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DEFINIÇÃO 
As bases de poder e sua relação com a autoridade nas 
organizações. Teorias e tipos de liderança. Práticas da liderança 
transformadora. 
 
PROPÓSITO 
Aprender sobre a liderança e o contexto em que ela ocorre 
permitirá ao gestor identificar estratégias de intervenção para o 
alinhamento dos objetivos pessoais aos organizacionais. 
 
 
 
OBJETIVOS 
 
MÓDULO 1 
Relacionar as bases do poder corporativo com a autoridade dele 
decorrente 
 
 
MÓDULO 2 
Explicar os principais pressupostos teóricos dos tipos de 
liderança 
 
 
MÓDULO 3 
Identificar as práticas da liderança transformadora 
 
 
 
 
MÓDULO 1 
Relacionar as bases do poder corporativo com a autoridade dele 
decorrente 
INTRODUÇÃO 
Neste módulo, analisaremos diversos aspectos sobre a liderança 
– sobretudo, a capacidade de desenvolver tal competência. Você 
sabe o que significa ser líder e o que torna uma pessoa capaz de 
influenciar outras? 
 
 
 
 
 
 
Líderes influenciam o comportamento dos 
outros de forma: 
 
 
NEGATIVA 
 
POSITIVA 
Apresentaremos várias situações nas quais a liderança é 
exercida a partir do conceito de poder. 
PODER E AUTORIDADE 
 
Organizações são sistemas sociais 
formalmente organizados que 
buscam alcançar objetivos para colher 
resultados. 
Alcançar estes resultados, no entanto, não é algo tão simples 
quanto parece. 
Para entendermos melhor o motivo, 
precisamos detalhar o conceito de 
organização. 
Sistemas sociais 
Toda organização é um sistema social, já que ela é formada por 
uma reunião de pessoas que compõem a sua força de trabalho. 
Este grupo se relaciona e interage para realizar as atividades 
inerentes ao cargo que ocupam. 
Formalmente organizado 
Leia o exemplo abaixo: 
João chega para trabalhar na hora que decide, desenvolve as 
atividades da sua maneira, não precisa responder a determinado 
gestor e não tem nenhuma meta ou objetivo para alcançar. 
Tal exemplo ilustra um modelo de organização do trabalho que 
definitivamente não é adequado. 
É imprescindível organizar o funcionamento da estrutura interna 
de um negócio ou de uma instituição para que os resultados 
possam ser atingidos. 
 
 
Alcançar objetivos e colher resultados 
Todos nós trabalhamos diariamente para alcançar os objetivos 
propostos. 
Quando estes objetivos são atingidos, todos os envolvidos 
ganham: Pessoas, Clientes, Sociedade e Acionistas. 
PESSOAS: RECEBEM SUA CONTRAPARTIDA 
SALARIAL PELO TRABALHO REALIZADO. 
 
CLIENTES: GANHAM O PRODUTO OU O 
SERVIÇO DESEJADO DENTRO DO PADRÃO DE 
QUALIDADE PROMETIDO. 
 
SOCIEDADE: BENEFICIA-SE PELO PAGAMENTO 
DE IMPOSTOS QUE SERÃO TRANSFORMADOS 
EM SERVIÇOS PARA ATENDER ÀS SUAS 
NECESSIDADES 
 
ACIONISTAS: RECEBEM O RETORNO DO 
CAPITAL INVESTIDO. 
 
 
 
Tornar isso uma realidade não é uma 
tarefa fácil. Afinal, há muitas pessoas, 
variáveis, processos e interesses que, se 
não estiverem alinhados, impedem a 
realização dos objetivos pretendidos. 
Quando uma organização não define uma estrutura adequada, a 
informalidade se sobrepõe à formalidade e os problemas 
começam a aparecer. Quem nela trabalha, possui naturalmente 
um modelo mental próprio construído desde a sua infância. Tal 
modelo depende dos seguintes fatores: 
 
 
 
 
 
A relação entre a organização e seus grupos externos (governo, 
clientes e sociedade) também é permeada por conflitos. Vemos 
todos os dias na mídia problemas dessa natureza em relação à 
poluição, ao desrespeito ao consumidor, à sonegação de 
impostos etc. 
Até pela sua natureza, a organização é um 
palco de lutas entre interesses divergentes. 
Tais interesses são geradores de conflitos 
que precisam ser resolvidos pelo uso 
do poder. 
 
O PODER É UMA FORMA DE CONTROLE SOCIAL, 
ESTABELECE A ORDEM E ENFATIZA O 
PREDOMÍNIO DA VONTADE DE UNS SOBRE OS 
OUTROS. 
ELE É CONSIDERADO MAIS EFETIVO QUANDO 
CONSEGUE EVITAR OU MINIMIZAR O CONFLITO. 
POR ISSO, É MUITO IMPORTANTE ESTUDARMOS 
AS BASES DO PODER NAS ORGANIZAÇÕES; 
ENTENDENDO-AS, PODEREMOS GERENCIAR 
MELHOR ESSA COALIZÃO DE INTERESSES 
DISTINTOS COM OS QUAIS, ENQUANTO 
GESTORES, PRECISAMOS LIDAR DIARIAMENTE. 
 
 
 
 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
Robbins e Judge (2014) elencaram os tipos mais conhecidos e 
discutidos pela literatura especializada no assunto: 
Coerção 
A base do poder coercitivo é o uso da força e da capacidade de 
uma pessoa para punir ou recomendar sanções a outra. 
Legitimidade 
Decorre da posição hierárquica que se detém, estando, em geral, 
registrada no organograma da organização. 
Recompensa 
Provém da capacidade de reconhecer os outros, seja por meio de 
recompensas materiais ou sociais. É o reconhecimento de 
determinado comportamento ou meta atingida. 
Competência 
Resulta de competências, conhecimentos e atitudes distintivas 
que alguém possui. Passa-se a ser respeitado por elas. 
Carisma 
Tipo de poder associado a uma imagem altamente favorável, 
fazendo com que os outros acreditem e admirem suas ideias. 
Possui relação direta com a devoção pessoal. 
Mas será que as pessoas sabem o que é 
poder e como ele se manifesta nas 
organizações? 
 
 
 
TIPOS DE SOCIEDADE 
E AUTORIDADE 
Max Weber categoriza as sociedades e as relaciona com suas 
respectivas autoridades, criando uma tipologia que nos permite 
entender ainda melhor a relação entre poder e autoridade. 
Segundo Weber, as sociedades se dividem em: Sociedade 
Tradicional, Sociedade Burocrática e Sociedade Carismática. 
Max Weber 
Sociólogo alemão que escreveu inúmeras obras de sucesso, 
como Economia e sociedade (1922), além de ter 
institucionalizado a burocracia. 
 
Sociedade 
Tradicional 
O sistema e sua regulação baseiam-se no conservadorismo. 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
A autoridade tradicional é o poder legitimado pela tradição, pelos 
costumes e pelos hábitos de um povo. Ela deriva da crença nas 
tradições do passado. 
A sociedade típica desta autoridade é a medieval, na qual o servo 
obedece ao senhor feudal. 
Sociedade 
Burocrática 
Nas sociedades burocráticas, o tipo de autoridade que prevalece 
é o racional-legal. As ordens e as normas são justificadas em lei. 
Os procedimentos são formais e concretos, estando todos 
normatizados. Além disso, prevalece a obediência dentro de uma 
rigorosa e sistemática disciplina de comando e controle pautada 
na superioridade técnica. 
As organizações públicas são um bom exemplo da burocracia. 
Sociedade 
Carismática 
Prevalece o modelo de autoridade pautado no carisma. A 
obediência deve-se à influência ideológica e à devoção efetiva, 
que se manifestam por meio da identificação com valores, ideias 
e propósitos comuns. Surge então a figura do herói, aquele que 
respeitamos e adoramos a qualquer preço. 
Gandhi é um excelente exemplo de autoridade carismática. 
Gandhi 
Este líder pacifista foi a principal personalidade mundial na luta 
pela independência da Índia, até então uma colônia britânica. 
Destacou-se no enfrentamento dos ingleses por causa de seu 
projeto de não violência. 
 
 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
NOVOS MODELOS DE 
ORGANIZAÇÃO DO 
TRABALHO 
As conquistas das organizações são um 
efeito da ação de grandes líderes, sejam 
elas públicas, privadas ou do terceiro 
setor. 
A ação humana é imprescindível para o 
alcance dos resultados. 
Ambientes nos quais o poder coercitivo é 
visto como o único meio exequível para 
alcançá-los estão ficando para trás. O 
mundo no qual vamos viver, nas próximas 
décadas, aponta uma direção 
completamente oposta. 
A tendência é que haja uma maior 
distribuição do poder entre as pessoas 
que fazem parte dos processos de tomada 
de decisão. 
À medida que existe uma maior autonomia para definir os 
objetivos a serem alcançados e a forma de realizar as atividades 
cotidianas, a coletividade passa a estar presente em todos os 
níveis hierárquicos. 
Atualmente, um dos modelos em maior consonânciacom tal 
filosofia é aquele baseado na holocracia. 
 
 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
 “João não entende o motivo pelo qual Pedro, seu colega de trabalho, 
ainda que não seja o gestor da equipe, exerce poder sobre os demais 
membros. Fato é que Pedro tem uma imagem altamente favorável entre os 
colegas, o que faz com que os outros admirem suas ideias e opiniões. O 
poder exercido por Pedro pode ser chamado, corretamente, de: 
 Poder de competência. 
Poder legítimo. 
 Poder carismático. 
 Poder de recompensa. 
O tipo de poder carismático tem relação direta com a devoção pessoal, 
fundamentando-se na influência e na devoção efetiva por meio da identificação 
com valores, ideias e propósitos. Para saber um pouco mais sobre isso, reveja 
o item “Poder e autoridade”. 
 
Uma executiva do mercado financeiro exerce o cargo de vice-presidente 
em uma corretora de valores mobiliários. Suas decisões se refletem nas 
atividades de todas as pessoas que estão sob sua liderança. De acordo 
com o caso narrado, o poder exercido por ela baseia-se na(o): 
 Dependência que ela possui com os acionistas. 
 Posição que a executiva ocupa na organização. 
 Experiência vivida em outras organizações. 
Carisma demonstrado pela executiva. 
O poder de legitimidade tem como base o cargo ou a posição ocupada por 
alguém dentro de uma estrutura hierárquica. Para saber um pouco mais sobre 
isso, reveja o item “Poder e autoridade”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO 2 
Explicar os principais pressupostos teóricos dos tipos de 
liderança 
INTRODUÇÃO 
Os processos de liderança se estabelecem nas mais diversas 
relações pessoais que construímos no: 
 
Os espaços sociais, afinal, são os campos 
nos quais é exercida a influência de uma 
pessoa sobre a outra. 
 
É difícil dizer o que torna uma pessoa capaz de exercer uma 
liderança; reconhecê-la, contudo, é bem mais fácil. Com certeza, 
você já ouviu falar da história destas pessoas e de seus grandes 
feitos: 
 
Joana D’arc 1412 a 1431 “Essa mulher ousada e destemida liderou o exercito frances na 
guerra dos 100 anos.” 
Zumbi dos Palmares 1655 a 1695 “Grande simbolo da luta contra a escravidao no Brasil, ele 
liderou milhares de pessoas e organizou o Quilombo dos Palmares.” 
Martin Luther King 1929 a 1968 “Lutando por direitos iguais, King combateu a desigualdade 
racial nos EUA nos anos de 1960.” 
Barak Obama 1961 ate os dias de hoje “Advogado e politico norte americano, Obama se 
tornou o 44º presidente dos EUA com dois mandatos(de 2009 a 2017), ele é o primeiro afro 
americano a ocupar o cargo.” 
 
O que tais figuras históricas poderiam ter 
em comum que lhes permitia influenciar 
grandes multidões em torno de uma 
causa? 
Seriam características físicas, habilidades 
de relacionamento ou a energia que 
emanavam? 
 
TEORIAS E TIPOS DE 
LIDERANÇA 
 
1º - Teoria dos traços de liderança 
Na introdução deste módulo, destacamos quatro grandes líderes 
de diferentes momentos da história mundial. 
Eles eram homens e mulheres que, à sua maneira, mudaram o 
curso dos acontecimentos nos locais onde viviam graças à 
influência que exerciam em outras pessoas. 
Esta teoria defende que as pessoas já nascem com certos 
atributos que lhes conferem a capacidade de liderar. Segundo 
Vergara (2005), os traços estão divididos em: 
 
1. Físicos 
Análise de aparência, estatura, energia e força física. 
2. Sociais 
Envolvem as habilidades interpessoais e administrativas, além da 
cooperação. 
3. Relacionados com as tarefas 
Englobam a persistência, a persuasão, o grau de iniciativa e o 
impulso de realização. 
4. Intelectuais 
Tanto o QI (quociente de inteligência) quanto o grau de 
adaptabilidade, autoconfiança e entusiasmo têm potencial para 
determinar a capacidade de liderar. 
No fim dos anos 1960, seus teóricos chegaram à conclusão de 
que certos traços eram mais comuns em grandes líderes, embora 
ressaltassem que o fato de possuí-los não determinava que tais 
pessoas seriam líderes um dia. 
EXEMPLO 
Alguém pode demonstrar motivação, energia, autoconfiança, 
desejo de liderar e ambição (alguns dos traços mais comuns nos 
líderes), mesmo sem exercer uma liderança sobre outras 
pessoas. 
Estes traços indicam a capacidade de 
liderar, mas não a determinam. 
2º - Teoria dos estilos de liderança 
Uma das teorias mais conhecidas afirma que existem três estilos 
de liderança: 
1. AUTOCRÁTICA 
 
2. DEMOCRÁTICA 
 
3. LIBERAL 
Você já parou para pensar em qual estilo 
de liderança você se encaixa? 
 
1. Autocrática 
Influencia pessoas pelo poder coercitivo que 
exerce, pela imposição e pela força. 
Adolf Hitler - O político alemão foi líder do Partido Nazista desde 
1921. 
2. Democrática 
Centrado nas pessoas, busca a participação da 
equipe na tomada de decisões. Trata-se de um 
líder agregador. 
Luiza Helena Trajano - Empresária brasileira que comanda a 
rede de lojas de varejo Magazine Luiza e outras empresas 
integradas a sua holding. 
3. Liberal (laissez-faire) 
Líder que dá plena autonomia aos liderados, o 
que pode ser confundido com permissividade. 
Sergey Brin e Larry Page - Após terem se conhecido na 
Universidade de Stanford, apresentaram ao mundo, em 1998, o 
site de busca mais famoso do mundo: o Google. 
 
Após analisar os estilos de liderança, qual 
você acha que seria o ideal? 
Autocrática 
 
Democrática 
 
Liberal (Laissez-Faire) 
Talvez você tenha pensado que a liderança democrática é a 
ideal em todas as situações. Afinal, as outras duas são muito 
extremas: uma impõe medo (autocrática), enquanto a outra é 
tolerante demais, ausente até. Entretanto, isso não é 
necessariamente verdade. 
 
Nós temos inclinações para exercer a liderança de determinada 
forma, mas isso não quer dizer que precisamos agir da mesma 
maneira em todas as situações possíveis. Por exemplo, 
momentos de crise iminente ou de urgência, como uma 
evacuação do prédio onde você trabalha, exigem uma postura 
autocrática. O líder ordena, os outros obedecem. É preciso 
colocar ordem no caos, e não gerar pânico. 
A idealização do estilo democrático levou algumas organizações 
a confinarem diretores, gerentes e supervisores em salas de 
treinamento para que eles pudessem, de alguma forma, mudar 
seu estilo de liderança. 
ATENÇÃO 
Embora a teoria dos estilos de liderança não se sustente por ter 
bases frágeis, ela não foi descartada por completo, já que 
ressalta a existência de variações de possibilidade de ação em 
situações diferentes. 
3º - Teoria situacional 
Com base nos estudos de Hersey e Blanchard (apud BATEMAN; 
SNELL, 2012), a teoria situacional concentra sua atenção nos 
liderados, afirmando que o sucesso de um líder se baseia na 
escolha de um estilo adequado para a condução de cada equipe. 
São os liderados que aceitam ou rejeitam um líder; portanto, o 
estilo de liderança deve adaptar-se para atender às necessidades 
de cada equipe, assim como à sua habilidade e à disposição para 
realização das tarefas. 
As equipes são diferentes em seus níveis de habilidade e 
disposição. Quanto mais autônomas para realizar as tarefas e 
mais motivadas elas estiverem, menos o líder precisará interferir. 
Por outro lado, quanto menor for a capacidade para realizá-las, 
bem como a motivação delas, maior será a necessidade de 
orientação e acompanhamento dele. 
Chegamos então à conclusão de que o 
grau de maturidade da equipe e a situação 
encontrada definem o estilo de liderança a 
ser adotado. 
Críticos desta teoria, porém, afirmam que ela tem um apelo 
intuitivo e que suas bases não são sólidas para sustentar 
resultados em longo prazo. 
Apesar de nenhuma teoria ter sustentação por si só para explicar 
a liderança, a união das descobertas de cada uma delas 
possibilitou termos um conhecimento sobre alguns aspectos da 
liderança. 
TENDÊNCIAS 
As relações entre as pessoas e a organização mudaram. 
Neste novo cenário, no qual a transparência das informações, a 
busca depropósitos que encantem e o respeito às diferenças são 
valorizados, o papel exercido pelas lideranças é decisivo para o 
engajamento de seus colaboradores. 
 
Hoje em dia, as pessoas não planejam passar a vida toda 
trabalhando em um emprego de que não gostam e fazendo 
atividades que detestam para um dia – quem sabe? – se 
aposentarem, podendo finalmente curtir a vida e serem felizes. 
 
As gerações mais novas, que já representam metade da força de 
trabalho no mundo, acreditam que o momento de ser feliz é 
agora. 
Elas encaram a vida pessoal e profissional sob a mesma ótica: a 
busca pelo prazer e pela satisfação deve ser feita (e alcançada) 
nos dois âmbitos. 
Seria uma utopia, contudo, afirmar a existência de uma nova 
teoria sobre a liderança capaz de revolucionar tudo aquilo que já 
se sabe sobre o assunto: não temos verdades absolutas. 
O fato é que não há fórmula mágica nem 
receitas especiais para isso. 
DICA 
Olhe com atenção as pessoas que estão ao seu redor e tenha 
interesse verdadeiro em torná-las mais realizadas. Dessa forma, 
você promove um impacto positivo na sua equipe e contribui para 
um ambiente de trabalho mais atrativo – feito que somente 
grandes líderes são capazes de alcançar. 
Um dos grandes líderes da atualidade citado neste módulo é o 
ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A seguir, o 
professor Luís Vabo Jr. resume algumas lições de sua palestra 
ocorrida no Brasil em 2019: 
Use seus desafios como um motor para você crescer. 
 
Você pode ser o que você quiser! 
 
Traga para a mesa pessoas com diferentes perspectivas, 
experiências e disciplinas. 
 
Desafie constantemente suas premissas. 
 
Você deve sempre tirar seu ego da frente, independentemente 
das oportunidades que tiver. 
 
É preciso que tenhamos a mentalidade de servir! 
 
O líder deve ser medido pela sua capacidade de servir e 
empoderar os outros e de fazer as pessoas acreditarem que elas 
são capazes de conquistar seus sonhos. 
 
Você é tão bom quanto o time que você construiu. 
 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
Leia o caso hipotético a seguir: 
 
João não promove a participação efetiva da equipe nos projetos, toma 
sozinho todas as decisões necessárias e costuma oprimir seus 
subordinados, enxergando neles concorrentes em vez de colaboradores. 
Ele dificilmente valoriza as competências, os conhecimentos e os 
resultados dos subordinados, além de defender um ambiente de trabalho 
no qual os profissionais são cobrados excessivamente. 
 
Com base no caso descrito, o tipo de liderança exercido por João é: 
 Democrática. 
Situacional. 
 Autocrática. 
 Liberal. 
A liderança autocrática caracteriza-se pela centralização da autoridade e do 
processo de tomada de decisão. O líder a toma por conta própria e a anuncia 
sem abrir espaço para a discussão de ideias e opiniões, impondo-a aos demais 
membros do grupo. Para saber um pouco mais sobre isso, reveja o item 
“Teoria dos estilos de liderança”. 
 
 
 A liderança é um processo social no qual se estabelecem relações de 
influência entre as pessoas, um tema extraordinário que remete às 
questões mais subjetivas dos seres humanos. Não é por acaso, portanto, 
que a literatura sobre o tema seja tão vasta, uma vez que ela se tornou 
umas das principais competências requeridas nos novos tempos. O que 
não se pode discordar, no entanto, é que o líder: 
 
I. Tem assumido novos perfis, deixando de ser controlador e passando a 
ser facilitador; 
II. Precisa cultivar a disciplina e obediência às ordens na sua equipe; 
III. Deve levar em consideração o nível de maturidade da equipe para 
decidir como deve agir. 
 I apenas 
 I e II 
 I e III 
 II e III 
O modelo de liderança situacional recomenda a análise das caraterísticas dos 
empregados para determinar o comportamento de liderança mais adequado. 
Cabe ao líder analisar a maturidade, a experiência, a atitude de trabalho e as 
competências dos liderados para definir como ele deve agir. Para saber um 
pouco mais sobre isso, reveja o item “Teoria situacional”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO 3 
Identificar as práticas da liderança transformadora 
INTRODUÇÃO 
 
“O mais importante ingrediente na fórmula do 
sucesso é saber como lidar com as 
pessoas.” 
Theodore Roosevelt 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
Theodore Roosevelt 
Ocupou a presidência dos Estados Unidos em dois mandatos: 
1900 e 1904. Seu primeiro período no cargo foi notável pelas 
concessões feitas ao movimento progressista. No segundo, 
reivindicou para o país o direito de cobrar dívidas latino-
americanas consideradas insolúveis. Em 1906, recebeu o Prêmio 
Nobel da Paz por sua intermediação, um ano antes, na guerra 
entre a Rússia e o Japão. 
Fonte: (FRAZÃO, 2018). 
O DESAFIO DA 
LIDERANÇA E O PAPEL 
DO LÍDER COMO 
AGENTE DE 
MUDANÇAS NA 
DINÂMICA 
ORGANIZACIONAL 
Liderança, dom ou virtude? 
OBSERVE QUE ALGUMAS PESSOAS NASCEM COM 
ALGUNS DONS E HABILIDADES ESPECIAIS QUE 
PODEM SER OBSERVADOS POR TODOS. 
 
A LIDERANÇA, NO ENTANTO, NÃO É NATA COMO 
OS DONS: ELA PODE, ASSIM COMO QUALQUER 
OUTRA VIRTUDE, SER DESENVOLVIDA. AFINAL, É 
POSSÍVEL ESTUDÁ-LA, APRENDÊ-LA E COLOCÁ-
LA EM PRÁTICA NO DIA A DIA, TRANSFORMANDO-
A EM UMA COMPETÊNCIA. ESTE É O DESAFIO DE 
QUALQUER GESTOR. 
 
Apresentaremos a seguir as definições de alguns autores sobre 
liderança: 
1 - Cortella e Mussak 
Cortella e Mussak (2009) a entendem como uma competência 
construída a partir de um horizonte positivo como intenção. 
Trata-se, portanto, de uma atitude capaz de inspirar alguém, 
“recreando ou divertindo o espírito”. 
“O líder comprometido é aquele que traz a 
alegria para o mundo do trabalho sem que 
essa alegria se transforme em 
descompromisso, em frouxidão daquilo que 
precisa ser feito”. 
Fonte: (CORTELLA E MUSSAK, 2009). 
Para ambos, inspirar é um verbo comum no exercício da 
liderança. 
Inspirar 
De acordo com o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, trata-
se de “inserir ar nos pulmões: inspirar o ar”, o que significa 
encher de vida, animação, vontade. 
Fonte: (FERREIRA, 2010). 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
O que isso significa? 
Que os líderes precisam ser uma fonte de energia, vida, 
direcionamento e orientação para seus liderados. Afinal, um 
trabalho sério não precisa ser triste, sem alegria, ou muito menos 
representar uma falta de compromisso. 
 
Da mesma forma, em relação aos líderes, 
os autores também defendem: 
- A posição de estabelecer limites, definindo comportamentos e 
objetivos aceitáveis que devem ser observados por todos. 
 
- Tais limites devem ser negociados e compartilhados para que 
as pessoas não os interpretem como uma ordem ou uma 
imposição. 
2 - Bennis 
 
“O líder sabe o que quer, comunica essas 
intenções, posiciona-se corretamente e 
transfere poder à sua equipe de trabalho.” 
Fonte: (BENNIS apud CARVALHAL; FERREIRA, 2001). 
A definição deste autor contém pontos essenciais que fortalecem 
a prática da liderança: 
 
Empreender para o futuro: O líder deve apontar o futuro, 
identificando oportunidades de negócios. Precisa ser, portanto, 
um visionário. 
Comunicar a intenção: O líder deve indicar o caminho a ser 
seguido pelos membros de sua equipe. 
 
Você não gostaria de ter um líder que 
transmitisse a confiança de que as 
decisões tomadas levam a organização 
para um lugar seguro? Provavelmente, 
você deve ter dito sim. 
Diversos livros apresentam as características desejáveis em um 
líder. 
Quando as analisamos em um primeiro momento, percebemos 
que são muitas: dificilmente, alguém seria capaz de demonstrar 
tal perfil em todas as situações às quais fosse exposto. 
ESSA CONSTATAÇÃO PODE NOS LEVAR 
A UMA TRISTE CONCLUSÃO: É 
IMPOSSÍVEL SER UM LÍDER! 
Mas isso não é verdade: NINGUÉM 
consegue representar um papel de super-
herói o tempo inteiro. 
 
A competência da liderança deve ser aprimorada a todo 
momento, constituindo um aprendizado diário. Afinal, líderesnão 
nascem prontos. Ao contrário: eles estão em um constante 
processo de aperfeiçoamento. 
 
Além disso, ainda que você não reúna todas as características 
listadas na maior parte da bibliografia que discute o assunto, 
pode muito bem reconhecer e aplicar, no dia a dia, práticas 
fundamentais para legitimá-lo como um excelente líder. 
 
ATENÇÃO 
Cargo não é liderança! Você não precisa promover uma pessoa 
para que ela exerça influência sobre as demais. 
PRÁTICAS DA 
LIDERANÇA 
TRANSFORMADORA 
Kouzes e Posner (2018) realizaram uma pesquisa cujo objetivo, a 
princípio, era avaliar o perfil de liderança das empresas que 
possuíam uma excelente performance. 
As respostas encontradas foram 
agrupadas e categorizadas em cinco 
práticas que formam a liderança 
transformadora: 
 
 
 
1. Desafiar permanentemente o processo; 
 
2. Inspirar uma visão e compartilhá-la; 
 
3. Permitir que os outros possam agir; 
 
4. Mostrar o caminho sendo um exemplo; 
 
5. Encorajar a vontade. 
 
1. Desafiar permanentemente o processo 
É preciso compreender que o mundo está em constante processo 
de mudança, mantendo-se atualizado para identificar novas 
oportunidades no mercado. 
É importante abrir-se para um processo de aprendizado contínuo, 
levantando espaços para a dúvida e questionando tanto os 
processos existentes quanto a relação da organização com os 
seguintes grupos de interesse: 
CLIENTES 
EMPREGADOS 
SOCIEDADE 
A ideia é liberar a mente para o conflito 
construtivo, a diversidade de ideias e o 
debate entre perspectivas diferentes. 
Isso abre espaço na organização para a inovação e muda a 
lógica da execução das atividades. 
Trata-se, enfim, de um processo disruptivo. 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
Disruptivo 
Provoca ou causa a disrupção, interrompendo o andamento 
normal de um processo. Pessoas disruptivas têm a capacidade 
de romper ou alterar padrões consagrados. 
 
Aprenda com as experiências dos outros 
e os próprios erros, estimulando a 
conexão com conhecimentos já 
existentes dentro ou fora da organização. 
DICA 
A experiência não tem relação apenas com a idade, e sim com a 
intensidade: é tudo aquilo que aprendemos e praticamos, além de 
indicar como melhoramos nossos processos. 
Você sabia que a inovação é favorecida 
nas empresas que estimulam a 
descoberta? 
Por isso, exponha-se ao risco calculado! É assim que a economia 
gira, a inovação acontece e o emprego é gerado. 
 
2. Inspirar uma visão compartilhada 
 
“As pessoas acreditam no líder antes de 
acreditar na ideia.” 
John Maxwell 
John Maxwell 
Este autor best-seller escreve para publicações como o New York 
Times, o Wall Street Journal e a Business Week. Além disso, 
Maxwell já vendeu mais de vinte e quatro milhões de livros. 
Fundou ainda a EQUIP e a John Maxwell Company, 
organizações que ajudaram a formar mais de cinco milhões de 
líderes por todo o mundo. 
Fonte: (WOOK, 2020). 
Você já deve ter usado estas duas expressões em seu dia a dia, 
mas já pensou no significado delas? 
 
VISÃO 
A palavra visão significa o estado futuro mental desejado: algo 
que se pretende alcançar no futuro. 
 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
COMPARTILHAR 
O verbo compartilhar indica partilhar com alguém. 
 
Ao defendermos que líderes devem inspirar uma visão, estamos 
dizendo que eles precisam: 
 
Círculo dourado de Simon Sinek 
Círculo dourado 
Modelo desenvolvido pelo autor britânico-americano e palestrante 
motivacional Simon Sinek para sistematizar um novo método de 
pensar, agir e comunicar. 
http://estacio.webaula.com.br/cursos/temas/te0039/index.html
Em seu livro Comece pelo porquê, ele apresenta este modelo e 
explica por que algumas organizações e líderes são capazes de 
nos inspirar, enquanto outros não o fazem. 
De acordo com Sinek, os líderes e as organizações que nos 
inspiram precisam pensar, agir e se comunicar de dentro para 
fora do círculo. 
Fonte: (MIGRE SEU NEGÓCIO, 2018). 
 
 
 
 
 
Apontar direções 
 
Partilhar essa visão com seu time 
 
Contagiar a todos 
 
Descrever um futuro para que todos 
possam seguir na mesma direção. 
 
3. Permitir que os outros possam agir 
Atualmente, já é indiscutível o papel de uma liderança educadora 
que fomenta a aprendizagem da sua equipe e a torna capaz de 
enfrentar as mudanças. 
É preciso estimular verdadeiramente a participação das pessoas 
em programas de treinamento, desenvolvimento e educação, pois 
são os líderes que promovem o espírito de um eterno aprendiz 
em colaboradores. 
 
EXEMPLO 
A empresária Luiza Helena Trajano, que comanda a Magazine 
Luiza, reuniu em um auditório 120 vendedores. Cada um deles foi 
escolhido para liderar, por quatro meses, a seção de brinquedos 
de suas lojas. Durante sua palestra, ela convocou a plateia a se 
manifestar, lançando uma pergunta: “O que devemos fazer para 
que a Magazine Luiza venda mais brinquedos neste ano?”. 
Respostas chegaram de todos os cantos do auditório. Ela pediu 
que cada sugestão fosse anotada, discutindo todas elas. Em 
seguida, passou a falar de coisas como valores, ética, atitude no 
trabalho, família, legado espiritual, felicidade, liderança e 
sucesso. “Este é o primeiro ensaio de liderança de cada um de 
vocês”, afirmou. “E só há uma forma de ter sucesso: tragam toda 
a equipe para o seu lado, sejam empreendedores, peçam ajuda, 
ajudem, acreditem em vocês. Nós acreditamos. É por isso que 
vocês estão aqui hoje.” 
 
 
Pergunte-se: 
Estou aprendendo de forma rápida, 
acompanhando as mudanças do mercado 
e cuidando do aprendizado daqueles que 
trabalham comigo? 
4. Mostrar o caminho sendo um exemplo 
Leia o diálogo a seguir: 
 
 
A que conclusão você chegou? 
Determinados comportamentos são socializados pelos membros 
que compõem uma equipe. Eles são aprendidos por meio da 
observação. 
Por isso, é tão importante praticar o que se diz. A maneira como 
você age pode ser um modelo para outras pessoas – entre elas, 
seus liderados. 
Um ditado diz: “Palavras convencem, mas 
exemplos arrastam”. 
Modelar o caminho dos outros pelo nosso exemplo é ter um 
discurso coerente e alinhado com nossas ações. 
Não se trata de apenas informar os valores que direcionam o 
comportamento de uma equipe ou empresa, mas também de agir 
de acordo com eles. 
Honestidade 
É um dos principais valores reconhecidos pelos membros de uma 
equipe. 
Posicionar-se como exemplo, incentivando as melhores práticas 
de trabalho, fará, sem dúvida, a diferença em seu comportamento 
como líder. 
Como você pode ser um exemplo? 
1. Coloque a mão na massa; 
 
2. Cuidado com o que você diz; 
 
3. Respeite a cadeia de comando; 
 
4. Ouça a equipe; 
 
5. Assuma responsabilidades; 
 
6. Deixe a sua equipe trabalhar; 
 
7. Cuide de si mesmo; 
 
5. Encorajar a vontade 
O reconhecimento é uma das necessidades do ser humano. Em 
estudos sobre motivação e liderança, vários autores, como 
Vergara (2005), Bergamini (2013), Robbins e Judge (2014), o 
apontam como um fator essencial para o engajamento das 
pessoas em seu trabalho. 
Portanto, cabe ao líder ser criativo a fim de desenvolver ações 
que, de forma autêntica e genuína, reconheçam as contribuições 
das pessoas, estimulando-as a entregar mais resultados. 
 
 
 
Elevar a equipe 
 
Acompanhar os resultados 
 
Corrigir os erros de percurso 
 
Divulgar as conquistas adquiridas 
Esse encorajamento, sem dúvida, vai aumentar o 
comprometimento das pessoas ao permitir que elas também 
consigam alcançar seus objetivos e sonhos individuais. 
O crescimento deve ser coletivo para que 
os empregados não sintam que estão 
sendo usados. Além disso, com os 
estímulos corretos, as recompensas 
também servem para reforçar valores e 
comportamentos alinhados com as 
demandas da organização. 
 
Boas práticas de reconhecimento: 
Reconhecimento nas mídias sociais 
Utilize as mídias sociais (Facebook, Twitter ou LinkedIn) para 
reconhecerseus funcionários em um ambiente público. Destaque 
quem eles são, o que eles fizeram e por que sua ação foi 
importante. 
 
Prêmio por trás das câmeras 
Parabenize as pessoas envolvidas em projetos e ações que não 
tiveram tanta visibilidade, mas que foram essenciais para o seu 
sucesso. O prêmio pode ser uma nota de destaque no jornal 
interno e/ou no mural da empresa. 
Bônus como premiação 
Os colaboradores que se destacarem no alcance das metas 
ganham uma viagem como premiação. É importante deixar os 
critérios bem estabelecidos no lançamento da campanha. 
 
ATENÇÃO 
Toda política de reconhecimento deve correlacionar as 
recompensas às metas estabelecidas. Esse processo precisa ser 
claro e transparente. Por isso, o diálogo é fundamental, gerando 
credibilidade e abertura para comportamentos colaborativos e 
comprometidos com os resultados. 
TENDÊNCIAS 
Chefes considerados ditadores fazem 
parte de diversas empresas, o que leva 
muitas pessoas a desenvolverem, 
inclusive, doenças no ambiente de 
trabalho. 
 
 
 
Miranda Priestly é uma personagem de ficção do romance The 
devil wears Prada, escrito por Lauren Weisberger. O sucesso do 
livro de 2003 deu origem à película O diabo veste Prada, exibida 
nas telas de cinema três anos depois. 
Interpretada por Meryl Streep, Miranda é mostrada como uma 
líder autocrática que impõe sua vontade de maneira coercitiva. 
Sem mais spoilers, pode-se afirmar que este filme oferece uma 
verdadeira aula de liderança. 
Alguns fatores realmente desencadeiam sentimentos negativos e, 
consequentemente, infelicidade. São eles: 
 
Desafios desestruturados; 
 
Falta de transparência; 
 
Ausência de incentivo ao aprendizado; 
 
Autonomia em excesso sem qualificação 
necessária, o que gera ansiedade e 
estresse; 
 
Inexistência de programas de 
reconhecimento por mérito. 
Essa melancolia corporativa é uma consequência de líderes 
incapacitados para conduzir seus times da forma correta. Clima 
também vem de cima. 
Há ainda questões que não podem mais passar despercebidas, 
como a falta de significado no trabalho e a ausência de propósito. 
A crise identitária e moral, além do vazio que assola as pessoas, 
é um problema de propósito, ou melhor, da falta dele. Uma das 
grandes descobertas da vida é encontrar o significado em nosso 
trabalho. 
Surge então, no meio corporativo, o líder que desenvolve em 
seu liderado os níveis de confiança essenciais: a técnica, a 
ética e a emocional, direcionando-as em torno de um 
propósito. 
Segundo Erlich (2018), estes níveis são: 
Confiança técnica 
O liderado percebe que o líder tem conhecimento e habilidade no 
que faz e é capaz de desenvolver o liderado em seu campo de 
ação. 
 
Confiança ética 
Confiança na integridade do líder, que segue um conjunto de 
princípios que o liderado considera aceitável. 
 
Confiança emocional 
O liderado nota que o líder deseja fazer o bem para ele sem a 
intenção de obter qualquer vantagem. 
 
Uma liderança inspiradora que nos guie nesse caminho aumenta 
consideravelmente o nosso compromisso. O futuro é criado por 
pessoas entusiasmadas e motivadas que queiram muito fazer 
algo – e o fazem por acreditar nisso. 
 
Lembre-se de que a liderança deste 
milênio exige: 
 
SAIBA MAIS 
Sugerimos que assista à conferência Como grandes líderes 
inspiram ação (2011). Neste evento da TEDGlobal, que é 
considerada uma referência para empreendedores de todo o 
mundo, Simon Sinek explica a importância do alinhamento entre 
ação e propósito. 
Como ele mesmo afirma, “com paixão e propósito, eu vou lhe 
mostrar toda a minha energia, meu esforço e cuidado para 
realizar o que tiver que ser feito”. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
 
Pesquisas recentes revelam a importância da liderança transformacional 
nos ambientes organizacionais. Diversas características compõem o seu 
modelo. Entre elas, destacam-se: 
 
I. O líder como um agente de mudanças e seu papel para criar uma 
organização adaptativa, empreendedora e inovadora. 
II. A manutenção dos processos existentes. 
III. Os líderes são sensíveis às necessidades da equipe de trabalho em 
vez de assumirem um papel de ditadores. 
IV. A orientação por valores que serão os norteadores de comportamento. 
V. Na aprendizagem contínua, os líderes tendem a visualizar os erros 
como experiências de aprendizado. 
 
São corretas, apenas, as afirmativas: 
 
 I, II e III 
 I, II e IV 
 I, III, IV e V 
 II, IV e V 
A liderança transformadora exige a capacidade de ser flexível para rever e 
melhorar os processos existentes, trazendo inovação para o ambiente de 
trabalho. O aprendizado contínuo permite a aquisição de novos conhecimentos, 
habilidades e atitudes com o objetivo de atender aos desafios que se impõem, 
à definição e à manutenção dos valores que devem ser adotados por todos. 
Para saber um pouco mais sobre isso, reveja o item “Práticas da liderança 
transformadora”. 
 
O exercício da liderança exige a capacidade de energizar pessoas, 
obtendo adesão e resultados por parte dos liderados, sensibilizando-os 
para a luta por um projeto individual... 
 
PORQUE 
 
Líderes aliam interesses coletivos aos interesses pessoais por meio da 
visão isolada dos objetivos organizacionais. 
 
Analisando as duas afirmações, conclui-se que: 
As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
As duas afirmações são falsas. 
A primeira afirmação é verdadeira; a segunda, falsa. 
A primeira afirmação é falsa; a segunda, verdadeira. 
Os líderes devem procurar alinhar os objetivos individuais aos organizacionais. 
Cabe a eles inspirar uma visão, transformando-a em coletiva para que todos 
possam caminhar na mesma direção. Para saber um pouco mais sobre isso, 
reveja o item “Práticas da liderança transformadora”. 
 
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS 
Novas arquiteturas organizacionais, em que o poder é diluído e 
descentralizado, têm caracterizado os cenários contemporâneos 
e o ambiente de negócios. Em decorrência dessas mudanças, o 
papel de um líder torna-se essencial para que os resultados 
possam ser alcançados. 
A liderança requerida nesse contexto exige a formação de 
valores e crenças dignificantes. Além disso, líderes devem 
apresentar um propósito claro e uma habilidade para a solução 
de problemas, investindo no desenvolvimento das pessoas que 
estão ao seu redor e reconhecendo o trabalho daqueles que 
efetivamente contribuem para o sucesso de todos.

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