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ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E SERVIÇOS AULA 1 Prof. Emerson da Silva Seixas 2 CONVERSA INICIAL Conhecendo a história da administração da produção A manufatura tem suas raízes na pré-história, quando as primeiras ferramentas foram criadas para auxiliarem em atividades voltadas para atender às necessidades mais básicas da vida humana, como caça e pesca. Durante a era do artesão, a produção era realizada de forma manual e artesanal e o conhecimento e a habilidade do artesão eram valorizados. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, houve uma divisão do trabalho, o que permitiu a especialização das tarefas e aumentou a eficiência da produção. Essa divisão do trabalho foi fundamental para as revoluções industriais que aconteceram ao longo da história. A Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, foi marcada pelo surgimento da máquina a vapor e pela utilização de matérias-primas como carvão e ferro para a produção em larga escala. A Segunda Revolução Industrial, no século XIX, destacou-se pelo surgimento de novas tecnologias, como a produção em série, pelo uso de energia elétrica e pela invenção da linha de montagem. A Terceira Revolução Industrial, no século XX, foi marcada pelo uso da automação, da robótica e da informática na indústria, o que permitiu uma produção ainda mais eficiente e aumentou a qualidade dos produtos. Já a Quarta Revolução Industrial, atualmente em curso, é caracterizada pelo uso da inteligência artificial, da internet das coisas (IoT) e da robótica avançada, que estão transformando a manufatura e a forma como trabalhamos. Para compreender melhor os fundamentos e princípios da administração da produção, convidamos você a estudar esse tema e nos acompanhar nesta etapa. TEMA 1 – EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA GESTÃO DA PRODUÇÃO Ao longo da história, as formas de produção foram evoluindo, desde a pré- história, quando as ferramentas eram fabricadas na Idade da Pedra, na Idade do Bronze e na Idade do Ferro; até a Idade Antiga, com a construção de grandes obras como as Pirâmides do Egito, o Parthenon da Grécia, o Fórum e as estradas do Império Romano. Esses sistemas de produção estão bem documentados no Museu Nacional da Dinamarca, em Copenhague. 3 1.1 Era do artesão O período medieval (476-1453) foi marcado por vários eventos como a invenção da pólvora, a Queda do Império Romano e a Conquista de Constantinopla (hoje Istambul, na Turquia). As guerras e obstruções de rotas por parte dos bárbaros e outros povos tiveram um grande impacto na economia e no comércio da Ásia e da Europa. Como resultado, surgiram novas técnicas, para o desenvolvimento, que conhecemos hoje como gestão da produção. A Idade Moderna, que vai desde a conquista de Constantinopla, em 1453, até a Revolução Francesa, em 1789, é conhecida pelo domínio marítimo português, com grandes descobertas como a do continente americano, por Cristóvão Colombo (1492), a viagem de Vasco da Gama às Índias (1498) e a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil (1500). Durante esse período, houve inúmeros avanços tecnológicos, com invenções como o astrolábio, a bússola e a imprensa tipográfica, que resultaram em uma revolução no desenvolvimento técnico e científico. O dinheiro passou a ter mais valor e as cidades e a vida urbana começaram a ser mais valorizadas pela burguesia, graças às feiras ao ar livre e ao comércio de artesanatos. 1.2 Decadência da produção artesanal A Idade Contemporânea, que vai da Revolução Francesa até os dias atuais, começou com a corrente filosófica iluminista e o fortalecimento do capitalismo no Ocidente. Essa época também foi marcada pelas disputas territoriais entre as grandes potências europeias, incluindo as Guerras Napoleônicas, no século XVIII. Devido às guerras e epidemias, houve a necessidade de encontrar processos de produção mais eficientes e baratos, isso resultando na criação de processos de manufatura seriados, nos quais os artesãos trabalhavam por jornadas e seguiam critérios de divisão de tarefas. 1.3 A Primeira Revolução Industrial A fábrica com ênfase na inspeção dos produtos surgiu na Grã-Bretanha, por volta de 1750, e se espalhou rapidamente para outros países, incluindo Portugal, França, Bélgica, Itália, Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos. Durante esse período, várias inovações surgiram, como a máquina de fiar de James Hargreaves, o tear hidráulico de Richard Arkwright e o tear mecânico de 4 Edmund Cartwright. A máquina a vapor foi tornada viável economicamente por James Watt, que descobriu que poderia melhorar seu desempenho com a adição de um condensador de vapor. Essa inovação foi crucial para a Revolução Industrial, que aumentou significativamente a demanda por produtos manufaturados e, consequentemente, a produção. A principal forma de manufatura na Revolução Industrial inglesa era a tecelagem de lã, e o tear mecânico, inventado em 1785, substituiu rapidamente o tear manual. As matérias-primas eram levadas das colônias e cerca de 90% dos tecidos produzidos eram exportados, o que ajudou a impulsionar a economia industrial inglesa. Alguns autores consideram essa época como a transição da manufatura para a maquinofatura. Essa revolução resultou em mudanças significativas na sociedade, tais como: • criação de muitas fábricas; • utilização intensiva de máquinas; • organização de movimentos sindicais; • separação do trabalho manual do intelectual; • agravamento de problemas sociais; • mudanças na maneira como os produtos eram fabricados; • padronização de produtos; • padronização de processos; • mais treinamento e habilitação de mão de obra; • criação de hierarquias de comando interno; • desenvolvimento de técnicas de administração. TEMA 2 – DIVISÃO DO TRABALHO Em 1776, o início do capitalismo ocorreu, com Adam Smith sendo um dos principais teóricos do liberalismo econômico. Ele era professor de lógica e filosofia moral na Escócia e é considerado o pai da economia moderna. Sua obra A riqueza das nações defendia que a iniciativa privada só poderia prosperar se houvesse liberdade econômica total, como com a redução de custos para aumento da demanda, sem interferência do Estado. Outros argumentos também reforçavam a ideia de que a produção é resultado direto da divisão do trabalho. Smith descreve como a divisão do trabalho pode aumentar a produtividade. Para 5 isso, ele usa como exemplo uma fábrica de alfinetes, onde, antes uma pessoa produzia cerca de 20 unidades por dia; mas, depois que o processo de produção foi dividido em várias etapas e cada tarefa passou a ser realizada por uma pessoa diferente, o número de unidades produzidas aumentou para 48 mil por dia. Cada operário se especializava em uma tarefa e, com aprimoramentos no processo, mesmo com máquinas rudimentares, a produção aumentou consideravelmente. Além disso, Smith propôs a teoria da lei da oferta e da procura, pela qual ele defendeu que o mercado se autorregulava por uma mão invisível e que a livre concorrência entre os empresários levaria a essa regulação do mercado, a uma queda dos preços e a inovações tecnológicas para melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a velocidade de produção. Esses conceitos deram origem ao modo de produção capitalista, caracterizado por um sistema político, econômico e social específico, que contempla: • fabricação destinada aos mercados; • sistema fabril; • substituição da força humana e da água pela força mecanizada; • relações monetárias; • lucro; • livre-iniciativa; • produção assalariada; • peças intercambiáveis; • linhas de montagem flexíveis. Smith argumenta que o trabalho coletivo de muitos é fundamental para atender às necessidades da sociedade, mesmo da classe mais baixa, em um país civilizado. Segundo ele, a produção de bens é a principal fonte de sustento da comunidadee a divisão do trabalho permite que os trabalhadores aumentem suas habilidades ao se concentrarem em uma tarefa específica. Isso também levaria a uma realização mais rápida das tarefas e incentivaria a invenção de máquinas e dispositivos para ajudar no trabalho, fortalecendo todas as áreas da produção e gerando prosperidade para as camadas mais pobres da população. A divisão do trabalho teve sua origem na diferenciação de habilidades na produção e na motivação de fazer mais do que a necessidade exige, se produzindo bens de forma mais eficiente. Isso leva a uma tendência de preços 6 mais baixos se o produto está disponível em abundância ou se é escasso ou difícil de encontrar, por isso angariar compradores dispostos a pagar mais por ele. 2.1 A Segunda Revolução Industrial Em 1832, o renomado cientista, matemático, filósofo, engenheiro mecânico e inventor inglês, Charles Babbage, concebeu a ideia de um computador programável. Ele escreveu a obra On the economy of machinery and manufactures, que ampliou as ideias de Adam Smith, e apresentou situações interessantes para a organização e a economia da produção. Como o mundo dependia dos produtos industrializados produzidos por países como Inglaterra, França, Bélgica, Itália, Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos, tornou-se necessário encontrar novas fontes de energia para suportar a produção em larga escala. Entre 1850 e 1945 (aproximadamente), houve então a Segunda Revolução Industrial, marcada pela invenção do motor a combustão usando derivados de petróleo, por usinas elétricas baseadas na água e usinas nucleares que utilizavam o urânio. Essas inovações transformaram ainda mais a produção industrial. As suas principais características são as seguintes: • mecanização e automação; • divisão do trabalho com mecanização e criação de ferramentas e dispositivos para substituir as mãos; • motorização para substituir a energia manual; • melhorias focadas na operação. TEMA 3 – ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA No final do século XIX, nos Estados Unidos, depois da Guerra da Secessão (também conhecida como Guerra Civil Americana), surgiu o trabalho da administração científica, liderado pelo engenheiro mecânico Frederick Winslow Taylor (1856-1915), que é considerado até hoje como o pai da administração científica. Ele acreditava que a administração era uma ciência. Taylor nasceu na Pensilvânia, Estados Unidos, e teve uma educação rigorosa e disciplinada, em que adquiriu conhecimentos de francês e alemão. Aos 18 anos, ele se matriculou na faculdade de Direito, mas acabou trabalhando como 7 operário em uma metalúrgica na Filadélfia. Lá, ele se formou no Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, estudando Engenharia Mecânica por correspondência. Ele começou sua carreira na linha de produção e assim seguiu até se tornar engenheiro na indústria Midvale Steel, na Filadélfia. Em 1903, Taylor publicou o livro Shop management, no qual apresentou pela primeira vez um estudo sobre tempos e movimentos. A teoria de Taylor surgiu de suas observações do desempenho dos trabalhadores na Midvale Steel, em que ele percebeu que cada funcionário pensava que, se trabalhasse mais rapidamente, outros funcionários perderiam o emprego, o que resultava em um sistema administrativo falho e em trabalhadores obrigados a produzir mais lentamente para proteger seus interesses próprios. Taylor acreditava que isso resultava em cada trabalhador produzindo apenas um terço de sua capacidade e chamou esse processo de vadiagem sistemática. Concentrava-se sua teoria em analisar cada tarefa individualmente, bem como a execução de cada uma delas em uma hierarquia de baixo para cima. Ele buscava identificar pontos de melhoria e otimizar o processo produtivo, a fim de maximizar a eficiência e a eficácia. A teoria, que acabaria conhecida como administração científica, buscava maximizar a eficiência na execução de tarefas em uma empresa. Taylor concluiu que a vadiagem sistemática estava impedindo que os trabalhadores por ele observados alcançassem sua máxima produtividade. A teoria de Taylor tinha duas fases: uma de análise (rejeição de movimentos inúteis e observação de trabalhadores habilidosos) e outra de construção (seleção de movimentos elementares e definição do tempo padrão). O seu objetivo era aumentar a eficiência no nível operacional e maximizar a relação entre entradas e saídas, ou seja, input/output. Essa teoria mudou o conceito de produtividade e estabeleceu o melhor modo de se realizar um trabalho, com o menor custo possível. Em 1911, seu livro The principles of scientific management foi publicado, apresentando estudos sobre a administração geral e discutindo a falta de eficiência dos trabalhadores, o desconhecimento dos gestores sobre as rotinas de trabalho, o tempo gasto em uma tarefa específica e a falta de padronização nas técnicas e métodos de trabalho. O objetivo principal da obra era aumentar a eficiência dos processos por intermédio de uma análise científica sistemática do trabalho, garantindo a prosperidade tanto para o empregador quanto para o empregado. 8 De acordo com Taylor, os quatro princípios-chave da administração científica consistem nos seguintes princípios: 1. princípio do planejamento, pelo que se visa substituir métodos improvisados e baseados em experiência por métodos comprovados cientificamente; 2. princípio da preparação dos trabalhadores, que se concentra em selecionar os trabalhadores com as melhores habilidades para cada cargo e treiná-los adequadamente; 3. princípio da execução, pelo que se procura distribuir atribuições e responsabilidades de maneira disciplinada, para maximizar a eficiência do trabalho; 4. princípio do design de cargos e tarefas, que envolve separar o processo de montagem do produto em etapas individuais, com cada trabalhador ficando responsável por uma etapa específica. Devido aos princípios da administração científica, por cinco décadas as empresas americanas tiveram vantagem competitiva em comparação com as estrangeiras, fortalecendo a produção e o lucro de suas organizações. Essas ideias básicas ficaram conhecidas como taylorismo e tinham como objetivo principal aumentar a eficiência da produção e a quantidade de produtos produzidos, sem prejudicar a qualidade. O enfoque não era no avanço tecnológico, mas sim na administração do trabalho em todos os níveis tecnológicos. Algumas das propostas desse estudo incluíam que: • A administração tinha o controle sobre o horário de trabalho dos funcionários, supervisionando-os e mantendo-os sem interrupções, permitindo somente descansos em horários específicos, pois se acreditava que o ritmo lento de trabalho e a falta de eficiência eram prejudiciais à produção. • A administração tinha que entender todo o processo e estabelecer o tempo necessário para cada tarefa (distribuição de tempo de trabalho, e não permitir que os funcionários controlassem o trabalho a ser realizado. A organização racional do trabalho foi desenvolvida visando eliminar movimentos desnecessários e permitir que o trabalhador executasse suas tarefas de maneira mais fácil e rápida. Isso levou ao surgimento do tempo padrão ou standard time, o tempo médio necessário para se executar uma 9 atividade com qualidade e aumentar a produção, de maneira eficiente. Além disso, outras ideias de Taylor versavam sobre temas como: • Estudo da fadiga humana: o ritmo desgastante do trabalho causava cansaço ao operário, o que resultava em perda de concentração, erros, baixa eficiência de produtividade, baixa qualidade, alto índice de acidentes, doenças ocupacionais e rotatividade de funcionários. • Divisão especializada dos operários: a análise do trabalho e dos tempos e movimentos permitiu que cada trabalhador se especializasse em uma função, para executá-la com maior habilidade. • Divisão de cargose tarefas: cada cargo deveria ter suas próprias especificações, incluindo a descrição das atribuições a serem desempenhadas e a sua relação com os outros cargos. • Incentivos salariais, condições de trabalho e prêmios por produtividade: salários fixos, mas com um acréscimo variável, foram estabelecidos como estímulo para aumentar a produção e se iniciou o estudo ergonômico, valorizando o conforto do trabalhador e o ambiente físico. • Padronização: métodos científicos foram empregados para obter uniformidade nos produtos e reduzir os custos. • Supervisão funcional: os trabalhadores eram gerenciados por supervisores especializados, em vez de uma autoridade centralizada. • Homem econômico: o ser humano é motivado por gratificações salariais, econômicas e materiais. Antigamente, as organizações eram vistas como sistemas fechados, ou seja, sem influências externas. No entanto, atualmente, devido à globalização e à intensa concorrência, é necessário que as empresas adotem um sistema aberto e dialético, que considera tanto as condições internas quanto as externas que afetam seus negócios. Essa é a visão da teoria geral dos sistemas e da gestão por processos. Os seguidores dos estudos de Taylor são listados na Figura 1 e abordados a seguir. 10 Figura 1 – Seguidores de Taylor Carl Georg Lange Barth foi um matemático e engenheiro mecânico nascido em Oslo, Noruega. Ele aperfeiçoou e tornou popular o uso da régua de cálculo logarítmico na administração científica. Ele trabalhou com Taylor, que o considerava um gênio na matemática, para aplicar problemas matemáticos complexos a experimentos de corte de metais na Bethlehem. Barth ensinou administração científica na Universidade de Chicago de 1914 a 1916, em Harvard de 1911 a 1916 e de 1919 a 1922. Ele tinha orgulho de ser chamado de discípulo mais ortodoxo de Taylor. Henry Laurence Gantt era um engenheiro mecânico que trabalhava com Taylor no Departamento de Engenharia da Midvale Steel. Ele patenteou seis invenções com Taylor, incluindo o gráfico de Gantt para o sistema de pagamento por incentivo tarefa-bônus. O gráfico de Gantt destacava as tarefas específicas e as recompensas adequadas a cada trabalhador da organização e controlava o desempenho e o tempo de execução de cada um em relação ao que havia sido planejado. Atualmente, o gráfico de Gantt é amplamente utilizado em muitas aplicações e variações em empresas de produção ou serviços. Harrington Emerson foi um engenheiro ferroviário americano e um dos principais seguidores de Taylor. Embora seja pouco conhecido atualmente, ele é considerado o precursor da administração por objetivos de Peter F. Drucker. Ele procurou simplificar métodos de trabalho, padronizar operações e enfatizar a importância da disciplina, do respeito e do planejamento para o sucesso organizacional. Além disso, ele desenvolveu os primeiros trabalhos sobre seleção e treinamento de funcionários, conhecidos como princípios de rendimento ou eficiência de Emerson, que são: a. Planejamento claro e de acordo com objetivos b. Prevalência do bom-senso c. Liderança e supervisão competentes d. Disciplina Administração Científica Frederick Winslow Taylor Carl Barth (1860-1939) Henry Lawrence Gantt (1861-1919) Harrington Emerson (1853-1931) Frank Gilberth (1868-1924) Lilian Gilberth (1878-1961) Morris L. Cooke (1872-1960) 11 e. Honestidade e justiça social f. Registros precisos e atualizados g. Remuneração proporcional ao desempenho h. Normas padronizadas para as condições de trabalho i. Normas padronizadas para as tarefas j. Normas padronizadas para as operações k. Instruções claras l. Concessão de incentivos para aumentar o desempenho e a eficiência no trabalho Frank e Lillian Gilbreth foram um casal pioneiro na utilização dos estudos dos tempos e movimentos (ETMs). Eles estudaram os trabalhadores e investigaram a fadiga humana por meio de uma equação: e = p r onde: e = eficiência p = produtos resultantes r = recursos utilizados Os Gilbreths usaram 18 therbligs para estudar a eficiência dos movimentos dos trabalhadores e para identificar maneiras de aumentar a sua produtividade e reduzir a sua fadiga. Eles também se concentraram em como o design do trabalho afeta a eficiência e em como melhorar o projeto do trabalho para maximizar a eficiência. Os 18 therbligs consistem em: 1. Buscar 2. Selecionar 3. Agarrar 4. Alcançar 5. Mover 6. Segurar 7. Soltar 8. Posicionar 9. Preposicionar 10. Inspecionar 11. Montar 12. Desmontar 13. Usar 14. Demora evitável 12 15. Demora inevitável 16. Planejar 17. Descansar 18. Encontrar Morris Cooke aplicou os princípios da administração científica tanto na administração pública quanto na educação, tendo realizado um trabalho notável na prefeitura de Filadélfia. Isso mostrou que essa abordagem podia ser aplicada em diferentes tipos de organizações. Cooke também fez algumas observações sobre as administrações universitárias, sugerindo que elas deveriam dar maior importância à qualidade do ensino e estimular a participação dos trabalhadores na criação de novos métodos de realização de tarefas, diferentemente da visão de Taylor, que afirmava que apenas especialistas em análise de trabalho poderiam ter tal ideia. TEMA 4 – TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO Outro importante teórico da ciência da administração foi Jules Henri Fayol, um engenheiro de minas francês nascido em Constantinopla, em 1841. Ele é considerado o fundador da teoria clássica da administração e publicou a obra Administração industrial e geral em 1916 (em francês, Administration industrielle et générale). Fayol desenvolveu 14 princípios básicos da administração, que podem ser estudados em conjunto com os princípios propostos por Taylor e são considerados fundamentais na compreensão da teoria clássica da administração. Os 14 princípios de Faiol são: 1. Divisão do trabalho: especialização de todos os funcionários para aumentar a eficiência e a produtividade da empresa. 2. Autoridade e responsabilidade: autoridade para dar ordens e responsabilidade para cumpri-las. 3. Disciplina: capacidade de se manter focado(a) nas tarefas estabelecidas, para alcançar resultados. 4. Unidade de comando: cada funcionário deve receber ordens de apenas um chefe ou líder. 5. Unidade de direção: controle único na direção de todas as operações com um mesmo objetivo. 13 6. Subordinação dos interesses particulares aos gerais: os interesses da organização devem ser priorizados em relação aos interesses individuais dos funcionários. 7. Remuneração do pessoal: uma remuneração justa para funcionários e empregadores, incluindo pagamentos diários por tarefa, por peça produzida, prêmios, participação nos lucros e subsídios. 8. Centralização: concentração de autoridade no topo da hierarquia organizacional. 9. Hierarquia: a estrutura hierárquica vai do nível mais alto ao mais baixo da organização. 10. Ordem: deve-se manter a ordem material e social na organização, preservando um lugar para cada coisa. 11. Equidade: precisa-se reconhecer os direitos de todos, com bom-senso e justiça. 12. Estabilidade do pessoal: a estabilidade dos funcionários é importante para a performance da organização e um moral elevado dos funcionários. 13. Iniciativa: capacidade de estabelecer planos e garantir o sucesso. 14. União do pessoal: o trabalho deve ser realizado de forma harmônica e unida, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Figura 2 – Diferenças entre as teorias de Fayol e Taylor Abordagem Clássica da Administração Administração Científica Teoria Clássica Taylor Fayol Centra-se no método, para que o trabalho seja mais eficiente Centra-se na organização geral Ênfase nas tarefas, com estudo dos recursos humanos envolvidos Ênfase na estrutura,com estudo da administração e da direção da empresa 14 No início do século XX, a produção em massa começou e, durante a Primeira Guerra Mundial, houve problemas com a qualidade dos produtos, devido à grande demanda de material bélico, o que levou à criação da figura do inspetor de qualidade. No entanto, isso aumentou o custo e o tempo de produção. Antes de 1913, a indústria automobilística era inteiramente feita à mão, mas Henry Ford mudou isso ao dividir tarefas em operações especializadas. Durante a Segunda Guerra Mundial, a qualidade tornou-se crítica e a inspeção foi 100% substituída pelo controle por amostragem. Isso levou à criação do controle estatístico da qualidade (CEQ) e do controle estatístico de processo (CEP), baseados em técnicas de amostragem. A intercambialidade de peças também foi resultado dessas mudanças na indústria bélica. A qualidade total surgiu, nos Estados Unidos, como resposta à revolução da qualidade no Japão, após a Segunda Guerra Mundial. Joseph M. Juran, W. Edwards Deming e Armand V. Feigenbaum trabalharam com Kaoru Ishikawa para aplicar conceitos do controle de qualidade à indústria japonesa. 4.1 A Terceira Revolução Industrial Durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu a administração baseada nas relações humanas, também conhecida como behaviorismo, uma abordagem que enfatiza o comportamento e o respeito pelos aspectos humanos. O psicólogo australiano George Elton Mayo, entre outros, argumentou que é preciso prestar atenção ao fator humano para alcançar bons resultados na produção e administração. Mayo ficou famoso com sua pesquisa Hawthorne studies, realizada em Hawthorne, Chicago, nos Estados Unidos. Atualmente, alguns princípios estudados em épocas passadas ainda são aplicados, tais como: • Produção como resultado da integração social • Importância do comportamento dos funcionários para a sociedade • Concessão de incentivos e punições sociais • Concepção de grupos informais • Prática de relações interpessoais • Relevância dos cargos • Ênfase nas dimensões emocionais 15 Durante os anos 1940, a administração se concentrou em melhorar os sistemas de produção. Foi então que surgiu a pesquisa operacional (operational research) e as ciências administrativas (management science), que utilizavam métodos quantitativos para solucionar problemas. Das teorias mais populares na área de gestão de pessoas são as teorias X e Y de Douglas McGregor (1960), descritas no livro The human side of enterprise. A teoria X, também conhecida como hipótese da mediocridade das massas, sustenta que os trabalhadores do tipo X apresentam os seguintes traços: • serem preguiçosos e desanimados; • precisarem de incentivos, punições e fiscalização; • mostrarem-se rresponsáveis e sem ambições. De acordo com a teoria Y, os trabalhadores do tipo Y enxergariam suas tarefas cotidianas como algo agradável e partiriam do princípio de que as pessoas não são preguiçosas. Assim esses trabalhadores: • naturalmente usam seus corpos e mentes; • operam de forma voluntária; • só trabalham mediante pagamento adequado; • são responsáveis; • possuem habilidades para solucionar problemas. A fábrica automotiva da Volvo localizada em Gotemburgo, na Suécia, instalada em 1927, passou por muitas transformações ao longo dos anos. Em 1968, o engenheiro Emti Chavanmco desenvolveu o sistema de produção reflexivo, conhecido também como sistema Volvo, volvismo ou sistema de produção pós-fordista. Seus objetivos centrais são: • eliminar a monotonia e a sensação de opressão; • atingir um alto nível de automação. A introdução da estatística na indústria resultou no CEQ, baseado em técnicas de amostragem em vez de em uma inspeção completa. Walter A. Shewhart (1931) foi um dos primeiros a fornecer um caráter científico a essa proposta, em sua obra Economic control of manufactured product. William Edwards Deming, que treinou as indústrias americanas durante a Segunda Guerra Mundial, convidou Shewhart para ensinar sobre o CEQ. Durante a 16 ocupação aliada no Japão, Deming se reuniu com a União de Cientistas e Engenheiros Japoneses (Juse) para introduzir o CEQ na indústria japonesa, o que resultou na grande transformação dessa indústria após a Segunda Guerra Mundial. Shewhart também introduziu o ciclo plan, do, check, act (PDCA), que é uma abordagem cíclica e ordenada para a melhoria contínua de processos e produtos. Esse processo de análise de problemas consiste em quatro fases: 1. Planejamento – onde há um planejamento, treinam-se os profissionais e definem-se as variáveis relevantes. 2. Execução – coletam-se medidas. 3. Verificação – verificam-se e analisam-se os dados coletados e suas causas. 4. Ação – corrigem-se ou eliminam-se as causas dos dados coletados e o processo começa novamente, com uma nova etapa de planejamento. Crédito: Maxx-Studio/Shutterstock. A versão mais recente do PDCA enfatiza a observação e o monitoramento da situação atual e é amplamente utilizada no sistema de produção Toyota lean manufacturing. Durante a Guerra Fria, a qualidade se tornou uma questão gerencial, pois 80% dos problemas de qualidade eram devidos a falhas gerenciais na comunicação. A escola de recursos humanos, que estudou a https://www.shutterstock.com/g/maxxyustas http://www.shutterstock.com/subscribe?clicksrc=inline_thumb 17 motivação humana, produziu novos conceitos e técnicas gerenciais na área da qualidade. A teoria da administração da qualidade de sistemas e os princípios do controle total da qualidade levaram à garantia de qualidade para o cliente. Armand V. Feigenbaum defendia a criação de um departamento de engenharia da qualidade, nas empresas, para coordenação e assessoria aos outros setores. Ele acreditava que era crucial fazer as coisas certas desde o início. Com essa filosofia, houve uma evolução nos conceitos de qualidade. Em 1961, Feigenbaum apresentou uma versão aprimorada das proposições publicadas dez anos antes, no que chamou de total quality control engineering and management (TQC), que abrange de maneira sistêmica todas as áreas de uma empresa, incluindo: • marketing; • projeto; • desenvolvimento; • aquisição; • fabricação; • inspeção e testes; • expedição; • instalação; • assistência técnica. Na era do TQC, o cliente foi colocado no centro das atenções das organizações, que passaram a atender às suas necessidades e expectativas. Toda a empresa tornou-se responsável pela garantia da qualidade dos produtos e serviços, incluindo a confiabilidade e a manutenibilidade. Dessa forma, todos trabalhavam juntos para garantir a qualidade dos produtos e serviços. A gestão japonesa enfatizava a preparação filosófica dos profissionais. A qualidade foi vista como algo fundamental, encontrando-se: • na visão tradicional; • na conformidade com as especificações; • embutida nos produtos e serviços; • nos desejos e interesses do cliente. Após a Segunda Guerra Mundial, a economia japonesa estava devastada. Nesse contexto, o engenheiro japonês Eiji Toyoda, proprietário da Toyota Motor 18 Company, juntamente com o engenheiro industrial Taiichi Ohno, destacaram três pilares fundamentais na filosofia de gestão: 1. Ênfase na qualidade do processo 2. Luta incansável contra o desperdício 3. Respeito ao ser humano Além desses três pilares, Eiji Toyoda e Taiichi Ohno definiram sete tipos de desperdício e implementaram uma estratégia para eliminá-los. Essa abordagem para eliminar desperdícios tornou-se a base do sistema Toyota de produção (STP), que foi introduzido no Ocidente com o nome lean manufacturing. A seguir estão os sete tipos de desperdícios identificados pela Toyota: 1. Superprodução 2. Espera (tempo sem trabalho) 3. Processamento desnecessário 4. Excesso de processos ou realização de processos incorretos 5. Excesso de estoque 6.Movimento desnecessário 7. Defeitos (retrabalho) A lean manufacturing é uma metodologia que visa à eliminação de desperdícios no processo produtivo. É um sistema de gerenciamento da produção que busca aumentar o lucro por intermédio da redução de custos, identificando e eliminando atividades que não agregam valor (NAV) ao produto, permitindo assim destacar as atividades que realmente agregam valor (AV). Apresentado em 1990 pelos pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Womack, Jones e Roos, no livro A máquina que mudou o mundo, a lean manufacturing é uma alternativa mais eficiente, flexível, ágil e inovadora do que a produção em massa fordista, mais apta a um mercado em constante mudança. Atualmente, uma empresa precisa reduzir seus prejuízos para obter lucro. Além disso, outros princípios foram adotados na manufatura enxuta, tais como: • Just-in-time (JIT): é um sistema de gestão de produção que visa minimizar custos e estoques, que parte do princípio de se produzir ou adquirir somente o necessário, quando se fizer necessário e a um preço justo. É aplicável tanto em indústrias quanto em empresas de serviços. 19 • Engenharia simultânea (concurrent engineering – CE): é uma técnica para aumentar a eficiência produtiva e aplicar os princípios do JIT para melhorar a qualidade, o tempo de ciclo produtivo e a rentabilidade desde a fabricação do produto até a sua entrega ao consumidor, requerendo parcerias estratégicas entre fabricantes e fornecedores. • Tecnologia de grupo: filosofia produtiva que maximiza a eficiência na produção de peças e componentes similares. • Células de produção: são grupos de estações de trabalho unidas para integrar operadores e postos de apoio, no processo produtivo. • Consórcio modular: é uma forma de terceirizar processos e mão de obra em que diferentes empresas trabalham juntas, em uma mesma fábrica. • Desdobramento da função qualidade (QFD): também conhecido como casa da qualidade, é um método que tem como objetivo projetar a qualidade de um produto ou serviço, de forma sistêmica. • Comakership: em português, significa cofabricação, e se trata de uma parceria entre cliente e fornecedor para gerenciamento ativo de produtos e projetos, garantindo contratos de fornecimento de longo prazo. • Manufatura integrada por computador (computer integrated manufacturing – CIM): é a integração completa da operação de fabricação em sistemas de computadores. • Benchmarking: é o processo de encontrar e aprender com as melhores práticas, em empresas que têm desempenho superior. • Produção customizada: é a produção de produtos personalizados, para atender às necessidades do consumidor. • TQC: busca satisfazer tanto os clientes quanto as empresas. • Sistemas flexíveis de manufatura: são conjuntos de máquinas interligadas e versáteis, voltadas para vários propósitos de produção. Nas décadas de 1980 e 1990, houve um aumento na preocupação com a qualidade e o envolvimento humano nesse esforço. Isso resultou na criação de prêmios de qualidade, na adoção das normas ISO 9000, no uso da tecnologia da informação para controle de qualidade e na criação de leis de proteção ao consumidor. 20 TEMA 5 – A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Em 2010, a procura por produtos personalizados e a facilidade de acesso às tecnologias habilitadoras começaram a ser observadas. O surgimento das fábricas inteligentes, conhecidas como smart factories, levou à Quarta Revolução Industrial, também conhecida como indústria 4.0. Essa revolução tecnológica é descrita como a mudança fundamental na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos, sendo diferente de qualquer coisa experimentada antes. Ela produziu uma grande mudança nas áreas da industrialização, da engenharia genética e da neurotecnologia, que eram, antes, áreas desconhecidas para muitos. A revolução não é definida como um conjunto de tecnologias emergentes, mas sim como a interferência na velocidade, no alcance e no impacto da tecnologia em quase todas as indústrias do mundo. A automação total das fábricas é uma tendência e pode levar à produção independente da ação humana, graças a tecnologias como internet móvel, sistemas ciberfísicos, nanotecnologia, neurotecnologia, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras em terceira dimensão (3D). Tudo isso é possível graças à IoT e à computação na nuvem. Embora algumas dessas tecnologias tenham sido desenvolvidas na Terceira Revolução Industrial, como softwares, hardwares e internet, elas ainda estão em constante evolução, adaptando-se. De acordo com relatório do Boston Consulting Group (BCG), as nove tecnologias principais da indústria 4.0 são: 1. Robôs automatizados (robôs colaborativos – cobots): possibilidade de interação entre máquinas e humanos, com uso de robôs flexíveis e cooperativos. 2. Manufatura aditiva: produção de peças complexas com impressoras 3D, sem necessidade de moldes físicos. 3. Simulação: teste, correção e otimização de processos e produtos ainda na sua fase de concepção. 4. Integração horizontal e vertical de sistemas: automação de cadeia de valor, por meio da digitalização de dados. 5. Internet industrial das coisas (IIoT): conexão de máquinas por sensores e dispositivos, com centralização e automação do controle e produção. 6. Big data & analytics: detecção de falhas, otimização de produção, controle de consumo de energia e eficiência no uso de insumos. 21 7. Computação na nuvem (cloud computing): manutenção de bancos de dados acessíveis em qualquer lugar do mundo, por meio de dispositivos conectados à internet. 8. Segurança cibernética (cyber security): comunicação mais segura e confiável. 9. Realidade aumentada (augmented reality): sistemas que executam vários serviços, como seleção de produtos e instruções de reparação. Além dos benefícios de aumento da produtividade e substituição do trabalho humano por recursos tecnológicos, a indústria 4.0 também terá diversos outros impactos. Além dos já mencionados, há ainda outros aspectos a serem considerados, tais como: a. Rastreabilidade: é a utilização de tecnologias como identificação por radiofrequência (Rfid), código de barras, 2D Datamatrix e QR Code para gerenciamento de ativos nas fábricas, cadeias de suprimentos e sistemas de fabricação. Isso gera segurança, confiabilidade e transparência desde a criação do produto até o seu descarte. b. Visão artificial: são tecnologias ópticas usadas para processos de controle de qualidade e assistência na fabricação de produtos. c. Cyber physical system (CPS): são sistemas complexos que permitem a comunicação digital no processo industrial e controle de produção, melhorando desempenho e eficiência. d. Manutenção preditiva: é a monitoração periódica de máquinas ou equipamentos com o objetivo de prever possíveis paradas para manutenção. 5.1 Organizações O Brasil segue as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) e, como resultado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adota a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), que identifica três setores principais na economia: o setor primário, o setor secundário e o setor terciário. • Setor primário: envolve organizações relacionadas à exploração de recursos naturais, incluindo terra, água e recursos minerais. 22 • Setor secundário: consiste em organizações relacionadas à manufatura, o que envolve a transformação de produtos e serviços em bens finais. Alguns exemplos disso incluem as indústrias metalúrgica, alimentícia, do vestuário e da cerâmica. • Setor terciário: é composto por organizações de serviços que podem fornecê-los para empresas dos setores primário e secundário ou diretamente aos consumidores. Esse setor é subdividido em categorias, incluindo comércio, alojamento e alimentação, transportes, comunicações,serviços financeiros, atividades imobiliárias, Administração Pública e outros serviços. FINALIZANDO Nesta etapa, procurou-se demonstrar, de forma clara, que a manufatura teve sua origem na pré-história e evoluiu com o passar do tempo e as quatro Revoluções Industriais que abordamos. A Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, nos legou a máquina a vapor e a utilização de matérias-primas. A Segunda Revolução Industrial, no século XIX, produziu novas tecnologias como de produção em série e uso de energia elétrica. A Terceira, no século XX, teve como destaque o uso da automação, da robótica e da informática na indústria. Já a Quarta Revolução Industrial, em curso, é marcada pelo uso da inteligência artificial, da IoT e da robótica avançada, transformando a manufatura. CONVERSA INICIAL Conhecendo a história da administração da produção FINALIZANDO