB, comumente conhecida como “doença da vaca louca”, é uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central de bovinos, com longo período de incubação(média de 5 anos), caracterizada clinicamente por nervosismo, reação exagerada a estímulos externos e dificuldade de locomoção. A EEB é uma das doenças do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – EET. A principal via de transmissão é através da ingestão de alimentos contendo farinhas de carne e ossos provenientes de carcaças infectadas pelo prion. De acordo com as pesquisas científicas atuais, é improvável a transmissão do agente através do sêmen, óvulos e leite, assim como não há comprovação de transmissão horizontal (de um animal a outro). O agente causador da EEB é denominado de Prion (do inglês, proteinaceous infectious particle) ou PrP (prion protein), uma proteína encontrada no tecido nervoso de animais infectados. Os cientistas entendem que o prion bovino alterado também seja capaz de contaminar o cérebro humano, criando a variante da doença “Creutzfeldt-Jakob”. ZOONÓTICA. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 equídeos Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Equinos, asininos e muares Anemia Infecciosa Equina: O agente é transmitido primariamente por picadas de tabanídeos (Tabanus sp.) e moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans) sendo estes apenas vetores mecânicos. Os principais reservatórios da enfermidade são os portadores inaparentes do vírus, principalmente em tropas que não sofrem monitoramento sorológico periódico. A transmissão é mais comum nas épocas mais quentes do ano e em regiões úmidas e pantanosas. Sinais Clínicos: febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. Vírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus. No Brasil, os animais positivos no teste de IDGA devem ser sacrificados, conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos do Ministério da Agricultura. São vírus com longo período de incubação associados a doenças neurológicas e imunossupressoras, especialmente os da família Retroviridae, que se caracterizam por terem um genoma constituído apenas por RNA. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. ZOONÓTICA. Encefalomielite Equina do Leste: equídeos Hospedeiros principais: Aves e pequenos mamíferos. O homem, os equídeos e demais mamíferos são hospedeiros incidentais. A transmissão da EEL ocorre com um ciclo básico silvestre (entre aves silvestres), que envolve a participação de mosquitos do gênero Culex e um segundo ciclo em pássaros locais, do qual participam mosquitos do gênero Aedes. Os cavalos, homem e demais mamíferos são infectados pela picada dos mosquitos e desenvolvem a doença, mas não são importantes na epidemiologia. Sinais Clínicos: Alguns animais podem ter infecções assintomáticas ou casos leves sem sinais neurológicos; entretanto, casos clássicos de encefalite, um pródromo inicial caracterizado por sinais inespecíficos (febre, anorexia e depressão) é seguido por sinais neurológicos que podem incluir alteração mental, hipersensibilidade a estímulos, movimentos musculares involuntários, visão prejudicada, alterações comportamentais (andar errante, pressão de cabeça, andar em círculos), uma incapacidade de engolir, ataxia, paresia, paralisia e/ou convulsões. É uma doença viral causada pelo Eastern equine encephalitis virus, gênero Alphavirus pertencente à família Togaviridae. RNA vírus Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 equídeos O vírus é mantido em populações de aves selvagens, e o Culex tarsalis parece ser o vetor mais importante para este vírus na América do Norte. A doença também pode ser transmitida por outros mosquitos, especialmente alguns membros do gênero Aedes. Um ciclo silvestre entre o mosquito Aedes melanimon e o coelho rabo-preto também foi relatado, provavelmente após serem infectados pelo ciclo ave/mosquito. Cavalos e humanos infectados não desenvolvem viremia significativa e são verdadeiros hospedeiros finais. Este vírus podem atravessar a placenta em humanos, e a ocorrência de bebês infectados congenitamente foi relatada. Sinais Clínicos: Alguns animais podem ter infecções assintomáticas ou casos leves sem sinais neurológicos; entretanto, casos clássicos de encefalite, um pródromo inicial caracterizado por sinais inespecíficos (febre, anorexia e depressão) é seguido por sinais neurológicos que podem incluir alteração mental, hipersensibilidade a estímulos, movimentos musculares involuntários, visão prejudicada, alterações comportamentais (andar errante, pressão de cabeça, andar em círculos), uma incapacidade de engolir, ataxia, paresia, paralisia e/ou convulsões. É uma doença viral causada pelo Western equine encephalitis virus, gênero Alphavirus pertencente à família Togaviridae. ZOONÓTICA. Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: As aves passeriformes são os hospedeiros habituais, mas este vírus também pode circular em populações de lebres-de-cauda- preta. Os répteis foram propostos como possíveis hospedeiros durante o inverno. Mamíferos domesticados, incluindo equídeos, são hospedeiros, mas não são importantes na amplificação do vírus. Encefalomielite Equina do Oeste: RNA vírus Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 equídeos ZOONÓTICA. Hospedeiros principais: Equídeos e homem. Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa mais frequente em equideos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída pelo homem. É uma infecção transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados. Sinais Clínicos: presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispnéia. Já foi diagnosticada no país. Mormo: Causado pela bactéria Burkholderia mallei. Gram-negativa Bipolar e aeróbia. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_infecciosa https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo https://pt.wikipedia.org/wiki/Asno https://pt.wikipedia.org/wiki/Mula https://pt.wikipedia.org/wiki/Homem ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Acomete caprinos e ovinos. A Paraplexia Enzoótica dos Ovinos ou Scrapie, é uma doença do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – EET, de caráter neurodegenerativo, progressivo e fatal. O nome Scrapie vem da expressão inglesa “to scrape against something”, que significa “esfregar-se contra alguma coisa”. A doença também pode ser chamada de prurido lombar, e acomete animais com dois a quatro anos de idade, apresentando período de incubação variável. Existem duas formas clínicas da doença: a forma pruriginosa e a forma nervosa, de acordo com a predominância de sinais sensitivos ou motores. Dentre os principais sinais, tem-se prurido, hiperexcitabilidade, ranger de dentes, incoordenação motora e morte. A evolução da doença é lenta, levando o animal ao estado de caquexia, paralisia, movimento excessivo ou estresse ao manejo, o animal pode tremer ou cair em estado convulsivo. No cérebro foram observadas áreas de perda neuronal e ausência de resposta do sistema imunológico, além de ocorrer degeneração de tecidos de Sistema Nervoso Central. Já foi diagnosticada no país. Scrapie: É causada pelo acúmulo de uma proteína anormal, denominada prion associada à scrapie (PrPsc). Esse prion é resultado de uma alteração de conformação da molécula normal, e é codificado pelo próprio hospedeiro. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 suínos Hospedeiros principais: Suínos (Sus scrofa) domésticos e asselvajados. O vírus pode ser transmitido pelas vias direta (principalmente por contato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos,fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos e alimentos de origem animal). O fornecimento de restos de alimentos contaminados com o vírus aos suínos, sem tratamento térmico, é a forma de introdução da doença mais comum em países ou zonas livres. A transmissão transplacentária é importante, gerando leitões infectados, mas clinicamente sadios, que disseminam o vírus. Sinais Clínicos: Forma aguda: febre , apatia, anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, lesões hemorrágicas na pele, cianose, paresia de membros posteriores, ataxia, sinais respiratórios e reprodutivos. A morte pode ocorrer de 5 a 14 dias após o início dos sinais clínicos. Forma crônica: mortalidade menos evidente, prostração, apetite irregular, apatia, anorexia, diarreia, artrite, lesões de pele, retardo no crescimento, repetição de cio, problemas reprodutivos, produção de leitegadas pequenas e fracas, recuperação aparente, com posterior recaída e morte. Já foi diagnosticada no país. Peste Suína Clássica: Vírus RNA do gênero Pestivirus, da família Flaviviridae. O vírus da PSC pode sobreviver por meses em produtos processados e na carne in natura refrigerada, e por anos em carne congelada. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso confirmado: Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial PARTE 03: Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 múltiplas espécies A bactéria é transmitida de suíno para suíno, principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados por descargas vulvares, ou pela ingestão de fetos abortados e membranas fetais. Cachaços com infecção nos órgãos genitais podem transmitir a doença através do sêmen. Os suínos infectados apresentam febre regular ou intermitente, sendo que os sinais clínicos podem ser transitórios e a morte é de rara ocorrência. O aborto pode ocorrer em qualquer período da gestação, sendo mais influenciado pelo tempo de exposição ao agente do que pelo período da gestação. Já foi diagnosticada no país. Bactéria em forma de cocobacilos Não formadora de esporos e formadoras de aerossóis. Hospedeiros principais: Suínos, bovinos, caninos, homem e outros. Brucelose (Brucella suis): Imóvel Gram-negativa Intracelular facultativa ZOONÓTICA Sem cápsula A infecção por B. suis em humanos é uma doença ocupacional, atingindo produtores, veterinários e trabalhadores de frigoríficos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Os animais são infectados durante o contato direto, através de vias como inalação e ingestão, ou por aerossóis. C. burnetii também ocorre nas secreções vaginais, no leite, nas fezes e na urina, e foi detectada no sêmen de algumas espécies. Pode ser transmitida por carrapatos e possivelmente por outros artrópodes. Ela tem sido encontrada em várias espécies de carrapatos e a transmissão transestadial e transovariana tem sido demonstrada em algumas espécies. Sinais Clínicos: Em ruminantes, sinais clínicos significativos parecem ser limitados a animais gestantes, e são caracterizados por aborto, natimortos e nascimento de animais pequenos ou fracos. Perdas reprodutivas podem ocorrer como surtos em ovinos e caprinos, mas parecem ser esporádicas em bovinos Febre Q: C. burnetii pode permanecer viável por períodos prolongados no ambiente. múltiplas espécies Hospedeiros principais: Ovinos, caprinos e bovinos, mas tem sido implicado em perdas reprodutivas em gatos, cães, cavalos, búfalos, cervos e ungulados exóticos. Afeta também vários outros mamíferos, aves e o homem. Já foi diagnosticada no país. Causada por uma bactéria intracelular, Coxiella burnetti. ZOONÓTICA Cocobacilo, patógeno intracelular obrigatório da família Coxiellaceae, ordem Legionellales e subdivisão gama das Proteobacteria. C. burnetii tem um ciclo de vida bifásico, alternando entre uma variante celular grande (LCV), que é a forma replicativa intracelular, e uma variante celular pequena (SCV), a forma infecciosa não replicante. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A paratuberculose ou doença de Johne é uma enterite granulomatosa, sendo que a principal via de infecção é a oro-fecal nos primeiros meses de vida do animal, no momento da ingestão de colostro ou leite e quando entram em contato com o úbere contaminado com fezes contendo a micobactéria. Existem também, evidências de infecção intrauterina de bovinos e ovinos em estágio avançado da doença. O lento desenvolvimento da doença de Johne e a subsequente imperceptível e prolongada transição entre os estágios da infecção, dificultam a detecção de todos os animais infectados no rebanho. Como em outras micobacterioses, tais como lepra e tuberculose, a paratuberculose é considerada uma doença dinâmica em que há períodos de flutuações da imunidade celular ou períodos em que ocorre resposta humoral quando o hospedeiro perde resistência frente ao agente. Sinais Clínicos: Bovinos: perda progressiva de peso, apesar dos animais apresentarem apetite normal ou mesmo exacerbado, desidratação, diarreia intermitente, profusa, homogênea, semifluida ou líquida, não responsiva a tratamentos e que, progressivamente, torna-se contínua e a eliminação das fezes ocorre sob forma de jato. Ovinos e caprinos: Em geral os animais não apresentam diareia; podem ser observados emagrecimento progressivo, emaciação nos estágios adiantados da infecção e fezes pastosas. múltiplas espécies Hospedeiros principais: Comumente afeta ruminantes domésticos, no entanto, pode infectar várias espécies de mamíferos e o homem. Já foi diagnosticada no país. Paratuberculose: Causada pela bactéria Mycobacterium avium subsp. paratuberculosis. ZOONÓTICA A importância dessa doença não se restringe somente aos prejuízos econômicos causados à indústria animal, mas também na sua possível participação na íleocolite granulomatosa que afeta seres humanos, conhecida como doença de Crohn. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A contaminação se dá pela eliminação da bactéria nas fezes, urina, muco orofaringeano, secreções lacrimais e nasais. As aves se infectam por inalação de partículas; estas são suspensas por contato em lugares fechados e por aerossóis produzidos pelo bater de asas. E estas novas aves infectadas começam a eliminar o agente no ambiente em curto espaço de tempo. Essa doença apresenta-se sob as formas aguda e subclínica e caracteriza-se por causar infecções respiratórias, digestivas e sistêmicas. Sinais Clínicos: dispneia, coriza e sinusite, além de conjuntivite, diarreia e poliúria. As aves apresentam hipotermia, urticária, anorexia, penas eriçadas e podem ter desidratação e comprometimento da função renal. As fezes podem estar com coloração amarelada, sugerindo envolvimento do fígado na patogenia da doença. Clamidiose Aviária: ZOONÓTICA. aves Hospedeiros principais: Aves, mamíferos e o homem. Já foi diagnosticada no país. Causada pela bactéria Chlamydophila psittaci. antigamente denominda Chlamyidia psittaci. Gram-negativas Bactérias intracelulares obrigatórias. O microrganismo pode sobreviver por longos períodos nas fezes e secreções deixadas no meio ambiente. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 aves Hospedeiros principais: Galinhas e perus. Mycoplasma gallisepticum é uma bactéria que pertence ao gênero Mycoplasma. Provoca sinusite infecciosa em perus e doença respiratória crônica em frangos, sendo que nos perus a doença apresenta um quadro infeccioso mais grave do que em frangos. Os sinais clínicos normalmente observados são estertores, secreção nasal, espirros, conjuntivite e em perus é frequente a sinusite infraorbital. A infecção por MG aumenta a mortalidade, a condenação de carcaça e a conversão alimentar, além disso, reduz a produção de ovos e a eclodibilidade.Mycoplasma gallisepticum é um patógeno de grande relevância para aves, em consequência de sua alta transmissão. Dentre as espécies de micoplasma que acometem as galinhas e os perus, MG é o de maior importância econômica. Já foi diagnosticada no país. Mycoplasma (M. gallisepticum): É uma infecção causada por bactérias Mycoplasma gallisepticum. Os micoplasmas são bactérias da classe Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero Mycoplasma, que não possuem parede celular e representam o menor micro-organismo auto replicante conhecido, com genoma de aproximadamente 5 Mb. A ausência da parede celular confere aos micoplasmas elevado pleomorfismo, além de torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente resistentes aos antibióticos que atuam na síntese da parede celular, como as penicilinas Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Mycoplasma meleagridis causa uma doença transmitida por ovos (transovariana) de perus reprodutores que afeta principalmente a progênie com aerossaculite, mas também tem sido associada à diminuição da eclodibilidade de lotes reprodutores infectados e com baixo crescimento e anormalidades esqueléticas na progênie. M meleagridis é altamente específico para perus (não para galinhas). A diferença marcante na patogenicidade de várias cepas de M meleagridis resulta em manifestações clínicas variáveis, sendo a aerossaculite em peruzinhos a mais comum. A alta prevalência de aerossaculite com baixa mortalidade em peruzinhos sugere uma relação hospedeiro-parasita altamente evoluída. A ausência da parede celular confere aos micoplasmas elevado pleomorfismo, além de torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente resistentes aos antibióticos que atuam na síntese da parede celular, como as penicilinas aves Hospedeiros principais: Perus Já foi diagnosticada no país. Mycoplasma (M. melleagridis): É uma infecção causada pela bactéria Mycoplasma melleagridis. Os micoplasmas são bactérias da classe Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero Mycoplasma, que não possuem parede celular e representam o menor micro-organismo auto replicante conhecido, com genoma de aproximadamente 5 Mb. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Hospedeiros principais: Galinhas e perus.aves A patologia derivada da infecção pelo Mycoplasma synoviae, nomeada Micoplasmose, está envolvida com quadros de sinovite infecciosa em galinhas e perus. A forma mais comum da infecção, porém, é uma infecção subclínica do trato respiratório. Como sinais clínicos aparecem leves estertores respiratórios e dificuldade de locomoção na ocorrência de sinovite. Os sinais respiratórios são exacerbados na presença de processos infecciosos como o vírus da bronquite infecciosa e da doença de Newcastle. Os problemas do aparelho locomotor são freqüentemente complicados por infecção secundária de Staphylococcus aureus e Enterococos sp. As lesões macroscópicas verificadas freqüentemente são edemaciação e acúmulo de exsudato nas bolsas sinoviais e opacidade dos sacos aéreos, porém, é comum a ausência de lesão (doença subclínica). Já foi diagnosticada no país. Mycoplasma (M. synoviae): É uma infecção causada pela bactéria Mycoplasma synoviae. Os micoplasmas são bactérias da classe Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero Mycoplasma, que não possuem parede celular e representam o menor micro-organismo auto replicante conhecido, com genoma de aproximadamente 5 Mb. A ausência da parede celular confere aos micoplasmas elevado pleomorfismo, além de torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente resistentes aos antibióticos que atuam na síntese da parede celular, como as penicilinas Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Estudos recentes estimam que existam 80,3 milhões de casos anuais de doenças de origem alimentar relacionada com Salmonella em todo o mundo e a S. Enteritidis tem sido considerado o sorovar mais comum em casos de infecções em seres humanos. ZOONÓTICA. Salmonella (S. enteritidis): A infecção causada por S. Enteritidis é denominada de infecção paratifóide, que é uma doença aguda ou crônica não-específica a uma espécie, tendo sua maior importância em aves. A doença afeta principalmente aves jovens até duas semanas de idade, enquanto que aves com mais de algumas semanas de vida tornam-se em geral portadoras intestinais assintomáticas. A Salmonella spp. infecta uma granja através de aves contaminadas ou utilizandose fômites, como os equipamentos, roupas, veículos, água, alimentos, além do próprio homem, aves silvestres, e outros integrantes da cadeia epidemiológica, como insetos. Sinais Clínicos: aves com sonolência, anorexia severa e aumento do consumo de água, diarréia aquosa profusa com emplastamento das penas ao redor da cloaca e tendência das aves em amontoarem-se junto à fonte de calor, a cegueira e conjuntivite são achados clínicos importantes aves Hospedeiros principais: São patógenos principalmente de aves, mas afeta mamíferos domésticos e répteis. Já foi diagnosticada no país. Salmonella enteritidis é uma bactéria pertence à família Enterobacteriaceae, espécie Salmonella enterica, suespécie enterica, sorovar Enteritidis. São bacilos Gram negativos. Anaeróbios facultativos. Não esporogênicas e não encapsuladas. Móveis com flagelos peritríquios. Diferenciam-se bioquimicamente e sorologicamente através de testes com soros polivalente “O” e “H” e apresenta distribuição mundial. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 ZOONÓTICA. Salmonella (S. typhimurium): Salmonella Typhimurium causa uma infecção sistêmica em aves jovens, que pode causar a morte, e em aves adultas pode levar ao estado conhecido como portador assintomático com colonização do trato digestivo e excreção contínua. Sinais Clínicos: Em pintinhos recém-eclodidos, a infecção por S. Typhimurium provoca doença sistêmica com inflamação generalizada e patologia do fígado, baço e trato gastrointestinal resultando em uma alta taxa de mortalidade. aves Hospedeiros principais: Aves, mamíferos e o homem. Já foi diagnosticada no país. São bacilos Gram negativos. Anaeróbios facultativos. Não esporogênicas e não encapsuladas. Móveis com flagelos peritríquios. Diferenciam-se bioquimicamente e sorologicamente através de testes com soros polivalente “O” e “H” e apresenta distribuição mundial. Salmonella typhimurium é uma bactéria pertence à família Enterobacteriaceae, espécie Salmonella enterica, suespécie enterica, sorovar Typhimurium. A grande maioria dos casos de infecções humanas por S. Typhimurium deve-se aos surtos de DTAs, causados pela ingestão de diversos alimentos contaminados. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Salmonella (S. gallinarum): Hospedeiros principais: Este sorotipo, conhecido por ser hospedeiro- adaptado, produz uma doença sistêmica bastante severa em galinhas. Já foi diagnosticada no país. Salmonella gallinarum é o agente responsável pelo tifo aviário caracterizado como uma doença sistêmica bastante severa que causa perdas econômicas na avicultura mundial, pois provoca alta morbidade e mortalidade, queda na produção de ovos e pintinhos de baixa qualidade. A S. Gallinarum é altamente patogênica para as aves em qualquer idade e embora sua ocorrência seja mais comum em aves adultas. Sinais Clínicos: É uma enfermidade com características de septicemia e toxicemia. Há congestão dos órgãos internos e anemia provocada pela destruição de hemácias pelo sistema reticuloendotelial. Nos quadros agudos, as alterações não são muito proeminentes. O fígado e o baço aumentam de 3 a 4 vezes de tamanho. aves São bacilos Gram negativos. Anaeróbios facultativos. Não esporogênicas e não encapsuladas. Salmonella gallinarum é uma bactéria pertence à família Enterobacteriaceae, espécie Salmonella enterica, suespécie enterica, sorovar Gallinarum .. Imóvel. As colônias da S. Gallinarum são pequenas em relação às das salmonelasparatíficas, apresentando diâmetro entre 1 a 4 micra. S. Gallinarum têm importância apenas na saúde animal, não sendo importante na saúde pública, ou seja, não é zoonótica. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Salmonella (S. pullorum): A Pulorose pode acometer aves de qualquer idade, mas a doença clínica é comum em aves nas primeiras semanas de vida e deve-se à infecção precoce, ainda no ovo, no início da vida no nascedouro. Aquelas infectadas após alguns dias de vida, geralmente, não desenvolvem a doença clínica. A doença é grave. A mortalidade na progênie é grave, dependendo do status de portador do plantel reprodutor. Sinais Clínicos: sonolência, fraqueza, perda de apetite, retardo no crescimento, amontoamento, material branco ao redor da cloaca, consequência de diarreia branca a branco-amarelada e a morte viria a seguir. aves Hospedeiros principais: Aves. Já foi diagnosticada no país. São bacilos Gram negativos. Anaeróbios facultativos. Não esporogênicas e não encapsuladas. Imóvel. Salmonella pullorum é uma bactéria pertence à família Enterobacteriaceae, espécie Salmonella enterica, suespécie enterica, sorovar Pullorum. .. S. Pullorum têm importância apenas na saúde animal, não sendo importante na saúde pública, ou seja, não é zoonótica. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Brucelose (B. abortus): Não formadora de esporos e formadoras de aerossóis. A vacinação de modo eficaz reduz a possibilidade de infecção e eliminação da bactéria para o meio ambiente, a transmissão de um animal para o outro e consequentemente o risco de zoonose, Hospedeiros principais: Bovinos e bubalinos. A brucelose bovina é uma doença infecciosa crônica responsável por importantes perdas econômicas à cadeia produtiva bovina, devido principalmente a abortos no terço final da gestação e nascimento de bezerros fracos. A principal porta de entrada da bactéria para o organismo é a mucosa orofaríngea, mas a infecção também pode se dar a partir do contanto direto com as mucosas: oral, nasofaríngea, conjuntival ou por feridas na pele. Sinais Clínicos: queda na produção de leite; repetições de cio; corrimento vaginal; nascimentos prematuros; abortamentos e infertilidade permanente ou temporária. bovinos e bubalinos Já foi diagnosticada no país. Bactéria em forma de cocobacilos Aeróbia não fermentadora de açúcares Imóvel Gram-negativa Intracelular facultativa Zoonótica Sem cápsula Em humanos causa febre ondulante, endocardite, artrite e osteomielite. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Teileriose: A principal forma de transmissão é através do hospedeiro invertebrado: carrapatos ixodídeos. A patogenicidade de T. parva e T. annulata caracteriza-se pela capacidade de parasitar os leucócitos do hospedeiro e levá-los a uma proliferação descontrolada. Ambas as espécies são responsáveis por causar doenças que se caracterizam, numa primeira fase, por serem linfoproliferativas e, numa fase mais tardia, linfodestrutivas. Sinais Clínicos: são inespecíficos, podendo ser associados a qualquer outra doença. Sendo os mais comuns: hipertermia, membranas mucosas pálidas, linfadenopatia generalizada, apatia, anorexia, caquexia e sialorreia. Como o parasita Theileria annulata leva à destruição dos eritrócitos, os animais infectados apresentam icterícia, anemia e, em alguns casos, hemoglobinúria. bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Theileria parva afeta bovinos e bubalinos. Theileria annulata afeta bovinos, iaques e búfalos Já foi diagnosticada no país. Provocada por parasitas pertencentes à família Theileriidae, gênero Theileria. São conhecidas várias espécies de Theileria que infectam os bovinos , sendo Theileria annulata e Theileria parva as mais patogênicas e de maior impacto econômico. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Tuberculose: O M. bovis pode ser transmitido pela inalação de aerossóis, por ingestão ou através de lesões na pele. Bovinos eliminam o M. bovis em secreções respiratórias, fezes, leite e algumas vezes na urina, secreções vaginais ou no sêmen. Sinais clínicos: incluem emagrecimento progressivo, febre com oscilações de baixo grau, fraqueza e inapetência. Animais com acometimento pulmonar geralmente apresentam tosse produtiva, isso é pior no período matutino, durante clima frio ou exercício e podem ter dispneia ou taquipneia. Nos estágios terminais, os animais podem tornar-se extremamente magros e desenvolverem desconforto respiratório agudo. bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Os bovinos são os principais hospedeiros do M. bovis, mas outros animais domésticos e mamíferos silvestres podem ser infectados.Já foi diagnosticada no país. A tuberculose bovina resulta da infecção pela bactéria Mycobacterium bovis da família Mycobacteriaceae. Gram positiva. Ácido-álcool resistente. O M. bovis pode infectar humanos, primariamente por ingestão de produtos lácteos não pasteurizados, mas também em aerossóis e através de lesões na pele. Zoonótica O M. bovis pode sobreviver por vários meses no ambiente, particularmente no frio, condições escuras e úmidas. A tuberculose bovina pode ser controlada por métodos de teste e abate ou teste e segregação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Mixomatose: É transmitida pelo contato direto ou por vetores artrópodes (mosquitos, ácaros, pulgas, piolhos e moscas). Também pode se espalhar diretamente de animal para animal ou por contato com fômites (objetos inanimados contaminados). É uma doença extremamente fatal. Sinais Clínicos: febre, descarga ocular serosa e blefaroconjuntivite, culminando com descarga mucopurulenta, edema e pus nos olhos. Tumorações subcutâneas se desenvolvem no nariz, lábios, orelhas e aberturas genitais, em forma de pápulas vesiculadas e gelatinosas, que tendem a se generalizar, pode ser observado edema nas orelhas e face, bem como na genitália externa. lagomorfos Hospedeiros principais: Coelhos e lebres. Já foi diagnosticada no país. Causada por um vírus da família Poxviridae vírus Myxoma virus. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Agalaxia Contagiosa: A Agalaxia Contagiosa é uma síndrome multietiológica que afeta caprinos, ovinos e alguns ruminantes silvestres. A gravidade dos sintomas depende da virulência da estirpe implicada e de outros aspectos epidemiológicos (infeções concomitantes, fatores stressantes...), podendo causar a morte, sobretudo em animais jovens; Sinais Clínicos: mastite, conjuntivite e artrite. Também pode causar problemas respiratórios, reprodutivos (abortos e redução da qualidade espermática) e, em casos raros, nervosos; ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Caprinos, ovinos e alguns ruminantes silvestres. Já foi diagnosticada no país. Causada por Mycoplasma agalactiae (cabras e ovelhas); Mycoplasma mycoides subsp. capri, Mycoplasma capricolum subsp. capricolum e Mycoplasma putrefaciens (em cabras, raros em ovelhas). Mycoplasmas são considerados os menores microrganismos auto replicantes conhecidos. Apresentam-se em colônias em forma de “ovo-frito” em meio sólido e ao contrário das bactérias típicas, não possuem parede celular. A terapia antimicrobiana e a vacinação (vacinas atenuadas e inativadas) são as principais ferramentas utilizadas para controle da AC. Entretanto, possuem desvantagens como o risco de poder induzir sintomas, gerar pouca resposta imune e além disso, os microrganismos podem continuar a ser disseminados no ambiente. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Doenças que requerem notificação mensal de qualquer caso confirmado: Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial PARTE 04: Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O microrganismo causadorda doença tem acesso à mucosa oral e alvéolos dentários através de ferimentos localizados na cavidade oral que permitem que este penetre e se instale. Sendo assim, apesar da actinomicose ter sido verificada em outras regiões do organismo dos bovinos, tais como pênis e traqueia, a ocorrência de maior verificação se dá na mandíbula. Sinais Clínicos: Inicialmente após a infecção, ocorre aparecimento de uma tumefação óssea indolor dos ossos afetados, causada pela osteomielite, após algumas semanas essa tumefação torna-se dolorosa e dura ao toque e aparecimento de exsudato purulento com grânulos. O acometimento da mandíbula ou maxila, comumente leva a perda do alinhamento dos dentes, interfere na mastigação e preensão dos alimentos, devido ao aumento de volume e dor local, levando a uma perda de peso, desnutrição parcial, perda da forma anatômica dos ossos afetados. Hospedeiros principais: Embora existam relatos de que a doença pode ser encontrada em outras espécies animais, sabe-se que nos bovinos esta é mais frequente. Actinomicose: Já foi diagnosticada no país. Gram positiva O agente etiológico da actinomicose é uma bactéria pertencente à família Actinomycetaceae, ordem Actinomycetales, gênero Actinomyces, na qual, as principais espécies de interesse na Medicina Veterinária são A. bovis, A. israeli, A. suis e A. baudetii. Dentre estas espécies, a principal associada à actinomicose em bovinos é o A. bovis. São bacilos anaeróbios facultativos ou anaeróbios, imóveis, não esporulados. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O Clostridium botulinum é encontrado normalmente na microbiota intestinal e nas fezes dos animais, contaminando o solo, fontes de água e os alimentos. Quando encontra condições favoráveis para seu desenvolvimento como anaerobiose em matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) em putrefação, temperatura adequada e umidade, o esporo passa para a forma vegetativa iniciando então a produção da toxina botulínica. A toxina botulínica é uma exotoxina ativa, de ação neurotrópica, e a única que tem a característica de ser letal por ingestão. São sete tipos de neurotoxina , que por serem antigenicamente diferentes, não induzem a proteção cruzada. Ao contrário do esporo, a toxina é termolábil, sendo destruída à temperatura de 65 a 80ºC por 30 minutos ou a 100ºC por 5 minutos. A toxina botulínica age sobre as terminações nervosas colinérgicas dos sistemas periférico e autônomo. Hospedeiros principais: Acomete o homem e todas as espécies animais, inclusive aves e peixes. Botulismo: Já foi diagnosticada no país. O botulismo é uma intoxicação causada pela neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Gram positiva Móvel, disposta geralmente em cadeias, esporulada, anaeróbia obrigatória. O quadro clínico da intoxicação botulínica caracteriza-se por paralisia progressiva, iniciando-se geralmente nos membros posteriores. O animal apresenta dificuldades na locomoção, cambaleante e tendência a se deitar. Com a evolução da doença a paralisia vai se acentuando e agravando o quadro clínico. Sinais Clínicos: Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O carbúnculo sintomático é uma doença enfisemática, de evolução aguda, infecciosa, mas não contagiosa, que ataca geralmente os bovinos jovens. Nessa moléstia, esporos de Clostridium Chauvoei são ingeridos, as bactérias multiplicam- se no intestino e, de alguma forma cruzam a mucosa intestinal e invadem a circulação geral terminando depositadas em diversos órgãos e tecidos, inclusive a musculatura esquelética. Nesse local os esporos permanecem adormecidos até que alguma lesão ao músculo crie um ambiente anaeróbio apropriado para a sua germinação e proliferação. A taxa de mortalidade pelo carbúnculo sintomático aproxima-se dos 100%. Sinais Clínicos: As lesões do carbúnculo sintomático consistem de uma tumefação crepitante na musculatura, particularmente das extremidades, que produz uma característica extensão enrijecida dos membros, pouco tempo depois da morte. Hospedeiros principais: Bovinos, caprinos, suínos e, raramente eqüinos. Carbúnculo Sintomático/ Manqueira: Já foi diagnosticada no país. Clostridium Chauvoei é uma bactéria que causa uma infecção conhecida no Brasil como “manqueira”. Gram positiva Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Os embriões se libertam do ovo no intestino delgado, penetram na parede intestinal e formam cisticercos nos músculos esqueléticos e cardíaco e, em humanos, pode causar a neurocisticercose, caso migrem para o SNC (Sistema Nervoso Central). Causada pelos estágios larvais do helminto da espécie Taenia solium, chamados de Cysticercus cellulosae. Os suínos são os hospedeiros intermediários da T. solium albergam a forma larval desse cestóide após a ingestão de ovos que são eliminados com as fezes humanas. A maior incidência desta doença ocorre em áreas com falta de saneamento básico. Nos suínos os músculos mais comumente atingidos são língua, pescoço, quartos anteriores, intercostais, psoas, os quartos posteriores e os da região posterior. Os órgãos internos cérebro, rins, coração, fígado e pulmões também podem ser atingidos Hospedeiros principais: O hospedeiro do Cysticercus cellulosae pode ser qualquer vertebrado, incluindo o cão, gato, macaco e o homem, porém os hospedeiros intermediários clássicos são os suínos e os javalis, os demais são hospedeiros acidentais. Cisticercose Suína: Já foi diagnosticada no país. Não confundir cisticercose com teníase, ok? A Teníase é uma verminose intestinal em que se observa a presença da tênia adulta no intestino delgado do indivíduo. A doença é contraída por meio da ingestão de carne mal cozida ou crua de suínos ou bovinos contaminados. Sendo que APENAS o homem pode ter teníase. Já a cisticercose suína, quando desenvolvida pelo homem, ele é hospedeiro acidental. Hospedeiros intermediários se alimentam de alimentos, pasto, água contaminados com fezes que contenham ovos (proglótides grávidas) das tênias. Esses vermes adultos liberam ovos que saem pelas fezes do homem. E, em regiões de precário saneamento, essas fezes entram em contato com alimentos e água, contaminando-os. E o ciclo recomeça. Os cisticercos formam vermes adultos no lúmen intestinal. Hospedeiro definitivo se alimenta de carne crua ou mal passada de suínos com cisticercos. Ciclo de Vida: Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O grupo de infecções e intoxicações causadas por bactérias anaeróbias do gênero Clostridium são chamadas clostridioses, e são altamente letais. Estes organismos têm a habilidade de passar por uma forma de resistência chamada esporos e podem se manter potencialmente infectantes no solo por longos períodos, representando um risco significativo para a população animal e humana. Muitos organismos deste grupo, podem estar normalmente presentes no trato intestinal destas espécies. Hospedeiros principais: Várias espécies animais. Clostridioses: Já foi diagnosticada no país. Nessa categoria de clostridioses na IN 50, entram todas as clostridioses, exceto: C. chauvoei, C. botulinum, C. perfringens e C. tetani. Existem várias espécies de Clostridium sp distribuídas em áreas geográficas distintas, muitas são constituintes da microbiota intestinal dos animais e humanos, e algumas espécies podem causar enfermidades nos animais, ocasionando grandes prejuízos econômicos. Espécies principais: C. septicum, C. novyi tipo A, C. sordellii, (causadores de Gangrena Gasosa); Clostridium haemolyticum e Clostridium novyi tipo D, (causador de Hemoglobinúria Bacilar); C. perfringens tipos B e C C. sordellii, (causadores de Enterotoxemia hemorrágica); C. novyi B e Clostridium haemolyticum (causadores de Hepatite infecciosa necrosante), entre outros. São bastonetes, gram positivos eanaeróbios.Algumas espéciessão Zoonóticas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Várias espécies animais. A coccidiose causa uma interferência negativa no desenvolvimento dos animais e no potencial produtivo e reprodutivo, devido à baixa absorção de nutrientes, contaminação secundária da mucosa por outros agentes e redução no consumo de alimentos. As infecções envolvem geralmente várias espécies, ou seja, em casos clínicos de coccidiose é comum a presenças de mais de uma espécie que interagem para produzir as alterações patológicas observadas. Situações de estresse ambiental, fisiológico e social como desmama, desnutrição e desagrupamento interferem na eficiência da resposta imune e são responsáveis pela ocorrência de surtos de coccidiose. Coccidiose: Já foi diagnosticada no país. Coccidiose é uma parasitose causada por parasitas da subclasse Coccídea, como por exemplo, os gêneros Eimeria, Isospora e Cryptosporidium. Algumas espécies são capazes de parasitar o organismo humano, especificamente células epiteliais do intestino. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Campylobacter spp. faz parte da microbiota presente nos tratos digestivos de muitos animais selvagens e domésticos. Essa bactéria causa a Disenteria Vibriônica, que se caracteriza por uma enterite grave nos animais. Sinais Clínicos: a maioria dos animais apresentem infecções subclínicas, alguns desenvolvem enterite leve a moderada, podendo apresentar muco e sangue nas fezes, levando a perda de peso, anemia e até a morte. Disenteria Vibriônica: Hospedeiros principais: Mamíferos, aves e répteis, inclusive o homem. Já foi diagnosticada no país. Zoonótica Causada pela bactéria Campylobacter jejuni. Gram negativa Bactéria espiralada, com dois flagelos em extremidades opostas, microaerófila. O leite cru ou inadequadamente pasteurizado, as aves mal cozinhadas e a água não tratada têm sido os principais alimentos associados aos surtos documentados. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O aparecimento do vírus nas propriedades se dá por diversas formas, em especial pela compra de animais infectados, ou utilização de meios de transporte contaminados. Os cuidados com a entrada de animais no ambiente são de suma importância: ovinos doentes podem não apresentar sinais clínicos, porém a imunossupressão causada pelo estresse da viagem faz a doença retomar seu desenvolvimento. O período de incubação varia entre 2 e 6 dias. Sinais Clínicos: lesões em lábios e boca, focinho, orelhas e pálpebras; fêmeas lactantes podem apresentar lesões em úbere, que tendem a evoluir para mastites. Os sinais vão de imperceptíveis a graves como dificuldade respiratória (pelo edema de focinho), acometimento de faringe e esôfago, lesões interdigitais e na coroa do casco. As lesões progridem de pápulas a pústulas e após, tornam-se crostas espessas. Hospedeiros principais: Acomete caprinos e ovinos. Ectima Contagioso: Já foi diagnosticada no país. Causado por um parapoxvirus da família Poxviridae. Ela pode ser transmitida ao homem quando em contato com animais infectados, manifestando- se como uma erupção cutânea crônica, circunscrita, muito irritante, com tendência à hiperplasia. Zoonótica DNA de dupla cadeia ovais e relativamente grandes. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Enterotoxemia é o nome dado a enfermidade provocada por toxinas produzidas pelo C. perfringens no trato intestinal e veiculadas pelo sangue até o local de ação. Sinais Clínicos: depressão grave, dor abdominal, diarreia sanguinolenta e sinais neurológicos, (Encefalomalácea Simétrica Focal), um achado importante no diagnóstico definitivo da doença em ovinos. O óbito do animal ocorre em poucas horas após o início dos sinais clínicos. No entanto, poderá ocorrer morte súbita sem sinal de diarreia. Nos ovinos a manifestação dos sinais neurológicos e posterior morte súbita é mais comumente observado, já nos caprinos o mais provável é a presença de diarreia antes da morte. Hospedeiros principais: A enterotoxemia produzida por C. perfringens tipo D ocorre em ovinos, caprinos e bovinos. Enterotoxemia (Clostridium perfringens): Já foi diagnosticada no país. Causada pela bactéria Clostridium perfringens que é classificada em cinco tipos (A-E), com base na produção de quatro principais toxinas, denominadas alfa, beta, épsilon e iota. Esses agentes são bacilos Gram positivos, podendo estar presente no solo na forma de esporo, o que garante sua resistência, no trato digestivo. As células têm a forma de bastonetes (bacilos), formam esporos e são imóveis. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Os vermes adultos hermafroditas se desenvolvem no intestino delgado do cão e ovos embrionados saem nas fezes. Hospedeiros principais: Hospedeiros Definitivos: cães. Hospedeiros Intermediários: bovinos, suínos, caprinos, ovinos. Hospedeiro Acidental: homem. Embora o E. granulosus tenha sido encontrado em vários carnívoros silvestres na América do Sul, o cão é o principal responsável pela disseminação da infecção hidática para os demais animais domésticos e para o homem. Equinococose/ Hidatidose: Já foi diagnosticada no país. Zoonótica O Echinococcus granulosus é um helminto pertencente ao filo Platyhelminthes, a Classe Cestoda, a ordem Cyclophyllidea e a Família Taeniidae. Ciclo de Vida: O cão é o hospedeiro definitivo e adquire a Equinococose ao se alimentar de carnes/vísceras cruas contendo os cistos hidáticos.. Hospedeiros intermediários se contaminam através de alimentos ou água contaminados com ovos do cestódeo. Assim, adquirem a Hidatidose e cistos contendo larvas do cestódeo vão para as suas musculaturas e vísceras. O homem é hospedeiro intermediário acidental, ou seja, adquire a hidatidose, quando entra em contato com os ovos do parasita nas fezes que podem contaminar todo o pelo do cão. Então, o simples acariciar do pelo pode fazer com que haja o contato com o ovo pela via oral. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Já foi diagnosticada no país. A Fasciolose é uma doença com o ciclo bem complexo, como se vê ao lado, existem 2 manifestaçõoes: Aguda: não é frequente e está relacionada com a ingestão das metacercárias, que quando adentram no parênquima hepático, provocam inflamações. Nessa forma, os animais podem apresentar depressão, dores abdominais, hipertermia, inapetência, diminuição do escore corporal, atonia ruminal, ascite, icterícia e mucosas pálidas. Se houver grande perda sanguínea e falha da função hepática, o quadro pode levar a óbito. Crônica: apresentam perda de peso, anorexia, mucosas pálidas e icterícia. Podem também manifestar letargia, anemia e edema submandibular e abdominal. Na evolução do quadro, outros sinais podem aparecer, como a inapetência, pelo eriçado, diarreia, diminuição da produção de leite e atraso no crescimento. Hospedeiros principais: Bovinos, ovinos, caprinos, equinos, suínos, animais silvestres e o homem. Fasciolose Hepática: Zoonótica É uma enfermidade causada pela Fasciola hepatica, um platelminto da classe Trematoda. Ciclo de Vida: Fonte: Milkpoint Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES A FCM é uma enfermidade multissistêmica, caracterizada por lesões mesoteliais e epiteliais vasculares disseminadas e associadas às células linfoides e hiperplasia linfoide. O período de incubação da doença pode ser longo se estendendo de 3 a 10 semanas, e o curso clínico agudo com duração de 3 a 7 dias. Sinais Clínicos: febre, depressão, anorexia, taquicardia, corrimento nasal purulento, salivação profusa, dispneia com estertor devido a obstrução da cavidade nasal pelo corrimentonasal, congestão dos vasos episclerais, opacidade de córnea iniciando como um halo cinza na junção corneoescleral disseminando-se centripetamente, corrimento ocular com edema de pálpebra, blefaroespasmo, hematútia e fotofobia. O acometimento neurológico ocorre em cerca de 60% dos casos causando fraqueza de membros, incoordenação, letargia ou agressividade, nistagmo, convulsões, movimentos de pedalagem e opistótono Hospedeiros principais: Bovinos, caprinos, ovinos, bisões, cervos, alces, ruminantes exóticos e suínos. Febre Catarral Maligna: Já foi diagnosticada no país. A Febre Catarral Maligna é uma enfermidade viral que tem como agente etiológico um Herpesvirus do gênero Rhadinovirus, da subfamília Gammaherpesvirinae. Os herpesvírus são vírus envelopados, compostos por DNA de fita dupla linear, pertencentes à família Herpesvirinae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES O ciclo de transmissão desse parasito está intimamente relacionado às condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da larva dentro dos mosquitos vetores (Aedes, Anopheles e Culex, dentre outros). Áreas com associação de umidade elevada e altas temperaturas, como ocorre em diversas regiões temperadas, subtropicais e tropicais do mundo, beneficiam a incubação. O desenvolvimento normal e completo, de microfilaria até larva infectante (L3), ocorre exclusivamente nos mosquitos vetores. Sinais Clínicos: alterações cardiopulmonares, habitando normalmente o ventrículo direito e as artérias pulmonares de seu hospedeiro definitivo, o cão. Estes vermes cardíacos adultos também podem ocorrer aberrantemente e ser encontrados em vários locais extravasculares, incluindo espaços císticos nos locais subcutâneos. Os vermes adultos causam diversas alterações clínicas como edema, dispneia, intolerância ao exercício, tosse crônica, insuficiência cardíaca e até mesmo a morte dos cães infectados. Hospedeiros principais: A filariose é uma doença parasitária que acomete várias espécies de mamíferos, entre eles o homem. Tendo como principais hospedeiros os cães e gatos. Filariose: Já foi diagnosticada no país. Os agentes etiológicos fazem parte da superfamília Filarioidae, sendo as espécies Dirofilaria immitis e Dipetalomena reconditum e Dipetalonema grassii, os principais causadores da filariose em cães e gatos. Zoonótica Apenas a Dirofilaria immitis é zoonótica. Fonte: VetSmart. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Pododermatite é uma doença infecciosa caracterizada pela inflamação da região interdigital, na junção da pele com o casco, causando claudicação e lesões de aspecto necrótico purulento, podendo evoluir a comprometimento articular. A afecção podal foot hot é mediada principalmente por duas bactérias, a Dichelobacter nodosus e Fusobacterium necrophorus, elas se encontram no solo e fezes dos animais e assim colonizam a região a partir de uma lesão ou microlesão pré-existente. Elas atuam em sinergismo, o F. necrophorum facilita a invasão tecidual pela D. nodosus, que a seguir elabora um fator de crescimento que a estimula. Sinais Clínicos: A fase inicial da doença, é caracterizada por tumefação na pele do espaço interdigital, claudicação, aumento de volume da extremidade do membro e, em alguns casos, fistulação com exsudação de líquido sanguinolento de odor desagradável, sem lesões macroscopicamente visíveis no estojo córneo, perioplo, sola e talão, apresentando edema. Para avaliação dos casos utiliza-se o escore de locomoção/claudicação, analisando os animais em estação e caminhando, propondo notas de 1 a 5. Hospedeiros principais: Ovinos, caprinos e bovinos. Foot-rot/ Podridão dos cascos: Já foi diagnosticada no país. É causada por bactérias como Fusobacterium necrophorus e Dichelobacter nodosus. Ambas bactérias são anaeróbias e classificadas como bacilos gram negativos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES A Leishmaniose é transmitida por meio de vetores flebotomíneos infectados. Essa doença possui um espectro grande de manifestações clínicas, e essas diferenças estão relacionadas à espécie de Leishmania envolvida. A doença mais comum em animais é a Leishmaniose Visceral ou Calazar: é uma antropozoonose transmitida pela picada do flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), onde o cão é o principal reservatório. A Leishmania infantum é considerado o principal agente etiológico da leishmaniose canina. O parasita tem hábitos noturnos e seus ovos são depositados em ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica. O vetor quando se alimenta de um animal infectado ingere o protozoário na forma amastigota e transforma-se em promastigota, continuando o ciclo do parasita. O animal infectado pode se encontrar clinicamente saudável por um longo período, mas permanece como reservatório da doença e com a capacidade de infectar o vetor e continuar com a disseminação do ciclo. Sinais Clínicos: lesões cutâneas tais como alopecia, descamação, hiperqueratose nasal, úlceras e hiperpigmentação, além de anorexia, onicogrifose e alterações oftálmicas. Hospedeiros principais: Cães, no entanto, vários mamíferos podem ser acometidos, inclusive o homem. Leishmaniose: Já foi diagnosticada no país. As leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania. O gênero Leishmania compreende protozoários parasitas, com um ciclo de vida digenético (heteroxênico), vivendo alternadamente em hospedeiros vertebrados e insetos vetores, estes últimos sendo responsáveis pela transmissão dos parasitas de um mamífero a outro. Zoonótica As principais doenças humanas são: Leishmaniose Tegumentar Americana ou Leishmaniose Visceral. Ciclo da Leishmaniose Visceral. Fonte: http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0295_A_caminho_da_cura_da_leishma niose_visceral_canina.html Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Já foi diagnosticada no país. Os animais acometidos pela infecção da leptospirose podem ser passíveis a duas modalidades: doentes portadores convalescentes e os portadores assintomáticos. A infecção por Leptospira spp ocorre através das mucosas ou de lesões de pele, seguindo -se da sua multiplicação no sangue e praticamente em todos os órgãos e tecidos. Nos animais que conseguem sobreviver à fase aguda da leptospirose, os microrganismos alcançam o sistema renal e passam a ser excretados pela urina por períodos de tempo variados, caracterizando-o como portador convalescente. Hospedeiros principais: Esta enfermidade acomete o ser humano e praticamente todos os animais domésticos e selvagens, entre os quais se destacam os carnívoros, roedores, primatas e marsupiais, que podem se tornar portadores e contribuírem para a disseminação do microrganismo na natureza. Leptospirose: Em condições favoráveis e na presença dos hospedeiros adequados, as leptospiras podem persistir por semanas ou meses no ambiente, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. O agente etiológico da Leptospirose pertence à ordem Spirochaetales, família Leptospiraceae, gênero Leptospira. As patogênicas, que podem infectar o homem e os animais são: Leptospira interrogans, L. borgpetersenii, L. inadai, L. kirschneri, L. noguchii, L. weillii e L. santarosai; possuem mais de 200 sorovares agrupados em 23 sorogrupos Zoonótica São espiroquetas que exibem uma forma em espiral longa, fina e flexível, sendo altamente móveis e apresentando uma ou ambas as extremidades em forma de gancho. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Bovinos, ovinos, caprinos, aves, coelhos e outros. Afeta várias espécies animais, induzindo três formas de manifestação clínica: (1) septicemia com abscessos em vísceras como fígado e baço, (2) aborto e (3) doença neurológica (meningoencefalite). A forma septicêmica afeta especialmente ruminantes,suínos, coelhos e aves recém-nascidos. Listeria monocytogenes é causa de aborto, principalmente em ovinos e bovinos, e de doença neurológica, principalmente em ovinos, caprinos e bovinos. L. ivanovii causa aborto em ruminantes. Doença neurológica é mais comum em regiões de clima temperado, onde os casos ocorrem principalmente no inverno e início da primavera; silagem de má qualidade (pH acima de 5,5) favorece o crescimento da bactéria. Outras fontes de infecção incluem solo e alimentos contaminados e fezes ou leite de animais portadores. Em ruminantes, a forma nervosa é causada por L. monocytogenes e ocorre esporadicamente ou em surtos, com morbidade baixa e letalidade alta, geralmente associados à alimentação com silagem. A doença encefálica em bovinos pode ser subaguda, mas em ovinos e cabras é geralmente aguda e fatal. Listeriose: Já foi diagnosticada no país. Listeriose é uma enfermidade infecciosa causada pelas bactérias Gram-positivas, Listeria spp. Listeria é um gênero de bactérias bacilares, gram positivas, anaeróbios facultativos, flagelados, ubíquas (encontradas no solo, na água e em animais) e que não produzem esporos. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Muitos mamíferos terrestres e aquáticos, bem como marsupiais, aves, répteis e peixes, podem ser afetados pela melioidose. Cabras, ovelhas e porcos são as espécies mais comumente infectadas. Foram também notificados casos de melioidose em outras espécies, incluindo cães, gatos, bovinos, búfalos, camelos, alpacas, cavalos, mulas, bisões, zebras,, cervos, cangurus, coalas, texugos, felinos grandes, vários primatas não-humanos, mamíferos marinhos, crocodilos, cobras, iguanas e peixes tropicais. Esta doença tem sido relatada em algumas espécies de aves, incluindo psitacídeos, pinguins, coelhos e galinhas. A Melioidose é uma doença bacteriana que afeta seres humanos e muitas espécies animais. Enquanto algumas infecções são subclínicas, outras resultam em doença aguda ou crônica localizada, ou ainda septicemia fatal. Como pode afetar quase todos os órgãos, os sinais clínicos são semelhantes a várias outras doenças, sendo às. vezes chamado de "o grande imitador". As infecções também podem permanecer assintomáticas por meses ou anos e emergir para causar doenças mais tarde. Melioidose: Já foi diagnosticada no país. Zoonótica A Melioidose resulta da infecção por Burkholderia pseudomallei, Uma bactéria em forma de bacilo Gram negativa da família Burkholderiaceae. Anteriormente esse organismo era conhecido como Pseudomonas pseudomallei. Humanos são suscetíveis a B. pseudomallei. Esse organismo é normalmente adquirido de fontes ambientais, mas poucos casos têm sido descritos Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES As moscas de C. hominivorax, antes de atingirem a fase adulta, passam pelos estágios de ovo, larva, pupa e adulto. Fêmeas gravídicas fazem suas posturas ao redor de feridas ou lesões existentes nos animais e, após eclosão, as larvas de primeiro estádio adentram o interior destas feridas, de modo a se alimentar de líquidos provenientes de exudato inflamatório, no caso das larvas de primeiro estádio, e do próprio tecido vivo, no caso de larvas de segundo e terceiro estádios. Após completarem seu desenvolvimento, larvas maduras abandonam o hospedeiro e caem no solo para pupar. Aproximadamente após oito dias há a emergência dos adultos. Sob condições ideais de temperatura e umidade, todo o ciclo de vida pode ser completado em apenas 14 dias, podendo levar a epidemias. Hospedeiros principais: Praticamente todos os animais e o homem. Miíase por Cochliomyia hominivorax: Já foi diagnosticada no país. A espécie de mosca Cochliomyia hominivorax faz parte da família Calliphoridae, Ordem Diptera e é classificada como agente causador de miíase primária obrigatória em animais de sangue quente. É biontófaga, ou seja, se desenvolve exclusivamente nos tecidos vivos de animais vertebrados, e é conhecida vulgarmente como “mosca da bicheira”. Zoonótica Seres humanos podem ter a miíase também. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES As pasteureloses ocorrem, independentemente de sexo, raça ou pelagem; às vezes com predominância em animais jovens e sendo mais frequentes na época fria. Não tem transmissores nem vetores especiais, pois o seu habitat são as mucosas dos animais. A via de infecção geralmente é respiratória. A pasteurella sp. em virtude das causas predisponentes, ou por seleção de uma variante muito patogênica, a partir de seu habitat pode invadir e multiplicar- se ativamente nos pulmões. Por ação direta e de endotoxinas desencadeia-se estado inflamatório com grande aumento da permeabilidade vascular, exsudação de líquidos, fibrina e eventualmente hemorragias. O resultado é uma pneumonia serofibrinosa, com edema intersticial, ou dos septos interlobulares, apresentação de hepatização vermelha, petéquias pleurais e serofibrinosa, tendendo a formar aderências entre as pleuras visceral e parietal. A forma pneumônica, e em menor proporção a cérvico-faringea edematosa, com hemorragias, são as mais comuns em bovinos, suínos, ovinos e caprinos, geralmente determinando a morte em 3 a 10 dias. Hospedeiros principais: A Pasteurella sp em suas diversas espécies infecta varias espécies animais e o homem. Pasteurelose (exceto P. multocida): Já foi diagnosticada no país. É uma grave doença respiratória causada por bactérias do gênero Pasteurella. Gram negativas Dentre as espécies pertencentes ao gênero Pasteurella podemos citar: haemolytica, pneumotropica, ureae, aerogenes, gallinarum e outras. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Hospedeiros principais: Foi encontrada Salmonella spp. em todas as espécies de mamíferos, pássaros, répteis e anfíbios já investigados. Também foi detectada em peixes e invertebrados. Salmonelose intestinal: Já foi diagnosticada no país. A maioria dos sorovares de Salmonella podem causar doenças em uma ampla gama de hospedeiros. Todas as espécies parecem ser suscetíveis à salmonelose sob determinadas condições, sendo que a doença ocorre com maior frequência em alguns animais do que em outros. Casos clínicos são comuns em bovinos, suínos e equinos, mas relativamente incomum em cães e gatos. A Salmonella spp. é transmitida principalmente pela via oral-fecal. São carreados de forma assintomática no intestino ou na vesícula biliar de muitos animais, e são continua ou intermitentemente eliminados nas fezes. O período de incubação em animais é altamente variável. Em muitos casos, as infecções tornam-se sintomáticas somente quando o animal está estressado, isto é, imunodeprimido. Sinais Clínicos: variam de acordo com a dose infectante, a saúde do hospedeiro, sorovares e cepas de Salmonella, e outros fatores. A Salmonella spp. é membro da família Enterobacteriaceae. São Gram negativas, bastonetes, anaeróbios facultativos. A Salmonella spp. é classificada em sorovares (sorotipos) baseados no lipopolissacarídeo (O), proteína flagelar (H), e às vezes os antígenos capsulares (Vi). Existem mais de 2500 sorovares conhecidos. Dentro de um sorovar, pode haver cepas que diferem em virulência A maioria dos isolados que causam doença em humanos e outros mamíferos pertencem a S. enterica subsp. enterica. Zoonótica Em todos os animais, o risco de salmonelose pode ser reduzido com uma boa higiene e minimizando eventos estressantes. O colostro é importante na prevenção da doença em animais jovens. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Patogenia: T. vivax é um protozoário digenético com ciclo de vida que alterna entre dois hospedeiros: um invertebrado, que representa o hospedeiro intermediário ou vetor (moscas hematófagas do gênero Tabanus e por Stomoxys calcitrans)e um hospedeiro vertebrado, onde os parasitos vivem e se multiplicam na corrente sanguínea e/ou tecido animal. Sinais Clínicos: A infecção por T. vivax causa, na maioria das vezes, uma doença progressiva e nem sempre fatal, que tem como características principais a anemia, danos teciduais e imunossupressão. A fase aguda é caracterizada pela presença de sinais clínicos intensos e letalidade. Após a sintomatologia aguda inicial, alguns animais podem passar para uma fase crônica, com alterações leves ou para infecções subclínicas. Nem todos os animais passam para a fase crônica, alguns morrem na fase aguda ou podem apresentar cura espontânea ou medicamentosa. Na fase crônica a parasitemia está reduzida e T. vivax pode permanecer no organismo de forma extravascular, no interior de órgãos diversos. Hospedeiros principais: Ruminantes incluindo bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, camelos, várias espécies de antílopes selvagens, e raramente equinos. Tripanosomose (T. vivax): Já foi diagnosticada no país. Trypanosoma vivax é um protozoário da ordem Kinetoplastida, subordem Trypanosomatina e família Trypanosomatidae, gênero Trypanosoma, subgênero Duttonella. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES A penetração do esporo dessa bactéria nas feridas ou solução de continuidade da pele leva a uma consequente multiplicação e síntese de uma potente neurotoxina (em condições de anaerobiose), conhecida como tetanopasmina. Esta, por sua vez, atua no sistema nervoso central barrando a liberação de neurotransmissores inibitórios das fendas pré-sinápticas, especialmente a glicina, resultando na paralisia espástica. Sinais Clínicos: são similares em várias espécies de animais. Inicia-se por o aparecimento de rigidez muscular, acompanhada por tremores, trismo e prolapso de terceira pálpebra; juntamente observa-se expressão alerta com orelhas posicionadas eretas, retração das pálpebras, dilatação das narinas, leve timpanismo e hiperestesia. A evolução para o óbito ocorre devido à parada respiratória, sendo observadas lesões significativas na necropsia. Hospedeiros principais: Acomete diversas espécies de animais domésticos, mas os equinos são os mais susceptíveis (inclusive, mais do que o homem), seguidos dos ovinos, caprinos e bovinos. Tétano: Já foi diagnosticada no país. Apresenta como agente etiológico a bactéria Clostridium tetani. São bastonetes, gram positivos e anaeróbios. Zoonótica Esta bactéria é encontrada no ambiente, como no solo e fezes de animais, em todo o mundo. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://www.infoescola.com/neurologia/neurotransmissores/ https://www.infoescola.com/bioquimica/glicina/ https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/timpanismo/ MÚLTIPLAS ESPÉCIES Nos enterócitos, os bradizoítos formam os esquizontes tipo A, depois tipo B, C, D e E. Os esquizontes tipo E originam os microgametas e os macrogametas (gametogênese), que darão origem aos oocistos não esporulados. São ingeridos por felídeos, através do carnivorismo. Toxoplasma gondii é um coccídio intestinal de felídeos e um parasita intracelular obrigatório. Taquizoítos: são formas de reprodução rápida, encontrados nos tecidos durante a infecção aguda. Bradizoítos: Formas de reprodução lenta e encistadas em tecidos. A infecção pode ser assintomática (maioria dos casos) ou até levar à morte. Na fase aguda da infecção há o rompimento celular e liberação de novos taquizoítos no sangue e linfa, assim como desenvolvimento da imunidade e eliminação das formas extracelulares. Hospedeiros principais: Felídeos são hospedeiros definitivos, enquanto que as outras espécies de mamíferos e as aves funcionam como hospedeiros intermediários. Toxoplasmose: Já foi diagnosticada no país. A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita, o protozoário Toxoplasma gongii, bastante comum em países tropicais e de clima quente. Esse protozoário possui um complexo apical que permite a invasão das células de seus hospedeiros. Possui afinidade maior por células do sistema fagocítico mononuclear, leucócitos e células parenquimatosas. Peixes não são hospedeiros do T. gondii. Os hospedeiros intermediários (aves, roedores e outros mamíferos) apresentam bradizoítos encistados nas suas musculaturas. No intestino delgado do felídeo, os bradizoítos penetram nos enterócitos. Oocistos não esporulados são eliminados através das fezes dos felídeos e se esporulam no ambiente. Os hospedeiros intermediários ingerem os oocistos esporulados, que são liberados na corrente sanguínea, em forma de taquizoítos, e podem formar cistos de bradizoítos.E os felídeos se alimentam dos hospedeiros intermediários...assim se inicia o ciclo novamente. Ciclo de vida: Fase sexuada Ciclo de vida: Fase assexuadaZoonótica Risco de sérias doenças no feto e aborto para mulheres grávidas.. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 MÚLTIPLAS ESPÉCIES Surra é conhecida como o "mal das cadeiras" e os equinos são os mais afetados. O T. evansi é transmitido mecanicamente por moscas hematófagas. Não ocorre desenvolvimento cíclico no vetor, os tripanosomas permanecem na probóscide. Os vetores usuais pertencem aos gêneros Tabanus, porém insetos dos gêneros Stomoxys, Haematopota e Lyperosia também podem transmitir. O morcego hematófago Desmodus rotundus é considerado um vetor importante, onde os parasitas podem se multiplicar e sobreviver por um longo período. Dessa maneira, morcegos hematófagos atuam tanto como vetores e como reservatórios. No Brasil, foram descritas duas formas da doença causada por T. evansi: a síndrome aguda que causa morte rápida em equinos e cães e a crônica, que afeta principalmente capivaras e quatis. Sinais Clínicos: febre intermitente, anemia, conjuntivite, edema de membros e partes ventrais do corpo, perda de pelos, emagrecimento progressivo, inapetência e, ocasionalmente, hemorragias na câmara anterior do olho. Nos estágios mais crônicos da doença os animais tornam-se fracos, apresentam-se com palidez de mucosas, ocasionalmente ictéricos, linfadenomegalia superficial e incoordenação motora com paralisia dos membros posteriores. Hospedeiros principais: A literatura relata ampla distribuição geográfica parasitando principalmente equinos, como também camelos, bovinos, caprinos, ovinos, suínos, cães, gatos, búfalos, elefantes, capivaras, quatis, antas, veados, pequenos roedores silvestres e humanos. Surra: Já foi diagnosticada no país. Zoonótica O Trypanosoma evansi, é um hemoparasita flagelado causador da Surra. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Os ácaros Acarapis woodi, são aracnídeos que vivem e se reproduzem na traqueia das abelhas. Um ácaro fêmea prende de 5 a 7 ovos nas paredes da traqueia, onde as larvas eclodem e se desenvolvem em 11 a 15 dias a ácaros adultos. Os ácaros parasitam abelhas jovens com até duas semanas de idade através das aberturas do tubo traqueal, onde se instalam e perfuram as paredes do tubo traqueal com a sua boca e se alimentam com a hemolinfa das abelhas. Mais de uma centena de ácaros podem povoar a traqueia e enfraquecer as abelhas. Os ácaros são geralmente inferiores a 175 mícrons de comprimento, e só pode ser vistos e identificados sob um microscópio. O ataque do ácaro pode diminuir a longevidade das abelhas e, consequentemente, reduzir a população da colmeia, provocando perdas na produção; Sinais Clínicos: abelhas rastejando na frente da colmeia e no alvado, com as asas separadas, impossibilitadas de voar. abelhas Hospedeiros principais: Abelhas (espécies do gênero Apis) Acariose/ Acarapisose das abelhas melíferas: Já foi diagnosticada no país. Causada pelo ácaro endoparasita Acarapis woodi. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81caro https://pt.wikipedia.org/wiki/Arachnida https://pt.wikipedia.org/wiki/HemolinfaEsse fungo caracteriza-se por causar mortalidade nas crias de abelha da espécie Apis mellifera. As larvas infectadas geralmente morrem nos dois primeiros dias, após serem operculadas nas suas células, na fase de pupa. Essas crias inicialmente apresentam coloração branca e, em fase mais adiantada da doença, algumas continuam brancas, mas outras tornam-se cinza-escuras ou quase pretas. O fungo Ascosphaera apis apresenta duas fases distintas de vida: uma vegetativa ou micelial e outra reprodutiva, na qual são formados os ascósporos, que são os propágulos responsáveis pela disseminação da doença. As larvas contaminam-se após ingerirem alimento com os esporos de Ascosphaera apis, que germinam no lúmen do intestino das larvas com crescimento e desenvolvimento do micélio, particularmente na parte posterior do intestino da cria. Quando ocupam todo o corpo das larvas, estas ficam ressecadas, mumificadas e duras, semelhantes a um diminuto bastão de giz, o que motivou a proposição do nome da doença. abelhas Hospedeiros principais: Crias de abelha da espécie Apis mellifera. Cria Giz: Já foi diagnosticada no país. Doença causada pelo fungo Ascosphaera apis. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O ciclo de vida de Nosema se inicia com a contaminação das abelhas via ingestão de esporos junto ao alimento ou pela limpeza de fezes contaminadas na colônia, seguido pela adesão do parasita às células da mucosa intestinal do hospedeiro, afetando as taxas de digestão e assimilação dos nutrientes. A presença do patógeno ocasiona inflamações no intestino, gerando diarreia e liberação de novos esporos nas fezes. Os parasitas são caracterizados por competirem com os seus hospedeiros por nutrientes, gerando um estresse energético. Esse estresse energético pode ser demonstrado diretamente, pela assimilação dos nutrientes pelo parasita, ou através da resposta do hospedeiro, na busca por mais recursos nutricionais e intensificação do sistema imunológico no combate ao patógeno. Sinais Clínicos: desordens digestivas, fraqueza, incapacidade de voo, aumento das taxas de forrageamento e trofalaxia, diminuição da longevidade dos individuos, da população da colmeia e consequentemente redução da produção de mel e da capacidade de polinização. abelhas Hospedeiros principais: Abelhas (Apis mellifera). Nosemose: Já foi diagnosticada no país. Nosemose é uma doença produzida pelo fungo microsporídio Nosema apis. São parasitas intracelulares obrigatórios que se desenvolvem nas células da mucosa intestinal do hospedeiro, transmitindo-se horizontalmente por via fecal-oral. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Presença do ácaro parasita externo Varroa destructor em crias ou abelhas adultas, que se alimenta da hemolinfa (sangue) das abelhas. As fêmeas da varroa botam dentro das células de cria, assim, os adultos eclodem junto com o nascimento da abelha. Os ácaros adultos fêmeas, muitas vezes, se anexam aos zangões, que quando voam para fora da colmeia, levam essas fêmeas de ácaro que têm chances de entrar em outras colônias, depositar seus ovos e infectá-las também. Sinais clínicos: Os adultos têm coloração marrom avermelhada e ficam aderidos principalmente no tórax, próximo à base das asas, podendo ser visto a olho nu. Alimentam-se da hemolinfa, podendo causar redução de peso e longevidade das abelhas, deformação das asas e pernas. O ácaro pode carregar consigo outros vírus que podem infectar as abelhas, potencializando os prejuízos na colmeia. abelhas Hospedeiros principais: Afeta abelhas das espécies Apis cerana e Apis mellifera. Varrose: Já foi diagnosticada no país. A Varrose é causada pelo desenvolvimento e multiplicação do ácaro ectoparasita Varroa destructor. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha https://pt.wikipedia.org/wiki/Apis_cerana https://pt.wikipedia.org/wiki/Apis_mellifera Adenovirose: As infecções por Aviadenovirus são comuns em aves comerciais e características dos sistemas de criação intensificada, principalmente em baixa biosseguridade (múltiplas idades e procedências), que favorece a disseminação. Um crescente número de espécies tem sido também descrito em aves silvestres. Doenças causadas por Aviadenovirus de Galinhas - FAdV: Hepatite por corpúsculo de inclusão, Síndrome da hepatite hidropericárdio, Pancreatite necrótica e erosão de moela e Proventriculite. Os Aviadenovirus têm importância econômica de difícil mensuração, reduzindo a produtividade e agravando a patogenia de outros agentes, infecciosos ou não, e tornam-se relevantes, pela alta disseminação. aves Hospedeiros principais: Aves. Já foi diagnosticada no país. As Adenoviroses são causadas por Aviadenovirus de Galinhas (FAdV). São separados em 5 espécies (FAdV-A, FAdV-B, FAdV-C,FAdV- D e FAdV-E), com vários genótipos e 12 sorotipos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://www.zoetis.com.br/paineldaavicultura/posts/76-adenov%C3%ADrus-em-aves-classifica%C3%A7%C3%A3o-taxon%C3%B4mica-e-entendimento-da-diversidade-gen%C3%A9tica.aspx A transmissão pode ocorrer de forma horizontal, através do contato direto ou indireto em instalações contaminadas através de fômites, e de forma vertical (mais importante). Nesta situação, matrizes adultas não desenvolvem a doença, porém, quando infectadas, transmitem-na para sua progênie, gerando lotes contaminados. A disseminação do vírus da CAV ocorre de forma rápida entre as aves do lote, podendo infectar todo o plantel em um intervalo de 2 a 4 semanas. Aves de todas as idades são susceptíveis, entretanto, nas três primeiras semanas há maior probabilidade de infecção. Após o contato com o vírus, os picos de mortalidade geralmente são observados entre 17-21 dias e 30-33 dias. Sinais Clínicos: severa anemia transitória, aplasia de medula óssea, atrofia generalizada de órgãos linfoides, retardo no crescimento, apatia, palidez, plumagem arrepiada, hemorragias subcutâneas e musculares, asas azuladas (blue wings) e imunossupressão. aves Hospedeiros principais: Seus únicos hospedeiros são galinhas de todas as idades. Anemia Infecciosa das Galinhas: Já foi diagnosticada no país. O vírus da CAV possui morfologia icosaédrica e DNA circular de fita simples. Não apresenta envelope, sendo assim altamente resistente no ambiente. A Anemia Infeciosa das Galinhas (CAV) é uma doença causada pelo vírus da família Circoviridae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Bronquite Infecciosa é caracterizada por ser uma doença aguda e altamente infecciosa, que afeta aves de ambos os sexos em diferentes idades. Essa doença acomete a parte respiratória e geniturinária, causando um grande impacto tanto na cadeia de carnes quanto de ovos. Sinais Clínicos: estertores respiratórios; tosse; dispnéia; insuficiência respiratória; diarreia; desidratação; má absorção de nutrientes; traquéia com muco, congesta e hemorrágica; asfixia e morte. Quando está presente alguma cepa com tropismo pelo sistema renal, a ave apresenta perda da estrutura e função dos rins, acúmulo de uratos e aumento da mortalidade. Aves reprodutoras e poedeiras podem apresentar deformidade na casca dos ovos devido a lesões geradas no magno e útero. A albumina irá se apresentar aquosa e com baixa viscosidade, e dependendo da infecção e do estado da ave, a lesão reprodutiva pode se tornar permanente. aves Hospedeiros principais: Afeta aves de ambos os sexos em diferentes idades. Bronquite Infecciosa Aviária: Já foi diagnosticada no país. A Bronquite Infecciosa Aviária é caracterizada por ser uma doença aguda e altamente infecciosa, causada por um vírus da família Coronaviridae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 As aves infectam-se ao ingerir oocistos esporulados, presentes no ambiente, junto com cama, alimento ou água. Os oocistos têm sua parede rompida pela ação mecânicada moela, liberando os esporocistos que após sofrerem ação da “tripsina quinase” tem os esporozoítos liberados. A primeira fase é chamada de esquizogonia, ou fase assexuada, e tem início com a invasão dos enterócitos pelos esporozoítos, formando o esquizonte, unidade repleta de merozoítos. A fase sexuada ou gamogonia tem início ao final da fase assexuada quando a ultima geração de esquizontes penetra em novos enterócitos diferenciando-se em macrogametas (gametas femininos) e microgametas (gametas masculinos), posteriormente o macrogameta é fecundado pelo microgameta, formando o oocisto e finalizando a fase endógena a parede celular é formada, e o oocisto “imaturo” liberado na luz intestinal. A fase externa, também chamada de esporogonia ocorre mediante algumas condições determinantes de temperatura, umidade e oxigênio, outra característica intrínseca do gênero Eimeria é a condição de especificidade, ou seja, parasitam apenas uma espécie de hospedeiro, todavia, varias espécies podem estar envolvidas em um quadro de coccidiose. Sinais Clínicos: variam conforme as espécies de coccídios envolvidos na infecção, algumas espécies patogênicas causam diarréia que varia de mucóide a sanguinolenta, desidratação, penas arrepiadas, anemia, despigmentação da pele e prostração, dentre outros sinais clínicos aves Hospedeiros principais: Aves no geral. Coccidiose Aviária: Já foi diagnosticada no país. A coccidiose aviária é causada por parasitas do gênero Eimeria. Na literatura são descritos nove espécies de Eimeria que causam coccidiose em aves: E. acervulina, E. praecox, E. maxima, E. mitis, E. necatrix, E. tenella, E. brunetti, E. hagani e E. mivati, sendo que, atualmente, somente são aceitas como válidas pela maioria dos autores sete dessas espécies. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A colibacilose é resultado da interação e alteração do equilíbrio entre bactéria, hospedeiro e meio ambiente. A principal porta de entrada do agente é o trato respiratório superior, por inalação de aerossóis contendo a bactéria. A disseminação do agente ocorre através do contato de outras aves com as secreções das aves contaminadas, ou pela ingestão de água ou ração contaminadas. Permanecem no ambiente por longos períodos, podendo ter o roedor como transmissor, além de moscas, ácaros e cascudinho serem importantes fontes de infecção. A transmissão de forma vertical é considerada de importância nos incubatórios, ocorrendo por meio dos poros da casca do ovo, devido a proximidade das membranas do saco aéreo abdominal esquerdo com o oviduto, podendo ocorrer também pela migração da bactéria a partir da cloaca de forma ascendente. Esse embrião pode apresentar septicemia e crescimento deficiente caso ele sobreviva nos primeiros dias. Sinais Clínicos: A colibacilos epode estar associada a quadros como colisepticemia, peritonite, pneumonia, pleuropneumonia, celulite, DCR (Doença crônicarespiratória), onfalite, salpingite, síndrome da cabeça inchada, pnoftalmia, osteomielite, sinovite e artrite. Também pode ser encontrado aerossaculite, perihepatite e pericardite, com opacidade e deposição de fibrina no fígado e sacos aéreos. aves Hospedeiros principais: Aves em geral; Afetando majoritariamente aves de produção. Colibacilose: Já foi diagnosticada no país. Causada pela bactéria Escherichia coli, pertencente a família Enterobacteriaceae. Gram negativa Anaeróbia facultativa, não formadora de esporos e fermentativa. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A doença, que afeta, na maior parte dos casos, o trato respiratório superior das aves, é transmitida de forma horizontal, após o contato direto entre aves contaminadas e saudáveis. Insetos, água, ração e fômites contaminados também são importantes fontes de transmissão. Sinais Clínicos: costumam aparecer a partir da terceira semana de vida e são muito semelhantes aos descritos também para aves de vida longa – apatia, queda no consumo de água e ração, descarga nasal, conjuntivite, edema facial e mortalidade. aves Hospedeiros principais: Aves domésticas, comerciais e também aves exóticas. Coriza Aviária: Já foi diagnosticada no país. Altamente contagiosa, a coriza é causada pela bactéria Avibacterium paragallinarum. Uma característica importante dessa bactéria é que ela dificilmente sobrevive fora do hospedeiro, o que facilita o seu controle no ambiente por meio de medidas eficientes de manejo, como vazio sanitário adequado, limpeza e desinfecção. A melhor ferramenta de prevenção da doença é a imunização das aves. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Hospedeiros principais: É uma doença linfoproliferativa comum de frangos. A doença de Marek (MD) é uma doença linfoproliferativa comum de frangos, normalmente caracterizada por infiltrado de células mononucleares nos nervos periféricos e vários outros órgãos e tecidos , incluindo íris e pele. As aves se contaminam através do contato direto e indireto, por via aerógena. O folículo da pena é o local primário da replicação viral e com a descamação epitelial ocorre contaminação ambiental e assim das aves. O VDM acomete principalmente aves a partir da sexta semana de vida. Sinais clínicos: Sinais associados variam de acordo com a síndrome específica. Os sinais associados a forma visceral, são principalmente depressão, anorexia, perda de peso, palidez e diarreia. Já a forma nervosa, incoordenação, torcicolo, paresia ou paralisia espástica unilateral dos membros, dilatação do papo e paralisia flácida do pescoço. Os sinais da doença são inespecíficos e incluem perda de peso, palidez, anorexia, e diarreia. Sob condições comerciais, a morte geralmente resulta de fome e desidratação, devido à incapacidade para alcançar comida e água. Em geral, os sinais relacionados com lesões nos nervos são paralisia, e mais tarde, paralisia espástica completa de uma ou mais das extremidades. Os distúrbios locomotores são facilmente reconhecidos e incoordenação pode ser o primeiro sinal observado. A apresentação clínica particular característica é uma ave com uma perna esticada para a frente e outra para trás como resultado de paresia unilateral ou paralisia da perna. No entanto, galinhas com linfomas podem aparecer clinicamente normais, mesmo tendo amplo envolvimento neoplásico no coração, ovários entre outros órgãos e as lesões serem detectadas apenas no exame post mortem, enquanto outras aves podem tornar-se deprimidas antes da morte. aves Doença de Marek: Já foi diagnosticada no país. O vírus da doença de Marek (VDM) pertence à família Herpesviridae, subfamilia subfamília Alphaherpesvirinae, e ao gênero Mardivirus. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 https://avinews.com/pt-br/boehringer-newxxitek-newcastle-e-marek/ O Birnavírus possui predileção pelos tecidos linfóides presentes na Bolsa de Fabrícius, responsável diretamente pelo desenvolvimento do sistema imune das aves. A infecção é transmitida horizontal, via oral, respiratória ou ocular. Após a entrada do vírus no organismo da ave, ele inicialmente se replica nas placas de Peyer do intestino, segue para o fígado, alcançando a corrente sanguínea e chegando a bolsa de Fabricius 24 horas após a inoculação. As aves infectadas transmitem o vírus durante 10 a 14 dias pelas fezes, conseguindo resistir por longos períodos em matéria orgânica. Vetores como insetos, aves, cães, gatos, roedores e até os seres humanos são capazes de levar o vírus de lotes contaminados para lotes sadios. Sinais Clínicos: as aves apresentam lesões no fígado; hemorragias petequiais na musculatura; aumento do muco intestinal; rins inchados e esbranquiçados. Também apresentam lesões na Bolsa de Fabrícius, sendo que nos quatro primeiros dias, existe um aumento de tamanho com lesão hemorrágica, edema e transudato fibrinoso. Após os quatro primeiros dias de infecção, o tamanho da Bolsa começa a regredir até atrofiar. A ave apresenta diarréia,prostração, inapetência, redução de crescimento, desidratação e infecções secundarias são muito comuns. aves Hospedeiros principais: Galinhas e perus. Doença Infecciosa da Bursa/ Doença de Gumboro: Já foi diagnosticada no país. O vírus pertence à família Birnaviridae. È do tipo icosaédrico, sem envelope e tem aproximadamente 60 nm de diâmetro. É um RNA vírus de fita dupla, que possue 5 proteínas virais – PV1; PV2; PV3; PV4 e PV5. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 É uma doença infectocontagiosa de ocorrência em vários países do mundo, que afeta galinhas adultas e também outras aves durante a fase de produção, causando queda de postura, alteração na qualidade interna do ovo e má qualidade da casca. O período de incubação deste vírus é de 3 – 5 dias, os sinais clínicos geralmente observados são a postura de ovos despigmentados ou de ovos com casca fina e/ou sem casca, sucedido de queda de produção; Estes sinais são vistos principalmente em lotes infectados na ausência de anticorpos ou imunidade. Em pintinhos, a infecção resulta em aumento de mortalidade na primeira semana. aves Hospedeiros principais: Todas as Linhagens de galinhas são susceptíveis à infecção, patos, gansos, cisnes pássaros etc. EDS-76 (Síndrome da queda de postura): Já foi diagnosticada no país. O agente causador da EDS-76 é um adenovírus do grupo III (ADV III) da família Adenoviridae, gênero Aviadenovírus. Síndrome da Queda de Postura, também conhecida como EDS – 76 “Egg Dropping syndrome” e 76 refere-se ao ano em que foi identificado, 1976, Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A transmissão se dá de forma horizontal, através do contato com fômites, água e ração contaminados com o vírus, equipamentos contaminados com fezes e ainda por contato direto entre as aves. A transmissão vertical possui grande relevância econômica visto que aves suscetíveis transmitem o vírus na postura. A imunidade passiva possui grande importância para as aves, visto que os anticorpos são transferidos à progênie via saco vitelínico, conferindo proteção por 3 a 10 dias após o nascimento. Anticorpos neutralizantes são os maiores determinantes à resistência do vírus. Acometendo galinhas de todas as idades, sendo os pintinhos os mais suscetíveis; Sinais Clínicos: A cepa neurotrópica acomete principalmente pintos de 1-3 semanas de idade levando a manifestação de sinais nervosos, como ataxia, depressão, paralisia e morte. A cepa enterotrópica, também denominada como cepa de campo, é caracterizada por infecção das aves via oral e eliminação do vírus através das fezes; é considerada apatogênica, sendo mais relevante quando ocorre transmissão horizontal ou vertical levando ao surgimento de sintomas nervosos. aves Hospedeiros principais: Frangos e galinhas, perus, codornizes e faisões. Encefalomielite Aviária: Já foi diagnosticada no país. Também denominada como “tremor epidêmico”, a doença é provocada por um vírus da família Picornaviridae, único pertencente ao gênero Tremovírus A. RNA fita simples, seme envelope lipídico, que possui alta resistência à desinfetantes comuns, ácidos, clorofórmio. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Bouba aviária é uma doença viral das aves domésticas, sendo de disseminação lenta e caracterizando-se pela formação de lesões proliferativas da pele, discretas, nodulares, nas regiões desprovidas de pena no corpo da ave (forma cutânea); ou lesões fibrio-necróticas e proliferativas na membrana mucosa do trato respiratório superior, boca e esôfago (forma diftérica). Normalmente, a mortalidade é baixa, mas pode elevar-se quando na forma diftérica ou quando da complicação por infecções secundárias e/ou má qualidade de manejo. Sinais Clínicos: variam com a virulência e o patótipo da cepa viral, modo de transmissão e suscetibilidade do hospedeiro. A ave doente apresenta –se apática, encorujada, arrepiada e com febre. A doença pode acorrer na forma cutânea: apresentação mais comum dos surtos, as aves apresentam poucos sintomas, redução no ganho de peso ou perca na produção de ovos. Na forma diftérica tem a presença de lesões na parte superior do trato respiratório e/ou digestório, podendo produzir dispnéia, inapetência. aves Hospedeiros principais: Acomete galinhas, perus, pombos, codornas, canários, papagaios, entre outros. Epitelioma Aviário/Bouba/Varíola Aviária: Já foi diagnosticada no país. O agente etiológico da enfermidade é um Poxvírus avícola, são membros do gênero Avipoxvírus da família Poxviridae. Não é uma doença de interesse na saúde pública e normalmente, não afeta mamíferos. A prevenção da bouba é feita pela vacinação sistemática dos pintos a partir de 10 dias. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Espiroquetose Aviária ou Borreliose Aviária é uma doença aguda e septicêmica que acomete uma ampla variedade de espécies de aves. A transmissão biológica ocorre através da picada de um carrapato infectado, embora possam também ser transmitidas mecanicamente por mosquitos e pulgas. O vetor biológico responsável pela transmissão da bactéria é um carrapato mole, pertencente ao gênero Argas. A única espécie encontrada no Brasil é o Argas (Persicargas) miniatus, conhecido vulgarmente por “carrapato de galinha” ou “carrapato de galinheiro”. Sinais Clínicos: Clinicamente a enfermidade caracteriza-se inicialmente por uma hipertermia (febre) seguida de uma intensa ingestão de água, fraqueza muscular, sonolência, penas arrepiadas, falta de apetite, presença de uma diarreia verde escura (devido à injúria hepática causada pela doença levando a processos obstrutivos). Com a evolução do quadro clínico, mais ainda na fase aguda da doença, a ave entra em estado cianótico (azulada), apresentando as mucosas pálidas (mais evidentes na crista e barbela) e hipotermia (temperatura baixa) que podem levar ao óbito. aves Hospedeiros principais: Esta bactéria parasita, principalmente, aves de produção como a galinha doméstica, gansos, perus, patos e faisões, estes funcionando como verdadeiros reservatórios naturais. Espiroquetose Aviária (Borrelia anserina): Já foi diagnosticada no país. Esta enfermidade é causada por uma espécie de bactéria espiroqueta conhecida como Borrelia anserina. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Leucose Aviária (LA) é uma doença neoplásica viral que induz a formação de tumores na Bursa de Fabricius podendo ocasionar metástases em outros órgãos. O termo Leucose refere-se à ocorrência de infecção em leucócitos e é popularmente utilizado para denominar neoplasias ou tumores nestas células. A transmissão pode ocorrer tanto vertical quanto horizontal. A transmissão horizontal provavelmente é a mais importante podendo ocorrer diretamente através do contato com sangue, saliva, secreções respiratórias, sêmen ou fezes contaminados, ou indiretamente por meio de insetos contaminados. Sinais Clínicos: podem ser variáveis, podendo ainda as aves estar infectadas com o vírus da LA e não desenvolverem sinais clínicos nem a doença, justificando a não apresentação ou a não observação de sintomatologia clínica. Já a leucose mielóide é constituída por populações de mielócitos diferenciados em várias fases. Existe uma exuberante proliferação dos mielócitos imaturos com núcleos volumosos, nucléolo evidente e citoplasma eosinofílico, granulado e preenchido com numerosas mitoses. aves Hospedeiros principais: Diversas espécies de aves podem ser afetadas. A maior frequência desta doença ocorre em frangos de corte e em galinhas de postura, perus e codornas. Aves de vida livre como, por exemplo, os pardais, podem albergar o vírus e disseminar para as granjas. Leucose Aviária: Já foi diagnosticada no país. O agente causal é um vírus que pertence ao gênero dos Retrovírus aviários da família Retroviridae. Os retrovirus aviários pertencem à sub-familia dos oncovirus, ou seja, retrovirus capazesde induzir formação de tumores. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Cólera Aviária apresenta distribuição mundial. A enfermidade, na sua forma típica, caracteriza-se por desenvolver uma doença septicêmica que resulta em alta morbidade e alta mortalidade. A Pasteurella multocida é aparentemente um habitante normal das vias aéreas de animais saudáveis e pode ser mantida na região da orofaringe sem causar doenças em hospedeiros imunocompetentes por longos períodos. Por outro lado, o desequilíbrio da relação entre hospedeiro e bactéria pode levar ao desenvolvimento da Cólera Aviária. Processos estressantes como a alimentação deficiente, as condições inadequadas de manejo, a sobrecarga fisiológica, a infestação parasitária e as infecções concomitantes são exemplos de fatores predisponentes ao desenvolvimento da C.A. Neste contexto, o trato respiratório superior constitui-se na principal porta de entrada para a bactéria e posterior colonização do trato inferior, a partir da qual a P. multocida rapidamente atinge o sistema vascular. Sinais Clínicos: anorexia, cianose, estertores, descargas nasais e diarréia aquosa ou verde-mucóide. Contudo, a morte sem manifestação de sinais clínicos pode ocorrer em alguns surtos, sendo possível encontrar reprodutoras mortas nos ninhos. aves Hospedeiros principais: A maioria dos surtos de Cólera Aviária afeta galinhas, perus, patos e gansos. No entanto, vários animais podem hospedar a P. multocida. Pasteurelose/ Cólera Aviária: Já foi diagnosticada no país. A Pasteurella multocida subespécie multocida é o agente causador. Imóvel e sensível à penicilina. Bactéria cocobacilar Gram negativa Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Reovirose/ Artrite Viral: A artrite viral ou também chamado de reovirose tem grande importância para frangos de corte e reprodutoras pesadas, tendo como características a presença de lesões nas articulações do tarso e do metatarso. As lesões articulares de caráter inflamatório crônico fazem com que as aves apresentem um inchaço nos tendões e nas articulações, apresentando exsudato de cor amarelada podendo evoluir para exsudado caseoso quando ocorrer alguma infecção secundária. Nas proximidades das articulações pode apresentar hemorragias petequiais. Com a evolução da doença, as aves apresentam severa dificuldade de locomoção, podem permanecer em decúbito ventral, tendo como consequência redução na conversão alimentar e no ganho de peso, resultando em mortalidade por inanição e desidratação. A transmissão ocorre por contato direto entre as aves, aerossol, equipamentos, fômites e transito de pessoas, pois o vírus é excretado pelo sistema respiratório e digestivo, e permanece por dias nas tonsilas cecais e articulações. aves Hospedeiros principais: Galinhas, perus e outras aves. Já foi diagnosticada no país. A artrite viral ou também chamado de reovirose é causada pelo Orthoreovirus (antigamente era denominado de Reovírus). O vírus é um RNA de fita dupla, envelopado o que faz com ele seja resistente no ambiente, dificultando a sua destruição. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A infecção pelo VRE pode resultar em imunossupressão, síndrome do definhamento, alta mortalidade ou neoplasia aguda de células reticulares e/ou linfomas de células B ou T. A doença clínica causada pelo VRE, mesmo esporádica, pode ocorrer por transmissão natural durante a fase aguda da doença, de forma vertical, com contaminação das células germinativas do ovário e/ou no oviduto infectado, ou horizontal, através do alimento, excreções e/ou mecanicamente por insetos. Sinais Clínicos: A manifestação clínica da infecção pelo VRE pode variar de síndrome de refugagem, caracterizada por atrofia acentuada de tecidos linfóides; à neoplasia aguda de células do sistema reticuloendotelial e/ou linfomas de células B ou T, de acordo com as propriedades oncogênicas das diversas variantes virais. Hospedeiros principais: O VRE afeta galinhas, perus, patos, gansos, faisões, codornas e várias aves silvestres. aves Reticuloendoteliose: Já foi diagnosticada no país. O vírus da reticuloendoteliose (VRE) é um Retrovírus. O VRE, classificado como um gammaretrovírus, inclui um grupo de variantes de retrovírus patogênicos, denominado grupo da reticuloendoteliose, que compartilha similaridades estruturais, morfológicas e antigênicas com os retrovírus tipo C de mamíferos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O termo salmonelose aviária designa os vários grupos de doenças das aves determinados por qualquer membro do gênero Salmonella. Em se tratando de aves comerciais, as salmoneloses são responsáveis por perdas diretas e indiretas na produção avícola, além de sua importância em saúde pública. As espécies e subespécies de salmonela são fenotipicamente classificadas de acordo com diferentes testes de crescimento bacteriano e diferenciação bioquímica, enquanto sorovares ou sorotipos são classificados com base no esquema de KauffmannWhite. A capacidade dos sorovares de Salmonella spp. invadir o organismo da ave e resistir à ação do sistema imune é conferida por informações genéticas contidas no genoma desses microorganismos. Variações de conteúdo e funcionamento dos genes, presentes nos sorovares, têm consequências diretas no tipo de enfermidade provocada. aves Hospedeiros principais: A Salmonella spp. pode ser isolada a partir de uma grande variedade de hospedeiros, ou seja, répteis, aves, insetos e mamíferos, inclusive o homem. Salmoneloses (exceto: S. gallinarum, S. pullorum, S. enteritidis e S. typhimurium) Já foi diagnosticada no país. As salmoneloses aviárias são causadas por bactérias do gênero Salmonella, faz parte da família Enterobacteriaceae. Gram negativa Móveis com flagelos peritríquios (sendo alguns imóveis). Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A infecção ocorre predominantemente pela ingestão de alimento, água, cama ou solo contaminado. Os animais infectados eliminam as bactérias em grande quantidade pelas fezes. Não há evidências convincentes de transmissão do M. avium via ovo. Ocorre geralmente em aves adultas, com mais de um ano de idade, provavelmente devido ao longo período de incubação que pode variar de semanas a meses. Esta doença é caracterizada por induzir perdas econômicas, pelo decréscimo na produção e morte. Sinais Clínicos: perda de peso, músculos peitorais atrofiados, esterno saliente e deformado; crista, barbela e lóbulos das orelhas pálidos. Tuberculose Aviária: aves Hospedeiros principais: Infecta a maioria das espécies de aves domésticas e silvestres. Também pode acometer suínos e bovinos suscetíveis à infecção pelo bacilo aviário. Já foi diagnosticada no país. A tuberculose aviária é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo Mycobacterium avium. Um bacilo álcool-ácido resistente, que pode sobreviver por longos períodos de tempo em condições adversas, inclusive à dessecação. A tuberculose aviária representa perigo também para a espécie humana, especialmente crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O A. marginale é transmitido biológica e mecanicamente por artrópodes, sendo que o carrapato Boophilus microplus é o principal transmissor de A. marginale no Brasil, pelas vias transestadial e mecânica. Insetos hematófagos (moscas, mosquitos, tabanídeos) e agulhas de injeção também contribuem para a transmissão da doença. A forma congênita de transmissão em bovinos pode ocorrer, ocasionando a anaplasmose neonatal. Anaplasma marginale é um parasito intraeritrocitário obrigatório, após a penetração no bovino, entra na parede celular do eritrócito e desenvolve um vacúolo, nesse vacúolo muda da forma vegetativa para a forma infectante. Existem as formas clínicas aguda, superaguda, leve e/ou crônica, com um período pré-patentede 20 a 40 dias seguido por parasitemia. No pico da enfermidade, a queda do hematócrito é acentuada e mais de 75% dos eritrócitos podem estar infectados, com o quadro podendo persistir por uma a duas semanas. Sinais Clínicos: anemia hemolítica, icterícia, dispnéia, taquicardia, febre, fadiga, lacrimejamento, sialorréia, diarréia, micção frequente, anorexia, perda de peso, aborto, às vezes agressividade, podendo levar o animal à morte em menos de 24 horas. Anaplasmose Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Ruminantes. Já foi diagnosticada no país. Anaplasmose bovina é uma infecção causada por Anaplasma marginale e A. centrale, rickettsias da família Anaplasmataceae, ordem Rickettsiales. A espécie mais patogênica e de maior importância para bovinos é o A. marginale. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Babesiose Bovina (doença que junto com a Anaplasmose Bovina formam o complexo da Tristeza Parasitária Bovina) é uma hemoparasitose causada, no Brasil, pelos protozoários B. bovis e B. bigemina, a qual apresenta como único vetor biológico o carrapato Boophilus microplus. A primeira, uma babesia pequena, é a mais patogênica e responsável pelo desenvolvimento de sinais nervosos nos bovinos, denominada babesiose cerebral. Ambas as babesias desenvolvem uma doença hemolítica caracterizada por anemia, febre, icterícia e hemoglobinúria, entretanto, a babesiose por Babesia bigemina causa uma doença mais branda. Em áreas enzoóticas, os bezerros recém-nascidos recebem anticorpos através do colostro, que os protegem durante os primeiros meses de vida. A exposição gradativa desses animais ao vetor e, consequentemente, ao parasito, é responsável pelo desenvolvimento da imunidade ativa, que resulta em menor ocorrência de casos clínicos de babesiose. Sinais Clínicos: dependem da espécie do protozoário envolvido; no entanto, infecções por B. bigemina ou B. bovis determinam febre, anemia, hemoglobinemia, hemoglobinúria e fraqueza, podendo evoluir para a morte do animal. Existe uma correlação direta entre a elevação da temperatura corpórea e o aumento da parasitemia. Babesiose Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Bovinos Já foi diagnosticada no país. A babesiose bovina é uma hemoparasitose causada, no Brasil, pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Já foi diagnosticada no país. A campilobacteriose genital bovina (CGB) é uma doença infectocontagiosa de transmissão sexual, que acomete bovinos em idade reprodutiva e causa grandes perdas econômicas em decorrência dos problemas reprodutivos desencadeados. Sinais Clínicos: Podem causar morte embrionária, repetição de cios, abortos, vacas vazias no final da estação de monta, necessidade de maior frequência na reposição de touros, aumento do período entre partos e, consequentemente, queda na produção de bezerros nascidos e produção de leite . Nos países onde ocorrem, estas doenças causam grandes perdas anuais, uma vez que levam a média de 60% de taxa de retorno ao cio e que apenas 35% das novilhas cobertas ficam prenhes. Campilobacteriose Genital Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Bovinos A Campilobacteriose Genital Bovina (CGB) é uma importante enfermidade de caráter venéreo causada pela bactéria Campylobacter fetus subsp. venerealis. Gram negativa Os principais fatores de virulência deste agente são relacionados com a adesão, motilidade, proteínas de superfície, produção de toxinas e sistemas de secreção e regulação. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A infecção pelo BVDV tem sido associada a uma ampla variedade de manifestações clínicas: desde infecções inaparentes ou com sinais leves até doença aguda fatal. No entanto, a maioria das infecções em animais imunocompetentes parece cursar de forma subclínica. Enfermidade gastroentérica aguda ou crônica, doença respiratória em bezerros, síndrome hemorrágica com trombocitopenia, patologias cutâneas e imunossupressão estão entre as consequências mais frequentes da infecção pelo BVDV. Embora identificado originalmente de casos de doença gastroentérica, e frequentemente associado com esse tipo de patologia, o BVDV é um vírus também associado com fenômenos reprodutivos. As consequências clínico-patológicas e epidemiológicas da infecção de fêmeas bovinas prenhes são marcantes. Em muitos rebanhos onde a infecção é endêmica, falhas reprodutivas representam os sinais mais evidentes - e por vezes, os únicos - da presença da infecção. Diarreia Viral Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Bovinos Já foi diagnosticada no país. O vírus da Diarréia Viral Bovina [Bovine viral diarrhea virus, BVDV] é um dos principais patógenos de bovinos e causa perdas econômicas significativas para a pecuária bovina em todo o mundo. O BVDV pertence à família Flaviviridae, gênero Pestivirus. Os pestivírus são vírus pequenos (40-60nm), envelopados e contêm uma molécula de RNA linear, fita simples, polaridade positiva. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Leucose Enzoótica Bovina (LEB) é uma doença crônica altamente contagiosa causada por um retrovírus e acomete principalmente rebanhos leiteiros. A transmissão é por via horizontal (por fômites contaminados com fluidos orgânicos de animais contaminados, por exemplo) e vertical. A infecção viral desenvolve neoplasias em tecidos linfóides e é frequentemente diagnosticada em animais domésticos. Em relação aos achados clínicos da LEB pode-se destacar a ocorrência de uma forma tumoral denominada de “Maligna Tumoral” que ocasiona a morte de bovinos adultos (entre 5 a 10% dos animais infectados) resultante da formação de linfossarcomas, em quase todos os gânglios linfáticos e órgãos e uma outra forma a Linfocitose Persistente, chamada também de “Forma Benigna”, caracterizada pelo aumento geral do número de linfócitos sanguíneos circulantes. Aproximadamente 30% dos animais infectados desenvolvem a linfocitose. Este quadro caracteriza a forma clínica da doença. Esta linfocitose permanente é causada pelo aumento de linfócitos B circulantes, aumentando em aproximadamente 40% dos valores normais. Leucose Enzoótica Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Bovinos Já foi diagnosticada no país. O agente etiológico da LEB é denominado Vírus da Leucose Bovina (VLB). Pertence à família Retroviridae, à sub-família Oncovirinae, e ao gênero Deltaretrovirus. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Os Herpesvírus induzem latência, caracterizada pela presença do genoma viral nos gânglios nervosos, principalmente no trigêmeo e sacral, sem produção de progênie viral. O animal portador latente pode reativar o vírus, quando é exposto a fatores predisponentes estressantes, que diminuem a resistência imunológica e, assim, eliminar partículas virais, sem apresentar sintomas clínicos, na maioria das vezes. A doença apresenta forma respiratória, incluindo tosse, corrimento nasal e conjuntivite. Sinais Clínicos: podem variar de leve a grave, de acordo com a presença de pneumonia bacteriana secundária e desenvolvimento da dispneia. Na ausência de pneumonia bacteriana, a recuperação ocorre geralmente de 4 a 5 dias após o início dos sinais. Uma vez que a latência do vírus é considerada uma sequela normal da infecção e a resposta de anticorpos é duradoura, qualquer animal soropositivo deve ser considerado como transportador potencial e disseminador do vírus. Rinotraqueíte Infecciosa Bovina: Já foi diagnosticada no país. bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Bovinos O Vírus da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina denominado de Herpesvírus Bovino tipo 1(BHV-1), é um membro da família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesviridae, gênero Varicellovirus, que pode ser diferenciado em subtipos 1.1, 1.2a e 1.2b, possuindo duas cepas diferentes O genoma viral consiste de DNA decadeia dupla, glicoproteínas virais, localizadas no envelope sobre a superfície desempenham papel importante na patogenia e imunidade. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 P. multocida é transmitida por ingestão ou inalação, durante o contato direto ou através de fômites, como alimentos e água contaminados. Os sorotipos que causam septicemia hemorrágica são provavelmente excretados na região orofaríngea. Alguns animais tornam-se portadores, preservando o organismo nos tecidos linfáticos associados ao trato respiratório superior, e periodicamente, o expelem nas secreções nasais. Sinais Clínicos: febre, letargia e falta de vontade de se mover, salivação e descarga nasal serosa, inchaços edematosos tornam-se visíveis na região submandibular, falta de ar, espuma pela boca e, muitas vezes, o animal geralmente desmaia e morre entre 6 e 8 horas. A recuperação nos casos hiperagudos é rara, especialmente em búfalos. A gastroenterite é um sinal clínico que também foi relatado em bezerros. Hospedeiros principais: Bovinos, bubalinos, suínos ,bisões, camelos, elefantes, cavalos, burros e iaques. Já foi diagnosticada no país. Septicemia Hemorrágica: bovinos e bubalinos A septicemia hemorrágica é o resultado da infecção pela bactéria Pasteurella multocida, subesp. Multocida. Cocobacilo, gram negativo e pode causar uma variedade de doenças em animais, mas apenas 2 sorotipos deste organismo são tipicamente a causa da septicemia hemorrágica: sorotipos B: 2 y E: 2 Os sorotipos B: 2 y E: 2 não são zoonóticos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A transmissão ocorre principalmente por meio das mãos dos ordenhadores ou equipamentos de ordenha mecânica. Pode ser transmitida dos animais aos seres humanos que se infectam por meio do contato com as lesões presentes no úbere dos animais doentes, podendo provocar lesões nas mãos e no antebraço dos manipuladores. Entre propriedades rurais, a doença é transmitida por introdução de animais doentes no rebanho ou por pessoas que ordenharam animais doentes em outras propriedades. Outros fatores como a manipulação de latões de leite contaminados e presença de roedores silvestres, que podem funcionar como reservatórios do vírus, são citados. Sinais Clínicos: a ocorrência de sinais clínicos tem sido restrita a vacas em lactação e aos bezerros que mamam nas vacas doentes. Nas vacas, caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas manchas que evoluem para vesículas e crostas escuras nos tetos e no úbere, que cicatrizam em 15 a 20 dias. É comum a ocorrência de mastite e infecções secundárias. Nos bezerros são observadas lesões na boca, no focinho e nos lábios. Varíola Bovina: bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: Vacas lactentes, bezerros e homem. Esporadicamente, gatos domésticos e cães podem ser infectados. Roedores são descritos como reservatórios. Já foi diagnosticada no país. Causada por duas espécies do gênero Orthopoxvirus, subfamília Chordopoxvirinae da família Poxviridae: o vírus da varíola bovina (cowpoxvirus) e vírus vaccinia. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Em fêmeas, a doença causa endometrite, piometra, cervicite, vaginite, irregularidades do cio, abortamento precoce, esterilidade temporária e morte do feto. Os machos têm uma infecção assintomática, não desenvolvem a doença e nem adquirem imunidade contra o parasita. A transmissão natural ocorre durante o coito, onde o parasita passa do touro infectado para a fêmea e vice-versa. Além do contato sexual, há evidências de que esse parasita possa ser veiculado de modo indireto, por meio de corrimento vaginal transferido para cama de feno, vagina artificial contaminada e instrumento obstétrico. Também existe a transmissão por inseminação artificial, quando se utiliza sêmen contaminado com o T. foetus. Em machos, o parasita pode ser observado com maior frequência na cavidade prepucial, mucosa peniana e na porção inicial da uretra. A infecção torna-se crônica em animais com mais idade, provavelmente devido às alterações que ocorrem no epitélio prepucial como o aumento do número e da profundidade das vilosidades. Os touros raramente apresentam manifestações clínicas da infecção por T. foetus. Tricomonose: Já foi diagnosticada no país. bovinos e bubalinos Hospedeiros principais: BovinosÉ causada por um protozoárioflagelado denominado Tritrichomonas foetus. Esse protozoário é móvel e anaeróbio e se multiplica por divisão binária. É sensível ao calor e aos desinfetantes comuns. Sobrevive por poucos dias no ambiente. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Adenite Equina/Papeira/ Garrotilho: Causado por uma bactéria que atinge o trato respiratório anterior de equinos, acometendo animais de todas as idades, embora com maior prevalência nos jovens. O termo garrotilho (do espanhol garrotillo: angina grave que produz a morte por sufocação, foi incorporado ao português em 1695) refere-se a que os cavalos afetados, mas não tratados, parecem estar sendo estrangulados por garrote devido ao aumento dos linfonodos retrofaríngeos e submandibulares que obstruem a faringe. Equídeos de todas as idades podem ser acometidos por essa doença, embora ela seja mais frequente em animais com menos de cinco anos de idade e, especialmente, em potros. Sua morbidade é alta e a letalidade baixa. A transmissão da enfermidade se dá de forma direta por cavalos que estão incubando a doença, que apresentam sinais clínicos, mas estão se recuperando e por portadores ou de forma indireta, por meio de fômites, tais como buçais e outros utensílios, e de pastagens, aguadas e estábulos contaminados com secreções. Sinais clínicos: depressão, inapetência, febre, assim como secreção nasal, inicialmente serosa, que passa à mucopurulenta e à purulenta em alguns dias, tosse produtiva, dor à palpação da região mandibular e aumento de volume de linfonodos, principalmente submandibulares, além da posição de pescoço estendido devido à dor na região da laringe e faringe. Já foi diagnosticada no país. equídeos Hospedeiros principais: Equídeos. A Adenite Equina, também conhecida como Garrotilho, é uma enfermidade bacteriana causada pelo Streptococcus equi, subsp. equi. Gram positivas Bactéria em forma de cocos, catalase negativa, que formam algomerados em forma de cordões. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Exantema Genital Equino: A transmissão ocorre principalmente através do contato sexual, porém sua disseminação nos plantéis pode ocorrer de forma iatrogênica, por transferência de embriões ou inseminação artificial. As lesões ocasionadas pelo EHV-3 surgem após um período de incubação de 5 a 9 dias, inicialmente apresentando pequenas pápulas elevadas e avermelhadas, comumente não percebidas e que evoluem para vesículas, pústulas e úlceras na mucosa vaginal e vulva nas fêmeas e pênis, prepúcio e região perineal nos machos. Apesar de os danos teciduais serem autolimitantes, não invasivos e estarem restritos a mucosa vaginal e vestibular, a completa cicatrização pode levar de 10 a 14 dias e repouso sexual é indicado, desencadeando prejuízos econômicos. Já foi diagnosticada no país. equídeos Hospedeiros principais: Cavalos são os únicos hospedeiros conhecidos. Exantema Coital Equino (ECE) ou Exantema Genital é uma doença viral, aguda e altamente infecciosa provocada pelo herpesvirus equino tipo 3 (EHV-3). Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Gripe Equina: Já foi diagnosticada no país. equídeos A Influenza Equina é uma doença respiratória, conhecida como Gripe Equina, altamente, contagiosa, que ataca o sistema respiratório dos equinos, asininos e muares, de qualquer raça, sexo ou idade, causando infecção aguda. Sua predileção por raça ou sexo é desconhecida, e é considerada como a enfermidade respiratória mais importante da espécie. A transmissão ocorre por intermédio dadisseminação do vírus pelo ar, ou pelo contato direto entre os animais, e se dá de modo muito rápido, podendo acometer todo a manada. O contato se dá por secreções/excreções dos animais doentes (urina, fezes, secreção nasal e pus dos abscessos, aerossóis da tosse ou espirro, que contaminam o ambiente, comedouros e bebedouros, embocaduras e materiais de uso diário, como panos, escovas, etc.). Sinais Clínicos: a febre é o primeiro sinal aparente, podendo apresentar, também, depressão, tosse seca e prolongada sem secreção catarral, corrimento nasal aquoso, redução do apetite, perda de peso, apatia geral, desânimo, relutância para mover-se, traqueíte, faringite, infecções bacterianas secundárias. Hospedeiros principais: Equídeos. O vírus da influenza (EIV) pertence à Família Ortomixoviridae, sendo gerada pelo vírus Influenzavirus tipo A, subtipo equi-1 e equi-2. A influenza equina é subdividida em: Subtipo equi-1 (H7N7): menos patogênico, causando inflamação, nasofaríngea e laringotraqueal; Subtipo equi-2 (H8N8): inflamação nasofaríngea e laringotraqueal, bronquite, bronquiolite e, às vezes, miocardite e encefalite (não há imunidade cruzada entre os subtipos, sendo necessário vacinar contra os dois). Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Linfangite Ulcerativa: A linfangite ulcerativa é uma infecção bacteriana dos vasos linfáticos subcutâneos e tecidos adjacentes de equinos. Não existe predileção por idade, sexo ou raça. Existem métodos eficientes para prevenir a infecção, tais como: higiene dos estábulos, baias, pastos e picadeiros, controle constante de vetores, isolamento dos animais infectados, e evitar a aglomeração constante da população equina. Sinais Clínicos: As lesões são mais comuns nos membros posteriores, especialmente distais ao jarrete, com formação de nódulos dolorosos, edemaciados, os quais fistulam, drenando pus com característica cremosa. Já foi diagnosticada no país. equídeos Hospedeiros principais: Equídeos e bovinos. A Linfangite Ulcerativa trata-se de uma doença infecciosa de caráter bacteriano. Tem como principais agentes Corynebacterium pseudotuberculosis, Staphylococcus spp., Streptococcus spp., Pseudomonas aeruginosa e Rhodococcus equi. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Piroplasmose Equina: A Babesiose Equina, também conhecida como Nutaliose ou Piroplasmose é uma enfermidade transmitidos por varias espécies de carrapatos. É uma importante afecção parasitária que acomete os equinos. No Brasil, o carrapato Boophilus microoplus tem importância relevante na transmissão da Theileria equi, portanto vem sendo considerado o principal vetor de transmissão. Já em relação à Babesia caballi, alguns estudos comprovam a participação do carrapato Anocentor nitens no ciclo e transmissão, assim como o carrapato Amblyoma cajennense. Sinais Clínicos: febre, anemia, petéquias ou até hemorragias de membranas mucosas, icterícia e hemoglobinúria. Após o período de incubação que é de cerca de 8 a 10 dias, o primeiro sinal evidente é o aumento de temperatura corpórea, que pode se apresentar em picos ao final da tarde. A anemia é causada pela diminuição no número de eritrócitos, havendo hemólise intravascular, resultando em liberação de hemoglobina e deposição de bilirrubina nos tecidos (icterícia). Já foi diagnosticada no país. equídeos Hospedeiros principais: Equídeos. Causada por protozoários hemoparasitas, a Babesia equi (modernamente chamada de Theileria equi) e a Babesia caballi. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Rinopneumonia Equina: A rinopneumonia equina é uma doença clínica dos equídeos, altamente contagiosa, que afetam o aparelho respiratório superior e cuja gravidade depende da idade e do estado imunitário dos animais infetados. A infeção por herpes vírus – 1 ( EHV-1) pode causar complicações de maior gravidade tais como aborto, morte de potros recém-nascidos e alterações do sistema nervoso, podendo causar mieloencefalites. Tal como outras herpesviroses, a infeção pode manter-se latente durante largos períodos de tempo, sendo reativada em situações de estresse ou de gestação. Podem também existir reinfeções múltiplas ao longo da vida dos animais, muitas vezes subclínicas. Já foi diagnosticada no país. equídeos Hospedeiros principais: Equídeos. Causada pelos herpes vírus – 1 ( EHV-1) e herpes vírus – 4 (EHV-4). Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 equídeos Salmonelose (S. abortusequi): Já foi diagnosticada no país. Éguas portadoras de Salmonella Abortusequi podem não apresentar sinais clínicos, no entanto, surtos de abortos podem ocorrer. Potros que nasceram a termo podem ser infectados por Salmonella Abortusequi durante a amamentação, por contaminação do úbere por descargas uterinas e anexos placentários durante o parto. Normalmente vem a óbito em poucos dias, com sinais de apatia, anorexia e desidratação. Potros necropsiados e confirmados com infecção por Salmonella Abortusequi apresentam lesões histopatológicas compatíveis com septicemia, sendo necrose e inflamação os principais achados, principalmente em intestino, baço e fígado. Pode também haver lesões inflamatórias em articulações edema, congestão e infiltrado inflamatório misto nos pulmões, além de lesões em outros órgãos. Hospedeiros principais: Equinos. Salmonella enterica sorovar Abortusequi (Salmonella Abortusequi) é um sorovar adaptado ao hospedeiro que produz aborto em éguas. A Salmonella spp. é membro da família Enterobacteriaceae. São Gram negativas e bastonetes anaeróbico facultativos. A Salmonella spp. é classificada em sorovares (sorotipos) baseados no lipopolissacarídeo (O), proteína flagelar (H), e às vezes os antígenos capsulares (Vi). Existem mais de 2500 sorovares conhecidos. Dentro de um sorovar, pode haver cepas que diferem em virulência. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Adenomatose Pulmonar Ovina: Jaagsiekte é o termo africano para “doença do transporte”, devido a tendência dos ovinos acometidos em apresentarem sinais clínicos após serem transportados. É uma enfermidade viral, neoplásica e contagiosa dos ovinos e mais raramente dos caprinos, também é conhecida como Carcinoma Pulmonar Ovino. O vírus tem predileção pelas células tipo II do epitélio alveolar, provocando um crescimento desorganizado, formando massas tumorais que ocupam e obliteram os espaços alveolares. As células da periferia do tumor produzem secreção de muco que é expelido pelas narinas. A morte ocorre por hipoxia, não há inflamação nem toxemia. Muitos ovinos desenvolvem pneumonia bacteriana aguda e morrem prematuramente. Sinais Clínicos: podem estar ausentes por períodos que variam de meses até anos e são vistos somente em animais adultos. Podem ter caráter insidioso e ser observados como um achado intercorrente. Os primeiros sinais clínicos são tosse e intolerância à exercícios, havendo abundante descarga nasal de exsudato aquoso, melhor observada quando os animais estão com a cabeça baixa. Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Ovinos e caprinos. A doença é causada por um RNA vírus da família Retroviridae. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Artrite-Encefalite Caprina: A artrite encefalite caprina é uma síndrome degenerativa progressiva lenta, multissistêmica, afetando principalmente os sistemas nervoso, articular e mamário. A transmissão viral ocorre por meio de secreções ou excreções ricas em células do sistema monocítico-fagocitário, principalmente macrófagos. A principal via de transmissão é a digestiva, por meio da ingestão do leite e/ou colostro infectados. Pode ocorrer ainda por contato direto; pelo refluxo de leite contaminado em máquinas de ordenha desreguladas; por mãos, toalhas, agulhas, tatuadores, equipamento de descorna contaminados e pela inseminação artificial. A transmissão intrauterina também éuma possibilidade. Inclui-se, ainda, a transmissão por aerossóis de secreções respiratórias ou células do trato respiratório. Sinais Clínicos: podem ser primários ou secundários. Os sinais clínicos primários, de ocorrência mais comum, são causados diretamente pela ação viral no tecido, ou seja, devido à resposta imune gerada pela replicação viral. Enquanto que os sinais clínicos secundários são decorrentes da ação imunossupressora do vírus, levando a ocorrência de infecções oportunistas. O sinal clínico mais comum da doença é a artrite. Outra forma clínica, porém menos comum, afeta principalmente animais jovens entre um a quatro meses de idade, é a neurológica, caracterizada por leucoencefalomielite, causando paresia que evolui para tetraparesia, ataxia secundária dos posteriores, andar em circulo, cegueira, nistagmo, tremores e inclinação da cabeça. O sistema respiratório pode ser acometido, sendo caracterizado por pneumonia intersticial crônica. Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Caprinos. O vírus da artrite encefalite caprina (CAEV) é um retrovírus pertencente à subfamília Orthoretrovirinae e ao gênero lentivirus. Esses vírus são envelopados, por isso relativamente fáceis de inativação por solventes ou detergentes lipídicos, aquecimento, periodato, fenol, tripsina, ribonuclease, formaldeído e pH abaixo de 4,2 . Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Ceratoconjuntivite Rickétsica: É uma doença infecciosa, endêmica, caracterizada por conjuntivite e ceratite. A enfermidade ocorre em surtos, principalmente no verão, com temperaturas elevadas, ar poeirento, radiação excessiva e grande número de moscas e outros insetos, predispõe os animais ao surgimento da doença. A disseminação pode ocorrer indiretamente por meio de moscas, gramíneas com hastes longas e poeira contaminada por lágrimas de animais infectados e, diretamente, através de gotículas exaladas ou contato direto com secreções lacrimais. A concentração de animais em locais pequenos favorece a transmissão. Sinais Clínicos: conjuntivite com congestão da conjuntiva e esclerótica, corrimento ocular, blefaroespasmo, epífora e fotofobia. Posteriormente, pode haver ceratite com vascularização e graus variados de opacidade da córnea, em algumas ocasiões pode ocorrer ulceração da córnea. Alguns animais ficam cegos. Quando houver participação de Chlamydia pode ocorrer, concomitantemente, poliartrite em cordeiros e abortos em caprinos. Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Caprinos e ovinos. Vários agentes são os responsáveis pela Ceratoconjuntivite de forma primária ou secundária.: Mycoplasma conjunctivae, Chlamydia psittaci, Mycoplasma agalactiae, Moraxella capri, Branhamella ovis, Rickettsia conjunctivae, Mycoplasma arginini, Moraxella bovis, Acholeplasma oculi, Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Epididimite Ovina (B. ovis): A Epididimite Ovina, também conhecida como Brucelose Ovina, é uma doença infecciosa de grande importância na ovinocultura. A bactéria penetra nos animais suscetíveis através das mucosas peniana, retal ou vaginal, podendo permanecer nelas por um mês, devido a propriedade de resistir à destruição intrafagocitária, multiplicando-se lentamente. Ao término do segundo mês posterior a infecção ocorre uma bacteremia e a bactéria invade os órgãos sexuais, baço, rins e fígado, onde, devido à ineficiência dos fagócitos em sua destruição, produzem-se abscessos e reações inflamatórias crônicas, que caracterizam-se por fibrose e calcificação. O agente se multiplica nos órgãos afetados, sendo eliminado à medida que as células infectadas são destruídas Sinais Clínicos: são verificados diferentes níveis de inflamações no macho, principalmente nos testículos. Nas fêmeas, a inflamação acontece na placenta e endométrio. Como consequência, causa perdas reprodutivas, diminuição da fertilidade, problemas de parto e nascimento de animais fracos e doentes. Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Ovinos. Apesar de ser relacionada, a princípio, com a bactéria Brucella ovis, diversos outros agentes, a exemplo do Corynebacterium pseudotuberculosis, Arcanobacterium pyogenes, Actinobacillus sp. e Haemophilus sp., podem estar envolvidos na infecção. A Brucelose Ovina não é uma zoonose. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Linfadenite Caseosa: A infecção pode ocorrer após penetração do microrganismo através da pele intacta, porém na maioria dos casos ocorre através de soluções de continuidade, com a instalação do agente em um linfonodo regional. No linfonodo, ocorre supuração e menos frequentemente a infecção pode disseminar-se por via sanguínea ou linfática e causar abscessos no pulmão, fígado, baço e rins. A progressão da doença é lenta e os abscessos internos aparecem com mais frequência em animais velhos. Em jovens, a doença é principalmente externa, sendo os linfonodos pré-escapulares e pré-crurais os mais atingidos. Em carneiros o linfonodo inguinal superficial pode se infectar, produzindo um abscesso palpável que resultará em problemas reprodutivos. Sinais Clínicos: caracterizam-se pela presença de linfonodos periféricos aumentados de tamanho. Em geral, os mais atingidos são os linfonodos submaxilares, pré-escapulares, pré crurais, supramamários e poplíteos. Os abscessos podem se romper naturalmente, drenando pus espesso e esverdeado, ou durante o procedimento da esquila, no caso de ovinos, levando à contaminação do ambiente. Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: A enfermidade ocorre principalmente em ovinos e caprinos, mas tem sido descrita em outras espécies, incluindo bovinos e equinos. O agente etiológico da Linfadenite Caseosa é o Corynebacterium pseudotuberculosis. Um bastonete Gram positivo pequeno, aeróbio, que pode tomar a forma de cocos ou cocobacilos. É um parasita intracelular facultativo. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 S. abortusovis é a causadora da doença conhecida como Aborto Paratifoide. Os ovinos podem ser infectados por ingestão ou via conjuntiva, trato respiratório ou aparelho genital. Acredita-se que a maioria das infecções seja adquirida por ingestão. O patógeno ocorre principalmente em corrimentos vaginais, placenta, fetos abortados e recém-nascidos infectados, embora tenha sido documentado no leite e colostro. Sinais Clínicos: O principal sinal clínico é o aborto, que ocorre principalmente durante as últimas 4-6 semanas de gestação. Cordeiros também podem nascer mortos ou morrer de septicemia dentro de alguns horas de nascimento. Alguns cordeiros que parecem saudáveis ao nascer, mais tarde desenvolvem diarreia ou sinais respiratórios e morrem dentro do primeiro mês. Já foi diagnosticada no país. Hospedeiros principais: Ovinos são hospedeiros-específicos, no entanto, existem alguns relatos de sua presença em caprinos, e relatos mais antigos descritos este organismo em cães, coelhos e ratos. Salmonelose (S. abortusovis): ovinos e caprinos Salmonella enterica subespécie enterica sorovar (sorotipo) Abortusovis, que é geralmente abreviado para S. enterica serovar Abortusovis ou S. Abortusovis, é um membro das Enterobacteriaceae. É um bastonete Gram negativo aeróbio. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 É uma doença altamente contagiosa e pruriginosa, responsável por grandes prejuízos econômicos nos países produtores de ovinos. Caracteriza-se pela formação de grandes lesões cobertas por uma crosta amarelada e descamativa, acompanhadas de dano na lã e no couro. O ácaro P. ovis pertence à ordem Astigmata, família Psoroptidae e gênero Psoroptes. Todo o ciclo se completa na superfície da pele do hospedeiro em 10 a 14 dias e a transmissão se dá principalmente por contato. Sinais Clínicos: é uma doençacontagiosa e altamente pruriginosa, os animais afetados desenvolvem lesões grandes, amareladas, escamosas e crostas, acompanhadas de danos na derme. Emaciação e infecções bacterianas secundárias podem ocorrer em animais não tratados, animais prenhes dão à luz filhotes menores, que se forem infestados podem perder a condição saudável rapidamente e morrer. A doença é uma preocupação de bem-estar animal devido à dor e irritação causada pelos ácaros. Sarna Ovina: Já foi diagnosticada no país. ovinos e caprinos Hospedeiros principais: Ovinos, mas o Psoroptes ovis também é relatado parasitando diversas espécies, incluindo gado, cavalos, girafas, cabras e camelídeos. O ácaro Psoroptes ovis é o agente da Sarna Psoróptica Ovina, uma das mais severas alterações de pele dos ovinos. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Circovirose: A Circovirose ou doença associada ao PCV2, por ser causada por um agente imunossupressor, deixa os suínos mais vulneráveis a outros agentes de doenças respiratórias e entéricas. O PCV2 é associado à Síndrome Multissistêmica do Definhamento dos Suínos (SMDS). A circovirose suína pode se manifestar de diversas formas, porém a SMDS é a doença mais importante e mais estudada do total das seis causadas pela infecção pelo PCV2. As outras manifestações incluem a forma epidêmica da síndrome da dermatite e nefropatia suína (SDNS), falhas reprodutivas, pneumonias, enterites e tremores congênitos. Sinais Clínicos: A SMDS caracteriza-se pela elevada mortalidade em suínos nas fases de creche, crescimento - terminação. Clinicamente, causa emagrecimento progressivo, dispneia, anemia, aumento do volume dos linfonodos superficiais inguinais, diarreia, icterícia e morte. Já foi diagnosticada no país. suínos Hospedeiros principais: Suídeos domésticos e selvagens. É uma doença causada por um vírus, o circovírus suíno PCV tipo 2, da família Circoviridae. Os circovírus suínos caracterizam-se por serem pequenos, com DNA de fita simples, de aproximadamente 17 nm de diâmetro, icosahédricos, circulares, não-envelopados e por possuírem um dos menores genomas entre os vírus que infectam vertebrados, com aproximadamente 1.760 nucleotídeos Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Erisipela Suína: A Erisipela é uma doença infectocontagiosa do tipo hemorrágica, caracterizada por lesões cutâneas, articulares, cardíacas ou septicemia, além de causar aborto. A infecção natural em suínos pode ocorrer por ingestão de alimentos ou água contaminados, ou através de ferimentos na pele. Através de inoculação experimental de E. rhusiopathiae, segue-se a invasão da corrente sanguínea e posterior septicemia ou então bacteriemia com localização em diversos órgãos, principalmente coração, baço, rins e articulações, isto ocorrendo entre um a sete dias. Sinais Clínicos: septicemia, lesões cutâneas (em formato de losango) e poliartrite, além de lesões nas válvulas cardíacas. Porcas em gestação podem abortar. Em machos podem ocorrer alterações no tecido espermiogênico. Já foi diagnosticada no país. suínos Hospedeiros principais: Erysipelothrix spp infectam grande variedade de aves, peixes e mamíferos, incluindo seres humanos. A Erisipela em suínos é causada por uma bactéria, Erysipelothrix rhusiopathiae. As bactérias resistem várias semanas na água e no solo em pH alcalino, sobrevivem vários meses em matéria orgânica em putrefação. A sobrevivência é mais longa em temperatura ambiente mais baixa. Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Influenza Suína é uma enfermidade respiratória aguda, caracterizando-se como uma doença de rebanho com elevada taxa de morbidade e baixa mortalidade. O VIS faz parte do complexo respiratório dos suínos, juntamente com outros agentes como o Mycoplasma hyopneumoniae, Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSV) e o circovírus suíno tipo 2. Sinais Clínicos: febre, apatia, redução de consumo de ração, dificuldade respiratória, tosse, espirro, conjuntivite e descarga nasal. A única espécie animal capaz de infectar-se tanto com amostras de vírus originárias de aves como de humanos é a suína, possibilitando o surgimento de novos vírus com potencial pandêmico após troca de segmentos gênicos de vírus originários de espécies distintas. Influenza dos suínos: Já foi diagnosticada no país. suínos Hospedeiros principais: o Vírus Influenza A consegue infectar uma grande variedade de animais e espécies, como: humanos, suínos, equinos, mamíferos aquáticos, aves de produção e aves silvestres. São vírus pertencentes a família Orthomyxoviridae, gênero: influenza vírus A, conhecido como VIS- Vírus da Influenza Suína. Os vírus da influenza A são tipificados de acordo com suas proteínas de superfície: a hemaglutinina (H) ou a neuroaminidase (N), que são os maiores alvos da resposta imune do hospedeiro Zoonótica Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 O Parvovírus causa a Síndrome da Infertilidade, Morte Embrionária, Mumificação e Natimortalidade e tem como alvo células em alta atividade mitótica, o que os faz preferir tecidos linfoides no adulto e tecidos embrionários ou fetais em uma fêmea prenhe. Os reprodutores machos não apresentam sinais clínicos, porém, quando infectados, disseminam vírus para as fêmeas via monta natural ou inseminação artificial, além da eliminação do vírus por fezes e secreções. Quando a fêmea entra em contato com o vírus, em razão dele poder infectar os embriões em diferentes estágios de evolução, os sinais de falhas reprodutivas podem ser diversos: reabsorção fetal, retorno da fêmea ao cio, nascimento de leitegadas pequenas, falsa gestação, leitões fracos, malformados ou natimortos e mumificação fetal. Parvovirose Suína: Já foi diagnosticada no país. suínos Hospedeiros principais: Suínos. Doença causada pelo Parvovírus Suíno, que está incluído na subfamília Parvovirinae da família Parvoviridae. Por ser um vírus não envelopado, o parvovírus suíno pode persistir por até quatro meses no ambiente, sendo resistente a solventes orgânicos (ex: éter), enzimas proteolíticas, pH entre 3 e 9 e temperatura de 60°C por 2 horas. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 Pneumonia Enzoótica: A Pneumonia Enzoótica Suína é uma doença altamente contagiosa, de distribuição cosmopolita, caracterizada por alta morbidade, baixa mortalidade, tosse crônica e retardo do crescimento. o agente etiológico é encontrado na mucosa respiratória, aderido ao epitélio ciliado da traqueia, brônquios e bronquíolos. A sua transmissão pode ocorrer pelo contato direto das secreções respiratórias do suíno portador ou por aerossóis, a partir de animais infectados em um rebanho livre. Os micoplasmas são considerados superantígenos, capazes de estimular excessivo número de células T. Escapa das defesas naturais do hospedeiro fixando-se firmemente à sua mucosa respiratória, podendo sua localização no lúmen explicar a dificuldade de eliminação do agente. Sinais Clínicos: tosse seca e crônica; corrimento nasal mucoso; animais com pouco desenvolvimento; pelos arrepiados e sem brilho; desuniformidade de peso entre leitões da mesma idade. Já foi diagnosticada no país. suínos Hospedeiros principais: Suínos. O agente etiológico é o Mycoplasma hyopneumoniae. Bactérias do gênero Mycoplasma compreendem um grupo de mais de 180 espécies que se caracterizam principalmente por seu tamanho diminuto, ausência de parede celular e por serem parasitas obrigatórios de uma ampla gama de organismos incluindo humanos, plantas e animais. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 A Rinite Atrófica é uma doença infectocontagiosa do trato respiratório superior, de evolução progressiva e crônica, caracterizada por atrofia dos cornetos nasais, desvio do septo nasal e deformidade do focinho. As bactériasaderem fortemente às células da mucosa nasal, multiplicam-se e produzem a toxina capaz de causar perda parcial dos ossos das conchas nasais. Isto ocorre duas a três semanas após a infecção. Sinais Clínicos: Os primeiros sintomas são observados em leitões lactantes. Inicialmente ocorrem espirros, corrimento nasal mucoso e formação de placas escuras nos ângulos internos dos olhos (devido à obstrução do canal lacrimal). Posteriormente, há desvio do focinho para um dos lados e/ou encurtamento do mesmo, com formação de pregas na pele que o recobre e, nos casos mais graves, ocorre sangramento nasal intermitente, associado a espirros. Hospedeiros principais: Rinite Atrófica: Já foi diagnosticada no país. suínos Embora a RA seja considerada uma doença multifatorial, a Bordetella bronchiseptica, a Pasteurella multocida tipo D e, mais raramente, a tipo A, produtoras de toxina dermonecróticas, são incriminadas como agentes primários. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193 e finalizamos o nosso estudo! espero que esse material te ajude muito e seja um guia de consulta. Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193