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METODOLOGIA
DO ENSINO
DA LINGUAGEM
Em Administração de marketing, tópicos como desenvolvimento e 
administração, planejamento estratégico e seleção de mercado-alvo são 
apresentados de um ponto de vista inusitado que, ao mostrar como as coisas 
funcionam na prática, possibilita ao leitor um processo intensivo (e real) de 
aprendizagem.
M
etodologia do Ensino da Linguagem
 GRUPO SER EDUCACIONAL 
METODOLOGIA
DO ENSINO
DA LINGUAGEM
Metodologia do Ensino da 
Linguagem
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 1 09/09/2020 13:27
© by Editora Telesapiens
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro 
tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia 
autorização, por escrito, da Editora Telesapiens.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Bibliotecária responsável: Maria Isabel Schiavon Kinasz, CRB9 / 626)
Melo, Dalila Regina Mota de 
M528m Metodologia do ensino da linguagem [recurso 
eletrônico] / Dalila Regina Mota de Melo - Recife: Telesapiens, 2020.
???p.: il.; 29cm 
ISBN 978-65-86073-76-8
1. Linguagem – Estudo e ensino. 2. Língua portuguesa. 3. Prática
de ensino. I. Título. 
CDD 372.6 (22.ed) 
CDU 372.41
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 2 09/09/2020 13:27
Fundador e Presidente do Conselho de Administração: 
Janguê Diniz
Diretor-Presidente: 
Jânyo Diniz
Diretor de Inovação e Serviços:
Joaldo Diniz 
Diretoria Executiva de Ensino:
Adriano Azevedo
Diretoria de Ensino a Distância:
Enzo Moreira
Créditos Institucionais
Todos os direitos reservados
2020 by Telesapiens
Metodologia do Ensino da 
Linguagem
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 3 09/09/2020 13:27
Olá, meu nome é Dalila Regina Mota de Melo. Sou 
licenciada em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual 
da Paraíba (2007), mestre em Fitotecnia pela Universidade 
Federal Rural do Semiárido (2010) e doutora em Fitotecnia pela 
Universidade Federal Rural do Semiárido (2014). Ao longo 
da minha carreira, trabalhei no Ensino Fundamental e Médio 
e, atualmente, atuo na área Técnica das Ciências Agrárias e 
formação de professores. Além disso, desenvolvo materiais 
didáticos como professora conteudista nas áreas das Ciências 
Agrárias, das Licenciaturas, e a elas correlatas. Amo o que faço 
e estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Então, conte comigo!
A AUTORA
DALILA REGINA MOTA DE MELO
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 4 09/09/2020 13:27
ICONOGRÁFICOS
Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem 
significam:
OBJETIVO
Breve descrição do objetivo 
de aprendizagem; +
OBSERVAÇÃO
Uma nota explicativa 
sobre o que acaba de 
ser dito;
CITAÇÃO
Parte retirada de um texto;
RESUMINDO
Uma síntese das 
últimas abordagens;
TESTANDO
Sugestão de práticas ou 
exercícios para fixação do 
conteúdo;
DEFINIÇÃO
Definição de um 
conceito;
IMPORTANTE
O conteúdo em destaque 
precisa ser priorizado;
ACESSE
Links úteis para 
fixação do conteúdo;
DICA
Um atalho para resolver 
algo que foi introduzido no 
conteúdo;
SAIBA MAIS
Informações adicionais 
sobre o conteúdo e 
temas afins;
+++
EXPLICANDO 
DIFERENTE
Um jeito diferente e mais 
simples de explicar o que 
acaba de ser explicado;
SOLUÇÃO
Resolução passo a 
passo de um problema 
ou exercício;
EXEMPLO
Explicação do conteúdo ou 
conceito partindo de um 
caso prático;
CURIOSIDADE
Indicação de curiosidades 
e fatos para reflexão sobre 
o tema em estudo;
PALAVRA DO AUTOR
Uma opinião pessoal e 
particular do autor da obra;
REFLITA
O texto destacado deve 
ser alvo de reflexão.
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 5 09/09/2020 13:27
SUMÁRIO
UNIDADE 01
Aprender e Ensinar Língua Portuguesa na Escola: aspectos 
básicos .....................................................................................14
Definições ................................................................................14
Aprender e Ensinar ..................................................................20
Língua Portuguesa na Escola: histórico ..............................25
Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação nos anos 
finais do Ensino Fundamental ..............................................34
Objetivos .................................................................................37
Conteúdos ................................................................................38
Orientações didáticas ...............................................................41
Avaliação .................................................................................43
Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação para o 
Ensino Médio .........................................................................50
Objetivos .................................................................................50
Conteúdos ................................................................................52
Orientações didáticas ...............................................................52
Avaliação .................................................................................53
UNIDADE 02
Compreendendo como a fala funciona e a variação 
linguística ...............................................................................60
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 6 09/09/2020 13:27
Definições ...............................................................................60
Fala ..........................................................................................61
As variações da fala .......................................................64
Tipos de variações linguísticas ......................................65
Funções da linguagem .............................................................69
Fonologia na escola: aspectos básicos .................................71
Definições ...............................................................................71
Fonemas ..................................................................................72
Fonologia na escola .................................................................75
Funções da fonologia ..............................................................77
Leitura: aspectos gerais ........................................................81
Importância da leitura .............................................................83
Os processos de leitura ............................................................86
Processo neurofisiológico ..............................................86
Processo cognitivo .........................................................87
Processo afetivo .............................................................87
Processo argumentativo .................................................87
Aspectos linguísticos do processamento da leitura .................88
Processo simbólico ........................................................88
Aspectos cognitivos da leitura ................................................89
A leitura na escola .................................................................92
O papel da escola ....................................................................94
Estratégias de leitura no contexto escolar ...............................98
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 7 09/09/2020 13:27
UNIDADE 03
O ato de ler..........................................................................106
Definições ............................................................................106Importância do ato de ler .....................................................109
Modelos da leitura ................................................................111
Estratégia Ascendente ................................................112
Estratégia descendente ................................................113
Estratégia Integradora .................................................114
Construção textual (Textualidade) ...................................117
Intencionalidade .................................................................118
Princípios da textualidade ....................................................118
Aceitabilidade ......................................................................119
Informatividade ...................................................................120
Situacionalidade ...................................................................121
Intertextualidade ..................................................................123
Coesão .................................................................................124
Coerência ............................................................................125
Construção textual .............................................................127
Coesão x Coerência ..............................................................128
Coesão textual .....................................................................129
Tipos de Coesão ..........................................................130
Coerência textual .................................................................134
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Princípios básicos da coerência ..................................135
Tipologia e gêneros textuais ..............................................137
Tipos textuais x gêneros textuais .........................................137
Texto Narrativo ....................................................................139
Texto Descritivo ...................................................................140
Texto Argumentativo ............................................................141
Texto Expositivo ..................................................................142
Texto Prescritivo ..................................................................143
Texto Injuntivo .....................................................................144
UNIDADE 04 
Aprendizagem significativa da linguagem...........................150
Aprendizagem significativa.....................................................150
 Tipos de aprendizagem significativa.............................153
Aprendizagem significativa por recepção X aprendizagem por 
descoberta..............................................................................154
 Aprendizagem significativa por recepção.....................155
 Aprendizagem por descoberta......................................155
Linguagem.............................................................................156
Estratégias no ensino da linguagem......................................158
Concepções de linguagem........................................................159
Estratégias de ensino................................................................165
Jogos e brincadeiras no ensino da linguagem......................169
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Importância dos Jogos e brincadeiras na aprendizagem...........169
O lúdico na aprendizagem........................................................171
Como os jogos e as brincadeiras auxiliam na aprendizagem da 
linguagem...............................................................................173
O professor e o aluno em sala de aula.....................................175
Metodologias ativas e o ensino da linguagem........................179
Atividades diversificadas para o ensino da linguagem.............179
Metodologias ativas segundo alguns autores............................181
Modelos mais comuns de metodologias ativas........................183
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Metodologia do Ensino da Linguagem 11
UNIDADE
01
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Metodologia do Ensino da Linguagem12
Ao se pensar em Metodologia do Ensino da Linguagem, 
é preciso levar em consideração três aspectos: o aluno, a 
língua e o ensino. Além disso, é necessário entendermos que 
cada momento da história humana é marcado por determinada 
exigência social em relação ao uso da linguagem. Atualmente, as 
esferas da leitura e da escrita se elevaram e, consequentemente, a 
escola assume um importante papel diante deste cenário. Assim, 
a escola precisa atender a demanda crescente da sociedade 
necessitando permanecer constantemente revisando a didática 
do ensino exercido na instituição. Desse modo, iremos discutir 
e abordar os aspectos básicos referentes a Aprender e Ensinar 
Língua Portuguesa na Escola; o histórico da Língua Portuguesa 
na Escola e; os objetivos, conteúdos, orientações didáticas e 
avaliação em Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação 
nos anos finais do Ensino Fundamental e da Educação para o 
Ensino Médio. Ao longo desta unidade letiva você vai imergir 
neste mundo da Língua Portuguesa! Está preparado? Vamos?
INTRODUÇÃO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 13
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 1. Nesta 
unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das 
seguintes competências profissionais: 
OBJETIVOS
Entender os aspectos básicos acerca de Aprender e 
Ensinar Língua Portuguesa na Escola;
Compreender o histórico da Língua Portuguesa na 
Escola;
Conhecer os objetivos, conteúdos, orientações 
didáticas e avaliação em Língua Portuguesa e 
Linguagem para a Educação nos anos finais do 
Ensino Fundamental;
Reconhecer os conteúdos, orientações didáticas e 
avaliação em Língua Portuguesa e Linguagem para 
a Educação para o Ensino Médio.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Metodologia do Ensino da Linguagem14
Aprender e Ensinar Língua Portuguesa 
na Escola: aspectos básicos
Definições 
Antes de adentrarmos ao conteúdo propriamente dito, 
veremos o conceito de aprender e ensinar para nos ajudar a 
entender o que é e como ocorre o ensino da língua Portuguesa.
Aprender é: 
Passar a ter conhecimento sobre; instruir-se: 
aprender um novo idioma; nunca conseguiu 
aprender. Passar a possuir habilidade técnica 
(em): aprendeu uma nova modalidade de judô; 
certos animais têm dificuldades para aprender 
(AURÉLIO, 2020).
E quando se fala em aprendizagem, se refere à “ação, 
processo, efeito ou consequência de aprender; aprendizado”. 
Mas, o que significa ensinar? 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de entender os aspectos 
básicos acerca de Aprender e Ensinar Língua Portuguesa na 
Escola; compreender o histórico da Língua Portuguesa na 
Escola; e ainda conhecer os objetivos, conteúdos, orientações 
didáticas e avaliação em Língua Portuguesa e Linguagem para a 
Educação nos anos finais do Ensino Fundamental e da Educação 
para o Ensino Médio. E agora? Está preparado para desenvolver 
esta competência? Então vamos lá!
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Metodologia do Ensino da Linguagem 15
Ensinar é: 
Transmitir conhecimento sobre alguma coisa a 
alguém; lecionar: ensinar inglês a brasileiros.
[Por Extensão] Dar instruções sobre alguma coisa 
a alguém; instruir: o pintor deve ensinar suatécnica aos estudantes (AURÉLIO, 2020). 
Diante disto, percebemos que antes de ensinar a Língua 
Portuguesa, é preciso aprendê-la. E como sabemos esta não é 
uma língua de fácil aprendizado. 
Neste momento, vamos fazer uma análise da Língua 
Portuguesa.
A Língua Portuguesa se encontra em meio aos 10 idiomas 
mais falados do mundo; é constituída de uma lista significativa 
de regras e acordos empregados pela Academia Brasileira de 
Letras; e também a língua oficial de mais de 260 milhões de 
pessoas. 
Esta língua é constituída por um sistema de distintas 
formas e significados e de suas misturas. Com isso, é organizada 
em três áreas distintas (Figura 1).
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Metodologia do Ensino da Linguagem16
Figura 1: Áreas da Língua Portuguesa. 
 
Fonte: A autora
Ainda pode ser diferenciada em norma culta e coloquial. 
Nossa língua é originária de Portugal, nosso colonizador, 
por isso recebe adjetivação de “portuguesa”. Todavia, o português 
de vindo de Portugal não continuou em sua colônia de maneira 
legítima, contudo ganhou uma nova conotação, devido a este 
fato, falamos do português do Brasil. Entre outros países também 
colonizados pelos portugueses e que falam o português, estão os 
países: Moçambique, Angola, Ilha da Madeira, Arquipélago dos 
Açores, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
Morfologia: estuda os morfemas, ou seja, tudo que nos diz sobre gênero e 
número dos substantivos; tempo, modo, número e pessoa de um verbo e 
classe gramatical.
Sintaxe: estuda o modo como o falante transmite a informação, a maneira 
com que organiza e relaciona as palavras em uma oração.
Semântica: estuda o significado das palavras, os sentidos que elas podem 
tomar de acordo com o contexto.
DEFINIÇÃO
A norma culta se refere à “obediência às normas e regras da 
comunicação”, sendo mais empregada para produção de textos 
para reportagem, redação, leitura científica, entre outros. Já a 
norma coloquial, pode ser compreendida como “a mais próxima 
da fala”, podendo ser utilizada em cartoon, fábula e cartaz 
(VILARINHO, 2020, p. 1).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 17
Dessa maneira, é realizado o estudo da gramática da língua 
portuguesa, entendida como “a averiguação da correspondência 
entre o que se fala ou escreve e as normas ou leis vigentes para 
o uso da comunicação de forma culta, polida” (VILARINHO, 
2020, p. 1).
A linguagem pode ser entendida como uma ação 
interindividual norteada por um objetivo específico e esse 
processo é realizada por através das práticas sociais dos diversos 
grupos de uma sociedade, em diferentes épocas de sua história. 
Uma interação por meio da linguagem pode ocorrer 
de diversas maneiras, por exemplo, um e-mail pessoal, uma 
conversa entre amigos, uma redação, relatório de uma empresa, 
entre outros.
ACESSE
A história do desenvolvimento da Língua Portuguesa no Brasil 
é indispensável para quem deseja aprender e ensinar esta língua. 
Portanto, para seu melhor aprendizado e revisão sobre a história 
da nossa língua, acesse e assista ao vídeo: História da Língua 
Portuguesa no Brasil. Link: http://bit.ly/2Wiaboz
A concepção de linguagem determina o que e como ensinar? 
Veja o vídeo. Link: http://bit.ly/2TSeyVy
CURIOSIDADE
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Metodologia do Ensino da Linguagem18
Diante de tudo que vimos até agora, você ainda pode se 
questionar sobre o que é a língua? 
Basicamente, a língua
nos remete a um órgão do corpo que é usado na 
comunicação, e é a partir daí que começamos a 
entender que o idioma escrito hoje foi, um dia, 
apenas falado (VILARINHO, 2020).
Seguindo este princípio de fala, a língua pode ser definida 
como “o conjunto de letras que formam palavras com sentidos 
diversos”. Sendo a relação dessas palavras e suas significações 
entendida como sistema. Portanto, a língua é um sistema, isto é, 
“um conjunto de elementos que relacionam entre si e formam 
um significado” (VILARINHO, 2020).
Conforme percebemos, a língua é um código social, 
podendo ser entendida como uma combinação de letras, que 
em diferentes acordos entre si contraem distintos significados, 
dependendo do grupo social. Porém, existe um acordo linguístico 
que continua em uma sociedade para que a comunicação em 
meio aos falantes possa ocorrer. Entretanto, não significa dizer 
que a escrita e a fala de todas as pessoas serão iguais, pois cada 
indivíduo possui uma peculiaridade e uma finalidade ao se 
comunicar.
CURIOSIDADE
A língua é um órgão constituído de músculo e revestido de 
mucosa e que está relacionado à deglutição, ao paladar e à fala. 
Faz parte do aparelho digestório. Veja o texto de (VARELLA, 
2020), no qual ela descreve anatomicamente esse órgão, a nossa 
língua. Link: http://bit.ly/3d2njDX
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Metodologia do Ensino da Linguagem 19
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (5ª A 8ª séries) 
vai dizer que aprender a língua não significa aprender apenas 
“palavras e saber combiná-las em expressões complexas, mas 
apreender pragmaticamente seus significados culturais e, com 
eles, os modos pelos quais as pessoas entendem e interpretam a 
realidade e a si mesmas”.
Como sabemos cada período da vida proporciona 
ao indivíduo desafios que são indispensáveis para o seu 
desenvolvimento. Por isso que o ser humano permanece no 
processo de aprendizagem e esse processo sofre influência de 
vários fatores. Fatores esses que podem ser de ordem biológica, 
social ou ainda histórica. Porém, lembrando que esses são 
responsáveis pela constituição de um indivíduo de maneira 
isolada.
Nesse processo de aprendizagem o homem designa 
formas para se relacionar com o mundo, o convívio social está 
diretamente ligado com a história individual e coletiva do ser 
humano. Portanto, para entender o desenvolvimento não podem 
ser considerados apenas os fatores biológicos. 
O processo do desenvolvimento do sujeito acontece 
devido aos diferentes fatores e ações que se instituem ao longo 
de sua vida. Com isso, podemos afirmar que a interação com as 
distintas pessoas é indispensável para haver a formação pessoal.
Você sabe por que é importante estudarmos a Língua Portuguesa? 
Então assista ao vídeo: Por que estudar a Língua Portuguesa? 
Link: http://bit.ly/3b1acRS (FRAIMAN, 2016).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem20
Aprender e Ensinar
Ao analisar a relação entre aprender e ensinar, precisamos 
ponderar que ambos aconteçam não é necessário depender um 
do outro, entretanto, juntos podem obter ótimos resultados 
(Figura 2).
Figura 2: Aprender e ensinar
 
Fonte: Freepik 
Imagine a seguinte situação:
Alguém lhe faz questionamento e no mesmo instante 
você com suas próprias palavras reponde a indagação da 
pessoa mostrando que você, anteriormente, aprendeu o que era 
necessário para que pudesse passar a informação adiante, ou 
seja, ensinar.
Quando refletirmos sobre aprender e ensinar, logo nos 
lembramos da relação professor-aluno da qual está penetrada 
de história, muitas foram às reflexões sobre o oficio de educar. 
Grandes nomes e as obras dos pensadores da educação, que até 
hoje, influenciam a prática pedagógica com suas ideias. 
Como a nossa vida e a sociedade é dinâmica, torna-se 
necessário sempre pararmos, pensarmos e revermos a nossa 
prática docente, e, se for preciso, iniciar um novo caminho e uma 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 21
nova história para que de fato a aprendizagem aconteça. Neste 
sentido, é interessante lembrarmosque enquanto vivermos, 
temos a possibilidade de aprender algo novo.
Conforme (FREIRE, 1996, p. 12) “... ensinar não é 
transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua 
produção ou a sua construção”. 
Neste sentido, é necessário termos imaginação, persistência; 
sermos criativos e gostar daquilo que fazemos. Atualmente, cabe 
ao professor manter a disciplina do aluno e ainda despertar a 
sua curiosidade. Pode até parecer uma tarefa fácil, porém ao 
adentrarmos no nosso atual contexto social conseguir despertar 
o interesse e curiosidade do aluno é verdadeiramente uma arte.
REFLITA
Você já pensou sobre quais são os desafios do ensino da 
Língua Portuguesa na escola? Para sua maior reflexão, leia 
o artigo: Desafios do ensino da língua portuguesa. Link: 
http://bit.ly/3aVj5fu
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso 
à seguinte fonte de consulta e aprofundamento no Material 
Didático elaborado como base pedagógica ao projeto de 
intervenção de determinada escola: ENSINAR – APRENDER: 
Pensando a prática pedagógica. Para perceber a experiência com 
algumas situações que ocorrem em sala de aula. Acessível pelo 
link: http://bit.ly/2QkSlgL
SAIBA MAIS
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 21 09/09/2020 13:27
Metodologia do Ensino da Linguagem22
Alguns autores defendem a prática docente como um 
trabalho humano sendo edificada por sujeitos socialmente 
delimitados por um espaço histórico. Por este motivo, o passo 
mais importante para formação desse profissional seja o primeiro 
contato com a sala de aula, porque é a chance de colocar em 
prática toda a teoria absorvida ao longo da graduação e ainda 
proporciona um momento de reflexão sobre sua atuação como 
docente.
Neste sentido, o momento do Estágio Supervisionado 
(ES) das licenciaturas, especificamente, auxilia no processo de 
aplicação da teoria-prática. Após a experiência do ES, o aluno/a 
começa a ter um olhar mais acurado e mais crítico em relação às 
futuras metodologias de ensino. Até porque com o avanço das 
tecnologias é preciso repensar a prática da docência, inovando, 
criando, recriando novas formas para ministrar os conteúdos. 
Percebemos então que 
o dinamismo dessa era em que as inovações são 
frequentes requer acadêmicos cada vez mais 
multifuncionais, todavia tal exigência faz com 
que a demanda por qualifica¬ções seja algo 
rotineiro e cada vez maior, ao mesmo tempo em 
que é lançado o desafio da inovação constante no 
mediar para aprender (MELO, 2018, p. 20). 
Para alguns autores, “o professor representa o espelho 
social de uma nação”, por isso ”o trabalho do professor tem uma 
relevância importantís-sima para a formação de uma sociedade” 
(MELO, 2018, p. 19). 
Neste sentido, podemos compreender que é necessária a 
formação de um profissional adequado aos aspec¬tos teórico e 
prático, abrangendo os conhecimentos específicos e pedagógicos 
que auxiliem na ação educativa para a criação de novas práticas 
pedagógicas.
eBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 22 09/09/2020 13:27
Metodologia do Ensino da Linguagem 23
Portanto, o atual campo de aprendizagem, ou seja, 
as escolas carecem de docentes dinâmicos, independentes, 
competentes, inventivos, capazes de questionarem as situa¬ções 
e encontrarem alternativas para ultrapassarem os desafios.
Neste cenário, é importante o professor “procurar sempre 
saber mais e nunca chegar ao ponto de dizer que sabe tudo e que 
já tem o suficiente e sim que está sempre faltando algo para ele 
aprender e buscar no seu dia a dia” (MELO, 2018, p. 51).
Afinal, não podemos deixar de acreditar na capacidade 
que o ser humano possui para aprender, se transformar e ainda 
transformar o outro. Sabemos que não temos capacidade e o poder 
para mudar tudo, entretanto podemos buscar uma educação de 
melhor qualidade e não perder a fé que um dia este sonho possa 
se tornar realidade!
Em relação ao ensino da Língua Portuguesa, este tem sido 
caracterizado por uma sequência de conteúdos, ou seja, “ensina-
se a juntar silabas (ou letras) para formar palavras, a juntar 
palavras para formar frases e a juntar frases para formar textos”. 
Essa metodologia aditiva induziu a escola a utilizar “textos” que 
não fazem sentido fora da escola.
Já no tocante a linguagem, esta é realizada por meio de 
atividades de caráter reflexivo, isto é, uma análise linguística. 
Reflexão essa que é essencial para a ampliação da habilidade 
para produzir e interpretar textos. 
Para ampliar seus conhecimentos sobre a prática docente 
sala de aula na atualidade, leia o artigo que discorre sobre: A 
prática docente no contexto da sala de aula frente às reformas 
curriculares. Link: http://bit.ly/2Woz6Xg (CRUZ, 2007).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem24
No Brasil, a Língua Portuguesa é constituída de diversas 
variedades dialetais. Geralmente, se identificam as pessoas 
geográfica e socialmente pela maneira como falam. Infelizmente, 
em nosso país, ainda há muitos preconceitos devido ao valor 
social que é atribuído aos diferentes modos de falar. O que 
deve ser levando em consideração é a maneira de utilizar a fala, 
observando os aspectos da comunicação e não se o falar é certo 
ou errado. 
Mas, atenção! O aluno saber escrever não significa dizer 
que conseguirá compreender e produzir textos em linguagem 
escrita. Para tanto, é necessário que seja realizado um trabalho 
pedagógico sistemático. Porque se o aluno não conviver com 
verdadeiros escritores, leitores e textos, fica muito difícil ensiná-
lo a escrever textos. 
O ensino da Língua Portuguesa nas escolas passou por 
várias fases e mudanças, das quais veremos no próximo item. 
Acompanhem! 
RESUMINDO
Você deve ter entendido que aprender é quando você passa a 
conhecer algo novo e ensinar é o ato de transferir este conhecimento 
adquirido a alguém. Por exemplo, é necessário aprender a Língua 
Portuguesa antes de ensina-la. Organizada por sistema de diversas 
maneiras e significados e suas misturas, a Língua Portuguesa é 
constituída de três áreas diferentes: morfologia, sintaxe e semântica. 
Vimos também que aprender e ensinar são ações independentes, 
porém quando são desenvolvidas juntamente produzem bons 
resultados. E ainda aprendemos que devido a nossa sociedade ser 
dinâmica, há a necessidade de constante reflexão e atualização da 
prática docente para que a aprendizagem seja realmente alcançada. 
Além de percebermos que o ensino da Língua Portuguesa passou 
por diversas modificações ao longo da nossa história.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 25
Língua Portuguesa na Escola: histórico
Agora faremos uma viagem no tempo para entendermos 
a história do ensino da Língua Portuguesa na escola do Brasil.
Bom! No Brasil até o século XVIII não havia uma língua 
oficial. Apesar do português oriundo pelos colonizadores ser 
oficial, não era dominante no momento, pois existiam as línguas 
indígenas e o latim. Em ainda, não fazia parte do currículo 
escolar. 
Nas escolas menores o Português servia apenas como 
instrumento para a alfabetização e ainda era traduzido para 
o latim seguindo as instruções do programa de estudos da 
Companhia de Jesus, programa esse utilizado mundialmente 
naquela época. 
Uma das explicações para esse fato ocorrer era que raras 
eram as pessoas tinham acesso à escola, pois quem tinha este 
privilégio na Colônia era apenas quem pertencia à elite.
Foi a partir de 1750 que o Português se tornou a língua 
obrigatória do Brasil pelo Marquês de Pombal. Ele também 
proibiu a utilização de outras línguas e incluiu o português na 
escola, havendo assim a sua valorização nacionalmente. E ainda, 
posterior às reformas, o aluno começou a estudar tambéma 
gramática da língua portuguesa, não mais apenas aprender a ler 
e escrever.
No entanto, a língua portuguesa presente no currículo 
era estudada de maneira retórica, poética e gramática. E foi só 
no fim do Império que houve a unificação dessas disciplinas e 
ficou conhecida como Português. Sendo que até o fim do século 
XIX, o Português conservou em seus conteúdos e componentes 
curriculares a gramática e a retórica - incluindo a poética. 
Logo depois, a poética se tornou um componente curricular 
independente.
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Metodologia do Ensino da Linguagem26
O privilégio de somente a elite ter acesso ao conhecimento 
se manteve até o século XX, por volta dos anos 40. Até este 
momento o ensino de Português continuava sendo gramática, 
retórica e poética. Como percebemos, a escola era para poucos 
e ainda, o ensino da Língua Portuguesa era realizado de acordo 
com os interesses culturais da elite.
Este cenário de apenas a elite ter acesso aos estudos 
começou a mudar a partir dos anos 50 e 60 como resultado das 
reivindicações das classes populares que lutavam pelo direito 
de todos à escolarização. Com isso, a escola precisava rever sua 
função e objetivo, adequação dos componentes curriculares, 
sobretudo a Língua Portuguesa. Pois o público agora possuía 
uma diversidade linguística jamais vista na escola.
Com esta mudança e o aumento do número de alunos, os 
professores começaram a ser menos exigentes. Até porque não 
tinha professor suficiente para a demanda de estudantes e muitas 
vezes, os que tinham não estavam preparados para atendê-los.
Diante do exposto, percebemos que no Brasil, a implantação 
da Língua Portuguesa no Brasil foi marcada por quatro períodos 
diferentes, veja na figura 3.
SAIBA MAIS
Você conhece toda a história do ensino da Língua Portuguesa no 
Brasil? Então para lhe auxiliar na busca por este conhecimento, 
leia o artigo da autora (MALFACINI, 2015): Breve histórico 
do Ensino de Língua Portuguesa no Brasil: da Reforma 
Pombalina ao uso de materiais didáticos apostilados. Link: 
http://bit.ly/2Ubttt2
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Metodologia do Ensino da Linguagem 27
Figura 3: Períodos da implantação Língua Portuguesa no Brasil. 
 
Fonte: A autora
Até os anos 1970, os Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCNs) mostram que o processo de aprendizagem da Língua 
Portuguesa era comparado a um foguete em dois estágios. No 
primeiro estágio, ia até a criança ser alfabetizada, aprendendo o 
sistema de escrita. E no segundo, já se iniciava quando a criança 
ela possuísse o domínio básico da escrita e esta seria convidada 
para produzir textos, observar as normas gramaticais e ler as 
produções clássicas (Figura 4).
Figura 4: Aprendizagem da Língua Portuguesa. Primeiro estágio (A) e segundo estágio (B).
Fonte:Freepik
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Metodologia do Ensino da Linguagem28
Ainda nos anos de 1970, uma nova mudança conceitual 
modificou as práticas escolares. A linguagem passou a ser 
entendida como um instrumento da comunicação, onde envolve 
um interlocutor e a mensagem a ser compreendida, e não apenas 
como a expressão do pensamento. No processo de transmissão de 
mensagens, todos os gêneros começaram a ser observados como 
instrumentos importantes. Com isso, é necessário que o aluno 
aprenda os aspectos de cada um deles para então reproduzi-los 
na escrita e ainda identificá-los nos textos lidos.
Mas, a partir dos anos 1980, o ensino começou a ser visto 
como um processo contínuo, não mais uma sucessão de etapas. 
Para que o aluno desenvolva diversas habilidades e competências 
ao longo dos anos são necessários ter acesso a um processo de 
dificuldades progressivas do conteúdo.
Deste momento em diante os trabalhos básicos 
desenvolvidos no Ensino Fundamental começaram eram os 
seguintes, apresentados na figura 5.
Figura 5: Trabalhos básicos da Língua Portuguesa desenvolvidos no Ensino Fundamental. 
 
Fonte: A autora
Esse novo modelo se caracterizava por apresentar diversas 
diferenças quando comparada com as perspectivas anteriores. 
Do século 19 a meados do 20, a linguagem era apresentada como 
Ler e ouvir a leitura do 
docente;
Fazer atividades para 
desenvolver a linguagem 
oral;
Produzir textos oralmente 
para um educador escriba 
(quando o aluno ainda não 
compreende o sistema);
Escrever;
Enfrentar situações de 
análise e reflexão sobre a 
língua e a sistematização 
de suas características e 
normas.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 29
sendo uma demonstração do pensamento. Ler e escrever bem 
eram uma decorrência do pensar e as metodologias utilizadas 
pelos professores eram baseadas na discussão em torno das 
particularidades descritivas e normativas da língua. 
Analisada como um código de transcrição da fala, a 
aprendizagem da escrita necessitaria ser desenvolvidas nos 
primeiros anos da disciplina. Por vários anos reinaram dois tipos 
de método de alfabetização. Observe-os na figura 6.
Figura 6: Tipos de método de alfabetização.
 
Fonte: A autora
O objetivo principal desses métodos era “o treinamento 
da capacidade de identificar, suprimir, agregar ou comparar 
fonemas”. Com isso, o leitor estria formado.
Quando o aluno dominava a primeira fase da aprendizagem 
passava para a fase seguinte. Ao se tratar da escrita, era necessário 
que o aluno reproduzisse consagrados textos da literatura e 
ainda apresentar uma letra bem desenhada. No tocante a leitura, 
o aluno precisava compreender com clareza o que o autor quis 
transmitir naquele texto.
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Metodologia do Ensino da Linguagem30
O foco das aulas eram as características normativas 
e descritivas da língua e não estudavam os textos. A língua 
informal não era considerada no âmbito escolar.
Com o avanço das correntes acadêmicas, uma nova 
concepção de linguagem foi apresentada por Mikhail Bakhtin. 
A partir de então foi dada a atenção à relação interpessoal, as 
diferentes situações de comunicação, o contexto de produção 
dos textos, os gêneros, a interpretação e a intenção de quem o 
produz.
Com isso, o aluno começou a ser compreendido como um 
sujeito ativo e atuante no momento da leitura e escrita.
Essa nova metodologia se fortaleceu com as pesquisas 
baseadas na aprendizagem construtivista, da qual consideram o 
sujeito como elaborador do conhecimento, não apenas aquele 
transmitido pelo mestre.
Os pensadores fundamentais dessa linha de pensamento são 
Lev Vygostsky e Jean Piaget. O primeiro foi quem apresentou o 
valor da interação social, bem como as trocas de saberes entre as 
crianças. O segundo é considerado o pai da teoria construtivista.
Nesse período, foi desenvolvida uma pesquisa pelas autoras 
Emilia Ferreiro e Ana Teberosky sobre a alfabetização, da qual 
mostrou que o aluno elabora hipóteses sobre a escrita e ainda 
aprende ao reorganizar esses dados em sua mente. Logo depois, 
o conhecimento sobre o ensino e a aprendizagem foi produzido 
a partir de pesquisas sobre a didática de leitura e escrita.
Atualmente, a proposta é que algumas atividades sejam 
realizadas com os alunos de todas as séries para que se seja 
desenvolvida a habilidade de leitura e escrita. Algumas dessas 
atividades podem ser as leituras e escritas elaboradas pelo 
professor e os alunos da turma, para aprender os gêneros do 
discurso é utilizada a comunicação oral e ainda as análises e 
reflexões sobre a língua.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 31
É interessante atentar parauma prática que não pode falta 
em sala de aula, a leitura realizada de forma individual e coletiva, 
bem como ser em voz baixa ou alta. 
Quanto à linguagem oral, esta necessita ser desenvolvida 
por meio de exposições de diversos conteúdos, discussões e 
arguições, comentário em sobre determinado assunto lido. 
A devida atenção à fala é necessária para que haja a devida 
adequação para as diversas situações social para a comunicação 
oral.
Nesse sentido, os objetivos da Educação são alterados 
devido à compreensão da leitura, escrita e oralidade. Assim, os 
leitores e escritores passam a ter destaque nos conteúdos básicos 
do ensino. 
Com isso podemos entender que o educador precisa ir 
além da escrita escolar e considerar às práticas sociais de seus 
alunos. Fazendo assim, os alunos terão a oportunidade de ter 
contato com os gêneros que se aplicam a sua vida real.
Agora observe na figura 7 a linha do tempo do ensino da 
Língua Portuguesa em nosso país, o Brasil.
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Metodologia do Ensino da Linguagem32
Figura 7: Linha do tempo do ensino da Língua Portuguesa no Brasil. 
Fonte: Adaptado de (SANTOMAURO, 2009)
Como percebemos cada época foi e é marcada por 
características específicas. E como foi mostrado na figura 4, a 
partir do ano de 1997 e até nossos dias, o professor da Língua 
Portuguesa se baseia nos Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCN).
O PCN é um documento que foi elaborado com intuito de 
ajudar aos educadores desenvolverem suas atividades junto aos 
educandos, com a finalidade de haver um melhor rendimento 
dos professores e alunos.
Para auxiliar na execução da proposta dos PCNs são 
utilizados os livros didáticos (LD) e para tanto, o governo criou 
uma comissão para analisar e classificar os LDs que existem no 
mercado observando se estes atendem a sua orientação para o 
ensino da Língua Portuguesa. 
Entretanto, devido à complexidade da realidade em nosso 
país e os vários problemas que enfrentamos para termos uma 
educação de qualidade e efetiva. Para tanto, são necessários 
alguns avanços tais como a formação de professores, melhores 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 33
condições de trabalho e situação social dos alunos e seus 
familiares. 
E quanto ao ensino da Língua Portuguesa, como deve 
ocorrer? Bom, para que o ensino da Língua Portuguesa seja 
desempenhado na escola é necessário desenvolver diversas 
atividades das quais os gêneros textuais façam parte, entre elas 
podemos citar: a utilização de jornais, receitas, revistas, etc. Em 
relação aos recursos culturais, estes dependerão da atitude do 
professor, pois ele pode aproveitar os recursos disponíveis em 
sua escola em sua sala de aula. 
Vale lembrar também, que independente condição da 
escola, o acesso aos materiais citados anteriormente não é difícil. 
Principalmente se o professor for aquele tipo de profissional 
que permanece em crescimento, este saberá tranquilamente 
desenvolver suas atividades, transmitindo efetivamente o 
conteúdo conforme a idade e a série de seus alunos.
Entretanto, é interessante ressaltar que quando a escola 
possui uma estrutura com biblioteca constituída de um bom 
acervo de livros, vários materiais, laboratórios das diversas 
áreas, recursos áudio visuais, entre outras; será muito mais fácil 
para os professores diversificarem a dinâmica de suas aulas. 
E ainda, não esqueça que mais importante que passar o 
conteúdo de maneira lúdica, a missão dos educadores deve ser 
preparar os alunos para enfrentarem a vida fora dos muros da 
escola aproveitando as particularidades de cada cultura que vem 
junto com os eles. 
Por isso, os PCNs servem para auxiliar as discussões 
entre orientadores e professores e finalmente com as devidas 
adequações conforme a realidade de cada estado, cidade e escola.
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Metodologia do Ensino da Linguagem34
Língua Portuguesa e Linguagem para 
a Educação nos anos finais do Ensino 
Fundamental
Com a finalidade de superar o desafio da educação em nosso 
país, o governo brasileiro tem procurado elaborar estratégias que 
visam à universalização do ensino em toda a nação, baseadas 
na demanda da sociedade vigente e também nas ideias de 
RESUMINDO
Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que a história da língua 
portuguesa no Brasil só se tornou obrigatória no ensino da escola 
a partir de 1970 pelo Marquês de Pombal. Até esse momento 
a escola era direito apenas da elite da Colônia, sendo estudada 
de forma retórica, poética e gramática. Entretanto, a partir dos 
anos 50 e 60 do século XX a escola passou a ser um direito 
de todos e não apenas para a elite, fruto das reivindicações 
das classes populares. Foi nos anos de 1970 com base nos 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), um novo conceito 
mudou as práticas escolares. A partir de então, entendeu-se a 
linguagem como um instrumento da comunicação, envolvendo 
um interlocutor e a mensagem a ser compreendida; e nos anos de 
1980, o ensino foi compreendido como um processo contínuo, 
onde o aluno é considerado um sujeito ativo e atuante na hora da 
leitura e escrita. Vimos também uma demonstração da linha do 
tempo do ensino da Língua Portuguesa no Brasil.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 35
cada governo. Atualmente, vigora a proposta dos Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCN), como vimos anteriormente.
O objetivo dos Parâmetros Curriculares Nacionais com o 
ensino de Língua Portuguesa é estabelecer uma “referência para 
as discussões curriculares da área em curso há vários anos em 
muitos estados e municípios” e ainda, servir de base para auxiliar 
os técnicos e professores no durante o processo de revisão e 
elaboração de propostas didáticas (BRASIL, 1998).
O ser humano só terá uma participação ativa na sociedade 
quando ele conseguir se comunicar. Para tanto, é preciso dominar 
a língua oral e escrita, podendo a partir de então ter acesso à 
informação e conseguir questionar e defender sua opinião ou 
ponto de vista sobre determinado tema. 
Portanto, a escola tem o papel de ensinar a seus alunos 
os saberes linguísticos para que seja possível a sua atuação na 
sociedade, exercendo assim a sua cidadania, que é um direito 
inegável a todos.
O PCN para o Ensino Médio está estruturado por área e 
ciclos. Veja na figura 8.
SAIBA MAIS
Para você entender melhor esse conteúdo abordado, consulte os 
Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quatro ciclos do 
ensino fundamental - Língua Portuguesa e conheça os objetivos do 
ensino fundamental. Link: http://bit.ly/3aYSAG7 (BRASIL, 1998).
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Metodologia do Ensino da Linguagem36
Figura 8: Organização dos ciclos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). 
 
Fonte: A autora
Mas lembre-se de que a Lei Federal nº 11.114, aprovada 
em maio de 2005, alterou quatro artigos da Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação (LDB) e agora o ensino fundamental de 1ª a 
8ª séries precisa ser distendido para nove anos. 
Mas o que de fato aconteceu? Ocorreu que foi extinta a 
nomenclatura ‘alfabetização do ensino infantil’ e substituída por 
1ª série, com isso o Ensino Fundamental agora fica com nove 
anos. Assim poderíamos fazer uma retificação na distribuição 
nos ciclos do Ensino Fundamental conforme consta na figura 9.
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Metodologia do Ensino da Linguagem37
Figura 9: “Atualização” da organização dos ciclos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). 
 
Fonte: A autora
Diante disso, pode afirmar que o ensino da Língua 
Portuguesa e Linguagem para a Educação nos anos finais do 
Ensino Fundamental se referem aos 3º e 4º ciclos. E nesta fase 
é preciso que os educadores tenham total compreensão para a 
fase que os alunos se encontram, a adolescência. Pois é nesse 
momento que o indivíduo passa por diversas mudanças em 
vários sentidos de sua vida. 
Portanto nesse período as maneiras didáticas devem ser 
aplicadas de forma que possa auxiliar na formação do indivíduo. 
Portanto é necessário levar em consideração as especificidades 
dos alunos, da escola, da linguagem e suas técnicas.
A partir de agora veremos quais são seus objetivos, 
conteúdos, orientações didáticas e maneira de avaliação. 
Preparado? Vamos em frente!
Objetivos 
Dentre as atividades realizadas pela escola, seu principal 
objetivo deve ser favorecer o desenvolvimento do aluno para ele 
chegue ao domínio da “expressão oral e escrita em situações de 
uso público da linguagem”, observando a condição da produção 
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Metodologia do Ensino da Linguagem38
social e material do texto para ter base para escolher os gêneros 
apropriados para o desenvolvimento da produção textual 
respeitando os aspectos pragmáticos, semânticos e gramaticais 
da Língua Portuguesa.
Agora veja na figura 10 os processos da aprendizagem 
da Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental. 
Os respectivos objetivos estão apresentados no PCNs – Língua 
Portuguesa (terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental).
Figura 10 Objetivos da Língua Portuguesa anos finais do Ensino Fundamental em são definidos conforme o 
processo realizado. 
Fonte: A autora
Conteúdos
Nos anos finais do Ensino Fundamental os conteúdos serão 
aplicados para promover a competência discursiva e linguística 
do estudante baseado nos objetivos referentes a cada ciclo. 
Os PCNs apresentam todos os conteúdos conceituais e 
procedimentais alusivos a cada Prática citada anteriormente 
nos objetivos. Veremos na Tabela 1, os gêneros trabalhos com a 
finalidade ajudar na seleção dos conteúdos para desenvolver as 
atividades de análise linguística. 
SAIBA MAIS
Leia nos Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto 
ciclos do ensino fundamental - Língua Portuguesa e aprecie 
todos objetivos para cada processo de aprendizado. Link: 
http://bit.ly/3aYSAG7 (BRASIL, 1998).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 39
Tabela 1: Gêneros privilegiados para a prática de escuta e leitura de textos
Fonte: (BRASIL, 1998)
Vejamos agora na Tabela 2, quais são os gêneros indicados 
nos PCNs com a finalidade de auxiliar na seleção dos conteúdos 
para trabalhar a produção de textos orais e escritos. 
GÊNEROS PRIVILEGIADOS PARA A PRÁTICA DE 
ESCUTA E LEITURA DE TEXTOS
LINGUAGEM ORAL LINGUAGEM ESCRITA
LITERÁRIOS
- cordel, causos 
e similares
- texto 
dramático
- canção
LITERÁRIOS
- conto
- novela
- romance
- crônica
- poema
- texto 
dramático
DE 
IMPRENSA
- comentário 
radiofônico
- entrevista
- debate
- depoimento
DE 
IMPRENSA
- notícia
- editorial
- artigo
- reportagem
- carta do leitor
- entrevista
- charge e tira
DE
DIVULGA-
ÇÃO
CIENTÍFICA
- exposição
- seminário
- debate
- palestra
DE
DIVULGA-
ÇÃO
CIENTÍFICA
- verbete
enciclopédico
(nota/artigo)
- relatório de
experiências
- didático 
(textos,
enunciados de
questões)
- artigo
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Metodologia do Ensino da Linguagem40
Tabela 2: Gêneros sugeridos para a prática de produção de textos orais e escritos
Fonte: (BRASIL, 1998)
Quanto aos valores e atitudes subjacentes relacionados às 
práticas de linguagem deve levar em consideração a variedade 
de gêneros, por isso os PCNs priorizam os principais para que 
haja a participação efetiva socialmente. 
Outro detalhe importante é que a escola precisa atender 
a demanda específica de seu público. Assim, poderão ser 
selecionados outros materiais com esta finalidade.
GÊNEROS SUGERIDOS PARA A PRÁTICA DE 
PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS
LINGUAGEM ORAL LINGUAGEM ESCRITA
LITERÁRIOS
- canção
- textos 
dramáticos
LITERÁRIOS
- crônica
- conto
- poema
DE 
IMPRENSA
- notícia
- entrevista
- debate
 - depoimento
DE 
IMPRENSA
- notícia
- artigo
- carta do leitor
- entrevista
DE
DIVULGA-
ÇÃO
CIENTÍFICA
- exposição
- seminário
- debate
DE
DIVULGA-
ÇÃO
CIENTÍFICA
- relatório de
experiências
- esquema e
resumo de
artigos ou
verbetes de
enciclopédia
SAIBA MAIS
Para entender melhor o assunto apresentado no subtópico em 
questão faça uma leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais: 
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental - Língua Portuguesa 
e aprecie todos objetivos para cada processo de aprendizado. Link: 
http://bit.ly/3aYSAG7 (BRASIL, 1998). 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 41
Orientações didáticas 
Ao selecionar um conteúdo para alcançar determinado 
objetivo já uma ação didática. Neste sentido, quando o professor 
planeja esta ação necessita levar em consideração qual a 
competência desejada para seu aluno. A definição desse alvo 
determina quais os conteúdos e como serão aplicados para que 
seu objetivo seja alcançado. 
Quando se trata da Língua Portuguesa, outro fator que irá 
auxiliar na aprendizagem dos alunos é a imagem que ele constrói 
da maneira como o professor lida com a própria linguagem. 
Portanto, para que o currículo da Língua Portuguesa 
seja elaborado na escola, é preciso estabelecer com clareza as 
atividades de cada professor em relação a cada série conforme 
o objetivo de cada uma delas. Lembrando que esta missão não 
cabe apenas ao professor, mas é uma ação coletiva, ou seja, 
envolve todos do projeto educativo.
Ao organizar os conteúdos de Língua Portuguesa devem 
ser observados os princípios apresentados na figura 11.
Figura 11 Princípios básicos para organização dos conteúdos de Língua Portuguesa. 
 
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem42
A atenção dada aos conteúdos se caracteriza por uma 
atitude metodológica que agrega a reflexão com as atividades 
linguísticas dos estudantes de maneira que ele amplia sua 
habilidade discursiva nas aulas de escuta, leitura e produção de 
textos, vejam na figura 12.
Figura 12 Atitude metodológica que agrega a reflexão com as atividades linguísticas. 
Fonte: A autora
Sendo assim, quando o professor faz o planejamento de 
suas ações leva em consideração identificar a maneira de como 
as habilidades almejadas para seus alunos, ao terminarem o 
Ensino Fundamental, serão convertidas em objetivos dentro do 
projeto educativo de sua escola.
SAIBA MAIS
Para entender melhor o assunto apresentado no subtópico em 
questão faça uma leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais: 
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental - Língua Portuguesa 
e aprecie todos objetivos para cada processo de aprendizado. Você 
verá quais os princípios e orientações para o trabalho didático com 
os conteúdos para a prática de escuta de textos orais e leitura de 
textos escritos e também para produção de textos orais e escritos 
Link: http://bit.ly/3aYSAG7 (BRASIL, 1998). 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 43
Avaliação
Conforme os PCNs (BRASIL, 1998, p. 93), a avaliação:
Deve ser compreendida como conjunto de ações 
organizadas com a finalidade de obterinformações 
sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em 
quais condições. Para tanto, é preciso elaborar 
um conjunto de procedimentos investigativos que 
possibilitem o ajuste e a orientação da intervenção 
pedagógica para tornar possível o ensino e a 
aprendizagem de melhor qualidade.
A avaliação também ser uma ferramenta que permita 
ao professor analisar-se de maneira crítica e ainda, permita 
que o aluno acompanhe seus progressos, desafios e veja 
suas possibilidades. Assim, precisa ser realizada ao longo 
do desenvolvimento do ensino e aprendizagem e não como, 
geralmente, acontece. Sendo realizadas apenas situações 
específicas, por exemplo, ao concluir uma etapa de um trabalho.
Quando pensamos em avaliação, logo nos vem à mente: 
quais os critérios de avaliação? Bem, esses critérios são 
definidos com base nos objetivos do ensino. E estes precisam ter 
uma definição clara para que o professor realize seu trabalho de 
maneira eficiente e os alunos consigam responder com qualidade 
o lhes foi proposto.
Agora observe a figura 13 os critérios que são apresentados 
nos PCNs para avaliação da aprendizagem dos anos finais do 
Ensino Fundamental. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem44
Figura 13 Critérios para avaliação da aprendizagem dos anos finais do Ensino Fundamental. 
Fonte: (BRASIL, 1998)
Por fim, é importante ponderar que os critérios apresentados 
nos PCNs são uteis para avaliação de alunos que estão inseridos 
em escolas que utilizam adequadamente as práticas indicadas 
neste documento e as devidas adequações são realizadas pelas 
equipes de cada escola.
Demonstrar 
compreensão de textos 
orais, nos gêneros 
previstos para o ciclo, 
por meio de retomada 
dos tópicos do texto.
Compreender textos a 
partir do estabelecimento 
de relações entre diversos 
segmentos do próprio texto 
e entreo texto e outros 
diretamente implicados 
por ele.
Produzir textos orais nos 
gêneros previstos para 
o ciclo, considerando 
as especificidades das 
condições de produção.
Redigir textos utilizando 
alguns recursos próprios 
do padrão escrito relativos 
à paragrafação, pontuação 
e outros sinais gráficos, em 
função do projeto textual.
Utilizar os conceitos e 
procedimentos constituídos 
na prática de análise 
linguística.
Selecionar 
procedimentos de leitura 
adequados a diferentes 
objetivos e interesses e a 
características do gênero 
e suporte.
Redigir textos na 
modalidade escrita nos 
gêneros previstos para 
o ciclo, considerando 
as especificidades das 
condições de produção.
Escrever textos sabendo 
utilizar os padrões da 
escrita, observando 
regularidades 
linguísticas e 
ortográficas.
Coordenar estratégias 
de leitura não-lineares 
utilizando procedimentos 
adequados para resolver 
dúvidas na compreensão 
e articulando informações 
textuais com conhecimentos 
prévios.
Escrever textos coerentes 
e coesos, observando as 
restrições impostas pelo 
gênero.
Revisar os próprios textos 
com o objetivo de aprimorá-
los.
Atribuir sentido a 
textos orais e escritos, 
posicionando-se 
criticamente diante 
deles.
Ler de maneira 
independente 
textos com os quais 
tenha construído 
familiaridade.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 45
SAIBA MAIS
Para entender melhor o assunto apresentado no subtópico em 
questão faça uma leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais: 
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental - Língua Portuguesa 
e aprecie todos objetivos para cada processo de aprendizado. 
Você verá quais as orientações sobre o ensino, aprendizagem e 
avaliação. Link: http://bit.ly/3aYSAG7 (BRASIL, 1998).
Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o 
tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que no Brasil, os Parâmetros Curriculares 
Nacionais (PCN) é o documento que rege toda metodologia de 
ensino e aprendizagem do Ensino Fundamental. Havendo as 
devidas adequações nas próprias escolas conforme a demanda 
de seus alunos. Vimos que as séries do Ensino Fundamental 
estão organizadas em ciclos e os anos etapa correspondem aos 
3º e 4º ciclos. E também quais as sugestões dos PCNs para os 
objetivos, conteúdos, orientações didáticas e avalição do ensino 
e aprendizagem da Língua Portuguesa e Linguagem para a 
Educação nos anos finais do Ensino Fundamental.
RESUMINDO
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Metodologia do Ensino da Linguagem46
Língua Portuguesa e Linguagem para a 
Educação para o Ensino Médio
E agora, está preparado para o último capítulo dessa 
unidade? Vamos juntos analisar este item!
Bem, conforme a Base Nacional Curricular Comum 
(BNCC) (EDUCAÇÃO, 2018, p. 481), no período do Ensino 
Médio os alunos: 
intensificam o conhecimento sobre seus 
sentimentos, interesses, capacidades intelectuais 
e expressivas; ampliam e aprofundam vínculos 
sociais e afetivos; e refletem sobre a vida e o 
trabalho que gostariam de ter. Encontram-se 
diante de questionamentos sobre si próprios e seus 
projetos de vida, vivendo juventudes marcadas 
por contextos socioculturais diversos.
Assim, espera-se que o aluno ao concluir este período de 
estudos, ou seja, o Ensino Médio desenvolva habilidades capazes 
de desempenhar as possibilidades que estão apresentadas na 
figura 14.
Figura 14 Possibilidades para o aluno que conclui o Ensino Médio. 
 
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem 47
O ensino da linguagem é responsável de promover 
a oportunidade ao aluno para consolidar e ampliar as suas 
competências de uso e reflexão da linguagem artística, corporal 
e verbal, das quais são estudadas nos diferentes componentes do 
Ensino Médio. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio - 
PCNs (BRASIL, 2000) considera o currículo como instrumento 
de uma cidadania democrata, este precisa abranger conteúdos e 
táticas de aprendizagem que auxiliem o indivíduo desenvolver 
a habilidade dos três domínios de sua ação (Figura 15), com a 
finalidade de integrar os homens e as mulheres no universo da 
“política, do trabalho e da simbolização subjetiva”. 
Figura 15 Critérios para avaliação da aprendizagem dos anos finais do Ensino Fundamental. 
 
Fonte: A autora
Nesse contexto, as diretrizes da proposta curricular 
têm como base as propostas apresentadas pela Organização 
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura 
(UNESCO), sendo entendidas como pilares da educação em 
nossa sociedade (Figura 16).
Vida em sociedade
 Atividade produtiva
Experiência subjetiva
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Metodologia do Ensino da Linguagem48
Figura 16 Pilares da Educação. 
 
Fonte: A autora
Conforme os PCNs (BRASIL, 2000, p. 5),
As propostas de mudanças qualitativas para o 
processo de ensino-aprendizagem no nível médio 
indicam a sistematização de um conjunto de 
disposições e atitudes como pesquisar, selecionar 
informações, analisar, sintetizar, argumentar, 
negociar significados, cooperar, de forma que o 
aluno possa participar do mundo social, incluindo-
se aí a cidadania, o trabalho e a continuidade dos 
estudos.
A linguagem tem sido considerada como transdisciplinar, 
pois todas as disciplinas a tem como objeto de estudo.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 49
Os PCNs (BRASIL, 2000, p. 5)definem a linguagem como
A capacidade humana de articular significados 
coletivos e compartilhá-los, em sistemas 
arbitrários de representação, que variam de acordo 
com asnecessidades e experiências da vida em 
sociedade. A principal razão de qualquer ato de 
linguagem é a produção de sentido.
Neste sentido, é importante perceber que as linguagens 
e seus códigos permanecem em constante dinâmica conforme 
o tempo e espaço, em decorrência de seu caráter sociológico, 
histórico e antropológico. 
Segundo os PCNs, a linguagem transpõe “o conhecimento 
e as formas de conhecer, o conhecimento e as formas de pensar 
e modos de comunicar, a ação e os modos de agir” (BRASIL, 
2000). Esta mobiliza o homem e é mobilizada pelo homem. É 
originada das práticas sociais da humanidade e apresenta em um 
só tempo as características apresentadas na figura 17.
Figura 17 Características da linguagem. 
 
Fonte: A autora
O maior objetivo da linguagem é o desenvolvimento da 
comunicação entre os indivíduos de uma comunidade linguística.
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Metodologia do Ensino da Linguagem50
Atualmente, a produção é principalmente simbólica e 
para existir um diálogo é necessário que o indivíduo tenha o 
domínio das linguagens. E ainda, devido à informação imediata, 
a reflexão da linguagem e seus sistemas são vitais para uma vida 
ativa socialmente.
Objetivos 
Toda a descrição dos objetivos do ensino da Língua 
Portuguesa no Ensino Médio está apresentada nos PCNs e estes 
levam em consideração a visão geral da área a ser desenvolvida 
ao longo do processo de ensino e aprendizagem nesse período 
de formação do aluno.
A proposta dos PCNs é delimitar quais competências o 
aluno que conclui o Ensino Médio necessita desempenhar para 
que este dê prosseguimento aos estudos e também participar 
ativamente de uma vida social. 
Agora veja na figura 18 os objetivos que precisam ser 
alcançados pelo aluno que conclui o Ensino Médio.
SAIBA MAIS
Para você compreender melhor o assunto apresentado 
neste tópico, faça uma leitura dos Parâmetros curriculares 
nacionais (Ensino Médio): Parte I - Bases Legais. Link: 
http://bit.ly/2TUo8Hx (BRASIL, 2000).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 51
Figura 18 Objetivos que os alunos que concluem o Ensino Médio precisam alcançar. 
 
Fonte: (BRASIL, 2000)
Compreender e usar 
os sistemas simbólicos 
das diferentes 
linguagens como 
meios de organização 
cognitiva da realidade 
pela constituição de 
significados, expressão, 
comunicação e 
informação.
Respeitar e preservar 
as diferentes 
manifestações da 
linguagem utilizados 
por diferentes grupos 
sociais; usufruir do 
patrimônio nacional 
e internacional e 
construir categorias 
de diferenciação, 
apreciação e criação.
Analisar, interpretar 
e aplicar os recursos 
expressivos 
das linguagens, 
relacionando textos 
com seus contextos, 
mediante a natureza, 
função, organização 
das manifestações, 
de acordo com as 
condições de produção 
e recepção.
Utilizar-se das 
linguagens como 
meio de expressão, 
informação e 
comunicação 
em situações 
intersubjetivas e 
saber colocar-se 
como protagonista no 
processo de produção/
recepção.
Confrontar opiniões e 
pontos de vista sobre as 
diferentes linguagens 
e suas manifestações 
específicas.
Compreender e usar 
a Língua Protuguesa 
como língua 
materna, geradora 
de significação 
e integradora da 
organização de mundo 
e da própria identidade.
SAIBA MAIS
Para você compreender melhor os objetivos do ensino da Língua 
Portuguesa no Ensino Médio, leia os Parâmetros curriculares 
nacionais (Ensino Médio): Parte II - Linguagens, Códigos e suas 
Tecnologias – Brasília, 2000b. 71p. Link: http://bit.ly/2INhMTY 
(BRASIL, 2000).
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Metodologia do Ensino da Linguagem52
Conteúdos
Em relação aos conteúdos da Língua Portuguesa no Ensino 
Médio, quando lemos os PCNs percebemos que os conteúdos 
tradicionais foram inseridos em outra perspectiva, onde a 
linguagem foi compreendida como um universo dialógico, do 
qual os locutores comunicam entre si. 
Neste sentido, os conteúdos são selecionados para que o 
aluno desenvolva esta habilidade, ou seja, consiga se comunicar 
com o outro. Já os conteúdos clássicos da Língua Portuguesa, 
a gramática e a literatura são estudadas como conteúdos 
secundários. Com isso, a gramática é utilizada para que seja 
possível a “compreensão, interpretação e produção de textos”; e 
a literatura está agregada com o âmbito da leitura.
Orientações didáticas 
As orientações didáticas propostas no PCNs para o 
processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa é que 
sejam de maneira interativa atuando conjuntamente a língua 
e a linguagem, pois são importantes no desenvolvimento do 
pensamento constitutivo e simbólico dos alunos em sua vida 
tanto individual como comunitária.
SAIBA MAIS
Para você ampliar seus conhecimentos sobre os conteúdos da 
Língua Portuguesa no Ensino Médio, entenda os Parâmetros 
curriculares nacionais (Ensino Médio): Parte II - Linguagens, 
Códigos e suas Tecnologias – Brasília, 2000b. 71p. Link: 
http://bit.ly/2INhMTY (BRASIL, 2000).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 53
Com isso, as atividades dos professores precisam ser 
focadas no desenvolvimento e sistematização da linguagem no 
interior de cada estudante. Os alunos por sua vez, precisam ser 
incentivados a verbalizar a linguagem que foi construída. 
Avaliação
A avaliação ao longo do desempenho do ensino da Língua 
Portuguesa no Ensino Médio observa se o aluno conseguiu 
desenvolver as competências e habilidades propostas nos PCNs, 
conforme vemos na tabela 3.
Para você expandir seus conhecimentos sobre as orientações 
didáticas para o ensino da Língua Portuguesa no Ensino Médio, 
leia os Parâmetros curriculares nacionais (Ensino Médio): Parte 
II - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias – Brasília, 2000b. 
71p. Link: http://bit.ly/2INhMTY (BRASIL, 2000).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem54
Tabela 3: Competências e habilidades que os alunos precisam desenvolver no ensino da Língua Portuguesa 
ao final do Ensino Médio
Fonte: (BRASIL, 2000). 
Competências e habilidades
Representação e 
comunicação
Investigação e 
compreensão
Contextualização 
sociocultural
- Confrontar 
opiniões e pontos 
de vista sobre 
as diferentes 
manifestações da 
linguagem verbal.
- Analisar os 
recursos expressivos 
da linguagem 
verbal, relacionando 
textos/contextos, 
mediante a natureza, 
função, organização, 
estrutura, de acordo 
com as condições de 
produção e recepção.
- Considerar a 
Língua Portuguesa 
como fonte de 
legitimação de 
acordos e condutas 
sociais e como 
representação 
simbólica de 
experiências 
humanas manifestas 
nas formas de sentir, 
pensar e agir na vida 
social.
- Compreender 
e usar a Língua 
Portuguesa como 
língua materna.
- Recuperar, 
pelo estudo do 
texto literário, as 
formas instituídas 
de construção do 
imaginário coletivo, 
o patrimônio 
representativo 
da cultura e as 
classificações 
preservadas e 
divulgadas, no eixo 
temporal e espacial.
- Entender os 
impactos das 
tecnologias de 
comunicação na 
vida, nos processos 
de produção, no 
desenvolvimento do 
conhecimento e na 
vida social.- Aplicar as 
tecnologias de 
comunicação e 
da informação na 
escola, no trabalho e 
em outros contextos 
relevantes da vida.
- Articular as redes 
de diferenças e 
semelhantes entre a 
língua oral e escrita 
e seus códigos 
sociais, contextuais e 
linguísticos.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 55
Nas próximas unidades vamos entender comoa fala 
funciona; qual sua variação linguística; a fonologia na escola; 
saberemos o que é ler; quais os tipos de leitura, a leitura na escola; 
o ato de escrever; como ocorre a construção textual e análise das 
produções de textos; quais os jogos e brincadeiras utilizados no 
ensino da linguagem e ainda, quais as metodologias ativas e o 
ensino da linguagem.
RESUMINDO
Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu 
o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que 
vimos. Você deve ter aprendido que em nosso país (o Brasil), o 
ensino da Língua Portuguesa e Linguagem no Ensino Médio são 
orientados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Este 
documento serve como guia para as atividades que precisam ser 
desenvolvidas na escola para que o aluno consiga desempenhar 
todas as competências e habilidades que lhes são propostas. E 
claro, que quando for preciso, as escolas realizam adequações 
nas próprias escolas conforme as necessidades de seus alunos. 
Vimos que no Ensino Médio os conteúdos e as metodologias 
são utilizados para que os alunos desempenhem a comunicação 
em seu meio social. E ainda quais as sugestões dos PCNs para 
os objetivos, conteúdos, orientações didáticas e avalição do 
ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e Linguagem para 
a Educação para o Ensino Médio.
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Metodologia do Ensino da Linguagem56
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Metodologia do Ensino da Linguagem 57
UNIDADE
02
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Metodologia do Ensino da Linguagem58
 Você sabia que a escola e as lições de leitura, procura 
refletir sobre a contribuição da leitura fornecida no contexto 
escolar, para a formação de cidadãos críticos. Com o intuito 
de observar a relação entre a teoria e a prática, no referente 
ao incentivo da leitura reflexiva, colaborando para o hábito da 
leitura crítica, sugerindo aos educadores uma reflexão diante 
da sua responsabilidade e empenho na formação de cidadãos 
participativos do universo social. Assim, leitura e a escrita são 
práticas sociais de suma importância para o desenvolvimento da 
cognição humana, de modo que promovam o desenvolvimento 
do intelecto e da imaginação, bem como promover a aquisição 
de conhecimentos. Desse modo, iremos discutir e abordar os 
aspectos do funcionamento da fala e as variações linguísticas; a 
fonologia e os fonemas; os aspectos gerais da leitura: definição, 
importância, processos e aspectos linguísticos e cognitivos da 
leitura; a leitura na escola, o papel da escola e do professor e 
as estratégias da leitura no contexto escolar. Entendeu? Ao 
longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo da 
Língua Portuguesa! Está preparado? Vamos?
INTRODUÇÃO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 59
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade II. Nosso objetivo 
é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de 
aprendizagem até o término desta etapa de estudos:
OBJETIVOS
Compreender a fala, seu funcionamento, definição, 
bem como as suas variáveis e as variações 
linguísticas;
Conhecer o conceito e funções de fenologia, 
também os fonemas e a fonologia na escola;
Identificar os aspectos gerais da leitura, a 
importância e os processos da leitura;
Compreender o papel da escola e do professor 
no processo da aprendizagem da leitura e as suas 
estratégias.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Metodologia do Ensino da Linguagem60
Compreendendo como a fala funciona e 
a variação linguística
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender as 
definições de linguagem, fala, língua e variação linguística; 
compreender como a fala funciona, conhecer as variações da 
fala; entender as variações linguísticas e os tipos de variações. E 
então? Está motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá!
OBJETIVO
Definições
Antes de entrarmos ao conteúdo propriamente dito, 
veremos o conceito de linguagem, fala, língua e variação 
linguística para nos auxiliar a compreender e entender o que é e 
como ocorre o funcionamento da linguagem verbal.
 �Linguagem é: 
Pode-se dizer que a linguagem “é o sistema através do 
qual o homem comunica suas ideias e sentimentos, seja através 
da fala, da escrita ou de outros signos convencionais” (Mordaz, 
2011).
E quando se refere à Fala: 
Ato ou faculdade de falar; Alocução, discurso; 
Voz, palavra, frase; Expressão, comunicação, 
significado; Modo de falar, tom, estilo; Idioma, 
dialeto, jargão; Teatro Trecho de diálogo ou 
monólogo, dito de uma vez pelo mesmo ator; 
Linguística Atualização, peculiar a cada pessoa, 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 61
da capacidade geral da linguagem(Opõe-se à 
noção de língua.) (AURÉLIO, 2020).
Mas, o que significa Língua? 
A língua como atividade social corresponde a 
um conjunto de usos concretos, historicamente 
situados, que envolvem sempre um locutor 
e um interlocutor, localizados num espaço 
particular, interagindo a propósito de um tópico 
conversacional previamente negociado. [...] 
é um fenômeno funcionalmente heterogêneo, 
representável por meio de regras variáveis 
socialmente motivadas (CASTILHO, 2000, p. 12).
E o que é Variação Linguística?
É um “fenômeno universal e pressupõe a existência 
de formas linguísticas alternativas denominadas variantes” 
(MOLLICA, 2010, p. 8).
Neste contexto, percebemos que antes de compreender 
sobre as variações linguísticas, é preciso conhecer e compreender 
o funcionamento da fala. 
Fala
A fala é a forma como a língua é usada, por conseguinte, 
cada pessoa possui sua particularidade em falar. Por isso podemos 
dizer que a língua é individual, ou seja, cada pessoa possui um 
modo de se expressar oralmente. Diversos fatores influenciam 
na forma que cada pessoa fala, tais como: idade, sexo, grau 
de escolaridade, local onde trabalha, cargo que ocupa, local 
onde estuda, local onde mora, profissão, o caráter, a criação, as 
amizades, a família de modo geral (Figura 1). 
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Metodologia do Ensino da Linguagem62
Figura 1: Falar
Fonte: Pixabay
A fala necessita estar em um lugar de destaque no ensino da 
língua, tendo em vista que ao adentrar a escola, o aluno apresenta 
uma boa bagagem linguística.
IMPORTANTE
Assim, devido às diversas situações vivenciadas pelos 
indivíduos a fala divide-se em dois níveis. Veja na figura 2, logo 
a seguir.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 63
Figura 2: Níveis da fala.
Figura 2: Adaptado pela autora
 Você sabe a importância de estudar os níveis da linguagem 
verbal e a diferença entre eles? Então assista ao vídeo: Variedade 
Linguística – Culta x Coloquial. Link: https://bit.ly/3avO9mv 
(Acesso 24/02/2020) (SARAY, 2017).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem64
A fala não possui nenhuma comunidade ou sociedade em 
que todos possuem ou falem da mesma forma, pois todas as 
línguas variam. 
As variações da fala
Podemos definir o termo ”variações linguísticas” segundo 
(SOARES, 1991) como:
As modalidades da língua, caracterizadas por peculiaridades 
fonológicas, sintáticas e semânticas, determinadas, deum modo 
geral, por três fatores: o geográfico, o sociocultural e o nível da 
fala; responsável pela variedade linguística entre comunidades 
fisicamente distantes, resultando nos dialetos ou nos falares 
regionais.
Em outras palavras, o responsável pela variação linguística 
entre divergentes subgrupos de uma comunidade ou sociedade 
local seria o aspecto sociocultural, sendo entre os fatores 
característicos a idade, o sexo, a classe social, a profissão, o grau 
de escolaridade. E finalizando, o nível da fala ou o registro de 
atitude, que se alude ao nível de formalidade da circunstância 
em que acontece a comunicação.
O indivíduo se estabelece ouvindo e assimilando as palavras e as 
preleções do outro (mãe, pai, colegas, comunidade etc.), ou seja, 
o indivíduo é inserido no meio social, sendo alocado e composto 
pelas preleções que o cercam. 
IMPORTANTE
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Metodologia do Ensino da Linguagem 65
A variação linguística não exibe nenhum erro de linguagem, nem 
para o sujeito, bem como para um grupo dialetal, essa variação 
expõem somente que indivíduos diferentes podem apresentar 
formas diferentes de utilizar uma mesma língua.
VOCÊ SABIA?
Isso quer dizer que, na sociedade que estamos inseridos, 
os sujeitos cultos, ricos, que são influentes na sociedade são 
considerados os falantes, ou seja, que melhor propagam os ideais 
da sociedade e assim, quanto mais pobres e ignorantes forem 
os sujeitos os grupos e suas culturas, são mais discriminados 
perante os demais.
Tipos de variações linguísticas
As variações linguísticas podem ser classificadas em 
dois tipos: variação linguística dialetal e variação linguística de 
registros. Agora iremos aprender sobre o conceito e a composição 
de cada uma dessas variações.
Variação linguística dialetal é:
Devida aos usuários da língua e ao grupo social a que 
pertencem. Ela ocorre em função da região em que os usuários 
vivem, dos grupos e da classe social a que pertencem, de sua 
geração, de seu sexo, seu grau de escolaridade e ainda da função 
que exercem na sociedade. (MARINHO & VAL, 2006, p. 32)
Nesse contexto, essa variação é constituída por um conjunto 
de variações linguísticas referentes as seguintes variáveis: região 
geográfica, da posição social das pessoas, do período histórico 
vigente, da idade, do sexo e do grau de escolaridade dos sujeitos.
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Metodologia do Ensino da Linguagem66
Antes de prosseguirmos iremos apresentar o conceito de 
variáveis:
Uma variável é concebida como dependente 
no sentido que o emprego das variantes não é 
aleatório, mas influenciado por grupos de fatores 
(ou variáveis independentes) de natureza social 
ou estrutural. Assim, as variáveis independentes 
ou grupos de fatores podem ser de natureza 
interna ou externa à língua e podem exercer 
pressão sobre os usos, aumentando ou diminuindo 
sua frequência de ocorrência. Vale frisar que o 
termo “variável” pode significar fenômeno em 
variação e grupos de fatores. Estes consistem nos 
parâmetros reguladores dos fenômenos variáveis, 
condicionando positivamente ou negativamente o 
emprego de formas variantes (MOLLICA, 2010, 
p. 9).
Salienta-se que as variantes possuem dois atributos 
condicionados, o primeiro implica que sistema linguístico 
pode ser alterado, porém estas variantes são inalteradas; o 
segundo implica o desaparecimento de uma variável quando um 
determinado fenômeno se altera.
A seguir serão apresentados os tipos de variáveis dialetais 
(Figura 3).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 67
Tipos de variáveis dialetais.
Fonte: a autora
Como se verifi ca na fi gura acima, a variação dialetal é 
constituída por diversos fatores; fi ca evidente, os indivíduos 
falam e escrevem de modo diferenciado em função dos fatores 
geográfi cos, históricos, sociais, etários, gênero e educacionais.
Vimos até agora sobre a variação linguística dialetal, agora 
será abordado sobre o segundo tipo de variação linguística, a 
qual é a variação linguística de registro.
Mais o que é variação de registro? 
Caracteriza-se pelo uso formal e informal da linguagem, 
sendo condicionada ao conhecimento da língua, ao contexto e à 
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Metodologia do Ensino da Linguagem68
situação em que se encontra o sujeito falante (RESOLEN, 2016, 
p. 10).
Entretanto, linguagem informal é uma linguagem usada no 
dia-a-dia, não exigindo atenção total da gramática, utilizando 
gírias e palavras que não possuem registros e significados na 
linguagem formal. 
A variação linguística decorre não somente da evolução histórica 
das línguas e de suas raízes locais, geograficamente demarcadas, 
nem só surge na sociedade estratificada ao costume das classes 
sociais e grupos étnicos. É achada também no desempenho 
linguístico de um único sujeito, em diversas circunstâncias de 
sua vida, independentemente da classe social ou região a que 
pertence. 
Neste contexto, a linguagem formal está relacionada 
à gramática e utilizada em contextos mais específicos, tais 
como: uma pesquisa, entrevistas, sendo que o nível linguístico 
deve obedecer aos temas abordados acatando desta maneira à 
expectativa linguística dos indivíduos.
Como já mencionado a linguagem formal, também 
denominada de “culta” refere-se ao uso correto das normas 
gramaticais e na boa pronúncia das palavras. Enquanto a 
linguagem informal ou coloquial trata-se da linguagem cotidiana, 
espontânea e não necessita do uso das normas gramaticais.
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN destaca-se 
que o estudo da variação linguística necessita estar presente em 
todas as práticas de Língua Portuguesa. 
IMPORTANTE
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Metodologia do Ensino da Linguagem 69
Nos PCNs (BRASIL, 1998), ressalta a importância 
do estudo da variação linguística, pois a mesma é de suma 
importância na formação e no desenvolvimento das habilidades 
discursivas do aluno. Entretanto, é necessário trabalhar a 
variação nos quatro eixos de ensino: leitura, escrita, oralidade e 
análise linguística.
Nesta perspectiva, a escola precisa compreender a realidade 
linguística de seus alunos já nos primeiros anos escolares para 
então desenvolver atividades de ensino e aprendizagem que não 
ferem os alunos nem os professores, trazendo tranquilidade, 
alegria, prazer e sucesso.
Funções da linguagem
Iremos aprender sobre as funções da linguagem, as quais 
podem apresentar função comunicativa ou convencional.
Ao abordar sobre linguagem comunicativa, elucida-se que 
nem sempre a comunicação é o papel mais importante no uso 
da linguagem. Ao falar a fala pode simular uma ordem, uma 
ameaça, um compromisso, um contrato.
Percebe-se que por meio da linguagem podemos 
persuadir, coagir, omitir, mentir, ferir, magoar, julgar, condenar, 
criar-se impasse, ter várias conotações, falar nas entrelinhas, 
trazer ambiguidades. Esse fenômeno semântico explica alguns 
acontecimentos que acontecem na escola.
A linguagem de caráter convencional é caracterizada pelos 
valores sociais, econômicos, ideológicos, políticos, religiosos, 
assim segundo com os contextos desse tipo, o sentido das 
palavras muda.
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Metodologia do Ensino da Linguagem70
 Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “Linguagem 
Falada: conceitos, tipos, aquisição e desenvolvimento” (MELLO 
. R., 2007), acessível pelo link https://bit.ly/2Uu9LtW (Acesso 
em 24/02/2020).
SAIBA MAIS
E então? Gostou do que lhe mostramos?Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que fala é algo 
muito particular e individual, ou seja, cada pessoa possui sua 
própria forma de se comunicar e manifestar em um ambiente 
ou grupo social, expressando suas ideias e pensamento segundo 
sua visão e conhecimentos adquiridos no decorrer de sua 
experiência de vida. Assim, a fala deve estar em destaque no 
ensino da língua. Também aprendemos que as variações da fala, 
são caracterizadas por peculiaridades fonológicas, sintáticas e 
semânticas, determinadas, de um modo geral, por três fatores: 
o geográfico, o sociocultural e o nível da fala. Essas variações 
linguísticas podem ser classificadas em dois modos: variação 
linguística dialetal e variação linguística de registros. Também 
vimos que podem ser de uso formal ou informal da linguagem. 
Em relação a função da linguagem aprendemos que pode ser 
comunicativa ou convencional. Diante de tudo que foi aprendido 
verifica-se que a escola precisa entender e compreender a 
realidade linguística de seus alunos nos anos finais do Ensino 
Fundamental e na Educação do Ensino Médio, para se obter um 
bom ensino da Língua Portuguesa.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 71
Fonologia na escola: aspectos básicos
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender as 
definições de fonologia, fonema e fonética; compreender as 
funções da fonologia; conhecer as representações e as premissas 
dos fonemas; compreender a fonologia na escola. E então? Está 
motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
Uma das formas mais interessantes de se tratar sobre a 
fonologia é iniciar nos questionando: mediante a diversidade de 
sons da fala, quais são produzidas por meio do aparelho vocal 
como conseguimos nos comunicar e entender? A resposta é que 
isso ocorre, pois, mesmo sem nos darmos conta, possui um acordo 
constituído entre os falantes de uma comunidade linguística e é 
ele que controla a variação de nossa fala. Essa combinação é a 
nossa língua. Dessa maneira, é dessa combinação que aborda a 
fonologia.
Definições
Antes de adentrarmos ao conteúdo propriamente dito, 
veremos o conceito de fonologia e fonema para nos ajudar a 
compreender o que é e como acontece seu aprendizado na sala 
de aula.
Conforme o Dicionário (AURÉLIO, 2020) fonologia é a 
ciência que trata dos fonemas do ponto de vista de sua função 
em uma língua.
Veja na figura 4 a descrição da Fonologia.
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Metodologia do Ensino da Linguagem72
Figura 4: Fonologia.
Fonte: a autora
E o que é Fonema?
Fonemas são as menores unidades sonoras da 
fala. Funcionam como elementos distintivos ou 
diferenciadores das palavras, porque são capazes 
de diferenciar umas de outras (CEGALLA, 2008).
Assim, caracteriza-se o fonema como a menor unidade 
sonora que se pode isolar no interior de uma palavra, tendo a 
propriedade de constituir diferenças entre palavras de uma 
língua.
 Fonemas
Neste tópico, iremos abordar sobre as representações 
dos fonemas, bem como suas premissas. Cada fonema era para 
corresponder a apenas uma letra, porém não é isso que ocorre, 
pois, o sistema ortográfi co da língua portuguesa não é fonético, 
estando ainda presa a origem das palavras. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 73
A seguir são apresentadas as representações dos fonemas, 
tais como:
1. O mesmo fonema pode ser figurado por letras diferentes. 
Ex: Casa, exílio, cozinha; tigela, laje.
2. A letra X pode representar, ao mesmo tempo, dois 
fonemas distintos. Ex: Táxi, fixo, toráx.
3. A mesma letra pode representar fonemas distintos. Ex: 
Exame, xale, próximo, sexo; cola, cera.
4. Existem letras que, às vezes, não representam fonemas; 
funcionam somente como notações léxicas. Ex: Campo, renda, 
regue.
5. Há fonemas que, em certos casos, não se representam 
graficamente. Ex: Bem, batem, falam.
6. Utilizam-se letras simplesmente decorativas: não 
representam fonemas nem funcionam como notações léxicas. 
Conservam-se em razão da etimologia. Ex: Hotel, discípulo, 
exceção, quina.
7. Um fonema pode ser representado por um grupo de 
duas letras (dígrafo). Ex: Mulher, machado, unha, missa, carro.
Para saber sobre as premissas da fonêmica, leia o livro: Língua 
Portuguesa I: fonética e fonologia de (SILVA A. H., 2007, 
152 p.). Nesta obra a autora aborda sobre os sons da fala, 
os aspectos gerais da linguística, também a diferença entre 
fonética e fonologia, conceituando cada um e apresentando suas 
características e funções. Link: https://bit.ly/3dEgbhB Acesso 
em 25/02/2020).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem74
Contudo, a avaliação fonológica, na fonêmica, tem por 
base quatro “premissas”, as quais chamam a atenção do sujeito 
que analisa a língua para o caso de que sons que aparentam ser 
fonemas, no entanto, não são, pois tem como foco a probabilidade 
de variação sonora. Então, vamos a elas, observe na fi gura 5.
Figura 5: As premissas da fonêmica.
Fonte: Adaptado pela altura
Os sons que apresentam a função de formar morfemas e que, 
trocados por outros ou eliminados, modifi cam o signifi cado das 
palavras são denominados de fonemas (CAGLIARI, 2002, p. 
24). 
IMPORTANTE
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Metodologia do Ensino da Linguagem 75
Mais o que é morfema?
“É definido como o menor signo linguístico, ou seja, a 
menor unidade composta de significado e significante” (MELLO 
. R., 2007). 
E significado e significante o que são:
“Significado tem a ver com a ideia que uma imagem 
acústica transporta. E Significante é a imagem acústica do som 
que ainda se constitui em uma abstração” (SEARA, NUNES, & 
LAZZAOTTO-VOLCÃO, 2011).
Assim, para uma melhor compreensão e assimilação 
dos fonemas de uma verificada língua, utilizamos o teste de 
Comutação, que significa, a troca de um som pelo outro. Desse 
modo, é por meio desse teste, podemos realizar um levantamento 
de todos os sons de uma língua que possui a função de fonema 
(distintiva).
Fonologia na escola
Como já vimos à fonética está voltada para a descrição dos 
sons da fala, enquanto que a fonologia se preocupa com o valor 
funcional que os sons apresentam na língua.
Diante disso, nas escolas o ensino da fonologia deve ser 
programado, devido ser um saber gradativo. Porém, existem 
algumas técnicas fonológicas que para as alfabetizadoras serem 
de grande interesse, tais como a noção de oposição e de variação 
de sistemas.
Com isso, ao assumir na palavra posições diferentes o som 
pode possuir valor linguístico distinto, como por exemplo: ao 
substituir o P de pato por um B iremos ter uma nova palavra e 
um novo significado, porém se eu disser kadeira para cadeira, 
o significado não é alterado.
Mediante os exemplos vimos à troca de um som por outro, 
assim fazemos um teste de comutação. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem76
Portanto, os testes de comutação revelam os valores 
fonológicos e as funções linguísticas, isso ocorre porque a 
linguagem humana é abrangida basicamente com unidades 
chamadas de SIGNOS. Por sua vez, um signo linguístico é a 
adesão do significado com o significante.
É importante atentar para a língua portuguesa, porque 
nela existem palavras que uma letra pode modificar todo o 
significado do signo. E que há fonemas possuem sons muito 
próximos. Ressalta-se que é de suma importância que odocente alfabetizador tenha entendimento que nem todo “erro“ 
ortográfico é proveniente da falta de habilidade do aprendiz, 
deve levar em conta que falamos de um jeito e escrevemos de 
outro, assim, essa descoberta pode demorar certo tempo.
Figura 6: Língua Portuguesa
Fonte: Pixaby
Mediante a isto, os linguistas assinalam que a linguagem 
se configura em duas linhas: sucessão e ocorrências:
O autor (CAGLIARI L. C., 1997), vai caracterizar sucessão 
como sintagmático, ou seja, o significado é representado por 
sons. Enquanto ocorrências pode ser é caracterizada como 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 77
Figura 7: Classifi cação das palavras segundo a posição da sílaba tônica. 
Fonte: a autora
paradigmático, que quer dizer que o signifi cado é representado 
por possíveis sons.
Quer se aprofundar neste tema sobre a fonética, fonologia e os 
fonemas? Assista o vídeo do professor Noslen Borges (BORGES, 
2020). Acessível pelo link: http://bit.ly/39IZ5wS (Acesso em 
25/02/2020).
SAIBA MAIS
 Funções da fonologia
Até aqui vimos os conceitos e ramifi cações da fonologia, a 
seguir abordaremos sobre as suas funções. 
A classifi cação das palavras segundo a posição da sílaba 
tônica está dividida em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas 
(Figura 7).
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Metodologia do Ensino da Linguagem78
Agora iremos abordar sobre a definição da grafia e 
acentuação das palavras.
As quais são: 
1. Ortografia / Emprego de X e Ch;
2. Emprego das letras G e J;
3. Emprego das letras S e Z;
4. Emprego do Z;
5. Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs;
6. Emprego das letras O e U/ Emprego da letra H;
7. Acento prosódico: aparece em todas as palavras que 
possuem duas ou mais sílabas;
8. Acento gráfico: marca a sílaba tônica de algumas 
palavras.
Que a divisão silábica é realizada a partir da soletração, 
mostrando o som total das letras que constituem uma sílaba. Por 
sua vez, o hífen é usado para fazer a separação das palavras. 
 A seguir veremos na figura 8 algumas regras empregadas 
na divisão silábica.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 79
Figura 8: Regras empregadas na divisão silábica.
Fonte: a autora
 Então, a fonologia é uma interpretação de algo que a 
fonética exibe, restrita a uma língua e aos exemplos teóricos que 
expõem essa língua.
Em relação à classifi cação dos encontros fonéticos: 
estão classifi cados em vocálicos e consonantais, entretanto, os 
vocálicos podem sem: ditongo, hiato e tritongo e os encontros 
consonantais, estes podem acontecer na mesma sílaba ou em 
sílabas divergentes.
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Metodologia do Ensino da Linguagem80
Para um maior aprofundamento sobre a fonética: conceitos, 
histórico, características e diferença entre fonética e fonologia, 
leia o livro: Fonética e Fonologia do Português Brasileiro 
(SEARA & LAZZAROTTO-VOLCÃO, 2011). As autoras 
apresentam no transcorrer do texto, sobre as transcrições fonéticas 
e/ou fonológicas, procurando o entendimento e a compreensão 
do aluno. Acessível pelo link https://bit.ly/2UrVptO (Acesso em 
25/02/2020).
SAIBA MAIS
Então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que fonologia é uma 
interpretação de algo que a fonética exibe, restrita a uma língua 
e aos exemplos teóricos que expõem essa língua, assim, a 
fonética está voltada para a descrição dos sons da fala, enquanto 
que a fonologia se preocupa com o valor funcional que os 
sons apresentam, vimos também a classificação das palavras 
segundo a posição da sílaba tônica em oxítonas, paroxítonas 
e proparoxítonas. Estudamos também sobre os encontros 
fonéticos, os quais são: vocálicos e consonantais. A avaliação 
fonológica, na fonêmica, tem por base quatro “premissas”. Por 
sua vez, o fonema é definido como a menor unidade sonora que 
se pode isolar no interior de uma palavra. Aprendemos ainda 
neste capítulo que para uma melhor compreensão e assimilação 
dos fonemas de uma verificada língua, utilizamos o teste de 
Comutação, que é a troca de um som pelo outro. E por fim, vimos 
que nas escolas o ensino da fonologia deve ser programado, 
devido ser um saber gradativo. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 81
 Leitura: aspectos gerais
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender as 
defi nições de ler e leitura; compreender a importância da leitura; 
conhecer os processos de leitura e compreender os aspectos 
linguísticos e cognitivos da leitura. E então? Está motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
A preocupação com a educação tem mobilizado educadores 
e estudiosos em relação ao processo de leitura, permanecendo 
o desafi o de trabalhar a leitura de forma prazerosa, buscando 
estratégias para os alunos lerem com prazer.
Percebendo que o hábito de leitura, abrange além da 
sala de aula e que adolescentes e jovens que vem de famílias 
desajustadas, sentem difi culdades na aprendizagem, é 
necessário repensar sobre o ensino, procurando incentivar e 
orientar, facilitando o envolvimento na leitura, reconhecendo 
sua importância, mostrando que é a ferramenta principal para o 
ensino – aprendizagem (Figura 9).
Figura 9: Hábito da leitura.
Fonte: Freepik
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Metodologia do Ensino da Linguagem82
O aprendizado da leitura se processa através da 
compreensão de seu uso, pois a leitura é um processo contínuo 
de descoberta, onde se pode observar o desenvolvimento 
intelectual do indivíduo.
 �Definições 
Agora iremos apresentar algumas definições sobre ler e 
leitura:
“Ler é uma arte, uma atividade que denota várias 
ações conjuntas: a imaginação, a criatividade, o resgate das 
experiências e as peculiaridades do caráter de cada indivíduo” 
(NASCIMENTO & AMORIM, 2016, p. 315).
A autora (SOLÉ, 1998, p. 22) define ler “com um processo 
de interação entre o leitor e o texto”.
Já (BORDINI, 1986, p. 116) afirma que: 
Para (FOUCAMBERT, 1994), ler não é somente passar os 
olhos por algo escrito; não é fazer a versão oral de um escrito; ler 
significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, elaborar 
uma resposta que integra parte das novas informações ao que já 
se tem.
Vimos até agora algumas definições sobre o que é ler.
Afinal o que é leitura?
A definição de leitura está comumente restrita à 
decodificação da escrita. A ação de leitura não satisfaz a uma 
simples decodificação de símbolos, mas constitui, de fato, 
interpretar e entender o que se lê.
Já para (KLEIMAN, 1989), a leitura necessita admitir que 
o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo modificar-se 
em mera decifração de signos linguísticos sem a abrangência 
semântica dos mesmos.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 83
Conforme o dicionário (AURÉLIO, 2020), Leitura é: “1. 
ato ou efeito de ler; 2. Arte ou hábito de ler; 3. aquilo que se lê; 4. 
O que se lê, considerado em conjunto. 5. Arte de decifrar e fixar 
um texto de um autor, segundo determinado critério”. 
Um sujeito pode ser considerado leitor quando começa a entender 
o que lê. Ler é antes de tudo entender, assim, não obstante 
decodificar sinais e signos é preciso modificar e ser modificado.
Segundo (FREIRE, 1989), a leitura do mundo antecede 
sempre a leitura da palavra e a leitura destainsinua a continuidade 
da leitura daquele. A leitura é agregada à maneira de ver o mundo. 
É possível dizer que a leitura é um meio de conhecer.
A leitura é o ato de entender e conferir significados por 
meio de uma conjunção de aspectos pessoais com a ocasião e o 
ambiente, com as situações. Ler é decifrar uma percepção sob 
os efeitos de um verificado contexto. Esse procedimento leva o 
sujeito a uma abrangência particular da realidade.
Importância da leitura
Após aprendermos as definições de ler e leitura, 
estudaremos agora sobre a importância da leitura. 
Sabemos que as pessoas que não leem, não falam, 
não ouvem e não veem, pois sem a prática da leitura é quase 
impossível ter conhecimento e conteúdo para falar e opinar 
sobre qualquer tema abordado (Figura 10).
VOCÊ SABIA?
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Metodologia do Ensino da Linguagem84
Figura 10: A importância da leitura.
Fonte: Freepik
Entendemos que leitura e a escrita são práticas sociais importantes 
para o desenvolvimento da cognição humana, de modo que 
promovam o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, 
além de proporcionar a obtenção de conhecimentos.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
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Metodologia do Ensino da Linguagem 85
Assim, ter acesso à boa leitura é obter uma informação 
cultural que mantém a imaginação despertando o prazer pela 
leitura, permitindo que se obtenha a leitura com um costume que 
faz parte do dia-a-dia, dessa maneira, fazendo com que sempre 
se conserve os conhecimentos atualizados.
Conforme os dados do Ministério da Educação, em relação 
aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa 
(EDUCAÇÃO, 2011, p. 22):
 Conhecimento atualmente disponível a respeito 
do processo de leitura indica que não se deve 
ensinar a ler por meio de práticas centradas na 
decodificação. Ao contrário, é preciso oferecer aos 
alunos inúmeras oportunidades de aprenderem a 
ler usando os procedimentos que os bons leitores 
utilizam. É preciso que antecipem, que façam 
inferências a partir do contexto ou do conhecimento 
que possuem, que verifiquem suas suposições – 
tanto em relação à escrita; propriamente, quanto 
ao significado.
Na maioria das vezes, o que faz a leitura se tornar difícil 
é a falta de entendimento do léxico, ou seja, a má elaboração do 
texto ou até mesmo a falta de conhecimento prévio do tema o 
qual está lendo. 
Lembre que o processo de leitura depende de diversos 
fatores, tais como: a habilidade e o estilo pessoal de quem vão 
ler (leitor), o objetivo de estar fazendo a leitura, o nível de 
conhecimento acerca do assunto, e o nível de complexidade de 
conhecimentos fornecidos pelo texto.
Podemos dizer que dois fatores definem a leitura: o texto 
impresso, que é visto pelos olhos, e o conhecimento prévio do 
sujeito.
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Metodologia do Ensino da Linguagem86
 Os processos de leitura
Esses processos quando o leitor ler com frequência esses 
processos são cada vez mais simples, pois, o leitor conhecerá o 
léxico e semântica do texto (KLEIMAN, 2002).
Mais quais são os processos de leitura? Veja na fi gura 11.
Figura 11: Processos de leitura.
Fonte: a autora
A seguir será apresentada a defi nição e características de 
cada um desses processos.
 Processo neurofi siológico
Nesse processo, a leitura é uma ação concreta que recorre 
a capacidades determinadas do ser humano. Assim, nenhuma 
leitura é possível sem um funcionamento do aparelho visual e 
das diversas funcionalidades que o cérebro possui.
Com isso, o leitor decodifi ca os signos quando no 
texto exibe palavras breves, antigas, simples e polissêmicas. 
Entretanto, a memória imediata varia entre oito e dezesseis 
palavras. Sendo que, as frases mais ajustadas são as curtas e as 
estruturadas.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 87
Figura 12: Sentidos do processo afetivo.
Fonte: a autora
 Processo cognitivo
O processo cognitivo é caracterizado pela compreensão de 
um texto, sendo o processo de conhecimento que o leitor contrai 
durante toda sua vida.
Assim esse conhecimento advém mediante a interação 
com vários níveis de conhecimento, tais como o linguístico, 
textual e de mundo.
 Processo afetivo
É relacionado às emoções na leitura e conectado a três 
níveis básicos da leitura, os quais são: sensorial, emocional 
e racional. Esses níveis correspondem a uma maneira de 
aproximação do texto (Figura 12).
 Processo argumentativo
Para compreendermos este processo, primeiro elucidaremos 
sobre a defi nição da palavra argumentar, a qual está conexa com 
as ideias, crenças, posturas diante da vida social. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem88
Assim, a linguagem verbal e escrita busca convencer 
o leitor por meio dos processos argumentativos. Contudo, a 
aceitação ou não leva o leitor a estabelecer um sentido que passa 
a fazer parte de seu meio cultural.
 Processo simbólico
Neste processo, os signos são compostos pela unifi cação 
do signifi cante (substância) e do signifi cado (matéria). 
No entanto, para alguns estudiosos do assunto reconhecem 
dois processos signifi cativos no ato de ler: o processo sensorial 
ou fi siológico e o mental ou psicológico (Figura 13). 
Figura 13: Ramifi cações do processo simbólico.
Fonte: a autora
 Aspectos linguísticos do processamento da 
leitura
Aqui iremos tratar sobre os aspectos linguísticos, os quais 
podem ser classifi cados em diversos níveis de processamento: 
fonológico, ortográfi co, morfossintático, semântico e pragmático.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 89
Já citamos quais são os níveis linguísticos de processamento 
da leitura agora vamos aprender o que é cada um desses níveis 
conforme (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006):
1. Nível fonológico: é relacionando ao sistema de sons de 
uma língua. 
2. Nível ortográfico: é interligado ao nível fonológico, 
também codifica o sistema de representação escrita de uma 
verificada língua.
3. Nível morfossintático: aborda sobre a combinação de 
morfemas dentro da palavra, das palavras dentro da frase e do 
texto.
4. Nível semântico: caracteriza-se pelos predicados 
do significado nas línguas, tais como: Sinonímia, antonímia, 
hiponímia, polissemia e homonímia, estes são exemplos de 
relações de sentido contempladas nesse nível.
5. Nível pragmático: está conexo a utilização da 
linguagem, na maneira como os indivíduos comunicam suas 
intenções em um determinado contexto.
Aspectos cognitivos da leitura
Agora iremos elucidar sobre os aspectos cognitivos da 
leitura, pois é também um enigma cognitivo. 
Mas que é cognitivo?
Refere-se aos mecanismos mentais pelos quais um 
indivíduo se vale ao utilizar sua percepção, memória, razão 
(AURÉLIO, 2020).
Assim, o cognitivo está interligado ao conhecimento e à 
aprendizagem sendo que a compreensão de um texto ocorre no 
cérebro do leitor. Por sua vez, é enigma, pois, apesar dos grandes 
progressos das pesquisas, ainda se tem muito a desvendar.
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Metodologia do Ensino da Linguagem90
A leitura é caracterizada por meio da interligação de informações, 
a qual depende da utilização de algumas estratégias, podendo 
destacar as seguintes: ascendente (bottom-up), a descendente 
(top-down) e a integradora. 
VOCÊ SABIA?
Então, mediante a essa afi rmação iremos abordar a seguir 
sobre essas estratégias (Figura 14).
Figura 14: Estratégias da leitura.
Fonte: a autoraFonte: a autora
Parauma melhor compreensão e entendimento sobre 
os aspectos linguísticos e cognitivos da leitura leia o artigo 
Aspectos Linguísticos e Cognitivos da Leitura de (SIQUEIRA 
& ZIMMER, 2006)) acessível no link: https://bit.ly/3buAP1M 
acessado em: 26/02/2020.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 91
Neste artigo, as autoras abordam uma introdução aos 
aspectos linguísticos e cognitivos abrangidos no processamento 
da leitura. Em relação aos aspectos linguísticos, destacam os níveis 
de processamento: fonológico, ortográfico, morfossintático, 
semântico e pragmático, exemplificando e citando pesquisadores 
abrangidos com a pesquisa em cada um deles.
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que ler é um processo 
de interação entre o leitor e o texto, que não é somente passar 
os olhos por algo escrito, mas também compreender o que está 
escrito. Aprendemos também que a leitura está comumente 
restrita à decodificação da escrita, constituindo a interpretação 
e a compreensão do que se lê. Vimos que a leitura depende de 
diversos fatores, tais como: a habilidade e o estilo pessoal de 
quem vão ler (leitor), o objetivo de estar fazendo a leitura, o nível 
de conhecimento acerca do assunto, e o nível de complexidade 
de conhecimentos fornecidos pelo texto. Conhecemos os 
processos da leitura, os quais são neurofisiológico, cognitivo, 
afetivo (abrange três níveis: sensorial, emocional e racional), 
argumentativo e simbólico sendo dividido em processo 
sensorial ou fisiológico e mental ou psicológico. Neste capítulo 
aprendemos também sobre os aspectos linguísticos, que 
podem ser classificados em níveis fonológico, ortográfico, 
morfossintático, semântico e pragmático. E que os aspectos 
cognitivos estão interligados ao conhecimento e à aprendizagem 
sendo que a compreensão de um texto ocorre no cérebro do 
leitor. E por fim estudamos que a leitura é caracterizada através 
da interligação de informações, as quais depende da utilização 
de algumas estratégias: ascendente (bottom-up), a descendente 
(top-down) e a integradora. 
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A leitura na escola
 Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender 
qual o papel da escola e do professor no desenvolvimento da 
leitura dos alunos; conhecer as principais estratégias de leitura 
utilizadas no contexto escolar. E então? Está motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
Convivemos em um mundo totalmente globalizado, 
marcado pelos progressos tecnológicos e pelos meios de 
comunicação, no qual as crianças têm um grande acesso ao 
conhecimento que é fornecido a elas pelos distintos canais 
transmissores. 
Jazendo a escola implantada neste contexto, compete à 
mesma promover um ensino mais dinâmico, tornando a leitura 
uma atividade atrativa, prazerosa, estimulante e significativa 
aos alunos. Para que isso se realize é imprescindível que a 
mesma proporcione uma diversidade de materiais de leitura, 
oportunizando-os a descobrirem aquilo que mais lhe agrada para 
que se tornem fluentes leitores (ROJO, 2002).
Entretanto, (DWYER & DWYER, 2001) explicitam 
que ler por prazer é uma ação extraordinária. E quanto mais 
instigante for o livro, mas silencioso será o leitor. Quando 
lhe é lícito decidir a leitura e se deslumbrar com ela o mundo 
imaginário torna-se real. Criam-se mundos, viaja-se no tempo, 
deslumbram-se com a beleza do imaginário, leitores tornam-se 
mais poderosos. 
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Nesse contexto, a escola possui a função de cooperar para 
a preparação de alunos capazes de participar como indivíduos do 
processo de desenvolvimento da aprendizagem. 
Dessa forma, (VIEIRA, 2016, p. 19) ressalta que:
[...] entende-se que o ensino de leitura deve ir 
além do ato monótono que é aplicado em muitas 
escolas, de forma mecânica e muitas vezes 
descontextualizados, mas um processo que deve 
contribuir para a formação de pessoas críticas e 
conscientes, capazes de interpretar a realidade, 
bem como participar ativamente da sociedade.
Assim, o estímulo, intervenção, mediação, familiarização 
ou animação são termos muito usados no contexto escolar.
A escola, nem sempre, forma usuários competentes da escrita, 
mas muitas vezes, “analfabetos funcionais”, definidos como 
“aqueles que apresentaram acesso limitado à escolarização 
ou que têm um domínio limitado das habilidades de leitura e 
escrita”.
VOCÊ SABIA?
Então, um dos aspectos do fracasso com a leitura é a 
dificuldade que o aluno apresenta consigo no seu desenvolvimento 
escolar. Muitos são automaticamente aprovados, para um 
novo ano de escolaridade sem ao menos conter os requisitos 
necessários para a fase na qual está cursando. Em decorrência 
prosseguem, em seus anos de escolaridade, cheios de dúvidas e 
dificuldades.
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Metodologia do Ensino da Linguagem94
 Partilhar a leitura é algo efetivo, mas os alunos precisam de 
tempo na aula para praticar a leitura individual e rotinas do dia-
a-dia para que enfim consigam trocar o controle remoto por 
leituras prazerosas (COLOMER, 2007). 
REFLITA
Esse é o papel da escola, seduzir o leitor para que enfrente 
o esforço. E, enfim, obter uma leitura prazerosa, compreendendo 
o que está escrito e não como algo obrigatório.
O papel da escola
Atualmente, a sociedade vem exigindo da escola que 
desempenhe seu papel de formadora do conhecimento, 
fornecendo instrução, qualificação e diplomas a todos.
Assim, ao refletirmos na sala de aula como um lugar para a 
formação de leitores, precisamos analisar que ler não se resume 
somente em folhear livros, além disso, enxergar na leitura a 
probabilidade de observar e analisar criticamente os textos.
Como vimos, ler vai além de folhear livros é dialogar, 
observar, apontar seu ponto de vista, ou seja, construir 
significados, dialogar, com seu contexto histórico social e 
cultural preenchendo as lacunas de modo singular, usando seus 
conhecimentos prévios (KLEIMAN, 1989, p. 13).
Assim, podemos apresentar o papel da escola conforme 
mostra a figura 15.
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Figura 15: Papel da escola.
Fonte: a autora
Ser leitor é ler além das palavras, é acreditar que se aprende 
o mundo quando se compreende o que faz. Porém, a sala de 
aula, se caracteriza como um espaço privilegiado, porque no 
transcorrer da ministração dos conteúdos exerce-se bem mãos 
do que a ação pedagógica.
VOCÊ SABIA?
Segundo (CAGLIARI, 1994, p. 25), “o objetivo 
fundamental da escola é desenvolver a leitura para que o aluno 
se saia bem em todas as disciplinas, pois se ele for um bom leitor, 
a escola cumpriu em grande parte a sua tarefa”. 
A escola é o local que se mais lê, contudo o que se lê, 
como se lê e como se ensina a ler parece não se encontra ainda 
muito claro. Os autores (COLOMER & CAMPS, 2002, p. 70) 
afi rmam que: 
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Embora ler seja à base de quase todas as atividades 
que se realizam na escola, e a concepção de leitura 
como ato compreensivo seja aceita por todos, a 
maioria das pesquisas sobre as atividades de 
leitura na escola demonstram que nela não se 
ensina a entender os textos.
Mediante a isto qual o papel do professor? (Figura 16)
Agora analise a figura 17, logoem seguida.
Figura 16: Papel do professor na atualidade.
Fonte: Pixabay
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Figura 17: Papel do professor.
Fonte: a autora
Sendo assim, o professor precisa ser um profi ssional 
empenhado com o projeto de leitura expondo estratégias visando 
orientar seus alunos, sendo assim um mediador do processo 
leitura.
 Segundo (FREIRE, 1999, p. 29) “[...] percebe-se, assim, a 
importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva 
a certeza de que faz de sua tarefa docente, não apenas ensinar 
conteúdos, mas também ensinar a pensar certo”.
IMPORTANTE
Entendemos que o professor assume o papel de mediador, 
onde os alunos leem por meio dele, o mesmo também necessita 
criar condições estimuladoras e desafi adoras que levem o aluno a 
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refletir e procurar alternativas para solucionar, de forma criativa, 
os problemas que surgem.
Para uma melhor compreensão sobre o tema abordado, leia o 
artigo: Prazer pela leitura: incentivo e o papel do professor de 
autoria dos autores (FORTESKI, OLIVEIRA, & VALÉRIO, 
2011). Acessível pelo link: https://bit.ly/3dGODbm (Acesso em: 
27/02/2020).
SAIBA MAIS
No artigo acima citado as autoras ressalvam que a leitura é 
cada vez mais imprescindível para a vivência social, ela acontece 
quando existe interação entre leitor e autor. 
Estratégias de leitura no contexto escolar
Cada indivíduo desenvolve suas próprias estratégias, 
assim, determinadas sugestões de ensino afirmam que desde 
o início do método de alfabetização o professor precisa expor 
textos concretos aos alunos, ou seja, aqueles dos quais se podem 
extrair sentidos e significados.
Assim, (SOLÉ, 1998, p. 24) afirma que: 
Quando o leitor se situa perante o texto, os 
elementos que o compõem geram nele expectativas 
em diferentes níveis (o das letras, das palavras) 
de maneira que a informação que se processa 
em cada um deles funciona como imput para o 
nível seguinte, assim, através de um processo 
ascendente, a informação se propaga para níveis 
mais elevados. Mas simultaneamente, visto 
que o texto também gera expectativas em nível 
semântico, tais expectativas guiam a leitura e 
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buscam a sua verifi cação em indicadores de nível 
inferior (léxico, sintático, grafo-tônico), através 
de um processo descendente.
Dessa forma, o leitor usa seu conhecimento de mundo e 
seu conhecimento de texto para estabelecer uma interpretação 
sobre aquele. Desse modo, é no contexto escolar, através 
da fi gura do professor que tem o papel de mediador, que são 
desenvolvidas ações motivadoras que estimulem nos alunos o 
gosto pela leitura desenvolvendo, portanto, em cada indivíduo 
suas próprias estratégias.
A leitura proporcionada pela escola deve fornecer a 
aprendizagem com o intuito a formação de cidadãos críticos e 
atuantes na sociedade.
Contudo, a leitura pode ser classifi cada em quatro 
etapas: decodifi cação, compreensão, interpretação e retenção 
(MENEGASSI, 1995). Conforme mostra a fi gura 18.
Figura 18: Etapas do processo de leitura.
Fonte: a autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem100
Destarte, as estratégias de leitura compreendidas em 
argumentos significativos colaboram para o estabelecimento 
do desígnio geral da educação, que incide em que os alunos 
aprendam a aprender. 
Afinal o que são estratégias? 
“São procedimentos utilizados pelo leitor para decodificar, 
compreender e interpretar o texto e resolver os problemas que 
encontra durante a leitura” (MENEGASSI, 1995).
 Se por acaso não se confirme, o leitor deve refazer o percurso, 
pois todas as estratégias são usadas pelo leitor quase que ao 
mesmo tempo, porém ele não tem consciência disso.
IMPORTANTE
Após conceituarmos estratégias iremos elucidar sobre seus 
tipos, os quais podem ser: de ação; de antecipação; de inferência 
e de verificação. Os mesmos são caracterizados a seguir na 
figura 19.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 101
(SOLÉ, 1998) sugere em sua obra Estratégia de leitura que deve-
se utilizar as estratégias antes, durante e depois da leitura. Para 
um maior entendimento assista o vídeo Estratégias de Leitura 
Isabel Solé, com a Professora Márcia Fernandes do ano de 2019. 
Link https://bit.ly/2xwDr0v (Acessado em 28/02/2020)
Figura 19: Estratégias de leitura.
Fonte: Adaptado de pela autora
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem102
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido que o objetivo fundamental 
da escola é desenvolver a leitura para que o aluno se saia 
bem em todas as disciplinas, pois se ele for um bom leitor, a 
escola cumpriu em grande parte a sua tarefa. Entendemos 
também que o professor assume o papel de mediador, onde os 
alunos leem por meio dele, o mesmo também necessita criar 
condições estimuladoras e desafiadoras que levem o aluno 
a refletir e procurar alternativas para solucionar, de forma 
criativa, os problemas que surgem. Aprendemos também sobre 
as estratégias de leitura que cada indivíduo desenvolve suas 
próprias estratégias, elas podem ser classificadas em quatro 
etapas, as quais são: decodificação, compreensão interpretação 
e retenção. Vimos também que estratégias são procedimentos 
utilizados pelo leitor para decodificar, compreender e interpretar 
o texto e resolver os problemas que encontra durante a leitura. 
E por fim aprendemos sobre os tipos de estratégias: de ação; de 
antecipação; de inferência e de verificação.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 103
UNIDADE
03
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Metodologia do Ensino da Linguagem104
Você sabia que aprender a ler significa, em primeiro lugar, 
aprender a decodificar. O ato de ler vai depender também da 
presença de um professor que esteja motivado e preparado para 
fazer o aluno tomar gosto pela leitura, pelos livros, pelo mundo 
escrito. A forma como o leitor está e o momento dele ao ler, 
vai influenciar na compreensão da leitura. A compreensão da 
leitura também vai depender da relação que o leitor possui com 
outras as diversas formas de outras linguagens, fazendo com que 
o leitor tenha diferentes formas de interpretação de um mesmo 
texto. Assim, dependendo da forma que o leitor tem de outras 
linguagens, ele faz interpretação diferente da maneira como ele 
ver determinado texto. Então, para que você consiga dominar a 
Interpretação e Compreensão de Textos é de grande importância 
apreender sobre os tipos textuais e os gêneros textuais. Entendeu? 
Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo 
da Língua Portuguesa! Está preparado? Vamos?
INTRODUÇÃO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 105
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo 
é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de 
aprendizagem até o término desta etapa de estudos:
OBJETIVOS
Compreender as definições e a importância do ato 
de ler, e entender as estratégias de leitura;
Conhecer a textualidade;Identificar a coesão e coerência textual;
Entender os tipos textuais e os gêneros textuais.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Metodologia do Ensino da Linguagem106
O ato de ler
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender as 
definições do ato de ler e conhecer a importância do ato de ler e 
entender as estratégias da leitura. E então? Está motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
Definições
Antes de entrarmos ao conteúdo propriamente dito, 
veremos o conceito de leitura para nos auxiliar a compreender e 
entender o que é e como ocorre o ato de ler.
Leitura é: Ação de ler; ato de decifrar o conteúdo escrito de algo. 
Ação de compreender um texto escrito. Ato de falar um texto em 
voz alta. Hábito ou costume de ler. Aquilo que se lê. Reunião 
das obras que foram lidas. A arte de saber ler. Compreensão ou 
interpretação de qualquer representação (DICIO, 2020).
DEFINIÇÃO
Na leitura, antes de tudo, é preciso compreender que 
aprender a ler e a escrever é ser capaz de ler o mundo e o seu 
contexto, indo além de ordenar as letras e combinar sons, mas 
conectando a linguagem com a realidade.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 107
Considerada um fenômeno com múltiplas e, 
não raro, conflitantes acepções, a leitura é tema 
de investigação das mais diversas áreas do 
conhecimento humano, pois envolve fatores 
orgânicos, socioculturais, afetivos, pedagógicos, 
linguísticos e cognitivos. A leitura envolve o 
leitor, o texto, a interação entre leitor e texto, o 
conhecimento prévio – enciclopédico e linguístico 
– do leitor e o processamento cognitivo da 
informação linguística (SIQUEIRA & ZIMMER, 
2006, p. 34).
Assim, vamos conhecer e entender sobre a leitura da 
palavra e a leitura de mundo. Na leitura da palavra passa a ser 
um conjunto de letras. E leitura de mundo é todo um conjunto 
que envolve a realidade em que tal objeto (palavra) está inserido.
Diante dessa visão, percebe-se que a leitura de mundo vai 
bem além da decodificação de determinada palavra, pois vai 
bem além da leitura de mundo, ou seja, do que está escrito.
Assim,
Aprender a ler significa, em primeiro lugar, 
aprender a decodificar. A decodificação é a etapa 
mais básica da aprendizagem de leitura e consiste 
da capacidade que temos, como escritores, leitores 
ou aprendizes de uma língua para associarmos um 
sinal gráfico a um nome ou a um som da língua 
(SIQUEIRA & ZIMMER, 2006, p. 33).
Igualmente, (FREIRE P. , 1989) cita que: “A leitura do 
mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura 
desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.” 
Dessa forma, o autor quer dizer que a leitura da palavra antecede 
a leitura do mundo e devido a isso, ao se fazer leitura da palavra 
não se deve deixar de fazer a leitura de mundo (Figura 1). 
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Metodologia do Ensino da Linguagem108
Figura 1
Fonte: Pixabay
Ler é: 1. Decifrar o conteúdo escrito de algo por saber reunir 
as letras, os sinais gráficos; 2. Falar algo escrito em voz alta; 
3. Declamar; recitar em voz alta; 4. Ter conhecimento sobre 
algo; 5. Estudar; analisar profundamente; 6. Compreender; 
assimilar o significado de; 7. Adivinhar; ver o sentido de algo 
antecipadamente; 8. Depreender o sentido de algo sem o uso da 
visão; 9. Decifrar; passar a conhecer algo por meio de um código 
não; 10. Ter o hábito da leitura ou se entreter com ela (DICIO, 
2020).
DEFINIÇÃO
A leitura fluente, por sua vez, consiste de dois processos 
básicos: o de decodificação e o de compreensão linguística. Para 
desenvolver essa fluência em leitura, os leitores aprendem a lidar 
com esses dois processos de uma forma tal que o de decodificação 
aconteça automática e inconscientemente, enquanto a atenção 
fica centrada na compreensão do significado (Figura 2).
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Figura 2: Ato de ler.
Fonte: Pixabay
Assim para (FREIRE P. , 1989), a “Linguagem e realidade 
se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser 
alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações 
entre o texto e o contexto”.
Ler é muito mais que decifrar códigos, não é simplesmente 
juntar letras, formar palavras, vai muito além disso. A leitura 
depende da história social psicológica de cada leitor, pois cada 
leitor possui sua história, sua vivência, sua realidade, sem contar 
que ainda, cada leitor tem um momento de vida e de acordo com 
cada momento, a leitura que o leitor faz passa a ser diferente 
em cada momento, a forma como o leitor vai entender o texto é 
diferente.
Importância do ato de ler
A leitura de mundo é fundamental para a compreensão 
da importância do ato de ler, como também do ato de escrever, 
ou ainda o ato de transformar, desde que seja por uma prática 
consciente.
(FREIRE P. , 1989) afirma que: 
De alguma maneira, porém, podemos ir mais 
longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas 
precedida pela leitura do mundo, mas por certa 
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forma de “escrevê-lo” ou de “reescreve-lo”, quer 
dizer, de transformá-lo através de nossa prática 
consciente.
O entendimento de determinado texto vai depender das 
expectativas do leitor, do interesse do leitor em relação ao texto 
que está lendo, como também da situação que o mesmo se 
encontra ao realizar a leitura. O entendimento vai fluir se o leitor 
estiver bem, tranquilo, focado no texto (Figura 3).
Figura 3: Leitura em ambientes apropriados.
Fonte: Pixabay
Então, a forma como o leitor está e momento dele ao ler, 
vai influenciar na compreensão da leitura. A compreensão da 
leitura também vai depender da relação que o leitor possui com 
outras as diversas formas de outras linguagens, fazendo com que 
o leitor tenha diferentes formas de interpretação de um mesmo 
texto. Assim, dependendo da forma que o leitor tem de outras 
linguagens, ele fazer interpretação diferente da maneira como 
ele ver determinado texto.
Dessa forma, (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006):
Considerada como o objetivo intrínseco da 
leitura, a compreensão pode ser definida como 
um processo de construção de sentido. O leitor 
toma parte ativa nesse processo, construindo seu 
próprio texto à medida que lê o texto original 
(SIQUEIRA & ZIMMER, 2006).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 111
O ato de ler vai depender também da presença de um 
professor que esteja motivado e preparado para fazer o aluno 
tomar gosto pela leitura, pelos livros, pelo mundo escrito. Isso 
vai depender de uma metodologia adequada, ou seja, o professor 
saber o que está fazendo, que tipo de metodologia ele está 
utilizando para estimular no aluno essa leitura. Outro fator é o 
espaço físico adequado, pois tendo um espaço físico que propicie 
a leitura, seja uma sala de aula ou um ambiente tranquilo para 
leitura, na escola ou em mesmo em casa, isso vai infl uenciar na 
compreensão e no gosto pela leitura.
Modelos da leitura
A leitura está relacionada ao conhecimento e a 
aprendizagem, pois a compreensão de um texto acontece no 
cérebro do leitor. Dessa forma, a integração de informações e 
uma forma de caracterizar a leitura que depende de estratégias.
Figura 4: Estratégias de leitura.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem112
Figura 5: Estratégiaascendente.
Fonte: A autora
Essa estratégia acontece quando o leitor não tem um 
conhecimento prévio sobre o texto que está lendo, ou quando 
o texto e complexo ou ainda tem quando o leitor não possui 
experiência com a área do texto que está sendo lido. Sendo 
assim: 
Um leitor profi ciente pode utilizar essa estratégia 
ao se deparar com uma palavra desconhecida. A 
estratégia ascendente enfatiza a ideia de que as 
habilidades de decodifi cação são necessárias não 
só na fase de aquisição da leitura, mas por toda a 
vida do leitor (para ler palavras de outras línguas 
ou palavras que ele não conhece) (SIQUEIRA & 
ZIMMER, 2006, p. 35). 
Ainda, essas autoras citam as implicações para o ensino do 
uso predominante dessa estratégia como: 
a. a ênfase nas habilidades de decodifi cação; 
b. a visão do texto como portador de um 
signifi cado preciso, exato e completo, que o leitor 
pode obter através de esforço e persistência;
Estratégia Ascendente 
O signifi cado dessa estratégia reside no texto, assim os 
leitores, através da decodifi cação, processam a informação 
textual (Figura 5).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 113
c. a compreensão do texto é equivalente a sua 
decodifi cação.
Como exemplo, podemos citar uma criança quando está sendo 
alfabetizada, primeiro ela ler as letras, depois forma as sílabas e 
depois junta-as construindo a palavra
EXEMPLO
Estratégia descendente
A estratégia descendente ressalta a interpretação e o 
conhecimento precedente do leitor sobre o determinado assunto 
ao qual o mesmo está fazendo a leitura. Neste modelo, a 
experiência do leitor é de fundamental importância, pois é através 
de seus conhecimentos prévios que vai acontecer a construção 
dos sentidos locais e globais do texto irão se tornar possíveis 
(Figura 6).
Figura 6: Estratégia descendente.
Fonte: A autora
Nessa estratégia, a compreensão do texto começa na mente 
do leitor até chegar ao texto. Sendo assim, as implicações para o 
ensino do uso predominante da estratégia descendente são: 
a) ênfase no reconhecimento global das palavras, 
em detrimento das habilidades de decodifi cação; 
b) a ideia de que ler não implica apreender a 
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Metodologia do Ensino da Linguagem114
mensagem na sua íntegra; c) a concepção de 
que erros de leitura oral devem ser interpretados 
qualitativamente (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006, 
p. 35).
Essa estratégia esclarece também fatos como, por exemplo, 
o texto embaralhado, onde mostra que mesmo sem necessidade 
de entender em sua totalidade os seus elementos, é possível 
compreender o texto. Observe a fi gura 7 logo abaixo.
Figura 7: Texto embaralhado
Fonte: adaptado de (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006)
Um texto está sendo lido por uma criança, o mesmo fala sobre 
animais. Na leitura, a criança troca a palavra “sapinho” por 
“bichinho”. Nesse caso, não terá problemas, pois esse “erro” não 
danifi ca a compreensão do texto.
EXEMPLO
Estratégia Integradora
A capacidade em que os leitores hábeis têm em ler um 
determinado texto refl ete também o uso da estratégia integradora, 
uma vez que a leitura hábil resultaria da integração entre as 
estratégias descendentes e os ascendentes (Figura 8).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 115
Figura 8: Estratégia integradora.
Fonte: A autora
Assim, (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006) cita essa estratégia 
busca esclarecer a leitura como uma atividade que se dar devido 
à interação entre o leitor e o texto. Ainda, as autoras citam as 
implicações para o ensino do uso predominante dessa estratégia 
como:
a) a ênfase na ideia de que os alunos devem 
aprender a processar o texto e seus diferentes 
elementos, assim como as estratégias que tornarão 
sua com preensão possível; b) a concepção de 
que professor considera o leitor um processador 
ativo do texto; c) a noção de que a leitura é um 
processo constante de levantamento e verifi cação 
de hipóteses, endossando a importância da 
preditibilidade na leitura, uma vez que o processo 
de verifi cação de hipóteses leva à compreensão do 
texto. (SIQUEIRA & ZIMMER, 2006, pp. 35-36).
Resumindo: E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que 
na leitura, antes de tudo, é preciso compreender que aprender 
a ler e a escrever é ser capaz de ler o mundo e o seu contexto, 
indo além de ordenar as letras e combinar sons, mas conectando 
a linguagem com a realidade. Assim, a leitura de mundo é 
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Metodologia do Ensino da Linguagem116
fundamental para a compreensão da importância do ato de ler, 
como também do ato de escrever, ou ainda o ato de transformar, 
desde que seja por uma prática consciente. Dessa forma, o ato 
de ler vai depender também da presença de um professor que 
esteja motivado e preparado para fazer o aluno tomar gosto pela 
leitura, pelos livros, pelo mundo escrito. Portanto, a integração 
de informações é uma forma de caracterizar a leitura que depende 
de estratégias. Essas estratégias são: Estratégia Ascendente que 
reside no texto, assim os leitores, através da decodificação, 
processam a informação textual. Estratégia descendente que 
ressalta a interpretação e o conhecimento precedente do leitor, 
sobre o determinado assunto ao qual o mesmo está fazendo a 
leitura. E Estratégia Integradora definida pela capacidade em 
que os leitores hábeis têm em ler um determinado texto.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 117
Construção textual (Textualidade)
Ao término deste capítulo você será capaz de conhecer os 
fatores da textualidade, com enfoque nos princípios da coesão 
e coerência. E então? Está motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
Textualidade é um conjunto de características que faz com 
que o texto seja considerado um texto e não um amontoado de 
palavras de frases. 
Observe na fi gura 9, o que é um texto e um não texto.
Figura 9: Demonstração de texto e não texto.
Fonte: A autora
A fi gura acima mostra a diferença de um texto e um não 
texto. Intuitivamente, nós conseguimos diferenciar um texto 
de um não texto, pois um texto é construído através de um 
encadeamento da sentença, isso signifi ca que para ser um texto, 
necessita fazer sentido. Já o não texto, não possui uma ordem, 
está todo desordenado e sem sentido. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem118
Assim, em um texto as palavras fazem sentido entre si, 
estão em uma determinada ordem e não são um amontoado de 
palavras.
Princípios da textualidade
A textualidade possui sete fatores, veja-os na fi gura 10.
Figura 10: Fatores da textualidade.
Fonte: A autora
Intencionalidade 
A intencionalidade é um fator que se relaciona ao autor 
do texto, que ao construir um texto, tem a preocupação se está 
coerente e coeso, e atendendo aos objetivos do leitor. Isso se 
refere ao valor ilocutório, ou seja, o que o texto pretende falar. 
A meta do autor pode ser informar, impressionar, alarmar, 
convencer, persuadir, defender, etc. É ela que orienta a produção 
do texto. Dessa forma, (GOMES & LIMA, 2015) afi rma sobre a 
intencionalidade.
Nesse critério, reside basicamente a intenção 
do produtor do texto. Marcuschi diz que em um 
texto reside um objetivo ou fi nalidade que deve se 
captada pelo leitor. Claro, esse é conscientemente 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 119
criado pelo autor na produção escrita. Por isso se 
torna recorrente o fato de sempre questionarmos, 
em várias situações de interpretação de textos, o 
que o autor quer transmitir? O que ele pretende? 
O que ele quis dizer com isso? (GOMES & LIMA, 
2015).
Aceitabilidade
A aceitabilidade diz respeito ao leitor, recebendo-o 
enquanto texto coerente e coeso, compreensível, que devido ser 
cheio de signifi cado, acaba sendo interpretável. 
A aceitabilidade diz respeito ao leitor, que durante a leitura 
do texto, tenta reaver a coerência textual, concedendo sentido ao 
mesmo. O leitor recebe o texto como aceitável, tendo-o como 
coerente e coeso, além de fácil interpretação. 
Para que um texto seja produzido e interpretado de modo 
que o autor e o leitor fi quem satisfeitos, os mesmos necessitam de 
três competências que são fundamentais para que isso aconteça 
(Figura 11).
Figura 11: Competências fundamentais da aceitabilidade.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem120
Se nesse momento você for escrever um e-mail para o seu chefe 
ou para um colega de trabalho ou em vez disso, para uma amiga 
ou amigo, o leitor será um fator determinante nas suas escolhas, 
tanto discursivas quanto linguísticas, pois serão utilizadas de 
maneiras diferentes para cada situação.
EXEMPLO
Associando a intencionalidade e a aceitabilidade está o 
escritor/falante, que se utilizará dos vários recursos linguísticos 
e discursivos, além de deixar presente em menor ou maior 
grau a sua subjetividade, a partir do gênero e da finalidade 
comunicativa. Ambas são definidas como concernentes as 
atitudes, objetivos, e expectativas, sendo a intencionalidade do 
produtor e a aceitabilidade do recebedor.
Informatividade 
A informatividade diz respeito à medida que se tem as 
ocorrências em um texto são esperadas ou conhecidas não, no 
plano conceitual e no formal.
A informatividade diz respeito ao grau de informatividade 
do texto, tanto no aspecto formal quanto no conceitual. O texto 
atende à expectativa do leitor ou rompe com ela. O fator de 
informatividade é importante como norteador para o produtor 
do texto. O produtor, antes de iniciar seu texto, precisa ter em 
mente o tipo de leitor que ele quer ou que tipo de leitor será 
destinado a ele. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 121
Conforme (GOMES & LIMA, 2015),
Isso indica que o interlocutor, ao produzir um 
texto, não somente se atém ao conteúdo a ser 
transmitido, mas reflete sobre a escolha do grau 
de novidade, de saberes a serem partilhados, do 
que é óbvio e do que não o é, do que já faz parte 
dos conhecimentos dos leitores/ouvintes ou não. 
(GOMES & LIMA, 2015, p. 04).
O grau de informatividade vai definir o interesse do 
recebedor. Assim, um texto com bom número de informatividade 
necessita atender a uma outra condição: a suficiência de dados. 
Dessa forma, o texto precisa ter todas as informações necessárias 
para então ser compreendido com o sentido que o produtor 
espera.
Para uma melhor compreensão e entendimento sobre o 
fator informatividade, assista o vídeo “Informatividade - 
Textualidade”. Acessível no link: https:https://bit.ly/2ZisECJ. 
(Acessado em: 08/03/2020).
ACESSE
Situacionalidade
A situacionalidade é o fio condutor do processo. Ela deve 
manter relação com a situação sociocomunicativa, a adequando-
se e estabelecendo uma relação com o contexto onde o próprio 
texto é produzido ou recebido. Ainda, é através desse fator 
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Metodologia do Ensino da Linguagem122
que será defi nido todo signifi cado do ato de escrever, sendo 
determinante para os estudantes, devido o grau de motivação 
(Figura 12). 
Figura 12: Situação de comunicação.
Fonte: A autora
Conforme (MARCUSCHI, 2008, p. 128), “a 
situacionalidade não só serve para interpretar e relacionar o 
texto ao seu contexto interpretativo, mas também para orientar a 
própria produção. A situacionalidade é um critério estratégico”.
Para um maior aprofundamento sobre o fator situacionalidade leia 
o artigo: A situacionalidade, enquanto princípio de textualidade, 
na tradução de “O corvo”, de Edgar Allan Poe, feita em forma 
de cordel por José Lira” (SOUSA, 2017) onde a autora analisa 
de que maneira o princípio de situacionalidade infl uenciou na 
composição da tradução de “O Corvo”, de Edgar Allan Poe, que 
foi feita por José Lira em forma de cordel. Acessível pelo link 
https://bit.ly/2Xazfg2 (Acesso em 08/03/2020).
SAIBA MAIS
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Metodologia do Ensino da Linguagem 123
Intertextualidade
Intertextualidade diz respeito aos fatores que ligam a 
utilização de um texto dependente do conhecimento de outro 
texto. Construindo um texto sobre um “já-dito”. Assim, esse 
fator é, no entanto, a presença de parte de um texto que já existe 
dentro de um texto atual. 
A intertextualidade pode ser de duas formas: implícita ou 
explícita. Veja na fi gura 13. 
Figura 13: Situação de comunicação.
Fonte: A autora
A intertextualidade admite a ideia de que não existe um 
texto original (legítimo), pois todo texto apresenta sinais dos 
discursos presentes de textos que já existem. Assim, 
Compreender esse processo permite que o 
estudante compreenda a distinção entre tomar 
de empréstimos um discurso por meio de uma 
leitura, por meio da transcrição; por meio de sua 
memória, como a alusão, por exemplo; ou quando 
se trata mesmo de um plágio textual (GOMES & 
LIMA, 2015).
 Ainda, a intertextualidade pode ser de forma ou de 
conteúdo, conforme a fi gura 14 abaixo. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem124
Figura 14: Situação de comunicação.
Fonte: A autora
Coesão 
Para que um material linguístico seja reconhecido como 
texto e funcione comunicativamente, precisa-se alguns critérios 
de organização do mesmo. Dentre esses critérios, as teorias do 
texto têm destacado a coesão. 
Sendo assim, a coesão é uma harmonia entre duas partes, 
utilizada na gramática para obtenção de um texto claro e de fácil 
compreensão, que consiste no encadeamento, na articulação 
e na sequência das diferentes partes do texto, sejam palavras, 
orações, períodos, parágrafos ou blocos de parágrafos.
A coesão textual ocorre através do uso correto das 
combinações gramaticais e conectivos, deixando uma ligação de 
harmonia entre as frases, orações, termos, períodos e parágrafos 
de um texto. Portanto, para a construção de uma boa redação, 
a coesão textual é essencial, pois permite a lógica das ideias, 
facilitando a leitura do texto.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 125
Para tanto coesão pode ser definido como:
São vários meios de estabelecer a coesão: 
substituição, reiteração, associação.... 
Compreender as diversas formas de se 
estabelecer a coesão no texto deve fazer parte 
do próprio exercício do “escrever, escrevendo” 
e do “escrever reescrevendo”, e não através de 
exercícios mecânicos dissociados das relações 
reais de comunicação. Esse posicionamento 
didático pode potencializar momentos ricos de 
aprendizado na escola, possibilitando a ampliação 
das competências dos estudantes sobre o ato de ler 
e escrever (GOMES & LIMA, 2015, p. 01).
Coerência 
A coerência é um fator que está centrado no texto. Esse 
fator tem como objetivo dar harmonia entre as frases que 
constitui o texto. Para Costa Val (2006), a coerência diz respeito 
às relações e os conceitos dispostosna superfície do texto: 
aspectos semânticos, lógicos e cognitivos. 
O critério de avaliação da coerência textual é efetuado na 
situação comunicativa, por meio da interação entre o produtor e 
o recebedor. Em outras palavras, 
Um discurso é aceito como coerente quando 
apresenta uma configuração conceitual compatível 
com o conhecimento de mundo do interlocutor/
destinatário. Essa questão é fundamental. O texto 
não significa exclusivamente por si mesmo. Seu 
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Metodologia do Ensino da Linguagem126
sentido é construído não só pelo produtor/locutor 
como também pelo recebedor/destinatário, que 
precisa deter os conhecimentos necessários à sua 
interpretação (PUHL, 2008, p. 17).
Resumindo: Então, gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a 
textualidade é um conjunto de características que faz com que o 
texto seja considerado um texto e não um amontoado de palavras 
de frases. Dessa forma, a textualidade possui sete fatores, 
que são: intencionalidade, aceitabilidade, informatividade, 
situacionalidade e intertextualidade, coesão, coerência. A 
intencionalidade é um fator que se relaciona ao autor do texto, 
que ao construir um texto, tem a preocupação se está coerente e 
coeso, e atendendo aos objetivos do leitor. A aceitabilidade diz 
respeito ao leitor, recebendo-o enquanto texto coerente e coeso, 
compreensível, que devido ser cheio de significado, acaba sendo 
interpretável. A informatividade diz respeito à medida em que 
se tem as ocorrências em um texto são esperadas ou conhecidas 
não, no plano conceitual e no formal. A situacionalidade é o fio 
condutor do processo. Ela deve manter relação com a situação 
sociocomunicativa, a adequando-se e estabelecendo uma relação 
com o contexto onde o próprio texto é produzido ou recebido. 
Intertextualidade diz respeito aos fatores que ligam a utilização 
de um texto dependente do conhecimento de outro texto. 
Construindo um texto sobre um “já-dito”. Assim, esse fator é, 
no entanto, a presença de parte de um texto que já existe dentro 
de um texto atual. A coesão é uma harmonia entre duas partes, 
utilizada na gramática para obtenção de um texto claro e de fácil 
compreensão, que consiste no encadeamento. E a coerência é um 
fator que está centrado no texto. Esse fator tem como objetivo 
dar harmonia entre as frases que constitui o texto.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 127
Construção textual
Ao término deste capítulo você será capaz de entender o que 
coesão, coerência e a diferença entre elas, como também os 
articuladores usados para uma boa coesão e coerência. E então? 
Está motivado para desenvolver esta competência? Então vamos 
lá!
OBJETIVO
Na língua portuguesa, nós temos as palavras, que ao se 
juntar as palavras, as orações são formadas, quando se faz um 
conjunto se orações, formam-se os períodos, onde diversos 
períodos juntos formam os parágrafos, e a junção de diversos 
parágrafos e o que chamamos de texto (Figura 15). Para que 
tudo isso faça sentido, e preciso ter coesão e coerência.
Figura 15: Processo para formação de texto.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem128
Coesão x Coerência
Coesão e coerência são coisas diferentes, porém, estão 
relacionadas devido as regras essenciais para uma boa produção 
textual, de maneira que um texto coeso pode não ter coerência. 
Portanto, quando acontece a combinação das palavras, das 
orações, até chegar no texto, isso precisa estar coeso. Assim, se 
união entre as partes do texto não tiver o sentido lógico, o texto 
será prejudicado. Para que se tenha sentido nessas segmentações, 
é preciso ter coesão e coerência.
Quando as partes do texto não estão corretamente ligadas, trata-
se da COESÃO. E quando não há sentido lógico, trata-se de 
COERÊNCIA. 
IMPORTANTE
Assim, essa ligação entre as partes está relacionada 
diretamente ao uso correto dos pronomes, advérbios, preposições, 
substantivos e conjunções, conhecidos como elementos 
conectores. 
Os elementos são dois: conectores e referentes.
Conectores: são qualquer palavra ou expressão que se 
refere a coisas passadas no texto ou que ainda serão ditas, ou 
seja, termos que conectam. 
Referentes: Termos a que os conectores se referem. 
E quais são os principais conectores? Veja na figura 16.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 129
Figura 16: Principais conectores.
Fonte: A autora
No período: “Miguel trouxe o celular e o entregou ao pai.” O 
pronome “o” (de “o entregou”) refere-se ao celular. Assim, essa 
forma gerou a coesão desse período.
EXEMPLO
Para uma melhor compreensão e entendimento sobre 
as diferenças entre coesão e coerência assista o vídeo sobre 
Coesão e Coerência, acessível no link: https://bit.ly/3cHyRvU 
(Acessado em: 08/03/2020).
Coesão textual 
Coesão é como articulamos as palavras, as frases, os 
parágrafos e o texto como um todo. Essa articulação se dar por 
meio de conectivos e do léxico. Então, coesão e a combinação 
que acontece entre as palavras, entre os parágrafos, entre as 
frases e entre as orações. E o que são léxicos?
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Metodologia do Ensino da Linguagem130
Conforme o (DICIO, 2020), léxico signifi ca: “Vocabulário; 
reunião dos vocábulos de uma língua”. “Reunião de todas as 
palavras que existem numa língua”.
DEFINIÇÃO
Assim,
A coesão é apresentada como concernente aos 
modos como os componentes da superfície textual 
se conectam mutualmente, de sorte que todas as 
funções que podem ser usadas para sinalizarem 
relações entre os elementos da superfície se 
incluem na noção de coesão (COSTA VAL, 1999, 
p. 38).
Tipos de Coesão
Os tipos de coesão são três. Observe-os na fi gura 17.
Figura 17: Tipos de coesão.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem 131
 �A Coesão Referencial é quando elementos do texto 
nos remetem a outros itens do mesmo texto, e usamos para que 
a repetição seja evitada, ou seja é utilizada para fazer referência 
a algo. Assim, a coesão referencial pode ocorrer por substituição 
ou por reiteração (Figura 18).
Figura 18: Exemplo de Coesão Referencial por substituição.
Fonte: A autora
 �A Coesão Sequencial objetiva que haja progressão 
textual lógica, e nesse tipo de coesão, não existe repetição de 
palavras, nem de estrutura. A coesão sequencial divide-se em 
dois tipos: temporal e por conexão (Figura 19).
Figura 19: Exemplo de Coesão Sequencial (temporal e por conexão).
Fonte: A autora
 �A Coesão Recorrencial é feita por meio da repetição 
de palavras e/ou ideias com objetivo de reiterá-lo. Essa coesão 
também pode aparecer nas fi guras de linguagens e intertextos 
(Figura 20).
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Metodologia do Ensino da Linguagem132
Figura 20: Exemplo de Coesão Referencial por substituição.
Fonte: A autora
Para uma melhor compreensão sobre coesão textual, assista o 
vídeo “Coesão textual: tipos e características” acessível no link: 
https://bit.ly/2X7V8MS (Acessado em: 26/02/2020).
SAIBA MAIS
Coerência textual
Coerência é a relação lógica entre as ideias de um 
texto, essas devem se complementar, sendo resultado da não 
contradição entre as partes de um texto. 
A coerência, sobretudo, uma relação de sentido 
que se manifesta entreos enunciados, em geral 
de maneira global e não localizada. Na verdade, a 
coerência providência a continuidade de sentido no 
texto e a ligação dos próprios tópicos discursivos. 
Não é observável como fenômeno empírico, 
mas se dá por razões conceituais, cognitivas, 
pragmáticas e outras (MARCUSCHI, 2008). 
A coerência de um texto está inteiramente conexa com a 
sua signifi cação e não com os elementos estruturais que podem 
localizar nele. Dessa forma, tal conceito tem relação com a 
propriedade do texto onde admite a construção do sentido a 
partir dele mesmo. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 133
Um texto contraditório e redundante ou cujas ideias iniciadas 
não são concluídas, é um texto incoerente. A incoerência 
compromete a clareza do discurso, a sua fl uência e a efi cácia 
da leitura. Assim, a incoerência não é só uma questão de 
conhecimento, decorre também do uso de tempos verbais e da 
emissão de ideias contrárias. (FERNANDES, 2010).
REFLITA
Princípios básicos da coerência
A coerência possui três princípios básicos. Veja na fi gura 21.
Figura 21: Princípios básicos da coerência.
Fonte: A autora
 �No Princípio da Não Contradição o texto deve expor 
ideias lógicas, onde as mesmas não se contrariem. Observe 
que no exemplo acontece a contradição de “viajar muito para o 
nordeste” e “nunca ter saído de São Paulo” (Figura 22).
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Metodologia do Ensino da Linguagem134
Figura 22: Exemplo do Princípio da Não Contradição.
Fonte: A autora
 �No Princípio da Não Tautologia acontece o emprego 
de palavras distintas que expressam a mesma ideia. Quando 
existe o vício de linguagem que incide na excessiva repetição 
de palavras e/ou termos a informação, podendo ser prejudicada 
(Figura 23).
Figura 23: Exemplo do Princípio da Não Tautologia.
Fonte: A autora
No exemplo, observe que a palavra nordeste se repete 
várias vezes na mesma frase. Essa repetição de palavras, além 
de mostrar uma pobreza no vocabulário, gera também uma 
incoerência.
Tautologia signifi ca: “Repetição de uma mesma ideia por meio 
de palavras diferentes; redundância: “entrar para dentro” é uma 
tautologia” (DICIO, 2020).
DEFINIÇÃO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 135
 �No Princípio da Relevância caraterizado por um texto 
fragmentado, que trata de diferentes assuntos onde não tem 
relação entre si, correndo o risco de se tornar um texto incoerente 
(Figura 24).
Figura 24: Exemplo do Princípio da Relevância.
Fonte: A autora
Para uma melhor compreensão e entendimento sobre coerência 
textual assista o vídeo “Coerência Textual: tipos e características” 
acessível no link: https://https://bit.ly/2Tmwmr9 (Acessado em: 
08/03/2020).
SAIBA MAIS
Resumindo: E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que coesão e 
coerência são coisas diferentes, porém, estão relacionadas devido 
as regras essenciais para uma boa produção textual, de maneira 
que um texto coeso pode não ter coerência. Dessa forma, quando 
acontece a combinação das palavras, das orações, até chegar no 
texto, isso precisa estar coeso. A coesão é a ligação harmônica 
entre duas partes, utilizada na gramática como forma de obter 
um texto claro e compreensível, que consiste no encadeamento, 
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Metodologia do Ensino da Linguagem136
na articulação e na sequência das diferentes partes do texto, 
sejam palavras, orações, períodos, parágrafos ou blocos de 
parágrafos. A coerência de um texto está inteiramente conexa 
com a sua significação e não com os elementos estruturais que 
podem localizar nele. Dessa forma, tal conceito tem relação com 
a propriedade do texto onde admite a construção do sentido a 
partir dele mesmo.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 137
Tipologia e gêneros textuais
Ao término deste capítulo você será capaz de diferenciar os 
tipos textuais de gêneros textuais, conhecer os tipos de textos, 
pois esse entendimento é essencial para que você consiga 
analisar um texto. E então? Está motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá!
OBJETIVO
Para que você consiga dominar a Interpretação e 
Compreensão de Textos é de grande importância apreender 
sobre os tipos textuais e os gêneros textuais. Assim sendo, 
vamos iniciar com a definição de tipos de textos.
Tipos textuais x gêneros textuais
Os tipos textuais estão inteiramente relacionados com 
a estrutura fixa do texto, que ao ler um texto, você consegue 
identificar algumas características fixas no mesmo. Nesse caso, 
o texto possui uma estrutura física. Além disso, a forma como o 
texto apresenta suas características definidas e como se classifica 
de acordo com a estrutura, objetivo, finalidade do texto.
Os gêneros textuais têm como finalidade transmitir a 
mensagem ao interlocutor de forma efetiva com foco na função 
comunicativa e não nos aspectos estruturais, ou seja, tem a 
função de estabelecer a comunicação. Assim os gêneros textuais 
são subgrupos dentro dos tipos textuais. Eles são classificados 
de acordo com as características comuns que os textos possuem, 
no que se refere a linguagem e ao conteúdo. 
Os gêneros textuais apresentam função social específica 
da língua e se ajustam ao uso que se faz deles, portanto, ocorrem 
em situações habituais de comunicação, exibindo uma intenção 
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Metodologia do Ensino da Linguagem138
comunicativa com clareza. Ainda, também apresentam um 
conjunto ilimitado de características defi nidas pelo estilo do 
autor, pelo conteúdo que deseja transmitir, composição e função, 
contudo, são características comuns faz com que se entenda e 
facilitando o agrupamento. 
São exemplos de gêneros textuais: receita, e-mail, reportagem, 
carta, blog, lista de compras, ata, bula de remédios, relatório, 
telefonema, atestado, carta comercial, contrato, etc.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Agora que já entendemos a diferença entre tipos textuais e 
gêneros textuais, vamos conhecer a tipos de textuais.
A tipologia textual, geralmente, é dividida em: texto 
narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo, prescritivo e 
injuntivo (Figura 25).
Figura 25: Tipos textuais.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem 139
Figura 26: Elementos da narrativa.
Fonte: A autora
Vamos conhecer cada um dos tipos textuais com seus 
gêneros textuais.
Texto Narrativo
O texto narrativo é um dos tipos textuais mais conhecidos 
e apresenta um conjunto de características (espaço, tempo, 
personagem, enredo e narrador) que serve para contar uma história 
(real ou de fi cção), ou seja, o texto narrativo conta uma história 
por meio de ações que têm tempo, espaço, narrador, personagens, 
enredo, etc. A estrutura tem apresentação, desenvolvimento, 
clímax e desfecho. São exemplos de texto narrativo: romances, 
fábulas, lendas, crônicas, contos, etc. 
O texto narrativo possui algumas características para 
que seja identifi cado como narrativo, que são denominados de 
elementos da narrativa. O texto narrativo possui um aspecto 
temporal, pois tem uma relação conta por um narrador. Assim, 
um texto narrativo não pode faltar um narrador, um personagem 
e uma ação (Figura 26).
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Metodologia do Ensino da Linguagem140
O narrador quem organiza e conta a história para o leitor, 
sem os personagens não tem a história, e a ação procede de uma 
introdução, desenvolvimento e conclusão. Gêneros textuais.
Texto Descritivo
O texto descritivo apresenta as características de descrever 
pessoas, cenário, objetos, situações e seus elementos. Também 
se caracteriza por possuir muitos substantivos, adjetivos e verbos 
de ligação, e além disso, enumeração e comparação. 
Assim, 
O tipo descritivo vai se caracterizar por trazer 
a localização do objeto de descrição (não 
obrigatoriamente), características (cores, formas, 
dimensões, texturas, modos de ser, etc.) e/ou 
componentes ou partes do “objeto” descrito 
(TAVAGLIA, 2007, p. 43).
O texto descritivo possui um sujeito observador que 
descreve o mundo de duas maneiras: objetiva ou subjetiva 
(Figura 27). 
Figura 27: Elementos da narrativa.
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem 141
A primeira forma diz respeito a uma descrição da 
realidade tal como ela é, em que o sujeito tem como objetivo 
primeiro informar sobre objetos, pessoas ou lugares. A segunda 
é a descrição da realidade da maneira como o sujeito a sente, 
passando a exprimir a afetividade que tem em relação ao objeto, 
a pessoa ou ao lugar descrito.
Texto Argumentativo
O Texto Dissertativo é um tipo de texto argumentativo 
e opinativo, uma vez que expõe a opinião sobre determinado 
assunto ou tema, por meio de uma argumentação lógica, coerente 
e coesa. O texto argumentativo tem como foco defender uma 
ideia, hipótese, opinião, teoria, ou seja, convencer o interlocutor 
a respeito de um ponto de vista.
Dessa forma, a argumentação permanece mais ligada ao 
conteúdo, podendo se apresentar de diferentes formas seja por 
narração ou descrição. Esse tipo de texto mostra a finalidade 
do sujeito de convencer “o outro” sobre a legalidade de uma 
tese, que compreende uma ideia proposta que é defendida no 
desenvolvimento do texto.
Conforme (TAVAGLIA, 2007, p. 60) “os textos do tipo 
argumentativo “stricto sensu” têm sempre por objetivo convencer 
e, mais ainda, persuadir o alocutário a fazer algo, ou a participar 
de certo modo de ver os fatos, os elementos do mundo.”
Assim, os textos dissertativos são aqueles designados 
para um tema ou tese através de argumentações. Possui defesa 
de um ponto de vista e no mesmo momento, tenta convencer 
o leitor. Tem como estrutura textual três partes: introdução, 
desenvolvimento e conclusão (Figura 28).
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Metodologia do Ensino da Linguagem142
Figura 28: Estrutura textual dissertativa.
Figura 29: Exemplo de texto expositivo.
Fonte: A autora
Fonte: A autora
Texto Expositivo
O objetivo do texto expositivo é informar o leitor sobre um 
dado referente. Os textos expositivos são utilizados em discursos 
da ciência, da fi losofi a, em livros didáticos, em divulgação 
científi ca, etc.
O texto expositivo tem como fi nalidade transmitir 
informação de forma objetiva e clara. Esse tipo de texto não 
possui argumentos, nem característica convincente. Exibe 
muitas informações a respeito de um assunto ou um fato. É um 
texto claro e objetivo, que utiliza diversos recursos (instrução, 
descrição, comparação, defi nição, informação sequencial e etc.) 
e ainda, tem como estrutura a introdução, o desenvolvimento e a 
conclusão (Figura 29).
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Metodologia do Ensino da Linguagem 143
Os textos expositivos podem ser:
Texto expositivo-informativo: texto que transmite 
informações do tema de forma objetiva. Por exemplo o verbete 
do dicionário;
Texto expositivo-argumentativo: texto que apresenta 
o tema e utiliza recursos comprobatórios, como por exemplo: 
autores, dados, comparações, etc.
Você já se perguntou qual a diferença entre texto expositivo-
argumentativo e dissertação-argumentativa. A diferença é que o 
texto expositivo-argumentativo utiliza recursos para comprovar, 
porém sem opinião. Já o texto dissertação-argumentativa utiliza 
recursos para comprovar, porém tem opinião.
IMPORTANTE
Texto Prescritivo
O texto prescritivo tem por finalidade instruir o leitor 
sobre um procedimento. Esse tipo de texto estabelece uma 
forma determinada para o leitor proceder, não permitindo uma 
atuação livre do leitor. Também, utiliza uma linguagem objetiva 
e simples, sobretudo verbos no infinitivo, imperativo ou presente 
do indicativo com determinação do sujeito (Figura 30).
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Metodologia do Ensino da Linguagem144
Figura 30: Exemplo de texto prescritivo.
Fonte: A autora
Texto Injuntivo
O texto injuntivo tem como foco explicar um procedimento. 
E possui como características os verbos no infi nitivo e imperativo, 
e não apresenta argumentos ou opiniões.
O texto injuntivo, também pode ser chamado de texto 
instrucional, é aquele que indica uma ordem, de maneira que 
o locutor (emissor) tem como objetivo orientar e persuadir o 
interlocutor (receptor). Por este motivo, exibem, na maioria 
dos casos, verbos no imperativo. Assim, nesse tipo de texto, um 
dos recursos linguísticos defi nido é a utilização dos verbos no 
imperativo indicando uma ordem. 
Como exemplo, podemos citar os seguintes gêneros 
textuais injuntivos: propaganda, receita culinária, bula de 
remédio, manual de instruções, regulamento, textos prescritivos, 
etc. Observe na fi gura 31.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 145
Figura 31: Exemplo de texto injuntivo.
Fonte: A autora
Resumindo: E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que o para 
dominar a Interpretação e Compreensão de Textos é de grande 
importância apreender sobre os tipos textuais e os gêneros 
textuais. Os tipos textuais estão inteiramente relacionados com 
a estrutura fi xa do texto, que ao ler um texto, você consegue 
identifi car algumas características fi xas no mesmo, onde o 
texto possui uma estrutura física. Os tipos textuais, geralmente, 
são divididos em seis principais: texto narrativo, descritivo, 
argumentativo, expositivo, prescritivo e injuntivo. Os gêneros 
textuais têm como fi nalidade transmitir a mensagem ao 
interlocutor de forma efetiva com foco na função comunicativa e 
não nos aspectos estruturais, ou seja, tem a função de estabelecer 
a comunicação. Assim, os gêneros textuais são subgrupos dentro 
dos tipos textuais. Eles são classifi cados de acordo com as 
características comuns que os textos possuem, no que se refere a 
linguagem e ao conteúdo. 
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UNIDADE
04
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Metodologia do Ensino da Linguagem148
O processo de ensino-aprendizagem tem passado por 
grandes transformações ao longo dos anos. Antigamente a 
aprendizagem era considerada apenas do tipo mecânica, em que 
os novos conhecimentos eram apresentados sem a preocupação 
dos conhecimentos preexistentes. No entanto, ultimamente, tem 
se discutido sobre a aprendizagem significativa em que as novas 
informações adquirem significado por interação com aspectos 
relevantespreexistentes, mas dependente do material didático e 
do interesse do aluno. Além disso, maior atenção tem sido dada 
ao estudo da linguagem, considerada como um instrumento de 
comunicação, funcionando em diferentes concepções, sobretudo 
na forma interacionista. Destacam-se também as estratégias de 
ensino como forte aliada para alcançar êxito no processo de 
ensino-aprendizagem. Recentemente vem sendo introduzido 
pelo professor o uso de jogos e brincadeiras em sala de aula, 
com a finalidade de facilitar a aprendizagem do aluno, além de 
proporcionar a construção do conhecimento de forma prazerosa. 
A esse método dar-se o nome de lúdico, o qual possibilita ao 
professor a aplicação de aulas mais dinâmicas, induzindo o 
aluno a interagir mais em sala de aula. Tem-se também o uso 
de metodologias ativas, das quais os professores fazem uso 
para desenvolver o processo de aprendizagem com intuito de 
conduzir a formação crítica de seus alunos, desenvolvendo a sua 
autonomia e estimulando-o na tomada de decisões. Ao longo 
desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo. Ficou 
curioso para saber mais sobre o tema? Então, vamos nessa!
INTRODUÇÃO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 149
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 4. Nesta 
unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das 
seguintes competências profissionais: 
OBJETIVOS
Compreender sobre aprendizagem significativa, 
seus diferentes tipos e princípios;
Reconhecer as concepções de linguagem e as 
estratégias no ensino da linguagem;
Entender o funcionamento do ensino e da linguagem 
através de jogos e brincadeiras;
Compreender como as metodologias ativas auxiliam 
no ensino-aprendizagem e conhecer a importância 
de trabalhar essas metodologias no âmbito escolar.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Metodologia do Ensino da Linguagem150
Aprendizagem significativa da linguagem
Aprendizagem significativa
Você já parou pra pensar sobre o que é aprendizagem 
significativa? E se existe tipos diferentes de aprendizagem? Não? 
Então, agora vamos ver alguns conceitos que irão lhe ajudar a 
entender sobre o assunto. 
De acordo com alguns educadores existem dois tipos 
de aprendizagem, a aprendizagem significativa e a mecânica. 
Segundo (AUSUBEL, 1968), um psiquiatra norte-americano, 
que dedicou vinte e cinco anos à psicologia educacional, 
a aprendizagem significativa acontece quando uma nova 
informação interage com conceitos já adquiridos nas experiências 
de aprendizado anteriores e, por isso, o fator mais importante 
que influencia na aprendizagem consiste no que o aluno já sabe, 
levando à construção da aprendizagem significativa. 
Semelhantemente (MOREIRA, 2003) relatou que a 
aprendizagem significativa ocorre quando novas informações 
adquirem significado por interação com aspectos relevantes 
preexistentes na estrutura cognitiva. Em outras palavras, 
a aprendizagem significativa acontece quando novos 
conhecimentos (conceitos, ideias, proposições, modelos, 
OBJETIVO
Ao final deste capítulo você será capaz de compreender o que é 
aprendizagem significativa, seus diferentes tipos e os princípios 
para alcançá-la. Compreenderá também sobre os conceitos de 
linguagem e como essa influencia no processo de aprendizagem. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
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Metodologia do Ensino da Linguagem 151
fórmulas) passam a ter significado para quem aprende, quando 
ele é capaz de explicar com suas próprias palavras e quando se 
torna capaz de solucionar questões.
Nesse sentido, vale ressaltar que o novo conteúdo deve 
ser interessante para o aluno, e que este manifeste disposição 
para aprender. Contudo, parece ser também muito importante os 
conhecimentos prévios do aluno, pois este possibilita a construção 
de estruturas mentais por meio da utilização de conceitos 
preexistentes, o que abre diversas possibilidades para descoberta 
e redescoberta de outros conhecimentos, possibilitando uma 
aprendizagem que dê prazer a quem ensina e a quem aprende, 
ou seja, construindo uma aprendizagem significativa.
A aprendizagem significativa, segundo (AUSUBEL, 
1968), parte de um subsunçor ou ideia-âncora, que pode ser, 
por exemplo, um símbolo já significativo, um conceito, uma 
proposição, um modelo mental ou uma imagem, relevantes 
à nova aprendizagem. Assim, subsunçor é o nome dado a 
um conhecimento específico, preexistente na estrutura de 
conhecimentos do aluno, que permite dar significado a um novo 
conhecimento que lhe é apresentado ou por ele descoberto.
IMPORTANTE
A respeito de subsunçores, podemos fazer os seguintes 
questionamentos: Como se formam os primeiros subsunçores? 
E o que fazer quando o aluno não tem subsunçores? A 
resposta à primeira questão tem a ver com processos típicos da 
aprendizagem nos primeiros anos de vida, e a segunda com os 
organizadores prévios.
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Metodologia do Ensino da Linguagem152
Enquanto isso, a aprendizagem mecânica, segundo 
(AUSUBEL, 1968), ocorre quando os novos conhecimentos são 
apresentados com pouca ou nenhuma interação com conceitos 
preexistentes na estrutura cognitiva. Em outras palavras, a 
aprendizagem mecânica acontece com a apresentação de um 
novo conhecimento de forma arbitrária, ou seja, o aluno precisa 
aprender sem entender do que se trata ou compreender o 
significado. Nessa aprendizagem, o aluno aprende exatamente 
como foi falado ou escrito, sem margem para interpretação própria 
e sem conhecimentos preexistentes relevantes relacionados ao 
novo conhecimento. Claro, que a aprendizagem mecânica não 
vai acontecer em um vazio cognitivo, pois alguma interação vai 
acontecer. Contudo, ela parece ser facilmente perdida com o 
tempo. Assim, devido às suas características, costumeiramente, 
chamamos este tipo de aprendizagem de “decoreba”.
Existem, essencialmente, duas condições para a 
aprendizagem significativa e suas respectivas implicações, como 
mostrado na Figura 1.
Figura 1: Condições e implicações para a aprendizagem significativa.
 
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem 153
Tipos de aprendizagem significativa
De acordo com (AUSUBEL, 1968) existem três tipos 
de aprendizagem significativa: representacional, conceitual e 
proposicional. Esquematizados na Figura 2, veja.
Figura 2: Tipos de aprendizagem significativa. 
Fonte: A autora
A aprendizagem representacional é o tipo que envolve a 
atribuição de significados a determinados símbolos, tipicamente 
as palavras. A identificação de símbolos por seus referentes 
(objetos, eventos e definições) passa a ter significado para quem 
está aprendendo. Segundo (AUSUBEL, 1968), esse é o tipo que 
mais se aproxima da aprendizagem mecânica. Temos o seguinte 
exemplo de aprendizagem significativa do tipo representacional: 
Após observar várias vezes a relação entre a palavra ‘bola’ e o 
conteúdo cognitivo (imagem visual do objeto), a apresentação 
apenas da palavra será capaz de provocar na criança a imagem 
visual da bola. Isto permitirá que ela desenhe o objeto ou que 
escreva a palavra que o designa.
A aprendizagem conceitual parece a representacional, no 
entanto, é genérica, representando omissão das características 
principais dos referentes. Temos o seguinte exemplo de 
aprendizagem significativa do tipo conceitual: Realizada a 
aprendizagem representacional da bola, a criança vai aprender 
que este objeto pode ser feito de diversos materiais; que uns sãoeBook Completo para Impressao - Metodologia do Ensino da Linguagem - Aberto.indd 153 09/09/2020 13:28
Metodologia do Ensino da Linguagem154
mais resistentes que outros; que há variações de tamanho, de 
preço, de acordo com os diferentes materiais.
Enquanto que, a aprendizagem proposicional é oposta à 
representacional, pois essa não visa aprender significativamente 
o que palavras sozinhas ou juntas representam, mas sim o 
significado de ideias, sob forma de proposições. Nesse tipo 
de aprendizagem significativa, o aprendizado está além do 
significado das palavras, está nos conceitos que compõem 
determinada proposição. Temos o seguinte exemplo de 
aprendizagem significativa do tipo proposital: a compreensão 
sobre algum aspecto social.
Aprendizagem significativa por recepção X 
aprendizagem por descoberta
O autor (AUSUBEL, 1968) mostra que tanto a aprendizagem 
por recepção como por descoberta pode desenvolver-se de modo 
significativo ou mecânico. Para ser significativo, o conteúdo deve 
relacionar-se a conhecimentos preexistentes do aluno, exigindo 
deste uma atitude favorável capaz de atribuir significado 
próprio aos conteúdos que assimila, e do professor, uma tarefa 
mobilizadora para que tal aprendizagem aconteça. Tanto a 
aprendizagem por recepção quanto a por descoberta podem ser 
mecânicas ou significativas, dependendo das condições em que 
ocorrem.
IMPORTANTE
Vale ressaltar que tanto a aprendizagem conceitual quanto a 
aprendizagem proposicional são dependentes da aprendizagem 
representacional.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 155
Aprendizagem significativa por recepção 
Na aprendizagem por recepção, todo o conteúdo que vai 
ser aprendido é apresentado ao aluno sob forma final. Deste 
modo, dele não se espera qualquer descoberta independente, 
apenas que interiorize ou incorpore o novo material. Este deve 
ser apresentado de forma a tornar-se compreensível e acessível 
em utilizações posteriores.
Aprendizagem por descoberta
Na aprendizagem por descoberta apresenta-se ao aluno de 
forma mais ou menos final e com recurso expositivo e o conteúdo 
principal daquilo que o mesmo deve aprender. O aluno que 
aprende deve reorganizar um conjunto de informações e integrá-
las ao conhecimento que já possui para resolver problemas.
Além disso, na aprendizagem por descoberta, o conteúdo 
essencial do que vai ser aprendido, não é dado, mas descoberto 
pelo aluno antes de ser significativamente incorporado na sua 
estrutura cognitiva, e a partir da descoberta do conhecimento por 
si próprio, o aluno chega à solução de um problema.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo intitulado 
“Aprendizagem significativa por descoberta: uma reflexão da 
problematização sob a abordagem de Ausubel” (NEVES, 2017), 
acessível pelo link: https://bit.ly/2A6hC9i
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Metodologia do Ensino da Linguagem156
A respeito da aprendizagem significativa do aluno, a teoria 
de (AUSUBEL, 1968) propôs alguns princípios que o ensino 
deveria seguir para conseguir alcançá-la, os quais se encontram 
esquematizados na Figura 3.
Figura 3: Princípios para uma aprendizagem significativa. 
 
Linguagem
Depois de toda explanação sobre aprendizagem 
significativa, você saberia dizer o que significa Linguagem?
Vejamos, pois, o seguinte conceito:
Linguagem é todo e qualquer sistema de signos que serve 
como meio de comunicação de ideias ou sentimentos através 
de signos convencionados, sonoros, gráficos, gestuais, etc., 
podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 157
que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: linguagem 
visual, corporal, gestual, etc.
Então, podemos dizer que a linguagem é, sem sombra de 
dúvidas, o importante facilitador da aprendizagem significativa, 
pois o poder representacional das palavras facilita a manipulação 
de conceitos e proposições. A aprendizagem significativa 
depende da obtenção de significados envolvendo interação, que 
depende essencialmente da linguagem.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo intitulado 
“Linguagem e aprendizagem significativa” (MOREIRA, 2003), 
acessível pelo link: https://bit.ly/36AcjLl
E então? Gostou do que lhe apresentamos? Aprendeu mesmo 
tudinho, com significado? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as diferenças 
entre aprendizagem significativa e aprendizagem mecânica e 
que há duas condições para que a aprendizagem significativa 
ocorra: uma é que o material de aprendizagem seja significativo, 
atraente e, a outra é que o aluno deve apresentar predisposição 
para aprender. Deve lembrar também da existência de três tipos 
de aprendizagem significativa: representacional, conceitual e 
proposicional, bem como que essas últimas são dependentes da 
RESUMINDO
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Metodologia do Ensino da Linguagem158
Estratégias no ensino da linguagem
Ao pensarmos sobre estratégias no ensino da linguagem, 
podemos fazer o seguinte questionamento: o que ou quais seriam 
essas estratégias?
Partindo do termo conceitual, podemos dizer que essas 
estratégias são as técnicas ou métodos que professores e alunos 
RESUMINDO
primeira. Além disso, vimos que a linguagem é todo e qualquer 
sistema de signos que serve como meio de comunicação de ideias 
ou sentimentos por meio de signos convencionados, gráficos, 
sonoros, gestuais, entre outros e pode ser sentida pelos diferentes 
órgãos dos sentidos, resultando numa linguagem de várias 
espécies ou tipos: linguagem visual, gestual, corporal, entre 
outas. Esta linguagem é essencial no processo de aprendizagem 
significativa.
OBJETIVO
Ao final deste capítulo você será capaz de compreender as 
diferentes concepções de linguagem, e como seus conceitos 
implícitos se caracterizam dentro de cada uma delas. 
Compreenderá também sobre estratégias de ensino da linguagem, 
dando ênfase as variações linguísticas e a métodos que podem 
tornar uma aula ruim. E então? Inspirado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá. Avante!
(CONTINUAÇÃO)
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Metodologia do Ensino da Linguagem 159
usam para adquirir informação, construir conhecimentos, 
etc., facilitando a obtenção, armazenamento e utilização da 
informação ou conhecimento apreendido. Contudo antes de 
explorarmos quais seriam as estratégias, aliados ao que já vimos 
sobre linguagem no primeiro capítulo desta unidade, vamos 
abordar um pouco sobre as concepções da linguagem, para uma 
melhor compreensão, e então, estudar as estratégias.
Concepções de linguagem
De acordo com (GERALDI, 1984), existem três modos 
ou concepções de linguagem: (1) linguagem como expressão do 
pensamento, (2) linguagem como instrumento de comunicação 
e (3) linguagem como forma de interação. Observe na figura 4.
Figura 4: Concepções de linguagem. 
Fonte: A autora
A concepção da linguagem como expressão do pensamento, 
mais ligada aos estudos tradicionais, o não saber pensar é a 
causa de o aluno não saber se expressar. Pensar, logicamente é 
um requisito básico para se escrever, já que a linguagem traduz 
a expressão que se constrói na mente, reflexo do pensamento. 
Nessa perspectiva, na escola, o domínio das linguagens (oral 
e escrita) é determinado pelo domínio da gramática. Como 
resultado, o ensino fica pautado na transmissão doconhecimento, 
um processo mecânico, que acaba atribuindo ao aluno um papel 
passivo na aprendizagem.
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Metodologia do Ensino da Linguagem160
Dessa maneira, esse tipo de concepção de linguagem 
preconiza que a expressão é produzida no interior da mente 
do aluno, que a capacidade do mesmo de organizar a lógica do 
pensamento dependerá a exteriorização do mesmo por meio 
da linguagem organizada, “traduzida” do pensamento. Como 
exemplo, esse tipo de concepção enfatiza a gramática teórico-
normativa: conceituar/classificar para entender e seguir as regras 
em relação à concordância, regência, acentuação, pontuação, 
ortografia, etc. 
A concepção da linguagem como instrumento de 
comunicação, tem suas bases consolidadas no estruturalismo, 
entendendo a língua como um código (conjunto de signos) que 
transmite do professor para o aluno uma determinada mensagem. 
A comunicação, no entanto, só é estabelecida quando professor e 
aluno conhecem e dominam o código, que é utilizado de maneira 
preestabelecida e convencionada.
Pedagogicamente, entender linguagem como instrumento 
de comunicação impacta no trabalho em sala de aula, pois leva 
a uma abordagem de ensino que perdura uma compreensão 
de língua como sistema linguístico, desvinculado do contexto 
sociocultural, e, por isso, menos influenciado pelo que é 
construído pelo aluno no uso da linguagem. Por exemplo, em 
livros didáticos esta é a concepção reconhecida nas instruções 
ao professor, nas introduções, nos títulos, embora em geral seja 
abandonada nos exercícios gramaticais.
Diferente das duas concepções anteriores, na concepção 
da linguagem como forma de interação, aquilo que o professor 
faz ao usar a língua não é tão-somente traduzir e exteriorizar um 
pensamento ou transmitir informações ao aluno, mas sim realizar 
ações, agir, atuar sobre o mesmo, uma vez que é na interação que 
o professor age e se relaciona com o aluno e com o mundo.
Nessa perspectiva, a concepção da linguagem interacionista 
contraria-se às visões conservadoras da língua, que a tem como 
um objeto autônomo, sem história e sem interferência do social, 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 161
já que não enfatizar esses aspectos não é condizente com a 
realidade na qual estamos inseridos. Portanto, esta concepção 
situa a linguagem como um lugar de interação humana, como o 
lugar de constituição de relações sociais.
E então, agora você consegue distinguir e compreender as 
três concepções de linguagem? 
Para lhe ajudar a compreender melhor sobre o assunto veja 
o resumo na Tabela 1, abordando as concepções de linguagem e 
alguns conceitos implícitos em cada uma delas.
Tabela 1: Concepções de linguagem e conceitos implícitos.
Conceitos 
implícitos
Concepções de linguagem
Expressão do 
pensamento
Instrumento 
de 
comunicação
Processo de 
interação
Gramática
Prescritiva: 
conjunto de 
regras a serem 
seguidas, para 
garantir o êxito 
na escrita e na 
fala.
Descritiva: 
conjunto de 
regras a serem 
seguidas. É 
uma produção 
em grupo, que 
descreve as re-
gras utilizadas 
pela escola, na 
qual
cada aluno, in-
dividualmente,
busca o código 
adequado à 
situação.
Internalizada:
conjunto de 
regras
que o profes-
sor domina e 
utiliza para in-
teragir com os 
alunos através 
da comuni-
cação.
Considera-se a
gramática 
como
contextualiza-
da.
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Metodologia do Ensino da Linguagem162
Fonte: adaptado de (DORETTO & BELOTI, 2011)
No contexto de linguagem, é importante considerar a 
variação linguística que pode ocorrer em todos os níveis da 
língua: lexical, fonético, morfológico, sintático e pragmático, 
Aluno
A linguagem é
Considerada 
um dom, o 
aluno pode 
controlar o 
êxito e a boa 
comunicação, 
logo, é 
“consciente” e 
“individual”.
A linguagem é
competência, o
professor, de-
terminado, ao
codificar sua
mensagem, 
espera
que aluno
decodifique-a
exatamente da
maneira que 
foi
intencionaliza-
da.
A linguagem é
interação,
estuda-se o 
uso da língua 
em situações 
concretas de 
interação, 
percebendo as 
diferenças de 
sentido entre 
uma forma de 
expressão e 
outra.
Leitura
Decodificação:
reconhecimen-
to
imediato dos 
sinais
linguísticos.
Interpretação:
reconhecimen-
to do
código de
comunicação e
estabelecimen-
to de relações 
superficiais.
Compreensão:
relacionamento 
do
texto com os
diversos 
contextos
que o cercam.
Coproduzir 
sentidos.
Oralidade
Não é 
considerada 
e é entendida 
como idêntica 
à escrita.
Começa a ser
considerada, 
em uma abord-
agem
sincrônica, mas
ainda há uma
predominância 
da
língua escrita.
Considerada 
tão
importante 
quanto a escri-
ta, já que a
adequação de 
ambas depende 
da situação
real de inter-
ação
comunicativa.
Língua Homogênea einvariável
Homogênea e
invariável
Heterogênea e
variável
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Metodologia do Ensino da Linguagem 163
sendo que esses níveis podem estar vinculados aos fatores 
geográficos, socioculturais e de contexto.
Imagine então a seguinte situação de variação linguística 
na Figura 5, como exemplo. Você apresenta a figura aos seus 
alunos, considerando que a turma é composta por alunos 
de diferentes localidades, e pergunta o que cada um deles vê 
na figura. Você acha que todos irão falar a mesma palavra? 
Provavelmente não, devido à variação linguística existente 
entre as diferentes regiões. A figura pode representar dindim na 
Paraíba e Rio Grande do Norte, geladinho na Bahia, laranjinha 
em Goiás, flau em Alagoas, sacolé no Rio de janeiro, juju no 
Ceará, chup-chup em Minas Gerais e chope no Pará. Viu como a 
diversidade linguística é enorme apenas para um único produto. 
Imagine quanto não há para outras infinidades de itens.
Figura 5: Exemplo para observação de variação linguística.
Fonte: Freepik
Portanto, nota-se que, no Brasil, um bom exemplo de 
variação linguística que pode ser facilmente observado é a 
variação linguística regional.
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Metodologia do Ensino da Linguagem164
Assim, o professor deve saber trabalhar a variação 
linguística de forma a evitar a exclusão, a reclusão e a evasão. 
Para isso, o professor precisa conhecer as variações e orientar as 
reflexões sobre a língua em situações de produção e interpretação. 
Ao buscar estratégias adequadas para tal situação, exige que 
o professor tenha a clareza de que as variedades linguísticas 
revelam a história, as práticas culturais e as experiências de 
grupos sociais, e não a incapacidade de falar corretamente e, 
portanto, requer o respeito aos dialetos, compreendendo-os 
como legítimos modos de manifestação da linguagem. 
IMPORTANTE
Todos os professores, independente da disciplina que lecionam, 
podem e devem experimentar novas propostas de ensino. 
Experimentar significa conhecer, pesquisar e analisar. Apenas 
seguir um método amparado na intuição, no que acham ser 
conveniente, atrativo, etc., não é mais o bastante, pois o 
professor precisa manter-se curioso, um eterno estudioso sobre 
o que leciona. Além disso, o professor precisa, sobretudo, 
entender que não existe conhecimento estático, que ele precisa 
buscar formação continuada para oferecer o melhor para seus 
alunos. Obviamente que existem as adversidades, os obstáculos 
da profissão, mas o comodismo em face desse discurso não 
contribuirá em nada com as ações.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 165
Agora que você já estudou sobre as concepções de 
linguagem, que tal refletir um pouco mais sobre o assunto? 
Então, você écapaz de responder qual o sentido em estudar 
as concepções de linguagem? Resumidamente, em termos 
pedagógicos, a escolha por uma concepção de linguagem tem 
implicações diretas no planejamento, na escolha e elaboração 
de materiais, bem como na forma de avaliar. A maneira como o 
professor vê a língua determina sua maneira de ensinar.
Estratégias de ensino
As estratégias de ensino do professor são importantes 
para que o aluno tenha diversas formas de interação e construa 
o conhecimento de acordo com suas experiências individuais 
para interpretar as informações, experiências subjetivas e 
conhecimentos prévios.
A atividade do professor é caracterizada pelo desafio 
permanente em estabelecer relações interpessoais com os 
alunos, de modo que o processo de ensino-aprendizagem seja 
articulado e que os métodos utilizados cumpram os objetivos a 
que se propõem.
Diante disso, o professor deve estar sempre atento às suas 
estratégias de ensino, seja na forma de condução das aulas, na 
elaboração de questionamentos ou de avaliação do desempenho 
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre concepções de linguagem e os conceitos 
relacionados com cada tendência, então leia o artigo na íntegra: 
Concepções de linguagem e conceitos correlatos: a influência 
no trato da língua e da linguagem? Link: https://bit.ly/2TD2yXx
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Metodologia do Ensino da Linguagem166
dos alunos. Nesse contexto, vamos observar e refletir sobre o 
exposto na figura 6, que descreve, resumidamente, diferentes 
estratégias adotadas no processo de ensino-aprendizagem. 
Figura 6: Estratégias do ensino-aprendizagem
. 
Fonte: A autora
No processo de ensino-aprendizagem, são vários os fatores 
que interferem nos resultados esperados, como as condições 
estruturais da instituição e os recursos disponíveis, as condições 
de trabalho dos professores, bem como as condições sociais 
dos alunos. Outro fator importante é o de que as estratégias de 
ensino, utilizadas pelo professor, devem ser capazes de motivar 
e de envolver os alunos ao ofício do aprendizado, deixando claro 
o papel que lhe cabe, de facilitador, norteador e inspirador.
Assim, vejamos na figura 7, sugestões de métodos que 
podem tornar uma “aula ruim”, aos quais o professor deve ter 
bastante ATENÇÃO para evita-los, pois isso pode levar ao 
desinteresse dos alunos e, consequentemente ao fracasso no 
processo de ensino-aprendizagem.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 167
Figura 7: Sugestões para uma “aula ruim”. 
 
Fonte: A adaptado de (LOWMAN, 2004)
Analisando a figura 7 podemos fazer uma reflexão mais 
profunda e crítica sobre os métodos ou estratégias que o professor 
deve adotar/seguir em suas aulas, sobretudo, não apenas aos 
utilizados durante, mas também aos que antecedem as aulas, 
como o planejamento. A maneira pela qual o professor planeja 
suas atividades de sala de aula é determinante para que seus 
alunos reajam com maior ou menor interesse, e isso contribua 
no modo como a aula transcorre e se concretiza.
Além disso, o professor também deve se atentar a pontos 
importantes em sala de aula, como identificar o ritmo individual 
dos alunos, saber lidar com o erro de forma construtiva e ter 
condições de diversificar recursos didáticos (imagens, gráficos, 
sons, textos, etc.) disponíveis.
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Metodologia do Ensino da Linguagem168
RESUMINDO
E então? Gostou do que abordamos? Aprendeu mesmo tudo, 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu do tema de estudo deste capítulo, vamos resumir o 
que vimos. Você deve ter aprendido sobre as concepções de 
linguagem, e que há três concepções: linguagem como expressão 
do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma 
de interação. Vimos alguns conceitos implícitos relacionados a 
essas três concepções de linguagem, bem como a diversidade 
linguística. Pudemos perceber que em nosso país (Brasil), a 
variação linguística regional é um dos melhores exemplos dessa 
variação linguística. Além disso, vimos algumas estratégias no 
ensino da linguagem, inclusive sobre aquelas que podem tornar 
uma aula ruim e, portanto, o professor deve se atentar para evita-
las. E ainda, vimos à importância de um planejamento adequado 
para o bom desenvolvimento de aula, implicando na devida 
atenção dos alunos ao conteúdo abordado e na concretização da 
aula de fato.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 169
Jogos e brincadeiras no ensino da 
linguagem
Importância dos Jogos e brincadeiras na 
aprendizagem
Atualmente, o uso de brincadeiras e jogos como um agente 
facilitador da aprendizagem vem sendo mais introduzido por 
professores em seus métodos de ensino, principalmente porque 
há uma preocupação cada vez maior, do uso de metodologias 
que sejam eficazes para se obter bons resultados na educação.
Para (VIGOTSKY & LEONTIEV, 1998)“o jogo e a 
brincadeira permitem ao aluno criar, imaginar, fazer de conta, 
funciona como laboratório de aprendizagem, permitem ao aluno 
experimentar, medir, utilizar, equivocar-se e fundamentalmente 
aprender”. 
OBJETIVO
 Ao término deste capítulo você será capaz de entender o 
funcionamento do ensino e da linguagem através de jogos e 
brincadeiras. Compreender a importância de trabalhar esse 
método na esfera escolar para a obtenção de qualidade no 
processo educacional. Perceber a capacidade de mudança de 
paradigma educacional, construindo o conhecimento através de 
jogos e brincadeiras e ainda conhecer os objetivos e resultados 
desse método, que será fundamental para o exercício de sua 
profissão. O que acha? Motivado para o desenvolvimento desta 
competência? Vamos lá!
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Metodologia do Ensino da Linguagem170
Além de proporcionar a construção do conhecimento de 
forma prazerosa, os jogos e as brincadeiras em sala de aula, 
promovem a interação entre os alunos e torna-se interessante 
à medida que a criança usa a imaginação e avança nos 
aspectos cognitivos e no seu desenvolvimento social. Além do 
desenvolvimento de uma postura ativa da criança em relação ao 
aprendizado e outras habilidades de pensamento, tais como a 
capacidade de interpretação, a tomada de decisões, a resolução 
de problemas, a criatividade, etc (Figura 8). 
Figura 8: Método de aprendizagem com jogos. 
Fonte: Freepik
No entanto, com a evolução da tecnologia, as pessoas, e 
principalmente as crianças deixaram de brincar como em épocas 
anteriores, em que brincadeiras como pega-pega, esconde-
esconde, amarelinha, mata-mata, barra bandeira, entre outros 
foram sendo esquecidas e substituídas por outras que envolvem 
tecnologia, como os jogos eletrônicos, onde as crianças tendem 
a ficar na condição de maior passividade física. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 171
Para (DANTAS, 1998), a função de brincar e jogar refere-
se ao termo Lúdico. Assim, é como se os jogos e as brincadeiras 
fossem uma parte inerente do ser humano, sendo encontrado, na 
Filosofia, na Arte, na Pedagogia, na Poesia, e em todos os atos 
de expressão (ANDRADE & SANCHES, 2004).
A opção por esse método tem por finalidade o 
enriquecimento de práticas docentes e o desenvolvimento do 
aluno em sala de aula. Além de atender às necessidades de 
muitos educadores que têm interesse pelo assunto e acreditam 
ser pertinente o uso de jogos e brincadeiras em suas aulas, com 
o propósito de aliar o prazer e a descontração aos conteúdos 
teóricos que se deseja transmitir. 
O lúdico na aprendizagemO principal objetivo da educação é formar cidadãos 
críticos e criativos com capacidade para a construção de 
novos conhecimentos. O processo de Ensino/Aprendizagem 
vem constantemente inovando seus métodos de ensino para a 
melhoria da educação.
Um desses métodos é o lúdico que vem sendo muito 
trabalhado na prática pedagógica, ajudando no aprendizado 
do aluno e possibilitando ao educador a aplicação de aulas 
dinâmicas instigando o aluno a interagir mais em sala de aula, 
aumentado o seu interesse pelo assunto abordado e dessa forma 
melhorando a aprendizagem do tema que foi proposto a ser 
ensinado, estimulando-o pensar mais, questionar mais e a não se 
tornar um repetidor de informações.
A atividade lúdica mais trabalhada nos dias de hoje nas 
escolas pelos professores é o jogo, principalmente nas salas de 
aula do ensino fundamental por ter seu alunado composto na 
maioria das vezes crianças. É importante destacar que a palavra 
“jogo” foi utilizada a fim se referir ao “brincar”, sendo tratado de 
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Metodologia do Ensino da Linguagem172
forma lúdica, fazendo com que o indivíduo não apenas se divirta 
jogando, mas também aprenda.
Segundo (PIAGET, 1976) o Lúdico deverá ser sempre o 
método mais prático para a assimilação e transformação do meio 
para que a criança ou o jovem se adapte às suas necessidades. 
Pois através da brincadeira as crianças constroem seu próprio 
mundo. Dessa maneira, os brinquedos são considerados como 
ferramentas para a construção do conhecimento, pois, irão 
proporcionar a criança o desenvolvimento da imaginação e da 
capacidade de pensamento.
Ressalta-se que o termo lúdico etimologicamente é 
derivado do Latim “ludus” que significa jogo, diversão, referindo-
se a forma de brincar livre e individualmente, do jogo com 
regras referindo-se a uma conduta social, da recreação, sendo 
ainda maior a sua abrangência. Com isso, pode-se afirmar que o 
lúdico é como se fosse uma parte inerente do ser humano, que é 
utilizada pedagogicamente em várias áreas de estudo otimizando 
a aprendizagem do indivíduo. Por isso, este método de ensino 
tem sido bastante utilizado pelos educadores no âmbito escolar. 
Não podemos deixar de falar da importância de jogos e 
brincadeiras do passado nos dias atuais, pois além de resgatar 
dados culturais, desenvolvem a capacidade da criança em criar 
e usar o imaginário. Pois na era dos brinquedos eletrônicos, 
o comodismo acaba interferindo diretamente no processo de 
criatividade, destacando então a importância de o educador 
incluir diversas formas lúdicas que interfiram no processo de 
aprendizagem, despertando na criança o interesse para criar, 
desenvolver, participar, e buscar a construção do conhecimento 
usando a criatividade. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 173
Como os jogos e as brincadeiras auxiliam 
na aprendizagem da linguagem
Para os alunos em processo de aprendizagem da escrita os 
jogos ou brincadeiras de atividade fonológica são importantes 
instrumentos facilitando o aprendizado da língua, visto que 
essas atividades levam as crianças a pensar nas palavras em sua 
dimensão não só semântica, mas também sonora-escrita.
Os professores têm que planejar cuidadosamente os jogos 
pedagógicos, a fim de atingir o objetivo da aula. “Os jogos ou 
brinquedos pedagógicos são desenvolvidos com a intenção 
explícita de provocar uma aprendizagem significativa, estimular 
a construção de um novo conhecimento” (ANTUNES, 2002). 
Além disso, ele deve preparar o aluno para os jogos e brincadeiras 
que serão realizados na aula, explicando a razão pela qual este 
procedimento foi adotado (Figura 9). 
Figura 9: Formas de brincar com a linguagem. 
Fonte: A autora
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Metodologia do Ensino da Linguagem174
 �Exemplos de jogos/brincadeiras
 �Leitura de historinhas
A leitura de histórias para a criança é uma maneira de 
brincar com palavras e figuras e promover o desenvolvendo a 
imaginação. A entonação utilizada deve ser observada e como 
se ocorre a ênfase a algumas palavras, com a finalidade da 
compreensão de seus significados pela criança.
Complementar a leitura da história com mímicas e gestos 
engraçados ajudam no entendimento e envolvimento da criança, 
pois conforme as palavras são ativadas e descobertas, pouco a 
pouco vão instituindo significados. 
 �Bingo de palavras
No bingo de palavras, o educador escolhe uma música e 
escolhe determinadas palavras da sua letra, organiza diversas 
cartelas utilizando estas palavras e algumas que não existem na 
música. Logo após, distribui as cartelas para os alunos e coloca 
a música para tocar.
À medida que a música vai tocando eles vão observando 
as palavras e marcando na sua cartela, no final ganha o aluno que 
consegui marcar mais palavras.
Esta é uma atividade divertida e auxilia o educador a 
perceber qual a aluno está com dificuldades no processo de 
leitura e escrita.
 �Escravos de Jó 
Há uma brincadeira popular com identificada com este 
nome, entretanto o objetivo aqui é utilizar o alfabeto e as 
palavras, além trabalhar a habilidade de atenção e concentração 
dos alunos.
A atividade pode ser realizada da seguinte maneira: a 
turma é dividida em dois em grupos organizados em círculos, 
cada participante fica com uma letra do alfabeto (as letras podem 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 175
ser de papelão, madeira, EVA ou plástico). Inicia-se cantando a 
música seguindo o movimento:
Escravos de Jó jogavam cachangá; (vai passando a 
letra para o colega que está a sua direita). 
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar; (levanta e abaixa 
a sua letra na sua frente na mesa). 
Guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue zá; 
(passando sua letra para o outro da direita, na hora de 
repetir passa a letra no sentido contrário esquerdo).
(Refrão que repete duas vezes) (EDUCAÇÃO, 
2020).
Ao concluir a música, cada aluno mostra a letra do alfabeto 
que ficou em sua mão e pode escrever numa tabelinha (previamente 
preparada), uma palavra que inicie com a devida letra. 
O professor e o aluno em sala de aula
Para (WEKERLIN, 2004) a maioria das escolas, nos 
dias atuais, ainda centraliza o ensino na figura do professor, 
este último, por sua vez, tem a missão de ser um transmissor 
das informações necessárias para a aprendizagem dos alunos. 
Com isso (FREIRE, 1996) leva o educador a refletir sobre o seu 
método pedagógico, dando ênfase à importância da ética, do 
ensino prazeroso, do acreditar, da compostura e da humildade.
SAIBA MAIS
Para você entender melhor esse conteúdo abordado, veja 
“Os jogos e a linguagem - Jogos e brincadeiras auxiliam na 
Linguagem” pelo link: https://bit.ly/3egBFjZ
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Metodologia do Ensino da Linguagem176
Nesse contexto, o lúdico tem ganhado destaque no plano 
de aula de professores, por se destacar no contexto escolar 
como uma grande ferramenta de ensino, sendo considerada 
uma prática prazerosa de auxílio na metodologia escolar. Além 
disso, os professores vêm nessa metodologia de ensino, uma 
possibilidade para uma educação mais qualificada.
Contudo, inserir o lúdico no contexto escolar não é uma 
tarefa fácil, pois se exige que os envolvidos no processo ensino-
aprendizagem elaborem planos com objetivos e metodologias 
com as mais variadas possibilidades. Isso quer dizer que o 
professor tem que ter em mente os objetivos que pretende atingir 
com essa atividade, levando-se em consideração o nível de 
escolaridade que o aluno se encontra. 
Segundo (WEKERLIN, 2004), é necessário profissionais 
mais adaptados às atuaistransformações na sociedade, que 
se adaptem as novas metodologias, e que estas últimas visem 
à reconstrução do conhecimento, possibilitando ao aluno a 
capacidade de se ajustar às exigências do mundo moderno.
Com a modernização nos dias de hoje os profissionais 
estão se tornando “máquinas de trabalhar”, preocupando-se em 
transmitir conteúdos apenas de forma automática, transformando 
nossas crianças em “máquinas de aprender”, ou seja, forma-se 
pouco e informa-se muito (CURY, 2003).
Nesse contexto, o autor acredita que a sensibilidade é 
algo ignorado, esquecido. É preciso conscientizar o professor 
que: “Um bom educador não é um ser perfeito, mas alguém 
que tem serenidade para ensinar e sensibilidade para aprender”. 
“Educar não é repetir palavras, é criar ideias, é encantar”. É 
ser “um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, 
um semeador de ideias”. Os professores precisam transmitir o 
conhecimento através da informação, estimulando os alunos a 
refletirem (Figura 10). 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 177
Figura 10: O professor e o aluno em sala de aula. 
Fonte: Pixabay
Não é suficiente para se entender o lúdico, colocar o 
brincar apenas como um ato automático. É necessário inseri-la 
em estudo no ambiente em que esta ocorre, e a relação entre a 
criança com o brinquedo. Para a criança o jogo pode ser apenas 
uma brincadeira, mas também pode ser uma coisa séria. 
Portanto, é através das brincadeiras que as crianças 
interagem entre si, se apropriando e reconstruindo a sua cultura. 
Com isso, a criança torna-se um sujeito incluso na vida social e 
cultural. 
 
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: monografia: “O 
Lúdico na Sala de Aula” (RUFINO, 2014), acessível pelo link: 
https://bit.ly/3gpFsO2
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Metodologia do Ensino da Linguagem178
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que nos dias de hoje 
cada vez mais os profissionais da educação têm incluído jogos 
e brincadeiras em suas metodologias de ensino, pois há uma 
preocupação desses profissionais em se obter métodos eficazes e 
bons resultados na educação. Vimos também que, segundo alguns 
autores, essa metodologia promove a interação dos alunos entre 
si e torna-se interessante à medida que a criança usa a imaginação 
e avança nos aspectos cognitivos, no seu desenvolvimento 
social e cultural, e melhorando o seu crescimento em sala de 
aula. E ainda aprendemos que o jogar e o brincar em sala de 
aula referem-se ao termo Lúdico, que é um método que vem 
sendo muito utilizado na prática pedagógica para melhorar o 
aprendizado do aluno e possibilitar ao educador a aplicação de 
aulas mais prazerosas instigando uma maior interação entre os 
alunos dentro da sala de aula, aumentado o seu interesse pelo 
assunto abordado e dessa forma melhorando a aprendizagem do 
tema que foi proposto a ser ensinado, estimulando-o pensar mais, 
questionar mais e a não se tornar um repetidor de informações.
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Metodologia do Ensino da Linguagem 179
Metodologias ativas e o ensino da 
linguagem
Atividades diversificadas para o ensino da 
linguagem
Um dos temas mais discutidos a cerca da aprendizagem 
nos últimos tempos tem sido sobre metodologias de ensino 
mais voltadas para os alunos, onde o professor através da sua 
maneira de ensinar possa desenvolver no aluno a curiosidade, a 
autonomia e a criticidade em sala de aula. Provavelmente para 
muitos profissionais da educação, o uso dessa metodologia mais 
centrada no aluno seja difícil de ser adotada, pois, muitos já 
estão acostumados com seu método tradicionalista de ensino, 
onde o ensino fica mais centrado na figura do professor, o qual 
se acomoda aos recursos que, indiferentes às dificuldades, 
permanecem ali: quadro, giz, livro didático, papel e caneta. 
Por muito tempo o uso de certas práticas educativas, 
foi realizado quase que unanimemente pelos profissionais da 
educação, nessas práticas o professor é apenas um transmissor 
do conhecimento e os alunos meros ouvintes, eliminando 
assim qualquer possibilidade de construção de um diálogo em 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de entender como 
as metodologias ativas auxiliam no ensino-aprendizagem. 
Compreender a importância de trabalhar essas metodologias 
no âmbito escolar. Conhecer diferentes métodos de aplicação e 
quais os modelos mais comuns de metodologias ativas. O que 
acha? Animado para o estudo desta competência? Então Vamos 
lá?
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Metodologia do Ensino da Linguagem180
sala de aula. Nesse método, os alunos são induzidos apenas a 
memorizar, decorar, através de um processo de repetição que 
pouco contribui para a formação da sua criticidade e atividade.
Com as mudanças educacionais, tecnológicas e sociais 
ocorridas atualmente houve impacto direto na organização 
escolar. Os jovens e as crianças da atualidade são muito diferentes 
dos alunos que a escola recebia no passado: eles já nascem com 
acesso à tecnologia e à informação e estão sempre conectados. 
Com isso, necessitam de diferenciadas práticas de ensino, as 
quais sejam capazes de despertar a sua motivação, imaginação e 
criatividade, como uma aula dinâmica e interativa.
Com isso, as metodologias ativas entram como um 
eficiente modelo de ensino-aprendizagem, as quais usam aulas 
menos expositivas e mais dinâmicas, estimulando a autonomia 
intelectual do aluno. Para (BORGES & ALENCAR, 2014), 
Metodologias Ativas (MA) são as formas que os profissionais da 
educação utilizam para desenvolver o processo de aprendizagem 
com o intuito de conduzir a formação crítica de seus alunos. A 
utilização dessas metodologias é capaz de desenvolver no aluno 
grande autonomia, despertando o seu olhar crítica, estimulando-o 
na tomada de decisões individuais e coletivas.
Nesse contexto, o aluno deixa de ser passivo na 
aprendizagem, ou seja, deixa de apenas escutar o que é ensinado, 
e passa a ser ativo na construção do conhecimento. Já o professor, 
deixa de ser um mero transmissor do conhecimento e passa a 
atuar, cada vez mais, como mediador do processo de ensino-
aprendizagem, produzindo aulas mais dinâmicas e discursivas. 
Um relatório da Comissão Internacional sobre Educação 
para o século XXI, da Unesco (Organização das Nações Unidas 
para a Educação, a Ciência e a Cultura), enfatiza os quatro 
pilares da educação, apresentados na figura 11. 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 181
Figura 11: Os quatro pilares da educação. 
Fonte: A autora
Esse relatório mostra a necessidade de inovação da atual 
prática pedagógica com o propósito de ajudar no desenvolvimento 
da autonomia acadêmica do aluno e auxiliar o professor no 
processo de ensino-aprendizagem. Diante disso, a discussão 
de como uma metodologia ativa pode suprir prováveis lacunas 
deixadas pelo ensino tradicional, minimizar a dependência do 
aluno sob o professor, melhorar as interações entre o aluno e 
o professor ou entre aluno e aluno, a fim de obter um melhor 
desempenho.
Metodologias ativas segundo alguns 
autores
Para (BERBEL, 2011), metodologias ativas têm a 
capacidade de promover a curiosidade no aluno permitindo que 
este leve para a aula boas contribuições e desenvolva um bom 
diálogo em sala. 
Já (BASTOS, 2006) diz que Metodologias Ativas são 
“processos interativos d e conhecimento,análise, estudos, 
pesquisas e decisões individuais ou coletivas, com a finalidade 
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Metodologia do Ensino da Linguagem182
de encontrar soluções para um problema”. Nesse sentido o 
professor irá atuar como um facilitador, guiando o aluno para 
tomar suas próprias decisões e alcançar o objetivo proposto. 
Observe a ilustração da Metodologia Ativas na figura 12.
Figura 12: Interação aluno e professor. 
Fonte: Freepik
Os autores (SOBRAL & CAMPOS, 2012) relatam 
que as Metodologias Ativas, são concepções educativas que 
estimulam processos de ensino-aprendizagem induzindo o aluno 
a maior participação e comprometimento com seu aprendizado, 
desenvolvendo um olhar mais crítico com a realidade e reflexivo 
sobre os problemas que geram curiosidades e desafios. 
Metodologias ativas utilizam como estratégia de ensino-
aprendizagem a problematização, tendo como objetivo a 
motivação do aluno para a resolução do problema, induzindo-o 
a examinar, refletir, relacionar a sua história e solidificar suas 
descobertas (MITRE, 2006). É através da problematização que 
o aluno mantem contato com as informações e a produção do 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 183
conhecimento, tendo como finalidade a solução de impasses, 
promovendo seu próprio desenvolvimento. 
Segundo (MASETTO, 2011), as situações de aprendizagem 
que são planejadas pelo professor em parceria com os alunos, 
provocando e incentivando a participação, postura ativa e crítica 
do aluno frente à aprendizagem são Metodologias Ativas. Nesse 
caso, irá ocorrer uma maior interação entre professor e aluno, 
provocando a troca de ideias e experiências de ambos os lados, 
podendo o professor também aprender com o aluno. 
Modelos mais comuns de metodologias 
ativas
As metodologias ativas configuram-se de várias formas, 
com a finalidade de atender às necessidades individuais e/ou 
coletivas. Os modelos mais comuns são: a Aprendizagem por 
pares (Peer Instruction), Aprendizagem bas eada em problemas/
projetos (Problem/Project based learning- PBL), o Estud o de 
Caso (Study Case), o Arco de Maguerez e a Sala de Aula Inverti 
da (Flipped Classroom).
 �Aprendizagem por Pares
A ideia central desse modelo é que o conhecimento 
seja construído a partir da interação entre alunos. O professor 
organiza a turma em pares – contudo, essa organização não pode 
ser aleatória, e sim intencional. Pois, os dois alunos não são 
agrupados por acaso; eles devem ter habilidades e conhecimento 
s complementares para que ensinem um ao outro. Nessa 
prática aquele que explica se beneficia tanto quanto aquele que 
recebe a informação, já que a repetição e a prática garantem 
seu aprendizado em longo prazo. Esse modelo também 
promove o desenvolvimento de habilidades de comunicação, 
responsabilidade, autoconfiança e colaboração entre alunos.
O educador deve definir um objetivo comum entre as 
duplas, para que elas trabalhem. Diferentes de outras abordagens, 
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Metodologia do Ensino da Linguagem184
nesse método há uma meta a ser atingida, a depender do interesse 
do aluno e mesmo que o caminho até essa meta possa variar de 
dupla para dupla. Com isso o professor garante uma troca de 
conhecimentos equilibrada entre os alunos. Para melhor explicar 
esse método, na figura 13 são apresentados os 5 passos para uma 
aprendizagem por pares.
Figura 13: Passos para uma aprendizagem por pares. 
Fonte: A autora
 �Aprendizagem Baseada em Problemas/Projetos
Aprendizagem baseada em projetos é uma metodologia 
na qual os alunos são envolvidos com tarefas e desafios para 
desenvolvimento de um projeto ou um produto. Esse tipo de 
aprendizagem integra diferentes conhecimentos e estimula 
o desenvolvimento de competências, como o trabalho em 
equipe, auxiliando na construção coletiva do conhecimento 
interdisciplinar e centrada no aluno. É um método que torna o 
aluno ativo e colaborativo em seu aprendizado. Pois, esse método 
inicia com um problema ou questão desafiadora, que estimule 
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Metodologia do Ensino da Linguagem 185
a imaginação do aluno, o levando por diferentes caminhos até 
encontrar uma resposta. 
Com isso, o aluno necessita de um maior esforço 
para explorar as possíveis soluções a cerca de um contexto 
específico, seja utilizando a tecnologia ou os variados recursos 
que lhe estejam disponíveis, com o objetivo de incentivar a 
sua capacidade de desenvolver um perfil investigativo e crítico 
perante alguma situação.
 �O Estudo de Caso
O estudo de caso é uma abordagem de ensino baseada 
em situações de contexto real, assim como o método de 
Aprendizagem Baseada em Problemas.
Essas abordagens de ensino e aprendizagem baseadas em 
situações de contexto real são importantes, pois desenvolvem 
competências e habilidades relacionadas à resolução de 
problemas, à tomada de decisão, à capacidade de argumentação e 
ao trabalho em equipe. O Estudo de Caso oferece aos estudantes a 
oportunidade de direcionar sua própria aprendizagem, enquanto 
exploram seus conhecimentos em situações relativamente 
complexas. 
Resumindo, o estudo de caso, são relatos de situações do 
mundo real, que são apresentadas aos alunos para ensiná-los e 
prepará-los para a resolução de problemas reais.
 �O Arco de Maguerez
O Arco de Maguerez é uma das estratégias de ensino-
aprendizagem com finalidade de desenvolvimento da 
Problematização. É constituído por cinco etapas que acontecem 
a partir da realidade social: a observação da realidade, os 
pontos-chave, a teorização, as hipóteses de solução e aplicação à 
realidade, as quais estão conceituadas abaixo.
 
 
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Metodologia do Ensino da Linguagem186
 � Sala de Aula Invertida
A sala de aula invertida trata-se de uma inversão do 
modelo tradicional de ensino, isto é, a ordem: o professor 
explica em sala e o aluno pratica em casa não é mais assim. Ela 
propõe uma inversão nas aulas tradicionais. Assim, os alunos 
devem chegar à sala de aula tendo lido o conteúdo em casa, 
onde serão abordadas discussões e resoluções de questões sobre 
o assunto estudado. Esse método também ajuda a desenvolver a 
dinamização do ensino uma vez que reduz a quantidade de aulas 
expositivas e teóricas.
Essas são apenas algumas das tendências da metodologia 
ativa, que permitem uma aula dinâmica e mais eficiente, 
propiciando um desenvolvimento real dos alunos.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: monografia: 
“METODOLOGIAS ATIVAS PARA O ENSINO DE 
LÍNGUA ESTRANGEIRA” (VEIT, 2016), acessível pelo link 
https://bit.ly/2B1lsAX
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido que os alunos também devem 
RESUMINDO
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Metodologia do Ensino da Linguagem 187
(CONTINUAÇÃO)RESUMINDO
fazer parte do processo de ensino-aprendizagem, participando 
ativamente das práticas educativas para de fato construírem seu 
conhecimento. Vimos também que neste cenário em que o aluno 
é corresponsável por sua aprendizagem, cabe ao professor ser 
apenas um mediador do conhecimento. E ainda aprendemos 
que existem várias modelos de ensino que viabilizam o 
envolvimento ativo do aluno no processo de aprendizagem, 
servindo como auxílio para o desempenho da atividade docente. 
Entre essesmétodos podemos citar: Aprendizagem por Pares; 
Aprendizagem Baseada em Problemas/Projetos; O Estudo de 
Caso; O Arco de Maguerez; e Sala de Aula Invertida. Pudemos 
observar as características de cada método, desta maneira fica 
mais fácil saber como e quando aplicá-los em uma sala de aula.
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