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Unidade 1 - Mundo do Trabalho 
Nesta unidade, estudaremos os princípios da educação técnico-
profissional, o projeto de vida, as competências essenciais para o futuro do 
trabalho, a leitura de oportunidades e os conceitos de autoconhecimento e 
autocuidado. Os objetivos principais são: oferecer atividades pedagógicas que 
facilitem os professores na orientação das escolhas profissionais para o Mundo 
do trabalho; conhecer e refletir sobre competências necessárias do futuro 
trabalho; aprender estratégias didáticas articuladas para engajar os estudantes 
considerando os contextos sociais, seu propósito e projeto de vida; e conhecer 
os princípios e práticas inerentes à Educação Profissional e Tecnológica. 
1.1 Habilidades em foco 
➢ (EMIFCG10) reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com 
confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e 
profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em 
situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. 
➢ (EMIFCG11) utilizar estratégias de planejamento, organização e 
empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, 
mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com 
foco, persistência e efetividade. 
➢ (EMIFCG12) refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e 
sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e 
oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem 
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e 
cidadã (BRASIL, 2018). 
1.2 O Novo Ensino Médio e o Mundo do Trabalho 
Primeiramente, a BNCC (2018b) afirma, de maneira explícita, o seu 
compromisso com a educação integral, e reconhece, assim, que a Educação 
Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que 
implica compreender a complexidade e a não linearidade desse 
desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a 
dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir 
uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do 
adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma 
educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento 
pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como 
espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática 
coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e 
diversidades. 
Nesse sentido, sobre o estudante devemos considerar: 
a) Resolução n.o 3 (BRASIL, 2018a), que normatiza e atualiza as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Novo Ensino Médio e 
considerando que os currículos são compostos pela Formação Geral 
Básica e pelos Itinerários Formativos, indissociavelmente; 
 
b) que a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (BRASIL, 1996), ratificada em 1996 pelo Plano 
Nacional de Educação, bem como pelo Estatuto da criança e do 
adolescente (ECA 8069/1990) e pelo Estatuto da Juventude 
(EJ/1990), colocam o Ensino Médio como um aprofundamento do 
Ensino Fundamental, bem como uma oportunidade de preparação 
importante para o exercício da cidadania e do mundo do trabalho em 
um modelo de Lifelong Learning; 
 
c) que o estudante é central do processo; jovem como solução e não 
como problema, empoderado, desenvolvido intelectualmente, capaz 
de postura e ação ética, crítico e com autonomia intelectual, 
compreendendo tanto os fundamentos científicos-tecnológicos quanto 
teórico-práticos, apropriado da sua vida como oportunidade de 
realização e contribuição social relevante, criativa e empreendedora 
para si e suas comunidades; 
 
d) que segundo a OECD (2017), apenas 58% dos jovens de 15 a 17 anos 
estão matriculados no Ensino Médio, em comparação a 90% dos 
jovens na mesma idade em outros países e que a transição entre o 
EF e o EM se dá com dificuldades de adaptação pelas exigências de 
novas demandas intelectuais; 
 
e) o alto índice de reprovações no primeiro ano do EM também como 
uma causa da evasão dos jovens; 
 
Sobre o Currículo, devemos considerar: 
f) que os Eixos Estruturantes (Investigação Científica, Processos 
Criativos, Mediação e intervenção Cultural e Empreendedorismo) 
devem perpassar todos os diferentes arranjos dos Itinerários 
Formativos (Linguagens e suas tecnologias, Matemática e suas 
tecnologias, Ciências da natureza e suas tecnologias, Ciências 
humanas e sociais aplicadas e Formação técnica e profissional) e, 
neste caso, mais especificamente o Itinerário Formativo de Formação 
Técnica e Profissional, onde os estudantes matriculados no Ensino 
Médio regular terão a possibilidade de cursar integralmente um 
itinerário técnico, fazer um curso técnico junto com cursos de 
Formação Inicial e Continuada (FIC), ou até mesmo um conjunto de 
FICs articuladas entre si. Existe ainda a oportunidade de os jovens 
percorrerem itinerários voltados para uma ou mais áreas do 
conhecimento complementados por cursos FIC; 
Sobre as Competências, devemos considerar: 
g) que na BNCC, competência é definida como a mobilização de 
conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, 
cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver 
demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da 
cidadania e do mundo do trabalho; 
 
h) que ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “[...] 
educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para 
a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente 
justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 
2013, documento on-line), mostrando-se também alinhada à Agenda 
2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) (BRASIL, 2018b) 
 
i) que, segundo o Fórum Econômico Social (WORLD ECONOMIC 
FORUM, 2020), em seu relatório sobre o Futuro do Trabalho, informa 
que algumas competências têm se mostrado desejáveis do ponto de 
vista de trabalhabilidade 1 nos últimos 5 anos, em detrimento da 
empregabilidade (2021), havendo mudança em suas posições no 
ranking, mas mantendo-se no ranking, como mostra a Figura 2, logo 
abaixo. 
j) que cabe observar a existência de um alinhamento entre as 
competências aqui colocadas pelo Fórum e as preconizadas como 
necessárias pela BNCC. 
Afora as competências gerais aqui abordadas, torna-se oportuno entender 
quais outras serão necessárias em um futuro próximo, considerando um mundo 
que deixa de ser VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) para um espaço 
BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible), ou, em português frágil, 
ansioso, não linear e incompreensível. Como exemplo de frágil, um vírus teve a 
capacidade de parar o mundo por mais de 18 meses, e ainda não tem data para 
retomada do que possa ser considerado normal ou novo normal. Esta fragilidade 
causa sentimentos como insegurança, medo e ansiedade, dificultando a tomada 
de decisões. A não linearidade apresenta-se como uma desconexão entre causa 
e efeito, exemplificada pelas mudanças climáticas (uma consequência também 
de decisões individuais) e incompreensível, visto que a quantidade de dados não 
consegue ser convertida para analisar fatos, causas e efeitos. 
Desenvolvimento do trabalho 
 Este módulo contempla entender o que é o Mundo do Trabalho, 
considerando a oportunidade de falar sobre propósito, competências duráveis e 
mais permanentes em um mundo que deixa de ser VUCA e passa a ser BANI, 
bem como o que se tratando de uma postura profissional, com diferenças 
geracionais, entre outros. Lembremo-nos que a atuação desta prática 
pedagógica está prevista para jovens entre 14 e 16 anos, podendo estender-se 
para alguns anos a mais, talvez um pouquinho a menos. 
A realidade socio-cultural-econômica local, regional e nacional é imperativa na 
compreensão do mundo do trabalho.Que esta realidade seja 
vista/encarada/percebida/sentida não como determinante de futuro, mas antes 
de tudo, como ponto de partida para qualquer oportunidade de mudança, apesar 
do contexto. Atuar considerando prática + teoria ajudará muito a entender como 
as coisas acontecem no mundo do trabalho. 
 Observa-se que há uma integração estrutural, cujo elemento central é o 
projeto de vida do estudante, que tem como um dos pilares a condição de 
inserção dele neste mercado, mas não como supridor de “mão de obra” 
necessária à economia e sim como sujeito interventor e criador de uma nova 
realidade, em especial para si e para sua comunidade local. 
 
 A carreira, aqui conceituada como “etapas evolutivas do crescimento 
profissional”, seja no empreendedor ou intraempreendedor, deve ser 
considerada a partir do projeto de vida, ou seja, entendendo quais são os 
potenciais e talentos. 
Existem muitas formas de adentrar o mercado de trabalho, desde ser 
jovem aprendiz, empreendedores (autônomos, sociais), empresários, 
voluntários etc. Os educandos muitas vezes relatam não ter experiência por não 
terem tido experiência formal... Veja a dica abaixo: 
Lembre-se de que alguma experiência é melhor que nenhuma. Ajude seu 
educando a tomar contato consigo mesmo. Ele já fez atividades variadas ao 
longo da juventude. Já foram “traquinas” (então, eles têm criatividade); já 
“cabularam aula” (então, alguma condição de planejamento possui); já “fizeram 
gincana na escola” (demonstram condições de atuar em conjunto, grupo ou 
equipe). Cada experiência conta para sabermos quem somos, o que é natural 
para um ou outro. 
Pode haver talento aí. Você já organizou uma festa? Então, tem alguma 
noção de planejamento, orçamento, decoração, cardápios... e de como o 
conjunto vai funcionar considerando o público que vai atender. Muitas vezes 
ignoramos o que sabemos fazer, porque não nos valorizamos. A fórmula da 
Felicidade é simples, mas segue regras de mercado: saiba o que você gosta de 
fazer e encontre quem te pague por isso. 
Comece por você, Educador: o que você ainda não sabe que sabe? Quem 
mais é você além de docente/profissional da educação? Que outras 
competências e habilidades você possui? Quais poderiam ser usadas para 
incrementar/mudar/diversificar/dinamizar a sua sala de aula ou o seu cotidiano? 
Anote suas respostas em post its e mantenha-as sempre por perto! 
1.3 Alicerçando conceitos 
Entre os muitos conceitos de aprendizagem (dentre as tantas correntes 
existentes), como pontos comuns, tem-se que aprendizagem é mudança, está 
calcada na experiência, oportuniza insights, mas, acima, ou antes de tudo, é 
SIGNIFICATIVA e contextualizada. Aprendizado envolve pensar, sentir e agir 
(não necessariamente nesta ordem), também conhecidos como aprendizado 
cognitivo, afetivo (emocional) e psicomotor. 
No mundo organizacional, ainda que não haja concordância total, 
entende-se que competências têm relação com conhecimentos, habilidades e 
atitudes que geram reconhecimento (social e econômico ao indivíduo) e 
resultados organizacionais (FLEURY; FLEURY, 2001). 
Outro conceito pode ser: um saber agir responsável e 
reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir 
conhecimentos, recursos e habilidades, que 
agreguem valor econômico à organização e valor 
social ao indivíduo (FLEURY; FLEURY, 2001). 
 
1.4 Competências duráveis 
Quando falamos em futuro torna-se oportuno saber que algumas 
questões comporão a “LLL” ou Lifelong Learning (Aprendizado ao longo da vida). 
A velocidade das mudanças nos tornou aprendizes para toda a vida. Porém, 
ainda que as competências do futuro mudem, e elas vão mudar, algumas 
ajudarão a nos mantermos ativos e inseridos no mercado de trabalho. Algumas 
seguem aqui, mas você pode encontrar outras. Observe as competências das 
figura abaixo: 
Observe que elas perduram apesar das mudanças no mundo e atendem 
as necessidades de muitas áreas do conhecimento. 
Observe o alinhamento existente entre as competências gerais 
preconizadas pela BNCC e as propostas de exercícios, leituras e 
desenvolvimento no Módulo do Mundo do Trabalho. Observe em especial o item 
6, estruturante desta proposta, mas sem desconsiderar os demais tópicos 
tangenciados nas diversas propostas de trabalho aqui postuladas. 
 
Ler o material da Unesco sobre Educação para a cidadania global 
preparando alunos para os desafios do século XXI. O material está incrível. 
Permite entender melhor, não apenas a Educação para a cidadania global em 
seus aspectos básicos, como quais são os parâmetros de cidadania global e os 
fatores capacitores, como fazê-los na prática e nos currículos. Vale muito conferir 
a seção Formação de professores e iniciativas lideradas por jovens. 
Contemporaneamente, habilidades resultam em desempenho (se não 
houve desempenho, entende-se que a habilidade não está adequadamente 
desenvolvida), que devem estar sustentadas por conhecimento para serem 
transferíveis (NAPPER; NEWTON, 2016). 
Vamos, agora, diferenciar Conhecimento, Habilidade e Atitude: 
Conhecimento, segundo o dicionário, é: 
1. o ato ou efeito de conhecer. 
2. ato de perceber ou compreender por meio da razão e/ou da experiência. 
3. faculdade de conhecer. 
4. POR EXTENSÃO 
domínio, teórico ou prático, de uma arte, uma ciência, uma técnica etc. 
"ter bons c. de português" 
relacionamento ou conjunto de relacionamentos que uma pessoa ou 
grupo de pessoas mantém com outras, quer por amizade, quer por mera 
formalidade. 
"são gente do meu c." 
5. POR EXTENSÃO 
fato ou condição de estar ciente ou consciente de algo; ciência, 
informação, notícia. 
"não temos c. de seu estado atual" 
somatório do que se conhece; conjunto das informações e princípios 
armazenados pela humanidade. 
6. COMÉRCIO 
recibo. 
7. FILOSOFIA 
ato ou faculdade do pensamento que permite a apreensão de um objeto, 
por meio de mecanismos cognitivos diversos e combináveis, como a 
intuição, a contemplação, a classificação, a analogia, a experimentação, 
etc. 
8. erudição, cultura, instrução. 
 
Comentado [M1]: No tocante a avaliação, pode-se 
usar uma escala de pouco desenvolvida, desenvolvida 
ou amplamente desenvolvida. 
Habilidade, segundo o dicionário, é: 
1. Característica ou particularidade daquele que é hábil; capacidade, 
destreza, agilidade. 
2. Demonstração de destreza; engenho: meu filho tem muitas habilidades. 
 
Atitude, segundo o dicionário, é: 
1. Maneira de se comportar, agir ou reagir, motivada por uma disposição 
interna ou por uma circunstância determinada; comportamento: qual foi 
a atitude do diretor em relação ao aluno? Demonstrou uma atitude 
irônica. 
2. Modo que indica a posição do corpo; postura: policiais em atitude de 
combate. 
3. Objetivo, desejo: atitude de decepcionar alguém. 
4. Comportamento repleto por afetação. 
 
Logo, do ponto de vista do mundo do trabalho, interessa a capacidade do 
educando de saber cognitivamente o que está fazendo, sem desconsiderar as 
demais. 
Habilidade significa destreza, ou seja, o saber fazer, aplicar. Vem em 
segundo lugar no conceito, pois parte-se do princípio (do ponto de vista de 
competências) que primeiro sabemos o que estamos fazendo e depois 
fazemos... Observe que isso vale neste contexto. Por exemplo, ninguém estuda 
como andar de bicicleta e depois sobe em uma... no entanto, primeiro, 
estudamos matemática, para depois aplicar em finanças... 
Atitudes tem relação com querer ou não. Simples assim: posso saber o 
que preciso, ser talentoso ou hábil e não ter o desejo ou disciplina para fazer. 
São predisposições de ação, justamente o contrário de apatia e inércia. 
 
Ainda dentro da necessidade de alicerçar conceitos, cabe trazer à tona o 
que são Valores, pois eles são fundamentais para a vida em sociedade: 
Valores são predisposições de ação diante de alguma circunstância e 
eles norteiam nossas decisões em qualquer ambiente. Pense no valor“ambição”: não há problemas em sê-lo ou tê-lo, mas a forma como sua 
personalidade foi formada pode fazer com que este valor seja usado de forma 
positiva ou negativa. Positivamente, será usado para buscar crescimento, seu e 
dos que o cercam. Negativamente, poderá ser usado para crescer a qualquer 
custo, desonestamente, talvez. 
Sem perder de vista os assuntos vistos acima, ampliaremos incluindo o 
tema Propósito. Considerando que, quanto mais perto da fonte, mais pura é a 
água, vamos iniciar pelo conceito: 
Propósito tem relação com objetivo, vontade de fazer ou alcançar... com 
relação ao Propósito de Vida, vale entender e pensar sobre alguns pontos. Por 
que estamos aqui? Qual será o meu legado, qual a razão de atuar com 
educação? Responder a isso, de forma verdadeira, pode ser bastante 
desconfortável, mas torna-se necessário quando pensamos em Trabalho. Ainda 
que possamos entender que questões de sobrevivência são soberanas, também 
podemos refletir sobre como saber nosso propósito para poder mudar a 
realidade ao entorno. 
O filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), escreve com sabedoria que 
“quem tem um porquê, enfrenta qualquer como”, mas quem debulha este 
conceito é ninguém menos que o Dr. Viktor Emil Frankl, médico neurologista e 
psiquiatra, fundador da Logoterapia e Análise Existencial e autor de vários livros 
que abordam desde o Sentido da Vida, quanto a necessidade de busca do 
mesmo para que a vida tenha significado, propondo uma abordagem psicológica 
e entendendo que esta busca é individual para cada pessoa. 
Considere que Frankl (2003, 2008, 2011) classifica os valores através de 
três categorias: 
• Valores de criação, criando um trabalho ou praticando um ato; 
• Valores de experiência (ou vivência), experimentando algo ou 
encontrando alguém; 
• Valores de atitude, pela decisão que tomamos perante o sofrimento 
inevitável. 
A depender das circunstâncias, um valor pode ter mais sentido de ser realizado 
do que outro. Em um momento da vida, o trabalho pode nos exigir mais; em 
outro, a experiência de amar e/ou ser amado pode ser mais significativa. E 
quando nada restar, o valor estará na coragem e atitude perante o sofrimento 
(FRANKL, 2011). 
É fundamental deixar claro que valores são abstratos e universais, enquanto o 
sentido é algo concreto, objetivo, que o sujeito pode realizar em uma situação 
única. 
 
Assim quando falamos em Propósito, uma forma de buscá-lo é aprofundar 
o exercício abaixo: 
Você deve estar se questionando como as perguntas anteriores auxiliam 
a descobrir o propósito. Observe que ele impacta em tudo, em nossa vida, nos 
nossos relacionamentos, na carreira e na sociedade. Cada paixão e/ou cada 
incômodo é uma oportunidade de mudar o seu mundo. Veja o exemplo abaixo: 
Boyan Slat - Holandês 
CEO e fundador da The Ocean Cleanup (A limpeza do oceano, em livre 
tradução). Inventor desde o nascimento. Fundou a The Ocean Cleanup aos 18 
anos. O mais jovem ganhador do maior prêmio ambiental da ONU. Que tal 
descobrir mais sobre as inquietações dele e o que o levou a fazer diferença no 
mundo? https://theoceancleanup.com/ 
Curtograma é uma técnica amplamente usada na psicologia positiva que 
ajuda a ampliar seu autoconhecimento. Preencher os quadrantes auxilia a fazer 
distinções, diferenciações sobre o que gostamos ou não, e também a refletir 
sobre “como e onde” investimos nosso tempo (FALEIROS, 2014). 
Vamos pensar nas dimensões Trabalho, Sucesso, Felicidade e Propósito, 
aprofundando nosso entendimento através de um painel, com a visão de três 
grandes pensadores brasileiros, juntamente com o mais longo estudo feito sobre 
Felicidade, realizado em Harvard, com duração de 75 anos e Michele Sullivan, 
uma inovadora social: Leandro Karnal fala 6 minutos sobre felicidade no trabalho, 
https://theoceancleanup.com/
Luiz Felipe Pondé, nos ajuda a refletir sobre a “Ode a Fel icidade”, Monja Coen 
fala sobre UnHappy Work: Trabalho infeliz? 
Como fechamento do “Alicerçando Conceitos”, partilhamos com você o 
mais longo estudo sobre Felicidade, Sucesso e Mundo do Trabalho, conduzido 
por Harvard. O estudo durou 75 anos e é considerado o mais longevo estudo 
sobre o assunto até o momento. Ele traz importantes reflexões sobre o que 
consideramos sucesso, o que traz saúde ao longo das nossas vidas e o que 
pode ser oportuno considerar no quesito Mundo do Trabalho e Projeto de Vida. 
1.5 Papel profissional 
 
Entender o que se espera de nós dentro do espaço de trabalho é oportuno 
e importante, independente se este espaço é informal ou formal, grande ou 
pequeno, organizado ou não. 
A definição usada por Moreno (SANTOS, 2020) sobre o Papel Profissional 
refere-se às responsabilidades atribuídas a determinado indivíduo ou grupos 
sociais, ou seja, as ações que a sociedade espera de uma pessoa que ocupa 
certa posição. Há um padrão comportamental e, por isso, o papel social define 
o conjunto de normas, direitos e deveres que precisam ser seguidos. Cada um 
de nós têm vários “papéis” na vida. Somos pais, mães, filhos, amigos, 
conselheiros, educadores, chefes, líderes, funcionários… 
Assim, tendo compreendido melhor o que é papel, torna-se oportuno 
entender o que é esperado do “ocupante do cargo”, diante dos seus públicos 
de relacionamento. 
Vamos começar pensando em como conseguir uma colocação profissional. 
1.6 Sua apresentação 
 
Muitas são as formas de você se apresentar, vamos começar por duas: 
Seu Curriculum Vitae – CV (pronuncia Vite), o que deve constar nele, como 
prepará-lo, para onde encaminhar... todas essas dúvidas são comuns e normais. 
Sim, querido docente, sabemos que não somos experts em Recursos Humanos, 
mas podemos ajudar nosso educando através das dicas abaixo. Um Currículo 
deve ser estratégico, ou seja, para cada objetivo que temos devemos ter um CV 
diferente. Observe que não faz sentido ter o mesmo CV se queremos uma 
posição em Finanças e outra em Vendas... e, quando estamos começando a 
vida profissional, podemos querer experimentar as duas… 
Assim, defina seu objetivo e coloque as experiências que você possui com 
relação aquela vaga. Ex.: se for finanças, comente como você auxiliou o Grêmio 
Estudantil a organizar e controlar suas finanças, ou o grupo de alunos do ensino 
médio a organizar suas contas para a viagem de final de ano, a festa de 
formatura, etc. Se for para a área de vendas, comente como você “vendeu um 
projeto”. Procure ter em mente o que foi feito, como e que resultados conseguiu. 
Sobre a primeira oportunidade de trabalho...Vamos falar sobre isso? 
Sempre existe oportunidade, mas temos que garimpá-las, buscá-las, 
descobri-las… Um dos programas existentes é o Programa Jovem Aprendiz, 
onde empresas de portes variados podem contratar jovens aprendizes, desde 
aquele estabelecimento do seu bairro até organizações públicas e privadas. 
Portanto, existem algumas empresas que realizam processos seletivos todos os 
anos e renovam suas grades de funcionários aprendizes. São elas: Espro, Caixa 
Econômica Federal, Correios, Senai, Senac, Aprendiz Legal, etc. 
Existe uma série de empresas que contratam jovens entre 14 e 24 anos 
para participar do Jovem Aprendiz. Saiba maiores informações no site 
https://jovemaprendizbr.com.br/. 
Outro site muito bom é o Centro de Integração Empresa-Escola, o CIEE, 
que, além de dicas, oferece vários cursos gratuitos: 
https://portal.ciee.org.br/#section1. 
1.7 Postura profissional 
Ok. Você conseguiu elaborar seu CV(O curriculum vitæ, também abreviado 
para CV ou apenas currículo é um documento de tipo histórico, que relata a 
trajetória educacional e as experiências profissionais de uma pessoa, como 
forma de demonstrar suas habilidades e competências.), buscou sua primeira 
oportunidade e, agora, vamos nos preparar para uma entrevista. Lembre-se 
que sua postura profissional é fundamental para o seu sucesso. 
A ONG Na Prática, um projeto da FundaçãoEstudar, juntamente com a 
revista Exame, criou uma websérie para explicar, de maneira rápida, como se 
destacar nos pontos mais críticos de processos seletivos e sanar as principais 
dúvidas dos candidatos. Você pode aproveitar todo este conteúdo a seguir: 
1.8 Se preparando para uma entrevista 
Ok, sabemos que entrevistas de emprego geram dúvidas, desconfortos etc. 
Muitos sites e vídeos preparam para o que fazer no momento da entrevista, e 
entendemos que o antes é tão oportuno quanto o momento em si. Aqui estão 
algumas dicas preciosas preparadas para você. 
 
https://jovemaprendizbr.com.br/
https://portal.ciee.org.br/#section1
Antes da entrevista – a preparação: 
1) Informe-se: Mesmo que o anúncio da vaga responda a tudo que você 
gostaria de saber, pesquise mais sobre a organização que está contratando, 
sobre o mercado dela, oportunidades e concorrentes. Nada vai impressionar 
mais o seu entrevistador ou banca do que perceber que você tem 
conhecimento de assuntos correntes sobre o tema. Não se limite ao site da 
empresa, pesquise notícias e, se possível, recorra a algum contato que 
conheça a organização. 
2) Currículo: Revise e reveja seu currículo, tenha uma cópia dele consigo no 
momento da entrevista, e se alguma das suas respostas for divergir do que 
constava no currículo que você enviou à empresa, explique a razão, pois 
seus entrevistadores irão perceber, ainda que não falem nada a você na 
hora. 
3) Evite emergências: Na véspera, durma bem e se alimente de forma segura! 
4) Chegue a tempo: Mesmo em casos de entrevistadores benevolentes, que 
permitirão que você seja entrevistado mesmo chegando atrasado, a 
impontualidade conta muitos pontos negativos. Planeje antes sua rota para 
chegar a tempo. Dependendo da natureza da entrevista, você pode ser 
entrevistado por chefes das áreas em que há vagas, e não tenha dúvida de 
que o tempo deles é valioso. Planeje chegar 15 minutos mais cedo, e use o 
tempo extra para relembrar ou revisar suas anotações, ou mesmo para trocar 
ideias com outros candidatos, ou com alguém da organização que esteja na 
sala de espera, mesmo que casualmente. 
5) Eu sempre procuro passar na sala de espera antes das entrevistas, me 
identifico claramente (sem pegadinhas) e espero para ver quem tem iniciativa 
de conversar e fazer perguntas inteligentes. 
6) Polidez: Seja educado e civilizado, tanto na sala de espera quanto na 
entrevista. Não masque chiclete, não fique olhando para o relógio, desligue 
o celular. Evite fumar, e não abuse do cafezinho. Repense seu piercing. 
7) Fair play: Nunca fale mal de sua antiga empresa, empregadores, 
fornecedores ou clientes – nem mesmo na sala de espera e, principalmente, 
na entrevista. Este conselho serve também para a sua vida pessoal. 
8) Traje: Use o bom senso na hora de escolher a roupa, e separe-a e revise-a 
já na véspera. Mostre que você se dedicou para escolher uma roupa 
adequada a um ambiente profissional e à imagem da organização. Mas não 
exagere! 
9) Pratique e treine: Obtenha ou prepare uma lista de perguntas típicas de 
entrevistas de emprego, e convide alguém de sua confiança para praticar a 
lista várias vezes. Se possível, grave e depois ouça. O ideal é chegar ao 
ponto em que você responde a qualquer uma das perguntas básicas sem 
parar para pensar mais do que alguns segundos, nem dizer os típicos 
“Ééééé”, “Ahhhhh”, “Bom…”. Mas, cuidado para não se precipitar – você 
deve refletir, para responder exatamente o que foi perguntado – sem ser 
monossilábico. Interaja, mostre que você tem conteúdo. Mas, nunca exagere! 
Antecipe o mais difícil: Planeje boas respostas (mas, sempre totalmente 
sinceras) para perguntas potencialmente difíceis, como a lista de seus pontos 
fortes e fracos, ou a razão pela qual você deixou seu último emprego. Uma boa 
resposta para a questão dos pontos fracos começa com “Eu percebi que não 
estou tão bem quanto gostaria no aspecto X, e por isso ultimamente tenho 
tentado corrigir isto fazendo Y”. Mas, só é boa ideia se for verdade. 
Saiba o que perguntar: Tenha boas perguntas preparadas. Se o seu 
entrevistador abrir espaço para que você faça perguntas, e você não tiver 
nenhuma, isto pode passar uma imagem de desinteresse ou de desatenção. 
Recadinho aos educadores 
É inesgotável o assunto de preparação para o trabalho. 
Nossas informações, dicas e recomendações têm por objetivo norteá-lo, 
indicando possibilidades, nunca cercá-lo, negando que outras oportunidades 
possam, talvez, serem vistas apenas por quem está aí próximo, 
contextualizado e vivenciando esta realidade. 
São ideias iniciais, embrionárias que precisam ser musculadas e ampliadas, 
como forma de mudar o nosso mundo, pois se tem algo que a educação se 
propõe, é mudar o mundo na forma como o conhecemos. 
Cada educador é um “soprador de brasas”. Acredite que cada educando a você 
confiado, que passa por suas mãos, é uma centelha viva de esperança e de 
possibilidades de realização! 
Projeto de Vida + Formação para o Mundo do Trabalho + Trilha de Formação 
Profissional 
Algumas dicas adicionais 
Sendo assim, os seguintes norteadores são oportunos de serem previstos no 
Planejamento do desenvolvimento docente, no que tange a Formação Técnico-
Profissional: 
1) Proporcionar vivências práticas dos docentes através de projetos reais e 
experienciais; 
 
2) Valorizar as atuais práticas pedagógicas como ponto de partida para 
atualizações educacionais mais alinhadas com os novos modelos propostos; 
 
3) Desenvolver o “pensar estratégico docente” permitindo correlacionar os 
projetos pedagógicos com os Projetos de Vida discentes, tornando a 
educação a alavanca de mudança social pretendida; 
 
4) Entre os tópicos de desenvolvimento docente torna-se oportuno a ampliação 
e/ou conhecimento dos propósitos de vida e autoconsciência. Não se pode 
mudar o que não se conhece. O Professor é a base do processo para 
engajamento dos estudantes e desenho de carreiras futuras; 
 
5) Há um contrassenso a ser considerado no sentido de usar a CBO (passado 
e presente) e desenvolver competências para futuro, sob pena de 
reprodução do modelo de formação de “mão de obra” para os meios 
produtivos. Sendo assim, precisamos apresentar competências e carreiras 
do futuro a exemplo apontado (WORLD ECONOMIC FORUM, 2020), assim 
como, competências Empreendedoras (BACIGALUPO, 2016); 
 
6) Com relação às avaliações, no que concerne aos percursos formativos 
técnico profissionalizantes, sugere-se incluir feedbacks de mercado 
(comunidade envolvida nos projetos). Sustenta-se tal ação ao artigo cinco, 
inciso VII letra (b), da Formação Continuada de Professores da Educação 
Básica (BNC-2020), onde descreve como competência do professor a 
colaboração mútua, com vista ao pleno desenvolvimento de cada aluno, seu 
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
 
A análise de contexto social é fundamental quando se fala em Percursos 
Formativos Técnico Profissionalizantes, pois tange a sobrevivências e 
realização do Potencial Humano. Sob essa perspectiva, percebe-se que os 
currículos apresentados consideraram os marcos legais vigentes e 
solicitados, valorizaram na sua construção o respeito à realidade local e 
envolveram/consultaram suas comunidades na construção dos projetos 
pedagógicos. 
 
Há uma sopa de caracteres que corresponde, na verdade, às iniciais (em 
inglês) das sete diretrizes que, quando bem estabelecidas, eliminam 
quaisquer dúvidas que possam aparecer ao longo de um processo ou de uma 
atividade. 
 
São elas 5 W: What (o que será feito?) – Why (por que será feito?) – Where 
(onde será feito?) – When (quando?) – Who (por quem será feito? 
 
2H: How (como será feito?) – How much (quanto vai custar?) 
 
Ou seja, é uma metodologia cuja base são as respostas para estas sete 
perguntas essenciais. Com estas respostas em mãos, você terá um mapa de 
atividades que vão teajudar a seguir todos os passos relativos a um projeto, 
de forma a tornar a execução muito mais clara e efetiva (ENDEAVOR 
BRASIL). 
 
UNIDADE 2 - INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA 
Nesta unidade, iremos apresentar a pesquisa correlacionada aos projetos, além 
da aprendizagem das etapas do processo de iniciação científica para inovação 
social, bem como, conhecer os métodos para sua execução, analisando o 
contexto, investigando e resolvendo problemas da sociedade, do cotidiano, 
levantando hipóteses, gerando ideias e validando hipóteses. Os objetivos desta 
unidade são os de possibilitar os docentes para uma futura aplicação no percurso 
formativo técnico profissionalizante. 
2.1 Habilidades em foco 
1) (EMIFFTP01) Investigar, analisar e resolver problemas do cotidiano pessoal, 
da escola e do trabalho, considerando dados e informações disponíveis em 
diferentes mídias, planejando, desenvolvendo e avaliando as atividades 
realizadas, compreendendo a proposição de soluções para o problema 
identificado, a descrição de proposições lógicas por meio de fluxogramas, a 
aplicação de variáveis e constantes, a aplicação de operadores lógicos, de 
operadores aritméticos, de laços de repetição, de decisão e de condição. 
2) (EMIFFTP02) Levantar e testar hipóteses para resolver problemas do cotidiano 
pessoal, da escola e do trabalho, utilizando procedimentos e linguagens 
adequados à investigação científica. 
 
3) (EMIFFTP03) Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas 
(bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, 
informações sobre problemas do cotidiano pessoal, da escola e do trabalho, 
identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante 
argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na 
pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias 
(BRASIL, 2018). 
 
Fonte: Portaria MEC nº. 1432 de 28/12/2018 
 
Todos nós utilizamos o pensamento científico em nossas vidas no cotidiano, 
como quando cozinhamos e nos perguntamos o que faz um bolo murchar ao 
abrir a porta do forno que está assando, ou quando olhamos pela janela e nos 
perguntamos de onde surgem os ventos. Quando tentamos descobrir os 
porquês, estamos usando a curiosidade para descobrir as causas e procurar 
respostas para as nossas inquietações diárias. 
 
Aprender habilidades para apoiar o pensamento científico é uma parte 
importante do desenvolvimento de um estudante, saber quais habilidades 
utilizar para resolver problemas, a maneira como usá-las e como trabalhar em 
um processo de maneira lógica são essenciais. As habilidades de pensamento 
científico incluem observar, fazer perguntas, fazer previsões, testar ideias, 
documentar dados e comunicar pensamentos. 
 
Segundo Gil (2010), a pesquisa é o processo de organizar o pensamento 
científico, é o procedimento racional e sistemático que busca proporcionar 
respostas aos problemas. 
A pesquisa é a investigação, e ela alcança seus objetivos, de forma científica, 
quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas: 
a) descobrimento do problema ou lacuna - mapear problemas potenciais 
caso não fiquem muito claros, passamos para a etapa seguinte; 
 
b) colocação precisa do problema - nessa etapa a ideia é submeter velhos 
problemas à luz de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, 
substantivos ou metodológicos); 
 
 
c) procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema - por 
exemplo, pesquisar dados e informações correlacionados ao problema; 
 
d) tentativa de solução do Problema com meios identificados - se a 
tentativa resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte; em caso 
contrário a subsequente; 
 
e) invenção de novas ideias - (hipóteses, teorias ou técnicas) ou produção 
de novos dados empíricos que promovam resolver o problema; 
 
 
f) obtenção de uma solução - (exata ou aproximada) do problema com 
auxílio instrumental planejado; 
 
g) investigação das consequências da solução obtida - correlacionar os 
resultados da pesquisa com teorias existentes ou surgimento de 
potenciais inovações; 
 
 
h) prova (comprovação) da solução - buscar evidências para comprovar ou 
refutar as hipóteses de pesquisa; 
 
i) correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados 
na obtenção da solução incorreta - aqui pode começar um novo ciclo de 
pesquisa, dinâmico, pois podem surgir novos questionamentos e novas 
hipóteses. (LAKATOS; MARCONI, 2010) 
 
2.2 Estratégias de investigação 
 
Os níveis de inter-relações das variáveis do processo de pesquisa são a 
base para o pesquisador escolher a técnica a ser utilizada que podem ser, 
segundo Creswell (2007), quantitativa (coleta de dados que geram dados 
estatísticos, utilizando técnicas de estatística, média, desvio-padrão, como 
porcentagem). Por outro lado, uma técnica qualitativa é aquela em que o 
investigador sempre faz alegações, com significados múltiplos das experiências 
individuais, significados social e historicamente construídos, com o objetivo de 
construir uma teoria ou padrão. Finalmente, métodos mistos que é a combinação 
dos dois anteriores: a coleta de dados também envolve obtenção de informações 
numéricas (por exemplo, em instrumentos), como de informações de texto (por 
exemplo, em entrevistas). 
É importante esclarecer também que uma pesquisa pode ter muitas finalidades 
e a depender desses fins ela pode ser classificada, se o pesquisador for o 
instrumento-chave para se chegar à uma conclusão, como qualitativa. 
Quando o objetivo é produzir conhecimento na busca de uma aplicação direta 
para uma solução ou problema, chamamos de pesquisa Aplicada. Já quando a 
pesquisa não tem o objetivo de uma aplicação direta imediata, envolve 
interesses amplos de conhecimentos universais, chamamos de pesquisa Básica. 
2.3 Delineamento de pesquisa 
Os ambientes em que ocorre a pesquisa são muito diversificados. Também são 
muito diversos os métodos e técnicas utilizados. Por isso, é importante saber o 
objetivo da sua aplicação, para conseguirmos classificá-las. Segundo Creswell 
(2007), os questionamentos para classificação de um projeto de pesquisa, são: 
a) Quais são as alegações de conhecimentos, perspectivas de bases 
teóricas? 
b) Que estratégias de investigação vão orientar os procedimentos? 
c) Que métodos de coleta e análise de dados serão usados? 
As pesquisas exploratórias, como o próprio nome diz, têm como propósito 
proporcionar uma investigação com o objetivo de explorar uma maior 
familiaridade com o objeto de estudo, problema e o seu planejamento tende a 
ser bastante flexível (GIL, 2010). 
Já as pesquisas descritivas, têm como objetivo a descrição das características 
de determinada população. Podem ser elaboradas também com o propósito de 
identificar possíveis relações entre variáveis. Elas descrevem, por exemplo, 
comportamentos de grupos por idade, sexo, procedência, etc. 
Com o advento da internet sabemos que existem muitos dados e informações 
disponíveis nas redes, nesse sentido, quando realizamos a pesquisa 
bibliográfica, ela é elaborada com base em material já publicado, que pode ser 
digital ou não. Essa modalidade inclui livros, revistas, jornais, teses, dissertações 
e anais de eventos científicos (GIL, 2010). 
As pesquisas experimentais consistem em investigações de pesquisa empírica, 
cujo objetivo principal é o teste de hipóteses que dizem respeito às relações de 
tipo causa-efeito. Para que os projetos possam respeitar padrões científicos, os 
projetos experimentais usam grupos de controle (além do experimental), com 
técnicas e regras de amostragem com o objetivo de possibilitar a generalização 
das descobertas. (LAKATOS; MARCONI, 2010). 
 
Outra questão importante que deve ser considerada quando realizamos uma 
determinada pesquisa é o local, o espaço e o território que iremos realizar a 
mesma. Essa escolha pode ser determinantepara os resultados de uma 
pesquisa. Nesse sentido, assim como vimos anteriormente que podemos 
analisar uma pesquisa como a natureza dos dados, precisamos analisar também 
onde os mesmos serão coletados, nesse caso, podem ser em laboratório ou em 
campo, pesquisa de campo. O grau de controle das variáveis podem ser 
experimentais ou não experimentais (GIL, 2010). 
2.4 A pesquisa e a inovação social 
A inovação social refere-se ao conhecimento aplicado às necessidades sociais 
(LIMEIRA, 2018). A pesquisa gera inovação Social quando o resultado desse 
conhecimento objetiva atender necessidades sociais através da participação e 
da cooperação de todos os atores envolvidos, gerando soluções novas e 
duradouras para grupos sociais, para comunidades. (BIGNETTI, 2011). 
Para resolver problemas sociais multidimensionais, a pesquisa é utilizada para 
levantar oportunidades de inovação social, que se refere ao resultado do 
conhecimento aplicado às necessidades sociais, gerando soluções de base 
comunitária (LIMEIRA, 2018). 
Desse modo, ao se abordar a pesquisa como inovação social e para 
construirmos uma prática pedagógica que instigue o pensamento científico, ou 
seja, educar pela pesquisa, é importante que o estudante desenvolva as 
habilidades de formular, analisar problemas e hipóteses. 
2.5 Qual o seu problema? 
Quantas vezes perdemos tempo, recursos e esforços resolvendo problemas 
errados? Segundo Wedell 2017, a maioria dos problemas que encontramos no 
mundo real, alguém já o apresentou para nós, por exemplo, um problema como 
o elevador é lento em nossa ânsia por encontrar uma solução, muitos de nós 
começaria a procurar soluções para esse problema: trocar o motor, colocar outro 
elevador, organizar o fluxo das pessoas por horários, etc. 
Essas soluções podem ter sucesso, mas, segundo o autor, se você 
contextualizar o problema, poderia colocar espelhos na frente do elevador, pois 
essa medida se mostra eficaz para reduzir queixas quanto a lentidão do 
elevador, já que a pessoas tendem a perder a noção do tempo quando tem uma 
distração, ou seja, resolvemos o problema com uma solução mais simples. Sob 
essa perspectiva ao analisar problemas é importante compreender a extensão 
dos mesmos, suas causas e derivações, nesse sentido, sugere-se uma 
ferramenta que se chama árvore de solução de problemas, onde a mesma 
segundo Oribe (2004), tem a finalidade de levantar causas e efeitos dos 
problemas. 
Como construir a árvore de soluções de problemas? Souza (2010) sugere que 
se utilize a técnica de “Brainstorming” (tempestade de ideias), onde se coloca no 
tronco da árvore o problema central o que quer ser resolvido e as 
equipes/estudantes/pessoas podem, de forma divergente, construir alternativas 
das causas problema (raiz da árvore), bem como, as consequências do problema 
(copa da árvore). Para facilitar o entendimento, na figura colocamos um exemplo 
de um problema central, que diz respeito à evasão no ensino médio, bem como, 
a aplicação da árvore de solução de problema. 
Figura 1 – Árvore de Solução de Problema 
Fonte: Adaptado do Gera Social (2020, documento on-line). 
 
2.6 Validando hipóteses 
Afinal, o que é uma hipótese? 
Uma hipótese é uma afirmativa, uma sentença, uma suposição (LAKATOS; 
MARCONI, 2010). Conforme abordado anteriormente, a investigação científica 
começa com a construção de um problema passível de solução, entende-se 
como hipótese uma suposição ou explicação provisória do problema, e essa 
suposição consiste numa expressão verbal que pode ser definida como 
verdadeira ou falsa, a partir de um teste (GIL, 2010). 
Teste: Forma como você pretende verificar se a hipótese é verdadeira ou não. 
Métrica: Unidade de medida para verificar se o teste foi bem-sucedido e a 
hipótese foi validada. 
Meta: Valor que você espera atingir na métrica para validar a sua hipótese. Com 
dados praticamente inexistentes, determinar uma meta também é muito difícil. 
Por este motivo, ela é por si mesma uma hipótese. É importante, portanto, 
melhorar essa meta ao longo do teste, não apenas assumindo a validação da 
hipótese como sendo verdadeira. 
Quadro teste de hipótese 
Fonte: Schüler (2019, documento on-line) 
Você se lembra do problema “Evasão Escolar no Ensino Médio” utilizado 
anteriormente na Árvore de Solução de Problemas? Vamos colocá-lo, agora, no 
Quadro Teste de Hipótese! 
 
 
Quadro teste de hipótese 
 
UNIDADE 3 - PROCESSOS CRIATIVOS 
Nesta última unidade do primeiro módulo, discutiremos os conceitos de 
processos criativos, por meio da potencialização das expressões criativas e 
culturais dos estudantes, além de apresentar os conceitos de Inovação Social e 
Design Thinking como estratégias de inovação social. Os objetivos desta 
unidade são: refletir como potencializar as expressões criativas, culturais e 
artísticas dos estudantes, apreendendo estratégias pedagógicas que incentivem 
o potencial criativo e colaborativo dos estudantes; conhecer a metodologia de 
Design Thinking nos diversos contextos, com vistas à promoção do 
desenvolvimento local; e conhecer a inovação, reconhecendo o seu papel nas 
práticas da inovação social. 
3.1 Habilidades em foco 
1. (EMIFFTP04) reconhecer produtos, serviços e/ ou processos criativos por 
meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre as funcionalidades de 
ferramentas de produtividade, colaboração e/ou comunicação. 
2. (EMIFFTP05) selecionar e mobilizar intencionalmente recursos criativos 
para resolver problemas reais relacionados à produtividade, à 
colaboração e/ou à comunicação. 
3. (EMIFFTP06) propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e 
inovadoras para problemas reais relacionados à produtividade, à 
colaboração e/ ou à comunicação, observando a necessidade de seguir 
as boas práticas de segurança da informação no uso das ferramentas 
(BRASIL, 2018). 
Fonte: Portaria MEC nº 1432 de 28/12/2018 
3.2 Da Ideia à Inovação 
Diferentes autores definem a inovação como um processo que vai além da 
criatividade, mas, sim, a implementação de uma nova ideia. Ela pode ser 
identificada em produtos, processos, mercados ou em modelos organizacionais. 
Com a difusão das tecnologias de informação e comunicação, os processos de 
inovação vêm se tornado descentralizados e horizontalizados, visto que as 
organizações passam a adotar o modelo de inovação aberta (CHESBROUGH, 
2003). 
O estabelecimento de um conceito no Manual de Oslo (1997), um dos 
documentos preparados pela Organização para a Cooperação e 
Desenvolvimento Econômico (OCDE), se figura como uma das principais 
coleções sobre o uso de dados em atividades inovadoras, discute a inovação 
como: “[...] a implementação de um produto (bens ou serviço) novo ou 
significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de 
marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, 
organização no local de trabalho ou nas relações externas.” Essa definição 
identifica claramente as quatro dimensões da inovação: inovação de produto, 
processo, marketing e método organizacional. 
Inovação social é quando atores da sociedade buscam resolver problemas 
socioambientais. A inovação social pode estar associada a ações da iniciativa 
privada, organizações não governamentais e sem fins lucrativos, governo, e 
sociedade civil organizada (LIMEIRA, 2018). 
O Fórum Econômico Mundial (WORLD ECONOMIC FORUM, 2020) divulgou o 
seu famoso relatório anual “The Future of Jobs”, e uma das competências 
destacadas para os profissionais é trabalhar com criatividade para lidar com 
problemas complexos. Leia o Guia Criatividade e Pensamento Crítico, do 
Instituto Ayrton Senna, a seguir, e você verá uma aplicação da Criatividade como 
competência. 
Você leu o artigo da Professora Denise de Souza Fleith, e O Papel da 
Criatividade na Educação do Século XXI, da Universidade de Brasília, além de 
assistir ao vídeo do Professor Paulo Cunha. A partir dessesconhecimentos, 
tente refletir sobre as seguintes questões no seu contexto de atuação: 
Questões-chave 
a) Eu dou oportunidade aos meus alunos para realizar projetos criativos, 
utilizando e integrando diferentes linguagens, manifestações sensoriais, 
vivências artísticas, culturais, midiáticas e científicas? 
b) Eu valorizo as expressões e produções culturais e artísticas dos meus 
estudantes, criando ambiente de aprendizagem flexível e tolerante ao erro 
e ao aprendizado contínuo? 
c) No Planejamento pedagógico, estimulo os alunos a explorarem novos 
recursos e técnicas para criarem novos repertórios? 
d) Incentivo a interdisciplinaridade proporcionando que o estudante possa 
explorar os processos criativos em diferentes áreas, conhecimentos, 
espaços? 
e) Promovo a autoestima dos estudantes para a questão da inovação e 
criatividade? 
f) Incentivo que a Criatividade e a Inovação surjam a partir dos seus 
propósitos e interesses individuais para aplicação na sua realidade? 
Com certeza você teria muitas outras perguntas... essas são apenas um ponto 
de partida para começar seu Plano de Ação que iremos propor mais adiante. 
• Descubra como Janet Echelman encontrou sua verdadeira voz como 
artista, quando suas tintas desapareceram - o que a forçou a olhar para 
um novo material de arte pouco ortodoxo. Agora, ela faz esculturas 
onduladas e fluidas do tamanho de um prédio com um toque 
surpreendentemente geek. Um transporte de 10 minutos de pura 
criatividade. 
• O que Steve Jobs, em um dos seus mais famosos discursos, pode nos 
ensinar sobre a vida, sobre criatividade e sobre seguir seus sonhos? 
Agora, voltamos às questões: 
Um processo criativo usando alguma abordagem, seria capaz de influenciar de 
forma significativa o mundo? Já pensou sobre isso? Impossível? Será? 
E, se houvesse uma metodologia ágil, usada internacionalmente, disponível, que 
contemplasse diferenças e problemas complexos, equilibrasse teoria e prática, 
racionalismo e intuição? Você usaria? 
Que tal conhecer algo assim? 
O Design Thinking (DT) foi criado por Tim Brown, que conceitua o mesmo como: 
“Design Thinking, ou pensamento de Design, é uma abstração do modelo mental 
utilizado há anos pelos designers para dar vida a ideias. Esse modelo mental e 
seus poderosos conceitos podem ser aprendidos e utilizados por qualquer 
pessoa e aplicados em qualquer cenário de negócio ou social.” 
O conceito do SEBRAE ajuda a entender o DT como um modelo de pensamento 
que vai além da necessidade de criar um produto ou serviço, compreendendo o 
mesmo como uma mentalidade que busca criar soluções inovadoras, tanto para 
problemas simples quanto complexos; é totalmente centrado no ser humano, 
empaticamente considerado como pilar fundamental (SEBRAE, 2014). Suas 
etapas compreendem: 
 
Sendo que o significado dessas palavras sintetizam-se em: 
▪ Empatizar: é colocar o ser humano como centro do processo, entendendo 
sentir empatia; colocar-se no lugar do outro, comportando-se ou 
pensando da mesma forma como ele pensaria ou agiria nas mesmas 
situações: empatizar com a dor do amigo. 
▪ Definir: significa construir pontos de vistas considerando as necessidades, 
dores e insights dos empatizados para que a Idealização seja um Toró de 
Palpites, ou seja, um Brainstorm, uma chuva de ideias. 
▪ Idealizar: ... 
▪ Prototipar: é materializar uma ideia, neste caso, uma solução. É de 
alguma forma concretizar. 
▪ Testar: significa ver se funciona, ainda que de forma incipiente, buscando 
as melhorias possíveis. 
Veja, na sequência, um exemplo incrível de utilização desta técnica aplicada à 
saúde. 
Doug Dietz foi o principal designer da GE Healthcare. Ele desenvolvia 
equipamentos de diagnóstico por imagem há mais de 20 anos, mas não 
acompanhava em campo a utilização dos mesmos. Até o dia que percebeu que 
a experiência real de pacientes jovens, em especial crianças, com essa 
tecnologia de ponta era sofrível. Ficou estarrecido ao saber que 80% das 
crianças costumavam ficar tão apavoradas com a perspectiva de ficarem 
sozinhas dentro da máquina enorme e barulhenta que, muitas vezes, precisavam 
ser sedadas apenas para passar pela experiência. 
Imagine o impacto disso no pequeno paciente, que incluía tempo do “despertar” 
do paciente, exames de checagem após a sedação, envolvimento de familiares 
para acompanhamento e da equipe de médicos e enfermeiros, além do óbvio 
stress do paciente. 
Ciente disso, Doug reuniu uma equipe de especialistas para resolver esse 
problema, incluindo funcionários de um museu infantil local, crianças e 
funcionários do hospital. O resultado foi uma solução inovadora e orientada para 
o design que transformou totalmente a experiência das crianças (GNT, 2012). 
Em palestra à plataforma TED (DIETZ, 2012), Doug comenta que a empatia foi 
fundamental para entender como os pacientes jovens, em especial as crianças, 
se sentiam “dentro da máquina”, e que “adentrar e entender o mundo infantil foi 
fundamental para que o time encontrasse uma solução adequada”. 
A solução envolveu várias etapas complementares, 
sendo uma delas adesivar as salas com motivos do 
universo infantil, como a da foto abaixo, e preparar a 
equipe de enfermagem que passou a contar uma 
história sobre os barulhos que o navio pirata faz e como 
é importante “ficar quietinho para que o Capitão 
Gancho não te encontre”. 
 
Os exemplos desta abordagem são inúmeros e existem em todas as áreas do 
conhecimento. 
O site da ONG Educa Digital tem muitas informações legais, cursos gratuitos e 
formas incríveis de dinamizar sua sala de aula. 
https://www.ev.org.br/cursos/design-thinking-para-educadores e divirta-se. 
Veja um exemplo: 
Design Thinking para Educadores 
Com duração 20h, o objetivo deste curso é apresentar aos educadores a 
abordagem do design thinking, considerando seu contexto, relevância e as 
possibilidades de uso na educação, por meio de vídeos, ilustrações, infográficos 
e exemplos práticos. 
Quer mais exemplos? Nós temos! Verifique como Jane Chen – uma 
empreendedora social - usou o processo para criar o “Abraço caloroso” que salva 
bebês. Isso foi o início da Embrance, uma ONG que se dedica a produzir 
incubadoras neonatais acessíveis. 
Veja mais em: https://www.embraceglobal.org/ 
Mãos na massa 
Material: um(a) colega + post it + canetas + explicações abaixo. (Este material 
foi traduzido e adaptado do Institute of Design at Stanford University) 
https://drive.google.com/file/d/1E-
ZR39WwmL0iOHkGX5GAZZ6OKpoi8WFL/view 
Máquinas de diagnóstico para crianças 
 
Fonte: GNT (2012, documento on-line) 
https://www.embraceglobal.org/
https://drive.google.com/file/d/1E-ZR39WwmL0iOHkGX5GAZZ6OKpoi8WFL/view
https://drive.google.com/file/d/1E-ZR39WwmL0iOHkGX5GAZZ6OKpoi8WFL/view
Entregue-se ao exercício e descubra como a simplicidade pode ser poderosa 
(sabemos que esta é uma formação individual. Caso seja viável, faça com um 
colega. Caso não seja possível, aplique em seus educandos). 
Lembre-se que um dos pontos mais importantes aqui é exercitar a empatia pelo 
outro. Para isso, converse. Uma boa conversa é importante, mas lembre-se de 
respeitar o tempo para cada etapa. Uma forma de ajudar é colocando um 
despertador (pode ser o do celular mesmo). Uma forma de conhecer o outro, por 
exemplo, é perguntando o que ele carrega na carteira... isso mesmo, geralmente 
colocamos na carteira o que é importante ou significativo, (ex.: o que eles 
carregam na carteira? Por que eles têm um cartão específico lá? O que as coisas 
na carteira deles dizem sobre a vida deles?). 
Passados 4 minutos, troque os papéis. É a sua vez de se deixar guiar pela 
curiosidade do colega. 
Após a primeira rodada de entrevistas, diga-lhes para acompanhar o que os 
intrigou durante a primeira entrevista: 
“Tente descobrir histórias, sentimentos e emoções.” 
“Pergunte 'POR QUÊ?' com frequência.” 
“Esqueça a carteira, descubra o que é importantepara o seu parceiro.” 
“Por que ele ainda carrega uma foto da ex-namorada? Quando foi que ele 
carregava muito dinheiro? O que ela mais lembra sobre seu primeiro emprego 
remunerado? 
É hora de mudar! 
Mais uma vez, anote quaisquer descobertas inesperadas ao longo do caminho, 
capture aspas! 
 
Veja, a seguir, os passos que você deve realizar. 
 
1. Entreviste (8min) 
Comece entrevistando seu colega: para isso use 8 minutos (4 para cada um, ou 
seja, você entrevistará seu/sua colega e será entrevistado por ele/ela). Anote os 
pontos importantes da sua primeira entrevista. 
2. Aprofunde (6min) 
Aprofunde os assuntos. Para isso use 6 minutos (3 para cada um) O que você 
ainda não percebeu do outro, o que mais você descobriu? 
3. Capture as descobertas 
Agora, reserve individualmente três minutos para organizar seus pensamentos 
e refletir sobre o que aprendeu sobre seu colega, organizando seus 
aprendizados em dois grupos: 
1) os objetivos e desejos do seu parceiro, e 
2) as percepções que você descobriu. Procure usar verbos para expressar os 
objetivos e desejos. Essas são as necessidades dele, relacionadas à carteira e 
à vida. Pense nas necessidades físicas e emocionais. Por exemplo, talvez seu 
colega precise minimizar o número de coisas que carrega, ou precisa sen tir que 
está apoiando a comunidade local e a economia. Os insights são descobertas 
que você pode aproveitar ao criar soluções. Por exemplo, você pode ter 
descoberto o insight de que comprar com dinheiro faz seu parceiro valorizar mais 
a compra e tomar mais cuidado com as decisões, ou que ele vê uma carteira 
como um lembrete e sistema de organização, não como um dispositivo de 
transporte. 
Reformule o problema: ___________________________________________ 
4. Identifique as descobertas (3 min) 
Objetivos e desejos: o que seu colega desejaria ganhar ou conquistar? Insights: 
quais os novos aprendizados e motivações sobre os sentimentos de seu colega. 
O que você vê sobre o seu colega que talvez ele não veja? 
Faça inferências a partir do que você ouviu ou sentiu. 
5. Posicione-se a partir de um ponto de vista (3mim) 
(Nome do colega)____________________________ 
Precisa de uma forma para (Colocar qual a necessidade que você identificou) 
_______________________________________________________________ 
Porquê (ou “mas”, ou “surpreendentemente”) 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________ 
6. Posicione-se com um ponto de vista 
Já tendo identificado as descobertas, é hora de selecionar a necessidade mais 
convincente e o insight mais interessante para articular um ponto de vista. 
Esse é o seu ponto de vista. Tome uma posição, afirmando especificamente o 
desafio significativo que você vai enfrentar. Ex.: “Janice precisa de uma maneira 
de sentir que tem acesso a todas as suas coisas e está pronta para agir. 
Surpreendentemente, carregar a bolsa a faz sentir menos pronta para agir”. Ou, 
“Arthur precisa de uma forma de socializar com seus amigos, enquanto se 
alimenta de forma saudável, mas ele sente que não participa, se não estiver 
segurando uma bebida”. 
7. Esboce pelo menos 5 maneiras radicais de atender as necessidades do seu 
colega (5 min). 
Ajuda para idealizar: reescreva a declaração do problema no topo da página. 
Lembre-os de que agora estão criando soluções para o novo desafio que você 
identificou. 
Faça volume! Este é o momento de geração de ideias, não de avaliação - você 
pode avaliar suas ideias mais tarde. Veja se você consegue ter pelo menos 7 
ideias! 
Procure ser VISUAL - use palavras apenas quando necessário, para destacar os 
detalhes. 
 
8. Escreva aqui o problema que você vai resolver 
 
9. Partilhe suas soluções e peça feedback! 
10. Compartilhe suas soluções e obtenha feedback. - PROTÓTIPOS - 10 min (5 
minutos para cada). 
Agora, é hora de compartilhar seus esboços com seu colega! 
O que você pensou? Passe algum tempo ouvindo as reações e perguntas de 
seus parceiros. Não se trata apenas de validar suas ideias. Lute contra o desejo 
de explicar e defender suas ideias. Esta é outra oportunidade de aprender mais 
sobre os sentimentos e motivações do seu colega. 
11. Interaja e recrie com base nos feedbacks. 
 
▪ Stanford, em seu Instituto of Design, tem um kit “pronto” para uso: 
https://dschool.stanford.edu/resources/dschool-starter-kit 
▪ Quer mais ferramentas para turbinar sua sala de aula de forma criativa? Olhe 
o material de Ferramentas Digitais para professores, em anexo. São 55 
páginas de possibilidade. O Guia descreve as ferramentas e suas 
possibilidades de uso para quais disciplinas se adequa e para qual nível 
educacional (Ex.: fundamental, médio etc.). 
Que tal olhar o material traduzido pelo Instituto Ayrton Senna, com o 
consentimento da OCDE? O título original é Fostering Students Creativity and 
Critical Thinking. Você pode acessá-lo através deste link: 
https://institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/doc
umentos/instituto-ayrton-senna-documento-ocde-traduzido.pdf 
Este material traz uma importante contribuição não apenas sobre os processos 
criativos, como também sobre o pensamento crítico. São 359 páginas de dados, 
informações, conhecimento e ferramentas divididas em 8 capítulos que abordam 
uma pauta tão variada quanto internacional (VINCENT-LANCRIN et al., 2020). 
Parabéns! Você chegou ao final do primeiro módulo da Formação ao Mundo do 
Trabalho! 
Conforme descrito no Relatório das Análises dos Currículos Estaduais para o 
Novo Ensino Médio, no que tange Formação de Professores para o Eixo 
Formativo Técnico Profissionalizante, é importante seguir alguns norteadores 
estratégicos, sendo assim, destacamos para este primeiro Módulo a “Introdução 
ao Mundo do trabalho Explorando Oportunidades”, e tivemos como estratégia 
formular conceitos e atividades que possibilitem o “pensar estratégico docente”, 
permitindo-lhes correlacionar seus projetos pedagógicos com os Projetos de 
Vida discentes, tornando a educação como a alavanca de mudança social 
pretendida 
Para o Segundo Módulo, “Carreiras e Escolhas Profissionais”, iremos trabalhar 
com atividades que promovam a ampliação e/ou conhecimento dos propósitos 
de vida e autoconsciência. Não se pode mudar o que não se conhece. Nessa 
perspectiva, o Professor é a base do processo para engajamento dos estudantes 
e desenho de carreiras futuras. 
Esperamos que você tenha aproveitado o conteúdo estudado. Se quiser 
aprofundar ainda mais seus estudos, veja a lista de referências no próximo slide. 
MÓDULO 02 
Apresentação 
Sejam bem-vindos(as) ao segundo módulo da Formação ao Mundo do Trabalho! 
https://institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/documentos/instituto-ayrton-senna-documento-ocde-traduzido.pdf
https://institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/documentos/instituto-ayrton-senna-documento-ocde-traduzido.pdf
Neste módulo, também dividido em três unidades, abordaremos o planejamento 
de carreira, identidade, valores e responsabilidade social, planejamento do 
futuro, definindo as ações, metas e estratégias que deverão impactar o projeto 
de vida do estudante. Apresentaremos os conceitos do empreendedorismo e a 
ideia de empreendedorismo como inovação social, além dos conceitos dos 
princípios da Sustentabilidade, trabalho em equipe, governança e conflito. 
UNIDADE 1 – CARREIRAS 
Nesta unidade, oferecemos atividades pedagógicas que podem ajudar os 
professores na orientação das escolhas profissionais para o Mundo do trabalho. 
Além disso, faremos um tour reflexivo sobre as competências necessárias ao 
trabalho, na busca de construir estratégias didáticas articuladas aos contextos 
sociais, ao propósito e projetos de vida dos estudantes. Por fim, apresentaremos 
também os princípios e práticas inerentes à EducaçãoProfissional e 
Tecnológica. 
1.1 Habilidades em foco 
1 (EMIFCG10) reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com 
confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e 
profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando 
em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. 
2 (EMIFCG11) utilizar estratégias de planejamento, organização e 
empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, 
mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com 
foco, persistência e efetividade. 
3 (EMIFCG12) refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e 
sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e 
oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem 
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e 
cidadã (BRASIL, 2018). 
1.2 Entendendo sobre carreiras 
Que esta realidade seja vista/encarada/percebida/sentida não como 
DETERMINANTE DE FUTURO, mas antes de tudo, COMO PONTO DE 
PARTIDA PARA QUALQUER OPORTUNIDADE DE MUDANÇA, apesar do 
contexto. As carreiras são oportunidades, não são lineares, são compostas por 
várias competências ainda não criadas pela evolução do Mundo do Trabalho. 
Atuar considerando prática+teoria ajudará muito a entender como as coisas 
acontecem no mundo do trabalho/Carreira. 
Observa-se que há uma integração estrutural, cujo elemento central é o 
PROJETO DE VIDA (figura 4) do estudante, considerando como um dos pilares 
a condição de inserção dele no mercado, não como supridor de “mão de obra” 
necessária à economia, mas, principalmente, como sujeito interventor e criador 
de uma nova realidade, em especial para si e para sua comunidade local ou 
global. O limite será determinado pela capacidade individual de superar os 
obstáculos existentes. 
Um ponto fundamental é entender que as carreiras no mundo atual não são 
estanques. Há 30 anos atrás, você ficaria boa parte da vida em uma única 
empresa. Hoje, isso não é necessariamente verdadeiro. 
Figura 4 – Projeto de Vida essência da Carreira Profissional 
 
Fonte: Adaptado de Frente Novo Currículo Médio. 
 
Vamos iniciar distinguindo Carreira e Profissão. 
Profissão é aquilo que estudamos e nos preparamos para executar. Um médico 
cardiologista estuda medicina e se especializa em cardiologia. Já Carreira é a 
estrada que se deseja seguir, o estilo de vida e tipo de atuação que se deseja 
ter. Se um médico cardiologista decide que seu caminho é ajudar aqueles que 
mais precisam, pode atuar como um médico em uma organização como Médicos 
Sem Fronteiras. Se quer um caminho de estudos e pesquisas em um laboratório, 
pode escolher a carreira de pesquisador e de vacinas, por exemplo. Ainda, se 
deseja ter uma vida de empreendedor, pode abrir sua própria clínica 
(HABIMORAD, 2017). 
A carreira, entendida então como um conjunto de trilhas (Figura 5) e 
possibilidades ainda que a profissão seja a mesma. Lembre sempre que as 
“etapas evolutivas do crescimento profissional” precisam acontecer seja no 
empreendedor ou intraempreendedor e que devem ser consideradas a partir do 
PROJETO DE VIDA, ou seja, entendendo quais são os potenciais e talentos. 
 Figura 5- Possíveis Trilhas de Carreiras 
Entender quem somos é importante, pois pode reduzir o 
nível de sofrimento laboral. Quanto mais o ambiente de 
trabalho for valorativamente semelhante a nós, temos maior 
probabilidade de sermos mais assertivos. 
#FICAADICA – PRA SABER MAIS 
Vamos descobrir mais sobre você? 
 
Pré-requisitos: Disposição, sinceridade e capacidade de 
leitura. 
 
O que fazer: Existem diversos sites que podem ser úteis no 
autoconhecimento, um dos pontos fundamentais para Projeto de Vida, Carreira 
e Propósito. Muitos oferecem algum tipo de testagem, como tipos de 
personalidade, aptidões, etc. No geral, eles pedem apenas e-mail, que é 
armazenado em um banco de dados, e é eventualmente usado para acessar 
você para oferta de produtos, ou serviços, ou envio de informações. Mas, 
considerando o que “devolvem”, se for um site sério, pode ser uma boa troca. 
Lembre-se que nenhum teste é uma verdade absoluta. São fragmentos 
descontextualizados, são um ponto de encontro de aspectos da vida que, ao 
ganharem forma e estrutura, ajudam na compreensão de quem somos. 
Trata-se de difícil tarefa saber quem somos, pois envolve um olhar profundo e 
verdadeiro sobre nós mesmos. Nos olharmos no espelho, por exemplo, ainda 
que possa ser um ato desafiador, é também fundamental. 
Entendendo os testes, dois dos mais conhecidos e utilizados são: 
1. MBTI 
O MBTI - Myers-Briggs Type Indicator - é um inventário que tem por objetivo 
avaliar a personalidade segundo a teoria dos tipos psicológicos de Jung, de 
forma simples e sucinta. Busca auxiliar as pessoas a identificarem determinadas 
preferências pessoais significativas. Foi desenvolvido por Katharine Cook Briggs 
(1875–1968) e sua filha Isabel Briggs Myers (1897–1980) e, a partir dele muitos 
testes disponíveis, se baseiam na tipologia para seus testes (COUTO; 
BARTHOLOMEU; MONTIEL, 2016). 
As redes sociais perceberam a “potência” dos instrumentos e exploram isso 
considerando que as pessoas sempre querem “um conserto rápido”, ou seja: 
quem não quer um teste que fale sobre quem você é, quais seus pontos de 
melhoria e ainda reforce seus pontos altos? Por isso, a orientação do Educador, 
aqui, torna-se ainda mais importante e oportuna. Pode ser que seu educando já 
venha com o teste feito e sem nenhuma crítica a respeito. Instruí-lo a pesquisar 
a seriedade do site em questão (um instrumento oficial ou um site sério tem 
obrigatoriedade de validação do instrumento proposto. Sem validação, como 
garantir a fidedignidade do resultado?), que tipo de teste ele fez, o quanto os 
resultados são representativos e o nível de honestidade ao responder as 
perguntas são fundamentais para a contextualização do processo. Equilíbrio é a 
palavra de ordem. Na origem, o MBTI só é aplicado por psicólogos, que fornecem 
a devolutiva e a explicação do teste. 
O site oficial é: https://www.mbtionline.com/ 
https://www.mbtionline.com/
2. Âncoras e Carreiras 
Outro inventário muito bom é o ncoras de Carreiras. O nome não é por nada e, 
sim, tem relação com a ideia de ancoragem, sustentação e lastro. Criador do 
teste: Schein (1978) - PhD em psicologia social, pela Universidade de Harvard e 
professor emérito da Sloan School of Management - entendia que tão importante 
quanto refletir sobre a carreira era a necessidade de se estabelecer relações 
entre autodesenvolvimento, desenvolvimento de carreira e desenvolvimento da 
vida pessoal e familiar. Refletir sobre a carreira, então, implicaria em entender 
as necessidades e características da pessoa, que não estão ligadas apenas à 
vida no trabalho, mas são frutos de sua interação com todos os espaços de sua 
vida. Assim como a vida, as âncoras podem mudar. Se por exemplo, você está 
começando uma família, o estilo de vida pode aparecer mais forte e ao se 
graduar no ensino médio, pode ser que o desafio puro seja sua estabilidade no 
momento. 
O objetivo aqui é descobrir valores profissionais, por isso conhecer o que é 
importante para você é melhor que o resultado do teste em si. Entender a 
importância de determinados valores ajudará no propósito de vida. 
Entenda o inventário: partindo da análise de autoconhecimento, Schein (1978) 
compreendia que as pessoas ganhavam gradualmente autoconhecimento e 
autopercepção da sua trajetória de carreira. Essas seriam as “ancoras de 
Carreira” caracterizadas por: 
a) Talentos e habilidades, baseados no sucesso dos vários trabalhos 
realizados; 
b) Motivos e necessidades, baseados no feedback de outras pessoas e da 
empresa, e na auto avaliação ao enfrentar os vários desafios; 
c) Atitudes e valores, baseados no confronto entre os valores e normas 
próprias eos da organização ou ocupação. 
3.16 personalities 
Se você for sincero nas respostas, apresenta alto nível de precisão. Seu site 
oferece muitos testes e informam quais são pagos e quais são gratuitos. Acesse 
em: https://www.16personalities.com/br 
1.3 Entendendo sobre âncoras de carreiras 
As âncoras de carreira são (DUTRA; ALBUQUERQUE, 2009): 
1) COMPETÊNCIA TÉCNICA/FUNCIONAL: 
Se sua âncora de carreira é a competência em alguma área técnica ou funcional, 
você não abriria mão da oportunidade de aplicar suas habilidades nessa área e 
de continuar desenvolvendo essas habilidades a um n ível cada vez mais alto. 
Você obtém seu senso de identidade com o exercício dessas habilidades e 
sente-se totalmente realizado quando seu trabalho lhe permite ser desafiado 
nessas áreas. Você pode estar disposto a gerenciar outras pessoas em sua área 
técnica ou funcional, mas não se interessa pelo gerenciamento em si e evitaria 
a gerência geral, porque precisaria desistir de sua própria área de especialidade. 
 
2) COMPETÊNCIA PARA GERÊNCIA GERAL 
Se sua ancora de carreira é a competência para a gerência geral, você não 
abriria mão da oportunidade de subir a um n ível alto o suficiente que lhe permita 
integrar os esforços de outras pessoas em suas funções e ser responsável pelo 
resultado de determinada unidade da organização. Você quer total 
responsabilidade pelos resultados e identifica seu próprio trabalho com o 
sucesso da organização para qual trabalha. Se você está em uma área técnica 
ou funcional atualmente, aceita a situação como uma experiência de 
aprendizado necessária, entretanto, ambiciona alcançar um cargo com funções 
generalistas o quanto antes. Ter um alto cargo gerencial técnico não interessa. 
 
3) AUTONOMIA/INDEPENDÊNCIA 
Se sua âncora de carreira é a autonomia/independência, você não renunciaria à 
oportunidade de definir seu próprio trabalho, à sua própria maneira. Se você está 
numa organização, quer permanecer em funções que lhe permitam flexibilidade 
com relação a quando e como trabalhar. Se você não tolera regras e restrições 
organizacionais de qualquer espécie, busca ocupações nas quais tenha a 
liberdade que procura, tais como ensino ou consultoria. Para manter sua 
autonomia, você recusa oportunidades de promoção ou avanço. Talvez você até 
procure ter seu próprio negócio para alcançar a sensação de autonomia, 
entretanto este motivo não é o mesmo que a criatividade empreendedora 
descrita mais adiante. 
 
4) SEGURANÇA/ESTABILIDADE 
Se sua âncora de carreira é a segurança/estabilidade, você não abriria mão da 
sua segurança ou estabilidade no trabalho ou organização. Sua principal 
preocupação é alcançar a sensação de ser bem sucedido para ficar tranquilo. A 
âncora está demonstrada na preocupação pela segurança financeira (tais como 
aposentadoria e planos de pensão), ou segurança no emprego. Essa 
estabilidade pode significar trocar sua lealdade e disposição de fazer qualquer 
coisa que seu empregador lhe peça por uma promessa de garantia de emprego. 
Você se preocupa menos com o conteúdo do seu trabalho e o posto que pode 
alcançar, embora possa chegar a um alto n ível, se seus talentos assim o 
permitirem. No que se refere a autonomia, todo mundo tem certas necessidades 
de segurança e estabilidade, especialmente em épocas que os encargos 
financeiros são grandes ou quando se está para enfrentar a aposentadoria. 
Entretanto, as pessoas ancoradas dessa maneira estão sempre preocupadas 
com essas questões e constroem toda sua auto-imagem em torno do 
gerenciamento da segurança e estabilidade. 
 
5) CRIATIVIDADE EMPREENDEDORA 
Se sua âncora de carreira é a criatividade empreendedora, você não renunciaria 
à oportunidade de criar sua própria organização ou empreendimento, 
desenvolvidas com sua própria capacidade e disposição de assumir riscos e 
superar obstáculos. Você quer provar ao mundo que pode criar um 
empreendimento que seja o resultado do seu próprio esforço. Talvez você 
trabalhe para outros em alguma organização, enquanto aprende e avalia 
oportunidades futuras, mas seguirá seu próprio caminho assim que sentir que 
tem condições para isso. Você quer que seu empreendimento seja 
financeiramente bem sucedido, como prova de sua capacidade. 
 
6) SERVIÇO/DEDICAÇÃO A UMA CAUSA 
Se sua âncora de carreira é serviço/dedicação a uma causa, você não 
renunciaria à oportunidade de procurar um trabalho onde pudesse realizar 
alguma coisa útil, como, por exemplo, tornar o mundo um lugar melhor para se 
viver, solucionar problemas ambientais, melhorar a harmonia entre as pessoas, 
ajudar os outros, melhorar a segurança das pessoas, curar doenças através de 
novos produtos, etc. Você busca essas oportunidades, mesmo que isto 
signifique mudar de organização e não aceita transferências ou promoções que 
o desviem do trabalho que preencha esses valores. 
 
7) DESAFIO PURO 
Se sua âncora de carreira é desafio puro, você não abriria mão da oportunidade 
de trabalhar na solução de problemas aparentemente insolúveis, para vencer 
oponentes duros ou superar obstáculos difíceis. Para você, a única razão 
significativa para buscar um trabalho ou carreira é que este lhe permita vencer o 
impossível. Algumas pessoas encontram esse desafio puro em alguns trabalhos 
intelectuais, como, por exemplo, o engenheiro interessado apenas em desenhos 
extremamente difíceis; outras encontram seu desafio em situações complexas, 
tais como um consultor estrategista, interessado apenas em clientes à beira da 
falência e que já esgotaram todos os recursos; algumas o encontram na 
competição interpessoal, como o atleta profissional, ou o vendedor que define 
cada venda como uma vitória ou derrota. A novidade, variedade e dificuldade 
tornam-se um fim em si e se alguma coisa é fácil, imediatamente torna-se 
monótona. 
 
8) ESTILO DE VIDA 
Se sua âncora de carreira é o estilo de vida, você não abriria mão de uma 
situação que lhe permita equilibrar e integrar suas necessidades pessoais, 
familiares e as exigências de sua carreira. Você quer fazer todos os principais 
segmentos de sua vida trabalhar em conjunto para um todo integrado e, portanto, 
precisa de uma situação de carreira que lhe dê suficiente flexibilidade para 
alcançar tal integração. Talvez, você precise sacrificar alguns aspectos da sua 
carreira (por exemplo, uma mudança geográfica que fosse uma promoção, mas 
que desestruturaria toda sua situação de vida), e você define o sucesso em 
termos mais amplos do que simplesmente sucesso na carreira. Você sente que 
sua identidade está mais vinculada ao modo de viver sua vida como um todo, 
onde você se estabelece, como lida com sua situação familiar e como você se 
desenvolve, do que com qualquer trabalho ou organização. 
Confira o teste âncoras de carreira em: 
https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/teste-ancoras-de-carreira 
Sobre âncoras e gerações. Será que as âncoras mudam de acordo com as 
gerações ou com o gênero? Leia o artigo a seguir e inspire-se: 
https://revistas.pucsp.br/ReCaPe/article/view/32651 
Carreiras: um olhar especialista: Maira Habimorab (especialista brasileira no 
assunto) em entrevista à revista Cosmopolitan articula uma fala sobre carreira, 
tendências e competências. 
Tendo refletido sobre isso, vamos pensar num modelo de desenvolvimento de 
carreira, lembrando que as carreiras deixaram de ser lineares e são mais fluidas. 
Provavelmente, você terá mais de uma carreira ao longo da sua vida. 
Antes de iniciar, que tal pensar sobre “de onde vem as boas ideias”? 
De onde vêm as boas ideias - Steve Johnson. Disponível em: 
https://youtu.be/_2X-VAhSFsM 
Agora, complete o template considerando como aplicar isso em sua carreira ou 
ideias para futuro. 
 
https://youtu.be/_2X-VAhSFsM
Agora que já sabemos que as boas ideias da sua carreira estão por aí, vamos 
colocar em prática areflexão. Para isso, veja o template a seguir chamado 
Modelo de Negócios Pessoal. 
1.4 Planejamento de carreira 
 
MODELO DE NEGÓCIOS PESSOAL 
O exercício do Modelo de Negócios pessoal não é uma linha de chegada, mas 
de partida. Deve ser riscado, rasurado, mudado, reorganizado tantas vezes, 
quantas sentirmos necessidade. 
Vamos ver, agora, alguns materiais interessantes sobre carreiras. 
 
O site https://www.vagas.com.br/ oportuniza de forma prática e intuitiva não 
apenas o cadastro do seu currículo, como saber mais sobre uma infinidade de 
cargos, carreiras, salários, além de muitas dicas. 
O material sobre Tendências de Comportamento Pós Pandemia traz 20 pontos 
de atenção sobre os impactos em nossa forma de viver. Vale ler com olhar no 
futuro e na carreira: https://brasilminingsite.com.br/20-tendencias-de-
comportamento-para-um-mundo-pos-pandemia/ 
O Nosso Ensino Médio é um programa gratuito de formação continuada. Oferece 
uma ampla variedade de formações complementares que auxiliam professores 
e gestores na sua capacitação. Acesse em: https://nossoensinomedio.org.br 
Considerando os pontos acima citados, importa resgatar as dicas abaixo: 
Projeto de Vida + Formação para o Mundo do Trabalho + Trilha de Formação 
Profissional 
Figura 1 – Preparação Básica para o Trabalho 
 
 
 
 
 
 
https://nossoensinomedio.org.br/
#FicaADica: Mãos na massa ATIVIDADE 
Agora, você tem duas possibilidades: 
Trabalhar com o quadro abaixo, observando o que se pede. Trata-se de um 
plano de ação simples, mas completo. Divirta-se: 
(Ou) Preencher o Canvas Modelo de Negócios Pessoal. 
5W2H 
Essa sopa de caracteres corresponde, na verdade, às iniciais (em inglês) das 
sete diretrizes que, quando bem estabelecidas, eliminam quaisquer dúvidas que 
possam aparecer ao longo de um processo ou de uma atividade. 
 
São elas: 
5W: What (o que será feito?) – Why (por que será feito?) – Where (onde será 
feito?) – When (quando?) – Who (por quem será feito?) 
2H: How (como será feito?) – How much (quanto vai custar?) 
Ou seja, é uma metodologia cuja base são as respostas para estas sete 
perguntas essenciais. Com estas respostas em mãos, você terá um mapa de 
atividades que vai te ajudar a seguir todos os passos relativos a um projeto, de 
forma a tornar a execução muito mais clara e efetiva (ENDEAVOR BRASIL, 
2021). 
UNIDADE 2 – EMPREENDEDORISMO 
Nesta unidade você aprofundará seus conhecimentos relacionados ao contexto, 
ao mundo do trabalho e à gestão de iniciativas empreendedoras, incluindo seus 
impactos nos seres humanos, na sociedade e no meio ambiente; ampliará 
habilidades relacionadas ao autoconhecimento, empreendedorismo e projeto de 
vida; e utilizará esses conhecimentos e habilidades para estruturar iniciativas 
empreendedoras com propósitos diversos, voltadas a viabilizar projetos pessoais 
ou produtivos com foco no desenvolvimento de processos e produtos com o uso 
de tecnologias variadas. 
2.1 Habilidades em foco 
1) (EMIFFTP10) Avaliar as relações entre a formação escolar, geral e 
profissional, e a construção da carreira profissional, analisando as 
características do estágio, do programa de aprendizagem profissional, do 
programa de trainee, para identificar os programas alinhados a cada 
objetivo profissional. 
2) (EMIFFTP11) Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos 
sobre o mundo do trabalho para desenvolver um projeto pessoal, 
profissional ou um empreendimento produtivo, estabelecendo objetivos e 
metas, avaliando as condições e recursos necessários para seu alcance 
e definindo um modelo de negócios. 
3) (EMIFFTP12) Empreender projetos pessoais ou produtivos, considerando 
o contexto local, regional, nacional e/ou global, o próprio potencial, as 
características dos cursos de qualificação e dos cursos técnicos, do 
domínio de idiomas relevantes para o mundo do trabalho, identificando as 
oportunidades de formação profissional existentes no mundo do trabalho 
e o alinhamento das oportunidades ao projeto de vida. 
2.2 De que empreendedorismo estamos falando 
Primeiramente a BNCC (2018) afirma, de maneira explícita, o seu compromisso 
com a educação integral, e reconhece, assim, que a Educação deve visar à 
formação e o desenvolvimento humano global, o que implica compreender a 
complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões 
reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a 
dimensão afetiva, e o Novo Ensino Médio, inclui o empreendedorismo como um 
dos quatro eixos estruturantes para a construção dos itinerários formativos no 
currículo do Ensino Médio, junto com a investigação científica, os processos 
criativos, a mediação e a intervenção sociocultural. 
Diante dessa perspectiva, é importante contextualizar de que 
empreendedorismo estamos nos referindo e qual abordagem iremos adotar no 
percurso formativo. 
No âmbito da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a 
Cultura (UNESCO), foi criado, em 1992, o Centro Internacional para a Educação 
e a Formação Técnica e Profissional (UNESCO-UNEVOC), no intuito de 
desenvolver políticas e práticas relativas à educação para o mundo do trabalho 
e desenvolvimento de habilidades para empregabilidade e cidadania. 
Nesse contexto, a política da UNESCO-UNEVOC de fomentar o 
empreendedorismo para os jovens, com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável. 
As instituições de educação e treinamento técnico e vocacional atendem a vários 
aspectos econômicos e sociais, bem como, podem equipar os jovens e adultos 
com as habilidades necessárias para, não apenas encontrar trabalho decente, 
mas, desenvolver mentalidades empreendedoras e inovadoras: essas 
prioridades transversais formam a base do trabalho da UNESCO-UNEVOC e 
são refletidas na importância de trabalhar o empreendedorismo como uma área 
estratégica. 
Esse pressuposto da UNESCO aponta para o entendimento do conceito de 
empreendedorismo para o além da abertura de empresas mas, como uma 
competência educacional. 
Segundo Dolabela e Filion (2013), o empreendedorismo é um instrumento de 
desenvolvimento social e não apenas de crescimento econômico. Para o autor, 
a educação pode produzir mudança cultural e a pedagogia empreendedora é a 
chave nesse processo. 
A Educação para o empreendedorismo avançou no Brasil, esse tema, segundo 
Lopes (2017), se tornou frequente e importante, pois pode alargar as 
possibilidades de carreira, ou seja, desenvolver as competências 
empreendedoras dos estudantes é possibilitar que os mesmos estejam melhor 
preparados para outras opções de carreiras que vão além de ser empregados 
em organizações criadas e dirigidas pelos outros, mas podem iniciar seu próprios 
empreendimentos, gerir o autoemprego e/ou, construir projetos comunitários. 
Utilizando como fonte de pesquisa o Ministério de Educação de Portugal, 
Carvalho (2015) aborda que é necessário construir programas educativos que 
ultrapassem a visão disciplinar de Educação Empreendedora, precisamos ter 
uma visão mais ampla, transversal - conforme é demonstrado na Figura 2: 
Educação Empreendedora - e isso vem ao encontro da ideia de Percurso 
Formativa do Novo Ensino Médio, onde os eixos estruturantes são transversais. 
Figura 2 - Educação Empreendedora 
 
Fonte: Carvalho (2015) 
 
2.3 Competências empreendedoras 
Atualmente, a Comissão Europeia identificou a inovação e o empreendedorismo 
como uma das oito competências-chave necessárias para uma sociedade 
baseada no conhecimento. Nesse contexto, foi construído o quadro EntreComp. 
Os pesquisadores Bacigalupo et al. (2016) realizaram um estudo onde 
ampliaram as competências e as vincularam ao empreendedorismo: o 
EntreComp (Figura 3), atualmente, é uma referência para às iniciativas que 
visam promover a capacidade empreendedora dos cidadãos. Podemos observar 
que a definição do objetivo de Educação Empreendedora, adotado pelaComissão Europeia, não está vinculado apenas ao ato de abrir empresas, mas, 
sim, como competência, como a capacidade de um indivíduo de transformar 
ideias em ação, que inclui criatividade, inovação e assumir riscos, bem como a 
capacidade de planejar e gerir projetos para atingir esses objetivos. 
A tabela de síntese do EntreComp descreve as 3 áreas e todas as 15 
competências, mas desenvolve-as apenas nos 3 níveis de proficiência que se 
aplicam a todos os cidadãos: os níveis Fundamental, Intermédio e Avançado. O 
nível Especialista, por definição, refere-se a um nível de especialização que está 
além da média e depende mais do contexto. 
Figura 3: Competências Empreendedoras - Referencial Comissão Europeia 
Entrecomp 
 
 
 
Observe o quadro de referência das Competências para o Empreendedorismo 
da ENTRECOMP (Comissão Europeia) e faça uma reflexão da sua progressão 
nas competências. 
https://empreendedorismosocial.porvir.org/wp-
content/themes/sintropika/assets/pdf/PUB_ENTRECOMP_FINAL.pdf 
Figura 4 - Progressão das proficiências 
 
2.4 Empreendedorismo social 
O empreendedorismo como uma competência refere-se não apenas à aquisição 
de atitudes, habilidades e conhecimentos, mas também implica a capacidade de 
um indivíduo, a partir da competência desenvolvida, de agir e transformar ideias 
em realidade, ser um agente de transformação social. A educação para o 
empreendedorismo deve, portanto, trabalhar para equipar e capacitar o indivíduo 
a tomar tais ações. Da mesma forma, para a atividade empresarial, que não está 
estreitamente ligada à vida econômica, como o mundo do trabalho e do 
comércio, mas se estende mais amplamente às outras áreas da atividade 
humana, como a sociedade, o governo e o lar. 
A educação para o empreendedorismo, por sua vez, precisa refletir a inclusão 
de considerações de empreendimento social, inovação social e criatividade mais 
amplamente. O empreendedorismo social se refere a um conjunto amplo e 
diversificado de iniciativas empresariais e sociais, comprometidas com a geração 
de impacto social, ou seja, a superação dos desafios enfrentados pela população 
socioeconomicamente vulnerável, por meios organizacionais e de negócios 
inovadores. Tais empreendimentos compõem o ecossistema de negócios de 
impacto, socialmente em expansão devido à sua potencialidade e dinamismo, 
decorrentes da diversidade de organizações e dos atores envolvidos, sejam 
organizações da sociedade civil, sejam aqueles que visam gerar impacto social, 
podendo, ou não, obter e distribuir lucros. 
Educação empreendedora desperta sonhos e mobiliza comunidade escolar em 
Montes Claros (MG). Acesse em: 
https://empreendedorismosocial.porvir.org/educacao-empreendedora-desperta-
sonhos-e-mobiliza-comunidade-escolar-em-montes-claros-mg/ 
Guia de Orientações, ferramentas e casos reais para inspirar e apoiar gestores 
educacionais e professores a prepararem jovens para impactar o mundo. 
Material produzido pelo Porvir e British Council. Acesse em: 
https://empreendedorismosocial.porvir.org/ 
Centro de referência do SEBRAE com recursos de empreendedorismo 
https://cer.sebrae.com.br/blog/4-motivos-para-escolher-o-itinerario-formativo-
de-empreendedorismo 
A jornada do herói: http://bit.ly/jornadadoheroidub 
2.5 Da ideia à ação 
Carvalho 1, no prefácio do Livro de Osterwalder e Pigneur (2011), relata que 
trabalhar com inovação é provocativo, pois se por um lado nos sentimos sem 
orientação sobre como agir em cenários incertos, por outro, temos à nossa frente 
um quadro branco a ser preenchido. Essa declaração mostra a importância do 
planejamento para os empreendedores. 
Com o propósito de tornar o processo de Planejamento de novos negócios mais 
interativo e dinâmico, o pesquisador suíço Alexander Osterwalder, criou 
colaborativamente com outros empreendedores e consultores o “Business Model 
Canvas”, resultado da sua tese de doutorado. O Canva, (figura 5) “Quadro de 
Modelo de Negócios”, criado por Osterwalder é um quadro visual contendo nove 
blocos de áreas de atuação de uma empresa/organização, que objetiva facilitar 
a modelagem de novos negócios. O Quadro de Modelo de Negócios não 
http://bit.ly/jornadadoheroidub
necessariamente é destinado para negócios, podemos chamar “Quadro de 
Modelo de Projeto'' e pode ser aplicado para projetos iniciais, dentro de 
empresas, em organizações, em escolas, etc. 
Figura 5 - Quadro de Modelo de Negócios 
 
A seguir iremos descrever, brevemente cada um desses blocos: 
A. Proposta de Valor 
Descrever em uma frase clara, simples e direta, como o valor ajudará a resolver 
os problemas encontrados? Que valor você irá entregar para o cliente, usuário 
que receberá a sua solução? Mostre o que é diferente, inovador na solução, 
quais benefícios sociais e ambientais podem trazer? 
B. Segmentos de Clientes 
Para quem estamos criando valor? Quem são os nossos consumidores/público-
alvo do Projeto? Exemplo: Alunos, pais, comunidade, etc. 
C. Canais 
Através de quais Canais nossos Segmentos de Clientes querem ser contatados? 
Como alcançá-los? Como nossos canais se integram? Qual funciona melhor? 
Quais apresentam o melhor custo-benefício? Exemplo: Via parceiros; web; é 
direto. 
D. Relacionamento com os clientes 
Que tipo de relacionamento cada um dos nossos segmentos de clientes espera 
que estabeleçamos com eles? Quais já estabelecemos? Qual o custo de cada 
um? Exemplo: comunidades; assistência pessoal; self-service. 
E. Fontes de Receitas 
Quais valores nossos clientes estão, realmente, dispostos a pagar? Pelo que 
eles pagam atualmente? Como pagam? Podemos captar recursos para o 
projeto? 
F. Recursos Principais 
Aqui você precisa colocar quais os recursos que irão ajudar a operacionalizar o 
seu Projeto, ou seja, como você irá entregar a proposta de valor, de modo que a 
sua ideia se torne real? Podem ser valores físicos, intelectuais, humanos e 
financeiros. 
G. Atividades-Chave 
O componente atividades-chave como o próprio nome diz, é “chave” 
fundamental para que seu projeto possa acontecer, pois descreve as ações mais 
importantes. 
H. Parcerias Principais 
Quais são os nossos principais parceiros? Quais são nossos fornecedores? 
Quais são as redes que estamos envolvidos? 
I. Estrutura de Custos 
Este componente envolve os custos mais importantes presentes na operação e 
na execução do projeto, lembrando que para minimizar custos, podemos buscar 
parcerias e aproveitar materiais recicláveis e sucatas quando falamos em projeto 
na escola e na comunidade. 
Para saber mais + mão na massa 
Baixe e leia os 10 passos para criar Modelo de Negócios da cartilha “O quadro 
de modelo de negócios: umm caminho para criar, recriar e inovar em modelos 
de negócios”, do Sebrae. Disponível em: 
https://bis.sebrae.com.br/bis/download.zhtml?t=D&uid=be606c09f2e9502c51b0
9634badd2821 
Projeto Legado do SEBRAE, onde você poderá encontrar muitas inspirações de 
projetos. Acesse em: 
https://cer.sebrae.com.br/blog/projeto-legado/ 
UNIDADE 3 - MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL 
Nesta unidade nosso objetivo é aprofundar conhecimentos sobre questões que 
afetam a vida dos seres humanos e do planeta em nível local, regional, nacional 
e global, e compreender como podem ser utilizados em diferentes contextos e 
situações; ampliar habilidades relacionadas à convivência e atuação 
sociocultural; utilizar esses conhecimentos e habilidades para mediar conflitos, 
promover entendimentos; e propor soluções para questões e problemas 
socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades. 
3.1 Habilidades em foco 
1 (EMIFFTP07) identificar e explicar normas e valores sociais relevantes à 
convivência cidadã no trabalho, considerando os seus próprios valores e 
crenças, suas aspirações profissionais, avaliando o próprio comportamento 
frente ao meio em que está inserido, a importância do respeito às diferenças 
individuais e a preservaçãodo meio ambiente. 
2 (EMIFFTP08) selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos sobre 
o mundo do trabalho, demonstrando comprometimento em suas atividades 
pessoais e profissionais, realizando as atividades dentro dos prazos 
estabelecidos, o cumprimento de suas atribuições na equipe de forma 
colaborativa, valorizando as diferenças socioculturais e a conservação 
ambiental. 
https://cer.sebrae.com.br/blog/projeto-legado/
3 (EMIFFTP09) propor e testar estratégias de mediação e intervenção para 
atuar em equipes de forma colaborativa, respeitando as diferenças 
individuais e socioculturais. 
3.2 Intervenção sociocultural e análise de contexto 
No campo social, as parcerias e as redes trazem benefícios para as 
comunidades e a sociedade, como, por exemplo, melhorias na qualidade e 
abrangência dos programas implementados e eficácia na resolução de 
problemas sociais (LIMEIRA, 2015). Diante desse pressuposto, é importante 
considerar que os projetos pedagógicos contemplem práticas que considerem o 
contexto sociocultural dos estudantes e, como consequência, potencialize o seu 
engajamento para intervenções significativas e positivas para a sociedade. 
O conhecimento é uma conversação com a cultura e com a 
vida, que enriquece o olhar de seres em construção [...] 
Aprender está relacionado com a elaboração de uma 
conversação cultural, em que se trata, sobretudo, de 
aprender a dar sentido, conectando-se com as perguntas que 
deram origem aos problemas que abordamos e com as 
questões que os sujeitos levantam sobre si mesmos e o 
mundo, para poder, por f im, transferir tudo isso a outras 
situações (HERNÁNDEZ; VENTURA, 2008 apud 
CARBONELL, 2016, p. 202). 
 
Ao desenvolvermos uma educação com Propósito, nessa aprendizagem 
dialógica, com a cultura e com a vida, os alunos vivenciam com os outros 
colegas, com as famílias e pessoas da comunidade, de modo que o professor 
se situa como outro aprendiz junto aos alunos, com novos mapas interpretativos, 
para entender as distintas variáveis e dimensões dos fenômenos da vida 
contemporânea, tanto no território natural, quanto no social, ou cultural 
(CARBONELL, 2016). 
Lev Vygostky (apud VAN DER VEER, 2014) atribui o desenvolvimento do 
pensamento com bases de apropriação de ferramentas como semióticas 
fornecidas pela cultura, isso conduz a abordar os processos de ensino e 
aprendizagem em suas dimensões sociais e culturais: o Socioconstrutivismo. 
Segundo Gauthier e Tardif (2010, p. 377): 
[...] o socioconstrutivismo põe no centro da sua ref lexão o 
papel determinante da cultura na formação do pensamento. 
A cultura não exerce apenas inf luência sobre os nossos 
conhecimentos, nossos valores, nossa representação do 
mundo; ela modela literalmente as nossas maneiras de 
pensar, pois o desenvolvimento resulta justamente do 
domínio das estruturas simbólicas que ela encarna [...]. 
 
Diante desse contexto, a escola e a comunidade de educandos, juntos, 
colaboram na formação de competências. O momento em que se aflora a riqueza 
das interações socioculturais, são traços que coadunam com características da 
aprendizagem de adultos. No relatório “O poder das competências 
socioemocionais”, da Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE 2015), 
fica evidenciado a importância da relação entre contextos de aprendizagens e o 
desenvolvimento de competências socioemocionais. Segundo o relatório, as 
competências não cognitivas, de caráter ou qualidades pessoais, são o tipo de 
habilidades envolvidas na obtenção de objetivos, no trabalho em grupo e no 
contrato emocional, assim manifestam-se em várias situações do dia a dia e 
como as mesmas são desenvolvidas na educação impactam na formação 
profissional do indivíduo, conforme demonstrado na figura 7 - Estrutura para 
competências cognitivas socioemocionais e na figura 8 - Relação entre contextos 
de aprendizagens e progresso social. 
Figura 7 - Estrutura para competências cognitivas socioemocionais 
Fonte: OCDE (2015) 
 
Figura 8- Relação entre contextos de aprendizagens e progresso social. 
 
 
O NOVO ENSINO MÉDIO pretende formar as novas gerações para lidar com 
desafios pessoais, profissionais, sociais, culturais e ambientais do presente e do 
futuro. Quando falamos em Formação Técnica e Profissional é importante 
construir um conjunto de atividades educativas, para que os estudantes possam 
aprofundar interesses, se conhecer e se reconhecer, desenvolver as suas 
competências e ampliar aprendizagens que tenham relação com sua cultura e 
identidade. 
 
3.3 Trabalhando a identidade s ociocultural com os estudantes 
Como descrevemos anteriormente, é importante nesse eixo conhecer o contexto 
das relações socioculturais dos estudantes, posto isso, vamos apresentar uma 
atividade inspirada pelo trabalho de Costa (2006), em animações socioculturais, 
que foram adaptadas pela autora. 
#FICAADICA – MÃOS NA MASSA 
Exercício: Painel das Descobertas das identidades socioculturais dos meus 
estudantes. 
Material: post it e caneta ou qualquer outro quadro interativo (pode ser digital). 
O que fazer: Converse com seus alunos sobre as temáticas aqui levantadas, 
construa outras que você acha necessária para conhecer a identidade 
sociocultural dos seus alunos. A sugestão a seguir é um ponto de partida: 
a) necessidade de compreensão de si próprio e dos outros; 
b) fatores que influenciam as suas relações interpessoais: os contextos 
familiares, os papéis, o conteúdo da relação e os interlocutores; 
c) como vê entende o trabalho em equipe vantagens; funções de uma equipe de 
base, dinâmica do grupo de trabalho; a reunião de uma equipe; como lidam 
com o comportamento dos membros da equipe; condições e problemas; 
regras fundamentais; a cultura do paternalismo no trabalho em rede e 
corresponsabilização dos participantes. 
d) fatores influenciam a identidade de cada membro do grupo; símbolos de 
identificação, por exemplo, música, roupa, etc.; a questão das semelhanças e 
das diferenças: gênero, grupo social, etnias e nações. 
e) percebe a sua identidade pessoal e social; a interpelação e o reconhecimento 
de si; imaginar como os outros os veem e como integrar isso em suas práticas 
diárias. 
f) na sua narrativa pessoal traz significações e/ou representações às suas 
experiências de vida? 
Depois de refletir, considere outras perguntas, faça com eles, crie o seu roteiro 
e poste aqui o roteiro final. 
Obs.: Como sugestão, combine com os estudantes como você irá deixar 
registrado o resultado coletivo dessa atividade. Seria importante eles terem um 
olhar compartilhado e interdisciplinar da experiência. O tempo da atividade pode 
variar conforme o número de estudantes na turma. 
3.4 Conhecendo o território 
Para promover o empreendedorismo social, pressupõe que o estudante conheça 
a realidade a qual pretende agir e para isso é fundamental a ampliação de 
investigação da comunidade onde está inserido, onde pretende atuar, buscando 
informações qualitativas com informações que possam ajudar a contextualizar a 
sua pesquisa e embasar o problema a ser enfrentado. 
O Diagnóstico da realidade territorial passa por etapas, como: busca de dados 
oficiais, fontes de pesquisa primárias (entrevistas com agentes comunitários, 
moradores, associações de bairro, etc) e fontes secundárias, como dados de 
prefeituras, associações, livros, etc. 
Vale se inspirar na abordagem do guia de Empreendedorismo Social, elaborado 
pela British Council e Porvir (2019), onde fornece dicas de aproximação com 
territórios, conforme demonstrado na Figura 9 - Ações para promover a 
aproximação da escola com o território. 
Figura 9 - Ações para promover a aproximação da escola com o território 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: British Council e Porvir (2019). 
 
#FICAADICA – MÃOS NA MASSA 
Nome do Exercício: Painel das Descobertas - Territórios. 
Material: post it e caneta, ou qualquer outro quadrointerativo (pode ser digital). 
O que fazer: converse com seus estudantes para que eles possam em seus 
Projetos: 
1) fazer o mapeamento do Território; 
2) reconhecer quem são as Pessoas que atuam no Território; 
3) elencar no mínimo três experiências significativas para os estudantes no 
Território. 
Observação: Como sugestão, combine com os estudantes como você irá deixar 
registrado o resultado coletivo dessa atividade. Seria importante eles terem um 
olhar compartilhado e interdisciplinar da experiência. O tempo da atividade pode 
variar conforme o número de estudantes na turma. 
SAIBA MAIS: Conheça o Diagnóstico Participativo de Território, como fazer um 
passo a passo. Fonte PORVIR. Acesso em: 
https://guiaeducacaointegral.porvir.org/eixo-3-diagnostico-participativo/#eixo 
Conheça Práticas de Territórios Educativos. Acesso o volume 1 em: 
https://empreendedorismosocial.porvir.org/wp-
content/themes/sintropika/assets/pdf/Territorios-Educativos_Vol1.pdf, e o 
volume 2 em https://empreendedorismosocial.porvir.org/wp-
content/themes/sintropika/assets/pdf/Territorios-Educativos_Vol2.pdf 
Territórios Expandidos 
Como diz Cesar Souza (2019), precisamos ter um olhar “Glocal”, um olhar 
mundial com transformação local. Quando estamos proporcionando que os 
estudantes investiguem realidades e contextos é importante abordar o cenário 
Mundial, nossos alunos precisam ter uma consciência cidadã. Em setembro de 
2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs que aos seus 193 países 
membros que assinassem a Agenda 2030 - um plano global composto por 17 
objetivos, voltados para a sustentabilidade, denominados de Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS), conforme mostra a Figura 10. A agenda 
2030 é universal, abrangente e precisamos ampliar a conscientização da 
mesma, para colocar na pauta dos projetos dos estudantes e engajá-los, de 
modo que considerem a implementação de ações e Projetos que contemplem 
atender esses desafios. 
Assim como a agenda 2030 da (ONU), nós temos outros desafios globais e locais 
nos quais os alunos podem trabalhar no seu território. Para isso, existem sites e 
indicadores mundiais que podem ajudar, como por exemplo: 
PNUD - Brasil - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida 
resumida do progresso a longo prazo, em três dimensões básicas do 
desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. Acesse em: 
https://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home.html 
ODS - Observatório de Desenvolvimento Sustentável Europeu - Sua principal 
missão consiste em promover a sustentabilidade na UE, desenvolvendo a 
prosperidade econômica, a inclusão social e a responsabilidade. Acesse em: 
https://www.eesc.europa.eu/pt/sections-other-bodies/observatories/sustainable-
development-observatory 
https://empreendedorismosocial.porvir.org/wp-content/themes/sintropika/assets/pdf/Territorios-Educativos_Vol2.pdf
https://empreendedorismosocial.porvir.org/wp-content/themes/sintropika/assets/pdf/Territorios-Educativos_Vol2.pdf
https://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home.html
https://www.eesc.europa.eu/pt/sections-other-bodies/observatories/sustainable-development-observatory
https://www.eesc.europa.eu/pt/sections-other-bodies/observatories/sustainable-development-observatory
CEPAL - Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações 
Unidas: O Desenvolvimento Sustentável do Brasil e a sua Integração. Acesse 
em: https://www.cepal.org 
O WWF- Brasil é uma ONG brasileira, participante de uma rede internacional e 
comprometida com a conservação da natureza dentro do contexto social e 
econômico brasileiro. Acesse em: 
https://www.wwf.org.br/wwf_brasil/organizacao/ 
Esses são alguns.... Você pode pesquisar muito mais e seus estudantes 
também! 
Figura 10 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
 
Conheça mais sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Acesse em: 
 https://brasil.un.org/pt-br/sdgs 
3.5 E lá vamos nós… Que tal entender sobre equipes? 
Prezado docente, 
Um dos pontos mais nevrálgicos da intervenção sociocultural tem relação com 
conseguir colocar os educandos a atuar em equipe. Times dão apoio emocional, 
portanto, vamos começar entendendo três pontos: 
1) o que são equipes; 
https://www.cepal.org/
https://www.wwf.org.br/wwf_brasil/organizacao/
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
2) diferenças entre times e grupos e 
3) o que significa segurança psicológica em times. 
Entendendo o conceito e suas aplicações 
Quem somos nós em relação aos grupos? 
Somos seres humanos e, como tais, gregários por natureza, somente existimos 
e/ou subsistimos pelos relacionamentos que estabelecemos. Observe que um 
bebê sem cuidado morre. Uma pessoa sem relacionamentos afetivos saudáveis 
adoece com mais frequência. 
Comecemos pela base, entendendo o que é cultura. 
Vem de cultivo - Da ideia de preparar e melhorar a terra, buscando um padrão 
de melhoria. 
Também é usada para se referir ao refinamento. Ex.: Fulana é culta... 
Assim, vamos entender cultura como a forma como uma sociedade se comporta 
e espera que você se comporte. Esse conceito é repleto de significados 
compartilhados, por isso dizemos que alguém é educado ou não, ou tem finesse, 
mas apenas se eu reconhecer o significado compartilhado daquilo, ainda que eu 
não o compreenda. Assim, podemos reconhecer que degustar um vinho é um 
ato educado e elegante, ainda que não se compreenda os meandres disto. 
Veja outro exemplo, as questões de etiqueta (experimente apontar para alguém, 
ou ficar olhando fixamente para um colega). Tanto no Ocidente, quanto no 
Oriente, percebe-se que isso não é delicado da nossa parte em relação ao outro, 
ou seja, toda etiqueta está baseada em regras e no significado compartilhado 
que aquela regra possui. 
Seu questionamento é oportuno: se o assunto trata de grupos e equipes, 
qual a relação da cultura com isso? 
É muito oportuno entender que grupos e equipes menores costumam reproduzir 
o comportamento de grupos maiores (no sentido socioeconômico-político e, 
inclusive, a dinâmica psicológica dos grandes grupos). Desta forma, importa 
entender que há uma tendência em reproduzir os comportamentos observados 
ou aprendidos e extraídos do contexto onde fomos criados/educados. 
#FICAADICA - PARA SABER MAIS 
• “Como podemos medir o que faz um sistema escolar funcionar?”, Andreas 
Schleicher nos mostra o teste PISA - uma medida global que classifica os 
países uns contra os outros - do qual usa os mesmos dados para ajudar as 
escolas a melhorarem. Observe para descobrir onde seu país se destaca e 
aprenda o único fator que faz com que alguns sistemas superem outros. 
• A linguagem corporal afeta a forma como os outros nos veem, mas também 
pode mudar a forma como nos vemos. A psicóloga social, Amy Cuddy, 
argumenta que "pose de poder" - manter uma postura de confiança, mesmo 
quando não nos sentimos confiantes - pode aumentar os sentimentos de 
confiança e pode ter um impacto em nossas chances de sucesso. 
Sim, influenciamos nosso meio, assim como somos influenciados por ele. 
Partimos do contexto, apesar das discrepâncias do nosso país, acreditando 
firmemente na educação e no papel do docente em fazer diferença na vida de 
cada pessoa a ele confiada, apesar da realidade onde estamos inseridos. 
 Refletido até aqui, vamos entender o conceito de grupos e equipes usando não 
apenas o dicionário, mas ampliando com outras áreas do conhecimento como a 
psicológica e a psicanálise, ok? 
Iniciando pelo amigo dicionário, um aliado quando o assunto são conceitos, que 
diferencia os termos da seguinte maneira: 
Significado de Grupo 2 
Substantivo masculino 
Conjunto de pessoas ou de objetos reunidos num mesmo lugar, que formam um 
todo. Conjunto de pessoas que apresentam o mesmo comportamento e a mesma 
atitude, e com um objetivo comum que condiciona a coesão de seus membros: 
um grupo político; um grupo de trabalho; psicologia de grupo. 
Um conjunto depessoas constitui um grupo, um conjunto de grupos constitui uma 
comunidade e um conjunto interativo de comunidades configura uma sociedade. 
Desde o núcleo familiar (pais, avós irmãos), depois creches, escolas, esportes, 
estabelecemos vínculos, que vão se ampliando na vida adulta, e constituindo 
novos núcleos; 
A essência de todo e qualquer indivíduo consiste no fato de ele ser portador de 
um conjunto de sistemas: desejos, identificações, valores, capacidades, 
mecanismos defensivos, necessidades básicas [dependência (de ser 
reconhecido pelos outros – o sentimento de indiferença por alguém)], ou seja, 
sistemas bio-psico-afetivos-emocionais-sociais. Mundo interior e exterior são 
uma continuidade um do outro, assim como o social e o individual não existem 
separadamente, eles se diluem, se interpenetram e se confundem. Por isto, 
podemos afirmar que todo indivíduo é um grupo (na medida que seu interior é 
grupo de personagens introjetados de pais, irmãos, avós, que convivem e 
interagem) (ZIMERMAN et al., 2004). Da mesma forma, aplicando o conceito, 
todo grupo pode se comportar como uma individualidade (no sentido que um 
grupo forma, ou adquire uma personalidade, uma identidade coletiva e 
comportamentos conscientes e inconscientes); 
Já sabemos que grupos menores tendem a reproduzir comportamentos sociais 
dos grandes grupos (no sentido sócio-econômico-político e inclusive a dinâmica 
psicológica dos grandes grupos). Desta forma, entender o contexto onde se está 
inserido, pode ser um bom ponto de partida para compreender modelos de 
comportamento, tanto dos grupos quanto dos seus membros. 
Significado de trabalho em equipe 
Substantivo masculino 
Trabalho realizado por um grupo de pessoas que prioriza o esforço coletivo na 
realização de uma tarefa, na resolução de um problema; cada indivíduo 
desempenha um papel importante, mas o esforço coletivo deve ser priorizado em 
oposição ao individual: o meio para se chegar ao melhor resultado na busca de 
qualidade máxima é o trabalho em equipe. 
Ainda que ambos sejam substantivos masculinos, há uma boa diferença entres 
esses conceitos, principalmente quanto aos resultados. 
Observe que equipes de trabalho geram uma sinergia positiva por meio de um 
esforço coordenado. 
Podem ser de diversos tipos (ROBBINS, 2002): 
a) Solucionadoras de problemas: compostas por 5 a 12 pessoas que se reúnem 
algumas horas por semana para discutir formas de melhorar a qualidade, a 
eficiência e o ambiente de trabalho/estudo; 
b) Autogerenciadas: entre 10 e 12 pessoas que dispõem de grande autonomia 
para tomar decisões, planejar, organizar e avaliar as suas ações e dos 
demais; 
c) Funcionalidade cruzada ou multifuncionais: em nível organizacional, pode ser 
a escola, colaboradores do mesmo nível hierárquico, mas de diferentes 
setores, que se reúnem para cumprir uma tarefa; 
d) Equipes virtuais: equipes que usam a tecnologia da informática para reunir os 
seus membros dispersos, com o intuito de atingir objetivos comuns. 
Como criar equipes 
Tendo definido o tipo de equipe, é hora de ficar atento à alguns detalhes que farão 
toda a diferença: 
1) PROJETO DE TRABALHO: estabeleça o projeto, o ideal, objetivo, proposta e 
responsabilidade comuns. 
 
2) COMPOSIÇÃO, ajuda pensar em: 
a) Tamanho: tendem a ser pequenas (no mínimo 5 e no máximo 10 a 12 
integrantes), pois isso aumenta a capacidade de coesão, de integração e de 
aquisição de responsabilidades; 
b) Pense nas habilidades/capacidades dos membros: pessoas com 
habilidades técnicas, com habilidades para solucionar problemas, tomar 
decisões e pessoas com habilidades interpessoais; 
c) Personalidade: alguns traços favorecem a integração e desempenho do 
grupo (por exemplo: extroversão, estabilidade emocional, capacidade de 
relacionamento, etc.); 
d) Alocação de papéis e promoção da diversidade: verificar as habilidades, 
aptidões, preferências e características de personalidade para combinar com 
os papéis a serem desempenhados; o que gera maior satisfação, integração 
e resultado. Papeis-chave em equipes: conector, criador, promotor, assessor, 
organizador, produtor, controlador, mantenedor e conselheiro; 
e) Flexibilidade dos membros: capacidade de adaptabilidade e 
complementaridade dos membros; 
f) Preferência dos membros: algumas pessoas preferem trabalhar sozinhas ao 
invés de em equipe. 
 
3) CONTEXTO - considere: 
a) Recursos adequados: informação, tecnologia, pessoal e assistência 
administrativa; 
b) Liderança e estrutura, definição e concordância dos papeis assumidos por 
cada um (quem faz o quê). Pode ser feita pela liderança, ou coordenação, ou 
por alguém que assuma o papel na equipe; 
c) Sistema de avaliação de desempenho e de recompensas: nesses casos, o 
sistema de recompensa deve envolver a equipe (cooperação), além do 
indivíduo, para reforçar o trabalho em equipe. 
4) PROCESSO: pense também em: 
a) Propósito e objetivo comum: visão comum que dá direção e guia todos os 
membros da equipe; 
b) Metas específicas: forma mensurável e realista de planejar e atingir os 
objetivos; 
c) Eficiência da equipe: grau de confiança em seu sucesso, na sua capacidade; 
d) Níveis de conflito: conflito nos níveis de tarefa são bem vistos, os conflitos de 
relacionamento não; 
e) Folga social e responsabilidade: equipes de alto desempenho 
evitam/impedem que indivíduos se escondam dentro de grupos, sendo que 
todos são igualmente responsáveis pelo resultado; 
f) Confiança mútua: precisa ser desenvolvida nas equipes. 
#FICAADICA: PARA SABER MAIS 
Separamos um livro super didático que aprofunda todos os temas aqui expostos 
e ainda acrescenta um capítulo inteiro sobre liderança. Acesse em: 
https://www.uaberta.unisul.br/repositorio/recurso/14690/pdf/lideranca_e_desenv
olvimento_de_equipes.pdf 
 
Competência interpessoal (MOSCOVICI, 2018) 
Em outros módulos já falamos sobre habilidade, atitudes e competências, 
incluindo as duráveis ou soft skills. 
Para atuar em equipe, precisamos entender que a interação humana ocorre sob 
a forma de comportamentos manifestos e não manifestos, verbais e não verbais, 
pensamentos, reações mentais e/ ou físico corporais. 
A famosa “primeira impressão” é o impacto que cada um causa no outro. Está 
condicionada à um conjunto de fatores psicológicos, de experiências anteriores 
de cada pessoa; quando for positiva há uma tendência a estabelecer relações de 
simpatia, vincularidade e aproximação que facilitarão o relacionamento 
interpessoal e as atividades em comum; quando for negativa, mesmo que de um 
lado só, o relacionamento tende a ser difícil. É necessário sempre rever as 
primeiras impressões, pois podemos “cristalizar” uma ideia sobre o outro que, não 
necessariamente, corresponde à verdade. 
#FICAADICA: MÃOS NA MASSA 
Este módulo tem relação com o mundo do trabalho. Considerando que as 
instituições (empresas em geral) investem no desenvolvimento de seus 
colaboradores (pessoas), é natural olhar como elas desenvolvem seu corpo 
funcional e gerencial. Vejamos um exemplo: 
https://www.uaberta.unisul.br/repositorio/recurso/14690/pdf/lideranca_e_desenvolvimento_de_equipes.pdf
https://www.uaberta.unisul.br/repositorio/recurso/14690/pdf/lideranca_e_desenvolvimento_de_equipes.pdf
Stephen Covey foi professor de liderança por mais de duas décadas. Fundou o 
Covey Leadership Center, que mais tarde se tornaria a Franklin Covey Company. 
Formou-se em administração de empresas na Universidade de Utah, fez o 
mestrado em Harvard e o doutorado na Brigham Young University. Além disso, 
recebeu 12 títulos de doutor honoris causa. 
Escreveu vários livros de grande sucesso, entre os quais o best-seller 
internacional Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, escolhido pelos 
leitores da revista Chief Executive como o livro mais influente do século XX. 
Faleceu em 2012. 
A consultoria Franklincovey, que leva seu nome, especializada em aprimorar 
desempenhos,traz cinco exercícios para ajudar o desenvolvimento de equipes, 
aumento da confiança e solução de problemas de forma criativa. Vamos 
conhecê-los? 
Exercícios vivenciais para trabalhar com sua turma 
(FRANKLINCOVEY, 2021) 
1. Ilha do tesouro 
Essa dinâmica é útil para aumentar a motivação da equipe e estimular o trabalho 
em grupo, ao mesmo tempo em que se oferece um momento de descontração 
para o time. Para aplicá-la, é preciso providenciar uma recompensa — como uma 
caixa de bombons ou doces — e algumas folhas de jornal. 
Os participantes devem formar duplas entre si e, cada uma delas, deve se 
posicionar sobre uma folha de jornal, dispostas lado a lado em uma das 
extremidades da sala. Na outra extremidade, deve estar o “tesouro”, que se trata 
de uma outra folha de jornal sobre a qual é colocada a recompensa. 
O objetivo da dinâmica é que as duplas se movam até o outro lado da sala e 
cheguem ao tesouro, mas sem colocar os pés fora da folha de jornal e sem rasgá-
la. Para isso, eles devem descobrir que a melhor maneira de enfrentar o desafio 
é convidando outra dupla para formar um grupo — assim, eles podem alternar as 
folhas de jornal e seguir passo a passo até a recompensa. No final, basta dividir 
o prêmio entre todos os vencedores! 
2. Técnica 6.3.5 
Essa dinâmica — também conhecida como Brainwriting — foi criada pelo alemão 
Bernd Rohrbach e funciona como um brainstorming, ao estimular a geração de 
ideias criativas e inovadoras. Ela consiste em encontrar ideias para solucionar 
um problema, ou atingir um objetivo selecionado pelo grupo, ou pelo supervisor 
da dinâmica. 
Os números presentes no nome da técnica — 6.3.5 — têm o seguinte significado: 
• 6: refere-se ao número de membros que participam da dinâmica; 
• 3: relaciona-se com o número de ideias sugeridas por cada membro; 
• 5: refere-se ao tempo que cada membro tem para escrever suas ideias — 
o que significa que, ao fim de 6 sessões, em apenas 30 minutos, são 
geradas 108 novas ideias! 
As ideias podem ser escritas, desenhadas ou esquematizadas em um formulário 
previamente preparado, e, após cada rodada de 5 minutos, o papel deve ser 
passado para o colaborador ao lado. Assim, na próxima rodada, os colaboradores 
podem se inspirar nas ideias dos colegas para desenvolverem novas. 
O mais interessante dessa técnica é que, quanto mais ela é aplicada, maior torna-
se a capacidade de resolução de problemas e criatividade dos colaboradores, o 
que propicia o surgimento de ideias cada vez melhores. 
3. Verdade ou mentira 
Nessa dinâmica de grupo, os membros da equipe podem se conhecer melhor, 
além de aproveitar o momento para socializarem e se divertirem. Sua execução 
requer apenas papel e caneta, e as regras são bastante simples. 
Cada participante deve escrever no papel três afirmações sobre si mesmo, sendo 
que uma ou duas devem ser verdadeiras e, pelo menos, uma delas deve ser 
falsa. Depois, cada pessoa lê suas afirmações e os outros membros do time 
tentam descobrir se a afirmação é verdadeira ou falsa. Para aumentar a 
motivação, pode-se oferecer um prêmio para quem acertar mais palpites. 
 
 
4. Verdade ou mentira 
Essa dinâmica também utiliza apenas papel e caneta. Os participantes escrevem 
duas características e duas manias suas, sem colocar seu nome. Depois, os 
papeis são embaralhados e distribuídos novamente aos membros. Ninguém pode 
pegar seu próprio papel. 
Em seguida, cada um deve interpretar, por meio de mímicas, as características e 
manias escritas no papel que recebeu e os outros participantes tentam descobrir 
quais são elas. Após a descoberta, os membros podem tentar adivinhar quem é 
o dono das características, a pessoa deve se manifestar e explicar o motivo de 
ter escolhido tais adjetivos sobre si — o que promove um maior conhecimento 
entre a equipe. 
5. Cubos solidários 
Nessa dinâmica de grupo, são trabalhados a colaboração entre os membros da 
equipe e o reconhecimento das habilidades individuais. Ela consiste em formar 
pequenos grupos para construir cubos por meio de materiais, como cartolina, 
cola, tesoura, lápis e régua. 
Os grupos têm uma hora para construir 15 cubos e a qualidade do trabalho 
também é avaliada, o que exige que os membros se organizem para que cada 
um execute aquelas tarefas que sabe fazer com mais eficiência. Ao final da 
dinâmica, os membros podem discutir o papel que cada um desempenhou na 
construção e como suas habilidades pessoais ajudaram a atingir o objetivo final. 
Por fim, é importante ressaltar que, para que qualquer dinâmica de grupo tenha 
o efeito desejado e realmente contribua para a melhoria da performance da 
equipe, é preciso que o gestor tenha atenção ao processo. Ele precisa avaliar 
constantemente se o trabalho realizado nas dinâmicas está sendo colocado em 
prática nas atividades do dia a dia e melhorando a convivência do grupo. 
Para saber mais, o Blog https://franklincovey.com.br/blog/ tem vários assuntos 
legais sobre feedback, liderança, inteligência emocional, etc. 
Profissionais competentes individualmente podem render muito abaixo de sua 
capacidade por influência do grupo. A maneira como as diferenças individuais 
são tratadas determina a modalidade de relacionamento entre os membros do 
grupo: se há respeito pela opinião do outro, se a ideia é ouvida ou discutida. Se 
as diferenças são tratadas e esclarecidas cria-se uma boa comunicação e uma 
boa produtividade; se as diferenças são suprimidas, a comunicação torna-se 
falha e não há possibilidades do desenvolvimento de uma equipe. As pessoas 
não falam o que gostariam de falar, nem ouvem as outras, só captam o que 
reforça os sentimentos negativos que nutrem contra aquela pessoa; 
Competência interpessoal é a capacidade de lidar, eficazmente, com relações 
interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades 
de cada um e de cada situação. Possui dois componentes: 
a) percepção acurada e; 
b) habilidade, entendida como flexibilidade, amplitude de visão, empatia, etc. 
Não acabamos aqui, não... Falaremos sobre como evitar conflitos! 
Criando Segurança psicológica, mais que um conceito, uma prática fundamental 
para um time funcionar. Podemos conceituar assim: “Um clima de equipe 
caracterizado por confiança interpessoal e respeito mútuo, no qual as pessoas se 
sentem à vontade em serem elas mesmas”. Amy C. Edmondson, professora na 
Harvard Business School (Professor of Leadership and Management), é uma 
especialista no tema de segurança psicológica. 
Será que seu espaço de trabalho tem segurança psicológica? Como aplicar 
isso junto aos educandos? Que tal saber mais sobre isso? 
Veja o material preparado pelo Instituto Dy Crescere Personas, com base em 
Edmondson e Lei (2014), Edmondson (1999) e Goman (2011). 
Como nutrir Segurança Psicológica nos seus times 
• Demonstre engajamento! 
a) Estar presente e focar na conversa (ex.: fechar seu notebook durante os 
encontros); 
b) Faça perguntas com a intenção de aprendizado dos seus colegas de time; 
c) Ofereça inputs, seja interativo e mostre que você está escutando; 
d) Responda verbalmente para mostrar engajamento ("Isto faz sentido. Me fale 
mais."); 
e) Seja consciente de sua linguagem corporal; assegure-se de olhar ou se 
inclinar na direção de quem fala; 
f) Faça contato visual para mostrar conexão e escuta ativa. 
 
• Mostre Compreensão! 
a) Recapitule o que está sendo dito para confirmar compreensão/alinhamento 
mútuo (ex.: "O que eu escuto você dizer é..."); então, reconheça áreas de 
concordância, discordância e esteja aberto para questões dentro do grupo; 
b) Valide comentários verbalmente ("Eu compreendo." "Eu escuto o que você 
está dizendo."); 
c) Evite colocar culpa ("Por que você fez isso?") e focar na solução ("Como nós 
podemos trabalhar na direção de assegurar que isto vá suavemente na 
próxima vez?", "O que nós podemos fazer juntos para ter o plano de jogo da 
próximavez?"); 
d) Pense sobre suas expressões faciais - elas são sem intencionalidade 
negativas (uma careta ou carranca)? Acene sua cabeça para demonstrar 
compreensão durante conversas/encontros. 
 
• Seja inclusivo no contexto interpessoal! 
a) Compartilhe informação sobre seu estilo de trabalho pessoal e preferências, 
encoraje os colegas de time a fazerem o mesmo; 
b) Esteja disponível e acessível aos colegas de time (ex.: tenha tempo para 
conversas individuais, sessões de feedback e coaching de desempenho); 
c) Comunique claramente o propósito de encontros agendados fora do normal 
com indivíduos e time; 
d) Expresse gratidão por contribuições do time; 
e) Entre, caso os membros do time falem negativamente sobre um outro 
membro; 
f) Tenha uma postura corporal aberta (ex.: olhe todos os membros do time, não 
volte suas costas para parte do grupo); 
g) Construa rapport (ex.: fale com os colegas de time sobre suas vidas). 
 
• Seja inclusivo na tomada de decisão! 
a) Solicite inputs, opiniões e feedback de seus colegas; 
b) Não interrompa ou permita interrupções (entre quando alguém é interrompido 
e assegure que a ideia seja ouvida); 
c) Explique a razão por trás de suas decisões (ao vivo ou por email, caminhe 
com o time sobre como você chegou nesta decisão); 
d) Reconheça inputs de outros (ex.: destaque quando membros do time fizeram 
contribuições para um sucesso ou decisão). 
 
• Mostre confiança e convicção sem parecer inflexível! 
a) Gerencie a discussão do time (ex.: não permita conversas paralelas nos 
encontros do time, assegure que conflitos não sejam pessoais); 
b) Use uma voz que seja clara e audível no contexto do time; 
c) Apoie e represente o time (ex.: compartilhe o trabalho do time com a liderança 
sênior, dê créditos aos colegas de time); 
d) Convide o time para desafiar sua perspectiva e vice-versa; 
e) Modele vulnerabilidade: compartilhe sua perspectiva pessoal sobre o trabalho 
e sobre falhar com seus colegas de time; 
f) Encoraje os colegas de time a assumirem riscos e demonstrarem tomada de 
risco no seu próprio trabalho. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Parabéns, professor(a), você chegou ao final do segundo módulo do curso de 
formação ao Mundo do trabalho! 
Neste módulo, propomos uma aproximação com alguns conceitos caros para 
pensar se pensar as carreiras profissionais de estudantes egressos do Ensino 
Médio. Muito do que vimos aqui se relaciona com documentos e estudos de 
organizações globais para o desenvolvimento socioambiental, como a ONU e a 
OCDE, das quais o Brasil faz parte. 
Para além de compreender os conceitos, esperamos que as estratégias e ideias 
propostas aqui possam servir de auxílio na atividade diária em sala de aula de 
cada um. Sabemos que a tarefa, a princípio, pode parecer custosa, mas temos 
certeza de que com esforço e força de vontade, podemos mobilizar a criatividade 
e o espírito de solidariedade e empreendedorismo entre os estudantes para que 
se sobressaiam e inovem, tanto no mercado de trabalho quanto em outras esferas 
da sociabilidade humana. 
Esperamos que você tenha aproveitado bem o conteúdo estudado. Se quiser 
aprofundar ainda mais os estudos, veja a lista de referências no próximo slide. 
Agora, siga em frente para realizar as atividades obrigatórias e valendo nota do 
Módulo avaliativo.

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