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O tecido adiposo desempenha um papel extremamente importante em nosso organismo, uma vez que funciona
como regulador energético, pois ele adapta o estoque de lipídeos em forma de triglicérides, modela a superfície
corporal e ajuda na termorregulação do organismo. Essa regulação se faz por intermédio de vários tipos de
reajustes, por exemplo, a conduta alimentar, ou no egresso calórico mediante modi�cações metabólicas que torna
menor ou maior o gasto energético. Nesta webaula vamos conhecer mais sobre o seu metabolismo e os processos
de lipogênese e lipólise.
Tecido adiposo
O tecido adiposo, ou tela subcutânea, �ca localizado abaixo da derme, sendo constituído por tecido conectivo
frouxo e por tecido adiposo.
Esse tecido é uma variedade de tecido conectivo e possui células denominadas de adipócitos, que armazenam
energia em forma de gordura. Ele também é conhecido como hipoderme, no entanto hoje essa denominação vem
sendo substituída pelo termo tecido adiposo (LICHA; BRAVO, 2017).
O tecido adiposo, conhecido também por panículo adiposo, é a camada mais profunda da pele, de espessura
variável. Nele a gordura �ca depositada em células denominadas adipócitos, que têm a capacidade de aumentar
ou diminuir de volume, dependendo da quantidade de gordura absorvida no seu interior.
Adipócito
Fonte: Shutterstock.
Eletrotermofototerapia
Corrente russa, microcorrentes e eletrolipólise
Você sabia que seu material didático é interativo e multimídia? Isso signi�ca que você pode interagir com o conteúdo de diversas formas, a
qualquer hora e lugar. Na versão impressa, porém, alguns conteúdos interativos �cam desabilitados. Por essa razão, �que atento: sempre
que possível, opte pela versão digital. Bons estudos!
Essas células sofrem a ação de diversas substâncias, dentre elas o hormônio do crescimento, a insulina e o
hormônio da tireoide, sendo este um dos motivos pelos quais o metabolismo do tecido adiposo é extremamente
complexo.
Dois tipos de tecido adiposo com propriedades funcionais bem distintas são descritos em mamíferos: tecido
adiposo unilocular e multilocular, que também são chamados de tecido adiposo branco e marrom.
Tecido adiposo unilocular
O tecido adiposo unilocular, também chamado de branco e maduro, tem a função de armazenar e promover
o balanço energético do indivíduo, pois desempenha funções na resposta imunitária, em doenças vasculares
e na regulação do apetite (CURI, 2002, p.165). Esse tecido é o mais abundante no corpo; possui apenas um
lóculo (lóculos são pequenas cavidades), com coloração de branca a amarelada, composto por triglicerídeos
que são absorvidos da alimentação, sendo degradados em ácido graxo e glicerol. Armazenam a energia em
forma de uma gotícula única. O tecido adiposo unilocular pode sofrer variação no tamanho, processo que
recebe o nome de hipertro�a, e pode também sofrer aumento na quantidade de células, o que é
denominado hiperplasia. A hiperplasia dos adipócitos pode acontecer em alguns períodos como na infância e
na adolescência.
Tecido adiposo multilocular
No tecido multilocular existem muitos lóculos; tem coloração parda e sua distribuição no organismo é
limitada, sendo essencial nos recém-nascidos, pois serve como um importante fator na termorregulação. O
tecido adiposo marrom (multilocular) é especializado na dissipação de energia na forma de calor. Possui
célula menor, é abundante em animal hibernante e tem localização determinada e signi�cante somente no
recém-nascido com função termoreguladora. A gordura marrom é caracterizada pela presença de várias
gotículas lipídicas citoplasmáticas de diferentes tamanhos.
A tela subcutânea é composta de duas camadas:
A mais super�cial recebe o nome de areolar e é a mais globulosa, pois suas células são volumosas e
arredondadas; está localizada logo abaixo da derme, com vasos sanguíneos numerosos.
Abaixo da camada areolar existe uma lâmina �brosa denominada fáscia super�cial (responsável pelo suporte
elástico da trama vascular), que separa a camada areolar da camada mais profunda, a lamelar. Esta é
composta por células menores e mais alongadas, contendo menor quantidade de material lipídico.
A proporção dessas duas camadas varia de acordo com a região e o segmento corporal, sexo (as mulheres
têm a acamada areolar mais espessa) e a idade (no adulto a camada areolar é mais espessa).
Metabolismo do tecido adiposo
O tecido adiposo tem um metabolismo muito complexo, sofre in�uência de diversos fatores e sua regulação
ocorre por meio de nutrientes e de sinais aferentes dos tradicionais sistemas neurais e hormonais. Além disso,
depende das necessidades energéticas do indivíduo.
O metabolismo é uma atividade celular dirigida e coordenada, que pode abranger reações anabólicas
(caracterizadas pela síntese de tecidos com consumo de energia) e catabólicas (caracterizadas pela degradação de
tecidos que liberam energia). O metabolismo energético consiste no uso das vias para a obtenção da energia dos
nutrientes provenientes dos alimentos através do rompimento das ligações químicas.
Com relação ao metabolismo do tecido adiposo, dois processos acontecem e resultam no acúmulo ou na queima
da gordura.
A síntese, ou formação de triglicerídeo, que recebe o nome de lipogênse, e a hidrólise (lipólise ou “quebra” da
gordura) realizam-se de forma contínua e combinada, predominando uma ou outra de acordo com o momento
metabólico do nosso organismo.
Lipogênse
A lipogênese acontece quando existe um balanço energético positivo, ou seja, quando a quantidade de alimento
ingerida é maior do que a que a gasta. O organismo sintetiza os triglicerídeos a partir dos ácidos graxos (G) e do
glicerol. Os primeiros provêm da alimentação e o segundo tem como fonte a glicose.
Os principais fatores que interferem na lipogênese são a insulina e a lipoproteína denominada lipase.
A lipogênse é regulada por diversos fatores como
dietas hipercalóricas e hiperglicídicas, fatores
hormonais e genética. Além disso, a composição de
nutrientes da dieta também pode regular a lipogênese
no fígado e no tecido adiposo, bem como o tipo de
carboidrato.
Estudos comprovam que a insulina é o principal
hormônio da lipogênese e da conservação das
reservas gordurosas. Ela é responsável pelo
aumento da penetração da glicose nas células que
favorecem a transformação de glicose em ácidos
graxos e pelo aumento da atividade da LPL
(lipoproteína lípase) no tecido adiposo, inibindo o
efeito lipolítico dos hormônios.
A lipoproteína lipase é considerada a enzima “chave” no metabolismo das células adiposas e na obesidade. A sua
quantidade e sua atividade especí�ca dirige a entrada de quantidades diferentes de ácidos graxos livres nos
diversos tecidos.
Ação da enzima lipase
Fonte: adaptada de Guirro e Guirro (2004).
Quando ingerimos carboidratos, eles são transformados em glicose que cai na corrente sanguínea. Se essa
concentração ultrapassar o limite máximo, o excedente é removido pelo fígado, órgão responsável por armazenar
esse excedente em seu interior sob a forma de glicogênio. E quando o glicogênio está sobressalente, ele é
“quebrado” no fígado e depois eliminado no sangue. Por consequência, há a concentração de ácidos graxos na
corrente sanguínea, excesso que é armazenado dentro das células adiposas sob forma de gordura.
Lipólise
Ocorrendo a necessidade de suprimento energético, os lipídios estocados são mobilizados e transferidos para os
tecidos na forma de ácidos graxos livres, que são liberados dos adipócitos no processo da lipólise.
A lipólise ocorre pela mobilização dos lipídeos, pela hidrólise dos triglicerídeos pela enzima lípase em seus
componentes (glicerol e ácidos graxos). Ambos passam à circulação, mas, em certas condições, quando há excesso
de glicose, realiza-se novamente a síntese dos triglicerídeos e o glicerol liberado não pode ser mais utilizado,
sendo retomado pelo fígado que o metaboliza novamente em glicose.
Os ácidos graxos são liberados na corrente sanguínea e então levados até os músculos e o coração, que são os
principais locaisde sua degradação.
O tratamento da obesidade deve ser realizado de maneira abrangente, envolvendo mudanças nos hábitos
alimentares associadas à prática regular de atividade física, nutricosméticos, �toterápicos e tratamentos
estéticos.
Atualmente há um considerável arsenal de recursos dirigidos à redução do tecido adiposo. Por agirem de
diferentes formas, a manipulação desses recursos requer uma série de cuidados tanto de ordem funcional quanto
estrutural e metabólica.
Os principais modos de ação dos equipamentos no tecido adiposo são através da lipólise, da necrose e da
apoptose.
Lipólise
Caso o equipamento referencie lipólise em seu manual, isso signi�ca que realizará estímulos favorecendo a
quebra da gordura, ou seja, desencadeará todo o processo como se fosse um estímulo �siológico gerado
pela necessidade de energia.
Necrose
A necrose, também conhecida por emulsi�cação, é um processo de preparo dos lipídeos, ou seja, decorre da
ação do equipamento que irá destruir a membrana do adipócito. A necrose adipocitária é provocada pelos
cavitadores de baixa frequência conhecidos por produzirem incômodos ruídos ao cliente como nos aparelhos
de lipocavitação.
Apoptose
A apoptose, conhecida como “morte celular programada”, é uma autodestruição celular que ocorre de forma
ordenada e que demanda energia para a sua execução.
A criolipólise é um equipamento que promove a apoptose celular e que é bastante seguro, uma vez que não
eleva os níveis lipídicos circulantes após a aplicação. Como não ocorrerá destruição tecidual nesse caso,
consequentemente não haverá nenhuma ação in�amatória importante, tratando-se, dessa maneira, de um
processo mais seguro.
Pesquise mais
No artigo O uso da microcorrente na cicatrização da abdominoplastia (CAVALCANTE; MEJIA, [s. d.]), você
encontrará informações sobre o uso de microcorrentes no pós-operatório.
CAVALCANTE, M. F. B; MEJIA, D. P. M. Uso da microcorrente na cicatrização da abdominoplastia. [S. l., s. d.].
Além disso, �ca também como sugestão a leitura do artigo Parâmetros de modulação na eletroestimulação
neuromuscular utilizando corrente russa – Parte 1 (BORGES et al., 2007), o qual conta com informações a
respeito da corrente russa.
BORGES, F. dos S. et al. Parâmetros de modulação na eletroestimulação neuromuscular utilizando corrente
russa – Parte 1. Revista Fisioterapia Ser, [S. l.], ano 2, n. 1, 2007.
Nesta webaula, você conheceu alguns conceitos e estruturas relacionadas ao tecido adiposo, além de entender o
funcionamento do seu metabolismo. Esses conhecimentos são fundamentais para o tratamento da obesidade,
não deixe de continuar pesquisando sobre este assunto.
Para visualizar o vídeo, acesse seu material digital.

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