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GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA Prof. Guilherme C. Ferigato GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO Marília/SP 2022 “A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma ação integrada de suas atividades educacionais, visando à geração, sistematização e disseminação do conhecimento, para formar profissionais empreendedores que promovam a transformação e o desenvolvimento social, econômico e cultural da comunidade em que está inserida. Missão da Faculdade Católica Paulista Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo. www.uca.edu.br Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5 SUMÁRIO CAPÍTULO 01 CAPÍTULO 02 CAPÍTULO 03 CAPÍTULO 04 CAPÍTULO 05 CAPÍTULO 06 CAPÍTULO 07 CAPÍTULO 08 CAPÍTULO 09 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 08 12 22 28 32 36 42 48 53 57 60 66 72 77 82 LOGÍSTICA EMPRESARIAL GESTÃO DO CONHECIMENTO E LOGÍSTICA EVOLUÇÃO DA CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO VISÃO SISTÊMICA EM LOGÍSTICA CADEIA DE SUPRIMENTOS - SUPPLY CHAIN MANAGEMENT CADEIAS DE ABASTECIMENTO POLÍTICAS DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS E CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO SERVIÇOS LOGÍSTICOS INDICADORES LOGÍSTICOS PLANEJAMENTO E OPERAÇÕES DE TRANSPORTE SISTEMAS DE ESTOQUE E ARMAZENAGEM DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE LAYOUT ESTRATÉGIAS DE OTIMIZAÇÃO EM CADEIAS DE ABASTECIMENTO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM LOGÍSTICA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6 INTRODUÇÃO Olá Caro acadêmico (a) vamos estudar e construir conhecimento juntos acerca da gestão da cadeia de abastecimento e distribuição. Neste sentido vamos analisar e compreender as nuances de gestão, integralidade, conhecimento, tomadas de decisão, especificidade logísticas e visão sistêmica que compõem a sistematização das cadeias de abastecimento e distribuição. Sendo assim, é necessário que você busque estudar e ler este material apoiado nas aulas gravadas e a qualquer momento contatamos para que possamos lhe ajudar na compreensão e não tirar dúvidas. Ao longo de nosso material de estudo vamos vislumbrar a gestão da cadeia de abastecimento e distribuição seguindo alguns caminhos para nossa melhor e maior compreensão do conhecimento envolvido nesta área, a saber: 1. Logística empresarial: seus conceitos e sua evolução no mundo, iniciando nos povos antigos e posteriormente adaptada e utilizada na área empresarial 2. Gestão do conhecimento e logística: agregar valor às informações é um processo importante para obter conhecimento e utilizá-lo como fomento à tomada de decisão assertiva e coerente com os objetivos empresariais 3. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Distribuição: fazer gestão não é simplesmente tomar decisões importantes, é organizar e controlar para que tudo saia conforme o planejamento estratégico de cada empresa 4. Visão Sistêmica em Logística: ter o conhecimento do todo e aplicar em contextos menores, específicos e condensados de cada atividade da empresa e dos processos logísticos 5. Cadeias de Suprimentos: suprir o mercado nunca fez sentido como agora, onde o mundo vive transformações tecnológicas variantes e constantes 6. Cadeias de Abastecimento: o abastecimento promove assertividade na cadeia de abastecimento e também garante atendimento às demanda de mercado de forma assertiva e organizada GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 7 7. Políticas de gerenciamento de estoques: ter o estoque é a garantia, ou pelo menos minimizar, os impactos da falta de produtos no mercado que tem o prazo de entrega maior do que o tempo de necessidade ou desejo do consumidor 8. Gerenciamento de armazéns, estoques e centros de distribuição; 9. Serviços logísticos: conhecer e compreende o seu impacto nos processos logísticos 10. Indicadores logísticos: mensuração das atividades através de informações qualitativa e quantitativas 11. Planejamento e operações de transportes: manter em ordem as metas e objetivos empresariais 12. Sistemas de estoque e armazenagem: melhoria em qualidade e otimização da integração logística 13. Desenvolvimento e gestão de layout: otimizar e adaptar os espaços as realidade de cada empresa 14. Estratégias de otimização em cadeias de abastecimento: melhoria continuada 15. Sistemas de Informação em Logística: facilidade na integração e principalmente comunicação assertiva para tomada de decisão BOA LEITURA E ÓTIMO APRENDIZADO! GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 8 CAPÍTULO 1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/log%c3%adstica-caminh%c3%a3o-cargueiro-grupo-3125131/ O mundo dos negócios vem sofrendo grandes transformações e exige diferenciação de mercado melhores formas de atender as necessidades e desejos dos consumidores, sendo assim, cabe às empresas procurar mecanismos e recursos, para que diante de uma eficiência, possa obter o resultado positivo e consequentemente manter o seu Market Share. Postou isso é importante delimitar que a logística é um processo integrado teórico que traz através da ciência toda uma movimentação estratégica e tecnológica para que as empresas possam através de instrumentos eficazes de tomada de decisão alocar os recursos corretos para maximização dos resultados. A logística, desde o período das grandes guerras, trouxe consigo melhores formas de fazer a gestão de forma sistêmica, racional e efetiva. Logo a logística é uma área de conhecimento que tem como objeto de estudo processos e operações que envolve: https://pixabay.com/pt/photos/log%c3%adstica-caminh%c3%a3o-cargueiro-grupo-3125131/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 9 armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e mecanismos de movimentação de materiais. Logística é algo que nos acompanha há um bom tempo, isto pode ser observado nos povos antigos, as quais utilizavam a logística como mecanismo empírico de gestão para as grandes construções dos monumentos históricos e principalmente, para realização das atividades diárias. É fato que o ser humano busca formas melhores e aprimoradas para viver mais e melhor, nas empresas e negócios isto não é diferente, com o mercado acirrado e cada vez mais volátil, requer das empresas diferenciação constante e maior compreensão das necessidade e desejos dos consumidores. Voltando no tempo os povos Egípcios, lembramos das grandes pirâmides e nos convida a refletir sobre a eficiência dos etapas de construção bem como os processos logísticos ali inseridos, mesmo que empiricamente, e sem o nome logística, mas mesmo assim, influenciou com amplo conhecimento e delimitações para a composição desta área do conhecimento. De modo geral, a logística está posta como ferramenta empresarial e auxilia as empresas e negócios no cumprimento de atividades, alocação correta e coerente de recurso com a realidade organizacional. Uma área do conhecimento que, ao longo dos tempos, trouxe maior assertividade nos processos logísticos, ampliação da visão sistêmica e principalmente, racionalização das atividades de trabalho em armazéns, transporte e tecnologia. Falar que a Revolução, muitas das vezes, pode denotar coisas ruins ou trazer consigo medo, isso pode ser descrito, pois a Revolução, de modo geral,promove situações negativas com impactos especulativos, interferindo as pessoas do mundo todo. Mas, vamos trabalhar aspectos positivos, principalmente a mudança e alteração de modelos ineficientes. Posto isso temos que A Revolução Industrial é um grande marco na história da humanidade, seus desdobramentos afetaram todo mundo. Foi um acontecimento extremamente importante para a humanidade, pois mudou o processo produtivo, ou seja, os produtos deixaram de ser manufaturados e passaram a ser maquino faturados, o permitiu uma produção em massa, permitindo assim colocar mais e mais produtos no mercado e a preços muito mais atrativos (CAVALCANTE e SILVA, 2011, p. 1). A revolução traz consigo modificação e essa por sua vez pode gerar inovação e melhoria dos processos bem como evolução dos recursos tecnológicos existentes. Em se tratando de logística isso não é diferente, ao longo do tempo a logística empresarial vem tomando forma e corpo para otimizar e dar destaque às empresas seja qual for GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 10 o seu nicho de mercado e até mesmo o seu público-alvo. Posto isto, vamos partir da revolução industrial, um dos principais acontecimentos no mundo que surgiu na Inglaterra através das indústrias e o grande desenvolvimento tecnológico, os quais se espalharam pelo mundo e trouxeram consigo transformações econômicas. Conforme Almeida e Schlüter (2012, p. 13) Uma das principais contribuições da Revolução Industrial é o desenvolvimento do motor a vapor, pelo qual possibilitou a produção em massa, ou seja um novo contexto produtivo, melhorias em transportes, alterações nas cidades e também no comportamento humano. Vale ressaltar que a Revolução Industrial trouxe consigo grandes modificações para toda uma sociedade e consequentemente novas relações de trabalho. Pois bem, a logística sai da área militar e dos povos antigos bem como chavinhas no início nesta unidade e a dentro as empresas, com conjunto Integrado de ações que possibilitam o gerenciamento departamentalizada e principalmente, a sistematização de processos Racionais, rastreados e interligados, de modo a termos eficiência e eficácia nas execução das atividades empresariais. Segundo Ballou (2014, p. 17) A logística é uma área do conhecimento, que assim como a administração visa à promoção da melhor nível de rentabilidade no serviços logísticos principalmente, os de distribuição, Isso acontece através de um planejamento assertivo organização e controle efetivo para que os processos possam ter eficiência que geraram a eficácia esperada. O autor ainda relata que a logística é um mecanismo que irá atuar nos fluxos produtivos, administrando-os e integrando-os de forma coletiva ao processo de administrar. Posto isto vejamos a imagem a seguir: Fonte: Ballou (2014, p. 17) A imagem representa como a logística empresarial evoluiu e permeia todas as etapas empresariais deste as etapas de abastecimento e distribuição e até mesmo a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 11 distribuição dos produtos para os clientes. Veja que para que haja integração, assim como acontecendo supply chain, deve-se ter um sistema de informação e principalmente as atividades que são comuns entre as etapas tais como: • Transporte • Manutenção dos estoques • Processamento de pedidos • Armazenagem e movimentação de materiais São etapas importantes que permeiam, de modo geral, todas as etapas da cadeia de distribuição e abastecimento. Os processos sistemáticos da logística iram facilitar o ato de administrar e controlar todas as etapas e assim ter máxima eficiência e maior eficácia nos resultados esperados. ISTO ESTÁ NA REDE Responsável pelo cuidado com o armazenamento e o transporte dos recursos produzidos por uma empresa, nos mais variados segmentos, ou até mesmo em operações militares, a logística se faz presente em todo o mundo, seja por terra, ar ou mar. É nessa área na qual ocorre o controle do fluxo de produção, desde o início, no recebimento de materiais, até a entrega no ponto de consumo ao cliente final, no tempo determinado e sem que haja prejuízos às partes. Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia/3899645/logistica-o-mundo-ao-alcance-de-todos ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Áreas de tecnologia, logística e infraestrutura, e-commerce, agronegócio e saúde estão entre as tendências para 2023 Fonte: https://atribunaregional.com.br/areas-de-tecnologia-logistica-e-infraestrutura-e-commerce-agronegocio-e-saude-estao-entre-as-tendencias- para-2023/ ANOTE ISSO A logística, desde o período das grandes guerras, trouxe consigo melhores formas de fazer a gestão de forma sistêmica, racional e efetiva. Logo a logística é uma área de conhecimento que tem como objeto de estudo processos e operações que envolve: armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e mecanismos de movimentação de materiais. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 12 CAPÍTULO 2 GESTÃO DO CONHECIMENTO E LOGÍSTICA Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rea-de-trabalho-pessoas-humano-m%c3%a3o-3170198/ O conhecimento é a fonte de poder e pode tirar o indivíduo da zona da ignorância e com isso podemos ser profissionais melhores, acima da linha da mediocridade, ser indivíduos mais humanos e diminuir os impactos do nosso uso na natureza. Sendo assim, conhecimento é uma questão de escolha? Vamos partir da “Matrix” e ou do “Metaverso”, ambientes onde podemos ter novas oportunidades, mas que cabe a nós escolher pelo sim ou pelo não e assim, adentrar num mundo de criação do conhecimento, posteriormente partilha e uso deste conhecimento. Logo, ao escolher adentrar num conhecimento você opta por se permitir a algo novo e ainda, outras formas de saber, https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rea-de-trabalho-pessoas-humano-m%c3%a3o-3170198/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 13 compreender, identificar e analisar o seu entorno. Então, obter conhecimento é um estado de modificação e desconforto. Diante disto, vamos agora compreender dois tipos de conhecimento que serão bases para o entendimento dos outros conhecimentos, são eles: o tácito e o explícito. Ambos foram postulados por Karl Paul Polanyi, um pensador importante para a gestão do conhecimento pelo qual define que o conhecimento tácito é pessoal, construído ao longo da vida de cada indivíduo e num contexto específico, portanto, é de difícil identificação, partilha e formulação, vale ressaltar que este conhecimento tem íntima relação entre o indivíduo e a sua relação com o meio em que vive. Por outro lado o conhecimento explícito, aquele que já passou por validação e é posto como verdade, está posto em linguagem formal e sistêmica. Neste contexto temos que: O conhecimento pretende idealizar o bem estar do ser humano, logo o conhecimento advém das relações do homem com o meio. O indivíduo procura entender o meio partindo dos pressupostos de interação do homem com os objetivos. É uma forma de explicar os fenômenos das relações, seja, entre sujeito/objeto, homem/razão, homem/desejo ou homem/realidade (SOUSA, 2019, p.1). Já é um clichê ouvirmos falar que o mundo está em constante mudança e que a velocidade do conhecimento rompe as barreiras regionais, deixando volátil em alguns momentos e em outros a fator que irá determinar o sucesso de uma empresa ou profissional. Neste sentido alertamos para que seja redobrada a atenção em relação ao indivíduo, esse provedor e veículo da construção de conhecimento e fator intangível da organização, que deve ser visto como capital intelectual e construtor do conhecimento. Ter somente estratégias e planejamento bem definidos já não é mais fator que garante o sucesso de uma organização, devemoster a ciência de que o fator humano é indispensável para termos nas organizações ações efetivas em prol de seus objetivos. Neste sentido Ferigato (2016, p 19) desta que: Na Era do Conhecimento, o indivíduo tornou-se essencial e passou a ser indispensável na construção do conhecimento que constituí a mola propulsora no processo de sua gestão. É por meio dele que as organizações podem adquirir, organizar e processar informações com o intuito de ampliar os conhecimentos já perpetuados nas organizações, dentre elas, as instituições de ensino. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 14 Diante disso, vejamos o que Drucker (1993, p. 15) diz que “Ao invés de capitalistas e proletários, as classes da sociedade pós-capitalista são os trabalhadores do conhecimento e os trabalhadores em serviço”. Desde o seu primórdio, o homem, busca cada vez mais e mais demonstrar seus conhecimentos, de modo a pulverizar tal conhecimento e torná-lo útil a quem precisar. O homem primitivo nos deixou uma lição em suas gravuras nas cavernas e pedras aqui e acolá, onde transmitiu seus conhecimentos ao longo da história, passando de geração em geração, conhecimentos que demonstravam forma e maneiras de caça, de plantio, e principalmente a invenção do foto. O esforço do homem em demonstrar seus conhecimentos, perpassa as barreiras de simplesmente compartilhar conhecimento com as futuras gerações, ganha espaço no cenário empresarial capitalista e seu conhecimento gera valor. Quando se fala em gerar valor, é importante destacar que nem sempre o valor será a remuneração por transmitir os seus conhecimentos, muitas vezes o conhecimento transmitido será utilizado como fator de melhoramento de outros conhecimentos, ou seja, ampliação e maximização da sua utilização. Sabemos que o conhecimento é oriundo do indivíduo e que tais conhecimentos impactam nas organizações e nas pessoas que nela trabalham. Diante disso é importante falar que o conhecimento pode mudar todo o rumo que uma empresa está seguindo, pois, como conhecimento fica mais fácil e mais rápido as tomadas de decisões e principalmente, o planejamento e organização das ações a serem seguidas. Quando se fala em compartilhamento de conhecimento, temos um divisor de águas que contribuiu e ainda facilita a transmissão de conhecimento, a internet, em seu surgimento revolucionou o modo como as pessoas se comunicam e a velocidade do processamento de dados, exigindo assim, busca por mais conhecimento. Outros fatores facilitam e promovem a GC, além da internet, as tecnologias de processamento de dados, comunicacionais e de armazenamento em nuvens ampliam as possibilidades de o conhecimento ser construído, armazenado e principalmente, disponível a quem precisar. Neste sentido, Santos (2015) nos apresenta a evolução dos conceitos em torno da GC, vejamos: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 15 Fonte: Adaptado de Dos Santos (2015) Agora uma questão entra em cena, como construir conhecimento? Para respondê-la devemos compreender como podemos construir e principalmente, para que servirá tal conhecimento. Não adianta de nada, construir conhecimento e não utilizá-lo, transmiti- lo a alguém ou para a empresa onde você trabalha. É importante que você utilize seu conhecimento para promover mudanças em sua vida pessoal e profissional, use-o para atrair riquezas e mais conhecimento. Ainda, falando de construção é importantíssimo, a participação da interrelação entre os indivíduos para potencializar tal construção, onde o conhecimento poderá ser melhor explorado, validado e utilizado. Portanto, construir conhecimento não é uma tarefa fácil, mas pode ser simples se bem compreendida e tiver interesse do indivíduo para tal construção, a motivação será fator predominante para que possamos compartilhar algo que sabemos, lembrando sempre, que a motivação pode se apresentar de diversas formas, a saber: • Remuneração; • Ajudar o meio ambiente de alguma maneira; • Reconhecimento social; • Ascensão profissional. Construir conhecimento requer modelos, métodos e metodologias, isso se faz necessário, pois, o conhecimento ao ser transmitido pelo indivíduo, se mostra de GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 16 forma individualizada, uma vez que foi construído exclusivamente através de processos cognitivos na mente de cada uma, necessita de sistematização para outrem possa também o utilizá-lo com valor agregado. Tal processo deixa o indivíduo inquieto, pois, há o medo normal, de ao transmitir seu conhecimento a outrem, perdemos tal conhecimento, mas uma situação é certa, nem sempre o conhecimento é absorvido da mesma maneira como foi construído, ou seja, na transmissão o conhecimento pode sofrer distorções e assim ser utilizado de forma inadequada ou com outros objetivos e propósitos. Para que não haja distorções, a sistematização da construção do conhecimento deve ser realizada com clareza e sempre pautada em um modelo com objetivos pré estabelecidos. Portanto, construir conhecimento é algo complexo e sistemático, peça indispensável para evolução e mudança no mundo dos negócios e nos profissionais. Obviamente, as mudanças devem ser significativas e terem objetivos para o profissional ou para a empresa, ter sempre em vista a construção e transmissão de conhecimento. Agora vamos analisar as vertentes dos conhecimentos que conhecemos e depois vamos para a modelagem do conhecimento, uma dos preceitos importantes, onde só haverá conhecimento se houver modelos de gestão do conhecimento conhecido e implementado. Vejamos a imagem a seguir: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 17 • O conhecimento empírico tem relação com o conhecimento do indivíduo, ou seja, tácito, ou seja, conhecimento que foi criado ao longo do tempo e através da relação entre indivíduo e meio ambiente. Um bom exemplo disso, é as infindáveis anotações aleatórias dos dias de chuvas que avó fazia todos os dias por mais de 20 anos, isso proporcionou um entendimento que ao olhar pro céu ele dizia se ia ou não chover. Tais anotações e observações não são científicas, pois não eram feitas de forma sistematizada e organizadas de modo a facilitar o processamento desses dados. • O conhecimento científico é aquele que é sistematizado através do processamento de dados, a obtenção de informação e posteriormente, ao agregar valor às informações, vamos criar conhecimento. O conhecimento científico tem um importante processo que devemos conhecer que é a validação de conhecimento, ou seja,verificar se o conhecimento criado pode ser considerado com ciência, ou seja, criado dentro de padrões de ciência e conhecimento explícito. • O conhecimento filosófico, o conhecimento como elementos investigativo e indagativo, racional e crítico. Cria o conhecimento dentro de padrões racionais e os sistematiza de forma reflexiva utilizando o raciocínio para sua construção. • O teológico, mais conhecido como conhecimento religioso, está pautado em conhecimento oriundas da religião, fé e movimentos de esperança e credo. Vale ressaltar que já não é de pouco tempo atrás que o homem busca formas de demonstrar e registrar seu conhecimento, por exemplo, as pinturas rupestres as quais foram registradas as formas de como caçar os povos antigos o que já demonstra a vontade de manter o conhecimento a outras gerações. O conhecimento é algo que permeia as nossas vidas e nos transforma, tirando os indivíduos da zona da ignorância, possibilita que outros possam se apropriar destes conhecimento e utilizá-los em novos contextos, de formas diversificadas. Posto isto, vamos adentrar aos modelos de gestão do conhecimento, que de modo geral são, a saber:• Espiral do conhecimento ou modelo SESI, criado por Nonaka e Takeuchi, que estabelece quatros modos de conversão do conhecimento, a socialização, a externalização, a combinação e por fim a internalização. Cada modo ou etapa irá delimitar como o conhecimento é construído pelo indivíduo.Vejamos a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18 espiral do conhecimento e como suas etapas interligadas para construção de conhecimento, tendo seu início no indivíduo: Espiral do conhecimento Fonte: adaptado de Takeuchi e Nonaka (2008). Observe que a espiral tem um ciclo que ao final, se inicia novamente, o que podemos concluir que a construção do conhecimento nesta perspectiva, não há um fim determinado, mas sim, uma constante sistematização de conhecimento que perpassa o indivíduo e as organizações. Obtenha Avalie Utilize Construa e Mantenha Aprenda Descarte Contribua Imagem: diagnóstico do conhecimento Fonte: adaptado de Bukowitz & Williams (2002) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 19 Este modelo é um importante mecanismo de introdução à gestão do conhecimento por uma organização, ou seja, irá auxiliar a empresa a identificar e orientar o seu processo de construção do conhecimento de forma assertiva, eficiente e personifica. No início temos o “obtenha” processo que está subdivido em outras etapas pelas quais se inicia o processo de obtenção do conhecimento, a saber: articulação, consciência, acesso, orientação e abrangência. No mundo cada vez mais volátil, onde as informações podem mudar com grande rapidez e volume, é necessário articular quais são as necessidades por tais informações, depois, nos devemos saber onde podemos encontrar tais informações e também termos acesso ao acervo onde está esse conhecimento, na sequência, a orientação novos papéis surgem aos pesquisadores e por fim a abrangência, definição da estrutura de utilização do conhecimento; Na etapa de “utilize” fase onde o conhecimento será utilizado a fim de cumprir demandas impostas a nós; No “aprender” podemos ter idéias sobre as demandas organizacionais e assim responde-las de forma efetiva e também gerar novas idéias e formas de como utilizar tal conhecimento; Na etapa de “contribuir” é aquela pela quais vamos transmitir nossos conhecimentos a organização de modo a colaborar com a aprendizagem do conhecimento, construção de novos conhecimentos e principalmente, que o conhecimento não seja individualizado; Na etapa de avaliação, a organização deverá responder o quão é valioso o conhecimento que possui e de que maneira ela pode agregar valor a si, para melhor evolução do negócio; O “construir e manter” perpassa as esferas de construção até chegar ao ponto de termos o conhecimento organizacional agregador de valor e em ponto de uso; Por fim, é valioso sempre analisar quais conhecimentos são ou não importantes e agregadores de valor, uma vez que, não possuem mais valor, devem ser descartados a fim de obtermos novos conhecimentos, promovendo assim um ciclo de renovação e regeneração. Outro modelo importante, denominado como os ciclos da GC, foi proposto por Dalkir e tem como viés principal o compartilhamento de conhecimento. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 20 O modelo de ciclo da GC tem que cada etapa está conjugada em dois processos, o primeiro estágio, promove a construção do conhecimento de modo a obtê-lo para possa a ele ser agregado valor para as próximas etapas. Na sequência temos a difícil tarefa de compartilhar, ou seja, transmitir conhecimento obtido a fim de torná-lo utilizável por outrem, então pôr em prática, vem como mecanismo de validação desse conhecimento, por a prova todo o conhecimento construído com intuito de agregação de valor a sua utilização. ISTO ESTÁ NA REDE Além da gestão do conhecimento, temos que estar cientes que a computação e sistemas de informação são elementos facilitadores da própria GC, então utilizá- los pode ser a diferente entre uma GC efetiva ou ela inconteste, onde teremos uma construção de conhecimento assíncrono. Fonte: http://www.techtudo.com.br/platb/desenvolvimento/2011/07/14/computacao-sistemas-de-informacao-qual-a-diferenca/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 21 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Muitas são as formas de aplicarmos e praticarmos a GC, uma delas, é considerada inovadora, é a GC no ambiente escolar, um lugar onde se transforma muitos conhecimentos. Diante disso Rocha e Emygdio (2018, p. 1) destacam: “Os desafios são uma constante no cotidiano das organizações de negócios e dentro do ambiente escolar essa realidade não é diferente. No processo educacional contemporâneo, a Gestão do Conhecimento (GC) é uma ferramenta que possibilita o uso de recursos tecnológicos visando a otimização de tempo, do espaço e dos recursos, além de permitir a aquisição e o compartilhamento de informações/ conhecimentos, aproveitando os capitais intelectuais e a interação dos envolvidos, sendo este um excelente instrumento para o ambiente educacional”. Fonte: https://seer.ufs.br/index.php/conci/article/view/10221 ANOTE ISSO Anote e se faça algumas perguntas: O que é conhecimento? Como posso utilizar o conhecimento? O que tenho de conhecimento em minha mente e como o utilizo? Transmitir os conhecimentos que tenho? Busco ampliar e aprimorar meus conhecimentos? Estas são perguntas que devemos fazer a nós mesmo com freqüência, pois, muitas vezes não utilizamos nossos conhecimentos corretamente e nem os transmitimos a outros, isso pode ocorrer e assim estaremos perdendo capacidade de construção de novos conhecimentos. Então fique em alerta e sempre que puder transmita seus conhecimentos e adquira outros novos. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 22 CAPÍTULO 3 EVOLUÇÃO DA CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/frete-pacote-carga-ar-caixas-17666/ Distribuir é um das nuances específicas da logísticas e contribui amplamente para eficiência dos processos de produção e principalmente, da racionalização dos serviços logísticos. Vale ressaltar que a rastreabilidade é uma características importante para o processo de distribuição e garante aos stakeholders acesso a informações, em alguns casos, em tempo real, principalmente sistematizar as etapas, controlar e organizar de forma a atender ao planejamento estratégico da empresa. Portanto, a distribuição é um dos “braços” da logística que irá garantir que os produtos estejam onde necessário nas especificações planejadas. Posto isto, Ballou (2011, p. 11) afirma que: https://pixabay.com/pt/photos/frete-pacote-carga-ar-caixas-17666/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 23 A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. A distribuição traz consigo eficiência nos processo para que haja entregas corretas, com qualidade agregada e que a empresa possa através desta eficiência ter resultados positivos e dentro daquilo que for estimado. Neste contexto, para que haja uma eficácia no processo de distribuição nós devemos ter em mente os pontos pelos quais irão acontecer tal distribuição e principalmente a comercialização de produtos e serviços. Isso nos remete a ter uma integração de setores para que a distribuição possa ser efetiva e disponibilizar produtos e serviços de forma a atender as demandas do mercado, no menor tempo e com custos baixos. Algo valiosopara destacar é o ônus do custo que está previsto: O desenvolvimento da logística empresarial e da administração da cadeia de suprimentos no Brasil transcorreu de modo semelhante à sua evolução nos Estados Unidos, com alguns anos de defasagem em relação aos progressos norte-americanos (MACHLINE, 2011, p. 227). Então, temos que ter em mente as contribuições da globalização e da visão glocal - globalização possibilitando a disseminação de conhecimento pelo mundo a fora e a visão glocal permitindo a adaptabilidade. Veja que as realidades de cada país, modais, processos e etapas da logística de distribuição devem ser rastreadas e integradas de modo a termos uma eficiência em cada país, pois, apesar de ter um viés central, a logística enfrenta nuances específicas em cada localidade. Assim podemos compreender que a logística irá participar das operações e processos da empresa bem como controlá-los para que haja eficiência nos processos e resultados positivos, por outro lado a cadeia de suprimentos será responsável pela distribuição dos materiais, de matéria prima e de produtos do fornecedor ao consumidor. Machline (2011, p. 230) nos mostra tais evoluções da logística no tocante a cadeia de distribuição: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 24 Figura 4: A era do transporte. Fonte: Machline (2011) Num primeiro momento as empresas passaram por uma separação do mercado, onde cada empresa, apesar de estar no centro, ficava a mercê dos fornecedores e a integração não se apresentava como viés logístico. Figura 5: a era da logística empresarial. Fonte: Machline (2011). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 25 No segundo momento a visão sistema viabiliza a importância da participação das empresas nos relacionamentos efetivos e com intenção de integração e comunicação mais próxima e participativa. Uma visão onde todos são importantes devem participar ativamente no processo. Diante disso temos que: Nos tempos atuais muito se fala em Gestão da Cadeia de Suprimentos. Trata-se de uma ferramenta eficiente que possibilita a uma empresa colocar-se à frente de seus concorrentes no mercado global, reduzindo custos operacionais, aproximando-as de seus fornecedores buscando melhorias tanto na qualidade dos serviços prestados como na redução de custos operacionais e nos conflitos de informações gerados ao longo de toda cadeia de suprimentos (CASTRO E SANTOS s/d, p. 1). Figura 6: a era da cadeia de suprimentos. Fonte: Maculine (2011). Somente no terceiro momento, já com surgimento de novas tecnologias e o massificação do uso da internet nos anos 2000, temos que a integração passar a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 26 ser fator logístico, quebrando barreiras, modernizando processos e globalizando a comunicação e a rastreabilidade. Neste contexto temos que: O alto grau de competitividade empresarial induz as empresas a buscar formas de otimizar seus processos produtivos, seja no processo de aquisição da matéria-prima, produção, logística ou no atendimento do cliente. Para o funcionamento adequado de uma empresa as áreas devem ser desempenhadas adequadamente a fim de gerar um bom resultado global, nessa lógica, entre os métodos que podem ser utilizados para analisar a situação empresarial, um método como a Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS), no qual são analisados diversos setores internos e externos se torna um instrumento gerencial impactante (BACK ET. AL., 2015, p. 56) Por sua vez, a rede de suprimento amplia as formas de abastecimento ramificadas e sistematizadas via integração e melhores formas de comunicação, vejamos a imagem a seguir: Figura 7: era das redes de abastecimento. Fonte: Machline (2011). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 27 Nesta última etapa apresentada pelo autor temos que a cadeia de suprimentos se apresenta em sua integração sistemática e comunicacional fator decisório e planejável. Vale ainda ressaltar a construção do conhecimento como elemento permeador dessas fases, pois, ao seu longo podemos observar uma evolução eficaz e principalmente ampliações em processos. Posto isto, temos que “a Gestão da Cadeia de Suprimentos é um conjunto de métodos utilizado para otimizar as atividades industriais e analisar a situação empresarial, considerando os setores internos e externos” Back et. al. (2015, p. 1). ISTO ESTÁ NA REDE Canais de distribuição são conjuntos de organizações interdependentes envolvidas no processo de disponibilizar um produto ou serviço para uso ou consumo, onde desempenham fluxos de marketing como armazenagem, promoção, serviço, negociação, financiamento, risco, informação, pedido e pagamento. Os participantes do canal, produtores, intermediários e consumidores, arcam com custos ao desempenhar esses fluxos. Fonte: CONSOLI, MATHEUS ALBERTO e NEVES, MARCOS FAVA. CUSTOS DOS FLUXOS DE MARKETING: CASOS DE EMPRESAS UTILIZANDO UMA FERRAMENTA DE ANÁLISE DA CAPTURA DE VALOR NOS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO. RAM. Revista de Administração Mackenzie [online]. 2007, v. 8, n. 3 [Acessado 14 Dezembro 2022], pp. 77-103. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103>. Epub 31 Ago 2020. ISSN 1678-6971. https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A redução das perdas e dos desperdícios de frutas, legumes e verduras (FLV) contribui para o aumento da oferta de alimentos. A identificação das perdas ao longo da cadeia logística de FLV possibilita a proposição de ações mitigadoras. Fonte: Aliotte, Joseane Thereza Bigaran, Filassi, Monique e Oliveira, Andréa Leda Ramos de. Caracterização da logística de distribuição de frutas, legumes e verduras na Central de Abastecimento de Campinas/SP. Revista de Economia e Sociologia Rural [online]. 2022, v. 60, n. spe [Acessado 14 Dezembro 2022], e252673. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.252673>. Epub 08 Nov 2021. ISSN 1806-9479. https://doi. org/10.1590/1806-9479.2021.252673. ANOTE ISSO Distribuir é um das nuances específicas da logísticas e contribui amplamente para eficiência dos processos de produção e principalmente, da racionalização dos serviços logísticos. https://doi.org/10.1590/1678-69712007/administracao.v8n3p77-103 https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.252673 https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.252673 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 28 CAPÍTULO 4 VISÃO SISTÊMICA EM LOGÍSTICA Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/cesta-entrega-log%c3%adstica-armaz%c3%a9m-1770719/ Já parou para pensar como é ter uma visão ampliada e maximizada de um determinado contexto que para muitos é específico? Então, ter visão sistêmica antes de tudo é poder conhecer tudo e através do todo trabalhar às questões específicas e exclusivas de cada setor de uma empresa ou terá sistemática Global dos processos logísticos e compreender como Cada um funciona de forma única e exclusiva, e o seu impacto no processo total, interferindo positivamente ou negativamente, o que permite correções e até mesmo manter o processo de melhoria contínua ativo e efetivo para que as organizações em as empresas possam ter de fato eficiência e eficácia em seus processos e suas atividades diárias e assim manter o Resultado positivo. Antes trabalhar o tema desta aula propriamente dito, peço que analisa o infográfico a seguir: https://pixabay.com/pt/photos/cesta-entrega-log%c3%adstica-armaz%c3%a9m-1770719/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 29 Fonte: TRANSGENDER EUROPE (TGEU). Disponível em: htt ps://transrespect.org. Acesso em: 5 jul. 2022 (adaptado). ENADE2022 curso de logística. Veja que as informações estão ali dispostas de forma que temos que analisar o todo e separar a imagem e pedaços para termos a compreensão necessária para entender a situação de mortes de transgenêros mundo. Vale ressaltar que a visão sistêmica um processo racional de observação e análise do todo de modo a obter informações gerais e posteriormente usar tais como mecanismo de análise de áreas específicas ou de situações que demandam análises clusiva e individual, assim teremos uma segmentação no processo de racionalização das ideias, racionalização do processo de trabalho e principalmente, aplicação do conceito de glocal, uma palavra que não existe, mas que trabalha com questões globais no contexto local e específico. A visão sistêmica como vimos em nossas aulas é um conjunto de ações que os gestores, eles e elas, através do processo de coleta de informações globais vão analisar e compreender o funcionamento, ou o eficiente funcionamento, dos dos processos Logísticos e os seus impactos na racionalização das atividades de trabalho e principalmente na integrabilidade de cada etapa logística e o processo de digestão das cadeias de Distribuição e Abastecimento, sendo assim é importante e necessário que cada indivíduo que irá fazer o processo de gestão tenha a correta coleta de informações, que um dia foram dados, e através do processamento desses dados obteve-se informação e consequentemente ao agregar valor dessas informações GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 30 crianças conhecimento em nós, indivíduo,, e posteriormente construímos conhecimento organizacional. Diante disso, vejamos a imagem a seguir: Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/ar-arquitetura-ponte-constru%c3%a7%c3%a3o-2179047/ A imagem nos mostra como é a interferência do contexto específico nas informações globais e principalmente, como pode ser complexo e amplo se a visão sistêmica não for utilizada num contexto específico e organizado. Não é de agora que a visão sistêmica vem contribuindo com a evolução dos trabalhos dos seres humanos e principalmente com as atividades empresariais, como um empreendedorismo e o processo de tomada de decisão, sem é importante compreender que mesmo tendo habilidade de compreender o todo, ou bairro Inês para análise em inserido e que de de cada ou de Logístico para poder racional racionaliza de direta e vinculada às metas organizacionais. https://pixabay.com/pt/photos/ar-arquitetura-ponte-constru%c3%a7%c3%a3o-2179047/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 31 ISTO ESTÁ NA REDE o Pensamento Sistêmico, entendendo-se que esta compreensão teórica é fundamental para a prática dos terapeutas sistêmicos nos mais diversos contextos. Reforçam-se as ideias de que pensar sistemicamente implica reconhecer o sujeito em seu contexto, de que os fatos não são previsíveis e de que o terapeuta/ pesquisador faz parte do sistema no qual intervém/estuda. Fonte: GOMES, Lauren Beltrão et al . As origens do pensamento sistêmico: das partes para o todo. Pensando fam., Porto Alegre , v. 18, n. 2, p. 3-16, dez. 2014 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2014000200002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 31 dez. 2022. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A Diretoria https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/em-2022-a-diretoria-de- infraestrutura-ferroviaria-avancou-na-gestao-do-patrimonio-sob-responsabilidade- do-dnit de Infraestrutura Ferroviária (DIF) é responsável pela gestão do patrimônio ferroviário sob responsabilidade da Autarquia. Ao zelar pela preservação do patrimônio histórico e implementar a administração socioambiental, a diretoria vem ao longo dos anos se aprimorando na destinação dos bens ferroviários. ANOTE ISSO A visão sistêmica como vimos em nossas aulas é um conjunto de ações que os gestores, eles e elas, através do processo de coleta de informações globais vão analisar e compreender o funcionamento, ou o eficiente funcionamento, dos dos processos Logísticos GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 32 CAPÍTULO 5 CADEIA DE SUPRIMENTOS - SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/porta-recipiente-exportar-carga-4602963/ Agora vamos falar de cadeia de suprimentos, outro processo indispensável para que a logística possa ter eficiência e resultados positivos. Nesta toada, o Supply Chain Management (SCM) ou gestão da cadeia de suprimento está posto como um conjunto ou etapas, que integradas, formam os processos que através dos departamentos que buscam maximizar os resultados de modo a iniciar na compra e armazenamento de matéria-prima ou suprimentos, o processo de transformação que visam obter e oferecer melhor custo e benefício de seus produtos ou serviços no menor tempo possível, com a qualidade desejada e sempre satisfazendo às necessidades dos clientes ou consumidor final. Vejamos a imagem a seguir: https://pixabay.com/pt/photos/porta-recipiente-exportar-carga-4602963/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 33 Figura 2: evolução dos processos. Fonte: Ballou (2007) À vista disso, Bowersox et al. (2014, p. 4) afirma que “a gestão da cadeia de suprimentos consiste na colaboração entre empresas para impulsionar o posicionamento estratégico e melhorar a eficiência operacional”. O SCM é um mecanismo de agregar valor ao processo de gerenciamento e irá atuar no planejamento, controle e monitoramento, fornecerá informações e promoverá tomadas de decisão mais assertivas frente aos objetivos organizacionais, minimizando os impactos de possíveis eficiências em processos e atividades mal planejadas. Neste contexto, Bertaglia (2009, p. 5) afirma que: A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) os clientes e consumidores os desejarem. A gestão da cadeia de suprimentos irá permear os processo de administrar de uma empresa fazendo com que seus gestores possam estruturar e alocar recursos organizacionais de forma sustentável e integrada, construindo assim, conhecimento e cultura voltada à maximização dos resultados. Outro ponto importante, é envolver GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 34 clientes e fornecedores no processo de integração para obter maiores resultados no processo logístico e principalmente, rastreabilidade. Neste contexto, Ching (2009, p.67) declara que o: Supply Chain é todo esforço envolvido nos diferentes processos e atividades empresariais que criam valor na forma de produtos e serviços para o consumidor final. [...] é uma forma integrada de planejar e controlar o fluxo de mercadorias, informações e recursos, desde os fornecedores até o cliente final, procurando administrar as relações na cadeia logística de forma cooperativa e para o benefício de todos os envolvidos. Outro ponto importante no SCM é a identificação do nível de serviços para elaboração de estratégias de alocação de recursos em relação ao estoque, a distribuição física e logística reversa, vejam a imagem a seguir: Fonte: Desenvolvido pelo autor (2022) Em um mundo cada vez mais mutável, dinâmico e globalizado, a economia de um país se altera de acordo com o comportamento de seus consumidores e fatores imprevisíveis como uma pandemia ou um desastre ambiental. Nesse cenário, se por um lado há empresas que passam por dificuldades e tendem a se reinventar, por outro há aquelas que “comemoram” com vendas e lucros significativos, afinal essa é a lei de mercado. Com essa premissa, a Logísticatornou-se um dos pilares fundamentais nas estratégias utilizadas pelas organizações. Muitas dessas empresas, principalmente a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 35 do tipo comércio, tiveram que se adaptar em relação à demanda, oferecendo produtos e serviços delivery, para muitas, uma novidade e para outras, um aumento nesse tipo de atendimento. Isso demonstra o quanto a Logística é complexa. Tal modo requer uma análise prévia, planejamento e controle em todas as suas etapas, além de possuir capital humano capacitado e preparado para essas possíveis mudanças. Uma premissa importante, é de que os gestores possam utilizar as informações oriundas do processo de gestão da cadeia de abastecimento de forma estratégica para alocar recursos nos lugares corretos e ter a visão sistêmica e em níveis para que haja maior assertividade nas tomadas de decisão. ISTO ESTÁ NA REDE O crescimento dos canais diretos de distribuição está demandando novas estratégias e diferentes práticas de gestão da cadeia de suprimentos e logística. Estas estratégias são caracterizadas pela agilidade, confiabilidade, qualidade, custos, flexibilidade e integração dos recursos produtivos, em razão do aumento de ativos, por um lado, e pelas reduções de custos, por outro. Fonte: MOORI, ROBERTO GIRO, BASSO, Leonardo FERNANDO CRUZ e NAKAMURA, WILSON TOSHIRO. |Supply Chain Como um Fator de Geração de Valor: uma Aplicação do Conceito de EVA®. RAM. Revista de Administração Mackenzie [online]. 2000, v. 1, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 104-125. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712000/administracao.v1n1p104-125>. Epub 10 Jan 2022. ISSN 1678-6971. https://doi. org/10.1590/1678-69712000/administracao.v1n1p104-125. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A gestão da demanda emerge nos campos de conhecimentos da gestão da cadeia de suprimentos e de marketing. Busca-se a rápida e adequada integração das necessidades originadas do mercado na direção dos fornecedores, de modo a balancear e alinhar estrategicamente a demanda com a capacidade operacional ao longo da cadeia de suprimentos. Fonte: Melo, Daniela de Castro e Alcântara, Rosane Lúcia Chicarelli. A gestão da demanda em cadeias de suprimentos: uma abordagem além da previsão de vendas. Gestão & Produção [online]. 2011, v. 18, n. 4 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 809-824. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/ S0104-530X2011000400009>. Epub 05 Abr 2012. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2011000400009. ANOTE ISSO O SCM é um mecanismo de agregar valor ao processo de gerenciamento e irá atuar no planejamento, controle e monitoramento, fornecerá informações e promoverá tomadas de decisão mais assertivas frente aos objetivos organizacionais, minimizando os impactos de possíveis eficiências em processos e atividades mal planejadas GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 36 CAPÍTULO 6 CADEIAS DE ABASTECIMENTO Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/recipiente-porto-carga-transportes-4386215/ Você já parou para pensar quantas vezes durante o ano, um indivíduo abastece um carro? Esta é uma pergunta que temos que analisar, levando em considerações processos logísticos, a importância de manter um processo produtivo em funcionamento, ou seja, é através da cadeia de abastecimento que uma indústria irá manter as suas atividades fabris e consequentemente irá distribuir os seus produtos e serviços ao mercado consumidor e assim manter um processo integrado de distribuição, abastecimento e retro alimentação. Vale ressaltar ainda e quando esse indivíduo ele vai num posto de combustível fazer um reabastecimento neste veículo ele irá alocar recursos financeiros, diante das possibilidades do momento e principalmente das suas necessidades e desejos, ele irá abastecer a quantia adequada para execução das atividades que ele precisa fazer com tal veículo. no processo de produção isto não é diferente a empresa irá fazer todo um planejamento e organização da produção, que chamamos de PCP, e assim fazer os devidos cálculos e estimativas, de dentro capacidade para produtiva e https://pixabay.com/pt/vectors/recipiente-porto-carga-transportes-4386215/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 37 que tenha qualidade, e assim alocar os recursos organizacionais disponíveis naquela empresa para que todas as atividades produtivas possam acontecer dentro de um processo racional, e que gere o resultado positivo. Posto isso temos que: A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem (BERTAGLIA, 2009, p. 5). Ao sair desse exemplo simples, que foi o abastecer do veículo, adentramos a um processo complexo e detalhado de atividades logísticas que irão acontecer para que a cadeia de abastecimento possa funcionar corretamente, sendo assim nós temos algumas etapas importantes, a saber: armazenagem, fornecedores, comercialização, mercado consumidor e por fim a distribuição. vejamos a imagem a seguir: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 38 O diagrama representa as etapas do processo de abastecimento onde vão ser permeadas por processos logísticos e assim ter a eficiente execução do abastecimento e Distribuição desde a etapa produtiva até o consumidor final. Neste contexto, temos que: Com a adoção do conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, a organização consegue tornar-se mais ágil e mais flexível do que seus concorrentes, através do compartilhamento do planejamento estratégico e divisão de riscos que consequentemente minimiza custos e permite agilidade no lançamento de novos produtos (SCHIER ET. AL. S/D, P. 1). Vimos que a logística foi utilizada de forma brilhante pelos povos antigos nas grandes construções e é oriunda da área militar, mas foi a logística empresarial que possibilitou a sua evolução crescimento e principalmente o amadurecimento necessário para que as empresas e organizações possam se apropriar dos processos logísticos de forma eficiente para a geração de resultados positivos. Diante disto temos que: Nas últimas décadas, muitas empresas iniciaram um processo de reestruturação de suas estratégias competitivas, desenvolvendo o conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos. Um dos reflexos observados nesse novo posicionamento está no fato de a competição ocorrer entre cadeias de suprimentos. Esse novo modelo competitivo, onde as empresas competem por meio da organização de suas cadeias, é uma das premissas básicas das estratégias competitivas atuais. A premissa adotada determina que o relacionamento entre fornecedores e compradores seja um relacionamento de parceria. A parceria, dentre outras características, pressupõe relacionamentos de longo prazo e frequentes (ZANQUETTO FILHO, FEARNE PIZZOLATO, 2006, p. 71) Posto isso, vejamos o diagrama a seguir: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 39 A partir da ruptura tecnológica e a globalização pudemos vislumbrar uma integração multidisciplinar entre diversas áreas produtiva, uma corroborando com a outra para obter melhores processos, continuidade da qualidade, sustentabilidade e diferenciação no mercado, tal integração requer sistematização e padronização, para que todos os envolvidos possam contribuir eficientemente com o processo e ter uma máxima eficácia. Posto isto, temos que: Melhorar a eficiência de uma cadeia é melhorar a eficiênciade seus nós (ambiente interno das empresas) e de seus elos (interfaces entre duas empresas consecutivas na cadeia). Após os movimentos intensos de reorganização interna que caracterizaram os anos 1980 e 1990, os “retornos decrescentes” dos esforços de reorganização interna levaram as corporações a voltarem-se para o ambiente externo (SAAB JUNIOR e CORREIA, 2008, p. 50). Agora vamos analisar de uma forma integrada com uma cadeia de abastecimento para três momentos importantes do abastecimento que são eles: o processo produtivo, a distribuição e o consumo. A imagem a seguir no mostra como pode ser representado uma cadeia de abastecimento: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 40 Observe que os processos possuem momentos de integração, para que haja, o que já vimos, a rastreabilidade, Ao observar a imagem perceba que as etapas pelas quais a cadeia de suprimento irá atuar como ferramenta ou até mesmo como combustível para que haja uma execução das atividades de forma eficiente e eficaz, principalmente no tocante a alimentação retroalimentação de cada etapa. No processo produtivo nós temos elementos que comumente também são encontrados nos agentes distribuidores, veja que a estocagem é um dos primeiros itens e nele é onde vamos destinar espaço, recursos para que a produção possa acontecer dentro dos padrões na programação e controle desta produção, a estocagem terá armazenada itens importantes tais como matéria-prima e insumos essenciais ao processo produtivo, por sua vez a movimentação física é uma das atividades logísticas processo de armazenagem que irá fazer toda uma movimentação interna para que os itens posso estar disponíveis no momento exato do seu uso. Veja, Que etapa do processo produtivo nós temos os sistemas logísticos pelos quais podemos obter informações para tomada de decisão e consequentemente a gestão estratégica para a correta alocação dos recursos organizacionais disponíveis. Por fim a efetividade, a mistura de eficiência e eficácia. Agora vamos falar dos agentes distribuidores, ou seja, as empresas nas organizações que vão levar o produto da indústria no processo de manufatura para o consumidor final ou usuário final. Quando falamos desses agentes e distribuidores é importante destacar o seu papel na cadeia de abastecimento, pois é através desses agentes que o mercado terá o produto disponível no momento em que se é necessário. Por sua vez, o mercado é um dos principais elos da cadeia produtiva, pois é nele que estão os consumidores e clientes os quais também fazem parte da cadeia produtiva e devem ser estudados e lhe darem voz ativa nos processo de planejamento e escolha. O mercado é um dos produtos e os serviços serão comercializados, ou seja, estão postos para que o cliente possa adquiri-los. Vale ressaltar, que uma das principais atividades logísticas envolvidas com o mercado consumidor está atrelada aos serviços logísticos, pois é através deles que os produtos serão levados de um ponto ao outro e ficarão disponíveis para sua aquisição ou utilização. Diante disso, “uma das principais justificativas para a implementação do gerenciamento da cadeia de suprimentos é o aumento dos benefícios obtidos pelas empresas que se relacionam dentro da cadeia” (ZANQUETTO FILHO, FEARNE PIZZOLATO, 2006, p. 71). Os processos logísticos estão presentes em todas as etapas da cadeia de abastecimento, assim podemos obter uma cadeia integrada e dinâmica no sentido de inter-relação. O importante é sempre GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 41 identificar cada etapa e processos a fim de ter informações completas para as tomadas de decisão e principalmente realização de um planejamento estratégico efetivo e pautado nos objetivos e metas estipuladas pelo negócio. ISTO ESTÁ NA REDE A crescente importância da cadeia de suprimentos tem levado pesquisadores a desenvolverem um volume significativo de trabalhos sobre o tema. Ao mesmo tempo, devido ao seu recente surgimento, esse fenômeno organizacional é complexo e engloba inúmeras variáveis, tornando igualmente complexo o processo de escolha do objeto de pesquisa por pesquisadores e estudantes. Fonte: Teixeira, Rafael e Lacerda, Daniel Pacheco. Gestão da cadeia de suprimentos: análise dos artigos publicados em alguns periódicos acadêmicos entre os anos de 2004 e 2006. Gestão & Produção [online]. 2010, v. 17, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 207-227. Disponível em: <https://doi. org/10.1590/S0104-530X2010000100016>. Epub 11 Jun 2010. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2010000100016. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A crescente preocupação com a segurança dos alimentos propõe que as cadeias produtivas tenham maior domínio sobre o processo produtivo. A Gestão da Cadeia de Suprimentos, aqui genericamente tratada de SCM (Supply Chain Management), pode apresentar importante contribuição na obtenção de um processo mais uniforme ao longo da cadeia, facilitando o compartilhamento de informações e práticas produtivas. Fonte: Talamini, Edson, Pedrozo, Eugenio Avila e Silva, Andrea Lago da. Gestão da cadeia de suprimentos e a segurança do alimento: uma pesquisa exploratória na cadeia exportadora de carne suína. Gestão & Produção [online]. 2005, v. 12, n. 1 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 107-120. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-530X2005000100010>. Epub 21 Jun 2005. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2005000100010. ANOTE ISSO A cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem (BERTAGLIA, 2009, p. 5). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 42 CAPÍTULO 7 POLÍTICAS DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/shopping-papel-higi%c3%aanico-covid-19-4974313/ Agora vamos falar de um assunto importante dentro das organizações e principalmente dentro da nossa própria casa, que é o controle de estoque. Eu quero fazer uma pergunta para você, como você organiza o estoque de alimentos da sua residência? já parou para outra? Pois é, conheço muitas pessoas que vão ao supermercado e acabam comprando itens desnecessários pelo simples fato de não controlar as quantias de Alimentos na sua casa e principalmente controlar as quantidades necessárias do uso desses recursos nas refeições diante da quantidade de pessoas que tem na casa. Nas empresas isso não é diferente, controlar o estoque é algo indispensável e necessário a existência de uma empresa e principalmente o GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 43 seu bom funcionamento para o atendimento das necessidades e desejos dos seus consumidores e dos seus clientes. Estoque nada mais é do que manter armazenado certas quantidades de materiais, insumos, matérias-primas e até mesmo produtos acabados Para garantir o cumprimento da demanda isso acontece na relação entre oferta e demanda, O estoque que vai garantir que a demanda seja suprida de forma eficiente. Posto isto, Vago et. al. (2013, p. 639) relatam que: A gestão dos estoques no curso da cadeia de suprimentos é essencial para a administração eficiente dos materiais nas organizações, sejam estas públicas ou privadas. A falta de materiais de alta rotatividade, ou mesmo de baixa, porém que sejam importantes para o funcionamento da organização, pode implicar significativos prejuízos para as organizações, uma vez que podem ter, devido a estas faltas, seu sistema produtivo afetado. É importante mencionar que o estoque de segurança não é algo que faz deforma arbitrária ou empírica, mas sim através de cálculos que vão estimar e projetar o estoque de segurança. Vejamos como fica o cálculo do estoque de segurança: ES = MV x T ES: é o estoque de segurança MV: é a média de vendas diárias. Esse dado pode ser calculado a partir da demanda do produto; T: É o tempo de entrega do produto, também chamado de “lead time” do produto. Agora você é um representante de ferramentaria e tem uma fábrica que consome 1000 parafusos/dia e o tempo de reposição é de 7 dias. Como deve ficar o estoque de segurança desta fábrica? ES = 1000 x 7 → ES = 7000 unidades Vamos voltar o exemplo do estoque de alimentos em nossa residência, Quando vamos fazer uma refeição é necessário alguns itens, por exemplo, vamos preparar um tradicional feijão com arroz e uma carne em bife, só nesse exemplo vamos necessitar de três matérias-primas, a lei dos temperos condimentos e outros materiais que serão utilizados para o preparo desse alimento, para que tudo isso possa acontecer é necessário que tenhamos políticas de estoque para se manter as quantidades estimadas para a execução das atividades. As políticas de estoque são necessárias GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 44 para que tenhamos padrões e de diretrizes importantes para se manter o estoque nas quantias exatas, na qualidade necessária e os itens essenciais para concretização de uma atividade. No âmbito empresarial temos de precificados e constantes variações na demanda, que são oriundas das oscilações das necessidades e desejos dos consumidores e faz com que as empresas tenham políticas assertivas para se ter o estoque e possam atender as demandas. Diante disto, Dias (2012, pg. 08) afirma que “diante da incerteza, umas das ferramentas seguras e confiáveis para uma gestão de qualidade, é a correta implantação da política de estoques”. Posto isto, Pacheco et. al. (2020, p. 373) afirmam que: Atualmente, as empresas, independente do setor de atuação no mercado, buscam reduzir seus estoques, considerando a premissa fundamental de que estoque é significado de capital financeiro parado e que normalmente agregam custos relevantes em função de sua manutenção Para que haja maior assertividade nas compras e posteriormente eficiência no processo de estocagem dos materiais adquiridos, é necessário que cada departamento tenha o seu controle efetivo das quantidades dos materiais utilizados para desenvolvimento das suas atividades. Isso deve acontecer para que não haja imprevistos ou compras de Emergência, e que os produtos possam ser adquiridos nos termos certos nas quantidades demandadas e nos preços acordados em negociação. Vejamos agora políticas importantes para gestão de estoques: • Quantificação exata ou eficientemente aproximada dos prazos de entrega: Saber as quantidades exatas de uso é um o fator determinante para o sucesso nas compras e principalmente no atendimento das demandas organizacionais por tais materiais e a sua devida a ligação dos departamentos e por ele necessita; • Delimitação dos espaços de estocagem: Toda empresa deve conhecer qualitativamente e quantitativamente os seus espaços de estocagem, assim teremos maior eficiência na armazenagem dos materiais, por consequente uma eficiente distribuição interna desses materiais; • Conhecer e controlar as quantidades demandadas e principalmente as que estão em estoque: A sistematização do controle na solicitação e utilização dos recursos é indispensável para que não haja usos desacerbado de materiais ou solicitações desnecessárias fora dos padrões de uso ou divergente aos padrões de demanda; GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 45 Neste contexto, Costa e GOMES (2022, p.1) Relatam que: O gerenciamento de estoques reflete quantitativamente nos resultados obtidos por uma organização, é de suma importância para a sobrevivência das empresas. Com a grande demanda nos pedidos e nos altos níveis de estoques, tanto acabados ou de matéria–prima, as empresas se vêem cada vez mais dependentes de um controle e gerenciamento de estoque cada vez mais eficaz, para evitar perda nos estoques, compra de materiais inadequados para a organização entre outras perdas que refletem nos resultados da organização. • Reduzir ou até mesmo extinguir as especulações com as compras dos materiais: O processo de aquisição de materiais deve ser pautado na sistematização das informações para tomada de decisão, as especulações se não controladas podem interferir e dificultar a utilização eficiente dos recursos; • Definir qual é o ciclo rotativo de uso dos materiais: saber quando e quanto de recurso será utilizado deve ser uma das principais políticas organizacionais e estoque, pois é através do ciclo rotativo que saberemos quando quanto exatamente será necessário de cada material; • Sistematizar o processo de distribuição e movimentação interna de materiais: Aqui podemos dizer que é um caminho de onde vem para onde que vai, assim teremos o correto sobre fluxograma de distribuição de materiais, consequentemente maximização do uso dos materiais; • Ter definido e organizado uma metodologia de solicitação de materiais: Mesmo que internamente é necessário teve uma sistemática, com comprou que irá controlar todo sucesso de solicitação de materiais, assim teremos no controle dos estoques e também das quantidades utilizadas; Posto isto, Oliveira (2005, p.54) relata que: Ter controle sobre o estoque significa dispor de informações confiáveis sobre a posição instantânea do estoque de cada item armazenado na empresa, registrando todas as suas movimentações de entrada, saída, perdas e avarias. Já a gestão dos estoques, que tem o controle efetivo como requisito significa acompanhar os volumes dos produtos estocados, suas movimentações, seus custos, os prazos de validade, significam ser capaz de prever e evitar as faltas, bem como identificar os excessos que podem resultar em perdas físicas ou provocar perdas financeiras. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 46 • Possuir controle de estoque: Sabemos de estoque parado gera custo, logo, controlar o estoque numa atividade que deve ser constante na organização; • Sistematizar inventários periódicos: Periodicamente a organização precisa avaliar e quantificar o seu estoque, assim teremos exato e cada item em estoque, sua qualidade estado de conservação; • Classificar a importância e urgência dos materiais: Nem todos os materiais são de uso emergenciais, no entanto, todos têm a sua importância, assim se faz necessário a sua classificação e delimitação do grau de importância e urgência desses materiais; • Análise Constante dos relatórios obtidos através dos inventários sobre as quantidades utilizadas por departamento e por período: As tomadas de decisão só acontecem de forma assertiva quando temos informações corretas e obtidas através de uma realidade conhecida, ou seja, a gestão de compras só terá resultados positivos se a gestão de estoques controlar e analisar constantemente os números dos materiais em estoque; Vejamos tais fatores em correlação: Fonte: Corrêa (2010). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 47 • Conhecer e mapear as características de todos os fornecedores: Festa política é importante para que haja conhecimento das capacidades de abastecimento distribuição e suprimento dos materiais que as empresas fornecedoras irão viabilizar através dos seus processos logísticos; • Além do estoque de segurança conhecer também o estoque máxima, ou seja, capacidade máxima de armazenagem: Não adianta nada ter em estoque elevado sendo que a demanda não acompanha um volume do estoque, assim teremos um alto custo de estoque E baixa demandados materiais, sem falar na degradação do estado dos materiais. ISTO ESTÁ NA REDE Estoque é um fator essencial para qualquer empresa que lide com produtos físicos, uma vez que é o seu bom gerenciamento que garante o atendimento aos clientes. Portanto, saber como lidar com o estoque é fundamental para qualquer empresa, seja um pequeno negócio ou uma grande companhia da bolsa de valores. Fonte: https://exame.com/invest/guia/controle-de-estoque-o-que-e-para-que-serve-e-como-funciona/ ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Desde o começo da pandemia, o número de vendas online no Brasil segue crescendo em um ritmo acelerado, o que indica um cenário de muitas oportunidades para empreendedores que pensam em investir em e-commerce, ou já estão presentes no mercado com suas lojas virtuais. Fonte: https://revistacapitaleconomico.com.br/dropshipping-gestao-de-estoque-e-otimizacao-dos-processos-internos-do-pme/ ANOTE ISSO O estoque de segurança evita que os materiais se esgotem e as atividades dos profissionais dentro dos hospitais não possam ser concluídas https://exame.com/invest/guia/como-funciona-a-bolsa/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 48 CAPÍTULO 8 GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS E CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/depot-comida-caminh%c3%b5es-distribui%c3%a7%c3%a3o-1406937/ A logística empresarial ao longo dos tempos vem evoluindo os seus processos apresentando novas tecnologias e principalmente adaptando-se às novas realidades dos tempos em que ocorrem as atividades empresariais. Isto é importante a gente compreender que o gerenciamento de armazéns e centros de distribuição é um conjunto de ações de planejamento e execução para que haja maximização dos resultados oriundos dos serviços logísticos e principalmente de sua operação. O gerenciamento tem papel importante para o controle das operações logísticas, ou seja, verificar e acompanhar se tudo está dentro do planejado e os recursos estão em sua utilização eficiente. Vale ressaltar que o gerenciamento irá contar com os serviços logísticos para potencializar suas atividades de gestão e principalmente operacionalizar atividades GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 49 produtivas, de armazenagem, de distribuição e abastecimento. Posto isto, Silva et. al. (2016, p. 4) relatam que: Tendo em vista as tarefas de distribuição, os agentes dos fabricantes são aqueles contratados para desempenhar as atividades de cobertura de mercado e contato de vendas. Já os corretores podem desempenhar a maioria das atividades de distribuição, a depender do contrato que estabelecem com o contratante e seu nível de especialização nas diferentes atividades de distribuição. Por fim, o representante comissionado pode ser contratado tanto por produtores quanto fabricantes. Os representantes recebem e armazenam a mercadoria, atuam estendendo crédito pessoal, processam pedidos e também podem atuar organizando as entregas. Como atuam diretamente na venda, também recebem do cliente e repassam o dinheiro para o fabricante ou produtor já deduzido o valor de sua comissão pelo serviço prestado. A logística como um todo, atua para manter a eficiência e eficácia nos processos e facilita a rastreabilidade de modo que toda a cadeia produtiva, de abastecimento e distribuição possam racionalizar suas atividades e garantir atendimento correto da demanda. Posto isto, temos em logística o WMS - Warehouse Management System ou sistema de gerenciamento de armazém. Diante disto, Machline (2011, p.3) postula que: O desenvolvimento da logística empresarial e da administração da cadeia de suprimentos no Brasil transcorreu de modo semelhante à sua evolução nos Estados Unidos, com alguns anos de defasagem em relação aos progressos norte-americanos. Em síntese, o tópico transporte, que era o foco do interesse nas décadas de 1950 e 1960, foi ampliado nas décadas de 1970 e 1980, transformando-se em nova área de saber, a logística empresarial. Essa função administrativa, numa visão mais abrangente do que a que antes vigorava, incorporava ao transporte a gestão dos estoques, o armazenamento, os depósitos, a informação e a comunicação. Assim como os sistemas de informação gerenciais, o WMS é um modo ERP e vai atuar no gerenciamento de armazéns e de centro de distribuições para manter as atividades logísticas dentro daquilo que é planejado. Então o WMS é um software com soluções para a logística e garante chamados de decisões mais assertivas e controles mais assertivos em relação a cada etapa dos serviços logísticos. Vale ressaltar que o WMS é um recurso importante para os processos logísticos de modo a facilitar o trabalho humano, agilizar e otimizar a utilização dos espaços de armazenagem. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 50 Dentro do WMS temos algumas aplicabilidades importantes, a saber: movimentação de estoque dirigida, inteligência artificial para coleta de produtos, maximização do custo do espaço físico, melhorias em planejamento, otimização da rastreabilidade. Diante disto, Machline (2011, p. 5) postula que: O transporte dos materiais - matérias-primas, produtos em fabricação e produtos acabados - sempre mereceu atenção por parte dos responsáveis pela gestão industrial, por ser assunto estreitamente ligado ao leiaute e à estrutura física do prédio e por ter implicações na produtividade, na qualidade, na segurança no local de trabalho e nos custos da operação. Todos os manuais de administração da produção da época (Maynard, Ireson e Grant) dedicavam vários capítulos ao prédio industrial, ao arranjo físico e ao transporte interno dos materiais (material handling). O WMS é um conjunto de informações em banco de dados que possui atualizações automáticas e constantes que viabilizam a informação no momento certo e com eficácia operacional necessária para que as decisões possam ser tomadas com maximização dos resultados. Posto isto, vamos analisar as principais funções do WMS no processo de gestão: Função Descrição Desempenho organizacional O conhecimento gerado pelo processo de gestão através de sistemas de informação amplia as possibilidades de construção do conhecimento bem com aumento da destreza da equipe de trabalho Inventários mais eficientes O processo de verificação de estoques é indispensável para que haja a correta alocação dos recursos organizacionais e principalmente que o estoque se mantenha dentro dos padrões estipulados Maior assertividade nas estimativas A validação das estimativas é importante para o processo de tomada de decisão, validar conhecimentos e amplia as conexões das estimativas Otimização de processos A racionalização do processo é importante para que haja harmonia, adaptação e principalmente processos que possam ser integrados e rastreados Processamento de dados A capacidade de processamento de dados evolui a agilidade da empresa e o processo de tomada de decisão. O WMS possibilita validação e processamento de dados com maior velocidade e amplitude no tocante às suas conexões com outros dados e informações. Mapeamento de processos Para que haja rastreabilidade de sistematização é necessário ter o mapeamento dos processos como forma de arquitetar GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 51 Fonte:https://pixabay.com/pt/photos/armazenar-pilhas-prateleiras-5619201/ A imagem nos convida a refletir sobre quais as melhores forma de se fazer a gestão, bem como ter a consciência que tudo dentro do armazém deve estar nos devidos lugares e de fácil localização, que tenhamos uma sistemática de movimentação interna dos materiais ali armazenados e principalmente que haja o efetivo uso da tecnologia e dos sistemas de informação gerencial ali existentespara obtenção de resultados mais assertivos e organizados. Por fim, a gestão de armazéns e centro de distribuição irá atuar para melhor utilizar os recursos organizacionais e principalmente, trazer consigo melhorias em eficiência e controle dos processos logísticos. Vale ressaltar que todo este processo de gestão de armazéns é importante que tenhamos tecnologia e sistema de informação implementados para maior acuracidade no processamento de dados e coleta de informações para tomada de decisão. ISTO ESTÁ NA REDE Um dos mais importantes aspectos a ser considerado pelos Centros de Distribuição (CDs) é a melhoria do processo com relação aos atributos de seus serviços. Fonte: Rosa, Carla Regina Mazia, Steiner, Maria Teresinha Arns e Colmenero, João Carlos. Utilização de processo de análise hierárquica para definição estrutural e operacional de centros de distribuição: uma aplicação a uma empresa do ramo alimentício. Gestão & Produção [online]. 2015, v. 22, n. 4 [Acessado 19 Dezembro 2022], pp. 935-950. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0104-530X986-13>. Epub 29 Set 2015. ISSN 1806-9649. https:// doi.org/10.1590/0104-530X986-13. https://pixabay.com/pt/photos/armazenar-pilhas-prateleiras-5619201/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 52 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA O aumento do número de veículos de carga nos centros urbanos causa diversas externalidades negativas sob os aspectos financeiro, ambiental e econômico, por isso a formulação de políticas públicas que buscam otimizar a logística urbana vem ganhando importância nas agendas dos gestores públicos. Fonte: Fioravanti, Reinaldo Daniel e Lima, Orlando Fontes. Modelo para análise|ex antede políticas de logística urbana baseadas em centros de distribuição urbanos: uma abordagem utilizando dinâmica de sistemas. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana [online]. 2019, v. 11 [Acessado 19 Dezembro 2022], e20170170. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.002.AO03>. Epub 14 Fev 2019. ISSN 2175-3369. https://doi. org/10.1590/2175-3369.011.002.AO03. ANOTE ISSO A logística como um todo atua para manter a eficiência e eficácia nos processos e facilita a rastreabilidade de modo que toda a cadeia produtiva, de abastecimento e distribuição possam racionalizar suas atividades e garantir atendimento correto da demanda. Posto isto, temos em logística o WMS - Warehouse Management System ou sistema de gerenciamento de armazém. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 53 CAPÍTULO 9 SERVIÇOS LOGÍSTICOS Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/navio-navio-de-recipiente-trator-6794508/ A prestação de serviços é um importante recurso à logística que permite dinamicidade dos processos ampliando sua eficiência e mantendo a integração possível e colaborativa. Quando falamos de serviços logísticos é necessário compreender o conceito do gerenciamento dos “4R’s”, a saber: responsividade, reliability, resiliência e relacionamento. São parâmetros importantes para que haja maior assertividade na integração e comunicação entre os integrantes da cadeia de abastecimento. A responsividade delimita a capacidade que a empresa possui em responder aos estímulos de mercado de forma positiva, ou seja, aquela adaptação que a empresa faz para melhor atender as demandas dos clientes e ter o diferencial de mercado em relação aos seus concorrentes. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 54 Reliability ou confiabilidade, neste caso é a garantia que a empresa tem em relação ao mercado no tocante a confiança que ela gera em detrimento aos seus clientes e o respeito que vai criar em relação aos seus concorrentes, oferecendo produtos e serviços com qualidade e dentro das especificações do acordo. Por sua vez, a resiliência irá atuar como fator de harmonização entre a confiança e a responsividade, assim teremos ações preventivas com resultados maximizados e utilizados com informações para os processos de tomadas de decisão. A resiliência vai auxiliar a empresa a absorver as oscilações de mercado com mais tranquilidade, no entanto, tal resiliência deve ser construída como cultura organizacional bem ser utilizada para construção de conhecimento. Por fim, mas não menos importante, o relacionamento, cada empresa possui um “jeito” de se relacionar com as outras empresas, seus fornecedores, clientes e até mesmo com seus concorrentes, sendo assim, criar uma cultura voltada a bons relacionamentos, pode ser a garantia de confiabilidade de um empresa em relação aos seus cliente. Posto isto, vamos agora compreender os componentes representativos dos serviços logísticos e suas descrições. Vejamos a tabela a seguir: Requisito de atendimento ao cliente Descrição Tempo a resposta Um quesito importante que pode elevar o nível de confiança do cliente, o tempo de resposta delimita o espaço de tempo necessário para que o produto esteja de fato em mãos do cliente, aqui temos a rastreabilidade como fator de auxílio e controle Variações do produto Modelo, versões, moldes, configurações que produto pode ter e ser ofertado ao cliente, isso amplia as possibilidades da empresa em ter um maior ou menor market share Disponibilidade do produto A demanda é algo que obriga as empresas a terem políticas de estoques para as necessidades e desejos dos consumidores possam ser atendidas com agilidade. A disponibilidade do produto é algo que a empresa irá controlar através de políticas de compras e estoques Experiência do cliente Possibilita que o cliente possa receber os pedidos além da extensão normal em que sua experiência e maximizada e customizada a um nível que traga maior confiança e qualidade Tempo de lançamentos de novos produtos Ter novos produtos no mercado determina a capacidade de inovação da empresa em criar novas oportunidades, o tempo de lançamento irá determinar a capacidade de empresa e ser ágil e ter novos produtos Rastreabilidade do pedido É a capacidade oferecida para que o cliente possa acompanhar seu pedido desde o processo produtivo até o famoso “saiu pra entrega” Devolução Muitas empresa contam com facilidades para devoluções de produtos e isso vai interferir no pós vendas Fonte: Adaptado de Chopra (2011) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 55 Posto isto, agora vamos analisar os principais serviços logísticos e suas respectivas descrições: Serviço Descrição Logística de produção Envolve todos os processos logísticos que são utilizados para que a produção das empresas possam acontecer com a chamada “máxima eficiência” ou seja, fazer o correto, fazer aquilo e exatamente aquilo que foi planejado pelo PCP Armazenagem A armazenagem é um conjunto de ações e atividade para se manter o produto ou item acondicionado para que este esteja pronto no momento certo Estoque É a garantia que a empresa tem para atendimento da demanda, incide custos e devemos ter políticas para que o estoque possa ser mantido com assertividade Transporte Este serviço é posto através dos modais logísticos e são indispensáveis para a movimentação de materiais e necessário para que haja abastecimento e distribuição Planejamento estratégico As “coisas” podem acontecer sem planejamento, a resposta é sim, no entanto os resultados serão melhores e maiores quando alocamos e usamos os recursos com mais eficiência Gerenciamento da cadeia de suprimentos A gestão vai atuar como agente de acuracidade, ou seja, controlar os processos para que tudo aconteça conforme o planejado Logística reversa Ter a sustentabilidade é um item que em alguns casos cumpre normativas e obrigações e acima de tudo, minimizar o nosso impacto na natureza, na sociedade e na economia ISTO ESTÁ NA REDE China emite o primeiro plano quinquenal nacional sobre logística moderna:A China lançou seu primeiro plano quinquenal nacional sobre logística moderna para acelerar a construção de um sistema logístico moderno e promover o desenvolvimento de alta qualidade. Fonte: https://monitormercantil.com.br/china-emite-primeiro-plano-quinquenal-nacional-sobre-logistica-moderna/ ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Mais de dois anos após o início da pandemia e da onda de digitalização, o comércio eletrônico atingiu e consolidou um novo patamar em vendas, especialmente com a entrada de 36,7 milhões de novos consumidores apenas entre 2019 e 2021, no Brasil. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/a-importancia-da-logistica-para-o-varejo-virtual/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 56 ANOTE ISSO A prestação de serviços é um importante recurso à logística que permite dinamicidade dos processos ampliando sua eficiência e mantendo a integração possível e colaborativa GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 57 CAPÍTULO 10 INDICADORES LOGÍSTICOS Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/recipiente-armazenar-troca-4203677/ Indicadores de desempenho são importantes para que haja indicação e sentido nos trabalhos e planejamento de uma empresa! Partindo desta afirmação vamos iniciar nosso estudo com o estudo de tempos e movimentos criado por Frederick Winslow Taylor e que desencadeou uma avalanche de outros estudos sobre o desempenho e trouxe ao ambiente empresarial maior assertividade nos resultados, melhorias na eficiência e eficácia controlada. Neste sentido, A importância de uma logística eficiente para o crescimento do comércio é amplamente reconhecida. Estudos recentes têm mostrado que um melhor desempenho logístico está fortemente associado à expansão do comércio, à diversificação das exportações, à capacidade de atrair investimentos estrangeiros diretos e ao crescimento econômico. https://pixabay.com/pt/photos/recipiente-armazenar-troca-4203677/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 58 Sendo assim, os indicadores logísticos vão atuar como mecanismo de rendimento e garantia de qualidade e eficiência nos processos bem como racionalização sistemática e contextualizada. Vejamos agora, os mais usuais indicadores logísticos: INDICADOR DESCRIÇÃO Custos do transporte O ônus dos custos de transporte irá variar de acordo com o modal utilizado e o planejamento necessário para que o transporte possa acontecer corretamente e dentro dos requisitos objetivados pela empresa Acuracidade do Inventário Controlar o estoque é a garantia de atendimento da demanda e a acuracidade do inventário irá delimitar a segurança necessária para diminuir os impactos da variação de demanda de mercado, possibilitando assim melhores resultados Indicador das notas de transporte Controla a emissão de notas fiscais é essencial para que haja assertividade na contabilidade e principalmente que tenhamos eficiência na separação e movimentação de mercadorias entre as etapas das cadeias de abastecimento, distribuição e produtivas Tempo médio de entrega Saber o tempo da entrega garante maior assertividade no processo de integração e principalmente promove qualidade para os cliente Perfect Order Rate Levar o produto em segurança até o destino irá garantir, não só a qualidade, mas manter o grau de confiabilidade do cliente, sabendo ele que o produto irá chegar dentro das especificações promovidas e na qualidade desejada Tempo de ciclo do pedido Tempo necessário, calculado e conhecido, para a finalização do pedido Tempo de atraso das entregas Aqui podemos mensurar e identificar quais são os problemas causadores do atraso das entregas bem como analisar quais as melhores soluções para cada problema de forma preventiva One time in full) Aqui temos a relação no tempo de pedido com o tempo de entrega e garante assertividade no atendimento ao cliente Logo, ter conhecimento dos indicadores logísticos não garante a empresa resultados positivos, mas utilizar os indicadores para construir conhecimento permite tomadas de decisão. ISTO ESTÁ NA REDE Objetivando avaliar a atividade logística nas empresas do setor laticinista atuantes nas regiões Zona da Mata e Campo das Vertentes no estado de Minas Gerais, foram promovidas pesquisas com 40 indústrias que representam o setor avaliado. Os questionários respondidos pela gerência das empresas continha variáveis que possibilitaram caracterizar as empresas quanto à sua produção, logística de captação e distribuição, gestão interna, além de mercado e comercialização. Fonte: FARIA, ROSANE NUNES DE, SOUZA, CAIO SILVESTRE DE e VIEIRA, JOSÉ GERALDO VIDAL. AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO LOGÍSTICO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. RAM. Revista de administração Mackenzie [online]. 2015, v. 16, n. 1 [Acessado 31 Dezembro 2022], pp. 213-235. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235>. ISSN 1678-6971. https://doi. org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235. https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235 https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 59 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A importância de uma logística eficiente para o crescimento do comércio é amplamente reconhecida. Estudos recentes têm mostrado que um melhor desempenho logístico está fortemente associado à expansão do comércio, à diversificação das exportações, à capacidade de atrair investimentos estrangeiros diretos e ao crescimento econômico. Entretanto, o comércio internacional representa um desafio para as operações de logística relacionadas ao transporte e armazenamento dos produtos. Os altos custos de logística e a baixa qualidade dos serviços podem ser considerados obstáculos ao comércio internacional. Fonte: FARIA, ROSANE NUNES DE, SOUZA, CAIO SILVESTRE DE e VIEIRA, JOSÉ GERALDO VIDAL. AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO LOGÍSTICO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. RAM. Revista de administração Mackenzie [online]. 2015, v. 16, n. 1 [Acessado 31 Dezembro 2022], pp. 213-235. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235>. ISSN 1678-6971. https://doi. org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235. https://www.segs.com.br/veiculos/366236-nao-cometa-os-mesmos-erros-de-logistica-no- natal-e-em-outras-datas-especiais https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235 https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n1p213-235 https://www.segs.com.br/veiculos/366236-nao-cometa-os-mesmos-erros-de-logistica-no-natal-e-em-outras-datas-especiais https://www.segs.com.br/veiculos/366236-nao-cometa-os-mesmos-erros-de-logistica-no-natal-e-em-outras-datas-especiais GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 60 CAPÍTULO 11 PLANEJAMENTO E OPERAÇÕES DE TRANSPORTE Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/courier-noite-vis%c3%a3o-panor%c3%a2mica-1214227/ Neste momento vamos falar de duas ações importantes dentro da logística, a saber: o planejamento e a escolha do modal logístico. Antes de falarmos propriamente dito dos modais, vamos compreender e ter uma ideia do planejar, para isso vamos partir da situação hipotética a seguir: “Você comprou um presente para uma amiga, para isso utilizou em app de compras e dizia que após confirmação de pagamento o produto seria enviado em até 3 dia sendo que o prazo de entrega pode variar de 4 a 7 dias” • De início o que chama a atenção é o fato de termos uma variação no prazo de entrega e temos estimado para expedição; • Como que o fornecedor conhecer o prazo de entrega e porque quando o app fala que “saiu para entrega” o produto chega rápido; • Como que é feitoa rastreabilidade da entrega e se isso é seguro e preciso; https://pixabay.com/pt/photos/courier-noite-vis%c3%a3o-panor%c3%a2mica-1214227/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 61 Posto essas situações, é importante compreender que a resposta para todas elas é o que se conhece como processos de integralidade. Usualmente as empresas usam sistemas de informação gerencial integrando cada etapa do processo de distribuição e abastecimento. Os sistemas irão trocar informações através de EDI ou de outros mecanismos, e é assim que temos de forma simples as informações nos app de compras. Agora vamos falar dos transportes, os modais logísticos, que nada mais do que os meios pelos os quais as pessoas, produtos e materiais serão transportados. Pozo (2014, p. 4) postula que “Logística é uma atividade desafiadora e importante porque serve como uma função de integração. Ela liga fornecedores com os clientes e integra entidades funcionais através de uma empresa”. Ter o material no momento certo é crucial para que haja eficiência e atendimento eficaz às demandas organizacionais e de mercado, assim, cada modal irá atuar para que a movimentação dos materiais possam ser concluídas com maior assertividade e resultados positivos. Neste contexto Ballou (1993, p. 172) aponta que: Transportar pequenas quantidades de bens por distâncias relativamente pequenas, quando comparadas com as distâncias na movimentação de longo curso executadas pelas companhias transportadoras. É atividade executada em depósitos, fábricas e lojas, assim como no transbordo entre modais de transporte. Convido-os a analisar o diagrama a seguir com características de cada modal logístico: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 62 Escolher o modal logístico é fator crucial e indispensável para que a empresa possa ter o atendimento às demandas feito com assertividade, dentro de custos conhecidos e que os materiais possam ser movimentados com segurança. Lembramos que a escolha do modal pode ser fator decisivo no custo final ao consumidor, com isso, o gestor deverá realizar um estudo detalhado que envolve fretes, combustíveis, manutenção entre outros que possam interferir no custo do transporte. No Brasil, que é um país com dimensões continentais extensas e com as mais variadas formas de economia regional, a dificuldade e os desafios são enormes. Imaginamos o transporte de grãos que sai do estado de Mato Grosso para o estado da Bahia, quanto tempo duraria de um ponto a outro e como a armazenagem desses grãos poderia afetar sua qualidade até o destino final, ou se fossemos realizar o transporte de carnes de frango do estado do Paraná para a China, um país com tradições diferentes e que fica em outro continente. Logo, observamos que a escolha dos transportes e o tempo de entrega são fatores primordiais para que o produto chegue de acordo com suas características necessárias sem que haja perda ou insatisfação do cliente. O modal rodoviário como na maioria dos países é um dos mais utilizados também no Brasil. Dentre suas características é a utilização de estradas e rodovias, onde trafegam diversos tipos de veículos como: caminhões, carros, ônibus, entre outros, em que transportam os mais variados tipos de mercadorias, pessoas e até animais. Além da flexibilidade tanto para pequenas rotas quanto para trajetos de médias distâncias, esse modal possui desvantagens como pouco investimento em infraestrutura e manutenção das estradas, os roubos de cargas e acidentes – fazendo com que as empresas invistam em seguros e rastreamentos – e congestionamentos, além dos custos elevados de fretes e mão-de-obra especializada. Como novas alternativas de transportes destaca nossas bicicletas (utilizadas por empresas de aplicativos nas entregas) e os patinetes que são formas de mobilidade urbana. Posto isso Lopes et. al. (2014, p. 2) dissertam que: O transporte rodoviário no país possui um papel relevante devido à falta de investimentos em outros modais, maior oferta, dimensão geográfica do Brasil, além disso, pode ser mais dinâmico e ágil, pois possibilita rotas alternativas e permite ir aonde outros meios de transporte não chegam. Segundo Valente (1997) o transporte rodoviário responde por aproximadamente 60% do total de cargas movimentadas. Sua frota transporta desde simples encomendas até safras inteiras, abastecendo as cidades e viabilizando o desenvolvimento econômico do País. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 63 O modal ferroviário é aquele que utiliza linhas férreas no seu sistema, ele é um transporte lento e para grandes distâncias, algumas de suas malhas são gerenciadas por grandes empresas. Esse é um dos modais mais seguros em relação aos outros modais. Exemplos de matérias-primas como soja, milho, minérios, combustíveis, são transportados na maioria das vezes para os portos como cabotagem ou exportação. Como vantagem, temos a viabilidade do transporte de cargas em grandes quantidades, sem riscos de congestionamentos, realizar trajetos à longa distância e o mínimo de impactos ao meio ambiente e possuir maior custo/benefício. Por outro lado, as desvantagens são: pouca agilidade em relação ao rodoviário, limitado na flexibilização de rotas e cargas, a manutenção e investimentos nas construções de ferrovias são altas, a maioria da malha é antiga e sua integração é reduzida com outros modais logísticos, a maioria das malhas passa em meio às cidades urbanas o que pode ocasionar acidentes e transtornos à população. Ainda temos que: Além de todas essas condições básicas a ferrovia deve ter a linha, via permanente, obras de arte especiais e instalações complementares em bom estado 21 de conservação e manutenção. Analogamente as locomotivas, vagões e demais equipamentos em boas condições de manutenção para permitir índices de disponibilidade satisfatórios, pois a ferroviária somente poderá usufruir suas características principais, transporte barato para grandes volumes a grandes distâncias, se todo o sistema estiver trabalhando harmoniosamente (SANTOS, 2005, P.33). O aquaviário é um modal intercontinental importante que permite transporte de variados tipos de materiais ao mesmo tempo, desde que siga alguns critérios, este modal é aquele que utiliza as vias aquáticas seja em água doce ou águas salgadas. Posto isso temos que: Até o ano de 2010 foi o modal responsável por (94,4%) do volume de exportações brasileiras. As vantagens deste modal é a grande quantidade de carga que pode ser transportada em longas distâncias, bem como, os custos operacionais menores, pois transporta produtos de baixo valor agregado. Limita-se à movimentação de cargas entre diferentes portos e regiões do mundo e por isso, é um dos principais elos das cadeias multimodais, pois além de integrar com as outras modalidades, aperfeiçoa o transporte global e o funcionamento de complexas cadeias logísticas. Tal modal possui a maior capacidade de carga em relação aos demais (podendo atingir milhares de toneladas) por ter a característica de transportar qualquer tipo de carga com um menor custo (SILVA, 2015, P.29). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 64 Ainda para o modal aquaviário temos três divisões, a saber: navegação marítima ou oceânica, águas interiores, cabotagem e a lacustre. Vamos compreender cada uma delas: • A navegação oceânica ou marítima é aquela considera navegação de longas distâncias, de modo geral, a intercontinental e realiza por grandes embarcações, como navios, para o transporte de diversos materiais perpassando mares e oceanos mundo afora; • A navegação por águas interiores é aquela realizada pelos rios no interior de uma dada região, de modogeral é utilizada para transporte de pessoas, operação de pesca e turismo, viabiliza o multimodal e possibilita acesso a lugares considerados remotos de difícil acesso ou que são ilhas/ilhotas sem acesso por outro modal; • Navegação lacustre é aquela realizada em lagos ou sistemas hídricos que fazem ligação entre localizações Completando tais informações Razzolini (2013, p.55) descreve que esse modal pode ser dividido em três tipos: Marítimo – navegação em alto mar que transporta maior volume de cargas em nível internacional, cabotagem ou a curto curso. Oferece custos baixos em relação ao transporte de produtos agrícolas, minério de ferro e contêineres. Fluvial – navegação em rios e pouco explorada no Brasil, a grande parte é utilizada na Região Norte do país. Transportam principalmente fertilizantes, minérios, derivados de petróleo e álcool. Baixo custo operacional e custo de fretes, carregamentos de grandes volumes e baixo impacto ambiental. Lacustre – navegação em lagos e muito utilizada entre regiões dentro de um país, não tem muita abrangência internacional o que o limita em comparação aos outros modais. O Modal dutoviário é formado por dutos ou tubos que transportam geralmente líquidos, gases, entre outros, a longas distâncias e de baixo custo. Como exemplos, o combustível e o gás transportados pela empresa Petrobrás. As vantagens estão na segurança do trajeto do produto sem perigo de roubo, pois muitos tubos estão imersos no solo, diminuindo o tráfego de substâncias perigosas nas rodovias ou em outros trajetos. Como desvantagem a possibilidade de gerar graves problemas ambientais, caso haja o rompimento das tubulações, considerado um transporte lento em relação aos outros, além de apresentar pouca flexibilidade de destinos e de produtos. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 65 O modal aeroviário apesar de ser um transporte caro, sua vantagem é a velocidade principalmente em longas distâncias, transporta pessoas e bens por meio de aviões ou helicópteros. É o transporte adequado para mercadorias de alto valor agregado, pequenos volumes ou com urgência na entrega. O transporte aéreo possui algumas vantagens sobre os demais modais, pois é mais rápido e seguro e a desvantagem o limite do peso das cargas e alto custo do frete. Atualmente, o uso dos drones é cada vez mais presente como auxílio no transporte de pequenas cargas e/ou rastreamento na agropecuária. ISTO ESTÁ NA REDE O desafio do gestor de estoques é saber quando e quanto ressuprir de cada material e quanto deve manter em estoque de segurança. Com o crescente número de itens com diferentes padrões de demanda e características específicas, a complexidade na administração de materiais aumenta devido à necessidade de controle diferenciado. Fonte: Santos, Antônio Marcos dos e Rodrigues, Iana Araújo. Controle de estoque de materiais com diferentes padrões de demanda: estudo de caso em uma indústria química. Gestão & Produção [online]. 2006, v. 13, n. 2 [Acessado 15 Dezembro 2022], pp. 223-231. Disponível em: <https://doi. org/10.1590/S0104-530X2006000200005>. Epub 18 Set 2006. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2006000200005. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA O monitoramento dos recursos naturais do nosso planeta é essencial para a obtenção de informações que possam subsidiar estratégias de conservação e utilização sustentável desses recursos. Tais estratégias se tornam ainda mais importantes em biomas ameaçados, como é o caso do Cerrado brasileiro, uma das savanas mais ricas e ameaçadas do mundo. Fonte: https://www.scielo.br/j/cflo/a/b8p5bkrsP37nkdKMyLpxcjb/ https://www.scielo.br/j/cflo/a/b8p5bkrsP37nkdKMyLpxcjb/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 66 CAPÍTULO 12 SISTEMAS DE ESTOQUE E ARMAZENAGEM Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/crise-papel-higi%c3%aanico-corona-4974243/ A gestão de estoque é uma importante atividade logística que permite que uma empresa possa atender as demandas de mercado com mais segurança, ou seja, o estoque é a garantia de atendimento dos clientes. Para compreender a importância do estoque vamos conversar agora sobre o estoque de alimentos de sua residência, para tal, peço que vá ao seu armário e liste os produtos em estoque, seja os que estão fechados e os que estão abertos em uso. IMPORTANTE, só retome a leitura depois que tiver a lista. Eu fiz a minha também, veja como ficou: https://pixabay.com/pt/photos/crise-papel-higi%c3%aanico-corona-4974243/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 67 No nosso caso, controlar o estoque de alimentos e outros itens domésticos pode ser, tranquilamente, utilizado uma lista simples dos itens e das quantidades de cada um deles. Neste contexto Rodrigues et. al. (2020, p.2) relatam que: O que caracteriza o mercado atualmente é a sua complexidade, ou seja, maior variedade de produtos, entregas mais rápidas, menor tempo para produção e entrega. Tudo isso requer do mercado uma gestão de estoque mais eficiente, como ferramenta para atender com excelência a essa necessidade. Em meio a todas essas necessidades o que vemos é um processo de mudanças tecnológicas permanente, que requer a adoção de ferramentas eficientes para melhorar o controle organizacional. Para manter a harmonia entre a demanda e a oferta de produtos e serviços, é indispensável que haja gestão de estoques, pois ela é uma das principais atividades necessárias para lidar com produtos matérias-primas, produtos acabados ou insumos. A gestão de estoque, de modo geral, Representa a capacidade de empresa ou no nosso caso em específico em um hospital possui para organizar e controlar de forma eficiente GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 68 os recursos disponíveis para realização das suas atividades diárias e principalmente oferecer instrumentos para que os profissionais atuantes possam desempenhar as suas funções com qualidade e eficácia. Posto isto, Martelli et. al. (2015, p. 1) afirma que: Para obtenção de melhores resultados, empresas de todos os segmentos devem se atentar a detalhes considerados de grande importância para a administração de uma organização, uma delas são a gestão e o controle de estoque. Saber o que deve permanecer no estoque, decidir quando reabastecer o estoque e quanto de estoques são necessários, como controlar este estoque e identificar o estoque obsoleto, é um dos papéis do novo gestor de materiais dentro de uma empresa. Vamos parar para pensar, se o estoque é harmonização entre a demanda e a oferta, logo, se tivermos um estoque grande, já possuímos a garantia de atendimento coerente das demandas dos consumidores. No entanto, tal afirmação requer cautela e uma ampliação do seu entendimento, pois estoque parado eleva custos e deterioração dos materiais pode prejudicar a operação das atividades que a empresa realiza. Neste contexto Peixoto e Pinto (2006, p. 3) relatam que: Certamente um dos passos mais importantes na condução de uma empresa é o planejamento. Analisar cenários e fazer a escolha do caminho por onde se deseja conduzir a empresa em longo prazo faz parte dessa etapa. Um bom planejamento é aquele que dita claramente quais mercados e clientes serão servidos e é baseado em uma visão da organização sobre como será o mercado no futuro e qual o papel da empresa nesse cenário. Por visão entende-se a definição de metas e ideais através dos quais os negócios serão conduzidos. Decisões estratégicas, tais como aquelas que tratam de capacidade, nível de serviço e rede de distribuição, são complexas e envolvem o comprometimento de recursos ao longo de vários anos. Em última instância, o que se busca através do planejamento empresarial é a identificação das necessidades docliente e a adaptação dos processos de negócio para satisfazer essas necessidades. Gestão de estoques não é simplesmente você controlar as quantidades que estão no depósito, em um importante ter uma metodologia uma sistemática de atuação para melhorar os processos de tomada de decisão. Neste sentido, vejamos os principais métodos de gestão do estoque: • UEPS: último que entra primeiro que sai, ou seja o último produto que foi adquirido pela empresa vai ser o primeiro que vai ser disponibilizado e deverá sair GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 69 do estoque. Para hospitais, Não é uma metodologia amplamente recomendada pois sabemos que nos hospitais temos em estoque medicamentos e materiais que tem uma vida útil de determinado e que devem ser utilizados o mais rápido possível dentro dos prazos estipulados pelos fabricantes; Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) • PEPS: primeiro que entra primeiro que sai, esta metodologia ela é utilizada para diminuir o tempo do estoque e assim manter uma rotatividade maior e não deixar o estoque antigo; Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). • Curva ABC: tal metodologia Classifica o produto em três tipos, Itens de tipo A São mercadorias ou materiais com maior valor de importância dentro dos hospitais ou de qualquer outra empresa, os itens do tipo B são aqueles que têm uma importância de valor médio dos intermediários, e por fim os itens Tipo C são aqueles que tem o menor valor ou seja a sua importância existe no entanto frente aos tipos A e B tem uma relevância menor: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 70 Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). • Custo médio: neste metodologia é utilizada a média ponderada como mecanismos se ter uma média de estoque diante do uso ou demandas deste material, assim teremos um estoque para que haja maior assertividade no atendimento de demanda, está método é utilizado comumente no processo produtivo e que não temos grandes variações de demanda e uso conhecido de cada item de produção: Fonte: desenvolvido pelo autor (2022). • Just in time: numa tradução livre temos “no momento certo”. O termo traduz agilidade em as empresas terem o item certo, no hora certa, na qualidade GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 71 desejada, nos valores acordados. O JIT é uma metodológico que reduz o estoque no fabricante e permite produção enxuta, vale ressaltar que para acontecer o JIT é necessário implementação de tecnologia de comunicação e gerenciais para ter todos os processos mapeados e rastreados em tempo real ou próximo disso; ISTO ESTÁ NA REDE A logística hospitalar é um conceito que possibilita um gerenciamento mais eficiente do estoque de insumos em hospitais, além de gerar uma série de benefícios que podem facilitar a vida de gestores, médicos e pacientes. Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/logistica-hospitalar-eficiente-ajuda-a-fidelizar-pacientes/ ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A Med+ é a primeira empresa do setor a disponibilizar esse tipo de inovação dentro dos aeroportos no Brasil. A plataforma, que teve início em abril de 2022, concede maior agilidade no atendimento e precisão nas informações, além de gerar relatórios e dados estatísticos. Por estar presente em 34 aeroportos do Brasil, o software possibilita a unificação da informação dos passageiros. Na prática, se o passageiro necessitar do atendimento do posto médico de um aeroporto e precisar novamente ser atendido em um aeroporto diferente, o sistema e a equipe médica terão fácil acesso às informações do paciente, do médico que o atendeu e das medicações aplicadas e, dessa forma, podem dar continuidade ao tratamento. Fonte: https://www.saudebusiness.com/tendencias/grupo-med-inova-com-plataforma-online-de-atendimento-de-urgencia-e-emergencia-nos ANOTE ISSO Para manter a harmonia entre a demanda e a oferta de produtos e serviços, é indispensável que haja gestão de estoques, pois ela é uma das principais atividades necessárias para lidar com produtos matérias-primas, produtos acabados ou insumos. https://www.jornalcontabil.com.br/logistica-hospitalar-eficiente-ajuda-a-fidelizar-pacientes/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 72 CAPÍTULO 13 DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE LAYOUT Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/arquitetura-planta-constru%c3%a7%c3%a3o-1857175/ Agora vamos falar de algo importante para as empresas e principalmente para os processos logísticos, estamos falando é do layout, uma ferramenta que auxilia na locação dos materiais nos lugares corretos através de desenhos e plantas e serão desenvolvidos para maximizar essa alocação, implementar é dinamizar o processo de segurança e também garantir a melhor utilização do espaço físico. de modo geral você já deve ter visto um layout por aí ou acolá, eles são comumente realizados pela engenharia civil na planta baixa de uma construção, é óbvio que são estruturas diferentes mas que possibilita a localização e melhor utilização dos espaços. Posto isto, vamos fazer um exercício agora, peço que você veja o desenho a seguir: https://pixabay.com/pt/photos/arquitetura-planta-constru%c3%a7%c3%a3o-1857175/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 73 Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) Este layout representa um quarto de uma pessoa adulta, veja que foi feito de forma rudimentar, pois o desenho, apesar de apresentar o arranjo físico do espaço, ainda sim não está com detalhes que podem ser utilizados para tomadas de decisão em melhorias no arranjo ou até mesmo reorganização para melhor utilizar as dimensões. Diante disso, agora peço que você desenhe o seu quarto, apresentando as portas e janelas e tudo que nele tem, por exemplo objetivos, mesas, armários e afins, só continue a leitura depois de ter o seu desenho pronto. O layout irá delimitar onde cada “coisa”, pessoa, material, item e produto irá ficar ou trafegar de modo que possamos ter segurança, baixo custo, eficiência e eficácia na movimentação dos materiais. Vejamos a seguir o nosso primeiro exemplo de layout que representa um departamento administrativo: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 74 Desenvolvido pelo autor (2022). O layout foi apresentado em nossa vídeo aula e aprendemos como cada coisa fica onde melhor será, diante de parâmetros conhecimento, para melhor arranjo físico e otimização dos espaços. Bom, diante das informações até passadas, agora vamos fazer outro exercício, de porte de seu layout vamos analisar onde cada item está. A ideia é que você ao analisar os itens verifique se há possibilidade de otimizar o espaço, ou seja, veja se mudar algo de lugar teremos mais espaço. De modo geral a otimização dos espaços irá delimitar ampliar as possibilidades do espaço sem aumentar a área construída em suas dimensões. Só retome a leitura quando tiver um novo desenho do seu quarto. Vejamos um novo modelo: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 75 Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) Veja que temos uma sutil alteração no espaço, e mesmo que pequena é importante, pois podemos colocar algo no quarto que ainda não temos. A ideia é você pensar que sutis, pequenas e grandes alterações de layout vão interferir positivamente nos espaços, facilitando o translado das pessoas, acomodação mais ajustada e com armazenagem e movimentação mais eficientes e claras. Diante disso, agora que você já tem o arranjo físico do seu quarto vamos entender os tipos de layouts mais utilizados nas fábricas, a saber: o linear, o baseado em células, o funcionale o posicional. O layout linear é aquele que temos à disposição das máquinas lado a lado, o que permite maior eficiência na produção em grande escala, principalmente a produção no sistema empurrado, no entanto, temos que ter baixa variabilidade de produtos, ou seja, este layout é mais recomendado para linhas de produção de produtos ou itens exclusivos e que não temos alteração na programação, são feitos sempre do mesmo jeito. A princípio este arranjo se mostra engessado, mas traz consigo eficiência na produção e permite uma melhor disposição em linha e sequenciada permanentemente. Por outro lado, o arranjo funcional irá alocar as máquinas por setor ou segmento e até mesmo por processos, por exemplo, a montagem geral de um aparelho celular, as máquinas e recursos necessários para montagem estão num mesmo setor. Este tipo de layout é comumente utilizado em que a produção acontece por blocos ou etapas, onde cada etapa depende da etapa anterior. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 76 O layout funcional é uma configuração que mistura o arranjo funcional e o linear. Nele temos a divisão por setores e posteriormente por células dentro de cada setor. Por sua vez, o arranjo posicional é aquele adaptativo e fixo, pois é o produto que se desloca e movimenta entre as etapas produtivas para sua concretização. Vale destacar que cada layout ou arranjo físico deve ser desenvolvido analisando os objetivos da empresa, sua atividade produtiva e principalmente, levar em consideração o espaço físico atual da empresa. Ao construir um layout é possível ter possibilidades variadas e assim tomar a decisão pela que melhor atende às demandas organizacionais. ISTO ESTÁ NA REDE Devido ao cenário instaurado a partir da pandemia do Covid19 as organizações tiveram que readaptar o modo pelo qual o fluxo de trabalho fosse realizado, uma das maneiras utilizadas foi a modalidade do Home Office, contudo após a liberação dos Estados e das informações sobre como o trabalho dentro das organizações deveriam ser realizadas através de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) o empregador teve que readaptar além da rotina de trabalho o layout de como os funcionários deveria posicionar nesse novo layout. Fonte: https://aprepro.org.br/conbrepro/2020/anais/arquivos/09272020_130902_5f70b8a6a46fe.pdf ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Farmácia 24h em Cachoeiro inova para atender cada vez melhor Primeiro lugar de sua categoria, a Drogaria Consolação passa por reformas estruturais e reformulação completa no layout do interior de loja para deixá-la mais atrativa. Fonte: https://www.agazeta.com.br/conteudo-de-marca/farmacia-24h-em-cachoeiro-inova-para-atender-cada-vez-melhor-1222 https://aprepro.org.br/conbrepro/2020/anais/arquivos/09272020_130902_5f70b8a6a46fe.pdf GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 77 CAPÍTULO 14 ESTRATÉGIAS DE OTIMIZAÇÃO EM CADEIAS DE ABASTECIMENTO Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/comece-o-neg%c3%b3cio-pessoas-alunos-849804/ A utilização e otimização da cadeia de abastecimento oferece melhor eficiência nos processos logísticos, maior segurança no atendimento e também permite que a rastreabilidade possa atuar com eficácia, tudo isso para o atendimento das demandas. A seguir temos temos uma imagem que representa o processo de integração logística: https://pixabay.com/pt/photos/comece-o-neg%c3%b3cio-pessoas-alunos-849804/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 78 Fonte: adaptado de Pires (2011, p.43) Ao analisar a imagem é possível verificar que a integração é o fator determinante para que haja otimização da cadeia de abastecimento e até mesmo da cadeia de distribuição. A integração é um dos principais processos que geram informações importantes para tomada de decisão e melhorias, pois ao integrar a cadeia de abastecimento por um todo, teremos a visão global do processo e também a visão sistêmica de cada etapa, assim poderemos saber o nível de interferência de uma etapa na outra caso algo saia do eixo, sendo assim, é indispensável que cada integrante da cadeia de abastecimento, tais processos vão acarretar em qualidade continuada. A qualidade é subjetiva e abstrata, mas se analisarmos o mercado e suas demandas, é possível identificar o que vem a ser qualidade para o consumidor. Neste contexto Silva et al., (2018, p. 3) apontam que: A qualidade é vista de forma subjetiva devido aos seus variados e múltiplos pontos de vista, sendo representada por 7 dimensões diferentes, as quais tratam-se da conformidade, onde esta dimensão aborda a respeito do grau de concordância com as respectivas especificações, ou seja, reflete sobre o padrão do produto, o quanto ele está de acordo com as especificações (normas, leis, etc.). GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 79 É valioso destacar ainda, que para cada indivíduo poderá ter uma delimitação de qualidade, portanto, cabe nesta situação a segmentação de mercado. Ao delimitar e agrupar segmentos de mercado que possuem as mesmas demandas e exigências, fica, em tese, mais “fácil” identificar os pontos de qualidade e assim, teremos uma maior segurança na definição de qualidade. A imagem a seguir nos mostra como o ambiente afeta a logística e assim podemos analisar como cada integrante pode contribuir para facilitar, agilizar e assim otimizar o processo de abastecimento, vejamos: Fonte: adaptado de Donier (2009) Cada integrante da cadeia de abastecimento vai trazer consigo seus interesses, processos, sistemas e nível de qualidade necessária para realizar suas atividades e isso irá interferir no funcionamento da cadeia de abastecimento e distribuição de forma que temos a integração como mecanismo de harmonização desses interesses e na maneira em que a cadeia vai funcionar. Agora vamos analisar algumas estratégias importantes para o negócios que vão interferir na cadeia de abastecimento: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 80 Estratégia Descrição Demanda Conhecer e controlar a demanda é necessário para que a empresa possa contar com produtos e itens para sua produção ajustados aos objetivos. Aqui também entra as políticas de compras e estoques como mecanismos de regulação e garantia de atendimento a demanda Nível de serviço O nível de serviços irá determinar o nível da eficiência nos processos logísticos e consequentemente os resultados organizacionais Estratégias de ação no mercado O principal ponto para atuar no mercado é conhecer seu público alvo, capacidade produtiva e também conhecer seus principais concorrentes Estratégias de produção O PCP irá atuar como mecanismo para garantir a eficiência nos processos e consequentemente nutrir a cadeia de abastecimento com informações para tomadas de decisão Políticas e gestão de estoques Cada empresa deve ter suas próprias políticas de estoque para garantir que haja estoque correto e que este possa atender as demandas de mercado Sistemas de informação O sistema vai atuar no processamento de dados e obtenção eficaz de informação. Os sistemas auxiliam na integração das informações, mesmo com ERP’s de sistemas diferentes para que a comunicação possa ser codificada em consonância e ter assertividade nos processos logísticos Armazenagem Um dos principais processos da cadeia de abastecimento e distribuição é a armazenagem o que fornece produtos e itens para que as organizações possam realizar suas atividades organizacionais Distribuição Ter conhecido os processos de distribuição favorece a integração, a rastreabilidade e principalmente a garantia de ter o produto Políticas de compras Assim como no estoques a empresa deverá ter controlo sob as compras para melhor alocar seusrecursos Estratégias de ação contra a concorrência Aqui é necessário verificar quais os mecanismos a empresa conta para ter um diferencial de mercado e assim ter algo além dos seus concorrentes, é importante conhecer a concorrência para melhor utilizar os recursos organizacionais Metas e objetivos Caminho algum chega a lugar nenhum, talvez já tenho ouvido isso, poisé, a empresa deve ter metas e objetivos para que seus resultados possam ser calculados e atingidos com eficiencia ISTO ESTÁ NA REDE “Gestão da cadeia de abastecimento passou a ser tema de conselho de administração” Os acontecimentos dos últimos dois anos tornaram a logística num tema prioritário para as empresas, numa questão estratégica para os países, e no centro dos debates na academia. Raul Magalhães, presidente da APLOG, diz estar em curso uma transformação no desenho e gestão das cadeias de abastecimento. Fonte:https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de- conselho-de-administracao https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de-conselho-de-administracao https://www.jornaldenegocios.pt/negocios-em-rede/transportes-e-logistica/detalhe/gestao-da-cadeia-de-abastecimento-passou-a-ser-tema-de-conselho-de-administracao GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 81 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Uma gestão empresarial eficiente é composta por uma série de fatores que, juntos, contribuem para o sucesso de uma organização. Uma má gestão desses setores pode gerar consequências negativas, afetando as demais áreas da empresa e causando prejuízos financeiros. Fonte: https://tribunademinas.com.br/colunas/larchcompartilha/21-12-2022/compras-e-estoque-a-importancia-da-integracao-desses-setores.html ANOTE ISSO A integração é um dos principais processos que geram informações importantes para tomada de decisão e melhorias, pois ao integrar a cadeia de abastecimento por um todo, teremos a visão global do processo e também a visão sistêmica de cada etapa, assim poderemos saber o nível de interferência de uma etapa na outra caso algo saia do eixo, sendo assim, é indispensável que cada integrante da cadeia de abastecimento, tais processos vão acarretar em qualidade continuada GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 82 CAPÍTULO 15 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM LOGÍSTICA Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/rede-tecnologia-da-informa%c3%a7%c3%a3o-mulher-4861605/ Quando falamos de tecnologia é importante destacar a sua importância no ambiente empresarial para processamento de dados e principalmente o fornecimento de informações para que os seus gestores possam ter decisões mais assertivas e focadas nos objetivos organizacionais. Vale ressaltar que os indivíduos desde os seus primórdios buscam formas inteligentes de registrar conhecimento e principalmente tornar público ou que outro possa utilizar tal conhecimento como mecanismo de evolução da espécie. Posto isto, é interessante a gente compreender o que é a tecnologia, na contemporaneidade podemos dizer e a tecnologia São dispositivos eletroeletrônicos ou até mesmo artefatos que facilitam o nosso dia a dia e possibilita https://pixabay.com/pt/illustrations/rede-tecnologia-da-informa%c3%a7%c3%a3o-mulher-4861605/ GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 83 que tenhamos mais agilidade nas atividades que desempenhamos. Queremos que você reflita que a tecnologia é um conjunto de elementos que vão favorecer ou algo novo algo inovador aquilo que pode nos auxiliar de alguma forma para agilizar aquilo que precisamos fazer. Neste contexto temos que: Logística é a parte do processo da cadeia de suprimentos que planeja, estabelece e controla os fluxos e estoques de matéria- prima, produtos intermediários e acabados, serviços e informação, de forma eficiente e eficaz, desde a origem até o consumidor final. O fluxo de materiais compreende a movimentação e armazenagem de matéria-prima, componentes e produtos acabados entre as fontes de suprimentos, instalações e compradores da empresa, além de gerar e utilizar informações que permitem que as empresas identifiquem as necessidades do processo, e planejem e executem as operações logísticas eficientemente. Um exemplo importante de tecnologia foi a evolução do arado, que na sua criação era empurrado ou puxado por homens, passou a ser puxado por animais por exemplo boi e cavalo e hoje nós temos os implementos agrícolas acoplados a tratores. Mas foi através dos Artefatos de eletroeletrônicos que os seres humanos puderam vislumbrar novas oportunidades ou novas formas de fazer aquilo que já vinha fazendo e isso permitiu uma evolução tanto da espécie quanto de aquilo que vínhamos fazer. Posto isso, Ballou, (2007, p. 45) afirma que “logística é o processo de planejamento do fluxo de materiais, objetivando a entrega das necessidades na qualidade desejada no tempo certo, otimizando recursos e aumentando a qualidade nos serviços”. Em corroboração temos que Segundo Bowersox e Closs (2004, p. 53), As organizações não implementam a integração da logística interna pacificamente. É importante reconhecer obstáculos, ou barreiras, que frequentemente inibem o processo de integração interna. As barreiras à integração originam-se de práticas tradicionais relativas à estrutura organizacional, aos sistemas de avaliação, à propriedade do estoque, à tecnologia de informação e à capacidade de transferir conhecimento (BOWERSOX e CLOSS, 2004, p. 53). Vejamos o diagrama a seguir: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 84 Fonte: desenvolvido pelo autor (2022) O processo de evolução da logística temos uma importante modificação que foi a indústria 4.0 ou seja a indústria agora conta com novas tecnologias que estão envolvidas no processo produtivo, de rastreabilidade e principalmente atendimento a demandas e gestão da qualidade promovendo assim uma produtividade mais eficiente com menos desperdício e melhor alocação dos recursos organizacionais. Uso da tecnologia se tornou fator indispensável para que haja a correta Distribuição e o assertivo abastecimento de todo o processo produtivo até o atendimento ao cliente, ou seja, o produto chegar a mão do cliente ou do consumidor com qualidade nos preços acordados e no tempo certo. algumas tendências tecnológicas importantes que precisamos saber que a logística pode usufruir para ter melhores processos, a saber: a robótica, Big Data, IOT, Wearables e o Blockchain. Robótica é uma inovação importante em uma realidade que cada vez mais é vista nos processos logísticos e nas atividades diárias que a empresa realiza, principalmente no tocante a movimentação de mercadorias. Isso pode ser observado nos armazéns na localização de produtos otimizados e automatizados. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 85 O Big Data Analytics é um conjunto de dados que ao serem processados vão fornecer informações ágeis e rápidas para fomentar todo o processo de planejamento e tomada de decisão e traz consigo o grande diferencial que é a construção do conhecimento através do grande volume de dados. Neste contexto A era do big data compreende diferentes facetas e processos, que envolvem procedimentos de geração, seleção e manipulação de dados. Distintos campos técnicos e do conhecimento são afetados por esse novo ambiente, o que gera o desenvolvimento de estudos e aplicações em distintas áreas científicas, como computação, elétrica, ciências sociais, dentre outras. Ademais, estudos em estratégia e gestão têm explorado o tema como um vetorrevolucionário dos negócios e do modo como as empresas adquirem vantagens competitivas (FURLAN e LAURINDO, 2017, P. 92). A chamada inteligência das coisas é o que podemos vislumbrar como a interligação das máquinas e equipamentos com os artefatos eletroeletrônicos assim podemos utilizar, ligar o desligar e até mesmo configurar uma máquina através de um smartphone. Isto é visível nas casas inteligentes pelas quais você acende a luz, abra as cortinas e até mesmo colocar uma música através de um aplicativo de celular. Aqui temos um ponto de destaque que é a questão da segurança onde podemos ter o acesso remoto a câmera de vigilância e até mesmo acionamento de alarme de segurança para inibir agentes criminosos. Posto isso temos que: A Internet das Coisas é uma inovação tecnológica, baseada em artefatos já consolidados como a Internet e objetos inteligentes. A crescente aplicação da Internet das Coisas nos negócios torna necessária uma avaliação de estratégias, benefícios e dificuldades enfrentadas na aplicação da tecnologia (GALEGALE, 2016, p. 423). O blockchain é uma tecnologia voltada ao compartilhamento de dados e informações entre usuários que precisam de certa forma ter a mesma informação não necessariamente ao mesmo tempo, mas que tenha a exatidão dos dados para que possam exercer as suas atividades, bastante utilizado também na rastreabilidade dos processos logísticos. Neste sentido temos que: GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 86 O avanço de problemas socioecológicos tem colocado novos desafios para a sociedade, os quais exigem soluções inovadoras. Os problemas socioecológicos são mais complexos e multidimensionais, envolvendo pelo menos as dimensões ambiental, social, econômica, política e institucional. No contexto de uma economia capitalista, a solução passa pelo delineamento de instrumentos econômicos que visam incentivar a adoção pelos agentes de ações direcionadas para o enfrentamento dos problemas. Desse modo, inovar nessa área é essencial para minimizar as consequências negativas de crises econômicas que geralmente reduzem a disponibilidade de crédito, afetando a capacidade de ação dos incentivos econômicos (PAIVA SOBRINHO, RANULFO et al, 2019, P.151). Sendo assim, já é claro a presença da tecnologia no processo de discussão eficiente de cada atividade bem como uso essencial de Tecnologia alinhado a utilização de conhecimento organizacional e principalmente a destreza humana tornando a empresa dinâmica ágil e flexível ao mercado. Neste contexto, Branski et. al. (2013, p.5) relatam que: O uso destas tecnologias contribui para a racionalização das tarefas e sincronização das atividades, resultando em maior eficiência. Seu emprego, por si só, não constitui fator de diferenciação, pois as tecnologias estão disponíveis e podem ser utilizadas por qualquer empresa. Assim, além de uma gestão eficiente dos fluxos e estoques, os operadores devem buscar um posicionamento estratégico que permita inovar em suas operações logísticas. Então a logística é um grande conglomerado de tecnologias que irão facilitar todos os processos de execução das atividades das empresas precisam realizar diariamente e assim facilitar a integração de cada etapa para o atendimento das demandas de mercado trazendo consigo a eficiência gerando resultados positivos e consequentemente melhor alocação dos recursos organizacionais e tomadas de decisões mais assertivas e coerentes com as metas e objetivos organizacionais. ISTO ESTÁ NA REDE Bares e restaurantes recebem 50% a mais de clientes na Copa e a tecnologia ajuda no controle de desperdícios. Fonte: https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de- desperdicios https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de-desperdicios https://comvcportal.com.br/noticia/46705/bares-e-restaurantes-recebem-50-a-mais-de-clientes-na-copa-e-tecnologia-ajuda-no-controle-de-desperdicios GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 87 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag) promoveu, na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), capacitação para o uso do Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos Digitais (Sigadoc). A oficina teve como público-alvo chefes de gabinetes, secretários municipais de governo, de administração, planejamento e de finanças, gestores de contratos e convênios e de protocolos. Fonte: http://www.mt.gov.br/-/23021958-seplag-capacita-gestores-municipais-para-uso-do-sistema-de-gestao-de-documentos-do-estado ANOTE ISSO Um exemplo importante de tecnologia foi a evolução do arado, que na sua criação era empurrado ou puxado por homens, passou a ser puxado por animais por exemplo boi e cavalo e hoje nós temos os implementos agrícolas acoplados a tratores. http://www.mt.gov.br/-/23021958-seplag-capacita-gestores-municipais-para-uso-do-sistema-de-gestao-de-documentos-do-estado GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 88 CONCLUSÃO Há uma grande competitividade instalada no mundo dos negócios e isso demanda diferenciação e destreza das empresas para se manterem influentes e competitivas. Isso tudo é alimentado por consumidores cada vez mais informados sobre os produtos e serviços, que buscam formas diferentes e inovadoras para elucidação de seus problemas diários. Foi na segunda guerra mundial, frente às grandes necessidades e demandas da guerra que a logística pode ser estudada como ciência e aos poucos foi migrando para a logística empresarial. Com a globalização a logística atinge patamares globais e integração de mercados, fornecedores e consumidores se mostra cada vez mais próxima e volátil. A logística é uma grande área do conhecimento a qual se destina a processos e operações de armazenagem, transporte, distribuição, alocação de recursos e por muito tempo foi utilizada de modo empírico e sem o nome logística. Vimos ainda a suas oportunidades em processos na indústria e como a revolução industrial pode contribuir com a evolução da logísticas e suas peculiaridades inovadoras. Vale ressaltar a importância da evolução e do uso de tecnologias na logística como ferramentas para maior efetivação de processos integrados e consistentes para que possamos ter os fundamentos da logística aplicada coerentemente com os objetivos propostos nos planejamento e tomadas de decisão. Posto isso, busque sempre o conhecimento e o aplique com valor agregado e seja um profissional diferenciado no campo, construindo conhecimento e levando ao agronegócio inovação e diferenciação. Ter uma cadeia produtiva integrada não é tarefa fácil, o supply chain management é ótima opção para a redução de estoque e processos de armazenagem no tocante a espaço e custo. Não podemos deixar de lembrar que o conhecimento é intrínseco dos indivíduos e você deve usar o seu conhecimento como mecanismo de diferenciação e inovação, buscando tecnologias e transmitindo seus conhecimentos a fim de construir novos. Não se esqueça que para que ocorra a construção do conhecimento organizacional é necessário que haja um modelo de gestão do conhecimento implementado e que esse seja alimentado e estimulado para que os indivíduos, em seus processos cognitivos e criativos, possam contribuir uns com os outros nesta grande construção GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 89 de conhecimento e principalmente, aplicar todo esse conhecimento em boas práticas no campo de forma sustentável. Leve sempre em consideração o conhecimento, busque saber sobre o mercado e quais as barreiras impostasa ele, não se esqueça que a busca por informação é indispensável para que a negociação possa ter diretrizes bem definidas e acordadas. Lembrem-se que a qualidade faz parte de todo o processo e deve ser aplicada a cada etapa da cadeia de distribuição e abastecimento, bem com as cadeias produtivas, de modo a termos uma processo com melhorias contínuas e evolutivas. GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO PROF. GUILHERME C. FERIGATO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90 REFERÊNCIAS CHOPRA, S. & MEINDL, P. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégias, planejamento e operação. Tradução de Cláudia Freire. São Paulo: Prentice Hall, 2003. CHOPRA, Sunil; MEINDL, Peter. Gestão da Cadeia de Suprimentos: estratégia, planejamento e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. Silva, Vivian-Lara dos Santos et al. Estratégia de gestão de múltiplos canais de distribuição: um estudo na indústria brasileira de alimentos. Production [online]. 2016, v. 26, n. 1 [Acessado 21 Dezembro 2022], pp. 115-128. Disponível em: <https://doi. org/10.1590/0103-6513.039112>. Epub 27 Fev 2015. 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Revista de psicologia (ISSN: 1981- 1179) , 2020, Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/2363, acesso em: 17/08/2022 https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/2363 _heading=h.zcknmni7cqfs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.etcdj15veatd _heading=h.2ch93mz5og67 _heading=h.4k1cluyq0ioz _heading=h.gjdgxs LOGÍSTICA EMPRESARIAL GESTÃO DO CONHECIMENTO E LOGÍSTICA EVOLUÇÃO DA CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO VISÃO SISTÊMICA EM LOGÍSTICA CADEIA DE SUPRIMENTOS - Supply chain management CADEIAS DE ABASTECIMENTO POLÍTICAS DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUE GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS E CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO SERVIÇOS LOGÍSTICOS INDICADORES LOGÍSTICOS PLANEJAMENTO E OPERAÇÕES DE TRANSPORTE SISTEMAS DE ESTOQUE E ARMAZENAGEM DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE LAYOUT ESTRATÉGIAS DE OTIMIZAÇÃO EM CADEIAS DE ABASTECIMENTO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM LOGÍSTICA