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TUTELA
2. 
Art. 1.728 e SS do CC
TUTELA 
2.1. 
Crianças e adolescentes não dispõem da plena capacidade civil. Até os 16 anos, são absolutamente incapazes para exercer pessoalmente os atos da vida civil (CC 3.º). Dos 16 aos 18 anos, a incapacidade é relativa à prática de determinados atos (CC 4.º I).
O ECA remete a instituição da tutela à lei civil. Estão sujeitos à tutela os menores de 18 anos (ECA 36).
TUTELA 
2.2. 
Em face da ausência da plena capacidade, é necessário que outrem supra tal carência. Assim, os absolutamente incapazes necessitam ser representados e os relativamente capazes precisam ser assistidos (CPC 71).
O Estado confere aos pais esse encargo, outorgando-lhes o que se chama de poder familiar (CC 1.630).
NA AUSÊNCIA DOS PAIS
2.3. 
Na ausência de ambos os pais, a representação é atribuída ao tutor, que ocupa o lugar jurídico deixado pelo vazio da autoridade parental.
Tal ocorre no caso de morte dos pais, por terem eles sido declarados ausentes, ou, ainda, quando tenham "decaído", por perda ou suspensão do poder familiar. Art. 1.728 CC. 
NOMEAÇÃO DA TUTELA
2.4. 
A nomeação do tutor é negócio jurídico unilateral e deve obedecer a forma especial, sob pena de nulidade (CC 107 e 166 IV).
O direito de nomear o tutor compete aos pais, em conjunto, bastando que estejam aptos a fazê-lo (CC 1.729).
FORMALIDADE DA TUTELA
2.5. 
II. A tutela deve ser instituída através de documento firmado por um ou ambos os pais, em conjunto ou separadamente. Escritura pública, escrito particular ou até mesmo por carta. Art. 1.729, p.u. CC
Qualquer dos pais pode instituir a tutela por meio de testamento. Art. 1.729, p.u. CC
I. Sentença Judicial
DISPENSA DA TUTELA
2.6. 
Os parentes não podem recusar o encargo, a não ser que haja algum outro parente em condições de exercer a tutela. Art. 1.736 do CC. 
Podem recusar a tutela: rol do art. 1.736 do CC
PRAZO DA TUTELA
2.7. 
O período da tutela é de, no mínimo, dois anos (CC 1.765).
O tutor deve representar o seu pupilo até ele atingir os 16 anos e lhe prestar assistência dos 16 até os 18 anos (CC 1.747 I).
CURATELA
ART. 1.767 CC
CURATELA
3. 
Por presunção legal (CC 3.º e 4.º), os maiores de 18 anos de idade tem plena capacidade e são capazes de administrar sua pessoa e seus bens. 
No entanto, por motivos diversos, há quem, em razão de doença ou deficiência mental ou intelectual, se encontra impossibilitado de cuidar dos próprios interesses. Art. 1.767 cc
Nesses casos, é necessário atribuir esse encargo a outrem: um curador.
CURATELA
3.1. 
A curatela é instituto protetivo dos maiores de idade, mas incapazes de zelar por seus próprios interesses, reger sua vida e administrar seu patrimônio.
É um encargo conferido por lei ao curador para reger a pessoa e administrar os bens de maiores que, por si mesmos, não possam fazê-lo. 
NOMEAÇÃO DO CURADOR
3.2. 
É admissível a eleição antecipada do curador, pelo próprio curatelado, enquanto plenamente capaz. É o que se chama de autocuratela. 
CURATELA X TUTELA
3.3. 
A tutela destina-se a proteger crianças e adolescentes que, em função da menoridade (CC 3.º e 4.º), não dispõem de plena capacidade e seus genitores estão afastados do exercício do poder familiar. 
 
Já a curatela empresta proteção aos maiores incapacitados para os atos da vida civil. 
PROCEDIMENTO DA CURATELA
3.4. 
É indispensável a presença do Ministério Público como fiscal da ordem pública (CP 752 § 1.º). A ação de interdição está disciplinada nos artigos (CPC 747 a 758).
A inicial deve especificar os fatos que demonstram a incapacidade do interditando para administrar seus bens e o momento em que a incapacidade se revelou (CPC 749).
3.5.2. 
O réu é citado para uma entrevista com o juiz, tomando-se por termo as perguntas e as respostas (CPC 751).
Ao julgar procedente a ação, o juiz decreta a curatela e: nomeia curador.
A sentença deve ser registrada no Cartório de registro das Pessoas Naturais da comarca em que tramitou a ação e anotada no assento de nascimento e casamento do interditado (LRP 29 V, 92 e 93).
Maria de Fátima, viúva, com idade de 92 (noventa e dois anos), reside no bairro “X”, da cidade “Z”, com sua filha Clarice, a qual lhe presta toda a assistência material necessária. Maria de Fátima, em virtude da idade avançada, possui diversas limitações mentais, necessitando do auxílio de sua filha para lhe dar banho, alimentá-la e ministrar-lhe os vários remédios que controlam sua depressão, mal de Alzheimer e outras patologias psíquicas, conforme relatórios médicos emitidos por Hospital Público Municipal. Ao ponto de não ter mais condições de exercer pessoalmente os atos da vida civil, a pensão que recebe do INSS é fundamental para cobrir as despesas com medicamentos, ficando as demais despesas suportadas por sua filha Clarice. Recentemente, chegou à sua residência, correspondência do INSS comunicando que Maria de Fátima deveria comparecer ao posto da autarquia mais próximo para recadastramento e retirada de novo cartão de benefício previdenciário, sob pena de ser suspenso o pagamento. Diante disso, Clarice, desejando regularizar a administração dos bens de sua mãe e atender a exigência do INSS, a fim de evitar a supressão da pensão, o procura em seu escritório solicitando providências. Diante dos fatos narrados, RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES. 
ESTUDO DE CASO OAB
QUESTOES DO CASO
Qual tipo de ação?
Nome da ação?
Foro competente? 
Descrever os fatos.
Descrever a fundamentação legal. 
Descrever o pedido. 
RESPOSTA AO CASO
Deverá Clarice ajuizar ação de interdição com pedido de antecipação de tutela, em face de Maria de Fátima, perante o juízo comum estadual, nos termos dos artigos 1.767 a 1.783, do Código Civil e artigos 1.177 a 1.198, do Código de Processo Civil. Para tanto, deverá descrever as graves limitações psíquicas de sua genitora em razão da idade avançada que a impedem de gerir-se e administrar seus bens. Requererá a antecipação de tutela com o deferimento de curatela provisória, a citação da interditanda para comparecer à audiência especial, a produção de provas, sobretudo a pericial, a intimação do Ministério Público e, ao final, pedirá a procedência do pedido para decretar a interdição de Maria de Fátima. 
RESPOSTA AO CASO
Foro e juízo competente – justiça comum estadual.
Fatos e fundamentos jurídicos com riqueza de argumentação, coerência e raciocínio jurídico - descrição dos fatos que revelam a limitação psíquica para exercer os atos da vida civil __ a incapacidade da interditanda para reger-se e administrar os seus bens __ demonstração da legitimidade da autora para requerer a interdição __ impossibilidade da ré em atender pessoalmente as exigências do INSS.
Fundamentação legal - CC, Art. 3º ou Art. 4º. - CC, do Art.1.767 ao Art. 1.783. 
Pedido: justiça gratuita, concessão de antecipação de tutela, nomeando-se a autora curadora provisória, nomeação de Clarice como curadora em caráter definitivo, citação da ré, intimação do Ministério Público e decretação da interdição.

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