Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Amanda Porto 
 
 Anatomia da Medula espinhal e seus envoltórios 
É uma massa cilindroide de tecido nervoso dentro do canal vertebral. 
No homem adulto mede aproximadamente 45cm, e situa-se geralmente na 2° vértebra 
lombar, a medula termina afilando-se para formar um cone, o cone medular que segue com 
um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal. 
Cranialmente, a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno 
do osso occipital. 
Sobre sua estrutura: Não apresenta calibre uniforme, seu calibre possui duas dilatações a 
intumescência cervical e intumescência lombar, que estão situadas nos níveis cervicais e 
lombar. As intumescências são áreas que fazem conexão com a medula as grossas raízes 
nervosas que vão formar os plexos braquial e lombossacral que inervam membros superiores e 
inferiores. 
A superfície da medula apresenta sulcos longitudinais, sendo eles: sulco mediano posterior, 
fissura mediana anterior, sulco lateral anterior e sulco lateral posterior. Nos sulcos laterais 
anterior e posterior fazem conexão filamentos nervosos (filamentos radiculares) que se unem 
e formam as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais, as raízes se unem e formam os 
nervos espinhais, essa união se dá em um distalmente ao gânglio espinhal na raiz dorsal. 
 
Existem 31 pares de nervos espinhais e correspondem a 31 segmentos medulares, sendo: 8 
cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. Existem 8 pares cervicais, mas 
somente 7 vértebras, pois o primeiro par cervical (C1) emerge acima da 1° vértebra cervical, 
entre ela e o osso occipital, e o 8° par (C8) emerge abaixo da 7° vértebra. Assim, cada nervo 
espinhal emerge sempre abaixo da vértebra correspondente. 
 Amanda Porto 
 
 Existem 31 pares de nervos espinhais e correspondem a 31 
segmentos medulares, sendo: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 
lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. Existem 8 pares cervicais, 
mas somente 7 vértebras, pois o primeiro par cervical (C1) 
emerge acima da 1° vértebra cervical, entre ela e o osso 
occipital, e o 8° par (C8) emerge abaixo da 7° vértebra. Assim, 
cada nervo espinhal emerge sempre abaixo da vértebra 
correspondente. 
 
Substância cinzenta: Formada por corpos celulares dos 
neurônios, dendritos, porções inicias não mielinizadas dos 
axônios e células da glia. Localiza-se dentro da branca e possui 
três colunas: anterior, lateral e posterior e no centro, canal 
central da medula (canal do epêndima). É o espaço onde 
ocorre as sinapses entre neurônios. 
Substância branca: Porções mielinizadas, é formada por fibras 
que sobem e descem na medula, e podem ser agrupadas de 
cada lado em três funículos ou cordões, funículo anterior, 
lateral e posterior. 
 
A medula termina no nível da segunda vértebra lombar, abaixo disso tem-se apenas as 
meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, esses nervos dispostos em torno 
do cone medular e filamento terminal constituem a cauda equina. 
 
*Até o 4° mês de vida intrauterina, a medula e a coluna crescem no mesmo ritmo. 
Sabe-se que a coluna é maior que a medula, e que as raízes nervosas mantêm relação com os 
respectivos forames intervertebrais, para isso há alongamento das raízes e diminuição do 
ângulo que elas fazem com a medula. Devido essa diferença há também um afastamento dos 
segmentos medulares das vértebras correspondentes. Assim, por exemplo, as vértebras T11 e 
T12 estão relacionados com os segmentos lombares. 
*Uma lesão da vértebra T12 pode afetar a medula lombar e uma lesão da vértebra L3 irá 
afetar as raízes da cauda equina. 
 
Como saber a correspondência entre vértebra e medula? 
Regra: Entre os níveis das vértebras C2 e T10, adiciona-se 2 ao número do processo espinhoso 
da vértebra e tem-se o número do segmento medular subjacente. 
Dessa forma, o processo espinhoso da vértebra cervical C6 está sobre o segmento medular C8. 
Os processos espinhos T11 E T12 correspondem aos 5 segmentos lombares, e o processo 
espinhoso L1 aos 5 segmentos sacrais. 
 
 Amanda Porto 
 
 
Envoltórios da medula: 
Envolvida por membranas do tecido conjuntivo denominadas meninges, que são: dura-máter 
(ou paquimeninge, por ser mais espessa), aracnoide e pia-máter (podem ser denominadas de 
leptomeninge). 
 
DURA-MÁTER: 
É a mais externa, constituída por tecido conjuntivo denso, fibras colágenas (torna-se espessa e 
resistente), o tec conjuntivo está aderido ao periósteo dos ossos da caixa craniana. 
A dura-máter que reveste a parte da medula espinhal é separada do periósteo das vertebras, e 
entre os dois tem-se o espaço epidural/peridural (contém: veias, tec. conjuntivo frouxo, tec. 
adiposo). 
 
ARACNOIDE: 
Entre a dura-máter e a pia-máter. A parte em contato com a dura-máter está sob a forma de 
membrana, e a em conato com a pia-máter está em forma de traves, os espaços entre as 
traves denomina-se espaço subaracnóideo, onde contém o liquido cefalorraquidiano (LCR) e 
comunica-se com os ventrículos cerebrais, esse espaço constitui uma proteção ao SNC contra 
traumatismos. Já o espaço entre a dura-máter e a aracnoide chama-se subdural. 
A aracnoide é formada por tecido conjuntivo sem vasos sanguíneos, e assim como a dura-
máter, tem a superfície revestida por epitélio simples pavimentoso de origem 
mesenquimatosa. A passagem de LCR para o sangue se dá por meio de expansões que 
perfuram a dura-máter e provocam saliência em seios venosos. As vilosidades da aracnoide. 
LCR atravessa essa vilosidade e a do seio venoso até o sangue. 
 
PIA-MÁTER: 
Bastante vascularizada, não fica em contato com fibras nervosas. Entre pia-máter e elementos 
nervosos, tem-se astrócitos. 
 
Espaços entre as meninges: 
Epidural: entre dura-máter e periósteo do canal vertebral 
Subdural: entre dura-máter e aracnoide 
Subaracnóideo: entre aracnoide e pia-máter 
 
 
 
 Amanda Porto 
 
 
 
 imagem de parte de corte transversal da medua espinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 Amanda Porto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Referências: 
*MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia Funcional. 3 ed. São Paulo: Atheneu, 2014. 
*JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 13ª edição. Rio de Janeiro - RJ: Guanabara 
Koogan, 2017. 
*Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F. Anatomia orientada para a clínica. 8 ed. Rio De Janeiro: 
Editora Guanabara Koogan S.A., 2018.

Mais conteúdos dessa disciplina