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Mercadologia Profª. Camilla Athayde Descrição A conceituação do marketing e de suas ferramentas mercadológicas e estratégicas no âmbito farmacêutico. Propósito A compreensão mercadológica e estratégica do marketing é essencial para que os profissionais farmacêuticos atendam aos regulamentos da legislação e executem com excelência os serviços destinados aos cuidados farmacêuticos junto às necessidades da sociedade e suas demandas. Objetivos Módulo 1 Conceitos de marketing e mercado Reconhecer os conceitos de marketing e mercado. Módulo 2 Legislação em campanhas comunicacionais Descrever a aplicação da legislação em campanhas comunicacionais. Módulo 3 Plano estratégico de marketing Reconhecer o plano estratégico de marketing no segmento farmacêutico. Módulo 4 Vendas na farmácia Identificar as vendas na farmácia mediante a realidade do mercado. O segmento farmacêutico não é apenas traçado como uma forma de atender a população para a melhoria de sua qualidade de vida com relação a patologias. É um setor que requer uma visão técnico- científica e mercadológica por se tratar de uma parcela significativa da economia e de suas influências sociais; além de ser um segmento extremamente competitivo. O Brasil é um dos principais mercados farmacêuticos do mundo e possuiu um cenário muito otimista, segundo órgãos econômicos, empresariais e de saúde. E por ter tal relevância, compreender como cada realidade é apresentada, ter conhecimento de como analisar o mercado, implementar estratégias, planos de marketing e de se diferenciar neste mercado se torna essencial para a função e gestão farmacêutica no dia a dia. Esses serão exatamente os pontos que iremos desenvolver neste conteúdo. Introdução 1 - Conceitos de marketing e mercado Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os conceitos de marketing e mercado. Conceitos de marketing Marketing é uma atividade administrativa que vem sendo modificada e evoluindo da mesma forma que a sociedade ao longo dos anos. Muitas pessoas ainda não conseguem compreender completamente quais são suas principais atribuições e seus conceitos, mas vamos lá desvendar essa palavra e sua aplicabilidade. Historicamente, o marketing surgiu por volta dos anos 1960 e tinha como característica única a distribuição de produtos e serviços do produtor para o consumidor. Mas logo se viu que essa relação não era realizada de forma tão simples, pois tinha que se observar e analisar todos os processos desde a criação dos produtos/serviços, passando pela comunicação com os consumidores, além de atribuir um relacionamento entre empresa e cliente para que todos fossem beneficiados. Ou seja, o marketing é um processo sistemático que engloba várias ações internas e externas, empresariais e sociais. Como define Kotler: O marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm o que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros. (KOTLER, 2006, p. 87) Existem inúmeras definições sobre o que é marketing, mas em resumo sempre será uma atividade que possui como principal objetivo prever com soluções (produtos ou serviços) as necessidades e os desejos da sociedade ou parte dela. Veja a seguir uma imagem ilustrativa desses aspectos: Aspectos de Marketing. Gestão de marketing e seus objetivos Administrar todas essas demandas da sociedade e as possíveis ofertas para saná-las é uma das atribuições da gestão de marketing que consiste em desenvolver estratégias competitivas de mercado estando atento às oportunidades e às modulações das necessidades de seus clientes. A grande mudança que ocorreu nos últimos tempos foi que o poder passou da mão das empresas para a dos clientes. Assim, clientes satisfeitos permanecem fiéis por mais tempo, compram mais, falam positivamente da empresa, de seus produtos e serviços, além de oferecerem ideias sobre melhorias. Com isso, os objetivos de marketing tenderão sempre a surpreender, encantar e estimular o cliente, por meio da ampliação da satisfação do consumidor e de sua escolha, da maximização da qualidade de vida. E para tal, o posicionamento estratégico de cada empresa, serviço ou produto deve ser bem definido. Mas, o que é posicionamento? Resposta Posicionamento é como queremos que nossos produtos e serviços sejam vistos pelos consumidores. Exemplo: o melhor, o mais barato, o mais rápido. Contudo, temos que levar em consideração o que nossos clientes pensam, sentem e atribuem aos nossos produtos e marca, não somente o que declaramos. E o nome desse movimento é Gestão de Branding. Por isso, estarmos bem-posicionado na mente de nossos consumidores é tão fundamental para que possamos ter uma imagem sólida e duradoura, criando o significado de valor. Para isso, devemos saber exatamente para quem e por quais motivos nossos produtos existem e o que os fazem adquirir nossos produtos ou serviços. Então, quais são os motivos pelos quais compramos? Resposta O que nos impulsiona a comprar são fatores fisiológicos ligados à sobrevivência (necessidade) ou fatores sociais ligados à autoaceitação e ao reconhecimento social (desejo). Tipos de transação: vendas A forma de se fazer marketing muda de acordo com o tipo de transação. Vamos ao exemplo: vender medicamentos em uma farmácia ou drogaria (B2C) é diferente de vender medicamentos para hospitais ou governos no caso de licitação (B2B). O perfil do consumo muda conforme o tipo de transação. O fator emocional da marca sempre estará presente, mas a razão que leva à compra é diferente. Tipos de Transação . Veja a seguir a definição das transações B2B e B2C. B2B (do inglês, business to business) B2C (do inglês, business to consumer) B2B (do inglês, business to business) Produtos ou serviços vendidos de empresas para empresas, para a fabricação de outros produtos ou o desenvolvimento de serviços (medicamentos ou insumos para farmácias de manipulação, medicamentos para licitações ou uso hospitalar). Empresas compram por necessidade, mas são influenciadas por qualidade, prazo, custo, confiabilidade e marca. B2C (do inglês, business to consumer) Produtos ou serviços vendidos para consumidores finais, como medicamentos vendidos em farmácias e drogarias. Consumidores finais compram por necessidade ou por desejo. A marca pesa ainda mais, porque atribui significado de status. Já compreendendo a finalidade do produto, a sua razão de existir e o tipo de transação que vai efetuar, precisaremos ainda compreender melhor o mercado e as modificações dele. Para isso é fundamental uma pesquisa de mercado. Conceitos de pesquisa de mercado Nenhuma ação ou estratégia de marketing pode ser realizada sem uma pesquisa de mercado. Ela é uma ferramenta importante para obter informações sobre o mercado, seus clientes, fornecedores, concorrentes e melhorar o desempenho do seu negócio. Muitas empresas falham por acreditar que devido a terem sempre desenvolvido suas ações da mesma forma por anos terão o sucesso, mas vivemos em um mundo cada vez mais globalizado e em expansão, havendo vários fatores que modificam nossa atuação dia após dia. Veja a seguir a definição de pesquisa de mercado e pesquisa de marketing: Pesquisa de mercado Pesquisa de marketing Pesquisa de mercado A pesquisa de mercado é uma ferramenta que nos ajudará a organizar, planejar e proporcionar informações embasadas e frequentes a fim tomar as providências necessárias para solucionar possíveis problemas ou aproveitar oportunidades no mercado; são meios eficientes para alcançar sucesso nas decisões a serem tomadas. Pesquisa de marketing A pesquisa de marketing é uma função que liga o consumidor, o cliente e os vários públicos ao profissional de marketing por meio de informações. Estas são usadas para identificar e definir oportunidades e problemas de marketing; gerar, refinar e avaliar ações de marketing; melhorar o desempenho e o entendimento do própriomarketing como um processo. Ou seja, para antecipar ou responder às necessidades dos clientes, é preciso ter informações e boa parte é obtida por meio da pesquisa de marketing. Análise SWOT Mas por onde começar? Primeiro, você deve se conhecer e uma das formas é por meio da análise SWOT. Essa ferramenta gerencial requer não uma pesquisa em si, mas uma observação do seu negócio sobre quais são seus pontos fortes e fracos internamente, e quais são seus pontos de oportunidade e de ameaças externamente mediante ao mercado. Veja a seguir uma ilustração desse tipo de análise: Análise SWOT. Partindo desse conceito, poderemos então ir para a pesquisa e será necessário traçar um objetivo claro sobre o que queremos descobrir. Por exemplo: quantos estabelecimentos farmacêuticos existem próximos a mim? Qual é o percentual da população, onde atuo, que possui a patologia X? Qual é o poder aquisitivo da população que atendo? O que poderia melhorar em minha empresa? A pesquisa visa à busca de informações que determinam as características de um mercado, além de medir sua extensão, possibilitando a análise do potencial de vendas, ou seja, a estimativa da capacidade de compra de determinado produto pelos consumidores. Assim, ajuda a identificar e definir os problemas e as oportunidades do marketing (no mercado), gerar e aprimorar suas ações. É uma forma de reduzir as incertezas para melhorar a tomada de decisão. Veja a seguir os tipos de pesquisa mais comuns em marketing. Deve ser realizada quando não se sabe ao certo sobre os problemas ou situação do mercado; tem o intuito de verificar todas as realidades que permeiam seu objeto de pesquisa. Não há um objetivo muito definido. Envolve descobrir com qual frequência algo ocorre ou a relação entre dois fatores. Ex.: pessoas que compram em sua farmácia X pessoas que compram com os concorrentes. Objetivos bem definidos. É a pesquisa mais sofisticada e busca entender a relação que ocorre entre duas situações distintas. Exemplo: redução de custo Exploratória Descritiva Causal X qualidade. Objetivo bem definido e relacionando causa e consequência de uma ação. Somente após a realização de pesquisas de mercado poderemos compreender exatamente como são as relações entre serviços, produtos e empresas junto com os anseios da sociedade e como interagem entre si. Aí sim poderemos pensar em estratégias e ações mercadológicas. Pesquisas de mercado: o que são e como fazer? A especialista Camilla Athayde responderá perguntas sobre os conceitos de pesquisas de mercado e trará exemplos para ilustrar esses conceitos. Vamos lá! Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 O marketing é uma função administrativa que passou por várias modificações quanto à definição, ao conceito e à aplicabilidade ao longo do tempo. O grande fator que impulsionou essa mudança foi a sua própria característica de interagir com a sociedade e se modular em conjunto com ela. Para conhecermos melhor nosso negócio e o mercado em que atuamos, é fundamental a realização da análise SWOT. A respeito dessa ferramenta, assinale a alternativa correta: Parabéns! A alternativa C está correta. A análise SWOT é uma técnica que visa à observação e análise das forças e fraquezas internas, a fim de que as empresas possam administrar os pontos frágeis para que sejam melhorados, e intensificar os pontos de força. Além da observação das oportunidades que o mercado e segmento apresentam, bem como A Técnica em que observamos quais são as maiores debilidades e fraquezas internas, bem como oportunidades e forças externas. B Técnica em que observamos quais são as maiores forças e oportunidades internas, bem como fraquezas e debilidades externas. C Técnica em que observamos quais são as maiores forças e fraquezas internas, bem como oportunidades e debilidades externas. D Técnica em que observamos quais são as maiores forças e fraquezas externas, bem como oportunidades e debilidades internas. E Técnica em que observamos quais são as maiores forças e debilidades internas, bem como oportunidades e fraquezas externas. quais os pontos débeis frente ao mercado para que possam ser desenvolvidos ou então não setorizados pela empresa. Questão 2 As transações comerciais podem ocorrer por diversos fatores: necessidade, pertencimento social, status. E nem sempre as aquisições e vendas são baseadas apenas nos critérios racionais, pois muitas também ocorrem por questões emocionais, além de poderem atender a demandas individuais ou coletivas. A respeito dos tipos de transação, assinale a alternativa correta: A B2B são transações comerciais realizadas de empresas para empresas em que existe pouca interferência emocional, já valores e características dos produtos são levados em consideração. O B2C são transações comerciais realizadas de empresas para consumidores nas quais existe interferência emocional, já valores não são tão considerados. B B2B são transações comerciais realizadas de empresas para consumidores em que existe pouca interferência emocional, já valores e características dos produtos são levados em consideração. Já o B2C são transações comerciais realizadas de empresas para empresas nas quais existe interferência emocional, já valores não são tão considerados. C B2B são transações comerciais realizadas de empresas para empresas em que existe interferência emocional, já valores e características dos produtos são levados em consideração. Já o B2C são transações comerciais realizadas de empresas para consumidores nas quais existe pouca interferência emocional, já valores não são tão considerados. D B2B são transações comerciais realizadas de empresas para consumidores em que existe interferência emocional, já valores e características dos produtos são levados em consideração. Já o B2C são transações comerciais realizadas de empresas para empresas nas quais existe pouca interferência emocional, já valores não são tão considerados. B2B são transações comerciais realizadas de empresas para consumidores em que existe interferência econômica, os valores e características Parabéns! A alternativa A está correta. B2B (business to business) é o tipo de transação comercial realizada de empresas com empresas, possui como grande característica a ampla relevância da precificação e qualidade dos produtos, atributos ligados a questões emocionais não possuem tanta interferência. Já o B2C (business to consumer) é o tipo de transação comercial realizada entre empresas e consumidores, possui como grande característica a ampla relevância dos atributos ligados a questões emocionais. 2 - Legislação em campanhas comunicacionais Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever a aplicação da legislação em campanhas comunicacionais. Modi�cações e tendências do mercado farmacêutico O mercado farmacêutico possui como característica ser muito pulverizado em suas ofertas de serviços, gerar grandes volumes financeiros e ter uma vasta competitividade entre as empresas e os prestadores de serviço. A pulverização se dá pela infinidade de ofertas de medicamentos, suprimentos e serviços que podem ser prestados à população. Com isso, os valores que correspondem a esse segmento são representativos para a economia e, assim, existem variadas indústrias farmacêuticas, diversos fornecedores e prestadores de serviço que ficam atentos a todas as modificações e ações desse mercado. E dos produtos não são levados em consideração. Já o B2C são transações comerciais realizadas de empresas para empresas nas quais existe interferência emocional, já valores não são tão considerados. Algumas modificações nos cenários nacionais e internacionais, nos últimos anos, estão refletindo em significativas tendências mercadológicas. Entre essas mudanças estão: Saiba mais Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, considera-se pertencentes à classe C asfamílias cujo somatório dos rendimentos de todos os membros está entre quatro e dez salários mínimos. Atenção Outros fatores importantes e que vêm impactar esse segmento são: maior uso das tecnologias, ampliação do conhecimento e interesse por parte dos pacientes e familiares, bem como o engajamento de organização de grupos de pacientes (advocacy), internet, blogs, sites, mídias sociais e o turismo da Saúde. Devido a essas mudanças, a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1977, tem defendido o uso racional de medicamentos, o que significa que os pacientes devem receber tratamento adequado às suas necessidades clínicas, com doses que atendam às suas características individuais, por um período apropriado ao menor custo para o paciente e para a comunidade. Uso racional e RDC 96/2008 – regulamentação publicitária O debate sobre o uso racional de medicamentos, com seus vários detratores e defensores, implica diretamente sobre como é realizada a publicidade deles. A comunicação de caráter publicitário é vista como um elemento decisivo para se atingir essa importante meta de saúde pública. Porém, muitos críticos da publicidade de medicamentos alegam que a propagação dessas mensagens induz à automedicação, à utilização não supervisionada deles e, eventualmente, à sua hiperdosagem. Por outro lado, seus defensores ressaltam a importância da informação ao Fusões de grandes empresas, gerando conglomerados farmacêuticos. Envelhecimento da população mundial. consumidor, que, instruído sobre os cuidados e os benefícios do produto, poderá utilizá-lo de forma razoável e consciente. Saiba mais Com a publicação da Resolução RDC 96/2008, ficou evidente a tendência de se restringir, cada vez mais, a publicidade de medicamentos. Nesse sentido, a distribuição de brindes aos médicos, que na Consulta Pública 84/2005 deveria ser limitada a brindes de valor modesto, de circulação e exposição restritas, entre outras exigências, foi completamente proibida nessa RDC. Nem mesmo as tradicionais canetas podem ser entregues, desde 16 de junho de 2009, quando entrou em vigor. Assim, os profissionais prescritores ou dispensadores não poderão receber qualquer brinde com nome dos medicamentos ou que façam alusão aos mesmos. Mudanças na publicidade e propaganda Vejamos algumas das mudanças mais relevantes da publicidade e propaganda para a comercialização de medicamentos: Campanhas Farmácias e drogarias devem ficar atentas e observar as regras que a Resolução RDC 96/2008 implementa. Uma dessas normas é que se o estabelecimento tiver programas de fidelização, dirigido ao consumidor, não poderá ter medicamentos como objeto de pontuação, troca, sorteios ou prêmios, e todo material publicitário de divulgação e o regulamento dos programas de fidelização deverá informar sobre essa restrição. Ou seja, a compra ou o uso de medicamento nunca poderá ser parte de uma campanha de incentivo à ampliação de compras ou fidelização. Descontos Outra normativa é que o valor percentual de desconto ou o preço promocional do medicamento que for divulgado por meio de anúncios em televisão, rádio, impressos, faixas ou qualquer outro meio de divulgação deverá trazer o preço integral praticado pela farmácia ou drogaria de forma informativa. E o estabelecimento anunciante deve ter disponível, em local visível ao público, uma lista dos medicamentos anunciados com o preço reduzido. Prescrição médica Quando se trata de medicamentos tarjados, ou seja, aqueles que só podem ser vendidos sob prescrição médica, apenas seus preços podem ser informados ao público em geral por meio de listas em que devem constar: o nome comercial dos produtos, sua substância ativa segundo a DCB/DCI , sua apresentação, incluindo a concentração, forma farmacêutica e a quantidade, o número de registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o nome do laboratório detentor do registro e o preço dos medicamentos listados. Não se pode fazer para esse tipo de medicamento peças de divulgação isoladas e com imagens amplas. Assim, esses só podem ser divulgados por meio de listas. OTC Já no caso dos OTC , isentos de prescrição médica, ficam permitidas outras formas de comunicação que não sejam as listas, desde que incluam as demais informações exigidas, como: o nome comercial dos produtos, sua substância ativa segundo a DCB/DCI, sua apresentação, incluindo a concentração, forma farmacêutica e a quantidade, o número de registro do medicamento na ANVISA, o nome do laboratório detentor do registro e o preço. DCB/DCI DCB: Denominação Comum Brasileira DCI: Denominação Comum Internacional OTC Do inglês over the counter (“além do balcão”), são medicamentos que podem ser vendidos sem que o cliente apresente um receituário médico. No Brasil, são também conhecidos como MIP (medicamentos isentos de prescrição). Cabe ainda ao estabelecimento garantir que nenhuma ação mercadológica de laboratórios ou distribuidores interfira na assistência farmacêutica, nem na atenção aos pacientes. Outro ponto de atenção é: Atenção Ao utilizar frases para informar a redução de preços para grupos de medicamentos, tais como “desconto para anticoncepcionais”, “genéricos com 30% de desconto”, não podem ser utilizados outros argumentos de cunho publicitário. Todo material com o intuito de divulgação deverá constar de um texto legal que mostre a importância da consulta médica. Após a RDC 96/2008, a já conhecida frase “Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado” foi levemente alterada, substituindo-se o “Ao” pela conjunção “Se”, mais acessível à população. Novas frases também serão divulgadas, dependendo do medicamento, tais como: Muitas das medidas impostas pela ANVISA na Resolução RDC 96/2008 evidenciam a fragilidade da estrutura da agência, que conferiu à propaganda de medicamentos uma importância essencial na questão da automedicação, mas é insuficiente onde realmente se verifica o problema: na fiscalização da venda e o acesso de medicamentos ao consumidor. Assim sendo, mediante a edição da Resolução RDC 96/2008, a ANVISA já atribuiu à indústria farmacêutica, assim como às farmácias e drogarias, as responsabilidades na propaganda de medicamentos no combate à automedicação e ao uso irracional de medicamentos. Caso qualquer parte dessa RDC não seja plenamente atendida pelos estabelecimentos caberá uma penalidade de autuação por parte da ANVISA. “MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC ANVISA Nº… /2006. AFE Nº…”; “(nome comercial do medicamento ou, no caso dos medicamentos genéricos, a substância ativa) É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS”; “(nome comercial do medicamento ou, no caso dos medicamentos genéricos, a substância ativa) É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA”. Publicidade de medicamentos: o que pode e o que não pode Neste vídeo, a especialista Camilla Athayde vai mostrar as regras que devem ser seguidas para a publicidade de medicamentos, como os tipos de medicamentos que podem ser alvo de campanha publicitária e os requisitos obrigatórios. Vamos lá! O que ocorre no Brasil e no mundo – regulamentação Como vimos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) através da RDC 96/2008 regulamenta sobre a propaganda, publicidade, informações e outras práticas cujo objetivo seja a divulgação ou promoção comercial de medicamentos. A RDC 96/2008 estabelece que, em todo o território nacional, a divulgação de medicamentos de venda livre (OTC) são permitidas para o público consumidor final desde que atenda a alguns requisitos regulatórios. Comentário Já para os medicamentos de prescrição, tarjados, a comunicação direta só é permitida entre os profissionais da área de saúde. Contudo, as peças promocionais podem ser realizadas desde que não tenham nenhum fator que gere a automedicaçãoou que não sejam anunciadas por meio de tabelas. Essa é a realidade brasileira desde 2008. Mas como ocorre no mundo? Resposta Nos Estados Unidos, a propaganda e a publicidade podem ser feitas em ampla escala, de medicamentos com ou sem prescrição, para o público geral. Não há qualquer regulamento sobre a divulgação, propagação ou informação de fármacos para a população em geral. Já na Alemanha e em Portugal há uma lista com doenças ou sintomas que não podem ser alvo de propaganda direta ao consumidor. E no caso da Nova Zelândia é permitida a propaganda ao consumidor de medicamentos sob prescrição médica. Com o avanço da assistência farmacêutica e da conscientização da população sobre o uso racional de medicamentos, acredita-se que mesmo mediante a novas ou antigas RDC a procura à medicamentos sem orientação profissional tenderá a cair. Mas, até chegarmos nesse momento é importante saber que a venda e a divulgação de qualquer insumo ou produto farmacêutico sem atenção aos regulamentos não só infringe uma legislação como impulsiona o consumo não consciente, a automedicação e o enfraquecimento de todo um plano nacional de saúde. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 A crescente globalização e as fusões de empresas internacionais impulsionaram grandes mudanças no mercado farmacêutico. Além desses fatores, alguns relacionados ao comportamento dos consumidores foram significativos. Assinale a alternativa correta que apresenta as principais mudanças para a modulação do mercado farmacêutico nos últimos anos: Parabéns! A alternativa B está correta. Os principais fatores para as atuais mudanças do mercado farmacêutico nos últimos anos são: fusões de grandes empresas, envelhecimento da população mundial, aumento do PIB de muitos países, aumento da classe C com um maior gasto em saúde, aumento nos custos dos serviços de saúde, aumento de gastos com saúde preventiva, expansão das políticas públicas de saúde, surgimento da pandemia Covid-19; e maior consolidação do setor. Questão 2 Após a Resolução RDC 96/2008, muitas normas foram implementadas para se ter um maior controle sobre o que é publicitado em peças promocionais e de propaganda no segmento farmacêutico. Mediante as normativas dessa RDC assinale a alternativa correta. A Envelhecimento da população mundial, diminuição do PIB de muitos países emergentes e aumento da classe C com um maior gasto em saúde. B Aumento nos custos dos serviços de saúde, aumento de gastos com saúde preventiva e aumento da classe C com um maior gasto em saúde. C Expansão das políticas públicas de saúde, surgimento da Pandemia COVID-19 e diminuição do PIB de muitos países emergentes. D Envelhecimento da população mundial, diminuição do PIB de muitos países emergentes e diminuição da classe C com um maior gasto em saúde. E Envelhecimento da população mundial, aumento do PIB de muitos países emergentes e diminuição da classe C com um maior gasto em saúde. A Todos os medicamentos poderão ser divulgados amplamente, por vários veículos de comunicação, desde que insiram nas peças um texto legal “É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA”. Todos os medicamentos livres de prescrição (OTC) poderão ter livre divulgação, por meio de várias Parabéns! A alternativa B está correta. Após a RDC 96/2008, os medicamentos passaram a não poder ter livre e ampla divulgação através de publicidade e propaganda. Essa resolução tem o intuito de coibir a automedicação e resguardar a população de ações nocivas a sua saúde. Os medicamentos OTC (livre de prescrição) podem ser divulgados através de campanhas publicitárias para todos os públicos e os tarjados apenas através de listas. Contudo, sempre deverão possuir esse texto legal para que possa alertar a população: “MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC ANVISA Nº… /2006. AFE Nº…”; “(nome comercial do medicamento ou, no caso dos medicamentos genéricos, a substância ativa) É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS”, e “(nome comercial do medicamento ou, no caso dos medicamentos genéricos, a substância ativa) É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA”. B abordagens publicitárias. Já os medicamentos tarjados só poderão ser divulgados em materiais promocionais em forma de lista, na qual deve contar apenas o nome da substância, a dosagem, o laboratório e o preço praticado. C Medicamentos de prescrição, tarjados, poderão ter uma comunicação direta para o público externo. D Programas de fidelização não poderão ter medicamentos como objeto de pontuação. A compra ou o uso de medicamento nunca poderá ser parte de uma campanha de incentivo à ampliação de compras ou fidelização. E Os medicamentos tarjados poderão ter livre divulgação, por meio de várias abordagens publicitárias. Já os medicamentos livres de prescrição só poderão ser divulgados em materiais promocionais em forma de lista, na qual deve contar apenas com o nome da substância, a dosagem, o laboratório e o preço praticado. 3 - Plano estratégico de marketing Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer o plano estratégico de marketing no segmento farmacêutico. Planejamento Estratégico Introdução O Planejamento Estratégico se tornou uma das grandes ferramentas da alta gestão empresarial, pois é por meio dele que medidas podem ser tomadas tanto para o enfrentamento de ameaças como para o aproveitamento de oportunidades mercadológicas. Os principais motivos para a ampla utilização do Planejamento Estratégico são as modificações de todos os ambientes internos e externos de forma rápida e brusca nas realidades do mercado e da sociedade. As principais mudanças que podemos perceber são nos ambientes econômicos, sociais, tecnológico e político. Desse modo, qualquer empresa que quer se manter viva no mercado deve se adaptar a essas novas realidades, e esse é justamente o papel do Planejamento Estratégico. Mas o que é realmente esse tal de Planejamento? De�nição Planejamento Estratégico é um instrumento administrativo que as empresas devem realizar para que possam definir prioridades e de forma racional tomar as decisões que a empresa necessita diante de seus objetivos e do mercado. Ou seja, o Planejamento Estratégico Empresarial, segundo Philip Kotler (1998, p. 90), é a metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando maior grau de interação com o ambiente. Re�exão Contudo, muitas empresas não entendem que um verdadeiro Planejamento Estratégico é, em suma, olhar para a própria empresa e para as modificações do mercado com o intuito de melhor se adaptar e propor soluções para a sociedade e mercado. Não se trata de um planejamento engessado, baseado apenas no que se produziu no passado ou o que se pretende trabalhar em uma realidade não condizente com a realidade. Veja o seguinte exemplo. Quando se instalou a pandemia de COVID-19, muitos EPIs (equipamentos de proteção individual) passaram a não fazer parte apenas de um grupo restrito, como os profissionais de saúde, foi gerada uma nova demanda para toda a sociedade, como a utilização de máscaras e álcool em gel. Empresas que desenvolviam esse tipo de produto tiveram que modificar todo seu planejamento para essa nova realidade. Da mesma forma, outras empresas que trabalham com produtos que possuem sua produção ou distribuição baseadas na oscilação do dólar também tiveram que modificar toda sua precificação para que não tivessem prejuízos. Planejamento estratégico Neste vídeo, a especialista, Camilla Athayde apresenta um estudo de caso que mostrará o que é o Planejamento Estratégico e sua importância para a empresa. Vamos lá! Agora sabemos que o Planejamento Estratégico não é algo sobre o que temos total controle,mas uma ferramenta que devemos realizar, reavaliar e trabalhar constantemente para saber o que pode interferir em nossa empresa. Sabendo que devemos observar todas as questões do microentorno e do macroentorno, definições que veremos com mais detalhes à frente. Análise do ambiente Se conhecermos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas. (SUN TZU, 2004, p. 53) A análise do ambiente possui o intuito de conhecer diversas realidades e assim observar todas as nossas potencialidades enquanto empresa, bem como as ameaças e fragilidades. Essa análise deve ser realizada em duas etapas distintas, do microentorno e do macroentorno. Conheça essas duas etapas: Tudo que permeia a empresa como: qual produto ofertar, onde vender, para quem e por qual preço. Todas as forças que a empresa não tem como modular ou escolher, apenas administrar mediante uma realidade. Macroentorno Microentorno ou microambiente Macroentorno ou macroambiente O macroentorno são todas as forças externas à organização e que impactam significativamente no desenvolvimento da empresa. Sobre esses fatores não se tem qualquer domínio ou controle, porém a empresa tem que estar atenta e observar cada uma de suas tendências e modificações para desenvolver um novo planejamento e ter, assim, atitudes assertivas. Veja a seguir os principais fatores do macroentorno. Características gerais da população como: tamanho, concentração, grau de escolaridade, sexo, profissão, estado civil, composição familiar, distribuição geográfica, comportamento e necessidades dos consumidores e da comunidade. Por exemplo: existem algumas regiões em que, por situações genéticas, a comunidade está mais propensa a desenvolver um tipo específico de patologia. Inflação, distribuição de renda e taxas de juros influenciam na abertura e sobrevivência do negócio. Observância das leis, como impostos, Código de Defesa do Consumidor, Código Civil, entre outros. Adaptar-se às novas tecnologias, pois elas podem afetar diretamente o negócio. Não se esqueça de recorrer a mídia para se atualizar. Prever as ações do concorrente. Análise de preços, formas de pagamento, divulgação e promoção, distribuição, atendimento, variedade etc. Microentorno O microentorno, por sua vez, é o ambiente interno atual e futuro da empresa. Suas modificações e escolhas são ditadas pela própria organização. Esse ponto se baseia basicamente em um conceito Fatores socioculturais Fatores econômicos Fatores políticos/legais Fatores tecnológicos Concorrência denominado de Marketing Mix, veja a seguir uma ilustração desse conceito. Marketing Mix. Marketing Mix ou Composto de Marketing, como também é conhecido, trata da definição de quais produtos ou serviços vendo, para quem eu vendo, por quanto e onde eu vendo. Em suma, a definição desses pontos, produto/ serviço, preço, praça, promoção serve para realizar a estratégia interna de marketing e compor estes quatro elementos essenciais. Veja a seguir as definições e exemplos desses aspectos. Produto/Serviço Bem tangível (produto) ou intangível (serviço). É o que se oferta numa transação comercial e deve dispor de características essenciais às necessidades do consumidor. Para que os produtos possam ser mais atrativos, mais competitivos e encantar mais o cliente, muitos deles são ofertados com benefícios extras, como garantia, entrega gratuita, instalação gratuita, embalagens diferenciadas etc. Um ponto fundamental para se analisar é em qual fase dentro do mercado esse produto está, ou seja, é saber não apenas o que oferto, mas como meu produto ou serviço se encontra na fase de compra do meu mercado de acordo com o ciclo de vida do produto (trata-se de quatro fases da vida de um produto, associadas às fases de uma árvore: germinação, crescimento, maturidade e declínio ou morte). 1. Germinação: é um produto iniciante – poucas pessoas conhecem, está entrando no mercado; 2. Crescimento: é um produto ou serviço que as pessoas estão começando a conhecer e já está gerando algum lucro; 3. Maturidade: é um produto sedimentado no mercado onde todo mundo conhece; 4. Declínio ou Morte: é um produto que está baixando as vendas ou até mesmo não se tem mais procura. Preço É quanto o seu produto ou serviço vale para o consumidor. Para o seu negócio, o preço ideal de venda é aquele que cobre os custos do produto ou serviço e ainda proporciona o retorno desejado pela empresa. Sempre deve-se atentar que o preço praticado em uma região não necessariamente será o mesmo praticado em outra. Apesar de medicamentos serem tabelados, temos que nos atentar na precificação mediante a realidade econômica do local onde estamos prestando o serviço ou vendendo produtos. Promoção É a comunicação, é a forma de promover, propagar o que eu vendo através do estímulo da demanda às necessidades e desejos dos clientes. A informação a ser repassada deve basear- se nas necessidades dos clientes e através dos corretos canais de comunicação. A chave do sucesso está em atrair e reter a atenção do consumidor. A promoção possui três objetivos: 1. Informar a existência dos produtos/serviços e de suas vantagens; 2. Informar onde e como obter esses serviços; 3. Lembrar da existência dos produtos/serviços oferecidos. As diversas formas de comunicação de marketing são cruciais na criação da consciência da marca e para estabelecer identidades de marcas positivas tornando os produtos e serviços ofertados desejáveis. Praça Entende-se por praça o local, a região em que você disponibilizará o produto ou serviço e a escolha do seu público- alvo. É o onde e o para quem o produto ou serviço será colocado à disposição. Localização e estrutura adequadas, canais de distribuição, relação com fornecedores serão determinantes para levar ao cliente o que ele necessita. O tipo do negócio determinará todos os aspectos relevantes a esse elemento. As ações de marketing devem ser realizadas para o usuário final. Todos esses fatores internos apresentados devem estar centrados no público-alvo, para quem se esteja vendendo, a identificação de um segmento particular ou segmentos da população a que se pretende servir. Assim, uma das formas mais conscientes de se estabelecer para quem é sua proposta de negócio é os os segmentando em critérios geográficos, demográficos, psicográficos e comportamentais. Veja a definição de cada um deles a seguir. Demográ�cos Comportamentais Geográ�cos Psicográ�cos Demográ�cos Pessoas físicas (sexo, faixa etária, profissão, renda, educação); pessoa jurídica (ramo de atividade, serviço e produtos oferecidos, número de empregados, filiais, tempo de atuação no mercado, localização e imagem da marca). Comportamentais Hábitos de consumo, benefícios procurados, frequência de compra, ocasiões e quais seus principais estímulos. Geográ�cos Tamanho potencial do seu mercado (países, regiões, cidades, bairros). Psicográ�cos Estilos de vida, atitudes. Dessa maneira, analisando os ambientes internos e externos das organizações podemos melhor definir quais são as ações mais assertivas em cada uma das modulações existentes e traçar seus objetivos e metas que condizem com a realidade apresentada. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Para um completo Planejamento Estratégico, devemos analisar todos os ambientes que interagem com a empresa e que possam refletir qualquer interferência nos rumos e atuações empresariais, tanto interna quanto externamente. Assinale a opção correta que define o que é macroambiente. A Fatores externos e internos amplos que podem interferir indiretamente no negócio. B Fatores externos que podem interferir indiretamente no negócio. C Fatores internosque podem interferir diretamente no negócio. Parabéns! A alternativa E está correta. Macroambiente ou macroentorno são todos os fatores externos que interferem diretamente na atuação e nos rumos das empresas, podendo ser: socioculturais, econômicos, políticos/legais, tecnológicos e concorrência. Questão 2 Um dos principais fundamentos para a utilização do Planejamento Estratégico é que os mercados estão a cada dia se modificando por meio de diversos fatores internos e externos. Dessa forma, assinale a opção correta que define o que é o Planejamento Estratégico. Parabéns! A alternativa A está correta. D Fatores externos e internos amplos que podem interferir diretamente no negócio. E Fatores externos que podem interferir diretamente no negócio. A É uma metodologia que pertence à gestão da empresa e que visa estabelecer a direção a ser seguida, podendo ser modulada em decorrência das mudanças, visando maior interação com o ambiente. B São ações que a empresa deve adotar como foco estratégico e manter até alcançar seus objetivos sem quaisquer mudanças. C É uma metodologia gerencial, com a mesma ênfase que o Planejamento de Longo Prazo. D É uma metodologia da área do planejamento empresarial que complica a gestão de uma empresa ao minimizar os objetivos e estratégias para atingi- los. E É uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida, sem qualquer questionamento, pela organização, visando maior grau de interação com o ambiente. Planejamento estratégico tem o foco na utilização de uma metodologia que se baseia nas modulações do mercado e das realidades para que possa ter maior interação com os ambientes; não se trata de estabelecer metas fixas e rígidas, mas em adaptá- las às realidades apresentadas. 4 - Vendas na farmácia Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as vendas na farmácia mediante a realidade do mercado. Introdução É o sonho de qualquer empresa comercializar um produto de primeira necessidade, com vendas estáveis ao longo do ano, sem ou com pouca sazonalidade e que não seja afetado por crises econômicas. Porém, esses fatores, que atraem milhares de empreendedores para o ramo de farmácias e drogarias, não são suficientes para garantir a viabilidade financeira do negócio. A previsão de demanda e o planejamento do negócio são fundamentais para o sucesso do empreendimento. Comentário Cabe aqui um esclarecimento sobre a diferença entre drogaria ou farmácia sem manipulação e farmácia com manipulação. Segundo a Lei n. 1321/2014, que trata do exercício e fiscalização das atividades farmacêuticas, as drogarias ou farmácias sem manipulação são estabelecimentos de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais. Já as farmácias com manipulação são caracterizadas como estabelecimentos que, além da comercialização, atuam na manipulação de fórmulas magistrais e oficinais. Atualmente, as drogarias respondem por 80% do escoamento de medicamentos. Porém, os principais fatores de atratividade do setor são: demanda crescente no Brasil para o mercado de remédios; as boas perspectivas para os medicamentos genéricos; o potencial de consumo das classes C e D; facilidade de acesso a softwares de gestão de drogarias; o envelhecimento da população brasileira e a possibilidade de expansão do portfólio de produtos para artigos de higiene, limpeza, perfumaria e produtos de conveniência, até mesmo para recarga de créditos de celulares. Classi�cação dos estabelecimentos farmacêuticos e vendas Como ocorrem as vendas e como sabemos qual é o tipo de cada estabelecimento no setor farmacêutico? Primeiramente, existe apenas dois tipos de informações de compras que de cara já estabelecem como são realizadas as transações da empresa: Sell-in e Sell-out. Veja a seguir o significado desses tipos de transações. Sell-in Sell-out Sell-in Sell-in é quando o estabelecimento informa quando compra o medicamento, ou seja, ele faz suas compras e sua visão gerencial de vendas é focada na entrada de produtos, insumos. Sell-out Já o Sell-out é quando a empresa faz sua administração a partir da venda dos produtos, quando ele é vendido. O que significa isso? Significa o modo de administração de estoque e de giro dos medicamentos dentro do estabelecimento; se foca quando recebe ou quando vende ou utiliza os fármacos. A partir desse princípio básico é gerenciado o estoque e consequentemente o que se tem para vender ou produzir de acordo com a realidade do mercado ou com as propostas das distribuidoras e da indústria. Após essa análise, os estabelecimentos também poderão ser classificados quanto à sua estrutura administrativa de serviço e de Layout. Daqui em diante vamos explorar mais essas classificações através das definições e exemplos. Classi�cação quanto à administração Os estabelecimentos farmacêuticos, quanto à administração, podem ser classificados em independentes e associados, veja a seguir a definição dessas classificações. Independentes São empresas administradas diretamente pelo proprietário ou alguém designado por ele; possuem características comerciais e de marketing próprias. São classificadas assim as farmácias com menos de seis lojas e CNPJ diferentes. Normalmente, os pedidos são encaminhados para uma ou mais distribuidoras, dependendo da disponibilidade de crédito ou da condição comercial oferecida. Os estoques são pequenos em função das compras que podem ser feitas diariamente (em alguns casos até duas vezes ao dia). Associados Alguns estabelecimentos atuam de forma totalmente independente, outros podem estar associados a um grupo ou associação de farmácias independentes e/ou ainda estar vinculados a uma “marca”, formando: São farmácias independentes que se associam para obterem melhores condições comerciais dos laboratórios e distribuidores. Utilizam a mesma “bandeira” (nome ou logomarca na fachada) para ganhar “uma cara de rede”. Mas toda a administração do ponto de venda, incluindo estrutura operacional, layout da loja, treinamento, informatização, promoções etc., ficam sob responsabilidade da própria farmácia. A negociação com distribuidores e laboratórios é feita pela Associação, porém a Associativismos decisão de compra e os pedidos são feitos diretamente pela farmácia, que mantém sua autonomia. São farmácias independentes que, por meio do sistema de franquia, assimilam características comerciais e de marketing semelhantes às das redes. Toda a estrutura operacional e comercial que envolve a franquia fica sob responsabilidade da franqueadora (layout da loja, treinamento, informatização de unidades, promoções, propaganda etc.), cabendo ao franqueado a administração do ponto de venda. Normalmente os pedidos são encaminhados para um escritório central. Uma rede de comunicação entre franqueadora e os distribuidores permite agilidade, segurança e eficiência no abastecimento das lojas em todas as regiões de atuação, porém este modelo não impede que a farmácia busque no mercado melhores condições de compra. São consideradas como “redes” as farmácias com seis ou mais lojas com o mesmo CNPJ. Toda a estrutura administrativa, operacional e comercial fica sob responsabilidade da “matriz” (compra de produtos, planogramas de gôndolas, layout de loja, treinamento, informatização de unidades, promoções, propaganda etc.). Neste tipo de farmácia, as negociações devem ser feitas por meio do escritório central da rede. Segundo a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), uma farmácia de rede vende cerca de 10 vezes mais que uma independente. Foto de um estabelecimento farmacêutico pertencente à rede Drogasil. Classi�cação quanto a layout Quando se trata de layout nos referimos sobre como é a apresentação do estabelecimento farmacêutico. Podem ser classificadas como: Até os anos 1970 era o estilo de estabelecimento que vigorava no Brasil. Geralmente,possuem um salão amplo onde poucos produtos expostos, na maioria perfumaria ou higiene e beleza. O Franquias Redes Farmácias tradicionais mobiliário quase sempre é de madeira ou fórmica, os balconistas ficam posicionados atrás do balcão e o check-out, caixa, é uma extensão do próprio balcão. Geralmente não são informatizadas. O espaço é otimizado, o salão possui bastante gôndolas com medicamentos de venda livre, higiene e beleza e perfumarias. O mobiliário tem um visual mais “clean”, geralmente emprega vidro e alumínio. Os atendentes ficam dispostos pela loja, poucos ficam atrás do balcão. O check-out geralmente é na frente da loja e não há barreiras entre o atendente de caixa e o cliente. São informatizadas. Na sua maioria são localizadas próximas a terminais de ônibus, praças, igrejas e outros locais de grande circulação. Possuem tamanho pequeno, com grande quantidade de produtos à vista do cliente. Possuem mobiliário simples, sem muita modernidade, o atendimento é tradicional voltado para as classes C e D. Possuem atendentes e balconistas. Muitas já são informatizadas. Estão localizadas em bairros e shoppings e atendem a “vizinhança”. O grande apelo dessas lojas é: “Não temos um preço tão competitivo, mas estamos próximos e em local de fácil acesso (segurança, estacionamento).” As farmácias de shopping são mais sofisticadas e, em alguns casos, requintadas, possuem produtos importados ou diferenciados e oferecem outros serviços como entrega em domicílio e/ou cartões preferenciais. São as que mais crescem no Brasil. Responsáveis por cerca de 35% dos negócios do mercado farmacêutico e 29% das unidades de produtos comercializadas no Brasil. São de autosserviço, extremamente otimizadas e organizadas, são de médio a grande porte. O atendimento é diversificado para todos os tipos de classes. Preços geralmente competitivos, o check-outs são modernos. Existem atendentes por toda a loja e são bastante informatizados. Geralmente possuem sistema de segurança ou cartões de fidelidade. Farmácias de autosserviço Farmácias populares Farmácias de conveniência Farmácias de rede Deliveries São farmácias que atuam no segmento diferenciado da prestação de serviços, destacando-se pela entrega em domicílio (delivery). Como seu foco é a entrega e, normalmente, o contato com o cliente ocorre via telefone ou internet, o layout e o mobiliário possuem pouca, ou nenhuma, importância para impulsionar vendas. Principais características: atendimento via telefone ou internet; preços competitivos; produtos com alto valor agregado; informatização. Algumas farmácias (independentes e redes) oferecem a entrega como mais uma prestação de serviço, entretanto, este não é seu principal foco de atendimento como ocorre com um delivery. Sabendo um pouco mais sobre as características e perfil dos estabelecimentos farmacêuticos podemos entender que cada tipo de região e de cultura melhor se adapta a uma realidade de negócio e de layout. Assim, conseguimos entender qual estabelecimento seria melhor para cada caso, mas ainda qual será a melhor oferta de medicamentos. Desse modo, temos que compreender cada um dos produtos para que possamos então fazer suas comercializações corretamente. Tipos de medicamentos Os medicamentos podem ser classificados em genéricos, similares e referência. Mas qual é a diferença e como posso realizar a venda de cada um? Referência Os medicamentos de referência são, normalmente, medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião do registro junto ao Ministério da Saúde, através da ANVISA. São medicamentos que se encontram há bastante tempo no mercado e têm uma marca comercial conhecida. Foram os que lançaram a substância inicialmente e detêm as patentes dessas por 10 anos até que outras empresas possam também as comercializar. Similares Já os medicamentos similares são os que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e qualidade do medicamento de referência. Puderam ser comercializados e desenvolvidos após a queda da patente do medicamento de referência. São idênticos, mas não são intercambiáveis, ou seja, não podem ser trocados por qualquer outro (genérico ou referência), caso na receita venha com o nome/marca do medicamento similar. Genérico Por sua vez, o medicamento genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica e é administrado pela mesma via com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. Apresenta a mesma segurança, assim, pode ser intercambiável, ou seja, substituído ou trocado, algo assegurado por testes de bioequivalência apresentada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Ministério da Saúde. Essa troca só poderá ser realizada pelo farmacêutico responsável, pela farmácia ou drogaria e deverá ser registrada na receita médica. Ressaltando que todo medicamento genérico só pode ser vendido se vier na receita o nome da substância, princípio ativo, ou do medicamento de referência. Ainda sobre os medicamentos genéricos, podemos identificar e diferenciar um genérico de um de referência através da embalagem, somente os medicamentos genéricos contêm, em sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que os identifica, a frase “Medicamento Genérico – Lei n. 9.787, de 1999”. Além disso, os genéricos são identificados por uma grande letra “G” e as palavras “Medicamento Genérico” em azul impressa sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto, ou logo acima da tarja vermelha, quando essa existir. É o que estabelece a resolução RDC n. 333, de 19 de novembro de 2003. Medicamentos genéricos. Contudo, o profissional prescritor poderá restringir a intercambialidade, ou seja, a substituição do medicamento de referência pelo genérico, todavia, esta orientação deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara e legível e dessa forma, só poderá ser vendido o medicamento que está prescrito por esse profissional. Após todos esses conhecimentos teremos muito mais segurança na realização da venda dos medicamentos, sabendo quando poderemos vender ou não uma marca ou um produto. Mas, vale ressaltar que qualquer medicamento, exceto os de venda livre, seja de marca ou genérico, deve ser vendido mediante apresentação da prescrição. A automedicação é uma prática perigosa que pode causar muitos problemas à saúde. Atenção farmacêutica e tipos de venda A resolução RDC 585/2013 estabelece que as ações do farmacêutico passaram a compreender: abastecimento de medicamentos, conservação e controle de qualidade, segurança e a eficácia terapêutica, acompanhamento e a avaliação da utilização, obtenção e a difusão de informação sobre medicamentos, além da educação permanente dos profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para assegurar o uso racional de medicamentos. E, com isto, implantar políticas de utilização de medicamentos de maneira racional, garantir disponibilidade do medicamento, reduzir custos, facilitar as atividades de armazenamento e controle de estoque e servir como suporte para um sistema de distribuição. Segundo o PNAF (Plano Nacional de Assistência Farmacêutica) as funções do profissional também incluem elaborar normas e procedimentos técnicos e administrativos, como planejar, coordenar, executar, acompanhar e analisar as ações nos estabelecimentos em que trabalha, além da gestão de estoque e da reorientação ao otimizar a eficácia do sistema de distribuição no setor público, promovendo o uso racional dos medicamentos e descentralizando a gestão. Assim, toda e qualquer venda e/ou dispensação de medicamentos passa pela responsabilidade do farmacêutico, baseada na preferência e necessidade da população. Contudo, as vendas podem ocorrer de forma direta para o consumidor final (B2C) em farmáciasou drogarias, ou mediante vendas por licitação, no caso de empresas ou instituições públicas (B2B). B2B – licitação A administração pública, direta e indireta, não possui autonomia para comprar, vender, ceder, locar ou contratar obras ou serviços, pois não trabalha com recursos próprios ou disponíveis, mas sim com recursos públicos. Dessa forma, deverá prestar contas e observar uma série de princípios e procedimentos previstos em lei. Veja a seguir uma explicação sobre o que é uma licitação. Saiba mais A licitação é um processo administrativo que visa assegurar igualdade de condições a todos que queiram realizar um contrato com o Poder Público. A licitação é disciplinada pela Lei 8666 de 1993. Essa lei estabelece critérios objetivos de seleção das propostas de contratação mais vantajosas para o interesse público. Quando se trata do segmento farmacêutico, a licitação geralmente ocorre por meio da modalidade pregão, na sua grande maioria eletrônico. Essa modalidade é instituída pela lei 10.520/2002, e versa sobre a aquisição de bens e serviços comuns . O edital é divulgado de forma pública, e o órgão que realizará a compra dispõe quais substâncias, apresentações e quantidades deseja e recebe de modo virtual as propostas de cada um dos estabelecimentos. A administração pública só poderá fazer qualquer compra sem contratação de licitação nos casos de dispensa (artigo 24 da Lei 8.666/1993) e de inexigibilidade, ou seja, ocorre apenas quando se é inviável a competição e, portanto, não se aplica o dever de licitar, como calamidades públicas ou apenas uma única empresa preste o tipo de serviço, ou seja, a única detentora de um produto. Veja o seguinte exemplo: Serviços comuns Serviços cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital. Exemplo Como no caso da compra de vacinas específicas ou medicamentos que apenas uma única empresa produza. Algo que atualmente ocorre com o medicamento Tamiflu, somente o governo, Fiocruz, no Brasil, possui o direito de produção e distribuição do medicamento. Processo de licitação Neste vídeo, através de um estudo de caso, a especialista, Camilla Athayde mostra como é feito um processo de licitação. Vamos lá! B2C – vendas diretas Como vimos, as vendas diretas de medicamentos podem ocorrer em farmácias ou drogarias, respeitando os critérios previamente estabelecidos, como: • Apresentação da prescrição • Observância da possibilidade ou não de troca ou venda de genéricos • Assistência farmacêutica Recomendação Contudo, antes de se montar um plano de vendas ou uma grande estrutura física, deve-se atentar às necessidades da comunidade em que se irá atuar. Saber quais patologias mais atingem a população, qual seu poder aquisitivo, qual tipo de atenção farmacêutica deve prestar; esses são os primeiros passos para se pensar em vendas farmacêuticas. Um dos pontos mais relevantes é a atenção farmacêutica que deve ser dada na dispensação dos medicamentos. Esse fator começa na seleção dos fármacos que fazem parte das patologias mais evidentes da população em que está inserido. Além da busca de uma comodidade posológica para o paciente, fornecendo informações para auxiliar na obtenção da cura, remissão de sintomas e não abandono do tratamento. Todo estabelecimento farmacêutico de venda direta deve compreender que seu principal papel na sociedade não se trata de distribuir medicamentos ou apenas facilitar o acesso a eles, mas de promover qualidade de vida e preservação da saúde individual e de toda a sociedade. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 As vendas de medicamentos podem ser realizadas com medicamentos similares, referências e genéricos. Dependendo de como a prescrição seja realizada, poderemos vender somente o similar, ou então o de referência e o genérico. Conforme os conceitos básicos, assinale a alternativa correta sobre a definição de medicamentos genéricos: A São medicamentos que, geralmente, encontram-se há bastante tempo no mercado e têm uma marca comercial conhecida. Foram os que lançaram a substância inicialmente no mercado. B São medicamentos que possuem o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, além de serem administrados pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. Assim, apresenta a mesma segurança que o medicamento de referência, podendo ser intercambiável com ele. C São medicamentos que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e qualidade do medicamento de referência, mas não são intercambiáveis com ele. São idênticos, porém apresentam um nome de marca comercialmente estipulados por seus laboratórios. D São medicamentos com o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e qualidade do medicamento de referência, mas não são intercambiáveis com ele. São idênticos. Parabéns! A alternativa B está correta. Os medicamentos genéricos são todos aqueles que possuem condições idênticas ao de referência; ou seja, o mesmo fármaco (princípio ativo), a mesma dose, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica. Ele é o único que pode ser intercambiável pelo de referência. Questão 2 Os estabelecimentos farmacêuticos podem ser classificados tanto quanto a seu tipo de serviço quanto ao seu layout. Assinale a alternativa correta que apresenta os tipos de estabelecimentos quanto a layout. Parabéns! A alternativa C está correta. As farmácias podem ser classificadas quanto ao seu layout ou à sua forma de apresentação ao público em seis formas: tradicionais, de autosserviço, populares, de conveniência, de rede, delivery. Já quanto à sua forma de administração, ou estrutura administrativa, em quatro tipos: independentes, associativismos, franquias e redes. E São os medicamentos que contêm o mesmo fármaco (princípio ativo), em dose e forma farmacêutica diferente, administrados pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. Apresentam a mesma segurança que o medicamento de referência no país, não podendo ser intercambiável com ele. A Tradicionais, Autosserviço, Rede, Independentes B Franquias, Populares, Rede, Delivery C Populares, Conveniência, Tradicionais, Rede D Independentes, Autosserviço, Populares, Rede E Rede, Franquias, Populares, Conveniência Considerações �nais Como vimos, o marketing é uma ação estratégica e faz parte de um sistema de ações dentro de uma empresa ou organização que tenha o intuito de melhor solucionar os anseios da sociedade na oferta de produtos ou serviços. Contudo, somente terá plena eficácia se tiver suas ações embasadas em pesquisas que definam o mercado e o que realmente cada um dos seus tipos de transação e negócios esperam do segmento. Entrar no mundo do marketing é entrar no mundo dos seus consumidores e suas formas de interagir com a sociedade. Com isso, o Planejamento Estratégico de Marketing é uma ferramenta de suma importância para que todas as empresas consigam melhor definir suas metas, objetivos e ações de forma assertiva mediante as modulações do mercado. Principalmente porque, para que as vendas de um medicamento ocorram de forma segura e atendam a todas as necessidades terapêuticas da sociedade, devem se atentar a questões como: qual tipo de estabelecimento devo implementar na comunidade, quais medicamentos deverão estar disponibilizados, de que maneira deve ser realizado o atendimento à população, qual perfil econômico e social dela. Desse modo, a venda dos fármacos é muito mais que a entrega de medicamentos e deve envolver um plano de assistência. Vender ou dispensar medicamentos é uma atividade de garantia e preservação da saúde individual e coletiva. Podcast Neste podcast, a especialista Camilla Athayde abordaos tópicos mais importantes que foram desenvolvidos ao longo do conteúdo. Vamos lá! Explore + Leia os artigos: Planejamento Estratégico, de Maria Carolina Andion e Rubens Fava. Análise bioética da propaganda e publicidade de medicamentos, de Maria José Delgado Fagundes e outros. “Quando o anúncio é bom, todo mundo compra.” O Projeto MonitorAÇÃO e a propaganda de medicamentos no Brasil, de Jussara Calmon Reis de Souza Soares. Avanços logísticos no varejo nacional: o caso das redes de farmácias, de Claude Machline e José Bento C. Amaral Júnior. Não deixe de ler a RDC 96/2008, que traz as regras completas sobre a publicidade de medicamentos. Referências AAKER, D. A; KUMAR, V.; DAY, G. Pesquisa de Marketing. São Paulo: Atlas, 2001 CZINKOTA, M. R. Marketing: as melhores práticas. Tradução Carlos Alberto Silveira Netto Soares e Nivaldo Montingelli Jr. Porto Alegre: Bookman, 2001. 559p. ITALIANI, F. Marketing Farmacêutico. Rio de Janeiro: Qualitymark Edit, 2006. KOTLER, P. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 10. ed. São Paulo: Atlas, 1998. KOTLER, P. Administração de Marketing: A bíblia do Marketing. 12. ed. 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