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Universidade Estácio de Sá – UNESA Faculdade de Medicina Disciplina: Bases Moleculares dos Sistemas Orgânicos MEDICINA CAMPOS ULYSSES E MORA GUIMARÃES Extração de DNA [Nomes dos integrantes] 2022.2 1. INTRODUÇÃO As enzimas são moléculas de natureza proteica e estrutural que catalisam reações químicas sempre que sejam termodinamicamente possíveis: uma enzima faz com que uma reação química energeticamente possível, mas que transcorre a uma velocidade muito baixa, seja cineticamente favorável, ou seja, transcorra a uma maior velocidade em relação à ausência da enzima[1]. A atividade enzimática ocorre através das enzimas que diminuem a energia de ativação necessária dos reagentes para que ocorram as reações químicas. Para que ocorra o processo, a enzima liga-se a um substrato, segurando-o para que ocorram as reações. Alguns fatores podem afetar a atividade enzimática, como a temperatura, o ph, a concentração enzimática e a concentração de substratos presentes na reação. Isto ocorre porque as enzimas têm o seu funcionamento ideal dentro de uma faixa específica de temperatura e ph, e condições diferentes destas podem impedir que a enzima se ligue ao seu substrato[2]. A temperatura tem forte influência na atividade enzimática. Quando a temperatura é elevada, a enzima é capaz de acelerar ainda mais a sua reação, porém em temperaturas mais extremas a enzima pode ser desnutrida e perder a sua capacidade catalisadora. Isso ocorre porque a estrutura tridimensional das enzimas se rompe, impossibilitando-a de formar o complexo enzima-substrato. Assim como a temperatura, a faixa de ph também tem forte influência na atividade enzimática. Níveis de ph extremos têm o mesmo efeito de temperaturas extremas: Desnutrir as enzimas e destruir a sua capacidade catalisadora. 2. OBJETIVOS O objetivo da prática foi demonstrar como as atividades enzimáticas são afetadas por diferentes níveis de temperatura e ph. O objetivo da prática foi demonstrar 3. MATERIAIS E MÉTODOS Materiais: · Tubo de ensaio · Kit dosagem glicose - Trinder · HCl 2 M · NaOH 2 M · H20 · Copo béquer · Pinça de madeira · Solução de glicose · Agitador magnético com aquecimento · Pipeta Método: Efeito da temperatura: 1. Rotular 3 tubos de ensaio: "100°C", "frio" e temperatura ambiente "T.A." (controle). 2. Adicionar 500 ul de meio de reação (kit dosagem glicose - Trinder) a cada tubo. 3. Incubar tubo “100°C" em água fervente em copo béquer com cuidado por 5 minutos com auxílio de pinça de madeira para tubo de ensaio. 4. Deixar tubo "frio” em banho de gelo em copo bequer e tubo controle a temperatura ambiente 5. Adicionar 100 ul glicose 0.05 % a cada tubo. 6. Observar formação de produto pelo aparecimento de cor em cada tubo. 7. Anotar observações sobre cor e tempo de aparecimento. Efeito do pH: 1. Rotular 3 tubos de ensaio: ácido "Ac", básico "Ba" e controle "Co". 2. Adicionar 100 ul de HCl 2 M ao tubo "Ac", 100 ul de NaOH 2 M ao tubo "Ba" e 100 ul de H20 destilada ao tubo "Co". 3. Adicionar 500 ul meio de reação (kit dosagem glicose - Trinder) a cada tubo. 4. Adicionar 100 ul solução de glicose 0.05 % a cada tubo. 5. Observar formação de produto pelo aparecimento de cor. 6. Medir pH dos tubos com fita indicadora de pH. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Primeiramente foram feitas as experiências relacionadas a temperatura. Três tubos foram utilizados, todos eles contendo água, porém em diferentes situações: Um foi utilizado em temperatura ambiente (T.A), outro em água fria e outro a 100°C. Todos eles receberam o meio de reação. No primeiro tubo contendo água a 100°, ao adicionar a glicose, percebeu-se que não houve mudança de cor na solução, logo, não houve atividade enzimática com a água a 100°C. No segundo tubo, contendo água fria, percebeu-se que houve a atividade, porém em uma velocidade mais lenta. E no tubo de controle, a reação ocorreu rapidamente. Os resultados podem ser observados na tabela a seguir: Temperatura da água Atividade Enzimática Fria Sim, porém lenta Ambiente Sim Quente (100°C) Não Logo em seguida, foram feitos os testes em diferentes níveis de ph. Nesta parte do experimento foram utilizados três tubos: Ac (ácido), Ba (base) e Co (controle). Todos eles receberam o meio de reação. Ao adicionar a glicose, percebeu-se uma rápida atividade enzimática no grupo controle, porém não houveram atividade enzimática nos tubos de ácido e base. Após a análise de atividade enzimática no segundo passo, verificou-se o ph das soluções “Ac”, “Ba”, e “Co”. O resultado está demonstrado na tabela a seguir: Solução Ph Atividade enzimática Ácido (Ac) 1 Não Base (Ba) 14 Não Controle (Co) 8 Sim 5. CONCLUSÕES Com os resultados do experimento, concluímos que as enzimas são influenciadas por diversos fatores, sendo os principais a temperatura e o Ph que alteram as reações enzimáticas. No primeiro teste foi avaliado a velocidade das reações em diferentes temperaturas e foi-se observado que a enzima atua sob uma temperatura específica e a variação da mesma altera a velocidade da reação e colocada em uma temperatura muito alta a desnatura fazendo com que não haja reação com o substrato. E assim como visto em relação a temperatura, nas soluções com Phs diferenciados a atividade enzimática foi apresentada de forma diferente, sendo encontrada somente no tubo Controle com o ph próximo ao neutro. 6.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] A atividade enzimática. Brix Medical Sciente, Disponível em: https://www.brix-lab.com/index.php/pt1/pesquisa/241-a-atividade-enzimatica. Acesso em: 26 de setembro de 2022 [2] Revisão sobre enzimas. Khan Academy, Disponível em: https://pt.khanacademy.org/science/biology/x324d1dcc:metabolism/x324d1dcc:untitled-932/a/hs-enzymes-review. Acesso em: 26 de setembro de 2022 [3] PINTO, G. F., MENEZES, R. R. Cinética Enzimática. E-papers, 320p. Rio de Janeiro, 2009.