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Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 PLASMA RICO EM PLAQUETAS (PRP) E FIBRINA RICA EM PLAQUETAS (PRF) NA HARMONIZAÇÃO FACIAL: Atribuições do Biomédico Grasielle Stefania de Oliveira1 Marjorie Hellen Sincaruk Kalid de Melo1 Raissa Niemayer2 RESUMO Introdução: O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é utilizado em diversas áreas médicas, sendo abordada como técnica para rejuvenescimento facial dentre os autores escolhidos. O PRF faz parte da segunda geração desses concentrados, de obtenção simplificada e sem a adição de produtos bioquímicos. Atualmente, esses concentrados se tornaram cada vez mais específicos, o que favoreceu sua utilização em diversas áreas, dentre elas vem sendo investigada como uma ferramenta para procedimentos estéticos na região orofacial. Objetivo: O objetivo deste artigo foi elencar os aspectos dos concentrados plaquetários, suas aplicações, modos de obtenção e a legislação correspondente ao seu uso e profissionais autorizados focando no biomédico. Método: O presente estudo possui caráter exploratório, com metodologia de revisão de literatura, pelo levantamento de artigos científicos e legislação vigente sobre a utilização do PRF e PRP na harmonização facial e as competências do biomédico. Resultados: O PRF e PRP constitui-se de uma matriz de fibrina e plaquetas respectivamente, que liberam numerosos mediadores pró-regenerativos. Porém o biomédico não habilitação para aplicação somente para coleta e preparo dos concentrados plaquetários. Conclusão: Palavras-chave: 1. Rejuvenescimento 2. Envelhecimento 3. Biomédico 4. Plaquetas 5. Fibrina 1. INTRODUÇÃO Importantes mudanças de valores na sociedade aconteceram no final do século XX, o homo politicus, ou o homo economicus, deu espaço ao homo estheticus. A valorização dos elementos estéticos passou a ser relevante e afetou o comportamento dos indivíduos em relação a sua beleza. Estudos dos elementos estéticos demonstram uma tendência histórica de intensificação do individualismo e de crescente sexualização da cultura. O corpo é visto como espetáculo e mercadoria, idealizando juventude e aceleração da tecnologização dos corpos. Corpo e moda passam a ser elementos essenciais do estilo de vida, determinando investimentos pessoais na preocupação com a aparência. Essa importância dada à própria aparência é fruto da vaidade do indivíduo, vem a ser a preocupação (e a percepção) com aparência e com conquistas. (STREHLAU; CLARO; LABAN NETO, 2015) 1 Acadêmicos 2 Tutor Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 O mercado estético atual conta com um arsenal de tratamentos estéticos não cirúrgicos e minimamente invasivos, destinados à hidratação, revitalização e rejuvenescimento da pele facial – objeto desse estudo, destinados a reduzir e reparar os danos causados pelo tempo, que causam insatisfação e podem abalar a autoestima. Dentre os procedimentos que mais se destacam, pode-se citar a aplicação de substâncias preenchedoras (como o preenchimento com o ácido hialurônico), que estimulam a produção do colágeno e que podem retardar ou evitar a opção por cirurgias estéticas invasivas e a terapia com o Plasma Rico em Plaquetas e Plasma Rico em Fibrinas. O aumento da expectativa de vida da população e a crescente preocupação com a aparência vem despertando, cada dia mais, o interesse pelos tratamentos destinados ao rejuvenescimento da pele, sobretudo quando estes são minimamente invasivos e eficazes. (SILVA; MUNIZ; BERGAMO, 2021) Os concentrados plaquetários são utilizados com finalidade terapêutica em seres humanos a mais de 60 anos, apresentando resultados promissores, visto que a obtenção destas plaquetas é feita a partir do sangue autógeno do paciente. O Plasma Rico em Plaquetas (PRP) resume-se em uma elevada concentração de plaquetas em um volume reduzido de plasma. É adquirido a partir da centrifugação de sangue autólogo, não induzindo, portanto, sem reação imunogênica, embora existam restrições de uso em pacientes com anemia ou saúde debilitada. (RIBEIRO, et al, 2015) A Fibrina Rica em Plaquetas (PRF) é um concentrado de plaquetas, autógeno e rico em plaquetas, linfócitos B, monócitos, células estaminais e neutrófilos, leucócitos e fatores de crescimentos, obtido por meio do próprio sangue do paciente centrifugado a baixas velocidades, e possui várias indicações na odontologia, como para a regeneração de tecidos lesionados; regeneração óssea; uso associado com outros materiais, como para enxertia óssea sendo uma alternativa ao PRP; na implantodontia, quando da imersão do implante dentário na I-PRF possibilitando, também, aumento da espessura gengival ao redor dos implantes; em reabilitação facial associada com outras técnicas estéticas; para a estética facial e rejuvenescimento facial.(DA COSTA, 2022) O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão integrativa de literatura e analisar estudos sobre a utilização do PRP e PRF como adjuvante na harmonização orofacial e as atribuições do biomédico consoante a aplicação do produto, suas legislações referentes a coleta e os profissionais autorizados para tal uso. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A pele é o maior órgão de revestimento complexo e heterogêneo que corresponde a cerca de 10 a 15% do peso total corporal e é composto essencialmente de três grandes camadas de tecido: a epiderme, derme e a hipoderme. O colágeno é o principal componente fibroso da derme que confere firmeza e elasticidade ao tecido conjuntivo e sua síntese ocorre a partir do fibroblasto. A proteína é formada por uma tripla hélice constituída por três cadeias polipeptídicas em feixes, obtendo uma grande força de tensão. O ser humano possui dezenove tipos de moléculas de colágeno, sendo o colágeno tipo I o que mais se destaca na pele adulta (80%) e o colágeno tipo III o mais encontrado na pele do embrião. (SILVA; CEZARETTI; SILVA, 2021) Deste modo, as rugas são alterações de pele originadas do envelhecimento cutâneo e são divididas em: estáticas, que são sulcos que não somem mesmo que não tenha uma movimentação da musculatura; dinâmicas, decorrente de expressões que o indivíduo faz e a gravitacional, provocadas pela gravidade e também pela flacidez que o próprio envelhecimento traz. (SILVA; CEZARETTI; SILVA, 2021). Inicialmente a utilização dos concentrados plaquetários nos procedimentos clínicos regenerativos surgiu pelo desejo dos cirurgiões em obter um biomaterial com melhores resultados no Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 processo de cicatrização, sendo assim, os fatores de crescimento sanguíneos se destacaram nas pesquisas por induzir melhora das feridas cirúrgicas. Deste modo, antes do desenvolvimento da PRF, o primeiro agregado plaquetário utilizado na tentativa de melhores resultados regenerativo foi o plasma rico em plaquetas (PRP) ou adesivos de fibrina. (LINS; BRANDÃO; ROCHA, 2021) De acordo com SILVA; CEZARETTI; SILVA, 2021, quando se trata de novas técnicas, o PRP consegue entregar resultados que vão atender as expectativas do paciente, levando a uma pele rejuvenescida, com aspecto e textura revigorada, pelo teor de fatores de crescimento que contém consigo e também por aumentar a produção de colágeno e fibronectina, estimulando a angiogênese. Já o PRF tem sido altamente utilizado para o processo regenerativo e cicatricial de tecidos que por sua vez contém seu concentrado de plaquetas isoladas do sangue periférico, sendo fonte de fatores de crescimento com capacidade de estimular a proliferação celular, angiogênese e a remodelação da matriz. O PRP foi descrito inicialmente por Lynch (1989), adotando nomeações como gel de plaquetas,plasma enriquecido em plaquetas, plasma autógeno rico em plaquetas e plasma rico em fatores de crescimento. Não há consenso sobre a definição de PRP. Alguns pesquisadores sugeriram que o PRP deve ser entendido como a fração com concentração de plaquetas de 3 a 7 vezes maior do que o nível normal. No entanto, a definição mais defendida atualmente é aquela que o caracteriza como um volume de plasma autólogo que contém uma concentração de plaquetas superior ao nível basal (150.000350.000/µL). Há variados métodos para obtenção do PRP em que diferentes concentrações e tempo de centrifugação podem ser empregados. Normalmente, as plaquetas são mantidas no plasma em uma concentração próxima de 150.000 a 400.000/mm3; no PRP essa concentração aumenta para 338%. (RIBEIRO, et al, 2015) Na área da medicina, os benefícios da utilização do PRP, principalmente em tratamentos ligados à estética, têm vindo a ser evidenciados com o aumento dos estudos nesta área, e respetivos resultados. O PRP é o resultado da manipulação de uma amostra de sangue previamente recolhida do paciente, no sentido de se conseguir atingir uma concentração plaquetária superior à amostra inicial, em que é importante notar-se que para além do seu aumento é necessário ser preservada a integridade e qualidades das plaquetas da amostra, de forma a não se perder as funções associadas. (DE SOUSA, 2020). Nas últimas 6 décadas, a utilização crescente de PRP nas ciências médicas tem sido uma realidade - aumentaram as pesquisas sobre este tema, e o sucesso clínico tem sido evidente. Primeiramente esta técnica foi utilizada no tratamento de algumas doenças sanguíneas, como a leucemia aguda e trombocitopenia, e após os anos 70 tornou-se mais relevante nos processos de cicatrização, principalmente através das colas de fibrina, que auxiliam a junção dos tecidos, após uma lesão. (DE SOUSA, 2020). Em 1989, Lynch nomeou o PRP como Plasma Rico em Fatores de Crescimento, Gel de Plaquetas, Plasma Autógeno Rico em Plaquetas e por fim Plasma Rico em Plaquetas, nomenclatura que se manteve até à atualidade. (VENDRAMIN, 2006) RIBEIRO, et al, 2015, diz que vários estudos aludem a eficácia do PRP na traumatologia, em cirurgias, doenças ortopédicas de origem metabólica, idiopática, autoimune, infecciosa, neoplásica, no tratamento de pseudoartroses, osteoartrites e, especialmente, tendinopatias e lesões ligamentosas, comuns em atletas de alto nível. Neste sentido, o PRP vem sendo utilizado como recurso biotecnológico na formação de tecidos ósseos notadamente visando a reconstrução mandibular em cirurgia maxilofacial e como alternativa para viabilizar a fixação de implantes dentários, em decorrência das propriedades osteoindutoras, osteogênicas e osteocondutoras mediada ao menos em parte pelas plaquetas; acredita-se que como o PRP possui elevada concentração de fibrinogênio, a Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 combinação deste com os mediadores e fatores de crescimento, poderia ativa a síntese de colágeno e a angiogênese nestes tecidos. A fibrina rica em plaquetas (PRF), desenvolvida na França por Choukroun et al. em 2001, é um concentrado de plaquetas de segunda geração, que possui características satisfatórias, além de apresentar inúmeras vantagens em relação ao plasma rico em plaquetas (PRP), seu antecessor e, por isso, considerada um material promissor na regeneração de tecidos dentais. Ao contrário de outros concentrados de plaquetas como o PRP, a técnica de preparo da PRF não requer anticoagulantes nem trombina bovina ou qualquer outro agente gelificante durante sua preparação. É produzida por um processo natural de polimerização, durante a centrifugação, e sua arquitetura natural de fibrina parece ser responsável por uma liberação lenta de fatores de crescimento e glicoproteínas da matriz por até sete dias. A PRF é uma matriz de fibrina estritamente autóloga que contém uma grande quantidade de citocinas plaquetárias e leucocitárias. (SEIDLER, 2019) A fibrina rica em plaquetas (PRF) é um biomaterial cuja sua principal propriedade é a quimiotaxia, sendo assim, é capaz de conduzir em sua superfície as migrações de células epiteliais e leucócitos, além de induzir condições adequadas para a microvascularização. Desta forma, a PRF é uma matriz de fibrina rica em plaquetas, citocinas, leucócitos, células estaminais e fatores de crescimento. (LINS; BRANDÃO; ROCHA, 2021) Dentre as vantagens de se usar a fibrina rica em plaquetas na face, é que este concentrado estimula a liberação de fatores de crescimento a longo prazo e auxilia no processo de reparo. Além disso, a matriz de PRF evita os efeitos indesejáveis dos leucócitos na pele. De forma categórica afirma ser um procedimento seguro, pouco invasivo, com a capacidade de estimular os vasos sanguíneos e melhorar a capacidade cicatricial do paciente. (LINS; BRANDÃO; ROCHA, 2021) Devido à grande variabilidade do conceito envolvendo a terminologia do PRP, alguns autores identificaram características comuns às diversas técnicas de PRP disponíveis e conseguiram classificar os diferentes tipos de PRP descritos. Foram classificados os diferentes tipos de concentrados plaquetários em quatro categorias, dependendo do seu conteúdo celular e da arquitetura da fibrina. Usando um conjunto de parâmetros, identificaram e classificaram quatro tipos principais de PRP: PRP puro (P-PRP), PRP rico em leucócitos (LR-PRP), PRF puro (P-PRF) e, finalmente, PRF rico em leucócitos (L-PRF). O PRGF (sigla em inglês para plasma rico em fatores de crescimento ou preparação rica em fatores de crescimento), um dos primeiros protocolos de concentrado de plaquetas foi descrito em 1999 por Anitua é, na verdade, uma das 6 variações do P-PRP, que devido ao método manual de preparo, pode-se encontrar pequenas quantidades de leucócitos juntos com as plaquetas. Outro tipo de variação do P-PRP é o cPRP (plasma rico em concentrado de plaquetas autólogas). (SILVA, 2019) Tabela 1 – Principais Variações De PRP SIGLA PLAQUETAS LEUCÓCITOS FIBRINA LP-PRP Rico Pobre Inativa LR-PRP Rico Rico Inativa P-PRP Rico Pobre Inativa PPP Pobre Pobre Inativa L-PRF Pobre Rico Ativada P-PRF Pobre Pobre Ativada Fonte: (SILVA, 2019) A principal diferença da PRF para o PRP é a arquitetura da matriz de fibrina. No PRF as citocinas plaquetárias permanecem retidas. É como se elas fossem “verdes” e retidas de maneira Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 intrínseca na malha de fibrina. Essas citocinas retidas causam um efeito de liberação lenta de algumas moléculas, ou seja, os fatores de crescimento buscados nos estudos são liberados mais lentamente quando utilizada a PRF. A permanência mais lenta desses fatores de crescimento leva a um período mais longo de regeneração local. No caso do PRP essa reação não é tão duradoura, e há um efeito sinérgico no processo de cicatrização quando se utiliza PRF e ele ainda a classifica como um “gel de plaquetas” com elevada “concentração de cura”. É esse constituinte da matriz o grande responsável pela capacidade terapêutica da PRF, ainda que plaquetas, leucócitos e fatores de crescimento exerçam papéis importantes no processo de regeneração. Experiências em animais nos dão conhecimento considerável sobre o efeito do PRP, da PRF e dos mecanismos associados. Entretanto as diferenças entre os concentrados plaquetários na cicatrização humana e de animais limitam, aceitavelmente, o efeito desses estudos. Para a avaliação de concentrados de plaquetas na cirurgia plástica e estabelecer os benefícios em humanos, alguns autores propõe que sejam realizados ensaios clínicos e randomizados. Contudo, mesmo nesse tipo de estudo, encontramos, na literatura, efeitos negativos ao PRP e PRF. (LINO; VALIENSE, 2020) 2.1 Modo deObtenção O PRP é preparado por paciente, de 20 a 60 ml de sangue fresco através de um protocolo de centrifugação. Não existe um método padronizado de preparação com os numerosos protocolos na literatura que diferem nos detalhes de centrifugação, na composição celular e pelo conteúdo das proteínas plasmáticas. Para obter o PRP, seguem-se os seguintes passos, que variam conforme a técnica utilizada. Primeiro, por punção venosa, o sangue do paciente é retirado em tubos estéreis com citrato de sódio como anticoagulante. Posteriormente, os tubos são centrifugados em uma centrífuga convencional. O tempo, velocidade e número de vezes que é centrifugado dependem do método utilizado. Para evitar a fragmentação das plaquetas e a consequente liberação precoce de proteínas segregadas, com comprometimento da sua bioatividade, recomenda-se baixas velocidades de centrifugação. Quando o sangue anti coagulado é centrifugado, formam-se 3 camadas determinadas pelo gradiente de densidade: a camada inferior, composta por glóbulos vermelhos; a camada intermediária, composta de glóbulos brancos e plaquetas; e a camada superior, composta de plasma. (FERNANDES, 2018) Figura 1 - PRP pronto para ser utilizado, são utilizadas duas seringas para mistura do aditivo no momento da aplicação do PRP. Fonte: VARELA, 2018 A fase de plasma, por sua vez, pode ser subdividida em 3 frações dependendo da quantidade de plaquetas presentes, que de cima para baixo são: fração pobre em plaquetas, fração média com concentração média de plaquetas e fração rica em plaquetas. Esta divisão da fase de plasma não é Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 detectável a olho nu, portanto é estabelecida como 1/3 superior, inferior e média do volume obtido. A qualidade do produto obtido dependerá da prática e experiência do profissional que realiza a pipetagem. Para conseguir a degranulação plaquetária e a consequente liberação de fatores de crescimento e outras moléculas bioativas, a fração menor da fase de plasma deve ser ativada. A fase rica em plaquetas pode ser ativada com diferentes métodos, sendo o mais utilizado como cloreto de cálcio e trombina. (FERNANDES, 2018) Segundo KEHRWALD; et al, 2020, no caso da PRF os tubos de coleta devem ser inseridos na centrífuga imediatamente após a coleta. Utilizando a centrífuga de hemoderivados, o protocolo deve ser seguido de acordo com a escolha do profissional, considerando a demanda clínica. Após a centrifugação, no tubo de coleta é obtido o sangue segmentado em a porção superior que corresponde a um sobrenadante acelular, a porção central de coágulo de fibrina com plaquetas e a porção inferior de glóbulos vermelhos. A preparação da PRF se constitui de um protocolo descomplicado. É feita uma coleta de sangue venoso total, correspondendo à aproximadamente 9mL a vácuo estéril sem anticoagulantes, a quantidade de frascos vai depender da necessidade no momento. Após a centrifugação, então, é retirada a camada superior de cor palha e se faz a coleta da fração intermediária, 2 mm abaixo da linha divisória inferior, que é a PRF. A técnica envolvida é o fibrinogênio concentrado na parte superior do tubo, o qual é combinado com a trombina circulante devido à centrifugação para formar a fibrina. Um coágulo de fibrina se forma no meio entre os glóbulos vermelhos no fundo e o plasma acelular no topo. A parte do meio é composta por plaquetas presas em malhas de fibrina. Entre as indicações para o uso da PRF, encontram-se a promoção de cicatrização e selamento de feridas, regeneração de tecidos ósseos melhorando a estabilização do enxerto, além de proporcionar uma maior hemostasia. Pôr a matriz de fibrina encontrar-se de forma organizada, ela torna-se capaz de promover um eficaz direcionamento na migração de células-troncos e, consequentemente, induzir ao programa de cura. (LINO; VALIENSE, 2020) Figura 2 - L-PRF após coleta do tubo centrifugado, o mesmo pode ser manipulado para utilização como membranas ou plugs. Fonte: VARELA, 2018 2.2 Legislação O uso não-transfusional do Plasma Rico em Plaquetas é regulamentado, no Brasil, pela Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GSTCO), da Gerência Geral de Produtos Biológicos, Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GGPS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e deve seguir os princípios fundamentais da Política Nacional para Regulamentação de Medicamentos com controle de qualidade e segurança de produção e eficiência comprovada. (SILVA, 2019) Dentre as legislações vigentes, o Conselho Regional de Medicina (CRF) pela Resolução nº. 2.128/2015. A normativa estabelece também que sua utilização em experimentações clínicas deve ser Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 conduzida em instituições devidamente habilitadas para tal fim e que atendam às normas do Ministério da Saúde para o manuseio e uso de sangue e hemoderivados no País. A Resolução foi aprovada pelo plenário do CFM, que considerou parecer de sua Câmara Técnica de Hematologia e Hemoterapia (CTHH). A normativa entrou em vigor em 29 de outubro de 2015, data de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU nº 207, seção, 1, página 236). A resolução nº 158, de 8 de junho de 2015, regulamenta o uso de Agregados Plaquetários Autólogos para fins não transfusionais no âmbito da Odontologia, de acordo com o texto: § 1º. Fica autorizada a realização de venopunção para obtenção de Agregados Plaquetários Autólogos para uso exclusivo em Odontologia pelo cirurgião-dentista, devidamente habilitado ou de profissional de saúde devidamente habilitado em conjunto e corresponsabilidade com o cirurgião-dentista. § 2º. Para fins de comprovação de qualificação e capacitação em venopunção para obtenção de Agregados Plaquetários Autólogos poderão ser apresentados diplomas, declarações, certificados e congêneres. (CFO, 2015.) Na mesma legislação, fica definido que a porção do sangue que contém os componentes plaquetários, sem adição de qualquer produto, inclusive anticoagulante ou coagulante, denomina-se PRF. Considera-se o PRP como a porção do sangue que contém os componentes plaquetários, com a adição de qualquer produto, inclusive anticoagulante ou coagulante. De acordo com o Parágrafo 4º da Resolução CFO nº 158/2015, o processamento do sangue humano em sistema aberto, para obtenção de PRP para uso autólogo em Odontologia, deverá ser realizado exclusivamente em Centros de Processamento Celular (CPC), devidamente licenciados pela Vigilância Sanitária competente nos termos da legislação vigente e mediante acordo entre os serviços por meio de documento escrito que comprove terceirização. Nesse caso, devem ser seguidas as determinações, assim como os controles, definidos pela RDC da Anvisa nº 214, de 7 de fevereiro de 2018 que podem incluir a contagem de plaquetas e o controle microbiológico do material a ser aplicado. O protocolo de obtenção do PRP envolve a manipulação mínima do sangue do paciente, o que determina, portanto, que ela seja realizada em Centro de Processamento Celular. De acordo com a RDC nº 214, de 7 de fevereiro de 2018, os Centros de Tecnologia Celular passam a ser denominados Centros de Processamento Celular. (TAKAMORI, 2018) Na Espanha, por meio da Resolução 1275/2011 (AGENCIA ESPAÑOLA DE MEDICAMENTOS Y PRODUCTOS SANITARIOS (AEMPS), 2013) e nos EUA, por meio do Código Regulatório Federal 21CFR640.34 (U.S FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA), 2018), suas agências regulamentam, asseguram e controlam a utilização do PRP para fins terapêuticos. No Brasil, até o presente momento, só houve liberação do PRP na área odontológica, assegurada pela Resolução 158/2015 (CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA (CFO). (SILVA, 2019) Segundo o Parecer nº 20/2011 do Conselho Federalde Medicina (CFM)46, o uso do PRP em procedimentos não hemoterápicos é considerado experimental. A Resolução CFM nº 1.499, 26 de agosto de 1998, proíbe aos médicos a prestação de serviços de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica. De acordo com a Resolução CFM nº 2.128, 17 de julho de 201548, a prática do uso do PRP, ainda, é considerada como experimental e o seu uso restringe-se à experimentação clínica, dentro dos protocolos do sistema Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), a ser conduzida em instituições devidamente habilitadas para tal fim e que atendam às normas do Ministério da Saúde para o manuseio e uso de sangue e hemoderivados no país. (TAKAMORI, 2018) Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 3. MATERIAIS E MÉTODOS Esse trabalho consiste em uma revisão de literatura, visando avaliar como a utilização de agregados plaquetários na harmonização facial, a legislação pertinente ao tema, quais profissionais estão habilitados e qual a relação do biomédico com o PRF e PRP e suas atribuições Os critérios de inclusão de artigos foram artigos científicos onde os critérios de inclusão são: escritos em português, espanhol e inglês. As palavras chaves utilizadas foram: PRP e PRF, pele, envelhecimento e harmonização facial. Foram excluídos materiais informativos e artigos que não abrangessem o tema do presente estudo. Após seleção de artigos e separação por temas foi realizada a revisão literária. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A combinação do baixo custo, fácil e rápido preparo, sem efeitos colaterais importantes e também potencial de ação torna o PRP e PRF uma modalidade terapêutica atrativa para implementação na área estética. (RODRIGUES, et al, 2019) O objetivo dos procedimentos para obtenção dos concentrados plaquetários é obter, por meio de centrifugação, os elementos do sangue que podem ser utilizados para melhorar a cicatrização e promover a regeneração tecidual. Comparados com a aplicação de uma única dose supra fisiológica de um fator de crescimento recombinante, os concentrados plaquetários têm a vantagem de oferecer no local da ferida múltiplos fatores de crescimento com ação sinérgica, em concentrações mais adequadas biologicamente e fisiologicamente. (TAKAMORI, 2018) O PRP pode ser usado como uma opção segura e eficaz no rejuvenescimento da pele como uma fonte de fatores de crescimento, citocinas e outras substâncias biologicamente ativas associadas à regeneração e remodelação do tecido. O PRP aumenta a expressão das MMP, remodela a MEC e, consequentemente, há uma melhora significativa na renovação da pele. Além disso, o PRP estimula produção de ácido hialurônico, que pela hidratação torna a pele mais túrgida e melhora sua elasticidade. (RODRIGUES, et al, 2019) Até o momento, inexistem normativas para orientar os aspectos técnicos da produção de concentrados de plaquetas sem finalidade transfusional. A Portaria Consolidada do Ministério da Saúde nº 5, de 28 de setembro de 2017, dispõe sobre o prazo de armazenamento e a temperatura de armazenamento do PRP, como produto intermediário na produção de concentrados plaquetários transfusionais. A portaria prevê que a produção do PRP ocorra dentro de 24 h após a coleta, caso o sangue total tenha sido mantido em condições validadas para manter a temperatura em 22 ± 2ºC. Cabe ressaltar que estas normativas se referem à produção do PRP para finalidades transfusionais e que, portanto, não são direcionadas para a produção de concentrados de plaquetas sem finalidades transfusionais (PACHITO, 2021) De acordo com BATISTA, 2022, o Biomédico é habilitado, de acordo com o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), a realizar procedimentos estéticos com agulhas, respaldado nas Resoluções nº 197/2011, n° 200/2011 e n° 214/2012, nada consta nas resoluções sobre a prática do Plasma Rico em Plaquetas. Segundo a Nota Técnica n° 012/2015 GSTCO/GGPBS/SUMED/ANVISA, com o vigente Parecer 20/2011 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o órgão determina o uso do PRP em procedimentos terapêuticos experimentais. A partir disso, a Anvisa considera que os procedimentos PRP e PRF podem ser realizados no Brasil seguindo as normativas dos Conselhos de Ética em Pesquisa. Por isso, segundo o CFBM, não é permitido que biomédicos realizem este procedimento, seja de forma isolada ou associada a outros procedimentos. Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (BBI0970/2) – Prática do Módulo I – 14/06/2022 4. CONCLUSÃO Os estudos mostram que é uma técnica simples e biocompatível, pois utiliza o próprio sangue do paciente, reduzindo assim, risco de intolerância pelo organismo. Partindo do estudo baseado nas leituras das literaturas abordadas, considera-se o PRP e o PRF um produto com vários benefícios sugeridos pelos autores, sendo eles: cicatrização, auxiliar em cirurgias (ritidinoplastia), preenchimento de contornos faciais e aumento da camada superficial da derme. Contudo, ainda é precário a legislação para padronização dos processos bem como os profissionais que possam estar responsáveis pela aplicação do agregado plaquetário. A partir disso, a Anvisa considera que os procedimentos PRP e PRF podem ser realizados no Brasil seguindo as normativas dos Conselhos de Ética em Pesquisa. Por isso, segundo o CFBM, não é permitido que biomédicos realizem este procedimento, seja de forma isolada ou associada a outros procedimentos. O biomédico mesmo com atribuições para coleta e preparo ainda não está habilitado para aplicação, necessitando que haja esforços do conselho da classe para que a regulamentação do biomédico para aplicação seja realizada, abrindo o mercado para a técnica tão promissora. REFERÊNCIAS ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota Técnica n.º 064/2015 GSTCO / GGPBS / SUMED / ANVISA. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt- br/centraisdeconteudo/publicacoes/sangue-tecidos-celulas-e-orgaos/notas-tecnicas/2015-2016/nota- tecnica-no-64-de-2015>. Acesso em: 11 nov. 2022. BATISTA, J. PRP: entenda sobre os cuidados com o procedimento e a importância da biossegurança, 28 mar. 2022. Disponível em: <https://biomedicinaestetica.com.br/prp-entenda- sobre-cuidados-e-biosseguranca/>. Acesso em: 14 nov. 2022. CFO. Conselho Federal De Odontologia. Ato Normativo Resolução CFO Nº158, de 08 de junho de 2015. Disponível em: <https://transparencia.cfo.org.br/ato-normativo/?id=1927>. Acesso em: 11 nov. 2022. DA COSTA, A. L. S. C. et al. Aplicação Clínica da Fibrina Rica em Plaquetas Injetável (I- PRF) na Odontologia. Aesthetic Orofacial Science, v. 3, n. 1, p. 68–76, 2022. Disponível em: https://ahof.emnuvens.com.br/ahof/article/view/85. Acesso em 09 nov. 2022 DE SOUSA, R. C. L. Microagulhamento e Plasma Rico em Plaquetas: Soluções em Harmonização Orofacial. [s.l.] Universidade Fernando Pessoa Faculdade de Ciências de Saúde, 2020. Disponível em: <https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/9509/1/PPG_26205.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2022a. FERNANDES, D. C. G. Plasma rico em plaquetas: aplicações em harmonização facial. Faculdade Sete Lagoas – FACSETE, 2018. 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