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Title Page
Copyright
1 - Addison
2 - Addison
3 - Damon
4 - Saxon
5 - Addison
6 - Addison
7 - Addison
8 - Addison
9 - Addison
10 - Addison
11 - Addison
12 - Damon
13 - Addison
14 - Addison
15 - Addison
16 - Finnegan
17 - Addison
18 - Addison
19 - Addison
20 - Addison
21 - Damon
22 - Saxon
23 - Addison
24 - Addison
25 - Addison
26 - Addison
27 - Finnegan
28 - Addison
29 - Addison
30 - Addison
31 - Addison
32 - Addison
33 - Saxon
34 - Addison
35 - Addison
36 - Addison
37 - Addison
38 - Damon
39 - Addison
40 - Addison
41 - Addison
42 - Addison
43 - Addison
44 - Finnegan
45 - Addison
46 - Addison
47 - Addison
48 - Addison
49 - Addison
50 - Saxon
51 - Addison
Epílogo
Sobre a Autora
 
 
 
Uma Noiva de Sorte
 
 
Um harém às avessas
 
 
 
Krista Wolf
Copyright © 2020 Krista Wolf
 
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta
publicação pode ser reproduzida, distribuída ou
transmitida de nenhuma forma sem prévio
consentimento do autor.
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Theirs To Keep
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Stealing Candy
The Boys Who Loved Me
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The Vacation Toy
Nanny for the Army Rangers
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The Switching Hour
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One
 
 
 
ADDISON
 
“Não, o ponto alto da noite não foi quando seu tio esqueceu
seu nome,” Saxon riu. “Foi quando ele acabou o discurso... então
ele virou e caminhou direto para a porta dupla da cozinha do
restaurante!”
Damon bufou tão forte que quase cuspiu sua cerveja. De
alguma forma, meu futuro marido conseguiu se conter.
“Tenho certeza de que ele estava tentando achar o banheiro,”
eu ri, voltando para o meu lugar.
“Sim, mas ele ficou lá por três ou quatro minutos!” Saxon
estava rindo tanto agora que mal conseguia se manter ereto.
“Droga, pensei que ele ia voltar com um tira-gosto!”
Sua última declaração fez nós três chorarmos - literalmente -
de tanto rir. Damon estendeu a mão e bateu nas costas do seu
amigo com força. Os dois estavam tão desequilibrados que quase
caíram.
“Esqueci o quanto você faz falta, cara.”
“Você sentiria menos minha falta se viesse me visitar,” Saxon
respondeu rapidamente. “E você nem tem desculpa. Não é como se
Vegas fosse chata ou algo do tipo. Além do mais, Addy merece
férias só por aturar você.”
Damon empurrou seu amigo de brincadeira, e desta vez, ele
caiu. Nosso padrinho rolou de lado e se sentou novamente - tudo
sem derramar sua cerveja.
“Então, foi um bom jantar de ensaio, não é mesmo?” perguntei
afinal.
“O melhor!”
Saxon levantou sua garrafa, seus olhos azul-safira ainda
brilhando com lágrimas de riso. Seu sorriso de orelha a orelha era
caloroso e genuíno. Tão lindo quanto ele.
“Aos noivos,” ele brindou, e nós três encostamos nossas
garrafas. Ele olhou para nós e balançou sua cabeça sombriamente.
“Deus. Simplesmente não acredito nisso.”
“No quê?” perguntou Damon. “Que seu melhor amigo está
finalmente se casando?”
“Não, que você conseguiu conquistar uma garota tão bonita.”
Saxon riu e levantou sua garrafa na minha direção. Com um
sorriso aberto, brindei de volta.
“De qualquer forma, amanhã será fantástico,” disse Saxon.
“Especialmente se seu tio acabar entrando no banheiro feminino, ou
algo igualmente incrível.”
“Se ele for para a cozinha amanhã, espero que o coloquem
para trabalhar,” disse Damon. “Lavando panelas e frigideiras, ou...”
“Alguma notícia do Finn?”
A frase de Damon morreu em sua garganta. Lentamente, ele
balançou a cabeça. “Não, nada ainda.”
“Sim, bem... É o Finn sendo Finn.”
Finnegan era nosso outro padrinho. Ou melhor, deveria ser. De
fato, não tínhamos notícias dele há cerca de duas semanas. A
última vez que soubemos, ele ainda estava em algum lugar do outro
lado do oceano.
“Ele ainda está mexendo com madeireira em algum lugar na
Alemanha?” perguntou Saxon.
“Não, ele estava em uma traineira de pesca da última vez que
falei com ele.”
Balancei minha cabeça. “Não, aquele emprego era sazonal. No
último cartão postal que recebemos, ele estava fazendo as malas
para a Espanha.”
Apontei para a parede, onde mais de uma dúzia de cartões
coloridos estavam pregados nos painéis de madeira barata do
nosso apartamento. Entrar em contato nunca foi o forte de Finn, e
ele nunca ficou com o mesmo número de telefone por mais que
alguns meses. Mas ele ainda enviava cartões postais, que eu
sempre achava engraçados.
“Sim, bem... Não será o mesmo sem ele,” disse Damon
tristonho.
Saxon estendeu a mão e deu um soco de leve no ombro dele.
“Você está brincando? Esse casamento vai bombar, cara. Com ou
sem o Finn. Além do mais, você já tem o melhor padrinho do mundo
inteiro. Eu.”
Ele abriu os dedos e os pressionou contra seu peito largo,
onde a camisa estava desabotoada até o umbigo. Meus olhos não
podiam deixar de percorrer aqueles incríveis peitorais e abdominais.
Cada um daqueles músculos era tão lindamente forte e rígido que
parecia esculpido em argila.
“Não tenho certeza se podemos realmente confiar em sua
opinião,” brinquei, forçando meu olhar de volta para o rosto
igualmente lindo do padrinho.
“E por que isso?”
“Porque você escolheu ficar aqui esta noite,” ri alegremente.
“Naquela engenhoca.”
Apontei para a armadilha mortal de ferro preto irregular que
funcionava como nosso sofá-cama. Já estava desdobrado e
arrumado com lençóis limpos. Mesmo assim, eu preferiria dormir no
chão.
“Ei, o preço estava certo,” Saxon sorriu. “Grátis é grátis, certo?
Além do mais, ficar aqui me deu um pouco mais de tempo para ficar
com vocês.” Ele e Damon batendo os punhos pela sexta ou sétima
vez nas últimas doze horas. “Não trocaria isso por nada no mundo.”
Por mais brega que fosse essa batidinha, também era fofo...
talvez até emocionante. Damon e Saxon cresceram literalmente de
lados opostos da rua. Passaram toda sua infância como irmãos -
totalmente e completamente inseparáveis. Eram praticamente a
mesma pessoa, se as histórias fossem comparadas.
E como se não bastasse, o mesmo poderia se aplicar ao Finn
também. Embora seu amigo mais louco morasse a poucos
quarteirões de distância, o trio compartilhou mil histórias ricamente
detalhadas - cada uma mais engraçada que a anterior. A maioria
delas envolvendo problemas, é claro, mas eu sempre fui meio que
viciada em caras que caçavam problemas.
“Tem certeza de que não quer o sofá?” Damon perguntou.
“Você quer dizer namoradeira?” riu Saxon. “Qual é, cara, só se
eu dobrar meu corpo ao meio paracaber nessa coisa!”
Nos três anos nos quais Damon e eu estávamos juntos, eu
havia visto Saxon e Finn meia dúzia de vezes cada um. Cada visita
me deixava com um pouco mais de inveja do vínculo que eles
compartilhavam. Mas Saxon era um chef de sucesso agora,
trabalhando em uma série de restaurantes sofisticados em Las
Vegas. E Finn era, bem...
Finn era Finn.
“Caramba, já são uma e meia.”
Todos nós olhamos para o relógio ao mesmo tempo. O
casamento estava apenas a poucas horas de distância agora, em
vez de semanas ou meses. Isso me fez repensar todo o
planejamento. Toda a economia, estresse e antecipação que às
vezes deixavam nós dois absolutamente loucos.
Damon tinha sido uma rocha, no entanto. Eu não podia
reclamar. E agora que tudo foi dito e feito? Nós dois poderíamos
relaxar e finalmente aproveitar o dia. E mais ainda a lua de mel que
viria depois.
“Nós provavelmente deveríamos ir descansar.”
Meu futuro marido acenou com a cabeça, então se virou para
mim. Nossos olhares se encontraram e nós compartilhamos um
sorriso malicioso e secreto.
“Boa noite, então”, disse Saxon, esticando seus longos braços.
Eu poderia dizer que ele não estava cansado. A diferença de fuso
horário entre Nevada e Nova York o manteria acordado por mais ou
menos uma hora, provavelmente mexendo em seu telefone.
Abraçamos nosso amigo a caminho do quarto. Meu próprio
abraço deve ter demorado um ou dois segundos extras, uma vez
que confesso que gostei da sensação do corpo duro de Saxon
pressionado contra o meu. Mas ei, eu ainda era uma garota solteira.
Por mais algumas horas, pelo menos.
“Obrigada pelo cantinho”, disse Saxon, puxando os cobertores
do sofá-cama.
“Sim, quero ver você dizer disso amanhã”, riu Damon.
Ele riu novamente enquanto atravessávamos a sala de estar.
Antes de irmos, ele raspou a garganta.
“Ah, pessoal?”
Nosso padrinho mais bonito apontou para o relógio, então
sorriu.
“Feliz dia de casamento.”
 
 
Two
 
 
 
ADDISON
 
Eu gemi baixinho quando ele deslizou para dentro de mim,
envolvendo os lençóis em meus punhos. Ele estava grande esta
noite. Bem maior que o normal. Poderia ser a emoção do
casamento que estava chegando. Ou talvez o jeito que eu o estava
provocando. Falando obscenidades com meu lindo noivo, pela
última vez.
“Ah baby... me foda.”
Noivo. Era uma palavra tão estranha, quando eu comecei a
usá-la. Mas aprendi a amá-la nos últimos quatorze meses. Isso
tornou as coisas muito mais excitantes para nós, porque falava de
um compromisso muito próximo. Um vínculo que nenhum de nós
havia sentido com mais ninguém.
“Deus, você está tããão grande...” suspirei, empurrando minha
bunda de volta contra ele. As mãos de Damon estavam em meus
quadris, flexionando e apertando. Seus braços grandes e
musculosos fantasticamente refletidos em nosso armário espelhado.
Amanhã ele será meu marido.
O pensamento me deixou ainda mais louca, mais excitada. Só
que não era amanhã. Era hoje. Em apenas poucas horas, de fato.
Mas exatamente agora nada disso importava. A única coisa
que importava era colocar o pau do meu parceiro tão profundamente
dentro de mim quanto possível. Ele o enfiou tão fundo no meu corpo
que realmente doeu; aquele ponto especial que ele alcançava e que
sempre me deixava um pouco dolorida no dia seguinte.
“Porra, Addison.”
Os grunhidos de Damon eram primitivos agora. Ele estava
perdido no momento - totalmente fixado em me perfurar até o
núcleo. Também não fazia questão de fazer silêncio. Nem mesmo
com Saxon na sala ao lado, a apenas uma porta de distância.
“Sua bunda é incrível,”, Damon murmurou. Ele tirou uma mão
do meu quadril, para alisar com sua grande palma a curva
acolhedora. “Totalmente incrível pra caralho.”
“Foi o que me disseram”, sorri de volta por cima do ombro. “E
amanhã ela será a bunda da sua esposa.”
Vi o brilho de tesão em seus olhos. Aquele vislumbre de
excitação que sempre precedia a aceleração do ritmo e me fazia ver
estrelas.
“Você sabe que é muito sortudo,” provoquei, rebolando. “Minha
bunda é definitivamente incrível.”
“Eu sei,” meu noivo sorriu de volta. “Saxon também acha.”
Eu ri com o elogio. “Ele acha, é?”
“Sim,”, Damon respondeu sem fôlego. “Ele disse isso mais
cedo.”
Tentei imaginar os dois discutindo sobre minha bunda,
possivelmente quando eu estava fora da sala. Ao fazer isso, senti
um calor começando na minha barriga.
“E o que ele disse exatamente?”
Meu futuro marido enfiou tudo dentro de mim. Preso
firmemente contra minha bunda arredondada, fechei meus olhos
quando ele se inclinou sobre minhas costas nuas.
“Estávamos falando sobre isso na semana passada,” Damon
sussurrou no meu ouvido. “Eu estava contando a ele sobre a noite
do nosso aniversário, quando você colocou aquela roupa.”
O calor na minha barriga começou a se espalhar. Eu sabia
exatamente de que roupa ele estava falando.
“E?”
“E ele disse que você devia estar incrível, vestida daquele jeito.
Andando por aí com aquela saia de colegial. Lambendo aquele
pirulito enorme e depois se inclinando para a frente para que eu
pudesse olhar por debaixo de sua camisa.”
A noite em questão tinha sido realmente quente. Eu dancei um
pouco para ele, uma de suas músicas preferidas do AC/DC. Depois
de eu tê-lo provocado sem dó por alguns bons minutos, Damon me
girou e me curvou sobre a cama. Ele me pegou exatamente assim -
duro e bruto, com minha saia levantada sobre minha bunda.
Segurando meus pulsos nas costas enquanto ele me puxava para
trás... quase como ele estava fazendo agora.
“Se Saxon gostou dessa história,” suspirei, “ele adoraria as
fotos que a acompanhavam.”
Damon começou a me foder de novo, só que dessa vez bem
devagar. Ele soltou um chiado longo e intenso enquanto deslizava
para fora de mim.
“Eu poderia ter mostrado a ele,” disse naturalmente. “Se eu
soubesse que estava tudo bem.”
Tudo bem?
A ideia em si me inundou de calor. Não que eu pudesse dizer
isso a ele. Ou poderia?
“Eu... acho que não me importaria.”
As palavras simplesmente saíram. Mas o impacto que elas
tiveram foi imediato.
“Sério?”
Damon parou de se mover no meio do caminho. Metade dentro
e metade fora de mim, suas mãos flexionadas. Seus dedos cavaram
covinhas na carne flexível da minha bundinha ‘incrível’.
“Claro”, eu disse, continuando com aquilo. “Quero dizer, acho
que sim.” Minha boca estava seca. Eu não podia acreditar no que
estava dizendo. “É apenas Saxon.”
Apenas Saxon.
Puta merda, eu disse aquilo? Então de novo, era verdade. Ele
e Finn eram seus amigos homens mais próximos. Fisicamente e
emocionalmente, nós compartilhávamos praticamente tudo com
eles.
Damon começou novamente, me penetrando lentamente. Ele
sentiu que estava mais difícil agora. Mais denso e complicado, como
se isso fosse possível.
“E se...”
Meu noivo deu uma pausa, raspando a garganta. Ele continuou
aos poucos.
“O que você diria se eu tivesse mostrado para ele?”
O calor crescente se espalhou ainda mais. Estava tomando
conta de todo o meu corpo agora.
“Você mostrou?”
“Sim.”
Um nó se formou na minha garganta. Mas era um nó bom.
“E o que ele disse?”
“Ele disse que eram as fotos mais excitantes que ele já tinha
visto.” Damon respirou fundo e estremeceu. “E que eu era muito,
muito sortudo.”
Eu fiquei atordoada. Abismada. Lisonjeada e excitada. Tudo de
uma vez.
Apreensivamente, fiz a próxima pergunta.
“Quais foram as que você mostrou para ele?”
“Todas elas,” Damon respondeu sem hesitação. “Eu mostrei
tudo a ele.”
Eu podia sentir uma nova onda de calor agora, desta vez entre
minhas pernas. A imagem do Saxon vendo aquelas fotos... me
vendo daquele jeito! Era muito tesão para lidar. Incrível demais para
apenas...
“Ele disse que você tinha os melhores lábios,” Damon
sussurrou, enfiando tudo em mim novamente. “Que eu era muito,
muito sortudo, porque ele só podia imaginar como seriam aqueles
lábios...”
Ele se inclinou sobre minhas costas novamente, mas desta vez
ele estendeu a mão. Senti seus dedos contra minha boca,
pressionando, sondando.
Com um suspiro trêmulo, meus lábios se abriram para recebê-
los.
“Eu disse a ele que você fazo melhor boquete do mundo com
esses lábios,” Damon murmurou. Seus lábios roçaram minha orelha
agora, enviando arrepios elétricos pela minha espinha. “Eu disse a
ele como são apertados, quando você os arrasta para cima e para
baixo. Quão incrivelmente carnudos e molhados eles ficam quando
você está me chupando.”
Eu gemi em torno de seus dedos, sugando-os para dentro e
para fora da minha boca. Eu estava em um tesão total. Damon sabia
disso.
“Isso faz você ficar com tesão, pensar em Saxon desse jeito?”
Eu balancei a cabeça, gemendo um pouco mais. Girando
minha língua molhada em torno dos dedos do meu noivo, enquanto
ele rolava seus quadris firmemente contra mim.
“Isso o excitou?” Eu meio que me engasguei. “Quando você
contou tudo isso para ele?”
“Sim.”
“Isso fez com que ele quisesse trepar comigo?”
A frase saiu da minha garganta antes que eu pudesse ao
menos processar o que estava dizendo. Mas Damon não perdeu o
ritmo.
“Claro que sim.”
Ele começou a mover seus dedos para dentro e para fora da
minha boca, enquanto me penetrava novamente por trás. Sua
respiração estava mais rápida agora. Seu sopro ainda mais quente
no meu ouvido.
“Seria incrível, não é?” Damon grunhiu. “Colocando-o em sua
boca. Sugando-o pela sua gargantinha quente...”
Eu gritei de alegria quando ele rolou para frente, enterrando-se
mais fundo do que em qualquer outra estocada. O calor era um fogo
agora, queimando dentro de mim.
“É isso que você quer?” engoli em seco, formando as palavras
em torno dos seus dedos grossos. “Que seu amigo deslize pela
minha garganta?”
Estávamos além da fantasia agora, além da conversa da de
faz-de-conta sobre um ménage que nós curtíamos após algumas
muitas taças de vinho. Não, tudo isso era um novo território para
nós. E a razão era simples:
Saxon estava logo na sala ao lado.
“Me responda,” engoli em seco, me sentindo de repente
obscena e maliciosa. “Você gostaria disso? Que eu chupe o Saxon
enquanto você me fode?”
Aí estava, o nome: Saxon. Até agora, nossas fantasias eram
sem rosto. Sem nome.
De repente, tudo ficou mais real.
“Sim...”
A palavra caiu como uma bomba dos lábios de Damon. Uma
bomba muito sexy, muito proibida.
Puta merda.
Meu coração estava pipocando agora, batendo forte. Meu
corpo parecia estar com um milhão de graus.
“E você deixaria?”
Eu não podia acreditar no que estava dizendo! E sim, eu
poderia totalmente. Saxon era um tesão. Tão gostoso quanto
Damon era, e sexy da mesma forma. Fazia todo o sentido desejá-lo.
Fantasiar com ele. Especialmente em uma situação como aquela.
Especialmente quando ele estava logo na sala ao lad...
“Um-hum.”
Foi um grunhido no final de uma estocada. Um barulho, mal
escapando dos lábios do meu noivo enquanto ele se enterrava em
mim.
Mas foi consentimento.
“Você poderia?” cutuquei, uma última vez. Meu coração era
uma britadeira, trovejando no meu peito. “Você realmente o
deixaria?”
Dei uma olhada por cima do ombro, para encontrar o olhar de
Damon. Seus olhos estavam vidrados de excitação enquanto
travavam nos meus. Ele balançou a cabeça.
“Então vá buscá-lo.”
 
 
Three
 
 
 
DAMON
 
Havia momentos na vida em que o tempo parava. Quando tudo
ao seu redor parava de repente, deixando você boquiaberto com as
oportunidades abertas diante de você.
No passado, eu sempre agi. Eu sempre pulei do penhasco em
vez de recuar, firmemente preparado para aceitar as consequências
mais tarde. Na minha cabeça, elas eram mais fáceis de lidar do que
o arrependimento de não ter pulado.
Este era um desses momentos.
“Estou falando sério,” eu disse, ainda enterrado dentro dela.
“Eu também.”
O sorriso malicioso de Addison se alargou. Seus olhos azuis
safira brilharam com excitação e ousadia.
“De verdade? Vai buscá-lo?”
“Um-hum.”
Ela gemeu baixinho quando eu saí dela, colocando minha
cueca de volta enquanto meu pau ereto olhava para mim com
surpresa e espanto. Mesmo assim não caiu. Eu poderia martelar um
prego de ferrovia com ele agora, se eu realmente quisesse.
“Você acha que ele vai aceitar?” Addison perguntou.
Soltei uma risada incrédula. “Você está brincando?”
Ela estava de lado agora, suas longas pernas cruzadas de
maneira sedutora. Sua pele lisa de porcelana brilhando em um azul
pálido ao luar filtrado.
Deus, ela era linda pra caralho. Eu era realmente muito
sortudo.
Coloquei minha mão na maçaneta, pensando no que diria.
Imaginando como eu faria um pedido desses para o meu melhor
amigo, nosso padrinho, porra. Imaginei isso na mente de Addison,
que de alguma forma tornou a coisa toda ainda mais excitante.
“Damon?”
Ela fez a pergunta do calor da cama em que estávamos
trepando. Seus lábios estavam franzidos, suas lindas bochechas em
um tom rosado. Ela tinha um corpo de deusa, se as deusas
tivessem sexo.
“Sim?”
“Isso está realmente acontecendo, não é?”
Eu sorri de volta para ela. “Porra, com certeza está,” respirei.
“A menos que você me diga para soltar esta maçaneta da porta
agora.”
Minha futura esposa fez uma pausa, então balançou a cabeça.
“Sem chance.”
“Tudo bem, então,” sorri, e voltei para a sala de estar.
A sala estava escura, exceto pelo brilho de uma pequena tela
de telefone na extremidade oposta. Esparramado no sofá-cama -
suas pernas ainda penduradas - Saxon se mexeu e olhou para mim.
“Tudo certo?”
Eu me aproximei, nu, exceto pela minha cueca. Meu corpo
brilhava com um brilho fino de suor sexualmente carregado,
enquanto eu tentava cobrir minha barraca armada com uma mão
casual.
“Está tudo bem,” eu disse. “Na verdade, mais que bem.”
“Bom. Porque...”
“Você nos ouviu trepando, certo?”
Os ombros do meu melhor amigo se ergueram instintivamente,
enquanto ele se preparava para mentir. Meus olhos o pararam, e,
em vez disso, ele riu.
“Sim. Claro que ouvi.”
Havia muito pouca frescura quando se tratava de Saxon, Finn
e eu. Justamente porque havia muita história entre nós três.
“Estava bom?” ele riu, tentando não ser devasso. “Parecia
bom.”
“Estava...” eu comecei, esfregando minha mandíbula. Droga,
como você faz com alguma coisa como essa? “Quero dizer... Ainda
está.”
“Uma última celebração, é isso?” Saxon supôs. “Sua
performance final como um homem solteiro, antes de você...”
“Nós queremos que você se junte a nós.”
Havia apenas um punhado de coisas neste mundo que eu
poderia dizer que deixaria Saxon completamente sem palavras.
Essa definitivamente era uma delas.
“Você quer dizer...”
“Sim. Quero.”
Meu melhor amigo no mundo inteiro sentou-se, seu telefone
esquecido.
“E quanto a Addison? O que ela disse?”
Eu dei uma risadinha. “Foi ideia dela.”
Isso o atingiu. A expressão de Saxon passou de diversão
casual para intriga e perplexidade total, tudo no espaço de trinta
segundos.
“Minha também, eu acho,” acrescentei. “Fantasias sexuais,
esse tipo de coisa. Eu sempre pensei que seria excitante...”
“Cara, é sério?” Saxon se certificou.
“Muito sério.”
“Porque se isso for algum tipo de brincadeira...”
Eu ri novamente. “Sem brincadeira, cara. Me siga até o quarto
e veja por si mesmo.”
Ele meio que se levantou. Quando olhou para mim novamente,
seus olhos se estreitaram.
“Você tem certeza de que está tudo bem mesmo?” ele
perguntou. “Quero dizer, é sua esposa, Damon. Não alguma garota
louca e divertida com a qual você não se importa, que foi para a sua
casa em uma sexta-feira à noite. Esta é Addison. A mulher com
quem você realmente vai se casar.”
“Eu sei.”
Ele olhou para o relógio. “Em apenas algumas horas.”
“Exatamente.”
“Quero dizer...”
“Ei, você vai me ajudar a trepar com a minha noiva?” eu disse,
colocando um ponto final. “Ou vai desapontá-la me mandando
passar de volta por aquela porta sozinho?”
Saxon olhou para baixo. Eu esperava alguma piada sobre
Addy e decepção – uma que tivesse a ver com minha vida sexual, é
claro. Saxon nunca perdia uma oportunidade tão fácil. Mas
exatamente agora ele estava muito atordoado para fazer piadas.
Executando muitos cenários em sua mente.
“Tá certo, cara,” ele disse, ficando de pé. Embora eu pudesse
sentir seu nervosismo, ele foi superado pela excitação. Pela pura
aventura do que estávamosprestes a fazer. Nesse ponto, o sorriso
em seu rosto disse tudo.
“Você me convenceu.”
 
 
 
Four
 
 
 
SAXON
 
Ao longo de nossas vidas, Damon e eu compartilhamos muitas
coisas. Bicicletas. Picolés. Coleções de videogames. A certa altura,
até dividimos o mesmo par de tênis, passando os Nike surrados
para lá e para cá antes da aula de ginástica do terceiro e quarto
período.
Mas isto...
Meu corpo inteiro estava formigando quando a porta se abriu.
Eu estava prestes a ultrapassar um limiar. Atravessar uma linha que
nunca poderia ser descruzada.
Você tem certeza disso?
Meu coração estava batendo forte enquanto meus olhos se
ajustavam à fraca luz da lua. O quarto estava quente e convidativo.
O ar cheirava a sexo.
“Vê algo que você gosta?”
Addison estava na cama, esparramada sensualmente na
mesma roupa de colegial das fotos que Damon me mostrou. Ela
usava uma blusa branca de botão que estava meio aberta. Meias
brancas até o joelho. Ao redor de sua cintura, uma saia plissada
vermelha estava levantada sensualmente até o meio da coxa.
“Vê algo que você gosta?” ela perguntou timidamente.
Eu não conseguia mais sentir as batidas do meu coração, e
talvez fosse porque ele havia parado. Eu não tinha palavras.
“Pelo que Damon me disse, não é nada que você não tenha
visto antes.”
Meu amigo estava ao meu lado, com as mãos nos quadris. Sua
expressão era uma mistura de diversão e surpresa. Isso me fez
perceber que a parte de se vestir tinha sido ideia de Addison.
“Então você vai ficar aí parado?” Addison sorriu. “Você não
pode exatamente me tocar desse lado da sala.”
Em algum momento, o simples ato de engolir tornou-se difícil.
Eu raspei minha garganta e dei um passo à frente. O primeiro foi o
mais difícil.
“Então você quer me tocar, hein?”
“Ah sim.”
Addison se virou de bruços. Abaixando-se com os dois braços,
ela levantou a saia um pouquinho mais.
“Eu quero que vocês me toquem toda”, ela ronronou, como se
a resposta fosse óbvia. “Vocês dois.”
A namorada do meu melhor amigo sempre teve uma bunda de
um milhão de dólares. Eu a cobiçava algumas vezes na praia. Dei
uma espiada ou duas durante um dos nossos finais de semana de
esqui, enquanto Addison entrava e saía da banheira de
hidromassagem.
Mas eu nunca a tinha visto assim.
“Damon não lhe disse o que queremos?”
Nós. A palavra mudou um pouco as coisas. Emprestou
solidariedade à sua pequena fantasia. Disse-me que tudo o que
estávamos prestes a fazer estava certo para os dois.
“Ele não entrou em muitos detalhes...” eu disse, me
aproximando ainda mais. Logo eu estaria a apenas um passou ou
dois da cama. “Mas tenho certeza de que entendi a ideia.”
Eu senti o cheiro do perfume dela agora, que era algo
delicioso. Jasmim e baunilha... e sexo.
“Tem certeza, é?” ela perguntou, sentando-se. Fiquei muito
triste por ver aquela bunda partir.
“Sim.”
“Bem, então talvez eu deva esclarecer as coisas.”
Addison balançou suas belas pernas para fora da cama.
Avançando sua bunda para frente, sua saia de colegial subia até o
topo de suas coxas de porcelana.
“Aqui...”
Minha respiração ficou presa na garganta quando ela estendeu
a mão para mim.
“Deixe-me ajudar você.”
Suas mãos encontraram o cordão na parte superior da minha
calça de moletom. Seus dedos longos e finos começaram a
desfazer o nó.
“Então é isso?” perguntei, olhando para Damon. “Uma última
aventura louca antes de vocês dois trocarem as alianças amanhã?”
“Algo do tipo”, meu amigo respondeu.
Meu moletom caiu, e Addison soltou um grito de prazer ao
descobrir que eu não estava usando cueca. Um momento depois,
sua mão quente serpenteou delicadamente ao redor do meu pau
quase ereto.
“MMMMmmmm…”
Ela estava na beira da cama agora, quase na altura perfeita.
Com o olhar fixo no de Damon, ela começou a arrastar meu pau ao
longo de seu rosto, beijando-o suavemente.
“Não sei se chamaria isso de aventura”, disse Addison, “mas é
definitivamente uma loucura.”
Ela beijou a cabeça, deslocando aqueles olhos azuis para mim.
Eu me perdi neles. Tanto que tremi involuntariamente quando sua
língua saiu, girando quente sobre a borda da minha glande.
“Estamos flertando com a ideia de fazer isso há muito tempo”,
disse ela suavemente. “Mas tinha que ser com alguém que amamos
e confiamos.”
Senti um novo calor, enquanto a mão que me segurava
suavemente começou a deslizar para cima e para baixo. Addison se
mexeu ainda mais entre minhas pernas, sorrindo calorosamente.
Puta.
Merda.
Eu a amava, é claro. Por um lado, Damon a amava, e isso era
mais que suficiente para mim. Mas com Addison foi muito além
disso. Ela não era apenas divertida ou engraçada, ela era
espirituosa pra caralho. Humildemente inteligente. O tipo de mulher
com quem você começa a rir quase que imediatamente, porque
minutos depois de conhecê-la ela faz você se sentir confortável e
acolhido.
Também não era ruim que ela fosse estonteantemente bonita.
Não, mais que isso. Era como se ela nocauteasse você com a porra
da sua bunda linda.
E agora...
Agora a noiva do meu melhor amigo estava aproximando a
boca da cabeça do meu pau. Empurrando-me através de seus
lindos lábios, e direto para baixo em sua linda garganta.
“Porra...”
Ela estava me chupando. Addison. A garota do meu melhor
amigo. Caralho, sua futura esposa...
Não parecia real.
“Está tudo bem?”
Uma mão pousou suavemente no meu ombro. Eu me virei e vi
Damon, sorrindo como um maníaco.
“Ummm... está?”
“Fantástico pra caralho.”
Ele se arrastou para a cama, deslizando atrás de sua futura
noiva. Puxando o cabelo dela para trás, ele sussurrou algo em seu
ouvido e ela assentiu.
“Bom. Porque eu não posso esperar mais.”
Addison apoiou-se em seus joelhos e deslizou as pernas para
trás, ficando de quatro. Durante todo o movimento ela nunca parou
de me chupar. Nem uma vez me tirou de sua boca ou de seu aperto.
“Baby, você está incrível.”
A garota do meu amigo estava apoiada nos cotovelos agora.
Rosto para baixo. Bunda para cima. Chupando-me sem piedade
enquanto eu brincava com o longo cabelo loiro em cascata sobre
suas costas cobertas pela blusa.
Meu Deus...
Nesse meio tempo, Damon subiu sua saia até a cintura.
Tirando sua cueca, ele se segurou e posicionou seu corpo atrás
dela.
“Ahhhh...”
Ele e eu gememos ao mesmo tempo que ele enfiou tudo.
 
 
 
Five
 
 
 
ADDISON
 
Foi a coisa mais louca do mundo inteiro – e esta noite de todas
as noites! E, no entanto, estávamos passando por isso. Depois de
toda a conversa obscena, as fantasias da meia-noite. Com tudo
mais que veio depois de ficar um pouco bêbada demais e um pouco
atrevida demais, finalmente estávamos fazendo isso.
E com o Saxon entre todas as pessoas!
Essa parte foi uma emoção adicional, e não apenas porque ele
estaria ao nosso lado no altar. Foi especial porque nós o amamos.
Foi especial porque ele era especial, e isso me fez secretamente me
penitenciar por nunca o ter considerado antes.
Agora eu estava de quatro, fazendo o que sempre imaginei. Eu
estava fazendo sexo oral em um dos nossos amigos mais próximos
- para não dizer mais gostoso... enquanto meu lindo noivo
simultaneamente se enterrava em mim por trás.
PORRA isso é bom...
Eu gemi quando os dois homens me penetraram, me
apertando firmemente entre eles. O ato em si era extremamente
excitante. Senti-los dentro de mim ao mesmo tempo, cada um de
um lado, não era nada que eu pudesse imaginar. E, para falar a
verdade, imaginei bastante.
Ahhhh...
A sensação de ser usada veio à mente. De ver meu corpo
como um receptáculo de prazer para esses dois homens com quem
tanto me importava, e me deleitar com a alegria que isso lhes trazia.
Eles estavam grunhindo e gemendo agora, me penetrando lenta e
profundamente de ambos os lados. As mãos de Saxon estavam
enterradas no meu cabelo. Eu podia sentir seus dedos esmiuçando,
as pontas se movendo suavemente ao longo do meu couro
cabeludo enquanto meus lábios deslizavam para cima e para baixo
em seu pau grosso.
Isso é bom.
Atrás de mim, meu futuro marido estava me fodendo
amorosamente. Suas mãos agarraram minha bunda com força,
controlandoa profundidade e o ângulo de cada estocada deliciosa.
Muito bom.
No momento em que Damon saiu do quarto, decidi ir em frente.
Se eu realmente tivesse que passar por isso, eu faria isso de todo o
coração. A porta se fechou e eu corri para vestir a roupa que Saxon
já conhecia e aparentemente adorava. A expressão dele ao me ver
não tinha preço. O olhar de surpresa de Damon também valeu a
pena.
Meu Deus, Addison! Olhe para você agora.
Eu virei em direção ao nosso armário e vi exatamente o que
ele quis dizer. Refletida na superfície espelhada, presa firmemente
entre dois corpos duros e musculosos, eu parecia absolutamente
incrível. Como a encarnação viva de todos os filmes pornográficos
que eu já amei.
“Você está curtindo isso, baby?”
As palavras de Damon eram roucas agora, grossas e baixas.
Eu podia ouvir a luxúria nelas. Sua voz estava impregnada disso.
“Você gosta de chupar o pau do meu amigo?”
Sua boca estava perto do meu ouvido novamente, enquanto
ele me penetrava profundamente. Era como antes, só que agora,
em vez de falar sobre alguma sacanagem, estávamos realmente
fazendo isso.
“Dois caras ao mesmo tempo...”
A respiração de Damon estava quente no meu pescoço. E
suas mãos estavam em meu cabelo agora. Ele estava puxando para
trás dos dois lados, para ter uma visão melhor do que eu estava
fazendo com Saxon.
“Você vai trepar com nós dois”, meu noivo sussurrou. “Não
vai?”
Um calor diferente de tudo que eu já senti estava consumindo
meu corpo. Ele inundou para baixo, enchendo minha barriga.
Derramando entre minhas pernas, onde eu sabia que já devia estar
jorrando.
“Acene com a cabeça se não puder falar...”
Ainda grunhindo, ainda gemendo, de alguma forma assenti. Foi
especialmente excitante porque a mão de Damon estava lá também,
me ajudando a dizer 'sim'. Mas também...
Ajudando-me a foder com o amigo dele.
Senti outra onda de calor enquanto relaxava e me soltava.
Damon estava me empurrando para baixo em Saxon. Preenchendo
minha boca e garganta com a espessura impressionante do pau do
seu amigo, enquanto enrolava os nós dos dedos no meu cabelo.
Ah meu Deus...
Nosso padrinho ainda me possuía também, mas suas mãos
haviam se movido para meus ombros. Gentilmente, mas com
firmeza, ele estava me empurrando para trás. Empurrando meu
corpo com força contra meu noivo sexy, que estava me penetrando
ainda mais profundamente por trás.
“Porra...”
O gemido de prazer de Saxon era música para meus ouvidos.
Ele estava gostando tanto quanto nós, e isso era importante.
“Eu não posso acreditar... nós estamos realmente...”
“Sim”, eu sorri, tirando-o da minha boca com uma piscadela.
“Nem eu.”
Damon riu, e os dois trocaram um olhar cúmplice. Então eles
fizeram sexo oral em mim, devastando meu corpo disponível. Eles
se alternavam, enquanto eu chupava um, outro me penetrava, para
lá e para cá na cama, até eu estar praticamente chorando com o
quão bom era. Aproveitando o aspecto indescritivelmente excitante
e tabu de ser fodida assim, na noite anterior ao meu casamento.
Tudo isso enquanto estava gemendo e grunhindo e...
“Quer fodê-la?”
A declaração enviou uma onda de calor espinhoso sobre mim.
A maneira que Damon disse isso foi muito casual. Tão
despreocupado e prático, era como se ele estivesse oferecendo ao
amigo uma cerveja ou um chiclete.
“O Papa caga no Vaticano?”
Meu noivo riu. “Provavelmente.”
“Então é claro que sim.”
Fiquei imóvel enquanto eles trocavam de lugar, circulando meu
corpo como uma matilha de lobos. Saxon foi para trás de mim,
subindo na cama. Damon se ajoelhou na minha frente, segurando
meu queixo em sua mão. O ar entre nós era elétrico.
“Você é incrível”, ele murmurou, nivelando seu rosto com o
meu. “Você sabe disso?”
Mordi o lábio e assenti. Mesmo quando senti as mãos de
Saxon irem para meus quadris.
“Isso é incrível,” Damon continuou, pressionando seus lábios
nos meus. “Tudo isso...”
Ele me beijou profundamente, com alma, embalando meu rosto
em suas mãos. O momento era bonito, íntimo. Privado.
A calma antes da tempestade.
“Eu te amo”, sorri.
“Eu também,, baby.”
“Eu...”
O resto da minha frase terminou em um suspiro, quando senti
Saxon entrando em mim. A cabeça pulsante e inchada entrou em
minha umidade facilmente, me separando como uma flor.
“Mmmmm...”
Damon riu, ainda segurando minhas bochechas. Nós demos
um suspiro juntos, seus olhos olhando através dos meus.
“Ele está dentro de você”, ele sussurrou com voz rouca. “Tudo
bem?”
Meus lábios se abriram em um “O”. Minhas pálpebras se
fecharam até a metade, por conta própria.
“Sim.”
Estremeci quando nosso padrinho empurrou mais fundo,
entrando em mim um centímetro de cada vez. Damon me segurou
amorosamente o tempo todo. Beijando-me sempre.
“Ah, porra, sim.”
Senti os músculos dos braços de Saxon flexionarem, me
puxando contra ele. Deixei escapar um grito de prazer quando ele
me penetrou até o final, a curva da minha bunda finalmente
entrando em contato com seu abdômen duro e ondulado.
Uau.
Instintivamente, estendi um braço para trás, ansiosa para puxá-
lo mais fundo dentro de mim. Mas minha mão se perdeu no
caminho. Ela vagou sobre seu abdômen perfeito, deslizando para
cima e para baixo para sentir cada grumo e ondulação. Saxon parou
de me foder por um momento, permitindo-me minha diversão. Seu
pau felizmente enterrado na minha boceta quente e pingando.
“Isso é um pouco selvagem, não é?”
Eu disse as palavras com um estremecimento reprimido,
olhando para trás por cima do ombro. Eu tinha que encontrar o olhar
de Saxon também. Eu tinha visto a expressão em seu lindo rosto mil
vezes, mas nunca enquanto ele estava dentro de mim.
“Addy...” ele sorriu de volta, usando seu apelido carinhoso para
mim. Seus olhos se fecharam em puro êxtase quando ele começou
a me penetrar lentamente.
“Selvagem nem começa a descrever isso.”
 
 
Six
 
 
 
ADDISON
 
Por um tempo glorioso eu os deixei se divertir. Os meninos me
usaram como um brinquedo, prendendo meu corpo entre eles. Me
virando. Me fodendo de lado, ou de costas, ou levantando uma
perna no ar, me penetrando em posição de tesoura enquanto o
outro colocava o pau na minha boca.
Não que eu não estivesse me divertindo também, veja bem.
Eu adorava a sensação das mãos deles no meu corpo – a
força bruta e o poder que vinham com longas horas de dedicação e
malhação. Suas mãos eram como grampos, seus braços como
cabos de aço. Meus dedos percorriam ombros que não terminavam
nunca, peitos tão duros que pareciam esculpidos em granito. Como
resultado, os meninos fizeram de mim o que quiseram. Perdi a conta
de quantas vezes fui virada sem aviso, ofegante, enquanto eles me
viravam para a próxima posição antes de mergulharem de volta em
mim novamente.
Mas havia uma suavidade implícita ali também. Uma gentileza
na forma como me tratavam. Uma espiritualidade na maneira como
eles se revezavam me beijando, seus lábios girando lentamente
contra os meus enquanto nossas línguas se exploravam e nossos
corpos se contorciam e nossas mentes se fundiam em um nível
emocional. Ainda assim, não houve um momento em que eu não
estivesse sendo esmagada na cama, presa firmemente sob um
amante ativo e agitado. Segurada e beijada até o infinito, enquanto
era penetrada tão profunda e lindamente que talvez eu nunca mais
seria a mesma.
Várias vezes, cada um deles chegou a alguns segundos de
gozar, sempre parando para inverterem as posições novamente
pouco antes do último momento. Eles estavam prolongando sua
própria agonia, e tudo bem. Para o bem da nossa transa, eu deixei
que eles tivessem exatamente o que eles queriam.
Então, finalmente, eu assumi o controle.
Começou comigo empurrando Damon para a cama e ficando
em cima dele. Balançando uma perna sobre seu corpo, eu o montei
virada para trás, para que ele pudesse se ver desaparecer dentro e
fora da minha boceta revestida de mel.
“Meu Deus, Addison…”
Eu trabalhei nele. Bom trabalho. Eu sabia como mover minha
bunda e como fazê-la bater na velocidade certa para que ela
recuasse perfeitamente no tempo do meu movimento para cima e
para baixo. Nessemeio tempo, agarrei o pau do Saxon e o levei até
o fundo da minha garganta. Eu o chupei de uma maneira bem
molhada, fazendo barulho. Apertando meus lábios em torno do seu
pau latejante, até que as mãos segurando minha cabeça estivessem
loucas.
“Porra...” seu olhar estava inquieto. “Addy, eu...”
Sem uma palavra, eu o empurrei ao lado do meu noivo e
montei nele também. Desta vez eu fiz isso de frente para ele,
cavalgando forte e profundo. Minhas mãos abertas espalharam-se
por seus abdominais duros como pedra, empurrando e sentindo-os,
usando-os como alavanca enquanto eu o fodia diretamente para a
borda inevitável de seu orgasmo monstruoso.
“Onde ele vai gozar?” perguntei maliciosamente, olhando
diretamente nos olhos de Damon. Meu parceiro estava deitado ao
nosso lado, nos observando e se masturbando. Seus olhos estavam
longe demais para pensar racionalmente.
“Eu...”
“Esquece,” eu respirei, agarrando a bela barriga de Saxon. “Eu
quero que seja dentro de mim.”
Nosso padrinho gemeu quando eu disse as palavras. Ele
empinou seus quadris, apenas alguns segundos depois.
“Posso tê-lo dentro de mim, baby?” balbuciei, ainda olhando
para Damon.
Ele assentiu lentamente, seus lábios se curvando em um
sorriso. “Você pode ter o que você quiser.”
Sorri de volta e apertei Saxon com força, por dentro. “Boa
resposta.”
Nosso convidado gozou com um grunhido que mais parecia um
grito, explodindo violenta e profundamente dentro de mim. Mais e
mais eu cavalguei, balançando para frente e para trás. Passando
minhas unhas sobre seu peito e estômago, até mesmo beliscando
seus mamilos enquanto ele descarregava jato após jato de seu gozo
branco quente, enchendo-me como um gêiser.
Ah... Caralho... meu Deus...
Eu gozei quase instantaneamente, meu orgasmo
desencadeado pelo dele. Meus olhos se fecharam enquanto eu
cegamente estendi a mão para Damon. De alguma maneira a mão
dele encontrou a minha. Nossos dedos se entrelaçaram, nossas
mãos apertando tão forte uma contra a outra que era como se ele
estivesse ordenhando o orgasmo do meu corpo devastado pelo
prazer. Cada contração, cada bela pulsação... eu devia todo o
êxtase a ele; meu parceiro. Minha alma gêmea. Meu futuro marido...
No momento em que abri meus olhos, eu estava uma bagunça,
quente e corada. Meu coração estava batendo forte, meu corpo
vermelho vivo com o esforço de ter gozado tão plena e
completamente. Eu estava sem fôlego. Meus lábios, molhados,
carnudos e cheios.
“Obrigado”, eu suspirei, inclinando-me para frente e para o lado
para beijar Damon calorosamente. Minha língua explorou sua boca
doce enquanto eu descia de seu amigo e subia nele. Ele ficou lá
enquanto eu abaixei minha boceta ensopada sobre sua cabeça
inchada e latejante... então afundei até o final, incorporando-o
totalmente dentro de mim.
Damon gemeu. Suas mãos foram para meus seios enquanto
eu sorria maliciosamente para ele, apertando meus quadris em um
círculo familiar.
“Sua vez agora.”
 
 
Seven
 
 
 
ADDISON
 
O alarme era uma música suave, mas animada, uma das
predefinições que vieram com meu telefone. No passado, nunca
deixou de me acordar, e isso porque eu tinha o sono leve.
Geralmente.
“Damon?”
Eu me mexi grogue, estendendo a mão para cada lado de mim.
Conectando a nada.
Saxon?
Minha memória estava nebulosa, o lado da cama do meu noivo
estava vazio e frio. Eu lembrava de ter caído no sono entre eles.
Meu corpo absorvendo o calor reconfortante de sua nudez, me
acalmando ainda mais profundamente na minha felicidade sonolenta
pós-orgástica.
PUTA MERDA!
Eu pulei rapidamente, agarrando as cobertas contra mim
enquanto as memórias vinham à tona. Lembranças da noite
passada passaram pela minha mente. O jantar de ensaio. Voltando
para o apartamento. Bebendo e rindo com Saxon, enquanto
colocávamos o papo em dia. E então...
Ah meu Deus.
Eu me virei, puxando para trás um enorme emaranhado de
cabelos loiros. Havia algo perto de mim, no travesseiro de Damon:
uma única rosa branca, de haste longa e incrivelmente linda. Junto
com ela havia um bilhete escrito à mão:
 
 
Bom dia, meu sanduichinho sexy!
 
Espero que você tenha se divertido na noite
passada,
Porque nós com certeza nos divertimos!
 
Desculpe, mas Saxon e eu tivemos que pular da
cama cedo. Coisas de noivo. Você vai ver.
 
Não deveria ver você de qualquer maneira,
então
nos encontraremos com você no altar, baby.
 
Mal posso esperar para ter você como minha
esposa!
 
Beijos e abraços, D
 
 
A palavra 'sanduíche' fez meu estômago dar uma cambalhota
sexy. Eu sabia exatamente o que significava. A noite passada foi
totalmente incrível - o auge de todas as minhas fantasias ao longo
da vida. Tínhamos feito coisas sobre as quais, como casal, apenas
conversávamos e meio que pretendíamos tentar. Coisas que nos
deixavam constrangidos e excitados ao mesmo tempo.
E tudo tinha sido insanamente, indescritivelmente excitante.
Você trepou com eles.
Eu com certeza fiz isso. E a julgar por como eu me sentia entre
as pernas agora, eu fui bastante fodida.
Você trepou com os dois.
Puta merda, isso foi tão ruim assim? Levei alguns segundos
para refletir sobre alguns dos melhores momentos da noite passada.
Não, nada mal. Na verdade, a noite inteira ficou para a história. Se
eu tivesse que fazer tudo de novo, não mudaria nada.
Sim, mas eles mudariam?
Eu não podia acreditar com que facilidade tudo havia fluído.
Como tudo parecia totalmente natural, pois fomos arrebatados pelo
momento. Saxon se encaixou entre minhas pernas como se ele
fosse feito para caber ali. E Damon não apenas gostou de me
compartilhar, mas na verdade nos incentivou.
Olhei para o chão, onde os restos amassados da minha roupa
de colegial estavam descartados como um segredo sórdido. Eu me
vesti como uma vadia para eles. Adorei cada segundo disso. Mas
hoje... hoje eu estaria vestida de maneira muito, muito diferente.
Hoje não era apenas um dia, mas o dia. Aquele com o qual eu havia
sonhado toda minha vida.
O dia do meu casamento!
TOC TOC TOC!
Três batidas rápidas na minha porta me trouxeram de volta à
realidade novamente. Corri para atender, parei no meio do caminho,
depois voltei e me livrei do bilhete. Deslizando para o meu roupão,
joguei a rosa na mesa e cheguei à porta assim que as batidas
recomeçaram.
Eu ainda estava grogue, cansada além da conta. Não
necessariamente de ressaca, mas definitivamente sofrendo por
causa da falta de sono.
Ainda assim, eu não trocaria todo o sono do mundo pelo que
aconteceu comigo na noite passada.
“Addison?”
Abri a porta para o rosto sorridente de Miuria. Minha melhor
amiga estava com o vestido dela pendurado no ombro, junto com
um kit de maquiagem e alguns outros itens essenciais. Penduradas
em seu outro braço, duas garrafas geladas de suco de laranja e
uma grande bolsa marrom com o que eu presumi que continha o
café da manhã.
“Feliz dia de casamento!”
Um sorriso se espalhou pelo meu rosto quando minha melhor
amiga largou tudo em uma mesa próxima e jogou os braços em
volta de mim. Então ela começou a falar a mil por hora, como Miuria
era conhecida por fazer.
“Você está pronta para isso? Quero dizer, realmente pronta?
Ah meu Deus, Addison, não acredito que você finalmente está se
casando!”
Ela me abraçou novamente, desta vez me girando pelo nosso
pequeno apartamento. Miuria era uma das boas. Uma amiga sem
julgamento ou ciúme. Alguém em quem eu podia confiar meus
segredos mais profundos e sombrios e vice-versa. E agora, neste
exato momento, ela estava obscenamente feliz por mim.
“Acordada até tarde ontem à noite, hein?” ela riu, se afastando
para dar uma olhada melhor em mim.
“Bem,” eu comecei lentamente, “Damon e eu...”
“Arrebentaram a boca do balão?”
“Não”, eu disse, ficando vermelha. “Eu... quer dizer, sim,
mas...”
“Transaram pela última vez como namorado e namorada?”
Miuria bufou divertidamente.
“Algo do tipo. Mas também...”
“Bem, pelo menos ele está fazendo de você uma mulher
honesta”, ela disse com um sorriso maroto. “Ele merece, eu acho.
Mas hoje é o dia do seu casamento, Addison! Você vai se casarem
cinco horas e meia, pelo amor de Deus!”
Olhei desesperadamente para o relógio, embora já soubesse
que ela estava certa.
“Você tem que estar deslumbrante, certo? Preparada? Bonita?”
“Claro, mas...”
“E como diabos você conseguiu ficar ocupada com Saxon
dormindo no quarto ao lado?”
Nesse momento, fiz uma pausa constrangedora. “Bem... ele
não estava realmente...”
“Você acha que ele ouviu vocês?” ela perguntou, arregalando
os olhos.
Ah sim, ri para mim mesma. Tenho certeza absoluta de que ele
me ouviu.
“Isso não é pouca coisa!” Miuria exclamou, fingindo estar
chocada. Embora minha amiga aparentemente fingisse ser um
pouco puritana, como sua melhor amiga eu sabia que era diferente.
“Sim”, eu disse com uma risada. “Um escândalo.”
“Bem-feito para o Saxon, por não ficar em um hotel. Ei, é por
isso que você acordou tão tarde? Vocês ficaram esperando ele ir
deitar?”
“Miuria, escute...”
“Eu vou mantê-lo longe de vocês esta noite, se você quiser”,
ela continuou ansiosamente. “Ele ainda está solteiro, certo? Ainda
sem uma namorada?”
“Eu... acho que sim, mas...”
“Porque honestamente,” minha amiga disse, corando um pouco
com seus próprios pensamentos. “Eu não me importaria de dar um
trato nele.”
Minha testa franziu. Senti um súbito lampejo de calor.
“Acha que ele daria um trato em mim?”
“Não.”
Eu disse a palavra sem pensar. Simplesmente saiu.
“O quê?” Miuria pareceu surpresa. “Por quê?”
“Porque o Saxon não é realmente...” tropecei nas palavras.
“Porque ele é...”
Meu?
O pensamento veio espontaneamente, totalmente inesperado.
Até doze horas atrás, eu estaria incentivando Miuria. Eu poderia até
ter avisado Saxon que minha dama de honra poderia estar
interessada em uma rapidinha pós-casamento. Mas agora...
Você está com ciúme!
Puta merda, na verdade eu estava. De alguma maneira, o que
nós tivemos noite passada havia mudado as coisas. Tinha
transformado Saxon de um amigo incrivelmente próximo em algo...
mais.
“Meu Deus, Addison,” Miuria disse. “Você viu o corpo dele?
Parece que ele malha três vezes por dia! Ontem à noite, no jantar,
estendi a mão e apertei o braço dele. Parece...”
“Na verdade, eu tenho certeza de que ele pode estar
namorando alguém,” eu soltei sem nenhum motivo. “Agora que
estou pensando nisso.”
Minha dama de honra murchou um pouco. Isso fez eu me
sentir uma merda.
“Você tem certeza?”
“Não”, eu disse, me sentindo em conflito. “Não totalmente. Mas
eu acho que talvez...”
TOC TOC.
Desta vez, Miuria abriu a porta e mais três das minhas damas
de honra entraram. Farrah me deu um abraço de urso, dando um
grande beijo na minha testa suada. Sara e Tabetha aplaudiram,
segurando duas garrafas de champanhe enquanto dançavam até a
cozinha.
“Dia do casamentooooo!”
Eu assisti enquanto minhas damas de honra puxavam as
cortinas, deixando a luz dourada do sol entrar. Estava lindo lá fora.
O dia mais perfeito.
“É melhor eu tomar um banho,” eu disse a Miuria, ficando
animada novamente. No meu íntimo, eu estava agradecido por ter
terminado nossa conversa.
“O...Ok.”
“Amiga?”
‘Sim?”
Abracei Miuria novamente, pensando sobre a vida. Pensando
em Damon e no casamento perfeito que estávamos prestes a ter, e
no paraíso de nossa lua de mel que estava chegando. Meu coração
se encheu de pensamentos sobre nossos amigos, nossa família,
nossa vida...
Eu a abracei com tanta força que, quando terminei, estávamos
ambas em lágrimas.
“Obrigado por ser a melhor amiga do mundo”, eu funguei.
Lágrimas rolando pelas duas bochechas, Miuria raspou a
garganta ruidosamente e me deu um tapa na bunda por cima do
meu roupão.
“Entre no chuveiro, vadia,” ela riu, com seu olhar brilhante e
sorridente. “Você está se casando hoje.”
 
 
Eight
 
 
 
ADDISON
 
Os momentos mais decisivos da sua vida passam sem que
você realmente os perceba. Você nunca reconhece os eventos mais
importantes enquanto eles estão acontecendo, você só os conhece
quando eles terminam.
O dia em que pus os olhos em Damon pela primeira vez foi
assim, porque nunca nos encontraríamos. Eu tinha assumido alguns
compromissos para um colega que teve uma emergência, e Damon
erroneamente veio uma semana mais cedo para sua fisioterapia. Ele
era um jogador de futebol americano da primeira divisão que havia
perdido a janela de transferência por causa de um joelho estourado.
Eu era uma especialista em reabilitação esportiva que por acaso
estava em um período entre dois namoros.
Aquela simples terça-feira mudou para sempre nossas vidas.
Um romance devastador em Nova York mais tarde e aqui
estávamos nós, prestes a caminhar até o altar. Prontos para forjar
nossas vidas juntos e seguir em frente como um só... tudo por causa
de duas cartas aleatórias distribuídas ao acaso pela mão do destino.
Eu sorri, me arrumando de pé em frente ao espelho. Pensando
em como minha vida tinha sido incrível desde aquele dia, e o quanto
eu ansiava por ser a Sra. Damon Mercer, a esposa amorosa e leal.
“Você está pronta?” Miuria perguntou pela terceira vez.
“Pronta como nunca”, sorri, alisando meu lindo vestido branco.
Optei por um vestido simples, sedoso e elegante. Um que
acentuasse as curvas que eu trabalhei tão duro para alcançar, e não
se arrastasse desagradavelmente atrás de mim enquanto eu
caminhasse pelo corredor.
“Voltaremos em alguns minutos”, disse Miuria, conduzindo o
restante de minhas damas sorridentes para fora da linda tenda
branca que também funcionava como minha suíte nupcial. Ela virou
a cabeça para trás por um momento. “Não vá a lugar nenhum, e não
deixe ninguém ver você!”
A manhã inteira ainda era um borrão. Meu banho quente tinha
sido nada menos que batismal, um mergulho rápido enquanto eu me
permitia uma lembrança de cinco minutos da fantasia da noite
passada.
Damon. Saxon...
Fechei os olhos no vapor, deixando minhas mãos ensaboadas
vagarem pelo meu corpo macio e cansado. Não pude deixar de
refletir sobre a beleza da noite passada, passando o tempo
maravilhada com a dicotomia de tudo isso. Lembrando o quão
perfeitamente doces os meninos foram comigo durante toda a nossa
diversão, mesmo enquanto devastavam meu corpo e balançavam
totalmente meu mundo.
A partir daí foram mimosas e maquiagens, rosquinhas e café.
Uma manhã cheia de amigas e felicidade, risos e amor. Eu continuei
olhando para a rosa branca na minha mesa, no entanto. Um
pequeno símbolo representando algo tão selvagem, tão louco, teria
enlouquecido até Zoe e Farrah, as duas damas de honra mais
aventureiras da minha festa.
A limusine nos pegou na hora certa, nos levando pelas ruas de
verão de Manhattan e pela ponte para o Queens. Tínhamos
passado pelo bairro de Corona, bebendo o último gole de nosso
champanhe enquanto o sol perfurava o céu azul cristalino. Todo
mundo se maravilhando com o dia lindo e perfeito que de alguma
forma acabei ganhando, considerando toda a chuva que estávamos
tendo ultimamente.
“Você é sortuda, Addison.”
Minha irmã mais velha Cora enfatizou as palavras, mais do que
simplesmente as disse. Havia um ciúme implícito que eu descartei
com um sorriso excessivamente doce.
“Sempre fui.”
Sim... definitivamente nossa família não era uma das mais
próximas.
Meu sorriso durou todo o caminho até os portões do belo
Jardim Botânico, onde minha mãe trocou um favor com uma de
suas muitas amigas para reservar o local. Eu estava prestes a me
casar no meio de um exuberante campo verde. Sob uma pérgula
branca, cercada por uma centena de amigos e familiares, além de
milhares de flores coloridas.
E depois do que aconteceu ontem à noite?
Bem, sorte é uma palavra que nem começa a descrever aquilo.
“PSSSSIU!”
Eu estava olhando para os meus sapatos quando ouvi o som.
Olhei para o espelho e lá estava Damon, de pé atrás de mim. Ele
estava absolutamente incrível em seu smoking, todo escuro,
impecável e lindo.
“O que diabos você está fazendo!” eu chiei.
Ele deu aquele sorriso casual e encantador. Aquele pelo qual
me apaixonei naquele primeiro dia, manipulando sua perna longa e
musculosa na minha mesa de exame.
“O que você quer dizer?”
“Você não pode me ver ainda! Dá azar!”
Meufuturo marido riu, chegando mais perto. Seus olhos não
desgrudavam do meu corpo. Ele parecia quase deslumbrado.
“Você realmente acredita nessas coisas?”
“Não,” respondi com uma risada. “Quero dizer... bem, talvez.”
Deus, ele era tão perfeito quanto um deus grego! Todo vestido
com sua camisa, gravata e abotoaduras, ele parecia o homem com
quem eu sempre imaginei que me casaria.
“Vem cá.”
Estremeci quando ele deslizou os braços em volta de mim, nós
dois olhando para o espelho. Nós parecíamos incríveis juntos, como
noiva e noivo. Tão bom, eu desejei ter tempo para pular nele ali
mesmo.
“Você está absolutamente linda”, disse ele, pressionando seu
corpo contra o meu. Sua barba recém-aparada roçou meu ombro nu
por um segundo, antes de seus lábios assumirem. “A noiva mais
linda de todos os tempos.”
Ele beijou meu pescoço, e todo o meu corpo derreteu quando
as mãos de Damon tomaram o controle da minha cintura. Senti-me
possuída pelo homem mais forte e perfeito do mundo. Totalmente
propriedade dele.
“Não podemos pular o casamento?” ele murmurou, uma mão
movendo-se para embalar meu rosto. Eu me virei em seus braços.
“Tudo bem, por mim", dei uma risadinha. “Podemos
decepcionar algumas pessoas, no entanto.”
Ele me beijou, e todos os outros pensamentos saíram da
minha cabeça. Todas as preocupações com a preparação, o tempo
e o cumprimento do cronograma - tudo parecia de repente tão
insignificante.
As mãos de Damon deslizaram pelas minhas pernas, então
começaram a puxar cuidadosamente a bainha do meu vestido.
Deslizou sobre minhas panturrilhas, meus joelhos. Quando passou
pelas cintas-ligas nas minhas coxas, eu perdi o fôlego.
“Você tem muita sorte de não termos tempo,” Damon
murmurou, ainda mexendo no meu vestido. “Ou eu comeria você
aqui mesmo antes do casamento.”
“Sorte, é? Pensei que você não acreditasse nisso.”
Suas palmas alisaram o caminho até minha bunda coberta por
uma tanga, e o nó no meu estômago apertou.
“Damon...” eu estava começando a ficar um pouco nervosa.
“O quê?”
“Nós vamos ser pegos”, suspirei em sua boca.
“Não, não vamos”, ele respondeu com confiança, me beijando
novamente. Eu derreti um pouco mais enquanto sua língua girava
em minha boca, deslizando sensualmente ao lado da minha.
Fazendo tudo certo no meu universo.
“Além disso”, ele piscou. “Saxon está vigiando a entrada para
nós.”
 
 
Nine
 
 
 
ADDISON
 
As palavras não foram registradas imediatamente. Quando
caiu a ficha, um sinal de alerta passou por mim.
“O quê?”
Eu olhei por cima do ombro. Nosso padrinho estava meio
dentro, meio fora da barraca, um sorriso de cumplicidade
estampado em seu rosto. Ele levantou uma mão e acenou.
“Ah meu Deus!” suspirei. “Vocês são terríveis!”
Meu noivo não respondeu, e isso é porque ele estava ocupado
explorando minha bunda quase nua com a mão. Eu me senti
exposta, mas radiante. Envergonhada, mas também estranhamente
descarada.
“Deus”, Damon disse. “Essa bunda...”
Ele deu um aperto possessivo, então virou meu traseiro
exposto na direção do nosso padrinho. Eu deveria ter relutado.
Deveria ter puxado meu vestido para baixo com um suspiro.
Em vez disso, uma adrenalina acalorada passou por mim como
nada que eu já senti na minha vida.
“Porra,” Damon grunhiu, em uma voz baixa e gutural que me
lembrou nitidamente da noite passada. “Olha só essa calcinha…”
“Deveria ser uma surpresa”, sussurrei em seu ouvido.
Percebi rapidamente que ele não estava falando comigo.
Estava falando com seu amigo.
“Venha conferir isso.”
Meu coração quase saiu pela boca quando nosso padrinho
olhou rapidamente para fora da tenda, deu meia-volta e caminhou
até lá. Ele chegou atrás de mim, tão lindo quanto Damon em seu
smoking preto.
“Aqui. Sinta isso.”
Damon pegou Saxon pelo pulso e colocou a mão de seu amigo
do outro lado da minha bunda. Quando seus dedos se aproximaram
de mim, pude sentir minhas pernas começarem a tremer.
“Gostaria que você não tivesse que voar de volta para Vegas
esta noite,” Damon riu. “Você tem?”
As implicações de suas palavras me fizeram corar de calor.
Enquanto isso, a mão de Saxon permaneceu onde estava por
alguns longos segundos. Quando se moveu, deslizou lentamente
sobre minha bunda, me dando um oceano inteiro de arrepios.
“Nada mais sexy do que uma noiva virgem”, ele riu, olhando
para mim de lado.
“Acho que vocês dois perderam essa oportunidade,” consegui
rir.
“Sim. Que pena.”
Em algum lugar lá fora, a música começou. Violinos. Um
violoncelo. Era o ensaio da música mas, mesmo assim, música.
Elas vão chegar aqui a qualquer momento! minha consciência
gritou. Miuria. Suas irmãs...
Eu podia ver tudo acontecendo no olho da minha mente. A aba
da tenda se abrindo. Minha dama de honra entrando. Vendo isso...
O rosto de Damon ainda estava a centímetros do meu, mas
agora também estava o de Saxon. Estávamos olhando um para o
outro, vendo as coisas como estavam na noite passada. Lembrando
da proximidade. Aqueles sentimentos de camaradagem,
intimidade...
“Sua calcinha ficará ainda melhor assim,” Damon praticamente
sussurrou.
Agarrando a tira da minha tanga entre dois dedos, ele a esticou
para um lado. Ela se encaixou perfeitamente em um lado da minha
bunda. Expondo... tudo.
“Vocês estão me deixando louca”, eu suspirei. “Nós não
podemos... quer dizer, nós temos que...”
Um dedo me roçou. Não, dois dedos — um pertencente a cada
um deles. Eles se revezaram se arrastando pelo vale do meu
espaço entre as coxas, movendo-se com uma lentidão dolorosa,
mas deliberada.
Tocando, mas não tocando... apenas quase, quase roçando…
Puta.
Merda.
Engoli em seco e de repente suas mãos sumiram. Damon
colocou minha calcinha de volta no lugar, em seguida, baixou meu
vestido com um movimento hábil. As mãos de Saxon estavam nas
minhas coxas pelo lado de fora, alisando as rugas do material de
seda. Fazendo minhas pernas tremerem ainda mais, enquanto ele
endireitava tudo de volta no lugar.
“Vejo você no altar, baby,” Damon sussurrou, me beijando uma
última vez.
Os dois amigos saíram juntos, sorrindo como se tivessem
cometido algum crime secreto em conjunto. O cheiro deles
permanecia deliciosamente, mesmo depois de terem passado pela
aba da barraca.
Foi quando finalmente comecei a respirar novamente.
Você é absolutamente louca! minha consciência correu para
me castigar. E se alguém tivesse entrado? E se...
“Addison!”
Olhei para cima, meus nervos disparados, meu coração
batendo como louco. Meus braços ainda estavam alisando as
últimas rugas do meu vestido, quando Miuria entrou e pegou minha
mão.
“Está tudo bem?”
Balancei a cabeça timidamente. “Bem.”
“O que há de errado? Você parece nervosa.”
Eu dei de ombros. “Aterrorizada.”
“Você?” Miuria riu. “Aterrorizada?”
“Bem, é meu casamento.”
Me senti um pouco mal, mentindo para minha melhor amiga.
Mas a alternativa...
“Todo mundo está em seu lugar e pronto”, anunciou Miuria
alegremente. “Exceto pelo noivo e o padrinho. Ninguém conseguiu
encontrá-los ainda, mas eles vão aparecer.”
“Talvez eles tenham fugido juntos”, tentei rir. “Como nos filmes.”
O rosto de Miuria ficou um pouco sério. “Você tem se visto no
espelho recentemente?”
Ela sorriu, e este simples ato me acalmou. O tremor em minhas
pernas parou.
“Qualquer cara seria completamente louco se te desse um
bolo”, minha amiga sorriu, levando-me para fora da barraca.
“Especialmente nesse vestido!”
 
 
Ten
 
 
 
ADDISON
 
Meu casamento foi bonito em sua simplicidade. Uma troca de
votos rápida e graciosa sob o sol brilhante do verão, seguida de
aplausos, cumprimentos e uma recepção ao ar livre que começou
imediatamente.
Caminhei até o altar sozinha, embora não por falta de ofertas.
Meu pai nos abandonou quando minhas irmãs e eu éramos bem
jovens. As gêmeas, Ashley e Emily, tinham uma à outra, e Cora
tinha o mesmo ar de distanciamento que herdou de nossa mãe. Não
era exatamente uma falta de amor, era mais como uma falta de
vontade ou incapacidade de demonstrar afeto. Nós crescemos
assim. Era tudo o que eu conhecia.
Infelizmente, isso me deixou essencialmente solitária.
Procurandoum nível de atenção que eu nunca poderia alcançar.
Minha mãe estava ocupada criando quatro meninas sozinha e nem
mesmo namorou de novo até terminarmos o ensino médio. Ela
estava muito ocupada para a maioria das coisas que eu precisava e,
sendo a mais nova, eu fui forçada a crescer rápido. Durante toda a
minha infância, lembro-me de ter tido um padrão de maturidade
muito mais alto do que a maioria das outras meninas da minha
idade.
Talvez por essa razão, eu recusei minha mãe, minhas irmãs,
ou mesmo um dos belos irmãos de Damon a me acompanhar ao
altar. Cheguei aonde estava sozinha, sem qualquer ajuda. Dar
esses últimos passos no braço de outra pessoa diminuiria minha
autoconfiança. A meus olhos, pelo menos.
À medida que envelheci, percebi que era muito diferente do
restante da minha família. Cora sempre foi distante, e por causa da
nossa diferença de idade geralmente me via como um incômodo.
Ashley e Emily eram mais próximas, mas tinham seu próprio
grupinho. Elas saíram de casa de uma vez por todas assim que
completaram dezoito anos e se mudaram muito. Por melhor que
fosse vê-las, temperei minhas expectativas com a realidade. As
gêmeas estavam mais animadas por estar de volta à cidade e rever
velhos amigos do que por ir ao meu casamento.
E então havia Damon.
Meu agora marido era o oposto de tudo que eu conhecia. Ele
era caloroso, amoroso, afetuoso. Sempre cercado de amigos e
familiares, era constantemente a vida de qualquer festa. Enquanto
na minha própria família éramos solitárias passando seu tempo
consigo mesmas, Damon me convidou para seu mundo de pessoas
com as quais ele nem tinha parentesco e que ele considerava uma
extensão de sua família. Saxon era um exemplo. Finnegan era
outro. Seus melhores amigos se tornaram meus melhores amigos, e
nós quatro saíamos juntos com tanta frequência que eles se
tornaram uma extensão permanente de nosso próprio
relacionamento.
Mesmo com Finnegan entrando e saindo de nossas vidas, ele
estava lá com mais frequência do que não. E Damon sempre era
melhor quando estava perto de seus amigos. Sim, éramos felizes
como um casal. E sim, ele era tão romântico quanto qualquer
homem poderia esperar ser. Ainda assim, o nível de animação
sempre aumentava um pouco quando Saxon e Finn estavam por
perto. Havia mais risadas, mais alegria. Os sorrisos eram mais
amplos, os bons momentos muito mais impactantes.
De certa forma, era como ter uma família. A família que eu
nunca tive.
Era estranho também, porque a maioria dos caras que eu
namorei me queriam para eles. Nossos romances eram muitas
vezes universos de círculos fechados e de curta duração, onde
nossas atenções se concentravam apenas um no outro. A maioria
das garotas que eu conhecia invejava esse tipo de relacionamento.
Elas tinham namorados que passavam “muito” tempo com os
amigos e invejavam qualquer tipo de diversão que seus parceiros
pudessem ter sem elas.
Eu nunca poderia pensar dessa maneira. Parecia uma maneira
solitária de viver.
É por isso que você e Damon são tão perfeitos juntos. Vocês
dois querem as mesmas coisas.
Esses tipos de pensamentos flutuavam na minha cabeça o dia
todo, enquanto eu apreciava o que acabou sendo o mais bonito de
todos os casamentos. Em vez de um salão escuro e sombrio, todos
estavam do lado de fora. Em vez de tapetes estampados e pisos de
parquet, as pessoas dançavam – muitas vezes descalças – pela
grama verde do verão.
Eu assisti Ashley e Emily flutuarem como borboletas no meio
da multidão, divertindo-se imensamente. Até Cora acabou sorrindo,
depois de quatro ou cinco drinques em um dos bares montados.
Minha mãe arrumada e enfeitada na frente de seus amigos, mais
feliz do que eu a via em anos, enquanto seu novo namorado a
seguia como um cachorrinho perdido. Ela provavelmente estava
mais orgulhosa por ter mexido os pauzinhos o suficiente para
reservar um local tão bonito do que na verdade por eu estar me
casando, mas eu compartilhei sua alegria mesmo assim.
À medida que o longo dia se transformava em noite, o pôr do
sol ficava dourado. Nós nos abrigamos sob uma grande tenda
iluminada, enquanto a música continuava a tocar e vaga-lumes
iluminavam o céu. A mesa principal onde me sentei com meu novo
marido incrível foi montada para nós, juntamente com padrinhos,
madrinhas, damas e pajens. Tudo menos uma cadeira vazia, que foi
deixada intencionalmente assim.
A cadeira onde Finnegan deveria estar.
Eu peguei Damon olhando para o local mais de uma vez. Toda
vez que ele fazia isso, eu apertava sua mão ou o arrastava para o
campo que estávamos usando como pista de dança e segurava seu
corpo contra o meu.
“Ele estaria aqui se pudesse,” eu disse a ele, balançando
suavemente. “Você sabe disso, certo?”
“Eu sei.”
Não era muito em termos de conforto, mas era alguma coisa. E
Saxon sentia isso também. Mais do que isso, nosso padrinho
chamava minha atenção, e nos revezamos distraindo Damon juntos.
Conversando e rindo sobre alguns dos melhores momentos que nós
quatro tivemos, seja perambulando pela cidade ou alugando uma
cabana no interior do estado ou até mesmo nos aventurando até o
final de Long Island.
“Lembra aquela vez que fomos a Montauk?” Saxon
acrescentou: “E Finn nos reservou aquele pequeno hotel sem ar-
condicionado?”
Concordei com um sorriso. “E então ele comprou aquele
ventilador de plástico de merda? E tipo, três sacos de gelo?”
Damon riu da lembrança. “No meio da noite, o gelo era uma
poça de água morna, vazando por toda a cama. Foi engraçado.”
“Sim, engraçado para vocês,” Saxon sorriu para nós. “Vocês
não tiveram que dividir a cama com ele.”
“Vocês dois não dormiram na varanda depois disso?”
perguntei.
“Sim”, lamentou Saxon. “E acordamos com mil picadas de
mosquito.”
Nós três rimos tanto que metade dos convidados se virou em
nossa direção.
“Não foi a ideia mais louca que Finnegan já teve,” Damon
salientou, em defesa do nosso amigo.
“Você está brincando?” Saxon entrou na conversa. “Não foi
nem a vigésima mais louca.”
Enquanto íamos ao bar juntos para pegar outra bebida,
comecei a fazer as contas. Honestamente, houve um monte de
vezes assim. Dezenas de viagens, todas cheias de ótimas e loucas
lembranças. Nós realmente sentimos saudade de Finnegan durante
a maior parte do ano passado. Damon não era o único chateado por
ele não estar aqui. Nós todos estávamos.
Finalmente, a festa acabou. Com alguns abraços gigantes,
minhas irmãs gêmeas se despediram, e eu até ganhei um beijo de
Cora antes que seu marido a levasse para casa. Os retardatários
habituais foram embora no momento em que Damon me puxou da
tenda e desceu por um pequeno caminho de paralelepípedos. Na
escuridão isolada, de mãos dadas, encontramos Saxon encostado
em um enorme olmo cheio de galhos.
“Desculpem amigos, mas eu tenho que ir.”
Ele estava com o paletó pendurado no ombro, a camisa
desabotoada. Ainda mais bonito do que antes de o casamento
começar, seus olhos ainda brilhavam com o reflexo das luzes
distantes.
“Um dia,” lamentei tristemente. “Só conseguimos ver você por
um dia.”
“E uma noite”, acrescentou ele com uma piscadela marota.
“Sim”, eu sorri de volta timidamente. “Uma noite que
definitivamente nunca vou esquecer.”
Uma brisa suave recomeçou, arrastando uma mecha solta de
cabelo para os meus olhos. Saxon estendeu a mão
automaticamente e a prendeu de volta.
“Não pense que eu não vou voltar,” ele prometeu. “Uma vez
que eu tenha resolvido algumas coisas.”
“Está realmente tudo certo naquele restaurante em que você
trabalha?” perguntou Damon.
“Não,” Saxon admitiu. “Mas agora, bem...” ele colocou as mãos
nos quadris e olhou para o céu. “As coisas estão especialmente
loucas.”
Ele suspirou, e havia mais em seu suspiro do que ele deixou
transparecer. Eu teria perguntado a ele mais sobre isso, se
houvesse tempo.
“Bem, da próxima vez que eles te derem uma folga, avise-nos,”
disse Damon. “Ou você volta aqui…”
“… ou nós vamos lá,” eu terminei para o meu marido com um
sorriso. “Eu sei que eu definitivamente poderia fazer uma viagem a
Vegas.”
Inalando o ar fresco do jardim, Saxon sorriu.“Bem, o convite
está sempre aberto.”
Nós nos abraçamos, nós três juntos, como sempre fazíamos.
Foi ainda mais especial agora, no entanto. De alguma forma mais
significativo.
“Se importa se eu der um beijo de despedida nele?” sussurrei,
ficando na ponta dos pés e me inclinando no ouvido do meu marido.
“Você está brincando? Damon deu uma risadinha. “Na
verdade, faço questão.”
Olhando primeiro por cima dos ombros dos dois para ver se
não havia nenhum convidado desgarrado, deslizei rapidamente para
os braços de Saxon. Ainda na ponta dos pés, plantei meus lábios
contra os dele e dei-lhe o beijo mais quente e molhado que qualquer
noiva já deu em seu padrinho. Na frente do seu marido, enfim.
“Uau...” ele suspirou, quando o beijo acabou. O qual eu tinha
orgulho de dizer tinha levado quase meio minuto.
“Sim”, suspirei de volta, sentindo formigamento por toda parte.
“Exatamente.”
Saxon sorriu triunfante e nos saudou antes de se virar.
Ficamos olhando até ele desaparecer completamente no caminho,
na direção do portão do jardim.
“Merda”, disse Damon. “Já estou sentindo saudade dele.”
Deslizando para os braços do meu marido, eu o puxei tão perto
que nós dois éramos um. Quando fui beijá-lo também, já havia um
sorriso malicioso em seus lábios.
“O quê?”
“Nada”, ele continuou sorrindo.
Meus olhos se estreitaram. “Não parece que é nada.”
Damon encolheu um ombro largo e me deu uma piscadela.
“Acho que estou apenas pensando na lua de mel, só isso.”
Antes que eu pudesse dizer outra palavra, fui levantada do
chão com meus pés cansados e carregada de volta na direção da
nossa tenda de casamento.
Ocorreu-me felizmente que eu também não conseguia parar de
pensar na lua de mel.
 
 
Eleven
 
 
 
ADDISON
 
Já haviam se passado três horas desde quando o DJ tocou a
'última música'. Duas e meia desde que Damon deu gorjeta aos
bartenders e eu dei um beijo de despedida em Miuria, deixando
minha dama de honra com os deveres autoimpostos de embrulhar
tudo e levar meus presentes de casamento em segurança para
casa.
“É melhor você mandar fotos!” minha melhor amiga ameaçou.
“Grécia, Addy? Duas semanas na Grécia?” Ela dizia a mesma coisa
toda hora, antes de abrir um sorriso.
“Vou mandar, vou mandar”, eu prometi.
A limusine que nos levou ao aeroporto era grande e espaçosa
o suficiente para que a usássemos para trocar de roupa. No meio do
processo eu subi no colo do meu marido, vestindo nada além de
minha tanga e uma camiseta. O volume em sua cueca me disse que
ele aprovava, mesmo quando eu dei uma olhada para onde o
motorista poderia estar nos observando pelo espelho retrovisor.
Francamente, eu não estava nem aí.
“Vamos fazer isso agora?” ele perguntou com a minha língua
em sua boca. “Aqui?”
“Um-hum.”
Deslizei meus dedos esmaltados com lindas francesinhas pela
frente de seu short. Com uma adrenalina exibicionista, minha mão
se aproximou do meu objetivo.
“Você não quer foder sua esposa?” sussurrei no seu ouvido.
Damon ficou maior, mais firme ao meu alcance. A ênfase que
eu coloquei na última palavra o estava deixando louco de tesão.
Dei-lhe um aperto.
“Para mim está claro que ele quer.”
Damon acenou com a cabeça para a frente, e eu segui seu
olhar. Desta vez o motorista estava observando, ou pelo menos
olhando em nossa direção.
“E daí?” eu ri. “O coitadinho está preso dirigindo para o
aeroporto LaGuardia à uma da manhã”, sorri. “Ele também pode se
divertir.”
As mãos do meu marido deslizaram por baixo da minha
camisa, segurando meus seios enquanto eu me movia ainda mais
forte em seu colo. No meio do beijo ele parou de repente.
“Nós podemos trepar nessa limusine,” ele disse. “Exatamente
agora, durante o trajeto de quinze minutos até o aeroporto. Ou...”
Eu levantei uma sobrancelha.
“Ou podemos consumar nosso casamento em uma linda
mansão grega, rodeada por antigas ruínas. Com vista para o Mar
Egeu.”
Minha respiração ficou presa na garganta enquanto minha
bunda se movia lentamente até parar.
“Você conseguiu uma mansão para nós?”
Damon sorriu, suas mãos agora segurando meu rosto. Ele
olhou através dos meus olhos e dentro da minha alma como meu
marido, pela primeira vez.
“Baby, apenas espere até você ver onde nós vamos ficar.”
Espremi até a última gota da minha determinação para sair de
seu colo. Fiz isso com um suspiro melancólico, minha decepção
ecoou pela linguagem corporal do nosso motorista de limusine.
“Não se preocupe,” Damon disse, me consolando. “Vou fazer
mais do que compensar você.”
Ele pronunciou a frase com um brilho nos olhos que não estava
lá antes. Um que me fez pensar pelo resto do caminho para o
aeroporto.
Chegamos, e Damon deu uma gorjeta ao motorista da limusine
grande o suficiente para fazê-lo esquecer tudo sobre o show que ele
perdeu. A essa hora o LaGuardia estava vazio. Passamos pela
segurança e embarcamos no avião caindo de sono, declarando que
este havia sido o dia mais longo - mas ainda assim o melhor - de
todos os tempos.
No assento do meio em algum lugar perto da parte de trás do
avião eu me aconcheguei contra meu novo marido, aconchegada
sob dois cobertores macios. Eu estava meio adormecida. Ainda
estava bocejando com o discurso da comissária de bordo sobre o
cinto de segurança quando um toque no meu ombro me fez olhar
para cima.
Meu estômago revirou ao mesmo tempo que meu coração
disparou.
“O QUÊ?”
Saxon estava de pé sobre nós, segurando uma mala de mão
preta. Ele apresentava um sorriso estranhamente tímido.
“Surpresa!” Damon sorriu levemente. “Presente de casamento
número um.”
Eu estava bem acordada. Acesa em um instante.
“É sério?” engasguei.
“Sim, é sério,” meu marido deu de ombros. “Você mesmo
disse: só conseguimos vê-lo por um único dia. Então, depois da
noite passada, eu o chamei em um canto. Convenci-o a não voar
direto de volta para Las Vegas, mas a passar os primeiros dias
conosco na Grécia.”
Saxon ainda não havia dito nada. E então ele entrou na
conversa.
“Mas isso vai acontecer apenas se estiver tudo bem para você,
Addy”, disse ele apressadamente. “Achei que ele estava louco
quando sugeriu isso, mas esse cara continuou insistindo.” Ele bateu
de leve em Damon com sua bolsa. “Ele pode ser um verdadeiro
pentelho às vezes.”
“Ah eu sei,” ri. Meu coração ainda estava disparado. Meu
sangue, pulsando.
“Esta é lua de mel de vocês,” Saxon continuou. “Então nada
disso vai acontecer se você disser que não. Eu ainda tenho meu
bilhete para Vegas. Posso desembarcar e entrar naquele voo em
algumas horas, se você...”
“Você está brincando?” soltei animadamente. “Guarde essa
bolsa e venha imediatamente para cá!”
Eu acenei com a cabeça em direção ao assento vazio da
janela ao meu lado enquanto Saxon deu de ombros e sorriu. Ele
empurrou a sacola até a metade no compartimento superior e parou.
“Vocês dois têm certeza absoluta de que não estou estragando
sua lua de mel, certo?” ele perguntou. “A última coisa que eu quero
é segurar vela.”
Olhei dentro de seus olhos firmemente e fiquei encarando.
“Você se sentiu segurando vela noite passada?”
Lentamente, ele balançou a cabeça, nossos olhares travados.
“Então venha com a gente”, eu ri alegremente. “E se divirta.”
O sorriso de Damon se alargou, e pude ver o alívio em seus
olhos. Não é todo dia que você aparece para a sua esposa com um
convidado extra para lua de mel, especialmente no último minuto.
Mas era Saxon, e ele era muito mais do que um simples amigo. Meu
marido tinha certeza de que que tudo ficaria bem, e ele estava certo.
Saxon passou de lado, virando a bunda para mim em vez da
virilha. Era uma bela bunda. Sem mencionar que era uma bunda
que passei metade da noite passada arranhando como uma tigresa,
guiando-o para ir mais fundo em mim.
“Ei...” ele sorriu enquanto se acomodava no assento da janela.
Ele puxou um lado do cinto de segurança enquanto eu lhe
entregava o outro.
“Ei, você mesmo”, eu sorri de volta.
“Apenas alguns dias”, disse Saxon, fazendo tipo uma
promessa. “Então eu me afasto. Eu tenho coisas para fazer em Las
Vegas, e vocês ainda terão mais da metade de sua lua de mel
sozinhos, semque eu esteja a reboque.”
“Estar a reboque?” perguntei com uma risada. Deixei minha
voz sair sedutoramente baixa. “É esse o plano?”
Pela primeira vez na vida Saxon pareceu estar completamente
sem palavras. A imagem era encantadora. Num impulso, eu me
inclinei e o beijei bem na boca. Então me virei e dei um beijo ainda
maior em Damon, agarrando seu braço e apertando-o com
entusiasmo.
“Obrigada,” sussurrei feliz, mas ainda secretamente no ouvido
do meu marido.
“Não, obrigado você”, ele murmurou de volta. “Não é em toda
lua de mel que um noivo leva seu padrinho. Essa parte vai ser
divertida.”
“Sim,” eu suspirei feliz, enquanto os motores da aeronave
ganhavam vida. “Com certeza vai.”
 
 
Twelve
 
 
 
DAMON
 
“Eeeee...... Bem-vinda ao presente de casamento número
dois!”
Tirei minhas mãos dos olhos de Addison no meio do pátio. Por
alguns segundos, ela apenas ficou lá totalmente perplexa. Suas
mãos cobriam a boca enquanto ela girava em um círculo lento,
absorvendo tudo.
“Ah meu Deus, isso é maravilhoso” ela perdeu o fôlego.
Eu tive a mesma reação, da primeira vez que vi esse lugar. E
depois de novo, quando vi o preço.
A mansão grega foi construída em um penhasco fora de
Atenas, com vista para a joia azul brilhante que era o mar Egeu.
Tinha paredes totalmente brancas e degraus de laje. Grama verde
exuberante engolindo caminhos de paralelepípedos que
serpenteavam por jardins perfumados, passando por passarelas
com colunas e através de um átrio central onde uma linda piscina
tinha a forma de uma água-marinha retangular.
Os cômodos eram simples e bonitos, cheios de móveis e
adereços exóticos. Havia quartos com almofadas coloridas. Uma
grande sala de estar que ficava ao lado de uma cozinha equipada,
ambas repletas de todas as comodidades modernas que você
poderia imaginar. Elas se destacavam em contraste com a beleza
das paredes e pisos, que foram construídos em estilo antigo ou
sobre as próprias ruínas.
Realmente não havia palavras para descrever o lugar. O
silêncio de Addison dizia isso.
Minha noiva se jogou em mim, enchendo meu rosto de beijos.
Minhas bochechas ficaram molhadas com as lágrimas de alegria
que escorriam pelo seu rosto.
“Primeiro, não fui eu,” eu disse, levantando minhas mãos.
“Tudo foi Saxon... e Finnegan, também. Eles cancelaram as
acomodações do hotel que eu tinha feito e alugaram esse lugar
inteiro para nós, por conta deles. Não importa o quanto eu tenha
tentado pagá-los, eles não aceitaram um centavo.”
A boca de minha esposa se abriu novamente, quando ela se
virou para encarar nosso benfeitor. Saxon ficou ali corando, sua
bolsa ainda pendurada em um braço.
“Com...Como?” Addison engasgou.
“Por quê?”
“Bem, por um lado, Damon é péssimo em planejar coisas como
esta,” Saxon riu. Ele olhou para mim se desculpando. “Desculpe,
mas você é. Sem ofensa.”
“Sem ofensa”, eu ri.
“Quando ele nos disse para onde estava levando você, Finn e
eu juntamos nossas cabeças e pensamos neste lugar. Considere
isso um presente conjunto de casamento.”
Então Addison o envolveu, abraçando-o calorosamente. Ela
deu um passo para trás, ainda chorando.
“Is... Isso é demais,” ela estava chocada, balançando a cabeça.
“É demais para...”
“Bobagem,” Saxon interrompeu. “Finn se sente péssimo por
não ter ido ao casamento. E nós dois nos sentimos péssimos por
não sermos capazes de sair com Damon, ou dar-lhe uma despedida
de solteiro, ou qualquer uma dessas coisas que os padrinhos devem
fazer.” Meu melhor amigo deu de ombros, ainda com o rosto
vermelho por toda a atenção. “Finn e eu concordamos que vocês
são as duas melhores pessoas que conhecemos,” ele disse. “Nós
amamos vocês e queremos que tenham as melhores lembranças.
Nesse sentido, este lugar não é nada comparado ao que vocês nos
deram.”
Aproximei-me para abraçar Addison, que estava chorando
abertamente agora. Ela parecia ainda mais bonita, como uma deusa
loira chorona. Uma deusa de tênis e calça de moletom confortável,
que acabara de passar onze horas – a maioria dormindo – em um
avião.
“Tudo isso é para nós?” ela fungou finalmente. Sua expressão
se transformou em um sorriso quando ela olhou ao redor. “A coisa
toda?”
“Sim.”
“Por inteiras...”
“Duas semanas,” Saxon sorriu. “Sim.”
Ela abraçou cada um de nós novamente com um gritinho de
alegria, então se virou para explorar. No momento em que
arrastamos a maior parte da bagagem para a mansão, a
encontramos já tirando suas roupas de viagem das malas.
“Este lugar está totalmente abastecido?” ela perguntou.
“Ah sim,” eu ri. “O quão remoto ele é? Temos que ter certeza
disso.”
Ela se virou, vestindo apenas uma regata sem sutiã, então se
inclinou e deslizou para fora de sua calça de moletom. De pé ali de
calcinha, ela parecia totalmente incrível e completamente
despudorada.
“Acho que não estamos mais com vergonha”, eu ri. “Estamos?”
“Com certeza não,” minha noiva respondeu com uma risada.
Ela parou e apontou para nós dois. “Trajes de banho,” ela ordenou,
pegando e abrindo uma de suas malas. “Agora.”
Cinco minutos depois estávamos todos do lado de fora, cada
um de pé no seu lado da piscina azul turquesa. Saxon havia
ocupado o quarto em frente ao átrio, deixando-nos a suíte master.
Ele estava na minha frente em seu calção de banho, olhando cada
pedacinho da minha esposa de biquíni, assim como eu estava.
Addison estava perpendicular a nós, acabando de amarrar seu
cabelo para trás. Com os braços atrás da cabeça, seus seios se
destacavam lindamente. O minúsculo biquíni amarelo e azul que ela
usava deixava pouco à imaginação.
“O último em…” ela sorriu, antes de realizar um mergulho
perfeitamente executado.
Meu amigo e eu assistimos seu corpo se mover debaixo
d'água, atravessando toda a extensão da piscina. Considerando o
longo voo e a diferença de fuso horário, o sol estava se pondo
novamente. Daqui a pouco já estaria escuro.
“Você tem certeza de que está tudo bem?” Saxon perguntou,
enquanto minha nova esposa ainda estava abaixo da superfície.
“Cara,” eu sorri, esticando meus próprios braços para cima,
“estou totalmente emocionado por você estar aqui conosco. E
Addison também.”
Ela veio à tona, e lançamos juntos um velho sinal familiar em
direção a ela. Durante a próxima hora nadamos, brincamos e rimos,
nossos corpos se retorcendo e se contorcendo sob a superfície da
água fria e clara.
Falamos sobre o casamento e quão fantástico tinha sido tudo.
A música, a comida, e como tudo aconteceu. Nós teorizamos se a
irmã mais velha de Addison se lembraria de tudo, ou se Zoe e
Farrah acordaram na manhã seguinte em uma das camas dos meus
padrinhos. As poucas pessoas que me enviaram mensagens de
texto estavam com uma ressaca miserável. Aparentemente, todos
se divertiram muito.
A escuridão finalmente caiu sobre a mansão, e o calor
moderado da iluminação externa começou. A partir daí a conversa
ficou mais íntima, nossos corpos mais próximos. Addison boiava no
meio, flutuando entre nós. Ela enrolou suas pernas lisas em volta de
mim, me beijando lenta e profundamente enquanto Saxon flutuava a
apenas meio metro de distância.
Então, com seus olhos famintos pedindo permissão, ela
esperou até que eu assenti levemente com a cabeça... e começou a
beijá-lo também.
Porra...
Era tão excitante saber que ela era minha esposa. Sabendo
que ela me pertencia para sempre, e sempre pertenceria. Ainda
assim, havia uma emoção secreta em saber que ela poderia ser
dele também. Que um dos meus melhores amigos do mundo inteiro
pudesse ter dela o mesmo conhecimento carnal que eu tinha. Que
ele pudesse apreciá-la. Agradá-la. Obter prazer dela, da mesma
forma que eu.
Ela ia para lá e para cá, beijando cada um de nós por vez.
Deslizando alegremente em nossos braços. Envolvendo-se em
torno de nossos corpos, enquanto ela se revezava nos beijando até
que mal podíamos aguentar mais um segundo.
“Eu sei que você ficou com o quarto do outro lado,” Addison
finalmente murmurou, cara a cara com Saxon. “Mas nossa cama é
muito maior.”
Saxon a beijou de volta, suas mãos movendo-se sob ela. Eu
assisti os longos dedos dele se espalharem,amassando sua bunda
macia. Tocando-a enquanto ela flutuava feliz na piscina iluminada
por trás, seus longos cabelos se espalhavam atrás dela como uma
cauda de noiva brilhante feita de fios de ouro.
“Então você está dizendo que é grande o suficiente para nós
três dormirmos?” nosso padrinho continuou o jogo.
Addison riu e balançou a cabeça. “Quem disse que é para nós
dormirmos?”
Ela saiu mergulhando e nadou até os degraus, então mais
desfilou que caminhou fora da piscina. Por mais incrível que fosse
seu biquíni, ele precisava ser tirado. Quando ela se inclinou para
secar o cabelo com a toalha, fez questão de virar a bunda em nossa
direção. A ação nos deixou fascinados.
“Vocês vão ficar babando na piscina a noite toda?” Addison
chamou de volta. “Ou...”
Saímos em um piscar de olhos, escalando lados opostos.
Addison nos jogou um par de toalhas. Enquanto as passávamos
sobre nossos corpos, ela estava nos olhando tanto quanto nós a
observávamos.
“Você realmente vai querer isso hoje à noite”, eu disse a ela.
“Você sabe disso, não é mesmo?”
Minha esposa sorriu maliciosamente e soltou um suspiro
feminino. “Promessas, promessas...”
Nós corremos atrás dela, e Addison deixou escapar um grito de
excitação. Juntos, nós a perseguimos pelo pátio. Passamos pela
grama morna e por meio de uma série de pequenos jardins, antes
de finalmente alcançá-la.
“Me levem para a cama”, disse ela, sem fôlego, jogando os
braços em volta de mim. Ela estendeu a mão para Saxon e o puxou
para mais perto. “Por favor.”
“Nós poderíamos pegá-la aqui mesmo”, eu rebati.
“Na grama? Sob as estrelas?” minha noiva prendeu um dedo
em um canto da boca, considerando. “Isso seria divertiiiiiiiiiido,” ela
riu, esticando a palavra. “Mas exatamente nesse momento...”
TOC TOC.
Nós três pulamos quando o portão ao nosso lado fez barulho.
A trava era de ferro. Saxon estendeu a mão e a levantou, e o
pesado portão de madeira se abriu...
Antes que pudéssemos fazer qualquer outra coisa, Addison
gritou e passou voando por nós.
 
 
Thirteen
 
 
 
ADDISON
 
Achei que não poderia ser mais feliz. Recém-casados,
deliciando-se no paraíso. Aninhada feliz entre dois dos homens mais
maravilhosos do mundo, cada um deles igualmente lindo, ambos
meus.
Acontece que eu estava errada.
“FINN!”
Não havia como confundir o gigante loiro do outro lado da
entrada da mansão. Finnegan parou enorme diante de nós, com
todo o seu 1,80m. Olhos verdes ardentes espreitando por baixo de
uma espessa mecha de cabelo loiro mel, enquanto seus lábios
carnudos se abriam em um sorriso caloroso e infantil.
“Alguém em casa?”
O sorriso que ele deu do outro lado do portão derreteu meu
coração! Eu me joguei em seus braços, mesmo quando Damon e
Saxon o esmagaram em seus abraços de urso. Em um emaranhado
de braços e pernas, ele foi conduzido para dentro, nós três ainda
cambaleando de choque e espanto. Eu não tinha aceitado a coisa
toda como realidade até o portão pesado trancar-se atrás dele.
Finnegan!
AQUI.
“Sinto muito por ter perdido seu casamento,” nosso amigo
lamentou, suas sobrancelhas se unindo com preocupação. Era um
olhar estranho para Finn. Em todo o tempo que o conhecia, ele
nunca pareceu preocupado. “Tentei fazer o melhor para ir, mas não
foi possível. Eu até mesmo...”
“Você está aqui agora, certo?” meu marido sorriu.
“Acho que sim,” Finn brincou. “Peguei dois trens e um táxi para
chegar aqui, a menos que eu esteja sonhando.”
Damon abraçou Finn novamente com tanta força que quase o
derrubou. “Isso é o que importa, cara.” Ele deu um passo para trás
para olhar para o amigo novamente, certificando-se de que não
estava vendo uma miragem. “Não acredito nisso! Você está aqui na
Grécia!”
“Sim, bem, eu tive que ver este lugar com meus próprios
olhos,” Finnegan disparou de volta. “Além do mais, estou na Europa
há semanas. Que tipo de amigo eu seria, perdendo uma
oportunidade de...” Sua voz sumiu quando ele olhou para Saxon.
“Espera aí! O que diabos você está fazendo aqui?”
“A mesma coisa que você,” Saxon riu, acenando para Damon.
“Invadindo a lua de mel desse babaca.”
“Sim, bem, eu só apareci para dizer parabéns,” Finn protestou.
“Eu não estava querendo estragar nada, no entanto. Apenas tomar
uma bebida ou duas com os recém-casados, antes de deixá-los...”
“Você fica.”
As palavras saíram da minha boca ao mesmo tempo que
Damon as disse. Isso aconteceu em voz alta, fazendo-nos todos rir.
“Mas é a sua noite de núpcias, Finnegan retrucou.
“Tecnicamente, passamos essa noite no avião”, eu disse com
um encolher de ombros. “Ou talvez esta seja a noite. Ou até mesmo
tenha sido a anterior.”
Saxon nos lançou um olhar disfarçado que Damon e eu
maliciosamente devolvemos. Mas estávamos em frente ao Finn
agora. Nada mesmo passava despercebido.
“Deve ter uma garrafa de champagne na geladeira,” disse
Finnegan. “Saxon e eu nos asseguramos que...”
“Nós já bebemos,” Saxon lamentou. Ele encolheu os ombros
com culpa. “Desculpe cara. Não tínhamos ideia de que você viria.”
Finnegan riu disso, como fazia com a maioria das coisas.
“Então pode ser cerveja.”
Nosso amigo entrou, girando nos mesmos círculos lentos que
todos nós fizemos ao descobrir a mansão. Nos minutos seguintes,
fizemos um tour com ele, mostrando tudo. Embora ele tivesse visto
inúmeras fotos do lugar quando ele e Saxon o arranjaram, ele ainda
exibia o mesmo nível de admiração e espanto. Além disso, a
mansão parecia diferente à noite. Durante o dia era grande e lindo,
mas agora era mais sereno e pacífico.
“Este lugar é inacreditável,” Finnegan afirmou.
“Eu sei!” gritei, jogando um braço em volta dele. “E nós temos
que agradecer a você e ao Saxon!”
Eu o teria beijado na bochecha, se eu pudesse chegar perto de
alcançá-la. Em vez disso eu apenas dei um abraço apertado nele.
“Você está me molhando,” Finn riu, apontando para meu
biquíni.
“Sim, isso acontece muito por aqui,” meu marido brincou.
Saxon estava no meio de um gole. Ele quase cuspiu sua
cerveja.
“Nós estávamos prestes a... mudar para algo mais,” eu disse,
me recuperando rapidamente. “Por que você não fica e se sente em
casa enquanto nós três nos secamos?”
O sorriso em nossos rostos parecia permanente quando
Damon e eu corremos para o quarto para nos trocarmos. Finnegan!
Nós não podíamos acreditar. Mas, nesse caso, de fato podíamos.
Isso era exatamente algo que Finn faria, aparecer de surpresa em
uma mansão remota no meio da noite, sem nenhuma maneira de ir
embora.
“Tudo bem para você se ele ficar?” Damon me perguntou,
deslizando uma camisa seca pela cabeça. Quando ele a puxou para
baixo e cobriu seu peito, lamentei não poder mais vê-lo.
“Claro!”
“Quero dizer, isso coloca uma ligeira mudança em nossos
planos...” ele parou. “Para, bem...”
“Eu sei,” reconheci, deslizando nos braços do meu marido
novamente. “Mas ei... É o Finn!”
Damon riu e me beijou. “Claro que é.”
“Além disso,” eu disse timidamente. “A julgar por alguns dos
olhares do Saxon? Tenho certeza de que vocês vão me compensar.”
Meu marido deu uma linda levantada de sobrancelha. “Vamos,
é?”
Saí de seus braços com um giro, indo para onde as vozes já
estavam flutuando na cozinha.
“É melhor que compensem”, eu pisquei.
 
 
Fourteen
 
 
 
ADDISON
 
Acordei com uma mão deslizando sobre minha bunda. Um par
de lábios quentes, acariciando meu pescoço.
Mmmmm...
Eu estava debaixo das cobertas, quente e confortável. Nua,
exceto pela calcinha branca de noiva; aquela com a qual eu desfilei
pelo corredor. A mesma que Damon puxou de lado e me disse para
colocar de volta - e nada mais - antes de ir para a cama sozinha.
“Baby?”
Um par de lábios masculinos se aproximaram dos meus.
Mesmo bêbada de sono, eu conhecia o beijo do meu marido,
minhas mãos percorrendo a curva familiar de seu queixo com a
barba por fazer.
Então eu senti um segundo par de mãos. Um segundo corpo
quente roçando minha nudez, cavando debaixo das cobertas para
deslizar junto ao meu.
“Mmmmm...” ronronei, estendendo a mão para Saxon. As
pontas dos dedos da minha outra mão encontraram seu estômago,
traçando seu abdômen ondulado.Eles se moveram mais para baixo,
para encontrá-lo nu. Para se acomodar sobre seu pau que
endurecia rapidamente, todo quente, grosso e pesado na minha
mão.
“Pensamos que ele nunca iria para a cama,” Damon deu um
sorriso abafado.
Nós. Aquela palavra novamente. Aquilo me deixou sem fôlego.
“Onde ele...”
“Finn despencou naquela coisa com aparência de sofá-cama
na sala grande,” Saxon sussurrou do meu outro lado. “Parece que
ele capotou.”
“Ah.”
“Ao contrário de nós”, Damon riu.
Uma boca quente se aproximou do meu seio. Eu me virei,
girando meu corpo quente até ficar de costas. Uma segunda boca
tomou conta do outro lado, me deixando no céu.
Isso não é real.
Ficamos acordados até tarde com Finn, conversando sobre
tudo e mais alguma coisa. Os meninos rindo e discutindo e
revirando os olhos para sua nova coleção de histórias. Cansada
demais para continuar, acabei entregando os pontos – mas não
antes de receber uma promessa marital de ser acordada.
E eu secretamente esperava que fosse exatamente assim.
Meus suspiros romperam o silêncio do quarto adornado de
seda, meus dedos vasculhando dois conjuntos exuberantes de
cabelos grossos e escuros. Os meninos estavam se acabando nos
meus seios. Eles fizeram círculos lentos ao redor das minhas
aréolas com suas línguas quentes e molhadas, parando de vez em
quando para morder ou mordiscar meus mamilos endurecidos.
Sou tão sortuda...
A palavra se encaixava perfeitamente. Cora estava certa.
Sortuda pra caralho...
Duas mãos deslizaram pela minha barriga, encontrando-se na
junção entre minhas coxas. Senti dedos gentis puxarem minha
calcinha de noiva para um lado. Outro par de dedos mergulhou
dentro de mim, deslizando pelo material já encharcado e
provocando um suspiro agudo e intenso.
“Nós esperamos a noite inteira por isso...”
Meu marido deslizou e começou a me beijar fervorosamente,
sua boca mais faminta do que nunca. Eu podia sentir o quão
absurdamente duro ele estava. Quão quentes e excitados a coisa
toda estava nos deixando, nós três, finalmente na cama juntos.
“Eu também estava esperando,” balbuciei, me contorcendo na
cama. Era incrivelmente excitante, acariciar os dois. “Deus, como eu
queria isso.”
Os dedos deslizando dentro e fora da minha boceta eram
incríveis, mas eu ainda precisava de mais. Eu precisava de alguém
dentro de mim. Meu marido, entre minhas pernas. Onde ele
pertencia...
“Eu primeiro,” murmurou Damon, ficando em cima de mim. Ele
me beijou profundamente, olhando nos meus olhos enquanto
separava minhas coxas. O momento era especial, sacrossanto. O
fim de uma longa jornada entre nós dois, mas o início de uma nova.
“Me possua,” murmurei, abrindo minhas pernas para ele. “Me
faça sua mulher.”
Ele poderia ter enfiado tudo de uma vez sem resistência, eu
estava tão excitada e molhada para ele. Em vez disso, ele fez
lentamente. Nós espiamos através e além um do outro enquanto
Damon deslizou para dentro de mim, enchendo minha boceta
centímetro por centímetro. Nossos olhos refletindo dois sorrisos
mútuos de amor e respeito, sorrindo com nossos corações até que
estivéssemos plenos.
“Ahhh baby...”
Ele enfiou tudo, e eu agarrei os dois lados musculosos de sua
bunda perfeitamente simétrica. Estávamos casados agora.
Consumado, total e completamente. Eu queria tê-lo dentro de mim
para sempre. E nunca mais deixá-lo sair.
“Agora me foda.”
Nós já trepamos mil vezes, em centenas de lugares. Mas
nunca assim. Nunca como marido e mulher. Saxon se inclinou para
trás, nos observando enquanto fazíamos amor. Sorrindo e
prendendo meu cabelo para trás enquanto Damon me penetrava
profundamente na cama, sua mão se juntando à minha enquanto eu
lutava para manter o ritmo de punhetar seu pau cada vez maior.
Era lindo, de um jeito especial. Viajamos quase cinco mil
milhas para fazer isso juntos. Dividir nosso leito conjugal, com um
amigo tão próximo, era como uma extensão do meu próprio marido.
Meu Deus...
Era, de fato, um sonho. Um sonho excitante e perversamente
proibido, concretizado em uma realidade gritante e colorida. Senti
uma nova dimensão de amor por meu marido. Receber essa
espécie de presente dele. Um presente de amizade, sexo e amor,
que de alguma forma superou até minhas expectativas mais loucas.
“Em mim”, grunhi, arranhando a bunda de Damon quando senti
sua mudança na respiração. Ele estava chegando perigosamente
perto. Aproximando-se daquele ponto sem retorno, onde um simples
aperto estratégico poderia fazê-lo gozar. Uma vez eu enganchei
minhas pernas atrás de seu corpo e o segurei dentro de mim
enquanto ele tentava desesperadamente se retirar. Suas tentativas
fracassadas de fuga me fizeram rir durante todo o seu orgasmo, até
que ele grunhiu e xingou e gozou em mim até transbordar.
Por mais divertido que tenha sido, não aconteceu desta vez.
Damon se retirou no último instante, afastando-se com força para
longe e depois deslizando para baixo para enterrar o rosto entre as
minhas pernas. Sob os cobertores quentes, eu me senti derretendo
em sua boca. Meus olhos tremiam, meio abertos, e encontraram
Saxon sorrindo.
“Bom?”
Mordi o lábio e assenti. Eu tinha certeza de que estava
revirando os olhos também.
“Você é gostosa pra caralho, Addy.”
Ele se inclinou para me beijar, deslizando sua língua
profundamente na minha boca. Eu tinha duas línguas, uma em cada
extremidade agora, ambas me explorando, ambas me deixando
absolutamente louca de calor e excitação.
“Nós temos um plano,” Saxon murmurou entre os beijos. “E o
plano é montar em você a noite toda...”
Engoli em seco quando as palavras foram registradas em
minha mente. Enrolei meus punhos no cabelo de Damon e
praticamente gritei.
“Nós vamos gozar em você, Addy. De novo e de novo...” ele
beijava meu rosto, minhas bochechas, meu queixo. “E mais uma
vez”.
Ele continuou me beijando ardentemente, roçando as pontas
dos dedos sobre meus mamilos preguiçosamente, desenhando um
oito. Enquanto isso, Damon me deixou a um passo de gozar. Eu
podia sentir uma enxurrada de calor na minha barriga, emanando do
meu íntimo. Percorrendo seu caminho para baixo, para onde ele
estava me devorando com sua doce e linda boca.
“Mas primeiro,” Saxon sussurrou, seus lábios contra os meus.
Nós vamos fazer você gritar.”
Gozei como um trovão, explodindo na boca do meu marido. No
segundo em que minha boca se abriu, Saxon colocou a palma da
mão sobre ela.
“Shhhh...” ele disse, apertando sua mão contra meus lábios.
“Está tudo bem, mas shhhh!”
Era um tesão indescritível, ser pressionada em ambas as
extremidades. A mão de Saxon tapou minha boca com firmeza,
enquanto os braços de Damon prendiam minhas coxas contra sua
língua que se retorcia e serpenteava.
“PORRA!!”
A palavra saiu abafada, totalmente ininteligível contra a palma
da mão molhada do meu padrinho. Mas eu não estava nem aí.
Estava vendo estrelas.
Poooooooorraaaaa...
Chorei e meus carrascos cederam, mas eram lágrimas de
euforia. Faixas de claro prazer molhado, escorrendo pelo meu rosto
enquanto eu sacolejava e rolava e gozava por toda a boca e dedos
talentosos de Damon. Meu gozo demorou um longo tempo. Quase
um minuto inteiro antes que minha bunda parasse de rebolar e
minhas costas parassem de arquear e a mão cobrindo meus lábios
pudesse ser removida com segurança.
“Vire-a.”
As palavras eram de Saxon, e estavam cheias de luxúria. Senti
um par de braços por baixo de mim. Meu marido, me tirando de
debaixo dos cobertores. Expondo minha nudez ao ar quente da
noite e não parando até que me colocar de quatro.
“Olha essa porra…”
Ele puxou minha calcinha para o lado, esticando a fina tira de
tecido sobre um lado da minha bunda, exatamente como ele tinha
feito na suíte nupcial. Estremeci quando ele correu um dedo lento
pela minha umidade brilhante.
“Você estava certo”, admitiu Saxon, subindo atrás de mim.
“Essa calcinha fica melhor assim…”
Olhei por cima do ombro e meus olhos se fixaram no pau
grosso na mão de nosso amigo. Ele o estava guiando para frente,
punhetando para cima e para baixo. Deixando-o pronto para enfiar
em mim...
PUTA MERDA!
Foi quando euvi Finnegan, parado de pé atrás de nós três.
Seus braços cruzados, enquanto ele se inclinava casualmente
contra o vão da porta do outro lado da sala.
 
 
Fifteen
 
 
 
ADDISON
 
“FINN!”
Perdi o fôlego com essa palavra mais do que poderia dizer.
Enquanto eu fazia isso, os outros se viravam.
Puta merda puta merda puta merda...
“Ah, por favor”, disse ele casualmente, coçando o queixo. “Não
parem por minha causa. Parecem que vocês estavam exatamente
chegando na hora boa.”
É como se o tempo tivesse parado - como se alguém
apertasse o botão de pausa em toda a cena pervertida. As mãos de
Damon estavam no meu cabelo, inclinando meu rosto para cima,
enquanto Saxon ainda estava se segurando firme, congelado na
posição atrás de mim.
“Da próxima vez que vocês quiserem fazer um trio secreto,”
Finn riu, “vocês podem querer excluir os gritos. E o tapa na bunda. E
os gemidos, os grunhidos e...”
“Este não é um trio 'secreto'”, declarou Damon, cortando seu
amigo.
“Ah não?” Finn ficou pensativo. “Então por que vocês tiveram
que esperar até eu ir para a cama?”
Houve um momento de silêncio constrangedor. Quase como se
nós três tivéssemos sido pegos fazendo algo errado, e de alguma
forma eu deveria me sentir culpada por isso.
Foda-se.
“Você realmente acha que deixaríamos você de fora?” desafiei
de repente. Ainda olhando por cima do ombro, minha boca se
curvou em um sorriso. “Nosso amigo mais próximo, de todas as
pessoas?”
Isso quebrou a tensão. Finnegan sorriu de volta.
“Baby?” ronronei, meu olhar voando para Damon. A expressão
dele mostrou que estava de acordo comigo. É uma das coisas que
eu mais adorava nele. Nós geralmente estávamos.
“Você quer uma chance com ela?” convidou Damon.
Meu estômago deu outra cambalhota. Era o que eu esperava,
mas não esperava. Puta merda.
Finnegan levantou uma sobrancelha e descruzou os braços.
“Você está brincando?” Seu sorrisinho se transformou em um sorriso
aberto quando ele desceu o olhar para mim. “Quem não gostaria?”
“Não é como se você tivesse ficado de fora,” Damon continuou.
“Isso foi meio que uma coisa do momento, na noite anterior ao
casamento.” Ele deu de ombros inocentemente. “Espontânea.
Apenas meio que aconteceu.”
“Sei.”
“E se você estivesse lá”, acrescentou Saxon, provocando-o.
“Em vez de muito longe...”
“Você já estaria aqui”, eu ri, balançando minha bunda em sua
direção.
Finnegan sorriu novamente, desta vez calorosamente. Ele fez
uma pausa, deu um passo para dentro do quarto, então parou.
“De verdade?” ele perguntou. “Eu estava apenas meio que
brincando.”
“Nós não.”
Com isso, o loiro alto deu de ombros e começou a tirar a
camisa. Finnegan tinha o corpo de um nadador, da cabeça aos pés.
Todo esguio, estriado e bem musculoso, com ombros incrivelmente
largos e braços grandes e poderosos.
Ele também tinha um abdômen perfeito que competia com o do
Saxon.
Puta.
Merda.
Até agora eu estava preocupada principalmente com ele se
sentindo excluído. Mas agora ele estava dentro. Tipo dentro, dentro,
dentro.
Ou pelo menos ele estaria, em breve.
Isso é loucura, Addison. Totalmente insano.
Talvez fosse, mas meu corpo não achava. Minha pulsação já
estava acelerando, prevendo o que viria a seguir. O nervosismo
sexual de ter que agradar a três homens diferentes – melhores
amigos, nada menos – e de alguma forma não decepcionar nenhum
deles.
E apesar de eu ficar dizendo a mim mesma que a coisa toda
era tão ultrajante? Eu também queria. Eu desejava isso do jeito que
você deseja algo tão incrível, tão delicioso, que você teria que se
impedir de ir com muita sede ao pote.
As mãos em meus quadris deram um aperto suave, e então
Saxon foi pressionado contra o meu sexo. Ele não tinha perdido
nem um pouquinho de dureza. Poderia até dizer que estava ainda
mais duro.
Você quer ele também. Finn.
Saxon me penetrou, provocando um suspiro e um gemido. Foi
tão bom que fez meu cérebro cambalear, minha mente girando
através de todas as novas alturas de desejo e necessidade e tesão.
Você quer ele, e eu também sei o porquê.
Na verdade eu sabia, em ambos os aspectos. Eu queria Finn
porque ele era confiante e carismático. Divertido e engraçado, com
uma beleza estonteante e olhos verdes penetrantes que poderiam
fazer qualquer garota ficar molhada instantaneamente.
Mas eu também o queria porque ele era a peça que faltava. O
amigo que deveria ter estado no nosso casamento. Que deveria
estar lá na noite anterior ao nosso casamento, quando toda essa
loucura começou.
“Jesus, Addy...”
Por mais engraçado que parecesse, transar com Saxon sem
Finn era como traí-lo. Como se eu estivesse enganando nossa
amizade a quatro e fazendo algo inerentemente errado. Tínhamos
algo com o Saxon que não tínhamos com nosso outro amigo. Algo
incrivelmente especial e íntimo que sempre faltaria, sempre que
olhássemos para Finn.
Mas agora...
Agora as coisas estavam prestes a ficar em pé de igualdade.
Eu estava prestes a conhecer Finn tão bem quanto conhecia Saxon.
E ele a mim.
“Você tem certeza de que está tudo certo com isso?”
Finn estava fazendo a pergunta tanto para Damon quanto para
mim. Era uma pergunta válida. É o que amigos faziam.
“Caralho, sim, estamos bem com isso”, respondeu meu marido,
olhando para mim com uma piscadela. “Mostre para ele, baby.”
Em resposta eu balancei para frente em meus cotovelos e
peguei o rosto de Finn em minhas mãos. Ele estava na minha frente
agora. Cara a cara.
“Eu quero isso,” eu disse, beijando-o como uma amante. Minha
boca bateu forte contra a dele. Minha língua, girando e agitando
enquanto eu respirava em sua alma. “De verdade eu sempre quis
isso, admiti com uma risadinha. “E você?”
A expressão de Finn suavizou, seus olhos agora semicerrados.
“Você é maravilhosa, Addison. Você sabe disso.”
“Sim, mas...”
“Se eu fantasiei sobre esse momento?” Ele me beijou
novamente, e novamente um pouco mais. Sua língua torcendo
contra a minha, puxando suspiros e gemidos da minha boca
enquanto eu balançava suavemente para frente e para trás contra o
pau duro e bonito de Saxon.
“Sim,” Finnegan admitiu. Claro que sim. Em segredo,
obviamente. Você não vai exatamente dizer ao seu melhor amigo
que está querendo pegar a garota dele, não importa o quão bonita
ela seja.” Ele fez uma pausa, olhando para trás por cima do meu
ombro. “É claro que eu nunca fantasiei em te beijar enquanto você
estivesse trepando com outra pessoa”, ele riu. “Mas eu sempre fui o
tipo de cara que deixa as coisas rolarem.”
Eu ri, como Finn muitas vezes fazia acontecer. Estendi uma
mão, deslizando minha mão pela frente de sua cueca. Seu pau
cresceu facilmente, longo, liso e bonito.
“Lide com isso, então,” eu disse, e me inclinei para engoli-lo.
 
 
Sixteen
 
 
 
FINNEGAN
 
Eu realmente deveria ter ido ao casamento.
Damon e Addison eram provavelmente as duas melhores
pessoas que eu conhecia. Meu amigo de infância fez a transição
perfeita de sua lesão devastadora no futebol universitário para o
mundo das altas finanças, e Addy estava basicamente
administrando um estúdio de fisioterapia de ponta no centro de
Manhattan. No que diz respeito aos amigos, eles eram incríveis.
Como indivíduos, ainda mais.
Como um casal, no entanto, eles eram totalmente imparáveis.
Eu me apaixonei por Addy no segundo que Damon nos
apresentou, daquele jeito especial de 'melhor amigo ama sua garota
tanto quanto você'. Quando ela saía com a gente, era como se ela
sempre tivesse estado lá. A cada viagem que nós quatro fazíamos,
a cada férias que partilhávamos juntos, ela se tornava mais
integrada ao nosso pequeno trio original.
Era quase como se a conhecêssemos a vida toda.
A essa altura, comecei a perder a noção de quais memórias
estavam antes ou depois da adição de Addy. Que vezes passamos
só nós três, e quais aconteceram depois que Damon teve a sorte de
tê-la conquistado.
Addison riu conosco, festejou conosco, sempre presente e
sempre feliz. De muitas maneiras, ela era a namorada de todos nós.
De todas as maneiras, exceto talvez uma.
“Vá em frente, Finn,” ela murmurou de costas, abrindo suas
pernas lisasde porcelana. Complete o círculo.”
Eu afundei nela, não pensando em nenhuma dessas coisas.
Deixando minha mente ficar totalmente e completamente em
branco, para que eu pudesse desfrutar de seu calor e umidade de
forma mais pura, sem distrações.
Puta MERDA.
Era como se acomodar em uma banheira de hidromassagem
em um dia frio de inverno. Sentir esse calor abençoado e alegre
permeia você cada vez mais fundo, até o seu íntimo.
Olhei para cima e Addy estava sorrindo. Eu estava totalmente
dentro dela agora, com seus braços em volta de mim. As pernas
dela também.
“Lá vamos nós”, ela ronronou como um gato. Um de seus
dedos começou a torcer lentamente, brincando com meu cabelo.
“Deus, como senti saudade de você.”
O sorriso dela forçou o meu. “Eu sei, tá?”
Olhei para baixo, para onde nossos corpos estavam
conectados. Para aquela peça final do quebra-cabeça que sempre
faltava, a peça que até agora estava reservada apenas para Damon.
“Meu Deus,” perdi o fôlego, percebendo que ela estava me
ordenhando suavemente. Comecei a penetrá-la lentamente, no
ritmo de suas próprias estocadas suaves. “Isso é mais incrível do
que... bem...”
“Você imaginava que seria?” Damon deu uma risadinha.
Senti uma onda de vergonha e sabia que estava ficando com
um tom brilhante de vermelho. Não havia muitas coisas que me
envergonhavam, para ser honesto. Mas quando eles disseram
isso...
“Fica frio, cara,” meu amigo me assegurou. Ele estava
segurando a cabeça de Addy em seu colo nu. Embalando seu rosto
com as mãos e acariciando seu cabelo. “Nós queríamos isso,” ele
disse, “Addison e eu. Mas ter isso com vocês dois? Bem, torna isso
especial. Muito mais especial do que com qualquer outra pessoa.”
Eu balancei a cabeça vagamente, ainda fixado no puro prazer
eufórico de estar dentro dela. A sensação de seu corpo, rebolando
debaixo de mim. A forma como sua boceta se agarrou a mim me
dominando, ordenhando-me como se tivesse vida própria.
“Além disso,” Damon riu. “Você sempre se perguntou como
seria transar com ela.”
Virei-me para Saxon, que apenas deu de ombros de maneira
culpada. Eu estava supondo que algumas de nossas pequenas
conversas privadas poderiam ter 'vazado.'
“E agora você sabe”, ela riu, com um movimento lento de seus
quadris incríveis.
Isso é loucura.
Addison suspirou e me puxou contra ela, forçando meu rosto
contra o dela. Examinei suas bochechas rosadas suaves, seus
lábios rosados perfeitos. O leque brilhante de cabelos loiros
dourados que se espalhavam sobre o colo do meu amigo, enquanto
ela olhava para mim com aqueles olhos azuis cristalinos.
Meu Deus. Ela sempre foi linda, mas agora ela era
dolorosamente linda.
“Aproveite”, ela sussurrou, e então me beijou. O beijo foi terno,
amoroso. Significativo. “Com certeza.”
Minuto a minuto, as coisas se tornaram menos estranhas e
mais confortáveis. Comecei a foder Addison com estocadas longas
e profundas, inclinando-me para beijá-la periodicamente ou enterrar
meu rosto entre seus seios incríveis. Com o tempo, o
constrangimento desapareceu. Desejos crus e básicos tomaram
conta. A necessidade de foder totalmente essa mulher – realmente
conduzi-la e possuí-la – de repente superou todo o resto.
“Mmmmmmmm...”
Ela estava gemendo e grunhindo embaixo de mim. Inclinando-
se para cima para encontrar minhas estocadas, e me apertando
com força com suas pernas chocantemente poderosas.
“Não pare...” ela suspirou. “Não pare, estou quase...”
Eu tinha visto Addison de todo jeito, desde roupas íntimas e
biquínis até trajes de ski de coelhinho. Mas agora eu a tinha visto
nua e deitada diante de mim. Eu a vi abrindo as pernas, o que a
tornava uma amante.
“Sim...”
Ela estava aumentando o ritmo, ficando desenfreada. Explodi
de tesão quando ela agarrou minhas costas, mas foi Addison quem
gritou. Foi ela quem fechou os olhos com o prazer puro e delirante
de ser esmagada na cama, e eu continuei indo mais forte, mais
rápido...
“IIIISSSSO...!”
Eu vi Addison beijando Damon enquanto Saxon a fodia. Assisti
meus dois melhores amigos se revezando, enquanto um a
penetrava, ela chupava o outro, antes de trocar de lugar e começar
novamente. Ela parecia estar exatamente como estava agora –
bêbada de luxúria, completamente consumida pelo que estava
acontecendo com seu corpo.
Isso era inimaginavelmente excitante. Bruto e indecente e
bonito, tudo de uma vez.
Um por um, ela os fez gozar, Damon jorrando dentro dela,
Saxon ejaculando uma carga impressionantemente grande em suas
costas nuas e bunda. E então ela se virou para mim, sorrindo.
Curvando um dedo e me convidando, antes de cair para trás e abrir
as pernas em convite.
“Ahhhhhhhhh...”
E agora ela estava gozando, por todo o meu pau. Apertando-
me involuntariamente, contraindo ao meu redor.
Jesus...
Foi a expressão dela que finalmente me levou ao limite. O
olhar de êxtase total e bruto quando ela finalmente explodiu. Seus
olhos ficaram vagos por alguns segundos, como se ela estivesse em
outro lugar. Eles olharam diretamente através de mim - para um
lugar onde apenas o êxtase reinava - seu cérebro foi lavado com
qualquer deliciosa inundação de endorfinas que estava fazendo
seus lábios se separarem naquele perfeitamente lindo 'O'.
“Poooorra...”
Eu grunhi como um touro, a última parte da palavra ficou presa
na minha garganta. Então eu gozei, meu pau batendo e pulsando
dentro dela. Contraindo-se para cima e para baixo com cada jato
poderoso, enquanto meus dentes rangeram e meus olhos se
fecharam e meu cérebro me levou para o mesmo lugar que ela
estava.
O que caralho...
Era como se minha alma deixasse meu corpo. Em um segundo
eu estava enterrado até as bolas dentro dela... no próximo eu estava
voando através de nuvens de euforia branca e fria. Eu flutuei feliz,
não estando ciente de nada além de pureza. Prazer. Perfeição...
E então, com a mesma rapidez, voltamos, suas íris azuis fixas
nas minhas. Minha mente atormentada pelo prazer consciente de
uma coisa e apenas uma coisa: que agora estávamos unidos como
amantes, nós dois, e que nada que pudéssemos fazer mudaria esse
fato.
“Eu adoro isso...” Addison murmurou, quando ela finalmente
conseguiu falar novamente. “Uau, eu adoro isso pra caralho...”
Seu corpo encharcado de suor se contorceu, seus braços
estendendo-se para cima para agarrar seu marido, e para agarrar
Saxon também. Eu ainda estava dentro dela, delirantemente gasto e
saciado. Tentando sair de sua ordenhadeira inferior, quando seus
olhos encontraram os meus.
“Ah meu Deus! eu amo vocês, meninos...”
 
 
 
Seventeen
 
 
 
ADDISON
 
Acordei em um lugar totalmente novo, em uma cama
estrangeira com novos lençóis e cobertores estranhos. Mas com um
cheiro muito familiar e acolhedor.
Café.
Com uma energia surpreendente, joguei as cobertas de lado.
Balancei minhas pernas nuas sobre a beirada da minha cama
conjugal e deixei as solas dos meus pés tocarem o piso frio de
ladrilhos.
Cama conjugal?
A alegria surgiu em mim, lembrando onde eu estava. Com
quem eu estava. E sim, o que eu tinha feito...
Assim como o que foi feito comigo.
“Baby?”
Minha voz ecoou fora das paredes brancas marmorizadas da
incrível mansão grega. Uma resposta ecoou de volta da porta
aberta, de onde uma brisa perfumada e tingida com sal pairava no
ar.
“Estamos aqui!”
Em um instante eu estava de pé, inalando esse maravilhoso ar
do oceano. Deslizando em um roupão que já tinha sido separado
para mim, e meu par favorito de pantufas. Eram tudo de bom, essas
pantufas. Fiquei imediatamente grata por elas terem feito a viagem
conosco por todo o mundo.
Foi uma curta caminhada através dos quartos abertos,
decorados em tons de azul e brancos e dourados. As samambaias
verdes brilhantes transbordadas dos vasos de cerâmica branca. Seu
ruído metálico na brisa, refletindo o brilho do Sol solar fluindo
através das muitas janelas.
Eu corri para a cozinha, mas ela estava vazia. Embora tivesse
um cheiro delicioso. De outra direção – logo depois do arco do átrio
– ouvi o maravilhoso som de intensas gargalhadas masculinas.
“Ah, aqui estão vocês.”
Damon, Saxon e Finneganestavam relaxando no sol matinal.
Sentados em torno de uma bela mesa de azulejos com um mosaico
que eu não consegui decifrar porque estava coberto por todos os
itens do café da manhã.
“Puta merda”, exclamei, retraindo-me contra o sol. “Há quanto
tempo vocês levantaram?”
“Tempo suficiente”, Damon sorriu, deslizando uma cadeira para
mim. Eu afundei nela agradecida. “Como você está se sentindo?”
Me espreguicei, esticando meus braços para o céu. Eu não
parei até que minha coluna estalasse, e um gemido de satisfação
saísse da minha garganta.
“Ah meu Deus”, suspirei, me sentindo melhor. “Dormi como um
bebê.”
“Pode apostar”, alguém deu uma risadinha.
Finnegan estava à minha esquerda. Ele me passou uma xícara
de café, já preparado. Fiz um brinde com um sorriso e o provei. O
sabor estava tão incrível quanto o aroma.
“Por quanto tempo vocês me deixaram...”
“Já é meio-dia”, disse Damon. “Quase.”
“O quê? Mas...”
“Relaxe”, meu marido cortou. “Nossos relógios biológicos estão
desligados, lembra?” Ele acenou com a cabeça em direção ao Finn.
“Bem, talvez o dele não.”
“Cruzei um fuso horário para chegar aqui”, disse Finnegan, na
defensiva.
“Além disso,” Damon continuou, incapaz de conter seu humor
característico. “Todos tivemos trabalho noturno.”
Dei uma cotovelada de leve nele e fingi franzir a testa. O que
eu deveria fazer, agir de forma tímida de repente? Qual era
exatamente o protocolo para acordar para o café da manhã com os
três caras com quem você acabou de fazer sexo incrível?
Decidi ir direto ao ponto.
“Então, vocês se divertiram na noite passada?”
A linguagem corporal deles mudou instantaneamente. Todos os
três paralisados em suas cadeiras, em graus variados.
“Sim”, respondeu Finn, mastigando um pedaço de bacon
cozido perfeitamente. “Você definitivamente poderia dizer isso.”
Damon sorriu e cruzou os braços atrás da cabeça. Ele se
divertiu mais do que os outros, tenho certeza disso. Pouco antes do
amanhecer eu o acordei com a mãe de todos os boquetes, suas
mãos peneirando meu cabelo ao lado de seus grunhidos sonolentos
de aprovação. No segundo em que ele estava duro, eu subi direto,
montando e cavalgando nele enquanto o sol rachava o céu. Girando
minha bunda em círculos lentos contra suas pernas poderosas,
enquanto rolava seus mamilos entre meus dedos e contava a ele
tudo sobre como era bom trepar com seus amigos.
Quando comecei a fazer isso, ele gozou em cerca de dez
segundos.
“E você?” perguntei, virando para o Saxon. “Você se divertiu?”
Em vez de responder, nosso padrinho deslizou um prato de
comida coberta na minha direção. Ele puxou a tampa de aço
inoxidável com seu costumeiro floreio.
“Ovos Beneditinos?” balbuciei animadamente. Minha boca já
começou a salivar.
“Ovos Beneditinos com bolinhos de caranguejo,” o chef me
corrigiu firmemente. Ele empurrou um garfo na minha mão e sorriu.
“Bon appétit.”
Eu suspirei feliz, atacando a comida. De alguma maneira isso
era excitante. Totalmente delicioso. Tinha fruta fresca, também.
Iogurte, com algo incrível escorrendo por cima dele.
“Eu já te disse que você arrasa totalmente?” perguntei.
“Você já mencionou isso antes, sim.”
“Bem, eu aceito outro desses”, eu disse, pegando um pouco de
molho holandês. “Porque isso está absurdo.”
O silêncio se seguiu, enquanto eu tomava meu café e comia
meu desjejum. Os meninos me deixaram um pouco em
desvantagem. Eles estavam acordados um tempo antes de mim e
tiveram tempo para discutir... bem, o que quer que estivessem
discutindo.
De alguma forma, porém, eu podia sentir que a conversa deles
havia chegado a um impasse.
“Tudo bem, podem parar com isso”, eu disse abruptamente.
Damon coçou sua barba por fazer. Saxon e Finn trocaram um
olhar.
“Obviamente tem alguma coisa, certo?” continuei. “Tem algo a
ver com a noite passada, ou...”
“Vocês têm certeza de que não estragamos sua lua de mel?”
Saxon perguntou.
A pergunta deixou a colher de iogurte pendurada na minha
boca. “Estragar de que maneira?”
“Você sabe o que ele quer dizer,” disse Finn. “Nós somos dois
caras extras, e é a sua lua de mel! Era para ser relaxante.
Romântica.”
“Mas isso é relaxante e romântico,” protestei.
“Talvez,” disse Finn. “Mas eu só planejei dar uma passada para
cumprimentar vocês pelo casamento. Eu nunca tive a intenção de
ficar. Saxon e eu amamos vocês, é claro, mas não queremos limitar
seu estilo.”
Olhei para Damon divertidamente. “Nós temos um estilo?”
“Aparentemente.”
“Não tenho ideia.”
“Talvez eles nos falem sobre isso”, meu marido riu.
Finn cruzou os braços e fez uma careta. Saxon deu um sorriso
maroto.
“Falando sério, queremos que vocês fiquem”, disse Damon.
“Vocês são nossos melhores amigos e já fizemos dezenas de
viagens como essa juntos. Olhem onde nós estamos! Esta pode ser
épica.”
“Dezenas de viagens, sim,” Finn reconheceu. “Mas não como
esta.”
“Por que é diferente?” perguntei. “Por causa do sexo?”
Minha franqueza estava colocando-os na defensiva. Eles não
contavam com isso.
“Olha, a noite passada foi incrível,” eu ressaltei. “Não foi?”
Eles assentiram em uníssono. Incluindo meu marido.
“Totalmente,” acrescentou Finn.
“Bem, então o estrago já está feito”, eu dei de ombros. “Nós
dormimos juntos. Vocês me foderam.”
A brutalidade da declaração foi quase cômica. Meu rosto se
abriu em um sorriso.
“Não é como se vocês pudessem me desfoder, é?”
Damon viu aonde eu estava indo e foi na onda. Durante o
silêncio que se seguiu, ele me deu uma piscadela secreta.
“Ela está certa,” ele entrou na conversa. “Vocês não podem
desfodê-la.”
Saxon suspirou impotente. Finnegan, no entanto, já estava
rindo.
“Eu tentei desfodê-la e simplesmente não deu”, Damon
continuou. “De fato...”
“Certo, certo,” Saxon cedeu. “Entendemos.”
“Entenderam?” perguntei.
“Sim.”
“Porque se entendessem, perceberiam que não há duas
pessoas no mundo inteiro que amamos mais do que vocês. E
compartilhar este lugar...” gesticulei grandiosamente. “Este lugar
incrível que vocês dois foram tipo generosos demais para
providenciar para nós? Caramba. Não seria tão especial se vocês
não estivessem aqui.”
Saxon sorriu timidamente, mas Finn limpou a garganta.
“Mesmo na sua lua de mel?” ele perguntou.
Deslizei minha mão sobre a dele e apertei.
“Até em nossa lua de mel,” respondi, ainda sentindo as faíscas
de eletricidade entre nós.
 
 
Eighteen
 
 
 
ADDISON
 
A praia de Marathon não era apenas bonita, era absolutamente
linda. Areia macia e branca. Águas que variavam do verde turquesa
ao azul cristalino. Tomamos banho de sol sob cabanas alugadas de
palha e belas palmeiras tropicais que eu nem sabia que existiam na
Grécia. Então, novamente, foi a minha primeira vez aqui. Havia
muita coisa que eu não sabia.
Por exemplo, as belas dracmas que eu tinha visto na televisão
e no cinema tinham desaparecido; foram substituídas pelo euro. As
notas ainda eram coloridas, ainda bonitas, mas faltavam os heróis
gregos e as grandes estátuas das velhas cédulas de dinheiro.
Havia scooters e motocicletas em todos os lugares. Carros
estacionados nas calçadas também. Essas coisas eram estranhas,
mas é claro que eu estava acostumada com as multidões.
Manhattan teve seu quinhão de loucura gerado por uma população
densa, e perto da água não era diferente.
Uma coisa com a qual eu provavelmente nunca me
acostumaria era a mistura eclética do antigo e do novo. Passamos
por ruas irregulares e em ziguezague que faziam pouco sentido, até
você perceber quantos séculos atrás elas foram pavimentadas pela
primeira vez. Prédios antigos e em ruínas ficavam ao lado de novos.
Ruínas protegidas surgiam aqui e ali – milhares de anos de rica
história misturada em meio à arquitetura moderna da população de
hoje.
Nadamos nas águas frias do mar Egeu, cuidando uns dos
outros na maré selvagem. Então nos deitamos e não fizemos nada
por um tempo. Damon e eu passamos óleo nas costas um do outro,
e eu fiz o mesmo com Saxon e Finn.
Deitada na areia, tomando banho de sol, finalmente estava
sozinha com meus pensamentos. O casamento tinha acabado. Todo
o estresse, a preocupação, o 'o que poderiadar errado' - deixei
todos esses obstáculos irem pelo ralo, feliz por saber que nunca
mais teria que me preocupar com eles.
Isso deixou espaço em minha mente para outras ruminações.
Outros pensamentos mais impuros vaguearam pelos corredores do
meu cérebro agora vazio.
Noite passada...
Embora eu estivesse indo com calma, havia uma grande parte
de mim que ainda não conseguia acreditar no que tínhamos feito
nos últimos dias. As fantasias com as quais Damon tinha me
satisfeito. E a ele também.
Sim, definitivamente a ele também.
Fiquei agradavelmente surpresa com a facilidade com que ele
me compartilhou com seus amigos. Como meu parceiro, ele nem
piscou. Não tinha demonstrado nem um pingo de ciúme, o que,
claro, me libertou para aproveitar ainda mais as coisas.
Não, Damon estava totalmente a bordo. Ele queria isso, até
encorajou a acontecer. Mas agora que tínhamos isso?
Bem, agora que tínhamos, ele queria ainda mais.
Eu também, para ser brutalmente honesta. E acho que essa foi
a parte chocante: que não foi apenas uma coisa de uma vez só. Não
era mais uma fantasia a ser simplesmente realizada, mas a
continuação de algo maior. Algo potencializado e ridiculamente
incrível. Algo que parecia mais...
A ponta de um iceberg.
Deslizei minhas mãos sobre meu umbigo enquanto borboletas
explodiam em minha barriga. Sexualmente, tudo tinha sido incrível.
Eu nunca me senti tão gostosa e desejada, mas também
deliciosamente vadia. E, no entanto, havia um profundo respeito
também. Um amor mútuo que era mais profundo do que os
pequenos atos sujos de perversão que realizamos uns nos outros.
Uma intangibilidade para a libertinagem que me fazia sentir segura e
querida, mesmo quando os meninos faziam coisas comigo que
faziam meu corpo inteiro tremer de adrenalina.
E agora estávamos pedindo a eles para ficarem. Para
passarem nossa lua de mel conosco, no lugar mais extasiante no
qual eu já havia estado. Eu queria que isso continuasse, assim
como Damon. Queríamos que nossos amigos fossem convidados
para todos os aspectos de nossa lua de mel e aproveitassem ao
máximo tudo o que ela tinha a oferecer. E sim, isso quer dizer tudo.
Especialmente eu.
O dia terminou e as sombras ficaram mais longas. Os meninos
estavam nadando, explorando, andando na praia. Conversando e
rindo. Alfinetando um ao outro como sempre faziam, como irmãos.
Finalmente, eles caíram na areia ao meu lado, um por um.
Todos eram suor, sal e músculo. Óculos de sol apoiados nas maçãs
do rosto salientes. Peito largo, sem camisa, afunilando-se para
barrigas planas e esculpidas.
Uau.
Pela primeira vez me ocorreu que fosse muita areia para meu
caminhãozinho. Mas eu poderia fazer quantas viagens fossem
necessárias...
“Vocês estão pensando no que eu estou pensando?”
Finnegan olhou para mim, puxando seus óculos de sol até a
ponta do nariz.
“Hora de uma soneca a quatro?”
Eu ri, parei por um breve momento para considerar a ideia,
então ri um pouco mais. “Não, bobo. Vamos nos arrumar e sair para
jantar.”
Saxon bufou. “Diz a garota que dormiu até o meio-dia.”
“Então?”
Eles se entreolharam e finalmente deram de ombros. Eram três
contra um – em mais de um sentido, é claro – mas de alguma forma
eu ainda ganhei.
“Tudo bem,” disse Damon. “Mas você vai ficar nos devendo
uma.”
“Ummmm,” dei uma risadinha. “Parece interessante.”
“Ah, vai ser.”
Eles se levantaram, limpando a areia de seus corpos
encharcados de óleo enquanto guardávamos tudo. Fizemos uma
pequena viagem de volta, em nosso jipe alugado. Iríamos nos
refrescar. Chuveiradas quentes. Talvez até um pouco mais.
“Espera aí, eu devo uma a cada um de vocês?” provoquei, no
caminho de volta do nosso passeio. “Ou apenas uma para todos
vocês?”
Damon e Finn riram, andando na nossa frente. Saxon
pendurou uma toalha sobre seu ombro perfeito e me deu uma
piscadela.
“Falaremos disso quando chegar a hora.”
 
 
 
Nineteen
 
 
 
ADDISON
 
“Então eles estenderam a cota, deixando-nos com outra
viagem,” Finn continuou. “Se eu saísse logo, eu anularia meu
contrato. Eles me pagariam apenas centavos de dólar.”
Finn matou o resto de seu vinho, então pegou a garrafa no
centro da mesa. Já estava quase vazia.
“E então você ficou,” eu deduzi. “Você teve que sair de novo.”
“Saí,” ele assentiu, “e terminamos bem. Ganhamos muito
dinheiro e toda a equipe ficou feliz.” Ele olhou para baixo com
tristeza. “Mas infelizmente foi por isso que eu perdi o seu
casamento.”
Saxon lançou um rápido olhar para Damon, logo sorriu e
pigarreou. “Pesca de bacalhau. Islândia.”
“Sim.”
“Qual porto?”
“Reykjavík.”
Saxon assobiou. “Cara, isso é loucura.”
“Foi.”
“E esse foi o seu terceiro emprego na Europa?” perguntou
Damon. “Nesse ano?”
“Quarto,” respondeu Finn, hesitando. “Eu acho.”
“A última vez que ouvi, você estava na América do Sul,” disse
Saxon. “Mineração de diamantes.”
Finnegan cortou outro pedaço de bife com movimentos lentos e
deliberados. Ele passou-o por uma porção de molho marrom-
avermelhado antes de colocá-lo na boca.
“Colômbia,” respondeu. “E eram esmeraldas, não diamantes.”
“E antes disso, você era voluntário do Greenpeace?” perguntou
Saxon. “Em Amsterdã?
Houve um momento de silêncio, seguido por todos olhando
para cima ao mesmo tempo. Finnegan parou de mover sua faca no
meio do corte.
“Eu chamo de mentira.”
Engasguei chocada e dei uma cotovelada em Saxon, enquanto
Damon ria. De qualquer modo, Finnegan sorriu também, deixando
tudo bem.
“Ele está certo?” perguntei, sentindo-me subitamente fora do
circuito. “Você está mesmo mentindo?”
Finnegan enxugou o canto da boca com um guardanapo de
pano, então casualmente pegou seu telefone. Não demorou muito
para ele puxar fotos da Islândia. Havia mares azuis escuros.
Gigantescas montanhas verdes. Fotos do nosso amigo na proa de
algum navio, cercado por tripulantes de jaqueta amarela.
Espalhados pelo convés, até os tornozelos, havia centenas de
peixes cinza-prateados.
“Querem ver as esmeraldas também?” Finnegan perguntou,
sem um pingo de sarcasmo. Usando um dedo, ele começou a rolar
rapidamente por centenas de fotos. “Ou eu deveria apenas...”
“Certo, certo,” Damon riu. “É só... bem...”
“Eu sou conhecido por mentir?”
“Algumas vezes, sim”, meu marido riu.
“Algumas vezes?” Saxon acrescentou.
Finnegan sorriu e voltou a mexer em seu bife. “Tudo bem”, ele
admitiu. “Talvez mais do que algumas.”
O garçom veio, trocando nossa garrafa de vinho vazia por uma
cheia enquanto a conversa prosseguia. Conversamos sobre tudo e
mais alguma coisa, porque havia muito o que colocar em dia. Estar
espalhados pelo país, e agora pelo mundo, era algo com o qual
nunca nos acostumaríamos. Éramos próximos demais. Muito
unidos.
“Você ainda está arrasando na firma?” Finn perguntou a
Damon.
“Tão bem quanto eu posso com uma perna boa, sim.”
“E você está cuidando da perna ruim dele?” Finnegan me
perguntou maliciosamente.
“Da terceira perna?” dei uma risadinha, entendendo a piada. “É
dela que você está falando?”
“Bem, sim.”
“Tenho tomado um cuidado fantástico com ela, muito obrigada,”
sorri de volta. “Como você viu por si mesmo, em primeira mão.” Não
pude deixar de corar. “Agora, se ele apenas fizesse seus exercícios
diários, poderíamos adiar essa cirurgia de reparação…”
À menção de sua tão necessária reparação no joelho, a
expressão do meu marido ficou azeda. Ele tinha sido um dos
melhores jogadores nas ligas do condado e do estado. Um famoso
nativo de Ohio e um recebedor dos mais promissores que a NFL
tinha visto em anos. E então aconteceu… ali mesmo, na segunda
metade do penúltimo jogo. Eu tinha visto os replays. Cada ângulo
era pior do que o outro.
No espaço de um batimento cardíaco, os sonhos de Damon de
se tornar profissional foram despedaçados – junto com seus
ligamentos colaterais medial e lateral. Partia meu coração, saber
que eu não estava lá para ele. Saber que eu poderia ter sido capaz
de ajudá-lo com essa dor e perda.
No entanto, olhando pelo lado bom, foi essa mesma lesão que
nos uniu.
“Talvez,” eu disse, esfregando seu joelho por baixo da mesa,
“se ele continuar com sua terapiae fizer os exercícios que eu lhe
passei? Podemos evitar completamente uma cirurgia de reparação.”
Eu o apertei carinhosamente. “Mas ele tem que ser um bom menino
daqui em diante.”
A expressão de Damon ficou mais suave. “Sim, mamãe.”
A coisa notável sobre meu marido foi a rapidez com que ele se
recuperou de sua lesão, tanto física quanto emocionalmente. Onde
a maioria dos homens em sua posição poderia ter ficado fora de
forma ou caído em uma profunda depressão, Damon manteve sua
rotina diária e superou o fato de que nunca mais jogaria futebol. Ele
voltou para sua carreira em finanças e, com algumas conexões de
sorte, estava proporcionando uma vida muito confortável para si
mesmo. E mais recentemente, para nós.
“E você, cara?” Finn cutucou Saxon. “Você geralmente não nos
deixa em paz com todos os tipos de histórias bizarras de Las Vegas.
A propósito, nunca duvidei de nenhuma delas”, ele acrescentou.
“Nem por um minuto.”
Saxon sorriu amarelo de seu lado da mesa. “Na verdade, não
há boas histórias”, ele deu de ombros. “Eu mal tenho saído da
cozinha nos últimos dias, exceto para dormir por algumas horas e
voltar direto. Tenho trabalhado como se tivessem me acorrentado à
despensa.”
“Sem carros velozes? Mulheres fáceis?” Damon perguntou.
Nosso amigo balançou a cabeça tristemente. “Mais como
viagens de ônibus e clientes irados.”
O silêncio após sua declaração nos disse que ele não estava
brincando. Assim como o olhar cansado nos olhos de nosso amigo.
“Jesus, isso é deprimente,” Finn grunhiu. “Você não poderia
simplesmente inventar alguma coisa?”
No passado, Saxon adorava falar sobre o trabalho. Cozinhar
era sua paixão e sempre foi. Ele gostava de criar novos pratos,
ganhando essa notoriedade e reconhecimento. Tanto para o
restaurante que teve a sorte de tê-lo, quanto para ele mesmo.
Mas agora... Algo havia mudado. Havia um desconforto ali,
bem como uma exaustão perceptível. Fiz uma anotação mental para
falar sobre isso mais tarde, em particular.
“Bem, você ainda está em Vegas”, disse Damon, batendo-lhe
alegremente nas costas. “Você ainda está andando pela Strip, que é
o point da cidade, cozinhando para gente bonita. Eu estou preso em
um arranha-céu, processando números.”
“E agora, para completar, você está casado”, sorriu Finn. Ele
acenou com a cabeça na minha direção. “O velho freio de mão.”
“Freio de mão, é?”
Levantei-me, alisei meu vestido e fui até onde eu estava entre
os dois. Passando um braço ao redor de um ombro de cada um
deles, eu os puxei para mais perto.
“Levem-me para casa,” murmurei no ouvido de Damon e
Finnegan, “e vou mostrar a vocês o quanto um... freio de mão eu
posso ser.”
Enquanto eu enfatizava as palavras, deixei minha mão deslizar
sobre seus peitos, seus abdomens... todo o caminho até seus colos.
Senti uma mão deslizar pela minha perna. Outra segurou minha
bunda e deu um aperto suave.
“Vamos ver!” Finnegan gritou por cima do meu ombro.
 
 
Twenty
 
 
 
ADDISON
 
Ficamos parados em nosso lindo pequeno pátio, todo brilhando
com os brancos e azuis das águas iluminadas por trás da nossa
piscina. O único som era o zumbido de insetos. O único cheiro era
de madressilva, vindo dos jardins com uma brisa suave.
“Vocês estão pensando no que eu estou pensando?”
“Roupas de banho?” Saxon propôs.
“Só se forem roupas de como viemos ao mundo”, sorri, tirando
meu vestido.
Não tive pressa, deixando os meninos cobiçarem meu corpo.
Lisonjeada com os três diferentes pares de olhos que rastejavam
sobre mim, enquanto eu rolava minha calcinha lentamente pelas
minhas coxas e mergulhava de cabeça na água quente e
acolhedora.
Siiiiimmmm.
Eu nunca me senti mais viva, mais livre. Tão totalmente e
descaradamente exposta – emocionalmente e fisicamente – a esses
três homens lindos ao meu redor, que agora estavam tirando suas
próprias roupas.
E a exposição não importava. Na verdade, eu me diverti com
isso. Os melhores amigos do meu marido eram os meus melhores
amigos. Ao longo de nossas vidas juntos, ele fez todo o seu mundo
meu. Nós tínhamos ido a todos os lugares com Saxon e Finnegan.
Feito quase tudo. E agora, eles eram mais que apenas meus
amigos. Eram meus amantes também.
Essa parte me fez sentir incrivelmente, indescritivelmente
sortuda.
“Ei!”
Dei meia-volta, exatamente no momento de receber no rosto
inteiro a água que Finn esguichava em mim de brincadeira.
Nadando atrás dele, alguém agarrou meu tornozelo. Fui arrastada
para trás, depois puxada mais uma vez para o fundo da piscina. Os
dois grandes braços de Saxon estavam tão apertados em volta de
mim que não adiantava lutar.
“Me beije.”
Ele fez isso sem hesitação, sem se virar para pedir permissão.
Seus lábios se agitaram suavemente contra os meus enquanto suas
grandes mãos deslizavam sobre meu corpo, escorregando
estrategicamente por lugares que, até algumas noites atrás, eram
privados.
Mas agora...
Agora, nada era proibido. Eu havia recebido passe livre para
mostrar todo o alcance de minhas afeições por esses homens, em
todas as novas formas físicas e emocionais. O que começou como a
realização de uma fantasia evoluiu para um novo relacionamento
estranho, mas surpreendente. Um que me deixou sem fôlego com o
aspecto aberto de suas possibilidades quase ilimitadas.
“Vem cá.”
Duas mãos fortes, mas gentis, me seguraram, me levando
suavemente em outra direção. Fui puxada contra o corpo
incrivelmente alto e sarado de Finn. Seu cabelo loiro estava
penteado para trás. Seus olhos esmeralda brilharam com um brilho
quase neon na luz azul da água.
“Você tem certeza disso?”
Suas mãos foram para baixo da minha bunda, me abrindo um
pouco enquanto balançávamos sem peso. Eu podia senti-lo me
amassando. Suas palmas, famintas por minha carne quente e nua.
“Sobre vocês dois ficarem?” murmurei, flutuando cara a cara.
“Aqui. Deixe eu te mostrar.”
Meus lábios se aproximaram dos dele enquanto eu enfiava
minha língua em sua boca. Finnegan correspondeu meus afetos
lentamente, sensualmente, pegando minha língua e chupando-a
suavemente. Eu pensei que a paixão entre nós tinha atingido o auge
na noite passada. Rapaz, eu estava errada.
“Eu sempre soube que Damon era sortudo”, ele suspirou
quando nossos lábios finalmente se separaram. Mesmo assim,
nossos olhos se mantiveram firmes. “Eu só nunca percebi o quão
sortudo.”
Suas mãos se moveram ainda mais, deslizando para dentro ao
longo das minhas coxas. Elas roçaram meu monte palpitante e sem
pelos. O toque enviou arrepios pelo meu corpo.
“Eu te amo, Addy”, ele disse, me abraçando com força. “Cada
parte de você.”
Uma onda de calor interno contrastava com o frescor da água
na minha pele.
“Eu sei.”
“Não, não sabe. Quer dizer, talvez você saiba, mas pode não
entender a extensão disso.”
Em vez de falar, eu apenas o abracei, deslizando minhas
pernas por suas costelas. Meus braços travaram atrás de suas
costas, meus dedos se entrelaçando.
“Vocês realmente estavam lá para mim”, continuou ele. “Você e
Damon. Sempre que eu precisei de vocês para alguma coisa, os
dois estavam lá.”
Eu dei de ombros maliciosamente. “Você não é apenas um
amigo, Finn. Você e Saxon sempre foram como irmãos do Damon.
Vocês são família.”
Ele sorriu e, à luz de nossa nova conexão, pulou toda a coisa
de 'irmão'. Suas mãos me seguraram com a mesma força, no
entanto. Seus beijos eram muito doces.
“Se importa se eu pegar emprestado um pouco a minha
esposa?”
Damon nadou atrás de nós, encaixando seu corpo quente em
volta de mim por trás. Ele beijou meu ombro, meu pescoço. O lado
do meu rosto, até eu virar a cabeça para beijá-lo também.
Caralho....
Era incrível, quão excitante era estar espremida entre eles.
Minha boca sendo passada para lá e para cá com o empurrão suave
de seus dedos, para que eles pudessem se revezar me beijando.
Lambendo minha boceta. Me beijando enquanto vinte dedos
viajantes exploravam minha nudez, abaixo da superfície.
Finalmente éramos eu e Damon, em um canto da piscina. Nós
nos beijamos pelo que pareceu uma eternidade, enrolados um no
outro na escuridão. Respirando a respiração um do outroaté
parecer que nossas almas se tornaram inseparavelmente
entrelaçadas. O que, é claro, sempre foi o caso com ele.
“Você está se divertindo?” ele perguntou, entre beijos.
“É assim que estamos chamando?”
Meu marido sorriu presunçosamente, encolhendo seus dois
ombros gigantes.
“A verdadeira pergunta é: você está se divertindo? Tendo seus
amigos aqui na Grécia conosco?”
A expressão dele ficou séria de repente. “Eu sei que estou.”
“Eu também baby,” sorri, apertando minhas coxas contra suas
costelas. “Mesmo sem todas as... você sabe. Ainda estou
emocionado por tê-los aqui. Eles não tiram nada da proximidade
que sinto por você. Apenas melhoram.
“Melhoram?”
“Sim.”
“É assim que estamos chamando?”
Eu o cutuquei debaixo d'água. “Algo do tipo.”
Virei-me novamente e fiquei surpresa ao encontrar a piscina de
repente vazia. Saxon e Finnegan haviam saído.
“Onde estão...”
“Eles capotaram,” disse Damon. “Acredite em mim, eles
estavam cansados.”
“Ah.”
Ele hesitou por um momento antes de continuar. “Além disso,
me chamaram em um canto e disseram que iriam deixar esta noite
apenas para nós. Você e eu. Eles queriam que nós dois
‘pensássemos sobre isso’. Para que eles saibam.”
“Para que eles saibam?” xinguei, com uma risada baixa. “Eles
não estão realmente entendendo isso, estão?”
“Não, não estão.”
“Vamos ter que convencê-los de alguma maneira, então.”
Damon me levantou abruptamente da água, colocando minha
bunda nua na beira da piscina. Abrindo minhas pernas, ele
mergulhou entre elas e enterrou o rosto em uma coxa lisa. Então ele
soprou, fazendo um barulho de pum... tão forte e alto que quase me
matou de rir.
“Eu sei,” ele disse finalmente. “E nós vamos.”
 
 
Twenty-One
 
 
 
DAMON
 
Foi incrível, traçá-la em sua lingerie de noiva. Enrabando-a, ela
curvada sobre a cama com sua bela bunda apertada com força em
minhas duas mãos ansiosas.
“Mais rápido.”
Ela se tornou insaciável. Totalmente sem limites. Desde aquela
noite com Saxon, e tudo o que veio depois, minha nova esposa
encarou todos os novos níveis de apetite sexual e voracidade. Havia
algo em seus olhos que me dizia que ela tinha sido feita para isso.
Que ela estava progredindo nisso.
E de alguma forma isso me excitou.
“Meu Deus baby...”
Ela tinha me despido e deitado na cama, relaxando com nada
além de velas iluminando o quarto. Então desapareceu em direção
ao banheiro. Fiquei deitado ali por vários minutos, meu coração
batendo forte. Minha mente girando com mil pensamentos incríveis,
cada um mais obsceno e mais louco que o anterior.
Addison apareceu vestindo lingerie de renda branca, e quatro
cintas-ligas diferentes incrivelmente elaboradas presas à meia-
calça. Seus belos seios foram empurrados para cima e para fora,
mantidos no lugar por um espartilho com laços cruzados que
apertava apenas o suficiente para mostrar seu amplo decote.
Seu longo cabelo loiro esvoaçante emoldurava seu lindo rosto,
escondido atrás de um véu branco de tule. Seus lábios carnudos
estavam pintados de vermelho, e ela tinha feito maquiagem
suficiente para parecer suave e recatada, mas de alguma forma
ainda excitante e sacana. Uma gargantilha de renda branca em
volta do pescoço completava a roupa, incrustada com pérolas e
cristais que balançavam quando ela se movia.
Devo ter ficado de boca aberta, porque a primeira coisa que ela
fez foi rir. Então deu uma volta, seu véu flutuando para cima antes
de parar no meio do caminho para me mostrar o quão pequena era
sua calcinha. Na parte de trás, uma única tira branca mal espreitava
da fenda de sua bunda perfeita, em forma de bolha.
“Você gosta?” ela deu uma risadinha.
Eu respondi jogando-a na cama, totalmente com a intenção de
devastá-la. Em vez disso, começamos bem devagar. Nós nos
beijamos apaixonadamente pelo que pareceu uma eternidade,
nossas línguas vagando e explorando como se fosse nossa primeira
vez.
Ela é. Maravilhosa. Pra caralho.
Por um longo tempo foram só suspiros e gemidos enquanto
desfrutávamos do calor dos corpos um do outro. O suave farfalhar
de seda e renda, enquanto nossas mãos e pontas dos dedos se
moviam gentil e hesitantemente.
Esta é a sua esposa agora.
Eu mal podia acreditar. Addison não era apenas bonita, ela era
absolutamente primorosa. Inteligente e sexy e cheia de vida. E
agora ela era minha. Para sempre.
Ela suspirou adoravelmente quando eu finalmente a penetrei,
minha noiva abrindo as pernas para mim enquanto eu mergulhava
nela. Nós trepamos devagar no início, fodendo um ao outro
vagarosamente, preguiçosamente. Segurando o rosto um do outro
enquanto nossos corpos faziam todo o trabalho, deixando-nos
completamente livres para olhar para as almas um do outro.
“Eu nunca vou enjoar de você.”
Addison tinha murmurado as palavras na minha boca,
suspirando depois que elas me fizeram penetrá-la ainda mais fundo.
Nossa realidade parecia o fim do mundo. Como se nosso quarto à
luz de velas fosse tudo o que havia ou haveria, e nós éramos as
duas únicas pessoas que restavam no universo.
“Agora... me foda.”
Eu a beijei profundamente uma última vez, exalando como se
estivesse expirando minha alma dentro dela. Então me levantei, a
virei e a inclinei sobre a cama. Com seu fio dental branco rendado
ainda puxado para um lado, eu me maravilhei com sua bunda de
porcelana impecável por um momento emocionante.
Então eu enfiei de volta e a fodi exatamente do jeito que ela
queria ser fodida.
“Isso baby, isssssso...”
Cada vez mais rápido eu a penetrei, empalando-a
violentamente em cada estocada. Não bastava para Addison. Suas
mãos agarraram os lençóis, sua bunda nua balançando avidamente
para trás para atender a cada movimento meu.
“Ah porra ISSO!”
Eu enfiei com força, sabendo o quão perto ela estava. Melhor
ainda, eu sabia como ela queria. Havia momentos em que Addison
adorava chegar ao orgasmo com seus braços e pernas em volta de
mim, balançando lentamente enquanto fazíamos amor. Mas então
havia outras vezes...
“Me FODA, baby!”
Vezes como esta, quando ela só queria ser traçada. Quando
ela queria que eu a batesse forte e profundamente no final do meu
corpo, me enterrando completamente. Tocando aquele lugar
especial que exigia um pouco de força, um pouco de gravidade. Um
pouco...
“Pooooooorra...”
Ela gozou em ondas, contraindo, se contorcendo. Debatendo-
se na cama, apertando os lençóis como se ela fosse fazer buracos
neles.
Ah... Ah uau.
Meu próprio orgasmo veio logo depois, meu cérebro
agradecido pela liberação. Eu estava adiando. Fazendo o meu
melhor para não gozar primeiro, o que às vezes acontecia quando o
sexo era tão quente, tão selvagem...
“Dê para mim, Damon,” ela suplicou desesperadamente. “Por
favor, eu preciso sentir na minha barriga.”
Aí estava. Jato após jato eu inundei seu útero.
“Isso baby, isso...” ela suspirou, enquanto eu abaixava meu
rosto contra o dela. “Meta em mim...”
Eu beijei sua bochecha por toda parte, meus cílios vibrando
contra a suavidade de sua pele. Addison estava dando aquele
sorriso pós-orgásmico que eu tanto amava. Aquele estava até um
pouco exagerado.
“Ah meu Deus, Damon...”
No final, despenquei em cima dela, prendendo-a na cama. Eu
podia sentir o gozo escorrendo de sua boceta cheia. Imaginei-o em
minha mente, vazando pelo interior de suas coxas trêmulas.
“Puta MERDA, que tesão.”
Rolando para um lado, eu a puxei para a cama novamente.
Quando ela estava perfeitamente aninhada na dobra do meu braço,
suspirou feliz.
“Acha que eles nos escutaram?”
“Provavelmente,” eu ri. “Pensei ter ouvido eles falando.”
A luz das velas fez o ar parecer parado. Tudo ao nosso redor
estava impregnado com o cheiro do sexo.
“Isso é sexy.”
“O quê?”
“Saber que eles estão no outro quarto,” disse Addison. “Nos
ouvindo trepar.”
Estiquei um braço, então o deixei cair sobre sua bunda ainda
coberta com a cinta-liga. Isso produziu um som de palmada na pele
dela e eu dei um bom e forte aperto.
“Se escutaram, eles podem querer participar de um pouco
disso.”
Addison se mexeu, seu queixo se inclinando para cima para
olhar para mim. “Ah?”
Eu podia sentir a excitação crescendoà medida que uma ideia
se formava. Dei de ombros.
“Bem, Saxon está aqui porque eu o convidei. E Finn está aqui
porque se sentiu mal por ter perdido o casamento e quis dar uma
passada para nos mostrar o quanto.”
“Então o que você está dizendo?”
“Estou dizendo que eles vieram em nossa lua de mel com um
pouco de relutância ou temporariamente. Eles podem não perceber
completamente o quanto os queremos aqui.”
Addison se mexeu novamente. “Mas nós queremos.”
“Eu sei disso. Você sabe disso. Mas eles ainda... bem... eles
estão fazendo o melhor para serem legais com as coisas. Tentando
ser atenciosos.”
Lá estava ele de novo: um som flutuando do outro lado da
mansão. Vozes, falando baixo. Talvez risadas.
“Lua de mel ou não”, continuei, “eles precisam saber que os
queremos aqui tanto quanto nós realmente queremos.”
Minha linda esposa apoiou-se sobre os cotovelos. Seu véu
estava torto e seu batom havia sumido, mas ela ainda parecia a
personificação do próprio sexo.
“Algo me diz que você tem algo em mente,” Addison sorriu.
“Tenho.”
“Então me diga,” ela ronronou, seus lábios se curvando em um
pequeno sorriso.
E então eu disse a ela.
 
 
Twenty-Two
 
 
 
SAXON
 
Ela entrou na sala com a mais suave das batidas, voltando
nossa atenção para a porta. Eu estava sentado na cama, incapaz de
acreditar em meus olhos. Relaxando em uma cadeira próxima,
Finnegan também não conseguia acreditar.
“Bem, olá meninos.”
A roupa de Addison – se você pode chamar assim – me tirou o
fôlego instantaneamente. Intermináveis cintas-ligas. Meias na altura
da coxa. Um espartilho branco apertado que mostrava a ostentação
feminina de seus quadris bem torneados, enquanto derramava seus
seios como uma oferenda.
Ah, e ela estava usando um véu também.
Um véu de noiva.
“É... oi.”
Era uma coisa idiota de se dizer, considerando as
circunstâncias. Mas sério, o que mais havia para dizer em uma
situação como essa?
“Eu pensei que vocês viriam para a cama”, disse ela
suavemente.
Antes que pudéssemos responder, ela já estava desfilando
pela sala, cruzando uma perna na frente da outra. Ela se movia de
maneira confiante e deliberada. Como uma sequência sexy em
câmera lenta.
Caramba. Olha só para ela...
Addison estava vestida para uma coisa - e somente uma coisa.
Suas meias haviam enrolado. Uma de suas ligas havia se soltado, o
cinto pendurado frouxamente ao longo de uma coxa incrível.
Mas isso só tornava a coisa toda mais excitante. Mais sexy...
“O que está acontecendo?” Finn perguntou, muito mais no
controle de si mesmo do que eu.
“Muitas coisas,” Addison ronronou.
Ela estendeu a mão para ele primeiro. Inclinando-se para
frente, ela pegou o rosto do meu amigo com as duas mãos e plantou
seus lábios nos dele. A boca de Finnegan se abriu, seu corpo
enrijeceu quando Addison rodou a língua pela boca dele. O beijo
deles durou quase um minuto inteiro, cada segundo sucessivo mais
quente que o anterior.
Caralho... Santo Deus.
Eu estava com ciúmes. Impaciente. Totalmente excitado. Meu
coração estava saindo pela boca e, de repente, ela estava se
virando para mim. Essa deusa loira e sensual vestida como a
síntese de todas as fantasias de noiva vadia de Halloween que eu já
tinha visto, só que essa era real.
“Agora você.”
Addison veio em minha direção, e meu coração começou a
bater três vezes mais rápido. O sorriso em seu rosto era impagável.
“O que... o que está acontecendo?” gaguejei, tentando ficar
calmo. “Você está se casando conosco?”
“Algo do tipo,” ela disse sem fôlego.
Engoli novamente, e desta vez consegui. “Legal.”
“Ah isso é definitivamente legal,” ela respondeu com sua voz
sensual. “Vocês dois ajudaram a consumar minha noite de núpcias,
e eu nunca vou esquecer isso. Mas parece que vocês ainda estão
hesitantes. Ainda preocupados em estar atrapalhando.”
Addison se ajoelhou na cama com um joelho, aproximando seu
rosto do meu. Eu podia sentir o cheiro dela distintamente agora.
Todo suor e sexo e morangos.
O que...
Ela me beijou com força, seus lábios sedentos pelos meus e,
sem hesitação, eu a estava beijando de volta. Não havia mais nada
a fazer. Sem negá-la nem por um único momento, mesmo que eu
quisesse.
Não que eu quisesse, veja bem.
“Meu marido me mandou aqui,” ela começou, se afastando um
pouco para se dirigir a nós dois. “Ele me disse que vocês estavam
de pé, e para eu vir encontrá-los.”
Finn apertou os olhos. “E o que mais ele disse?”
Addison levantou uma sobrancelha. “As palavras exatas dele?”
Bem devagar, Finnegan balançou a cabeça.
“Ele me disse para foder seus miolos.”
Suas palavras caíram como uma bomba na minha libido. Cada
terminação nervosa do meu corpo não estava apenas no limite,
estava vibrando também.
“Em sua lingerie de noiva?” perguntei por alguma razão.
“Um-hum.”
Uma enxurrada de calor passou por mim, ainda mais do que o
normal. A sala de repente parecia que estava a cerca de mil graus.
“E Damon...”
“Ele já me traçou nisso,” ela disse suavemente. Ela deu uma
volta lenta, mostrando toda a sua roupa incrível. “Claro que já está
um pouco usada”, ela riu. “E algumas peças podem estar faltando...”
Ela se inclinou, mostrando uma completa falta de calcinha
antes de piscar para nós dois.
“Mas estou pensando que ainda pode fazer o trabalho.”
 
 
 
Twenty-Three
 
 
 
ADDISON
 
Eu montei nas costas deles, lado a lado, meu cabelo
balançando em seus rostos. Minhas mãos arranhando seus peitos
enquanto eu abria meus dedos, baixando meu rosto para beijar um,
depois o outro...
Deus...
Era como uma fantasia, pulando de um belo pau para o outro.
Alternando entre eles sempre que se aproximavam, enquanto suas
mãos se ocupavam em vários lugares ao longo do meu corpo
disposto.
“Precisamos que vocês saibam de uma coisa”, sussurrei,
ordenhando-os em círculos lentos. “Damon e eu...”
Eu tinha que entregar a mensagem. Ideia do meu marido. Mais
como nossa ideia, na verdade, tão atrevida e obscena e maliciosa
quanto a coisa toda parecia.
Mas meu Deus, era tão difícil manter o foco. Impossível me
concentrar com dois amantes diferentes me penetrando tão
profundamente. Levantando suas bundas da cama no esforço
frenético de se impulsionarem para cima e para dentro de mim,
enquanto eu me revezava dando uns amassos neles, um após o
outro.
“Damon e eu não queremos vocês apenas para uma aventura,”
eu disse, sorrindo para o duplo sentido, “nós queremos vocês
envolvidos em todos os aspectos de nossa lua de mel. E queremos
dizer todos eles...”
Eu rebolei meus quadris, levando Saxon mais fundo.
Acariciando o lado do rosto de Finn com minha mão livre, me dirigi
aos dois.
“Vocês são nossos amigos,” murmurei. “Amamos vocês. Em
vez de sentir que vocês estão forçando a barra, queremos que nós
quatro aproveitemos toda essa lua de mel juntos.”
Meu lábio tremeu quando meu próprio orgasmo ameaçou
tomar conta de mim. Lutei muito contra o calor na minha barriga,
empurrando-a para baixo.
“Então, pelo resto de nossa viagem – e acredite em mim, vocês
dois vão ficar nesta viagem,” acrescentei, apertando Saxon
internamente, “eu terei três maridos. Damon... e vocês dois.”
Inclinei-me, beijando cada um deles docemente enquanto dizia
as palavras. Pressionando meus lábios suavemente contra os deles,
para selar a ideia em suas mentes.
Caralho, puta merda, Addison.
A ideia era inimaginavelmente excitante, e me fez derreter no
segundo em que Damon sugeriu. Os três e eu, unidos como um só
por quanto durasse nosso tempo aqui. Sem hesitação. Sem limites.
Sem necessidade de permissões.
“Então você é nossa esposa?” Finn finalmente perguntou.
Saí relutantemente de Saxon, jogando minha perna sobre o
peito de Finnegan para montar nele em resposta. Ele soltou um
suspiro longo e trêmulo quando eu afundei nele, levando-o até o
final.
“Em todos os sentidos”, eu sorri.
As mãos de Finn estavam em meus quadris, me guiando para
frente e para trás em vez de para cima e para baixo. O movimento
esfregava meu clitóris deliciosamente contra a base do seu pau,
enquanto ele se mantinha enterrado na minha boceta.
Não... vai... demorar muito.
Eu mordimeu lábio e me deixei levar por alguns segundos,
totalmente envolvida no momento. Seria tão fácil gozar agora. Era
apenas me soltar e me libertar da maneira mais gloriosa.
“Porra...”
Seu pau era gostoso e imenso e incrivelmente grosso,
encaixado tão confortavelmente no lugar mais perfeito.
“Você quer gozar,” ele provocou. “Não quer?”
As mãos de Finn apertaram com mais força. Seus braços
flexionaram, os músculos ficaram maravilhosamente tensos
enquanto ele estava naquele ritmo para lá e para cá.
“Não até você entender,” eu murmurei, lutando para manter o
momento. “Não até você dizer.”
“Dizer o quê?”
“Que pela próxima semana eu serei sua esposa”, eu sussurrei,
enquanto Saxon aproximava os lábios dos meus seios. Deus, sua
boca era tão boa! “E isso... você é meu... marido.”
Finn resistiu, me esticando com força por um momento
enquanto Saxon mordiscava com força minha aréola. Meu espartilho
estava desamarrado. Minhas meias, quase totalmente desfiadas. Eu
só podia imaginar como eu estava, montando nos dois na cama lado
a lado. Abaixando-me sobre eles um por um. Me enfiando para cima
e para baixo em seu grosso, duro...
Addison!
Eu estava chegando lá rápido. Não poderia aguentar muito
mais.
“Você é minha esposa então,” disse Finn, tornando a palavra
um tanto picante. “Pelo restante da viagem.”
As palavras me excitaram ainda mais do que eu pensei que
elas fariam. Minha boceta latejava, apertando com força ao redor
dele.
“Isso...”
“E minha esposa também,” disse Saxon. “Seremos seus
maridos, se é isso o que você quer. Se é o que você e Damon
querem...”
“É”, engasguei, resistindo firme. “Deus, realmente é.”
“Tudo bem então,” Finn grunhiu, pegando o ritmo. “Contanto
que você perceba que isso faz de você nossa, Addison. Treparemos
com você sempre que quisermos. Sempre que quisermos voc...”
“SIM!” eu gritei, estendendo os braços para eles. Uma mão
caiu na cabeça de Saxon. Agarrei-o pelos cabelos e puxei-o para
cima, beijando-o com tanta força que sua barba estava machucando
a carne macia do meu queixo e rosto. “Deus, sim! É o que eu
quero...”
“Três maridos,” Saxon continuou, murmurando as palavras
dentro da minha boca. Suas mãos me apertaram com força. “Uma
esposa.”
Eu balancei a cabeça fervorosamente, meu corpo
concordando. Meu cérebro inundando com o prazer mais pervertido
que eu já experimentei.
“Nós vamos foder você pra caralho, Addy,” ele prometeu com
voz rouca. “Pegar e dividir você. Passar você de cama em cama, a
noite toda, toda noite. E quando um de nós finalmente gozar...”
“O outro recomeça,” Finnegan concluiu. “Ele,” ele acenou com
a cabeça em direção a Saxon. “Eu. Damon. Um por um sempre que
quisermos, mas também os três ao mesmo tempo. Isso é o que
acontece em uma lua de mel. Você fica FODIDA.”
Foi a gota d’água. Era muito poderoso para parar.
“Isso é o que os recém-casados fazem.”
O gozo se liberou, fazendo-me morder o lábio e gritar. De
repente, veio disparado, irrompendo pelo meu corpo como um
vulcão de cabeça para baixo.
“ISSSSSSSO...”
Outra erupção ocorreu, em algum lugar abaixo de mim. Os
olhos de Finn se fecharam enquanto ele me enchia com seu
magma, todo quente e espesso e maravilhoso.
CARALHO, SIM!
Finnegan continuou resistindo e se contorcendo enquanto se
drenava profundamente dentro de mim, ao passo que Saxon
segurava meu rosto em suas mãos. Ele me forçou a olhar para ele.
Continuou assistindo enquanto meus olhos reviravam, meu corpo
tremia e minhas coxas apertavam.
“Ahhhhhhhhh...!”
Eu gozei com tanta força que pensei que algo dentro de mim
pudesse se soltar! Mas a parte mais excitante foi que nossos
espasmos aconteceram juntos. Seu pau grosso, pulsando dentro de
mim. Minha boceta quente, contraindo-se ao redor dele em um ritmo
quase perfeito...
E Saxon, me beijando enquanto eu flutuava de volta à Terra.
Seus lindos olhos azuis perfurando os meus, enchendo-os de
significado enquanto nós três – uma vez amigos, agora amantes –
compartilhamos esse momento incrível juntos.
Sempre juntos.
“Você está bem?” ele sorriu, quando eu voltei completamente.
Eu balancei a cabeça alegremente, sonhadoramente. Meu
corpo balançando suavemente para frente e para trás, enquanto
Finnegan enfrentava as últimas ondas de seu próprio orgasmo
selvagem.
“Bom”, Saxon respondeu com um sorriso. “Por que exatamente
agora? Estou em minha lua de mel.”
Seus dois braços fortes se estenderam e me levantaram
facilmente, como se eu não pesasse nada. Virando-me de costas,
ele separou minhas coxas com os joelhos...
... e se afundou até as bolas na minha boceta inchada e cheia
de esperma.
“E estou pronto para foder minha esposa...”
 
 
Twenty-Four
 
 
 
ADDISON
 
“Se eu estava aproveitando?”
Mesmo repetindo a frase, quase cuspi meu café da manhã. Do
jeito que estava, tive que morder minha língua dez vezes nos
últimos três minutos.
“Eu não sei se eu chamaria exatamente assim,” disse à minha
melhor amiga, enrolando uma mecha do meu cabelo. “Mas é
definitivamente relaxante”, eu disse com sinceridade. “E meu Deus,
Miuria, é tão absolutamente lindo.”
Levei minha caneca aos lábios, bebendo o líquido rico e escuro
que de alguma forma tinha um sabor mais fresco e melhor aqui.
Pela janela da cozinha pude ver uma fileira de figueiras perto da
parede dos fundos de nossa mansão. Os galhos estavam
carregados de frutas roxas maduras, prontas para serem colhidas.
Fiz uma anotação mental para fazer exatamente isso, pois
minha amiga me deu uma bronca por não ter enviado nenhuma foto
ainda. Eu a interrompi pegando algumas que eu tinha tirado no dia
anterior, de todos os ângulos diferentes de nossa fuga no topo do
penhasco, e enviando enquanto ela ainda estava falando.
“Addison, você perdeu o outro babado também”, minha amiga
estava dizendo.
“Além do famoso caso de Farrah e David?” ri. Eu já tinha
recebido meia dúzia de mensagens de texto sobre isso: como um
dos padrinhos de Damon acabou no apartamento de Farrah e Zoe,
e aparentemente não saiu até a noite seguinte.
“Não, não, além disso”, disse Miuria. “Estou falando de
Finnegan, vindo aqui dois meses atrás. “Estávamos falando sobre
como era estranho ele ter perdido o casamento, e então Courtney
mencionou que o viu no trem. De volta quando ela...”
“O quê?”
Por alguma razão, meu coração estava acelerado. Eu nem
sabia por quê.
“Que trem?”
“O FLI,” Miuria respondeu, usando a sigla da Ferrovia Long
Island. “Ela o viu no leste. Em algum lugar no Condado de Suffolk,
quando ela estava...”
“Isso é impossível.”
Minhas palavras devem ter saído um pouco ásperas, porque o
silêncio do outro lado do telefone era absoluto.
“Quer dizer, Finn estava na Europa há seis meses,” disse
rapidamente. “Não havia como ele ter estado em Long Island.”
“Mas ele estava,” minha amiga respondeu.
“Talvez ela o tenha confundido com outra pessoa?” sugeri.
“Courtney não é exatamente a amiga mais observadora que temos.
Lembra quando ela achou que tinha visto o Mike Tyson? E acabou
não sendo nada mais do que...”
“Mas ela falou com ele,” Miuria interrompeu. “Ela chegou a
dizer oi.”
Agora o silêncio estava do meu lado do telefone. Franzi minha
sobrancelha. Larguei minha caneca de café, fazendo um barulho de
cerâmica.
“Você ainda está aí?” minha amiga perguntou.
“Sim, estou aqui.”
“Não estou tentando começar nada,” Miuria continuou, com seu
tom de desculpas. “Eu só estava dizendo que é meio estranho ele
ter voltado para Nova York e nem mesmo dizer oi para você ou
Damon.”
Meu estômago já tinha dado um nó. Ela estava certa. Era
estranho.
“Talvez ele tivesse negócios em Long Island,” eu supus.
Miuria forçou uma risada. “Quem realmente tem negócios em
Long Island?” ela perguntou.
“Muitas pessoas.”
Tipo pessoas como Finn?
Não era exatamente como se nosso amigo precisasse de
permissão para entrar e sair de Nova York, mas fazer isso sem nos
ver parecia quase um tapa na cara. Especialmente porque – apenas
alguns meses depois, aparentemente – ele perderia nosso
casamento.
É problema dele, Addison. Não seu.
Suspirei, tentando convencer a mim mesma que era verdade.
Sabendoem meu coração, porém, que Finnegan compartilhava tudo
conosco. E depois das últimas duas noites, essa afirmação nunca
foi mais verdadeira.
“Addison? Alô?”
“Oi,” eu disse de maneira vazia.
“Nossa, essas fotos realmente estão lindas”, disse Miuria,
mudando de assunto. “É sua piscina? É incrível! E olhe aquela vista!
Que oceano é aquele?”
“Não é um oceano, é o...”
“E tem uma banheira de hidromassagem também? E um
jardim? Puta merda, quanto isso custou!?”
Eu ri, agradecida por Miuria não estar levando o assunto
adiante. Decidi que não queria pensar nisso por enquanto. Para
deixar tudo do jeito que estava, e apenas aproveitar a semana
incrível que estávamos tendo.
Todos nós.
“Ei, espere um momento...”
A voz de Miuria mudou. Ouvi uma respiração aguda do outro
lado do telefone.
“Aquele é o... Saxon?”
Meu coração quase saiu pela boca, como em uma queda livre
inicial do topo de uma montanha-russa. Rapidamente, bati no meu
telefone e comecei a percorrer as dezenas de fotos que compartilhei
com ela.
“Aquele cara,” disse Miuria. “Perto da piscina. No jardim...”
Com certeza era ele, parado no canto da foto que eu havia
enviado. Rindo de algo que Damon ou Finnegan devem ter dito, fora
do quadro.
“Não, não,” disse rapidamente. “Não, esse é o cara que cuida
da mansão. Ele apareceu um dia para limpar a piscina, só isso.”
Engoli nervosamente, odiando o fato de estar mentindo para ela.
“Acho que agora que você mencionou, ele meio que parece...”
“É o Saxon!” Miuria engasgou. “É ele!”
Merda.
“Ah meu Deus, ele está aí com você?”
Fechei os olhos e soltei uma respiração longa e lenta. “Sim, tá
bom? Sim. Ele nos acompanhou.”
“Na sua lua de mel?”
Eu sabia que minha amiga não estava exatamente tentando
bisbilhotar, mas não era realmente da conta dela. Assim como Finn
estar em Nova York e não entrar em contato conosco não era da
minha.
“Nós nos sentimos mal por só poder vê-lo por um dia,”
expliquei, inventando uma meia verdade, “então eu disse a Damon
para convidá-lo. Para trazê-lo conosco nos primeiros dias, para que
todos pudéssemos colocar o papo em dia.”
Miuria ficou calada por um longo instante. Então: “Uau,
Addison. Deixar o padrinho do noivo ir para a lua de mel?” Ela soltou
um assobio baixo. “Isso é um presente de casamento.”
“Sim”, eu disse, entrando no jogo. “Estou bem assim.”
“Bem?” ela riu. “Você é a melhor esposa do mundo! Quem
mais faria algo tão altruísta?”
Altruísta... eu praticamente tive que morder minha língua.
Chame isso de a mãe de todos os eufemismos.
“Ouça,” eu disse, raspando minha garganta. “Mantenha isso
apenas entre nós, certo? Você e eu sabemos disso, mas não quero
que ninguém pense em nada... bem, estranho sobre isso.”
“Estranho?” minha melhor amiga riu maliciosamente. “O que,
como um ménage de lua de mel surgindo espontaneamente em sua
luxuosa mansão grega?”
“Sim,” eu disse. “Coisas assim.”
“Não seria exatamente estranho, seria?” Miuria provocou.
“Seria mais como... incrível.”
“Ei!”
“O quê?”
“Eu sou uma mulher casada, lembra?”
Minha amiga riu de novo, e o riso era puro, inocente. Miuria era
uma das amigas mais conservadoras e quadradas que eu tinha.
Que ela pudesse até fazer uma piada sobre sexo a três era um
passo na direção certa, mas ela não acreditou nem por um segundo
no que estava dizendo.
E isso era uma coisa boa.
TOC TOC.
Olhei para cima assim que Damon enfiou a cabeça de volta na
cozinha. “Você tomou banho?”
Cobri o telefone com a mão e balancei a cabeça. “Não ainda.
Eu estava pensando em tomar café da manhã primeiro, antes...”
“Café da manhã?” ele riu. “Querida, é quase meio-dia.”
Meus olhos se arregalaram. “Sério?”
O sorriso de Damon era tão lindo quanto ele. “Os meninos e eu
estávamos conversando sobre levar nossa esposa para almoçar.”
Os meninos e eu.
Lá estava ele novamente, aquele calor agradável, na boca do
meu estômago.
Nossa esposa...
Caralho, puta merda.
“Me dá vinte minutos?”
Damon assentiu e piscou. Quando fui lhe mandar um beijo, ele
já tinha ido embora. Foi quando percebi que ainda estava com a
mão no telefone.
“M-Miuria?”
“Que porra é essa, Addison?” ela perguntou. “Estou falando há
dois minutos seguidos e você nem está do outro lado da...”
“Desculpe, mas eu tenho que ir.”
Minha amiga riu, fingindo estar magoada. “Imagina.”
“O quê?”
“Estou sentada aqui no sofá comendo Cheetos, e você está na
Grécia nadando não com um, mas dois homens sarados e sem
camisa.”
Três, a corrigi mentalmente.
“Sim,” eu ri. “Sinto muito”.
“Mande mais fotos, certo?”
“Vou mandar.”
“Mais fotos sem camisa do Saxon também, se você quiser”,
acrescentou Miuria com uma risadinha manhosa. “Já que você deu
com a língua nos dentes.”
“É... isso.”
“E Addison?”
“O quê?”
“Sério,” minha amiga disse, seu tom ficando afetuoso e
genuíno. “Divirtam-se. Você e Damon merecem isso.”
Meu estômago revirou novamente. Se ela soubesse.
“Cada minuto.”
 
 
 
Twenty-Five
 
 
ADDISON
 
“Então, agora que estamos nisso a longo prazo”, disse Damon
de sua ponta da mesa, “precisamos discutir as atividades. Porque
quero fazer outra coisa além de visitar todas essas ruínas antigas,
das quais só vi fotos a vida inteira, e entendo muito pouco.”
Finnegan riu e arrancou outro pedaço de pão. “O que significa
que você não entende nada, certo?”
Damon deu de ombros. “O que eu posso dizer? Gosto de
improvisar as coisas.”
O café ao ar livre era tranquilo e pitoresco, uma série de mesas
de ferro forjado espalhadas por paralelepípedos que poderiam ter
sido colocadas ali há cinco meses, ou cinco séculos. De alguma
forma, não saber pequenas coisas como essas tornava um lugar
antigo como a Grécia ainda mais emocionante.
“Ah, as velhas 'coisas improvisadas'...” repeti, prolongando as
palavras de Damon com um sorriso. “Seu melhor eufemismo para
planejamento ruim.”
“Ruim é apelido,” concordou Saxon. Ele estendeu a mão e
bagunçou o cabelo de Damon. “Mas nós amamos ele mesmo assim,
não é?”
Damon se afastou e jogou um muffin nele. Ou pelo menos eu
pensei que era um muffin. Fosse o que fosse, estava coberto de
mel. Grande parte da comida na mesa era estrangeira e estranha,
mas tudo estava delicioso.
Uma semana inteira, pensei comigo mesma. Com eles.
Meu estômago revirou. Da melhor maneira.
Todos os três.
Foi como um tributo à minha própria persuasão que passamos
a manhã inteira sem falar sobre nossa situação. Saxon e Finn
ficariam. Eles deixaram isso claro na noite passada, enquanto eu os
conduzia a orgasmos explosivos antes de me abraçarem
silenciosamente por um tempo, cercada de ambos os lados por seus
corpos quentes e bonitos.
Finalmente, eu dei um beijo de boa noite nos dois, depois
atravessei a mansão de volta, arrastando meias e cintas-ligas. Me
sentia uma campeã. Me sentia uma puta. Ambos os termos eram
igualmente emocionantes para mim, quando entrei novamente na
suíte master à luz de velas e tirei os restos desfiados da minha
lingerie nupcial.
Subindo nua de volta para nossa cama conjugal, não demorou
muito para adormecer nos braços de Damon. O sêmen de três
homens diferentes, marinando no fundo da minha barriga.
Puta merda, essa parte me excitou.
“Então, sim, há toneladas de coisas para fazer aqui”, Damon
disse. “Podemos velejar, surfar…”
“Pescar,” Finnegan pulou animadamente. “Eu vi um monte de
agências de aluguel de barcos perto da água.”
“E jogar golfe”, acrescentou Saxon, esfregando as mãos. “Com
esse clima? Tenho certeza de que os corredores dos campos devem
ser impecáveis.”
Eu os deixei continuar, falando sobre todas as coisas que eles
gostavam de fazer. Damon e eu tínhamos saído em muitas de
nossas pequenas férias com um ou ambos os homens. Tínhamos
feito de tudo, de esqui na neve a jet ski. Tirolesa e paintball e off-
road e...
“Espere, e a esposa aqui? perguntou Saxon.
Os meninos sorriram para mim, sentindo meu silêncio. Eu
estava sentada, contente em apenas assistir. Alegremente tomando
meu chá de frutas com um canudinho.
“Bem, tenho certeza de que há muitas coisas de mulher aqui
também”, disse Finnegan na defensiva.
“Coisas de mulher, é?”
“Sim.”
Eu ri para elee cruzei meus braços. “Eu adoraria escutar o que
você considera ‘coisas de mulher’.”
Finnegan esfregou sua barba por fazer por alguns segundos.
“Ah, não sei. Comprar roupas. Ver o mercado. Visitar um ou dois
museus...”
“Restaurantes, adicionou Saxon. “Alta gastronomia.
Degustação de vinho.”
Inclinei minha cabeça para um lado. Até agora eu tinha que
admitir que eles não estavam indo tão mal.
“Fazer uma massagem,” Damon interveio. “Manicure,
pedicure...”
“Dia no spa!” Finn exclamou.
“E depois, mais compras,” Saxon continuou. “E nós
mencionamos compras? E então depois das compras, nós
podemos...”
“Certo, certo”, eu ri. “Entendi.”
Os meninos sorriram de volta para mim, totalmente satisfeitos
consigo mesmos. Eles fizeram tudo, menos bater os punhos.
“Como fomos?” perguntou Finn.
“Muito bem”, admiti.
“Claro, há toneladas de coisas que também poderíamos fazer
juntos,” Damon sugeriu inocentemente. Ele não percebeu o
significado de sua declaração até que nós três estávamos rindo.
“Ah,” ele acrescentou timidamente. “Sim.”
“Isso é garantido”, eu disse, sentindo aquela agradável bola de
calor novamente. “Mas nós podemos fazer isso a qualquer
momento. Em qualquer lugar.”
Agora eu fiquei um pouco mais vermelha, quando o significado
de minhas próprias palavras me atingiu. Seria realmente assim?
Mesmo depois da lua de mel?
“Mas estamos na Grécia”, continuei. “Uma cidade de três mil
anos. Tem muita história aqui! E nós seríamos loucos de não ver
isso.”
O meninos olharam de volta para mim, e Finn levantou sua
água de coco para brindar. Nós quatro brindamos, nossos copos
tilintando ao sol da tarde. A conversa começou novamente quando
Saxon pegou seu telefone e começou a percorrer nossas opções.
Isso é perfeito, suspirei feliz, recostando-me para olhar o mar.
Totalmente e completamente incrível.
Honestamente, eu não me importava com o que fizéssemos.
Poderíamos passear, poderíamos navegar, poderíamos
simplesmente passear pelas ruas de Atenas, de mãos dadas. Tudo
o que importava era estar com os meninos. A única coisa que eu
realmente desejava era a camaradagem de sua amizade e, sob a
superfície disso, a profundidade do nosso amor compartilhado.
“Acrópole ou Parthenon?”
Os outros olharam para Saxon e deram de ombros. “Vamos
para aquele com os pilares,” disse Damon.
“Os dois têm pilares.”
Eu ri. “Escolhemos o maior então.”
“Você gosta dos maiores?” Finn perguntou sugestivamente.
Eu pisquei de volta para ele, seus óculos escuros refletindo
meu sorriso. “Sempre maiores.”
 
 
Twenty-Six
 
 
 
ADDISON
 
Ironicamente, descobriu-se que o Partenon e a Acrópole
estavam a uma curta distância um do outro. Poderíamos ter jogado
a moeda que passamos de um para o outro. Mas éramos turistas,
explorando o desconhecido. Caminhando pelas ruínas de uma
civilização antiga, mas de tirar o fôlego, que nos deixou sem
palavras durante a maior parte do dia.
Nada, porém, foi tão incrível quanto o Museu da Acrópole.
“Isso é loucura,” Damon praguejou, enquanto circulamos pelas
passarelas em espiral do edifício moderno. Construído bem sobre
as ruínas que estavam abaixo dele, o museu foi cortado em muitos
lugares, com painéis de vidro e espaços abertos mostrando as
fundações danificadas abaixo. “Pense em quantos anos essa coisa
tem!”
Foi humilhante, em retrospecto. Nós quatro tínhamos vindo da
América, onde um prédio centenário muitas vezes parecia
maravilhoso. Mas isso era realmente antigo. Totalmente pré-
diluviano. Caminhamos sobre pisos de vidro olhando para as pedras
que foram colocadas em uma época em que os impérios surgiam e
caíam. Passando por urnas e estátuas e belas esculturas em baixo
relevo, feitas de maneira artesanal, que haviam sido recolhidas para
permanecer ali há dois milênios e meio antes mesmo de nascermos.
Praticamente tudo no museu era branco ou cor de marfim.
Cada estrado ou vitrine levantado estava nítido, limpo e bonito. Os
pisos de mármore e concreto do museu subiam e desciam,
passando por rampas e escadas que acabaram nos cansando.
Estivemos no Templo de Atena. No Teatro de Dionísio. Já tínhamos
subido escadas suficientes para quatro ou cinco luas de mel, e essa
estava apenas começando.
À medida que a escuridão descia, o museu se iluminou com
uma luz âmbar quente. Parecia mudar gradualmente à medida que
o sol desaparecia, proporcionando iluminação suficiente para se
fazer sentir aconchegante e confortável.
“Café”, eu disse finalmente, soando mais como uma ordem do
que uma sugestão. E nem precisei me preocupar. Pelos seus
grunhidos de aprovação imediatos, eu sabia que os meninos
estavam todos a fim.
Encontramos a área do café, montada com uma série de
mesas de vidro e cadeiras de metal combinando. Uma série de
janelas do chão ao teto davam para fora e para cima, para onde o
Partenon estava todo iluminado, sentinela no topo da colina.
Finn agarrou uma mesa vazia, esticando suas longas pernas
em duas cadeiras. Isso deixou nós três indo em direção à fila para
nos servirmos.
No meio do caminho, no entanto, um homem de cabelos
escuros e peito largo esbarrou em Saxon com tanta força que quase
o derrubou.
“Ei!” Saxon grunhiu, recuperando o equilíbrio. “Preste atenção!”
“O que foi?” o homem resmungou.
A testa de Saxon franziu quando ele voltou a ficar de igual para
igual com seu pretenso agressor. Ele se inclinou para o rosto furioso
do homem, mas o estranho não estava recuando.
“Vá em frente,” o homem disse. “Faça isso.”
Ah, merda.
Eu estava visualizando tudo agora – uma briga, estourando
bem aqui. Todos os três envolvendo-se, sendo presos. Eu tentando
descobrir onde ficava a delegacia e como funcionava o sistema de
fiança aqui.
“Algum problema?” perguntou Damon, intervindo. Sua voz
pode ter sido casual, mas ele estava com os braços tensionados, os
punhos cerrados.
“Não,” Saxon rosnou. “Esse babaca aqui estava prestes a se
desculpar por se jogar em mim.”
“É mesmo?” o homem zombou.
“É mesmo o caralho,” Saxon respondeu.
Houve um momento - apenas um momento - em que eu tinha
certeza de que o caldo iria entornar. Quando o estranho chegou tão
perto do corpo de Saxon, que ele poderia apenas estender a mão e
agarrá-lo.
Em vez disso, o homem se inclinou um pouco mais... e colocou
a boca perto da orelha de Saxon. Os olhos do estranho encontraram
os meus, sua boca se curvando em um sorriso enquanto ele
sussurrava algo que só meu amante podia ouvir. O que quer que ele
estivesse dizendo, a expressão no rosto de Saxon mudou
gradualmente.
“Parceiro?” Damon disse. “Você quer que tire esse cara de
perto de você, ou...”
“Não, não”, disse Saxon, suas palavras de repente vindo muito
rapidamente. “Sem problemas, está tudo bem.”
Damon levantou uma sobrancelha. Eu também.
“Você tem certeza?”
“Sim,” disse Saxon, fazendo um sinal com a mão. “Não é nada,
de verdade. Apenas um mal-entendido. Nada mais.”
O cara que esbarrou em Saxon ainda estava dando um longo
sorriso, daqueles mostrando os dentes. Ele se esquivou e caminhou
apressadamente na direção oposta, deixando nós três sozinhos.
“Que porra foi aquela?” Damon perguntou, quando o homem
finalmente estava fora do alcance da voz.
Saxon deu de ombros. “Acho que pisei no pé dele.”
“Não, você não pisou.”
Ele se virou para me encarar, e havia algo estranho em seu
olhos. Eles estavam quase... suplicando.
“Eu estava olhando,” continuei, um pouco brava. “Aquele cara
estourou com você do nada. Você não estava nem perto dele, e de
repente ele veio correndo do...”
“Não importa. Deixa pra lá.”
Ele disse as palavras e se virou, mas não antes de forçar um
sorriso. Damon e eu nos entreolhamos, perplexos.
“Ele está no limite?” Damon perguntou. “Ou o quê?”
“Algo do tipo, isso.”
Ele estendeu a mão e me puxou para perto dele. Perdida em
seu abraço, senti a tensão do momento se esvaindo.
“O Saxon que eu conhecia teria arrebentado os dentes daquele
cara,” Damon me disse, acrescentando uma risada baixa. “Talvez
Vegas o tenha amolecido.”
“Sim, talvez. Poderíamos pensar que seria exatamente o
oposto.”
Suas mãos se moveram automaticamente, seus dedos se
espalhandoenquanto passavam suavemente pelo meu cabelo. “É
uma cidade estranha, faz coisas estranhas. Isso é o que ele sempre
me disse, de qualquer maneira.”
Deixei escapar um longo suspiro, apreciando silenciosamente
o quão bom seus dedos eram. Foi um dia cheio. A coisa de mexer
no cabelo era um movimento que ele geralmente fazia no sofá, tarde
da noite, enquanto estávamos assistindo TV juntos.
“Se você continuar fazendo isso eu vou adormecer.”
“Eu sei.”
Nós rimos, e juntos viramos na direção de Saxon. Nosso amigo
já estava na fila, parado com as mãos nos bolsos como se nada
tivesse acontecido.
“Talvez seja melhor pegarmos os cafés grandes”, disse Damon.
 
 
Twenty-Seven
 
 
 
FINNEGAN
 
“Ei dorminhoca! Levanta!”
Eu a sacudi novamente, olhando para aquele emaranhado
brilhante de cabelo loiro dourado. Uma orelha surgiu. Um par de
lábios, enquanto ela se mexia.
“F...Finn?”
Sentei-me na cama, colocando uma mão gentil em seu quadril.
Addison não estava nua sob os cobertores, mas era fácil imaginar
que estava. Eu sabia disso porque a carregamos do sofá para a
cama.
“Que horas são?”
“Hora do café da manhã,” eu disse a ela, “mas não vai ser um
café da manhã demorado. Você e eu vamos sair mais cedo. Assim
que você tomar banho.”
Ela se sentou com as mãos na cabeça, puxando o cabelo para
trás de seu rosto angelical. Sua maquiagem estava borrada ao redor
dos olhos, e ela estava com marcas do travesseiro. Mas Deus, ela
ainda estava bonita pra caralho.
“Onde estão os outros?” ela perguntou, protegendo os olhos do
sol da manhã.
“Terceiro buraco,” eu disse a ela. “Talvez quarto.”
“Eles foram jogar golfe?”
“Bem cedinho,” balancei a cabeça. “Eles pegaram um Uber e
foram.”
Golfe nunca foi minha praia, apesar da minha ascendência
irlandesa e escocesa. É muito chato, muito monótono.
Convenhamos, embora eu goste da questão do ar livre.
“Vamos,” eu insisti. “Vamos para algum lugar legal. Você e eu.”
Aqueles lábios carnudos e lindos se abriram em um sorriso.
Mesmo meio acordada, os olhos cristalinos de Addison brilhavam
como duas lindas joias azuis.
“Vem tomar banho comigo?”
O sorriso se tornou malicioso. Agora ela estava acordada.
“Tentador”, sorri de volta. “Talvez mais tarde.”
“Ah?” ela brincou. “Está me dispensando?”
“Não, estou tentando nos levar para fora daqui,” eu ri. “Se eu
seguir você até aquele chuveiro, vamos acabar na cama pelo
restante da manhã.”
Addison se espreguiçou, seus lindos braços se cruzaram
enquanto ela entrelaçava os dedos e se espreguiçava. “E isso seria
uma coisa ruim?”
Balancei minha cabeça devagar. “Claro que não.”
Meu olhar já tinha caído para seus seios. Sem sutiã e lindos,
eles preenchiam a regata com a qual ela tinha adormecido, de
maneiras que certamente estavam mudando minha opinião.
“Tudo bem então,” ela deu de ombros, sua voz ficando doce e
inocente. “Acho que eu mesma vou ter que lavar minhas costas.”
Ela saltou da cama, puxando a camiseta para cima enquanto
caminhava na direção do banheiro. Seu cabelo caiu como uma
cachoeira, saltando sensualmente por suas costas nuas. Ela fez
questão de tirar a calcinha também, antes de se virar na porta.
“Última chance”, ela brincou, prendendo um dedo em um canto
de sua boca. “Tem certeza de que não quer...”
Foda-se.
Corri atrás dela tão rápido que ela gritou, rindo no caminho
para o chuveiro. Abri a torneira de água quente enquanto ela tirava
minhas roupas, descendo meu short e a cueca ao mesmo tempo em
que eu tirava minha camisa. Segundos depois estávamos nus,
deslizando um contra o outro. Esperando a água quente vir,
enquanto admirávamos os corpos um do outro.
“Intervalo”, disse ela abruptamente, se desvencilhando.
Addison fugiu para a pia e escovou os dentes rapidamente
enquanto eu esquentava o chuveiro. E a temperatura que eu
geralmente escolhia era quase escaldante.
“Espero que você goste dela quente,” avisei a ela.
“Tão quente quanto você puder suportar”, ela piscou enquanto
enxaguava a boca.
Um minuto depois estávamos de pé sob o jato, nos beijando
enquanto o vapor girava em torno de nós. Estávamos nos
abraçando bem apertado no box do banheiro, que era grande o
suficiente para quatro ou cinco pessoas, ainda mais para duas.
Agora tive uma ideia.
Addison me ensaboou, passando suas mãos delicadas por
todo o meu corpo. Seus dedos se demoraram em cada elevação e
descida, cada ondulação, traçando o vale sob meus peitorais. Eles
desceram pelos meus abdominais tensionados, finalmente se
perdendo na minha área de pelos louros bem cuidados.
“Eu sempre soube que você tinha um belo pau.”
A mão dela se aproximou da minha ereção crescente, que já
estava quase completa, depois de todos os beijos.
“Lembra daquela vez em Vermont?” ela disse, “quando
estávamos saindo da banheira de hidromassagem?” e me acariciou
timidamente. “E você esqueceu sua sunga, então foi apenas de
cueca?”
“Sim,” balancei a cabeça. “A vermelha.”
Addison deslizou em mim, pressionando seu rosto contra meu
peito. “Eu podia ver tudo,” ela admitiu, me masturbando lentamente.
“A forma. O tamanho. O contorno dessa cabeça grande e grossa…”
Ela parou logo abaixo da minha glande, enchendo a palma da
mão apenas com a cabeça do meu pau. Suspirando satisfeita, ela
deu um aperto incrível.
“Eu fui para a cama naquela noite, imaginando como ele seria
dentro de mim,” ela murmurou. “Eu imaginei você me fodendo,
profundo e duro. Metendo tudo para dentro e para fora da minha
boceta…”
Seus lábios estavam no meu peito agora. Me beijando e
explorando, debaixo do jato superquente.
“Eu contei isso ao Damon também, enquanto estávamos
fazendo amor nessa mesma noite,” ela continuou. “Foi a primeira
vez que realmente conversamos sobre compartilhar um de nós. E
isso se tornou uma de nossas pequenas fantasias obscenas.”
Ela lentamente ficou de joelhos, me beijando o caminho todo.
Arrastando sua língua sobre meu abdômen. Beijando-me abaixo do
umbigo, cada vez mais baixo, até que ela estava me engolindo
inteiro.
Ah... ah caralho.
A boca de Addison era quente e molhada, e estava cheia de
água aquecida. Ela continuou chupando e cuspindo. Borrifando meu
pau com a água, enquanto ela levava para cima e para baixo com a
mão.
Isso me excitou, ouvir a sua historinha picante. Perceber que
eu não era o único que tinha fantasias inatingíveis nas muitas
viagens que fizemos juntos.
Mas agora...
Agora essas fantasias eram uma realidade. Eu estava de pé
em uma bela mansão no topo de um penhasco na Grécia, com todo
o meu pau enterrado na pequena garganta quente de Addison.
Estava tão profundo que seus lábios estavam roçando meu
abdômen. Suas mãos me acariciando por baixo.
Isso era lindo. Essa era realmente a única palavra para isso.
Tão sexy e quente e indescritivelmente pervertido como a coisa toda
era, havia uma beleza em saber que ela era uma amiga. E não era
qualquer amiga, mas uma das minhas melhores amigas... bem
como a namorada do meu melhor amigo.
A esposa dele, a voz no fundo da minha mente ecoou. E agora
sua esposa também.
Eu não tinha certeza se estávamos interpretando esses papeis
pela duração da lua de mel ou assumindo esses títulos para
sempre. De qualquer forma, a dinâmica de nossa amizade havia
mudado irrevogavelmente. Uma vez que a esposa do seu melhor
amigo goza em torno do seu pau em espasmo, isso tende a mudar
as coisas. Tipo para sempre.
“Mmmmmmmm...”
Addison ainda estava me punhetando e levando meu pau para
dentro de sua boca, mas agora sua mão livre estava mexendo nas
minhas bolas também. Ela as segurou na palma da mão enquanto
brincava com os dedos sobre elas de uma forma que estava me
deixando totalmente fora de mim. Se foi algo que Damon ensinou a
ela ou algo que ela inerentemente sabia, meu amigo era um filho da
puta sortudo.
“Você quer gozar na minha boca?” ela perguntou, me tirando
de seus lábios. Sorrindo maliciosamente, ela bateu meu pau duro de
brincadeira contra sua bochecha molhada e rosada. “Você tem que
saber. Eu adoraria provar você agora mesmo...”
Eu tinha uma mão apoiada na parede do chuveiro, a outra
enterrada em seu cabelo molhadoe liso. Meu pau duro estava
latejando como um louco. Pulsando e se contraindo em sua mão.
Addison riu da minha completa falta de resposta. “Ou você
prefere apenas me foder?”
Olhei para ela através do vapor do chuveiro, seus lábios
inchados e ofegantes. A maquiagem da noite passada estava
escorrendo por toda parte. Ela parecia uma sereia sexy.
“Os dois”, eu respondi, levantando-a e girando-a com um
suspiro. Deslizar para dentro dela era fácil e familiar. Como voltar
para casa.
“Eu quero os dois.”
 
 
Twenty-Eight
 
 
 
ADDISON
 
Eu gemia como uma prostituta enquanto Finnegan me
penetrava por trás, meus gritos ecoando nos azulejos duros do
chuveiro. Ele era bom pra caralho! Suas estocadas tão profundas e
fortes, enquanto eu me apoiava contra a parede oposta e me
apertava desesperadamente contra ele.
Isso... Isso é...
Merda, eu não sabia o que era isso. Louco? Pervertido?
Obsceno?
Sim. Sim e sim.
Totalmente além do escopo da realidade, mas incrível e
impressionante?
Sim novamente.
Trepamos como animais pelos próximos minutos, gritando e
rugindo enquanto a água escorria ao nosso redor. As mãos de Finn
arranhavam minha bunda enquanto ele me dava umas palmadas,
suas estocadas vindo mais rápido e mais forte até que eu gozei em
cima dele. Fechei os olhos e me concentrei na escuridão, iluminada
apenas pelas faíscas prateadas do meu orgasmo intenso. A
qualquer momento, eu esperava que ele me inundasse. Sentir o
pulso rítmico de seu pau saindo, pulsando contra os lados do meu
canal enquanto seus dedos cavavam mais fundo em minha carne
flexível...
“UNGHHHH!”
Em vez disso, senti suas mãos irem direto para meus ombros,
me empurrando de joelhos. Abri bem a boca e me virei, meus olhos
ainda fechados contra o jato do chuveiro. Meus outros sentidos
intensificados pela minha falta de visão; o calor da água, o cheiro
fresco de sabonete e pele. O gosto salgado e doce de seu gozo
quando ele jorrou direto em minha língua estendida... gemendo e
grunhindo enquanto ele enchia minha boca até a última gota de seu
sêmen quente e delicioso.
PUTA MERDA.
Eu estava louca por isso. Faminta e totalmente depravada,
ajoelhando diante dele, engolindo-o. Minhas mãos estavam em suas
coxas agora enquanto eu continuava lambendo-o. Eles eram como
duas escoras de metal, tremendo sob minhas palmas.
“Porra...”
Finn espremeu o resto de si mesmo em meus lábios e rosto,
então terminou roçando neles com seu pau usado. Eu podia sentir
isso também, deslizando por todo o meu rosto. A cabeça sedosa
empurrando o que restava de sua carga em minha boca esperando,
respingos de água quente do chuveiro lavando-o.
Quando acabou, ele me ajudou a ficar de pé, e juntos
mergulhamos diretamente sob a fonte do jato. Em menos de um
minuto a água lavou nossos pecados. Arrancou todos os últimos
vestígios do nosso encontro sórdido, deixando-nos apenas com
sorrisos vermelhos e bochechas rosadas enquanto nossas bocas se
juntavam e nos beijávamos novamente.
“Agora eu quero o café da manhã,” ri em sua boca.
Vestimo-nos rapidamente e comemos ao ar livre, tomando
nossos cafés reaquecidos ao sol da manhã. O café da manhã era
frutas frescas e algumas massas folhadas geladas. Finn a rasgou ao
meio com suas grandes mãos sensuais e me entregou minha
porção.
“Obrigada.”
Nós sempre fomos próximos, Finn e eu. Parte disso era porque
nós dois exibíamos uma inquietação compartilhada. Seu amor por
viagens espelhava o meu, embora Finnegan estivesse realmente
vivendo seus sonhos de viajar para outros continentes e vagar por
terras estrangeiras. Eu, por outro lado, estava presa em Nova York,
trabalhando na minha carreira.
“Então me fale sobre a Islândia.”
Sentei-me e o ouvi falar, dobrando minhas mãos em volta da
minha caneca e soprando a superfície do meu café ainda muito
quente. No meio de sua descrição das luzes do norte, minha mente
já estava vagando de volta ao nosso momento no chuveiro. Me
perguntando como eu tive a sorte de adicionar essa pequena
experiência ao meu repertório de fantasias eróticas femininas,
porque eu já sabia que ela viveria em minha memória para sempre,
até o dia em que minha alma finalmente deixasse o planeta.
“Agora me diga outra coisa...” eu disse, pisando em ovos. Por
mais que eu não quisesse estragar o clima, logo agora que
Finnegan estava aberto, feliz, livre. Era agora ou nunca.
“O quê?”
“Diga-me por que você estava em Long Island há alguns
meses e não nos procurou.”
Finn ficou tenso, mas não muito. Então ele baixou os olhos.
Estava com vergonha, porque ele nunca baixava o olhar.
“Minha tia Gemma,” ele disse simplesmente. “Eu fui por causa
dela.”
Procurei em minha memória tudo o que sabia sobre a tia de
Finn. Ela era o parente favorito de Finn, e ele era o favorito dela
também. Eles compartilhavam uma afinidade que eu sabia que
faltava no resto de sua família. Também foi oportuno que ele tenha
passado muito de sua infância com ela.
“Bem, acho que vamos perdoá-lo então”, provoquei,
imaginando sua tia na minha cabeça. Embora eu só a tivesse visto
uma ou duas vezes, ainda podia ver o cabelo ruivo brilhante da
mulher, seu sorriso com dentes separados. “Foi uma coisa boa você
ter voltado para vê-la. De verdade. Especialmente desde...”
“Não, Addison...” ele vacilou. “Você não entendeu.”
Sua voz estava sombria, sua expressão inalterada. Foi quando
eu vi aqueles olhos verdes brilhantes, todos opacos de dor.
“Eu fui para o funeral dela.”
 
 
Twenty-Nine
 
 
 
ADDISON
 
Eu o abracei por um longo tempo, me envolvendo em torno de
seu corpo longo como uma aranha. Meu coração pesava mil quilos,
e doía como um louco. Mas eu podia sentir sua dor ainda mais,
batendo contra a minha.
“Finn, sinto muito.”
Ele me segurou, repousando a cabeça no meu ombro.
Fungando aqui e ali, mas sem desmoronar, sem chorar.
Puta merda, pensei comigo mesmo. Eu sou a pior amiga de
todos os tempos.
Quando ele finalmente me soltou, ainda não conseguia olhar
para mim. Deixei-o olhando para os nossos pés, os olhos vidrados.
O silêncio se estendeu por um longo tempo, antes que eu finalmente
falasse.
“O que aconteceu?”
Ele raspou a garganta, endireitando o corpo em um esforço
para se recompor. Uma vez que ele começou a falar novamente, era
como se não pudesse parar.
“Ela ficou doente, Addy. Realmente doente. E ela foi rápido,
graças a Deus. Mais rápido do que os médicos previram, o que já
não era muito.”
Agora eu estava chorando. Quase berrando.
“Finn…”
“Eu tinha falado com ela bem na semana anterior, sabe?
Tínhamos essa coisa - nunca passávamos uma semana sem um
telefonema. Se isso acontecesse, a outra pessoa tinha que fazer as
pazes. Ela cozinhava para mim, qualquer coisa que eu quisesse. Ou
quando eu voltava à cidade, tinha que levá-la para jantar. Em
qualquer restaurante que ela escolhesse.” Ele enxugou os olhos e
riu. “Esse era o acordo também. Sem limite de gastos. Só que ela
sempre queria algo barato, como o drive-thru. Ou aquele restaurante
tradicional chinês com mesas de fórmica e os tanques de peixes
cobertos de algas e...”
“Ah Finn...”
Eu o apertei com força, desejando poder tirar sua dor.
Percebendo que ele era ainda mais próximo de Gemma do que ele
jamais deixou transparecer e que, se eu fosse confiável, ele teria
deixado transparecer um pouco mais ao longo dos anos.
“Por que você não nos contou?” perguntei gentilmente. “Nós
viríamos correndo! Nós poderíamos...”
Eu sei que vocês fariam isso,” ele cortou. “Mas eu não queria
que fizessem. Você e Damon tinham o casamento chegando, e
Saxon estava tão ocupado com seu restaurante que não pude
incomodá-lo com a notícia. A última coisa que eu queria era que ele
voasse para um funeral. Não é como eu gostaria de ver vocês, de
qualquer maneira.”
“Mas...”
“A pior parte foi não ter estado lá para ela,” disse Finnegan.
“Não ter conseguido voltar em tempo de me despedir. E aí eu fiquei
por um tempo, porque aparentemente havia um testamento. E ela
me deixou a casa, Addison. Essa mulher que não fez nada além de
estar lá para mim a vida inteira… seu último ato foi me deixar tudo o
queela tinha.”
“Mas você também estava lá para ela,” insisti. “A primeira vez,
quando ela teve aquele susto? Você foi direto para casa.” Eu o
apertei forte. “Vocês cuidaram um do outro a vida toda, Finn.
Quando seus pais sumiram, ela o acolheu. Mas você também a
acolheu. Estava sempre lá quando ela precisava de você.”
Minhas palavras não pareciam estar fazendo efeito, pelo
menos no começo. Mas senti que ele relaxou de alguma maneira.
Pouco a pouco, ele recuperou o controle.
“Quando não pude ir ao seu casamento, me senti do mesmo
jeito”, ele continuou. “Como se eu tivesse decepcionado todos
vocês. Do jeito que eu decepcionei Gemma, mas...”
“Você nunca a decepcionou,” interrompi, aumentando
intencionalmente o tom da minha voz. “Você não pode se culpar
pelo que aconteceu. Você estava vivendo sua vida Finn, do outro
lado do mundo. E ela deveria estar feliz por isso.”
“Ela estava,” ele balançou a cabeça, seus olhos revelando um
sorriso. “Gemma era muito parecida comigo quando era mais jovem.
Sempre em movimento, nunca olhando para trás. Ela tinha uma
coleção de coisas de todos os locais que havia visitado. Então,
sempre que eu ia para uma nova cidade? Eu mandava alguma coisa
para ela. Eu encontrava alguma bugiganga ou lembrança ou
qualquer coisa que eu achasse que representasse o lugar e enviava
para ela.”
Ele ficou parado por um momento, olhando para o mar. O
vento soprou uma mecha de cabelo loiro escuro sobre seus olhos, e
eu a afastei para ele.
“Você não sabe como foi”, ele disse, balançando a cabeça.
“Andando por aquela casa sozinho. Vendo todas aquelas coisas que
eu havia enviado para ela, tão orgulhosamente exibidos nas
paredes e prateleiras.” Ele engoliu em seco. “Ela guardou tudo,
Addy. Cada simples bugiganga e estúpida porcaria. Ela até
emoldurou algumas coisas”, ele riu, “como se estivesse orgulhosa
delas.”
“Ela não estava orgulhosa delas,” eu disse a ele
carinhosamente. “Ela estava orgulhosa de você.”
Por fora eu estava firme. Inabalável e tranquila. Mas por
dentro, me senti horrível por ele ter passado por tudo sozinho. Eu o
imaginei andando pela casa, pegando essas coisas. Virando cada
uma na mão. Lembrando o dia que havia enviado para ela.
“Escute...” eu me afastei dele, mudando de assunto. “Sabe o
que Gemma faria se visse essa viagem sem vergonha agora?”
Finn deu uma fungada forte por entre os olhos vidrados. Então
ele olhou para mim e sorriu.
“Ela ia me dar uma surra?”
“Um-hum. Ela iria rir, e então dizer para você tomar vergonha
na cara.”
“Sim”, ele tossiu, secando os cantos dos olhos. “Ela realmente
faria isso.”
“Então se anime,” eu disse com firmeza, “e lembre-se dela pela
grande mulher que ela foi. Lembre-se dela pelo quanto ela o amava,
e como vocês dois tiveram a sorte de ter um ao outro.”
Ele balançou a cabeça lentamente, várias vezes, antes de
finalmente se levantar. Limpando nossos pratos, ele voltou à ação.
“Addy?”
Eu consumi o restante do meu café e sorri para ele. “Sim?”
“Desculpe,” ele disse. “Eu não queria despejar tudo isso em
você.”
Franzi minhas sobrancelhas imediatamente. “Você está falando
sério?” eu o repreendi. “Você pode desabafar comigo a qualquer
momento que quiser. Na verdade, eu faço questão.”
Virei para trás e joguei o último pedaço de massa na direção de
alguns pássaros que estavam bicando ao redor do jardim. Eles o
rasgaram em pedaços em segundos, cada um voando com sua
pequena parte.
“Por enquanto... acredito que você disse algo sobre um
passeio de compras?”
Finnegan franziu as sobrancelhas, como eu. “Eu disse?”
“Sim,” sorri.
Ele riu e tirou as chaves do Jeep do bolso. “Bem, então é
melhor irmos. Já estamos atrasados.”
“Agora você está falando a minha língua.”
 
 
Thirty
 
 
 
ADDISON
 
Caminhamos pela rua Ermou, ao longo da Praça Monastiraki.
Percorremos as lojas e vendedores ambulantes de lá, encontrando
de tudo, desde bugigangas de lojas de um dólar a lojas de
departamentos sofisticadas com todos os tipos de enfeites. A
avenida exclusiva para pedestres era linda e cênica, com árvores
brotando por entre os paralelepípedos. Elas jogavam uma sombra
muito bem-vinda sobre tudo, enquanto nos misturávamos com a
multidão de gente para lá e para cá.
As pessoas eram as mesmas em todo o mundo, no entanto.
Quase todo mundo estava olhando para baixo, para seus telefones.
Vi dezenas deles passarem direto pela fachada preservada de uma
bela igreja do século XI, sem sequer olhar para ela. Quando eu
mencionei isso para Finnegan, ele riu.
“Você não passa direto pelo prédio do Empire State da mesma
maneira?”
Ele estava certo, é claro. As maravilhas eram muito mais
formidáveis quando eram novidade para você. Deslizando minha
mão na dele, eu deixei nossos dedos se entrelaçarem de forma
tranquilizadora. Pensando que, às vezes, você só precisava do
conforto encontrado em algo antigo e familiar.
Comemos porcaria em vez de almoçar de verdade, e isso
porque os vendedores de comida aqui eram diferentes dos de Nova
York. Havia estandes dedicados a doces, guloseimas e balas
coloridas. Uma barraca dedicada à venda de espigas de milho
quentes e deliciosas mergulhadas em mel. Finnegan parou diante
de uma mulher que vendia grossas fatias de coco de carne branca
suculenta por um euro cada, brotando de fontes de água de coco
em uma bela exibição. Elas tinham um gosto ainda melhor do que
pareciam, e seguimos em frente.
Finalmente, pegamos um bonde para o Millennium, um
conjunto de lojas mais familiar parecido com um shopping. Depois
de percorrer toda a extensão da bela estrutura, parando em uma
dúzia ou mais de lugares, caminhamos de volta ao jipe com nossos
pés cansados, exaustos.
De volta à mansão, os outros ainda não haviam chegado.
Então agimos naturalmente: tiramos nossos sapatos e caímos na
cama juntos…
… onde nós dois adormecemos profundamente.
Foi incrível, deixando-me cair nos braços grandes de Finn.
Sentindo o calor de seu corpo, o lento e hipnótico subir e descer de
seu grande peito. Dormimos pelo que deveriam ter sido horas, e
provavelmente foram. Porque acordamos com a escuridão e vozes
distantes. O cheiro rico e pungente de algo realmente delicioso do
lado de fora do quarto onde cochilamos.
“Vocês tiraram uma soneca?” ouvi Saxon dizer, com uma
risadinha. “Pegamos comida tailandesa no caminho de volta e não
vamos esperar muito mais para comer.”
Bocejando, me espreguiçando, fui até a mesa. Damon estava
lá desempacotando a comida, todo sexy e banhado de sol. Eu
deslizei em seus braços, amorosamente.
“Você está bronzeado.”
Ele riu. “Eu sempre pareço bronzeado.”
“Sim, mas está mais do que o de costume.” Deslizando minha
mão atrás dele, eu agarrei metade de sua bunda musculosa. “É uma
coisa boa, acredite.”
Ele largou a caixa de arroz de abacaxi que estava segurando e
passou o braço em volta da minha cintura. O beijo que ele me deu
em seguida me tirou o fôlego.
Puta merda…
Ele era meu parceiro, meu marido, meu melhor amigo. Ainda
assim, havia algo extra elétrico agora. Um nível de tempero em
nosso relacionamento que não existia antes, bem como uma
gratidão implícita que eu sentia por ele que me aqueceu até o
âmago.
“Você teve um bom dia?” Damon perguntou com um sorriso.
“Ótimo dia,” suspirei. “E você?”
“Fiz oitenta e dois,” ele disse todo orgulhoso.
“Isso é bom?”
“Fantástico pra caralho.”
Ele me beijou novamente, sua língua deslizando de maneira
excitante pela minha. Explorando minha boca enquanto ele sugava
meu fôlego, enviando uma explosão de arrepios pelo meu cérebro.
“Se divertiu com Finn?” Damon sorriu.
Meus olhos brilharam descontroladamente quando encontrei
seu olhar e assenti.
“Achei mesmo que você iria”, ele piscou.
Eu o abracei mais apertado, deleitando-me com a sensação de
seu corpo. Apreciando a proteção e a segurança que isso me trazia
emocionalmente.
“Você é minha âncora em toda essa loucura”, sussurrei em seu
ouvido. “Você sabe disso?”
As mãos de Damon deslizaram para baixo, até a base da
minha bunda. Curvando os dedos, ele me puxou para cima, me
fazendo suspirar de excitação.
“Eu serei qualquer coisa que vocêprecisar, baby.”
Nós puxamos nossas cadeiras para fora e comemos, e a
comida estava absolutamente deliciosa. Foi maravilhoso sentar.
Para continuar descansando nossos pés cansados, depois de tantos
quilômetros andando por aquelas ruas de paralelepípedos.
“Vocês estão pensando no que eu estou pensando?” Saxon
disse de repente.
“Que eles exageraram nos amendoins picados?” Finn arriscou.
“Não.”
“Que você tirou a bola do rough no décimo sexto buraco,
pensando que eu não iria notar?” Damon riu.
“Não,” Saxon revirou os olhos. “Eu sabia que você iria notar.
Naquela altura do dia, eu já não me importava mais.”
Eles riram um pouco mais, passando uma nova rodada de
cervejas geladas. Quando as risadas acabaram, eu finalmente falei.
“Eu sei.”
Os meninos pararam no meio do gole, todos eles se virando na
minha direção.
“Você está pensando que precisamos invadir aquela banheira
de hidromassagem.”
Apontei com um polegar por cima do meu ombro, para onde
uma banheira de hidromassagem coberta estava meio submersa na
parte final da piscina. Ainda não tínhamos usado, mas meus pés
gritavam para tentar.
“Claro,” Damon deu de ombros. “Mas essa coisa vai levar pelo
menos duas ou três horas para atingir a temperatura.”
Apontei com meu polegar novamente. O vapor já estava
subindo de todos os quatro cantos da tampa da banheira de
hidromassagem quando eu dei um sorriso típico.
“Não se eu já houvesse ligado.”
 
 
Thirty-One
 
 
 
ADDISON
 
As águas giravam maravilhosamente ao redor do meu corpo
nu, dissolvendo meu estresse. O calor reconfortante me
encharcando por todos os poros, enquanto eu me contorcia para
trás contra o corpo sarado e igualmente nu de Saxon.
Isso era o céu.
Eu estava entre as pernas de Saxon, um braço descansando
em cada uma de suas coxas poderosas. Mas eu mal podia ver. Mal
percebendo nada além do puro prazer inundando em mim, enquanto
eu flutuava lá com minhas pernas abertas. Do outro lado da
banheira de hidromassagem, meus dois outros amantes me
acariciavam. Cada um cuidando da minha necessidade pessoal
mais urgente.
Ah.
Meu.
DEUS.
“Esta é sua primeira massagem nos pés feitas por um trio, não
é?” Finn ria, do seu lado da banheira. Ele movia o polegar em
círculos ritmicamente na sola do meu pé. Apertando com a
quantidade certa de pressão, enquanto a euforia caía sobre meu
cérebro.
“Um-hum.”
Eu mal conseguia formar as palavras. Eu estava em um transe
arrebatador, tornado ainda mais místico pelo vapor subindo da
superfície da água borbulhante.
“Ménage nos pés”, Damon deu uma risadinha. “Até agora
sempre foi um pé de cada vez para ela.”
“Bem, ela se deu mal agora”, Saxon riu atrás de mim. Senti a
mudança de seu corpo quando ele virou sua cerveja para outro gole.
Seu braço desceu depois, trazendo a garrafa aos meus lábios.
Tomei um longo gole do líquido frio, sentindo-o me rejuvenescer por
dentro enquanto descia pela minha garganta.
“Ela provavelmente se deu mal em muitas coisas”, observou
Damon, apertando meus dedos dos pés. “Não foi, baby?”
Eu balancei a cabeça novamente, sonhando. Meu queixo logo
acima da superfície da água.
“Nem toda mulher tem uma lua de mel assim.”
Você pode dizer isso de novo, pensei distante. Mil vezes mais.
Minha mente girava enquanto eles mexiam nos meus pés,
depois minhas panturrilhas, depois minhas pernas – tudo com mãos
fortes e capazes. Saxon distribuiu garrafas geladas do refrigerador
ao lado dele. Entre goles, ele colocava sua cerveja em um dos
suportes de bebida e usava suas mãos talentosas para massagear
meus ombros e pescoço.
“O que há de errado, Addison?” Finn riu, notando que meus
olhos estavam quase fechados. “Muita estimulação?”
Balancei minha cabeça devagar. “Não. Não parem nunca.”
Ele riu, e eu agarrei seu pulso.
“Quero dizer,” gemi. “Nunca. Jamais. Pare.”
Nós estávamos na banheira há algum tempo, apreciando a
beleza do céu sem nuvens. Discutindo nossas vidas e para onde
elas nos levaram. Falando sobre nossos sonhos, e onde queríamos
estar.
Finn tinha feito o máximo, é claro, e as coisas que ele viu
enquanto viajava pela Europa foram nada menos que incríveis.
Estávamos totalmente fascinados por suas histórias, as quais não
importava para onde o levassem, sempre pareciam ter uma
reviravolta engraçada.
Saxon sempre gostou de seu trabalho como chef na Strip de
Las Vegas, mas apenas recentemente as coisas ficaram muito mais
sérias. A essa altura, ele havia trabalhado para alguns dos melhores
cassinos. Ele percorreu dois restaurantes diferentes no Wynn e
recentemente dirigiu Joël Robuchon no MGM. Foi bom para sua
reputação e ótimo para sua carreira, mesmo que as horas que ele
dedicava fossem absurdas.
Ainda assim, com os dois homens havia algo mais ali. Uma
narrativa implícita que eles não estavam aprofundando, pelo menos
não ainda. A inquietação habitual de Finn tinha um lado melancólico,
que eu só poderia atribuir à morte de sua tia. E Saxon... bem, Saxon
estava escondendo algo. Havia algo em Las Vegas com o qual ele
não combinava, ou talvez algo que não combinava com ele.
De qualquer forma, eu chegaria ao fundo disso. Esses eram
nossos melhores amigos e as pessoas mais próximas a nós em
todo o mundo. E agora eram mais. Muito, muito mais. E se
houvesse algo que Damon ou eu pudéssemos fazer para ajudá-los?
Não havia como eles esconderem nada de mim.
A massagem a três continuou, com os meninos trocando de
posição em um círculo no sentido horário. Finn esfregou minhas
costas por um tempo, beijando meu pescoço o tempo todo. Então
eu estava nos braços de Damon, de conchinha, enquanto ele
brincava com meu cabelo. Deixando-me com tanto tesão e ao
mesmo tempo relaxada, que meu corpo não sabia o que diabos
queria.
“Você está caindo no sono,” Damon disse, dando uma risada.
“Talvez.”
Afastei meus pés dos outros e me virei de barriga para baixo.
Flutuando ali, minha bunda exposta ao ar frio da noite, olhei para
Damon com um sorriso sonolento.
“Me leva para a cama?”
Ele arqueou uma sobrancelha. “Qual cama?”
“A sua, baby. Quero sentir você.”
Alguns minutos depois estávamos secos e sozinhos, caindo no
mundo macio e enluarado de cobertores e travesseiros. Nossos
corpos ainda estavam quentes até os ossos, após nosso longo
banho. Eles se sentiram incríveis deslizando um contra o outro,
enquanto nos deleitamos com nossa nudez sob os lençóis frescos e
revigorantes.
“Faça amor comigo.”
Damon fez exatamente isso, deslizando e ficando atrás de mim
de ladinho. Nossos corpos se encaixaram tão perfeitamente como
se fossem feitos para isso, apoiados em nossos cotovelos. Eu o
beijando por cima do ombro até ficar molhada.
Eu suspirei quando ele me penetrou, levantando minha perna
esquerda com uma grande mão. Ele se manteve assim sem esforço,
travando o braço, sua bunda rebolando e se revirando enquanto ele
me penetrava.
Porra...
Repetidas vezes ele entrou e saiu do meu corpo, nossos lábios
nunca se separando, nossos olhos perfeitamente satisfeitos em se
perder no olhar de sonho um do outro. Nossas testas se tocaram.
Cada respiração era compartilhada entre nós. E em meio a tudo
isso, seu pau longo e curvado como uma banana... deslizando em
mim. Tocando-me em lugares que ele só conseguia alcançar neste
ângulo. Preenchendo-me de tal maneira que eu não pude deixar de
gozar em cima dele, agarrando seu cabelo, gemendo em sua boca
aberta enquanto me contraía, gritava e me contorcia ao redor dele.
“Eu te amo...”
Suas palavras foram a cereja de todo o lindo bolo. Damon as
disse enquanto gozava, me inundando com seu calor. Derramando-
se dentro de mim enquanto nossos lábios rolavam e nossos corpos
se agitavam e nossos olhos nunca se desviavam da santidade do
momento.
“Eu também te amo,” murmurei, voltando a agarrá-lo contra
mim. Meus dedos, que estavam enterrados em sua espessa juba
negra, começaram a acariciar o seu cabelo.
O sono estava a apenas alguns segundos de distância.
Quente, lindo, descanso corpo a corpo.
“E Deus, baby, você não tem ideia do quanto...”
 
 
Thirty-Two
 
 
 
ADDISON
 
“Espere... o que... o que está acontecendo?”Grogue, abri meus olhos grudados de sono, para me encontrar
sozinha novamente na cama. Damon estava de pé diante de mim,
quase totalmente vestido. Ele terminou de amarrar as botas, então
colocou um boné de beisebol sobre a cabeça.
“Pescaria,” ele sorriu. “Finn e eu vamos tentar achar uma
agência de aluguel de barcos. Vamos de jipe.”
“Traga um peixe-espada!”
O grito soou de algum lugar no corredor. A voz de Saxon, alta e
retumbante.
“Sim, Saxon quer um peixe-espada. Disse que vai prepará-lo
para nós mais tarde.”
Pisquei contra a luz do sol, tentando sorrir. “O...Ok.”
“Teremos sorte de conseguir alguma garoupa nesta época do
ano”, Damon continuou, “ou talvez algum robalo. Mas vamos ver o
que tem por aí.”
Curvando-se, ele deu um beijo forte na minha bochecha. Tentei
alcançá-lo, mas ele já estava a meio caminho da porta.
“Não tenho certeza de quando voltaremos, mas ligaremos.
Assim que tivermos sinal novamente, de qualquer maneira.”
“Se tivermos serviço,” ouvi Finnegan dizer.
“Entendi.”
“Ah, e Saxon está no chuveiro,” Damon riu, revirando um
pouco os olhos. “Ele pediu para te falar isso.”
“Levante-a!” ouvi Saxon cantar vigorosamente, sua voz
ecoando nas paredes do recinto de azulejos.
Fiquei ali deitada por um tempo, ouvindo o som de passos
pesados enquanto os meninos deixavam a mansão. Ouvi o barulho
distante do portão. O ronco do jipe, quando eles ligaram.
Finalmente eu joguei as cobertas para trás, deixando o sol se
derramar sobre meu corpo nu. Trouxe o oxigênio para meus braços
e pernas, antes de balançar meus pés sobre a cama.
Ouvi o som do chuveiro parar, assim que vesti um roupão de
seda verde. Foi um dos presentes que Miuria me trouxe, para tornar
a viagem “mais romântica” para nós. Puta merda.
“Ei!”
Saxon me encontrou no corredor, vestindo nada além de uma
simples toalha branca. O calor da água deixou cada músculo
definido em evidência. Seus abdominais eram tão absurdamente
perfeitos que nem pareciam reais.
“Ahhhhhh… você terminou?”
Seu sorriso era contagiante. Isso me deixou feliz, vê-lo com um
humor tão espetacular.
“Você perdeu uma boa”, disse ele, apontando com o polegar
por cima do ombro. “Pelo menos deixei um pouco de água quente
para você.”
Mordi o lábio e fiz beicinho.
“Ahh, não fique triste. Ainda podemos passar o dia juntos.”
“Sério?” me animei imediatamente. “De qualquer modo, por
que você não foi pescar com os outros? Você não tinha que ficar
para trás apenas por minha causa.”
Meu Adonis barbudo de cabelos escuros balançou a cabeça.
“Eu fico muito enjoado. Lembra?”
Fiz uma pausa para pesquisar minha memória. Um ou dois
segundos depois, eu estava estalando os dedos.
“Isso mesmo!” sorri. “Lembra daquela casa no lago que
alugamos? E nós saímos naquele—”
“Barco a remo, sim.”
“E então você ficou verde”, eu ri. “Antes mesmo de darmos oito
ou dez braçadas.”
“Era mais um tom amarelado, na verdade.”
“Em seguida você se inclinou sobre a proa,” eu ri. “E vomitou
seu almoço.”
Saxon assentiu com tristeza. “E tinha sido um ótimo almoço.
Falando nisso...”
Ele deu um passo à frente, deslizando a mão pela frente do
meu roupão. Ele circulou para baixo e para trás, sua palma se
espalhando sobre minha bunda nua. Eu estremeci quando sua mão
foi se fechando, me apertando tão dominantemente que eu podia
me sentir instantaneamente molhada.
“Isso é bom”, ele murmurou, seu rosto perdido em algum lugar
no emaranhado do meu cabelo. “Muito bom.”
Deixei meu roupão cair ainda mais aberto, sentindo sua pele
contra a minha enquanto ele me puxava para perto. Era incrível o
quão ousados eles estavam sendo. Quantas liberdades casuais,
quase possessivas, cada um dos meninos estava tomando com
meu corpo.
E eu estava absolutamente adorando isso.
“Você e eu vamos sair para almoçar,” Saxon murmurou em
meu ouvido. “Tem um mercado no centro da cidade. Muitas coisas
para ver. Você pode me ajudar a escolher tudo o que vou precisar
para preparar o jantar para nós mais tarde, desde que esses
palhaços realmente voltem com alguns peixes.”
Sua pele ainda estava corada, seu corpo todo quente do
banho. Eu podia sentir o cheiro de limpeza nele. Seu aroma
masculino natural, coberto mas não escondido por sabonete e
xampu.
Caralho, como ele é gostoso.
Deixei minha mão vagar com vontade própria, deixando-a
descansar em algum lugar entre nós. Havia um volume na toalha de
Saxon agora. Um que eu tinha certeza de que não estava lá quando
ele a colocou.
“Talvez eu tenha perdido o seu banho,” eu disse
recatadamente. “Mas você tem certeza de que não quer...”
Agora era a minha vez de lhe dar um aperto.
“Tenho”, Saxon murmurou, sua respiração travada. Eu podia
sentir seu abdômen estremecer deliciosamente contra mim. “Mais
do que qualquer coisa...”
Tentei puxá-lo de volta na direção de seu quarto, mas ele não
se mexeu. Em vez disso, sorriu e apontou para o chuveiro.
“Depois que voltarmos.”
 
 
Thirty-Three
 
 
 
SAXON
 
“Tudo bem”, eu disse a ela. “Mantenha-os fechados.”
“Estou fazendo isso.”
“Sem espiar!”
“Não estou!”
Com cuidado, passei o pedaço de pão pelo azeite e o coloquei
na língua estendida de Addison. Ela o aceitou na boca e o mastigou
lentamente, virando-o algumas vezes antes de finalmente engolir.
“Tem um gosto apimentado. Mas também... limão?”
Eu assenti elogiosamente. “Nada mal. Mas o limão é bem
distinto.” Eu entreguei um copo de água fria em sua mão. Ela bebeu
devagar enquanto eu preparava outro pedaço de pão. “Aqui. Tente
este.”
O Mercado Central ficava no coração de Atenas, uma vasta e
bela variedade de barracas e mesas que vendiam de tudo, de
proteínas a vegetais e especiarias de todo o mundo. Agora mesmo
estávamos provando os melhores azeites de três continentes
diferentes, espalhados diante de nós em uma variedade
estonteante. Havia claros e escuros. Doces e salgados. Azeites
baratos extraídos de azeitonas comuns da região e garrafas de
azeite com infusão de trufas tão raras, tão delicadas, que o preço de
apenas um deles poderia pagar toda a nossa viagem.
“Alho?” Addison perguntou.
“O que mais?”
“Muito alho,” ela se corrigiu com uma risada. “Ei, é melhor você
provar um pouco disso também se for me beijar mais tarde.”
Com seus olhos ainda fechados eu plantei meus lábios nos
dela, surpreendendo-a. “Vou fazer muito mais do que apenas beijar
você mais tarde”, eu disse.
“Acho melhor.”
As melhores partes do mercado eram dedicadas à produção.
Cordeiro, frango e carne bovina. Peixes inteiros, recém-pescados e
descansando em camadas de gelo picado. Camarões do tamanho
do meu punho, tirados das profundezas salgadas do mar Egeu.
Tudo era surpreendentemente abastecido e bem conservado.
Das milhares de variedades de figos e azeitonas a frutas suculentas
colhidas da videira, compramos tudo o que precisávamos para fazer
um jantar fantástico. Desde que os outros chegassem com alguns
peixes, é claro.
“Eu gosto de manjericão”, disse Addison.
“Certo. Alecrim.”
“E pimenta,” ela acrescentou. “Eu não sei de que tipo, então
suponho que todas elas.”
Tirei as mãos de seus olhos e me maravilhei com o quão bonita
ela estava, especialmente enquanto sorria e batia palmas. Ela
acertou pelo menos oitenta por cento até agora.
“Uau, eu sou boa.”
“Melhor do que a maioria,” concordei. “Tenho subchefes
trabalhando para mim que não conseguem sentir a diferença entre
um alho-poró e uma cebola. Você tem o que os provadores de alto
nível chamariam de paladar refinado.”
“Eca,” Addison cuspiu. “Parece muita frescura de grã-fino para
mim.”
“Sim.”
“E eu realmente não sei o que é um alho-poró, se formos
honestos.” ela deu de ombros adoravelmente. “Desculpe ser
estraga-prazeres.”
“Não se preocupe,” eu sorri. “Vou ensinar você.”
Nossos olhos se encontraram, e por vários segundos nada
mais foi dito. Sentados no meio do mercado, com compradores e
turistas circulando ao nosso redor, rolou um clima entre nós. Os
olhos azuis brilhantes de Addison atenuavam seu vestido vermelho
vivo, expressando tudo o que ela nunca precisou dizer. Atrás
daquelas íris, eu podia senti-la lendo meus próprios pensamentostambém.
Deus, ela é absolutamente maravilhosa.
Isso sempre foi verdade. Mas de repente eu estava vendo essa
mulher incrível de dentro para fora. De um ponto de vista que eu
nunca tive acesso, não enquanto ela estava namorando ou noiva de
Damon. Não enquanto ela estava fora dos limites.
Mas agora...
Agora ela era minha amante, bem como minha amiga. Minha
esposa também, enquanto durasse essa viagem. Eu poderia
estender a mão por cima da mesa e segurar as mãos dela, e fiz
isso. O toque foi significativo. Bonito. Elétrico.
“Me diga o que você está pensando.”
Os olhos azul-gelo de Addison ardiam com um fogo interior
atrás deles. Sua linda boca rosa se curvou em um meio sorriso.
“Eu estava pensando em como você está tão distante”, eu
disse a ela.
Seu sorriso se alargou. Levantando a bunda, ela se aproximou,
até que nossas cadeiras estavam praticamente se tocando.
“Que tal agora?”
Sorri gentilmente. “Não é o que eu quis dizer. Estava falando
sobre vocês vivendo em Nova York. E eu em Las Vegas.”
“Ah.”
“Quero dizer, é uma droga, sabe? Eu estive perto dos caras
minha vida inteira. E então Damon trouxe você, e nos últimos anos
nós quatro fomos inseparáveis.”
Nós ainda somos inseparáveis,” ela disse.
“Eu sei,” reconheci. “Acho que estou apenas dizendo que sinto
saudade de vocês. Você e Damon, e toda a diversão que tivemos.
Todas as merdas malucas que Finnegan fez. Mas agora estamos
tão distantes. Espalhados pelo país e até pelo mundo.”
“Crescer é uma merda,” Addison balançou a cabeça,
entrelaçando sua mão na minha. “Mas nunca vamos nos separar.”
Olhei para seus dedos brancos e macios, entrelaçados com os
meus. O diamante em seu dedo agora tinha uma aliança de ouro ao
lado. Era bonito.
“Eu sou a esposa de Damon agora”, ela disse, quando me
pegou olhando. “Mas quando você realmente olha para isso, eu
também sou sua, Saxon. Nossas vidas estão eternamente
conectadas, nunca separadas. Além disso, você me teve de todas
as maneiras que um homem pode ter uma mulher.” ela fez uma
pausa, e deu um sorriso um pouco travesso. “Bem... Não de todas
as maneiras. Mas com o tempo, eu certamente não descartaria
isso.”
Ela deu uma piscadela maliciosa, provocando uma risada
surpresa do meu lado. Então me deu um beijo, longo e forte. Um
beijo quente, molhado e profundo – do tipo que você só vê nos
filmes. Do tipo que muda você, como pessoa.
“Além disso, você sempre pode voltar para Nova York,” ela
disse, seus olhos brilhando. “Lá tem restaurantes também, você
sabe. Dos bons.”
Nossa anfitriã voltou, enchendo nossas taças de vinho da
garrafa sobre a mesa. Ela também reabasteceu nossas águas.
“E você e Damon?” perguntei, mudando de assunto. “Você está
sempre falando de Finn e de mim, mas nunca nos diz como vocês
estão.”
Addison recostou-se um pouco, levando a taça de vinho aos
lábios. “Bem, o consultório tem sido incrível”, disse ela. “Tenho mais
clientes do que posso atender, e os donos estão muito satisfeitos.
Contratamos mais alguns especialistas, mas o que realmente
precisamos é de um local maior.”
“Já pensou em abrir um?”
“Quem, eu?” ela fingiu estar surpresa. Não iria dar certo.
“Não”, zombei sarcasticamente. “A outra linda fisioterapeuta
loira de Manhattan na mesa ao lado.” grunhi uma risada. “Sim,
você.”
Ela examinou minha expressão, e vi qualquer mentira que ela
estivesse prestes a me contar se dissolver rapidamente. Baixando
seu copo de volta, ela deu de ombros.
“Já brinquei com a ideia, claro. Eu poderia levar Tabetha
comigo e pelo menos dois outros terapeutas, além de uma boa parte
dos meus clientes mais dedicados. Damon está indo tão bem na
firma que quase podemos bancar isso. A única coisa é...”
A frase dela sumiu, e eu eventualmente levantei uma
sobrancelha inquisitiva. À medida que os segundos passavam e ela
ainda não respondia, tive que provocá-la.
“Addy, o que é?”
Ela olhou para baixo por um momento, seu rosto angelical
dolorosamente lindo. Finalmente, ela soltou um suspiro pesado.
“A única coisa é que Damon odeia o trabalho dele.”
 
 
Thirty-Four
 
 
 
ADDISON
 
Saxon me encarou por um tempo, sua expressão perdida em
pensamentos. Mas não houve julgamento. Apenas uma confusão
preocupada.
“Sério?”
Assenti lentamente. Dizer isso em voz alta tornou tudo mais
real e concreto. Eu não estava apenas dizendo a ele, era mais como
se eu estivesse aceitando o fato por mim mesma.
“Essa nunca foi a vocação dele”, expliquei. “Você sabe disso
mais do que ninguém. Apenas... não era para acontecer dessa
maneira.”
Eu não conhecia Damon enquanto ele jogava futebol; sua
lesão aconteceu bem antes de nos conhecermos. Mas depois do
nosso primeiro encontro, é claro que o investiguei. Eu vi o quão
famoso ele era e o quão perto ele estava de chegar à NFL. Ele teria
sido escolhido na primeira rodada do Draft. A poucos meses de se
tornar um grande recebedor de potencial quase ilimitado.
Naquele instante terrível, quinze longos anos de treinamento
de futebol resultaram em uma parada brusca e prematura. E Damon
resistiu como um campeão. Ele foi direto para uma das empresas
com as quais seu tio tinha conexões. Colocou seu diploma em
finanças para uso imediato - e muito lucrativo.
No que diz respeito às pessoas, Damon estava sempre feliz,
sempre alegre. Levei muito tempo para perceber o quão infeliz ele
estava em seu trabalho. Não necessariamente deprimido. Apenas...
descontente. Dar lances em commodities e mercados futuros de
ações não era o que ele sempre quis, mesmo quando estava se
formando nessas coisas. Mas com o futebol indo tão bem para ele,
não era algo que realmente importava.
Até importar.
“O que ele quer fazer então?” Saxon perguntou. “Se não...”
“Não sei,” dei de ombros. “E o pior, eu não acho que ele saiba.
Se soubesse, eu largaria tudo para que ele pudesse fazer isso.”
Saxon olhou para baixo e coçou o queixo. Ele sabia tão bem
quanto eu que Damon sempre colocava todo mundo em primeiro
lugar. Ele me apoiou durante o mestrado em Cinesiologia, me
levando para a casa dele depois de apenas algumas semanas de
amor. Ele esteve lá durante todo o meu doutorado em fisioterapia.
Agora eu estava fazendo algo que realmente amava. Algo com
o qual eu poderia seguir em frente e talvez até traçar meu próprio
caminho. Tudo por causa dele.
“Bem, ele tem que descobrir, Addy. O que quer que seja.” Ele
olhou de volta para mim. “Nós vamos fazer isso acontecer para ele.”
A maneira como ele disse ‘nós’ – sem hesitação – aqueceu
meu coração. Isso me lembrou exatamente o tipo de amigo que
Saxon era. Alguém que faria qualquer coisa por alguém que ele
considerava da família. Exatamente como Damon.
“Eu até voltaria para ajudá-lo a realizar isso,” Saxon continuou,
“se fosse necessário. Você sabe disso, certo?”
Espontaneamente me joguei em seus braços e o abracei. Isso
seria absolutamente incrível.
“Para falar a verdade, eu... bem...”
Sequei meus olhos e olhei para ele. “Bem o quê?”
Saxon fez uma pausa antes de engolir em seco. “Eu meio que
estive brincando com a ideia de voltar de qualquer maneira.”
Meus olhos brilharam. Meu rosto se iluminou.
“Não!” ele riu. “Não crie expectativas!” eu diria que ele deu com
a língua nos dentes. Que ele tinha pensado mais nisso do que
estava revelando.
“Ainda não, de qualquer maneira”, continuou Saxon. “Não até
que eu tenha... arrumado algumas coisas.”
“Mas você está pensando nisso?” perguntei com esperanças.
Você realmente está considerando?”
O sorriso em seus olhos disse tudo o que eu precisava saber.
“Talvez.”
Eu o abracei novamente, desta vez por mais tempo e mais
intensamente. Quando Saxon anunciou pela primeira vez que
estava se mudando para o oeste, as notícias foram esmagadoras.
Perdê-lo tão de repente tinha deixado Damon com uma espécie de
mini depressão, uma da qual deu trabalho para eu tirá-lo. Pode até
ter atiçado as chamas da inquietação de Finn, fazendo com que ele
fosse para o exterior.
E agora havia a chance de ele voltar.
E o que exatamente isso significaria, Addison?
Eu tive que fazer uma pausa para me perguntar em termos de
quê. Mas eu sabiamuito bem o quê. Cada terminação nervosa do
meu corpo sabia disso também.
O que aconteceria depois da lua-de-mel?
Honestamente eu não sabia. Isso sem dizer que a relação
entre nós quatro tinha sido irreversivelmente alterada, e para
melhor. Mas era tudo baseado no fato de Finn estar na Europa e
Saxon residir do outro lado do país. Eu não conseguia imaginar
como seria o cenário se qualquer um deles realmente voltasse.
Damon vai ficar emocionado, independentemente.
Um sorriso apareceu em meu rosto. Isso eu sabia com certeza.
Eu mal podia esperar para contar a ele.
“Tudo bem, chega de degustação. Vamos levar este.”
Peguei a garrafa de azeite mais próxima. Eu nem me
importava qual era.
“Citrus Habanero?” Saxon disse, olhando para a garrafa com
um sorriso. “Você só quer dar o fora daqui, não é?”
Eu deslizei minha mão na dele, deixando-a cair em seu colo
com o meu mais sugestivo dos sorrisos.
“Talvez.”
 
 
Thirty-Five
 
 
 
ADDISON
 
“Mmmmmmmm...”
A volta para casa foi muito mais longa do que a ida para a
cidade. Possivelmente por causa do trânsito, e porque estávamos
um pouco cansados.
Ou talvez porque passei a maior parte dela com os dedos de
Saxon na minha boceta.
Tínhamos o melhor motorista de Uber possível: um homem
mais velho ou cansado demais para bater papo ou alheio a tudo,
exceto à estrada. Isso levou a alguns amassos fortes no caminho de
volta, seguidos de muitas carícias e toques. Eu estava morrendo de
vontade de terminar o que quase começamos esta manhã,
enquanto Saxon ainda estava quente do banho. Pelo tamanho do
volume em seu short, eu poderia dizer que ele sentia o mesmo.
Ahhhhhh... uau.
Ele estava me tocando tão casualmente, e com lentidão
dolorosa. Deslizando seus dedos longos e finos para dentro e para
fora de mim, sob a capa do meu vestido de verão.
“Está chegando?” murmurei.
Saxon respirou excitadamente enquanto mordiscava minha
orelha. Seu polegar deslizou sobre o meu clitóris, fazendo-me pular.
“Você é quem sabe.”
“Não é isso,” eu ri. “Estou falando sobre chegar em casa.”
Sua mão endureceu, mergulhando-o ainda mais fundo. Fiz um
barulho que acho que nunca fiz antes.
“Por que não os dois?”
Suspirei profundamente e me deitei, contente em relaxar. Eu
não estava mais aguentando. Não me importando mais em olhar
pelo retrovisor, para ver se o motorista havia notado nossas
atividades extracurriculares.
Você está fora de si.
Distante, tentei evocar a lua de mel perfeita que imaginei antes
de tudo isso. Esticando-me na praia com Damon. Explorando e
passeando, de mãos dadas. Agora tudo parecia tão tranquilo e
relaxante, comparado à cascata de eventos desde que Saxon
entrou no avião conosco. Eu não poderia ter imaginado um conjunto
mais louco de circunstâncias.
“Ahhhh... assim...” me contorci, colocando minha mão sobre a
dele. Movi seu polegar para mais cima e apliquei um pouquinho
mais de pressão. “Caralho, isso, exatamente assim.”
Ele estava beijando meu pescoço agora, meus olhos fechados,
seus lábios mal roçando a pele sensível atrás e abaixo da minha
orelha. O toque era suave, mas elétrico. Isso enviou ondas de
prazer através de mim, fazendo-me gemer, me contorcer e suspirar.
“Sabe aquele banco no jardim?” sussurrei.
Meu amante assentiu, com a cabeça em meu pescoço.
“Vou montar em você bem ali”, murmurei. “No exato segundo
em que chegarmos.”
“Ah sério?”
Seus dedos me penetravam mais rápido, mais profundo.
Agarrando-o pelos cabelos, eu me apertei com força em torno dele.
“Eu vou cavalgar em você para cima e para baixo até que você
exploda dentro de mim”, eu grunhi. “Rápido. Forte.”
“Parece incrível.”
“Nós vamos partir aquele banco ao meio”, avisei. “Custe o que
custar.”
Saxon riu. “Você sabe que é um banco forte, certo?”
Balancei minha cabeça. “Não importa.”
O carro se moveu abaixo de nós, fazendo uma série de curvas.
Eu estava alheia, no entanto. Perdida na sombra do meu orgasmo
iminente, que pairava acima de tudo como um gigante imponente.
Você adora isso.
Eu adorava. Deus, eu adorava pra caralho.
Você o ama.
Minha respiração ficou presa na garganta quando o polegar de
Saxon tremeu ainda mais rápido. Eu tentei fazer as palavras irem
embora, focar no meu orgasmo inevitável. Mas elas eram muito
importantes. Cruciais.
Sim, claro que eu o amava.
Tentei me convencer de que era o amor de um amigo, tão
próximo que era quase como família. Mas eu sabia que no fundo era
mais do que isso. Muito, muito mais.
E não apenas para mim, mas para Damon e Finn também.
“Aqui está bom.”
Meus olhos se abriram ao som da voz de Saxon, apenas para
descobrir que acabamos de parar na frente da mansão. Pneus
esmagaram o cascalho quando suas mãos deixaram meu colo de
uma vez. Soltei um monumental suspiro de decepção.
“Não se preocupe,” Saxon piscou. “O banco não está longe.”
Saímos rapidamente, Saxon cuidando do motorista antes de
me puxar na direção do portão. No meio do caminho notamos o
jipe... e então Damon e Finnegan, parados dentro das bonitas
paredes de pedra.
“Ei ei,” Finn sorriu. “Na hora exata.”
Damon estava segurando uma faca grande e afiada em uma
mão. Na outra ele segurava um grande peixe cinza-prateado.
“Robalo!” Saxon exclamou, caminhando para inspecionar a
presa deles. “Bom trabalho! Não é exatamente um peixe-espada,
mas mesmo assim...”
Qualquer decepção que eu tenha sentido foi lavada
instantaneamente, enquanto eu corria e dava nos dois um beijo de
boas-vindas. Os beijos eram lentos e maravilhosos, mas a
frustração sexual implícita ainda estava lá. Minha boceta ainda
estava molhada e inchada, latejando com a necessidade de gozar.
Fica para outra hora.
Saxon murmurou a palavra para mim silenciosamente,
apontando na direção do jardim... e do banco. Sorri de volta para ele
conscientemente e balancei a cabeça.
“Você pode ajudá-lo?” Finn perguntou, cutucando Saxon. “Ele
está dilacerando mais do que filetando.”
“Não estou não,” Damon protestou.
“Está sim,” Saxon suspirou, concordando com Finnegan. Ele
colocou no balcão o saco de ingredientes que compramos no
mercado e arrancou a lâmina da mão de Damon.
“Em primeiro lugar, isso não está nem perto da faca certa”, ele
repreendeu, me lançando uma piscadela secreta. “Segundo, você
está começando do lado errado do peixe…”
Peguei a bolsa e entrei, ainda sem fôlego depois do nosso
passeio. Pensando no dia maravilhoso que eu já tive e em quantas
coisas igualmente fantásticas a noite traria.
Mas também pensei em Damon, e no segredo que contei sobre
ele estar infeliz em seu trabalho. Eu sabia que Saxon estava
escondendo coisas também. Algo sobre seus negócios inacabados
em Las Vegas que ele não estava exatamente nos contando.
Eu queria conversar com Finn um pouco mais. E com Damon
também, sobre o que Saxon disse e tudo mais. Eram tópicos de
conversa mais pesados, provavelmente destinados a momentos
mais adequados.
Mas agora eu estava com uma fome voraz. Tanto para o
jantar… como para outras coisas.
 
 
Thirty-Six
 
 
 
ADDISON
 
O jantar foi robalo ao molho de missô reduzido, com tomates
assados no fogo e uma salada de rúcula com pinhão regada com
azeite de trufa branca. Estava tão bom que praticamente
interrompeu a conversa por um tempo, enquanto saboreávamos o
peixe delicado e perfeitamente temperado. Como tudo que Saxon
fazia ultimamente, a comida derretia em nossas bocas.
“Então, quantos desses você pegou?”
“Dez ou doze,” disse Damon todo orgulhoso. “No entanto, só
trouxemos o que iríamos cozinhar.”
“Tínhamos um peixe-espada, mas jogamos de volta”, brincou
Finn. Ele apontou seu queixo para Saxon. “A última coisa que
queríamos era que o ego dele ficasse ainda maior.”
Estávamos do lado de fora, onde a noite estava
inimaginavelmente perfeita. O silêncio noturno era ensurdecedor –
até os insetos estavam quietos. O ar estava quente e parado, exceto
pela brisa mais suave.
“Como era o mercado?”
“Grande”, respondi, bebendo uma taça de vinho branco gelado.
“Milhares de pessoas em longas filas, todas tentando te vender meio
milhão de coisas.”
Damon deu uma risadinha. “Parecia que tínhamos voltadopara
casa em Nova York.”
Saxon concordou com a cabeça. “Parecia muito com Vegas
também.”
Servimos mais vinho e depois nos afastamos da mesa para
aproveitar a noite perfeita. Damon se levantou e nos levou de volta
pelo átrio. Do outro lado da piscina estava o anel circular de uma
fogueira de pedra, que ele e Finn tinham acendido um pouco antes
do jantar. A essa altura as chamas estavam piscando bem, a base já
brilhando com brasas quentes e vermelhas.
“Este lugar está ficando cada vez melhor”, eu sorri.
A conversa continuou enquanto a noite avançava. Finn falou
um pouco mais sobre seu tempo na Europa, e Saxon nos contou
sobre algumas das celebridades para quem ele cozinhou em Las
Vegas. Finalmente, porém, como sempre, a conversa voltou ao
passado. Até agora, tínhamos feito muitas viagens incríveis juntos.
Muitas piadas internas e histórias engraçadas que precisavam ser
contadas e recontadas, enquanto o vinho fluía e o riso crescia e as
chamas queimavam mais quentes contra o ar frio da noite.
“Por que você não matou aquele cara?” Finn disse de repente,
olhando para Saxon.
Ainda sorrindo, Saxon inclinou o copo para trás. “Que cara?”
“Aquele do museu.”
Nas chamas cintilantes, vi o sorriso desaparecer de sua
expressão. Saxon deu de ombros, tentando parecer indiferente. Não
iria dar certo.
“Estamos em férias.”
“Sim, mas você poderia tê-lo esmagado”, Damon interveio. “No
passado, você o teria esmagado.”
“Então?”
“Então que ele nem teve medo de você. Você era um perfeito
estranho para ele, ainda assim ele não teve medo.” Damon apertou
os olhos, olhando para o fogo. “Era como se ele de alguma forma
soubesse que você não faria isso.”
Por alguns longos instantes, Saxon não respondeu. O único
som era o crepitar do fogo.
“Talvez eu esteja apenas mais maduro, é isso. Já passei dos
meus dias selvagens, onde eu entrava em brigas por besteiras sem
sentido.” ele deu de ombros. “Talvez esse cara tenha sentido isso.”
Finnegan riu. “Então, sem mais tretas agora? É isso?”
“Ei,” Saxon sorriu, estendendo a mão para mim. “Sou um
homem casado agora. Não posso ficar brigando nas filas do café do
museu, posso?”
Ele se levantou de repente, me puxando para ficar de pé ao
lado dele. Deslizando um longo braço em volta da minha cintura, ele
me deu um beijo breve, mas sexy.
“Se importam se eu pegar nossa esposa emprestada para uma
pequena caminhada?”
Damon e Finn abriram as tampas de duas garrafas de cerveja
e balançaram a cabeça. “De jeito nenhum.”
“Bom”, disse Saxon, me levando embora. “Voltaremos daqui a
pouquinho.”
Eu não pude deixar de corar, pensando no que estava
realmente acontecendo. Como nosso padrinho estava me levando
descalça pela grama verdejante, de volta ao outro lado do complexo
bem cuidado da mansão, para provavelmente ter o que queria
comigo.
Deus, pensei comigo mesma. Isso era tão excitante.
E ele estava fazendo isso à vista de Damon e de Finn também.
Levando-me para as sombras, enquanto os outros sabiam muito
bem o que poderia acontecer lá.
Três maridos. Uma esposa…
Sim, esse foi definitivamente o acordo. Saxon apertou minha
mão levemente enquanto um bando de borboletas ganhava vida em
minha barriga. Elas vibravam mais rápido a cada passo que eu
dava.
Você é a esposa de todos, lembra?
À frente, pequenas lanternas solares iluminavam um caminho
de paralelepípedos através de um jardim bem cuidado.
Caminhamos por ali durante o dia e estava cheio de flores. Flores, e
um certo... banco.
“Você está com frio?”
Embora estivéssemos longe do fogo agora, eu não estava com
frio. Eu me aconcheguei firmemente no grande braço de Saxon de
qualquer maneira.
“Não com você aqui,” suspirei.
“Bom.”
O caminho se alargou e o banco de pedra apareceu. Uma das
lanternas pendia diretamente acima dele, lançando uma luz quente
e alaranjada. Decidi não ser tímida.
“Nós... hum... estamos aqui para terminar o que começamos
mais cedo?”
“Você quer dizer o que quase começamos esta manhã e quase
terminamos no caminho de volta?”
“Sim”, respondi maliciosamente. “Isso.”
Saxon sorriu. “A terceira vez é o charme.”
Ele me esmagou contra ele, e eu o beijei de volta com muita
fome e paixão. Enquanto os aromas perfumados do jardim enchiam
minhas narinas, eu o levei para trás e finalmente o empurrei de
bunda para o banco.
“Eu disse o que ia fazer com você.”
Ele olhou para baixo quando comecei a desabotoar seu short e
riu: “Promessas, promessas.”
Num instante seu pau estava para fora. Parecia grosso e
quente no ar frio da noite, crescendo rapidamente enquanto eu o
acariciava com a minha mão.
“Addison?”
Meus olhos encontraram os dele. Eu vi conforto ali, e
felicidade. Respeito e admiração.
E amor, também. Eu vi amor.
“Eu me diverti muito com você hoje.”
Sorri, sentindo meu coração inchar quando levantei uma perna
sobre a dele. Suspirando feliz, montei em seu colo.
“Não tanta diversão quanto você está prestes a ter.”
O pau de Saxon estava mais duro do que nunca. Eu o
esfreguei para cima e para baixo algumas vezes contra minha
boceta já molhada.
“Sabe aquela calcinha que você tirou de mim no banco de trás
do nosso Uber?”
Com os olhos vidrados, ele assentiu mecanicamente.
“Pois é, eu nunca a coloquei de volta.”
Empurrei a cabeça além dos meus grandes lábios e afundei,
colocando todo o meu peso em seu colo. Era como aliviar uma
coceira inalcançável. Como beber um copo de água fresca, depois
de me arrastar por um deserto quente.
“Jesus, Saxon...”
Ele me penetrou profundamente, me perfurando até o âmago.
Me reclinando tão perfeitamente que eu queria morder meu próprio
lábio, enquanto dez dedos grandes deslizavam sob meu vestido de
verão para assentar sobre minha bunda nua.
“Isso que você queria?” ele perguntou, enfiando forte em mim.
Seus dedos flexionaram, me agarrando mais fundo contra ele.
Deslizei minhas mãos para seus ombros e joguei minha cabeça
para trás. Os músculos sob minhas palmas estavam tensos e duros
enquanto eu revirava os olhos para o céu.
“Ah Deus, sim.”
Montar nele era como cavalgar em um animal, cercada pelos
sons e cheiros de alguma floresta proibida. Os braços de Saxon me
seguraram firme enquanto eu o montava para cima e para baixo,
apreciando cada centímetro dele. Saboreando o delicioso puxa-
empurra de nossa conexão física, enquanto grunhíamos e
gemíamos e agarrávamos um ao outro.
“Eu quis você... o dia todo...” ele respirou.
Eu apertei minha bunda para baixo e em torno do seu pau,
apertando-o em um círculo. “Agora você tem a mim.”
Embalando suas bochechas, eu peguei seu rosto em minhas
mãos. Nariz com nariz, emoldurados em ambos os lados por uma
cascata suave do meu cabelo dourado, meus lábios roçaram
levemente os dele.
“Eu te amo...”
Eu suspirei as palavras dentro dele enquanto nossos corpos
rolavam juntos. Saxon olhou para mim. Através de mim.
“Eu também te amo.”
“Então volte para casa,” suspirei novamente, saltando
suavemente. “Fique conosco. Damon e eu ficaríamos tão felizes...”
As palavras saíram, sem pensamento, sem razão. Elas eram
egoístas, e talvez até um pouco loucas. Mas eram verdadeiras.
“Se você não está feliz em Vegas”, continuei. “Se não há mais
nada para você lá...”
“Eu vou.”
As palavras tocaram meu coração. Elas o levaram às alturas.
“Eu prometo, Addy,” ele suspirou, beijando minha boca de novo
e de outra vez. Nossos corpos saltavam suavemente enquanto
trepávamos, fodendo e esfregando um ao outro. “Acredite em mim,
eu quero voltar...” ele murmurou suavemente. “E eu vou.”
Fiquei esperando, preparada para o pior. Por aquela condição
impossível que poderia mantê-lo afastado.
“Mas primeiro...”
Saxon se levantou, me mantendo firmemente enrolada em seu
corpo. Ele me segurou como se eu não pesasse nada, ainda
enterrado dentro de mim. Muito lentamente, ele começou a andar
pelo caminho, com minhas pernas enganchadas atrás de suas
costas.
O que...
Um momento depois eu entendi, enquanto meu amante nos
levava para um belo pedaço de grama do jardim que estava aberto
para o céu. Espalhados por ela eu vi Damon e Finnegan,
descansando em ambos os lados de um cobertorde aparência
macia. Havia lanternas lá também, iluminando a elevação suave.
Parecia um piquenique lindo e romântico, ambientado em uma
clareira iluminada pela lua. Só que havia três belos homens em vez
de um, e nenhuma cesta de piquenique à vista.
E porque aparentemente eu era o prato principal.
 
 
Thirty-Seven
 
 
 
ADDISON
 
Parecia surreal, sendo carregada sem peso pela pequena
clareira. Sendo gentilmente estendida sobre o cobertor de
piquenique dos meninos, com meus braços e pernas ainda em volta
do meu amante robusto.
“Claro que você demorou o suficiente”, riu Damon.
Eu não tinha percebido que esse tinha sido o plano deles o
tempo todo. Não até agora. Não até Saxon se retirar lentamente,
deixando-me no meio entre Damon e Finnegan, que imediatamente
começaram a me beijar.
Ah meu Deus.
Eles se revezavam, passando meus lábios para lá e para cá.
Deslizando suas línguas quentes suavemente em minha boca,
enquanto alguém levantava meu vestido de verão e três pares de
mãos começavam a vagar pelo meu corpo.
“Sinta-a”, ouvi um deles dizer. “Ela está encharcada.”
Engoli em seco quando dedos gentis me exploraram,
deslizando profundamente para dentro. A intrusão me fez respirar
rapidamente aquele ar florido do jardim, enquanto meus olhos se
fixavam vagamente na beleza crua ao meu redor.
“Isso está acontecendo de verdade?” murmurei, para ninguém
em particular. “É realmente minha lua de mel?”
“Sim.”
Meu vestido de verão se foi de alguma forma, e uma boca
quente se aproximou do meu seio. Eu ainda estava sendo beijada,
lenta e profundamente. Lá embaixo, duas palmas quentes abriram
minhas coxas ansiosas.
“Você está de fato na mãe de todas as luas de mel,” riu
Finnegan. “Você é uma noiva de sorte.”
Eu suspirei de prazer, arqueando minhas costas. Estendendo
minhas mãos para os corpos duros e elegantes em ambos os lados.
“Eu... não posso acreditar nisso.”
Em algum lugar entre minhas pernas, ouvi Saxon rir. “Bem,
então deixe-nos convencer você.”
Uma língua mergulhou dentro de mim, enquanto os dedos
ainda estavam lá. A sensação era demais, incrível demais para
expressar em palavras. Eu tinha o solo nas minhas costas e dois
paus duros e grossos crescendo em minhas mãos. Alguém estava
lambendo meu mamilo, lambuzando-o com calor e umidade,
enquanto outro estava lá embaixo, me devorando com entusiasmo
sem limites.
Aaaaaahhhhhhhhh...
Tudo o que eu podia fazer era choramingar e gemer,
contorcendo-me ardentemente enquanto eu entregava meu corpo
ao seu poderoso toque coletivo. Em um ponto ficou tão intenso que
meus olhos se abriram, e eu me encontrei gritando para o céu
noturno brilhante.
Mas o céu não tinha resposta.
“Afastem-se”, ouvi Damon dizer. “Deixe-me mostrar do que ela
gosta.”
Um momento depois, ele estava caindo de boca em cima de
mim, fazendo de tudo. Realizando todos os truques familiares que
eu ensinei a ele, e alguns que ele me ensinou. Num instante ele me
deixou sem fôlego, meu peito arfando quando o maior orgasmo da
minha vida fez meu corpo inteiro convulsionar.
“D...Damon... Damonnnnnnn!”
Ele enfiou mais forte, agitando sua língua mais fundo quando
eu gozei. Apertando seu lábio superior com força contra meu clitóris
enquanto eu o agarrei e o empurrei e o puxei com tanta força que
era como se eu quisesse torná-lo uma parte permanente do meu
sexo.
“Caraaaaaaaalhooooo!”
Eu fiz metade de um abdominal, olhando vesga para aquela
juba espessa de cabelo escuro exuberante. Meu corpo inteiro
convulsionava. Ele se mexeu e estremeceu, minhas pernas
convulsionando quando gozei e gozei e gozei em sua linda boca.
“Ah DEUS!”
Os outros recuaram, totalmente impressionados. Contentes em
apenas assistir enquanto o amigo deles me levava direto para o céu
e voltava. Damon manteve a pressão, me comendo durante todo o
meu orgasmo. Chupando até a última gota de mel em sua boca
faminta, e sabendo exatamente quando desacelerar, quando a
sensibilidade se tornasse insuportável.
“Ah baby...”
No final, agarrei dois punhados grossos de cabelo, puxando-o
para cima do meu corpo arfante para beijá-lo. Eu me provei em
todos os seus lábios, seu queixo, sua língua, e o gosto era doce e
delicioso. Compartilhar-me entre nossas duas línguas sondadoras
sempre foi uma excitação completa e absoluta.
Damon continuou me beijando, me deixando tão agitada que
eu estava desesperada para tê-lo. Eu estava sentada e punhetando-
o agora, usando as duas mãos. Eu nunca o senti tão duro, tão
grosso e sólido e...
“Que porra é essa, cara?” perguntou Saxon.
“É, de verdade!” Finn riu, dando uma cotovelada em seu
amigo. “Como diabos vamos superar isso?”
Damon se afastou, piscou para mim de brincadeira, então se
posicionou entre minhas pernas. Nós quatro assistimos quando ele
deslizou para dentro, me preenchendo tão completamente e
facilmente que era como um truque de mágica pervertido. Um
conjunto de mãos passou por baixo de mim, guiando minha cabeça
de volta para o cobertor. Meu cabelo comprido estava como um
leque embaixo de mim, espalhando-se por toda parte. Ele refletia a
luz da lua em ondas cintilantes e douradas.
“E então?” Sorri para Finn e Saxon. Seus dois grandes paus já
estavam na minha mão, já a caminho dos meus lábios molhados e
inchados.
“Quem vem primeiro?”
 
 
Thirty-Eight
 
 
 
DAMON
 
Ela estava incrivelmente linda, com seu cabelo loiro todo
espalhado embaixo dela. Eu nunca iria enjoar daqueles lábios
carnudos e beijáveis. Aqueles seios cheios e inchados, terminando
em dois mamilos rosados.
“Baby…”
Ela estava falando comigo, enquanto chupava meus amigos.
Me fodendo com aqueles olhos azuis austeros empalidecidos pela
lua, tanto quanto seus quadris girando estavam me enroscando
embaixo.
A coisa toda começou como um fetiche: compartilhar o corpo
de Addison, sua carne, seu calor. Tornando nossas fantasias
realidade, convidando outra pessoa para nossa cama. Que essa
pessoa fosse Saxon, e depois Finn, parecia quase inevitável em
retrospecto. Eu havia dado essa mulher para meus melhores
amigos anos atrás, quando ela se tornou parte de nossas vidas.
E agora eu a tinha dado a eles carnalmente também.
Consumar essa última parte de nosso relacionamento geral
parecia o passo final de uma progressão total. Eu queria que eles a
tivessem do jeito que eu podia, e eu queria que ela os
experimentasse. Em vez de gerar ciúme, a coisa toda só me deixou
mais seguro da minha decisão. Compartilhá-la era como me
conectar com eles em todos os novos níveis. Levando nossa
amizade a novas alturas e profundidades, trazendo-os para a única
parte da minha vida sobre a qual eles só podiam ouvir histórias... até
agora.
E agora eu estava assistindo ela chupar Finnegan em sua
garganta branca e esbelta, enquanto gemia em torno de sua
espessura. Ela estava punhetando Saxon desesperadamente.
Bombeando e agitando e ainda me lembrando de sugar para cima
no final de minhas próprias estocadas, para me levar muito mais
fundo dentro de seu corpo.
Sim, Addison era absolutamente perfeita, em todos os
sentidos. Como amiga, como amante, e agora como esposa
também.
“Mmmmm-mmmmm...”
Seus gemidos suaves eram inebriantes enquanto ela estava
ali, presa firmemente embaixo de nós. Esparramada no cobertor,
contorcendo-se sob nossas mãos e bocas ansiosas, eu só podia
imaginar onde sua mente poderia estar.
“Você está se divertindo?”
Seus seios balançaram suavemente enquanto eu entrava e
saía dela, maravilhando-me com os longos trechos nus de sua pele
impecável de porcelana. Eu tinha minhas palmas em sua cintura lisa
e afilada. Seus quadris pareciam vivos em minhas mãos.
“Eu te amo, baby...” ela balançou a cabeça, sorrindo. “Eu amo
isso...”
Saxon empurrou o pau de volta em sua boca, esticando sua
bochecha oposta. Ela olhou para mim enquanto acontecia,
querendo que eu visse. Precisando de mim para apreciar, tanto
quanto ela.
Inclinando-me para frente, eu a abri ainda mais, sentindo o
calor de suas coxas abertas. Addison estava trepando comigo como
se ela fosse um demônio, ou talvez possuída por um. Sua bunda fez
coisas que nunca tinhafeito antes. Sua boceta era insaciável,
parecia que estava me engolindo inteiro.
“Você está se acostumando muito a isso aqui”, eu rosnei em
seu rosto.
Ela parou de punhetar meus amigos por um segundo e virou o
rosto na minha direção.
“Eu sei. Isso me deixa excitada pra caralho.”
Ela cuspiu as palavras quase violentamente, grunhindo e
ofegando enquanto se enfiava mais forte em mim. E eu podia senti-
la me ordenhando também. Apertando-me com força por dentro,
deixando-me saber o quão longe ela realmente estava.
“Você vai gozar em mim?”
Eu estava tão excitado que não conseguia nem falar! Do jeito
que estava eu mal podia balançar a cabeça.
“Faça isso.”
Meus olhos se fecharam sozinhos, tentando concentrar a
intensidade do meu prazer. Tentei mantê-los abertos. Eu precisava
ver isso.
“Está vindo... vindo... ah Deus... vindo...”
Ainda olhando em seus olhos eu perdi o controle, minhas
estocadas pararam enquanto meu corpo ficava totalmente imóvel.
Enterrado dentro dela, tão profundo que eu podia sentir seu coração
batendo, esvaziei minha alma.
“AhhhhHHHHHhhhhh...”
Addison gritou como uma ‘banshee’, gozando forte ao redor do
meu pau pulsante. Seus lábios se separaram ligeiramente quando
ela soltou um silvo do mais puro êxtase, seus olhos bêbados de
luxúria ainda olhando para mim, através de mim, dentro de mim.
Eles viam nosso passado. Nosso presente. Nosso futuro juntos...
“Obrigada...”
Ela gemeu as palavras tão baixo que eram quase inaudíveis.
Beijei seus lábios mais algumas vezes antes que meus amigos a
segurassem. Quando eles a viraram, posicionando-se entre eles
para que um a penetrasse enquanto ela chupava o outro, ela olhou
para mim e as murmurou novamente.
Obrigada, baby.
Eu sorri para ela feliz, e ela sorriu de volta. Então eu vi sua
expressão se transformar em paixão e excitação, enquanto Finn
agarrou sua bunda perfeita por trás...
… e deslizou direto para seu canal brilhante e cheio de sêmen.
 
 
Thirty-Nine
 
 
 
ADDISON
 
Eles me levaram devagar, sensualmente, sob as estrelas.
Passando-me para lá e para cá entre seus corpos duros e
poderosos, enquanto eles se revezavam, me abrindo e me
esticando.
“MMMMmmmm…”
Nossa clareira enluarada era como um sonho em sua
serenidade. Grama verde exuberante, cercada por árvores floridas e
cercas-vivas. O cobertor de flanela debaixo de mim estava quente
ao toque. Parecia suave e familiar contra minha pele trêmula,
enquanto eles me seguravam em seus braços e colo, me beijando
até que eu estivesse pronta para derreter.
Saxon e Finnegan desfrutaram de mim por um longo tempo,
me pegando estilo ‘dois contra um’. Eles me passavam entre eles,
ficando algumas vezes na parte de trás e outras na frente.
Alternando entre minha boceta inchada e minha boca ansiosa e
sedenta, enquanto Damon estava deitado ao nosso lado, olhando.
Era especialmente excitante, saber que ele estava assistindo.
Gostei do olhar distante em seus olhos; uma mistura entre o
estímulo de testemunhar algo tão cru e visceral, e a excitação de ser
o voyeur. Ele se juntou aqui e ali, me segurando, me tocando, me
beijando tão profundamente que eu queria gritar. Seu próprio pau
usado ficando mais duro a cada minuto que passava, enquanto seus
amigos tinham seus próprios prazeres com meu corpo quente e
contorcido.
Nada na minha vida chegou perto de me fazer sentir tão
incrível. No fundo da minha mente, eu temia que nada seria.
Você está ficando mimada.
Eu gemi, umedecida pela boca de Saxon novamente, enquanto
Finnegan me fodia lentamente. Ele mordeu meu lábio por um
segundo ou dois, então o soltou de brincadeira, sem machucar.
Você vai ser mimada para sempre.
Acho que esse era o perigo, não era? Viver essa fantasia não
apenas uma vez, mas por toda a minha lua de mel. Por mais incrível
que o sexo sempre tenha sido entre Damon e eu, voltar a um
cenário de um contra um parecia quase um anticlímax. Se bem que
eu sempre teria isso. Estas eram memórias que, sem dúvida,
viveriam para sempre.
“Ahhhhhh... Caralho. Porra. Merda...”
Quanto mais barulho eu fazia, mais forte eles vinham. Mais
apertavam meus quadris, batendo meu corpo contra os deles.
Eu vou gozar...
Eu gritei, e o grito foi bom. Estávamos isolados, remotos,
distantes. Eu podia fazer quanto barulho quisesse.
“Ah isso,” suspirei enquanto eles trocavam de lugar. “Ah por
favor...”
Saxon arrastou seu pau coberto de saliva para cima e para
baixo na entrada da minha boceta. Todavia, ele não o enfiou. Ele
estava me provocando com a cabeça, passando-a pelos meus
grandes lábios.
“Diga a ele para fazer isso.”
Abri meus olhos para descobrir que era Damon falando, me
segurando pelas bochechas. Ele me beijou apaixonadamente, antes
de me entregar de volta para Finnegan.
“Diga a ele ou ele não vai...”
“Me foda.”
O pau posicionado na entrada da minha boceta de repente
mergulhou dentro. Foi tão bom, tão profundo, que eu queria chorar.
“Saxon, isso!” eu grunhi, olhando para trás. “Não pare. Por
favor... Por favor me foda...”
Dizer seu nome o tornava de alguma forma mais obsceno e
proibido. Eu disse isso de novo, desta vez por meio de um gemido
estrangulado.
“Me foda Saxon...”
O nome era sexy e maravilhoso ao passar pelos meus lábios.
Ao lado, Damon parecia ainda mais profundo na luxúria. Ele estava
se masturbando, seu grande pau crescendo em sua mão
novamente. Era algo que eu o fazia fazer para mim de vez em
quando, porque eu adorava assistir. Adorava vê-lo se tocando.
“Isssooo... me foda.”
As palavras saíam da minha boca como um xingamento agora.
Eu estava grunhindo, enquanto meus braços se estendiam e meu
rosto tocava o cobertor e o pau de Finnegan – esperando
novamente pela minha boca ansiosa – lambuzava com seu líquido
pré-gozo todo o lado da minha bochecha.
“Me foda me foda me foda me foooooooda!”
Era obsceno o quanto eu queria isso. Eu estava muito longe,
tão inundada de calor e excitação que teria feito qualquer coisa por
eles. Qualquer coisa que eles quisessem, dentro dos limites da
nossa pequena clareira.
Ah porra, ah Deus...
Eu me virei para Saxon, meu rosto ficando severo e sério.
Minha mandíbula estava apertada enquanto eu olhava para ele por
cima do meu ombro, meus dentes tão apertados que pensei que
iriam quebrar.
“Me faça gozar.”
Era uma ordem, não um pedido. Saxon respondeu
imediatamente, aumentando a velocidade. Em um instante ele
estava me estocando forte, apertando meus quadris até que a dor
se tornasse prazer. Minha bunda balançando para trás para
encontrar cada uma de suas estocadas cada vez mais selvagens.
“AhhhHHHhhhHHHhhh...!”
Eu coloquei Finn de volta na minha boca no penúltimo
momento, apertando e convulsionando enquanto eu gozava ao
redor de Saxon. A euforia era tão pura que bloqueava todo o resto.
Por alguns segundos, foi como se eu realmente tivesse saído da
clareira, minha mente dançando de euforia enquanto meu corpo
nadava em uma piscina de puro êxtase.
IIIISSSSO!
Meus orgasmos múltiplos pareciam uma grande vitória. Eu
despenquei com força mais do que flutuei de volta para baixo,
caindo molemente no cobertor com Saxon ainda dentro de mim.
“Olhe para ela,” Finnegan disse. “Ela está bêbada de tanto
gozar.”
Damon deu uma risadinha, enquanto Saxon deu uma
gargalhada e balançou a cabeça.
“Não... sabia... que você poderia ficar... bêbada de tanto
gozar”, eu suspirei.
Duas mãos me viraram para cima. Ainda mole, ainda
totalmente eufórica, me senti sendo erguida sobre um corpo duro e
perfurada por baixo.
“Deixe-a montar em você.”
Minhas mãos estavam na barriga de Saxon, mal me mantendo
equilibrada. O movimento lento de nossos quadris parecia empurrá-
lo cada vez mais fundo em meu útero inchado.
“Não vai demorar”, ele avisou. “Não desse jeito.”
Damon assentiu, ainda se masturbando lentamente. “Você tem
que deixá-la ir, apenas deixá-la ir.”
Cada vez mais rápido nós mudamos, movendo para cima e
para baixo, para frente e para trás. Saxon gozou em mim menos de
um minuto depois, suas mãos desesperadamente apertando meus
seios. Um momento depois, Finn estava me puxando para baixo.
Espalhandominhas coxas molhadas de gozo tão longe quanto eu
deixei, antes de mergulhar dentro.
“Tudo bem?”
Eu sorri fracamente, agarrando seu corpo firmemente contra o
meu. Eu era uma noiva sendo fodida por três maridos bonitos, ao ar
livre, sob uma lua quente de verão. Tudo estava cercado de beleza.
Dormência por toda parte. Eu já tinha duas cargas quentes dentro
de mim, com uma terceira a caminho.
O que poderia não ser bom?
‘Isto somos nós”, eu sussurrei, minha boca apertada contra sua
orelha. “Você sabe disso, certo? Nós quatro?”
Finn balançou a cabeça, ainda me penetrando. Ele entendeu.
“Sempre fomos nós.”
Seu pau bateu forte, levado ao limite por uma combinação de
minha boceta quente e minha respiração ofegante. Cada pulso
parecia magnífico. Cada espasmo e contração aproximavam muito
nossos corações. Finn me prendeu no chão enquanto me enchia
com seu sêmen, suas bolas tão apertadas contra minha bunda que
eu podia realmente senti-las enquanto elas drenavam. Abaixei a
palma da mão para apertá-las suavemente, adicionando mais um
nível de perversão a toda a noite sórdida.
“Isso... foi... incrível.”
Suas palavras me fizeram rir quando ele rolou de cima de mim,
me deixando olhando para o céu noturno. Eu estava finalmente
acabada. Arfando e sem fôlego.
Mas eu ainda estava com mais tesão do que jamais estive em
toda a porra da minha vida.
“Está pronta para mim novamente?” Damon sorriu, seu rosto
barbudo de repente aparecendo no alto. Ele cobriu meus lábios com
os dele e me deu um beijo profundo e sincero.
“Você está brincando?” sorri de volta, ainda sem fôlego.
Espalhando minhas coxas, estendi a mão e o puxei.
“Baby, eu sempre estou pronta para você.”
 
 
Forty
 
 
 
ADDISON
 
“Torramos o pão primeiro?” sussurrou Finnegan. “Ou apenas
colocamos na frigideira com a manteiga?”
Eu ri e dei de ombros. “Sei lá.”
“Bem, como vamos derreter o queijo então?” ele perguntou.
“Isso acontece na torradeira ou simplesmente jogamos em cima do
pão antes de virar? Ou...”
Eu ri tanto que ele me mandou calar, com um dedo sobre meus
lábios. Eu o empurrei com o quadril para fora do caminho e assumi
a frigideira.
“Na verdade, eu não me lembro de Damon ter usado a
torradeira”, eu disse. “Por outro lado, ele já fez provavelmente uma
centena de sanduíches de queijo grelhado para mim e eu nunca
assisti.”
Eram duas da manhã, talvez perto de três. De alguma forma,
Finn e eu nos levantamos ao mesmo tempo, com a mesma ideia em
mente: fazer um lanchinho da madrugada. Nós nos encontramos no
corredor e fomos para a cozinha juntos. Nós dois rindo como duas
crianças tentando ficar quietas em uma festa do pijama.
“Queria que o Saxon estivesse aqui,” eu disse. “Ele saberia o
que fazer.”
“Eca,” Finnegan cuspiu. “Ele provavelmente colocaria cebola
nisso aqui. Depois faria aquele truque com os tomates. E então ele
adicionaria estragão, ou qualquer outra coisa, e...”
“E ainda assim ficaria gostoso pra caralho,” terminei para ele.
Finn olhou para mim e ria tão alto que não conseguia se
controlar. “Sim, acho que você tem razão. Aquele filho da puta.”
Ainda sorrindo, deixei cair um pedaço de manteiga na
frigideira. Ela derreteu muito rápido, dourando nas bordas. Finn
estendeu a mão e baixou o fogo de ALTO para BAIXO.
“Deus, nós somos péssimos nisso”, lamentei.
“Você é péssima nisso,” ele me corrigiu. “Na verdade, ainda
não fiz nada.”
Ele pegou a frigideira e eu fiz cócegas nele, logo acima de
suas costelas, bem no local que eu sabia que faria mais efeito. Era
uma das vantagens de nos conhecermos tão bem.
“Filha da mãe!”
Seus braços caíram, seu corpo se dobrando sobre si mesmo.
No entanto, quando eu fui cair matando, ele agarrou meus pulsos e
se envolveu em torno de mim. No passado teria sido engraçado,
mas haveria limites. Ele teria deixado para lá.
Mas agora...
“Seu cheiro está me dando vontade de te comer”, disse ele,
cheirando meu pescoço.
“Está, é?”
Me virei em seus braços, até estarmos cara a cara. Na
quietude do início da manhã, nos encaramos como dois pistoleiros
se avaliando.
“Você está pensando no que eu estou pensando?”
A frase provocou uma risada da minha parte. “Que vamos
acordar Saxon e fazer com que ele prepare isso?”
O olhar nos olhos de Finn me disse que ele sabia que minhas
palavras eram vazias. A química entre nós era palpável, até mesmo
agora.
“Você sabe que se transarmos de novo”, eu o avisei, “ficarei
muito dolorida até para andar amanhã.”
O sorriso em seu rosto era totalmente novo. Reconheci como o
sorriso reservado apenas para pessoas que já eram amantes.
“Se nós transarmos de novo”, ele atirou de volta, “você pode só
bater uma punheta.”
Eu ri, meio sem graça. Brincando ou não, eu podia sentir meu
sangue bombeando rápido novamente.
“Estamos em nossa lua de mel”, eu permiti, deixando minha
voz ficar abafada. “Eu poderia fazer um boquete. Lento e suave.”
Aproximando-me, usei a espátula na minha mão para traçar
lentamente meu caminho pelo seu peito. Quando cheguei abaixo de
seu umbigo, virei-a, passando-a entre suas pernas.
“Farei o possível para não quebrar nada…”
Finn endureceu, e eu ri um pouco mais. Ele não tinha certeza
se eu estava brincando ou não. Honestamente, nem eu sabia.
“Eu acho que ter uma esposa tem suas vantagens, hein?” ele
perguntou.
“Sim,” concordei. “Claro que é. Pra falar a verdade...”
Um barulho flutuou no corredor, fazendo-me parar. Não, não
era um barulho... Uma voz. Uma voz alta.
“Você ouviu isso?”
Finnegan pegou a espátula da minha mão e balançou a cabeça
lentamente. “Parece que está vindo do...”
A voz veio de novo, e desta vez foi um grito. Finn e eu nos
entreolhamos, então cruzamos silenciosamente a cozinha. Quando
chegamos ao corredor, ele fez sinal para eu parar.
“É o Saxon”, ele sussurrou, tão baixo que eu mal podia ouvi-lo.
“Está vindo desse quarto.”
Por um momento não fizemos nada a não ser ouvir. Quando
nada aconteceu, nos aproximamos, passo a passo.
“Já basta!”
A voz de Saxon estava rouca com a falta de sono. Mas era
alta, clara e inconfundível. Ele estava gritando com alguém.
“Eu já falei para você três vezes, nós falaremos sobre isso
quando eu voltar!”
O longo suspiro depois nos disse que a conversa havia
terminado. Saxon desligou, e ouvimos o barulho dele caindo para
trás na cama. Imediatamente senti um toque no meu ombro.
O que devemos...
Finn murmurou as palavras, para não ser ouvido. Quanto a
mim, eu não estava nem aí. Estava cansada de tanto sigilo,
especialmente se envolvesse alguém deixando meu amigo tão
chateado.
“Ei…”
Fui direto para o quarto e me joguei na cama. Finn seguiu atrás
de mim, embora um pouco mais hesitante. Saxon olhou para nós
como se fôssemos fantasmas.
“Sobre o que era tudo isso?”
Fiz a pergunta o mais gentilmente que eu pude. Mas
provavelmente não soou assim.
“Nada,” ele deu de ombros.
“Não parecia ser nada.” olhei para Finnegan. “Parecia que
aquilo era nada?”
“Soou como algo para mim”, ele concordou.
“Era um amigo meu, lá de casa”, disse Saxon rapidamente.
“Estava apenas brincando comigo. Às vezes ele fica um pouco
chato, mas...”
“Mentira.”
Sentando-se na cama, Saxon afundou a cabeça nas mãos. Ele
respirou fundo novamente e prendeu o ar por vários segundos em
silêncio, antes de soltá-lo lentamente.
“Certo,” ele disse. Sua voz havia mudado agora. Estava mais
realista, mais resignada. “Alguém vá acordar o Damon. É melhor eu
contar tudo de uma vez.”
“Não precisa.”
A voz de Damon veio do corredor. Ele já estava ali, encostado
no portal.
“Ele finalmente está abrindo o jogo?”
Balancei a cabeça. “Espero que sim.”
“Bom”, ele respondeu, acrescentando um bocejo de quebrar o
queixo. “Vamos fazer isso na cozinha então. Meu estômago está
roncando.”
 
 
Forty-One
 
 
 
ADDISON
 
Os sanduíches de queijo grelhado ficaram incríveis,
obviamente. Saxon sabia exatamente como e quando torrar o pão,
enquanto adicionava ingredientes extras sutis, embora invisíveis.
Assim como Finn disse, ele até fez o truque com os tomates.
“Certo”, ele disse finalmente, pousando a espátula. Já
estávamos reunidos ao redorda mesa da cozinha quando ele
deslizou para o quarto assento. “Vocês todos sabem por que me
mudei para Vegas, certo?”
Eu sabia, mas minha boca estava muito cheia de queijo
derretido delicioso. Em vez disso, Finn respondeu. “Seu pai.”
“Certo,” disse Saxon. “O velho estava lá há alguns anos e eu
sentia falta dele. Ele me convidou para passar uma semana lá e eu
fiz um tour pelos restaurantes.”
“E você foi contratado rapidinho,” eu disse.
Saxon assentiu. “É estranho como bons chefs sempre se
conhecem. Um cara do Sadelle's me ofereceu um emprego, então
fui ao Bellagio por um mês e fiz uma experiência. Seis semanas
depois, eu já estava em um apartamento.”
“A pior decisão que você já tomou,” Damon piscou.
“Sim, sim,” ele sorriu. “Você sente minha falta, eu sei.”
Saxon não estava comendo. Em vez disso, ele estava traçando
a mesa com um dedo nervoso, desenhando oitos nos ladrilhos de
cerâmica.
“Deixem ele falar,” eu disse, batendo suavemente em Damon.
Lancei a Saxon um sorriso tranquilizador. “Continue.”
“Certo,” Saxon, continuou. “Então, algum de vocês sabe onde
meu pai está agora?”
Finn e Damon se entreolharam e deram de ombros. “Da última
vez que soubemos, ele estava em Las Vegas com você.”
“Não. Ele mudou-se de volta para Nova York há cerca de um
ano. Só eu estou lá agora. Sozinho.”
Ele parou por um momento, parecendo inseguro sobre como
proceder. Eu me perguntei se ele ia falar sobre voltar.
“Esta é a porra mais deliciosa que eu já comi,” Damon disse do
nada.
“Isso é porque são três da manhã,” Saxon riu. “O melhor
tempero da comida é a fome.”
“Eu não me importo com o que é,” Finn interveio. “Você vai
fazer estes trecos pelo resto da viagem.”
“Vocês vão deixá-lo terminar?” dei uma bronca.
Saxon parou de brincar com a mesa e pegou seu copo de
água. Ele tomou um longo gole e suspirou enquanto o colocava de
lado.
“Então, cheguei a Vegas e preparei tudo. Fiquei lá por alguns
meses antes de descobrir que meu pai tinha um problema com jogo.
“Um grande problema com jogo.”
Finn raspou a garganta. “Ah, merda.”
“Sim.”
“Quanto ele estava devendo?”
Saxon balançou a cabeça. “Ele estava endividado em quatro
ou cinco cassinos diferentes. Banido da maior parte dos outros. Eu
tentei falar sobre isso, mas ele continuou me afastando. Continuou
me dizendo que era problema dele, o que eu acho que realmente
era, até que se tornou meu.”
Ele estava olhando para baixo agora, olhando para a outra
metade do meu queijo grelhado. Eu o empurrei e, para minha
surpresa, ele deu uma mordida.
“Isso está bom”, ele murmurou em torno de um pedaço cheio
de manteiga. “Eu deveria ser um chef ou algo assim.”
“Sim, definitivamente,” Finn disse bruscamente. “Vamos,
continue. O que aconteceu depois?”
“Então, eu estava limpando tudo uma noite e um cara
apareceu. Dizendo-me que o meu pai devia uma tonelada de
dinheiro ao patrão dele. Eu perguntei de que cassino ele era, e ele
riu. Acontece que meu pai ‘consolidou’.”
Damon abaixou o queixo, passando a mão pelo cabelo. Ele e
Finn balançaram a cabeça.
“O quê?” perguntei. “O que isso quer dizer?”
“Quer dizer que ele caiu nas mãos de um agiota”, disse
Damon. “Pegou emprestado dinheiro suficiente para pagar todos os
cassinos que devia.”
Saxon suspirou. “Quem dera.”
Finnegan inclinou a cabeça. “Ele não fez isso?”
“Não,” Saxon praguejou amargamente. “Talvez fosse o que ele
originalmente pretendia mas, assim que conseguiu todo o dinheiro,
voltou direto para as mesas de blackjack. Ele imaginou que, se
pudesse dobrar seu dinheiro, poderia pagar a todos de volta e ficar
totalmente livre disso.”
“Caralho”, xinguei.
“Sim,” Saxon concordou. “Eu nem preciso dizer a vocês o que
aconteceu depois.”
“Ainda não vejo como isso é problema seu”, disse Finnegan.
“Desculpe, cara, mas seu pai é um caso perdido. Eu sei que você o
ama e sei que seu coração é grande, mas você não pode
simplesmente...”
“Então ele não só perdeu todo aquele dinheiro,” Saxon
interrompeu, “mas também ‘picou a mula’. Me ligou de Nova York, e
não estava nem chateado. Falando normalmente, como se nada
houvesse acontecido.”
“Você o xingou?”
“Você não acreditaria nas coisas que eu disse a ele,” Saxon
rosnou. “Mas ele é meu pai. Eu o amo. Independentemente do que
ele fez, eu tinha que perdoá-lo. Eu tinha que protegê-lo.”
Eu apertei os olhos. “Protegê-lo?”
“O cara que veio ao restaurante me deu um endereço. O
endereço do meu pai. Ele nem tentou dissimular qualquer coisa,
simplesmente voltou para sua vida de antes de Vegas. Ele estava
fácil de encontrar, fácil de rastrear. E eles estavam me deixando
saber que eles sabiam onde ele estava…”
Saxon fez uma pausa, e sua expressão ficou amarga. Como se
estivesse tentando engolir algo que não descia.
“Eles iriam machucá-lo.”
Vi a cor sumir de seu rosto. Eu poderia dizer quanta dor essa
situação causava a ele, até mesmo apenas falar sobre isso.
“O que você quer dizer com iriam?” perguntou Damon.
“Eu assumi”, Saxon disse simplesmente. “A dívida.”
“Que merda,” Finnegan gemeu.
“Não as coisas do cassino, mas o cara – seu nome era
Jamison – eu assumi tudo que meu pai devia a ele. Demorou um
pouco para convencê-lo, mas meu pai tinha fugido da cidade. Eu
ainda estava em Vegas, ganhando um bom salário em um
restaurante sofisticado. Então eles aceitaram minha oferta e meu pai
ficou livre.”
“E agora é tudo por sua conta.”
Saxon balançou a cabeça lentamente. “É tudo por minha
conta.”
Cinco longos segundos de silêncio contemplativo se seguiram,
depois dez. E foi Damon quem finalmente o quebrou.
“Quanto?”
Saxon olhou para frente por mais alguns segundos antes de
fechar os olhos lentamente. Quando ele falou de novo, nem parecia
com ele.
“Oitenta e dois mil dólares.”
 
 
Forty-Two
 
 
 
ADDISON
 
Finnegan bateu na mesa com força. Os ombros de Damon
caíram.
“Oitenta e dois mil?”
Saxon balançou a cabeça entorpecido, seus olhos cegos
olhando para frente. “Mais os juros.”
Meu coração parou. Oitenta e dois mil! Mais juros. Eu só podia
imaginar o que seria isso.
“Uau cara,” Damon finalmente suspirou. “Por que você não nos
contou?”
“Por quê?” Saxon perguntou. “Não há nada a ser feito sobre
isso agora. Eu tenho pagado semanalmente, mantendo as coisas
em dia. Tirando-os das minhas costas.”
“Mas considerando os juros, você obviamente não está
fazendo nenhum progresso”, ressaltou Finn.
“Não,” ele murmurou baixinho. “Não estou.”
Eu vi a mandíbula de Finn apertar. Ele estava com raiva,
provavelmente do pai de Saxon, enquanto Damon parecia mais
preocupado do que qualquer coisa. Quanto a mim, apenas senti
pena do Saxon. Ele se colocou em uma péssima posição, terrível,
por tentar fazer a coisa certa.
“Então isso tem alguma coisa a ver com aquele cara que
encontramos?” perguntou Damon. “No museu?”
Saxon balançou a cabeça. “Sim.”
“Você o conhecia?”
“Não, ele não era um dos capangas de Jamison”, reconheceu
Saxon. “Tipo um associado no exterior fazendo um favor a ele ao
entregar uma mensagem.”
Uma preocupação atravessou todo o meu corpo. “E qual era a
mensagem?”
“Que eles sabiam quem eu era,” disse Saxon. “Que era melhor
eu voltar para Vegas, e bem mais cedo do que mais tarde.”
Damon olhou para seu amigo cuidadosamente. “Por que você
não voltaria para Vegas?”
Saxon e eu trocamos um olhar cúmplice. Ele acenou para mim.
“Porque ele está pensando em voltar para casa.”
Os olhos de Finn se arregalaram. Os de Damon quase
saltaram das órbitas.
“Sério?” ele exclamou, incapaz de conter sua felicidade. “Isso é
ótimo!”
“Seria,” Saxon concordou. “Se eu pudesse deixar a cidade.
Como vocês viram, Jamison não está feliz por eu ter vindo para a
Grécia. Era ele ao telefone agora mesmo, me lembrando o que
aconteceria se eu planejasse ficar aqui.”
“Você não está fugindo,” Finn disse com raiva. “Você tirou
férias, pelo amor de Deus.”
Saxon deu de ombros. “O que eu posso dizer? Os agiotas são
pessoas que desconfiam de todos. Mesmo daqueles que pagam em
dia.”
Eu me levantei e fiquei atrás dele. Deslizando minhas mãos em
seus ombros para tranquilizá-lo, descobri que eles estavam duros
comopedras.
“Eu vou resolver isso,” disse Saxon. “Desculpem por fazer
vocês ouvirem tudo isso, a última coisa que eu queria era despejar
esse peso em...”
“Foda-se,” disse Damon. “Você é um irmão para nós. Nós
cuidamos uns dos outros.”
Finn assentiu. “Isso. Assino embaixo.”
“Mas...”
“Mas nada,” eu interrompi. “Saxon, nós vamos resolver isso. A
situação é perigosa.”
“Em que sentido?” ele perguntou. “Olha, estou ganhando mais
do que o suficiente para continuar pagando o cara, então ele está
feliz com isso. Ele só não queria que eu... fugisse.”
“Como seu pai,” disse Damon.
“Sim. Tipo isso.”
Eu estava esfregando seus ombros agora, tentando trazer
algum alívio para eles. Era uma tarefa árdua, mas parecia que eu
estava fazendo algum progresso.
“Engraçado,” disse Saxon. “Quando cheguei a Vegas, prometi
a mim mesmo que, se fosse morar lá, nunca jogaria. Nem mesmo
uma mão de pôquer. Nem jogar um única moeda em uma máquina
caça-níqueis.”
“As máquinas caça-níqueis pararam de aceitar moedas há
muito tempo”, disse Finn.
Saxon balançou a cabeça lentamente. “Mesmo assim, eu
mantive a promessa. Estava meio que orgulhoso disso.”
O silêncio finalmente pairou, cada um de nós perdido em seus
pensamentos. Ainda estava escuro lá fora. O Sol ainda não havia
surgido no horizonte.
“Você realmente gostaria de voltar?” Damon perguntou.
Os olhos dos dois amigos se encontraram. Ele assentiu.
“Bem, isso é uma notícia incrível pra caralho, cara.”
Saxon sorriu quando Damon levantou e o abraçou. Finn fez o
mesmo do outro lado, e eu me juntei atrás.
Eles são realmente como irmãos.
Eu podia sentir o amor entre eles. A energia. Ela vivia em cada
risada, cada história, cada piada interna. Havia um orgulho em sua
amizade que os unia, mesmo quando estavam a milhares de
quilômetros de distância.
Mas quando nós quatro estávamos todos juntos? Isso era
ampliado, dez vezes.
“Nós vamos trazer você para casa de alguma maneira,” disse
Damon. “Eu prometo.”
Meu coração inchou quando a confusão de braços ao redor de
Saxon apertou ainda mais.
“Com certeza vamos,” Finn concordou. É só uma questão de
descobrir como.”
 
 
Forty-Three
 
 
 
ADDISON
 
O restante de nossa lua de mel a quatro foi diversão
ininterrupta. Fomos passear e fazer compras, depois fizemos um
circuito pelos bares por Atenas. Caminhamos pelo bairro de Plaka.
Fizemos um passeio de barco pelo Porto de Pireu. Tomamos café
da manhã fora do Templo de Hefesto e almoçamos na Colina das
Musas. Tudo isso em um clima mais do que incrível, sob um sol
amarelo brilhante e céu azul sem nuvens.
Mas as noites eram um redemoinho escaldante de amor e
luxúria.
Todas as noites eu pulava de cama em cama, trepando com
meus três maridos e às vezes literalmente colocando-os para dormir
antes de sair voando para encontrar o próximo. Havia momentos em
que eu capotava por gozar muito intensamente ou com muita
frequência, mas na maioria das vezes eu passava pelos três todas
as noites, todo dia, antes de finalmente cair em um sono
profundamente saciada.
Eles me deixavam dormir até tarde todas as manhãs e sempre
cuidavam de mim. Faziam meu café da manhã. Traziam um roupão
macio e chinelos aquecidos pelo sol. Sempre havia alguém lá para
lavar minhas costas no chuveiro, o que, é claro, levava a outras
coisas. Coisas maravilhosas e incrivelmente excitantes que viveriam
em minha mente para sempre.
E eu me diverti com todos eles.
À medida que nossa lua de mel avançava e o nível de conforto
crescia, os meninos começaram a me pegar com mais ousadia e na
frente dos outros. Eu fui fodida de pé no corredor por Saxon.
Traçada na cozinha por Damon, debruçada sobre a mesa durante o
café da manhã, enquanto os outros observavam.
Virou uma espécie de competição para eles, cada um dos
meninos buscando o lugar mais criativo ou fora do habitual para se
enfiarem em mim. Nós trepamos na piscina, na banheira de
hidromassagem, na grama. Fizemos amor lento e apaixonado em
todos os cômodos da casa, ou apenas selvagem e visceralmente
trepamos.
Tenho que admitir, tive minha própria cota de liberdades
também. Passei a maior parte do nosso tempo na mansão andando
de calcinha, e às vezes nem isso. Eu puxava alguém de lado e caía
matando sobre eles, ou montava em um dos meus amantes no sofá
e os beijava até que eles não pudessem se conter. Perdi a conta de
quantas vezes montei em um ou mais deles até o final, com os
outros olhando maravilhados. Se bem que provocá-los era uma
coisa, mas convocá-los era o meu passatempo favorito.
Convidando-os a se juntarem com o movimento lento de um dedo
torto, para que eu pudesse levá-los para dentro de mim dois ou três
ao mesmo tempo.
Eu era devassa em minha necessidade por eles. Totalmente
sem vergonha no meu desejo de agradar e de ser satisfeita. Mas
mesmo além das coisas indescritíveis que eles estavam fazendo
com meu corpo, havia algo mais acontecendo. Algo que sempre
esteve lá, logo abaixo da superfície da nossa amizade. Será porque
as últimas barreiras em relação à intimidade se dissolveram, e
estávamos mais próximos do que quatro pessoas poderiam estar?
Não havia nada além de puro amor entre nós.
Não era só comigo, embora eu sentisse isso de todo o
coração. Estava na forma como Saxon olhava através de mim
agora, em vez de apenas para mim. Estava nos lindos olhos verdes
de Finnegan quando chegávamos ao orgasmo juntos, cara a cara,
nossos corpos e almas tão próximos em todos os sentidos quanto
duas pessoas poderiam estar.
E estava no coração de Damon também. Meu amor, meu
marido. A única pessoa mais próxima a esses homens do que eu,
se bem que isso talvez não fosse mais verdade. Não depois de
tudo. Não depois da forma como nós quatro nos unimos;
mentalmente, fisicamente e emocionalmente também.
Ele precisa disso, percebi uma noite, olhando para o teto. Ele
adora isso tanto quanto eu.
Damon estava no céu agora, desfrutando de seus melhores
amigos e de sua garota em sua vida. Não apenas nas férias como
havíamos experimentado antes, mas na lua de mel. E não apenas
como amigos, mas como amantes compartilhando a mesma
respiração. Os mesmos objetivos e sonhos e realidade, através da
mesma batida do coração.
Eventualmente, chegamos ao final agridoce: nossa última noite
na Grécia. Nossa última noite em nossa bela mansão, vendo o pôr
do sol enquanto queimávamos a última lenha e servíamos nossa
última garrafa de vinho.
Eu não queria ir. Queria ficar aqui para sempre, me entregando
egoisticamente aos meus três maridos lindos. Desfilando seminua
por nossos belos jardins. Nadando nua pelas águas revigorantes da
nossa cintilante piscina azul-marinho.
Finalmente eu me levantei e me virei na direção da casa.
“Alguém está precisando de algo?”
A pergunta foi evasiva, claro. Enquanto os meninos olhavam
para mim de suas posições ao redor do fogo, eu podia ver que eles
já tinham algo em mente.
“Uma bebida, um petisco, um...”
“Acho que estamos bem”, disse Damon, depois de consultar
visualmente os outros.
Sorri de volta para eles, então desfiz o laço da parte de cima
do meu biquíni. Quando ela caiu na passarela de pedra, eu já
estava tirando a parte de baixo também.
“Eu estarei lá dentro então,” ronronei, olhando por cima do meu
ombro. “Com uma surpresa para vocês.”
Os meninos se mexeram em seus assentos, de repente
interessados.
“Para nós?” Finnegan apertou os olhos.
“Para todos vocês, sim,” balancei a cabeça timidamente.
“Vocês todos têm sido tão amorosos comigo. Cuidaram tão bem de
mim, nessa viagem inteira…”
Embora eu estivesse falando com eles por cima do ombro,
seus olhos ainda estavam na minha bunda. Não pude deixar de rir.
“Está na hora de eu fazer algo legal para vocês.”
Deixei meu olhar se demorar em cada um deles por alguns
longos segundos, mudando de Damon para Saxon e Finn. Seus
belos rostos estavam todos rosados do fogo. Seus corpos cheios de
calor e força e poder bruto e descontrolado.
“Esperem cinco minutos, e depois entrem”, eu sorri, então
desapareci na mansão.
 
 
Forty-Four
 
 
 
FINNEGAN
 
“E você, cara?” Damon perguntou, mudando seu olharna
minha direção. O fogo cintilou, iluminando o rosto do meu amigo
com laranjas e dourados. “O que vem a seguir no seu horizonte?”
Fiz uma pausa, respirando fundo para formular algum tipo de
resposta. Não era uma pergunta fácil. Eu tive muito tempo para
pensar sobre isso, mas ao longo do nosso tempo aqui, minhas
opiniões mudaram.
Na verdade, muitas coisas mudaram.
“Você vai ficar aqui por um tempo?” Saxon perguntou. “A Itália
está linda agora, e você sempre disse que queria ver a Turquia. Isso
é o mais perto que você vai chegar, sem...”
“Acho que não vou ficar na Europa.”
Eu disse as palavras e tomei a decisão exatamente ao mesmo
tempo. Uma vez que elas saíram, surpreendentemente senti um
pouco de arrependimento.
“Aonde você vai então?”
“Voltar para Nova York”, eu disse simplesmente. “Por um
tempo, pelo menos.”
Saxon tentou, sem sucesso, esconder seu choque. Damon, por
outro lado, parecia menos surpreso.
“De verdade?” Saxon perguntou. “Para sempre?”
“Não para sempre,” emendei rapidamente. “Quero dizer, eu
acho que não, enfim. Eu realmente não sei o que vem a seguir, para
ser honesto. Mas eu sei que tenho que resolver algumas coisas.
Colocar todo o resto dos assuntos da minha tia em ordem, para que
eu possa pelo menos chegar a alguma conclusão.”
Por um bom meio minuto, os meninos não disseram nada, eles
apenas beberam seus drinques. Foi Saxon que finalmente quebrou
o silêncio.
“Você vai ficar com a casa?”
O fogo estalou novamente, desta vez alto. Eu tinha falado
muito. Mais do que queria, por acaso. Mas por alguma razão, dizer
isso me fez bem. Foi catártico.
“Não,” respondi finalmente. “Vou vendê-la, provavelmente.”
“Provavelmente?”
Discutimos isso dias atrás, quando Addison sugeriu que eu
fosse honesto sobre o que havia acontecido com Gemma. Os
meninos estavam cabisbaixos. Eles a conheciam muito bem e
estavam genuinamente chateados quase ao ponto de se ofenderem
por não terem sido informados de sua morte. Essa parte foi
surpreendentemente boa. Como se houvesse outros por aí que
também a amavam, da mesma forma que eu amava.
Eu deveria saber disso desde o início, é claro. Mas eu tinha
sido teimoso.
“É uma casa grande,” eu disse finalmente. “Vai precisar de
muito trabalho. Gemma ficava doente de vez em quando, e ela não
tinha mais ninguém cuidando disso.” Olhei para baixo e balancei a
cabeça. “Se eu soubesse o quão sozinha ela estava, teria voltado
há muito tempo. Passado algum tempo com ela. Mas como foi…”
“No final, foi tudo muito rápido”, disse Damon. “Isso não é culpa
sua.”
“Mas você passou muito tempo com ela”, ressaltou Saxon.
“Você foi a única pessoa que sempre estava lá para ela, Finn. E
você praticamente cresceu naquela casa. Parece justo que ela seja
sua.”
Damon assentiu, olhando-me diretamente nos olhos. Seu rosto
estava cheio de compaixão, sua expressão séria.
“Qualquer coisa que você precisar, cara,” ele disse. “Estaremos
lá para isso. Ajudar com a casa. Ajudar a vendê-la... qualquer
coisa.”
Atrás dele, Saxon já estava balançando a cabeça. “É só falar.
Estaremos lá.”
“Você vai estar em Vegas,” sorri para ele. “Eu agradeço, mas...”
“Vamos ver sobre isso”, disse Damon.
Havia um tom determinado em sua voz que eu não ouvia há
muito tempo; um que parecia imensamente bom ouvir novamente.
De todas as pessoas que eu já conheci, Damon era a única pessoa
da qual eu nunca duvidei. Sempre que ele colocava algo na cabeça,
ele o realizava. Não importava o objetivo, qualquer que fosse a
tarefa, ele sempre conseguia de alguma forma sair por cima.
“Tá bom”, eu concedi, minhas mãos para cima. “Se eu precisar
de ajuda, vou pedir.”
“Você vai ter, mesmo se não pedir,” disse Damon. “Eu
prometo.”
“E você?”
A pergunta veio de Saxon, tirada do nada. Damon virou-se
lentamente, despreparado para isso.
“O boato é que você não está mais feliz com seu trabalho”,
disse Saxon. “Que você preferiria estar fazendo algo completamente
diferente.”
Eu sentei lá assimilando o desenrolar dos fatos, enquanto
Saxon se recostava em sua cadeira. Ele esvaziou o resto de seu
copo e o pousou lentamente. “É verdade?”
Damon assentiu, sem hesitação. No final, ele acrescentou um
encolher de ombros.
“Eu não estou feliz,” ele disse simplesmente. “Sei que paga
bem e nos mantém perfeitamente. Mas eu preferiria não fazer isso
de jeito nenhum.”
A notícia foi uma surpresa. E, no entanto, parte de mim sabia
que não era. Parte de mim sentia que a mudança em Damon não
havia ocorrido inteiramente devido ao nosso afastamento, mas seria
atribuída a outra coisa também. Não gostar mais de seu trabalho de
repente fez... sentido.
“Você tem alguma outra coisa em mente?” me peguei
perguntando a mim mesmo. “O que você gostaria de fazer em vez
disso?”
Nosso amigo assentiu, e isso me surpreendeu também. Saxon
e eu olhamos um para o ouro, antes de olhar para ele.
“Bem, o que é?”
“Falo para vocês daqui a pouco,” Damon sorriu. “Não é
exatamente um segredo, mas ainda nem contei a Addison.”
A conversa morreu e voltamos ao crepitar do fogo. O ar estava
parado e quente. Minha cabeça, zumbindo agradavelmente por
causa do vinho.
“Sou eu...” Saxon riu, olhando para seu telefone. “Ou estes são
os cinco minutos mais longos de nossas vidas?”
Toquei no meu próprio telefone e verifiquei o visor. “Faz mais
ou menos quatro e meio,” eu disse. “Pelas minhas contas.”
Damon deu um pulo, levantando-se. Outras perguntas ficaram
no ar enquanto ele apontava para a entrada da mansão e sorria.
“Quase isso.”
 
 
Forty-Five
 
 
 
ADDISON
 
Eles me encontraram no quarto, esparramada na suíte master.
Eu me amarrei na cama. Utilizando nós corrediços. E lenços.
Ei, quem disse que a internet não era muito útil?
“Bem, bem... o que temos aqui?” riu Damon.
“Um brinquedo”, respondi habilmente. “Para usar e abusar.”
Eu estava vestida com um 'vestido' preto elegante, que era na
verdade uma cinta modeladora que tinha mais buracos do que
tecido. Ele estava levantado até o topo das minhas coxas. Meus
mamilos apareciam desimpedidos, e eu usava uma minúscula
calcinha de seda vermelha por baixo.
“Cara”, disse Saxon. Ele deu um soco de brincadeira no braço
de Damon. “A cada dia eu te invejo mais.”
“Sim,” Finn concordou. “Isso é muito incrível. Tenho namorado
todas as garotas erradas.”
“Acredite em mim,” Damon riu, “isso é novidade. Acho que
vocês devem inspirá-la ou algo assim.”
Eu me contorci sob o peso de seu olhar, me sentindo gostosa e
sexy. O vestido foi algo que eu inventei quando estava me sentindo
uma vadia. Que eu estava usando na última noite de nossa lua de
mel – em contraste com o branco virgem que eu usava quando
chegamos aqui – parecia totalmente apropriado, agora que pensei
nisso.
“Vocês vão debater isso a noite toda?” perguntei. “Ou algum de
vocês vai me usar?”
Me espreguicei, testando minhas amarras autoimpostas. Eu
podia sentir o tecido do meu vestido subindo ainda mais na parte
superior das minhas coxas, curvando-se sobre minhas nádegas.
“Ah nós vamos usar você,” Damon me garantiu. Sem dúvida
nenhuma.”
Ele tirou a camisa, revelando um corpo bronzeado por uma
semana inteira ao sol. Seus músculos pareciam mais incríveis com
o bronzeado que ele estava. Todo verão era sempre uma grande
excitação.
Mas agora havia três corpos bronzeados pelo sol à minha
disposição... cada um com um pau grosso e forte anexado. Até
Finnegan, que tinha uma pele naturalmente mais clara, estava com
uma cor deliciosa.
“Um brinquedo, é?” perguntou Saxon. Ele já estava deslizando
seu short pelos quadris bem musculosos.
“Um deles, sim,” respondi.
“Ah? Tem mais de um?”
“Verifique ali,” sorri maliciosamente, esticando meu pescoço
para a esquerda.
Os meninos não tinham notado no começo, mas agora o olhar
deles seguiu o meu. Do outro lado da mesa de cabeceira estava o
“kit de sexo” completo que uma das minhas damas de honra me
presenteou no meu chá de lingerie.
“Puta merda,” Damon riu. “Você trouxe isso?”
“Claro,” sorri. “Estivemos um pouco ocupados demais para
realmente usá-lo, mas imaginei... você sabe. Nossa última noite e
tudo mais.”
Damon estendeua mão e pegou uma palmatória de couro
forrada de pele. Do outro lado do kit, Saxon empurrou uma
camisinha de dedo para o lado e pegou uma venda de seda.
“Uau,” disse Finn. “Deve haver uma dúzia ou mais de coisas
neste kit.”
“E vocês podem usar todos eles”, ronronei. “Vocês podem me
provocar. Me bater. Me punir...”
Rolei pela folga intencional que deixei em minhas amarras,
deslizando uma perna lentamente pela outra. Eu estava tão
excitada. Tão incrivelmente excitada agora, que eu podia sentir que
estava encharcada.
E caramba, eles nem tinham me tocado ainda.
“Vocês fizeram um amor tão lindo comigo,” eu disse a eles.
“Vocês foram gentis. Doces. Atenciosos...”
Estendi a mão e passei um dedo pela minha própria umidade.
Minhas amarras mal me deixaram fazer isso, mas minha calcinha
estava encharcada.
“Agora, porém, eu não quero nada disso.” Meu coração
começou a bater descontroladamente enquanto eu falava a próxima
frase. “Hoje à noite... eu quero ser seu brinquedo de foder.”
A palavra ficou presa no nó na minha garganta. Me senti sexy.
Sensual. Totalmente vadia.
Foi ótimo.
Saxon se inclinou para frente, e eu levantei minha cabeça para
que ele pudesse colocar a venda. A última coisa que vi foi seu
sorriso travesso, mas lindo.
“Você tem certeza disso?” ele sussurrou em meu ouvido. Eu
assenti, mordendo meu lábio.
“Porque vai ser uma loucura”, acrescentou Damon. “Todas as
coisas aqui. Tudo o que vamos fazer com você...”
Duas mãos percorreram o caminho até o meu meio, e eu
engasguei quando senti um rasgo violento. Meu ‘vestido’ foi
rasgado, expondo-me quase completamente. Fiquei ali na escuridão
sedosa, meu peito arfando...
E então alguém começou a derramar algo fresco e xaroposo,
tudo sobre os meus seios.
“Ahhh!”
A seguir foram mãos, esfregando e acariciando. Ativando o
aquecimento do lubrificante do kit, as pontas dos dedos arrastando-
o tentadoramente por toda a minha aréola, depois beliscando
suavemente os mamilos.
“Qual é mais quente?”
Uma boca se aproximou do meu seio, sugando-o suavemente.
Trazendo o calor distinto de uma língua rodopiante. Do outro lado,
dedos continuavam patinando sobre minha pele. Melhorando ainda
mais as propriedades do aquecimento, que pareciam ser ativadas
pelo atrito. Fazendo-me contorcer sob seu toque combinado.
“Eu acho...” ri por baixo da venda. “Eu ainda não tenho
certeza.”
Mais loção se seguiu, e a boca no meu peito ficou mais
faminta. Meus mamilos foram beliscados, até ficarem duros e firmes.
O ar no quarto agora estava impregnado com o aroma do óleo
aromatizado: morangos e creme.
“Vou ter que experimentar mais então,” ouvi Finn dizer. “Com
tudo o mais...”
Alguém puxou meu mamilo para cima, e eu dei um grito agudo.
Mesmo depois de soltarem, havia uma dor distinta sob o calor
implícito.
“Que porra é...”
“Grampos de mamilo.”
Minha boca abriu. Minhas costas arquearam-se. Claro! Eu
havia esquecido que eles estavam no kit.
“Ouça,” murmurei. “Eu nunca... acho que nunca...”
“É demais?” ouvi Damon perguntar.
Meu outro seio estava em sua mão – ou o que
presumivelmente era sua mão. Com a venda nos olhos, eu não
poderia dizer de verdade.
“Diga-me se é.”
Outro beliscão forte, e foi colocado o grampo do outro lado.
Ignorando a dor, tentei imaginar como eles eram. Lembro-me deles
sendo pequenos e de aparência inocente. Pequenos clipes de
metal, revestidos de borracha.
“Tudo... Tudo bem.”
A dor estava começando a diminuir, e uma dormência estava
se instalando. Junto com ela veio uma sensibilidade requintada,
diferente de tudo que eu já havia experimentado antes. Era como se
as pontas dos meus seios estivessem pegando fogo, mas não
queimando. E era como se estivessem diretamente ligados ao calor
e prazer que eu estava sentindo lá embaixo.
“Aqui. Prove.”
Um dedo mergulhou em minha boca, e eu aceitei
ansiosamente. Morangos. Creme. Eles tinham um sabor
maravilhoso, mesmo considerando o amargor do óleo que
permanecia na parte de trás da minha língua. Sem minha visão, eu
podia perceber meus outros sentidos ficando mais aguçados.
PAFT!
O som de couro batendo em carne irrompeu em algum lugar à
minha direita. Um dos meninos, batendo a palmatória contra a mão.
“Última chance de recuar”, ouvi alguém murmurar. Finn, talvez.
Ou mesmo Saxon.
Respirei longa e profundamente, enquanto o dedo em minha
boca deslizava para fora. Contorcendo-me contra minhas amarras,
espalhada sobre a cama, eu era deles agora. Total e
completamente.
“Sem chance.”
“Bom”, ouvi Damon dizer. “Fico feliz em ouvir isso.”
“Lembre-se, porém,” eu murmurei, sorrindo cegamente. “Essa
palmatória também tem um lado macio e peludo.”
Algo se moveu, e eu pude sentir uma presença bem ao meu
lado. Fiquei ali muito quieta, tentando ouvir, notando que meu corpo
já estava tremendo. Então um par de lábios roçou os meus, macios
e sensuais, enquanto o calor da respiração de alguém batia no meu
rosto.
“Vamos manter isso em mente”, a voz grunhiu, baixa. “Agora
vire-a”.
 
 
 
Forty-Six
 
 
 
ADDISON
 
Levei uma surra pela primeira vez na minha vida. Bateram com
força na minha carne nua, com os dois lados da palmatória, bem
como com as mãos abertas dos meus três maridos gostosos, na
última noite de nossa gloriosa lua de mel.
E eu adorei pra caralho.
Não era sobre a dor, que era apenas aguda e passageira. Era
sobre a expectativa. Era cada segundo agonizante de esperar pelo
próximo golpe, enquanto palmas aleatórias alisavam a carne
delicada e aquecida da minha bunda nua e eu ofegava e me
contorcia contra minhas amarras.
Estremecia na expectativa do próximo tapa, que poderia ser
suave ou forte. Às vezes não era nada mais do que um toque ou
pegada, ou uma mão gentil deslizando sobre a curva e através do
vale quente e gotejante entre minhas coxas.
Outras vezes era a palmatória de couro, descendo com um
PAFT! Ou o lado mais macio e coberto de peles do mesmo
instrumento, me batendo com a mesma força, mas sem desconforto.
Na verdade, esses golpes eram quase bons às vezes, entremeados
com os outros.
E no meio de tudo isso, os beijos úmidos e ardentes. Os
diferentes pares de lábios quentes e famintos procurando os meus,
agitando suas línguas enquanto eu ofegava em suas bocas. Meus
amantes seguravam meu rosto, lentamente me alimentando com
seus dedos. Às vezes, até mesmo me alimentando com as cabeças
sedosas de seus próprios paus palpitantes, mergulhando-os na
minha garganta enquanto outras mãos me exploravam de maneiras
que eram maliciosas, obscenas e, ah, tão deliciosamente erradas.
Houve um TLEC em algum momento, quando minha calcinha
foi arrancada enfaticamente. De bruços, eu podia sentir os dedos
deles me explorando. Penetrando em mim de maneiras
incrivelmente excitantes, mesmo enquanto os tapas com as mãos e
com a palmatória continuavam. Minha bunda estremeceu e meu
canal apertou, ordenhando aqueles dedos dentro de mim. Levando-
me à beira do orgasmo mais intenso que já tive na minha vida, e
depois saindo de lá, apenas para serem substituídos por um pau
duro e latejante.
Um por um, eles me penetravam, me fodendo enquanto a surra
continuava. Revezando-se arreganhando minhas pernas e me
fodendo com minhas nádegas juntas, e minha boceta apertando-os
tão possessivamente que eu podia realmente sentir sua dificuldade
para sair.
E eles conversavam muito também, sussurrando coisas
maliciosas e indecentes no meu ouvido. Damon me disse como
estava excitante, me ver ficar tão à vontade como um brinquedo
sexual. Finnegan me informou que eles estavam usando todos os
brinquedos do kit de sexo, e Saxon murmurou a merda mais
obscena e pervertida que eu poderia ter imaginado, me fazendo
realmente jorrar em torno de suas estocadas contínuas e agitadas.
Em um ponto o lubrificante voltou, e alguém enfiou uma
espécie de polegar quente na minha bunda. Engoli em seco de
prazer com a intrusão, imaginando quando eles chegariam a essa
parte do kit, e meu corpo deu as boas-vindas ao plugue em forma
de diamante que deslizou com surpreendente facilidade direto pela
minha porta dos fundos trêmula.
“Caralho,” eu ouvium deles dizer, enquanto o plug se
encaixava firmemente na minha bunda. “Olhe para isso...”
Eu gemi feliz ao redor do pau que estava chupando, meus
olhos lacrimejando nos cantos com a euforia de ser duplamente
penetrada. Minha venda caiu, e eu tive um vislumbre do lindo
abdômen de Saxon. Uma mão forte apertou minha bunda,
apertando-a com força dominante, enquanto outra pessoa colocava
a venda de volta no lugar, me deixando na escuridão.
Eles me possuíram. Me bateram. Se revezaram me fodendo
com força por trás, enquanto batiam e torciam o plug profundamente
na minha bunda. A combinação de duas coisas gostosas enterradas
simultaneamente dentro de mim me levou ao limite. Eu gritei alto
quando gozei, os gritos de prazer arrancados da minha garganta
pouco antes de uma mão apertar minha boca por trás.
“MmmmMMMMmMMMpphh!”
Os meninos me seguraram com força, me fodendo ainda mais
forte. Alternando tanto e se revezando com tanta frequência que eu
não tinha mais ideia de quem estava onde. Parei de acompanhar
algum tempo depois que eles começaram a esfregar o lubrificante
quente em toda a minha bunda. Houve o som distinto do vibrador do
kit ligando, e um deles o colocou suavemente no topo da minha
boceta, logo acima do meu clitóris.
“Diga quando.”
As sensações me enviaram quase que instantaneamente para
outro orgasmo estremecedor, minha boceta apertando e
convulsionando em torno de qualquer cara sortudo que estivesse
dentro de mim no momento. Murmurei a palavra “quando” ao redor
dos dedos de alguém, e um ou dois segundos depois o vibrador
felizmente e misericordiosamente foi desligado. Tudo estava tão
sensível que eu podia sentir meu corpo inteiro tremendo. Se eles
tivessem continuado, eu teria me soltado e me enrolado em posição
fetal.
Eles me deixaram por um bom minuto, deitada de bruços. Meu
corpo arfando, a pele da minha bunda queimando agradavelmente
com o que imaginei serem vergões e marcas de mãos. Eu podia
sentir meu cabelo grudado por todas minhas costas. O plugue na
minha bunda estava fornecendo uma pressão sólida e constante
que de alguma forma eu adorava mais do que jamais pensei que
gostaria.
“Isso não estava no kit...” alguém murmurou. “Mas eu não acho
que você vá se importar.”
Dei um pulo quando algo tocou minha bunda novamente.
Durante um ou dois segundos, parecia um calor abrasador e
ardente. Mas então senti o gotejamento frio de algo escorrendo
pelos dois lados das minhas coxas e percebi o que estava
acontecendo.
Cubos de gelo.
Duas mãos começaram a alisar o gelo por toda a minha bunda,
que nesse momento parecia estar com mil graus. Eu concluí que
gostava. A sensação era agradável; uma dormência que contrastava
bem com a pontada de dor.
Alguém estendeu o braço debaixo de mim e removeu os
grampos dos meus mamilos. A liberação da pressão foi tão boa que
quase gozei pela terceira vez.
“Nós vamos foder essa coisa...” alguém grunhiu no meu
ouvido, enquanto simultaneamente batia na ponta do plug anal. Dois
pares de mãos apertaram minha bunda e eu engasguei de surpresa.
“Mas não esta noite. Da próxima vez, com certeza, então esteja
pronta para isso.”
Um alívio fluiu através de mim como um rio fresco e
refrescante. Por mais que eu gostasse de sexo anal, geralmente
exigia um pouco mais de romance e muito mais vinho. Para eu
apreciá-lo plenamente, pelo menos.
Então, novamente, quem sabe? Em uma situação tão excitante
como esta…
“Você vai estar pronta baby,” ouvi Damon sussurrar. “Não vai?”
Meu coração disparou, quando percebi o que isso significava.
Era uma proposta. Uma confirmação do que eu esperava, mas
ainda não havia discutido com Damon.
“Sim...” balancei a cabeça entorpecida, no travesseiro. “Vou
estar pronta.”
Senti-me acolhida e um pouco confusa, sabendo que esta não
seria a última vez. Que mesmo além desta última noite louca na
Grécia, o escaldante arranjo sexual com nossos amigos continuaria
além da lua de mel, estendendo-se alegremente em nossas vidas
normais e cotidianas.
“Devemos preencher você?” uma voz grunhiu em meu ouvido.
Soou baixo, gutural e perigoso. “Alimentar você? Dar um banho em
você?”
Minha cabeça girou. Senti-me esgotada e desidratada e ainda
sem fôlego desde a última vez que gozei.
“Me preencham...” suspirei, “me alimentem, me banhem!”
grunhi, me contorcendo com força na cama. “Façam tudo o que
quiserem comigo! Eu sou toda de vocês...”
No final, eles fizeram exatamente isso. Um amante grande me
‘preencheu’ por trás, segurando meu queixo para cima para que ele
pudesse me beijar enquanto me deixava cheia do seu sêmen
quente. Parecia tão grosso, tão incrivelmente apertado com o
plugue ainda dentro, que eu podia sentir meu corpo apertando-o até
a última gota.
“Unghhh...”
Outro grunhido, outro gemido, e de repente dois dedos
beliscaram minhas bochechas. Minha boca se abriu faminta,
avidamente, e então alguém gozou com força... por toda a minha
língua estendida.
CARALHO, que tesão!
Jato após jato fluía em minha boca, sobre meus lábios, até
mesmo no meu rosto. Eu bebi o que pude, e engoli. O tempo todo,
tentando vagamente determinar quem era apenas pelo sabor do
creme doce e almiscarado.
RIIIP!
Senti pressão em meus tornozelos e em um dos meus pulsos,
enquanto as amarras que me prendiam à cama eram cortadas ou
arrancadas. Mãos fortes me viraram de costas, e eu engasguei
quando a cama se moveu violentamente dos meus dois lados.
Ahhhhhhh...
Foi quando eu senti: a chuvinha quente do meu terceiro
amante chegou, caindo no meu corpo nu. Seu sêmen aquecido
choveu por todo o meu peito e estômago, pingando de onde eu
podia senti-lo parado sobre a cama.
Ah meu DEUS.
Eu estava sem fôlego e delirando. Totalmente perdida no
sentimento picante e libertador de ser tão exaustivamente e
completamente usada.
Alguém puxou a venda dos meus olhos para revelar Damon,
de pé sobre mim. Ele ainda estava se masturbando lentamente,
seus olhos muito distantes enquanto terminava de ordenhar o resto
de sua carga monstruosa.
Finalmente, ele caiu de quatro, seu corpo ágil e atlético rolando
lindamente enquanto ele se abaixava para beijar minha testa. Ainda
ofegante, ainda suado, seus olhos castanhos quentes encontraram
os meus.
“Feliz lua de mel”, ele riu para mim.
 
 
Forty-Seven
 
 
 
ADDISON
 
“Repita pra mim?” Finn perguntou, ajustando o bocal de ar
superior para que não soprasse diretamente nele. “Será que eu ouvi
corretamente?”
“Você ouviu certo,” Damon sorriu.
“Um food truck?”
Fiquei tão chocada quanto eles. Ao mesmo tempo, porém,
também fiquei agradavelmente surpresa.
“Você quer isso de verdade?” perguntou Saxon. Ele estava
muito mais sério do que Finn, e por isso Damon parecia grato.
“Sim,” Damon disse. “Eu quero de verdade.”
Apertei a mão de Damon de onde estávamos sentados, na
fileira do meio do 747. Não era algo que ele já tivesse mencionado
antes. Nem uma vez, nem mesmo de passagem. Mas isso era
Damon sendo Damon. Era meio que o jeito dele.
“Só você poderia fazer isso... começar quase indo jogar na
NFL, passar a ganhar seis dígitos como analista financeiro e agora
para… o que você seria? O dono e o chef de um food truck?”
“Sim, cara,” ele disse a Finnegan. “Eu realmente adoraria.”
Os meninos olharam para mim, e eu só pude dar de ombros.
No meio do caminho de volta para Nova York, em algum lugar no
alto do Oceano Atlântico, eu estava tão perdida quanto eles.
“Olha, uma das coisas que eu amava em jogar futebol era fazer
as pessoas felizes”, explicou Damon. “Em todos os lugares que eu
ia, as pessoas sorriam e apertavam minha mão. Eles me pagavam
drinks, me davam tapinhas nas costas. Tiravam selfies comigo...”
“Você era famoso,” concordou Saxon. “Um lenda de Ohio.”
“Mas não existem operadores de food trucks famosos”,
argumentou Finnegan. “Ninguém vai te comprar uma cerveja por
servir um bom cachorro-quente. Ninguém vai querer tirar fotos com
você.”
“Eu não vou servir cachorros-quentes,” disse Damon. “Eu
tenho ideias radicais para algumas coisas realmente boas. Você já
olhou por aí? Existem food trucks que servem apenas macarrão
com queijo,mas com variações incrivelmente deliciosas. Alguns são
dedicados a sobremesas incríveis e malucas. Eu vi trucks que
fazem tacos de waffles. Pizzas especiais. Mini-hambúrgueres de
Pad Thai. Cozinha de fusão, aquela que combina ingredientes de
pratos de diferentes locais...
“Você tem assistido muito ao Master Chef”, riu Saxon.
“Sim”, eu sorri, apoiando-o. “Com certeza assistimos.”
“Sim, mas o que isso tem a ver com jogar futebol?” perguntou
Finn.
Damon deu de ombros, mas agora ele tinha um sorriso de
garoto no rosto. Havia um brilho em seus olhos que eu não via
desde antes de os meninos se afastarem.
“Esses tipos de criações transformam o dia das pessoas”,
disse ele. “Olhando pela janela para um food truck, as pessoas
estão sempre felizes em te ver. Você está dando a elas o almoço.
Você está fazendo-as sorrir. Além disso, você pode ser criativo, e
isso me atrai acima de tudo. Não há nada de criativo em finanças.”
“Sim, mas o salário com certeza compensa”, Finn tentou
convencê-lo.
“Não,” disse Damon. “Não compensa.”
Fiquei impressionada com a revelação do meu marido.
Chocada por ele não ter mencionado isso para mim antes. Eu podia
ver como isso parecia um pouco louco, já que ele sabia sobre food
trucks e até mesmo muito sobre a cozinha relacionada a isso. Ainda
por cima, ele estava finalmente sendo honesto sobre seu trabalho. E
se algo assim o deixasse feliz, eu estava determinada a apoiá-lo,
não importa o que ele quisesse fazer.
“Você já se sentou na frente de uma mesa o dia todo?”
perguntei a Finnegan. “Ou usou gravata por dez horas seguidas?”
De onde ele estava sentado do outro lado de Damon, ele
balançou sua bela cabeça.
“Bem, eu o via voltar para casa depois de cinco dias seguidos
disso. Esfregava os pés dele depois de ele ter andado dez
quarteirões com sapatos de couro italiano elegantes, mas
desconfortáveis.”
Eu me aconcheguei um pouco mais perto de Damon, enquanto
acariciava seu braço de forma tranquilizadora.
“Se ele quer operar um food truck...”
“Vai ser a melhor porra de food truck que a cidade já viu,”
Saxon interrompeu. “Estou falando sério, cara. Você quer cozinhar?
Eu vou ensinar você a cozinhar. Você quer inventar suas próprias
criações? Nós dois vamos nos sentar e discutir algumas coisas.”
O rosto de Damon passou de cautelosamente otimista para
eufórico, no espaço de alguns segundos. Meu coração disparou
enquanto me inclinava em direção a Saxon, enlaçando meu braço
no dele em gratidão.
“Sério?”
“Muito sério,” Saxon continuou. “Tenho conexões com pessoas
que dirigem trucks em Las Vegas. Alguns deles me devem uma.
Eles vão me dar umas dicas para a logística de tudo o que
precisamos saber, especialmente porque você não estaria em
competição direta com nenhum deles. Vou dar o pontapé inicial
assim que voltar.”
“Não precisa ser imediatamente”, respondeu Damon. “Quero
dizer, teríamos que economizar um pouco. Então, isso
provavelmente seria lá por volta de...”
“Besteira”, eu disse com firmeza, e todos olharam para mim.
“Baby, as coisas estão um pouco menos rígidas do que antes”,
disse Damon, “mas nós dois sabemos que ainda estão apertadas
agora.”
“Não importa,” falei com firmeza. “Você quer isso? Você
consegue. Está acontecendo, e vai acontecer em breve, e vai ser
fantástico pra caralho.”
Damon olhou para mim, sua expressão cheia de amor. Ele
estava tão em êxtase que não conseguia nem esconder.
“Você tem feito tudo por mim”, eu disse. “Você me manteve na
faculdade. Você mudou para algo que nem queria fazer e se
manteve firme para que pudéssemos ser bem-sucedidos.” Eu o
apertei com mais força, sorrindo de orelha a orelha. “E então você
casou-se comigo. Me deu um belo casamento. Me proporcionou a
mais louca, mais inacreditável lua de mel que qualquer garota
jamais teve, em toda a história das luas de mel.”
“Isso com certeza”, Saxon sorriu baixinho.
“Meu ponto é, você sempre esteve lá para fazer as coisas
acontecerem para mim,” eu disse. “E eu vou estar lá...”
“Nós vamos estar lá,” Saxon me corrigiu rapidamente. Apontou
o polegar para si mesmo, para Finnegan e para mim. “Nós três.”
“Certo, nós vamos estar lá”, sorri feliz. “Para apoiar você.”
Por um bom meio minuto Damon apenas ficou sentado ali,
parecendo totalmente surpreso. Quando a comissária de bordo veio
recolher nosso lixo, ele nem se mexeu. Ela apenas arrancou a
garrafa de água vazia de sua mão paralisada.
“Bem, caralho cara,” riu Finnegan finalmente. “Parece que você
está no negócio.”
 
 
Forty-Eight
 
 
 
ADDISON
 
Despedimo-nos de Saxon na esteira de bagagens, cercados
pelo enxame de viajantes agitados que compunham eternamente o
aeroporto JFK. Ele recebeu três grandes abraços e um longo e
demorado beijo de despedida... o último, me deixando tão excitada
e formigando que eu podia sentir uma umidade lá embaixo.
“Fique bem”, eu disse a ele.
“Fique sexy,” ele sorriu.
Não era exatamente do jeito que eu imaginava deixar nosso
amigo, com seu problema claramente sem solução. Mas ele tinha
que pegar seu voo de conexão e voltar para Vegas. O que quer que
decidíssemos fazer sobre sua situação aconteceria depois, quando
ele estivesse em casa em segurança.
No entanto, aquela não era a casa dele.
Eu sabia disso em meu coração, e o resto de nós também.
Uma coisa era sentir falta de Saxon onde ele estava, se ele
estivesse feliz lá. Mas outra coisa era saber que nosso amigo
estaria de volta a Nova York se tivesse liberdade de escolha.
De alguma forma, tínhamos que fazer isso acontecer. Não
apenas por Saxon, mas por todos nós.
Saímos da área de bagagem, nossos corpos cansados do
longo dia de viagem. Damon e eu ainda estávamos a meia hora de
trem de casa. Finn iria para o leste, então ainda estava por volta da
metade do caminho até Long Island.
“Tem certeza de que não vai ficar conosco alguns dias?”
Damon perguntou a ela pela terceira vez.
Nosso amigo balançou a cabeça novamente no caminho para
fora, puxando nossa bagagem atrás de nós. “Eu preciso ficar na
casa de Gemma por alguns dias. Sentir a casa. Imaginar o que vou
fazer com ela.”
“Isso soa solitário,” eu disse.
“Talvez.”
“Lembre-se, você está a apenas uma hora e meia de
distância,” Damon ressaltou. “Se precisar de alguém para ajudar, ou
para fazer companhia, ou para conversar…”
“Eu sei,” Finn sorriu, nos abraçando com força. “E agradeço.”
Nós o deixamos em um táxi, onde ele recebeu uma despedida
igualmente quente quando eu esmaguei meus lábios contra os dele.
Qualquer um da área de retirada de bagagem que tenha me visto
beijar Saxon deve ter ficado em uma baita confusão.
“Te ligo depois, cara,” Damon sorriu. Finn sorriu pelo para-brisa
traseiro e piscou, e um momento depois o táxi partiu.
Parados ali sozinhos, de mãos dadas, nós dois soltamos um
suspiro coletivo.
Uau.
Eu ainda estava em choque, com praticamente tudo o que
tinha acontecido. Tudo, desde o casamento até a lua de mel e a
revelação de Damon sobre sua abrupta e adorável mudança de
carreira.
“Pronta para ir para casa?” ele perguntou.
“O Papa voa pela Virgin Atlantic?”
Damon deu de ombros. “Sei lá.”
“Exatamente, também não sei”, eu ri cansada. “É melhor eu
cuidar dessa falta de sono.”
Em vez de pegar o trem como planejamos, Damon
misericordiosamente chamou outro táxi. Passamos a maior parte da
hora seguinte no banco de trás, sentados no trânsito, cochilando
encostados um no outro.
“Acha que ele vai ficar bem?” perguntei, enquanto
mergulhávamos pelo túnel Queens-Midtown. As sombras se
aprofundavam, perfuradas por flashes intermitentes quando
passávamos por centenas de pequenas luzes âmbar.
“Qual deles?”
“Na verdade, os dois.”
“Finn pode tomar conta de si mesmo,” disse Damon. “Com
Saxon, estou um pouco preocupado.”
Eu me aconcheguei nele, meus olhos ficando mais pesados do
que nunca. “Finnegan não está em um bom estado de espírito,” eu
disse. “A morte de Gemma o afetou mais do que ele deixa
transparecer. Ficará ainda pior quando ele estiver morando lá,
cercado pelas coisas antigas dela.”
“É apenas temporário,” Damon ressaltou.
“Mesmo assim”, suspirei, “ele não pareciacem por cento certo
disso. Eu apenas... me preocupo.”
Saímos do outro lado do túnel, nós dois apertando os olhos
para a abrupta luz do dia.
“Talvez um de nós ou ambos devesse fazer uma visita a ele,
então?” Damon sugeriu. “Quer ele queira ou não.”
Bati a cabeça alegremente na curva de seu braço. “Essa é
provavelmente uma boa ideia.”
Minha mente vagou para pensamentos mais felizes e
memórias de lua de mel mais afetuosas. Então, no que diz respeito
aos amigos ou maridos? Damon era praticamente imbatível.
Todos eles eram, na verdade.
Minhas lembranças terminaram quando passamos pela soleira
do nosso prédio, arrastando nossas malas para dentro. Era bom
estar em casa, embora tudo parecesse um pouco diferente.
Parecia... bem...
Vazio.
Cinco minutos depois estávamos nus como no dia em que
nascemos, aconchegados sob nossos lençóis e cobertores. As
portas e janelas estavam fechadas, as cortinas blackout totalmente
fechadas. Os braços de Damon me faziam sentir acolhida.
Protegida. Segura.
Foi a última coisa que me lembrei antes de desmaiar em uma
poça da minha própria baba.
 
 
 
Forty-Nine
 
 
 
ADDISON
 
A propriedade em si era linda: um hectare e meio de um
terreno arborizado em sua maior parte, localizado no centro do
condado rural de Suffolk. Essa quantidade de terra não era inédita
por aqui, mas também não era exatamente comum. Tudo era muito
a cara da Gemma. Disso eu sabia.
Tive que olhar duas vezes, surpresa, no final da entrada
privativa, ao desligar o motor na frente da mais bela casa em estilo
artesanal. Damon passou um tempo aqui quando era criança. Ele
me disse o que esperar, e eu já esperava ficar impressionada.
Mas, mesmo depois de todo o aviso, eu ainda estava
agradavelmente surpresa.
“Finn?”
Meu pulso já estava acelerado quando bati na porta da frente.
Era metade alumínio, metade tela. Pelo que eu vi lá dentro, já podia
dizer que os móveis pareciam acolhedores e aconchegantes. Eles
passavam uma sensação de boas-vindas e conforto. Assim como
havia um toque feminino.
“Addy?”
A porta se abriu e Finn foi me pegando em seus braços, seu
rosto cheio de admiração e surpresa. Tive a impressão de que
estava dormindo, ou talvez apenas descansando os olhos. Mas ele
veio da sala de estar, e eu não tinha ouvido nada parecido com uma
TV.
“O que diabos você está fazendo aqui?”
“Fazendo uma visita,” sorri.
“Mas...”
“Visita surpresa, na verdade,” ri. “Eu teria ligado, mas ligar
daria a você a opção de dizer não. Eu e a palavra ‘não’ não nos
damos muito bem, caso você não tenha notado.”
Finnegan meio que me conduziu, meio que me carregou para
dentro. A porta se fechou atrás de mim, e meus olhos começaram a
varrer todos os lugares ao mesmo tempo.
“Uau...”
A casa de Gemma era decorada de cima a baixo em... bem...
no estilo próprio e distinto de Gemma. Dizer que tinha um toque
feminino seria um eufemismo. Talvez até o eufemismo do século.
“Olhe para essa coisa!”
Entrei na cozinha bem iluminada. A decoração campestre era
evidente em todos os lugares, desde os azulejos pintados com
cores vivas até os pratos de cerâmica branca e azul expostos nos
nichos verticais em arco. Havia cerâmica, objetos de coleção,
bugigangas. Alguns pendurados nas paredes, enquanto outros
estavam em prateleiras, ao lado de fotos de lugares exóticos. Todos
era incríveis.
“Então, como você tem passado?” perguntei.
“Muito bem”, ele disse sem entusiasmo. “Tem sido... tranquilo.”
“Você quer dizer solitário,” eu o repreendi.
“Um pouco, sim.”
“Nós dissemos para você aparecer,” dei uma bronca.
“Convidamos você para o jantar de domingo, e então novamente na
segunda-feira, na terça-feira, e...”
“Eu sei, eu sei,” ele reconheceu. “É só... bem...”
“Bem o quê?”
“Vocês são recém-casados agora, Finnegan deu de ombros.
“Eu quis dar um pouco de espaço para você e Damon.”
“Como você me deu espaço na nossa lua de mel?” provoquei.
“Aquilo foi diferente.”
Peguei uma máscara africana de madeira e a virei na mão
algumas vezes antes de colocá-la de volta no gancho. “Foi mesmo?”
Finn corou a caminho da geladeira. Ele voltou com duas
cervejas geladas e uma lata de Pringles originais.
“Você e eu sempre fomos companheiros de lanche”, eu sorri
enquanto ele fechava as tampas com sua grande palma da mão.
Nós nos desejamos saúde e brindamos com nossas garrafas.
Bebemos até nossos olhos lacrimejarem, então caímos em
sofás opostos. Eu ainda estava maravilhada com a imensa
variedade das coisas ao redor, quando Finn falou.
“Caso você não tenha notado,” ele começou
melancolicamente, “eu não me livrei de muita coisa.”
“Sim,” eu sorri. “Estou vendo.”
“É só que... bem...”
“Isso eram as coisas da sua tia?”
Finn assentiu com entusiasmo, sua expressão grata por eu ter
entendido.
“E você sente que se livrar de tudo é como deixá-la ir?
Jogando fora pequenos pedaços de sua vida?”
“Sim,” ele suspirou aliviado. “Você entendeu.”
Inclinei-me para frente e estendi a mão para ele, e Finn me deu
a mão. Enquanto seu queixo se levantava lentamente, eu o olhava
diretamente em seus lindos olhos cor de esmeralda.
“Ela sempre vai estar aqui”, eu disse suavemente.
“Não se eu tirar tudo da casa que ela sempre...”
“Não aqui”, eu disse, sinalizando com o braço para tudo ao
redor. Apontei um dedo para o lado esquerdo de seu peito largo.
“Aqui.”
Finn olhou para baixo como se estivesse vendo seu coração
pela primeira vez. Ele expirou lentamente.
“Olha, só porque você desmonta a casa e a coloca em caixas
não significa que você tem que se livrar delas. Você pode colocar
em um armário por enquanto. Guarde tudo para quando terminar o
luto e revisite quando estiver pronto para seguir em frente.”
“Eu amava Gemma como uma mãe”, ele disse. “Não tenho
certeza se ainda vou seguir em frente.”
“Isso são apenas coisas, Finn. Pequenas lembranças de
lugares, claro, mas não são esses objetos materiais que sua tia
tanto apreciava. São as memórias por trás deles. Se sua tia lhe
ensinou alguma coisa, é que é a experiência que importa.”
Minhas últimas palavras conseguiram mexer um pouco com
ele. Vi uma mudança em sua linguagem corporal.
“Você acha?”
“Eu sei”, eu assegurei a ele, apertando sua mão. “Pense nos
lugares em que esteve, nas coisas que fez. Gemma estava
orgulhosa de você, por aproveitar essas oportunidades. Por você
gostar das mesmas coisas que ela gostava.” Sorri o mais
calorosamente que pude, sem parecer condescendente. “Você era
exatamente como ela, Finn. Duas almas gêmeas. Ela se
reconheceu em você, e isso foi o que tornou a conexão de vocês tão
especial.”
Ele assentiu lentamente, olhando para algum ponto por cima
do meu ombro. Quando ele falou novamente, sua voz estava lenta e
equilibrada.
“Há outra razão pela qual estou tendo tanta dificuldade em me
desapegar”, ele disse.
Eu levantei uma sobrancelha curiosa, e Finnegan se levantou e
atravessou a sala. Observei enquanto ele abria uma pequena caixa
de madeira e retirava dela um pedaço de papel.
“Aqui”, disse ele, estendendo-o para mim. “Isto estava junto
com as coisas que ela deixou especificamente para mim.”
 
 
Meu querido sobrinho ~
 
Girar ao redor do mundo é divertido, mas
eventualmente todos nós precisamos de raízes!
Este lugar é
seu, para quando você estiver pronto para tirar
seus
sapatos e enfiar os dedos dos pés no solo.
Sempre foi, na verdade.
 
~ Com todo o meu amor, Gemma
 
 
Li a nota com uma pontada de profunda simpatia e tristeza.
Estas eram as últimas palavras da sua tia para ele. Os últimos
desejos dela.
“Agora você vê por que estou tendo tanta dificuldade em
vender a casa”, disse Finnegan.
Inclinei seu queixo para trás em minha direção, sorrindo
através das minhas próprias lágrimas. “Então não faça isso.”
“O quê?”
“Não venda,” dei de ombros. “Mantenha esse lugar. Faça dele
sua casa novamente. Honre Gemma, é claro, mas desmonte tudo e
coloque um pouco de volta... de uma forma que a honre, e ainda
fique do seu jeito.”
Os olhos de Finn se arregalaram. Era óbvio que ele não
esperava a sugestão, mas não ficou descontente com ela. Tive a
impressão de que era algo queele já estava considerando.
“Na verdade,” eu disse, me levantando, “vim aqui com uma
sugestão nossa. Minha e de Damon.” Virei minha cerveja,
terminando o resto da garrafa antes de colocá-la na mesa. “Você
quer ouvi-la?”
Finn assentiu, totalmente intrigado. Seus olhos estavam
esperançosos.
“Seria necessária alguma contribuição de sua parte, e também
da nossa. Mas considerando onde você está agora, em relação a
este lugar? Olhei em volta novamente e sorri. “Na verdade, poderia
ficar melhor.”
“É sério?”
“Claro”, eu sorri, chegando perto dele. “Se você e eu o
modificarmos, é claro.”
Eu podia sentir o calor de seu corpo, a força em seus longos
braços. Isso me lembrou a Grécia. De como livremente nós
dividimos tudo uns com os outros.
“Venha para a cozinha e falaremos sobre isso,” eu disse.
“Vamos ver se conseguimos acertar alguns dos detalhes mais sutis.”
Os lábios de Finnegan se curvaram nos cantos. A faísca
estava de volta em seus olhos novamente, e ver isso fez meu
coração cantar.
“E depois disso?” ele perguntou sugestivamente.
“Depois disso...” eu disse, deixando meus dedos vagarem um
pouco por seu corpo, “... você volta para a cidade comigo, e passa a
noite conosco. Damon adoraria ver você. Já faz uma semana.”
Ele hesitou, mas apenas por um momento. “Certo,” ele sorriu e
assentiu.
“E depois disso,” eu terminei, dando uma piscadela sexy,
“vamos ver se não há mais alguma coisa que vocês, meninos,
possam querer colocar em dia.”
 
 
 
Fifty
 
 
 
SAXON
 
Os mesmos sentimentos sempre vinham à tona, a cada vez
que eu voltava para casa. A emoção de ver a cidade do ar, na
aproximação final. O guincho dos pneus quando pousamos. A
sensação inconfundível do ar de Nova York, vibrando com vida e
eletricidade, enquanto eu subia os degraus do metrô e entrava nas
ruas escancaradas e repletas de arranha-céus.
O apartamento de Damon e Addy estava exatamente onde eu
o havia deixado, a imagem dos degraus da frente do prédio
congelada em minha mente. Tantas coisas haviam mudado nos
últimos anos. Tantas partes da minha vida eram inconfundivelmente
diferentes.
Mas não isso. Neste ponto, eu estava agradecido.
A porta se abriu na primeira batida, e eu fui arrastado para
dentro para o mais caloroso dos abraços. Damon me deu um tapa
forte nas costas, enquanto puxava a mala da minha mão. Addison
me deu umas boas-vindas mais demoradas, seu corpo quente e
feminino se fundindo familiarmente com o meu.
Caramba...
Memórias voltaram, tingidas com o delicioso aroma de
baunilha. Era o cheiro que eu sempre associava a ela, não importa
onde eu estivesse, ou quantos quilômetros estivessem entre nós.
“Bem-vindo ao lar”, ela gritou, então me beijou bem nos lábios.
Meu estômago revirou. Em algum lugar no meu peito, senti algo
apertar.
“Tudo bem com você?”
Eu sorri e a beijei de volta, deixando minhas emoções
reprimidas fluírem através de nós dois. Eu queria dizer a ela que
estava mais do que bem, agora que estava aqui ao lado dela. Como
eu estive pensando nela sem parar nas últimas duas semanas, e
fiquei um pouco obcecado por ela, em mais de uma maneira.
Foi uma loucura a rapidez com que as conexões voltaram. E
fiquei emocionado ao ver isso do lado dela também. O brilho de
travessura e excitação nos olhos de Addison me disse que ela não
tinha esquecido nosso tempo na Grécia, e que as coisas não tinham
voltado ao nosso antigo “normal”. De fato...
“Temos uma surpresa para você,” ela sorriu, incapaz de se
controlar.
Eu ri. “Certo...”
“Está pronto?”
Damon já havia me empurrado de volta para a minha cadeira
favorita e colocado uma cerveja na minha mão. Porra, eu estava
preparado para tudo.
“Ei!”
Eu girei, e fiquei totalmente louco quando Finnegan entrou na
sala pelo corredor dos fundos. Eu voei até ele, quase o derrubando
com meu abraço de um braço só. Derramei um pouco de cerveja
nele, que não pareceu se importar.
“O que, vamos ter uma reunião?” Eu ri, voltando-me para
Damon e Addison.
“Algo do tipo,” Damon sorriu.
“Quero dizer, eu percebi que você me chamou aqui para
alguma coisa”, eu disse. “Eu só achei que era... bem...”
“Mais da nossa lua de mel?” Addison terminou com um sorriso
lascivo.
Fiquei um tom mais vermelho. “Sim, eu acho.”
“Ah, nós podemos fazer isso...” ela concordou, deixando a
última palavra demorar da maneira mais sedutora possível. “Mas
primeiro... negócios.”
A palavra me pegou no meio do gole. ‘Negócios’ era a última
coisa que eu esperava. Ainda assim, os outros se sentaram, me
levando a fazer o mesmo.
“Então, começando do começo”, disse Addison. “Você estava
falando sério sobre o que disse em Atenas? Sobre querer voltar
para Nova York?”
Assenti lentamente. “Sim. Definitivamente.”
“E você falou igualmente sério sobre querer me ajudar?”
perguntou Damon. “Montar as coisas do truck, quero dizer.
Ingredientes. Fornecedores. Talvez alguns cursos intensivos em...”
“Você ainda tem que perguntar?” eu ri, tentando soar meio
ofendido. “Você sabe que sim. Basta olhar para o quão longe já
chegamos.”
Na semana passada, eu havia ajudado Damon a obter todos
os tipos de informações sobre como montar e administrar seu
próprio food truck. Conversamos sobre permissões, licenciamento,
localização. Eu até cobrei um favor e tinha um lugar todo reservado
para ele em Bayside Queens, no final de um movimentado parque
industrial. Não era Manhattan, mas Damon não queria Manhattan.
Ele queria algo um pouco mais longe do centro, em um dos bairros
mais afastados.
“Tenho um milhão de ideias”, disse ele, “e todas essas receitas
se acumularam na minha cabeça. Mas vou precisar de um chef para
ajudar a tirá-las. Do jeito certo, pelo menos.”
“Caso contrário, elas vão ter um absoluto gosto de bunda”, riu
Finnegan.
Eu ri, adicionando um aceno ansioso. “Você sabe que eu vou
te ajudar, cara. Eu farei o que você quiser.”
Damon olhou para mim com mais do que a quantidade usual
de amor fraternal. Eu sei que você vai, cara. E isso é porque...”
“Isso é porque nós precisamos que você fique.”
Addison disse as palavras enquanto trocava minha garrafa
vazia por uma nova. Ela até tirou a tampa.
“Adoraria ficar,” eu disse carinhosamente. “Você sabe disso.
Mas...”
“Mas você deve a um agiota em Vegas oitenta e dois mil
dólares?” perguntou Finnegan.
Dei de ombros tristemente. “Sim.”
“Não, não deve”, disse Damon, sua boca se curvando em um
sorriso largo e radiante. Meu olhar se deslocou pela sala de estar,
pousando em cada um deles. Todos estavam sorrindo.
“Não mais.”
 
 
 
Fifty-One
 
 
 
ADDISON
 
Levou vários longos segundos para que o que dissemos fosse
registrado na mente de Saxon. Mesmo quando isso aconteceu, ele
não entendeu completamente.
“Mas o que você quer dizer com...”
“Nós pagamos”, disse Finnegan, com sua própria cerveja
pendurada na ponta dos dedos. “Nós três.”
Os olhos de Saxon se fecharam quase totalmente. “Vocês... o
quê?”
“Nós fizemos uma visita ao seu pai,” disse Finn, com Damon
balançando a cabeça atrás dele. “Demos todos os nomes e
detalhes.”
“Meu... pai...”
“Claro,” disse Finnegan. “Foi um pouco embaraçoso para ele,
mas foda-se.”
A coisa toda ainda não havia sido registrada no que dizia
respeito a Saxon. Sua expressão mudou para uma de total
descrença.
“Então nós ligamos para esse tal de Jamison,” disse Damon. “E
chegamos a um valor final.”
“O que você quer dizer com valor final?”
“Você sabe o que queremos dizer,” Finnegan sorriu. “Então,
sim, nós fizemos uma vaquinha e cuidamos disso para você. Você
está livre de dívidas.”
Saxon cobriu a boca com as mãos. Seus olhos se arregalaram
novamente.
“Eu... como...”
Gemma não me deixou apenas a casa,” disse Finn, “ela me
deixou também algum dinheiro. Uma boa quantia, na verdade.
Então, entre isso e o que Damon e Addy acrescentaram, bem…”
As palavras lhe faltaram, então Saxon ficou de pé em um pulo.
Ele abraçou a todos nós, um por um, escorrendo lágrimas de
verdade em suas belas bochechas. Essas lágrimas fizeram meu
coração explodir, no segundo em que as vi. Mas então me lembrei
que eram lágrimas de alegria.
“Eu vou pagar vocêsde volta”, ele disse com a maior
seriedade. “Todos vocês. Com juros.”
“Fodam-se os juros,” Damon riu.
“Sim, sério,” Finn continuou. “Não há juros quando se trata de
amigos.”
“Você pode nos pagar de volta, no entanto”, eu sorri. “Primeiro
e acima de tudo, voltando para cá e conseguindo um emprego em
um daqueles restaurantes incríveis dos quais você está sempre
falando.”
Saxon se endireitou onde estava sentado. Era como se ele
tivesse assumido uma vida totalmente nova.
“Essa é a parte fácil,” ele sorriu. “Já tenho várias ofertas
permanentes.”
“Bom,” disse Damon. “Deixe-os competir por você.”
“A segunda maneira que você pode nos agradecer é ajudando
Damon a lançar seu truck”, continuei. “Sabe, no seu tempo livre.”
“Não que um chef tenha muito tempo livre,” disse Finn,
cruzando os braços.
“Acredite em mim, eu vou fazer aparecer tempo livre”, disse
Saxon, voltando-se para seu amigo. “Você terá todo o meu tempo
sempre que precisar, mano. Tudo que vocês precisarem. Na
verdade, já tenho algumas ideias para...” ele parou de repente,
jogou a cabeça para trás e rugiu como um leão. “PUTA MERDA,
vocês realmente pagaram minha dívida!?”
“Porra, sim,” Finn fez um brinde.
“Simplesmente não acredito nisso…”
“É melhor acreditar,” Finn continuou. “E agora vem a melhor
parte, se você estiver pronto para isso.”
“Manda.”
“Você vai morar comigo. Em Long Island. Na antiga casa da
Gemma.”
“Sua casa”, eu lembrei Finn claramente. “É a sua casa agora,
lembra?”
“Então tá,” ele admitiu. “Minha casa. Você vai ficar lá por um
tempo, se isso estiver bom para você. Nós dois vamos economizar
dinheiro dessa forma, e você pode me treinar também.”
Os olhos de Saxon se estreitaram novamente. “Treinar você?”
“No food truck,” Finn disse com naturalidade. “Você pode me
ensinar a cozinhar.”
Foi ideia de Finnegan: não apenas ficar por aqui por um tempo,
para experimentar sua nova casa, mas para ver se ele também
poderia ajudar Damon. No fim das contas, ele ainda precisava de
um emprego. E se as coisas dessem certo, e eles construíssem o
negócio do jeito que Damon havia planejado? Haveria mais de um
truck no horizonte, afinal.
“Então você também vai ficar?” exclamou Saxon, seu belo
rosto se iluminando.
“Por mais divertido que seja,” disse Finn, “girar ao redor do
mundo?” Ele olhou para mim e piscou. “Às vezes você precisa fincar
algumas raízes.”
Eles se levantaram em sua animação, e Damon jogou o braço
ao redor de ambos. “Como nos velhos tempos,” ele disse. “Todos
nós, juntos.”
Os meninos eventualmente permitiram que seus olhares
vagassem em minha direção. Fiquei ali casualmente em meu short
de menino e uma camiseta excessivamente apertada, sentindo seus
olhos rastejarem sobre mim. Sabendo exatamente o que estava
acontecendo no fundo de suas mentes obscenas.
“Bem, quase como nos velhos tempos,” Damon riu.
 
 
 
Epílogo
 
 
ADDISON
 
“V...você gozou?”
As palavras saíram de meus lábios suados e sem fôlego. Eu
estava de bruços, balançando suavemente. Uma bochecha no meu
travesseiro, enquanto Saxon cavalgava a última de suas próprias
contrações eufóricas.
“Ah sim...” ele respirou.
“Bom”, ronronei de volta para ele. “Eu gozei tão forte, que não
tinha certeza. Mas senti como se tivesse…”
Ele apertou meus quadris uma última vez, então lentamente se
retirou da minha bunda. Foi tão bom que quase doeu.
“Próximo!”
Suspirei de contentamento, arqueando ainda mais as costas.
Mantendo meu traseiro no ar, eu o balancei para frente e para trás
sedutoramente.
“Você está pronta?” ouvi Finnegan dizer.
“Sempre.”
Ele separou minhas nádegas e deslizou, preenchendo-me da
mesma forma gloriosa. A sensação de plenitude voltou. Safadeza.
Ah meu Deus.
Especialmente com Damon, me segurando em seu colo.
Carinhosamente acariciando o cabelo que caía em meu rosto,
enquanto nosso outro amigo traçava minha bunda pela primeira vez.
“Puta merda,” Finn xingou. “Isso é... bom... pra caralho.”
Eu gemi quando ele enfiou tudo, segurando-se dentro de mim
por alguns belos momentos. Então, com as mãos no mesmo lugar
em meus quadris, ele começou a entrar em um ritmo lento e
constante.
“Caramba, é tão apertado.”
“É melhor que seja”, respirei, olhando por cima do meu ombro.
“Reservamos isso... apenas para... ocasiões especiais.”
Suspirei novamente, sabendo lá no fundo que não seria
verdade. Eu aprendi a amar demais esse pequeno ato tabu, graças
a Damon. E com base em quão maliciosamente bem os meninos
estavam me fazendo sentir agora, eu sabia que isso também seria
um favorito.
Viemos todos juntos para a cama, tão facilmente como se
estivéssemos na Grécia. Não houve constrangimento. Nem
hesitação. Apenas a excitação da sedução instantânea e o conforto
de nos encaixarmos novamente.
“Você sabe que isso vai ser uma loucura, certo?”
Essas foram as palavras de Damon para mim, enquanto
formulamos nosso plano geral. Livrar Saxon de suas amarras em
Las Vegas. Conseguir que Finnegan ficasse, em vez de fugir. Para
mantê-lo feliz no lugar que sempre o fez feliz – aqui conosco, seus
melhores amigos.
“Eu só o vejo mais feliz quando ele está entre suas pernas”,
Damon brincou, enquanto rolamos juntos na cama. “Você sabe o
que vai acontecer, Addison. Se conseguirmos que eles fiquem…”
Eu sabia, e a percepção disso colocou as borboletas de volta
no meu estômago. Se bem que fez a mesma coisa com Damon
também. A ideia de continuar nosso arranjo mais que esquisito o fez
voar na mesma montanha-russa.
“Você ficaria bem com isso?” perguntei, rebolando meus
quadris para levá-lo mais fundo. “Me compartilhar? Me dar passe
livre para ser também a esposa deles, além de amiga?”
Eu o senti crescer ainda mais forte dentro de mim. Seu corpo
enrijeceu com a necessidade desesperada de manter o controle.
“Isso te excita, não é?” sussurrei. Me foder com os seus
amigos. Deixar que eles me tracem, de todos os jeitos que eles
queiram. Me passar para lá e para cá entre vocês.”
Ele chiou, e eu me afundei mais nele. Sorrindo, eu deixei
minhas mãos vagarem por seu peito.
“Alternando-se em mim”, suspirei. “Juntos ou um por vez...”
Meus dedos começaram a brincar com seus mamilos, do jeito
que ele gostava. Ele estava a segundos de gozar.
“Me diga.”
“Sim,” Damon admitiu. “Isso me deixa mais quente que o
inferno, mas também me deixa feliz.”
“Feliz?”
“Eles amam você, sabe”, ele respirou. “Os dois. Eles me
disseram.”
Suas palavras enviaram um calor que se espalhou pelo meu
corpo, surgindo de algum lugar bonito, mas distante. Senti uma
euforia, pura e absoluta.
“Eles fariam qualquer coisa por você Addison, assim como eu
faria”, ele suspirou. “De qualquer modo, depois do que aconteceu
em nossa lua de mel? Você realmente pertence a todos nós.”
Incapaz de aguentar mais, eu gozei ao redor dele, ao mesmo
tempo que Damon explodiu dentro de mim. Nós chegamos ao
orgasmo juntos, agarrando um ao outro apertado. Grunhindo e
contorcendo-nos até cairmos, como sempre, nos braços um do
outro.
E agora...
E agora os meninos estavam todos aqui novamente, na
santidade da nossa cama conjugal. Compartilhando isso. Me
compartilhando.
“Você acha que aguenta dois de nós ao mesmo tempo?” Finn
grunhiu, farejando seu caminho através do meu cabelo
emaranhado.
Eu estava rebolando, girando, empurrando e puxando.
Trazendo-o tão profundamente entre minhas nádegas que minha
única resposta foi um gemido gutural.
“Você sabe o que ele quer dizer, certo?” sussurrou Damon,
seus lábios roçando os meus. “Dois de nós dentro de você, ao
mesmo tempo? Um na sua boceta, e outro na sua...”
“Sim!”
Engoli em seco a palavra e eles começaram a me beijar
novamente, passando meus lábios para lá e para cá. Damon estava
me segurando firme, me empurrando de volta contra as estocadas
firmes de Finn, enquanto Saxon ficava ao nosso lado.
“É algo pelo qual vamos nos esforçar,” Finn sorriu,
mergulhando dentro e fora de mim. “Algo para aguardar
ansiosamente na próxima vez que comemorarmos.”
“Nós celebramos frequentemente”, chiei com os dentes
cerrados.
“Você está reclamando?”
Duas mãos se moveram sobre meus seios, apertando-oscom
a quantidade certa de pressão. Gemi novamente. “Não.”
O pensamento passou pela minha cabeça, é claro; a fantasia
final de ser duplamente penetrada. Senti meus mamilos ficarem
mais duros. Logo antes de deslizarem deliciosamente entre um par
de dedos.
“Bom, então está resolvido,” riu Finnegan. Ele mergulhou em
mim mais algumas vezes, então endureceu com o êxtase de seu
próprio orgasmo. “Ahh... ah porra Addy...”
Desta vez eu estava em pleno controle das minhas faculdades.
Apertei forte quando o senti descarregando, enchendo minha bunda
com seu creme quente. Afundando com força os dedos enquanto
ele se consumia tão plena e completamente dentro de mim.
“Próximo!” eu chamei triunfante, jogando meu cabelo para um
lado.
Deus, era tão bom quanto era na Grécia. Talvez ainda melhor,
porque agora o fantasma da conclusão não estava pairando sobre
nossas ações. Não haveria fim para nossa diversão, com meus três
amantes dispersos em lugares diferentes.
Desta vez eu sabia que iria durar para sempre.
“Você vai traçar essa coisa ou não?” provoquei Damon,
balançando minha bunda para frente e para trás de forma hipnótica.
Para minha surpresa, ele me virou. Abrindo minhas pernas, ele
mergulhou em minha boceta e esmagou seus lábios contra os
meus.
“Uau...” respirei, suspirando feliz. Seu pau estava formidável
dentro de mim, deslizando para dentro e para fora. “Não é sua cara,
recusar uma oportunidade como essa.”
“Eu terei muitas oportunidades de desfrutar dessa bunda”, ele
suspirou ardentemente. “Nós todos teremos.”
Eu gemi e balancei a cabeça, acariciando seu cabelo. Nossos
olhos se encontraram, e eu vi o amor ali. A dedicação.
“Isto somos nós, agora,” suspirou Damon. “Você. Eu. Saxon e
Finn. Nós quatro, trabalhando para as mesmas coisas. Arrasando
na vida, como sempre fizemos.”
“Claro, baby”, eu disse, meus olhos ficando enternecidos por
ele. “Sim.”
“Diga-me que você quer isso,” ele disse. “Eu, deixar meu
trabalho para fazer isso. Fazendo com que funcione. Passando por
isso, com a ajuda de Saxon e Finnegan...”
“Sim,” suspirei. “Sim, eu quero.”
“Diga-me que você quer que eles também participem,” ele
continuou. “Saxon, ficando aqui nas noites e finais de semana que
ele precisar trabalhar até tarde. Eu, dormindo no Finn às vezes,
quando o tráfego estiver ruim na ilha. Três e quatro de nós, saindo
juntos. Vivendo juntos.”
“Eu quero isso,” balancei a cabeça ansiosamente. “Você. Eles.
Nós.”
“Diga isso novamente.”
“Eu quero tudo,” suspirei, com minhas mãos arranhando suas
costas. Ele me penetrou ainda mais forte, indo mais fundo até que
eu estava pronta para explodir.
“Eu amo todos vocês”, eu exclamei, quase delirando com as
palavras. Meu coração doía, mas da melhor maneira possível. “Eu
quero todos vocês...”
Damon se apoiou em seus dois braços enormes. Ele olhou
para seus amigos.
“Vocês ouviram isso?”
“Ouvimos,” Finn balançou a cabeça, sorrindo. Ele deu de
ombros. “Ei, é o que a moça quer.”
Saxon estendeu a mão para passar os dedos pelo meu cabelo.
Eu me arrepiei feliz quando ele arrastou as costas de seus dedos
suavemente pela minha bochecha.
“Nós queremos também,” ele disse suavemente. “Você sempre
vai ser parte de nós, Addy. De tudo o que fizermos.” Ele engoliu em
seco. “Você provavelmente deve saber que não queremos mais
ninguém”, ele disse. “Adoramos estar com você.”
Damon estava olhando para mim agora, bem dentro dos meus
olhos. “Você entendeu?” ele murmurou. “Quem você é para nós?”
“Sim.”
“Nos diga, então.”
Soltei um suspiro longo e trêmulo. “Sou a esposa de vocês.”
Minhas mãos, que estavam agarrando Damon com mais força,
finalmente soltaram. Estendi a mão para os outros, deixando-os por
perto. “Todos vocês”
Isso era tudo o que precisávamos. Em algum lugar uma
barragem emocional estourou, e eu podia sentir os espasmos
descontrolados de Damon inundando-me por dentro. Em nenhum
momento seus olhos se desviaram dos meus. Eu o observei durante
todo o seu orgasmo, gravando o momento em nossos cérebros.
“Eu te amo,” ele murmurou, me beijando suavemente. “Nós te
amamos.”
Eu sorri, segurando Damon perto. Sentindo o peso, a carga
dos outros – tanto física quanto emocionalmente – enquanto eles se
aproximavam de mim.
“Amo este caminho, esta estrada que escolhemos,” eu disse
em voz alta.
“Você vai ter que seguir com todos nós”, Finn sorriu.
“Pode ficar um pouco congestionado”, Saxon riu.
Eu ronronei como um gatinho quando Damon saiu de cima de
mim. Quente e molhada e totalmente exposta, eu me sentia mais
sexy do que nunca.
“Congestionado, é?”
“Um-hum.”
“Vocês prometem?”
Os meninos olharam para mim, cada um deles com seu próprio
sorriso característico. Damon coçou o queixo com a barba por fazer
e riu.
“Sim. Prometemos.”
“Que bom...” eu gemi, me esticando como um gato na cama.
Rolando de bruços, coloquei as mãos delicadamente sob o queixo e
pisquei.
“Porque eu tenho certeza de que vou cobrar vocês por isso.”
 
 
 
 
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Sobre a Autora
 
Krista Wolf é uma amante de ação, fantasia e todos
os bons filmes de terror... bem como uma romântica
incorrigível com um lado sensual insaciável.
 
Ela escreve histórias cheias de suspense, repletas
de mistério e recheadas de voltas e reviravoltas
excitantes. Contos em que heroínas obstinadas e
impetuosas são a força irresistível jogada contra
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