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GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Conceitos Não é possível traçar, exatamente, um divisor de águas entre ambos. Podemos dizer, inclusive, que há certa confusão semântica no emprego dos dois termos, pois é possível encontrar tanto um quanto o outro em caracterizações muito semelhantes no campo empresarial. Administração na visão clássica de Fayol O termo administração tem sua origem na teoria de Taylor e Fayol, ao apresentar a administração como uma das seis funções desempenhadas em uma empresa: · funções técnicas - relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa · funções comerciais - relacionadas com a compra, venda e permutação · funções financeiras - relacionadas com a procura e gerência de capitais · funções de segurança - relacionadas com a proteção e preservação de bens · equidade · - relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas · funções administrativas - relacionadas com a integração da cúpula das outras cinco funções. As funções administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas A Teoria de Fayol se assenta sobre o paradigma teórico da era moderna, ou seja, alicerçado sobre o iluminismo, que defendia como verdade toda a explicação sobre a realidade que tivesse como base a racionalidade. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Segundo os autores, nessa teoria clássica, a administração, por sua vez, carrega sete funções universais , das quais destacamos cinco: · previsão: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e previsão são os aspectos principais de um bom plano de ação · organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa · comando: leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais · coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando a sua operação e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins · controle: consiste na verificação para se certificar se todas as coisas ocorrem em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e erros no sentido de retificá-los e prevenir a ocorrência É importante salientar que a escola, por séculos, se organizou a partir do modelo industrial de produção. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Princípios da administração clássica: 1916 Escola no modelo industrial na era moderna: 1750 Escola no modelo da gestão participativa da era pós - moderna: final do séc. XX 1. Divisão do trabalho: Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. Presente As formações altamente especializadas começam a ceder espaço para formações holísticas, com maior visão do todo. 2. Autoridade e responsabilidade: A autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, a responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. Ambos devem estar equilibradas. Presente Autoridade se conquista por competência e conhecimento. A responsabilidade é compartilhada, na medida em que as decisões são coletivas: responsabilidade compartilhada. 3. Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. Presente Disciplina aqui é resignificada: da obediência cega à adequação da conduta para o bom convívio social. 4. Unidade de comando: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo. Presente Comando cede lugar à coordenação de ações. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Princípios da administração clássica: 1916 Escola no modelo industrial na era moderna: 1750 Escola no modelo da gestão participativa da era pós - moderna: final do séc. XX 5. Unidade de direção: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo. Presente Idem 6. Subordinação de interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares. Presente Presente 7. Remuneração do pessoal: em termos de retribuição, deve haver uma satisfação justa e garantida para os empregados e para a organização. Presente Ampliada: a satisfação não se dá apenas pela remuneração. Condições de trabalho e benefícios compõem esse “pacote”. 8. Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. Presente A autoridade deve ser diluída entre os responsáveis pelos processos. 9. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É o princípio de comando. Presente O princípio de comando é substituído pelas relações horizontais. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Princípios da administração clássica: 1916 Escola no modelo industrial na era moderna: 1750 Escola no modelo da gestão participativa da era pós - moderna: final do séc. XX 10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. Presente Esse modelo positivista cede lugar ao movimento e flexibilidade, inerentes aos processos de ensino/aprendizagem 11. Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal. Presente A lealdade ao superior cede lugar ao compromisso com as decisões coletivas, com a instituição. 12. Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, melhor. Presente Presente 13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso. Presente Presente 14. Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grande forças para a organização. Presente Presente, com mudança de foco: união a partir de objetivos traçados pelo grupo e não apenas para execução pelo grupo. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Embora na década de 80 os autores ainda não utilizassem o termo gestão, já havia certa preocupação em conceber a Administração como uma atividade política, comprometida com questões sociais e a não dissociação entre o pensar e o agir. É importante contextualizar que nessa época fervilhavam na sociedade as discussões a respeito da redemocratização do país, que veio a cabo com a Constituição Federal de 1988, conhecida como a constituição da redemocratização. Nesse quadro, a educação ganha uma abordagem cultural, em que busca conhecer a cultura institucional, a fim de se delinear uma administração para a emancipação. Cresce a preocupação com a não neutralidade da administração educacional, com o seu comprometimento político para a transformação da sociedade, através de uma estrutura administrativa adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses das camadas populares. Crescem as produções acadêmicas relacionadas a essa perspectiva cultural, que apontam como elementos constituintes a eleição de diretores e a instalação de colegiados para enfrentamento concreto e objetivo da questão da exclusão. Embora haja uma ausência de regulamentação mais precisa do princípio constitucional da gestão democrática, a maioria dos artigos que utilizam o termo gestão parece se aproximar de ideias como a importância dos diversos atores nas organizações constituírem seus próprios processos de gestão, a necessidade das organizações escolares serem consideradas construções humanas que apresentem conflitos e a importância de se constituírem processos informais de participação de toda comunidade escolar. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Embora na década de 80 os autores ainda não utilizassem o termo gestão, já havia certa preocupação em conceber a Administração como uma atividade política, comprometida com questões sociais e a não dissociação entre o pensar e o agir. É importante contextualizar que nessa época fervilhavam na sociedade as discussões a respeito da redemocratização do país, que veio a cabo com a Constituição Federal de 1988,conhecida como a constituição da redemocratização. Nesse quadro, a educação ganha uma abordagem cultural, em que busca conhecer a cultura institucional, a fim de se delinear uma administração para a emancipação. Cresce a preocupação com a não neutralidade da administração educacional, com o seu comprometimento político para a transformação da sociedade, através de uma estrutura administrativa adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses das camadas populares. Crescem as produções acadêmicas relacionadas a essa perspectiva cultural, que apontam como elementos constituintes a eleição de diretores e a instalação de colegiados para enfrentamento concreto e objetivo da questão da exclusão. Embora haja uma ausência de regulamentação mais precisa do princípio constitucional da gestão democrática, a maioria dos artigos que utilizam o termo gestão parece se aproximar de ideias como a importância dos diversos atores nas organizações constituírem seus próprios processos de gestão, a necessidade das organizações escolares serem consideradas construções humanas que apresentem conflitos e a importância de se constituírem processos informais de participação de toda comunidade escolar. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Alguns diferenciais na escola provada Embora a legislação que regulamenta o ensino seja a mesma tanto para o setor público quanto para o privado, é importante considerar que a escola particular conta com autonomia para compor seu organograma institucional. Isto significa que alguns cargos são imprescindíveis para que a escola obtenha autorização de funcionamento pelo Município ou Estado, porém há possibilidade de ampliar o quadro de profissionais que compõe cada setor da escola. É possível que uma equipe de gestão que, via de regra, na escola pública, é composta pelo diretor e coordenador pedagógico, na escola privada seja composta por: GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Governança Por via de regra, o contexto histórico influencia as instituições e a sociedade. O formato atual de sociedade se desenvolve em um cenário em que as grandes verdades, receitas, bulas, cedem lugar às incertezas contextuais. Tanto o conhecimento erudito quanto o científico não são mais suficientes para explicar a atualidade. Perdem força as estruturas rígidas e ganham força as capacidades humanas e, porque humanas, impregnadas de incertezas. O currículo, que se fazia a partir da reprodução de conteúdos, já não responde à efemeridade das informações, em um mundo onde informação é poder. Oportunizar acesso às fontes de informação e ensinar a fazer leituras críticas desses conteúdos, pois, numa visão neoliberalista, todos os alunos estariam em situação de equidade diante das oportunidades oferecidas pela sociedade para uma vida digna. Contudo, o fato de o Estado oferecer a todos as “mesmas oportunidades” não tem garantido um aprendizado de qualidade. Nesse quadro, surge a necessidade de reorganizar os serviços educacionais sob um novo formato, com a participação de novos atores na política educacional, para além do Estado. Os técnicos, os pedagogos e os professores, ou seja, aqueles que detém o conhecimento, por si só não respondem às indagações da sociedade sobre a escola na atual conjuntura, mas a participação dos próprios alunos, seus familiares e toda a equipe de apoio aos serviços escolares é necessária. Surge, então, na década de 60, nos Estados Unidos, o início da governança educacional, chamada, ainda, de governança escolar. Pergunta-se sob quais condições a eficácia escolar poderá ser ampliada e, nesse debate, as vantagens e desvantagens do controle comunitário, do controle da administração municipal ou das diretorias de ensino, o envolvimento dos pais, entre outros, também são discutidos. GESTÃO EDUCACIONAL: CONCEITOS E FUNÇÕES Em se tratando de sistemas de ensino, buscar evidências implica em pensar instrumentos específicos para coleta de dados sobre os resultados do trabalho nas escolas. Nesse contexto, surge a onda das avaliações institucionais, que medem resultados de aprendizagem, com grande reflexo na dinâmica de nossas escolas. Podemos citar como exemplos a Prova Brasil e a Provinha Brasil no ensino fundamental em âmbito nacional, o SARESP no ensino fundamental do Estado de São Paulo e o Enade no ensino superior. A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR Tendências atuais O cotidiano da escola, seja ela pública ou privada, está permeado por uma mescla de ações que ladeiam o ensino e a aprendizagem, de diversas naturezas. Para fins didáticos, procuramos neste texto pinçar aspectos predominantemente pedagógicos da atuação do gestor educacional, a fim de problematizar essa atuação na atualidade. Em primeiro lugar, é importante compreender de que forma procuramos categorizar e, portanto, diferenciar as ações administrativas das pedagógicas. Entendemos por ações administrativas aquelas que têm por objetivo criar condições para que o trabalho educacional propriamente dito se concretize. Nesse sentido, podemos dizer que as ações administrativas do gestor são atividades-meio para que a aprendizagem, ou seja, o resultado das ações pedagógicas, seja concretizado como atividades-fim. Por outro lado, as atividades pedagógicas criam demandas para as ações administrativas. Enquanto atividades meio desenvolvidas pelo gestor educacional para que o trabalho pedagógico aconteça, podemos citar: · O cumprimento de resolução de matrícula, a fim de acolher legalmente os novos alunos na escola, coordenando os serviços da secretaria escolar, com o intuito de formar novas turmas para o ano letivo · A manutenção dos prontuários dos alunos, deixando-os sempre atualizados para que qualquer consulta para adequação das atividades pedagógicas às necessidades dos alunos se efetivem · Zelar pela manutenção dos espaços da escola, bem como equipamentos, de modo a oferecer condições de modo a tornar viável a prática docente A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR · Manter atualizados registros sobre a aprendizagem dos alunos: avaliação da aprendizagem, avaliações institucionais, registros individuais de aproveitamento (boletins e/ou fichas de acompanhamento da aprendizagem), a fim de que decisões sobre a continuidade da vida escolar do aluno sejam tomadas com base em históricos de aprendizagem · Supervisionar registros docentes (diários de classe, planos de ação docente, planos de curso e disciplinas), através da atuação da coordenação pedagógica, para garantir que registros sobre o trabalho pedagógico sejam a base para decisões sobre a continuidade da vida escolar do aluno, bem como atestem a intencionalidade das ações pedagógicas da escola · Providenciar para que a escola disponha de material didático necessário à prática docente · Manter-se atualizado em relação à legislação de ensino e normatização referente ao sistema de ensino ao qual está subordinado, com o intuito de garantir a legalidade das ações dentro da unidade de ensino, validando a vida escolar dos alunos · Coordenar as discussões para elaboração do projeto político–pedagógico da escola, de modo a garantir sua construção coletiva · Redigir e garantir acesso público ao projeto político-pedagógico da escola, a fim de permitir que a inteira comunidade escolar possa acompanhar as ações que devem tornar exequíveis o projeto, que deve sempre ter como finalidade a aprendizagem dos alunos · Manter atualizados os registros sobre oferta e demanda de vagas, para oportunizar acesso à educação escolar à clientela, garantindo um dos princípios da educação nacional · Criar condições para oferta de aulas de apoio pedagógico aos alunos que necessitam de oportunidades de aprendizagem diferenciadas, garantindo o princípio da permanência no sistema educacional A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR · Supervisionar a frequência e pontualidade de todos os funcionáriosda unidade escolar, com a finalidade de garantir que todos os serviços da escola estejam funcionando em prol do atendimento de qualidade ao aluno · Gerenciar possíveis faltas de funcionários ao serviço, com o propósito de providenciar substituições em tempo hábil ao setor competente e, assim, garantir o atendimento ao aluno · Gerenciar a disponibilidade de recursos financeiros, para providenciar insumos necessários ao funcionamento da escola · Oportunizar, coordenar e até mesmo atuar na formação em serviço dos vários segmentos da equipe escolar A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR Podemos dizer que as ações administrativas e as ações pedagógicas da escola se mantêm num sistema de retroalimentação: A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR Fatores que podem ser responsáveis pelo sucesso educativo nas escolas Para ter uma visão de conjunto sobre todas as demandas do trabalho escolar, o gestor pode apoiar-se sobre fatores que, segundo pesquisas internacionais, podem ser responsáveis pelo sucesso educativo nas escolas: · Liderança profissional; Pode-se entender liderança em gestão educacional como um conjunto de competências que tem por objetivo mobilizar as forças de trabalho, bem como a participação da comunidade escolar, em prol da consecução dos objetivos do projeto político-pedagógico, considerando a dinâmica das relações sociais envolvidas e gerenciando conflitos através da mediação à luz dos objetivos da instituição. Ao ultrapassar a concepção de administração escolar como modelo burocrático, em direção a uma concepção de gestão educacional voltada para a formação plena das pessoas numa sociedade do conhecimento, cabe ao líder desenvolver a observação sobre: · as formas de relações que se desenvolvem na escola · as expectativas da comunidade sobre o trabalho educacional · as condições reais de trabalho · culturas que dialogam no espaço escolar · as formas de comunicação que se estabelecem na escola · as representações sobre participação que se apresentam na comunidade escolar · as relações de poder que se estabelecem na escola · os espaços de participação que se delineiam no cotidiano da escola A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR Seguem alguns modelos de liderança: · Liderança transformacional - trata-se de uma liderança assentada sobre valores, integridade e confiança compartilhados por todos na organização · Liderança transacional - focada sobre as interações entre as pessoas como maneira de manter a unidade da organização · Liderança compartilhada - típica das organizações de gestão democrática, em que as decisões são tomadas coletivamente, havendo espaço para agir com criatividade em prol dos objetivos da organização · Coliderança - aqui uma equipe de gestão se responsabiliza pela liderança geral · Liderança educativa - centrada na formação de organizações de aprendizagem, típica da escola, como organização que aprende · Liderança holística - considera todos os aspectos da realidade, com foco no desenvolvimento global e equilibrado das ações desenvolvidas na escola É possível, então, elencar algumas competências desejáveis ao líder formal. Entre elas, destacamos o ouvir, o delegar e o dividir poder. Considerando o papel que a escola exerce hoje na sociedade do conhecimento, o líder desejável é aquele que pauta suas ações a partir de um poder conquistado por referência, competência, legitimidade e informação. Estamos nos referindo a uma liderança como estratégia para aperfeiçoar a qualidade educacional, centrada nas pessoas e não nas tarefas. A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR Quais seriam, então, as características do líder participativo? A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR · Liderança e gestão de conflitos No ambiente escolar, é possível encontrar três tendências na forma de trabalhar com os conflitos: · Camuflar conflitos: seria a tentativa de “colocar embaixo do tapete”, acabar logo com o que incomoda, sem buscar suas origens · Atribuir responsabilidades pelo conflito ao aluno: aqui impera a desigualdade, em que o conflito só ocorreu por força externa à escola (o desinteresse do aluno, a ausência da família etc.) e, portanto, não é problema da escola. Contudo, o problema continua a reverberar no cotidiano da escola · Vivenciar o conflito como forma de fracasso da ação educacional: aqui o gestor e/ou professor carregam a sensação de incompetência e, novamente, essa postura de vitimização abre espaço para que o conflito se repita Essas três formas de lidar com o conflito colocam as possibilidades de intervenção em dois extremos: ou o conflito não diz respeito à escola ou é da escola, que não consegue gerenciá-lo. Portanto, é necessário visualizar uma forma alternativa de encarar essa situação. Propomos que, nesse caso, o gestor procure, junto com sua equipe, encontrar sentidos e origens para os conflitos. · Visão e metas compartilhadas pelos agentes educativos Ao definir coletivamente qual o tipo de adulto que se quer formar, todos estão implicados no processo: gestores, docentes, pais, alunos e equipes de serviços gerais. Amplia-se, então, a tarefa educativa para além dos docentes e técnicos do ensino. Na escola de hoje todos educam, ainda que muitas vezes de forma não intencional. Ao definir o tipo de adulto que se pretende formar, subentende-se o compartilhamento de uma visão educacional, bem como das metas que serão perseguidas a fim de atingir os objetivos educacionais da instituição. A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR · Ambiente de aprendizagem As últimas tendências em análise de currículo têm apontado para o fato de que os conteúdos ditos escolares vão além dos conteúdos livrescos. Ao considerar que o papel da escola hoje é de inserção no mundo da informação, ganham status de conteúdo escolar competências e habilidades como acessar e selecionar informação e compartilhar e produzir conhecimento. A aprendizagem não pode estar restrita ao ambiente da sala de aula, das salas de leitura ou mesmo aos espaços de uso das tecnologias da informação, pois requer em seu bojo o desenvolvimento da capacidade de negociação social em função da aprendizagem como produção coletiva. Aprender hoje implica um movimento interacional, coletivo. · Concentração no processo ensino-aprendizagem Embora a sociedade exija da escola um papel muito mais amplo do que o instrucional, é preciso que o gestor não perca de vista a função primeira da instituição que é dar conta do processo de ensino-aprendizagem. O acompanhamento sistemático dos resultados da aprendizagem se torna ferramenta indispensável ao trabalho do gestor, que deve voltar suas ações para fazer com que todos os alunos aprendam, respeitando suas características e necessidades individuais. · Ensino estruturado com propósitos claramente definidos Toda a comunidade escolar deve entender claramente quais são as intenções da escola, uma vez que é a própria comunidade que as define, a partir das normatizações das redes de ensino, formatando o projeto político-pedagógico da unidade. Nesse compasso, é necessário o estabelecimento de objetivos claros de ensino aprendizagem para todas as faixas etárias, em todas as áreas de ensino, registrados em planos de curso e planos de ensino a partir do Projeto Político-Pedagógico. A FUNÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DO COTIDIANO DA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA E O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR · Ambiente de aprendizagem As últimas tendências em análise de currículo têm apontado para o fato de que os conteúdos ditos escolares vão além dos conteúdos livrescos. Ao considerar que o papel da escola hoje é de inserção no mundo da informação, ganham status de conteúdo escolar competências e habilidades como acessar e selecionarinformação e compartilhar e produzir conhecimento. A aprendizagem não pode estar restrita ao ambiente da sala de aula, das salas de leitura ou mesmo aos espaços de uso das tecnologias da informação, pois requer em seu bojo o desenvolvimento da capacidade de negociação social em função da aprendizagem como produção coletiva. Aprender hoje implica um movimento interacional, coletivo. · Concentração no processo ensino-aprendizagem Embora a sociedade exija da escola um papel muito mais amplo do que o instrucional, é preciso que o gestor não perca de vista a função primeira da instituição que é dar conta do processo de ensino-aprendizagem. O acompanhamento sistemático dos resultados da aprendizagem se torna ferramenta indispensável ao trabalho do gestor, que deve voltar suas ações para fazer com que todos os alunos aprendam, respeitando suas características e necessidades individuais. · Ensino estruturado com propósitos claramente definidos Toda a comunidade escolar deve entender claramente quais são as intenções da escola, uma vez que é a própria comunidade que as define, a partir das normatizações das redes de ensino, formatando o projeto político-pedagógico da unidade. Nesse compasso, é necessário o estabelecimento de objetivos claros de ensino aprendizagem para todas as faixas etárias, em todas as áreas de ensino, registrados em planos de curso e planos de ensino a partir do Projeto Político-Pedagógico. O PROFESSOR NO CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA · Direitos e deveres dos alunos Toda instituição educativa deve ter por pressuposto que, sem vivenciar práticas que discutam direitos e deveres, não se faz educação. Assim, a escola deve se pautar sobre uma postura ética nas relações. Além disso, é imprescindível que toda comunidade escolar conheça o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a fim de zelar pela garantia dos direitos dos alunos. É importante ressaltar que o gestor tem papel protagonista nessa tarefa, explicitado pelo próprio documento, no artigo 56: Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: · Maus-tratos envolvendo seus alunos · Reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares · Elevados níveis de repetência O PROFESSOR NO CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA · Parceria família-escola Este é um dos grandes desafios para a gestão educacional: a parceria escola-família. Ideais à parte, a realidade tem demonstrado que quando a escola tem bons professores, assíduos, ambientes limpos e resultados na aprendizagem, muitas famílias entendem que não é preciso participar, já que “tudo está correndo bem...”. Na verdade, isso seria o mínimo a se esperar de qualquer escola. Nesse caso, é preciso que o gestor pense estratégias para ampliação desses horizontes, apresentando a escola como um espaço coletivo de acesso e produção de conhecimento, do qual também as famílias possam participar e se beneficiar. · Organização orientada à aprendizagem. Uma postura de orientação e direcionamento organizacional que tem chamado atenção, tanto do meio acadêmico como do meio empresarial, é a Orientação para Aprendizagem (OPA). Fundamentada nas teorias e perspectivas da Gestão do Conhecimento e da Aprendizagem Organizacional, esta postura estratégica é vinculada diretamente à cultura da organização, sendo considerada mais uma filosofia organizacional do que uma postura estratégica propriamente dita. Para obter melhor desempenho organizacional, é necessário que os gestores planejem e implementem ações que direcionem a escola para uma postura Orientada para a Aprendizagem. Selecione a função correspondente para cada descrição: Funções contábeis Relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas. Funções técnicas Relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. Funções comerciais Relacionadas com a compra, venda e permutação. Funções de segurança Relacionadas com a proteção e preservação de bens. Funções financeiras Relacionadas com a procura e gerência de capitais. Funções administrativas Coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas. Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações: F Na década de 80 os autores ainda não utilizavam o termo administração. V A mudança de paradigma ocasionada pela substituição do conceito de administração pelo conceito de gestão implica em colocar em prática o princípio constitucional da gestão democrática do ensino público, reiterada pela LDBEN nº 9.394/96. V Alguns cargos são imprescindíveis para que a escola obtenha autorização de funcionamento pelo Município ou Estado, porém há possibilidade de ampliar o quadro de profissionais que compõe cada setor da escola. F Por via de regra, o contexto histórico não influencia as instituições e a sociedade. Marque as alternativas que correspondem ao ideal com relação ao envolvimento da família no processo de desenvolvimento: O formato antigo de sociedade se desenvolveu em um cenário em que as grandes verdades, receitas, bulas, cederam lugar às incertezas contextuais. Tanto o conhecimento erudito quanto o científico não são mais suficientes para explicar a atualidade. O currículo, que se fazia a partir da reprodução de conteúdos, ainda responde à efemeridade das informações, em um mundo onde informação é poder. A escola incumbe-se de oportunizar acesso às fontes de informação e ensinar a fazer leituras críticas desses conteúdos, pois, numa visão neoliberalista, todos os alunos estariam em situação de equidade diante das oportunidades oferecidas pela sociedade para uma vida digna. O fato de o Estado oferecer a todos as “mesmas oportunidades” não tem garantido um aprendizado de qualidade. Coloque as palavras do quadro em seu lugar apropriado no parágrafo: sistemas, específicos, institucionais, dinâmica, fundamental. Em se tratando de de ensino, buscar evidências implica em pensar instrumentos para coleta de dados sobre os resultados do trabalho nas escolas. Nesse contexto, surge a onda das avaliações que medem resultados de aprendizagem, com grande reflexo na de nossas escolas. Podemos citar como exemplos a Prova Brasil e a Provinha Brasil no ensino fundamental em âmbito nacional, o SARESP no ensino do Estado de São Paulo e o Enade no ensino superior. Selecione as alternativas corretas: São atividades-meio desenvolvidas pelo gestor educacional para que o trabalho pedagógico aconteça: O cumprimento de resolução de matrícula, a fim de selecionar os novos alunos na escola, coordenando os serviços da secretaria escolar, com o intuito de formar novas turmas para o ano letivo. A manutenção dos prontuários dos alunos, deixando-os sempre atualizados para que qualquer consulta para adequação das atividades pedagógicas às necessidades dos alunos se efetivem. Coordenar as discussões para elaboração do projeto político–pedagógico da escola, de modo a garantir sua construção individual. Supervisionar a frequência e pontualidade de todos os funcionários da unidade escolar, com a finalidade de garantir que todos os serviços da escola estejam funcionando em prol do atendimento de qualidade ao aluno. Oportunizar, coordenar e até mesmo atuar na formação em serviço dos vários segmentos da equipe escolar. Relacione as colunas escolhendo o melhor termo entre as opções dadas: Liderança transformacional Trata-se de uma liderança assentada sobre valores, integridade e confiança compartilhados por todos na organização. Coliderança Uma equipe de gestão se responsabiliza pela liderança geral. Liderança transacional Focada sobre as interações entre as pessoas como maneira de manter a unidade da organização. Liderança compartilhada Típica das organizações de gestão democrática, em que as decisões são tomadas coletivamente, havendo espaço para agir com criatividade em prol dos objetivos da organização. Liderança holística Considera todos os aspectos da realidade, com foco no desenvolvimento global e equilibrado das ações desenvolvidas na escola. Liderança educativa Centradana formação de organizações de aprendizagem, típica da escola, como organização que aprende. Selecione as características de um líder participativo: Facilitador da participação Estimulador de trabalho individual a todo tempo Promotor da comunicação Aquele que impõe sua opinião Demonstrador de orientação proativa Construtor de equipe Separador de equipe Incentivador da capacitação Criador de clima de confiança Mobilizador de energia Selecione as alternativas corretas: Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: maus-tratos envolvendo seus alunos. desentendimentos entre alunos. reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. quando pais deixam outros parentes virem buscar seus filhos. elevados níveis de repetência. Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a respeito da escola-família: F Este é um dos poucos desafios para a gestão educacional: a parceria escola-família. V A realidade tem demonstrado que quando a escola tem bons professores, assíduos, ambientes limpos e resultados na aprendizagem, muitas famílias entendem que não é preciso participar, já que “tudo está correndo bem...”. F Na verdade, um ambiente saudável para o aluno seria o máximo a se esperar de qualquer escola. V É preciso que o gestor pense estratégias para ampliação desses horizontes, apresentando a escola como um espaço coletivo de acesso e produção de conhecimento, do qual também as famílias possam participar e se beneficiar. INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA O projeto político-pedagógico – planejamento, plano ou projeto? A seguir, procuramos trazer alguns entendimentos a respeito de cada termo, a fim de situar sua compreensão e diferenciálos, em busca de sustentar o conceito de projeto político-pedagógico que será discutido no próximo tópico de estudo. · Planejamento Enquanto ação mental, o planejamento é um processo que busca melhorias na qualidade do atendimento educacional e de tomada de decisões sobre a ação, sendo, enquanto processo, permanente. O planejamento é o processo contínuo e sistematizado de projetar e decidir ações em relação ao futuro, em função de objetivos políticos, sociais e administrativos claramente definidos. · Planejamento coletivo É o processo que organiza as instâncias de tomada de decisão, o que significa que nem todos planejam tudo, desde os objetivos da escola até a aula do dia seguinte. · Planejamento educacional Planejamento educacional é aplicar uma forma racional e científica sobre os problemas da educação, determinando objetivos, recursos disponíveis, análise de consequências, escolha de possibilidades, estabelecimento de metas, definição de prazos e meios para implementação de determinada política educacional. · Planejamento curricular É a indicação sistemática e organizada de toda vida escolar do aluno, integrando todos os elementos que interagem para a consecução de objetivos do aluno e da escola. É a proposta de experiências educacionais que serão oferecidas pela escola ao longo da vida escolar, incorporada aos componentes curriculares. INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA · Planejamento de ensino Como a nomenclatura já indica, o planejamento de ensino retrata as ações docentes na rotina pedagógica para um determinado espaço de tempo didático. Pode se referir ao plano mensal, semanal ou diário. · Planejamento escolar O planejamento escolar é aquele que corresponde às tomadas de decisão sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da escola, sempre com a participação da comunidade escolar, denominado aqui Projeto Político-Pedagógico (PPP). · Plano Plano é o documento que assegura o compromisso advindo da tomada de decisão durante o planejamento, evitando o improviso, o agir na ação sem reflexão, otimizando tempo e recursos. O plano possibilita o olhar avaliativo sobre o cotidiano, confrontando objetivos e resultados, oportunizando uma correção de rumos, se necessário, ainda durante o decorrer do tempo letivo. Nesse sentido, todo planejamento gera um plano: plano educacional, plano ou proposta curricular, plano de curso, plano de disciplina, plano de ensino e plano de aula. · Projeto Projeto é uma antecipação. Seu conteúdo não é composto por fatos, mas por possibilidades. É mais abrangente do que o plano escolar que, em geral, se limita ao espaço de tempo de um ano letivo. INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA A seguir, ilustramos a hierarquia dos planos na escola a partir do plano do sistema de ensino: Conceituando Projeto Político-Pedagógico O PPP, então, indica as intenções da escola para um determinado espaço de tempo, a partir de objetivos educacionais. Ou seja, indica ações pedagógicas que devem ser levadas a cabo em determinado espaço de tempo. Podemos dizer que o PPP é o documento produzido coletivamente por representantes da comunidade escolar, que define as intenções da escola em realizar um trabalho de qualidade, por determinado período da escolaridade. Desse modo, um PPP não se presta a apenas um ano letivo, pois abrange questões formativas para além desse tempo. Fundamentação legal do PPP O PPP tem sua origem legal na Constituição Federal de 1988, que retoma o regime democrático no país após a ditadura militar implantada com o Golpe de 1964. O documento indica em seus artigos 205 e 206 a finalidade da educação, bem como os princípios para seu funcionamento em território nacional. O teor do texto já encaminha questões básicas para a construção do PPP pelas escolas, como a participação popular e a pluralidade de opções metodológicas e pedagógicas. Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), que normatiza os preceitos constitucionais de 1988 relativos à educação, além de retomar grande parte do texto constitucional, explicita em seus artigos 3º, 12, 13 e 15 que o PPP é de responsabilidade da escola, com a participação de docentes e comunidade escolar, a partir do princípio da gestão democrática. INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Estrutura Descritiva do PPP Como documento que nasce da produção de cada unidade escolar, não há uma estrutura única para elaboração do PPP. Contudo, podemos indicar alguns tópicos indispensáveis, que podem expressar os princípios da educação nacional e garantir o cumprimento de sua função na escola. Assim, segue um breve roteiro descritivo: · Identificação da instituição: destina-se ao nome da instituição, localização, contatos, nível de ensino atendido · Finalidades e compromissos: aqui a instituição explicita qual a finalidade de seu atendimento, bem como os compromissos educacionais assumidos ao longo da etapa de escolaridade atendida pela escola. Por exemplo, se a escola atende aos nove anos do ensino fundamental, os compromissos se referem aos nove anos de escolaridade · Diretrizes: são as grandes linhas mestras que indicam a direção do trabalho educacional. Por exemplo, uma diretriz possível é trabalhar para que todos os alunos aprendam · Objetivos da instituição: os objetivos devem refletir aquilo que a instituição almeja para formação de seus alunos. Por exemplo, há escolas cujos objetivos refletem um compromisso com uma formação conteudista, enquanto para outras os objetivos podem se referir a uma formação humanista · Fins e objetivos do nível de ensino: Os objetivos podem variar de acordo com o nível/modalidade de ensino atendida. Por exemplo, os objetivos de formação de uma escola de educação infantil diferem daqueles de uma escola de ensino médio profissionalizante · Diagnóstico da realidade escolar: Esta é a alma do PPP. Não é possível seguir adiante sem delinear o perfil da clientela a ser atendida · Instalações físicas: aqui o PPP descreve toda estrutura física dos espaços escolares, como número de salas de aula, pátios, espaços para leitura, esportes, etc., bem como a situação de manutenção desses espaços INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA · Caracterização da clientela: Qual a demanda educacional que se apresenta? Qual o contexto socioeconômico em que a escola seinsere? Quais as expectativas da comunidade escolar sobre o trabalho educacional a ser desenvolvido? Qual o histórico da comunidade? Que possibilidades formativas se apresentam? Quais os recursos do entorno disponíveis para o trabalho educacional? · Dados do rendimento escolar: aqui é possível retomar dados do rendimento dos últimos cinco anos, a fim de fazer um estudo comparativo dos índices de aprendizagem em cada ano de escolaridade para traçar metas e objetivos para o ano letivo · Metas e ações: é importante diferenciar metas de objetivos, já que metas são sempre quantificáveis, além de implicarem em ações que conduzam ao seu alcance · Equipe escolar: aqui são registrados os funcionários que compõem a equipe escolar em cada setor de atividades da escola, como a equipe gestora, docentes, secretários, equipe técnica, funcionários de apoio à limpeza, apoio à rotina escolar, inspetores, merendeiros etc · Recursos: Neste item o projeto descreve e quantifica os recursos materiais disponíveis na escola. Por exemplo, é possível citar quantos computadores, aparelhos de som, projetores e materiais didáticos estão disponíveis. Neste item, ainda, podem ser elencados espaços da comunidade que podem funcionar como recursos da aprendizagem através de parcerias com a escola, como por exemplo indústrias, comércio, Ubes, espaços esportivos etc · Verificação do rendimento escolar: nesta parte, o projeto apresenta formas de avaliação da aprendizagem, bem como instrumentos de registro dessa avaliação · Organização da vida escolar: é o elenco de todos os documentos que compõem a vida escolar dos alunos, minimamente o termo de matrícula, dados cadastrais, registros de rendimento, histórico escolar, declarações de transferência, de conclusão de curso, certificados etc · Agrupamento de alunos: quais os critérios para agrupar os alunos em turmas de acordo com o ano de escolaridade INTENÇÃO E NORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA · Formas de ingresso, classificação e reclassificação: aqui se estabelecem de que forma o aluno ingressa na escola, se por matrícula mediante número de vagas, se por alguma forma de seleção. Também se explicitam os critérios para classificação dos alunos em determinado ano de escolaridade, bem como as formas de reclassificação do aluno mediante seu histórico de aprendizagem · Frequência: critérios e formas de registro da frequência dos alunos às aulas · Compensação de ausências: quando o aluno ultrapassa o número máximo de faltas às aulas, estipulado por lei em 25% dos dias letivos, a escola pode estudar formas de compensação dessas ausências. Por exemplo, através de presença em outros períodos de aula, na elaboração de projetos etc · Grade curricular: nesta parte se apresenta um quadro contendo todas as disciplinas escolares para determinado curso, bem como a carga horária semanal de cada disciplina · Calendário escolar: de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, a educação básica deve praticar um mínimo de 200 dias letivos. Então, cabe apresentar no PPP o calendário anual que contemple a lei. Esse calendário deve indicar, além dos dias letivos, as datas de reuniões e os períodos de recesso e férias · Expedição de documentos: aqui se apresentam os prazos para solicitação e expedição da documentação escolar, como por exemplo, declarações de transferência, vaga e matrícula, solicitação de transferências e históricos escolares etc · Documentos que compõem a escrituração escolar: o PPP pode indicar um rol de documentos que registram a vida escolar do aluno, desde o termo de matrícula, dados cadastrais, fichas de registros de aprendizagem, histórico escolar, certificados, até documentos da rotina de secretaria escolar como declarações diversas, fichas remissivas, listas de classes, atas de conselhos, listas de presença de funcionários e pais em reuniões, diários de classe, atas de reuniões, atas de resultados finais etc · Proposta pedagógica do curso: neste ponto o PPP apresenta, em cada disciplina, os objetivos e conteúdos para cada ano de escolaridade, podendo ainda oferecer indicações metodológicas · Planos de ação da gestão: apresentação dos planos de ação da direção, assistência à direção (se houver) e coordenação pedagógica. · Projetos: o PPP pode trazer os projetos que são desenvolvidos em conjunto por toda a escola durante o ano letivo, projetos de apoio à aprendizagem, projetos de inclusão, entre outros · Eventos: O PPP apresenta os eventos que constam no calendário escolar, descrevendo seus objetivos, as turmas envolvidas e a forma de acolhimento à comunidade · Plano de formação continuada: enquanto instituição em permanente transformação, a escola requer o planejamento de planos de formação continuada para cada segmento de seus grupos profissionais. Assim, o PPP pode indicar planos formativos para docentes, funcionários de apoio, entre outros. O próximo tópico trará um excerto de plano formativo para docentes O plano de ação: conceito e sugestão de estrutura O plano de ação se traduz em um registro das ações, que são as intervenções do profissional da educação sobre o objeto de seu trabalho. Levando-se em conta que esse objeto é o processo de ensino e aprendizagem, o plano de ação na escola deve desenhar as práticas planejadas pelo profissional que conduzam os alunos à aprendizagem. Podemos citar modalidades de planos de ação na escola: · plano de ação docente · plano de ação da coordenação pedagógica · plano de ação da gestão, entre outros Esses planos de ação nascem da necessidade de imprimir uma intencionalidade pedagógica à prática escolar, minimizando o improviso, o ensaio e o erro. Plano de ação docente O plano de ação pode ser diário, semanal ou quinzenal. É importante salientar que, quanto menor for a periodicidade desse registro, mais próximo será da realidade, apresentando, ainda, maiores possibilidades de adequação diante das zonas indeterminadas da prática, ou seja, mediante o imprevisível, inerente ao trabalho que envolve o desenvolvimento humano, a aprendizagem. Quanto à estrutura do registro, também não há um modelo único que oriente o professor na elaboração do plano de ação. Contudo, alguns elementos são essenciais, como a proposta de atividades, intervenções, possíveis atividades diversificadas para atender as individualidades dos alunos - principalmente no que se refere a alunos com necessidades especiais – e avaliação ABORDAGENS TEÓRICAS SOBRE A APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Planejamento administrativo Podemos conceituar planejamento administrativo como a organização racional de todos os recursos disponíveis para o funcionamento da escola, portanto, de todas as atividades-meio. O planejamento administrativo na escola deve considerar: · Profissionais: o gestor deve considerar o número mínimo necessário de profissionais para abarcar a rotina de trabalho na escola. Além disso, é importante que tenha conhecimento sobre a formação dos profissionais, a fim de avaliar se a formação em serviço deve ser um dos focos do planejamento. · Recursos materiais: o gestor deve gerenciar formas de acompanhamento dos recursos materiais disponíveis na escola, desde material para limpeza diária, despensa da merenda escolar, material didático de consumo, além de todos os equipamentos que constituem o patrimônio da escola, item sobre o qual nos alongaremos adiante. Aqui falamos sobre o gerenciamento dos almoxarifados. É importante planejar a periodicidade do acompanhamento, as formas de registro do recebimento, distribuição e consumo dos materiais. · Recursos financeiros: em primeiro lugar é preciso que o gestor considere a forma de gerenciamento dos recursos financeiros. · Manutenção predial: é atribuição da gestão educacional zelar pela manutenção das dependências escolares. Nesse sentido, é importante traçar um plano de prioridades a partir de uma supervisão realizada periodicamente no prédio e demais espaços físicos da escola. · Manutenção de equipamentos: nesta questão, é importante que o gestor conte com o apoio daqueles que utilizam os equipamentos,ou de um funcionário responsável pela guarda dos mesmos, no sentido de comunicar imediatamente sempre que algum equipamento não estiver em condições de uso, para manter o acervo sempre às ordens. · Registros e documentos da vida escolar: a rotina da escola é marcada por fatos previsíveis em determinadas épocas do ano. Assim, é importante que o gestor comtemple em seus planos ações que englobem todas essas situações, no sentido de prever os recursos necessários e mesmo a logística do atendimento, para que aconteçam da forma mais eficiente e eficaz possível. · Patrimônio: cabe ao gestor zelar pela manutenção e guarda do patrimônio escolar. Então é importante que, uma vez ao ano, o arquivo contendo a relação de todo o patrimônio seja atualizado: há bens que são adquiridos e devem passar a compor tal relação, bem como aqueles que se deterioram pelo tempo e uso e, portanto, devem ser excluídos dela. É o que chamamos de baixa de patrimônio. · Gestão democrática: a gestão democrática não se dá de forma espontânea apenas pelo fato de estar expressa em lei. Trata-se de um processo em construção, parte de uma nova cultura que precisa ser desenhada a cada dia e, portanto, não pode apoiar-se apenas em atos espontâneos ou nas boas relações interpessoais entre escola e comunidade. IMPLEMENTAÇÃO DA INTENÇÃO E NORMA Órgãos colegiados: origem, conceito e funções A relação entre escola e comunidade ganhou grande impulso a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. As mudanças trazidas pelo texto legal conferem um papel protagonista à sociedade, à comunidade, que passa de usuária do serviço público para colaboradora com o gerenciamento da escola pública, senão de fato, ao menos na intenção legal, como apresentam os artigos 205 e 206, incisos I, IV e VI da Constituição Federal. Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; (...) IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; (...) De acordo com texto, ainda, a gestão democrática passa a ser princípio no ensino, retomado pela Lei da Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), em seu artigo 3º, inciso VIII: Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: (...) VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; ABORDAGENS TEÓRICAS SOBRE A APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Órgãos colegiados da gestão democrática: Conselhos de Escola Os conselhos de escola são órgãos colegiados de natureza consultiva e deliberativa, dos quais participam pessoas dos vários segmentos da escola: gestão, docentes, funcionários de apoio, pais e alunos. Esse conselho opina e delibera sobre assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola. Representa, assim, um lugar de participação e decisão, um espaço de discussão, negociação e encaminhamento das demandas educacionais. Cabe, então, aos conselhos escolares, reforçar o projeto político pedagógico da escola, como a própria expressão da sua organização educativa, que deverá orientar-se pelo princípio democrático da participação. O Plano Nacional de Educação, com vigência de 2001 a 2011, tinha como meta a implantação dos conselhos em todas as escolas da educação básica, como segue: · Educação infantil: implantar Conselhos Escolares e outras formas de participação das comunidades escolar e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação infantil e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. · Ensino fundamental: promover a participação da comunidade na gestão das escolas, universalizando, em dois anos, a instituição de Conselhos Escolares ou órgãos equivalentes. · Ensino médio: criar mecanismos, como Conselhos ou equivalentes, para incentivar a participação da comunidade na gestão, manutenção e melhoria das condições de funcionamento das escolas. IMPLEMENTAÇÃO DA INTENÇÃO E NORMA As funções dos conselhos de escola: consultiva, deliberativa, fiscal, mobilizadora e pedagógica O Conselho Escolar possui as seguintes funções: · Consultiva: opinar, emitir parecer, discutir · Deliberativa: decidir, deliberar, aprovar, reelaborar · Fiscal: fiscalizar, acompanhar, supervisionar, aprovar prestação de contas · Mobilizadora: mobilizar, articular, apoiar, avaliar, promover, estimular e · Pedagógica: educar, refletir, planejar, avaliar e compartilhar Como se vê, o conselho escolar tem o papel de acompanhar e contribuir para a qualidade da educação oferecida pela escola. Nesse respeito, podemos citar o art.12 da LDBEN (Lei nº 9.394/96): Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: (...) VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com os seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola; VIII - notificar ao Conselho Tutelar do município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei.” IMPLEMENTAÇÃO DA INTENÇÃO E NORMA Os instrumentos de avaliação do plano do conselho de escola são: · Avaliação pela comunidade (anual) e · Ponderações feitas pelo grupo de participantes (mensal) Além dos conselhos de escola ou equivalentes, que protagonizam o princípio da gestão democrática na escola pública, contamos ainda com outros órgãos colegiados, as unidades executoras ou UEX. São denominadas unidades executoras pois são entidades de direito privado, sem fins lucrativos, vinculadas à escola, tendo como objetivo a gestão dos recursos financeiros transferidos para a manutenção e desenvolvimento do ensino. Unidade executora é um nome genérico, que pode ser representado por Associação de Pais e Mestres ou Caixa Escolar. É importante destacar que ao receber verbas públicas, como os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), a escola é obrigada a contar com uma Unidade Executora, pois esses recursos devem ser gerenciados coletivamente, com a participação da comunidade escolar, mediante o princípio da gestão democrática da escola pública. IMPLEMENTAÇÃO DA INTENÇÃO E NORMA Sobre as associações de pais e mestres ou APM Em geral, as associações de pais e mestres se organizam sob a forma de pessoa jurídica, uma vez que se responsabilizam por angariar e gerenciar recursos financeiros. Esses grupos se organizam a partir de estatutos próprios, registrados em cartório quando pessoa jurídica. Podem compor a gestão democrática junto ao conselho de escola, no caso da escola pública, ou no caso da escola privada, podem compor a gestão escolar. Na APM, os cargos e número de participantes são definidos em seu estatuto. Estes são os instrumentos de avaliação do plano da APM: · Avaliação pela comunidade (anual) · Ponderações feitas pelo grupo de participantes (mensal) · Execução do plano de trabalho (aplicação dos recursos: anual) e · Sobre os grêmios estudantis ou conselhos mirins Os grêmios estudantis ou conselhos mirins, na escola de educação básica, se organizam com a finalidade de dar voz ao alunado. Em geral, são estruturados a partir de práticas esportivas, sendo, no entanto, admitidos em função de outros objetivos, como criar espaço democrático para discutir necessidades da escola e desse grupo dentro da instituição, voltadas à cultura, comunicação, relações acadêmicas e política. A estrutura e o quadro de participantes se fazem a partir do quefor decidido pelo próprio grupo e registrado em documento próprio, que pode ser um regimento. Selecione o tipo de planejamento para cada descrição: Planejamento coletivo É o processo que organiza as instâncias de tomada de decisão, o que significa que nem todos planejam tudo, desde os objetivos da escola até a aula do dia seguinte. Planejamento educacional É aplicar uma forma racional e científica sobre os problemas da educação, determinando objetivos, recursos disponíveis, análise de consequências, escolha de possibilidades, estabelecimento de metas, definição de prazos e meios para implementação de determinada política educacional. Planejamento escolar É aquele que corresponde às tomadas de decisão sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da escola, sempre com a participação da comunidade escolar, denominado aqui Projeto Político-Pedagógico (PPP). Planejamento de ensino Como a nomenclatura já indica, ele retrata as ações docentes na rotina pedagógica para um determinado espaço de tempo didático. Pode se referir ao plano mensal, semanal ou diário. Planejamento curricular É a indicação sistemática e organizada de toda vida escolar do aluno, integrando todos os elementos que interagem para a consecução de objetivos do aluno e da escola. É a proposta de experiências educacionais que serão oferecidas pela escola ao longo da vida escolar. Qual é o significado da sigla PPP? Projeto Político Pedagógico Coloque V (verdadeiro) ou F (falso): V o PPP tem sua origem legal na Constituição Federal de 1988. F o PPP retoma o regime democrático no país após a ditadura militar implantada com o Golpe de 1964. F o PPP indica em seus artigos 205 e 206 a finalidade da educação, bem como os princípios para seu funcionamento em território nacional. V a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) normatiza os preceitos constitucionais de 1988 relativos à educação. Selecione as alternativas que completam a frase: Entendemos que a melhor avaliação de qualquer plano formativo é a constatação de mudanças na prática docente. Sob essa ótica, fazem parte da avaliação do plano formativo: registros de observação em sala de aula (feitos pela coordenação pedagógica). registros nos planos de ação. avaliação objetiva por parte dos alunos. autoavaliação (já citada no item “avaliação de desempenho”). apreciações coletivas feitas pelo grupo ao final das reuniões (registros em ata). avaliação pela comunidade. Podemos citar modalidades de planos de ação na escola: plano de ação docente plano de ação da coordenação pedagógica plano de aula do professor plano de ação da gestão plano de estudos do alunoColoque V (verdadeiro) ou F (falso): F o plano de ação pode ser quinzenal apenas. V é importante salientar que, quanto menor for a periodicidade do registro do plano de ação escolar, mais próximo será da realidade, apresentando, ainda, maiores possibilidades de adequação diante das zonas indeterminadas da prática, ou seja, mediante o imprevisível, inerente ao trabalho que envolve o desenvolvimento humano, a aprendizagem. V quanto à estrutura do registro, também não há um modelo único que oriente o professor na elaboração do plano de ação. V alguns elementos são essenciais no plano de ação, como a proposta de atividades, intervenções, possíveis atividades diversificadas para atender as individualidades dos alunos - principalmente no que se refere a alunos com necessidades especiais – e avaliação. Complete o parágrafo com as palavras do quadro: assuntos, gestão, conselho, lugar, educacionais, organização, político O conselho opina e delibera sobre assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola. Representa, assim, um lugar de participação e decisão, um espaço de discussão, negociação e encaminhamento das demandas educacionais. Cabe, então, aos conselhos escolares, reforçar o projeto político pedagógico da escola, como a própria expressão da sua organização educativa, que deverá orientar-se pelo princípio democrático da participação. Selecione o nível de ensino para cada lista de metas apresentadas: ensino médio Criar mecanismos, como Conselhos ou equivalentes, para incentivar a participação da comunidade na gestão, manutenção e melhoria das condições de funcionamento das escolas. educação infantil Implantar Conselhos Escolares e outras formas de participação das comunidades escolar e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação infantil e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. Ensino fundamental Promover a participação da comunidade na gestão das escolas, universalizando, em dois anos, a instituição de Conselhos Escolares ou órgãos equivalentes. Os conselhos de escola são órgãos colegiados de natureza consultiva e deliberativa, dos quais participam pessoas dos vários segmentos da escola: gestão docentes funcionários de apoio religiosos pais alunos específicos institucionais dinâmica, fundamental sistemas