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Isabella de Almeida – T12
Meninges e Medula espinal - paula
As meninges são três membranas que revestem o encéfalo e a medula e os separam das partes ósseas que os protegem (crânio e coluna vertebral): Dura-máter, aracnoide e pia-máter. 
Dura-máter
Também chamada de paquimeninge, é a camada mais externa e grossa e vascularizada, formada por tecido conjuntivo denso irregular.
Ela é formada por duas camadas: 
· Camada periosteal externas 
· Camada meníngea interna 
As duas camadas estão firmemente aderidas entre si, exceto nos locais em que elas se separam para formar os seios venosos durais. 
Aracnoide
Também chamada de leptomeninge, é a camada fina intermediaria e sem vascularização que se assemelha a uma teia de aranha e se localiza entre a dura-máter e a pia-máter. 
Pia-máter
Também chamada de leptomeninge, é a camada fina interna e vascularizada.
Sistema nervoso periférico
Nervos espinais: 
- Cervicais: 8 nervos (C1-C8)
- Torácicos: 12 nervos (T1-T12)
- Lombares: 5 nervos (L1-L2)
- Sacrais: 5 nervos (S1-S5)
- Coccígeos: 1 nervo (Co1)
Cauda equina
É uma estrutura localizada na base da coluna vertebral, composta por um conjunto de raízes nervosas da região lombar e sacral, imersas em líquido cefalorraquidiano. É responsável pela inervação dos membros inferiores e das estruturas da pelve.
Intumescências 
Existem duas intumescências ou dilatação na medula espinal.
· Intumescência cervical – origens dos nervos espinais C5 a T1, que inervam os membros superiores.
Forma o plexo cervical (C1-C5) e o plexo braquial (C5-T1).
· Intumescência lombossacral – origens dos nervos espinais L1 a S3 que inervam os membros inferiores.
Forma o plexo lombar (L1-L4) e o plexo sacral (L4-S4.
 
Medula
A medula possui dois componentes principais: a substância cinzenta que contém principalmente os corpos dos neurônios, e a substância branca que contém principalmente axônios. 
A parte cinzenta possui um formato semelhante a de um “H”, que possui regiões:
· Corno Anterior – contém os corpos de neurônios motores (eferente).
· Corno Posterior – entrada de neurônios sensitivos (aferente). 
Espaços / Anestesia
Espaço Peridural – espaço entre a dura-máter e a coluna vertebral. (Anestesia peridural)
Espaço Subaracnóideo – espaço entre a aracnoide e a pia-máter, contém líquido cefalorraquidiano. (Raquianestesia e punção liquórica)
Vascularização da Dura-máter
É vascularizada pela Artéria Meníngea Média que passa pelo forame espinhoso e se ramifica em ramo anterior (frontal) e ramo posterior (parietal). 
Pequenas áreas da dura-máter são supridas por outras artérias: 
· Ramos meníngeos das artérias oftálmicas
· Ramos das artérias occipitais 
· Ramos das artérias vertebrais 
O ramo anterior da A. Meníngea média passa exatamente na região Ptério – região do crânio de encontro entre o osso parietal, temporal, esfenoide e frontal).
No crânio é possível ver os sulcos da A. Meníngea média e suas ramificações. 
Sulco vascular sinuoso (passa a meníngea média)
Invaginações ou reflexões da dura-máter
· Foice o cérebro 
· Tenda do cerebelo 
· Foice do cerebelo 
Seios venosos da dura-máter
Os seios são espaços revestidos por endotélio entre as lâminas periosteal e a meníngea da dura-máter. 
· Seio sagital superior
· Seio sagital inferior 
· Seio reto
· Seio transverso 
· Seio sigmoide 
· Seio cavernoso 
· Seio occipital 
 
O seio cavernoso está em uma região mais interna onde estará em contato com a artéria carótida, esse contato permite a troca de calor, pois a artéria tem passagem de sangue quente e com muita pressão, enquanto o seio cavernoso tem a passagem de sangue frio e com pouca pressão. 
A pressão da artéria carótida auxilia na propulsão de sangue venoso para baixo. 
Inervação da dura-máter
· Três ramos do nervo Trigêmeo – inervação superior.
· Parte das fibras cervicais – inervação da parte do cerebelo. 
Pode ocorrer dor de cabeça após punção de líquor? 
Sim, porque vai aumentar a pressão no nervo trigêmeo.
Cefaleia dural
· Dura-máter é sensível a dor. 
Aracnóide - Trabéculas aracnóideas
A superfície externa da aracnoide se conecta à dura-máter, formando uma barreira que previne o vazamento do LCR para o espaço subdural. No local em que a dura-máter forma os seios venosos, a aracnoide possui protusões chamada Granulações aracnóideas. 
A superfície interna da aracnoide possui projeções fibrosas chamadas de Trabéculas aracnóideas, que atravessam o espaço subaracnóideo e se conectam à superfície externa da pia-máter. 
Pia-máter
- Aderida ao tecido nervoso, acompanhando suas elevações e depressões.
- Dá forma e resistência ao tecido nervoso.
- Acompanha os vasos (espaços perivasculares). 
Ventrículos encefálicos
O sistema ventricular é formado por:
· Dois ventrículos laterais 
· Um terceiro ventrículo 
· Aqueduto do mesencéfalo ou aqueduto de Sylvius 
· Um quarto ventrículo 
Plexo coroide
As invaginações da pia-máter são revestidas pelo plexo coroide, composto de: vaso sanguíneo, pia-máter e epêndima. 
Esse plexo possui células especializadas que produzem líquor.
Na superfície lateral das células ependimárias, os desmossomos e as junções de oclusão são responsáveis por manter as células unidas, constituindo a barreira hematoglocólica que impede a passagem de grandes moléculas.
-Locais que possui plexos coroides: Todos os ventrículos exceto o aqueduto de sylvius. 
· Qual célula da glia reveste os ventrículos e auxilia na formação do líquido cefalorraquidiano? Células ependimárias.
· Quais são as células de defesa do sistema nervoso? No sangue é neutrófilo e no líquido é a micróglia.
Líquor
· Não possui leucócitos.
· Fluido aquoso, incolor.
· Ocupa espaço subaracnóideo e sistema ventricular.
· Proteção mecânica do SNC (amortecedor).
· Formação: plexo coroides e epêndima.
· Circulação lenta.
· Renovação a cada 8 horas.
Circulação do Líquor:
1- O líquor é produzido pelos plexos coróideo de cada ventrículo. 
2- O líquor flui pelos ventrículos e entra no espaço subaracnóideo via aberturas mediana e lateral, parte do líquor flui através do canal central da medula espinal.
3- O líquor flui através do espaço subaracnóideo.
4- O líquor é absorvido nos seios da dura-máter via granulações aracnóideas. 
Barreiras encefálicas
Barreira Hematoencefálica – regula o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central, barrando a entrada de substâncias tóxicas. 
Barreira Hematoliquórica – regula o transporte de substâncias do sangue para o líquor nos plexos. 
 
Medula espinal – Tratos e vias (Paula)
Irrigação da medula
A medula é irrigada pelas 
· Artérias espinais – são ramos da artéria vertebral 
· Artérias radiculares – são ramos de artérias segmentares (vindo das artérias intercostais).
 
Vias neurais – Tratos 
Tratos são vias que estão localizadas no cérebro e na medula espinhal (SNC).
Nomenclatura
Os tratos são nomeados de acordo com sua origem e término.
Exemplo: 
- Trato espinotalâmico: começa na medula espinhal (espino) e termina no tálamo (talâmico). 
- Trato corticoespinhal: começa no córtex cerebral e termina na medula.
 
 
Formação:
Os tratos são formados por neurônios que fazem sinapse uns com os outros e podem ser classificados em: neurônios de primeira, neurônios de segunda e neurônios de terceira ordem. 
Via ascendente
Neurônios de primeira ordem
- São aferentes, sensitivo ou ascendente.
- Transmitindo impulsos nervosos dos receptores periféricos aos neurônios de segunda ordem.
 - Sinapse acontece na medula (parte posterior) e o neurônio de segunda ordem sofre decussação (muda de lado). 
Neurônios de segunda ordem
- Sobem pela medula espinhal 
- Sinapse acontece no tálamo com os neurônios de terceira ordem.
Neurônios de terceira ordem
- Captam o impulso e levam para o córtex cerebral.
Via descendente
Neurônios de primeira ordem 
- São eferentes, motores ou descendentes.
- Partem do córtex cerebral ou do tronco cerebral.
- Fazem sinapse no corno anterior da medula espinhal.Neurônios de segunda ordem
- Localizado no corno anterior da medula espinhal.
- São curtos e transmite o impulso para o neurônio de terceira ordem. 
Neurônios de terceira ordem
- Localizados no corno anterior da medula espinhal. 
- Vão inervar os músculos lisos e esqueléticos. 
Comumente a via descendente só possui neurônios de primeira e segunda ordem. 
Exemplo de dois tratos ao mesmo tempo:
· As duas informações sensitivas acontecem na parte posterior.
· Ocorre a sinapse, mas em regiões diferentes.
· Ocorre a decussação nas duas (mudança de lado).
Tronco encefálico
Composição:
· Mesencéfalo 
· Ponte 
· Bulbo 
A substância cinzenta do tronco encefálico se divide em: 
· Substância cinzenta homóloga – núcleos de nervos cranianos. 
· Substância cinzenta não homóloga – núcleos próprios do tronco. 
· Formação reticular – grupamento de núcleos e fibras nervosas ocupando a região central do tronco encefálico que fazem conexões com o diencéfalo e ao funículo lateral dos segmentos mais altos da medula.
Funções:
· Controle da atividade do sono 
· Controle da motricidade somática 
· Controle respiratório (bulbo) 
· Controle neuroendócrino 
· Centro vaso motor (bulbo) – calibre arterial, pressão e ritmo 
Anatomia topográfica e a constituição do tronco encefálico:
Bulbo ou Medula oblonga 
O bulbo é limitado pela: 
· Parte superior: sulco bulbo-pontino. 
· Parte inferior: decussação das pirâmides.
Parte anterior (ventral)
Pelas pirâmides ocorre a passagem fibras motoras (descendente) que vem do córtex e vão para a medula, sendo um movimento voluntário. Esses nervos passam pela decussação e cruzam.
Nas olivas também ocorre a passagem de fibras motoras, porém é um movimento involuntária. 
Parte posterior 
Pelos fascículos ocorre a passagem de fibras sensitivas (ascendente) depois para o tubérculo do núcleo cuneiforme. 
Há 2 fascículos:
· Grácil – medial 
· Cuneiforme – lateral 
Há 2 tubérculos:
· Do núcleo grácil - medial
· Do núcleo cuneiforme – lateral
IV Ventrículo
 O IV ventrículo afasta os fascículos cuneiforme e grácil formando o pedúnculo cerebelar.
Informações que passam no bulbo: propriocepção consciente, estereognosia, sensibilidade vibratória e tato fino. 
Ponte
A ponte é limitada pela: 
· Parte superior: fossa interpeduncular 
· Parte inferior: sulco bulbo-pontino
O pedúnculo cerebelar (braço) são Feixes de fibras de transversais de neurônios que passam na parte medial e lateral da ponte chegando ao cerebelo. 
Entre os dois pedúnculos cerebrais está a fossa interpeduncular.
 
Ocorre a emergência dos nervos cranianos:
· Nervo trigêmeo (V) - emerge na lateral da região de ponte na intersecção entre o braço da ponte (pedúnculo cerebelar) e parte anterior. 
· Nervo abducente (VI)
· Nervo facial e intermédio (VII)
· Nervo vestíbulo-coclear (VIII)
Entre mesencéfalo e ponte emerge o nervo oculomotor (III). 
No meio da ponte tem a passagem do sulco basilar que aloja a artéria basilar. 
Associação funcional
Na ponte há dois locais de núcleos próprio do tronco encefálico que são importantes para a formação reticular (regulação do ciclo do sono) e secretam neurotransmissores:
· Locus ceruleus: secreta noradrenalina. 
· Núcleo da rafe: secreta serotonina. 
Mesencéfalo
 Função:
· Reflexos visuais e auditivos (colículos superiores)
· Audição (colículos inferiores)
· Motricidade automatizada (substância negra/nervo rubro)
· Motricidade voluntária (nervo rubro)
Corte transversal permite uma visão melhor do mesencéfalo 
Aqueduto do mesencéfalo é um canal que permite a passagem do líquido cefalorraquidiano pelo mesencéfalo, conectando o terceiro ventrículo ao quarto ventrículo. 
Está relacionado à liberação de substâncias químicas que modulam a dor – encefalinas. 
Teto é a região dorsal ao aqueduto do mesencéfalo. 
Tegumento do mesencéfalo é a área pré-tectal, parte central do mesencéfalo. Ele contém os núcleos dos nervos reticulares e cranianos, bem como várias vias neurais. 
Pedúnculo cerebral = tegumento + base.
A substância negra separa a base do tegumento. Possui grande quantidade de corpos celulares que irão começar uma via motora e esses neurônios são dopaminérgicos, ou seja, libera dopamina
A artéria cerebral posterior envia ramificações para a região da fossa interpeduncular.
Via Dopaminérgica Nigroestriatal
Essa via se projeta da substância negra para os núcleos da base da região cerebral, faz parte de uma via motora descendente voluntária. Ela é importante para iniciar e controlar os movimentos.
A via nigroestriatal é inibitória porque o neurônio dopaminérgico vai produzir a dopamina que interagem com os receptores D2 dos colinérgicos que resultara na redução na produção e liberação de acetilcolina, impedindo então a movimentação (contração muscular). 
 Na doença de Parkinson acontece a degeneração dos neurônios da substância negra, ou seja, não terá tanta dopamina inibindo a formação e liberação de acetilcolina que leva a pessoa a fazer movimentos indesejados.
Sintomas extrapiramidais - bloqueia a via nigroestriatal.
Medicamentos/ antipsicóticos usados para esquizofrenia exercem o mesmo mecanismo que acontece na doença de Parkinson, sendo um sintoma adverso / efeitos extrapiramidais. 
Isso acontece porque os antipsicóticos se ligam nos receptores D2 dos colinérgicos impedindo a inibição da produção e liberação de acetilcolina que causa a movimentação indesejada. 
Via da Recompensa – dopaminérgica mesolímbica 
A via mesolímbica começa na área tegumentar ventral onde se localizam os corpos neurais dopaminérgicos que liberam dopamina para o núcleo accumbens (região de sistema límbico que está envolvida em muitos comportamentos, como sensação de prazer, euforia intensa, como aquela produzida por uso abusivo de substâncias psicoativas (drogas) levando a informação para o córtex. 
· Pessoas com depressão não ativam essa via, por isso ficam indispostas. 
· Pessoas que usam droga tem um grande estimulo dessa via, que devido a isso gera a menor eficiência dessa via. 
Ventrículos encefálicos – IV ventrículo
· Está localizado posteriormente a região de tronco encefálico. 
· Se conecta ao III ventrículo pelo aqueduto do mesencéfalo.
· Se conecta a medula espinal pelo canal central da medula.
· Se conecta com o espaço subaracnóideo pelos forames Luschka e Magendie.
· Possui plexo coroide (produz líquor).
· No espaço de IV ventrículo forma o assoalho do IV (fossa rombóide)
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