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1 2 AVISO A informação contida nesta obra tem como objetivo entreter e educar o leitor e de nenhuma forma pretende substituir a recomendação médica ou de outro profissional de saúde competente e qualificado. As fontes utilizadas na elaboração da obra são consideradas precisas, mas não podem garantir, seja expressa ou implicitamente, o funcionamento das práticas descritas. Os leitores são convidados a verificar por si mesmo, para seu próprio benefício e bem estar, a veracidade das informações, recomendações, opiniões e orientações veiculadas, antes de tomar qualquer decisão ou realizar qualquer ação. Ao agir baseados na informação deste livro, o leitor aceita que esta informação pode conter erros e imprecisões. Os autores e editores não assumem qualquer responsabilidade legal por danos e consequências resultantes ou alegadamente resultantes que tenham sido causadas, direta ou indiretamente, pela informação contida nesta obra. 3 Introdução Para muitos um mito da cultura popular. Para muitos uma espécie de tesouro, um Eldorado do prazer sexual feminino, que merece ser descoberto. Para muitos outros, uma realidade cotidiana. Curiosamente, toda esta dúvida e incerteza, se dá em relação a algo que nossos antepassados e mesmo antigas civilizações já conheciam, mas que foi “esquecido”, na medida em que o prazer sexual foi reprimido, até mesmo negado e desacreditado para as mulheres. E que somente muito recentemente voltou a ser “descoberto”, comentado e desejado. Desde que entrou a imaginação popular há mais de 30 anos atrás, o ponto G continua despertando curiosidade e mesmo acalorados debates sobre sua existência. Por um lado, traz a promessa de um prazer sexual intenso, de poderosos e mesmo infindáveis orgasmos. Por outro, a ciência ainda é capaz de dar respostas definitivas sobre sua existência e funcionamento. Uma dúvida que é alimentada por muitas pessoas que procuraram, sem êxito, este “ponto mágico”. E entre estes dois extremos, a realidade de inúmeras mulheres que, sozinhas ou em companhia, vêm experimentando uma forma de prazer diferente, associada a um pequeno ponto localizado atrás do osso púbico, a apenas alguns centímetros da entrada da vagina. De orgasmos mais intensos e duradouros, passando pelos orgasmos múltiplos e até mesmo da ejaculação feminina, 4 aprenda a partir de agora a encontrar e estimular o ponto G, este célebre desconhecido. Passo # 1 Auto-Estima Quando se fala de ponto G e orgasmo múltiplo, ou de qualquer outra prática sexual, a maioria das pessoas se preocupa logo com a técnica. Onde tocar? Como? Porém, apesar todo potencial das zonas erógenas de nosso corpo, nosso órgão sexual mais sensível é a mente. Para descobrir estas novas possibilidades de prazer é preciso dominar o aspecto psicológico. E isto significa não somente conhecer- se a si próprio, mas gostar e estar feliz com o seu “eu”. A primeira coisa a preparar é sua auto-confiança, uma dos mais poderosos afrodisíacos conhecidos. Pode ser um lugar comum, mas para que gostem de você é necessário primeiro gostar de si mesmo. De pesquisas realizadas em todo o mundo sabe-se que as mulheres são mais afetadas por este problema, sentindo vergonha do próprio corpo. A sexualidade reprimida, a influência da mídia e os padrões de beleza atuais levam a esta situação de frustração. Porém, o desprendimento necessário para chegar a um orgasmo múltiplo exige que elas se abram completamente as seus parceiro e se sintam “sexy” e sedutoras. Estimule que ela se sinta melhor consigo mesma, elogiando sua beleza, dando presentes e pequenos mimos. O objetivo é que ela se sinta melhor consigo mesma, além de despertar todos os sentidos relacionados à sexualidade. Mas não somente nossa imagem do corpo é afetado pela imagem negativa que temos do sexo: a próxima 5 vítima é nosso lado emocional e psicológico. Estimule que sua parceira examine sua própria atitude em relação ao prazer. Quais são seus desejos reais? Quais são suas inseguranças? O que o orgasmo representa para ela? Por quê você quer encontrar o ponto G ? As respostas podem ser contraditórias, pois em nossa cultura o prazer feminino foi historicamente reprimido. Reconhecer estes sentimentos é fundamental para que você alcance este tipo de prazer com consciência, e assim, com segurança e satisfação pessoal. Passo # 2 O Prazer Feminino A história do prazer feminino é a própria história da civilização. Em seu início, as mulheres eram vistas como seres divinos, capazes de um ato mágico, o da procriação. Mas à medida em que os homens descobriram que também participavam da geração de nova vida, as mulheres foram perdendo importância na sociedade. Nas civilizações grega e romana as mulheres perderam poder e participação na vida sexual, porém ainda possuíam a possibilidade de prazer sexual. Porém, isto praticamente desapareceu com o surgimento da civilização ocidental, baseada principalmente nos princípios da religião cristã e judaica. Toda a concepção do sexo passou a ser orientada em direção à procriação e o prazer sexual feminino foi reprimido. Tamanha foi a influência, que durante o Renascimento um anatomista italiano e outro holandês “descobriram” o que gregos e muitas outras civilizações já conheciam e já haviam descrito: o clitóris e a possibilidade do orgasmo feminino. 6 Foi durante a revolução sexual dos anos 1960 e 1970 que as mulheres, de forma paralela à ocupação de seu lugar na sociedade, começaram a (re)descobrir as possibilidades de seu prazer sexual. Junto com a exaltação do clitóris, da masturbação, do cunnilingus (sexo oral), começaram a circular, informações sobre um novo tipo de orgasmo, o vaginal. A concepção anterior era de que a vagina não possuía resposta sexual, isto é, era perfeitamente inútil para o prazer sexual. Mas em 1950, um médico alemão chamado Ernst Gräfenberg já havia publicado um livro no qual descrevia o papel da uretra para o prazer feminino e identificava uma região de maior sensibilidade dentro da vagina. Como acontece em todas áreas da ciência, muitas das ideias inovadoras levam certo tempo, até que a cultura geral seja capaz de entendê-las e serem aceitas, dentro de uma concepção de mundo. E foi somente na década de 1980 que sexólogos americanos batizaram esta área com o nome de “ponto G”, em homenagem ao Dr. Gräfenberg, levando-o também ao conhecimento geral. E apesar de todas evidências e relatos, ainda existe muito debate sobre a estrutura anatômica do ponto G e sobre seu papel na fisiologia do prazer sexual. E mais ainda sobre a natureza (ou mesmo a existência da ejaculação feminina). Infelizmente, são poucos os incentivos para a pesquisa em uma área duplamente discriminada pela ideologia conservadora que ainda marca nossa sociedade: as mulheres e a sexualidade. Frente ao ceticismo de muitos setores da ciência, e dos intermináveis debates sobre a possibilidade de provar cientificamente da existência do ponto G, hoje já se sabe que: 7 ► Existe uma região chamada esponja uretral, ao redor da uretra da mulher que se incha e aumenta de tamanho durante a excitação sexual. ► Na esponja uretral também se encontram as chamadas glândulas de Skene o glândulas para-uretrais, que produzem um líquido muito similar ao produzido pela próstata masculina. Por este motivo, tem sido chamada de “próstata feminina”. ► A esponja uretral está vinculada através de terminações nervosas com o clitóris e com a própria uretra. Todas estas partes do corpo são sensíveis ao prazer e estimular tem efeitos sobre o outro, levando ao aumento da excitação sexual. ► Assim, o que se conhece como ponto G não seria um ponto específico, com mais terminações nervosas, mas um tecido esponjoso, contendo glândulas e vasos, capaz de produzir um líquido pouco viscoso. Segundo a lógica destaassociação do ponto G com a esponja uretral, todas mulheres possuem o ponto G, basta localizá-lo. Finalmente, também se mostra uma relação entre esta “próstata feminina” e um fenômeno que mostra que as mulheres são superiores no sexo: o orgasmo múltiplo. 8 Passo # 3 O Músculo PC Existem duas chaves para abrir o “cofre dos tesouros” que é o orgasmo múltiplo feminino. A primeira delas é a localização da próstata feminina, ou ponto G, que logo deverá ser estimulada adequadamente. E a segunda é o músculo pubococcígeo, ou mais simplesmente, músculo PC, associado com o orgasmo e com o desempenho sexual. Para localizá-lo, basta “prender” o xixi quando estiver urinando. É a contração do músculo PC (concentre-se para tomar consciênciadela) que está “fechando” sua bexiga. Nas mulheres, o músculo PC leva a orgasmos mais intensos e de maior duração. E junto ao ponto G é essencial para o orgasmo múltiplo feminino. Mas para que seu potencial seja aproveitado totalmente, ele deve ser treinado e fortalecido. Historicamente, o papel do músculo PC foi identificado com problemas mais gerais da saúde feminina. Durante a década de 1950, um médico americano chamado Arnold Kegel criou um treinamento para evitar o caimento da bexiga. Este problema, que afeta principalmente mulheres que realizam o parto normal, causa a incontinência urinária e afeta a vida sexual. A rotina proposta por Kegel era de três sessões de vinte minutos ao dia, com 100 contrações a cada sessão. No total, trezentas contrações de aproximadamente seis segundos cada, relaxando pelo mesmo tempo entre uma contração e outra. 9 No início tempos menores podem ser utilizados e, progressivamente, ir aumentando até chegar a ciclos de contração/relaxamento de dez segundos. Também é importante concentrar-se no músculo PC, evitando contrair desnecessariamente o abdômen, e os músculos das coxas e nádegas. E como vantagem, você pode praticá-los a qualquer hora do dia ou da noite, sem que ninguém perceba, ou seja, finalmente algo para fazer durante aqueles intermináveis congestionamentos! Passo # 4 criando o clima Descobrir o ponto G e o orgasmo múltiplo, como toda novidade, exige um ambiente positivo para que você e sua parceira possam se sentir mais relaxados e aberto a novas sensações. De sua aparência pessoal ao quarto onde vocês iniciarão suas práticas de experimentação e descoberta, todos os detalhes são fundamentais para fazer desta experiência algo inesquecível. O mais conhecido manual sexual do mundo, o Kama Sutra, nos ensina a equilibrar nossa vida espiritual e física. Para isso é preciso despertar todos os sentidos: a audição, o tato, o olfato o paladar e a visão. Começando pela visão, utilize uma iluminação indireta e suave, que crie um clima romântico. Velas, lâmpadas de baixa intensidade, tecidos difusores ajudam a gerar a sensação de intimidade. Em relação aos sons utilize música suave. Embora todos tenhamos nossos próprios gostos, descobrir o ponto G 10 requer muita calma e paciência e neste sentido a música é algo ótimo para ajudar a mente a relaxar. E além da música, sons como água corrente também são sensuais. Estimule também o paladar. Procure receitas afrodisíacas, que mais do que possuir efeitos garantidos de excitação sexual, funcionam por excitar os sentidos. E o toque aveludado do vinho ou as cócegas das borbulhas do champagne estimularão um dos mais poderosos órgãos sexuais, a boca. Incensos, velas aromatizadas ou mesmo perfumes completam o cenário. Logicamente você não precisa utilizar todos estes elementos ao mesmo tempo, somente criar um clima especial, de intimidade e proximidade. E mais importante, garanta que este ambiente seja tranquilo e que não haja possibilidade de interrupções ou visitas indesejáveis, para que vocês possam se concentrar e relaxar. Passo # 5 Descobrindo o Ponto G Desde sua descoberta, passando pelo recente movimento de liberação da sexualidade feminina, o ponto G tornou-se uma espécie de “Santo Graal”, um tesouro fabuloso, escondido. Porém, a razão pela qual muitos casais se frustram ao não encontrar o ponto G é que ele na verdade não é um ponto, mas uma área. 11 Na sexologia atual o ponto G passou a ser chamado de “próstata feminina” e é composto por um conjunto de vasos e glândulas na parte superior da vagina. Estas glândulas podem estar concentradas mais próximas à entrada da vagina, mais ao fundo, ou então espalhadas. Assim, para encontrar o célebre ponto G: ► No início, sua parceira deve buscá-lo sozinha, em um exercício de autoconhecimento. Por mais íntimo que vocês sejam, sua presença sempre trará algo de tensão, ansiedade ou autoconsciência. Ela deve, idealmente, procurar um local íntimo e reservado, para que possa explorar sua própria sexualidade sem a preocupação de estar sendo julgada ou pressionada. Logo, quando ela se sentir mais confortável, vocês poderão descobrir juntos esta nova forma de prazer. ► Encontrar o ponto G não é uma aventura de explorar cavernas. Nada de profundidade, pelo contrário, a maior parte das mulheres possui sua “próstata” localizada a poucos centímetros da abertura da vagina. Introduzindo um dedo cerca de dois centímetros e meio, ao longo da parte superior da vagina, sua parceira (e logovocê também) encontrará uma espécie de tecido esponjoso. Se ela notar bem, encontrará uma área um pouco mais “enrugada”. É esta a posição que ela deve pressionar e estimular. ► Quando você for explorar esta região mágica, faça o gesto de “venha cá” com o dedo indicador. A curvatura do dedo resultante é a curvatura necessária para acompanhar a curva do osso pubiano. 12 O ponto G se encontra ali, cerca de dois centímetros e meio a partir da entrada da vagina, na parte superior (abaixo da púbis), tendo o tamanho aproximado de uma moeda. ► Unhas compridas não são uma boa ideia! E nem bordas afiadas, que podem machucar a sensível membrana vaginal. Portanto corte com cuidado as unhas de seus dedos, vitando deixar ângulos pontiagudos. ► Ao estar intimamente ligada com a uretra (o canal que vai da bexiga à abertura da vagina, conduzindo a urina), o ponto G ao ser estimulado pode levar a uma sensação de necessidade urinar. É recomendável que sua parceira esvazie bem a bexiga, indo ao banheiro sempre que for realizar esta prática. ► Além da sensação de bexiga cheia, o estímulo do ponto G pode gerar sensação de desconforto ou mesmo dor. Com o tempo, provavelmente esta reação será de menor intensidade, mas é importante que vocês a conheçam e discutam abertamente entre os dois, antes de explorar mais o ponto G. E uma vez identificado o ponto G, é hora de testar o seu potencial de prazer sexual. A forma mais prática e eficiente para alcançar este objetivo é a masturbação. 13 Passo # 6 Masturbação Ao contrário do clitóris, a “próstata feminina” responde ao prazer através da pressão. Por isso são necessários movimentos muito mais fortes do que ela geralmente aplicaria ao masturbar-se de forma “tradicional”. Por este motivo é interessante que ela se acostume e conheça estas novas sensações, para descobrir seus limites e gosto pessoal. A forma de alcançar este conhecimento é a masturbação, praticada em um momento que proporcione privacidade e calma para que ela relaxe completamente. ► Para estimular o ponto G, sua parceira deverá fazer o gesto de “venha cá” invertido, isto é, com a palma da mão voltada para cima. Uma vez localizada a próstata feminina, ela poderá experimentar com a força, pressão e velocidade dos movimentos. O ideal é que ela comece devagar, como se estivesse masturbando o clitóris. ► Como o ponto G não é um realmente um “ponto” mas uma área onde as glândulas estão distribuídas, aumentar a área de estímulo aumentará o prazer. Com um pouco mais de ousadia e confiança, sua parceirapoderá utilizar dois, ou mesmo três dedos, para masturbar seu ponto G. ► Sua parceira não deve esquecer do clitóris, pois é improvável que alcance o orgasmo somente com o estímulo do ponto G. Ainda que existam acirradas controvérsias sobre a existência ou não do “orgasmo vaginal”, o clitóris é essencial na resposta de prazer, funcionando junto ao ponto G na resposta do prazer sexual feminino. 14 Além dos dedos, a masturbação também pode ser realizada com brinquedos sexuais projetados com o objetivo de estimular o ponto G. Mais curtos e curvos, são também vibradores, proporcionando o estímulo localizado e poderoso que esta região tão misteriosa do corpo feminino exige para o prazer. Passo # 7 Comunicação e Confiança Descobrir a dois um aspecto tão especial do prazer feminino como o orgasmo múltiplo e o ponto G exige dois princípios básicos: comunicação e confiança. As sensações e mesmo o processo de buscar por esta capacidade de prazer tão especial e tão “esquecida” são novidades no plano físico e psicológico. Se você não for capaz de fazer com que sua parceira comunique seus sentimentos e sensações, será difícil que ela consiga “chegar lá”. E se ela não confiar plenamente em você, não estará relaxada e confiante o suficiente para experimentar este novo sentimento. Na sexualidade de forma geral, e muito mais em uma cultura que reprime o prazer feminino, comunicar sentimentos e desejos sexuais é uma habilidade complexa. Como consequência, esta falta de treinamento no assunto, frequentemente leva a desentendimentos e emoções negativas. E até mesmo nossos desejos mais íntimos, sentimentos e vulnerabilidades podem ser armas que fornecemos voluntariamente a outras pessoas e que logo serão utilizadas contra nós. E este outro pode muito bem ser nossa parceira. Para melhorar sua comunicação, lembre-se: 15 ► Utilize a comunicação não-verbal. Não comunicamos somente com palavras, mas também através do volume e tom de nossa voz, além dos gestos, postura corporal e expressões faciais. Estas três formas de comunicação são percebidas ao mesmo tempo e influenciam como as outras percebem o que estamos tentando comunicar. ► Não acuse. Fazer sua parceira se sentir culpado ou envergonhada pode incendiar o conflito e levar a uma troca de acusações que somente aumentarão o silêncio e o distanciamento entre vocês dois. ► Não faça ameaças ou ultimatos. Com isso, o máximo que você conseguirá é má vontade dela em fazer o que você deseja e, a longo prazo irá minar a saúde da relação. ► Ouça sua parceira. Mais do que escutar no sentido físico, mas realmente prestar atenção em suas palavras e sentimentos. Evite interromper e realizar julgamentos prematuros. ► Negocie termos e palavras. O vocabulário que utilizamos para discutir o sexo pode variar bastante de pessoa a pessoa, e consequentemente, levar desentendimentos. Chegue a termos aceitáveis com sua parceira. ► Utilize o humor para aliviar as tensões. Mas tome o cuidado para que realmente pareça humor e não uma forma de julgar e ridicularizar sua parceira. 16 ► Evite discutir a relação. Se sua parceira estiver cansada ou preocupada. Da mesma forma evite conversas mais sensíveis durante tarde da noite, quando a possibilidade de um conflito é maior. Lembre-se que o centro de toda atenção é ela. São as sensações físicas e psicológicas de sua parceira que estarão sendo colocadas ao limite. Sem que ela comunique abertamente todos seus sentimentos, será mais difícil que ela possa lhe dar este prazer tão intenso e especial. Passo # 8 Ponto G a Dois No início, para que você também conheça a mecânica do orgasmo múltiplo feminino e do ponto G, é interessante que você a masturbe. A alta sensibilidade dos dedo irá servir não somente como instrumento de prazer, mas como uma poderosa ferramenta de descoberta e de percepção. ► Não trate o ponto G como se fosse um “botão mágico”. Crie um clima de intimidade e excitação, utilizando todas carícias e preliminares possíveis. E quando colocar o dedo dentro da vagina de sua parceira, não vá direto ao ponto, transformando este momento em algo mecânico e previsível, mas comece tocando o ponto G de leve e alternando com outros movimentos. ► Não se esqueça de aplicar pressão! Esteja atento para os sinais e expressões de sua parceira e, fundamentalmente, mantenha a comunicação livre e aberta. Reconheça que no início o estímulo do ponto G pode levar a sensações de “confusão”, como a necessidade de urinar ou mesmo a dor. 17 ► Utilize todas suas “armas”. Combine o estímulo do ponto G com o sexo oral e você terá uma receita garantida para ser admirado por sua parceira. Seja criativo e mantenha ela excitada durante todo o tempo. ► Lembre-se do conceito de pressão. Encoste sua boca contra o clitóris dela, fazendo pressão com suas gengivas. Enquanto isso, com a outra mão, pressione levemente o púbis para baixo. Assim, você estará estimulando a próstata feminina como um todo. Conforme sua parceira desenvolver a sensibilidade de sua “próstata feminina”, também com a penetração você poderá estimular o ponto G. A melhor posição é com sua parceira por cima de você. Neste ângulo, seu pênis estará tocando e pressionando a parte superior da vagina, junto ao púbis, exatamente onde você esteve praticando com os dedos. Passo # 9 O Momento do Gozo Para chegar ao orgasmo múltiplo através do ponto G é necessário que sua parceira esteja completamente excitada, com o maior número de estímulos possíveis. Com o uso dos dedos, das mãos e da boca, chegará o momento em sua parceira alcançará o clímax e possivelmente seu primeiro orgasmo múltiplo. ► Fique atento ao momento em que ela estiver alcançando o platô, isto é, o ponto máximo de excitação sexual antes do orgasmo. Através de seus gemidos, da respiração acelerada, da contração dos músculos do corpo e especialmente da 18 vagina, do enrubescimento do rosto e do pescoço ou simplesmente por que ela lhe diga, você saberá se o orgasmo está próximo. ► Neste momento, utilize um pouco mais de pressão e aumente o ritmo dos dedos, para estimular ainda mais o ponto G. Combinando este estímulo com as outras respostas de prazer sexual, o resultado será um orgasmo mais intenso e duradouro. ► Sobretudo, não pare! Nesta situação, sua parceira também será capaz de ter vários orgasmos em sequência, o chamado orgasmo múltiplo. Você pode diminuir um pouco a intensidade do estímulo sobre o clitóris, pois este fica hipersensível com o orgasmo, mas mantenha o ritmo e a pressão sobre o ponto G, enquanto um orgasmo se suceder ao outro, em uma onda contínua de prazer. Quanto maior o fortalecimento do músculo PC e quanto mais ela estiver acostumada com este tipo de orgasmo, mais orgasmos ela poderá ter. Existe um relato de uma mulher que chegou a ter quinze orgasmos contínuos, porém ao chegar aos dez orgasmos sua parceira já estará profundamente satisfeita e dormirá um sono profundo. Passo # 10 Ejaculação Feminina Outra reação comum, ao estimular o ponto G, é ativação das glândulas responsáveis pela chamada ejaculação feminina. Na atualidade, longe de ser uma lenda, a ciência tem comprovado a capacidade das mulheres ejacularem um líquido de consistência e cor parecidas a da urina. Este 19 líquido se assemelha ao fluido da próstata nos homens e pode mesmo ser “esguichado”. ► Conforme sua parceira se excita e você estimula o ponto G, as glândulas de Skene começam a acumular este fluido parecido ao que a próstata masculina produz. Toda a região do ponto G se incha, aumentando de volume e você sentirá como se estivesse pressionando uma bolsa de água. ► Ela não fez xixi! A confusão entre o fluido da ejaculação feminina e o urina é a causa de que muitas mulheres se envergonhem de seu próprio prazer sexual. Caso a ejaculação ocorra não demonstre nenhum tipo deembaraço por ela ter molhado a cama. Pelo contrário, desfrute do prazer dela e diga o quanto ela é especial. E para que ela se sinta mais confortável, utilize toalhas (ou mesmo lençóis de plástico) na próxima vez. ► A ejaculação feminina ocorre quando os fluidos acumulados nas glândulas de Skene são expulsos pela uretra. Se você estiver comprimindo, e desta forma, obstruindo os vasos que levam o líquido das glândula à uretra, a ejaculação será dificultada. Portanto, retirar os dedos ou mesmo a mão no momento em que sua parceira goza pode favorecer a ejaculação feminina. Não se sintam decepcionados se o orgasmo múltiplo ou se a ejaculação feminina não acontecerem na primeira vez que vocês tentarem. Como toda situação nova, o corpo de sua parceira necessita de tempo para se acostumar a um tipo de prazer desconhecido. E entre vocês dois, a prática e o “timing” também serão aperfeiçoados com o tempo e com a experiência. Bons motivos, portanto, para praticar sempre. 20 FIM