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dentalovesdentaloves
INTRODUÇÃO AINTRODUÇÃO A 
CIRURGIA ORAL MENORCIRURGIA ORAL MENOR
APOSTILA FEITA POR @DENTALOVES
Apostila de
 
1 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Um Recadinho Pra Você! 
© Obrigada por ter adquirido essa apostila! Saiba que ela foi confeccionada com muito carinho pra 
auxiliar seus estudos e aprendizado. 
© Durante os seus estudos, caso apareça alguma dúvida ou você encontre algum possível erro, 
pode entrar em contato comigo através do e-mail, direct ou WhatsApp. 
© Todo o conteúdo dessa apostila foi baseado em bibliografia específica, aulas e pesquisas na 
internet. 
© É proibida a venda ou distribuição gratuita deste material por outra pessoa que não seja eu, a 
autora. 
© No mais, espero que você goste e que te ajude bastante! 
© Não se esquece de registrar seus estudos com essa apostila e marcar no Instagram @dentaloves, 
eu vou amar acompanhar! 
 
Sumário 
Avaliação Pré-Operatória........................................................................................................02 
Exames Complementares.......................................................................................................17 
Princípios de Cirurgia...............................................................................................................21 
Princípios de Exodontia...........................................................................................................39 
Infecções Odontogênicas........................................................................................................59 
Anestesia Odontológica...........................................................................................................85 
Técnicas Anestésicas: Considerações Anatômicas...............................................................95 
Técnicas Anestésicas na Maxila............................................................................................103 
Técnicas Anestésicas na Mandíbula.....................................................................................121 
Terapêutica Medicamentosa em Cirurgia Bucodental......................................................132 
Emergências Médicas em Odontologia...............................................................................143 
Complicações em Cirurgia Oral............................................................................................151 
 
 
 
2 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Avaliação Pré-Operatória 
 Anamnese 
 Exame físico 
 Tratamento Odontológico em pacientes com condições médicas comprometidas: 
o Problemas cardiovasculares 
o Problemas renais 
o Distúrbios endócrinos 
o Distúrbios neurológicos 
o Problemas pulmonares 
o Distúrbios hepáticos 
o Problemas hematológicos 
 Tratamento em grávidas e lactentes 
Anamnese 
 Dados pessoais 
 Queixa principal (colocar com as palavras do paciente) 
 Histórico da doença atual e familiar 
 História clínica 
 Revisão de sistemas (“você tem algum problema de coração? Nos rins?”) 
 Exame físico 
Exame Físico 
 Avaliação de dentes 
 Língua 
 Mucosa jugal 
 Lábios 
 Palato 
 Tonsilas 
 Glândulas salivares 
 Palpar toda a cadeia ganglionar do 
complexo maxilofacial e pescoço 
 Palpação da ATM: 
o Averiguação de crepitação e 
estalidos 
o Palpação dos músculos mastigatórios 
 Palpação da Tireóide 
 Aferição da PA (aferir no braço esquerdo): 
o Posiciona o manguito ao redor do 
braço, de 1 a 4cm da fossa 
antecubital 
o Palpa a artéria braquial, na fossa. 
 Medição da Pulsação: 
o É medida com a ponta dos dendos 
médio e indicador, palpando a artéria 
radial, durante 30 segundos. 
o Multiplica esse valor por 2 para 
determinar o número de palpações 
por minuto. 
 Saturação de oxigênio no sangue 
 
 
 
3 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
História Clínica 
 O cirurgião-dentista deve estar preparado para prever como problemas clínicos podem alterar a 
resposta do paciente com relação aos agentes anestésicos planejados e à cirurgia. 
 A entrevista para obter a história clínica e o exame físico deve ser feita de acordo com cada 
paciente, levando em consideração os problemas clínicos, a idade, o nível de instrução, as 
circunstâncias sociais, a complexidade do procedimento programado e os métodos anestésicos 
previstos 
 
1. Dados Pessoais 
 Esses dados são: nome completo, endereço residencial, idade, sexo e profissão, assim como o nome 
do médico da atenção primária. 
 O dentista usa essas informações, junto com suas impressões sobre a personalidade e o nível de 
instrução do indivíduo, para avaliar a confiabilidade do paciente. 
 Isso é importante porque o valor da história clínica fornecida pelo paciente depende, 
principalmente, de sua credibilidade como um transmissor de seus dados clínicos. 
 Se os dados pessoais do paciente e a entrevista derem razões ao profissional para suspeitar que a 
história clínica possa não ser confiável, devem-se tentar métodos alternativos para se obterem as 
informações necessárias. 
 
2. Queixa Principal 
 Pode ser feito por meio de um formulário a ser preenchido ou a resposta do paciente deve ser 
transcrita (preferencialmente de maneira literal), no prontuário odontológico. 
 Essa declaração ajuda o profissional a estabelecer prioridades durante a obtenção da história e a 
planejar o tratamento. 
 Além disso, formular a queixa principal incentiva os pacientes a esclarecer, tanto para eles mesmos 
quanto para o profissional, o motivo pelo qual desejam tratamento. 
 
3. História da Queixa Principal 
 O paciente deve ser questionado a descrever a história da queixa atual ou doença, especialmente 
quando ela apareceu, se houve mudanças desde a primeira aparição e se é influenciada por outros 
fatores. 
 Por exemplo, descrições de dor devem incluir data de início, intensidade, duração, local e radiação, 
assim como fatores que pioram e amenizam a dor. 
 Além disso, uma investigação deve ser feita sobre sintomas sistêmicos como febre, calafrios, 
letargia, anorexia, mal-estar e qualquer fraqueza associada à queixa principal. 
 
4. História Clínica 
 
4 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Questionários de saúde devem ser escritos 
de modo claro, em uma linguagem que 
não seja técnica e de maneira concisa. 
 O formulário também deve incluir um 
espaço (p. ex., uma linha para ser 
assinada) para o paciente expressar ter 
entendido as questões e a necessidade de 
ser preciso em suas respostas. 
 Além dessas informações básicas, convém 
investigar especificamente sobre 
problemas clínicos comuns que possam 
alterar o tratamento odontológico do 
paciente. 
 Esses problemas são angina, infarto do 
miocárdio, sopros cardíacos, cardiopatia 
reumática, distúrbios hemorrágicos 
(incluindo uso de anticoagulantes), asma, 
doença pulmonar crônica, hepatite, 
doenças sexualmente transmissíveis 
(DSTs), diabetes, uso de corticosteroide, 
distúrbio convulsivo, acidente vascular 
encefálico (AVE) e qualquer prótese 
implantada como articulação artificial e 
válvulas cardíacas. 
 Os pacientes devem ser perguntados 
especificamente sobre alergias a 
anestésicos locais, ácido acetilsalicílico e 
penicilina. 
 Pacientes do sexo feminino, no grupo 
etário apropriado, devem ser indagadas, 
em cada consulta, se estão ou podem 
estar grávidas 
 Uma breve história familiar pode ser útil e 
deve se concentrar nas doenças 
hereditárias relevantes, como a hemofilia. 
 
5. Revisão dos Sistemas 
 A revisão dos sistemas é um método sequencial e detalhado de esclarecer os sintomas do paciente 
com base em investigações de órgão por órgão. 
 Ela pode revelar alterações de saúde não diagnosticadas. 
 Por exemplo, a revisão do sistema cardiovascular em um paciente com história de doença 
isquêmica do coração inclui perguntas sobre desconforto no peito (durante esforço, refeições ou 
momento de descanso), palpitações, desmaios e inchaço do tornozelo. 
 espera-se que o dentista realize uma rápida verificaçãode cabeça, orelhas, olhos, nariz, boca e 
garganta de todo paciente, independentemente se os outros sistemas foram revisados. 
Condições comuns de saúde para perguntar verbalmente ou em questionário de saúde. 
© Amamentação 
© Alergias a antibióticos ou anestésicos locais 
© Angina 
© Anticoagulantes em uso 
© Asma 
© Convulsão 
© Diabetes 
© Dispositivos protéticos implantados 
© Distúrbios hemorrágicos 
© Doença renal 
© Doença reumática cardíaca 
© Doenças pulmonares 
© Doenças sexualmente transmissíveis 
© Gravidez 
© Hepatites 
© Hipertensão 
© Infarto agudo do miocárdio 
© Sopros cardíacos 
© Osteoporose 
© Tuberculose 
© Uso de corticosteroides 
 
6. Exame Físico 
 O exame físico do paciente odontológico 
concentra-se na cavidade bucal e, em 
menor grau, em toda a região 
maxilofacial. 
 
5 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Qualquer exame físico deve começar com 
a aferição dos sinais vitais. 
 Geralmente, a avaliação física de várias 
partes do corpo envolve um ou mais dos 
seguintes meios primários de avaliação: (1) 
inspeção, (2) palpação, (3) percussão e (4) 
auscultação. 
 Na região bucomaxilofacial, deve ser 
sempre realizada a inspeção. 
 O odontólogo deve notar a distribuição e 
a textura dos pelos, a simetria e a 
proporção facial, os movimentos oculares 
e a cor da conjuntiva, a permeabilidade 
nasal em cada lado, a existência ou a 
ausência de lesões cutâneas ou 
descoloração e massas na face e no 
pescoço. 
 É necessária uma inspeção minuciosa da 
cavidade bucal, contemplando a 
orofaringe, a língua, o assoalho da boca e 
a mucosa bucal. 
 A palpação é importante quando 
examinamos o funcionamento da 
articulação temporomandibular (ATM); o 
tamanho e a função da glândula salivar; o 
tamanho da glândula tireoide; a 
existência ou a ausência de linfonodos 
aumentados e sensíveis; e o 
endurecimento dos tecidos moles da 
cavidade bucal, bem como determinamos 
a dor ou a presença de flutuações nas 
áreas inchadas 
Exame de rotina 
® Região da articulação 
temporomandibular 
o Palpar e auscultar as articulações 
o Medir a variação de movimento da 
mandíbula e o padrão de abertura 
® Região nasal e paranasal 
o Fechar cada narina, individualmente, 
para checar permeabilidade 
o Inspecionar a mucosa nasal anterior 
® Boca 
o Retirar todas as próteses removíveis 
o Inspecionar a cavidade bucal em 
busca de lesões orais, nos dentes e 
na mucosa da faringe. 
o Avaliar visualmente as tonsilas e a 
úvula 
o Segurar a língua fora da boca com 
uma gaze seca enquanto as bordas 
laterais são inspecionadas 
o Palpar a língua, os lábios, o assoalho 
da boca e as glândulas salivares 
(observar a saliva) 
® Palpar o pescoço para verificar o tamanho 
dos linfonodos e da glândula tireoide. 
Inspecionar as veias jugulares
Classificação do estado físico pela American Society of Anesthesiologists (ASA) 
ASA I paciente normal, saudável 
ASA II 
paciente com doença sistêmica leve ou com um significante 
fator de risco à saúde 
ASA 
III 
paciente com doença sistêmica grave não incapacitante 
ASA 
IV 
paciente com doença sistêmica grave que oferece risco 
constante à vida 
ASA V 
paciente moribundo que, provavelmente, não sobreviverá sem 
a cirurgia 
ASA 
VI 
paciente com morte cerebral declarada que está passando por 
remoção de órgãos para doá-los 
 
6 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Atitudes a Tomar: 
 Modificar os planos habituais do tratamento com medidas de redução de ansiedade, técnicas 
farmacológicas de controle de ansiedade, monitoramento cuidadoso do paciente durante o 
procedimento ou a combinação desses métodos (é o que costuma ser necessário para ASA III) 
 Solicitar uma consulta médica para orientação e preparação dos pacientes que serão submetidos 
a cirurgias bucais ambulatoriais (não reclinar totalmente um paciente com insuficiência cardíaca 
congestiva) ou cardiomiopatia hipertrófica 
 Recusar-se a tratar o paciente em ambiente ambulatorial 
 Encaminhar o indivíduo para um cirurgião bucomaxilofacial 
 
Angina Pectoris 
 
 Dor substernal que pode ser irradiada para ombro e braço 
esquerdos e para região mandibular. 
 É mais comum em homens acima dos 40 anos e em mulheres 
após a menopausa 
 
 É causada pela isquemia do miocárdio e 
revertida pelo uso de nitroglicerina 
 O processo básico da doença consiste em 
um estreitamento progressivo ou um 
espasmo (ou ambos) de uma ou mais 
artérias coronárias. 
 Isso leva a um descompasso entre a 
demanda miocárdica de oxigênio e a 
capacidade das artérias coronárias de 
suprir o corpo com o sangue arterial. 
 A demanda de oxigênio do miocárdio 
pode ser aumentada, por exemplo, pelo 
esforço ou pela ansiedade. 
 A angina é um sintoma reversível de 
cardiopatia isquêmica produzido quando 
o suprimento sanguíneo do miocárdio não 
aumenta suficientemente para suprir o 
aumento de oxigênio necessário que 
resulta de uma doença arterial 
coronariana. 
 O miocárdio torna-se isquêmico, 
produzindo uma pressão pesada ou uma 
sensação de aperto na região subesternal 
que pode se irradiar ao ombro e ao braço 
esquerdo e até a região mandibular. 
 O paciente pode reclamar de uma intensa 
sensação de dificuldade de respirar 
adequadamente. 
 O desconforto costuma desaparecer 
quando se reduzem as exigências de 
trabalho do miocárdio e se aumenta o 
suprimento de oxigênio para o músculo 
cardíaco. 
 Se a angina surgir apenas durante um 
esforço moderadamente vigoroso e 
responder imediatamente ao descanso e à 
administração de nitroglicerina oral e se 
não tiver ocorrido um agravamento 
recente, os procedimentos de cirurgia 
bucal ambulatorial costumam ser seguros 
 
7 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
quando realizados com as precauções 
apropriadas. 
 No entanto, se os episódios de angina 
ocorrerem com mínimos esforços, se 
várias doses de nitroglicerina forem 
necessárias para aliviar o desconforto no 
peito ou se o paciente tiver angina instável, 
a cirurgia eletiva deve ser postergada até 
que uma consulta médica seja realizada. 
 O aumento da demanda de oxigênio 
durante a cirurgia bucal ambulatorial é 
resultado, em primeiro lugar, da 
ansiedade do paciente. 
 Portanto, um protocolo de redução de 
ansiedade deve ser iniciado. A anestesia 
local profunda é o melhor meio de limitar 
a ansiedade do paciente. 
 Antes e durante a cirurgia, os sinais vitais 
devem ser monitorados periodicamente. 
 Além disso, deve ser mantido contato 
verbal regular com o paciente. 
 O uso de óxido nitroso ou outros métodos 
de sedação consciente para controle de 
ansiedade em pacientes com cardiopatia 
isquêmica deve ser considerado. 
 A estimulação da atividade vagal provoca: 
o Náusea 
o Sudorese 
o Bradicardia (diminuição dos 
batimentos cardíacos) 
 Surge durante esforços físicos 
 Pode surgir com o aumento da ansiedade 
 Evitar usar mais que 4ml de solução de 
anestésica que contenha epinefrina 
1:100.000 
 Consultar o médico do paciente 
 Usar o protocolo de redução de ansiedade 
 
Protocolo de Redução de Ansiedade 
 Antes da cirurgia: 
o Agente hipnótico na noite anterior (opcional) 
o Agente sedativo antes da cirurgia (opcional) 
o Consulta matinal 
 Durante a cirurgia: 
o Meios não farmacológicos: 
o Tranquilização verbal frequente 
o Conversa para distrair o paciente 
o Não fazer surpresas (o profissional da saúde avisa o paciente antes de fazer qualquer coisa que 
possa causar ansiedade) 
o Não fazer barulhos desnecessários 
o Instrumentos cirúrgicos longe do campo de visão do paciente 
o Música de fundo relaxante 
o Meios farmacológicos: 
§ Anestésicos locais de duração e intensidade suficientes 
§ Óxido nitroso 
§ Ansiolíticos intravenosos 
§ Evitar momentos bruscos 
§ Não manter instrumentais a mostra do paciente 
 Após a cirurgia: 
o Instruções e cuidados pós-operatórios 
o Analgésicos eficazes (a dor provoca a liberação de adrenalina, que gera ansiedade) 
o Contato para dúvidas 
 
8 
 
APOSTILAINTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
o Informar o paciente sobre sequelas pós-cirúrgicas esperadas (p. ex., inchaço ou leve 
gotejamento de sangue) 
o Tranquilização adicional 
 
Infarto do Miocárdio 
 
 É normalmente causado por um coágulo que dificulta o fluxo 
sanguíneo. 
 O tecido necrosado perde a função 
 O infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorre quando a isquemia 
não é aliviada e causa disfunção celular miocárdica e morte. 
 Normalmente, o infarto do miocárdio acontece quando uma 
área estreita de uma artéria coronária tem um coágulo que bloqueia todo ou a maior parte do 
fluxo sanguíneo. 
 A área infartada do miocárdio para de funcionar e, por fim, torna-se necrótica. 
 Cirurgias bucais mais simples, tipicamente 
realizadas no consultório dentário, podem 
ser concretizadas antes de 6 meses após o 
IAM, se for pouco provável que o 
procedimento provoque ansiedade 
significativa e se o paciente tiver uma 
recuperação do IAM sem intercorrências. 
 Pacientes que tiveram IAM tomam ácido 
acetilsalicílico ou outros antiplaquetários 
ou anticoagulantes para diminuir a 
trombogênese coronariana. 
 Deve-se adotar um programa de redução 
de ansiedade. 
 A utilização de anestésicos locais contendo 
epinefrina é segura, se administrados em 
quantidades adequadas usando-se uma 
técnica de aspiração. 
 Os sinais vitais devem ser monitorados 
durante o período peroperatório 
 Procedimento cirúrgico simples com 
consulta ao médico do paciente 
 Tomam anticoagulante ou 
antiplaquetário 
 É recomendado só fazer qualquer 
procedimento cirúrgico após 6 meses do 
infarto 
Acidente Vascular Cerebral 
 A esses indivíduos, frequentemente são prescritos anticoagulantes ou medicação antiplaquetária. 
 AVEs são tipicamente um resultado de um êmbolo a partir de história de fibrilação atrial, um 
trombo devido a um estado de hipercoagulabilidade ou vasos estenóticos. 
 O indivíduo deve ser tratado por um protocolo de redução de ansiedade não farmacológico e ter 
seus sinais vitais cuidadosamente monitorados durante a cirurgia. 
 Se a sedação farmacológica for necessária, podem ser utilizadas baixas concentrações de óxido 
nitroso. 
 Paciente toma antiagregante plaquetário ou remédio para hipertensão 
 Avaliar a PA do paciente 
 Consultar o médico sobre suspensão temporária do anticoagulante 
 Protocolo de redução de ansiedade não medicamentoso 
 
9 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Considerar a opção do óxido nitroso 
Arritmias 
 As arritmias cardíacas manifestam-se 
como contrações descoordenadas das 
câmaras do coração, secundárias aos 
déficits de condução iniciados por 
problemas na geração ou na propagação 
do impulso. 
 A fibrilação atrial é a arritmia mais comum 
em pacientes com mais de 50 anos. 
 Muitos defendem que se deve limitar a 
administração de epinefrina à quantidade 
de 0,04 mg, mas isso deve ser equilibrado 
com o risco geral do paciente para um 
evento cardíaco e sua capacidade de obter 
uma anestesia profunda para minimizar a 
dor e a ansiedade intraoperatórias. 
 Além disso, os pacientes podem estar 
recebendo anticoagulantes ou ter um 
marca-passo cardíaco permanente. 
 Equipamentos elétricos como o 
eletrocautério e o micro-ondas não devem 
ser usados perto do paciente. 
 Os sinais vitais devem ser cuidadosamente 
monitorados, e convém considerar todas 
as outras comorbidades. 
 Pode ser em consequência a outras 
doenças cardíacas preexistentes ou 
idiopática 
 Utilizar protocolo de controle de ansiedade 
 
Insuficiência Cardíaca Congestiva 
 Anomalia cardíaca que predispõe à 
endocardite infecciosa 
 A ICC ocorre quando um miocárdio 
doente é incapaz de fornecer o débito 
cardíaco exigido pelo corpo ou quando 
demandas excessivas sobrecarregam um 
miocárdio normal. 
 A redução do débito cardíaco causa 
fraqueza generalizada e deficiência na 
eliminação renal, levando ao excesso de 
fluido, o que proporciona a sobrecarga 
vascular. 
 Os sintomas de insuficiência cardíaca 
congestiva são: 
o Ortopneia (transtorno respiratório que 
exibe encurtamento da respiração 
quando o paciente está em posição 
supina) 
o Dispneia paroxística noturna 
(paciente tem dificuldade respiratória 
uma ou duas horas depois de se 
deitar) 
o Edema no tornozelo (geralmente 
aparece como um inchaço do pé, do 
tornozelo ou de ambos, é causado 
pelo aumento do líquido intersticial. 
Normalmente, o líquido aumenta por 
causa de qualquer problema que 
eleve a pressão venosa ou reduza a 
proteína sérica) 
 Pacientes com ortopneia normalmente 
dormem com a parte superior do corpo 
apoiada em vários travesseiros. 
 Pacientes com ICC que estejam bem 
compensados por meio de dietas e terapia 
medicamentosa podem, com segurança, 
submeter-se a uma cirurgia bucal 
ambulatorial. 
 Um protocolo de redução de ansiedade e 
oxigênio suplementar também ajuda. 
 Pacientes com ortopneia não devem ser 
postos em posição supina durante 
qualquer procedimento. 
 É melhor que a cirurgia para pacientes 
com insuficiência cardíaca congestiva 
descompensada seja adiada até que seja 
possível compensá-los ou os 
 
10 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
procedimentos possam ser realizados em 
ambiente hospitalar. 
 Fraqueza generalizada e deficiência na 
eliminação renal, provocando sobrecarga 
vascular 
 Compromete a circulação de retorno 
 O paciente acorda sufocado após 2 horas 
 Dieta com baixo teor de sódio 
 Evitar posição supina 
 
Asma 
 A asma verdadeira envolve o estreitamento episódico de pequenas inflamações das vias 
respiratórias, que produzem sibilos e dispneia como resultado de estimulações químicas, 
infecciosas, imunológicas ou emocionais ou a combinação de todas. 
 Pacientes com asma devem ser perguntados sobre fatores precipitantes, frequência e gravidade 
dos ataques, medicações usadas e resposta a essas medicações. 
 A gravidade dos ataques pode, normalmente, ser avaliada pela necessidade de visitas ao pronto-
socorro e internações hospitalares. 
 Tais pacientes devem ser questionados especificamente sobre alergia ao ácido acetilsalicílico por 
causa da relativa alta frequência generalizada de alergia a anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) 
em pessoas com asma, rinite crônica ou sinusite. 
 Pacientes com asma grave precisam de broncodilatadores derivados de xantina, como teofilina, 
bem como da inalação de corticosteroides ou cursos de curta duração de altas doses de 
corticosteroides sistêmicos. 
 Inalação de altas doses de corticosteroides, ociprenalinas e salbutamol 
 Asma provocada por ansiedade deve analisar a possibilidade de uso do óxido nitroso 
 Evitar uso de AINES 
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) 
 Antigamente, os termos enfisema e 
bronquite eram usados para descrever 
manifestações clínicas de DPOC, mas foi 
reconhecido que a DPOC é um espectro de 
problemas pulmonares patológicos. 
 DPOC costuma ser causada por longa 
exposição a irritantes pulmonares, como 
fumaça de tabaco, o que acarreta a 
metaplasia do tecido das vias respiratórias 
pulmonares. 
 As vias respiratórias ficam inflamadas, 
rompem-se, perdem suas propriedades 
elásticas e tornam-se obstruídas por causa 
de edema da mucosa, secreções 
excessivas e broncospasmo. 
 Os pacientes com DPOC frequentemente 
se tornam dispneicos de modo leve ou 
moderado. 
 Apresentam tosse crônica que produz 
grandes quantidades de secreções 
grossas, infecções frequentes do sistema 
respiratório e tórax em forma de barril e 
podem franzir os lábios para respirar e ter 
sibilo audível durante a respiração. 
 Broncodilatadores, como teofilina, beta-
agonistas ou anticolinérgicos inalatórios, 
são normalmente prescritos para 
pacientes com DPOC significativa. 
 Sedativos, hipnóticos e narcóticos que 
deprimem a respiração devem ser 
evitados. 
 
11 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Os pacientes podem precisar ser mantidos 
sentados de modo ereto na cadeira 
odontológica para conseguir lidar com 
suas secreções pulmonares normalmente 
copiosas.Deve manter o paciente ereto na cadeira 
para controlar as secreções 
 Adiar o tratamento sempre que ele estiver 
na fase aguda 
 Auscultar o tórax para averiguar sibilos 
 Usar protocolo de redução da ansiedade 
 
Insuficiência Renal Crônica 
 Pacientes com insuficiência renal crônica 
necessitam de diálises renais periódicas. 
 É melhor realizar a cirurgia bucal eletiva 1 
dia após o tratamento por diálise. 
 Medicações que dependam do 
metabolismo renal ou da excreção devem 
ser evitadas ou usadas em doses 
modificadas para evitar a toxicidade 
sistêmica. 
 Medicações relativamente nefrotóxicas, 
como AINEs, devem também ser evitadas 
em pacientes com rins seriamente 
comprometidos. 
 Devido à alta incidência de hepatite em 
pacientes que passam por diálise renal, os 
cirurgiões-dentistas devem tomar 
precauções necessárias. 
 A aparência alterada do osso causada por 
hiperparatireoidismo em pacientes com 
insuficiência renal também deve ser 
observada. 
 Uso de heparina (evitar coagular) 
 Evitar medicação pós-operatória (AINES) 
 Uso de antibioticoterapia profilática 
 Monitorar frequência cardíaca e PA 
 
Transplantes 
 Esse indivíduo recebe corticosteroides 
 A maioria desses pacientes também 
recebe agentes imunossupressores que 
podem causar o agravamento de 
infecções autolimitadas, tornando-as 
graves. 
 Portanto, é justificado o uso mais agressivo 
de antibióticos. 
 A ciclosporina A, um fármaco 
imunossupressor administrado depois do 
transplante de órgão, pode causar 
hiperplasia gengival. 
 O cirurgião-dentista que realiza a cirurgia 
bucal deve saber disso para não cometer 
o erro de atribuir a hiperplasia gengival 
inteiramente a problemas de higiene. 
 Ocasionalmente, pacientes que 
receberam transplantes renais têm 
problemas com hipertensão grave. 
 Devem fazer antibioticoterapia profilática 
 Possibilidade de hipertensão 
 Rastrear vírus da hepatite B 
 
 
 
 
 
12 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Hipertensão Arterial 
 A pressão sanguínea cronicamente alta por causa desconhecida é chamada de hipertensão. 
 A hipertensão leve ou moderada não costuma ser um problema na realização de um tratamento 
cirúrgico bucal ambulatorial. 
 O cuidado com pacientes com hipertensão pouco controlada inclui o uso de um protocolo de 
redução de ansiedade e monitoramento de sinais vitais. 
 Anestésicos locais contendo epinefrina devem ser usados com cautela. 
 A cirurgia bucal eletiva para pacientes com hipertensão grave deve ser adiada até a pressão estar 
mais bem controlada. 
 Cirurgias bucais de emergência em pacientes hipertensos graves devem ser realizadas em um 
ambiente bem controlado, ou em um hospital, para que o indivíduo seja monitorado com cuidado 
durante o procedimento, controlando-se a pressão sanguínea subsequentemente. 
 A cirurgia bucal deve ser adiada até que a pressão seja controlada 
 Hipertensão moderada: 140mmHg/90mmHg 
 Hipertensão grave: maior ou igual a 20mmHg 
 
Diabetes Mellitus 
 Caracterizada pela elevação da glicose no 
sangue (hiperglicemia) 
 É causado pela baixa produção de 
insulina, pela resistência dos receptores de 
insulina nos órgãos terminais a seus 
efeitos ou por ambos. 
 O diabetes é dividido em dependente de 
insulina (tipo 1) e não dependente de 
insulina (tipo 2). 
 O diabetes tipo 1 tem início durante a 
infância ou a adolescência. 
o O maior problema desse tipo de 
diabetes é a baixa produção de 
insulina, que resulta na inabilidade do 
paciente de usar a glicose 
apropriadamente. A glicose sérica 
sobe acima do nível que a reabsorção 
renal de toda a glicose pode realizar, 
causando glicosúria. 
 Normalmente, os pacientes com diabetes 
tipo 2 produzem insulina, mas em 
quantidades insuficientes, por causa de 
sua baixa atividade, da resistência do 
receptor de insulina ou ambos. 
 Esse tipo de diabetes tipicamente tem 
início na fase adulta, é exacerbado pela 
obesidade e, normalmente, não precisa de 
terapia insulínica. 
 Procedimentos cirúrgicos bucais 
ambulatoriais devem ser realizados no 
começo do dia, usando-se um programa 
de redução de ansiedade. 
 O paciente deve ser orientado a se 
alimentar normalmente e a tomar a 
quantidade matinal habitual de insulina 
regular. 
 Os sinais vitais do paciente devem ser 
monitorados. 
 Se sinais de hipoglicemia (hipotensão, 
fome, sonolência, náuseas, sudorese, 
taquicardia ou mudança de humor) 
ocorrerem, um suprimento oral ou 
intravenoso de glicose deve ser 
administrado. 
 Pessoas com o diabetes bem controlado 
não são mais suscetíveis a infecções do 
que aquelas sem diabetes, mas 
 
13 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
apresentam maior dificuldade em contê-
las. 
 Isso é causado pela alteração da função 
leucocitária ou por outros fatores que 
afetam a habilidade do corpo de controlar 
uma infecção. 
 Portanto, cirurgias bucais eletivas devem 
ser adiadas em pacientes com diabetes 
mal controlado até que esse controle seja 
alcançado. 
 Entretanto, se houver uma situação de 
emergência ou uma infecção bucal grave 
em qualquer pessoa com diabetes, deve-
se considerar uma internação hospitalar 
para o controle agudo da hiperglicemia e 
o tratamento agressivo da infecção. 
 A insulina tem a função de metabolizar a 
glicose para produção de energia 
 Ela é produzida pelo pâncreas 
 
 Tipo 1: baixa produção de insulina 
 Tipo 2: pouca insulina ou resistência 
do receptor de insulina ou ambos 
 Risco de hipo ou hiperglicemia 
 Antibioticoterapia profilática 
 Consulta ao médico 
 Manter contato verbal para avaliar 
hipoglicemia 
 
 
Doenças do Córtex da Suprarrennal 
 As doenças do córtex suprarrenal podem 
causar insuficiência suprarrenal. 
 Os sintomas primários de insuficiência 
suprarrenal são: 
o Fraqueza 
o Perda de peso 
o Fadiga 
o Rosto redondo, pele fina 
o Hipotensão, náusea e febre 
o Hiperpigmentação da pele e das 
mucosas (manchas cor café-com-
leite) 
 Entretanto, a causa mais comum da 
insuficiência suprarrenal é a 
administração terapêutica crônica de 
corticosteroides (insuficiência suprarrenal 
secundária). 
 Frequentemente, pacientes que recebem 
corticosteroides apresentam rostos 
redondos (em formato de lua), gibosidade 
nas costas e pele fina e translúcida. 
 Em geral, procedimentos simples 
precisam apenas de um protocolo de 
redução de ansiedade. 
 Por conseguinte, esteroides suplementares 
não são necessários para a maioria dos 
procedimentos odontológicos. 
 O profissional deve monitorar o paciente 
de perto para quaisquer sinais ou 
sintomas de crise suprarrenal. 
 Procedimentos mais complicados, como 
cirurgias ortognáticas em pacientes com 
supressão suprarrenal, normalmente 
requerem suplementação de esteroides 
 
 
14 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Hipertireioidismo 
 As primeiras manifestações da produção 
excessiva de hormônios da tireoide são 
cabelos finos e quebradiços, 
hiperpigmentação da pele, sudorese 
excessiva, taquicardia, palpitações, perda 
de peso e instabilidade emocional. 
 Os pacientes frequentemente, embora não 
invariavelmente, têm exoftalmia 
(abaulamento ou saliência do globo 
ocular causado por aumento de gordura 
na órbita). 
 Normalmente, os pacientes tireotóxicos 
são tratados com agentes que bloqueiam 
a síntese e a secreção de hormônios da 
tireoide, com tireoidectomia ou ambos. 
 Se houver suspeita de hipertireoidismo 
após o histórico e a inspeção, a glândula 
não deve ser palpada porque essa 
manipulação isolada pode iniciar uma 
crise. 
 Pacientes com doença da glândula 
tireoide devidamente tratada podem 
passar por cirurgia bucal ambulatorial de 
modo seguro. 
 Atropina e quantidades excessivas de 
soluções que contêm epinefrina devem ser 
evitadas, se houver desconfiança de que o 
paciente apresenta hipertireoidismo 
tratado inadequadamente. 
 Adenoma da tireóide causa excesso de 
hormônios da tireóide 
 Excesso do hormônio causa: 
o Palpitação 
o Sudorese excessiva 
o Perda de peso 
o Instabilidade emocionalo Exoftalmia 
o Pode causar insuficiência cardíaca 
o Paciente devidamente tratado, faz 
cirurgia normalmente 
 
Hipotireoidismo 
 O cirurgião-dentista pode ter papel 
importante no reconhecimento inicial do 
hipotireoidismo. 
 Os primeiros sintomas do hipotireoidismo 
são: 
o Fadiga 
o Constipação intestinal 
o Ganho de peso 
o Rouquidão 
o Dores de cabeça 
o Artralgia 
o Distúrbios menstruais 
o Edema 
o Pele seca e cabelos e unhas 
quebradiças. 
 Se os sintomas do hipotireoidismo forem 
leves, nenhuma modificação no 
tratamento odontológico é necessária. 
 
Crises Convulsivas 
 Pacientes com histórico de convulsões devem ser questionados sobre a frequência, o tipo, a 
duração e as sequelas dessas convulsões. 
 As convulsões podem ser consequência de síndrome de abstinência do álcool, febre alta, 
desequilíbrio eletrolítico, hipoglicemia ou dano cerebral traumático ou ser idiopáticas. 
 O cirurgião-dentista deve perguntar sobre os medicamentos usados. 
 
15 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Se o distúrbio convulsivo estiver bem controlado, o tratamento cirúrgico bucal padrão pode ser 
realizado sem nenhuma precaução adicional (exceto pelo uso do protocolo de redução da 
ansiedade. 
 Consultar o médico do paciente 
 Se bem compensado, tratar como qualquer paciente ASA II 
 
Etilismo 
 Pacientes que voluntariamente relatam 
um histórico de abuso de álcool ou que 
são suspeitos de etilismo, requerem 
considerações especiais antes da cirurgia. 
 Os problemas primários que os etilistas 
têm com relação a tratamentos 
odontológicos são insuficiência hepática, 
interação de medicamentos com álcool, 
anormalidades eletrolíticas e efeitos da 
abstinência. 
 O álcool interage com muitos dos 
sedativos usados para o controle da 
ansiedade durante a cirurgia bucal. 
 Geralmente, a interação potencializa o 
nível de sedação e suprime o reflexo de 
vômito. 
 Pacientes que necessitam de cirurgia 
bucal e que apresentam sinais de grave 
doença alcoólica do fígado ou sinais de 
abstinência de álcool devem ser tratados 
em ambiente hospitalar. 
 Em pacientes que podem ser tratados em 
regime ambulatorial, a dose de 
medicações metabolizada no fígado deve 
ser alterada. 
 
Gravidez 
 A preocupação primária, quando se trata 
de fornecer tratamento para uma 
paciente grávida, é a prevenção de danos 
genéticos ao feto. 
 As duas áreas do tratamento cirúrgico 
bucal com potencial para criar danos 
fetais são: (1) exames de imagem 
odontológicos e (2) administração de 
fármacos. 
 É praticamente impossível realizar um 
procedimento cirúrgico bucal com sucesso 
sem o uso de radiografias ou 
medicamentos; portanto, uma opção é 
adiar qualquer cirurgia bucal eletiva até 
depois do parto para evitar riscos ao feto. 
 No entanto, se o procedimento durante a 
gravidez não puder ser adiado, devem ser 
realizados esforços para diminuir a 
exposição fetal aos fatores teratogênicos. 
 Para cirurgias bucais, acredita-se que as 
seguintes medicações sejam menos 
prováveis de causar danos ao feto quando 
usadas em quantidades moderadas: 
lidocaína, bupivacaína, paracetamol, 
codeína, penicilina e cefalosporinas. 
 A utilização de AINEs, como salicilatos e 
ibuprofeno, não deve ser feita durante a 
gravidez, especialmente ao fim do terceiro 
trimestre, devido às suas propriedades 
antiplaquetárias e ao potencial para 
causar o fechamento prematuro do ducto 
arterioso. 
 Todas as medicações sedativas devem ser 
evitadas em pacientes grávidas. 
 
16 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 O óxido nitroso não deve ser usado 
durante o primeiro trimestre. 
 Proteger mãe e feto 
 Adiar o máximo que puder 
 Infecção é risco à mãe e ao feto 
 Pode usar: lidocaína, bupivacaína, 
paracetamol, codeína, penicilina e 
cefalosporina 
 Recomenda-se um protocolo de redução 
de ansiedade. 
 Os sinais vitais da paciente devem ser 
obtidos, com atenção particular a 
qualquer elevação na pressão sanguínea 
(um possível sinal de pré-eclâmpsia). 
 Pausas frequentes para que a paciente 
urine costumam ser necessárias ao fim da 
gravidez, por conta da pressão fetal na 
bexiga. 
 Antes de realizar qualquer cirurgia bucal 
em uma gestante, o médico deve 
consultar o obstetra da paciente. 
Medicamentos que devem ser evitados em pacientes grávidas: 
Salicilatos e outros AINES: 
© Carbamazepina 
© Clordiazepóxido 
© Cloridrato de difenidramina (se usado cronicamente) 
© Corticosteroides 
© Diazepam e outros benzodiazepínicos 
© Hidrato de cloral (se usado cronicamente) 
© Morfina 
© Óxido nitroso 
 
Agentes anti-inflamatórios não esteroides: 
© Cloridrato de pentazocina 
© Cloridrato de prometazina 
© Fenobarbital 
© Tetraciclinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
Após a anamnese e o exame físico, e com base na queixa principal do paciente, o profissional irá determinar os 
exames complementares necessários para o planejamento do caso. 
Para cirurgias ambulatoriais extensas ou cirurgias em ambiente hospitalar, costuma-se solicitar hemograma, 
coagulograma completo, glicemia em jejum, ureia, creatinina e urina I, com o objetivo de descartar alterações 
graves que possam interferir no tratamento proposto. 
 
Biópsia e Citologia Esfoliativa 
 A biópsia é um exame que serve para analisar a saúde e a integridade de diversos tecidos do corpo 
 O objetivo da biópsia é observar qualquer mudança. 
 Como alteração da forma e do tamanho das células, sendo útil até mesmo para identificar a 
presença de células cancerígenas e outras anormalidades. 
Exames de Imagem 
 Radiografias panorâmicas 
 Radiografia periapical 
 Radiografia oclusal 
 Tomografia 
 Ressonância magnética 
Exames Laboratoriais 
Hemograma 
 Série vermelha 
 Série branca 
 Plaquetas 
Leucócitos (Leucopenia) 
 Normal: 4500 – 11000/mm3 
 Pode ser causada por: 
o Anemia 
o Uso de antibióticos e diuréticos 
o Má nutrição ou sistema imune fraco 
o HIV 
o Leucemia 
o Lúpus 
o Quimioterapia 
o Covid 
Neutrófilos 
 Sua principal função é a fagocitose 
 Netropenia 
 Baixa resistência (risco de infecção) 
 Neutrofilia 
 Infecções bacterianas agudas 
 Traumatismo 
Linfócitos e Monócitos 
 Combate a vírus e tumores 
 Linfocitose: infecções virais e câncer 
Eosinófilos 
 Doenças alérgicas e doenças parasitárias 
Basósfilos 
 Processos inflamatórios e vacinas 
 
 
 
 
 
EXAMES 
 
18 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Série Vermelha 
Hematócrito 
 Massa total de células no sangue 
Hemoglobina 
 Célula responsável de levar oxigênio aos tecidos do corpo. 
 A anemia tem como característica a diminuição dos glóbulos vermelhos. 
 Avaliação clínica (petéquias e equimoses na pele) 
 História pregressa de hemorragias do paciente 
 Causa aparente da hemorragia; surgimento de hematomas 
 Antecedentes familiares 
A avaliação dos dados obtidos, norteará a decisão do profissional para solicitar ou não os exames adequados 
ao laboratório clínico. 
Se o paciente não apresentar nenhuma anormalidade, segue-se ao procedimento cirúrgico, normalmente. 
Doença de Von Willebrand 
 Prolongamento do tempo de sangramento 
 Escassa adesividade das plaquetas 
 Ausência do fator VIII 
Suspeita de Coagulopatia: 
 Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) 
 A ausência de alguns fatores pode indicar aumento do TTPa 
 Valores entre 2 e 3 são patológicos 
 Normal: de 35 a 50 segundos 
 Tempo de atividade de protrombina (TAP) 
o É utilizado no setor de hemostasia para avaliar, por meio de seus fatores, a integridade da 
via extrínseca e comum da cascata de coagualação 
o INR (International Normalized Ratio), ou razão normalizada intercionalizada 
o INR = TP do paciente em segundos/TP médio normal em segundos 
o Detecta o tempo de coagulação 
o Varia de 10 a 12 segundos 
o Esse tempo estará alterado quando há alteração de alguns fatores de coagulação ou 
quando há excesso de heparina, varfarina ou uso de outro anticoagulante (Clopitogrel, 
Clexane)o INR: utilizada para avaliar a ação do anticoagulante 
o INR entre 2 e 3, pode realizar cirurgia 
 
 Tempo de trombina (TT) 
o Relativo à quantidade e reatividade da transformação do fibrinogênio em fibrina 
o O tempo normal é próximo de 18 segundos (2 segundos a mais ou menos, aceitável) 
 
19 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tempo de sangramento (TS) 
o Tempo necessário para estancar uma ferida menor que 4mm 
o 1 a 4 minutos 
o Avaliar as funções capilares e plaquetárias 
o Isoladamente, não é um método seguro 
o Contagem de plaquetas 
Plaquetometria 
 Estudo do número de plaquetas 
 Plaquetas = trombócitos 
 Taxa normal entre 1500 e 450.000 por 
mm3 de sangue 
 Plaquetose/Trombocitose - Causas 
o Perda de sangue 
o Policitemia primária 
o Cardiopatias e doenças 
autoimunes 
 Trombocitopenia - Causas 
o Abuso de drogas 
o Linfossarcoma 
o Tuberculose 
o Mieloma 
o Hiperesplenismo 
Retração do Coágulo 
 Eficiente forma de avaliar o mecanismo plaquetário 
 Inicia-se aos 20 minutos e apresenta em 50%, em 3 minutos 
 O tempo de retração aumenta nas anemias. 
Tempo de Coagulação 
 Permite avaliação global dos fatores de coagulação 
 O aumento pode indicar deficiência de fibrinogênio e hemofilia 
 
Manejo do Paciente com Coagulopatia 
 Solicitar testes de coagulação indicados 
 Marcar a cirurgia para pouco tempo depois de qualquer medida de correção de coagulação ter 
sido tomada pelo médico do paciente 
 Aumentar a coagulação durante a cirurgia com o uso de substâncias tópicas que a promovam 
 Aplicar firmemente suturas e compressas 
 Monitorar a ferida por 2h para assegurar que uma boa coagulação inicial esteja se formando 
 Aconselhar o paciente a evitar o deslocamento do coágulo e orientá-lo sobre o que fazer se a 
hemorragia recomeçar 
 
20 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Evitar prescrever AINEs 
 Pacientes que fazem hemodiálise, fazer a cirurgia 1 dia após a mesma 
 
Exame Interpretação 
Eritrograma 
Hemácias 
(milhões/mm3) 
Diminuição sinaliza anemias; aumento em doenças hematológicas, 
desidratação ou queimaduras 
Hemoglobina (g/dℓ) 
Hematócrito (%) 
Leucócitos totais 
Aumentados nas infecções agudas, especialmente bacterianas Neutrófilos (bastonetes) 
Neutrófilos (segmentados) 
Eosinófilos Aumento sugere parasitoses ou alergias 
Basófilos Alergia ou processo inflamatório prolongado 
Linfócitos Reduzidos em doenças da medula óssea como anemia aplásica ou 
leucemia, ou infecção pelo HIV; aumentados em quadros infecciosos, 
especialmente infecções virais 
Monócitos 
Aumentados nas infecções bacterianas subagudas 
Linfócitos atípicos 
Plaquetas/mm3 Diminuídas ou aumentadas em estados que afetam a produção; 
diminuídas em alguns distúrbios hereditários, lúpus eritematoso 
sistêmico, anemia perniciosa, hiperesplenismo, leucemia e 
quimioterapia 
Tempo de sangramento (TS) Avalia eficiência das plaquetas na formação do coágulo 
Tempo de coagulação (TC) Avalia a via intríseca da coagulação. Tempo de coagulação 
aumentado sinaliza deficiência de fatores ou uso de anticoagulantes 
Tempo de protrombina (TP) Avalia a via extrínseca da coagulação (fatores II, V, VII, X e 
fibrinogênio). Aumentado na deficiência de fatores, deficiência de 
vitamina K ou uso de anticoagulantes orais 
Tempo de tromboplastina 
parcial ativada (TTPA) 
Avalia a via intrínseca da coagulação (fatores VIII, IX, XI, XII) e da via 
comum (I, II e X) 
Plaquetas/mm3 
 
Razão normalizada 
internacional (INR) 
Avalia os valores de TP quando comparados com padrões 
do pool normal de pacientes. Muito utilizado no acompanhamento 
da terapia com anticoagulantes orais 
Glicose (em jejum) Detectar hipoglicemia ou hiperglicemia; investigação de diabetes 
melito; monitoramento de pacientes diabéticos 
Ureia 
Níveis aumentados indicam redução da função renal 
Creatinina 
Urina Avaliar presença de inflamação ou lesão das vias urinárias, doenças 
renais, diabetes melito 
 
 
21 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Princípios de Cirurgia 
Princípio: proposição de elementos e fundamentos que serve a uma ordem de conhecimento 
Cirurgia: arte de curar doenças por processos operatórios 
 
Fundamentos da Cirurgia Moderna: 
1. Uma técnica atraumática; (retirar apenas a causa do possível problema) 
2. O cuidadoso controle da hemorragia; 
3. A delicadeza e o cuidado no manejo dos tecidos; 
4. Um absoluto respeito à assepsia cirúrgica (quanto mais descontaminada a cirurgia, menor a 
chance de infecções e maior a chance de previsibilidade do resultado final) 
 
Necessidades Básicas para a Cirurgia 
1. Instrumental adequado 
2. Boa visibilidade (garantir um acesso 
adequado àquela região): 
a. Acesso apropriado 
b. Iluminação suficiente 
c. Campo cirúrgico sem excesso de 
sangue e fluidos 
3. Bom auxílio (reduzindo o tempo cirúrgico) 
a. Treinamento e conhecimento do 
procedimento que será realizado 
pelo cirurgião 
 
 O acesso adequado requer, além da 
capacidade do paciente de abrir bem a 
boca, uma exposição cirúrgica 
suficientemente ampla. 
 Obtém-se melhor acesso pela criação de 
retalhos cirúrgicos. 
 A fonte de luz deve ser reposicionada 
continuamente. O cirurgião-dentista ou o 
assistente devem evitar obstruí-la. 
 Um campo cirúrgico livre de fluidos e 
debris também é necessário para uma 
visibilidade adequada. 
 Um aspirador cirúrgico de alta potência 
com uma ponta de sucção relativamente 
pequena pode rapidamente remover o 
sangue e outros fluidos do campo. 
Técnica Asséptica 
 Manutenção da cadeia asséptica 
 Antissepsia é diferente de assepsia 
 Assepsia: ausência completa de 
microrganismos (objetos inanimados) – 
Ex: esterilizar os instrumentais, limpar a 
bancada 
 Antisspesia: redução da quantidade de 
microrganismos (realizar à pessoas, seres) 
– Ex: limpeza do paciente com gaze 
embebida em clorexidina 
 A assepsia médica é a tentativa de manter 
os pacientes, a equipe de saúde e os 
 
 
 
 
22 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
objetos o mais livres possível de agentes 
que causem infecção. 
 Já a assepsia cirúrgica é a tentativa de 
impedir que os agentes patogênicos 
tenham acesso às feridas criadas 
cirurgicamente. 
 Antisséptico e desinfetante são termos 
muitas vezes utilizados de maneira 
equivocada. Ambos se referem a 
substâncias que podem impedir a 
multiplicação de organismos capazes de 
causar infecção. 
 A diferença é que antissépticos são 
aplicados a tecidos vivos, enquanto 
desinfetantes são projetados para o uso 
em objetos e superfícies. 
 A esterilidade consiste na eliminação total 
das formas viáveis de microrganismos. A 
esterilidade representa um estado 
absoluto; não há graus de esterilidade. 
 Desinfecção é a redução do número de 
microrganismos viáveis para níveis 
considerados seguros pelos padrões da 
saúde pública. 
 
Cadeia Asséptica 
O rompimento de um desses itens, permite a entrada de microrganismos e quebra essa cadeia. Assim a previsibilidade 
final do processo pode ser alterada 
 
Aspectos a serem observados previamente ao procedimento cirúrgico: 
 Esterilização do instrumental e do material 
 Preparo do operador e de seus auxiliares 
 Preparo do paciente 
o Antissepsia do paciente 
o Intraoral: 
§ bochecho com gluconato de clorexidina 0,12% 
o Extra-oral: 
§ Apreender gaze em pinça pean (é a pinça para antissepsia); 
§ Embeber em gluconato de clorexidina 0,2% 
Ausência de 
Contaminação
Paciente
InstrumentosProfissional
Microrganismos 
 
23 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
§ Aplicar de maneira centrípeta a partir da linha de selamento labial, no terço médio 
da face (ou seja, do centro da boca para a periferia). (primeiro limpar os lábios, 
descarta a gaze e depois limpa ao redor da boca, em cada hemiface) 
§ Colocar o campo protetor estéril sobre a cabeça 
 
 Preparo da mesa cirúrgica 
 Destino do material contaminado (lixo comum: papéis que não tiveram contato com o paciente; 
lixo contaminado: elementos que tiveramcontato com o paciente; lixo perfurocortante: agulhas, 
fios de sutura) 
 
 Preparo do Operador e de seus Auxiliares: 
o Paramentação com gorro, máscara e óculos (+grosso) – bloqueio físico 
o Antissepsia 
 
Manobras Fundamentais 
1. Diérese (incisão e descolamento dos tecidos) 
2. Exérese (retirada de tecido) 
3. Hemostasia (parar o sangramento) 
4. Síntese (unir os tecidos) 
Incisões 
 
 
 
 O osso e os tecidos ligamentares cegam as lâminas muito mais rapidamente que a mucosa bucal. 
Portanto, o cirurgião-dentista deve trocar a lâmina sempre que o bisturi não estiver fazendo a incisão com 
facilidade. 
 
 
 
 
 Repetições e tentativas de incisar aumentam a quantidade de dano tecidual e de sangramento em uma 
ferida cirúrgica. Incisões longas e contínuas são preferíveis a incisões curtas e intermitentes 
 
 
 
 
 O cirurgião deve fazer incisões apenas em profundidade suficiente para definir o próximo plano maior, 
quando fará cortes próximos a vasos maiores, ductos e nervos. 
 Importantes nervos também costumam poder ser separados dos tecidos adjacentes e afastados da área 
a ser incisada. 
 
 
 
 
Princípio I Lâmina afiada e tamanho adequado (trocar a lâmina ao notar que ela não está afiada) 
Princípio II Golpe firme e contínuo deve ser usado ao fazer uma incisão (a incisão não deve apresentar irregularidades) 
Princípio III Deve ser realizado cuidadosamente para evitar cortar estruturas vitais ao fazer uma incisão 
Princípio IV Incisões em superfície epitelial, que se deseja reaproximar, devem ser feitas com a lâmina em posição perpendicular a superfície epitelial 
 
24 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tal ângulo produz bordas quadradas no corte, mais fáceis de reorientar apropriadamente durante a 
sutura, e menos suscetíveis à necrose nas bordas da incisão como resultado da isquemia 
 
 
 
 
 Incisões em gengivas inseridas e sobre ossos saudáveis são mais desejáveis que aquelas em gengivas 
não inseridas e em ossos doentes e ausentes. 
 O osso saudável deve estar, pelo menos, a alguns milímetros de distância do osso danificado, o que 
oferece suporte para a cicatrização da incisão. 
 É melhor evitar incisões sobre proeminências, como a eminência canina, porque a pressão na ferida 
fechada em uma proeminência pode interferir na cicatrização. 
 Incisões posicionadas próximo ao dente a ser extraído devem ser feitas no sulco gengival, a não ser que 
haja a necessidade de incisar a gengiva marginal ou deixar a gengiva marginal intacta. 
 
Bisturi 
 
 A lâmina de bisturi mais frequentemente 
usada para a cirurgia intrabucal é a de nº 
15 
 Ela é pequena e usada para fazer incisões 
em torno dos dentes e nos tecidos moles. 
 Outras lâminas empregadas em cirurgia 
intrabucal são as de n° 11 e de n° 12. 
 A n° 11 é uma lâmina pontiaguda 
utilizada, principalmente, para fazer 
pequenas incisões, como para incisar um 
abscesso e drená-lo. 
 A lâmina em forma de gancho n° 12 é útil 
para procedimentos nas áreas 
mucogengivais em que as incisões são 
feitas sobre as faces posteriores dos 
dentes ou na área da tuberosidade 
maxilar. 
 A lâmina de bisturi deve ser 
cuidadosamente colocada no cabo que 
prende a lâmina com um porta-agulha 
 Cabo de bisturi nº4: utilizado para incisões 
médias (lâminas da sequência 20) 
 Cabo de bisturi nº 3: acoplado nas lâminas 
da série 10 (10, 11, 12, 15) 
 Cabo de bisturi 11: ex – drenagem de 
abcesso 
 Cabo de bisturi 12: ex – incisão em que há 
algum impedimento para realizar a 
inclinação... tuber ou área de distal de 
molar 
 Cabo de bisturi 15: ex – chamada de 
lâmina geral (mais usada na cavidade 
oral) 
 Tem uma variação: lâmina 12C 
Princípio V Incisões na cavidade oral devem ser devidamente aplicadas (preservar tecidos com menor vascularização/regeneração – ex: papilas gengivais) 
 
25 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Bisturi Frio 
 Acesso a uma região onde precisamos ter 
precisamos ter união das bordas 
 
 
 
Bisturi Elétrico 
 Cirurgias com muito sangramento 
(potencial sangrante) 
 Ele corta e cauteriza ao mesmo tempo 
 Permite um menor sangramento 
transoperatório 
 
Postura de Uso 
 Manusear o bisturi com uma pega de pena 
 Incisões curtas e precisas: em formato de pena, ângulo de 90° 
 
 Colocar ele até sentir o osso e após isso, correr com 
ele e fazer a incisão. 
 Segurar a lâmina em qualquer ângulo que não 
seja 90° cria um corte oblíquo na superfície do tecido que é 
difícil de fechar apropriadamente e compromete o 
fornecimento de sangue para a borda da ferida. 
 
26 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 Quando eu faço uma incisão perpendicular ao plano gengival, garantimos uma ruptura do tecido 
em que as bordas do ferimento terão volumes semelhantes. 
 Aproximação dos bordos do ferimento de maneira uniforme 
 Maior previsibilidade do resultado final da incisão 
 
 
 Incisão biselada: presença de pontos que não terão uma nutrição adequada. 
 Risco da área que não está inserida em um ponto de nutrição, necrosar e com isso, haver um 
retardo na cicatrização. 
 
 
 Corte com lâmina bem afiada e incisão única (de golpe único): resultado da imagem 1 
 Se realizo diversas incisões ou uso um instrumental que não está afiado, teremos irregularidades 
nos bordos como na imagem 2 
 Resultado final não satisfatório ao unir os bordos 
Planejamento da Incisão 
 Os retalhos que são confeccionados para 
dentro da cavidade oral, em sua maioria, 
são retalhos mucoperiostiais, em que 
devemos fazer uma inserção do bisturi até 
atingir o periósteo e fazer a incisão do 
periósteo junto com a mucosa 
 Um corte apenas na gengiva, acaba por 
esgaçar o periósteo, levando a 
sangramento e dificuldade de 
cicatrização. 
 As margens da incisão devem ser feitas em 
local com osso sadio 
 Garantindo boa nutrição/vascularização 
ao tecido e uma boa regeneração 
 Retalho em tecido ósseo sadio 
 
 
27 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 O retalho deve ser amplo o suficiente para 
proporcionar um bom campo operatório 
 Manter uma boa vascularização ao 
retalho para favorecer a rápida 
cicatrização (colocar o afastador em 
superfícies ósseas, para evitar o 
interrompimento da circulação) 
 Bordas bem definidas possibilitando uma 
aproximação prevenindo a necrose, 
deiscência e dilacerações 
 Nutrição adequada 
 
Prevenção de necrose no retalho 
 O ápice do retalho nunca deve ser maior que a base, a não ser que a artéria principal esteja 
presente na base. 
 Os retalhos devem ter lados paralelos um ao outro ou convergir da base para o ápice do retalho. 
 Geralmente, a altura de um retalho deve ter não mais que duas vezes a largura da base. 
 A largura da base deve ser preferivelmente maior que a altura do retalho 
 A base dos retalhos não deve ser excessivamente torcida, esticada ou pressionada com qualquer 
coisa que danifique os vasos, pois essas manobras podem comprometer a alimentação do 
suprimento sanguíneo e drenar o retalho, assim como os delicados vasos linfáticos. 
Prevenção de Deiscência do Retalho 
 Deiscência: separação que leva à abertura de uma incisão suturada 
 Através da aproximação das bordas do retalho sobre o osso saudável, pela delicada manipulação 
das bordas e pelo não posicionamento das margens do retalho sob tensão. 
 A deiscência expõe o osso subjacente e outros tecidos, produzindo dor, perda óssea e aumento da 
cicatriz. 
Prevenção da dilaceração do retalho 
 É preferível criar um retalho no começo 
da cirurgia que seja amplo o suficiente 
para evitar a dilaceração ou interromper 
o procedimento para estender mais a 
incisão. 
 Retalhos em envelope são aqueles 
criados por incisões que produzem um 
retalho de apenas uma face (ex: uma 
incisão feita ao redor do colo de vários 
dentes para expor o osso alveolar sem 
quaisquer incisões relaxantes verticais) 
 No entanto, se um retalho em envelope 
não oferecer acesso suficiente, ele deve 
ser aumentado ou outra incisão (uma 
relaxante) deve ser realizada a fim de 
evitara dilaceração do retalho. 
 Em geral, incisões relaxantes verticais 
(oblíquas) devem ser posicionadas 
envolvendo o espaço de um dente inteiro 
anterior à área de qualquer remoção 
óssea planejada. 
 A incisão costuma ser iniciada no ângulo 
linear de um dente ou na papila 
interdental adjacente e é realizada 
obliquamente e para apical na gengiva 
não inserida. 
 
28 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 O retalho deve ter base ampla em relação 
a altura 
 X = 2Y (retalho com largura 2 vezes maior 
que a altura) 
 A incisão relaxante/de alívio deve 
preservar a papila (aliviar a pressão na 
borda do tecido e melhorar o acesso) 
 Incisão de alívio: feta no local em que 
possivelmente o tecido iria romper 
 Forçar o tecido gera isquemia, que gera 
dificuldade de reparação 
 Quanto mais evitar músculo inserido no 
retalho, melhor 
 Lembrar que o suprimento sanguíneo vem 
de baixo para cima 
 Uma relaxante errada, provoca necrose do 
tecido, gerando um novo tecido. Com isso 
pode haver retardo na cicatrização, 
deiscência ou cicatrização insuficiente. 
 
A.Incisões horizontais e verticais únicas realizadas para criar retalho de dois lados. B. Duas incisões verticais e uma horizontal 
costumam gerar retalhos de três lados. C. Incisão horizontal única para proporcionar retalho (em envelope) de um lado. 
 
29 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Manipulação do tecido 
 Puxar ou apertar excessivamente, temperaturas extremas, dissecção ou uso de produtos químicos 
não fisiológicos danificam facilmente o tecido. 
 Portanto, o cirurgião deve ser cuidadoso sempre que manipular o tecido. 
 Quando usar pinças, não se deve apertar com muita força, usar delicadamente. 
 Quando possível, devem-se usar pinças denteadas ou ganchos de tecido. 
 Além disso, os tecidos não devem ser afastados com força para se conseguir maior acesso cirúrgico. 
 Quando o osso é cortado, deve ser empregada irrigação abundante para diminuir a quantidade 
de osso danificado devido ao calor da fricção. 
 O tecido mole também deve ser protegido do calor da fricção ou do traumatismo direto do 
equipamento de perfuração. 
 cortes abertos devem ser umedecidos frequentemente ou cobertos com uma gaze úmida, se o 
cirurgião não estiver trabalhando neles por um tempo. 
 apenas substâncias fisiológicas devem entrar em contato com tecido vivo. 
Hemostasia 
 Motivo para manter a hemostasia: diminuição da visibilidade, ocasionada por sangramento 
incontrolável. 
 Outro problema que causa sangramento é a formação de hematomas (coleções de sangue sob 
tecido mole). 
o Os hematomas pressionam as feridas, diminuindo a vascularização. 
o Eles aumentam a tensão nas bordas da ferida e agem como meios de cultura, 
potencializando o desenvolvimento de infecções. 
 Obtém-se hemostasia da ferida por quatro meios. 
o O primeiro é auxiliando mecanismos hemostáticos naturais. 
§ Isso costuma ser realizado utilizando-se uma esponja de gaze para pressionar os vasos 
que estão sangrando ou colocando um hemostático em um vaso. 
o Um segundo meio é pelo uso do calor para fundir a ponta dos vasos cortados (coagulação 
térmica/eletrocoagulação). 
§ O calor costuma ser aplicado por meio de uma corrente elétrica que o cirurgião-dentista 
concentra no vaso em sangramento, segurando o vaso com um instrumento de metal, 
como uma pinça hemostática, ou tocando o vaso diretamente com a ponta do bisturi 
elétrico. 
o O terceiro meio é pela ligadura por sutura. 
§ Se um vaso de tamanho considerável for cortado, segura-se cada ponta com uma pinça 
hemostática. 
§ O cirurgião-dentista, então, amarra suturas não absorvíveis ao redor do vaso. 
 
30 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
§ Uma vez que o vaso esteja cortado, suturas são amarradas em volta de cada ponta e as 
pinças hemostáticas são removidas. 
o A quarta maneira é colocar substâncias vasoconstritoras na ferida, como a epinefrina, ou 
aplicar pró-coagulantes, como trombina ou colágeno. 
§ A epinefrina funciona como um vasoconstritor mais efetivamente quando colocada no local 
em que se deseja a vasoconstrição por, pelo menos, 7 minutos antes de a cirurgia 
começar. 
Manejo do Espaço Morto 
 Espaço morto em uma ferida é qualquer área que permaneça desprovida de tecido após o 
fechamento da ferida. 
 Pode ser gerado pela remoção de tecido na profundidade de uma ferida e pela não reaproximação 
de todos os planos teciduais durante o fechamento. 
 Costuma ser preenchido com sangue, o que cria um hematoma com grande potencial para 
infecção. 
 Pode ser eliminado de quatro maneiras. 
o (1) suturar por meio de planos teciduais para minimizar o vazio pós-operatório. 
o (2) colocar um curativo compressivo sobre a ferida suturada. 
o (3) colocar uma compressa no espaço até que o sangramento pare e, então, remover a 
compressa. 
§ Essa técnica costuma ser usada quando o cirurgião não pode suturar o tecido ou colocar 
curativos compressivos (p. Ex., quando uma cavidade óssea permanece após a remoção 
do cisto). 
§ O material de compressa deve estar impregnado com medicação antibacteriana para 
diminuir a chance de infecção. 
o (4) usar drenos, isoladamente ou com curativos compressivos. 
§ Na maioria dos procedimentos cirúrgicos bucais de rotina realizados por cirurgiões-
dentistas, a criação de um espaço morto não é um grande problema. 
Tipos de Incisão 
Intra-bucais 
 
 Duplo Y (acesso de tórus palatino) 
 Incisão reta no centro do palato 
 2 de alívio na região de divisa de palato duro e 
palato mole, e a outra na região de pré-maxila 
 Após o descolamento, tem acesso ao tórus 
 
 
 Envelope (interpapilar) 
 Mucoperiosteal 
 Corte intrapapilar 
 Para ter acesso a uma área mais profunda, há um maior deslocamento de papilas, e isso dificulta 
em relação a sutura 
 
31 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Deve ser realizada quando queremos evitar áreas com estruturas anatômicas inseridas (ex: 
remoção de dente incluso, desgaste ósseo perto da região de colo do dente) 
 Geralmente no palato, faz-se esse tipo de incisão 
 Melhor reparação por estar em mucosa inserida 
 
 
 
 Intrasulcular mucoperiosteal com 1 alívio 
 Sempre vai partir da incisão em envelope, daí faz o alívio 
 Ter o cuidado de não interferir na papila 
 Pode ser um alívio para anterior ou para posterior, desde 
que a nutrição sanguínea seja garantida em todo o retalho 
 Incisão oblíquia, de maneira que a área a ser descolada garanta um bom suporte sanguíneo ao 
retalho 
 
 
 Intrasulcular mucoperiosteal com 2 alívios 
 (maior altura e menor extensão) 
 Mucoperiosteal 
 Descolar a partir da regiaõ intrasulcular e intrapapilar até 
a área mais profunda 
 Menor extensão, mas maior altura de abordagem 
 
 
 Wassmund (submarginal) 
 Porque não é feita na linha mucogengival 
 Com 2 relaxantes 
 Muito usada quando se quer ter acesso a área de cistos 
 Pode apresentar potencial sangrante grande e de 
deiscência também 
 Indicada para quando há uma peça protética na região 
 
32 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 Partsch (semilunar ou submarginal curva) 
 
 
 
 
 Triangular ou de Mead 
 Geralmente é realizada para quando será feita a 
remoção de molar incluso 
 Começa na região do túber, circula 
intrasulcularmente o 2° molar e faz um alívio, a partir daí 
faz o descolamento para ter acesso ao 3° molar 
 
Hemostasia 
 Meios para manter a hemostasia do corte 
 Mecanismos hemostáticos naturais 
 Calor 
 Ligaduras (só deve ser realizada se o vaso está devidamente identificado) 
 Curativo compressivo 
 Coagulantes locais 
o Substâncias vasoconstritoras (adrenalina, noradrenalina, felipressina) 
o Materiais reabsorvíveis (fibrina, membrana de colágeno) 
o Cera óssea 
 
 Realizada com a pinça hemostática 
 Só deve ser feita se o vaso estiver facilmente localizado 
 Procedimento: 
o Apreender o vaso com a pinça hemostática 
o Lançar mão de um fio de sutura não reabsorvível para fazer uma laçada e uma ligadura dovaso (pode ser com a mão ou com um porta-agulha) 
o Após a ligadura, solta a pinça 
o Verifica se há sangramento ativo 
o Se não houver sangramento, corta o fio e finaliza-se a ligadura 
 
 
33 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Quando há uma área do acesso em que precisamos cruzar o vaso: 
 Fazer uma ligadura bilateral (dupla pinçagem) 
 Efetua o corte 
 
 
 Uso do bisturi elétrico – calor 
o Coma pinça, faz a preensão do vaso 
o Com o bisturi elétrico, faz-se a cauterização do vaso 
 
Em casos de ligadura da carótida externa, há uma iniciação do sistema de compensação. Nisso, os vasos que estão na 
outra hemiface, passam a nutrir os tecidos que seriam nutridos pelo vaso que foi ligado. 
Após a ligadura, os vãos vão se formar novamente e se refaz essa circulação, após a cicatrização. 
 
 Hemostasia por pressão direta 
o Ex: cirurgias em região de ângulo da mandíbula, pacientes lesionados 
 
Síntese 
 Manobras que visam aproximar os tecidos divididos/separados durante o ato cirúrgico de incisão 
ou divulsão 
 É fundamental na reparação tecidual 
 Hemostasia 
 
34 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 A síntese tem que garantir de que haja a formação da fibra colágena no local, que ela esteja no 
processo inicial de reparação (em torno de 7 a 10 dias), por isso que o paciente fica com a sutura 
por esse período de tempo. 
 
Fio de sutura 
Características de um fio ideal 
 Segurança do nó 
 Resistência tênsil adequada 
 Fácil manuseio 
 Baixa reação tecidual 
 Não possuir ação carcinogênica 
 Não provocar ou manter infecção 
 Ser resistente ao meio ao qual atua 
 Baixo custo 
 
Quanto a capacidade de absorção: 
 Absorvíveis 
o Naturais: catgut simples e catgut cromado 
o Sintéticos: vicryl (poligalactina) e dexon (ac. Poliglicólico) 
 Não absorvíveis: 
o Biodegradáveis: seda, mononylon (são os mais utilizados) e algodão 
o Não biodegradável: polycot, aciflex e prolene (são fios bem resistentes) 
o Seda: multifilamentado 
o Mononylon: monofilamentado 
Classificação quanto ao calibre: 
 Os fios mais utilizados na odontologia são o 3-0 e o 4-0 
 
Agulhas 
 As mais utilizadas são ½ ou 3/8 
 Utiliza-se mais fios de sutura agulhados 
 
35 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Suturas 
 
 Os 4 objetivos básicos de uma sutura são: 
o Evitar infecção da ferida, 
o Promover a hemostasia, 
o Diminuir o tempo de cicatrização e 
o Favorecer um resultado estético. 
 
 
 
 
Tipos de Suturas: 
1. Simples 
 É um dos mais utilizados, sendo considerado ponto universal. 
 É ótimo para sutura de pele. 
 
 
36 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
2. U vertical 
 É a associação de dois pontos simples. 
 Cada lado da borda é perfurado duas vezes. 
 É um ponto que promove boa hemostasia, sendo mais utilizado 
quando há hemorragia subdérmica e dérmica. 
 Reduz tensão e promove boa coaptação das bordas, evitando 
sua invaginação, entretanto, o resultado estético é inferior. 
 
3. U horizontal 
 É usado para produzir hemostasia e em suturas com alguma tensão (como cirurgia de hérnias, 
suturas de aponeurose), que impede a coaptação perfeita das bordas. 
 
4. X ou 8 
 Executado para que fique duas alças cruzadas. 
 Esse ponto aumenta a superfície de apoio de uma sutura para hemostasia ou aproximação. 
 É usado em fechamento de paredes e suturas de aponeurose, músculos, e até em couro cabeludo. 
 
5. Contínua simples 
 
 
 
 
37 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
6. Contínua festonada 
 
 
7. Contínua em U horizontal 
 
8. Intradérmica 
 É um tipo de sutura que tem um ótimo resultado estético. Nessa técnica a agulha passa 
horizontalmente através da derme superficial, paralelo à superfície da pele, aproximando as 
bordas. Por isso não deixa impressões de sutura no tecido externo. Deve ser usado em feridas com 
pouca tensão. 
 
 
 
 
 
 
38 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Incisões com alívio: primeiro ponto é no ângulo do alívio (pra suportar o tecido). Segunda entre os dentes. 
Terceira entre os dentes. Quarta e quinta no alívio 
 
Remoção de Sutura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
Avaliação Pré-Operatória 
 Paciente com condições clínicas para suportar o procedimento 
cirúrgico 
 Em caso de adaptações do protocolo, realiza-las para um melhor 
desempenho 
Indicações 
 Cárie 
 Necrose pulpar ou pulpite irreversível 
 Indicações ortodônticas e protéticas 
o Extração para gerar espaço para alinhamento dentário 
o Os dentes mais comumente extraídos são os pré-molares superiores e inferiores 
 Dentes mal posicionados 
o Caso traumatizem tecido mole e não possam ser reposicionados por tratamento ortodôntico 
o Um exemplo disso é o terceiro molar superior, que erupciona em posições vestibulares e causa 
ulceração e traumatismo do tecido mole e da bochecha 
 Doença periodontal 
o Dente com excesso de mobilidade deve ser extraído 
 Dentes fraturados 
 Dentes supranumerários 
 Dentes inclusos 
o Se estiver claro que um dente parcialmente incluso não esteja apto a irromper em oclusão 
funcional devido a espaço inadequado, interferência de dentes adjacentes ou alguma outra razão 
 Fraturas maxilares 
 Radioterapia 
o Pacientes que estão recebendo radioterapia para câncer bucal, na cabeça ou no pescoço devem 
considerar a remoção dos dentes que estão na direção da radiação, sobretudo se estes estiverem 
comprometidos de alguma maneira. 
 Questões financeiras 
 Raízes e fragmentos dentais 
 Dentes associados a lesões patológicas 
o Ex: cistos odontogênicos 
 
 
 
Contraindicações Para Extrações Dentárias: 
Sistêmicas: 
 Diabetes mellitus descompensada 
 Hipertensão artérial descompensada 
 Discrasias sanguíneas severas 
 
 
 
 
Princípios de 
 
40 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Locais: 
 A mais importante e mais crítica é a 
história de radiação terapêutica por 
câncer. 
o Extrações feitas em área de radiação 
podem resultar em 
osteorradionecrose e, por isso, a 
extração deve ser feita com extremo 
cuidado 
 Área irradiada terapêuticamente 
 Dente localizado em tumor maligno 
o Extração pode disseminar células 
malignas, despertando, assim, 
metástases locais 
 Paciente com pericoronarite grave 
(infecção associada a dente incluso) 
o Paciente com trismo, limitação de 
abertura bucal, dor. Primeiro faz-se 
uma antibioticoterapia 
o Não devem ter o dente extraído até a 
condição ter sido tratada 
o O tratamento não cirúrgico deve 
incluir irrigações e remoção do 
terceiro molar 
o Se o terceiro molar for removido 
durante pericoronarite grave, a 
incidência de complicações aumenta. 
 Paciente com abcesso periapical agudo 
(primeiro drenar o abcesso, e só depois 
fazer a extração = tirar o paciente do 
quadro agudo) 
o Talvez seja difícil extrair tal dente, 
pois o paciente pode apresentar 
trismo ou pode ser difícil conseguir a 
anestesia local profunda 
o Se acesso e anestesia forem viáveis, 
o dente deve ser removido o mais 
rapidamente possível 
o Também deve ser iniciada 
antibioticoterapia, além de se planejar 
a extração o mais brevemente 
possível. 
 
Avaliação Clínica Dos Dentes Para Remoção 
Acesso ao dente: 
 Extensão de abertura bucal 
o O cirurgião deve procurar pela causa da redução da abertura. 
o As causas mais comuns são trismo associado a infecção ao redor dos músculos de 
mastigação, disfunção de articulação temporomandibular (ATM) e fibrose muscular. 
 Localização e posição do dente no arco dental 
Mobilidade do dente 
 Se os dentes forem excessivamente moles, deve-se esperar uma remoção não complicada, porém 
o manejo do tecido mole após a extração pode ser mais complexo 
 Dentes com mobilidade menor que o normal devem ser avaliados pela presença de 
hipercementose ou anquilose das raízes 
 A anquilose costuma ser vista em 1ºm que estão retidos e se tornaram submergidos ou em dentes 
não vitais 
 A hipercementose pode criar raízesbulbosas mais difíceis de se remover. 
Condição da coroa (devido à dificuldade de inserção da coroa no fórceps) 
 A avaliação da coroa antes da extração 
deve ser relacionada à presença de 
grandes cáries ou restaurações na coroa 
 Se grandes partes da coroa foram 
destruídas pela cárie, a probabilidade dela 
se quebrar durante a extração é maior, 
 
41 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
causando mais dificuldade na remoção do 
dente 
 A existência de grandes restaurações de 
amálgama gera fraqueza da coroa, e a 
restauração provavelmente irá fraturar 
durante a extração 
 Dente tratado endodonticamente torna-se 
ressecado e frágil e desmorona facilmente 
quando se aplica alguma força 
 Nessas três situações, é fundamental que 
o dente seja elevado o máximo possível e 
que o fórceps só então seja aplicado o 
mais apicalmente possível para agarrar 
uma porção radicular intacta do dente em 
vez da coroa. 
 Se o dente a ser extraído tiver grande 
acúmulo de tártaro, tal acúmulo deve ser 
removido com uma cureta ou um 
limpador ultrassônico antes da extração. 
As razões para isso são que o tártaro 
interfere na colocação apropriada do 
fórceps e que o cálculo fraturado pode 
contaminar o alvéolo vazio do dente 
quando este for extraído. 
 Se os dentes adjacentes tiverem 
restaurações grandes, o cirurgião-dentista 
deve usar as alavancas com extremo 
cuidado, pois podem ocorrer fratura ou 
deslocamento das restaurações 
Toda extração necessita de um exame clínico e de um exame de imagem prévio 
 Radiografias periapicais ou panorâmicas geralmente são suficientes para o planejamento 
 Em casos de proximidade com estruturas nobres, a tomografia é necessária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Estruturas que temos que ter cuidado na maxila: seio maxilar, 
nervos, vasos, fossas nasais e túber 
 Estruturas que temos que ter cuidado na mandíbula: canal 
mandibular, forame mentual, orofaringe e língua 
 Osso compacto = menor condição de mobilidade 
 Dentes hígidos em pacientes idosos são mais complicados de 
extrair pois qualquer movimento pode levar a fratura óssea 
 Raiz cônica facilita a extração (menos força para luxar o 
dente) 
 
 
42 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Avaliação Radiográfica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dente com doença periodontal grave 
com perda óssea e espaço do 
ligamento periodontal alargado. Esse 
tipo de dente é fácil de ser extraído. 
 
Segundo molar inferior 
decíduo retido sem o 
respectivo dente permanente. 
O molar está parcialmente 
submerso, e a probabilidade 
de anquilose das raízes 
mostra-se grande. 
 
Dentes com grandes lesões de cárie são 
mais suscetíveis à fratura durante a 
extração, tornando sua remoção mais 
difícil 
 
Dentes com grandes restaurações de 
amálgama são mais propensos a serem 
frágeis e a fraturarem quando se 
aplicam forças para extração. 
 
Primeiro molar inferior. Se o molar for 
removido, o cirurgião deve tomar cuidado 
para não fraturar o amálgama no segundo 
pré-molar com elevadores ou fórceps. 
 
 Pneumatização do seio maxilar 
 O dente molar superior imediatamente adjacente ao seio 
apresenta perigo maior de exposição sinusal 
 Apesar de parecer que a raiz está dentro do seio, ela está 
circundada por osso 
 Essa extração pode causar uma comunicação do seio 
com a cavidade oral 
 
 
43 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dentes molares inferiores próximos ao canal alveolar 
inferior. 
 A remoção do terceiro molar é um procedimento com 
maior probabilidade de resultar em lesão do nervo 
 Osso muito denso 
 Proximidade com o canal mandibular 
 Possibilidade de parestesia 
 
Antes da extração de pré-molares que 
necessitam de um retalho cirúrgico, é 
essencial saber a relação entre o forame 
mentoniano e os ápices das raízes. Área 
radiolúcida no ápice do segundo pré-molar, 
que representa o forame mentoniano. Raiz 
com formato cilíndrico, o que vai dificultar a 
extração 
Raízes pouco divergentes 
 
Canino com duas raízes 
 Raízes longas, que 
dificultam a luxação 
As raízes amplamente divergentes 
desse primeiro molar superior tornam 
a extração mais difícil. 
A curvatura das raízes deste 
dente é inesperada. 
 
A hipercementose aumenta a dificuldade 
dessas extrações, pois as raízes são 
maiores no ápice que na região cervical. 
Provavelmente, a extração cirúrgica será 
necessária. 
Cáries radiculares no 
primeiro pré-molar tornam a 
extração mais difícil, pois a 
fratura do dente é provável. 
 Percebe-se a 
hipercementose no segundo 
pré-molar.necessária. 
 
44 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
Exame Radiográfico Do Dente A Ser Removido 
Relação com estruturas vitais 
 Quando estiver fazendo extrações dos molares superiores, é essencial estar ciente quanto à 
proximidade das raízes dos molares no assoalho do seio maxilar. 
 Se apenas uma fina camada de osso existir entre o seio e as raízes dos molares, o potencial de 
perfuração do seio maxilar durante a extração aumenta. 
 Assim, o plano de tratamento cirúrgico pode ser alterado para uma técnica de cirurgia aberta, com 
a divisão das raízes do molar superior em raízes individuais antes que o procedimento prossiga 
 O canal alveolar inferior pode se aproximar das raízes dos molares inferiores. 
 
Configuração das raízes 
 O primeiro fator a se avaliar é o número de raízes do dente a ser extraído 
 Conhecer a curvatura das raízes e o grau de divergência 
 Raízes pequenas, de formato cônico, são mais fáceis de remover 
 Raízes longas com curvaturas grandes e abruptas ou ganchos na região apical são mais difíceis 
de remover 
 Raízes pequenas são mais fáceis de remover, em comparação com os de raízes longas 
 Uma raiz longa e bulbosa, resultado de hipercementose, é ainda mais difícil de ser removida. 
A reabsorção interna da raiz torna a extração fechada quase impossível porque 
é quase certo que ocorra fratura de raiz. 
Percebe-se a hipercementose no segundo pré-molar.necessária. 
 A relação do dente a ser extraído com os dentes adjacentes 
irrompidos e não irrompidos deve ser percebida. 
 Na extração do dente decíduo, pode ser possível danificar ou 
deslocar o dente que está embaixo. 
 Se a remoção cirúrgica de uma raiz ou parte de uma raiz for 
necessária, deve-se saber a relação entre a estrutura da raiz ou de 
dentes adjacentes. 
 A remoção de osso deve ser feita criteriosamente sempre que 
necessário, mas é importante, acima de tudo, ser cuidadoso se as 
raízes adjacentes estiverem próximas à raiz que será removida. 
 
 
45 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 As cáries radiculares podem enfraquecer substancialmente a raiz e deixá-la mais propensa à 
fratura quando a força do fórceps for aplicada 
 A reabsorção radicular enfraquece a estrutura da raiz e a deixa mais propensa à fratura. 
 Se houve tratamento endodôntico muitos anos antes da extração, pode haver anquilose do dente 
e a raiz pode estar frágil. 
 
Condição do osso circundante 
 O osso que está mais radiolúcido é, provavelmente, menos denso, o que torna a extração mais 
fácil. 
 Entretanto, se o osso parece ser radiograficamente opaco (indicando densidade aumentada), com 
evidência de osteíte condensante ou outro processo similar de esclerose, a extração será mais difícil. 
 Dentes com polpas não vitais podem ter radiolucidez apical, que significam granulomas ou cistos. 
 Tais lesões devem ser removidas na hora da cirurgia 
Preparo do Paciente e do Cirurgião 
 Todos os pacientes devem ser encarados como portadores de doenças transmissíveis pelo sangue 
que possam infectar a equipe cirúrgica e os outros pacientes. 
 Para evitar essa transmissão, luvas cirúrgicas, máscaras cirúrgicas e óculos com vedamento lateral 
são necessários. 
 Se o cirurgião-dentista tiver cabelos compridos, é essencial prendê-los e cobri-los com gorro 
cirúrgico. 
 Um campo estéril deve ser colocado sobre o peito do paciente para diminuiro risco de 
contaminação 
 Enxague bucal com clorexidina. Isso reduz a contaminação bacteriana na boca do paciente até 
certo grau. 
Princípios mecânicos envolvidos na extração dentária 
 Alavanca, elevadores 
o Coloca-se um pequeno elevador dentro do espaço do ligamento periodontal, que desloca a 
raiz na direção oclusal e, assim, para fora do alvéolo 
 Cunha 
o Usa-se a raiz como uma cunha para expandir o osso; como as pontas do fórceps são 
pressionadas apicalmente na raiz, vão ajudar a forçar o dente para fora da cavidade 
o O princípio da cunha é também útil quando se usa o elevador reto para luxar um dente do 
alvéolo. 
 Roda 
o O cabo serve, então, como eixo; a ponta do elevador triangular age como roda e encaixa-
se e levanta a raiz do dente para fora do alvéolo 
 Eixo 
 
 
 
46 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Princípios Do Uso Dos Elevadores E Fórceps 
Os principais instrumentais usados para remover um dente do processo alveolar são os extratores do tipo 
elevadores e o fórceps. 
 Os elevadores podem ajudar na luxação de um dente; o fórceps continua o processo por meio de 
expansão óssea e de rompimento dos ligamentos periodontais. 
 O objetivo do uso do fórceps é triplo: 
o expansão do alvéolo ósseo pelo uso das pontas em forma de cunha e dos movimentos do próprio 
dente com o fórceps; 
o torção de raízes cônicas para romper ligamentos periodontais; 
o remoção do dente do alvéolo. 
 O elevador consiste em um cabo, uma haste e uma lâmina. 
 A haste conecta o cabo à lâmina. 
 As lâminas podem ser retas, triangulares (Cryer), curvas (Potts) ou pontiagudas (Crane Pick). 
Fórceps 
 Pressão apical e deslocamento do centro do fulcro apicalmente 
 Força Vestibular 
 Força Lingual 
 Pressão Rotacional (Dentes unirradiculares ou raízes individualizadas) 
 Tração 
 Quando os fórceps são usados, deve haver um esforço consciente para forçar as pontas dentro do 
espaço do ligamento periodontal na crista óssea. 
 O fórceps deve ser acoplado o mais apical possível, para evitar uma fratura da raiz 
Força dos Fórceps 
 
Podem executar cinco grandes movimentos para luxar dentes: 
 O primeiro é a pressão apical, que consegue dois objetivos: 
o Apesar de o dente se mover em direção apical minimamente, o alvéolo dental é expandido pela 
inserção das pontas para baixo no espaço do ligamento periodontal 
o Assim, a pressão apical do fórceps no dente causa expansão óssea. 
 Um segundo efeito da pressão apical é que ela desloca o centro e a rotação do dente apicalmente. 
o Como o dente está se movendo em resposta à força exercida pelo fórceps, ele se torna o 
instrumental de expansão. 
 
47 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
o Se o ponto de fulcro for alto, aplica-se uma quantidade maior de força na região apical do dente, 
o que aumenta a chance de fratura no terço apical da raiz. 
o Se as pontas do fórceps forem forçadas no espaço do ligamento periodontal, mexe-se no centro 
de rotação apicalmente, o que resulta em maior movimento das forças de expansão na crista e 
menos força no ápice do dente no sentido lingual. Este processo diminui a chance de fratura apical 
da raiz. 
 
o Pressão apical e deslocamento do centro do fulcro apicalmente 
 O segundo movimento, aplicada pelo fórceps é a força vestibular. 
o As pressões vestibulares resultam em expansão da lâmina vestibular, sobretudo na crista óssea 
o Apesar de a pressão vestibular causar forças de expansão na crista óssea, é importante lembrar 
que isso também causa pressão lingual apical 
o Força excessiva pode fraturar o osso vestibular ou causar fratura da porção apical da raiz. 
 O terceiro movimento é a pressão lingual/palatina, similar ao conceito da pressão vestibular, mas 
tem como objetivo expandir o osso da crista lingual e, ao mesmo tempo, evitar pressão excessiva 
no osso apical vestibular 
o Como o osso lingual tende a ser mais espesso do que o osso vestibular em áreas posteriores da 
boca, ocorre uma expansão óssea limitada. 
 O quarto movimento (pressão rotacional) roda o dente, o que causa alguma expansão interna do 
alvéolo dental e rompimento dos ligamentos periodontais. 
o Os dentes com raízes únicas, cônicas (como incisivos, caninos e pré-molares inferiores) e aqueles 
com raízes que não são curvas são os mais fáceis de luxar com essa técnica 
o Os dentes que têm outras raízes que não sejam cônicas ou aqueles com múltiplas raízes – 
especialmente se elas forem curvas – são mais passíveis de fratura sob esse tipo de pressão. 
 
 As forças de tração são úteis para tirar o dente do alvéolo, uma vez sendo alcançada a expansão 
óssea adequada. 
 Os dentes não devem ser puxados de seus alvéolos 
 As forças de tração devem ser limitadas à porção final do processo de extração e ser delicadas 
 
 
Na remoção do pré-molar inferior, colocou-se o ponto de apoio 
no dente, o que cria uma situação de alavanca de primeira classe. 
Quando se insere a alavanca apical de Crane no ponto de apoio 
e se abaixa o cabo apicalmente (A), eleva-se o dente 
oclusalmente para fora do alvéolo com o osso alveolar vestibular 
sendo usado como fulcro (B). 
 
Uma cunha pode ser empregada para expandir, dividir e deslocar 
porções onde ela é usada. 
 
48 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
As pontas dos fórceps atuam como cunhas para expandir o osso 
alveolar e deslocar o dente na direção oclusal. 
 
Alavanca pequena e reta usada como cunha para deslocar a raiz 
do dente de seu alvéolo, dirigindo a alavanca apicalmente no 
espaço do ligamento periodontal. 
 
Alavanca triangular na função de eixo e roda usada para remover 
a raiz do alvéolo. 
 
O fórceps de extração deve ser ajustado com forte pressão apical 
para expandir a crista óssea e deslocar o centro de rotação o 
mais apicalmente possível 
 
Se o centro de rotação (asterisco) não for apicalmente distante o 
bastante, ele é muito oclusal, o que resulta em excesso de 
movimento do ápice do dente. 
B. O excesso de movimento do ápice da raiz causado por um 
centro de rotação alto resulta em fratura do ápice da raiz. 
 
Se o fórceps for ajustado apicalmente, o centro de rotação 
(asterisco) desloca-se apicalmente e geram-se menores 
pressões apicais. 
B. Isso resulta em maior expansão do córtex vestibular, menor 
movimento do ápice do dente e, assim, menor chance de fratura 
da raiz. 
 
49 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
A pressão vestibular aplicada ao dente expandirá a cortical 
vestibular na crista óssea, com alguma expansão lingual na parte 
apical da raiz. O asterisco indica o centro de rotação. 
 
A pressão lingual irá expandir a cortical lingual na crista alveolar 
e expandir levemente o osso vestibular na área apical. O 
asterisco indica o centro de rotação. 
 
As forças rotacionais são úteis para os dentes com raízes 
cônicas, como os incisivos superiores e os pré-molares inferiores. 
 
As forças de tração são úteis para a remoção final do dente do 
alvéolo. Essas forças devem sempre ser pequenas, pois os 
dentes não são puxados. 
 
 
 
Como o osso maxilar vestibular costuma ser mais fino e o palatino é uma cortical mais 
espessa, normalmente os dentes maxilares são removidos por forças vestibulares mais 
intensas e forças palatinas menos vigorosas. 
Na mandíbula, o osso vestibular é mais fino a partir da linha média posterior à área 
dos molares. 
Assim, incisivos, caninos e pré-molares são removidos, principalmente, como resultado 
de uma força vestibular contínua maior e pressão lingual menos vigorosa. 
As forças rotacionais são úteis para dentes unirradiculares que têm raízes cônicas e 
sem curvaturas no fim da raiz. 
Os incisivos maxilares, especialmente o incisivo central e os pré-molares mandibulares, 
são mais suscetíveis a forças rotacionais. 
 
 
50 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Elevadores 
 Alavanca 
 
 Rotação e eixo 
 
 Cunha 
 
 Os elevadores são utilizados, 
principalmente, como alavancas. 
 Uma alavancaé um mecanismo para 
transmitir uma força 
 Um exemplo do uso da alavanca é 
quando se insere a ponta de um elevador 
de Crane dentro de um ponto criado no 
dente e depois se usa o instrumento para 
elevar o dente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 Uma alavanca de primeira classe 
transforma uma pequena força e um 
grande movimento em um pequeno 
movimento e uma grande força. 
 
Procedimento Para Extração Fechada 
 A técnica fechada é a mais frequentemente usada e a primeira considerada para quase todas as 
extrações. 
 Utiliza-se a técnica aberta quando o clínico acredita que seria necessário aplicar força excessiva 
para remover o dente, quando uma quantidade substancial da coroa está ausente ou coberta por 
tecido ou quando uma coroa frágil está presente. 
 A técnica correta para qualquer situação deve levar a uma extração atraumática. 
 Três fundamentos requeridos para uma boa extração: 
1. Acesso e visualização adequados do campo cirúrgico; 
2. Um caminho sem impedimentos para a remoção do dente; 
3. O uso de força controlada para luxar e remover o dente. 
 
 Para o dente ser removido do alvéolo ósseo, costuma ser necessário expandir as paredes do alvéolo 
ósseo para abrir um caminho livre para a raiz do dente, e é necessário romper as fibras do 
ligamento periodontal que prendem o dente ao alvéolo ósseo. 
 
Cinco etapas gerais formam o procedimento de extração fechada. 
Etapa 1: envolve a divulsão do tecido mole inserido da porção cervical do dente. 
 O primeiro passo é soltar o tecido mole ao redor do dente com um instrumental afiado, como 
lâmina de bisturi e a ponta afiada de um elevador de periósteo n° 9 
 O propósito da divulsão do tecido mole é duplo: 
o Primeiro, isso faz com que o cirurgião tenha certeza de que a anestesia profunda foi alcançada. 
o Procedimento de descolamento, delicadamente no início e depois aumentando a força. 
o A segunda razão pela qual o tecido mole é solto é para possibilitar que o elevador e o fórceps de 
extração sejam posicionados mais apicalmente, sem interferência ou impedimento da gengiva. 
o A papila gengival adjacente do dente deve também ser divulsionada para evitar lesão pela 
inserção do elevador reto. 
Etapa 2: consiste na luxação do dente com um elevador dental 
 A luxação do dente começa com um elevador, normalmente o reto. 
 A elevação deve ocorrer nas faces vestibulares mesial e distal da raiz. 
 Não se deve tentar elevação ao longo da vestibular do osso, pois pode ser facilmente fraturada, ou 
o dentista pode perder o controle e causar lesão nos tecidos moles. 
 
 
52 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
A expansão e a dilatação do osso alveolar e o rompimento do ligamento periodontal requerem que o 
dente seja luxado de muitas maneiras. 
 Insere-se o elevador reto perpendicularmente ao dente dentro do espaço interdental, após a 
divulsão da papila interdental 
 Move-se o elevador para direcionar a lâmina apicalmente. 
 O elevador é, então, girado em pequenos movimentos para trás e para frente, enquanto se faz 
pressão apical para avançar a lâmina para o espaço do ligamento periodontal. 
 Inicialmente, deve ser usado um elevador reto com uma pequena lâmina. 
 Uma vez que algum movimento dentário seja notado, um elevador reto maior deve ser inserido e 
usado de maneira similar. 
 A utilidade desse passo é maior se o paciente não tiver dente posterior ao dente que está sendo 
extraído ou se estiver quebrado a uma extensão que as coroas não impeçam o movimento dele 
ou se o adjacente também estiver planejado para extração na mesma consulta. 
 
A luxação do dente com elevador reto deve ser feita com cuidado 
 Forças excessivas podem prejudicar ou, até mesmo, deslocar os dentes adjacentes àqueles que 
estão sendo extraídos. 
 Principalmente se o dente adjacente tiver uma restauração grande ou lesão cariosa. 
 Em seguida, insere-se um pequeno elevador reto no espaço do ligamento periodontal no ângulo 
da linha mesiovestibular. 
 Posiciona-se o elevador apicalmente enquanto se gira para trás e para a frente, ajudando a luxar 
o dente com ação de sua ponta enquanto se avança apicalmente. 
 Uma ação similar com o elevador pode ser feita na linha do ângulo distovestibular. 
 Quando um pequeno elevador reto gira facilmente, usa-se um elevador de maior tamanho para 
fazer o mesmo avanço apical. 
 Geralmente, o dente irá se afrouxar o suficiente para ser removido facilmente com o fórceps. 
 
Etapa 3: consiste na adaptação do fórceps ao dente. 
 Os fórceps adequados são escolhidos para o dente a ser extraído. 
 As pontas do fórceps devem apresentar formato adequado para se adaptarem anatomicamente 
ao dente, apicalmente à margem cervical, ou seja, na superfície radicular. 
 O fórceps é ajustado ao dente para que suas pontas agarrem a raiz abaixo do tecido mole 
descolado 
 A ponta lingual costuma ser ajustada primeiro e, depois, a ponta vestibular. 
o Tomar cuidado para confirmar que as pontas do fórceps estejam embaixo do tecido mole e não 
encostando no dente adjacente. 
 Apertar os cabos do instrumental nas extremidades para maximizar a vantagem mecânica e o 
controle 
o Se a raiz for mal posicionada de tal modo que o fórceps normal não possa agarrar o dente sem 
lesionar o dente adjacente, deve ser usado outro fórceps com pontas mais estreitas. 
o Podem ser utilizados fórceps para raízes superiores a fim de abordar de dentes anteriores 
inferiores apinhados. 
 
53 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 As pontas do fórceps devem ser posicionadas paralelamente ao longo do eixo do dente para que 
a força gerada pela aplicação de pressão no cabo seja distribuída ao longo do eixo do dente para 
maior efetividade na dilatação e na expansão do osso alveolar. 
o Se as pontas não estiverem paralelas ao longo do eixo do dente, é muito provável que a raiz 
frature. 
 
 O fórceps é impulsionado apicalmente o máximo possível para agarrar a raiz do dente o mais 
apicalmente possível. 
 Com isso, conseguem-se duas coisas: 
o As pontas do fórceps agem como cunhas para dilatar a crista óssea nas faces lingual e vestibular; 
o Forçando as pontas apicalmente, o centro de rotação (ou fulcro) do fórceps aplicado ao dente é 
deslocado na direção do ápice do dente, o que resulta em maior efetividade da expansão óssea 
e menor probabilidade de fratura da parte apical da raiz do dente. 
 
Etapa 4: envolve a luxação do dente com o fórceps. 
 O cirurgião começa a luxar o dente usando os movimentos anteriores. 
 A maior parte da força é feita na direção do osso mais fino e, portanto, mais fraco. 
o Assim, em todos os dentes da maxila e todos os mandibulares, menos o molar, o movimento será 
labial e vestibular. 
 O movimento é controlado e lento, e gradualmente aumenta-se sua força. 
 Em seguida, o dente é movido na direção oposta com pressão ponderada, lenta e forte. 
 Enquanto o osso alveolar começa a se expandir, posiciona-se o fórceps apicalmente com um 
movimento firme e controlado que causa expansão adicional do osso alveolar e depois desloca o 
centro de rotação apicalmente. 
Etapa 5: a remoção do dente do alvéolo. 
 Uma vez que o osso alveolar tenha sido suficientemente expandido e o dente luxado, pode ser 
usada uma força de tração leve, geralmente de direção vestibular. 
 Forças de tração devem ser minimizadas, pois se usa esse último movimento quando o processo 
alveolar é suficientemente expandido e o ligamento periodontal está completamente rompido. 
 Direciona-se a luxação para a expansão do osso e o rompimento do ligamento periodontal 
 O dente não é removido do osso até que esses dois objetivos sejam alcançados. 
 O principal papel do fórceps não é remover o dente, mas expandir os ossos para que a(s) raiz(raízes) 
possa(m) ser removida(s). 
 
Elevador de periósteo, usado para divulsionar a inserção 
gengival e a papila interdental. 
 
54 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO ACIRURGIA ORAL MENOR 
 
Elevador pequeno e reto inserido perpendicularmente no dente 
depois de a papila ser divulsionada. 
 
O cabo do elevador reto pequeno é girado de modo que o lado 
oclusal de sua lâmina esteja virado na direção do dente. O 
cabo também é movido apicalmente para ajudar a elevar o 
dente. 
 
O cabo do elevador pode ser girado na direção oposta para 
deslocar o dente para fora do alvéolo. Isso pode ser 
conseguido apenas se não houver nenhum dente adjacente 
posterior. 
 
Pontas dos fórceps, forçados apicalmente embaixo do tecido 
mole 
 
Cabo do fórceps, segurado na porção final para otimizar a 
vantagem mecânica e o controle do instrumental. A. Fórceps 
superior universal. B. Fórceps inferior universal. 
 
 O fórceps deve estar ajustado o mais apicalmente possível e reajustado periodicamente durante a 
extração; 
 As forças aplicadas nas direções lingual e vestibular devem ser lentas, controladas, e não com 
manobras bruscas; 
 A força deve ser mantida por alguns segundos para que o osso tenha tempo para expandir. 
 
 
55 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Quando optar pela técnica aberta? 
ü Destruição coronária extensa 
ü Dente coberto 
ü Acesso a raiz difícil 
ü Falha da técnica fechada (fraturada coroa) 
ü Osso denso (idoso, bruxismo) 
ü Raízes divergentes 
Princípios de Exodontia a Retalho 
Parâmetros para o delineamento dos retalhos de tecido mole 
Tipos de retalhos mucoperiosteais 
 Envelope ou intrasulcular; 
 Intrasulcular com 1 relaxante; 
 Intrasulcular com 2 relaxantes; 
 Em Y ou Duplo Y; 
 Semilunar; 
Técnicas para a realização de um retalho mucoperiosteal 
 Realizar a incisão com planejamento para repouso em osso sadio; 
 Conhecer as estruturas anatômicas e o potencial de lesão e sangramento; 
 
Cuidados com o alvéolo pós-extração 
 Manutenção do coágulo no alvéolo 
 Prevenção de hemorragia pós-exodôntica; 
 Orientações ao paciente quanto aos cuidados póscirúrgicos. 
o Higiene; 
o Alimentação; 
o Eventuais eventos adversos e normais pós-cirurgia 
 Se uma lesão periapical for visível na radiografia pré-operatória e não houver granuloma preso ao 
dente quando este for removido, a região periapical deve ser cuidadosamente curetada com uma 
cureta periapical para remover o granuloma ou o cisto. 
 Se algum resíduo for evidente, como cálculo ou amálgama, ou algum fragmento de dente 
permanecer no alvéolo, ele deve ser delicadamente removido com a cureta ou a ponta do 
aspirador. 
 Entretanto, se não houver nem lesão periapical nem debris, o alvéolo não deve ser curetado. 
 Os remanescentes do ligamento periodontal e o das paredes ósseas sangrantes estão nas melhores 
condições para gerar cura rápida 
 As corticais ósseas bucolinguais e linguais expandidas devem ser comprimidas de volta à 
configuração original. 
 Deve-se aplicar pressão digital às corticais vestibulolinguais para comprimir as corticais 
delicadamente, mas firmemente em sua posição original. 
 Isso ajuda a evitar espículas ósseas que podem ter sido causadas por expansão excessiva da 
lâmina vestibular, especialmente depois da extração do primeiro molar. 
 
56 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Por fim, o osso deve ser palpado através da mucosa que o cobre para procurar qualquer projeção 
óssea afiada. 
o Se encontrar alguma, a mucosa deve ser divulsionada e as pontas afiadas devem ser alisadas 
criteriosamente com uma lima para osso ou aparadas com pinça goiva. 
 É possível alcançar o controle inicial da hemorragia usando uma gaze úmida [5 × 5 cm] colocada 
sobre o alvéolo da extração. 
o A gaze deve ser posicionada de modo que o paciente consiga ocluir os dentes. 
o Ela se encaixa no espaço previamente ocupado pela coroa do dente. 
o A pressão da oclusão do dente junto com a pressão feita pela gaze é transmitida para o alvéolo, 
o que resulta em hemostasia. 
 
Função da mão oposta 
 A mão esquerda é responsável pelo afastamento dos tecidos moles das bochechas, dos lábios e da 
língua para gerar visualização adequada da área da cirurgia. 
 Ajuda a proteger outros dentes do fórceps, caso ele se solte repentinamente do alvéolo dentário. 
 A mão, e às vezes o braço, ajudam a estabilizar a cabeça do paciente durante o processo de 
extração. 
o Em algumas situações, grande quantidade de força é necessária para expandir osso alveolar 
denso. 
o Assim, a cabeça do paciente precisa de ajuda ativa para se manter estável. A mão oposta tem 
importante papel no apoio e na sustentação da mandíbula quando os dentes mandibulares estão 
sendo extraídos. 
 A mão oposta costuma ser necessária para aplicar considerável pressão a fim de expandir o osso 
mandibular denso, e tais forças podem causar desconforto e até mesmo lesão à ATM, a menos que 
se atue com mão firme de modo oposto a elas. Um bloco de mordida no lado contralateral também 
é usado para ajudar a abrir a mandíbula nessa situação. 
 Por fim, a mão oposta suporta o processo alveolar e dá informação tátil ao cirurgião no que diz 
respeito à expansão do processo alveolar durante o período de luxação. 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Posição da cadeira para extração; 
Em pé: 
 Maxila; 
 Mandíbula; 
Sentado: 
 Maxila; 
 Mandíbula; 
Posição de Melhor Visualização 
Arsenal de Trabalho 
1. Mesa cirúrgica 
 
2. Instrumentais Necessários para Exodontia 
 
 
 
 
 
 
 
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APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
FÓRCEPS DENTE A EXTRAIR 
Nº 1 Incisivos e caninos superiores 
Nº 150 
Universal superior 
Ideal para incisivos, caninos e pré-molares superiores 
Nº 18R Molares superiores do lado direito 
Nº 18L Molares superiores do lado esquerdo 
Nº 65 ou em baioneta 
Restos radiculares com impedimento direto 
Preferencial superior 
Nº 151 
Universal inferior 
Ideal para incisivos, caninos e pré-molares inferiores 
Nº 17 Molares inferiores 
Nº 16 ou “chifre de boi” ou 
“garra de touro” 
Molares com comprometimento coronário, raízes 
divergentes e molares inferiores 
Nº 69 
Restos radiculares superior e inferior 
Leve pressão vestibular e palatina no osso crestal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ELEVADORES 
Alavanca Seldin Reta 
Alavanca Seldin 1 R 
Alavanca Seldin 1 L 
Jogo De Alavancas Apicais 
 
59 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 As infecções odontogênicas são a fonte mais comum de infecções na cabeça e no pescoço entre 
adultos e podem variar de infecções bem localizadas e de baixa intensidade a infecções graves que 
se disseminam pelos espaços fasciais, atingindo áreas distantes do foco original. 
 Elas podem se apresentar clinicamente como uma doença localizada e de baixa intensidade e de 
simples tratamento, até infecções graves, generalizadas e que causem risco à vida do paciente. 
 Cáries, doenças periodontais e pulpites são infecções iniciais que podem se disseminar além do 
local de origem em direção aos tecidos alveolares e para tecidos profundos da face, da cavidade 
oral, da cabeça e do pescoço. 
Microbiologia das Infecções Odontogênicas 
 Infecções odontogênicas (IO) são causadas principalmente pela microbiota bacteriana bucal 
normal 
 Inclui cocos aeróbios e anaeróbios gram-positivos 
 Bastonetes anaeróbios gram-negativos (geralmente são as que provocam patologias) 
 As infecções odontogênicas mostram-se quase invariavelmente polimicrobianas 
 As bactérias aeróbias mais comuns nas IO são Streptococcus tipo viridans. 
 As bactérias anaeróbias mais comuns são Bacteroides spp., seguidas por Prevotella e 
Peptostreptococcus spp. 
Adesão Bacteriana 
 Uma vez infiltradas nos tecidos moles mais profundos, as bactérias penetram nos espaços fasciais 
e se espalham por meio da produção de hialuronidase (enzima que cliva o ácido hialurônico e 
possibilita a propagação da infecção pelos tecidos subcutâneos) 
 À medida que a infecção se espalha para os tecidos mais profundos, os subprodutos do 
metabolismo bacteriano criam um ambiente ácido,o que facilita o crescimento de anaeróbios. 
 Como os anaeróbios predominam, existem ainda a quebra do tecido e a necrose por liquefação, 
assim como a quebra dos leucócitos (glóbulos brancos). 
 Isso resulta em microabscessos, que podem coalescer e manifestar-se clinicamente como um 
abscesso. 
 Além disso, a expansão do abscesso eleva a pressão hidrostática sobre os vasos sanguíneos 
adjacentes, comprometendo o fluxo sanguíneo que leva à isquemia, e, assim, aumenta ainda mais 
a zona de necrose no interior da cavidade do abscesso. 
Fisiopatologia das Infecções Odontogênicas 
 Cárie, doença periodontal ou pericoronarite (principais causas) 
 Surgem de fontes endodônticas ou periodontais relacionadas ao dente. 
 
 
 
INFECÇÕES 
 
 
60 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tais etiologias podem envolver uma polpa necrótica de um dente cariado ou fraturado, a 
pericoronite de um dente parcialmente incluso ou bolsas periodontais profundas. 
o Uma infecção odontogênica decorrente de uma polpa necrótica de um molar inferior geralmente 
atravessa a cortical lingual, pois os ápices dentários tendem a estar na face lingual da mandíbula 
e a cortical lingual tende a ser mais fina do que na superfície vestibular 
o A infecção da polpa necrótica de um molar superior tende a atravessar a cortical vestibular porque 
o osso facial é fino, o que oferece pouca resistência à reabsorção e representa o caminho de 
menor resistência. 
 
 Depois de atravessar o osso, a infecção continua a se espalhar pelo caminho de menor resistência 
pelos espaços potenciais. 
o Esses espaços só são criados quando infiltrados por uma infecção ou manipulação cirúrgica. 
o A localização do espaço envolvido depende principalmente da localização da trepanação 
óssea com relação aos ligamentos musculares adjacentes. 
o Quando o ápice da raiz estiver próximo à cortical vestibular, a perfuração ocorrerá por vestibular 
o Quando o ápice estiver próximo da cortical lingual, a perfuração ocorrerá nesta direção 
o Se uma infecção de um molar superior perfurar a cortical vestibular, abaixo do músculo 
bucinador, resultará numa drenagem do lado vestibular 
o Se perfurar a cortical acima de sua inserção, resultará em infecção do espaço bucal 
o As infecções de origem periodontal raramente envolvem uma perfuração óssea grave e, em 
geral, irão se espalhar diretamente por meio desses espaços potenciais. 
 
 Origem periapical: A infecção se propaga por meio de lesão cariosa através do esmalte, da dentina, 
do cemento e da polpa dental. À medida que alcança a região periapical, essas bactérias se 
disseminam em direção ao periápice e ao osso alveolar. 
 Origem periodontal: As bactérias causadoras da placa subgengival e da periodontite, por meio da 
liberação de toxinas, causam destruição óssea, chegando ao osso alveolar. 
 Origem pericoronária: Bactérias colonizam o tecido gengival que recobre dentes semierupcionados, 
como, por exemplo, os terceiros molares, propagando-se, então, aos tecidos gengival e ósseo 
circunjacentes. 
 
 Cárie dental originando infecção odontogênica. Pericoronarite do terceiro molar inferior. 
 
 
 
 
61 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Espaços Fasciais 
Primários: 
 Na maxila: 
o Canino 
o Infra-temporal 
 Na mandíbula 
o Submentual (abaixo do músculo 
milo-hióideo) 
o Sublingual (acima do músculo 
milo-hióideo) 
o Submandibular 
Secundários 
 Aqueles relacionados à musculatura da 
mastigação 
 Espaço massetérico 
 Pterigomandibular 
 Temporais profundo 
 Temporal superficial 
Espaço Bucal 
 É limitado superficialmente pela pele 
sobrejacente e pelos tecidos subcutâneos, 
e profundamente pelo músculo bucinador 
 Uma infecção nesse espaço não é tão 
grave 
 Grande facilidade de comunicação com o 
espaço submandibular, submentoniano e 
sublingual 
 Devido à íntima relação das raízes do 
primeiro molar superior com o seio 
maxilar, pode ocorrer drenagem para o 
sinus, causando empiema do seio maxilar. 
 Na mandíbula, as infecções originadas dos 
incisivos, caninos e pré-molares 
geralmente drenam pela cortical óssea 
vestibular acima da inserção do músculo 
mentoniano, resultando em drenagens 
vestibulares. 
 Se a infecção caminhar profundamente 
para este músculo, rompendo a cortical 
lingual, a infecção atingirá o espaço 
submentoniano, o que resultará em 
drenagem extrabucal. 
 
As raízes dos incisivos laterais apresentam inclinação no 
sentido palatino, o que torna sua fistulação do lado palatino 
 
 
 
Drenagem para o espaço submentoniano. 
 
 
62 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Espaço Canino 
 O canino tem sua raiz alta, podendo sua 
infecção drenar acima do músculo 
elevador do ângulo da boca, segundo e 
direção ao espaço canino 
 Localiza-se entre a parede anterior maxilar 
e o músculo elevador do lábio superior. 
 Clinicamente a infecção extrabucal é 
caracterizada por aumento de volume 
flutuante do canto interno do olho 
 As infecções originadas dos pré-molares 
superiores localizam-se mais 
frequentemente em fundo de vestíbulo 
intrabucal 
 As infecções dos molares superiores 
drenam preferentemente pela cortical 
vestibular. 
 À semelhança do que ocorre com o 1°PMS, 
a infecção poderá localizar-se pelo palato 
se a origem for a raiz palatina. 
 Se a infecção perfurar a cortical vestibular 
abaixo da inserção do bucinador, a 
drenagem ocorrerá no fundo de vestíbulo 
intrabucal; se ocorrer acima da inserção do 
bucinador, a drenagem se dará no espaço 
bucal 
 Infecções no espaço canino e periorbital 
são muito perigosas devido à proximidade 
com a veia angular que se relaciona com 
o espaço cavernoso 
 
Possibilidade de disseminação da infecção odontogênica. A. 
Veia angular. B. Veia oftálmica inferior. C. Veia facial. D. Plexo 
pterigóideo. E. Veia oftálmica superior. F. Seio cavernoso. 
Espaço Submentoniano 
 Limites: 
o Superior: músculo milo-hióideo 
o Lateral: ventre anterior do 
digástrico 
o Inferior: pele e músculo platisma 
o Causa: infecção dos incisivos e 
caninos inferiores 
 
Espaço Sublingual 
 Projeta a língua para cima 
 Paciente com dificuldade de respirar e 
deglutir: obstrução das vias aéreas e da 
cavidade oral 
 Infecção severa 
 
63 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Limites: 
o Inferior: pelo músculo milo-hióideo 
o Lateral e anterior: pela porção 
interna do corpo da mandíbula 
o Superiormente: pela mucosa bucal 
o Medialmente: pelos músculos 
genioglosso, gênio-hióideo e 
estiloglosso 
 
O ápice dental do molar inferior está localizado acima da 
inserção do músculo milo-hióideo. 
Espaço Submandibular 
 Limites: 
o Lateral: fáscia cervical profunda 
o Medialmente: pelos músculos milo-
hióideo, hipoglosso e estiloglosso 
o Inferior: músculo digástrico 
o Superior: face interna da 
mandíbula e inserção do músculo 
milo-hióideo 
 
Possibilidade de disseminação da infecção odontogênica dos 
molares. A. Vestíbulo. B. Palato. C. Espaço sublingual. D. 
Espaço submandibular. E. Espaço bucal. F. Seio maxilar. 
 
Infecção do espaço submandibular. 
O ápice dental do molar inferior está localizado abaixo da 
inserção do músculo milo-hióideo. 
 
64 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Possibilidades de infecção do terceiro molar irrompido e semi-
incluso. A. Espaço submandibular. B. Espaço massetérico. C. 
Espaço pterigomandibular. D. Espaço retrofaríngeo. E. Espaço 
laterofaríngeo. F. Espaço bucal. 
 
 
 
Espaço Pterigomandibular 
 Limitado lateralmente pela porção interna 
do ramo ascendente da mandíbula e 
medialmente pelo músculo pterigoideo 
medial 
 Pericoronarite geralmente é a causa da 
infecção desse espaço facial 
 
 
Infecção Perirradicular 
 
Em geral, as infecções periapicais dos molares inferiores 
evoluem através da cortical lingual (esquerda), enquanto as 
infecções dos molares superiores geralmente evoluem por 
meio da fina cortical vestibular (direita). 
 
Uma perfuração corticalinferior à inserção do bucinador em um 
molar superior levará ao envolvimento do espaço vestibular. 
Quando a perfuração cortical for inferior à inserção do 
bucinador na mandíbula, o espaço vestibular será envolvido. 
 
65 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
A perfuração lingual superior à inserção do milo-hióideo 
resultará no envolvimento do espaço sublingual (em laranja). 
Quando a perfuração cortical for inferior à inserção do milo-
hióideo, o espaço submandibular estará envolvido (em verde)
Angina de Ludwig 
 A celulite é uma extensão aguda e edemaciada de um processo inflamatório agudo através dos 
planos faciais. 
 Uma de suas formas é a Angina de Ludwig 
 Essa angina é uma celulite envolvendo os espaços submentonianos, sublingual e submandibular 
entre os tecidos conjuntivos e os músculos. 
 A origem dental é de geralmente 70 a 90%, envolve principalmente os molares inferiores. 
 Ocorre após infecção (abcesso) ou trauma oral 
 
 O diagnóstico deve ser feito através dos seguintes exames: inspeção do pescoço e da cabeça 
(vermelhidão) 
 Inflamação da parte superior do pescoço, abaixo do queixo, que pode se estender até o assoalho 
bucal. 
 A língua pode apresentar inchaço e estar deslocada para cima e/ou para trás 
 
 
 
 
Sintomas 
Dor no pescoço 
Inchaço no pescoço 
Vermelhidão no pescoço 
Febre 
Fraqueza, fadiga, cansaço excessivo 
 
Confusão ou alterações mentais 
Dificuldade respiratória (este sintoma indica 
uma situação de emergência 
 
66 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Quando as infecções atingem os tecidos moles, 
isso costuma se manifestar em quatro fases: 
Inoculação (edema) 
 A fase de inoculação (edema) refere-se à fase em que as bactérias invasoras começam a colonizar 
e ocorre, tipicamente, durante os primeiros 3 dias após o início dos sintomas. 
 Tal fase caracteriza-se por edema vermelho difuso, mole e pastoso, moderadamente macio. 
Celulite 
 A fase de celulite ocorre entre o 3° e o 5° dias e indica a resposta inflamatória intensa provocada 
pela microbiota mista infectante. 
 Caracteriza-se pela presença de edema vermelho firme, difuso e mal definido extremamente 
doloroso à palpação. 
Abscesso 
 À medida que a infecção evolui e os anaeróbios começam a predominar, a liquefação dos tecidos 
ocorre com a formação de pus, que é o marco da fase de abscesso. 
 Quando se forma a purulência, o edema e a vermelhidão ficam mais bem definidos e localizados, 
e a consistência muda de firme para flutuante. 
Resolução 
 Quando uma infecção é drenada, tanto espontaneamente quanto por meio de cirurgia, o 
mecanismo de defesa do hospedeiro destrói as bactérias envolvidas e a cura começa a ocorrer. É 
o início da fase de resolução. 
Características de inoculação, celulite e abscesso. 
Característica Inoculação Celulite Abscesso 
Duração 0 a 3 dias 1 a 5 dias 4 a 10 dias 
Dor, bordas Leve, difusa Difusa Localizada 
Tamanho Variável Grande Pequeno 
Coloração Normal Vermelha Centro brilhante 
Consistência Gelatinosa Endurecida Centro mole 
Progressão Aumentada Aumentada Reduzida 
Secreção purulenta Ausente Ausente Presente 
Bactéria Aeróbia Mista Anaeróbia 
Gravidade Baixa Maior Menor 
 
 Na prática clínica, a infecção odontogênica mais comumente encontrada consiste em um abscesso 
vestibular de origem endodôntica. 
 
67 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tais infecções podem, às vezes, romper e drenar espontaneamente, o que resulta na resolução 
temporária, evitando a disseminação de espaços potenciais mais profundos. 
 As infecções que drenam permanentemente continuarão a drenar e formar uma fístula na 
cavidade oral ou um trato sinusal para a pele ou fechar de novo e resultar na reformatação de um 
abscesso. 
 
Estágios da Infecção Odontogênica 
 Osteíte periapical 
 Infecção confinada ao osso 
 Sensação de extrusão dentária e dor 
 Celulite ou Fleimão 
 Disseminação da infecção aos tecidos 
adjacentes 
 Intensa resposta inflamatória 
 Maior risco pela probabilidade de rápida 
de disseminação 
 Consistência endurecida 
 Abcesso 
 Menos perigoso 
 Representa o estágio de cronificação do 
processo infeccioso 
Osteíte Periapical 
 É uma massa de tecido de granulação 
cronicamente inflamado no ápice de um 
dente desvitalizado 
 Pode ter origem de um abcesso periapical 
ou desenvolver-se como uma alteração 
periapical inicial 
 Essas lesões ainda podem sofrer 
exacerbações agudas com a formação de 
abcessos 
Progressões das Infecções Odontogênicas 
 A infecção propaga-se extensamente pelo osso medular e dissemina-se até encontrar o periósteo 
e a lâmina óssea cortical. 
 A localização da infecção é determinada por dois fatores principais: 
o a espessura da cortical óssea, adjacente ao dente envolvido 
o a relação do local de perfuração do osso com as várias inserções musculares na maxila e 
mandíbula. 
 
 Quando a infecção odontogênica se dissemina pelo osso medular, ela buscará o ponto de menor 
resistência para perfurar a cortical óssea. 
 Quando o ápice dental está mais próximo da cortical vestibular, a perfuração ocorrerá por 
vestibular; estando o ápice dental mais próximo da cortical lingual ou palatina, a perfuração 
ocorrerá nessa direção. 
Edema e eritema flutuante do vestíbulo 
anterior maxilar esquerdo associados à 
polpa necrótica do incisivo lateral superior 
esquerdo. 
 
68 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Assim que a infecção perfura a cortical óssea, a localização de sua exteriorização nos tecidos será 
determinada pela posição da perfuração em relação às inserções musculares locais. 
 Por exemplo, se uma infecção oriunda de um molar superior perfurar a cortical óssea abaixo da 
inserção do músculo bucinador, resultará em drenagem pelo lado vestibular; se perfurar a cortical 
acima de sua inserção, resultará em infecção do espaço bucal 
 
A infecção odontogênica seguirá o trajeto de menor resistência para que ocorra a drenagem. (A) Ápice dental mais próximo à tábua 
óssea vestibular (drenagem por vestibular). (B) Ápice dental mais próximo à tábua óssea palatina (drenagem por palatino). 
 
A localização da drenagem da infecção odontogênica será determinada pela relação do ápice dental com a inserção muscular local. (A) 
Localizada em fundo de vestíbulo. (B). Localizada no espaço bucal. 
 Na maioria dos dentes maxilares o local de drenagem é a cortical óssea vestibular. 
 A localização do ápice do dente maxilar em relação à inserção muscular determinará se a 
drenagem ocorrerá em fundo de vestíbulo intraoral ou externamente no espaço bucal. 
 Os ápices dos incisivos centrais geralmente localizam-se mais próximo à cortical óssea vestibular, 
possuindo via de drenagem intrabucal. 
 Já as raízes dos incisivos laterais apresentam frequentemente uma inclinação no sentido palatino, 
o que torna o ápice radicular mais próximo da tábua óssea palatina. 
 Devido à localização do canino superior no rebordo alveolar, sua infecção drenará mais 
frequentemente pela cortical vestibular 
 A relação do ápice radicular com a inserção do músculo elevador do ângulo da boca determinará 
se a drenagem ocorrerá intra ou extrabucal (espaço canino ou infraorbitário). 
 
69 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Drenagem por palatino originada do incisivo lateral. Infecção originada do canino maxilar. 
 Observar drenagem localizada pelo lado vestibular. 
Avaliação do Paciente com Infecção Odontogênica 
 História clínica e evolução da infecção 
 Presença de sinais sistêmicos de infecção 
 Estágio da infecção 
 História médica do paciente 
 Fatores que influenciam a instalação e 
disseminação das infecções 
 Avaliar a gravidade da infecção 
Avaliar a Gravidade da Infecção 
 Infecção de progressão rápida 
 Dificuldade respiratória 
 Dificuldade de deglutição 
 Envolvimento dos espaços faciais 
 Aumento da temperatura corpórea (acimade 39°) 
 Trismo acentuado 
 Toxemia: olhos lacrimejantes, boca 
entreaberta, desidratação, febre e fadiga 
 Paciente sistemicamente comprometido
Princípios de Tratamento 
 Controle da fonte de infecção 
 Drenagem da coleção purulenta 
 Mobilização do sistema de defesa do 
paciente 
 O tratamento de infecções odontogênicas 
envolve três fatores: 
o controle da fonte da infecção; 
o drenagem; 
o mobilização do sistema de defesa do 
hospedeiro 
 Enquanto a fonte da infecção (ou seja, 
dente envolvido de maneira endodôntica 
ou periodontal) estiver presente, nunca 
ocorrerá a resolução permanente. 
 Em outras palavras, as infecções 
odontogênicas são tratadas, 
principalmente, com a remoção da 
etiologia, da incisão cirúrgica e da 
drenagem, e os antibióticos não devem ser 
considerados como a forma principal ou 
única de tratamento para infecções. 
 
 
 
 
 
 
70 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Princípio 1: determinação da gravidade da infecção 
 O primeiro objetivo do profissional é determinar a gravidade e intervir em conformidade. 
 Isso possibilita o controle da infecção e a prevenção da progressão para os espaços potenciais 
teciduais mais profundos. 
 A determinação da gravidade começa com uma história completa, seguida de exame físico e 
quaisquer testes auxiliares necessários (p. ex., exames radiográficos, exames laboratoriais). 
Anamnese completa 
O objetivo da anamnese é reunir o máximo possível de informações pertinentes e orientar o profissional 
de maneira mais precisa e eficiente. 
Componentes da anamnese e sua importância. 
Componente Importância 
Queixa principal (p. ex., sintomas) 
•Origem, etiologia da infecção 
•Espaço(s) anatômico(s) envolvido(s) 
•Gravidade da infecção 
História da doença atual (p. ex., início, 
cronicidade e duração, evolução dos 
sintomas, história de tratamento) 
•Origem, etiologia da infecção 
•Espaço(s) anatômico(s) envolvido(s) 
•Agressividade da infecção 
História clínica e medicamentos •Outras comorbidades que podem afetar o tratamento 
História social 
•Fatores sociais que podem afetar o tratamento (p. ex., 
abuso de substâncias, acesso aos tratamentos 
odontológico e clínico) 
Análise dos sistemas 
•Espaço(s) anatômico(s) envolvido(s) 
•Gravidade 
•Outras comorbidades que podem afetar o tratamento 
(além daquelas indicadas na história clínica) 
 
 Queixas vagas como “meu dente dói”, “meu queixo dói” e “meu rosto está inchado” devem ser 
aprofundadas para incluir detalhes como a localização, a gravidade, a duração e a qualidade da 
dor e/ou do edema. 
 Certos sintomas estão associados a infecções graves com envolvimento de espaços mais profundos. 
 Tais sintomas são febre e mal-estar, dificuldade respiratória (dispneia), dificuldade ou dor na 
deglutição (disfagia ou odinofagia), mudança na voz (disfonia) e abertura limitada da boca (trismo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
História da Doença Atual 
As perguntas comuns são: 
 “Você teve alguma dor ou outros sintomas 
antes de isso ocorrer?” 
 “Você passou por algum tratamento dentário 
ou teve lesões antes de esses sintomas 
aparecerem?” 
 “Há quanto tempo você tem esses 
sintomas?” 
 “A dor mudou de característica, intensidade 
ou localização?” 
 “Você buscou qualquer tratamento para esse 
problema? Em caso afirmativo, qual 
tratamento?” 
 Se o paciente tinha uma história de dor 
dental crônica na área da queixa principal, 
necrose ou doença periodontal grave 
desse dente podem ser a causa suspeita. 
o Isso possibilitará ao dentista 
concentrar-se em tal área durante 
o exame físico completo. 
 Mudanças de características e localização 
da dor podem indicar a progressão da 
infecção. 
o Por exemplo, se a dor a partir de 
um molar inferior mudou para dor 
no maxilar e no pescoço, o 
profissional deve ter uma elevada 
suspeita de disseminação para um 
espaço mais profundo. 
 A duração dos sintomas pode ajudar a 
determinar a agressividade da infecção. 
o Em geral, os sintomas constantes e 
persistentes por um longo período 
(> 30 dias) indicam uma infecção 
crônica que está sendo contida 
pelo sistema de defesa do 
hospedeiro. 
o Por outro lado, os sintomas de 
início agudo com exacerbação 
rápida costumam indicar uma 
infecção mais agressiva, 
comprometimento do sistema de 
defesa do hospedeiro ou ambos. 
Análise Completa Dos Sistemas 
 Este é o passo na anamnese quando 
outros sintomas são indicados, incluindo 
não apenas os da cavidade bucal, da 
cabeça e do pescoço, mas também os de 
todo o corpo (como sintomas sistêmicos, 
dor no peito, falta de ar, poliúria, polidipsia 
e polifagia). 
 É essencial na busca de possíveis 
problemas clínicos (comorbidades) que 
possam impactar a cura e a resolução da 
infecção, não indicados na história clínica 
(como diabetes melito não diagnosticado 
ou vírus da imunodeficiência humana 
[HIV] ou outro estado 
imunocomprometido). 
Exame físico 
 Recomenda-se que o dentista comece do 
“maior para o menor” ou “de fora para 
dentro”. 
 Isso começa com a obtenção dos sinais vitais 
o Temperatura 
o Pressão arterial 
o Frequência cardíaca 
o Taxa respiratória 
o Oximetria 
 Exame intrabucal 
 Determinar a severidade 
 Avaliar as defesas do hospedeiro 
 Decidir ambiente de tratamento (drenagem o 
ponto de flutuação) 
 Tratar cirurgicamente 
 Suporte sistêmico 
 Escolher e prescrever terapia antibiótica 
 Administrar antibióticos corretamente 
(amoxicilina, clavulin, metronidazol) 
 Avaliar paciente com frequência 
 
72 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 Em seguida, um exame de cabeça e pescoço deve ser realizado 
 Procurar por qualquer expansão ou assimetria, assim como eritema (vermelhidão) da região da 
cabeça e do pescoço 
 Se houver quaisquer um desses achados, ele pode indicar envolvimento do(s) espaço(s) 
circundante(s), sobretudo se corresponder à área de sintomas do paciente. 
 As áreas comuns do edema de cabeça e de pescoço são as regiões: 
o Temporal 
o Orbital 
o Nasolabial, da bochecha 
o Do ângulo da mandíbula e 
o Ao longo da borda inferior da mandíbula 
 
 Áreas de edema devem ser examinadas com palpação suave e caracterizada de acordo. 
o A consistência pode ser mole e normal, pastosa, firme e rígida (endurecida) ou flutuante. 
o Consistência pastosa costuma ser observada na fase de inoculação (edema) da infecção. 
o O endurecimento é uma característica da celulite e difuso e delicadamente macio à palpação 
o A flutuação indica uma coleção de fluidos (ex: pus), característica da fase de abscesso 
o Nessa fase, a infecção está mais bem localizada do que a fase de celulite e menos macia, devido 
à menor pressão do tecido. 
 
 A abertura bucal deve ser avaliada, pois se mostra de particular importância por três razões 
principais: 
 Muitas vezes, os pacientes com infecções odontogênicas têm frequência cardíaca elevada 
(taquicardia), taquipneia e hipertensão. Embora a dor e a ansiedade possam elevar tais sinais 
vitais, esses achados devem trazer preocupações para o profissional. 
 Uma temperatura elevada a 38,3°C ou mais indica bacteriemia e envolvimento sistêmico e, 
invariavelmente, exige a saturação do oxigênio (SpO2) deve ser determinada com a oximetria 
de pulso para assegurar a oxigenação adequada dos tecidos. 
o saturações abaixo de 95% em um paciente saudável devem levantar preocupações 
para a possibilidade de comprometimento ou obstrução das vias respiratórias. 
 se o paciente parecer fatigado e letárgico, aparentar aumento do esforço respiratório, tiver 
uma alteração no padrão de voz e for incapaz de lidar com secreções (babar), é altamente 
provável haver uma grave infecção presente. 
 
Paciente com infecção do espaço canino esquerdo com 
extensão do espaço periorbital, com mal-estar e 
“aparência tóxica” característica, indicando defesas do 
hospedeiro comprometidas 
 
 
73 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
o A abertura limitada da boca (trismo) podeindicar o envolvimento de espaços profundos, sobretudo 
os espaços mastigatórios (que envolvem os músculos da mastigação 
o Geralmente, o grau de trismo corresponde à gravidade da infecção. 
o Pelo acesso intraoral 
§ A abertura mandibular limitada impede um exame intraoral completo ou uma intervenção 
cirúrgica intraoral. 
 
o É que, quando um paciente com a abertura limitada recebe anestesia geral, considerações e 
medidas especiais devem ser feitas para proteger as vias respiratórias com um tubo endotraqueal, 
geralmente por meio de técnicas de intubação nasal 
o Uma abertura limitada da boca pode indicar o envolvimento dos espaços mastigatórios, e o trismo 
inferior a 15 mm normalmente indica a existência de uma infecção grave. 
Áreas Comuns De Edema Extraoral Nas Infecções Odontogênicas. 
Região Espaço(s) comumente envolvido(s) 
Têmpora 
Espaço temporal superficial, espaço temporal 
profundo 
Órbita Espaço periorbital 
Nasolabial Espaço dos caninos 
Bochecha Espaço bucal 
Ângulo da mandíbula Espaço massetérico, espaço lateral da faringe 
Borda inferior da mandíbula e 
pescoço (lateral) 
Espaço submandibular 
Borda inferior da mandíbula e 
pescoço 
Espaço submentual (linha média) 
 
 Após examinar a cabeça e o pescoço, a atenção é dirigida para a cavidade bucal. 
1. Analisar paredes da faringe, a úvula e o assoalho da boca 
2. Em seguida, o palato duro, o palato mole, o vestíbulo facial e a gengiva devem ser inspecionados, 
palpados e caracterizados. 
3. A dentição deve ser examinada quanto a cárie, doença periodontal, restaurações extensas, quaisquer 
defeitos ao redor de restaurações existentes, fraturas de dentes, mobilidade, sensibilidade à 
percussão e vitalidade. 
4. Quando um dente gravemente cariado ou periodontalmente envolvido está nas imediações de um 
edema intraoral, muitas vezes ele pode ser considerado a fonte da infecção. 
Exames de imagem 
 periapicais, radiografias panorâmicas e 
tomografia computadorizada (TC) de feixe 
cônico. 
 O dentista deve ponderar os riscos e os 
benefícios de cada modalidade de 
imagem e fornecer uma avaliação mais 
abrangente com a menor morbidade ao 
paciente 
 As infecções dos espaços fasciais 
profundos que representam um risco para 
o comprometimento das vias respiratórios 
podem beneficiar-se da obtenção de uma 
TC. 
 
 
74 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Exames Laboratoriais 
 O principal objetivo dos exames laboratoriais é avaliar a resposta sistêmica do hospedeiro à 
infecção, por meio da bacteriemia, assim como monitorar a recuperação após qualquer tratamento 
fornecido. 
 Como as infecções localizadas (p. ex., abscessos vestibulares) costumam não resultar em sintomas 
sistêmicos significativos, os exames laboratoriais raramente, ou nunca, são necessários. 
 Infecções dos espaços mais profundos costumam ser associadas a sintomas sistêmicos 
significativos, como febre e mal-estar. 
 O mais utilizado é o hemograma completo, com foco na contagem de leucócitos e, mais 
especificamente, na contagem diferencial de leucócitos. 
 Número elevado de leucócitos representa uma forte resposta imune à infecção 
 Um aumento nessas células imaturas indica que a medula óssea está aumentando a produção 
das mesmas, a fim de combater uma infecção sistêmica. 
Avaliação Geral 
 Determinar a localização e a fase da infecção, assim como sua etiologia e gravidade. 
 No geral, a celulite, que aparece nas fases iniciais da infecção, indica maior gravidade com 
progressão incerta, enquanto um abscesso indica que o sistema de defesa do hospedeiro localizou 
efetivamente a infecção por meio de contenção. 
 Determina-se a etiologia da infecção pela integração de história, exame físico e exames de imagem. 
 É importante observar que o profissional sempre deve considerar etiologias não odontogênicas (ex: 
tumor) no diagnóstico diferencial e não presumir que todos os edemas ou dor ao redor de cabeça, 
pescoço e região bucal sejam odontogênicos por natureza. 
 
Princípio 2: avaliação do estado dos mecanismos de defesa do paciente 
 Uma parte fundamental da cura após uma infecção odontogênica consiste na presença de um 
sistema de defesa do hospedeiro intacto. 
 Isso porque, em última análise, são as defesas do hospedeiro do paciente que combatem uma 
infecção após o tratamento cirúrgico, quando indicado. 
 Quando o mecanismo de defesa do hospedeiro é comprometido, isso deve ser compensado pela 
abordagem agressiva da infecção com o tratamento cirúrgico e, na maioria dos casos, por uma 
terapia antibiótica adjuvante. 
 Comorbidades médicas que alteram os mecanismos de defesa: 
 diabetes melito mal controlado está altamente associado ao comprometimento da cura. 
 alcoolismo grave, que costuma ser acompanhado por desnutrição. 
 Cânceres hematológicos, como leucemia e linfoma, afetam adversamente a função dos leucócitos. 
 infecções graves por HIV (linfócitos B e T são afetados) 
 os agentes quimioterápicos para condições malignas causam depressão da medula óssea, 
enfraquecendo o sistema imunológico. 
 Imunossupressores e corticosteroides. 
 
 
75 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Princípio 3: determinação de quando o paciente deve ser tratado por um clínico geral ou um cirurgião 
bucomaxilofacial 
 A maioria das infecções odontogênicas pode ser tratada com segurança pelo dentista clínico geral. 
 A decisão deve ter como base a localização, a gravidade, o acesso cirúrgico e o estado de defesas 
do hospedeiro 
Localização E Gravidade 
 Como regra geral, as infecções odontogênicas graves e que envolvem espaços profundos requerem 
um tratamento imediato por um cirurgião bucomaxilofacial, normalmente em um ambiente 
hospitalar. 
 Infecções localizadas, como as que envolvem o processo alveolar e o vestíbulo, são passíveis de 
pequenos procedimentos cirúrgicos em um ambiente de consultório odontológico. 
 Infecções próximas de estruturas vitais importantes, como os feixes neurovasculares mentuais e 
infraorbitais, geralmente devem ser tratadas por um cirurgião bucomaxilofacial. 
 
Acesso Cirúrgico 
 O acesso cirúrgico deve ser adequado para possibilitar a drenagem e o controle apropriados da 
etiologia da infecção. 
 Muitas vezes, os pacientes com infecções odontogênicas apresentam trismo, o que limita o acesso 
intraoral (e frequentemente representa infecções graves). 
 Esses pacientes necessitam de cuidados cirúrgicos sob anestesia geral, com monitoramento e 
tratamento clínico subsequentes em um ambiente hospitalar. 
Estado Das Defesas Do Hospedeiro 
 Os pacientes com comorbidades clínicas subjacentes que afetem as defesas do hospedeiro 
requerem tratamento rápido e agressivo por um cirurgião bucomaxilofacial. 
Princípio 4: tratamento cirúrgico da infecção 
 Os antibióticos só têm papel coadjuvante, se forem indicados. 
 
 
 O método de controle da origem depende da etiologia específica (endodôntica ou periodontal), 
assim como da gravidade. 
o Se uma infecção for endodôntica por natureza, como em uma polpa necrótica decorrente 
de cáries ou fratura do dente, o controle da origem envolve a extirpação da polpa com 
tratamento subsequente do canal radicular. 
o Se a fonte for considerada periodontal, então a raspagem e o alisamento radicular com 
desbridamento seriam os métodos de tratamento típico. 
o Sempre que possível, o controle da origem deve ser realizado imediatamente. 
 
1° Eliminação Da Causa/ Controle Da Origem. 
2° Drenagem Cirúrgica da Infecção 
 
76 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 A incisão e a drenagem facilitam a cura por dois mecanismos principais: 
o Diminuição da carga bacteriana 
o Redução da pressão dos tecidos infectados. 
§ Quando a pressão hidrostática dos tecidos infectados for descomprimida com drenagem 
cirúrgica, o fornecimento de sangue local melhora, e isso possibilita que o sistema de 
defesa do hospedeiro e os antibióticos adjuvantes alcancem melhor a área infectada. 
 A incisão e a drenagem não são apenasreservadas para abscessos, mas podem facilitar a cura da 
celulite por meio do mesmo mecanismo – reduzindo a carga bacteriana e a pressão tecidual local. 
 Deve-se compreender que o propósito da drenagem cirúrgica não é simplesmente “remover pus”, 
mas também descomprimir os tecidos moles e fornecer uma saída (trato) para evitar um possível 
novo acúmulo da infecção no mesmo local. 
 As situações clínicas que não necessitam de um procedimento de incisão e drenagem são a 
ausência de edema ou a fase da inoculação inicial, em que o edema é mole, difuso e apenas 
levemente sensível. 
Técnica Cirúrgica Para Abcesso Vestibular 
1° passo é determinar a via mais adequada de acesso cirúrgico para incisão e drenagem. 
 O dentista deve ter certeza de que o paciente tenha amplitude de movimento mandibular 
adequada para possibilitar acesso suficiente para incisar, explorar e drenar a área infectada. 
 Quando o acesso for considerado insuficiente, analgésicos e ansiolíticos poderão ser usados, pois 
a limitação da abertura mandibular com infecção do espaço vestibular é quase sempre decorrente 
da proteção contra a dor. 
 
2º determinar a necessidade de análise e cultura microbiológicas e testes de sensibilidade 
 Com relação ao procedimento específico de incisão e drenagem intrabucal, após a antissepsia do 
sítio cirúrgico com bochecho de solução de clorexidina a 0,12%, deve-se escolher o método de 
analgesia e controle da dor. 
o Para infecções vestibulares odontogênicas, a analgesia adequada pode ser obtida com 
técnicas de anestesia local padrão. 
o A anestesia regional de bloqueio dos nervos é sempre preferível às técnicas de infiltração 
por duas razões: 
§ a penetração do anestésico local é difícil quando se injeta o agente diretamente em uma 
área infectada, porque o ambiente local é ácido, dificultando a difusão do agente 
anestésico nos tecidos e afetando o bloqueio dos canais de sódio do nervo; 
§ a anestesia por infiltração acarreta risco de disseminar a infecção para locais vizinhos ou 
espaços teciduais não afetados, se a agulha avançar através da área de infecção para os 
tecidos adjacentes. 
o Assim que a área estiver anestesiada, obtém-se uma amostra de cultura, normalmente por 
meio de uma pequena seringa estéril. 
o Insere-se a agulha no edema e aspira-se o pus ou o fluido tecidual. 
 
77 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
Para um abscesso vestibular maxilar, posicionar a incisão inferiormente pode evitar a 
drenagem incompleta do acúmulo de pus na face inferior da cavidade do abscesso. 
 
 
 
 
Técnica de incisão e drenagem do 
abscesso vestibular. 
A. Infecção periapical de um pré-
molar inferior (observa-se a erosão 
cortical vestibular acima da inserção do 
músculo bucinador). 
B. Incisão feita em um edema 
flutuante na profundidade da cavidade do 
abscesso. 
C. Pinça hemostática curva utilizada 
no movimento de abertura em várias 
direções para quebrar as loculações de 
pus dentro da cavidade do abscesso. 
D. Inserção de um dreno na 
profundidade da cavidade do abscesso. 
E. Sutura do dreno com apenas uma 
sutura. 
 
 Uma seringa com ponta fina ou uma seringa 
com um angiocateter fixado pode ser usada 
para irrigar completamente a cavidade do 
abscesso com soro fisiológico estéril após a incisão e a drenagem. 
 
 
 
 
 
3° Passo É A Incisão 
 Em geral, ela é feita diretamente sobre a área de edema máximo para tornar a drenagem possível. 
 evitar a incisão na região de estruturas vitais, como o feixe neurovascular mentual na região dos 
pré-molares inferiores 
 convém considerar a colocação da incisão na face inferior de uma infecção vestibular superior para 
possibilitar o máximo de drenagem dependente da gravidade 
 Para procedimentos de incisão e drenagem extrabucais em infecções odontogênicas complexas, 
há outros fatores que devem ser considerados, como cicatriz facial e possível lesão do nervo 
vestibular e facial. 
 O comprimento da incisão – pelo menos 10 a 15 mm – e a profundidade devem ser suficientes para 
atravessar as camadas dos tecidos mucosos e submucosos. 
 
 
78 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Um erro comum é fazer a incisão muito superficial, muito curta ou ambas. 
o Uma incisão superficial não possibilita a drenagem adequada do pus subjacente ou do fluido 
tecidual e impede a descompressão eficaz dos tecidos infectados. 
o Uma incisão curta não torna possível a exploração completa dos espaços envolvidos para realizar 
o rompimento das loculações (pequenas aglomerações de pus dentro da cavidade de um 
abscesso) e pode causar dilaceração dos tecidos já frágeis durante a manipulação, o que 
prejudicará a cicatrização adequada. 
o A dilaceração dos tecidos não só leva a um aumento da formação de cicatrizes, mas também 
envolve o risco de danos às estruturas adjacentes, como o feixe neurovascular mentual. 
 
 Irrigar a cavidade do abscesso com soro fisiológico normal estéril usando uma seringa de ponta 
fina 
 Um dreno também pode ser colocado se houver preocupação quanto a um novo acúmulo de 
purulência. 
 
Princípio 5: suporte clínico ao paciente 
 O suporte sistêmico é um componente indispensável, pois são as defesas do hospedeiro do paciente 
que, em última análise, combatem a infecção. 
 Assim que a fonte da infecção é eliminada e drenada, a carga bacteriana diminui. 
 O papel do dentista é otimizar a capacidade do paciente em eliminar a infecção residual por meios de 
suporte. 
 Tais medidas de suporte são: 
o Hidratação 
o Melhora Da Nutrição 
o Controle Da Dor 
o Terapia Antibiótica Adjuvante 
o Controle Da Glicose No Sangue 
 Deve estar claro que os antibióticos sempre devem ser considerados como um complemento, não 
uma substituição, para o tratamento cirúrgico. 
Determinação Da Necessidade De Administração De Antibióticos 
 Três fatores principais devem ser considerados ao se determinar a adequação de utilização de 
antibióticos adjuvantes: 
o A gravidade da infecção; 
o A capacidade para tornar o tratamento cirúrgico; 
o O sistema de defesa hospedeiro do paciente 
 
 Infecções graves, sobretudo aquelas que envolvem os espaços fasciais mais profundos e aquelas 
com celulite, beneficiam-se da terapia com antibióticos após o controle completo da origem, além 
de incisão e drenagem agressivas. 
o Portanto, o papel da terapia antibiótica adjuvante é mais significativo nas infecções graves que 
envolvem espaços mais profundos. 
 
 Se uma infecção aguda não propiciar um controle da origem e a incisão e a drenagem mais 
simples, a terapia antibiótica empírica pode ocasionalmente preceder o tratamento cirúrgico. 
 Em última instância, se um paciente for imunocomprometido, podem ser considerados os 
antibióticos adjuvantes para compensar o sistema de defesa do hospedeiro deficiente. 
 
79 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Sempre que possível os antibióticos devem ser precedidos pelo tratamento cirúrgico agressivo, com 
controle de origem e incisão e drenagem. 
Uso rotineiro da terapia empírica 
 As infecções odontogênicas são quase invariavelmente causadas pela microbiota bucal normal 
(predominantemente estreptococos orais facultativos, estreptococos anaeróbios e espécies de 
Prevotella e Fusobacterium) e costumam ter uma composição bacteriana previsível. 
 Antibióticos mais utilizados: penicilina, amoxicilina, clindamicina e azitromicina, eficazes contra 
os estreptococos aeróbios e facultativos e anaeróbios orais. 
 A frequência da administração de um fármaco é inversamente relacionada com a adesão. 
o Por exemplo, administra-se a clindamicina por via oral 4 vezes/dia, enquanto se oferece a 
amoxicilina-clavulanato 2 vezes/dia, com uma taxa de conformidade mais elevada e, por 
conseguinte, um meio mais eficaz de tratamento antibiótico. 
Uso Apropriado Uso Inapropriado 
Edema que se estende além do processo alveolar Demanda do paciente 
Celulite (com ou sem abscesso concomitante) Dor grave (não atribuível à infecção)Trismo Dor de dente 
Linfadenopatia Periodontite periapical ou abscesso 
Febre (mais de 38,3°C) Osteíte alveolar (alveolite seca) 
Pericoronite grave 
Administração pós-operatória em um paciente 
imunocompetente após várias extrações dentárias 
Osteomielite Pericoronite leve 
Paciente imunocomprometido Abscesso drenado limitado ao processo alveolar 
 
Uso de antibiótico de espectro reduzido 
 Os antibióticos de amplo espectro podem: 
o Alterar a microbiota bacteriana normal de vários sistemas orgânicos, como a pele e o sistema 
gastrintestinal 
o Levar a efeitos indesejáveis, como o desenvolvimento de superinfecções ou infecções 
oportunistas 
o Ao desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos 
Antibióticos de espectro reduzido e de amplo espectro. 
De Espectro Reduzido Para O Tratamento De 
IO Simples 
De Espectro Amplo Para O Tratamento De 
IO Complexas 
Penicilina Amoxicilina com ácido clavulânico (para infecções 
sinusais) 
Amoxicilina Azitromicina 
Clindamicina Moxifloxacino 
Metronidazol 
 
 
 
 
80 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Princípio 7: administração adequada do antibiótico 
 A dose, o tempo e a duração apropriados da administração de antibióticos são tão importantes 
quanto sua seleção adequada. 
 O objetivo é conseguir um nível alto o suficiente no plasma para eliminar ou deter as bactérias 
sensíveis ao antibiótico, enquanto se minimizam os efeitos colaterais adversos. 
 o regime típico consiste em um período de 4 a 5 dias. 
Princípio 8: avaliação frequente do paciente 
 Uma vez administrado corretamente o 
tratamento cirúrgico (controle de origem e 
drenagem), com ou sem terapia 
antibiótica, o paciente deve ser 
cuidadosamente monitorado para uma 
resposta clínica adequada. 
 Na maioria dos casos de infecções 
odontogênicas em indivíduos 
imunocompetentes, a cura ocorre sem 
complicações dentro de 1 semana. 
 O período de acompanhamento típico é 
de 2 a 3 dias após o tratamento cirúrgico. 
 Nesse momento, um paciente 
respondendo de maneira apropriada terá 
melhora significativa da dor, do edema 
intrabucal e do bem-estar em geral. 
 Se o paciente tiver edema persistente, dor, 
drenagem e até mesmo sintomas 
sistêmicos, o profissional deve avaliar a 
causa da resposta clínica inadequada. 
 Como regra geral, o tratamento cirúrgico 
inadequado (controle da origem, 
drenagem ou ambos) deve ser presumido 
como a principal razão, até que se prove o 
contrário. 
 É especialmente importante determinar a 
remoção completa da fonte da infecção. 
 Outra razão para a resposta inadequada 
são as defesas comprometidas do 
hospedeiro. 
 Outra razão são os problemas com a 
administração de antibióticos. Isso pode 
ocorrer devido à falta de conformidade ou 
à escolha inadequada de antibióticos. 
Princípios de prevenção das infecções 
 Administração de antibióticos pré-operatórios ou profiláticos para dois cenários clínicos: 
o Prevenção da infecção da ferida após a cirurgia e prevenção da infecção metastática. 
 O antibiótico deve ser administrado de modo que a concentração plasmática esteja em seu pico 
durante o ato cirúrgico, com o pico sendo mais alto do que quando os antibióticos são 
administrados para fins terapêuticos. 
 Geralmente, isso equivale a cerca de duas vezes a dose terapêutica habitual – pelo menos, 2 horas 
(de preferência 1 hora) antes da cirurgia para os antibióticos orais. 
Profilaxia Contra Endocardite Infecciosa 
 As vantagens da prevenção da morbidade e da mortalidade graves no grupo selecionado de 
pacientes de risco são consideradas superiores aos riscos de reações adversas aos antibióticos. 
 Manter a higiene oral ideal deve ser o objetivo principal na prevenção da endocardite infecciosa 
 Antes e durante os procedimentos dentários invasivos, devem ser realizadas a assepsia cirúrgica 
(como lavagens com clorexidina antes do procedimento) e a técnica cirúrgica cuidadosa 
 
81 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Algumas situações especiais justificam a consideração de antibióticos intra ou pós-operatórios para 
a prevenção de endocardite infecciosa. 
o São exemplos um paciente em situação de risco cuja condição específica não tenha sido 
divulgada até após o início do procedimento dentário ou um indivíduo em situação de risco com 
sangramento inesperado durante um procedimento dentário minimamente invasivo. 
 
 A profilaxia contra endocardite infecciosa é recomendável antes de procedimentos dentários que 
envolvam a manipulação do tecido gengival, a manipulação da região periapical dos dentes ou a 
perfuração da mucosa oral em pacientes com o seguinte: 
Valvas cardíacas protéticas, como próteses implantadas transcateter e homoenxertos. 
Material protético usado para o reparo das valvas cardíacas, como anéis de anuloplastia e cabos 
Doença cardíaca congênita cianótica não reparada ou doença cardíaca congênita reparada, com 
shunts residuais ou regurgitação valvar no local, ou adjacente ao local, de um emplastro protético ou 
dispositivo protético. 
Transplante cardíaco com regurgitação da valva decorrente de uma valva estruturalmente anormal. 
Endocardite infecciosa anterior. 
 
Drenagem cirúrgica intrabucal da infecção odontogênica: 
a. Infecção em fundo de vestíbulo. 
b. Incisão com bisturi e lâmina no 15. 
c. Divulsão com pinça hemostática. 
d. Colocação de dreno. 
 
82 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
e. Estabilização do dreno com sutura. 
 
A. Odontogênico originado do pré-molar superior. 
B. Incisão em fundo de vestíbulo e divulsão para drenagem da infecção. 
C. Drenagem com auxílio de uma pinça hemostática curva. A pinça deve entrar fechada e abrir no 
interior da loja do abscesso. 
D. Dreno de penrose estabilizado com sutura 
 
 A drenagem é a saída da coleção purulenta e dos restos celulares necróticos. 
 A saída do pus é realizada com o auxílio da pinça hemostática e pode ser auxiliada mediante 
compressão manual realizada pelo operador. 
 Assim que todas as áreas da cavidade do abscesso forem abertas e a coleção purulenta drenada, 
deve ser inserido um dreno cirúrgico para manter a abertura e permitir a manutenção da 
drenagem do pus e dos restos celulares necróticos que não foram eliminados no ato operatório 
 
83 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 
A. Primeiro molar extensamente destruído por cárie. 
B. Radiografia periapical. 
C. Abscesso bem localizado em região submandibular. 
D. Anestesia infiltrativa local. 
E. Incisão com bisturi e lâmina no 15. Deve-se buscar a área 
mais inferior e de maior flutuação do abscesso. 
F. Divulsão e drenagem com pinça hemostática curva. 
G. A drenagem deverá ser auxiliada manualmente. 
H. Colocação de dreno de Penrose. 
I. Elemento dental causador da infecção foi extraído no mesmo momento da drenagem cirúrgica. 
 
84 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Infecções Odontogênicas Complexas 
 Grande parte das infecções odontogênicas pode ser tratada ambulatorialmente mediante remoção 
da causa, drenagem da infecção e antibioticoterapia. 
 Alguns casos, porém, podem tomar um curso mais sério, tornando-se infecções mais complexas e 
necessitando abordagem por profissionais especializados e com maior experiência. 
 Estas infecções complexas envolvem e se disseminam pelos espaços fasciais, sendo sua localização 
determinada pela espessura da cortical óssea, comprimento radicular e sua relação com a inserção 
muscular adjacente. 
 A maioria das infecções odontogênicas penetra a lâmina cortical vestibular do osso para tornar-se 
um abscesso vestibular. 
 Em alguns casos as infecções podem penetrar diretamente dentro dos espaços fasciais profundos. 
 Os espaços fasciais são compartimentos teciduais revestidos por fáscias, preenchidos por tecido 
conjuntivo frouxo areolar, que pode tornar-se inflamado quando invadido por microrganismos. 
 Na infecção odontogênica pode haver penetração de exsudato e secreção purulenta nestes 
espaços, causando distensãoe aumento de volume. 
 Os espaços fasciais podem ser invadidos inicialmente pela infecção (espaços primários) ou, 
posteriormente (espaços secundários), por continuidade a partir do envolvimento inicial dos 
espaços primários. 
 À medida que os espaços fasciais secundários são envolvidos, a infecção torna-se com frequência 
mais grave, apresentando maiores complicações e morbidade. 
 Principais espaços fasciais secundários 
o Submassetérico 
o Pterigomandibular 
o Temporal superficial e profundo 
o Faríngeo lateral 
o Retrofaríngeo. 
 
A. Espaço pterigomandibular. 
B. Espaço temporal profundo. 
C. Espaço temporal superficial. 
D. Espaço massetérico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 A anestesia local é definida como uma perda de sensibilidade, causada por uma depressão da 
excitação nas terminações nervosas ou uma inibição do processo de condução nos nervos 
periféricos em determinada área do corpo. 
 Não há perda de consciência 
Anestésicos Locais X Outros Medicamentos 
 Medicamentos comuns, necessitam entrar no sistema circulatório para começar a fazer efeito. 
 Anestésicos Locais terminam sua ação ao entrar no sistema vascular (sangue) 
AÇÕES SISTÊMICAS DOS ANESTÉSICOS LOCAIS 
 Os anestésicos locais são compostos 
químicos que bloqueiam de maneira 
reversível os potenciais de ação em todas 
as membranas excitáveis. 
 O sistema nervoso central (SNC) e o 
sistema cardiovascular (SCV) são, 
portanto, particularmente suscetíveis a 
suas ações. 
 Quanto maior o nível do anestésico, mais 
intensa será a ação clínica. 
 O nível sanguíneo do anestésico local 
depende: 
 Da velocidade de sua absorção 
 Do local de administração para o sistema 
circulatório (aumentando o nível 
sanguíneo) 
 Da velocidade de distribuição tecidual 
 Velocidade de biotransformação (no 
fígado), que remove a substância do 
sangue (reduzindo o nível sanguíneo) 
 
AMIDA ÉSTER 
Lidocaína Cocaína 
Mepivacaína Benzocaína 
Prilocaína Tetracaína 
Articaína Procaína 
Bupivacaína 
Ropivacaína 
Etidocaína 
 
 
 
 
 
ANESTESIA 
 
 
86 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Farmacocinética 
Anestésicos Do Tipo Éster 
 São hidrolisados no plasma pela enzima pseudocolinesterase 
 A hidrólise transforma o anestésico em ácido paraminobenzóico (paba) 
 Está relacionado a reações alérgicas 
Anestésicos do tipo Amida 
 São metabolizados no fígado (citocromo p450) 
 A prilocaína tem parte da metabolização no pulmão (exceção) 
 A articaína é uma molécula mista, uma parte é metabolizada no fígado e outra no sangue 
Tipos de Anestésicos 
Cloridrato de Lidocaína 
LIDOCAÍNA 
Vasodilatação Intermediária 
Potência 2/4 (intermediária) 
Dose Máxima 7mg/kg 500mg 
Duração na Polpa 60 min 
Duração nos Tecidos Moles 3 a 5h 
Início de Ação Rápido (3 a 5min) 
Concentração Eficaz 2% a 3% 
Classificação Gravidez Classificação B (é o escolhido para gestantes) 
Apresentações 
Lidocaína 2% 
Lidocaína 2% + Noradrenalina 1:50.000 
Lidocaína 2% + Fenilefrina 1:2500 
Lidocaína 2% + adrenalina 1:100.000 
Lidocaína 2% + adrenalina 1:200.000 
Lidocaína 3% + Noradrenalina 1:50.000 
 Metabolismo: No fígado 
 Excreção: Pelos rins 
 Reações alérgicas verdadeiras são extremamente raras 
 
 
 
 
87 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Cloridrato de Mepivacaína 
mepivacaína 
Vasodilatação Leve 
Potência 2/4 (intermediária) 
Dose Máxima 6,6mg/Kg 400mg 
Duração na Polpa 60 min 
Duração nos Tecidos Moles 3 a 5h 
Início de Ação Rápido (2 a 5min) 
Concentração Eficaz 2% a 3% 
Classificação Gravidez 
Classificação C (não pode ser usada em 
gestantes) 
Apresentações 
Mepivacaína 3% 
Mepivacaína 2% + Adrenalina 1:100.000 
Mepivacaína 2% + Noradrenalina 1:50.000 
 A propriedade vasodilatadora branda 
proporciona duração mais longa da 
anestesia pulpar 
 Lidocaína sem vaso.: 5 a 10min 
 Mepivacaína sem vaso.: 20 a 40min 
o Indicada para pacientes: 
§ Pediátricos 
§ Com complicações 
cardiológicas graves (ASA III 
ou ASA IV) 
 Menor ação vasodilatadora = maior ação 
anestésica 
 Metabolismo: No fígado 
 Excreção: Pelos rins; 
 Mepivacaína a 3% sem Vasoconstritor 
 Essa é recomendada para pacientes aos 
quais o uso de vasoconstritor não está 
indicado e para procedimentos 
odontológicos que não requeiram 
anestesia pulpar de longa duração ou 
com grande profundidade 
o Pacientes pediátricos 
o Pacientes geriátricos 
Cloridrato de Prilocaína 
prilocaína 
Vasodilatação Leve 
Potência 2/4 (intermediária) 
Dose Máxima 8mg/Kg 600mg 
Duração na Polpa 60 a 90min 
Duração nos Tecidos Moles 3 a 5h 
Início de Ação Rápido (2 a 5min) 
Concentração Eficaz 3% ou 4% 
Classificação Gravidez Classificação B 
Apresentações Prilocaína + Felipressina 
 
88 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Em altas concentrações, pode causar 
metamoglobinemia 
 Metabolização hepática (rins e pulmões) 
o Produção de ortotoluidina 
o Que induz a formação de 
metemoglobina 
o A metamoglobina não carrega O2 
o Reduzindo a capacidade de 
transporte de O2 
o Causando cianose 
 Reversão: azul de metileno intravenoso 
Cloridrato de Articaína 
ARTICAÍNA 
Vasodilatação Intermediária 
Potência 2/4 (intermediária) 
Dose Máxima 7mg/Kg 700mg 
Duração na Polpa 60 a 75min 
Duração nos Tecidos Moles 3 a 6h 
Início de Ação Rápido (1 a 2min) 
Concentração Eficaz 4% 
Classificação Gravidez Classificação C 
Apresentações Articaína 4% + Adrenalina 1:100.000 
 Ela penetra bem no osso 
 Metabolismo: tanto no fígado quanto no plasma 
 Excreção: Pelos rins 
 Propriedades Vasodilatadoras: A articaína apresenta um efeito vasodilatador equivalente ao da 
lidocaína. A procaína é ligeiramente mais vasoativa. 
Seleção de Um Anestésico Local Ideal 
Leva em consideração de vários fatores: 
 O período pelo qual se faz necessário o 
controle da dor; 
 A necessidade de controle da dor após o 
tratamento; 
 A necessidade de hemostasia; 
 A existência de qualquer contraindicação 
à administração do anestésico local 
selecionado. 
 Um anestésico local de longa duração 
pode ser administrado quando se espera 
dor pós-operatória (ex: bupivacaína) 
 Anestésicos locais que proporcionem 
anestesia de curta duração dos tecidos 
moles podem ser utilizados em 
procedimentos não traumáticos. 
 Pacientes crianças pequenas, pacientes 
com idade avançada e indivíduos com 
deficiência física ou mental, os quais 
podem morder ou mastigar 
acidentalmente os lábios ou a língua, bem 
como pessoas que não podem perder 
uma refeição (p. Ex., pacientes com 
diabetes tipo 1), por causa da anestesia 
residual dos tecidos moles. É 
recomendado o uso de mepivacaína a 3% 
para os procedimentos curtos. 
 Entretanto, nas situações em que esses 
pacientes necessitam de anestesia pulpar 
mais profunda e/ou de maior duração, é 
necessário o uso de um anestésico local 
contendo um vasoconstritor. 
 
89 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Quando a hemostasia é considerada 
necessária, são recomendadas infiltrações 
no local da cirurgia de soluções 
anestésicas contendo adrenalina na 
concentração de 1:50.000 ou 1:100.000. 
Cálculo da Dose Máxima 
Caso: 
 
 
 
1º Passo: 
 Calcular quantos mg de lidocaína tem no tubete 
 2% = 2 gramas/100ml 
 2 gramas/100ml = 2000mg/100ml 
 1000mg/100ml = 200mg/ml 
 Tubete: 1,8ml 
 1ml --------- 20mg 
 1,8ml -------36mg 
 Um tubete de lidocaína 2 tem 36mg de anestésico 
2° Passo 
 Calcular quantos mg de lidocaína 2% o paciente pode receber 
 Dose Máxima: 7mg/Kg 
 Peso do paciente: 53Kg 
 Dose Máxima do Paciente: 7 X 53 = 371mg 
3° Passo 
 Calcular quantos tubetes de lidocaína 25 o paciente pode receber 
 Dose máxima do Paciente: 371mg 
 Mg/tubete = 36mg 
 Número de Tubetes = 10,3 (sempre arredonda para baixo) 
Farmacologia dos Vasoconstritores 
 Todos os anestésicos locais injetáveis clinicamente eficazes são vasodilatadores. 
 O grau de vasodilatação varia de significativo (procaína) a mínimo (prilocaína, mepivacaína) etambém pode variar de acordo com o local de injeção e a resposta individual do paciente. 
Paciente: 22 anos, saudável, mulher, 53kg 
Anestésico Local: Lidocaína 2% + Adrenalina 1:100.000 
Dose Máxima: 7mg/Kg 
Dose Máxima Absoluta: 500mg 
 
 
90 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Após injeção de um anestésico local nos tecidos, os vasos sanguíneos da área dilatam-se, 
resultando em um aumento da perfusão no local e levando às seguintes reações: 
1. Aumento da taxa de absorção do anestésico local pelo sistema cardiovascular, que por 
sua vez o remove do local de infiltração (redistribuição). 
2. Maiores níveis plasmáticos do anestésico local, com consequente aumento do risco de 
toxicidade (intoxicação por dose excessiva) do anestésico local. 
3. Diminuição da profundidade e da duração da anestesia devido à difusão mais rápida 
da solução anestésica para fora do local de injeção. 
4. Aumento do sangramento no local do tratamento devido ao aumento da perfusão. 
VASOCONSTRITORES 
Os vasoconstritores são fármacos que contraem os vasos sanguíneos e, portanto, controlam a perfusão tecidual. 
Eles são adicionados às soluções anestésicas locais para equilibrar as ações vasodilatadoras intrínsecas dos anestésicos locais. 
 Por meio da constrição de vasos sanguíneos, os vasoconstritores diminuem o fluxo sanguíneo (a 
perfusão) para o local de administração do anestésico. 
 A absorção do anestésico local (AL) para o sistema cardiovascular torna-se mais lenta, resultando 
em níveis sanguíneos menores do anestésico. 
 Os níveis sanguíneos do AL são reduzidos, diminuindo assim o risco de toxicidade do anestésico 
local. 
 Maiores quantidades de AL penetram no nervo, onde permanecem por períodos mais longos, 
aumentando a duração de ação da maioria dos AL. 
 Os vasoconstritores diminuem o sangramento no local da administração; portanto, eles são úteis 
quando é previsto sangramento elevado. 
Os vasoconstritores comumente utilizados em conjunto com os AL injetáveis são quimicamente idênticos 
aos mediadores do sistema nervoso simpático adrenalina e noradrenalina. 
Agentes Vasoconstritores Específicos 
CATECOLAMINAS NÃO CATECOLAMINAS 
Adrenalina Anfetamina 
Noradrenalina Metanfetamina 
Levonordefrina Efedrina 
Isoprotenerol Mefentermina 
Dopamina Hidroxianfetamina 
 Metaraminol 
 Metoxamina 
 Fenilefrina 
 
91 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Receptores Adrenérgicos 
 São encontrados na maioria dos tecidos do corpo. 
 Há dois tipos de receptores adrenérgicos: alfa (α) e beta (β), com base nas ações inibitórias ou 
excitatórias das catecolaminas no músculo liso. 
 A ativação dos receptores α por um agente simpaticomimético comumente produz uma resposta 
que inclui a contração do músculo liso dos vasos sanguíneos (vasoconstrição). 
 A ativação dos receptores β produz: 
o Relaxamento do músculo liso (vasodilatação e broncodilatação) 
o Estimulação cardíaca (aumento da frequência cardíaca e da força de contração). 
 Os receptores β1 são encontrados no coração e no intestino delgado e são responsáveis pela 
estimulação cardíaca e pela lipólise; os receptores β2 são encontrados nos brônquios, leitos 
vasculares e no útero, produzindo broncodilatação e vasodilatação. 
 
A potência relativa dos fármacos é indicada da seguinte forma: +++ = alta, ++ = intermediária e + = baixa 
Adrenalina/Epinefrina 
 É o vasoconstritor mais potente e o mais amplamente usado da odontologia 
 Ação direta sobre os receptores alfa e beta 
 Predominância sobre beta 
 É usada com frequência como vasoconstritor para hemostasia durante procedimentos cirúrgicos 
 É um potente dilatador (efeito β2) do músculo liso dos bronquíolos 
 A ação geral da adrenalina no coração e no sistema cardiovascular é a estimulação direta: 
o Aumento das pressões sistólica e diastólica. 
o Aumento do débito cardíaco. 
o Aumento do volume sistólico. 
o Aumento da frequência cardíaca. 
o Aumento da força de contração. 
o Aumento do consumo miocárdico de oxigênio. 
o Essas ações levam a uma redução geral da eficiência cardíaca. 
 Aplicações Clínicas 
o Tratamento das reações alérgicas agudas. 
o Tratamento de episódios asmáticos agudos (broncoespasmo). 
o Tratamento da parada cardíaca. 
o Como um vasoconstritor, para hemostasia. 
o Como um vasoconstritor em anestésicos locais, para diminuir a absorção para o sistema 
cardiovascular. 
o Como um vasoconstritor em anestésicos locais, para aumentar a profundidade da anestesia. 
o Como um vasoconstritor em anestésicos locais, para aumentar a duração da anestesia. 
o Para produzir midríase. 
 
 
 
 
 
92 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Doses Máximas Recomendadas de Adrenalina 
 
Noradrenalina/Levartenerol 
 São quase que exclusivamente sobre os receptores alfa (90%) 
 Apresenta ¼ da potência da adrenalina 
 É associada a um índice de efeitos colaterais 9 vezes maior do que a adrenalina 
 Não disponível em tubetes de odontologia nos EUA (ela é contra-indicada por vários autores) 
 Por não possuir ações no beta2, produz intensa vasoconstrição, o que pode causar necrose do 
palato!! 
 
 A noradrenalina produz uma redução na 
frequência cardíaca 
 Há aumento das pressões sistólica e diastólica, 
principalmente da sistólica 
 
 
 A ação da noradrenalina no coração e no 
sistema cardiovascular é a seguinte: 
o Aumento da pressão sistólica 
o Aumento da pressão diastólica 
o Diminuição da frequência cardíaca 
o Débito cardíaco inalterado ou 
ligeiramente diminuído 
o Aumento do volume sistólico 
o Aumento da resistência periférica 
total 
 produz constrição dos vasos sanguíneos 
cutâneos. 
Fenilefrina 
 É o vasoconstritor mais fraco utilizado na Odontologia 
 20x menos potente (5%) que a adrenalina 
 Apresentação: Lidocaína + Fenilefrina 1:2500 
Felipressina 
 É um análogo sintético do hormônio antidiurético vasopressina. 
 Ação mais proeminente na circulação venosa (veias) 
 Semelhante ao hormônio ocitocina 
 
93 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Só encontramos felipressina associada a prilocaína 
 Prilocaína + Felipressina 0,03 unidades internacionais por ml 
 Indicado para Pacientes Especiais 
o Doença cardiovascular (até 5 tubetes) 
o Hipertireoidismo 
o Pacientes que usam antidepressivos tricíclicos 
 Em gestante é contraindicado (devido ao risco de aborto, já que a felipressina simula a ocitocina) 
Concentrações dos vasoconstritores 
 Uma concentração de 1:1.000 significa que há 1 g (1.000 mg) de soluto (fármaco) contido em 1.000 
ml de solução. 
 Portanto, uma concentração de 1:1.000 contém 1.000 mg em 1.000 ml, ou seja, 1 mg/ml de solução 
(1.000 μg/ml). 
Seleção de um vasoconstritor 
Na seleção de um vasoconstritor apropriado para o uso com anestésico local, vários fatores devem ser considerados: 
Duração Do Procedimento Odontológico 
 A adição de qualquer agente vasoativo a um anestésico local prolonga a duração (e a 
profundidade) da anestesia pulpar e dos tecidos moles da maioria dos anestésicos locais. 
Necessidade De Hemostasia 
 A adrenalina é eficaz em prevenir ou minimizar a perda de sangue durante procedimentos 
cirúrgicos. 
 Entretanto, ela também produz um efeito vasodilatador rebote à medida que o nível tecidual da 
adrenalina diminui. 
o Isso leva a possível sangramento pós-operatório, com potencial de interferir na consolidação da 
ferida. 
 A perda total de sangue é geralmente menor quando se utiliza a fenilefrina. 
 Os vasoconstritores utilizados para atingir hemostasia devem ser depositados localmente na área 
cirúrgica (área de sangramento) para serem eficazes. 
 Eles agem diretamente nos receptores α no músculo liso vascular. 
 Apenas pequenos volumes de soluções anestésicas locais com vasoconstritor são necessários para 
atingir hemostasia. 
Condição Médica Do Paciente 
Para todos os pacientes, e para alguns em particular, os benefícios e os riscos da inclusão do vasopressor 
na solução anestésica local devem ser avaliados em relação aos benefíciose riscos da utilização de uma 
solução anestésica “pura”. Esses grupos são: 
 Pacientes com doença cardiovascular mais significativa (ASA 3 e 4). 
 Pacientes com certas doenças não cardiovasculares (p. ex., disfunção da tireoide, diabetes, alergia 
a sulfito). 
 Pacientes que fazem uso de inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e fenotiazínicos. 
 Por ter uma ação estimulante cardiovascular mínima, a adrenalina é o agente recomendado para 
pacientes com risco cardiovascular ASA 3 ou 4. 
 
94 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 A adrenalina também é contraindicada para pacientes que apresentam evidência clínica de 
hipertireoidismo. 
 As soluções de anestésicos locais contendo vasoconstritor também contêm um antioxidante (para 
retardar a oxidação do vasoconstritor). 
o O bissulfito de sódio é o antioxidante mais utilizado nos tubetes anestésicos odontológicos. 
o Ele prolonga o tempo de validade da solução anestésica com vasoconstritor para 
aproximadamente 18 meses. 
o Entretanto, torna o AL mais ácido do que a mesma solução sem um vasoconstritor. 
o resultando em um retardo (leve) do início da anestesia quando são injetados anestésicos locais 
contendo bissulfito de sódio (e vasoconstritores). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS 
Nervo Trigêmeo 
 É o maior dos 12 nervos cranianos 
 Constituído de uma pequena raiz motora e de uma raiz sensorial (tripartida) consideravelmente 
maior 
 A raiz motora supre os músculos da mastigação e outros músculos da região 
 Os três ramos da raiz sensorial suprem a pele de toda a face e a membrana mucosa das vísceras 
cranianas e da cavidade oral, exceto pela faringe e a base da língua 
 
As fibras motoras do nervo trigêmeo suprem os 
seguintes músculos: 
 Mastigatórios 
o Masseter 
o Temporal 
o Pterigoide medial 
o Pterigoide lateral 
 Milo-hióideo 
 Ventre anterior do digástrico 
 Tensor do tímpano 
 Tensor do véu palatino 
 
 
 
 
 
TÉCNICAS 
 
 
96 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Raiz Sensitiva 
 A divisão oftálmica (V1) 
 A divisão maxilar (V2) 
 A divisão mandibular (V3) segue quase que diretamente para baixo para sair do crânio, juntamente 
com a raiz motora, pelo forame oval. Essas duas raízes se misturam então, formando um tronco 
neural que entra na fossa infratemporal. 
 
Divisão Oftálmica (V1) 
 Ela é puramente sensorial e é a menor das 
três divisões. 
 Supre o globo ocular, a conjuntiva, a 
glândula lacrimal, partes da membrana mucosa do 
nariz e dos seios paranasais e a pele da testa, das 
pálpebras e do nariz. 
 Nervo Nasociliar 
 Nervo Frontal 
o O nervo frontal segue anteriormente pela 
órbita, dividindo-se em dois ramos: supratroclear e 
supraorbital. 
 O nervo supratroclear supre a conjuntiva e 
a pele sobre os aspectos inferior e mesial da fronte. 
 O nervo supraorbital é sensorial à pálpebra 
superior, ao couro cabeludo até o osso parietal e à 
sutura lambdoide. 
 Nervo Lacrimal supre a parte lateral da pálpebra superior e uma pequena área de pele adjacente. 
 
Divisão Maxilar (V2) 
Inervação: 
 Pele 
o Parte média da face 
o Pálpebra inferior 
o Lateral do nariz 
o Lábio superior 
 Membrana mucosa 
o Nasofaringe 
o Seio maxilar 
o Palato mole 
o Tonsila 
o Palato duro 
 Dentes maxilares e tecidos periodontais 
 
97 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Distribuição da divisão maxilar (V2). 1, Ramos alveolares 
superoposteriores; 2, nervo infraorbital; 3, nervo maxilar; 4, forame 
redondo; 5, nervo palatino maior; 6, nervo nasopalatino 
Ramos na Fossa Pterigopalatina 
 O nervo zigomático se divide nos nervos 
zigomatotemporal e zigomatofacial: 
§ o zigomaticotemporal supre a inervação sensorial da pele na 
lateral da fronte 
§ zigomaticofacial supre a pele sobre a proeminência da 
bochecha. 
 Os ramos dos nervos pterigopalatinos incluem 
aqueles que suprem quatro áreas: órbita, nariz, palato e 
faringe. 
 Os ramos orbitais suprem o periósteo da órbita. 
 Os ramos nasais suprem as membranas mucosas 
da concha nasal superior e da média, o revestimento dos 
seios etmoidais posteriores e a parte posterior do septo 
nasal 
 Nervo Nasopalatino 
o Ele passa pelo canal incisivo, pelo qual segue até a cavidade oral passando pelo forame incisivo, 
localizado na linha média do palato a cerca de 1 cm posteriormente aos incisivos maxilares 
centrais. 
o Os nervos nasopalatinos direito e esquerdo emergem juntos por esse forame e proporcionam 
sensação à mucosa do palato na região pré-maxilar (caninos até os incisivos centrais) 
 
Ramos de V2 na fossa pterigopalatina. 1, Nervo maxilar; 2, ramos alveolares superoposteriores 
 
98 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 Os ramos palatinos incluem o nervo palatino maior e os nervos palatinos menores 
 O nervo palatino maior emerge no palato duro através do forame palatino maior (que se localiza 
geralmente num ponto em torno de 1 cm da linha média palatina, imediatamente distal ao 
segundo molar) 
 Inervação sensorial aos tecidos moles e ossos palatinos anteriormente até o primeiro pré-molar, 
ponto em que se comunica com fibras terminais do nervo nasopalatino 
 O nervo palatino menor dá inervação sensorial à membrana mucosa do palato mole; 
 
 O nervo alveolar superior posterior (ASP) proporciona inervação sensorial à gengiva bucal na 
região molar maxilar e nas superfícies mucosas faciais adjacentes, inervação sensorial aos 
alvéolos, aos ligamentos periodontais e aos tecidos pulpares do terceiro, do segundo e do 
primeiro molar maxilar (com exceção [em 28% dos pacientes] da raiz mesiovestibular do 
primeiro molar). 
 
99 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Ramos do Canal Infraorbital 
 No canal infraorbital, a divisão maxilar 
(V2) emite dois ramos: o nervo alveolar 
superior médio e o nervo alveolar 
superior anterior e o alveolar superior 
médio. 
 Enquanto no sulco e no canal infraorbital, 
a divisão maxilar é designada como 
nervo infraorbital. 
 O nervo alveolar superior médio (ASM) 
fornece inervação sensorial aos dois pré-
molares maxilares e, talvez, à raiz 
mesiovestibular do primeiro molar e aos 
tecidos periodontais, aos tecidos moles 
bucais e ao osso na região pré-molar. 
 O nervo alveolar superior anterior (ASA) 
proporciona a inervação pulpar aos 
incisivos centrais e laterais e ao canino e 
inervação sensorial aos tecidos 
periodontais, ao osso bucal e às 
membranas mucosas desses dentes 
 
Ramos para a Face 
 O nervo infraorbital emerge na face atravessando o forame infraorbital e se divide a seus ramos 
terminais: 
o Palpebrais inferiores (suprem a pele da pálpebra inferior de inervação sensorial) 
o Nasais externos (fornecem inervação sensorial à pele no aspecto lateral do nariz) 
o Labiais superiores (fornecem inervação sensorial à pele e às membranas mucosas do lábio 
superior) 
 
100 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Nervo ASA; 1, Ramos do nervo ASA; 2, plexo dentário 
superior; 3, ramos dentários; 4, ramos interdentários e 
inter-radiculares 
Divisão Mandibular (V3) 
 Constitui um nervo misto com duas raízes: 
uma grande raiz sensorial e uma raiz 
motora menor 
Ramos da Divisão Anterior 
 Inervação motora aos músculos da 
mastigação e inervação sensorial à 
membrana mucosa da bochecha e à 
membrana mucosa bucal dos molares 
mandibulares. 
 O nervo bucal: sensibilidade da mucosa 
jugal, gengiva vestibular dos molares. 
o A anestesia do nervo bucal é 
importante para procedimentos 
odontológicos requerendo a 
manipulação dos tecidos moles sobre 
a superfície bucal dos molares mandibulares. 
Ramos da Divisão Posterior 
 O nervo lingual traz sensibilidade geral aos 2/3 anteriores da língua, membranas mucosas do 
assoalho da boca e à gengiva na parte lingual da mandíbula 
 O nervo milo-hióideo se ramifica do nervo alveolar inferior antes da entrada desse último no canalmandibular, sendo motor ao músculo milo-hióideo e ao ventre anterior do digástrico. 
 O nervo alveolar inferior inerva os dentes inferiores e periodonto 
 Ele se divide a seus dois ramos terminais: o nervo incisivo e o nervo mentual no forame mentual 
o O nervo incisivo permanece no canal mandibular e forma um plexo nervoso que inerva os tecidos 
da polpa dos primeiros molares, incisivos e caninos mandibulares pelos ramos dentários. 
o O nervo mentual sai do canal pelo forame mentual e se divide em três ramos principais que 
inervam a pele do queixo e a pele e a membrana mucosa do lábio inferior. 
 
101 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 
 
 
 
102 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Maxila 
 
Mandíbula 
 
1. Parte Alveolar; 
2. Ângulo; 
3. Borda Anterior Do Ramo; 
4. Base; 
5. Corpo; 
6. Processo Coronoide; 
7. Fossa Digástrica; 
8. Cabeça; 
9. Borda Inferior Do Ramo; 
10. Língula; 
11. Forame Mandibular; 
12. Incisura Mandibular; 
13. Forame Mentual; 
14. Protuberância Mentual; 
15. Tubérculo Mentual; 
16. Sulco Milo-Hióideo; 
17. Linha Milo-Hióidea; 
18. Colo; 
19. Linha Oblíqua; 
20. Borda Posterior Do Ramo; 
21. Fóvea Pterigoide; 
22. Ramo; 
23. Fossa Sublingual; 
24. Fossa Submandibular; 
25. Espinhas Mentuais Superior 
E Inferior (Espinhas 
Genianas)
 
103 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 
 
Há três tipos principais de injeção de anestésico local: infiltração local, bloqueio do campo e bloqueio de nervo. 
Infiltração Local 
 Pequenas terminações nervosas na área do tratamento 
odontológico são infiltradas com solução de anestésico local. 
 Injeção na qual a solução anestésica local é depositada 
no ápice do dente a ser tratado ou acima dele. 
 A anestesia por infiltração pode ser suficiente para o 
tratamento de pequenas áreas isoladas, como na provisão da 
hemostasia para procedimentos nos tecidos moles 
 
A área de tratamento é inundada com anestésico local. Uma incisão é feita na mesma área (seta). 
Bloqueio de Campo 
 O anestésico local é infiltrado próximo aos ramos 
nervosos terminais maiores, de modo que a área anestesiada 
será circunscrita, impedindo a passagem de impulsos do dente 
para sistema nervoso central (SNC). 
 Injeções maxilares administradas acima do ápice do 
dente a ser tratado são apropriadamente denominadas de 
bloqueios de campo (embora o uso comum as identifique como 
infiltrações ou supraperiosteais). 
 O bloqueio de campo é indicado quando dois ou três 
dentes estão sendo restaurados, enquanto a anestesia por 
bloqueio regional é indicada para o controle da dor 
O anestésico local é depositado próximo ao tronco nervoso principal, localizado distante do local da incisão 
(seta). 
 
Técnica Básica de Anestesia 
 Deposite lentamente a solução anestésica: 
 Fator de segurança 
 Menos traumática 
 
 
 
TÉCNICAS ANESTÉSICAS NA 
 
 
104 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 O indicado é um tubete por minuto 
 Lembre-se sempre de aspirar: reduz drasticamente a possibilidade de uma injeção intravascular. 
Técnicas de injeção maxilar 
As seguintes técnicas estão disponíveis: 
1. Supraperiosteal (infiltração), recomendada para um número limitado de protocolos de tratamento 
2. Injeção no ligamento periodontal (LPD, intraligamentar), recomendada como adjuvante às outras 
técnicas ou para um número limitado de protocolos de tratamento 
3. Injeção intrasseptal, recomendada basicamente para técnicas cirúrgicas periodontais 
4. Injeção intracrista, recomendada para o tratamento de dentes isolados (basicamente molares 
mandibulares) quando outras técnicas forem malsucedidas 
5. Injeção intraóssea (IO), recomendada para o tratamento de dentes isolados (basicamente molares 
mandibulares) quando outras técnicas forem malsucedidas 
6. Bloqueio do nervo alveolar superoposterior (ASP), recomendado para o tratamento de vários dentes 
molares em um quadrante 
7. Bloqueio do nervo alveolar superior médio (ASM), recomendado para o tratamento de pré-molares 
em um quadrante 
8. Bloqueio do nervo alveolar superior anterior (ASA), recomendado para o tratamento de dentes 
anteriores em um quadrante 
9. Bloqueio do nervo maxilar (V2, segunda divisão), recomendado para tratamento vestibular, 
palatino e pulpar extensos em um quadrante 
10. Bloqueio do nervo palatino maior, recomendado para o tratamento dos tecidos moles e ósseos 
palatinos distais ao canino em um quadrante 
11. Bloqueio do nervo nasopalatino, recomendado para o tratamento dos tecidos moles e ósseos 
palatinos de canino a canino bilateralmente 
12. Bloqueio do nervo alveolar superior médio anterior (ASMA), recomendado para o tratamento 
extenso de dentes anteriores, tecidos moles e ósseos palatinos e vestibulares 
Injeção Supraperiosteal 
 É a técnica de anestesia local usada com 
mais frequência para a obtenção da 
anestesia pulpar nos dentes superiores. 
 Anestesia dos dentes superiores, quando o 
tratamento é limitado a 1 ou 2 dentes 
 É indicada sempre que os procedimentos 
odontológicos são confinados a uma área 
relativamente circunscrita, seja na região 
dos incisivos maxilares ou mandibulares. 
 Outros nomes comuns: infiltração local, 
injeção paraperiosteal. 
 Nervos anestesiados: grandes ramos 
terminais do plexo dentário. 
 Áreas anestesiadas: polpa e ligamento 
periodontal, periósteo vestibular, tecido 
conjuntivo e mucosa. 
 Injetar aproximadamente 1/3 (0,6ml) em 
20 segundos 
 
105 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
A seringa deve ser mantida paralela ao eixo longo do dente 
e inserida na parte alta da prega mucovestibular sobre o 
dente 
 Indicações 
1. Anestesia pulpar dos dentes superiores, quando o 
tratamento é limitado a um ou dois dentes 
2. Anestesia dos tecidos moles, quando indicada para 
procedimentos cirúrgicos em área circunscrita 
 Contraindicações 
1. Infecção ou inflamação aguda na área da injeção. 
2. Osso denso recobrindo os ápices dentários 
 
 Vantagens 
1. Alta taxa de sucesso (>95%) 
2. Injeção tecnicamente fácil 
3. Em geral é totalmente atraumática 
 Desvantagens 
Não recomendada para grandes áreas devido à necessidade de múltiplas introduções da 
agulha e de administração de volumes totais maiores do anestésico local. 
Técnica 
1. Área de introdução: altura da prega mucovestibular acima do ápice do dente a ser anestesiado 
2. Área-alvo: região apical do dente a ser anestesiado 
3. Pontos de referência: 
a. Prega mucovestibular 
b. Coroa do dente 
 
106 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
c. Contorno da raiz do dente 
4. Orientação do bisel: voltado para o osso 
5. Procedimento: 
a. Preparar o tecido no local de injeção. 
(1) Limpar com gaze seca estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar anestésico tópico por, no mínimo, 1 minuto. 
b. Orientar a agulha de modo que o bisel esteja voltado para o osso. 
c. Levantar o lábio e tensionar o tecido. 
d. Segurar a seringa paralela ao longo eixo do dente 
e. Introduzir a agulha na altura da prega mucovestibular sobre o dente-alvo. 
f. Avançar a agulha até que o bisel esteja na região apical do dente ou acima desta 
 Como a agulha está no tecido mole (não tocando o osso), não deve haver 
resistência ao seu avanço nem deve haver qualquer desconforto para o paciente 
com esta injeção. 
g. Aspirar duas vezes. 
(1) Caso a aspiração seja negativa, injetar aproximadamente 0,6 ml (um terço de um 
tubete) lentamente em 20 segundos. (Não deixe os tecidos inflarem como um 
balão.) 
h. Retirar a seringa lentamente. 
i. Proteger a agulha. 
j. Aguardar de 3 a 5 minutos antes de começar o procedimento odontológico. 
 
Bloqueio Do Nervo Alveolar Superior Posterior 
 Outros Nomes Comuns: Técnica da 
Tuberosidade Baixa, Bloqueio da 
tuberosidade, bloqueio zigomático. 
 Nervos Anestesiados: Alveolar 
superoposterior e seus ramos. 
 Áreas Anestesiadas: 
a. Polpas do terceiro, segundo e 
primeiro molares superiores (todo odente = 72%; raiz mesiovestibular 
do primeiro molar superior não 
anestesiada = 28%) 
b. Tecido periodontal vestibular e osso 
sobrejacente a estes dentes 
 Indicações: 
o Tratamento de 2 ou mais molares 
o Quando a injeção supraperiosteal é 
contra-indicada (infecção) 
 
 16mm de penetração 
 Injetar ½ tubete (0,9ml) 
 Aspiração = 3,1% 
 
107 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Contraindicação 
Quando o risco de hemorragia é muito grande (como no 
hemofílico), caso no qual é recomendada a injeção 
supraperiosteal ou do LPD. 
 Vantagens 
1. Atraumático 
2. Taxa de sucesso elevada (> 95%) 
3. Número mínimo de injeções é necessário 
4. Minimiza o volume total de solução anestésica 
local administrada 
 
 
 Desvantagens 
1. Risco de hematoma, que geralmente é difuso; também é muito desconfortável e embaraçoso para 
o paciente 
2. Técnica até certo ponto arbitrária: não há pontos de referência ósseos durante a injeção 
3. É necessária uma segunda injeção para o tratamento do primeiro molar (raiz mesiovestibular) em 
28% dos pacientes 
 Alternativas 
1. Injeções supraperiosteais ou do LPD para a anestesia da polpa e raiz 
2. Infiltrações para os tecidos vestibulares periodontais e para os tecidos duros 
3. Bloqueio do nervo maxilar 
 
Técnica 
1. Área de introdução: altura da prega mucovestibular acima do segundo molar superior 
2. Área-alvo: nervo ASP 
3. Pontos de referência 
a. Prega mucovestibular 
b. Tuberosidade da maxila 
c. Processo zigomático da maxila 
2. Orientação do bisel: voltado para o osso durante a injeção 
3. Procedimento: 
b. Preparar os tecidos na altura da prega mucovestibular para a introdução. 
(1) Secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar um anestésico tópico por, no mínimo, 1 minuto. 
 
c. Orientar o bisel da agulha voltado para o osso. 
 
d. Abrir parcialmente a boca do paciente, puxando a mandíbula para o lado da injeção. 
 
e. Retrair a bochecha do paciente com seu dedo (para melhorar a visibilidade). 
 
108 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
f. Tensionar os tecidos no local da injeção. 
 
g. Introduzir a agulha na altura da prega mucovestibular sobre o segundo molar 
 
h. Avançar a agulha lentamente para cima, para dentro e para trás em um só movimento 
(não em três movimentos). 
 
i. Avançar lentamente através dos tecidos moles 
 
j. Avançar a agulha até a profundidade desejada 
(1) No adulto de tamanho normal, a penetração até uma profundidade de 16 mm 
colocará a ponta da agulha muito próxima do forame através do qual o nervo ASP 
entra na face posterior da maxila. 
k. Aspirar em dois planos. 
 
l. Caso ambas as aspirações sejam negativas: 
(1) Lentamente, durante 30 a 60 segundos, depositar 0,9 a 1,8 ml de solução de 
anestésico. 
(2) Aspire algumas vezes (em um plano), durante a administração do fármaco. 
(3) A anestesia do nervo ASP é geralmente atraumática, devido ao grande espaço 
tecidual disponível para acomodar a solução de anestésico e ao fato de que o osso 
não é tocado. 
m. Retirar a seringa lentamente. 
n. Proteger a agulha. 
o. Aguardar no mínimo, de 3 a 5 minutos antes de começar o procedimento odontológico. 
 
Bloqueio do nervo alveolar superoposterior (ASP). Tecido afastado no local da penetração. Observe a orientação da agulha: para 
dentro, para cima e para trás. 
 
109 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
A: Com uma agulha odontológica “longa” (>32 mm de comprimento) no adulto de tamanho médio, a 
profundidade da penetração é de metade de seu comprimento. B: Bloqueio do nervo ASP com a utilização 
de uma agulha odontológica “curta” (aproximadamente 20 mm de comprimento). A introdução excessiva 
é menos provável. 
Bloqueio do Alveolar Superior Anterior/Infraorbitário 
 Nervos anestesiados: Alveolar Superior Anterior, Alveolar Superior Médio e Nervo Infraorbital 
 Áreas Anestesiadas: 
o Polpas do incisivo central superior até o canino superior 
o Pré-molares superiores e a raiz mesiovestibular do 1°MS 
o Pálpebra inferior, aspecto lateral do nariz e lábio superior 
 
 Injetar 1,2ml (2/3) 
 Manter pressão firme por 1min 
 Aspiração = 0,7% 
 A agulha não deve ser palpável 
 
 Indicações 
1. Procedimentos odontológicos envolvendo mais de dois dentes superiores e os tecidos 
vestibulares sobrejacentes 
2. Inflamação ou infecção (que contraindica a injeção supraperiosteal): se houver celulite, pode 
estar indicado o bloqueio do nervo maxilar no lugar do bloqueio do nervo ASA. 
 
110 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
3. Quando as injeções supraperiosteais forem ineficazes devido ao osso cortical denso 
 Alternativas 
1. Injeção supraperiosteal, LPD ou IO para cada dente 
2. Infiltração para os tecidos periodontais e duros 
3. Bloqueio do nervo maxilar 
Técnica 
1. Área de inserção: altura da prega mucovestibular diretamente sobre o primeiro pré-molar 
superior 
Nota: O primeiro pré-molar geralmente proporciona o menor trajeto até esta área-alvo. 
 
2. Área-alvo: forame infraorbitário (abaixo da incisura infraorbitária). 
 
3. Pontos de referência: 
a. Prega mucovestibular 
b. Incisura infraorbitária 
c. Forame infraorbitário 
 
4. Orientação do bisel: voltado para o osso 
 
5. Procedimento: 
a. Preparar os tecidos no local de injeção (altura da prega mucovestibular) para a 
penetração. 
(1) Secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar um anestésico tópico por no mínimo 1 minuto. 
 
b. Localizar o forame infraorbitário 
c. Manter o dedo sobre o forame ou marcar a pele neste ponto 
 
d. Afastar o lábio do paciente, tensionando os tecidos na prega mucovestibular e 
aumentando a visibilidade. 
 
e. Introduzir a agulha na altura da prega mucovestibular sobre o primeiro pré-molar, com o 
bisel voltado para o osso 
 
f. Orientar a seringa em direção ao forame infraorbitário. 
 
g. A agulha deve ser mantida paralela ao eixo longitudinal do dente enquanto é avançada, 
para evitar contato prematuro com o osso 
 
h. Avançar a agulha lentamente até que toque suavemente o osso. 
(1) O ponto de contato deve ser a borda superior do forame infraorbitário. 
(2) A profundidade aproximada da penetração da agulha será de 16 mm 
 
 
111 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
i. Posicionar a ponta da agulha durante a injeção com o bisel voltado para o forame 
infraorbitário e a ponta da agulha tocando o teto do forame 
 
j. Aspirar em dois planos. 
 
k. Depositar lentamente de 0,9 a 1,2 ml (por 30 a 40 segundos). Pouca ou nenhuma 
tumefação deve ser observada enquanto a solução é depositada. 
 
l. Manter pressão firme com o dedo sobre o local de injeção, durante a injeção e por pelo 
menos 1 minuto depois (para aumentar a difusão da solução de anestésico local para o 
forame infraorbitário). 
 
m. Retirar a seringa lentamente e proteger a agulha imediatamente. 
 
n. Manter a pressão digital direta sobre o local da injeção durante 1 minuto, de preferência 
por 2 minutos, após a injeção. 
 
o. Aguardar no mínimo 3 a 5 minutos após o término da injeção antes de iniciar o 
procedimento odontológico. 
 
 
Introduzir a agulha para bloqueio do nervo ASA na prega mucovestibular acima do primeiro pré-molar superior. 
 
112 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
 
 
 
Anestesia do Palato 
 A anestesia do palato duro é necessária para procedimentos odontológicos envolvendo 
manipulação dos tecidos moles ou duros do palato. 
 As etapas da administração atraumática da anestesia do palato são as seguintes: 
1. Produzir anestesia tópica adequada no local de penetração da agulha. 
2. Usar anestesia por pressão no local antes e durante a introdução da agulha e a deposição da 
solução. 
3. Manter controle sobre a agulha. 
4. Injetar a solução de anestésico lentamente é ainda mais importante. 
5. Confiar em si próprio. Você pode completar o procedimento de maneira atraumática. 
 Se eu quero anestesiar apenas a mucosade um dente, deve-se introduzir o anestésico 3mm acima da 
margem gengival 
 A anestesia tópica adequada no local da injeção pode ser obtida, permitindo-se que o anestésico 
tópico permaneça em contato com os tecidos moles durante pelo menos 2 minutos. 
 O palato é a única área da boca onde uma haste de algodão deve ser mantida na posição pelo 
administrador durante todo o tempo. 
 A haste de algodão deve ser pressionada com firmeza suficiente para produzir a isquemia (palidez) 
dos tecidos 
 A anestesia coompressiva deve ser mantida durante a penetração dos tecidos moles pela agulha 
e deve ser mantida durante todo o tempo em que a agulha permanecer nos tecidos moles do 
palato. 
Avançar a agulha paralela ao longo eixo do 
dente para impedir o contato prematuro com 
o osso. Observe como o osso da maxila se 
torna côncavo entre a eminência da raiz e o 
forame infraorbitário (note a sombra). 
 
Posição da extremidade da agulha 
antes da injeção de anestésico local no 
forame infraorbitário. 
 
113 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Estabilização da agulha para um bloqueio do nervo palatino maior (A) e nasopalatino (B). Em ambas as injeções, o corpo da seringa 
deve estar apoiado no lábio inferior do paciente. 
 A injeção rápida da solução produz uma pressão tecidual elevada, que lacera os tecidos palatinos 
e acarreta tanto dor à injeção como uma sensibilidade localizada ao terminar o efeito do 
anestésico. 
 O bloqueio do nervo palatino maior, que produz anestesia das porções posteriores do palato duro; 
 O bloqueio do nervo nasopalatino, que produz anestesia do palato duro anterior; 
 Infiltração local do palato duro — são utilizadas basicamente para obter anestesia do tecido mole 
e hemostasia antes de procedimentos cirúrgicos. 
 Nenhuma produz qualquer anestesia pulpar dos dentes superiores. 
Bloqueio Do Nervo Palatino Maior 
 Áreas Anestesiadas: 
o Palato duro e os tecidos moles 
o Molares até o 1°pm e medialmente 
até a linha média 
 Profundidade de 5mm 
 Injeta 0,6ml (1/3) 
 Não entrar no forame 
 Nervos Anestesiados: Palatino maior. 
 
Técnica 
1. Área de introdução: tecidos moles levemente anteriores ao forame palatino maior 
2. Pontos de referência: forame palatino maior e junção do processo alveolar maxilar e osso 
palatino 
3. Trajeto da introdução: avançar a seringa a partir do lado oposto da boca formando um ângulo 
reto com a área-alvo 
4. Orientação do bisel: voltado para os tecidos moles palatinos 
5. Procedimento: 
a. Solicitar ao paciente, que está em posição supina para: 
(1) Abrir bem a boca. 
(2) Estender o pescoço. 
(3) Girar a cabeça para a esquerda ou para a direita (para melhorar a visibilidade). 
 
 
114 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
b. Localizar o forame palatino maior 
(1) Colocar uma haste de algodão na junção do processo alveolar maxilar com o 
palato duro. 
(2) Começar na região do primeiro molar superior e palpar posteriormente 
pressionando firmemente os tecidos com a haste de algodão. 
(3) A haste de algodão “cairá” na depressão formada pelo forame palatino maior 
 
c. Preparar o tecido no local de injeção, apenas 1 a 2 mm anterior ao forame palatino maior. 
(1) Limpar e secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar anestésico tópico por 2 minutos. 
 
d. Após 2 minutos de aplicação do anestésico tópico, mova a haste de algodão 
posteriormente, de forma que fique diretamente sobre o forame palatino maior. 
(1) Aplicar pressão considerável na área do forame com o cotonete na mão esquerda 
(caso seja destro). 
(2) Observar a isquemia (palidez dos tecidos moles) no local da injeção. 
(3) Aplicar pressão por, no mínimo, 30 segundos, e, enquanto isso, fazer o seguinte: 
 
e. Direcionar a seringa para a boca a partir do lado oposto, com a agulha aproximando-se 
do local de injeção em ângulo 45° 
 
f. Colocar o bisel (não a ponta) da agulha delicadamente contra os tecidos moles 
previamente pálidos (isquêmicos) no local de injeção. 
 
g. Com o bisel situado contra o tecido: 
(1) Aplicar pressão suficiente para curvar lentamente a agulha. 
(2) Depositar um pequeno volume do anestésico. A solução será forçada contra a 
membrana mucosa e se formará uma gotícula 
 
h. Retificar a agulha e permitir que o bisel perfure a mucosa. 
(1) Continuar a injetar pequenos volumes de anestésico durante todo o 
procedimento. 
(2) A isquemia se propagará para os tecidos adjacentes enquanto o anestésico 
(usualmente associado a um vasoconstritor) é depositado 
 
i. Continuar a aplicar anestesia compressiva durante toda a deposição de solução 
anestésica 
j. Avançar lentamente a agulha até que toque suavemente o osso palatino. 
(1) A profundidade de penetração é em geral de aproximadamente de 5 mm. 
(2) Continuar a injetar pequenos volumes de anestésico. À medida que o tecido é 
perfurado, haverá aumento da resistência à deposição da solução, o que é 
absolutamente normal no bloqueio do nervo palatino maior. 
 
k. Aspirar em dois planos. 
 
 
115 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
l. Caso a aspiração seja negativa, injetar lentamente (no mínimo durante 30 segundos) não 
mais do que um quarto a um terço de um tubete (0,45 a 0,6 ml). 
 
m. Retirar a seringa. 
 
n. Proteger a agulha. 
 
o. Aguardar 2 a 3 minutos antes de iniciar o procedimento odontológico. 
 
Bloqueio Do Nervo Nasopalatino 
 Indicações: Tratamento em tecidos moles 
e duros palatinos em mais de dois dentes 
 Não deve entrar no forame. 
 Ter cuidado para não perfurar o assoalho 
nasal 
 Penetração lateralmente à papila incisiva 
 Aplicar 0,45ml (1/4) 
 A primeira técnica envolve apenas uma 
penetração tecidual, lateralmente à papila 
incisiva na face palatina dos incisivos 
centrais superiores. 
 A segunda técnica envolve três punções de 
agulha, porém, quando executada 
corretamente, é significativamente menos 
traumática que a técnica de perfuração 
única direta. 
 Nervos Anestesiados: Nervos 
nasopalatinos bilateralmente 
 Áreas Anestesiadas: Porção anterior do 
palato duro (tecidos moles e duros) 
bilateralmente desde a face mesial do 
primeiro pré-molar direito à face mesial do 
primeiro pré-molar esquerdo. 
 
 Indicações 
1. Quando for necessária anestesia dos tecidos moles palatinos para tratamento restaurador em 
mais de dois dentes (p. ex., restaurações subgengivais e inserção de matriz subgengival) 
2. Controle da dor durante procedimentos periodontais ou cirúrgicos orais envolvendo os tecidos 
moles e duros do palato 
 
 Contraindicações 
1. Inflamação ou infecção no local da injeção 
2. Pequenas áreas de tratamento (um ou dois dentes) 
 
 Vantagens 
1. Minimiza as perfurações da agulha e o volume de solução 
2. Minimiza o desconforto para o paciente oriundo de múltiplas perfurações da agulha 
 Desvantagens 
1. Não há hemostasia, exceto na área próxima da injeção 
2. Potencialmente a injeção intraoral mais traumática; 
 Aspiração Positiva 
 
116 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Menos de 1%. 
 Alternativas 
1. Infiltração local em regiões específicas 
2. Bloqueio do nervo maxilar (apenas unilateral) 
3. Bloqueio do nervo alveolar superior médio anterior (ASMA) (apenas unilateral) 
Técnica (Injeção Única no Palato) 
1. Área de introdução: mucosa palatina imediatamente lateral à papila incisiva 
2. Área-alvo: forame incisivo, sob a papila incisiva 
3. Pontos de referência: incisivos centrais e papila incisiva 
4. Trajeto de introdução: aproximar o local de injeção em um ângulo de 45° em direção à papila 
incisiva 
5. Orientação do bisel: voltado para os tecidos moles do palato 
6. Procedimento: 
a. Solicitar ao paciente para fazer o seguinte: 
(1) Abrir bem a boca. 
(2) Estender o pescoço. 
(3) Girar a cabeça para a esquerda ou para a direita para melhorar a visibilidade 
 
b. Preparar o tecido imediatamente lateral à papila incisiva 
(1) Limpar e secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar anestésicotópico por 2 minutos. 
 
c. Após 2 minutos de aplicação do anestésico tópico, mover a haste de algodão diretamente 
sobre a papila incisiva 
(1) Comprimir a área da papila com a haste de algodão em sua mão esquerda 
(caso seja destro). 
(2) Observar a isquemia no local da injeção. 
 
d. Colocar o bisel contra os tecidos moles isquêmicos no local da injeção. 
e. Com o bisel situado sobre o tecido: 
(1) Aplicar pressão suficiente para curvar ligeiramente a agulha. 
(2) Depositar um pequeno volume do anestésico. A solução será forçada contra a 
membrana mucosa. 
 
f. Retificar a agulha e permitir que o bisel perfure a mucosa. 
(1) Continuar a injetar pequenos volumes de anestésico durante todo o 
procedimento. 
(2) Observar a isquemia propagando-se para os tecidos adjacentes enquanto a 
solução é depositada. 
 
g. Continuar a aplicar pressão com a haste de algodão enquanto injeta o anestésico. 
 
h. Avançar a agulha lentamente em direção ao forame incisivo até que toque suavemente o 
(1) A profundidade de penetração é de aproximadamente 5 mm. 
 
117 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
(2) Injetar pequenos volumes de anestésico enquanto avança a agulha. À medida 
que o tecido é perfurado, haverá aumento da resistência à injeção da solução, o 
que é normal no bloqueio do nervo nasopalatino. 
 
i. Retirar a agulha 1 mm (para evitar a injeção subperiosteal). O bisel agora se situa sobre o 
centro do forame incisivo. 
 
j. Aspirar. 
 
k. Caso a aspiração seja negativa, injetar lentamente (no mínimo durante 15 a 30 segundos) 
não mais que um quarto a um terço de um tubete (0,45 ml). 
 
l. Retirar a seringa lentamente 
 
m. Proteger a agulha 
 
n. Aguardar 2 a 3 minutos antes de iniciar o procedimento odontológico. 
 
Técnica do Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Posterior, Alveolar Superior Médio e 
Infiltrativa do Palato 
 
 
 
 
 
118 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Técnica (Múltiplas Perfurações da Agulha) 
1. Área de introdução: 
a. Freio labial na linha média entre os incisivos centrais superiores 
b. Papila interdentária entre os incisivos centrais superiores 
c. Se necessário, os tecidos moles palatinos laterais à papila incisiva 
 
2. Área-alvo: forame incisivo, sob a papila incisiva 
 
3. Pontos de referência: incisivos centrais e papila incisiva 
 
4. Trajetória de introdução: 
a. Primeira injeção: infiltração no freio labial 
b. Segunda injeção: agulha mantida em ângulo reto com a papila interdentária 
c. Terceira injeção: agulha mantida em um ângulo de 45° em relação à papila incisiva 
 
5. Orientação do bisel: 
a. Primeira injeção: voltado para o osso 
b. Segunda injeção: irrelevante 
c. Terceira injeção: irrelevante 
 
6. Procedimento: 
a. Primeira injeção: infiltração de 0,3 ml no freio labial 
(1) Preparar o tecido no local da injeção. 
a. Limpar e secar com gaze estéril. 
b. Aplicar antisséptico tópico (opcional). 
c. Aplicar anestésico tópico por 1 minuto 
(2) Retrair o lábio superior para distender os tecidos e melhorar a visibilidade. 
(3) Introduzir delicadamente a agulha no freio e depositar 0,3 ml do anestésico em 
aproximadamente 15 segundos. 
(4) A anestesia dos tecidos moles ocorre imediatamente. O objetivo dessa injeção é 
anestesiar a papila interdental entre os dois incisivos centrais. 
 
b. Segunda injeção: penetração através da face vestibular da papila entre os incisivos centrais 
superiores em direção à papila incisiva 
(1) Retrair delicadamente o lábio superior para aumentar a visibilidade. 
(2) Segurando a agulha em ângulo reto em relação à papila interdentária, introduzi-
la na papila logo acima do nível do osso da crista. 
(a) Direcioná-la para a papila incisiva (na face palatina da papila interdentária). 
(b) Os tecidos moles na superfície vestibular foram anestesiados previamente, 
de modo que não haverá desconforto. Entretanto, à medida que a agulha 
avança em direção à face palatina não anestesiada, tornar-se-á necessário 
administrar pequenas quantidades do anestésico local para evitar o 
desconforto. 
(c) Com a cabeça do paciente estendida para trás, você pode observar a 
isquemia produzida pelo anestésico e ver a extremidade da agulha se 
aproximando da face palatina da papila incisiva. Deve-se tomar cuidado 
 
119 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
para evitar que a agulha atravesse a papila até a cavidade oral no lado 
palatino. 
 
(5) Aspirar em dois planos ao notar a isquemia na papila incisiva ou quando a ponta 
da agulha for visível logo abaixo da superfície tecidual. Caso a aspiração seja 
negativa, administrar não mais do que 0,3 ml de solução anestésica em 
aproximadamente 15 segundos. Haverá resistência considerável à deposição de 
solução, mas nenhum desconforto para o paciente. 
 
(6) A estabilização da seringa nesta segunda injeção é um pouco incômoda, mas 
fundamental. O uso de um dedo da outra mão para estabilizar a agulha é 
recomendado. No entanto, o corpo da seringa deve ser segurado de forma a 
permanecer na linha de visão do paciente e isso é potencialmente 
desconcertante para alguns pacientes. 
 
(7) Retirar a seringa lentamente. 
 
(8) Proteger a agulha. 
 
(9) A anestesia na distribuição dos nervos nasopalatinos direito e esquerdo 
geralmente ocorre em 2 a 3 minutos. 
 
(10) Se a área de anestesia clinicamente eficaz for menor que a adequada (como 
ocorre frequentemente), prosseguir com a terceira injeção. 
c. Terceira injeção: 
(1) Secar o tecido imediatamente lateral à papila incisiva. 
 
(2) Solicitar ao paciente para abrir bem a boca. 
 
(3) Estender o pescoço do paciente. 
 
(4) Colocar a agulha nos tecidos moles adjacentes à papila incisiva (em forma de 
diamante), dirigida à parte mais distal da papila. 
 
(5) Avançar a agulha até fazer contato com o osso. 
 
(6) Retirar a agulha 1 mm para evitar a injeção subperiosteal. 
 
(7) Aspirar em dois planos. 
 
(8) Caso a aspiração seja negativa, depositar lentamente não mais de 0,3 ml do 
anestésico em aproximadamente 15 segundos. 
 
(9) Retirar a seringa. 
 
(10) Proteger a agulha. 
 
 
120 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
(11) Aguardar no mínimo 2 a 3 minutos para o início da anestesia antes de 
começar o tratamento odontológico. 
 
A: O anestésico tópico é aplicado na mucosa do freio. B: Primeira injeção, no freio labial. C: Segunda injeção, na papila interdentária entre os incisivos 
centrais. D: Terceira injeção, quando a anestesia da área nasopalatina é inadequada após as duas primeiras injeções. 
 
Exemplos: 
Restauração do dente 24 
 Técnica Supraperiosteal 
 Nervo alveolar superior médio anestesiado 
Exodontia do dente 27 
 Técnica Supraperiosteal e Infiltrativa do Palato 
 Nervos anestesiados: alveolar superior posterior e palatino maior 
Exodontia dos dentes 26, 27 e 28 
 Técnica do Bloqueio do Nervo Alevolar Superior Posterior e do Nervo Palatino Maior 
 
121 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR 
 Taxa de insucesso: 31% a 81% 
 
Técnica Direta 
 É a segunda técnica de injeção mais utilizada 
 Nervos Anestesiados: Nervo Alveolar Inferior, Nervo Mentual, Nervo Incisivo e Nervo Lingual 
 Áreas Anestesiadas: 
o Dentes mandibulares até a linha média 
o 2/3 anteriores da língua 
o Mucosa vestibular de pré-molares a incisivos e mucosa lingual 
 Técnica que exige contato ósseo 
 Angulação correta: a partir do 2°PM 
 Profundidade de penetração: 20 a 25mm 
 Se não houver contato = agulha muito 
posterior 
 
 
 Contato superficial = agulha muito 
anterior 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICAS ANESTÉSICAS NA 
 
 
122 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Sinais e sintomas de que a técnica 
funcionou: quando o paciente relata 
formigamento e dormência no lábio 
inferior, mento e 2/3 anteriores da língua 
 
 Áreas Anestesiadas. 
1. Dentes mandibulares até a linha média 
2. Corpo da mandíbula, parte inferior do ramo da mandíbula 
3. Mucoperiósteo bucal, membrana mucosaanteriormente ao forame mentual (nervo 
mentual) 
4. Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual) 
5. Periósteo e tecidos moles linguais (nervo lingual) 
 Desvantagens: 
o Ampla área anestesiada 
o Alta taxa de insucesso (30 a 80%) 
o Aspiração 10 a 15% 
o Anestesia do lábio e língua 
 Utilizar agulha longa (35mm) já que deve-se introduzir a agulha em torno de 22mm 
 
Técnica 
1. Área de inserção: membrana mucosa do lado medial (lingual) do ramo da mandíbula, na 
interseção de duas linhas — uma horizontal, representando a altura de inserção da agulha, e a 
outra vertical, representando o plano anteroposterior de injeção 
2. Área-alvo: nervo alveolar inferior ao descer em direção ao forame mandibular, porém antes de ele 
entrar no forame 
 
3. Marcos 
a. Incisura coronoide (concavidade maior na borda anterior do ramo da mandíbula) 
b. Rafe pterigomandibular (parte vertical) 
c. Plano oclusal dos dentes mandibulares posteriores 
 
4. Orientação do bisel da agulha: importância menor do que em outros bloqueios nervosos, porque a 
agulha se aproxima do nervo alveolar inferior aproximadamente em ângulo reto 
 
123 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
5. Procedimento 
a. Posicionar o paciente em decúbito dorsal (recomendado) 
b. Localizar o ponto de penetração da agulha 
(1) Altura da injeção: colocar o dedo indicador ou o polegar de sua mão esquerda na 
incisura coronoide. 
(a) Uma linha imaginária se estende posteriormente da ponta do dedo na 
incisura coronoide até a parte mais profunda da rafe pterigomandibular (no 
ponto em que esta se volta verticalmente para cima em direção à maxila), 
determinando a altura da injeção. Essa linha imaginária deve ser paralela ao 
plano oclusal dos dentes molares mandibulares. Em muitos pacientes, ela 
está de 6 a 10 mm acima do plano oclusal. 
 
(b) O dedo na incisura coronoide é usado para puxar lateralmente os tecidos, 
distendendo-os sobre o local de injeção e esticando-os, possibilitando que a 
inserção da agulha seja menos traumática e também proporcionando 
melhor visibilidade. 
 
 
(c) O ponto de inserção da agulha se situa a três quartos da distância 
anteroposterior da incisura coronoide de volta até a parte mais profunda 
da rafe pterigomandibular. Nota: A linha deve se iniciar no ponto médio da 
incisura e terminar na parte mais profunda (mais posterior) da rafe 
pterigomandibular, no ponto em que esta se curva verticalmente para cima 
em direção ao palato. 
 
(d) A borda posterior do ramo da mandíbula pode ser aproximada 
intraoralmente usando-se a rafe pterigomandibular no ponto em que ela se 
curva verticalmente para cima em direção à maxila 
 
 
(e) Preparar o tecido no local da injeção: 
(1) Secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar o anestésico tópico por 1 a 2 minutos. 
 
6. Colocar o corpo da seringa no canto da boca do lado contralateral 
i. (2) Local anteroposterior de injeção: A penetração da agulha se dá na interseção de 
dois pontos. 
(f) O ponto 1 se situa ao longo de uma linha horizontal da incisura coronoide 
até a parte mais profunda da rafe pterigomandibular, no ponto em que ela 
ascende verticalmente em direção ao palato, como acabamos de descrever. 
(g) O ponto 2 está numa linha vertical através do ponto 1, a cerca de três quartos 
da distância da borda anterior do ramo da mandíbula. Isso determina o local 
anteroposterior de injeção. 
 
124 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
(2) Profundidade de penetração: no terceiro parâmetro do BNAI, deve haver o contato 
com o osso. Avançar a agulha devagar até poder sentir que ela encontra uma 
resistência óssea. 
(a) A profundidade média de penetração até o contato com o osso vai ser de 20 
a 25 mm, aproximadamente de dois terços a três quartos do comprimento 
de uma agulha dentária longa 
(b) A ponta da agulha deve estar localizada agora num ponto ligeiramente 
superior ao forame mandibular (em que o nervo alveolar inferior penetra 
[desaparece] no osso). O forame não pode ser visto nem palpado 
clinicamente. 
 
c. Introduzir a agulha. Ao fazer contato com o osso, retrair aproximadamente 1 mm para 
evitar a injeção subperiosteal. 
 
d. Aspirar em dois planos. Caso a aspiração seja negativa, depositar lentamente 1,5 ml de 
anestésico num período mínimo de 60 segundos. 
 
e. Retirar lentamente a seringa e aspirar novamente quando aproximadamente metade de 
seu comprimento permanecer nos tecidos. Caso a aspiração seja negativa, depositar parte 
da solução restante (0,2 ml) para anestesiar o nervo lingual. 
 
f. Retirar a seringa lentamente e tornar a agulha segura. 
 
g. Depois de aproximadamente 20 segundos, fazer o paciente retornar à posição ereta ou 
semiereta. 
 
h. Aguardar de 3 a 5 minutos antes de testar quanto à anestesia pulpar. 
 
 
 
 
125 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 
Erros: 
 
A. A agulha está localizada demasiado anteriormente (lateralmente) no ramo da mandíbula. 
B. Para corrigir: retirar a agulha ligeiramente dos tecidos (1) e levar o corpo da seringa anteriormente em direção ao incisivo ou 
canino lateral (2); reinserir até a profundidade adequada. 
 
126 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
A. Introdução excessiva sem contato com o osso. A agulha está geralmente posterior (medial) ao ramo. 
B. Para corrigir: retirar a agulha ligeiramente dos tecidos (1) e reposicionar o corpo da seringa sobre os pré-molares (2); reinserir. 
Bloqueio do nervo bucal 
 Não é necessária para muitos 
procedimentos restaurativos dentários. 
 Proporciona inervação sensitiva aos 
tecidos moles bucais adjacentes tão 
somente aos molares mandibulares. 
 Introduz 1 a 4mm da agulha 
 Cerca de 0,3ml 
 Atenção para o escape do anestésico! 
 Anestesia na região do trígono retromolar 
 A única indicação da administração de um 
bloqueio do nervo bucal, portanto, é nos 
casos em que se considera a manipulação 
desses tecidos. 
 Nervo anestesiado: bucal (um ramo da 
divisão anterior de v3 
 Área anestesiada: tecidos moles e 
periósteo bucal dos dentes molares 
mandibulares 
 
Técnica 
1. É recomendada uma agulha longa de calibre 25 ou 27. 
2. Área de inserção: membrana mucosa distal e bucal em relação ao dente molar mais distal no arco. 
3. Área-alvo: nervo bucal ao passar sobre a borda anterior do ramo da mandíbula 
4. Marcos: molares mandibulares, prega mucobucal 
 
127 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
5. Orientação do bisel: em direção ao osso durante a injeção 
6. Procedimento: 
a. Assuma a posição correta: 
b. Posicionar o paciente em decúbito dorsal (recomendado) ou em semidecúbito. 
c. Preparar os tecidos para a penetração num ponto distal e bucal ao molar mais posterior. 
(1) Secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar o anestésico tópico por 1 a 2 minutos. 
d. Com seu dedo indicador esquerdo (caso destro), puxar lateralmente os tecidos moles bucais 
na área de injeção, para melhorar a visibilidade. Tecidos esticados permitem uma 
penetração atraumática da agulha. 
e. Dirigir a seringa para o local de injeção com o bisel com a face para baixo em direção ao 
osso e a seringa alinhada paralelamente ao plano oclusal do lado da injeção, porém em 
posição bucal em relação aos dentes 
f. Penetrar a membrana mucosa no local de injeção, em posição distal e bucal relativamente 
ao último molar 
g. Avançar a agulha devagar até fazer contato de leve com o mucoperiósteo. 
(1) Para evitar a dor ao contato da agulha com o mucoperiósteo, depositar algumas 
gotas de anestésico local imediatamente antes do contato. 
h. Aspirar. 
i. Caso a aspiração seja negativa, depositar lentamente 0,3 ml em 10 segundos. 
(1) Caso o tecido no local da injeção infle como um balão (fique tumefeito durante a 
injeção), interromper o depósito da solução. 
j. Retirar a seringa devagar e tornar a agulha segura imediatamente. 
k. Aguardar aproximadamente 3 a 5 minutos antesde iniciar o procedimento dentário 
planejado. 
 
 
Alinhamento da seringa. A: Paralelamente ao plano oclusal no lado da injeção, mas 
bucal a ele. B: Distal e bucalmente ao último molar. 
 
 
 
 
 
 
 
128 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Bloqueio do Nervo Incisivo/Mentual 
 Áreas Anestesiadas: 
o Dentes mandibulares 
o Mucosa bucal dos pré-molares aos 
incisivos 
o Lábio inferior e mento 
 Agulha entre os pré-molares 
 Aplicar na região de ápice do 2°PM 
 Não precisa entrar no forame, basta 
manter a pressão 
 
Técnica 
1. É recomendada uma agulha curta de calibre 25 ou 27. 
2. Área de inserção: prega mucobucal no forame mentual ou imediatamente anterior ao mesmo 
3. Área-alvo: nervo mentual à saída do forame mentual (geralmente localizado entre o ápice do 
primeiro pré-molar e o do segundo) 
4. Marcos: pré-molares mandibulares e prega mucobucal 
5. Orientação do bisel: em direção ao osso durante a injeção 
a. Assumir a posição correta. 
b. Posicionar o paciente. 
c. Localizar o forame mentual. 
(1) Colocar seu dedo indicador na prega mucobucal e fazer pressão contra o corpo da 
mandíbula na área do primeiro molar. 
(2) Mover seu dedo devagar em sentido anterior até que o osso sob seu dedo tenha 
uma aparência irregular e algo côncava 
d. Preparar o tecido no local da penetração. 
(1) Secar com gaze estéril. 
(2) Aplicar um antisséptico tópico (opcional). 
(3) Aplicar o anestésico tópico por um período mínimo de 1 minuto. 
e. Com seu dedo indicador esquerdo, puxar lateralmente o lábio inferior e os tecidos moles 
bucais. 
(1) A visibilidade melhora. 
(2) Tecidos bem esticados permitem uma penetração atraumática. 
f. Orientar a seringa com o bisel dirigido ao osso. 
g. Penetrar a membrana mucosa no local de injeção, no canino ou no primeiro pré-molar, 
dirigindo a seringa ao forame mentual 
h. Avançar a agulha bem devagar até chegar ao forame. A profundidade de penetração é de 
5 a 6 mm. 
i. Aspirar em dois planos. 
 
129 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
j. Retirar a seringa e tornar a agulha segura imediatamente. 
(1) Aguardar de 2 a 3 minutos antes de iniciar o procedimento. 
 
 
Técnicas Suplementares 
São frequentemente usadas para suplementar técnicas de injeção malsucedidas ou apenas parcialmente bem-
sucedidas. 
Intraligamentar 
 É usada principalmente na mandíbula 
 O anestésico se difunde na medular 
 Área de inserção: longo eixo de cada raiz 
 Existem seringas especiais para essa técnica, mas não são necessárias. 
 
 
 
130 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Indicações: 
1. Anestesia pulpar de um ou dois dentes num quadrante 
2. Tratamento de dentes isolados em dois quadrantes mandibulares (para se evitar um BNAI 
bilateral) 
3. Pacientes nos quais não é desejável a anestesia residual dos tecidos moles 
4. Situações em que uma anestesia regional em bloco está contraindicada 
5. Como um possível auxiliar no diagnóstico de desconfortos pulpares 
6. Como uma técnica adjuvante após uma anestesia nervosa em bloco caso esteja presente 
uma anestesia parcial 
 Contraindicações: 
1. Infecção ou inflamação no local da injeção 
2. Dentes primários nos quais está presente o broto do dente permanente 
a. A hipoplasia do esmalte foi relatada como ocorrendo num dente permanente em 
3. Paciente que necessite de uma sensação “amortecida” para conforto psicológico 
 Vantagens: 
1. Não há anestesia do lábio, da língua e de outros tecidos moles, facilitando assim o 
tratamento em múltiplos quadrantes durante a mesma consulta. 
2. Dose mínima do anestésico local necessária para a obtenção da anestesia (0,2 ml por raiz) 
3. Como alternativa a uma anestesia nervosa regional em bloco parcialmente bem-sucedida 
4. Início rápido de uma anestesia profunda da polpa e dos tecidos moles (30 segundos) 
5. Menos traumática que as injeções em bloco convencionais 
6. Bem adequada a procedimentos em crianças, a extrações e a procedimentos periodontais 
e endodônticos em um dente único e em múltiplos quadrantes 
 Desvantagens: 
1. A colocação correta da agulha é difícil de ser efetuada em algumas áreas (p. ex., áreas 
distais ao segundo ou terceiro molar). 
2. O vazamento da solução anestésica local para a boca do paciente produz um gosto 
desagradável no local. 
3. Uma pressão excessiva ou uma injeção demasiado rápida pode quebrar o cartucho de 
vidro. 
4. Pode haver necessidade de uma seringa especial. 
5. Uma pressão excessiva pode produzir danos teciduais focais. 
6. O desconforto pós-injeção pode persistir por vários dias. 
7. Existe o potencial de extrusão de um dente caso se use uma pressão excessiva ou volumes 
excessivos. 
 
131 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Área de inserção para uma injeção no ligamento periodontal. A: Bucal. B: Lingual. 
Intrapulpar 
 
 Geralmente feita em molares mandibulares durante endodontia 
ou exodontia 
 Controle da dor mediante a ação farmacológica do anestésico e 
da pressão aplicada 
 Anestesia traumática 
 Difícil de penetrar em certos canais da raiz, pode ser necessário 
entortar a agulha. 
 Nervos Anestesiados: Extremidades nervosas terminais no local 
da injeção na câmara e nos canais da polpa do dente envolvido. 
 Áreas Anestesiadas: Tecidos dentro do dente injetado. 
 Indicação: Quando o controle da dor é necessário para extirpação pulpar ou algum outro 
tratamento endodôntico na ausência de anestesia adequada proveniente de outras técnicas. 
 Contraindicação: Nenhuma. A injeção intrapulpar pode ser a única técnica anestésica local 
disponível em algumas situações clínicas 
 Vantagens: 
1. Ausência de anestesia do lábio e da língua (apreciada pela maioria dos pacientes) 
2. Necessidade de um volume mínimo da solução anestésica 
3. Início de ação imediato 
4. Muito poucas complicações pós-operatórias 
 Desvantagens 
1. Traumática: 
2. Gosto amargo do fármaco anestésico (se ocorrer vazamento) 
3. Pode ser difícil penetrar em certos canais da raiz 
a. Pode ser necessário entortar a agulha 
4. Uma pequena abertura na câmara da polpa é necessária para se alcançar uma eficiência 
ótima. 
a. Grandes áreas com cáries fazem que seja mais difícil a anestesia profunda pela 
injeção intrapulpar 
 
132 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Princípios de Cirurgia 
Medicamentos são substâncias prescritas com o intuito de controlar, prevenir ou erradicar a sensação 
dolorosa, inflamações, infecções, medo ou ansiedade. 
 Analgésicos 
 Antibióticos 
 Anti-inflamatórios 
 Ansiolíticos 
 Tópica: quando o medicamento não entra na corrente sanguínea 
 Enteral/Interna: quando o medicamento entra em contato com o sistema gastrointestinal 
 Parenteral/Externo: 
Dor: experiência sensorial e emocional desagradável. No entanto, é fundamental para a espécie humana em 
razão do seu caráter defensivo. 
 Sinais Cardinais da Inflamação: 
o Calor 
o Rubor 
o Tumor/aumento de volume 
o Dor 
o Perda de função 
 Uma das maiores preocupações de todo cirurgião-dentista diz respeito a prevenção e controle da 
dor de seus pacientes. 
 Toda intervenção cirúrgica causará uma resposta inflamatória aguda., assim é previsto que o 
paciente apresentará dor, edema e limitação da função. 
 O tratamento da dor instalada é mais difícil, pois já foram desencadeados os mecanismos 
envolvidos na sensibilidade dolorosa. 
 Portanto, é melhor tratar a dor antes que ela inicie. O esquema de tratamento deve ser de doses 
fixas. 
 Analgesia preemptiva: prescrever um analgésico antes do procedimento cirúrgico. 
 Analgesia preventiva: uso do analgésico após o procedimento cirúrgico, quando o paciente ainda 
está sob o efeito da anestesia. 
 Possuem ação analgésica, anti-inflamatória e antipirética (controle da temperatura) 
 Após um procedimento cirúrgico, a dor dura 48h, tendo pico em 6 a 8h após (dor aguda) 
 O edema, alcança pico máximo em 72h 
 Em cirurgia bucodental, a prescrição de aines e analgésicos não deve ultrapassar 3 dias. 
 
 
 
TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA EM133 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Se o paciente relatar dor intensa e aumento de edema após esse período, o profissional deverá 
suspeitar de alguma complicação. 
Efeitos Adversos e Interações: 
 Gastrointestinais: náuseas, vômitos, úlceras gástricas 
 Hepatotóxico: em altas doses tem risco de causar doença hepática fulminante 
 Nefropata: retenção de água, diinuindo a taxa de filtração glomerular 
 Anticoagulante: potencializa o efeito = risco de hemorragia 
 A duração na odontologia quase sempre é curta, portanto, a incidência de efeitos adversos 
significativos é rara. 
 O analgésico mais usado no mundo 
 Tem atividade analgésica e antitérmica em doses de 500mg de 6/6h 
 Ação anti-inflamatória em doses de 1000mg de 6/6h 
 Em pequenas doses (40 – 100mg), inibe a agregação plaquetária 
 Pouco usado na cirurgia devido a sua ação antiagregante plaquetária pronunciada. 
 Ação analgésica e antitérmica 
 Praticamente não tem ação anti-inflamatória (ele não diminui o edema por exemplo) 
 Seguro para gestantes e lactantes 
 Dose máxima de 3,25g 
 750mg de 6/6h 
 500mg de 4/4h 
 Não possui efeitos gastrointestinais nem plaquetários 
 Hepatotóxico! Evitar uso concomitante com bebidas alcóolicas 
 Ação analgésica e antitérmica 
 Evitar em pacientes com doenças sanguíneas pois pode causar anemia aplástica e agranulocitose 
 Deve ser evitada em gestantes e lactantes 
 Diminuição da pressão arterial 
 500mg ou 1g de 6/6h 
 Dose máxima de 4g/Kg 
 Mais eficiente que o paracetamol em pós-operatório de exodontias 
 Deprimem os nociceptores 
 É mais eficaz no controle da dor já instalada 
 
 
 
 
 
 
134 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Derivado do ácido propiônico 
 Doses baixas (200mg) não tem ação anti-inflamatória 
 Dos que possuem ação anti-inflamatória, é o único liberado para o uso infantil 
 são distribuídos em postos de saúde 
 600mg de 6/6h 
 Derivado do ácido propiônico 
 Naproxeno: 500mg de 12/12h 
 Cetaprofeno: 50mg de 8/8h 
 Anti-inflamatório com ação analgésica 
muito boa 
 Comercialmente temos o Toragesic 
 Controle da dor moderada a intensa 
 Possui razoável ação anti-inflamatória e 
antipirética 
 Administrado via sublingual 
 Possui potência analgésica semelhante 
aos opioides 
 10mg de 2 a 4 vezes dia (mais comum de 
8/8h) 
 Efeito gastrointestinal mais intenso: Risco 
de úlcera gástrica 
 Não usar por mais de 5 dias 
 Cuidado com idosos 
 Diclofenaco 
o Possui efeitos gastrointestinais em 
20% dos pacientes 
o Não recomendado para gestantes 
o Bloqueia e deprimem os 
nociceptores 
o 50mg de 8/8h 
o Tenoxicam 
o Pode ser usado intravenoso e via 
oral 
o 20mg de 12/12h 
 
 Nimesulida 
o Menos efeitos adversos devido a 
seletividade COX-2 (relacionada 
com a inflamação) 
o Possui ação analgésica, 
anti0inflamatória e antipirética 
o Retirado do mercado em alguns 
países devido à alta 
hepatotoxicidade 
Em uma cirurgia de 3°Molar, podemos prescrever Dipirona + Nimesulida 
 Não se deve prescrever nimesulida + paracetamol devido a hepatotoxicidade de ambos 
 Para pacientes alérgico, podemos substituir a dipirona por paracetamol 
Outros AINES preferencialmente COX-2 
 Meloxicam: 7,5mg de 12/12h ou 15mg diário 
 Etodolaco: 400mg de 8/8h ou 500mg de 12/1h (flancox) 
 
 
 
135 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 São altamente seletivos COX-2 
 Possui poucos efeitos gastrointestinais 
 No entanto, o uso crônico pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares como infarto, AVC e 
hipertensão arterial 
 Não possui ação anti-inflamatória superior aos não seletivos COX-2 
 Apenas para pacientes com risco elevado de úlcera gástrica (única indicação) 
 Não deve ser usado nos pacientes que usam AAS, stents, ou que possuem história de infarto 
 Exemplo: celebra, arcoxia 
 São da família da morfina 
 Os mais usados na odontologia são a 
codeína e o tramadol 
 Receituário especial 
 Tramadol: 100mg de 6/6h 
 Codeína (tylex): 30mg ou 7,5mg de 6/6h 
(máximo de 240mg por dia) 
 Efeitos adversos: 
 Náuseas e vômitos 
 Constipação 
 Depressão respiratória 
 Antitussígenos 
 Causa dependência e tolerância 
 Possuem as mesmas indicações dos AINES 
 Mais seguros para: 
o Gestantes 
o Diabéticos 
o Hipertensos 
o Nefropatas 
o Hepatopatas 
 Não são tão efetivos no controle da dor 
quanto os AINES 
 Indicados em casos de alergias aos AINES 
 Possuem o uso em dose única ou por 
tempo restrito 
 Usados preferencialmente pela manhã: 
o Maiores níveis de cortisol 
o Menor interferência no eixo 
hipotálamo – hipófise – adrenal 
 Contra-indicações: 
o Herpes 
o Doenças fúngicas 
o Doenças psicóticas 
o Tuberculose 
 Dexametasona: 4mg de 12/12h 
 Predinisona: 20mg de 8/8h 
 Uso prolongado: 
o Síndrome de Cushing 
o Face da lua 
o Ganho de peso 
o Hipertensão 
o Osteoporose 
o Glaucoma 
 Para pacientes alérgicos a AINES, pode-se 
prescrever Paracetamol + Dexametasona 
ou Prednisona 
 Para redução do edema: dexametasona 
8mg 1h antes da cirurgia 
Os antibióticos são substâncias químicas que têm a propriedade de inibir o crescimento de microrganismos 
patogênicos ou destruí-los. 
 Bactericida: mata as bactérias 
 Bacteriostático: inibe o crescimento 
 
 
136 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 É uma conduta importante apenas 
quando o paciente apresentar sinais 
indicativos de que as defesas 
imunológicas do hospedeiro não estão 
conseguindo, por si só, controlar a 
infecção. 
 
 
 Sinais e sintomas: 
o Edema importante 
o Limitação da abertura bucal 
o Linfadenite 
o Febre 
o Taquicardia 
o Falta de apetite 
o Disfagia 
o Mal-estar geral 
Amoxicilina 
 São betalactâmicos, bactericidas e atuam na parede celular 
 Ação contra cocos gram-positivos e bacilos gram-negativos 
 Primeira escolha na odontologia 
 Exemplos: 
o Penicilina G procaína 
o Penicilina G Benzatina 
o Penicilina V 
o Ampicilina 
 Na odontologia, a mais utilizada é a Amoxicilina 
 Posologia: 500mg de 8/8h ou 875mg de 12/12h 
 Profilaxia Antibiótica = prevenir uma infecção: 2g 1 hora antes do procedimento 
 Efeitos adversos: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréias. 
 Alergias são raras 
 Amoxicilina + Clavulonato de Potássio (clavulin): usado quando se espera bactérias resistentes 
produtoras de betalactamases (destrói o anel betalactâmico das penicilinas) 
 São betalactâmicos, bactericidas e atuam na ´parede celular 
 Possuem espectro de ação um pouco maior que as penicilinas 
 Mais resistentes a betalactmase 
 Exemplos: 
o 1ª Geração: cefadroxil, cefalexina, cefalotina, cefazolina 
o 2ª geração: cefaclor, cefuroxima, cefoxitina 
o 3ª geração: ceftriaxona, ceftazidima 
o 4ª geração: cefepima, cefpiroma 
 São bacteriostáticos: espectro de ação similar as penicilinas 
 Opção para alérgicos a penicilina 
 Baixa toxicidade (atuam nos ribossomos 70s) 
 Claritromicina, Eritromicina e Azitromicina 
 
137 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Posologia: 500mg de 24/24h 
 Efeitos adversos: podem causar arritmias cardíacas 
 Faz parte da família das lincosaminas 
 São bacteriostáticos: espectro de ação similar as penicilinas 
 Ação contra staphylococcus aureus e outras bactérias produtoras de betalactmases 
 Opção para alérgicos a penicilina (1ª opção) 
 Posologia: 300mg de 8/8h 
 Profilaxia: 600mg 1 h antes do procedimento 
 Efeitos adversos: colite pseudomembranosa (inflamação intestinal) 
 Nome comercial: flagyl 
 Utilizado também como antiparasitário 
 Bactericidas e extremamente eficaz contra os bacilos anaeróbios gram-negativos 
 Pode ser associado a amoxicilina quando há uma infecção com muitas bactérias anaeróbicas 
(presença de muita secreção purulenta, por exemplo) 
 Posologia: 400mg de 8/8h 
 Efeitos adversos: dor estomacal, náuseas, gosto metálico, efeito dissulfiram 
 A inicidência de infecção nas cirurgias de 3º molares, quando executadas por especialista é de 
menos de 1% 
 Se as medidas de assepsia forem seguidas à risca, a profilaxia parece não estar indicada 
 Deve-se analisar as particularidades do caso: 
 Anamnesedo perfil do paciente 
 Grau de complexidade e tempo de duração 
 História prévia de pericoronarite 
 Uso de antibiótico em cirurgia odontológica não deve ser instituía de forma rotineira 
 Ou seja, não se deve utilizar antibióticos após todas as exodontias 
 Tata-se de uma infecção grave do endocárdio e que afeta sobretudo as válvulas cardíacas, podendo 
levar a morte. 
 Alguns procedimentos odontológicos podem causar bacteremia (aumento da quantidade de 
bactérias na corrente sanguínea) 
 
 Pacientes que devem receber profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos: 
1. Portador de válvulas cardíacas protéticas 
2. Material protético usado nos reparos de válvulas cardíacas 
3. Endocardite bacteriana prévia 
4. Cardiopatia congênita cianótica complexa 
5. Transplante cardíaco com válvulas anormais 
 
138 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Todo procedimento que manipule o tecido dentogengival, pode provocar endocardite em pacientes 
susceptíveis. 
Procedimentos: 
1. Exodontia 
2. Procedimentos 
periodontais 
3. Colocação de bandas 
ortodônticas 
4. Anestesia 
intraligamentar 
5. Profilaxia dentaria 
Protocolo De Profilaxia Antibiótica Para Endocardite 
situação Esquema antibiótico 
Esquema Padrão 
Adulto: Amoxicilina 2g 1h Antes 
Criança: Amoxicilina 50mg/Kg 1h Antes 
Incapacidade De Tomar 
Medicação Oral 
Adulto: Ampicilina EV/IM 2g 30min Antes 
Criança: Ampicilina 50mg/Kg 30min Antes 
Alergia À Penicilina 
Claritromicina (Adulto: 500mg 1h Antes); (Criança: 15mg/Kg 1h Antes) 
Cefalexina (Adulto: 2g 1h Antes); (Criança: 50mg/Kg 1h Antes) 
Clindamicina (Adulto: 600mg 1h Antes); (Criança: 20mg/Kg 1h Antes) 
Alergia À Penicilina E 
Incapacidade De Tomar 
Medicação Oral 
Clindamicina EV (Adulto: 600mg 30min Antes); (Criança: 20mg/Kg 30min 
Antes) 
Cefazolina EV (Adulto: 1g 30min Antes); (Criança: 25mg/Kg 3omin Antes) 
 
Fatores que geram ansiedade na odontologia: 
1. Experiências negativas anteriores 
2. Intercorrências com amigos e parentes 
3. Visão de sangue, agulha, instrumental 
4. Sons e vibrações do “motor” 
5. Sensação inesperada de dor 
Benzodiazepínicos 
 Apesar da comprovada eficácia e segurança clínica, muitos dentistas ainda apresentam certa 
resistência e insegurança ao prescrever benzodiazepínicos 
 O principal motivo provavelmente é a falta de conhecimento da sua farmacologia 
 Além de controlar a ansiedade, tornando o paciente mais cooperativo: 
o Reduz fluxo salivar 
o Reflexo de vômito 
o Causa relaxamento muscular 
o Mantém a pressão arterial controlada 
Efeitos Colaterais 
 Os benzodiazepínicos apresentam baixa incidência de efeitos colaterais, particularmente quando 
empregados em dose única ou por temo restrito. 
 Sonolência 
 
139 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Amnésia anterógrada 
 Efeito paradoxal (o paciente ficar muito agitado) 
Exemplos de Benzodiazepínicos: 
 Diazepam 
 Lorazepam 
 Alprazolam 
 Midazolam (7,5mg ou 15mg) 
 Triazolam 
Cuidados Adicionais 
Os pacientes devem ser orientados a comparecer às consultas acompanhados. 
Protocolo 1 
 Exodontia simples de resto radicular do 14 
 Cirurgia sem intercorrências, com pouca morbidade 
 Paciente com história de AVC, hipertensão e ansiedade ao ir no dentista 
Pré-Operatório 
1. Midazolam antes do procedimento e/ou uso do óxido nitroso 
Pós-Operatório 
2. Dipirona 500mg (tomar um comprimido de 6/6h por 3 dias) 
3. Clorexidina 0,12% (bochechar 5ml de 12/12h por 7 dias) 
Como é uma cirurgia simples, não precisa prescrever antibiótico nem anti-inflamatório. Em todos os 
casos é necessário prescrever o bochecho de Clorexidina. 
Protocolo 2 
 Exodontia simples de resto radicular do 14 
 Cirurgia sem intercorrências, com pouca morbidade 
 Paciente com doença cardíaca congênita e alérgico a dipirona 
Pré-Operatório: 
1. Amoxicilina 500mg (tomar 4 comprimidos 1h antes) 
Pós-Operatório: 
2. Paracetamol 750mg (tomar 1 comprimido de 6/6h por 3 dias) 
3. Clorexidina 0,12% (bochechar 10ml de 12/12hpor 7 dias) 
Protocolo 3 
 Exodontia 3º molar horizontal incluso 
 Precisou realizar osteotomia 
 A cirurgia durou 1h 
Pré-Operatório: 
 
140 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
1. Dexametasona 4mg (tomar 02 comprimidos 1h antes da cirurgia) – não é obrigatório, porém reduz 
bastante o edema pós-operatório 
Pós-Operatório: 
1. Dipirona 500mg (tomar 1 comprimido de 6/6h por 3 dias) 
2. Nimesulida 100mg (tomar 1 comprimido de 12/12h por 3 dias) 
3. Amoxicilina 500mg (tomar 1 comprimido de 8/8h por 3 a 7 dias) 
4. Clorexidina 0,12% (bochechar 10ml de 12/12h por 7 dias) 
Para cirurgia de 3° molar é imprescindível prescrever analgésico, anti-inflamatório e o bochecho com 
clorexidina! 
Protocolo 4 
 Exodontia simples dos dentes 14, 15 e 16 
 Cirurgia sem intercorrências, morbidade moderada 
 História médica sem alterações importantes 
 
1. Dipirona 500mg (tomar 1 comprimido de 6/6h por 3 dias) 
2. Etodolaco 500mg (tomar 1 comprimido de 12/12h por 3 dias) 
3. Clorexidina 0,12% (bochechar 10ml de 12/12h por 7 dias) – uso tópico em cavidade oral 
 
Protocolo 5 
 Exodontia simples dos dentes 14, 15 e 16 
 Cirurgia sem intercorrências, morbidade moderada 
 Paciente alérgico a dipirona e todos os AINES 
 
1. Paracetamol 500mg (tomar 1 comprimido de 6/6h por 3 dias) 
2. Prednisona 20mg (tomar 1 comprimido de 8/8h por 3 dias) ou Dexametasona (tomar 1 comprimido 
de 12/12h por 3 dias) 
3. Clorexidina 0,12% (bochechar 10ml de 12/12h por 7 dias) 
Exodontias por via alveolar (unitárias ou múltiplas) e pequenas cirurgias de 
tecidos moles 
Expectativa do operador: 
 desconforto ou dor de intensidade leve no período pós-operatório. 
Cuidados pré-operatórios: 
 remoção de cálculos grosseiros e de placa dentária por meio de raspagem e aplicação de jato de 
bicarbonato de sódio (ou com o auxílio de pedra-pomes e taça de borracha). 
 
141 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Sedação mínima: 
 considerar para pacientes cuja ansiedade e apreensão não podem ser controladas por métodos 
não farmacológicos. 
 Administrar midazolam 7,5 mg ou alprazolam 0,5 mg, 30 min antes do atendimento. 
Antissepsia intrabucal: 
 Orientar o paciente a bochechar vigorosamente com 15 ml de uma solução aquosa de digluconato 
de clorexidina 0,12%, por ~ 1 min. 
Antissepsia extrabucal: 
 Solução aquosa de digluconato de clorexidina 2%. 
Anestesia local: 
 Na maxila: infiltração com lidocaína 2% ou articaína 4%, associadas a epinefrina 1:100.000. 
 Evitar a articaína nos bloqueios regionais. 
 Na mandíbula: bloqueio regional com lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000, que pode ser 
complementado pela infiltração local de articaína 4% com epinefrina 1:200.000. 
 Na contraindicação da epinefrina, optar pela solução de prilocaína 3% com felipressina 0,03 ui/ml. 
Analgesia preventiva: 
 Administrar dipirona 500 mg a 1 g (20-40 gotas) ao término da intervenção, ainda no ambiente do 
consultório. 
 Prescrever as doses de manutenção, com intervalos de 4 h, por um período de 24 h pós-operatórias. 
 Caso a dor persista, orientar o paciente para que entre em contato com o dentista e receba novas 
orientações ou compareça ao consultório. 
 O paracetamol 750 mg (a cada 6 h) ou o ibuprofeno 200 mg (a cada 6 h) são analgésicos 
alternativos no caso de intolerância à dipirona. 
Exodontias por via não alveolar (ostectomia e odontossecção) e cirurgias pré-
protéticas com descolamento tecidual extenso, remoção de dentes inclusos e/ou 
impactados 
Expectativa do operador: 
 Dor moderada a intensa, acompanhada de edema inflamatório e limitação da função 
mastigatória. 
Cuidados pré-operatórios: 
 Remoção de cálculos grosseiros e de placa dentária por meio de raspagem e aplicação de jato de 
bicarbonato de sódio (ou com o auxílio de pedra-pomes e taça de borracha). 
Sedação mínima: 
 Considerar para pacientes cuja ansiedade e apreensão não podem ser controladas por métodos 
não farmacológicos. 
 Administrar midazolam 7,5 mgou alprazolam 0,5 mg, 30 min antes do atendimento. 
 
142 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Profilaxia antibiótica sistêmica: 
 Não é necessária para a grande maioria dos pacientes imunocompetentes. 
 Pode ser indicada quando há relato de história prévia de pericoronarite. Nesse caso, administrar 
1g de amoxicilina, 1 h antes da intervenção. 
 Clindamicina 300 mg para alérgicos à penicilina. 
Antissepsia intrabucal: 
 Orientar o paciente a bochechar vigorosamente com 15 ml de uma solução aquosa de digluconato 
de clorexidina 0,12%, por ~ 1 min. 
Antissepsia extrabucal: 
 Solução aquosa de digluconato de clorexidina 2%. 
Analgesia perioperatória: 
 Prescrever 4-8 mg de dexametasona (1-2 comprimidos de 4 mg), a serem tomados 1 h antes da 
intervenção. 
 Administrar 1 g (40 gotas) de dipirona sódica imediatamente após o final do procedimento. 
 Prescrever 500 mg (20 gotas) a cada 4 h, pelo período de 24 h. 
 Caso a dor persista após esse período, prescrever nimesulida 100 mg por via oral ou cetorolaco 10 
mg sublingual, a cada 12 h, pelo período máximo de 48 h. 
Anestesia local: 
 Intervenções na maxila técnica infiltrativa ou bloqueio regional com solução de lidocaína 2% com 
epinefrina 1:100.000. 
 A anestesia pode ser complementada pela infiltração de articaína 4% com epinefrina 1:200.000. 
 Intervenções na mandíbula – bloqueio regional com lidocaína 2% com epinefrina com 1:100.000, 
complementado pela infiltração local de articaína 4% com epinefrina 1:200.000. 
Cuidados pós-operatórios: 
 Orientar a higienização do local, por meio de escovação cuidadosa. 
 Orientar o paciente a bochechar 15 ml de uma solução aquosa de digluconato de clorexidina 
0,12%, pela manhã e à noite, até a remoção da sutura (~ 5-7 dias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
143 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Princípios de Cirurgia 
 Procedimentos eletivos: que são marcados antecipadamente 
 Procedimentos de urgência: casos em que o paciente deve ser atendido o mais rápido possível, mas 
sem risco de vida. 
 Procedimentos de emergência: situações que colocam a vida do paciente em risco 
 Anamnese + Exame físico + exames complementares: evitam 90% das emergências médicas 
 Quando mais acontece é durante as cirurgias ou durante a anestesia 
 Síncope/Lipotimia 
 Hipotensão ortostática 
 Hipoglicemia 
 Asma 
 Alergia 
 Hiperventilação 
 Obstrução das vias 
aéreas 
 Convulsões 
 Angina/Infarto 
 Crise hipertensiva 
 AVE/AVC 
 Causa mais comum de perda da consciência no consultório 
 Incidência maior em homem, adultos jovens. Raros em crianças 
Tipos De Síncope: 
 Vasovagal 
o A mais comum 
o Desencadeada por fatores emocionais (ansiedade aguda, dor repentina e inesperada, visão de 
sangue, visão da seringa ou agulha, etc.) ou não emocionais (fome, debilidade física, ambiente 
quente e úmido). 
o É precedida de sinais sugestivos de reação vagal, tais como palidez cutânea, sudorese fria, 
fraqueza, bradicardia, respiração superficial, pulso fino e queda da pressão arterial. 
 Do seio carotídeo 
o Certos indivíduos apresentam alta sensibilidade do seio carotídeo e, diante de uma leve 
compressão (causada por estímulos externos, como o ajustar da gravata ou o abotoar de um 
botão da camisa), podem sofrer queda brusca da pressão arterial e desmaio. 
o Pode ocorrer na clínica odontológica, caso o profissional apoie sua mão ou cotovelo na região do 
pescoço. 
o Esse tipo de síncope é raro e incide predominantemente em idosos 
 Vasodepressora 
o Ocorre em indivíduos com “pavor” à cadeira do dentista. 
o A reação de adaptação ao estresse prepara o organismo para “lutar ou fugir”, aumentando o fluxo 
sanguíneo para os músculos esqueléticos. 
o Quando a vasodilatação periférica é acompanhada de uma diminuição da frequência cardíaca o 
débito cardíaco inadequado resulta na perda de consciência 
 Associada a arritimias e insuficiência cardíaca 
 
 
 
 
Emergências médicas 
 
144 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Lipotimia: 
 Mal estar generalizado, palidez, sudorese 
 Impressão angustiante de que vai desmaiar 
 Não há perda da consciência 
 Pode ser chamado de pré-síncope 
Síncope: 
 Há queda na pressão arterial (sangue na periferia) 
 Decréscimo do fluxo sanguíneo cerebral 
 Palidez intensa, taquicardia, perda da consciência 
Como Prevenir: 
 Avaliar o grau de ansiedade do paciente 
 Protocolo de redução de ansiedade 
 Evitar estímulos visuais 
 Tranquilizar verbalmente 
 Orientar o paciente a se alimentar antes 
das consultas, pois o estado de jejum 
predispõe à hipoglicemia 
 Sempre que possível, posicione a cadeira 
de modo que o paciente fique deitado de 
costas (posição supina) ou ao menos com 
a cadeira semi-inclinada 
 Evite estímulos visuais estressores (sangue, 
seringas e agulhas, instrumental cirúrgico, 
limas endodônticas, brocas, componentes 
de implantes, etc.) 
 Faça com que a anestesia local seja o 
menos traumática possível, evitando a dor 
no local da punção pelo uso correto do 
anestésico tópico 
 Escolha a solução anestésica e a técnica 
que proporcionem anestesia local 
perfeita, 
Como Agir? 
 Interromper o atendimento 
 Avalie o grau de consciência por meio de 
estímulo físico 
 Colocar o paciente em posição supina e 
pernas elevadas 
 Afrouxe as roupas 
 Monitorize a respiração e o pulso 
 Aguarde 2 a 3 minutos para que haja a 
melhora do mal-estar ou mesmo a 
recuperação da consciência. 
 Após a recuperação, aguarde 10 a 15 
minutos para poder dispensá-lo, 
 Se a recuperação da consciência não 
ocorrer após 3 minutos, solicite samu 
 Enquanto aguarda, administre oxigênio e 
monitorize os sinais vitais. 
 Monitorar os sinais vitais: 
o Oximetria 
o Pressão arterial 
o Vias aéreas e frequência respiratória 
o Oxigênio 
 Segunda maior causa de perda da consciência 
 Ocorre quando o paciente fica muito tempo na posição supina (acumulando sangue nos membros 
inferiores), e ao se levantar o sangue não é redirecionado suficientemente rápido, causando uma 
queda brusca da pressão arterial (isquemia cerebral). 
 
145 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tontura ou perda da consciência 
Como Prevenir? 
 Mais atenção e cuidado nos pacientes de 
risco 
 Coloque a cadeira semi inclinada e 
aguarde 2min 
 Peça para se levantar lentamente e fique 
por perto 
Como Agir? 
 Colocar o paciente na posição supina 
elevando as pernas 
 Verificar os sinais vitais 
Hiperglicemia 
 Não é uma situação de emergência (problemas a longo prazo, mas pode causar cetoacidose) 
 Causas da hiperglicemia: 
o Insulina insuficiente 
o Dieta com excessos de doces 
o Infecção 
o Estresse 
Hipoglicemia 
 Glicose sérica abaixo de 60mg/dL (é considerado uma emergência) 
 Embora provoque vários sintomas, o problema da hipoglicemia é o fornecimento inadequado de 
glicose ao cérebro, com prejuízo em suas funções, variando desde um discreto mal-estar até o coma 
e, mais raramente, a morte. 
 Pode ocorrer com pessoas saudáveis 
 Mais comum em pessoas com diabetes tipo 1 (insulino-dependente) – doses de insulina mais altas 
que a quantidade de glicemia do paciente naquele momento 
Causas Da Hipoglicemia: 
 Excesso de insulina 
 Paciente que não se alimentou corretamente 
 Consumo excessivo de álcool 
Sinais E Sintomas: 
 Cefaléia 
 Alterações de humor 
 Perda de consciência 
 Visão turva 
 Confusão mental 
 Náuseas 
 Diaforético 
 Letárgico 
 Palidez 
 Fome 
 Salivação 
 Ronco 
 Convulsão 
 Dificuldade de respirar 
 Coma 
 Não há ordem 
cronológica. As 
manifestações variam 
de acordo com idade e 
severidade da 
hipoglicemia 
Como Prevenir? 
 
146 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Certifique-se que o paciente se alimentou 
 No atendimento de diabéticos, procure obter o máximo de informações sobre o controle da doença: 
resultados do último exame de glicemia ou da hemoglobina glicada, medicação de uso contínuo, 
história de complicações recentes, etc. 
 Investigue episódiosanteriores de hipoglicemia 
 Conheça o controle da doença (peça exames antigos, conheça os medicamentos que ele usa, 
pergunte sobre última consulta com médico) 
 Nunca modifique a dose ou posologia das medicações do paciente 
 Atenda pela manhã e em sessões curtas 
 
Confirmação do diagnóstico de hipoglicemia por glicosímetro 
Como Agir? 
 Paciente consciente: 
o Oferecer alguma fonte de glicose 
o Aferir glicemia 
 Paciente inconsciente: 
o Avalie sinais vitais e libere as vias aéreas 
o Chamar o samu 
o Colocar alguma fonte de glicose líquida sublingual ou nos lábios inferiores 
o Pode ser aplicada glicose intravenosa: 10ml de glicose 25%IV 
o 1mg de Glucagon IM 
 
 Resposta exagerada do sistema imunológico à exposição de algum antígeno 
 Durante a consulta inicial, os pacientes devem ser questionados sobre seu histórico de alergias a 
medicamentos. 
 Perguntar especificamente sobre os medicamentos que pretendem utilizar nos procedimentos. 
Choque Anafilático: 
 Uma reação sistêmica aguda geralmente explosiva, mediada por igE 
 Ocorre quando indivíduos previamente sensibilizados entram novamente em contato com o 
antígeno, sendo os mais comuns: soros heterólogos, enzimas parenterais, derivados sanguíneos, 
antibióticos β-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) e picadas de insetos. 
Como Prevenir? 
 Identificar os pacientes de risco à alergia por meio da anamnese; 
 
147 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Solicitar avaliação médica no caso de pacientes com história de alergia a medicamentos ou 
portadores de doenças de fundo alérgico; 
 Em pacientes com história de alergia a fármacos específicos, fazer a substituição por medicamentos 
alternativos (alergia às penicilinas, usar clindamicina, claritomicina ou azitromicina) 
 Quando for prescrever penicilinas e cefalosporinas, dar preferência às preparações para uso por 
via oral, pois os fenômenos alérgicos estão mais associados às formas injetáveis desses antibióticos; 
 Nos asmáticos, evitar prescrever a aspirina e os anti-inflamatórios não esteroides, substituindo-os 
por dipirona sódica e corticosteroides, como a dexametasona ou betametasona; 
 No caso de sensibilidade ao látex, substituir as luvas, o lençol de borracha e outros materiais por 
opções que não contenham esse produto; 
Podem Causar Alergias: 
 Látex (das luvas) 
 Bissulfito de sódio (conservante dos vasoconstritores) 
 Hipoclorito de sódio 
 Contaminantes dos anestésicos locais 
Sinais E Sintomas 
 Urticária/eritema 
 Angioedema (inchaço dos lábios e pálpebras) 
 Choque anafilático (alergia mais dramática, geralmente ocorre em minutos) 
Alergia aos AL: 
 Alergias aos anestésicos do tipo amida (lidocaína) são raríssimas ou inexistentes 
 Geralmente são reações psicogênicas ou de superdosagem 
 Alergias são frequentes em anestésicos do tipo éster: procaína, tetracaína e benzocaína 
 
COMPONENTES PROPRIEDADES 
Base anestésica Bloqueia a condução nervosa 
Vasoconstritor 
Diminui a velocidade de absorção e 
toxicidade do anestésico local 
Metilparabeno Preserva a solução (bacteriostático) 
Metabissulfito de 
sódio 
Impede a oxidação dos vasoconstritores 
adrenérgicos 
Cloreto de sódio Mantém a isotonicidade da solução 
Água destilada estéril É diluente 
 
Como Agir Em Alergias Leves A Moderadas? 
 Fornecer um comprimido antialérgico (50mg de prometazina IM ou VO): Imediatamente 
 Prescrever 2mg de Dexclorfeniramina (Polaramine ou Alegra) VO 8/8h por 24h 
 Administre carboidratos por via 
 
148 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Mantenha-o sob observação por 20 a 30 minutos, antes de dispensá-lo. 
Como Agir Em Alergias Severas – Choque Anafilático? 
 Ligar para o samu imediatamente 
 Mantenha-o deitado de costas, com os pés elevados. 
 Libere as vias aéreas e avalie a respiração e o pulso. 
 Coloque um sachê de açúcar líquido instantâneo debaixo da língua, ou entre o lábio e os dentes 
anteriores inferiores 
 Aplicação de adrenalina 0,5ml IM (a ampola tem 1ml, mas só se aplica metade) na coxa do paciente 
(músculo vastolateral – ação mais rápida- no deltóide, via sublingual) 
Epipen (caneta com adrenalina) 
Corpo estranho deglutido: 
 Maior frequência a epiglote serve como um tampão das vias aéreas 
 Geralmente passam pelo trato gastrointestinal sem danos 
 Radiografia de abdômen 
Corpo estranho aspirado: 
 O reflexo imediato é a tosse 
 Pode causar obstrução parcial ou total 
 Radiografia de tórax 
Pacientes De Risco: 
 Crianças e idosos 
 Obesos e gestantes 
 Sedados 
 Etilista 
 Desordens convulsivas 
 Deficiência mental 
 Macroglossia 
Como Agir? 
 Pedir pra tossir 
 Manobra de Heimlich 
o Essa manobra não está indicada em gestante, obesos e crianças abaixo de 1 ano 
 
149 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 É uma contratura muscular involuntária, provocada pelo aumento da atividade cerebral 
Causas: 
 Epilepsia 
 Hipoglicemia 
 Febre alta 
 Abstinência 
 Overdose de 
anestésicos 
Pontos De Gatilhos: 
 Luz (foco) 
 Barulhos (caneta) 
 Ansiedade 
 Privação de sono 
Como Agir? 
 Contenção e proteção de objetos próximos 
 Colocar o paciente em posição loteral (evitar aspiração de vômitos) 
 Aspiração potente (na face vestibular) 
 Liberar as vias aéreas (hiperextensão e tracionamento da mandíbula) 
 Colocar oxigênio (6 a 8 litros de oxigênio/minuto) 
 Chamar o samu 
 Para convulsões persistentes, aplicar Dormonid/Midazolam 2ml (10mg) IM 
 Atomizador nasal: 1ml em cada narina ou 0,2mg/Kg 
 
 
150 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
MEDICAMENTOS 
Ampola de Midazolam 5mg/ml 
Crise convulsiva, hiperventilação, 
crise de pânico, crise de ansiedade 
Ampola de Adrenalina 1:1000 Anafilaxia, hipoglicemia 
Ampola de Prometazina 
50mg/2
ml 
Alergias moderadas a severas 
Comprimido de Prometazina 25mg Alergias cutâneas leve a moderada 
Captopril 25mg Crise hipertensiva 
Salbutamol Spray (aerolim) ------------- Crise asmática 
Fonte de glicose (ampola de 
glicose 25% mel) 
------------- Hipoglicemia 
Glucagon 1mg Inconsciência em hiperglicemia 
Asprina 100mg Infarto 
 
 
 
 
EQUIPAMENTOS E MATERIAIS 
Glicosímetro 
Oxímetro 
Monitor de P.A 
Garrote (para punção intravenosa) 
Máscara de ventilação 
Seringa de 1/3 e 5ml 
Atomizador nasal 
Cilindro de oxigênio 
Cânulas de Guedel 
 
151 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
Princípios de Cirurgia 
 Procedimentos eletivos: que são marcados antecipadamente 
 Procedimentos de urgência: casos em que o paciente deve ser atendido o mais rápido possível, mas 
sem risco de vida. 
 Procedimentos de emergência: situações que colocam a vida do paciente em risco 
 Anamnese + Exame físico + exames complementares: evitam 90% das emergências médicas 
 Quando mais acontece é durante as cirurgias ou durante a anestesia 
 Síncope/Lipotimia 
 Hipotensão ortostática 
 Hipoglicemia 
 Asma 
 Alergia 
 Hiperventilação 
 Obstrução das vias 
aéreas 
 Convulsões 
 Angina/Infarto 
 Crise hipertensiva 
 AVE/AVC 
 Causa mais comum de perda da consciência no consultório 
 Incidência maior em homem, adultos jovens. Raros em crianças 
Tipos De Síncope: 
 Vasovagal 
o A mais comum 
o Desencadeada por fatores emocionais (ansiedade aguda, dor repentina e inesperada, visão de 
sangue, visão da seringa ou agulha, etc.) ou não emocionais (fome, debilidade física, ambiente 
quente e úmido). 
o É precedida de sinais sugestivos de reação vagal, tais como palidez cutânea, sudorese fria, 
fraqueza, bradicardia, respiração superficial, pulso fino e queda da pressão arterial. 
 Do seio carotídeo 
o Certos indivíduos apresentam alta sensibilidade do seio carotídeo e, diante de uma leve 
compressão (causada por estímulos externos, como o ajustar da gravata ou o abotoar de um 
botão da camisa), podem sofrer queda brusca da pressão arterial e desmaio. 
o Pode ocorrer na clínica odontológica, caso o profissional apoie sua mão ou cotovelo na região do 
pescoço. 
o Esse tipo de síncope é raro e incide predominantementeem idosos 
 Vasodepressora 
o Ocorre em indivíduos com “pavor” à cadeira do dentista. 
o A reação de adaptação ao estresse prepara o organismo para “lutar ou fugir”, aumentando o fluxo 
sanguíneo para os músculos esqueléticos. 
o Quando a vasodilatação periférica é acompanhada de uma diminuição da frequência cardíaca o 
débito cardíaco inadequado resulta na perda de consciência 
 Associada a arritimias e insuficiência cardíaca 
 
 
 
 
Emergências médicas 
 
152 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
Lipotimia: 
 Mal estar generalizado, palidez, sudorese 
 Impressão angustiante de que vai desmaiar 
 Não há perda da consciência 
 Pode ser chamado de pré-síncope 
Síncope: 
 Há queda na pressão arterial (sangue na periferia) 
 Decréscimo do fluxo sanguíneo cerebral 
 Palidez intensa, taquicardia, perda da consciência 
Como Prevenir: 
 Avaliar o grau de ansiedade do paciente 
 Protocolo de redução de ansiedade 
 Evitar estímulos visuais 
 Tranquilizar verbalmente 
 Orientar o paciente a se alimentar antes 
das consultas, pois o estado de jejum 
predispõe à hipoglicemia 
 Sempre que possível, posicione a cadeira 
de modo que o paciente fique deitado de 
costas (posição supina) ou ao menos com 
a cadeira semi-inclinada 
 Evite estímulos visuais estressores (sangue, 
seringas e agulhas, instrumental cirúrgico, 
limas endodônticas, brocas, componentes 
de implantes, etc.) 
 Faça com que a anestesia local seja o 
menos traumática possível, evitando a dor 
no local da punção pelo uso correto do 
anestésico tópico 
 Escolha a solução anestésica e a técnica 
que proporcionem anestesia local 
perfeita, 
Como Agir? 
 Interromper o atendimento 
 Avalie o grau de consciência por meio de 
estímulo físico 
 Colocar o paciente em posição supina e 
pernas elevadas 
 Afrouxe as roupas 
 Monitorize a respiração e o pulso 
 Aguarde 2 a 3 minutos para que haja a 
melhora do mal-estar ou mesmo a 
recuperação da consciência. 
 Após a recuperação, aguarde 10 a 15 
minutos para poder dispensá-lo, 
 Se a recuperação da consciência não 
ocorrer após 3 minutos, solicite samu 
 Enquanto aguarda, administre oxigênio e 
monitorize os sinais vitais. 
 Monitorar os sinais vitais: 
o Oximetria 
o Pressão arterial 
o Vias aéreas e frequência respiratória 
o Oxigênio 
 Segunda maior causa de perda da consciência 
 Ocorre quando o paciente fica muito tempo na posição supina (acumulando sangue nos membros 
inferiores), e ao se levantar o sangue não é redirecionado suficientemente rápido, causando uma 
queda brusca da pressão arterial (isquemia cerebral). 
 
153 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Tontura ou perda da consciência 
Como Prevenir? 
 Mais atenção e cuidado nos pacientes de 
risco 
 Coloque a cadeira semi inclinada e 
aguarde 2min 
 Peça para se levantar lentamente e fique 
por perto 
Como Agir? 
 Colocar o paciente na posição supina 
elevando as pernas 
 Verificar os sinais vitais 
Hiperglicemia 
 Não é uma situação de emergência (problemas a longo prazo, mas pode causar cetoacidose) 
 Causas da hiperglicemia: 
o Insulina insuficiente 
o Dieta com excessos de doces 
o Infecção 
o Estresse 
Hipoglicemia 
 Glicose sérica abaixo de 60mg/dL (é considerado uma emergência) 
 Embora provoque vários sintomas, o problema da hipoglicemia é o fornecimento inadequado de 
glicose ao cérebro, com prejuízo em suas funções, variando desde um discreto mal-estar até o coma 
e, mais raramente, a morte. 
 Pode ocorrer com pessoas saudáveis 
 Mais comum em pessoas com diabetes tipo 1 (insulino-dependente) – doses de insulina mais altas 
que a quantidade de glicemia do paciente naquele momento 
Causas Da Hipoglicemia: 
 Excesso de insulina 
 Paciente que não se alimentou corretamente 
 Consumo excessivo de álcool 
Sinais E Sintomas: 
 Cefaléia 
 Alterações de humor 
 Perda de consciência 
 Visão turva 
 Confusão mental 
 Náuseas 
 Diaforético 
 Letárgico 
 Palidez 
 Fome 
 Salivação 
 Ronco 
 Convulsão 
 Dificuldade de respirar 
 Coma 
 Não há ordem 
cronológica. As 
manifestações variam 
de acordo com idade e 
severidade da 
hipoglicemia 
Como Prevenir? 
 
154 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Certifique-se que o paciente se alimentou 
 No atendimento de diabéticos, procure obter o máximo de informações sobre o controle da doença: 
resultados do último exame de glicemia ou da hemoglobina glicada, medicação de uso contínuo, 
história de complicações recentes, etc. 
 Investigue episódios anteriores de hipoglicemia 
 Conheça o controle da doença (peça exames antigos, conheça os medicamentos que ele usa, 
pergunte sobre última consulta com médico) 
 Nunca modifique a dose ou posologia das medicações do paciente 
 Atenda pela manhã e em sessões curtas 
 
Confirmação do diagnóstico de hipoglicemia por glicosímetro 
Como Agir? 
 Paciente consciente: 
o Oferecer alguma fonte de glicose 
o Aferir glicemia 
 Paciente inconsciente: 
o Avalie sinais vitais e libere as vias aéreas 
o Chamar o samu 
o Colocar alguma fonte de glicose líquida sublingual ou nos lábios inferiores 
o Pode ser aplicada glicose intravenosa: 10ml de glicose 25%IV 
o 1mg de Glucagon IM 
 
 Resposta exagerada do sistema imunológico à exposição de algum antígeno 
 Durante a consulta inicial, os pacientes devem ser questionados sobre seu histórico de alergias a 
medicamentos. 
 Perguntar especificamente sobre os medicamentos que pretendem utilizar nos procedimentos. 
Choque Anafilático: 
 Uma reação sistêmica aguda geralmente explosiva, mediada por igE 
 Ocorre quando indivíduos previamente sensibilizados entram novamente em contato com o 
antígeno, sendo os mais comuns: soros heterólogos, enzimas parenterais, derivados sanguíneos, 
antibióticos β-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) e picadas de insetos. 
Como Prevenir? 
 Identificar os pacientes de risco à alergia por meio da anamnese; 
 
155 
 
APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Solicitar avaliação médica no caso de pacientes com história de alergia a medicamentos ou 
portadores de doenças de fundo alérgico; 
 Em pacientes com história de alergia a fármacos específicos, fazer a substituição por medicamentos 
alternativos (alergia às penicilinas, usar clindamicina, claritomicina ou azitromicina) 
 Quando for prescrever penicilinas e cefalosporinas, dar preferência às preparações para uso por 
via oral, pois os fenômenos alérgicos estão mais associados às formas injetáveis desses antibióticos; 
 Nos asmáticos, evitar prescrever a aspirina e os anti-inflamatórios não esteroides, substituindo-os 
por dipirona sódica e corticosteroides, como a dexametasona ou betametasona; 
 No caso de sensibilidade ao látex, substituir as luvas, o lençol de borracha e outros materiais por 
opções que não contenham esse produto; 
Podem Causar Alergias: 
 Látex (das luvas) 
 Bissulfito de sódio (conservante dos vasoconstritores) 
 Hipoclorito de sódio 
 Contaminantes dos anestésicos locais 
Sinais E Sintomas 
 Urticária/eritema 
 Angioedema (inchaço dos lábios e pálpebras) 
 Choque anafilático (alergia mais dramática, geralmente ocorre em minutos) 
Alergia aos AL: 
 Alergias aos anestésicos do tipo amida (lidocaína) são raríssimas ou inexistentes 
 Geralmente são reações psicogênicas ou de superdosagem 
 Alergias são frequentes em anestésicos do tipo éster: procaína, tetracaína e benzocaína 
 
COMPONENTES PROPRIEDADES 
Base anestésica Bloqueia a condução nervosa 
Vasoconstritor 
Diminui a velocidade de absorção e 
toxicidade do anestésico local 
Metilparabeno Preserva a solução (bacteriostático) 
Metabissulfito de 
sódio 
Impede a oxidação dos vasoconstritores 
adrenérgicos 
Cloreto de sódio Mantém a isotonicidade da solução 
Água destilada estéril É diluente 
 
Como Agir Em Alergias Leves A Moderadas? 
 Fornecer um comprimido antialérgico (50mg de prometazina IM ou VO): Imediatamente 
 Prescrever 2mg de Dexclorfeniramina (Polaramine ou Alegra) VO 8/8h por 24h 
 Administre carboidratospor via 
 
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APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 Mantenha-o sob observação por 20 a 30 minutos, antes de dispensá-lo. 
Como Agir Em Alergias Severas – Choque Anafilático? 
 Ligar para o samu imediatamente 
 Mantenha-o deitado de costas, com os pés elevados. 
 Libere as vias aéreas e avalie a respiração e o pulso. 
 Coloque um sachê de açúcar líquido instantâneo debaixo da língua, ou entre o lábio e os dentes 
anteriores inferiores 
 Aplicação de adrenalina 0,5ml IM (a ampola tem 1ml, mas só se aplica metade) na coxa do paciente 
(músculo vastolateral – ação mais rápida- no deltóide, via sublingual) 
Epipen (caneta com adrenalina) 
Corpo estranho deglutido: 
 Maior frequência a epiglote serve como um tampão das vias aéreas 
 Geralmente passam pelo trato gastrointestinal sem danos 
 Radiografia de abdômen 
Corpo estranho aspirado: 
 O reflexo imediato é a tosse 
 Pode causar obstrução parcial ou total 
 Radiografia de tórax 
Pacientes De Risco: 
 Crianças e idosos 
 Obesos e gestantes 
 Sedados 
 Etilista 
 Desordens convulsivas 
 Deficiência mental 
 Macroglossia 
Como Agir? 
 Pedir pra tossir 
 Manobra de Heimlich 
o Essa manobra não está indicada em gestante, obesos e crianças abaixo de 1 ano 
 
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APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
 
 É uma contratura muscular involuntária, provocada pelo aumento da atividade cerebral 
Causas: 
 Epilepsia 
 Hipoglicemia 
 Febre alta 
 Abstinência 
 Overdose de 
anestésicos 
Pontos De Gatilhos: 
 Luz (foco) 
 Barulhos (caneta) 
 Ansiedade 
 Privação de sono 
Como Agir? 
 Contenção e proteção de objetos próximos 
 Colocar o paciente em posição loteral (evitar aspiração de vômitos) 
 Aspiração potente (na face vestibular) 
 Liberar as vias aéreas (hiperextensão e tracionamento da mandíbula) 
 Colocar oxigênio (6 a 8 litros de oxigênio/minuto) 
 Chamar o samu 
 Para convulsões persistentes, aplicar Dormonid/Midazolam 2ml (10mg) IM 
 Atomizador nasal: 1ml em cada narina ou 0,2mg/Kg 
 
 
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APOSTILA INTRODUÇÃO A CIRURGIA ORAL MENOR 
MEDICAMENTOS 
Ampola de Midazolam 5mg/ml 
Crise convulsiva, hiperventilação, 
crise de pânico, crise de ansiedade 
Ampola de Adrenalina 1:1000 Anafilaxia, hipoglicemia 
Ampola de Prometazina 
50mg/2
ml 
Alergias moderadas a severas 
Comprimido de Prometazina 25mg Alergias cutâneas leve a moderada 
Captopril 25mg Crise hipertensiva 
Salbutamol Spray (aerolim) ------------- Crise asmática 
Fonte de glicose (ampola de 
glicose 25% mel) 
------------- Hipoglicemia 
Glucagon 1mg Inconsciência em hiperglicemia 
Asprina 100mg Infarto 
 
 
 
 
 
EQUIPAMENTOS E MATERIAIS 
Glicosímetro 
Oxímetro 
Monitor de P.A 
Garrote (para punção intravenosa) 
Máscara de ventilação 
Seringa de 1/3 e 5ml 
Atomizador nasal 
Cilindro de oxigênio 
Cânulas de Guedel 
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APOSTILA FEITA POR @DENTALOVES