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Histologia do sistema respiratório

Notas de histologia do sistema respiratório: descreve porções condutora e respiratória; epitélio pseudoestratificado colunar ciliado e tipos celulares (ciliadas, caliciformes, em escova, basais, granulares); defesa mucociliar; fossas nasais, laringe, traqueia e árvore brônquica.

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Histologia do sistema respiratório
Enízia Simões - FIP-GBI
Porção condutora:
-Formada por ductos extra e intrapulmonares (fossas nasais,
nasofaringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos)
-Facilitar a passagem de ar, purifica, umedece e aquece o ar
inspirado,o que protege o revestimento dos alvéolos
pulmonares.
-A fim de assegurar a passagem contínua de ar pela porção
condutora, é necessário manter o seu lúmen constantemente
aberto. Assim, a parede da porção condutora contém
componentes que lhe proporcionam suporte estrutural,
flexibilidade e extensibilidade.
Porção respiratória
-Segmento constituído por bronquíolos respiratórios, ductos
alveolares e alvéolos (segmentos intrapulmonares, sendo que a
maior parte do volume pulmonar é constituída pelos alvéolos)
-É onde ocorrem as trocas de gases entre o sangue e o ar.
*Os alvéolos são espaços delimitados por paredes muito
delgadas
Epitelio respiratorio
-É um epitélio pseudoestratificado colunar ciliado com muitas
células caliciformes, a qual está na maior parte da porção
condutora
-Tipos de células
● Colunar ciliada: São as mais abundantes e tem
bastante mitocôndrias. Tem gotículas de muco
composto de glicoproteínas.
● células caliciformes: secretoras de muco
● células em escova: tem vários microvilos
● células basais: são células-tronco que se
multiplicam continuamente por mitose e originam os
demais tipos celulares do epitélio respiratório.
● células granulares
Defesa
-Células caliciformes junto a glândulas da mucosa do tubo,
secreta muco para o lúmen dos tubos respiratórios, a qual os
microrganismos se aderem
-barreira de linfócitos (plasmócitos e macrófagos)
Fossas nasais
● Vestíbulo
-Tem pelos (vibrissas), a quais são uma barreira de
penetração de partículas
● Área olfatória
-Está na parte superior das fossas nasais, responsável pela
sensibilidade olfatória
-Revestida pelo epitélio olfatório (é um neuroepitélio colunar
pseudoestratificado)
Seios paranasais
-Revestidas por epitélio do tipo respiratório, e com poucas
células caliciformes
Nasofaringe e orofaringe
-A nasofaringe é a primeira parte da faringe
-A nasofaringe é revestida por epitélio do tipo respiratório, e a
orofaringe o epitélio é estratificado pavimentoso.
Laringe
-É um tubo que une a faringe à traquéia
-Tem peças cartilaginosas de formas irregulares, unidas entre
si por tecido conjuntivo fibroelástico
-As peças cartilaginosas maiores (tireóide, cricóide e a maior
parte das aritenóides) são do tipo hialino, enquanto as demais
são do tipo elástico.
- A epiglote tem um eixo de cartilagem elástica revestida por
tecido conjuntivo e epitélio.
-A mucosa da laringe forma dois pares de pregas: pregas
vestibulares (ou falsas cordas vocais); a lâmina própria dessa
região é formada por tecido conjuntivo frouxo e contém
glândulas, e as pregas vocais (ou cordas vocais verdadeiras),
que apresentam um eixo de tecido conjuntivo muito elástico, ao
qual se seguem, externamente, os músculos intrínsecos da
laringe, do tipo estriado esquelético.
-Nas pregas vocais, o epitélio é do tipo estratificado
pavimentoso não queratinizado, e nas outras regiões, é do tipo
respiratório
-A lâmina própria é rica em fibras elásticas e contém
pequenas glândulas mistas (serosas e mucosas)
-A laringe tem dois conjuntos de músculos do tipo estriado
esquelético: músculos extrínsecos e músculos intrínsecos. A
contração dos músculos extrínsecos eleva ou abaixa a laringe
durante e após a deglutição. As inserções dos músculos
intrínsecos, que têm como função modificar a abertura das
cordas vocais, localizam-se somente na laringe.
*Na face ventral (anterior) da epiglote, o epitélio é estratificado
pavimentoso, enquanto, na face dorsal (posterior), é do tipo
respiratório. E durante a deglutição a epiglote é puxada para
trás, e fecha a entrada da laringe
Traqueia
-É um tubo que se continua com a laringe e termina
ramificando-se nos dois brônquios extrapulmonares.
-É revestida internamente por epitélio do tipo respiratório
-A lâmina própria da mucosa é formada por tecido conjuntivo
frouxo, rico em fibras elásticas.
-A secreção das glândulas e das células caliciformes do
epitélio superficial, forma uma lâmina viscosa contínua sobre o
epitélio, a qual remove partículas de pó e microrganismos que
entraram com o ar inspirado e aderiram ao muco.
-Tem cartilagens hialinas em forma de C
-A traqueia é revestida externamente por um tecido conjuntivo
frouxo, constituindo a camada adventícia
Árvore brônquica
-A traquéia se ramifica e origina os brônquios primários, a
qual origina 3 brônquios secundários no pulmão direito e dois
no esquerdo, estes se dividem e formam os bronquíolos, que se
ramificam originando de cinco a sete bronquíolos terminais.
Cada bronquíolo terminal origina um ou mais bronquíolos
respiratórios, os quais marcam a transição para a porção
respiratória, que compreende os ductos alveolares, os sacos
alveolares e os alvéolos.
-Os brônquios primários, na sua porção extrapulmonar, têm a
mesma estrutura observada na traqueia. À medida que se
segmentam, há simplificação na estrutura da parede desse
sistema de condutos, e transformação do epitélio
pseudoestratificado em epitélio simples não ciliado (não
estratificado).
Brônquios
-Nos ramos maiores, a mucosa é semelhante à da traquéia,
revestida por epitélio respiratório; já nos ramos menores, o
epitélio é cilíndrico simples ciliado.
-A lâmina própria é rica em fibras elásticas.
-Externamente à mucosa segue-se uma camada de músculo
liso, formada por feixes musculares dispostos em espiral , e
em torno da camada de músculo, tem glândulas seromucosas,
cujos ductos se abrem no lúmen brônquico.
-Tem peças cartilaginosas, as quais são envolvidas por tecido
conjuntivo rico em fibras elásticas (camada adventícia)
Parede de um brônquio intrapulmonar
Bronquíolos
-Não tem cartilagem e glândulas em suas paredes
-Epitélio é cilíndrico simples ciliado nas porções iniciais
● Bronquíolos terminais
-A estrutura é semelhante à dos bronquíolos, porém, tem
parede mais delgada, revestida internamente por epitélio
colunar baixo ou cúbico, com células ciliadas e não ciliadas.
*O epitélio dos bronquíolos terminais apresenta as células em
clava/células bronquiolares secretoras não ciliada/células de
Clara
bronquíolo
Células granulosas do epitélio de um bronquíolo terminal, provavelmente células de Clara
Porção respiratória
-A porção respiratória se inicia pelos bronquíolos respiratórios
(subdivisão dos bronquíolos terminais). E o seu lúmen se
comunica diretamente com os alvéolos pulmonares.
-A superfície interna dos bronquíolos respiratórios é revestida
por epitélio simples, a qual pode conter células em clava
(células de Clara)
-O músculo liso e as fibras elásticas de sua parede formam
uma camada mais delgada do que a do bronquíolo terminal.
bronquíolo respiratório, formado por epitélio e músculo liso
*Quando a parede passa a ser constituída quase só de saídas
de alvéolos, o tubo passa a ser considerado um ducto alveolar
-Os ductos alveolares são revestidos por epitélio simples
cúbico, mas um epitélio simples pavimentoso pode ser
observado em suas extremidades.
-Uma matriz rica em fibras elásticas e contendo também
fibras reticulares constitui o suporte para os ductos e os
alvéolos. Essas fibras elásticas são importantes, porque se
distendem durante a inspiração e se contraem passivamente
na expiração.
● Sacos alveolares e alvéolos
-O ducto alveolar termina em um alvéolo único, ou mais
comumente em sacos alveolares, que são espaços nos quais se
abrem diversos alvéolos
-Assim como os sacos alveolares, quase sempre a parede de
um alvéolo é comum a dois alvéolos adjacentes, sendo
denominada parede alveolar ou septo interalveolar.
-O septo interalveolar é composto por duas camadas de
células epiteliais separadas por uma delgada lâmina de tecido
conjuntivo formado de fibras reticulares e elásticas, substância
fundamental e células do conjuntivo.
-Os septos interalveolares (ou paredes alveolares) são
revestidos por dois tipos de células: pneumócito tipo I e o
pneumócito tipoII.
O saco alveolar é um espaço onde se abrem diversos alvéolos (A)
A maior parte do parênquima pulmonar é composta de
alvéolos, separados entre si por delgadas paredes alveolares
ou septos interalveolares (indicados por setas)
● Pneumócito tipo I
-é uma célula pavimentosa, com citoplasma muito delgado e
núcleo achatado
-Pneumócitos I adjacentes aderem entre si por desmossomos e
por zônulas de oclusão (junções oclusivas), que impedem a
passagem de fluidos do espaço tecidual (interstício) para o
interior dos alvéolos
-Tem como função constituir uma barreira de espessura
mínima para possibilitar as trocas de gases entre o lúmen
alveolar o tecido intersticial
● Pneumócito tipo II
-localiza-se na superfície alveolar, intercalado entre os
pneumócitos tipo I
-Também aderem entre si por meio de desmossomos e junções
oclusivas
-São células arredondadas frequentemente vistas em grupos
de duas ou três células nos pontos em que as paredes
alveolares se tocam, e o núcleo esférico é maior e mais claro
em relação às demais células da parede interalveolar.
-Tem corpos multilamelares, que são os responsáveis pelo
aspecto vesicular
-Libera surfactante pulmonar, o qual tem função de reduzir a
tensão superficial da parede alveolar, mantendo-a
estruturalmente e evitando seu colapso durante a inspiração e
o colabamento do alvéolo.
*Nos fetos essa película surfactante lipoproteica aparece nas
últimas semanas da gestação, na mesma ocasião em que os
corpos multilamelares surgem nos pneumócitos tipo II.
relação entre a traqueia e o esôfago na base do pescoço
anel cartilaginoso traqueal
Epitélio da traqueia. Três tipos celulares principais são
evidentes no epitélio (Ep) da traqueia: as células colunares
ciliadas; as células caliciformes (cc) secretoras de muco
intercaladas com as células ciliadas; e as células basais
localizadas próximos da membrana basal (MB).
Porção respiratória da árvore bronquial.
-bronquíolo terminal (BT) é mostrado em corte longitudinal,
quando se ramifica em dois bronquíolos respiratórios (BR). O
bronquíolo terminal é a parte mais distal da porção condutora
do sistema respiratório e não participa da troca gasosa. O
bronquíolo respiratório atua na troca gasosa e constitui o início
da porção respiratória da árvore bronquial. Os bronquíolos
respiratórios dão origem aos ductos alveolares (DA), que são
vias respiratórias alongadas, cujas paredes são formadas
predominantemente pelos próprios alvéolos que circundam o
espaço ductal. Os sacos alveolares (SA) são espaços situados
na terminação dos ductos alveolares que, de modo semelhante,
são circundados por alvéolos.
saco alveolar(SA) com alvéolos(A) adjacentes

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