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CURSO DE GRADUAÇÃO DE BACHARELADO EM BIOMEDICINA 
 
 
 
 
 
DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM- PA 
2021 
 
 
 
 
 
 
DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
 
 
Relatório Final, apresentado à disciplina Estágio 
Supervisionado II, do curso de Biomedicina da FIBRA 
(CENTRO UNIVERSITÁRIO), como requisito para obtenção 
de nota referente ao 2º NPC. 
Orientadora: Profa. Dra. Michele Amaral da Silveira 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM- PA 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO PARCIAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
 
Relatório final, apresentado à disciplina Estágio 
Supervisionado II, do curso de Biomedicina da FIBRA 
(CENTRO UNIVERSITÁRIO), como requisito para obtenção 
de nota referente ao 2º NPC. 
Orientadora: Profa. Dra. Michele Amaral da Silveira 
 
 
 
 
 
Data de aprovação:___/____/_______ 
 
 
 
______________________________________________ 
Prof. Dra. Michele Amaral da Silveira 
 
 
 
 
 
BELÉM- PA 
2021 
 
 
 
SUMÁRIO 
1.INTRODUÇÃO............................................................................................................4 
2.APRESENTAÇÃO DO CAMPO CONCEDENTE.......................................................6 
3.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS...............................................................................7 
3.1 SETOR DE PARASITOLOGIA.................................................................................7 
3.2 SETOR DE BIOQUÍMICA.........................................................................................9 
3.3 SETOR DE IMUNOLOGIA.....................................................................................12 
3.4 SETOR DE HEMATOLOGIA..................................................................................14 
3.5 SETOR DE UROANÁLISES..................................................................................16 
3.6 SETOR DE MICROBIOLOGIA .............................................................................18 
3.7 SETOR DE COLETA.............................................................................................22 
4. PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS.............................................................. .....23 
4.1 PONTOS POSITIVOS........................................................................................ ...22 
4.2 PONTOS NEGATIVOS..........................................................................................22 
5. SUGESTAO DE MELHORIAS.................................................................................24 
6. CONCLUSÃO...........................................................................................................24 
REFERÊNCIAS............................................................................................................23 
ANEXOS.......................................................................................................................24 
ANEXO I – FICHAS DE AVALIAÇÃO..........................................................................27 
ANEXO II – FICHAS DE FREQUÊNCIA.......................................................................34 
ANEXO III – FICHAS DE EMERGÊNCIA SANITÁRIA.................................................40 
ANEXO IV – FICHA DE FREQUÊNCIA TEORIA..........................................................42 
ANEXO V – TERMO DE COMPROMISSO....................................................................43 
 
 
 
4 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
O estágio supervisionado é algo imprescindível e obrigatório para formação do 
profissional da saúde. Este tipo de aprendizado oferece ao estudante diferentes 
contextos práticos para que ele possa compreender as diversas situações de uma 
rotina laboratorial essas atividades proporcionam um desenvolvimento da teoria e 
prática, capacitando de maneira mais eficiente o futuro profissional. Perante isto, o 
estágio supervisionado é algo fundamental para a formação daquele profissional, 
apresentando diferentes desafios durante essa jornada de trabalho (AMORIM, 2019; 
ALMEIDA, 2014). 
O estágio supervisionado obrigatório tem como objetivo correlacionar a rotina 
de trabalho com os conhecimentos obtidos até aquele devido momento. Os 
estudantes desta forma são incentivados a conhecer o ambiente através da vivência, 
assimilando os conteúdos compreendidos para a realização das tarefas, isto 
proporciona ao acadêmico a estabilidade intelectual, social e afetiva quanto 
profissional, o que eleva a qualidade de sua formação. O estágio supervisionado é 
constituído de várias práticas e teorias que estão ligadas diretamente atividades 
desenvolvidas durante o curso mediante a sua matriz curricular (AMORIM, 2019; 
CINTRA, 2018). 
A evolução do profissional da área da saúde através do estágio supervisionado 
possui a forma prática de aprendizado envolvida em rotinas laboratoriais 
desempenham um papel de grande importância para o estudante. A compreensão 
das dificuldades e teorias que são utilizadas para realização de cada procedimento 
anda de forma conjunta às aplicações práticas são observadas dentro das 
perspectivas desse profissional, tornando esta aquisição profissionalizante um ponto 
crucial de formação do acadêmico. Esse processo de aprendizado torna esse futuro 
profissional biomédico capacitado para um envolvimento multidisciplinar com outros 
profissionais da saúde, através do conhecimento para promoção da saúde, precaução 
de agravos de doenças infectocontagiosas e pesquisas laboratoriais. Esse 
profissional deve sempre estar condicionado com informações sobre normas morais, 
sempre buscando ética no trabalho e conhecimentos sobre a qualidade da saúde 
global (BARROSO, 2020; BRASIL, 2020). 
5 
 
 
 
Em estágios em análises clínicas apresentam fases de aprendizado a todo 
momento, o envolvimento neste cotidiano auxilia na integração do profissional em 
formação e a fim de demonstrar quais técnicas devem ser utilizadas no dia-a-dia da 
rotina laboratorial (AMORIM, 2019; BARROSO, 2020; CINTRA, 2018). 
O estágio supervisionado em análises clínicas está sendo realizado no 
Laboratório do Centro universitário Fibra, com início no dia 15 de março de 2021 e 
término no dia 18 de junho de 2021. No Centro Universitário Fibra ocorre a distribuição 
dos alunos para diferentes estágios, o estágio supervisionado I (Acupuntura) e estágio 
supervisionado II (Análises clínicas), durante determinado semestre é feita a 
distribuição do número de alunos por igual que serão alocados de forma sorteada 
para adentrar os estágios supervisionados I ou II. No semestre seguinte ocorre a troca 
de alunos de um estágio supervisionado para outro. Para o estágio supervisionado 
em análises clínicas deve compreender 500 horas práticas e 40 horas teóricas, que 
devem somar no total 540 horas. Sendo cumpridas semanalmente 30 horas, de 
segunda a sexta, de 07:00 às 13:00, alternando de setor a cada 15 dias. 
O estágio supervisionado tem como objetivo compreender a rotina diária em 
laboratórios de análises clínicas, buscando estudar cada área diversas áreas de 
atuação, sendo elas: Hematologia, bioquímica, imunologia, parasitologia, 
microbiologia e urinálise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
2. APRESENTAÇÃO DO LOCAL CONCEDENTE DE ESTÁGIO 
O laboratório de análises clínicas (LAC) do centro universitário FIBRA fica 
localizado na Av. Gentil Bittencourt 1144, Bairro: Nazaré. Entre Av. Generalíssimo 
Deodoro e Trav. 14 de Março, CEP: 66040-174, no segundo andar do prédio de 
laboratórios. De acordo com a resolução de Resolução n° 48/2016 de 16 de 
dezembro de 2016 da CONSUP, o laboratório destina-se ao estágio nas áreas de 
Bioquímica, Hematologia, Parasitologia e Urinálise,Microbiologia e Imunologia. 
Atende aos cursos de Biomedicina e Farmácia. Está dividido por setor. Espaço 
para até 25 alunos, por turno, em esquema de rodízio. Atualmente a instituição 
possui como representante o reitor Vicente de Paulo Tavares Noronha e como 
coordenadora do curso de Biomedicina a Profa. Dra. Patrícia Bentes Marques. O 
estágio em análises clínicas II fica sob supervisão da Profa. Dra. Michele Amaral 
da Silveira, e como supervisora de campo a Profa. M.a Ana Paula da Silva Ribeiro. 
7 
 
 
 
3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
3.1. SETOR DE PARASITOLOGIA 
 Um parasito por definição é um organismo que prejudica seu hospedeiro com 
alguma intensidade. Este organismo geralmente causa lesões em processos vitais 
através de secreções, excreções ou outros produtos do parasito. Os parasitos 
produzem esses efeitos em tecidos, órgãos do hospedeiro, na corrente sanguínea, 
no trato gastrointestinal ou podem mesmo ser ectoparasitos (DA SILVA; HAYASHI, 
2015). As infecções parasitárias podem ser favorecidas por diversos fatores 
associados ao hospedeiro, como idade, estado nutricional, culturais, genéticos, 
profissionais e comportamentais. Existem também os fatores que estão 
relacionados ao parasito, como a resistência ao sistema imune do hospedeiro e 
aos mecanismos de escape vinculadas ao seu ciclo (AZEVEDO et al., 2017). 
 Na rotina laboratorial, o diagnóstico dessas parasitoses intestinais é realizado 
mediante a utilização de técnicas parasitológicas em amostras fecais, pois esse 
método possui baixo custo de reprodução e possui um procedimento técnico 
simples. Na literatura é possível encontrar várias dessas técnicas de sedimentação 
e flutuação, que permitem concentrar ovos, cistos, oocistos e larvas de diversas 
espécies de parasitos intestinais em uma amostra fecal com objetivo de determinar 
sua presença e identificação (AZEVEDO et al., 2017). Diversos materiais orgânicos 
podem ser submetidos a exames parasitológicos, um exemplo disto é a busca de 
parasitos em lesões de pele, no sedimento urinário, escarro, secreções vaginais e 
uretrais, no líquido cefalorraquidiano, em biópsias, aspirados endoscópicos, etc 
(MOURA et al., 2006). 
 Durante os procedimentos laboratoriais em parasitologia podemos encontrar 
várias espécies de protozoários, estes que incluem todos os organismos protistas, 
eucariotos, constituídos por uma única célula, apresentando diversas formas, 
processo de alimentação, locomoção e reprodução. Diversos parasitos são 
diagnosticados no sangue periférico e em tecidos humanos. Dentre eles estão os 
protozoários que se encontram no grupo dos tripanossomos (trypanossoma cruzi), 
plasmódios (plasmodium vivax, plasmodium falciparum, plasmodium malariae), 
babésia (babesia bigemina), leishmania (leishmania visceral e leishmania cutânea) 
e toxoplasmose (toxoplasmose gondii) (DA SILVA; HAYASHI, 2015). 
8 
 
 
 
 A detecção e identificação dos parasitos intestinais estão relacionadas 
diretamente com a qualidade da amostra coletada e entregue ao laboratório. Diante 
disto, há necessidade de instruir o paciente, pois caso não seja dada as orientações 
corretas podem ocorrer erros na coleta, como contaminação com urina, água, terra 
e até quantidades inadequadas de fezes. As instruções sobre a coleta devem ser 
claras e também entregues por escrito (lima; santos; franz, 2021). As fezes devem 
ser colhidas em recipiente. Cada amostras deve apresenta no mínimo as seguintes 
informações: nome do paciente, número de identificação, nome do médico, data e 
horário da colheita, a qual deverá ser acompanhada de uma requisição médica, 
esta que irá indicar qual procedimento laboratorial a ser seguido (DI CARLI, 2001; 
LIMA; SANTOS; FRANZ, 2021). 
 Ao longo das práticas laboratoriais são utilizadas várias metodologias de 
preparo do material para visualização dos parasitos, pode-se citar alguns, como 
método direto, faust e cols, rugai, Hoffman (Figura 1), pons e janer, utilizados 
diariamente na rotina do estágio supervisionado, estas técnicas são apresentam-
se de maneira muito eficiente para identificar o tipo e o estado evolutivo do parasito 
(lima; santos; franz, 2021). O diagnóstico para os parasitos que podem ser 
encontrados no sangue periférico é bem mais simplificado de realizar, pois não 
utilizam de técnicas tão complexas como as de análise de amostra fecal, neste 
caso se usam técnicas de esfregaços estirados e espessos ou gota espessa (DI 
CARLI, 2001). 
Figura 1. Processo de sedimentação espontânea – Hoffman 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021)
9 
 
 
 
 O setor de parasitologia clínica desempenha um papel muito importante quanto 
aos seus diagnósticos de infecções e doenças parasitárias. Compreender esta área 
realizando atividades no setor de parasitologia diariamente soma grandes 
conhecimentos sobre o campo, pois está visivelmente presente em diversos 
laboratórios de análises clínicas. O profissional biomédico em formação que está 
neste setor deve sempre estar muito atento as todos os detalhes que possam 
existir, não somente durante as visualizações microscópicas, mas o que vai além 
disto. Como descrito anteriormente, existem diferentes fases durante os processos 
laboratoriais, e durante os processos de avaliação é necessário que exista uma 
atenção singular ao protocolo a ser seguido. Diante disto é essencial que exista 
uma boa conduta ética durante a realização dos processos, juntamente devendo-
se agir principalmente com compromisso e respeito para com aqueles pacientes. 
 o aprendizado na área volta-se ao conhecimento e preparo daquele aluno em 
formação, estendendo sua percepção sobre o campo e acrescentando valores a 
sua conduta ética o tornando um bom futuro profissional para o mercado de 
trabalho. 
 
3.2 SETOR DE BIOQUÍMICA 
 Neste setor o objetivo e avaliar os metabólicos do organismo, isto associados 
a medição e expressão das alterações normais e patológicas quimicamente. No setor 
de bioquímica existe uma intensa rotina de exames, este setor compreende de vários 
princípios da área. Diante disto são necessários de várias metodologias avaliativas e 
equipamentos de alta eficiência para realizar os testes laboratoriais neste campo 
(LEHNINGER, 2002; MURRAY, 1995). 
Muitos equipamentos bioquímicos utilizam de diversos princípios, entretanto 
vemos que um dos se mais utiliza é o de leitura através de comprimentos de onda, a 
espectrofotometria. A espectrofotometria tem como princípio verificar a intensidade 
da luz é uma medida quando alcança a solução ao utilizar determinados 
comprimentos de onda, assim a medida que luz passa pela solução, são identificados 
analitos de espectros característicos (ALEIXO, 2013; COUTO, 2019). 
10 
 
 
 
Figura 2. Representação esquemática do princípio da espectrofotometria. 
 
 
Fonte: Couto, 2019. 
 
 O Analisador semiautomático para bioquímica SX-3000M da Sinnowa 
Healthcare® possui uma incubadora à seco para 20 tubos de amostras de pacientes 
que agiliza sua rotina substituindo o banho-maria. Realiza testes de Bioquímica; 
Turbidimetria e ELISA em tubos, com até 9 filtros abrangendo range de 340nm a 
800nm. Equipamento prático e completo em controles de qualidade, incluindo gráfico 
de Levey-Jennings e Regras de Westgard. Realiza Leituras mono e bicromáticas. 
fluxo contínuo e cubeta 32uL, (vidro de quartzo 10mm). Este equipamento possui um 
sistema padronizado pelo próprio laboratório, utilizando de configurações descritas no 
manual para criar os perfis a serem utilizados para realização dos exames. As leituras 
de amostras eram lidas e tinham seus resultados apresentados na tela do 
equipamento. Durante a rotina laboratorial no setor, este era único equipamento 
utilizado para realizar a leitura das amostras, todavia era capaz de realizar diversos 
exames e apresentando resultados muito precisos. 
 
Figura 3. SX3000 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Google ImagensO setor realiza sete tipos diferentes de testes, são eles: TGO, TGP, glicemia 
de jejum, ureia, creatinina, triglicérides e colesterol total (Figura 4). Todos os testes 
11 
 
 
 
eram realizados diariamente durante a rotina laboratorial, permitindo uma constante 
compreensão dos perfis bioquímicos de cada paciente. 
 
Figura 4. Materiais utilizados para realização dos testes bioquímicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021) 
 Cada desses testes possui uma etapa de realização diferente antes de serem 
levados para leitura do equipamento. Em alguns casos havia a necessidade de 
preparar reagentes, brancos e padrões, esses dois últimos eram atualizados 
semanalmente afim de manter a precisão analítica do equipamento. O preparo dos 
insumos para os exames era realizado em tubos de ensaio (Figura 5). Alguns 
procedimentos possuíam uma simples forma de preparo (TGO, TGP e ureia), 
outros necessitavam de mais etapas preparatórias para realização do teste. 
 
Figura 5. Preparo de amostras e reagentes em tubos de ensaio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021) 
 
12 
 
 
 
 Dentre todos os setores existentes no laboratório, o setor de bioquímica é o 
que mais possui procedimentos a serem realizados durante a rotina diária. Os 
diversos protocolos a serem seguidos para cada um dos procedimentos compreende 
de diferentes técnicas a serem utilizadas, estas que também salientadas durante a 
graduação. Foi possível ver que este campo nas análises clínicas é um dos mais 
requisitados, isso reforçou a importância do aprendizado na disciplina e disciplina e o 
setor de bioquímica clínica. 
 
3.3 SETOR DE IMUNOLOGIA 
No setor de Imunologia são realizados testes que buscar avaliar transtornos ou 
patologias relacionados ao sistema imune, através da detecção de alguns 
componentes quando este sistema é ativado provocando as respostas imunológicas. 
Algumas dessas ditas respostas são provocadas por diversos fatores, podendo ser 
algum tipo de perturbação fisiológica ou desequilíbrio no organismo. Algumas dessas 
alterações podem surgir convenientemente a alguma patologia, podendo ser aguda 
ou crônica e até casos de doenças autoimunes que podem alterar o comportamento 
normal do sistema imune de uma pessoa (DIEUSAERT, 2001). 
O setor de imunologia busca o diagnóstico das patogenicidades através dos 
resultados de exames laboratoriais. Através disto é possível desenvolver maneiras de 
tratar diversas doenças causadas por diferentes patógenos. A maior parte dos 
métodos utilizados em imunologia em atualmente só são possíveis graças ao grande 
conhecimento adquirido sobre o sistema imune, isto também consiste em uma 
ferramenta de grande valia em termos de conhecimento sobre métodos em 
imunologia. Através do diagnostico que essas metodologias dispões, podemos 
prosseguir para tratamentos e em alguns casos, alcançar a cura para diversas 
doenças (DIEUSAERT, 2001; MINEO, 2016). 
Na rotina deste setor eram utilizados alguns dos exames realizados eram: 
ASO, PCR, fator reumatoide, VDRL, Beta HCG, HBsAg, HIV I e II, rotavírus, sangue 
oculto, PSA, anti-HCV, hemoglobina glicada e tipagem sanguínea, como 
representados nas figuras 6 e 7. 
 
 
13 
 
 
 
Figura 6. Exame de hemoglobina glicada 
 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021) 
Os testes laboratoriais em imunologia eram totalmente manuais, necessitando 
de uma atenção dobrada para execução dos procedimentos. Esses cuidados eram 
muito importantes durante a utilização dos insumos para que não houvesse nenhuma 
imprecisão, principalmente relacionada a pipetagem. Testes como HIV, HBsAg e Beta 
HCG são os testes rápidos com resultados visíveis a olho na. Pode-se analisar da 
mesma forma o teste de tipagem sanguínea que podemos visualizar diretamente os 
seus resultados, através da visualização dos resultados apresentados nas amostras 
(Figura 7). 
Figura 7. Teste de tipagem sanguínea 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021) 
 
Algumas técnicas utilizadas neste setor demonstraram ser de fácil execução, 
mesmo sendo de forma manual. Ainda assim foi possível visualizar que possuíam 
grandes fundamentos por trás de cada uma delas. Os diagnósticos liberados para 
cada um desses testes eram de altíssima importância, pois como já descrito 
anteriormente, este setor busca avaliar diversos tipos de doenças que podem 
provocar alterações no organismo utilizando a resposta imunológica como forma de 
análise para um teste a ser realizado. 
14 
 
 
 
 
3.4 SETOR DE HEMATOLOGIA 
O setor de hematologia se trata de uma área que podemos avaliar os 
componentes presentes no sangue. Através de exames hematológicos podemos 
verificar diversas alterações celulares, sejam elas em eritrócitos, leucócitos ou 
plaquetas. As pesquisas no setor de hematologia são descritas como um dos mais 
pedidos através de pedidos médicos, sendo constantemente solicitado para por 
possuir uma grande capacidade de indicar diversas alterações como anemias, 
leucemias, dentre outros tipos de não conformidades no organismo (SILVA, 2016). 
Atualmente no setor de hematologia utiliza-se bastante a automação, este 
recurso vem crescendo substancialmente nos últimos anos e os fabricantes oferecem 
cada vez mais inovações nos analisadores hematológicos, a fim de reduzir os custos, 
a intervenção humana e o tempo de liberação dos resultados. Os resultados obtidos 
através da automação também são mais precisos que os métodos manuais utilizados 
na década de 1980, visto que os analisadores hematológicos automatizados 
substituem totalmente os métodos manuais de contagem, no entanto ainda não é 
capaz de substituir a contagem diferencial de leucócitos e a contagem de plaquetas 
por microscopia de contraste de fase (SILVA, 2016). 
Esses avanços tecnológicos possibilitam a identificação de diversas patologias 
associadas a células presentes no sangue, como anemia falciforme, hemofilias e 
leucemias. O constante progresso de desenvolvimento tecnológico para os 
diagnósticos dessas doenças através da automação, promoveu uma grande 
conquista para o campo da hematologia e hemoterapia, visto que as novas 
tecnologias apresentam um alta especificidade e um maior grau de reprodutibilidade 
dos resultados, possibilitando uma maior rapidez para sua execução (NAOUM, 2001). 
 
Figura 8. URIT 3000 PLUS 
 
 
 
 
Fonte: Google Imagens 
15 
 
 
 
 Este equipamento era capaz de armazenar mais de diversos testes com 
histogramas, apresentar 21 parâmetros simultâneos, podendo realizar leitura de 60 
amostra por hora, ler sangue total ou pré-diluido e também possui impressora térmica 
para liberação dos resultados obtidos no equipamento. 
No setor de hematologia o URIT 3000 PLUS era utilizado para realizar 
contagem de leucócitos, plaquetas e hemáticas, apresentando também os índices 
hematimétricos. A análise das amostras era feita inicialmente neste equipamento que 
após a leitura, os resultados eram impressos e anotados na planilha de resultados do 
setor. Em seguida fazia-se a contagem diferencial das células através da microscopia 
óptica. Para isto era necessário fazer esfregaços sanguíneos nas lâminas e após isto 
era feita a coloração por panótico rápido (Figura 9), a leitura era feita através a 
visualização dessas células e contadas até um total de 100 células com auxílio de um 
contador digital. 
Figura 9. Lâminas de esfregaço tradicional 
 
 
 
 
 
Fonte: O autor (2021) 
O esfregaço, ou distensão sanguínea pode ser feio utilizando sangue venoso 
sem anticoagulante, ou de sangue com anticoagulante EDTA. A função do 
anticoagulante nos tubos de coleta é evitar a formação de pequenos agregados, 
tornando as plaquetas distribuídas e individualizadas no sangue coletado. Para o 
esfregaço as lâminas de vidro devem estar limpas e desengorduradas. É utilizado um 
distensor que deve ser mais estreito que a lâmina. Essa distensão do sangue pode 
ser efetuada de duas formas,uma é a tradicional e a outra é o esfregaço italiano 
(NAOUM, 2008). 
O esfregaço tradicional permite a análise qualitativa e quantitativa de leucócitos 
e plaquetas, bem como a morfologia eritrocitária, e para isto usa-se o distensor da 
gota de sangue inclinado em relação á lâmina em um ângulo entre 25 e 30 graus. 
16 
 
 
 
Dessa forma é possível visualizar o esfregaço dividido em três composições, a fina, a 
média e a espessa, assim como podemos ver na figura 9. A região fina possui 
eritrócitos e leucócitos geralmente deformadas. A região média contém células com 
distribuição homogênea, bem condicionadas para a análise. Na região espessa as 
células ficam congestionadas, dificultando a análise. O esfregaço italiano é um tipo 
de distribuição que é específico para a análise da morfologia eritrocitária "a fresco", 
sem uso de corante e são utilizados para avaliar o tamanho e forma dos eritrócitos 
(NAOUM, 2008). 
As avaliações no setor de hematologia realizadas durantes as práticas do 
estágio supervisionado no LAC Fibra foram fundamentais para obter ainda mais 
conhecimento nesta área. As atividades durante a rotina ocorriam utilizando apenas 
o equipamento citado anteriormente e em seguida eram realizadas leituras através 
da microscopia, no entanto estes simples processos eram o bastante para chegar ao 
diagnóstico da amostra de um paciente. Diante disto, foi possível concluir que rotina 
de realização das técnicas em hematologia demonstraram ser algo imprescindível 
para o setor, e que a experiência adquirida durantes as práticas somaram mais ainda 
para uma boa capacitação profissional. 
 
3.5 SETOR DE UROANÁLISE 
A análise de urina já existe a muito tempo, embora não houvessem diversos 
procedimentos analíticos sofisticados como atualmente, eram capazes de obter 
informações diagnósticas a partir de observações simples como cor, turbidez, odor, 
volume, viscosidade e até mesmo doçura (observando alguns casos que atraiam 
formigas). Ainda hoje podemos ver algumas dessas características sendo relatadas 
na uroanálise pelos laboratórios. Todavia os exames de urina foram modernizados e 
expandidos para além de exames físicos da urina para incluir a análise química e 
microscópica (STRASINGER & DI LORENZO, 2009). 
 
Os exames realizados através de amostras de urina evidenciam sua 
importância por estar vinculado a todo sistema urinário, que possui em sua formação 
dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra. Esse sistema é responsável pela 
função de regulação da homeostase, mantendo constante o volume hídrico, a 
composição química e potencial hidrogeniônico sanguíneo devido ao processo de 
filtração, reabsorção e secreção, onde cada região dos rins desempenha um papel 
17 
 
 
 
específico. Essas funções desenvolvidas pelos rins estão relacionadas a diversas 
funções fisiológicas do organismo (LIMA, 2020). 
 Mediante a isto, a uroanálise possui um papel muito importante na medicina 
atual, sendo evidenciada historicamente como a primeira prática laboratorial. As 
técnicas eventualmente utilizadas, são simples, não invasivas e de baixo custo, o que 
permite realizar exames do trato urinário, podendo fornecer indícios sobre a etiologia 
da disfunção. Isso é possível pelo fato de que a urina é um material diversos 
elementos diferentes, que seus constituintes não são somente células, mas também 
bactérias, cristais, cilindros, fungos e até parasitas (LIMA, 2020). 
 
As amostras de urinas devem ser colhidas em recipiente estéril de boca larga 
com tampa de rosca. Deve ser identificado o nome do pacientem data e o horário do 
material da coleta através de etiquetas que devem ser postas sobre o recipiente. Para 
a conservação desse tipo de amostra, a refrigeração é mais recomendada, pois é 
capaz de evitar a decomposição bacteriana da urina pelo período de uma noite 
(UCHOA, 2019). Existem diferentes tipos de amostras que devem ser coletadas, 
algumas para exames diferenciais na urina, algumas dessas amostras são, a primeira 
amostra da manhã, amostra de jejum ou segunda amostra da manhã, amostra duas 
horas pós-prandial, amostra de tolerância a glicose, amostra de 24 horas ou 
cronometrada, amostra cateterizada, amostra de jato médio, amostra pediátrica, 
amostra para prostatite, punção suprapúbica, e coleta para análise de drogas 
(STRASINGER & DI LORENZO, 2009). 
 
 O exame microscópico da urina utilizado para detectar elementos celulares, 
cilindros e cristais. A presença anormal desses elementos pode estar associada a 
algum dos diferentes estados patológicos. Neste exame podemos comumente 
visualizar hemácias, isto porque essas células são oriundas de qualquer ponto do 
trato urinário. Os eritrócitos dimórficos quando detectados com muita frequência, 
podem identificar a existência de doença glomerular (UCHOA, 2019). O exame de 
urina parcial se trata de um dos mais solicitados nos laboratórios clínica, precedido 
apenas pelos exames de hematologia e bioquímica. Os resultados dos exames de 
urina podem evidenciar doenças de forma precoce, o que pode trazer uma melhor 
sobrevida ao paciente (LIMA, 2020). 
 
18 
 
 
 
 Neste setor foi possível visualizar novamente a importância dos exames 
laboratoriais, visto que os procedimentos que possuem uma alta demanda. O uso de 
um equipamento semiautomatizado e a contagem diferencial de células por 
microscopia desempenharam um papel gigantesco para o reconhecimento dos 
aspectos morfológicos das células e anomalias. As práticas neste setor reforçam o 
valor que tem a área da hematologia para a carreira de um futuro profissional 
biomédico, através dos eventos diários de aprendizado que foram adquiridos neste 
setor. 
Na rotina de uroanálise os procedimentos permitiam que as análises das 
amostras fossem realizadas sem dificuldade, e como se trata de um teste não 
invasivo, os pacientes sempre solicitavam o exame de urina. Mesmo seguindo 
protocolos simples, este setor representou um papel muito importante para a 
compreensão das análises clínicas, pois realizar uma boa pesquisa nas amostras 
estava diretamente relacionado a ter um diagnóstico mais fidedigno, possuindo 
qualidade e confiabilidade nos resultados obtidos. 
 
3.6 SETOR DE MICROBIOLOGIA 
O setor de microbiologia é um dos setores que busca a excelência no quesito 
normas de segurança que buscam evitar qualquer tipo de contaminação, seja da 
amostra ou paciente. Os procedimentos realizados em laboratórios de microbiologia 
compreendem diversos riscos, isto porque neste setor as análises são feitas 
diretamente em agentes infecciosos. Para isto os protocolos de biossegurança são 
devidamente utilizados como um conjunto de práticas, equipamentos e instalações 
voltadas à prevenção, minimização ou até eliminação dos possíveis riscos presentes 
durante as atividades realizadas no ambiente de trabalho, com finalidade de preservar 
a saúde dos colaboradores, o meio ambiente e a qualidade dos trabalhos 
desenvolvidos (SBPC, 2015). 
Os laboratórios de microbiologia recebem um grande número de amostras de 
fluídos corporais e outros tipos que são, potencialmente, infecciosos. A finalidade de 
seguir os protocolos para as atividades laboratoriais afetam significativamente o risco 
pessoal a possíveis infecções por esses microrganismos que estão sendo 
19 
 
 
 
pesquisados, a boa manipulação dos agentes, resulta em boas práticas laboratoriais 
(BRASIL, 2000). 
Na microbiologia clínica, as infecções no trato urinário (ITU) representam um 
dos quadros mais frequentes dentre as infecções humanas e compreendem várias 
síndromes que são ocasionados pela presença de diversos microrganismos no trato 
urinário. Alguma das síndromes são: cistite, pielonefrite e bacteriúria assintomática. A 
cistite é definida como a infecção da bexiga e caracteriza-se por sintomas como 
disúria, estranguria e polaciúria (SBPC, 2015). 
Os principais agentes causadores das ITU sãolimitados a microbiota intestinal 
do paciente. Dentre os maiores causadores dessas infecções estão bacilos Gram-
negativos, como Escherichia coli e, em menor frequência por Proteus mirabilis, 
Klebsiella pneumoniae, Enterobacter spp e Pseudomonas aeruginosa. Já entre as 
bactérias Gram-positivas, as infecções são geralmente ocasionadas por 
Enterococcus spp e Staphylococcus saprophyticus. A maiorias dos casos de ITU em 
mulheres são originados por E. coli, no entanto são presentes também outros bacilos 
gram-negativos. Assim como é possível observar casos de pacientes que apresentam 
infecções por microrganismos incomuns, como ITU por Corynebacterium urealyticum 
que está associada a cistite e pielite em crianças e adultos com litíase urinária, da 
mesma forma em receptores de transplante renal. As infecções urinárias afetam 
ambos os sexos, entretanto a maior parte dos casos de ITU é representada pela 
população feminina. Estima-se que cerca de 10% da população feminina apresente 
pelo menos um episódio de ITU ao longo da vida. As ITU são causadas geralmente 
por apenas um único agente, todavia pode-se observar de dois a até cinco 
microrganismos em uroculturas. As uroculturas são referências para ao diagnóstico 
de ITU, pois se trata de uma técnica quantitativa e seu diagnóstico é baseado no 
número de unidades formadoras de colônias/mL de urina. Este é exame mais 
solicitado em laboratórios de microbiologia clínica (SBPC, 2015). 
 No setor de microbiologia clínica são utilizados diversos meios para realizar 
urocultura. Os meios mais recomendados para isto são ágar sangue e um meio 
seletivo para bacilos Gram-negativos. Comumente são usados ágar MacConkey ou 
eosina azul de metileno (EMB) para realizar essas culturas, no entanto para reduzir 
gastos, grande parte dos laboratórios brasileiros utiliza o ágar cystine lactose 
20 
 
 
 
electrolyte deficient (CLED), pois permite o crescimento de bactérias Gram-positivas 
e Gram-negativas (SBPC, 2015), meios de cultura representados na figura 10. 
 
Figura 10. Insumos utilizados para produzir meios de cultura bacteriana. 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: O autor (2021) 
 
 O setor de microbiologia corresponde a uma parte muito importante no estágio 
supervisionado, apresentando diversas formas de cultivos de microrganismos para 
fins de pesquisa laboratorial. As práticas neste setor requisitaram bastante do 
conhecimento em microbiologia, desde seus fundamentos até uma boa experiência 
com as técnicas. 
 Durante as rotinas neste setor, todos os alunos participaram do 
desenvolvimento das atividades supervisionadas, manuseando desde os 
instrumentos mais simples até os mais minuciosos. Além dos insumos já 
apresentados (Figura 10) também foram utilizados os equipamentos presentes no 
laboratório de microbiologia para realizar as técnicas laboratoriais de maneira 
adequada. Alguns desses equipamentos foram, a cabine de segurança biológica 
(Figura 11), a balança analítica (Figura 12), a estufa de cultura bacteriológica (Figura 
13) e as culturas presentes no próprio laboratório que são utilizados como controle 
positivo (Figura 14). 
Figura 11. Cabine de segurança biológica Classe II A2 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Google Imagens 
21 
 
 
 
Figura 12. Estufa de cultura bacteriológica – Digital timer micro processadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Google Imagens 
 
Os equipamentos que foram utilizados durantes as práticas pertencem aos 
laboratórios de ensino da própria instituição, logo todas as atividades no setor de 
microbiologia ocorreram de forma externa ao LAC Fibra, no entanto ainda sendo realizadas 
no mesmo prédio. As atividades foram realizadas em conjunto com todos os alunos que 
estavam alocados para realizar o estágio supervisionado no próprio laboratório da instituição. 
 
Figura 13. Balança analítica AY220 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Google Imagens 
 
 
 As culturas produzidas (Figura 14) em cada meio são analisadas e alguns 
procedimentos são realizados com as mesmas, como os testes de catalase, 
coagulase e o antibiograma. Essas atividades no setor de microbiologia clínica 
representam um grande processo de aprendizado técnico e científico. Sabendo que 
os procedimentos realizados dentro do setor são feitos com controles positivos, foi 
possível analisar de forma mais precisa cada microrganismo ali presente. Buscou-se 
nessa área compreender o que podemos ver em uma rotina laboratorial ao utilizar os 
22 
 
 
 
métodos citados, juntamente com a experiência obtida com o desenvolvimento das 
atividades no presente setor, que representam um papel importantíssimo para o 
diagnóstico de doenças, principalmente ITU e resistência ao uso de antibióticos para 
o tratamento dessas infecções. O estágio na microbiologia clínica é um ponto 
fundamental para um profissional biomédico, pois o setor apresenta rotinas que 
necessitam de grande experiência para realização dos seus procedimentos e 
conhecimento técnico-científico. 
 
Figura 14. Meios de cultura semeados com controles positivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: O autor (2021) 
 
3.7 SETOR DE COLETA 
O setor de coleta deve seguir alguns parâmetros para um funcionamento 
adequado, alguns deles são: possuir uma cadeira ou poltrona, local de 
armazenamento dos materiais de coleta e também devem possuir produtos para 
higienização das mãos. Uma sala de coleta deve conter dimensões o suficiente para 
garantir uma livre, segura e confortável. Sendo assim o paciente precisa estar 
acomodado na cadeira ou poltrona que possibilite a regulagem da altura do braço, 
com um espaço que possibilite a movimentação do paciente e do flebotomista, para 
que proporcione um atendimento apropriado (FLEURY, 2019; SBPC, 2015). 
As amostras coletadas devem ter seus componentes e integridade mantidas 
durante a fase pré-analítica de coleta, manuseio, transporte e armazenagem. Essa 
estabilidade é crucial para manterem os constituintes nos valores iniciais e dentro dos 
limites de variação aceitáveis por dado tempo. Uma vez que a amostra é coletada e 
identificada, ela deve ser encaminhada ao setor de processamento que pode ou não 
estar no mesmo prédio do setor de coleta (SBPC, 2015). 
23 
 
 
 
Os exames laboratoriais, descritos como exames complementares são uma 
grande importantância para prática médica atual. Esses exames auxiliam na tomada 
de decisão clínica para os profissionais da saúde (WILLIANSOM & SNYDER, 2016). 
Os exames laboratoriais são constituídos de três fases, que são a pré-analítica, a 
analítica e a pós-analítica. A primeira aborda o processo de coleta, a manipulação, o 
processamento e a entrega aos analisadores. A segunda é a fase analítica que é onde 
se realiza o processo de pesquisa na amostra coletada para chegar a terceira fase. A 
última fase do processo é a pós-analítica, que é a junção do resultado obtido pelo 
processo analítico e o envio do mesmo para outro profissional da área da saúde como: 
médicos, enfermeiros e etc (CAMPANA, G. et al., 2011). 
Figura 10. Tipos de tubos utilizados para a coleta de sangue venoso. 
 
 
 
 
 
Fonte: Google Imagens 
No LAC Fibra, o setor de coleta é alternado entre os alunos, não existindo um 
período fixo para cada aluno realizar esta tarefa. Diferentemente de outros 
laboratórios que realizam coletas de diversos fluidos biológicos, o setor de coleta no 
estágio supervisionado no laboratório realiza somente coletas de sangue venoso. A 
rotina neste setor traz consigo o desenvolvimento da habilidade técnica em realizar 
coletas com qualidade, evitando possíveis erros nesta fase como supracitado. Após 
as coletas, o paciente informava quais exames ele gostaria que fossem realizados, 
em seguida era preenchida uma ficha com os requisitados e as amostras eram 
encaminhadas para os devidos setores para que fosse realizado seu processamento. 
Os procedimentos nesse setor representam um papel de grande importância,pois é 
nele que muito erros ocorrem, compreender o objetivo deste setor e como realizar as 
técnicas de coletas podem evitar tais ocorrências, o que resultará em uma análise 
laboratorial mais segura e eficiente. 
24 
 
 
 
4. PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS 
Positivos: A preceptora responsável pelo laboratório sempre se apresentava 
disposta a ensinar de forma objetiva, paciente e de maneira educada. Desde o início 
até o fim do estágio, apresentou-se de forma atenciosa com os alunos e mostrando 
para todos os estagiários a importância de cada atividade exercida dentro das 
análises clínicas. Dessa forma, a mesma possibilitou uma ótima experiência para os 
estagiários, o que conferiu ainda mais conhecimento sobre os fundamentos, técnicas 
e principalmente sobre a rotina laboratorial para um profissional biomédico. 
 
Negativos: Ocorridos devido a situação de pandemia acabaram por aumentar o 
contingente de alunos para o dobro do esperado para realizar o estágio 
supervisionado laboratório, o que implicou em atividades que deveriam ser exercidas 
por apenas 1 estagiário, sendo realizadas em dupla. O LAC da Fibra não possui 
equipamentos o suficiente para montar um setor de microbiologia interno, havendo a 
necessidade de utilizar os laboratórios de ensino da instituição. 
 
5. SUGESTÃO DE MELHORIAS 
 Solicitar os equipamentos necessários à instituição para a conclusão do setor 
de microbiologia do LAC. 
 
6. CONCLUSÃO 
 O estágio supervisionado no LAC Fibra permitiu uma experiência única na área 
das análises clínicas. O estágio gerou um aprendizado sobre as diversas áreas de 
atuação do biomédico dentro da rotina laboratorial, além disto, reforçou ainda mais a 
importância do trabalho em conjunto dentro de um laboratório. Cada um dos setores 
apresentados durante o estágio ofereceu diferentes cenários que possibilitaram o 
conhecimento sobre técnicas, protocolos e manuseio de diversos equipamentos. 
Diante disto, foi possível chegar a uma maior segurança pessoal para realizar leituras, 
interpretações e liberação de resultados de cada um dos setores para os pacientes. 
 
 
 
25 
 
 
 
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27 
 
 
 
ANEXOS 
ANEXO I – FICHAS DE AVALIAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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34 
 
 
 
ANEXO II – FICHAS DE FREQUÊNCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3738 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
40 
 
 
 
ANEXO III – FICHA DE EMERGÊNCIA SANITÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
 
42 
 
 
 
ANEXO IV – FICHA DE FREQUÊNCIA TEORIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
 
ANEXO V – TERMO DE

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