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5º ano
@atividadesanosiniciais
Ensino 
religioso
Nome:_____________________________________________
Turma:____________________________________________
Ano:______________________________________________
Professora:_________________________________________
ESCOLA:_________________________________________________
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
DIVERSIDADE RELIGIOSA
[...] toda e qualquer cultura ou civilização desenvolveu um sistema religioso ou, antes,
desenvolveu-se junto a esse sistema. Entre as principais religiões do mundo, encontram-se aquelas
com mais complexidade de organização e maior envergadura teológica. É caso, como já citamos, das
religiões Abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) e das religiões asiáticas, como
o Hinduísmo, o Budismo, o Confucionismo, o Xintoísmo e o Taoísmo. No continente africano,
destacam-se o Vodu e o Candomblé.
O Brasil, em virtude da colonização portuguesa, é predominantemente cristão católico.
Entretanto, o número de cristãos protestantes vem crescendo bastante no país. Além disso, há outras
variantes religiosas, como o Espiritismo, a Umbanda (que nasceu do sincretismo entre o catolicismo
popular e o Candomblé) e o próprio Candomblé, herdado da África.
Brasil Escola
1. Dentro do mapa recorte e cole figuras que representem a diversidade religiosa em nosso
país.
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
1. Escreva um texto sobre diversidade religiosa. Nesse texto é importante conter
informações como:
• O que é religião;
• Todos as pessoas tem a mesma religião?
• Por que é importante respeitar as diferentes religiões;
• Cite religiões que você conhece e explique algumas características.
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@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
• Festa religiosa
Festa popular frequentemente em homenagem a divindades ligadas às religiões de um
grupo social. Pode exaltar uma parte da existência do homenageado, um acontecimento ou
outros aspectos. Geralmente inclui a parte ritualística, em que ocorrem atos devocionais,
procissões de fé e cerimônias, além da parte também conhecida como festa do largo,
composta por quermesses, barraquinhas, brincadeiras, etc. Música, dança, comidas e
bebidas são elementos constituidores das festas populares.
http://www.cnfcp.gov.br
Vamos conhecer algumas festas religiosas do nosso país:
• Festa junina:
Festa religiosa, originalmente de natureza agrária e pagã, incorporada à tradição
religiosa. O período é marcado pelas festas de São João, Santo Antônio e São Pedro. No
Nordeste as festas juninas estão diretamente vinculadas ao início da colheita do milho, e é
nesse alimento que se baseia toda a culinária da época.
Algumas brincadeiras comuns são: pau-de-sebo, pescaria, correio elegante e jogo das
argolas. Já as comidas típicas dessa festa, são: pamonha, pé-de-moleque, cocada, quentão,
maçã- do- amor e canjica. Além disso, a decoração da festa fica por conta das bandeirinhas e
também balões. E não pode faltar uma boa fogueira.
Adaptação: Escola kids e fonte<http://www.cnfcp.gov.br>
1. Desenhe como é a comemoração da festa junina em nosso país:
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
• Festa de Nossa Senhora
Festa religiosa em homenagem à mãe de Jesus em todas as suas manifestações.
Acontece ao longo do ano, podendo ter variações segundo o dia da aparição ou da
descoberta de sua imagem, como a Festa de Nossa Senhora da Lapa e a Festa de Nossa
Senhora da Glória. Em geral são elementos comuns dessas festas a novena, o cortejo, a
missa, as barraquinhas e folguedos mais ou menos específicos, dependendo da localidade,
das condições da manifestação, etc.
http://www.cnfcp.gov.br
• Quaresma
Parte do ciclo pascal que se inicia na quarta-feira de cinzas com periodicidade de 40
dias e termina na quinta-feira que antecede a Páscoa. É tempo de penitência, tal como
proposto pela Igreja Católica, fazendo com que os ritos e cerimônias apresentem caráter
religioso derivado de textos evangélicos e de conceitos populares europeus.
http://www.cnfcp.gov.br
• Carnaval
O Carnaval é uma tradicional festa popular realizada em diferentes locais do mundo,
sendo a mais celebrada no Brasil. Apesar do forte secularismo presente no Carnaval, a festa
é tradicionalmente ligada ao catolicismo, uma vez que sua celebração antecede a
Quaresma.
Alguns estudiosos entendem o Carnaval como uma festa cristã, pois sua origem, na
forma como entendemos a festa atualmente, tem relação direta com o jejum quaresmal.
A partir do século XX, a popularização da festa contribuiu para o surgimento do
samba, estilo musical muito influenciado pela cultura africana, e do desfile das escolas de
samba, evento que acabou sendo oficializado com apoio governamental. Nesse período, o
Carnaval assumiu a sua posição de maior festa popular do Brasil.
Brasil Escola
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
• Festa do kikikoiÉ conhecida como culto aos mortos e é originalmente feita pelo povo indígena
brasileiro Kaingang. Hoje em dia, esta festa é celebrada apenas por um grupo indígena em
Chapecó. É relacionada com a "tradição indígena" ou "sistema dos antigos".
A data do primeiro fogo geralmente ocorre dois meses antes da realização do terceiro
e último fogo. Os Kaingang afirmam que a festa deve ocorrer entre os meses de janeiro e
junho. O primeiro fogo (são acesos dois fogos, um para cada metade) antecede o corte (a
derrubada) do pinheiro, o qual servirá de konkéi (cocho), vasilha onde é colocada a bebida
que recebe o nome do ritual - ‘kiki’ (cerca de 70 litros de mel e 250 litros de água). O
segundo fogo (são quatro fogos, dois de cada metade) ocorre na noite seguinte e antecede
o início da preparação do konkéi.
A realização do ritual do Kikikoi depende da solicitação dos parentes de alguém que
veio a falecer no ano anterior ou nos anos anteriores. É necessário que haja mortos das
duas metades. O processo é marcado pela reunião dos rezadores em três fogos acesos, em
dias diferentes, no terreno do organizador - local conhecido como ‘praça da dança’ ou ‘praça
dos fogos’.
prezi.com
• Festa de Iemanjá:
Para os adeptos do Candomblé o dia dois de fevereiro comemora-se o dia de Oxum,
rainha das águas doces, por isso a festa de Oxum se mistura com a festa para Iemanjá.
Conhecida como uma das mais populares festas de celebração pública do candomblé, o
festejo acontece desde 1923, quando houve uma diminuição na oferta de peixes da Vila dos
Pescadores do Rio Vermelho.
A tradição conta que eles pediram ajuda ao orixá, conhecida como a Rainha do Mar,
e seguiram para ofertar presente para Iemanjá. A oferta foi feita no meio do mar e desde
então a festa é realizada todos os anos no dia dois de fevereiro.
Deusa da nação de Egbé, nação Ioruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá), ficou
conhecida no Brasil como rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada, é
tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade.
seed.pr.gov.br
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Narrativas religiosas
Habilidade- EF05ER01- Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes
culturas e tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
1. Complete a cruzadinha e as frases:
a) São comuns dessa festa, a novena e a ___________________.
b) A realização do ______________ do Kikikoi depende da solicitação dos parentes de
alguém que veio a falecer no ano anterior ou nos anos anteriores.
c) O processo é marcado pela reunião dos rezadores em três ______________ acesos, em
dias diferentes, no terreno do organizador - local conhecido como ‘praça da dança’ ou
‘praça dos fogos’.
d) Parte do ciclo pascal que se inicia na quarta-feira de cinzas com periodicidade de 40 dias
e termina na quinta-feira que antecede a __________________.
e) A tradição conta que eles pediram ajuda ao orixá, conhecida como a Rainha do Mar, e
seguiram para ofertar presente para _________________.
f) A festa é tradicionalmente ligada ao ______________________, uma vez que sua
celebração antecede a Quaresma.
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Mitos nas tradições religiosas
Habilidade- EF05ER02- Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições
religiosas.
Mito de Perséfone
Deméter segurou a mão de sua linda filha, Perséfone, e as duas dançaram pelo
colorido campo de flores. A deusa da colheita, Deméter, adorava encher a Terra de árvores
frondosas, flores perfumadas e colheitas fartas. A única coisa que ela amava ainda mais era
Perséfone.
As duas brincavam nos campos , se deliciando com o ar de primavera, em vestidos
roxos e amarelo. Deméter incentivava o milho a crescer alto e as maçãs a amadurecerem
nas árvores. Perséfone achava graça quando flores brotavam magicamente a seus pés, a
cada passo que dava. Saltitava e dançava, tentando pegar as borboletas.
Do outro lado do campo, atrás de uma árvore grande, camuflado na sombra, Hades,
deus do Mundo Subterrâneo, observava as duas. Tinha escutado a risada de Perséfone das
profundezas da Terra. Atraído pelo som, viajara à superfície para uma visita, algo muito raro.
Agora não conseguia tirar os olhos da bela menina. Sentia seu coração se apertar com a
alegria dela. Estava apaixonado e queria fazer de Perséfone sua esposa. Ela traria a luz ao
seu reino sombrio.
Hades não pediu a Deméter a mão da filha em casamento, pois já sabia qual seria a
resposta. Em vez disso, esperou.
Uma noite, enquanto a mãe estava ocupada em outro lugar, Perséfone dançava
sozinha no campo. Deslumbrada pelos vaga-lumes a piscar, ela corria de um lado para o
outro tentando pegá-los. Os olhos se iluminaram, atraídos por uma linda flor branca, cujas
pétalas reluziam à luz da lua. Ela se abaixou para colher a flor e, de repente, abriu-se
violentamente uma fenda no solo. Perséfone foi sugada com força, e a fenda se fechou de
novo.
Hades a agarrou pelos cabelos longos e dourados e jogou-a em sua biga. Chicoteou
os quatro enormes cavalos pretos, que galoparam a toda velocidade, puxando o carro para
as abismais profundezas da Terra. Perséfone gritou, e os gritos ecoaram na escuridão. Cada
vez mais rápido, a biga mergulhava em direção à Terra dos Mortos.
Hades levou Perséfone a seu palácio no Mundo Subterrâneo. Tinha mandado fazer
um trono especialmente para ela, e colocou sobre sua cabeça uma coroa com pedras
preciosas que brilhavam como nenhuma outra.
- Eu te amo. Você será minha rainha.
@atividadesanosiniciais
Perséfone jogou a coroa no chão.
- Não quero ser sua rainha. Quero voltar para casa e para minha mãe.
- Você vai gostar daqui. - Hades afirmou, recolocando a coroa na cabeça dela.
Perséfone deu uma olhada naquele mundo sombrio. Fantasmas flutuavam por todos
os lados, gemendo. Uma névoa úmida e fria cobria tudo, causando-lhe arrepios. Ela sabia
que jamais gostaria daquele lugar.
- Venha, minha querida - convidou Hades, pegando em seu braço com um toque
gélido. - Bom apetite.
Perséfone empurrou a mão dele.
- Não. - Você tem que comer. Olhe só para essas coisas deliciosas que mandei buscar
para você - Hades disse.
- Não estou com fome. Nunca vou comer sua comida!
Perséfone chorou e saiu correndo, fugindo de Hades. As lágrimas escorriam-lhe pelas
faces. Ela sentia saudade de sua mãe e detestava aquele mundo horrível e deprimente.
Mas não havia para onde correr. Vagou pelas sombras até que chegou ao Jardim dos
Mortos - um bosque de árvores secas delimitado por uma cerca caindo aos pedaços.
- Tome. Isto vai fazer com que se sinta melhor - uma voz fina sussurrou. Perséfone viu
um homem debilitado que trazia na mão a romã mais vermelha que já vira. Ele abriu a fruta
madura, e dos caroços gotejava um sumo doce. A boca de Perséfone se encheu de água,
mas ela balançou a cabeça negativamente.
- Não quero.
Mesmo assim, o velho colocou 12 caroços na mão dela.
- Talvez mais tarde - ele disse.
Enquanto isso, na Terra, Deméter estava enlouquecida de tristeza. O que acontecera
com sua linda filha? Em um minuto ela estava lá, e no momento seguinte havia
desaparecido. Deméter a procurou incansavelmente, chamando o nome de Perséfone sem
parar. Por dias e noites ela andou pela Terra à procura da filha desaparecida.
Ninguém sabia o que tinha acontecido com a menina. Deméter não comia nem dormia
mais; só chorava, e a Terra a acompanhava em sua tristeza. A grama ficou marrom, e as
árvores soltaram as folhas. As flores murcharam. A beleza de Deméter se esvaiu. Seu rosto,
que era jovem, ficou todo enrugado. As roupas vibrantes enegreceram. Ela começou a andar
curvada e precisava do auxílio de uma bengala. Ventos gelados começaram a soprar na
Terra, e a neve caia em toda a parte. Os campos ficaram frios e inférteis, e as plantações
morreram. Os animais e as pessoas passavam fome, pois nenhum alimento brotava para que
pudessem comer.
@atividadesanosiniciais
Zeus olhou para baixoe ficou horrorizado ao ver a Terra. Não queria que o mundo
acabasse.
- O que há de errado? - perguntou a Deméter.
Ela lhe contou do desaparecimento da filha. Zeus sabia que seu irmão sequestrara a pobre
Perséfone, mas até então não tinha se dado conta da intensidade da dor de Deméter. Zeus se
apiedou e prometeu ajudar.
Zeus enviou Hermes, o mensageiro dos deuses, ao Mundo Subterrâneo. Hermes pediu
a Hades que libertasse Perséfone.
Hades não queria deixar a jovem ir embora, mas, como Zeus pedira, concordou.
Perséfone não cabia em si de tanta alegria, ansiosa para ver a mãe. Apressou-se em seguir
Hermes para sair do Mundo Subterrâneo.
- Espere - disse Hades. Hermes e Perséfone se viraram para ele.
- Você só poderá sair se não tiver comido a fruta dos mortos. Caso contrário, terá de
ficar para sempre.
O rosto de Perséfone ficou pálido.
- Não! - ela gritou, pois tinha mordiscado um pouco de sementes suculentas da romã.
Hades sorriu com alegria.
- Você armou uma cilada! - Perséfone o acusou - Por favor, por favor, não pode me
forçar a ficar aqui neste lugar sombrio para sempre - disse ela, soluçando de tanto chorar.
Hades se sentiu culpado. A alegria que o encantara tinha desaparecido. Ele a amava e
não queria que Perséfone fosse infeliz.
- Farei um acordo com você - propôs - Poderá voltar para a Terra e ficar lá com a sua
mãe por metade do ano. Na outra metade você ficará comigo, como minha rainha.
Perséfone aceitou, e Hermes voou com ela de volta à superfície. Sua mãe a abraçou, e
a alegria de Deméter fez com que o mundo florescesse novamente. Os campos ficaram
verdes, as frutas amadureceram e os pássaros cantaram. Depois de seis meses, Perséfone
cumpriu o prometido e voltou ao Mundo Subterrâneo. Quando foi embora, a tristeza de
Deméter pela ausência da filha fez com que as folhas caíssem das árvores e as plantações
murchassem. Mas a filha voltaria, e com ela também as plantas, as flores e as árvores. Todos
os anos Deméter se encontra com a filha e se despede dela, causando a mudança nas
estações.
Fonte: ALEXANDER, Heather Mitologia Grega. Um introdução para Crianças. Panda Books, 2013
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Mitos nas tradições religiosas
Habilidade- EF05ER02- Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições
religiosas.
1. O que acontece quando Deméter e Perséfone estão longe? O que marca esses
momentos?
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2. Qual fenômeno cotidiano esse mito pretende explicar? Explique como você chegou a
essa conclusão.
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3. Você sabe o que é um mito? Converse com sua turma e registre a conclusão que vocês 
chegaram:
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4. Escreva, resumidamente, o mito de Perséfone:
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@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Mitos nas tradições religiosas
Habilidade- EF05ER03- Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de
criação (concepções de mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte).
A criação do mundo
Mito Tupinambá
Monã criou o céu, a terra, os pássaros e todos os animais. Antes não havia mar, que
surgiu depois, formado por Amaná Tupã, o Senhor das nuvens.
Os homens habitavam a Terra, vivendo do que ela produzia regada pelas águas dos
céus. Com o tempo, passaram a viver desordenadamente segundo seus desejos,
esquecendo-se de Monã e de tudo que lhes ensinara.
Nesse tempo Monã vivia entre eles e os tinha como filhos.
Contudo Monã, vendo a ingratidão e a maldade dos homens, apesar de seu amor,
inicialmente os abandonou e também a Terra. Depois lhes mandou tatá, o fogo, que
queimou e destruiu tudo. O incêndio foi tão imenso, que algumas partes da superfície se
levantaram, enquanto outras foram rebaixadas. Desta forma surgiram as montanhas.
Deste grande incêndio se salvou apenas uma pessoa, Irin-Magé, porque foi levado
para a Terra de Monã.
Depois dessa catástrofe, Irin-Magé dirigiu-se a Monã e, com lágrimas questionou:
- Você, meu pai, deseja acabar também com o céu? De que me serve viver sem
alguém semelhante a mim?
Monã, cheio de compaixão e arrependido do que fizera por causa da maldade dos
homens, mandou uma forte chuva que começou a apagar o incêndio.
Como as águas não tinham mais para onde correr, foram represadas, formando um
grande lago, chamado Paraná, que hoje é o mar. Suas águas até hoje são salgadas, graças
às cinzas desse incêndio que com elas se misturaram.
Monã, vendo que a Terra havia ficado novamente bela, enfeitada pelo mar, pelos
lagos e com muitas plantas que cresciam por toda parte, achou que seria bom formar outros
homens que pudessem cultivá-la.
Chamou então, Irin- Magé, dando lhe uma mulher como companheira para que
tivesse filhos, esperando que fossem melhores que os primeiros homens.
Um de seus descendentes era uma pessoa de grande poder e se chamava Maíra-
Monã. Maíra quer dizer, “o que tem poder de transformar as coisas” , e Monã significa velho,
o ancião. Maíra- Monã era imortal e tinha muitos poderes como o primeiro Monã.
@atividadesanosiniciais
Depois que Maíra- Monã surgiu para sua Terra, surgiu um descendente muito
poderoso, que se chamava Sumé.
Ele teve dois filhos, Tamanduaré e Arikuté, que eram muito diferentes um do outro e
por isso se odiavam mortalmente.
Tamanduaré era cuidadoso com a casa, era um bom pai de família e gostava de
cultivar a terra. Já Arikuté não se preocupava com nada, e passava o tempo fazendo guerra
e dominando os povos vizinhos.
Certo dia, voltando de uma batalha, Arikuté trouxe para o seu irmão o braço de um
inimigo, dizendo-lhe com arrogância:
- Veja lá seu covarde! Um dia terei sua mulher e seus filhos sob o meu poder, pois
você não presta nem para se defender!
O pacífico Tamanduaré, atingido no seu orgulho, lhe respondeu:
- Já que você é tão valente, em vez de trazer apenas um braço, porque não trouxe o
inimigo inteiro?
Arikuté, irritado com aquela resposta, jogou o braço contra a casa de seu irmão, e
naquele instante, toda a aldeia foi levada para o céu, ficando na Terra apenas os dois irmãos
com suas famílias.
Vendo isso Tamanduaré, por indignação ou por desprezo, começou a golpear a Terra
com tanta força que acabou fazendo surgir uma fonte de água, a qual não parava mais de
jorrar. Jorrou tão forte e por tanto tempo que chegou até as nuvens, iniciando uma grande
inundação.
Para fugir desse novodilúvio, os dois irmãos, com suas mulheres, refugiaram-se na
montanha mais alta da região. Tamanduaré subiu numa palmeira com uma das suas
mulheres, e Arikuté subiu no jenipapo com sua esposa, permanecendo lá até as águas
diminuírem.
Com essa inundação todos os homens e mulheres morreram.
Quando as águas abaixaram, os dois casais desceram das árvores e voltaram a
povoar a Terra, mas cada família foi viver numa região distante.
Os Tupinambá descendentes de Arikuté, são grupos rivais, até hoje, por essa razão.
Tradução adaptada por Benedito Prezia, do mito recolhido por Fr. André Thever, entre os Tupinambá do Rio de Janeiro, em 
1565). Mito extraído do livro: Indígenas em São Paulo- Ontem e Hoje- Subsídios para o Ensino Fundamental, Paulinas- p. 15- 16. 
2001. 
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Mitos nas tradições religiosas
Habilidade- EF05ER03- Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de
criação (concepções de mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte).
1. Represente o mito dos Tupinambá no formato de história em quadrinhos. Utilize o espaço
abaixo:
@atividadesanosiniciais
@atividadesanosiniciais
Objeto de conhecimento: Ancestralidade e tradição oral
Habilidade- EF05ER04- Reconhecer a importância da tradição oral para preservar
memórias e acontecimentos religiosos.
SAIBA MAIS
As tradições orais nas religiões existentes no mundo, buscam sempre passar para os
seus seguidores o conhecimento transcendente, (conhecimento de um ou vários seres
divinos) essa transmissão apresenta o benefício de ser um método mais rápido de se
compreender, a mensagem apresentada.
static.fecam.net.br
1. Combine com seu professor a realização dessa atividade:
▪ A turma toda poderá escolher uma pessoa para entrevistar sobre religião;
▪ A turma poderá ser dividida em grupos e cada grupo irá escolher quem entrevistar.
❑ Elaborem um roteiro sobre o que desejam perguntar e anote as informações no espaço
abaixo:
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@atividadesanosiniciais
1. Ilustre o poema abaixo:
Nossas diferenças são riquezas
Borres Guilouski
Eu e você
Temos o direito à diferença
Que legal!
Eu posso ser eu
Você pode ser você
As diferenças de cada um
São riquezas!
Onde estaria a graça e beleza
Das árvores, das flores, das estrelas
E de todos os seres da natureza
Se todos fossem iguais?
Olhe à sua volta
As pessoas que te cercam, colegas, amigos, familiares
Conhecidos e desconhecidos
Todos são seres humanos como você
Todos são seus irmãos e suas irmãs
Rostos diferentes, expressões diferentes
Jeitos próprios de ser, de pensar, de sonhar e de acreditar
Gente de diferentes culturas:
Indígenas, africanos
Ocidentais e orientais
Gente de diferentes religiões e tradições
Todos, com as suas diferenças
Têm a sua beleza e seu valor
No mundo somos bilhões
Cada um é uma pessoa única e irrepetível
Buscando o rumo de sua felicidade e realização
Por isso, valorizar as diferenças
E reconhecer o “outro”
É antes de tudo, uma situação inteligente
De quem tem amor no coração.
Objeto de conhecimento: Práticas celebrativas
Habilidade - (EF05ER01) Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes culturas e
tradições religiosas como recurso para preservar a memória.
@atividadesanosiniciais
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TERMO DE USO
ATENÇÃO: Material produzido para a venda.
Este material foi elaborado pela Equipe Anos Iniciais 
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ou em casa com seus filhos.
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autores especificados abaixo:
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