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Introdução: A tipografia está em todos os lugares, seja em revistas, livros, sinalizações, redes sociais, edições e programas de criação. Segundo Ambrose e Harris (2011), tipografia é dar uma forma visual para uma ideia escrita. Uma ideia pode ser representada de diversas formas e com a tipografia é possível expressar diferentes emoções e personalidades, paixões, movimentos artísticos, filosóficos e políticos Comparando os exemplos acima, podemos notar claramente a diferença entre elas, enquanto uma traz um ar mais divertido e solto, a outra aparenta mais seriedade. Diferentes definições: Tipografia Refere-se ao processo mecânico ou automatizado através do qual se obtém caracteres padronizados e passíveis de repetição. Caligrafia: Diz respeito à criação de letras diferentes através de um processo manual envolvendo traçados contínuos a mão livre. Lettering: Conhecido também como letreiramento, ele é próximo da caligrafia, sendo também um processo manual que resulta em letras únicas, mas seu desenvolvimento é originado a partir de desenhos. “É de praxe utilizar as palavras 'tipo' e 'fonte' como sinônimos. Na maioria das vezes, não há mal algum em fazê-lo, já que tal substituição é praticamente universal, e a maioria das pessoas, incluindo os designers, teria dificuldade em indicar a definição 'correta' para cada uma dessas palavras caso necessário. No entanto, os termos possuem significados próprios e bastante distintos. (AMBROSE; HARRIS, 2011, p. 16) Tipo: Originado do termo em inglês typeface, é definido como um conjunto de caracteres, letras, números, símbolos e Tipografia Introdução à tipografia tipografia Introdução à pontuações que possui um design comum e distinto. *Farias (2004) comenta que o termo “face” embora seja pouco utilizado também pode ser empregado como sinônimo de “tipo”. Fonte ou fonte tipográfica: É a forma utilizada para criação e reprodução de um tipo, podendo ser um código de computador ou uma gravação em metal ou madeira, por exemplo. A fonte é composta por glifos ou caracteres que possuem um determinado estilo (letras, números, sinais, símbolos e espaços). Fontes Físicas: Letras e, relevos, confeccionadas materialmente. São utilizadas de maneira manual, com vários tipos lado a lado com intenção de formarem textos. Fontes Digitais: Letras criadas para utilização digital, sendo armazenadas em pastas e em diferentes formatos. Fontes tipográficas variam, desde aquelas com letras claras e distintas que fluem facilmente diante dos olhos, e por isso são apropriadas para longas passagens de texto, até as mais dramáticas e atraentes, que chamam a atenção, e por esse motivo são utilizadas em manchetes e propagandas. (AMBROSE; HARRIS, 2011, p. 6) Família tipográfica ou família: Consiste no conjunto de estilos formados por uma fonte, geralmente em estilo normal ou regular e suas variações bold, light, negrito, versalete, itálico, entre outros. “Em aplicações digitais, através de softwares de manipulação de texto, é possível obter, algoritmicamente, algumas destas variações a partir do mesmo arquivo de fonte. Isso, porém, não caracteriza a existência de uma família, uma vez que a matriz (neste caso, o arquivo de fonte) é a mesma. O termo 'família' deve ser reservado para o caso de fontes para as quais foi desenvolvida e gerada ao menos uma variação”. (FARIAS, 2004, n.p.) Conclusão: É importante conhecer bem os termos e saber escolher dentro as inúmeras fontes e tipos disponíveis. A tipografia influencia no conforto visual, podendo facilitar ou dificultar a leitura de um texto, reforçar uma ideia, transmitir emoções e personalidades, podem ser sérias ou festivas, eternas ou temporárias. Assim como o design, ela não para no tempo, sempre evoluindo, sendo necessário seu estudo e pesquisa constantes. *Recomendação: Assistir o documentário “Helvetica, o filme” de 2007 por Gary Hustwit.