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Banco de Dados, Datawarehouse e Business Intelligence Apresentação Você vive em um mundo envolvido pela tecnologia, e a base de toda esta infraestrutura tecnológica é a informação. Mais importante do que o avanço e a modernização dos meios tecnológicos, é você compreender como toda a informação gerada é objetivamente manipulada e armazenada. Você verá que foram criados meios para que o acesso a essa informação seja eficaz, rápido e seguro. Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá identificar as características destes principais meios, como o conceito de Banco de Dados, Datawarehouse e Bussiness Intelligence. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir o conceito de Banco de Dados, Datawarehouse e Business Intelligence.• Analisar como um sistema de Datawarehouse é construído.• Relacionar a utilização de um Datawarehouse em conjunto com uma área de Bussiness Intelligence, a fim de auxiliar na estratégia de uma empresa. • Infográfico Existem dois tipos principais de ferramentas para a extração de dados do Datawarehouse, são eles: On-line Transaction Processing (OLTP) e On-line Analytical Processing (OLAP). Pode-se dizer que a principal diferença entre essas duas ferramentas é o fato da OLTP ser focada nos dados que transitam por dentro do sistema operacional, enquanto o foco da OLAP é estritamente gerencial. Veja, no Infográfico a seguir, as principais características de cada uma. Conteúdo do livro O Banco de Dados é um conjunto de dados que armazenam informações de forma organizada. Você verá que os bancos de dados Datawarehouse e Business Intelligece podem ser úteis para a tomada de decisão de uma empresa. No capítulo Banco de Dados, Datawarehouse e Business Intelligence, da obra Sistemas de informações gerenciais, você compreenderá os conceitos de Datawarehouse e Business Intelligece, suas vantagens e desvantagens e a relação entre eles. Boa leitura. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS Katia Cilene Neles da Silva Banco de dados, data warehouse e business intelligence Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Definir as características de banco de dados, data warehouse e bu- siness intelligence. � Analisar como um sistema de data warehouse é construído. � Relacionar a utilização de um data warehouse em conjunto com uma área de business intelligence para auxiliar na estratégia de uma empresa. Introdução Vivemos em um mundo envolvido pela tecnologia, e a base dessa infra- estrutura tecnológica é a informação. Mais importante do que o avanço e a modernização dos meios tecnológicos, deve-se ter a compreensão de como toda informação gerada é objetivamente manipulada e armazenada. Para que o acesso a essa informação gerada seja eficaz, rápido e seguro, foram criados meios para alcançar esses objetivos. Neste capítulo, você identificará as características destes principais meios, como o conceito de banco de dados, data warehouse e business intelligence, analisará como um sistema de data warehouse é construído e poderá relacionar sua utilização em conjunto com uma área de business intelligence para auxiliar na estratégia de uma empresa. Características do banco de dados, do data warehouse e do business intelligence Banco de dados Banco de dados ou base de dados é um conjunto de dados que armazenam in- formações de forma relacionada e organizada, a fim de facilitar o seu tratamento e a sua pesquisa. Esses dados são operados pelos sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD), que surgiram na década de 1970. Antes dos SGBD, se utilizavam arquivos comuns dos sistemas operacionais para armazenar as informações. Dados versus informação Os dados são fragmentos de informações em um formato bruto, sem organiza- ção e, muitas vezes, não sem sentido algum; já a informação é a organização dos dados de modo em que se possa obter as informações com coerência e sentido. Para que você entenda a diferença entre eles, analise a frase a seguinte frase: “Um relatório sobre economia digital divulgado hoje (3) pela Confe- rência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet”. Se selecionarmos apenas a palavra ranking, ela não representará muito significado, mas ao analisarmos a frase inteira, teremos a informação de que precisamos, ou seja, ranking é apenas um dado, mas, em conjunto com outros dados, apresenta sentido e uma informação. Todo dado relativo a outro dado é chamado de metadado. Por exemplo, no dado “Nome” existem características como tipo, tamanho, obrigatoriedade, etc., que, por serem relativas ao “Nome” são consideradas metadados. Banco de dados, data warehouse e business intelligence2 Data warehouse Um data warehouse é um conjunto de banco de dados relacionado de forma consolidada e detalhada de uma organização, gerando um histórico de dados que auxiliará a empresa na tomada de decisões, com base em todas as infor- mações armazenadas nele. Vantagens e desvantagens As vantagens do data warehouse são: � ter inconsistências que são identificadas e solucionadas antes dos dados serem carregados, o que facilita a execução de análise e relatórios; � contribuir para o processo de tomada decisões, por meio de relatórios de tendências, de exceção e que revelam os objetivos vs. o desempenho real. As desvantagens do data warehouse são: � não ser uma solução adequada para dados não estruturados; � ter custos elevados e ficar ultrapassado com alguma rapidez. Na Figura 1, você verá a arquitetura do data warehouse. 3Banco de dados, data warehouse e business intelligence Figura 1. Ilustração da arquitetura de um data warehouse. Fonte: adaptada de Lyra et al. (2014). OLAPData Marts Data Warehouse Análise Data Mining Relatórios Extração Transformação Carga Atualização Fontes externas BDs Operacionais OLAP Fontes de dados Ferramentas de consulta Meta Dados Data warehouse e business intelligence Business intelligence ou inteligência empresarial é o processo de extração, organização, análise e tratamento das informações para suporte nas decisões de negócios no âmbito empresarial. É comum as informações extraídas para business intelligence virem de um data warehouse, mas nem todos eles são utilizados. Funcionamento do business intelligence Após um processo de captação dos dados, a informação é extraída, manipulada e salva em um banco de dados modelado, principalmente, a fim de auxiliar na tomada de decisões específicas da organização. Essa modelagem possui o nome de modelagem dimensional, na qual é possível trabalhar com uma enorme quantidade de informações sem a perda de performance. O business intelligence é utilizado geralmente para se encontrar dados e informações contundentes para a tomada de decisões, mas também para detectar informações desconexas, confusas e descobrir falhas de processos, Banco de dados, data warehouse e business intelligence4 proporcionando, assim, o ajuste de determinadas rotinas e decisões. Veja na Figura 2 uma ilustração do funcionamento do business intelligence. Figura 2. Ilustração do funcionamento do business intelligence. Fonte: adaptada de Know Solutions (2015). Dados Informação Business Intelligence Tomada de decisão Vendas Custos Escala de funcionários Chamados de clientes Redes sociais Dados de produção Planilha Faturamento Produtividade Indicadores de relacionamento comercial Reputação nas rede sociais BRASIL é o 4º país em número de usuários de internet. EXAME. Disponível em: <ht- tps://exame.abril.com.br/tecnologia/brasil-e-o-4o-pais-em-numero-de-usuarios-de- internet>. Acesso em: 07 mar. 2018. DICAS DE PROGRAMAÇÃO. O que é um Banco de Dados?. Disponível em: <https://di- casdeprogramacao.com.br/o-que-e-um-banco-de-dados/>. Acesso em: 07 mar. 2018. KNOW SOLUTIONS. O que é Business Intelligence(BI)?. 2015. Disponível em: <http:// knowsolution.com.br/o-que-e-business-intelligence-bi/>. Acesso em: 07 mar. 2018. LYRA, K. T. et al. Data Mining, Data Warehousing e OLAP. 2014. Disponível em: <http:// slideplayer.com.br/slide/1348720/>. Acesso em: 07 mar. 2018. SIGNIFICADOS. O que é Data Warehouse. Disponível em: <https://www.significados. com.br/data-warehouse/>. Acesso em: 07 mar. 2018. Leitura recomendada SANTOS, M. Y.; RAMOS, I. Business Intelligence: da informação ao conhecimento. 3. ed. Lisboa: FCA, 2017. 5Banco de dados, data warehouse e business intelligence Conteúdo: Dica do professor Nesta Dica do Professor, você verá os conceitos de banco de dados hierárquico e relacional, bem como os três principais tipos de relacionamento de banco de dados. Ainda, compreenderá a diferença entre Datawarehouse e Datamart. Entenderá, também, o que é SQL, BI, MIS e a diferença entre Datamining e Machine Learning. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/f2e486cae96d18d8487deb9eccbf3d08 Na prática Em uma corporação, o acesso às informações de forma organizada e clara tornou-se algo extremamente importante para a tomada de decisões. A seguir, você verá um exemplo prático de como o Datawarehouse, aliado ao Business Intelligence, permitiu a uma empresa agilizar o seu processo. A organização onde foi elaborado o estudo de caso é uma empresa que atua no varejo há mais de 40 anos e que resolveu alterar seu sistema de informática, mudando a plataforma de COBOL para Oracle Forms. Com esta migração de plataforma, foi viabilizado um leque de oportunidades, pois a estratégia da empresa poderia ser colocada em jogo de forma mais rápida no mercado. Ainda, com a implantação de um ERP e de um CRM, ela procurou melhorar a gestão organizacional. Visando uma tomada de decisão mais eficaz com relação ao aumento do faturamento, foi apresentada à empresa a Business Intelligence, uma técnica inovadora e poderosa, que integrava a gestão empresarial com a tecnologia de informação. Ainda, diretoria almejava um software de apoio à decisão, a fim de alinhar o departamento de compras à área de vendas, comparando o desempenho atual com o planejado, além de detectar os setores com maior e menor faturamento. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Dez tendências para o Business Intelligence em 2019 Para a empresa Tableau Software, líderes em visualização de dados, as tendências apontam as prioridades estratégicas que ajudarão a força de trabalho a fazer mais com os dados. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Análise das ferramentas OLAP Neste artigo, você verá um comparativo entre as principais ferramentas OLAP. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Ranking de sistemas de bancos de dados mais usados em 2015/2016 A empresa Austrian IT Consulting realizou uma pesquisa referente às menções em sites de busca, como Google e Bing, e também sobre debates técnicos dos SGBDs em fóruns respeitados no assunto. Utilizando alguns indicadores, a empresa ranqueou os SGBDs mais populares. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://cio.com.br/10-tendencias-de-business-intelligence-para-2019-segundo-a-tableou/ https://livrozilla.com/doc/1654184/uma-an%C3%A1lise-comparativa-entre-as-ferramentas-olap http://tiinside.com.br/tiinside/services/12/04/2016/ranking-de-sistemas-de-bancos-de-dados-mais-usados-em-20152016/ Business performance e conversão Apresentação As abordagens sobre o desempenho dos negócios, ou business performance, são tratadas, hoje, tanto na literatura quanto na prática, com relação direta aos dados de big data e web analytics. O conjunto gigantesco de dados coletados para armazenamento, mineração e análise com a finalidade de insights e tomada de decisões faz parte de um diferencial de competitividade no mercado. Dessa forma, é necessária a inteligência analítica para que seja conquistada a inteligência competitiva. Com a velocidade com que capacidades gigantescas de dados são coletados, as equipes de tecnologia da informação (TI) e as decisões gerenciais devem ser rápidas, pois o tempo, agora, é real. A implantação de um processo de inteligência em web analytics é o que diferencia um negócio do outro. Ou seja, vencerá a concorrência por fatias de mercado não somente as empresas que detêm os dados, mas as que estão mais bem preparadas para tirar um resultado analítico deles. Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá os conceitos e as características do business performance. Além disso, conhecerá estratégias e processos para a aplicação da inteligência analítica na conversão dos usuários por meio do funil e da jornada do cliente. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir business performance.• Identificar formas de aplicação das políticas de inteligência analítica. • Descrever os elementos voltados à conversão de usuários.• Infográfico Os dados estão crescendo a cada dia e se tornando mais complexos para os negócios. Com isso, empresas de diferentes portes estão adotando novas ferramentas e tecnologias para a captura e análise dos dados. Para que as empresas tenham sucesso, elas precisam ser capazes de coletar e analisar dados. Sem estes, torna-se cada vez mais difícil ter um bom desempenho nos negócios. Os dados certos permitem que as empresas tomem decisões mais inteligentes e forneçam as melhores experiências para os clientes. Neste Infográfico, você vai ver as aplicações baseadas em análises inteligentes, decisões gerenciais e inteligência de negócios, assim como as aplicações analíticas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/605e6680-9337-4706-9f5a-86997662f6e7/9f25aced-7d29-4260-bc08-b6e7f02c4bbf.jpg Conteúdo do livro Atualmente, vive-se na economia da transformação digital, em que as empresas estão buscando alocar seus ativos de dados nas nuvens. Os dados estão chegando em velocidade, volume e variedade gigantescas, como nunca se viu na história da humanidade e das tecnologias. Os dados representam inteligência analítica para inteligência competitiva, a nova ordem de poder e competitividade para o mercado. Ou seja, sem dados, hoje, não há negócios. O business performance, ou desempenho dos negócios, conta com estratégias de inteligência analítica que seguem práticas para acompanhar a jornada do consumidor com o funil de conversão. Com tantos dados chegando às empresas, como é possível classificar e dar sentido a tudo para ter resultados assertivos a fim de alcançar os objetivos da empresa? No capítulo Business performance e conversão, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver conceitos sobre business performance. Além disso, vai conhecer estratégias e processos para a aplicação da inteligência analítica na inteligência competitiva e na conversão dos usuários em clientes em sua jornada do consumidor. Boa leitura. WEB ANALYTICS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Definir business performance. > Identificar formas de aplicação das políticas de inteligência analítica. > Descrever os elementos voltados à conversão de usuários. Introdução Os dados estão chegando às empresas em velocidade, volume e variedade im- pressionantes. De pequenos conjuntos gerenciáveis a pacotes gigantescos que são acionados sempre que um consumidor compra um produto ou gosta de uma publicação nas mídias sociais, essas informações oferecem uma gama de opor- tunidades para negócios. O business performance, ou desempenho dos negócios,conta com estratégias de inteligência analítica que seguem práticas para acompanhar a jornada do consumidor com o funil de conversão. Mas, com tantos dados chegando, como se classifica e se dá sentido a tudo para obter resultados assertivos e alcançar os objetivos da empresa? Neste capítulo, você vai conhecer os conceitos e as características do business performance. Você também vai estudar estratégias e processos para a aplicação das análises de dados voltadas para a inteligência competitiva e para a conversão dos usuários em clientes. Business performance e conversão Luciana Manfroi O que é business performance? A oportunidade que a inovação em dados oferece ao mundo é praticamente inédita. A conexão entre as empresas e os consumidores trazida pela web mudou a economia do trabalho. Na sociedade contemporânea, dados são negócios, e não há mais como se pensar em negócios sem ter em mente o resultado que provém das análises desses dados. Hoje os dados são cada vez mais abundantes, e, em contrapartida, seu custo de armazenamento diminui. Novas tecnologias e ferramentas são criadas e revelam insights valiosos para as empresas a partir de vastas quantidades de dados, que se tornam mais aprofundados e geram mais oportunidades para as tomadas de decisões empresariais. Em contrapartida, mesmo que os dados estejam por toda parte, muitas empresas ainda não realizaram a tomada de consciência para tratá-los como um diferencial competitivo. Afinal, ter um negócio orientado por dados pode garantir a sobrevivência no novo mundo dos negócios, possibilitando manter-se competitivo e maximizar os investimentos em marketing e vendas. Uma pesquisa realizada pelo ObservePoint em 2020 mostrou o quão baixos são os níveis de confiança, considerando que apenas 12% dos entrevistados responderam que seus dados eram pelo menos 90% precisos. As respostas de analistas de sites (que são mais próximos e confiantes em relação aos dados do que qualquer outro profissional) apontam que cerca de 14% confiavam que seus dados eram de 90 a 100% precisos. Em relação aos profissionais de marketing, apenas 6% disseram confiar que seus dados eram pelos menos 90% precisos. Se você pensou que esse resultado não tem um impacto negativo nos negócios, pense novamente. É importante considerar em nossos estudos que, sem a confiança nos dados, as empresas tomarão decisões mal informadas, baseadas em suposições ou apenas intuições. Nesse contexto, o business performance consiste nas atividades empre- sariais ligadas à gestão que têm a função de trabalhar para que objetivos da empresa estejam sistematicamente sendo atendidos assertivamente. Para uma melhor compreensão, é importante pensar que o business performance não analisa somente a empresa como um ecossistema único, mas todas as partes que a compõem, como os departamentos ou setores a ela vinculados, um colaborador ou um grupo de funcionários, e os processos referentes a Business performance e conversão2 todas as áreas: marketing, recursos humanos, setor financeiro, atendimento ao consumidor, entre outras. Sobre o business performance, Turban et al. (2009, p. 188) descrevem o seguinte: É um conjunto integrado de processos, metodologias, métricas e aplicações proje- tadas para impelir o desempenho geral financeiro e operacional de uma empresa. Ajuda as empresas a converterem suas estratégias e objetivos em planos, monitorar o desempenho em relação a esses planos, analisar variações entre resultados reais e resultados planejados, e ajustar seus objetivos e ações em resposta a essa análise. Para que o desempenho de um negócio seja assertivo, é importante buscar resultados propiciados por ferramentas inovadoras, que fazem parte de softwares que estão transformando digitalmente o ecossistema das empresas em todos os seus setores. Além da vantagem de os dados serem entregues em pacotes para a análise de pessoas e processos em cada setor das empresas, o resultado dessas análises proporciona a conversão em novos produtos e/ou serviços, ou seja, em novas soluções. O grande volume de dados produzido hoje transforma as empresas e, consequentemente, os seus modelos de negócio. Com isso, aumentam os desafios em relação ao processamento, à análise inteligente e ao uso asser- tivo dos dados processados, além de se exigir a atualização em termos de investimento em novas tecnologias e recursos para extrair valiosos insights para os negócios. Veja a seguir o posicionamento de Foreman (2018), autor do livro Data Smart: usando data science para transformar informação em insight. Ele aponta que os dados estão ligados aos processos de insights, tomada de decisão e produção das empresas e de seus negócios: Data science é a transformação de dados, por meio da matemática e estatística, em insights, decisões e produtos valiosos. Essa é uma definição centrada em ne- gócios. É sobre um produto final útil e valioso derivado de dados. Por quê? Porque eu não estou nisso por motivos de pesquisa ou porque eu acho que dados têm um mérito estético. Eu faço data science para ajudar a minha organização a funcionar melhor e criar valor; se você está lendo isso, eu suspeito que esteja procurando algo parecido (FOREMAN, 2018, p. 17-18). Portanto, entende-se que, hoje, as organizações são ecossistemas que economicamente dependem de análises inteligentes de dados para a sua sobrevivência, como para gerar insights e tomadas de decisões assertivas. Ou seja, sem dados, não há negócios. Business performance e conversão 3 Aplicação das políticas de inteligência analítica Medir o desempenho dos negócios por meio de análises de dados para a inteligência competitiva é imprescindível para monitorar o crescimento, o progresso ou a retração a partir das metas pretendidas. A rotina do moni- toramento é necessária e eficaz para proteger a empresa contra quaisquer problemas financeiros ou organizacionais, além de ajudar a reduzir o custo do processo e melhorar a sua produtividade e eficácia. Como medir o business performance? Para medir o desempenho dos negócios, é necessário acompanhar as métricas relevantes, também conhecidas como indicadores-chave de desempenho (KPIs, do inglês key performance indicators), que exibem um valor mensurável e mostram o progresso das metas do negócio. O desempenho é medido por meio das etapas descritas a seguir: Definir metas Os objetivos podem ser traduzidos conforme a necessidade da empresa, podendo ser: adquirir novos clientes, melhorar a satisfação do cliente, gerar altos volumes de tráfego para o seu site, entre outros. E para que os objeti- vos sejam alcançados, são necessárias metas. Pode-se pensar em metas a partir de perguntas que respondem o que se quer medir, como: o que se está tentando alcançar? Veja alguns exemplos de metas de negócios: � geração de leads; � aumento das vendas; � melhor atendimento ao cliente; � aumento da margem de lucro. A partir das metas, deve-se estabelecer fatores críticos de sucesso, ou seja, especificar as principais atividades em que a empresa deve se con- centrar para ter sucesso. Business performance e conversão4 Desenvolver KPIs Os KPIs são indicadores que fornecem insights sobre o negócio. Esses indi- cadores ajudam a medir o desempenho em relação às metas identificadas. As métricas e os KPIs de uma campanha podem ser visualizados conforme o objetivo que se quer alcançar. Por exemplo, se uma produtora de vídeo tem como objetivo a conversão em vendas, pode-se pensar que as métricas de acompanhamento são cadastros, leads e downloads. Assim, os KPIs podem ser: custo por ação (CPA), custo por lead (CPL), custo de aquisição do cliente (CAC), taxa de conversão, entre outros. É importante escolher KPIs que possam ser medidos e que forneçam resultados para alcançar seus objetivos. Definir métricas adequadas As métricas de negócios são medidas quantificáveis que servem para que se avalie um processo específico de negócio. Escolher o que se deve medirestá relacionado com o objetivo que se deseja alcançar. Assim, pode-se considerar métricas de marketing, métricas de vendas, métricas contábeis e financeiras e métricas on-line. Segundo Gabriel (2020, p. 256): Uma métrica é algo que você pode contar, como alcance, frequência, cliques, down- loads, conversões etc. Uma métrica é apenas um número, e como você interpreta esse número é com você. Em um carro, a métrica de velocidade é apenas um número no velocímetro. Você pode acompanhar essa métrica para saber se está dentro da velocidade permitida por lei. As métricas servem para serem acompanhadas como instrumentos balizadores da execução da estratégia. Nas últimas décadas, a entrega de resultados valiosos baseados em análise de dados é uma responsabilidade que recai cada vez mais sobre a equipe de gerentes de marketing e de analistas, pois há que se investir em conhecimento para retirar resultados tangíveis de dados brutos. Tanto os profissionais de marketing quanto os analistas precisam investir na melhoria da entrega com base na precisão de seus dados. De um lado, o marketing precisa ter uma maior abertura no compartilha- mento das metas de negócios, para buscar remover barreiras que possam existir entre os setores. Por outro lado, os analistas de dados têm que compre- ender quais tipos de dados são necessários para qual tipo de departamento. Esse filtro é necessário para otimizar o processo e não se gastar tempo, Business performance e conversão 5 pois nem todas as análises de dados são necessárias para todos os setores. Portanto, compartilhar recomendações acionáveis impacta fortemente os resultados dos negócios. Essa estratégia de compartilhamento de dados gera um maior potencial para novas descobertas dentro do contexto dos negócios, e, com isso, sur- gem oportunidades de se encontrar mais recursos para as atividades que realmente necessitam de investimento e tempo para a sua resolução. Para isso, investe-se em ferramentas de visualização de dados, a fim de buscar insights de análise da web. Empresas que investem em otimização para motores de busca (search engine optimization – SEO) necessitam de análises eficazes para entender cada fase da jornada do cliente e as ferramentas apropriadas pera essa medição. A inteligência analítica só poderá vigorar se houver tecnologia e conhecimento de profissionais que saibam decifrar os dados coletados na web. O recurso de web analytics consiste em um processo contínuo em busca de melhoria — ou, como podemos denominar, uma tarefa de rotina. Isso se justifica pelo fato de que, à medida que uma empresa cresce, é natural que seu site seja atualizado. E essa mudança deve levar em conta a testagem e a atualização que garantam que o site esteja recebendo os dados necessários para aumentar o retorno sobre o investimento geral. Uma política adotada por empresas de vários segmentos é a auditoria regular de dados, que deve ser realizadas para garantir que os números sejam precisos e que haja a contínua captura de atividades relevantes para os objetivos dos negócios. A vasta quantidade de dados que as empresas acumulam hoje ajuda a entender o passado, orienta a tomada de decisão no presente e possibilita realizar previsões sobre o futuro. Como usar todos esses dados de forma eficaz? Como se pode avaliar se os resultados são precisos ou significativos? Como distinguir entre causalidade e correlação? Com tantos pacotes de dados à disposição, como se pode classificar e tirar valor de tudo isso? Compreender a análise de dados é uma habilidade imprescindível para todo gerente. Não é mais suficiente transferir essa responsabilidade para cientistas de dados. Para gerentes, não basta entregar aos especialistas e analistas essa função. Os gerentes precisam saber como os especialistas alcançam os resultados e como usar as informações de forma eficaz para orientar suas próprias decisões. Ou seja, eles precisam conhecer a origem das descobertas, fazer as perguntas certas sobre os conjuntos de dados e traduzir os resultados para cada setor da empresa. Nesse sentido, algumas iniciativas devem ser tomadas, como: Business performance e conversão6 � fazer as perguntas certas para obter as informações precisas; � trabalhar de maneira mais colaborativa com cientistas de dados; � executar experimentos de negócios e testes A/B; � indicar as métricas corretas para avaliar o desempenho; � avaliar se os dados recebidos são confiáveis; � identificar quando investir em ferramentas e tecnologias; � realizar o feedback dos resultados para as áreas interessadas; � visualizar seus dados de forma real. Muitos dos resultados das análises são contextualizados. Portanto, ao iniciar o processo a partir da escolha assertiva do que se quer perguntar, com perguntas de qualidade, as respostas serão mais próximas à verdade, ao que realmente está acontecendo. É aquela velha máxima: se você não sabe para onde ir, qualquer caminho basta. Big Data e inteligência competitiva em business performance A inteligência analítica — aquela que tem como princípio a tomada de decisão a partir da análise de dados — se mostra como um diferencial competitivo a partir do momento em que se tem um ecossistema que entrega conjuntos de dados para serem analisados. Nesse contexto, o termo Big Data é relativo a conjuntos de dados cujo tamanho é maior do que a capacidade de capturar, armazenar, gerenciar e analisar das ferramentas de software de banco de dados. O Big Data oferece uma abordagem consistente no tratamento dos dados frente ao volume e à complexidade crescentes destes. Esse conceito abrange 5 Vs: volume, velocidade, variedade, veracidade e valor. Veja a seguir a des- crição de cada um deles: � Volume: é a quantidade de dados que estão sendo gerados. � Variedade: diversas fontes e formatos, incluindo dados estruturados e não estruturados, dados de e-mails e de mídias sociais, dados produ- zidos pela Internet das Coisas (IoT) por meio de sensores, entre outros. � Velocidade: além do fluxo contínuo em termos de captura dos dados, o processamento é cada vez mais veloz. Rapidez significa “tempo real”, ou seja, significa que os dados têm tratamento no instante em que chegam. Business performance e conversão 7 � Veracidade: a confiança dos dados é de grande importância, conside- rando-se o perigo de não serem confiáveis ou estarem incompletos. � Valor: quanto maior a riqueza de dados, mais importante é saber realizar as perguntas certas no início de todo o processo de análise (BROWN, 2014). Para isso, é imprescindível que os gerentes tenham foco na orientação do negócio, pois de nada adiantará realizar todo o processo de Big Data se não há questionamentos que ajudem o negócio de modo realístico. O sucesso do Big Data está relacionado à sua popularidade em termos de aquisição e acesso, devido ao barateamento dos custos de armazenamento e processamento de dados nos últimos anos. Com a barreira de custo sendo retirada, muitas empresas conseguiram criar infraestruturas de tecnologia de informação (TI) para a implantação de seus sistemas e a utilização de nuvem. Empresas como Amazon, Microsoft e Google dispõem de armazenamento em nuvem por um custo relativamente baixo pelo que oferecem como resultados aos negócios. Assim, o Big Data está relacionado a negócios que necessitam de inte- ligência analítica de profissionais para obter insights e realizar tomadas de decisões. Para Foreman (2018), o Big Data envolve transformar dados de negócios transacionais em decisões e percepções, usando análises de ponta. No contexto dos negócios, no que diz respeito ao processo de inteligência competitiva por meio de dados, algumas etapas são mais importantes do que outras, como a etapa de análise. Veja na Figura 1 o ciclo de vida dos dados. Figura 1. Ciclo de vida dos dados. COLETAR ARMAZENAR ANALISAR TRANSFORMAR Mas por que a etapa de análise é tão importante? Antes de pensar em uma resposta, considere que a análiseenvolve associações e contextualizações, que são faculdades ligadas ao intelecto. Conforme leciona Foreman (2018), avanços em hardware e software tornaram fácil e barato coletar, armazenar e analisar grandes quantidades de dados, sejam eles dados de marketing e vendas, solicitações HTTP de websites, dados de suporte ao cliente, entre outros. Pequenos negócios e instituições não lucrativas agora podem par- Business performance e conversão8 ticipar do tipo de análise que anteriormente estava ao alcance apenas de grandes empresas. Assim, a etapa de análise é importante justamente porque é nessa etapa que se transforma um número maior de dados em inteligência acionável. Segundo Provost e Fawcett (2016, p. 55), projetos de análise de dados alcançam todas as unidades de negócios. Os funcionários em todas essas unidades devem interagir com a equipe de data science. Se esses funcionários não têm uma base fundamental sobre os princípios de pensamento analítico de dados, eles não vão realmente entender o que está acontecendo na empresa. Portanto, se não há a compreensão pelo lado humano, de nada adianta a máquina coletar conjuntos gigantescos de dados. A inteligência analítica, sendo uma força para as estratégias da inteligência competitiva, recebe cada vez mais investimento devido à sua importância. Seu objetivo é identificar oportunidades de mercado e transformá-las em atributo competitivo, resultando em criação de valor, visando à liderança de mercado. Por meio dela, pode-se identificar insights e tendências que podem fazer a diferença na exploração de oportunidades e na prevenção de riscos emergentes. A importância do Big Data para o marketing e o mercado As ferramentas de web analytics passaram a ser fundamentais para auxiliar os profissionais de marketing a investir em táticas mercadológicas, visando a identificar as intenções de seu público e, com isso, entregar con- teúdos relevantes para cada etapa de sua jornada. Para saber mais, acesse o YouTube e assista ao vídeo “A importância do Big Data no mercado”, do canal Meio&Mensagem. Nele, Leonardo Naressi, que trabalha com analytics e ciência de dados para marketing, explica por que a análise de dados se tornou tão essencial para o business performance. Elementos voltados à conversão de usuários Segundo Gabriel (2020), o marketing orientado a dados consiste em um con- junto de técnicas e táticas que aproveitam grandes quantidades de dados para criar processos de marketing eficazes, visando a entender o resultado das ações e o comportamento do público-alvo ao longo da jornada do cliente. Nesse sentido, oferecendo maior praticidade para a obtenção de dados acio- náveis na web, o website se caracteriza por ser um ambiente digital próprio de uma empresa e deve, prioritariamente, ter agregado a ele o blog da empresa. Com a quantidade de dados provenientes dos diversos canais da empresa e Business performance e conversão 9 obtidos diretamente das interações com os clientes, é possível ter um “Big Data” precioso, que pode ajudar a refinar e otimizar qualquer estratégia de marketing. A seguir, você vai compreender a importância da landing page para compor as escalas do funil de marketing e vendas. Landing page Para que haja resultado assertivo em suas estratégias de negócios, as em- presas necessitam de uma posição sobre o que será medido. Com base nesses resultados é que são tomadas as decisões. Portanto, para que se inicie qualquer sistema de análise, antes se deve ter informações sobre os atributos da marca. ou seja, os conceitos de branding. O branding é a gestão da marca que considera seu posicionamento, sua missão, seus valores, seus elementos de identidade visual e seu slogan, que formam a ideia associada a ela. Com os fundamentos do branding alicerçados é que se definem os objetivos que se quer alcançar. Por meio do planejamento, traçam-se as metas para que os esforços revertam em conversão. Entende-se por conversão a conclusão de um objetivo quando satisfeito em sua proposta. É muito comum que se apliquem estratégias de marketing digital para as conversões. Para tanto, é necessário que se tenha um site onde o público, seja ele cliente ou potencial cliente, busque por informações. Esse é o ambiente digital da empresa e contém informações institucionais e sobre a marca, os produtos e os serviços. Em outro nível, o site empresarial é composto pelo blog, que é um canal gerador de conteúdo, mostrando a sua frequência de publicação. Quando a empresa quer o engajamento do público para a conversão, seja para qual objetivo se determina, ela se utiliza de landing pages. As landing pages, ou páginas de destino, são construídas com o propósito de gerar adesão e transformar visitantes em leads, leads em leads qualificados, e leads qualificados em clientes. Imagine que uma empresa que trabalha com um software de automa- ção atraia milhares de visitas por mês para o seu site/blog, mas, mesmo com tanto público que consome seus conteúdos, ela não consegue convertê-lo para as vendas de seu software. Pensando sobre o número de visitas, pode-se chegar a uma métrica de vaidade, que considera que esse volume de acessos ao site/blog é grande. Mas, como a empresa necessita de vendas, o número de acessos sem que haja a conversão para a venda de nada adianta. Por essa razão, Business performance e conversão10 torna-se necessário que se criem páginas próprias e específicas para levar o público para a conversão. Essas são as landing pages, que são criadas com poucos elementos gráficos e textuais, assim como com a redução de links no menu, para que o usuário não se distraia e realize as ações propostas. Os conteúdos que são publicados na landing page devem, obrigatoria- mente, conter uma ferramenta de chamada para ação (call to action – CTA). A ferramenta é um ícone gráfico com o apoio de um texto, geralmente no verbo imperativo (por exemplo, “inscreva-se”, “baixe o e-book”, “marque sua consulta”, etc.). Por meio da captura de contato do potencial cliente, a partir de sua inscrição na ferramenta de CTA (com nome e e-mail), torna-se possível: � construir um relacionamento mais particular e que gera, portanto, mais confiança; � analisar os dados dos usuários em busca da compreensão sobre a relação de seu perfil com o que se objetiva de clientes para a empresa; � obter um relatório dos perfis dos usuários que acessam os conteúdos, para prover a equipe de vendas com as oportunidades para a sua abordagem. Com a estratégia de landing pages, busca-se firmar a relação da empresa com o usuário, gerando oportunidades de continuidade, para que se encami- nhe o público para os próximos níveis do relacionamento, até que se chegue à conversão, ou seja, à venda. A seguir, você vai conhecer as etapas com destino à conversão, a partir do funil de marketing e vendas, ou funil de conversão. Funil de conversão Para que se consiga converter os usuários de um site em clientes, é necessário que a empresa oportunize caminhos compostos por etapas. Essas etapas são construídas com base no funil de conversão. O funil de marketing (ou vendas) é um modelo que representa a jornada de sua audiência desde o momento em que ela tem o primeiro contato com sua empresa até a compra — e até mesmo no pós-venda, em alguns casos. A importância desse modelo é que ele possibilita ao profissional criar toda sua estratégia de maneira mais assertiva, com táticas direcionadas para possíveis clientes em cada etapa do funil (PEÇANHA, 2017, documento on-line). Business performance e conversão 11 No funil de conversão, os caminhos lineares e generalizados a serem percorridos pelos usuários são moldados como etapas de conversão e são traçados seguindo a forma de um funil, conforme mostra a Figura 2. Esses caminhos apresentam resultados que mostram em qual nível estão os clientes ou clientes em potencial. Figura 2. Funil de conversão. Visitantes Leads Oportunidades Clientes Para Carneiro (2014), aidentificação correta do caminho que o visitante deverá seguir para efetuar uma compra, por exemplo, é primordial para começar o desenho do funil ou dos funis que serão usados na análise. Com isso, pode-se identificar quantos usuários entram em cada passo, quantos realmente passam para o passo seguinte e qual é o percentual de desistência. Já a jornada do cliente corresponde ao momento em que se encontra cada comprador. O que a diferencia do funil de conversão é que ela não é linear e generalizada, pois se pretende descobrir os caminhos do cliente além da sequência do funil. Nesse caso, você pode imaginar que existem diversos pontos de contato nos quais o cliente tem acesso às informações sobre os produtos. Ele pode estar tanto no meio digital quanto no meio físico. Como saber se a compra foi efetuada a partir de uma motivação na própria visita à loja, e não a partir de um e-mail marketing? Por isso, deve-se considerar que a jornada do cliente extrapola o funil, pois não assume uma sequência predefinida e lógica. Business performance e conversão12 Conversão Com todas essas estratégias para se construir um modelo de etapas que busque o engajamento dos visitantes até a sua concretização de compra, os resultados que se esperam são as conversões. Para que haja efetivamente a transação de compra e venda, é necessário que, a partir do funil, o usuário estabeleça uma relação de confiança e empatia com a marca e os seus pro- dutos. Por meio de ferramentas de marketing de conteúdo, as etapas do funil serão efetivadas em sequência, gerando resultados de conversão em cada uma delas. Ao final, após o visitante se transformar em cliente, há a consumação do funil, no estágio de menor gargalo, em sua base, onde ocorre o fechamento da venda. Lembre-se de que o funil é um modelo linear e genérico. Com isso, têm-se resultados previsíveis nas etapas. Basicamente, esses resultados são determinados por quantos visitantes entram no site/blog e quantos realmente viram clientes. Você viu nas abordagens aqui tratadas que o volume de dados não para de crescer e que é necessário desenvolver a inteligência analítica para que se conquiste a inteligência competitiva. Com a velocidade em que volumes gigantescos de dados são coletados, as equipes de TI e os tomadores de decisões gerenciais devem ser rápidos, pois o tempo, agora, é real. Nem sempre o negócio poderá esperar por decisões que antes eram tomadas em vários dias; muitos insights e tomadas de decisão são feitos na hora, pois os dados que a empresa está capturando e minerando são os mesmos que a sua concorrência está recebendo. A implantação de um processo de inteligência em web analytics é o que diferencia um negócio do outro. Ou seja, vencerão a concorrência por fatias de mercado não somente as empresas que detêm os dados, mas as que estão mais bem preparadas para obter um resultado analítico a partir deles. Além de ampliar a visão do mercado, a análise dos dados melhora vários processos do negócio, como os ligados a operações, planejamento estratégico, marketing, finanças, recursos humanos, entre outros. Ainda, por meio dela, pode-se tomar decisões mais assertivas e, com isso, reduzir os potenciais riscos e as incertezas sobre os ambientes externos. Business performance e conversão 13 Digital analytics: performance digital para negócios Com a transformação digital, o número de dados disponibilizados diariamente aumenta cada vez mais. Para os profissionais do marketing, essa explosão de informações pode ser muito útil para gerar experiências, traçar estratégias, escalar os negócios e muito mais. Basta saber utilizá-las de forma inteligente e percorrer bem as etapas desde a coleta até a interpretação de dados digitais. Para saber mais sobre esse tema, acesse o YouTube e assista à live “Digital Analytics: performance digital para negócios”, do canal Digitalks, em que são debatidos temas como digital analytics, tendências em métricas e estratégias de otimização de performance. Referências BROWN, E. What’s the difference between business intelligence and big data?. [S. l.: s. n.], 2014. Disponível em: http://ericbrown.com/whats-difference-business-intelligence- -big-data.htm. Acesso em: 9 set. 2021. CARNEIRO, R. Web analytics: planejamento e processo. São Paulo: W. Consulting, 2014. FOREMAN, J. W. Data Smart: usando data science para transformar informação em insight. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. GABRIEL, M. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2020. PEÇANHA, V. Funil de marketing: entenda o caminho de seu cliente até a compra. In: HUBSPOT. [S. l.: s. n.], 2017. Disponível em: https://br.hubspot.com/blog/marketing/ funil-de-marketing-entenda-o-caminho-de-seu-cliente-ate-a-compra. Acesso em: 9 set. 2021. PROVOST, F.; FAWCETT, T. Data Science para negócios: o que você precisa saber sobre mineração de dados e pensamento analítico de dados. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016. TURBAN, Efraim [et al.] Business intelligence: um enfoque gerencial para a inteligência do negócio. Porto Alegre: Bookman, 2009. Leituras recomendadas A IMPORTÂNCIA do Big Data para o marketing e mercado. [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (9 min). Publicado pelo canal Meio&Mensagem. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=VYFL5EjHjGk. Acesso em: 9 set. 2021. DIGITAL analytics: performance digital para negócios. [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (60 min). Publicado pelo canal Digitalks. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=CnBoK7c3QKs. Acesso em: 9 set. 2021. MICROSOFT. KPIs (indicadores chave de desempenho): o que são e como usá-los. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-365/business- -insights-ideas/resources/what-are-kpis-and-how-to-use-them. Acesso em: 9 set. 2021. Business performance e conversão14 OBSERVE POINT. Digital analytics & governance. [S. l.: s. n.], 2020. Disponível em: https:// resources.observepoint.com/reports/2021-digital-analytics-and-governance-report. Acesso em: 9 set. 2021. SENA, J. A. N. Gestão de desempenho organizacional: mensuração e melhoria dos resultados financeiros através do Balanced Scorecard. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão de Finanças Empresariais) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/ bitstream/1843/36365/1/TCC_Jose%20Airton_Vers%c3%a3o_Final.pdf. Acesso em: 9 set. 2021. Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Business performance e conversão 15 Dica do professor A taxa de conversão é uma métrica muito utilizada para mensurar os resultados. Quando a empresa quer o engajamento do público para a conversão, ela utiliza as landing pages, ou páginas de destino. Estas são construídas com o propósito de gerar adesão e transformar visitantes em leads, leads em leads qualificados e leads qualificados em clientes. No entanto, como a taxa de conversão pode ajudar a medir os resultados do desempenho dos negócios? Nesta Dica do Professor, você vai aprender a medir a taxa de conversão por meio do funil e, assim, contemplar de maneira mais assertiva o business performance. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/3cbb41cb92d6668dc2140ed45feb4454 Na prática O funil de conversão é uma metodologia que monitora, por meio de ferramentas automatizadas, a jornada do cliente no ambiente digital de marca, frequentemente utilizada como uma landing page. Para converter usuários de umsite em clientes, a empresa deve oferecer etapas para que seja feita a conversão de leads em clientes. As etapas são construídas pelo funil de marketing e vendas, também conhecido como funil de conversão. Neste Na Prática, você vai ver como as etapas podem gerar conversões por meio da jornada do cliente. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/e5acde2a-f2e3-48dc-a7d2-3d140f376afc/a78394ec-a0f5-4765-9906-7f7141a9e151.jpg Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: A importância do big data no mercado As ferramentas de web analytics passaram a ser fundamentais para auxiliar os profissionais de marketing a investir em táticas mercadológicas para identificar as intenções de seu público e, com isso, entregar conteúdos relevantes para cada etapa de sua jornada. Assista ao vídeo com Leonardo Naressi, CEO da DP6, que trabalha com analytics e ciência de dados para marketing e explica por que a análise de dados se tornou tão essencial para o business performance. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Digital analytics: performance digital para negócios Com a transformação digital, o número de dados disponibilizados diariamente aumenta cada vez mais. Para os profissionais, essa explosão de informações pode ser muito útil para gerar experiências, traçar estratégias, escalar os negócios e muito mais. Basta saber utilizá-las de forma inteligente. Veja a seguir um debate sobre o digital analytics. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Gestão de desempenho organizacional As empresas precisam saber o que medir e como medir. Não basta simplesmente definir e medir indicadores de desempenho que não estejam alinhados com o planejamento estratégico da organização. Leia o seguinte trabalho, que tem o objetivo de mostrar que medir o desempenho operacional da empresa é importante, uma vez que o que não é medido não pode ser gerenciado. https://www.youtube.com/embed/VYFL5EjHjGk https://www.youtube.com/embed/CnBoK7c3QKs Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/36365/1/TCC_Jose%20Airton_Vers%c3%a3o_Final.pdf Business performance management (BPM) Apresentação Business performance management (BPM) é um conjunto de ferramentas, práticas e estratégias utilizadas por empresas para medição de desempenho. O BPM não está diretamente relacionado ao uso de uma ferramenta de business intelligence (BI) específica, mas ao conjunto de vários indicadores e ferramentas. Por meio dele, os gestores conseguem entender como está o desempenho de sua empresa no momento e qual a perspectiva de rendimentos futuros. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender o que é BPM e como ele é utilizado nas empresas. Além disso, vai explorar a relação entre o BPM e o BI e vai estudar métodos para empregá-lo. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar os conceitos de estratégia, plano e monitoramento. • Aplicar medidas de desempenho.• Analisar métodos de BPM. • Infográfico Criar processos baseados em BPM envolve diversas etapas e características distintas, tais como: criar estratégias, planejar, monitorar, agir e ajustar. Cada uma dessas etapas tem uma importância e um papel fundamental na definição dos processos BPM. A seguir, no Infográfico, aproveite para conhecer detalhadamente as etapas dos processos BPM. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/d9c153ab-8ff2-4c3f-b28f-8485f63a0f70/d1b5e507-4df0-45d8-928a-130de4b9d4cb.png Conteúdo do livro O BPM é um aliado no monitoramento de desempenho de uma empresa, por meio de diferentes formas, ele auxilia as empresas na tomada de decisão. Mas você sabia que existem vários métodos diferentes de se aplicar o BPM? E que existem formas corretas para a estruturação de métricas de desempenho? No capítulo Business performance management (BPM), da obra Introdução à Inteligência de Negócios, você verá como o BPM funciona e como aplicar suas medidas de desempenho. Por fim, conhecerá suas diferentes metodologias. Boa leitura. INTRODUÇÃO À INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS Aline Zanin Business performance management (BPM) Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar os conceitos de estratégia, plano e monitoramento. Aplicar medidas de desempenho. Analisar metodologias de BPM. Introdução Business performance management (BPM), ou gerenciamento do desempe- nho do negócio, é uma ferramenta de suporte à tomada de decisão. Ela abrange um conjunto de processos, metodologias, métricas e aplicações criadas com o objetivo de medir o desempenho geral de uma empresa. O BPM auxilia os gestores e as empresas em geral no entendimento de como podem converter as suas estratégias em planos e objetivos e, a partir disso, monitorar o seu desempenho em relação a esses objetivos. Neste capítulo, você vai aprender sobre o BPM, verificando as estra- tégias que ele apresenta para a gestão das empresas. Você também vai aprender sobre as medidas de desempenho e como elas podem ser empregadas de maneira facilitada no dia a dia das empresas. Por fim, você vai conferir duas metodologias de BPM amplamente utilizadas pelas organizações. O que é business performance management? A gestão de uma empresa é uma atividade extremamente desafi adora, uma vez que envolve, além da gestão diária, o monitoramento de processos, visando à obtenção de resultados que garantam a sustentabilidade da empresa. Para reunir estratégias de controle e monitoramento de desempenho, diversas ferramentas de gestão foram criadas, sendo o BPM uma delas. Podemos citar também o corporate performance management e o enterprise performance management. Todas essas ferramentas têm o mesmo objetivo e a mesma função; contudo, receberam nomenclaturas diferentes no momento da sua criação, conforme a empresa criadora. O BPM Standard Group define BPM como uma estrutura destinada a organizar, automatizar e analisar as metodologias de negócios, bem como as métricas, os processos e os sistemas, visando a induzir o desempenho geral da empresa (TURBAN et al., 2009). O BPM faz parte das estratégias de business intelligence (BI) que podem ser adotadas por uma empresa; contudo, não se limita a isso. O BPM não é uma tecnologia ou um software de planejamento dos recursos empresariais (ERP, do inglês enterprise resources planning), com relatórios, por exemplo. Ele “[...] pode ser definido como a união de compo- nentes, como orçamento, planejamento, [BI], integração de dados, previsões e simulações” (CHICALESKI, 2008, documento on-line). A Figura 1 ilustra as etapas do BPM, as quais serão descritas a seguir. Observe que a imagem é dividida em dois grandes eixos: a estratégia e a execução. No eixo da estratégia, verificam-se as estratégias e os planos, e, no eixo da execução, verificam-se o monitoramento, a ação e os ajustes. Figura 1. Ciclo do BPM. Fonte: Turban et al. (2009, p. 195). Business performance management (BPM)2 1. Estratégias: as estratégias, no contexto empresarial, respondem às seguintes perguntas: para onde queremos ir no futuro? Onde queremos chegar? Diversas são as formas de uma empresa organizar e expor suas estratégias; a mais conhecida é por meio da realização de um planejamento estratégico. Um planejamento estratégico nada mais é do que um mapa contendo as definições das ações que a empresa precisa tomar para atingir determinado objetivo, em determinado período. Uma estratégia pode apresentar lacunas, isto é, apresentar falhas; issoporque a estratégia é algo que a empresa almeja para o futuro, com base naquilo que conhece no presente. Dessa forma, é comum existirem divergências entre a estratégia criada e a estratégia executada. Existem quatro pontos que são os principais apontados como causadores dessa lacuna, descritos abaixo. ■ Visão — em uma empresa, geralmente apenas uma pequena parte dos funcionários conhece as estratégias e a visão da empresa; dessa forma, a tomada de decisões alinhada à estratégia da empresa é dificultada ou até inviabilizada. ■ Pessoas — uma forma de motivar colaboradores é por meio de remu- neração; contudo, apesar de essa estratégia funcionar a curto prazo, ela não é alinhada à estratégia e à visão da empresa, mas, sim, a um resultado momentâneo. ■ Gerenciamento — os gestores empresariais, por vezes, não conse- guem identificar os problemas principais de uma empresa e, dessa forma, gastam seus esforços em itens não prioritários e não conse- guem resolver os principais problemas. ■ Recursos — a execução de uma estratégia depende de orçamento; por vezes, ao pensarem uma estratégia, as equipes superestimam o orçamento que têm disponível e acabam por não conseguirem executá-la. 2. Planos: o plano é um passo depois da estratégia; ele responde à per- gunta: como chegaremos até lá? O plano operacional de uma empresa converte uma estratégia em metas e estabelece táticas, exigências de recursos e resultados esperados. Por esse motivo, um plano operacional deve ser altamente relacionado com o plano estratégico da empresa. O plano operacional de uma empresa pode ser centrado em táticas ou orçamentos, conforme descrito abaixo. ■ Centrado em táticas — são estabelecidas práticas para atender aos objetivos traçados no planejamento estratégico. 3Business performance management (BPM) ■ Centrado em orçamentos — tem por objetivo gerar lucros ao final da sua execução; dessa forma, as ações são planejadas pensando no lucro final. 3. Monitoramento: para garantir que o plano operacional está ocorrendo con- forme o esperado, faz-se necessário adotar estratégias de monitoramento. O principal desafio das estratégias de monitoramento é definir o que e como monitorar, de forma que os resultados agreguem valor à empresa. 4. Agir e ajustar: de nada adianta para uma empresa definir uma estra- tégia, definir um plano e criar estratégias de monitoramento, se não existir um plano de ação e ajuste. As ações e os ajustes são necessários para que, toda vez que alguma divergência for localizada pelo monito- ramento, sejam tomadas ações imediatas que não impactem a empresa. Medidas de desempenho Para o entendimento das medidas de desempenho, é necessária a compreensão de alguns conceitos, como medida, métrica e indicador, apresentados no Quadro 1. Fonte: Adaptado de Lawrence (2019). Métrica A métrica é a marcação de algum fator que precisa ser monitorado pela empresa. Ela sempre está associada a algum ponto específico de atenção em um projeto, em um setor ou na empresa como um todo. Ela é um ponto de registro e de controle. Por exemplo: altura — 1,80 metros; faturamento — 2 milhões. Medida É determinada pela quantidade de registros de um valor ou desempenho, no contexto de acumulação por algum método. A medida é composta por um valor (um número) e uma unidade de medida. Por exemplo: 30 clientes por dia (média); 200 mil likes no Facebook até hoje (total). Indicador Fator ou variável qualitativa ou quantitativa que fornece um meio simples e confiável para expressar realização. Verificação de mudança (não necessariamente temporal). Pode ou não agregar várias medidas. Por exemplo: 30% a mais de clientes no último ano; 10 graus de diferença (entre duas cidades). Quadro 1. Conceitos básicos do sistema de medida de desempenho Business performance management (BPM)4 A Figura 2 exemplifica a relação entre esses conceitos. Pode-se perceber que a métrica está associada à marcação e apenas registra um valor, enquanto a medida está relacionada ao acúmulo, e o indicador, à variação em comparação com outros cenários. Figura 2. Relação entre os conceitos de métrica, medida e indicador. Fonte: Lawrence (2019, documento on-line). O conjunto de estratégias de medição de desempenho é chamado de sis- tema de medida de desempenho. Entre as características básicas de um bom sistema de medida de desempenho, estão as seguintes: as medidas devem se concentrar em fatores cruciais; as medidas devem ser uma mistura de passado, presente e futuro; as medidas devem equilibrar as necessidades de acionistas, funcionários, parceiros, fornecedores e outras partes interessadas; as medidas precisam ter metas que se baseiem em pesquisa e realidade, em vez de serem arbitrárias. Segundo Simons (2002, apud TURBAN et al., 2009, p. 206), os sistemas de medida de desempenho: [...] auxiliam os gerentes a rastrear as implementações de estratégia de negó- cios comparando os resultados reais com metas estratégicas e objetivos. Um sistema de medida de desempenho geralmente engloba métodos sistemáticos de união de metas de negócios com relatórios de retorno periódicos que indicam progresso contra metas. Para criar um sistema de medida de desempenho, devem ser levadas em consideração três etapas básicas, descritas a seguir. 5Business performance management (BPM) 1. Definição e detalhamento de indicadores: nessa etapa, que é a mais importante do sistema de medição de desempenho, são definidos os indicadores a serem monitorados. 2. Implementação de um sistema de informação: para o monitoramento completo dos indicadores, faz-se necessária a utilização de sistemas de tecnologia de informação. Esses sistemas vão ser mais ou menos complexos, dependendo do nível de controle de que a empresa necessita, mas todos envolverão os níveis descritos abaixo. ■ Interface do usuário: são os softwares com os quais o usuário inte- rage; por exemplo: navegador de internet, planilhas ou sistema ERP de empresas. ■ Tecnologias capacitadoras: são ferramentas que foram pensadas para serem utilizadas para BI, como o painel de visualização de dados (dashboard). ■ Bancos de dados: locais de armazenamento de dados; podem ser bancos de dados completos e estruturados ou repositórios de plani- lhas, por exemplo. 3. Uso e revisão do sistema de medição de desempenho: nessa etapa, são feitas melhorias e alterações nos sistemas e são realizadas adequações à realidade das empresas. Metodologias de business performance management Conforme estudado, não existe uma forma única de realizar BPM nem tam- pouco uma receita de como aplicá-lo. Nesse sentido, existem diversas metodo- logias que foram criadas para aplicar o BPM, independentemente da ferramenta associada. Nesta seção, serão apresentadas algumas delas. Balanced scorecard O balanced scorecard (BSC) é um modelo de sistema de gestão que tem como base a criação de um cockpit, que reúne indicadores que facilitam a condução da empresa, a partir da visão do andamento dos negócios em diversas pers- pectivas. O BSC tem duas premissas básicas: Business performance management (BPM)6 1. indicadores financeiros por si só não explicam o fracasso ou o sucesso de uma empresa; 2. os gestores precisam ter em mãos e em tempo adequado informações para conduzir a empresa. O BSC se concentra nos objetivos e nas metas de clientes, nos processos internos, no aprendizado e no crescimento de uma empresa como um todo, não apenas sob o ponto de vista financeiro. Na perspectiva financeira, o BSC busca fornecer indicadores para responder à seguinte pergunta: para ter sucesso financeiro, como deveríamos aparecer para nossos acionistas? Além da perspectiva financeira, o BSC possui outras três, descritas a seguir. 1. Perspectiva do cliente: define como a empresa se comporta diante de seus clientes e o que o cliente deve lembrar quando pensar na em- presa. Responde à seguinte pergunta: para alcançar nossa visão, como deveríamos aparecer paranossos clientes? 2. Perspectiva dos processos internos de negócios: especifica os processos internos da empresa que devem ser seguidos para satisfazer os clientes. A gestão da empresa busca propor indicadores para responder à seguinte pergunta: para satisfazer nosso acionistas e clientes, em que processos de negócios devemos nos superar? 3. Perspectiva do aprendizado e do crescimento: os indicadores de apren- dizado e crescimento indicam como a empresa pode melhorar sua capacidade de mudar e se adaptar a mudanças, visando a atender à sua visão. Busca-se propor indicadores que respondam à seguinte pergunta: para alcançar nossa visão, como devemos sustentar nossa capacidade de mudar e melhorar? Acesse o link a seguir para saber mais sobre o BSC. https://qrgo.page.link/LBFUv O ponto focal do BSC está no equilíbrio: ele representa o balanço entre indicadores financeiros e não financeiros, internos e externos, quantitativos e qualitativos, de curto e de longo prazo. A Figura 3 demonstra as esferas do 7Business performance management (BPM) BSC. Note que, ao centro da imagem, estão a visão e a estratégia da empresa, representando que o foco é atingi-las; contudo, isso só será possível com o alinhamento de todas as perspectivas. Para cada uma das perspectivas, o BSC propõe uma matriz com as seguintes colunas: objetivos, medidas, metas e iniciativas. Essa matriz será utilizada para criar indicadores estratégicos para a empresa. Veja exemplos abaixo. Objetivo: aumentar as vendas. Medidas: comparação matemática das vendas com o mesmo período do ano anterior. Meta: ser a empresa que mais vende no segmento X no ano 2022. Iniciativas: aumentar a divulgação da marca da empresa, passar a vender produtos da marca Y. Figura 3. Ciclo do BSC. Fonte: Turban et al. (2009, p. 211). Business performance management (BPM)8 Six sigma Six sigma, ou seis sigma, é uma estratégia de gestão quantitativa e estruturada, focada na melhoria de processos já existentes. É quantitativa porque utiliza estatística e é estruturada porque utiliza uma metodologia específi ca. O six sigma apresenta três objetivos principais: 1. redução de custos; 2. otimização de produtos e processos; 3. incentivo à satisfação do cliente. Essa estratégia fornece os meios para medir e monitorar processos-chave relacionados com a lucratividade de uma empresa e para acelerar a melhoria no desempenho geral dos negócios (TURBAN et al., 2019). Por exemplo, o six sigma pode ser utilizado para monitorar gastos com luz, gastos com diárias em viagens, gastos com telefone etc. Ele é conhecido como uma metodologia que promove a busca contínua pela perfeição. O foco principal do six sigma é a satisfação dos clientes, por meio da redução de defeitos nos processos e do ótimo desempenho da empresa (PERIARD, 2012). Acesse o link a seguir e saiba mais sobre o six sigma. https://qrgo.page.link/DM8aB O six sigma, conforme abordado, é considerado estruturado por seguir meto- dologias específicas. Existem duas metodologias principais para a realização de six sigma, DMADV e DMAIC, compostas de cinco fases cada uma, conforme leciona Periard (2012) e é descrito a seguir. DMADV ■ Define goals: definir objetivos que estejam alinhados com as deman- das do cliente e satisfaçam, também, a gestão da empresa. ■ Measure and identify: mensurar e identificar características que são críticas para a qualidade dos produtos da empresa. 9Business performance management (BPM) ■ Analyze: analisar para desenvolver e projetar alternativas, dando condições para selecionar o melhor projeto. ■ Design details: projetar detalhes, otimizar o projeto e planejar a verificação do projeto. Essa fase se torna uma das mais longas, pelo fato de exigir muitos testes. ■ Verify the design: verificar o projeto, executar pilotos do processo, implementar o processo de produção e entregar ao proprietário do processo. DMAIC ■ Define the problem: definir o problema a partir de opiniões de clientes e objetivos da empresa. ■ Measure key aspects: definir os aspectos principais do projeto atual. ■ Analyze the data: analisar os dados e a relação causa e efeito. ■ Improve the process: melhorar e otimizar o processo, com base na análise anterior. ■ Control: controlar o futuro estado de processo, para assegurar que quaisquer desvios do objetivo sejam corrigidos. O BSC e o six sigma são métodos muito empregados no meio corporativo; a escolha entre um e outro depende da afinidade da equipe com a metodologia e do foco que se deseja dar para a construção dos indicadores, uma vez que cada método segue um caminho distinto. O six sigma, por exemplo, foca em resultados e no cliente e necessita de uma base organizacional sólida para obter resultados de sucesso. Por outro lado, o BSC permite identificar as oportunidades de melhoria, de acordo com os objetivos estratégicos da organização (VASQUES, 2019). CHICALESKI, P. M. D. O que é business performance management? 2008. Disponível em: https://www.devmedia.com.br/o-que-e-business-performance-management/7922. Acesso em: 23 dez. 2019. LAWRENCE, C. Qual a diferença entre métrica, medida e indicador? 2019. Disponível em: http://www.businessinteligente.com.br/2019/03/13/qual-e-a-diferenca-entre-metrica- -medida-e-indicador/. Acesso em: 23 dez. 2019. Business performance management (BPM)10 PERIARD, G. Seis sigma: o que é e como funciona. 2012. Disponível em: http://www.sobre- administracao.com/seis-six-sigma-o-que-e-como-funciona/. Acesso em: 23 dez. 2019. SIMONS, R. Performance measurement and control systems for implementing strategy. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall, 2002. TURBAN, E. et al. Business intelligence: um enfoque gerencial para a inteligência do negócio. Porto Alegre: Bookman, 2009. VASQUES, R. C. Balanced Scorecard (BSC), CMMI e Six Sigma, como construir altos níveis de maturidade e desempenho. Disponível em: http://www.isdbrasil.com.br/artigos/ artigo_six_sigma.php. Acesso em: 23 dez. 2019. Leituras recomendadas BALANCED scorecard — BSC. [S. l.: s. n.], 2015. 1 vídeo (9 min). Publicado pelo Canal Ins- tituto Montanari. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LFmpWMwuwys. Acesso em: 23 dez. 2019. FRAGA, D. Seis sigma: conceito e definição. [S. l.: s. n.], 2016. 1 vídeo (8 min). Publicado pelo Canal Grupo Voitto. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=goj1whrZTww. Acesso em: 23 dez. 2019. Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. 11Business performance management (BPM) Dica do professor O Balanced Scorecard ou BSC pode ser traduzido como indicadores balanceados de desempenho e trata-se de uma ferramenta de gestão que permite balançear os indicadores de uma empresa entre as esferas financeira, de cliente, de processos internos, de negócios e de aprendizado e crescimento. A seguir, na Dica do Professor, você verá como implantar o Balanced Scorecard (BSC) em uma empresa por meio de dicas-chave que vão contribuir para que você tenha êxito nessa implantação. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/16d5f44151da7d020ef8f7994913b665 Na prática O Balanced Scorecard (BSC) é um modelo de gestão estratégica que orienta os esforços e os recursos da empresa em ações coordenadas com foco na estratégia. Com ele, é possível ter uma visão de onde a empresa está e onde deseja chegar, de forma geral ou por setor, e de acordo com quatro perspectivas diferentes: dos clientes, dos processos internos, da aprendizagem e inovação e dafinanceira. Na Prática, a partir de um caso fictício, veja um exemplo de sua implantação. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/62ac1d4b-34d9-43dd-b671-b2b5cbf06fce/e34bb0ba-86f2-4c46-9683-c2ba8558433d.png Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Definição, aplicações e benefícios do BPM No link a seguir, veja uma definição dos conceitos de BPM, algumas aplicações dele nas empresas, bem como seus benefícios. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Gestão do Desempenho Empresarial O link a seguir, além de trazer conceitos sobre o BPM, também aborda outras siglas comuns no meio corporativo. Você sabe qual é a diferença entre Business Performance Management, Corporate Performance Management e Enterprise Performance Management? Confira. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://crmpiperun.com/blog/o-que-e-bpm/ https://www.treasy.com.br/blog/gestao-do-desempenho-empresarial-o-que-e-cpm-bpm-ou-epm/ E-business Apresentação Seja bem-vindo! Vive-se a era da informação. Em um mundo cada vez mais rápido, as pessoas, empresas e entes públicos necessitam dessas informações para tornarem suas tarefas mais assertivas. Os entes públicos, além da geração de serviços e informações, ainda têm que cuidar do coletivo com transparência; afinal, os servidores devem atender à população com espírito público. Por isso, para melhorar esse relacionamento com as pessoas, é preciso fazer o uso de um processamento correto das informações, tomando decisões baseadas na transparência. Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá estudar os meios eletrônicos utilizados pelos entes públicos para melhorar o fluxo de informações e transparência, assim como a utilização do Business Intelligence (BI) para a melhoria da gestão pública. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os meios eletrônicos para a efetividade da gestão pública.• Reconhecer a importância da informação e transparência para os cidadãos.• Descrever o Business Intelligence na gestão pública.• Infográfico O Brasil tem sido estimulado a melhorar suas práticas devido à organização não governamental denominada “Transparency Internacional”, criada em 1993, com o objetivo de unir esforços contra a corrupção, estando presente em vários países, promovendo a transparência, acesso a informações, responsabilidade com atos públicos, integridade e democracia em todos os níveis e setores da sociedade. Veja no Infográfico a seguir, quais são as ferramentas para alcançar a transparência pública. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/3a611481-9317-45c5-9dfb-7bc36b93799e/53d0cab9-5be8-40c5-ad35-c7de535badff.jpg Conteúdo do livro O negócio eletrônico trata de todas as transações efetuadas de forma eletrônica dentro da organização e na comunicação desta com os demais públicos. Os entes públicos não ficam de fora desse universo, pois cada vez mais se correlacionam com os demais, por exemplo, o governo federal tem diversos portais que auxiliam os cidadãos em consultas, agendamentos, emissão de documentos, solicitações diversas e esclarecimento de várias questões do dia a dia de seus direitos e obrigações. Para saber mais, acompanhe a leitura do capítulo E-business da obra Gestão de informações no setor público, que serve como base teórica desta Unidade de Aprendizagem. Boa leitura! GESTÃO DE INFORMAÇÕES NO SETOR PÚBLICO Glauber Rogério Barbieri Gonçalves E-business Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar meios eletrônicos para a efetividade da gestão pública. � Reconhecer a importância da informação e da transparência para os cidadãos. � Compreender o business intelligence na gestão pública. Introdução As formas de relacionamento entre as pessoas mudaram muito nos últi- mos tempos e, entre esses relacionamentos, há um muito importante, que é o relacionamento do cidadão com os governantes do país em que vive. Trata-se de um tema complexo, que deve ser estudado e acompanhado. Por ser de domínio público, surge a necessidade latente da transparência nas ações. Hoje, as informações são produzidas e distribuídas quase que instantaneamente, e as ações dos entes públicos podem e devem ser monitoradas, visando à melhoria do coletivo e não só para alguns. Para que a informação chegue a todos com transparência, temos em mãos os meios virtuais, que cumprem papel fundamental nesse contexto. Neste capítulo, você vai estudar o e-business, verificando os for- matos disponíveis, suas transações e impactos no dia a dia da gestão pública para melhorar as condições de informação e transparência para todos. E-business O e-business, ou negócio eletrônico, é definido como todos os negócios que utilizam a rede de computadores para sua realização. Sua definição pode ser confundida com a definição de comércio eletrônico (e-commerce), que trata do comércio eletrônico de empresas e consumidores, ou seja, da compra e venda de produtos ou serviços pela rede de computadores. Por exemplo, um usuário coloca para comercialização um produto que faz ou que comprou usando como canal de oferta para outros usuários a internet. O negócio eletrônico trata desse comércio, mas também das outras tran- sações dentro de uma empresa, como transações logísticas, transações de relacionamento com clientes e transações de produção, mais conhecidas por supply chain management (SCM), além das financeiras, contábeis e de controle de estoques. Assim, o negócio eletrônico trata de todas as transações efetuadas de forma eletrônica dentro de uma organização e da comunicação dessa organização com os demais públicos. Os entes públicos não ficam de fora desse universo, por exemplo, o Governo Federal tem diversos portais que auxiliam os cidadãos em consultas, solicitações diversas e esclarecimento de várias questões do dia a dia de seus direitos e obrigações. Essas e outras variáveis que mudaram com o mundo globalizado, trouxeram para as empresas novos desafios, como a busca pela redução de riscos e melhor produtividade em seus processos. As empresas devem, portanto, focar em uma economia de escala e não temerem a troca de tecnologia, mas, ao contrário, devem incentiva-la para ganhar tempo de processamento. Com isso, as instituições irão obter melhores relações com parceiros e sinergias para conquistar melhores resultados, de acordo com António (2006), todas as organizações devem procurar melhores condições de busca por re- sultados positivos, respeitando a transparência em suas ações. Podemos classificar em seis grupos funcionais de sistemas as partes internas do e- -business, não exclusivamente internos à empresa, mas integradas por processos que, muitas vezes, relacionam-se externamente à empresa: � E-commerce (comércio eletrônico); � SCM (gerenciamento de cadeia de fornecimento); � Enterprise Resourse Planning (ERP) (planejamento de recursos empresariais); � E-CRM (customer relationship management, ou gerenciamento de relacionamentos com o cliente); � E-procurement (sistema eletrônico de busca de itens para fornecimento); � Decision support system (DSS) (sistema de suporte às decisões). Fonte: Administradores (c2003-2018). E-business2 Governos no e-business Para existirem negócios, é necessário que existam empresas, consumidores e agentes de regulação ou governos. Cada um dos envolvidos tem um papel fundamental, e para os negócios eletrônicos não é diferente, pois eles só facilitam as interações entre esses agentes. O setor público utiliza uma metodologiapara a realização de transações com os demais entes do mercado e também para melhorar o relacionamento com os cidadãos, seja na forma de prestar melhores serviços ou de deixar transparentes suas ações. Você verá, no Quadro 1, as combinações possíveis dos mercados no e-business. As siglas são oriundas do inglês e cada uma será explicada no Quadro 2 a seguir. Fonte: adaptado de Chaffey (2014). Administração pública Empresas Consumidores Administração pública G2G G2B G2C Empresas B2G B2B B2C Consumidores C2G C2B C2C Quadro 1. Combinações de mercado no e-business. Essas combinações ocorrem em nosso dia a dia e, de acordo com nossa posição, seremos mais ou menos sensíveis a alguma delas. Por exemplo, se estamos trabalhando em uma empresa no setor de compras dessas, poderemos praticar o B2B e, assim, realizarmos de forma eficiente nossa tarefa. Veja as especificidades de cada uma das interações referentes à administração pública, com exemplos práticos da utilização pelos governos, no Quadro 2. 3E-business Fonte: adaptado de Chaffey (2014). Government to Government (G2G) Compreende as transações entre entes governamentais, como transações entre os poderes Executivo e Legislativo ou entre autarquias e Ministérios. Por exemplo, o Ministério da Educação envia ao Ministério do Planejamento informações eletrônicas sobre projetos de ampliação de escolas para atender à população. Government to Business (G2B) Compreende as transações entre participantes do governo e empresas. Por exemplo, pode ocorrer que determinada autarquia queira solicitar projetos de parceria com universidades particulares, ou entes do governo que solicitam colaboradores para suprir suas demandas e precisam fazer isso via edital para concurso público. Government to Consumers (G2C) Compreende as transações eletrônicas entre a administração pública e os cidadãos. Por exemplo, convocação para participação em trabalhos eleitorais, comunicações de aprovação em concursos públicos ou processos seletivos em universidades públicas. Quadro 2. Significado das siglas utilizadas nas relações de mercado na administração pública. As relações entre os usuários da rede têm um futuro promissor, pois a tecnologia da informação (TI) oferta, a cada dia, novas ferramentas e constante evolução nos meios de comunicação. Os dados trocados entre as organizações crescem em progressão geométrica, exigindo da TI novas e seguras tecnologias para o seu processamento. Não há mais como os entes públicos, sejam municipais, estaduais ou fede- rais ficarem de fora da rede, pelo contrário os governos necessitam entender e planejar suas ações dentro desse novo mercado, alinhando suas estratégias para obter vantagens competitivas, conforme apresenta António (2006). E-business4 Conheça um dos canais governamentais que expressa bem a importância do Estado e é um meio utilizado para intensificar melhorias para o país. Acesse o link ou código a seguir (BANCO..., c2018). https://goo.gl/UXp3cf Acesso à informação e transparência pública A informação sempre foi pauta de estudos durante a evolução da humanidade, quanto mais o homem domina a informação, mais resultados positivos ele obtém. Portanto, quanto menos informações o cidadão detém, menos ele pode verificar se os governantes por ele empossados estão direcionando recursos para o bem coletivo. Além do que você viu sobre as operações comerciais do governo serem claras, todos os serviços prestados e as políticas adotadas por esse governo, como políticas tributárias que afetam a vida de todos os cidadãos enquanto consumidores, também devem ser transparentes. Todos os atos e fatos gover- namentais devem ter transparência, afinal, os governantes são representantes de uma maioria de cidadãos imbuídos de cuidarem do coletivo, como podemos verificar nos sites oficiais de transparência. Um exemplo disso é o Portal da Transparência (BRASIL, c2018d). No Brasil, desde a década de 1990, sofremos grandes mudanças na estrutura política, social e econômica. Atualmente, vivenciamos uma era de transparência nunca vista antes, a modernização veio em um caminho sem volta, trazendo boas e más práticas de um governo jovem, mas que ainda está bem aquém de ser referência em termos mundiais de transparência. Em um primeiro momento, foram disponibilizadas inúmeras informações, mas sem uma organização adequada. Como você já sabe, dados organizados geram informações que contribuem para o conhecimento, e, atualmente, estamos caminhando para o fortalecimento dessas informações com a geração de conhecimento gerencial. 5E-business A transparência é fundamental para que as informações sejam coerentes com os atos governamentais, nos Estados Unidos, por exemplo, em 1966, já havia leis de acesso à informação pública (Freedom of Information Act [FOIA]). Em nosso país, podemos caracterizar como marco de melhoria nesse sentido a promulgação da Constituição Federal, de 1988. A participação social tem papel fundamental no processo de transparência, visto que a melhoria da governabilidade só se dará com o aval da sociedade. Um exemplo disto é a pesquisa apresentada pela Controladoria-Geral da União (CGU), demonstrando que a transparência é fundamental para que o ente público foque em ações para a melhoria do coletivo e não em função de uma ou um pequeno grupo de privilegiados. Confira a pesquisa no link ou código a seguir (BRASIL, 2017). https://goo.gl/Tc1iws Um país tem enormes problemas decorrentes da falta de controle e de instrumentos de fiscalização, caso seus atos não sejam transparentes. Podem haver conflitos de interesses entre a sociedade civil e os gestores públicos e, por isso, é que quanto mais transparente a gestão pública for, melhor ela será. Incorporamos na administração pública o termo governança pública, que é o conjunto de princípios básicos e práticas que conduzem a admi- nistração pública ao alcance da eficácia, eficiência e efetividade de suas ações, promovendo uma prestação de contas transparente e a altura dos anseios de uma população tão necessitada de boas práticas como a nossa, concordando com textos do portal da transparência do Governo Federal (BRASIL, c2018d). Quanto mais os cidadãos perceberem que o ente público é transparente, mais eles apoiam e participam socialmente nos projetos coletivos. A confia- bilidade da informação fornecida pelos governos é base para que o cidadão E-business6 consiga acreditar na transparência governamental. Contudo, trata-se de um processo lento, que aos poucos estamos começando a visualizar em nosso país. Em comparação com outros países, vemos que eles já ofertam aos seus habitantes melhores práticas nesse quesito, como a Dinamarca e a Noruega com leis de 1970; a França e a Holanda desde 1978; a Austrália, o Canadá e a Nova Zelândia desde 1982; e o México em 2002. Nosso país tem sido estimulado a melhorar suas práticas, a exemplo de outros países. Em nível mundial, uma organização não governamental deno- minada “Transparency Internacional” (c2018), criada em 1993, tem o objetivo de unir esforços contra a corrupção e está presente em uma centena de países, promovendo a transparência, o acesso a informações, a responsabilidade com atos públicos, a integridade e a democracia em todos os níveis e setores da sociedade. O Brasil ainda é o 73º no quadro de países mais transparentes. Porém, estamos no caminho, pois estamos melhorando nossas leis, a confiabili- dade da informação, a participação mais ativa dos cidadãos nas questões coletivas de controle das ações e as contas públicas. No Quadro 3, você verá as ferramentas disponíveis para alcançar melhores informações e transparência pública. Conselhos de política pública Trata-se de instâncias de discussão e deliberação de políticas públicas amparadas por legislação nacional e que apresentam um desenho estruturado, podendo atuar nas três esferas (municipal, estadual e federal). Por exemplo, em um determinado municípiopode ser criado o conselho para desenvolvimento local, atuando em deliberações de ações que promovam o crescimento de determinada atividade comercial no município. Observatório social Os observatórios são instituições independentes (organizações não governamentais – ONGs) que se ocupam das tarefas de acompanhamento de gastos e fiscalização das contas públicas. São formados com participantes sem vínculo partidário e que desenvolvem papel fundamental para os controles das informações e contas públicas, como o observatório nacional , por exemplo (OBSERVATÓRIO SOCIAL DO BRASIL, c2018). Quadro 3. Ferramentas para transparência da administração pública. (Continua) 7E-business Fonte: adaptado de António (2006) e Chaffey (2014). Orçamento participativo Permite que o poder público e os moradores de determinada cidade formulem proposta orçamentária debatida e planejada, para que os recursos sejam investidos em projetos que realmente façam a diferença na vida das pessoas, garantindo que, em audiências públicas, o cidadão seja ouvido antes da realização do ato administrativo. Como exemplo, podemos considerar o portal do orçamento da cidade de Porto Alegre (c2018), que é referência no assunto. Audiência pública As audiências públicas propiciam à sociedade interagir com o poder público para decidir alguma questão. Elas um são forte canal democrático de manifestação de opinião, permitindo que indivíduos ou representantes de associações, fundações, conselhos de classe e sindicatos expressem suas aprovações ou rejeições ao assunto que está sendo discutido. Por exemplo, um debate em um determinado município sobre a aceitação ou não de uma nova indústria, que pode trazer consequências nocivas ao meio ambiente em razão de seu processo produtivo, mas pode, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda à sociedade. Ouvidoria Busca dar, assim como nas empresas, transparência à gestão pública, com a participação dos usuários na melhoria dos serviços públicos ofertados pelo Estado e na avaliação das políticas públicas. É um excelente instrumento para aprimorar o sistema como um todo, visto que pode auxiliar rapidamente na correção de determinado assunto, modernizando a relação existente entre os servidores públicos e os cidadãos e consolidando o país democrático. Quadro 3. Ferramentas para transparência da administração pública. É necessário que a utilização desses mecanismos seja intensificada, para que o processo de conscientização da sociedade alcance resultados positivos, e a implantação de novos formatos de acompanhamento e controle faça, cada vez mais, parte do dia a dia dos habitantes de um país, com intuito de que o coletivo sempre seja prioridade, as políticas estejam ao alcance de todos e, cada vez menos, tenhamos escândalos de corrupção e favorecimento de minorias. (Continuação) E-business8 Quanto à disponibilidade governamental em aumentar a transparência, buscando a utilização dos meios eletrônicos para melhorar a gestão pública, foram criados diversos portais de informação ao cidadão e de prestação de serviços públicos, como o portal de compras do governo (BRASIL, c2018c), o portal de convênios do Estado do Rio Grande do Sul (c2018), o portal Brasil (c2018b) e outros. Você pode acessar inúmeras informações sobre o governo por meio do portal “Acesso à informação” (BRASIL, c2018a). Por ele, qualquer cidadão pode fazer um cadastro e solicitar informações. https://goo.gl/YdHg3g A lei de acesso à informação, Lei nº 12.527/2011 (BRASIL, 2011), é leitura obrigatória para aumentar seus conhecimentos no quesito transparência. Faça a leitura na íntegra acessando o link a seguir. https://goo.gl/Xk4co Business intelligence na gestão pública Dados geram informações que geram conhecimento. O conceito de business intelligence surgiu, oficialmente, nos anos de 1980, apesar de haver relatos de utilização semelhante pelos povos do Oriente Médio em seus cruzamen- tos de informações para negociações. Ele pode ser utilizado por todos os níveis organizacionais da pirâmide organizacional, conforme demonstrado no Quadro 4. 9E-business Fonte: adaptado de António (2006). Nível estratégico Para o estabelecimento das metas orçamentárias e estimativas de receitas de tributos e impostos. Nível tático Para contribuir com licitações eletrônicas para melhor adequar as compras do ente público às necessidades dos contribuintes em relação aos orçamentos e à responsabilidade fiscal dos governantes. Nível operacional Para tratamento de dados e detalhes de clientes, por exemplo, no ente público, para auditar serviços prestados aos contribuintes. Quadro 4. Business intelligence na pirâmide organizacional. As necessidades de processamento de informações são fundamentais para que as organizações alcancem seus objetivos, pois quem domina a informação tem maiores probabilidades de permanecer no mercado. No serviço público não é diferente, as informações são importantes para que haja melhoria no acesso aos serviços por parte dos contribuintes e transparências nas ações feitas pelos governantes para o controle realizado pelos meios eletrônicos disponíveis aos organismos de fiscalização, concordando com as ações do portal da transparência disponível pelo Governo Federal (BRASIL, c2018d). A utilização do business intelligence vem em segundo plano, ou seja, é necessária para que se possa gerar conhecimento ao ente público de um sistema gerenciador de banco de dados e informações armazenadas. Assim, os gestores que o utilizam têm acesso a sistemas que os auxiliarão na tomada de decisão. Com isso, as decisões podem ser pautadas em consultas mais assertivas e com um maior número de informações processadas, se ganha velocidade e escala na análise e compilação de dados. Têm-se inúmeras vantagens para se utilizar o business intelligence, mas, para isso, os dados devem ser de fontes seguras e armazenados de forma também segurança e restrita por nível de ação. A gestão pública necessita de mecanismos e meios eletrônicos para melhorar suas performances em atender às demandas da população, pois fornecerá: E-business10 � maior velocidade na resolução das necessidades dos usuários em formato on-line, democratizando a utilização dos serviços públicos; � facilidade ao acesso a dados e informações, com isso as informações são consolidadas e servem para avalizar os formatos pré-determinados pelos gestores; � melhor controle de segurança das informações, permitindo um melhor gerenciamento no controle de acesso às informações, sendo beneficiados os usuários que necessitam da informação; � melhor processamento das informações com ganhos de tempo e exatidão nas informações necessárias à tomada de decisão, além de propiciar ao ente público melhores condições de atendimento às demandas da população, concordando com Chaffey (2014). Veja um caso de aplicação direta do business intelligence. A Superintendência de Arquivo Público, em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), promoveu a primeira reunião com 70 servidores públicos atuantes nas áreas de arquivo e protocolo. O objetivo do encontro foi expor aos representantes de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo de Mato Grosso medidas para melhorar a política de gestão documental. No evento, foi apresentada a solução de business intelligence, que caracteriza a ferramenta desenvolvida pela Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e implantada em parceria com a Seplan, objetivando prover importante insumo para a melhoria da gestão pública. O termo business intelligence, ou inteligência de negócios, refere-se ao processo de coleta, análise, organização, compartilhamento e monitoramento de informações tran- sacionais, que oferecem suporte à gestão de negócios, em que se utiliza um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que transformam uma grande quantidade de dados transacionais em informação gerencial para tomadasde decisões estratégicas e gestão organizacional. Fonte: Salles (2017). 11E-business 1. O processamento de informações é fundamental para o bom andamento das organizações, no setor público esse processamento, além de necessário, é base para a transparência das ações efetuadas pelos servidores públicos. Partindo desse princípio, assinale a alternativa correta. a) Um cidadão vai até um posto de saúde e não consegue informações sobre um atendimento e considera isso normal. b) Um gestor utiliza ferramentas de business intelligence para auxiliar na prestação do serviço com excelência. c) Um cidadão tem dificuldades em navegar no site oficial de determinado município. d) O ente público, por não acreditar em meios eletrônicos, só disponibiliza informações via correio a seus usuários. e) Um usuário liga para a ouvidoria e o telefone não completa a ligação. 2. A utilização do business intelligence na gestão pública é hoje uma das melhores práticas a serem realizadas. Assinale a alternativa correta quanto às vantagens da utilização do business intelligence. a) Garante a variabilidade das informações. b) Tem processos de decisão sem amparo. c) Deixa o agente público como passivo na tomada de decisão. d) Auxilia no acompanhamento de indicadores estratégicos de forma gráfica. e) Não permite a gestão integrada. 3. Sobre o orçamento participativo, é correto afirmar que: a) permite o acesso parcial à informação. b) garante ao ente público a tomada de decisão unilateral dos projetos. c) não utiliza audiências públicas para debater os projetos. d) garante que os recursos utilizados realmente modifiquem a vida das pessoas nas comunidades. e) muda a destinação dos recursos de acordo com a vontade única do ente público. 4. São exemplos de meios eletrônicos disponíveis à população para melhor entender o ente público e buscar informações sobre assuntos que dizem respeito ao coletivo: a) www.comprasgovernamentais. gov.br. b) www.bradesco.com.br. c) www.soudobrasil.gov.br. d) www.terra.com.br. e) www.google.com.br. 5. Os setores públicos utilizam metodologias para a realização de transações com os demais entes do mercado. Como se chamam essas transações no e-business? a) G2G, A2G e R2G. b) G2B, B2B e R2G. c) C2C, B2B e G2G. d) G2G, G2B e G2C. e) G2C, R2G e B2B. E-business12 ADMINISTRADORES. João Pessoa, c2003-2018. Disponível em: <http://www.adminis- tradores.com.br/>. Acesso em: 27 jan. 2018. ANTÓNIO, N. S. Estratégia organizacional: do posicionamento ao movimento. 2. ed. Lisboa: Sílabo, 2006. BANCO Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Brasília, DF: BNDES, c2018. Disponível em: <https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home>. Acesso em: 27 jan. 2018. BRASIL. Conheça seu direito. 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Solução de inteligência de negócio (BI) desenvolvida pela MTI é tema de política de gestão documental. Cuiabá: MTi, 2017. Disponível em: <http://www.mti.mt.gov. br/-/8293595-solucao-de-inteligencia-de-negocio-bi-desenvolvida-pela-mti-e-tema- -de-politica-de-gestao-documental>. Acesso em: 25 jan. 2018. TRANSPARENCY International. Berlin, c2018. Disponível em: <https://www.transparency. org/>. Acesso em: 29 jan. 2018. Leituras recomendadas DINO. Administração pública utiliza ferramentas de business intelligence para ge- rar informações para auditores da área fiscal. Exame.com, São Paulo, 09 ago. 2017. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/negocios/dino/administracao-publica- -utiliza-ferramentas-de-business-intelligence-para-gerar-informacoes-para-auditores- -da-area-fiscal/>. Acesso em: 27 fev. 2018. E-COMMERCE Brasil. [S.l.], 2018. Disponível em: <https://www.ecommercebrasil.com. br/>. Acesso em: 24 jan. 2018. SEBRAE. Aspectos legais do e-commerce. Brasília, DF, 2014. Disponível em: <http://www. bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/1fb2b554ec8 1cb7a7da2eeab6ecef4c3/$File/5051.pdf>. Acesso em: 27 fev. 2018. E-business14 Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Dica do professor Para existirem negócios, necessitam existir empresas, consumidores e agentes de regulação ou governos, onde cada um tem papel fundamental para os negócios. Nos negócios eletrônicos não é diferente, pois eles só facilitam as interações entre esses mercados e o setor público, utilizando essa metodologia para a realização de transações com os demais entes do mercado, e também para melhorar o relacionamento com os cidadãos, seja na forma de prestar melhores serviços ou na intenção de deixar transparentes suas ações. Quer compreender como deve funcionar uma gestão pública eficiente? Acompanhe o vídeo a seguir. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e8ccbb0c137ffebda517b885e99f16f2 Na prática A participação e o controle social dos gastos públicos são um direito garantido à sociedade pela Constituição de 1988. Para participar da gestão, é essencial que os membros de cada comunidade conheçam seus direitos e saibam sobre os deveres que devem ser cumpridos pelos órgãos, a fim de garantir a sua transparência. A estruturação dos portais, no Brasil, foi definida pela Lei da Transparência (Lei Complementar n.º 131/2009). A lei estabelece que União, Estados, Distrito Federal e Municípios disponibilizem, em meio eletrônico e em tempo real, informações detalhadas sobre sua execução financeira e orçamentária. A norma torna obrigatória a adoção de um sistema de controle e de administração financeira, que deve obedecer aos limites estabelecidos no Decreto n.º 7.185/2010. Veja na imagem a seguir, o que a Lei da Transparência garante e de que forma se dá o controle social dos gastos públicos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/07fa4ddb-9b97-4722-bf15-98699258f818/7a454458-000c-44f2-b40c-b4f91f79934c.jpgSaiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Otimização da gestão pública através de técnicas de Business Intelligence Veja por meio da leitura deste artigo a análise de uma grande quantidade de dados armazenados em diversos sistemas transacionais, que foram coletados e manipulados para a otimização dos processos do governo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Administração pública utiliza ferramentas de Business Intelligence para gerar informações para auditores da área fiscal Acompanhe por meio da leitura desta matéria de que forma a Secretaria da Fazenda de Sergipe (SEFAZ-SE) aplicou a tendência de usar sistemas que transformam um grande volume de dados em informações estratégicas, para apoiar decisões na administração pública. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Governo eletrônico e seus impactos na estrutura e na força de trabalho das organizações públicas Aprofunde os seus conhecimentos por meio da leitura deste artigo, vendo que nos processos de promoção de uma Sociedade da Informação há um reconhecimento generalizado de que uma das estratégias mais importantes a ser adotada é o desenvolvimento de ações voltadas ao estabelecimento de um governo adaptado às características e às necessidades de uma nova Era do http://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/02/OTIMIZA%C3%87%C3%83O-DA-GEST%C3%83O-P%C3%9ABLICA-ATRAV%C3%89S-DE-T%C3%89CNICAS-DE-BUSINESS-INTELLIGENCE.pdf https://www.terra.com.br/noticias/dino/administracao-publica-utiliza-ferramentas-de-business-intelligence-para-gerar-informacoes-para-auditores-da-area-fiscal,e0b8946c0ef56203c6205fa37a9dea55hix7egw2.html Conhecimento. Assim, sempre que as transações realizadas por governos, empresas ou indivíduos estão baseadas na plataforma Internet, estas são rotuladas como e-business ou “negócios eletrônicos”. Sendo que para o âmbito das administrações públicas, foram cunhadas as expressões “governo eletrônico” ou, mais recentemente, “governo digital” ou “governo virtual” para designar “toda a prestação de serviços e informações, de forma eletrônica, para outros níveis de governo, para empresas e para os cidadãos, 24 horas por dia, sete dias por semana”. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/viewFile/307/313 Questões Legais do E-business Apresentação Nesta Unidade de Aprendizagem, estudaremos como as implicações de questões legais e os crimes virtuais podem afetar o comércio eletrônico, considerando as frequentes inovações pelas quais este modelo de negócios vem passando recentemente. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar implicações de questões legais e éticas no comércio eletrônico.• Diferenciar os principais tipos de crimes virtuais.• Reconhecer as características básicas do Marco Civil da Internet e seu impacto sobre os usuários. • Infográfico Os crimes virtuais são aqueles em que o computador ou equipamentos tecnológicos são utilizados como meio ou instrumento para atingir propósitos ilícitos. Neste infográfico, você conhecerá quais são os principais crimes virtuais. Conteúdo do livro Diversas questões legais e éticas do uso de Tecnologias da Informação (TI) também se aplicam ao comércio eletrônico. Sendo assim, as empresas precisam planejar e desenvolver controles sobre o uso e o acesso a seus recursos computacionais, pois até mesmo um funcionário pode utilizá-los de forma indevida para obter vantagens ilícitas. Nesse contexto, acompanhe o capítulo Questões Legais do E-business da obra Sistemas de Informação. Este livro serve de base teórica para a nossa Unidade de Aprendizagem. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Glauber Rogério Barbieri Gonçalves Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052 G643s Gonçalves, Glauber Rogério Barbieri Sistemas de informação [recurso eletrônico] / Glauber Rogério Barbieri Gonçalves ; [revisão técnica: Jeferson Faleiro Leon]. – Porto Alegre : SAGAH, 2017. ISBN 978-85-9502-227-0 1. Computação. 2. Sistemas de Informação. I. Título. CDU 004.78 Revisão técnica: Jeferson Faleiro Leon Graduado em Desenvolvimento de Sistemas Especialista em Formação Pedagógica Questões legais do E-business Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar implicações de questões legais e éticas no comércio eletrônico. � Diferenciar os principais tipos de crimes virtuais. � Reconhecer as características básicas do marco civil da internet e seu impacto sobre os usuários. Introdução As relações de compras entre consumidores e fornecedores passam por várias fases. No meio físico, normalmente o consumidor pesquisa, entra de estabelecimento em estabelecimento, compara produto e atendimento, encontra o produto ou serviço que atende a sua necessidade, negocia e adquire o produto, podendo, até mesmo, tocar no produto, abrir e em alguns casos o experimentar. Esse tipo de relacionamento sempre existirá e não é excludente da nova forma de relacionamento entre cliente e fornecedor, que hoje cha- mamos de comércio eletrônico, também conhecido por e-commerce. Outra denominação que está presente atualmente para esse termo é o e-business “negócio eletrônico”, que também promove o comércio eletrônico entre fornecedores e empresa, mas engloba as negociações da empresa na internet não sendo necessariamente comercial, essa é a diferença básica dos dois termos. Dessa forma, tanto o e-commerce como o e-business são alvos de tentativas de golpes e crimes virtuais, os quais precisam ser conhecidos, combatidos e punidos. Neste texto, você irá conhecer algumas questões éticas e legais e os instrumentos que podemos utilizar para minimizar os impactos negativos desses crimes. Comércio eletrônico Para definirmos comércio eletrônico, precisamos unir o comércio tradicional às ferramentas da tecnologia da informação (TI), dessa união teremos processos mais rápidos com aplicações inovadoras e revolucionárias para o atingimento das metas e objetivos empresariais. O comércio eletrônico está presente em todos os ramos da economia, atuando fortemente para melhorar as relações entre os consumidores e fornecedores de bens e serviços. A evolução do termo modernizou essas relações em um caminho sem volta. Cerca de 40 anos (décadas de 1970-1980) atrás tínhamos casos de que um consumidor fazia uma lista de compras, se deslocava ate um estabelecimento comercial chamado de “venda”, comprava os itens que necessitava, anotava esses itens em um caderno de compras chamado de “livreta” durante todo o mês, no mês seguinte ele voltava, pagava as compras anteriores e repetia a ação. Hoje, um consumidor em casa pode adquirir os produtos que atendam a sua necessidade e os receber em casa, efetuando o pedido e o pagamento eletronicamente. As empresas, então, podem realizar seus negócios e suas comercializações pela rede de computadores. Ganhou-se o tempo, agilidade e confiança nos processos. Não há mais como ficar sem utilizar os recursos da TI para a integração dos mercados, a TI proporciona para as pessoas e, principalmente, para as empresas as melhores formas de se adaptarem, sobreviverem e obterem van- tagens nesta nova realidade econômica. Figura 1. Comércio eletrônico. Fonte: FecomercioSP (2016). Questões legais do E-business174 O mercado eletrônico que se formou, é o responsável pela coordenação do fluxo de materiais e serviços entre os fornecedores e os consumidores, ou seja, atua na oferta e demanda dos mais variados itens ofertados e demandados, além das transações resultantes dessas interações. Tem em si as facilidades de ser onipresente, facilidade de acesso à infor- mação e baixos custos de transações.Veja no Quadro 1 as principais carac- terísticas desse mercado. Redução de custos Os custos podem ser reduzidos no caso dos fornecedores no que tange a distribuição e oferta massificada de seus produtos ou serviços; e no caso dos consumidores podem ser reduzidos, por exemplo, pela obtenção de informações sobre fornecedores e produtos alternativos, buscando uma melhor concorrência entre os ofertantes das mercadorias. Melhor concorrência na oferta O mercado eletrônico fica mais atraente com a entrada de novos fornecedores, com isso, quanto maior for a base de consulta, melhor será para os consumidores adquirirem produtos que atendam as suas necessidades. Inovação constante O mercado eletrônico requer inovação constante aos seus participantes, principalmente buscando formas de processamento com menores custos operacionais. Investimento Essa forma de mercado requer um bom investimento para ser implantado e processado, com isso o retorno virá pelas economias de escala e escopo. Ponderações sobre incertezas As incertezas sobre os benefícios sempre irão existir se os mesmos não puderem ser mensurados. As organizações terão que constantemente avaliar a participação no mercado de uma forma quantitativa e qualitativa. Meios de pagamentos eletrônicos As inovações realizadas nos meios de pagamento on-line permitiram a evolução e o crescimento das transações comerciais, servindo de base para todo o comércio eletrônico, facilitando, por exemplo, para os clientes que podem pagar contas na rede, por intermédio de um serviço on-line de pagamentos e realizar todos os pagamentos por um único site. Quadro 1. Características do mercado eletrônico. Assim sendo, os mercados eletrônicos vieram para não mais voltar, estão presentes em nosso dia a dia, tanto em nossas relações pessoais de interação 175Questões legais do E-business eletrônica como nas relações das empresas com outras empresas ou com seus consumidores. Eles promovem a coordenação dessas atividades negociais pelas formas de mecanismos de mercado, pela real globalização das informações e pela simplicidade na oferta aos usuários. Entre benefícios desse tipo de comércio podemos citar: � promoção de produtos, feita por meio de um contato direto e interativo; � novo canal de vendas, podendo ser utilizado como forma alternativa para demonstração dos produtos ofertados pela organização, pois tem uma ligação direta e rápida com os potenciais consumidores; � economia direta, pois tem redução significativa de custos por utilizar processos compartilhados com informação e integração eletrônica; � redução do tempo de comercialização, como ele aproxima o consumidor do produto, acaba por eliminar algumas etapas do processo, por exemplo, um consumidor pode pesquisar o produto em casa, ver imagens desse produto, tomar a decisão de compra e até mesmo já efetuar a compra, ou ir a uma loja física para concretizar a compra; � novas oportunidades de negócios, pois viabiliza negócios antes não sonhados pelas organizações, como uma empresa que tem lojas físicas em um número pequeno de municípios, com o comércio eletrônico oferta seus produtos a um número bem maior de municípios. Cyberspace: o ciberespaço é o ambiente criado de forma virtual por meio do uso dos meios de comunicação modernos, destacando-se, entre eles, a internet. Esse ambiente tornou-se possível em razão de uma grande infraestrutura técnica na área de telecomunicação composta por cabos, fios, redes, computadores, etc. O termo surgiu como o autor de ficção científica Willian Gibson, em 1984, no livro Neuromancer, sendo utilizado para designar um ambiente artificial onde trafegam dados e relações sociais de forma indiscriminada. Para Gibson, ciberespaço é um espaço não físico no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários. Já para Lévy, o ciberespaço é definido como o espaço de comunicação formado pela interconexão mundial dos computadores e das suas memórias. Constituindo-se em um espaço virtual de trocas simbólicas entre pessoas e que pode ser entendido como o espaço de troca de informação na cultura contemporânea (SÓ PEDAGOGIA, c2008-2017). Questões legais do E-business176 TI e o mercado eletrônico Você verá agora os principais conceitos das aplicações da TI no mercado eletrônico. Sem essas interações não haveria mercado ou comércio eletrônico, nem mesmo negociações eletrônicas. � Comunicação eletrônica: trata da troca de informações entre as partes envolvidas em um processo, podendo ser duas empresas, uma empresa e um consumidor ou vários agentes. Essa comunicação ganha velocidade, segurança e tempo de processamento pelas tecnologias envolvidas, além de redução de custos. � Intermediação eletrônica: as informações têm livre acesso, tanto por parte do fornecedor para o cliente, do cliente para o fornecedor e entre fornecedores, com isso há uma redução de custos em todas as etapas do processamento. Como a intermediação ocorre no formato eletrônico, também há um ganho nas possibilidades de alternativas disponíveis, aumentando o leque de opções para os envolvidos, completando as vantagens da redução de custos com o aumento da qualidade. � Integração eletrônica: é o fator que permite que todos estejam co- nectados eletronicamente, sem essa integração não haveria mercado eletrônico. Esses processos vão definir o atendimento das demandas da empresa, e o formato escolhido vai ser distrito no planejamento estratégico (nele a empresa vai dizer qual a expectativa e nível de serviço escolhido), com isso irá realizar os investimentos necessários para deixar o sistema funcional, prevalecendo às decisões sobre o desenvolvimento relacional com parceiros, fornecedores e clientes. O aspecto segurança também vai estar no planejamento da empresa, visto que, para proteger o serviço ofertado ou demandado, a empresa terá que tomar alguns cuidados com as informações processadas, como monitorar e-mails recebidos e enviados e alguns tipos de rastreamento na web, para verificarem os acessos ao seu site ou ambiente de comércio eletrônico. A integração eletrônica utiliza uma relação entre a troca eletrônica de dados Electronic Data Interchange (EDI) e Interorganizational Systens (IOS). O EDI é uma plataforma técnica baseada em um conjunto de padrões estruturados e conhecidos por todas as organizações, ou seja, os arquivos, por exemplo, de uma carteira de cobranças, sai de uma empresa qualquer e é transmitido e recebido em uma organização financeira qualquer, havendo, obviamente 177Questões legais do E-business um contrato entre elas. O IOS estabelece os padrões dessas comunicações e as interconecta. O EDI é hoje uma das formas mais importante de comércio eletrônico existente, pois possui o potencial de aumentar a velocidade das operações, a eficiência dos processos e de reduzir os custos operacionais e de processamento de informações entre as organizações. Contudo, a implementação do EDI não é fácil, exigindo mudanças no modus operandi da organização quanto à padronização dos processos, além da existência de vários protocolos de transmissão, o que leva muitos a não adotarem o processo (DIAS, 2011). Crimes virtuais Os crimes virtuais são atos dirigidos contra um usuário ou um conjunto de usuários que utilizam sistemas de informática para realizar suas atividades pessoais ou empresariais, podem ser atos contra o computador propriamente dito ou atos contra os dados ou programas armazenados nessas unidades. Figura 2. Crime virtual. Fonte: Corrêa (c2017). Os crimes virtuais também são chamados de Cyber crimes, ou crimes eletrônicos ou cibernéticos, contudo, independentemente do nome, são fatos Questões legais do E-business178 e atos ocorridos no ambiente da rede de computadores considerados pela legislação penal como crimes ou contravenções penais. Essas infrações, normalmente são contra o patrimônio da pessoa ou em- presa, ocasionando de alguma formaperdas financeiras ou materiais. Além disso, encontramos também as infrações contra a liberdade individual e a propriedade intelectual das pessoas ou organizações. Em nosso país, esse tipo de crime aumentou em progressão geométrica, com o aumento de usuários e empresas que utilizam a rede de computadores para o seu dia a dia, porém, os dados podem ser ainda mais altos, pois há o fator de que por vergonha de assumir que foi enganada a pessoa não faz a denúncia aos órgãos competentes. Assim como as pessoas de bem e as empresas sérias aumentaram suas participações na rede de computadores, também entraram nesse processo algumas pessoas ou empresas que são criminosos e deslumbraram uma forma de se beneficiar com essas novidades. O campo ficou fértil para os golpes, porque ainda hoje muitos usuários não sabem se proteger desses crimes, tornando-se vítimas fáceis para esses criminosos. A legislação brasileira, em razão do aumento desse tipo de crime, teve que criar leis para eventuais punições aos crimes praticados. Em novembro do ano de 2012, foi promulgada a Lei nº 12.737, da qual transcrevemos o pri- meiro artigo: “Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a tipificação criminal de delitos informáticos e dá outras providências” (BRASIL, 2012). Em geral, dividimos os crimes virtuais em três tipos: o puro, o comum e o misto. O comum é aquele que utiliza da rede de computadores para ser feito, sendo a rede um instrumento para cometer o delito; o puro é aquele que tem as condutas ilícitas direcionadas à parte virtual de um computador ou até mesmo a sua parte física; e os mistos são a união desses dois, praticados pela internet e afetando o software ou hardware. São alguns exemplos desses crimes: ameaça, difamação, injúria, calúnia, discriminação, estelionato, pedofilia e falsa identidade. Segue uma relação com os crimes que mais ocorrem e são praticados por criminosos. 179Questões legais do E-business � Furto de dados, promoções e estelionato: os criminosos podem criar situações para furtar dados dos usuários e depois utilizar esses dados de alguma forma para ganhar vantagem, podem, por exemplo, criar promoções falsas para iludir os usuários, facilitando a obtenção desses dados. Utilizam para isso páginas falsas, perfis falsos em redes sociais entre outros. Podem ser enquadrados no crime de estelionato, art. 171 do código penal que é “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.” (BRASIL, 2012). � Difamação, calúnia e injúria: neste caso podemos encontrar cam- panhas contra empresas, por exemplo, difamando seus produtos com informações não verdadeiras; e no caso de pessoas físicas, em redes sociais, por antigos companheiros depois de uma separação, colocar falsas ou informações íntimas do outro sem a devida permissão. Segue o artigo penal que fala sobre esse assunto: “Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro...” E temos a difamação como nos mostra o art. 139 do Código Penal “Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação” (BRASIL, 2012). � Pedofilia: essa é uma grande chaga da sociedade que deve ser punida, infelizmente há um grande número de casos para serem tratados, existem muitos sites com esses conteúdos e muitos pedófilos que se passam por outras pessoas com perfis falsos com o objetivo de atrair vítimas para satisfazer suas perversas necessidades. Segue um exemplo de juris- prudência sobre esses casos: “Penal. Pedofilia ou pseudosexualidade. Reprodução fotográfica. Fotografar ou publicar fotos de crianças e adolescentes em pose eróticas. Inserção em rede bbs/internet de com- putadores. Crime. Art. 241 do estatuto da criança e do adolescente com a redação ditada pela Lei 10.764, de 2003. Crime de ação múltipla.” � Ameaça: é o crime de escrever ou mostrar uma imagem que ameace alguém para conseguir alguma vantagem ou criar um constrangimento, mesmo que por brincadeira ou piada. � Falsa identidade: ocorre quando uma pessoa mente dados de seu nome, idade, estado civil, sexo e outras características para cometer algum dos atos ilícios descritos acima, para enganar ou prejudicar outra pessoa. � Pirataria: quando uma pessoa ou empresa copia ou reproduz algum conteúdo sem autorização do autor, há muitos exemplos desse crime os mais usuais são realizados com músicas, livros e criações artísticas, no âmbito das pessoas físicas, e nas empresas furto de projetos e processos industriais e utilização de softwares sem o pagamento das licenças de uso. Questões legais do E-business180 Para que um crime ocorra são necessários basicamente dois sujeitos: os passivos, que são as pessoas ou empresas que sofrem algum tipo de dano a imagem ou ao patrimônio; e os sujeitos ativos que são aqueles que cometem diretamente os crimes, algumas vezes fáceis de serem identificados, ou- tras vezes com difícil identificação e localização. O crime de racismo, por exemplo, pode ser praticado na forma de envio de mensagens com conteúdo discriminatório, entre outras formas disfarçadas em figuras ou imagens, outro exemplo seria a sabotagem, que consiste em destruir ou danificar as estações de trabalho dos usuários com objetivo de encobrir delitos. Figura 3. Sujeitos do crime. Fonte: Abril Branded Content (2017). Esses criminosos podem receber vários nomes, os mais conhecidos são hacker, phreaker e pirate. O pirate normalmente atua na produção de cópias e distribuição de softwares sem autorização dos proprietários (protegidos por copyright); o phreaker atua na área de captura de dados via rede de telefonia e o hacker atua invadindo sistemas e máquinas sem a autorização do proprietário, seja uma pessoa física ou uma organização. Esses crimes são penalizados pelo Código Penal (BRASIL, 2012), contudo alguns ainda não têm um artigo específico, visto que a cada dia surgem ma- neiras diferentes e mais revolucionárias. Esses novos crimes acabam por entrar de forma analógica nos artigos do Código Penal (arts. 138, 139 e 140), como crime de ameaça (art. 147 do CP); furto (art. 155 do CP); extorsão (art. 158 do CP); extorsão indireta (art. 160 do CP); apropriação indébita (art. 168 do CP). 181Questões legais do E-business Maiores golpes da internet Partindo do pressuposto que existem inúmeros crimes virtuais, você verá, agora, seis golpes que são praticados atualmente na rede de computadores, eles possuem várias modelagens para chegar ao usuário final ou dentro das organizações, e a formação do conhecimento sobre eles é que vai definir as melhores formas de evitar e reconhecer os mesmos, evitando assim os dissabores das perdas ocasionadas por eles. � Boletos bancários: atualmente não há mais uma data certa para esse tipo de golpe, antigamente eles vinham no começo do ano, na forma de registro de entidades de classe, impostos a pagar ou doações a entidades filantrópicas. Hoje eles estão todo o dia, seja na caixa de entrada de e-mails pessoas ou e-mails coorporativos, são provenientes de empresas falsas, com dados bancários falsos e aparentemente reais, algumas vezes os pagadores têm seus dados interceptados e os criminosos se fazem passar pelo próprio fornecedor real, mas os dados dos boletos são redirecionados a contas fantasmas e seus valores são perdidos. O sistema financeiro está tomando medidas para minimizar esse tipo de golpe, inclusive acabando com as cobranças sem registro e adotando medidas para processamento on-line das cobranças, com o objetivo de minimizar esse tipo de golpe. � Falsos e-mails de instituições financeiras: como é bom receber um e-mail de uma instituição financeira que lembrou que eu não atualizei os dados, solicita meus dados bancários e senhas para agilizar o pro- cesso e, depois, vem a notícia, sua conta foi acessada, muito cuidado. Normalmente as instituições financeiras não enviam malas diretas, não enviam links para acesso e essas solicitaçõessempre devem ser confirmadas com a instituição antes de qualquer fornecimento de dados. Esses e-mails devem ser evitados e seus anexos nunca abertos, são uma porta de entrada para os criminosos capturarem seus dados e fazerem uma má utilização deles como acesso a contas bancárias ou compras em outras instituições. � Oportunidades de emprego falsas: na mesma proporção dos golpes financeiros, também encontramos os golpes que prometem vantagens ou empregos on-line, com vagas de trabalho em casa ou em grandes corporações, com ganhos acima da media de mercado. Os golpistas têm mecanismos para iludir as vítimas prometendo ganhos financeiros e fazem com que ela de alguma maneira envie para eles algum tipo de Questões legais do E-business182 reembolso ou adiantamento de receitas a processar. Antigamente, esse golpe era chamado de “golpe do bilhete”, alguém afirmava que tinha um bilhete premiado, mas que não tinha tempo para aguardar o prêmio ou tinha que se ausentar e pedia uma pequena quantia pelo bilhete, assim a vítima com a possiblidade de ganho fácil comprava esse bilhete por um preço baixo para ganhar futuramente um valor maior e eis que esse bilhete era falso. Mudaram os nomes, mudaram as tecnologias, mas os golpes ainda estão no mercado, portando você teve ser muito cuidado. � Furto de identidade: acontece quando, de alguma forma, seus dados são furtados e outra pessoa assume a sua identidade para, por exemplo, abrir uma conta bancária ou contratar algum serviço de telefonia ou mesmo internet, podem ocorrer até casos de aberturas de empresas na rede de computadores, podem ser criadas contas nas redes sociais e e-mails para envio de mensagens passando-se por você. Quando mais informações você deixa disponível na internet, maiores são as chances dessas informações caírem em mãos erradas. � Phishing: É uma de fraude eletrônica que tem como objetivo adquirir informações sigilosas dos usuários e empresas, como números de car- tões de crédito e senhas. A palavra significa “pescar”, os criminosos tentam pescar esses dados, por meio de e-mails falsos, páginas falsas, sites duplicados, telas de login falsas entre outras formas. A URL é uma identificação que determinado elemento obtém na internet com a finali- dade de ser referido e dar acesso aos usuários. Na verdade, o uso da internet continua usando este tipo de referência, embora não seja percebido. Um caso emblemático é o das páginas web, que devem ser identificadas com o nome de domínio do servidor e o caminho a seguir de um arquivo. Neste caso, a URL precisa também do protocolo utilizado para fazer uso desse elemento (CONCEITOS, c2010-2017). Marco civil da internet O marco civil da internet data de 2014, e é hoje um forte instrumento para regulamentação de um serviço que, até então, não contava com um documento exclusivo de regulamentação, as boas ações e más ações praticadas por esse 183Questões legais do E-business canal de comunicação não tinham um norte a seguir, ele é um compilado de tentativas anteriores. Desde os anos de 1999 tínhamos uma primeira proposta feita pelo deputado Luiz Piauhyino, que ficou conhecido como o PL dos Crimes Digitais. Infelizmente, a velocidade das inovações na área de TI é bem superior do que a velocidade que a legislação consegue acompanhar, ficando, assim, muitos delitos sem previsão legal e contando com a insegurança jurídica. Como todo o cuidado é pouco, você deve saber que se tratando de pessoas físicas o dano pode ser grande, agora, imaginem em empresas, em que os dados podem ser bem maiores. Por um longo período o marco civil foi discutido no Brasil, é um texto pioneiro no que se refere às regras, direitos e deveres os usuários pessoas físicas e jurídicas no ambiente virtual. Mesmo tendo sido sancionado em 2014, até hoje uma grande parte dos usuários desconhece o seu conteúdo e as alterações que essa lei causa nesse ambiente. Ele assegura a liberdade de expressão, a privacidade e a garantia da neutralidade da rede, definindo os atores que interagem neste ambiente, e, o principal, os direitos e deveres de cada um. Por exemplo, um provedor de internet pode coletar usar, armazenar e tratar os dados pessoais de seus usuários, desde que essas tarefas estejam especificadas no contrato de prestação de serviços ou nos termos de uso das aplicações da internet. No texto, em seu art. 29, a Lei (BRASIL, 2014) diz que o usuário terá a opção de livre escolha na utilização de programa de computador em seu terminal para exercício do controle parental de conteúdo entendido por ele como impróprio a seus filhos menores, essa medida é uma forte aliada para o combate a pornografia infantil por exemplo. Lembrando os grandes administradores, só geren- ciamos o que conhecemos e, para conhecermos, usamos os sistemas de informação para nos auxiliar. Para você que irá atuar fortemente na área de TI, recomendamos a leitura da lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Brasil, 2014), que você pode acessar pelo link ou código a seguir: https://goo.gl/fj8a4q Questões legais do E-business184 Lembre-se dos possíveis riscos da internet (CENTRO DE ESTUDOS, RESPOSTA E TRATAMENTO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA NO BRASIL, 2017): � Acesso a conteúdos impróprios ou ofensivos: ao navegar você pode se deparar com páginas que contenham pornografia, que atentem contra a honra ou que incitem o ódio e o racismo. � Contato com pessoas mal-intencionadas: existem pessoas que se aproveitam da falsa sensação de anonimato da internet para aplicar golpes, tentar se passar por outras pessoas e cometer crimes. � Furto de identidade: assim como você pode ter contato direto com impostores, também pode ocorrer de alguém tentar se passar por você e executar ações em seu nome, levando outras pessoas a acreditarem que estão se relacionando com você, o que coloca em risco a sua imagem. � Furto e perda de dados: os dados presentes em seus equipamentos conectados à internet podem ser furtados e apagados pela ação de ladrões, atacantes e códigos maliciosos. � Invasão de privacidade: a divulgação de informações pessoais pode comprometer a sua privacidade, de seus amigos e familiares e, mesmo que você restrinja o acesso, não há como controlar que elas não serão repassadas. � Divulgação de boatos: as informações na internet podem se propagar rapidamente e atingir um grande número de pessoas em curto período de tempo. Enquanto isso pode ser desejável em certos casos, também pode ser usado para a divulgação de informações falsas, que podem gerar pânico e prejudicar pessoas e empresas. � Dificuldade de exclusão: aquilo que é divulgado na internet nem sempre pode ser totalmente excluído ou ter o acesso controlado. Uma opinião dada em um momento de impulso pode ficar acessível por tempo inde- terminado e pode, de alguma forma, ser usada contra você e acessada por diferentes pessoas, desde seus familiares até seus chefes. � Dificuldade de manter sigilo: na internet, caso não sejam tomados os devidos cuidados, as informações podem trafegar ou ficar armazenadas de forma que outras pessoas tenham acesso ao conteúdo. � Plágio e violação de direitos autorais: cópia, alteração ou distribuição não autorizada de conteúdos e materiais protegidos pode contrariar a lei de direitos autorais e resultar em problemas jurídicos e em perdas financeiras. 185Questões legais do E-business 1. O ritmo das inovações tecnológicas é mais intenso do que a legislação consegue acompanhar, ocasionando problemas como crimes sem previsão legal e insegurança jurídica. Se tratando de comércio eletrônico, o impacto desses problemas é ainda maior, pois os valores financeiros envolvidos atualmente são muito grandes. Além dos aspectos legais, o uso de Tecnologias da Informação (TI) ainda está diretamente relacionado a questões éticas que, direta ou indiretamente, causam conflitos com seus usuários. Analise as afirmações sobre aspectos éticos relacionados com TI e comércioeletrônico: I. Muitas empresas utilizam programas capazes de monitorar todos os e-mails recebidos e enviados por seus funcionários, o que necessariamente não caracteriza um crime. II. O rastreamento web é um recurso frequentemente utilizado pelas empresas para se obter informações específicas de cada visitante do seu site ou ambiente de comércio eletrônico. III. A diminuição de postos de trabalho e a maneira como são tratados os trabalhadores que perdem seus cargos são exemplos práticos dos benefícios sociais ocasionados pelo comércio eletrônico. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) I, II e III. e) Nenhuma das afirmativas. 2. Os meios de pagamento estão diretamente relacionados aos aspectos legais do comércio eletrônico. Como a maioria dos sistemas de pagamento tradicionais não atendem às demandas do comércio eletrônico, ou seja, das empresas e de seus clientes, foram desenvolvidos métodos mais adequados aos processos eletrônicos. A partir de inovações realizadas nos meios de pagamento on-line, eles ficaram relativamente seguros e confiáveis, permitindo a evolução e o crescimento das transações comerciais tendo como base a estrutura da internet. Analise as afirmações a seguir sobre pagamentos eletrônicos e identifique a correta. a) A transferência eletrônica de fundos é um método de pagamento no qual o dinheiro é transferido da conta do pagador para uma conta intermediária até que ele receba o produto comprado. b) O método da cobrança direta permite que o cliente efetue um único pagamento para compras realizadas em diferentes sites, agilizando todo o processo de aprovação de crédito e envio dos produtos. c) Os micropagamentos são faturas eletrônicas geradas a partir da acumulação de dívidas do cliente com compras de alto valor. Questões legais do E-business186 d) Para pagar contas na internet, o cliente pode se cadastrar em um serviço on-line de pagamento de contas e realizar todos os pagamentos a partir de um único site. e) Todos os cartões de crédito eletrônicos utilizados em transações no ambiente virtual são encriptados, aumentando o nível de segurança para os usuários. 3. O Brasil avança, mesmo que lentamente, no combate aos crimes pela internet. Desde fraudes localizadas e de menor dano até crimes envolvendo pedofilia e tráfico de drogas, é possível rastrear os autores e processá-los pelos seus atos. Entretanto, esse rastreamento não é simples e demanda profissionais altamente qualificados, além de tempo e equipamentos adequados para essa tarefa. Em relação aos crimes virtuais, analise as seguintes afirmações: I. Em função de restrições legais, no Brasil ainda não é permitida a realização de investigações no submundo da rede mundial de computadores (a internet), o que faz com que criminosos continuem a utilizar esse ambiente para praticarem seus crimes. II. Um aspecto positivo das inovações tecnológicas é que elas estão disponíveis apenas para empresas e pessoas idôneas. III. O crime de racismo praticado por meio da rede mundial de computadores consuma-se com o envio das mensagens com conteúdo discriminatório. Está correto somente o que se afirma em: a) I. b) II. c) III. d) I, II e III. e) Nenhuma das afirmações. 4. Crimes virtuais são aqueles em que o computador ou equipamentos tecnológicos são utilizados como meio ou instrumento para atingir propósitos ilícitos. Assim como ocorre nos crimes tradicionais, os crimes virtuais precisam de provas para serem julgados. No caso do ambiente virtual, essas provas podem variar de formato, sendo aceitas desde uma mídia com arquivos até postagens comprovadas em uma rede social. Infelizmente, os criminosos já descobriram como tirar proveito das inovações tecnológicas para alcançarem seus objetivos de diversas maneiras e na aplicação de variados crimes. A sabotagem é um dos crimes virtuais mais cometidos e consiste em: a) alteração, inclusão ou omissão de dados com o objetivo de conseguir vantagens econômicas. b) destruição ou danificação de computadores ou seus componentes. c) distribuição pela internet de material ofensivo a uma pessoa ou empresa. d) utilização de meios fraudulentos para conseguir alguma vantagem ilícita. e) utilização e acesso indevidos a um ambiente ou sistema de computação. 5. Durante quatro anos, o marco civil da internet foi discutido no Brasil, 187Questões legais do E-business ABRIL BRANDED CONTENT. Ameaças digitais exigem novas soluções de segurança em empresas. Exame, São Paulo, 17 fev. 2017. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/ tecnologia/ameacas-digitais-exigem-novas-solucoes-de-seguranca-em-empresas/>. Acesso em: 14 set. 2017. BRASIL. Lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12737.htm>. Acesso em: 10 ago. 2017. sendo atualmente considerado um texto pioneiro no que se refere a regras, direitos e deveres das pessoas e empresas no ambiente virtual. O projeto recebeu sugestões em diversas audiências públicas realizadas no país, além de contribuições enviadas por meio de plataformas on-line, como o Twitter. A lei foi sancionada pela Presidência da República em 2014. Mesmo com ampla divulgação, a maioria dos usuários da internet ainda desconhece o conteúdo da lei e as alterações que ela provoca neste ambiente. Sua principal característica é o reforço da liberdade de expressão, a proteção da privacidade e a garantia da neutralidade da rede. Além disso, a lei define os atores que interagem neste ambiente e os direitos e deveres de cada um. Em relação ao marco civil da internet, identifique a afirmativa correta. a) A conexão com a internet pode ser suspendida pela operadora a qualquer momento, mesmo que o cliente não possua débito diretamente decorrente de sua utilização. b) A disciplina do uso da internet no Brasil tem por objetivo a promoção da inovação e do direito de acesso exclusivo à rede mundial de computadores por pessoas com renda mensal familiar per capita superior a um salário mínimo. c) Em relação à neutralidade de rede, o responsável pela transmissão dos dados pode (mesmo sem regulamentação) tratar de forma diferenciada determinados pacotes de dados. d) O provedor responsável pela guarda poderá disponibilizar os registros de conexão e de acesso às aplicações de internet, inclusive nos casos que envolvem ordens judiciais. e) Um provedor de internet pode coletar, usar, armazenar e tratar os dados pessoais de seus usuários, desde que essas tarefas estejam especificadas no contrato de prestação de serviços ou nos termos de uso das aplicações de internet. Questões legais do E-business188 BRASIL. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Brasília, DF, 2014. Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm>. Acesso em: 10 ago. 2017. CENTRO DE ESTUDOS, RESPOSTA E TRATAMENTO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA NO BRASIL. Cartilha de segurança para internet: 1. Segurança na internet. [S.l.]: CERT.br, 2017. Disponível em: <https://cartilha.cert.br/seguranca/>. Acesso em: 10 ago. 2017. CONCEITOS. URL: conceito, o que é, significado. [S.l.], c2010-2017. Disponível em: <https://conceitos.com/url/>. Acesso em: 10 ago. 2017. CORRÊA, R. Delegacia de crimes virtuais. Entenda melhor! Serra, c2017. Disponível em: <http://rafaelcorrea.com.br/delegacia-de-crimes-virtuais/>. Acesso em: 14 set. 2017. DIAS, L. L. Electronic Data Interchange (EDI): benefícios x custos para implementação. Administradores, João Pessoa, 13 jul. 2011. Disponível em: <http://www.administradores. com.br/artigos/economia-e-financas/electronic-data-interchange-edi-beneficios-x- -custos-para-implementacao/56625/>. Acesso em: 10 ago. 2017. FECOMERCIOSP. Comércio eletrônico fatura R$ 3,6 bilhões no Estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2016. São Paulo,2016. Disponível em: <http://www.fecomercio. com.br/noticia/comercio-eletronico-fatura-r-3-6-bilhoes-no-estado-de-sao-paulo- -no-primeiro-trimestre-de-2016-1>. Acesso em: 14 set. 2017. SÓ PEDAGOGIA. Ciberespaço e cibercultura: definições e realidades virtuais inseridas na práxis do homem moderno. [S.l.], c2008-2017. Disponível em: <http://www.pedago- gia.com.br/artigos/ciberespaco_cibercultura/?pagina=1>. Acesso em: 18 ago. 2017. Leituras recomendadas BRASIL. Câmara dos Deputados. Marco civil da internet. 2. ed. Brasília, DF, 2015. (Série Legislação). CCM. E-comércio: como verificar se um site é seguro. [S.l.], 2017. Disponível em: <http:// br.ccm.net/faq/17615-e-comercio-como-verificar-se-um-site-e-seguro>. Acesso em: 10 ago. 2017. DIÓGENES, Y.; MAUSER, D. Certificação Security+: da prática para o exame SY0-401. 2. ed. Rio de Janeiro: Novaterra, 2015. SAMPAIO, J. H. P.; LIMA, A. F. S. Crimes virtuais: conceito e seus tipos. [S.l.]: Jusbrasil, 2016. Disponível em: <https://carmo311.jusbrasil.com.br/artigos/307607071/crimes- -virtuais-conceito-e-seus-tipos>. Acesso em: 10 ago. 2017. 189Questões legais do E-business Conteúdo: Dica do professor Neste vídeo, você aprenderá quais são as responsabilidades básicas das empresas e dos clientes nas transações comerciais eletrônicas, além de identificar os principais crimes virtuais realizados atualmente. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/68b5af0f93dfa591d4cd896db7f550f1 Na prática Conheça alguns exemplos práticos de vulnerabilidade no uso da internet e de dispositivos móveis, além de possíveis soluções de segurança. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Marco Civil da Internet Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Tecnologia da Informação para Gestão - Em Busca do Melhor Desempenho Estratégico e Operacional Inicie a sua leitura a partir do tópico Questões éticas e de implementação, localizado na página 183, e finalize-a no tópico Questões legais específicas ao comércio eletrônico, na página 184. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Sistemas de Informação - Série A Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm Tendências no segmento business- to-business (B2B) Apresentação Atualmente vive-se em um mundo que está cada vez mais aberto aos impactos das tendências devido à velocidade no compartilhamento das informações em um mercado altamente conectado. Compreender quais são as tendências na economia do consumo permite entender que os consumidores estão mudando. Os consumidores organizacionais, ou seja, que realizam transações comerciais com outras empresas, também passam por mudanças no segmento business-to-business (B2B). Tais alterações ocorrem porque as empresas vêm utilizando a tecnologia para melhorar a maneira como fazem negócios com seus clientes B2B. Além disso, a venda B2B só está se digitalizando porque o comprador B2B também está. Por isso, é fundamental conhecer as tendências na tecnologia B2B, já que a jornada de compras do consumidor organizacional está ainda mais digital. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a explicar o conceito de tendências e como as tendências influenciam o planejamento e as estratégias de negócios. Além disso, você vai aprender a descrever o relacionamento B2B e a identificar as mudanças no conceito de B2B a partir do ambiente virtual. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar o conceito de tendências e como as tendências influenciam o planejamento e as estratégias de negócios. • Descrever o relacionamento B2B.• Identificar as mudanças no conceito de B2B a partir do ambiente virtual. • Infográfico As tendências estão relacionadas à mudança de comportamento e à interpretação dessa mudança, sendo catalisadoras de necessidades dos consumidores. Diante da expansão das tecnologias no mundo digital, o modo de consumo no segmento B2B também mudou. No Infográfico a seguir, você vai conhecer as principais tendências de marketing para o segmento B2B. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/d4d40481-abff-4f03-95ed-4ebbf09d6025/36275bc3-3727-4292-906a-f24434b0856c.jpg Conteúdo do livro A velocidade com que o mundo se transforma, devido à presença cada vez maior das novas tecnologias em um mercado cada vez mais conectado, demonstra que é preciso estar atento às tendências que envolvem a economia do consumo. A compreensão das mudanças no processo de compra torna-se fundamental, pois as empresas precisam entender que os consumidores também estão mudando. No segmento business-to-business (B2B), essa mudança ocorre pela presença dos meios digitais e pela forma como o comprador B2B se comporta em sua jornada como cliente. Essa jornada é influenciada por recursos eletrônicos que impactam os negócios no mercado organizacional. No capítulo Tendências no segmento business-to-business (B2B), da obra Customer experience, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a explicar o conceito de tendências e como estas influenciam o planejamento e as estratégias de negócios. Além disso, você vai aprender a descrever o relacionamento B2B e a identificar as mudanças no conceito de B2B a partir do ambiente virtual. Boa leitura. CUSTOMER EXPERIENCE Flavia Obara Kai Tendências no segmento business-to-business (B2B) Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar o conceito de tendências e como as tendências influenciam o planejamento e as estratégias de negócios. Descrever o relacionamento B2B. Identificar as mudanças no conceito de B2B a partir do ambiente virtual. Introdução É impossível negar que o mundo vive em profunda transformação, diante da inserção cada vez maior de novos modelos de negócios associados às novas tecnologias, que impactam a forma como os clientes e as empresas consomem. Estar atento às tendências, portanto, deixa de ser uma opção e se torna uma obrigação para que as empresas consigam acompanhar o ritmo das mudanças no mercado. O consumidor organizacional, presente no segmento business-to- -business (B2B), também passa por transformações em sua jornada como cliente. Juntamente com o crescimento do comércio B2B, permeado pelos recursos eletrônicos no ambiente virtual, surgem tendências tecnológicas voltadas a esse segmento e uma consequente mudança no conceito B2B. Neste capítulo, você vai compreender o conceito de tendências e como elas influenciam o planejamento e as estratégias de negócios. Você também vai estudar o relacionamento B2B e vai verificar as mudanças que ocorrem no conceito B2B a partir do ambiente virtual. 1 Definição e impacto A palavra tendência é cada vez mais utilizada no universo empresarial. De acordo com Rasquilha (2015), tendência é um processo de mudança que resulta da observação do comportamento dos consumidores e que origina a criação e o desenvolvimento de novas ideias, sejam de negócio, de produto ou de serviço, de marca ou de ação. Dessa forma, para o autor, a tendência está relacionada à mudança de comportamento e às interpretações que geram insights capazes de serem transformados em negócios. As pesquisas que envolvem tendências focam o futuro e a identificação de padrões comportamentais nos consumidores. Isso porque as tendências afetam tudo: o que vestimos, comemos e bebemos, o que gostamos de ler, os filmes que queremos assistir e todas as demais áreas nas quais usamos a palavra “gosto” (RASQUILHA, 2015). O negócio das tendênciassurgiu em Paris, nos anos 1950, na indústria da moda, com o intuito de ajudar a indústria têxtil a entender as novas exigências do mercado do pós-guerra, dando origem aos primeiros observadores de tendências. A observação do comportamento dos consumidores, com o intuito de identificar as mentalidades emergentes e dominantes passíveis de serem interpretadas enquanto tendências, são a base do processo de mudança. Porém, tais mudanças não se manifestam da mesma forma nas diferentes camadas da sociedade, e os consumidores não adotam as chamadas novidades da mesma forma e na mesma velocidade. As tendências, então, disseminam-se pela sociedade, começando de forma muitas vezes tímida, alargando-se depois ao mainstream — ou seja, a tendência dominante — e dissipando-se de novo timidamente (RASQUILHA, 2015). Com isso, as tendências têm como base dois grandes tipos de mudanças: de curto prazo e de longo prazo. Para Rasquilha (2015), as manias e novidades não são tendências — são histórias curtas à volta de algo novo, como produtos relativamente inovadores e agressivamente comercializados, mas que são rapidamente esquecidos. Por isso, estão em constante mutação no mercado e são rapidamente substituídos por produtos novos a serem lançados. Trata-se das ondas e das modas. Já as mudanças de longo prazo são as verdadeiras tendências, já que as tendências envolvem mudanças no gosto, no estilo de vida e na forma de nos comportarmos. Essas mudanças são bem mais do que uma mania passageira — são verdadeiras tendências comportamentais incorporadas no cotidiano dos consumidores (RASQUILHA, 2015). Diante disso, é preciso compreender a diferença entre onda, moda e ten- dência. Veja a Figura 1 a seguir. Tendências no segmento business-to-business (B2B)2 Figura 1. Onda, moda e tendência. Fonte: Adaptada de Rasquilha (2015). A onda vem com um impacto grande, mas se dissipa rapidamente. As pessoas as incorporam sem entender o porquê. Exemplos de ondas são os Crocs e a pulseira Power Balance. Já a moda é incorporada de forma consciente na rotina diária. Ela não acarreta mudança de comportamentos, possui um impacto menor do que a onda e dura menos tempo. Exemplos de moda são os tênis Converse AllStar. Por fim, a tendência é o resultado de uma mudança de comportamento. Começa de forma mais tímida do que a onda e a moda, mas sua duração é grande e com impactos profundos, sendo assumida como mentalidade emergente e dominante. Exemplos disso são as Havaianas. O mundo vive em profunda transformação e instabilidade, obrigando as empresas a inovarem. Aquelas que mantêm o alvo, atuando no mesmo mercado, da mesma maneira, correm o risco de enfrentar a diminuição nas vendas e, até mesmo, o encerramento de suas atividades. Quanto mais os mercados mudam, mais importante é estar atento às tendências, pois os consumidores estão cada vez mais habituados a mudar. De acordo com Rasquilha (2015), se o consumidor e o seu poder de decisão de compra estão mudando, conse- quentemente, há uma alteração na maneira como as marcas fazem negócio. Além disso, o mundo está cada vez mais aberto aos impactos das tendências, devido ao crescimento da velocidade no compartilhamento das informações. As tendências, dessa forma, se alastram em pouco tempo, atingindo mercados distantes, porém, cada vez mais conectados (RASQUILHA, 2015). 3Tendências no segmento business-to-business (B2B) O processo de pesquisa de tendências começa com os coolhunters e se move, pos- teriormente, para a corrente principal (mainstream). O coolhunting é o processo de observação e identificação de tendências. As tendências são criadas por pessoas; logo, para caçar tendências, é preciso começar pela observação dos indivíduos que criam e estão permanentemente preocupados com as novidades e os estilos inovadores. As tendências, portanto, possuem grande influência na economia do consumo, sendo, assim, cada vez mais importante compreender como os consumidores estão mudando. As tendências, enquanto catalisadoras das necessidades, são o combustível da velocidade da mudança do consumidor e dos produtos, da diminuição das fronteiras tradicionais demográficas e do aumento do poder do consumidor e da globalização (RASQUILHA, 2015). 2 O relacionamento B2B Segundo Rocha e Trevisan (2017), o consumidor organizacional, ou seja, a empresa, seja organização pública ou privada, com ou sem fi ns lucrativos, que consome produtos, bens e serviços devido às suas atividades no mercado, faz parte do mercado organizacional, ou mercado B2B. Nesse sentido, quando o consumidor organizacional compra bens, produtos e serviços de outra empresa, ocorre a compra organizacional, ou seja, o processo que envolve a defi nição das necessidades de compra por parte da empresa compradora e a busca, a seleção, a avaliação e a aquisição de matéria-prima, produtos acabados ou serviços de fornecedores disponíveis no mercado. Embora o consumidor organizacional seja uma pessoa jurídica, o poder de compra é exercido pelas pessoas que atuam nessas organizações. Em outras palavras, os consumidores organizacionais são os compradores e outros pro- fissionais envolvidos no processo de compra e consumo de produtos, bens e serviços. Em geral, devem seguir um código de ética, e as relações comerciais da organização e a tomada de decisão de compra estão estreitamente ligadas à área funcional em que atuam (ROCHA; TREVISAN, 2017). O processo de compra B2B é marcado pelo profissionalismo e pela maior racionalidade, já que é um mercado subordinado a resultados e à eficiência na Tendências no segmento business-to-business (B2B)4 compra. Por isso, possui necessidades específicas que direcionam os esforços e os motivos para a compra, como: a redução de custos e despesas; o aumento de receita e lucro; a inovação; o desenvolvimento de novos mercados; e a satisfação dos clientes. Hoje, no processo de compra B2B, tanto a aquisição quanto a busca por maior eficácia e eficiência nos processos internos impactam a redução de custos e despesas. Além disso, a eficiência na compra contribui para o aumento da receita, diminuindo riscos e reduzindo o tempo na produção (ROCHA; TREVISAN, 2017). O processo de tomada de decisão, dessa forma, deve estabelecer a necessi- dade de compra de produtos e serviços, além de identificar, avaliar e escolher, dentre as marcas e fornecedores disponíveis, qual é a melhor opção. Essa etapa, segundo Rocha e Trevisan (2017), envolve a análise e a classificação de possíveis fornecedores, a partir de critérios de qualidade ou de desempenho previamente definidos. Essas medidas podem envolver a qualidade do produto, a pontualidade de entrega, os preços, as condições de pagamento, o uso ou não de tecnologia, entre outros. Por isso, os fatores a serem considerados na relação de compra e venda B2B (Figura 2) são (ROCHA; TREVISAN, 2017): informações técnicas, essenciais para a avaliação e a seleção de fornecedores; fatores subjetivos, ou seja, relações interpessoais e características dos compradores e vendedores; e fatores intangíveis, relacionados ao envolvimento, ao compromisso, aos interesses e às necessidades de ambas as partes. 5Tendências no segmento business-to-business (B2B) Figura 2. Fatores considerados na relação de compra e venda no mercado organizacional. Fonte: Adaptada de Rocha e Trevisan (2017). Assim, de acordo com Rocha e Trevisan (2017), o processo de compra da organização possui etapas que vão desde a identificação da necessidade até o pós-compra. Geralmente, esse processo ocorre em seis etapas: 1. reconhecimento da necessidade; 2. especificações da compra; 3. avaliação das alternativas; 4. avaliação de fornecedores e serviços; 5. escolha de produto e fornecedor; 6. avaliação do desempenho de produto e fornecedor. A primeira etapa, de reconhecimento da necessidade ou identificação do problema, está relacionada com os tipos de situações de compra, pois, para cada tipo (recomprasimples, modificada ou compra nova), a organização toma caminhos diferentes. Em geral, uma vez identificada uma necessidade de compra, o setor ou departamento inicia o processo por meio de um pedido de compras formalizado e documentado. Na segunda etapa, a organização consumidora deve definir as especifi- cações do produto ou serviço a ser adquirido — ou seja, há o detalhamento Tendências no segmento business-to-business (B2B)6 de requisitos, descrições técnicas, condições de preço e entrega, de acordo com as necessidades da organização. Nessa etapa, é necessária a atuação dos indivíduos que formam o centro de compras, pois estes devem levar em consideração todas as necessidades dos diferentes departamentos envolvidos na aquisição do produto. A etapa de avaliação das alternativas envolve identificar os produtos ou serviços que estão no mercado e que podem ser potencialmente adquiridos para atender às necessidades previamente identificadas. Nessa etapa, há uma análise das informações, na qual marcas e produtos são avaliados e fornecedo- res são contatados para identificar a oferta que melhor se ajuste aos atributos e critérios predefinidos. Na quarta etapa, após a definição das características do produto ou serviço a ser adquirido, a empresa busca no mercado quais fornecedores estão aptos a atendê-la. Esse processo envolve a definição de uma proposta de compra ou orçamento, para se chegar a um consenso que satisfaça as partes fornecedora e compradora. A quinta etapa, de escolha do produto e do fornecedor, está sujeita aos interesses organizacionais e pessoais do comprador e de outros membros do departamento de compras. É a etapa que implica uma decisão formal de compra e a efetivação da compra. Essa decisão de compra envolve o comprador ou o centro de compras, individualmente ou em grupo, e é influenciada por: percepções do decisor sobre o relacionamento com o fornecedor; experiências do nível de compra-venda estabelecido; e interações entre a organização e as variáveis do processo de compra (condições de pagamento, riscos, tipos de compra etc.). Na última etapa, de avaliação do desempenho de produto e fornecedor, a organização deve estar atenta à continuidade do processo — ou seja, certificar- -se de que o produto ou serviço será entregue de acordo com a especificação. A avaliação do desempenho do fornecedor indica a continuidade ou não do relacionamento com determinada empresa fornecedora, sendo essa etapa de pós-compra fundamental para a avaliação do cumprimento exato do contrato firmado (qualidade, custos e prazos de entrega). Todas essas etapas estão cada vez mais voltadas ao uso de tecnologias digitais, que permeiam o processo de compra organizacional. Especialmente com o avanço da internet, surgiram inúmeras possibilidades para o crescimento do comércio B2B utilizando recursos eletrônicos. 7Tendências no segmento business-to-business (B2B) Tendências na tecnologia do segmento B2B O mercado consumidor se divide em negócios realizados: entre empresas e pessoas, que caracterizam o mercado de consumo, tam- bém chamado mercado consumidor ou mercado business-to-consumer (B2C); e entre empresas, que caracterizam o mercado B2B, nos quais existe uma relação entre uma organização compradora e outra vendedora. O mercado B2B movimenta bilhões de dólares anuais, e dele dependem os produtos que serão ofertados ao consumidor final (ROCHA; TREVISAN, 2017). Com a mudança na forma como os clientes B2B pesquisam e compram ocorrida nos últimos anos, especialmente com a inclusão do digital na jornada de compras, as tendências do segmento B2B envolvem a transformação digital na qual o mercado está inserido. Um exemplo disso é a Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things), em que dispositivos que antes eram apenas passivos agora participam de um ecossistema que integra outros aparelhos e, de forma conectada, trocam informações, emitem relatórios e até tomam decisões. Em um modelo de negócio digital B2B, a IoT pode auxiliar na reposição e na compra de peças, na manutenção e no estoque com assertividade, velocidade e otimização (DI BONIFÁCIO, 2018a). Outra tendência no mercado organizacional é a utilização de chatbots, ferramentas utilizadas no comércio on-line, com foco na agilidade das respostas e soluções aos clientes. Os chatbots são assistentes virtuais que interagem por meio do sistema de bate-papo e são programados para responderem dúvidas de consumidores on-line ao mesmo tempo. Mota (2019) afirma que além da solução imediata de solicitações e questionamentos, os chatbots podem enviar mensagens promocionais e contar a história da empresa, além de serem eficientes como canal de vendas. Os pagamentos virtuais também são uma tendência no segmento B2B, já que as movimentações sem a utilização de cédulas ou moedas (non-cash) devem crescer em média 12,7% ao ano até 2021, segundo a pesquisa “World Payment Report”. Os serviços financeiros digitais facilitam a compra e o pagamento de produtos e serviços, simplificando o processo de pagamento ins- tantâneo — afinal, a possibilidade de realizar transações entre pessoas jurídicas instantaneamente elimina burocracias e custos extras (GONÇALVES, 2020). O machine learning é mais uma tendência para o segmento B2B, pois pode aumentar a profundidade da personalização necessária para atender o Tendências no segmento business-to-business (B2B)8 consumidor B2B, além de unificar as informações do cliente, possibilitando uma construção completa de cada cliente com base em todas as fontes de dados disponíveis (YADAV, 2019). Além disso, os clientes B2B esperam cada vez mais as experiências que os clientes B2C têm, com acesso fácil a conteúdos relevantes e personalizados. Com o machine learning, os dados do visitante do site podem ser analisados, para que o conteúdo seja personalizado e apresentado automaticamente aos potenciais compradores no momento certo. Os clientes B2B consomem conteúdo com base não apenas em suas necessidades de compra, mas também no ponto em que estão na jornada de compra. Segundo Yadav (2019), o conteúdo pode ser apresentado em pontos específicos de interação do comprador, e esse conteúdo pode ser personalizado automaticamente para atender às necessidades do cliente em tempo real. Com o grande volume de dados e informações gerados no meio digital, o Big Data, isto é, o grupo de dados volumosos e complexos, deve ser conside- rado no segmento B2B, já que as empresas precisam extrair grandes volumes de dados na tomada de decisões. Essa grande quantidade de dados é gerada diariamente em múltiplos canais (e-mails, aplicativos, redes sociais, transações financeiras) e dispositivos (smartphones, tablets, GPS, desktops), e todas essas fontes de dados fornecem insights sobre a jornada do cliente. Assim, a integração dos sistemas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM, do inglês customer relationship management) com as infor- mações obtidas por Big Data é outra tendência para o mercado B2B. Isso significa a integração dos canais de comunicação entre empresas e parceiros, centralizando os dados no CRM vindos de fontes como redes sociais, e-mail, internet, call center, entre outras ferramentas. Com essa integração, tanto a comunicação quanto a lucratividade aumentam, pela possibilidade de previsão de comportamentos dos clientes organizacionais (MÜLLER, 2017). Leia a matéria “8 tendências tecnológicas para 2020” no site Consumidor Moderno. 9Tendências no segmento business-to-business (B2B) 3 Mudanças no conceito de B2B a partir do ambiente virtual As empresas vêm utilizando a tecnologia para melhorar a maneira como fazem negócios com seus clientes B2B. Algumas multinacionais aperfeiçoaram suas práticas organizacionais, modernizando as atividades de compras. A Medline Industries, maior fabricante e distribuidor privado de produtos de saúde nos Estados Unidos, por exemplo, passou a usar um software para integrar sua visãode atividade de clientes entre canais de vendas diretas e eletrônicas. Como resultado, aumentou sua margem de produto em 3%, melhorou a retenção de clientes em 10% e reduziu a perda de receitas por erros de preços em 10% (KOTLER; KELLER, 2019). De acordo com Kotler e Keller (2019), algumas empresas também estão redesenhando seus sites e melhorando os resultados de buscas na internet, participando de redes sociais e lançando podcasts, para melhorar o desempenho de seus negócios. A Chapman Kelly fornece auditoria e outros produtos de contenção de gastos, para ajudar as empresas a reduzirem seus custos com planos de saúde e seguros. Inicialmente, a empresa tentou adquirir novos clientes por meio de telemarketing e técnicas de vendas tradicionais, porém, ao redesenhar seu website e otimizar seu mecanismo de busca, sua receita quase dobrou. A venda B2B só está se digitalizando porque o comprador B2B também está. De acordo com Snyder e Hilal (2015), em pesquisa realizada pelo Google, os consumidores B2B estão cada vez mais on-line — 89% das pesquisas B2B são realizadas utilizando a internet durante o processo de compra. Além disso, segundo a pesquisa, 46% dos consumidores B2B têm entre 18 e 34 anos e fazem parte da geração chamada millennials; isso significa que eles nunca conheceram o mundo sem a modernidade da internet e são caracterizados como nativos digitais. Segundo o mesmo estudo, 42% dos consumidores B2B usam um dispositivo móvel durante o processo de compra, demonstrando que existe uma intensa utilização de smartphones para a consulta nos estágios iniciais da pesquisa e durante todo o caminho do processo de compra. Os consumidores B2B não estão apenas usando dispositivos móveis quando estão fora, mas onde quer que estejam. Eles estão comparando preços, lendo sobre produtos, comparando conjuntos de recursos e entrando em contato com varejistas. Eles também estão comprando, sendo importante fornecer a eles experiências ricas em dispositivos móveis (SNYDER; HILAL, 2015). Tendências no segmento business-to-business (B2B)10 Outro dado relevante da pesquisa é que cada vez mais os compradores B2B assistem vídeos no YouTube durante o processo de decisão de compra. Os vídeos dizem respeito aos produtos, a como utilizá-los, além de trazerem avaliações de profissionais. De acordo com a pesquisa, após assistirem aos vídeos, os consumidores B2B conversam com os colegas, procuram mais informações, visitam os websites das empresas e compartilham o vídeo, indicando a crescente necessidade de produção de conteúdo que auxilie o consumidor B2B a conhecer o produto ou serviço, compará-lo e decidir pela compra (SNYDER; HILAL, 2015). Em complemento, os resultados da pesquisa da Forrester indicam que 93% dos compradores de atacado afirmam que, caso possível, preferem fazer suas compras B2B por meio do canal digital. Outro ponto de destaque são as motivações para a compra digital, as quais, segundo os entrevistados, eram: a facilidade de comprar; o fato de não quererem esperar pelo representante comercial; a facilidade em obter informações sobre estoque e entrega. Diante disso, Di Bonifácio (2018b) afi rma ser possível concluir que os clientes B2B querem algo que torne seu trabalho mais efi ciente e, por isso, procuram uma experiência de compra no mesmo nível que têm quando fazem suas compras como pessoa física. A distribuidora americana Grainger, por exemplo, fatura em torno de 10 bilhões por ano, sendo que metade — ou seja, 5 bilhões do faturamento — ocorre por meio dos portais de e-commerce B2B. A Amazon Business é outro exemplo, pois integra indústrias, importadores e distribuidores em um marketplace somente com clientes B2B, utilizando o canal digital para as vendas a outras empresas, reduzindo custos e ganhando cada vez mais eficiência (DI BONIFÁCIO, 2018b). Além disso, a maioria dos compradores dos canais off-line são influenciados de alguma forma pelo on-line, especialmente quando realizam pesquisas. Segundo Travis (2018), antes de fechar uma compra, os clientes B2B consultam catálogos digitais, fazem buscas nos websites dos fornecedores, conferem especificações dos produtos e comparam as marcas para encontrar as melhores ofertas, investindo a curiosidade na pesquisa on-line. Outro ponto é que, com os benefícios do digital, os compradores B2B se sentem seguros ao comprar logo na primeira visita às lojas físicas. Isso ocorre porque, antes de fechar negócio, os compradores fazem uma investigação criteriosa na internet sobre o fornecedor e, para muitos compradores B2B, as 11Tendências no segmento business-to-business (B2B) plataformas digitais e os sites de lojistas são a última parada antes da compra (TRAVIS, 2018). Por fim, é importante ressaltar que as empresas do mercado B2B que buscam o crescimento a longo prazo devem manter o engajamento no pós-venda, para gerar fidelidade à marca. Isso porque compradores abordados no digital após a compra estão mais propensos a comprarem novamente (TRAVIS, 2018). Competindo com gigantes do setor, como Alcatel-Lucent e Cisco Systems, a Tellabs é uma empresa de pesquisa e projetos de telecomunicações que fornece equipamentos para transmissão de voz, vídeo e dados via rede de comunicação. Para se diferenciar, a empresa decidiu desenvolver uma campanha de marketing dirigida aos usuários finais, conhecedores de tecnologia, sobre os produtos vendidos por seus clientes. A campanha “Inspire the new life” (em tradução literal, “inspire a nova vida”) visava a atingir os prestadores de serviços de telecomunicações, para mostrar como a Tellabs conhecia a nova geração de usuários de tecnologia e fornecia soluções para atender às suas necessidades. Após uma pesquisa revelar que esses usuários estavam cinco vezes mais propensos a ouvir um podcast do que a ler um informe e duas vezes mais propensos a assistir a um vídeo do que a ouvir um podcast, a Tellabs decidiu divulgar uma “cartilha de tecnologia” no formato de um vídeo de seis minutos de duração, em vez dos tradicionais estudos de caso e informes. Seus vídeos postados no YouTube, no Google Video e no site da empresa tiveram 100 mil acessos. Adicionando um novo podcast de uma a duas vezes por mês, a empresa estima que a campanha gerou três vezes mais exposição, pelo mesmo custo de uma campanha tradicional pela web baseada em propaganda (KOTLER; KELLER, 2012). Tendências no segmento business-to-business (B2B)12 DI BONIFÁCIO, M. E-commerce B2B, IoT e transformação digital. E-commerce Brasil. 2018a. Disponível em: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/e-commerce-b2b-iot- -transformacao-digital. Acesso em: 7 mar. 2020. DI BONIFÁCIO, M. Tamanho do mercado e-commerce B2B. E-commerce Brasil. 2018b. Disponível em: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/tamanho-mercado-b2b. Acesso em: 25 mar. 2020. GONÇALVES, F. 4 tendências em meios de pagamentos digitais que vão dominar 2020. E-commerce Brasil. 2020. Disponível em: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/ tendencias-meios-pagamentos-digitais-que-vao-dominar-2020. Acesso em: 6 mar. 2020. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2012. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 15. ed. São Paulo: Pearson, 2019. MOTA, R. Chatbot e a melhora na experiência de compra no varejo on-line. E-commerce Brasil. 2019. Disponível em: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/chatbot- -melhora-experiencia-compra. Acesso em: 25 mar. 2020. MÜLLER, E. 5 tendências para o mercado B2B do Brasil (2018). 2017. Disponível em: https:// blog.b2bstack.com.br/5-tendncias-para-o-mercado-b2b-do-brasil-2018. Acesso em: 25 mar. 2020. RASQUILHA, L. Coolhunting e pesquisa de tendências: observar, identificar e mapear as tendências e mentalidades emergentes do consumidor. São Paulo: Actual, 2015. ROCHA, M. D. A.; TREVISAN, N. M. Comportamento de compra e consumo em B2B. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. SNYDER, K.; HILAL, P. The ChangingFace of B2B Marketing. 2015. Disponível em: https:// www.thinkwithgoogle.com/consumer-insights/the-changing-face-b2b-marketing/. Acesso em: 25 mar. 2020. TRAVIS, S. 3 insights para atender melhor seus clientes B2B. 2018. Disponível em: https:// www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/advertising-channels/busca/tres-insights-para- -atender-melhor-seus-clientes-b2b/. Acesso em: 25 mar. 2020. YADAV, A. Why machine learning matters to B2B companies. 2019. Disponível em: https:// www.demandgenreport.com/features/demanding-views/why-machine-learning- -matters-to-b2b-companies. Acesso em: 6 mar. 2020. 13Tendências no segmento business-to-business (B2B) Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Tendências no segmento business-to-business (B2B)14 Dica do professor No processo de compra B2B, além do detalhamento dos requisitos e das descrições técnicas, é preciso levar em consideração os interesses pessoais do comprador, pois, embora o consumidor organizacional seja uma pessoa jurídica, o poder de compra é exercido pelas pessoas que atuam nessas organizações. Em uma compra corporativa, existem vários fatores que podem influenciar o processo de compra, que vão desde valores objetivos até elementos subjetivos. Na Dica do Professor, você vai conhecer quais são os valores do B2B na decisão de compra de uma empresa. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/452982fb7b6a95a41efedb883045c83c Na prática As empresas vêm utilizando cada vez mais a tecnologia para melhorar a maneira como fazem negócios com seus clientes B2B. Algumas estão redesenhando seus websites, melhorando os resultados de buscas na Internet e participando de redes sociais, com o objetivo de melhorar o desempenho de seus negócios. Confira, Na Prática, no estudo de caso apresentado por Rocha e Trevisan (2018), um exemplo de como as mudanças no segmento B2B a partir do ambiente virtual podem trazer resultados nos negócios. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio No livro de Sharda, Delen e Turban (2019), os autores trazem conceitos e aplicações sobre business intelligence e análise de dados para a gestão do negócio. Saiba mais sobre a análise de Big Data acessando as páginas 40 a 42. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Conceitos básicos de comércio on-line (e-commerce) Nesta matéria, o SEBRAE traz a explicação sobre as diferenças entre e-business e e-commerce e conceitua os termos B2B, B2C, B2G e C2G. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. E-commerce B2B — a revolução digital chegou Cynthia Prado, especialista em e-commerce da Unilever Brasil, explica, em sua palestra, sobre a revolução digital no e-commerce B2B. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/uma-breve-definicao-sobre-o-comercio-online,08cfa5d3902e2410VgnVCM100000b272010aRCRD https://www.youtube.com/embed/wBywc9mD29s