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Mapas Mentais
doenças de 
notificação obrigatória
In 50/2013
Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193
A notificação da suspeita ou ocorrência de
doença listada na Instrução Normativa
50/13 é obrigatória para qualquer cidadão,
bem como para todo profissional que atue
na área de:
As doenças listadas são de
notificação obrigatória ao
serviço veterinário oficial,
composto por: 
Ministério da
Agricultura, Pecuária e
Abastecimento;
In 50/2013
Órgãos Estaduais
de Defesa
Sanitária Animal;
Diagnóstico
Ensino Pesquisa em
saúde animal
NOTIFICAÇÃO
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In 50/2013
A suspeita ou ocorrência de
qualquer doença listada 
deve ser notificada
imediatamente, no prazo
máximo de 24 horas de seu
conhecimento,
quando: 
I - ocorrer pela primeira vez
ou reaparecer no País, zona
ou compartimento declarado
oficialmente livre; 
III - ocorrerem mudanças repentinas
e inesperadas nos parâmetros
epidemiológicos como:
distribuição, incidência, morbidade
ou mortalidade de uma doença que
ocorre no País, Unidade Federativa,
zona ou compartimento;
II - qualquer nova cepa de
agente patogênico ocorrer pela
primeira vez no País, zona ou
compartimento; 
IV - ocorrerem mudanças de
perfil epidemiológico, como
mudança de hospedeiro, de
patogenicidade ou surgimento
de novas variantes ou cepas,
principalmente se houver
repercussões para a saúde
pública. 
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In 50/2013
 Quando se tratar de doença
que apresente repercussões
para a saúde pública. 
 
A notificação
também deverá
ser imediata
para:
Qualquer outra doença
animal que não pertença à
lista da IN 50/13.
Quando se tratar
de doença exótica.
Quando se tratar de doença
emergente que apresente
índice de morbidade ou
mortalidade significativo.
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In 50/2013
Os procedimentos, prazos, documentos para
registro, fluxo, periodicidade de informações e
outras disposições necessárias para cumprimento da
IN 50/2013 devem seguir o estabelecido em normas
próprias da SDA- Secretaria de Defesa
Agropecuária propostas pelo DSA- Departamento
de Saúde Animal. 
O serviço veterinário oficial deverá manter os meios
necessários para captação e registro de
notificações. 
Independentemente da lista da IN
50/13, a ocorrência de doenças
animais deve ser informada ao
serviço veterinário oficial conforme
exigências e requisitos específicos
que constem de certificados
internacionais com objetivo de
exportação.
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Considerando
recomendações da
Organização Mundial
de Saúde Animal;
In 50/2013 Sempre que se impuser
o interesse de
preservação da saúde
animal no País;
A lista de doenças animais
da IN 50/13, será revista
por proposta do
Departamento de Saúde
Animal da Secretaria de
Defesa Agropecuária:
Publicada 
 periodicamente;
Considerando
alterações da situação
epidemiológica do País
e mundial;
Considerando
resultados de estudos
e investigações
científicas;
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Doenças erradicadas ou nunca registradas no País,
que requerem notificação imediata de caso
suspeito ou diagnóstico laboratorial: 
Lista de doenças de notificação
 obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial 
PARTE 01:
Independentemente da relação de
doenças listadas abaixo, a
notificação obrigatória e imediata
inclui qualquer doença animal
nunca registrada no País. 
Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193
Lista de doenças de notificação
 obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial 
PARTE 01:
Por ser uma legislação
de 2013, algumas
doenças desta lista, já
foram diagnosticadas
no país e não estão
erradicadas.
ORIENTAÇÕES:
01) Esses mapas mentais contêm informações
referenciadas e encontradas em artigos científicos;
02) Os mapas mentais são sucintos e resumidos, auxiliando
no processo de memorização e revisão;
03) Minha dica é: Apesar do nosso material ser bastante
completo, recomendo que utilizem outras fontes de
informações também, assim o estudo ficará mais completo;
04) A existência ou não das doenças no Brasil foi extraída
de dados técnicos do MAPA, documento: Situação sanitária
das doenças de animais terrestres – BRASIL, 2022.
EM CASO DE CURIOSIDADE, SEGUE ABAIXO O SITE DE
CONSULTA DA OIE:
WOAH
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https://www.woah.org/en/what-we-do/animal-health-and-welfare/animal-diseases/
 
São capazes de resistir ao mecanismo de
morte induzida por neutrófilos, replicando-se
dentro de macrófagos, onde sobrevivem e
multiplicam-se, disseminando para outras
células. A replicação extensiva destas
bactérias em trofoblastos placentários está
diretamente associada ao aborto.
Principais sinais: aborto, infertilidade,
mastite, claudicação, higroma e orquite,
placentite e queda na produção de leite.
 
 
 
Hospedeiros principais:
Ovinos, caprinos, suínos,
javalis, lebres, caribous, 
 renas e roedeores.
Bactéria em
forma de
cocobacilos
Não formadora de
esporos e formadoras
de aerossóis.
 
 
Em humanos é
chamada de Febre
de Malta.
Aeróbia não
fermentadora
de açúcares
BRUCELOSE
(Brucella melitensis)
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Imóvel
Gram negativa
Intracelular
facultativa
Zoonótica
Sem cápsula
Não foi
diagnosticada
no país.
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Na maioria dos casos, a água no coração ou
Cowdriose é uma doença febril aguda, com
aumento súbito da temperatura corporal, que pode
ultrapassar 41°C em um a dois dias após o início da
febre.
Nos ruminantes, ela atinge os gânglios linfáticos
regionais, consequentemente, migra pela corrente
sanguínea até chegar às células endoteliais dos
vasos sanguíneos. Faz a sua multiplicação nas
células retículo-endoteliais, particularmente nos
macrófagos, e nas células endoteliais dos capilares,
afetando o sistema nervoso central e causando
graves problemas vasculares. A principal espécie de
carrapato transmissora da bactéria são os da
espécie Amblyomma variegatum.
 
 
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Ruminantes domésticos
e selvagens das regiões
africanas e do Caribe.
 
COWDRIOSE
(Ehrlichia
ruminantium)
Transmitida pelo
carrapato do
gênero
Amblyomma.
Sinais clínicos: febre, dispnéia,
sintomatologia nervosa,
hidropericárdio,
hidrotórax, ascite, pericardite,
edema de pulmões e elevada
mortalidade.
Também chamada antes de
Cowdria ruminantium é uma
bactéria da Ordem Rickettsiales,
Família Anaplasmataceae.
Não foi comprovado
seu caráter
zoonótico.
Cocobacilo
pleomórfico
Gram negativa
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Hospedeiros principais:
A DEH acomete preferencialmente
ruminantes selvagens, sendo a
família Cervidae a mais atingida,
porém há relatos na literatura de
casos acometendo bovinos e ovinosJá foi
diagnosticada
no país.
Sinais clínicos:
Febre, anorexia, lesões na mucosa oral,
disfagia, edemas, estomatite ulcerativa,
claudicação devido à inflamação das
coroas dos cascos, eritema do úbere,
podendo ocorrer hemorragias.
Essa doença não é zoonótica nem contagiosa.
São arbovírus transmitidos por mordidas de
vetores do gênero Culicoides. Assim, a doença
ocorre de forma sazonal, principalmente nos
períodos quentes e chuvosos.
Apresenta maior morbidade e mortalidade
entre ruminantes selvagens do que em
ruminantes domésticos. 
 
 
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
DOENÇA 
 EPIZOÓTICA
HEMORRÁGICA
(DEH)
 
Enfermidade causada por um
Orbivírus não envelopado da
família Reoviridae, (RNA de
dupla cadeia).
Atualmente, o vírus é
classificado em sete
sorotipos diferentes (1,
2, 4, 5, 6, 7 e 8).
Arbovírus: são vírus transmitidos pela picada de
artrópodes hematófagos.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIESO vírus da encefalite japonesa é transmitido por mosquitos, e pode causar encefalite em equídeos e humanos e doenças
reprodutivas em suínos. Raramente afeta outras espécies, como bovinos. A encefalite japonesa pode ser uma doença muito
grave nas pessoas: embora a maioria das infecções seja assintomática, os casos clínicos tendem a se manifestar como
encefalite grave, e muitos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas.
Sinais clínicos: A maioria das infecções em cavalos é subclínica; Alguns cavalos têm uma doença leve com sinais
inespecíficos, como uma febre transitória, anorexia, letargia, e mucosas congestas ou icterícia e suínos sem imunidade
podem ter sinais reprodutivos. Outros animais domesticados podem ser infectados, mas normalmente permanecem
assintomáticos.
 
Hospedeiros principais:
As doenças causadas por esse vírus
ocorrem principalmente em equídeos
e porcos. 
ENCEFALITE
JAPONESA
O vírus da encefalite japonesa é
um arbovírus do gênero Flavivírus,
da família Flaviviridae. Existe
apenas um sorotipo, mas pelo
menos cinco genótipos.
 Este vírus é sensível ao
calor, luz ultravioleta e
irradiação gama.
Não foi
diagnosticada
no país.
Zoonótica
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O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do
gênero Culex. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do
vírus e como fonte de infecção para os mosquitos. A espécie animal mais acometida são os equinos, apresentando
encefalite ou encefalomielite, vários sinais neurológicos podem ocorrer (sonolência, hiperestesia, espasmos,
claudicação, incoordenação etc).
 
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Os hospedeiros naturais são
algumas espécies de aves silvestres.
Também pode infectar humanos,
equinos, primatas e outros
mamíferos. O homem e os equídeos
são considerados hospedeiros
acidentais e terminais
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
FEBRE DO NILO
OCIDENTAL
A doença é causada por um
vírus do gênero Flavivírus,
família Flaviviridae. Vírus
RNA envelopado com
polaridade positiva.
 ZOONÓTICA.
O VÍRUS integra o grupo dos arbovírus
de grande importância para a saúde
humana e animal, assim como os vírus da
dengue, da zika e da chikungunya. 
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A picada de mosquitos infectados (gêneros: Aedes, Culex,
Mansonia, Anopheles, Coquillettidia e Eretmapodites) é o principal
meio de transmissão em ruminantes. Existe uma considerável
variação em relação à susceptibilidade de diferentes espécies
animais ao vírus; camelos geralmente apresentam infecção
inaparente, mas a morte súbita, morte neonatal e abortos ocorrem
e as taxas de aborto podem ser tão altas quanto em bovinos. Os
seres humanos são susceptíveis à infecção e são infectados pelo
contato com fluidos corporais ou tecidos de animais infectados,
além da picada de mosquitos.
 
 ZOONÓTICA.
 
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Sinais clínicos: variam dependendo da idade,
espécie e raça do animal. A doença em animais
suscetíveis pode variar em gravidade e é
caracterizada por febre, apatia, anorexia, falta
de vontade de se mover, abortos e altas taxas de
morbidade e mortalidade em animais neonatos.
Hospedeiros principais:
Acomete principalmente ruminantes
(ovinos, bovinos, caprinos, bubalinos,
camelídeos) e em segundo plano os seres
humanos.
Ainda há relatos de infecção em macacos,
esquilos e outros roedores.
FEBRE DO 
VALE DO RIFT
 Arbovírus RNA pertencente
ao gênero Phlebovirus
(família Bunyaviridae).
OMS define ela como
grande potencial de
emergência de saúde
pública.
Não foi
diagnosticada
no país.
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Pode ser transmitida por carrapatos ixodídeos e argasídeos; contato direto com fluidos corporais de animais ou
humanos infectados; Está documentada a transmissão através de equipamentos médicos esterilizados
inadequadamente, picadas com agulhas e outros materiais médicos contaminados em hospitais; Transmissão vertical (da
mãe para o filho).
O vírus replica-se no local da inoculação, atinge células epiteliais, macrófagos e células dendríticas causando a viremia,
liberação de citocinas, quimiocinas e, como consequência: aumento da permeabilidade vascular, agregação plaquetária,
deficit da coagulação- hemorragias.
 
 
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Hospedeiros amplificadores são animais
selvagens e domésticos, como bovinos,
caprinos e ovinos.
Os avestruzes, entre outras espécies de
ave doméstica e silvestres, são
considerados refratários à doença, mas
nos humanos a doença apresentou-se
fatal em 30% dos casos. 
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
FEBRE HEMORRÁGICA 
DO CRIMEA-CONGO
Vírus RNA, membro da
ordem dos Bunyaviridae,
gênero Nairovirus.
Não foi
diagnosticada
no país.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Bunyaviridae
 
Miíase é a infestação de tecidos vivos
de vertebrados por larvas de Diptera,
onde estas se alimentam dos tecidos
de seus hospedeiros. Várias espécies
de Chrysomya são conhecidas por
causar miíases em animais e/ou
humanos. 
 
 
Chrysomya, como outros
gêneros de moscas, são
holometábolos e se
desenvolvem em quatro
estágios: ovo, larva, pupa e
adulto. 
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Todos os animais e o homem.
MIÍASE
(Chrysomya bezziana)
Chrysomya é um gênero
de moscas varejeiras do
Velho Mundo pertencente
à família Calliphoridae .
Dependendo da
temperatura, todo o ciclo de
vida envolvendo o
desenvolvimento do ovo ao
adulto leva de 190 a 598
horas.
Não foi
diagnosticada
no país.
 ZOONÓTICA.
 
Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mi%C3%ADase
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diptera
 
A transmissão da doença se dava por contato direto ou indireto (secreções e excreções) entre
animais os infectados e os suscetíveis. Esse vírus tem propriedades biológicas de infectar
diferentes órgãos e tecidos, acometendo células hematopoiéticas, epiteliais, mesenquimais,
neuroendócrinas. 
Os sinais clínicos apresentados pelos bovinos ou bubalinos incluíam febre alta, anorexia,
depressão, taquipneia, taquicardia, congestão das mucosas, descargas oculares e nasais serosas a
mucopurulentas, ressecamento do focinho, redução da ruminação, constipação e queda na
produção.
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Bovinos e bubalinos, podendo acometer
de forma mais brandas outros animais
ungulados, como: caprinos, ovinos e
suínos.
PESTE
BOVINA
Vírus da família Paramyxoviridae,
gênero Morbillivirus, envelopado, com
fita de RNA simples.
O vírus é sensível à luz e à
radiação ultravioleta. Mas
em baixas temperaturas e
em tecidos refrigerados ou
congelados permanecem
viáveis por longos períodos.
Conforme a OIE, é
uma doença
erradicada no
mundo em 2001.
Já foi
diagnosticada
no país.
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 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Todos os carnívoros e onívoros
de sangue quente.
Cujas larvas se
encistam na
musculatura
A temperatura para inativação de
Trichinella em carnes deve ser, pelo
menos, 53°C por 2 horas, 55°C por 30
minutos, ou 60°C em poucos minutos.
Porém, estas temperaturas devem
atingir as porções mais profundas da
peça de carne/ músculo. 
Transformam-se em 
 vermes adultos.
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
TRIQUINELOSE
(Trichinella spiralis)
Trichinella spiralis é uma
espécie de nematódeo do
gênero Trichinella.
Ciclo de vida:
 
Carnívoros ou
onívoros se
alimentam de
animais com larvas
em sua musculatura.
As larvas são
liberadas no
intestino delgado, 
Já foi diagnosticada
no país, em animais
selvagens.
O homem se infecta
comendo carnes
cruas ou mal
passadas com a
larva do nematódeo..
A salga, defumação e outros processos
de cura da carne não eliminam
Trichinella sp. 
Congelar a carne não elimina algumas
espécies de Trichinella,por isso não é
recomendado como método de
prevenção. 
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F. tularensis pode ser adquirida por ingestão, inalação ou contaminação das
membranas mucosas e pele lesionada ou através de vetores artrópodes. Os casos
clínicos humanos são, na maioria das vezes, relacionados ao contato com tecidos
ou sangue de animais infectados. Os animais aquáticos podem desenvolver
tularemia após ser imerso em água contaminada, e alguns casos humanos foram
relacionados a ingestão de água contaminada.
Sinais Clínicos: A doença é caracterizada por febre, depressão e frequentemente
septicemia. Em humanos, pode haver úlceras ou abscessos no local de exposição
(isso raramente é visto em animais) e inchaço dos gânglios linfáticos regionais.
O espectro completo de sinais clínicos ainda não é conhecido em animais, mas
foram relatadas síndromes correspondentes a forma tifoidal, respiratória,
úlceroglandular e orofaríngea em humanos.
 
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Coelhos, lebres, roedores em geral,
pássaros, peixes, répteis, mamíferos
etc. Mais de 250 espécies de
animais terrestres e aquáticos são
conhecidas por serem susceptíveis à
infecção.
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
TULAREMIA
(Francisella tularensis)
A Tularemia é uma doença
infecciosa causada pela
bactéria Francisella tularensis.
Gram negativa
Cocobacilos imóveis
Parasitas intracelulares
facultativos de macrófagos,
não formam esporos e são
aeróbios estritos.
Não foi
diagnosticada
no país.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
Os primeiros sinais de infestação passam geralmente despercebidos, mas o
crescimento da população de ácaros ocasiona rapidamente uma alta mortalidade
na colmeia. A disseminação da doença ocorre entre as colônias através da
enxameação, da pilhagem e da deriva. Os ácaros também se disseminam através
de favos infectados durante o seu manuseio. A mais rápida forma de disseminação
do ácaro é pelo movimento de colônias infectadas pelos próprios apicultores.
Sinais Clínicos: asas e patas encolhidas e deformadas, abdômen deformado,
opérculos perfurados, criação irregular, criação morta na entrada das colmeias.
 
Hospedeiros principais:
Abelhas de diversas espécies.
 
Infestação das abelhas
melíferas pelos ácaros
Tropilaelaps.
abelhas
Os ácaros do gênero
Tropilaelaps spp. são a
causa desta doença.
O ácaro é um
ectoparasito das crias das
abelhas e não consegue
sobreviver mais de 21 dias
fora de nenhuma delas. 
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Ciclo de vida:
Os besouros fêmeas depositam ovos em rachaduras ou fissuras
em uma colmeia. Os ovos eclodem em 2-3 dias em larvas de cor
branca que vão crescer. As larvas alimentam-se de pólen e mel,
danificando favos e requerem cerca de 10-16 dias para
amadurecer. As larvas que estão prontas para pupar(transformar
em pupa) deixam a colmeia e enterram-se no solo perto da
colmeia. O período de pupação pode durar cerca de 3-4 semanas.
O adultos recém-emergidos buscam fora da colmeias, fêmeas
para acasalar e começar a postura de ovos. O besouro pequeno
da colmeia pode ter 4-5 gerações por ano durante as estações
mais quentes.
Hospedeiros principais:
Abelhas de diversas abelhas.
Já foi
diagnosticada
no país.
Infestação pelo pequeno
escaravelho das colmeias
(Aethina tumida) 
abelhas
Aethina tumida é um
pequeno besouro, suas
larvas causam uma
infestação nas colmeias de
abelhas chamada Aethinose,
considerada uma praga da
apicultura.
Licensed to Maria Raquel Silva - materiaisoab36@gmail.com - HP3737905193
https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3len
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel
 
O aparecimento dos sinais e a evolução são rápidos e com a
letalidade ocorrendo em torno de 3 a 4 dias. A transmissão é
apenas horizontal, o período de incubação é de aproximadamente
24 horas e patos jovens que se recuperam podem excretar o vírus
nas fezes por até oito semanas. Os achados macroscópicos são
principalmente no fígado, que geralmente apresenta aumento de
volume, petéquias e equimoses e áreas avermelhadas multifocais
(necrose), além de ocorrer também o aumento do baço e rins.
Necrose de hepatócitos, hiperplasia dos ductos biliares, infiltrado
inflamatório e hemorragia são os achados microscópicos.
Sinais clínicos: prostração, relutância em se movimentar, quedas,
asas caídas, opistótono e morte (uma hora após o aparecimento
dos sinais). 
Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
 
Hepatite Viral 
do Pato 
AVES
O DHV-1 é o de maior
importância econômica devido
a alta taxa de letalidade que
pode ocorrer quando a doença
não é controlada, já nos tipos 2
e 3 a morbidade e mortalidade
são bem menores. 
Picornavírus é o agente etiológico
da hepatite viral. Baseados na
análise filogenética evolutiva do
DHV-1 subdividem-se em três
genótipos (DHAV 1, 2 e 3).
Patos selvagens e domésticos,
aves silvestres e ratos.
 
Profilaxia: Evitar pragas nas
criações e vacinação.
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 ZOONÓTICA.
 
Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
 
Influenza 
Aviária 
AVES
A influenza é causada pelo
Vírus de Influenza Tipo A, é
um Ortomixovírus da família
Orthomyxoviridae.
Infecta naturalmente seres
humanos, equinos, suínos,
várias espécies de aves e
esporadicamente mamíferos
marinhos.Esse vírus é identificado por
subtipos, e tem como base as
proteínas de superfície, sendo
16 subtipos de hemaglutininas
(H) e 9 subtipos de
neuraminidases (N).
De acordo com o índice de
patogenicidade, são classificados
como Influenza Aviária de Alta
Patogenicidade (IAAP) ou
Influenza Aviária de Baixa
Patogenicidade (IABP).
A transmissão pode ocorrer por contato direto entre as aves ou por contato
indireto. A maioria das aves silvestres, principalmente as aquáticas, patos e
marrecos são reservatórios da doença, na maioria das vezes não adoecem,
mas disseminam o vírus. 
Sinais Clínicos: bastante variáveis, dependendo da espécie susceptível, da cepa
e patogenicidade do vírus, do estado imunitário das aves, da presença de
infecções secundárias e das condições ambientais. Pode apresentar sinais
respiratórios como: espirros, tosse, lacrimejamento, “cara e crista inchados”,
corrimento nasal e dificuldade respiratória geral. Podem mudar o
comportamento, diminuir a ingestão de alimentos e a produção de ovos, além
de diarreia. Geralmente acomete muitas aves do plantel, podendo gerar alta
mortalidade.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
A Rinotraqueíte do peru começa como uma doença
ligeira das vias respiratórias superiores, mas pode
progredir rapidamente para uma forma que causa
graves danos neurológicos, quando os seios cranianos
ficam inflamados. 
 
 
Hospedeiros principais:
A doença afeta principalmente
os perus, mas as galinhas
também são susceptíveis.
Rinotraqueíte 
do Peru 
AVES
O agente causal é um
metapneumovírus aviário.
Foram identificados vários
subtipos virais (A, B, C, D).
Falta de apetite, corrimentos nasais e
oculares. Observa-se uma queda súbita na
postura de ovos durante 2 a 3 semanas, nas
fêmeas poedeiras; os ovos são
despigmentados e têm casca fina.
Sinais Clínicos:
Profilaxia: Devem ser aplicadas
medidas rigorosas de higiene e
considerar-se o tratamento da água
de bebida com cloro, para controlar
os agentes patogénicos respiratórios.
e vacinação.
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Dermatose Nodular Contagiosa é uma doença do gado caracterizada
por febre, nódulos na pele, membranas mucosas e órgãos internos,
emagrecimento, gânglios linfáticos aumentados, edema da pele e, às
vezes, morte. A doença é de importância econômica, pois pode causar
redução temporária na produção de leite, esterilidade temporária ou
permanente em touros, danos às peles e, ocasionalmente, morte.
Não foi
diagnosticada
no país.
BOVINOS E 
BUBALINOSHospedeiros principais:
A dermatite nodular contagiosa é
primariamente uma doença dos
bovinos, mas casos clínicos foram
relatados em búfalos asiáticos 
Dermatose Nodular
Contagiosa 
O vírus da dermatite nodular contagiosa
(Lumpy skin disease virus - LSDV) é membro
do gênero Capripoxvirus e da família
Poxviridae. É intimamente relacionado
antigenicamente aos vírus da varíola ovina e
varíola caprina
Sinais Clínicos:
As infecções em bovinos
variam de inaparente a
severas. Além da febre e
linfonodos superficiais
aumentados, tipicamente, os
animais desenvolvem lesões na
pele e membranas mucosas.
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Não foi
diagnosticada
no país.
BOVINOS E 
BUBALINOS
Hospedeiros principais:
Bovinos e búfalos asiáticos são os
hospedeiros primários. Casos
clínicos tem sido relatados em
iaques e bisões de cativeiro. 
 
É transmitida de um animal para o outro por aerossóis. Este agente também está presente na
saliva, urina, membranas fetais e descargas uterinas.
Sinais Clínicos: os casos agudos em bovinos são caracterizados por febre, perda de apetite,
apatia e hipogalaxia, seguidos por sinais respiratórios que podem incluir tosse, secreção nasal
mucoide ou purulenta, taquipneia e dispneia. Os casos crônicos são caracterizada por febre
recorrente de baixo grau, perda de condição corporal, e sinais respiratórios que podem ser
aparentes somente quando o animal é exercitado. Muitos bovinos eventualmente se recuperam,
entretanto as lesões pulmonares podem levar muito tempo para curar.
Pleuropneumonia
Contagiosa Bovina 
É causada pela bactéria:
Mycoplasma mycoides
subsp. mycoides.
Micoplasmas são bactérias
pertencentes à Classe Mollicutes, cuja
característica fenotípica mais
importante é a ausência de parede
celular. E apresentam estreita relação
com bactérias Gram positivas.
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 ZOONÓTICA.
 
Não foi
diagnosticada
no país.
BOVINOS E 
BUBALINOS
 
Os animais adquirem a doença ao serem picados pelas moscas tsé-tsé infectadas pelo
T. brucei. Os tripanossomas africanos são transmitidos entre os hospedeiros
mamíferos pelas moscas do gênero Glossina spp, são considerados parasitas
exclusivamente extracelulares, multiplicando-se por bipartição ao longo de todo o seu
ciclo de vida
Sinais Clínicos: A doença leva o animal a um rápido quadro de emagrecimento e
anemia. Os demais sintomas são febre, quadro progressivo de letargia (animais ficam
deitados por muito tempo) e lacrimejamento, entre outros.
Hospedeiros principais:
Hospedeiros principais são os 
 bovinos e os humanos.
Tripanosomose
(transmitida por
tsetsé):
A tripanossomíase africana é uma
infecção causada por protozoários:
Trypanosoma brucei, transmitida
pela picada da mosca tsé-tsé
(Glossina spp).
Nos seres humanos, causa a
Doença do Sono.
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O vírus se espalha de 3 formas: contato direto, contato indireto e através de vetores. O período de
incubação da camelpox é entre 3 e 15 dias. A infecção resultante pode ser classificada como aguda
ou generalizada. As infecções generalizadas são geralmente encontradas em camelos com mais de
três anos de idade e são caracterizadas por gânglios linfáticos inchados, febre e desenvolvimento de
lesões na pele. As lesões começam como pápulas, mas evoluem para pústulas. Esses sintomas
externos geralmente começam na cabeça e no pescoço, mas eventualmente se espalham por todo o
corpo, concentrando-se especialmente nos membros e na genitália. Sem tratamento, o animal
geralmente se recupera da infecção em 4 a 6 semanas. As infecções agudas são geralmente
encontradas em camelos com menos de três anos de idade e resultam em infecções sistêmicas leves a
graves.
 
Não foi
diagnosticada
no país.
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Camelídeos, humanos e
estudos recentes comprovam
que os artrópodes podem ser
hospedeiros do vírus.
Varíola 
do Camelo:
camelídeos
Causada pelo Camelpox
virus (CMPV) da família
Poxviridae, subfamília
Chordopoxvirinae, e
gênero Orthopoxvirus.
Vírus envelopado,
DNA.
A transmissão de camelpox para
humanos foi confirmada em
2009, quando criadores de
camelos na Índia apresentaram
infecções nas mãos e dedos.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
A doença é transmitida por contato direto (via
respiratória e via genital), por contato indireto
(inseminação artificial) e/ou por via congênita.
A maioria das infeções contraídas de forma
natural é subclínica. Quando aparecem, os sinais
clínicos da AVE variam em extensão e gravidade.
Sinais Clínicos: A doença caracteriza-se
principalmente por febre, depressão, anorexia,
edema distal, sobretudo nas patas, conjuntivite,
reação cutânea tipo urticária, abortos, e, em raras
ocasiões, pneumonia fulminante e enterite ou
enterite em potros.
Hospedeiros principais:
Todos os equídeos.
Arterite 
Viral Equina:
equídeos
É uma doença contagiosa
dos equideos causada pelo
vírus da arterite equina
(VAE), vírus ARN do gênero
Arterivirus, da família
Arteriviridae.
RNA positivo
de fita simples.
A doença se dissemina
rapidamente em um grupo de
eqüinos exposto, e embora o
curso da doença seja curto, um
surto em um grupo de equinos
pode persistir por semanas. 
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
Diferente de outras infecções por tripanossoma, a durina é transmitida quase que exclusivamente
durante o acasalamento, é uma doença venérea. O período de incubação varia de algumas semanas a
vários anos. 
Sinais Clínicos: As lesões inicias da durina na maioria das vezes envolvem a genitália. Éguas
geralmente desenvolvem secreção vaginal mucopurulenta, com edema de vulva. Vulvite, vaginite com
poliúria e sinais de desconforto podem ser observados. Também podem aparecer manchas
semitransparentes elevadas e espessas na mucosa da vagina. Algumas éguas podem abortar.
Garanhões desenvolvem edema no prepúcio e glande, podendo apresentar descarga mucopurulenta
da uretra. Parafimose é possível. Edema genital pode desaparecer e reaparecer em fêmeas e machos;
 
Hospedeiros principais:
Todos os equídeos.
Durina:
equídeos
Durina é causada pelo
parasita protozoário
Trypanosoma equiperdum
(subgênero Trypanozoon).
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Não foi
diagnosticada
no país.
 ZOONÓTICA.
 
 
Esse vírus é transmitido através da picada de mosquitos dos gêneros Aedes, Anopheles, Culex,
Mansonia, Psorophora e Deinocerites. 
Os cavalos são os principais amplificadores para o vírus. Outros mamíferos não parecem ser
epidemiologicamente significativos na transmissão, embora tenha sido relatada viremia
suficiente para infectar mosquitos em humanos e, ocasionalmente, em outras espécies.
Sinais Clínicos: Em equinos sintomáticos, um pródromo febril com depressão, taquicardia e
inapetência é às vezes seguido por sinais neurológicos indicativos de encefalite. Alguns animais
também têm diarreia e cólica. A morte pode ocorrer dentro de horas após o início dos sinais
neurológicos;
Hospedeiros principais:
Mamíferos e aves.
Encefalomielite
Equina 
Venezuelana:
equídeos
Vírus do gênero
Alphavirus (família
Togaviridae).
O complexo viral da EEV
contém pelo menos seis
subtipos virais: do I ao VI.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
A T. equigenitalis é transmitida principalmente durante a monta natural. Pode também ser
transmitida pelo sêmen infectado durante a inseminação artificial (IA) ou introduzido no trato genital
por fômites. Os garanhões são a fonte mais comum da infecção. Em garanhões não tratados, T.
equigenitalis pode persistir por meses a anos no trato reprodutivo.
Sinais Clínicos: Os garanhões infectados não apresentam sinais clínicos. Éguas podem desenvolver
metrite e infertilidade temporária, embora não apresentemsinais sistêmicos. Algumas infecções são
subclínicas e o único sinal aparente pode ser o retorno ao estro após um ciclo estral encurtado. Em
outros casos, as éguas podem apresentar secreção vaginal mucopurulenta branco-acinzentada uma
ou duas semanas após a monta; em casos graves a descarga pode ser abundante. 
 
 
Metrite 
Contagiosa 
Equina:
Metrite contagiosa equina (MCE)
é uma doença venérea altamente
transmissível de equinos, causada
pela bactéria Taylorella
equigenitalis, da família
Alcaligenaceae. 
Gram negativo.
Coco bacilo. 
Hospedeiros principais:
Os cavalos parecem ser os
únicos hospedeiros naturais
para T. equigenitalis, embora
burros tenham sido infectados
em condições experimentais.
equídeos
Catalase e Oxidade
 positivas.
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Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Equídeos, incluindo os cavalos, burros,
mulas e zebras são os principais
hospedeiros do VPEA; no entanto, este
vírus também é conhecido por afetar
cães.
 
O modo de transmissão é vetorial, através de insetos do gênero
Culicoides spp. A doença afeta os equídeos e tem uma taxa de
mortalidade média em cavalos de 50% a 95%. Existem quatro formas
diferentes da enfermidade: a forma superaguda (pulmonar), a forma
edematosa subaguda (cardíaca), a forma aguda (mista) e a forma
febril. O período de incubação nos equídeos pode variar de 3 dias a 2
semanas. A forma cardíaca desenvolve-se tipicamente mais tarde do
que a forma pulmonar. 
Peste Equina:
equídeos
A Peste Equina Africana é
causada pelo vírus da peste
equina africana (VPEA), um
membro do gênero Orbivirus,
da família Reoviridae. 
As vacinas vivas atenuadas são
rotineiramente utilizadas para
controlar a peste equina em
regiões endêmicas.
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Não foi
diagnosticada
no país.
Doença 
Hemorrágica do
Coelho:
Hospedeiros principais:
O coelho europeu é o
hospedeiro natural, sendo o
único animal que morre de
DHC.
 
A transmissão natural do vírus pode ser feita pelas vias oral, nasal, conjuntival e
parenteral, e ocorrer por contato direto ou indireto. Após a infeção, o tempo de
incubação do vírus varia entre 24-48 horas ou no máximo 3 dias, podendo ser
identificadas três formas distintas de doença, de acordo com o quadro clínico
apresentado: hiperaguda, aguda e subaguda. 
Sinais Clínicos: Na forma hiperaguda não existem sinais clínicos evidentes e os
animais morrem repentinamente; na forma aguda: apatia, prostração, anorexia,
febre, sinais neurológicos, vocalizações antes da morte, bem como sinais
respiratórios. Os animais que sobrevivem à fase aguda desenvolvem a forma
subaguda ou crônica da DHC.
lagomorfos
É causada por um vírus
Lagovírus da família
Caliciviridae.
A capacidade do vírus
de sobreviver em
condições hostis no
meio ambiente
constitui um fator
determinante na
epidemiologia.
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Já foi
diagnosticada
no país.
Aborto 
Enzoótico 
das Ovelhas:
 ZOONÓTICA.
 
 
Estudos realizados com ovelhas indicam as tonsilas como primeiro local de replicação,
ocorrendo posteriormente a disseminação pelo sangue, linfa e outros órgãos. Os
mecanismos responsáveis pelo abortamento não são claros, mas acredita-se ser resultado
da associação das lesões epitélio coriônicas, que levam ao comprometimento da troca de
oxigênio e de nutrientes entre mãe e feto, e das alterações patológicas fetais,
principalmente necrose focal de fígado e com menor freqüência, nos pulmões, baço,
cérebro e linfonodos.
Sinais Clínicos: Em ovinos, bovinos e caprinos, geralmente a ocorrência de abortamentos
nas últimas duas ou três semanas de gestação é o primeiro indício de que a infecção por
C. abortus está instalada no rebanho. Com o desenvolvimento de imunidade específica
contra, dificilmente um animal infectado aborta duas vezes, entretanto, alguns animais
podem desenvolver imunidade incompleta e abortarem novamente. A eliminação
intermitente de C. abortus nestes animais pode ocorrer por até três anos.
Hospedeiros principais:
Ovinos, bovinos, caprinos e
humanos.
ovinos e 
caprinos
Chlamydophila abortus (segundo
o site da OIE: Chlamydia abortus)
é o agente etiológico que causa o
aborto enzoótico de ovelhas.
Anteriormente classificada como
Chlamydia psittaci sorotipo 1.
Gram negativas, cocoides,
que se alternam entre
formas infectantes e
vegetativas.
Bactérias
intracelulares
obrigatórias.
Pode causar
aborto em
mulheres
grávidas.
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Não foi
diagnosticada
no país.
Doença 
de Nairobi: ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Ovinos, bovinos e o homem.
 
A doença é transmitida através de carrapatos do
gênero Rhipicephalus spp. Enquanto os ovinos
desenvolvem sinais clínicos graves, viremia e
disseminação do vírus, o curso da infecção em
bovinos é apenas subclínico.
Nos ovinos, causa gastroenterite com casos fatais
de 30 a 70% em populações suscetíveis.
Sinais Clínicos: caquexia, febre alta, perda de
apetite e diarreia.
 
 
ovinos e caprinos
Arbovirose causada pelo
Orthonairovirus da família
Bunyaviridae.
RNA de fita simples
com envelope.
Devido ao seu impacto
zoonótico, é classificado
como um agente de nível
de biossegurança 3.
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Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Ovinos.
Maedi-visna também é conhecido como pneumonia progressiva ovina (OPP). Maedi-visna é um nome
islandês que descreve duas das síndromes clínicas reconhecidas em ovinos infectados pelo vírus MV
(MVV). 'Maedi' significa 'respiração difícil' e descreve a doença associada a uma pneumonite intersticial
progressiva, e 'visna' significa 'encolhimento' ou 'definhamento', os sinais associados a uma
meningoencefalite paralisante. A doença pulmonar progressiva é o achado primário na infecção por MVV.
A transmissão é por meio de secreções diversas como corrimentos nasais, leite/colostro e saliva. A principal
via é o colostro e leite contaminados. Deve-se considerar também a importância da via aerógena.
Sinais Clínicos: pneumonia crônica de ovinos, com tosse, dispneia, debilidade física e em alguns casos pode
levar a morte. A forma nervosa ocorre ocasionalmente em ovinos adultos e geralmente como complicação
da forma respiratória, com gradual anomalia de movimentos e fraqueza dos membros pélvicos, evoluindo
para paraplegia e tetraplegia, perda de condição corporal, cegueira e contrações involuntárias dos
músculos faciais.
ovinos e
 caprinos
Maedi-Visna:
O vírus da Maedi-Visna
pertence à família
Retroviridae, gênero Lentivírus.
O controle da MV é baseado na
identificação e eliminação de animais
com sorologia positiva. O uso de
vacinas e o tratamento não existem.
Como a principal via de
transmissão da doença é o
colostro, recomenda-se
isolamento e alimentação
artificial do cordeiro
nascido de mãe positiva.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
O contágio ocorre por meio da inalação das fezes e urina
proveniente de animais contaminados. Outra possível
forma de contágio é por meio do consumo de água e
alimentos contaminados com secreções.
Sinais Clínicos: febre, apatia, pelos eriçados, corrimento
nasal e ocular inicialmente seroso, evoluindo para mucoso;
dificuldade respiratória, diarreia aquosa, hiperemia das
mucosas, áreas de necrose epitelial na mucosa oral, nasal e
genital.
 
Hospedeiros principais:
Consiste em uma desordem que
acomete, principalmente, ovinos, 
 caprinos, camelos e foi descrita em
espécies de ruminantes selvagens,
também.
ovinos e caprinos
Peste 
dos Pequenos
Ruminantes:
Tem como agente
etiológico um vírus
pertencente ao gênero
Morbillivirus da família
Paramyxoviridae, o PPRV
(peste de petits
ruminants virus).
Existe uma vacina contra esta
desordem, porém é pouco
utilizada pelos criadores de
pequenos ruminantes nos
continentes nos quais adoença é
mais frequente.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 
A pleuropneumonia contagiosa caprina é uma das doenças mais graves que atingem os caprinos.
Esta doença, que afeta o trato respiratório, é altamente contagiosa e frequentemente fatal; em
alguns rebanhos as taxas de morbidade e mortalidade podem chegar a 100%. É altamente
contagiosa, transmitida por contato direto ou através da inalação de aerossóis.
Sinais Clínicos: As cabras afetadas pela forma superaguda podem morrer dentro de 1 a 3 dias com
sinais clínicos discretos. Na forma aguda, os sinais iniciais são de febre elevada (41-43°C), letargia
e anorexia, seguidas de tosse e dispneia. A tosse é frequente, severa e produtiva. Nos estágios
finais da doença, as cabras podem apresentar dificuldades de locomoção e em posição ortopneica. 
Os casos subagudos ou crônicos tendem a ser mais leves, ocorrendo tosse principalmente após
esforço físico.
Hospedeiros principais:
Os caprinos são os hospedeiros
primários e os únicos animais
domésticos comprovadamente
afetados.
ovinos e 
caprinos
Pleuropneumonia
Contagiosa 
Caprina:
É causada pelo Mycoplasma
capricolum subsp. capripneumoniae
(antigo Mycoplasma biotipo F-38),
um membro da família
Mycoplasmataceae.
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Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
São suscetíveis a estes
vírus todas as raças de
ovinos e caprinos
domésticos e selvagens.
 
A varíola ovina e caprina são doenças virais de ovinos e caprinos
caracterizadas por febre, pápulas ou nódulos generalizados, vesículas,
lesões internas (principalmente nos pulmões) e morte.
A doença é transmitida por aerossóis, no contato direto de animais
suscetíveis com animais que tenham vesículas ulceradas. A infecção
também pode ocorrer através de membranas mucosas ou de pele com
abrasões. A transmissão pode ser indireta por contato com instrumentos,
veículos ou produtos contaminados e por insetos (vetores mecânicos). O
período de incubação é de 8 a 13 dias.
Sinais Clínicos: Febre, máculas, vesículas, rinite, conjuntivite, blefarite,
necrose de mucosas, dificuldade respiratória e outros.
ovinos e 
caprinos
Varíola Ovina e 
Varíola Caprina:
Os agentes causais da
varíola ovina e da
varíola caprina são vírus
da família Poxviridae,
gênero Capripoxvirus.
A vacinação pode ser
aplicada quando a
doença se
torna endêmica.
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Não foi
diagnosticada
no país.
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Suínos, morcegos, cavalos,
homem etc.
 
Suínos do mundo inteiro podem ser acometidos por esta enfermidade,
porém os surtos maiores foram registrados na Malásia e Singapura pela
transmissão direta do morcego Pterobus e o comércio em grande escala
de suínos. 
Sinais Clínicos: alterações neurológicas e/ou respiratórias e até
abortamentos. Em contrapartida, há relatos na literatura de que, na
maioria dos casos, a doença cursa subclínica ou assintomática, sendo
sinais brandos e inespecíficos em grande parte dos casos registrados.
Além destes sinais, o animal infectado apresenta lesões como consolidação
pulmonar, enfisema, hemorragias petequeais e equimoses, presença de
líquido espumoso e sanguinolento, congestão e edema cerebral.
suínos
Encefalomielite
 por vírus Nipah:
Causada por Nipah virus (NiV) família
Paramyxoviridae subfamília Paramyxovirinae,
gênero Henipavirus.
É considerada uma
enfermidade de
notificação obrigatória,
devido à alta taxa de
letalidade em humanos.
Os vírus são de forma
pleomórfica e envelopados,
com nucleocapsídeos em
espinha de peixe.
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Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Suínos domésticos e selvagens.
A doença é exclusiva dos suínos, sendo clinicamente
impossível de distinguir da Febre Aftosa.
Provoca lesões do tipo vesiculoso nos lábios, na língua,
nos órgãos genitais e no espaço interdigital, muito
semelhantes às da Febre Aftosa.
No entanto, em termos de epidemiologia e de
segurança, a frequência difere porque a evolução, a
propagação, e a severidade das incidências clínicas, são
significativamente diferentes.
suínos
Doença 
Vesicular Suína:
A Doença Vesicular dos
Suínos (DVS) é causada por
um Enterovirus da Família
Picornaviridae.
O vírus é capaz de sobreviver
longos períodos, em
ambientes exteriores aos
animais, e é persistente e
estável numa zona de pH
compreendido entre 2,5 e 12.
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Já foi
diagnosticada
no país.
Gastroenterite
Transmissível:
Hospedeiros principais:
Suínos.
 
A Gastroenterite Transmissível dos Suínos é uma doença
viral entérica aguda, de alta transmissibilidade, que
acomete suínos de todas as idades. Os sistemas
atingidos são o digestivo, mamário e respiratório. 
Sinais Clínicos: vômito, diarreia severa e alta
mortalidade (100%), acometendo leitões com menos de
2 semanas de idade, em áreas endêmicas, e animais de
todas as idades, quando de surto em área indene.
suínos
O agente etiológico é um vírus
RNA envelopado, do gênero
Alphacoronavirus, subfamília
Alphacoronavirus e espécie
Alphacoronavirus 1, que
apresenta reação cruzada com
coronavírus de outras espécies
animais.
O vírus é intimamente
relacionado com coronavirus
de felinos e cães, e pode se
replicar, sem manifestação
clínica, em gatos, cães e
raposas.
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Já foi
diagnosticada
no país.
Peste Suína 
Africana:
Hospedeiros principais:
Suídeos.
 
A infecção ocorre por: carrapatos do gênero Ornithodoros, por contato direto via trato
respiratório superior ou através da alimentação de carne com o vírus. As manifestações
clínicas variam de acordo com a origem viral.
Sinais Clínicos: As variações de maior patogenicidade e virulência são responsáveis pelas
formas superaguda e aguda da doença. A primeira é caracterizada por morte súbita, com
sinais de hipertermia e presença de hemorragia na pele e órgãos internos, enquanto a
segunda, causa febre, leucopenia, anorexia, hematoquezia, apatia e eritema, progredindo
para um quadro cianótico. Estirpes de patogenicidade e virulência baixas a moderadas
causarão um quadro subagudo, cujos sintomas assemelham-se a forma aguda da doença,
porém, menos severa.
suínos
PSA é causada por um vírus
DNA, família Asfarviridae,
gênero Asfivirus.
DNA fita
dupla,
envelopado.
Sendo uma doença
altamente contagiosa e
letal, na literatura ainda
não se possui tratamento
ou uma vacina eficaz
para a doença.
Vírus
ALTAMENTE
CONTAGIOSO.
Vírus resistente e pode
sobreviver por longos
períodos em sangue, fezes e
tecidos animais.
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Não foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Suínos domésticos e 
selvagens.
Síndrome 
Reprodutiva e
 Respiratória
 Suína:
O vírus pode ser transmitido por contato oronasal entre
os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e
sêmen; Ou por água, alimentos, instalações, fômites,
trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos e
vestuários e moscas. A transmissão transplacentária e a
transmissão por meio da inseminação artificial são
importantes na epidemiologia da doença. A manifestação
clínica pode variar de subclínica a doença reprodutiva
(reprodutores) ou respiratória severa (leitões em
crescimento e terminação). 
suínos
Arterivirus da
família Arteviridae. 
Sorotipos/Subtipos: PRRSV-1 e
PRRSV-2. Cada genótipo é
subdividido em inúmeros
subtipos virais.
Vírus RNA envelopado.
Sinais Clínicos: febre, letargia, cianose petequial
dérmica temporária, anorexia, agalactia e
eventualmente morte, principalmente nos casos agudos.
Sinais respiratórios mais frequentes são espirros, tosse
respiração forçada. Os sinais clínicos reprodutivos na
fêmea são parto precoce ou aborto no final da
gestação; na mesma leitegada pode-se encontrartanto
leitões normais, como leitões fracos, natimortos, em
decomposição ou mumificados.
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Doenças que requerem notificação imediata de
qualquer caso suspeito:
Lista de doenças de notificação
 obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial 
PARTE 02:
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
Os esporos de antraz no solo são muito resistentes e podem causar doenças quando ingeridos
mesmo anos após um surto. Os esporos são trazidos à superfície pelo clima úmido ou pelo cultivo
profundo e, quando ingeridos por aniamis, a doença reaparece. O antraz ocorre em todos os
continentes e geralmente causa alta mortalidade, principalmente em herbívoros domésticos e
selvagens, bem como na maioria dos mamíferos e várias espécies de aves.
Sinais Clínicos:
1. forma superaguda: acomete mais os bovinos e ovinos, São observadas intensas hemorragias
pelas aberturas naturais e a putrefação é rápida, 
2. forma aguda: ocorre principalmente em equinos e bovinos os quais apresentam hipertermia,
congestão e edema pulmonar intenso, cianose das mucosas, dispneia, edemas generalizados,
transtornos digestivos, sobrevindo o coma e a morte.
3. forma sub-aguda: acomete normalmente suínos, mais raramente equinos e bovinos, o que leva a
uma dificuldade no diagnóstico. Os animais apresentam febre, dispneia, edema de glote,
estertores e transtornos digestivos com diarreia sanguinolenta, ocorrendo a morte em 48-72h.
 ZOONÓTICA.
 
Anaeróbia facultativa, encapsulada e
produtora de toxinas.
Hospedeiros principais:
Atinge mamíferos domésticos e
selvagens, o homem e em
circunstâncias especiais também
as aves.
Antraz 
(Carbúnculo
Hemático):
Já foi
diagnosticada
no país.
É causado pela
bactéria Bacillus
anthracis.
Gram positiva
A presença de nutrientes orgânicos como
fezes e líquidos corporais de animais
propiciam não só a viabilidade dos
esporos, como estimulam sua germinação e
proliferação de forma saprofítica no meio
ambiente
O carbúnculo é uma doença evitável por
vacinas e pode ser tratada com
antibióticos, porém procedimentos
específicos de controle no descarte de
carcaças são necessários para conter a
doença e prevenir sua propagação.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Pode acometer os suínos domésticos,
silvestres e asselvajados, além de uma
grande variedade de mamíferos:
bovinos, ovinos, caprinos, equinos, cães,
gatos, coelhos e mamíferos silvestres,
todos considerados hospedeiros finais. 
Doença de Aujeszky:
Já foi
diagnosticada
no país.
 
A doença de Aujeszky, também conhecida como Pseudo-raiva, infecta o sistema nervoso central e outros órgãos, como o trato
respiratório, de uma variedade de mamíferos (como cães, gatos, bovinos, ovinos, coelhos, raposas, martas, etc.), exceto humanos e
macacos sem cauda. Está associado principalmente a suínos, o hospedeiro natural, que permanecem infectados de forma latente
após a recuperação clínica.
O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido por contato entre animais,
aerossóis e suas secreções e excreções, sangue, sêmen, água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais,
veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal, entrando no organismo por via oral e oro-nasal. 
Sinais Clínicos: Nos suínos pode provocar febre, depressão, sinais clínicos neurológicos, respiratórios e reprodutivos. Sinais clínicos
em outros mamíferos: Sintomatologia nervosa associada a prurido intenso e automutilação, motivo pelo o qual a doença também é
conhecida como “peste de coçar”. É letal, com óbito de 2 a 3 dias após o aparecimento dos sinais clínicos.
Vírus da família
Herpesviridae, subfamília
Alphaherpesvirinae.
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ESPÉCIES
 ZOONÓTICA.
 
Possui um genoma de
cadeia linear de RNA
negativo.
Hospedeiros principais:
Acomete cavalos, jumentos,
mulas, burros, bovinos,
suínos, camelídeos sul-
americanos e humanos.
Estomatite Vesicular:
Já foi
diagnosticada
no país.
 
Os animais infectados eliminam vírus por meio de secreções e excreções, como a
saliva, líquido vesicular e contaminam os animais suscetíveis em contato com pele e
mucosas que apresentem lesões. O cocho, utensílios e as pessoas que lidam com os
animais podem se tornar veículos da doença. Insetos hematófagos (mosquitos do
Gênero Lutzomyia e moscas da Família Simuliidae) podem transmitir o vírus enquanto
se alimentam. 
Sinais Clínicos: Geralmente, a salivação excessiva é o primeiro sinal. As lesões
características são vesículas esbranquiçadas nos lábios, narinas, cascos ou tetos e na
boca. A febre geralmente aparece junto com as vesículas, ou um pouco antes. Após o
rompimento das vesículas, os animais apresentam úlceras e erosões que podem
resultar em anorexia, rejeição de bebida e claudicação. 
Causada por um vírus da
família Rhabdoviridae,
gênero Vesiculovirus.
Controlar os insetos
vetores pode ajudar na
prevenção da
disseminação da
doença.
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ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Bovinos, suínos, ovinos,
caprinos e outros animais de
casco fendido (bipartido).
Febre Aftosa:
Já foi
diagnosticada
no país.
 
A Febre Aftosa é uma doença viral grave e altamente contagiosa. O vírus está presente
em grande quantidade no fluido das vesículas e também pode ocorrer na saliva, no leite e
nas fezes dos animais afetados. A contaminação de qualquer objeto com qualquer dessas
fontes de infecção, é uma fonte perigosa de transmissão de um rebanho a outro. No pico
da doença o vírus está presente no sangue. Animais infectados começam a excretar o vírus
poucos dias antes do aparecimento dos sinais clínicos. Os suínos eliminam grandes
quantidades de vírus.
Sinais Clínicos: incluem vesículas, semelhantes a bolhas, que estouram num curto espaço de
tempo e causam erosões na boca ou nos pés, resultando em salivação excessiva e/ou
claudicação (manqueira). 
A febre aftosa provoca grandes
perdas na produção de leite e
carne, além de outros
transtornos para os criadores,
como impedir a comercialização
de animais e seus
produtos/subprodutos – tanto a
nível local, quanto
internacional.
Existem 7 tipos
principais de vírus: O, A,
C, SAT. 1, SAT. 2, SAT. 3 e
Ásia 1.
Vírus da família Picornaviridae,
gênero Aphthovírus.
Vírus RNA, não
envelopado.
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ESPÉCIES
Vírus RNA, não
envelopado.
Hospedeiros principais:
Ruminantes domésticos e selvagens, incluindo
ovelhas, cabras, bovinos, búfalos, búfalos
africanos , bisão , vários cervídeos, parentes
silvestres de ovinos e caprinos, gnus e outras
espécies.
Lìngua Azul:
Já foi
diagnosticada
no país.
 
O vírus da língua azul é transmitido principalmente por mosquitos do gênero
Culicoides, que são vetores biológicos. Também pode ser transmitido mecanicamente
por equipamentos cirúrgicos e agulhas. O período de incubação é estimado em
aproximadamente uma semana, podendo variar de 2-10 dias. 
Sinais Clínicos: Em ovinos e cervos a doença é grave, caracterizando-se por
hemorragia, febre, edemas generalizados, cianose de língua, (por isso o nome da
doença). Em animais gestantes a doença pode ocasionar alterações no feto, má
formação hidrocefalia e até mesmo aborto. Quando se observam sinais clínicos nos
bovinos, estes são menos graves do que nos ovinos e se caracterizam por febre,
salivação, edema dos lábios, corrimento nasal com lesões ulcerativas da língua e
cavidade oral.
Causada por um vírus
membro do gênero
Orbivirus e da família
Reoviridae.
 Pelo menos 27
sorotipos foram
identificados em
todo o mundo.
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ESPÉCIES
O agente etiológico envolvido é
um RNA-vírus pertencente à
ordem Mononegavirales,da
família Rhabdoviridae e do
gênero Lyssavirus.
Os principais reservatórios
do vírus da raiva na
natureza são os quirópteros
(morcegos), principalmente,
os hematófagos como os da
espécie Desmodus
rotunudus.
Já foi
diagnosticada
no país.
RAIVA FURIOSA:
Frequentemente ocorre em
carnívoros e os sinais clínicos
característicos são:
Agressividade, salivação excessiva,
excitação, hidrofobia etc.
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Principais hospedeiros urbanos
são os cães; Silvestres são os
morcegos; Mas todos os
mamíferos podem ser
infectados, inclusive o homem.
Raiva:
 
A raiva é uma das mais importantes zoonoses dos mamíferos. Com prognóstico fatal em quase 100%
dos casos, representa sério problema de saúde pública e apresenta ampla distribuição geográfica. A
transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus presente na saliva do animal infectado,
principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas ou em feridas abertas. Após
inoculado no novo hospedeiro, o vírus pode replicar-se nas células musculares, próximas ao local da
inoculação, antes de invadir o sistema nervoso central (SNC). Pode ocorrer a entrada direta do vírus
no SNC, sem replicação prévia no músculo. O vírus é conduzido via terminações nervosas motoras, aos
nervos periféricos, transmissão célula-célula via junções sinápticas e passagem direta do vírus através
de conexões intercelulares e atinge o SNC. Do SNC, o vírus se dissemina via nervos periféricos de
forma centrífuga para os tecidos não neuronais, distribuindo-se por todo o organismo.
O vírus se replica nas glândulas salivares; sua excreção através da saliva é o principal mecanismo de
disseminação e perpetuação do mesmo na natureza.
 
 
RAIVA PARALÍTICA:
Frequentemente ocorre em
herbívoros e os sinais clínicos
característicos são:
Paralisia, salivação excessiva,
incoordenação etc.
Sinais Clínicos:
 
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abelhas
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Abelhas do gênero Apis.
Loque 
Americana
 das abelhas
 melíferas:
 
É uma doença típica da larva, não produzindo qualquer dano a abelha adulta. A larva é
infectada pela ingestão de esporos por meio das abelhas que cuidam das crias. A
germinação de esporos e a sua transformação em bacilos ocorre entre 24 e 48 horas após
penetrado no intestino das larvas. As bactérias não podem passar através da parede do
intestino até que a larva se torne pré-pupa. Quando isso acontece, a bactéria alcança a
hemolinfa e prolifera violentamente multiplicando-se até matar a cria. As larvas com menos
de 24 horas só precisam de 6 esporos para se tornarem infectadas, enquanto que as larvas
com mais de três dias precisam ingerir milhões de esporos para desenvolver a doença, após
este período dificilmente se contagiam. As larvas de abelhas rainha são mais suscetíveis à
doença do que as larvas abelhas operárias e estas mais suscetíveis que as larvas de zangão.
 
Causada pela bactéria
Paenibacillus larvae.
Os esporos são muito
duradouros e extremamente
resistentes ao calor e aos
agentes químicos, e apenas
os esporos são capazes de
induzir a doença.
A aplicação de antibióticos, em
cepas não resistentes do patógeno,
pode evitar a formação do estado
vegetativo da bactéria. O
tratamento medicamentoso para
impedir que os esporos de cria
pútrida americana germinem e
proliferem com sucesso é possível
usando cloridrato de oxitetraciclina.
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abelhas
Hospedeiros principais:
Abelhas do gênero Apis.
Loque 
Europeia
 das abelhas
 melíferas:
 
A infeção da larva realiza-se por via oral, ao ingerir o
alimento que é contaminado pelo agente causal, M.
pluton, que, ao chegar ao mesointestino, instala-se na
membrana peritrófica e reproduz-se rapidamente,
acumulando-se na superfície de contato com a luz
intestinal e mais tarde invade o resto das estruturas da
larva, provocando a morte e transformando-a numa
massa de cor castanha amarelada.
Causada pela bactéria
Melissococcus pluton.
Uma bactéria não
esporular, amplamente
propagada.
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aves
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Aves silvestres e
comerciais.
Doença de 
New Castle:
 
O vírus da doença de Newcastle infecta diferentes espécies de aves domésticas tais como galinhas e perus, assim como aves silvestres e ornamentais, mas os sintomas e
gravidade da doença podem variar entre uma espécie e outra. Portanto, não pode ser descartado o risco de que o vírus, apesar de não patogênico em uma espécie, venha a
causar doença grave em outra. O Paramyxovirus aviário do sorotipo 1 (APMV-1) infecta aproximadamente 236 espécies de pássaros selvagens e ornamentais, além de
espécies de aves domésticas, incluindo pombos, os quais podem transmitir o vírus. 
Patotipos e Sinais Clínicos:
1) viscerotrópico e velogênico ou também conhecido como “forma de Doyle”, que causa doença severa e fatal, com alta mortalidade em galinhas. Os principais sinais são
apatia, diarréia esverdeada e lesões hemorrágicas, principalmente nos intestinos;
2) neurotrópico e velogênico ou “forma de Beach”, que provoca problemas respiratórios como espirros e corrimento nasal ou ruído dos pulmões, inchamento da cabeça e face,
fraqueza, sinais nervosos como torcicolo, paralisia das pernas e tremores musculares e finalmente ocorre mortalidade, que pode chegar até 100% das aves;
3) outros patótipos já menos patogênicos são os vírus classificados como mesogênicos, ou “forma de Beaudette”, que podem causar apenas leves sinais respiratórios nas aves,
queda de postura em poedeiras e, eventualmente, podem ocorrer também sintomas nervosos. A mortalidade das aves é normalmente baixa e mais comum em aves jovens; 
4) lentogênicos, ou “forma de Hitchner” são comumente usadas como cepas vacinais e podem causar sinais respiratórios brandos em aves jovens, dependendo da cepa vacinal
utilizada; 
5) há ainda um último tipo, não patogênico, conhecido como entérico assintomático, que não causa sinais ou lesões nas aves e também tem sido utilizado como cepa vacinal.
Portanto, nem todas as cepas do vírus de Newcastle causam doença. 
O vírus, agente da doença,
pertence à família
Paramyxoviridae, gênero
Avulavirus. A Doença de
Newcastle é provocada pelo
APMV-1.
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aves
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Aves em geral, sendo as
aves comerciais o
principal hospedeiro.
Laringotraqueíte
Infecciosa
Aviária:
 
A doença é transmitida por contágio direto com aves infectadas ou portadoras com infecção latente pelo vírus. Por
contágio indireto com contato com água, alimentos, fômites, pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários,
produtos, pragas (insetos e roedores), cama e esterco e carcaças contaminadas por secreções da boca e narina das aves
doentes.
Sinais Clínicos: As infecções severas são caracterizadas por intenso comprometimento respiratório, expectoração muco-
sanguinolenta, respiração ofegante e alta mortalidade. A epidemia de caráter moderada é a forma atualmente mais
frequente na avicultura moderna desenvolvida e manifesta-se de forma variável como conjuntivite, “ inchaço na face da
ave”, redução da produtividade e baixa mortalidade.
 É causada por um vírus
pneumotrópio membro da família
Herpesviridae, subfamília
Alfaherpesvinae, do tipo Herpesvirus
1.
Vírus DNA, esférico, envelopado
e sensível ao éter, sendo capaz
de permanecer latente por toda
vida naquelas aves portadoras.
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bovinos e 
bubalinos
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Bovinos.
Encefalopatia
Espongiforme
 Bovina:
 
Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB, comumente conhecida como “doença da
vaca louca”, é uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema
nervoso central de bovinos, com longo período de incubação(média de 5 anos),
caracterizada clinicamente por nervosismo, reação exagerada a estímulos externos
e dificuldade de locomoção. A EEB é uma das doenças do grupo das Encefalopatias
Espongiformes Transmissíveis – EET.
A principal via de transmissão é através da ingestão de alimentos contendo
farinhas de carne e ossos provenientes de carcaças infectadas pelo prion. De acordo
com as pesquisas científicas atuais, é improvável a transmissão do agente através
do sêmen, óvulos e leite, assim como não há comprovação de transmissão horizontal
(de um animal a outro). 
O agente causador da EEB é
denominado de Prion (do
inglês, proteinaceous infectious
particle) ou PrP (prion
protein), uma proteína
encontrada no tecido nervoso
de animais infectados. 
Os cientistas entendem que o
prion bovino alterado também
seja capaz de contaminar o
cérebro humano, criando a
variante da doença
“Creutzfeldt-Jakob”.
 ZOONÓTICA.
 
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equídeos
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Equinos, asininos e muares
Anemia
Infecciosa
Equina:
 
 O agente é transmitido primariamente por picadas de tabanídeos
(Tabanus sp.) e moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans) sendo
estes apenas vetores mecânicos. Os principais reservatórios da
enfermidade são os portadores inaparentes do vírus,
principalmente em tropas que não sofrem monitoramento
sorológico periódico. A transmissão é mais comum nas épocas mais
quentes do ano e em regiões úmidas e pantanosas. 
Sinais Clínicos: febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão,
edema e perda de peso.
Vírus da família
Retroviridae, gênero
Lentivirus.
No Brasil, os animais positivos no
teste de IDGA devem ser
sacrificados, conforme
estabelecido pelo Programa
Nacional de Sanidade dos
Equídeos do Ministério da
Agricultura. 
São vírus com longo período de
incubação associados a doenças
neurológicas e imunossupressoras,
especialmente os da família
Retroviridae, que se caracterizam
por terem um genoma constituído
apenas por RNA.
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Já foi
diagnosticada
no país.
 ZOONÓTICA.
 
Encefalomielite
Equina do Leste:
equídeos
Hospedeiros principais:
Aves e pequenos mamíferos. 
O homem, os equídeos e
demais mamíferos são
hospedeiros incidentais.
 
A transmissão da EEL ocorre com um ciclo básico silvestre (entre aves silvestres), que
envolve a participação de mosquitos do gênero Culex e um segundo ciclo em pássaros
locais, do qual participam mosquitos do gênero Aedes. 
Os cavalos, homem e demais mamíferos são infectados pela picada dos mosquitos e
desenvolvem a doença, mas não são importantes na epidemiologia.
Sinais Clínicos: Alguns animais podem ter infecções assintomáticas ou casos leves sem
sinais neurológicos; entretanto, casos clássicos de encefalite, um pródromo inicial
caracterizado por sinais inespecíficos (febre, anorexia e depressão) é seguido por sinais
neurológicos que podem incluir alteração mental, hipersensibilidade a estímulos,
movimentos musculares involuntários, visão prejudicada, alterações comportamentais
(andar errante, pressão de cabeça, andar em círculos), uma incapacidade de engolir,
ataxia, paresia, paralisia e/ou convulsões.
É uma doença viral causada pelo
Eastern equine encephalitis virus, 
 gênero Alphavirus pertencente à
família Togaviridae.
RNA vírus
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equídeos
 
O vírus é mantido em populações de aves selvagens, e o Culex tarsalis parece ser o vetor mais importante para este
vírus na América do Norte. A doença também pode ser transmitida por outros mosquitos, especialmente alguns
membros do gênero Aedes. Um ciclo silvestre entre o mosquito Aedes melanimon e o coelho rabo-preto também foi
relatado, provavelmente após serem infectados pelo ciclo ave/mosquito. Cavalos e humanos infectados não
desenvolvem viremia significativa e são verdadeiros hospedeiros finais. Este vírus podem atravessar a placenta em
humanos, e a ocorrência de bebês infectados congenitamente foi relatada.
Sinais Clínicos: Alguns animais podem ter infecções assintomáticas ou casos leves sem sinais neurológicos; entretanto,
casos clássicos de encefalite, um pródromo inicial caracterizado por sinais inespecíficos (febre, anorexia e depressão) é
seguido por sinais neurológicos que podem incluir alteração mental, hipersensibilidade a estímulos, movimentos
musculares involuntários, visão prejudicada, alterações comportamentais (andar errante, pressão de cabeça, andar em
círculos), uma incapacidade de engolir, ataxia, paresia, paralisia e/ou convulsões.
É uma doença viral causada pelo
Western equine encephalitis virus, 
 gênero Alphavirus pertencente à
família Togaviridae.
 ZOONÓTICA.
 
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
As aves passeriformes são os hospedeiros
habituais, mas este vírus também pode
circular em populações de lebres-de-cauda-
preta. Os répteis foram propostos como
possíveis hospedeiros durante o inverno.
Mamíferos domesticados, incluindo equídeos,
são hospedeiros, mas não são importantes na
amplificação do vírus.
Encefalomielite
Equina do Oeste:
RNA vírus
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equídeos
 ZOONÓTICA.
 
Hospedeiros principais:
Equídeos e homem.
 
 
Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa mais frequente em
equideos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída
pelo homem. É uma infecção transmitida por secreções nasais, orais,
oculares, fezes e urina de animais infectados.
Sinais Clínicos: presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões,
gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada
por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que
se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente
amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e
dispnéia.
Já foi
diagnosticada
no país.
Mormo:
Causado pela
bactéria
Burkholderia mallei. 
Gram-negativa
Bipolar e aeróbia.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_infecciosa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Asno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mula
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homem
ovinos e caprinos
Hospedeiros principais:
Acomete caprinos e
ovinos.
 
A Paraplexia Enzoótica dos Ovinos ou Scrapie, é uma doença do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis
– EET, de caráter neurodegenerativo, progressivo e fatal.
O nome Scrapie vem da expressão inglesa “to scrape against something”, que significa “esfregar-se contra alguma coisa”.
A doença também pode ser chamada de prurido lombar, e acomete animais com dois a quatro anos de idade,
apresentando período de incubação variável.
Existem duas formas clínicas da doença: a forma pruriginosa e a forma nervosa, de acordo com a predominância de
sinais sensitivos ou motores. Dentre os principais sinais, tem-se prurido, hiperexcitabilidade, ranger de dentes,
incoordenação motora e morte. A evolução da doença é lenta, levando o animal ao estado de caquexia, paralisia,
movimento excessivo ou estresse ao manejo, o animal pode tremer ou cair em estado convulsivo. No cérebro foram
observadas áreas de perda neuronal e ausência de resposta do sistema imunológico, além de ocorrer degeneração de
tecidos de Sistema Nervoso Central.
Já foi
diagnosticada
no país.
Scrapie:
É causada pelo acúmulo de uma
proteína anormal, denominada
prion associada à scrapie (PrPsc).
Esse prion é resultado de uma
alteração de conformação da
molécula normal, e é codificado
pelo próprio hospedeiro.
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suínos
Hospedeiros principais:
Suínos (Sus scrofa)
domésticos e asselvajados. 
 
O vírus pode ser transmitido pelas vias direta (principalmente por contato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções,
excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos,fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos,
vestuários, produtos e alimentos de origem animal). O fornecimento de restos de alimentos contaminados com o vírus aos
suínos, sem tratamento térmico, é a forma de introdução da doença mais comum em países ou zonas livres. A transmissão
transplacentária é importante, gerando leitões infectados, mas clinicamente sadios, que disseminam o vírus. 
Sinais Clínicos: 
Forma aguda: febre , apatia, anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, lesões hemorrágicas na pele, cianose,
paresia de membros posteriores, ataxia, sinais respiratórios e reprodutivos. A morte pode ocorrer de 5 a 14 dias após o
início dos sinais clínicos. Forma crônica: mortalidade menos evidente, prostração, apetite irregular, apatia, anorexia,
diarreia, artrite, lesões de pele, retardo no crescimento, repetição de cio, problemas reprodutivos, produção de leitegadas
pequenas e fracas, recuperação aparente, com posterior recaída e morte. 
Já foi
diagnosticada
no país.
Peste Suína 
Clássica:
Vírus RNA do gênero
Pestivirus, da família
Flaviviridae.
O vírus da PSC pode sobreviver
por meses em produtos
processados e na carne in natura
refrigerada, e por anos em carne
congelada.
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Doenças que requerem notificação imediata de
qualquer caso confirmado:
Lista de doenças de notificação
 obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial 
PARTE 03:
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múltiplas
 espécies
 
A bactéria é transmitida de suíno para suíno,
principalmente pela ingestão de alimentos ou
água contaminados por descargas vulvares, ou
pela ingestão de fetos abortados e membranas
fetais. Cachaços com infecção nos órgãos
genitais podem transmitir a doença através do
sêmen. Os suínos infectados apresentam febre
regular ou intermitente, sendo que os sinais
clínicos podem ser transitórios e a morte é de
rara ocorrência. O aborto pode ocorrer em
qualquer período da gestação, sendo mais
influenciado pelo tempo de exposição ao agente
do que pelo período da gestação.
Já foi
diagnosticada
no país.
Bactéria em
forma de
cocobacilos
Não formadora de
esporos e formadoras
de aerossóis.
 
 
Hospedeiros principais:
Suínos, bovinos, caninos,
homem e outros.
Brucelose
(Brucella suis):
Imóvel
Gram-negativa
Intracelular
facultativa
ZOONÓTICA
Sem cápsula
A infecção por B. suis em
humanos é uma doença
ocupacional, atingindo
produtores, veterinários e
trabalhadores de frigoríficos.
 
 
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Os animais são infectados durante o contato direto, através de vias como inalação e
ingestão, ou por aerossóis. C. burnetii também ocorre nas secreções vaginais, no leite, nas
fezes e na urina, e foi detectada no sêmen de algumas espécies. Pode ser transmitida por
carrapatos e possivelmente por outros artrópodes. Ela tem sido encontrada em várias
espécies de carrapatos e a transmissão transestadial e transovariana tem sido
demonstrada em algumas espécies.
Sinais Clínicos: Em ruminantes, sinais clínicos significativos parecem ser limitados a animais
gestantes, e são caracterizados por aborto, natimortos e nascimento de animais pequenos
ou fracos. Perdas reprodutivas podem ocorrer como surtos em ovinos e caprinos, mas
parecem ser esporádicas em bovinos
Febre Q:
C. burnetii pode permanecer
viável por períodos
prolongados no ambiente.
múltiplas
 espécies
Hospedeiros principais:
Ovinos, caprinos e bovinos, mas
tem sido implicado em perdas
reprodutivas em gatos, cães,
cavalos, búfalos, cervos e
ungulados exóticos. Afeta
também vários outros
mamíferos, aves e o homem.
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada por uma
bactéria intracelular,
Coxiella burnetti.
ZOONÓTICA
Cocobacilo, patógeno intracelular
obrigatório da família Coxiellaceae,
ordem Legionellales e subdivisão gama
das Proteobacteria.
C. burnetii tem um ciclo de vida
bifásico, alternando entre uma
variante celular grande (LCV), que
é a forma replicativa intracelular, e
uma variante celular pequena
(SCV), a forma infecciosa não
replicante. 
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A paratuberculose ou doença de Johne é uma enterite granulomatosa, sendo que a principal via de infecção é a oro-fecal nos primeiros meses
de vida do animal, no momento da ingestão de colostro ou leite e quando entram em contato com o úbere contaminado com fezes contendo a
micobactéria. Existem também, evidências de infecção intrauterina de bovinos e ovinos em estágio avançado da doença. O lento
desenvolvimento da doença de Johne e a subsequente imperceptível e prolongada transição entre os estágios da infecção, dificultam a
detecção de todos os animais infectados no rebanho. Como em outras micobacterioses, tais como lepra e tuberculose, a paratuberculose é
considerada uma doença dinâmica em que há períodos de flutuações da imunidade celular ou períodos em que ocorre resposta humoral
quando o hospedeiro perde resistência frente ao agente.
Sinais Clínicos:
Bovinos: perda progressiva de peso, apesar dos animais apresentarem apetite normal ou mesmo exacerbado, desidratação, diarreia
intermitente, profusa, homogênea, semifluida ou líquida, não responsiva a tratamentos e que, progressivamente, torna-se contínua e a
eliminação das fezes ocorre sob forma de jato.
Ovinos e caprinos: Em geral os animais não apresentam diareia; podem ser observados emagrecimento progressivo, emaciação nos estágios
adiantados da infecção e fezes pastosas.
múltiplas
 espécies
Hospedeiros principais:
Comumente afeta
ruminantes domésticos, no
entanto, pode infectar
várias espécies de
mamíferos e o homem.
Já foi
diagnosticada
no país.
Paratuberculose:
 Causada pela bactéria
Mycobacterium avium
subsp. paratuberculosis.
ZOONÓTICA
A importância dessa doença não
se restringe somente aos prejuízos
econômicos causados à indústria
animal, mas também na sua
possível participação na íleocolite
granulomatosa que afeta seres
humanos, conhecida como doença
de Crohn.
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A contaminação se dá pela eliminação da bactéria nas fezes, urina, muco orofaringeano,
secreções lacrimais e nasais. As aves se infectam por inalação de partículas; estas são
suspensas por contato em lugares fechados e por aerossóis produzidos pelo bater de asas. E
estas novas aves infectadas começam a eliminar o agente no ambiente em curto espaço de
tempo.
Essa doença apresenta-se sob as formas aguda e subclínica e caracteriza-se por causar
infecções respiratórias, digestivas e sistêmicas.
Sinais Clínicos: dispneia, coriza e sinusite, além de conjuntivite, diarreia e poliúria. As aves
apresentam hipotermia, urticária, anorexia, penas eriçadas e podem ter desidratação e
comprometimento da função renal. As fezes podem estar com coloração amarelada,
sugerindo envolvimento do fígado na patogenia da doença.
Clamidiose 
Aviária:
 ZOONÓTICA.
 
aves
Hospedeiros principais:
Aves, mamíferos e o
homem.
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada pela bactéria
Chlamydophila psittaci.
antigamente denominda
Chlamyidia psittaci.
 Gram-negativas
Bactérias intracelulares
obrigatórias.
O microrganismo pode
sobreviver por longos
períodos nas fezes e
secreções deixadas no meio
ambiente.
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aves
Hospedeiros principais:
Galinhas e perus.
 
Mycoplasma gallisepticum é uma bactéria que pertence ao gênero
Mycoplasma. Provoca sinusite infecciosa em perus e doença respiratória
crônica em frangos, sendo que nos perus a doença apresenta um quadro
infeccioso mais grave do que em frangos. Os sinais clínicos normalmente
observados são estertores, secreção nasal, espirros, conjuntivite e em perus é
frequente a sinusite infraorbital. A infecção por MG aumenta a mortalidade, a
condenação de carcaça e a conversão alimentar, além disso, reduz a produção
de ovos e a eclodibilidade.Mycoplasma gallisepticum é um patógeno de
grande relevância para aves, em consequência de sua alta transmissão. Dentre
as espécies de micoplasma que acometem as galinhas e os perus, MG é o de
maior importância econômica.
Já foi
diagnosticada
no país.
Mycoplasma
(M. gallisepticum):
É uma infecção causada
por bactérias Mycoplasma
gallisepticum. 
Os micoplasmas são bactérias da classe
Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero
Mycoplasma, que não possuem parede celular e
representam o menor micro-organismo auto
replicante conhecido, com genoma de
aproximadamente 5 Mb.
A ausência da parede celular confere aos
micoplasmas elevado pleomorfismo, além de
torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente
resistentes aos antibióticos que atuam na síntese
da parede celular, como as penicilinas
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Mycoplasma meleagridis causa uma doença transmitida por ovos
(transovariana) de perus reprodutores que afeta principalmente a progênie com
aerossaculite, mas também tem sido associada à diminuição da eclodibilidade de
lotes reprodutores infectados e com baixo crescimento e anormalidades
esqueléticas na progênie. M meleagridis é altamente específico para perus (não
para galinhas).
 A diferença marcante na patogenicidade de várias cepas de M meleagridis
resulta em manifestações clínicas variáveis, sendo a aerossaculite em peruzinhos
a mais comum. A alta prevalência de aerossaculite com baixa mortalidade em
peruzinhos sugere uma relação hospedeiro-parasita altamente evoluída.
A ausência da parede celular confere aos
micoplasmas elevado pleomorfismo, além de
torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente
resistentes aos antibióticos que atuam na síntese
da parede celular, como as penicilinas
aves
Hospedeiros principais:
Perus
Já foi
diagnosticada
no país.
Mycoplasma
(M. melleagridis):
É uma infecção causada
pela bactéria Mycoplasma
melleagridis. 
Os micoplasmas são bactérias da classe
Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero
Mycoplasma, que não possuem parede celular e
representam o menor micro-organismo auto
replicante conhecido, com genoma de
aproximadamente 5 Mb.
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Hospedeiros principais:
Galinhas e perus.aves
 
A patologia derivada da infecção pelo Mycoplasma synoviae, nomeada Micoplasmose,
está envolvida com quadros de sinovite infecciosa em galinhas e perus. A forma mais
comum da infecção, porém, é uma infecção subclínica do trato respiratório. Como sinais
clínicos aparecem leves estertores respiratórios e dificuldade de locomoção na
ocorrência de sinovite. Os sinais respiratórios são exacerbados na presença de
processos infecciosos como o vírus da bronquite infecciosa e da doença de Newcastle.
Os problemas do aparelho locomotor são freqüentemente complicados por infecção
secundária de Staphylococcus aureus e Enterococos sp. As lesões macroscópicas
verificadas freqüentemente são edemaciação e acúmulo de exsudato nas bolsas
sinoviais e opacidade dos sacos aéreos, porém, é comum a ausência de lesão (doença
subclínica).
Já foi
diagnosticada
no país.
Mycoplasma
(M. synoviae):
É uma infecção causada
pela bactéria Mycoplasma
synoviae. 
Os micoplasmas são bactérias da classe
Mollicutes, família Mycoplasmatacea, gênero
Mycoplasma, que não possuem parede celular e
representam o menor micro-organismo auto
replicante conhecido, com genoma de
aproximadamente 5 Mb.
A ausência da parede celular confere aos
micoplasmas elevado pleomorfismo, além de
torná-los osmoticamente frágeis e naturalmente
resistentes aos antibióticos que atuam na síntese
da parede celular, como as penicilinas
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Estudos recentes estimam que existam 80,3
milhões de casos anuais de doenças de
origem alimentar relacionada com
Salmonella em todo o mundo e a S.
Enteritidis tem sido considerado o sorovar
mais comum em casos de infecções em
seres humanos.
 ZOONÓTICA.
 
Salmonella
(S. enteritidis):
 
A infecção causada por S. Enteritidis é denominada de infecção paratifóide, que é uma
doença aguda ou crônica não-específica a uma espécie, tendo sua maior importância
em aves. A doença afeta principalmente aves jovens até duas semanas de idade,
enquanto que aves com mais de algumas semanas de vida tornam-se em geral
portadoras intestinais assintomáticas. A Salmonella spp. infecta uma granja através de
aves contaminadas ou utilizandose fômites, como os equipamentos, roupas, veículos,
água, alimentos, além do próprio homem, aves silvestres, e outros integrantes da
cadeia epidemiológica, como insetos.
Sinais Clínicos: aves com sonolência, anorexia severa e aumento do consumo de água,
diarréia aquosa profusa com emplastamento das penas ao redor da cloaca e tendência
das aves em amontoarem-se junto à fonte de calor, a cegueira e conjuntivite são
achados clínicos importantes
aves
Hospedeiros principais:
São patógenos
principalmente de aves,
mas afeta mamíferos
domésticos e répteis.
Já foi
diagnosticada
no país.
Salmonella enteritidis é uma bactéria
pertence à família Enterobacteriaceae,
espécie Salmonella enterica, suespécie
enterica, sorovar Enteritidis.
São bacilos Gram
negativos.
Anaeróbios facultativos.
Não esporogênicas e não
encapsuladas.
Móveis com
flagelos peritríquios.
Diferenciam-se bioquimicamente
e sorologicamente através de
testes com soros polivalente “O”
e “H” e apresenta distribuição
mundial. 
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 ZOONÓTICA.
 
Salmonella
(S. typhimurium):
 
Salmonella Typhimurium causa uma infecção sistêmica em aves jovens,
que pode causar a morte, e em aves adultas pode levar ao estado
conhecido como portador assintomático com colonização do trato
digestivo e excreção contínua.
Sinais Clínicos: Em pintinhos recém-eclodidos, a infecção por S.
Typhimurium provoca doença sistêmica com inflamação generalizada e
patologia do fígado, baço e trato gastrointestinal resultando em uma
alta taxa de mortalidade. 
aves
Hospedeiros principais:
Aves, mamíferos e o
homem.
Já foi
diagnosticada
no país.
São bacilos Gram
negativos.
Anaeróbios facultativos.
Não esporogênicas e não
encapsuladas.
Móveis com
flagelos peritríquios.
Diferenciam-se bioquimicamente
e sorologicamente através de
testes com soros polivalente “O”
e “H” e apresenta distribuição
mundial. 
Salmonella typhimurium é uma bactéria
pertence à família Enterobacteriaceae,
espécie Salmonella enterica, suespécie
enterica, sorovar Typhimurium.
A grande maioria dos casos de infecções
humanas por S. Typhimurium deve-se aos
surtos de DTAs, causados pela ingestão
de diversos alimentos contaminados.
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Salmonella
(S. gallinarum):
Hospedeiros principais:
 Este sorotipo, conhecido
por ser hospedeiro-
adaptado, produz uma
doença sistêmica bastante
severa em galinhas.
Já foi
diagnosticada
no país.
 
Salmonella gallinarum é o agente responsável pelo tifo aviário
caracterizado como uma doença sistêmica bastante severa que causa
perdas econômicas na avicultura mundial, pois provoca alta morbidade e
mortalidade, queda na produção de ovos e pintinhos de baixa qualidade. A
S. Gallinarum é altamente patogênica para as aves em qualquer idade e
embora sua ocorrência seja mais comum em aves adultas. 
Sinais Clínicos: É uma enfermidade com características de septicemia e
toxicemia. Há congestão dos órgãos internos e anemia provocada pela
destruição de hemácias pelo sistema reticuloendotelial. Nos quadros
agudos, as alterações não são muito proeminentes. O fígado e o baço
aumentam de 3 a 4 vezes de tamanho.
aves
São bacilos Gram
negativos.
Anaeróbios facultativos.
Não esporogênicas e não
encapsuladas.
Salmonella gallinarum é uma bactéria
pertence à família Enterobacteriaceae,
espécie Salmonella enterica, suespécie
enterica, sorovar Gallinarum
..
Imóvel.
As colônias da S. Gallinarum são
pequenas em relação às das
salmonelasparatíficas, apresentando
diâmetro entre 1 a 4 micra.
S. Gallinarum têm importância
apenas na saúde animal, não sendo
importante na saúde pública, ou seja,
não é zoonótica.
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Salmonella
(S. pullorum):
 
A Pulorose pode acometer aves de qualquer idade, mas a doença
clínica é comum em aves nas primeiras semanas de vida e deve-se à
infecção precoce, ainda no ovo, no início da vida no nascedouro.
Aquelas infectadas após alguns dias de vida, geralmente, não
desenvolvem a doença clínica. A doença é grave. A mortalidade na
progênie é grave, dependendo do status de portador do plantel
reprodutor.
Sinais Clínicos: sonolência, fraqueza, perda de apetite, retardo no
crescimento, amontoamento, material branco ao redor da cloaca,
consequência de diarreia branca a branco-amarelada e a morte viria
a seguir.
aves
Hospedeiros principais:
Aves.
Já foi
diagnosticada
no país.
São bacilos Gram
negativos.
Anaeróbios facultativos.
Não esporogênicas e não
encapsuladas.
Imóvel.
Salmonella pullorum é uma bactéria
pertence à família Enterobacteriaceae,
espécie Salmonella enterica, suespécie
enterica, sorovar Pullorum.
..
S. Pullorum têm importância apenas
na saúde animal, não sendo
importante na saúde pública, ou seja,
não é zoonótica.
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Brucelose
(B. abortus):
Não formadora de
esporos e formadoras
de aerossóis.
 
 
A vacinação de modo eficaz reduz a
possibilidade de infecção e eliminação
da bactéria para o meio ambiente, a
transmissão de um animal para o outro
e consequentemente o risco de zoonose,
Hospedeiros principais:
Bovinos e bubalinos.
 
 
A brucelose bovina é uma doença infecciosa crônica
responsável por importantes perdas econômicas à cadeia
produtiva bovina, devido principalmente a abortos no terço
final da gestação e nascimento de bezerros fracos.
A principal porta de entrada da bactéria para o organismo é
a mucosa orofaríngea, mas a infecção também pode se dar a
partir do contanto direto com as mucosas: oral, nasofaríngea,
conjuntival ou por feridas na pele.
Sinais Clínicos: queda na produção de leite; repetições de cio;
corrimento vaginal; nascimentos prematuros; abortamentos e
infertilidade permanente ou temporária.
 
bovinos e 
bubalinos
Já foi
diagnosticada
no país.
Bactéria em
forma de
cocobacilos
Aeróbia não
fermentadora
de açúcares
Imóvel
Gram-negativa
Intracelular
facultativa
Zoonótica
Sem cápsula
Em humanos
causa febre ondulante,
endocardite, artrite e
osteomielite.
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Teileriose:
 
A principal forma de transmissão é através do hospedeiro invertebrado: carrapatos
ixodídeos. A patogenicidade de T. parva e T. annulata caracteriza-se pela capacidade de
parasitar os leucócitos do hospedeiro e levá-los a uma proliferação descontrolada. Ambas as
espécies são responsáveis por causar doenças que se caracterizam, numa primeira fase, por
serem linfoproliferativas e, numa fase mais tardia, linfodestrutivas.
Sinais Clínicos: são inespecíficos, podendo ser associados a qualquer outra doença. Sendo os
mais comuns: hipertermia, membranas mucosas pálidas, linfadenopatia generalizada,
apatia, anorexia, caquexia e sialorreia. Como o parasita Theileria annulata leva à destruição
dos eritrócitos, os animais infectados apresentam icterícia, anemia e, em alguns casos,
hemoglobinúria.
 
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Theileria parva afeta bovinos
e bubalinos. 
Theileria annulata afeta
bovinos, iaques e búfalos
 
 
Já foi
diagnosticada
no país.
Provocada por parasitas
pertencentes à família
Theileriidae, gênero Theileria. São
conhecidas várias espécies de
Theileria que infectam os bovinos ,
sendo Theileria annulata e Theileria
parva as mais patogênicas e de
maior impacto econômico.
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Tuberculose:
 
O M. bovis pode ser transmitido pela inalação de aerossóis, por ingestão
ou através de lesões na pele. Bovinos eliminam o M. bovis em secreções
respiratórias, fezes, leite e algumas vezes na urina, secreções vaginais ou
no sêmen.
Sinais clínicos: incluem emagrecimento progressivo, febre com oscilações
de baixo grau, fraqueza e inapetência. Animais com acometimento
pulmonar geralmente apresentam tosse produtiva, isso é pior no período
matutino, durante clima frio ou exercício e podem ter dispneia ou
taquipneia. Nos estágios terminais, os animais podem tornar-se
extremamente magros e desenvolverem desconforto respiratório agudo.
 
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Os bovinos são os principais
hospedeiros do M. bovis, mas
outros animais domésticos e
mamíferos silvestres podem ser
infectados.Já foi
diagnosticada
no país.
A tuberculose bovina resulta
da infecção pela bactéria
Mycobacterium bovis da
família Mycobacteriaceae.
Gram positiva.
Ácido-álcool
resistente.
O M. bovis pode infectar
humanos, primariamente por
ingestão de produtos lácteos não
pasteurizados, mas
também em aerossóis e através
de lesões na pele.
Zoonótica
O M. bovis pode sobreviver
por vários meses no
ambiente, particularmente no
frio, condições escuras e
úmidas.
A tuberculose bovina pode
ser controlada por métodos
de teste e abate ou teste e
segregação.
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Mixomatose:
 
É transmitida pelo contato direto ou por vetores artrópodes
(mosquitos, ácaros, pulgas, piolhos e moscas). Também pode se
espalhar diretamente de animal para animal ou por contato com
fômites (objetos inanimados contaminados). É uma doença
extremamente fatal.
Sinais Clínicos: febre, descarga ocular serosa e blefaroconjuntivite,
culminando com descarga mucopurulenta, edema e pus nos olhos.
Tumorações subcutâneas se desenvolvem no nariz, lábios, orelhas e
aberturas genitais, em forma de pápulas vesiculadas e gelatinosas,
que tendem a se generalizar, pode ser observado edema nas orelhas
e face, bem como na genitália externa.
lagomorfos
Hospedeiros principais:
Coelhos e lebres.
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada por um vírus
da família
Poxviridae vírus
Myxoma virus.
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Agalaxia
Contagiosa:
 
A Agalaxia Contagiosa é uma síndrome multietiológica que afeta
caprinos, ovinos e alguns ruminantes silvestres. A gravidade dos
sintomas depende da virulência da estirpe implicada e de outros
aspectos epidemiológicos (infeções concomitantes, fatores
stressantes...), podendo causar a morte, sobretudo em animais jovens;
Sinais Clínicos: mastite, conjuntivite e artrite. Também pode causar
problemas respiratórios, reprodutivos (abortos e redução da
qualidade espermática) e, em casos raros, nervosos;
 
 
ovinos e
caprinos
Hospedeiros principais:
Caprinos, ovinos e alguns
ruminantes silvestres.
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada por Mycoplasma agalactiae
(cabras e ovelhas); Mycoplasma
mycoides subsp. capri, Mycoplasma
capricolum subsp. capricolum e
Mycoplasma putrefaciens (em
cabras, raros em ovelhas).
Mycoplasmas são considerados os
menores microrganismos auto
replicantes conhecidos. Apresentam-se 
em colônias em forma de “ovo-frito” em
meio sólido e ao contrário das
bactérias típicas, não possuem parede
celular.
A terapia antimicrobiana e a vacinação 
 (vacinas atenuadas e inativadas) são as
principais ferramentas utilizadas para
controle da AC. Entretanto, possuem
desvantagens como o risco de poder induzir
sintomas, gerar pouca resposta imune e além
disso, os microrganismos podem continuar a
ser disseminados no ambiente.
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Doenças que requerem notificação mensal de
qualquer caso confirmado:
Lista de doenças de notificação
 obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial 
PARTE 04:
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
O microrganismo causadorda doença tem acesso à mucosa oral e alvéolos
dentários através de ferimentos localizados na cavidade oral que permitem que
este penetre e se instale. Sendo assim, apesar da actinomicose ter sido verificada
em outras regiões do organismo dos bovinos, tais como pênis e traqueia, a
ocorrência de maior verificação se dá na mandíbula.
Sinais Clínicos: Inicialmente após a infecção, ocorre aparecimento de uma
tumefação óssea indolor dos ossos afetados, causada pela osteomielite, após
algumas semanas essa tumefação torna-se dolorosa e dura ao toque e
aparecimento de exsudato purulento com grânulos. O acometimento da
mandíbula ou maxila, comumente leva a perda do alinhamento dos dentes,
interfere na mastigação e preensão dos alimentos, devido ao aumento de volume
e dor local, levando a uma perda de peso, desnutrição parcial, perda da forma
anatômica dos ossos afetados. 
Hospedeiros principais:
Embora existam relatos de que
a doença pode ser encontrada
em outras espécies animais,
sabe-se que nos bovinos esta é
mais frequente.
Actinomicose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Gram positiva 
O agente etiológico da actinomicose é
uma bactéria pertencente à família
Actinomycetaceae, ordem
Actinomycetales, gênero Actinomyces,
na qual, as principais espécies de
interesse na Medicina Veterinária são A.
bovis, A. israeli, A. suis e A. baudetii.
Dentre estas espécies, a principal
associada à actinomicose em bovinos é
o A. bovis.
São bacilos anaeróbios
facultativos ou anaeróbios,
imóveis, não esporulados.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
O Clostridium botulinum é encontrado normalmente na microbiota intestinal e nas
fezes dos animais, contaminando o solo, fontes de água e os alimentos. Quando
encontra condições favoráveis para seu desenvolvimento como anaerobiose em
matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) em putrefação, temperatura
adequada e umidade, o esporo passa para a forma vegetativa iniciando então a
produção da toxina botulínica. A toxina botulínica é uma exotoxina ativa, de ação
neurotrópica, e a única que tem a característica de ser letal por ingestão. São sete
tipos de neurotoxina , que por serem antigenicamente diferentes, não induzem a
proteção cruzada. Ao contrário do esporo, a toxina é termolábil, sendo destruída à
temperatura de 65 a 80ºC por 30 minutos ou a 100ºC por 5 minutos. A toxina
botulínica age sobre as terminações nervosas colinérgicas dos sistemas periférico e
autônomo.
Hospedeiros principais:
Acomete o homem e todas as
espécies animais, inclusive aves
e peixes.
Botulismo:
Já foi
diagnosticada
no país.
O botulismo é uma intoxicação
causada pela neurotoxina
produzida pela bactéria
Clostridium botulinum.
Gram positiva
Móvel, disposta
geralmente em cadeias,
esporulada, anaeróbia
obrigatória.
O quadro clínico da intoxicação
botulínica caracteriza-se por paralisia
progressiva, iniciando-se geralmente
nos membros posteriores. O animal
apresenta dificuldades na locomoção,
cambaleante e tendência a se deitar.
Com a evolução da doença a paralisia
vai se acentuando e agravando o
quadro clínico. 
Sinais Clínicos:
Zoonótica
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
O carbúnculo sintomático é uma doença enfisemática, de evolução aguda,
infecciosa, mas não contagiosa, que ataca geralmente os bovinos jovens. Nessa
moléstia, esporos de Clostridium Chauvoei são ingeridos, as bactérias multiplicam-
se no intestino e, de alguma forma cruzam a mucosa intestinal e invadem a
circulação geral terminando depositadas em diversos órgãos e tecidos, inclusive a
musculatura esquelética. Nesse local os esporos permanecem adormecidos até que
alguma lesão ao músculo crie um ambiente anaeróbio apropriado para a sua
germinação e proliferação. A taxa de mortalidade pelo carbúnculo sintomático
aproxima-se dos 100%.
Sinais Clínicos: As lesões do carbúnculo sintomático consistem de uma tumefação
crepitante na musculatura, particularmente das extremidades, que produz uma
característica extensão enrijecida dos membros, pouco tempo depois da morte. 
 
Hospedeiros principais:
Bovinos, caprinos, suínos e,
raramente eqüinos. 
Carbúnculo
Sintomático/
Manqueira:
Já foi
diagnosticada
no país.
Clostridium Chauvoei é uma
bactéria que causa uma
infecção conhecida no Brasil
como “manqueira”.
Gram positiva
Zoonótica
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Os embriões se libertam do
ovo no intestino delgado,
penetram na parede intestinal
e formam cisticercos nos
músculos esqueléticos e
cardíaco e, em humanos, pode
causar a neurocisticercose,
caso migrem para o SNC
(Sistema Nervoso Central).
Causada pelos estágios
larvais do helminto da
espécie Taenia solium,
chamados de Cysticercus
cellulosae.
 
Os suínos são os hospedeiros intermediários da T.
solium albergam a forma larval desse cestóide após
a ingestão de ovos que são eliminados com as fezes
humanas. A maior incidência desta doença ocorre em
áreas com falta de saneamento básico.
Nos suínos os músculos mais comumente atingidos
são língua, pescoço, quartos anteriores, intercostais,
psoas, os quartos posteriores e os da região posterior.
Os órgãos internos cérebro, rins, coração, fígado e
pulmões também podem ser atingidos
 
Hospedeiros principais:
O hospedeiro do Cysticercus cellulosae
pode ser qualquer vertebrado, incluindo o
cão, gato, macaco e o homem, porém os
hospedeiros intermediários clássicos são os
suínos e os javalis, os demais são
hospedeiros acidentais.
Cisticercose 
Suína:
Já foi
diagnosticada
no país.
Não confundir cisticercose com teníase, ok?
A Teníase é uma verminose intestinal em que se
observa a presença da tênia adulta no intestino
delgado do indivíduo. A doença é contraída por meio
da ingestão de carne mal cozida ou crua de suínos ou
bovinos contaminados. Sendo que APENAS o homem
pode ter teníase. Já a cisticercose suína, quando
desenvolvida pelo homem, ele é hospedeiro acidental.
Hospedeiros intermediários se
alimentam de alimentos, pasto,
água contaminados com fezes
que contenham ovos
(proglótides grávidas) das
tênias.
Esses vermes adultos liberam ovos
que saem pelas fezes do homem. 
E, em regiões de precário
saneamento, essas fezes entram
em contato com alimentos e água,
contaminando-os. E o ciclo
recomeça.
Os cisticercos formam
vermes adultos no
lúmen intestinal.
Hospedeiro definitivo
se alimenta de carne
crua ou mal passada
de suínos com
cisticercos.
Ciclo de Vida:
Zoonótica
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
O grupo de infecções e intoxicações causadas por
bactérias anaeróbias do gênero Clostridium são
chamadas clostridioses, e são altamente letais. Estes
organismos têm a habilidade de passar por uma forma
de resistência chamada esporos e podem se manter
potencialmente infectantes no solo por longos períodos,
representando um risco significativo para a população
animal e humana. Muitos organismos deste grupo,
podem estar normalmente presentes no trato intestinal
destas espécies.
 
Hospedeiros principais:
Várias espécies animais.
Clostridioses:
Já foi
diagnosticada
no país.
Nessa categoria de
clostridioses na IN 50, entram
todas as clostridioses, exceto:
C. chauvoei, C. botulinum, C.
perfringens e C. tetani.
Existem várias espécies de Clostridium
sp distribuídas em áreas geográficas
distintas, muitas são constituintes da
microbiota intestinal dos animais e
humanos, e algumas espécies podem
causar enfermidades nos animais,
ocasionando grandes prejuízos
econômicos.
Espécies principais: 
C. septicum, C. novyi tipo A, C. sordellii,
(causadores de Gangrena Gasosa);
Clostridium haemolyticum e Clostridium
novyi tipo D, (causador de
Hemoglobinúria Bacilar); C. perfringens
tipos B e C C. sordellii, (causadores de
Enterotoxemia hemorrágica); C. novyi B
e Clostridium haemolyticum
(causadores de Hepatite infecciosa
necrosante), entre outros.
São bastonetes, gram
positivos eanaeróbios.Algumas espéciessão Zoonóticas.
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ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Várias espécies animais.
 
A coccidiose causa uma interferência negativa no desenvolvimento dos animais e
no potencial produtivo e reprodutivo, devido à baixa absorção de nutrientes,
contaminação secundária da mucosa por outros agentes e redução no consumo de
alimentos. As infecções envolvem geralmente várias espécies, ou seja, em casos
clínicos de coccidiose é comum a presenças de mais de uma espécie que interagem
para produzir as alterações patológicas observadas.
Situações de estresse ambiental, fisiológico e social como desmama, desnutrição e
desagrupamento interferem na eficiência da resposta imune e são responsáveis
pela ocorrência de surtos de coccidiose.
Coccidiose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Coccidiose é uma parasitose
causada por parasitas da
subclasse Coccídea, como por
exemplo, os gêneros Eimeria,
Isospora e Cryptosporidium.
Algumas espécies são capazes
de parasitar o organismo
humano, especificamente células
epiteliais do intestino.
Zoonótica
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ESPÉCIES
 
Campylobacter spp. faz parte da microbiota presente nos tratos
digestivos de muitos animais selvagens e domésticos. Essa bactéria
causa a Disenteria Vibriônica, que se caracteriza por uma enterite
grave nos animais.
Sinais Clínicos: a maioria dos animais apresentem infecções
subclínicas, alguns desenvolvem enterite leve a moderada, podendo
apresentar muco e sangue nas fezes, levando a perda de peso,
anemia e até a morte.
 
Disenteria 
Vibriônica:
Hospedeiros principais:
Mamíferos, aves e répteis,
inclusive o homem.
Já foi
diagnosticada
no país.
Zoonótica
Causada pela bactéria
Campylobacter jejuni.
Gram negativa
Bactéria espiralada,
com dois flagelos em
extremidades opostas,
microaerófila.
O leite cru ou inadequadamente pasteurizado,
as aves mal cozinhadas e a água não tratada
têm sido os principais alimentos associados aos
surtos documentados. 
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ESPÉCIES
 
 O aparecimento do vírus nas propriedades se dá por diversas formas, em especial
pela compra de animais infectados, ou utilização de meios de transporte
contaminados. Os cuidados com a entrada de animais no ambiente são de suma
importância: ovinos doentes podem não apresentar sinais clínicos, porém a
imunossupressão causada pelo estresse da viagem faz a doença retomar seu
desenvolvimento. O período de incubação varia entre 2 e 6 dias.
Sinais Clínicos: lesões em lábios e boca, focinho, orelhas e pálpebras; fêmeas
lactantes podem apresentar lesões em úbere, que tendem a evoluir para mastites.
Os sinais vão de imperceptíveis a graves como dificuldade respiratória (pelo
edema de focinho), acometimento de faringe e esôfago, lesões interdigitais e na
coroa do casco. As lesões progridem de pápulas a pústulas e após, tornam-se
crostas espessas.
 
Hospedeiros principais:
 Acomete caprinos e ovinos.
Ectima
Contagioso:
Já foi
diagnosticada
no país.
Causado por um parapoxvirus
da família Poxviridae.
Ela pode ser transmitida ao
homem quando em contato com
animais infectados, manifestando-
se como uma erupção cutânea
crônica, circunscrita, muito
irritante, com tendência à
hiperplasia.
Zoonótica
DNA de dupla cadeia
ovais e relativamente
grandes.
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ESPÉCIES
 
Enterotoxemia é o nome dado a enfermidade provocada por toxinas produzidas
pelo C. perfringens no trato intestinal e veiculadas pelo sangue até o local de
ação. 
Sinais Clínicos: depressão grave, dor abdominal, diarreia sanguinolenta e sinais
neurológicos, (Encefalomalácea Simétrica Focal), um achado importante no
diagnóstico definitivo da doença em ovinos. O óbito do animal ocorre em poucas
horas após o início dos sinais clínicos. No entanto, poderá ocorrer morte súbita sem
sinal de diarreia. Nos ovinos a manifestação dos sinais neurológicos e posterior
morte súbita é mais comumente observado, já nos caprinos o mais provável é a
presença de diarreia antes da morte.
Hospedeiros principais:
A enterotoxemia produzida por
C. perfringens tipo D ocorre em
ovinos, caprinos e bovinos.
Enterotoxemia
(Clostridium
perfringens):
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada pela bactéria
Clostridium perfringens que é
classificada em cinco tipos (A-E),
com base na produção de quatro
principais toxinas, denominadas
alfa, beta, épsilon e iota.
Esses agentes são bacilos Gram
positivos, podendo estar
presente no solo na forma de
esporo, o que garante sua
resistência, no trato digestivo.
As células têm a forma
de bastonetes (bacilos),
formam esporos e são
imóveis.
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ESPÉCIES
Os vermes adultos hermafroditas 
 se desenvolvem no intestino
delgado do cão e ovos
embrionados saem nas fezes.
Hospedeiros principais:
Hospedeiros Definitivos: cães.
Hospedeiros Intermediários:
bovinos, suínos, caprinos,
ovinos.
Hospedeiro Acidental: homem.
 
Embora o E. granulosus tenha sido encontrado em vários
carnívoros silvestres na América do Sul, o cão é o
principal responsável pela disseminação da infecção
hidática para os demais animais domésticos e para o
homem.
Equinococose/ 
Hidatidose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Zoonótica
O Echinococcus granulosus é um
helminto pertencente ao filo
Platyhelminthes, a Classe Cestoda,
a ordem Cyclophyllidea e a
Família Taeniidae.
Ciclo de Vida:
 O cão é o hospedeiro definitivo
e adquire a Equinococose ao se
alimentar de carnes/vísceras
cruas contendo os cistos
hidáticos.. 
Hospedeiros intermediários se
contaminam através de
alimentos ou água
contaminados com ovos do
cestódeo. Assim, adquirem a
Hidatidose e cistos contendo
larvas do cestódeo vão para as
suas musculaturas e vísceras.
O homem é hospedeiro intermediário acidental, ou seja,
adquire a hidatidose, quando entra em contato com os
ovos do parasita nas fezes que podem contaminar todo
o pelo do cão. Então, o simples acariciar do pelo pode
fazer com que haja o contato com o ovo pela via oral. 
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ESPÉCIES
Já foi
diagnosticada
no país.
 
A Fasciolose é uma doença com o ciclo bem complexo, como se vê ao lado,
existem 2 manifestaçõoes: 
Aguda: não é frequente e está relacionada com a ingestão das
metacercárias, que quando adentram no parênquima hepático, provocam
inflamações. Nessa forma, os animais podem apresentar depressão, dores
abdominais, hipertermia, inapetência, diminuição do escore corporal, atonia
ruminal, ascite, icterícia e mucosas pálidas. Se houver grande perda
sanguínea e falha da função hepática, o quadro pode levar a óbito.
 Crônica: apresentam perda de peso, anorexia, mucosas pálidas e icterícia.
Podem também manifestar letargia, anemia e edema submandibular e
abdominal. Na evolução do quadro, outros sinais podem aparecer, como a
inapetência, pelo eriçado, diarreia, diminuição da produção de leite e
atraso no crescimento.
 
Hospedeiros principais:
Bovinos, ovinos, caprinos,
equinos, suínos, animais
silvestres e o homem.
Fasciolose
Hepática:
Zoonótica
É uma enfermidade causada
pela Fasciola hepatica, um
platelminto da classe
Trematoda.
Ciclo de Vida:
 
Fonte: Milkpoint
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ESPÉCIES
 
A FCM é uma enfermidade multissistêmica, caracterizada por lesões mesoteliais e epiteliais
vasculares disseminadas e associadas às células linfoides e hiperplasia linfoide. O período de
incubação da doença pode ser longo se estendendo de 3 a 10 semanas, e o curso clínico agudo com
duração de 3 a 7 dias.
Sinais Clínicos: febre, depressão, anorexia, taquicardia, corrimento nasal purulento, salivação
profusa, dispneia com estertor devido a obstrução da cavidade nasal pelo corrimentonasal,
congestão dos vasos episclerais, opacidade de córnea iniciando como um halo cinza na junção
corneoescleral disseminando-se centripetamente, corrimento ocular com edema de pálpebra,
blefaroespasmo, hematútia e fotofobia. O acometimento neurológico ocorre em cerca de 60% dos
casos causando fraqueza de membros, incoordenação, letargia ou agressividade, nistagmo,
convulsões, movimentos de pedalagem e opistótono
Hospedeiros principais:
 Bovinos, caprinos, ovinos,
bisões, cervos, alces,
ruminantes exóticos e suínos.
Febre Catarral
Maligna:
Já foi
diagnosticada
no país.
A Febre Catarral Maligna é uma
enfermidade viral que tem como agente
etiológico um Herpesvirus do gênero
Rhadinovirus, da subfamília
Gammaherpesvirinae.
Os herpesvírus são vírus
envelopados, compostos
por DNA de fita dupla
linear, pertencentes à
família Herpesvirinae.
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ESPÉCIES
 
O ciclo de transmissão desse parasito está intimamente relacionado às
condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da larva dentro dos
mosquitos vetores (Aedes, Anopheles e Culex, dentre outros). Áreas com
associação de umidade elevada e altas temperaturas, como ocorre em
diversas regiões temperadas, subtropicais e tropicais do mundo, beneficiam
a incubação. O desenvolvimento normal e completo, de microfilaria até
larva infectante (L3), ocorre exclusivamente nos mosquitos vetores.
Sinais Clínicos: alterações cardiopulmonares, habitando normalmente o
ventrículo direito e as artérias pulmonares de seu hospedeiro definitivo, o
cão. Estes vermes cardíacos adultos também podem ocorrer aberrantemente
e ser encontrados em vários locais extravasculares, incluindo espaços císticos
nos locais subcutâneos. Os vermes adultos causam diversas alterações
clínicas como edema, dispneia, intolerância ao exercício, tosse crônica,
insuficiência cardíaca e até mesmo a morte dos cães infectados.
 
Hospedeiros principais:
A filariose é uma doença parasitária que
acomete várias espécies de mamíferos, entre
eles o homem. Tendo como principais
hospedeiros os cães e gatos.
Filariose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Os agentes etiológicos fazem parte da
superfamília Filarioidae, sendo as espécies
Dirofilaria immitis e Dipetalomena reconditum
e Dipetalonema grassii, os principais
causadores da filariose em cães e gatos.
Zoonótica
Apenas a Dirofilaria
immitis é zoonótica.
Fonte: VetSmart.
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ESPÉCIES
 
Pododermatite é uma doença infecciosa caracterizada pela inflamação da região interdigital, na junção da pele com o
casco, causando claudicação e lesões de aspecto necrótico purulento, podendo evoluir a comprometimento articular. A
afecção podal foot hot é mediada principalmente por duas bactérias, a Dichelobacter nodosus e Fusobacterium
necrophorus, elas se encontram no solo e fezes dos animais e assim colonizam a região a partir de uma lesão ou
microlesão pré-existente. Elas atuam em sinergismo, o F. necrophorum facilita a invasão tecidual pela D. nodosus, que
a seguir elabora um fator de crescimento que a estimula.
Sinais Clínicos: A fase inicial da doença, é caracterizada por tumefação na pele do espaço interdigital, claudicação,
aumento de volume da extremidade do membro e, em alguns casos, fistulação com exsudação de líquido sanguinolento
de odor desagradável, sem lesões macroscopicamente visíveis no estojo córneo, perioplo, sola e talão, apresentando
edema. Para avaliação dos casos utiliza-se o escore de locomoção/claudicação, analisando os animais em estação e
caminhando, propondo notas de 1 a 5. 
 
Hospedeiros principais:
Ovinos, caprinos e bovinos.
Foot-rot/ Podridão 
dos cascos:
Já foi
diagnosticada
no país.
É causada por bactérias como
Fusobacterium necrophorus e
Dichelobacter nodosus.
Ambas bactérias são
anaeróbias e classificadas
como bacilos gram
negativos.
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ESPÉCIES
 
A Leishmaniose é transmitida por meio de vetores flebotomíneos infectados. Essa doença
possui um espectro grande de manifestações clínicas, e essas diferenças estão relacionadas à
espécie de Leishmania envolvida.
A doença mais comum em animais é a Leishmaniose Visceral ou Calazar: é uma
antropozoonose transmitida pela picada do flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), onde o cão
é o principal reservatório. A Leishmania infantum é considerado o principal agente etiológico
da leishmaniose canina. O parasita tem hábitos noturnos e seus ovos são depositados em
ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica. O vetor quando se alimenta de um animal
infectado ingere o protozoário na forma amastigota e transforma-se em promastigota,
continuando o ciclo do parasita. O animal infectado pode se encontrar clinicamente saudável
por um longo período, mas permanece como reservatório da doença e com a capacidade de
infectar o vetor e continuar com a disseminação do ciclo. 
Sinais Clínicos: lesões cutâneas tais como alopecia, descamação, hiperqueratose nasal, úlceras
e hiperpigmentação, além de anorexia, onicogrifose e alterações oftálmicas.
Hospedeiros principais:
Cães, no entanto, vários
mamíferos podem ser
acometidos, inclusive o homem.
Leishmaniose:
Já foi
diagnosticada
no país.
As leishmanioses são doenças
causadas por protozoários do
gênero Leishmania.
O gênero Leishmania compreende
protozoários parasitas, com um ciclo de
vida digenético (heteroxênico), vivendo
alternadamente em hospedeiros
vertebrados e insetos vetores, estes
últimos sendo responsáveis pela
transmissão dos parasitas de um
mamífero a outro. 
Zoonótica
As principais doenças humanas
são: Leishmaniose Tegumentar
Americana ou Leishmaniose
Visceral.
Ciclo da Leishmaniose Visceral.
Fonte: 
 http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0295_A_caminho_da_cura_da_leishma
niose_visceral_canina.html
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Já foi
diagnosticada
no país.
 
Os animais acometidos pela infecção da leptospirose podem ser
passíveis a duas modalidades: doentes portadores convalescentes e os
portadores assintomáticos. A infecção por Leptospira spp ocorre
através das mucosas ou de lesões de pele, seguindo -se da sua
multiplicação no sangue e praticamente em todos os órgãos e tecidos.
Nos animais que conseguem sobreviver à fase aguda da leptospirose,
os microrganismos alcançam o sistema renal e passam a ser
excretados pela urina por períodos de tempo variados,
caracterizando-o como portador convalescente.
Hospedeiros principais:
Esta enfermidade acomete o ser humano e
praticamente todos os animais domésticos e selvagens,
entre os quais se destacam os carnívoros, roedores,
primatas e marsupiais, que podem se tornar portadores
e contribuírem para a disseminação do microrganismo
na natureza.
Leptospirose:
Em condições favoráveis e na 
 presença dos hospedeiros 
 adequados, as leptospiras
podem persistir por semanas ou
meses no ambiente,
principalmente em regiões
tropicais e subtropicais.
O agente etiológico da Leptospirose
pertence à ordem Spirochaetales,
família Leptospiraceae, gênero
Leptospira.
As patogênicas, que podem infectar o homem e os
animais são: Leptospira interrogans, L.
borgpetersenii, L. inadai, L. kirschneri, L. noguchii, L.
weillii e L. santarosai; possuem mais de 200
sorovares agrupados em 23 sorogrupos
Zoonótica
São espiroquetas que exibem uma forma em
espiral longa, fina e flexível, sendo altamente
móveis e apresentando uma ou ambas as
extremidades em forma de gancho.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Bovinos, ovinos, caprinos, aves,
coelhos e outros.
 
Afeta várias espécies animais, induzindo três formas de manifestação clínica: (1) septicemia com abscessos em vísceras
como fígado e baço, (2) aborto e (3) doença neurológica (meningoencefalite). 
A forma septicêmica afeta especialmente ruminantes,suínos, coelhos e aves recém-nascidos. 
Listeria monocytogenes é causa de aborto, principalmente em ovinos e bovinos, e de doença neurológica, principalmente em
ovinos, caprinos e bovinos. L. ivanovii causa aborto em ruminantes. 
Doença neurológica é mais comum em regiões de clima temperado, onde os casos ocorrem principalmente no inverno e
início da primavera; silagem de má qualidade (pH acima de 5,5) favorece o crescimento da bactéria. Outras fontes de
infecção incluem solo e alimentos contaminados e fezes ou leite de animais portadores. 
Em ruminantes, a forma nervosa é causada por L. monocytogenes e ocorre esporadicamente ou em surtos, com morbidade
baixa e letalidade alta, geralmente associados à alimentação com silagem. A doença encefálica em bovinos pode ser
subaguda, mas em ovinos e cabras é geralmente aguda e fatal.
 
Listeriose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Listeriose é uma enfermidade
infecciosa causada pelas
bactérias Gram-positivas,
Listeria spp.
Listeria é um gênero de bactérias
bacilares, gram positivas,
anaeróbios facultativos, flagelados,
ubíquas (encontradas no solo, na
água e em animais) e que não
produzem esporos.
Zoonótica
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Muitos mamíferos terrestres e aquáticos, bem como
marsupiais, aves, répteis e peixes, podem ser
afetados pela melioidose. Cabras, ovelhas e porcos
são as espécies mais comumente infectadas. Foram
também notificados casos de melioidose em outras
espécies, incluindo cães, gatos, bovinos, búfalos,
camelos, alpacas, cavalos, mulas, bisões, zebras,,
cervos, cangurus, coalas, texugos, felinos grandes,
vários primatas não-humanos, mamíferos marinhos,
crocodilos, cobras, iguanas e peixes tropicais. Esta
doença tem sido relatada em algumas espécies de
aves, incluindo psitacídeos, pinguins, coelhos e
galinhas.
 
A Melioidose é uma doença bacteriana que afeta seres
humanos e muitas espécies animais. Enquanto algumas
infecções são subclínicas, outras resultam em doença
aguda ou crônica localizada, ou ainda septicemia fatal.
Como pode afetar quase todos os órgãos, os sinais clínicos
são semelhantes a várias outras doenças, sendo às. vezes
chamado de "o grande imitador". As infecções também
podem permanecer assintomáticas por meses ou anos e
emergir para causar doenças mais tarde.
 
Melioidose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Zoonótica
A Melioidose resulta da
infecção por Burkholderia
pseudomallei,
Uma bactéria em forma de bacilo
Gram negativa da família
Burkholderiaceae. Anteriormente
esse organismo era conhecido como
Pseudomonas pseudomallei.
Humanos são suscetíveis a B. pseudomallei.
Esse organismo é normalmente adquirido
de fontes ambientais, mas poucos casos
têm sido descritos
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
As moscas de C. hominivorax, antes de atingirem a fase adulta, passam pelos
estágios de ovo, larva, pupa e adulto. Fêmeas gravídicas fazem suas posturas ao
redor de feridas ou lesões existentes nos animais e, após eclosão, as larvas de
primeiro estádio adentram o interior destas feridas, de modo a se alimentar de
líquidos provenientes de exudato inflamatório, no caso das larvas de primeiro
estádio, e do próprio tecido vivo, no caso de larvas de segundo e terceiro estádios.
Após completarem seu desenvolvimento, larvas maduras abandonam o hospedeiro
e caem no solo para pupar. Aproximadamente após oito dias há a emergência dos
adultos. Sob condições ideais de temperatura e umidade, todo o ciclo de vida pode
ser completado em apenas 14 dias, podendo levar a epidemias.
Hospedeiros principais:
Praticamente todos os animais
e o homem.
Miíase por
Cochliomyia
hominivorax:
Já foi
diagnosticada
no país.
A espécie de mosca Cochliomyia
hominivorax faz parte da família
Calliphoridae, Ordem Diptera e é
classificada como agente causador de
miíase primária obrigatória em animais
de sangue quente. 
É biontófaga, ou seja, se desenvolve
exclusivamente nos tecidos vivos de
animais vertebrados, e é conhecida
vulgarmente como “mosca da
bicheira”.
Zoonótica
Seres humanos podem ter a miíase
também.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
As pasteureloses ocorrem, independentemente de sexo, raça ou pelagem; às vezes com predominância em animais
jovens e sendo mais frequentes na época fria. Não tem transmissores nem vetores especiais, pois o seu habitat são as
mucosas dos animais. A via de infecção geralmente é respiratória. A pasteurella sp. em virtude das causas
predisponentes, ou por seleção de uma variante muito patogênica, a partir de seu habitat pode invadir e multiplicar-
se ativamente nos pulmões. Por ação direta e de endotoxinas desencadeia-se estado inflamatório com grande
aumento da permeabilidade vascular, exsudação de líquidos, fibrina e eventualmente hemorragias. O resultado é uma
pneumonia serofibrinosa, com edema intersticial, ou dos septos interlobulares, apresentação de hepatização vermelha,
petéquias pleurais e serofibrinosa, tendendo a formar aderências entre as pleuras visceral e parietal. A forma
pneumônica, e em menor proporção a cérvico-faringea edematosa, com hemorragias, são as mais comuns em bovinos,
suínos, ovinos e caprinos, geralmente determinando a morte em 3 a 10 dias.
Hospedeiros principais:
A Pasteurella sp em suas diversas
espécies infecta varias espécies
animais e o homem.
Pasteurelose 
(exceto 
P. multocida):
Já foi
diagnosticada
no país.
É uma grave doença
respiratória causada por
bactérias do gênero
Pasteurella.
Gram negativas
Dentre as espécies pertencentes
ao gênero Pasteurella podemos
citar: haemolytica, pneumotropica,
ureae, aerogenes, gallinarum e
outras.
Zoonótica
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Hospedeiros principais:
Foi encontrada Salmonella spp. em todas as
espécies de mamíferos, pássaros, répteis e
anfíbios já investigados. Também foi
detectada em peixes e invertebrados. 
Salmonelose 
intestinal:
Já foi
diagnosticada
no país.
A maioria dos sorovares de Salmonella podem causar doenças em uma ampla gama
de hospedeiros. Todas as espécies parecem ser suscetíveis à salmonelose sob
determinadas condições, sendo que a doença ocorre com maior frequência em
alguns animais do que em outros. Casos clínicos são comuns em bovinos, suínos e
equinos, mas relativamente incomum em cães e gatos.
A Salmonella spp. é transmitida principalmente pela via oral-fecal. São carreados de
forma assintomática no intestino ou na vesícula biliar de muitos animais, e são
continua ou intermitentemente eliminados nas fezes. O período de incubação em
animais é altamente variável. Em muitos casos, as infecções tornam-se sintomáticas
somente quando o animal está estressado, isto é, imunodeprimido.
Sinais Clínicos: variam de acordo com a dose infectante, a saúde do hospedeiro,
sorovares e cepas de Salmonella, e outros fatores.
A Salmonella spp. é
membro da família
Enterobacteriaceae.
São Gram negativas, bastonetes, anaeróbios
facultativos. A Salmonella spp. é classificada em
sorovares (sorotipos) baseados no
lipopolissacarídeo (O), proteína flagelar (H), e às
vezes os antígenos capsulares (Vi). Existem mais de
2500 sorovares conhecidos. Dentro de um sorovar,
pode haver cepas que diferem em virulência
A maioria dos isolados que
causam doença em humanos e
outros mamíferos pertencem a S.
enterica subsp. enterica. 
Zoonótica
Em todos os animais, o risco de
salmonelose pode ser reduzido com
uma boa higiene e minimizando
eventos estressantes. O colostro é
importante na prevenção da doença
em animais jovens.
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Patogenia:
 
 
T. vivax é um protozoário digenético com ciclo de vida que alterna entre dois hospedeiros: um invertebrado, que
representa o hospedeiro intermediário ou vetor (moscas hematófagas do gênero Tabanus e por Stomoxys
calcitrans)e um hospedeiro vertebrado, onde os parasitos vivem e se multiplicam na corrente sanguínea e/ou
tecido animal. 
Sinais Clínicos: A infecção por T. vivax causa, na maioria das vezes, uma doença progressiva e nem sempre fatal,
que tem como características principais a anemia, danos teciduais e imunossupressão. A fase aguda é
caracterizada pela presença de sinais clínicos intensos e letalidade. Após a sintomatologia aguda inicial, alguns
animais podem passar para uma fase crônica, com alterações leves ou para infecções subclínicas. Nem todos os
animais passam para a fase crônica, alguns morrem na fase aguda ou podem apresentar cura espontânea ou
medicamentosa. Na fase crônica a parasitemia está reduzida e T. vivax pode permanecer no organismo de forma
extravascular, no interior de órgãos diversos.
Hospedeiros principais:
Ruminantes incluindo bovinos,
bubalinos, caprinos, ovinos,
camelos, várias espécies de
antílopes selvagens, e
raramente equinos.
Tripanosomose
(T. vivax):
Já foi
diagnosticada
no país.
Trypanosoma vivax é um protozoário da
ordem Kinetoplastida, subordem
Trypanosomatina e família
Trypanosomatidae, gênero
Trypanosoma, subgênero Duttonella.
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ESPÉCIES
 
A penetração do esporo dessa bactéria nas feridas ou solução de continuidade da
pele leva a uma consequente multiplicação e síntese de uma potente neurotoxina
(em condições de anaerobiose), conhecida como tetanopasmina. Esta, por sua vez,
atua no sistema nervoso central barrando a liberação de neurotransmissores
inibitórios das fendas pré-sinápticas, especialmente a glicina, resultando na
paralisia espástica.
Sinais Clínicos: são similares em várias espécies de animais. Inicia-se por o
aparecimento de rigidez muscular, acompanhada por tremores, trismo e prolapso
de terceira pálpebra; juntamente observa-se expressão alerta com orelhas
posicionadas eretas, retração das pálpebras, dilatação das narinas, leve
timpanismo e hiperestesia. A evolução para o óbito ocorre devido à parada
respiratória, sendo observadas lesões significativas na necropsia.
 
Hospedeiros principais:
Acomete diversas espécies de animais
domésticos, mas os equinos são os mais
susceptíveis (inclusive, mais do que o
homem), seguidos dos ovinos, caprinos e
bovinos.
Tétano:
Já foi
diagnosticada
no país.
Apresenta como agente etiológico
a bactéria Clostridium tetani.
São bastonetes, gram
positivos e anaeróbios.
Zoonótica
Esta bactéria é encontrada no
ambiente, como no solo e fezes
de animais, em todo o mundo.
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https://www.infoescola.com/neurologia/neurotransmissores/
https://www.infoescola.com/bioquimica/glicina/
https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/timpanismo/
MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
Nos enterócitos, os bradizoítos
formam os esquizontes tipo A,
depois tipo B, C, D e E. 
Os esquizontes tipo E originam os
microgametas e os macrogametas
(gametogênese), que darão origem
aos oocistos não esporulados.
São ingeridos por
felídeos, através do
carnivorismo.
 
Toxoplasma gondii é um coccídio intestinal de felídeos e um parasita
intracelular obrigatório. Taquizoítos: são formas de reprodução rápida,
encontrados nos tecidos durante a infecção aguda. Bradizoítos: Formas de
reprodução lenta e encistadas em tecidos. A infecção pode ser
assintomática (maioria dos casos) ou até levar à morte. Na fase aguda da
infecção há o rompimento celular e liberação de novos taquizoítos no
sangue e linfa, assim como desenvolvimento da imunidade e eliminação
das formas extracelulares.
 
 
Hospedeiros principais:
Felídeos são hospedeiros definitivos, enquanto que as outras
espécies de mamíferos e as aves funcionam como
hospedeiros intermediários.
Toxoplasmose:
Já foi
diagnosticada
no país.
A toxoplasmose é uma doença
causada por um parasita, o
protozoário Toxoplasma gongii,
bastante comum em países
tropicais e de clima quente. 
Esse protozoário possui um complexo
apical que permite a invasão das células
de seus hospedeiros. Possui afinidade
maior por células do sistema fagocítico
mononuclear, leucócitos e células
parenquimatosas.
Peixes não são
hospedeiros
do T. gondii.
 Os hospedeiros
intermediários (aves,
roedores e outros mamíferos)
apresentam bradizoítos
encistados nas suas
musculaturas.
No intestino delgado
do felídeo, os
bradizoítos penetram
nos enterócitos.
Oocistos não esporulados
são eliminados através das
fezes dos felídeos e se
esporulam no ambiente.
Os hospedeiros
intermediários ingerem os
oocistos esporulados, que
são liberados na corrente
sanguínea, em forma de
taquizoítos, e podem
formar cistos de
bradizoítos.E os felídeos se alimentam
dos hospedeiros
intermediários...assim se
inicia o ciclo novamente.
Ciclo de vida:
Fase sexuada
Ciclo de vida: Fase
assexuadaZoonótica
Risco de sérias doenças
no feto e aborto para
mulheres grávidas..
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MÚLTIPLAS 
ESPÉCIES
 
Surra é conhecida como o "mal das cadeiras" e os equinos são os mais afetados. O T. evansi é transmitido
mecanicamente por moscas hematófagas. Não ocorre desenvolvimento cíclico no vetor, os tripanosomas
permanecem na probóscide. Os vetores usuais pertencem aos gêneros Tabanus, porém insetos dos gêneros
Stomoxys, Haematopota e Lyperosia também podem transmitir. O morcego hematófago Desmodus rotundus é
considerado um vetor importante, onde os parasitas podem se multiplicar e sobreviver por um longo período.
Dessa maneira, morcegos hematófagos atuam tanto como vetores e como reservatórios.
No Brasil, foram descritas duas formas da doença causada por T. evansi: a síndrome aguda que causa morte
rápida em equinos e cães e a crônica, que afeta principalmente capivaras e quatis. 
Sinais Clínicos: febre intermitente, anemia, conjuntivite, edema de membros e partes ventrais do corpo, perda de
pelos, emagrecimento progressivo, inapetência e, ocasionalmente, hemorragias na câmara anterior do olho. Nos
estágios mais crônicos da doença os animais tornam-se fracos, apresentam-se com palidez de mucosas,
ocasionalmente ictéricos, linfadenomegalia superficial e incoordenação motora com paralisia dos membros
posteriores.
 
Hospedeiros principais:
A literatura relata ampla distribuição
geográfica parasitando principalmente
equinos, como também camelos, bovinos,
caprinos, ovinos, suínos, cães, gatos, búfalos,
elefantes, capivaras, quatis, antas, veados,
pequenos roedores silvestres e humanos.
Surra:
Já foi
diagnosticada
no país.
Zoonótica
O Trypanosoma evansi, é
um hemoparasita flagelado
causador da Surra.
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Os ácaros Acarapis woodi, são aracnídeos que vivem e se reproduzem na traqueia das abelhas. Um ácaro fêmea
prende de 5 a 7 ovos nas paredes da traqueia, onde as larvas eclodem e se desenvolvem em 11 a 15 dias a ácaros
adultos. Os ácaros parasitam abelhas jovens com até duas semanas de idade através das aberturas do tubo traqueal,
onde se instalam e perfuram as paredes do tubo traqueal com a sua boca e se alimentam com a hemolinfa das
abelhas. Mais de uma centena de ácaros podem povoar a traqueia e enfraquecer as abelhas. Os ácaros são
geralmente inferiores a 175 mícrons de comprimento, e só pode ser vistos e identificados sob um microscópio. O ataque
do ácaro pode diminuir a longevidade das abelhas e, consequentemente, reduzir a população da colmeia, provocando
perdas na produção;
Sinais Clínicos: abelhas rastejando na frente da colmeia e no alvado, com as asas separadas, impossibilitadas de voar. 
 
abelhas
Hospedeiros principais:
Abelhas (espécies do gênero
Apis)
Acariose/
Acarapisose das
abelhas melíferas:
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada pelo ácaro
endoparasita Acarapis
woodi.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81caro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arachnida
https://pt.wikipedia.org/wiki/HemolinfaEsse fungo caracteriza-se por causar mortalidade nas crias de abelha da espécie Apis mellifera. As larvas infectadas
geralmente morrem nos dois primeiros dias, após serem operculadas nas suas células, na fase de pupa. Essas crias
inicialmente apresentam coloração branca e, em fase mais adiantada da doença, algumas continuam brancas, mas
outras tornam-se cinza-escuras ou quase pretas. O fungo Ascosphaera apis apresenta duas fases distintas de vida: uma
vegetativa ou micelial e outra reprodutiva, na qual são formados os ascósporos, que são os propágulos responsáveis
pela disseminação da doença.
 As larvas contaminam-se após ingerirem alimento com os esporos de Ascosphaera apis, que germinam no lúmen do
intestino das larvas com crescimento e desenvolvimento do micélio, particularmente na parte posterior do intestino da
cria. Quando ocupam todo o corpo das larvas, estas ficam ressecadas, mumificadas e duras, semelhantes a um diminuto
bastão de giz, o que motivou a proposição do nome da doença.
abelhas
Hospedeiros principais:
Crias de abelha da espécie
Apis mellifera.
Cria Giz:
Já foi
diagnosticada
no país.
Doença causada pelo
fungo Ascosphaera apis.
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O ciclo de vida de Nosema se inicia com a contaminação das abelhas via ingestão de esporos junto ao alimento ou pela
limpeza de fezes contaminadas na colônia, seguido pela adesão do parasita às células da mucosa intestinal do
hospedeiro, afetando as taxas de digestão e assimilação dos nutrientes. A presença do patógeno ocasiona inflamações
no intestino, gerando diarreia e liberação de novos esporos nas fezes. Os parasitas são caracterizados por competirem
com os seus hospedeiros por nutrientes, gerando um estresse energético. Esse estresse energético pode ser demonstrado
diretamente, pela assimilação dos nutrientes pelo parasita, ou através da resposta do hospedeiro, na busca por mais
recursos nutricionais e intensificação do sistema imunológico no combate ao patógeno.
Sinais Clínicos: desordens digestivas, fraqueza, incapacidade de voo, aumento das taxas de forrageamento e trofalaxia,
diminuição da longevidade dos individuos, da população da colmeia e consequentemente redução da produção de mel e
da capacidade de polinização.
abelhas
Hospedeiros principais:
Abelhas (Apis mellifera).
Nosemose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Nosemose é uma doença
produzida pelo fungo
microsporídio Nosema
apis.
São parasitas intracelulares obrigatórios
que se desenvolvem nas células da
mucosa intestinal do hospedeiro,
transmitindo-se horizontalmente por via
fecal-oral.
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Presença do ácaro parasita externo Varroa destructor em crias ou abelhas adultas, que se alimenta da hemolinfa
(sangue) das abelhas. As fêmeas da varroa botam dentro das células de cria, assim, os adultos eclodem junto com o
nascimento da abelha. Os ácaros adultos fêmeas, muitas vezes, se anexam aos zangões, que quando voam para
fora da colmeia, levam essas fêmeas de ácaro que têm chances de entrar em outras colônias, depositar seus ovos e
infectá-las também.
Sinais clínicos: Os adultos têm coloração marrom avermelhada e ficam aderidos principalmente no tórax, próximo à
base das asas, podendo ser visto a olho nu. Alimentam-se da hemolinfa, podendo causar redução de peso e
longevidade das abelhas, deformação das asas e pernas. O ácaro pode carregar consigo outros vírus que podem
infectar as abelhas, potencializando os prejuízos na colmeia.
abelhas
Hospedeiros principais:
Afeta abelhas das espécies
Apis cerana e Apis mellifera.
Varrose:
Já foi
diagnosticada
no país.
A Varrose é causada pelo
desenvolvimento e multiplicação
do ácaro ectoparasita Varroa
destructor.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apis_cerana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apis_mellifera
Adenovirose:
 
As infecções por Aviadenovirus são comuns em aves comerciais e características dos sistemas de criação
intensificada, principalmente em baixa biosseguridade (múltiplas idades e procedências), que favorece a
disseminação. Um crescente número de espécies tem sido também descrito em aves silvestres.
Doenças causadas por Aviadenovirus de Galinhas - FAdV: Hepatite por corpúsculo de inclusão, Síndrome
da hepatite hidropericárdio, Pancreatite necrótica e erosão de moela e Proventriculite.
Os Aviadenovirus têm importância econômica de difícil mensuração, reduzindo a produtividade e
agravando a patogenia de outros agentes, infecciosos ou não, e tornam-se relevantes, pela alta
disseminação.
aves
Hospedeiros principais:
Aves.
Já foi
diagnosticada
no país.
As Adenoviroses
são causadas por 
 Aviadenovirus de
Galinhas (FAdV). 
São separados em 5 espécies
(FAdV-A, FAdV-B, FAdV-C,FAdV-
D e FAdV-E), com vários
genótipos e 12 sorotipos. 
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https://www.zoetis.com.br/paineldaavicultura/posts/76-adenov%C3%ADrus-em-aves-classifica%C3%A7%C3%A3o-taxon%C3%B4mica-e-entendimento-da-diversidade-gen%C3%A9tica.aspx
 
A transmissão pode ocorrer de forma horizontal, através do contato direto ou indireto em instalações contaminadas
através de fômites, e de forma vertical (mais importante). Nesta situação, matrizes adultas não desenvolvem a
doença, porém, quando infectadas, transmitem-na para sua progênie, gerando lotes contaminados. A disseminação do
vírus da CAV ocorre de forma rápida entre as aves do lote, podendo infectar todo o plantel em um intervalo de 2 a 4
semanas. Aves de todas as idades são susceptíveis, entretanto, nas três primeiras semanas há maior probabilidade de
infecção. Após o contato com o vírus, os picos de mortalidade geralmente são observados entre 17-21 dias e 30-33 dias.
Sinais Clínicos: severa anemia transitória, aplasia de medula óssea, atrofia generalizada de órgãos linfoides, retardo
no crescimento, apatia, palidez, plumagem arrepiada, hemorragias subcutâneas e musculares, asas azuladas (blue
wings) e imunossupressão. 
aves
Hospedeiros principais:
Seus únicos hospedeiros são
galinhas de todas as idades.
Anemia Infecciosa 
das
Galinhas:
Já foi
diagnosticada
no país.
O vírus da CAV possui morfologia
icosaédrica e DNA circular de fita
simples. Não apresenta envelope,
sendo assim altamente resistente
no ambiente. 
A Anemia Infeciosa das
Galinhas (CAV) é uma doença
causada pelo vírus da família
Circoviridae.
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A Bronquite Infecciosa é caracterizada por ser uma doença aguda e altamente infecciosa, que afeta aves de ambos os sexos
em diferentes idades. Essa doença acomete a parte respiratória e geniturinária, causando um grande impacto tanto na cadeia
de carnes quanto de ovos. 
Sinais Clínicos: estertores respiratórios; tosse; dispnéia; insuficiência respiratória; diarreia; desidratação; má absorção de
nutrientes; traquéia com muco, congesta e hemorrágica; asfixia e morte. Quando está presente alguma cepa com tropismo
pelo sistema renal, a ave apresenta perda da estrutura e função dos rins, acúmulo de uratos e aumento da mortalidade. Aves
reprodutoras e poedeiras podem apresentar deformidade na casca dos ovos devido a lesões geradas no magno e útero. A
albumina irá se apresentar aquosa e com baixa viscosidade, e dependendo da infecção e do estado da ave, a lesão
reprodutiva pode se tornar permanente. 
aves
Hospedeiros principais:
Afeta aves de ambos os sexos
em diferentes idades. 
Bronquite Infecciosa
Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
A Bronquite Infecciosa Aviária é
caracterizada por ser uma doença
aguda e altamente infecciosa,
causada por um vírus da família
Coronaviridae.
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As aves infectam-se ao ingerir oocistos esporulados, presentes no ambiente, junto com cama, alimento ou água. Os oocistos têm sua
parede rompida pela ação mecânicada moela, liberando os esporocistos que após sofrerem ação da “tripsina quinase” tem os esporozoítos
liberados. A primeira fase é chamada de esquizogonia, ou fase assexuada, e tem início com a invasão dos enterócitos pelos esporozoítos,
formando o esquizonte, unidade repleta de merozoítos. A fase sexuada ou gamogonia tem início ao final da fase assexuada quando a
ultima geração de esquizontes penetra em novos enterócitos diferenciando-se em macrogametas (gametas femininos) e microgametas
(gametas masculinos), posteriormente o macrogameta é fecundado pelo microgameta, formando o oocisto e finalizando a fase endógena
a parede celular é formada, e o oocisto “imaturo” liberado na luz intestinal. A fase externa, também chamada de esporogonia ocorre
mediante algumas condições determinantes de temperatura, umidade e oxigênio, outra característica intrínseca do gênero Eimeria é a
condição de especificidade, ou seja, parasitam apenas uma espécie de hospedeiro, todavia, varias espécies podem estar envolvidas em um
quadro de coccidiose. 
Sinais Clínicos: variam conforme as espécies de coccídios envolvidos na infecção, algumas espécies patogênicas causam diarréia que varia
de mucóide a sanguinolenta, desidratação, penas arrepiadas, anemia, despigmentação da pele e prostração, dentre outros sinais clínicos 
aves
Hospedeiros principais:
Aves no geral.
Coccidiose Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
A coccidiose aviária é causada
por parasitas do gênero
Eimeria.
Na literatura são descritos nove espécies de
Eimeria que causam coccidiose em aves:
E. acervulina, E. praecox, E. maxima, E. mitis, E.
necatrix, E. tenella, E. brunetti, E. hagani e E.
mivati, sendo que, atualmente, somente são
aceitas como válidas pela maioria dos autores
sete dessas espécies.
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A colibacilose é resultado da interação e alteração do equilíbrio entre bactéria, hospedeiro e meio ambiente. A principal porta de entrada
do agente é o trato respiratório superior, por inalação de aerossóis contendo a bactéria. 
A disseminação do agente ocorre através do contato de outras aves com as secreções das aves contaminadas, ou pela ingestão de água
ou ração contaminadas. Permanecem no ambiente por longos períodos, podendo ter o roedor como transmissor, além de moscas, ácaros e
cascudinho serem importantes fontes de infecção. A transmissão de forma vertical é considerada de importância nos incubatórios,
ocorrendo por meio dos poros da casca do ovo, devido a proximidade das membranas do saco aéreo abdominal esquerdo com o oviduto,
podendo ocorrer também pela migração da bactéria a partir da cloaca de forma ascendente. Esse embrião pode apresentar septicemia e
crescimento deficiente caso ele sobreviva nos primeiros dias.
Sinais Clínicos: A colibacilos epode estar associada a quadros como colisepticemia, peritonite, pneumonia, pleuropneumonia, celulite, DCR
(Doença crônicarespiratória), onfalite, salpingite, síndrome da cabeça inchada, pnoftalmia, osteomielite, sinovite e artrite. Também pode
ser encontrado aerossaculite, perihepatite e pericardite, com opacidade e deposição de fibrina no fígado e sacos aéreos.
aves
Hospedeiros principais:
Aves em geral; Afetando
majoritariamente aves de
produção.
Colibacilose:
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada pela bactéria
Escherichia coli, pertencente
a família Enterobacteriaceae.
Gram negativa
Anaeróbia facultativa,
não formadora de 
 esporos e
fermentativa.
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A doença, que afeta, na maior parte dos casos, o trato respiratório superior
das aves, é transmitida de forma horizontal, após o contato direto entre aves
contaminadas e saudáveis. Insetos, água, ração e fômites contaminados
também são importantes fontes de transmissão.
Sinais Clínicos: costumam aparecer a partir da terceira semana de vida e são
muito semelhantes aos descritos também para aves de vida longa – apatia,
queda no consumo de água e ração, descarga nasal, conjuntivite, edema
facial e mortalidade.
aves
Hospedeiros principais:
Aves domésticas, comerciais e
também aves exóticas. 
Coriza Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
Altamente contagiosa, a coriza
é causada pela bactéria
Avibacterium paragallinarum. 
Uma característica importante
dessa bactéria é que ela
dificilmente sobrevive fora do
hospedeiro, o que facilita o seu
controle no ambiente por meio de
medidas eficientes de manejo, como
vazio sanitário adequado, limpeza e
desinfecção.
A melhor ferramenta de
prevenção da doença é a
imunização das aves. 
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Hospedeiros principais:
É uma doença
linfoproliferativa comum de
frangos.
 
A doença de Marek (MD) é uma doença linfoproliferativa comum de frangos, normalmente caracterizada por infiltrado de células
mononucleares nos nervos periféricos e vários outros órgãos e tecidos , incluindo íris e pele. As aves se contaminam através do contato direto e
indireto, por via aerógena. O folículo da pena é o local primário da replicação viral e com a descamação epitelial ocorre contaminação
ambiental e assim das aves. O VDM acomete principalmente aves a partir da sexta semana de vida. 
Sinais clínicos: Sinais associados variam de acordo com a síndrome específica. Os sinais associados a forma visceral, são principalmente
depressão, anorexia, perda de peso, palidez e diarreia. Já a forma nervosa, incoordenação, torcicolo, paresia ou paralisia espástica unilateral
dos membros, dilatação do papo e paralisia flácida do pescoço. Os sinais da doença são inespecíficos e incluem perda de peso, palidez,
anorexia, e diarreia. Sob condições comerciais, a morte geralmente resulta de fome e desidratação, devido à incapacidade para alcançar
comida e água. Em geral, os sinais relacionados com lesões nos nervos são paralisia, e mais tarde, paralisia espástica completa de uma ou mais
das extremidades. Os distúrbios locomotores são facilmente reconhecidos e incoordenação pode ser o primeiro sinal observado. A apresentação
clínica particular característica é uma ave com uma perna esticada para a frente e outra para trás como resultado de paresia unilateral ou
paralisia da perna. No entanto, galinhas com linfomas podem aparecer clinicamente normais, mesmo tendo amplo envolvimento neoplásico no
coração, ovários entre outros órgãos e as lesões serem detectadas apenas no exame post mortem, enquanto outras aves podem tornar-se
deprimidas antes da morte.
aves
Doença de Marek:
Já foi
diagnosticada
no país.
O vírus da doença de Marek
(VDM) pertence à família
Herpesviridae, subfamilia
subfamília Alphaherpesvirinae,
e ao gênero Mardivirus.
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https://avinews.com/pt-br/boehringer-newxxitek-newcastle-e-marek/
 
O Birnavírus possui predileção pelos tecidos linfóides presentes na Bolsa de Fabrícius, responsável diretamente pelo desenvolvimento do
sistema imune das aves. A infecção é transmitida horizontal, via oral, respiratória ou ocular. Após a entrada do vírus no organismo da ave,
ele inicialmente se replica nas placas de Peyer do intestino, segue para o fígado, alcançando a corrente sanguínea e chegando a bolsa de
Fabricius 24 horas após a inoculação. As aves infectadas transmitem o vírus durante 10 a 14 dias pelas fezes, conseguindo resistir por
longos períodos em matéria orgânica. Vetores como insetos, aves, cães, gatos, roedores e até os seres humanos são capazes de levar o
vírus de lotes contaminados para lotes sadios. 
Sinais Clínicos: as aves apresentam lesões no fígado; hemorragias petequiais na musculatura; aumento do muco intestinal; rins inchados e
esbranquiçados. Também apresentam lesões na Bolsa de Fabrícius, sendo que nos quatro primeiros dias, existe um aumento de tamanho
com lesão hemorrágica, edema e transudato fibrinoso. Após os quatro primeiros dias de infecção, o tamanho da Bolsa começa a regredir
até atrofiar. A ave apresenta diarréia,prostração, inapetência, redução de crescimento, desidratação e infecções secundarias são muito
comuns.
aves
Hospedeiros principais:
Galinhas e perus.
Doença Infecciosa da
Bursa/ Doença de
Gumboro:
Já foi
diagnosticada
no país.
O vírus pertence à
família Birnaviridae.
È do tipo icosaédrico, sem envelope e
tem aproximadamente 60 nm de
diâmetro. É um RNA vírus de fita
dupla, que possue 5 proteínas virais –
PV1; PV2; PV3; PV4 e PV5.
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É uma doença infectocontagiosa de ocorrência em vários países do mundo,
que afeta galinhas adultas e também outras aves durante a fase de
produção, causando queda de postura, alteração na qualidade interna do ovo
e má qualidade da casca.
O período de incubação deste vírus é de 3 – 5 dias, os sinais clínicos
geralmente observados são a postura de ovos despigmentados ou de ovos
com casca fina e/ou sem casca, sucedido de queda de produção; Estes sinais
são vistos principalmente em lotes infectados na ausência de anticorpos ou
imunidade. Em pintinhos, a infecção resulta em aumento de mortalidade na
primeira semana.
aves
Hospedeiros principais:
Todas as Linhagens de
galinhas são susceptíveis à
infecção, patos, gansos, cisnes
pássaros etc.
EDS-76 (Síndrome da
queda de postura):
Já foi
diagnosticada
no país.
O agente causador da EDS-76 é um
adenovírus do grupo III (ADV III) da
família Adenoviridae, gênero
Aviadenovírus.
Síndrome da Queda de Postura,
também conhecida como EDS – 76
“Egg Dropping syndrome” e 76
refere-se ao ano em que foi
identificado, 1976, 
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A transmissão se dá de forma horizontal, através do contato com fômites, água e ração contaminados com o
vírus, equipamentos contaminados com fezes e ainda por contato direto entre as aves. A transmissão vertical
possui grande relevância econômica visto que aves suscetíveis transmitem o vírus na postura. A imunidade
passiva possui grande importância para as aves, visto que os anticorpos são transferidos à progênie via saco
vitelínico, conferindo proteção por 3 a 10 dias após o nascimento. Anticorpos neutralizantes são os maiores
determinantes à resistência do vírus. Acometendo galinhas de todas as idades, sendo os pintinhos os mais
suscetíveis; 
Sinais Clínicos: A cepa neurotrópica acomete principalmente pintos de 1-3 semanas de idade levando a
manifestação de sinais nervosos, como ataxia, depressão, paralisia e morte. A cepa enterotrópica, também
denominada como cepa de campo, é caracterizada por infecção das aves via oral e eliminação do vírus através
das fezes; é considerada apatogênica, sendo mais relevante quando ocorre transmissão horizontal ou vertical
levando ao surgimento de sintomas nervosos.
aves
Hospedeiros principais:
Frangos e galinhas, perus,
codornizes e faisões.
Encefalomielite
Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
Também denominada como “tremor
epidêmico”, a doença é provocada
por um vírus da família
Picornaviridae, único pertencente ao
gênero Tremovírus A.
RNA fita simples, seme
envelope lipídico, que possui
alta resistência à
desinfetantes comuns, ácidos,
clorofórmio.
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A Bouba aviária é uma doença viral das aves domésticas, sendo de disseminação lenta e caracterizando-se
pela formação de lesões proliferativas da pele, discretas, nodulares, nas regiões desprovidas de pena no
corpo da ave (forma cutânea); ou lesões fibrio-necróticas e proliferativas na membrana mucosa do trato
respiratório superior, boca e esôfago (forma diftérica). Normalmente, a mortalidade é baixa, mas pode
elevar-se quando na forma diftérica ou quando da complicação por infecções secundárias e/ou má
qualidade de manejo.
Sinais Clínicos: variam com a virulência e o patótipo da cepa viral, modo de transmissão e suscetibilidade
do hospedeiro. A ave doente apresenta –se apática, encorujada, arrepiada e com febre. A doença pode
acorrer na forma cutânea: apresentação mais comum dos surtos, as aves apresentam poucos sintomas,
redução no ganho de peso ou perca na produção de ovos. Na forma diftérica tem a presença de lesões na
parte superior do trato respiratório e/ou digestório, podendo produzir dispnéia, inapetência. 
aves
Hospedeiros principais:
Acomete galinhas, perus,
pombos, codornas, canários,
papagaios, entre outros.
Epitelioma
Aviário/Bouba/Varíola
Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
O agente etiológico da enfermidade é um
Poxvírus avícola, são membros do gênero
Avipoxvírus da família Poxviridae.
Não é uma doença de
interesse na saúde pública
e normalmente, não afeta
mamíferos.
A prevenção da bouba
é feita pela vacinação
sistemática dos pintos
a partir de 10 dias.
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A Espiroquetose Aviária ou Borreliose Aviária é uma doença aguda e septicêmica que acomete uma ampla
variedade de espécies de aves. A transmissão biológica ocorre através da picada de um carrapato infectado,
embora possam também ser transmitidas mecanicamente por mosquitos e pulgas. O vetor biológico responsável
pela transmissão da bactéria é um carrapato mole, pertencente ao gênero Argas. A única espécie encontrada no
Brasil é o Argas (Persicargas) miniatus, conhecido vulgarmente por “carrapato de galinha” ou “carrapato de
galinheiro”.
Sinais Clínicos: Clinicamente a enfermidade caracteriza-se inicialmente por uma hipertermia (febre) seguida de
uma intensa ingestão de água, fraqueza muscular, sonolência, penas arrepiadas, falta de apetite, presença de
uma diarreia verde escura (devido à injúria hepática causada pela doença levando a processos obstrutivos). Com
a evolução do quadro clínico, mais ainda na fase aguda da doença, a ave entra em estado cianótico (azulada),
apresentando as mucosas pálidas (mais evidentes na crista e barbela) e hipotermia (temperatura baixa) que
podem levar ao óbito.
aves
Hospedeiros principais:
Esta bactéria parasita, principalmente,
aves de produção como a galinha
doméstica, gansos, perus, patos e faisões,
estes funcionando como verdadeiros
reservatórios naturais.
Espiroquetose
 Aviária (Borrelia
anserina):
Já foi
diagnosticada
no país.
Esta enfermidade é causada
por uma espécie de bactéria
espiroqueta conhecida como
Borrelia anserina.
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A Leucose Aviária (LA) é uma doença neoplásica viral que induz a formação de tumores na Bursa de Fabricius podendo
ocasionar metástases em outros órgãos. O termo Leucose refere-se à ocorrência de infecção em leucócitos e é popularmente
utilizado para denominar neoplasias ou tumores nestas células. A transmissão pode ocorrer tanto vertical quanto horizontal. A
transmissão horizontal provavelmente é a mais importante podendo ocorrer diretamente através do contato com sangue,
saliva, secreções respiratórias, sêmen ou fezes contaminados, ou indiretamente por meio de insetos contaminados.
Sinais Clínicos: podem ser variáveis, podendo ainda as aves estar infectadas com o vírus da LA e não desenvolverem sinais
clínicos nem a doença, justificando a não apresentação ou a não observação de sintomatologia clínica. Já a leucose mielóide é
constituída por populações de mielócitos diferenciados em várias fases. Existe uma exuberante proliferação dos mielócitos
imaturos com núcleos volumosos, nucléolo evidente e citoplasma eosinofílico, granulado e preenchido com numerosas mitoses. 
aves
Hospedeiros principais:
Diversas espécies de aves podem ser
afetadas. A maior frequência desta
doença ocorre em frangos de corte e em
galinhas de postura, perus e codornas. 
 Aves de vida livre como, por exemplo, os
pardais, podem albergar o vírus e
disseminar para as granjas.
Leucose Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
O agente causal é um vírus que
pertence ao gênero dos Retrovírus
aviários da família Retroviridae.
Os retrovirus aviários
pertencem à sub-familia dos
oncovirus, ou seja, retrovirus
capazesde induzir formação
de tumores.
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A Cólera Aviária apresenta distribuição mundial. A enfermidade, na sua forma típica, caracteriza-se por desenvolver uma doença
septicêmica que resulta em alta morbidade e alta mortalidade. A Pasteurella multocida é aparentemente um habitante normal das
vias aéreas de animais saudáveis e pode ser mantida na região da orofaringe sem causar doenças em hospedeiros
imunocompetentes por longos períodos. Por outro lado, o desequilíbrio da relação entre hospedeiro e bactéria pode levar ao
desenvolvimento da Cólera Aviária. Processos estressantes como a alimentação deficiente, as condições inadequadas de manejo, a
sobrecarga fisiológica, a infestação parasitária e as infecções concomitantes são exemplos de fatores predisponentes ao
desenvolvimento da C.A. Neste contexto, o trato respiratório superior constitui-se na principal porta de entrada para a bactéria e
posterior colonização do trato inferior, a partir da qual a P. multocida rapidamente atinge o sistema vascular. 
Sinais Clínicos: anorexia, cianose, estertores, descargas nasais e diarréia aquosa ou verde-mucóide. Contudo, a morte sem
manifestação de sinais clínicos pode ocorrer em alguns surtos, sendo possível encontrar reprodutoras mortas nos ninhos.
aves
Hospedeiros principais:
A maioria dos surtos de Cólera Aviária
afeta galinhas, perus, patos e gansos.
No entanto, vários animais podem
hospedar a P. multocida.
Pasteurelose/
Cólera Aviária:
Já foi
diagnosticada
no país.
A Pasteurella multocida
subespécie multocida é o
agente causador.
 Imóvel e sensível à penicilina.
Bactéria cocobacilar
Gram negativa
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Reovirose/
Artrite Viral:
 
A artrite viral ou também chamado de reovirose tem grande importância para frangos de
corte e reprodutoras pesadas, tendo como características a presença de lesões nas articulações
do tarso e do metatarso. As lesões articulares de caráter inflamatório crônico fazem com que
as aves apresentem um inchaço nos tendões e nas articulações, apresentando exsudato de cor
amarelada podendo evoluir para exsudado caseoso quando ocorrer alguma infecção
secundária. Nas proximidades das articulações pode apresentar hemorragias petequiais. Com
a evolução da doença, as aves apresentam severa dificuldade de locomoção, podem
permanecer em decúbito ventral, tendo como consequência redução na conversão alimentar e
no ganho de peso, resultando em mortalidade por inanição e desidratação. A transmissão
ocorre por contato direto entre as aves, aerossol, equipamentos, fômites e transito de pessoas,
pois o vírus é excretado pelo sistema respiratório e digestivo, e permanece por dias nas
tonsilas cecais e articulações.
aves
Hospedeiros principais:
Galinhas, perus e outras aves.
Já foi
diagnosticada
no país.
A artrite viral ou também
chamado de reovirose é causada
pelo Orthoreovirus (antigamente
era denominado de Reovírus).
O vírus é um RNA de fita
dupla, envelopado o que faz
com ele seja resistente no
ambiente, dificultando a sua
destruição.
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A infecção pelo VRE pode resultar em imunossupressão, síndrome do definhamento, alta mortalidade ou neoplasia
aguda de células reticulares e/ou linfomas de células B ou T. A doença clínica causada pelo VRE, mesmo esporádica,
pode ocorrer por transmissão natural durante a fase aguda da doença, de forma vertical, com contaminação das
células germinativas do ovário e/ou no oviduto infectado, ou horizontal, através do alimento, excreções e/ou
mecanicamente por insetos.
Sinais Clínicos: A manifestação clínica da infecção pelo VRE pode variar de síndrome de refugagem, caracterizada
por atrofia acentuada de tecidos linfóides; à neoplasia aguda de células do sistema reticuloendotelial e/ou linfomas
de células B ou T, de acordo com as propriedades oncogênicas das diversas variantes virais. 
Hospedeiros principais:
O VRE afeta galinhas, perus,
patos, gansos, faisões,
codornas e várias aves
silvestres.
aves
Reticuloendoteliose:
Já foi
diagnosticada
no país.
O vírus da reticuloendoteliose
(VRE) é um Retrovírus.
O VRE, classificado como um
gammaretrovírus, inclui um grupo de
variantes de retrovírus patogênicos,
denominado grupo da
reticuloendoteliose, que compartilha
similaridades estruturais, morfológicas
e antigênicas com os retrovírus tipo C
de mamíferos. 
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O termo salmonelose aviária designa os vários grupos de doenças das aves determinados por qualquer membro do
gênero Salmonella. Em se tratando de aves comerciais, as salmoneloses são responsáveis por perdas diretas e
indiretas na produção avícola, além de sua importância em saúde pública.
As espécies e subespécies de salmonela são fenotipicamente classificadas de acordo com diferentes testes de
crescimento bacteriano e diferenciação bioquímica, enquanto sorovares ou sorotipos são classificados com base no
esquema de KauffmannWhite. A capacidade dos sorovares de Salmonella spp. invadir o organismo da ave e resistir à
ação do sistema imune é conferida por informações genéticas contidas no genoma desses microorganismos. Variações
de conteúdo e funcionamento dos genes, presentes nos sorovares, têm consequências diretas no tipo de enfermidade
provocada.
aves
Hospedeiros principais:
A Salmonella spp. pode ser isolada a
partir de uma grande variedade de
hospedeiros, ou seja, répteis, aves,
insetos e mamíferos, inclusive o
homem.
Salmoneloses (exceto:
S. gallinarum, S.
pullorum, S. enteritidis
e S. typhimurium)
Já foi
diagnosticada
no país.
As salmoneloses aviárias são
causadas por bactérias do
gênero Salmonella, faz parte da
família Enterobacteriaceae.
Gram negativa
Móveis com flagelos
peritríquios (sendo alguns
imóveis).
Zoonótica
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A infecção ocorre predominantemente pela ingestão de alimento, água, cama ou
solo contaminado. Os animais infectados eliminam as bactérias em grande
quantidade pelas fezes. Não há evidências convincentes de transmissão do M.
avium via ovo. Ocorre geralmente em aves adultas, com mais de um ano de idade,
provavelmente devido ao longo período de incubação que pode variar de
semanas a meses. Esta doença é caracterizada por induzir perdas econômicas,
pelo decréscimo na produção e morte.
Sinais Clínicos: perda de peso, músculos peitorais atrofiados, esterno saliente e
deformado; crista, barbela e lóbulos das orelhas pálidos.
Tuberculose Aviária:
aves
Hospedeiros principais:
Infecta a maioria das espécies de aves
domésticas e silvestres. Também pode
acometer suínos e bovinos suscetíveis à
infecção pelo bacilo aviário.
Já foi
diagnosticada
no país.
A tuberculose aviária é uma doença
infecto-contagiosa provocada pelo
Mycobacterium avium.
Um bacilo álcool-ácido resistente, que
pode sobreviver por longos períodos de
tempo em condições adversas, inclusive
à dessecação.
A tuberculose aviária representa
perigo também para a espécie
humana, especialmente crianças,
idosos e pessoas
imunossuprimidas. 
Zoonótica
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O A. marginale é transmitido biológica e mecanicamente por artrópodes, sendo que o carrapato Boophilus microplus
é o principal transmissor de A. marginale no Brasil, pelas vias transestadial e mecânica. Insetos hematófagos
(moscas, mosquitos, tabanídeos) e agulhas de injeção também contribuem para a transmissão da doença. A forma
congênita de transmissão em bovinos pode ocorrer, ocasionando a anaplasmose neonatal. Anaplasma marginale é
um parasito intraeritrocitário obrigatório, após a penetração no bovino, entra na parede celular do eritrócito e
desenvolve um vacúolo, nesse vacúolo muda da forma vegetativa para a forma infectante. Existem as formas
clínicas aguda, superaguda, leve e/ou crônica, com um período pré-patentede 20 a 40 dias seguido por parasitemia.
No pico da enfermidade, a queda do hematócrito é acentuada e mais de 75% dos eritrócitos podem estar infectados,
com o quadro podendo persistir por uma a duas semanas. 
Sinais Clínicos: anemia hemolítica, icterícia, dispnéia, taquicardia, febre, fadiga, lacrimejamento, sialorréia, diarréia,
micção frequente, anorexia, perda de peso, aborto, às vezes agressividade, podendo levar o animal à morte em
menos de 24 horas.
Anaplasmose
Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Ruminantes.
Já foi
diagnosticada
no país.
Anaplasmose bovina é uma infecção
causada por Anaplasma marginale e A.
centrale, rickettsias da família
Anaplasmataceae, ordem Rickettsiales.
A espécie mais patogênica e
de maior importância para
bovinos é o A. marginale.
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A Babesiose Bovina (doença que junto com a Anaplasmose Bovina formam o complexo da Tristeza Parasitária Bovina) é uma
hemoparasitose causada, no Brasil, pelos protozoários B. bovis e B. bigemina, a qual apresenta como único vetor biológico o
carrapato Boophilus microplus. A primeira, uma babesia pequena, é a mais patogênica e responsável pelo desenvolvimento de
sinais nervosos nos bovinos, denominada babesiose cerebral. Ambas as babesias desenvolvem uma doença hemolítica
caracterizada por anemia, febre, icterícia e hemoglobinúria, entretanto, a babesiose por Babesia bigemina causa uma doença
mais branda.
Em áreas enzoóticas, os bezerros recém-nascidos recebem anticorpos através do colostro, que os protegem durante os
primeiros meses de vida. A exposição gradativa desses animais ao vetor e, consequentemente, ao parasito, é responsável pelo
desenvolvimento da imunidade ativa, que resulta em menor ocorrência de casos clínicos de babesiose.
Sinais Clínicos: dependem da espécie do protozoário envolvido; no entanto, infecções por B. bigemina ou B. bovis determinam
febre, anemia, hemoglobinemia, hemoglobinúria e fraqueza, podendo evoluir para a morte do animal. Existe uma correlação
direta entre a elevação da temperatura corpórea e o aumento da parasitemia. 
Babesiose
Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Bovinos
Já foi
diagnosticada
no país.
A babesiose bovina é uma
hemoparasitose causada, no
Brasil, pelos protozoários Babesia
bovis e Babesia bigemina.
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Já foi
diagnosticada
no país.
 
A campilobacteriose genital bovina (CGB) é uma doença infectocontagiosa de transmissão sexual, que acomete
bovinos em idade reprodutiva e causa grandes perdas econômicas em decorrência dos problemas reprodutivos
desencadeados.
Sinais Clínicos: Podem causar morte embrionária, repetição de cios, abortos, vacas vazias no final da estação de
monta, necessidade de maior frequência na reposição de touros, aumento do período entre partos e,
consequentemente, queda na produção de bezerros nascidos e produção de leite . Nos países onde ocorrem, estas
doenças causam grandes perdas anuais, uma vez que levam a média de 60% de taxa de retorno ao cio e que
apenas 35% das novilhas cobertas ficam prenhes.
Campilobacteriose 
Genital Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Bovinos
A Campilobacteriose Genital Bovina
(CGB) é uma importante enfermidade
de caráter venéreo causada pela
bactéria Campylobacter fetus subsp.
venerealis.
Gram negativa
Os principais fatores de virulência
deste agente são relacionados
com a adesão, motilidade,
proteínas de superfície, produção
de toxinas e sistemas de secreção
e regulação.
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A infecção pelo BVDV tem sido associada a uma ampla variedade de manifestações clínicas: desde infecções inaparentes
ou com sinais leves até doença aguda fatal. No entanto, a maioria das infecções em animais imunocompetentes parece
cursar de forma subclínica. Enfermidade gastroentérica aguda ou crônica, doença respiratória em bezerros, síndrome
hemorrágica com trombocitopenia, patologias cutâneas e imunossupressão estão entre as consequências mais frequentes
da infecção pelo BVDV.
Embora identificado originalmente de casos de doença gastroentérica, e frequentemente associado com esse tipo de
patologia, o BVDV é um vírus também associado com fenômenos reprodutivos. As consequências clínico-patológicas e
epidemiológicas da infecção de fêmeas bovinas prenhes são marcantes. Em muitos rebanhos onde a infecção é endêmica,
falhas reprodutivas representam os sinais mais evidentes - e por vezes, os únicos - da presença da infecção. 
Diarreia Viral
Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Bovinos
Já foi
diagnosticada
no país.
O vírus da Diarréia Viral Bovina [Bovine
viral diarrhea virus, BVDV] é um dos
principais patógenos de bovinos e causa
perdas econômicas significativas para a
pecuária bovina em todo o mundo. O BVDV
pertence à família Flaviviridae, gênero
Pestivirus.
Os pestivírus são vírus pequenos
(40-60nm), envelopados e contêm
uma molécula de RNA linear, fita
simples, polaridade positiva.
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A Leucose Enzoótica Bovina (LEB) é uma doença crônica altamente contagiosa causada por um retrovírus e acomete
principalmente rebanhos leiteiros. A transmissão é por via horizontal (por fômites contaminados com fluidos orgânicos de
animais contaminados, por exemplo) e vertical. A infecção viral desenvolve neoplasias em tecidos linfóides e é frequentemente
diagnosticada em animais domésticos. Em relação aos achados clínicos da LEB pode-se destacar a ocorrência de uma forma
tumoral denominada de “Maligna Tumoral” que ocasiona a morte de bovinos adultos (entre 5 a 10% dos animais infectados)
resultante da formação de linfossarcomas, em quase todos os gânglios linfáticos e órgãos e uma outra forma a Linfocitose
Persistente, chamada também de “Forma Benigna”, caracterizada pelo aumento geral do número de linfócitos sanguíneos
circulantes. Aproximadamente 30% dos animais infectados desenvolvem a linfocitose. Este quadro caracteriza a forma clínica
da doença. Esta linfocitose permanente é causada pelo aumento de linfócitos B circulantes, aumentando em aproximadamente
40% dos valores normais.
Leucose Enzoótica
Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Bovinos
Já foi
diagnosticada
no país.
O agente etiológico da LEB é
denominado Vírus da Leucose
Bovina (VLB). Pertence à família
Retroviridae, à sub-família
Oncovirinae, e ao gênero
Deltaretrovirus. 
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Os Herpesvírus induzem latência, caracterizada pela presença do genoma viral nos gânglios nervosos, principalmente no
trigêmeo e sacral, sem produção de progênie viral. O animal portador latente pode reativar o vírus, quando é exposto a fatores
predisponentes estressantes, que diminuem a resistência imunológica e, assim, eliminar partículas virais, sem apresentar
sintomas clínicos, na maioria das vezes. A doença apresenta forma respiratória, incluindo tosse, corrimento nasal e conjuntivite.
Sinais Clínicos: podem variar de leve a grave, de acordo com a presença de pneumonia bacteriana secundária e
desenvolvimento da dispneia. Na ausência de pneumonia bacteriana, a recuperação ocorre geralmente de 4 a 5 dias após o
início dos sinais. Uma vez que a latência do vírus é considerada uma sequela normal da infecção e a resposta de anticorpos é
duradoura, qualquer animal soropositivo deve ser considerado como transportador potencial e disseminador do vírus.
Rinotraqueíte
Infecciosa
Bovina:
Já foi
diagnosticada
no país.
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Bovinos
O Vírus da Rinotraqueíte Infecciosa
Bovina denominado de Herpesvírus
Bovino tipo 1(BHV-1), é um membro da
família Herpesviridae, subfamília
Alphaherpesviridae, gênero Varicellovirus,
que pode ser diferenciado em subtipos 1.1,
1.2a e 1.2b, possuindo duas cepas
diferentes 
O genoma viral consiste de DNA decadeia
dupla, glicoproteínas virais, localizadas no
envelope sobre a superfície desempenham
papel importante na patogenia e
imunidade.
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P. multocida é transmitida por ingestão ou inalação, durante o contato direto ou através de fômites, como alimentos e água
contaminados. Os sorotipos que causam septicemia hemorrágica são provavelmente excretados na região orofaríngea. Alguns
animais tornam-se portadores, preservando o organismo nos tecidos linfáticos associados ao trato respiratório superior, e
periodicamente, o expelem nas secreções nasais. 
Sinais Clínicos: febre, letargia e falta de vontade de se mover, salivação e descarga nasal serosa, inchaços edematosos tornam-se
visíveis na região submandibular, falta de ar, espuma pela boca e, muitas vezes, o animal geralmente desmaia e morre entre 6 e
8 horas. A recuperação nos casos hiperagudos é rara, especialmente em búfalos. A gastroenterite é um sinal clínico que também
foi relatado em bezerros.
Hospedeiros principais:
Bovinos, bubalinos, suínos ,bisões, camelos,
elefantes, cavalos, burros e iaques. 
Já foi
diagnosticada
no país.
Septicemia
Hemorrágica:
bovinos e 
bubalinos
A septicemia hemorrágica é o
resultado da infecção pela
bactéria Pasteurella multocida,
subesp. Multocida.
Cocobacilo, gram negativo e pode
causar uma variedade de doenças
em animais, mas apenas 2 sorotipos
deste organismo são tipicamente a
causa da septicemia hemorrágica:
sorotipos B: 2 y E: 2
Os sorotipos
B: 2 y E: 2
não são
zoonóticos.
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A transmissão ocorre principalmente por meio das mãos dos ordenhadores ou equipamentos de ordenha mecânica. Pode ser
transmitida dos animais aos seres humanos que se infectam por meio do contato com as lesões presentes no úbere dos animais
doentes, podendo provocar lesões nas mãos e no antebraço dos manipuladores. Entre propriedades rurais, a doença é
transmitida por introdução de animais doentes no rebanho ou por pessoas que ordenharam animais doentes em outras
propriedades. Outros fatores como a manipulação de latões de leite contaminados e presença de roedores silvestres, que
podem funcionar como reservatórios do vírus, são citados. 
Sinais Clínicos: a ocorrência de sinais clínicos tem sido restrita a vacas em lactação e aos bezerros que mamam nas vacas
doentes. Nas vacas, caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas manchas que evoluem para vesículas e crostas escuras nos
tetos e no úbere, que cicatrizam em 15 a 20 dias. É comum a ocorrência de mastite e infecções secundárias. Nos bezerros são
observadas lesões na boca, no focinho e nos lábios. 
Varíola Bovina:
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
Vacas lactentes, bezerros e homem.
Esporadicamente, gatos domésticos e
cães podem ser infectados. Roedores são
descritos como reservatórios. 
Já foi
diagnosticada
no país.
Causada por duas espécies do gênero
Orthopoxvirus, subfamília Chordopoxvirinae
da família Poxviridae: o vírus da varíola
bovina (cowpoxvirus) e vírus vaccinia.
Zoonótica
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Em fêmeas, a doença causa endometrite, piometra, cervicite, vaginite, irregularidades do cio, abortamento precoce,
esterilidade temporária e morte do feto. Os machos têm uma infecção assintomática, não desenvolvem a doença e nem
adquirem imunidade contra o parasita. 
A transmissão natural ocorre durante o coito, onde o parasita passa do touro infectado para a fêmea e vice-versa. Além do
contato sexual, há evidências de que esse parasita possa ser veiculado de modo indireto, por meio de corrimento vaginal
transferido para cama de feno, vagina artificial contaminada e instrumento obstétrico. Também existe a transmissão por
inseminação artificial, quando se utiliza sêmen contaminado com o T. foetus. Em machos, o parasita pode ser observado com
maior frequência na cavidade prepucial, mucosa peniana e na porção inicial da uretra. A infecção torna-se crônica em
animais com mais idade, provavelmente devido às alterações que ocorrem no epitélio prepucial como o aumento do número
e da profundidade das vilosidades. Os touros raramente apresentam manifestações clínicas da infecção por T. foetus.
Tricomonose:
Já foi
diagnosticada
no país.
bovinos e 
bubalinos
Hospedeiros principais:
BovinosÉ causada por um protozoárioflagelado denominado Tritrichomonas
foetus.
Esse protozoário é móvel e anaeróbio e se
multiplica por divisão binária. É sensível
ao calor e aos desinfetantes comuns.
Sobrevive por poucos dias no ambiente.
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Adenite
Equina/Papeira/
Garrotilho:
 
Causado por uma bactéria que atinge o trato respiratório anterior de equinos, acometendo animais de todas as idades, embora com
maior prevalência nos jovens. O termo garrotilho (do espanhol garrotillo: angina grave que produz a morte por sufocação, foi
incorporado ao português em 1695) refere-se a que os cavalos afetados, mas não tratados, parecem estar sendo estrangulados por
garrote devido ao aumento dos linfonodos retrofaríngeos e submandibulares que obstruem a faringe. Equídeos de todas as idades
podem ser acometidos por essa doença, embora ela seja mais frequente em animais com menos de cinco anos de idade e, especialmente,
em potros. Sua morbidade é alta e a letalidade baixa. A transmissão da enfermidade se dá de forma direta por cavalos que estão
incubando a doença, que apresentam sinais clínicos, mas estão se recuperando e por portadores ou de forma indireta, por meio de
fômites, tais como buçais e outros utensílios, e de pastagens, aguadas e estábulos contaminados com secreções.
Sinais clínicos: depressão, inapetência, febre, assim como secreção nasal, inicialmente serosa, que passa à mucopurulenta e à purulenta
em alguns dias, tosse produtiva, dor à palpação da região mandibular e aumento de volume de linfonodos, principalmente
submandibulares, além da posição de pescoço estendido devido à dor na região da laringe e faringe.
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
Hospedeiros principais:
Equídeos.
A Adenite Equina, também conhecida
como Garrotilho, é uma enfermidade
bacteriana causada pelo Streptococcus
equi, subsp. equi.
Gram positivas
Bactéria em forma de cocos,
catalase negativa, que
formam algomerados em
forma de cordões.
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Exantema Genital
Equino:
 
A transmissão ocorre principalmente através do contato sexual, porém sua disseminação nos plantéis pode
ocorrer de forma iatrogênica, por transferência de embriões ou inseminação artificial. As lesões ocasionadas
pelo EHV-3 surgem após um período de incubação de 5 a 9 dias, inicialmente apresentando pequenas
pápulas elevadas e avermelhadas, comumente não percebidas e que evoluem para vesículas, pústulas e
úlceras na mucosa vaginal e vulva nas fêmeas e pênis, prepúcio e região perineal nos machos. Apesar de os
danos teciduais serem autolimitantes, não invasivos e estarem restritos a mucosa vaginal e vestibular, a
completa cicatrização pode levar de 10 a 14 dias e repouso sexual é indicado, desencadeando prejuízos
econômicos. 
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
Hospedeiros principais:
Cavalos são os únicos
hospedeiros conhecidos.
Exantema Coital Equino (ECE) ou
Exantema Genital é uma doença viral,
aguda e altamente infecciosa
provocada pelo herpesvirus equino tipo
3 (EHV-3).
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Gripe Equina:
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
 
A Influenza Equina é uma doença respiratória, conhecida como Gripe Equina, altamente, contagiosa, que ataca o sistema
respiratório dos equinos, asininos e muares, de qualquer raça, sexo ou idade, causando infecção aguda. Sua predileção por
raça ou sexo é desconhecida, e é considerada como a enfermidade respiratória mais importante da espécie. A transmissão
ocorre por intermédio dadisseminação do vírus pelo ar, ou pelo contato direto entre os animais, e se dá de modo muito
rápido, podendo acometer todo a manada. O contato se dá por secreções/excreções dos animais doentes (urina, fezes,
secreção nasal e pus dos abscessos, aerossóis da tosse ou espirro, que contaminam o ambiente, comedouros e bebedouros,
embocaduras e materiais de uso diário, como panos, escovas, etc.).
Sinais Clínicos: a febre é o primeiro sinal aparente, podendo apresentar, também, depressão, tosse seca e prolongada sem
secreção catarral, corrimento nasal aquoso, redução do apetite, perda de peso, apatia geral, desânimo, relutância para
mover-se, traqueíte, faringite, infecções bacterianas secundárias.
Hospedeiros principais:
Equídeos.
O vírus da influenza (EIV) pertence à
Família Ortomixoviridae, sendo gerada pelo
vírus Influenzavirus tipo A, subtipo equi-1 e
equi-2. A influenza equina é subdividida em: 
Subtipo equi-1 (H7N7): menos patogênico,
causando inflamação, nasofaríngea e
laringotraqueal; Subtipo equi-2 (H8N8):
inflamação nasofaríngea e laringotraqueal,
bronquite, bronquiolite e, às vezes,
miocardite e encefalite (não há imunidade
cruzada entre os subtipos, sendo necessário
vacinar contra os dois).
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Linfangite
 Ulcerativa:
 
A linfangite ulcerativa é uma infecção bacteriana dos vasos linfáticos subcutâneos e tecidos
adjacentes de equinos. Não existe predileção por idade, sexo ou raça. Existem métodos eficientes
para prevenir a infecção, tais como: higiene dos estábulos, baias, pastos e picadeiros, controle
constante de vetores, isolamento dos animais infectados, e evitar a aglomeração constante da
população equina.
Sinais Clínicos: As lesões são mais comuns nos membros posteriores, especialmente distais ao
jarrete, com formação de nódulos dolorosos, edemaciados, os quais fistulam, drenando pus com
característica cremosa.
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
Hospedeiros principais:
Equídeos e bovinos.
A Linfangite Ulcerativa trata-se de uma
doença infecciosa de caráter bacteriano.
Tem como principais agentes
Corynebacterium pseudotuberculosis,
Staphylococcus spp., Streptococcus spp.,
Pseudomonas aeruginosa e Rhodococcus
equi. 
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Piroplasmose 
Equina:
 
A Babesiose Equina, também conhecida como Nutaliose ou Piroplasmose é uma enfermidade transmitidos por
varias espécies de carrapatos. É uma importante afecção parasitária que acomete os equinos. No Brasil, o
carrapato Boophilus microoplus tem importância relevante na transmissão da Theileria equi, portanto vem
sendo considerado o principal vetor de transmissão. Já em relação à Babesia caballi, alguns estudos
comprovam a participação do carrapato Anocentor nitens no ciclo e transmissão, assim como o carrapato
Amblyoma cajennense.
Sinais Clínicos: febre, anemia, petéquias ou até hemorragias de membranas mucosas, icterícia e
hemoglobinúria. Após o período de incubação que é de cerca de 8 a 10 dias, o primeiro sinal evidente é o
aumento de temperatura corpórea, que pode se apresentar em picos ao final da tarde. A anemia é causada
pela diminuição no número de eritrócitos, havendo hemólise intravascular, resultando em liberação de
hemoglobina e deposição de bilirrubina nos tecidos (icterícia).
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
Hospedeiros principais:
Equídeos.
Causada por protozoários
hemoparasitas, a Babesia equi
(modernamente chamada de
Theileria equi) e a Babesia
caballi.
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Rinopneumonia
Equina:
 
A rinopneumonia equina é uma doença clínica dos equídeos, altamente contagiosa, que afetam o
aparelho respiratório superior e cuja gravidade depende da idade e do estado imunitário dos
animais infetados. A infeção por herpes vírus – 1 ( EHV-1) pode causar complicações de maior
gravidade tais como aborto, morte de potros recém-nascidos e alterações do sistema nervoso,
podendo causar mieloencefalites. Tal como outras herpesviroses, a infeção pode manter-se latente
durante largos períodos de tempo, sendo reativada em situações de estresse ou de gestação. Podem
também existir reinfeções múltiplas ao longo da vida dos animais, muitas vezes subclínicas. 
Já foi
diagnosticada
no país.
equídeos
Hospedeiros principais:
Equídeos.
Causada pelos herpes
vírus – 1 ( EHV-1) e herpes
vírus – 4 (EHV-4).
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equídeos
Salmonelose
 (S. abortusequi):
Já foi
diagnosticada
no país.
 
Éguas portadoras de Salmonella Abortusequi podem não apresentar sinais clínicos, no entanto, surtos de abortos
podem ocorrer. Potros que nasceram a termo podem ser infectados por Salmonella Abortusequi durante a
amamentação, por contaminação do úbere por descargas uterinas e anexos placentários durante o parto.
Normalmente vem a óbito em poucos dias, com sinais de apatia, anorexia e desidratação. Potros necropsiados e
confirmados com infecção por Salmonella Abortusequi apresentam lesões histopatológicas compatíveis com
septicemia, sendo necrose e inflamação os principais achados, principalmente em intestino, baço e fígado. Pode
também haver lesões inflamatórias em articulações edema, congestão e infiltrado inflamatório misto nos pulmões,
além de lesões em outros órgãos.
Hospedeiros principais:
Equinos.
Salmonella enterica sorovar
Abortusequi (Salmonella
Abortusequi) é um sorovar
adaptado ao hospedeiro que
produz aborto em éguas.
A Salmonella spp. é membro da família
Enterobacteriaceae. São Gram negativas e
bastonetes anaeróbico facultativos. A Salmonella
spp. é classificada em sorovares (sorotipos)
baseados no lipopolissacarídeo (O), proteína
flagelar (H), e às vezes os antígenos capsulares (Vi).
Existem mais de 2500 sorovares conhecidos. Dentro
de um sorovar, pode haver cepas que diferem em
virulência.
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Adenomatose
Pulmonar Ovina:
 
Jaagsiekte é o termo africano para “doença do transporte”, devido a tendência dos ovinos acometidos em apresentarem
sinais clínicos após serem transportados. É uma enfermidade viral, neoplásica e contagiosa dos ovinos e mais raramente
dos caprinos, também é conhecida como Carcinoma Pulmonar Ovino. O vírus tem predileção pelas células tipo II do
epitélio alveolar, provocando um crescimento desorganizado, formando massas tumorais que ocupam e obliteram os
espaços alveolares. As células da periferia do tumor produzem secreção de muco que é expelido pelas narinas. A morte
ocorre por hipoxia, não há inflamação nem toxemia. Muitos ovinos desenvolvem pneumonia bacteriana aguda e morrem
prematuramente. 
Sinais Clínicos: podem estar ausentes por períodos que variam de meses até anos e são vistos somente em animais
adultos. Podem ter caráter insidioso e ser observados como um achado intercorrente. Os primeiros sinais clínicos são
tosse e intolerância à exercícios, havendo abundante descarga nasal de exsudato aquoso, melhor observada quando os
animais estão com a cabeça baixa.
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
Ovinos e caprinos.
A doença é causada por um
RNA vírus da família
Retroviridae.
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Artrite-Encefalite
Caprina:
 
A artrite encefalite caprina é uma síndrome degenerativa progressiva lenta, multissistêmica, afetando principalmente os sistemas nervoso,
articular e mamário. A transmissão viral ocorre por meio de secreções ou excreções ricas em células do sistema monocítico-fagocitário,
principalmente macrófagos. A principal via de transmissão é a digestiva, por meio da ingestão do leite e/ou colostro infectados. Pode
ocorrer ainda por contato direto; pelo refluxo de leite contaminado em máquinas de ordenha desreguladas; por mãos, toalhas, agulhas,
tatuadores, equipamento de descorna contaminados e pela inseminação artificial. A transmissão intrauterina também éuma possibilidade.
Inclui-se, ainda, a transmissão por aerossóis de secreções respiratórias ou células do trato respiratório.
Sinais Clínicos: podem ser primários ou secundários. Os sinais clínicos primários, de ocorrência mais comum, são causados diretamente pela
ação viral no tecido, ou seja, devido à resposta imune gerada pela replicação viral. Enquanto que os sinais clínicos secundários são
decorrentes da ação imunossupressora do vírus, levando a ocorrência de infecções oportunistas. O sinal clínico mais comum da doença é a
artrite. Outra forma clínica, porém menos comum, afeta principalmente animais jovens entre um a quatro meses de idade, é a neurológica,
caracterizada por leucoencefalomielite, causando paresia que evolui para tetraparesia, ataxia secundária dos posteriores, andar em circulo,
cegueira, nistagmo, tremores e inclinação da cabeça. O sistema respiratório pode ser acometido, sendo caracterizado por pneumonia
intersticial crônica.
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
Caprinos.
O vírus da artrite encefalite caprina
(CAEV) é um retrovírus pertencente
à subfamília Orthoretrovirinae e ao
gênero lentivirus.
Esses vírus são envelopados, por isso
relativamente fáceis de inativação
por solventes ou detergentes lipídicos,
aquecimento, periodato, fenol, tripsina,
ribonuclease, formaldeído e pH abaixo
de 4,2 .
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Ceratoconjuntivite
Rickétsica:
 
É uma doença infecciosa, endêmica, caracterizada por conjuntivite e ceratite. A enfermidade ocorre em surtos,
principalmente no verão, com temperaturas elevadas, ar poeirento, radiação excessiva e grande número de moscas e outros
insetos, predispõe os animais ao surgimento da doença. A disseminação pode ocorrer indiretamente por meio de moscas,
gramíneas com hastes longas e poeira contaminada por lágrimas de animais infectados e, diretamente, através de
gotículas exaladas ou contato direto com secreções lacrimais. A concentração de animais em locais pequenos favorece a
transmissão.
Sinais Clínicos: conjuntivite com congestão da conjuntiva e esclerótica, corrimento ocular, blefaroespasmo, epífora e
fotofobia. Posteriormente, pode haver ceratite com vascularização e graus variados de opacidade da córnea, em algumas
ocasiões pode ocorrer ulceração da córnea. Alguns animais ficam cegos. Quando houver participação de Chlamydia pode
ocorrer, concomitantemente, poliartrite em cordeiros e abortos em caprinos. 
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
Caprinos e ovinos.
Vários agentes são os responsáveis pela
Ceratoconjuntivite de forma primária ou
secundária.: Mycoplasma conjunctivae,
Chlamydia psittaci, Mycoplasma agalactiae,
Moraxella capri, Branhamella ovis, Rickettsia
conjunctivae, Mycoplasma arginini, Moraxella
bovis, Acholeplasma oculi, Staphylococcus
aureus e Escherichia coli.
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Epididimite Ovina
 (B. ovis):
 
A Epididimite Ovina, também conhecida como Brucelose Ovina, é uma doença infecciosa de grande importância na
ovinocultura. A bactéria penetra nos animais suscetíveis através das mucosas peniana, retal ou vaginal, podendo permanecer
nelas por um mês, devido a propriedade de resistir à destruição intrafagocitária, multiplicando-se lentamente. Ao término do
segundo mês posterior a infecção ocorre uma bacteremia e a bactéria invade os órgãos sexuais, baço, rins e fígado, onde,
devido à ineficiência dos fagócitos em sua destruição, produzem-se abscessos e reações inflamatórias crônicas, que
caracterizam-se por fibrose e calcificação. O agente se multiplica nos órgãos afetados, sendo eliminado à medida que as
células infectadas são destruídas
Sinais Clínicos: são verificados diferentes níveis de inflamações no macho, principalmente nos testículos. Nas fêmeas, a
inflamação acontece na placenta e endométrio. Como consequência, causa perdas reprodutivas, diminuição da fertilidade,
problemas de parto e nascimento de animais fracos e doentes.
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
Ovinos.
Apesar de ser relacionada, a princípio, com
a bactéria Brucella ovis, diversos outros
agentes, a exemplo do Corynebacterium
pseudotuberculosis, Arcanobacterium
pyogenes, Actinobacillus sp. e Haemophilus
sp., podem estar envolvidos na infecção.
A Brucelose Ovina não é uma
zoonose. 
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Linfadenite 
Caseosa:
 
A infecção pode ocorrer após penetração do microrganismo através da pele intacta, porém na maioria dos casos ocorre através de
soluções de continuidade, com a instalação do agente em um linfonodo regional. No linfonodo, ocorre supuração e menos
frequentemente a infecção pode disseminar-se por via sanguínea ou linfática e causar abscessos no pulmão, fígado, baço e rins. A
progressão da doença é lenta e os abscessos internos aparecem com mais frequência em animais velhos. Em jovens, a doença é
principalmente externa, sendo os linfonodos pré-escapulares e pré-crurais os mais atingidos. Em carneiros o linfonodo inguinal
superficial pode se infectar, produzindo um abscesso palpável que resultará em problemas reprodutivos. 
Sinais Clínicos: caracterizam-se pela presença de linfonodos periféricos aumentados de tamanho. Em geral, os mais atingidos são os
linfonodos submaxilares, pré-escapulares, pré crurais, supramamários e poplíteos. Os abscessos podem se romper naturalmente,
drenando pus espesso e esverdeado, ou durante o procedimento da esquila, no caso de ovinos, levando à contaminação do ambiente.
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
A enfermidade ocorre
principalmente em ovinos e
caprinos, mas tem sido
descrita em outras espécies,
incluindo bovinos e equinos.
O agente etiológico da Linfadenite
Caseosa é o Corynebacterium 
 pseudotuberculosis.
Um bastonete Gram positivo pequeno,
aeróbio, que pode tomar a forma de
cocos ou cocobacilos. É um parasita
intracelular facultativo.
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S. abortusovis é a causadora da doença conhecida como Aborto Paratifoide. Os ovinos podem ser
infectados por ingestão ou via conjuntiva, trato respiratório ou aparelho genital. Acredita-se que a
maioria das infecções seja adquirida por ingestão. O patógeno ocorre principalmente em
corrimentos vaginais, placenta, fetos abortados e recém-nascidos infectados, embora tenha sido
documentado no leite e colostro.
Sinais Clínicos: O principal sinal clínico é o aborto, que ocorre principalmente durante as últimas 4-6
semanas de gestação. Cordeiros também podem nascer mortos ou morrer de septicemia dentro de
alguns horas de nascimento. Alguns cordeiros que parecem saudáveis ao nascer, mais tarde
desenvolvem diarreia ou sinais respiratórios e morrem dentro do primeiro mês.
Já foi
diagnosticada
no país.
Hospedeiros principais:
Ovinos são hospedeiros-específicos, no
entanto, existem alguns relatos de sua
presença em caprinos, e relatos mais
antigos descritos este organismo em
cães, coelhos e ratos.
 
Salmonelose 
(S. abortusovis):
ovinos e 
caprinos
Salmonella enterica subespécie
enterica sorovar (sorotipo)
Abortusovis, que é geralmente
abreviado para S. enterica serovar
Abortusovis ou S. Abortusovis, é um
membro das Enterobacteriaceae.
É um bastonete Gram
negativo aeróbio.
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É uma doença altamente contagiosa e pruriginosa, responsável por grandes prejuízos econômicos nos países produtores
de ovinos. Caracteriza-se pela formação de grandes lesões cobertas por uma crosta amarelada e descamativa,
acompanhadas de dano na lã e no couro. O ácaro P. ovis pertence à ordem Astigmata, família Psoroptidae e gênero
Psoroptes. Todo o ciclo se completa na superfície da pele do hospedeiro em 10 a 14 dias e a transmissão se dá
principalmente por contato.
Sinais Clínicos: é uma doençacontagiosa e altamente pruriginosa, os animais afetados desenvolvem lesões grandes,
amareladas, escamosas e crostas, acompanhadas de danos na derme. Emaciação e infecções bacterianas secundárias
podem ocorrer em animais não tratados, animais prenhes dão à luz filhotes menores, que se forem infestados podem
perder a condição saudável rapidamente e morrer. A doença é uma preocupação de bem-estar animal devido à dor e
irritação causada pelos ácaros.
Sarna Ovina:
Já foi
diagnosticada
no país.
ovinos e 
caprinos
Hospedeiros principais:
Ovinos, mas o Psoroptes ovis também é
relatado parasitando diversas espécies,
incluindo gado, cavalos, girafas, cabras e
camelídeos.
O ácaro Psoroptes ovis é o
agente da Sarna Psoróptica
Ovina, uma das mais
severas alterações de pele
dos ovinos. 
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Circovirose:
 
A Circovirose ou doença associada ao PCV2, por ser causada por um agente imunossupressor, deixa os
suínos mais vulneráveis a outros agentes de doenças respiratórias e entéricas. O PCV2 é associado à
Síndrome Multissistêmica do Definhamento dos Suínos (SMDS). A circovirose suína pode se manifestar de
diversas formas, porém a SMDS é a doença mais importante e mais estudada do total das seis causadas
pela infecção pelo PCV2. As outras manifestações incluem a forma epidêmica da síndrome da dermatite e
nefropatia suína (SDNS), falhas reprodutivas, pneumonias, enterites e tremores congênitos.
Sinais Clínicos: A SMDS caracteriza-se pela elevada mortalidade em suínos nas fases de creche,
crescimento - terminação. Clinicamente, causa emagrecimento progressivo, dispneia, anemia, aumento do
volume dos linfonodos superficiais inguinais, diarreia, icterícia e morte.
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Hospedeiros principais:
Suídeos domésticos e
selvagens.
É uma doença causada por um
vírus, o circovírus suíno PCV
tipo 2, da família Circoviridae.
Os circovírus suínos caracterizam-se por
serem pequenos, com DNA de fita simples,
de aproximadamente 17 nm de diâmetro,
icosahédricos, circulares, não-envelopados
e por possuírem um dos menores genomas
entre os vírus que infectam vertebrados,
com aproximadamente 1.760 nucleotídeos
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Erisipela Suína:
 
A Erisipela é uma doença infectocontagiosa do tipo hemorrágica,
caracterizada por lesões cutâneas, articulares, cardíacas ou septicemia, além
de causar aborto. A infecção natural em suínos pode ocorrer por ingestão de
alimentos ou água contaminados, ou através de ferimentos na pele. Através de
inoculação experimental de E. rhusiopathiae, segue-se a invasão da corrente
sanguínea e posterior septicemia ou então bacteriemia com localização em
diversos órgãos, principalmente coração, baço, rins e articulações, isto
ocorrendo entre um a sete dias.
Sinais Clínicos: septicemia, lesões cutâneas (em formato de losango) e
poliartrite, além de lesões nas válvulas cardíacas. Porcas em gestação podem
abortar. Em machos podem ocorrer alterações no tecido espermiogênico.
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Hospedeiros principais:
Erysipelothrix spp infectam
grande variedade de aves,
peixes e mamíferos,
incluindo seres humanos.
A Erisipela em suínos é
causada por uma bactéria,
Erysipelothrix rhusiopathiae.
As bactérias resistem várias
semanas na água e no solo em pH
alcalino, sobrevivem vários meses
em matéria orgânica em
putrefação. A sobrevivência é mais
longa em temperatura ambiente
mais baixa.
Zoonótica
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A Influenza Suína é uma enfermidade respiratória aguda, caracterizando-se como uma doença de
rebanho com elevada taxa de morbidade e baixa mortalidade. O VIS faz parte do complexo
respiratório dos suínos, juntamente com outros agentes como o Mycoplasma hyopneumoniae,
Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, vírus da síndrome reprodutiva e respiratória
dos suínos (PRRSV) e o circovírus suíno tipo 2.
Sinais Clínicos: febre, apatia, redução de consumo de ração, dificuldade respiratória, tosse, espirro,
conjuntivite e descarga nasal.
A única espécie animal capaz de
infectar-se tanto com amostras
de vírus originárias de aves
como de humanos é a suína,
possibilitando o surgimento de
novos vírus com potencial
pandêmico após troca de
segmentos gênicos de vírus
originários de espécies distintas.
Influenza dos 
suínos:
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Hospedeiros principais:
o Vírus Influenza A consegue infectar uma
grande variedade de animais e espécies, como:
humanos, suínos, equinos, mamíferos
aquáticos, aves de produção e aves silvestres.
São vírus pertencentes a família Orthomyxoviridae, 
gênero: influenza vírus A, conhecido como VIS-
Vírus da Influenza Suína. Os vírus da influenza A
são tipificados de acordo com suas proteínas de
superfície: a hemaglutinina (H) ou a
neuroaminidase (N), que são os maiores alvos da
resposta imune do hospedeiro
Zoonótica
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O Parvovírus causa a Síndrome da Infertilidade, Morte Embrionária, Mumificação e Natimortalidade
e tem como alvo células em alta atividade mitótica, o que os faz preferir tecidos linfoides no adulto
e tecidos embrionários ou fetais em uma fêmea prenhe. Os reprodutores machos não apresentam
sinais clínicos, porém, quando infectados, disseminam vírus para as fêmeas via monta natural ou
inseminação artificial, além da eliminação do vírus por fezes e secreções. Quando a fêmea entra em
contato com o vírus, em razão dele poder infectar os embriões em diferentes estágios de evolução,
os sinais de falhas reprodutivas podem ser diversos: reabsorção fetal, retorno da fêmea ao cio,
nascimento de leitegadas pequenas, falsa gestação, leitões fracos, malformados ou natimortos e
mumificação fetal.
Parvovirose 
Suína:
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Hospedeiros principais:
Suínos.
Doença causada pelo
Parvovírus Suíno, que está
incluído na subfamília
Parvovirinae da família
Parvoviridae.
Por ser um vírus não envelopado, o
parvovírus suíno pode persistir por até
quatro meses no ambiente, sendo
resistente a solventes orgânicos (ex:
éter), enzimas proteolíticas, pH entre
3 e 9 e temperatura de 60°C por 2 horas.
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Pneumonia 
Enzoótica:
 
A Pneumonia Enzoótica Suína é uma doença altamente contagiosa, de distribuição cosmopolita, caracterizada por
alta morbidade, baixa mortalidade, tosse crônica e retardo do crescimento. o agente etiológico é encontrado na
mucosa respiratória, aderido ao epitélio ciliado da traqueia, brônquios e bronquíolos. A sua transmissão pode
ocorrer pelo contato direto das secreções respiratórias do suíno portador ou por aerossóis, a partir de animais
infectados em um rebanho livre. Os micoplasmas são considerados superantígenos, capazes de estimular excessivo
número de células T. Escapa das defesas naturais do hospedeiro fixando-se firmemente à sua mucosa respiratória,
podendo sua localização no lúmen explicar a dificuldade de eliminação do agente. 
Sinais Clínicos: tosse seca e crônica; corrimento nasal mucoso; animais com pouco desenvolvimento; pelos
arrepiados e sem brilho; desuniformidade de peso entre leitões da mesma idade.
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Hospedeiros principais:
Suínos.
O agente etiológico é o
Mycoplasma hyopneumoniae.
Bactérias do gênero Mycoplasma
compreendem um grupo de mais de
180 espécies que se caracterizam
principalmente por seu tamanho
diminuto, ausência de parede celular
e por serem parasitas obrigatórios de
uma ampla gama de organismos
incluindo humanos, plantas e animais.
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A Rinite Atrófica é uma doença infectocontagiosa do trato respiratório superior, de evolução progressiva e
crônica, caracterizada por atrofia dos cornetos nasais, desvio do septo nasal e deformidade do focinho. As
bactériasaderem fortemente às células da mucosa nasal, multiplicam-se e produzem a toxina capaz de
causar perda parcial dos ossos das conchas nasais. Isto ocorre duas a três semanas após a infecção.
Sinais Clínicos: Os primeiros sintomas são observados em leitões lactantes. Inicialmente ocorrem espirros,
corrimento nasal mucoso e formação de placas escuras nos ângulos internos dos olhos (devido à obstrução do
canal lacrimal). Posteriormente, há desvio do focinho para um dos lados e/ou encurtamento do mesmo, com
formação de pregas na pele que o recobre e, nos casos mais graves, ocorre sangramento nasal intermitente,
associado a espirros.
Hospedeiros principais:
 
Rinite Atrófica:
Já foi
diagnosticada
no país.
suínos
Embora a RA seja considerada uma doença
multifatorial, a Bordetella bronchiseptica, a
Pasteurella multocida tipo D e, mais
raramente, a tipo A, produtoras de toxina
dermonecróticas, são incriminadas como
agentes primários.
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e finalizamos o nosso estudo!
espero que esse material te ajude muito e seja um
guia de consulta.
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