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SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII A INCLUSÃO DO SURDO NO ENSINO REGULAR E NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA GLOBALIZADA. EDUCAÇÃO DE SURDOS. Breve resumo da história sobre os surdos e sua educação. As lutas pelos direitos dos surdos não são atuais. Nem sempre foi fácil ter uma escola em que os surdos pudessem ser inseridos, pois até mesmo estar na sociedade era difícil para eles. Foi através da religião cristã que os surdos puderam ter sua dignidade e serem livres do exílio em que se encontravam. No decorrer da história, muitos estudiosos se interessaram pelo estudo da surdez, entre eles, Girolamo Cardano (1501-1578), que era médico, professor, filósofo e matemático. Ele alegava que os surdos poderiam e deveriam receber instruções. A sua pesquisa na educação dos surdos começou, primeiramente, na Europa, utilizando a língua de sinais e a escrita. O Monge Ponce de Leon (1510-1584) também se destacou, desenvolvendo a datilologia, que era uma metodologia utilizada para representar manualmente as letras do alfabeto. Utilizava também a escrita e a oralização, criando, mais tarde, uma escola para os surdos. No entanto o grande destaque nessa área foi dado a Charles Michel de L’epée (1712-1789). Isso se deu pelo fato de ele ser o primeiro a estudar a língua dos sinais. Ele observou que os surdos utilizavam uma comunicação gesto-visual, com isso desenvolveu o método “sinais metódicos”. Ele defendia que os educadores deveriam aprender os sinais para se comunicarem e ensinarem a língua falada e a escrita para os surdos. A partir da metade do século XVIII, na Europa, começou a educação institucional e pública de pessoas surdas. A instituição escolar 15 imperial foi moldada pelo antigo regime francês, passando pela Assembleia Nacional, em 1791, para tornar-se o INJS de paris, que serviu como modelo educacional para diversos países. Nesse período, a Língua de Sinais começa a ser reconhecida como forma de comunicação para os surdos. A partir do movimento Europeu, o método trouxe resultados positivos, chamando a atenção de educadores e de religiosos, que fundaram várias escolas para surdos, com profissionais ouvintes e surdos. Estas escolas tinham, no seu currículo, a religião, a moral, a formação profissional e a língua de sinais, com a exploração de recursos visuais como base. SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII EDUCAÇÃO DE SURDO NO BRASIL. No Brasil, os surdos só começaram a ter acesso à educação durante o Império, no governo de Dom Pedro II, que criou a primeira escola de educação de meninos surdos, em 26 de setembro de 1857, na antiga capital do país, o Rio de Janeiro. Foi quando o professor surdo Eduard Huet foi para a cidade a pedido do Imperador. Com a Fundação do Imperial Instituto de Surdos-Mudos, se iniciou o processo de educação formal dos surdos no Brasil, que passaram a ter uma escola especializada para sua educação e oportunidade de criar a Língua de Sinais dos Centros Urbanos (LSCB). Contudo, apenas em 2002, por meio da sanção da Lei 10.436, que Libras foi reconhecida como a segunda língua oficial do país. A regulamentação ocorreu em 2005, quando um decreto presidencial incluiu, entre suas determinações, a inserção de Libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para O exercício dos magistérios médio e superior. O decreto previu, ainda, que as Libras sejam ensinadas na educação básica e em universidades por docentes com graduação específica de licenciatura plena em Letras. A legislação determinou também que deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão de Libras como meio de comunicação objetiva. A maioria dos surdos no Brasil e do mundo não usa Língua de Sinais, a deficiência auditiva possui diferentes graus e no país a grande maioria deste grupo é formada por surdos oralizados, pessoas que utilizam aparelhos auditivos que amplificam os sons ou que conseguem fazer leitura labial. No entanto, essas capacidades não são suficientes para que eles não passem por situações de exclusão e dificuldades de comunicação. Dados divulgados pelo IBGE em 2021, da Pesquisa Nacional de Saúde. 5% da população brasileira é composta por pessoas que são surdas. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), corresponde a mais de 10 milhões de cidadãos, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda, portanto, não escutam absolutamente nada. O aumento do quadro de perda auditiva se deve em parte ao processo de envelhecimento, um fato que atinge a população em nível mundial. Por isso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que 900 milhões de pessoas podem desenvolver surdez até 2050. SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII A Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Lei 13.146/2015. Art. 1º É instituída a lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência (estatuto da pessoa com deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Art. 2º considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. De acordo com os critérios da lei, uma pessoa com deficiência auditiva pode ser surda oralizada, surda sinalizada, surda bilíngue. Importa é que a audiometria dessa pessoa atenda as exigências da lei no quesito “deficiência auditiva”. 2. EDUCAÇÃO DE SURDOS EM SANTA LUZIA- PB ENTREVISTA realizada COM A PROFESSOARA DA REDE PÚBLICA E COORDENADORA DA REDE PRIVADA, Lidiane Paulo da silva, formação: licenciatura em pedagogia, especialização em educação inclusiva e especialização em libras. Como trabalhar com o surdo em sala de aula? “O trabalho com o surdo em sala de aula se faz necessário um intérprete ou um professor de Libras, para se ter recurso e atende-lo em relação ao desenvolvimento de sua aprendizagem ou que o professor tenha informação ou introdução a respeito da Libra que é a Língua de Sinais. Em sala de aula além do intérprete o professor preparará atividades adaptadas porque muitas vezes o cognitivo dele não é “além” ou não é a “quem”, se for a “quem” ele precisa fazer uma atividade que seja ao nível dele e se tiver o mesmo nível da turma as atividades deve ser adaptadas porque ele precisa também trabalhar os sinais da Libra, o professor de Libras ou o intérprete vai ajuda-lo em sala de aula. SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII Tudo aquilo que o professor explica o intérprete está para passar para o aluno, só que o aluno precisa ter conhecimento da Língua de Sinais, onde a maioria das crianças não tem, mais quando tem facilita a comunicação e a aprendizagem. Com relação a busca por esse profissional, durante a matrícula em uma escola regular (publica ou particular) a direção e a coordenação tomará conhecimento da deficiência que a criança tem, se é surda, vai precisar de um suporte e se a escola não se prontificar em buscar esse suporte o responsável tem o direito de buscar na Secretária da Educação e na Secretária de Saúde, primeiramente deve buscar toda documentação necessaria na Secretária de Saúde para que na Secretária de Educação ela já esteja documentada e a cobertada pela Lei.” A inclusão de surdos é uma realidade na educação escolar? “Na verdade a inclusão na escola ainda não está completa, porque existe a exclusão, a integração e a inclusão. E quando existe a inclusão é aquela escola que realmente inclui o aluno na escola e na sala de aula. Quando ele inclui o aluno a inclusão existe realmente é quando toda equipe da escola estão engajados a realmente incluir com atividades adptadas, profissionais especializados, com cursos de formaçãopara que os professores estejam sempre renovando e buscanco conhecer mais sobre o surdo e os tipos de deficuências que existe e que a gente sabe que sempre existiu, mas que agora com os novos conhecimentos e com o sistema de educação se torna mais específico. Hoje essas família busca ajuda nas escola, até mesmo para se ter uma orientação na busca de profissionais, visto que algumas escolas já dispoem de alguns profissionais como: Psicopedagogo, Psicólogo, Professor de Libras, etc.. E antigamente não existia. Por isso tem que estar sempre em busca de formações. Mas que a escola está com a verdadeira inclusão, ainda não, na minha opinião.” Fale sobre a sala de AEE (Atendimento Educacional Especializado). “A sala de AEE na escola é uma sala de recursos para atender as deficiências, cada uma com sua especialidade. Nela são usados recursos para que a criança possa aprender, ter a aquisição do conhecimento através de recursos diferenciados e em relação ao surdo é justamente para criança que não tenha a língua de sínais, não tenha o conhecimento, possa estar nessa sala sendo integrado e apresentada a língua de sínais pra ela, e na sala de aula tenha mais facilidade de aprender junto com o intérprete é quem auxilia no desenvolvimento da apredizagem.” SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII Na sua opinião o que falta para a inclusão, não só dos surdos mas de todos que tenha uma dificuldade de aprendisagem ou deficiência? “Para que haja realmente a inclusão nas escolas é necessário a sensibilização, primeiro da equipe de gestão, coordenação e professores. A direção de buscar formação para esses professores, os professores em quererem aprender e adquirir conhecimentos para melhorar o trabalho e ajudar as crianças. Porque a inclusão realmente acontece quando você entende a dificuldade ou deficiência daquela criança e busca meios para que ela possa se desenvolver. Então não é só da direção, professor é também do sistema, na escola pública do sistema de ensino dos governantes, das pessoas que estão acima. Mais que a priori é que o professor faz a diferença, quando ele quer, ele busca, ele consegue então ás vezes não tem nada disso, nenhum recursos acessivo, mas no momento que o professor da vontade própria dele, busca o conhecimento e busca ajudar aquela criança na necessidade dele, ele consegue, porque tudo que se faz com amor, dedicação se consegue e obtém resultados.” ENTREVISTA REALIZADA COM A PROFESSOARA DA SALA DE AEE DE UMA ESCOLA PRIVADA, MARIA DANIELE, FORMAÇÃO: CURSO DE LETRAS -LÍNGUA PORTUGUESA, AUXILIAR PEDAGOGICO, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO. “Trabalhei nas salas de AEE do município em Santa Luzia, na APAE (Associação Dos Pais e Amigos Dos Excepcionais), é uma Instituição filantrópica, fundada em 06/06/1997 e está cadastrada na solutudo no segmento de Ongs e Entidades Sociais com atividades de Associações de Defesa de Direitos Sociais. Onde atende crianças com necessidades especiais. O trabalho que ministro nesta escola é em horário oposto ao horário regular e busco auxiliar as crianças, cada uma dentro de sua especialidade e necessidades com atividades que vão auxiliar elas no desenvolvimento do ensino e aprendizagem. Onde a gente prepara uma atividade pensada na dificuldade dessa criança e no seu aspecto. Atendo crianças Autistas, Disléxicos, com Paralisia Cerebral entre outros. É importante olhar para as atividades que são desenvolvidas na sala de AEE, como sendo atividades que vão auxiliar a criança nas suas necessidades para quando adultos, e que é importante especificar que essas atividades não são um reforço escolar e sim atividades que vão ajudar a criança na coordenação motora, lateralidade, motricidade, raciocínio lógico, pensamento lógico, no desenvolvimento do corpo de uma forma ampla, utilizo atividades de pinturas que mexe com a imaginação da criança e a criatividade. Atendo crianças de 4 à 7 anos, todas com laudo médico especificando as deficiência ou dificuldades que elas tem, quais medicação que ela toma, e retornam mensalmente ao médico e profissionais para o acompanhamento e observação do desenvolvimento dessas crianças, a gente emitimos relatórios mensais para a mãe levar para o médico e juntos termos esse acompanhamento de Escola/Família/Médico todos em prol de um objetivos o desenvolvimento dessa criança” SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR VIII https://cronicasdasurdez.com/surdo-ou-deficiente-auditivo-qual-certo/#:~:text=Os%20termos%20usados%20s%C3%A3o%3A&text=surdos%20(pessoas%20com%20algum%20grau,defici%C3%AAncia%20ou%20n%C3%A3o%20pela%20lei) https://libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoEspecifica/historiaDaEducacaoDeSurdos/assets/258/TextoBase_HistoriaEducacaoSurdos.pdf https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/4060/1/MEPL2014. https://diversa.org.br/artigos/salas-de-recursos-multifuncionais-marcos-normativos/?gclid=Cj0KCQjw7uSkBhDGARIsAMCZNJsYwVYNcEuZEfIJzABLWKDbpqmA_iRByNAWKl2mFhNJfVFE_feXOaYaAlvLEALw_wcB “ FAÇO DE MINHAS MÃOS BOCA, PARA QUE SEUS OLHOS POSSAM ME OUVIR”. ( FELIPE MACEDO ) fim