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SISTEMA TEGUMENTAR
ANATOMIA E FISIOLOGIA
DOCENTE: ENF. JEFFERSON DA SILVA MOTA
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
 1 INTRODUÇÃO
 2. SISTEMA TEGUMENTAR 
 2.1 Funções da pele
 2.2 Desenvolvimento da pele
 3 ESTRUTURAS DA PELE
 3.1 Epiderme
 3.2 Derme 
 3.3 Hipoderme
 3.4 Anexos cutâneos
 3.5 Junção dermoepidérmica
 4 FISIOLOGIA DA PELE
 4.1 Epiderme
 4.2 Derme
 4.3 Hipoderme
 5 VASCULARIZAÇÃO
 5.1 Inervação
 6 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA PELE
 7 TERMORREGULAÇÃO
 8 GLÂNDULAS
 8.1 Glândulas sebáceas
 8.2 Glândulas sudoríparas
 9 UNHAS
 10 UNIDADE PILOSSEBÁCEA
 11 SISTEMA PIGMENTAR
 12 TIPOS DE PELE
 12.1 Pele seca
 12.2 Pele oleosa
 12.3 Pele Normal
 12.4 Pele Mista 
 12.5 Pele Sensível 
 13 BARREIRA EPIDÉRMICA VS 
PERMEABILIDADE DA SUPERFÍCIE 
CUTÂNEA
 13.1 Via de penetração
 13.2 Condições da superfície da pele 
 13.3 Técnicas para aumentar a penetração
 13.4 Mecanismo de Umectação da Capa 
Córnea
 13.5 Mecanismos que controlam a Hidratação e 
Lubrificação cutânea
 14 FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO 
CUTÂNEO
 16 CONCLUSÃO
 INTRODUÇÃO
O sistema tegumentar é aquele formado pelo 
conjunto de estruturas que participam do 
revestimento externo dos seres vivos. Por isso, 
ele é composto pela pele e por todos os seus 
anexos, como cabelos, pelos e muito mais. 
 INTRODUÇÃO
A anatomia do sistema tegumentar é formada por 
muitas estruturas. Cada uma delas tem uma (ou 
muito mais) função específica. Veja, a seguir, as 
principais:
pele (incluindo suas camadas, como derme e 
epiderme);cabelos; pelos; unhas; garras;glândulas 
(sudorípara, sebácea, mamária etc.); terminações 
nervosas.
 INTRODUÇÃO
 SISTEMA TEGUMENTAR
Fonte: 
anatomiaemfoco.com.br
A pele é o maior órgão do corpo humano, sendo 
responsável pela proteção contra atrito, perda de 
água, radiação ultravioleta e invasão de 
microrganismos.
Participa ainda no processo de termorregulação e 
desempenha um papel importante na percepção do 
tato. É composta por duas camadas, a epiderme 
formada por epitélio estratificado pavimentoso 
queratinizado e a derme formada por conjuntivo 
frouxo e conjuntivo denso não modelado. 
 Subjacente à pele encontra-se um tecido 
adiposo subcutâneo, a hipoderme. As duas 
camadas apresentam células especializadas e 
entre elas destacam-se os queratinócitos 
encontrados na epiderme e os fibroblastos e 
macrófagos encontrados na derme.
 2.1 Funções da pele
 A pele desempenha funções específicas em 
cada região do corpo e as estruturas que a 
compõem variam de acordo com o sítio 
anatômico. As regiões palmoplantares, por 
exemplo, possuem uma maior queratinização e 
ausência de pêlos, e estão mais adaptadas à 
abrasão. As extremidades das falanges distais
 possuem grande número de receptores 
sensoriais, o que determina uma elaborada 
função tátil. As regiões ungueais adquirem uma 
espessa camada de queratina durante a 
diferenciação celular, caracterizando a rigidez 
das unhas.
 Barreira entre o organismo e o meio externo;
 Proteção contra desidratação e radiação UV;
 Proteção contra traumas mecânicos;
 Excreção de produtos tóxicos do metabolismo 
celular (ureia, amônia e ácido úrico);
 Regulação hídrica (impede a perda ou a entrada excessiva 
de líquidos);
 Regulação da temperatura corporal pelo suor (termo 
regulação);
 Armazenamento de substâncias (água, açúcares e gorduras);
 Sensibilidade (a pele possui terminações nervosas para tato, 
pressão, calor e dor);
 Imunidade (células epidérmicas são importantes para a 
imunidade);
 Regulação metabólica (síntese de vitamina D, essencial para 
a fixação do cálcio).
 2.2 Desenvolvimento da pele
 1° mês: células cuboides
 2° mês: camada basal; início da camada 
espinhosa; estruturas nervosas (células de 
Schwann) e axônios.
 3° mês: feixes de colágeno, cabelos, melanócitos, 
vasos sanguíneos.
 4° mês: tecidos adiposos, glândulas sebáceas e 
nervos amielínicos.
 
 5° mês: fibras elásticas, hipoderme, pêlo, 
glândulas sudoríparas.
 6° mês: camada espinhosa, queratinização e 
glândulas sudoríparas.
 7° mês: desenvolvimento do canal sudoríparo
 9° mês: ducto excretor atinge a epiderme 
(poros).
 3 ESTRUTURAS DA PELE
Fonte: anatomiapapelecaneta.com
 A pele é dividida em duas camadas, derme e 
epiderme, mais a hipoderme, e anexos, apresentando 
funções distintas:
 Epiderme: é a mais externa e principal barreira de 
defesa
 Derme: intermediária e vascularizada
 Hipoderme: é a mais profunda, constituída de tecido 
gorduroso.
 Anexos: Glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, 
pêlos e unhas.
 3.1 Epiderme
 A epiderme é a camada mais superficial da pele, 
ou seja, a que está diretamente em contato com 
o exterior. Tendo uma espessura que varia 
conforme as partes do corpo, a epiderme é 
essencialmente constituída por células unidas 
entre si que não apresentam qualquer substância 
intercelular entre elas.
 3.2 Derme
 A derme é a camada situada logo abaixo da 
epiderme, formada por denso estroma 
fibroelástico de tecido conectivo em meio a 
uma substância fundamental, que serve de 
suporte para extensas redes vasculares e 
nervosas, e anexos cutâneos que derivam da 
epiderme.
 Os principais componentes da derme incluem o 
colágeno (70 a 80%) para resistência, a 
elastina (1 a 3%) para elasticidade e os 
proteoglicanos, que constituem a substância 
amorfa em torno das fibras colágenas e 
elásticas.
 3.3 Hipoderme
 A hipoderme ou panículo adiposo é a camada 
mais profunda da pele e está organizada em 
lóbulos de gordura divididos por septos fibrosos 
compostos de colágeno, por onde correm 
vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. Une a 
derme à fáscia profunda subjacente, absorve 
choques e funciona como isolante térmico.
 3.4 Anexos cutâneos
 Os anexos da pele são estruturas derivadas do 
ectoderma, como pelos, as unhas e as 
glândulas sudoríparas e sebáceas.
 A complexidade estrutural da pele, constituída 
por grande diversidade de células, com 
especificidades funcionais, confere a 
capacidade de executar:
 Funções metabólicas e de proteção contra 
agentes nocivos químicos, físicos ou biológicos;
 Regulação da temperatura;
 Síntese de vitamina D;
 Percepção sensorial;
 Possibilita a identificação de pessoas, características 
faciais e cor da pele;
 Comunicação, através de expressões faciais e emissão 
de sinais emocionais;
 Papel importante no processo de cicatrização de feridas;
 Manifestação de sinais que indicam o estado clínico da 
pessoa;
 Sofre modificações ao longo do desenvolvimento, 
sua aparência difere entre as faixas etárias, são 
influenciadas pelos hábitos de vida, ambiente e 
cultura.
 Pelos: Se originam de uma invaginação da 
epiderme, o folículo piloso. São visíveis 
externamente por sua haste e estão distribuídos 
por quase todo o corpo. Em certas regiões 
exercem papel de proteção, principalmente nas 
aberturas do corpo.
 As unhas são lâminas córneas formadas pela 
camada córnea. Em sua extremidade proximal 
uma estreita prega da epiderme se estende, 
formando o eponíquio (cutícula). Possuem 
coloração rosada e crescem cerca de 1 mm por 
semana.
 Glândulas sebáceas: São encontradas 
anexas aos pelos em todas as regiões do 
corpo, sendo mais numerosas, mas de menor 
volume, nas regiões onde os pelos são 
abundantes. Sua secreção é uma mistura 
complexa de lipídios cuja função é a 
lubrificação da pele, além da ação bactericida.
 Glândulas sudoríparas: Distribuem-se em 
quase todo o corpo. Seu número varia em cada 
região e diminui com a idade. A estimulação 
dos nervos simpáticos faz com que estas 
glândulas secretem um fluido de cloreto de 
sódio, ureia, sulfatos e fosfatos a depender de 
fatores como temperatura e umidade do meio e 
atividade muscular.
 3.5 Junção dermoepidérmica
 A junção da epiderme e da derme é chamada 
de dermoepidérmica, onde a epiderme se 
encontra na direção da derme, formando as 
cristas epidérmicas. As cristas epidérmicas 
aumentama superfície de contato entre as 
duas camadas e tem como função facilitar a 
nutrição das células epidérmicas por meio dos 
vasos sanguíneos da derme.
 4 FISIOLOGIA DA PELE
 4.1 Epiderme
 A epiderme consiste em um epitélio pavimentoso 
estratificado e queratinizado, de origem 
ectodérmica. Sua espessura varia 
aproximadamente de 0,04 a 1,5 mm de acordo 
com a topografia; 95% das células que compõem 
a epiderme são queratinócitos organizados em 
quatro camadas que se renovam continuamente. 
São elas: camada basal ou germinativa, camada 
espinhosa, camada granulosa e camada córnea.
 A camada mais profunda, a basal, apresenta 
atividade mitótica, e os queratinócitos 
resultantes da divisão celular sofrem 
diferenciação à medida que são empurrados 
para as camadas mais superiores, sintetizando 
quantidade crescente de queratina no seu 
citoplasma. O tempo de maturação de uma 
célula basal até atingir a camada córnea é de 
aproximadamente 26 dias.
 As camadas da epiderme estão dispostas de 
modo que sua superfície é relativamente plana, 
com exceção das áreas das pregas cutâneas, 
submetidas a extensões e contrações. A base 
da epiderme é sinuosa, formada por cones 
epidérmicos que se projetam na derme e 
encontram-se intercalados com projeções 
digitiformes da derme denominadas papilas. 
 Essa disposição confere grande adesão da 
epiderme com a derme e maior superfície de 
contato entre elas, permitindo uma área eficaz 
de troca entre esses dois componentes, já que 
a epiderme é avascular e sua nutrição deriva 
dos capilares dérmicos.
 Intercalados entre os queratinócitos, há outros 
tipos celulares, como os melanócitos, as 
células de Langerhans e as células de Merkel.
 Camada Basal: É a camada mais profunda da 
epiderme, delimitando-se com a derme. É constituída 
habitualmente por única camada de queratinócitos que 
possuem citoplasma basófilo e núcleos grandes, 
alongados, ovais e hipercromáticos, em contínua 
divisão mitótica. Através da qual essas células recebem 
os elementos necessários para a sua nutrição. Células 
estas que estão em constante divisão, ou seja, à 
medida que se multiplicam, as novas vão empurrando 
as mais antigas em direção à superfície, de modo a que 
estas passem a pertencer a outras camadas.
 Camada Espinhosa ou Malpighiana: É formada 
por várias células provenientes da camada basal 
que, à medida que as novas células profundas vão 
nascendo, se vão deslocando para o exterior. As 
mais profundas são as arredondadas, enquanto 
que as que estão mais próximas da superfície são 
mais planas.
 Situa-se logo acima da camada basal e é formada 
por 5 a 10 camadas de queratinócitos com 
configuração poliédrica, achatando-se 
progressivamente em direção à superfície, com seus 
maiores eixos paralelos a esta.
 As células espinhosas estão unidas mecanicamente 
entre si e às células basais subjacentes por meio de 
pontes intercelulares denominadas 
desmossomos,estruturas complexas que conferem à 
pele resistência a traumas mecânicos.
 Na camada basal, há apenas uma placa de 
aderência ligando a membrana plasmática das 
células basais à membrana basal; essas estruturas 
de adesão são chamadas hemidesmossomos. 
Anormalidades dos desmossomos causam 
separação das células (acantólise), com formação 
de bolhas ou vesículas na epiderme. É o que 
ocorre em doenças autoimunes como pênfigo 
foliáceo e pênfigo vulgar, onde há produção de 
anticorpos contra as desmogleínas 1 e 3 
(constituintes dosdesmossomos), respectivamente.
 Camada Granulosa: É formada por uma ou duas 
filas de células muito planas em que é possível 
apreciar alguns grânulos, nos quais é elaborada a 
queratina, a proteína fibrosa que garante à pele a 
sua peculiar consistência. Embora estas células, 
durante a sua maturação, produzam queratina, em 
simultâneo vão igualmente perdendo o seu núcleo 
e os restantes elementos intracelulares, o que 
proporciona a perda da sua vitalidade.
 É composta por uma a três camadas achatadas de 
queratinócitos com formato losangulare citoplasma 
repleto de grânulos de querato-hialina, que dá 
origem à filagrina, importante componente do 
envelope das células corneificadas.
 Na pele da região palmoplantar, há uma camada 
adicional entre as camadas granulosa e córnea 
denominada estrato lúcido. Suas células são 
anucleadas e formam uma faixa clara e homogênea, 
fortemente coradas pela eosina à microscopia óptica.
 Camada Córnea: É a camada mais superficial da 
pele. Sua espessura é variável de acordo com a 
topografia anatômica, sendo maior nas palmas e 
plantas. O processo de maturação dos 
queratinócitos está completo no estrato córneo, 
apresentando células anucleadas com um sistema 
de filamentos de queratina imerso em uma matriz 
contínua circundada por membrana celular 
espessada.
 É a camada mais externa da epiderme, sendo 
formada por várias filas de células repletas de 
queratina que, entretanto, já perderam o seu núcleo 
e que não desempenham qualquer atividade vital, 
sendo por isso células mortas.
 Camada lúcida: Apenas presente na pele das 
palmas das mãos e na planta dos pés, é 
constituído por uma ou duas filas de células 
planas e praticamente transparentes que, 
embora ainda conservem o núcleo, não 
desempenham qualquer atividade essencial.
 Melanócitos: São células dendríticas de origem 
ectodérmica que sintetizam pigmento melânico. 
Localizam-se na camada basal e seus dendritos 
estendem-se por longas distâncias na epiderme, 
estando em contato com muitos queratinócitos 
para os quais transfere melanina. O melanócito e 
os queratinócitos com os quais se relaciona 
constituem as unidades epidermomelânicas da 
pele, numa proporção de 1 para 36, 
respectivamente.
 Células de Langerhans: São células dendríticas 
originadas na medula óssea que constituem 2 a 
8% das células da epiderme e localizam-se na 
camada espinhosa. Na microscopia eletrônica, são 
caracterizadas por estruturas citoplasmáticas 
denominadas grânulos de Birbeck, que se 
assemelham a uma raquete de tênis. Têm função 
imunológica, como células apresentadoras de 
antígenos aos linfócitos T.
 Células de Merkel: São células de origem 
controversa encontradas nas extremidades distais 
dos dedos, lábios, gengivas e bainha externa dos 
folículos pilosos. Alguns acreditam que sejam de 
origem neuroendócrina, pois apresentam grânulos 
intracitoplasmáticos com substâncias 
neurotransmissoras e estão em contato íntimo com 
fibras nervosas da derme, constituindo os discos de 
Merkel, que provavelmente são receptores.
 Junção Dermoepidérmica: As células da camada 
basal da epiderme repousam sobre uma estrutura 
chamada membrana basal. À microscopia óptica, essa 
zona limítrofe (corada pelo ácido periódico de Schiff 
(PAS)), revela uma delgada zona uniforme de reação 
intensa. A zona da membrana basal é constituída por 
quatro áreas distintas: a membrana celular da célula 
basal; a lâmina lúcida, sob a membrana plasmática dos 
queratinócitos basais, com seus hemidesmossomos; a 
lâmina densa, formada por colágeno tipo IV; e a lâmina 
fibrorreticular, que se continua com a derme subjacente.
 A função da zona da membrana basal é fornecer a 
ancoragem e a adesão da epiderme com a derme, 
mantendo a permeabilidade nas trocas entre estes 
dois componentes e atuando como filtro para a 
transferência de materiais e células inflamatórias ou 
neoplásicas.
 Várias doenças mecanobolhosas hereditárias e 
autoimunes envolvem a separação e a formação de 
bolhas em vários níveis da junção dermoepidérmica, 
como epidermólise bolhosa, penfigoide bolhoso, 
penfigoide gestacional e lúpus eritematoso bolhoso.
 4.2 Derme
 A derme divide-se em papilar (mais externa), reticular 
(mais interna) e derme perianexial. A derme papilar é 
mais delgada, altamente vascularizada e preenche as 
concavidades entre as cristas epidérmicas, dando 
origem às papilas ou cristas dérmicas. É formada por 
feixes delicados de fibras colágenas (principalmente 
do tipo III) eelásticas, dispostas em uma rede frouxa, 
circundada por abundante gel de 
mucopolissacarídeos.
 A derme reticular compõe a maior parte da 
espessura da derme, está abaixo do nível das 
cristas epidérmicas e é constituída de fibras 
colágenas (principalmente do tipo I) entrelaçadas, 
além de fibras elásticas que estão dispostas 
paralelamente à superfície da pele. A derme 
perianexial tem a mesma estrutura da derme 
papilar, mas localiza-se em torno dos anexos 
cutâneos.
 O sistema elástico, que permeia as fibras 
colágenas das dermes papilar e reticular, é 
responsável pela elasticidade cutânea, ou seja, 
capacidade da pele de retornar à posição original 
quando submetida ao estiramento.
 A derme contém população mista de células, incluindo 
fibroblastos (que se encarregam da produção das fibras e 
da matriz extracelular, embora existam outras igualmente 
muito importantes, como os histiócitos ou macrófagos, 
células dotadas de mobilidade pertencentes ao sistema 
imunitário com a missão de eliminarem os micro- 
organismos, que eventualmente possam ter chegado à 
derme, e devorarem as restantes células mortas e 
resíduas), fibrócitos, macrófagos teciduais, melanófagos 
mastócitos e leucócitos sanguíneos (como neutrófilos, 
eosinófilos, linfócitos, monócitos e plasmócitos).
 É a derme que acolhe as glândulas sudoríparas, as 
glândulas sebáceas e os folículos pilosos e é 
através dela que circulam os vasos sanguíneos que 
nutrem as células superficiais da pele e as fibras 
nervosas responsáveis pela sensibilidade cutânea.
 4.3 Hipoderme
 A hipoderme é a camada mais profunda da pele, 
apesar de ter limites muito pouco definidos com a 
derme e de ser composta por elementos comuns. A 
espessura da hipoderme varia de pessoa para 
pessoa e também conforme as várias regiões do 
corpo, já que esta camada é bastante espessa em 
várias áreas e praticamente inexistente noutras, 
como por exemplo, nas pálpebras.
 Os principais componentes da hipoderme são os 
adipócitos, células especializadas na síntese e 
acumulação de gorduras. Estes adipócitos, que 
constituem a principal reserva de energia do 
organismo, encontram-se agrupados em 
pequenos lóbulos separados entre si por finos 
septos de tecido conjuntivo através dos quais 
circulam os vasos sanguíneos e as fibras 
nervosas.
 5 VASCULARIZAÇÃO
 O suprimento vascular da pele é limitado à derme e 
constitui-se de um plexo profundo em conexão com 
um plexo superficial. Estes plexos correm paralelos 
à superfície cutânea e estão ligados por vasos 
comunicantes dispostos perpendicularmente.
 O plexo superficial situa-se na porção superficial da 
derme reticular, com arteríolas pequenas das quais 
partem alças capilares que ascendem até o topo de 
cada papila dérmica e retornam como capilares 
venosos.
 O plexo profundo situa-se na base da derme 
reticular e é composto por arteríolas e vênulas de 
paredes mais espessas. Há ligação íntima entre os 
plexos por meio dos vasos comunicantes, e o 
controle do fluxo sanguíneo dérmico por esses 
vasos contribui para o controle da temperatura 
corpórea.
 5.1 Inervação
 A inervação da pele é abundante e constituída por 
nervos motores autonômicos e por nervos sensoriais 
somáticos.
 O sistema autonômico é composto por fibras 
simpáticas e é responsável pela piloereção, 
constrição da vasculatura cutânea e secreção do 
suor. As fibras que inervam as glândulas écrinas são 
simpáticas, mas têm como neurotransmissor a 
acetilcolina.
 O sistema somático é responsável pelas sensações de 
dor, prurido, tato suave,tato discriminativo, pressão, 
vibração, propriocepção e térmica. Os nervos sensitivos 
têm receptores especializados divididos funcionalmente 
em mecanorreceptores,termorreceptores e nociceptores. 
Morfologicamente, estes receptores podem constituir 
estruturas especializadas, como:
 Corpúsculos de Vater-Pacini, nas regiões 
palmoplantares, específicos para pressão e vibração;
 Corpúsculos de Meissner, nas polpas dos dedos, 
específicos para o tato;
 Corpúsculos de Krause, nas áreas de transição 
entre pele e mucosas,sensíveis ao frio;
 Corpúsculos de Ruffini, sensíveis ao calor.
 Podem também ser desprovidos de características 
estruturais específicas, que são as terminações 
nervosas livres responsáveis pela sensibilidade da 
dor, prurido e parte da térmica.
 6 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA PELE
 Estrato Córneo: é a camada mais superficial, 
composta por células mortas (corneócitos), 
repletas de queratina. Possui substância cerosa 
(colesterol,aminoácidos, polipeptídeos, derivados 
lipídicos), produtos de degradação núcleo 
citoplasmático, hidratos de carbono e proteínas 
celulares, aminoácido, açúcares, ácido úrico e 
água.
 Estrato Granuloso: composto por queratohialina 
(proteína refletora da luz e que dá opacidade à pele). 
São células vivas.
 Estrato Espinhoso: encontram-se os desmossomas, 
estruturas responsáveis pela estabilidade da 
epiderme contra distorções mecânicas e os 
queratinócitos, células fundamentais para a coloração 
da pele. Possui camadas de queratinócitos 
(queratinização) e camadas profundas (grânulos de 
melanina). Glicogênio (funções metabólicas e 
reprodução de células epidérmicas).
 Estrato Basal: onde ocorre a síntese de lipídios e 
de proteínas (queratinização). Divisão celular ativa 
com deslocamento de células para a superfície.
 7 TERMORREGULAÇÃO
 As várias estruturas da pele exercem funções 
primordiais para a sobrevivência do organismo. 
São elas:
 O estrato córneo atua como barreira para a perda 
de água das camadas epidérmicas internas e para 
lesão proveniente do ambiente externo, como a 
entrada de agentes tóxicos e micro-organismos.
 Os melanócitos exercem proteção contra os efeitos 
indesejáveis da radiação solar ultravioleta por meio da 
melanina, que a absorve amplamente.
 Os nervos dérmicos têm a importante função de percepção do 
meio.
 As fibras colágenas e elásticas da derme e sua substância 
fundamental conferem à pele propriedades viscoelásticas e de 
resistência que a protegem contra as forças de cisalhamento.
 A termorregulação se dá pela extensa rede vascular cutânea, 
através do controle do fluxo sanguíneo, e pelas glândulas 
sudoríparas écrinas, cuja secreção proporciona o resfriamento 
por evaporação a partir da superfície da pele.
 O papel da pele na proteção imunológica do 
organismo se deve principalmente à célula de 
Langerhans, que participa de várias reações 
imunológicas,inclusive na interação macrófago-
célula T e nas interações entre linfócitos T e B.
 A pele desempenha uma função endócrina, pois 
a ação da radiação ultravioleta sobre o 7 
deidrocolesterol nos ceratinócitos forma a 
vitamina D3, que estimula a absorção de cálcio e 
fosfato no intestino.
 8 GLÂNDULAS
 As glândulas sebáceas são glândulas 
microscópicas formadas por um número variável 
de lóbulos composto por dois tipos de células 
epiteliais. As células epiteliais de reserva situado 
na periferia da glândula, constituído por até duas 
camadas de células cuboides, e as células 
sebáceas, em fase de maturação com os 
sebócitos localizados em região central da 
glândula.
 As glândulas sebáceas são glândulas holócrinas cuja 
função é produzir o sebo, que é uma combinação de 
ésteres de cera, esqualeno, ésteres de colesterol e 
triglicérides. É secretado através do ducto sebáceo 
na luz do folículo piloso e recobre a superfície 
cutânea, atuando como lubrificante natural do pelo, 
além de evitar a perda de água pela camada córnea, 
proteger contra excesso de água na superfície e ter 
ação bactericida e antifúngica. Ocorrem por toda a 
pele, exceto na região palmoplantar, e seu controle é 
hormonal, especialmente andrógeno.
 ação bactericida e antifúngica. Ocorrem por toda 
a pele, exceto na região
 palmoplantar, e seu controle é hormonal, 
especialmente andrógeno.
Composição aproximada da secreção sebácea humana:
 Ácidos graxos livres: 28 - 30%
 Triglicérides: 32 - 25%
Ceras: 14 - 25%
 Colesterol: 4 - 5%
 Ésteres: 4 - 5%
 Esqualeno: 4 - 5%
 Outros hidrocarbonetos: 8 - 14 %
 Esteroides: 9 - 10 %
Manto hidrolipídico da superfície cutânea: Triglicérides; 
Colesterol; Ceras;Traços de fosfolipídios
Fatores que influenciam no controle da secreção e excreção 
sebácea
 Fricções repetidas;
 Temperatura;
 cutânea;
 Restrição
 calórica;
 Idade;
 Hormônios; Influência neurológica.
 8.2 Glândulas sudoríparas
 A glândula sudorípara é um tipo de glândula 
exócrina, ou seja, libera sua secreção por meio de 
ductos na superfície livre do corpo (superfície do 
corpo ou luzde órgãos). Graças a essa 
característica, podemos dividir a glândula 
sudorípara em duas porções: a condutora e a 
secretora. Em relação à forma da porção 
secretora,essa glândula é classificada como 
tubulosa enovelada.
 Estão localizadas em toda a superfície cutânea, 
exceto nas áreas de pele modificada, como os 
lábios, os leitos ungueais e a glande. Participam 
da termorregulação, produzindo suor hipotônico 
que evapora durante o calor ou estresse 
emocional.
 A glândula sudorípara pode ser classificada em 
dois tipos: glândulas sudoríparas écrinas e 
apócrinas. As écrinas são aquelas que liberam 
sua secreção sem que haja perda do citoplasma 
da célula secretora. Já as apócrinas eliminam 
secreção com porções do citoplasma.
 As glândulas sudoríparas écrinas, também 
chamadas de merócrinas, são as mais frequentes, 
não sendo encontradas apenas nos lábios, leitos 
ungueais e tímpanos. São constituídas por uma 
porção secretora com células escuras e claras.
 As células escuras produzem glicoproteínas, 
enquanto as claras eliminam a porção aquosa do 
suor. A secreção das glândulas écrinas é eliminada 
diretamente na superfície do corpo humano.
 As glândulas sudoríparas apócrinas derivam da epiderme e fazem 
parte da unidade pilossebácea, desembocando, em geral, nos 
folículos pilosos. Localizam-se nas axilas, escroto, prepúcio, pequenos 
lábios, mamilos e região perineal, além de, modificadamente, nas 
pálpebras (glândulas de Moll), mamas (glândulas mamárias) e 
conduto auditivo externo (glândulas ceruminosas). Produzem 
secreção viscosa e leitosa constituída de proteínas, açúcares, amônio 
e ácidos graxos; é inodora quando atinge a superfície, mas as 
bactérias a decompõem, causando odor desagradável.
 São inervadas por fibras nervosas simpáticas e estão sob controle dos 
hormônios sexuais. Sua função provavelmente representa vestígios de 
espécies inferiores, cuja comunicação sexual se dá por meio de 
substâncias químicas.
Composição aproximada da secreção de 
glândulas sudoríparas:
 Aminoácidos: 40,0%; Lactatos: 12,0%; Ureia: 7,0%; 
Amônia: 1,5%; Ácido úrico: 1,5%; Creatinina: 1,5%; 
Glicosamina: 1,5%; Fosfatos e cloretos: 18,5%; 
Açúcares: 8,0%; Peptídeos: 8,0%; Outros: 8,0%.
 9 UNHAS
 São placas córneas localizadas no dorso das 
falanges distais dos quirodáctilos e pododáctilos. 
São compostas por quatro partes: a raiz, parte 
proximal recoberta por uma prega de pele chamada 
de prega ungueal proximal; a lâmina, que está 
aderida sobre o leito ungueal; as dobras laterais, 
que cobrem as bordas laterais da lâmina ungueal; e 
a borda livre.
 No leito ungueal, a epiderme apresenta somente a 
camada basal, que se torna opaca na sua parte 
proximal, formando a lúnula. Aí encontra-se a 
matriz, que tem intensa atividade proliferativa e é 
responsável pelo crescimento da unha.
 Função protetora. São células queratinizadas 
constituídas de formações epidérmicas córneas 
(dorso da 3a falange dos dedos). Inicia-se na 20° 
semana.
 Composição química: rica em Co, Mn, Zn, Fe e 
Ca, fosfolipídios.
 Dureza: alto teor de enxofre.
 Funções: Proteção da porção distal, facilitando 
movimentos finos, capacitando a apreensão de 
pequenos objetos.
 Crescimento mais rápido: durante o dia, 
gravidez, mão direita, jovens, unhas das mãos, 2°, 
3° e 4° dedos, homens, psoríase, hipertireoidismo.
 Crescimento mais lento: à noite, recém-nascidos, 
mão esquerda, idosos,unhas dos pés, inverno, 
polegar e 5° dedo, mulheres, imobilização dos 
dedos,metotrexate hipotireoidismo, desnutrição.
 Queratinização: Processo no qual se formam as 
proteínas características do pêlo, unhas e da 
epiderme; Oxidação (duas moléculas de cisteína) 
forma 1 molécula de cistina; Queratina (principal 
componente da capa córnea).
 Curiosidades das unhas: Crescem: 0,1 mm ao 
dia; 3,0 mm ao mês e aproximadamente 1,0 cm a 
cada três meses.
 Unhas pés: crescem 1/3 da taxa de crescimento 
das unhas das mãos e levam de 8 a 12 meses 
para se renovar; Espessura: 0,5 a 0,75 mm.
 10 UNIDADE PILISSEBÁCEA
 Unidade Pilossebácea: As unidades 
pilossebáceas são encontradas sobre toda a 
superfície da pele, exceto nas regiões 
palmoplantares, nos lábios e na glande. 
Compõem-se de uma haste pilosa circundada por 
bainha epitelial contínua com a epiderme, uma 
glândula sebácea, musculatura lisa piloeretora e, 
em certas regiões corpóreas, ducto excretor de 
uma glândula apócrina que desemboca acima da 
glândula sebácea.
 A haste pilosa é a parte do pelo que se projeta para 
fora da pele, e sua raiz é a região que fica dentro da 
pele. A haste é composta por cutícula externa, córtex 
intermediário e medula. A bainha epitelial da raiz 
divide-se em bainhas radiculares externas e internas. 
A externa dá continuidade às células da camada 
espinhosa da epiderme superficial, e a interna é 
formada por três camadas celulares distintas: camada 
de Henle, camada de Huxley e cutícula, formada por 
escamas que se entrelaçam com as escamas da 
cutícula do pelo.
 Na porção mais inferior do folículo piloso, há uma 
expansão chamada de bulbo piloso, que contém a 
matriz do pelo. Nela ocorre a atividade mitótica do 
pelo e encontram-se os melanócitos, sendo, 
portanto, responsável pelo crescimento e 
pigmentação do pelo.
 Há dois tipos de pelo: o lanugo ou pelo fetal, que 
são curtos, delicados e claros,idênticos aos pelos 
do adulto; e o terminal, mais grosso, escuro e 
grande, encontrado nas axilas, cabelos, barba e 
região púbica.
 Os pelos não crescem continuamente, e sim de 
maneira cíclica, podendo-se identificar três fases 
distintas:
 Anágena: fase de crescimento ativo, com duração 
de 2 a 3 anos; corresponde a 85% dos cabelos;
 Catágena: fase de involução, com duração de três 
semanas; corresponde a 1% dos cabelos;
 Telógena: fase de queda, com duração de 3 a 4 
meses; corresponde a 14% dos cabelos.
 11 SISTEMA PIGMENTAR
 Melanina: pigmento contido em organelas 
intracelulares denominadas melanossomas. É um 
pigmento de cor marrom escura, produzido por uma 
célula especial chamada melanócito, que se encontra 
na camada germinativa da epiderme.
 Os melanócitos têm como função produzir os grãos de 
melanina. Estes grãos migram das ramificações dos 
melanócitos para o interior de células vivas da 
epiderme. Dentro destas células, os grãos de 
melanina se localizam em uma posição muito especial 
do citoplasma, isto é, sobre o núcleo da célula.
 O melanócito sintetiza a melanina a partir da 
tirosina. O melanócito a partir da tirosinase, uma 
enzima cobre-dependente, promove a hidroxilação 
em C3 do núcleo fenólico da tirosina levando à 
formação da DOPA. A ausência congênita de 
tirosinase,que é um distúrbio autossômico 
recessivo, gera o albinismo.
 Então, a partir da oxidação da DOPA por um 
processo de ciclização envolvendo uma quinona é 
gerado um polímero quinoide que é a melanina. A 
melanogênese: a tirosinase é sintetizada no 
retículo endoplasmático rugoso e armazenada em 
vesículas do aparelho de Golgi. Quando a síntese 
de melanina se completa nomelanossomo, quando 
não há mais atividade enzimática está pronto o 
grão de melanina.
 A perda do poder melanogênico dá-se por 
mecanismos intrínsecos aos melanócitos do bulbo 
piloso, não havendo alteração dos melanócitos da 
epiderme.
 Ocorre na fase da catagênese, onde cessa a 
atividadeda papila dérmica, quando começa a fase 
de repouso fisiológico, paralisando então, o processo 
da transcrição do código de síntese da tirosinase.
 Sabe-se que a atividade celular no bulbo é cíclica, 
então todo o processamento bioquímico paralisa, bem 
como a síntese de pigmento pelo melanócito.
 Papel Fisiológico da melanina: Coloração 
cutânea e fotoproteção, contra a radiação, 
principalmente UV.
 Unidade Melânica epidérmica: contém 36 
queratinócitos e 1 melanócito.
 12 TIPOS DE PELE
 12.1 Pele seca
 Comum a partir dos 35 anos;
 Fina, esticada e sensível, tem tendência a escamações;
 Pouco brilho;
 Poros pouco aparentes, praticamente invisíveis;
 Tendência a apresentar rugas precoces ao redor de olhos e boca;
 Aparência opaca, devido à falta de umidade natural;
 Seca em todo o rosto e as bochechas repuxam (deficiência de 
produção das
 glândulas sebácea);
 Não se deve confundir pele seca com pele 
desidratada, pois a pele seca é por falta de 
gorduras e não por falta de umidade. Possuem 
hipersensibilidade aos produtos alcalinos, sabão 
comum, ventos, sol, entre outros.
 Irrita-se facilmente e está sempre sujeita a 
descamação e rachaduras, por este motivo tem 
facilidade para enrugar-se precocemente.
 Evitar as limpezas frequentes com produtos 
alcalinos, excesso de maquilagem e exposição 
demorada ao sol e vento.
 São utilizados extratos de camomila nas 
concentrações de 2% onde está possui ação tópica 
anti-inflamatória, antialérgica, descongestionante e 
refrescante.
 Podemos utilizar também o extrato de jojoba nas 
concentrações de 1 a 5% como emoliente principal.
 12.2 Pele oleosa
 Comum entre os 15 e 35 anos;
 É muito brilhante, espessa e gordurosa com 
tendência a cravos e espinhas,principalmente na 
zona T (testa, nariz e queixo). As impurezas 
penetram com muita facilidade nos poros dilatados 
provocando o aparecimento de espinhas e de 
cravos.
 Poros dilatados e visíveis, em geral obstruídos 
pela hiperatividade das glândulas sebáceas. Existe 
nela, um processo de excesso de secreção 
sebácea, motivando na maioria das vezes por 
desequilíbrio hormonal ou endócrino. As 
ansiedades e choques nervosos desequilibram o 
sistema glandular.
 Poucas rugas, porém, profundas.
 Deve ser mantida sempre bem limpa.
 12.3 Pele Normal
 A pele normal é sedosa;
 Poros fechados e sem cravos;
 Não brilha, nem repuxa;
 Possui uma textura aveludada;
 A pele normal não exige nenhum tratamento. Os 
cuidados são destinados apenas para sua 
conservação. Deve evitar excessos de maquilagem e 
hidratá-la pela manhã e noite, suavemente com as 
pontas dos dedos.
 12.4 Pele Mista
 Apresenta oleosidade na Zona T (testa, nariz e queixo), e 
mais seca ou normal nas maças do rosto e ao redor dos 
olhos.
 Este grupo pertence à maioria das pessoas.
 Para amenizar os sinais, em primeiro lugar faça uma 
compressa com água de rosas ou de Hamamélis no nariz, 
testa e queixo, para reduzir a oleosidade. Deixe um 
algodão embebido com um desses líquidos por alguns 
minutos sobre a pele. A limpeza de pele também é 
recomendada, para amenizar os sinais de oleosidade.
 12.5 Pele Sensível
 Pele delicada que manifesta, esporadicamente, reação 
irritativa; A pele normal ou mista pode ser sensível, assim 
como a oleosa e a seca; Fatores como sol, estresse, 
poluição e idade podem estimular a sensibilidade; 
Modificações cutâneas na gravidez; Modificação da 
textura cutânea; Aumento da pigmentação; Eritema 
palmar;Secreções glandulares (sebáceas e exócrinas); 
Estrias atróficas (conteúdo hídrico na derme e 
hipoderme).
 Melhor adaptação às mudanças fisiológicas.
 Cuidados recomendados para pele sensível: 
Suspenda o uso de qualquer produto que cause 
desconforto ou queimação;
 Seque suavemente a área afetada e evite atrito 
com roupas, toalhas e esfoliantes;
 Escolha produtos próprios para peles sensíveis, sem 
fragrâncias e, para o couro cabeludo, shampoos sem 
surfactantes irritantes;
 Evite banhos quentes e muito vapor no banheiro;
 Use filtro solar com FPS 30, no mínimo, e amplo 
espectro;
 Diminua o consumo de álcool, pimentas, café e 
alimentos condimentados;
 Use sabonetes neutros, sem parabenos, fragrâncias, 
álcool ou qualquer outro tipo de substância reativa;
 Hidratantes são obrigatórios porque nutrem, 
diminuem as irritações, além de restaurarem a 
barreira da pele. É importante reaplicar durante o 
dia, especialmente quando estiver exposto a um 
clima muito extremo, como calor ou frio - incluindo 
ar-condicionado.
 13 BARREIRA EPIDÉRMICA VS 
PERMEABILIDADE DA SUPERFÍCIE CUTÂNEA
A epiderme possui membrana carregada 
negativamente; essencialmente impermeável aos 
eletrólitos (penetração de sais é desprezível). Cerca 
de 70% das substâncias aplicadas na pele não 
ultrapassam nem o estrato córneo à uma 
consideração importante ao desenvolver um 
cosmético.
13.1 Via de penetração
Folículo pilossebáceo (mais importante);
Compostos lipossolúveis possuem grande poder de 
penetração;
Tipos de permeabilidade cutânea;
Penetração cutânea: apenas se infiltram entre as camadas 
da epiderme;
Embebição: simples penetração nas estruturas epidérmicas 
superficiais.
Absorção cutânea: substância infiltra até a derme à 
circulação sanguínea e
linfática a efeitos sistêmicos.
Embebição: simples penetração nas estruturas 
epidérmicas superficiais.
Absorção cutânea: substância infiltra até a derme à 
circulação sanguínea e linfática a efeitos sistêmicos.
Absorção deposição, com ou sem união química, 
sobre a superfície cutânea
(porção mais superficial dos anexos).
Reabsorção: captação de substâncias por tecidos, 
vasos sanguíneos,
linfáticos.
13.2 Condições da superfície da pele
Maior a espessura à dificuldade penetração;
Vias foliculares e glandulares à permeabilidade;
Fatores que influenciam a absorção percutânea;
Ph cutâneo e tipo de pele; Carga elétrica das 
substâncias que compõe a pele;
Natureza das substâncias: Lipossolúveis à 
penetram através de canais pilo – sebáceos e via 
intercelular. Hidrossolúveis à canal sudoríparo à 
pequeno à dificuldade de penetração. Via intercelular 
à dificultada pela emulsão epicutânea; Oxidação e 
redução das substâncias que atravessam a pele; 
Tamanho e peso molecular.
Tipo de veículo que se emprega: Emulsões se 
identificam com as emulsões epicutâneas.
13.3 Técnicas para aumentar a penetração
Desengorduramento superficial; Massagem; Calor; 
Hidratação; Esfoliação; Eletrólitos à íons positivos 
penetram mais fácil; Ionização à corrente galvânica a 
introduzidas por iontoforese à pilocarpina quando 
ionizada aumenta 10x a capacidade de penetração.
13.4 Mecanismo de Umectação da Capa Córnea
Manto lipídico da superfície cutânea (deduz-se que ele esteja em 
estado de emulsão);
A pele (funções fisiológicas) requer lipídeos e umectação;Quando se 
dissolvem os constituintes presentes na epiderme (fatores de 
umectação natural - NMF) ocorre perda da flexibilidade cutânea.
Composição dos NMF (Fator natural de umectação da pele) 
Aminoácidos Livres (glicina, serina, alanina, asparagina, ornitina, 
citrulina,
prolina, outros); Ácido pirrolidônico carboxílico; Ureia; Lactatos (sais 
sódicos); Ácido Lático, glicosamina; Sódio; Potássio; Cálcio; 
Fosfatos; Cloretos; Citratos.
13.5 Mecanismos que controlam a Hidratação e 
Lubrificação cutânea
Flexibilidade e textura cutânea (grau de hidratação da 
capa córnea da epiderme); Umidade ambiente baixa 
(capa córnea perde água); Umidade ambiente alta 
(capa córnea absorve água); Lipídeos (propriedades 
protetoras e amolecedoras); Lipídeos e suor 
(emulsão).
 14 FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO 
CUTÂNEO
 O envelhecimento é um processo irreversível, lento e 
progressivo podendo ser influenciado por fatores 
intrínsecos e extrínsecos. Também definido como 
cronológico ou verdadeiro, o intrínseco é inevitável por 
não haver o controle de acordo com a vontade do 
indivíduo. Neste caso, trata-se de um desgaste natural 
do organismo. O envelhecimentoextrínseco é causado 
por fatores externos, como poluição, radiação 
ultravioleta (UV), tabagismo, álcool, entre outros. Neste 
caso, a pele tem uma aparência mais envelhecida em 
regiões mais expostas, como face, braços e tórax.
 Apesar de todos esses fatores causarem 
agressão ao corpo, às radiações UV continuam 
sendo as que mais causam danos ao organismo 
devido a sua capacidade de degradar o colágeno 
e elastina da pele através da formação dos 
radicais livres que vão causar o estresse 
oxidativo, alterando o metabolismo celular.
 Existem também outras teorias que tentam explicar o 
processo do envelhecimento da pele. A teoria dos radicais 
livres é a mais aceita, pois acredita-se que este radical 
por ter um ou mais elétrons não pareados está associado 
a lesões celulares que desencadeiam o envelhecimento 
cutâneo, por causar danos ao DNA, além de aumentar a 
incidência de câncer. Este fato também pode estar 
associado aos fatores extrínsecos que danificam a 
membrana celular causando efeitos negativos na pele, 
favorecendo a degradação das fibrilas de colágeno e 
elastina, desencadeando o envelhecimento precoce.
 Dentre as outras teorias que tentar justificar o 
envelhecimento tecidual, tem-se a do desgaste que diz que 
com o passar do tempo o corpo começa a ter vários 
pequenos gastos que causam um funcionamento debilitado 
do organismo; a autoimune relata que durante as divisões 
celulares podem acontecer mutações que ativam o sistema 
imunológico desencadeando envelhecimento devido a 
morte celular; a teoria do relógio biológico expõe que o 
organismo tem um momento no qual o corpo começará a 
envelhecer; e a última é da multiplicação cujo o número de 
divisões celulares diminui com o tempo causando o 
envelhecimento.
 Os radicais livres também participam da gênese 
do processo do envelhecimento, originando 
reações químicas, principalmente a oxidação. Tais 
reações desencadeiam processos nocivos ao 
organismo e são influenciadas por radiações, 
doenças, fumo e estresse.
 As alterações causadas pelo envelhecimento 
cronológico se expressam evidenciando uma 
pele mais fina, frágil, seca, com rugas finas e 
inelásticas. Ocorre redução dos elementos 
presentes na epiderme e consequentemente de 
sua espessura. De fato, clinicamente sua ação é 
mais suave lenta e gradual, resultando na perda 
progressiva da elasticidade, atrofia da pele e no 
aumento das linhas de expressão.
 Os principais sinais do envelhecimento são vistos 
através das rugas, aspecto seco da pele, perda de 
luminosidade e hipercromias. Todos estão 
relacionados com a diminuição da função dos 
componentes do tecido conjuntivo. As fibras de 
elastina perdem a sua elasticidade. Há aumento 
da concentração de lipídios. O colágeno fica 
enrijecido causando a diminuição do número de 
fixação da estriação longitudinal e perda de 
moléculas de água. 
 Além disso, também há a redução da substância 
fundamental amorfa dificultando a passagem de 
nutrientes. Como consequência do envelhecimento 
há também perda da função do tecido conjuntivo, 
dificuldade de aderência uniforme das células de 
gordura na tela subcutânea, as fibras de elastinas 
perdem sua função de flexibilidade e sustentação da 
pele, a menor velocidade de troca da oxigenação 
entre os tecidos somada à degeneração das fibras 
elásticas, leva a desidratação da pele e ao 
aparecimento de rugas.
16 CONCLUSÃO
 A pele é constituída estruturalmente pela 
epiderme, derme e hipoderme. A epiderme é 
abundante em queratina, formando barreira contra 
a desidratação e atrito, e melanina, que protege 
contra danos dos raios UV nas camadas mais 
internas. Colágeno, elastina e glicosaminoglicanos 
compõem a derme e influenciam respectivamente 
na firmeza, elasticidade e propriedades 
viscoelásticas.
 A pele jovem, em torno dos, geralmente apresenta-se 
uniforme quanto a cor, textura, firmeza, isenção de 
manchas e rugas, sendo estas as principais diferenças 
entre uma pele jovem e uma envelhecida. Com o 
envelhecimento, ocorre uma diminuição no nível de 
estrogênio e redução das fibras de colágeno, tornando 
a pele mais fina e sensível, manchada, levando a 
presença de rugas e células mortas, as quais vão se 
acumulando e se depositando na superfície. Ocorre 
então, formação de rugas, pele mais áspera, redução 
da elasticidade e da firmeza da pele da face.
 A higiene da pele é de suma importância não só 
no âmbito de beleza, mas como também no que 
se diz respeito à saúde. O processo diário de 
limpeza de pele deve seguir os três passos 
citados, porém os produtos utilizados deverão 
variar de acordo com cada tipo de pele. Dessa 
forma, obtêm-se o resultado esperado.
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