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SEMIOLOGIA
GERAL
PALOMA SANTOS 
SANTANA
2023
INTRODUÇÃO
ARTE DO DIAGNÓSTICO
CONCEITOS GERAIS
SINTOMA OU SINAL CLÍNICO?
CONCEITOS GERAIS
 Sintoma também é uma palavra de origem grega (súmptōma = 
coincidência), sendo a sua conceituação divergente entre diferentes 
escolas e, consequentemente, entre diferentes profissionais
 Para a medicina humana, sintoma é uma sensação subjetiva anormal, 
sentida pelo paciente e não visualizada pelo examinador (dor, náuseas, 
dormência)
 Difere do sinal, um dado objetivo, que pode ser notado pelo examinador
CONCEITOS GERAIS
 Atualmente, na medicina veterinária, existem diferentes correntes de 
pensamento, de acordo com a escola que se segue (americana ou 
europeia)
CONCEITOS GERAIS
1. Sintoma é um indício de doença; sinal é o raciocínio feito após a 
observação de um determinado sintoma
2. Sintoma é um fenômeno anormal revelado pelo animal; o sinal é 
constituído de todas as informações obtidas pelo clínico a partir do seu 
exame
CONCEITOS GERAIS
3. Não existem sintomas em medicina veterinária, tendo em vista que os 
animais não expressam verbalmente o que sentem. Para os seguidores 
dessa corrente, todas as manifestações objetivadas pelo paciente e 
obtidas por intermédio dos métodos de avaliação clínica são 
simplesmente sinais
CONCEITOS GERAIS
 Diversos tipos de classificação de sinais clínicos são descritos na 
literatura, dentre os quais se destacam: 
• Locais
• Gerais
• Principais
• Patognomônicos
CONCEITOS GERAIS
 Locais 
• Quando as manifestações patológicas aparecem claramente circunscritas e 
em estreita relação com o órgão envolvido
• Claudicação em casos de artrite séptica interfalângica distal; hiperemia da 
conjuntiva palpebral por irritação
CONCEITOS GERAIS
 Gerais 
• São manifestações patológicas resultantes do comprometimento orgânico 
como um todo (endotoxemia) ou por envolvimento de um órgão ou de um 
determinado sistema, levando, consequentemente, a prejuízos de outras 
funções do organismo 
• Neoplasia mamária com posterior metástase para pulmões
CONCEITOS GERAIS
 Principais
• Fornecem subsídios sobre o provável sistema orgânico envolvido 
• Dispneia nas afecções pulmonares; alterações comportamentais por 
envolvimento do sistema nervoso
CONCEITOS GERAIS
 Patognomônicos
• Os quais somente pertencem ou representam uma determinada 
enfermidade
• Protrusão da terceira pálpebra em equinos
CONCEITOS GERAIS
 Quanto à evolução
• Iniciais: são os primeiros sinais observados ou reveladores da doença
• Tardios: quando aparecem no período de plena estabilização ou declínio da 
enfermidade
• Residuais: quando se verifica aparente recuperação do animal, como as 
mioclonias que ocorrem em alguns casos de cinomose
CONCEITOS GERAIS
 Quanto ao mecanismo de produção
• Anatômicos: dizem respeito à alteração do formato de um órgão ou tecido 
(esplenomegalia, hepatomegalia)
• Funcionais: estão relacionados com a alteração na função dos órgãos 
(claudicação)
• Reflexos: são chamados, também, de sinais distantes, por serem originados 
longe da área em que o principal sinal aparece (sudorese em casos de 
cólicas; taquipneia em caso de anemia; icterícia nas hepatites)
CONCEITOS GERAIS
 Quanto ao mecanismo de produção
• Anatômicos: dizem respeito à alteração do formato de um órgão ou tecido 
(esplenomegalia, hepatomegalia)
• Funcionais: estão relacionados com a alteração na função dos órgãos 
(claudicação)
• Reflexos: são chamados, também, de sinais distantes, por serem originados 
longe da área em que o principal sinal aparece (sudorese em casos de 
cólicas; taquipneia em caso de anemia; icterícia nas hepatites)
SÍNDROME
 Síndrome (do grego syndromé = que correm juntos) é o conjunto de 
sinais clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas
 Quando adequadamente reconhecidos e considerados em conjunto, 
caracterizam, por vezes, determinada enfermidade ou lesão (síndrome de 
Schiff-Sherrington, síndrome cólica)
SÍNDROME
 O reconhecimento de uma síndrome constitui o diagnóstico sindrômico 
contudo, em algumas situações, a síndrome não revela o agente causador, 
embora seja de fundamental importância na identificação da doença, pois 
reduz as possibilidades diagnósticas e orienta as investigações futuras
SÍNDROME
 Febre 
• Conjunto de sinais, visto que, em sua decorrência, ocorrem ressecamento 
da boca, aumento das frequências respiratória e cardíaca, perda parcial de 
apetite, oligúria, dentre outros, sendo a elevação de temperatura 
(hipertermia) o sinal preponderante
Febre ≠ Hipertermia
EXAME GERAL
R
E
S
E
N
H
A
Item Motivo Exemplo
Nome do 
animal
Identificar o animal no estabelecimento -
Número de 
identificação
Evita confundir animais com o mesmo nome Número do animal no brinco ou microchip, ou 
número de registro da ficha
Espécie Algumas doenças acometem uma espécie com 
maior frequência
Dificilmente outras espécies domésticas terão 
um quadro de cólica como é comumente visto 
nos equinos
Sexo Suspeitar de alterações específicas do sexo Piometra (infecção uterina) acomete apenas as 
fêmeas
Pelagem A cor ou o tipo do pelo pode influenciar a 
incidência de algumas doenças
Os animais com pelagem clara são mais 
acometidos com tumores na pele
Idade Muitas doenças variam a prevalência de acordo 
com a idade
Onfaloflebite (inflamação umbilical) é 
observado em filhotes 
Porte/Peso Calcular doses de medicamentos e associar 
doenças
Doenças articulares são mais prevalentes em 
cães de porte grande
Dados do 
responsável
Registrar a tutela do animal para autorizações e 
fins jurídicos
-
R
E
S
E
N
H
A
ANAMNESE
▪ A anamnese é um roteiro que deve ser preenchido como uma história 
para melhor compreensão dos fatos. Ela começa checando se a pessoa 
que trouxe o animal é que o acompanha diariamente, ou se está fazendo 
um favor e não sabe informar muito sobre o paciente. 
▪ Essa etapa se chama fonte e confiabilidade, e essa observação deve ser 
escrita na ficha, pois o que for relatado pode não corresponder ao real 
quadro clínico.
ANAMNESE
▪ Depois disso é questionado ao tutor a queixa principal, ou seja, o motivo 
que o levou até o estabelecimento com o animal. Nessa seção, deve ser 
escrito exatamente da forma que o responsável relatou, exceto quando 
houver palavras de baixo calão. 
▪ Isso deve ser realizado assim, pois uma observação do tutor pode ter 
diversas interpretações da equipe, por exemplo, se for falado que o 
cachorro “está triste” um profissional pode subentender que é devido a 
dor ou infecção, enquanto outro pode direcionar o pensamento para as 
doenças psicossomáticas.
ANAMNESE
▪ Em seguida, é registrado o histórico médico recente, sendo que nesse 
espaço inicia-se o preenchimento da ficha com termos técnicos, e deve 
ser investigado detalhes sobre a queixa principal respondendo “o quê, 
quando e como” começaram as alterações, bem como se fizeram alguma 
intervenção por conta própria antes de levar para a consulta. 
▪ Ter esses detalhes direciona a gravidade do quadro, inicia o raciocínio 
clínico e difere o que é devido a medicações realizadas por conta 
própria. 
ANAMNESE
▪ Queixa principal
▪ Sistema gastrointestinal
▪ Sistema genitourinário
▪ Sistema cardiorrespiratório
▪ Sistema tegumentar
▪ Sistema oftálmico
▪ Sistema neurológico, muscular e 
esquelético
▪ Ambiente, Contactantes e Acesso a rua
▪ Vacinação
▪ Vermifugação
▪ Ectoparasitas
▪ Intervenção realizada por conta própria 
do tutor
▪ Doença crônica conhecida
▪ Medicações de uso contínuo
▪ Alergia conhecida
▪ Doenças/acidentes e Tratamentos 
anteriores
▪ Outros
ANAMNESE
▪ A anamnese é o momento de maior interação 
entre o médico veterinário e o tutor, e portanto, 
deve ser tratado como uma conversa amigável, 
para que o tutor se sinta confortável em relatar 
tudo que aconteceu. 
ANAMNESE
▪ Evite usar termos técnicos para perguntarao tutor, muitos desconhecem 
o significado, e por isso, você pode ser interpretado como arrogante. 
Exemplo: Pergunte se o animal está com “vômitos”, ao invés de “êmese”
▪ Não corrija o tutor enquanto ele fala, isso pode inibi-lo de contar o que 
realmente aconteceu por sentir medo/vergonha de falar algo errado 
novamente
ANAMNESE
▪ Tenha empatia com o sofrimento do tutor. É comum os tutores 
chegarem desesperados por situações simples, como uma unha quebrada
▪ Desmerecer a comoção do responsável gera uma falta de confiança em 
relação ao profissional, que pode levar a omissão de informações e até 
processos jurídicos
▪ Lembre-se que quem sabe diferenciar um quadro grave do simples é o 
médico veterinário, o tutor é leigo e espera ser acolhido diante de 
qualquer alteração do seu animal
ANAMNESE
▪ Existem diversos perfis de tutores, que vão desde o que não sabe 
informar nada a respeito do animal ao que acha que sabe o diagnóstico e 
o tratamento pelo que pesquisou na internet ou ser da área de saúde. 
▪ Então, no decorrer da anamnese identifique como o tutor responde os 
questionamentos e tente sempre manter um diálogo saudável sem 
perder sua credibilidade como médico veterinário.
EXAME FÍSICO
SEMIOTÉCNICAS
 A exploração física tem como base, em grande parte, a utilização dos 
sentidos do explorador, ou seja, a visão, o tato, a audição e o olfato; e 
tem por finalidade examinar metodicamente todo o animal, a fim de 
estabelecer o diagnóstico e, consequentemente, a cura do animal.
SEMIOTÉCNICAS
 Os principais métodos de exploração física são:
• Inspeção
• Palpação
• Auscultação
• Percussão
• Olfação
SEMIOTÉCNICAS
 Cada uma dessas técnicas pode ser aperfeiçoada se os três “P” do 
exame clínico forem obedecidos: 
1. Paciência
2. Perseverança
3. Prática
INSPEÇÃO
 Utiliza a visão do examinador
 O examinador deve ser treinado a olhar para o corpo do animal de 
maneira sistemática
 Primeira semiotécnica utilizada
“O rato roeu a roupa do Rei de Roma” 
INSPEÇÃO
 A observação do animal pode oferecer inúmeras informações úteis para 
o diagnóstico, tais como estado mental, postura e marcha, condição física 
ou corporal, estado dos pelos e pele, formato abdominal, etc
INSPEÇÃO
 Panorâmica
• Quando o animal é visualizado como um todo (condição corporal)
 Localizada
• Atentando-se para alterações em uma determinada região do corpo 
(glândula mamária, face, membros)
INSPEÇÃO
 Direta
• Sendo a observação direta o principal meio utilizado pelo clínico, observam-
se principalmente os pelos, a pele, as mucosas, os movimentos respiratórios, 
as secreções, o aumento de volume, as cicatrizes, as claudicações, dentre 
outros
INSPEÇÃO
 Indireta
• Feita com o auxílio de aparelhos
• De iluminação: otoscópio, etc
• De radiografia, ultrassonografia, etc
• Microscópios
• De mensuração
PALPAÇÃO
 Utiliza o tato do examinador
 É a utilização do sentido tátil ou da força muscular, usando-se as mãos, as 
pontas dos dedos, o punho, ou até instrumentos, para melhor determinar 
as características de um sistema orgânico ou da área explorada
PALPAÇÃO
 O sentido do tato é responsável por 
informações sobre estruturas superficiais ou 
profundas
• O grau de oleosidade da pele de pequenos 
animais e a avaliação de vísceras ou órgãos 
genitais internos de grandes animais, por meio 
da palpação abdominal e transretal
PALPAÇÃO
▪ Palpação com a mão espalmada, usando toda a palma de uma ou de 
ambas as mãos
▪ Palpação com a mão espalmada, usando apenas as polpas digitais e a 
parte ventral dos dedos
▪ Palpação com o polegar e o indicador, formando uma pinça
▪ Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos (específico para a 
avaliação da temperatura)
PALPAÇÃO
▪ Digitopressão realizada com a polpa do 
polegar ou indicador, que consiste na 
compressão de uma área com diferentes 
objetivos: pesquisar a existência de dor, 
detectar edema (Godet positivo) e avaliar a 
circulação cutânea
PALPAÇÃO
▪ Punhopressão é feita com a mão fechada, 
particularmente em grandes ruminantes, 
com a finalidade de avaliar a consistência 
de estruturas de maior tamanho (rúmen, 
abomaso) e para denotar, também, 
aumento de sensibilidade na cavidade 
abdominal
PALPAÇÃO
▪ Vitropressão é realizada com a ajuda de 
uma lâmina de vidro comprimida contra a 
pele, analisando-se a área por meio da 
própria lâmina. Sua principal aplicação é 
possibilitar a distinção entre eritema e 
púrpura
• O eritema desaparece e a púrpura não se 
altera com a vitro ou digitopressão
Consistência Característica Exemplo
Mole
Estrutura que perde com facilidade sua forma normal ao pressionar, 
mas retorna ao cessar a pressão
Tecido adiposo
Firme
Estrutura que tem resistência, mas cede com a pressão e retorna a 
forma original após o procedimento
Musculatura
Dura Estrutura que não cede com a pressão Osso
Pastosa
Estrutura que perde sua forma facilmente com um pressão, porém 
continua com o formato altera por um tempo
Sinal de godet positivo
Flutuante
Estrutura com líquido que tem um movimento de onda quando 
pressionado várias vezes
Abscesso
Crepitante Estrutura com ar no interior e aspecto de bolhas ao toque
Enfisema subcutâneo 
(acúmulo de ar no tecido 
subcutâneo)
AUSCULTAÇÃO
▪ Utiliza a audição do examinador
• Consiste na avaliação dos ruídos que 
os diferentes órgãos produzem 
espontaneamente
• Direta x Indireta (estetoscópio, 
doppler)
AUSCULTAÇÃO
▪ Os ruídos que podem ser auscultados são:
• Aéreos: Sons que ocorrem pela passagem do ar, como auscultados no 
pulmão e traqueia
• Hidroaéreos: Ruídos gerados pela passagem de ar em meio líquido, a 
exemplo dos borborigmos intestinais
• Líquidos: Som causado pela passagem de líquido entre estruturas, como no 
sopro cardíaco
• Sólidos: Ruído causado pelo atrito em duas superfícies, como nas 
pericardites
AUSCULTAÇÃO
▪ Os ruídos que podem ser auscultados são:
• Aéreos: Sons que ocorrem pela passagem do ar, como auscultados no 
pulmão e traqueia
• Hidroaéreos: Ruídos gerados pela passagem de ar em meio líquido, a 
exemplo dos borborigmos intestinais
• Líquidos: Som causado pela passagem de líquido entre estruturas, como no 
sopro cardíaco
• Sólidos: Ruído causado pelo atrito em duas superfícies, como nas 
pericardites
PERCUSSÃO
▪ Utiliza a audição do examinador → Sons produzidos por ele
▪ Muito aplicado em grandes animais
▪ Direta: Digito digital / Indireta: Com utensílio (martelo, plexímetro)
PERCUSSÃO
▪ Por meio da percussão, é possível 
obter três tipos fundamentais de som:
▪ Claro: se o órgão percutido contiver ar 
que possa se movimentar, produz um 
som de média intensidade, duração e 
ressonância, que é o som claro, o 
mesmo que se ouve ao percutir o 
pulmão sadio. É produzido também por 
gases e paredes distendidas.
PERCUSSÃO
▪ Timpânico: os órgãos ocos, com grandes cavidades repletas de ar ou gás 
e com as paredes semidistendidas, produzem um som de maior 
intensidade e ressonância, que varia conforme a pressão do ar ou gás 
contido, como se fosse um tambor a percutir. É o som que se ouve 
quando se percute o abdome.
PERCUSSÃO
▪ Maciço: as regiões compactas, desprovidas completamente de ar, 
produzem um som de pouca ressonância, curta duração e fraca 
intensidade, chamado de mate ou maciço, idêntico ao que se obtém 
percutindo-se a musculatura da coxa; pode ser ouvido também nas 
regiões hepática e cardíaca. 
PERCUSSÃO
▪ Maciço: as regiões compactas, desprovidas completamente de ar, 
produzem um som de pouca ressonância, curta duração e fraca 
intensidade, chamado de mate ou maciço, idêntico ao que se obtém 
percutindo-se a musculatura da coxa; pode ser ouvido também nas 
regiões hepática e cardíaca. 
PERCUSSÃO
OLFAÇÃO
▪ Utiliza o olfato do examinador
• Avaliação pelo olfato do clínico, empregado no exame das transpirações 
cutâneas, do ar expirado e das excreções
• As vacas com acetonemia eliminamum odor que lembra o de acetona; 
hálito com odor urêmico aparece em doentes em uremia; halitose é um 
odor desagradável que pode ser determinado por diferentes causas; odor 
das fezes de cães com gastroenterite
EXAMES COMPLEMENTARES
▪ As principais razões para a realização dos exames complementares são: 
• Confirmar a ocorrência ou a causa da doença
• Avaliar a gravidade do processo mórbido
• Determinar a evolução de uma doença específica
• Verificar a eficácia de determinado tratamento
EXAMES COMPLEMENTARES
▪ Exames laboratoriais
▪ Punção exploratória
▪ Bióspsia
▪ Inoculação diagnóstica
▪ Exames de imagem
▪ Reações alérgicas
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico vem do grego diágnōsis = ato de discernir, de conhecer, ou 
seja, de reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações 
clínicas, bem como de prever a sua evolução
 Para o clínico, cada diagnóstico representa um desafio a ser vencido; para 
tanto, ele deve identificar, distinguir e particularizar um determinado 
estado de enfermidade
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico nosológico ou clínico
• O reconhecimento de uma doença com base nos dados obtidos na 
anamnese, no exame físico e/ ou exames complementares
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico terapêutico
• Em caso de suspeita de determinada enfermidade, realiza-se um 
procedimento medicamentoso e, se houver resposta favorável, fecha-se o 
diagnóstico
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico anatômico
• Determinadas doenças produzem modificações anatômicas que podem ser 
encontradas no exame macroscópico dos órgãos, no qual se especificam o 
local e o tipo de lesão
• Artrite interfalângica distal, fratura cominutiva do fêmur, lesão da válvula 
tricúspide
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico etiológico
• A conclusão do clínico sobre o fator determinante da doença
• Botulismo: Clostridium botulinum; tétano: Clostridium tetani
 Histopatológico, anatomopatológico (post mortem), radiológico, 
laboratorial, endoscópico, etc
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico provável, provisório ou presuntivo / Suspeita diagnóstica
• Quando o diagnóstico exato da enfermidade não é obtido imediatamente
DIAGNÓSTICO
 As principais causas de erro no estabelecimento do diagnóstico são: 
• Anamnese incompleta ou preenchida erroneamente
• Exame físico superficial ou feito às pressas
• Avaliação precipitada ou falsa dos achados clínicos
• Conhecimento ou domínio insuficiente dos métodos dos exames físicos 
disponíveis
• Impulso precipitado em tratar o paciente antes mesmo de se estabelecer o 
diagnóstico
DIAGNÓSTICO
 Os procedimentos para a resolução do problema clínico emergente 
envolvem duas fases
1. Elaboração de hipóteses
2. Avaliação das hipóteses obtidas
• Em geral, a elaboração de hipóteses domina a parte inicial da investigação 
clínica, ao passo que a avaliação das hipóteses se sobrepõe nos estágios 
finais do exame clínico
DIAGNÓSTICO
 Princípios de Hutchinson
• Não tenha pressa
• Não tenha predileções
• Não diagnostique raridades; pense nas hipóteses mais simples
• Não seja tão seguro de si
• Não hesite em rever seu diagnóstico, de tempo em tempo, nos casos 
crônicos
DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico não é pautado em adivinhações ou em intuições
 Ele é concebido após a obtenção criteriosa dos dados e a avaliação das 
hipóteses
DIAGNÓSTICO
PROGNÓSTICO
 Ao lado do diagnóstico, é importante estabelecer o prognóstico, que 
consiste em se prever a evolução da doença e suas prováveis 
consequências
 O prognóstico é orientado a partir de três aspectos: 
• Perspectiva de salvar a vida
• Perspectiva de recuperar a saúde ou de curar o paciente
• Perspectiva de manter a capacidade funcional do órgão acometido
PROGNÓSTICO
 Quando se espera uma evolução satisfatória, diz-se que o prognóstico é 
favorável
 Quando se prevê o término fatal ou a possibilidade de óbito, é 
desfavorável
 Nos casos de curso imprevisível, diz-se que o prognóstico é duvidoso, 
reservado ou incerto
TRATAMENTO
 Causal
• Quando se opta por um meio que combata a causa da doença 
(hipocalcemia: administra-se cálcio)
 Sintomático
• Quando visa combater apenas os sinais
• Anorexia: orexigênicos, vitaminas ou abrandar o sofrimento do animal 
(analgésicos, antipiréticos)
TRATAMENTO
 Patogênico
• Procura modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no 
organismo
• Tétano: usa-se soro antitetânico antes que as toxinas cheguem aos 
neurônios
 Vital
• Quando se procura evitar o aparecimento de complicações que possam 
fazer o animal correr risco de morte
• Transfusão sanguínea em pacientes com anemia grave
	Slide 1: SEMIOLOGIA GERAL
	Slide 2: Introdução
	Slide 3: CONCEITOS GERAIS
	Slide 4: CONCEITOS GERAIS
	Slide 5: CONCEITOS GERAIS
	Slide 6: CONCEITOS GERAIS
	Slide 7: CONCEITOS GERAIS
	Slide 8: CONCEITOS GERAIS
	Slide 9: CONCEITOS GERAIS
	Slide 10: CONCEITOS GERAIS
	Slide 11: CONCEITOS GERAIS
	Slide 12: CONCEITOS GERAIS
	Slide 13: CONCEITOS GERAIS
	Slide 14: CONCEITOS GERAIS
	Slide 15: CONCEITOS GERAIS
	Slide 16: SÍNDROME
	Slide 17: SÍNDROME
	Slide 18: SÍNDROME
	Slide 19: EXAME geral
	Slide 20: RESENHA
	Slide 21: ANAMNESE
	Slide 22: ANAMNESE
	Slide 23: ANAMNESE
	Slide 24: ANAMNESE
	Slide 25: ANAMNESE
	Slide 26: ANAMNESE
	Slide 27: ANAMNESE
	Slide 28: ANAMNESE
	Slide 29: EXAME FÍSICO
	Slide 30: SEMIOTÉCNICAS
	Slide 31: SEMIOTÉCNICAS
	Slide 32: SEMIOTÉCNICAS
	Slide 33: INSPEÇÃO
	Slide 34: INSPEÇÃO
	Slide 35: INSPEÇÃO
	Slide 36: INSPEÇÃO
	Slide 37: INSPEÇÃO
	Slide 38: PALPAÇÃO
	Slide 39: PALPAÇÃO
	Slide 40: PALPAÇÃO
	Slide 41: PALPAÇÃO
	Slide 42: PALPAÇÃO
	Slide 43: PALPAÇÃO
	Slide 44
	Slide 45: AUSCULTAÇÃO
	Slide 46: AUSCULTAÇÃO
	Slide 47: AUSCULTAÇÃO
	Slide 48: PERCUSSÃO
	Slide 49: PERCUSSÃO
	Slide 50: PERCUSSÃO
	Slide 51: PERCUSSÃO
	Slide 52: PERCUSSÃO
	Slide 53: PERCUSSÃO
	Slide 54: OLFAÇÃO
	Slide 55: EXAMES COMPLEMENTARES
	Slide 56: EXAMES COMPLEMENTARES
	Slide 57: DIAGNÓSTICO
	Slide 58: DIAGNÓSTICO
	Slide 59: DIAGNÓSTICO
	Slide 60: DIAGNÓSTICO
	Slide 61: DIAGNÓSTICO
	Slide 62: DIAGNÓSTICO
	Slide 63: DIAGNÓSTICO
	Slide 64: DIAGNÓSTICO
	Slide 65: DIAGNÓSTICO
	Slide 66: DIAGNÓSTICO
	Slide 67: DIAGNÓSTICO
	Slide 68: PROGNÓSTICO
	Slide 69: PROGNÓSTICO
	Slide 70: TRATAMENTO
	Slide 71: TRATAMENTO

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