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FÍSICA II CARMEM MAGELA A. GRANADA 2FÍSICA II SUMÁRIO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFTEC Rua Gustavo Ramos Sehbe n.º 107. Caxias do Sul/ RS REITOR Claudino José Meneguzzi Júnior PRÓ-REITORA ACADÊMICA Débora Frizzo PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO Altair Ruzzarin DIRETORA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NEAD) Lígia Futterleib Desenvolvido pelo Núcleo de Educação a Distância (NEAD) Designer Instrucional Sabrina Maciel Diagramação, Ilustração e Alteração de Imagem Igor Zattera, Jaqueline Boeira Revisora Caiani Martins CARGA ELÉTRICA E LEI DE COULOMB 3 Cargas Elétricas 4 Lei de Coulomb 5 CAMPO ELÉTRICO 10 Linhas de Campo Elétrico 11 CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA CARGA PONTUAL 12 CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UM DIPOLO ELÉTRICO 13 CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA LINHA DE CARGA 14 POTENCIAL ELÉTRICO 17 Superfícies Equipotenciais 18 CAPACITÂNCIA 22 Capacitor de Placas paralelas 24 Associação de Capacitores 24 CORRENTE E RESISTÊNCIA 29 Resistência 31 Lei de Ohm 32 Potência em circuitos elétricos: 35 CIRCUITOS 40 CAMPO MAGNÉTICO 46 Linhas de campo magnético 48 Força Magnética em um Fio Percorrido por Corrente 50 CAMPOS MAGNÉTICOS PRODUZIDOS POR CORRENTES 51 Indução e Indutância 55 REFERÊNCIAS 58 3FÍSICA II CARGA ELÉTRICA E LEI DE COULOMB No nosso cotidiano estamos acostumados a manusear diversos aparelhos que dependem de fenômenos elétricos para funcionar. Estes aparelhos podem ser os mais simples como as lâmpadas incandescente até os mais complexos como computadores, videogames, etc. Como percebemos na nossa vida moderna a eletricidade está presente em quase todos os aparelhos que nos cercam. Na natureza a eletricidade tam- bém está presente em muitos fenômenos, como exemplo, os relâmpagos. Você já pensou por que motivo podemos produzir fagu- lhas quando esfregamos os pés em um tapete e aproximamos a mão de uma maçaneta? Você já pensou que a carga eletrostática da sua mão pode destruir um microcircuito? Depois de ler este capítulo esperamos que você seja capaz de responder não só estas questões, mas inúmeras questões que envolvam o fenômeno da eletricidade estática e a lei de Coulomb. 4FÍSICA II Cargas Elétricas Eletrostática é a parte da eletri- cidade que estuda as propriedades e o comportamento de cargas elétricas em repouso ou se movendo muito lentamen- te. Não sabemos exatamente aonde foram observados as primeiras manifes- tações sobre o fenômeno da eletrostática, mas, com certeza, as primeiras descobertas descritas foram realizadas pelos gregos. Thales de Mileto, filósofo e matemático que viveu na Grécia antiga observou que um pedaço de âmbar atritado numa pele de gato adquiria propriedades de atrair corpos leves. Nós podemos observar esse fenôme- no de atração ou repulsão com um exem- plo muito simples: quanto atritamos um pente no cabelo e depois aproximamos a pedacinhos de papéis. Estes pedacinhos de papéis são atraídos pelo pente. Este exemplo nos mostra que todos os corpos possuem cargas elétricas. Para compreendermos melhor o processo de eletrização dos corpos, vale a pena lembrar da estrutura atômica do átomo. O átomo é formado por nêutrons, prótons e elétrons. Os nêutrons possuem carga elétrica zero e os prótons possuem carga elétrica positiva, ambos ocupando a sua região central. Já os elétrons possuem carga elétrica negativa e ocupam a região mais periférica. O quadro abaixo descreve as principais características dos prótons, nêutrons e elétrons. Quando os corpos possuem as mesma quantidade de cargas elétricas denominamos de corpo neutro, quando existe um desequilíbrio de cargas elétri- cas o corpo está carregado. Nos corpos eletrizados (carregados) surge uma força elétrica que poderá ser de repulsão ou atração dependendo dos sinais das cargas elétricas. Podemos observar esta força experimentalmente no exemplo entre pente e os papéis. Neste caso, a for- ça elétrica foi de atração. Temos então o surgimento de uma importante revelação: Cargas de mesmo sinal se repelem e cargas de sinais opostos se atraem. Temos ainda que a carga elétrica é quantizada, fisicamente isto significa que a carga só pode assumir certos valores como mostra a equação abaixo Onde Q é a carga elétrica, n é o nú- mero de elétrons e e, é a carga elementar que tem como valor aproximado: A unidade de carga Q no Sistema Internacional (SI) é o Coulomb que abre- via-se como C. Para transformarmos a unidade de carga no Sistema Internacional (Coulomb), temos alguns fatores de conversão no qua- dro abaixo: Partícula Massa (kg) Carga Localização Prótons 1,67*10-27 +1 Núcleo Nêutrons 1,67*10-27 0 Núcleo Elétrons 9,11*10-31 -1 Eletrosfera 5FÍSICA II milicoulomb mC 10-3C microcoulomb µC 10-6C nanocoulomb nC 10-9C picocoulomb pC 10-12C Não esqueça corpos neutros podem ser eletrizados, ou seja, os corpos podem ficar com um desequilíbrio entre o número de prótons e elétrons. Este desequilíbrio originará o aparecimento de uma força elétrica que pode ser de repulsão ou atra- ção que depende diretamente do sinal das cargas elétricas. O primeiro processo de eletrização conhecido foi a eletrização por atrito. Neste processo atritamos dois corpos de materiais diferentes. No final do processo teremos dois corpos carregados com cargas de sinais diferentes. Temos ainda o processo de eletri- zação por contato e o processo de eletri- zação por indução. O primeiro acontece quando colocamos dois corpos em contato, um deve estar carregado e o outro neutro, no final do procedimento teremos dois corpos carregados com cargas elétricas de mesmo sinal. Já no processo de indução um corpo neutro é colocado próximo de um corpo eletrizado, sem que haja contato entre eles, o corpo neutro se eletriza com sinal contrário do indutor, quando afastado do indutor volta ao seu estado normal. A força elétrica que surge nos corpos eletrizados será estudada detalhadamente na próxima seção. Lei de Coulomb Charles Augustin de Coulomb (1736-1806) estudou a força de interação (repulsão ou atração) entre duas partículas carregadas em 1784. Ele usou uma balan- ça de torção que é um aparelho capaz de medir torques muito fracos. A lei de Coulomb, sobreviveu a todos os testes experimentais a que foi submetida, sendo válida até mesmo na visão do mundo microscópico, no interior dos átomos, onde descreve corretamente a força de atração entre o núcleo positivo 6FÍSICA II e os elétrons negativos. Ela explica cor- retamente as forças que unem os átomos para formar as moléculas e as forças que unem os átomos e moléculas para formar sólidos e líquidos. A lei de Coulomb que permite cal- cular a força eletrostática associada à carga elétrica dos objetos é descrita como: O módulo da força elétrica entre duas cargas puntiformes é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. Em termos matemáticos a lei de Coulomb é dada pela equação: No Sistema Internacional de Medi- das (SI) a unidade de carga elétrica utili- zada é o Coulomb, a distância entre duas cargas (d) é o metro e a força elétrica é escrita em Newton como aparece no qua- dro abaixo: Abaixo apresentamos alguns exer- cícios sobre a lei de Coulomb que pro- porcionará uma maior compreensão sobre este tópico. Exemplo 1: Calcule a força de atra- ção entre o elétron e o próton no átomo de hidrogênio. Dados: carga do elétron = carga do próton = 1,6 x 10-19 C e distância entre o elétron e o próton = 5.3 x 10-11m Resolução: Exemplo 2: Estando duas cargas elétricas Q idênticas separadas por uma distância de 4m, determine o valor destas cargas sabendo que a intensidade da força entre elas é de 200 N. Dados: Força elétrica 200N e Dis- tância: 200m Cargas de mesmo sinal de repelem. Força elétrica de repulsão. Força elétrica (F) N (Newton) Carga elétrica (q) C (Coulomb) Distância (d) m (metros) Constante eletrostática (k) 8,99. 10-9 (N.m2)/C2 no vácuo 7FÍSICA II Resolução: Exemplo 3: Duas partículaseletri- zadas se repelem com 54N de força. Se duplicarmos uma das cargas e triplicarmos a separação entre essas cargas, qual o valor da nova força elétrica? Resolução: Lembrando F’ é 54 N e substituindo este resultado na equação acima teremos: Exercícios: 1. Uma barra carregada atrai fragmentos de cortiça¸ que, assim que se tocam, são violentamente repelidos. Explique a causa disto. 2. Qual deve ser a distância entre duas cargas puntiformes q1= 26 µC e q2= −47 µC para que o módulo da força ele- trostática entre elas seja de 5.7 N? 3. Qual seria a força eletrostática entre duas cargas de 1,00 C separadas por uma distância de 1,00 m e 1,00 km, se tal configuração pudesse ser estabelecida? 4. O módulo da força eletrostática entre dois íons idênticos que estão separados por uma distância de 5,0 x 10-10 m vale 3,7 x10-9 N. a) Qual a carga de cada íon? b) Quantos elétrons estão “faltando” em cada íon (o que dá ao íon sua carga não equilibrada)? 5. Uma carga puntiforme de +3.0 × 10−6C dista 12 cm de uma segunda carga puntiforme de −1.5 × 10−6C. Calcular o módulo da força eletrostática que atua sobre cada carga. 6. Três partículas carregadas, localizadas sobre uma linha reta, estão separadas pela distância d. As cargas q1e q2 são mantidas fixas. A carga q3, que está livre para mover-se, encontra-se em equilíbrio (nenhuma força eletrostática líquida atua sobre ela). Determine q1 em termos de q2. 7. A carga q1 = 25 nC está na origem, a carga q2 = -15 nC está no eixo x em x = 2,0 m e a carga q0 = 20 nC está no ponto x = 2,0 m e y = 2,0 m, como mostrado na figura. Determine: a) o módulo, a direção e o sentido da força elétrica resultante em q0. 8. Dois elétrons no vácuo estão separados por 1 A° (1 Angstrom 10-10m). Determinar as forças eletrostáticas de Coulomb entre as cargas. 9. Duas esferas igualmente carregadas, no vácuo, repelem-se mutuamente quando separadas a uma certa distância. Duplicando-se a distância entre as esferas, a força de repulsão entre elas torna-se: 10. Sobre a lei de Coulomb pode-se afirmar que é: I. proporcional às cargas das partículas; II. Proporcional às massas das partículas; III. proporcional ao quadrado da distância entre as partículas; IV. inversamente proporcional à distância entre as partículas. Das afirmações acima a) somente I é correta; b) somente I e III são corretas; c) somente II e III são corretas; d) somente II é correta; e) somente I e IV são corretas. d) somente II é correta; e) somente I e IV são corretas. Respostas: 1. Eletrização por contato 2. 1,4m 3. a) 8,99 x 109N; b) 8,99 x 103N 4. a) 3,2 x 10-19 C; b) 2 elétrons 5. 2,81N 6. Q1=4Q2 7. 4 x 10-7 N, =-35 8. 23,1 x 10-9 N 9. 4 vezes menor 10. a 10FÍSICA II CAMPO ELÉTRICO Porque as vezes saem faíscas das extremidades de fios metálicos? Para compreendermos melhor a definição de campo elétrico é interessante lembrarmos do conceito de campo gravitacional visto anteriormente em Física I. Se você erguer seu braço e largar seu lápis, este caíra devido a ação do campo gravitacional da Terra. Ou seja só existe força da gravidade porque existe um campo gravitacional. O mesmo acontece ao redor de corpos eletrizados, nesta região existe o campo elétrico, podemos comprovar esta afirmação colocando uma carga de prova neste local. A carga de prova não modifica o campo elétrico existente, mas experimenta uma força elétrica. Dessa forma, o campo elétrico é descrito como: No Sistema Internacional (SI) o campo elétrico é medido em Newton/Coulomb (N/C), a força elétrica em Newton (N) e a carga de prova q0 Coulomb (C). 11FÍSICA II Linhas de Campo Elétrico Como vimos ao redor de corpos eletrizados existe o campo elétrico que é invisível aos nossos olhos, então como vamos representá-lo? Vamos representá-lo através das linhas de força do campo elétrico. Observando a figura das linha de força abaixo notamos: • que cada ponto do espaço é associado a um vetor campo elétrico ; • que existe uma importante relação entre o vetor campo elétrico e as linhas de campo: as linhas de força são tan- gentes ao vetor campo elétrico em cada ponto estudado; • que o desenho das linhas de força numa certa região nos dá ideia de como varia, a direção e o sentido do vetor , na região considerada; • que o número de linhas por unidade de área é propor- cional ao módulo do campo elétrico, ou seja, o maior espaçamento entre as linhas mostra um menor valor para o campo elétrico. Existe uma simples experimento realizado em sala de aula que permite que o aluno visualize as linhas de campo elétrico. Neste experimento é aplicado uma diferença de poten- cial permitindo que as sementes se alinhem ao campo elétrico (figura abaixo). Assim, surge a importante regra: As linhas de campo elétrico se afastam das cargas positivas e se aproximas das cargas negativas. 12FÍSICA II CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA CARGA PONTUAL Para calcularmos o campo elétrico criado por uma carga pontual a uma certa distância r de um ponto escolhido, usamos a seguinte equação matemática: Neste caso Q é a carga que origina o campo elétrico. Abaixo apresentamos alguns exer- cícios sobre o campo elétrico. Exemplo 1: Qual das seguintes afirmações sobre as linhas de um cam- po elétrico devido a uma distribuição de cargas está correta? (Pode haver mais de uma resposta) A. Quanto mais próximas as linhas es- tiverem de entre si, mais forte é o campo elétrico. B. Elas apontam no sentido de se afas- tarem das cargas negativas. C. Elas nunca podem se cruzar. D. As cargas devem mover-se ao longo dessas linhas de campo. E. Se a força elétrica sobre um elétron aponta para cima em um ponto, a direção do campo elétrico é para baixo naquele ponto. Resolução Para resolver esta questão observe as linhas de campo na figura que foi dada anteriormente no texto. Resposta correta: A, C e E. Exemplo 2: Uma carga elétrica pun- tiforme com 3,0 μC, que é colocada em um ponto P do vácuo, fica sujeita a uma força elétrica de intensidade 3 N. O campo elétrico nesse ponto P tem intensidade de: Resolução: Exemplo 3: As cargas puntiformes q1 = 10 μC e q2 = 44 μC estão fixas no vácuo respectivamente nos pontos A e B. Determine o campo elétrico resultante no ponto P. Resolução: • Primeiro desenhar os vetores campo elétrico devido a carga q1 e q2. • Lembrar que as linhas de campo elétrico se afastam das cargas po- sitivas e se aproximam das cargas negativas. 2 || d QkE = 13FÍSICA II Teremos então: Exemplo 4: Em qual ponto no espa- ço, na figura a seguir, o modulo do campo elétrico resultante e zero? Resolução: Encontrar geometricamente em qual ponto o campo elétrico resultante será nulo: CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UM DIPOLO ELÉTRICO Na figura ao lado temos um par de cargas como mesmo valor e com sinais contrários separadas por uma certa distân- cia d, a esta configuração damos o nome de dipolo elétrico. Para calcularmos o campo elétrico em um ponto P no eixo do dipolo, a uma certa distância Z que vai do ponto P até o centro entre as duas cargas, conforme mostra a figura, usamos a equação: Onde p é chamado momento dipolar elétrico. 14FÍSICA II Exercício 1: Um dipolo elétrico, composto de cargas de módulo 2.10-6 C separadas por 0,05, está imerso num campo elétrico de 2.100 N/C. Qual é o módulo do momento de dipolo elétrico? Resolução: CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA LINHA DE CARGA Este é um caso onde vamos conside- rar a distribuição de carga como contínua. Para isso utilizamos a densidade de cargas. Neste caso usamos a densidade linear de carga cuja umidade no sistema inter- nacional é o . Na figura observamos os seguintes parâmetros: R é o raio do anel; ds é um elemento do anel; z indica a distância en- tre o anel e o ponto P em que se calcula o campo; r é a distância do elemento ds ao ponto P; é o ângulo entre os vetores r e z e dE éo campo elétrico produzido pelo elemento ds. O campo elétrico produzido por um anel carregado positivamente sobre o eixo de simetria do anel denominado como eixo Z é calculado através da equação: As variáveis das equações foram já foram citadas acima no texto. Exercícios: 1. Na figura abaixo, o espaçamento entre as linhas do campo elétrico à esquerda é o dobro do espaçamento entre as linhas à direita. (a) Sabendo-se que o módulo do campo em A é de 40 N/C, que força atua sobre um próton em A? (b) Qual é o módulo do campo em B. 2. Qual deve ser o módulo de uma carga puntiforme escolhida de modo a criar um campo elétrico de 1,0 N/C em pontos a 1,00 m de distância? 3. Qual é o módulo de uma carga puntiforme cujo campo elétrico, a uma distância de 50 cm, tem módulo igual a 2,0 N/C? 4. Na figura abaixo, quatro cargas estão localizadas nos vér- tices de um quadrado e mais quatro cargas se encontram nos pontos médios dos lados do quadrado. A distância entre cargas adjacentes sobre o perímetro do quadrado é d. Qual o módulo, a direção e o sentido do campo elétrico no centro do quadrado? 5. Duas cargas iguais mas de sinais opostos (de módulo 2,0 x 10-7 C) são mantidas a uma distância de 15 cm uma da outra. (a) Quais são o módulo, a direção e o sentido de E no ponto situado a meia distância entre as cargas? (b) Que força (módulo, direção e sentido) atuaria sobre um elétron colocado nesse ponto? 6. Na figura abaixo, lWocalize o ponto (ou os pontos) onde o campo elétrico resultante é nulo. (b) Esboce, qualitati- vamente, as linhas do campo elétrico. 7. Duas cargas q1 =2,1 x 10-8 C e q2 = -4,0 q1 estão fixas a uma distância de 50 cm uma da outra. Determine, ao longo da linha reta que passa pelas duas cargas, o ponto onde o campo elétrico é zero. 8. Duas cargas puntiformes de módulos q1 = 2 x10 -7 C e q2 = 8,5 x 10-8 C estão separadas por uma distância de 12 cm. (a) Qual o módulo do campo elétrico que cada carga produz no local da outra? (b) Que força elétrica atua sobre cada uma delas? 9. Qual é a aceleração de um elétron num campo elétrico uniforme de 1,4 x106 N/C? b) Quanto tempo leva para o elétron, partindo do repouso, atingir um décimo da ve- locidade da luz? c) Que distância ele percorre? Suponha válida a mecânica Newtoniana. 10. Quatro partículas são mantidas fixas e têm cargas q1=q2 =+5e, q3=+3e e q4=-12e. A distância =5 µm. Qual o modulo do campo elétrico no ponto P? Respostas: 1. a) 6,4 x 10-18 N; b) 20 N/C 2. 0,111 nC 3. 56 x 10-12 C 4. k (3q/d2), apontando diretamente para a carga -2Q. 5. a) 6,4x105 N/C em direção à carga negativa; b) 1x10-13 N em direção à carga positiva. 6. 1,7a a direta da carga + 2Q. 7. 50 cm de q1 e 100 cm de q2. 8. a) 1,25 x 105 N/C; 0,53 x 105 N/C; b) 1 x 10-2 N 9. a) 2,46 x 1017 m/s2; b) 0,122 x 10-9 s; c) 1,83 x 10-3 m 17FÍSICA II POTENCIAL ELÉTRICO Caros alunos na nossa sociedade moderna tornou-se indispensável o uso da energia elétrica. Vemos isto claramente quando assistimos televisão, jogamos vídeo game ou simples- mente tomamos um banho quente usando um chuveiro elétrico. Um corpo eletrizado está imerso em um campo elétri- co, por esse motivo possui uma energia potencial elétrica. A energia potencial elétrica é a energia de um objeto carregado na presença de um campo elétrico externo. Quando este corpo se desloca, o campo elétrico exerce uma força que realiza um trabalho sobre o corpo. A variação da energia potencial elétrica é igual ao ne- gativo do trabalho realizado sobre o corpo: Porque os pássaros não levam choque quando estão nos fios da rede elétrica? WUUU if −=−=∆ 18FÍSICA II O trabalho é descrito como: O potencial elétrico é definido como a energia potencial por unidade de carga elétrica ou o trabalho por unidade de carga elétrica: Já a diferença de potencial vai ser escrita como: A unidade no sistema internacional (SI) do potencial é escrita como joule por coulomb, denominada volt (V): 1 V = 1 J / C. Já para calcularmos o potencial cria- do por uma carga pontual utilizamos: Relembrando que d é a distância da carga que gera o campo elétrico até o ponto estudado. Se tivermos um grupo de car- gas pontuais efetuaremos o somatório dos potencias como mostra a equação abaixo: Superfícies Equipotenciais Superfícies Equipotenciais são su- perfícies onde os pontos vizinhos possuem o mesmo potencial. Em relação as superfícies equipo- tenciais devemos observar que o trabalho realizado numa superfície equipotencial é zero e as superfícies equipotenciais são sempre perpendiculares as linhas as do campo elétrico. Exemplo 1: Um balão de brinquedo cheio de gás hélio, possui uma carga de q:-3,5.10-8C, sobe verticalmente no ar por uma distância d:400m, a partir de uma posição inicial i até uma posição final f. O campo elétrico que normalmente existe na atmosfera próxima à superfície da Terra tem módulo E:150N/C e está direcionado para baixo. Qual a diferença de energia potencial elétrica do balão entre as posi- ções i e f. 19FÍSICA II O sinal negativo mostra que a ener- gia potencial do balão (carregado com car- ga negativa), diminui à medida que ele sobe, movendo-se no sentido oposto ao do campo elétrico. Exemplo 2: Num campo elétrico, transporta-se uma carga q de 5 μ C de ponto X até um ponto Y. O trabalho da força elétrica é de -0,8 μ J. Determine a ddp entre os pontos X e Y. Exemplo 2: Observando o desenho abaixo, encontre a expressão que represen- ta o potencial elétrico no ponto P. Exemplo 3: Considere uma carga Q = -2 μC fixa num ponto O do espaço. Os pontos A, B e C distam, respectivamente, 6,0 m, 1,0 m e 4,0 m de O. A carga está colocada no vácuo, calcular o potencial elétrico no ponto C. Exemplo 4: Considerando a figura a baixo calcule o potencial no ponto P. Exercícios: 1. Na figura abaixo um elétron desloca-se de A para B. Nesse deslocamento o campo elétrico realiza um trabalho de 3,96 × 10-19 J. Quais são as diferenças de potencial elétrico: a) VB− VA b) Vc− VA c) Vc− VB 2. Fazendo V = 0 no infinito, qual será o potencial no ponto P da figura ao lado devido às quatro cargas presentes? Seja q= 5,00 fC e d = 4,00 cm. Nota: 1 fC = 10-15 C. 3. Uma partícula de carga 7,5 µC é libertada a partir do repouso no eixo dos xx, no ponto x = 60 cm. A partícula começa a mover-se devido à presença de uma carga fixa Q na origem. Qual a energia cinética da partícula após se deslocar 40 cm se : a) Q = 20 µC b) Q = −20 µC. 4. Duas cargas elétricas Q1=2µC e Q2 =-4µC, estão localizadas em dois vértices de um triângulo equilátero de lado 0,3m. Determine o potencial elétrico no terceiro vértice do triangulo. O meio e o vácuo. 5. Sabendo-se que VAB=VA-VB =40V é a ddp entre dois pontos A e B, e que A está mais próximo da carga fonte de campo, podemos afirmar que: a) a carga fonte é positiva. b) o sentido do campo é de A para B. c) o potencial de B é menor que o potencial de A. d) o potencial B é nulo. e) a carga fonte é positiva. 6. Uma partícula eletrizada com carga q = 20uC e massa 2g é abandonada em repouso, no vácuo (k = 8,99.109), num ponto A distante 2,0m de outra carga Q = 20uC fixa. A velocidade da partícula, em m/s, quando passa pelo ponto B, distante 2,0m de A é? 7. Uma partícula eletrizada com carga q = 10uC e massa 3g é abandonada em repouso, no vácuo (k = 8,99.109), num ponto A distante 3,0m de outra carga Q = 10uC fixa. A velocidade da partícula, em m/s, quando passa pelo ponto B, distante 3,0m de A é? 8. Vamos supor que temos uma partícula carregada com carga q = 4 µC e que ela seja colocada em um ponto A de um campo elétrico cujo potencial elétrico seja igual a 60 V. Se essa partícula ir, espontaneamente, para um ponto B, cujo potencial elétrico seja 20 V, qual seráo valor da energia potencial dessa carga quando ela estiver no ponto A e poste- riormente no ponto B? 9. Suponhamos que uma carga elétrica seja deixada em um ponto A de um campo elétrico uniforme. Depois de percorrer uma distância igual a 20 cm, a carga passa pelo ponto B com velocidade igual a 20 m/s. Desprezando a ação da gravidade, calcule o trabalho realizado pela força elétrica no descolamento dessa partícula entre A e B. (Dados: massa da carga m = 0,4 g e q = 2 µC). Respostas: 1. a) 2,46V b) 2,46V c) 0 2. 5,63 .10-4V 3. a) 0,9 b) 4,5J 4. -6.104V 5. e 6. v = 29,98 m/s 7. v=99.9 m/s 8. Epot A = 2,4 .10-4J , Epot B = 8 .10-5 J 9. W=8.10-2jW 22FÍSICA II CAPACITÂNCIA Capacitores ou condensadores são elementos elétricos que possuem a função de armazenar carga elétrica. Essa quan- tidade de carga armazenada recebe o nome de capacitância. Os capacitores são constituídos essencialmente por dois condutores separados por um isolante. Os condutores são chamados armaduras (ou placas) do capacitor e o isolante é o dielétrico do capacitor que poder o vidro, a parafina ou próprio ar. A capacitância do capacitor depende basicamente da geometria do capacitor e do meio onde ele se encontra, sendo descrita pela equação: O desfibrilador é formado essencialmente por uma fonte de alta tensão, um capacitor que armazena a energia elétrica e eletrodos que são colocados no corpo do paciente. O desfibrilador é essencialmente um capacitor 23FÍSICA II No Sistema Internacional q é a carga dada em Coulomb (C), V a diferença de potencial dada em volts (V) e C a capa- citância dada em farad (F): Resolvendo os exercícios abaixo entenderemos melhor o conceito de ca- pacitores. Exemplo 1: Um eletrômetro é um aparelho usado para medir cargas estáticas. Uma carga desconhecida é colocada nas armaduras de um capacitor e após isto medimos a diferença de potencial entre elas. Qual é a menor carga que pode ser medida por um eletrômetro cuja capa- citância vale 50pF e tem sensibilidade à voltagem de 0,15V? Resolução: Exemplo 2: O capacitor da figura possui uma capacitância de 25μF e está inicialmente descarregado. A bateria pro- duz uma diferença de potencial de 120V. Quando a chave S é fechada, qual é a carga total que passa por ela? Os capacitores recebem nomes de acordo com a forma de suas armaduras. Assim temos vários tipos de capacitores como os: capacitores planos, capacitores cilíndricos, capacitores esféricos etc. 24FÍSICA II Capacitor de Placas paralelas Na figura ao acima observamos um capacitor que possui duas placas parale- las de área (A), separadas por uma certa distância (d). Este capacitor se chama ca- pacitor de placas paralelas. A capacitância neste capacitor é cal- culada através da equação: Exemplo 1: Um capacitor é consti- tuído por duas placas quadradas com 4 mm de lado. Sabendo que a distância entre as placas é de 4 cm e que a permissividade do meio corresponde a 50 μF/m, determine a capacitância do capacitor. Exemplo 2: Um condensador de placas paralelas possui placas circulares de 0,06 m de raio, separadas por 0,003m de distância. Qual a capacidade deste con- densador? Associação de Capacitores Nos circuitos elétricos podemos usar vários capacitores ao mesmo tempo, que po- dem ser associados de duas maneiras dife- rentes: • Associação em série: as cargas acumu- ladas nas placas de todos os capacitores são iguais, mas as capacitâncias e as diferenças potenciais são diferentes. Portanto: • Associação em paralelo: neste caso a diferença de potencial é a mesma, portanto: d AC 0ε= 25FÍSICA II Exemplo 1: Ache a capacitân- cia equivalente a combinação na figura. Supondo que C1=10,3μF, C2=4,80μF e C3=3,90μF. Primeiro resolvemos a associação em série: Depois resolvemos a associação em paralelo: Exemplo 2: Imagine que você dis- ponha de vários capacitores de 2μF, ca- pazes de suportar, sem ruptura dielétrica, 200V. Como seria possível combinar esses capacitores, de modo a obter um sistema capaz de resistir à diferença de potencial de 1000V e com uma capacitância de a) 0,40μF e b) 1,2μF. Resolução: A. Se usarmos uma associação em série de cinco capacitores de 2μF. Na associação em série a tensão e dada por: Associação em série Associação em paralelo 26FÍSICA II B. Temos a seguinte configuração onde cada capacitor será de 2μF. Exercícios: 1. Um condensador de placas paralelas possui placas circula- res de 8,20 cm de raio, separadas por 1,3 mm de distância. a) Qual a capacidade deste condensador? b) que carga acumulará ele nos seus terminais quando sujeito a uma ddp de 120 V? 2. Calcule a capacitância de um capacitor de placas para- lelas com um dielétrico =3,0, de área das placas de 0,92 m2 e distância de separação entre elas de 4,5 mm. 3. Um capacitor de placas paralelas de 8,0 nF tem uma área de 1,51 m2 e separação de 10 mm. Qual separação entre as placas seria necessária para obter a mesma capacitância se o dielétrico for substítuido pelo vácuo (espaço livre). 4. Um capacitor de 150µF está totalmente carregado quando armazena uma carga de 6,1x10-3C. Qual é a diferença de potencial entre as placas do capacitor? 5. Um capacitor plano de capacitância 5 µF recebe uma carga elétrica de 20 µC. Determine: a) a ddp U entre as armaduras do capacitor; b) a energia potencial elétrica armazenada no capacitor. 6. Capacitores são elementos de circuito destinados a: a) armazenar corrente elétrica. b) permitir a passagem de corrente elétrica de intensidade constante. c) corrigir as variações de tensão nos aparelhos de te- levisão. d) armazenar energia elétrica. e) nenhuma das afirmações acima é satisfatória. 7. Calcule a carga elétrica adquirida por um capacitor de 100 µF, quando conectado a uma fonte de tensão de 120 V. 8. Pretende-se usar duas placas de metal com 1 m2 de área para construir um capacitor de placas paralelas. a) Qual deve ser a distância entre as placas para que a capacitância do dispositivo seja 1F? b) O dispositivo é fisicamente viável? 9. Dois capacitores, C1 = 30 µF e C2 = 20 µF, inicialmente descarregados, são associados e ligados a um gerador ideal de 12 V. Determine a carga elétrica e a ddp em cada ca-pacitor se eles estão associados em série. 10. A figura abaixo representa uma determinada associação de capacitores: a) Encontre a capacitância equivalente da associação; b) Determine a carga armazenada por cada capacitor. Respostas: 1. a) 1,44 ×10-10 F b)1,73×10-8 C 2. 5,43 nF 3. 1,67 mm 4. 41V 5. 4V e 40μj 6. d 7. 12 x 10-3 8. a) 8,85x10-12 m b) Não, a distância é muito pequena. 9. 144μC, 4,8V e 7,2V. 10. 12μF, 600μC, 200μC e 400μC. 29FÍSICA II CORRENTE E RESISTÊNCIA A corrente elétrica é o fluxo de cargas de uma região para outra. Nosso estudo se limitará em estudar apenas correntes constantes de elétrons de condução em materiais condutores (metálicos). Para que a exista corrente elétrica precisamos de uma diferença de potencial. Quando o condutor tem suas extremi- dades ligadas a uma diferença de potencial, surge no interior do condutor um campo elétrico que é orientado no sentido do menor potencial. Assim, uma força elétrica começa a atuar nos portadores de carga que passam a se deslocar, originando a corrente elétrica. A origem da corrente elétrica será explicada detalha- damente na próxima seção, que compreende aos circuitos Quando aplicamos uma diferença de potencial em um sistema condutor temos o movimento ordenado de cargas elétricas o qual chamamos de corrente elétrica. 30FÍSICA II elétricos. Definimos corrente elétrica através de uma área de seção reta de um condutor como o f luxo total das cargas através da área por unidade de tempo: A unidade no sistema internacional da corrente elétrica é chamada de Am- père (A) em homenagem ao Físico francês, nascido em Lyon, André-MarieAmpère (1775-1836), sendo definida como: Não esqueça a corrente elétrica é uma grandeza escalar e o seu sentido ado- tado como convencional, mesmo que seja para elétrons é do potencial maior (+) para o potencial menor (-). Você sabe perguntou qual o valor da resistência elétrica do corpo humano? E quais os fatores que podem influenciar estes valores? Exemplo 1: Quanto tempo leva para que 12,5.1018 elétrons deixem o terminal negativo de uma bateria, se o valor medido da corrente fornecido pela bateria é de 0,5A? (Fundamentos de eletricidade-Richard Fowler) Resolução: Exemplo 2: Quantos elétrons atra- vessam a secção reta de um fio durante 4 min, sendo o mesmo percorrido por uma corrente continua de intensidade constante de 5A? Resolução: 4min=240s Ampère=== A s Ci 31FÍSICA II Exemplo 3: A figura ilustra uma lâmpada fluo¬rescente que contém em seu interior um gás ionizado. Íons negativos se deslocam de B para A com uma taxa de 1,0 · 1018 íons/segundo e os íons positivos se deslocam de A para B com a mes¬ma taxa. Sabendo-se que a carga elétrica de cada íon é 1,6 · 10–19 C, a intensidade de corrente elétrica na lâmpada é: Resolução: Resistência A resistência elétrica consiste na di- ficuldade que os materiais apresentam à passagem da corrente elétrica. Para medir- mos a resistência elétrica em um condutor, aplicamos uma diferença de potencial en- tre dois pontos deste condutor e medimos a corrente elétrica entre esses dois pontos. A resistência R será definida pela relação: No Sistema Internacional de medi- das a unidade de resistência é escrita como Ohm (Ω) definida por: Através da equação da resistência percebemos que quanto maior a passagem de corrente elétrica menor a resistência. Vemos que a definição da palavra resis- tência está completamente de acordo com o seu significado físico. Nos circuitos elétricos temos os cha- mados resistores que são inseridos com a finalidade de limitar a corrente elétrica. Os resistores são representados em um circuito pelo símbolo apresentado na figura abaixo: Exemplo 1: Um ser humano é ca- paz de morrer se uma corrente elétrica da ordem de 50 mA passar pelo coração. Um eletricista trabalhando com as mãos suadas, o que reduz consideravelmente a resistência da pele, segura dois fios desen- capados, um em cada mão. Se a resistência do corpo do eletricista é 2000 Ω, qual é a menor tensão capaz de produzir o choque R Vi = )(: Ω=∆= ohm ampère voltunidades i VR 32FÍSICA II mortal? Lei de Ohm O físico e professor Georges Simon Ohm (1787-1857) verificou experimen- talmente que para alguns condutores, o quociente entre a diferença de potencial V e a intensidade da corrente elétrica é constante. Essa constante é a resistência do resistor. A esta descoberta deu-se o nome de: A Lei de Ohm. A essência na lei de Ohm reside no fato de que a resistência de um material é independente do valor ou do sinal da diferença de potencial aplicada. A lei de ohm pode escrita de outra forma, onde relaciona a resistência elétrica com as dimensões do objeto e as caracte- rísticas do material de que o objeto é com- posto. Na figura ao lado temos um objeto de um material de resistividade (Ωm), dimensões cilíndricas de comprimento l (m) e área de seção transversal reta S (m2). A resistência elétrica será descrita como: Um material obedece a lei de Ohm se a sua resistividade for constante em relação ao valor e a direção do campo elétrico aplicado. Quando tratamos da capacidade de um material em conduzir corrente elétrica nos referimos a condutividade que é in- versamente proporcional a resistividade: Exemplo 1: Um condutor de prata de =1,6x10-8Ωm, tem 200m de compri- mento e 2mm de diâmetro. Calcule a sua resistência elétrica. 33FÍSICA II Resolução: Diâmetro=2mm= 2.10-3m Raio=1.10-3m Exemplo 2: Um fio de prata =1,6x10-8Ωm tem área de 2.10-4 m2. Apli- cando-se uma tensão de 5V resulta uma corrente de 1A. Qual o comprimento do fio? Resolução: Associação de Resistores: Associação de resistores em série: Resistores são dispositivos que transfor- mam energia elétrica em energia térmica através do efeito joule. Na associação em série a corrente elétrica é a mesma em to- dos os resistores, a diferença de potencial total é igual a soma dos potencias de cada resistor e a resistência equivalente é: Associação de resistores em pa- ralelo: Nesta associação a diferença de potencial é igual em todos os resistores, a corrente total é a soma de todas as cor- rentes e a resistência equivalente é: 34FÍSICA II Exemplo 1: O circuito abaixo é ali- mentado por uma bateria de 4 volt. Quan- do a chave C está aberta, a corrente no amperímetro A vale 40 mA. O valor do resistor X não é conhecido. Determine o valor da corrente, em mA, que atravessa o amperímetro quando a chave está fechada. Resolução: Exemplo 2: Na figura temos 3 re- sistores em paralelo. Determine: A. A resistência equivalente da asso- ciação; B. A intensidade da corrente elétrica em cada resistor; C. A intensidade da corrente elétrica total. Resolução: Cálculo da resistência: 35FÍSICA II Potência em circuitos elétricos: Quando uma corrente elétrica per- corre um circuito elétrico, uma parte da energia é gasta. Esta energia gasta, pode ser transformada em trabalho, energia quí- mica ou energia térmica no caso de um resistor. A taxa que esta energia elétrica é transformada em outra forma de ener- gia é chamada de potência elétrica, sendo descrita como: A unidade de potência elétrica é o volt-ampère (V.A) = watt (W) que é igual: Para o caso de resistores elétricos, devido a dissipação de energia podemos ainda usar as seguintes equações para a potência: Exemplo 1: Uma máquina de cachorro quente funciona aplicando uma diferença de potencial de 120 V às extremidades de uma salsicha e cozinhando-a com a energia térmica produzida. A corrente é 10A e a energia necessária para cozinhar a salsicha é 60,0 kJ. Se a potência dissipada permanece a mesma, quanto tempo é necessário para cozinhar três salsichas simultaneamente? 3 salsichas energia 180kj=180000 Exemplo 2: Um estudante manteve um rádio de 9 V, 7 W ligado no volume máximo das 21 h até as 2 h da madrugada. Qual foi a carga que atravessou o rádio? Resolução: R VP RiP 2 2 . = = ViP .= W s J s C C JAV 1111.1 == = Exercícios: 1. Um fio elétrico tem 1mm de diâmetro, 2m de comprimento e uma resistência de 50mΩ. Qual é a resistividade do material? 2. Quanto tempo os elétrons levam para ir da bateria de um carro até o motor de arranque? Suponha que a corrente é de 300A e que o fio de cobre que liga a bateria ao motor de arranque tem 0,85m de comprimento e uma seção reta de 0,21cm2. O número de portadores de carga por unidade de volume é 8,49.1028m-3. 3. Um fio de 4,0m de comprimento e 6,0mm de diâmetro tem uma resistência de 15mΩ. Uma diferença de potencial de 23V é aplicada entre as extremidades. a) Qual a corrente no fio? b) Calcule a densidade de corrente. c) Calcule a resistividade do material do fio. 4. Quando uma diferença de potencial de 115V é aplicada entre as extremidades de um fio longo de 9,66m, a den- sidade de corrente é 1,42A/cm2. Calcule a condutividade do material do fio. 5. Um elemento de aquecimento é feito mantendo uma diferença de potencial de 75V nos terminais de um fio de nicromo de 2,6mm2 de seção transversal e resistividade de 5,0×10−7Ω.m. a) Se o elemento dissipa 4,8kW, qual o seu comprimento? b) Se a diferença de potencial de 110V e utilizada para obter a mesma potência de saída, qual deveria ser o novo comprimento do fio? 5. Calcule a resistência elétrica entre os pontos A e B da figura. 7. Entre os terminais A e B da figura é aplicada uma tensão de 20V. Calcule a potência dissipada: a) em cada resistorde 5,0Ω; b)em cada resistor de 10,0Ω 8. Um resistor dissipa uma potência de 100W quando a cor- rente é de 3A. Qual é a resistência? 9. Quando um resistor de valor desconhecido é ligado aos terminais de uma bateria de 3V, a potência dissipada é 0,54W. Quando o mesmo resistor é ligado aos terminais de uma bateria de 1,5V, qual é o valor da potência dissipada? 10. Uma ddp de 120V é aplicada a um aquecedor de ambiente de 500W. (a) Qual é a resistência do elemento de aqueci- mento? (b) Qual é a corrente no elemento de aquecimento? 11. A intensidade da corrente i, e a resistência R do circuito abaixo valem: 12. Um chuveiro elétrico é submetido a uma d.d.p de 220 V, sendo percorrido por uma corrente elétrica de intensidade 10A. A resistência elétrica do chuveiro é: 13. Um fio de cobre tem comprimento de 120 m e a área da seção transversal é 0,50 mm2. Sabendo–se que a resis- tividade do cobre a 0 0C é de 1,72.10-2Ω.mmWWW/m. Então a sua resistência elétrica a 00C será de: 14. Uma associação em série de dois resistores, R1= 2 Ω e R2= 4Ω está submetida a uma ddp de 24 V. A intensidade da corrente elétrica em cada resistor vale, respectivamente: 15. O valor da resistência elétrica de um condutor ohmico não varia se mudarmos somente: a) o material de que ele é feito. b) seu comprimento. c) a área da sua secção reta. d) a ddp da qual ele é submetido. Respostas: 1.R: 2.10-8Ω.m 2.R: 13min26s 3.R: a) 1,5kA; b) 53MA/m2 c) 110nΩ.m 4.R: 1190 (Ω.m)−1. 5.R: a) 6,1m b) 13m. 6.R: 6,9Ω. 7.R: a) 20W b) 10W 8.R: 11,11Ω 9.R: 0,135W 10.R: a) 28,8Ω ; b) 4,16A 11.a) 8 A e 500 Ω 12.22 Ω 13.4,1 Ω 14.4 A e 4 A 39FÍSICA II CIRCUITOS No nosso cotidiano estamos rodeados por aparelhos ele- trônicos, ou seja, estamos rodeamos por circuitos eletrônicos. Neste capítulo vamos estudar circuitos de correntes continuas ou circuitos CC. Neste tipo de circuitos as cargas se movem sempre no mesmo sentido. Para termos uma corrente estável em um circuito, preci- samos de uma diferença de potencial entre os dois terminais. Esta diferença de potencial pode ser conseguida através de um gerador de eletricidade ou simplesmente de uma bateria. Esses dispositivos chamados de fontes produzem uma fonte eletromotriz. A força eletromotriz é o trabalho por unidade de carga que a fonte realiza para transferir cargas do terminal de bai- xo potencial para o terminal de alto potencial. No Sistema Internacional a unidade da força eletromotriz é o volt (v). Qual o papel da fonte de tensão (bateria) no funcionamento de um circuito elétrico? 40FÍSICA II A figura acima ilustra a passagem de carga de do menor potencial para o maior potencial. Em uma fonte ideal de tensão a dife- rença de potencial entre os seus terminais é igual a força eletromotriz. Já em uma fonte de tensão real existe uma resistência interna que se opõe ao movimento das cargas. Cálculo da corrente em um Cir- cuito composto por uma Malha. Para resolvermos problemas de uma ou mais malhas utilizaremos a seguintes regras: Regra das malhas: A soma algébrica das variações de potencial encontradas ao percorrer uma malha fechada é sempre zero. REGRA DAS RESISTÊNCIAS: Quando atravessamos uma resistência no sentido da corrente, a variação do potencial é -iR; quando atravessamos uma resistên- cia no sentido oposto, a variação é +iR. REGRA DAS FONTES: Quando atravessamos uma fonte ideal do terminal negativo para o positivo, a variação do potencial é +E; quando atravessamos uma fonte no sentido oposto, a variação é -E. Fonte. Halhday e Resmck Utilizando as regras mencionadas aci- ma vamos calcular a corrente do circuito que aparece na figura. • Primeiramente vamos escolher o ponto a como ponto de partida para percorrer o circuito. • Escolhemos o sentido anti –horário para percorrer o circuito. • Utilizando a regra das resistências e a regra das fontes temos: Exemplo 1: Suponha que as bate- rias na figura tenham resistências inter- nas desprezíveis. Determine a corrente no circuito. 41FÍSICA II Resolução: Vamos considerar o sentido anti- -horário para a corrente. Temos então que E1 é um gerador e E2 um receptor. Exemplo 2: Suponha que as bate- rias na figura abaixo tenham resistências internas desprezíveis. Determine (a) a cor- rente no circuito, (b) a potência dissipada em cada resistor e (c) a potência de cada bateria e se, a energia é absorvida ou for- necida por ela? Resolução: Vamos considerar o sentido anti- -horário para a corrente. Temos então que E1 é um gerador e E2 um receptor. A. Corrente no circuito: B. Potência dissipada: C. Potência de cada bateria: 42FÍSICA II Exemplo 3: O potencial no ponto P é de 200 V, qual é o potencial no ponto Q? E a corrente do circuito? Resolução: Vamos considerar o sentido anti- -horário para a corrente. Cálculo do potencial no ponto P: Exemplo 4: Calcule a corrente que atravessa cada uma das baterias ideais do circuito da figura. Suponha que R1 = 2,0 Ω, R2 = 3,0 Ω, E1 = 3,0 V, E2 = E3 = 5,0 V. Resolução: Primeiramente temos que escolher um sentido para a corrente elétrica. Es- colhemos o sentido anti-horário para a corrente na primeira malha e o sentido horário para a corrente na segunda malha, se escolhermos o sentido errado a corrente terá sinal negativo. Aplicando a regra dos nós temos: i1= i2+ i3 Agora vamos usar a regra das ma- lhas seguindo o sentido horário para a 1 malha: 43FÍSICA II Agora vamos usar a regra das ma- lhas seguindo o sentido horário para a 2 malha: Temos então um sistema formado por 3 equações: Substituindo i1 da primeira equação na segunda temos: Nosso novo sistema será: Multiplicamos a segunda equação por -1 e resolvemos o sistema, obtemos então: Substituindo i2 na primeira equação: Então i1 é igual a 0,35A Exercícios: 1. Calcular todas as correntes no circuito abaixo: a) Respostas: i1 = -0,2A, i2 = 0,2A e i3= 0,4A. b) Respostas: correntes 17,5A ; 11,25A ; 6,25A 2. A figura mostra um circuito cujos elementos têm os seguintes valores: E1=2,1 V, E2=6,3 V, R1=1,7 Ω, R2=3,5 Ω. Ache as correntes nos três ramos do circuito. Respostas: i1 = 0,82A; i2 = -0,4A ; i3 = 0,42A 3. Determine as correntes do circuito. Dados do problema: Re- sistores: R 1 = 0,5 Ω; R 2 = 0,5 Ω; R 3 = 1 Ω; R 4 = 0,5 Ω; R 5 = 0,5 Ω; R 6 = 3 Ω e R 7 = 1 Ω. Geradores e Receptores: E 1 = 20 V; E 2 = 20 V e E 3 = 6 V. Respostas: Os valores das correntes são i1=1A, i2=2A e i3=3A. 45FÍSICA II CAMPO MAGNÉTICO O estudo da eletricidade e do magnetismo começaram separados, mas em 1820 Chistian Oesterd descobriu que uma corrente elétrica afetava o funcionamento de uma bússola. A partir deste momento descobriu-se uma importante relação entre eletricidade e magnetismo. Mais tarde, Amperè propôs que as correntes elétricas geram fenômenos magnéticos. Um campo magnético pode ser gerado por partículas eletricamente carregadas em movimento, podemos citar como A aurora boreal ocorre devido ao contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta. Aurora boreal foi um nome criado pelo cientista Galileu Galilei, no ano de 1619, por causa de uma deusa romana do amanhecer, chamada de Aurora, e de seu filho, chamado Bóreas. 46FÍSICA II exemplo, a produção de campo magnético produzido pela cor- rente elétrica, ou por ímãs que são matérias que já possuem um campo magnético próprio. Estudamos nos capítulos anteriores que as partículas car- regadas geram o aparecimento da força elétrica. Neste capítulo vamos estudar que além da força elétrica, o movimento das partículas gera o aparecimento da força magnética. O módulo da força magnética é definido como: φ é o ângulo formado entre as direções da velocidade v e do campo magnético B . A unidadedo campo magnético no Sistema internacional é o Tesla dado por: De acordo com a equação da força magnética quanto o ângulo φ for 0 ou 180º a força magnética será nula, assim se o lançamento de uma partícula for paralelo ao campo não teremos força magnética atuando sobre esta partícula (MRU). A figura ao lado descreve a regra da mão direita (carga positiva) que tem como objetivo fornecer o sentido da força magnética. Exemplo 1: Um elétron num tubo de raios catódicos está se movendo paralelamente ao eixo do tubo com velocidade 2. 105 m/s. Aplicando-se um campo de indução magnética de 3T, paralelo ao eixo do tubo, a força magnética que atua sobre o elétron vale: Resolução: Para resolvermos este problema vamos utilizar a equação φvBsenqFB = , onde o ângulo estabelecido é entre a velocidade e o campo magnético. Como a velocidade do elétron é paralela ao campo magnético teremos um ângulo 0=φ . Sabendo que 00 =sen , a força magnética será zero. Exemplo 2: Uma partícula de carga 4.10-4 C é lançada perpendicularmente a um campo magnético uniforme de in- φvBsenqFB = 47FÍSICA II tensidade 2.10-2 T, com velocidade 102 m/s. Determinar a intensidade da força magnética que atua sobre ela. Resolução: Exemplo 3: Uma carga elétrica pun- tiforme de 5.10-6 C, é lançada com veloci- dade de 1m/s, numa direção perpendicular a um campo magnético, e fica sujeita a uma força de intensidade 4.10-10 N. Qual a intensidade do campo magnético? Exemplo 4: Uma carga elétrica de 10-5 C é lançada perpendicularmente a um campo magnético de 10-8 T, ficando sob a ação de uma força de 10-25 N. Determine a velocidade com que a carga foi lançada no campo. Linhas de campo magnético O campo magnético é representado por linhas imaginárias, chamadas linhas de campo magnético que possuem as se- guintes características: • São linhas fechadas; • Em cada ponto do espaço, o vetor campo magnético é tangente às li- nhas de campo • O número de linhas de campo, por unidade de área, é proporcional à intensidade do campo magnético. • O campo magnético uniforme pos- sui as linhas de campo paralelas. • As linhas de campo entram no íma por uma extremidades que é cha- mada de polo sul e saem pela outra extremidade que recebe o nome de polo norte, como mostra a figura. Quando aproximamos dois ímas observamos que os polos que recebem o mesmo nome se repelem e polos que recebem nomes diferentes se atraem. 48FÍSICA II O nosso planeta se comporta como um gigantesco ímã, isto foi relatado desde 1600 por William Gilbert e até hoje ainda é objeto de estudo de muitos por cientistas. O polo sul magnético da Terra está próximo do polo norte geográfico e o polo norte magnético está próximo do polo sul geográfico como mostra a figura. Existem ainda planetas no nosso sistema solar que possuem um campo mag- nético bem maior quando comparado com o da Terra, como por exemplo, Júpiter que é 20 mil vezes mais intenso, por outro lado temos Vênus que não possui campo magnético. Força Magnética em um Fio Percorrido por Corrente Se tivermos um fio percorrido por uma corrente elétrica e o colocarmos den- tro de um campo magnético, este fio so- frerá a ação de uma força magnética cujo módulo é descrito por: Exemplo 1: Um condutor retilíneo de comprimento 0,3 m é percorrido por uma corrente de intensidade 2,0 A. O con- dutor está totalmente imerso num campo magnético de intensidade 10-2 T, formando com a direção do campo um ângulo de 20°. A intensidade da força magnética que atua sobre o condutor é: φiLBsenFB = NF senF iLBsenF B B B 2- 2- 10205,0 20103,02 ×= ××= = ο φ 49FÍSICA II CAMPOS MAGNÉTICOS PRODUZIDOS POR CORRENTES Neste capítulo vamos usar a de lei de Biot-Savart para calcular o campo magnético produzido em um ponto por fios de diferentes geometrias: Campo Magnético produzido pela corrente em um fio retilíneo longo: O módulo do campo magnético calculado em um ponto P próximo do fio é dado pela equação: onde μ0 é a constante de permeabilidade do vácuo, cujo valor é: A fita magnética completou 60 anos em 1994 e mesmo com o seu uso ultrapassado, deixa uma certeza os novos produtos que estão surgindo não deixarão de usar as tecnologias magnéticas. R iB π µ 2 0= 50FÍSICA II Como vemos na figura abaixo as linhas de campo magnético formam cir- cunferências concêntricas em torno do fio. Quanto maior for a distância do ponto P ao fio, menor será o valor do campo magnético produzido, e consequentemente maior será o espaçamento entre as linhas de campo. A orientação do campo magnético é determinada pela regra da mão direita: Envolva o condutor com a mão direita, com o dedo polegar estendido apontando no sentido da corrente. Os outros dedos apontarão no sentido das linhas de campo magnético. Na figura o símbolo representa a ponta do vetor campo magnético orientado do plano para o observador (saindo do plano) e o símbolo x representa o ponta do vetor orientado do observador para o plano (entrando no plano). Exemplo 1: Uma corrente elétrica de intensidade igual a 2 A está percor- rendo um fio condutor retilíneo. Calcule a intensidade do vetor indução magnética em um ponto localizado a 3 cm do fio. Adote μ= 4π.10-7 T.m/A. Resolução: Exemplo 2: Usando a figura, cal- cule o valor do vetor indução magnética B situado no ponto P. Adote μ = 4π.10-7 T.m/A, para a permeabilidade magnética. Para o caso do campo magnético produzido em um ponto P por uma cor- rente em fio semi-infinito, ou seja, pro- duzido pela parte inferior ou superior do fio temos: Já o campo magnético produzido por uma corrente em fio curvado vai ser dado pela equação: R iB π µ 4 0= R iB π φµ 4 0= 51FÍSICA II Onde o ângulo φ é o ângulo for- mado pelo arco. Esta equação é válida apenas para o campo magnético no centro de curvatura do fio. Se considerarmos uma circunfe- rência completa chegamos na conhecida equação da espira circular: Exemplo 1: Na figura aparece a re- presentação de uma espira circular de raio R percorrida por uma corrente elétrica de intensidade igual a 12 A. determine o valor do campo de indução magnética sabendo que o raio dessa espira é igual a 3πcm. Adote μ = 4π.10-7 T.m/A. Exemplo 2: Leia as afirmações a respeito do campo magnético gerado por uma espira circular. I. O módulo do campo magnético ge- rado por uma espira é inversamente proporcional ao seu raio; II. Se a corrente elétrica que f lui por uma espira for dobrada, o campo magnético gerado por ela será quatro vezes maior; III. O sentido da corrente elétrica não tem nenhuma inf luência na dire- ção e no sentido do vetor indução magnética. Assinale a alternativa correta: A. I e II B. II e III C. I e III D. Somente III E. Somente I Para resolvermos está questão é pre- ciso analisar a equação: R i B 2 0µ= . Letra E VI. Verdadeira O módulo do campo magnético gerado por uma espira é inversamente proporcional ao raio. VII. Falso. Se a corrente elétrica que f lui por uma espira for dobrada, o campo magnético gerado por ela será duas vezes maior. VIII. Falsa. O sentido da corrente elétrica define a direção do campo magnético gerado pela espira. R i B 2 0µ= 52FÍSICA II Exemplo 3: Uma espira circular, quando percorrida por uma corrente elétri- ca de intensidade i, gera um campo mag- nético que possui como módulo o triplo do valor referente à corrente. Determine o valor do raio da espira sabendo que μ0 = 4.π x 10 – 7 T.m/A. Força entre duas correntes para- lelas: Se tivermos dois fios paralelos de comprimentos iguais a L, separados por uma distância d e percorridos pelas cor- rentes i1 e i2. A corrente do fio i1 gera um campo magnético em qualquer ponto do fio dois: e cada um dos fios estará sujeito a uma força magnética dada por: Esta força magnética será de atração, se as correntes tiverem o mesmo sentido, e de repulsão, se tiverem sentidosopostos conforme a figura. Resumindo: Correntes paralelas se atraem e correntes antiparalelas (opostas) se re- pelem. Solenoides e Toroides: Solenoide é uma bobina helicoidal formada por espiras circulares muito próximas. Toroide é um solenoide cilíndrico que foi curvado até se suas extremidades se toquem, forman- do um anel. Seus campos magnéticos são calculados através das seguintes equações: Campo magnético para o solenoide: onde n significa o número de espiras por unidade de comprimento. Campo magnético para o toroide: N é o número total de espiras, como r é o raio do toroide, temos que do lado de fora o campo magnético é zero. Indução e Indutância Para entendermos o fenômeno da Indução e Indutância começamos pela descrição de dois experimentos: No primeiro experimento aproxima- mos e afastamos o imã da espira. Nestes momentos o amperímetro acusa o apare- cimento de corrente elétrica, mas quando deixamos o imã parado em relação a espira não existe corrente. No afastamento do d i B π µ 2 20 2 = d ii F π µ 2 210= inB 0µ= r iN B π µ 2 0= 53FÍSICA II imã o amperímetro marca a corrente no sentido oposto. Se trocarmos os polos e realizarmos o mesmo experimento, temos as mesmas respostas apenas com as correntes em sentidos contrários quando comparados com os anteriores. Está corrente recebera o nome de corrente induzida devido a uma força eletromotriz induzida. No segundo experimento duas espiras são colocadas próximas, mas em repouso, quando fechamos a chave S, aparece uma corrente contínua na esquerda por um ins- tante. Quando abrimos a chave S aparece uma nova corrente no sentido oposto. A variação do f luxo magnético produzirá uma força eletromotriz. Estas experiências que foram feitas por Faraday revelaram que: A força eletromotriz induzida em um circuito é igual ao negativo da taxa de variação com que o f luxo magnético através do circuito está mudando com o tempo. Depois da descoberta de Faraday, o físico russo Heinrich Lenz descobriu a partir de resultados experimentais que a corrente induzida tem sentido oposto ao sentido da variação do campo magnético que a gera. Exercícios: 1. Uma partícula de radiação alfa move-se com rapidez 550 m/s numa região com um campo magnético uniforme de módulo 0,045 T e que faz com a velocidade um ângulo de 52o. Determine (a) o módulo da força magnética que o campo exerce sobre a partícula alfa, (b) o módulo da aceleração e (c) indique se a rapidez da partícula varia. Dados: ma=6,6x10-27kg; qa=3,2x10-19C . Resposta: a) F: 6,2x10- 18N b) a: 9,5x108m/s2 2. Um topógrafo usa uma bússola a 6,1 m abaixo de uma linha elétrica conduzindo 100A. Qual o campo magnético provocado pela corrente junto à bússola? Esse campo afeta a leitura da bússola significativamente? O campo magnético terrestre no local é de 20 µT. Resposta: B: 3,3 µT, 17% do campo magnético terrestre local sendo considerável. 3. . Na figura uma corrente de 10,0 A circula no circuito em 'U'. Os fios retilíneos são longos, o ponto A está localiza- do no centro da semicircunferência de raio 5,00 mm e o ponto B a meia distância entre os fios, bastante afastado da semicircunferência. Calcule (a) valores aproximados para os módulos dos campos magnéticos nos pontos A e B e (b) o sentido desses campos. Resposta: e 4.O fio horizontal da figura tem massa 50 g, comprimento 2,0 m e sobe com aceleração desconhecida. Sabe-se que na região existe um campo magnético de 4,0.10−1 teslas horizon- tal, perpendicular ao fio e que os fios são percorridos por uma corrente de 1,5 amperes. Respostas: a) campo elétrico entrando no papel b)F = 1,2 N c) 14m/s2 a) Determinar o sentido do campo; b) Calcular o valor da força magnética; c) Calcular a aceleração; 5. Em uma localidade nas Filipinas, o campo magnético da Terra de 39µT é horizontal e aponta para o norte. Exata- mente a 8cm acima de um fio retilíneo longo, que trans- porta uma corrente constante o campo resultante é zero. Determine a intensidade da corrente: Resposta: 16A 6. Um topografo está usando uma bussola a 6m abaixo de uma linha de transmissão na qual existe uma corrente constante de 100 A. a) Qual é o campo magnético no local da bússola em virtude da linha de transmissão? Resposta: 3,3 µT 7. Campo de um toroide (figura). Um toroide é um corpo em forma de uma câmara de ar de pneu. Uma espira pode ser enrolada em torno do toroide, como mostra a figura. Neste caso, conclui-se por análise de simetria que as linhas de força do campo magnétic o têm a forma de círculos fechados, como mostra a figura. Calcule o campo magnético: Respostas: R iNB π µ 2 0= , zero a) no interior do toroide b) fora do toroide. 8. Calcule o campo magnético no ponto P da figura, que é o centro comum dos dois semicírculos. Resposta: a iB 8 3 0µ= 9. Um solenoide de 1,33cm de comprimento e 2,60cm de diâ- metro conduz uma corrente de 17,8A. O campo magnético dentro do solenoide é 22,4 mT. Determine o comprimento do fio do solenoide. Resposta 109m REFERÊNCIAS HALLIDAY, Fundamentos de física, LTC , 9º Edição,volume3 TIPLER, P. A.; Física para Cientistas e Engenheiros. 4a ed, LTC, 2000. v2. SEARS e ZEMANSKY, Física III, 12a edição, http://www.tudoengcivil.com.br https://engenhariacivilfsp.files.wordpress.com/2014/09/exercc3adcios-leis-de-kirchhoff.pdf http://paginapessoal.utfpr.edu.br/danilocgouveia/eletricidade http://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-fisica/exercicios-sobre-associacao-capacitores.htm http://masimoes.pro.br/fisica_el/ex_pi/04.pdf http://www.fisicaexe.com.br/fisica1/eletromagnetismo/fmagnetica/exefmagnetica.html http://lilith.fisica.ufmg.br/~feletro/ex_cap8-feletro.pdf Carga Elétrica e Lei de Coulomb Cargas Elétricas Lei de Coulomb Campo Elétrico Linhas de Campo Elétrico CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA CARGA PONTUAL CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UM DIPOLO ELÉTRICO CAMPO ELÉTRICO PRODUZIDO POR UMA LINHA DE CARGA Potencial Elétrico Superfícies Equipotenciais Capacitância Capacitor de Placas paralelas Associação de Capacitores Corrente e Potência em circuitos elétricos: Lei de Ohm Resistência Circuitos Campo Magnético Linhas de campo magnético Campos magnéticos produzidos por correntes Indução e Indutância REFERÊNCIAS