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Ascari� lumbricoide�
- Filo - Nematoda
- Classe - Secernentea
- Família - Ascarididae
- Gênero - Ascaris
- Espécie - A. lumbricoides
CARACTERÍSTICAS GERAIS
- Parasita do intestino delgado de humanos e suínos
- Ascaridíase ou ascaridose – lombriga ou bicha
- É a mais cosmopolita e mais frequente das helmintíases humanas
- Formas evolutivas – ovo, larva e adulto
MORFOLOGIA
ADULTO
- Longos, cilíndricos, extremidades afiladas
- cutícula lisa e brilhante, com finas estriações anulares
- coloração branco-marfim ou rosada
- O tamanho depende do número de vermes povoando o intestino e o estado
nutricional do hospedeiro
- Fêmeas maiores e mais grossas que os machos
- Boca ou vestíbulo bucal na porção anterior, com 3 lábios e serrilha de dentículos
- O macho possui a extremidade posterior fortemente encurvada ventralmente,
apresentando 2 espículos grossos para a cópula
- Desenvolvimento ~2 meses, Oviposição ~2,5 meses Adultos vivem 1-2 anos
OVO
- Ovais ou esféricos, com casca espessa (3 camadas)
- Camada externa formada por mucopolissacarídeos – adesão dos ovos
- Brancos, mas adquirem cor castanha em contato com as fezes
- Os espermatozóides se acumulam nos úteros ou início dos ovidutos, onde os óvulos
serão fecundados conforme eles ali passam
- Fêmea pode ovipor 200 mil ovos/dia
- Ovo não embrionado atinge o meio externo e em ~2 semanas forma L1
- Decorticado – medicação ou ovos velhos
CICLO BIOLÓGICO
- Em infecções moderadas, os adultos são encontrados no intestino delgado,
principalmente jejuno e íleo, mas em infecções intensas, ocupam toda a extensão
- Os vermes podem ficar presos a mucosa pelo auxílio dos lábios ou migrarem pela
luz intestinal, em constante movimento contra a corrente peristáltica, sendo possível
a eliminação de vermes pela boca e narinas
TRANSMISSÃO
- Ingestão de água e/ou alimentos contaminados com ovos
- Poeira, aves e insetos (moscas e baratas) podem veicular mecanicamente
PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA
- Na maioria dos casos a infecção é leve e benigna (baixa parasitemia), não
apresentando manifestações clínicas
- A patogenia está diretamente relacionada ao número de vermes presentes no
hospedeiro
- Em infecções maciças, pode-se observar lesões hepáticas e pulmonares, pela
migração das larvas – pontos hemorrágicos e de necrose, reação inflamatória,
dispnéia, manifestações alérgicas e síndrome de Loeffler (febre, tosse, bronquite e
eosinofilia)
- Presença de elevado número de vermes pode levar a obstrução intestinal,
resultando em distensão da parede e consequente necrose, sendo possível o
rompimento
- Em indivíduos hipersensíveis, mesmo um número pequeno de larvas pode acarretar
crises de asma
- Nos casos sintomáticos, observa-se ação espoliadora (subnutrição), ação tóxica
(edema, urticária e convulsões) e ação mecânica (obstrução intestinal)
- Observa-se desconforto abdominal (cólicas, dor epigástrica e má digestão),
náuseas, perda de apetite e emagrecimento, sensação de coceira no nariz,
irritabilidade, sono intranquilo e ranger de dentes a noite
- É comum o aparecimento de manchas circulares disseminadas na pele do rosto,
tronco e braços (“pano”) – acredita-se na despigmentação devido ao consumo de vit.
A e C pelo verme
DIAGNÓSTICO
- Clínico – pouco sintomática e difícil de distinguir de outras verminoses
- Laboratorial – encontro de ovos utilizando métodos coproparasitológicos de rotina,
sendo em geral liberados um grande número de ovos
- Sendo necessária a determinação da carga parasitária, utiliza-se os métodos de
Stoll ou Kato-Katz (infecção leve menor que 5.000 ovos/g fezes e pesada acima de
10 mil
- Raios-X do intestino podem trazer imagens sugestivas
TRATAMENTO
- A OMS recomenda o albendazol como primeira escolha, seguido de mebendazol,
levamisol, pamoato de pirantel e, mais recente, ivermectina
- Nos casos de obstrução intestinal, utiliza-se piperazina (paralisação do verme) e
laxante, massageando o abdômen.
- Em casos mais graves pode ser necessária a remoção cirúrgica
PROFILAXIA
- Melhora no saneamento básico e educação em saúde
- Hábitos de higiene (lavagem das mãos e alimentos, água tratada ou fervida)
- Diagnóstico e tratamento dos doentes
- Administração preventiva de anti-helmínticos nas regiões endêmicas

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