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SEMIOLOGIA GERAL PALOMA SANTOS SANTANA 2023 INTRODUÇÃO ARTE DO DIAGNÓSTICO CONCEITOS GERAIS SINTOMA OU SINAL CLÍNICO? CONCEITOS GERAIS Sintoma também é uma palavra de origem grega (súmptōma = coincidência), sendo a sua conceituação divergente entre diferentes escolas e, consequentemente, entre diferentes profissionais Para a medicina humana, sintoma é uma sensação subjetiva anormal, sentida pelo paciente e não visualizada pelo examinador (dor, náuseas, dormência) Difere do sinal, um dado objetivo, que pode ser notado pelo examinador CONCEITOS GERAIS Atualmente, na medicina veterinária, existem diferentes correntes de pensamento, de acordo com a escola que se segue (americana ou europeia) CONCEITOS GERAIS 1. Sintoma é um indício de doença; sinal é o raciocínio feito após a observação de um determinado sintoma 2. Sintoma é um fenômeno anormal revelado pelo animal; o sinal é constituído de todas as informações obtidas pelo clínico a partir do seu exame CONCEITOS GERAIS 3. Não existem sintomas em medicina veterinária, tendo em vista que os animais não expressam verbalmente o que sentem. Para os seguidores dessa corrente, todas as manifestações objetivadas pelo paciente e obtidas por intermédio dos métodos de avaliação clínica são simplesmente sinais CONCEITOS GERAIS Diversos tipos de classificação de sinais clínicos são descritos na literatura, dentre os quais se destacam: • Locais • Gerais • Principais • Patognomônicos CONCEITOS GERAIS Locais • Quando as manifestações patológicas aparecem claramente circunscritas e em estreita relação com o órgão envolvido • Claudicação em casos de artrite séptica interfalângica distal; hiperemia da conjuntiva palpebral por irritação CONCEITOS GERAIS Gerais • São manifestações patológicas resultantes do comprometimento orgânico como um todo (endotoxemia) ou por envolvimento de um órgão ou de um determinado sistema, levando, consequentemente, a prejuízos de outras funções do organismo • Neoplasia mamária com posterior metástase para pulmões CONCEITOS GERAIS Principais • Fornecem subsídios sobre o provável sistema orgânico envolvido • Dispneia nas afecções pulmonares; alterações comportamentais por envolvimento do sistema nervoso CONCEITOS GERAIS Patognomônicos • Os quais somente pertencem ou representam uma determinada enfermidade • Protrusão da terceira pálpebra em equinos CONCEITOS GERAIS Quanto à evolução • Iniciais: são os primeiros sinais observados ou reveladores da doença • Tardios: quando aparecem no período de plena estabilização ou declínio da enfermidade • Residuais: quando se verifica aparente recuperação do animal, como as mioclonias que ocorrem em alguns casos de cinomose CONCEITOS GERAIS Quanto ao mecanismo de produção • Anatômicos: dizem respeito à alteração do formato de um órgão ou tecido (esplenomegalia, hepatomegalia) • Funcionais: estão relacionados com a alteração na função dos órgãos (claudicação) • Reflexos: são chamados, também, de sinais distantes, por serem originados longe da área em que o principal sinal aparece (sudorese em casos de cólicas; taquipneia em caso de anemia; icterícia nas hepatites) CONCEITOS GERAIS Quanto ao mecanismo de produção • Anatômicos: dizem respeito à alteração do formato de um órgão ou tecido (esplenomegalia, hepatomegalia) • Funcionais: estão relacionados com a alteração na função dos órgãos (claudicação) • Reflexos: são chamados, também, de sinais distantes, por serem originados longe da área em que o principal sinal aparece (sudorese em casos de cólicas; taquipneia em caso de anemia; icterícia nas hepatites) SÍNDROME Síndrome (do grego syndromé = que correm juntos) é o conjunto de sinais clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas Quando adequadamente reconhecidos e considerados em conjunto, caracterizam, por vezes, determinada enfermidade ou lesão (síndrome de Schiff-Sherrington, síndrome cólica) SÍNDROME O reconhecimento de uma síndrome constitui o diagnóstico sindrômico contudo, em algumas situações, a síndrome não revela o agente causador, embora seja de fundamental importância na identificação da doença, pois reduz as possibilidades diagnósticas e orienta as investigações futuras SÍNDROME Febre • Conjunto de sinais, visto que, em sua decorrência, ocorrem ressecamento da boca, aumento das frequências respiratória e cardíaca, perda parcial de apetite, oligúria, dentre outros, sendo a elevação de temperatura (hipertermia) o sinal preponderante Febre ≠ Hipertermia EXAME GERAL R E S E N H A Item Motivo Exemplo Nome do animal Identificar o animal no estabelecimento - Número de identificação Evita confundir animais com o mesmo nome Número do animal no brinco ou microchip, ou número de registro da ficha Espécie Algumas doenças acometem uma espécie com maior frequência Dificilmente outras espécies domésticas terão um quadro de cólica como é comumente visto nos equinos Sexo Suspeitar de alterações específicas do sexo Piometra (infecção uterina) acomete apenas as fêmeas Pelagem A cor ou o tipo do pelo pode influenciar a incidência de algumas doenças Os animais com pelagem clara são mais acometidos com tumores na pele Idade Muitas doenças variam a prevalência de acordo com a idade Onfaloflebite (inflamação umbilical) é observado em filhotes Porte/Peso Calcular doses de medicamentos e associar doenças Doenças articulares são mais prevalentes em cães de porte grande Dados do responsável Registrar a tutela do animal para autorizações e fins jurídicos - R E S E N H A ANAMNESE ▪ A anamnese é um roteiro que deve ser preenchido como uma história para melhor compreensão dos fatos. Ela começa checando se a pessoa que trouxe o animal é que o acompanha diariamente, ou se está fazendo um favor e não sabe informar muito sobre o paciente. ▪ Essa etapa se chama fonte e confiabilidade, e essa observação deve ser escrita na ficha, pois o que for relatado pode não corresponder ao real quadro clínico. ANAMNESE ▪ Depois disso é questionado ao tutor a queixa principal, ou seja, o motivo que o levou até o estabelecimento com o animal. Nessa seção, deve ser escrito exatamente da forma que o responsável relatou, exceto quando houver palavras de baixo calão. ▪ Isso deve ser realizado assim, pois uma observação do tutor pode ter diversas interpretações da equipe, por exemplo, se for falado que o cachorro “está triste” um profissional pode subentender que é devido a dor ou infecção, enquanto outro pode direcionar o pensamento para as doenças psicossomáticas. ANAMNESE ▪ Em seguida, é registrado o histórico médico recente, sendo que nesse espaço inicia-se o preenchimento da ficha com termos técnicos, e deve ser investigado detalhes sobre a queixa principal respondendo “o quê, quando e como” começaram as alterações, bem como se fizeram alguma intervenção por conta própria antes de levar para a consulta. ▪ Ter esses detalhes direciona a gravidade do quadro, inicia o raciocínio clínico e difere o que é devido a medicações realizadas por conta própria. ANAMNESE ▪ Queixa principal ▪ Sistema gastrointestinal ▪ Sistema genitourinário ▪ Sistema cardiorrespiratório ▪ Sistema tegumentar ▪ Sistema oftálmico ▪ Sistema neurológico, muscular e esquelético ▪ Ambiente, Contactantes e Acesso a rua ▪ Vacinação ▪ Vermifugação ▪ Ectoparasitas ▪ Intervenção realizada por conta própria do tutor ▪ Doença crônica conhecida ▪ Medicações de uso contínuo ▪ Alergia conhecida ▪ Doenças/acidentes e Tratamentos anteriores ▪ Outros ANAMNESE ▪ A anamnese é o momento de maior interação entre o médico veterinário e o tutor, e portanto, deve ser tratado como uma conversa amigável, para que o tutor se sinta confortável em relatar tudo que aconteceu. ANAMNESE ▪ Evite usar termos técnicos para perguntarao tutor, muitos desconhecem o significado, e por isso, você pode ser interpretado como arrogante. Exemplo: Pergunte se o animal está com “vômitos”, ao invés de “êmese” ▪ Não corrija o tutor enquanto ele fala, isso pode inibi-lo de contar o que realmente aconteceu por sentir medo/vergonha de falar algo errado novamente ANAMNESE ▪ Tenha empatia com o sofrimento do tutor. É comum os tutores chegarem desesperados por situações simples, como uma unha quebrada ▪ Desmerecer a comoção do responsável gera uma falta de confiança em relação ao profissional, que pode levar a omissão de informações e até processos jurídicos ▪ Lembre-se que quem sabe diferenciar um quadro grave do simples é o médico veterinário, o tutor é leigo e espera ser acolhido diante de qualquer alteração do seu animal ANAMNESE ▪ Existem diversos perfis de tutores, que vão desde o que não sabe informar nada a respeito do animal ao que acha que sabe o diagnóstico e o tratamento pelo que pesquisou na internet ou ser da área de saúde. ▪ Então, no decorrer da anamnese identifique como o tutor responde os questionamentos e tente sempre manter um diálogo saudável sem perder sua credibilidade como médico veterinário. EXAME FÍSICO SEMIOTÉCNICAS A exploração física tem como base, em grande parte, a utilização dos sentidos do explorador, ou seja, a visão, o tato, a audição e o olfato; e tem por finalidade examinar metodicamente todo o animal, a fim de estabelecer o diagnóstico e, consequentemente, a cura do animal. SEMIOTÉCNICAS Os principais métodos de exploração física são: • Inspeção • Palpação • Auscultação • Percussão • Olfação SEMIOTÉCNICAS Cada uma dessas técnicas pode ser aperfeiçoada se os três “P” do exame clínico forem obedecidos: 1. Paciência 2. Perseverança 3. Prática INSPEÇÃO Utiliza a visão do examinador O examinador deve ser treinado a olhar para o corpo do animal de maneira sistemática Primeira semiotécnica utilizada “O rato roeu a roupa do Rei de Roma” INSPEÇÃO A observação do animal pode oferecer inúmeras informações úteis para o diagnóstico, tais como estado mental, postura e marcha, condição física ou corporal, estado dos pelos e pele, formato abdominal, etc INSPEÇÃO Panorâmica • Quando o animal é visualizado como um todo (condição corporal) Localizada • Atentando-se para alterações em uma determinada região do corpo (glândula mamária, face, membros) INSPEÇÃO Direta • Sendo a observação direta o principal meio utilizado pelo clínico, observam- se principalmente os pelos, a pele, as mucosas, os movimentos respiratórios, as secreções, o aumento de volume, as cicatrizes, as claudicações, dentre outros INSPEÇÃO Indireta • Feita com o auxílio de aparelhos • De iluminação: otoscópio, etc • De radiografia, ultrassonografia, etc • Microscópios • De mensuração PALPAÇÃO Utiliza o tato do examinador É a utilização do sentido tátil ou da força muscular, usando-se as mãos, as pontas dos dedos, o punho, ou até instrumentos, para melhor determinar as características de um sistema orgânico ou da área explorada PALPAÇÃO O sentido do tato é responsável por informações sobre estruturas superficiais ou profundas • O grau de oleosidade da pele de pequenos animais e a avaliação de vísceras ou órgãos genitais internos de grandes animais, por meio da palpação abdominal e transretal PALPAÇÃO ▪ Palpação com a mão espalmada, usando toda a palma de uma ou de ambas as mãos ▪ Palpação com a mão espalmada, usando apenas as polpas digitais e a parte ventral dos dedos ▪ Palpação com o polegar e o indicador, formando uma pinça ▪ Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos (específico para a avaliação da temperatura) PALPAÇÃO ▪ Digitopressão realizada com a polpa do polegar ou indicador, que consiste na compressão de uma área com diferentes objetivos: pesquisar a existência de dor, detectar edema (Godet positivo) e avaliar a circulação cutânea PALPAÇÃO ▪ Punhopressão é feita com a mão fechada, particularmente em grandes ruminantes, com a finalidade de avaliar a consistência de estruturas de maior tamanho (rúmen, abomaso) e para denotar, também, aumento de sensibilidade na cavidade abdominal PALPAÇÃO ▪ Vitropressão é realizada com a ajuda de uma lâmina de vidro comprimida contra a pele, analisando-se a área por meio da própria lâmina. Sua principal aplicação é possibilitar a distinção entre eritema e púrpura • O eritema desaparece e a púrpura não se altera com a vitro ou digitopressão Consistência Característica Exemplo Mole Estrutura que perde com facilidade sua forma normal ao pressionar, mas retorna ao cessar a pressão Tecido adiposo Firme Estrutura que tem resistência, mas cede com a pressão e retorna a forma original após o procedimento Musculatura Dura Estrutura que não cede com a pressão Osso Pastosa Estrutura que perde sua forma facilmente com um pressão, porém continua com o formato altera por um tempo Sinal de godet positivo Flutuante Estrutura com líquido que tem um movimento de onda quando pressionado várias vezes Abscesso Crepitante Estrutura com ar no interior e aspecto de bolhas ao toque Enfisema subcutâneo (acúmulo de ar no tecido subcutâneo) AUSCULTAÇÃO ▪ Utiliza a audição do examinador • Consiste na avaliação dos ruídos que os diferentes órgãos produzem espontaneamente • Direta x Indireta (estetoscópio, doppler) AUSCULTAÇÃO ▪ Os ruídos que podem ser auscultados são: • Aéreos: Sons que ocorrem pela passagem do ar, como auscultados no pulmão e traqueia • Hidroaéreos: Ruídos gerados pela passagem de ar em meio líquido, a exemplo dos borborigmos intestinais • Líquidos: Som causado pela passagem de líquido entre estruturas, como no sopro cardíaco • Sólidos: Ruído causado pelo atrito em duas superfícies, como nas pericardites AUSCULTAÇÃO ▪ Os ruídos que podem ser auscultados são: • Aéreos: Sons que ocorrem pela passagem do ar, como auscultados no pulmão e traqueia • Hidroaéreos: Ruídos gerados pela passagem de ar em meio líquido, a exemplo dos borborigmos intestinais • Líquidos: Som causado pela passagem de líquido entre estruturas, como no sopro cardíaco • Sólidos: Ruído causado pelo atrito em duas superfícies, como nas pericardites PERCUSSÃO ▪ Utiliza a audição do examinador → Sons produzidos por ele ▪ Muito aplicado em grandes animais ▪ Direta: Digito digital / Indireta: Com utensílio (martelo, plexímetro) PERCUSSÃO ▪ Por meio da percussão, é possível obter três tipos fundamentais de som: ▪ Claro: se o órgão percutido contiver ar que possa se movimentar, produz um som de média intensidade, duração e ressonância, que é o som claro, o mesmo que se ouve ao percutir o pulmão sadio. É produzido também por gases e paredes distendidas. PERCUSSÃO ▪ Timpânico: os órgãos ocos, com grandes cavidades repletas de ar ou gás e com as paredes semidistendidas, produzem um som de maior intensidade e ressonância, que varia conforme a pressão do ar ou gás contido, como se fosse um tambor a percutir. É o som que se ouve quando se percute o abdome. PERCUSSÃO ▪ Maciço: as regiões compactas, desprovidas completamente de ar, produzem um som de pouca ressonância, curta duração e fraca intensidade, chamado de mate ou maciço, idêntico ao que se obtém percutindo-se a musculatura da coxa; pode ser ouvido também nas regiões hepática e cardíaca. PERCUSSÃO ▪ Maciço: as regiões compactas, desprovidas completamente de ar, produzem um som de pouca ressonância, curta duração e fraca intensidade, chamado de mate ou maciço, idêntico ao que se obtém percutindo-se a musculatura da coxa; pode ser ouvido também nas regiões hepática e cardíaca. PERCUSSÃO OLFAÇÃO ▪ Utiliza o olfato do examinador • Avaliação pelo olfato do clínico, empregado no exame das transpirações cutâneas, do ar expirado e das excreções • As vacas com acetonemia eliminamum odor que lembra o de acetona; hálito com odor urêmico aparece em doentes em uremia; halitose é um odor desagradável que pode ser determinado por diferentes causas; odor das fezes de cães com gastroenterite EXAMES COMPLEMENTARES ▪ As principais razões para a realização dos exames complementares são: • Confirmar a ocorrência ou a causa da doença • Avaliar a gravidade do processo mórbido • Determinar a evolução de uma doença específica • Verificar a eficácia de determinado tratamento EXAMES COMPLEMENTARES ▪ Exames laboratoriais ▪ Punção exploratória ▪ Bióspsia ▪ Inoculação diagnóstica ▪ Exames de imagem ▪ Reações alérgicas DIAGNÓSTICO Diagnóstico vem do grego diágnōsis = ato de discernir, de conhecer, ou seja, de reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações clínicas, bem como de prever a sua evolução Para o clínico, cada diagnóstico representa um desafio a ser vencido; para tanto, ele deve identificar, distinguir e particularizar um determinado estado de enfermidade DIAGNÓSTICO Diagnóstico nosológico ou clínico • O reconhecimento de uma doença com base nos dados obtidos na anamnese, no exame físico e/ ou exames complementares DIAGNÓSTICO Diagnóstico terapêutico • Em caso de suspeita de determinada enfermidade, realiza-se um procedimento medicamentoso e, se houver resposta favorável, fecha-se o diagnóstico DIAGNÓSTICO Diagnóstico anatômico • Determinadas doenças produzem modificações anatômicas que podem ser encontradas no exame macroscópico dos órgãos, no qual se especificam o local e o tipo de lesão • Artrite interfalângica distal, fratura cominutiva do fêmur, lesão da válvula tricúspide DIAGNÓSTICO Diagnóstico etiológico • A conclusão do clínico sobre o fator determinante da doença • Botulismo: Clostridium botulinum; tétano: Clostridium tetani Histopatológico, anatomopatológico (post mortem), radiológico, laboratorial, endoscópico, etc DIAGNÓSTICO Diagnóstico provável, provisório ou presuntivo / Suspeita diagnóstica • Quando o diagnóstico exato da enfermidade não é obtido imediatamente DIAGNÓSTICO As principais causas de erro no estabelecimento do diagnóstico são: • Anamnese incompleta ou preenchida erroneamente • Exame físico superficial ou feito às pressas • Avaliação precipitada ou falsa dos achados clínicos • Conhecimento ou domínio insuficiente dos métodos dos exames físicos disponíveis • Impulso precipitado em tratar o paciente antes mesmo de se estabelecer o diagnóstico DIAGNÓSTICO Os procedimentos para a resolução do problema clínico emergente envolvem duas fases 1. Elaboração de hipóteses 2. Avaliação das hipóteses obtidas • Em geral, a elaboração de hipóteses domina a parte inicial da investigação clínica, ao passo que a avaliação das hipóteses se sobrepõe nos estágios finais do exame clínico DIAGNÓSTICO Princípios de Hutchinson • Não tenha pressa • Não tenha predileções • Não diagnostique raridades; pense nas hipóteses mais simples • Não seja tão seguro de si • Não hesite em rever seu diagnóstico, de tempo em tempo, nos casos crônicos DIAGNÓSTICO O diagnóstico não é pautado em adivinhações ou em intuições Ele é concebido após a obtenção criteriosa dos dados e a avaliação das hipóteses DIAGNÓSTICO PROGNÓSTICO Ao lado do diagnóstico, é importante estabelecer o prognóstico, que consiste em se prever a evolução da doença e suas prováveis consequências O prognóstico é orientado a partir de três aspectos: • Perspectiva de salvar a vida • Perspectiva de recuperar a saúde ou de curar o paciente • Perspectiva de manter a capacidade funcional do órgão acometido PROGNÓSTICO Quando se espera uma evolução satisfatória, diz-se que o prognóstico é favorável Quando se prevê o término fatal ou a possibilidade de óbito, é desfavorável Nos casos de curso imprevisível, diz-se que o prognóstico é duvidoso, reservado ou incerto TRATAMENTO Causal • Quando se opta por um meio que combata a causa da doença (hipocalcemia: administra-se cálcio) Sintomático • Quando visa combater apenas os sinais • Anorexia: orexigênicos, vitaminas ou abrandar o sofrimento do animal (analgésicos, antipiréticos) TRATAMENTO Patogênico • Procura modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo • Tétano: usa-se soro antitetânico antes que as toxinas cheguem aos neurônios Vital • Quando se procura evitar o aparecimento de complicações que possam fazer o animal correr risco de morte • Transfusão sanguínea em pacientes com anemia grave Slide 1: SEMIOLOGIA GERAL Slide 2: Introdução Slide 3: CONCEITOS GERAIS Slide 4: CONCEITOS GERAIS Slide 5: CONCEITOS GERAIS Slide 6: CONCEITOS GERAIS Slide 7: CONCEITOS GERAIS Slide 8: CONCEITOS GERAIS Slide 9: CONCEITOS GERAIS Slide 10: CONCEITOS GERAIS Slide 11: CONCEITOS GERAIS Slide 12: CONCEITOS GERAIS Slide 13: CONCEITOS GERAIS Slide 14: CONCEITOS GERAIS Slide 15: CONCEITOS GERAIS Slide 16: SÍNDROME Slide 17: SÍNDROME Slide 18: SÍNDROME Slide 19: EXAME geral Slide 20: RESENHA Slide 21: ANAMNESE Slide 22: ANAMNESE Slide 23: ANAMNESE Slide 24: ANAMNESE Slide 25: ANAMNESE Slide 26: ANAMNESE Slide 27: ANAMNESE Slide 28: ANAMNESE Slide 29: EXAME FÍSICO Slide 30: SEMIOTÉCNICAS Slide 31: SEMIOTÉCNICAS Slide 32: SEMIOTÉCNICAS Slide 33: INSPEÇÃO Slide 34: INSPEÇÃO Slide 35: INSPEÇÃO Slide 36: INSPEÇÃO Slide 37: INSPEÇÃO Slide 38: PALPAÇÃO Slide 39: PALPAÇÃO Slide 40: PALPAÇÃO Slide 41: PALPAÇÃO Slide 42: PALPAÇÃO Slide 43: PALPAÇÃO Slide 44 Slide 45: AUSCULTAÇÃO Slide 46: AUSCULTAÇÃO Slide 47: AUSCULTAÇÃO Slide 48: PERCUSSÃO Slide 49: PERCUSSÃO Slide 50: PERCUSSÃO Slide 51: PERCUSSÃO Slide 52: PERCUSSÃO Slide 53: PERCUSSÃO Slide 54: OLFAÇÃO Slide 55: EXAMES COMPLEMENTARES Slide 56: EXAMES COMPLEMENTARES Slide 57: DIAGNÓSTICO Slide 58: DIAGNÓSTICO Slide 59: DIAGNÓSTICO Slide 60: DIAGNÓSTICO Slide 61: DIAGNÓSTICO Slide 62: DIAGNÓSTICO Slide 63: DIAGNÓSTICO Slide 64: DIAGNÓSTICO Slide 65: DIAGNÓSTICO Slide 66: DIAGNÓSTICO Slide 67: DIAGNÓSTICO Slide 68: PROGNÓSTICO Slide 69: PROGNÓSTICO Slide 70: TRATAMENTO Slide 71: TRATAMENTO