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Fisiologia da visão
Objetivos
• Compreender a anatomia e fisiologia da
audição. 
• Estudar a anatomia e fisiologia da visão. 
• Citar a má formação genética
(congênita) da visão e audição. 
O olho
É um órgão sensorial que provê o sentido da
visão.
Embriologia
Deriva-se do neuroectoderma, do ectoderma
de revestimento e do mesoderma.
• começam surgir com 22 dias, nessa fase
vai surgir os sulcos ópticos (nas pregas);
• Surgem do neuroectoderma e depois
encontra com o ectoderma superficial; 
• neuroectoderma: retina, íris (posterior) e
nervo óptico; 
• Ectoderma de superfície: cristalino e
epitélio da córnea: 
• Mesoderma: todos os vasos sanguíneos
e envoltórios fibrosos; 
• Células da crista neural: coróide, escala
e encoleiro da córnea. 
• Sucos ópticos – fusão das pregas –
envaginação dos sulcos – Vesículas
ópticas – entram em contato com o
ectoderma de superfície; 
• Formação dos pedículos ópticos; 
• Espessamento do ectoderma de
superfície – placoide do cristalino; 
• As vesículas ópticas se invaginam –
cálice óptico (forma a retina) (conectado
ao encéfalo pelo pedículo (forma o nervo
óptico). 
Capas do globo ocular
A parede do globo ocular é composto por três
capas estruturais:
1. Túnica fibrosa: é a mais externa,
composta pela esclera (porção branca;
TC denso fibroso) e pela córnea (porção
transparente). E conjuntiva. 
2. Túnica vascular — úvea: composta
pela coroides (contém vasos
sanguíneos que nutre a retina), pelo
estroma do corpo ciliar (contém o
músculo ciliar, responsável pela
acomodação do cristalino) e pela íris
(diafragma contrátil; controla a
quantidade de luz que chega na retina).
E cristalino e pupila (dentro da íris). 
3. Túnica interna: formada pela retina,
que continua com o nervo óptico até o
SNC. 
• Pigmentada externa: epitélio de
pigmentação composta por
epitélio simples cúbico. 
• Neurossensorial interna — retina
nervosa: contém os receptores
fotossensíveis — células
fotorreceptoras (cones e
bastonetes). 
Compartimentos
intraoculares
1. Câmara anterior: espaço entre a córnea
e a íris. 
2. Câmara posterior: espaço entre a íris e
o cristalino. 
LARA MELO – AFYA Palmas
A câmara anterior e posterior contém o humor
aquoso.
3. Câmara vítrea: espaço entre o cristalino
e a retina nervosa. Contém o humor
vítreo. 
Meios ópticos de difração
A medida que a luz atravessa os componentes
do olho, os componentes do meio óptico de
difração focam a refração desses raios sobre
as células fotorreceptoras da retina.
Eles são:
1. Córnea: principal elemento de refração
do olho. 
2. Humor aquoso: produzido pelos
processos ciliares na câmara posterior
do olho. 
• Possui a função de nutrir o
cristalino e a córnea, que são
avasculares e regular a pressão
interna. 
• Passa entre as fibras zonulares e
através da pupila até a câmara
anterior do olho. 
• É drenado no canal de Schlemm. 
3. Cristalino: estrutura biconvexa
transparente. 
• Os ligamentos do cristalino são
chamados de fibras zonulares
(zônula de Zinn), que se
estendem dos processos ciliares
até o equador do cristalino. 
• Coletivamente, as fibras zonulares
são chamadas de ligamento
suspensor do cristalino. 
4. Corpo vítreo: composto pelo humor
vítreo. 
Estruturas microscópicas do
olho
Córnea
É uma estrutura avascular, composta por:
1. Epitélio cornear: EEP sem queratina. E
depois cilíndrica. 
2. Membrana de Bowman — membrana
basal anterior: TC fibrilar. Atua contra
barreira contra a disseminação de
infecções. 
3. Estroma cornear — substância própria:
TCDR. Constitui 90% da espessura da
córnea. 
4. Membrana de Descemet — membrana
basal posterior: rede de fibras e poros. 
5. Endotélio corneal: ESP. Limita a
câmara anterior. 
Esclera
É uma capa opaca composta por TCD,
composta por:
1. Lamina epiescleral — episclera: capa
externa de TCF, unida ao tecido adiposo
periorbitário. 
LARA MELO – AFYA Palmas
2. Cápsula de Tenon — substância
própria: é o local de inserção dos
músculos extraoculares. Composta por
uma rede de fibras colágenas. 
3. Lamina supracoroide — lâmina fusca:
capa interna, unida à coroides. 
Limbo esclerocorneal: zona de transmissão
entre a córnea e a esclera. Composto por
células conjuntivais e c. epiteliais da córnea (c.
mãe).
Íris
Forma um diafragma contrátil na frente do
cristalino.
Está coberto pelo epitélio pigmentado
posterior e por fibras de musculo liso, que
formam o m. esfíncter da pupila, que possui a
função de contração da íris e a diminuição do
diâmetro pupilar.
Possui uma capa de células mioepiteliais, que
constitui o epitélio pigmentado anterior.
Essas células são carregadas de melanina e
formam o m. dilatador da pupila.
Epitélio/corpo ciliar
Tem função de:
1. Secreção de humor aquoso. 
2. Participação na barreira hematoaquosa. 
3. Secreção e ancoragem das zônulas de
Zinn, que formam o ligamento
suspensório do cristalino. 
Canal óptico — disco óptico
Onde passam as estruturas nervosas e
vasculares.
• Não há a presença de fotorreceptores, e
é denominada de ponto cego. 
Mácula lútea
Está no polo posterior da retina, onde há a
maior concentração de cones.
• É a região de maior acuidade visual. 
No centro da mácula, está a fóvea central →
localizado no centro da retina, local onde se
concentram os cones, que permitem perceber
os detalhes dos objetos e das cores — visão
central e nítida.
Retina
Possui duas partes básicas: o epitélio
pigmentário da retina (EPR) e a retina
propriamente dita. Está última se divide em:
1. Epitélio pigmentário da retina (EPR). 
2. Capa de cones e bastonetes
(fotorreceptores). 
3. Membrana limitante externa. 
4. Capa nuclear externa. 
5. Capa plexiforme externa. 
6. Capa nuclear interna. 
7. Capa plexiforme interna. 
8. Capa ganglionar. 
9. Capa de fibras do nervo óptico. 
10.Membrana limitante interna. 
• Camadas explicadas 
1. Membrana limitante interna. 
2. Camada de fibras nervosas:
formada pelos axônios das células
ganglionares que convergem em
direção ao disco óptico. 
3. Camada de células
ganglionares: formada pelos
núcleos das células ganglionares. 
4. Camada plexiforme interna:
formada pelas sinapses entre as
células bipolares, amácrinas e
ganglionares. 
5. Camada nuclear interna:
formada pelos núcleos das células
bipolares, horizontais, amácrinas
e de Müller. 
6. Camada plexiforme externa:
formada pelas sinapses entre os
processos terminais dos cones e
bastonetes, as células bipolares e
as horizontais. 
7. Camada nuclear externa:
formada pelos núcleos dos cones
e bastonetes. 
8. Membrana limitante externa
(descrita acima). 
LARA MELO – AFYA Palmas
9. Camada de fotorreceptores —
segmentar: contendo os
segmentos externos dos cones e
bastonetes. 
10.Camada pigmentária. 
Células da retina
1. Células fotorreceptoras: 
• Cones: receptores de cor.
Absorção de luz de alta
intensidade. Possui o pigmento
iodopsina. 
• Bastonetes: receptores de
branco e preto em condições de
baixa luminosidade (visão
noturna). Possui o pigmento
rodopsina. 
A vitamina A é precursora dos
pigmentos visuais.
1. Neurônios de condução: células
bipolares e ganglionares. 
2. Neurônios de associação: células
horizontais, centrífugas, interflexiformes
e amácrinas. 
3. Células de sustentação: células de
Muller. 
Estruturas acessórias do
olho
Conjuntiva
Reveste a superfície interna das pálpebras e a
superfície anterior do globo ocular (exceto a
córnea).
• Formado por um EEcilíndrico com c.
caliciformes. 
Glândulas tarsais — de Meibomio
São g. sebáceas que formam uma capa oleosa
sobre a superfície da película lagrimal, que
retarda a evaporação da capa normal de
lágrimas.
Glândula lagrimal
Produzem as lágrimas que protegem o epitélio
corneal.
• Contem agente antibacterianos e
protetores contra aluz ultravioleta. 
• Está no ângulo superolateral da órbital
craneal. 
Músculos do olho
• Reto superior: levantamento do olho. 
• Reto inferior: abaixamento do olho. 
• Reto lateral: abdução do olho. 
• Reto medial: adução do olho. 
• Oblíquo inferior: levantamento do olho. 
• Oblíquo superior: abaixamento do olho.
Fisiologia da visão
A formação da imagem visual vai depender de
2 processos:
Projeção da imagem nos
fotorreceptores
Ocorre por meio da córnea e do cristalino,
lentes convexas que possuem a função de
convergir a luz.
O cristalino tem a função de acomodação da
luz no ponto de foco.
LARA MELO – AFYA Palmas
A acomodação ocorre por meio da contração
ou relaxamento dos músculos ciliares,
deixando o cristalino mais espesso ou fino,
respectivamente.
• Essa capacidade ocorre através da
inervação parassimpática do n.
oculomotor, que ocorre simultaneamente
com a dilatação ou contração da pupila
pelo m. esfíncter do olho. 
→ Focalização do objeto próximo ao olho:
Tríade.
Contração da pupila, aumento da curvatura do
cristalino e convergência dos olhos.
• Objetos localizados longe do olho ocorre
o oposto. 
• Com o envelhecimento a elasticidade do
cristalino diminui e o objeto precisa estar
mais distante para o cristalino focalizar.
Essa condição é denominada
presbiopia. 
• Miopia: dificuldade de tornar o cristalino
mais estreito — lente côncava 
• Hipermetropia: dificuldade de espessar
o cristalino — lente convexa. 
• Presbiopia: ocorre com a idade, em que
o cristalino perde sua elasticidade,
tornando difícil o espessamento do
cristalino. 
• Astigmatismo: condição em que as
curvaturas dos planos do olho são
diferentes. Os raios incidem em regiões
diferentes e são focalizadas em
diferentes pontos — lente cilíndrica. 
• Catarata: causada pela opacidade do
cristalino — substituição desse por uma
prótese. 
Transdução da imagem —
Fotoquímica
Bastonetes e cones contêm substâncias
químicas que se decompõem pela exposição à
luz e, no processo, excitam as fibras do nervo
óptico.
A substância química sensível à luz, nos
bastonetes, é a rodopsina, e nos cones a
iodopsina.
Bastonetes
A rodopsina é decomposta pela ação luminosa
e seus compostos causam alterações elétricas
na membrana, transformando o sinal
eletromagnético em sinal elétrico nos neurônios
e permitindo com que o impulso seja
transmitido.
• A decomposição desse pigmento libera
compostos que serão utilizados para
formação de nova rodopsina. 
Se houver o excesso de rodopsina, ele sofre
um processo de transformação para vitamina A,
que será armazenada para futuramente ser
transformada em novos pigmentos.
→ Esse processo faz parte do mecanismo de
adaptação ao claro, pois essa transformação
diminui para um nível adequado a sensibilidade
à luz.
• Cegueira noturna
É causada pela deficiência de vitamina
A, em que não há formação suficiente de
rodopsina nos bastonetes, como esses
estão relacionados a visão noturna
(respondem ao mínimo estimulo
luminoso), há redução drástica da visão
em ambientes com pouca luz.
Cones
Possuem o pigmento iodopsina, que se
diferencia em células com pigmentos de três
cores: verde, azul e vermelha.
Os cones e bastonetes liberam
glutamato em suas sinapses com as
c. bipolares.
Função neural da retina
A sequência do sinal transmitido obedece essa
ordem:
LARA MELO – AFYA Palmas
1. Fotorreceptores (cones e bastonetes):
fazem sinapse com as células
horizontais e bipolares. 
2. Células horizontais: transmitem os
sinais dos cones e bastonetes para as
células bipolares. 
3. Células bipolares: recebem os sinais
das células horizontais, cones e
bastonetes e transmitem para as células
ganglionares e amácrinas. 
4. Células amácrinas: transmitem os
sinais em 2 sentidos, um para as células
bipolares e outro para outras células
amácrinas. 
5. Células ganglionares: transmitem os
sinais a retina através do nervo óptico
para o cérebro. 
Vias visuais
1. Os sinais saem das retinas pelos nervos
ópticos. 
2. No quiasma óptico, as fibras nasais
das retinas cruzam para o lado oposto,
onde se unem as fibras temporais
opostas, para formar os tratos ópticos. 
3. Os tratos ópticos fazem sinapse no
núcleo geniculado dorsolateral do
tálamo — corpo geniculado lateral. 
• Áreas 17, 18 e 19 do lobo occipital. 
1. As fibras geniculocalcarinas se
projetam por meio da radiação óptica
(trato geniculocalcarino), até o córtex
visual primário, na área da fissura
calcarina do lobo occiptal medial. 
As vias também se projetam para outras áreas
do cérebro:
1. Núcleos supraquiasmáticos do
hipotálamo: para controlar ritmos
circadianos. 
2. Núcleos pré-tectuais no mesencéfalo:
para desencadear movimentos reflexos
dos olhos para focalizar objetos e para
ativar o reflexo fotomotor. 
3. Colículo superior: controlar
movimentos direcionais rápidos dos dois
olhos. 
4. Núcleo geniculado ventrolateral do
tálamo: ajudar a controlar funções
comportamentais do corpo. 
As vias visuais podem ser divididas no sistema
antigo, para o mesencéfalo e áreas
prosencefálicas basais, e no sistema novo,
para a transmissão direta dos sinais visuais,
para o córtex visual, localizado nos lobos
occipitais.
• Área visual primária: 17 de Brodmann. 
LARA MELO – AFYA Palmas
Malformações congênitas
As malformações congênitas da visão são
anomalias presentes no sistema visual desde o
nascimento.
As mais comuns da visão incluem:
1. Anoftalmia: ausência completa do globo
ocular. 
2. Microftalmia: diminuição significativa do
tamanho do globo ocular. 
3. Coloboma: abertura ou fenda na íris,
retina, coróide ou disco óptico. 
4. Glaucoma congênito: aumento da
pressão intraocular que pode danificar o
nervo óptico e causar perda visual. 
5. Catarata congênita: opacidade do
cristalino que pode causar perda visual. 
6. Síndrome de Down: doença genética
que pode afetar a visão de várias
formas, incluindo estrabismo, catarata
congênita e problemas de retina. 
7. Síndrome de Stickler: doença genética
que pode causar catarata congênita,
descolamento de retina e outros
problemas oculares. 
8. Síndrome de Turner: doença genética
que pode causar estrabismo, catarata
congênita e outros problemas oculares. 
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