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1 
 
CONCURSO DE 2023 ESTADO DE MINAS GERAIS 
Etimologia é? 
Etimologia é o estudo da origem histórica das palavras, de onde surgiram e como 
evoluíram ao longo dos anos. O ramo dos estudos linguísticos se preocupa em 
encontrar os chamados étimos (vocábulos que originam outros) das palavras. 
Qual é o sinônimo de etimologia? 
Derivação, étimo e origem. 
 
O que estuda a etimologia? 
A Etimologia, hoje tão pouco conhecida, consiste em estudar, com o auxílio de 
algumas ciências como a Fonética, a Semân- tica, a Lexicografia, a Filologia 
Comparada, a Dialetologia, a Morfologia, entre outras, a origem e a explicação do 
sentido de uma palavra. 
 
Para que serve o etimologia? 
A Etimologia é um ramo da Linguística que estuda a origem, a evolução e o 
significado de palavras e expressões. Ela é importantíssima para traçar a história 
das línguas e embasar teorias linguísticas sobre o funcionamento da língua. 
 
O que é religião e quais seus elementos constitutivos? 
 
A religião pode ser definida como um conjunto de crenças e práticas sociais 
relacionadas com a noção de sagrado. A religião é um dos fenômenos mais 
importantes entre aqueles pertencentes exclusivamente ao ser humano. 
 
2 
 
Quais são os cinco elementos de uma religião? 
RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE. 
ELEMENTOS ESSENCIAIS DA RELIGIÃO. 
1- Doutrina: 
2- Teologia: 
3- Rituais e Cultos: 
4- Comunidade: 
5- Templos: 
Quais são os elementos da arte religiosa? 
Destaca-se a arquitetura das igrejas e templos, esculturas de santos, painéis no 
teto das igrejas, pinturas, gravuras, afrescos, vitrais, mosaicos, desenhos de 
passagens bíblicas, utensílios litúrgicos, vestimentas, etc. 
 
Qual a ordem dos 5 elementos? 
Os cinco elementos são, em ordem crescente de energia: Terra, Água, Fogo, 
Vento e Vazio. 
 
Formas religiosas 
Deísmo: crê que este deus que depois que fez tudo se retirou e está em 
repouso, que ele não age na história e na vida dos homens. 
Quais as formas de religiosidade? 
Alguns estudos demonstraram que existem dois tipos de religiosidade, a 
intrínseca e a extrínseca. Na religiosidade intrínseca o indivíduo realmente 
acredita e procura viver sua fé. Trata-se de uma religiosidade madura, saudável 
e boa, sendo princípio motor de sua vida. 
 
Quais são as formas de manifestação religiosa ou Quais são as principais 
festas religiosas? 
Círio de Nazaré 
Paixão de Cristo. 
Lavagem do Bonfim. 
Festa da Penha. 
Festa do Rosário. 
 
 
https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Formas-Religiosas/751535.html
https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Formas-Religiosas/751535.html
3 
 
Quais são as 5 principais religiões do Brasil? 
Religião dos brasileiros 
Católica: 50% 
Evangélica: 31% 
Não tem religião: 10% 
Espírita: 3% 
Umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras: 2% 
Outra: 2% 
Ateu: 1% 
Judaica: 0,3% 
Quais são as principais crenças religiosas? 
Principais religiões do mundo e do Brasil 
É caso, como já citamos, das religiões abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e 
Islamismo) e das religiões asiáticas, como o Hinduísmo, o Budismo, o 
Confucionismo, o Xintoísmo e o Taoismo. No continente africano, destacam-se o 
Vodu e o Candomblé. 
Qual foi a primeira religião no Brasil? 
Igreja Católica 
No entanto, no Brasil, as manifestações religiosas, sofreram modificações em 
sua base devido às influências culturais a que foram confrontadas, 
especificamente a Igreja Católica, que foi a primeira religião que chegou às 
terras brasileiras. 
O único fundamento universal do fenômeno religioso é o próprio Deus. 
Quais são os fundamentos da religião? 
O que deve ser mais relevante no Ensino Religioso é o respeito e a tolerância, ao 
diferente e ao diverso. Todas as religiões ou filosofia de vida, ao seu modo, 
elevam valores irrecusáveis como humildade, amor, honestidade, compaixão, 
fraternidade, sinceridade, ética e respeito, entre outros. 
 
Quais são os elementos básicos do fenômeno religioso? 
ELEMENTOS QUE COMPÕE O FENÔMENO RELIGIOSO. 
PESSOA. 
- Mito. 
- Símbolo. 
4 
 
- Rito. 
Doutrina. 
Teologia. 
Burocrát. 
 
O que se entende por fenômeno religioso? 
O fenômeno religioso, a religião e a instituição religiosa 
Toda religião deriva de um mesmo princípio: o fenômeno religioso – nome dado 
pela ciência à experiência do divino, relatada por povos das mais distintas 
épocas e localidades. É na organização conjunta dos fenômenos religiosos que 
nasce o conceito de religião. 
 
Como se explica o fenômeno o fenômeno religioso atualmente? 
Em todos os tempos, em diferentes culturas, o ser humano sempre manifestou 
a sua percepção sobre o que dá sentido à vida. A isso, denomina-se atualmente 
de fenômeno religioso, ignorado pela visão do laicismo até bem pouco tempo e, 
por isso, considerado também como um fenômeno humano. 
 
Qual é o objeto de estudo do fenômeno religioso é do Ensino Religioso? 
Para tanto, é estabelecido como objeto da disciplina de ensino religioso o 
conhecimento religioso, produzido no âmbito científico das diferentes áreas de 
Ciências Humanas e Sociais, especialmente das Ciências da Religião. 
 
Portuguese translation of Marxism and Religion by Alan Woods (July 2001) 
O objetivo dos marxistas é o de lutar pela transformação socialista da sociedade. 
Acreditamos que o sistema capitalista há tempo superou sua necessidade 
histórica e se converteu em um sistema monstruosamente opressivo, injusto e 
desumano. O fim da exploração capitalista e a criação de uma ordem mundial 
socialista harmoniosa, baseada num plano de produção racional e democrático, 
será o primeiro passo para a criação de uma nova formação social mais elevada 
em que homens e mulheres se relacionarão como seres humanos. 
Acreditamos que o dever de qualquer pessoa é o de apoiar a luta contra um 
sistema que implica miséria, enfermidade, opressão e morte de milhões de 
pessoas em todo o mundo. Damos as boas vindas à participação na luta de toda 
pessoa progressista, independentemente de sua nacionalidade, cor da pele ou 
crenças religiosas, e aproveitamos esta oportunidade para iniciar um diálogo 
entre os marxistas e os cristãos, muçulmanos e outros grupos religiosos. 
Contudo, para lutar pela transformação da sociedade de maneira eficaz é 
necessário elaborar um programa, uma política e uma perspectiva séria que 
http://www.marxist.com/marxism-religion-liberation-theology220701.htm
5 
 
permitam garantir o êxito. Acreditamos que somente o marxismo (o socialismo 
científico) é capaz de proporcionar esta perspectiva. 
A questão da religião é complexa e pode ser abordada a partir de diferentes 
pontos de vista: histórico, filosófico, político etc. O marxismo começou como 
uma filosofia: o materialismo dialético. Um bom exemplo desta filosofia pode 
ser encontrado nas obras de Engels: Anti-Dühring e Ludwig Feuerbach e o fim da 
filosofia clássica alemã, bem como em Razão e Revolução, que proporciona uma 
visão moderna das mesmas idéias. Estes textos constituem um bom ponto de 
partida para esclarecer a posição filosófica do marxismo com relação à religião. 
 
A religião e a crise do capitalismo 
A religião é o que os marxistas chamam de falsa consciência, porque dirige a 
nossa compreensão para fora do mundo real, âmbito este do qual nada se pode 
saber e muito menos fazer perguntas. Toda a história da ciência parte de duas 
presunções fundamentais: a) o mundo existe fora de mim mesmo; e b) posso 
compreender este mundo, e, inclusive, mesmo que haja coisas que atualmente 
não posso compreender, pelo menos serei capaz de compreendê-las no futuro. 
Estabelecer um limite além do qual o conhecimento humano não pode 
ultrapassar é o mesmo que abrir as portas ao misticismo e à religião. Durante 
mais de dois mil anos, a humanidade tem lutado para adquirir conhecimento 
sobre nós mesmos e do mundo em que vivemos. Durante todo este tempo, a 
religião tem sido inimiga do progresso científico, e isto não é uma casualidade. 
Na medida em que o pensamento científiconos permitiu compreender coisas 
que no passado pareciam "mistérios", a religião tem sido empurrada para trás e, 
agora, encontra-se na retaguarda tentando salvar a si mesma. 
Na luta da ciência contra a religião, ou seja, a luta do pensamento racional 
contra a irracionalidade, o marxismo se colocou com entusiasmo do lado da 
ciência. Mas não só isso. Ao se adquirir uma concepção racional do mundo o 
objetivo é o de transformá-lo. O sentido de toda a história da humanidade nos 
últimos cem mil anos - talvez mais - é a luta infindável da humanidade para a 
conquista da natureza, o controle de seu próprio destino e se converter, dessa 
forma, em seres livres. As origens da religião encontram-se no passado remoto, 
quando os humanos lutavam para se libertarem do mundo animal de onde 
procedemos. Para explicar os fenômenos naturais que se encontram além de 
nosso controle, os humanos tinham de recorrer à magia e ao animismo - as 
primeiras formas de religião. Nesta época, isto representou um passo adiante na 
consciência humana. Este estado infantil da consciência deveria ter 
6 
 
desaparecido há tempo, mas a mente humana é infinitamente conservadora e 
conserva conceitos e preconceitos que há tempo perderam sua razão de ser. 
Na sociedade de classes, o conceito de "amor ao próximo" é uma declaração 
vazia. A economia de mercado, dada sua moralidade servil, faz desta aspiração 
uma proposta impossível. Para mudar a conduta e a psicologia de homens e 
mulheres é necessário, inicialmente, mudar a forma em que vivem. Nas palavras 
de Marx, "o ser social determina a consciência". Todo o mundo está dominado 
por um punhado de gigantescos monopólios que saqueiam o planeta, 
deterioram-no, destroem o meio ambiente e condenam milhões de pessoas a 
uma vida de miséria e sofrimento. 
As damas e cavalheiros que se sentam nos conselhos de direção destas 
multinacionais, em sua maioria, são cristãos praticantes ou, em número menor, 
judeus, muçulmanos, hindus e outros credos. Contudo, a verdadeira religião do 
capitalismo não é nenhuma destas religiões. É o culto a Mamon, o deus da 
riqueza. O capitalismo revolve as relações humanas. De maneira deformada e 
destorcida, converte o homem num ser que "vale um milhão de dólares", como 
se falasse de uma mercadoria. A televisão fala da bolsa de valores, do mercado, 
do dólar e da libra como se fossem seres vivos ("a libra está hoje um pouco 
melhor"). Isto é a alienação: coisas mortas (Capital) que parecem vivas e coisas 
vivas (pessoas, trabalho) que parecem mortas, triviais e sem sentido. 
O desenvolvimento humano alcançou a curva descendente. A camada de 
cultura moderna e a civilização fabricada durante milhares de anos ainda são 
muito finas. Por baixo delas, encontram-se todos os elementos da barbárie. Se 
alguém tem dúvidas, estudemos a história da Alemanha nazista ou os recentes 
acontecimentos nos Bálcãs. Em sua etapa ascendente, a burguesia abraçou o 
racionalismo, inclusive o ateísmo. Agora, no período de decadência capitalista, 
aparecem por todos os lados tendências à irracionalidade - inclusive nos países 
"cultos" mais avançados. Se a classe operária não conseguir transformar a 
sociedade, todas as conquistas do passado estarão ameaçadas e o futuro da 
civilização humana não estará garantido. 
A devastação infligida pelo capitalismo em todo o mundo produziu numerosas 
monstruosidades. Em seu período de declínio senil, também vemos a ascensão 
de tendências místicas e religiosas retrógradas. O papel reacionário da religião 
pode ser visto hoje em todo o mundo, desde o Afeganistão à Irlanda do Norte. 
Em todos os lugares vemos a monstruosidade do fundamentalismo; não 
somente o fundamentalismo islâmico, como também o cristão, o judeu e o 
hindu. A mensagem de amor fraternal e de esperança se converteu em 
7 
 
desespero, ódio, matança. Por este caminho, nada é possível, exceto a barbárie 
e a extinção da cultura e civilização humanas. 
A causa destes horrores não é a religião em si mesma, como poderia tentar 
defender um observador superficial, mas os crimes do capitalismo e do 
imperialismo, que devastam países inteiros e comunidades e destroem o tecido 
social e da família sem por nada em seu lugar. Diante do temor ao futuro e o 
desespero pelo presente, as pessoas procuram o consolo das chamadas 
"verdades eternas" de um passado não existente. A ascensão do chamado 
fundamentalismo religioso é somente a expressão concreta do beco sem saída 
da sociedade, que leva as pessoas ao desespero e à loucura. Mas, como vemos 
no Irã e no Afeganistão, as promessas de um paraíso religioso acima da terra é 
um sonho vazio que somente leva a um pesadelo. 
A religião não pode explicar nada do que está acontecendo hoje no mundo. Seu 
papel não é o de explicar, mas o de controlar as massas com sonhos e untá-las 
com o bálsamo de uma falsa promessa. Mas as pessoas sempre despertam dos 
sonhos, e os efeitos do bálsamo mais eficiente logo desaparecem. A condição 
prévia para ganharmos nossa liberdade como seres humanos é a de romper 
radicalmente com os sonhos e ver o mundo e a nós mesmos tal como somos: 
mortais em luta por uma existência de seres humanos sobre esta terra. 
DURKHEIM 
Em sua teoria, o sociólogo afirma que os fatos sociais são externos ao indivíduo 
e existem independente de nossa consciência sobre eles. Não são imutáveis, 
mas, para serem alterados, precisam de um grande esforço. O ser humano 
começa a ter contato com esses fatos desde seu nascimento e internaliza 
muitos deles. 
Quais são as principais ideias de Durkheim? 
 
1 – A negação da visão sociológica exposta pelos filósofos. ... 
2 – A natureza humana vem da sociedade. ... 
3 – O grupo sobre o indivíduo. 
8 
 
Qual é o objeto de estudo da sociologia para Durkheim? 
 
Na obra “As regras do Método Sociológico”, de 1895, definiu o fato social como 
o objeto de estudo da sociologia. Os fatos sociais são definidos por Émile 
Durkheim como as formas de pensar, sentir e agir que acontecem de forma 
generalizada. Ou seja, os fatos sociais se repetem entre sociedades e indivíduos 
estudados. 
 
Quais são os 3 fatos sociais de Durkheim? 
Fatos sociais 
No entanto, nem tudo o que uma pessoa faz pode ser considerado um fato 
social, pois, para ser identificado como tal, tem de atender a três 
características: generalidade, exterioridade e coercitividade. 
 
Quem foi Durkheim é o que ele defendia como sociólogo? 
 
Émile Durkheim foi um psicólogo e sociólogo francês, considerado o fundador 
da sociologia, pelo fato de ter sido o primeiro a criar um método sociológico que 
distinguiu a sociologia das demais ciências humanas. O pensador também 
ocupa, junto a Karl Marx e Max Weber, a tríade da sociologia clássica. 
 
9 
 
AUGUSTE COMTE 
O autor afirmava que as sociedades passariam por três estados de pensamento, 
com algumas características fortes e dominantes. Os três estados são: o 
teológico, o metafísico e o positivo. 
Como neurose, a religião é concebida como a neurose universal da humanidade 
e relacionada ao remorso pelo assassinato do pai primevo, ou seja, ela, a 
religião, é uma tentativa de resolver o problema do sentimento de culpa 
decorrente da ambivalência afetiva em relação ao pai. 
Quais são os três estágios de evolução presentes na teoria de Auguste Comte? 
Segundo o positivismo, o espírito humano necessariamente se desenvolveu no 
decorrer de três fases ou estados: o teológico, o metafísico e o positivo. 
 
Quais são as principais teorias de Comte explique cada uma delas? 
Comte aprofundou a análise dessas premissas na chamada Lei dos Três Estados 
ao elaborar uma tipologia das capacidades cognitivas do intelecto humano ao 
longo da história destacando três estágios sequenciais: teológico, metafísico e 
positivo (COMTE, 1830-42, p. 16-21).29 de dez. de 2021 
 
FREUD 
Qual o pensamento de Freud sobre a religião? 
Mesmo declaradamente ateu, Freud tinha interesse especial pela problemáticareligiosa - em pelo menos quatro momentos aborda diretamente o tema, a 
saber: em "Totem e tabu" (1913), "Futuro de uma ilusão" (1926), "O mal-estar 
na civilização" (1929), e, mais tarde, em "Moisés e o monoteísmo" (1938). 
 
Por que a religião é comparada a uma neurose obsessiva universal? 
Como neurose, a religião é concebida como a neurose universal da humanidade 
e relacionada ao remorso pelo assassinato do pai primevo, ou seja, ela, a 
religião, é uma tentativa de resolver o problema do sentimento de culpa 
decorrente da ambivalência afetiva em relação ao pai. 
 
JUNG 
Jung encara a religião como uma atitude do espírito humano, atitude que 
poderíamos qualificar a modo de uma consideração e observação cuidadosas de 
certos fatores dinâmicos concebidos como "potências": espíritos, demônios, 
10 
 
deuses, leis, idéias, ideais, ou qualquer outra denominação dada pelo homem a 
tais fatores. 
Para Jung, a religião era uma atitude da mente, uma observação cuidadosa em 
relação a certos poderes espirituais, demoníacos, deificados; seria capaz de 
atrair a atenção, subjugar, ser objeto de reverência ou de passiva obediência e 
incondicional amor. Em suas palavras: "Poderíamos dizer, então, que o termo 
'religião' designa a atitude peculiar a uma consciência, que foi mudada pela 
experiência do numinoso" (Jung, 1971f: CW 11i, par. 9). Portanto, a uma atitude 
particular alterada pela experiência de uma espécie de fluxo emocional que 
migraria para o plano consciente sempre que submetido a um estímulo 
arquetípico, por exemplo, uma imagem ou uma situação relacionadas com dado 
arquétipo (Jung, 2001). Assim sendo, pode-se compreender que o conceito de 
religião não é defendido por Jung no sentido dogmático ou teológico, mas como 
experiência religiosa do divino ou transpessoal. A idéia não é se referir a um 
determinado credo ou a uma confissão, mas à "atitude peculiar" produzida por 
uma consciência. Afirma: 
"Gostaria de deixar claro que, com a expressão "religião", não me refiro a um 
credo. Nestes termos, é certo dizer, por um lado, que toda confissão se 
fundamenta originalmente na experiência do numi-nosum, mas, por outro lado, 
também na "pistis", na fidelidade (lealdade), na fé e na confiança em 
determinada experiência de efeito numinoso e nas conseqüentes mudanças na 
consciência; (...)." (Jung, 1971f: CW 11i, par. 9). 
Nas conferências realizadas por Jung e registradas na obra Psicologia e Religião, 
o mesmo tenta correlacionar a abordagem psicológica à religiosa. Insiste que a 
religião deve ser considerada pelos profissionais que trabalham com a saúde 
mental, uma vez que esta representaria o que há de mais antigo e universal na 
mente humana. Seu convite tem um forte apelo científico, reforçando que tais 
pesquisas deveriam ser realizadas à luz de uma análise fenomenológica. 
Na concepção Junguiana, a alma humana careceria de noções imagéticas de 
cunho mítico-religioso. Cumpre ressaltar o que este autor quer definir através 
do uso da expressão "alma humana", primeiramente, Jung percebe como tal um 
elemento vital inerente ao ser humano, cuja vitalidade, como um moto-
contínuo, seria também geradora e re-alimentadora de si mesma (1976a: CW 9i, 
par. 56), complementa esta enunciação entendendo que esta alma não se 
"interessaria" pelas categorias da realidade imediata, pelo contrário, seu 
paradigma de realidade (Real) estaria vinculado a "aquilo que tem efeito" 
(1971i: CW 16i, par. 111). Importante não perder de vista, que nesta postulação 
11 
 
de Jung alma e consciência não se confundem, por sinal, este autor destaca a 
necessidade de perceber tal diferença para que então seja possível identifica-la 
conceitualmente (1971i: CW 16i, par. 111). Portanto, para Jung, a alma 
representa uma atitude interna e uma possibilidade de relacionamento com o 
inconsciente, a isto acrescenta que "a personalidade interna é o modo como 
uma pessoa se comporta em relação aos processos psíquicos interiores, é a 
atitude interna, o caráter que tal pessoa opõe ao inconsciente." (1971b: CW 6, 
par. 883). A isto, Jung denomina de a atitude interna de alma (1971i: CW 16i, 
par. 111). 
 
O fenômeno religioso 
O Fenômeno Religioso, necessidade de um ser superior, a religião e a crença, 
nossos valores e o contato religioso, as religiões baseadas na dignidade humana. 
 
Qual a importância do fenômeno religioso? 
O fenômeno religioso numa abordagem da ciência 
Ao focarmos no fenômeno religioso é necessário conceituarmos para poder 
compreen- dê-lo melhor, não só no aspecto das ciências humanas, mas na 
origem das religiões. A religião é considerada como um fenômeno humano, não 
só individual, mas em grupo e em sociedade. 
 
O que se entende por fenômeno religioso? 
O fenômeno religioso, a religião e a instituição religiosa 
Toda religião deriva de um mesmo princípio: o fenômeno religioso – nome dado 
pela ciência à experiência do divino, relatada por povos das mais distintas 
épocas e localidades. É na organização conjunta dos fenômenos religiosos que 
nasce o conceito de religião. 
 
Quais são as características do fenômeno religioso? 
O fenômeno religioso indiscutivelmente se relaciona com o homem em sua 
essência, assim como o fazer filosófico, pois a busca transcendental pelo 
fundamento originário se encontra intrinsecamente inserida em cada célula 
humana ainda que assim não desejemos. 
 
Onde aparece o fenômeno religioso? 
Observamos que o fenômeno religioso apresenta-se em toda e qualquer 
civilização humana já observada e que a sociologia pro- cura estudá-lo, quando 
12 
 
se trata da sua gênese, nas suas formas mais elementares, empiricamente 
constatáveis. 
 
Qual é a importância dos valores religiosos? 
Esses valores servem de orientação para as ações das pessoas e se relacionam 
diretamente com os ensinamentos de cada uma das tradições religiosas. Assim, 
os valores religiosos reforçam comportamentos, qualidades e características que 
são desejáveis aos fiéis de cada uma das religiões. 
 
O QUE É TRADIÇÃO RELIGIOSA? 
Para muitas religiões, a tradição é o fundamento, conservado de forma oral ou 
escrita, dos seus conhecimentos acerca de Deus e do Mundo, dos seus preceitos 
culturais ou éticos. 
O que são religiões e tradições religiosas? 
As diferentes maneiras de vivenciar o sagrado são representadas no mundo 
pelas tradições religiosas (religiões) que, usam seus espaços sagrados, seus 
rituais, seus símbolos e seus textos sagrados para tornar concreta e racional a 
experiência do sagrado. 
 
Quais são as tradições religiosas? 
As tradições religiosas e os seus sistemas de valores 
Religiões como o cristianismo, o judaísmo e o islamismo possuem uma forte 
ligação com a ideia do respeito às leis religiosas e da pureza. Já religiões como o 
budismo, o hinduísmo, o candomblé e a umbanda possuem uma ligação mais 
intensa com a natureza. 
 
Qual a função da tradição religiosa? 
TRADIÇÃO ESCRITA 
Com o passar do tempo, as Tradições Religiosas organizaram seus Textos 
Sagrados para fundamentar e apresentar de modo significativo um conjunto de 
possíveis respostas referentes às questões existenciais. 
 
Qual é a primeira tradição religiosa? 
De todas as religiões monoteístas, o Judaísmo é a mais antiga. Assim como o 
Cristianismo, os judeus têm como livro sagrado a Bíblia, no entanto, eles se 
baseiam nos livros do antigo testamento. Como símbolo sagrado os judeus 
adotam o Menorá, um candelabro de sete braços. 
13 
 
O que você entende por tradição? 
A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, 
crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos 
transmitidos passam a fazer parte da cultura. 
 
O que é fenômeno religioso resposta? 
O fenômeno religioso, a religião e a instituição religiosa 
Toda religião deriva de um mesmo princípio: o fenômeno religioso – nome dado 
pela ciência à experiência do divino, relatada por povos das mais distintas 
épocas e localidades. 
 
Qual a importância que o ensino religioso despertana vida? 
Aprendizado para a vida 
O ensino religioso procura levantar e resolver questões relacionadas à ética, 
moral e, também, ao comportamento que envolve a sociedade. Além disso, ele 
abre espaço para que os alunos aprendam mais sobre paz, justiça, empatia e a 
importância do amor ao próximo. 
Qual é a importância da vida religiosa? 
Viver a vida religiosa não é abandonar, mas sim se tornar mais completo. É levar 
a presença e luz de Jesus por onde passamos: para as comunidades, para as 
pessoas necessitadas, para nossa família e amigos. A vocação religiosa, é 
portanto, uma maneira de tornar o mundo melhor. 
 
Qual o sentido da vida a morte? 
A morte é uma das temáticas de maior preocupação filosófica dos homens de 
todos os tempos e civilizações. Aprender a lidar com a morte significa aceitar a 
única certeza do ser humano, enfrentando o apego à vida e lançando-se aos 
domínios do desconhecido. 
 
Qual é a relação entre a vida e a morte? 
A relação entre morte e vida sempre foi e será muito estreita. Mesmo com 
dogmas distintos, todas as religiões pregam coisas boas como o amor ao 
próximo e a paz. E viver dessa forma garante uma “boa partida” para cada um, 
independente da crença. 
 
Conhecimento religioso (também chamado de conhecimento teológico) é todo 
conhecimento baseado em doutrinas sagradas ou divinas. O conhecimento 
14 
 
religioso é sustentado pela fé religiosa, ou seja, a crença de que todos os 
fenômenos acontecem pela vontade de entidades ou energias sobrenaturais. 
 
O que o conhecimento religioso? 
Conhecimento religioso 
Ou seja: fundamenta-se na fé. Em outras palavras, acredita-se que a religião é a 
verdade absoluta, que explica todos os mistérios que rondam a mente humana. 
Em geral, os dogmas religiosos estão nos textos sagrados, como a Bíblia, o 
Alcorão, etc. 
 
O que é conhecimento religioso exemplos? 
Exemplos do conhecimento religioso 
Para nós as mais conhecidas são as tradições cristãs e católicas, com os seus 
santos e a abundante literatura hagiográfica (sobre a vida dos santos), e com o 
seu Novo Testamento. 
 
Quais são as características do conhecimento religioso? 
O conhecimento religioso é exato; Aquieta a irritação da dúvida: é infalível. 
hábito. Quando conhecimentos religiosos são organizados e sistematizados em 
um corpo coerente de doutrina, transformam-se em RELIGIÃO, como o 
budismo, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. 
 
Quais são os 5 tipos de conhecimento? 
 
Tipos de conhecimento 
1 – Conhecimento científico. Ao considerarmos quais são as várias formas 
de conhecimento, o científico é um dos primeiros que vêm à mente. ... 
Conhecimento científico é a informação que analisa os fatos cientificamente 
comprovados. Sua base está na filosofia da ciência, em que todas as suposições, teorias 
15 
 
e hipóteses passam por um processo de comprovação através de uma série de 
pesquisas e experimentos. 
CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO 
É o conhecimento racional, sistemático, requer exatidão e clareza, e é verificável na 
realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na 
metodologia científica.Existem quatro tipos de conhecimentos: empírico, científico, 
filosófico e religioso. 
2 – Conhecimento empírico. O que é conhecimento empírico? A palavra empírico vem do 
grego e significa experiência. Então, o conhecimento empírico – ou senso comum – resulta 
das observações e das experiências das pessoas. Em outras palavras, parte de um 
conhecimento popular, que tem origem nas observações do cotidiano. Empírico é um fato 
que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e 
métodos científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-
a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma. Exemplos de conhecimentos empíricos: 
Saberes práticos (cultivo da terra, uso de plantas medicinais, cuidados de higiene, etc.); 
Superstições (pular ondas no réveillon para trazer boa sorte, bater na madeira para evitar que 
algo aconteça, não passar embaixo de escadas, etc.). 
3 – Conhecimento filosófico. O que é conhecimento filosófico? O conhecimento 
filosófico é um conhecimento racional, que tem como base questionamentos sobre questões 
da existência humana. Ou seja: esse tipo de conhecimento se caracteriza pelo esforço em 
questionar os problemas da vida humana, a partir da razão e da lógica. O conhecimento 
filosófico, desde a sua origem, é marcado por várias características, como a racionalidade, o 
questionamento, o uso de conceitos, a transmissão pelo diálogo, o desenvolvimento da 
reflexão crítica, entre outras. 
4 – Conhecimento teológico. Essa modalidade consiste no estudo de Deus e de todos os 
aspectos relacionados à divindade. O conhecimento teológico não tem como objetivo 
confirmar ou negar a existência ou não de Deus, já que a fé inquestionável é sua premissa 
principal. A formação teológica oferece aos membros de uma igreja a oportunidade de 
conhecer e estudar detalhadamente a palavra de Deus, aprofundando na Bíblia. Por 
isso, permite um conhecimento amplo da fé e diversos assuntos relacionados à religião, de 
forma científica e sistemática. O conhecimento teológico, ou religioso, é baseado na fé 
religiosa. Assim, acredita-se que a religião é a verdade absoluta e possui todas as explicações 
para os mistérios que rondam a mente humana. 
5 – Conhecimento tácito. O termo tácito tem origem no latim tacitus, que significa “não 
expresso por palavras”. Dessa forma, o conhecimento tácito é aquele tipo de conhecimento 
mais difícil de ser formalizado e transmitido às outras pessoas. Ele está relacionado às 
experiências, à visão de mundo e às práticas de determinado indivíduo. O conhecimento 
tácito pode ser subdividido em cognitivo e técnico. Como técnico, entende-se todas as 
habilidades informais do chamado know-how de cada indivíduo. O conhecimento tácito 
cognitivo é basicamente a percepção de mundo criada por cada pessoa ao longo dos anos, 
suas crenças, filosofias, etc. Qual a importância do conhecimento tácito?Nesse sentido, o 
conhecimento tácito possui um relevante papel. Ele pode ser definido como o conhecimento 
que adquirimos através da experiência, através do modo como interagimos com as coisas e 
buscamos compreender o universo e seus milhões de detalhes. O que é conhecimento tácito 
16 
 
segundo Nonaka e Takeuchi? Para Nonaka e Takeuchi (2008), conhecimento tácito é aquele 
difícil de ser codificado, ou seja, expresso por palavras, fruto das experiências pessoais. 
O que é epistemologia do ensino religioso? 
O grande feito da BNCC para o Ensino Religioso é a definição do lugar 
epistemológico dessa disciplina escolar, ligando-a à(s) Ciência(s) da(s) 
Religião(ões) e definindo que seu objeto principal de estudo é o Conhecimento 
Religioso, substrato do Fenômeno Religioso. 
 
O que é abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento? 
Epistemologia, também conhecida como a Teoria do Conhecimento, é o ramo 
da filosofia que estuda como o ser humano ou a própria ciência adquire e 
justifica seus conhecimentos. Ou seja, é o estudo que visa encontrar as 
condições necessárias e suficientes para o resultado de uma afirmação 
específica. 
 
Conhecimento religioso Sociologia 
O que é o Conhecimento religioso? 
O conhecimento religioso é sustentado pela fé religiosa, ou seja, a crença de 
que todos os fenômenos acontecem pela vontade de entidades ou energias 
sobrenaturais. Por esse motivo, o conhecimento religioso apresenta explicações 
dogmáticas que não podem ser refutadas. 
 
Qual é a relação entre religião é sociologia? 
O estudo da religião é tema constitutivo e fundador da sociologia. Tanto Karl 
Marx, como Émile Durkheim e Max Weber se interessaram pela elaboração de 
teorias visando compreender aspectos da vida religiosa e sua influência na 
sociedade. 
 
Qual é o objetivo da sociologia da religião? 
Nestes estudos sobre as religiosidades é a dimensão plural que interessa, a 
dimensãodo coletivo, a dimensão que afeta a sociedade. e a sociedade não é 
representada por uma única religião e nem muito menos, é possível reduzir toda 
a complexidade da religiosidade a uma religião específica. 
 
O que é um estudo antropológico? 
A ANTROPOLOGIA é a ciência que estuda os diversos aspectos da vida social em 
diferentes culturas ou sociedades humanas. 
17 
 
 
O que é antropologia da religião? 
Para a antropologia, a religião não é um modo arcaico do pensamento científico; 
é, ao contrário, um espaço distintivo da prática e da crença humanas que não 
pode ser reduzido a nenhum outro. 
 
Qual é o objetivo do conhecimento antropológico? 
 
A antropologia busca compreender como o ser humano formou-se e tornou-se 
o que ele é. Portanto, o antropólogo busca as raízes do ser humano 
estabelecendo (como a história) um estudo do passado para compreender quais 
foram essas origens. 
 
O que é conhecimento teológico religioso? 
A teologia das religiões estuda, à luz da fé cristã, a experiência comum a toda a 
humanidade como uma “espera anônima” do mistério de Cristo. A teologia das 
religiões é parte integrante do discurso teológico da Igreja. 
Conhecimento religioso (também chamado de conhecimento teológico) é todo 
conhecimento baseado em doutrinas sagradas ou divinas. O conhecimento 
religioso é sustentado pela fé religiosa, ou seja, a crença de que todos os 
fenômenos acontecem pela vontade de entidades ou energias sobrenaturais. 
 
Quais os fundamentos do conhecimento teológico ou religioso? 
 
18 
 
Fundamentos do Conhecimento Teológico ou Religioso 
 
A fé religiosa é a base desse conhecimento. E, por se tratar de uma crença em 
doutrinas sagradas ou divinas, é tomada como verdade absoluta. Esse saber é 
capaz de responder a todas as dúvidas sobre a vida e seus mistérios. 
 
Qual a função do conhecimento teológico? 
Conhecimento teológico (religioso) 
 
Esta forma de conhecimento está baseado na fé religiosa, acreditando que esta 
possui verdades absolutas, que apresentam as explicações para os mistérios que 
rondam a mente humana. 
 
O que é conhecimento teológico exemplo? 
4 – Conhecimento teológico 
 
O conhecimento teológico não tem como objetivo confirmar ou negar a 
existência ou não de Deus, já que a fé inquestionável é sua premissa principal. 
Alguns exemplos de conhecimento teológico são a criação do universo em 7 dias 
e a crucificação de Jesus Cristo. 
 
Qual a ligação entre teologia e religião? 
A Teologia traz como referência a reflexão acerca da realidade de uma 
determinada tradição religiosa. Enquanto pesquisa, preocupa-se em definir, 
averiguar e compreender todos os fatos hermenêuticos, geralmente em relação 
as Escrituras Sagradas. 
 
O que significa o termo teológico? 
A fé transcende a razão, mas ela também tem uma dimensão racional. A 
teologia é a reflexão racional sobre a revelação divina, que a Igreja Católica 
aceita pela fé como verdade salvífica universal. A teologia católica reconhece a 
primazia da Palavra de Deus. 
 
Matrizes 
O que são as 4 matrizes religiosas? 
Vimos que seria impossível estudar todas as religiões presentes no Brasil, por 
isso estudamos as matrizes religiosas que são quatro: Indígena, Ocidental, 
Africana e Oriental. 
19 
 
 
Quais são os tipos de tradições religiosas? 
 
Diversidade Religiosa 
 Cristianismo; 
 Islamismo; 
 Espiritismo; 
 Judaísmo; 
 Sikhismo; 
 Budismo; 
 Religião Tradicional Chinesa; 
 Hinduísmo; 
O que e uma matriz religiosa? 
Havia muitas religiões, pois o território que hoje chamamos de Brasil abrigava 
mais de mil etnias indígenas, cada qual com suas crenças e suas próprias 
religiões. Então, para falar de todo esse conjunto de religiões usamos o termo 
MATRIZ. 
 
O que é uma matriz indígena? 
 
20 
 
Matriz é um conceito que se usa para a referência de bases de uma cultura 
importantes para o entendimento dela. Assim, a matriz indígena se refere a 
elementos essenciais para se pensar a cultura indígena, como o exemplo das 
danças, dos ritos e adornos indígenas. 
 
Qual a origem da matriz indígena? 
Hoje já se conhece mais sobre as origens do povoamento da América: supõe-se 
que os povos ameríndios foram provenientes da Ásia, entre 14 mil e 12 mil anos 
atrás. Teriam chegado por via terrestre através de um "subcontinente" chamado 
Beríngia. 
 
Quais são as principais características da matriz indígena? 
As sociedades indígenas prezam muito por duas coisas: respeito e ligação com a 
natureza e respeito à sabedoria dos anciãos. É ainda comum nas tribos 
indígenas o pensamento de uma vivência sustentável — retirando da natureza 
somente aquilo que é necessário para a manutenção da vida. 
A matriz africana, por sua vez, contempla várias religiões como a Umbanda e o 
Candomblé. Essas são adaptações e reinvenções das diversas formas de crer dos 
povos africanos para cá trazidos para serem escravizados em meados do século 
XVI. 
A segunda matriz religiosa do Brasil é a Ocidental. 
Assim, dentro dessa matriz estão as religiões Cristãs, o Judaísmo, o Islamismo, 
etc. 
Qual a origem da matriz religiosa ocidental? 
As Grandes Tradições. 
Paul Valéry, afirma que a Cultura Ocidental foi forjada por três tradições: - No 
domínio moral: a tradição cristã, em particular a católica; - No domínio do 
direito, da política e do Estado: a tradição do direito romano; - No domínio do 
pensamento e das artes: a tradição grega. 
 
Quais são as principais religiões ocidentais? 
Consideram-se ocidentais: o JUDAÍSMO, O ISLÃ E O CRISTIANISMO. 
A quarta matriz religiosa do Brasil é a Oriental. 
Existem muitas religiões orientais no Brasil, a mais conhecida é o Budismo. Mas, 
encontramos também os Hare Krishna, Seicho-no-iê, Messiânica, além de 
muitas filosofias de vida orientais como o Taoísmo, Confucionismo, Xintoísmo, 
etc. 
21 
 
Quais são as religiões de matriz oriental? 
O Oriente Médio é marcado pela existência das três 
maiores religiões monoteístas: o Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo. Na Ásia 
de Monções (Sul e Sudeste Asiático), destacam-se o Bramanismo na Índia, o 
Lamaísmo no Nepal e Butão, além do Tibete, na China. Também existem muitos 
adeptos do Budismo. 
 
Quais são as características da matriz religiosa oriental? 
Esta caracterizada por englobar as religiões do Oriente, as quais têm por 
características a crença que o divino está presente em tudo, podendo se 
manifestar em diversas divindades ou como uma força que irá permear tudo e a 
todos. 
 
Como a matriz oriental chegou no Brasil? 
Chegou em nossas terras por meio dos africanos que trouxeram a crença nos 
orixás. Os africanos de diferentes povos (Bantos, Nagos, Jê, etc.) que vieram 
escravizados ao Brasil, resistiam à escravidão mantendo suas culturas e suas 
religiosidades. 
 
O que é respeitar a diversidade religiosa? 
A diversidade religiosa caracteriza-se pela existência de 
grupos religiosos diferenciados, coexistindo num mesmo espaço social, onde a 
tolerância ( matriz principal do respeito à liberdade humana) permite que numa 
sociedade aberta, a convivência dessas diferenças oportunize um diálogo mais 
concreto. 
 
Porque é importante falar sobre a diversidade religiosa? 
O CONHECIMENTO DA DIVERSIDADE RELIGIOSA É UM CAMINHO QUE PERMITE AOS 
CIDADÃOS SUPERAR OS PRECONCEITOS E O FANATISMO RELIGIOSO. CONHECER PARA 
RESPEITAR O DIFERENTE E AS DIFERENÇAS É MUITO IMPORTANTE PARA A PROMOÇÃO DE 
CULTURAS DE PAZ. 
 
Como podemos respeitar a diversidade religiosa das religiões? 
O primeiro passo para respeitar a diversidade religiosa e evitar novos casos de 
racismo religioso é o conhecimento. Saiba mais sobre o direito à laicidade e 
quais as religiões mais praticadas no Brasil. 
 
 
22 
 
Por que é importante respeitar a diversidade religiosa no ambiente escolar? 
A diversidade religiosa na escola estimula a tolerância e o respeito por todas as 
religiões. Portanto, é fundamental trabalhar esse aspecto noambiente de 
ensino, pois é indispensável pra vida em sociedade. Dessa forma, é um tema 
que levanta inúmeros debates, que podem causar polêmica. 
 
Como se explica a diversidade? 
É possível definir a diversidade como um grupo de diferenças e semelhanças 
que define pessoas, as tornando únicas de acordo com sua etnia, gênero, 
orientação sexual, deficiência, religião ou nacionalidade 
 
Quais são as manifestações da religião católica? 
Destacavam-se as procissões dos Mistérios da Paixão, de Corpus Christi ou cenas 
correlatas, em datas fixas ou móveis, ao lado da multiplicação das 
representações da Santíssima Trindade, especialmente a cruz ou o Cristo 
Crucificado. 
 
Quais são as principais festas religiosas? 
Círio de Nazaré 
Paixão de Cristo. 
Lavagem do Bonfim. 
Festa da Penha. 
Festa do Rosário. 
 
Quais são as manifestações culturais e religiosas? 
 Diversidade de manifestações culturais 
Folia de Reis; 
congada; 
bumba meu boi; 
Festa do Divino; 
Círio de Nazaré; 
festa junina; 
festa do peão; 
Oktoberfest. 
 
23 
 
Qual o significado de manifestação religiosa? 
São momentos que renovam a fé da comunidade. 
Os dados apontam que a população brasileira está dividida da seguinte maneira: 
64,6%, Igreja Católica (em 2000 eram 73,6%); 22,2%, Igrejas Evangélicas (15,4% 
antes); 2%, Espíritas (1,3% no Censo anterior); 0,3%, Umbanda e Candomblé 
(mesma porcentagem dos dados de 2000); 2,7% outras religiões (eram 1,8%); 
8% sem religião (eram 7,4%); e 0,1% não sabe ou não declarou (o porcentual 
anterior era de 0,2%). 
Com relação aos católicos e evangélicos, em Goiás o crescimento evangélico 
continua sendo maior em comparação aos dados nacionais: são 28% hoje, 
sendo que em 2000 eram quase 20%. A queda de católicos também é mais 
acentuada no Estado: em 2000 eram 68% e em 2010 são 58,9%. Com relação a 
esse tema, os dados da cidade de Goiânia são ainda mais significativos: em uma 
população de 1,3 milhão de habitantes, há apenas 50,7% (662.570) de católicos 
e 32,3% (422.455) de evangélicos. 
Portanto, Goiás tem contribuído significativamente no País com o declínio 
católico e o crescimento evangélico, principalmente sua vertente pentecostal. 
Há inclusive o caso de religiões que nasceram em Goiânia e já estão presentes 
em todos os Estados da Federação. No caso da Igreja Fonte da Vida, ela também 
pode ser encontrada em países do exterior. Em contrapartida, o índice de 
espíritas e pessoas que se declaram sem religião no Estado é bem parecido com 
os encontrados em todo o País, ou seja, 2,46% de espíritas e 8,11% de pessoas 
sem religião. 
Mas há alguns elementos que os dados do Censo não identificam e que são 
importantes para uma compreensão adequada do cenário religioso no Brasil. 
O primeiro elemento diz respeito ao trânsito religioso. Diversas pesquisas na 
área de sociologia, antropologia, história e ciências da religião apontam para o 
crescimento das duplas e até mesmo múltiplas pertenças religiosas. O caso 
tradicional é o dos espíritas e católicos. Mas há atualmente trânsitos também 
entre as igrejas pentecostais e até mesmo de indivíduos que frequentam grupos 
religiosos diversos. Trata-se da pessoa que vai à missa (católica) no domingo, no 
terreiro (umbanda) na quarta e na sessão de descarrego (pentecostal) na sexta-
feira. 
Significa afirmar que as pertenças religiosas estão se desinstitucionalizando e os 
fiéis frequentam os espaços que melhor atendem a suas necessidades, 
independente da instituição e sem compromisso ou fidelidade com qualquer 
uma delas. O Censo aponta que 8% da população se declaram sem religião. 
Todavia, nem todos são ateus. Provavelmente mais da metade desses sujeitos 
vivenciam uma realidade sincrética em sua relação com o universo religioso. São 
24 
 
aqueles que participam quando lhes convém e não possuem compromisso 
institucional com nenhuma denominação religiosa. 
Outro dado importante que não pode ser percebido pelo Censo diz respeito à 
realidade das religiões de matriz africana. Os 0,3% apontados na pesquisa não 
evidenciam a condição geral dessas religiões, principalmente a Umbanda. Em 
Goiânia, por exemplo, existem dezenas de terreiros espalhados pela cidade. 
Então, por que esses números não aparecem no Censo? Principalmente pelo 
fato dessas religiões sofrerem ainda hoje muito preconceito no Brasil. Muitas 
pessoas adeptas de religiões de matriz africana preferem ficar no anonimato e 
não declaram sua pertença religiosa na pesquisa. 
Atualmente continuam sendo recorrentes situações de constrangimento 
sofridas pelos adeptos de religiões não cristãs no Brasil. Não podemos esquecer 
que o Brasil é um país predominantemente cristão, e os católicos, apesar do 
declínio de seu porcentual, são cerca de 123 milhões de pessoas. Ao juntarem-
se com os evangélicos, protestantes e pentecostais, com quase 43 milhões de 
adeptos, somam-se 168 milhões em um universo de 190 milhões de brasileiros. 
As religiões não cristãs são marginalizadas e muitas vezes precisam se adaptar 
ao contexto cristão. O caso principal no Brasil é o do espiritismo, que em sua 
origem francesa não tinha nada de cristão e ao chegar ao País assume diversas 
características do catolicismo. Outro caso menos evidente é o do Seicho-no-ie 
que teve de incorporar elementos da cultura católica em suas práticas como 
estratégia de sobrevivência no Brasil. 
Assim, quando se fala em diversidade religiosa no Brasil, recorre-se a um 
equívoco, visto que na verdade o que há é uma diversidade de igrejas cristãs e 
não de religiões de diferentes matrizes. Estas somadas são menos de 3% da 
população (judaísmo, islamismo, hinduísmo, religiões orientais, etc.). Todavia, o 
caso das religiões de matriz africana é uma exceção que o Censo não mostra, 
visto que são numerosas, mas para se protegerem vivem quase que no 
anonimato. 
Por fim, um elemento importante a se considerar nos dados do Censo de 2010 
diz respeito ao crescimento pentecostal e declínio católico. Alguns 
pesquisadores da área de Sociologia da Religião, como Paul Freston, apontam 
para a estagnação dessa tendência. Provavelmente os evangélicos já chegaram 
ao seu limite de crescimento e a Igreja Católica tenderá a manter-se como 
religião predominante. Isto é, daqui a 20 ou 30 anos, diferentemente da 
tendência apontada nas estatísticas, esse cenário não mudará muito. 
Dessa forma, aqueles que sonham com efetivação de um país 
predominantemente evangélico-pentecostal poderão talvez se decepcionar com 
o futuro das religiões no Brasil. Por outro lado, aqueles que apostam no fim das 
25 
 
religiões devem se convencer de que elas continuarão fortes e atuantes no 
cenário nacional. 
 
O que é diversidade cultural e religiosa no Brasil? 
 
O que é a Diversidade Cultural no Brasil? A diversidade cultural no Brasil é 
representada pelas inúmeras tradições, manifestações religiosas e artísticas, 
culinária, crenças e costumes, dos diferentes grupos de indivíduos nas 
diferentes regiões brasileiras. 
Mais de 80% da população brasileira tem alguma crença. A diversidade 
religiosa também está presente entre os jovens, segundo pesquisa do Data 
Popular 44% dos jovens se declararam católicos, 37% evangélicos, 6% tem 
outras religiões e 11% não possuem religião. 
Qual a importância da diversidade cultural e religiosa para o Brasil? 
No Brasil, essa diversidade de credos e religiões marcou a construção de nossa 
cultura ― inclusive, o sincretismo religioso (quando religiões diferentes cruzam 
seus dogmas, divindades e rituais) faz parte da nossa riqueza cultural. A 
coexistência religiosa é vital para a diversidade. 
 
O que explica a diversidade religiosa no Brasil? 
No Brasil, essa diversidade de credos e religiões marcou a construção de nossa 
cultura ― inclusive, o sincretismo religioso (quando religiões diferentes cruzam 
seus dogmas, divindades e rituais) faz parte da nossa riqueza cultural. Falar 
sobre diversidade religiosa é refletir sobre direitos humanos. 
 
Quais são os tipos de diversidadecultural brasileira? 
A cultura indígena dos povos originários. A cultura africana dos diversos povos 
escravizados e trazidos para o Brasil. A cultura europeia dos colonizadores 
portugueses. 
26 
 
 
Quais são os costumes e tradições dos povos indígenas? 
- Os índios brasileiros se alimentam exclusivamente de alimentos retirados da 
natureza (peixes, carnes de animais, frutos, legumes e tubérculos); - Costumam 
tomar banho várias vezes por dia em rios, lagos e riachos; - Os homens saem 
para caçar em grupos; - Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. 
As religiões dos povos indígenas do Brasil são politeístas, cultivam muitas 
entidades e não há a adoração a uma única divindade. Também não há dogmas 
ou um conjunto de doutrinas registradas em livros sagrados, como a Bíblia. 
Em que os povos indígenas acreditam? 
 
Muitos povos indígenas acreditam em deuses e seres mitológicos ligados a 
elementos da natureza, e o território é o espaço físico onde essas divindades se 
manifestam. Ou seja: a terra não é apenas o lugar onde os índios moram. É um 
elemento central da religião e da identidade cultural deles. 
 
Qual é a tradição indígena? 
 
Entre eles, destaca-se a importância da música, dança, arte plumária, cestaria, 
cerâmica, tecelagem e a pintura corporal. A música é utilizada em ocasiões 
especiais como nos ritos de guerra, nas festas de plantação e colheita e nos ritos 
de iniciação. 
 
 
27 
 
Quais são os rituais religiosos indígenas? 
 
Os Ritos indígenas no Brasil tratam dos ritos de nascimento, de nomeação, de 
passagem da criança ou adolescente para a vida adulta, de casamento, ritos 
para determinar uma função dentro da comunidade (chefe, guerreiro, caçador, 
pajé, etc.), ritos fúnebres, etc. 
 
Como nasceu a tradição indígena brasileira? 
A arte indígena brasileira é produzida pelos povos nativos, antes e depois da 
colonização portuguesa, que se iniciou em 1500. Há uma grande diversidade de 
tribos indígenas no Brasil, que se destacam na arte da cerâmica, do trançado, 
dos enfeites e das pinturas corporais. 
 
Qual o objetivo dos rituais indígenas? 
Na maior parte do mundo, a religião costuma orientar os ritos de passagem que 
marcam as transições fundamentais na vida: nascimento, maioridade, 
casamento, procriação e morte. O ritual serve para assinalar um ponto de 
transição, para fortalecer o vínculo com a fé e auxiliar psicologicamente os que 
passam pela mudança. 
 
Quais são os principais rituais indígenas? 
Aqui nessa lista mostramos alguns desses rituais do povo indígena. 
1 – Veneno nos olhos. ... 
2 – Morada das almas. ... 
3 – Se tornando mulher. ... 
4 – Ritual de masculinidade. ... 
5 – Ritual de guerra. ... 
6 – Iniciação. ... 
7 – Pajés. 
28 
 
Qual é a função dos símbolos religiosos? 
Os símbolos ajudam a criar um corpo que exprime os valores morais da 
sociedade, os ensinamentos, criando um sentimento de solidariedade entre os 
seguidores, ou funcionando como uma forma de trazer um adepto mais perto 
de seu deus ou deuses. 
 
Quais são as funções dos símbolos? 
Através de símbolos nos comunicamos transmitindo mensagens, convicções, 
histórias, sentimentos. Mas para que os símbolos desempenhem sua função de 
comunicação, é necessário que as pessoas conheçam seu significado. Por isto, 
os símbolos são sempre elementos coletivos, que dizem respeito a um grupo de 
pessoas. 
 
O que é símbolo e qual a sua função nas religiões? 
Outra função do símbolo é que ele torna-se portador de uma revelação do 
sagrado ou do universo (ELIADE, 2010 p. 364). Isto denota que o símbolo exerce 
uma função de informar ou comunicar e até mesmo de interpretar de forma 
significativa aquilo que estar rela- cionado ao sagrado como também ao cosmo. 
 
Quais são os principais símbolos religiosos? 
Símbolos Religiosos na Vida Das Pessoas 
Veja alguns exemplos: A estrela de seis pontas é um símbolo de sabedoria e 
proteção para os seguidores do Judaísmo. A Cruz é símbolo de salvação para os 
cristãos. A Lua Crescente é um símbolo do Islamismo. 
 
Quais são os tipos de símbolos? 
É possível classificar a simbologia de acordo com o seu objeto de estudo ou a 
área de incumbência. A simbologia maçónica analisa os símbolos dos maçons e 
revela as mensagens fechadas em cada um deles. A simbologia religiosa, por 
outro lado, estuda os símbolos que intervêm numa crença ou prática de uma 
religião. 
 
O que são símbolos religiosos exemplifique? 
Entende-se por simbolismo religioso todo, e qualquer, uso de símbolos, 
incluindo arquétipos, atos, trabalhos artísticos, eventos, ou fenômenos naturais, 
por uma religião. A maioria das doutrinas visualizam textos, rituais e obras de 
arte como símbolos de ideias convincentes ou ideais. 
 
29 
 
Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? 
Estas três perguntas atormentam a mente humana há séculos... Talvez 
milênios... Nós, humanos, necessitamos de definições e referenciais para 
designar aquilo que denominamos “eu”. Conhecer o passado, nossa origem, 
nossa história é, de certa forma, responder à segunda pergunta e alicerçar a 
resposta da primeira. O autoconhecimento facilita o planejamento do futuro 
para que possamos definir objetivos, para ter planos e realizar escolhas 
conscientes. É fundamental conhecer o próprio potencial e as próprias 
limitações para o bom desempenho em qualquer área, tanto em aspectos 
pessoais como profissionais. 
A primeira pergunta - “Quem sou eu?” - permite-nos fazer certas considerações: 
somos a imagem que vemos no espelho, a imagem mental que fazemos de nós 
mesmos ou a imagem que os outros fazem de nós? Provavelmente somos as 
três coisas simultaneamente. Tudo o que pensamos faz parte do “eu” mas 
existem instâncias do “eu” que não podem ser percebidas pelo pensamento 
consciente. Isso significa que temos uma bagagem inconsciente que faz parte de 
nós e da qual muito pouco poderá ser acessada. A psicanálise auxilia no 
processo de autoconhecimento justamente ao possibilitar que conteúdos 
inconscientes aflorem com mais facilidade. A associação livre tem como regra 
única a de falar sem censura tudo o que vier à mente. Muito mais do que os 
conteúdos, é considerada a forma como estes são apresentados. Um mesmo 
fato, por exemplo, pode ser narrado das mais diversas formas, dependendo de 
como o sujeito sente e vive, de um modo geral e especificamente, aquela 
situação. Assim, não importa de que o paciente fale, a forma como fala diz 
respeito a ele. É dada especial atenção para pausas, negações e atos falhos 
(troca de nomes, palavras etc.) por meio dos quais o analista pode descobrir 
sobre o que o sujeito não quer falar. Outro caminho é a análise dos sonhos cujas 
interpretações levam ao descobrimento de desejos reprimidos, entre outros 
conteúdos. No entanto, deve-se evitar a interpretação dos sonhos de forma 
generalizada a partir de crenças ou simbolismos que, muitas vezes, não se 
relacionam com aquele sujeito especificamente, tampouco com o momento que 
ele está vivendo. É importante que a interpretação seja contextualizada. 
A meditação é uma prática que permite o autoconhecimento a partir do 
desvendamento de algo interno. O contato íntimo consigo, resguardando-se de 
estímulos externos, leva ao encontro de instâncias do “eu” que não se 
manifestam no dia a dia. Embora seja extremamente útil, inclusive na prevenção 
e tratamento de doenças orgânicas, a meditação não permite que o sujeito se 
conheça em termos de funcionamento psíquico, ou seja, saber os porques de 
agir de tal e qual forma. Isso pode ser obtido escrevendo um diário onde 
exprime-se os sentimentos e tudo o mais que vier à mente – uma escrita em 
https://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento/?utm_source=stum&utm_campaign=autoconhecimento
https://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento/?utm_source=stum&utm_campaign=autoconhecimento
https://www.somostodosum.com.br/sonhos/?utm_source=stum&utm_campaign=sonhos
https://www.somostodosum.com.br/sonhos/?utm_source=stum&utm_campaign=sonhoshttps://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento/?utm_source=stum&utm_campaign=autoconhecimento
30 
 
associação livre, sem censura, como se narrasse em uma sessão de análise. 
Obviamente a interpretação será muito limitada, pois é o próprio sujeito a se 
auto-analisar. 
A segunda pergunta: De onde vim? Exprime a necessidade natural do ser 
humano de saber sua origem. A origem familiar, a história que ouvimos sobre 
nossa família, nosso país e nossa chegada, servem de alicerce para que 
possamos construir a versão que nos acompanhará. Verdadeira ou não, será o 
referencial de passado a partir do qual a identidade é construída. Muitas 
angústias e dificuldades relacionam-se à história de nossa vida e à forma com 
que encaramos os fatos passados. Mudar os fatos não é possível mas, por meio 
da análise, é possível reescrever essa história, interpretando-a e 
compreendendo-a, fazendo com que o presente se torne menos angustiante. 
Isso ocorre, por exemplo, com relação a traumas: o paciente relembra e narra 
os fatos traumatizantes, elabora-os e reconstrói sua história a partir de uma 
nova perspectiva, libertando-se. Ainda assim, muitas vezes temos a impressão 
de que falta algo no passado; algo que antecede o próprio nascimento. Este 
vazio pode ser preenchido conforme as crenças do sujeito e suas necessidades 
de conhecimento. Há quem se satisfaça ao conhecer a história dos 
antepassados: origem, migrações, sobrenomes, etc. Outros, no entanto, têm 
uma necessidade maior no âmbito da metafísica: a origem da humanidade e a 
origem do universo, podendo buscá-la na Ciência ou na Religião. Mas existe 
também uma necessidade de conhecer o "eu", individual, antes do nascimento, 
motivada pela crença na reencarnação. Para esta a Terapia de Vidas Passadas ou 
Regressão é o método indicado. Deve-se tomar alguns cuidados para que essa 
crença não se torne uma obsessão, levando o sujeito a fugir do momento 
presente e a viver um mundo de fantasia estabelecido em uma suposta 
reencarnação ou ainda jogando todas as responsabilidades para o passado. Por 
isso é necessário que o trabalho de regressão seja realizado dentro de um 
contexto terapêutico, vinculando os conteúdos de vidas passadas ao que se vive 
no presente da mesma forma que se faz com as memórias (ou histórias 
contadas) da vida atual, como as da infância. Dentro de um tratamento, o 
sujeito é levado a assumir a responsabilidade por suas escolhas, sejam recentes 
ou não, de maneira a arcar com as conseqüências de seus atos. De um modo 
geral, as pessoas que se submetem a esse tratamento passam a viver o 
momento atual com mais tranqüilidade, aceitando melhor as limitações e outras 
vicissitudes da vida. Adquirem maior compreensão e tolerância, além de 
diminuir os medos relacionados à morte, ao futuro, etc. 
A terceira pergunta: Para onde vou? Talvez seja a mais difícil de ser respondida. 
É certo que não podemos prever o futuro; no entanto, podemos planejá-lo, 
estabelecer metas e planos. Para isso é imprescindível saber onde queremos 
https://www.somostodosum.com.br/testes/vidaspassadas/
31 
 
chegar e, obviamente, qual é o ponto de partida. Conhecendo “eu” no 
momento presente, com suas virtudes e limitações, libertando-se de âncoras do 
passado e das inseguranças quanto ao futuro, é possível estabelecer planos 
realistas e alternativas viáveis para o que se almeja. 
Estabelecer metas realistas dentro daquilo que é possível obter e a partir do que 
se tem é fundamental para evitar decepções futuras. É muito importante saber 
o que é possível fazer, em que nos damos bem e o que não temos condições (ou 
aptidão) para realizar. Em alguns casos, o autoconhecimento obtido pelo 
processo analítico pode levar o sujeito a rever sua carreira, descobrindo que 
deveria buscar outra profissão. É comum que o sujeito depare-se com sua 
verdadeira vocação ou descubra que os motivos que o levaram à escolha 
anterior refletiam os desejos de outras pessoas (por exemplo, dos pais) em vez 
dos próprios. Ao se apropriar de seus desejos o sujeito poderá escolher de 
forma mais consciente e permitir-se a realização. Pode, então, alcançar os 
objetivos que estabeleceu para sua satisfação, libertando-se das desculpas e 
justificativas que o impediam de progredir. 
Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Talvez nunca seja possível 
conseguir responder satisfatoriamente às três perguntas, porém, as respostas 
parciais obtidas podem ser de grande valia para nosso progresso e realização 
pessoal. 
O ser humano é único, no mundo vivem muitas pessoas, mas nenhuma é igual a 
outra. Cada pessoa tem seu jeito de ser, seu gosto, seu modo de fazer as coisas 
e suas características. 
"Eu e o mundo" “Eu em relação ao mundo. 
 
O ser humano é único, no mundo vivem muitas pessoas, mas nenhuma é igual a 
outra. Cada pessoa tem seu jeito de ser, seu gosto, seu modo de fazer as coisas 
e suas características. 
A certidão de nascimento, além de ser um documento de identificação, é a 
primeira garantia de cidadania de direitos de todos os brasileiros. Muitas 
pessoas fazem parte da nossa família, avós, primos, etc. Compondo a nossa 
árvore genealógica. Os hábitos e costumes variam de uma família para a outra, 
por exemplo, alimentação, o modo de falar, a religião, o jeito de se vestir, varia 
entre as famílias de origem diferente”. 
 
Relacionamento interpessoal é o vínculo criado entre dois ou mais indivíduos, 
com base em suas interações e no contexto social em que atuam. Para que a 
relação comece, é necessário que essas pessoas tenham um primeiro contato, 
https://www.somostodosum.com.br/autoconhecimento/?utm_source=stum&utm_campaign=autoconhecimento
32 
 
que pode acontecer de forma espontânea ou planejada, em um ambiente online 
ou off line. 
O que são as relações interpessoais? 
Relacionamento interpessoal é um termo que se refere à relação, ligação ou 
vínculo entre duas ou mais pessoas em um determinado contexto. Esse conceito 
vem dos estudos da sociologia e da psicologia, abarcando um conjunto de 
normas comportamentais que orientam as interações entre os membros de 
uma sociedade. 
 
Quais são os 4 pilares das relações interpessoais? 
 
Abaixo, vamos listar os cinco pilares do relacionamento interpessoal e explicar 
um pouco mais sobre cada um deles. 
1. Autoconhecimento. ... 
2. Empatia. ... 
3. Assertividade. ... 
4. Cordialidade. ... 
5. Ética. 
 
Quais são os três tipos de relações interpessoais? 
Relacionamento Interpessoal Pessoal. O Relacionamento Interpessoal Pessoal se refere 
a forma como lidamos com as pessoas mais próximas do nosso convívio, como familiares, 
amigos e parceiros. Ou seja, é um tipo de relacionamento interpessoal que abarca os 
comportamentos que temos diante dessas relações. Enquanto que o 
relacionamento interpessoal preza a comunicação que você exercita com outras pessoas, o 
relacionamento intrapessoal foca na capacidade de você se comunicar consigo, de você se 
relacionar com seus próprios sentimentos, emoções e questionamentos. Quais os 4 conceitos 
que caracterizam as relações interpessoais? Alguns desses fatores são: autoconhecimento, 
amor próprio, tolerância e empatia. 
 
33 
 
Relacionamento Interpessoal Profissional. Quando falamos de relacionamento 
interpessoal no trabalho entendemos a união de vários indivíduos dentro do ambiente 
corporativo. É comum que essa relação se desenvolva entre profissionais que trabalhem em 
uma mesma organização ou façam parte de um mesmo time. Um relacionamento 
interpessoal positivo impulsiona a produtividade, cria confiança em uma atmosfera de 
respeito e empatia, além de reduzir os conflitos, motivar e fazer com que os profissionais se 
sintam valorizados. 
Relacionamento Interpessoal Virtual. Nesse ambiente, as pessoas interagem 
principalmente através de mensagens instantâneas e comentários em publicações, sendo 
muito comum que opinem sobre política, arte, religião e vários outros assuntos que 
constituem o tecido social. O que são relações virtuais?As relações virtuais decorrem da 
adaptação de situações sociais às novas tecnologias e às novas formas de comunicação. No 
entanto, não devem ser substituídas pelas relações reais. 
 
O que é o ser humano ensino religioso? 
Deste modo, o ensino religioso se submete à fé. Razão e fé têm que estar 
vinculadas, pois o ser humano tem como característica a sua capacidade 
cognoscitiva. É na racionalidade que encontrará o caminho que será completado 
pela fé. Sobre estes aspectos veja- se a Encíclica de João Paulo II (1998), 
intitulada Fé e Razão. 
 
O que o ensino religioso é capaz de desenvolver e consolidar na vida do ser 
humano? 
 
Por priorizar a construção de valores éticos e morais, o ensino religioso permite 
aos estudantes reconhecer os melhores caminhos de vida, sempre com respeito 
e senso de justiça. O intuito, portanto, é transmitir saberes que contribuam para 
a comunhão com a sua vida e com a dos demais. 
 
Qual à importância da religião para à vida em comunidade? 
A religião permite conhecer o local onde as pessoas vivem seus valores em uma 
cultura. Ela é influenciada pela cultura, mas ela também influencia a cultura 
daqueles que vivem em seu entorno. A religião permite um conhecimento maior 
34 
 
dos valores que envolvem uma dada sociedade, principalmente seus valores 
éticos. 
 
Quais são os principais fundamentos dos valores religiosos? 
O que deve ser mais relevante no Ensino Religioso é o respeito e a tolerância, ao 
diferente e ao diverso. Todas as religiões ou filosofia de vida, ao seu modo, 
elevam valores irrecusáveis como humildade, amor, honestidade, compaixão, 
fraternidade, sinceridade, ética e respeito, entre outros. 
 
Quais são os valores humanos que contribuem para a convivência do homem na 
sociedade? 
São atitudes como honestidade, amor ao próximo, respeito, paz, cidadania, 
ética, moral, que permitem que as pessoas possam viver em conjunto numa 
sociedade democrática. 
A religiosidade constrói um universo de reflexão todo especial na vida seja 
individual ou social por envolver um contrato, em que o elemento esperança e 
sentido da vida são fundamentais para o desenvolvimento do ser humano em 
sua trajetória terrestre. 
 
Como à religião pode contribuir para à formação humana? 
Muitas religiões contribuem para a humanização das 
sociedades humanas quando buscam ajudar as pessoas a serem felizes e 
solidárias umas com as outras, bem como, quando promovem a defesa da vida, 
do bem comum, da justiça, da paz, da fraternidade e do respeito entre todos os 
povos. 
 
Como à religião pode contribuir para à humanização da sociedade humana? 
Muitas religiões contribuem para a humanização das sociedades humanas, 
quando buscam ajudar as pessoas a serem felizes e solidárias uma com as 
outras, bem como quando promovem a defesa da vida, do bem comum, da 
justiça, da paz , da fraternidade, do respeito entre todos os povos. 
 
Qual o limite entre o direito individual e coletivo? 
Quanto ao modo de seu exercício, os direitos individuais são aqueles cujo titular 
pode exercer pessoalmente como emanação da própria vontade, enquanto os 
direitos coletivos só podem ser exercidos se diversas pessoas se reunirem para 
usar em conjunto e no mesmo sentido o direito que assiste cada uma delas. 
 
35 
 
O que é a liberdade individual e coletiva? 
A liberdade individual só existe com a liberdade coletiva, ou seja, sem a 
existência de uma convenção, construída pelos indivíduos para estabelecer os 
seus direitos, estes não existiriam e uns poderiam se apoderar dos outros. 
 
Quais são os direitos individuais e coletivos do artigo 5? 
No artigo 5o, estão destacados os Direitos Individuais e Coletivos, merecendo 
especial relevo os direitos: à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, decorrendo destes todos os demais que estão salvaguardados nos 
incisos I a LXXVII. 
 
O que diz o artigo 18? 
Artigo 18°: Toda pessoa tem direito a liberdade de religião, consciência e 
pensamento — Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Atenção! 
 
Quais são os limites da liberdade religiosa? 
Apesar da liberdade religiosa ser um direito fundamental protegido pela 
Constituição Federal, ela encontra limites quando confrontada com outros 
direitos fundamentais num determinado caso concreto, como a vida, por 
exemplo. KARAM, Maria Lúcia. Proibições, crenças e liberdade: o direito à vida, a 
eutanásia e o aborto. 
 
Os quatro pilares são formados pelo grupo: Aprender a Conhecer, Aprender a 
Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Eles são vistos como os principais 
objetivos da educação para o século XXI e foram criados para nos auxiliar a 
enfrentar todos os desafios da nossa sociedade. 
 
Qual a finalidade dos 4 pilares da Educação? 
Os quatro pilares são o contexto certo para trabalhar na educação, pois sendo 
onde tudo acontece na vida dos alunos em seu desenvolvimento, desde 
aprender a falar corretamente a seu caráter, como respeito e ética para a 
sociedade em que vivemos, os pilares tem o poder de construir nos alunos sua 
identidade. 
 
O que é o pilar aprender a conviver? 
Aprender a conviver é um dos princípios propostos e defendidos no relatório da 
Unesco, elaborado por Jacques Delors. Esse Pilar da Educação tem o intuito de 
estabelecer entre todos que existe o pensar diferente e que ainda temos muito 
36 
 
o que avançar em relação à percepção e a respeito aos interesses da 
coletividade. 
 
O que é o aprender a ser? 
Aprender a ser está relacionado com o aprender a conhecer o mundo que nos 
rodeia e, para que isso aconteça, é fundamental que haja uma educação de 
qualidade, que não pode prescindir de uma equipe comprometida com a 
educação, proporcionando assim o desenvolvimento do ser humano, tornando-
o capaz de elaborar pensamentos ... 
 
Quais os 4 pilares da Educação para o século XXI? 
Os quatro pilares são formados pelo grupo: Aprender a Conhecer, Aprender a 
Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Eles são vistos como os principais 
objetivos da educação para o século XXI e foram criados para nos auxiliar a 
enfrentar todos os desafios da nossa sociedade. 
 
Quais são os 4 pilares da Educação explique cada um deles? 
Aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a 
ser são os quatro pilares da UNESCO para a educação, mas eles podem ser 
também um objetivo de vida. O desejo pelo aprendizado não precisa habitar 
exclusivamente nossos ambientes escolares, ele pode viver dentro de cada um 
de nós. 
O que é pilar aprender a aprender? 
 
 
Em uma sociedade tão diversa, esse é um pilar que auxilia na inclusão de mais indivíduos no 
universo do saber. Resumidamente, estamos falando do aprender a aprender, com exercícios 
de memória, atenção e pensamento independente. 
O que quer dizer a expressão aprender a aprender? 
Nessa perspectiva, o aprender a aprender significa a adequação da educação à sociedade 
capitalista, pois existe uma busca constante por conhecimentos que exigem cada vez mais do 
indivíduo moderno, superando a educação tradicionalista, característica de uma sociedade 
estática (DUARTE, 2001a). 
 
 
37 
 
Aprender a fazer? 
Aprender a fazer significa estar apto para lidar com situações da vida profissional, trabalho 
em equipe, desenvolvimento corporativo e valores necessários para cada trabalho. Quais são 
os fundamentos do aprender a fazer? É ir além do conhecimento teórico e entrar no setor 
prático. Aprender a fazer faz com que o ser humano passe a saber lidar com situações de 
emprego, trabalho em equipe, desenvolvimento coorporativo e valores necessários para cada 
trabalho. Aprender a fazer significa estar apto para lidar com situações da vida profissional, 
trabalho em equipe, desenvolvimento corporativo e valores necessários para cada trabalho. 
Sendo assim, envolve a capacidade de fazer escolhas, pensar criticamente e não confiar ou 
depender apenas de modelos preexistentes. 
 
Aprender a conviver é um dos princípios propostos e defendidosno relatório da Unesco, 
elaborado por Jacques Delors. Esse Pilar da Educação tem o intuito de estabelecer entre 
todos que existe o pensar diferente e que ainda temos muito o que avançar em relação à 
percepção e a respeito aos interesses da coletividade. Como trabalhar aprender a conviver? 
 
Como o educador pode ensinar a criança a conviver com as diferenças? Escola da 
Inteligência 
1. Comemore semelhanças e diferenças. ... 
2. Fortaleça a autoestima. ... 
3. Crie um ambiente de convívio respeitoso. ... 
4. Estimule a criança a compartilhar seus pontos fortes. ... 
5. Incentive as crianças a fazer perguntas. 
Aprender a ser está relacionado com o aprender a conhecer o mundo que nos rodeia e, para 
que isso aconteça, é fundamental que haja uma educação de qualidade, que não pode 
prescindir de uma equipe comprometida com a educação, proporcionando assim o 
desenvolvimento do ser humano, tornando-o capaz de elaborar pensamentos ... No pilar 
Aprender a Ser é dada a ideia da autonomia, saber, além da responsabilidade pessoal do 
indivíduo dentro de um grupo. Esse pilar frisa o valor da criança e mostra o impacto de suas 
ações no todo. Ou seja, cada ação da pessoa terá frutos e reações com todo o grupo. Para 
"aprender a ser" é necessário que não busque somente passar informações mas sim recebê-
las e poder transformar isso em um conjunto de estudos coletivos que possam 
agregar em cada indivíduo maneiras de se aperfeiçoar e se aceitar como são. Como trabalhar 
o pilar da educação aprender a ser? 
 
38 
 
Terceiro pilar: Aprender a ser 
 
Como se aplica: Desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das 
interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerenciar conflitos – 
no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. 
 
 
 
O que quer dizer aprender a conhecer? 
 
Aprender a conhecer 
É quando tornamos prazeroso o ato de compreender, descobrir ou construir o 
conhecimento. É o interesse nas informações, libertação da ignorância. 
 
O que diz a lei 9475/97 sobre o ensino religioso? 
"Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da 
formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das 
escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade 
cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. 
 
Quais são as bases do ensino religioso? 
É importante destacar que o ensino religioso pode ser ensinado de duas 
maneiras: confessional ou pluriconfessional. No caso do ensino confessional, são 
ensinados informações e conteúdos sobre uma religião específica. Já no ensino 
39 
 
pluriconfessional, são ensinados informações e conteúdos sobre diversas 
religiões. 
 
Qual é o objetivo proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino 
religioso? 
Ensino Religioso na BNCC 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui o Ensino Religioso entre as 
cinco áreas do conhecimento a serem desenvolvidas ao longo do Ensino 
Fundamental, visando promover mais respeito à diversidade de religiões 
existentes no país. 
 
Quais os principais eixos propostos pelos Parâmetros curriculares para o Ensino 
Religioso? 
Assim, o Ensino Religioso, pelos eixos de conteúdos de Culturas e Tradições 
Religiosas, Escrituras Sagradas, Teologias, Ritos e Ethos vai sensibilizando para o 
mistério, capacitando para a leitura da linguagem mítico-simbólica e 
diagnosticando a passagem do psicossocial para a metafísica/Transcendente. 
 
O que é Ensino Religioso? Historicamente, o Ensino Religioso era uma disciplina 
curricular da Educação Básica, de caráter confessional, ou seja, tinha o objetivo 
de professar uma religião específica e estimular as pessoas a seguirem tal 
crença. 
 
O que é disciplina religiosa? 
Trata-se, em outras palavras, de uma disciplina que busca desenvolver a 
reflexão dos alunos sobre os ensinamentos e valores da maioria das religiões. A 
partir daí, são realizados debates sobre esses temas e sua importância. 
 
Qual a importância da disciplina no Ensino Religioso? 
Incluir esse tipo de disciplina nas escolas é poder transformar e multiplicar estes 
benefícios em algo muito maior, que atingirá um número mais avantajado de 
pessoas, espalhando a palavra e os valores religiosos. Outro benefício é a 
transmissão dos verdadeiros valores da humanidade. 
 
Quais são os valores do ensino religioso? 
O que deve ser mais relevante no Ensino Religioso é o respeito e a tolerância, ao 
diferente e ao diverso. Todas as religiões ou filosofia de vida, ao seu modo, 
40 
 
elevam valores irrecusáveis como humildade, amor, honestidade, compaixão, 
fraternidade, sinceridade, ética e respeito, entre outros. 
O perfil do professor de Ensino Religioso deve ser o de profundo respeito pelas 
diferentes percepções e o de que busca compreender o fenômeno religioso em 
todas as situações humanas dentro e fora da Religião. 
 
Quais são os perfis dos professores? 
 
Independentemente da formação, o professor deve apresentar basicamente o 
seguinte perfil: amar a profissão, ser comunicativo, ter facilidade de se 
relacionar com o outro, ter equilíbrio emocional, ser criativo e empático. 
 
Quais os atributos de um bom professor? 
Em síntese, os principais atributos para definir um bom professor estão ligados 
ao planejamento, conhecimento, didática, características de relacionamento e motivação, 
que explicam 94% do perfil do bom professor. 
 
Qual é o papel do professor no ensino religioso? 
Os professores do ensino religioso podem organizar atividades expositivas de 
apresentação e contextualização da história das religiões. Também podem ser 
realizadas atividades que permitem ao aluno identificar e aprender a respeitar 
símbolos religiosos, manifestações e tradições de diferentes crenças. 
 
Qual o objetivo do ensino religioso nas escolas públicas? 
Atualmente, o Ensino Religioso tem por objetivo propor reflexões sobre 
fundamentos, costumes e valores das diferentes religiões existentes na 
sociedade, explorando os conteúdos de maneira interdisciplinar, com atividades 
que estimulem o diálogo e o respeito entre religiões. 
 
 
41 
 
Como é o ensino religioso nas escolas públicas? 
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a oferta da disciplina de religião é 
obrigatória por parte das escolas públicas que possuem o Fundamental. A 
matrícula do aluno, no entanto, é optativa, ou seja, ele não precisa cursar caso 
não tenha interesse. 
 
Quais são os objetivos do ensino religioso na educação? 
O ensino religioso procura levantar e resolver questões relacionadas à ética, 
moral e, também, ao comportamento que envolve a sociedade. Além disso, ele 
abre espaço para que os alunos aprendam mais sobre paz, justiça, empatia e a 
importância do amor ao próximo. 
 
Qual a importância da religião no mundo atual? 
A religião permite conhecer o local onde as pessoas vivem seus valores em uma 
cultura. Ela é influenciada pela cultura, mas ela também influencia a cultura 
daqueles que vivem em seu entorno. A religião permite um conhecimento maior 
dos valores que envolvem uma dada sociedade, principalmente seus valores 
éticos. 
 
Como surgiram as primeiras religiões? 
Os primeiros grupos humanos acreditavam que os fenômenos naturais, como a 
vida, a morte ou mudanças climáticas, eram controlados por forças 
sobrenaturais, como os deuses e espíritos. De acordo com essa crença, os 
espíritos habitavam as árvores, os rios e as rochas, e exerciam funções 
diferentes na vida em grupo. 
 
Qual é o conceito da religião na modernidade? 
Nos séculos XIX e XX a religião sofreu influências das ideologias modernas e 
adaptou-se. O pluralismo e os novos movimentos religiosos são frutos do 
processo de secularização na modernidade, denotando as modificações 
ocorridas no campo religioso ocidental. 
 
O que é didática do ensino religioso? 
As aulas de Didática, assim como as de Fundamentos da Educação e do 
componente curriculardo Ensino Religioso, podem ser um espaço de reflexão 
sobre a trajetória de vida pessoal do estudante, resgatando as suas experiências 
e o seu conhecimento e possibilitando ressignificar algumas vivências, imagens e 
compreensões ... 
42 
 
 
Qual é o objetivo da Didática? 
A Didática é o principal ramo de estudo da Pedagogia. Ela investiga os 
fundamentos, as condições e os modos de reali zação da instrução e do ensino. 
A ela cabe converter objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de 
ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos. 
 
Quais são os tipos de didática? 
Existem dois tipos de pesquisa didática: a naturalista, que analisa uma prática já 
utilizada em sala de aula, e a intervencionista, que estuda a interação entre 
professor, aluno e conteúdo por meio de projetos de ensino, 
seqüências didáticas e atividades elaboradas com essa finalidade. 
 
Quais são os valores éticos da cidadania? 
A cidadania política está alicerçada nos principais valores da democracia, a 
liberdade, a igualdade, a solidariedade, a tolerância e o bem-estar de todos os 
que convivem na sociedade. 
 
O que são ética e cidadania? 
A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. A 
palavra “ética” vem do Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou 
“caráter”. Cidadania significa o conjunto de direitos e deveres pelo qual o 
cidadão, o indivíduo está sujeito no seu relacionamento com a sociedade em 
que vive. 
 
Quais são os valores da ética? 
De acordo com Aristóteles, os valores éticos são os seguintes: coragem, 
temperança, liberdade, magnanimidade, mansidão, franqueza e justiça. Para 
Aristóteles, o ser humano moral, virtuoso, é aquele que consegue transformar a 
boa conduta, em um hábito na sua vida. 
 
Qual a importância da ética e da cidadania? 
A ética e a cidadania são o caminho para a vida indicado pela paz, pelo respeito 
mútuo, pela independência, pela justiça, pela tolerância, pela valorização do 
homem. 
 
 
43 
 
Quais são os exemplos de ética? 
 
 Exemplos de ética 
 
Procurar agir com justiça; Não se apropriar, indevidamente, do que não é 
seu; Não prejudicar os outros; Respeitar o convívio social. 
 
Quais são os tipos de cidadania? 
 
Como dito no texto, as cidadanias pode ser divididas entre: Cidadania civil - 
garantia de direitos relativos á liberdade; Cidadania política - garantia de direitos 
à participação política; e Cidadania social - garantia de direitos relativos à 
dignidade da vida humana. 
 
O que é a ética e cidadania? 
Ética diz respeito, em última análise, ao que cada pessoa de boa índole tem na 
mente e no coração e externa em seus relacionamentos. Cidadania diz respeito 
à relação do indivíduo com o Estado, participando como sujeito de direitos e 
obrigações. 
 
 
 
44 
 
Quais são os valores éticos da cidadania? 
A cidadania política está alicerçada nos principais valores da democracia, a 
liberdade, a igualdade, a solidariedade, a tolerância e o bem-estar de todos os 
que convivem na sociedade. 
 
Qual é a base pedagógica do componente curricular de ensino religioso? 
O componente curricular ensino religioso é uma disciplina/matéria do currículo 
escolar e, como qualquer outra disciplina, trabalha com o desenvolvimento das 
competências gerais da BNCC e competências específicas da área, a serem 
desenvolvidas no decorrer da educação básica. 
 
Quais os pontos importantes do projeto político pedagógico? 
Segundo especialistas, a elaboração do projeto político-pedagógico precisa 
contemplar a missão, a clientela, dados sobre aprendizagem, relação com as 
famílias, recursos, diretrizes pedagógicas, plano de ação da escola. 
 
A relevância da disciplina do Ensino Religioso está nas suas possibilidades de 
participar da construção e reconstrução da história e da cultura dos povos 
silenciados e, sendo assim, a interdisciplinaridade com esta disciplina irá 
favorecer a superação de preconceitos e dialogar com os mais diversos 
conhecimentos a ... 
 
Qual é o principal objetivo da interdisciplinaridade? 
Qual o objetivo da interdisciplinaridade? O principal objetivo da 
interdisciplinaridade é conferir ferramentas para enriquecer a visão de mundo 
dos alunos. A partir dessa abordagem, indivíduos de todas as idades 
compreendem que um mesmo fato ou tema pode ser observado e estudado a 
partir de diferentes pontos de vista. 
2.2 INTERDISCIPLINARIDADES COM ENSINO RELIGIOSO O Ensino Religioso faz 
parte de toda proposta pedagógica que pretende a construção da cidadania, 
que importa-se com os problemas do mundo e com a produção de 
conhecimento. A perspectiva interdisciplinar é de importância para superar a 
visão fragmentada do conteúdo que é a responsável pelas barreiras que, muitas 
vezes, mantém a disciplina isolada. Para Fazenda (1995, p.33): A 
interdisciplinaridade se torna possível quando se respeita a verdade e a 
relatividade de cada disciplina, tendo em vista um conhecer melhor; nesse 
sentido, a eliminação das barreiras entre as disciplinas exigiria a quebra da 
rigidez das estruturas institucionais. No Ensino Religioso, a interdisciplinaridade 
é justificada pela presença da diversidade, que enriquece e complementa as 
45 
 
concepções de cada disciplina sobre um mesmo tema, visando sempre a 
aquisição de conhecimento. Para Couto (2006) o empenho do profissional 
docente é fundamental no avanço da construção do processo de ensino e 
aprendizagem na escola, pois, é ele que irá mediar as fontes de informações e a 
transformação delas em conhecimentos dos alunos. Ao se praticar a 
interdisciplinaridade, estará se promovendo a aproximação dos alunos do tema 
aprendido com a realidade vivida. Esclarecendo que a interdisciplinaridade deve 
ser percebida como um elemento teórico-metodológico da diversidade e da 
criatividade para trabalho com as diferenças (COUTO, 2006). Por essa razão, o 
Ensino Religioso se apropria deste elemento para que não haja a legitimação de 
uma cultura hegemônica, carregada de preconceitos, mas, abrase para propiciar 
a reconstrução da história e da cultura dos grupos e povos silenciados. A 
relevância da disciplina do Ensino Religioso está nas suas possibilidades de 
participar da construção e reconstrução da história e da cultura dos povos 
silenciados e, sendo assim, a interdisciplinaridade com esta disciplina irá 
favorecer a superação de preconceitos e dialogar com os mais diversos 
conhecimentos a partir da metodologia e abordagem de outras disciplinas e 
seus conteúdos que complementam e lançam olhares de respeito a diversidade. 
No Ensino Religioso, interdisciplinaridade será uma alternativa para o 
tratamento educacional integral dos educandos. 
 
 
46 
 
 
 
 
 RESULTADO SOBRE O BUDISMO Sidarta Gautama, o Iluminado, é Buda. E é ele 
quem ensina as pessoas como atingirem a Iluminação seguindo as Quatro 
Verdades e os Oito Caminhos que seguem abaixo. As Quatro Verdade: Toda 
existência é insatisfatória e cheia de sofrimento; O sofrimento deriva do desejo 
ou apego e da ignorância; O sofrimento pode cessar por completo, eliminando-
se o desejo e a ignorância, e isto será o nirvana; Tudo poderá ser alcançado 
através dos Oito Caminhos. Para se livrarem desses sofrimentos, os seguidores 
de Buda precisam seguir os Oito Caminhos que são: 1) Compreensão correta; 2) 
Pensamento correto; 3) Fala correta; 4) Conduta correta; 5) Ocupação ou meio 
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de subsistência correto; 6) Esforço correto; 7) Concentração ou atenção correta; 
8) Contemplação correta. E suas regras de conduta estipulam: Não fazer mal a 
nenhuma criatura viva; Não tomar aquilo que não lhe foi dado; Não se 
comportar de modo irresponsável nos prazeres sexuais; Não usar drogas ou 
álcool Seus lugares sagrados estão ligados à vida de Buda, e ficam no Nepal 
(onde Buda nasceu), em Bodh Gaya (onde ele conseguiu sua Iluminação), em 
Varanase (onde realizou seu primeiro sermão) e Kusinara (local de sua morte). 
Para falar a respeito das reuniões no templo budista,a professora trouxe a 
senhora Emília Kobayashi, fiel do Templo Budista Hompoji da cidade de 
Londrina, que trouxe informações importantes a respeito dos encontros que 
eles realizam e apresentou aos cursistas um material importante sobre as 
celebrações realizadas, apresentando, por exemplo, o Odyuzu, o terço budista, 
que tem um papel muito relevante devido ao seu simbolismo. Há culto matinal, 
noturno, dominical e quatro grandes cultos ao ano em reverência aos grandes 
mestres. O sacerdote se chama Marcos Campos – Guiyoen – Shi e o presidente 
do templo Carlos Tagush. 
 
 RESULTADO SOBRE O CRISTIANISMO O cristianismo é a religião dos seguidores 
dos ensinamentos de Jesus Cristo, que tem como livro a Bíblia Sagrada. É 
monoteísta, e crê na existência desse Deus único sob três formas: Pai, Filho e 
Espírito Santo (Santíssima Trindade). Por isso, também afirmam que Deus possui 
duas formas: a divina e a humana. O objetivo do cristianismo é espalhar o 
Evangelho (Boa Nova – os ensinamentos de Cristo) a todo o Mundo, sabendo 
que o ensinamento máximo de Jesus é “amar o próximo como a si mesmo”. 
Existem três grandes grupos dentro do cristianismo: os católicos, os ortodoxos e 
os protestantes, que tem em comum as mesmas crenças mas, diferem quanto a 
doutrina e aos rituais. A cruz é o símbolo do cristão que lembra a morte de 
Jesus. A cruz com Cristo pregado nela (para católicos e ortodoxos) e a cruz já 
vazia, símbolo da ressurreição e ascensão de Jesus (para os evangélicos). A 
peregrinação dos cristãos é direcionada à Jerusalém – ou a Terra Santa em Israel 
(onde Jesus foi sepultado) e também considerada santa para os muçulmanos e 
Roma (onde se encontra o túmulo de Pedro, discípulo que deu continuidade a 
Boa Nova). 
 
 
 RESULTADO SOBRE O ISLAMISMO A palavra árabe Islam é traduzida, 
geralmente, como “submissão”, ou seja, deve-se submissão incondicional a 
Deus, chamado de Alá. Porém, o significado que melhor representa a palavras 
Islam é o do comprometimento, com a fé, aquele que deseja entrar em uma 
condição de paz e segurança com Deus, por meio da obediência e fidelidade. Os 
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seguidores do Islam são chamados de muçulmanos e eles creem que a vontade 
de Alá foi revelada através de Maomé e tais revelações foram colocadas no livro 
sagrado do islamismo, o Corão ou Alcorão. Os muçulmanos creem na 
ressurreição e para o islam. não há distinção entre religião e política ou entre fé 
e moral, pois todas as obrigações morais, sociais e religiosas estão baseadas na 
sagrada lei muçulmana a charia ou xariá, que significa o caminho para o oásis. 
Mas, possui regras quanto a alimentação e a charia instrui sobre quais alimentos 
podem ser ingeridos, bem como, as regras para o abate de animais. Os Cinco 
Pilares do islamismo são: 1) O Credo (shahada) “não há nenhum deus senão Alá 
e Maomé é seu profeta”, demonstrando a conversão do fiel e a aceitação da fé 
islâmica; 2) A Oração, (Salat), que prega que todo muçulmano deve fazer cinco 
orações por dia voltado a Meca; 3) A Caridade (Zakat), pela qual os muçulmanos 
são obrigados a dar esmolas aos necessitados, sendo isto um dever dado por 
Deus, conforme o Corão; 4) O Jejum (Sawn). Alguns alimentos são impuros 
como a carne de porco, bebidas alcoólicas são desaconselháveis e durante o 
Ramadã (9º mês lunar) eles devem jejuar durante o dia, abstendo-se de comida, 
bebida e sexo até o anoitecer; 5) A Peregrinação à Meca (Hadj), que determina 
que todo muçulmano adulto com meios para realizar uma peregrinação a Meca 
deve fazê-lo pelo menos uma vez na vida. O Islam tem divisões: os que seguem 
a sunna (costumes) são chamados de sunitas; e os que acreditam que Ali, 
parente mais próximo de Maomé, deveria ser seu sucessor, verdadeiros líderes 
da comunidade islâmica. Devido as palavras árabes shi at Ali, esta corrente ficou 
conhecida como xiismo ou muçulmanos xiitas. O símbolo do islamismo é a lua 
crescente (hilal), adotado por possuir uma antiga conexão com a realeza e estar 
relacionado ao calendário lunar, que ordena suas vidas religiosas e os locais de 
peregrinação: Meca, Monte Arafat, Medina e Jerusalém (onde Maomé 
ascendeu ao céu). 
 
 RESULTADOS SOBRE O JUDAÍSMO O judaísmo crê em um só Deus que fez pacto 
com seus antepassados, o povo hebreu e por isso os judeus devem fidelidade a 
ele. O lema do judaísmo é recitado todos os dias na declaração chamada Shema, 
que diz “ Ouve, ó Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é um”. A fé dos 
judeus está fundamentada na Torá, que são os primeiros cinco livros da Bíblia 
que lhes ditam as normas e regras que devem ser praticadas na vida. Para eles 
os judeus são o povo eleito. A Bíblia Hebraica é a revelação de Deus e se chama 
Tanakh, composta por três grupos de livros: a Torá, o neblim e o Ketubim. A 
sinagoga é seu principal local de encontro e a lei e sermão são de 
responsabilidade do Rabino ou Rabi. As preces são parte importante dessa 
religião, pois os judeus acreditam que através delas as pessoas se comunicam 
com seu criador. As festas dos judeus são o Shabbat (o sábado) descanso 
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semanal, relacionado com o fato de Deus ter criado o mundo e ter descansado 
ao terminá-lo no sétimo dia. O Tishah Be-Av, dia mais triste do ano judaico 
quando relembram a destruição do primeiro templo em 586 a.C. e do segundo 
no ano 70 a.C.; o Pessach (Páscoa) na primavera e relembra a saída dos israelitas 
da escravidão do Egito; o Rosh Hashanah (Ano Novo), que é celebrada no mês 
de outubro, quando cada judeu deve autoanalisar-se e arrepender-se , pois se 
trata de um período de renovação espiritual; o Yom Has Shoah (dia do 
Holocausto), depois da Pascoa, sete semanas de luto são vividas pelos judeus, e 
a tragédia como sacrifício de milhões de judeus no holocausto, é lembrada 
neste dia; também comemoram o Eom Kippur (dia do perdão) e o Chanukah 
(festa da inauguração) festas das luzes, quando se lembra quando o templo de 
Jerusalém foi consagrado. A peregrinação é para Jerusalém que é a cidade mais 
importante para os judeus sendo Muro das Lamentações o local mais sagrado 
naquela cidade. 
 
 RESULTADOS SOBRE O ESPIRITISMO Os cursistas da Oficina foram convidados, 
pela professora Luci Terezinha Zanfrilli, seguidora do espiritismo, a assistirem à 
uma palestra no Centro Espírita Mei Mei, da cidade de Alvorada do Sul-PR, cujo 
tema foi Mediunidade, e os tópicos abordados falavam sobre psicografia, 
psicometria e violência. Depois foram levados a assistirem ao filme A Casa dos 
Espíritos, baseado no livro do mesmo nome da escritora Izabel Allende. Os 
cursistas discutiram, em plenária, todos os termos e descobertas que fizeram 
neste encontro e nos outros realizados, apresentaram um glossário das palavras 
e conceitos desconhecidos, falaram dos costumes da religião e trataram de 
observar em quais pontos essa religião se assemelha ou difere das outras que 
foram discutidas. 
 
O ensino religioso e o Projeto Político Pedagógico 
Atualmente, o ensino religioso tem sido foco de novos estudos, pesquisas e 
reflexões, por causa do artigo 33 da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB) 9.394/96, alterado pela lei 9.475, de 22.7.1997, que regulamenta 
atualmente o ensino religioso. Entretanto sabemos que não podemos trabalhar 
esta temática em separado ou isolada das demais conjunturas que norteiam a 
escola e a sociedade num todo. Devemos, então, observar sua conjuntura: a 
escola, a família, a sociedade, e o ser humano, como nos recordam a 
Constituição Federal e a própria LDB, a identidade do processo escolar no Brasil. 
Inicialmente, o artigo 1.º das Diretrizes afirma: “A educação abrange os 
processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência 
humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos 
sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. Essa 
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afirmação é confirmada pelos parágrafos 1.º e 2.º (“A educação escolar deverá 
vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”). Tal compreensãoé 
reforçada, ainda, pelo artigo 2.º da LDB: “A educação é dever da família e do 
Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade 
humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo 
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. É impossível 
pensar sobre o ensino religioso dentro da identidade escolar se o mesmo não 
fizer parte do PPP da escola. Esse projeto deve estar vinculado à melhoria da 
escola, da comunidade, do aluno. Isso providenciará mudanças educativas, 
beneficiando toda a comunidade, pois o existir das escolas só tem sentido a 
partir de sua função social e educativa. É em função do social e do educativo 
que há sentido em existir as escolas. O PPP deve ser implantado 
democraticamente no decorrer da caminhada escolar, no cotidiano da 
comunidade como um todo, respeitando cada momento, não devendo ocorrer 
por decreto, por obrigação, mas por necessidade. O mesmo quanto ao ensino 
religioso, que deve ser implantado não por decreto ou artigo, mas de acordo 
com a necessidade de cada realidade escolar, de acordo com a sua caminhada, 
democraticamente, a fim de garantir que não haja proselitismo nem desrespeito 
à religiosidade e crença de cada aluno. O PPP tem a necessidade de estar em 
diálogo e atento à realidade escolar, inclusive a religiosa. Atualmente, o ensino 
religioso é visto como uma necessidade humana e não apenas disciplinar ou 
acadêmica. O PPP deve encarar o ensino religioso como parte do seu projeto 
educativo, reconhecendo o ensino religioso não apenas como disciplina, mas 
também como necessidade da cidadania. A educação se vê obrigada a buscar 
meios cada vez mais atualizados a fim de oferecer condições para que o aluno 
descubra a si mesmo e se afirme sempre mais numa formação global. E é 
justamente nesse contexto que se compreende também o novo tipo de 
educação religiosa do aluno. Juntamente com o pluralismo cultural e ético, a 
sociedade brasileira, hoje, é marcada pelo pluralismo religioso, o qual se 
acentuou nos últimos anos, tanto no plano quantitativo quanto na variedade 
das formas. Enquanto o ensino religioso for compreendido como sendo o 
espaço do qual as tradições religiosas se utilizam para manter o proselitismo 
religioso, ao fazerem da escola uma extensão da instituição religiosa, buscando 
novos adeptos, ou transformando a disciplina ER num cabide de empregos para 
seus fiéis, mantendo ou reforçando seus salários, esse tipo de atitude evidencia 
que não é a disciplina ensino religioso o problema. É uma questão de 
competência pedagógica daqueles que orientam o processo de ensino-
aprendizagem na instituição. O ensino religioso será visto com outros olhos se o 
mesmo for apresentado como área do conhecimento e necessidade da 
formação humana. Educar com solidariedade e para a solidariedade é, 
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essencialmente, educar com os valores humanos. Só é possível compreender o 
ensino religioso a partir do humanismo, dos valores humanos. O ser humano 
não pode ser visto ou trabalhado em fragmentos, isto é, em separado, dividido, 
pois o ser humano é um só e deve ser visto como um todo, por isso a 
necessidade de uma formação integral. O mesmo vale para a educação e para o 
conhecimento, por isso a necessidade de incluir o ensino religioso na busca de 
uma formação holística e sistêmica do educando. O profissional do ensino 
religioso deve estar atento ao diálogo interdisciplinar, manter um diálogo com 
as demais ciências e crenças religiosas. É fundamental Ciberteologia - Revista de 
Teologia & Cultura - Ano III, n. 18 ter a capacidade de refletir e analisar a 
realidade; assim como abrir-se à dimensão ecumênica e inter-religiosa. Deve 
estar atento ao cotidiano da escola, tanto nas práticas pedagógicas como nas 
políticas educacionais. É indispensável uma educação voltada para a 
religiosidade, pois nossa sociedade esta cada vez mais pluralista, ofertando 
espaço também para o transcendental. Temos, atualmente, em nosso meio, 
uma grande mudança social e cultural, podemos dizer quer é um novo 
paradigma, portanto devemos estar atentos a fim de não cair na futilidade e na 
banalidade. Devemos ter um norte, uma estrada a percorrer. O mesmo vale 
para a escola, ela deve escolher sua estrada. Novamente se clama por reflexão e 
diálogo, devemos refletir e dialogar constantemente. A escola tem tido a tarefa 
árdua de educar o ser humano, não só para o conhecimento, mas também para 
os valores humanos, para a cidadania, para a ética. Pois bem, não resta dúvida 
que é a tarefa mais difícil, formação é algo próprio do ser humano, entretanto 
poucos tiveram/têm condições de tê-la. Em todos os seguimentos temos a 
necessidade de estar atentos e abertos a críticas e a inovações. Assim, também 
a escola e o próprio Projeto Político Pedagógico devem estar abertos e atentos, 
pois as críticas —negativas ou positivas — nos trazem benefícios. As relações 
humanas e sociais têm mais validade quando são vividas de diversas maneiras, 
pois sabemos que é com a prática e com a vivência que o saber e o 
conhecimento são, de fato, assimilados. O conteúdo do ensino religioso deve ser 
fixado a partir da realidade escolar local, deve-se levar em consideração toda a 
comunidade e não só a opinião pessoal de um professor. Em outras palavras: os 
conteúdos surgem de uma maneira natural e não imposta. Entretanto sabemos 
que é muito difícil haver um consenso, por isso devemos evitar proselitismo e 
desrespeito às crenças religiosas. Dentro de uma perspectiva histórica, percebe-
se que o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper) vem 
desenvolvendo inúmeros trabalhos e pesquisas que desenham uma nova visão 
sobre o ensino religioso, a qual agrada a necessidade pluralista existente na 
sociedade. O ensino religioso pode e deve resgatar os valores humanos e 
religiosos que vêm sendo esquecidos pela escola, pela família, pela sociedade e 
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pelo ser humano. A escola, por sua vez, deve ser um espaço onde se vive esses 
valores, tais como a cidadania, a solidariedade, o respeito, a confiança, a 
honestidade, a humildade, a amizade, entre outros. A escola deve ser um lugar 
de paz e tranqüilidade, onde o conhecimento e a educação seja um prazer. Mas 
isso é tarefa de todos e não só do ensino religioso. As demais disciplinas e 
seguimentos escolares devem assumir essa responsabilidade também. Um 
educador não é só um agente curricular que transmite conhecimento, antes de 
tudo é um agente transformador da realidade sóciopolítica-econômica, onde se 
encontra inserido o aluno destinatário da formação, e, também, não deixa de 
ser um formador de opinião, um agente sensibilizador. A tarefa do ensino 
religioso na escola, certamente, é libertar, não controlar, dominar, manipular, 
conforme vemos em muitas escolas. O professor se aproveita, muitas vezes, 
deste espaço, desta aula, para formar uma moral ou estabelecer regras de 
etiqueta. Isso acontecia muito, veladamente, no tempo em que a avaliação tinha 
como objetivo o controle social, quando, então, se fazia uma seleção, 
manipulava-se a pessoa para pensar e ser o que a sociedade queria e não o que 
ela desejava pensar ou ser. Os temas transversais podem e devem ser 
trabalhados pela disciplina ensino religioso, mas não é responsabilidade apenas 
sua, as demais disciplinas devem as- Ciberteologia - Revista de Teologia & 
Cultura - Ano III, n. 18 sumir tal responsabilidade juntas na formação do ser e na 
construção da cidadania. Destacamos que ensino religioso é diferente de 
pastoral e catequese. Isso deve estar claro no PPP. Se confundirmos ensino 
religioso com pastoral ou catequese, certamente estaremos dando espaço para 
a discriminação religiosa, o que não convém para a escola e para a sociedade. 
Sabemos que as políticas públicas educacionais interferem, muitas vezes, na 
realidade escolar, portanto devemos ter clareza escolar e sensibilidade humana 
e educacional a fim de não aderir às propostas neoliberais que circulam na 
sociedade.Um bom exemplo é o fato de a escola existir bem antes do 
capitalismo. Contudo seu papel muda radicalmente em virtude de esse sistema 
político-econômico poder influenciar a vida humana e a sociedade em geral. 
Assim também muda a escola, cuja formação passa a ser não só para a pessoa 
humana, mas também para o mercado de trabalho, que valoriza a mão-de-obra 
e não a pessoa humana. O sentido da educação passa pelo sentido da vida. 
Desse modo, o sentido que se der à vida será o mesmo dado à educação. 
Portanto, é fundamental que estejamos atentos à realidade e reflitamos sobre a 
mesma a fim de garantir uma boa caminhada pelo árduo caminho que temos de 
enfrentar. A partir de uma abordagem antropológico-filosófica que reconhece o 
fenômeno religioso como decorrência de sua propriedade humana, de sua 
condição existencial, partindo para uma abordagem mais específica e de nossos 
interesses de ordem pedagógica, podemos dizer que o específico do 
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transcendental, para o ensino religioso, é ajudar o aluno a posicionar-se e a 
relacionar-se da melhor forma possível com as novas realidades que o cercam. 
O ensino religioso é, portanto, uma questão diretamente ligada à vida e que vai 
refletir no comportamento dos cidadãos, para o qual orienta a sua ética. “Toda 
religião comporta uma ética e toda ética desemboca numa religião, na mesma 
medida em que a ética se orienta pelo sentido do transcendente da vida 
humana” (Catão, 1995, p. 63). É necessário propor uma ética da consciência e 
da liberdade em lugar da ética da lei e da obrigação. Na raiz do ethos, como 
contempla o ensino religioso, está a busca da transcendência que dá sentido à 
vida, que proporciona a plena realização do ser humano pessoal e social.

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