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Inhambupe/Ba
Novembro de 2020
REFERENCIAL
CURRICULAR
DOCUMENTO
MUNICIPAL
DE
INHAMBUPE-BA
2
Programa de (Re)elaboração dos Referenciais Municipais
nos Municípios Baianos da UNDIME-BA (União dos
Dirigentes Municipais de Educação) em parceria com a
UFBA (Universidade Federal da Bahia), A UNCME/BA
(União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
e o Itaú Social.
Secretaria Municipal de Educação e Cultura de
Inhambupe – BA, 2020. p. 519
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FICHA TÉCNICA
PREFEITO
Fortunato Silva Costa
SECRETÁRIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
Edileide Lima da Rocha Dormundo
DIRETORA DE DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
Jociara Franco dos Santos
EQUIPE TÉCNICA PEDAGÓGICA
Anos Iniciais
Adelma de Souza Gomes Oliveira
Anos Finais
Eveline Maria de Almeida Rocha
Educação do Campo
Florenice Reis Silva
Educação Infantil
Isabel Nunes dos Santos
Educação Especial
Izanildes de Almeida Santos Rocha Pereira
Educação de Jovens e Adultos
Sandra Soares de Santana
Sistemas Educacionais
Taísa Lemos Ramos Silva
4
EQUIPE TÉCNICA - ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO
DIRIGENTE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Edileide Lima da Rocha Dormundo
ARTICULADORA MUNICIPAL
Adelma de Souza Gomes Oliveira
REPRESENTANTE DA EQUIPE TÉCNICA PEADAGÓGICA DA SECRETARIA
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Eveline Maria de Almeida Rocha
Florenice Reis Silva
Isabel Nunes dos Santos
Izanildes de Almeida Santos Rocha Pereira
Jociara Franco dos Santos
Sandra Soares de Santana
REPRESENTANTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Reijane Ramos Silva França
Maria Helena de Araújo Santos
REPRESENTANTE DA REDE ESTADUAL
Ângelo Souza dos Santos
Edison Bragança dos Santos Filho
REPRESENTANTE DA APLB SINDICATO
Janete Souza da Silva Andrade Souza
Maria Domingas dos Reis Silva
DEMAIS COLABORADORES
Taísa Lemos Ramos Silva
Luzinete da Silva Figueiredo
5
Aos Educadores e Educadoras do Município de Inhambupe-Ba
Queridos Educadores e Educadoras, apresentamos à vocês o Documento
Curricular Referencial do Município para a Educação Infantil e Ensino Fundamental,
construído a partir do resultado de um amplo debate entre um grupo de colaboradores
que se dedicaram fielmente aos estudos, pesquisas e aos instrumentos que buscam
promover diariamente dentro das nossas unidades escolares, para o desenvolvimento
da aprendizagem igualitária, significativa e integral, alicerçando a integração do
sistema de Ensino Municipal.
O Currículo tem como função primordial, a centralidade nas discussões e
atividades pedagógicas, fundamentadas na pratica dialógica, para uma construção
democrática do conteúdo programático da Educação. Nesse campo, nessa busca, não
existe um grupo de privilegiados para impor teses, mas a capacitação de seres
humanos, de fazedores de história, que através da sua ciência e sapiência constroem
a leitura de mundo.
Segundo Paulo Freire, “a aprendizagem é um pensar que percebe a realidade
como processo, que capta em constante devenir e não como algo estático. Não se
dicotomiza a si mesmo na ação.” Com base nesse pensamento, é que
compreendemos a importância desse trabalho que, construindo o campo histórico da
nossa educação favorecerá o caminho, a jornada, trajetória e o percurso a seguir em
nosso sistema educacional para que, nessa dinâmica interativa de “saberes” e
instituição de “poderes”, seja realizada uma educação em rede com a nossa cara, com
a nossa história e nela a história de nossos estudantes.
Sejam Bem Vindos Professores! Aqui está a sua história! Agora, vamos juntos
dar vida aos nossos alunos e fazer nossa EDUCAÇÃO ainda mais valorizada.
Edileide Lima Rocha Dormundo
Secretária de Educação de Inhambupe-Ba
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UNDIME
Saudações Curriculantes,
A Undime seccional Bahia, representada por sua Diretoria Executiva e Ampliada, e
através da sua equipe técnica, entendendo a importância de contribuir com os
Dirigentes Municipais de Educação do território baiano no fomento, na criação e
execução das políticas públicas tendo em vista a melhoria da qualidade da educação
baiana, elaborou o Programa de (Re)Elaboração dos Referenciais Curriculares
Municipais do Estado da Bahia.
Inspirados na poesia do João Cabral de Melo Neves... “Um galo sozinho não tece uma
manhã”, desbravamos trilha sem busca de outros “galos” para que a tessitura pudesse
ser concretizada. A Universidade Federal da Bahia, a União Nacional dos Conselhos
de Educação e o Itaú Social juntaram-se a nós e, assim, foi possível mobilizar e
engajar a Bahia num grande movimento curriculante formacional, que envolveu 401
municípios e cerca de 60.000 profissionais do magistério, além de outros membros da
comunidade escolar.
O desejo de ver/sentir/viver uma Bahia democrática, justa, solidária oportunizando às
suas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos uma educação municipal cada
vez mais enriquecida por valores, éticos, estéticos, políticos, espirituais, ecológicos de
modo a consolidara escola pública sob os princípios da educação integral, nos uniu até
aqui.
A Undime Bahia, reconhece e agradece o importante e valoroso trabalho realizado por
todos os especialistas e formadores do Programa, mas especialmente, reconhece e
agradece todas as equipes de educadores das redes municipais de ensino dos27
territórios de identidade baiano que se autorizaram a autorar seus Referenciais
Curriculares, mesmo em condições tão adversas como a que estamos vivendo em
2020 em razão da pandemia pela COVID 19.
É nosso desejo ainda, que dentro em breve estejamos sentindo o perfume das flores e
o sabor dos frutos suculentos que serão colhidos a partir do trabalho realizado até aqui
e, também, do que será realizado em cada sala de aula das escolas da nossa Bahia. O
7
desafio apenas começou! Passamos para aproxima etapa: O processo formacional no
cotidiano das escolas. A Undime continuará na luta e na parceria com cada um dos
417 municípios da sua seccional. O Movimento Curriculante apenas teve início, e as
com-versações curriculares continuam!
Um grande abraço.
Equipe Undime Bahia
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1
NÓVOA, António. Formação de Professores e Trabalho Pedagógico. Lisboa: EDUCA, 2002.
2
Ver, na tese, indicada abaixo, a referência completa.
3
MOURA, Gerusa do L. C. de Oliveira. A formação do pedagogo e o pedagogo em formação: contrastes entre a(s) política(s)
de sentido de formação nas Diretrizes Curriculares Nacionais e as experiências formativas compreendidas na cotidianidade dos
atos de currículo UFBA: Salvador, 2017, p. 49.
4
MACEDO, Roberto S. Currículo: campo, conceito e pesquisa. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 27.
Queridos e Queridas,
Foi e é uma grande honra ter experienciado com vocês este momento histórico
formacional da construção dos seus respectivos Documentos Referenciais Curriculares
Municipais, por vários e diferentes motivos. Destes, destaco, em especial, o de termos
participado da/na História da Educação do Brasil e da Bahia, do movimento de
construção de uma política pública de currículo-formação, com e por professores e
professoras, em rede, entre Redes educacionais, onde, cotidianamente, constroem-se,
individual e coletivamente, saberes-fazeres-poderes pessoais, profissionais e
institucionais, parafraseando Nóvoa1, no contexto do trabalho pedagógico, com e na
escola.
Discutir currículo, suas políticas e práxis é, também, tomar, nas mãos, a
discussão sobre o saber-fazer-poder que se legitima como formacional, em função
dos princípios e objetivos da construçãode um projeto de nação, via educação
formal. Neste contexto, escrever é comunicar e comunicar-se, em uma proposta
coletiva de formação com/para nossas crianças, adolescentes, jovens, adultos e
idosos. E, por conseguinte, com/para os profissionais que atuam, diretamente, na
área educacional, sejam professores, equipes gestoras e técnico- pedagógicas das
Secretarias Municipais e das Escolas, Pessoal de apoio, Conselhos educacionais e a
Comunidade local. Então, esse Referencial deverá ter força de lei, o que significa
dizer que tem o poder de regular e regulamentar os processos educacionais formais,
em seus municípios.
No entanto, lembro a vocês que a instância de construção do Currículo é a
Escola. É, lá, onde as políticas se materializam ressignificadas, reconstruídas,
interpretadas, traduzidas, alteradas e traídas, por serem, conforme defendo em
Moura (2017), inspirada em Ball (2011)2,
[...] recontextualizadas em práxis não lineares, nem automáticas, mas em
processos complexos e problemáticos uma vez que envolvem as
interpretações e as necessidades dos contextos. Em termos de políticas
educacionais, considera que os professores trazem suas experiências para
o processo de conversão das políticas em práticas. Isto significa dizer que
compreende que os professores são atores sociais e têm histórias de vida
relacionadas à escola e ao currículo[...]
3
,
9
5
MOURA, Gerusa do L. C. de Oliveira. A formação do pedagogo e o pedagogo em formação: contrastes entre a(s) política(s)
de sentido de formação nas Diretrizes Curriculares Nacionais e as experiências formativas compreendidas na cotidianidade dos
atos de currículo UFBA: Salvador, 2017, p. 48.
6
Idem anterior, p. 50.
nas dinâmicas dos “atos de currículo”4, que, ao mesmo tempo, são ato político e ato
pedagógico. No primeiro sentido, porque “[...] se passa em meio ao conflito entre
interesses diferentes, divergentes, incompatíveis e excludentes entre si, tanto no
plano individual quanto no coletivo, que é a matéria prima da política”5. No segundo,
[...] porque está presente na mediação da construção de conhecimento, nas
escolhas e decisões da organização do trabalho pedagógico, dos
dispositivos, dos métodos, da avaliação, do conteúdo, não só durante o
processo de planejamento, mas no momento mesmo em que as atividades
estão acontecendo em uma dinâmica própria, não reproduzida, única daquele
espaçotempo, com os sujeitos e suas redes de significação
6
.
Finalizo, parabenizando o coletivo envolvido na construção desse Documento
Referencial Municipal, pela coragem de aceitar o desafio do pioneirismo, na
produção de um texto coletivo que pretende orientar as políticas e práxis de currículo
formação, em toda a Rede e/ou Sistema educacional do Município, buscando
garantir o respeito à diversidade de cada contexto e às suas necessidades e
produções locais, não se rendendo, às tentativas de implementações acríticas de
propostas externas às suas realidades.
Parabenizo, especialmente, por essa realização coletiva, em um momento
histórico de adversidade pandêmica mundial, que desafia a ciência e a comunidade
científica, na procura da prevenção, tratamento e cura da covid-19, o que nos tem
exigido o afastamento social de maneira presencial, em função do cuidado e da
cautela com a saúde e com a vida, por isso, os Encontros e Atividades foram
realizados por meios digitais remotos.
Agradeço, imensamente, pelo tempo de convívio saudável, prazeroso e
formacional. Pela confiança, respeito e carinho. Pela amizade e, sobretudo, pelos
desafios que os contextos e as situações adversas nos lançaram, fazendo-nos ser
melhores, lembrando-nos sempre que o melhor de nós é que somos seres
aprendentes em qualquer espaço e em qualquer tempo.
Que vocês tenham, na alegria dessa finalização, a dimensão do seu lugar,
nesta conquista para a História da Educação do Brasil, da Bahia e do seu Município.
Afetuoso abraço,
Gerusa do Livramento Carneiro de Oliveira Moura, Professora.
Bahia, primavera de 2020
10
Sumário
1. Apresentação. ........................................................................................... 11
2. Inhambupe e seus Elementos Identitários glocais ................................ 14
2. 1 - A origem
2. 2 - Formação administrativa
2. 3 - Inhambupe e seus elementos identitários
3. Marcos Teóricos, conceituais e metodológicos ..................................... 23
4. Marcos Legais .......................................................................................... 32
5. Modalidades da Educação Básica no contexto local ............................. 48
5.1 – Educação Especial
5.2 – A Educação de Jovens e Adultos
5.3 – Educação do Campo
6.- Temas Integradores do Documento Curricular Referencial de Inhambupe. .... 87
6.1 – Os temas integradores do Município de Inhambupe
6.1.2 - Educação em Direitos Humanos
6.1.3 – Direitos da Criança e do Adolescente
6.1.4 - Educação para o Trânsito
6.1.5 – Educação Alimentar, Nutricional e Saúde
6.1.6 – Diversidade Cultural e Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino
de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana, Indigena
6.1.7 – Educação Ambiental
6.1.8 – Educação Financeira e Fiscal
6.1.9 – trabalho, Ciência, Tecnologia e Cultura Digital
7. ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO
INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL ..................................................... 99
7.1 – Educação Infantil ............................................................................... 100
7.2 – Ensino Fundamental .......................................................................... 114
8. ANEXOS .................................................................................................. 376
8.1 – Produções dos Geas
8.2 - Fotos de alguns momentos
9. REFERENCIAS ....................................................................................... 499
11
12
Analisar a importância do currículo escolar no meio educacional, social e
cultural, vem sendo uma das maiores e significativas discussões dentro do
contexto escolar. É importante e necessário que a escola, juntamente com os
professores, pais e comunidade escolar em geral, sejam capazes de refletir,
analisar, compreender e verificar que o currículo é um elemento de suma
importância no âmbito escolar e nesse sentido, no planejamento concreto das
atividades elaboradas.
A palavra “currículo” deriva do latim “curriculum”, e refere-se ao curso, à
rota, ao caminho da vida ou das atividades de uma pessoa ou grupo de pessoas. O
currículo então, é entendido como transformação, não apenas no que se refere a
mudar o sentido, mas de buscar novas alternativas, novas soluções, novas metas
e conquistas. O currículo consiste em transformar o impreciso em conhecido
envolvendo assim um ensino-aprendizagem qualitativo. Sua função socializadora,
não pode ser vista e nem compreendida como “acúmulo” de disciplinas isoladas,
fragmentadas, com conteúdos de modo tradicional, transmitidos sem reflexão, mas
sim, deve oportunizar aos educandos condições de conhecimentos que atendam
as diversas realidades sociais existentes, de maneira ampla, real, significativa,
reflexiva, dinâmica, democrática, inclusiva, ética e normal.
Segundo Freire (1959, p.8), “O homem é um ser de relações que estando no
mundo é capaz de ir além, de projetar-se, de discernir, de conhecer (...) e de
perceber a dimensão temporal da existência como ser histórico e criador de
cultura.” Entende-se assim, que conteúdos, metodologias e os fundamentos
epistemológicos que alicerçam a construção curricular, devem estar
contextualizados e influenciados pela cultura e experiências de vida dos atores
envolvidos nessa construção.
Nesse sentido, é importante analisarmos o que segundo nos diz a Lei de
Diretrizes e Bases (LDB) Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996:Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a
ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da
economia e dos educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de
2013)
13
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger,
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática,
o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e
política, especialmente do Brasil.
Fica evidente entender que a escola deve refletir de maneira efetiva sobre o
conhecimento que o aluno devem se apropriar para exercerem sua cidadania de
maneira plena, e critica, definindo ainda dentro do currículo “a abrangência
obrigatória, do estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do
mundo físico e natural, de forma que se assegure a realidade local e social do
educando, como já estabelece o artigo 22 da mesma Lei:
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para
o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no
trabalho e em estudos posteriores.
É importante então verificar a preocupação da lei em garantir que os alunos
tenham uma formação que lhes possibilite realizar diferentes leituras no panorama
social.
Portanto, elaborar um currículo é dar o olhar necessário e preciso para a
Educação. É sair da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é o documento
que compila todos os conhecimentos e adentrar às nossas escolas, determinando
estratégias metodológicas adequadas aos nossos alunos, à nossa realidade,
redesenhando nossa história, criando nossos contextos e construindo juntos a vida
dos nossos estudantes e nossos educadores.
14
2 - Inhambupe e seus Elementos
Identitários Glocais
15
2. 1 A origem
"Inhambupe" é uma palavra proveniente da língua tupi, significando "no rio
dos inhambus". Trazendo um pouco da história do nosso município, ele foi
instalado em 1728. De acordo com a tradição local, no final do século XIX, o
místico Antônio Conselheiro passou pela cidade, antes da Guerra de Canudos.
entre 1572 e 1582, desenvolveu-se a catequese indígena à margem esquerda do
Rio Inhambupe, denominado Rio Inhambupe de Cima. Posteriormente, os jesuítas
estabeleceram um colégio em Água Fria e estimularam a povoação da região. A
partir de 1624, uma sesmaria foi concedida a um Marechal da Casa da Torre dos
Garcia D'Ávila, que erigiu uma igreja sob a invocação do Divino Espírito Santo de
Inhambupe, em torno da qual foram surgindo casas, contribuindo para a formação
e evolução da nova comunidade.
Em 1718 o povoado passou a pertencer à Freguesia de Água Fria, vila
criada em 1710 e notável pelo colégio dos jesuítas. Mais tarde, foi a capela
elevada à categoria de paróquia, ficando, porém, o povoado de Inhambupe de
Cima subordinado a Água Fria até 1727, quando Vasco Fernandes Cézar de
Menezes, pela Resolução de 24 de abril, elevou a povoação à categoria de vila.
Em 26 de junho de 1801, por Carta Régia, foi instalada a Vila de Inhambupe
de Cima, sendo criada a freguesia em 7 de novembro de 1816. Inhambupe ganhou
foros de cidade em 6 de agosto de 1806, pela Lei Estadual nº. 134.
Fonte: IBGE
2.2 Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Inhambupe, pelo Alvará de 07-11-
1816.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Inhambupe, pela
Resolução de 28-04-1728 e Carta Régia de 26-01-1801, desmembrada de Água
Fria. Sede no antigo Distrito de Inhambupe. Instalada em 13-03-1802.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Inhambupe, pela Lei
Estadual nº 134, de 06-08-1896.
Pela Lei Municipal nº 1, de 20-10-1909, foram criados os distritos de
Barreiro, Bebedouro, Caetitú, Calumbi, Caueira, Curralinho, Encantado, Gibóia,
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_tupi
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos
16
Jacu, Junco, Lagoa, Mulungu, Recreio e Tanquinho e anexados ao Município de
Inhambupe.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece
constituído de 17 distritos: Inhambupe, Aporã, Barreiro, Bebedouro, Caetitu,
Calumbi, Caueira, Curralinho, Encantado, Gibóia, Jacu, Junco, Lagoa, Mulungu,
Recreio, Serra e Tanquinho.
Pela Lei Municipal nº 5, de 11-02-1926, é criado o Distrito de Sátiro Dias e
anexado ao Município de Inhambupe.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é
constituído de 4 distritos: Inhambupe, Aporá, Itapororocas e Sátiro Dias. Não
figurando os distritos criados pela Lei Municipal nº 1, de 20-10-1909.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-
XII-1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 11089, de 30-11-1938, o Distrito de Itapororoca
é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município Inhambupe.
Pela mesmo Decreto acima citado é criado o Distrito de Itamira (ex-Serra do
Aporá), com terras desmembrada do extinto Distrito de Serra e anexado ao
Município de Inhambupe.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4
distritos: Inhambupe, Aporá, Itamira Sátiro Dias.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.
Pela Lei Estadual nº 1021, de 14-08-1958, desmembra do Município de
Inhambupe o distritos de Aporá e Itamira, para constituírem o novo Município de
Aporá.
Pela Lei 1032, de 14-08-1958, desmembra do Município de Inhambupe o
Distrito de Sátiro Dias. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do
distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Fonte: IBGE
2. 3 Inhambupe e seus elementos identitários
Localizado no Território Agreste Litoral Norte, Estado da Bahia, o município
de Inhambupe está a aproximadamente 168 km da capital Salvador limitando-se
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Mapa da Região Agreste Litoral Norte Mapa de Inhambupe
com os municípios de Alagoinhas, Aramari, Sátiro Dias, Aporá, Olindina, Água fria,
Crisópolis e Entre Rios. Tem como a sua principal via de acesso a BR110. A
população geral do município, conforme dados do IBGE no último censo no ano de
2010 era de 36.306 pessoas, sendo estimado para 2020 uma população de 40.333
pessoas distribuídos entre a Zona Urbana e Zona Rural. O município apresenta
densidade demográfica de 29,70 hab/km² e índice de Desenvolvimento Municipal
de 0,565. O seu território é de 1082,260 km² e seu gentílico é inhambupense.
Não podemos trazer a noção do nosso território inhambupense, sem trazer
as questões ligadas a nossa territorialidade. Spink, 2001 afirma que quando se fala
em lugar, isso também diz respeito às noções de significados, identidades e
singularidades.
Segundo o Dicionário Aurélio:
Território:
1 - grande extensão de terra;
2 - área de município, distrito, estado, país etc.
Territorialidade:
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1.caráter, condição ou qualidade do que é territorial.
2.comportamento relacionado à defesa do território contra invasores.
De acordo com os processos de desenvolvimento, os estudos sobre
território estão focando cada vez mais nas questões de caráter local do que de
dimensões maiores. Desta maneira o propósito é fortalecer suas culturas resistindo
às imposições de outras culturas avançadas. Segundo santos (1985), o território
corresponde ao palco onde se realizam as atividades criadas, a partir da herança
cultural do povo que ocupa, é também uma fração do espaço local articulada ao
mundial (glocal).
As reflexões sobre Territorialidade procuraram interpretar a compreensão e
apreensão do conceito de territórioe seus desdobramentos como
uma representação muito mais do que o espaço geográfico. Assim, um município
pode ser considerado um território, mas com múltiplos espaços intraurbanos que
expressam diferentes arranjos e configurações sócioterritoriais possibilitando
articular território (e seu uso) às pessoas e ao cotidiano destas, pois são as
múltiplas escalas geográficas que produzem as diferentes dimensões da vida, de
relações, de expectativas , de trocas, de disputas, de construção e desconstrução
de vínculos cotidianos, contradições e conflitos, e de sonhos, que revelam os
significados atribuídos pelos diferentes sujeitos com características políticas,
econômicas e culturais.
Nessa perspectiva é que se insere a valorização e a importância do
fortalecimento do território pensado como localização e como elemento essencial
para a efetivação do reconhecimento cultural como marca identitária dos sujeitos
19
Baianas no cortejo da Lavagem da Igreja
Fonte: Ascom Inhambupe
Roda de Capoeira no Anfiteatro da Praça da Matriz
Fonte: Ascom Inhambupe
inhambupenses. Esse processo de construção da identidade, realizada no âmbito
individual e coletivo, faz menção ao fato de que o indivíduo vai se desenvolvendo
como um ser único, com suas especificidades, ao longo de sua trajetória de vida
particular. E, que como ser social, transita por diferentes contextos e grupos, seja
na escola, na família, no trabalho, possibilitando a troca de experiências com esses
grupos e, a partir delas se identificando ou não com os mesmos e, desenvolvendo,
quando há esta identificação, o sentimento de pertencimento.
Dentre os processos identitários construídos pelos sujeitos não podemos
esquecer daqueles marcados pelos aspectos da globalização, e homogeneização
cultural. Isto é, identidades que em função da globalização, perderam suas
características particulares e, passaram a ser muito similares a outras, refletindo no
comportamento dos sujeitos, nos produtos e serviços que utilizam, nos seus
hábitos alimentares, entre outros aspectos; as identidades pluriculturais que tem
interferência do global, sem perder sua essência particular como por exemplo o
uso de tecnologias, acompanhando a dinâmica mundial. E as identidades de
resistência, são aquelas marcadas por um profundo reforço de antigas memórias
da coletividade que resistem ao processo de homogeneização fruto da
globalização, mantendo-se tal qual foi concebida ou muito próxima a isso. Exemplo
quando os nossos munícipes costumam conservar a memória vivida nessa base
material, por meio de relatos orais, mitos, rezas, contos, causos, entre outros.
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Portanto, pode-se afirmar que os conceitos de território, territorialidade e
identidade territorial, se aplicam na dinâmica territorial das nossas comunidades
através das nossas vivencias, do samba de roda, das festas e cultos religiosos,
das cavalgadas, vaquejadas, festas juninas, benzedeiras(os), práticas das religiões
de Matrizes Africanas, campeonatos de futebol amador, reisados, novenários
comemorados em cada comunidade desta cidade, lavagem da igreja, da feira livre,
entre outras. Recentemente outras práticas culturais também estão ganhando seus
espaços, a exemplo de grupos de danças e batalhas de rap/trap.
Feira livre de Inhambupe
Inhambupe também traz consigo um fato de orgulho e curiosidade: é o único
município que tem um cemitério espírita, um Cemitério Secular construído em 1916
por Bonifácio Gil da Silva e Dr. Quintiliano Fracelino da Silva e reconstruído em
1968 por Almiro Silva e Valdemar José da França. É o único cemitério Espírita do
mundo, o mesmo fica localizado entre Rua Francisco Pinto com a rua Abdon
Guerra. São esse fatos que tornam a cidade única e especial se tratando de seus
aspectos glocais. É preciso pensar nos sujeitos inhambupenses com suas
totalidades e potencialidades e são essas práticas culturais que caracterizam o
nosso povo, um povo acollhedor, hospitaleiro e de sorriso farto.
Tradicional São João de Inhambupe na Praça de Eventos Apresentação do grupo de dança no Anfiteatro localizado na
Praça da Matriz
Cavalgada, evento tradicional na cidade de Inhambupe
21
Vale ressaltar que a nossa economia é basicamente ligada a agricultura e
pecuária. Na agricultura, o Município é destaque na produção de laranja, sendo o
terceiro maior produtor da Bahia; Limão, sendo um grande exportador para Europa
através da iniciativa privada. Há potencial produtivo e produz: maracujá, hortaliças
em geral, mandioca, batata doce, banana, mamão, goiaba, acerola, abobora,
melancia, feijão e outras culturas anuais com maior destaque para o milho.
Na pecuária, é destaque na produção de bovinos para finalidade de leite e
carne, inclusive com abatedouros legalizados. Há potencial e produz também: aves
de corte e postura, suínos, caprinos e ovinos.
Nos últimos anos o município passou a contar com uma nova cadeia
produtiva, a cadeia da piscicultura, principalmente na região de Saquinho, Colônia I
e Colônia II.
Se tratando do trabalho e renda, uma grande parte dos dos nossos munícipes
vivem do trabalho prestado às empresas privadas situada no campo ou na cidade
(florestais, cítricas, cerâmicas, lojas, supermercados e etc.); outros por falta de
oportunidades, buscam alternativas de vida nas grandes cidades brasileiras; e há
aqueles que captam renda através do trabalho informal, nas fazendas e ou
propriedades de pessoas de alto poder aquisitivo.
Vale destacar ainda, aqueles que buscam renda através da produção
agropecuária, sendo que além da comercialização direta ou não dos produtos,
praticam neste ato a agricultura de subsistência. Nesse sentido, esses pequenos
produtores comercializam os seus produtos nas feiras livres ou até mesmo para
outros produtores "maiores" como meios de sobrevivência.
A Feira Livre de Inhambupe que acontece às quartas feiras e sábado é uma
“porta de saída” para alguns produtores no quesito comercialização, enquanto para
outros, a única alternativa são os atravessadores. Raros são aqueles que realizam
negócio comercial com indústrias. Isso acontece em função da falta de pesquisa no
mercado, optando pelo mercado mais próximo da lavoura. Foi pensando na
necessidade dos produtores, que hoje, o Município possui uma Câmara Fria para
armazenamento dos produtos agrícolas, os quais serão destinados direto para
indústria. Inicialmente, através do programa da Roça para Fábrica, priorizando a
produção frutífera local.
São esses elementos identitários e marcantes que fazem a força do município,
levando em consideração aspectos culturais, ambientais e socioeconômicos de
maneira que as abordagens desses elementos sirvam de referências para
22
estratégias e apoio na construção de um currículo que aproxime o sujeito da sua
realidade, valorizando suas histórias e raízes.
23
3 - Marcos Teóricos e
Conceituais Metodológicos na
Educação de Inhambupe-Ba
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O Documento Referencial Curricular Municipal de Inhambupe-Ba, para
a Educação Infantil e Ensino Fundamental, aborda os diferentes desafios da
rede de ensino, encontrados em uma sociedade singular e plural, os quais
requerem dos espaços escolares esforços e ações que possibilitem aos educandos
aprendizagens pautada na realidade dos mesmos, para que assim também se
possa acompanhar os avanços ocorridos principalmente na tecnologia, fatores que
abrangem o universo.
Nessa perspectiva, a educação do município de Inhambupe tem buscado
diante de suas condições atender as necessidades e exigências impostas por uma
sociedade atuante e em desenvolvimento na Era do Conhecimento e da
Informação. Diante disso, é relevante que a comunidade escolar reflita sobre o
conceito do Currículo, o qual norteia o trabalhodos educadores na organização
dos saberes com o objetivo de mediar processos formativos, direcionar e
organizar(criar) documentos que embasam a educação municipal.
De acordo com o Documento Curricular Referencial da Bahia (2019):
Nesse sentido, é importante que as escolas e suas comunidades reflitam
sobre a compreensão do Currículo como uma tradição inventada, como
um artefato socioeducacional, que se configura nas ações de
conceber/selecionar/produzir, organizar, institucionalizar,
implementar/dinamizar saberes e atividades, visando mediar processos
formativos. Formação que se implica e se configura pela construção de
qualificações constituídas na relação com os saberes eleitos como
formativos (DCRB, 2019, p. 31).
No entanto, o Currículo de Inhambupe propõe e estabelece as
aprendizagens escolares, oferecendo diretrizes que buscam assegurá-las como
direitos a todos os estudantes do município, de acordo com suas necessidades,
comprometendo-se para que se desenvolvam e tornem-se capazes de enfrentar as
demandas atuais e futuras perante uma sociedade que vive em constante
desenvolvimento. Nesse sentido, este documento apresenta um percurso pelo qual
os estudantes de Inhambupe precisam passar por meio das aprendizagens
essenciais durante sua trajetória na educação básica.
Diante disso, compreende-se que o referencial é um ponto de partida a ser
usado para a elaboração de outros documentos orientadores institucionais,
construindo de forma coletiva e colaborativa, com os sujeitos e em cada contexto
escolar. Nesse sentido, a escola deve estar comprometida com o desenvolvimento
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do educando, promovendo situações que possibilitem aprendizagem e articulem
conhecimentos, habilidades e atitudes no exercício da autonomia do indivíduo, e o
estabelecimento de compromisso na construção e melhoria do ambiente em que
vivem.
Considerando os diversos contextos existentes nas áreas e modalidades da
educação básica, o documento assume uma visão plural, singular e integral da
criança, do adolescente, do jovem e do adulto, respeitando suas limitações e
potencialidades como sujeitos de aprendizagens, que possuem direitos e deveres,
capazes de se realizar em todas as dimensões.
Baseado na BNCC e no DCRB, também estruturado pelos Campos de
Experiência na Educação Infantil e por Competências no Ensino Fundamental, este
documento prevê em sua constituição, flexibilidade para que as unidades escolares
e seus educadores possam adequar outras experiências relevantes e pertinentes
para a aprendizagem dos alunos.
BNCC e currículos tem papéis complementares para assegurar as
aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica,
uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto
de decisões que caracterizam o currículo em ação. São essas decisões
que vão adequar as proposições da BNCC à realidade local, considerando
a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino e das instituições
escolares, como também o contexto e as características dos alunos
(BRASIL, 2017, pg. 16).
Dessa forma, percebe-se a importância de elaborar o Documento
Curricular Referencial Municipal de Inhambupe, baseado em outros
documentos legais, alinhando-o a realidade da educação regional e municipal,
considerando os conhecimentos prévios dos educandos, tornando assim a
aprendizagem significativa, possibilitando ao professor reflexão sobre a própria
prática com o objetivo de propor intervenções que desenvolvam as competências
habilidades dos alunos.
Considerando-se também que em cada etapa seja ela criança, adolescente,
jovem ou adulto, os estudantes possuem características em comum, é preciso
reconhecer a pluralidade de infâncias e juventudes que perpassa pelas
construções culturais, históricas, socioeconômicas, políticas, religiosas, entre
outras que estão no mundo em que vivem de modo singular.
Nos estudos atuais, defendemos a ideia da criança sujeito que se produz
dentro de realidades, por isso, afeta e é afetada pelo contexto no qual
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interage. Em contrapartida, negamos a infância universal e padronizante.
Concebemos a diversidades no campo da infância como espaço de
construções e interações relacionadas à cultura e ao lugar no qual a
identidade das crianças se constitui e se encontra em permanente devir.
Conclamamos uma infância inter/multicultural nas dimensões política,
econômica, cultural, geográfica e social (GONÇALVES, 2017, p. 24).
Esses diversos contextos foram e continuam sendo fatores de desigualdade
educacional em relação ao acesso, permanência e qualidade. É preciso superar
essa visão, para isso faz-se necessário conhecer os estudantes, reconhecer as
diferenças que trazem consigo, para assim poder orientar o trabalho pedagógico
com o objetivo de acolhimento que possibilitem o desenvolvimento dos estudantes
na medida das possibilidades, interesses, necessidades e limitações que
apresentam, de maneira a promover situações que oportunize a superação da
exclusão histórica que atravessa a escolarização básica dos sujeitos.
É preciso fortalecer políticas que visem garantir os direitos de todos os
estudantes atendidos na rede municipal de ensino, viabilizando condições
adequadas às aprendizagens, considerando a diversidade e as necessidades
apresentadas por cada indivíduo as quais influenciam no processo de
desenvolvimento dos mesmos.
Assim, considera-se a importância das Competências Gerais da Educação
Básica apresentadas pela Base Nacional Comum Curricular, as quais tem como
finalidade assegurar a qualidade da aprendizagem dos educandos, concebidos de
atitudes e valores, que aprimoram suas competências e habilidades, tornando-os
aptos a corresponder com as demandas cotidianas do seu contexto social.
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo
físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências,
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade,
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e
criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes
áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às
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mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-
cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e
escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir
sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação
de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais
(incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações,
produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na
vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias
do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao
seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e
responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular,
negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e
promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsávelem âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, com-
preendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos
outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-
se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com
acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos,
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
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Nesse contexto, o Documento Curricular Referencial do Município de
Inhambupe para o Ensino Fundamental e Educação Infantil baseado no DCRB,
afirma que a necessidade das aprendizagens produzidas e conquistadas pelas
competências se estabeleçam a partir da qualificação integral da formação
científica, tecnológica, sociotécnica, ética, política, estética, cultural e emocional
que promova a equidade.
Segundo Pérez Gómez (2015),
[...] as competências são sistemas complexos, pessoais, de compreensão
e de atuação, ou seja, combinações pessoais de conhecimentos,
habilidades, emoções, atitudes e valores que orientam a interpretação, a
tomada de decisões e a atuação dos indivíduos humanos em suas
interações com o cenário em que habitam, tanto na vida pessoal e social
como na profissional (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p. 74).
Para tanto, de acordo com o Documento Curricular Referencial da Bahia, é
importante priorizar o desenvolvimento das competências, compreendendo que um
referencial contemporâneo precisa ajustar tanto por meio de saberes
historicamente construídos, quanto pelos acontecimentos e pelas inúmeras
experiências significativas para um Currículo da Escola Básica, articulando as
aprendizagens às habilidades.
Garantindo essa fundamentação, a Educação Infantil e o Ensino
Fundamental, as modalidades Educacionais pleiteadas pelo nosso Sistema
Educacional, assim como os Temas Integradores, distintivos da nossa Educação
Básica, uma visão integrada, conectiva e transversalizada pela concepção de
equidade social, através de educação de qualidade para todos.
O Currículo do município de Inhambupe-Ba, assume a necessidade de
propor políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento de uma educação de
qualidade em seus diversos ambientes, principalmente políticas de formação de
professores, entre outras formas de organizar o tempo e o espaço escolar,
elaboração de amplas estratégias, articuladas com o objetivo de preparo para o
enfrentamento dos desafios atuais propostos nos diferentes contextos do campo
ou território onde está inserido.
Trata-se de um documento que vislumbra uma educação comprometida com
o desenvolvimento de competências que introduz além do domínio do
conhecimento, pressupõe também o domínio de atitudes e habilidades pautadas
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em pedagogias e metodologias ativas e necessárias para atuação e desempenho
do indivíduo no ambiente em que vive e atua.
Nesse contexto a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, assim como as
demais etapas, requer pensarmos o currículo de acordo ao público atendido na
rede municipal de Inhambupe-Bahia, considerando suas histórias, necessidades,
tempos humanos, sem perder de vista os direitos de aprendizagem aos alunos
garantidos de acordo com a BNCC.
Arroyo (2007) afirma que:
{...} organizar a escola, os tempos e os conhecimentos, o que ensinar e
aprender respeitando a especificidade de cada tempo de formação não é
uma opção a mais na diversidade de formas de organização escolar e
curricular, é uma exigência do direito que os educandos têm a ser
respeitados em seus tempos mentais, culturais, éticos e humanos
(ARROYO, 2007, p. 45-46).
É relevante compreender e considerar os processos educativos vivenciados
pelos alunos na Educação Infantil, vivencias essas que enriquecem as
experiências desta etapa, preparando-os para o período de transição entre esta
etapa e o Ensino Fundamental, e assim também no decorrer do processo de
alfabetização e na transição das demais etapas. Nesse primeiro período transitório
é preciso preparar os estudante para que os mesmos não sejam surpreendidos
pelo novo, o qual pode dificultar o processo de ensino-aprendizagem, já que a
Educação Infantil fundamenta-se nas brincadeiras, nos jogos, na ludicidade, nas
músicas e nas experiências. A aproximação entre essas duas etapas torna-se
essencial e requer dos professores estratégias e metodologias que facilitem a
adaptação dos educandos nesse movimento no que diz respeito ao acolhimento,
às rotinas, às metodologias entre outras situações que constituem o cotidiano
escolar de cada etapa.
Dessa maneira, vale salientar também o quanto é relevante a aproximação
entre os profissionais que atuam nas duas etapas em questão, para que assim se
possa estabelecer equilíbrio nesse percurso escolar, para que essa mudança não
crie nos estudantes uma compreensão de que a escola passa a ser apenas um
lugar de fazer dever, copiar atividades, ficar sentando, perdendo dessa maneira a
ideia de uma ambiente agradável, instigador e atrativo, onde os mesmos vão
dando continuidade ao desenvolvimento de suas habilidades decorrentes das
vivencias ocorridas na etapa anterior. Esses mesmos cuidados deve-se ter na
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transição dos educandos dos anos iniciais para os anos finais, pois a dinâmica das
aulas dessa ultima etapa do Ensino Fundamental é totalmente diferente das
anteriores, pois tanto da Educação Infantil quanto nos anos iniciais as aulas de
todos os componentes curriculares são ministradas por apenas um professor, já
nos anos finais são ministradas por vários profissionais, cada um com sua maneira
de ensinar, interagir, instigar, motivar, diagnosticar e avaliar.
Assim, entende-se que o momento de transição exige dos professores um
olhar delicado para os estudantes que necessitam de incentivo diante do desafio
que a nova etapa apresenta para os mesmos.
Nessa perspectiva o Documento Curricular Referencial de Inhambupe-Bahia
visa a garantia de uma educação de qualidade constituída por meio de pedagogias
ativas, respeitando as experiências e vivencias dos indivíduos envolvidos nesse
processo, possibilitando assim aprendizagens significativas que permearão por
toda a vida dos estudantes em desenvolvimento e formação, tornando-os capazes
de lidar com os diversos desafios da sociedade.
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4- MARCOS LEGAIS QUE EMBASAM
O REFERENCIAL CURRICULAR DO
MUNICÍPIO DE INHAMBUPE
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A educação compreendida como um Direito Humano confronta os conceitos
segregadores, excludentes, vivenciados nas políticas educacionais do nosso país.
Os avanços na legislação em âmbitos nacional, estadual e municipal atenuam as
marcas historicamente deixadas pela educação privilegiada e asseguram uma
educação baseada em princípios de justiça social, igualdade de oportunidades e
equidade de direitos.
O Sistema da Rede Municipal de Educação de Inhambupe está baseado em
marcos legais que estabelecem normas e bases orientadoras para a Educação e
se apresentam como um instrumento em defesa do direito de desenvolvimento e
aprendizagem das suas crianças/estudantes.
Nessa perspectiva, os parâmetros normativos a seguir que versam este
Referencial Curricular, fundamentam-se em documentos legais nacionais e
internacionais que legitimam o direito a educação e as políticas públicas nos
âmbitos educacionais, nos níveis infantil e fundamental, bem como nas
modalidades Campo, Indígena, Quilombola, EPJAI e Educação Especial. Destes,podemos citar:
I- PRINCÍPIOS DA EDUCAÇAO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96, no
artigo 2º, define os princípios gerais e finalidades da educação:
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o
pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício e sua
qualificação para o trabalho. ” (BRASIL, 1996).
Com fundamento na Constituição, a Lei de Diretrizes e Bases (LDBEN) nº
9.394/96, no inciso IV do artigo 9º, afirma que cabe à União estabelecer, em
colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e
diretrizes para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação
básica comum (BRASIL, 1996).
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Ainda na Lei de Diretrizes e Bases (LDBEN) nº 9.394/96, no artigo 3º,
delineiam-se os princípios basilares para o ensino:
“[...] I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da
legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extraescolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº
12.796, de 2013).
II- DO DIREITO À EDUCAÇAO
A Constituição Federal de 1988, inspirada pela Declaração Universal
dos Direitos Humanos (1948), no artigo 205, reconhece a educação como:
“[...] direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo ao exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988).
Além da garantia do direito à educação, a Constituição de 1988, no artigo
210, apresenta indicações quanto à elaboração dos currículos dos sistemas, redes
e escolas, e fixa “conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a
assegurar formação básica com respeito aos valores culturais e artísticos,
nacionais e regionais” (BRASIL, 1988).
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/90, no artigo
4º, reafirma a quem resguarda o dever de assegurar os direitos fundamentais das
crianças e adolescentes:
“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder
público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos
referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao
lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade
e à convivência familiar e comunitária. ”
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Ainda sobre o direito à educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDBEN) nº 9.394/96, no seu artigo 3º, afirma :
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.
(Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018), (BRASIL, 1996).
O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/03), no artigo 21º, estabelece que o Poder
Público criará oportunidades de acesso do idoso da educação, adequando
currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais a eles
destinados”. (BRASIL, 2003)
-O Estatuto da Juventude, Lei nº 12.852/2013, no artigo 7º, que trata do
direito à educação, evidencia que é direito do jovem “a educação de qualidade,
com a garantia de educação básica, obrigatória e gratuita, inclusive para os que a
ela não tiveram acesso na idade adequada. ” (BRASIL, 2013).
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de
Educação (PNE), no artigo 2º:
II - universalização do atendimento escolar;
A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei 13.146/2015:
Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência,
assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e
aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo
desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas,
sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses
e necessidades de aprendizagem.
III- Diretrizes Educacionais
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Ainda de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDBEN) nº 9.394/96, artigo 27, os conteúdos curriculares da Educação Básica
observarão as seguintes diretrizes:
“I – a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e
deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II – consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada
estabelecimento;
III – orientação para o trabalho;
IV – promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas
não formais” (BRASIL, 1996).
Por meio da Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010, o Conselho Nacional
de Educação define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação
Básica (DCN), que visam:
“estabelecer bases comuns nacionais para a Educação Infantil, o Ensino
Fundamental e o Ensino Médio, bem como para as modalidades com que
podem se apresentar, a partir das quais os sistemas federal, estaduais,
distrital e municipal, por suas competências próprias e complementares,
formularão as suas orientações assegurando a integração curricular das
três etapas sequentes desse nível da escolarização, essencialmente para
compor um todo orgânico” (BRASIL, 2010).
Essas diretrizes são consolidadas por meio da Resolução nº 7, de 14 de
dezembro de 2010, do Conselho Nacional de Educação que “Fixa Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos”, conforme a
seguir:
“Art. 1º A presente Resolução fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos a serem observadas na
organização curricular dos sistemas de ensino e de suas unidades
escolares.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de
9 (nove) anos articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais
Gerais para a Educação Básica (Parecer CNE/CEB nº 7/2010 e
Resolução NE/CEB nº 4/2010) e reúnem princípios, fundamentos e
procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Educação, para
orientar as políticas públicas educacionais e a elaboração, implementação
e avaliação das orientações curriculares nacionais, das propostas
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curriculares dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, e dos
projetos político-pedagógicos das escolas.
Parágrafo único. Estas Diretrizes Curriculares Nacionais aplicam-se a
todas as modalidades do Ensino Fundamental previstas na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como à Educação do
Campo, à Educação Escolar Indígena e à Educação Escolar Quilombola.
[...]
Art. 9º O currículo do Ensino Fundamental é entendido, nesta Resolução,
como constituído pelas experiências escolares que se desdobram em
torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando
articular vivências e saberes dos alunos com os Conhecimentos
historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades
dos estudantes”.
Por meio da Resolução nº 12/2012 o Conselho Municipal de Educação institui
as Diretrizes Curriculares para o Ensino Municipal de nove anos do Sistema
Municipal de Ensino de Inhambupe:
Art. 1º. Instituir as Diretrizes Curriculares parta Ensino Fundamental de
9(nove) anos a serem observadas na organização curricular das Unidades
Escolares Integrantes doSistema Municipal de Ensino de Inhambupe-BA.
Art. 2º. São as seguintes Diretrizes Curriculares para o Ensino
Fundamental de 9(nove) anos:
I. As Escolas deverão estabelecer como norteadores de suas ações
pedagógicas:
a) Os princípios da identidade, valores éticos e padrões de autoridade;
b) Os princípios dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da
criatividade e do respeito a ordem democrática;
c) Os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da
diversidade de manifestações artísticas e culturais;
d) Os princípios da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade, da
justiça social e do respeito ao bem comum;
e) Os princípios éticos, religiosos, regionais, do cotidiano, das relações e
das tradições;
II. Ao definir sua Proposta Pedagógica, o sistema Municipal de Ensino
deverá explicitar o reconhecimento da identidade pessoal dos alunos,
professores e outros profissionais e a identidade de cada Unidade
Escolar.
III. As Escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas
pela interação dos processos de conhecimento com as linguagens e os
efetivos, em consequência, as relações entre as distintas identidades dos
participantes do contexto escolarizado, as diversas experiências de vida
dos alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar,
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expressas através de múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para a
construção da identidade afirmativa, persistentes, e capazes de
protagonizar ações autônomas e solidárias em relação ao conhecimento e
valores indispensáveis à vida cidadã.
IV. Em todas as Escolas do Sistema Municipal de Ensino deverá ser
garantida a igualdade de acesso para alunos a uma base nacional
comum, de maneira a legitimar a unidade e a igualdade de ação
pedagógica na diversidade nacional. A base comum do currículo e sua
parte diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma curricular,
que vise estabelecer a relação entre a Educação Fundamental e:
a) A vida cidadã através da articulação entre vários de seus aspectos,
como:
1. a saúde
2. a sexualidade
3. a vida familiar social
4. o meio ambiente
5. o trabalho
6. a ciência e a tecnologia
7. a cultura
8. as linguagens
b) as áreas do conhecimento:
1. Língua Portuguesa
2. Matemática
3. Ciências
4. Geografia
5. História
6. Língua Estrangeira
7. Educação Artística
8. Educação Física, na forma do art. 33 da Lei Federal nº 9.394/96 e da
Lei Federal nº 10.793/2003.
9. Educação Religiosa, na forma do art. 33 da Lei Federal nº 9.394/96 e
Lei Federal nº 9.475/1997.
V. O sistema municipal de ensino deverá explicitar em sua Proposta
Pedagógica para o Ensino Fundamental, processos de ensino voltados
para as relações com a sua comunidade local, regional e planetária,
visando à interação entre a Educação Fundamental e a vida cidadã: os
alunos ao aprenderem os conhecimentos e valores da base nacional
comum e da parte diversificada, estarão também constituindo sua
identidade como cidadãos, capazes de serem protagonistas das ações
responsáveis, solidárias e autônomas em relação a si próprios, às suas
famílias e às comunidades;
VI. As Escolas devem adotar o estudo da África e dos africanos, a luta dos
negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena
brasileira, de acordo com a Lei Federal nº 11.645/2008;
VII. As Escolas usarão a parte diversificada da Proposta Curricular para
enriquecer e complementar a base nacional comum, proporcionando, de
maneira específica, a introdução de projetos e atividades de interesse de
suas comunidades;
VIII. As Escolas devem trabalhar em clima de cooperação, entre a direção
e as equipes docentes, para que haja condições favoráveis à adoção,
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execução, avaliação e aperfeiçoamento das estratégias educacionais, em
consequência do uso adequado do espaço físico, do horário e calendário
escolares, na forma dos artigos 12 e 14 da Lei nº 9.394/96;
IX. As Escolas devem formular estratégias pedagógicas que favoreçam
práticas educativas de forma prazerosa e lúdica, estimulando as
brincadeiras, as danças, os jogos, as múltiplas formas de comunicação,
expressão, criação e movimento, assim como a literatura, cinema, música,
pintura e a arte em geral, principalmente nos primeiros anos do Ensino
Fundamental;
X. A partir dos princípios determinados pela Resolução CNE/CEB
nº7/2010 contidos nesta resolução é importante que o trabalho
pedagógico com as crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental,
garanta o estudo articulado das Ciências Sociais, das Ciências Naturais,
das Noções Lógico-matemáticas e das Linguagens, conforme o manual
sobre as orientações para a Inclusão das crianças de 6 (seis) anos do
Ensino Fundamental, MEC, pag. 59-61, do seguinte modo:
a) Na área de Ciências Sociais:
Desenvolver a reflexão crítica sobre os grupos humanos, suas relações,
suas histórias, suas formas de se organizar, de resolver problemas e de
viver diferentes épocas e locais;
b) Na área de Ciências Naturais:
Ampliar a curiosidade das crianças incentiva-las a levantar hipóteses e a
construir conhecimentos sobre fenômenos físicos e químicos, sobre os
seres vivos e sobre os seres vivos e sobre a relação entre homens e a
natureza e entre o homem e as tecnologias;
c) Na área das Noções Lógico-Matemáticas:
Encorajar as crianças a identificar semelhanças e diferenças entre
diferentes elementos, classificando, ordenando e seriando, fazendo a
correspondência, agrupamentos e comparando conjuntos;
d) Na área das Linguagens:
Sensibilizar as crianças para apreciar uma Pintura, uma Escultura, assistir
um filme, ouvir uma música, dando oportunidade para que elas apreciem
diferentes produções artísticas e também elaborem suas experiências
pelo fazer artístico, ampliando sua sensibilidade e a sua vivencia estética.
Art. 3º. A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do
componente curricular, de que trata o §2º do Art. 26 da Lei nº 9.394/96,
conforme a Lei nº 11769/2008.
Art. 4º. Deverão ser inseridos no Currículo Escolar, os conteúdos que trata
dos direitos das crianças e dos adolescentes, Lei Federal nº 11.525/2007,
da condição e dos direitos dos idosos, Lei Federal nº 10.741/2003, a
Educação para o Transito, Lei Federal nº 9.503/1997, Educação
Ambiental, Lei Federal nº 9.795/1999, Educação Financeira, Decreto
Federal nº 7.397/2010 e Símbolos Nacionais, Lei Federal nº 12.472/2011.
Art. 5º. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em 26 de abril de 2012.
39
Presidente
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de
Educação (PNE), no artigo 2º, apresenta como diretrizes:
“[...] I - erradicação do analfabetismo;
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção
da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;
IV - melhoria da qualidade da educação;
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública;
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País;
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure
atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e
equidade;
IX - valorização dos (as) profissionais da educação;
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. (BRASIL, 2014).
Essas premissas legais foram consideradas nas Metas 2, 3 e 7 do PNE, Lei
nº 13.005/14 (BRASIL, 2014), no que se refere aos currículos das etapas e
modalidades da Educação Básica, quando orienta a União, Estados, Distrito
Federal e Municípios na elaboração de uma Base NacionalComum Curricular
(BNCC), nas seguintes estratégias:
“[...] 2.2) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no
âmbito da instância permanente de que trata o
§5º do art. 7º desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a Base Nacional
Comum Curricular do ensino fundamental[...];
[...] 3.3) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no
âmbito da instância permanente de que trata o
§5º do art. 7º desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a Base Nacional
Comum Curricular do ensino médio [...];
[...] 7.1) estabelecer e implantar, mediante pactuação Inter federativa,
diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum
dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento dos (as) alunos (as) para cada ano do ensino
fundamental e médio, respeitada a diversidade regional, estadual e local. ”
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de
Educação (PNE), no artigo 2º, apresenta como diretrizes:
“[...] I - erradicação do analfabetismo;
40
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção
da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;
IV - melhoria da qualidade da educação;
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública;
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País;
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure
atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e
equidade;
IX - valorização dos (as) profissionais da educação;
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. ” (BRASIL, 2014).
Logo após foi homologada a Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de
2017 que “institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a
ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no
âmbito da Educação Básica” com o objetivo de alicerçar e subsidiar a construção
dos currículos/propostas pedagógicas, conforme artigos a seguir:
“Art. 1º A presente Resolução e seu Anexo instituem a Base Nacional
Comum Curricular (BNCC), como documento de cará- ter normativo que
define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais
como direito das crianças, jovens e adultos no âmbito da Educação Básica
escolar, e orientam sua implementação pelos sistemas de ensino das
diferentes instâncias federativas, bem como pelas instituições ou redes
escolares.
Parágrafo Único. No exercício de sua autonomia, prevista nos artigos 12,
13 e 23 da LDB, no processo de construção de suas propostas
pedagógicas, atendidos todos os direitos e objetivos de aprendizagem
instituídos na BNCC, as instituições escolares, redes de escolas e seus
respectivos sistemas de ensino poderão adotar formas de organização e
propostas de progressão que julgarem necessários.”
Os Currículos dos Estados e Municípios, conforme preconizam os princípios
e diretrizes da LDBEN, DCN, PNE, PEE reafirmados na BNCC, precisam
reconhecer “que a educação tem um compromisso com a formação e o
desenvolvimento humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva,
social, ética, moral e simbólica” (BRASIL, 2017), ou seja, numa perspectiva de
formação integral e integradora dos sujeitos.
As aprendizagens essenciais estabelecidas pela BNCC se concretizam
mediante um conjunto de decisões que caracterizam o currículo, considerando a
41
realidade local, a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino, das instituições
escolares e a participação dos estudantes.
Essas decisões precisam estar articuladas para atender às especificidades e
às necessidades dos grupos sociais que convivem nos espaços escolares públicos
e privados do estado da Bahia, em atendimento às diferentes modalidades da
Educação Básica, conforme previsto na legislação vigente.
A seguir serão apresentados normativos legais, nacionais e estaduais que
versam sobre as modalidades da Educação Básica, em alinhamento com o que
orienta a BNCC.
NORMATIVOS LEGAIS DAS MODALIDADS DA EDUCAÇÃO BÁSCA
MODALIDADES NORMATIVOS FINALIDADES
Educação Especial
DECRETO PRESIDENCIAL Nº. 6.949/2009
Ratifica a convenção
sobre os direitos das
pessoas com
deficiência/ONU.
RESOLUÇÃO Nº04/2009 CNE/CEB
Institui as Diretrizes
operacionais para o
Atendimento
Educacional
Especializado – AEE na
Educação Básica.
RESOLUÇÃO Nº 79/2009CEE
Estabelece normas para
a Educação Especial na
Perspectiva da
Educação Inclusiva
para todas as etapas e
Modalidades da
Educação Básica no
Sistema Estadual de
Ensino da Bahia
NOTA TÉCNICA SEESP/GAB/Nº 11/2010
Dispõe sobre
orientações para a
institucionalização da
oferta do Atendimento
Educacional
Especializado (AEE) em
Salas de Recursos
Multifuncionais (SRM)
implantadas nas
escolas regulares.
DECRETO PRESIDENCIAL Nº 7.611/2011
Dispõe sobre Educação
Especial e Atendimento
Educacional
Especializado e dá
outras providências.
Revoga o Decreto
6.571/2008. Dispõe
sobre a classe especial
42
nas escolas regulares e
escolas especiais e
fortalecimento das
instituições
especializadas.
LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO Nº
13.146/2015
Institui a Lei Brasileira
de Inclusão da Pessoa
com Deficiência
(Estatuto da Pessoa
com Deficiência).
DOCUMENTO ORIENTADOR/2017
Diretrizes da Educação
Inclusiva no Estado da
Bahia.
Educação de
Pessoas Jovens,
Adultos e Idosos.
PORTARIA SEC Nº 5.136/2011
Estabelece normas
sobre o procedimento
de certificação da
escolaridade de jovens
e adultos no nível de
conclusão do Ensino
Fundamental e Médio,
por meio dos resultados
obtidos no Exame
Nacional para
Certificação de
Competências de
Jovens e Adultos
(ENCCEJA) e Exame
Nacional do Ensino
Médio (ENEM).
RESOLUÇÃO Nº 3 CNE/CEB.
Institui Diretrizes
Operacionais para a
Educação de Jovens e
Adultos nos aspectos
relativos à duração dos
cursos e idade mínima
para ingresso nos
cursos de EJA; idade
mínima e certificação
nos exames de EJA e
Educação de Jovens e
Adultos desenvolvida
por meio da Educação
a Distância.
RESOLUÇÃO Nº 239/2011 CEE
Dispõe sobre a oferta
de Educação de Jovens
e Adultos no estado da
Bahia.
Educação do Campo
RESOLUÇÃO Nº 2/2008 CNE/CEE
Institui as Diretrizes
Operacionais para a
Educação Básica nas
Escolas do Campo, um
conjunto de princípios e
procedimentos para
serem observados nos
projetos das instituições
que integram os
diversos sistemas de
ensino.
PARECER CNE/CEB Nº 1/2006
Recomenda a adoção
da Pedagogia da
Alternância em escolas
do campo.
43
RESOLUÇÃO Nº 2/2008 CEE/CEB.
Estabelece diretrizes
complementares,
normas e princípios
para o desenvolvimento
de políticas públicas de
atendimento da
Educação Básica do
Campo.
DECRETO PRESIDENCIAL Nº 7.352/2010
Dispõe sobre a Política
Nacional de Educação
do Campo e o
Programa Nacional de
Educação na Reforma
Agrária – PRONERA.
LEI Nº 12.960/ 2014 Altera a LDBEN
Altera a LDBEN para
constar a exigência de
manifestação de órgão
normativo do sistema
de ensino (conselho)
para o fechamento de
escolas do campo,
indígenas e
quilombolas,
considerando para tanto
a justificativa
apresentada pela
Secretaria de
Educação, a análise do
diagnóstico do impacto
da ação e a
manifestação da
comunidade escolar.RESOLUÇÃO Nº 103 CEE
Dispõe sobre a oferta
da Educação do Campo
no Sistema Estadual de
Ensino da Bahia
LEI ESTADUAL Nº 11.35/2008
Institui o Programa
Estadual de Apoio
Técnico Financeiro às
Escolas Família
Agrícola – EFAs e às
Escolas Familiares
Rurais – EFRs do
Estado da Bahia.
DECRETO GOVERNAMENTAL Nº
14.110/2012
Institui o Programa
Estadual de Apoio
Técnico Financeiro às
Escolas Família
Agrícola - EFAs e às
Escolas Familiares
Rurais - EFRs do
Estado da Bahia,
através de entidades
sem fins lucrativos [...].
No quadro a seguir são apresentados os Temas Integradores que
precisarão ser considerados de forma transversal nos currículos escolares da
Educação Básica, em todas as etapas e modalidades do município de Inhambupe:
44
TEMAS
TEMAS
INTEGRADORES
NORMATIVOS FINALIDADES
Educação para as Relações
Cria mecanismos
para coibir a
violência
doméstica e
familiar contra a
mulher, nos
termos do § 8º do
art. 226 da
Constituição
Federal, da
Convenção sobre
a Eliminação de
Todas as Formas
de Discriminação
contra as
Mulheres e da
Convenção
Interamericana
para Prevenir,
Punir e Erradicar
a Violência contra
a Mulher; dispõe
sobre a criação
dos Juizados de
Violência
Doméstica e
Familiar contra a
Mulher; altera o
Código de
Processo Penal,
o Código Penal e
a Lei de
Execução Penal e
dá outras
providências.
de Gênero e Sexualidade
LEI FEDERAL
N°11.340/ 2006
Educação para a
Diversidade
LEI FEDERAL
2848/40, § 7º AO
ART. 121 DO
CÓDIGO PENAL.
Estabelece o
aumento da pena
do feminicídio.
RESOLUÇÃO Nº
120/2013 CEE
Dispõe sobre a
inclusão do nome
social dos/das
estudantes
travestis,
transexuais e
outros no
tratamento nos
registros
escolares e
acadêmicos nas
Instituições de
Ensino que
integram o
Sistema de
Ensino do Estado
da Bahia e dá
45
outras
providências.
PLANO
NACIONAL DE
POLÍTICAS
PARA AS
MULHERES
(2013- 2015)
Objetiva o
fortalecimento e a
institucionalizaçã
o da Política
Nacional para as
Mulheres.
PLANO
ESTADUAL DE
POLÍTICAS
PARA AS
MULHERES
(2103- 2015)
Objetiva o
fortalecimento e a
institucionalizaçã
o da Política
Estadual para as
Mulheres.
Educação das Relações
Étnico-Raciais
LEI 10.639,DE 9
DE JANEIRO DE
2003
Inclui no Currículo
oficial da Rede de
Ensino a
obrigatoriedade
da temática
História e Cultura
Afro-Brasileira e
dá outras
providências.
RESOLUÇÃO Nº
1/2004 CNE/CEB
Estabelece as
Diretrizes
Curriculares
Nacionais para a
Educação das
Relações Étnico-
Raciais e para o
Ensino de
História e Cultura
Afro-Brasileira e
Africana.
LEI FEDERAL Nº
11.645/ 2008
Estabelece as
diretrizes e bases
da educação
nacional, para
incluir no
currículo oficial da
rede de ensino a
obrigatoriedade
da temática
História e Cultura
Afro-Brasileira e
Indígena.
LEI FEDERAL Nº
12.288/2010
Institui o Estatuto
da Igualdade
Racial; altera as
Leis Nºs 7.716,
de 5 de janeiro de
1989; 9.029, de
13 de abril de
1995; 7.347, de
24 de julho de
1985, e 10.778,
de 24 de
novembro de
2003.
LEI ESTADUAL
Nº 13.182/2014
Institui o Estatuto
da Igualdade
Racial e de
46
Combate à
Intolerância
Religiosa do
Estado da Bahia.
TEMAS NORMATIVOS FINALIDADES
Educação em Direitos
Humanos
DECRETO PRESIDENCIAL
Nº 7.037, DE 21 DE
DEZEMBRO DE 2009.
Aprova o Programa Nacional de
Direitos Humanos - PNDH-3 e dá
outras providências.
PLANO NACIONAL DE
EDUCAÇÃO EM DIREITOS
HUMANOS/2007
Difunde a cultura de direitos humanos
no país.
DECRETO
GOVERNAMENTAL Nº
12.019/2010
Aprova o Plano Estadual de Direitos
Humanos da Bahia – PEDH e dá
outras providências.
PLANO ESTADUAL DE
EDUCAÇÃO EM DIREITOS
HUMANOS/2009
Expressa o compromisso do Governo
do Estado da Bahia com a promoção
da cidadania e dos direitos humanos.
PARECER CEE/CEB Nº
8/2012
Estabelece Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos.
Educação Ambiental
LEI FEDERAL Nº 9.795/1999
Institui a Política Nacional de
Educação Ambiental e dá outras
providências
RESOLUÇÃO Nº 2/2012
CNE/CP
Estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental.
RESOLUÇÃO N° 11/2017
Dispõe sobre a Educação Ambiental
no Sistema Estadual de Ensino da
Bahia
LEI ESTADUAL Nº 12.056/2011
Institui a Política de Educação
Ambiental do Estado da Bahia e dá
outras providências.
Saúde na Escola
LEI FEDERAL Nº 11.947/2009
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar e do Programa
Dinheiro Direto na Escola aos alunos
da educação básica; altera as Leis Nºs
10.880, de 9 de junho de 2004,
11.273, de 6 de fevereiro de 2006,
11.507, de 20 de julho de 2007 e
revoga dispositivos da Medida
Provisória nº 2.178-36, de 24 de
agosto de 2001, e a Lei nº 8.913, de 12
de julho de 1994, e dá outras
providências.
DECRETO PRESIDENCIAL
Nº6286/2107
Institui o Programa Saúde na Escola.
PORTARIA CONJUNTA
SEPLAN/SESAB/SEC
Institucionaliza as ações transversais e
esforços intersetoriais para
47
Nº001/2014. implantação do Programa de Ação
Estadual de Prevenção da gravidez e
assistência ao parto na adolescência.
PORTARIA Nº 2728/2016
Institui a Promoção da Saúde e
Prevenção de Doenças e Agravos no
contexto escolar, com ênfase no
combate ao mosquito Aedes aegypti.
PORTARIA CONJUNTA
SESAB/SEC Nº 01/2018
Dispõe sobre a obrigatoriedade da
apresentação da carteira/cartão de
vacinação em creches e escolas, em
todo o território do Estado da Bahia.
Educação Fiscal
PORTARIA INTERMINISTERIAL
Nº 413/2002 MF/MEC
Implementa o Programa Nacional de
Educação Fiscal.
DECRETO ESTADUAL Nº
15.737/2014
Institui a Educação Fiscal na Bahia.
Educação para o
Trânsito
LEI FEDERAL Nº 9.503/1997
Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
48
Educação Especial
Grupo de Estudos e Aprendizagens (GEA):
Ana Meire de Souza Cardoso Rocha Silva
Cristina de Araújo Ramos Reis
Izanildes de Almeida Santos Rocha Pereira
Leonice Bispo de Souza
5 - MODALIDADES DA EDUCAÇÃO
BÁSICA
NO CONTEXTO LOCAL
Educação do Campo
Educação de Jovens e Adultos
Grupo de Estudos e Aprendizagens (GEA):
Sandra Soares de Santana
Taísa Lemos Ramos Silva
Grupo de Estudos e Aprendizagens (GEA):
Florenice Reis Silva
Narcisa Pereira dos Santos Silva
Vanilda Nascimento Sales
49
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB nº 9.394/96) dita
as modalidades de ensino e considera as características de cada povo e
comunidade, demarcando identidade, cultura e fortalecimento destas. As
modalidades contempladas na Educação Básica do Estado da Bahia compõem as
pautas da:
• Educação Escolar Indígena, com uma proposta de educação específica,
intercultural, feita com e para indígenas, nos espaços onde se localizam as
diferentes etnias.
• Educação Especial na perspectiva inclusiva que visa o atendimento
educacional especializado a pessoas com deficiência.
• Educação do Campo, visando a produção e valorização da vida, do
conhecimento e da cultura do campo, valorizando os aprendizados dentro e fora
dos espaços escolares.
• Educação Escolar Quilombola, com foco na valorização das questões
étnico-raciais e indenitárias a partir da valorização da identidade afrodescendente.
• Educação de Jovens e Adultos, com um olhar para o estudante que
trabalha, considerando saberes prévios e tempos de aprendizagem dos sujeitos
atendidos. Diante disso, nota-se que as modalidades da educação atendemaos
sujeitos historicamente excluídos no processo de construção social e que, através
da luta popular, têm suas representações e identidades demarcadas no âmbito
educacional. Por conta da vastidão, o debate destes temas não se esgota neste
documento, havendo complementação através da elaboração de documentos com
as especificidades de cada modalidade, com o objetivo de aprofundamento dos
aspectos metodológicos e avaliativos no desenvolvimento das habilidades e
competências da Base para as modalidades.
50
5.1 - A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DE UMA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA: CONTEXTO HISTÓRICO
De onde partimos?
Por onde caminhamos?
Onde podemos chegar?
Convidamos você para trilhar conosco, por uma estrada múltipla, sinuosa
e infinita. Seu ponto de partida pode estar localizado no mapa sócio, histórico,
político, cultural e o seu destino estará sempre em construção. Nesse percurso,
encontramos sujeitos para caminhar conosco. Eles trouxeram registros, recursos,
tecnologias, memórias, narrativas e elementos que contribuem para edificar a
história não somente da Educação Especial, mas também para toda a Educação
do nosso Sistema Público Municipal de Educação. Então, venha conosco,
contemplando a paisagem e caminhando juntos nas pegadas de uma educação
justa, inclusiva e humana!
A Educação Especial no Sistema Municipal Público de Inhambupe existe
desde quando os estudantes surdos e com outras especificidades (08 estudantes)
frequentaram uma classe especial no ano de 1993, no Colégio Estadual Dr. Mário
Costa Filho em uma parceria com o Sistema Público Municipal.
Conforme depoimento da primeira professora da turma, que também era a
mãe de um dos estudantes surdos, em entrevista, afirma o motivo pelo qual a
classe foi implantada: “Meu filho é surdo. Tive dificuldade para educá-lo e por ser
professora, para assisti-lo, fui buscar ajuda”.
51
Esse momento histórico foi de fundamental importância para a
consolidação da Educação Especial no nosso município, posteriormente. No
entanto, esses estudantes vivenciavam o princípio de segregação, que “significa
separação real ou imaginária de alguém ou de um grupo da maioria ou de outros
grupos (CROCHÍK, 2011) ”. Desta forma, a sua escolarização era feita à parte do
sistema de educação comum, em um formato de ensino substitutivo, ou seja, numa
classe separada da classe comum, chamada classe especial.
Quatro anos depois, esses estudantes se deslocaram para Escolas
Especiais no município de Alagoinhas. Somente no final dessa década, os
estudantes com deficiência iniciaram uma caminhada na escola comum do nosso
Sistema Educacional. Com isso, temos o registro de matrícula um estudante com
deficiência física na Escola Municipal Salvelina Lima Vieira, antiga Escola
Municipal Maria José Reis, no ano 2008, na modalidade EJA. Segundo a irmã do
estudante, em entrevista, isso ocorreu devido indicação do médico que o
acompanhava nesta época. Embora receosa, a família considerou a orientação
médica e o desejo do estudante de frequentar a escola comum. Além desse,
podemos inferir a presença de estudantes baixa visão no nosso Sistema
Educacional, a partir do o registro de matrícula dos estudantes albinos, na escola
Zoé Santos, localizado no povoado de Lages. Por se tratar de uma comunidade
que possui em média 22 famílias albinas, é possível constatar a presença destes
estudantes nessa Unidade Educacional desde a sua fundação em 1997.
Na Escola Municipal Fazenda Moita Redonda, na Comunidade:
Assentamento Moita Redonda, outro registro de matrícula de um estudante
deficiente auditivo, no 1º ano do Ensino Fundamental I, no ano de 2002. A
professora da turma, Lúcia Helena de Almeida Rocha relatou a sua experiência
com essa turma:
“[...] os alunos menores coloquei próximos a mim para que
pudessem ver melhor a cartolina que eu pregava na parede com
pregos pequenos. Tina um com quase 6 anos que só fazia rir. Sem
saber o motivo, isso já tina se passado uns três dias. Pensei que
aos poucos ele iria se adequar a escola. Pedi ao menino que
recolhesse as atividades dos demais colegas. Ele só riu. Fiquei
sem saber porque ele reagia sempre rindo. Solicitei que a sua mãe
viesse a escola no outro dia, foi aí que uma aluna disse assim: Pró
ele é surdo. Eu dou o recado a mãe dele. [...]. Algum tempo depois
o Município aderiu a um Programa Federal (MEC) de qualificação
para professores. Foi o PROFA (Programa de Formação de
Professores Alfabetizadores). Acredito que meu sucesso e
52
desempenho com o aluno só foi possível graças a esse curso, onde
encontrei a teórica Emília Ferreiro meu alicerce para desenvolver
minhas funções.
Também houve a presença no Nível Infantil na Creche Municipal Arlete
Magalhães de uma criança pequena autista no ano de 2012. De acordo com o
relato da mãe da criança, em entrevista:
“Chegamos a Inhambupe em setembro de 2012 e no mês seguinte
matriculei a mina filha na Creche. Nessa época eu fui informada de
que a minha filha seria a primeira criança com diagnóstico de
autismo a se matricular na Rede Municipal de Ensino”.
Vale ressaltar que a presença desses estudantes nas Unidades
Educacionais foi ainda na perspectiva da Integração, ou seja, o estudante é que
deveria se adequar a Unidade Escolar, como foi sinalizado na fala da professora
referindo-se ao estudante deficiente auditivo na citação acima e não o contrário.
Esse enfoque da integração, como afirma Armstrong (2011, apud ANTUNES,
2013, p. 36), considera “[...] supostos déficits da criança vistos como barreiras à
participação, enquanto a inclusão situa as barreiras à participação na escola e nas
atitudes sociais, nas políticas e nas práticas”.
Entretanto, o desejo e a intenção do Sistema Público Municipal de
Inhambupe é de se ter uma Educação Especial com uma proposta curricular que
esteja comungada com o princípio da Educação Inclusiva, ou seja, uma educação
que se “Constitui como um paradigma educacional fundamentado na concepção
de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao
contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora
da escola.“ (PNEE , 2008).
O Conceito de Educação Especial adotado neste documento está
concatenado com o da Política Nacional da Educação Especial (PNEE), BRASIL,
2008, que afirma ser uma modalidade de educação transversal em todos os seus
níveis e modalidades. Ou seja, que o nosso Sistema de Ensino não tenha essa
modalidade [...] concebida como um sistema educacional especializado à parte,
mas sim como um conjunto de metodologias, recursos e conhecimentos
(materiais pedagógicos e humanos) que a escola comum deverá dispor para
atender à diversidade de seu alunado. (GLAT, 2007, p.17)
53
Concordamos ainda com o que diz Carvalho, 2014, p. 67, ao se referir à
Educação Especial como sendo mais do que uma modalidade:
“Suponho que cabe como elemento reflexivo, pensar se é mesmo
adequado conceituar a Educação Especial como modalidade de
educação. Parece-me mais pertinente entendê-la como
processo, pois na condição de modalidade, faz supor
equivocadamente, um modo diferente de ser, numa abordagem
subjetiva e que pode alimentar a duplicidade existente: Educação
regular e Educação Especial numa visão bipolar geradora de
sistemas de atendimento educacional escolar fragmentado”.
No entanto, enquanto modalidade tem como Sujeitos da Educação
Especial a pessoa com deficiência (PCD), transtornos do espectro do autismo
(TEA) e altas habilidades/superdotação (AH/S), que traremos algumas de suas
características a seguir:
5.1.1 - A Educação Especial na perspectiva de uma educação inclusiva:
sujeitos
É considerada Pessoa com Deficiência aquela promulgada na Lei
Brasileira de Inclusão (LBI), quediz no seu Art. 2º: “Considera-se pessoa com
deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode
obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições
com as demais pessoas”. Concordamos com o modelo social que para Diniz (2003,
p. 1): “É deficiência toda e qualquer forma de desvantagem resultante da relação
do corpo com lesões e a sociedade. Lesão, por sua vez, engloba doenças
crônicas, desvios ou traumas que, na relação como meio ambiente, implica em
restrições de habilidades consideradas comuns às pessoas com mesma idade e
sexo em cada sociedade”.
A Convenção Internacional pelos Direitos das Pessoas com Deficiência
traz a definição de deficiência como:
"Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual
ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem
obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em
igualdades de condições com as demais pessoas."
54
Pensando nas condições física, sensoriais e intelectuais, expomos os
seguintes conceitos:
Deficiência física é "alteração completa ou parcial de um ou mais
segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física,
apresentando-se sob a forma de: paraplegia, paraparesia, monoplegia,
monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral,
nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as
deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho
de funções". Decreto n° 5.296 de 2/12/2004
Deficiência visual: As pessoas cegas, na abordagem educacional,
consideradas no nosso Sistema Educacional são aquelas que apresentam “desde
ausência total da visão, até a perda da projeção de luz”. Neste caso, o processo de
aprendizagem se fará por meio dos sentidos remanescentes (tato, audição, olfato,
paladar), utilizando o sistema Braille como principal meio de escrita. (Brasil, 2006
pág. 17)
Os sujeitos baixa visão são aqueles que apresentam “desde a condição de
indicar a projeção da luz até o grau em que a redução da acuidade visual interfere
ou limita seu desenvolvimento”. Seu processo educacional se desenvolverá,
principalmente, por meios visuais, ainda que com a utilização de recursos
específicos. (Brasil, 2006 p. 17)
A pessoa surda na concepção sócio antropológica compreende e interage
com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura
principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. Art. 2o, Decreto nº
5.626 de 2005: “Compreende e interage com o mundo por meio de experiências
visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de
Sinais - LIBRAS”.
Surdocego: A surdocegueira é uma deficiência única que apresenta perdas
auditiva e visual concomitantemente, em diferentes graus, o que pode limitar a
atividade da pessoa e restringir sua participação em situações do cotidiano,
cabendo à sociedade garantir-lhe diferentes formas de comunicação e Tecnologia
Assistiva para que ela possa interagir com o meio social e o meio ambiente
promovendo: acessibilidade, mobilidade urbana e uma vida social com qualidade.
(Grupo Brasil, 2017).
55
Deficiência intelectual: A deficiência intelectual é um quadro
psicopatológico que diz respeito, especificamente, às funções cognitivas. O que
caracteriza a deficiência intelectual são as alterações nas estruturas mentais para
o conhecimento. A delimitação e compreensão dessas dificuldades podem ser
feitas a partir de diferentes olhares, os quais trarão consequências distintas à
prática daqueles que se dedicam ao trabalho com as mesmas. (Paulon, 2005, p.
12). Segundo Vygotsky (1997, p. 12), a pessoa com deficiência intelectual “[...] não
é simplesmente menos desenvolvida que outra da sua idade, mas é uma criança
que se desenvolve de outro modo”. As contribuições do autor, portanto, incidem
sobre a necessidade de enxergarmos a estudante e o estudante com deficiência
intelectual para além dos diagnósticos que limitam suas capacidades cognitivas,
como sujeitos de possibilidades e imprevisibilidades em suas inúmeras
potencialidades.
Deficiência Múltipla: Ainda no campo da definição da deficiência múltipla, o
decreto federal nº 5.296 explica que é uma “ associação de duas ou mais
deficiências” podendo ser de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de
comportamento social, podendo ser agravada por alguns aspectos, tais como a
idade de aquisição, o grau das deficiências e a quantidade de associações que o
indivíduo apresenta. No entanto, não é a soma da associação de deficiências que
irá caracterizar a deficiência múltipla, mas sim o “nível de desenvolvimento, as
possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem
que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas” (GODÓI, 2006, p.
11).
Deficiência Múltipla Sensorial: Refere-se a pessoa: [...] que tem a
Deficiência Visual (baixa visão ou cegueira) associada a uma ou mais deficiências
(intelectual, física/ motora) ou a TEA e comunicação e que necessita de programas
que favoreçam o desenvolvimento das habilidades funcionais visando ao máximo
uma independência possível e uma comunicação eficiente. (MAIA et al, 2008,
p.14).
A pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme a definição
do 5º Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Sociedade
Norte-Americana de Psiquiatria (DSM-5), pessoas autistas são aquelas que
apresentam dificuldades na comunicação e interação social, tem interesses
56
restritos e apresentam movimentos repetitivos. Grande parte apresenta TPS-
Transtorno do Processamento Sensorial, o que causa hipo e/ou hipersensibilidade
tátil, auditiva, visual, olfativa e gustativa. Já segundo Beatriz Souza, é uma
condição neurológica que se caracteriza por diferenças na comunicação e
interação social, comportamentos repetitivos e percepções sensoriais
diferenciadas.
Os Sujeitos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/S), segundo
a Resolução Nº 2/2001 Art. 5º, III são aquelas que têm grande facilidade de
aprendizagem que os levem a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e
atitudes.
A identificação dessas crianças/estudantes Sujeitos da Educação Especial
(SEE) do Sistema Público Municipal de Inhambupe vem sendo feita através da
Plataforma Educacenso (INEP). Assim, neste documento serão apresentados os
dados referentes aos anos de 2017, 2018 e 2019 conforme podemos observar nos
quadros abaixo.
Quantitativo de crianças/estudantes por
Especificidade - Educação Especial
57
Através desse quadro geral pode-se verificar que houve um aumento na
matrícula e presença de estudantes dessa modalidade em 2017 (99), 2018 (114) e
2019 (125), no Sistema Educacional Público Municipal. Isso também aconteceu
com o estado e com o país. Indicando assim que nosso sistema de educação está
em exercício de políticas públicas voltadas também para esses sujeitos. Além
disso, pode-se notar a implantação do Atendimento Educacional Especializado
(AEE) numa sala de recursos multifuncional na cidade. No entanto, tem-se a
ciência de que ainda é insuficiente, devido ao número de estudantes apresentado.
Assim, há a intenção de continuação e aumento desse serviço nas nossas
unidades educacionais comuns, a partir desse diagnóstico através dos dados
apresentados, concordando com o que Ropoli 2010 promulga:
Para oferecer as melhores condições possíveis de inserção no
processo educativo formal, o atendimento educacional
especializado é oferecido preferencialmente na mesma escola
comum em que o aluno estuda. Uma aproximação do ensino
comum com a educaçãoespecial vai se constituindo à medida que
as necessidades de alguns alunos provocam o encontro, a troca de
experiências, a busca de condições favoráveis ao desempenho
escolar desses alunos.
A partir desse quadro também foi sintetizada a quantidade de
crianças/estudantes nas etapas da educação Infantil e nos anos da Educação
Fundamental e podemos refletir sobre o quantitativo desses estudantes no cenário
desses níveis.
Quantitativo de crianças/estudantes por etapa/ ano (Educação Especial)
FONTE: INEP 2017, 2018 e 2019 elaborado pelas autoras
58
A partir desses dados conseguimos extrair o número de
crianças/estudantes por etapa/ano da educação e verificamos que a etapa/ano
com a maior predominância dos sujeitos da Educação Especial foi no Fundamental
I, sendo que no ano 2017 o 3º ano ocupava o primeiro lugar (20 estudantes), em
2018 o 4º ano (20 estudantes) e em 2019 o 5º ano (16 estudantes). Isso é um
indicador de que os nossos estudantes estão seguindo o percurso na sua
escolarização. No enteando, sabemos que existem desafios nesse caminhar de
recursos e serviços especializados.
Outros dados que apresentamos quanto às crianças/estudantes da
educação especial no nosso Sistema de Educação, são com relação as suas
especificidades. Com isso pode-se notar que nos anos 2017, 2018 e 2019,
destaca-se a presença do sujeito com Deficiência Intelectual ocupando o primeiro
lugar nesses anos. Sendo que, os estudantes que prevaleceram alternadamente
entre o 2º, 3º lugares foram os sujeitos Baixa Visão, Deficiência Física. Ficando em
4º os sujeitos Transtorno do Espectro Autista com predominância.
FONTE: INEP 2017, 2018 E 2019, elaborado pelas autoras
59
Neste documento apresentamos também dados com relação à população
das crianças/estudantes da educação especial foi em relação aos Sujeitos da
Educação Especial no campo e na cidade. Constatou-se que o maior número de
estudantes dessa modalidade está no campo, talvez porque no nosso município
temos o maior número de unidades educacionais localizadas no campo. No
entanto, é importante reconhecer esses dados, pois, nossos encaminhamentos
serão também com foco nesse espaço, inclusive de AEE, já que esse atendimento
está presente por enquanto na cidade/sede.
Com relação ao sexo desses sujeitos nesses anos 2017, 2018, 2019, o mais
abrangente em todos os anos levantados foi sexo masculino tanto no AEC como
no AEE conforme podemos citar no quadro a seguir:
Quantitativo de crianças/estudantes
Por sexo (Educação Especial / Níveis e Modalidades)
FONTE: INEP 2017, 2018 E 2019, elaborado pelas autoras
5.1.2 - A Educação Especial na perspectiva de uma educação/escola
inclusiva: Atendimento Educacional Comum (AEC)
Sabe-se que pela Constituição Federal (1988) Art.208, todos têm direito ao
“acesso ao ensino obrigatório e gratuito enquanto direito público e subjetivo”. Os
espaços educacionais não podem, portanto, excluir nenhum sujeito em virtude de
sua origem, raça, sexo, cor, idade, religião, deficiência ou não deficiência. Com
60
isso, todas as pessoas devem aprender em convívio em um mesmo ambiente, que
deve ser o mais diversificado possível, visando o objetivo do “pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e a sua
qualificação para o trabalho” (art. 205), que também enquanto finalidade é atribuída
no artigo 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN (Lei nº
9394/96).
Assim, os sujeitos da educação especial ou não, precisam ser matriculadas
e atendidas nas classes comuns. Não concebendo assim a ideia de que a pessoa
com deficiência, por exemplo, é inválida, incapaz de frequentar a escola comum, e
por isso ser rejeitada, segregada ou excluída do convívio educacional das práticas
e recursos disponíveis nesse espaço. Conforme esclarece Fávero et al. (2007,
p.32)
A escolaridade dos alunos com deficiência compete às escolas
comuns da rede regular que, para não continuarem criando
situações de exclusão, dentro e fora da sala de aula, devem
responder às necessidades de todos os educandos com práticas
que respeitem as diferenças.
Neste sentido, Ropoli e Fávero et al. (2010) dizem que para a escola comum
se tornar inclusiva, é preciso que ela reconheça as diferenças entre as
crianças/estudantes, buscando sua participação e progresso no processo
educacional mediante ao uso de novas práticas pedagógicas, mesmo
reconhecendo que isso não é algo fácil e nem imediato, pois depende de
mudanças que ultrapassam os muros escolares.
Considerando ainda as autoras Fávero et al. (2007) e Ropoli et al. (2010),
evidencia-se que o espaço educacional comum, rico de diversidade para a
desenvolvimento e aprendizagem da criança/estudante da Educação Especial ou
não é a classe comum, onde, juntamente com os seus colegas tem o direito “ de
acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas no ensino
comum (Brasil 1995 p. 25).
É comum considerar que a criança/estudante com deficiência, por
exemplo, sempre apresenta dificuldades na aprendizagem, no entanto é importante
pensar que as dificuldades não se encontram no sujeito, e sim na relação com ele
junto a disponibilidade dos recursos humanos, tecnológicos e financeiros
indispensáveis para remover as barreiras para a aprendizagem, externas a essa
61
criança/estudante. Neste sentido, concordamos com Mantoan (2006) e Carvalho
(2004), quando dizem que os professores da educação comum se sentem
despreparados para lidar com as diferenças em sala de aula, principalmente para
atender as crianças/estudantes com deficiência. No entanto, a vivência com as
diversas características humanas constrói as possibilidades educacionais
inclusivas.
Dessa forma, é importante debater e investir na formação de professores
para que a inclusão educacional das crianças/estudantes sujeitos da educação
especial ou não seja efetivada, para assim construirmos uma escola inclusiva.
Segundo Nóvoa (1999), o aprender contínuo é essencial para a função
docente. A formação inicial e continuada dos professores, segundo Ropoli et al
(2010), dará condição de melhor atendimento as crianças/estudantes em geral,
possibilitando o conhecimento sobre as demandas educacionais da
criança/estudante com deficiência. Não obstante, é o que se deseja para todos.
Com a perspectiva de apoiar as crianças/estudantes com deficiência, o
Sistema Público Municipal vem realizando formações continuadas nas Jornadas
Pedagógicas, como também, pontualmente, eventos e cursos, inclusive de
extensão. Este último inclusive em parceria com Universidade Pública.
Como exemplo de eventos realizados podemos citar: caminhadas,
seminários, lives. De cursos, elenca-se na área de Profissional de Apoio a pessoa
com deficiência. Como formação extensionista teve-se no âmbito do Atendimento
Educacional Comum (AEC) e Atendimento Educacional Especializado (AEE) para
a pessoa com deficiência. Vale ressaltar, que a perspectiva dessas formações
deseja-se congregar com Tardif (2002, p.177):
[...] como processo contínuo e permanente de desenvolvimento, o
que pede do professor disponibilidade para a aprendizagem; da
formação que o ensine a aprender; e do sistema escolar no qual ele
se insere como profissionais condições para continuar aprendendo.
Assim, é de extrema importância assinalar a questão da formação de
professores como um dos pilares para a modalidade da Educação Especial como
também para o todo o Sistema Educacional, que tem como princípio a Educação
Inclusiva. Neste sentido, tanto os professores da escola comum, como toda a
equipe educacional, precisam de mudanças para incluir crianças/estudantes com e
62
sem deficiência. Sobre isso, Mantoan (2006, p.41) diz que “é preciso mudar a
escola, mais precisamente o ensino nela ministrado”, o que demanda do professorconhecimentos imprescindíveis para promover respostas educacionais positivas a
todas as crianças/estudantes.
Segundo consta nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica (BRASIL, 2001) em seu artigo 18, no parágrafo 1º, os
professores do ensino comum precisam perceber as necessidades educacionais,
igualmente como ocorre com os estudantes sem deficiência das
crianças/estudantes e valorizar a educação inclusiva; adequar à ação pedagógica
nas diferentes áreas de conhecimento conforme as necessidades de
aprendizagem: como também avaliar continuamente o processo educacional da
criança/estudante para o atendimento de suas necessidades educacionais. Além
disso, atuar em equipe, inclusive com professores especializados em educação
especial.
A inclusão educacional continua sendo um objetivo do Sistema Público
Municipal de Inhambupe, assim desejando “a melhoria da resposta educativa da
escola’ para todos, em qualquer das ofertas educacionais” Carvalho (2004, p.31).
Deseja-se também no nosso Sistema Público Municipal Unidades Educacionais
com perspectiva inclusiva, compreendendo que:
Para incluir (inserir, colocar em) um aluno com características
diferenciadas numa turma dita comum, há necessidade de se
criarem mecanismos que permitam, com sucesso, que ele se
integre educacional, social e emocionalmente com os seus colegas
e professores e com os objetos do conhecimento e da cultura.
Tarefa complexa sem dúvida, mas necessária e possível!
(CARVALHO,2004, p.160)
Não se pode pensar em processo de inclusão sem também oferecer apoio
às crianças/estudantes sujeitos ou não da educação especial, aos seus
professores e familiares. Neste sentido, a parceria entre família e escola na
promoção do desenvolvimento e da aprendizagem das crianças/estudantes torna-
se cada vez mais imprescindível para o sucesso educacional dos mesmos, ou seja,
de condições para que a família tenha a “oportunidade de explicar suas dúvidas,
ansiedades e frustrações, como também de participar como mediador do processo
educacional do aluno” Monte e Santos (2006, p.30). Além disso, acrescentam que,
entre outras contribuições, podem “trazer informações importantes sobre as
necessidades específicas das crianças” (p. 62).
63
Vale ressaltar que as crianças/estudantes com deficiência não podem
vivenciar um Sistema Público Municipal em que se acredita que é necessário um
currículo adaptado, pois entendemos que a educação é um ato coletivo e comum a
todos, não tirando a oportunidade de vivencias inclusivas nas suas Unidades
Educacionais. Nesse sentindo concordamos com Ropoli et al. (2010 p.15) quando
diz:
A ideia do currículo adaptado está associada à exclusão na
inclusão dos alunos que não conseguem acompanhar o progresso
dos demais colegas na aprendizagem. Currículos adaptados e
ensino adaptado negam a aprendizagem diferenciada e
individualizada. O ensino escolar é coletivo e deve ser o mesmo
para todos, a partir de um único currículo. É o aluno que se adapta
ao currículo, quando se admitem e se valorizam as diversas formas
e os diferentes níveis de conhecimento de cada um.
Assim, considera-se que as práticas inclusivas não se baseiam em um
ensino adaptado, em um ensino diferenciado para alguns e outros não, mas em um
ensino com múltiplas possibilidades para todos. De acordo com Glat, Fontes e
Pletsch (2006, p. 5), “[...] a individualização do processo ensino-aprendizagem é a
base em que se constitui um currículo inclusivo. E isso implica em se reconhecer
as características e dificuldades individuais de cada aluno”
O grande desafio da escola é reconhecer, respeitar e valorizar as
particularidades e necessidades individuais de cada criança/estudante, para, a
partir daí, promover meios que possibilitem a ele o direito de acesso e aquisição de
conhecimento.
5.1.3 - Avaliação
O processo de avaliação de desenvolvimento e aprendizagem educacional
das crianças/estudantes sujeito da educação especial ou não merece um
tratamento específico. De acordo com Fávero et al. (2007, p.54), “O processo de
avaliação que é coerente com uma educação inclusiva acompanha o percurso de
cada estudante, a evolução de suas competências e conhecimentos”. Assim,
continua salientando, que “terá, necessariamente, de ser dinâmica, contínua,
mapeando o processo de aprendizagem dos alunos em seus avanços, retrocessos,
dificuldades e progressos”(p.54).
64
Para Lucke avaliação é [...] o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em
vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é
classificatória, nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva.
Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que a
criança/estudante aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma.
Ele deve dizer o que aprendeu o que acha interessante estudar e como o
conhecimento adquirido modifica a sua vida. Avaliar crianças/estudantes
emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma
possibilidade se uma prova.
Neste contexto, Mantoan (1998) diz que as notas e conceitos podem ser
dispensáveis, pois é mais importante registrar fielmente o aproveitamento das
crianças/estudantes em toda trajetória de sua escolaridade. Isso, sem dúvida, é
uma forma eficaz de avaliação de desempenho. Isso não é tarefa simples
desenvolver a contento o atendimento educacional comum das
crianças/estudantes da Educação Especial, de modo a proporcionar-lhe autonomia
e satisfação que refletirá no processo de uma educação inclusiva.
A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado
ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as
suas limitações, e não da comparação com os demais. Para Jussara Hoffmann:
[...] é reflexão transformada em ação. Ação essa, que nos
impulsiona para novas reflexões. Reflexão permanente do
educador sobre a realidade, e acompanhamento, passo a passo do
educando, na sua trajetória de construção e conhecimento. (p.18).
Nesse sentido, [...] é um processo que deve estar a serviço das
individualizações da aprendizagem. Ou seja, é um processo mediador na
construção do currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da
aprendizagem dos alunos. (Perrenou, 1999).
Para um processo de avaliação num Sistema Público Municipal é importante
consideramos junto a MORETTO 2010 [...] O processo de avaliação nas escolas é
indispensável, desde que elaborado com clareza e objetividade. "A solução não é
acabar com a prova, mas ressignificá-la para o novo contexto de educação".
O processo avaliativo não pode manter-se classificatório e seletivo. A
proposta de mudança de postura educacional é uma questão bastante complexa,
entretanto possível. A avaliação exige rigor técnico-científico, ampliando o aspecto
65
pedagógico. Nessa perspectiva, o professor deve avaliar constantemente com a
preocupação de não fragmentar o processo.
Assim é essencial romper a visão tradicional, em que a criança/estudante é
passiva; o professor como detentor e transmissor do saber; objetivo: recepção e
retenção dos conteúdos da aprendizagem, sem criticidade da realidade que o
cerca e exercitar a visão atual em que a criança/estudante é ativa; professor
mediador; ênfase na exploração e na descoberta; objetivo: apropriação e
compreensão dos conteúdos das aprendizagens e no desenvolvimento do
raciocínio e do pensamento (Consed, Progestão: 2001, p.22).
Assim, o erro como declara Demo (2000), não é um corpo estranho, uma
falha na aprendizagem. Ele é essencial, é parte do processo. Ninguém aprende
sem errar. O homem tem uma estrutura cerebral ligada ao erro, é intrínseco ao
saber-pensar, à capacidade de avaliar e refinar, por acerto ou erro, até chegar a
uma aproximação final. Dessa forma, os erros e dúvidas das crianças/estudantes
são consideradosepisódios significativos e impulsionadores da ação educacional.
Par isso é imprescindível conceber um trabalho pedagógico no espaço
comum de educação com o apoio do atendimento educacional especializado, que
é um direito das crianças/estudantes da educação especial. Serviço este que
iremos discutir a seguir:
5.1.4 - A Educação Especial na perspectiva de uma educação/escola
inclusiva: Atendimento Educacional Especializado (AEE)
O trabalho da Educação Especial tem a objetivo de garantir a todos os
alunos com deficiência, TEA e AH/S o acesso à escola comum, bem como remover
as barreiras que impedem a sua participação, com êxito, nas turmas comuns.
Nesse sentido, essa modalidade tem diversos serviços enquanto diretriz que
contribuem muito no processo de inclusão desses sujeitos, dentre ele o
Atendimento educacional especializado. Este, segundo, Fávero et al. (2007, p.29)
é “uma forma de garantir que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades
de cada aluno com deficiência”, assim como os demais sujeitos dessa modalidade.
Ainda podemos citar como serviços da Educação Especial: Profissional
Intérprete de Libras, Profissional Ledor e Transcritor e o Cuidador (nomenclatura
66
adotada no nosso município). Este, é um serviço que segundo a LBI, no Art. 3º,
XIII, é:
Profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de
alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e
atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer
necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em
instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os
procedimentos identificados com profissões legalmente
estabelecidas;
A LDBEN (Lei nº 9394/96) no parágrafo 1º, do artigo 58, fala em serviços de
apoio especializado, expressão usada como sinônimo de atendimento educacional
especializado, os quais devem ser oferecidos na escola comum, para atender às
peculiaridades das crianças/estudantes da Educação Especial.
A esse respeito, Ropoli et al. (2010) dizem que o AEE não se destina a
substituir o ensino comum, nem a fazer adaptações curriculares ou adaptações às
avaliações, nem mesmo deve ser confundido com reforço escolar.
Entende-se, assim, que o atendimento educacional especializado não
substitui o ensino comum, mas deve dar suporte para que criança/estudante
público desse serviço alcance os objetivos da educação comum no que diz
respeito ao seu desenvolvimento, a sua aprendizagem e a sua plena participação
social.
Alves (2006) comenta que o AEE pode ser realizado individualmente ou em
pequenos grupos, nesse espaço dotado de equipamentos e recursos pedagógicos
adequados às necessidades educativas especiais dos alunos da escola onde o
serviço está instalado e a outros alunos de escolas mais próximas, no turno oposto
ao turno do estudo regular. No entanto, Ropoli et al. (2010), enfatiza que o
Atendimento Educacional Especializado (AEE) seja realizado na unidade
educacional que o estudante sujeito desse serviço frequenta alegando que:
O motivo principal de o AEE ser realizado na própria escola do
aluno está na possibilidade de que suas necessidades
educacionais específicas possam ser atendidas e discutidas no dia
a dia escolar e com todos os que atuam no ensino regular e/ou na
educação especial, aproximando esses alunos dos ambientes de
formação comum a todos. Para os pais, quando o AEE ocorre
nessas circunstâncias, propicia-lhes viver uma experiência inclusiva
de desenvolvimento e de escolarização de seus filhos, sem ter de
recorrer a atendimentos exteriores à escola.
67
O AEE, segundo o decreto 7611 de 2011em seu artigo Art. 3º, tem como
objetivos:
I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no
ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes; II -
garantir a transversalidade das ações da educação especial no
ensino regular; III - fomentar o desenvolvimento de recursos
didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de
ensino e aprendizagem; e IV - assegurar condições para a
continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades
de ensino.
Para atuação no AEE e indicado que o professor deva segundo Ropoli et al.
(2010pag 28):
Ter formação específica para este exercício, que atenda aos
objetivos da educação especial na perspectiva da educação
inclusiva. Nos cursos de formação continuada, de aperfeiçoamento
ou de especialização, indicados para essa formação, os
professores atualizarão e ampliarão seus conhecimentos em
conteúdos específicos do AEE, para melhor atender a seus alunos.
Do mesmo modo, a Resolução Nº 4/2009, expressa em seu artigo 12 que
“Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o
exercício da docência e formação específica para a Educação Especial”. A mesma
resolução dispõe, em seu artigo 13 e Ropoli, E. A. et al (2010) p. 23 -27, as
atribuições do professor do atendimento educacional especializado: comentam da
elaboração, identificação, produção e organização de serviços, recursos
pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades
específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial; Da elaboração e
execução do plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a
funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; da
organização, o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos
multifuncionais; como também do acompanhamento da funcionalidade e a
aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula
comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
Sendo que esses documentos ainda comentam:
Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de
estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade;
orientar professores e família sobre os recursos pedagógicos e de
68
acessibilidades utilizados pelo aluno; ensinar e usar a Tecnologia
Assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos,
promovendo autonomia e participação; estabelecer articulação
com os professores da sala de aula comum, visando à
disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de
acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos
alunos nas atividades escolares Resolução Nº 4/2009
Reconhecer as necessidades e habilidades do aluno, a partir das
quais deve traçar o seu plano de atendimento; produzir materiais
tais como textos transcritos, materiais didático-pedagógicos
adequados, textos ampliados, gravados, como, também, poderá
indicar a utilização de softwares e outros recursos tecnológicos
disponíveis Ropoli, E. A. et al (2010) p. 23 -27
Desse modo, a SRM, é o ambiente propício para dar suporte aos sujeitos do
atendimento comum nas unidades educacionais do nosso sistema público
municipal de educação, pois ali, o professor especializado se incumbirá de
segundo o decreto 7611 de 2011 complementar à formação das
crianças/estudantes com deficiência, TEA, como apoio permanente e limitado no
tempo e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou II -
suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação.
É válido ressaltar que o professor especializado deve desenvolver o seu
trabalho de forma cooperativa com o professor da classe comum. Segundo
Mazzotta (1993), ele deve “prestar atendimento direto ao aluno e indireto através
de orientação e assistência aos professores de classes comuns, às famílias dos
alunos e aos demais profissionais que atuam na escola”. (p.25). Reforçando esta
ideia, Alves (2006, p.18) diz que o professor da SRM deverá:
[...] participar das reuniões pedagógicas, do planejamento, dos
conselhos de classe, da elaboração do planejamento pedagógico,
desenvolvendo ação conjunta com os professoresdas classes
comuns e demais profissionais da escola para a promoção da
inclusão escolar.
Vale ressaltar que de acordo com as Diretrizes Operacionais da Educação
Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, de
2009, o Projeto Político Pedagógico da Escola deve contemplar o AEE como uma
das dimensões da escola das diferenças. Nesse sentido, é preciso planejar,
organizar, executar e acompanhar os objetivos, metas e ações traçadas, em
articulação com as demais propostas da escola comum.
69
Isso por que como afirma Ropoli, 2010. P.12:
Todas as intenções da escola, reunidas no Projeto Político
Pedagógico, conferem-lhe o caráter POLÍTICO, porque ele
representa a escolha de prioridades de cidadania em função das
demandas sociais. O PPP ganha status PEDAGÓGICO ao
organizar e sistematizar essas intenções em ações educativas
alinhadas com as prioridades estabelecidas.
Dessa forma, é possível concluir que o trabalho do AEE é de suma
importância para eliminar as barreiras encontradas pelos sujeitos que tem o direito
a esse serviço na escola comum, barreiras que, segundo Ropoli et al. (2010),
impedem ou limitam a participação autônoma e independente da criança/estudante
nas turmas das Unidades Educacionais Comuns.
Um dos grandes eliminadores de barreiras junto aos sujeitos da Educação
Especial são os recursos didáticos pedagógicos e de acessibilidade, bem como as
tecnologias assistivas tanto no atendimento comum como no especializado.
Sobre esses recursos vamos discorrer agora:
5.1.5.- Recursos e Tecnologias a disposição dos sujeitos da educação
especial
Recursos didáticos e pedagógicos:
Estes são de extrema importância para a garantia das vivencias inclusivas
no atendimento a criança/estudante com deficiência. Além deles também tem a
tecnologia assistiva que segundo Galvão Filho:
É uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que
engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e
serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à
atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades
ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência,
qualidade de vida e inclusão social. (GALVÃO FILHO et al., 2009,
p. 26).
Também uma das nossas preocupações são as demandas e os acervos
dos recursos tecnológicos para dar suporte ao processo de inclusão de todas
crianças/estudantes, inclusive os com deficiência intelectual, uma vez que é o
70
maior público no nosso Sistema de Ensino e suas demandas educacionais advêm
de recursos internos e externos. Ressaltamos então, com o que Mantoan diz:
O atendimento educacional para tais alunos deve, portanto,
privilegiar o desenvolvimento e a superação daquilo que lhe é
limitado, exatamente como acontece com as demais deficiências,
como exemplo: para o cego, a possibilidade de ler pelo Braille, para
o surdo a forma mais conveniente de se comunicar e para a pessoa
com deficiência física, o modo mais adequado de se orientar e se
locomover. (BATISTA E MANTOAN, 2007).
Isto é, para as crianças/estudantes com deficiência intelectual o acervo
para lhe prover estimulação cognitiva. Da mesma forma é importante efetivar as
possibilidades de recursos para os sujeitos baixa visão o uso dos recursos ópticos
e não ópticos, para o surdocego os meios de comunicação e a forma de
locomoção, para deficiência múltipla os múltiplos recursos para as suas demandas
sensoriais e não sensoriais.
Vale ressaltar que esses recursos não são estáticos nem tão pouco
somente para estes estudantes. A perspectiva é sempre do desenho universal da
aprendizagem, ou seja, tudo para todos, tudo para todos os que estão presentes
no nosso Sistema Público Municipal de Educação.
71
5.2 – Educação de Jovens e Adultos
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi criada com o objetivo principal de
oportunizar o ensino no Brasil destinado aos jovens e adultos que não puderam
realizar a escolarização regular do Ensino Fundamental dos 6 aos 14 anos e do
Ensino Médio dos 15 aos 17 anos. Conforme a Constituição Federal no seu artigo
208, a Educação de Jovens e Adultos se refere à garantia de ensino público
fundamental obrigatório, inclusive “para todos os que a ele não tiveram acesso na
idade própria”:
“Art. 208 - O dever do Estado com a educação será efetivado
mediante a garantia de”: I - ensino fundamental, obrigatório e
gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os
que a ele não tiveram acesso na idade própria; (...) § 1º O acesso
ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.”
A Educação é um importante instrumento de mudança sendo a primeira a
aceitar e apoiar o desenvolvimento de especificidades, renovar e promover a
interação com o novo. Portanto a EJA propõe um modelo pedagógico próprio que
permite ao educando se apropriar e contextualizar o saber, se qualificar e a
concluir seus estudos em menos tempo. Segundo a LDB – Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) em relação à Educação de Jovens e
Adultos, nos artigos 37 e 38 estão elencados: “oportunidades educacionais
apropriadas”, segundo as características do alunado.
A Resolução CNE/CEB nº 01/2000, de 5 de julho de 2000, e o Parecer
CNE/CEB 11/2000 que estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação de Jovens e Adultos, como forma de normatizar a oferta e a estrutura
dos componentes curriculares desta modalidade no país, em artigo 6º, resolveu:
“Cabe a cada sistema de ensino definir a estrutura e a duração dos
cursos da Educação de Jovens e Adultos, respeitadas as diretrizes
curriculares nacionais, a identidade desta modalidade de educação
e o regime de colaboração entre os entes federativos.” (Brasil,
2000)
Em 2001, Plano Nacional de Educação – PNE (Lei 10.172/2001) propõe em
sua meta 9 erradicar, até 2024, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50%
(cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional a partir da integração de
ações e políticas de qualificação da EJA. Os dados advindos do Censo
72
Demográfico de 2010 apontam que no município de Inhambupe, aproximadamente
24% das pessoas acima de 15 anos de idade não sabem ler nem escrever.
No município, a Lei nº 03 de 16 de fevereiro de 2001 que cria o sistema
municipal de ensino, em seu artigo 1º estabelece o Poder Público Municipal como
instituição pública responsável pela oferta da modalidade de jovens e adultos nas
etapas do Ensino Fundamental para os que a ela não tiveram acesso na idade
própria, podendo ser ministrada em menor tempo, devidamente planejada e
desenvolvida em cada escola do Sistema municipal de Ensino.
A proposta deste Referencial coloca à EJA a tarefa de promover a
articulação entre direitos humanos e educação de forma a garantir o processo
educativo ao longo da vida com a criação de estratégias metodológicas
compatíveis com os anseios e necessidades dos estudantes e a qualificação dos
professores para assumirem a postura política de levar os estudantes ao
reconhecimento de suas histórias de negação dos direitos sociais, humanos e
educativos a partir de um currículo específico capaz de articular conteúdos
científicos, historicamente construídos, com o debate sobre as segregações
históricas sofridas pelos sujeitos enquanto vítimas de relações sociais marcadas
pela exclusão, fazendo do tempo da educação um tempo de afirmação de direito à
cidadania e ao conhecimento.
“Com maior razão, pode-se dizer que o preparo de um docente
voltado para a EJA deve incluir, além das exigências formativas
para todo e qualquer professor, aquelas relativas à complexidade
diferencial desta modalidade de ensino. Assim esse profissional do
magistério deve estar preparado para interagir empaticamente com
esta parcela de estudantes e de estabelecer o exercício dodiálogo.”
(PARECER CNE/CONEB, 2000)
Nesse sentido, a EJA deve trazer uma proposta educacional pautada na
autonomia, características, interesses, melhores condições de vida e de posições
no mercado trabalho que motivam a (re) inclusão e permanência do seu público
nas redes de ensino em todo país por isso sua abordagem metodológica é
desenvolvida com parâmetros diferentes dos utilizados para se trabalhar com
crianças e adolescentes sugerindo conteúdos equivalentes com a linguagem e
contexto social em que o educando está inserido.
73
5.2.1. Contexto Municipal
A Educação de Jovens e Adultos esteve presente no município de
Inhambupe/BA por alguns anos (de tanto a tanto) como programa suplementar
e/ou projeto educativo a saber Mobral, TOPA, Brasil Alfabetizado e passou para a
sua consolidação como política pública (sendo tratada como modalidade) a partir
do ano de 2005 assegurando assim a escolarização em nível de Ensino
Fundamental nas escolas municipais com o objetivo de oportunizar, resgatar e
ampliar o conhecimento de pessoas cujas condições de vida, por diferentes
motivos, as impossibilitaram de concluir seus estudos na idade própria.
Ao mesmo tempo propõe o desenvolvimento da cultura de cada comunidade de
maneira que possibilite aos educandos um ambiente acolhedor que atenda as
expectativas das suas realidades onde os alunos aprendem os conteúdos fazendo
uma relação com os aspectos geográficos, políticos, culturais e econômicos do seu
contexto local, cientes da importância de valorizar seu saber, sua cultura, suas
origens, seus sonhos, enquanto ser humano buscando seu crescimento pessoal e
profissional.
Assim, por meio da aquisição das competências e habilidades propostas em
cada etapa, o educando estará apropriado de um conjunto de informações e
conhecimentos para interagir com a realidade e participar ativamente na
sociedade.
A Rede Municipal de Ensino dispõe de vagas ofertadas para esta modalidade nas
seguintes unidades escolares:
- Escola Municipal Agenor Batista da Silva (Colônia Roberto Santos)
- Escola Municipal Josafá Alves dos Santos (Saquinho)
- Grupo Escolar Deputado José Ronaldo (Volta de Cima)
- Estas escolas que ofertam as modalidades de Educação Infantil, Ensino
Fundamental Anos Iniciais (F1) e Finais (F2) e Educação de Jovens e Adultos.
- Centro Educacional de Baixa Grande (Baixa Grande)
- Centro Educacional Irineu Batista dos Santos (Lagoa)
- Colégio Municipal John Kennedy (Sede)
74
- Escola Municipal de Lagoa (Lagoa)
- Escola Municipal Hanequim Dantas (Lagoa Seca)
- Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães (Sede)
- Escola Municipal Salvelina Lima Vieira (Sede)
- Escola Municipal Dr. Sátiro Dias (Sede)
- Escola Municipal de Matinha (Matinha)
5.2.2. Os Alunos da EJA
“Considera-se que a EJA atende um universo de pessoas jovens,
adultas e idosas bastante diverso, com trajetórias de vidas distintas,
com ou sem repertório escolar prévio, que chegam da ou retornam
à escola movidos por interesses e disponibilidades também
diferenciados. A EJA tem compromisso em promover a justiça
educacional priorizando as mulheres, nômades, negros, índios,
idosos, camponeses e portadores de necessidades educativas
especiais.” (Política Pública de EJA, 2001, p. 52)
A Educação de Jovens e Adultos pode ser considerada como um dos mais
importantes exemplos de democratização do ensino, pois tem possibilitado o
acesso a escolarização e a formação educacional a milhares de jovens, adultos e
idosos que, pelos mais diferentes motivos, estiveram afastados da escola. Tal
situação prejudica profundamente a autoestima dessas pessoas que, em geral, se
sentem culpadas pela própria situação, duvidando de suas capacidades e negando
seus saberes.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) oportuniza o ensino aos jovens e
adultos que não iniciaram ou não concluíram a escolarização regular. Essas
pessoas fazem parte de grupos sociais desfavorecidos economicamente e já
passaram por situações difíceis durante o período escolar, enfrentando problemas
de aprendizado, dificuldades de convivência com colegas e professores,
repetência, além de outros problemas que as levaram a deixar a escola, como a
necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família.
Para esses jovens e adultos, voltar a estudar muitas vezes representa um
desafio a ser superado, pois demanda tempo, força de vontade e dedicação em
condições nem sempre propícias. Ao retornar para as escolas, geralmente esses
alunos demostram muita curiosidade e desejo de vivenciar novas experiências,
buscando não só um espaço de trocas de saberes e de conhecimento, mas
também um espaço de socialização e de inserção social.
75
Na EJA, os educandos são marginalizados pela escola devido a história de
abandono de cursos anteriores por motivos de cansaço após a jornada de trabalho,
desestimulo, alimentação deficiente, metodologias e recursos pedagógicos
inadequados. O insucesso na aprendizagem determina a frequente atitude de
distanciamento e rejeição pela escola que parece ao educando inacessível e sem
sentido. A EJA não pode ser uma sobrecarga que os alunos devem carregar e sim
um incentivo para melhoria de suas vidas, despertar uma nova relação com a
experiência vivida, reconhecê-lo como indivíduo, com seus problemas, seus
medos, suas necessidades, valorizar seu saber, sua cultura, sua oralidade, seus
desejos, seus sonhos, acreditar nas possibilidades do ser humano buscando seu
crescimento pessoal e profissional. O objetivo da EJA é possibilitar o acesso ao
conhecimento formal sem reproduzir a estrutura e os conteúdos do ensino
tradicional considerando um processo educativo entre adultos que já possuem
vivências e conhecimentos, mas são discriminados por não terem adquirido
saberes sistematizados.
No mercado de trabalho onde a empregabilidade é garantida mediante a
escolaridade, a EJA é pensada de forma articulada com a busca pela ampliação de
conhecimento para conseguir um emprego, uma posição favorável bem como a
permanência no trabalho.
O perfil de seus educandos, as formas de avaliação, a metodologia e os
eixos articuladores cultura, trabalho e tempo, enfatizam a função social da EJA.
Esses eixos atrelados aos conteúdos estruturantes de cada disciplina são uma
sustentação para uma aprendizagem que leve à liberdade e a conscientização
para uma transformação política realizando sua principal função de inclusão social.
Dessa forma, cabe a todos os envolvidos com o ensino de jovens e adultos,
tanto os educadores quanto os outros profissionais da escola, tratar os alunos com
dignidade e respeito, de modo que possam recuperar sua autoestima e valorizar a
si mesmos e suas origens.
76
5.2.3. O Educador EJA
“Escrever e dar aulas. Produzir conhecimento e compartilhá-
lo. Porque transmitir normas e proclamar saídas já prontas,
em vez de forjar e construir uma linguagem viva?” (Sonia
Kramer - por entre pedras: sonho e arma na escola)
A diversidade no perfil dos educandos faz a EJA ser diferenciada da
escolarização regular. O docente precisa de um preparo especializado para
articular sua prática com as especificidades dos alunos onde os objetivos
educacionais sejam alcançados de forma adequada e efetiva para garantir
permanência deles na escola bem como a continuação dos seus estudos. Para
lidar com diversidade, o educador precisa reconhecer e valorizar a existência de
uma sabedoria no sujeito, proveniente de sua experiência de vida com os
conceitos teóricos atuando como mediador entre a realidade cotidiana e os
saberes difundidos no espaço escolar, estimulando uma aprendizagem que
reconheça os problemas, as necessidades e os conhecimentos prévios dos
educandos.
O docente da EJA pode ser qualquer professor com formação para atuar no
Ensino Fundamental e Médio, pois não existe formaçãoacadêmica e não é exigida
a formação especializada da modalidade que ainda é vista como um programa
suplementar. A formação acadêmica inicial não contempla disciplinas com enfoque
no conteúdo, metodologia, avaliação e processo de desenvolvimento do aluno
adulto, considerando a pluralidade dos educandos para contribuir com uma
aprendizagem mais significativa.
A maioria dos educadores da EJA não possuem cursos de formação inicial
na modalidade. Eles adquirem seus saberes na prática, nas formações
continuadas e nas trocas de experiências com outros educadores. A formação
continuada de EJA deve desenvolver no educador a capacidade de trabalhar com
as transformações que ocorrem na economia, na cultura e na sociedade. A
formação é inerente a prática do educador mas não faz parte do seu cotidiano e
nem é incentivada pelas instituições formadoras e empregadoras.
O Parecer CNE/CEB nº 11/2000, ressalta a necessidade de se romper com
a cultura assistencialista, discriminatória e excludente que ainda acompanha essa
modalidade de ensino e destaca a importância da formação e qualificação docente
para atuar nas salas de aula da EJA, de acordo com as demandas e
especificidades apresentadas pela área.
77
A estrutura da EJA deve ser mais flexível do que as escolas regulares, pois
o tempo de aprendizagem de cada aluno é diferenciado. Os alunos possuem uma
forma própria de aprendizagem, já desenvolve os conteúdos, envolvendo-se nas
práticas sociais, dominam noções aprendidas de maneira informal, falta-lhe
sistematizar. O educador deve considerar os conhecimentos já adquiridos por eles
nas suas vivências e articular tais conhecimentos com os que pretende fazê-los
adquirir facilitando a aprendizagem pois acontece a junção entre o conhecimento
erudito com a experiência do cotidiano. O papel do educador é fazer com que,
todos, juntos, sejam levados a pensar, questionar os fatos do mundo, estimulando
a participação dos alunos, trazendo assuntos do interesse deles vinculados aos
conteúdos curriculares, trabalhando em cima dos problemas que o cercam,
preparando-os para lutar por um mundo melhor estimulando o exercício da
cidadania. (Perguntar o que sabem sobre o conteúdo e a opinião deles a respeito
dos temas antes de abordá-los mostrando que eles sabem mesmo sem darem
conta disso.)
5.2.4. Avaliação
As salas de aula de educação de jovens e adultos possuem uma
diversidade de saberes que podem ser considerada pelo professor como um
elemento desestruturador quanto um manancial de experiências e vivências que
possibilitam conhecer e colocar em prática processos avaliativos que colaborem
com o desenvolvimento e a superação desses estudantes. Segundo Hoffmann, “a
avaliação tem um papel fundamental em relação a esse panorama, desde que seja
concebida como parte integrante do processo de ensino e aprendizagem e seja
praticada como ação educativa cotidiana, e não um momento estanque relegado
ao final do semestre ou do trabalho com uma unidade de estudo.”
A avaliação diagnóstica é realizada ao investigar os conhecimentos dos
alunos em relação a etapas de estudo anteriores e a conhecimentos advindo da
vivência de cada um, pode-se orientar os alunos a realizar uma auto avaliação por
meio de preenchimento de fichas auto avaliativas, com perguntas que levem o
aluno a refletir sobre o seu desempenho, assim como reconhecer suas dificuldades
e suas conquistas. As perguntas são baseadas nos objetivos relativos aos avanços
cognitivos e aos aprendizados sobre os conteúdos ensinados. Desse modo, a auto
avaliação melhora o senso crítico e autocrítico do aluno, além de ajudá-lo a
78
desenvolver estratégias que lhe possibilitem analisar e interpretar as próprias
produções, reconhecer suas dificuldades e refletir sobre os possíveis caminhos de
superação, como também, fornece informações muito importante que podem
orientar na elaboração ou nos ajustes do planejamento de trabalho e na definição
dos objetivos de ensino.
Os PCN afirmam que:
[...] A auto avaliação é uma situação de aprendizagem em que o
aluno desenvolve estratégias de análise e interpretação de suas
produções e dos diferentes procedimentos para se avaliar. Além
desse aprendizado ser, em si, importante, porque é central para a
construção da autonomia dos alunos, cumpre o papel de contribuir
com a objetividade desejada na avaliação, uma vez que esta só
poderá ser construída com a coordenação dos diferentes pontos de
vista tanto do aluno quanto do professor. [...] (PCN, 1998, p.99)
A avaliação enquanto processo contínuo e cotidiano é outro compromisso
onde o educador pode, ao longo de suas ações de ensino, verificar a
aprendizagem e as dificuldades dos alunos, validar estratégias e recursos
utilizados para, algumas vezes, tomar decisões de retomar conteúdos, visando
alcançar os objetivos propostos e a formação dos estudantes.
A avaliação deve ser um processo que auxilie o aluno a compreender quais
objetivos conseguiu alcançar e quais ainda necessitam ser alcançados. Para isso,
é necessário que o educador seja mediador desse processo e percorra o caminho
da aprendizagem lado a lado com o aluno, refletindo e buscando o melhor junto
com ele. É importante que a avaliação seja um processo contínuo, que busque a
superação das dificuldades e que tenha os critérios bem definidos para tal
processo.
Considerando que os alunos possuem ritmos e processos de aprendizagem
diferentes, e que os instrumentos utilizados para avalia-los devem ser
diversificados de maneira a contemplar essa heterogeneidade. O quadro a seguir
apresenta sugestões de instrumentos e recursos de avaliação que podem ser
utilizados em sala de aula.
79
Quadro de Avaliação
Tipo Função Ponto Forte Ponto Fraco
Prova Objetiva
Lista de perguntas em
que o aluno deve
indicar a única
resposta correta.
Calcular quantas
informações
específicas do
conteúdo o aluno
conseguiu assimilar.
Abrange parte do
conteúdo, fácil
elaboração e
familiarização.
Não permite avaliar
quanto o aluno
aprendeu e pode ser
reflexão, de memória.
Prova Dissertativa
Lista de perguntas que
exploram habilidades
como leitura,
interpretação, análise
e síntese.
Analisar a
capacidade dos
alunos em utilizar
essas habilidades,
formular ideias e
expressá-las por
escrito.
Permite avaliar o
raciocínio do aluno,
além da capacidade
de organização e
expressão de sua
ideia.
Envolve menos
conteúdo.
Trabalho em Grupo
Atividades
diversificadas
realizadas
coletivamente.
Contribui para o
desenvolvimento da
socialização e de
atitudes
cooperativas entre
os alunos.
Favorece o trabalho
com vários
conteúdos em
tempo menor e o
trabalho organizado
em classes
numerosas.
Não deve ser a única
forma de avaliação
em detrimento das
atividades individuais.
Exige que o professor
pesquise informações
para orientar as
equipes.
Debate
Troca de ideias entre
os alunos acerca de
um assunto polêmico.
Defender as
próprias opiniões,
por meio da
argumentação
baseada na análise
e na reflexão
críticas.
Contribui para o
desenvolvimento da
oralidade e de
atitudes de respeito
pela diversidade.
O professor deve
atuar como mediador,
priorizando o fluxo de
informações, sem
indicar “vencedores”.
Relatório Individual
Texto produzido pelo
Verificar se houve
aprendizagem e se
Favorece a
identificação do real
O professor deve
evitar julgar a opinião
80
aluno depois de
alguma atividade
prática ou projeto.
os alunos são
capazes de
expressá-la em
forma de texto.
nível de
aprendizagem do
conteúdo.
do aluno.
Observação
Análise do
desempenho dos
alunos na realização
de atividades
cotidianas ou em
situações planejadas.
Acompanhar o
desenvolvimento do
alunode maneira
mais abrangente.
Permite
acompanhar as
etapas de
desenvolvimento do
processo de
construção do
conhecimento dos
alunos
Deve-se atentar para
que não sejam feitas
generalizações e
julgamentos
subjetivos sendo
necessário anotações
pontuais e
constantes.
(Nova Escola, ano XVI, n. 147, 2001)
Nesse sentido, é necessário repensar os instrumentos de avaliação,
reavaliá-los e ressignificá-los para que possam atingir seus objetivos, ou seja, que
tenham significado para o educando, que não exijam somente memorização ou
conteúdo específico para uma prova, que sejam reflexivos, relacionais e
compreensíveis. Assim, a avaliação no processo de ensino e aprendizagem
assume caráter mediador, permitindo tanto ao educando como ao educador
reverem os caminhos para compreender e agir sobre o conhecimento.
81
5.3. Educação do Campo
A Educação do Campo é resultado de diversos movimentos sociais por uma
educação baseada em justiça e equidade de direitos mediante políticas públicas
educacionais por igualdade de condições de uma vida digna dos seres humanos
no lugar em que ela aconteça, bem como, a implementação de escolas nas áreas
rurais e comunidades camponesas, com o objetivo de não perder sua cultura, suas
experiências de educação, seu território e a própria identidade.
A Resolução CNE CEB nº 1, de 3 abril de 2002, Institui as Diretrizes
Operacionais para Educação Básica nas Escolas do Campo, em seu parágrafo
único cita:
“A identidade da escola do campo é definida pela sua
vinculação às questões inerentes à definida pela sua realidade,
ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes,
na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e
tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em
defesa de projetos que associem as soluções exigidas por essas
questões à qualidade social da vida coletiva no país.”
A Educação do Campo garante a todas as pessoas do campo o acesso à
educação pública de qualidade, com educação escolarizada, partindo de sua
realidade e com flexibilização onde a escola esteja no campo.
O artigo 5º da Resolução CNE CEB nº 01 de 3 abril de 2002 fala das
proposta pedagógicas das escolas do campo, respeitadas as diferenças e o direito
a igualdade e cumprindo imediata e plenamente o estabelecido nos artigos 23, 26
e 28 da Lei 9.394, de 1996, comtemplando a diversidade do campo em todos os
aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero e etnia. A escola do
campo pedagogicamente deve planejar os conteúdos sobre a valorização da sua
história, sua cultura, sua comunidade e seja comprometida com a formação social
que transforma a vida do sujeito do campo desenvolvendo a construção de uma
metodologia para interpretação do percurso e da situação atual.
82
O Artigo 28 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei nº 9.394/96 estabelece:
“Na oferta de educação básica para a população rural, os
sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua
adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região
especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às
reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições
climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.”
Sendo assim é necessário adequar e/ou construir um calendário escolar
especifico para essa modalidade, adaptando as realidades, respeitando a
identidade do seu sujeito e suas peculiaridades da vida rural, reconhecendo a
diversidade sociocultural e o direito à igualdade.
Para Roseli Salete Caldart, “Uma escola do campo não é
afinal, um tipo diferente de escola, mas sim é a escola
reconhecendo e ajudando a fortalecer os povos do campo como
sujeitos sociais que também podem ajudar no processo de
humanização do conjunto da sociedade com suas listas, sua
história, seu trabalho, seus saberes, suas culturas, seu jeito.”
(CALDART 2004 P. 110).
O Programa Escola Ativa foi um programa proposto pelo MEC buscando
melhorar a qualidade do desempenho escolar em classes multisseriadas das
escolas do campo de 2009 até 2012. Foi disponibilizado para todos os Estados e
Municípios por meio da adesão via PAR – Plano de Ações Articuladas. O
Programa focava na formação de professores e na melhoria da infraestrutura das
escolas, e significativas mudanças na organização do trabalho docente, de
maneira dirigida por meio de uma formação continuada de 240 horas, oferecida
aos professores participantes, onde cada participante teve direito a uma bolsa
para o período previsto para a formação. Uma Instituição Pública de Ensino
83
Superior assumiu as atribuições de oferecer e coordenar a formação dos
professores multiplicadores e orientar os professores-formadores para atuarem
nos momentos presenciais com os cursistas e para realizarem o
acompanhamento das turmas à distância.
O PEA realizou a distribuição de kits pedagógicos compostos por globo
terrestre, bússola, esqueleto humano (45cm), régua, esquadro, compasso e
transferidor, alfabeto móvel cursivo, alfabeto móvel Script, jogo memória de sílaba,
ábaco vertical aberto, material pedagógico dourado, tangran, jogo de números com
pinos emborrachados, jogo alfanumérico, Escala Cuisenaire, bloco lógico, jogo de
xadrez; cadernos de ensino-aprendizagem específicos para as classes
multisseriadas contendo 10 (dez) Cadernos Pedagógicos que apresentou o
Projeto-base da Escola Ativa, Caderno de Alfabetização e Letramento (I,II, III)
Língua Portuguesa (4º e 5º anos), Matemática, Ciências, História e Geografia (1º.
ao 5º ano) associado ao kit-tecnológico (computadores e impressora), e ao repasse
a cada escola multisseriada de doze mil reais voltadas às melhorias na
infraestrutura e condições de trabalho. (PPDE/CAMPO, BRASIL/ME, 2010).
O currículo para as escolas do campo deve considerar a população do
campo, seu modo de vida e as necessidades de transformações sociais para o
desenvolvimento socioeconômico do meio rural. O educador da escola do campo
busca uma prática que contemple as particularidades dos educandos, tendo em
vista, a contextualização do currículo com base no ensino/aprendizagem voltado
para melhoria da qualidade de vida de seus educandos. Um exemplo exitoso de
currículo para as escolas do campo são desenvolvidos nos Centros Familiares de
Formação por Alternância (CEFFA), conhecidos como Escolas Famílias Agrícolas
(EFA).
O parecer CNE/CEB nº 1/2006 trata sobre os dias letivos para aplicação da
Pedagogia da Alternância na Rede dos CEFFAs onde a alternância mais efetiva é
a Alternância Integrativa Real que associa meios de vida sócio-profissional e
escolar numa unidade de tempos formativos em que o aluno alterna períodos de
aprendizagem na família com períodos na escola por meio de instrumentos
pedagógicos específicos e uma ação pedagógica para formação integral com
profissionalização.
Os conteúdos e metodologias para os alunos do campo não deve acontecer
uma diminuição ou oposição ao que é trabalhado nas escolas urbanas, visto que
as aprendizagens essenciais são comuns a todos os estudantes da rede municipal
84
de ensino. É fundamental identificar o que é próprio da identidade do campo para
desenvolver projetos pedagógicos que valorizem a especificidade e utilizem
metodologias e recursos para promover a aprendizagem significativa nessa
modalidade.
5.3.1. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS CLASSES MULTISSERIADAS.
“Sou moradora e professora da zona rural. Há 22 anos
trabalho com turma multisseriada, atualmente bisseriada, e durante
todo esse tempo necessitava de um referencial curricular municipal
que falasse da nossa especificidade, pois é um grande desafio
trabalhar com a escolado campo, considerando que as turmas são
multisseriadas e possuem diversidades e singularidades. Nós
enquanto professores e mediadores, tentamos passar da melhor
maneira possível os conteúdos propostos para que assim nossos
educandos adquiram uma aprendizagem significativa, que promova
a interação e valorização dos seus saberes.”
Vanilda Nascimento de Sales
Professora da Escola Municipal
Helena Barbosa de Figueiredo
Comunidade de Mandacarú
A educação do campo é caracterizada por escolas onde predominam as
classes multisseriadas que possuem um ou dois professores para todas as séries,
ou seja, em um único espaço um conjunto de séries. A multisseriação existe tanto
em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento, ou seja presente
em todo o mundo. Essas classes, em sua maioria, são isoladas e mesmo assim
sobrevivem no sistema educacional no nosso país. O sistema multisseriado não é
uma realidade exclusiva do município de Inhambupe, já que é de fato uma situação
ampla, tratada como uma anomalia, que percorre o país a fora. A multisseriação é
uma pratica que incomoda e vem incomodando cada vez mais por que é a partir
dela que são expostas históricos problemas educacionais.
No município de Inhambupe/BA, as escolas do campo com menos de 100
alunos são organizadas por núcleo. Conforme Censo Escolar, Em 2018 eram 29
85
escolas com 68 turmas multisseriadas, em 2019 eram 23 escolas com 56 turmas
multisseriadas e em 2020 são 19 escolas com 47 turmas multisseriadas. Tendo em
vista o reordenamento realizado na rede municipal de ensino para a melhoria do
tempo pedagógico e aprendizagem dos educandos onde, quase completamente,
agrupou-se apenas duas turmas para um professor, ou seja as turmas que
anteriormente eram (multi)série tornaram-se turmas (bi)série. E ainda, escolas que
foram desativadas e os alunos remanejados para turmas seriadas nas escolas
mais próximas de médio e grande porte.
As classes multisseriadas são estruturadas pelo agrupamento de alunas e
alunos com diferentes idades, séries, interesses e estágios de desenvolvimento
cognitivo e de aprendizagem, considerando a heterogeneidade, os ritmos, as
identidades e tempo de cada um. Nesse sentido, as práticas pedagógicas nas
classes multisseriadas precisam ser definidas por meio de uma organização
curricular que apoiem o contexto do aluno do campo e sua cultura.
O maior desafio enfrentado pelos educadores para alcançar uma
aprendizagem significativa nas classes multisseriadas são os diferentes níveis de
conhecimento que se encontram os educandos. A Educação do Campo
geralmente não dispõe de formação continuada própria para a modalidade. Os
educadores, por vezes, adquirem seus saberes na prática e nas trocas de
experiências com outros educadores. É de grande importância que aconteça uma
frequência regular de encontros pedagógicos (AC, Planejamento, Conselhos
Formativos) que oportunizam diálogos e reflexões entre os educadores para obter
melhorias no planejamento das suas práticas pedagógicas contribuindo para
superar as distorções de aprendizagens. E ainda, investir em processo formativo
alinhado com um currículo próprio para a Educação do Campo para que o
professor seja inserido com a realidade do campo adequando sua metodologia
para atender as necessidades dos educandos e o processo pedagógico seja
efetivado formando sujeitos contextualizados em sua cultura.
Arroyo nos traz uma reflexão sobre sua experiência enquanto aluno de uma
classe multisseriada que diz:
“A questão que se impõe é entender quais processos
educativos formadores de identidades, saberes e valores estão em
jogo nessa dinâmica tensa e complexa do campo. Que indagações
esses processos trazem para escola do campo, para seus
86
currículos, sua organização, para a formação e função docente-
educadora” (ARROYO, 2010, p. 11).
A multisseriação é uma condição e não uma prática. Diante de uma
condição é preciso rever concepções e desenvolver práticas que possibilitem que
os diferentes sujeitos da educação avancem cognitivamente.
O artigo 6º do Decreto nº 7.352, de 04 de novembro de 2010 que dispõe
sobre a Política de Educação do Campo e o Programa Nacional de Educação na
Reforma Agrária – PRONERA estabelece:
Art. 6o Os recursos didáticos, pedagógicos, tecnológicos,
culturais e literários destinados à educação do campo deverão
atender às especificidades e apresentar conteúdos relacionados
aos conhecimentos das populações do campo, considerando os
saberes próprios das comunidades, em diálogo com os saberes
acadêmicos e a construção de propostas de educação no campo
contextualizadas.
O currículo da Educação do Campo precisa contemplar as práticas sociais
da comunidade, procurar entender a maneira de viver e de se relacionar com os
demais, valorizando seus conhecimentos em diferentes contextos, na qual estão
inseridos, uma politica pública voltada para a realidade do campo, buscando
compreender as possibilidades e as limitações destas escolas não visam manter
aspectos precários ou ideológicos, uma prática coerente e correspondente às
necessidades reais da educação, buscando perspectiva que possam vislumbrar os
que dela fazem o seu cotidiano compreender.
A escola é o lugar de ampliar conhecimentos, modo de pensar, conhecer
diversidade do lugar onde vive e do mundo. Sendo assim, o currículo municipal irá
ajustar as especificidades existentes na escola do campo para que atenda às
necessidades desses alunos, promovendo uma educação de qualidade para todos.
87
6 - TEMAS INTEGRADORES DO
DOCUMENTO CURRICULAR REFERENCIAL
DE INHAMBUPE
88
Os temas integradores
No processo da formação humana, vivenciamos uma complexidade de
papéis que envolve o ser integral. Na escola, o estudante tem a oportunidade de
experimentar desafios sociais, éticos importantes no reconhecimento e valorização
das diversidades culturais que permeiam nas áreas do conhecimento. Tornam-se
indispensável a partir das necessidades dos docentes e discentes em estudar um
determinado tema, que é gerador, para resolução às questões ou problemáticas do
universo familiar, social, histórico e cultural.
Os temas integradores estão fundamentados na Constituição Federal de
1988, ao evidenciar a prevalência dos direitos humanos, ao definir práticas
essenciais ao exercício da cidadania (Art.5º), em benefício da promoção ao bem
comum, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação (Art. 3º). No artigo 225 da CF/1988 insere a Educação
Ambiental, tema fundamental para impulsionar a cidadania global.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) em conformidade
com a CF (1988), corrobora a vinculação entre educação escolar, o trabalho e as
práticas sociais (Art. 3º); aponta como finalidade da escola desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania (Art. 22) e estimula como missão da escola propagar valores
fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito
ao bem de todos e à ordem democrática.
Nesse entendimento a escola é o ambiente coletivo para priorizar
processos capazes de gerar sujeitos inventivos, participativos,
cooperativos, preparados para diversificadas inserções sociais,
políticas, culturais, laborais e, ao mesmo tempo, capazes de intervir
e problematizar as formas de produção e de vida. (Brasil, 2013,
p.16).
O Currículo do município de Inhambupe em consonância com a Base
Nacional Comum Curricular, mais ainda, analisando a necessidade e a realidade
propõe os temas integradores que envolvem o aprender na contemporaneidade,
mudar comportamentos que interferem na convivência democrática e instituir
propostas de políticas públicas no futuro próximo, consideradosassim os seguintes
temas: Educação em Direitos Humanos; Direito da Criança e do Adolescente;
Educação para o Trânsito; Educação Alimentar, Nutricional e Saúde; Educação
Ambiental; Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura
89
Afro-Brasileira, Africana, Indígena e Diversidade Cultural; Educação para o
Consumo; Educação Financeira e Fiscal; Trabalho, Ciência e Tecnologia.
6.1 - Os Temas Integradores do Município de Inhambupe
6.1.2 - Educação em Direitos Humanos
A Educação em Direitos Humanos enfatiza a grande relevância de ser
realizada no contexto da educação formal e não formal, considerando-a como
referência na promoção das relações harmoniosas entre as comunidades, capaz
de fomentar o respeito mútuo, a tolerância e a paz, reiterada pela exposição de
conteúdos e processos mediante os quais a tarefa de educar em direitos humanos
pode ser realizada.
O espaço escolar é um dos principais alicerces para a mudança social, nele
deve-se dedicar a propiciar o desenvolvimento do educando, a combater
manifestações de preconceitos e discriminações, assegurar a igualdade de direitos,
perceber a relação do mundo e do outro, de práticas culturais que perfazem o
tempo de determinada sociedade e de seus padrões civilizatório, conceber e
difundir uma dinâmica cultural.
Neste sentido, Freire (2011) considera que, não é possível pensar
os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela.
Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens é
uma transgressão. É por isso que transformar a experiência em
puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de
fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter
formador. (p. 36)
Assim, a Educação em Direitos Humanos permite a formação de sujeitos
ativos atores ativos e participativos geram transformação social e desenvolvem
habilidades, potencialidades e consciência crítica. Diante dessa realidade, a
Resolução CNE/CP Nº 1/2012, constitui as Diretrizes Nacionais para a Educação
em Direitos Humanos, como tema integrador que permite autotransformação e
mudança social, política e econômica.
90
6.1.3 - Direitos da Criança e do Adolescente
O tema Direito da Criança e do Adolescente está em consonância com o
Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990) e deve ser considerado na
Educação Básica, fazendo parte de práticas pedagógicas cotidianas. O acesso ao
conhecimento é a forma mais eficaz de conscientizá-los de seus direitos, e isso
deve fazer parte de sua estrutura formativa.
O Estatuto da Criança e Adolescente ECA, Lei 8.069 de 1990, é uma lei com
diversos avanços e mudanças de paradigmas, pois de forma efetiva, proporciona
as crianças e adolescentes um amplo arcabouço de direitos. Sendo de
fundamental importância o conhecimento e valorização do ECA pela comunidade
escolar, abordando paralelamente, seus deveres e responsabilidades.
O ECA é contundente quando afirma, em seu Artigo 4º: “É dever da
família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação do direito referente
a vida, a saúde, a alimentação, a educação, ao esporte, ao lazer, a
profissionalização, a cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e
a convivência familiar e comunitária. Para o Estatuto, portanto, é
dever de todos prevenir a “ocorrência de ameaça ou violação dos
direitos da criança e do adolescente”.
6.1.4 - Educação para o Trânsito
A Educação para o Trânsito é o ato de promover no ser humano a
capacidade de uso e compartilhamento consciente do espaço público, pois, como
cidadão, assumimos diversos papéis nas vias públicas, o de pedestre, passageiro,
condutor, fazendo opções de circulação que refletem diretamente na sua qualidade
de vida e na dos seus semelhantes. A educação para o trânsito, que está
assegurada pelo Código Brasileiro de Trânsito no seu Artigo 76 indica que:
“A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas
escolas de 1º, 2º e 3º graus por meio de planejamentos e ações
coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de
Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação”.
Assim, o Parecer CNE/CEB Nº 22/2004 solicita a inclusão da Educação do
Trânsito no currículo das escolas e o apresenta como tema transversal, em todos
os níveis de ensino. A educação no trânsito não compreende apenas ensinar
91
regras de circulação, mas, também, formar cidadãos participativos, responsáveis,
autônomos e envolvidos com a preservação da vida.
6.1.5 - Educação Alimentar, Nutricional e Saúde
A alimentação e nutrição são condições básicas para a promoção e a
proteção da saúde, e apresenta-se como fundamental para mudanças de
comportamentos sociais que prejudicam os sujeitos e o ambiente. A escola é vista
neste contexto, como um espaço que promove ações de educação alimentar e
nutricional, com a intenção de uma melhor qualidade de vida. É tema integrador
por romper fronteiras, promover intercâmbios entre diferentes conhecimentos e
saberes populares.
O diálogo dessa temática com a cultura, a sustentabilidade, a antropologia,
o meio ambiente, a saúde e a gastronomia despertam mudanças de atitudes e
estão em discussão nos três documentos normativos e orientadores acerca das
políticas e ações de Educação Alimentar e Nutricional: o Marco de Referência de
Educação Alimentar para as Políticas Públicas (BRASIL, 2012), o Guia Alimentar
para a População Brasileira (BRASIL, 2014) e a Estratégia Intersetorial de
Prevenção e Controle da Obesidade (2014).
A Educação em Saúde e cuidados emocionais deve ajudar a construir a
referência de corpo, de relações, de escolhas, da capacidade de cuidar de si, de
identificar os espaços e vínculos necessários para um viver bem, a capacidade de
pedi ajuda, de entender a importância da integração mente e corpo, da amizade,
da prática de esporte, da relação com a cultura e dos vínculos familiares e sociais.
A construção inicial de quem si é e os valores relacionados a essa percepção,
necessitam ser embasados por um senso de amor próprio, influenciados pelas
relações que estabelecemos com os outros: família, escola, amigos, professores.
Enfim, propor atividades educativas que possibilitem aos alunos a
construírem uma imagem de si que lhes ofereçam um sentido para a vida, a
importância da sua própria vida, que se sintam únicos e especiais, ao mesmo
tempo que reconhecem o valor e a importância da vida do outro para a existência
coletiva e o futuro da vida.
92
6.1.6 - Diversidade Cultural e Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino
de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana, Indígena
O tema integrador Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, objetiva reconhecer e
valorizar a contribuição da herança desses povos na formação da identidade
nacional, significa buscar compreender valores e lutas dessas etnias e refletir com
sensibilidade as formas de desqualificação criadas pelas classes dominantes ao
longo do tempo. Visando compreender as relações étnico-sociais, rumo à
reparação histórica, em 2003, a Lei Federal Nº 10.639, posteriormente ampliada
pela Lei Nº 11.645, de 2008, inclui no currículo oficial da rede de ensino do país a
obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Para o cumprimento da legislação, o Conselho Nacional de Educação
aprovou um documento norteador as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s),
para educação das relações étnico-raciais, apresentado três princípios que o
ensino deve ter: consciência política e histórica da diversidade; fortalecimento de
identidade e de direitos; ações educativas de combate ao racismo e às
discriminações. A exploraçãodesses temas deve permear todas as áreas de
conhecimento e em todos os espaços escolar.
Como a diversidade é característica da espécie humana nos saberes,
modos de vida, culturas, as instituições escolares enquanto propiciadora de formas
acolhedoras, faz necessária a abordagem do Tema Diversidade Cultural, para que
seja promovida a tolerância e o respeito as diversidades.
Finalmente, a superação dessas desigualdades acontece pelo
conhecimento e reconhecimento do outro a partir de ações pedagógicas e de
políticas transformadoras, propiciando a construção de um currículo capaz de
provocar pensamento crítico da cidadania, posturas reflexivas e atitudes de
respeito acerca das relações étnicos-raciais, colocado em evidencia as relações
humanas o centro da história do nosso país.
6.1.7 - Educação Ambiental
Na Educação, a prática social e sua filosofia permeia significantemente o
processo de construção do conhecimento no sentido amplo de seu currículo, de
93
modo que os estudantes sejam mais críticos, autônomos e participativos na
sociedade.
As unidades escolares do município, com base nas propostas do currículo
flexível e com a capacidade multidirecional de referir as preferências da relação
professor/orientador/estudante e localidade, destacando conteúdos considerados
relevantes inseridos no contexto do dia a dia da unidade escolar e sua localidade
de atendimento, que por sua relevância desenvolva as habilidades e competências
necessárias para o bom aprendizado contidos nos documentos balizadores.
A Educação Ambiental, um dos temas integradores do Currículo, é definida,
pela Lei Estadual 12.056/2011, como o conjunto de processos permanentes e
continuados de formação individual e coletiva para a sensibilização, reflexão e
construção de valores, saberes, conhecimentos, atitudes e hábitos, visando a uma
relação sustentável da sociedade humana com o ambiente que integra. Assim,
diante do atual cenário global em que a preocupação com as mudanças climáticas,
a degradação da natureza, a redução da biodiversidade, os riscos socioambientais
locais e globais, as necessidades planetárias evidenciam-se na prática social, cabe
às unidades escolares incluir os princípios da Educação Ambiental de forma
integrada aos conteúdos obrigatórios como forma de intervenção ampla e
fundamentada para o exercício pleno da cidadania, conforme destacado nas Leis
de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996) e nas Diretrizes
Curriculares Nacionais de Educação Ambiental estabelecidas pela Resolução nº 2,
de 15 de junho de 2012, do Conselho Nacional de Educação, que estabelece as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental.
Para Layrargues (1999), a resolução de problemas locais pode ser
uma estratégia metodológica privilegiada para a prática educativa e
também um instrumento importante para a Educação Ambiental.
A Educação Ambiental deve ser trabalhada no pressuposto da existência do
tensionamento entre o ambiente e a sociedade, na sua correlação histórica de
passíveis transformações, visando a reflexão crítica do pensamento para melhor
dinamizar a Educação Ambiental.
Diversos mecanismos são utilizados para a implementação da Educação
Ambiental nas Escolas. Para Vasconcellos (1997), a presença, em todas as
práticas educativas, da reflexão sobre as relações dos seres entre si, do ser
94
humano com ele mesmo e do ser humano com seus semelhantes é condição
imprescindível para que a Educação Ambiental ocorra.
6.1.8 - Educação Financeira e Fiscal
O Decreto de nº 7.397, 22 de dezembro de 2010 Institui a Estratégia
Nacional de Educação Financeira (ENEF) criada pelo Ministério da Fazenda “com
a finalidade de promover a educação financeira e previdenciária e contribuir para o
fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e
a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores.”
Na verdade, trata-se de uma política pública de Estado em caráter
permanente, promovendo ações gratuitas de educação financeira no Brasil, cujo
objetivo é contribuir para o fortalecimento da cidadania ao fornecer e apoiar ações
que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais autônomas e
conscientes.
A sociedade contemporânea vive um momento de crise, em que se faz
necessária a mudança do paradigma antropocêntrico. Os padrões de consumo
impostos pela “sociedade”, por meio do sistema econômico predominante, devem
ser revistos, sob pena de inviabilizar a continuidade da vida no planeta. A
educação possui papel fundamental na formulação de uma nova mentalidade, e a
Educação Financeira e para o Consumo é elemento-chave na conscientização da
população em relação à sua responsabilidade social na busca da qualidade de vida
das pessoas e do planeta.
O Tema Integrador Educação Financeira e para o Consumo é o processo
que promove a formação e melhor apropriação, pelos estudantes, de conceitos e
conhecimentos financeiros nas relações de aquisição e uso racional das vantagens
provenientes do trabalho, de maneira a desenvolver um planejamento diante dos
gastos e compromissos firmados ao longo de sua vida pessoal, familiar e social.
O processo de planejamento das relações de consumo implica uma
compreensão e desenvolvimento de habilidades e competências que corroborem
para adoção de hábitos responsáveis diante do cotidiano, resultando na melhor
qualidade de vida e uso consciente do capital adquirido.
Ferreira (2017), em seu artigo intitulado “A importância da educação
financeira pessoal para a qualidade de vida”, apresenta argumentos
e relaciona os índices de qualidade de vida com os conhecimentos
e práticas da educação financeira pessoal, destacando que: [...] não
95
há intenção de “expor que qualidade de vida é parar de gastar ou
poupar apenas para item específico, e sim mostrar que gastando de
forma consciente e inteligente o indivíduo tem mais possibilidade de
conquistar o que para ele é importante assim como proporcionar
uma vida mais tranquila e estável sem um endividamento constante
que acaba por tirar a tranquilidade do indivíduo.
A educação financeira é importante para todos os indivíduos,
independentemente de sua idade, já que melhora a relação com o dinheiro e serve
para auxiliar a controlar os ganhos e os gastos racionalmente. Para Pagan, a
abordagem desde o Ensino Fundamental é essencial para que o estudante
comece a se planejar quanto ao futuro e entender como suas ações no cotidiano
impactam o seu orçamento a curto, médio, e longo prazo.
“Tanto no componente Matemática, como nas Eletivas, o objetivo é
ensinar conceitos de educação financeira que se apliquem a
realidade do estudante e ajudá-lo a planejar suas ações,
ressignificando a matemática para a vida do estudante, ilustrando
com situações cotidianas, em que a educação financeira se aplica,
conscientizando os estudantes quanto a um consumo consciente e
conseguir separar a percepção de necessidade e desejo sobre os
objetos numa realidade consumista”, explica Pagan.
Além disso, serve para ensinar os estudantes a realizar um planejamento
financeiro e um orçamento pessoal com qualidade e realista, possibilitando um
maior controle do dinheiro. Explicar princípios básicos da economia, quebrar
paradigmas e possibilitar que o estudante se torne um pequeno investidor
autônomo no futuro.
As escolas devem promover a inserção de significados para o consumo
responsável nas discussões em sala de aula, apontando para a formação de um
estudante não versado na aquisição de bens associados tão somente ao lucro
imediato, mas para a constituição de um cidadão que reconhece o caráter finito dos
recursos e, portanto, torna-se capaz de agregar bens sem desconsiderar o
desperdício e o descarte irresponsável destes no ambiente.
A postura renovada e racional diante das relações de consumo, advindade
competências desenvolvidas na aprendizagem da educação financeira, concede ao
estudante a resolução coerente frente aos desafios do mundo comercial.
96
6.1.9 - Trabalho, Ciência, Tecnologia e Cultura Digital.
A recriação das experiências sociais devido a popularização das tecnologias
digitais de informação e comunicação, proporciona diferentes práticas sociais e
meios de comunicação. As tecnologias digitais superam as exclusividades de
Desktops alcançando todos os lugares sociais, passando a contribuir para
ordenação de um cotidiano urbano-social e seus espaços públicos.
As cidades entram na contemporaneidade experimentando e ajustando
diferentes relações sociais em volta de tecnologias, possibilitando através de redes
sociais, programas e Apps mais interações entre os indivíduos na replicação,
reprodução e produção do conhecimento. Sabendo que a transformação da
materialidade dos bens culturais analógicos em dados codificados digitais
representa uma alteração significativa em todos os processos, expressos na
cultura digital, inserida em todos os ambientes.
Com a complexidade dos meios de comunicação que ligam as informações
mais distantes em uma velocidade quase instantânea fazem com que a experiência
cotidiana observe os fatos e acontecimentos dentro da sociedade independentes
da sua distância, através dos diversos meios de comunicação presentes sob as
mãos, presença virtual que pode ser assistida independentemente de sua
localização.
Nesse contexto, o geógrafo Rogerio Haesbaert propõe adotar a
noção de multiterritorialidade, na medida em que existe a
possibilidade de “experimentar vários territórios ao mesmo tempo e
de, a partir daí formular uma territorialização efetivamente múltipla”
(2004, p.11).
Surgindo a espacialidade virtual diante dessa revolução digital, o
ciberespaço e suas interconecções progressivas entre as pessoas e organizações
pelo mundo, alterou o processo produtivo de maneira geral originando a terceira
revolução industrial. Atualmente, são 4,1 bilhões de pessoas conectadas em todo o
mundo (INTERNET WORLD STATS, 2018) e 120,7 milhões no Brasil
(CGI.BR/NIC.BR; CETIC.BR, 2018). Com o crescimento dessa conectividade
exponencial foi ultrapassada todas as transações políticas, sociais e educacionais,
estruturando novos conceitos de fronteiras, além de reestruturar e configurar novos
modelos de interação.
97
Os conteúdos digitais absorvem textos, imagens, sons e podem ser
transferidos em altíssima velocidade, a partir de pacotes de
informação padronizados de acordo com inúmeras regras,
chamadas protocolos, que definem efetivamente o modo, os limites
e as formas dessa comunicação. [...] A internet é capaz de transferir
e vincular tudo o que possa ser digitalizado. (SILVEIRA, 2007,
p.27).
No universo de pessoas e instituições produzindo conteúdo, multiplica-se,
exponencialmente, a forma de conectar-se, de interagir e colaborar entre si – e,
frequentemente, com agentes fora de seu círculo mais próximo, muitas vezes
desconhecidos. A colaboração motivada por predileções comuns não mobiliza
somente números, mas expertises, sensibilidades, histórias de vida; enfim, as mais
variadas formas de conhecimento humano.
Sob a égide da colaboração, as comunidades criadas, a partir de
interesses afins, conseguem “alavancar a expertise combinada de
seus membros. O que podemos não saber ou fazer sozinhos, agora
podemos fazer coletivamente” (JENKINS, 2008, p.54).
É o que Pierre Levy chama de “Inteligência Coletiva”, que é a forma de
definir como uma inteligência distribuída nos diversos lugares, que são abalizadas
na coordenação, valorização, mobilização e efetivação de competências e
habilidades.
A realização da inteligência coletiva, numa sociedade em rede inclusive,
abre espaço para teorizações a respeito da aprendizagem, como o Conectivismo
(SIEMENS, 2004), que alerta para a nossa capacidade em acessar o
conhecimento de outras pessoas. A mesma elaboração teórica observa que a
educação formal não é mais a maior parte do aprendizado, bem como chama
atenção para a habilidade de fazer distinções entre informações importantes e sem
importância num contexto de abundância. A Cultura Digital articula-se com
qualquer outro campo além das tecnologias, como Arte, Educação, Filosofia,
Sociologia, Ciências Naturais etc. Justamente pela ubiquidade crescente das
tecnologias digitais (SANTAELLA, 2013), instigam instituições e espaços
formativos a conceber novos jeitos de aprender, tanto dentro quanto fora do
espaço escolar. Esses novos jeitos de aprender, nos dias de hoje, escapam ao
modelo hierárquico, sequencial, linear e fechado em apenas um turno escolar.
Compreendem a ideia de rede no ato de conhecer, alterando
formas e jeitos de aprendizagem e interpelando-nos a pensar novas
formas de escolarização e de fazer cultura. (BRASIL, 2009, p.11).
98
O enfrentamento aos desafios mencionados oferece a estudantes - e
também a professores - o desenvolvimento de boa parte das 10 Competências
Gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Há uma relação direta com as
seguintes competências e dimensões: 1. Conhecimento (dimensão: Aprendizagem
e conhecimento); 2. Pensamento científico, crítico e criativo (dimensão:
Criatividade; Pensamento científico e crítico); 3. Repertório Cultural (dimensão:
Repertório cultural; Identidade e Diversidade); 4. Comunicação (dimensão:
Comunicação); 5. Cultura digital (dimensão: Computação e programação); 6.
Pensamento computacional;
Cultura e mundo digital); 7. Trabalho e projeto de vida (dimensão: Projeto de
vida); 8. Argumentação (dimensão: Argumentação); 9. Empatia e cooperação
(dimensão: Empatia; Diálogo e cooperação); 10. Responsabilidade e cidadania
(dimensão: Responsabilidade).
99
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
100
7.1. Educação Infantil
Grupo de Estudos e Aprendizagens (GEA)
Ana Lúcia Silva Marques Oliveira
Ândreas Silva Figuerêdo
Claudenice Barreto
Ducilene de Deus da Conceição
Eliana Dantas
Elisângela Figueirêdo
Fernanda Oliveira
Gizélia Félix Lima
Iracilda Figuerêdo
Iranilda Figuerêdo
Janete dos Santos
Joana Dirlene Reis
Joelma Chves
Josefa Francisca Neta
Jussara Silva
Lucilene Ferreira Lima de Souza
Lucilene Teixeira Lima
Maria Ilza Sales
Maria Marta Campos
Sandra Regina Menezes
101
7.1.1. – INTRODUÇÃO
As concepções de currículo e formação propostas pelas normativas
legais que nos orientam, trazem o currículo como uma realização pedagógica
interessada que se configura na vontade e opção em conceber, organizar,
institucionalizar e avaliar conhecimentos e atividades na dinâmica ampliada
dos processos educacionais e formacionais. Currículo e formação são
realidades indissociáveis, apesar das diferenças históricas que criamos entre
essas pautas educacionais.
Segundo nos reafirma a Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, no artigo
29, “A educação infantil é primeira etapa da educação básica e tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade”. Portanto, creches e pré-escolas devem buscar
trabalhar a educação infantil na perspectiva da educação integral humana,
desenvolvendo as habilidades e potencialidades das crianças.
O currículo dá início à experiência da formação da criança, onde há uma
relevante oportunidade de romper com os padrões rígidos que ainda persistem
nas políticas de currículo e na escola. É preciso compreender a Educação
Infantil no âmbito da Educação Básica como uma forte compreensão
ontológica, onde está o ser criança em formação. Desenvolver a Educação
Infantil nos princípios e métodos adultocêntricos do Ensino Fundamental,é
não reconhecer que a criança precisa de uma educação diferenciada, ou
mesmo negar a própria necessidade de significar o espaço-tempo da
educação da criança de 0 a 6 anos.
É fundamental reconhecer a importância dos dois momentos, que
deverão articular-se intensamente, pois vivenciar a Educação Infantil e suas
especificidades e valorizar o Ensino Fundamental como uma demanda de
potência democrática ineliminável é reconhecer que, afinal de contas,
formação, aqui, está tratando da infância na sua condição humana e nas suas
diferenças ontológicas. Ao mesmo tempo, requer a necessidade de não houver
uma ruptura entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, pois o fato de o
educando estar imerso em um “ambiente alfabetizador” já na Educação Infantil,
ou seja, de ter acesso a situações em que a leitura e a escrita possuem usos
reais de expressão e comunicação, seria um elemento facilitador para um
102
processo de transição “natural” entre a primeira e a segunda etapas da
Educação Básica.
A BNCC propõe uma estrutura dos organizadores curriculares para a
Educação Infantil composta por Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento, os
Campos de Experiências: O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos.
Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações. Traços, sons, cores e formas. E os Objetivos de Aprendizagem e
Desenvolvimento.
Nas elaborações de possibilidades autônomas e emancipatórias
devemos falar não apenas de direito à aprendizagem, mas de direito à
formação qualificada via aprendizagens relevantes e pertinentes. O Ministério
da Educação (MEC), a Secretaria de Educação Básica (SEB), o Departamento
de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental (DPE) e a
Coordenação Geral do Ensino Fundamental (COEF) publicaram, em 2004, um
documento intitulado “Ensino Fundamental de nove anos: orientações gerais”,
dizendo ter como objetivo incentivar políticas que pudessem promover
transformações estruturais nas instituições escolares, no que se refere ao
processo de “ensino/aprendizagem, avaliação, currículo, conhecimento e
desenvolvimento humano”.
7.1.2. Concepção de infância
Vista de formas diferentes em cada época e passados séculos históricos da
humanidade em percalços no entendimento e aceitação da infância, finalmente, o
senso de responsabilidade e a importância afetiva em relação às crianças, estão
cada vez mais crescentes. E hoje, se a vivência com crianças é encantadora, por
outro lado é desafiante.
Contemporaneamente o desafio se inicia pelo próprio vir a ser-criança
transmitindo a sua complexa singularidade em ser holisticamente toda alma, corpo,
emoções, ideias, construções, desconstruções para construir nova e
continuamente. Estas características próprias e descondicionadas marcam a
infância como a fase mais importante do vir a ser-humano, embora uma condição
não substitui a outra. E, sendo humano, desde o nascimento, automaticamente
ocupa-se um espaço físico e social, se estabelece relações e interações e torna-se
sujeito de direitos. Por isso, nascer, como afirma Charlot (2000,P 53), significa ver-
103
se submetido à obrigação de aprender. Aprendendo pode-se obter um saber, em
todos os sentidos, seja intelectual, desenvolvendo habilidades sobre algumas
atividades ou em formas de como se relacionar. Neste contexto o autor ainda
argumenta que “não há sujeito do saber e não há saber senão em relação com o
mundo, que vem a ser, ao mesmo tempo, e por isso mesmo, uma relação com o
saber. Esta relação com o mundo é também relação consigo mesmo e relação
com os outros. (CHARLOT, 2000,P.63)
O mundo do qual as crianças estão inseridas, possui problemas de
proporções exorbitantes como o desmatamento, a desigualdade social, a violência,
a corrupção sobre as políticas públicas. Como estabelecer um processo incessante
de aproveitamento do saber de vivências do aprender e saber, das crianças, que
desenvolva ao mesmo tempo, sujeitos críticos-pensantes e mantenha a
criatividade e o encantamento, típicos da infância, nesta situação de mais e outros
desafios?
“Há na alma da gente em um lugar, um ponto bom. É preciso seguir o farol”,
nos ilumina o compositor baiano Tuzé de Abreu. Bons exemplos não nos faltam na
territorialidade nordestina, como os do pensador Paulo Freire no contexto da leitura
e interação com o mundo para a construção do conhecimento. A educação infantil,
localizada no coração da educação, nos revela isso. Ela não é o mundo, mas
possibilita uma janela para ampliar o olhar das crianças sobre ele.
Olhar constantemente para quem educa cuidar, formar com qualidade, é
uma necessidade indissolvível. E o olhar de quem educa igualmente deve ser
gentil, sensível, valorizante, potencializador, sobre quem está sendo apresentado
ou apresentada para o mundo. O educador desapegado da vaidade de se sentir
superior obterá resultados positivos ao aceitar que educar também é aprender, é
ser educado. O ato de educar é bem definido, diferente dos atos de acolher e
cuidar, mas indispensavelmente devem conviver, na educação infantil.
A pedagogia tem que ser desejável, irresistível, deleitável, conectiva,
enraizadora de vínculos e bons afetos. Cabe educar brincando sem, contudo,
brincar com a educação, pois na infância se aprende brincando e interagindo por
uma pedagogia, do mesmo modo, lúdica, ativa, híbrida, holística.
E como aprender as necessidades educacionais diante das demandas
assinaladas pela origem, onde vivem, suas histórias pessoais e situação relacional
das crianças, das quais possuem jeitos de aprender, tempos, desenvolvimentos
corporal e social diferentes? Passamos a considerar, então, o conceito de infância
104
no plural. A infância é múltipla e admitir pluraridade de infância e identidade
cultural, seja pensar na cumplicidade das ações na educação e,
consequentemente, na educação infantil.
Paulo Freire, sempre oportuno nas nossas reflexões, argumenta que
educar exige a convicção de que a mudança de nós mesmos, dos outros, das
coisas do mundo é possível, ademais, “se era possível transformar o mundo que
não fez, por que não, então, ser capaz de transformar o outro mundo que o ser
humano fez, que é o mundo da cultura e o mundo da história”? (FREIRE; BETTO,
1998, P 37).
É possível, assim, contribuir com um projeto curricular ou, melhor ainda, é
possível pensar, implementar e dar continuidade constante ao processo de
construção de um currículo pautado na coletividade, no ouvir e respeitar os atores
sociais iniciantes, porém, protagonistas capazes de serem parte, fazerem parte e
tomarem parte desse processo e do processo de construção da própria e da
história com o outro, por diversas linguagens, no mundo. Um currículo que não
compatibilize os saberes e sim, como afirmaria Edgar Morin (2002), para a
religação e socialização dos saberes. Um currículo o mais apartado possível da
toxidade dos fundamentalismos e de todo ato negativo na sociedade. Um currículo
atrelado às incertezas- sabendo não existir uma verdade una, - à indefinição da
ciência, aos campos de experiências, à problematização do conhecimento.
Encontrar uma educação infantil motivadora, mobilizadora, significante,
amável e bela no seu caminho histórico, é o que almejamos no ingresso das
nossas crianças no universo da educação nordestina e de todo Brasil.
7.1.3. Educação integral na perspectiva integral como direito
É inegável os esforços feitos para se manter um desenvolvimento integral,
dentro de tempo com qualidade, seja em tempo integral, ou não, na educação para
as crianças pequenas e bem pequenas, contudo, “viver é afinar um instrumento, de
dentro pra fora e de fora pra dentro...”, como nos convida a fazer, este verso de
Walter Franco nascemos com um potencial biológico e psíquico. Na fase infantil se
adquire uma imensapossibilidade de desenvolvimento nas áreas: emocional,
linguagem oral, aprendizagem da cultura popular e erudita, no treino dos papéis
sociais, amplificação da inteligência. Tudo isso a ser lapidado e expandido, assim
como um instrumento musical deve ser afinado, harmônico. Para este fim, a
105
educação infantil mantém, entre tantas, as discursões sobre as perspectivas da
educação integral como direito. Sim, direito legal de todos, dever de todos, sobre
tudo do Estado e da família de acordo com o artigo 205 da Constituição Federal, o
que pode e, que deve a educação?
A educação infantil como nosso foco da educação em construção, deve ser
pensada criticamente e implementada com uma visão ampla, progressista e
principalmente emancipatória. Estas expectativas são correspondidas pela
concepção freuriana, quando crianças são vistas como protagonistas do processo
educacional e atuantes com liberdade para desenvolver autonomia, e assim, ser,
estar, participar. Isto é fraternidade, sentimento de pertencimento. Quando elas,
também, fazem brincando, por uma metodologia ativa, para aprender e, aprender
garante igualdade, porque mesmo diferentes todo mundo terá oportunidades para
desenvolver o seu potencial, e as diferenças humanas tornam a todos e todas
iguais em direitos.
A educação integral em instituição integral é validação disso tudo. Não é
modalidade, estamos afirmando uma conceituação holística da vida das crianças.
Estamos falando de uma educação humana da qual se possa atender suas
necessidades: físicas, emocional, intelectual, cultural, social. Onde há um preparo
para o desempenho das mesmas na interação social e obtenção de valores com
progresso. A vida completa das crianças é currículo.
Fundamentalmente todo este contexto é reafirmado pela Lei nº 12.796, de
4 de Abril de 2013, no artigo 29, “ A educação infantil, primeira etapa da educação
básica, tem como finalidade, o desenvolvimento integral da criança de 5 anos, em
seu aspecto físico, psicológico, intelectual, e social, complementado a ação da
família a ação da família e da comunidade”.
Pensar em Educação Infantil na perspectiva da Educação Integral, nos
remete a grandes desafios. “Se avexe não. A lagarta rasteja até o dia em que cria
asas (...). Se avexe não, toda caminhada começa no primeiro passo. A natureza
não tem pressa, segue o seu compasso e inexoravelmente chega lá”, nos anima a
canção de Accioly Neto.
Com a conquista da Constituição Federal de 1988, é assegurado em lei o
Estado Democrático de direito, favorecida uma participação mais atuante da
sociedade civil. No entanto, leis não são suficientes para esses direitos declarados
serem usufruídos. É fundamental debates que vão além do retórico e, mais ainda,
permaneçam as articulações cidadãs através de lutas e movimentos sociais. Todos
106
1 Texto dos redatores da Educação Infantil de Inhambupe-Ba
e todas são responsáveis pela cobrança do cumprimento do Estado em, de fato,
efetivar as políticas públicas ao atendimento e garantia de direitos.
Ainda existe uma ideia que escola integral é para a vida. Não. Anísio
Teixeira, Darcy Ribeiro e outros educadores brasileiros nos convence, através das
suas contribuições, que escola integral é a própria vida. É imprescindível repensar
tempos e espaços. Em que outro lugar para significar, dar sentidos em todas as
estâncias da vida, senão numa instituição educacional onde a expressão de si
mesmo e do que é lido no mundo, como diria Paulo Freire, a interação com os
outros e com a transdisciplinarilidade, é mais oportunizado? Melhor se o tempo
maior for para potencializar os saberes das crianças, totalmente fora do contexto
de assistencialismo, como está afirmado em direitos consagrados pela
Constituição de 1988 e pela LDB/1996.
O trabalho do educador sempre foi rodeado de inquietudes pedagógicas,
indagações diante da realidade e impotências vivenciadas no dia-a-dia da sua
pratica educativa. Como gestor de sonhos, será sempre o principal sujeito, crítico e
pensante, diante da realidade educacional, e colaborador indispensável capaz de
transformar esta realidade desafiante em construtiva. Por isso é motivo de reflexão
e debates de todos os aspectos da sua vida, voltados para a qualidade máxima
das suas condições de trabalho. Neste contexto é de suma importância, se pensar,
igualmente, na qualidade da sua formação docente como requisito básico para
atender o tempo de educação integral.
Tudo isso parece utópico, principalmente para os interiores brasileiros, mas
como diria Mario Quintana, das utopias, “se as coisas são inatingíveis... ora! Não é
motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, senão fora a presença das
estrelas!” E, sabemos dos sonhos, por mais clichê, no entanto verdadeiro, quando
sonhados juntos e mobilizam ações, é possível de se realizar.
Em função desse pensar nesse momento apresentamos e utilizaremos os
Organizadores Curriculares do Documento Referencial Curricular da Bahia para
educação infantil como proposta para o trabalho em Inhambupe-Ba de forma
temporária, pois já que o DRCM pode passar constantemente por alterações e
reelaborações, seguiremos fazendo-as até que possamos concluir a construção do
Documento Referencial Curricular próprio para a educação de Inhambupe-Ba.1
107
ORGANIZADOR CURRICULAR
TRANSVERSALIDADE RELACIONADA COM OS CONCEITOS FUNDANTES TRANSVERSALIDADE RELACIONADA COM AS COMPETÊNCIAS
- Pensar em uma criança baseada no vir a ser, em sua capacidade de criação constante e no
seu protagonismo;
- Ter como eixos norteadores a interação e brincadeira e sua importância no desenvolvimento
da criança a partir de suas experiências;
- Cuidado precisa estar presente em todo ato de currículo;
- Educação Integral, pensar em uma formação que respeite a criança em sua integralidade e
em espaços e tempo que amparem este novo olhar.
1. Conhecimento;
2. Pensamento crítico e criativo;
3. Repertório cultural;
4. Comunicação;
5. Cultura digital;
6. Trabalho e projeto de vida;
7. Argumentação;
8. Autoconhecimento e autocuidado;
9. Empatia e cooperação;
10. Responsabilidade e cidadania
FAIXA ETÁRIA
ZERO A 1 ANO E SEIS MESES
GRUPO I
1 ANO E 7 MESES A 3
ANOS E 11 MESES GRUPO
II
4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES GRUPO
III
ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS O EU, O OUTRO, O NÓS
EXPECTATIVAS DE
APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO
(EI01EO01) Perceber que suas
ações têm efeitos nas outras
crianças e nos adultos.
(EI02EO01) Demonstrar
atitudes de cuidado e
solidariedade na interação
com crianças e adultos.
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos
outros, percebendo que as pessoas têm
diferentes sentimentos, necessidades e
maneiras de pensar e agir.
Realização de brincadeiras e interação
por meio das atividades educativas.
Estímulo a movimentos simples,
possibilitando o alcance de movimentos
mais complexos; nesse sentido,
permitir que a criança perceba seu
corpo como forma de linguagem, como
possibilidade de expressão e co-
municação com os outros.
Criação de cenários a partir de histórias
que contribuam para dramatização e
interpretação de casos.
Construção de maquetes, pinturas,
dobraduras.
Uso de contação de histórias, cantigas,
danças circulares e movimentos livres.
Incentivo ao diálogo com pessoas mais
velhas da comunidade, colher histórias
e brincadeiras infantis.
(EI01EO02) Perceber as
possibilidades e os limites de
seu corpo nas brincadeiras e
interações das quais participa.
(EI02EO02) Demonstrar
imagem positiva de si e
confiança em sua
capacidade para enfrentar
dificuldades e desafios.
(EI03EO02) Agir de maneira independente,
com confiança em suas capacidades,
reconhecendo suas conquistas e
limitações.
(EI01EO03) Interagir com
crianças da mesma faixa etária
e adultos ao explorar espaços,
materiais,objetos, brinquedos.
(EI02EO03) Compartilhar os
objetos e os espaços com
crianças da mesma faixa
etária e adultos.
(EI03EO03) Ampliar as relações
interpessoais, desenvolvendo atitudes de
participação e cooperação
108
(EI01EO04) Comunicar
necessidades, desejos e emoções,
utilizando gestos, balbucios,
palavras.
(EI02EO04) Comunicar-se
com os colegas e os adultos,
buscando compreendê-los e
fazendo-se compreender.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e
sentimentos a pessoas e grupos diversos.
Estímulo à troca de experiências entre
a criança e a pessoa mais velha,
descobrir histórias locais, tradições e
saberes populares a partir do contato
com as pessoas do território com essa
experiência; construir álbuns,
organizando fotografias, pôsteres,
danças e dramatizações.
Realização de reconhecimentos por
meio de fotografias de si e da sua
família, construindo álbuns
identificando as pessoas e suas
características.
Pratica de atividades com instrumentos
e jogos de diferentes origens culturais e
tradições.
Envolvimento das crianças em
atividades que proporcionem o respeito
às manifestações culturais e locais por
meio de visitas a espaços, pessoas que
contribuem na construção da
perpetuação da cultura.
Utilização de atividades com “rostinhos”
(emojis) para acompanhar o clima
emocional das crianças.
(EI01EO05) Reconhecer seu corpo
e expressar suas sensações em
momentos de alimentação, higiene,
brincadeira e descanso.
(EI02EO05) Perceber que as
pessoas têm características
físicas diferentes e respeitar
essas diferenças.
(EI03EO05) Demonstrar valorização das
características de seu corpo e respeitar as
características dos outros (crianças e
adultos) com os quais convive.
(EI01EO06) Interagir com outras
crianças da mesma faixa etária e
adultos, adaptando-se ao convívio
social.
(EI02EO06) Respeitar regras
básicas de convívio social
nas interações e
brincadeiras.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito
por diferentes culturas e modos de vida.
(EI02EO07) Resolver
conflitos nas interações e
brincadeiras, com a
orientação de um adulto.
(EI03EO07) Usar estratégias pautadas no
respeito mútuo para lidar com conflitos nas
interações com crianças e adultos.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
EXPECTATIVAS DE
APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO
(EI01CG01) Movimentar as partes
do corpo para exprimir
corporalmente emoções,
necessidades e desejos.
(EI02CG01) Apropriar-se de
gestos e movimentos de sua
cultura no cuidado de si e
nos jogos e brincadeiras.
(EI03CG01BA) Conhecer a multiplicidade
de funções e manifestações motoras a
partir da compreensão acerca da postura
corporal.
(EI03CG01) Criar, com o corpo, formas
diversificadas de expressão de
sentimentos, sensações e emoções tanto
nas situações do cotidiano quanto em
brincadeiras, dança, teatro, música.
Criação de espaços e rotinas que
contribuam com o desenvolvimento da
autonomia da criança.
Exploração de espaços educativos
incentivando andar/correr, pegar/soltar.
Utilização de cubos e caixas grandes
para entrar, sair e voltar, encaixar e
desencaixar, puxar e empurrar objetos
e/ou brinquedos
109
(EI01CG02) Experimentar as
possibilidades corporais nas
brincadeiras e interações em
ambientes acolhedores e
desafiantes.
(EI02CG02) Deslocar seu
corpo no espaço,
orientando-se por noções,
como em frente, atrás, no
alto, embaixo, dentro, fora
etc., ao se envolver em
brincadeiras e atividades de
diferentes naturezas.
(EI03CG02) Demonstrar controle e
adequação do uso de seu corpo em
brincadeiras e jogos, escuta e reconto de
histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades.
Criação de atividades utilizando pneus,
bambolês, raquetes e outros objetos
que, por meio de propostas
diferenciadas, possibilitem diversos
tipos de movimento com o corpo.
Importante ter atenção a diversas
formas de a criança vivenciar o
equilíbrio corporal.
Desenvolvimento de práticas cotidianas
de diálogos voltadas para a
amorosidade e o cuidar, cuidar de si e
cuidar do outro, deixar bem articulado o
cuidar com o educar: ações
indissociáveis.
Promoção de diferentes oportunidades
para que a criança experimente
diferentes possibilidades e desenvolva
suas habilidades segundo seu
desenvolvimento biológico, psíquico,
emocional e histórico-cultural.
Desenvolvimento de atividades que
envolvam o segurar, apalpar,
encaixar/desencaixar, pegar/ soltar e
manusear materiais diversos.
(EI01CG03) Imitar gestos e
movimentos de outras crianças,
adultos e animais.
(EI02CG03) Explorar formas
de deslocamento no espaço
(pular, saltar, dançar),
combinando movimentos e
seguindo orientações.
(EI03CG03) Criar movimentos, gestos,
olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e
atividades artísticas, como dança, teatro e
música.
(EI01CG04) Participar do cuidado
do corpo e da promoção do seu
bem-estar.
(EI02CG04) Demonstrar
progressiva independência
no cuidado do corpo.
(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado
relacionados a higiene, alimentação,
conforto e aparência.
(EI01CG05) Utilizar os
movimentos de preensão, encaixe
e lançamento, ampliando suas
possibilidades de manuseio de
diferentes materiais e objetos.
(EI02CG05) Desenvolver
progressivamente as
habilidades manuais,
adquirindo controle para
desenhar, pintar, rasgar,
folhear, entre outras.
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades
manuais no atendimento adequado a seus
interesses e necessidades em situações
diversas.
(EI01CG06BA) Interagir com o
meio cultural através de sons e
brincadeiras que valorizem a
cultura local.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
EXPECTATIVAS DE
APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO
(EI01TS01) Explorar sons
produzidos com o próprio corpo e
com objetos do ambiente.
(EI02TS01) Criar sons com
materiais, objetos e
instrumentos musicais, para
acompanhar diversos ritmos
de música.
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por
materiais, objetos e instrumentos musicais
durante brincadeiras de faz de conta,
encenações, criações musicais, festas.
Utilização de objetos sonoros artísticos,
incluindo os de tradição e cultura local;
Realização de gestos e movimentos
relacionados às músicas infantis e sons
apresentados.
Utilização de “cantigas” de roda.
110
(EI01TS02) Traçar marcas
gráficas em diferentes suportes,
usando instrumentos riscantes e
tintas.
(EI02TS02) Utilizar materiais
variados com possibilidades
de manipulação (argila,
massa de modelar),
explorando cores, texturas,
superfícies, planos, formas e
volumes ao criar objetos
tridimensionais.
(EI03TS02) Expressar-se livremente por
meio de desenho, pintura, colagem,
dobradura e escultura, criando produções
bidimensionais e tridimensionais.
Realização de atividades sensoriais,
explorando atividades lúdicas e práticas
que trabalhem os sentidos.
Promoção de interação com o meio
cultural por meio de sons e brincadeiras
que valorizem a cultura local.
(EI01TS03) Explorar diferentes
fontes sonoras e materiais para
acompanhar brincadeiras
cantadas, canções, músicas e
melodias.
(EI02TS03) Utilizar
diferentes fontes sonoras
disponíveis no ambiente em
brincadeiras cantadas,
canções, músicas e
melodias.
(EI03TS03) Reconhecer as qualidades do
som (intensidade, duração, altura e
timbre), utilizando-as em suas produções
sonoras e ao ouvir músicas e sons.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
EXPECTATIVAS DE
APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO
(EI01EF01) Reconhecer quando é
chamado pelo nome e reconhecer
os nomes de pessoas com quem
convive.
(EI02EF01) Dialogar com
crianças e adultos,
expressando desejos,
necessidades, sentimentos e
opiniões.
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos esentimentos sobre suas vivências, por
meio da linguagem oral e escrita(escrita
espontânea), de fotos, desenhos e outras
formas de expressão.
Incentivo à vivência de situações que
possibilitem andar, correr, procurar,
abaixar-se, empurrar objetos,
escorregar, rolar, ações de tocar,
apertar, arremessar, balançar e
carregar diferentes objetos,
possibilitando à criança imitar ou
mostrar suas ações além de perceber o
efeito de suas ações no outro.
Reconhecimento do choro,
movimentos, sons, olhares etc. como
comunicação de vontades ao participar
de rotinas de alimentação, higiene,
cuidados e descanso e nas trocas de
afeto com adultos e crianças.
(EI01EF02) Demonstrar interesse
ao ouvir a leitura de poemas e a
apresentação de músicas.
(EI02EF02) Identificar e criar
diferentes sons e reconhecer
rimas e aliterações em
cantigas de roda e textos
poéticos.
(EI03EF02) Inventar brincadeiras
cantadas, poemas e canções, criando
rimas, aliterações e ritmos.
111
(EI01EF03) Demonstrar interesse
ao ouvir histórias lidas ou
contadas, observando ilustrações
e os movimentos de leitura do
adulto-leitor (modo de segurar o
portador e de virar as páginas).
(EI02EF03) Demonstrar
interesse e atenção ao ouvir
a leitura de histórias e outros
textos, diferenciando escrita
de ilustrações e
acompanhando, com
orientação do adulto-leitor, a
direção da leitura (de cima
para baixo, da esquerda
para a direita).
(EI03EF03) Escolher e folhear livros,
procurando orientar-se por temas e
ilustrações e tentando identificar palavras
conhecidas.
Intensificação do trabalho com livros e
histórias que destacam a diversidade, a
construção da identidade e
autoaceitação das características
individuais.
Ampliação das discussões sobre valori-
zação da história e cultura africanas,
com destaque para a diversidade
étnica.
(EI01EF04) Reconhecer
elementos das ilustrações de
histórias, apontando-os a pedido
do adulto-leitor.
(EI02EF04) Formular e
responder perguntas sobre
fatos da história narrada,
identificando cenários,
personagens e principais
acontecimentos.
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e
planejar coletivamente roteiros de vídeos e
de encenações, definindo os contextos, os
personagens, a estrutura da história.
Construção, junto com as crianças, de
instrumentos musicais utilizando
sucatas, para que, além de trabalhar a
oralidade e listagem por meio do
manual de instruções, trabalhem a
coordenação, brinquem e participem do
faz de conta, desfilem com os
instrumentos construídos, enriquecen-
do as vivências e interações.
(EI01EF05) Imitar as variações de
entonação e gestos realizados
pelos adultos, ao ler histórias e ao
cantar.
(EI02EF05) Relatar
experiências e fatos
acontecidos, histórias
ouvidas, filmes ou peças
teatrais assistidos etc.
(EI03EF05) Recontar histórias ouvidas
para produção de reconto escrito, tendo o
professor como escriba.
(EI01EF06) Comunicar-se com
outras pessoas usando
movimentos, gestos, balbucios,
fala e outras formas de
expressão.
(EI02EF06) Criar e contar
histórias oralmente, com
base em imagens ou temas
sugeridos.
(EI03EF06) Produzir suas próprias
histórias orais e escritas (escrita
espontânea) em situações com função
social significativa.
(EI01EF07) Conhecer e manipular
materiais impressos e
audiovisuais em diferentes
portadores (livro, revista, gibi,
jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
(EI02EF07) Manusear
diferentes portadores
textuais, demonstrando
reconhecer seus usos
sociais.
(EI03EF07) Levantar hipóteses sobre
gêneros textuais veiculados em portadores
conhecidos, recorrendo a estratégias de
observação gráfica e/ou de leitura.
112
(EI01EF08) Participar de
situações de escuta de textos em
diferentes gêneros textuais
(poemas, fábulas, contos,
receitas, quadrinhos, anúncios
etc.).
(EI02EF08) Manipular textos
e participar de situações de
escuta, para ampliar seu
contato com diferentes
gêneros textuais (parlendas,
histórias de aventura,
tirinhas, cartazes de sala,
cardápios, notícias etc.).
(EI03EF08) Selecionar livros e textos de
gêneros conhecidos para a leitura de um
adulto e/ou para sua própria leitura
(partindo de seu repertório sobre esses
textos, como a recuperação pela memória,
pela leitura das ilustrações etc.).
(EI01EF09) Conhecer e manipular
diferentes instrumentos e
suportes de escrita.
(EI02EF09) Manusear
diferentes instrumentos e
suportes de escrita para
desenhar, traçar letras e
outros sinais gráficos.
(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação
à linguagem escrita, realizando registros
de palavras e textos por meio de escrita
espontânea
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
EXPECTATIVAS DE
APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO
(EI01ET01) Explorar e descobrir
as propriedades de objetos e
materiais (odor, cor, sabor,
temperatura).
(EI02ET01) Explorar e
descrever semelhanças e
diferenças entre as
características e
propriedades dos objetos
(textura, massa, tamanho).
(EI03ET01) Estabelecer relações de
comparação entre objetos, observando
suas propriedades.
Estímulo ao uso de brinquedos que
proporcionem aprendizado de causa e
efeito: sacudir um chocalho, apertar
botões que acendam luzes ou fazer
determinados barulhos, bolas cheias
para estourar.
Utlização de recipientes para a
observação quanto a capacidade dos
objetos, comparando-os.
Uso de imagens, na sala de aula,
contendo eventos do cotidiano que
expressem a relação de causa e efeito.
Realização de atividades concretas e
pequenas experiências em sala, de
modo a incentivar o pequeno cientista,
valorizando assim uma das habilidades
das competências gerais sobre o
conhecimento tecnológico e científico.
Utilização de diversos espaços
educativos incentivando o virar/rolar,
(EI01ET02) Explorar relações de
causa e efeito (transbordar, tingir,
misturar, mover e remover etc.) na
interação com o mundo físico.
(EI02ET02) Observar, relatar
e descrever incidentes do
cotidiano e fenômenos
naturais (luz solar, vento,
chuva etc.).
(EI03ET02) Observar e descrever
mudanças em diferentes materiais,
resultantes de ações sobre eles, em
experimentos envolvendo fenômenos
naturais e artificiais.
(EI01ET03) Explorar o ambiente
pela ação e observação,
manipulando, experimentando e
fazendo descobertas.
(EI02ET03) Compartilhar,
com outras crianças,
situações de cuidado de
plantas e animais nos
espaços da instituição e fora
dela.
(EI03ET03) Identificar e selecionar fontes
de informações, para responder a
questões sobre a natureza, seus
fenômenos, sua conservação.
113
(EI01ET04) Manipular,
experimentar, arrumar e explorar
o espaço por meio de
experiências de deslocamentos
de si e dos objetos.
(EI02ET04) Identificar
relações espaciais (dentro e
fora, em cima, embaixo,
acima, abaixo, entre e do
lado) e temporais (antes,
durante e depois).
(EI03ET04) Registrar observações,
manipulações e medidas usando multiplas
línguagens (desenhos, registro por
números ou escrita espontânea), em
diferentes suportes.
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de
acordo com suas semelhanças e
diferenças.
arrastar/engatinhar, andar/correr,
pegar/soltar.
Utilização de cubos e caixas grandes
para o entrar, sair e voltar, encaixar e
desencaixar, puxar e empurrar objetos
e/ou brinquedos. Ao desenvolver
atividades que envolvam o cuidado
com o corpo da criança, envolvê-la por
meio do diálogo e afeto, proporcionan-
do sua participação.
Utilização de brincadeiras de inversão
de papéis, atividades de dramatização
e teatro, contação de histórias e
práticas cotidianas de diálogos que
avaliem situações de conflitos,
atividades de quietude e atenção,
trabalhos com a respiração e reflexão.
(EI01ET05) Manipular materiais
diversos e variados para
compararas diferenças e
semelhanças entre eles.
(EI02ET05) Classificar
objetos considerando
determinado atributo
(tamanho, peso, cor, forma
etc.).
(EI03ET06) Relatar fatos importantes
sobre seu nascimento e desenvolvimento,
a história dos seus familiares e da sua
comunidade.
(EI01ET06) Vivenciar diferentes
ritmos, velocidades e fluxos nas
interações e brincadeiras (em
danças, balanços, escorregadores
etc.).
(EI02ET06) Utilizar conceitos
básicos de tempo (agora,
antes, durante, depois,
ontem, hoje, amanhã, lento,
rápido, depressa, devagar).
(EI03ET07) Relacionar números às suas
respectivas quantidades e identificar o
antes, o depois e o entre em uma
sequência.
Separação de objetos, fazendo a
classificação em recipientes de duas
cores. Por exemplo: objetos de cor
vermelha, brincar com a criança de
jogar no vasilhame vermelho; objetos
de cor amarela, coloca-se no vasilhame
amarelo.
Encaixe de formas geométricas, em
tamanho grande, nos locais indicados.
Preparação de ambientes com
diferentes desafios: passar por baixo,
por cima, atravessar etc.
(EI02ET07) Contar
oralmente objetos, pessoas,
livros etc. Em contextos
diversos.
(EI03ET08) Expressar medidas (peso,
altura etc.), construindo gráficos básicos.
(EI02ET08) Registrar com
números a quantidade de
crianças (meninas e
meninos, presentes e
ausentes) e a quantidade de
objetos da mesma natureza
(bonecas, bolas, livros etc.).
(EI03ET01BA) Conhecer e interpretar o
ambiente, realizando comparações para
desenvolver condições favoráveis ao
pensamento lógico e matemático.
114
7.2 – Ensino Fundamental
Grupo de Estudo e Aprendizagen (GEA) Anos Iniciais
Ana Paula Ferreira Coelho Silva
Cleane Dormundo de Oliveira
Eracilde Lima da Rocha
Jociara Franco dos Santos
Maria Rosildados Santos F. Souza
Silvana Lima de Matos
Sílvia Daiane Miranda
Solaine Cristina
Grupo de Estudo e Aprendizagen (GEA) Anos Finais
Adevaldo Lima dos Reis
Adriana do Nascimento Magalhães
Ana Cybele Araújo Matos
Angélica Milano Santos Ramos
Ângelo Souza Santos
Carina Laurêncio Santos Silva
Cristopher Oliveira Chaves Moura
Eveline Maria de Almeida Rocha
Fabricio Nogueira de Jesus
Francismeire Maria dos Santos
Gleice Emanuela Pereira dos Santos
Hosana Figueiredo Oliveira
Jocineide Maria Santos da Paz
José Carlos de Jesus Santos
José Ferreira Simões
José Nilton do Nascimento
Júlio Esmeraldo dos Santos Neto
Luciana Ferreira dos Santos
Luís Roberto Alves de Carvalho
Luzinete da Silva Figueiredo
Maria Ivone Ferreira dos Santos
Maria Lúcia Mendes dos Santos Silva
Maria Magnólia Oliveira dos Santos Costa
Naiane Silva Araújo
Oslaine Rodrigues
Simone Gonzaga Pereira
Valdilene Gonçalves dos Santos
Vanice de Jesus Batista
115
7.2.1 - Introdução
O Ensino Fundamental é a etapa mais longa da Educação Básica,
atendendo estudantes na faixa etária de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos de idade
e também, por meio das modalidades de ensino, jovens com mais de 14
(quatorze) anos, adultos e terceira idade. O Ensino Fundamental está
organizado em duas fases: Anos Iniciais (1º ano ao 5ºano) e Anos Finais (6ºano
ao 9ºano).
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8069, de 13 de julho de
1990), em seus artigos 3º e 4º, considera a criança e o adolescente como
sujeitos de direitos, que devem gozar de proteção integral e de todas as
oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento em todas
as suas dimensões, física, mental, moral, espiritual e social, com liberdade e
dignidade, sendo dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do
poder público assegurar a efetivação dos direitos referentes a todos os
aspectos da sua vida.
Conforme Resolução CNE/CP nº 2/2017, publicada no Diário Oficial da
União, em 22 de dezembro de 2017:
[...] o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das
etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham
assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento,
em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de
Educação (PNE). (BRASIL, 2017, p. 7).
A elaboração do currículo para a etapa do Ensino Fundamental impõe
um grande desafio, de modo a superar as lacunas que ocorrem entre as etapas
da Educação Básica, mas principalmente entre a Educação Infantil e o Ensino
Fundamental e as duas fases do Ensino Fundamental: Anos Iniciais e Anos
Finais, garantindo integração e continuidade dos processos de aprendizagens
dos estudantes, respeitando suas singularidades e as diferentes relações que
são estabelecidas entre os conhecimentos.
116
2 Texto dos redatores do Ensino Fundamental de Inhambupe-Ba
Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 20 de
dezembro de 2017, o município de Inhambupe/BA empenhou-se no fluxo e na
dinâmica da implementação das ações propostas por este documento normativo.
Tendo por base as orientações que as normativas legais determinam deu-se início
à elaboração do Documento Referencial Curricular Municipal.
A BNCC propõe a necessidade de articulação do currículo entre as
modalidades para permitir a progressão entre os anos de ensino, por meio do
desenvolvimento das aprendizagens essenciais articuladas com as 10 (dez)
competências gerais proposta no documento. A parte diversificada deverá
possibilitar a sintonia dos interesses mais amplos de formação básica do
cidadão com a realidade local. As necessidades dos estudantes, as
características regionais da sociedade, da cultura e da economia perpassam
todo o currículo.
Os organizadores curriculares são um conjunto de habilidades trazidas pela
BNCC, consideradas prioritárias para orientar a elaboração das práticas
pedagógicas, processos de avaliação e formação docente visando o
desenvolvimento integral, contemplado nas dez competências gerais para a
Educação Básica. Os componentes curriculares correspondentes às áreas do
conhecimento do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais e dos Anos Finais têm na
sua estrutura os Eixos, Unidades Temáticas, Habilidades e Objetos de
Conhecimento, tendo em vista as competências e habilidades que devem ser
desenvolvidas para a modalidade. Apesar da organização por área do
conhecimento, os organizadores curriculares evidenciam as especificidades e
saberes próprios dos diferentes componentes curriculares, apresentando as
relações entre eles, dentro de cada área do conhecimento e entre as áreas.
Nessa perspectiva, faz-se saber que, nesse momento, de forma temporária,
os Organizadores Curriculares aqui apresentados estão na íntegra, com estrutura
semelhante ao DCRB tendo em vista que o Documento Curricular Referencial
MUNICIPAL está em construção com a participação de todos os envolvidos no
Ensino Fundamental desta rede, sendo assim necessitamos de um tempo maior
para as discussões e conclusões, pois o DCRM pretende apresentar um texto
introdutório por etapa, área e componente curricular e um organizador
curricular para cada componente curricular por ano letivo.2
117
No DCRB o Ensino Fundamental está estruturado conforme orienta a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e
a Resolução CNE/CEB nº 7, de 14 de dezembro de 2010, que fixa Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos; está
constituído de uma Base Nacional Comum Curricular e de uma Parte Diversificada,
como estabelece o art. 7º e o seu parágrafo único da Resolução nº 2, de 22 de
dezembro de 2017:
“Art. 7º. Os currículos escolares relativos a todas as etapas e
modalidades da Educação Básica devem ter a BNCC como referência
obrigatória e incluir uma parte diversificada, definida pelas instituições ou
redes escolares de acordo com a LDB,as diretrizes curriculares nacionais e o
atendimento das características regionais e locais, segundo normas comple-
mentares estabelecidas pelos órgãos normativos dos respectivos Sistemas de
Ensino. Parágrafo único. Os currículos da Educação Básica, tendo como
referência a BNCC, devem ser complementados em cada instituição escolar e
em cada rede de ensino, no âmbito de cada sistema de ensino, por uma parte
diversificada, as quais não podem ser consideradas como dois blocos
distintos justapostos, devendo ser planejadas, executadas e avaliadas como
um todo integrado.”
Sua estrutura está organizada em áreas de conhecimento e respectivos
componentes curriculares, conforme descrito a seguir:
I. Área de Linguagens:
Componentes Curriculares: Língua Portuguesa; Educa-
ção Física; Língua Estrangeira e Arte;
II. Área de Matemática:
Componente curricular: Matemática;
III. Área de Ciências da Natureza:
Componente curricular: Ciências;
IV. Área de Ciências Humanas:
Componentes curriculares: História; Geografia;
V. Área de Ensino Religioso
Componente curricular: Ensino Religioso.
Em consonância com a BNCC, em articulação com as competências gerais
da Educação Básica, a Área de Linguagens deve garantir aos alunos o
desenvolvimento das seguintes competências específicas:
118
ÁREA DE LINGUAGENS
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS
1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza
dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de
subjetividades e identidades sociais e culturais.
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes
campos da atividade humana, para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida
social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual,
sonora e digital – para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes
contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.
4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os
direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global,
atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo.
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como
participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à
diversidade de saberes, identidades e culturas.
6. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa,
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes
linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
7.2.2. Língua Portuguesa
A língua é um fenômeno vivo, extremamente variável, assim como seus
falantes. É por meio do uso da língua materna que somos capazes de receber e de
processar informações quaisquer, inclusive as informações matemáticas, bem
como esclarecer dúvidas, comunicar nossos resultados e propor soluções. A língua
materna é aquela na qual são lidos os enunciados, são feitos os comentários, e a
que permite interpretar o que se ouve ou o que se lê nos diversos suportes.
As práticas de linguagens assumidas neste componente curricular
dialogarão e contextualizarão com os campos de atuação previstos na BNCC.
Esses campos de atuação são utilizados para garantir que, no currículo, a escola
selecione textos organizados em gêneros dos diferentes campos de atuação, em
especial os gêneros de comunicação pública. São cinco os campos de atuação
considerados: campo da vida cotidiana (somente Anos Iniciais), campo artístico-
literário, campo das práticas de estudo e pesquisa, campo jornalístico/midiático e
campo de atuação na vida pública, sendo que esses dois últimos aparecem
fundidos nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com a denominação campo da
vida pública:
119
PRÁTICAS DE LINGUAGENS – CAMPOS DE ATUAÇÃO
CAMPO DA VIDA COTIDIANA
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças,
adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, es-
colar, cultural eprofissional.
Alguns gêneros deste campo: agendas, listas, bilhetes,
recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários,
receitas, regras de jogos e brincadeiras (parlendas,
trava-línguas, lenga-lenga, etc).
CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos
da diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências
estéticas.
Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas,
contos, crônicas, canção, poemas, poemas visuais,
cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/cartum, entre
outros.
CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura/
escrita que possibilitem conhecer os textos expositivos e argumen-
tativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à pesqui-
sa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem dentro e
fora da escola.
Alguns gêneros deste campo em mídia impressa ou
digital: enunciados de tarefas escolares; relatos de
experimentos; quadros; gráficos; tabelas; infográficos;
diagramas; entrevistas; notas de divulgação científica;
verbetes de enciclopédia.
CAMPO DA VIDA PÚBLICA
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura
e escrita, especialmente de textos das esferas jornalística, publici-
tária, política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que
impactam a cidadania e o exercício de direitos.
Alguns gêneros textuais deste campo: notas; álbuns
noticiosos; notícias; reportagens; cartas do leitor
(revista infantil); comentários em sites para criança;
textos de campanhas de conscientização; Estatuto da
Criança e do Adolescente; abaixo-assinados; cartas de
reclamação, regras eregulamentos.
CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA
Trata-se, neste Campo, de ampliar e qualificar a participação dos
jovens nas práticas relativas ao debate de ideias e à atuação política
e social, por meiodo(a):
– compreensão dos interesses que movem a esfera política em
seus diferentes níveis e instâncias, das formas e canais de par-
ticipação institucionalizados, incluindo os digitais, e das formas
de participação não institucionalizadas, incluindo aqui manifes-
tações artísticas e intervençõesurbanas;
– reconhecimento da importância de se envolver com questões de
interesse público e coletivo e compreensão do contexto de pro-
mulgação dos direitos humanos, das políticas afirmativas e das
leis de uma forma geral em um estado democrático, como forma
de propiciar a vivência democrática em várias instâncias, e uma
atuação pautada pela ética da responsabilidade (o outro tem di-
reito a uma vida digna tanto quanto eu tenho);
– desenvolvimento de habilidades e aprendizagem de procedimen-
tos envolvidos na leitura/escuta e produção de textos pertencen-
tes a gêneros relacionados à discussão e implementação depro-
postas, à defesa de direitos e a projetos culturais e de interesse
público de diferentes naturezas.
Envolvem o domínio de gêneros legais e o conhecimento dos canais
competentes para questionamentos, reclamação de direitos e de-
núncias de desrespeitos a legislações e regulamentações e a direi-
tos; de discussãode propostas e programas de interesse público no
contexto de agremiações, coletivos, movimentos e outras instân-
cias e fóruns de discussão da escola, da comunidade e da cidade.
Trata-se também de possibilitar vivências significativas na articula-
ção com todas as áreas do currículo e com os interesses e escolhas
pessoais dos adolescentes e jovens, que envolvam a proposição,
desenvolvimento e avaliação de ações e projetosculturais, de forma
a fomentar o protagonismo juvenil de forma contextualizada.
Essas habilidades mais gerais envolvem o domínio
contextualizado de gêneros já considerados em outras
esferas – como discussão oral, debate, palestra, apre-
sentação oral, notícia, reportagem, artigo de opinião,
cartaz, spot, propaganda (de campanhas variadas,
nesse campo inclusive de campanhas políticas) – e de
outros, como estatuto, regimento, projeto cultural,
carta aberta, carta de solicitação, carta de reclama-
ção, abaixo-assinado, petição on-line, requerimento,
turno de fala em assembleia, tomada de turno em
reuniões, edital, proposta, ata, parecer, enquete, rela-
tório etc., os quais supõem o reconhecimento de sua
função social, a análise da forma como se organizam e
dos recursos e elementos linguísticos e das demais se-
mioses envolvidos na tessitura de textos pertencentes
a esses gêneros.
Em especial, vale destacar que o trabalho com discus-
são oral, debate, propaganda, campanha e apresen-
tação oral podem/devem se relacionar também com
questões, temáticas e práticas próprias do campo de
atuação na vida pública. Assim, as mesmas habilida-
des relativas a esses gêneros e práticas propostas para
o Campo.
Fonte: BRASIL, 2017.
120
O que precisamos entender inicialmente é como se estruturam as
habilidades. Elas expressam as aprendizagens essenciais que devem ser
asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares, conforme ilustrado no
exemplo a seguir:
HABILIDADE: (EF15LP11)
RECONHECER
VERBO(S) QUE EXPLICITA(M) O(S) PROCESSO(S)
COGNITIVO(S) ENVOLVIDO(S) NA HABILIDADE
Características da conversação espontânea presencial res-
peitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, duran-
te a conversação, formas de tratamento adequadas, de acor-
do com a situação e a posição do interlocutor
Complemento do(s) verbo(s) queexplicita(m) o(s) objeto(s) de
conhecimento mobilizado(s) nahabilidade
Modificadores do(s) verbo(s) ou do complemento do(s)
verbo(s) que explicita(m) o contexto e/ou uma maior especifi-
cação da aprendizagem esperada.
7.2.3. Organizador Curricular
Os modificadores devem ser entendidos como a explicitação da situação ou
condição em que a habilidade deve ser desenvolvida, considerando a faixa etária
dos alunos. Ainda assim, as habilidades não descrevem ações ou condutas
esperadas do professor, nem induzem à opção por abordagens ou metodologias.
Essas escolhas estão no âmbito dos projetos pedagógicos que, como já menciona-
do, devem ser adequados à realidade de cada sistema ou rede de ensino e a cada
instituição escolar, considerando o contexto e as características dos seus alunos.
ÁREA DE LINGUAGENS
COMPONENTE CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
• Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de
uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
• Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da
vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos
(inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.
• Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e
mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações,
experiências, idéias e sentimentos e continuar aprendendo.
• Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e
rejeitando preconceitos linguísticos.
• Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s)
interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.
• Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação,
posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e
ambientais.
• Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.
• Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo,
formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).
• Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição,
valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de
imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
• Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de
121
1º ANO
CAMPO DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada
e autônoma)
1, 2, 3
Protocolos de leitura
(EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e
escritos da esquerda para a direita e de cima
para baixo da página.
Escrita
(compartilhada
e autônoma)
2
Correspondência
fonema-grafema
(EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por
ditado, palavras e frases de forma alfabética –
usando letras/grafemas que representem fone-
mas.
Escrita
(compartilhada
e autônoma)
1, 2, 3
Construção do
sistema alfabético/
Convenções da
escrita
(EF01LP03) Observar escritas convencionais,
comparando-as às suas produções escritas,
percebendo semelhanças e diferenças.
Análise
linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2
Conhecimento
do alfabeto do
português do Brasil
(EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de
outros sinais gráficos.
Construção do
sistema alfabético
(EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita al-
fabética como representação dos sons da fala.
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em
sílabas.
(EF01LP07) Identificar fonemas e sua represen-
tação por letras.
(EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sí-
labas, fonemas, partes de palavras) com sua
representação escrita.
(EF01LP09) Comparar palavras, identificando
semelhanças e diferenças entre sons de sílabas
iniciais, mediais e finais.
Conhecimento
do alfabeto do
português do Brasil
(EF01LP10) Nomear as letras do alfabeto e reci-
tá-lo na ordem das letras.
Conhecimento das
diversas grafias do
alfabeto/
Acentuação
(EF01LP11) Conhecer, diferenciar e relacionar
letras em formato imprensa e cursiva, maiús-
culas e minúsculas.
Segmentação de
palavras/
Classificação de
palavras por número de
sílabas
(EF01LP12) Reconhecer a separação das pala-
vras, na escrita, por espaços em branco.
Construção do
sistema alfabético
(EF01LP13) Comparar palavras, identificando
semelhanças e diferenças entre sons de sílabas
iniciais, mediais e finais.
122
2
Pontuação
(EF01LP14) Identificar outros sinais no texto
além das letras, como pontos-finais, de interro-
gaçãoeexclamaçãoeseusefeitosnaentonação.
Sinonímia e
antonímia/
Morfologia/
Pontuação
(EF01LP15) Agrupar palavras pelocritério de
aproximação de significado (sinonímia) e sepa-
rar palavras pelo critério de oposição de signi-
ficado (antonímia).
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Decodificação/
Fluência de leitura
(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na
decodificação, no caso de palavras de uso
frequente, ler globalmente, por memorização.
2, 3, 8
Formação de leitor
(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a media-
ção do professor (leitura compartilhada), textos
que circulam em meios impressos ou digitais, de
acordo com as necessidades e interesses.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação
e construção da
coesão
(EF12LP03) Copiar textos breves, mantendo
suas características e voltando para o texto
sempre que tiver dúvidas sobre sua distribui-
ção gráfica, espaçamento entre as palavras,
escrita das palavras e pontuação.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Reconstrução
das condições
de produção e
recepção de textos
(EF15LP01) Identificar a função social de tex-
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impressa,
de massa e digital, reconhecendo para que fo-
ram produzidos, onde circulam, quem os pro-
duziu e a quem se destinam.
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em rela-
ção ao texto que vai ler (pressuposições ante-
cipadoras dos sentidos, da forma e da função
social do texto), apoiando-se em seus conheci-
mentos prévios sobre as condições de produ-
ção e recepção desse texto, o gênero, o suporte
e o universo temático, bem como sobre saliên-
cias textuais, recursos gráficos, imagens, da-
dos da própria obra (índice, prefácio etc.), con-
firmando antecipações e inferências realizadas
antes e durante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em
textos.
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido pro-
duzido pelo uso de recursos expressivos gráfi-
co-visuais em textos multissemióticos.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento de
texto
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o
texto que será produzido, considerando a situ-
ação comunicativa, os interlocutores (quem es-
creve/para quem escreve); a finalidade ou o pro-
pósito (escrever para quê); a circulação (onde o
texto vai circular); o suporte (qual é o portador do
texto); a linguagem, organização e forma do tex-
to eseu tema, pesquisando em meios impressos
ou digitais, sempre que for preciso, informações
necessárias à produção do texto, organizando
em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
123
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Revisão de textos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido
com a ajuda do professor e a colaboração dos
colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
2, 3, 5, 10
Edição de textos
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em
colaboração com os colegas e com a ajuda do
professor, ilustrando, quando for o caso, em
suporte adequado, manual ou digital.
10
Utilização de
tecnologia digital
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive progra-
mas de edição de texto, para editar e publicar
os textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
Oralidade
3, 5
Oralidade pública/
Intercâmbio
conversacional em
sala de aula
(EF15LP09) Expressar-se em situações de inter-
câmbio oral com clareza, preocupando-se em
ser compreendido pelo interlocutor e usando a
palavra com tom de voz audível, boa articula-
ção e ritmo adequado.
3
Escuta atenta
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de pro-
fessores e colegas, formulando perguntas per-
tinentes ao tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.
Características
da conversação
espontânea
(EF15LP11) Reconhecer características da con-
versação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e utilizando,
durante a conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação e a posi-
ção do interlocutor.
1, 3
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos) no
ato da fala
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos, movi-
mentos da cabeça (de concordância ou discor-
dância), expressão corporal, tom de voz.
3
Relato oral/Registro
formal e informal
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões, in-
formar, relatar experiências etc.).
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA COTIDIANA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Compreensão em
leitura
(EF01LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-lín-
guas, dentre outros gêneros do campo da vida
cotidiana, considerando a situação comunica-
tiva e o tema/assunto do texto e relacionando
sua forma de organização à sua finalidade.
124
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 10
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF01LP17) Planejar e produzir, em colabo-
ração com os colegas e com a ajuda do pro-
fessor, listas, agendas, calendários, avisos,
convites, receitas, instruções de montagem e
legendas para álbuns, fotos ou ilustrações
(digitais ou impressos), dentre outros gêneros
do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/ fina-
lidade do texto.
1, 2, 3, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF01LP18) Registrar, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, cantigas,
quadras, quadrinhas, parlendas, trava-lín-
guas, dentre outros gêneros do campo da vida
cotidiana, considerando a situação comunica-
tiva e o tema/assunto/finalidade do texto.
Oralidade
3, 9
Produção de texto
oral
(EF01LP19) Recitar parlendas, quadras, qua-
drinhas, trava-línguas, lenga-lenga, com ento-
nação adequada e observando as rimas.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3, 5, 7
Forma de
composição do
texto
(EF01LP20) Identificar e reproduzir, em co-
laboração com os colegas e com a ajuda do
professor ou já com certa autonomia, em
listas,agendas, calendários, regras,
avisos,convites, receitas, instruções de mon-
tagem e legendas para álbuns, fotos ou ilus-
trações (digitais ou impressos), a formatação e
diagramação específica de cada um desses
gêneros e reconhecendo a finalidade de cada
gênero.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP04) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor ou já comcerta autonomia, listas, agendas,
calendários, avisos, convites, receitas, instru-
ções de montagem (digitais ou impressos),
dentre outros gêneros do campo da vida coti-
diana, considerando a situação comunicativa e
o tema/assunto do texto e relacionando sua
formade organização à suafinalidade.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 9
Escrita
compartilhada
(EF12LP05)Planejar e produzir, em colabo-
ração com os colegas e com a ajuda do pro-
fessor, (re)contagem de histórias, poemas e
outros textos versificados (letras de canção,
quadrinhas, cordel), poemasvisuais, tiras e
histórias em quadrinhos, dentre outros gêne-
ros do campo artístico-literário, consideran-
do a situação comunicativa e a finalidade do
texto.
Oralidade
1, 2, 3, 5
Produção de texto
oral
(EF12LP06) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, recados, avisos, convites, receitas, ins-
truções de montagem, dentre outros gêneros
do campo da vida cotidiana, que possam ser
repassados oralmente por meio de ferramen-
tas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fi-
nalidade do texto.
125
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2, 3, 9
Forma de
composição do
texto
(EF12LP07) Identificar e (re)produzir, em canti-
ga, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-lín-
guas e canções, rimas, aliterações, assonân-
cias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à
melodia das músicas e seus efeitos de sentido.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 9
Leitura de imagens
em narrativas
visuais
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e
palavras e interpretando recursos gráficos (ti-
pos de balões, de letras, onomatopeias).
CAMPO DE ATUAÇÃO: ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF01LP25) Produzir, tendo o professor como
escriba, recontagem de histórias lidas pelo pro-
fessor, histórias imaginadas ou baseadas em
livros de imagens, observando a forma de com-
posição de textos narrativos (personagens, en-
redo, tempo e espaço).
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2, 3, 9
Formas de
composição de
narrativas
(EF01LP26) Identificar elementos de uma nar-
rativa lida ou escutada, incluindo personagens,
enredo, tempo e espaço.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Apreciação estética/
Estilo
(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, sonoridades,
jogos de palavras,reconhecendo seu pertenci-
mento ao mundo imaginário e sua dimensão de
encantamento, jogo e fruição.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3, 9
Formas de
composição de
textos poéticos
(EF12LP19) Reconhecer, em textos versificados,
rimas, sonoridades, jogos de palavras, pala-
vras, expressões, comparações, relacionando-
-as com sensações e associações.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
9
Formação do leitor
literário
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários
fazem parte do mundo do imaginário e apre-
sentam uma dimensão lúdica, de encantamen-
to, valorizando-os, em sua diversidade cultu-
ral, como patrimônio artístico da humanidade.
1, 2, 3, 9
Leitura colaborativa
e autônoma
(EF15LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
e, mais tarde, de maneira autônoma, textos
narrativos de maior porte como contos (popu-
lares, de fadas, acumulativos, de assombração
etc.) e crônicas.
9
Apreciação estética/
Estilo
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concre-
tos, observando efeitos de sentido criados pelo
formato do texto na página, distribuição e dia-
gramação das letras, pelas ilustrações e por
outros efeitos visuais.
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário/Leitura
multissemiótica
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e
outros recursos gráficos.
Oralidade
3, 5, 9
Contagem de
histórias
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
professor.
126
CAMPO DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Produção de textos
(EF01LP22) Planejar e produzir,em colaboração
com os colegas e com a ajuda do professor ou
já com certa autonomia, diagramas, entrevis-
tas, curiosidades, dentre outros gêneros do
campo investigativo, digitais ou impressos,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 10
Planejamento de
texto oral
Exposição oral
(EF01LP23) Planejar e produzir,em colaboração
com os colegas e com a ajuda do professor, en-
trevistas, curiosidades, dentre outrosgêneros do
campo investigativo, que possam ser repassados
oralmente por meio de ferramentas digitais, em
áudio ou vídeo, considerando a situação comu-
nicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2,3
Forma de
composição dos
textos/Adequação
do texto às normas
de escrita
(EF01LP24) Identificar e reproduzir, em enuncia-
dos de tarefas escolares, diagramas, entrevistas,
curiosidades, digitais ou impressos, a formata-
ção e diagramação específica de cada um des-
ses gêneros, inclusive em suas versões orais.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP17) Ler e compreender,em colaboração
com os colegas e com a ajuda do professor,
enunciados de tarefas escolares, diagramas,
curiosidades, pequenos relatos de experimen-
tos, entrevistas, verbetes de enciclopédia in-
fantil, dentre outros gêneros do campo investi-
gativo, considerando a situação comunicativa e
o tema/assunto dotexto.
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP08) Ler e compreender, em colaboração
com os colegas e com a ajuda do professor, foto-
legendas em notícias, manchetes e lides em no-
tícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias
curtas para público infantil, dentre outros gêne-
ros do campo jornalístico, considerando a situa-
ção comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF12LP09) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, slogans, anúncios publicitários e textos de
campanhas de conscientização destinados ao
público infantil, dentre outros gêneros do
campo publicitário, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
1, 2, 3, 7
(EF12LP10) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, cartazes, avisos, folhetos, regras e regula-
mentos que organizam a vida na comunidade
escolar, dentre outros gêneros do campo da
atuação cidadã, considerando a situação co-
municativa e o tema/assunto do texto.
127
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Escrita
compartilhada
(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, fotolegen-
das em notícias, manchetes e lides em notícias,
álbum de fotos digital noticioso e notícias cur-
tas para público infantil, digitais ou impressos,
dentre outros gêneros do campo jornalístico,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, slogans,
anúncios publicitários e textos de campanhas
de conscientização destinados ao público in-
fantil, dentre outros gêneros do campo publi-
citário, considerando a situação comunicativa e
o tema/ assunto/finalidade do texto.
Oralidade1, 2, 3, 5, 7, 10
Produção de texto
oral
(EF12LP13) Planejar, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, slogans e
peça de campanha de conscientização des-
tinada ao público infantil que possam ser re-
passados oralmente por meio de ferramentas
digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fina-
lidade do texto.
1, 2, 3, 5
Forma de
composição do
texto
(EF12LP14) Identificar ereproduzir, em fotole-
gendas de notícias, álbum de fotos digital noti-
cioso, cartas de leitor (revista infantil), digitais
ou impressos, a formatação e diagramação es-
pecífica de cada um desses gêneros, inclusive
em suas versões orais.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3
Forma de
composição do
texto
(EF12LP15) Identificar a forma de composição
de slogans publicitários.
1, 2, 3, 5, 7
Forma de
composição do
texto
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anún-
cios publicitários e textos de campanhas de
conscientização destinados ao público infantil
(orais e escritos, digitais ou impressos), a for-
matação e diagramação específica de cada um
desses gêneros, inclusive o uso de imagens.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Escrita
compartilhada
(EF01LP21) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, listas de
regras e regulamentos que organizam a vida na
comunidade escolar, dentre outros gêneros do
campo da atuação cidadã, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
128
2º ANO
CAMPO DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2
Decodificação /
Fluência de leitura
(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na
decodificação; no caso de palavras de uso fre-
quente, ler globalmente, por memorização.
2, 3, 8
Formação de leitor
(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a me-
diação do professor (leitura compartilhada),
textos que circulam em meios impressos ou
digitais, de acordo com as necessidades e inte-
resses.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação
e construção da
coesão
(EF12LP03) Copiar textos breves, mantendo
suas características e voltando para o texto
sempre que tiver dúvidas sobre sua distribui-
ção gráfica, espaçamento entre as palavras,
escrita das palavras e pontuação.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Reconstrução
das condições
de produção e
recepção de textos
(EF15LP01) Identificar a função social de tex-
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impressa
de massa e digital, reconhecendo para que fo-
ram produzidos, onde circulam, quem os pro-
duziu e a quem se destinam.
Estratégia de leitura
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em rela-
ção ao texto que vai ler (pressuposições ante-
cipadoras dos sentidos, da forma e da função
social do texto), apoiando-se em seusconheci-
mentos prévios sobre as condições de produção
e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o
universo temático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirman-
do antecipações e inferências realizadas antes e
durante a leitura de textos, checando aadequa-
ção das hipóteses realizadas.
2,3
(EF15LP03) Localizarinformaçõesexplícitasem
textos.
1, 2, 3
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido pro-
duzido pelo uso de recursos expressivos gráfi-
co-visuais em textos multissemióticos.
129
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento de
texto
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor,
o texto que será produzido, considerando a si-
tuação comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidade ou o
propósito (escrever para quê); a circulação
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem, organização e
forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e as
fontes pesquisadas.
2, 3, 5
Revisão de textos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido
com a ajuda do professor e a colaboração dos
colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações, correções
de ortografia epontuação.
2, 3, 5, 10
Edição de textos
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em
colaboração com os colegas e com a ajuda do
professor, ilustrando, quando for o caso, em su-
porte adequado, manual ou digital.
10
Utilização de
tecnologia digital
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive progra-
mas de edição de texto, para editar e publicar
os textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
Oralidade
3, 5
Oralidade pública/
Intercâmbio
conversacional em
sala de aula
(EF15LP09) Expressar-se em situações de inter-
câmbio oral com clareza, preocupando-se em
ser compreendido pelo interlocutor e usando a
palavra com tom de voz audível, boa articula-
ção e ritmoadequado.
3
Escuta atenta
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de pro-
fessores e colegas, formulando perguntas per-
tinentes ao tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.
Características
da conversação
espontânea
(EF15LP11) Reconhecer características da con-
versação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e utilizando,
durante a conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação e a posi-
ção do interlocutor.
1, 3
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos)
no ato da fala
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos, movi-
mentos da cabeça (de concordância ou discor-
dância), expressão corporal, tom de voz.
3
Relato oral/Registro
formal e informal
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões, in-
formar, relatar experiênciasetc.).
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2
Construção do
sistema alfabético/
Convenções da
escrita
(EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia
correta de palavras conhecidas ou com estru-
turas silábicas já dominadas, letras maiúsculas
em início de frases e em substantivos próprios,
segmentação entre as palavras, ponto-final,
ponto de interrogação e ponto de exclamação.
130
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF02LP02) Segmentar palavras em sílabas e
remover e substituir sílabas iniciais, mediais ou
finais para criar novas palavras.
(EF02LP03) Ler e escrever palavras com corres-
pondências regulares diretas entre letras e fo-
nemas (f, v, t, d, p, b) e correspondências regu-
lares contextuais (c e q; e e o, em posição átona
em final depalavra).
(EF02LP04) Ler e escrever corretamente pala-
vras com sílabas CV, V, CVC, CCV, identificando
que existem vogais em todas as sílabas.
(EF02LP05) Ler e escrever corretamente pala-
vras commarcas de nasalidade (til, m, n).
Conhecimento
do alfabeto do
português do Brasil
(EF02LP06) Perceberoprincípioacrofônicoque
opera nos nomes das letras do alfabeto.
Conhecimento das
diversas grafias
do alfabeto/
Acentuação
(EF02LP07) Escrever palavras, frases, textos
curtos nas formas imprensa e cursiva, respei-
tando a acentuação gráfica.
Segmentação
de palavras/
Classificação
de palavras por
número de sílabas
(EF02LP08) Segmentar corretamente as pala-
vras ao escrever frases e textos.
Pontuação
(EF02LP09) Usar adequadamente ponto-final,
ponto de interrogação e ponto de exclamação.
Sinonímia e
antonímia/
Morfologia/
Pontuação
(EF02LP10) Identificar sinônimos de palavras
de texto lido, determinando a diferença de
sentido entre eles, e formar antônimos de pa-
lavras encontradas em texto lido pelo acrésci-
mo do prefixo de negação in-/im-.
Morfologia
(EF02LP11) Formar o aumentativo e o diminuti-
vodepalavras comossufixos-ãoe-inho/-zinho.
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA COTIDIANA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP04) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
ou já com certa autonomia, listas, agendas,
calendários, avisos, convites, receitas, instru-
ções de montagem (digitais ou impressos),
dentre outros gêneros do campo da vida coti-
diana, considerando a situação comunicativa e
o tema/assunto do texto e relacionando sua
forma de organização à sua finalidade.
131
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 9
Escrita
compartilhada
(EF12LP05) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor,
(re) contagem de histórias, poemas e outros
textos versificados (letras de canção, quadri-
nhas, cordel), poemas visuais, tiras e histórias
em quadrinhos, dentre outros gêneros do cam-
po artístico-literário, considerando a situação
comunicativa e a finalidade do texto.
Oralidade
1, 2, 3, 5
Produção de texto
oral
(EF12LP06) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, recados, avisos, convites, receitas, ins-
truções de montagem, dentre outros gêneros
do campo da vida cotidiana, que possam ser
repassados oralmente por meio de ferramen-
tas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fi-
nalidade do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2, 3, 9
Forma de
composição do
texto
(EF12LP07) Identificar e (re)produzir, em canti-
ga, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-lín-
guas e canções, rimas, aliterações, assonân-
cias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à
melodia das músicas e seus efeitos de sentido.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 9
Leitura de imagens
em narrativas
visuais
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e
palavras e interpretando recursos gráficos (ti-
pos de balões, de letras, onomatopeias).
1, 2, 3, 9
Compreensão em
leitura
(EF02LP12) Ler e compreender, com certa au-
tonomia, cantigas, letras de canção, dentre
outros gêneros do campo da vida cotidiana,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto e relacionando sua for-
ma de organização à sua finalidade.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e car-
tas, em meio impresso e/ou digital, dentre ou-
tros gêneros do campo da vida cotidiana, con-
siderando a situação comunicativa e o tema/
assunto/finalidade do texto.
(EF02LP14) Planejar e produzir pequenos rela-
tos de observação de processos, de fatos, de
experiências pessoais, mantendo as caracte-
rísticas do gênero, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
Oralidade
1, 2, 3, 9
Produção de texto
oral
(EF02LP15) Cantar cantigas e canções, obede-
cendo ao ritmo e à melodia.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3, 5
Forma de
composição do
texto
(EF02LP16) Identificar e reproduzir bilhetes, re-
cados, avisos, cartas, e-mails, receitas (modo
de fazer), relatos (digitais ou impressos), a for-
matação e diagramação específica de cada um
desses gêneros.
2, 3
Forma de
composição do
texto
(EF02LP17) Identificar e reproduzir, em rela-
tos de experiências pessoais, a sequência dos
fatos, utilizando expressões que marquem a
passagem do tempo (“antes”, “depois”, “on-
tem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, “antiga-
mente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de
informatividade necessário.
132
CAMPO DE ATUAÇÃO: ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Apreciação
estética/Estilo
(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, sonoridades,
jogos de palavras e reconhecendo seu perten-
cimento ao mundo imaginário e sua dimensão
de encantamento, jogo efruição.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3, 9
Formas de
composição de
textos poéticos
(EF12LP19) Reconhecer, em textos versifica-
dos, rimas, sonoridades, jogos de palavras,
palavras, expressões, comparações, relacio-
nando-os com sensações e associações.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
8, 9
Formação do leitor
literário
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literá-
rios fazem parte do mundo do imaginário e
apresentam uma dimensão lúdica, de encan-
tamento, valorizando-os, em sua diversidade
cultural, como patrimônio artístico da huma-
nidade.
1, 2, 3, 9
Leitura colaborativa
e autônoma
(EF15LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
e, mais tarde, de maneira autônoma, textos
narrativos de maior porte como contos (po-
pulares, de fadas, acumulativos, de assombra-
ção etc.) e crônicas.
9
Apreciação
estética/Estilo
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concre-
tos, observando efeitos de sentido criados
pelo formato do texto na página, distribuição e
diagramação das letras, pelas ilustrações e por
outros efeitos visuais.
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário/Leitura
multissemiótica
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e
outros recursos gráficos.
Oralidade
3, 5, 9
Contagem de
histórias
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
professor.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 7, 8, 9
Formação do leitor
literário
(EF02LP26) Ler e compreender, com certa au-
tonomia, textos literários, de gêneros varia-
dos, desenvolvendo o gosto pela leitura.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF02LP27) Reescrever textos narrativos literá-
rios lidos pelo professor.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2, 3
Formas de
composição de
narrativas
(EF02LP28) Reconhecer o conflito gerador de
uma narrativa ficcional e sua resolução, além
de palavras, expressões e frases que caracte-
rizam personagens e ambientes.
2, 3, 9
Formas de
composição de
textos poéticos
visuais
(EF02LP29) Observar, em poemas visuais, o
formato do texto na página, as ilustrações e
outros efeitos visuais.
133
CAMPO DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETO(S) DE
CONHECIMENTO
HABILIDADESLeitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP17) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas, com a ajuda do professor e
com certa autonomia, enunciados de tarefas
escolares, diagramas, curiosidades, pequenos
relatos de experimentos, entrevistas, verbetes
de enciclopédia infantil, entre outros gêneros
do campo investigativo, considerando a situa-
ção comunicativa e o tema/assunto do texto.
2, 3
Imagens analíticas
em textos
(EF02LP20) Reconhecer a função de textos
utilizados para apresentar informações cole-
tadas em atividades de pesquisa (enquetes,
pequenas entrevistas, registros de experimen-
tações).
2, 3, 10
Pesquisa
(EF02LP21) Explorar, com a mediação do pro-
fessor, textos informativos de diferentes am-
bientes digitais de pesquisa, conhecendo suas
possibilidades.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 6
Produção de textos
(EF02LP22) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas, com a ajuda do professor
e com certa autonomia, pequenos relatos de
experimentos, entrevistas, verbetes de enci-
clopédia infantil, dentre outros gêneros do
campo investigativo, digitais ou impressos,
considerando
1, 2, 3, 5
Escrita autônoma
(EF02LP23) Planejar e produzir, com certa au-
tonomia, pequenos registros de observação de
resultados de pesquisa, coerentes com um
tema investigado.
Oralidade
1, 2, 3, 5
Planejamento
de texto oral/
Exposição oral
(EF02LP24) Planejar e produzir, em colabora- ção
com os colegas, com a ajuda do professor e
com certa autonomia, relatos de experi-
mentos, registros de observação, entrevistas,
dentre outros gêneros do campo investigati- vo,
que possam ser repassados oralmente por meio
de ferramentas digitais em áudio ou ví- deo,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/ finalidade do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos/Adequação
do texto às normas
de escrita
(EF02LP25) Identificar e reproduzir, em relatos
de experimentos, entrevistas, verbetes deen-
ciclopédia infantil, digitais ou impressos, a
formatação e diagramação específica de cada
um desses gêneros, inclusive em suas versões
orais.
134
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF12LP08) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, fotolegendas em notícias, manchetes e
lides em notícias, álbum de fotos digital no-
ticioso e notícias curtas para público infantil,
dentre outros gêneros do campo jornalístico,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP09) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, slogans, anúncios publicitários e textos de
campanhas de conscientização destinados ao
público infantil, dentre outros gêneros do
campo publicitário, considerando asituação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
1, 2, 3, 7
Compreensão em
leitura
(EF12LP10) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, cartazes, avisos, folhetos, regras e regula-
mentos que organizam a vida na comunidade
escolar, dentre outros gêneros do campo da
atuação cidadã, considerando a situação co-
municativa e o tema/assunto do texto.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Escrita
compartilhada
(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, fotolegen-
das em notícias, manchetes e lides em notí-
cias, álbum de fotos digital noticioso e notícias
curtas para público infantil digitais ouimpres-
sas, dentre outros gêneros do campo jornalís-
tico, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, slogans,
anúncios publicitários e textos de campanhas
de conscientização destinados ao público
infantil,dentre outros gêneros do campo pu-
blicitário, considerando asituação comunica-
tiva e o tema/ assunto/finalidade do texto.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 7, 10
Produção de texto
oral
(EF12LP13) Planejar, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor, slogans e
peça de campanha de conscientização des-
tinada ao público infantil que possam ser re-
passados oralmente por meio de ferramentas
digitais em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fina-
lidade do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3, 5
Forma de
composição do
texto
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotole-
gendas de notícias, álbum de fotos digital noti-
cioso, cartas de leitor (revista infantil) digitais
ou impressas, a formatação e diagramação es-
pecífica de cada um desses gêneros, inclusive
em suas versões orais.
135
Análise linguística/
semiótica
(Alfabetização)
1, 2, 3
Forma de
composição do
texto
(EF12LP15) Identificar a forma de composição
de slogans publicitários.
1, 2, 3, 5, 7
Forma de
composição do
texto
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anún-
cios publicitários e textos de campanhas de
conscientização destinados ao público in- fantil
(orais e escritos, digitais ou impressos), a
formatação e diagramação específicas de cada
um desses gêneros, inclusive o uso de
imagens.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 7
Escrita
compartilhada
(EF02LP18) Planejar e produzir cartazes e fo-
lhetos para divulgar eventos da escola ou da
comunidade, utilizando linguagem persuasiva
e elementos textuais e visuais (tamanho da
letra, leiaute, imagens) adequados ao gêne- ro,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
Oralidade
1, 2, 3, 5
Produção de texto
oral
(EF02LP19) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, notícias curtas para público infantil, para
compor jornal falado que possa ser repassado
oralmente ou em meio digital em áudio ou ví-
deo, dentre outros gêneros do campo jornalís-
tico, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
3º ANO
CAMPO DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
(EF15LP01) Identificar a função social de tex-
Reconstrução
das condições
de produção e
recepção de textos
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impressa,
de massa e digital, reconhecendo para que fo-
ram produzidos, onde circulam, quem os pro-
duziu e a quem se destinam.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em rela-
Leitura/escuta
1, 2, 3
ção ao texto que vai ler (pressuposições ante-
cipadoras dos sentidos, da forma e da função
(compartilhada e social do texto), apoiando-se em seus conhe-
autônoma) cimentos prévios sobre as condições de pro-
Estratégia de leitura
dução e recepção desse texto, o gênero, o su-
porte e o universo temático, bem como sobre
saliências textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice, prefácio etc.),
confirmando antecipações e inferências reali-
zadas antes e durante a leitura de textos, che-
cando a adequação das hipóteses realizadas.
2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em
textos.136
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido pro-
duzido pelo uso de recursos expressivos gráfi-
co-visuais em textos multissemióticos.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento de
texto
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor,
o texto que será produzido, considerando a si-
tuação comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidade ou o
propósito (escrever para quê); a circulação
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem, organização e
forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e
as fontes pesquisadas.
2, 3, 5
Revisão de textos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido
com a ajuda do professor e a colaboração dos
colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
2, 3, 5, 10
Edição de textos
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em
colaboração com os colegas e com a ajuda do
professor, ilustrando, quando for o caso, em
suporte adequado, manual ou digital.
10
Utilização de
tecnologia digital
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive progra-
mas de edição de texto, para editar e publicar
os textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
Oralidade
3, 5
Oralidade pública/
Intercâmbio
conversacional em
sala de aula
(EF15LP09) Expressar-se em situações de inter-
câmbio oral com clareza, preocupando-se em
ser compreendido pelo interlocutor e usando a
palavra com tom de voz audível, boa articula-
ção e ritmo adequado.
3
Escuta atenta
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de pro-
fessores e colegas, formulando perguntas per-
tinentes ao tema e solicitando esclarecimen-
tos sempre que necessário.
Características
da conversação
espontânea
(EF15LP11) Reconhecer características da con-
versação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e utilizando,
durante a conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação e a posi-
ção do interlocutor.
1, 3
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos) no
ato da fala
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos, movi-
mentos da cabeça (de concordância ou discor-
dância), expressão corporal, tom de voz.
3
Relato oral/Registro
formal e informal
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões,
informar, relatar experiências etc.).
137
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com corres-
pondências regulares contextuais entre grafe-
mas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u)
e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra
– e com marcas de nasalidade (til, m, n).
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente pala-
vras com os dígrafos lh, nh, ch.
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente pala-
vras com os dígrafos lh, nh, ch.
Conhecimento das
diversas grafias
do alfabeto/
Acentuação
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou cir-
cunflexo) em monossílabos tônicos termina-
dos em a, e, o e em palavras oxítonas termina-
das em a, e, o, seguidas ou não de s.
Segmentação
de palavras/
Classificação
de palavras por
número de sílabas
(EF03LP05) Identificar o número de sílabas de
palavras, classificando-as em monossílabas,
dissílabas, trissílabas e polissílabas.
Construção do
sistema alfabético
(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em pala-
vras classificando-as em oxítonas, paroxítonas
e proparoxítonas.
2, 3
Pontuação
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e
usar na escrita ponto-final, ponto de interro-
gação, ponto de exclamação e, em diálogos
(discurso direto), dois-pontos e travessão.
2
Morfologia
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos,
substantivos e verbos e suas funções na ora-
ção: agente, ação, objeto da ação.
Morfossintaxe
(EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e
sua função de atribuição de propriedades aos
substantivos.
Morfologia
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos pro-
dutivos na formação de palavras derivadas de
substantivos, de adjetivos e de verbos, utili-
zando-os para compreender palavras e para
formar novas palavras.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3
Decodificação/
Fluência de leitura
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamen-
te e, em seguida, em voz alta, com autonomia
e fluência, textos curtos com nível de textuali-
dade adequado.
8
Formação de leitor
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou
do cantinho de leitura da sala de aula e/ou dis-
poníveis em meios digitais, para leitura indivi-
dual, justificando a escolha e compartilhando
com os colegas sua opinião, após a leitura.
2, 3
Compreensão
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto,
demonstrando compreensão global.
Estratégia de leitura
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos
textos lidos.
138
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3
Estratégia de leitura
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou ex-
pressões desconhecidas em textos, com base
no contexto da frase ou do texto.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de
um texto, identificando substituições lexicais
(de substantivos por sinônimos) ou pronomi-
nais (uso de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que contribuem
para a continuidade dotexto.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Construção do
sistema alfabético/
Convenções da
escrita
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, co-
nhecimentos linguísticos e gramaticais, tais
como ortografia, regras básicas de concordân-
cia nominal e verbal, pontuação (ponto-final,
ponto de exclamação, ponto de interrogação,
vírgulas em enumerações) e pontuação do dis-
curso direto, quando for o caso.
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação
e construção da
coesão
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recur-
sos de referenciação (por substituição lexical ou
por pronomes pessoais, possessivos e demons-
trativos), vocabulário apropriado ao gênero,
recursos de coesão pronominal (pronomes ana-
fóricos) e articuladores de relações de sentido
(tempo, causa, oposição, conclusão, compara-
ção), com nível suficiente de informatividade.
Planejamento de
texto/Progressão
temática e
paragrafação
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de
sentido, dividindo-o em parágrafos, segundo
as normas gráficas e de acordo com as carac-
terísticas do gênero textual.
Oralidade
3, 6
Forma de
composição de
gêneros orais
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral
utilizados em diferentes situações e contextos
comunicativos e suas características linguísti-
co-expressivas e composicionais (conversação
espontânea, conversação telefônica, entrevis-
tas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, de-
bate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos
esportivos no rádio e TV, aula,debate etc.).
3, 4
Variação linguística
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos
falados em diferentes variedades linguísticas,
identificando características regionais, urba-
nas e rurais da fala e respeitando as diversas
variedades linguísticas como características do
uso da língua por diferentes grupos regio- nais
ou diferentes culturas locais, rejeitando
preconceitos linguísticos.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para escla-
recer dúvida sobre a escrita de palavras, espe-
cialmente no caso de palavras com relações
irregulares fonema-grafema.
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de
uso frequente nas quais as relações fonema-
-grafema são irregulares e com h inicial que
não representa fonema.
2, 3
Morfologia
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na pro-
dução textual pronomes pessoais, possessivos
e demonstrativos, como recurso coesivo ana-
fórico.
139
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA COTIDIANA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 9
Leitura de imagens
em narrativas
visuais
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e
palavrase interpretando recursos gráficos (ti-
pos de balão, deletra,onomatopeia).
2, 3
Compreensão em
leitura
(EF03LP11) Ler e compreender, com autono-
mia, textos injuntivos instrucionais (receitas,
instruções de montagem etc.), com a estrutu-
ra própria desses textos (verbos imperativos,
indicação de passos a serem seguidos) e mes-
clando palavras, imagens e recursos gráfico-
-visuais, considerando a situação comunicati-
va e o tema/assunto do texto.
2, 3, 7
Compreensão em
leitura
(EF03LP12) Ler e compreender, com autono-
mia, cartas pessoais e diários com expressão
de sentimentos e opiniões, dentre outros gê-
neros do campo da vida cotidiana, de acordo
com as convenções do gênero carta e consi-
derando a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5, 7
Escrita colaborativa
(EF03LP13) Planejar e produzir cartas pesso-
ais e diários com expressão de sentimentos e
opiniões, dentre outros gêneros do campo da
vida cotidiana, de acordo com as convenções
dos gêneros carta e diário e considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Escrita colaborativa
(EF03LP14) Planejar e produzir textos injunti-
vos instrucionais, com a estrutura própria des-
ses textos (verbos imperativos, indicação de
passos a serem seguidos) e mesclando pala-
vras, imagens e recursos gráfico-visuais, con-
siderando a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.
Oralidade
3, 10
Produção de texto
oral
(EF03LP15) Assistir, em vídeo digital, a progra-
mas de culinária infantil e, a partir dele, plane-
jar e produzir receitas em áudio ou vídeo.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3
Forma de
composição do
texto
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos
injuntivos instrucionais (receitas, instruções de
montagem, digitais ou impressos), a forma-
tação própria desses textos (verbos impera-
tivos, indicação de passos a serem seguidos) e
a diagramação específica dos textos desses
gêneros (lista de ingredientes ou materiais e
instruções de execução – "modo de fazer").
2, 3, 7
Forma de
composição do
texto
(EF03LP17) Identificar e reproduzir, em gêne-
ros epistolares e diários, a formatação própria
desses textos (relatos de acontecimentos, ex-
pressão de vivências, emoções, opiniões ou
críticas) e a diagramação específica dos textos
desses gêneros (data, saudação, corpo do tex-
to, despedida, assinatura).
140
CAMPO DE ATUAÇÃO: ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
9
Formação do leitor
literário
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários
fazem parte do mundo do imaginário e apre-
sentam uma dimensão lúdica, de encanta-
mento; valorizá-los em sua diversidade cultu-
ral, como patrimônio artístico da humanidade.
1, 2, 3, 9
Leitura colaborativa
e autônoma
(EF15LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
e, mais tarde, de maneira autônoma, textos
narrativos de maior porte como contos (popu-
lares, de fadas, acumulativos, de assombra-
ção etc.) e crônicas.
9
Apreciação
estética/Estilo
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concre-
tos, observando efeitos de sentido criados
pelo formato do texto na página, distribuição e
diagramação das letras, pelas ilustrações e por
outros efeitos visuais.
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário/Leitura
multissemiótica
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e
outros recursos gráficos.
Oralidade
3, 5, 9
Contagem de
histórias
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
professor.
2, 3, 9
Performances orais
(EF03LP27) Recitar cordel e cantar repentes e
emboladas, observando as rimas e obedecen-
do ao ritmo e à melodia.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autô-
noma, textos literários de diferentes gêneros e
extensões, inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gêneros, te-
mas, autores.
2, 3, 4, 5
Formação do leitor
literário/ Leitura
multissemiótica
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos nar-
rativos, observando o efeito de sentido de
verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de
variedades linguísticas no discurso direto.
3, 9
Apreciação
estética/Estilo
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, aliterações e
diferentes modos de divisão dos versos, estro-
fes e refrãos e seu efeito de sentido.
2, 3, 9
Textos dramáticos
(EF35LP24) Identificar funções do texto dra-
mático (escrito para ser encenado) e sua orga-
nização, por meio de diálogos entre persona-
gens e marcadores das falas das personagens
e de cena.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
3, 5, 9
Escrita autônoma
e compartilhada
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com
certa autonomia, utilizando detalhes descri-
tivos, sequências de eventos e imagens apro-
priadas para sustentar o sentido do texto e
marcadores de tempo, espaço e de fala de
personagens.
141
Produção de textos
(escrita
compartilhada e
autônoma)
3, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF35LP26) Ler e compreender,
com certa au- tonomia, narrativas
ficcionais que apresentem cenários
e personagens, observando os ele-
mentos da estrutura narrativa:
enredo, tempo, espaço,
personagens, narrador e a
construção do discurso indireto e
discurso direto.
Escrita autônoma
(EF35LP27) Ler e compreender,
com certa autonomia, textos em
versos, explorando ri- mas, sonse
jogos de palavras, imagens poé-
ticas (sentidos figurados) e
recursos visuais e sonoros.
Oralidade
3,9
Declamação
(EF35LP28) Declamar poemas, com
entona- ção, postura e interpretação
adequadas.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 9
Formas de
composiçãode
narrativas
(EF35LP29) Identificar, em
narrativas, cenário, personagem
central, conflito gerador, resolu-
ção e o ponto de vista com base
nos quais his- tórias são narradas,
diferenciando narrativas em
primeira e terceirapessoas.
2, 3
Discurso direto e indireto
(EF35LP30) Diferenciar discurso
indireto e dis- curso direto,
determinando o efeito de sentido
de verbos de enunciação e
explicando o uso de variedades
linguísticas no discurso direto,
quando for o caso.
3, 9
Forma de composição
de textos poéticos
(EF35LP31) Identificar, em textos
versificados, efeitos de sentido
decorrentes do uso de re- cursos
rítmicos e sonoros e de metáforas.
CAMPO DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Compreensão em
leitura
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com au-
tonomia, relatos de observações e de pesqui-
sas em fontes de informações, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Produção de textos
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para
apresentar resultados de observações e de
pesquisas em fontes de informações, incluin-
do, quando pertinente, imagens, diagramas e
gráficos ou tabelas simples, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
142
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
1, 2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
Adequação do
texto às normas de
escrita
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, em rela-
tórios de observação e pesquisa, a formata-
ção e diagramação específica desses gêneros
(passos ou listas de itens, tabelas, ilustrações,
gráficos, resumo dos resultados), inclusive em
suas versões orais.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 7
Pesquisa
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio
do professor, informações de interesse sobre
fenômenos sociais e naturais em textos que
circulam em meios impressos ou digitais.
Oralidade
3
Escuta de textos
orais
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresen-
tações de trabalhos realizadas por colegas,
formulando perguntas pertinentes ao tema e
solicitando esclarecimentos sempre que ne-
cessário.
3, 6
Compreensão de
textos orais
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em
situações formais de escuta de exposições,
apresentações e palestras.
2, 3, 5
Planejamento
de texto oral/
Exposição oral
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas es-
colares em sala de aula, com apoio de recur-
sos multissemióticos (imagens, diagrama, ta-
belas etc.), orientando-se por roteiro escrito,
planejando o tempo de fala e adequando a
linguagem à situação comunicativa.
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 6, 7
Compreensão em
leitura
(EF03LP18) Ler e compreender, com autono-
mia, cartas dirigidas a veículos da mídia im-
pressa ou digital (cartas de leitor e de recla-
mação a jornais, revistas) e notícias, dentre
outros gêneros do campo jornalístico, de acor-
do com as convenções do gênero carta e con-
siderando a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.
3, 6, 7
Compreensão em
leitura
(EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do
uso de recursos de persuasão (cores, imagens,
escolha de palavras, jogo de palavras, tama-
nho de letras) em textos publicitários e de pro-
paganda, como elementos de convencimento.
Produção de
textos (escrita
2, 3, 5, 6, 7
Escrita colaborativa
(EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veículos
da mídia impressa ou digital (cartas do leitor
ou de reclamação a jornais ou revistas), den-
tre outros gêneros do campo político-cidadão,
com opiniões e críticas, de acordo com as con-
venções do gênero carta e considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
143
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5
Escrita colaborativa
(EF03LP21) Produzir anúncios publicitários,
textos de campanhas de conscientização des-
tinados ao público infantil, observando os re-
cursos de persuasão utilizados nos textos pu-
blicitários e de propaganda (cores, imagens,
slogan, escolha de palavras, jogo de palavras,
tamanho e tipo de letras, diagramação).
Oralidade
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento e
produção de texto
(EF03LP22) Planejar e produzir, em colabora-
ção com os colegas, telejornal para público
infantil com algumas notícias e textos de cam-
panhas que possam ser repassados oralmente
ou em meio digital, em áudio ou vídeo, consi-
derando a situação comunicativa, a organiza-
ção específica da fala nessesgêneros e o tema/
assunto/finalidade dos textos.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2
Forma de
composição dos
textos
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em car-
tas digitais ou impressas dirigidas a veículos da
mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou
de reclamação a jornais ou revistas).
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 6, 7
Escrita colaborativa
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista
sobre tema polêmico relacionado a situações
vivenciadas na escola e/ou na comunidade,
utilizando registro formal e estrutura adequa-
da à argumentação, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notí-
cias, manchetes, lides e corpo de notícias sim-
ples para público infantil e cartas de reclama-
ção (revista infantil), digitais ou impressos, a
formatação e diagramação específica de cada
um desses gêneros, inclusive em suas versões
orais.
144
4º ANO
CAMPO DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
(EF15LP01) Identificar a função social de tex-
Reconstrução
das condições
de produção e
recepção de textos
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impres- sa,
de massa e digital, reconhecendo para que
foram produzidos, onde circulam, quem os
produziu e a quem se destinam.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em re-
lação ao texto que vai ler (pressuposições
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3 antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus
conhecimentos prévios sobre as condições de
produção e recepção desse texto, o gênero, o
Estratégia de leitura suporte e o universo temático, bem como
sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, pre-
fácio etc.), confirmando antecipações e infe-
rências realizadas antes e durante a leitura de
textos, checando a adequação das hipóteses
realizadas.
2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em
textos.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido pro-
duzido pelo uso de recursos expressivos gráfi-
co-visuais em textos multissemióticos.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor,
o texto que será produzido, considerando a si-
tuação comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidadeou o
propósito (escrever para quê); a circulação
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento de
texto
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem, organização
e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e
as fontes pesquisadas.
Produção de
textos (escrita (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido
compartilhada e com a ajuda do professor e a colaboração dos
autônoma) 2, 3, 5 Revisão de textos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em
2, 3, 5, 10 Edição de textos
colaboração com os colegas e com a ajuda do
professor, ilustrando, quando for o caso, em
suporte adequado, manual ou digital.
145
10
Utilização de
tecnologia digital
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive progra-
mas de edição de texto, para editar e publicar
os textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
Oralidade
3, 5
Oralidade pública/
Intercâmbio
conversacional em
sala de aula
(EF15LP09) Expressar-se em situações de in-
tercâmbio oral com clareza, preocupando-
-se em ser compreendido pelo interlocutor e
usando a palavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
3
Escuta atenta
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de
professores e colegas, formulando perguntas
pertinentes ao tema e solicitando esclareci-
mentos sempre que necessário.
Características
da conversação
espontânea
(EF15LP11) Reconhecer características da con-
versação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e utilizando,
durante a conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação e a posi-
ção do interlocutor.
1, 3
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos)
no ato da fala
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos, movi-
mentos da cabeça (de concordância ou discor-
dância), expressão corporal, tom de voz.
3
Relato oral/Registro
formal e informal
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões,
informar, relatar experiências etc.).
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3
Decodificação/
Fluência de leitura
(EF35LP01) Ler e compreender silenciosamen-
te e, em seguida, em voz alta, com autonomia
e fluência, textos curtos com nível de textuali-
dade adequado.
8
Formação de leitor
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/
ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou
disponíveis em meios digitais para leitura indi-
vidual, justificando a escolha e compartilhan-
do com os colegas sua opinião, após a leitura.
2, 3
Compreensão
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto,
demonstrando compreensão global.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos
textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou ex-
pressões desconhecidas em textos, com base
no contexto da frase ou do texto.
146
Estratégia de leitura (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de
um texto, identificando substituições lexicais
(de substantivos por sinônimos) ou pronomi-
nais (uso de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que contribuem
para a continuidade dotexto.
Construção do
sistema alfabético/
Convenções da
escrita
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, co-
nhecimentos linguísticos e gramaticais, tais
como ortografia, regras básicas de concordân-
cia nominal e verbal, pontuação (ponto-final,
ponto de exclamação, ponto de interrogação,
vírgulas em enumerações) e pontuação do dis-
curso direto, quando for o caso.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação
e construção da
coesão
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, re-
cursos de referenciação (por substituição lexi-
cal ou por pronomes pessoais, possessivos e
demonstrativos), vocabulário apropriado ao
gênero, recursos de coesão pronominal (pro-
nomes anafóricos) e articuladores de relações
de sentido (tempo, causa, oposição, conclu-
são, comparação), com nível suficiente de in-
formatividade.
Planejamento de
texto/Progressão
temática e
paragrafação
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de
sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as
normas gráficas e de acordo com as carac-
terísticas do gênero textual.
Oralidade
3, 6
Forma de
composição de
gêneros orais
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso
oral, utilizados em diferentes situações e con-
textos comunicativos,e suas características
linguístico-expressivas e composicionais (con-
versação espontânea, conversação telefônica,
entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou
na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narra-
ção de jogos esportivos no rádio e TV, aula,
debate etc.).
Oralidade
3, 4
Variação linguística
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos
falados em diferentes variedades linguísticas,
identificando características regionais, urba-
nas e rurais da fala e respeitando as diversas
variedades linguísticas como características do
uso da língua por diferentes grupos regio- nais
ou diferentes culturas locais, rejeitando
preconceitos linguísticos.
2, 3
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para escla-
recer dúvida sobre a escrita de palavras, espe-
cialmente no caso de palavras com relações
irregulares fonema-grafema.
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de
uso frequente nas quais as relações fonema-
-grafema são irregulares e com h inicial que não
representa fonema.
147
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3
Morfologia
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na pro-
dução textual pronomes pessoais, possessi-
vos e demonstrativos como recurso coesivo
anafórico.
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras
de correspondência fonema-grafema regula-
res diretas e contextuais.
(EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, pala-
vras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a
combinação VV (ditongo) é reduzida na língua
oral (ai, ei, ou).
2, 3
Conhecimento
do alfabeto do
português do Brasil/
Ordem alfabética/
Polissemia
(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário
para esclarecer significados, reconhecendo o
significado mais plausível para o contexto que
deu origem à consulta.
2
Conhecimento das
diversas grafias
do alfabeto/
Acentuação
(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou cir-
cunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s),
-l, -r, -ão(s).
2, 3
Pontuação
(EF04LP05) Identificar a função na leitura e
usar, adequadamente na escrita, ponto-final,
de interrogação, de exclamação, dois-pontos e
travessão em diálogos (discurso direto); vír-
gula em enumerações e em separação de vo-
cativo e de aposto.
Morfologia
(EF04LP06) Identificar em textos e usar na pro-
dução textual a concordância entre substanti-
vo ou pronome pessoal e verbo (concordância
verbal).
2, 3, 5
Morfossintaxe
(EF04LP07) Identificar em textose usar na pro-
dução textual a concordância entre artigo,
substantivo e adjetivo (concordância no grupo
nominal).
2
Morfologia
(EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamen-
te, palavras derivadas com os sufixos -agem,
-oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas).
148
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA COTIDIANA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 9
Leitura de imagens
em narrativas
visuais
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e
palavras e interpretando recursos gráficos (ti-
pos de balão, de letra, onomatopeia).
2, 3
Compreensão em
leitura
(EF04LP09) Ler e compreender, com autono-
mia, boletos, faturas e carnês, dentre outros
gêneros do campo da vida cotidiana, de acor-
do com as convenções do gênero (campos,
itens elencados, medidas de consumo, código
de barras), considerando a situação comuni-
cativa e a finalidade do texto.
(EF04LP10) Ler e compreender, com autono-
mia, cartas pessoais de reclamação, dentre
outros gêneros do campo da vida cotidiana, de
acordo com as convenções do gênerocar- ta,
considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5, 6
Escrita colaborativa
(EF04LP11) Planejar e produzir, com autono-
mia, cartas pessoais de reclamação, dentre
outros gêneros do campo da vida cotidiana, de
acordo com as convenções do gênero carta e
com a estrutura própria desses textos (pro-
blema, opinião, argumentos), considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fina-
lidade do texto.
Oralidade
3, 10
Produção de texto
oral
(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a progra-
ma infantil com instruções de montagem, de
jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e
produzir tutoriais em áudio ou vídeo.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 5
Forma de
composição do
texto
(EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos
injuntivos, instrucionais (instruções de jogos
digitais ou impressos), a formatação própria
desses textos (verbos imperativos, indicação
de passos a serem seguidos) e formato espe-
cífico dos textos orais ou escritos desses gêne-
ros (lista/ apresentação de materiais e instru-
ções/passos de jogo).
149
CAMPO DE ATUAÇÃO: ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETO(S) DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
8, 9
Formação do leitor
literário
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários
fazem parte do mundo do imaginário e apre-
sentam uma dimensão lúdica, de encanta-
mento; valorizá-los em sua diversidade cultu-
ral como patrimônio artístico da humanidade.
1, 2, 3, 9
Leitura colaborativa
e autônoma
(EF15LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
e, mais tarde, de maneira autônoma, textos
narrativos de maior porte como contos (po-
pulares, de fadas, acumulativos, de assombra-
ção etc.) e crônicas.
9
Apreciação
estética/Estilo
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concre-
tos, observando efeitos de sentido criados
pelo formato do texto na página, distribuição e
diagramação das letras, pelas ilustrações e por
outros efeitos visuais.
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário/Leitura
multissemiótica
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e
outros recursos gráficos.
Oralidade
3, 5, 9
Contagem de
histórias
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
professor.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autô-
noma, textos literários de diferentes gêneros e
extensões, inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gêneros, te-
mas e autores.
2, 3, 4, 5
Formação do leitor
literário/ Leitura
multissemiótica
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos nar-
rativos, observando o efeito de sentido de
verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de
variedades linguísticas no discurso direto.
3, 9
Apreciação
estética/Estilo
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, aliterações e
diferentes modos de divisão dos versos, estro-
fes e refrãos e seu efeito de sentido.
2, 3, 9
Textos dramáticos
(EF35LP24) Identificar funções do texto dra-
mático (escrito para ser encenado) e sua orga-
nização, por meio de diálogos entre persona-
gens e marcadores das falas das personagens
e de cena.
150
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
3, 5, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com cer-
ta autonomia, utilizando detalhes descritivos,
sequências de eventos e imagens apropriadas,
para sustentar o sentido do texto, e marcado-
res de tempo, espaço e de fala de personagens.
3, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa au-
tonomia, narrativas ficcionais que apresentem
cenários e personagens, observando os ele-
mentos da estrutura narrativa: enredo, tempo,
espaço, personagens, narrador e a construção
do discurso indireto e discurso direto.
3, 9
Escrita autônoma
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa au-
tonomia, textos em versos, explorando rimas,
sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sen-
tidos figurados) e recursos visuais e sonoros.
Oralidade
3,9
Declamação
(EF35LP28) Declamar poemas, com entona-
ção, postura e interpretação adequadas.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 9
Formas de
composição de
narrativas
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário,
personagem central, conflito gerador, resolu-
ção e o ponto de vista, com base no qual histó-
rias são narradas, diferenciando narrativas em
primeira e terceira pessoas.
2, 3
Discurso direto e
indireto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e dis-
curso direto, determinando o efeito de sentido
de verbos de enunciação e explicando o uso
de variedades linguísticas no discurso direto,
quando for o caso.
3, 9
Forma de
composição de
textos poéticos
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados,
efeitos de sentido decorrentes do uso de re-
cursos rítmicos e sonoros e de metáforas.
2, 3, 9
Forma de
composição de
textos poéticos
visuais
(EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o
formato, a distribuição e a diagramação das
letras do texto na página.
Forma de
composição de
textos dramáticos
(EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos,
marcadores das falas das personagens e de
cena.
CAMPO DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 7
Pesquisa
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio
do professor, informações de interesse sobre
fenômenos sociais e naturais em textos que
circulam em meios impressos ou digitais.
Oralidade
3
Escuta de textos
orais
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresen-
tações de trabalhos realizadas por colegas,
formulando perguntas pertinentes ao tema e
solicitando esclarecimentos sempre que ne-
cessário.
151
Oralidade
3, 6
Compreensão de
textos orais
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em
situações formais de escutade exposições,
apresentações e palestras.
2, 3, 5
Planejamento
de texto oral/
Exposição oral
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas es-
colares em sala de aula, com apoio de recursos
multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas
etc.), orientando-se por roteiro escrito, plane-
jando o tempo de fala e adequando a lingua-
gem à situação comunicativa.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3
Compreensão em
leitura
(EF04LP19) Ler e compreender textos exposi-
tivos de divulgação científica para crianças,
considerando a situação comunicativa e o
tema/ assunto do texto.
Imagens analíticas
em textos
(EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos,
diagramas e tabelas em textos, como forma de
apresentação de dados einformações.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Produção de textos
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre te-
mas de interesse, com base em resultados de
observações e pesquisas em fontes de infor-
mações impressas ou eletrônicas, incluindo,
quando pertinente, imagens e gráficos ou ta-
belas simples, considerando a situação comu-
nicativa e o tema/assunto do texto.
Escrita autônoma
(EF04LP22) Planejar e produzir, com certa au-
tonomia, verbetes de enciclopédia infantil, di-
gitais ou impressos, considerando a situação
comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do
texto.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos/Coesão e
articuladores
(EF04LP23) Identificar e reproduzir, em ver-
betes de enciclopédia infantil digitais ou im-
pressos, a formatação e diagramação especí-
fica desse gênero (título do verbete, definição,
detalhamento, curiosidades), considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/fina-
lidade do texto.
Forma de
composição dos
textos/ Adequação
do texto às normas
de escrita
(EF04LP24) Identificar e reproduzir, em seu
formato, tabelas, diagramas e gráficos em re-
latórios de observação e pesquisa, como for-
ma de apresentação de dados e informações.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Escrita autônoma
(EF04LP25) Planejar e produzir, com certa au-
tonomia, verbetes de dicionário, digitais ou
impressos, considerando a situação comuni-
cativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
152
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 6, 7
Escrita
colaborativa
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista
sobre tema polêmico relacionado a situações
vivenciadas na escola e/ou na comunidade, uti-
lizando registro formal e estrutura adequada à
argumentação, considerando a situação comu-
nicativa e o tema/assunto do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias,
manchetes, lides e corpo de notícias simples
para público infantil e cartas de reclamação (re-
vista infantil), digitais ou impressos, a formata-
ção e diagramação específica de cada um des-
ses gêneros, inclusive em suas versões orais.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3
Compreensão em
leitura
(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, parti-
cipantes, local e momento/tempo da ocorrência
do fato noticiado.
2, 3, 6
(EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/suges-
tões em textos (informativos, jornalísticos, pu-
blicitários etc.).
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Escrita
colaborativa
(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorri-
dos no universo escolar, digitais ou impressas,
para o jornal da escola, noticiando os fatos e
seus atores e comentando decorrências, de
acordo com as convenções do gênero notícia e
considerando a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.
Oralidade
2, 3, 5, 10
Planejamento e
produção de texto
(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou te-
levisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e
na internet, orientando-se por roteiro ou texto e
demonstrando conhecimento dos gêneros jor-
nal falado/televisivo e entrevista.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
3
Forma de
composição dos
textos
(EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a
expressão facial e corporal de âncoras de jornais
radiofônicos ou televisivos e de entrevistadores/
entrevistados.
153
5º ANO
CAMPO DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3
Reconstrução
das condições
de produção e
recepção de textos
(EF15LP01) Identificar a função social de tex-
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a
comunidade, a escola) e nas mídias impres- sa,
de massa e digital, reconhecendo para que
foram produzidos, onde circulam, quem os
produziu e a quem se destinam.
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em re-
lação ao texto que vai ler (pressuposições
antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus
conhecimentos prévios sobre as condições de
produção e recepção desse texto, o gênero, o
suporte e o universo temático, bem como
sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, pre-
fácio etc.), confirmando antecipações e infe-
rências realizadas antes e durante a leitura de
textos, checando a adequação das hipóteses
realizadas.
2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em
textos.
1, 2, 3
Estratégia de leitura
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido pro-
duzido pelo uso de recursos expressivos gráfi-
co-visuais em textos multissemióticos.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 5, 7
Planejamento de
texto
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor,
o texto que será produzido, considerando a si-
tuação comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidade ou o
propósito (escrever para quê); a circulação
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem, organização
e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e
as fontes pesquisadas.
2, 3, 5
Revisão de textos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido
com a ajuda do professor e a colaboração dos
colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
2, 3, 5, 10
Edição de textos
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em
colaboração com oscolegas e com a ajuda do
professor, ilustrando, quando for o caso, em
suporte adequado, manual oudigital.
10
Utilização de
tecnologia digital
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive progra-
mas de edição de texto, para editar e publicar
os textos produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
154
Oralidade
3, 5
Oralidade pública/
Intercâmbio
conversacional em
sala de aula
(EF15LP09) Expressar-se em situações de in-
tercâmbio oral com clareza, preocupando-
-se em ser compreendido pelo interlocutor e
usando a palavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmoadequado.
3
Escuta atenta
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de
professores e colegas, formulando perguntas
pertinentes ao tema e solicitando esclareci-
mentos sempre que necessário.
3
Características
da conversação
espontânea
(EF15LP11) Reconhecer características da con-
versação espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e utilizando,
durante a conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação e a posi-
ção do interlocutor.
1, 3
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos)
no ato da fala
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso, gestos, movi-
mentos da cabeça (de concordância ou discor-
dância), expressão corporal, tom de voz.
3
Relato oral/Registro
formal e informal
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões,
informar, relatar experiências etc.).
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3
Decodificação/
Fluência de leitura
(EF35LP01) Ler e compreender silenciosamen-
te e, em seguida, em voz alta, com autonomia
e fluência, textos curtos com nível de textuali-
dade adequado.
8
Formação de leitor
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/
ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou
disponíveis em meios digitais para leitura indi-
vidual, justificando a escolha e compartilhan-
do com os colegas sua opinião após a leitura.
2, 3
Compreensão
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto,
demonstrando compreensão global.
2,3
Estratégia de leitura
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos
textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou ex-
pressões desconhecidas em textos, com base
no contexto da frase ou do texto.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de
um texto, identificando substituições lexicais
(de substantivos por sinônimos) ou pronomi-
nais (uso de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que contribuem
para a continuidade dotexto.
155
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Construção do
sistema alfabético/
Convenções da
escrita
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, co-
nhecimentos linguísticos e gramaticais, tais
como ortografia, regras básicas de concordân-
cia nominal e verbal, pontuação (ponto-final,
ponto de exclamação, ponto de interrogação,
vírgulas em enumerações) e pontuação do dis-
curso direto, quando for o caso.
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação
e construção da
coesão
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, re-
cursos de referenciação (por substituição lexi-
cal ou por pronomes pessoais, possessivos e
demonstrativos), vocabulário apropriado ao
gênero, recursos de coesão pronominal (pro-
nomes anafóricos) e articuladores derelações
de sentido (tempo, causa, oposição, conclu-
são, comparação), com nível suficiente de in-
formatividade.
Planejamento de
texto/Progressão
temática e
paragrafação
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de
sentido, dividindo-o em parágrafos segundo
as normas gráficas e de acordo com as carac-
terísticas do gênero textual.
Oralidade
3, 6
Forma de
composição de
gêneros orais
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso
oral utilizados em diferentes situações e con-
textos comunicativos e suas características
linguístico-expressivas e composicionais (con-
versação espontânea, conversação telefônica,
entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou
na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narra-
ção de jogos esportivos no rádio e TV, aula,
debate etc.).
3, 4
Variação linguística
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos
falados em diferentes variedades linguísticas,
identificando características regionais, urba-
nas e rurais da fala e respeitando as diversas
variedades linguísticas como características
do uso da língua por diferentes grupos regio-
nais ou diferentes culturas locais, rejeitando
preconceitos linguísticos.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para escla-
recer dúvida sobre a escrita de palavras, espe-
cialmente no caso de palavras com relações
irregulares fonema-grafema.
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de
uso frequente, nas quais as relações fonema-
-grafema são irregulares e com h inicial que
não representa fonema.
2, 3
Morfologia
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na pro-
dução textual pronomes pessoais, possessi-
vos e demonstrativos como recurso coesivo
anafórico.
156
2
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
(EF05LP01) Grafar palavras utilizando regras
de correspondência fonema-grafema regula-
res, contextuais e morfológicas e palavras de
uso frequente com correspondências irregu-
lares.
Conhecimento
(EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico
das palavras (uma mesma palavra com dife-
rentes significados, de acordo com o contexto
de uso), comparando o significado de determi-
nados termos utilizados nas áreas científicas
com esses mesmos termos utilizados na lin-
guagem usual.
do alfabeto do
2, 5
português do
Brasil/Ordem
alfabética/
Polissemia
Conhecimento das (EF05LP03) Acentuar corretamente palavras
2
diversas grafias
do alfabeto/
oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
Acentuação
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos,
vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reco-
2, 3 Pontuação nhecer, na leitura de textos, o efeito de senti-
Análise linguística/
semiótica
do que decorre do uso de reticências, aspas,
parênteses.
(Ortografização)
(EF05LP05) Identificar a expressão de presen-
2 te, passado e futuro em tempos verbais do
modo indicativo.
(EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na es-
2, 5
crita e na oralidade, os verbos em concordân-
cia com pronomes pessoais/nomes sujeitos da
oração.
Morfologia
(EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de
2, 3
conjunções e a relação que estabelecem entre
partes do texto: adição, oposição, tempo, cau-
sa, condição, finalidade.
(EF05LP08) Diferenciar palavras primitivas, de-
2 rivadas e compostas e derivadas por adição de
prefixo e de sufixo.
157
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA COTIDIANA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 9
Leitura de imagens
em narrativas
visuais
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e
palavras e interpretando recursos gráficos (ti-
pos de balão, de letra, onomatopeia).
2, 3
Compreensão em
leitura
(EF05LP09) Ler e compreender, com autono-
mia, textos instrucional de regras de jogo,
dentre outros gêneros do campo da vida coti-
diana, de acordo com as convenções do gêne-
ro e considerando a situação comunicativa e a
finalidade do texto.
1, 2, 3
(EF05LP10) Ler e compreender, com autono-
mia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros
gêneros do campo da vida cotidiana, de acor-
do com as convenções do gênero e conside-
rando a situação comunicativa e a finalidade
do texto.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
1,2, 3, 5, 6
Escrita colaborativa
(EF05LP11) Registrar, com autonomia, anedo-
tas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros
do campo da vida cotidiana, de acordo com as
convenções do gênero e considerando a situa-
ção comunicativa e a finalidade do texto.
Escrita
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Escrita colaborativa
(EF05LP12) Planejar e produzir, com autono-
mia, textos instrucionais de regras de jogo,
dentre outros gêneros do campo da vida coti-
diana, de acordo com as convenções do gêne-
ro e considerando a situação comunicativa e a
finalidade do texto.
Oralidade
3, 10
Produção de texto
oral
(EF05LP13) Assistir, em vídeo digital, a posta-
gem de vlog infantil de críticas de brinquedos
e livros de literatura infantil e, a partir dele,
planejar e produzir resenhas digitais em áudio
ou vídeo.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 6
Forma de
composição do
texto
(EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos
de resenha crítica de brinquedos ou livros de
literatura infantil, a formatação própria des-
ses textos (apresentação e avaliação do pro-
duto).
158
CAMPO DE ATUAÇÃO: ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
8, 9
Formação do leitor
literário
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários
fazem parte do mundo do imaginário e apre-
sentam uma dimensão lúdica, de encantamen-
to, valorizando-os em sua diversidade cultural
como patrimônio artístico da humanidade.
1, 2, 3, 9
Leitura colaborativa
e autônoma
(EF15LP16) Ler e compreender, em colabora-
ção com os colegas e com a ajuda do professor
e, mais tarde, de maneira autônoma, textos
narrativos de maior porte, como contos (po-
pulares, de fadas, acumulativos, de assombra-
ção etc.) e crônicas.
9
Apreciação
estética/Estilo
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concre-
tos, observando efeitos de sentido criados
pelo formato do texto na página, distribuição
e diagramação das letras, pelas ilustrações e
por outros efeitos visuais.
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário/Leitura
multissemiótica
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e
outros recursos gráficos.
Oralidade
3, 5, 9
Contagem de
histórias
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
professor.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 9
Formação do leitor
literário
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autô-
noma, textos literários de diferentes gêneros e
extensões, inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gêneros, te-
mas e autores.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
2, 3, 4, 5, 9
Formação do leitor
literário/ Leitura
multissemiótica
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos nar-
rativos, observando o efeito de sentido de
verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de
variedades linguísticas no discurso direto.
3, 9
Apreciação
estética/Estilo
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, aliterações e
diferentes modos de divisão dos versos, estro-
fes e refrãos e seu efeito de sentido.
2, 3, 9
Textos dramáticos
(EF35LP24) Identificar funções do texto dra-
mático (escrito para ser encenado) e sua orga-
nização por meio de diálogos entre persona-
gens e marcadores das falas das personagens
e de cena.
3, 5, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF35LP25) Criar narrativasficcionais, com cer-
ta autonomia, utilizando detalhes descritivos,
sequências de eventos e imagens apropriadas
para sustentar o sentido do texto e marcado-
res de tempo espaço e de fala de personagens.
159
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
3, 9
Escrita autônoma e
compartilhada
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa au-
tonomia, narrativas ficcionais que apresentem
cenários e personagens, observando os ele-
mentos da estrutura narrativa: enredo, tempo,
espaço, personagens, narrador e a construção
do discurso indireto e discurso direto.
Escrita autônoma
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa
autonomia, textos em versos, explorando ri-
mas, sons e jogos de palavras, imagens poé-
ticas (sentidos figurados) e recursos visuais e
sonoros.
Oralidade
3,9
Declamação
(EF35LP28) Declamar poemas, com entona-
ção, postura e interpretação adequadas.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 9
Formas de
composição de
narrativas
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário,
personagem central, conflito gerador, resolu-
ção e o ponto de vista com base no qual histó-
rias são narradas, diferenciando narrativas em
primeira e terceira pessoas.
Discurso direto e
indireto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e dis-
curso direto, determinando o efeito de sentido
de verbos de enunciação e explicando o uso
de variedades linguísticas no discurso direto,
quando for o caso.
3, 9
Forma de
composição de
textos poéticos
(EF35LP31) Identificar, em textosversificados,
efeitos de sentido decorrentes do uso de re-
cursos rítmicos e sonoros e de metáforas.
Oralidade
2, 3, 9
Performances orais
(EF05LP25) Representar cenas de textos dra-
máticos, reproduzindo as falas das persona-
gens, de acordo com as rubricas de interpreta-
ção e movimento indicadas pelo autor.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 9, 10
Forma de
composição de
textos poéticos
visuais
(EF05LP28) Observar, em ciberpoemas e mini-
contos infantis em mídia digital, os recursos
multissemióticos presentes nesses textos
digitais.
CAMPO DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETO(S) DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
1, 2, 3, 7
Pesquisa
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio
do professor, informações de interesse sobre
fenômenos sociais e naturais em textos que
circulam em meios impressos ou digitais.
Oralidade
3
Escuta de textos
orais
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresen-
tações de trabalhos realizadas por colegas,
formulando perguntas pertinentes ao tema e
solicitando esclarecimentos sempre que ne-
cessário.
3, 6
Compreensão de
textos orais
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em
situações formais de escuta de exposições,
apresentações e palestras.
160
2, 3, 5
Planejamento
de texto oral
Exposição oral
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas es-
colares em sala de aula, com apoio de recursos
multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas
etc.), orientando-se por roteiro escrito, plane-
jando o tempo de fala e adequando a lingua-
gem à situação comunicativa.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3
Compreensão em
leitura
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de
dicionário, identificando a estrutura, as infor-
mações gramaticais (significado de abreviatu-
ras) e as informações semânticas.
3, 6
Imagens analíticas
em textos
(EF05LP23) Comparar informações apresenta-
das em gráficos ou tabelas.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5
Produção de textos
(EF05LP24) Planejar e produzir texto sobre
tema de interesse, organizando resultados de
pesquisa em fontes de informação impressas
ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou ta-
belas, considerando a situação comunicativa
e o tema/assunto dotexto.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)1, 2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
Adequação do
texto às normas de
escrita
(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, co-
nhecimentos linguísticos e gramaticais: regras
sintáticas de concordância nominal e verbal,
convenções de escrita de citações, pontuação
(ponto-final, dois-pontos, vírgulas em enume-
rações) e regras ortográficas.
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
Coesão e
articuladores
(EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recur-
sos de coesão pronominal (pronomes anafó-
ricos) e articuladores de relações de sentido
(tempo, causa, oposição, conclusão, compara-
ção), com nível adequado de informatividade.
CAMPO DE ATUAÇÃO: VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 6, 7
Escrita colaborativa
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista
sobre tema polêmico relacionado a situações
vivenciadas na escola e/ou na comunidade,
utilizando registro formal e estrutura adequa-
da à argumentação, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
2, 3, 5
Forma de
composição dos
textos
(EF35LP16) Identificar ereproduzir, emnotícias,
manchetes, lides e corpo de notícias simples
para público infantil e cartas de reclamação (re-
vista infantil), digitais ou impressos, a formata-
ção e diagramação específica de cada um des-
ses gêneros, inclusive em suas versões orais.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
3, 6
Compreensão em
leitura
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com
autonomia, notícias, reportagens, vídeos em
vlogs argumentativos, dentre outros gêneros
do campo político-cidadão, de acordo com
as convenções dos gêneros e considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
161
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO JORNALÍSTICO MIDIÁTICO
(EF05LP16) Comparar informações sobre um
mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e
concluir sobre qual é mais confiável e por quê.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
2, 3, 5, 10
Escrita colaborativa
(EF05LP17) Produzir roteiro para edição de
uma reportagem digital sobre temas de inte-
resse da turma, a partir de buscas de informa-
ções, imagens, áudios e vídeos na internet, de
acordo com as convenções do gênero e con-
siderando a situação comunicativa e o tema/
assunto dotexto.
Oralidade
2, 3, 5, 10
Planejamento e
produção de texto
(EF05LP18) Roteirizar, produzir e editar vídeo
para vlogs argumentativos sobre produtos de
mídia para público infantil (filmes, desenhos
animados, HQs, games etc.), com base em
conhecimentos sobre eles, de acordo com as
convenções do gênero e considerando a situ-
ação comunicativa e o tema/ assunto/finalida-
de do texto.
3, 6
Produção de texto
(EF05LP19) Argumentar oralmente sobre
acontecimentos de interesse social, com base
em conhecimentos sobre fatos divulgados em
TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitan-
do pontos de vistadiferentes.
Análise linguística/
semiótica
(Ortografização)
6
Forma de
composição dos
textos
(EF05LP20) Analisar a validade e força de argu-
mentos em argumentações sobre produtos de
mídia para público infantil (filmes, desenhos
animados, HQs, games etc.), com base em co-
nhecimentos sobre os mesmos.
2, 3, 4, 5, 10
(EF05LP21) Analisar o padrão entonacional, a
expressão facial e corporal e as escolhas de va-
riedade e registro linguísticos de vloggers de
vlogs opinativos ou argumentativos.
3, 7, 10
Reconstrução
do contexto
de produção,
circulação e
recepção de
textos.
Caracterização do
campo jornalístico
e relação entre
os gêneros em
circulação, mídias
e práticas da
cultura digital
(EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de
uma neutralidade absoluta no relato de fatos
e identificar diferentes graus de parcialidade/
imparcialidade dados pelo recorte feito e pe-
los efeitos de sentido advindos de escolhas fei-
tas pelo autor, de forma a poder desenvolver
uma atitude crítica frente aos textos jornalísti-
cos e tornar-se consciente das escolhas feitas
enquanto produtor de textos.
(EF06LP02) Estabelecer relação entre os dife-
rentes gêneros jornalísticos, compreendendo
a centralidade da notícia.
(EF67LP01) Analisar a estrutura e funciona-
mento dos hiperlinks em textos noticiosos pu-
blicados na Web e vislumbrar possibilidades
de uma escrita hipertextual.
162
Leitura
3, 7, 8, 10
Apreciação e réplica
(EF67LP02) Explorar o espaço reservado ao lei-
tor nos jornais, revistas, impressos e on-line,
sites noticiosos etc., destacando notícias, fo-
torreportagens, entrevistas, charges, assun-
tos, temas, debates em foco, posicionando-se
de maneira ética e respeitosa frente a esses
textos e opiniões a eles relacionadas e publi-
car notícias, notas jornalísticas, fotorrepor-
tagem de interesse geral nesses espaços do
leitor.
Relação entre
textos
(EF67LP03) Comparar informações sobre um
mesmo fato divulgadas em diferentes veículos
e mídias, analisando e avaliando a confiabili-
dade.
6, 7, 8, 10
Estratégia de
leitura.
Distinção de fatoe
opinião
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descon-
tínuos de textos, fato da opinião enunciada em
relação a esse mesmofato.
6, 7
Estratégia
de leitura:
identificação de
teses eargumentos.
Apreciação e réplica
(EF67LP05) Identificar eavaliar teses/opiniões/
posicionamentos explícitos e argumentos em
textos argumentativos (carta de leitor, comen-
tário, artigo de opinião, resenha crítica etc.),
manifestando concordância ou discordância.
Efeitos de sentido
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido
provocados pela seleção lexical, topicalização
de elementos e seleção e hierarquização de in-
formações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos per-
suasivos em textos argumentativos diversos
(como a elaboração do título, escolhas lexi-
cais, construções metafóricas, a explicitação
ou a ocultação de fontes de informação) e per-
ceber seus efeitos desentido.
163
Leitura
3, 6, 7, 10
Efeitos de sentido/
Exploração da
multissemiose
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido
devido à escolha de imagens estáticas, se-
quenciação ou sobreposição de imagens, defi-
niçãode figura/fundo, ângulo, profundidade e
foco, cores/tonalidades, relação com o escrito
(relações de reiteração, complementação ou
oposição) etc. em notícias, reportagens, fo-
torreportagens, foto-denúncias, memes, gifs,
anúncios publicitários e propagandas publica-
dos em jornais, revistas, sites na internet etc.
(EF67LP09) Planejar notícia impressa e para
circulação em outras mídias (rádio ou TV/
vídeo), tendo em vista as condições de pro-
dução, do texto – objetivo, leitores/especta-
dores, veículos e mídia de circulação etc. –,a
partir da escolha do fato a ser noticiado (de re-
Estratégias levância para a turma, escola ou comunidade),
de produção: do levantamento de dados e informações so-
planejamento de bre o fato – que pode envolver entrevistas com
textos informativos envolvidos ou com especialistas, consultas a
fontes, análise de documentos, cobertura de
eventos etc.–, do registro dessas informações
e dados, da escolha de fotos ou imagens a
produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma
estrutura hipertextual (no caso de publicação
em sites ou blogsnoticiosos).
Textualização, (EF67LP10) Produzir notícia impressa, tendo
tendo em vistaem vista características do gênero – título ou
suas condições manchete com verbo no tempo presente, li-
de produção, as nha fina (opcional), lide, progressão dada pela
características do ordem decrescente de importância dos fatos,
gênero em questão, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam pre-
o estabelecimento cisão – e o estabelecimento adequado de coe-
Produção de textos 1, 2, 3, 5, 7, 10
de coesão,
adequação à
são e produzir notícia para TV, rádio e internet,
tendo em vista, além das características do
norma-padrão e gênero, os recursos de mídias disponíveis e o
o uso adequado manejo de recursos de captação e edição de
de ferramentas de áudio e imagem.
edição
(EF67LP11) Planejar resenhas, vlogs, vídeos e
podcasts variados e textos e vídeos de apre-
sentação e apreciação próprios das culturas
juvenis (algumas possibilidades: fanzines,
fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.),
dentre outros, tendo em vista as condições de
Estratégias
de produção:
planejamento
de textos
argumentativos e
apreciativos
produção do texto – objetivo, leitores/es-
pectadores, veículos e mídia de circulação etc.
–, a partir da escolha de uma produção ou
evento cultural para analisar – livro, filme, sé-
rie, game, canção, videoclipe, fanclipe, show,
saraus, slams etc. –,da busca de informação
sobre a produção ou evento escolhido, da
síntese de informações sobre a obra/evento e
do elenco/seleção de aspectos, elementos ou
recursos que possam ser destacados positiva
ou negativamente ou da roteirização do passo
a passo do game para posterior gravação dos
vídeos.
164
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 7, 10
Textualização
de textos
argumentativos e
apreciativos
(EF67LP12) Produzir resenhas críticas, vlogs,
vídeos, podcasts variados e produções e gê-
neros próprios das culturas juvenis (algumas
possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines,
gameplay, detonado etc.), que apresentem/
descrevam e/ou avaliem produções culturais
(livro, filme, série, game, canção, disco, vide-
oclipe etc.) ou evento (show, sarau, slam etc.),
tendo em vista o contexto deprodução dado,
as características do gênero, os recursos das
mídias envolvidas e a textualização adequada
dos textos e/ou produções.
Produção e
edição de textos
publicitários
(EF67LP13) Produzir, revisar e editar textos
publicitários, levando em conta o contexto de
produção dado, explorando recursos multis-
semióticos, relacionando elementos verbais
e visuais, utilizando adequadamente estraté-
gias discursivas de persuasão e/ou convenci-
mento e criando título ou slogan que façam o
leitor motivar-se a interagir com o texto pro-
duzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou
produto em questão.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 7, 10
Planejamento
e produção de
entrevistas orais
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da
entrevista (objetivos, o que se pretende conse-
guir, porque aquele entrevistado etc.), levan-
tar informações sobre o entrevistado e sobre o
acontecimento ou tema em questão, preparar
o roteiro de perguntas e realizar entrevista oral
com envolvidos ou especialistas relacionados
com o fato noticiado ou com o tema em pau-
ta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir dasres-
postas dadas e, quando for o caso, selecionar
partes, transcrever e proceder a uma edição
escrita do texto, adequando-o a seu contexto
de publicação, à construção composicional do
gênero e garantindo a relevância das informa-
ções mantidas e a continuidade temática.
165
Leitura
1, 2, 3, 5, 7
Estratégias e
procedimentos de
leitura em textos
legais e normativos
(EF67LP15) Identificar a proibição imposta ou
o direito garantido e as circunstâncias de sua
aplicação em artigos relativos a normas, regi-
mentos escolares, regimentos e estatutos da
sociedade civil, regulamentações para o mer-
cado publicitário, Código de Defesa do Con-
sumidor, Código Nacional de Trânsito, ECA,
Constituição, dentre outros.
Contexto de
(EF67LP16) Explorar e analisar espaços de re-
clamação de direitos e de envio de solicitações
(tais como ouvidorias, SAC, canais ligados a
órgãos públicos, plataformas do consumidor,
plataformas de reclamação), bem como de
textos pertencentes a gêneros que circulam
nesses espaços, reclamação ou carta de re-
clamação, solicitação ou carta de solicitação,
como forma de ampliar as possibilidades de
produção desses textos em casos que reme-
tam a reivindicações que envolvam a escola,
a comunidade ou algum de seus membros,
como forma de se engajar na busca de solução
de problemas pessoais, dos outros e coletivos.
produção,
circulação e
recepção de
2, 3, 5, 6 textos e práticas
relacionadas à
defesa de direitos
e à participação
social
(EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de
Relação entre produção, a forma de organização das cartas
contexto de de solicitação e de reclamação (datação, for-
Leitura produção e ma de início, apresentação contextualizada do
características pedido ou da reclamação, em geral, acompa-
composicionais nhada de explicações, argumentos e/ou rela-
e estilísticas dos tos do problema, fórmula de finalização mais
6, 2, 4, 5
gêneros (carta de
solicitação, carta
ou menos cordata, dependendo do tipo de
cartae subscrição) e algumas das marcas lin-
de reclamação, guísticas relacionadas à argumentação, expli-
petição on-line, cação ou relato de fatos, como forma de possi-
carta aberta, bilitar a escrita fundamentada de cartas como
abaixo-assinado, essas ou de postagens em canais próprios de
proposta etc.) reclamações e solicitações em situações que
Apreciação e réplica envolvam questões relativas à escola, à comu-
nidade ou a algum dos seus membros.
Estratégias, (EF67LP18) Identificar o objeto da reclamação
procedimentos de e/ou da solicitação e sua sustentação, explica-
2, 3, 4, 5 leitura em textos ção ou justificativa, de forma a poder analisar
reivindicatórios ou a pertinência da solicitação ou justificação.
propositivos
Estratégia de (EF67LP19) Realizar levantamento de ques-
produção: tões, problemas que requeiram a denúncia de
Produção de textos 1, 2, 3, 5
planejamento
de textos
desrespeito a direitos, reivindicações, recla-
mações, solicitações que contemplem a co-
reivindicatórios ou munidade escolar ou algum de seus membros
propositivos e examinar normas elegislações.
CONHECIMENTO
COMPETÊNCIAS
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA
166
Leitura
Curadoria de
informação
(EF67LP20) Realizar pesquisa, a partir de re-
cortes e questões definidos previamente,
usando fontes indicadas e abertas.
Produção de textos
Estratégias
de escrita:
textualização,
revisão e edição
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas
por meio de apresentações orais, painéis, arti-
gos de divulgação científica, verbetes de enci-
clopédia, podcasts científicos etc.
Produção de textos
Estratégias
de escrita:
textualização,
revisão e edição
(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das no-
tas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado
de paráfrases e citações.
Oralidade
Conversação
espontânea
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala na par-
ticipação em conversações e em discussões
ou atividades coletivas, na sala de aula e na es-
cola e formular perguntas coerentes e adequa-
das em momentos oportunos em situações de
aulas, apresentação oral, seminário etc.
Procedimentos
de apoio à
compreensão
Tomada de nota
(EF67LP24) Tomar notade aulas, apresen-
tações orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV,
vídeo), identificando e hierarquizando as in-
formações principais, tendo em vista apoiar
o estudo e a produção de sínteses e reflexões
pessoais ou outros objetivos em questão.
Análise linguística /
semiótica
Textualização
Progressão
temática
(EF67LP25) Reconhecer e utilizar os critérios
de organização tópica (do geral para o especí-
fico, do específico para o geral etc.), as marcas
linguísticas dessa organização (marcadores
de ordenação e enumeração, de explicação,
definição e exemplificação, por exemplo) e os
mecanismos de paráfrase, de maneira a orga-
nizar mais adequadamente a coesão e a pro-
gressão temática de seustextos.
Textualização
(EF67LP26) Reconhecer a estrutura de hiper-
texto em textos de divulgação científica e pro-
ceder à remissão a conceitos e relações por
meio de notas de rodapés ou boxes.
CONHECIMENTO
COMPETÊNCIAS
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
167
Leitura
1, 2, 3, 5,9, 10
Relação entre
textos
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários
e entre estes e outras manifestações artísticas
(como cinema, teatro, música, artes visuais e
midiáticas), referências explícitas ou implíci-
tas a outros textos, quanto aos temas, perso-
nagens e recursos literários e semióticos.
1, 3, 6, 7, 9
Estratégias de
leitura.
Apreciação e réplica
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma,e com-
preender – selecionando procedimentos e
estratégias de leitura adequadas a diferentes
objetivos e levando em conta características
dos gêneros e suportes –, romances infanto-
juvenis, contos populares, contos de terror,
lendas brasileiras, indígenas e africanas, nar-
rativas de aventuras, narrativas de enigma,
mitos, crônicas, autobiografias, histórias em
quadrinhos, mangás, poemas de forma livre
e fixa (como sonetos e cordéis), vídeopoemas,
poemas visuais, dentre outros, expressando
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo
preferências por gêneros, temas, autores.
Leitura
1, 2, 3, 5, 9, 10
Reconstrução da
textualidade.
Efeitos desentidos
provocados pelos
usos de recursos
linguísticos e
multissemióticos.
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático,
personagem, ato, cena, fala e indicações cê-
nicas e a organização do texto: enredo, confli-
tos, ideias principais, pontos de vista, univer-
sos de referência.
Produção de textos
3, 5, 9
Construção da
textualidade.
Relação entre
textos.
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais
como contos populares, contos de suspense,
mistério, terror, humor, narrativas de enigma,
crônicas, histórias em quadrinhos, dentre ou-
tros, que utilizem cenários e personagens rea-
listas ou de fantasia, observando os elemen-
tos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens,
tempo, espaço e narrador, utilizando tempos
verbais adequados à narração de fatos pas-
sados, empregando conhecimentos sobre di-
ferentes modos de se iniciar uma história e de
inserir os discursos direto e indireto.
Construção da
textualidade.
Relação entre
textos.
(EF67LP31) Criar poemas compostos por ver-
sos livres e de forma fixa (como quadras e
sonetos), utilizandorecursos visuais, semân-
ticos e sonoros, tais como cadências, ritmos
e rimas, e poemas visuais e vídeo-poemas,
explorando as relações entre imagem e texto
verbal, a distribuição da mancha gráfica (poe-
ma visual) e outros recursos visuais e sonoros.
CONHECIMENTO
COMPETÊNCIAS
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO
168
Análise linguística/
semiótica
2, 5
Fono-ortografia
(EF67LP32) Escrever palavras com correção
ortográfica, obedecendo às convenções da
língua escrita.
Elementos
notacionais da
escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente.
Léxico/morfologia
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo
de prefixos que expressam noção de negação.
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por
acréscimo de afixos e palavras compostas.
Coesão
(EF67LP36) Utilizar, ao produzirtexto, recursos
de coesão referencial (léxica e pronominal) e
sequencial e outros recursos expressivos ade-
quados ao gênero textual.
Sequências textuais
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os
efeitos de sentido decorrentes do uso de re-
cursos linguístico-discursivos de prescrição,
causalidade, sequências descritivas e exposi-
tivas e ordenação de eventos.
Análise linguística/
semiótica
2, 5
Figuras de
linguagem
(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do
uso de figuras de linguagem, como compara-
ção, metáfora, metonímia, personificação, hi-
pérbole, dentre outras.
Léxico/morfologia
(EF06LP03) Analisar diferenças de sentido en-
tre palavras de uma série sinonímica.
Morfossintaxe
(EF06LP04) Analisar a função e as flexões de
substantivos e adjetivos e de verbos nos mo-
dos indicativo, subjuntivo e imperativo afirma-
tivo e negativo.
(EF06LP05) Identificar os efeitos de sentido
dos modos verbais, considerando o gênero
textual e a intenção comunicativa.
(EF06LP06) Empregar, adequadamente, as re-
gras de concordância nominal (relações entre
os substantivos e seus determinantes) e as re-
gras de concordância verbal (relações entre o
verbo e o sujeito simples e composto).
(EF06LP07) Identificar, em textos, períodos
compostos por orações separadas por vírgula
sem a utilização de conectivos, nomeando-os
como períodos compostos por coordenação.
(EF06LP08) Identificar, em texto ou sequên-
cia textual, orações como unidades constitu-
ídas em torno de um núcleo verbal e períodos
como conjuntos de oraçõesconectadas.
(EF06LP09) Classificar, em texto ou sequência
textual, os períodos simples compostos.
CONHECIMENTO
COMPETÊNCIAS
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
CAMPOS DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
169
(EF06LP10) Identificar sintagmas nominais
Sintaxe e verbais como constituintes imediatos da
oração.
Elementos (EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conheci-
notacionais mentos linguísticos e gramaticais: tempos ver-
da escrita/ bais concordâncias nominal e verbal, regras
morfossintaxe ortográficas, pontuação etc.
(EF06LP12) Utilizar, ao produzir texto, recursos
de coesão referencial (nome e pronomes), re-
Semântica Coesão
cursos semânticos de sinonímia, antonímia e
homonímia e mecanismos de representação
de diferentes vozes (discurso direto e discurso
indireto).
7º ANO
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO JORNALÍSTICO-MIDIÁTICO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
3, 7, 10
Reconstrução
do contexto
de produção,
circulação e
recepção de textos.
Caracterização do
campo jornalístico
e relação entre
os gêneros em
circulação, mídias e
práticas da cultura
digital.
(EF07LP01) Distinguir diferentes propostas
editoriais – sensacionalismo, jornalismo inves-
tigativo etc. –, de forma a identificar os recur-
sos utilizados para impactar/chocar o leitor
que podem comprometer uma análise crítica
da notícia e do fato noticiado.
(EF07LP02) Comparar notícias e reportagens
sobre um mesmo fato divulgadas em diferen-
tes mídias, analisando as especificidades das
mídias, os processos de (re)elaboração dos
textos e a convergência das mídias em notícias
ou reportagens multissemióticas.
(EF67LP01) Analisar a estrutura e funciona-
mento dos hiperlinks em textosnoticiosos pu-
blicados na Web e vislumbrar possibilidades
de uma escrita hipertextual.
Leitura
3, 7, 8, 10
Apreciação e réplica
(EF67LP02) Explorar o espaço reservado ao lei-
tor nos jornais, revistas, impressos e on-line, si-
tes noticiosos etc., destacando notícias, fotor-
reportagens, entrevistas, charges, assuntos,
temas, debates em foco, posicionando-se de
maneira ética e respeitosa frente a esses tex-
tos e opiniões a eles relacionadas, e publicar
notícias, notas jornalísticas, fotorreportagem
de interesse geral nesses espaços do leitor.
Relação entre
textos
(EF67LP03) Comparar informações sobre um
mesmo fato divulgadas em diferentes veículos
e mídias, analisando e avaliando a confiabili-
dade.
6, 7, 8, 10
Estratégia de
leitura.
Distinção de fatoe
opinião
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descon-
tínuos de textos, fato da opinião enunciada em
relação a esse mesmofato.
170
6, 7
Estratégia
de leitura:
identificação de
teses eargumentos.
Apreciação e réplica
(EF67LP05) Identificar eavaliar teses/opiniões/
posicionamentos explícitos e argumentos em
textos argumentativos (carta de leitor, comen-
tário, artigo de opinião, resenha crítica etc.),
manifestando concordância ou discordância.
Efeitos de sentido
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido
provocados pela seleção lexical, topicalização
de elementos e seleção e hierarquização de in-
formações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos per-
suasivos em textos argumentativos diversos
(como a elaboração do título, escolhas lexi-
cais, construções metafóricas, a explicitação
ou a ocultação de fontes de informação) e per-
ceber seus efeitos desentido.
Leitura
3, 6, 7, 10
Efeitos de sentido.
Exploração da
multissemiose
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido
devido à escolha de imagens estáticas, se-
quenciação ou sobreposição de imagens, defi-
niçãode figura/fundo, ângulo, profundidade e
foco, cores/tonalidades, relação com o escrito
(relações de reiteração, complementação ou
oposição) etc. em notícias, reportagens, fo-
torreportagens, foto-denúncias, memes, gifs,
anúncios publicitários e propagandas publica-
dos em jornais, revistas, sites na internet etc.
(EF67LP09) Planejar notícia impressa e para
circulação em outras mídias (rádio ou TV/ví-
deo), tendo em vista as condições de produ-
ção do texto – objetivo, leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação etc. –, a partir
da escolha do fato a ser noticiado (de relevân-
Estratégias cia para a turma, escola ou comunidade), do
de produção: levantamento de dados e informações sobre
planejamento de o fato – que pode envolver entrevistas com
textos informativos envolvidos ou com especialistas, consultas a
fontes, análise de documentos, cobertura de
eventos etc.–, do registro dessas informações
e dados, da escolha de fotos ou imagens a
produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma
estrutura hipertextual (no caso de publicação
em sites ou blogsnoticiosos).
Textualização, (EF67LP10) Produzir notícia impressa, tendo
tendo em vista em vista características do gênero – título ou
suas condições manchete com verbo no tempo presente, li-
de produção, as nha fina (opcional), lide, progressão dada pela
características do ordem decrescente de importância dos fatos,
gênero em questão, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam pre-
o estabelecimento de cisão – e o estabelecimento adequado de coe-
Produção de textos 1, 2, 3, 5, 7, 10 coesão, adequação são e produzir notícia para TV, rádio e internet,
à norma-padrão tendo em vista, além das características do
e o uso adequado gênero, os recursos de mídias disponíveis e o
de ferramentas de manejo de recursos de captação e edição de
edição áudio e imagem.
171
Estratégias
de produção:
planejamento
de textos
argumentativos e
apreciativos
(EF67LP11) Planejar resenhas, vlogs, vídeos e
podcasts variados e textos e vídeos de apre-
sentação e apreciação próprios das culturas
juvenis (algumas possibilidades: fanzines,
fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.),
dentre outros, tendo em vista as condições
de produção do texto – objetivo, leitores/es-
pectadores, veículos e mídia de circulação
etc. –, a partir da escolha de uma produção ou
evento cultural para analisar – livro, filme, sé-
rie, game, canção, videoclipe, fanclipe, show,
saraus, slams etc. – da busca de informação
sobre aprodução ou evento escolhido, da sín-
tese de informações sobre a obra/evento e
do elenco/seleção de aspectos, elementos ou
recursos que possam ser destacados positiva
ou negativamente ou da roteirização do passo
a passo do game para posterior gravação dos
vídeos.
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 7, 10
Textualização
de textos
argumentativos e
apreciativos
(EF67LP12) Produzir resenhas críticas, vlogs,
vídeos, podcasts variados e produções e gê-
neros próprios das culturas juvenis (algumas
possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines,
gameplay, detonado etc.), que apresentem/
descrevam e/ou avaliem produções culturais
(livro, filme, série, game, canção, disco, vide-
oclipe etc.) ou evento (show, sarau, slam etc.),
tendo em vista o contexto de produção dado,
as características do gênero, os recursos das
mídias envolvidas e a textualização adequada
dos textos e/ou produções.
Produção e
edição de textos
publicitários
(EF67LP13) Produzir, revisar e editar textos
publicitários, levando em conta o contexto de
produção dado, explorando recursos multis-
semióticos, relacionando elementos verbais
e visuais, utilizando adequadamente estraté-
gias discursivas de persuasão e/ou convenci-
mento e criando título ou slogan que façam o
leitor motivar-se a interagir com o texto pro-
duzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou
produto em questão.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 7, 10
Planejamento
e produção de
entrevistas orais
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da
entrevista (objetivos, o que se pretende conse-
guir, porque aquele entrevistado etc.), levan-
tar informações sobre o entrevistado e sobre o
acontecimento ou tema em questão, preparar
o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral
com envolvidos ou especialistas relacionados
com o fato noticiado ou com o tema em pau-
ta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir das res-
postas dadas e, quando for o caso, selecionar
partes, transcrever e proceder a uma edição
escrita do texto, adequando-o a seu contexto
de publicação, à construção composicional do
gênero e garantindo a relevância das informa-
ções mantidas e a continuidade temática.
172
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura
1, 2, 3, 5, 7
Estratégias e
procedimentos de
leitura em textos
legais e normativos
(EF67LP15) Identificar a proibição imposta ou
o direito garantido e as circunstâncias de sua
aplicação em artigos relativos a normas, regi-
mentos escolares, regimentos e estatutos da
sociedade civil, regulamentações para o mer-
cado publicitário, Código de Defesa do Con-
sumidor, Código Nacional de Trânsito, ECA,
Constituição, dentre outros.
Contexto de
(EF67LP16) Explorar e analisar espaços de re-
clamação de direitos e de envio de solicitações
(tais como ouvidorias, SAC, canais ligados a
órgãos públicos, plataformas do consumidor,
plataformas de reclamação) bem como de
textos pertencentes a gêneros que circulam
nessesespaços, reclamação ou carta de re-
clamação, solicitação ou carta de solicitação,
como forma de ampliar as possibilidades de
produção desses textos em casos que reme-
tam a reivindicações que envolvam a escola,
a comunidade ou algum de seus membros,
como forma de se engajar na busca de solução
de problemas pessoais, dos outros e coletivos.
produção,
circulação e
recepção de
2, 3, 5, 6 textos e práticas
relacionadas à
defesa de direitos
e à participação
social.
Relação entre
(EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de
produção, a forma de organização das cartas
de solicitação e de reclamação (datação, for-
ma de início, apresentação contextualizada do
pedido ou da reclamação, em geral acompa-
nhada de explicações, argumentos e/ou rela-
tos do problema, fórmula de finalização mais
ou menos cordata, dependendo do tipo de
carta e subscrição) e algumas das marcas lin-
guísticas relacionadas à argumentação, expli-
cação ou relato de fatos, como forma de possi-
bilitar a escrita fundamentada de cartas como
essas ou de postagens em canais próprios de
reclamações e solicitações em situações que
envolvam questões relativas à escola, à comu-
nidade ou a algum dos seus membros.
contexto de
Leitura
produção e
características
composicionais
e estilísticas dos
gêneros (carta de
6, 2, 4, 5 solicitação, carta
de reclamação,
petição on-line,
carta aberta,
abaixo-assinado,
proposta etc.)
Apreciação e
réplica.
Estratégias, (EF67LP18) Identificar o objeto da reclamação
procedimentos de e/ou da solicitação e sua sustentação, explica-
2, 3, 4, 5 leitura em textos ção ou justificativa, de forma a poder analisar
reivindicatórios ou a pertinência da solicitação ou justificação.
propositivos.
Estratégia de (EF67LP19) Realizar levantamento de ques-
produção: tões, problemas que requeiram a denúncia de
Produção de textos 1, 2, 3, 5
planejamento
de textos
desrespeito a direitos, reivindicações, recla-
mações, solicitações que contemplem a co-
reivindicatórios ou munidade escolar ou algum de seus membros
propositivos e examinar normas elegislações.
173
Leitura
1, 3, 6, 7, 9
Estratégias de
leitura.
Apreciação e réplica
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma,e com-
preender – selecionando procedimentos e
estratégias de leitura adequados a diferentes
objetivos e levando em conta características
dos gêneros e suportes –, romances infanto-
juvenis, contos populares, contos de terror,
lendas brasileiras, indígenas e africanas, nar-
rativas de aventuras, narrativas de enigma,
mitos, crônicas, autobiografias, histórias em
quadrinhos, mangás, poemas de forma livre
e fixa (como sonetos e cordéis), videopoemas,
poemas visuais, dentre outros, expressando
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo
preferências por gêneros, temas, autores.
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura
1, 2, 3, 5, 9, 10
Relação entre
textos
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários
e entre estes e outras manifestações artísticas
(como cinema, teatro, música, artes visuais e
midiáticas), referências explícitas ou implíci-
tas a outros textos, quanto aos temas, perso-
nagens e recursos literários e semióticos.
174
1, 2, 3, 5, 9, 10
Reconstrução da
textualidade.
Efeitos desentidos
provocados pelos
usos de recursos
linguísticos e
multissemióticos.
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático,
personagem, ato, cena, fala e indicações cêni-
cas e a organização do texto: enredo, conflitos,
ideias principais, pontos de vista, universos de
referência.
Produção de textos 3, 5, 9
Construção da
textualidade.
Relação entre
textos
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais
como contos populares, contos de suspense,
mistério, terror, humor, narrativas de enigma,
crônicas, histórias em quadrinhos, dentre ou-
tros, que utilizem cenários e personagens rea-
listas ou de fantasia, observando os elemen-
tos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens,
tempo, espaço e narrador, utilizando tempos
verbais adequados à narração de fatos passa-
dos, empregando conhecimentos sobre dife-
rentes modos de se iniciar uma história e de
inserir os discursos direto e indireto.
(EF67LP31) Criar poemas compostos por ver-
sos livres e de forma fixa (como quadras e
sonetos), utilizandorecursos visuais, semân-
ticos e sonoros, tais como cadências, ritmos
e rimas, e poemas visuais e vídeo-poemas,
explorando as relações entre imagem e texto
verbal, a distribuição da mancha gráfica (poe-
ma visual) e outros recursos visuais e sonoros.
Análise linguística/
semiótica
2, 5
Fono-ortografia
(EF67LP32) Escrever palavras com correção
ortográfica, obedecendo às convenções da
língua escrita.
Elementos
notacionais da
escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente.
Léxico/morfologia
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo
de prefixos que expressam noção de negação.
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por
acréscimo de afixos e palavras compostas.
Coesão
(EF67LP36) Utilizar, ao produzirtexto, recursos
de coesão referencial (léxica e pronominal) e
sequencial e outros recursos expressivos ade-
quados ao gênero textual.
Sequências textuais
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os
efeitos de sentido decorrentes do uso de re-
cursos linguístico-discursivos de prescrição,
causalidade, sequências descritivas e exposi-
tivas e ordenação de eventos.
CONHECIMENTO
COMPETÊNCIAS
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
CAMPOS DE ATUAÇÃO: TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO
175
Figuras de
linguagem
(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do
uso de figuras de linguagem, como compara-
ção, metáfora, metonímia, personificação, hi-
pérbole, dentre outras.
Léxico/morfologia
(EF07LP03) Formar, com base em palavras pri-
mitivas, palavras derivadas com os prefixos e
sufixos mais produtivos noportuguês.
Morfossintaxe
(EF07LP04) Reconhecer, em textos, o verbo
como o núcleo das orações.
Análise linguística/
semiótica
2, 5
(EF07LP05) Identificar, em orações de textos
lidos ou de produção própria, verbos de pre-
dicação completa e incompleta: intransitivos
e transitivos.
(EF07LP06) Empregar as regras básicas de
concordância nominal e verbal em situações
comunicativas e na produção de textos.
(EF07LP07) Identificar, em textos lidos ou de
produção própria, a estrutura básica da ora-
ção: sujeito, predicado, complemento (objetos
direto e indireto).
(EF07LP08) Identificar, em textos lidos ou de
produção própria, adjetivos que ampliam o
sentido do substantivo sujeito ou complemen-
to verbal.
(EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de
produção própria, advérbios e locuções ad-
verbiais que ampliam o sentido do verbo nú-
cleo da oração.
(EF07LP10) Utilizar, ao produzir texto, conhe-
cimentos linguísticos e gramaticais: modos e
tempos verbais, concordância nominal e ver-
bal, pontuação etc.
(EF07LP11) Identificar, em textos lidos ou de
produção própria, períodos compostos nos
quais duas orações são conectadas por vírgu-
la ou por conjunções que expressem soma de
sentido (conjunção “e”) ou oposição de senti-
dos (conjunções “mas”, “porém”).
Análise linguística/
semiótica
2, 5
Semântica.
Coesão
(EF07LP12) Reconhecer recursos de coesão
referencial: substituições lexicais (de substan-
tivos por sinônimos)ou pronominais (uso de
pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos).
Coesão
(EF07LP13) Estabelecer relações entre partes
do texto, identificando substituições lexicais
(de substantivos por sinônimos) ou pronomi-
nais (usode pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos), que contri-
buem para a continuidade do texto.
Modalização
(EF07LP14) Identificar, em textos, os efeitos de
sentido do uso de estratégias de modalização
e argumentatividade.
176
CAMPOS DE ATUAÇÃO: PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura
1, 2, 3, 5, 10
Curadoria de
informação
(EF67LP20) Realizar pesquisa, a partir de recor-
tes e questões definidos previamente, usando
fontes indicadas e abertas.
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 10
Estratégias
de escrita:
textualização,
revisão e edição
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas
por meio de apresentações orais, painéis, arti-
gos de divulgação científica, verbetes de enci-
clopédia, podcasts científicos etc.
(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das no-
tas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado
de paráfrases e citações.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 10
Conversação
espontânea
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala na par-
ticipação em conversações e em discussões ou
atividades coletivas, na sala de aula e na esco-
la, e formular perguntas coerentes e adequa-
das em momentos oportunos em situações de
aulas, apresentação oral, seminário etc.
Procedimentos
de apoio à
compreensão.
Tomada de nota
(EF67LP24) Tomar nota de aulas, apresenta-
ções orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV,
vídeo), identificando e hierarquizando as in-
formações principais, tendo em vista apoiar
o estudo e a produção de sínteses e reflexões
pessoais ou outros objetivos em questão.
Análise linguística/
semiótica
1, 2, 3, 5, 10
Textualização.
Progressão temática
(EF67LP25) Reconhecer e utilizar os critérios de
organização tópica (do geral para o específico,
do específico para o geral etc.), as marcas lin-
guísticas dessa organização (marcadores de
ordenação e enumeração, de explicação, defi-
nição e exemplificação, por exemplo) e os me-
canismos de paráfrase, de maneira a organizar
mais adequadamente a coesão e a progressão
temática de seus textos.
Textualização
(EF67LP26) Reconhecer a estrutura de hiper-
texto em textos de divulgação científica e pro-
ceder à remissão a conceitos e relações por
meio de notas de rodapés ou boxes.
177
8º ANO
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO JORNALÍSTICO-MIDIÁTICO
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
Leitura
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Reconstrução
do contexto
de produção,
circulação e
recepção de
textos.
Caracterização do
campo jornalístico
e relação entre
os gêneros em
circulação, mídias
e práticas da
cultura digital
(EF08LP01) Identificar e comparar as várias
editorias de jornais impressos e digitais e de
sites noticiosos, de forma a refletir sobre os ti-
pos de fato que são noticiados e comentados,
as escolhas sobre o que noticiar e o que não
noticiar e o destaque/enfoque dado e a fide-
dignidade da informação.
Relação entre
textos
(EF08LP02) Justificar diferenças ou semelhan-
ças no tratamento dado a uma mesma infor-
mação veiculada em textos diferentes, consul-
tando sites e serviços de checadores de fatos.
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Textualização
de textos
argumentativos e
apreciativos
(EF08LP03) Produzir artigos de opinião, tendo
em vista o contexto de produção dado, a defe-
sa de um ponto de vista, utilizando argumen-
tos e contra-argumentos e articuladores de
coesão que marquem relações de oposição,
contraste, exemplificação, ênfase.
Leitura
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Reconstrução
do contexto
de produção,
circulação e
recepção de textos.
Caracterização do
campo jornalístico
e relação entre
os gêneros em
circulação, mídias e
práticas da cultura
digital
(EF89LP01) Analisar os interesses que movem
o campo jornalístico, os efeitos das novas tec-
nologias no campo e as condições que fazem
da informação uma mercadoria, de forma a
poder desenvolver uma atitude crítica frente
aos textos jornalísticos.
Reconstrução
do contexto
de produção,
circulação e
recepção de textos.
Caracterização do
campo jornalístico
e relação entre
os gêneros em
circulação, mídias e
práticas da cultura
digital.
(EF89LP02) Analisar diferentes práticas (curtir,
compartilhar, comentar, curar etc.) e textos
pertencentes a diferentes gêneros da cultura
digital (meme, gif, comentário, charge digital
etc.) envolvidos no trato com a informação e
opinião, de forma a possibilitar uma presença
mais crítica e ética nas redes.
178
Estratégia de
leitura: apreender
os sentidos
globais do texto.
Apreciação e réplica
(EF89LP03) Analisar textos de opinião (artigos
de opinião, editoriais, cartasde leitores, co-
mentários, posts de blog e de redes sociais,
charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de
forma crítica e fundamentada, ética e respei-
tosa frente a fatos e opiniões relacionadosa
essestextos.
(EF89LP04) Identificar eavaliar teses/opiniões/
posicionamentos explícitos e implícitos, argu-
mentos e contra-argumentos em textos argu-
mentativos do campo (carta de leitor, comen-
tário, artigo de opinião, resenha crítica etc.),
posicionando-se frente à questão controversa
de forma sustentada.
Leitura
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
(EF89LP05) Analisar o efeito de sentido produ-
zido pelo uso, em textos, de recurso a formas
de apropriação textual (paráfrases, citações,
discurso direto, indireto ou indireto livre).
Efeitos de sentido (EF89LP06) Analisar o uso de recursos per-
suasivos em textos argumentativos diversos
(como a elaboração do título, escolhas lexi-
cais, construções metafóricas, a explicitação
ou a ocultação de fontes de informação) e seus
efeitos de sentido.
Efeitos de sentido.
Exploração da
multissemiose.
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reporta-
gens e peças publicitárias em várias mídias,
os efeitos de sentido devido ao tratamento
e à composição dos elementos nas imagens
em movimento, à performance, à montagem
feita (ritmo, duração e sincronização entre as
linguagens – complementaridades, interfe-
rências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumen-
tos e sampleamentos das músicas e efeitos
sonoros.
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Estratégia de
produção:
planejamento de
textos informativos.
(EF89LP08) Planejar reportagem impressa e
em outras mídias (rádio ou TV/vídeo, sites),
tendo em vista as condições de produção do
texto – objetivo, leitores/espectadores, veí-
culos e mídia de circulação etc. –, a partir da
escolha do fato a ser aprofundado ou do tema
a ser focado (de relevância para a turma, es-
cola ou comunidade), do levantamento de da-
dos e informações sobre o fato ou tema – que
pode envolver entrevistas com envolvidos ou
com especialistas, consultas a fontes diversas,
análise de documentos, cobertura de eventos
etc. –, do registro dessas informações e dados,
da escolha de fotos ou imagens a produzir ou
a utilizar etc., da produção de infográficos,
quando for o caso, e da organização hipertex-
tual (no caso a publicação em sites ou blogs
noticiosos ou mesmo de jornais impressos,
por meio de boxesvariados).
179
(EF89LP09) Produzir reportagem impressa,
com título, linha fina(optativa), organização
composicional (expositiva, interpretativa e/
ou opinativa), progressão temática e uso de
Estratégia de recursos linguísticos compatíveis com as es-
produção: colhas feitas e reportagens multimidiáticas,
textualização de tendo em vista as condições de produção, as
textos informativos características do gênero, os recursos e mídias
disponíveis, sua organização hipertextual e o
manejo adequado de recursos de captação e
edição de áudio e imagem e adequação à nor-
ma-padrão.
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo
em vista as condições de produção do texto
– objetivo, leitores/espectadores, veículos e
mídia de circulação etc. –, a partir daescolha
Produção de textos
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Estratégia de
produção:
planejamento
de textos
argumentativos e
apreciativos
do tema ou questão a ser discutido(a), da re-
levância para a turma, escola ou comunidade,
do levantamento de dados e informações so-
bre a questão, de argumentos relacionados a
diferentes posicionamentos em jogo, da defi-
nição – o que pode envolver consultas a fontes
diversas,entrevistas com especialistas, aná-
lise de textos, organização esquemática das
informações e argumentos –, dos (tipos de)
argumentos e estratégias que se pretendem
utilizar para convencer osleitores.
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e
campanhas publicitárias, envolvendo o uso
Estratégias
de produção:
planejamento,
textualização,
revisão e edição de
textos publicitários.
articulado e complementar de diferentes pe-
ças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folhe-
to, panfleto, anúncio de jornal/revista, para in-
ternet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir
da escolha da questão/problema/causa signi-
ficativa para a escola e/ou a comunidade es-
colar, da definição do público-alvo, das peças
que serão produzidas, das estratégias de per-
suasão e convencimento que serão utilizadas.
180
Oralidade
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Estratégias
de produção:
planejamento e
participação em
debates regrados
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realiza-
ção de um debate sobre tema previamente
definido, de interesse coletivo, com regras
acordadas e planejar, em grupo, participação
em debate, a partir do levantamento de infor-
mações e argumentos que possam sustentar o
posicionamento a ser defendido (o que pode
envolver entrevistas com especialistas, con-
sultas a fontes diversas, o registro das infor-
mações e dados obtidos etc.), tendo em vista
as condições de produção do debate – perfil
dos ouvintes e demais participantes, objetivos
do debate, motivações para sua realização,
argumentos e estratégias de convencimento
mais eficazes etc. – e participar de debates re-
grados na condição de membro de uma equipe
de debatedor, apresentador/mediador, espec-
tador (com ou sem direito a perguntas), e/ou
de juiz/avaliador, como forma de compreen-
der o funcionamento do debate e poder parti-
cipar de forma convincente, ética, respeitosa e
crítica e desenvolver uma atitude de respeito e
diálogo para com as ideias divergentes.
Oralidade
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Estratégias
de produção:
planejamento,
realização e edição
de entrevistas orais.
(EF89LP13) Planejar entrevistas orais com
pessoas ligadas ao fato noticiado, especia-
listas etc., como forma deobter dados e in-
formações sobre os fatos cobertos sobre o
tema ou questão discutidos ou temático em
estudo, levando em conta o gênero e seu con-
texto de produção, partindo do levantamento
de informações sobre o entrevistado e sobre
a temática e da elaboração de um roteiro de
perguntas, garantindo a relevância das infor-
mações mantidas e acontinuidade temática;
realizar entrevista e fazer edição em áudio ou
vídeo, incluindo uma contextualização inicial
e umafala de encerramento para publicação
da entrevista isoladamente ou como parte
integrante de reportagem multimidiática,
adequando-a a seu contexto de publicação e
garantindo a relevância das informações man-
tidas e a continuidadetemática.
Análise linguística/
semiótica
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10
Argumentação:
movimentos
argumentativos,
tipos de
argumento e força
argumentativa
(EF89LP14) Analisar, emtextosargumentativos
e propositivos, os movimentos argumentati-
vos de sustentação, refutação e negociação e
os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo
dos argumentos utilizados.
Estilo
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores
argumentativos que marcam a defesa de ideia
e de diálogo com a tese do outro: concordo,
discordo, concordo parcialmente, do meu
ponto de vista, na perspectiva aqui assumida
etc.
181
3, 4, 5
Modalização
(EF89LP16) Analisar a modalização realizada
em textos noticiosos e argumentativos, por
meio das modalidades apreciativas, viabiliza-
das por classes e estruturas gramaticais como
adjetivos, locuções adjetivas, advérbios, lo-
cuções adverbiais, orações adjetivas e adver-
biais, orações relativas restritivas e explicati-
vas etc., de maneira a perceber a apreciação
ideológica sobre os fatos noticiados ou as po-
sições implícitas ou assumidas.
CAMPOS DE ATUAÇÃO: CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA
PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS
OBJETOS DE
CONHECIMENTO
HABILIDADES
(EF89LP17) Relacionar textos e documentos
legais e normativos de importância universal,
nacional ou local que envolvam direitos, em es-
pecial, de crianças, adolescentes e jovens – tais
como a Declaração dos Direitos Humanos, a
Reconstrução Constituição Brasileira, o ECA – e a regulamen-
do contexto tação da organização escolar – por exemplo,
2, 3, 4, 5
de produção,
circulação e
regimento escolar –, a seus contextos de pro-
dução, reconhecendo e analisando possíveis
recepção de textos motivações, finalidades e sua vinculação com
legais enormativos. experiências humanas e fatos históricos e so-
ciais, como forma de ampliar a compreensão
dos direitos e deveres, de fomentar os prin-
cípios democráticos e uma atuação pautada
pela ética da responsabilidade (o outro tem di-
reito a uma vida digna tanto quanto eu tenho).
(EF89LP18) Explorar e analisar instâncias e
canais de participação disponíveis na escola
(conselho de escola, outros colegiados, grê-
mio livre), na comunidade (associações, cole-
Contexto de tivos, movimentos, etc.), no munícipio ou no
produção, país, incluindo formas de participação digital,
circulação e como canais e plataformas de participação
recepção de (como portal e-cidadania), serviços, portais e
Leitura textos e práticas ferramentas de acompanhamentos do traba-
relacionadas à lho de políticos e de tramitação de leis, canais
defesa de direitos de educação política, bem como de propostas
e à participação eproposições que circulam nesses canais, de
social forma a participar do debate de ideias e pro-
postas na esfera social e a engajar-se com a
busca de soluções para problemas ou ques-
tões que envolvam a vida da escola e da comu-
nidade.
182
1, 2, 3, 5, 6, 7, 10 (EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de
produção, a forma de organização das cartas
abertas, abaixo-assinados e petições on-line
(identificação dos signatários, explicitação da
reivindicação feita, acompanhada ou não de
uma breve apresentação da problemática e/ou
de justificativas que visam sustentar a reivin-
dicação) e a proposição, discussão e aprova-
ção de propostas políticas ou de soluções para
problemas de interesse público, apresentadas
ou lidas nos canais digitais de participação,
identificando