Prévia do material em texto
CURSO DE GRADUAÇÃO DE BACHARELADO EM BIOMEDICINA DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES RELATÓRIO FINAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II BELÉM- PA 2021 DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES RELATÓRIO FINAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Relatório Final, apresentado à disciplina Estágio Supervisionado II, do curso de Biomedicina da FIBRA (CENTRO UNIVERSITÁRIO), como requisito para obtenção de nota referente ao 2º NPC. Orientadora: Profa. Dra. Michele Amaral da Silveira BELÉM- PA 2021 DOUGLAS MATHEUS TRINDADE GUIMARÃES RELATÓRIO PARCIAL REFERENTE AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Relatório final, apresentado à disciplina Estágio Supervisionado II, do curso de Biomedicina da FIBRA (CENTRO UNIVERSITÁRIO), como requisito para obtenção de nota referente ao 2º NPC. Orientadora: Profa. Dra. Michele Amaral da Silveira Data de aprovação:___/____/_______ ______________________________________________ Prof. Dra. Michele Amaral da Silveira BELÉM- PA 2021 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO............................................................................................................4 2.APRESENTAÇÃO DO CAMPO CONCEDENTE.......................................................6 3.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS...............................................................................7 3.1 SETOR DE PARASITOLOGIA.................................................................................7 3.2 SETOR DE BIOQUÍMICA.........................................................................................9 3.3 SETOR DE IMUNOLOGIA.....................................................................................12 3.4 SETOR DE HEMATOLOGIA..................................................................................14 3.5 SETOR DE UROANÁLISES..................................................................................16 3.6 SETOR DE MICROBIOLOGIA .............................................................................18 3.7 SETOR DE COLETA.............................................................................................22 4. PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS.............................................................. .....23 4.1 PONTOS POSITIVOS........................................................................................ ...22 4.2 PONTOS NEGATIVOS..........................................................................................22 5. SUGESTAO DE MELHORIAS.................................................................................24 6. CONCLUSÃO...........................................................................................................24 REFERÊNCIAS............................................................................................................23 ANEXOS.......................................................................................................................24 ANEXO I – FICHAS DE AVALIAÇÃO..........................................................................27 ANEXO II – FICHAS DE FREQUÊNCIA.......................................................................34 ANEXO III – FICHAS DE EMERGÊNCIA SANITÁRIA.................................................40 ANEXO IV – FICHA DE FREQUÊNCIA TEORIA..........................................................42 ANEXO V – TERMO DE COMPROMISSO....................................................................43 4 1. INTRODUÇÃO O estágio supervisionado é algo imprescindível e obrigatório para formação do profissional da saúde. Este tipo de aprendizado oferece ao estudante diferentes contextos práticos para que ele possa compreender as diversas situações de uma rotina laboratorial essas atividades proporcionam um desenvolvimento da teoria e prática, capacitando de maneira mais eficiente o futuro profissional. Perante isto, o estágio supervisionado é algo fundamental para a formação daquele profissional, apresentando diferentes desafios durante essa jornada de trabalho (AMORIM, 2019; ALMEIDA, 2014). O estágio supervisionado obrigatório tem como objetivo correlacionar a rotina de trabalho com os conhecimentos obtidos até aquele devido momento. Os estudantes desta forma são incentivados a conhecer o ambiente através da vivência, assimilando os conteúdos compreendidos para a realização das tarefas, isto proporciona ao acadêmico a estabilidade intelectual, social e afetiva quanto profissional, o que eleva a qualidade de sua formação. O estágio supervisionado é constituído de várias práticas e teorias que estão ligadas diretamente atividades desenvolvidas durante o curso mediante a sua matriz curricular (AMORIM, 2019; CINTRA, 2018). A evolução do profissional da área da saúde através do estágio supervisionado possui a forma prática de aprendizado envolvida em rotinas laboratoriais desempenham um papel de grande importância para o estudante. A compreensão das dificuldades e teorias que são utilizadas para realização de cada procedimento anda de forma conjunta às aplicações práticas são observadas dentro das perspectivas desse profissional, tornando esta aquisição profissionalizante um ponto crucial de formação do acadêmico. Esse processo de aprendizado torna esse futuro profissional biomédico capacitado para um envolvimento multidisciplinar com outros profissionais da saúde, através do conhecimento para promoção da saúde, precaução de agravos de doenças infectocontagiosas e pesquisas laboratoriais. Esse profissional deve sempre estar condicionado com informações sobre normas morais, sempre buscando ética no trabalho e conhecimentos sobre a qualidade da saúde global (BARROSO, 2020; BRASIL, 2020). 5 Em estágios em análises clínicas apresentam fases de aprendizado a todo momento, o envolvimento neste cotidiano auxilia na integração do profissional em formação e a fim de demonstrar quais técnicas devem ser utilizadas no dia-a-dia da rotina laboratorial (AMORIM, 2019; BARROSO, 2020; CINTRA, 2018). O estágio supervisionado em análises clínicas está sendo realizado no Laboratório do Centro universitário Fibra, com início no dia 15 de março de 2021 e término no dia 18 de junho de 2021. No Centro Universitário Fibra ocorre a distribuição dos alunos para diferentes estágios, o estágio supervisionado I (Acupuntura) e estágio supervisionado II (Análises clínicas), durante determinado semestre é feita a distribuição do número de alunos por igual que serão alocados de forma sorteada para adentrar os estágios supervisionados I ou II. No semestre seguinte ocorre a troca de alunos de um estágio supervisionado para outro. Para o estágio supervisionado em análises clínicas deve compreender 500 horas práticas e 40 horas teóricas, que devem somar no total 540 horas. Sendo cumpridas semanalmente 30 horas, de segunda a sexta, de 07:00 às 13:00, alternando de setor a cada 15 dias. O estágio supervisionado tem como objetivo compreender a rotina diária em laboratórios de análises clínicas, buscando estudar cada área diversas áreas de atuação, sendo elas: Hematologia, bioquímica, imunologia, parasitologia, microbiologia e urinálise. 6 2. APRESENTAÇÃO DO LOCAL CONCEDENTE DE ESTÁGIO O laboratório de análises clínicas (LAC) do centro universitário FIBRA fica localizado na Av. Gentil Bittencourt 1144, Bairro: Nazaré. Entre Av. Generalíssimo Deodoro e Trav. 14 de Março, CEP: 66040-174, no segundo andar do prédio de laboratórios. De acordo com a resolução de Resolução n° 48/2016 de 16 de dezembro de 2016 da CONSUP, o laboratório destina-se ao estágio nas áreas de Bioquímica, Hematologia, Parasitologia e Urinálise,Microbiologia e Imunologia. Atende aos cursos de Biomedicina e Farmácia. Está dividido por setor. Espaço para até 25 alunos, por turno, em esquema de rodízio. Atualmente a instituição possui como representante o reitor Vicente de Paulo Tavares Noronha e como coordenadora do curso de Biomedicina a Profa. Dra. Patrícia Bentes Marques. O estágio em análises clínicas II fica sob supervisão da Profa. Dra. Michele Amaral da Silveira, e como supervisora de campo a Profa. M.a Ana Paula da Silva Ribeiro. 7 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 3.1. SETOR DE PARASITOLOGIA Um parasito por definição é um organismo que prejudica seu hospedeiro com alguma intensidade. Este organismo geralmente causa lesões em processos vitais através de secreções, excreções ou outros produtos do parasito. Os parasitos produzem esses efeitos em tecidos, órgãos do hospedeiro, na corrente sanguínea, no trato gastrointestinal ou podem mesmo ser ectoparasitos (DA SILVA; HAYASHI, 2015). As infecções parasitárias podem ser favorecidas por diversos fatores associados ao hospedeiro, como idade, estado nutricional, culturais, genéticos, profissionais e comportamentais. Existem também os fatores que estão relacionados ao parasito, como a resistência ao sistema imune do hospedeiro e aos mecanismos de escape vinculadas ao seu ciclo (AZEVEDO et al., 2017). Na rotina laboratorial, o diagnóstico dessas parasitoses intestinais é realizado mediante a utilização de técnicas parasitológicas em amostras fecais, pois esse método possui baixo custo de reprodução e possui um procedimento técnico simples. Na literatura é possível encontrar várias dessas técnicas de sedimentação e flutuação, que permitem concentrar ovos, cistos, oocistos e larvas de diversas espécies de parasitos intestinais em uma amostra fecal com objetivo de determinar sua presença e identificação (AZEVEDO et al., 2017). Diversos materiais orgânicos podem ser submetidos a exames parasitológicos, um exemplo disto é a busca de parasitos em lesões de pele, no sedimento urinário, escarro, secreções vaginais e uretrais, no líquido cefalorraquidiano, em biópsias, aspirados endoscópicos, etc (MOURA et al., 2006). Durante os procedimentos laboratoriais em parasitologia podemos encontrar várias espécies de protozoários, estes que incluem todos os organismos protistas, eucariotos, constituídos por uma única célula, apresentando diversas formas, processo de alimentação, locomoção e reprodução. Diversos parasitos são diagnosticados no sangue periférico e em tecidos humanos. Dentre eles estão os protozoários que se encontram no grupo dos tripanossomos (trypanossoma cruzi), plasmódios (plasmodium vivax, plasmodium falciparum, plasmodium malariae), babésia (babesia bigemina), leishmania (leishmania visceral e leishmania cutânea) e toxoplasmose (toxoplasmose gondii) (DA SILVA; HAYASHI, 2015). 8 A detecção e identificação dos parasitos intestinais estão relacionadas diretamente com a qualidade da amostra coletada e entregue ao laboratório. Diante disto, há necessidade de instruir o paciente, pois caso não seja dada as orientações corretas podem ocorrer erros na coleta, como contaminação com urina, água, terra e até quantidades inadequadas de fezes. As instruções sobre a coleta devem ser claras e também entregues por escrito (lima; santos; franz, 2021). As fezes devem ser colhidas em recipiente. Cada amostras deve apresenta no mínimo as seguintes informações: nome do paciente, número de identificação, nome do médico, data e horário da colheita, a qual deverá ser acompanhada de uma requisição médica, esta que irá indicar qual procedimento laboratorial a ser seguido (DI CARLI, 2001; LIMA; SANTOS; FRANZ, 2021). Ao longo das práticas laboratoriais são utilizadas várias metodologias de preparo do material para visualização dos parasitos, pode-se citar alguns, como método direto, faust e cols, rugai, Hoffman (Figura 1), pons e janer, utilizados diariamente na rotina do estágio supervisionado, estas técnicas são apresentam- se de maneira muito eficiente para identificar o tipo e o estado evolutivo do parasito (lima; santos; franz, 2021). O diagnóstico para os parasitos que podem ser encontrados no sangue periférico é bem mais simplificado de realizar, pois não utilizam de técnicas tão complexas como as de análise de amostra fecal, neste caso se usam técnicas de esfregaços estirados e espessos ou gota espessa (DI CARLI, 2001). Figura 1. Processo de sedimentação espontânea – Hoffman Fonte: O autor (2021) 9 O setor de parasitologia clínica desempenha um papel muito importante quanto aos seus diagnósticos de infecções e doenças parasitárias. Compreender esta área realizando atividades no setor de parasitologia diariamente soma grandes conhecimentos sobre o campo, pois está visivelmente presente em diversos laboratórios de análises clínicas. O profissional biomédico em formação que está neste setor deve sempre estar muito atento as todos os detalhes que possam existir, não somente durante as visualizações microscópicas, mas o que vai além disto. Como descrito anteriormente, existem diferentes fases durante os processos laboratoriais, e durante os processos de avaliação é necessário que exista uma atenção singular ao protocolo a ser seguido. Diante disto é essencial que exista uma boa conduta ética durante a realização dos processos, juntamente devendo- se agir principalmente com compromisso e respeito para com aqueles pacientes. o aprendizado na área volta-se ao conhecimento e preparo daquele aluno em formação, estendendo sua percepção sobre o campo e acrescentando valores a sua conduta ética o tornando um bom futuro profissional para o mercado de trabalho. 3.2 SETOR DE BIOQUÍMICA Neste setor o objetivo e avaliar os metabólicos do organismo, isto associados a medição e expressão das alterações normais e patológicas quimicamente. No setor de bioquímica existe uma intensa rotina de exames, este setor compreende de vários princípios da área. Diante disto são necessários de várias metodologias avaliativas e equipamentos de alta eficiência para realizar os testes laboratoriais neste campo (LEHNINGER, 2002; MURRAY, 1995). Muitos equipamentos bioquímicos utilizam de diversos princípios, entretanto vemos que um dos se mais utiliza é o de leitura através de comprimentos de onda, a espectrofotometria. A espectrofotometria tem como princípio verificar a intensidade da luz é uma medida quando alcança a solução ao utilizar determinados comprimentos de onda, assim a medida que luz passa pela solução, são identificados analitos de espectros característicos (ALEIXO, 2013; COUTO, 2019). 10 Figura 2. Representação esquemática do princípio da espectrofotometria. Fonte: Couto, 2019. O Analisador semiautomático para bioquímica SX-3000M da Sinnowa Healthcare® possui uma incubadora à seco para 20 tubos de amostras de pacientes que agiliza sua rotina substituindo o banho-maria. Realiza testes de Bioquímica; Turbidimetria e ELISA em tubos, com até 9 filtros abrangendo range de 340nm a 800nm. Equipamento prático e completo em controles de qualidade, incluindo gráfico de Levey-Jennings e Regras de Westgard. Realiza Leituras mono e bicromáticas. fluxo contínuo e cubeta 32uL, (vidro de quartzo 10mm). Este equipamento possui um sistema padronizado pelo próprio laboratório, utilizando de configurações descritas no manual para criar os perfis a serem utilizados para realização dos exames. As leituras de amostras eram lidas e tinham seus resultados apresentados na tela do equipamento. Durante a rotina laboratorial no setor, este era único equipamento utilizado para realizar a leitura das amostras, todavia era capaz de realizar diversos exames e apresentando resultados muito precisos. Figura 3. SX3000 Fonte: Google ImagensO setor realiza sete tipos diferentes de testes, são eles: TGO, TGP, glicemia de jejum, ureia, creatinina, triglicérides e colesterol total (Figura 4). Todos os testes 11 eram realizados diariamente durante a rotina laboratorial, permitindo uma constante compreensão dos perfis bioquímicos de cada paciente. Figura 4. Materiais utilizados para realização dos testes bioquímicos. Fonte: O autor (2021) Cada desses testes possui uma etapa de realização diferente antes de serem levados para leitura do equipamento. Em alguns casos havia a necessidade de preparar reagentes, brancos e padrões, esses dois últimos eram atualizados semanalmente afim de manter a precisão analítica do equipamento. O preparo dos insumos para os exames era realizado em tubos de ensaio (Figura 5). Alguns procedimentos possuíam uma simples forma de preparo (TGO, TGP e ureia), outros necessitavam de mais etapas preparatórias para realização do teste. Figura 5. Preparo de amostras e reagentes em tubos de ensaio. Fonte: O autor (2021) 12 Dentre todos os setores existentes no laboratório, o setor de bioquímica é o que mais possui procedimentos a serem realizados durante a rotina diária. Os diversos protocolos a serem seguidos para cada um dos procedimentos compreende de diferentes técnicas a serem utilizadas, estas que também salientadas durante a graduação. Foi possível ver que este campo nas análises clínicas é um dos mais requisitados, isso reforçou a importância do aprendizado na disciplina e disciplina e o setor de bioquímica clínica. 3.3 SETOR DE IMUNOLOGIA No setor de Imunologia são realizados testes que buscar avaliar transtornos ou patologias relacionados ao sistema imune, através da detecção de alguns componentes quando este sistema é ativado provocando as respostas imunológicas. Algumas dessas ditas respostas são provocadas por diversos fatores, podendo ser algum tipo de perturbação fisiológica ou desequilíbrio no organismo. Algumas dessas alterações podem surgir convenientemente a alguma patologia, podendo ser aguda ou crônica e até casos de doenças autoimunes que podem alterar o comportamento normal do sistema imune de uma pessoa (DIEUSAERT, 2001). O setor de imunologia busca o diagnóstico das patogenicidades através dos resultados de exames laboratoriais. Através disto é possível desenvolver maneiras de tratar diversas doenças causadas por diferentes patógenos. A maior parte dos métodos utilizados em imunologia em atualmente só são possíveis graças ao grande conhecimento adquirido sobre o sistema imune, isto também consiste em uma ferramenta de grande valia em termos de conhecimento sobre métodos em imunologia. Através do diagnostico que essas metodologias dispões, podemos prosseguir para tratamentos e em alguns casos, alcançar a cura para diversas doenças (DIEUSAERT, 2001; MINEO, 2016). Na rotina deste setor eram utilizados alguns dos exames realizados eram: ASO, PCR, fator reumatoide, VDRL, Beta HCG, HBsAg, HIV I e II, rotavírus, sangue oculto, PSA, anti-HCV, hemoglobina glicada e tipagem sanguínea, como representados nas figuras 6 e 7. 13 Figura 6. Exame de hemoglobina glicada Fonte: O autor (2021) Os testes laboratoriais em imunologia eram totalmente manuais, necessitando de uma atenção dobrada para execução dos procedimentos. Esses cuidados eram muito importantes durante a utilização dos insumos para que não houvesse nenhuma imprecisão, principalmente relacionada a pipetagem. Testes como HIV, HBsAg e Beta HCG são os testes rápidos com resultados visíveis a olho na. Pode-se analisar da mesma forma o teste de tipagem sanguínea que podemos visualizar diretamente os seus resultados, através da visualização dos resultados apresentados nas amostras (Figura 7). Figura 7. Teste de tipagem sanguínea Fonte: O autor (2021) Algumas técnicas utilizadas neste setor demonstraram ser de fácil execução, mesmo sendo de forma manual. Ainda assim foi possível visualizar que possuíam grandes fundamentos por trás de cada uma delas. Os diagnósticos liberados para cada um desses testes eram de altíssima importância, pois como já descrito anteriormente, este setor busca avaliar diversos tipos de doenças que podem provocar alterações no organismo utilizando a resposta imunológica como forma de análise para um teste a ser realizado. 14 3.4 SETOR DE HEMATOLOGIA O setor de hematologia se trata de uma área que podemos avaliar os componentes presentes no sangue. Através de exames hematológicos podemos verificar diversas alterações celulares, sejam elas em eritrócitos, leucócitos ou plaquetas. As pesquisas no setor de hematologia são descritas como um dos mais pedidos através de pedidos médicos, sendo constantemente solicitado para por possuir uma grande capacidade de indicar diversas alterações como anemias, leucemias, dentre outros tipos de não conformidades no organismo (SILVA, 2016). Atualmente no setor de hematologia utiliza-se bastante a automação, este recurso vem crescendo substancialmente nos últimos anos e os fabricantes oferecem cada vez mais inovações nos analisadores hematológicos, a fim de reduzir os custos, a intervenção humana e o tempo de liberação dos resultados. Os resultados obtidos através da automação também são mais precisos que os métodos manuais utilizados na década de 1980, visto que os analisadores hematológicos automatizados substituem totalmente os métodos manuais de contagem, no entanto ainda não é capaz de substituir a contagem diferencial de leucócitos e a contagem de plaquetas por microscopia de contraste de fase (SILVA, 2016). Esses avanços tecnológicos possibilitam a identificação de diversas patologias associadas a células presentes no sangue, como anemia falciforme, hemofilias e leucemias. O constante progresso de desenvolvimento tecnológico para os diagnósticos dessas doenças através da automação, promoveu uma grande conquista para o campo da hematologia e hemoterapia, visto que as novas tecnologias apresentam um alta especificidade e um maior grau de reprodutibilidade dos resultados, possibilitando uma maior rapidez para sua execução (NAOUM, 2001). Figura 8. URIT 3000 PLUS Fonte: Google Imagens 15 Este equipamento era capaz de armazenar mais de diversos testes com histogramas, apresentar 21 parâmetros simultâneos, podendo realizar leitura de 60 amostra por hora, ler sangue total ou pré-diluido e também possui impressora térmica para liberação dos resultados obtidos no equipamento. No setor de hematologia o URIT 3000 PLUS era utilizado para realizar contagem de leucócitos, plaquetas e hemáticas, apresentando também os índices hematimétricos. A análise das amostras era feita inicialmente neste equipamento que após a leitura, os resultados eram impressos e anotados na planilha de resultados do setor. Em seguida fazia-se a contagem diferencial das células através da microscopia óptica. Para isto era necessário fazer esfregaços sanguíneos nas lâminas e após isto era feita a coloração por panótico rápido (Figura 9), a leitura era feita através a visualização dessas células e contadas até um total de 100 células com auxílio de um contador digital. Figura 9. Lâminas de esfregaço tradicional Fonte: O autor (2021) O esfregaço, ou distensão sanguínea pode ser feio utilizando sangue venoso sem anticoagulante, ou de sangue com anticoagulante EDTA. A função do anticoagulante nos tubos de coleta é evitar a formação de pequenos agregados, tornando as plaquetas distribuídas e individualizadas no sangue coletado. Para o esfregaço as lâminas de vidro devem estar limpas e desengorduradas. É utilizado um distensor que deve ser mais estreito que a lâmina. Essa distensão do sangue pode ser efetuada de duas formas,uma é a tradicional e a outra é o esfregaço italiano (NAOUM, 2008). O esfregaço tradicional permite a análise qualitativa e quantitativa de leucócitos e plaquetas, bem como a morfologia eritrocitária, e para isto usa-se o distensor da gota de sangue inclinado em relação á lâmina em um ângulo entre 25 e 30 graus. 16 Dessa forma é possível visualizar o esfregaço dividido em três composições, a fina, a média e a espessa, assim como podemos ver na figura 9. A região fina possui eritrócitos e leucócitos geralmente deformadas. A região média contém células com distribuição homogênea, bem condicionadas para a análise. Na região espessa as células ficam congestionadas, dificultando a análise. O esfregaço italiano é um tipo de distribuição que é específico para a análise da morfologia eritrocitária "a fresco", sem uso de corante e são utilizados para avaliar o tamanho e forma dos eritrócitos (NAOUM, 2008). As avaliações no setor de hematologia realizadas durantes as práticas do estágio supervisionado no LAC Fibra foram fundamentais para obter ainda mais conhecimento nesta área. As atividades durante a rotina ocorriam utilizando apenas o equipamento citado anteriormente e em seguida eram realizadas leituras através da microscopia, no entanto estes simples processos eram o bastante para chegar ao diagnóstico da amostra de um paciente. Diante disto, foi possível concluir que rotina de realização das técnicas em hematologia demonstraram ser algo imprescindível para o setor, e que a experiência adquirida durantes as práticas somaram mais ainda para uma boa capacitação profissional. 3.5 SETOR DE UROANÁLISE A análise de urina já existe a muito tempo, embora não houvessem diversos procedimentos analíticos sofisticados como atualmente, eram capazes de obter informações diagnósticas a partir de observações simples como cor, turbidez, odor, volume, viscosidade e até mesmo doçura (observando alguns casos que atraiam formigas). Ainda hoje podemos ver algumas dessas características sendo relatadas na uroanálise pelos laboratórios. Todavia os exames de urina foram modernizados e expandidos para além de exames físicos da urina para incluir a análise química e microscópica (STRASINGER & DI LORENZO, 2009). Os exames realizados através de amostras de urina evidenciam sua importância por estar vinculado a todo sistema urinário, que possui em sua formação dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra. Esse sistema é responsável pela função de regulação da homeostase, mantendo constante o volume hídrico, a composição química e potencial hidrogeniônico sanguíneo devido ao processo de filtração, reabsorção e secreção, onde cada região dos rins desempenha um papel 17 específico. Essas funções desenvolvidas pelos rins estão relacionadas a diversas funções fisiológicas do organismo (LIMA, 2020). Mediante a isto, a uroanálise possui um papel muito importante na medicina atual, sendo evidenciada historicamente como a primeira prática laboratorial. As técnicas eventualmente utilizadas, são simples, não invasivas e de baixo custo, o que permite realizar exames do trato urinário, podendo fornecer indícios sobre a etiologia da disfunção. Isso é possível pelo fato de que a urina é um material diversos elementos diferentes, que seus constituintes não são somente células, mas também bactérias, cristais, cilindros, fungos e até parasitas (LIMA, 2020). As amostras de urinas devem ser colhidas em recipiente estéril de boca larga com tampa de rosca. Deve ser identificado o nome do pacientem data e o horário do material da coleta através de etiquetas que devem ser postas sobre o recipiente. Para a conservação desse tipo de amostra, a refrigeração é mais recomendada, pois é capaz de evitar a decomposição bacteriana da urina pelo período de uma noite (UCHOA, 2019). Existem diferentes tipos de amostras que devem ser coletadas, algumas para exames diferenciais na urina, algumas dessas amostras são, a primeira amostra da manhã, amostra de jejum ou segunda amostra da manhã, amostra duas horas pós-prandial, amostra de tolerância a glicose, amostra de 24 horas ou cronometrada, amostra cateterizada, amostra de jato médio, amostra pediátrica, amostra para prostatite, punção suprapúbica, e coleta para análise de drogas (STRASINGER & DI LORENZO, 2009). O exame microscópico da urina utilizado para detectar elementos celulares, cilindros e cristais. A presença anormal desses elementos pode estar associada a algum dos diferentes estados patológicos. Neste exame podemos comumente visualizar hemácias, isto porque essas células são oriundas de qualquer ponto do trato urinário. Os eritrócitos dimórficos quando detectados com muita frequência, podem identificar a existência de doença glomerular (UCHOA, 2019). O exame de urina parcial se trata de um dos mais solicitados nos laboratórios clínica, precedido apenas pelos exames de hematologia e bioquímica. Os resultados dos exames de urina podem evidenciar doenças de forma precoce, o que pode trazer uma melhor sobrevida ao paciente (LIMA, 2020). 18 Neste setor foi possível visualizar novamente a importância dos exames laboratoriais, visto que os procedimentos que possuem uma alta demanda. O uso de um equipamento semiautomatizado e a contagem diferencial de células por microscopia desempenharam um papel gigantesco para o reconhecimento dos aspectos morfológicos das células e anomalias. As práticas neste setor reforçam o valor que tem a área da hematologia para a carreira de um futuro profissional biomédico, através dos eventos diários de aprendizado que foram adquiridos neste setor. Na rotina de uroanálise os procedimentos permitiam que as análises das amostras fossem realizadas sem dificuldade, e como se trata de um teste não invasivo, os pacientes sempre solicitavam o exame de urina. Mesmo seguindo protocolos simples, este setor representou um papel muito importante para a compreensão das análises clínicas, pois realizar uma boa pesquisa nas amostras estava diretamente relacionado a ter um diagnóstico mais fidedigno, possuindo qualidade e confiabilidade nos resultados obtidos. 3.6 SETOR DE MICROBIOLOGIA O setor de microbiologia é um dos setores que busca a excelência no quesito normas de segurança que buscam evitar qualquer tipo de contaminação, seja da amostra ou paciente. Os procedimentos realizados em laboratórios de microbiologia compreendem diversos riscos, isto porque neste setor as análises são feitas diretamente em agentes infecciosos. Para isto os protocolos de biossegurança são devidamente utilizados como um conjunto de práticas, equipamentos e instalações voltadas à prevenção, minimização ou até eliminação dos possíveis riscos presentes durante as atividades realizadas no ambiente de trabalho, com finalidade de preservar a saúde dos colaboradores, o meio ambiente e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos (SBPC, 2015). Os laboratórios de microbiologia recebem um grande número de amostras de fluídos corporais e outros tipos que são, potencialmente, infecciosos. A finalidade de seguir os protocolos para as atividades laboratoriais afetam significativamente o risco pessoal a possíveis infecções por esses microrganismos que estão sendo 19 pesquisados, a boa manipulação dos agentes, resulta em boas práticas laboratoriais (BRASIL, 2000). Na microbiologia clínica, as infecções no trato urinário (ITU) representam um dos quadros mais frequentes dentre as infecções humanas e compreendem várias síndromes que são ocasionados pela presença de diversos microrganismos no trato urinário. Alguma das síndromes são: cistite, pielonefrite e bacteriúria assintomática. A cistite é definida como a infecção da bexiga e caracteriza-se por sintomas como disúria, estranguria e polaciúria (SBPC, 2015). Os principais agentes causadores das ITU sãolimitados a microbiota intestinal do paciente. Dentre os maiores causadores dessas infecções estão bacilos Gram- negativos, como Escherichia coli e, em menor frequência por Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter spp e Pseudomonas aeruginosa. Já entre as bactérias Gram-positivas, as infecções são geralmente ocasionadas por Enterococcus spp e Staphylococcus saprophyticus. A maiorias dos casos de ITU em mulheres são originados por E. coli, no entanto são presentes também outros bacilos gram-negativos. Assim como é possível observar casos de pacientes que apresentam infecções por microrganismos incomuns, como ITU por Corynebacterium urealyticum que está associada a cistite e pielite em crianças e adultos com litíase urinária, da mesma forma em receptores de transplante renal. As infecções urinárias afetam ambos os sexos, entretanto a maior parte dos casos de ITU é representada pela população feminina. Estima-se que cerca de 10% da população feminina apresente pelo menos um episódio de ITU ao longo da vida. As ITU são causadas geralmente por apenas um único agente, todavia pode-se observar de dois a até cinco microrganismos em uroculturas. As uroculturas são referências para ao diagnóstico de ITU, pois se trata de uma técnica quantitativa e seu diagnóstico é baseado no número de unidades formadoras de colônias/mL de urina. Este é exame mais solicitado em laboratórios de microbiologia clínica (SBPC, 2015). No setor de microbiologia clínica são utilizados diversos meios para realizar urocultura. Os meios mais recomendados para isto são ágar sangue e um meio seletivo para bacilos Gram-negativos. Comumente são usados ágar MacConkey ou eosina azul de metileno (EMB) para realizar essas culturas, no entanto para reduzir gastos, grande parte dos laboratórios brasileiros utiliza o ágar cystine lactose 20 electrolyte deficient (CLED), pois permite o crescimento de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas (SBPC, 2015), meios de cultura representados na figura 10. Figura 10. Insumos utilizados para produzir meios de cultura bacteriana. Fonte: O autor (2021) O setor de microbiologia corresponde a uma parte muito importante no estágio supervisionado, apresentando diversas formas de cultivos de microrganismos para fins de pesquisa laboratorial. As práticas neste setor requisitaram bastante do conhecimento em microbiologia, desde seus fundamentos até uma boa experiência com as técnicas. Durante as rotinas neste setor, todos os alunos participaram do desenvolvimento das atividades supervisionadas, manuseando desde os instrumentos mais simples até os mais minuciosos. Além dos insumos já apresentados (Figura 10) também foram utilizados os equipamentos presentes no laboratório de microbiologia para realizar as técnicas laboratoriais de maneira adequada. Alguns desses equipamentos foram, a cabine de segurança biológica (Figura 11), a balança analítica (Figura 12), a estufa de cultura bacteriológica (Figura 13) e as culturas presentes no próprio laboratório que são utilizados como controle positivo (Figura 14). Figura 11. Cabine de segurança biológica Classe II A2 Fonte: Google Imagens 21 Figura 12. Estufa de cultura bacteriológica – Digital timer micro processadas Fonte: Google Imagens Os equipamentos que foram utilizados durantes as práticas pertencem aos laboratórios de ensino da própria instituição, logo todas as atividades no setor de microbiologia ocorreram de forma externa ao LAC Fibra, no entanto ainda sendo realizadas no mesmo prédio. As atividades foram realizadas em conjunto com todos os alunos que estavam alocados para realizar o estágio supervisionado no próprio laboratório da instituição. Figura 13. Balança analítica AY220 Fonte: Google Imagens As culturas produzidas (Figura 14) em cada meio são analisadas e alguns procedimentos são realizados com as mesmas, como os testes de catalase, coagulase e o antibiograma. Essas atividades no setor de microbiologia clínica representam um grande processo de aprendizado técnico e científico. Sabendo que os procedimentos realizados dentro do setor são feitos com controles positivos, foi possível analisar de forma mais precisa cada microrganismo ali presente. Buscou-se nessa área compreender o que podemos ver em uma rotina laboratorial ao utilizar os 22 métodos citados, juntamente com a experiência obtida com o desenvolvimento das atividades no presente setor, que representam um papel importantíssimo para o diagnóstico de doenças, principalmente ITU e resistência ao uso de antibióticos para o tratamento dessas infecções. O estágio na microbiologia clínica é um ponto fundamental para um profissional biomédico, pois o setor apresenta rotinas que necessitam de grande experiência para realização dos seus procedimentos e conhecimento técnico-científico. Figura 14. Meios de cultura semeados com controles positivos Fonte: O autor (2021) 3.7 SETOR DE COLETA O setor de coleta deve seguir alguns parâmetros para um funcionamento adequado, alguns deles são: possuir uma cadeira ou poltrona, local de armazenamento dos materiais de coleta e também devem possuir produtos para higienização das mãos. Uma sala de coleta deve conter dimensões o suficiente para garantir uma livre, segura e confortável. Sendo assim o paciente precisa estar acomodado na cadeira ou poltrona que possibilite a regulagem da altura do braço, com um espaço que possibilite a movimentação do paciente e do flebotomista, para que proporcione um atendimento apropriado (FLEURY, 2019; SBPC, 2015). As amostras coletadas devem ter seus componentes e integridade mantidas durante a fase pré-analítica de coleta, manuseio, transporte e armazenagem. Essa estabilidade é crucial para manterem os constituintes nos valores iniciais e dentro dos limites de variação aceitáveis por dado tempo. Uma vez que a amostra é coletada e identificada, ela deve ser encaminhada ao setor de processamento que pode ou não estar no mesmo prédio do setor de coleta (SBPC, 2015). 23 Os exames laboratoriais, descritos como exames complementares são uma grande importantância para prática médica atual. Esses exames auxiliam na tomada de decisão clínica para os profissionais da saúde (WILLIANSOM & SNYDER, 2016). Os exames laboratoriais são constituídos de três fases, que são a pré-analítica, a analítica e a pós-analítica. A primeira aborda o processo de coleta, a manipulação, o processamento e a entrega aos analisadores. A segunda é a fase analítica que é onde se realiza o processo de pesquisa na amostra coletada para chegar a terceira fase. A última fase do processo é a pós-analítica, que é a junção do resultado obtido pelo processo analítico e o envio do mesmo para outro profissional da área da saúde como: médicos, enfermeiros e etc (CAMPANA, G. et al., 2011). Figura 10. Tipos de tubos utilizados para a coleta de sangue venoso. Fonte: Google Imagens No LAC Fibra, o setor de coleta é alternado entre os alunos, não existindo um período fixo para cada aluno realizar esta tarefa. Diferentemente de outros laboratórios que realizam coletas de diversos fluidos biológicos, o setor de coleta no estágio supervisionado no laboratório realiza somente coletas de sangue venoso. A rotina neste setor traz consigo o desenvolvimento da habilidade técnica em realizar coletas com qualidade, evitando possíveis erros nesta fase como supracitado. Após as coletas, o paciente informava quais exames ele gostaria que fossem realizados, em seguida era preenchida uma ficha com os requisitados e as amostras eram encaminhadas para os devidos setores para que fosse realizado seu processamento. Os procedimentos nesse setor representam um papel de grande importância,pois é nele que muito erros ocorrem, compreender o objetivo deste setor e como realizar as técnicas de coletas podem evitar tais ocorrências, o que resultará em uma análise laboratorial mais segura e eficiente. 24 4. PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS Positivos: A preceptora responsável pelo laboratório sempre se apresentava disposta a ensinar de forma objetiva, paciente e de maneira educada. Desde o início até o fim do estágio, apresentou-se de forma atenciosa com os alunos e mostrando para todos os estagiários a importância de cada atividade exercida dentro das análises clínicas. Dessa forma, a mesma possibilitou uma ótima experiência para os estagiários, o que conferiu ainda mais conhecimento sobre os fundamentos, técnicas e principalmente sobre a rotina laboratorial para um profissional biomédico. Negativos: Ocorridos devido a situação de pandemia acabaram por aumentar o contingente de alunos para o dobro do esperado para realizar o estágio supervisionado laboratório, o que implicou em atividades que deveriam ser exercidas por apenas 1 estagiário, sendo realizadas em dupla. O LAC da Fibra não possui equipamentos o suficiente para montar um setor de microbiologia interno, havendo a necessidade de utilizar os laboratórios de ensino da instituição. 5. SUGESTÃO DE MELHORIAS Solicitar os equipamentos necessários à instituição para a conclusão do setor de microbiologia do LAC. 6. CONCLUSÃO O estágio supervisionado no LAC Fibra permitiu uma experiência única na área das análises clínicas. O estágio gerou um aprendizado sobre as diversas áreas de atuação do biomédico dentro da rotina laboratorial, além disto, reforçou ainda mais a importância do trabalho em conjunto dentro de um laboratório. Cada um dos setores apresentados durante o estágio ofereceu diferentes cenários que possibilitaram o conhecimento sobre técnicas, protocolos e manuseio de diversos equipamentos. Diante disto, foi possível chegar a uma maior segurança pessoal para realizar leituras, interpretações e liberação de resultados de cada um dos setores para os pacientes. 25 REFERENCIAS ALEIXO, Ana Catarina Branco. Monografia: Fatores de risco da trombose – avaliação laboratorial. Lisboa. Faculdade de farmácia, Universidade de Lisboa, 2013. ALMEIDA, MI. Estágios supervisionados na formação docente. Cortez, Dissertação de Mestrado. Biblioteca Digital de Produção Intelectual da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. AMORIM, Luiza Evangelista de. Metodologias ativas no desenvolvimento de habilidades e competências: um estudo de sua aplicabilidade à disciplina de estágio supervisionado em Ciências Contábeis. Universidade de Brasília, Brasília, 2019. AZEVEDO, E. P. et al. Diagnóstico parasitológico em amostras fecais no laboratório de análises clínicas: comparação de técnicas e custo de implantação. Revista Brasileira de Análises Clínicas, 2017. BARROSO, Edmilson Pereira. Estágio supervisionado em biomedicina: um relato de experiência no setor de exantemáticas do Laboratório Central de aúde pública (LACEN) no município de Rio Branco - Acre. Dêciência em foco, 2020. BRASIL. Manual do biomédico Edição digital 2º semestre. 2020. Disponível em: https://crbm1.gov.br/site2019/wp content/uploads/2021/03/Manual_do_Biomedico_2021_V4.pdf. Acesso em: 11/06/2021. CAMPANA, g. a.; Oplustil, C. P. Conceitos de automação na medicina laboratorial: revisao de literatura • J Bras Patol Med Lab • v. 47 • n. 2 • p. 119-127 • abril 2011 CINTRA, MER; BERNARDES, A; RIGOBELLO, J; MOURA, A; ZANETTI, A; SPIRI, W; GABRIEL, C. Estágio Curricular Supervisionado e o desenvolvimento das competências gerenciais: a visão de egressos, graduandos e docentes. Escola Anna Nery, e. 2, v. 22, p.361-68, 2018 COSTA, Vivaldo Gomes da; MORELI, Marcos Lázaro. Principais parâmetros biológicos avaliados em erros na fase pré-analítica de laboratórios clínicos: revisão sistemática. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, v. 48, n. 3, p. 163- 168, 2012. CONSUP - Conselho superior, 2016. Resolução n° 48/2016. Disponível em <http://fibrapara.edu.br> Acesso em: 15/04/2021 COUTO, Virginia Fernanda Tapia. Relatório de Estágio em Análises Clínicas no Centro Hospitalar do Tâmega e do Sousa. Faculade de ciências, Universidade da Beira Interior, 2019. DIEUSAERT P. Como Prescrever um Exame Laboratorial – Guia Prático de Análises Médicas 2ª Ed. Andrei, 2001. 26 EDWARD, K.M; DAVID, T.J; WOJCIECH, A.K. Parasitologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2003. FLEURY, Marcos Kneip. Manual de coleta em laboratório clínico. 3a ed. PNCQ. 2019. DA SILVA, MELISSA GONÇALVES., HAYASHI, MONIQUE NORIKO. Manual de parasitologia clínica laboratorial. 15° Congresso nacional de iniciação científica, 2015. Di Carli, G. A. Parasitologia Clínica: Métodos e técnicas de laboratório para o diagnóstico das parasitoses humanas. São Paulo. Ed. Atheneu, 2001. LEHNINGER, Albert Lest. Lehninger Princípios de Bioquímica. São Paulo: Sarvier, 2002. MINEO, José Roberto et al. Manual ilustrado de práticas laborais em Imunologia; Uberlândia: EDUFU, 2016. LIMA, V. A uroanálise no diagnóstico de doenças renais: aspectos abordados nas análises físico-químicas e sedimentoscópica. Revista Brasileira de Educação e Saúde, v. 10, n. 3, p. 42-49, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar: Módulo I/Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar – Brasília: ANVISA / 2000. MOURA, ROBERTO DE ALMEIDA. Técnicas de laboratório. 3.e d. São Paulo: Atheneu, 2006 MURRAY, RKH. Bioquímica. São Paulo: Atheneu, 1995. NAOUM, Paulo C. Avanços tecnológicos em hematologia laboratorial. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia [online]. 2001, v. 23, n. 2. NAOUM, Paulo C. Hematologia laboratorial - Eritrócitos. 2a Ed. AC&T de São José do Rio Preto, 2008. UCHOA, S. Resumo de uroanálise. Faculdade de Tecnologia Intensiva – FATECI. Fortaleza, 2019. Disponível em: <https://www.passeidireto.com/arquivo/46203358/ resumo-de-uroanalise>. Acesso em 02 junho 2021 SILVA, Paulo Henrique da et al. Hematologia laboratorial: teoria e procedimentos Porto Alegre: Artmed, 2016. SBPC (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial). Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML): boas práticas em microbiologia clínica. -- Barueri, SP : Manole : Minha Editora, 2015. WILLIAMSON, Mary A. e SNYDER, L. Michael. WALLACH: Interpretação de exames laboratoriais / ; tradução Maria de Fátima Azevedo, Patricia Lydie Voeux. – 10. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 27 ANEXOS ANEXO I – FICHAS DE AVALIAÇÃO 28 29 30 31 32 33 34 ANEXO II – FICHAS DE FREQUÊNCIA 35 36 3738 39 40 ANEXO III – FICHA DE EMERGÊNCIA SANITÁRIA 41 42 ANEXO IV – FICHA DE FREQUÊNCIA TEORIA 43 ANEXO V – TERMO DE