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23/04/2020 HAMI_CIENC_MORFO_SISTE_NERVO_CARDI: U1S3 - Webaula https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=575359 1/5 Nesta webaula, estudaremos o tronco encefálico e suas divisões em bulbo, ponte e mesencéfalo, e a medula espinhal, com relação aos reflexos medulares e arcos reflexos. Tronco encefálico O tronco encefálico é a parte do encéfalo que está localizada entre a medula espinhal e o diencéfalo. Além disso, é dividido em: bulbo, ponte e mesencéfalo. Estendendo-se pelo tronco encefálico, é possível encontrar, na formação reticular, uma região de substância branca e cinzenta, considerada como o centro de controle da homeostase com as funções de respiração e ritmo cardíaco. 23/04/2020 HAMI_CIENC_MORFO_SISTE_NERVO_CARDI: U1S3 - Webaula https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=575359 2/5 Bulbo Fonte: Tortora (2011, p. 198). Ilustração de um bulbo. Nele vemos o diencéfalo, o mesencéfalo, a ponte, o bulbo, a medula, a base do pedúnculo, a pirâmide, o pedúnculo, o trato óptico, o nervo oculomotor III, o nervo trigêmeo V e a decussação motora. O bulbo é uma continuação da parte superior da medula espinhal, formando a parte inferior do tronco encefálico que tem início no forame magno e estende-se até a margem inferior da ponte. Dentro da substância branca do bulbo estão todos os tratos sensitivos (ascendentes) e motores (descendentes) que se entendem entre a medula espinhal e outras partes do encéfalo. Uma parte da substância branca forma protuberâncias na face anterior do bulbo. Logo acima da junção do bulbo com a medula espinhal: 90% dos axônios situados na pirâmide esquerda cruzam para o lado direito. 90% dos axônios situados na pirâmide direita cruzam para o lado esquerdo. Este cruzamento é chamado de decussação das pirâmides e é responsável pelo controle dos movimentos no lado oposto do corpo. Os núcleos associados com as sensações de tato, de propriocepção consciente, de pressão e vibração estão localizados no bulbo. Muitos axônios sensitivos ascendentes formam sinapses, e os neurônios pós- ganglionares retransmitem a informação sensitiva para o tálamo no lado oposto do encéfalo. Ponte A ponte une partes do encéfalo entre si; essas conexões são formadas por feixes de axônios, que conectam os lados direito e esquerdo do cerebelo. Em diversos núcleos pontinos, os sinais para os movimentos voluntários originam-se no córtex cerebral e são retransmitidos para o cerebelo. São outros núcleos a área pneumotáxica e a área apnêustica, junto com a área respiratória rítmica, que ajudam a controlar a respiração. Mesencéfalo O mesencéfalo estende-se da ponte até o diencéfalo. O aqueduto do mesencéfalo passa através do mesencéfalo, conectando o 3º ventrículo, acima com o 4º ventrículo abaixo. Como o bulbo e a ponte, o mesencéfalo contém tratos e núcleos. A parte anterior do mesencéfalo contém um par de tratos chamados de pedúnculos cerebrais. Estes contêm axônios de neurônios motores corticospinais, corticopontinos e corticobulbares, que conduzem impulsos nervosos do cerebelo para a medula espinhal, para o bulbo e para a ponte. Saiba Mais https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/assets/img/Imagem111.png https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html# https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html# 23/04/2020 HAMI_CIENC_MORFO_SISTE_NERVO_CARDI: U1S3 - Webaula https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=575359 3/5 Medula espinhal 23/04/2020 HAMI_CIENC_MORFO_SISTE_NERVO_CARDI: U1S3 - Webaula https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=575359 4/5 Fonte: Lippert (2013). Ilustração de uma medula espinhal, que está organizada em 31 pares de nervos raquidianos ou espinhais, nomeados de acordo com a sua localização em: 8 pares de nervos cervicais (C1 a C8), 12 pares de nervos torácicos (T1 a T12), 5 pares de nervos lombares (L1 a L5), 5 pares de nervos sacrais (S1 a S5) e 1 par de nervos coccígeos (Co1). A medula espinhal emite ramos chamados de nervos raquidianos, que saem da coluna vertebral através de espaços entre as vertebras. Como a medula espinhal é menor que a colunar vertebral, os nervos saem em níveis mais baixos do que os locais onde tem origem. Constituição da medula espinhal Ela é segmentada e está organizada em 31 pares de nervos raquidianos ou espinhais, nomeados de acordo com a sua localização em: 8 pares de nervos cervicais (C1 a C8), 12 pares de nervos torácicos (T1 a T12), 5 pares de nervos lombares (L1 a L5), 5 pares de nervos sacrais (S1 a S5) e 1 par de nervos coccígeos (Co1). Os nervos espinhais são considerados como as vias de comunicação entre a medula espinhal e os nervos que suprem as regiões específicas do corpo. Existem dois feixes de axônios que recebem o nome de raízes (anterior e posterior) e conectam cada nervo espinhal a uma parte da medula espinhal. A seguir, conheça cada uma das raízes. A raiz anterior contém os axônios dos neurônios motores que conduzem os impulsos nervosos a partir do sistema nervoso central para as células e os órgãos efetores. Raiz Interior remove Raiz posterior add Funções da medula espinhal: reflexos e arcos reflexos A medula pode controlar a homeostasia por meio da atuação como um centro de integração para vários reflexos. Os reflexos são utilizados com a finalidade de diagnosticar os distúrbios do sistema nervoso e localizar qual é o tecido lesado; quando o reflexo não está presente, é um indicativo de lesão. O reflexo é definido como uma sequência rápida, involuntária e previsível de ações que ocorrem em resposta a um estímulo específico, podendo ser inatos, aprendidos ou adquiridos. A seguir, conheça os componentes básicos de um arco reflexo. Receptor sensitivo Um receptor sensitivo pode ser uma extremidade distal de um neurônio sensitivo (dendrito) ou uma estrutura sensitiva associada. Além disso, este receptor responde a um tipo específico de estímulo que pode ser uma alteração no ambiente externo ou interno, gerando, dessa forma, um ou mais impulsos. Para terminarmos os estudos desta webaula, vale apresentarmos a hidrocefalia, que se trata de um https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/assets/img/22.png https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/div#accordion%20.item-1 https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/div#accordion%20.item-2 https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html# https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html#text-carousel https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html#text-carousel 23/04/2020 HAMI_CIENC_MORFO_SISTE_NERVO_CARDI: U1S3 - Webaula https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=575359 5/5 Saiba Mais aumento do volume e da pressão do líquor. Hidrocefalia interna Quando o líquor fica acumulado no sistema ventricular, é chamado de hidrocefalia interna. Hidrocefalia externa Quando o líquor fica retido no espaço subaracnóideo, é chamado de hidrocefalia externa. Hidrocefalia comunicante Quando a circulação do líquor não é bloqueada, é chamado de hidrocefalia comunicante. Hidrocefalia não comunicante Quando existe um impedimento de acesso ao líquor, ao espaço subaracnóideo por obstrução do III ou do IV ventrículo,é chamado de hidrocefalia não comunicante. Por fim, no caso de bebês que ainda não tiveram os fontículos fechados, ocorre um edema devido ao aumento da pressão, isto é, o acúmulo do líquido comprime e compromete o tecido nervoso. Dessa forma, esta condição precisa ser revertida por meio da drenagem do líquido, utilizando um procedimento chamado de derivação. Com este procedimento, o líquido é desviado para a veia cava superior ou para a cavidade abdominal. https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201502/INTERATIVAS_2_0/CIENCIAS_MORFOFUNCIONAIS_DOS_SISTEMAS_NERVOSO_E_CARDIORRESPIRATORIO/U1/S3/index.html#