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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS (EDOS) São usadas diferentes abordagens para o estudo de equações diferenciais. DEFINIÇÕES BÁSICAS Uma equação diferencial (ED) é qualquer equação que contenha derivadas, sejam derivadas comuns ou derivadas parciais. ' yy t = → dy y dt t = A derivada da função é igual a função dividida pelo tempo (variável ind.). ( ) ( )' y ty t t = Outras formas de escrever a mesma equação: Exemplo: Uma ED é classificada por: • TIPO • ORDEM • LINEARIDADE Se uma equação diferencial contiver apenas derivadas de uma ou mais funções desconhecidas em relação a uma única variável independente, diz-se que é uma equação diferencial ordinária (EDO). Exemplo: Por tipo: xdy y e dx − = 2 2 5 2 cos d y dy y t dt dt − + =Exemplo: Variável dependente x: Variável independente y(x): função desconhecida Uma equação envolvendo derivadas parciais de uma ou mais funções desconhecidas de duas ou mais variáveis independentes é chamada de equação diferencial parcial (EDP). 02 2 2 2 = ∂ ∂ − ∂ ∂ x u y u Exemplo: Por tipo: Obs.: Aqui ∂ é um d arredondado. É o símbolo para a derivada parcial. Para distingui-la da letra d, ∂ às vezes é pronunciado "del" ou "parcial“. A ordem de uma equação diferencial é a maior derivada presente na equação diferencial. Exemplo: primeira ordemx dy y e dx − = → 2 2 5 2 cos segunda ordem d y dy y t dt dt − + = → 32 4 2 2 1 segunda ordem d y dy y dx dx − + = → Por Ordem: Exemplo: Exemplo: ( ) ( )( )1, ,..., ', , 0n nF y y y y t− = Pode-se expressar uma EDO de ordem n em uma variável dependente na forma geral: Onde F é uma função de valores reais de n+2 variáveis. Obs.: Tem-se: ( ) ( )( )1 ,..., ', ,n ny f y y y t−= Onde f é uma função contínua de valores reais, conhecida como forma normal. Obs.: Usaremos a notação: ( ),dy f x y dx = EDO geral de primeira ordem ( ) 2 2 , , ' d y f x y y dx = EDO geral de segunda ordem ( ),dy f t y dt = Uma equação diferencial linear é qualquer equação diferencial que pode ser escrita da seguinte forma. 1 1 1 0( ) ( ) ( ) ( ) ( ) '( ) ( ) ( ) ( ) n n n na t y t a t y t a t y t a t y t g t − −+ + + + = Por Linearidade: Obs.: 1 0( ) '( ) ( ) ( ) ( )a t y t a t y t g t+ = 2 1 0( ) ''( ) ( ) '( ) ( ) ( ) ( )a t y t a t y t a t y t g t+ + = ED linear de primeira ordem ED linear de segunda ordem Obs.: nas equações diferenciais lineares não há produtos da função y(t), e suas derivadas e nem a função ou suas derivadas ocorrem a qualquer potência que não seja a primeira potência. Exemplo: lineart dy y e dt − = → 2 2 2 5 2 cos( ) linear d y dy t y t dt dt − + = → 2 0 lineardy t dt + = →Exemplo: Exemplo: 32 2 1 não linear d y dy y dx dx − + = → Exemplo: '' 0 não lineary sen y+ = → 2' 0 não lineary y+ = → Obs.: funções não lineares da variável dependente ou de suas derivadas, são EDO não linear. Exemplo: Exemplo: Qualquer função φ, definida em um intervalo I e possuindo pelo menos n derivadas contínuas em I, que quando substituída em uma equação diferencial ordinária de n-ésima ordem reduz a equação a uma identidade, é chamada de solução da equação no intervalo. SOLUÇÃO DE UMA EDO Exemplo: Dada a equação diferencial , verificar se é uma solução. ' ty e−= − dy y dt + =Substituindo: Sol.:: ( )Aplicar a regra cad( a) eity t e−= → 0t te e− −− + = 0 0= 0dy y dt + = ( ) ty t e−= Derivando: ' 'u uy e y e u= → = ⋅ Highlight Highlight xy x e= ⋅ Substituindo: ( )Aplicar a regra do produtoxy x e= ⋅ → '' x x xy e e x e= + + ⋅ ( ) ( ) ( )2 2 0x x x x xe x e e x e x e+ ⋅ − + ⋅ + ⋅ = 2 2 2 2 0x x x xe x e e x e+ ⋅ − − ⋅ = 0 0= '' 2 ' 0y y y− + =Exemplo: Verificar se é solução da Sol.:: Derivando ' 1 x xy e x e= ⋅ + ⋅ → '' 2 ' 0y y y− + = ' ' 'y u v y u v u v= ⋅ → = ⋅ + ⋅ CURVA INTEGRAL O gráfico de uma solução φ de uma EDO é chamado de curva solução (curva integral). Como φ é uma função diferenciável, ela é contínua em seu intervalo de definição I. Assim, pode haver uma diferença entre o gráfico da função φ e o gráfico da solução φ. Dito de outra forma, o domínio da função φ não precisa ser o mesmo que o intervalo I de definição (ou domínio) da solução φ. Exemplo: a solução de ' 0xy y+ = é: ( )1 , 0,y x= ∞ Tem-se a função 1 , 0y x x = ≠ Tem-se a solução 1 , 0y x x = > Sol.:: SOLUÇÃO IMPLÍCITA DE UMA EDO Diz-se que uma relação G(x,y)=0 é uma solução implícita de uma EDO, em um intervalo I, quando existe pelo menos uma função φ que satisfaça a relação, bem como a equação diferencial em I. Exemplo: a relação é solução implícita da ED no intervalo 2 2 25x y+ = ' xy y = − 5 5.x− < < 2 2 25d d dx y dx dx dx + = →Tem-se: 2 2 0dyx y dx + = → dy x dx y = − Solução implícita Solução explícita 2 1 25 , 5 5y x x= − − < < Solução explícita 2 2 25 , 5 5y x x= − − − < < 2 2 25x y+ = Sol.:: Highlight FAMÍLIA DE SOLUÇÕES Ao resolver uma equação diferencial de primeira ordem F(x, y, y’)=0, geralmente obtemos uma solução contendo uma única constante ou parâmetro c. Uma solução de F(x, y, y’)=0 contendo uma constante c é um conjunto G(x, y, c)=0 de soluções chamado família de soluções a um parâmetro. Exemplo: a família a um parâmetro é uma solução explicita da equação linear de primeira ordem no intervalo2'xy y x sen x− = cosy cx x x= − ( ),−∞ ∞ O gráfico de algumas soluções particulares desta família para várias escolhas de c. Obs.: A solução de uma equação diferencial que não dependa de parâmetros arbitrários é chamada solução particular. A solução é a solução particular correspondente a c=0. (gráfico azul) cosy x x= − PVI DE 1ª ORDEM ( ) ( )0 0 Resolver: , Sujeito a: dy f x y dx y x y = = PROBLEMA DE VALOR INICIAL (PVI) PVI DE 2ª ORDEM ( ) ( ) ( ) 2 2 0 0 0 1 Resolver: , , ' Sujeito a: , ' d y f x y y dx y x y y x y = = = PROBLEMA DE VALOR INICIAL (PVI) ( )( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 1 0 0 0 1 0 1 Resolver: , , ',..., Sujeito a: , ' ,..., n n n n n d y f x y y y dx y x y y x y y x y − − − = = = = Onde: 0 1 1, ,..., sãoconstantes reais especificadasny y y − ( ) ( ) ( ) ( )10 0 0 1 0 1, ' ,..., sãoas condições iniciasn ny x y y x y y x y− −= = = Exemplo: Seja solução da equação diferencial: ( )' , 0 3y y y= = ( )' , 1 2y y y= = − 'y y= Sol.: xy ce= Obs.: As palavras condições iniciais derivam de sistemas físicos onde a variável independente é o tempo t e onde y(t0)=y0 e y'(t0)=y1 representam a posição e a velocidade, respectivamente, de um objeto em algum tempo inicial t0. Exemplo: Seja cuja solução a dois parâmetros é: Encontre uma solução para o PVI que consiste na ED e nas seguintes condições: 1 2 x xy c e c e−= + ( ) ( )'' 0, 1 0 ' 1y y y y e− = = = '' 0,y y− = Impondo a condição: ( ) ( )1 2 , 1 0x xy x c e c e y−= + = → 1 11 20 c e c e−= + Impondo a condição: ( ) ( )1 2 1 2' ' 1x x x xy x c e c e y c e c e y e− −= + → = − → = → 1 11 2e c e c e−= − 1 1 1 2 1 1 1 2 0e c e c e c e c e − − + = − = Resolvendo o sistema: 2 1 2 1 1, 2 2 c c e= = − 1 2 x xy c e c e−= + →logo: 2 1 1 2 2 x xy e e e−= − → 21 1 2 2 x xy e e −= − Sol.: EXISTÊNCIA E UNICIDADE DE SOLUÇÕES UNICIDADE: Quando podemos estar certos de que existe precisamente uma curva integral passando pelo ponto (x0 ,y0 )? EXISTÊNCIA: A Equação Diferencial (dy/dx) = f(x, y) possui soluções? Quaisquer das soluções passam pelo ponto (x0 ,y0 )? Forma normal Teorema: Graficamente: ( ) ( )0 0 Resolver: , Sujeito a: dy f x y dx y x y = = Seja R uma região retangular no plano xy definida por a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d que contém o ponto (x0 ,y0 ). Se f(x, y) e ∂f/∂y são contínuas em R, então existe algum intervalo I0:x0-h<x<x0+h, h>0, contido em a ≤ x ≤ b, e uma única função y(x), definida em I0, que é uma solução do problema de valor inicial. Exemplo: Determine a região do plano xy na qual a ED tenha uma únicasolução, cujo gráfico passe pelo ponto (x0,y0) nessa região. ( )3 21 'y y x+ = ( )3 21 'y y x+ = → ( ) 2 2 23 3 1 f x y y y ∂ − = ∂ + ( ) 2 3, 1 xf x y y = → + Assim, a equação diferencial terá uma única solução em qualquer região onde 1y ≠ − x é uma constante ( ) ( ) 12 3, 1f x y x y −= + → Sol.: Highlight Highlight E.D. COMO MODELOS MATEMÁTICOS Frequentemente o comportamento de sistemas ou fenômenos da vida real, sejam eles físicos, químicos, econômicos, biológicos, entre outros, são descritos em termos matemáticos. Tal descrição matemática é chamado de modelo matemático. Comportamento de algum sistema ou fenômeno da vida real Modelo Matemático Construção de um modelo matemático: Passo 1: Identificação das variáveis Passo 2: Fazemos algumas suposições razoáveis (leis físicas) A construção de um modelo matemático de um sistema começa com: (i) identificação das variáveis responsáveis pela alteração do sistema. Podemos optar por não incorporar todas essas variáveis no modelo em um primeiro momento. Nesta etapa estamos especificando o nível de resolução do modelo. A construção de um modelo matemático de um sistema começa com: (ii) fazemos um conjunto de suposições razoáveis, ou hipóteses, sobre o sistema que estamos tentando descrever. Essas suposições também incluirão quaisquer leis empíricas que possam ser aplicáveis ao sistema. É claro que, ao aumentar a resolução, aumentamos a complexidade do modelo matemático e aumentamos a probabilidade de não conseguirmos obter uma solução explícita da equação diferencial. Suposições Expressar em termos de ED Formulação Matemática Resolver as EDs Obter soluções Verifique as previsões do modelo com fatos conhecidos Escrevas as soluções Exibir graficamente Se n ec es sá rio , al te re a s s up os iç õe s ETAPAS DA MODELAGEM Obs.: Como as suposições feitas sobre um sistema frequentemente envolvem uma taxa de variação de uma ou mais das variáveis, a representação matemática de todas essas suposições pode ser uma ou mais equações envolvendo derivadas. Em outras palavras, o modelo matemático pode ser uma equação diferencial ou um sistema de equações diferenciais. DINÂMICA POPULACIONAL Uma das primeiras tentativas de modelar o crescimento da população humana por meio da matemática foi feita pelo clérigo e economista inglês Thomas Malthus (1766-1834) em 1798. Basicamente, a ideia por trás do modelo malthusiano é a suposição de que a taxa na qual a população de um país cresce em um determinado momento é proporcional à população total do país naquele momento. Em outras palavras, quanto mais pessoas houver no momento t, mais haverá no futuro. DINÂMICA POPULACIONAL Em termos matemáticos, se P(t) denota a população total no tempo t, então esta suposição pode ser expressa como: dP P dt ∝ dP kP dt = proporcional à onde k é uma constante de proporcionalidade. Populações que crescem a uma taxa descrita por esta equação são raras; No entanto, ainda é usada para modelar o crescimento de pequenas populações em curtos intervalos de tempo (bactérias crescendo em uma placa de Petri, por exemplo). Exemplo: Sob as mesmas hipóteses subjacentes ao modelo apresentado: Determine a equação diferencial que governa o crescimento populacional P(t) de um país quando os indivíduos têm autorização para imigrar a uma taxa constante r > 0. dP kP r dt = + dP kP r dt = − Qual é a equação diferencial quando os indivíduos têm autorização para emigrar a uma taxa constante r > 0? Sol.: Sol.: LEI DO RESFRIAMENTO/AQUECIMENTO DE NEWTON De acordo com a lei empírica de resfriamento/aquecimento de Newton, a taxa na qual a temperatura de um corpo muda é proporcional à diferença entre a temperatura do corpo e a temperatura ambiente. Onde: T(t) representa a temperatura de um corpo no tempo t, Tm a temperatura ambiente e dT/dt a taxa na qual a temperatura do corpo muda. m dT dt ∝ Τ−Τ proporcional à ( )m dT k dt = Τ−Τ onde k é uma constante de proporcionalidade. Exemplo: Uma xícara de café esfria de acordo com a lei do esfriamento de Newton. Use os dados do gráfico de temperatura T(t), para estimar as constantes Tm, T0 e k em um modelo da forma de um problema de valor inicial de primeira ordem: ( ) ( ) 0, 0m dT k T T T T dt = − = minutos A partir do gráfico, estimamos: 0 180 e 75mT T= ° = ° Observamos que quando: 85T = ° 1dT dt ≈ − ( )1 85 75k− = − 0,1k = − Sol.: PROPAGAÇÃO DE UMA DOENÇA Uma doença contagiosa – por exemplo, um vírus da gripe – é espalhada por toda a comunidade por pessoas que entram em contato com outras pessoas. Seja x(t) o número de pessoas que contraíram a doença e y(t) o número de pessoas que ainda não foram expostas. Parece razoável supor que a taxa dx/dt na qual a doença se espalha é proporcional ao número de encontros, ou interações, entre esses dois grupos de pessoas. PROPAGAÇÃO DE UMA DOENÇA Se assumirmos que o número de interações é conjuntamente proporcional a x(t) e y(t)—isto é, proporcional ao produto xy— então: dx k x y dt = ⋅ ⋅ onde k é uma constante de proporcionalidade. Exemplo: Suponha que um estudante portador de um vírus da gripe retorne a um campus universitário fechado com 1000 alunos. Determine uma equação diferencial para o número de pessoas x(t) que contrairão a gripe, se a taxa de propagação da doença for proporcional ao número de interações entre o número de alunos que têm gripe e o número de alunos que ainda não foram expostos ao vírus. Tem-se que o número de alunos com gripe é: x E o número de não infectados (y) é: 1000-x ( )1000dx k x x dt = ⋅ ⋅ − dx k x y dt = ⋅ ⋅ → Sol.: PROPAGAÇÃO DE UMA DOENÇA Suponha que uma pequena comunidade tenha uma população de n pessoas. Se uma pessoa infectada é introduzida nesta comunidade, então pode-se argumentar que x(t) e y(t) estão relacionados por x + y = n + 1. Que nos dá o modelo: ( )1dx k x n x dt = ⋅ ⋅ + − Uma condição inicial que acompanha a equação diferencial é x(0)=1. CIRCUITOS EM SÉRIE (RLC) De acordo com a segunda lei de Kirchhoff, a voltagem aplicada E(t) em uma malha fechada deve ser igual à soma das quedas de voltagem na malha. As letras L, R e C são conhecidas como indutância, resistência e capacitância, respectivamente, e geralmente são constantes. CIRCUITOS EM SÉRIE A corrente em um circuito depois que uma chave é fechada é denotada por i(t); A carga de um capacitor no instante t é denotada por q(t). A Figura mostra os símbolos e as fórmulas para as respectivas quedas de tensão em um indutor, um capacitor e um resistor. Uma vez que a corrente i(t) está relacionada com a carga q(t) no capacitor por i = dq/dt, tem-se: 2 2 di d qL L dt dt = somando das voltagens aplicadas e igualando a soma à tensão impressa produz uma equação diferencial de segunda ordem: dqiR R dt = 1 q C indutor resistor capacitor ( ) 2 2 1d q dqL R q E t dt dt C + + = Exemplo: Um circuito em série contém um resistor e um capacitor como mostrado na Figura. Determine uma equação diferencial para a carga q(t) no capacitor se a resistência for R, a capacitância for C e a voltagem aplicada for E(t). dqiR R dt = 1 q C resistor capacitor Temos: ( )1dqR q E t dt C + = De acordo com a segunda lei de Kirchhoff, a voltagem aplicada E(t) em uma malha fechada deve ser igual à soma das quedas de voltagem na malha. Sol.: CAMPOS DIRECIONAIS ALGUMAS QUESTÕES FUNDAMENTAIS Vimos que sempre que dy/dx e ∂f/∂y satisfazem certas condições de continuidade, questões qualitativas sobre existência e unicidade de soluções podem ser respondidas. 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑓𝑓 𝑑𝑑,𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑢𝑢𝑢𝑢𝑑𝑑 𝑓𝑓𝑢𝑢𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 = 𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑎𝑎 𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝑓𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑓𝑓𝑡𝑡𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑝𝑝𝑓𝑓𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓𝑎𝑎 𝑎𝑎𝑓𝑓𝑠𝑠𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑎𝑎𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑡𝑡𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓. Lembrando do conceito de cálculo: Forma normalA inclinação da reta tangente em (x, y(x)) sobre uma curva integral é o valor da primeira derivada dy/dx neste ponto, e sabemos que este é o valor da função inclinação f(x, y(x)). Exemplo: 0, 2dy x y dx = ⋅ ⋅ → ( ), 0, 2f x y x y= ⋅ ⋅ → Inclinação =1,2 ( )2,3 1,2f = Elemento linear em um ponto Elemento linear é tangente à curva integral que passa pelo ponto Curva integral o elemento linear é uma reta tangente em miniatura nesse ponto. Se avaliarmos sistematicamente f sobre uma malha retangular de pontos no plano xy e desenharmos um elemento linear em cada ponto (x,y) da grade com inclinação f(x,y), então a coleção de todos esses elementos de linha é chamado de campo de direção ou campo de inclinação da equação diferencial dy/dx = f(x,y). Visualmente, o campo de direção sugere a aparência ou a forma de uma família de curvas integrais da equação diferencial. ( ), 0, 2f x y x y= ⋅ ⋅ campo direcional Algumas curvas de solução na família 20,1xy ce= Observações: Esboçar um campo direcional à mão é simples, mas demorado; é provavelmente uma daquelas tarefas sobre as quais se pode argumentar para realizá-la uma ou duas vezes na vida, mas em geral é realizada com mais eficiência por meio de software de computador. A interpretação da derivada dy/dx como função que dá inclinação desempenha o papel fundamental na construção de um campo de direção. Outra propriedade reveladora da primeira derivada, é: se (dy/dx) > 0 (ou (dy/dx) < 0) para todo x em um intervalo I, então uma função diferenciável y = y(x) é crescente (ou decrescente) em I. Crescente/decrescente EDS AUTÔNOMAS DE 1ª ORDEM Exemplo: ( ), 0, 2dyf x y x y dx = = ⋅ ⋅ ( ) 21dyf y y dx = = + Autônoma Não Autônoma É toda equação diferencial na qual a variável independente não aparece explicitamente, ou seja, sua forma normal é: ( )dy f y dx = Obs.: Muitas equações diferenciais encontradas em aplicações ou equações que são modelos de leis físicas que não variam ao longo do tempo são autônomas. Exemplo: ( )m dT k T T dt = − Lei esfriamento de Newton ( )1dx kx n x dt = + − Disseminação de uma doença PONTOS CRÍTICOS 𝑆𝑆𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑓𝑓𝑓𝑓𝑑𝑑 𝑢𝑢𝑢𝑢 𝑝𝑝𝑓𝑓𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑐𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑓𝑓 𝑑𝑑 , 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑 𝑑𝑑 é 𝑢𝑢𝑢𝑢𝑑𝑑 𝑎𝑎𝑓𝑓𝑑𝑑𝑢𝑢𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑓𝑓𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑒𝑒𝑢𝑢𝑑𝑑𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑢𝑢𝑟𝑟𝑎𝑓𝑓𝑓𝑓𝑢𝑢𝑑𝑑. Dizemos que um número real c é um ponto crítico da equação diferencial autônoma se for um zero de f , isto é, f (c)=0. Um ponto crítico também é chamado de ponto de equilíbrio ou ponto estacionário. Pode-se dizer quando uma solução não constante y=y(x) de (dy/dx)=f(y) é crescente ou decrescente determinando o sinal algébrico da derivada dy/dx; dy/dx>0 crescente dy/dx<0 decrescente No caso de (dy/dx)=f(y), fazemos isso identificando intervalos no eixo y sobre os quais a função f (y) é positiva ou negativa. Exemplo: A equação diferencial , onde a e b são positivos e constantes, tem a forma normal: ( )dP P a bP dt = − ( )dP f P dt = → Autônoma 0 e são pontos críticos,a b ( ) ( )0 e sãoassoluções deequilíbrioaP t P t b = = ( ) ( ) 0f P P a bP= − = → Retrato de fase do ED Intervalo Sinal de f(P) P(t) Seta (−∞,0) Subtração Decrescente Aponta para baixo (0, a/b) Adição Crescente Aponta pra cima (a/b,∞) Subtração Decrescente Aponta para baixo 𝐴𝐴 𝑓𝑓𝑑𝑑𝑡𝑡𝑢𝑢𝑑𝑑𝑑𝑑 é 𝑑𝑑𝑐𝑑𝑑𝑢𝑢𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑟𝑟𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑓𝑓𝑑𝑑𝑎𝑎𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑟𝑟 = 𝑑𝑑 𝑑𝑑 − 𝑠𝑠𝑑𝑑 𝐴𝐴𝑎𝑎 𝒊𝒊𝒊𝒊𝒔𝒔𝒊𝒊𝒊𝒊 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑓𝑓 𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑡𝑡𝑎𝑠𝑠𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑓𝑓 𝑑𝑑 𝑓𝑓𝑑𝑑𝑎𝑎𝑎𝑎𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓𝑎𝑎 𝑑𝑑, 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑢𝑢𝑠𝑠𝑎𝑢𝑢, 𝑎𝑎𝑑𝑑 𝑢𝑢𝑢𝑢𝑑𝑑 𝑎𝑎𝑓𝑓𝑑𝑑𝑢𝑢𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑓𝑓𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑟𝑟 é 𝒊𝒊𝒄𝒄𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒔𝒔𝒊𝒊 𝑓𝑓𝑢𝑢 𝒅𝒅𝒊𝒊𝒊𝒊𝒄𝒄𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒔𝒔𝒊𝒊 𝑓𝑓𝑑𝑑𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓 aP-bP² EDS AUTÔNOMAS: CURVAS INTEGRAIS decrescente crescente decrescente Reta de fase Plano tP ( )dP P a bP dt = − ATRATORES E REPULSORES 𝐸𝐸𝑑𝑑𝑑𝑑𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑠𝑠𝑑𝑑𝑎𝑎𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑢𝑢𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑡𝑎𝑎 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑝𝑝𝑓𝑓𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑢𝑢𝑝𝑝𝑓𝑓𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑢𝑢𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓 𝑒𝑒𝑢𝑢𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑎𝑎𝑎𝑎𝑢𝑢𝑢𝑢𝑑𝑑 𝑝𝑝𝑑𝑑𝑑𝑑𝑟𝑟𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 (𝑝𝑝𝑓𝑓𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑐𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑓𝑓): 𝐴𝐴𝑎𝑎𝑎𝑎𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑢𝑢𝑑𝑑𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑 𝐸𝐸𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 → 𝐴𝐴𝑢𝑢𝑠𝑠𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑝𝑝𝑓𝑓𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑎𝑎𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑝𝑝𝑓𝑓𝑓𝑓𝑟𝑟𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑝𝑝𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 (𝒊𝒊𝒔𝒔𝒄𝒄𝒊𝒊𝒔𝒔𝒂𝒂𝒄𝒄) 𝐼𝐼𝑓𝑓𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 → 𝐴𝐴𝑢𝑢𝑠𝑠𝑑𝑑𝑎𝑎 𝑎𝑎𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑎𝑎𝑟𝑟𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 (𝒄𝒄𝒊𝒊𝒓𝒓𝒓𝒓𝒊𝒊𝒊𝒊𝒂𝒂𝒄𝒄) 𝑺𝑺𝒊𝒊𝑺𝑺𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒊𝒔𝒔𝑑𝑺𝑺𝒊𝒊𝒊𝒊 → 𝐴𝐴𝑟𝑟𝑑𝑑𝑑𝑑𝑐𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 𝑅𝑅𝑑𝑑𝑝𝑝𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑝𝑝𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑 O ponto crítico c é um atrator em (a), um repulsor em (b), e semiestável em (c) e (d). Atrator Repulsor Semiestável Semiestável Exemplo: Encontre os pontos críticos e o retrato de fase da equação diferencial autônoma de primeira ordem. Classifique cada ponto crítico como assintoticamente estável, instável ou semiestável. Esboce curvas de solução típicas nas regiões do plano xy determinadas pelos gráficos das soluções de equilíbrio. 2 3dy y y dx = − Do retrato de fase vemos que 0 é assintoticamente estável (atrator) e 3 é instável (repulsor). 2Resolvendo: 3 0y y− = → obtem-seos pontos críticos 0e3 3 0 Sol.: Atrator Repulsor Exemplo: A equação diferencial é um modelo populacional bem conhecido. Suponha que a ED seja alterada para: ( )dP P aP b dt = − onde a e b são constantes positivas. Discuta o que acontece com a população P à medida que o tempo t aumenta. ( )dP P a bP dt = − Tem-se os pontos críticos são: 0 e b/a. ( ) ( )0e sãoassoluções deequilíbriobP t P t a = = Sol.: b/a 0Do retrato de fase, vemos que 0 é atrator e b/a é repulsor. Atrator Repulsor b/a e 0 são os pontos críticos Highlight Assim, se uma população inicial satisfaz P0 > b/a, a população se torna ilimitada à medida que t aumenta. P(t) ∞ como t T. Se 0 < P0 < b/a, então a população eventualmente morre. P(t) 0 como t ∞ . Como a população P > 0 não consideramos o caso P0 < 0. b/a 0 Número do slide 1 Número do slide 2 Número do slide 3 Número do slide 4 Número do slide 5 Número do slide 6 Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Número do slide 12 Número do slide 13 Número do slide 14 Número do slide 15 Número do slide 16 Número do slide 17 Número do slide 18 Número do slide 19 Número do slide 20 Número do slide 21 Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Número do slide 25 Número do slide 26 Número do slide 27 Número do slide 28 Número do slide 29 Número do slide 30 Número do slide 31 Número do slide 32 Número do slide 33 Número do slide 34 Número do slide 35 Número do slide 36 Número do slide 37 Número do slide 38 Número do slide 39 Número do slide 40 Número do slide 41 Número do slide 42 Número do slide 43 Número do slide 44 Número do slide 45 Número do slide 46 Número do slide 47 Número do slide 48 Número do slide 49 Número do slide 50 Número do slide 51 Número do slide 52 Número do slide 53 Número do slide 54 Número do slide 55 Número do slide 56 Número do slide 57 Número do slide 58 Número do slide 59 Número do slide 60 Número do slide 61 Número do slide 62 Número do slide 63 Número do slide 64 Número do slide 65 Número do slide 66