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Gravidez Gestação Período compreendido entre a fecundação e o nascimento Fase Folicular Fase Ovulatória Fase Lútea O ciclo menstrual dura em média 28 dias e corresponde ao intervalo de tempo entre o primeiro dia da menstruação e o último dia antes da menstruação seguinte. O ciclo menstrual é dividido em 3 fases. 1. 2. 3. Ciclo Menstrual Fisiológico Fonte: Google Imagens Ciclo Ovariano Fase Menstrual Fase Secretora ou Lútea Fase Pré-Menstrual ou Isquêmica Fase Proliferativa ou Crescimento Ciclo Ovariano Fonte: Google Imagens Ciclo Ovariano Fonte: Google Imagens Fecundação O óvulo é fecundado com a formação do ovo no terço lateral da tuba uterina, no nível da ampola, dentro de 6 a 12 horas após a ovulação. No 7º dia após a fecundação adere ao útero (endométrio) No 12º dia completa a sua implementação (nidação) Ovo forma a mórula, seguida do blastocisto Após constatada a gravidez, o que fazer? O intervalo entre as consultas deve ser de 4 semanas. Após a 36ª semana, a gestante deverá ser acompanhada a cada 15 dias, visando à avaliação da pressão arterial, da presença de edemas, da altura uterina, dos movimentos do feto e dos BCF. Brasil, Ministério da Saúde. 1º 2º 3º 4º MÊS SEMANA 1 a 4 5º 6º 7º 8º 9º 5 a 8 9 a 12 13 a 16 17 a 21 22 a 26 27 a 30 31 a 35 36 a 40 Gravidez Meses X Semanas Primeiro Trimestre Mudanças de humor; Medo de abortar; Primeiras modificações corporais e alguns desconfortos: náuseas, sonolência, alterações na mama (maior sensibilidade) e cansaço; Desejos e aversões por determinados alimentos; Hiperêmese gravídica (somente cerca de 2 – 8%) 1º 2º 3º 4º MÊS SEMANA 1 a 4 5º 6º 7º 8º 9º 5 a 8 9 a 12 13 a 16 17 a 21 22 a 26 27 a 30 31 a 35 36 a 40 Gravidez Meses X Semanas Segundo Trimestre Introspecção e passividade; Alteração do desejo e do desempenho sexual; Alteração da estrutura corporal, que para a adolescente tem uma repercussão ainda mais intensa; Percepção dos movimentos fetais e seu impacto (presença do filho é concretamente sentida); A barriga vai crescer mais rápido; Os seios vão aumentar de volume; O quadril fica mais largo. 1º 2º 3º 4º MÊS SEMANA 1 a 4 5º 6º 7º 8º 9º 5 a 8 9 a 12 13 a 16 17 a 21 22 a 26 27 a 30 31 a 35 36 a 40 Gravidez Meses X Semanas Terceiro Trimestre As ansiedades intensificam-se com a proximidade do parto; Manifestam-se mais os temores do parto (medo da dor e da morte); Aumentam as queixas físicas; Sensação de peso e desconforto; Alterações hormonais Musculoesqueléticas Cardiovasculares Respiratórias Tegumentares Nervosas Gastrointestinais Urogenitais 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Adaptações Fisiológicas na Gestação Fonte: Google Imagens Progesterona Estrogênio Redução da Tonicidade da musculatura lisa em órgãos maternos; Aumento da temperatura e gordura; Estímulo do centro respiratório: aumento da FC e amplitude respiratória; 1. 2. 3. Retenção hídrica; Flexibilidade das articulações pélvicas (relaxina); Junto com a prolactina prepara para a lactação; 1. 2. 3. Alterações Hormonais Pele Pode ter manchas pelo corpo. O hormônio melanotrófico age nas células da pigmentação e acelera a síntese de melanina. Alterações Tegumentares Estrias O volume de gordura sob a pele aumenta demais, as fibras da derme se distendem e podem se romper. Fonte: Google Imagens Durante a gravidez, ocorre o desenvolvimento de um grande número de alvéolos secretores. Alterações Respiratórias Deslocamento cefálico do diafragma ao final da gravidez; Zona de aposição aumentada; 1. 2. Caixa torácica aumenta de diâmetro: 2,0 cm; Diafragma eleva: 4,0 cm; Expiração mais demorada; Dispneia fisiológica: aumento do volume corrente, capacidade inspiratória e redução da capacidade residual funcional e pulmonar; VAS: congestão nasal, edema de mucosa, vasodilatação, aumento de secreções, coriza, rinite, epistaxe e sinusite; Alterações Cardiovasculares Aumento do fluxo sanguíneo Redução do retorno venoso Redução da PA Edema periférico (mais linfa; menor atividade) Síndrome da Hipotensão Supina É comum, a partir da 20ª semana que o útero (já mais pesado) pressione a veia cava (que leva sangue de volta ao coração) quando a gestante deita de costas, havendo uma baixa na pressão arterial e que pode levar até à perda de consciência. Dessa forma, é indicado que a gestante deite em DLE Estômago A pressão do útero sobre o órgão faz com que ele fique comprimido, dificultando a digestão. Ela também é retardada pela secreção de hormônios que causam o enjôo. Intestino A retenção hídrica atrasa a passagem do alimento por esse órgão, levando à “prisão de ventre”. Alterações Gastrointestinais Fonte: Google Imagens Bexiga Vulva ou Vagina É elevada pelo útero e pressionada para cima, ângulo uretrovesical alterado e pressão intra-abdominal elevada: desejo miccional acentuado e incontinência. A vulva e a vagina incham e sofrem alteração de textura e coloração. A consistência do muco cervical (secreção fisiológica do colo uterino) é modificada, ficando mais espessa. Alterações Urogenitais Oscilações de humor, baby blues: diminuição de esteroides e progesterona; Sonolência, libido diminuída, medo; Irritabilidade, introversão e passividade; Memória: alteração menos comum; Depressão pós-parto, psicoses puerperais; Cefaleias, enxaqueca: tensão ocular, sinusite, hipoglicemia; Alteração neurológica: epilepsia mais comum na gestação; Cãibras; Audição: diminuição, zumbidos; Olfato: anosmia, hiposmia, epistaxe; Aspectos psicoemocionais no ciclo gravídico-puerperal Sistema Nervoso Central Alterações Nervosas Equipe Multiprofissional Avaliar Diagnosticar os aspectos psicoemocionais na saúde mental Medidas preventivas e terapêuticas Alterações do SNC e transtornos psiquiátricos Alterações Posturais Deslocamento do centro de gravidade para frente, o que leva a alterações de postura, como diminuição do arco plantar, hiperextensão dos joelhos e ante versão pélvica. Acentuação da lordose lombar e consequente tensão da musculatura paravertebral. Fonte: Google Imagens Alterações Posturais - Influências Internas e Externas Unidade Interna MAP Diafragma respiratório Transverso do abdomen Multífidos Unidade Externa Sistema oblíquo posterior Sistema longitudinal profundo Sistema cruzado anterior Sistema lateral MAP Sustentação de órgãos internos (útero, bexiga e o reto); Ação esfincteriana para a uretra, vagina e reto; Permitir passagem do feto; Levantadores do ânus: sustentam as vísceras Resistem ao aumento da pressão intra abdominal Sustentam a cabeça do feto Controle voluntário da micção Continência fecal (puborretal) Suporte ao útero 1. 2. 3. Alterações Posturais - Influências Internas e Externas Unidade Interna MAP Diafragma respiratório Transverso do abdomen Multífidos Unidade Externa Sistema oblíquo posterior Sistema longitudinal profundo Sistema cruzado anterior Sistema lateral Grande importância da estabilização lombo pélvica Fonte: Google Imagens Alterações Posturais - Influências Internas e Externas Unidade Interna MAP Diafragma respiratório Transverso do abdomen Multífidos Unidade Externa Sistema oblíquo posterior Sistema longitudinal profundo Sistema cruzado anterior Sistema lateral Transferência de carga através da cintura pélvica durante as atividades de rotação e marcha; Estabilização da articulação sacroilíaca; Grande dorsal + glúteo máximo + FTL Eretores espinhais + bíceps femoral+ FTL Oblíquos + adutores contralaterais (dor na sínfise púbica) Glúteos médio e mínimo + adutores contralaterais 1. 2. INDEPENDENTE DA VIA DE PARTO Intervenção Fisioterapêutica Prevenir e trata dores e desconfortos Melhorar o funcionamento intestinal Estabilizar a diástase abdominal Agilizar a recuperação no pós-parto Preparar para o parto Melhorar a respiração Prevenir incontinências urinárias, prolapsos e disfunções sexuais Melhorar a consciência corporal É baseado nesse motivo que vamos nortear os atendimentos! IntervençãoFisioterapêutica Sempre necessário fazer essas perguntas: Quais os objetivos em relação à Fisioterapia? Por que procura a fisioterapia pélvica? Avaliação: Anamnese Saber a Queixa principal. Obs.: caso seja DOR = Em qual movimento? Em que situação? Quando aumenta? Quando diminui/cessa? Idade, estado civil, profissão Médico(a) ginecologista/obstetra Período fértil GPCA (tipo de parto, complicações, peso do RN, intervenções médicas, causa do aborto) EX: G1P0C0A0, G2P1C0A0 DUM IG e DPP Intervenção Fisioterapêutica DUM,IG e DPP Calculo da Idade Gestacional EXEMPLO Soma-se os dias restantes do DUM até a data atual e divivide-se por 7 DUM: 18/04/2019 Data atual: 10/10/2019 -> Qual o IG? Abril: 12 dias Maio: 31 dias Junho: 30 Julho: 31 Agosto: 31 Setembro: 30 Outubro: 10 dias SOMA: 185 DIAS/ 7 DIAS = 25 SEMANAS FC, FR, PA. IMC, altura, peso Intervenção Fisioterapêutica Avaliação: Exame Físico Hipertenção Arterial na Gestação (HAG): PAS ≥ 140mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg em pelo menos duas ocasiões, com intervalo mínimo de 6h ou após 1h de repouso no leito em DLE Hipertensão arterial induzida pela gestação (HAIG) :aparece após a 20a semana, em pacientes previamente normotensas. O quadro hipertensivo desaparece até 6 semanas após o parto – se a normalização da pressão não for confirmada nesse período, a paciente é considerada hipertensa crônica. ECLÂMPSIA Convulsões que ocorrem durante a gestação ou logo após o parto. Posição da Cintura Pelvica Mudanças Posturais Intervenção Fisioterapêutica Exame Físico: Avaliação Postural Avaliação Neurologica Avaliação da Diástase Intervenção Fisioterapêutica Exame Físico: Patológica > 3 cm Teste específicos Intervenção Fisioterapêutica Exame Físico: Sacro-ilíaca Coxo-femural Encurtamento de adutores Avaliar presença se há DOR : Procedimento: maléolo lateral sobre o joelho oposto Positivo: DOR - coxa medialmente: encurtamento de adutores - região posterior da pelve: disfunção sacro-ilíaca - coxo-femoral: disfunção coxo-femoral Teste específicos Intervenção Fisioterapêutica Exame Físico: Palpação do Quadrado Lombar Associado a Respiração para o teste ou tratamento Teste Ilíopsoas DOR e/ou Redução da mobilidade Marcha Mobilidade Pelvica -Análise da vulva e estruturas -Sensibilidade -MAP (consciência de contração, força, repetições, coordenação, resistência) -Uso de musculatura acessória -Trofismo vaginal -Aderências -Distância ano-vulvar Exame Fisíco Ginecologico Intervenção Fisioterapêutica Exame Físico: Cinesioterapia Intervenção Fisioterapêutica Intervenções: Exercícios de estabilização, fortalecimento e alongamento (Bola suíça; Em pé; Ajoelhada; Semi sentada; Sentada; 4 apoios modificado) Considerar estado pré-gravídico Ausência de complicações médicas ou obstétricas Treino Musculatura Assoalho Pélvico (TMAP) Intervenção Fisioterapêutica Intervenções: Fortalecimento e preparo da musculatura do assoalho pélvico, independente da via de parto (vaginal/ cesárea) Importante para diminuição do risco de laceração/ episiotomia no parto e de disfunções pós-parto Treino Respiratório Diafragmático Intervenção Fisioterapêutica Intervenções: Músculos pélvicos e músculos da respiração)trabalhando em conjunto e em coordenação nos ajudam, andar, saltar, relaxar, sustentar um peso. A interação deles também é importante no momento do nascimento ,pois no parto uma respiração bem trabalhada proporciona controle da musculatura perineal e das emoções na hora das contrações e/ou período expulsivo. Drenagem Linfática Massagem/ Liberação Miofascial Intervenção Fisioterapêutica Intervenções: Quando Iniciar as Abordagens? Intervenção Fisioterapêutica Intervenções: 13° SEMANA Primeiro trimestre: - Após liberação médica - Exercícios com pouco peso, sem fazer manobras de Valsalva e priorizar alongamentos musculares. - Para as mulheres sedentárias recomenda-se iniciar a prática de exercícios após a 12a semana de gestação. Intervenção Fisioterapêutica Contraindicações: BARACHO E. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. 6 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. BRASIL, Ministério da Saúde. Política Nacional de atenção integral a saúde da mulher. 2022. TELES, Gabriela. Fisioterapia na Saúde do Homem e da Mulher: Fisioterapia no Período Gestacional. 2022. Referências