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DIREITO EMPRESARIAL I
ESTABELECIMENTO
Estabelecimento é o conjunto de bens organizado pelo empresário para o exercício da empresa – art. 1.142, do CC.
Os bens materiais/corpóreos: são aqueles que se caracterizam por ocupar espaço no mundo exterior – ex: as mercadorias, as instalações, as máquinas, e outros.
O bens imateriais/incorpóreos: são coisas que não ocupam lugar no mundo exterior, sendo resultado da elaboração abstrata humana – ex: títulos dos estabelecimento, as marcas, as patentes, os desenhos industriais.
ESTABELECIMENTO
A empresa é uma atividade exercida pelo empresário. Para ele poder exercer sua atividade, é necessário um estabelecimento em que estarão conjugados bens na intenção de alcançar o lucro.
O estabelecimento é o instrumento para o empresário exercer sua atividade, é a base física da empresa (pode ser virtual também), normalmente, é o local onde os clientes do empresário se dirigem para realizar negócios.
ESTABELECIMENTO
Sendo o estabelecimento uma universalidade de fato, significa que ele é uma pluralidade de bens singulares pertencentes à mesma pessoa, tendo destinação unitária (por ex: o desenvolvimento da empresa) – art. 90, do CC.
Bens singulares: são aqueles que, embora reunidos, se consideram por si sós, independentemente dos demais.
AVIAMENTO
Aviamento é a aptidão de produzir lucro conferido ao estabelecimento a partir do resultado de variados fatores, quais sejam, pessoais, materiais e imateriais. 
É um atributo do estabelecimento, sendo a clientela um dos fatores do aviamento.
A organização dos fatores que compõem o estabelecimento determina o grau de eficiência na produção de lucros, que é objeto desejado pelo empresário.
AVIAMENTO
Aviamento pode ser objetivo ou subjetivo:
a) Aviamento objetivo: decorre de aspectos extrínsecos à atividade do empresário – ex: a localização do estabelecimento;
Ex: Aviamento objetivo:
“caso de uma lanchonete em um colégio ou uma floricultura em frente de um cemitério, logo nesse caso, o cliente compra porque não tem outro lugar próximo, ou então porque está com pressa, assim o fator extrínseco, localização, é o maior fator da lucratividade.”
AVIAMENTO
b) Aviamento subjetivo: deriva de aspecto intrínsecos e conceituais quanto à atuação do empresário – ex: sua competência e boa fama à frente do negócio.
Ex: Aviamento subjetivo:
“o cliente vai ao restaurante ou salão em razão da confiança que tem na pessoa que está à frente do negócio, ou por sua fama ou qualificação, não importando necessariamente a sua localização.”
AVIAMENTO
Também existem casos em que um estabelecimento pode ter aviamento objetivo e subjetivo ao mesmo tempo, ex: se certa empresa de atributos conceituais e intrínsecos esteja muito bem localizada, como em um shopping center.
Por mais contraditório que possa parecer do ponto de vista concorrencial, às vezes o aviamento se dá em razão de o estabelecimento estar localizado próximo aos concorrentes, nessa caso, a clientela é atraída para certa localidade em razão de lá haver várias opções de fornecedores, ex: na cidade de São Paulo existem aproximadamente trinta ruas tidas como temáticas: rua das noivas; rua dos instrumentos músicas, dentre outras.
CLIENTELA
Clientela difere de aviamento. A clientela é definida como o conjunto de pessoas que, de fato, mantém com o estabelecimento relações continuadas de procura de bens e de serviços.
OBS: nem o aviamento nem a clientela pertencem ao estabelecimento (não são propriedades do empresário), no entanto, tanto um como o outro são levados em consideração na ocasião da alienação do estabelecimento.
CLIENTELA
Existe concorrência no mercado, logo enquanto a clientela permanecer fiel, o aviamento existirá. Mas isso pode mudar no decorrer do tempo, como com o surgimento de novos concorrentes.
De qualquer forma, o aviamento e a clientela são fatores consideráveis e são apurados por métodos econômicos-contábeis de fluxo de caixa.
TRESPASSE/ALIENAÇÃO
Trespasse significa transferir a propriedade para outro, ou ato de passar, o que muitas vezes é vislumbrado na prática por placas com os seguintes dizeres:
“passa-se o ponto”
TRESPASSE/ALIENAÇÃO
No Direito Empresarial, trepasse cuida-se da alienação do estabelecimento, ou seja, que este pode ser objeto de direitos, ou que pode ser negociado, no entanto, deve ser feita a averbação na Junta Comercial, produzindo efeitos perante terceiros apenas depois da publicação – 1.143 e 1.144, do CC.
O estabelecimento pode ser objeto de negócio jurídico na forma de cessão ou venda, arrendamento ou usufruto.
TRESPASSE/ALIENAÇÃO
Deve-se verificar, na alienação do estabelecimento, se ao empresário irão restar bens suficientes para saldar suas dívidas, caso contrario, ele deverá pedir anuência de todos os seus credores. Caso haja contrariedade a esse mandamento, a alienação não terá eficácia – art. 1.145, do CC.
O patrimônio é a garantia dos credores, o que é aplicável ao estabelecimento enquanto conjunto de bens do empresário.
Súmula 451 do STJ
TRESPASSE/ALIENAÇÃO
Em razão da venda do estabelecimento, o adquirente responde pelos débitos anteriores deste (desde que contabilizado), e pelos mesmos débitos anteriores, o alienantes, o alienante continua solidariamente responsável por 1 ano – art. 1.146, do CC.
Este prazo de 1 ano relacionado principalmente aos débitos de natureza empresarial e civil, pois podem existir normas jurídicas prevendo prazos diferentes para responsabilidade do alienante, como as dos direito tributário – Súmula do STJ n. 554.
TRESPASSE/ALIENAÇÃO
O alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência com o adquirente por 5 anos, ou seja, está impedido de abrir idêntico tipo de negócio em um distância que possa afetar a clientela do adquirente, salvo autorização expressa no contrato de compra e venda – art. 1.147, do CC.
Trata-se da cláusula implícita de não restabelecimento, cujo vendedor não pode, por certo período, exercer a mesma atividade econômica exercida anteriormente, sob pena de concorrência desleal e ausência de boa-fé. 
PONTO E FUNDO DE COMÉRCIO
Ponto ou ponto empresarial é a localização física do estabelecimento, que é valorizado pelo deslocamento efetuado dos clientes desde a saída de um local até a chegada nele para realizarem suas compras.
É válido ter em conta que o ponto tem sentido diverso da propriedade do imóvel, quando um imóvel é locado para um empresário, pode se dizer que a propriedade é tanto civil quanto empresarial.
Civilmente, a propriedade em si é do seu proprietário e o Empresarialmente, com relação ao ponto, é do empresário.
PONTO E FUNDO DE COMÉRCIO
Esse valor adquirido pelo ponto, em razão do desenvolvimento da atividade empresarial e pelo decurso do tempo, também é chamado fundo de comércio (ou fundo empresarial), ou seja, é um valor decorrente da atuação (trabalho) do empresário.
O fundo de comércio significa o resultado da atividade do empresário, que com o decorrer do tempo agrega valor econômico ao local onde está estabelecido, por isso, o ponto confere valor próprio ao local, que claramente pertence ao patrimônio do empresário.
PONTO E FUNDO DE COMÉRCIO
OBS: DESSA FORMA, QUANDO SE VÊ UM ANÚNCIO DE “PASSA-SE O PONTO”, NA REALIDADE NÃO SE ESTÁ VENDENDO A PROPRIEDADE DO IMÓVEL, MAS, SIM, A PROPRIEDADE SOBRE O PONTO.
AÇÃO RENOVATÓRIA
A formação do fundo de comércio justifica a proteção ao empresário locatário de imóvel destinado ao exercício de sua atividade empresarial, pois o empresário tem o direito de renovar compulsoriamente o contrato de locação por meio de ação renovatória – Lei de Locação n. 8.245/91, art. 51.
AÇÃO RENOVATÓRIA
A ação Renovatória é cabível quando:
Não houver acordo entre locatário e locador para renovar o contrato de locação;
Houver abuso por parte do locador referente ao preço para a renovação do aluguel.
AÇÃO RENOVATÓRIA
É possível obter a renovação do contrato de locação por um prazo igual ao estabelecido, desde que: o contrato tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado, o prazo mínimo de locação tenha 5 anos,o empresário esteja explorando o mesmo ramo de atividade há pelo menos 3 anos.
O período para ajuizar a ação renovatória é no penúltimo semestre de vigência do contrato, ou seja, num contrato de 5 anos (que é composto de dez semestre), ação deve ser ajuizada durante os meses do nono semestre.
AÇÃO RENOVATÓRIA
Como exceção, o locatário não terá direito à renovação compulsória do contrato de locação quando o locador pleitear a retomada do imóvel para:
“uso próprio ou transferência de fundo de comércio (que exista há mais de 1 ano, sendo detentor da maioria do capital social o locador, seu cônjuge, ascendentes ou descendente), não podendo o imóvel ser destinado à atividade igual à do locatário, exceto se a locação envolvia o fundo de comércio com instalação e outros pertences; ou realização de obras determinadas pelo poder público que impliquem alteração substancial do imóvel ou modificação que aumente o valor da propriedade ou do negócio.”
AÇÃO RENOVATÓRIA
Uma vez renovado o contrato por força de sentença judicial que julgou procedente a demanda, existe a possibilidade de o locatário pleitear outras vezes a renovação do contrato de locação via nova ação renovatória, desde que atendidos os requisitos da lei.
ESTABELECIMENTO VIRTUAL
Recentemente surgiu o estabelecimento virtual, que é um local não físico para onde os clientes também se dirigem (não por deslocamento físico, mas, sim, por deslocamento virtual) em busca de negócios.
Estabelecimento virtual é um site (sítio eletrônico).
SITE: é o conjunto de informações e imagens alocadas em um servidor e disponibilizadas de forma virtual na internet.
ESTABELECIMENTO VIRTUAL
O acesso virtual ao site é feito por meio de um endereço eletrônico, ou melhor, pelo nome de domínio.
O nome de domínio identifica o estabelecimento virtual.
É pelo site que a atividade do empresário – atuante no comércio eletrônico passa a ser difundida e desenvolvida, pois é nesse local virtual que os clientes podem realizar compras, por meio de um deslocamento virtual. 
Um nome de domínio pode ser considerado um ponto virtual, logo, passível de proteção jurídica da mesma maneira que o ponto físico.
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
O nome empresarial tem a função de identificar o empresário, é como se fosse o nome civil de uma pessoa física.
Ele faz ligação do nome da empresa ao empresário, ou seja, o nome empresarial é o que a pessoa (física ou jurídica) utiliza para individualizar a sua atividade.
Revela o tipo de sociedade optado pelos sócios e a responsabilidade deles é limitada ou não, bem como o objeto social da empresa – ex: indústria ou comércio. 
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
A proteção jurídica do nome empresarial ocorre pela inscrição do empresário individual ou pelo arquivamento de contrato social ( para sociedade empresária) no registro próprio, ou ainda, pelas alteração que mudam o nome, efetuadas posteriormente.
A proteção ao nome empresarial é válida no território do Estado-membro em que foi registrado, em casos excepcionais, previstos na legislação, a proteção ao nome empresarial pode ter caráter nacional – art. 1.166, do CC.
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
A proteção ao nome empresarial limita-se à unidade federativa da Junta Comercial que procedeu ao arquivamento, sendo que a proteção ao nome empresarial poderá ser estendida a outras unidades da federação mediante requerimento da empresa interessada, ou seja, a proteção ao nome empresarial no território estadual de outra Junta Comercial decorre, automaticamente, da abertura de filial nela registrada ou do arquivamento de pedido específico.
O pedido deve ser instruído com a certidão do Registro Público das Empresas Mercantis da unidade federativa onde se localiza a sede da empresa interessada, e uma vez arquivado o pedido de proteção ao nome empresarial, deverá ser expedida comunicação desse fato à Junta Comercial do Estado onde estiver localizada a matriz da empresa.
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
OBS: é considerado crime de concorrência desleal usar indevidamente nome empresarial alheio – Lei n. 9.279/96, art. 195, inc V;
O nome empresarial não pode ser igual a outro já inscrito, logo será necessário realizar alguma alteração para se obter a distinção.
Pelo princípio da novidade, não poderá haver identidade ou semelhança entre nomes empresariais no território de sua proteção, sendo a distinção entre eles deve ser suficiente para que alguém, com a atenção normalmente empregada, possa diferenciá-los.
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
Critérios fixado para a análise realizadas pela Junta Comercial, buscam identidades ou semelhanças entre nomes empresariais. 
O princípio da anterioridade a proteção se dá em favor daquele que primeiro registrou o nome empresarial, assim, se o empresário tiver nome idêntico ao de outro já inscrito, deverá acrescentar designação que diferencie.
NOME EMPRESARIAL I INSTITUTOS AFINS
O nome empresarial não pode ser alienado, no caso de sociedade, o que acontece na prática é a venda total das quotas da sociedade, assumindo assim os adquirentes a sociedade com o respectivo nome.
A inscrição do nome empresarial pode ser anulada por meio de ação judicial quando violar a lei ou o contrato – art. 1.167, do CC;
Poderá ser cancelada quando cessar o exercício da atividade ou a sociedade for liquidada – art. 1.168, do CC.
FIRMA
A palavra “firma” está relacionada ao nome ao à assinatura de pessoa.
A firma é uma espécie de nome empresarial, e é mais utilizada por empresário individual (firma individual), pois seu nome de pessoa física deverá constar em sua inscrição na Junta Comercial – ex: “João da Silva ME”.
Na firma do empresário individual deve constar seu nome de pessoa física, completo ou abreviado, podendo ou não ser acrescido de uma designação mais precisa da sua pessoa ou do ramo de sua atividade – art. 1.156, do CC. – ex: Joaõ da Silva”bigode” EPP ou João da Silva Comércio de bebidas EPP.
DENOMINAÇÃO
Denominação significa a designação que deve ser formada pelo objeto social da sociedade, assim, a denominação é utilizada pelas sociedades empresariais e deve expressar o objeto da sociedade em seu nome empresarial, ou seja, o objeto social deve fazer parte da denominação – art. 1.158,§2º, do CC – ex: “Macedônia Indústria de Calçados Ltda”.
DENOMINAÇÃO
A denominação pode ser formada com o nome de um ou mais sócios ou pode ter um elemento ou expressão fantasia. ex:
Sociedade limitada: deve ter a palavra “ Limitada” ou “Ltda”, sob pena de responsabilidade solidaria e ilimitada dos administradores – art. 1.158, do CC;
Sociedade Cooperativa: deve ter na sua denominação a palavra “Cooperativa” – art. 1.159, do CC;
Sociedade anônima: deve ter em sua denominação a expressão “Sociedade Anônima” ou “Companhia”, ou a abreviação “S.A”, “S/A” ou “Cia” – art. 1.160, do CC.
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
Título de estabelecimento é o nome ou expressão utilizada pelo empresário para identificar o local onde ele está instalado.
É o título de estabelecimento que identifica o ponto em que o empresário está estabelecido.
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
OBS: DISTINÇÃO: O TÍTULO DE ESTABELECIMENTO NÃO É NECESSARIAMENTE O NOME EMPRESARIAL. ELE PODE SER UMA PARTE DO NOME EMPRESARIAL OU UMA EXPRESSÃO TOTALMENTE INEXISTENTE NO NOME EMPRESARIAL. 
 EX: UMA SOCIEDADE PODE TER O NOME EMPRESARIAL “SANTOS COMÉRCIO DE ROUPAS LTDA” E USAR O NOME FANTASIA “MARAVILHOSA ROUPAS”.
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
Um outro exemplo é :
“ o Grupo Pão de Açúcar, pois o nome empresarial dessa rede de supermercados é Companhia Brasileira de Distribuição de Alimentos. Ou, Assai (nome fantasia) é Barcelona Com. Varejista e Atacadista S/A (nome empresarial).”
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
Por si só o título de estabelecimento não tem um regime jurídico próprio, diferentemente do que ocorre tanto como nome empresarial, que é protegido pelo registro na Junta Comercial, quanto com a marca, que tem proteção jurídica específica – Lei n 9.279/96.Porém, não se admite a usurpação (apossar-se ilegitimamente ou por fraude) do título de estabelecimento, sendo nesse caso, a proteção para o título de estabelecimento pode ocorrer pelo princípio do ato ilícito (art.186, do CC), bem como pela concorrência desleal, que inclusive, é tipificada como crime – Lei n. 9.279/96, arts. 195, inc.V, e 209)
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
É comum se colocar no ato constitutivo o nome fantasia que será utilizado no desenvolvimento da atividade empresarial, contudo, isso não tem o condão de assegurar a proteção jurídica conferida ao nome empresarial, mas, sim, possibilitar que este nome fantasia conste no cartão do CNPJ, documento no qual tem as principais informações da empresa, bem como eventualmente, poderá servir de prova num confronto com outrem que invoque o uso primário do mesmo nome fantasia.
TÍTULO DE ESTABELECIMENTO – NOME FANTASIA
OBS: Existem casos de títulos de estabelecimentos que acabaram se tornando também a marca do empresarial (como ocorre com o próprio Pão de Açúcar), assim, um título de estabelecimento poderá ser registrado como marca se não estiver entre as proibições da Lei n. 9.279/96, art. 124, gozando da regras que protegem a marca.
INSÍGNIA
Insígnia é um símbolo ou em emblema que tem como função a identificação do estabelecimento.
 a insígnia é um sinal distintivo, um detalhe para diferenciar um estabelecimento de outros.
Esse sinal pode também corresponder a uma expressão gráfica, uma letra ou uma palavra.
INSÍGNIA
A empresa pode ter em conjunto título de estabelecimento e insígnia, sendo que não necessariamente terão elementos comuns (e, ainda que possam ter algum elemento do nome empresarial, com ele não se confundem).
Ex: um bom exemplo é o título do estabelecimento “McDonald”, sendo a sua insígnia a letra “M”, maiúscula e amarela, estilizada de forma grande e arredondada; ou título de estabelecimento “Pão de Açúcar” (supermercado), cuja insígnia são os dois morros em verde; outro exemplo são as insígnias os peixinho sobrepostos da Hering, os símbolos da montadoras de veículos utilizados nas fachadas das concessionárias, entre outros.
INSÍGNIA
Assim como ocorre com o título do estabelecimento, também não há um regime jurídico próprio para as insígnias, o que não acontece com o nome empresarial e a marca , pois cada um possui sua proteção legal.
Não se admite a usurpação da insígnia, sendo que nessa hipótese, a tutela jurídica da insígnia ocorrerá pela concorrência desleal e pelos princípio gerais do alto ilícito, da mesma forma que pela proteção do título de estabelecimento.
INSÍGNIA
Para finalidade de marca, a insígnia poderá ser registrada como marca, desde que preencha os requisitos da Lei n. 9.279/96, em especial dos art.122 c/c 124, inc. II, devendo ser considerada um sinal distintivo visualmente perceptível, ou seja, um caractere que a torna reconhecível pelas pessoas com o intuito de distinguir um produto ou serviço.
PREPOSTO
Preposto é aquele que, em nome de outrem (preponente), dirige ou se ocupa de seus negócios, ou seja, é uma espécie de representante.
Preponente, no entanto, é aquele que outorga poderes ao preposto para que esse o represente.
PREPOSTO
O preposto pode ser dependente e independente:
Dependente/subordinado: é empregado do preponente, como gerente e vendedores;
Independente/não subordinado: não é empregado, pode ser profissionais liberais ou não, cujo vínculo ocorre por contrato específico, como é o caso dos corretores.
 
PREPOSTO
O preposto não pode nomear substitutos para o seu lugar sem autorização escrita do preponente, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do seu substituto – art. 1.169, do CC.
O preposto não pode negociar por conta própria, salvo se houver autorização, sob pena de responder por perdas e danos – art. 1.170, do CC.
É válida a entrega de documentos, bens ou valores ao preposto encarregado pelo preponente para tal tarefa, como ocorre no caso de recepcionista – art. 1.171, do CC.
PREPOSTO
Os registro feitos nos livros e documentos por quaisquer dos prepostos são como se feitas pelo preponente – art. 1.177, caput, do CC;
Quanto à responsabilidade do preposto, se este agir com culpa, responderá pessoalmente perante o preponente, se agir com dolo, responderá perante terceiro solidariamente com o preponente – art. 1.177,§ único, do CC;
PREPOSTO
Os preponente são responsáveis pelos atos de quaisquer preposto quando praticado dentro do estabelecimento e relativos à atividade da empresa, mesmo que não autorizados por escrito – art. 1.178, caput, do CC.
EX: Podem ser citadas as informações prestadas ou as negociações realizadas por um vendedor dentro da loja varejista.
PREPOSTO
Se os atos do preposto forem realizados fora do estabelecimento, o preponente estará obrigado nos limites dos poderes conferidos por escrito – art. 1.178, § único, do CC.
O preposto não pode fazer concorrência com o preponente, o que configura concorrência desleal – Lei n 9.279/96, arts 195, inc. V, e 196, inc. I.
OBS: O gerente, o contabilista, além de outros auxiliares são prepostos do empresário.
PREPOSTO - GERENTE
Gerente é o preposto que está permanentemente no exercício da empresa, seja na matriz, seja na filial – art. 1.172, do CC.
É um funcionário com “funções” de chefia, encarregado da organização do trabalho.
O gerente é autorizado a praticar os atos necessários ao seu exercício, mas a lei pode exigir poderes especiais para alguns atos determinados.
PREPOSTO - GERENTE
Quando houver mais de um gerente, seus poderes são solidários, salvo se estipulado de modo diverso – art. 1.173, do CC.
O empresário, para se defender junto a terceiros quanto às limitações dos poderes dados ao preposto, deve arquivar na Junta Comercial o instrumento de outorga de poderes (procuração, contrato social ou alteração), isso também vale para modificação ou revogação de poderes. – art. 1.174, do CC.
PREPOSTO - GERENTE
OBS: O GERENTE PODE REPRESENTAR O PREPONENTE EM JUÍZO – art. 1.176, do CC.
PREPOSTO – CONTADOR/CONTABILISTA
Contabilista – significa especialista em contabilidade, ou seja, o encarregado pela escrituração dos livros empresariais.
Pode ser o técnico contábil ou o contador bacharel.
O contabilista é um auxiliar do empresário, mas o exercício dessa atividade pode ocorrer como empregado (geralmente nas grandes empresas) ou não (quando mantém contrato de prestação de serviços).
PREPOSTO – CONTADOR/CONTABILISTA
O contador, independente do vínculo com o empresário ou sociedade, deve sempre respeitar a legislação, em especial as disposições inerentes à sua profissão, como o Decreto-Lei n. 9.295/46, que cria o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e define as atribuições do contador, além do Código de Ética Profissional do Contador (CEPC) – Resolução CFC n. 803/96.
PREPOSTO – CONTADOR/CONTABILISTA
A responsabilidade do contador, haja vista ser um preposto, e como tal se agir com culpa, responderá pessoalmente perante o preponente; se agir com dolo, responderá perante terceiros solidariamente com o preponente – art. 1.177, do CC.
Qualquer ação do contador que configure uma negligência, imprudência ou imperícia trará a ele a responsabilidade perante o empresário, ou seja, o empresário terá o direito de cobrar do contador quaisquer prejuízos decorrentes da culpa deste. Inclusive aqueles decorrentes de autuações.
PREPOSTO – CONTADOR/CONTABILISTA
Caso o contador agir com dolo (intenção de causar prejuízo), neste caso ele responderá juntamente com o empresário perante terceiros, os terceiros podem ser um consumidor, um adquirente de estabelecimento empresarial, até mesmo o Fisco etc.
No caso de dolo a responsabilidade do contador é solidária, isto é, poderá responder juntamente com o empresário pelos prejuízos causados.
Logo, se por culpa ou dolo do contador a escrituração da documentação trouxer prejuízos ao empresário este poderá pleitear as perdas contra o contador.
PREPOSTO – outros auxiliares: leiloeiros, tradutor público e intérprete comercial
São auxiliares do empresário:o leiloeiro (vende a mercadoria buscando o melhor preço), o tradutor público (faz a tradução de contratos e documentos empresariais) e o intérprete comercial (esclarece e interpreta documentos), devendo todos serem matriculados na Junta Comercial – art. 32, inc.I, da Lei n. 8.934/94.
PREPOSTO – outros auxiliares: leiloeiros, tradutor público e intérprete comercial
LEILOEIRO – é a pessoa que organiza leilões. O leilão é uma forma ou técnica de se promover a venda pública de objetos à pessoas do público que oferecer o maior preço (lance). A elevação do preço interessa ao vendedor e também ao leiloeiro, uma vez que sua remuneração está relacionada a uma comissão sobre o valor da venda. O leiloeiro não pode ser tido como empresário ou comerciante, tratando-se apenas de um preposto do empresário – art. 1.177, do CC.
PREPOSTO – outros auxiliares: leiloeiros, tradutor público e intérprete comercial
TRADUTOR PÚBLICO E INTÉRPRETE COMERCIAL – é popularmente conhecido por tradutor juramentado, sendo um profissional habilitado em um idioma estrangeiro e em língua portuguesa.
O Decreto n. 13.609/43 disciplina essa atividade, tendo firmado o Regulamento para o ofício de tradutor público e intérprete comercial. 
Conforme o art. 9º, do Decreto n. 13.609/43, essa atividade será exercida no Brasil mediante concurso de provas e nomeação concedida pelas Juntas Comerciais. 
PREPOSTO – outros auxiliares: leiloeiros, tradutor público e intérprete comercial
Seus atos de tradução e versão (de documentos, contratos sociais, procurações, certidões etc) têm fé pública e valem em todo o Brasil como documento oficial, sendo aceitos pelos entes públicos e privados, mas sua área de atuação está circunscrita ao território do ente federativo da Junta Comercial em que estiver registrado.
Nenhum livro, documento ou papel de qualquer natureza que for expedido em idioma estrangeiro produzirá efeito em órgão públicos ou entidades mantidas, fiscalizadas ou orientadas pelos poderes públicos sem ser acompanhado da respectiva tradução, sendo essa a previsão do art. 18º, do Decreto n. 13.609/43.
PREPOSTO – outros auxiliares: leiloeiros, tradutor público e intérprete comercial
Tradução pública: está mais relacionada com a atividade que é desempenhada por escrito, como a tradução/transposição de um contrato empresarial de uma língua estrangeira para o vernáculo (língua pátria).
Intérprete: está ligada a uma atuação com esclarecimento de forma verbal, por exemplo: acerca do significado de certa expressão em um documento ou sentido de certo depoimento. 
ESCRITURAÇÃO – CONTABILIDADE EMPRESARIAL
Escriturar significa fazer a contabilidade. A contabilidade é o registro de movimentações patrimoniais e financeiras, ou seja, escrituração são os registros contábeis do empresário.
ESCRITURAÇÃO – CONTABILIDADE EMPRESARIAL
DEMOSTRAÇÕES CONTÁBEIS: a contabilidade pode ser feita de forma mecanizada (máquina de escreve, computador) ou manualmente – art. 1.179, do CC.
É obrigação do empresário efetuar o levantamento anual das demonstrações contábeis:
Balanço patrimonial;
Balanço de resultado econômico.
Art. 1.179, do CC.
ESCRITURAÇÃO – CONTABILIDADE EMPRESARIAL
Balanço patrimonial: demonstra a situação patrimonial do empresário desde o inicio de sua atividade. 
Art. 1.188, do CC – o balanço patrimonial deve demonstrar a real situação da empresa, de forma fiel e clara.
ESCRITURAÇÃO – CONTABILIDADE EMPRESARIAL
Balanço de resultado econômico: revela a situação financeira de um determinado período, ex: do exercício fiscal anterior (ano-calendário).
Art. 1.189, do CC: aponta os débitos e créditos, que devem acompanhar o balanço patrimonial.
LIVROS OBRIGÁTORIOS E FACULTATIVOS 
Livros obrigatórios: o livro Diário é obrigatório a todos os empresários – exceto para ME, EPP e MEI- , também conhecido como livro Razão, o Diário é aquele que registra todas as operações cotidianas da empresa, sendo que a partir das suas informações pode-se adotar outros livros contábeis, facultativos e/ou de caráter mais específico.
LIVROS OBRIGÁTORIOS E FACULTATIVOS 
Livros facultativos: o empresário poderá optar por usá-los, sendo que a espécie e a qualidade desses livros ficarão a seu critério – art. 1.179, §1º, do CC., podendo-se citar como exemplo os livros caixas (registra a entrada e saída de dinheiro) e Conta-corrente (registra a movimentação de todas as contas que envolvam direitos e obrigações).
As movimentações destes livros facultativos são extraídas do livro Diário, o qual é o livro mais completo do ponto de vista contábil-informacional. 
A PROVA COM BASE NA ESCRITURAÇÃO
Os livros obrigatórios ou as fichas (escrituradas por maquinas de escrever ou por computador) devem ser autenticados na Junta Comercial, antes de serem utilizados – art. 1.181, do CC.
Quando a escrituração contábil preencher os requisitos legais, irá servir de prova a favor do seu autor em casos de litígios judiciais – art. 226, caput, do CC e art. 418 do CPC, ou seja, não há necessidade de o empresário apresentar todos os documentos (ex: notas fiscais) que deram origem à escrituração contábil. 
OUTROS ASPECTOS DA CONTABILIDADE EMPRESARIAL
Art. 1.182, do CC – O contabilista devidamente habilitado é o profissional responsável pela escrituração contábil.
Art. 1.183, do CC – a escrituração deve ser feita em idioma e moeda nacionais e em forma contábil por ordem cronológica de dia, mês e ano.
Art. 1.184, do CC – todas as operações referentes ao exercício da atividade empresarial devem ser lançadas no livro Diário, admitindo-se escrituração resumida.
Art. 1.184, §2º, do CC – o balanço patrimonial e o balanço de resultado econômico deverão ser lançados no livro diário.

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