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Analise o gráfico e as afirmativas a seguir
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1. Analise o gráfico e as afirmativas a seguir.
Fonte: acervo pessoal
I. Em 2003, cerca de 55% da população encontravam-se nas classes D/E.
II. De 2003 a 2014, observa-se o crescimento da classe C e o encolhimento das 
classes D/E e A/B.
III. Em 2014, as classes mais pobres (D/E) representavam, aproximadamente, um 
quarto da população.
IV. O gráfico sugere melhora na distribuição de renda no Brasil de 2003 a 2014.
Está correto o que se afirma somente em:
a
.
I, III e IV.
b
.
II e III.
c
.
I e III.
d
.
I, II e IV.
e
.
II, III e 
IV.
PERGUNTA 2
Leia a charge a seguir.
Fonte: acervo pessoal
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I. A charge ilustra a evolução histórica da civilização e sugere que a humanidade 
caminha em direção ao progresso.
II. A charge relaciona positivamente o desenvolvimento tecnológico e o bem-estar 
dos cidadãos.
III. A charge indica que o caminho para o progresso exige perseverança e só é 
possível no ambiente urbano.
Assinale a alternativa correta.
a
.
Nenhuma afirmativa é 
correta.
b
.
I é correta.
c
.
III é correta.
d
.
I e II são corretas.
e
.
II é correta.
1. Leia o artigo de Mônica Sousa, filha do desenhista Mauricio de Sousa e 
inspiradora da personagem Mônica das histórias em quadrinhos. Em seguida, 
observe a tirinha.
Somos todas donas da rua
08/03/2016
“No começo, a Turminha era formada só de meninos: Franjinha, Cebolinha, Chico 
Bento. Até que começaram a perguntar para o meu pai: ‘Cadê as meninas?’. 
Mauricio conhecia mais o universo dos garotos. Foi aí que ele começou a olhar em 
volta e percebeu que poderia se inspirar nas filhas. Em 1963, Mônica estreou na 
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tirinha do Cebolinha e encantou todo mundo com um jeito que não era considerado 
exatamente feminino para a época. Ela era forte, decidida, dona da rua. Eu era 
também.
Meu pai sempre me deixou ser do meu jeito, sem me limitar por ser menina. Para 
ele, minha autenticidade (e de todos nós, seus dez filhos) sempre foi importante. É 
só ver, nos gibis, as peculiaridades de cada personagem baseado em nós.
Quando uma menina ou mulher é mais, digamos, assertiva, logo leva a fama de 
mandona. Mas, para mim, o que a Mônica sempre teve foi uma autoconfiança 
enorme, além de um grande sentimento de responsabilidade em relação a seus 
amigos.
Meninas em todo o Brasil e em vários países do mundo se identificam com a 
dentucinha, cuja força maior não é a física: é a força de quem acredita em seus 
sonhos e capacidades.
Na época em que a personagem nasceu, os anos 1960, as mulheres começavam a 
ganhar mais espaço no mercado de trabalho. No ano de publicação da primeira 
tirinha em que a Mônica aparece, a russa Valentina Tereshkova foi a primeira mulher
a viajar ao espaço. Mas o caminho foi longo. Fazia pouco menos de três décadas 
que as brasileiras haviam conquistado o direito ao voto.
Em 1964, foi criada a Magali, mais delicada, conciliadora (além de comilona, claro!).
Mais alguns anos e chegou a Rosinha e tantas outras. Cada uma com seu jeito. Os 
meninos e meninas da Turma são diferentes? Com certeza. Mas brincam de casinha,
de futebol, de viagem espacial, do que quiserem brincar. Juntos.
E, como a Mônica nunca foi limitada pelo fato de ser menina, elas e eles também 
não são. Têm os mesmos direitos e oportunidades. São iguais na diferença. Como 
são, naturalmente, as crianças. Ou como deveriam ser. Mas as crianças, também 
naturalmente, seguem os exemplos dos adultos, não é? Por isso precisamos ser 
bons exemplos para eles.
Pois é, em pleno século 21, ainda há muito a conquistar. Como diretora executiva de
uma grande empresa, sou, do mesmo modo que a Mônica das historinhas, uma 
exceção. No Brasil, as mulheres ocupam apenas 5% das vagas nos conselhos das 
empresas e entre 8% e 16% dos cargos de alta liderança.
Já temos uma mulher na Presidência, mas, no Congresso, são apenas 13 senadoras 
para um total de 81 vagas e 51 deputadas para 513 cadeiras na Câmara Federal.
A nova geração tem a oportunidade de mudar esse quadro, com a nossa ajuda.
A violência contra mulheres e meninas tem raízes na discriminação e na 
desigualdade e começa cedo, portanto, a prevenção precisa acompanhar esse fator 
desde a educação de meninos e meninas, a fim de promover relações de gênero 
mais respeitosas.
Desde 2007, a Mônica é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas pela 
Infância), emprestando sua força para defender os direitos das crianças e 
adolescentes. Neste ano de 2016, a Mauricio de Sousa Produções tem o orgulho de 
se tornar signatária dos princípios do ONU Mulheres.
Fundamentada na visão de igualdade consagrada na Carta das Nações Unidas, a 
ONU Mulheres, entre outras questões, trabalha para a eliminação da discriminação 
contra as mulheres e meninas e a realização da igualdade entre mulheres e homens
como parceiros e beneficiários do desenvolvimento, direitos humanos, ação 
humanitária e paz e segurança.
Neste dia 8 de março, queremos mais que homenagens. Queremos respeito. Como 
a Mônica, as meninas podem ser as donas da rua e do mundo.”
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/03/1747369-somos-
todas-donas-da-rua.shtml>.
Acesso em: 17 mar. 2016.
Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/a-menininha-do-
vestido-vermelho-e-do-coelhinho-de-pelucia-conquistou-o-seu-lugar.
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I. De acordo com o texto, a personagem Mônica representou, na época da sua 
criação, uma expressão das conquistas das mulheres na nossa sociedade patriarcal.
II. Segundo o texto, apesar dos avanços em relação à participação das mulheres na 
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política, elas ocupam cerca de 11% das vagas do Congresso Nacional.
III. Os quadrinhos contradizem o que é exposto no texto sobre os papéis e as 
características dos personagens, uma vez que o Cebolinha defende a divisão de 
tarefas de acordo com o sexo.
Está correto o que se afirma em:
a
.
I, II e 
III.
b
.
I e II.
c
.
II e III.
d
.
I e III.
e
.
I, 
apenas
.
PERGUNTA 4
1. Leia o textoa seguir.
O brasileiro cordial
Luiz Ruffato
“Há dias, ao término de uma palestra para cerca de 300 estudantes de uma 
universidade privada em São Paulo, me peguei pensando, ao olhar o auditório 
lotado de jovens: quantos de nós, ao deixar esse prédio, chegarão ilesos em casa? 
Porque, nos dias que correm, a nossa vida vale tão pouco que sobreviver a mais 
uma jornada é o máximo a que aspiramos. Todos nós conhecemos famílias 
destroçadas pela violência — e pouco a pouco a sociedade paralisada de medo vai 
se tornando refém da própria impotência.
Até o final do ano, estima-se que cerca de 65.000 pessoas terão sido assassinadas 
no Brasil, o que nos coloca na melancólica liderança do ranking mundial de 
homicídios no mundo em números absolutos, ou o 11º em números relativos 
(levando em conta o tamanho da população). E, embora a sensação de violência 
contamine a sociedade de forma geral, ela nos atinge de maneira particular, 
dependendo da classe social a que pertencemos, da cor, idade e sexo, e da região 
do país que habitamos.
De cada três pessoas mortas no Brasil, duas são negras — e 93% do total 
pertencem ao sexo masculino. Os jovens entre 15 e 29 anos constituem 54% das 
vítimas. O Nordeste concentra sozinho 37% do total das mortes no país, sendo 
Alagoas o campeão com uma taxa de 65 mortes por 1.000 habitantes, o dobro da 
média nacional. A região concentra ainda as cinco capitais mais violentas: João 
Pessoa, Maceió, Fortaleza, São Luís e Natal. As armas de fogo respondem por 80% 
dos crimes e quase 60% de todos os homicídios estão relacionados direta ou 
indiretamente ao tráfico de drogas. E, o mais inquietante: 90% dos assassinatos 
ficam impunes, porque nunca solucionados...
Se as mulheres representam somente 7% do total das vítimas de homicídios, elas 
respondem pela quase totalidade das ocorrências de estupro, que é uma agressão 
devastadora. O Brasil registra cerca de 53.000 casos de violência sexual por ano, 
que, estima-se, significa apenas 10% do total —a maioria não chega a denunciar o 
agressor por medo, vergonha ou falta de confiança nas autoridades. 70% das 
queixas envolvem crianças ou adolescentes e em dois de cada três casos o 
criminoso é pessoa próxima da vítima (pai ou padrasto, irmão, namorado, amigo ou 
conhecido).
[…]
Talvez tenhamos que repensar o caráter do brasileiro. Afirmar que os brasileiros 
somos naturalmente alegres é desconhecer a insatisfação latente que vigora nos 
trens, ônibus e vagões de metrô lotados. Falar que os brasileiros somos tolerantes é
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desconhecer nosso machismo, nossa homofobia, nosso racismo. Dizer que os 
brasileiros somos solidários é desconhecer nossa imensa covardia para assumir 
causas coletivas. A frustração, como já alertou uma canção do Racionais MC, é uma 
máquina de fazer vilão. No fundo, estamos empurrando a sociedade para o beco 
sem saída do autismo social.”
Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/03/opinion/1433333585_575670.html (
com adaptações).
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I. O Brasil lidera o ranking da violência com a maior taxa de homicídios do mundo.
II. O texto confirma o estereótipo da cordialidade do brasileiro, uma vez que, 
embora haja violência no país, o Brasil não participa de guerras e não é objeto de 
atentados terroristas.
III. De acordo com o texto, jovens negros são o grupo mais atingido pelos 
homicídios.
IV. No Brasil, registram-se anualmente mais de 35 mil queixas de abuso sexual 
contra crianças e adolescentes.
V. Estima-se que, no Brasil, o número de casos de violência sexual ultrapasse 500 
mil ao ano.
É correto o que se afirma apenas em:
a
.
I, II e V.
b
.
I, III e IV.
c
.
III, IV e 
V.
d
.
II, IV e V.
e
.
I, III e V.
0,5 pontos 
PERGUNTA 5
1. Leia o texto a seguir:
Criminologia
Eduardo Galeano
“A cada ano, os pesticidas químicos matam pelo menos três milhões de 
camponeses.
A cada dia, os acidentes de trabalho matam pelo menos dez mil trabalhadores.
A cada minuto, a miséria mata pelo menos dez crianças.
Esses crimes não aparecem nos noticiários. São, como as guerras, atos normais de 
canibalismo.
Os criminosos andam soltos. As prisões não foram feitas para os que estripam 
multidões. A construção de prisões é o plano de habitação que os pobres 
merecem.”
Fonte: https://dissencialistas.wordpress.com/2012/10/11/eduardo-galeano-
criminologia. Acesso em: 24 ago. 2016.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
I. Do texto, apreende-se que práticas econômicas e sociais vigentes causam a 
morte de milhões de cidadãos.
II. Quando o autor afirma que “os criminosos estão soltos”, quer dizer que o sistema
prisional tem vagas insuficientes para abrigar aqueles que são responsáveis por 
estripar multidões.
III. Os pesticidas, os acidentes de trabalho e a miséria, por não serem indivíduos, 
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não podem ser presos. Portanto, quando alguém morre por uma dessas causas, não
há culpados.
IV. O autor considera que a justiça poupa grandes corporações e instituições e 
defende a ideia de que as prisões sejam habitações destinadas aos mais pobres.
Está correto o que se afirma somente em:
a
.
I e IV.
b
.
I.
c
.
I, III e IV.
d
.
I, II e IV.
e
.
II, III e 
IV.
0,5 pontos 
PERGUNTA 6
1. Leia o texto e a charge:
Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e 
repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as 
pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é 
dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.
Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras têm uma história e sua própria árvore 
etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias 
e profundas às mais bestas e sem sentido, tem uma origem, ora curiosa e 
interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.
Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia e que hoje comunicam 
somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são 
originárias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão. 
Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem 
permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando nossa 
própria história.
O Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país 
independente do continente americano a abolir a escravidão. Conhecer o sentido 
original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos falando. 
Por isso, esta seleção de expressões populares criadas durante o período da 
escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, mas que exerce 
ainda forte influência sobre nossa realidade atual.
Tem caroço nesse angu
A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem em
um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se geralmente o 
prato servido era composto exclusivamente de uma porção de angu de fubá, a 
escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de esconder um pedaço 
de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A expressão nasceu do comentário 
de um ou outro escravo a respeito de certo prato que lhe parecesse suspeito.
Para inglês ver
Essa expressão tem sua origem na escravidão e também no mau hábito ainda atual
brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é punido 
por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço para acabar 
com o tráfico de escravos e impusesse enfim leis que coibissem tal prática. O Brasil 
acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que tal lei 
simplesmente não seria cumprida – eram leis existentes somente em um papel, 
“parainglês ver”.
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Bucho cheio ou encher o bucho
Expressões mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por 
seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. 
Atualmente significam estar bem alimentado, de barriga cheia; na época, 
significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro 
tinham de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, 
para só então receber sua tigela de comida.
Meia tigela
A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem à expressão “meia 
tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo 
não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de 
uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não conseguia 
alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, porém, restritos
às minas, e a punição de retirar parte da comida era comum na maioria das 
obrigações dos escravos.
Lavei a égua
Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se 
redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais 
corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou 
esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com 
isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria liberdade. 
Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte.
Fonte: https://www.hypeness.com.br/2016/09/9-expressoes-populares-com-origens-
ligadas-a-escravidao-e-voce-nem-imaginava/. Acesso em: 28 ago. 2019 (com 
adaptações).
Fonte: acervo pessoal
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I. A charge não se vale do sentido figurado da expressão popular, pois mostra a 
ação concreta de se lavar o animal.
II. A charge é uma crítica a políticos que agem de forma antiética e se beneficiam 
financeiramente de obras públicas, como no caso da transposição do Rio São 
Francisco.
III. O texto mostra a origem escravocrata de expressões populares e atribui a 
alteração de sentido delas ao fim do racismo na sociedade brasileira.
IV. A permanência de expressões da época da escravidão no nosso cotidiano revela 
que a língua é um fenômeno estático, que se desatualiza com facilidade.
É correto o que se afirma apenas em:
a
.
I, II e III.
b
.
II e IV.
c
.
I e III.
d
.
II, III e 
IV.
e
.
II.
0,5 pontos 
PERGUNTA 7
1. Leia o texto e os quadrinhos a seguir.
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“O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial escravocrata, em 
que o negro ocupou fundamentalmente a posição de pessoa escravizada. O Brasil 
em 1888 foi o último país a abolir a escravidão nas Américas. Um abolicionismo 
incompleto, que não permitiu incluir o negro na ordem social capitalista (BASTIDE; 
FERNANDES, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em nossa sociedade,
inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo que negros e negras voltem 
‘para a senzala’. Mas será que o racismo contra o negro brasileiro atualmente só 
existe por causa do ‘tempo do cativeiro’? Há pessoas racistas que nem sabem e 
nem mencionam esse contexto. Elas afirmam que não gostam de ‘negros’, tem 
raiva dos ‘pretos’ e que estes são ‘fedidos’, ‘sujos’ e ‘preguiçosos’. O racismo opera 
cotidianamente por meio de piadas, causos, ditos populares etc. Afinal de contas, 
temos uma variedade de expressões correntes na língua portuguesa recheadas de 
racismo contra os negros.”
Fonte: http://www.comfor.unifesp.br/wp-
content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual/UNIAFRO/mod1/Disc3-Unidade3-
UNIAFRO.pdf. Acesso em: 13 jun. 2016.
Fonte: acervo pessoal
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas.
I. Os quadrinhos visam a criticar o fato de que as acusações de racismo têm se 
tornado cada vez mais frequentes.
II. Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as pessoas mantêm 
na linguagem seu preconceito.
III. O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema escravocrata, que
imperou até o final do século XIX no Brasil.
IV. De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora tardia, 
permitiu que os negros se integrassem completamente à sociedade capitalista.
É correto o que se afirma somente em:
a
.
II e 
III.
b
.
II e 
IV.
c
.
I e III.
d
.
I e II.
e
.
I e IV.
0,5 pontos 
PERGUNTA 8
1. Leia o texto, de autoria de Vladimir Safatle, e analise as afirmativas a seguir.
Quem tem o direito de falar?
Estabelecer que minorias só podem falar dos problemas de seu grupo é
uma forma astuta de silenciamento
“A política não é uma questão apenas de circulação de bens e riquezas. Ou seja, ela
não se funda simplesmente em uma decisão a respeito de como as riquezas e os 
bens devem circular, como eles devem ser distribuídos.
Embora essa seja uma questão central que mobiliza todos nós, ela não é tudo, nem 
é razão suficiente de todos os fenômenos internos ao campo que nomeamos 
‘política’. Na verdade, a política é também uma questão de circulação de afetos, da 
maneira com que eles irão criar vínculos sociais, afetando os que fazem parte 
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destes vínculos.
A maneira com que somos afetados define o que somos e o que não somos capazes
de ver, o que somos e não somos capazes de sentir e perceber. Definido o que vejo,
sinto e percebo, define-se o campo das minhas ações, a maneira com que julgarei, 
o que faz parte e o que está excluído do meu mundo. Percebam, por exemplo, como
um dos maiores feitos políticos de 2015 foi a circulação de uma mera foto, a foto do
menino sírio morto em um naufrágio no Mar Mediterrâneo.
Nesse sentido, foi muito interessante pesquisar as reações de certos europeus que 
invadiram sites de notícias de seu continente com posts e comentários. Uma 
quantidade impressionante deles reclamava daqueles jornais que decidiram 
publicar a foto. Por trás de sofismas primários, eles diziam basicamente a mesma 
coisa: ‘parem de nos mostrar o que não queremos ver’, ‘isto irá quebrar a força de 
nosso discurso’.
Pois eles sabiam que seu fascismo ordinário cresce à condição de administrar uma 
certa zona de invisibilidade. É necessário que certos afetos não circulem, que a 
humanização bruta produzida pela morte estúpida de um refugiado não nos afete. 
Todo fascismo ordinário é baseado em uma desafecção.
Toda verdadeira luta política é baseada em uma mudança nos circuitos 
hegemônicos de afetos. Prova disso foi o fato de tal foto produzir o que vários 
discursos até então não haviam conseguido: a suspensão temporária da política 
criminosa de indiferença em relação à sorte dos refugiados.
Mas essa quebra da invisibilidade também se dá de outras formas. De fato, 
sabemos como faz parte das dinâmicas do poder decidir qual sofrimento é visível e 
qual é invisível. Mas, para tanto, devemos antes decidir sobre quem fala e quem 
não fala, qual fala ouvirei e qual fala representará, para mim, apenas alguma forma 
de ressentimento.
Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar quem não tem 
direito à voz. Isso é o que nos lembram todos aqueles que se engajaram na luta por 
grupos sociais vulneráveis e objetos de violência contínua (negros, homossexuais, 
mulheres, travestis, palestinos, entre tantos outros).
Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala. Assim, um 
será a voz dos negros e pobres, já que o enunciador é negro e pobre. O outro será a
voz das mulheres e lésbicas, já que o enunciadoré mulher e lésbica. A princípio, 
isto pode parecer um ato de dar voz aos excluídos e subalternos, fazendo com que 
negros falem sobre os problemas dos negros, mulheres falem sobre os problemas 
das mulheres, e por aí vai.
No entanto, essa é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais 
atentos a tal estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos levar a 
acreditar que negros devem apenas falar dos problemas dos negros, que mulheres 
devem apenas falar dos problemas das mulheres.
Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que sujeitos 
políticos são criados quando conseguem mudar a forma como o espaço comum é 
afetado.
Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não circulavam, mas quando aceito 
limitar minha fala pela identidade que supostamente represento, não mudarei a 
forma de circulação de afetos, pois não conseguirei implicar quem não partilha 
minha identidade na narrativa do meu sofrimento. Minha produção de afecções 
continuará circulando em regime restrito, mesmo que agora codificada como região
setorizada do espaço comum.
Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que implicam todo mundo, 
que podem implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem a esta dimensão do 
‘qualquer um’ que faz parte de cada um de nós. É quando nos colocamos na 
posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização de circuitos 
hegemônicos de afetos.
O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.”
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/234248-quem-tem-o-direito-de-
falar.shtml. Acesso em: 13 jun. 2016.
I. Segundo o autor, grupos de minorias estão sendo silenciados, pois vivemos em 
um regime autoritário, não democrático.
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II. O autor defende que os políticos sejam os legítimos representantes dos grupos 
minoritários, já que as minorias tendem a ser silenciadas na sociedade.
III. A publicação da foto do menino sírio, morto no naufrágio ao tentar chegar à 
Europa como imigrante, foi, segundo o texto, uma forma de sensacionalismo da 
imprensa e, por isso, gerou conflitos políticos.
Assinale a alternativa correta.
a
.
Todas as afirmativas são 
corretas.
b
.
II e III são corretas.
c
.
I e II são corretas.
d
.
Apenas a afirmativa III é 
correta.
e
.
Nenhuma afirmativa é 
correta.
0,5 pontos 
PERGUNTA 9
1. Leia os quadrinhos e o texto do sociólogo Zygmunt Bauman.
Fonte: acervo pessoal
“A ‘sociedade de consumidores’ é um tipo de sociedade (recordando um termo, que 
já foi popular, cunhado por Althusser) que ‘interpela’ seus membros (ou seja, dirige-
se a eles, saúda-os, apela a eles, questiona-os, mas também os interrompe e 
‘irrompe sobre’ eles) basicamente na condição de consumidores. [...] Ela avalia – 
recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão e adequação da 
resposta deles à interpelação. Como resultado, os lugares obtidos ou alocados no 
eixo da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal 
fator de estratificação e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como 
orientam a distribuição do apreço e do estigma sociais, e também de fatias da 
atenção do público.”
BAUMAN, Z. Vida para consumo. São Paulo: Nacional, 2008.
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I. Os quadrinhos e o trecho de Bauman tratam do valor do indivíduo na nossa 
sociedade, em que o consumo é considerado um critério para inclusão ou exclusão 
social.
II. O personagem dos quadrinhos está lendo uma frase de Bauman, com a qual 
concorda, pois a essência de um indivíduo encontra-se em seu caráter.
III. Segundo o sociólogo, a incapacidade de consumir implica a penalização social do
indivíduo.
Assinale a alternativa correta.
a
.
I, II e III são corretas.
b
.
I e III são corretas.
c
.
Somente a afirmativa III é 
correta.
d
.
Nenhuma afirmativa é 
correta.
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e
.
Somente a afirmativa I é 
correta.
0,5 pontos 
PERGUNTA 10
1. Os quadrinhos a seguir mostram um problema na disseminação de 
informações via rede.
Fonte: www.malvados.com.br. Acesso em: 19 jul. 2015.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções.
I. As facilidades de propagação de informações na sociedade em rede possibilitam a
divulgação de textos sem a correta referência, o que invalida a internet como forma
de obtenção de conhecimento.
PORQUE
II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem a checagem de 
fontes, o que provoca, muitas vezes, a disseminação de informações incorretas.
Assinale a alternativa correta.
a
.
As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica
a primeira.
b
.
As duas asserções são verdadeiras e a segunda não 
justifica a primeira.
c
.
A asserção I é verdadeira e a II é falsa.
d
.
A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
e
.
As duas asserções são falsas.

Assinale a alternativa correta:
Resposta 
Selecionada:
e. 
A invenção da política representa um dos fatores que contribuíram para 
o surgimento da filosofia.
Respostas: a. 
Podemos dizer que todo conhecimento é sempre um conhecimento 
filosófico.
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b. 
Podemos sustentar que a filosofia é um fato tipicamente oriental.
c. 
A invenção da imprensa e do transporte urbano possibilitou o 
surgimento da filosofia.
d. 
A filosofia surgiu de forma repentina e foi fruto de um salto, de um 
“milagre” realizado por um povo escolhido e privilegiado.
e. 
A invenção da política representa um dos fatores que contribuíram para 
o surgimento da filosofia.
Comentário da 
resposta:
Resposta: E
 Pergunta 2
0 em 0 pontos
De acordo como os conteúdos estudados, o mito pode ser definido como:
Resposta 
Selecionada:
d. 
Uma forma de atribuir sentido ao mundo.
Respostas: a. 
Conjunto de estórias desconexas.
b. 
Fantasias criadas por uma mente perturbada e sem qualquer 
relação com a realidade.
c. 
Conhecimento objetivo e científico.
d. 
Uma forma de atribuir sentido ao mundo.
e. 
Filosofia produzida pelos pré-socráticos para educar a população.
Comentário da 
resposta:
Resposta: D
 Pergunta 3
0 em 0 pontos
Identifique a alternativa correta:
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Resposta 
Selecionada:
e. 
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não acreditar 
nos deuses da cidade.
Respostas: a. 
As preocupações de Sócrates eram sobretudo com questões 
cosmológicas.
b. 
Sócrates não deixou nada escrito porque ele não sabia escrever.
c. 
Sócrates não existiu, foi um personagem criado por Platão.
d. 
Platão e Xenofonte foram os principais opositores das ideias de 
Sócrates.
e. 
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não acreditar 
nos deuses da cidade.
Comentário da 
resposta:
Resposta: E
 Pergunta 4
0 em 0 pontos
Sobre o conhecimento na Idade Média, é correto afirmar que:
Resposta 
Selecionada:
d. 
A filosofia é considerada serva da teologia.
Respostas: a. 
É o período de maior valorização e aceitação da filosofia 
grega.
b. 
Os padres da Igreja, durante esse período, consideram a 
razão mais importante que a fé.
c. 
A teologia é considerada serva da filosofia.
d. 
A filosofia é considerada serva da teologia.
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e. 
Os mitos gregos são valorizados e considerados portadores 
da verdade.

O filósofo alemão Immanuel Kant acaba por conciliar as correntes:
Resposta 
Selecionada:
e. 
Do racionalismo e do empirismo.
Respostas: a.Do comunismo e do socialismo.
b. 
Do empirismo e da complexidade.
c. 
Do catolicismo e protestantismo.
d. 
Do positivismo e do liberalismo.
e. 
Do racionalismo e do empirismo.
Comentário da 
resposta:
Resposta: E
 Pergunta 2
0 em 0 pontos
Quando Freud mencionou as “feridas narcísicas”, Nietzsche disse que “Deus 
estava morto” e Sartre afirmou que “estamos condenados à liberdade”, eles 
quiseram dizer que:
Resposta 
Selecionada:
e. 
Vivemos sob um profundo desconforto.
Respostas: a. 
A razão e a fé não existem mais.
b. 
A razão acabou.
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c. 
Provou-se a inexistência de Deus.
d. 
Tudo que existe é a matéria.
e. 
Vivemos sob um profundo desconforto.
Comentário da 
resposta:
Resposta: E
 Pergunta 3
0 em 0 pontos
Segundo Descartes, o conhecimento deve ser fundamentado principalmente:
Resposta 
Selecionada:
d. 
Na razão.
Respostas: a. 
Nos sentidos.
b. 
Nas crenças.
c. 
Na imaginação.
d. 
Na razão.
e. 
Na emoção.
Comentário da 
resposta:
Resposta: D
 Pergunta 4
0 em 0 pontos
Segundo as ideias de Marx e Engels:
Resposta 
Selecionada:
d. 
A história de todas as sociedades é a história das lutas de 
classes.
Respostas: a. 
A sociedade é regida por leis naturais.
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b. 
A sociedade é concebida como um organismo vivo.
c. 
O mundo material é a encarnação do mundo espiritual 
(consciência).
d. 
A história de todas as sociedades é a história das lutas de 
classes.
e. 
Os homens não são capazes de transformarem a sociedade.

A alegoria da caverna, de Platão, pode ser interpretada da seguinte forma:
Resposta 
Selecionada:
d. 
O filósofo é aquele que se liberta dos grilhões e contempla o 
verdadeiro conhecimento.
Respostas: a. 
As correntes da ignorância não podem ser quebradas.
b. 
Os sofistas, que enganassem os outros, deveriam ser 
acorrentados no fundo da caverna, como punição.
c. 
O acorrentado no fundo da caverna é o sábio que quer fugir dos 
prazeres do mundo.
d. 
O filósofo é aquele que se liberta dos grilhões e contempla o 
verdadeiro conhecimento.
e. 
Aquele que sai da caverna não deve voltar para tentar libertar 
seus ex-companheiros.
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Comentário
da 
resposta:
Resposta: d) O filósofo é aquele que se liberta dos grilhões e 
contempla o verdadeiro conhecimento.
Comentário: Para Platão a filosofia seria o saber capaz de conduzir à 
libertação das amarras das aparências. Por meio da filosofia, pode-se 
contemplar o conhecimento tal qual ele é, porque a filosofia permite 
fugir do mundo sensível – o mundo das aparências – e atingir o 
mundo das ideias.
 Pergunta 2
0,5 em 0,5 pontos
A passagem do pensamento mítico para o filosófico foi:
Resposta 
Selecionada:
d. 
Um processo lento e gradual.
Respostas: a. 
Um salto repentino e radical.
b. 
Um decreto da classe política.
c. 
Promovida por religiosos rebeldes.
d. 
Um processo lento e gradual.
e. 
Fruto de uma revelação mítica.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: d) Um processo lento e gradual.
Comentário: É preciso destacar que a passagem do pensamento mítico
para o filosófico não foi abrupta; antes, foi um processo lento e gradual. 
Cabe destacar ainda, que as diversas formas de ver o mundo que a 
filosofia reconhece (o mito, o senso comum, a ciência, a arte e a 
filosofia), não existem necessariamente isoladas umas das outras, elas 
continuam coexistindo em nossa sociedade. Não apenas continuam 
existindo, todas, mas também há casos em que concepções míticas e 
artísticas, por exemplo, encontram-se misturadas.
 Pergunta 3
0,5 em 0,5 pontos
A respeito da condição humana, assinale a alternativa correta.
Resposta 
Selecionada:
a. 
Só os seres humanos produzem linguagem simbólica.
Respostas: a. 
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Só os seres humanos produzem linguagem simbólica.
b. 
A linguagem humana só reconhece índices ou sinais.
c. 
Os animais compreendem a linguagem simbólica.
d. 
A linguagem simbólica não é criação humana.
e. 
Não se pode provar que a linguagem simbólica é uma criação 
humana.
Comentário
da 
resposta:
Resposta: a) Só os seres humanos produzem linguagem simbólica.
Comentário: Um dos traços mais marcantes e distintivos da espécie 
humana é sua capacidade de gerar e decodificar símbolos, só ele é 
capaz de se expressar e ser compreendido por meio de símbolos e, 
portanto, por meio da linguagem simbólica.
 Pergunta 4
0,5 em 0,5 pontos
A respeito da relação Sócrates, Platão e sofistas, identifique a alternativa correta:
Resposta 
Selecionada:
e. 
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não acreditar 
nos deuses da cidade.
Respostas: a. 
Os sofistas buscavam a verdade acima de tudo.
b. 
Platão e Sócrates elogiavam a atividade dos sofistas.
c. 
Sócrates escreveu diversos livros e anotações antes de sua 
despedida.
d. 
Platão e Xenofonte foram os principais opositores das ideias de 
Sócrates.
e. 
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não acreditar 
nos deuses da cidade.
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Comentário 
da resposta:
Resposta: e) Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não
acreditar nos deuses da cidade.
Comentário: Sócrates foi condenado à morte e obrigado a ingerir 
cicuta, substância mortífera, sob acusação de corromper a juventude 
e de não acreditar nos deuses da cidade.
 Pergunta 5
0,5 em 0,5 pontos
Ao trabalhar, podemos dizer que o Homem:
Resposta 
Selecionada:
c. 
Está fazendo algo que é exclusivamente humano.
Respostas: a. 
Está fazendo como todos os demais seres vivos da natureza.
b. 
Está deixando de lado seus instintos biológicos para viver de 
acordo com as normas sociais.
c. 
Está fazendo algo que é exclusivamente humano.
d. 
Está desperdiçando seu tempo e seu potencial criativo.
e. 
Está transformando a realidade para se adequar a ela.
Comentário 
da resposta:
Resposta: c) Está fazendo algo que é exclusivamente humano.
Comentário: O trabalho é a ação de transformar a natureza de modo 
intencional. Sendo assim, apenas o homem trabalha, pois é a única 
espécie que transforma a natureza de modo intencional.
 Pergunta 6
0,5 em 0,5 pontos
Complete a frase, indicando a alternativa correta: A filosofia surgiu quando alguns 
gregos, espantados com a realidade e insatisfeitos com as _________ que a 
tradição lhes dera, começaram a questionar e buscar respostas, demonstrando que
o mundo físico e natural, os seres humanos e os acontecimentos podem ser 
conhecidos pela ___________ .
Resposta 
Selecionada:
c. 
Explicações – razão.
Respostas: a. 
Explicações – crença.
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b. 
Questões – inquietação.
c. 
Explicações – razão.
d. 
Suspeitas – denúncia.
e. 
Respostas – fé .
Comentário
da 
resposta:
Resposta: c) Explicações – razão.
Comentário: O surgimento da filosofia está ligado à busca por novas 
formas de explicar o mundo, uma vez que as explicações míticas já 
não mais satisfaziam. Em lugar do mito, os primeiros filósofos 
elegeram a razão como forma adequada de explicar o mundo.
 Pergunta 7
0,5 em 0,5 pontos
O mito pode ser definido como:
Resposta 
Selecionada:
d. 
Uma forma de atribuir sentido ao mundo.
Respostas: a. 
Conjunto de estórias desconexas.
b.Fantasias criadas por uma mente perturbada e sem qualquer 
relação com a realidade.
c. 
Conhecimento objetivo e científico.
d. 
Uma forma de atribuir sentido ao mundo.
e. 
Filosofia produzida pelos pré-socráticos para educar a população.
Comentário
da 
resposta:
Resposta: d) Uma forma de atribuir sentido ao mundo.
Comentário: Embora seja um tipo de conhecimento não rigoroso e não 
submetido à contestação, o mito não deve ser visto pejorativamente, 
mas como uma forma tipicamente humana de tentar dar sentido à vida,
tendo sido, aliás, a primeira delas.
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 Pergunta 8
0,5 em 0,5 pontos
Sobre a alegoria da caverna, assinale a alternativa correta:
Resposta 
Selecionada:
c. 
Descreve uma espécie de morada subterrânea com homens 
acorrentados em seu interior que contemplam sombras projetadas.
Respostas: a. 
Foi escrita por Sócrates enquanto estava na prisão.
b. 
Trata-se de um “mito” criado por Platão, por isso não tem valor 
filosófico.
c. 
Descreve uma espécie de morada subterrânea com homens 
acorrentados em seu interior que contemplam sombras projetadas.
d. 
As sombras não são reais, são apenas imaginadas.
e. 
As sombras são reais porque são projetadas pelas fogueiras feitas 
pelos prisioneiros dentro da caverna.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: c) Descreve uma espécie de morada subterrânea com 
homens acorrentados em seu interior que contemplam sombras 
projetadas.
Comentário: A alegoria da caverna, também chamada de mito da 
caverna, é uma passagem de grande valor filosófico proposta por 
Platão como forma de explicar o sistema proposto por ele, segundo o 
qual há dois tipos de realidade, a do mundo sensível e a do mundo das 
ideias. Com a alegoria ele tenta dizer que as sombras vistas pelos 
personagens da caverna seriam como o mundo em que vivemos, um 
mundo de aparências e representações. A essência de tais 
representações estaria no mundo das ideias.
 Pergunta 9
0,5 em 0,5 pontos
Sobre a condição humana, pode-se afirmar:
Resposta 
Selecionada:
d. 
Diferentemente dos animais, cada indivíduo da nossa espécie 
precisa de educação para tornar-se propriamente humano.
Respostas: a. 
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O homem pode desenvolver-se por si só, isto é, separado e isolado 
de outros seres humanos.
b. 
O homem não faz uso da linguagem simbólica para a produção da 
cultura.
c. 
O processo de socialização não é importante para a formação da 
individualidade dos seres humanos.
d. 
Diferentemente dos animais, cada indivíduo da nossa espécie 
precisa de educação para tornar-se propriamente humano.
e. 
É um ser antissocial.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: d) Diferentemente dos animais, cada indivíduo da nossa 
espécie precisa de educação para tornar-se propriamente humano.
Comentário: Por ser uma espécie única, que não age por instintos, 
como os outros seres vivos, o homem tem a necessidade de passar por
um processo de educação, seja ela formal ou informal, pois é ela que 
lhe permitirá dominar os códigos e os símbolos da cultura na qual ele 
está inserido, de modo a permitir que ele viva em sociedade.
 Pergunta 10
0,5 em 0,5 pontos
Sobre o conhecimento na Idade Média, é correto afirmar.
Resposta 
Selecionada:
d. 
A Filosofia é considerada serva da Teologia.
Respostas: a. 
É o período de maior valorização e aceitação da filosofia grega.
b. 
Os padres da igreja, durante esse período, consideram a razão 
mais importante que a fé.
c. 
A Teologia é considerada serva da Filosofia.
d. 
A Filosofia é considerada serva da Teologia.
e. 
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Os mitos gregos são valorizados e considerados portadores da 
verdade.
Comentário
da 
resposta:
Resposta d) A Filosofia é considerada serva da Teologia.
Comentário: A grande característica do pensamento filosófico durante 
a Idade Média foi a de tentar conciliar a razão e a fé, de modo que a 
filosofia foi vista e utilizada como uma serva da fé e da teologia, na 
tentativa de justificar a fé.

A dialética, noção defendida por Hegel, caracteriza-se:
Resposta 
Selecionada:
 [Sem Resposta]
Respostas: a. 
pela oposição entre a afirmação e a negação, produzindo uma 
superação.
b. 
pela junção entre o empirismo e o racionalismo, produzindo o 
criticismo.
c. 
pela manutenção do existencialismo e do materialismo de Marx e 
Engels.
d. 
pela aproximação entre o pensamento moderno e o contemporâneo,
gerando a síntese.
e. 
pela afirmação que a antítese exerce sobre a tese, produzindo a 
síntese.
 Pergunta 2
0,5 em 0,5 pontos
A filosofia moderna caracteriza-se fundamentalmente por sua preocupação em 
estabelecer como objeto de pesquisa:
Resposta 
Selecionada:
c. 
o conhecimento e a razão.
Respostas: a. 
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o mundo físico.
b. 
o mundo humano.
c. 
o conhecimento e a razão.
d. 
a conciliação entre a fé e a razão.
e. 
a dúvida metódica.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: c) o conhecimento e a razão.
Comentário: O pensamento filosófico moderno, inaugurado por René 
Descartes (1596-1650), teve como principais características a 
investigação e a reflexão a respeito do conhecimento e da razão. Tal 
movimento foi marcado pelo ato de buscar usar a razão para 
compreender a própria razão e o processo de como o homem, por meio
dela (a razão), é capaz de conhecer.
 Pergunta 3
0,5 em 0,5 pontos
Analise a seguinte frase: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.” (Simone de 
Beauvoir). De acordo com os conteúdos estudados, pode-se dizer que a frase 
mencionada está de acordo com o pensamento:
Resposta 
Selecionada:
e. 
existencialista de Sartre.
Respostas: a. 
empírico de Locke e Hume.
b. 
apriorístico de Kant.
c. 
materialista de Marx e Engels.
d. 
dialético de Hegel.
e. 
existencialista de Sartre.
Comentári Resposta: e) existencialista de Sartre.
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o da 
resposta:
Comentário: A frase encontra respaldo no pensamento existencialista 
de Sartre, que defende que o homem (a espécie humana, tanto homens
como mulheres) é fruto de suas escolhas e convenções sociais, e não 
de uma determinação de conduta imposta pela espécie. Sendo assim, 
quando diz que “a mulher torna-se mulher”, quer dizer que a mulher 
nasce com o sexo feminino (e o homem com o masculino), mas o 
padrão de comportamento considerado adequado para cada um é algo 
ditado pela sociedade e que o indivíduo pode aceitar ou rejeitar.
 Pergunta 4
0,5 em 0,5 pontos
Analise a seguinte frase: “Ninguém pode transmitir o conhecimento. É o indivíduo 
que aprende.” (BECKER, 2000, com adaptações.). O pressuposto epistemológico 
da frase citada é:
Resposta 
Selecionada:
e. 
o apriorismo/inatismo.
Respostas: a. 
o racionalismo.
b. 
o empirismo.
c. 
o materialismo dialético.
d. 
o existencialismo.
e. 
o apriorismo/inatismo.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: e) o apriorismo/inatismo.
Comentário: A frase citada revela-se amparada no conceito de 
apriorismo/inatismo, pois quando o autor diz que “é o indivíduo que 
aprende”, está defendendo a existência de uma estrutura interna a 
priori, ou seja, que nasceu com o indivíduo, e que ele possui antes de 
ter a experiência com o objeto do conhecimento.
 Pergunta 5
0,5 em 0,5 pontos
Jean-Paul Sartre (1905-1980) é conhecido por ser representantedo 
existencialismo. Sua frase “a existência humana precede a essência” representa 
bem a corrente filosófica à qual ele está ligado. São dele também as célebres 
frases: “o homem está condenado a ser livre” e “o homem é lançado e abandonado
no mundo”. O que o existencialismo e Sartre defendem, portanto, é que:
Resposta a. 
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Selecionada
:
O ser humano não nasce com uma essência que lhe impõe as regras 
a seguir, mas, sim, com a liberdade de ter que fazer as próprias 
escolhas, e é assim que ele define quem é ou será.
Respostas: a. 
O ser humano não nasce com uma essência que lhe impõe as regras 
a seguir, mas, sim, com a liberdade de ter que fazer as próprias 
escolhas, e é assim que ele define quem é ou será.
b. 
O ser humano precisa saber primeiro quem ele é para depois passar a
ter consciência do que ele foi.
c. 
O movimento de abandono da religiosidade por parte de grande parte 
das pessoas, desde o final do século XIX, colocou-as diante de uma 
profunda desilusão, ficando, elas, sozinhas para decidir o que fazer.
d. 
Tudo o que importa ao ser humano é o existir, não importando quem 
ele é, foi ou será; tais preocupações pertenciam à religiosidade e à 
filosofia moderna, mas não ao existencialismo.
e. 
O homem nasce com um instinto, assim como os animais, mas 
diferencia-se deles por rejeitar agir conforme esses instintos, negando 
sua essência e construindo outra.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: a) O ser humano não nasce com uma essência que lhe 
impõe as regras a seguir, mas, sim, com a liberdade de ter que fazer as
próprias escolhas, e é assim que ele define quem é ou será.
Comentário: Para Sartre e o existencialismo, “a existência precede a 
essência”, ou seja, primeiro o indivíduo existe, depois ele se constrói. 
Trata-se de negar qualquer predeterminação, seja ela genética, 
biológica ou divina. É o homem, por meio de sua liberdade e suas 
escolhas, que define sua essência (o que ou quem ele é). Ressalte-se o
quanto é angustiante viver sem acreditar que há algum “destino” 
traçado ou alguma “força” superior que possa explicar o porquê daquilo 
que nos acontece. É por isso que Sartre dizia que “estamos 
condenados à liberdade”.
 Pergunta 6
0,5 em 0,5 pontos
Leia e reflita sobre a seguinte frase: “O conhecimento se dá à medida que as 
coisas vão aparecendo e sendo introduzidas por nós nas outras pessoas [...].” 
(BECKER, 2000, com adaptações). O pressuposto epistemológico da afirmação de
Becker é:
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Resposta 
Selecionada:
b. 
o empirismo.
Respostas: a. 
o racionalismo.
b. 
o empirismo.
c. 
o materialismo dialético.
d. 
o existencialismo.
e. 
o apriorismo/inatismo.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: b) o empirismo.
Comentário: Por “pressuposto epistemológico” entende-se, 
basicamente, a noção de conhecimento que está por trás de algum 
discurso, de alguma ação e da própria forma de responder à pergunta: 
como as pessoas conhecem? Deste modo, a frase de Becker revela-se 
fundamentada no conceito de empirismo, pois ao dizer que o 
conhecimento só acontece quando é “introduzido” no outro, está 
defendendo que o conhecimento está fora do indivíduo. Sendo assim, 
só a experiência (empírica, por meio dos sentidos) poderá colocar o 
indivíduo em posse de tal conhecimento.
 Pergunta 7
0,5 em 0,5 pontos
O filósofo alemão Immanuel Kant acaba por conciliar as correntes:
Resposta 
Selecionada:
e. 
do racionalismo e do empirismo.
Respostas: a. 
do comunismo e do socialismo.
b. 
do empirismo e da complexidade.
c. 
do catolicismo e protestantismo.
d. 
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do positivismo e do liberalismo.
e. 
do racionalismo e do empirismo.
Comentário 
da 
resposta:
Resposta: e) do racionalismo e do empirismo.
Comentário: O filósofo alemão Immanuel Kant propôs-se a tentar 
superar a dicotomia que opôs, de um lado, o racionalismo 
(representado por Descartes) e, de outro, o empirismo (representado 
por Locke e Hume).
 Pergunta 8
0,5 em 0,5 pontos
Para Michel Focault (1926-1984), vivemos em uma “sociedade disciplinar”, um tipo 
de organização da sociedade criado com a chegada ao poder da burguesia, grupo 
que se preocupou em afastar do convívio social os inaptos ao trabalho e em 
garantir a manutenção de seu poder. Nesta concepção, a principal característica da
sociedade disciplinar é a de, por meio de suas instituições fechadas, como as 
prisões, os orfanatos, os hospícios, quartéis e as escolas:
Resposta 
Selecionada:
a. 
deixar claro às pessoas que elas estão sob vigilância e, assim, 
introjetar o senso de obediência no próprio indivíduo.
Respostas: a. 
deixar claro às pessoas que elas estão sob vigilância e, assim, 
introjetar o senso de obediência no próprio indivíduo.
b. 
deixar claro que as instituições sociais como hospícios, hospitais, 
orfanatos, quartéis e escolas servem para manter a ordem social.
c. 
deixar claro para a sociedade que as instituições como hospícios, 
hospitais, orfanatos, quartéis e escolas existem para controlá-la.
d. 
ocultar e mascarar o real objetivo das instituições fechadas, que é 
promover a ordem e a justiça social.
e. 
procurar manter a ordem e a paz social, utilizando-se de medidas que
parecem drásticas e violentas por vezes, mas que são necessárias 
ao bem comum.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: a) deixar claro às pessoas que elas estão sob vigilância e, 
assim, introjetar o senso de obediência no próprio indivíduo.
Comentário: Ao defender a existência de uma sociedade disciplinar, 
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Focault deixa claro que há uma intencionalidade manifesta de introjetar,
no indivíduo, o senso de obediência. O indivíduo sente-se vigiado (essa
dimensão é clara, visível) e sabe que tal vigilância pode custar-lhe a 
punição caso ele desrespeite a “disciplina” considerada adequada. 
Deste modo, ao se sentir vigiado, ele se sente também impelido a não 
contrariar as regras e, assim, acabou por introjetar a ordem por meio do
sentimento de vigilância - algo bem astucioso.
 Pergunta 9
0,5 em 0,5 pontos
Quando Nietzsche (1844-1900) afirmou que “Deus morreu e quem o matou fomos 
nós”, com isso ele estava querendo dizer que:
Resposta 
Selecionada:
b. 
A crença na razão e na evolução da ciência estava substituindo o 
papel originalmente desempenhado pela fé e pela religião.
Respostas: a. 
Ele era ateu convicto e, por isso, as “verdades” religiosas não lhe 
interessavam.
b. 
A crença na razão e na evolução da ciência estava substituindo o 
papel originalmente desempenhado pela fé e pela religião.
c. 
A humanidade havia chegado a um momento de autossuficiência em 
que se podia “bater no peito” e dizer que a ajuda de Deus não era 
mais necessária.
d. 
A ciência provou que Deus não existe e, por isso, ninguém mais 
precisa continuar acreditando nem em Deus nem em deuses.
e. 
Ele liderou um movimento de ateus convictos que se empenhou em 
desconstruir a ideia de Deus (ou de deuses da cabeça das pessoas).
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: b) A crença na razão e na evolução da ciência estava 
substituindo o papel originalmente desempenhado pela fé e pela 
religião.
Comentário: A frase de Nietzsche, embora polêmica, não decorre de 
uma defesa do ateísmo e nem da tentativa dele próprio de desqualificar
Deus ou a religião, mas de uma reflexão a respeito do papel que a 
religião e o pensamento religioso haviam desempenhado até que o 
homem passou a acreditar no poder da razão, que o levou a diversas 
descobertascientíficas que, segundo Nietzsche, iriam, aos poucos, 
satisfazendo as necessidades e curiosidades humanas, de modo que 
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eles deixariam de recorrer à Deus e à religião para dar sentido à vida, 
resolver seus problemas e atender suas necessidades, que seriam 
cada vez mais supridas pela ciência e pelo pensamento racional.
 Pergunta 10
0,5 em 0,5 pontos
Sigmund Freud (1856-1939) afirmou que sua descoberta do inconsciente 
representou uma ferida narcísica ao “orgulho” humano. Isso acontece porque ao 
aceitar a existência do inconsciente, o homem:
Resposta 
Selecionada:
d. 
precisa admitir que não pode mais confiar plenamente na razão.
Respostas: a. 
jamais conseguirá ter controle sobre suas ações.
b. 
terá que aceitar que é um fantoche do “gênio maligno”, conforme 
propôs René Descartes.
c. 
precisa admitir que a Terra não é o centro do universo, conforme 
afirmou Copérnico.
d. 
precisa admitir que não pode mais confiar plenamente na razão.
e. 
é forçado a perceber que suas ações são determinadas pela 
estrutura econômica, conforme defendia Marx.
Comentári
o da 
resposta:
Resposta: d) precisa admitir que não pode mais confiar plenamente na 
razão.
Comentário: Ao mostrar que o homem não é só razão, mas é também 
“emoção”, ou seja, que ele não age apenas com base naquilo que 
escolhe fazer (mas é impelido, por seu inconsciente, a praticar alguns 
atos), Freud fez com que toda aquela confiança no poder de 
desenvolvimento da humanidade por meio de sua razão fosse colocada
em questionamento.
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