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Livro de Gestão da Cadeia de Suprimentos e Distribuição

Apostila da disciplina Gestão da Cadeia de Suprimentos e Distribuição (Prof. Guilherme C. Ferigato, Faculdade Católica Paulista). São 15 capítulos que tratam de logística empresarial, gestão do conhecimento, cadeia de suprimentos e abastecimento, estoques, armazéns, transporte, indicadores e sistemas de informação.

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GESTÃO DA 
CADEIA DE 
SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
PROF. GUILHERME C. FERIGATO
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA
Prof. Guilherme C. Ferigato
GESTÃO DA 
CADEIA DE 
SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
Marília/SP
2022
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma 
ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
GESTÃO DA CADEIA 
DE SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
PROF. GUILHERME C. FERIGATO
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5
SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
08
12
22
28
32
36
42
48
53
57
60
66
72
77
82
LOGÍSTICA EMPRESARIAL
GESTÃO DO CONHECIMENTO E LOGÍSTICA
EVOLUÇÃO DA CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO
VISÃO SISTÊMICA EM LOGÍSTICA
CADEIA DE SUPRIMENTOS - SUPPLY CHAIN 
MANAGEMENT
CADEIAS DE ABASTECIMENTO
POLÍTICAS DE GERENCIAMENTO DE 
ESTOQUE
GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS E CENTROS 
DE DISTRIBUIÇÃO
SERVIÇOS LOGÍSTICOS
INDICADORES LOGÍSTICOS
PLANEJAMENTO E OPERAÇÕES DE 
TRANSPORTE
SISTEMAS DE ESTOQUE E ARMAZENAGEM
DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE LAYOUT
ESTRATÉGIAS DE OTIMIZAÇÃO EM CADEIAS 
DE ABASTECIMENTO
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM LOGÍSTICA
GESTÃO DA CADEIA 
DE SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
PROF. GUILHERME C. FERIGATO
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INTRODUÇÃO
Olá Caro acadêmico (a) vamos estudar e construir conhecimento juntos acerca da 
gestão da cadeia de abastecimento e distribuição. Neste sentido vamos analisar e 
compreender as nuances de gestão, integralidade, conhecimento, tomadas de decisão, 
especificidade logísticas e visão sistêmica que compõem a sistematização das cadeias 
de abastecimento e distribuição. 
Sendo assim, é necessário que você busque estudar e ler este material apoiado nas 
aulas gravadas e a qualquer momento contatamos para que possamos lhe ajudar na 
compreensão e não tirar dúvidas. 
Ao longo de nosso material de estudo vamos vislumbrar a gestão da cadeia de 
abastecimento e distribuição seguindo alguns caminhos para nossa melhor e maior 
compreensão do conhecimento envolvido nesta área, a saber:
1. Logística empresarial: seus conceitos e sua evolução no mundo, iniciando nos 
povos antigos e posteriormente adaptada e utilizada na área empresarial
2. Gestão do conhecimento e logística: agregar valor às informações é um processo 
importante para obter conhecimento e utilizá-lo como fomento à tomada de 
decisão assertiva e coerente com os objetivos empresariais 
3. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Distribuição: fazer gestão não é simplesmente 
tomar decisões importantes, é organizar e controlar para que tudo saia conforme 
o planejamento estratégico de cada empresa
4. Visão Sistêmica em Logística: ter o conhecimento do todo e aplicar em contextos 
menores, específicos e condensados de cada atividade da empresa e dos 
processos logísticos
5. Cadeias de Suprimentos: suprir o mercado nunca fez sentido como agora, onde 
o mundo vive transformações tecnológicas variantes e constantes 
6. Cadeias de Abastecimento: o abastecimento promove assertividade na cadeia 
de abastecimento e também garante atendimento às demanda de mercado de 
forma assertiva e organizada
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7. Políticas de gerenciamento de estoques: ter o estoque é a garantia, ou pelo 
menos minimizar, os impactos da falta de produtos no mercado que tem o prazo 
de entrega maior do que o tempo de necessidade ou desejo do consumidor 
8. Gerenciamento de armazéns, estoques e centros de distribuição; 
9. Serviços logísticos: conhecer e compreende o seu impacto nos processos 
logísticos 
10. Indicadores logísticos: mensuração das atividades através de informações 
qualitativa e quantitativas 
11. Planejamento e operações de transportes: manter em ordem as metas e objetivos 
empresariais 
12. Sistemas de estoque e armazenagem: melhoria em qualidade e otimização da 
integração logística
13. Desenvolvimento e gestão de layout: otimizar e adaptar os espaços as realidade 
de cada empresa
14. Estratégias de otimização em cadeias de abastecimento: melhoria continuada 
15. Sistemas de Informação em Logística: facilidade na integração e principalmente 
comunicação assertiva para tomada de decisão 
BOA LEITURA E ÓTIMO APRENDIZADO!
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CAPÍTULO 1
LOGÍSTICA EMPRESARIAL
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/log%c3%adstica-caminh%c3%a3o-cargueiro-grupo-3125131/ 
O mundo dos negócios vem sofrendo grandes transformações e exige diferenciação 
de mercado melhores formas de atender as necessidades e desejos dos consumidores, 
sendo assim, cabe às empresas procurar mecanismos e recursos, para que diante 
de uma eficiência, possa obter o resultado positivo e consequentemente manter o 
seu Market Share. Postou isso é importante delimitar que a logística é um processo 
integrado teórico que traz através da ciência toda uma movimentação estratégica 
e tecnológica para que as empresas possam através de instrumentos eficazes de 
tomada de decisão alocar os recursos corretos para maximização dos resultados. A 
logística, desde o período das grandes guerras, trouxe consigo melhores formas de 
fazer a gestão de forma sistêmica, racional e efetiva. Logo a logística é uma área de 
conhecimento que tem como objeto de estudo processos e operações que envolve: 
https://pixabay.com/pt/photos/log%c3%adstica-caminh%c3%a3o-cargueiro-grupo-3125131/
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armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e mecanismos de 
movimentação de materiais.
Logística é algo que nos acompanha há um bom tempo, isto pode ser observado nos 
povos antigos, as quais utilizavam a logística como mecanismo empírico de gestão para 
as grandes construções dos monumentos históricos e principalmente, para realização 
das atividades diárias. É fato que o ser humano busca formas melhores e aprimoradas 
para viver mais e melhor, nas empresas e negócios isto não é diferente, com o mercado 
acirrado e cada vez mais volátil, requer das empresas diferenciação constante e maior 
compreensão das necessidade e desejos dos consumidores. Voltando no tempo os 
povos Egípcios, lembramos das grandes pirâmides e nos convida a refletir sobre a 
eficiência dos etapas de construção bem como os processos logísticos ali inseridos, 
mesmo que empiricamente, e sem o nome logística, mas mesmo assim, influenciou com 
amplo conhecimento e delimitações para a composição desta área do conhecimento. 
De modo geral, a logística está posta como ferramenta empresarial e auxilia as 
empresas e negócios no cumprimento de atividades, alocação correta e coerente de 
recurso com a realidade organizacional. Uma área do conhecimento que, ao longo 
dos tempos, trouxe maior assertividade nos processos logísticos, ampliação da visão 
sistêmica e principalmente, racionalização das atividades de trabalho em armazéns, 
transporte e tecnologia.
 Falar que a Revolução, muitas das vezes, pode denotar coisas ruins ou trazer 
consigo medo, isso pode ser descrito, pois a Revolução, de modo geral,promove 
situações negativas com impactos especulativos, interferindo as pessoas do mundo 
todo. Mas, vamos trabalhar aspectos positivos, principalmente a mudança e alteração 
de modelos ineficientes. Posto isso temos que
A Revolução Industrial é um grande marco na história da humanidade, 
seus desdobramentos afetaram todo mundo. Foi um acontecimento 
extremamente importante para a humanidade, pois mudou o processo 
produtivo, ou seja, os produtos deixaram de ser manufaturados e 
passaram a ser maquino faturados, o permitiu uma produção em 
massa, permitindo assim colocar mais e mais produtos no mercado 
e a preços muito mais atrativos (CAVALCANTE e SILVA, 2011, p. 1).
A revolução traz consigo modificação e essa por sua vez pode gerar inovação e 
melhoria dos processos bem como evolução dos recursos tecnológicos existentes. Em 
se tratando de logística isso não é diferente, ao longo do tempo a logística empresarial 
vem tomando forma e corpo para otimizar e dar destaque às empresas seja qual for 
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o seu nicho de mercado e até mesmo o seu público-alvo. Posto isto, vamos partir 
da revolução industrial, um dos principais acontecimentos no mundo que surgiu na 
Inglaterra através das indústrias e o grande desenvolvimento tecnológico, os quais se 
espalharam pelo mundo e trouxeram consigo transformações econômicas. Conforme 
Almeida e Schlüter (2012, p. 13) Uma das principais contribuições da Revolução Industrial 
é o desenvolvimento do motor a vapor, pelo qual possibilitou a produção em massa, 
ou seja um novo contexto produtivo, melhorias em transportes, alterações nas cidades 
e também no comportamento humano. Vale ressaltar que a Revolução Industrial 
trouxe consigo grandes modificações para toda uma sociedade e consequentemente 
novas relações de trabalho. 
Pois bem, a logística sai da área militar e dos povos antigos bem como chavinhas 
no início nesta unidade e a dentro as empresas, com conjunto Integrado de ações que 
possibilitam o gerenciamento departamentalizada e principalmente, a sistematização de 
processos Racionais, rastreados e interligados, de modo a termos eficiência e eficácia 
nas execução das atividades empresariais. Segundo Ballou (2014, p. 17) A logística 
é uma área do conhecimento, que assim como a administração visa à promoção da 
melhor nível de rentabilidade no serviços logísticos principalmente, os de distribuição, 
Isso acontece através de um planejamento assertivo organização e controle efetivo 
para que os processos possam ter eficiência que geraram a eficácia esperada. O 
autor ainda relata que a logística é um mecanismo que irá atuar nos fluxos produtivos, 
administrando-os e integrando-os de forma coletiva ao processo de administrar. Posto 
isto vejamos a imagem a seguir:
Fonte: Ballou (2014, p. 17) 
 
A imagem representa como a logística empresarial evoluiu e permeia todas as 
etapas empresariais deste as etapas de abastecimento e distribuição e até mesmo a 
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distribuição dos produtos para os clientes. Veja que para que haja integração, assim 
como acontecendo supply chain, deve-se ter um sistema de informação e principalmente 
as atividades que são comuns entre as etapas tais como: 
• Transporte
• Manutenção dos estoques
• Processamento de pedidos
• Armazenagem e movimentação de materiais 
São etapas importantes que permeiam, de modo geral, todas as etapas da cadeia 
de distribuição e abastecimento. Os processos sistemáticos da logística iram facilitar 
o ato de administrar e controlar todas as etapas e assim ter máxima eficiência e maior 
eficácia nos resultados esperados. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Responsável pelo cuidado com o armazenamento e o transporte dos recursos 
produzidos por uma empresa, nos mais variados segmentos, ou até mesmo em 
operações militares, a logística se faz presente em todo o mundo, seja por terra, ar 
ou mar. É nessa área na qual ocorre o controle do fluxo de produção, desde o início, 
no recebimento de materiais, até a entrega no ponto de consumo ao cliente final, no 
tempo determinado e sem que haja prejuízos às partes.
Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia/3899645/logistica-o-mundo-ao-alcance-de-todos
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Áreas de tecnologia, logística e infraestrutura, e-commerce, agronegócio e saúde 
estão entre as tendências para 2023
Fonte: https://atribunaregional.com.br/areas-de-tecnologia-logistica-e-infraestrutura-e-commerce-agronegocio-e-saude-estao-entre-as-tendencias-
para-2023/ 
ANOTE ISSO
A logística, desde o período das grandes guerras, trouxe consigo melhores formas 
de fazer a gestão de forma sistêmica, racional e efetiva. Logo a logística é uma 
área de conhecimento que tem como objeto de estudo processos e operações 
que envolve: armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e 
mecanismos de movimentação de materiais.
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CAPÍTULO 2
GESTÃO DO CONHECIMENTO 
E LOGÍSTICA
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rea-de-trabalho-pessoas-humano-m%c3%a3o-3170198/ 
O conhecimento é a fonte de poder e pode tirar o indivíduo da zona da ignorância 
e com isso podemos ser profissionais melhores, acima da linha da mediocridade, ser 
indivíduos mais humanos e diminuir os impactos do nosso uso na natureza. Sendo 
assim, conhecimento é uma questão de escolha? Vamos partir da “Matrix” e ou do 
“Metaverso”, ambientes onde podemos ter novas oportunidades, mas que cabe a nós 
escolher pelo sim ou pelo não e assim, adentrar num mundo de criação do conhecimento, 
posteriormente partilha e uso deste conhecimento. Logo, ao escolher adentrar num 
conhecimento você opta por se permitir a algo novo e ainda, outras formas de saber, 
https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rea-de-trabalho-pessoas-humano-m%c3%a3o-3170198/
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compreender, identificar e analisar o seu entorno. Então, obter conhecimento é um 
estado de modificação e desconforto.
Diante disto, vamos agora compreender dois tipos de conhecimento que serão 
bases para o entendimento dos outros conhecimentos, são eles: o tácito e o explícito. 
Ambos foram postulados por Karl Paul Polanyi, um pensador importante para a gestão 
do conhecimento pelo qual define que o conhecimento tácito é pessoal, construído 
ao longo da vida de cada indivíduo e num contexto específico, portanto, é de difícil 
identificação, partilha e formulação, vale ressaltar que este conhecimento tem íntima 
relação entre o indivíduo e a sua relação com o meio em que vive. Por outro lado o 
conhecimento explícito, aquele que já passou por validação e é posto como verdade, 
está posto em linguagem formal e sistêmica. Neste contexto temos que: 
O conhecimento pretende idealizar o bem estar do ser humano, 
logo o conhecimento advém das relações do homem com o meio. 
O indivíduo procura entender o meio partindo dos pressupostos de 
interação do homem com os objetivos. É uma forma de explicar os 
fenômenos das relações, seja, entre sujeito/objeto, homem/razão, 
homem/desejo ou homem/realidade (SOUSA, 2019, p.1). 
Já é um clichê ouvirmos falar que o mundo está em constante mudança e que a 
velocidade do conhecimento rompe as barreiras regionais, deixando volátil em alguns 
momentos e em outros a fator que irá determinar o sucesso de uma empresa ou 
profissional. Neste sentido alertamos para que seja redobrada a atenção em relação ao 
indivíduo, esse provedor e veículo da construção de conhecimento e fator intangível da 
organização, que deve ser visto como capital intelectual e construtor do conhecimento. 
Ter somente estratégias e planejamento bem definidos já não é mais fator que garante 
o sucesso de uma organização, devemoster a ciência de que o fator humano é 
indispensável para termos nas organizações ações efetivas em prol de seus objetivos. 
Neste sentido Ferigato (2016, p 19) desta que:
Na Era do Conhecimento, o indivíduo tornou-se essencial e passou 
a ser indispensável na construção do conhecimento que constituí 
a mola propulsora no processo de sua gestão. É por meio dele que 
as organizações podem adquirir, organizar e processar informações 
com o intuito de ampliar os conhecimentos já perpetuados nas 
organizações, dentre elas, as instituições de ensino.
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Diante disso, vejamos o que Drucker (1993, p. 15) diz que “Ao invés de capitalistas 
e proletários, as classes da sociedade pós-capitalista são os trabalhadores do 
conhecimento e os trabalhadores em serviço”. Desde o seu primórdio, o homem, 
busca cada vez mais e mais demonstrar seus conhecimentos, de modo a pulverizar 
tal conhecimento e torná-lo útil a quem precisar. O homem primitivo nos deixou uma 
lição em suas gravuras nas cavernas e pedras aqui e acolá, onde transmitiu seus 
conhecimentos ao longo da história, passando de geração em geração, conhecimentos 
que demonstravam forma e maneiras de caça, de plantio, e principalmente a invenção 
do foto.
O esforço do homem em demonstrar seus conhecimentos, perpassa as barreiras 
de simplesmente compartilhar conhecimento com as futuras gerações, ganha espaço 
no cenário empresarial capitalista e seu conhecimento gera valor. Quando se fala em 
gerar valor, é importante destacar que nem sempre o valor será a remuneração por 
transmitir os seus conhecimentos, muitas vezes o conhecimento transmitido será 
utilizado como fator de melhoramento de outros conhecimentos, ou seja, ampliação 
e maximização da sua utilização. 
Sabemos que o conhecimento é oriundo do indivíduo e que tais conhecimentos 
impactam nas organizações e nas pessoas que nela trabalham. Diante disso é 
importante falar que o conhecimento pode mudar todo o rumo que uma empresa 
está seguindo, pois, como conhecimento fica mais fácil e mais rápido as tomadas de 
decisões e principalmente, o planejamento e organização das ações a serem seguidas. 
Quando se fala em compartilhamento de conhecimento, temos um divisor de águas 
que contribuiu e ainda facilita a transmissão de conhecimento, a internet, em seu 
surgimento revolucionou o modo como as pessoas se comunicam e a velocidade do 
processamento de dados, exigindo assim, busca por mais conhecimento. Outros fatores 
facilitam e promovem a GC, além da internet, as tecnologias de processamento de 
dados, comunicacionais e de armazenamento em nuvens ampliam as possibilidades 
de o conhecimento ser construído, armazenado e principalmente, disponível a quem 
precisar. Neste sentido, Santos (2015) nos apresenta a evolução dos conceitos em 
torno da GC, vejamos:
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Fonte: Adaptado de Dos Santos (2015)
Agora uma questão entra em cena, como construir conhecimento? Para respondê-la 
devemos compreender como podemos construir e principalmente, para que servirá tal 
conhecimento. Não adianta de nada, construir conhecimento e não utilizá-lo, transmiti-
lo a alguém ou para a empresa onde você trabalha. É importante que você utilize seu 
conhecimento para promover mudanças em sua vida pessoal e profissional, use-o para 
atrair riquezas e mais conhecimento. Ainda, falando de construção é importantíssimo, 
a participação da interrelação entre os indivíduos para potencializar tal construção, 
onde o conhecimento poderá ser melhor explorado, validado e utilizado. 
Portanto, construir conhecimento não é uma tarefa fácil, mas pode ser simples se 
bem compreendida e tiver interesse do indivíduo para tal construção, a motivação será 
fator predominante para que possamos compartilhar algo que sabemos, lembrando 
sempre, que a motivação pode se apresentar de diversas formas, a saber:
• Remuneração;
• Ajudar o meio ambiente de alguma maneira;
• Reconhecimento social;
• Ascensão profissional.
Construir conhecimento requer modelos, métodos e metodologias, isso se faz 
necessário, pois, o conhecimento ao ser transmitido pelo indivíduo, se mostra de 
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forma individualizada, uma vez que foi construído exclusivamente através de processos 
cognitivos na mente de cada uma, necessita de sistematização para outrem possa 
também o utilizá-lo com valor agregado. Tal processo deixa o indivíduo inquieto, 
pois, há o medo normal, de ao transmitir seu conhecimento a outrem, perdemos tal 
conhecimento, mas uma situação é certa, nem sempre o conhecimento é absorvido 
da mesma maneira como foi construído, ou seja, na transmissão o conhecimento 
pode sofrer distorções e assim ser utilizado de forma inadequada ou com outros 
objetivos e propósitos. Para que não haja distorções, a sistematização da construção 
do conhecimento deve ser realizada com clareza e sempre pautada em um modelo 
com objetivos pré estabelecidos. Portanto, construir conhecimento é algo complexo e 
sistemático, peça indispensável para evolução e mudança no mundo dos negócios e 
nos profissionais. Obviamente, as mudanças devem ser significativas e terem objetivos 
para o profissional ou para a empresa, ter sempre em vista a construção e transmissão 
de conhecimento.
Agora vamos analisar as vertentes dos conhecimentos que conhecemos e depois 
vamos para a modelagem do conhecimento, uma dos preceitos importantes, onde 
só haverá conhecimento se houver modelos de gestão do conhecimento conhecido 
e implementado. Vejamos a imagem a seguir: 
 
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
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• O conhecimento empírico tem relação com o conhecimento do indivíduo, ou 
seja, tácito, ou seja, conhecimento que foi criado ao longo do tempo e através da 
relação entre indivíduo e meio ambiente. Um bom exemplo disso, é as infindáveis 
anotações aleatórias dos dias de chuvas que avó fazia todos os dias por mais 
de 20 anos, isso proporcionou um entendimento que ao olhar pro céu ele dizia 
se ia ou não chover. Tais anotações e observações não são científicas, pois 
não eram feitas de forma sistematizada e organizadas de modo a facilitar o 
processamento desses dados. 
• O conhecimento científico é aquele que é sistematizado através do processamento 
de dados, a obtenção de informação e posteriormente, ao agregar valor às 
informações, vamos criar conhecimento. O conhecimento científico tem um 
importante processo que devemos conhecer que é a validação de conhecimento, 
ou seja,verificar se o conhecimento criado pode ser considerado com ciência, 
ou seja, criado dentro de padrões de ciência e conhecimento explícito.
• O conhecimento filosófico, o conhecimento como elementos investigativo e 
indagativo, racional e crítico. Cria o conhecimento dentro de padrões racionais 
e os sistematiza de forma reflexiva utilizando o raciocínio para sua construção. 
• O teológico, mais conhecido como conhecimento religioso, está pautado em 
conhecimento oriundas da religião, fé e movimentos de esperança e credo.
Vale ressaltar que já não é de pouco tempo atrás que o homem busca formas de 
demonstrar e registrar seu conhecimento, por exemplo, as pinturas rupestres as quais 
foram registradas as formas de como caçar os povos antigos o que já demonstra a 
vontade de manter o conhecimento a outras gerações. O conhecimento é algo que 
permeia as nossas vidas e nos transforma, tirando os indivíduos da zona da ignorância, 
possibilita que outros possam se apropriar destes conhecimento e utilizá-los em novos 
contextos, de formas diversificadas. 
Posto isto, vamos adentrar aos modelos de gestão do conhecimento, que de modo 
geral são, a saber:• Espiral do conhecimento ou modelo SESI, criado por Nonaka e Takeuchi, que 
estabelece quatros modos de conversão do conhecimento, a socialização, a 
externalização, a combinação e por fim a internalização. Cada modo ou etapa 
irá delimitar como o conhecimento é construído pelo indivíduo.Vejamos a 
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espiral do conhecimento e como suas etapas interligadas para construção de 
conhecimento, tendo seu início no indivíduo:
Espiral do conhecimento
Fonte: adaptado de Takeuchi e Nonaka (2008).
Observe que a espiral tem um ciclo que ao final, se inicia novamente, o que 
podemos concluir que a construção do conhecimento nesta perspectiva, não há um 
fim determinado, mas sim, uma constante sistematização de conhecimento que 
perpassa o indivíduo e as organizações. 
Obtenha
Avalie
Utilize
Construa e 
Mantenha
Aprenda
Descarte
Contribua
Imagem: diagnóstico do conhecimento 
Fonte: adaptado de Bukowitz & Williams (2002)
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Este modelo é um importante mecanismo de introdução à gestão do conhecimento 
por uma organização, ou seja, irá auxiliar a empresa a identificar e orientar o seu 
processo de construção do conhecimento de forma assertiva, eficiente e personifica. 
No início temos o “obtenha” processo que está subdivido em outras etapas pelas quais 
se inicia o processo de obtenção do conhecimento, a saber: articulação, consciência, 
acesso, orientação e abrangência. No mundo cada vez mais volátil, onde as informações 
podem mudar com grande rapidez e volume, é necessário articular quais são as 
necessidades por tais informações, depois, nos devemos saber onde podemos encontrar 
tais informações e também termos acesso ao acervo onde está esse conhecimento, na 
sequência, a orientação novos papéis surgem aos pesquisadores e por fim a abrangência, 
definição da estrutura de utilização do conhecimento; Na etapa de “utilize” fase onde o 
conhecimento será utilizado a fim de cumprir demandas impostas a nós; No “aprender” 
podemos ter idéias sobre as demandas organizacionais e assim responde-las de forma 
efetiva e também gerar novas idéias e formas de como utilizar tal conhecimento; Na 
etapa de “contribuir” é aquela pela quais vamos transmitir nossos conhecimentos a 
organização de modo a colaborar com a aprendizagem do conhecimento, construção 
de novos conhecimentos e principalmente, que o conhecimento não seja individualizado; 
Na etapa de avaliação, a organização deverá responder o quão é valioso o conhecimento 
que possui e de que maneira ela pode agregar valor a si, para melhor evolução do 
negócio; O “construir e manter” perpassa as esferas de construção até chegar ao 
ponto de termos o conhecimento organizacional agregador de valor e em ponto de 
uso; Por fim, é valioso sempre analisar quais conhecimentos são ou não importantes 
e agregadores de valor, uma vez que, não possuem mais valor, devem ser descartados 
a fim de obtermos novos conhecimentos, promovendo assim um ciclo de renovação 
e regeneração.
Outro modelo importante, denominado como os ciclos da GC, foi proposto por Dalkir 
e tem como viés principal o compartilhamento de conhecimento. 
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O modelo de ciclo da GC tem que cada etapa está conjugada em dois processos, o 
primeiro estágio, promove a construção do conhecimento de modo a obtê-lo para possa 
a ele ser agregado valor para as próximas etapas. Na sequência temos a difícil tarefa 
de compartilhar, ou seja, transmitir conhecimento obtido a fim de torná-lo utilizável por 
outrem, então pôr em prática, vem como mecanismo de validação desse conhecimento, 
por a prova todo o conhecimento construído com intuito de agregação de valor a sua 
utilização. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Além da gestão do conhecimento, temos que estar cientes que a computação e 
sistemas de informação são elementos facilitadores da própria GC, então utilizá-
los pode ser a diferente entre uma GC efetiva ou ela inconteste, onde teremos uma 
construção de conhecimento assíncrono. 
Fonte: http://www.techtudo.com.br/platb/desenvolvimento/2011/07/14/computacao-sistemas-de-informacao-qual-a-diferenca/
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Muitas são as formas de aplicarmos e praticarmos a GC, uma delas, é considerada 
inovadora, é a GC no ambiente escolar, um lugar onde se transforma muitos 
conhecimentos. Diante disso Rocha e Emygdio (2018, p. 1) destacam:
“Os desafios são uma constante no cotidiano das organizações de negócios e 
dentro do ambiente escolar essa realidade não é diferente. No processo educacional 
contemporâneo, a Gestão do Conhecimento (GC) é uma ferramenta que possibilita 
o uso de recursos tecnológicos visando a otimização de tempo, do espaço e dos 
recursos, além de permitir a  aquisição e o compartilhamento de informações/
conhecimentos, aproveitando os capitais intelectuais e a interação dos envolvidos, 
sendo este um excelente instrumento para o ambiente educacional”.
Fonte: https://seer.ufs.br/index.php/conci/article/view/10221
ANOTE ISSO
Anote e se faça algumas perguntas:
O que é conhecimento? 
Como posso utilizar o conhecimento?
O que tenho de conhecimento em minha mente e como o utilizo?
Transmitir os conhecimentos que tenho?
Busco ampliar e aprimorar meus conhecimentos?
Estas são perguntas que devemos fazer a nós mesmo com freqüência, pois, muitas 
vezes não utilizamos nossos conhecimentos corretamente e nem os transmitimos 
a outros, isso pode ocorrer e assim estaremos perdendo capacidade de construção 
de novos conhecimentos. Então fique em alerta e sempre que puder transmita seus 
conhecimentos e adquira outros novos. 
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CAPÍTULO 3
EVOLUÇÃO DA CADEIA 
DE DISTRIBUIÇÃO
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/frete-pacote-carga-ar-caixas-17666/ 
Distribuir é um das nuances específicas da logísticas e contribui amplamente para 
eficiência dos processos de produção e principalmente, da racionalização dos serviços 
logísticos. Vale ressaltar que a rastreabilidade é uma características importante para o 
processo de distribuição e garante aos stakeholders acesso a informações, em alguns 
casos, em tempo real, principalmente sistematizar as etapas, controlar e organizar de 
forma a atender ao planejamento estratégico da empresa. Portanto, a distribuição é 
um dos “braços” da logística que irá garantir que os produtos estejam onde necessário 
nas especificações planejadas. Posto isto, Ballou (2011, p. 11) afirma que:
https://pixabay.com/pt/photos/frete-pacote-carga-ar-caixas-17666/
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A logística empresarial estuda como a administração pode prover 
melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes 
e consumidores, através de planejamento, organização e controle 
efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que 
visam facilitar o fluxo de produtos.
A distribuição traz consigo eficiência nos processo para que haja entregas corretas, 
com qualidade agregada e que a empresa possa através desta eficiência ter resultados 
positivos e dentro daquilo que for estimado. Neste contexto, para que haja uma eficácia 
no processo de distribuição nós devemos ter em mente os pontos pelos quais irão 
acontecer tal distribuição e principalmente a comercialização de produtos e serviços. 
Isso nos remete a ter uma integração de setores para que a distribuição possa ser 
efetiva e disponibilizar produtos e serviços de forma a atender as demandas do mercado, 
no menor tempo e com custos baixos. Algo valiosopara destacar é o ônus do custo 
que está previsto:
O desenvolvimento da logística empresarial e da administração da 
cadeia de suprimentos no Brasil transcorreu de modo semelhante à 
sua evolução nos Estados Unidos, com alguns anos de defasagem em 
relação aos progressos norte-americanos (MACHLINE, 2011, p. 227). 
Então, temos que ter em mente as contribuições da globalização e da visão glocal 
- globalização possibilitando a disseminação de conhecimento pelo mundo a fora 
e a visão glocal permitindo a adaptabilidade. Veja que as realidades de cada país, 
modais, processos e etapas da logística de distribuição devem ser rastreadas e 
integradas de modo a termos uma eficiência em cada país, pois, apesar de ter um viés 
central, a logística enfrenta nuances específicas em cada localidade. Assim podemos 
compreender que a logística irá participar das operações e processos da empresa bem 
como controlá-los para que haja eficiência nos processos e resultados positivos, por 
outro lado a cadeia de suprimentos será responsável pela distribuição dos materiais, 
de matéria prima e de produtos do fornecedor ao consumidor. Machline (2011, p. 
230) nos mostra tais evoluções da logística no tocante a cadeia de distribuição:
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Figura 4: A era do transporte. Fonte: Machline (2011)
Num primeiro momento as empresas passaram por uma separação do mercado, 
onde cada empresa, apesar de estar no centro, ficava a mercê dos fornecedores e a 
integração não se apresentava como viés logístico.
Figura 5: a era da logística empresarial. Fonte: Machline (2011).
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No segundo momento a visão sistema viabiliza a importância da participação das 
empresas nos relacionamentos efetivos e com intenção de integração e comunicação 
mais próxima e participativa. Uma visão onde todos são importantes devem participar 
ativamente no processo. Diante disso temos que:
Nos tempos atuais muito se fala em Gestão da Cadeia de Suprimentos. 
Trata-se de uma ferramenta eficiente que possibilita a uma empresa 
colocar-se à frente de seus concorrentes no mercado global, reduzindo 
custos operacionais, aproximando-as de seus fornecedores buscando 
melhorias tanto na qualidade dos serviços prestados como na redução 
de custos operacionais e nos conflitos de informações gerados ao 
longo de toda cadeia de suprimentos (CASTRO E SANTOS s/d, p. 1).
Figura 6: a era da cadeia de suprimentos. Fonte: Maculine (2011).
Somente no terceiro momento, já com surgimento de novas tecnologias e o 
massificação do uso da internet nos anos 2000, temos que a integração passar a 
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ser fator logístico, quebrando barreiras, modernizando processos e globalizando a 
comunicação e a rastreabilidade. Neste contexto temos que:
O alto grau de competitividade empresarial induz as empresas a 
buscar formas de otimizar seus processos produtivos, seja no 
processo de aquisição da matéria-prima, produção, logística ou no 
atendimento do cliente. Para o funcionamento adequado de uma 
empresa as áreas devem ser desempenhadas adequadamente a fim 
de gerar um bom resultado global, nessa lógica, entre os métodos 
que podem ser utilizados para analisar a situação empresarial, um 
método como a Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS), no qual 
são analisados diversos setores internos e externos se torna um 
instrumento gerencial impactante (BACK ET. AL., 2015, p. 56)
Por sua vez, a rede de suprimento amplia as formas de abastecimento ramificadas e 
sistematizadas via integração e melhores formas de comunicação, vejamos a imagem 
a seguir: 
Figura 7: era das redes de abastecimento. Fonte: Machline (2011).
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Nesta última etapa apresentada pelo autor temos que a cadeia de suprimentos se 
apresenta em sua integração sistemática e comunicacional fator decisório e planejável. 
Vale ainda ressaltar a construção do conhecimento como elemento permeador dessas 
fases, pois, ao seu longo podemos observar uma evolução eficaz e principalmente 
ampliações em processos. Posto isto, temos que “a Gestão da Cadeia de Suprimentos 
é um conjunto de métodos utilizado para otimizar as atividades industriais e analisar a 
situação empresarial, considerando os setores internos e externos” Back et. al. (2015, 
p. 1).
ISTO ESTÁ NA REDE
Canais de distribuição são conjuntos de organizações interdependentes envolvidas 
no processo de disponibilizar um produto ou serviço para uso ou consumo, onde 
desempenham fluxos de marketing como armazenagem, promoção, serviço, 
negociação, financiamento, risco, informação, pedido e pagamento. Os participantes 
do canal, produtores, intermediários e consumidores, arcam com custos ao 
desempenhar esses fluxos. 
Fonte: CONSOLI, MATHEUS ALBERTO e NEVES, MARCOS FAVA. CUSTOS DOS FLUXOS DE MARKETING: CASOS DE EMPRESAS UTILIZANDO UMA 
FERRAMENTA DE ANÁLISE DA CAPTURA DE VALOR NOS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO. RAM. Revista de Administração Mackenzie [online]. 2007, v. 8, n. 
3 [Acessado 14 Dezembro 2022], pp. 77-103. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103>. Epub 31 Ago 2020. 
ISSN 1678-6971. https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A redução das perdas e dos desperdícios de frutas, legumes e verduras (FLV) 
contribui para o aumento da oferta de alimentos. A identificação das perdas ao 
longo da cadeia logística de FLV possibilita a proposição de ações mitigadoras.
Fonte: Aliotte, Joseane Thereza Bigaran, Filassi, Monique e Oliveira, Andréa Leda Ramos de. Caracterização da logística de distribuição de frutas, 
legumes e verduras na Central de Abastecimento de Campinas/SP. Revista de Economia e Sociologia Rural [online]. 2022, v. 60, n. spe [Acessado 
14 Dezembro 2022], e252673. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.252673>. Epub 08 Nov 2021. ISSN 1806-9479. https://doi.
org/10.1590/1806-9479.2021.252673. 
ANOTE ISSO
Distribuir é um das nuances específicas da logísticas e contribui amplamente para 
eficiência dos processos de produção e principalmente, da racionalização dos 
serviços logísticos.
https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103
https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.252673
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CAPÍTULO 4
VISÃO SISTÊMICA 
EM LOGÍSTICA
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/cesta-entrega-log%c3%adstica-armaz%c3%a9m-1770719/ 
Já parou para pensar como é ter uma visão ampliada e maximizada de um 
determinado contexto que para muitos é específico? Então, ter visão sistêmica antes 
de tudo é poder conhecer tudo e através do todo trabalhar às questões específicas e 
exclusivas de cada setor de uma empresa ou terá sistemática Global dos processos 
logísticos e compreender como Cada um funciona de forma única e exclusiva, e o seu 
impacto no processo total, interferindo positivamente ou negativamente, o que permite 
correções e até mesmo manter o processo de melhoria contínua ativo e efetivo para 
que as organizações em as empresas possam ter de fato eficiência e eficácia em 
seus processos e suas atividades diárias e assim manter o Resultado positivo. Antes 
trabalhar o tema desta aula propriamente dito, peço que analisa o infográfico a seguir:
https://pixabay.com/pt/photos/cesta-entrega-log%c3%adstica-armaz%c3%a9m-1770719/
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Fonte: TRANSGENDER EUROPE (TGEU). Disponível em: htt ps://transrespect.org. Acesso em: 5 jul. 2022 (adaptado). ENADE2022 curso de logística.
Veja que as informações estão ali dispostas de forma que temos que analisar o todo 
e separar a imagem e pedaços para termos a compreensão necessária para entender 
a situação de mortes de transgenêros mundo. Vale ressaltar que a visão sistêmica 
um processo racional de observação e análise do todo de modo a obter informações 
gerais e posteriormente usar tais como mecanismo de análise de áreas específicas 
ou de situações que demandam análises clusiva e individual, assim teremos uma 
segmentação no processo de racionalização das ideias, racionalização do processo 
de trabalho e principalmente, aplicação do conceito de glocal, uma palavra que não 
existe, mas que trabalha com questões globais no contexto local e específico.
A visão sistêmica como vimos em nossas aulas é um conjunto de ações que 
os gestores, eles e elas, através do processo de coleta de informações globais 
vão analisar e compreender o funcionamento, ou o eficiente funcionamento, dos dos 
processos Logísticos e os seus impactos na racionalização das atividades de trabalho 
e principalmente na integrabilidade de cada etapa logística e o processo de digestão 
das cadeias de Distribuição e Abastecimento, sendo assim é importante e necessário 
que cada indivíduo que irá fazer o processo de gestão tenha a correta coleta de 
informações, que um dia foram dados, e através do processamento desses dados 
obteve-se informação e consequentemente ao agregar valor dessas informações 
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crianças conhecimento em nós, indivíduo,, e posteriormente construímos conhecimento 
organizacional. Diante disso, vejamos a imagem a seguir: 
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/ar-arquitetura-ponte-constru%c3%a7%c3%a3o-2179047/ 
A imagem nos mostra como é a interferência do contexto específico nas informações 
globais e principalmente, como pode ser complexo e amplo se a visão sistêmica não 
for utilizada num contexto específico e organizado. 
Não é de agora que a visão sistêmica vem contribuindo com a evolução dos trabalhos 
dos seres humanos e principalmente com as atividades empresariais, como um 
empreendedorismo e o processo de tomada de decisão, sem é importante compreender 
que mesmo tendo habilidade de compreender o todo, ou bairro Inês para análise em 
inserido e que de de cada ou de Logístico para poder racional racionaliza de direta e 
vinculada às metas organizacionais.
https://pixabay.com/pt/photos/ar-arquitetura-ponte-constru%c3%a7%c3%a3o-2179047/
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ISTO ESTÁ NA REDE
o Pensamento Sistêmico, entendendo-se que esta compreensão teórica é 
fundamental para a prática dos terapeutas sistêmicos nos mais diversos contextos. 
Reforçam-se as ideias de que pensar sistemicamente implica reconhecer o 
sujeito em seu contexto, de que os fatos não são previsíveis e de que o terapeuta/
pesquisador faz parte do sistema no qual intervém/estuda.
Fonte: GOMES, Lauren Beltrão et al . As origens do pensamento sistêmico: das partes para o todo. Pensando fam., Porto Alegre , v. 18, n. 2, p. 3-16, 
dez. 2014 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2014000200002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 
31 dez. 2022.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A Diretoria https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/em-2022-a-diretoria-de-
infraestrutura-ferroviaria-avancou-na-gestao-do-patrimonio-sob-responsabilidade-
do-dnit de Infraestrutura Ferroviária (DIF) é responsável pela gestão do patrimônio 
ferroviário sob responsabilidade da Autarquia. Ao zelar pela preservação do 
patrimônio histórico e implementar a administração socioambiental, a diretoria vem 
ao longo dos anos se aprimorando na destinação dos bens ferroviários.
ANOTE ISSO
A visão sistêmica como vimos em nossas aulas é um conjunto de ações que os 
gestores, eles e elas, através do processo de coleta de informações globais vão 
analisar e compreender o funcionamento, ou o eficiente funcionamento, dos dos 
processos Logísticos
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CAPÍTULO 5
CADEIA DE SUPRIMENTOS - 
SUPPLY CHAIN MANAGEMENT
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/porta-recipiente-exportar-carga-4602963/ 
Agora vamos falar de cadeia de suprimentos, outro processo indispensável para 
que a logística possa ter eficiência e resultados positivos. Nesta toada, o Supply Chain 
Management (SCM) ou gestão da cadeia de suprimento está posto como um conjunto 
ou etapas, que integradas, formam os processos que através dos departamentos que 
buscam maximizar os resultados de modo a iniciar na compra e armazenamento de 
matéria-prima ou suprimentos, o processo de transformação que visam obter e oferecer 
melhor custo e benefício de seus produtos ou serviços no menor tempo possível, 
com a qualidade desejada e sempre satisfazendo às necessidades dos clientes ou 
consumidor final. Vejamos a imagem a seguir:
https://pixabay.com/pt/photos/porta-recipiente-exportar-carga-4602963/
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Figura 2: evolução dos processos. Fonte: Ballou (2007)
À vista disso, Bowersox et al. (2014, p. 4) afirma que “a gestão da cadeia de suprimentos 
consiste na colaboração entre empresas para impulsionar o posicionamento estratégico 
e melhorar a eficiência operacional”. 
O SCM é um mecanismo de agregar valor ao processo de gerenciamento e irá 
atuar no planejamento, controle e monitoramento, fornecerá informações e promoverá 
tomadas de decisão mais assertivas frente aos objetivos organizacionais, minimizando 
os impactos de possíveis eficiências em processos e atividades mal planejadas. Neste 
contexto, Bertaglia (2009, p. 5) afirma que:
A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos 
requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a 
concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos 
para o lugar (onde) e para a data (quando) os clientes e consumidores 
os desejarem.
A gestão da cadeia de suprimentos irá permear os processo de administrar de 
uma empresa fazendo com que seus gestores possam estruturar e alocar recursos 
organizacionais de forma sustentável e integrada, construindo assim, conhecimento 
e cultura voltada à maximização dos resultados. Outro ponto importante, é envolver 
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clientes e fornecedores no processo de integração para obter maiores resultados no 
processo logístico e principalmente, rastreabilidade. Neste contexto, Ching (2009, 
p.67) declara que o:
Supply Chain é todo esforço envolvido nos diferentes processos 
e atividades empresariais que criam valor na forma de produtos 
e serviços para o consumidor final. [...] é uma forma integrada de 
planejar e controlar o fluxo de mercadorias, informações e recursos, 
desde os fornecedores até o cliente final, procurando administrar as 
relações na cadeia logística de forma cooperativa e para o benefício 
de todos os envolvidos.
Outro ponto importante no SCM é a identificação do nível de serviços para elaboração 
de estratégias de alocação de recursos em relação ao estoque, a distribuição física 
e logística reversa, vejam a imagem a seguir: 
Fonte: Desenvolvido pelo autor (2022)
Em um mundo cada vez mais mutável, dinâmico e globalizado, a economia de 
um país se altera de acordo com o comportamento de seus consumidores e fatores 
imprevisíveis como uma pandemia ou um desastre ambiental. Nesse cenário, se por 
um lado há empresas que passam por dificuldades e tendem a se reinventar, por outro 
há aquelas que “comemoram” com vendas e lucros significativos, afinal essa é a lei de 
mercado. Com essa premissa, a Logísticatornou-se um dos pilares fundamentais nas 
estratégias utilizadas pelas organizações. Muitas dessas empresas, principalmente a 
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do tipo comércio, tiveram que se adaptar em relação à demanda, oferecendo produtos 
e serviços delivery, para muitas, uma novidade e para outras, um aumento nesse tipo 
de atendimento. Isso demonstra o quanto a Logística é complexa. Tal modo requer 
uma análise prévia, planejamento e controle em todas as suas etapas, além de possuir 
capital humano capacitado e preparado para essas possíveis mudanças.
Uma premissa importante, é de que os gestores possam utilizar as informações 
oriundas do processo de gestão da cadeia de abastecimento de forma estratégica 
para alocar recursos nos lugares corretos e ter a visão sistêmica e em níveis para 
que haja maior assertividade nas tomadas de decisão. 
ISTO ESTÁ NA REDE
O crescimento dos canais diretos de distribuição está demandando novas 
estratégias e diferentes práticas de gestão da cadeia de suprimentos e logística. 
Estas estratégias são caracterizadas pela agilidade, confiabilidade, qualidade, custos, 
flexibilidade e integração dos recursos produtivos, em razão do aumento de ativos, 
por um lado, e pelas reduções de custos, por outro. 
Fonte: MOORI, ROBERTO GIRO, BASSO, Leonardo FERNANDO CRUZ e NAKAMURA, WILSON TOSHIRO. |Supply Chain Como um Fator de Geração de 
Valor: uma Aplicação do Conceito de EVA®. RAM. Revista de Administração Mackenzie [online]. 2000, v. 1, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 
104-125. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712000/administracao.v1n1p104-125>. Epub 10 Jan 2022. ISSN 1678-6971. https://doi.
org/10.1590/1678-69712000/administracao.v1n1p104-125. 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A gestão da demanda emerge nos campos de conhecimentos da gestão da cadeia 
de suprimentos e de marketing. Busca-se a rápida e adequada integração das 
necessidades originadas do mercado na direção dos fornecedores, de modo a 
balancear e alinhar estrategicamente a demanda com a capacidade operacional ao 
longo da cadeia de suprimentos. 
Fonte: Melo, Daniela de Castro e Alcântara, Rosane Lúcia Chicarelli. A gestão da demanda em cadeias de suprimentos: uma abordagem além da 
previsão de vendas. Gestão & Produção [online]. 2011, v. 18, n. 4 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 809-824. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/
S0104-530X2011000400009>. Epub 05 Abr 2012. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2011000400009. 
ANOTE ISSO
O SCM é um mecanismo de agregar valor ao processo de gerenciamento e irá atuar no 
planejamento, controle e monitoramento, fornecerá informações e promoverá tomadas 
de decisão mais assertivas frente aos objetivos organizacionais, minimizando os 
impactos de possíveis eficiências em processos e atividades mal planejadas
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CAPÍTULO 6
CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/recipiente-porto-carga-transportes-4386215/ 
Você já parou para pensar quantas vezes durante o ano, um indivíduo abastece um 
carro? Esta é uma pergunta que temos que analisar, levando em considerações processos 
logísticos, a importância de manter um processo produtivo em funcionamento, ou seja, 
é através da cadeia de abastecimento que uma indústria irá manter as suas atividades 
fabris e consequentemente irá distribuir os seus produtos e serviços ao mercado 
consumidor e assim manter um processo integrado de distribuição, abastecimento 
e retro alimentação. Vale ressaltar ainda e quando esse indivíduo ele vai num posto de 
combustível fazer um reabastecimento neste veículo ele irá alocar recursos financeiros, 
diante das possibilidades do momento e principalmente das suas necessidades e 
desejos, ele irá abastecer a quantia adequada para execução das atividades que ele 
precisa fazer com tal veículo. no processo de produção isto não é diferente a empresa 
irá fazer todo um planejamento e organização da produção, que chamamos de PCP, e 
assim fazer os devidos cálculos e estimativas, de dentro capacidade para produtiva e 
https://pixabay.com/pt/vectors/recipiente-porto-carga-transportes-4386215/
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que tenha qualidade, e assim alocar os recursos organizacionais disponíveis naquela 
empresa para que todas as atividades produtivas possam acontecer dentro de um 
processo racional, e que gere o resultado positivo. Posto isso temos que:
A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos 
requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo 
com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os 
produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes 
e consumidores os desejarem (BERTAGLIA, 2009, p. 5). 
Ao sair desse exemplo simples, que foi o abastecer do veículo, adentramos a um 
processo complexo e detalhado de atividades logísticas que irão acontecer para que 
a cadeia de abastecimento possa funcionar corretamente, sendo assim nós temos 
algumas etapas importantes, a saber: armazenagem, fornecedores, comercialização, 
mercado consumidor e por fim a distribuição. vejamos a imagem a seguir:
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022).
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O diagrama representa as etapas do processo de abastecimento onde vão ser permeadas 
por processos logísticos e assim ter a eficiente execução do abastecimento e Distribuição 
desde a etapa produtiva até o consumidor final. Neste contexto, temos que:
Com a adoção do conceito de Gerenciamento da Cadeia de 
Suprimentos, a organização consegue tornar-se mais ágil e mais 
flexível do que seus concorrentes, através do compartilhamento do 
planejamento estratégico e divisão de riscos que consequentemente 
minimiza custos e permite agilidade no lançamento de novos produtos 
(SCHIER ET. AL. S/D, P. 1). 
Vimos que a logística foi utilizada de forma brilhante pelos povos antigos nas 
grandes construções e é oriunda da área militar, mas foi a logística empresarial que 
possibilitou a sua evolução crescimento e principalmente o amadurecimento necessário 
para que as empresas e organizações possam se apropriar dos processos logísticos 
de forma eficiente para a geração de resultados positivos. Diante disto temos que:
Nas últimas décadas, muitas empresas iniciaram um processo de 
reestruturação de suas estratégias competitivas, desenvolvendo o 
conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos. Um dos reflexos 
observados nesse novo posicionamento está no fato de a competição 
ocorrer entre cadeias de suprimentos. Esse novo modelo competitivo, 
onde as empresas competem por meio da organização de suas 
cadeias, é uma das premissas básicas das estratégias competitivas 
atuais. A premissa adotada determina que o relacionamento entre 
fornecedores e compradores seja um relacionamento de parceria. A 
parceria, dentre outras características, pressupõe relacionamentos de 
longo prazo e frequentes (ZANQUETTO FILHO, FEARNE PIZZOLATO, 
2006, p. 71)
Posto isso, vejamos o diagrama a seguir:
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022).
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A partir da ruptura tecnológica e a globalização pudemos vislumbrar uma integração 
multidisciplinar entre diversas áreas produtiva, uma corroborando com a outra para 
obter melhores processos, continuidade da qualidade, sustentabilidade e diferenciação 
no mercado, tal integração requer sistematização e padronização, para que todos 
os envolvidos possam contribuir eficientemente com o processo e ter uma máxima 
eficácia. Posto isto, temos que:
Melhorar a eficiência de uma cadeia é melhorar a eficiênciade seus 
nós (ambiente interno das empresas) e de seus elos (interfaces 
entre duas empresas consecutivas na cadeia). Após os movimentos 
intensos de reorganização interna que caracterizaram os anos 1980 
e 1990, os “retornos decrescentes” dos esforços de reorganização 
interna levaram as corporações a voltarem-se para o ambiente 
externo (SAAB JUNIOR e CORREIA, 2008, p. 50). 
Agora vamos analisar de uma forma integrada com uma cadeia de abastecimento 
para três momentos importantes do abastecimento que são eles: o processo produtivo, 
a distribuição e o consumo. A imagem a seguir no mostra como pode ser representado 
uma cadeia de abastecimento:
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
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Observe que os processos possuem momentos de integração, para que haja, o que 
já vimos, a rastreabilidade, Ao observar a imagem perceba que as etapas pelas quais 
a cadeia de suprimento irá atuar como ferramenta ou até mesmo como combustível 
para que haja uma execução das atividades de forma eficiente e eficaz, principalmente 
no tocante a alimentação retroalimentação de cada etapa. No processo produtivo nós 
temos elementos que comumente também são encontrados nos agentes distribuidores, 
veja que a estocagem é um dos primeiros itens e nele é onde vamos destinar espaço, 
recursos para que a produção possa acontecer dentro dos padrões na programação e 
controle desta produção, a estocagem terá armazenada itens importantes tais como 
matéria-prima e insumos essenciais ao processo produtivo, por sua vez a movimentação 
física é uma das atividades logísticas processo de armazenagem que irá fazer toda uma 
movimentação interna para que os itens posso estar disponíveis no momento exato 
do seu uso. Veja, Que etapa do processo produtivo nós temos os sistemas logísticos 
pelos quais podemos obter informações para tomada de decisão e consequentemente 
a gestão estratégica para a correta alocação dos recursos organizacionais disponíveis. 
Por fim a efetividade, a mistura de eficiência e eficácia.
 Agora vamos falar dos agentes distribuidores, ou seja, as empresas nas organizações 
que vão levar o produto da indústria no processo de manufatura para o consumidor 
final ou usuário final. Quando falamos desses agentes e distribuidores é importante 
destacar o seu papel na cadeia de abastecimento, pois é através desses agentes que 
o mercado terá o produto disponível no momento em que se é necessário. 
Por sua vez, o mercado é um dos principais elos da cadeia produtiva, pois é nele que 
estão os consumidores e clientes os quais também fazem parte da cadeia produtiva e 
devem ser estudados e lhe darem voz ativa nos processo de planejamento e escolha. 
O mercado é um dos produtos e os serviços serão comercializados, ou seja, estão 
postos para que o cliente possa adquiri-los. Vale ressaltar, que uma das principais 
atividades logísticas envolvidas com o mercado consumidor está atrelada aos serviços 
logísticos, pois é através deles que os produtos serão levados de um ponto ao outro e 
ficarão disponíveis para sua aquisição ou utilização. Diante disso, “uma das principais 
justificativas para a implementação do gerenciamento da cadeia de suprimentos é o 
aumento dos benefícios obtidos pelas empresas que se relacionam dentro da cadeia” 
(ZANQUETTO FILHO, FEARNE PIZZOLATO, 2006, p. 71). Os processos logísticos estão 
presentes em todas as etapas da cadeia de abastecimento, assim podemos obter 
uma cadeia integrada e dinâmica no sentido de inter-relação. O importante é sempre 
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identificar cada etapa e processos a fim de ter informações completas para as tomadas 
de decisão e principalmente realização de um planejamento estratégico efetivo e 
pautado nos objetivos e metas estipuladas pelo negócio. 
ISTO ESTÁ NA REDE
A crescente importância da cadeia de suprimentos tem levado pesquisadores a 
desenvolverem um volume significativo de trabalhos sobre o tema. Ao mesmo 
tempo, devido ao seu recente surgimento, esse fenômeno organizacional é 
complexo e engloba inúmeras variáveis, tornando igualmente complexo o processo 
de escolha do objeto de pesquisa por pesquisadores e estudantes.
Fonte: Teixeira, Rafael e Lacerda, Daniel Pacheco. Gestão da cadeia de suprimentos: análise dos artigos publicados em alguns periódicos acadêmicos 
entre os anos de 2004 e 2006. Gestão & Produção [online]. 2010, v. 17, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 207-227. Disponível em: <https://doi.
org/10.1590/S0104-530X2010000100016>. Epub 11 Jun 2010. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2010000100016.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A crescente preocupação com a segurança dos alimentos propõe que as cadeias 
produtivas tenham maior domínio sobre o processo produtivo. A Gestão da Cadeia 
de Suprimentos, aqui genericamente tratada de SCM (Supply Chain Management), 
pode apresentar importante contribuição na obtenção de um processo mais 
uniforme ao longo da cadeia, facilitando o compartilhamento de informações e 
práticas produtivas.
Fonte: Talamini, Edson, Pedrozo, Eugenio Avila e Silva, Andrea Lago da. Gestão da cadeia de suprimentos e a segurança do alimento: uma pesquisa 
exploratória na cadeia exportadora de carne suína. Gestão & Produção [online]. 2005, v. 12, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 107-120. Disponível 
em: <https://doi.org/10.1590/S0104-530X2005000100010>. Epub 21 Jun 2005. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2005000100010.
ANOTE ISSO
A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos 
para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes 
e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data 
(quando) que os clientes e consumidores os desejarem (BERTAGLIA, 2009, p. 5). 
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CAPÍTULO 7
POLÍTICAS DE 
GERENCIAMENTO DE ESTOQUE
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/shopping-papel-higi%c3%aanico-covid-19-4974313/ 
Agora vamos falar de um assunto importante dentro das organizações e 
principalmente dentro da nossa própria casa, que é o controle de estoque. Eu 
quero fazer uma pergunta para você, como você organiza o estoque de alimentos 
da sua residência? já parou para outra? Pois é, conheço muitas pessoas que vão 
ao supermercado e acabam comprando itens desnecessários pelo simples fato de 
não controlar as quantias de Alimentos na sua casa e principalmente controlar as 
quantidades necessárias do uso desses recursos nas refeições diante da quantidade 
de pessoas que tem na casa. Nas empresas isso não é diferente, controlar o estoque 
é algo indispensável e necessário a existência de uma empresa e principalmente o 
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seu bom funcionamento para o atendimento das necessidades e desejos dos seus 
consumidores e dos seus clientes. Estoque nada mais é do que manter armazenado 
certas quantidades de materiais, insumos, matérias-primas e até mesmo produtos 
acabados Para garantir o cumprimento da demanda isso acontece na relação entre 
oferta e demanda, O estoque que vai garantir que a demanda seja suprida de forma 
eficiente. Posto isto, Vago et. al. (2013, p. 639) relatam que:
A gestão dos estoques no curso da cadeia de suprimentos é essencial 
para a administração eficiente dos materiais nas organizações, sejam 
estas públicas ou privadas. A falta de materiais de alta rotatividade, ou 
mesmo de baixa, porém que sejam importantes para o funcionamento 
da organização, pode implicar significativos prejuízos para as 
organizações, uma vez que podem ter, devido a estas faltas, seu 
sistema produtivo afetado.
É importante mencionar que o estoque de segurança não é algo que faz deforma 
arbitrária ou empírica, mas sim através de cálculos que vão estimar e projetar o 
estoque de segurança. Vejamos como fica o cálculo do estoque de segurança: 
ES = MV x T
ES: é o estoque de segurança
MV: é a média de vendas diárias. Esse dado pode ser calculado a partir da demanda 
do produto;
T: É o tempo de entrega do produto, também chamado de “lead time” do produto.
Agora você é um representante de ferramentaria e tem uma fábrica que consome 
1000 parafusos/dia e o tempo de reposição é de 7 dias. Como deve ficar o estoque 
de segurança desta fábrica? 
ES = 1000 x 7 → ES = 7000 unidades
Vamos voltar o exemplo do estoque de alimentos em nossa residência, Quando 
vamos fazer uma refeição é necessário alguns itens, por exemplo, vamos preparar 
um tradicional feijão com arroz e uma carne em bife, só nesse exemplo vamos 
necessitar de três matérias-primas, a lei dos temperos condimentos e outros materiais 
que serão utilizados para o preparo desse alimento, para que tudo isso possa acontecer 
é necessário que tenhamos políticas de estoque para se manter as quantidades 
estimadas para a execução das atividades. As políticas de estoque são necessárias 
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para que tenhamos padrões e de diretrizes importantes para se manter o estoque nas 
quantias exatas, na qualidade necessária e os itens essenciais para concretização de 
uma atividade. No âmbito empresarial temos de precificados e constantes variações 
na demanda, que são oriundas das oscilações das necessidades e desejos dos 
consumidores e faz com que as empresas tenham políticas assertivas para se ter o 
estoque e possam atender as demandas. Diante disto, Dias (2012, pg. 08) afirma que 
“diante da incerteza, umas das ferramentas seguras e confiáveis para uma gestão de 
qualidade, é a correta implantação da política de estoques”. Posto isto, Pacheco et. 
al. (2020, p. 373) afirmam que:
Atualmente, as empresas, independente do setor de atuação no 
mercado, buscam reduzir seus estoques, considerando a premissa 
fundamental de que estoque é significado de capital financeiro parado 
e que normalmente agregam custos relevantes em função de sua 
manutenção
Para que haja maior assertividade nas compras e posteriormente eficiência 
no processo de estocagem dos materiais adquiridos, é necessário que cada 
departamento tenha o seu controle efetivo das quantidades dos materiais utilizados 
para desenvolvimento das suas atividades. Isso deve acontecer para que não haja 
imprevistos ou compras de Emergência, e que os produtos possam ser adquiridos nos 
termos certos nas quantidades demandadas e nos preços acordados em negociação. 
Vejamos agora políticas importantes para gestão de estoques: 
• Quantificação exata ou eficientemente aproximada dos prazos de entrega: Saber 
as quantidades exatas de uso é um o fator determinante para o sucesso nas 
compras e principalmente no atendimento das demandas organizacionais por 
tais materiais e a sua devida a ligação dos departamentos e por ele necessita;
• Delimitação dos espaços de estocagem: Toda empresa deve conhecer 
qualitativamente e quantitativamente os seus espaços de estocagem, assim 
teremos maior eficiência na armazenagem dos materiais, por consequente 
uma eficiente distribuição interna desses materiais;
• Conhecer e controlar as quantidades demandadas e principalmente as que 
estão em estoque: A sistematização do controle na solicitação e utilização dos 
recursos é indispensável para que não haja usos desacerbado de materiais ou 
solicitações desnecessárias fora dos padrões de uso ou divergente aos padrões 
de demanda;
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Neste contexto, Costa e GOMES (2022, p.1) Relatam que:
O gerenciamento de estoques reflete quantitativamente nos 
resultados obtidos por uma organização, é de suma importância para 
a sobrevivência das empresas. Com a grande demanda nos pedidos 
e nos altos níveis de estoques, tanto acabados ou de matéria–prima, 
as empresas se vêem cada vez mais dependentes de um controle e 
gerenciamento de estoque cada vez mais eficaz, para evitar perda 
nos estoques, compra de materiais inadequados para a organização 
entre outras perdas que refletem nos resultados da organização.
• Reduzir ou até mesmo extinguir as especulações com as compras dos materiais: 
O processo de aquisição de materiais deve ser pautado na sistematização das 
informações para tomada de decisão, as especulações se não controladas 
podem interferir e dificultar a utilização eficiente dos recursos;
• Definir qual é o ciclo rotativo de uso dos materiais: saber quando e quanto de 
recurso será utilizado deve ser uma das principais políticas organizacionais 
e estoque, pois é através do ciclo rotativo que saberemos quando quanto 
exatamente será necessário de cada material;
• Sistematizar o processo de distribuição e movimentação interna de materiais: Aqui 
podemos dizer que é um caminho de onde vem para onde que vai, assim teremos 
o correto sobre fluxograma de distribuição de materiais, consequentemente 
maximização do uso dos materiais;
• Ter definido e organizado uma metodologia de solicitação de materiais: Mesmo 
que internamente é necessário teve uma sistemática, com comprou que irá 
controlar todo sucesso de solicitação de materiais, assim teremos no controle 
dos estoques e também das quantidades utilizadas;
Posto isto, Oliveira (2005, p.54) relata que: 
Ter controle sobre o estoque significa dispor de informações confiáveis 
sobre a posição instantânea do estoque de cada item armazenado 
na empresa, registrando todas as suas movimentações de entrada, 
saída, perdas e avarias. Já a gestão dos estoques, que tem o controle 
efetivo como requisito significa acompanhar os volumes dos produtos 
estocados, suas movimentações, seus custos, os prazos de validade, 
significam ser capaz de prever e evitar as faltas, bem como identificar 
os excessos que podem resultar em perdas físicas ou provocar perdas 
financeiras.
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• Possuir controle de estoque: Sabemos de estoque parado gera custo, logo, 
controlar o estoque numa atividade que deve ser constante na organização;
• Sistematizar inventários periódicos: Periodicamente a organização precisa avaliar 
e quantificar o seu estoque, assim teremos exato e cada item em estoque, sua 
qualidade estado de conservação;
• Classificar a importância e urgência dos materiais: Nem todos os materiais são 
de uso emergenciais, no entanto, todos têm a sua importância, assim se faz 
necessário a sua classificação e delimitação do grau de importância e urgência 
desses materiais;
• Análise Constante dos relatórios obtidos através dos inventários sobre as 
quantidades utilizadas por departamento e por período: As tomadas de decisão 
só acontecem de forma assertiva quando temos informações corretas e obtidas 
através de uma realidade conhecida, ou seja, a gestão de compras só terá 
resultados positivos se a gestão de estoques controlar e analisar constantemente 
os números dos materiais em estoque;
Vejamos tais fatores em correlação:
Fonte: Corrêa (2010).
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• Conhecer e mapear as características de todos os fornecedores: Festa política 
é importante para que haja conhecimento das capacidades de abastecimento 
distribuição e suprimento dos materiais que as empresas fornecedoras irão 
viabilizar através dos seus processos logísticos;
• Além do estoque de segurança conhecer também o estoque máxima, ou seja, 
capacidade máxima de armazenagem: Não adianta nada ter em estoque elevado 
sendo que a demanda não acompanha um volume do estoque, assim teremos um 
alto custo de estoque E baixa demandados materiais, sem falar na degradação 
do estado dos materiais.
ISTO ESTÁ NA REDE
Estoque é um fator essencial para qualquer empresa que lide com produtos físicos, 
uma vez que é o seu bom gerenciamento que garante o atendimento aos clientes. 
Portanto, saber como lidar com o estoque é fundamental para qualquer empresa, 
seja um pequeno negócio ou uma grande companhia da bolsa de valores.
Fonte: https://exame.com/invest/guia/controle-de-estoque-o-que-e-para-que-serve-e-como-funciona/
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Desde o começo da pandemia, o número de vendas online no Brasil segue 
crescendo em um ritmo acelerado, o que indica um cenário de muitas 
oportunidades para empreendedores que pensam em investir em e-commerce, ou 
já estão presentes no mercado com suas lojas virtuais.
Fonte: https://revistacapitaleconomico.com.br/dropshipping-gestao-de-estoque-e-otimizacao-dos-processos-internos-do-pme/
ANOTE ISSO
O estoque de segurança evita que os materiais se esgotem e as atividades dos 
profissionais dentro dos hospitais não possam ser concluídas
https://exame.com/invest/guia/como-funciona-a-bolsa/
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CAPÍTULO 8
GERENCIAMENTO DE 
ARMAZÉNS E CENTROS 
DE DISTRIBUIÇÃO
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/depot-comida-caminh%c3%b5es-distribui%c3%a7%c3%a3o-1406937/ 
A logística empresarial ao longo dos tempos vem evoluindo os seus processos 
apresentando novas tecnologias e principalmente adaptando-se às novas realidades 
dos tempos em que ocorrem as atividades empresariais. Isto é importante a gente 
compreender que o gerenciamento de armazéns e centros de distribuição é um conjunto 
de ações de planejamento e execução para que haja maximização dos resultados 
oriundos dos serviços logísticos e principalmente de sua operação. O gerenciamento 
tem papel importante para o controle das operações logísticas, ou seja, verificar e 
acompanhar se tudo está dentro do planejado e os recursos estão em sua utilização 
eficiente. Vale ressaltar que o gerenciamento irá contar com os serviços logísticos para 
potencializar suas atividades de gestão e principalmente operacionalizar atividades 
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produtivas, de armazenagem, de distribuição e abastecimento. Posto isto, Silva et. al. 
(2016, p. 4) relatam que: 
Tendo em vista as tarefas de distribuição, os agentes dos fabricantes 
são aqueles contratados para desempenhar as atividades de 
cobertura de mercado e contato de vendas. Já os corretores podem 
desempenhar a maioria das atividades de distribuição, a depender 
do contrato que estabelecem com o contratante e seu nível de 
especialização nas diferentes atividades de distribuição. Por fim, o 
representante comissionado pode ser contratado tanto por produtores 
quanto fabricantes. Os representantes recebem e armazenam a 
mercadoria, atuam estendendo crédito pessoal, processam pedidos 
e também podem atuar organizando as entregas. Como atuam 
diretamente na venda, também recebem do cliente e repassam o 
dinheiro para o fabricante ou produtor já deduzido o valor de sua 
comissão pelo serviço prestado. 
 
A logística como um todo, atua para manter a eficiência e eficácia nos processos 
e facilita a rastreabilidade de modo que toda a cadeia produtiva, de abastecimento e 
distribuição possam racionalizar suas atividades e garantir atendimento correto da 
demanda. Posto isto, temos em logística o WMS - Warehouse Management System ou 
sistema de gerenciamento de armazém. Diante disto, Machline (2011, p.3) postula que:
O desenvolvimento da logística empresarial e da administração da 
cadeia de suprimentos no Brasil transcorreu de modo semelhante à 
sua evolução nos Estados Unidos, com alguns anos de defasagem 
em relação aos progressos norte-americanos. Em síntese, o tópico 
transporte, que era o foco do interesse nas décadas de 1950 e 1960, 
foi ampliado nas décadas de 1970 e 1980, transformando-se em nova 
área de saber, a logística empresarial. Essa função administrativa, 
numa visão mais abrangente do que a que antes vigorava, incorporava 
ao transporte a gestão dos estoques, o armazenamento, os depósitos, 
a informação e a comunicação.
Assim como os sistemas de informação gerenciais, o WMS é um modo ERP e 
vai atuar no gerenciamento de armazéns e de centro de distribuições para manter as 
atividades logísticas dentro daquilo que é planejado. Então o WMS é um software com 
soluções para a logística e garante chamados de decisões mais assertivas e controles 
mais assertivos em relação a cada etapa dos serviços logísticos. Vale ressaltar que 
o WMS é um recurso importante para os processos logísticos de modo a facilitar 
o trabalho humano, agilizar e otimizar a utilização dos espaços de armazenagem. 
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Dentro do WMS temos algumas aplicabilidades importantes, a saber: movimentação 
de estoque dirigida, inteligência artificial para coleta de produtos, maximização do 
custo do espaço físico, melhorias em planejamento, otimização da rastreabilidade. 
Diante disto, Machline (2011, p. 5) postula que:
O transporte dos materiais - matérias-primas, produtos em fabricação 
e produtos acabados - sempre mereceu atenção por parte dos 
responsáveis pela gestão industrial, por ser assunto estreitamente 
ligado ao leiaute e à estrutura física do prédio e por ter implicações 
na produtividade, na qualidade, na segurança no local de trabalho 
e nos custos da operação. Todos os manuais de administração da 
produção da época (Maynard, Ireson e Grant) dedicavam vários 
capítulos ao prédio industrial, ao arranjo físico e ao transporte interno 
dos materiais (material handling).
O WMS é um conjunto de informações em banco de dados que possui atualizações 
automáticas e constantes que viabilizam a informação no momento certo e com eficácia 
operacional necessária para que as decisões possam ser tomadas com maximização 
dos resultados. Posto isto, vamos analisar as principais funções do WMS no processo 
de gestão:
Função Descrição
Desempenho 
organizacional
O conhecimento gerado pelo processo de gestão através de sistemas 
de informação amplia as possibilidades de construção do conhecimento 
bem com aumento da destreza da equipe de trabalho
Inventários mais 
eficientes
O processo de verificação de estoques é indispensável para que haja a 
correta alocação dos recursos organizacionais e principalmente que o 
estoque se mantenha dentro dos padrões estipulados
Maior assertividade nas 
estimativas
A validação das estimativas é importante para o processo de tomada de 
decisão, validar conhecimentos e amplia as conexões das estimativas 
Otimização de processos A racionalização do processo é importante para que haja harmonia, 
adaptação e principalmente processos que possam ser integrados e 
rastreados
Processamento de dados A capacidade de processamento de dados evolui a agilidade da empresa 
e o processo de tomada de decisão. O WMS possibilita validação e 
processamento de dados com maior velocidade e amplitude no tocante 
às suas conexões com outros dados e informações. 
Mapeamento de 
processos
Para que haja rastreabilidade de sistematização é necessário ter o 
mapeamento dos processos como forma de arquitetar
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Fonte:https://pixabay.com/pt/photos/armazenar-pilhas-prateleiras-5619201/
A imagem nos convida a refletir sobre quais as melhores forma de se fazer a gestão, 
bem como ter a consciência que tudo dentro do armazém deve estar nos devidos 
lugares e de fácil localização, que tenhamos uma sistemática de movimentação interna 
dos materiais ali armazenados e principalmente que haja o efetivo uso da tecnologia 
e dos sistemas de informação gerencial ali existentespara obtenção de resultados 
mais assertivos e organizados. 
Por fim, a gestão de armazéns e centro de distribuição irá atuar para melhor 
utilizar os recursos organizacionais e principalmente, trazer consigo melhorias em 
eficiência e controle dos processos logísticos. Vale ressaltar que todo este processo de 
gestão de armazéns é importante que tenhamos tecnologia e sistema de informação 
implementados para maior acuracidade no processamento de dados e coleta de 
informações para tomada de decisão. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Um dos mais importantes aspectos a ser considerado pelos Centros de Distribuição 
(CDs) é a melhoria do processo com relação aos atributos de seus serviços.
Fonte: Rosa, Carla Regina Mazia, Steiner, Maria Teresinha Arns e Colmenero, João Carlos. Utilização de processo de análise hierárquica para definição 
estrutural e operacional de centros de distribuição: uma aplicação a uma empresa do ramo alimentício. Gestão & Produção [online]. 2015, v. 22, n. 4 
[Acessado 19 Dezembro 2022], pp. 935-950. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0104-530X986-13>. Epub 29 Set 2015. ISSN 1806-9649. https://
doi.org/10.1590/0104-530X986-13.
https://pixabay.com/pt/photos/armazenar-pilhas-prateleiras-5619201/
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
O aumento do número de veículos de carga nos centros urbanos causa diversas 
externalidades negativas sob os aspectos financeiro, ambiental e econômico, por 
isso a formulação de políticas públicas que buscam otimizar a logística urbana vem 
ganhando importância nas agendas dos gestores públicos.
Fonte: Fioravanti, Reinaldo Daniel e Lima, Orlando Fontes. Modelo para análise|ex antede políticas de logística urbana baseadas em centros de 
distribuição urbanos: uma abordagem utilizando dinâmica de sistemas. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana [online]. 2019, v. 11 [Acessado 19 
Dezembro 2022], e20170170. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.002.AO03>. Epub 14 Fev 2019. ISSN 2175-3369. https://doi.
org/10.1590/2175-3369.011.002.AO03.
ANOTE ISSO
A logística como um todo atua para manter a eficiência e eficácia nos processos e 
facilita a rastreabilidade de modo que toda a cadeia produtiva, de abastecimento e 
distribuição possam racionalizar suas atividades e garantir atendimento correto da 
demanda. Posto isto, temos em logística o WMS - Warehouse Management System 
ou sistema de gerenciamento de armazém.
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CAPÍTULO 9
SERVIÇOS LOGÍSTICOS
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/navio-navio-de-recipiente-trator-6794508/ 
A prestação de serviços é um importante recurso à logística que permite 
dinamicidade dos processos ampliando sua eficiência e mantendo a integração possível 
e colaborativa. Quando falamos de serviços logísticos é necessário compreender o 
conceito do gerenciamento dos “4R’s”, a saber: responsividade, reliability, resiliência e 
relacionamento. São parâmetros importantes para que haja maior assertividade na 
integração e comunicação entre os integrantes da cadeia de abastecimento.
A responsividade delimita a capacidade que a empresa possui em responder aos 
estímulos de mercado de forma positiva, ou seja, aquela adaptação que a empresa 
faz para melhor atender as demandas dos clientes e ter o diferencial de mercado em 
relação aos seus concorrentes.
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Reliability ou confiabilidade, neste caso é a garantia que a empresa tem em relação 
ao mercado no tocante a confiança que ela gera em detrimento aos seus clientes e 
o respeito que vai criar em relação aos seus concorrentes, oferecendo produtos e 
serviços com qualidade e dentro das especificações do acordo.
Por sua vez, a resiliência irá atuar como fator de harmonização entre a confiança 
e a responsividade, assim teremos ações preventivas com resultados maximizados e 
utilizados com informações para os processos de tomadas de decisão. A resiliência 
vai auxiliar a empresa a absorver as oscilações de mercado com mais tranquilidade, 
no entanto, tal resiliência deve ser construída como cultura organizacional bem ser 
utilizada para construção de conhecimento. 
Por fim, mas não menos importante, o relacionamento, cada empresa possui 
um “jeito” de se relacionar com as outras empresas, seus fornecedores, clientes e 
até mesmo com seus concorrentes, sendo assim, criar uma cultura voltada a bons 
relacionamentos, pode ser a garantia de confiabilidade de um empresa em relação 
aos seus cliente. 
Posto isto, vamos agora compreender os componentes representativos dos serviços 
logísticos e suas descrições. Vejamos a tabela a seguir:
Requisito de atendimento ao cliente Descrição
Tempo a resposta
Um quesito importante que pode elevar o nível de confiança do cliente, o tempo de resposta 
delimita o espaço de tempo necessário para que o produto esteja de fato em mãos do 
cliente, aqui temos a rastreabilidade como fator de auxílio e controle
Variações do produto
Modelo, versões, moldes, configurações que produto pode ter e ser ofertado ao cliente, 
isso amplia as possibilidades da empresa em ter um maior ou menor market share 
Disponibilidade do produto
A demanda é algo que obriga as empresas a terem políticas de estoques para as necessidades 
e desejos dos consumidores possam ser atendidas com agilidade. A disponibilidade do 
produto é algo que a empresa irá controlar através de políticas de compras e estoques 
Experiência do cliente
Possibilita que o cliente possa receber os pedidos além da extensão normal em que sua 
experiência e maximizada e customizada a um nível que traga maior confiança e qualidade
Tempo de lançamentos de novos 
produtos
Ter novos produtos no mercado determina a capacidade de inovação da empresa em criar 
novas oportunidades, o tempo de lançamento irá determinar a capacidade de empresa e 
ser ágil e ter novos produtos
Rastreabilidade do pedido
É a capacidade oferecida para que o cliente possa acompanhar seu pedido desde o processo 
produtivo até o famoso “saiu pra entrega”
Devolução
Muitas empresa contam com facilidades para devoluções de produtos e isso vai interferir 
no pós vendas
Fonte: Adaptado de Chopra (2011)
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Posto isto, agora vamos analisar os principais serviços logísticos e suas respectivas 
descrições:
Serviço Descrição
Logística de produção
Envolve todos os processos logísticos que são utilizados para que a produção das empresas 
possam acontecer com a chamada “máxima eficiência” ou seja, fazer o correto, fazer aquilo e 
exatamente aquilo que foi planejado pelo PCP
Armazenagem
A armazenagem é um conjunto de ações e atividade para se manter o produto ou item acondicionado 
para que este esteja pronto no momento certo
Estoque
É a garantia que a empresa tem para atendimento da demanda, incide custos e devemos ter 
políticas para que o estoque possa ser mantido com assertividade 
Transporte
Este serviço é posto através dos modais logísticos e são indispensáveis para a movimentação 
de materiais e necessário para que haja abastecimento e distribuição
Planejamento estratégico
As “coisas” podem acontecer sem planejamento, a resposta é sim, no entanto os resultados serão 
melhores e maiores quando alocamos e usamos os recursos com mais eficiência 
Gerenciamento da cadeia de 
suprimentos
A gestão vai atuar como agente de acuracidade, ou seja, controlar os processos para que tudo 
aconteça conforme o planejado
Logística reversa
Ter a sustentabilidade é um item que em alguns casos cumpre normativas e obrigações e acima 
de tudo, minimizar o nosso impacto na natureza, na sociedade e na economia
ISTO ESTÁ NA REDE
China emite o primeiro plano quinquenal nacional sobre logística moderna:A 
China lançou seu primeiro plano quinquenal nacional sobre logística moderna 
para acelerar a construção de um sistema logístico moderno e promover o 
desenvolvimento de alta qualidade.
Fonte: https://monitormercantil.com.br/china-emite-primeiro-plano-quinquenal-nacional-sobre-logistica-moderna/
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Mais de dois anos após o início da pandemia e da onda de digitalização, o comércio 
eletrônico atingiu e consolidou um novo patamar em vendas, especialmente com 
a entrada de 36,7 milhões de novos consumidores apenas entre 2019 e 2021, no 
Brasil.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/a-importancia-da-logistica-para-o-varejo-virtual/
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ANOTE ISSO
A prestação de serviços é um importante recurso à logística que permite 
dinamicidade dos processos ampliando sua eficiência e mantendo a integração 
possível e colaborativa
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CAPÍTULO 10
INDICADORES LOGÍSTICOS
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/recipiente-armazenar-troca-4203677/ 
Indicadores de desempenho são importantes para que haja indicação e sentido 
nos trabalhos e planejamento de uma empresa! 
Partindo desta afirmação vamos iniciar nosso estudo com o estudo de tempos e 
movimentos criado por Frederick Winslow Taylor e que desencadeou uma avalanche de 
outros estudos sobre o desempenho e trouxe ao ambiente empresarial maior assertividade 
nos resultados, melhorias na eficiência e eficácia controlada. Neste sentido, 
A importância de uma logística eficiente para o crescimento do 
comércio é amplamente reconhecida. Estudos recentes têm 
mostrado que um melhor desempenho logístico está fortemente 
associado à expansão do comércio, à diversificação das exportações, 
à capacidade de atrair investimentos estrangeiros diretos e ao 
crescimento econômico. 
https://pixabay.com/pt/photos/recipiente-armazenar-troca-4203677/
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Sendo assim, os indicadores logísticos vão atuar como mecanismo de rendimento e 
garantia de qualidade e eficiência nos processos bem como racionalização sistemática 
e contextualizada. Vejamos agora, os mais usuais indicadores logísticos:
INDICADOR DESCRIÇÃO
Custos do transporte O ônus dos custos de transporte irá variar de acordo com o modal utilizado e o planejamento 
necessário para que o transporte possa acontecer corretamente e dentro dos requisitos objetivados 
pela empresa 
Acuracidade do Inventário Controlar o estoque é a garantia de atendimento da demanda e a acuracidade do inventário irá 
delimitar a segurança necessária para diminuir os impactos da variação de demanda de mercado, 
possibilitando assim melhores resultados
Indicador das notas de 
transporte
Controla a emissão de notas fiscais é essencial para que haja assertividade na contabilidade e 
principalmente que tenhamos eficiência na separação e movimentação de mercadorias entre 
as etapas das cadeias de abastecimento, distribuição e produtivas
Tempo médio de entrega Saber o tempo da entrega garante maior assertividade no processo de integração e principalmente 
promove qualidade para os cliente 
Perfect Order Rate Levar o produto em segurança até o destino irá garantir, não só a qualidade, mas manter o grau 
de confiabilidade do cliente, sabendo ele que o produto irá chegar dentro das especificações 
promovidas e na qualidade desejada 
Tempo de ciclo do pedido Tempo necessário, calculado e conhecido, para a finalização do pedido
Tempo de atraso das 
entregas
Aqui podemos mensurar e identificar quais são os problemas causadores do atraso das entregas 
bem como analisar quais as melhores soluções para cada problema de forma preventiva
One time in full) Aqui temos a relação no tempo de pedido com o tempo de entrega e garante assertividade no 
atendimento ao cliente
Logo, ter conhecimento dos indicadores logísticos não garante a empresa resultados 
positivos, mas utilizar os indicadores para construir conhecimento permite tomadas 
de decisão. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Objetivando avaliar a atividade logística nas empresas do setor laticinista atuantes 
nas regiões Zona da Mata e Campo das Vertentes no estado de Minas Gerais, 
foram promovidas pesquisas com 40 indústrias que representam o setor avaliado. 
Os questionários respondidos pela gerência das empresas continha variáveis 
que possibilitaram caracterizar as empresas quanto à sua produção, logística de 
captação e distribuição, gestão interna, além de mercado e comercialização.
Fonte: FARIA, ROSANE NUNES DE, SOUZA, CAIO SILVESTRE DE e VIEIRA, JOSÉ GERALDO VIDAL. AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO 
LOGÍSTICO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. RAM. Revista de administração Mackenzie [online]. 2015, v. 16, n. 1 [Acessado 31 
Dezembro 2022], pp. 213-235. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235>. ISSN 1678-6971. https://doi.
org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235. 
https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235
https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A importância de uma logística eficiente para o crescimento do comércio é 
amplamente reconhecida. Estudos recentes têm mostrado que um melhor 
desempenho logístico está fortemente associado à expansão do comércio, à 
diversificação das exportações, à capacidade de atrair investimentos estrangeiros 
diretos e ao crescimento econômico. Entretanto, o comércio internacional 
representa um desafio para as operações de logística relacionadas ao transporte e 
armazenamento dos produtos. Os altos custos de logística e a baixa qualidade dos 
serviços podem ser considerados obstáculos ao comércio internacional.
Fonte: FARIA, ROSANE NUNES DE, SOUZA, CAIO SILVESTRE DE e VIEIRA, JOSÉ GERALDO VIDAL. AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO 
LOGÍSTICO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. RAM. Revista de administração Mackenzie [online]. 2015, v. 16, n. 1 [Acessado 31 
Dezembro 2022], pp. 213-235. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235>. ISSN 1678-6971. https://doi.
org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235. https://www.segs.com.br/veiculos/366236-nao-cometa-os-mesmos-erros-de-logistica-no-
natal-e-em-outras-datas-especiais 
https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235
https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235
https://www.segs.com.br/veiculos/366236-nao-cometa-os-mesmos-erros-de-logistica-no-natal-e-em-outras-datas-especiais
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CAPÍTULO 11
PLANEJAMENTO E 
OPERAÇÕES DE TRANSPORTE
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/courier-noite-vis%c3%a3o-panor%c3%a2mica-1214227/ 
Neste momento vamos falar de duas ações importantes dentro da logística, a saber: 
o planejamento e a escolha do modal logístico. Antes de falarmos propriamente dito 
dos modais, vamos compreender e ter uma ideia do planejar, para isso vamos partir 
da situação hipotética a seguir:
“Você comprou um presente para uma amiga, para isso utilizou em app de compras e 
dizia que após confirmação de pagamento o produto seria enviado em até 3 dia sendo que 
o prazo de entrega pode variar de 4 a 7 dias” 
• De início o que chama a atenção é o fato de termos uma variação no prazo de 
entrega e temos estimado para expedição;
• Como que o fornecedor conhecer o prazo de entrega e porque quando o app 
fala que “saiu para entrega” o produto chega rápido;
• Como que é feitoa rastreabilidade da entrega e se isso é seguro e preciso;
https://pixabay.com/pt/photos/courier-noite-vis%c3%a3o-panor%c3%a2mica-1214227/
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Posto essas situações, é importante compreender que a resposta para todas elas é o que 
se conhece como processos de integralidade. Usualmente as empresas usam sistemas de 
informação gerencial integrando cada etapa do processo de distribuição e abastecimento. 
Os sistemas irão trocar informações através de EDI ou de outros mecanismos, e é assim 
que temos de forma simples as informações nos app de compras. 
Agora vamos falar dos transportes, os modais logísticos, que nada mais do que 
os meios pelos os quais as pessoas, produtos e materiais serão transportados. Pozo 
(2014, p. 4) postula que “Logística é uma atividade desafiadora e importante porque 
serve como uma função de integração. Ela liga fornecedores com os clientes e integra 
entidades funcionais através de uma empresa”. Ter o material no momento certo é 
crucial para que haja eficiência e atendimento eficaz às demandas organizacionais 
e de mercado, assim, cada modal irá atuar para que a movimentação dos materiais 
possam ser concluídas com maior assertividade e resultados positivos. Neste contexto 
Ballou (1993, p. 172) aponta que: 
Transportar pequenas quantidades de bens por distâncias 
relativamente pequenas, quando comparadas com as distâncias 
na movimentação de longo curso executadas pelas companhias 
transportadoras. É atividade executada em depósitos, fábricas e lojas, 
assim como no transbordo entre modais de transporte.
Convido-os a analisar o diagrama a seguir com características de cada modal 
logístico:
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
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Escolher o modal logístico é fator crucial e indispensável para que a empresa possa 
ter o atendimento às demandas feito com assertividade, dentro de custos conhecidos e 
que os materiais possam ser movimentados com segurança. Lembramos que a escolha 
do modal pode ser fator decisivo no custo final ao consumidor, com isso, o gestor 
deverá realizar um estudo detalhado que envolve fretes, combustíveis, manutenção 
entre outros que possam interferir no custo do transporte. No Brasil, que é um país 
com dimensões continentais extensas e com as mais variadas formas de economia 
regional, a dificuldade e os desafios são enormes. Imaginamos o transporte de grãos 
que sai do estado de Mato Grosso para o estado da Bahia, quanto tempo duraria de um 
ponto a outro e como a armazenagem desses grãos poderia afetar sua qualidade até 
o destino final, ou se fossemos realizar o transporte de carnes de frango do estado do 
Paraná para a China, um país com tradições diferentes e que fica em outro continente. 
Logo, observamos que a escolha dos transportes e o tempo de entrega são fatores 
primordiais para que o produto chegue de acordo com suas características necessárias 
sem que haja perda ou insatisfação do cliente. O modal rodoviário como na maioria 
dos países é um dos mais utilizados também no Brasil. Dentre suas características é 
a utilização de estradas e rodovias, onde trafegam diversos tipos de veículos como: 
caminhões, carros, ônibus, entre outros, em que transportam os mais variados tipos de 
mercadorias, pessoas e até animais. Além da flexibilidade tanto para pequenas rotas 
quanto para trajetos de médias distâncias, esse modal possui desvantagens como 
pouco investimento em infraestrutura e manutenção das estradas, os roubos de cargas 
e acidentes – fazendo com que as empresas invistam em seguros e rastreamentos – e 
congestionamentos, além dos custos elevados de fretes e mão-de-obra especializada. 
Como novas alternativas de transportes destaca nossas bicicletas (utilizadas por 
empresas de aplicativos nas entregas) e os patinetes que são formas de mobilidade 
urbana. Posto isso Lopes et. al. (2014, p. 2) dissertam que:
O transporte rodoviário no país possui um papel relevante devido à 
falta de investimentos em outros modais, maior oferta, dimensão 
geográfica do Brasil, além disso, pode ser mais dinâmico e ágil, 
pois possibilita rotas alternativas e permite ir aonde outros meios 
de transporte não chegam. Segundo Valente (1997) o transporte 
rodoviário responde por aproximadamente 60% do total de cargas 
movimentadas. Sua frota transporta desde simples encomendas 
até safras inteiras, abastecendo as cidades e viabilizando o 
desenvolvimento econômico do País.
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O modal ferroviário é aquele que utiliza linhas férreas no seu sistema, ele é um 
transporte lento e para grandes distâncias, algumas de suas malhas são gerenciadas 
por grandes empresas. Esse é um dos modais mais seguros em relação aos outros 
modais. Exemplos de matérias-primas como soja, milho, minérios, combustíveis, são 
transportados na maioria das vezes para os portos como cabotagem ou exportação. 
Como vantagem, temos a viabilidade do transporte de cargas em grandes quantidades, 
sem riscos de congestionamentos, realizar trajetos à longa distância e o mínimo 
de impactos ao meio ambiente e possuir maior custo/benefício. Por outro lado, as 
desvantagens são: pouca agilidade em relação ao rodoviário, limitado na flexibilização 
de rotas e cargas, a manutenção e investimentos nas construções de ferrovias são 
altas, a maioria da malha é antiga e sua integração é reduzida com outros modais 
logísticos, a maioria das malhas passa em meio às cidades urbanas o que pode 
ocasionar acidentes e transtornos à população. Ainda temos que:
Além de todas essas condições básicas a ferrovia deve ter a linha, via 
permanente, obras de arte especiais e instalações complementares 
em bom estado 21 de conservação e manutenção. Analogamente as 
locomotivas, vagões e demais equipamentos em boas condições de 
manutenção para permitir índices de disponibilidade satisfatórios, pois 
a ferroviária somente poderá usufruir suas características principais, 
transporte barato para grandes volumes a grandes distâncias, se todo 
o sistema estiver trabalhando harmoniosamente (SANTOS, 2005, P.33).
O aquaviário é um modal intercontinental importante que permite transporte de 
variados tipos de materiais ao mesmo tempo, desde que siga alguns critérios, este 
modal é aquele que utiliza as vias aquáticas seja em água doce ou águas salgadas. 
Posto isso temos que:
Até o ano de 2010 foi o modal responsável por (94,4%) do volume 
de exportações brasileiras. As vantagens deste modal é a grande 
quantidade de carga que pode ser transportada em longas distâncias, 
bem como, os custos operacionais menores, pois transporta produtos 
de baixo valor agregado. Limita-se à movimentação de cargas entre 
diferentes portos e regiões do mundo e por isso, é um dos principais 
elos das cadeias multimodais, pois além de integrar com as outras 
modalidades, aperfeiçoa o transporte global e o funcionamento de 
complexas cadeias logísticas. Tal modal possui a maior capacidade de 
carga em relação aos demais (podendo atingir milhares de toneladas) 
por ter a característica de transportar qualquer tipo de carga com um 
menor custo (SILVA, 2015, P.29). 
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Ainda para o modal aquaviário temos três divisões, a saber: navegação marítima 
ou oceânica, águas interiores, cabotagem e a lacustre. Vamos compreender cada 
uma delas: 
• A navegação oceânica ou marítima é aquela considera navegação de longas 
distâncias, de modo geral, a intercontinental e realiza por grandes embarcações, 
como navios, para o transporte de diversos materiais perpassando mares e 
oceanos mundo afora;
• A navegação por águas interiores é aquela realizada pelos rios no interior de uma 
dada região, de modogeral é utilizada para transporte de pessoas, operação de 
pesca e turismo, viabiliza o multimodal e possibilita acesso a lugares considerados 
remotos de difícil acesso ou que são ilhas/ilhotas sem acesso por outro modal; 
• Navegação lacustre é aquela realizada em lagos ou sistemas hídricos que fazem 
ligação entre localizações 
Completando tais informações Razzolini (2013, p.55) descreve que esse modal 
pode ser dividido em três tipos:
Marítimo – navegação em alto mar que transporta maior volume de 
cargas em nível internacional, cabotagem ou a curto curso. Oferece 
custos baixos em relação ao transporte de produtos agrícolas, minério 
de ferro e contêineres.
Fluvial – navegação em rios e pouco explorada no Brasil, a grande 
parte é utilizada na Região Norte do país. Transportam principalmente 
fertilizantes, minérios, derivados de petróleo e álcool. Baixo custo 
operacional e custo de fretes, carregamentos de grandes volumes e 
baixo impacto ambiental.
Lacustre – navegação em lagos e muito utilizada entre regiões dentro 
de um país, não tem muita abrangência internacional o que o limita 
em comparação aos outros modais. 
O Modal dutoviário é formado por dutos ou tubos que transportam geralmente 
líquidos, gases, entre outros, a longas distâncias e de baixo custo. Como exemplos, o 
combustível e o gás transportados pela empresa Petrobrás. As vantagens estão na 
segurança do trajeto do produto sem perigo de roubo, pois muitos tubos estão imersos 
no solo, diminuindo o tráfego de substâncias perigosas nas rodovias ou em outros 
trajetos. Como desvantagem a possibilidade de gerar graves problemas ambientais, 
caso haja o rompimento das tubulações, considerado um transporte lento em relação 
aos outros, além de apresentar pouca flexibilidade de destinos e de produtos. 
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O modal aeroviário apesar de ser um transporte caro, sua vantagem é a velocidade 
principalmente em longas distâncias, transporta pessoas e bens por meio de aviões 
ou helicópteros. É o transporte adequado para mercadorias de alto valor agregado, 
pequenos volumes ou com urgência na entrega. O transporte aéreo possui algumas 
vantagens sobre os demais modais, pois é mais rápido e seguro e a desvantagem o 
limite do peso das cargas e alto custo do frete. Atualmente, o uso dos drones é cada 
vez mais presente como auxílio no transporte de pequenas cargas e/ou rastreamento 
na agropecuária.
ISTO ESTÁ NA REDE
O desafio do gestor de estoques é saber quando e quanto ressuprir de cada 
material e quanto deve manter em estoque de segurança. Com o crescente 
número de itens com diferentes padrões de demanda e características específicas, 
a complexidade na administração de materiais aumenta devido à necessidade de 
controle diferenciado.
Fonte: Santos, Antônio Marcos dos e Rodrigues, Iana Araújo. Controle de estoque de materiais com diferentes padrões de demanda: estudo de caso 
em uma indústria química. Gestão & Produção [online]. 2006, v. 13, n. 2 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 223-231. Disponível em: <https://doi.
org/10.1590/S0104-530X2006000200005>. Epub 18 Set 2006. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2006000200005.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
O monitoramento dos recursos naturais do nosso planeta é essencial para a 
obtenção de informações que possam subsidiar estratégias de conservação e 
utilização sustentável desses recursos. Tais estratégias se tornam ainda mais 
importantes em biomas ameaçados, como é o caso do Cerrado brasileiro, uma das 
savanas mais ricas e ameaçadas do mundo.
Fonte: https://www.scielo.br/j/cflo/a/b8p5bkrsP37nkdKMyLpxcjb/ 
https://www.scielo.br/j/cflo/a/b8p5bkrsP37nkdKMyLpxcjb/
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CAPÍTULO 12
SISTEMAS DE ESTOQUE 
E ARMAZENAGEM
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/crise-papel-higi%c3%aanico-corona-4974243/ 
A gestão de estoque é uma importante atividade logística que permite que uma 
empresa possa atender as demandas de mercado com mais segurança, ou seja, o 
estoque é a garantia de atendimento dos clientes. Para compreender a importância 
do estoque vamos conversar agora sobre o estoque de alimentos de sua residência, 
para tal, peço que vá ao seu armário e liste os produtos em estoque, seja os que estão 
fechados e os que estão abertos em uso. IMPORTANTE, só retome a leitura depois 
que tiver a lista. Eu fiz a minha também, veja como ficou:
https://pixabay.com/pt/photos/crise-papel-higi%c3%aanico-corona-4974243/
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No nosso caso, controlar o estoque de alimentos e outros itens domésticos pode 
ser, tranquilamente, utilizado uma lista simples dos itens e das quantidades de cada 
um deles. Neste contexto Rodrigues et. al. (2020, p.2) relatam que:
O que caracteriza o mercado atualmente é a sua complexidade, ou 
seja, maior variedade de produtos, entregas mais rápidas, menor 
tempo para produção e entrega. Tudo isso requer do mercado uma 
gestão de estoque mais eficiente, como ferramenta para atender com 
excelência a essa necessidade. Em meio a todas essas necessidades 
o que vemos é um processo de mudanças tecnológicas permanente, 
que requer a adoção de ferramentas eficientes para melhorar o 
controle organizacional. 
Para manter a harmonia entre a demanda e a oferta de produtos e serviços, é 
indispensável que haja gestão de estoques, pois ela é uma das principais atividades 
necessárias para lidar com produtos matérias-primas, produtos acabados ou insumos. 
A gestão de estoque, de modo geral, Representa a capacidade de empresa ou no nosso 
caso em específico em um hospital possui para organizar e controlar de forma eficiente 
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os recursos disponíveis para realização das suas atividades diárias e principalmente 
oferecer instrumentos para que os profissionais atuantes possam desempenhar as 
suas funções com qualidade e eficácia. Posto isto, Martelli et. al. (2015, p. 1) afirma que:
Para obtenção de melhores resultados, empresas de todos os 
segmentos devem se atentar a detalhes considerados de grande 
importância para a administração de uma organização, uma delas são 
a gestão e o controle de estoque. Saber o que deve permanecer no 
estoque, decidir quando reabastecer o estoque e quanto de estoques 
são necessários, como controlar este estoque e identificar o estoque 
obsoleto, é um dos papéis do novo gestor de materiais dentro de 
uma empresa.
Vamos parar para pensar, se o estoque é harmonização entre a demanda e a oferta, 
logo, se tivermos um estoque grande, já possuímos a garantia de atendimento coerente 
das demandas dos consumidores. No entanto, tal afirmação requer cautela e uma 
ampliação do seu entendimento, pois estoque parado eleva custos e deterioração 
dos materiais pode prejudicar a operação das atividades que a empresa realiza. Neste 
contexto Peixoto e Pinto (2006, p. 3) relatam que: 
Certamente um dos passos mais importantes na condução de uma 
empresa é o planejamento. Analisar cenários e fazer a escolha do 
caminho por onde se deseja conduzir a empresa em longo prazo 
faz parte dessa etapa. Um bom planejamento é aquele que dita 
claramente quais mercados e clientes serão servidos e é baseado em 
uma visão da organização sobre como será o mercado no futuro e qual 
o papel da empresa nesse cenário. Por visão entende-se a definição 
de metas e ideais através dos quais os negócios serão conduzidos. 
Decisões estratégicas, tais como aquelas que tratam de capacidade, 
nível de serviço e rede de distribuição, são complexas e envolvem o 
comprometimento de recursos ao longo de vários anos. Em última 
instância, o que se busca através do planejamento empresarial 
é a identificação das necessidades docliente e a adaptação dos 
processos de negócio para satisfazer essas necessidades.
Gestão de estoques não é simplesmente você controlar as quantidades que estão 
no depósito, em um importante ter uma metodologia uma sistemática de atuação para 
melhorar os processos de tomada de decisão. Neste sentido, vejamos os principais 
métodos de gestão do estoque:
• UEPS: último que entra primeiro que sai, ou seja o último produto que foi 
adquirido pela empresa vai ser o primeiro que vai ser disponibilizado e deverá sair 
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do estoque. Para hospitais, Não é uma metodologia amplamente recomendada 
pois sabemos que nos hospitais temos em estoque medicamentos e materiais 
que tem uma vida útil de determinado e que devem ser utilizados o mais rápido 
possível dentro dos prazos estipulados pelos fabricantes;
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
• PEPS: primeiro que entra primeiro que sai, esta metodologia ela é utilizada 
para diminuir o tempo do estoque e assim manter uma rotatividade maior e 
não deixar o estoque antigo;
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). 
• Curva ABC: tal metodologia Classifica o produto em três tipos, Itens de tipo 
A São mercadorias ou materiais com maior valor de importância dentro dos 
hospitais ou de qualquer outra empresa, os itens do tipo B são aqueles que 
têm uma importância de valor médio dos intermediários, e por fim os itens 
Tipo C são aqueles que tem o menor valor ou seja a sua importância existe no 
entanto frente aos tipos A e B tem uma relevância menor:
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Fonte: desenvolvido pelo autor (2022).
• Custo médio: neste metodologia é utilizada a média ponderada como mecanismos 
se ter uma média de estoque diante do uso ou demandas deste material, assim 
teremos um estoque para que haja maior assertividade no atendimento de 
demanda, está método é utilizado comumente no processo produtivo e que 
não temos grandes variações de demanda e uso conhecido de cada item de 
produção:
Fonte: desenvolvido pelo autor (2022).
• Just in time: numa tradução livre temos “no momento certo”. O termo traduz 
agilidade em as empresas terem o item certo, no hora certa, na qualidade 
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desejada, nos valores acordados. O JIT é uma metodológico que reduz o estoque 
no fabricante e permite produção enxuta, vale ressaltar que para acontecer o JIT 
é necessário implementação de tecnologia de comunicação e gerenciais para 
ter todos os processos mapeados e rastreados em tempo real ou próximo disso;
ISTO ESTÁ NA REDE
A logística hospitalar é um conceito que possibilita um gerenciamento mais eficiente 
do estoque de insumos em hospitais, além de gerar uma série de benefícios que 
podem facilitar a vida de gestores, médicos e pacientes.
Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/logistica-hospitalar-eficiente-ajuda-a-fidelizar-pacientes/ 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A Med+ é a primeira empresa do setor a disponibilizar esse tipo de inovação dentro 
dos aeroportos no Brasil.
A plataforma, que teve início em abril de 2022, concede maior agilidade no 
atendimento e precisão nas informações, além de gerar relatórios e dados 
estatísticos. Por estar presente em 34 aeroportos do Brasil, o software possibilita a 
unificação da informação dos passageiros. Na prática, se o passageiro necessitar 
do atendimento do posto médico de um aeroporto e precisar novamente ser 
atendido em um aeroporto diferente, o sistema e a equipe médica terão fácil acesso 
às informações do paciente, do médico que o atendeu e das medicações aplicadas 
e, dessa forma, podem dar continuidade ao tratamento.
Fonte: https://www.saudebusiness.com/tendencias/grupo-med-inova-com-plataforma-online-de-atendimento-de-urgencia-e-emergencia-nos
ANOTE ISSO
Para manter a harmonia entre a demanda e a oferta de produtos e serviços, é 
indispensável que haja gestão de estoques, pois ela é uma das principais atividades 
necessárias para lidar com produtos matérias-primas, produtos acabados ou 
insumos.
https://www.jornalcontabil.com.br/logistica-hospitalar-eficiente-ajuda-a-fidelizar-pacientes/
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CAPÍTULO 13
DESENVOLVIMENTO 
E GESTÃO DE LAYOUT
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/arquitetura-planta-constru%c3%a7%c3%a3o-1857175/ 
Agora vamos falar de algo importante para as empresas e principalmente para os 
processos logísticos, estamos falando é do layout, uma ferramenta que auxilia na 
locação dos materiais nos lugares corretos através de desenhos e plantas e serão 
desenvolvidos para maximizar essa alocação, implementar é dinamizar o processo 
de segurança e também garantir a melhor utilização do espaço físico. de modo geral 
você já deve ter visto um layout por aí ou acolá, eles são comumente realizados 
pela engenharia civil na planta baixa de uma construção, é óbvio que são estruturas 
diferentes mas que possibilita a localização e melhor utilização dos espaços. Posto 
isto, vamos fazer um exercício agora, peço que você veja o desenho a seguir:
https://pixabay.com/pt/photos/arquitetura-planta-constru%c3%a7%c3%a3o-1857175/
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Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
Este layout representa um quarto de uma pessoa adulta, veja que foi feito de forma 
rudimentar, pois o desenho, apesar de apresentar o arranjo físico do espaço, ainda 
sim não está com detalhes que podem ser utilizados para tomadas de decisão em 
melhorias no arranjo ou até mesmo reorganização para melhor utilizar as dimensões. 
Diante disso, agora peço que você desenhe o seu quarto, apresentando as portas 
e janelas e tudo que nele tem, por exemplo objetivos, mesas, armários e afins, só 
continue a leitura depois de ter o seu desenho pronto. 
O layout irá delimitar onde cada “coisa”, pessoa, material, item e produto irá ficar ou 
trafegar de modo que possamos ter segurança, baixo custo, eficiência e eficácia na 
movimentação dos materiais. Vejamos a seguir o nosso primeiro exemplo de layout 
que representa um departamento administrativo:
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Desenvolvido pelo autor (2022).
O layout foi apresentado em nossa vídeo aula e aprendemos como cada coisa fica 
onde melhor será, diante de parâmetros conhecimento, para melhor arranjo físico e 
otimização dos espaços. Bom, diante das informações até passadas, agora vamos fazer 
outro exercício, de porte de seu layout vamos analisar onde cada item está. A ideia é 
que você ao analisar os itens verifique se há possibilidade de otimizar o espaço, ou 
seja, veja se mudar algo de lugar teremos mais espaço. De modo geral a otimização 
dos espaços irá delimitar ampliar as possibilidades do espaço sem aumentar a área 
construída em suas dimensões. Só retome a leitura quando tiver um novo desenho 
do seu quarto.
Vejamos um novo modelo:
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Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
Veja que temos uma sutil alteração no espaço, e mesmo que pequena é importante, 
pois podemos colocar algo no quarto que ainda não temos. A ideia é você pensar que 
sutis, pequenas e grandes alterações de layout vão interferir positivamente nos espaços, 
facilitando o translado das pessoas, acomodação mais ajustada e com armazenagem 
e movimentação mais eficientes e claras. Diante disso, agora que você já tem o arranjo 
físico do seu quarto vamos entender os tipos de layouts mais utilizados nas fábricas, 
a saber: o linear, o baseado em células, o funcionale o posicional.
O layout linear é aquele que temos à disposição das máquinas lado a lado, o que 
permite maior eficiência na produção em grande escala, principalmente a produção 
no sistema empurrado, no entanto, temos que ter baixa variabilidade de produtos, ou 
seja, este layout é mais recomendado para linhas de produção de produtos ou itens 
exclusivos e que não temos alteração na programação, são feitos sempre do mesmo 
jeito. A princípio este arranjo se mostra engessado, mas traz consigo eficiência na 
produção e permite uma melhor disposição em linha e sequenciada permanentemente.
Por outro lado, o arranjo funcional irá alocar as máquinas por setor ou segmento e 
até mesmo por processos, por exemplo, a montagem geral de um aparelho celular, as 
máquinas e recursos necessários para montagem estão num mesmo setor. Este tipo 
de layout é comumente utilizado em que a produção acontece por blocos ou etapas, 
onde cada etapa depende da etapa anterior. 
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O layout funcional é uma configuração que mistura o arranjo funcional e o linear. 
Nele temos a divisão por setores e posteriormente por células dentro de cada setor. 
Por sua vez, o arranjo posicional é aquele adaptativo e fixo, pois é o produto que se 
desloca e movimenta entre as etapas produtivas para sua concretização. 
Vale destacar que cada layout ou arranjo físico deve ser desenvolvido analisando os 
objetivos da empresa, sua atividade produtiva e principalmente, levar em consideração 
o espaço físico atual da empresa. Ao construir um layout é possível ter possibilidades 
variadas e assim tomar a decisão pela que melhor atende às demandas organizacionais. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Devido ao cenário instaurado a partir da pandemia do Covid19 as organizações 
tiveram que readaptar o modo pelo qual o fluxo de trabalho fosse realizado, uma 
das maneiras utilizadas foi a modalidade do Home Office, contudo após a liberação 
dos Estados e das informações sobre como o trabalho dentro das organizações 
deveriam ser realizadas através de recomendações da Organização Mundial de 
Saúde (OMS) o empregador teve que readaptar além da rotina de trabalho o layout 
de como os funcionários deveria posicionar nesse novo layout.
Fonte: https://aprepro.org.br/conbrepro/2020/anais/arquivos/09272020_130902_5f70b8a6a46fe.pdf 
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Farmácia 24h em Cachoeiro inova para atender cada vez melhor Primeiro lugar 
de sua categoria, a Drogaria Consolação passa por reformas estruturais e 
reformulação completa no layout do interior de loja para deixá-la mais atrativa.
Fonte: https://www.agazeta.com.br/conteudo-de-marca/farmacia-24h-em-cachoeiro-inova-para-atender-cada-vez-melhor-1222
https://aprepro.org.br/conbrepro/2020/anais/arquivos/09272020_130902_5f70b8a6a46fe.pdf
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CAPÍTULO 14
ESTRATÉGIAS DE 
OTIMIZAÇÃO EM CADEIAS 
DE ABASTECIMENTO
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/comece-o-neg%c3%b3cio-pessoas-alunos-849804/ 
A utilização e otimização da cadeia de abastecimento oferece melhor eficiência 
nos processos logísticos, maior segurança no atendimento e também permite que a 
rastreabilidade possa atuar com eficácia, tudo isso para o atendimento das demandas. 
A seguir temos temos uma imagem que representa o processo de integração logística: 
https://pixabay.com/pt/photos/comece-o-neg%c3%b3cio-pessoas-alunos-849804/
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Fonte: adaptado de Pires (2011, p.43)
Ao analisar a imagem é possível verificar que a integração é o fator determinante para 
que haja otimização da cadeia de abastecimento e até mesmo da cadeia de distribuição. 
A integração é um dos principais processos que geram informações importantes 
para tomada de decisão e melhorias, pois ao integrar a cadeia de abastecimento por 
um todo, teremos a visão global do processo e também a visão sistêmica de cada 
etapa, assim poderemos saber o nível de interferência de uma etapa na outra caso 
algo saia do eixo, sendo assim, é indispensável que cada integrante da cadeia de 
abastecimento, tais processos vão acarretar em qualidade continuada. A qualidade 
é subjetiva e abstrata, mas se analisarmos o mercado e suas demandas, é possível 
identificar o que vem a ser qualidade para o consumidor. Neste contexto Silva et al., 
(2018, p. 3) apontam que:
A qualidade é vista de forma subjetiva devido aos seus variados 
e múltiplos pontos de vista, sendo representada por 7 dimensões 
diferentes, as quais tratam-se da conformidade, onde esta dimensão 
aborda a respeito do grau de concordância com as respectivas 
especificações, ou seja, reflete sobre o padrão do produto, o quanto 
ele está de acordo com as especificações (normas, leis, etc.).
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É valioso destacar ainda, que para cada indivíduo poderá ter uma delimitação de 
qualidade, portanto, cabe nesta situação a segmentação de mercado. Ao delimitar e 
agrupar segmentos de mercado que possuem as mesmas demandas e exigências, 
fica, em tese, mais “fácil” identificar os pontos de qualidade e assim, teremos uma 
maior segurança na definição de qualidade. 
A imagem a seguir nos mostra como o ambiente afeta a logística e assim podemos 
analisar como cada integrante pode contribuir para facilitar, agilizar e assim otimizar 
o processo de abastecimento, vejamos:
Fonte: adaptado de Donier (2009)
Cada integrante da cadeia de abastecimento vai trazer consigo seus interesses, 
processos, sistemas e nível de qualidade necessária para realizar suas atividades 
e isso irá interferir no funcionamento da cadeia de abastecimento e distribuição de 
forma que temos a integração como mecanismo de harmonização desses interesses 
e na maneira em que a cadeia vai funcionar.
Agora vamos analisar algumas estratégias importantes para o negócios que vão 
interferir na cadeia de abastecimento:
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Estratégia Descrição
Demanda
Conhecer e controlar a demanda é necessário para que a empresa possa contar com produtos 
e itens para sua produção ajustados aos objetivos. Aqui também entra as políticas de compras 
e estoques como mecanismos de regulação e garantia de atendimento a demanda
Nível de serviço
O nível de serviços irá determinar o nível da eficiência nos processos logísticos e 
consequentemente os resultados organizacionais
Estratégias de ação no mercado
O principal ponto para atuar no mercado é conhecer seu público alvo, capacidade produtiva e 
também conhecer seus principais concorrentes
Estratégias de produção
O PCP irá atuar como mecanismo para garantir a eficiência nos processos e consequentemente 
nutrir a cadeia de abastecimento com informações para tomadas de decisão 
Políticas e gestão de estoques
Cada empresa deve ter suas próprias políticas de estoque para garantir que haja estoque 
correto e que este possa atender as demandas de mercado 
Sistemas de informação
O sistema vai atuar no processamento de dados e obtenção eficaz de informação. Os sistemas 
auxiliam na integração das informações, mesmo com ERP’s de sistemas diferentes para que a 
comunicação possa ser codificada em consonância e ter assertividade nos processos logísticos 
Armazenagem
Um dos principais processos da cadeia de abastecimento e distribuição é a armazenagem 
o que fornece produtos e itens para que as organizações possam realizar suas atividades 
organizacionais
Distribuição 
Ter conhecido os processos de distribuição favorece a integração, a rastreabilidade e 
principalmente a garantia de ter o produto
Políticas de compras
Assim como no estoques a empresa deverá ter controlo sob as compras para melhor alocar 
seusrecursos
Estratégias de ação contra a 
concorrência 
Aqui é necessário verificar quais os mecanismos a empresa conta para ter um diferencial de 
mercado e assim ter algo além dos seus concorrentes, é importante conhecer a concorrência 
para melhor utilizar os recursos organizacionais 
Metas e objetivos
Caminho algum chega a lugar nenhum, talvez já tenho ouvido isso, poisé, a empresa deve ter 
metas e objetivos para que seus resultados possam ser calculados e atingidos com eficiencia
ISTO ESTÁ NA REDE
“Gestão da cadeia de abastecimento passou a ser tema de conselho de 
administração” Os acontecimentos dos últimos dois anos tornaram a logística num 
tema prioritário para as empresas, numa questão estratégica para os países, e no 
centro dos debates na academia. Raul Magalhães, presidente da APLOG, diz estar 
em curso uma transformação no desenho e gestão das cadeias de abastecimento.
Fonte:https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de-
conselho-de-administracao 
https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de-conselho-de-administracao
https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de-conselho-de-administracao
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Uma gestão empresarial eficiente é composta por uma série de fatores que, juntos, 
contribuem para o sucesso de uma organização. Uma má gestão desses setores 
pode gerar consequências negativas, afetando as demais áreas da empresa e 
causando prejuízos financeiros.
Fonte: https://tribunademinas.com.br/colunas/larchcompartilha/21-12-2022/compras-e-estoque-a-importancia-da-integracao-desses-setores.html 
ANOTE ISSO
A integração é um dos principais processos que geram informações importantes 
para tomada de decisão e melhorias, pois ao integrar a cadeia de abastecimento 
por um todo, teremos a visão global do processo e também a visão sistêmica de 
cada etapa, assim poderemos saber o nível de interferência de uma etapa na outra 
caso algo saia do eixo, sendo assim, é indispensável que cada integrante da cadeia 
de abastecimento, tais processos vão acarretar em qualidade continuada
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CAPÍTULO 15
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 
EM LOGÍSTICA
Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/rede-tecnologia-da-informa%c3%a7%c3%a3o-mulher-4861605/ 
Quando falamos de tecnologia é importante destacar a sua importância no 
ambiente empresarial para processamento de dados e principalmente o fornecimento 
de informações para que os seus gestores possam ter decisões mais assertivas e 
focadas nos objetivos organizacionais. Vale ressaltar que os indivíduos desde os seus 
primórdios buscam formas inteligentes de registrar conhecimento e principalmente 
tornar público ou que outro possa utilizar tal conhecimento como mecanismo de 
evolução da espécie. Posto isto, é interessante a gente compreender o que é a 
tecnologia, na contemporaneidade podemos dizer e a tecnologia São dispositivos 
eletroeletrônicos ou até mesmo artefatos que facilitam o nosso dia a dia e possibilita 
https://pixabay.com/pt/illustrations/rede-tecnologia-da-informa%c3%a7%c3%a3o-mulher-4861605/
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que tenhamos mais agilidade nas atividades que desempenhamos. Queremos que 
você reflita que a tecnologia é um conjunto de elementos que vão favorecer ou algo 
novo algo inovador aquilo que pode nos auxiliar de alguma forma para agilizar aquilo 
que precisamos fazer. Neste contexto temos que: 
Logística é a parte do processo da cadeia de suprimentos que 
planeja, estabelece e controla os fluxos e estoques de matéria-
prima, produtos intermediários e acabados, serviços e informação, 
de forma eficiente e eficaz, desde a origem até o consumidor final. O 
fluxo de materiais compreende a movimentação e armazenagem de 
matéria-prima, componentes e produtos acabados entre as fontes de 
suprimentos, instalações e compradores da empresa, além de gerar 
e utilizar informações que permitem que as empresas identifiquem 
as necessidades do processo, e planejem e executem as operações 
logísticas eficientemente. 
Um exemplo importante de tecnologia foi a evolução do arado, que na sua criação 
era empurrado ou puxado por homens, passou a ser puxado por animais por exemplo 
boi e cavalo e hoje nós temos os implementos agrícolas acoplados a tratores. Mas foi 
através dos Artefatos de eletroeletrônicos que os seres humanos puderam vislumbrar 
novas oportunidades ou novas formas de fazer aquilo que já vinha fazendo e isso 
permitiu uma evolução tanto da espécie quanto de aquilo que vínhamos fazer. Posto 
isso, Ballou, (2007, p. 45) afirma que “logística é o processo de planejamento do fluxo 
de materiais, objetivando a entrega das necessidades na qualidade desejada no tempo 
certo, otimizando recursos e aumentando a qualidade nos serviços”. Em corroboração 
temos que Segundo Bowersox e Closs (2004, p. 53),
As organizações não implementam a integração da logística interna 
pacificamente. É importante reconhecer obstáculos, ou barreiras, 
que frequentemente inibem o processo de integração interna. As 
barreiras à integração originam-se de práticas tradicionais relativas 
à estrutura organizacional, aos sistemas de avaliação, à propriedade 
do estoque, à tecnologia de informação e à capacidade de transferir 
conhecimento (BOWERSOX e CLOSS, 2004, p. 53).
Vejamos o diagrama a seguir:
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Fonte: desenvolvido pelo autor (2022)
O processo de evolução da logística temos uma importante modificação que foi 
a indústria 4.0 ou seja a indústria agora conta com novas tecnologias que estão 
envolvidas no processo produtivo, de rastreabilidade e principalmente atendimento a 
demandas e gestão da qualidade promovendo assim uma produtividade mais eficiente 
com menos desperdício e melhor alocação dos recursos organizacionais. Uso da 
tecnologia se tornou fator indispensável para que haja a correta Distribuição e o 
assertivo abastecimento de todo o processo produtivo até o atendimento ao cliente, 
ou seja, o produto chegar a mão do cliente ou do consumidor com qualidade nos 
preços acordados e no tempo certo. algumas tendências tecnológicas importantes 
que precisamos saber que a logística pode usufruir para ter melhores processos, a 
saber: a robótica, Big Data, IOT, Wearables e o Blockchain. 
Robótica é uma inovação importante em uma realidade que cada vez mais é vista 
nos processos logísticos e nas atividades diárias que a empresa realiza, principalmente 
no tocante a movimentação de mercadorias. Isso pode ser observado nos armazéns 
na localização de produtos otimizados e automatizados.
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O Big Data Analytics é um conjunto de dados que ao serem processados vão fornecer 
informações ágeis e rápidas para fomentar todo o processo de planejamento e tomada 
de decisão e traz consigo o grande diferencial que é a construção do conhecimento 
através do grande volume de dados. Neste contexto
A era do big data compreende diferentes facetas e processos, que 
envolvem procedimentos de geração, seleção e manipulação de 
dados. Distintos campos técnicos e do conhecimento são afetados 
por esse novo ambiente, o que gera o desenvolvimento de estudos e 
aplicações em distintas áreas científicas, como computação, elétrica, 
ciências sociais, dentre outras. Ademais, estudos em estratégia e 
gestão têm explorado o tema como um vetorrevolucionário dos 
negócios e do modo como as empresas adquirem vantagens 
competitivas (FURLAN e LAURINDO, 2017, P. 92). 
A chamada inteligência das coisas é o que podemos vislumbrar como a interligação 
das máquinas e equipamentos com os artefatos eletroeletrônicos assim podemos 
utilizar, ligar o desligar e até mesmo configurar uma máquina através de um smartphone. 
Isto é visível nas casas inteligentes pelas quais você acende a luz, abra as cortinas e 
até mesmo colocar uma música através de um aplicativo de celular. Aqui temos um 
ponto de destaque que é a questão da segurança onde podemos ter o acesso remoto 
a câmera de vigilância e até mesmo acionamento de alarme de segurança para inibir 
agentes criminosos. Posto isso temos que:
A Internet das Coisas é uma inovação tecnológica, baseada em 
artefatos já consolidados como a Internet e objetos inteligentes. 
A crescente aplicação da Internet das Coisas nos negócios torna 
necessária uma avaliação de estratégias, benefícios e dificuldades 
enfrentadas na aplicação da tecnologia (GALEGALE, 2016, p. 423). 
O blockchain é uma tecnologia voltada ao compartilhamento de dados e 
informações entre usuários que precisam de certa forma ter a mesma informação 
não necessariamente ao mesmo tempo, mas que tenha a exatidão dos dados para 
que possam exercer as suas atividades, bastante utilizado também na rastreabilidade 
dos processos logísticos. Neste sentido temos que:
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O avanço de problemas socioecológicos tem colocado novos 
desafios para a sociedade, os quais exigem soluções inovadoras. Os 
problemas socioecológicos são mais complexos e multidimensionais, 
envolvendo pelo menos as dimensões ambiental, social, econômica, 
política e institucional. No contexto de uma economia capitalista, a 
solução passa pelo delineamento de instrumentos econômicos que 
visam incentivar a adoção pelos agentes de ações direcionadas para 
o enfrentamento dos problemas. Desse modo, inovar nessa área 
é essencial para minimizar as consequências negativas de crises 
econômicas que geralmente reduzem a disponibilidade de crédito, 
afetando a capacidade de ação dos incentivos econômicos (PAIVA 
SOBRINHO, RANULFO et al, 2019, P.151). 
Sendo assim, já é claro a presença da tecnologia no processo de discussão eficiente 
de cada atividade bem como uso essencial de Tecnologia alinhado a utilização de 
conhecimento organizacional e principalmente a destreza humana tornando a empresa 
dinâmica ágil e flexível ao mercado. Neste contexto, Branski et. al. (2013, p.5) relatam 
que:
O uso destas tecnologias contribui para a racionalização das tarefas 
e sincronização das atividades, resultando em maior eficiência. Seu 
emprego, por si só, não constitui fator de diferenciação, pois as 
tecnologias estão disponíveis e podem ser utilizadas por qualquer 
empresa. Assim, além de uma gestão eficiente dos fluxos e estoques, 
os operadores devem buscar um posicionamento estratégico que 
permita inovar em suas operações logísticas.
Então a logística é um grande conglomerado de tecnologias que irão facilitar 
todos os processos de execução das atividades das empresas precisam realizar 
diariamente e assim facilitar a integração de cada etapa para o atendimento das 
demandas de mercado trazendo consigo a eficiência gerando resultados positivos 
e consequentemente melhor alocação dos recursos organizacionais e tomadas de 
decisões mais assertivas e coerentes com as metas e objetivos organizacionais. 
ISTO ESTÁ NA REDE
Bares e restaurantes recebem 50% a mais de clientes na Copa e a tecnologia ajuda 
no controle de desperdícios.
Fonte: https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de-
desperdicios 
https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de-desperdicios
https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de-desperdicios
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag) 
promoveu, na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), 
capacitação para o uso do Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos 
Digitais (Sigadoc). A oficina teve como público-alvo chefes de gabinetes, secretários 
municipais de governo, de administração, planejamento e de finanças, gestores de 
contratos e convênios e de protocolos.
Fonte: http://www.mt.gov.br/-/23021958-seplag-capacita-gestores-municipais-para-uso-do-sistema-de-gestao-de-documentos-do-estado 
ANOTE ISSO
Um exemplo importante de tecnologia foi a evolução do arado, que na sua criação 
era empurrado ou puxado por homens, passou a ser puxado por animais por 
exemplo boi e cavalo e hoje nós temos os implementos agrícolas acoplados a 
tratores.
http://www.mt.gov.br/-/23021958-seplag-capacita-gestores-municipais-para-uso-do-sistema-de-gestao-de-documentos-do-estado
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CONCLUSÃO
Há uma grande competitividade instalada no mundo dos negócios e isso demanda 
diferenciação e destreza das empresas para se manterem influentes e competitivas. 
Isso tudo é alimentado por consumidores cada vez mais informados sobre os produtos 
e serviços, que buscam formas diferentes e inovadoras para elucidação de seus 
problemas diários. Foi na segunda guerra mundial, frente às grandes necessidades e 
demandas da guerra que a logística pode ser estudada como ciência e aos poucos foi 
migrando para a logística empresarial. Com a globalização a logística atinge patamares 
globais e integração de mercados, fornecedores e consumidores se mostra cada vez 
mais próxima e volátil. 
A logística é uma grande área do conhecimento a qual se destina a processos 
e operações de armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e por 
muito tempo foi utilizada de modo empírico e sem o nome logística. Vimos ainda a 
suas oportunidades em processos na indústria e como a revolução industrial pode 
contribuir com a evolução da logísticas e suas peculiaridades inovadoras. Vale ressaltar 
a importância da evolução e do uso de tecnologias na logística como ferramentas 
para maior efetivação de processos integrados e consistentes para que possamos 
ter os fundamentos da logística aplicada coerentemente com os objetivos propostos 
nos planejamento e tomadas de decisão. 
Posto isso, busque sempre o conhecimento e o aplique com valor agregado e 
seja um profissional diferenciado no campo, construindo conhecimento e levando 
ao agronegócio inovação e diferenciação. Ter uma cadeia produtiva integrada não é 
tarefa fácil, o supply chain management é ótima opção para a redução de estoque e 
processos de armazenagem no tocante a espaço e custo. 
Não podemos deixar de lembrar que o conhecimento é intrínseco dos indivíduos e 
você deve usar o seu conhecimento como mecanismo de diferenciação e inovação, 
buscando tecnologias e transmitindo seus conhecimentos a fim de construir novos. 
Não se esqueça que para que ocorra a construção do conhecimento organizacional 
é necessário que haja um modelo de gestão do conhecimento implementado e 
que esse seja alimentado e estimulado para que os indivíduos, em seus processos 
cognitivos e criativos, possam contribuir uns com os outros nesta grande construção 
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de conhecimento e principalmente, aplicar todo esse conhecimento em boas práticas 
no campo de forma sustentável. 
Leve sempre em consideração o conhecimento, busque saber sobre o mercado 
e quais as barreiras impostasa ele, não se esqueça que a busca por informação é 
indispensável para que a negociação possa ter diretrizes bem definidas e acordadas. 
Lembrem-se que a qualidade faz parte de todo o processo e deve ser aplicada a cada 
etapa da cadeia de distribuição e abastecimento, bem com as cadeias produtivas, de 
modo a termos uma processo com melhorias contínuas e evolutivas.
GESTÃO DA CADEIA 
DE SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90
REFERÊNCIAS
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GESTÃO DA CADEIA 
DE SUPRIMENTOS E 
DISTRIBUIÇÃO
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RODRIGUES, Alyne Lima et. al.: A Importância da Gestão de Estoque na obtenção de 
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