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1 JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO Parada Cardiorrespiratória CONCEITO • Parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação súbita da atividade mecânica do coração; • Caracteriza-se por ausência de pulso e ausência de movimentos respiratórios; Nenhum atendimento médico é mais emergencial que a PCR. • 60-70% das PCRs são extra-hospitalares; • 80% dos casos são por: taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular. Vale destacar que muitas sequelas podem ocorrer em um episódio de PCR caso essa situação não seja revertida rapidamente: • A lesão cerebral se inicia rapidamente, em cerca de 3 minutos se não for oferecido assistência; • Para cada minuto sem manobra de reanimação as chances de sobrevida caem de 7% a 10%; • Após 10 minutos de PCR não assistida as chances de retorno a circulação espontânea são próximas do zero. Quanto mais precoce a avaliação do ritmo do paciente em PCR, maior a chance de encontrar TV ou TV sem pulso (ritmos chocáveis). • Desfibrilação precoce: 3-5 minutos de PCR, com sobrevida até 70%. A cadeia de sobrevivência: 1. Reconhecendo a PCR: • Vítima não responsiva, movimentos respiratórios ausentes ou irregulares, com ausência de pulso central. Devemos chamar o paciente em voz alta, batendo em seus ombros. O pulso que deve ser checado é o carotídeo e a presença de movimentos respiratórios simultaneamente. Nessa etapa não podemos gastar mais de 10 segundos. O algoritmo – PCR – BLS: • Verificar a segurança da cena; o Controle do tráfego; o Retirar vítimas de tráfego ou área de risco; o Levar vítima para fora da água e secá- la; o Tenha certeza de que você não será ferido. • Avaliar a vítima; o Chamar a vítima em voz alta com estimula tátil como bater nos ombros; o Avaliar pulso e respiração; o Não demorar mais de 10 minutos. • Chamar ajuda; o 192; o Peça ajuda do SAMU; o Peça para buscar um DEA; • Iniciar PCR; o Iniciar as compressões no peito e ventilação respiratória. Devemos fazer a ventilação por meio da abertura das vias áreas. A abertura pode ser feita por meio das manobras Head-tilt ou Chin-Lift; Em uma situação de trauma cervical devemos fazer a elevação da mandíbula. 2 JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO A ventilação é feita na boca, por meio da máscara, e duração de 01 segundo, e devemos analisar a expansão do tórax. As compressões: O médico deve posicionar-se ao lado da vítima, mantendo seus joelhos com certa distância um do outro para que tenha melhor estabilidade. Afaste ou, se uma tesoura estiver disponível, corte a roupa da vítima que está sobre o tórax para deixá-lo desnudo. Coloque a região hipotênar de uma mão sobre o esterno da vítima e a outra sobre a primeira, entrelaçando-a. Estenda os braços e posicione-os cerca de 90 graus acima da vítima. Comprima na frequência de 100 compressões por segundo, com profundidade de, no mínimo, 5cm. O retorno completo do tórax deve acontecer, sem retirar o contato das mãos com ele. Minimize interrupções das compressões, e reveze com outro socorrista, a cada dois minutos. • Desfibrilar; o Posicionar e ligar o DEA; o Ouvir e executar as etapas conforme as instruções. O DEA deve ter um posicionamento das pás, que é indicado no próprio aparelho: Ritmo não chocável, devemos continuar a RCP. Os ritmos chocáveis: A. Fibrilação ventricular inicial; B. Fibrilação ventricular agônica; C. Taquicardia ventricular sem pulso: Os ritmos não chocáveis: A. Assistolia; B. AESP; 3 JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO AS CAUSAS DE REVERSIBILIDADE DOS RITIMOS NÃO CHOCÁVEIS E A CONDUTA ESPERADA: • Hipovolemia; • Hipóxia; • Acidose; • Hipo e hipercalemia; • Hipotermia; • Tensão do tórax por pneumotórax; • Tamponamento cardíaco; • Toxinas; • Trombose pulmonar; • Trombose coronária. A ventilação e as compressões na RCP: As vias de acesso: • Intra-venosa; o Preferencialmente, periférica. Fazer flush após medicação. • Intra-óssea; o Pode ser utilizada para todos os grupos etários, pode ser colocada em menos de um minuto, e tem uma absorção mais previsível do que a rota de ET. • Endotraqueal; o Absorção de drogas é pobre, e a dosagem da droga ideal é desconhecida. As drogas utilizadas: • Atropina; • Dopamina; • Epinefrina; • Adenosina; • Amiodarona; • Atropina; • Dopamina; • Epinefrina. A desfibrilação: • Quanto mais precoce, maior a sobrevida; • Desfibrilador monofásico; o Dar um único choque de 360 J. Use a mesma dose de energia em choques subsequentes; • Desfibrilador bifásico: o Dose de energia recomendado pelo fabricante; • Certifique-se de limpar o indivíduo, garantindo que o oxigênio é removido e ninguém está tocando o individuo antes de entregar o choque • Imediatamente após o choque, reinicia a RCP, começando com as compressões. Cuidados na desfibrilação: • Assegurar que oxigênio não está fluindo através do paciente quando entregar o choque; • Não pare as compressões torácicas por mais de 10 segundos quando se avalia o ritmo; • Mantenha-se afastado da paciente quando da entrega de choque; • Avaliar pulso após os primeiros dois minutos de RCP; • Se o ETCO2 final é inferior a 10 mmHg durante a RCP, considere a adição de um vasopressor e melhorar compressões torácicas. O trabalho em equipe: • Líder do time: o Organizar o grupo; o Monitor de desempenho; o Ser capaz de realizar todas as habilidades; o Membros da equipe diretos; o Fornecer crítica do desempenho do grupo após o esforço de reanimação. • Membro da equipe: o Compreender o seu papel; o Esteja disposto, capaz e qualificado para desempenhar o papel; o Compreender as sequencias PALS; 4 JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO o Estar comprometidos com o sucesso da equipe. Cuidados pós-PCR: Objetivo: • Otimizar a ventilação e circulação; • Preservar coração e cérebro; • Manter os níveis de glicose no sangue recomendados. Vale destacar que é recomendado que os sobreviventes de PCR tenham avaliação de reabilitação multimodal e tratamento para prejuízos fisiológicos, neurológicos e cognitivos antes da alta do hospital. Recomendamos avaliação estruturada para ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e fadiga para os sobreviventes de PCR e seus cuidadores.