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Capítulo sobre sociedade da informação e do conhecimento e educação. Define dados, informação e conhecimento; aborda impacto das tecnologias digitais, mudanças na educação e habilidades exigidas (pensamento crítico, criatividade, aprendizagem contínua), cita Castells e Hargreaves e indica vídeo de Viviane Mosé.

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Sociedade da informação e do 
conhecimento e a educação
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Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Definir as características da sociedade da informação e do conhecimento;
• Compreender a educação no contexto da sociedade da informação e do 
conhecimento;
• Analisar as contribuições e os desafios para o processo de ensino e 
aprendizagem.
Sociedade da informação e do conhecimento e a 
educação
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816326810
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 3/13
A sociedade da informação e do conhecimento
Uma das grandes marcas da sociedade contemporânea tem sido o uso de 
tecnologias digitais. O acesso à informação por meio de dispositivos móveis 
conectados à internet viabiliza o contato com diferentes tipos de conteúdo e formas 
de comunicação, abrindo novas possibilidades para a construção do conhecimento. 
Essas características têm moldado a chamada sociedade da informação e do 
conhecimento, que se caracteriza por mudanças aceleradas, múltiplos espaços de 
comunicação, atividades colaborativas e conectadas em rede. 
Para compreender os aspectos que envolvem a sociedade da informação e 
do conhecimento, faz-se necessário distinguir os conceitos de informação e de 
conhecimento. A informação pode ser definida como um conjunto de dados 
dotados de significado, ou seja, com um valor significativo agregado a ele. Quando 
a informação é organizada por pessoas e recursos possibilitando compartilhar 
interpretações e experiências, ela pode ser chamada de conhecimento. Ambos 
os conceitos, apesar de distintos, se complementam. A Figura 1.1 ilustra uma 
representação dessa distinção entre os conceitos para melhor compreensão. 
Figura 1.1 – Exemplo de representação de dados, informação e conhecimento
Fonte: elaborada pela autora.
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 4/13
A expressão sociedade da informação, conforme apresenta Castells (2002), tem sido 
utilizada para descrever a sociedade pós-industrial, que se caracteriza pelo uso da 
informação como a base material na determinação dos valores sociais e econômicos. 
As tecnologias, nesse contexto, são consideradas ferramentas indispensáveis, pois 
a geração, o processamento e a transmissão de informação tornam-se a principal 
fonte de produtividade e poder. De acordo com Coutinho e Lisboa (2011), essa é 
uma sociedade inserida num processo de mudança, fruto dos avanços na ciência 
e na tecnologia. Assim como a imprensa revolucionou a forma como aprendemos 
pela disseminação da leitura e da escrita nos materiais impressos, o avanço das 
tecnologias da informação e comunicação tornou possível novas formas de 
organização e distribuição da informação.
Conforme apresentado, a informação constitui a base do conhecimento. No 
entanto, ter acesso à informação não produz conhecimento. Assim, para definir 
sociedade do conhecimento é necessário processar a informação que se tem 
disponível de forma a maximizar a aprendizagem, estimular a criatividade e a 
inventividade para desencadear ações de transformação. Hargreaves (2004) afirma 
que a sociedade a sociedade do conhecimento se caracteriza pela capacidade das 
pessoas e organizações desenvolverem habilidades para constante aprendizagem e 
mudanças, fazendo uso da inteligência coletiva para acelerar esse processo. Dessa 
forma, estar inserido hoje nesta sociedade da informação e do conhecimento 
significa conviver com diversas transformações no campo da educação. 
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 5/13
Assista a este vídeo de apresentação de Viviane Mosé sobre 
os desafios da educação na sociedade da informação e do 
conhecimento:
“Motivação – Sociedade da Informação”. 
Disponível em: <https://youtu.be/u8NMYZKJ0zQ>. 
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/u8NMYZKJ0zQ?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/u8NMYZKJ0zQ
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 5/13
A educação no contexto da sociedade da informação e do 
conhecimento
Diante do contexto da sociedade da informação e do conhecimento, a educação 
precisa desenvolver processos que possibilitem às pessoas desenvolver as 
habilidades necessárias para sobreviverem e terem êxito nesse cenário. É preciso 
criar estratégias para que os estudantes desenvolvam o pensamento crítico, 
a criatividade, a capacidade de inovar e aprender continuamente diante da 
perspectiva de uso de diferentes recursos tecnológicos e acesso à informação. 
https://player.vimeo.com/video/816327286
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 6/13
As transformações que se apresentam para a educação integram vários aspectos: 
das questões metodológicas até a configuração dos espaços físicos das salas 
de aulas. Organizações escolares que privilegiam um currículo padronizado, 
governadas por sinos, cadeiras rigorosamente enfileiradas e respostas individuais 
programadas, podem não favorecer o desenvolvimento das habilidades que a 
sociedade de hoje requer. Sobre a educação para a sociedade do conhecimento, 
Hargreaves (2004) apresenta sugestões de práticas que promovam o trabalho 
coletivo, o uso da inteligência coletiva, o incentivo à resolução de problemas, a 
disposição para o risco e o aperfeiçoamento permanente. 
Com a necessidade de tantas transformações para a educação, as tecnologias 
digitais de informação e comunicação (TDICs) devem ser consideradas aliadas 
quando bem integradas às práticas de ensino e aprendizagem. No entanto, faz-
se necessário buscar uma compreensão do seu significado e do seu potencial de 
contribuição à formação dos estudantes. Cabe destacar que o desenvolvimento do 
domínio técnico para uso das ferramentas digitais não é suficiente para a devida 
integração das tecnologias na educação. O uso das TDICs sem um planejamento 
acadêmico adequado não trará mudanças para a educação. Não pode haver apenas 
uma simplificação, uma vez que a educação é um processo complexo que necessita 
de uma visão integrada do planejamento pedagógico, das competências a serem 
desenvolvidas e das mudanças dos papéis de docentes e discentes no cenário 
educacional. 
A integração das tecnologias na educação é abordada por Moran (2007), que 
destaca a necessidade de os cursos trocarem o foco do conteúdo para o da 
construção do conhecimento e interação. Assim, deve-se buscar um equilíbrio entre 
as atividades que envolvem estudos individuais e coletivos, entre o conteúdo e a 
aprendizagem colaborativa, com uma parte do conteúdo preparada previamente 
e outra construída ao longo do curso. Dentre as possibilidades que se abrem com 
as TDICs estão as de expressão e de comunicação que devem ser exploradas no 
desenvolvimento de novas abordagens pedagógicas. Assim, em contraposição à 
educação bancária, criticada por diversos autores, torna-se relevante investir em 
propostas que incentivam uma postura participativa dos estudantes, envolvendo-os 
na descoberta, investigação e resolução de problemas.
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 7/13
Assista a esta animação que aborda o uso de diferentes tecnologias 
utilizadas no compartilhamento do conhecimento, em diferentes 
momentos históricos:
“Evolução das tecnologias na educação”. 
Disponível em: <https://youtu.be/tcLLTsP3wlo>. 
Conceitos fundamentais 
Sociedade da informação: expressão que passou a ser utilizada para 
descrever a sociedade pós-industrial que se caracteriza pelo uso da 
informação advinda das tecnologias digitais de comunicação e usadas 
como insumo na determinação dos valores sociais e econômicos. 
Sociedade do conhecimento: caracteriza a sociedade que diante da 
facilidade de acesso e distribuição de informaçãonecessita estar em 
constante aprendizagem, buscando novas soluções e inovação. 
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/tcLLTsP3wlo?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/tcLLTsP3wlo
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 8/13
Materiais complementares
1- “A sociedade da informação e seus desafios “. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf>.
2- “Manuel Castells: ‘um país educado com internet progride; um 
país sem educação usa a internet para fazer ‘estupidez’’”. 
Disponível em: <https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel-
castells-um-pais-educado-com-internet-progride>.
3- Sociedade da informação, do conhecimento e da 
aprendizagem: desafios para educação no século XXI”. Disponível 
em: <http://www.bit.ly/14854>.
Em resumo
Diante das possibilidades de acesso à informação e da importância do 
conhecimento na sociedade contemporânea, chamada de sociedade da informação 
e do conhecimento, a educação necessita passar por transformações com o intuito 
de responder às novas demandas. Nesse contexto, as tecnologias digitais de 
informação e comunicação (TDICs) devem ser consideradas aliadas quando bem 
integradas às práticas de ensino e aprendizagem. No entanto, faz-se necessário 
buscar uma compreensão do seu significado e do seu potencial de contribuição à 
formação dos estudantes. Novas possibilidades e novos desafios para integração 
das TDICs na educação precisam ser considerados para que a educação cumpra o 
seu papel de formação. 
http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf
https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel-castells-um-pais-educado-com-internet-progride
https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel-castells-um-pais-educado-com-internet-progride
http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/14854/1/Revista_Educa%c3%a7%c3%a3o%2cVolXVIII%2cn%c2%ba1_5-22.pdf
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 9/13
Estudo de Caso
Conheça algumas iniciativas de escolas que estão sendo consideradas 
inovadoras pelas práticas que estão desenvolvendo em: <https://www.
hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-
buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/>.
Na ponta da língua
https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/
https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/
https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/
https://player.vimeo.com/video/816327732
Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 10/13
Referências Bibliográficas
Castells, M. (2002). A era da informação: economia, sociedade e cultura. Lisboa: 
Fundação Calouste Gulbenkian, v. 1. 
Coutinho, C. P.; Lisbôa, E. S. (2011). Sociedade da informação, do conhecimento e 
da aprendizagem: desafios para educação no século XXI. Revista de Educação, v. 
18, n. 1, p. 5-22.
Hargreaves, A. (2003). O ensino na sociedade do conhecimento: a educação na 
era da insegurança.. Porto: Porto Editora, Coleção Currículo, Políticas e Práticas.
Moran, J. M. (2007) A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 
Campinas: Papirus.
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Novos papéis para os atores do 
cenário educacional
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Novos papéis para os atores do cenário educacional • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Refletir sobre o papel do docente, estudante e instituições no cenário
educacional;
• Analisar a importância do planejamento pedagógico para uso das
tecnologias na educação;
• Conhecer as novas demandas para a docência no contexto tecnológico.
Novos papéis para os atores do cenário educacional
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816327935
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 3/12
A sociedade tem vivenciado transformações aceleradas em função das tecnologias 
digitais de informação 
e comunicação (TDICs), e no cenário educacional faz-se necessário que 
as práticas pedagógicas também acompanhem o contexto da evolução 
tecnológica, tendo em vista que novas perspectivas se apresentam para docentes, 
discentes e instituições, exigindo novas atitudes e competências no processo de 
ensino e aprendizagem. 
Entre as transformações que se passam na educação, tem-se que a obtenção 
de conteúdos informacionais dependerá cada vez menos do docente, pois os 
estudantes com os seus dispositivos móveis geralmente possuem acesso a textos, 
imagens e vídeos de forma rápida. No entanto, gerar significados e aplicação para 
apresentação de propostas de soluções e análises dependerá do docente, que 
precisará apoiar os estudantes e mediar a construção do conhecimento. 
Nesse processo, também é necessário um novo perfil de estudante, que se 
desenvolva com mais autonomia no estudo e tenha maturidade para conduzir a 
sua aprendizagem. O acesso facilitado que se tem hoje para encontrar e publicar 
informação não garante o conhecimento. Além disso, passa-se a exigir uma 
capacidade ainda maior de crítica e cautela, em razão da necessidade de analisar 
as fontes informacionais, assim como de ter orientação aos direitos de publicação. 
O uso das TDICs na educação também traz novas demandas para as instituições. 
Para oferecer acesso a docentes e estudantes, são necessários investimentos em 
infraestrutura física e tecnológica, além da responsabilidade de prover formação 
continuada para atuação dos seus funcionários. Em muitos casos, pressionadas por 
famílias e pela concorrência, o uso das tecnologias é implantado às pressas pelas 
instituições no intuito de demonstrar modernidade; no entanto a ausência de um 
planejamento adequado não possibilita os benefícios que poderiam ser 
alcançados com a integração das tecnologias.
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 4/12
Assista aos dois vídeos seguintes e reflita sobre como as tecnologias 
muitas vezes não trazem os benefícios esperados quando de sua 
integração na educação:
1. “Tecnologia ou Metodologia?”.
Disponível em: <https://youtu.be/QzwNpyoX1xk>.
2. “Lousa Digital”.
Disponível em: <https://youtu.be/DsO8meyCZyM>. 
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/QzwNpyoX1xk?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/QzwNpyoX1xk
https://www.youtube.com/embed/DsO8meyCZyM?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/DsO8meyCZyM
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 5/12
O docente no contexto tecnológico 
O uso das TDICs na educação não pode ser assumido como um modismo ou 
apenas um diferencial de um docente ou de uma instituição de ensino. A sua 
integração à educação precisa ser compreendida como uma evolução dos 
processos de ensino e aprendizagem para auxiliar as pessoas que vivem em um 
contexto cada vez mais conectado às tecnologias digitais, com acesso móvel a 
uma rede de informação e comunicação e, portanto, com novas relações com o 
conhecimento. 
Os docentes nesse contexto ganham relevância, já que precisam desempenhar o 
papel de curadores e desenvolvedores de percursos de aprendizagem para que os 
estudantes construam os seus questionamentos, investigações, práticas e avancem na 
aprendizagem. Ao abordar o papel do docente no cenário de uso das tecnologias 
na educação, os autores Moran, Masetto e Behrens (2010) apontam quatro atuações 
de mediação e orientação, a saber: 
https://player.vimeo.com/video/816328290
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 5/12
1.Orientador e mediador intelectual: atua como aquele que ajuda a escolher
as informações mais importantes e apresenta práticas pedagógicasque
permitam aos estudantes compreendê-las e torná-las significativa.
2.Orientador e mediador emocional: atua como motivador, incentivando e
estimulando o avanço dos estudantes com autenticidade e empatia.
3.Orientador e mediador gerencial e comunicador: atua como organizador
das atividades, do processo de avaliação, e ajuda no desenvolvimento da
interação e integração das tecnologias.
4.Orientador ético: atua como colaborador de uma vivência baseada em
valores construtivos para colaboração e cooperação.
Nessa perspectiva, conforme apresentam Bacich e Moran (2017), o docente torna-
se um gestor de caminhos coletivos e individuais, previsíveis e imprevisíveis, em uma 
construção aberta, criativa e empreendedora. Essa atuação é mais complexa do que 
a de apenas ter domínio de um conteúdo e ser transmissor de informação. Assim, 
considera-se que o caminho da docência hoje não se separa do uso das TDICs e 
que o êxito está na busca contínua de formação e reflexão sobre a prática. 
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 6/12
Veja uma matéria que destaca o papel do professor como guia de 
aprendizagem em: 
<https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o-
aprendizado/>.
Conceitos fundamentais 
Tecnologias na educação: integração das tecnologias digitais de 
informação e comunicação na educação que requer planejamento 
pedagógico adequado com o intuito de melhorar o processo de 
ensino e aprendizagem.
Materiais complementares
Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo 
dos links a seguir:
Disponível em: <https://youtu.be/ymu1YlOzVLc>. 
Saiba Mais
1- Vídeo: “Entrevista com José Manuel Moran”.
https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o-aprendizado/
https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o-aprendizado/
https://www.youtube.com/embed/ymu1YlOzVLc?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/ymu1YlOzVLc
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 7/12
Em resumo
A integração das tecnologias à educação precisa ser 
compreendida como uma evolução dos processos 
de ensino e aprendizagem. O propósito que se 
espera dessa integração é o auxílio à educação 
que envolve pessoas em um contexto cada vez 
mais conectado às tecnologias digitais, com acesso 
móvel à uma rede de informação e comunicação e, 
portanto, com novas relações com o conhecimento. 
Novos papéis e atitudes são exigidos de docentes, 
estudantes e instituições de ensino, razão pela qual 
uma compreensão e uma reflexão sobre as práticas 
deve ser sempre realizada em busca de avanços e 
melhoria de resultados. 
2- Artigo: “Paulo Freire: o uso crítico sobre as tecnologias na
educação”. Disponível em: <http://artefactum.rafrom.com.br/
index.php/artefactum/article/view/1634/775>.
3- Vídeo: “Por que usar tecnologia na educação?”.
Disponível em: <https://youtu.be/IzsHAiCvxR8>.
http://artefactum.rafrom.com.br/index.php/artefactum/article/view/1634/775
http://artefactum.rafrom.com.br/index.php/artefactum/article/view/1634/775
https://www.youtube.com/embed/IzsHAiCvxR8?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/IzsHAiCvxR8
Novos papéis para os atores do cenário educacional • 8/12
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Bacich, L.; Moran, J. (2017) Metodologias ativas para uma educação inovadora: 
uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso.
Moran, J. M.; Masetto, M. T.; Behrens, M. (2010) Novas tecnologias e mediação 
pedagógica. Campinas: Papirus.
https://player.vimeo.com/video/816328655
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
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Computing Classroom
Beverly Clarke
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Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de tecnologia;
• Explicar os benefícios potenciais do uso de tecnologias na educação;
• Valorizar as características necessárias à mediação pedagógica.
A educação mediada por tecnologias
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816328849
O conceito de Tecnologia 
Conforme apresenta Kenski (2015), as tecnologias são tão antigas quanto a espécie 
humana. No sentido amplo do termo, o conceito de tecnologia engloba todas as 
coisas que o homem conseguiu criar para auxiliar as suas atividades do cotidiano. 
Assim, embora o termo esteja bastante associado a equipamentos, máquinas e 
computadores, ao ser compreendido em sua essência, deve ser lembrado que até 
mesmo um giz/pincel e um apagador são considerados tecnologias. Apesar dessa 
apropriação no contexto dos estudos deste conteúdo, ao mencionar o termo 
tecnologias na educação, a referência é para as tecnologias digitais de informação e 
comunicação. 
Para ampliar a sua aprendizagem, assista ao vídeo “O que é 
tecnologia?”
Disponível em: <https://youtu.be/E-qinXW_YUI>.
Saiba Mais
A educação mediada por tecnologias • 3/14
O uso das tecnologias na educação 
Ao abordarmos a temática de uso das tecnologias na educação, é bastante 
frequente nos depararmos com algumas siglas. Com o intuito de esclarecer essa 
ocorrência de variações de siglas os autores Wunsch e Fernandes Júnior (2018) 
apresentam que o uso de TIC, TDIC e NTIC, e derivadas, respectivamente, de 
tecnologias de informação e comunicação, tecnologias digitais de informação e 
comunicação e novas tecnologias de informação e comunicação, refere-se à mesma 
prática. Em pesquisas na internet, observa-se que o termo TIC é mais comum, o 
que no entanto, não descaracteriza os demais. O importante é indicar a que se 
refere a expressão por extenso e, no caso de uso da sigla, manter uma coerência no 
uso para evitar transtornos de compreensão. A Figura 1.2 apresenta uma síntese da 
diferenciação das siglas e termos. 
https://www.youtube.com/embed/E-qinXW_YUI?rel=0&amp;showinfo=0
A educação mediada por tecnologias • 4/14
Figura 1.2 – Siglas e expressões para o uso de tecnologias na educação
TIC Tecnologia da Informação e Comunicação
Geralmente empregada para descrever todos os recursos eletrônicos 
utilizados como fonte de comunicação e obtenção de informação.
Em sua nomenclatura o C se refere à publicações referentes à utilização de 
tecnologias eletrônicas em geral, como computadores, celulares, robôs etc. 
68.400 resultados no Google Acadêmico
TDIC Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação
Empregada para descrever todos os recursos digitais utilizados.
Usada em publicações referentes às tecnologias digitais em geral, como 
computadores, internet, realidade virtual, 3D, realidade aumentada etc.
924 resultados no Google Acadêmico
NTIC Novas Tecnologias da Informação e Comunicação
Geralmente empregada para descrever todos os recursos eletrônicos, 
digitais ou não.
É a que mais gera polêmica na área acadêmica em razão da utilização da 
palavra novas. Alguns autores defendem que as tecnologias sempre 
existiram e sempre estarão em evolução, portanto não são novas. Por 
outro lado, há autores com uma perspectiva contrária e que argumentam 
que, no final do século XX e no início do XXI, surgiram "novos" recursos e 
"novas" aplicações deles. Sua aplicação é similar às TIC.
2.200 resultados no Google Acadêmico
Fonte: Wunsch e Fernandes Júnior (2018).
A educação mediada por tecnologias • 5/14
Uma outra necessidade de esclarecimento nessa temática refere-se à modalidade 
de ensino em que se faz uso de tecnologias digitais. A possibilidade de uso das 
tecnologias não é uma especificidade apenas para estudantes de educação a 
distância. Cada vez mais a educação presencial precisa fazer uso das tecnologias e 
desenvolver práticas que envolvam experiências de aprendizagem. Da mesma 
forma, não há um nível de educaçãomais indicado para uso das tecnologias. As 
práticas podem ser desenvolvidas tanto na educação básica, quanto na educação 
superior. 
https://player.vimeo.com/video/816329275
A educação mediada por tecnologias • 5/14
A educação mediada por tecnologias
Para uma efetiva educação mediada por tecnologias, é necessário considerar 
como pressuposto inicial a valorização do uso da tecnologia para tornar o 
processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É preciso que essa 
valorização e esse objetivo sejam centrais e superiores ao de domínio técnico de 
utilização por professores e alunos, assim como aos fins de entretenimento, em 
que se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em espaços 
educativos. 
Entre as contribuições que podem ser buscadas no uso das tecnologias na 
educação, há a possibilidade de usos de diferentes formatos para apresentação 
de conteúdo (texto, áudio, vídeo, animação, etc.), possibilidades de interação a 
distância, personalização do ritmo de aprendizagem, auxílio ao feedback e 
acompanhamento dos estudantes, realização de pesquisas e videoconferências. 
Assim, quanto maior a ênfase sobre o processo de aprendizagem de forma a 
incentivar a participação dos alunos, interação, pesquisa, debate e o 
desenvolvimento de habilidades de trabalhos em equipe, criatividade e 
pensamento crítico, melhores serão os resultados da educação mediada por 
tecnologias. 
É importante considerar que, nos ambientes acadêmicos, há uma 
heterogeneidade de estudantes, uma vez que cada um possui o seu ritmo de 
aprendizagem e a sua bagagem de conhecimentos prévios. Assim, as estratégias 
pedagógicas devem ser variadas e considerar que uma prática de ensino 
integrada à tecnologia só alcançará o seu potencial se auxiliar os estudantes a 
atingirem os objetivos de aprendizagem. 
A educação mediada por tecnologias • 6/14
A mediação pedagógica está relacionada com a atitude e o comportamento do 
professor no processo educativo, que se apresenta como um incentivador da 
aprendizagem, que colabora para que os estudantes alcancem os seus objetivos. 
Nessa abordagem, o uso das tecnologias não deve ser limitado a recursos que 
privilegiem a transmissão unilateral de informação. 
É bastante comum observar um grau de ansiedade entre os docentes, os quais, para 
fazerem uso das tecnologias na educação, se envolvem na aprendizagem de como 
operar tecnicamente os diversos recursos de uma ferramenta para que somente 
ele faça uso na sala de aula, em um modelo centrado na sua exposição didática, 
agora com uso de vídeos, slides e animações. Essa prática não deve ser rechaçada. 
No entanto, a abordagem que se pretende reforçar é a de fazer uso com diferentes 
práticas integradas com tecnologias que proporcionem o desenvolvimento de várias 
habilidades. 
Conforme apresentaram Moran, Behrens e Masetto (2010), são necessárias algumas 
características para que a mediação pedagógica seja desenvolvida pelo docente, 
tais como:
1. Desenvolvimento de uma concepção de aprendizagem segundo a qual as
ações planejadas pedagogicamente devem promover os estudantes à reflexão,
à prática e à interação.
2. Relação de empatia entre docentes e estudantes, com ações conjuntas em
direção à aprendizagem.
3. Corresponsabilidade e parcerias entre estudantes e docente, inclusive nos
processos de planejamento e de avaliação.
4. Ênfase nas estratégias cooperativas de aprendizagem, buscando envolvimento
dos estudantes.
5. Domínio profundo do conteúdo específico, demonstrando competência e
atualização.
6. Criatividade para o desenvolvimento de soluções para situações novas e
inesperadas.
7. Abertura para o diálogo em espaços presenciais e a distância.
A educação mediada por tecnologias • 7/14
8. Subjetividade e individualidade para compreender que cada aluno apresenta
suas condições particulares.
9. Comunicação verbal e escrita em função da aprendizagem.
Para concluir o assunto, o que se percebe é que o docente em uma educação 
mediada por tecnologias deve estar em contínuo processo de reflexão sobre a 
sua prática e análise sobre o desenvolvimento dos estudantes. Cada prática deve 
ser avaliada e adaptada para se ajustar a cada contexto, uma vez que o processo 
educacional complexo e dinâmico. 
A educação mediada por tecnologias • 8/14
Para complementar a sua reflexão, assista ao vídeo intitulado “Novas 
construções sociais de aprendizagem”, com o professor José Pacheco, 
em: 
<https://youtu.be/-AgRdue4Zj4>.
Conceitos fundamentais 
Mediação pedagógica: refere-se à atitude e ao comportamento 
do docente no processo educativo, que se apresenta como um 
incentivador da aprendizagem, que colabora para que os estudantes 
alcancem os seus objetivos.
Materiais complementares
Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo 
dos links a seguir:
1- Artigo: “Educação mediada por tecnologias de informação e
comunicação: pressupostos e avaliação”. Disponível em:
<https://www.semanticscholar.org/paper/EDUCA%C3%87%C3%
83O-MEDIADA-POR-TECNOLOGIAS-DE-INFORMA%C3%87%C3%
83O-E-E-Nunes-Pereira/
b3c91eb4c86398120619f93fcb0a08626a089e1a?p2df>.
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/-AgRdue4Zj4?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/-AgRdue4Zj4
http://www.interscienceplace.org/isp/index.php/isp/article/view/546/367
https://www.semanticscholar.org/paper/EDUCA%C3%87%C3%83O-MEDIADA-POR-TECNOLOGIAS-DE-INFORMA%C3%87%C3%83O-E-E-Nunes-Pereira/b3c91eb4c86398120619f93fcb0a08626a089e1a?p2df
A educação mediada por tecnologias • 9/14
Em resumo
Embora o conceito de tecnologia não esteja restrito a equipamentos e recursos 
digitais e computacionais, ao abordar as tecnologias na educação o sentido refere-
se às tecnologias digitais de informação e comunicação. As práticas de educação 
mediada por tecnologias devem considerar a valorização do uso da tecnologia 
para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É preciso 
que essa valorização e objetivo seja central e superior ao de domínio técnico de 
utilização por professores e alunos, assim como também aos fins de entretenimento, 
onde se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em espaços 
educativos. 
2- Artigo: “Educação mediada por tecnologias e formação
de professores”. Disponível em: <http://www.abed.org.br/
congresso2007/tc/514200720742pm.pdf>.
3- Artigo: “A mediação pedagógica com o uso das novas
tecnologias numa educação complexa e libertadora: breve
investigação em campo”. Disponível em: <https://
www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830>.
http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/514200720742pm.pdf
http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/514200720742pm.pdf
http://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830
https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830
A educação mediada por tecnologias • 10/14
Referências Bibliográficas
Moran, J. M.; Masetto, M. T.; Behrens, M. (2010) Novas tecnologias e 
mediação pedagógica. Campinas: Papirus.
Kenski, V. M. (2015) Educação e Tecnologia: o novo ritmo da informação. 
Campinas, Papirus.
Wunsch, L. P. ; Fernandes. J. , A. M. (2018) Conceitos e Práticas. Curitiba, 
Intersaberes.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816329675
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Desenvolvimento de competências e 
habilidades para o século XXI
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Must University/2018
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Refletir sobre as habilidades e competências para o século XXI;
• Analisar as características importantes de serem desenvolvidas no contexto
atual;
• Avaliar estratégias que podem ser desenvolvidas com uso de tecnologias na
educação.
Desenvolvimento de competências e habilidades 
para oséculo XXI
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816329973
Em uma pesquisa sobre as competências que a educação pode auxiliar a 
desenvolver junto aos estudantes, a organização norte-americana National Research 
Council (2012) apresentou um mapeamento que as categoriza em três grandes 
domínios: cognitivo, intrapessoal e interpessoal, conforme apresenta a Figura 1.3. 
Figura 1.3 - Competências para o século XXI
Fonte: <http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/>.
Introdução
No propósito de uso das tecnologias na educação, uma das preocupações deve ser a 
de desenvolvimento de competências e habilidades dos estudantes para convivência 
no século XXI. O conceito difundido de competência refere-se à uma combinação de 
conhecimentos, capacidades e atitudes adequadas a um contexto. Perrenoud (2009) 
afirma que a competência pode ser traduzida na capacidade de agir eficazmente 
perante um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas não limi-
tada a eles. Esse conceito é mais amplo do que o de habilidade, caracterizado como 
capacidade que uma pessoa adquire para desempenhar determinado papel ou fun-
ção. A competência pode ser definida como junção e coordenação das habilidades 
com conhecimentos e atitudes.
http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 4/14
• O domínio cognitivo compreende as capacidades específicas que envolvem
interpretação, alfabetização, pensamento crítico, análise, dentre outros.
• O domínio intrapessoal envolve capacidade para gerir emoções e moldar
comportamentos para atingir objetivos. Entre as competências desse domínio
estão a determinação, a responsabilidade, a integridade e a cidadania.
• O domínio interpessoal compreende características que ajudam a lidar com
outras pessoas. Saber passar informações, comunicar-se e ter empatia são
algumas das competências que o estudante tem quando o desenvolve bem.
Entre esses três domínios há interseções que demonstram a necessidade de 
desenvolver práticas que propiciem essas competências de forma conjunta.
Acesse o relatório completo da pesquisa realizada pelo National 
Research Council neste link: <https://www.nap.edu/catalog/13398/
education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-
and-skills>. Observe que há uma versão gratuita em PDF. 
Saiba Mais
https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills
https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills
https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 5/14
Saiba Mais
Leia o artigo “Conheça as competências para o século 21” em: <http://
porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/>. 
Dentro desse contexto, Demo (2011) chama a atenção para a necessidade de a 
educação prover o desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências 
cognitivas na prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas 
porque são indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras 
necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação, muito 
além da postura de mero usuário. Assim, o termo multialfabetizações indica que a 
alfabetização se tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para 
enfrentar a vida e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. Outro 
destaque de Demo (2011) é a fluência tecnológica, que precisa ir muito além de 
saber fazer uso na posição de consumidor de programas e informações. Deve 
atingir patamares da criação de informação, da realização de busca semântica de 
informação e formação de autoria. Assim, destaca-se que digitar texto, navegar na 
internet, conhecer comandos repetitivos são ações insuficientes mediante a 
exigência mais sofisticada de dar conta de empreitadas não lineares interpretativas, 
nas quais a postura é de sujeito participativo/reconstrutivo.
http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/
http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 6/14
Considerando esse cenário, apresentam-se a seguir algumas diretrizes para a criação 
de estratégias com do uso de tecnologias na educação: 
https://player.vimeo.com/video/816330614
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 6/14
• 1. Adotar variações para as fontes de informação apresentadas aos estudantes.
Utilizar recursos em formato de texto, hipertextos, imagens, vídeos, animações
e ilustrações favorece uma diversidade de formas de interpretações.
• 1.2. Incentivar que os estudantes apresentem situações -problemas do seu
cotidiano para uma discussão nos espaços acadêmicos.
• 1.3. Promover atividades que demandam trabalhos em equipes compostas
de maneiras diversificada.
• 1.4. Utilizar as tecnologias para construir uma personalização da
aprendizagem, que leve em consideração ritmo e interesses individuais.
• 1.5. Usar avaliações formativas com feedbacks contínuos de forma que os
estudantes percebam a evolução da sua aprendizagem e reconheçam as
competências e habilidades que foram desenvolvidas.
• 1.6. Promover a utilização de tecnologias e a criatividade dos estudantes
para criarem seus recursos tecnológicos em uma abordagem de inovação.
• 1.7. Incentivar a curiosidade e a iniciativa de aprendizagem ao longo da vida,
visando ir além na busca pelo conhecimento.
O infográfico apresentado na Figura 1.4 destaca importantes competências e 
habilidades categorizadas em quatro domínios: cognitivas, sociais, emocionais e 
éticas. Essas demandas devem servir de rotas para o planejamento de estratégias 
educacionais. 
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 7/14
Figura 1.42 - Habilidades sociais, emocionais, cognitivas e éticas
Fonte: <https://educador360.com/gestao/invista-em-socioemocionais/>.
Saiba Mais
Assista a este vídeo: “Competências para formar o cidadão para o 
século XXI”, que apresenta um debate virtual sobre o tema de 
Competências para formar o cidadão para o século XXI - em: <https://
youtu.be/CBvL_yE8Y4U>. 
https://educador360.com/gestao/invista-em-socioemocionais/
https://youtu.be/CBvL_yE8Y4U
https://youtu.be/CBvL_yE8Y4U
https://www.youtube.com/embed/CBvL_yE8Y4U?rel=0&amp;showinfo=0
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 8/14
Para concluir, o que se espera alcançar a partir desta compreensão das habilidades 
e competências necessárias para o desenvolvimento de estudantes no século XII é o 
dimensionamento do papel das tecnologias na educação. Não se trata de munir as 
instituições de ensino, os alunos e os docentes de tablets e computadores de última 
geração, pois o acesso não necessariamente será suficiente para o desenvolvimento 
integral do estudante. Assim, a educação inovadora requer profissionais dedicados 
que trabalhem colaborativamente para o avanço do mundo com criatividade e 
inovação. 
Saiba Mais
Conceitos fundamentais 
Competência: capacidade de agir eficazmente perante um 
determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas não 
limitada a eles. 
Habilidade: capacidade adquirida para desempenhar determinado 
papel ou função. 
Materiais complementares
Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo 
dos links a seguir:
1- Artigo: “Competências em Educação: conceito e significado pedagógico”.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf>.
2- Artigo: "COMPETÊNCIAS-CHAVE PARA TODOS NO SÉC. XXI:ORIENTAÇÕES
EMERGENTES DO CONTEXTO EUROPEU". Disponível em: <https://
revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294>.
3- Artigo: "SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, DO CONHECIMENTO E DA
APRENDIZAGEM:DESAFIOS PARA EDUCAÇÃO NO SÉCULO
XXI". Disponível em:
<https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14854>.
http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf
http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf
http://www.oei.es/pdf2/habilidades-seculo-xxi.pdf
www.revistappgp.caedufjf.net/index.php/revista1/article/download/82/52
https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294
https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294
https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14854
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 9/14
Em resumo
O século XXI exige dos estudantes novas competências e habilidades. Assim, cabe 
aos docentes, no desenvolvimento de práticas pedagógicas, buscar estratégias 
que possibilitem atitudes que promovam o domínio cognitivo, assim como as 
competências intrapessoais e interpessoais. 
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816330898
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 10/14
Referências Bibliográficas
Demo, P. (2011). Aprendizagens e tecnologias. Roteiro, Joaçaba, v. 36, n. 1, p. 9-32, 
jan./jun. 
NATIONAL RESEARCH COUNCIL. (2012), Education for life and work: developing 
transferable knowledge and skills in the 21st century. Washington, DC: The 
National Academies Press, Disponível em: <https://doi.org/10.17-226/13-398>. 
Acesso em: 31 jul. 2021.
Perrenoud, P. (2002). As competências para ensinar no século XXI. A formação dos 
professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed.
https://doi.org/10.17-226/13-398
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Tecnologias para aprendizagem significativa • 2/12
Tecnologias para aprendizagem significativa
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer os princípios da aprendizagem significativa;
• Compreender o recurso de mapas conceituais;
• Desenvolver estratégias de uso de tecnologias para promover a
aprendizagem significativa.
https://player.vimeo.com/video/816331032
Tecnologias para aprendizagem significativa • 3/12
No âmbito educacional, tem-se que, de acordo com os fundamentos da 
aprendizagem significativa, o processo ideal ocorre quando uma nova informação se 
relaciona aos conhecimentos prévios do estudante. 
Assim, motivado por uma situação proposta pelo professor que faça sentido para 
o estudante, ele vai ampliar, avaliar, atualizar e reconfigurar a informação anterior, 
transformando-a em nova, em um processo de construção do conhecimento. As 
práticas educacionais integradas com as tecnologias devem ter como objetivo 
apoiar esse processo de aprendizagem significativa. A organização visual de 
conteúdo e a facilidade para apresentação de informação em diferentes formatos 
devem contribuir para contextualizar assuntos e conectar-se com os conhecimentos 
prévios dos estudantes. 
Saiba Mais
Conheça sobre a história de David Ausubel em <https://
www.biografiasyvidas.com/biografia/a/ausubel.htm>. 
A aprendizagem significativa 
A aprendizagem significativa é o conceito central da teoria da aprendizagem de
David Ausubel (1918-2008) e pode ser definida como um processo pelo qual uma
nova informação se relaciona com a estrutura de conhecimento de um indivíduo.
Conforme apresenta Moreira (1999), a aprendizagem significativa ocorre quando
uma nova informação se ancora em conceitos relevantes (subsunçores) preexistentes
na estrutura cognitiva do aprendiz. Ausubel define estruturas cognitivas como
estruturas hierárquicas de conceitos que são representações de experiências
sensoriais do indivíduo. A ocorrência da aprendizagem significativa implica o
crescimento e a modificação do conceito subsunçor. A partir de um conceito geral
(já incorporado pelo aluno), o conhecimento pode ser construído de modo a
interligá-lo com novos conceitos, facilitando a compreensão das novas informações,
o que dá significado real ao conhecimento adquirido. As ideias novas só podem ser
aprendidas e retidas de maneira útil caso se refiram a conceitos e proposições já
disponíveis, que proporcionam as âncoras conceituais.
https://www.biografiasyvidas.com/biografia/a/ausubel.htm
Tecnologias para aprendizagem significativa • 4/12
Saiba Mais
Aprenda mais sobre a aprendizagem significativa com este vídeo:
 <https://youtu.be/TsHtAa2sOko>.
https://www.youtube.com/embed/TsHtAa2sOko?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/TsHtAa2sOko
Tecnologias para aprendizagem significativa • 4/12
Dentro dessa perspectiva, uma prática que pode favorecer muito a aprendizagem 
é a utilização de mapas conceituais que se integra à teoria de Ausubel pela 
característica de conexão visual e hierárquica possível de ser construída. A 
teoria referente a mapas conceituais foi desenvolvida, na década de 1970, pelo 
pesquisador Joseph Novak, a partir da Teoria da Aprendizagem Significativa de 
David Ausubel. Na definição apresentada por Moreira (2010), tem-se que os mapas 
conceituais podem ser entendidos como diagramas bidimensionais, que mostram 
relações hierárquicas entre conceitos de um corpo de conhecimento e que derivam 
sua existência da própria estrutura conceitual desse corpo. 
https://player.vimeo.com/video/816331407
Tecnologias para aprendizagem significativa • 5/12
Os mapas conceituais permitem representar os conceitos, geralmente dentro 
de círculos, e as relações entre os conceitos, que são indicadas por linhas que os 
interligam. Os conjuntos conceito-relação-conceito formam proposições, que são 
afirmações significativas sobre os objetos ou eventos envolvidos. As proposições 
definem as unidades semânticas, ou unidades de conhecimento do mapa. Na 
estrutura do mapa conceitual pode-se representar também ligações cruzadas, 
identificando relacionamentos entre conceitos em duas diferentes áreas do mapa. 
A Figura 1.5 apresenta um mapa conceitual, conforme Souza (2006), representando 
esses conceitos. 
Figura 1.5 – Exemplo de um mapa conceitual
Fonte: Souza (2006). 
Existem várias ferramentas de tecnologias digitais que permitem a criação de 
mapas conceituais. Além de ser um recurso que pode ser utilizado pelo professor, 
o exercício de criação por parte dos alunos pode gerar também experiências de
análise e síntese favoráveis à aprendizagem significativa. Outros recursos também
podem ser destacados, desde adoção de vídeos e simulações, como também
desafios, jogos e interação em ambientes virtuais de aprendizagem.
Tecnologias para aprendizagem significativa • 6/12
Leia o texto “David Ausubel e a aprendizagem significativa” em: 
<https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-
aprendizagem-significativa>.
Conceitos Fundamentais 
Aprendizagem significativa: como conceito central da teoria da 
aprendizagem de David Ausubel (1918-2008), pode ser definida 
como um processo pelo qual uma nova informação se relaciona com a 
estrutura de conhecimento de um indivíduo.
Mapas conceituais: diagramas bidimensionais que mostram relações 
hierárquicas entre conceitos de um corpo de conhecimento e que 
derivam sua existência da própria estrutura conceitual desse corpo.
Materiais complementares 
Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo 
dos links a seguir:
1- Artigo: “Mapas conceituais e aprendizagem significativa”. 
Disponível em: < https://www.if.ufrgs.br/~moreira/
mapasport.pdf>.
2- Artigo: “Aprendizagem significativa”. Disponível em: <http://
www.projetos.unijui.edu.br/formacao/_medio/fisica/_MOVIMENTO/
ufpb_energia/Textos/ASConceitos.pdf>.
3- Artigo: “Teoria da Aprendizagem Significativa: elaboração e
avaliação de aula virtualna plataforma Moodle”. Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/reben/a/qhnWx4FsmbrSjPVRrgBQNVm/
abstract/?lang=pt>.
Saiba Mais
https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-significativa
https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-significativa
http://lief.if.ufrgs.br/pub/cref/pe_Goulart/Material_de_Apoio/Referencial%20Teorico%20-%20Artigos/Mapas%20Conceituais%20e%20Aprendizagem%20Significativa.pdf
http://www.fisica.ufpb.br/~Romero/objetosaprendizagem/Rived/Artigos/2004-RevistaConceitos.pdf
http://www.redalyc.org/html/2670/267022538019/
https://www.scielo.br/j/reben/a/qhnWx4FsmbrSjPVRrgBQNVm/abstract/?lang=pt
http://www.projetos.unijui.edu.br/formacao/_medio/fisica/_MOVIMENTO/ufpb_energia/Textos/ASConceitos.pdf
https://www.if.ufrgs.br/~moreira/mapasport.pdf
Tecnologias para aprendizagem significativa • 7/12
Aplicação Prática
“Experimentação no Ensino de Química: Caminhos e Descaminhos Rumo 
à Aprendizagem Significativa”, disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/
online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf>. 
Conheça essa experiência com alunos do ensino médio, utilizando o 
laboratório como espaço de investigação. A abordagem envolveu os 
estudantes na tentativa de identificar a composição de um material 
a partir das propriedades. A metodologia permitiu perceber 
a interferência do ensino formal quando se pretende mediar 
aprendizagens por descoberta e em que medida a experimentação 
pode tornar a aprendizagem significativa.
Em resumo
A teoria da aprendizagem significativa apresenta caminhos para o desenvolvimento 
de estratégias pedagógicas de uso das tecnologias na educação. As práticas 
educacionais integradas com as tecnologias devem ter como objetivo apoiar 
a aprendizagem significativa. A organização visual de conteúdo e a facilidade 
para apresentação de informação em diferentes formatos devem contribuir para 
contextualizar assuntos e conectar-se com os conhecimentos prévios dos estudantes. 
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf
Tecnologias para aprendizagem significativa • 8/12
Referências Bibliográficas
Moreira, M. A. (1999). Aprendizagem significativa. Brasília: Editora 
Universidade de Brasília.
Moreira, M. A. (2010). Mapas conceituais e aprendizagem significativa. São 
Paulo: Centauro.
Souza, B. P. G. (2006). O uso de mapas conceituais como ferramenta no 
planejamento de aulas. Monografia (Curso de Licenciatura em Química). 
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816331656
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Conceitos de hardware e software
Must University/2018
Conceitos de hardware e software • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender os conceitos de hardware e software e como esses compõem
recursos importantes para o trabalho pedagógico das tecnologias.
• Comparar as características de software de sistema e software de aplicativos.
• Descrever a composição básica de computadores e os tipos de licenças de
uso.
Conceitos de hardware e software
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/283696416
https://player.vimeo.com/video/816331818
Conceitos de hardware e software • 3/13
Conceitos de hardware e software
As tecnologias digitais estão presentes no cotidiano com tanta frequência que 
muitos dos seus componentes nem são percebidos. De fato, para fazer uso das 
tecnologias não é necessário ter um conhecimento especialista de informática. 
No entanto, ter uma compreensão básica das suas organizações facilita muitas 
as tomadas de decisões, como, por exemplo, nos momentos de definições dos 
recursos mais adequados para o desenvolvimento de algumas atividades no 
contexto educacional.
A organização básica das tecnologias digitais está baseada em hardware e software. 
Entende-se como hardware todo e qualquer componente físico que faça parte de 
um equipamento tecnológico. Exemplos de hardware que compõem um 
computador são placas de circuitos internos, unidades de memória e 
processadores. Além desses componentes internos, existem os periféricos, tais 
como impressoras, teclados e mouses. Já o conceito de software está relacionado a 
um componente lógico das tecnologias. Os softwares estão organizados de maneira 
abstrata em linguagem de programação e são responsáveis pelo funcionamento do 
hardware, como permitir a edição de textos, manipulação de imagens e impressão, 
por exemplo. Ambos são importantes e estão interligados para a devida utilização 
dos usuários. 
De um forma simplificada, a organização dos computadores pode ser descrita 
como um conjunto de quatro componentes: 1) unidade de controle e 
processamento; 2) os periféricos de entrada e de saída e 3) os dispositivos de 
armazenamento.
A Figura 1 representa essa organização e a interligação com alguns exemplos de 
periféricos.
Conceitos de hardware e software • 4/13
Figura 1 - Organização de computadores
Fonte: criado pela autora.
https://player.vimeo.com/video/816332209
Conceitos de hardware e software • 4/13
Tanto o hardware, quanto o software possuem um histórico que demonstra uma 
evolução dos seus princípios de funcionamento. Em geral, essa evolução é em 
função de buscar oferecer melhores recursos às tarefas dos seus usuários. Uma 
classificação existente entre os softwares atualmente é a de que podem ser 
divididos em duas categorias, sendo os softwares de sistema e os softwares de 
aplicativos, conforme apresentam Caiçara Junior & Wilddauer (2013).Com o 
desenvolvimento dos sistemas de dispositivos móveis como tablets e smartphones, 
inúmeros aplicativos surgiram dentre os mais diversos assuntos. Ambos os 
softwares possuem a característica de executarem funções lógicas, escritas em 
linguagens de programação, no entanto, os aplicativos geralmente são recursos 
com funções mais simplificadas e propósitos mais específicos. Uma outra 
característica dos aplicativos, também chamados de apps, refere-se à facilidade de 
instalação e utilização nos dispositivos móveis e um custo para uso com valor 
reduzido. 
Conceitos de hardware e software • 5/13
Conheça nesse vídeo um pouco sobre a história de desenvolvimento 
dos computadores
Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=mFdUqqwzbVs >
Tanto os softwares de sistemas quanto os softwares de aplicativos 
possuem licenciamento para utilização, distribuição e comercialização. 
Existem variações nos tipos de licença, mas, basicamente, três tipos 
principais podem ser considerados:
• Software de uso gratuito (freeware): a utilização não implica o
pagamento de licenças para o seu uso.
• Software de uso comercial: a utilização requer a compra de
uma licença para uso. Essa licença pode ser um valor pago uma
única vez ou também pode ser cobranças recorrentes.
• Software de uso limitado (shareware): a utilização de algumas
funções do software pode ser feita de forma gratuita, mas há
limitações de tempo de uso ou de funções.
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/mFdUqqwzbVs
https://www.youtube.com/embed/mFdUqqwzbVs
Conceitos de hardware e software • 6/13
Além dessas especificidades quanto ao uso, os softwares também 
possuem dois tipos principais de classificação em relação aos 
seus tipos de códigos, existindo os softwares chamados de livres 
e proprietário. Veja algumas características:
• Software Livre: refere-se a qualquer software que pode ter o
seu código de instruções e funções usadas, copiadas, estudadas,
modificadas e redistribuídas sem nenhuma restrição.
• Software Proprietário: trata-se de softwares com restriçõespor
parte do proprietário para a sua redistribuição, cópia e
modificação. Os direitos são exclusivos do produtor tendo de ser
respeitados os direitos autorais e as patentes.
É importante ter atenção à essas diferenciações, pois existem 
softwares livres que dependem de licença paga do usuário para 
utilização, assim como softwares proprietários que possuem licença de 
uso gratuita.
Conheça melhor as características dos softwares livres: https://pt.wikipedia.org/
wiki/Software_livre 
Para o devido funcionamento dos softwares de sistemas e de aplicativos um tipo 
especial de software é requerido. Trata-se do Sistemas Operacional, que possui 
como função gerenciar toda a comunicação entre os componentes físicos e lógicos 
para que as funções solicitadas pelos usuários sejam plenamente atendidas. Essa 
função destacada é representada na Figura 2. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
Conceitos de hardware e software • 7/13
Figura 1 - Sistema Operacional como gerenciador de comunicação
Fonte: criado pela autora, baseado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operativo .
Existem os sistemas operacionais que são desenvolvidos para uso em 
computadores pessoais (chamados de desktops), notebooks e servidores e existem 
os que são especificamente para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. 
São exemplos de sistemas de operacionais bem conhecidos de computadores 
pessoais, notebooks e servidores: Microsoft Windows, Linux, Mac OS, Ubuntu, 
dentre outros. Alguns exemplos de sistemas operacionais de dispositivos móveis 
são: Android, iOS, Blackberry, dentre outros. 
Concluindo, ao conjunto de software, hardware e usuários, atuando em uma 
determinada finalidade, chamamos de sistemas de informação. A partir do 
entendimento dos principais conceitos apresentados espera-se que a escolha dos 
recursos para uso das tecnologias na educação seja favorecido e de maior êxito. 
Conceitos de hardware e software • 8/13
Materiais Complementares:
1- Introdução a Informática - Disponível em: http://www.bit.ly/
ii051/
2- Informática: Conceitos Básicos - Disponível em: https://books. 
google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fn 
d&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots= 
HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage-
&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false -
3- Dicionário de Termos Técnicos de Informática - Disponível 
em: https://www.bit.ly/83nf67
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Hardware: é a parte física de um computador, é formado pelos 
componentes eletrônicos, como por exemplo, circuitos de fios e luz, 
placas, utensílios, correntes, e qualquer outro material em estado 
físico, que seja necessário para fazer com o que computador 
funcione.
Software: é uma sequência de instruções escritas para serem 
interpretadas por um computador com o objetivo de executar 
tarefas específicas. Também pode ser definido como os programas 
que comandam o funcionamento de um computador.
Sistemas Operacionais: software principal que tem como função 
gerenciar a comunicação entre hardware e demais softwares. 
http://www2.dcc.ufmg.br/disciplinas/ii/ii05-1/introducao_info.pdf
https://docs.ufpr.br/~ademirlp/IntroducaoInformatica.pdf
https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false
https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false
https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false
https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false
https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false
https://files.comunidades.net/mutcom/Dicionario_de_Informatica_1.pdf
Conceitos de hardware e software • 9/13
Na ponta da língua
Em Resumo
A compreensão dos conceitos apresentados de hardware e software é importante 
para educadores que atuam em um processo pedagógico e necessitam administrar 
tanto o planejamento das estratégias de ensino e aprendizagem, quanto os 
investimentos em infraestruturas necessários. 
https://player.vimeo.com/video/816332509
Conceitos de hardware e software • 10/13
Referências Bibliográficas
Caiçara J., C., Wildauer, E. W. 2013. Informática instrumental. Curitiba: 
Intersaberes.
Conceitos de hardware e software • 13/13
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Tipos de mídias
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Must University/2018
Tipos de mídias • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Definir os tipos de mídias.
• Compreender diferentes formatos de mídias.
• Compreender os benefícios do uso das mídias na educação.
Tipos de mídias
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816332647
A importância do uso das mídias para a educação pode ser considerada 
incontestável, conforme resultados de diversas pesquisas acadêmicas e científicas. No 
entanto, devido à múltiplos aspectos técnicos e a diversidade de possibilidades de 
uso, as mídias precisam ser melhores compreendidas para uma efetiva utilização na 
educação. 
Quanto aos tipos de mídias, duas categorias podem ser consideradas: as mídias 
analógicas e as digitais. As mídias analógicas são caracterizadas por necessitarem 
de um suporte material físico para serem acessadas. Já as mídias digitais são aquelas 
em que o conteúdo pode ser acessado de forma digital e o seu processo de 
acesso e reprodução é representado em linguagem binária de computadores. São 
exemplos de mídias: TV, vídeo, rádio, material impresso, internet. Cabe destacar 
que uma mídia pode estar tanto na forma analógica quanto digital. O áudio de uma 
música, por exemplo, pode ser gravado de forma analógica em um disco de vinil e 
também de forma digital em formato como mp3. Tanto as mídias analógicas quanto 
as digitais oferecem possibilidades de uso na educação. Veja alguns exemplos no 
Quadro 1. 
Quadro 1 - Exemplos de mídias analógicas e digitais
Recurso Mídia analógica Mídia digital
Áudio Gravado em um disco de vinil.
Em um arquivo de 
formato MP3.
Vídeo Gravado em uma fita de VHS.
Em um arquivo de 
formato MP4.
Imagem Revelado em um papel fotográfico.
em um arquivo de 
formato BMP.
Texto Impresso em uma folha de papel.
Em um arquivo de 
formato DOC.
Fonte: autora
Introdução
As mídias, no contexto comunicacional, podem ser compreendidas como 
todo suporte que tem como finalidade difundir informação. Sobre a origem, 
Mello e Tosta (2008) apresentam que o vocábulo é importado do termo 
media, em inglês, que é o plural de medium e no singular significa “meio”, 
“canal”. Trata-se de uma versão reduzida de mass media, utilizada para se 
referir aos meios de comunicação em massa. Na educação, diferentes tipos de 
mídias podem ser utilizados para apoio aos processo de ensino e aprendizagem. 
Tipos de mídias • 4/14
Cabe ainda destacar que, com o desenvolvimento da internet, surgiram as chamadas 
mídias sociais que permitemcompartilhamento de conteúdo e interação de maneira 
facilitada. São exemplos dessas mídias o Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp 
e blogs. Embora essas mídias sejam utilizadas frequentemente para fins de lazer e 
entretenimento, muitas propostas pedagógicas podem ser desenvolvidas com o 
uso dessas redes sociais. O potencial de cada uma delas está na criatividade e na 
elaboração de estratégias que visem auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. 
https://player.vimeo.com/video/816332939
Tipos de mídias • 4/14
Formato de mídias digitais
O uso das mídias digitais requerem o uso de programas que reconheçam os 
formatos de gravação dos arquivos para a devida reprodução. Quando se considera 
os formatos de áudios, vídeos, imagens e textos, tem-se múltiplas possibilidades, 
cada um com as suas características e especificidades. 
As mídias de áudio favorecem a reprodução de músicas, entrevistas e podcasts. 
Existem diversos formatos de áudio e, além dos aspectos técnicos, eles se 
diferenciam pela qualidade e capacidade de compressão que tem influência no 
espaço digital ocupado para armazenamento. Um dos formatos mais populares 
de áudio é o mp3. Esse formato consegue representar arquivos com bastante 
compressão e boa qualidade de som. Outro formato de áudio é o wav, que é uma 
denominação derivada de “Waveform Audio File Format”. Esse formato possui alta 
qualidade de áudio e nenhuma compressão. Por isso os arquivos do formato wav 
são muito maiores do que arquivos do tipo mp3. Entre outros formatos de áudio 
que podem ser encontrados, destaca-se tem-se o AAC (Advanced Audio Coding) e 
o FLAC (Free Lossless Audio Codec).
Tipos de mídias • 5/14
Os formatos de representação das mídias de vídeos também são bastante variados. 
Alguns fabricantes criam formatos específicos para seus sistemas e dispositivos e isso 
contribui para que ocorra situações em que um vídeo não pode ser reproduzido 
em um dispositivo, por ter sido feito em outro tipo. No caso do vídeo, a qualidade 
do arquivo está relacionada com a resolução das imagens que são exibidas e com 
o áudio do conteúdo. Cada formato de vídeo pode exigir um decodificador
específico. Entre os formatos de vídeos mais comuns tem-se: WMV (Audio
Video Interleave), FLV (Flash Video), MOV (Apple format), RMVB (Real Media
Variable Bitrate), MPEG (Moving Picture Experts Group).
Da mesma forma que os áudios e vídeos, as variações nos arquivos de imagem 
refletem a qualidade da imagem que se deseja enxergar. Além dos formatos que 
irão gerar diferentes extensões para os arquivos, há dois tipos de imagens que se 
diferenciam pela sua forma de representação. Esses formatos são os bitmaps e os 
vetores. Uma imagem do tipo bitmap é formada por diversos e minúsculos pontos 
chamados de pixels. As fotos digitais são exemplos de imagens do tipo bitmatp. 
As imagens do tipo vetores não possuem pixels e por isso podem ser aumentadas 
em tamanho sem perder resolução e alterações de qualidade. As imagens vetoriais 
geralmente são utilizadas em websites, cinema, televisão, games. Entre os formatos 
de imagens mais conhecidos tem-se: BMP, TIFF, JPEG, GIF, PNG, dentre outros.
Tipos de mídias • 6/14
Conheça mais sobre os formatos de imagens aqui: https://
kinsta.com/pt/blog/tipos-arquivo-imagem/
As mídias de texto também possuem variações de formatos, pois 
os textos, geralmente quando representados com formatação 
como parágrafos, tabelas, negritos e outras formas, dependem 
de um software editores para a sua organização. Para cada editor 
pode haver uma extensão de arquivo especifica e um arquivo 
organizado em um formato pode ter seu conteúdo alterado 
quando aberto por outro editor. Entre os formatos de texto mais 
conhecidos estão o doc, gerado com o editor Microsoft Word; 
formato odt, gerado com o editor Libreoffice Writter e o formato 
pages, gerado com Apple Pages. Esses editores também possuem 
opções para salvar os arquivos em outros formatos que facilitam 
o uso em outros computadores.
Saiba Mais
Conheça mais sobre os formatos de arquivos aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/
Formato_de_arquivo 
Uso das mídia na educação
O uso das mídias na educação permite a inclusão de ferramentas do cotidiano no 
contexto escolar e acadêmico. Com isso, tem-se a oportunidade de contextualizar, 
despertar emoção, mostrar cenários distintos e distantes aos estudantes e promover 
o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, é importante que os estudantes
discutam nos espaços das salas de aula os aspectos positivos e negativos dos
assuntos que estão sendo mostrados pelas mídias no espaço extraclasse, ajudando-
os a desenvolverem o senso crítico e responsabilidade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_de_arquivo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_de_arquivo
https://kinsta.com/pt/blog/tipos-arquivo-imagem/
Tipos de mídias • 7/14
O uso das mídias na educação é apontado por Moran (2007) como necessário em 
três níveis: organizacional, de conteúdo e comunicacional. No nível organizacional, 
deve favorecer às escolas ser mais participativa, menos centralizadora, menos 
autoritária, mais adaptada a cada indivíduo. No nível de conteúdo, deve propiciar 
uma escola que fale mais da vida, dos problemas que afligem os jovens. Tem 
que preparar para o futuro, estando sintonizada com o presente. No nível 
comunicacional, deve conhecer e incorporar todas as linguagens e técnicas 
utilizadas pelo homem contemporâneo. Valorizar as linguagens audiovisuais, junto 
com as convencionais. 
Nessa perspectiva, os diferentes tipos de mídias podem ser utilizados no contexto 
educacional. O diferencial está nas propostas a serem elaboradas para os 
estudantes e estas devem ser desenvolvidas conforme cada contexto e realidade. 
Os benefícios que se espera é o de promover uma aprendizagem significativa a 
partir de diferentes formas de representação da realidade, promovendo todas as 
potencialidades dos estudantes.
Tipos de mídias • 8/14
Conceitos Fundamentais: 
Mídias digitais: são aquelas em que o conteúdo pode 
ser acessado de forma digital e o seu processo de acesso 
e reprodução é representado em linguagem binária de 
computadores. 
Mídias analógicas: são caracterizadas por necessitarem de um 
suporte material físico para serem acessadas.
Mídias sociais: são as que permitem compartilhamento de 
conteúdo e interação de maneira facilitada pela internet.
Materiais Complementares:
1. Blogs na Educação: construindo novos espaços de
autoria na prática pedagógica. Disponível em: http://w3.ufsm.br/
carmen/Objeto/Conteudo_html/oa/
Arquivos/18_ana_margo_mantovani_prisma.pdf
2. Utilização das redes sociais na educação: guia para o uso do 
Facebook em uma instituição de ensino superior. Disponível em: 
http://www.seer.ufrgs.br/renote/article/view/36434
3. Integração de diferentes mídias digitais no ensino de geometria: 
uma experiência com o oitavo ano do ensino fundamental. 
Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/
view/53535
Saiba Mais
https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/36434/23529
https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53535/33041
https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53535/33041
http://w3.ufsm.br/carmen/Objeto/Conteudo_html/oa/Arquivos/18_ana_margo_mantovani_prisma.pdf
Tipos de mídias • 9/14
Em Resumo
A importância do uso das mídias para a educação já pode ser considerada 
incontestável, conforme resultados de diversas pesquisas acadêmicas e científicas. 
No entanto, devido à múltiplos aspectos técnicos e a diversidade de possibilidades 
de uso, as mídias precisam ser melhores compreendidas para uma efetiva utilização 
na educação. Tanto as mídias analógicas quanto as digitais oferecem possibilidades 
de uso na educação. O diferencial está nas propostas a serem elaboradas para os 
estudantes e estas devem ser desenvolvidas conforme cada contexto e realidade. 
Os benefícios que se espera é o de promover uma aprendizagem significativa a 
partir de diferentes formas de representaçãoda realidade, promovendo todas as 
potencialidades dos estudantes.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816333586
Tipos de mídias • 10/14
Referências Bibliográficas
Mello, J. M. de. Tosta, S. P. 2008. Mídia & Educação. Belo Horizonte: Autêntica 
Editora. 
Moran, J. 2007. Desafios na Comunicação Pessoal. 3ª Ed. São Paulo: Paulinas.
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
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Aplicativos e soluções on-line
Must University/2018
Aplicativos e soluções on-line • 2/13
Objetivos de Aprendizegem
• Definir o conceito de computação em nuvem.
• Compreender o funcionamento dos aplicativos e serviços on-line.
• Analisar os benefícios dos aplicativos e serviços on-line para a educação.
Aplicativos e soluções on-line
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816333805
Por meio dos serviços em nuvem, a necessidade de armazenamento e instalação 
de arquivos nos dispositivos locais é minimizada, assim como o processamento dos 
aplicativos, que passam utilizados de locais remotos, via internet. De acordo com 
Ruschel, Zanotto, Mota (2008) a ideia da computação em nuvem é a utilização em 
qualquer lugar e independente de plataforma, os mais variados tipos de 
aplicações através da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em 
dispositivos próprios computadores. Com isso, tudo será baseado na internet e daí 
o nome nuvem (cloud) usado para denominar a computação em servidores 
disponíveis na internet oferecendo serviços a vários dispositivos e aplicações, 
conforme mostra a Figura 1. 
Figura 1 - Representação da computação em nuvem 
Fonte: Ruschel, Zanotto, Mota (2010)
A computação em nuvem oferece aos usuários uma simplificação para uso de 
serviços, pois não precisam realizar instalações complexas, configuração e 
atualização de so twares. Além disso, minimiza o investimento em hardware, visto 
que esses são propensos a ficarem obsoletos rapidamente. Toda a infraestrutura 
complexa de tecnologia da informação passa a ser de responsabilidade dos 
provedores desses serviços. 
Introdução
O uso de aplicativos e soluções on-line, via internet, tem se popularizado nos 
últimos anos com o desenvolvimento da tecnologia de computação em nuvem, 
chamada também de cloud computing. Esta tecnologia consiste no uso memória, 
processamento e capacidade de armazenamento de computadores e servidores 
que estão compartilhados e interligados por meio da internet. 
Aplicativos e soluções on-line • 4/13
Veja no vídeo uma explicação de como funciona o armazenamento em 
nuvem
Available in: <https://youtu.be/okTe0te1Sz0>.
Aplicativos e soluções on-line: vantagens e desvantagens
Existem diversos aplicativos e soluções em nuvem disponíveis para os 
usuários, um exemplo comum que são os serviços de e-mail. Esse 
serviço é acessado via internet e as mensagens podem ser lidas e 
enviadas de qualquer dispositivo, desde que o seu usuário faça 
acesso com os seus dados individuais de nome de usuário e senha. 
Outros exemplos são os armazenamento de arquivos, como os 
oferecidos pelo Google Drive, Dropbox, dentre outros e os serviços 
de hospedagem de sites, como Hostgator, LocaWeb, dentre outros. 
Uma das maiores vantagens da computação em nuvem considerada 
pelos usuários é a possibilidade de utilizar aplicativos (softwares) sem 
que estejam instalados no computador ou outro dispositivo pessoal, 
mas há outras vantagens, conforme apresentado a seguir: 
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/okTe0te1Sz0
https://www.youtube.com/embed/okTe0te1Sz0
https://youtu.be/okTe0te1Sz0
Aplicativos e soluções on-line • 5/13
• Multiplataforma: O usuário na maioria das vezes não precisa
se preocupar com o sistema operacional e hardware que está
fazendo uso.
• Backup: Os serviços de armazenamento são responsáveis por
garantir a cópia dos arquivos conforme as suas políticas de
segurança.
• Atualização automática: As atualizações dos aplicativos e
serviços são feitas de forma automática, sem intervenção do
usuário.
• Mobilidade: os serviços e aplicativos podem ser utilizados de
qualquer lugar, pelo acesso à internet.
• Colaboração: Os arquivos armazenados na nuvem podem ser
compartilhados mais facilmente com outras pessoas,
possibilitando maior agilidade e produtividade.
É preciso destacar que há também algumas desvantagens dos serviços 
oferecidos pelo armazenamento em nuvem. A primeira delas é a 
necessidade de acesso à internet. Caso o acesso não seja possível, os 
aplicativos e serviços on-line não poderão ser acessados. A velocidade 
de conexão também pode influenciar o uso de alguns aplicativos que 
exigem maiores processamentos e por isso necessidade de maiores 
transferências de dados. Outro ponto que exige maior cuidado dos 
usuários é em relação aos dados de acesso. Grande parte dos serviços 
exigirá uma identificação e esses dados devem ser lembrados pelos 
usuários e criados com os devidos cuidados de segurança. Caso 
contrário, pessoas não autorizadas poderão fazer o acesso e gerarem 
transtornos como uso inadequado ou exclusão de conteúdo.
Conheça mais sobre o armazenamento em nuvem aqui: 
<https://youtu.be/c_mSlzab-to>
https://youtu.be/c_mSlzab-to
Aplicativos e soluções on-line • 6/13
https://player.vimeo.com/video/816334099
Aplicativos e soluções on-line • 6/13
Benefícios para a Educação 
Com os aplicativos e serviços on-line muitos benefícios podem ser obtidos 
na educação. Entre alguns, podemos destacar: comunicação, uso de arquivos, 
colaboração para criação de conteúdos. Na comunicação, tem-se a possibilidade 
de ampliar o contato entre estudantes e docentes para outros espaços além da sala 
de aula. O contato com as famílias, no caso de educação básica, também pode ser 
favorecido oportunizando o acompanhamento conjunto das atividades e progresso 
dos estudantes. No uso de arquivos, há facilidades tanto na criação quanto na 
distribuição entre os interessados. Muitas cópias de impressão podem ser 
reduzidas pelo uso de arquivos digitais. Na colaboração, um exemplo é a realização 
de trabalhos entre grupos de estudantes que podem trabalhar em criações 
compartilhadas em locais e tempos distintos. 
Uma outra tendência para a educação é utilizar os serviços e aplicativos on-line 
para apresentar os conteúdos expositivos aos estudantes distantes 
geograficamente e usar os espaços presenciais de sala de aula para promover 
momentos interativos, debater resolução de problemas, esclarecer dúvidas, 
realizar apresentações de trabalhos, e outras possibilidades para aprimorar a 
aprendizagem. 
No aspecto da gestão acadêmica, também há inúmeras vantagens do uso de 
aplicativos e soluções on-line como menor investimento em infraestrutura física, 
distribuição de material didático e de materiais como calendários, planos de 
ensino, atas de reuniões, planejamentos acadêmicos, avaliações, ou outros. Além 
disso, a computação em nuvem também é uma forma de inovar em muitos 
processos e despertar a atenção dos estudantes para as possibilidades de uso das 
tecnologias promoverem a aprendizagem.
Aplicativos e soluções on-line • 7/13
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Computação em nuvem: consiste no uso memória, processamento 
e capacidade de armazenamento de computadores e servidores 
que estão compartilhados e interligados por meio da internet. 
Denominado também de cloud computing. 
Multiplataforma: quando o programa ou sistema pode ser utilizado 
em mais de uma plataforma, sem depender de sistema operacional 
e hardware. 
Materiais Complementares:
1. Novos rumos para a Informática na Educação pelo uso da 
Computação em Nuvem (Cloud Education): Um estudo de Caso 
doGoogle Apps Disponível em: https://www.bit.ly/25d82
2. Cloud Education: Aprendizagem Colaborativa em Nuvem 
através do Kindle e de Redes Sociais Disponível em: http://www. 
seer.ufrgs.br/cadernosdeinformatica/article/view/v6n1p79-86
3. Ruschel,H. Zanotto, M.S. Mota,W.C. (2008) Computação em 
nuvem. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Disponível 
em: https://www.bit.ly/5388
http://www.abed.org.br/congresso2010/cd/252010112729.pdf
https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdeinformatica/article/view/v6n1p79-86/11728
https://docplayer.com.br/983154-Computacao-em-nuvem-henrique-ruschel-mariana-susan-zanotto-welton-costa-da-mota-especializacao-em-redes-e-seguranca-de-sistemas-2008-2.html
Aplicativos e soluções on-line • 8/13
Em Resumo
A computação em nuvem, chamada também de cloud computing consiste no uso 
memória, processamento e capacidade de armazenamento de computadores e 
servidores que estão compartilhados e interligados por meio da internet. 
O propósito da computação em nuvem é a utilização em qualquer lugar e 
independente de plataforma, os mais variados tipos de aplicações por meio da 
internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em dispositivos próprios 
computadores. Com os aplicativos e serviços on-line muitos benefícios podem 
ser obtidos na educação. Entre alguns, podemos destacar: comunicação, uso de 
arquivos, colaboração para criação de conteúdos.
Aplicativos e soluções on-line • 9/13
Referências Bibliográficas
Ruschel,H. Zanotto, M.S. Mota,W.C. (2008) Computação em nuvem. 
Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Disponível em: https://
www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08B/Welton%20Costa%
20da%20Mota%20-%20Artigo.pdf
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/283696531
https://player.vimeo.com/video/816334399
https://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08B/Welton%20Costa%20da%20Mota%20-%20Artigo.pdf
Aplicativos e soluções on-line • 13/13
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Princípios de algoritmos e lógica de 
programação
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 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Definir algoritmo e lógica de programação.
• Compreender a representação lógica dos algoritmos.
• Analisar elementos de fluxogramas e pseudocódigos de algoritmos.
Princípios de algoritmos e lógica de programação
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816334622
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 3/14
Os programas de computadores (softwares) funcionam seguindo uma sequência 
de comandos previamente programada para as devidas finalidades. Esses 
comandos estão escritos em estruturas chamadas de algoritmos. Um algoritmo é 
uma sequência finita de passos elaborada para ser executada para realização de 
uma determinada tarefa ou solução de um problema. Segundo o dicionário do 
prof. Aurélio Buarque de Holanda um algoritmo é um: “Processo de cálculo, ou 
de resolução de um grupo de problemas semelhantes, em que se estipulam, com 
generalidade e sem restrições, regras formais para a obtenção de resultado ou de 
solução de problema.”
Desta forma, cabe destacar que os algoritmos não existem apenas em computação, 
o conceito pode ser generalizado, pois até mesmo uma receita de culinária pode ser
considerada um algoritmo, visto que atende à definição apresentada pois consiste
em uma sequência de instruções para realização de uma tarefa. Para a computação
os algoritmos são essenciais porque são esses que, escritos em linguagem de
programação de computadores, permitem que as atividades, como escrever um
texto, assistir a um vídeo e armazenar dados, por exemplo, sejam realizadas pelos
computadores.
Na construção de um algoritmo computacional são necessários comandos lógicos 
para a programação, assim a lógica de programação consiste na técnica de elaborar 
algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e computacional.
Introdução
O uso de tecnologias na educação não requer conhecimento técnico específico 
de tecnologias, no entanto, compreender os princípios do funcionamento lógico 
da computação pode auxiliar no desenvolvimento de melhores estratégias 
pedagógicas e uso dos recursos tecnológicos. Além disso, tem-se que o ensino de 
algoritmos e lógica de programação pode ser desenvolvido junto a estudantes de 
todos os níveis educacionais, em propostas que visam o uso de robótica, estratégias 
de raciocínio lógico, dentre outras. 
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 4/14
Saiba Mais
Aprenda mais sobre os algoritmos neste vídeo
<https://youtu.be/8WU_E9tNnEw>
Elementos da lógica de programação
Para que a construção de um algoritmo seja realizada seguindo uma 
lógica de programação é necessário que o problema ou tarefa a ser 
resolvido possa ser descrito de maneira clara e precisa. Nem todo 
tipo de problema pode ser resolvido pelos computadores. Há muitos 
problemas que são considerados complexos para solução mesmo 
computacionalmente e, por isso, não possuem uma solução exata para 
atender aos usuários. Além disso, mesmo que hoje exista algoritmos 
avançados de inteligência artificial, as decisões que um computador 
segue são sempre baseadas em sequências lógicas que a inteligência 
humana permitiu a elaboração. Conforme apresenta Almeida (2008), 
a lógica de programação é a base para o aprendizado da programação 
de computadores.
https://www.youtube.com/embed/8WU_E9tNnEw?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/8WU_E9tNnEw
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 5/14
Conheça sobre a lógica de programação com este vídeo:
<https://youtu.be/Ds1n6aHchRU>
https://www.youtube.com/embed/Ds1n6aHchRU?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/Ds1n6aHchRU
https://player.vimeo.com/video/816334997
Os algoritmos podem ter a sua lógica representada de várias maneiras, além do 
formato escrito em linguagem de computadores, chamados de códigos. Uma forma 
visual de representar um algoritmo usando a lógica é por meio de fluxogramas. 
Os fluxogramas permitem a representação gráfica de algoritmos usando formas 
geométricas. Cada forma pode indicar ações ou instruções distinta. Esse formato 
pode auxiliar o entendimento das ideias contidas nos algoritmos e bastante popular 
para o desenvolvimento do raciocínio lógico que precisa ser desenvolvido para a 
criação de programas de computador. A Figura 1 representa algumas das formas 
dos principais comandos usados em fluxogramas. 
Figura 1 - Principais formas geométricas usadas em fluxogramas
Fonte: autora.
Um exemplo de um algoritmo representado em um fluxograma é apresentado na 
Figura 2. Esse fluxograma representa uma sequência de passos para uma decisão de 
resultado de aprovação ou reprovação mediante um cálculo e média de notas. 
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 6/14
Figura 2 - Exemplo de algoritmo representado em fluxograma
Fonte: autora.
Outra forma de representar um algoritmo com a lógica de programação é por 
meio de pseudocódigos. O pseudocódigo refere-se a uma forma genérica de 
escrever um algoritmo, utilizando uma linguagem simples (nativa a quem o 
escreve, de forma a ser entendida por qualquer pessoa) sem necessidade de fazer 
uso de uma sintaxe mais rigorosa de linguagem de programação. O uso de 
pseudocódigo também é bastante comum para o ensino de programação de 
computadores e auxilia o desenvolvimento e a aprendizagem de programação de 
computadores. A Figura 3 a seguir apresenta um exemplo de pseudocódigo 
elaborado com a mesma finalidade do fluxograma apresentado. 
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 7/14
Figura 2 - Exemplo de algoritmorepresentado em fluxograma
Fonte: autora.
De acordo com Teixeira (2015), os algoritmos computacionais possuem três 
características básicas: 1) partem de um ponto inicial e chegam a um ponto final; 2) 
não podem ser ambíguos (ter mais de uma interpretação) e 3) têm todas as suas 
etapas alcançáveis em algum ponto de sua execução. 
Os comandos para a elaboração de algoritmos podem se tornar complexos, 
conforme a especificidade do problema que se deseja resolver. Para que 
os algoritmos possam ser executados pelos computadores é necessário que 
estejam em linguagem de programação. Existem muitas linguagens que variam 
em sua sintaxe, propósito de uso e recursos. Alguns exemplos de linguagem de 
programação mais conhecidas são: COBOL, PASCAL, C, C++, JAVA, Python, 
Javascript, dentre outras. 
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 8/14
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Algoritmo: uma sequência finita de passos elaborada para ser 
executada para realização de uma determinada tarefa ou solução 
de um problema.
Lógica de Programação: consiste na técnica de elaborar 
algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e 
computacional.
Materiais Complementares:
1. Estratégias pedagógicas no ensino de algoritmos e 
programação associadas ao uso de jogos educacionais. 
Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/
handle/10183/22862/000625846. pdf?sequence=1
2. Lógica de programação. Disponível em: http://professores.dcc. 
ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf
3. Ensino de lógica de programação no ensino fundamental 
utilizando o Scratch: um relato de experiência. Disponível em: 
https://www.bit.ly/9j7s9
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1
http://professores.dcc.ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf
http://professores.dcc.ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf
https://sol.sbc.org.br/index.php/wei/article/view/10978/10848
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 9/14
Em Resumo
Compreender os princípios do funcionamento lógico da computação pode 
auxiliar no desenvolvimento de melhores estratégias pedagógicas e uso dos 
recursos tecnológicos. Além disso, tem-se que o ensino de algoritmos e lógica 
de programação pode ser desenvolvido junto a estudantes de todos os níveis 
educacionais, em propostas que visam, por exemplo, o uso de robótica, estratégias 
de raciocínio lógico. Os programas de computadores (softwares) funcionam 
seguindo uma sequência de comandos previamente programada para as devidas 
finalidades. Esses comandos estão escritos em estruturas chamadas de algoritmos. 
Na construção de um algoritmo computacional, são necessários comandos lógicos 
para a programação, assim a lógica de programação consiste na técnica de 
elaborar algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e 
computacional.
Estudo de Caso
Conheça este relato desta experiência de ensino de algoritmos e programação 
para estudantes de uma escola pública no Rio de Janeiro. A experiência 
realizada por meio de uma oficina que permitiu identificar pontos de 
dificuldade no processo e a necessidade de trabalhar mais a informática de 
modo interdisciplinar.
Ensino de Algoritmos e Programação: Uma Experiência no Nível Médio - 
Disponível aqui: http://jacarepagua.dcc.ufrj.br/~ladybug/artigos/PereiraJr.pdf
http://jacarepagua.dcc.ufrj.br/~ladybug/artigos/PereiraJr.pdf
 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 10/14
Referências Bibliográficas
Almeida, M. 2008. Curso essencial de lógica de programação. Universo dos 
Livros Editora.
Teixeira, C. 2015.Construção de algoritmos no século XXI. Simplissimo Livros 
Ltda.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816335272
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na Biblioteca Lirn:
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Computing Classroom
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Ferramentas para desenvolvimento 
do pensamento computacional
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Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 2/17
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento 
computacional
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
Objetivos de Aprendizagem
• Definir o conceito de pensamento computacional
• Conhecer ferramentas que podem favorecer o desenvolvimento do
pensamento computacional.
• Refletir sobre estratégias para uso na educação.
https://player.vimeo.com/video/816335452
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 3/17
O pensamento computacional pode ser compreendido como uma metodologia 
para resolução de problemas que combina o pensamento crítico com os 
fundamentos da computação. De acordo com Lee (2014), o pensamento 
computacional inclui características como: i) formulação de problemas; ii) 
organização e análise lógica dos dados; iii) representação por meio de abstrações; 
iv) soluções automatizadas por meio de algoritmos; v) identificação, análise e
implementação de soluções; e vi) generalização e transferência do processo de
solução encontrado para resolução de outros problemas. Um dos primeiros usos do
termo ocorreu pelo professor e pesquisador pela primeira vez por Seymour Papert
em 1980.
Introdução
As tecnologias estão presentes em várias atividades do cotidiano e a expectativa 
é a de que cada vez mais as pessoas tenham que compreender as estratégias de 
comunicação com os computadores para gerenciar suas atividades pessoais e 
profissionais. Esse é um dos fatores que tem feito avançar a temática de ensino 
do pensamento computacional. O termo vem se popularizando nos últimos anos 
e gerando um grande número de iniciativas na educação, envolvendo, em geral, 
atividades de programação e robótica. Além disso, segundo Wing (2006), o 
pensamento computacional pode representar estratégias importantes da ciência da 
computação para resolução de problemas e deve ser ensinado aos estudantes nas 
mais diversas disciplinas. 
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 4/17
Saiba Mais
Conheça mais sobre Seymour Papert aqui: https://pt.wikipedia.org/
wiki/Seymour_Papert 
Conforme apresenta Brackmann et al (2017), o pensamento 
computacional se baseia em quatro processos que orientam 
o processo de solução de problemas. O primeiro deles é a
decomposição, se caracteriza pela quebra de um problema complexo
em partes menores e mais simples de resolver. Em segundo lugar,
o reconhecimento de padrões se caracteriza pela identificação de
similaridades em diferentes processos para solucioná-los de maneira
mais eficiente e rápida. A mesma solução encontrada na primeira
vez pode ser replicada em outras situações e facilitar o trabalho.
O terceiro é a abstração que envolve o processo de análise dos
elementos relevantes e dos que podem ser ignorados. Assim, é
possível focar no necessário sem se distrair com outras informações. O
quarto processo são os de algoritmos, que englobam todos os pilares
anteriores e é o processo de criação de um conjunto de regras para
a resolução do problema. A Figura 1 representa as atividades desse
processo.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert
https://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 5/17
Figura 1 - Etapas do pensamento computacional
Fonte: Pipa Comunicação
Com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de habilidades 
cognitivas do pensamento computacional aos estudantes, várias 
ferramentas podem ser indicadas para apoiar a aprendizagem que 
envolve conceitos de lógica de programação e raciocínio lógico.
Veja no vídeo abaixo como o pensamento computacionalpode 
ajudar na resolução de problemas: 
<https://youtu.be/VEwRsgAG8JE>
https://www.youtube.com/embed/VEwRsgAG8JE?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/VEwRsgAG8JE
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 6/17
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento 
computacional
Existem muitas formas de elaborar estratégias pedagógicas para o desenvolvimento 
do pensamento computacional. Há exemplos de atividades que envolvem o 
uso de ferramentas digitais, assim como também existem as possibilidades de 
uso de materiais não tecnológicos, geralmente envolvendo dinâmicas e jogos de 
estratégias, que avaliadas em pesquisas acadêmicas, comprovam a sua 
contribuição na aprendizagem dos estudantes. A seguir, são apresentadas as 
características de duas ferramentas digitais.
https://player.vimeo.com/video/816335799
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 6/17
Saiba Mais
Veja outros exemplos de ferramentas e ideias aqui: < http://programae.
org.br/ >
Scratch
O Scratch é um programa desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de 
Massachusetts (MIT), e pelo grupo KIDS da Universidade de Califórnia, Los 
Angeles. O seu objetivo é a criação e promoção de sequências animadas para 
a aprendizagem de programação de forma simplificada. Oferece uma interface 
intuitiva e fácil de compreender pois a programação é feita de maneira visual. Os 
seus recursos permitem várias construções, possibilitando o desenvolvimento de 
trabalhos interdisciplinares ou projetos específicos que permitam o aprendizado de 
criativa. É uma ferramenta gratuita e pode ser usada nesse link: < https://scratch.mit.
edu/ >. A Figura 2 apresenta a interface desta ferramenta.
http://programae.org.br/
http://programae.org.br/
https://scratch.mit.edu/
https://scratch.mit.edu/
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 7/17
Fonte: https://scratch.mit.edu/ 
Blockly Games
O Blockly Games trata-se de um projeto do Google para incentivar o aprendizado 
de programação de computadores. É uma ferramenta on-line e gratuita e está 
baseado em uma série de jogos educativos que favorecem o desenvolvimento 
do raciocínio lógico para programação. No final desses jogos, os jogadores estão 
prontos para usar linguagens convencionais baseadas em texto. A ferramenta 
pode ser testada através do link: < https://blockly.games/?lang=pt > e a interface é 
apresentada conforme a Figura 3, onde cada uma das imagens representam os jogos 
disponíveis.
https://blockly.games/?lang=pt
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 8/17
Fonte: https://blockly-games.appspot.com/
Além dessas ferramentas apresentadas, existem outras soluções que também devem 
ser pesquisadas. Cada solução permite atender a um contexto e as especificidades 
devem ser consideradas. Uma forma de desenvolvimento do pensamento 
computacional sem o uso de recursos digitais é chamado de computação 
desplugada também chamada de Computer Science Unplugged. Um exemplo 
apresentado por Silva, Souza e Morais (2016) envolve o uso de cartas impressas 
que possuem valores de um, dois, quatro, oito e dezesseis, na ordem da direita 
para a esquerda. Essas cartas podem ser utilizadas para desenvolver o estudo de 
números binários. O método dos números binários funciona da seguinte forma: as 
cartas voltadas para baixo representam o “zero” em binário e as cartas para cima 
representam o “um” em binário, desenvolvendo sequências binárias variadas. Com 
cinco cartas é possível representar 32 números em decimal, somando a quantidades 
de pontos nas cartas que estão viradas para cima. Essa atividade auxilia a construção 
de habilidades, como a realização de contas e a ordenação.
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 9/17
Como forma de divulgar estratégias para o desenvolvimento do pensamento 
computacional, alguns materiais podem ser encontrados disponíveis na internet 
por organizações que visam promover o assunto. Um exemplo em português é o 
site Pensamento Computacional (disponível em http://www.computacional.com. 
br) e também o Guia do Pensamento Computacional (disponível em: http://lite. 
acad.univali.br/pt/pensamento-computacional). Em inglês, tem-se o CS Unplugged 
(disponível em https://csunplugged.org/en/). Conhecer esses ambientes e os 
materiais compartilhados favorece as suas adaptações e uso em diferentes 
contextos. 
Saiba Mais
Conheça vários exemplos de códigos aqui: https://desafiodocodigo.
com.br/
Conceitos Fundamentais: 
Pensamento computacional:uma metodologia para resolução 
de problemas que combina o pensamento crítico com os 
fundamentos da computação.
Decomposição de problema: se caracteriza pela quebra de 
um problema complexo em partes menores e mais simples de 
resolver, aumentando a atenção a detalhes.
Materiais Complementares:
1. PENSAMENTO COMPUTACIONAL – Um conjunto de atitudes 
e habilidades que todos, não só cientistas da computação, ficaram 
ansiosos para aprender e usar. Disponível em: https://
www.bit.ly/4711
http://www.computacional.com.br/
http://www.computacional.com.br/
http://lite.acad.univali.br/pt/pensamento-computacional/
http://lite.acad.univali.br/pt/pensamento-computacional/
https://csunplugged.org/en/
https://desafiodocodigo.com.br/
https://desafiodocodigo.com.br/
https://www.researchgate.net/publication/311091419_PENSAMENTO_COMPUTACIONAL_-_Um_conjunto_de_atitudes_e_habilidades_que_todos_nao_so_cientistas_da_computacao_ficaram_ansiosos_para_aprender_e_usar
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 10/17
2. Pensamento Computacional: transformando ideias em jogos 
digitais usando o Scratch. Disponível em: http://bit.ly/3403
3. Prática de ensino de Programação de Computadores com 
Robótica Pedagógica e aplicação de Pensamento Computacional. 
Disponível em: http://bit.ly/4389
4. Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e Avaliação na 
Educação Primária da Espanha. Disponível em: bit.ly/628d7
Em Resumo
O pensamento computacional pode ser compreendido como uma metodologia 
para resolução de problemas que combina o pensamento crítico com os 
fundamentos da computação. Com o objetivo de favorecer o desenvolvimento 
de habilidades cognitivas do pensamento computacional aos estudantes, várias 
ferramentas podem ser indicadas para apoiar a aprendizagem que envolve 
conceitos de lógica de programação e raciocínio lógico. Há exemplos de atividades 
que envolvem o uso de ferramentas digitais, assim como também existem as 
possibilidades de uso de materiais não tecnológicos, geralmente envolvendo 
dinâmicas e jogos de estratégias, que avaliadas em pesquisas acadêmicas, 
comprovam a sua contribuição na aprendizagem dos estudantes.
https://sol.sbc.org.br/index.php/wie/article/view/16506/16347
https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf
https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf
https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 11/17
Estudo de Caso
Conheça um exemplo de uso e avaliação de atividades com materiais não 
digitais para o desenvolvimento do pensamento computacional em uma 
escola primária da Espanha relatadono trabalho Pensamento Computacional 
Desplugado: Ensino e Avaliação na Educação Primária da Espanha, disponível 
aqui: http://br-ie.org/pub/index.php/wcbie/article/view/7487/5282 
https://br-ie.org/pub/index.php/wcbie/article/view/7487/5282
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 12/17
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816336170
Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 13/17
Referências Bibliográficas
Brackmann, C. et al. 2017. Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e 
Avaliação na Educação Primária Espanhola. In: Anais dos Workshops do Congresso 
Brasileiro de Informática na Educação. 
Lee, I. et al. 2011. Computational thinking for youth in practice. Acm Inroads, v. 2, 
n. 1,p. 32-37.
Silva, V.; Souza, A.; Morais, D. 2016. Pensamento Computacional no Ensino de 
Computação em Escolas: Um Relato de Experiência de Estágio em Licenciatura em 
Computação em Escolas Públicas. In: Congresso Regional Sobre Tecnologias na 
Educação.
Wing, J. M. 2006. Computational thinking. t, v. 49, n. 3, p. 33-35.
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
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Autoria e colaboração em rede
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Must University/2018
Autoria e colaboração em rede • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de autoria e colaboração na educação.
• Conhecer os benefícios das práticas de autoria e colaboração para a
educação.
• Analisar propostas de autoria e colaboração em rede para promover o
ensino e a aprendizagem.
Autoria e colaboração em rede
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/283696829
https://player.vimeo.com/video/261483961
https://player.vimeo.com/video/816336354
Autoria e colaboração em rede • 3/13
Introdução 
Diante das novas possibilidades trazidas pelas Tecnologias Digitais de Informação 
e Comunicação (TDIC) para a educação, faz-se necessário que as práticas 
pedagógicas acompanhem o contexto dessa evolução tecnológica. Uma das 
possibilidades de ensino e de aprendizagem em rede que se abrem com as TDIC é 
a autoria e a colaboração, onde professores e estudantes são coautores no ensino e 
aprendizagem, em um processo de construção do conhecimento. Nesse contexto, 
as TDIC se apresentam como recursos para tornar esse processo viável, por meio da 
criação de conteúdos digitais, personalização e trocas de experiências em tempos e 
espaços mais flexíveis.
Conforme apresenta Valente (2017), as maiores oportunidades que se abrem 
com as TDIC são as de expressão e de comunicação que devem ser exploradas no 
desenvolvimento de novas abordagens pedagógicas. Assim, em contraposição à 
educação bancária, criticada por diversos autores como Paulo Freire e John Dewey, 
torna-se relevante investir em propostas que incentivam uma postura participativa 
dos estudantes, envolvendo-os na descoberta, investigação e resolução de 
problemas. Nessa abordagem, as práticas pedagógicas podem ser elaboradas de 
forma a favorecerem a autoria e a colaboração entre os pares, com provocação para 
criatividade e criticidade.
Autoria e colaboração em rede • 4/13
Conheça mais sobre a vida e obra de John Dewey
Disponível em: <https://youtu.be/kFyo_ZU2f2o>
Paulo Freire
Disponível em: <https://youtu.be/Gq5lZ5xoqjE>
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/kFyo_ZU2f2o?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/kFyo_ZU2f2o
https://www.youtube.com/embed/Gq5lZ5xoqjE?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/Gq5lZ5xoqjE
Autoria e colaboração em rede • 5/13
No contexto educacional, aprendizagem colaborativa é definida por Torres e 
Ilara (2007) como a atividade onde duas ou mais pessoas trabalham em grupo 
com objetivos compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção do 
conhecimento. Destaca-se que não basta o professor apenas colocar, de forma 
desordenada, os alunos em grupo, mas sim criar situações de aprendizagem em 
que possam ocorrer trocas significativas entre os alunos e entre estes e o professor. 
Assim, as práticas pedagógicas que visam promover a colaboração devem ser 
desenvolvidas com a participação e o envolvimento dos estudantes para novas 
habilidades e a aprendizagem possam ser construídas. 
https://player.vimeo.com/video/816336681
Autoria e colaboração em rede • 5/13
Benefícios da Aprendizagem Colaborativa e Autoria
Entre os benefícios que devem ser buscados com a prática colaborativa estão o 
pensamento crítico, a ampliação do conhecimento por meio das discussões em 
grupo e trocas de ideias, reflexão sobre o conteúdo estudado e transformação 
advinda da análise de diferentes contribuições. Além disso, a prática colaborativa 
pode promover as habilidades de relacionamento pessoal, comunicação, empatia, 
cidadania, entre outras competências consideradas essenciais na sociedade do 
conhecimento. Outro potencial das práticas colaborativas é a autoria, em que os 
estudantes podem ser estimulados a fazerem criações de conteúdos que permitam 
tangibilizar a aprendizagem, como a produção de vídeos, criação de imagens, 
áudios e fotos, utilizando ferramentas e aplicativo digitais que favorecem o processo 
criativo. 
Para alcançar esses benefícios, a prática de autoria e colaboração requer o 
envolvimento os participantes e a construção de uma parceria que permita 
a todos contribuir com as suas habilidades. Nem todo trabalho em grupo se 
caracteriza trabalho colaborativo, pois para que a colaboração, de fato, aconteça 
será necessário que a responsabilidade seja mutuamente compartilhada, que 
exista preocupação com a aprendizagem e que exista a mediação do docente para 
observar e intervir na produção dos estudantes. 
Autoria e colaboração em rede • 6/13
Um exemplo de como viabilizar a autoria e a colaboração em rede é o uso de 
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Um ambiente virtual de aprendizagem 
é um sistema que proporciona o gerenciamento de conteúdos, a realização de 
atividades educacionais e interação síncrona e assíncrona, via internet. Um AVA 
pode ser utilizado em cursos a distância e também como apoio a cursos presenciais. 
A colaboração e a autoria podem ser favorecidas nestes ambientes por meio de 
fóruns, onde os participantes compartilham reflexões, por exemplo, sobre um 
assunto em estudo. Cada estudante ao elaborar a sua reflexão está envolvido em um 
processo de autoria e ao compartilhar uns com os outros têm a oportunidade de 
construir as suas aprendizagens a partir das experiências e análises compartilhadas. 
Conforme apresenta Torres e Ilara (2007), quando há a interação entre pessoas 
de forma colaborativa, por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus 
esquemas próprios de pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada 
pessoa envolvida na atividade consegue ver o problema de uma perspectiva 
diferente e estão aptas a negociar e gerar significados e soluções mediante um 
entendimento compartilhado. O elemento crucial de uma participação ativa é 
a troca de experiências por meio do diálogo e uma interação dialógica entre 
indivíduos e o intercâmbio de ideias promove o desenvolvimento cognitivo dos 
sujeitos. 
Em resultados de pesquisas realizadas por Freitas e Freitas (2003) são apontados 
como contribuições da prática colaborativa: 
1. Melhoria das aprendizagens na escola;
2. Melhoria das relações interpessoais;
3. Melhoria da autoestima;
4. Melhoria das competências no pensamento crítico;
5. Maior capacidade em aceitar as perspectivas dos outros;
6. Maior motivação intrínseca;
7. Maior número de atitudes positivas para com as disciplinas estudadas, a escola,
os professores e os colegas;
8. Menos problemas disciplinares, uma vez que mais tentativas de resolução dos
problemas de conflitos pessoais;
Autoria e colaboração em rede • 7/13
9. Aquisição das competências necessárias para trabalhar com os outros;
10. Menos tendência para faltar à escola.
Diante do exposto, tem-se que práticas pedagógicas que incentivem a colaboração 
e a autoria podem trazer muitas vantagens para a educação. Cabe destacar que 
não se trata de abolir as práticas de aulas expositivas, mas sim combinar estratégias 
para uma aprendizagem significativa e oportuna no contexto tecnológico em 
que a sociedade está inserida. As facilidades de comunicação e criação pela 
internet possibilitam o trabalho em rede entre pessoas em tempos diferentes e 
geograficamente distantes. A adoção de cada prática deve ser precedida de uma 
análise dos objetivosespecíficos de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos 
estudantes e uma adequada contextualização.
Veja neste vídeo como funcionam as ferramentas de autoria:
Disponível em: <https://youtu.be/0Y0shgQkCJg>
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/0Y0shgQkCJg?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/0Y0shgQkCJg
Autoria e colaboração em rede • 8/13
Conceitos Fundamentais: 
Aprendizagem Colaborativa: atividade onde duas ou mais pessoas 
trabalham em grupo com objetivos compartilhados, auxiliando-se 
mutuamente na construção do conhecimento.
Ambiente virtual de aprendizagem: é um sistema que proporciona o 
gerenciamento de conteúdos, a realização de atividades educacionais e 
interação síncrona e assíncrona, via internet.
Educação bancária: esse modelo de educação parte do pressuposto que 
o aluno nada sabe e o professor é detentor do saber. O Educador, sendo
o que possui todo o saber, é o sujeito da aprendizagem, aquele que
deposita o conhecimento. O educando, então, é o objeto que recebe o
conhecimento.
Materiais Complementares:
1. Grupos de consenso: uma proposta de aprendizagem colaborativa
para o processo de ensino-aprendizagem. Disponível em: https://
periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/
view/7052
2. Autoria coletiva na educação: análise da ferramenta wiki para
cooperação e colaboração no ambiente virtual de aprendizagem
Moodle. Disponível em: https://etic2008.files.wordpress.
com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf
3. GOOGLE DRIVE NA APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Disponível em: https://bit.ly/3n1g31f
4. O USO DO GOOGLE DOCS COMO FERRAMENTA
AUXILIADORA NO DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES E
PRODUÇÕES ACADÊMICAS. Disponível em: <https://
bit.ly/4f8k58u>.
https://etic2008.files.wordpress.com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf
https://etic2008.files.wordpress.com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf
https://www.academia.edu/39548053/GOOGLE_DRIVE_NA_APRENDIZAGEM_COLABORATIVA
https://www.researchgate.net/publication/326526638_O_USO_DO_GOOGLE_DOCS_COMO_FERRAMENTA_AUXILIADORA_NO_DESENVOLVIMENTO_DE_ATIVIDADES_E_PRODUCOES_ACADEMICAS
https://periodicos.pucpr.br/dialogoeducacional/article/view/7052/6932
Autoria e colaboração em rede • 9/13
Em Resumo
Uma das possibilidades de ensino e de aprendizagem em rede que se abrem com 
as TDIC é a autoria e a colaboração, onde professores e estudantes são coautores 
no ensino e aprendizagem, em um processo de construção do conhecimento. Entre 
os benefícios que devem ser buscados com essa prática estão o pensamento crítico, 
a ampliação do conhecimento por meio das discussões em grupo e trocas de ideias, 
reflexão sobre o conteúdo estudado e transformação advinda da análise de diferentes 
contribuições. Além disso, a prática colaborativa pode promover as habilidades de 
relacionamento pessoal, comunicação, empatia, cidadania, entre outros. A adoção 
de cada prática deve ser precedida de uma análise dos objetivos específicos 
de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos estudantes e uma adequada 
contextualização.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/283696916
https://player.vimeo.com/video/283696829
https://player.vimeo.com/video/816337058
Autoria e colaboração em rede • 10/13
Referências Bibliográficas
Freitas, L. V.; Freitas, C. V. (2003). Aprendizagem Corporativa. Porto: Edições As.
Torres, P. L; IRALA, E. A. F. (2014). Aprendizagem colaborativa: teoria e prática. In: 
Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Curitiba, Senar.
Valente, J. (2017). A sala de aula invertida e a possibilidade do ensino 
personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia. In: Metodologias 
Ativas para uma Educação Inovadora. Uma abordagem Teórico-Prática. Porto 
Alegre: Penso Editora.
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Colaboração em rede para 
aprendizagem
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Colaboração em rede para aprendizagem • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender as possibilidades de aprendizagem em rede.
• Analisar as mudanças geradas pelas tecnologias de comunicação para o
cenário educacional.
• Conhecer características de propostas pedagógicas que promovam a
colaboração em rede para a aprendizagem.
Colaboração em rede para aprendizagem
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816337276
Colaboração em rede para aprendizagem • 3/13
 Introdução 
A aprendizagem é considerada um processo pelo qual competências, habilidades, 
conhecimentos e comportamentos são adquiridos ou modificados. No contexto 
educacional e na concepção aqui apresentada, tem-se que esse processo é 
construído socialmente, na interação entre pessoas e não por uma transferência 
entre um meio e outro, com uma memorização de conteúdo. Desta forma, tem-se 
que as práticas pedagógicas que possibilitam uma interação entre os sujeitos do 
processo de ensino e aprendizagem, valorizando o conhecimento prévio e as 
experiências, promovendo uma colaboração, são mais eficientes para gerar uma 
aprendizagem significativa. No contexto atual, com o desenvolvimento das 
Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, essas práticas podem ser 
desenvolvidas para serem realizadas em rede, via internet, com grandes vantagens 
para impulsionar a educação. 
Entre as possibilidades para promover a colaboração em rede tem-se os recursos 
de ambientes virtuais de aprendizagem, blogs, redes sociais e as ferramentas on-line 
que permitem compartilhamento de conteúdo para criação de conteúdo de forma 
colaborativa. No entanto, esses recursos só possuem potencial para a 
aprendizagem se houver a elaboração de estratégias pedagógicas com essa 
finalidade. Assim, estar conectado em rede significa ter acesso a um conjunto de 
informações e recursos para interação, mas para promover a aprendizagem é 
preciso que exista a intencionalidade pedagógica na elaboração das propostas a 
serem desenvolvidas junto aos estudantes. 
Nessa perspectiva, o uso das tecnologias para promover a colaboração em rede 
para a aprendizagem é considerado por Moran (2007) como um forma de 
modificar e inovar a educação, provocando mudanças profundas nas relações entre 
os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem. Na educação presencial, o 
conceito de ensino localizado e temporalizado é alterado, pois pode ocorrer em 
vários locais, ao mesmo tempo, juntos e separados. Assim como as agências 
bancárias tiveram seus processos migrados para os ambientes de internet, as 
escolas terão seu local de referência, porém sem a necessidade de ir até lá o tempo 
todo para ter acesso ao ensino e a aprendizagem. Esse conceito de aprendizagem 
em rede é definido por Harasim et al (2005) como sendo uma educação sem 
fronteira.
Colaboração em rede para aprendizagem • 4/13
Saiba Mais
Leia este artigo sobre A computação em nuvem como ferramenta 
pedagógica aqui: https://bit.ly/3kq2PK6
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pdp_ped_unioeste_genivaldogarbellini.pdf
https://player.vimeo.com/video/816337736
Colaboração em rede para aprendizagem • 4/13
Embora o acesso a internet e a computadores ainda possam ser precários em 
muitos ambientes educacionais, a tendência de uso dos dispositivos móveis e 
a diminuição dos custos de acesso à internet, propiciará o desenvolvimento de 
práticas pedagógicas em rede. Nesse processo, a socialização de conteúdo e a 
abertura de espaços para que os estudantes possam se expressar e tornarem as 
suas ideias e pesquisas visíveis online pode conferir uma dimensão mais significativa 
aos trabalhos e pesquisas acadêmicas. Ferramentas que permitam organizar blogs, 
wikis, redes sociais, publicação de vídeose fotos, podem auxiliar a realização dessa 
prática.
Dentro dessas possibilidades, percebe-se que as atividades de docentes, 
estudantes e instituições de ensino se abrem para o mundo. Há as vantagens de 
divulgação dos seus projetos e trabalhos, mas também avaliações positivas e 
negativas de terceiros. Por isso, a prática exige maior responsabilidade de todos. O 
ganho positivo da prática é o compartilhamento de conteúdo que possibilita 
acelerar as mudanças na sociedade e aumenta os pontos de conexão da rede com 
as possibilidades de interação que se abrem. Essas práticas exigem muitas quebras 
de paradigmas do ensino, mas as pesquisas apontam cada vez mais que a 
habilidade de colaborar, criar e compartilhar conteúdo é essencial para a 
sociedade do conhecimento.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pdp_ped_unioeste_genivaldogarbellini.pdf
Colaboração em rede para aprendizagem • 5/13
Veja neste vídeo como as tecnologias podem ampliar o espaço 
da sala de aula:
Disponível em: <https://youtu.be/AJlP6aeR6Lo>.
Saiba Mais
Novamente, ressalta-se a necessidade de conceber o papel do professor como 
ator essencial para a mediação pedagógica e para a elaboração de propostas 
que promovam o pensamento crítico, a reflexão, a criatividade e a comunicação 
para uma educação transformadora. De acordo com Moran (2015), são muitos os 
desafios trazidos para a educação com as possibilidades de trabalho em rede. O 
Quadro 1 abaixo apresenta uma síntese desses desafios:
https://www.youtube.com/embed/AJlP6aeR6Lo?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/AJlP6aeR6Lo
Colaboração em rede para aprendizagem • 6/13
Quadro 1 - Mudanças e desafios para a educação
Mudanças Desafios
Papel do professor
Ensina menos, orienta mais, articula 
melhor. Ele se aproxima mais dos 
alunos, se movimenta mais entre eles.
Tempo em sala de aula presencial
Se tornam mais densos, para realizar 
atividades interessantes, que possam 
ser pesquisadas, produzidas, 
apresentadas e avaliadas no mesmo 
espaço e tempo.
Momentos de aprendizagem
Não se resumem só aos momentos 
presenciais. Aumenta a integração com 
os ambientes digitais, com os ambientes 
colaborativos, com as tecnologias 
simples, fáceis, intuitivas.
Metodologias
Exigência de maior planejamento pelo 
professor de atividades diferenciadas, 
focadas em experiências, em pesquisa, 
em colaboração, em desafios, jogos, 
múltiplas linguagens. Forte apoio de 
situações reais, de simulações.
Materiais de estudo
O conteúdo pode ser disponibilizado 
digitalmente. Predominam as atividades 
em tempo real interessantes, desafios, 
jogos, comunicação com outros grupos.
Papel do aluno
Ganha importância maior a presença do 
aluno-monitor, que apoia os colegas e 
ajuda o professor, tanto nas atividades 
como nas orientações tecnológicas.
Colaboração em rede para aprendizagem • 7/13
Profissionais da educação
Quanto mais tecnologias, maior 
a importância de profissionais 
competentes, confiáveis, humanos e 
criativos. A educação é um processo 
de profunda interação humana, 
com menos momentos presenciais 
tradicionais e múltiplas formas de 
orientar, motivar, acompanhar, avaliar.
Papel da escola
Inserção da escola na comunidade 
em atividades de diálogo com pais, 
bairro, cidade, mundo, com atividades 
presenciais e digitais.
Fonte: elaborado pela autora com conteúdo de Moran (2015)
Concluindo, observa-se que são muitas as mudanças geradas pelas possibilidades 
de aprendizagem em rede. Muitas dessas são disruptivas e requerem uma nova 
visão de educação para as instituições educacionais. A necessidade de educação 
com o desenvolvimento das tecnologias se amplia, porém a aprendizagem passa a 
ser possível de diferentes formas e em uma estrutura mais aberta e sob demanda. 
Por isso a capacidade de reinvenção dos espaços acadêmicos formais é urgente 
para a sua sobrevivência.
Colaboração em rede para aprendizagem • 8/13
Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares 
– Mínimo 2 e no máximo 4).
1. Redes Sociais: a interação para além da sala de aula. Disponível
em: https://www.researchgate.net/profile/Douglas-Vaz-2/
publication/330209943_Redes_sociais_a_interacao_para_ale m
_da_sala_de_aula/links/5ea896fd45851592d6a5edbb/Redes-
sociais-a-interacao-para-alem-da-sala-de-aula.pdf
2. Webquest: uma técnica para aprendizagem na rede internet.
Disponível em: https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/
artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf
3. Comunidade cooperativa de aprendizagem em rede. Disponível
em:http://www.bts.senac.br/index.php/bts/article/view/319
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Aprendizagem em rede: é a educação sem fronteira, possibilitada 
pelas conexões de internet, promovida de forma colaborativa. 
Em Resumo
Com o desenvolvimento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, 
as práticas pedagógicas podem ser desenvolvidas para serem realizadas em rede, 
via internet, com grandes vantagens para impulsionar a educação. Dentro dessas 
possibilidades percebe-se que as atividades de docentes, estudantes e instituições de 
ensino se abrem para o mundo. Há as vantagens de divulgação dos seus projetos e 
trabalhos, mas também avaliações positivas e negativas de terceiros.
4. Moran, J. (2015). A educação em tempos do Twitter.. Disponível
em: http://www.bit.ly/319
https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf
https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf
https://www.bts.senac.br/bts/article/view/319/302
https://www.researchgate.net/profile/Douglas-Vaz-2/publication/330209943_Redes_sociais_a_interacao_para_alem_da_sala_de_aula/links/5ea896fd45851592d6a5edbb/Redes-sociais-a-interacao-para-alem-da-sala-de-aula.pdf
https://reporternordeste.com.br/a-educacao-em-tempos-do-twitter/
Colaboração em rede para aprendizagem • 9/13
Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Harasim, Linda et al. (2005). Redes de aprendizagem: um guia para ensino e 
aprendizagem online. Trad. Tavares, I. D. São Paulo: Editora Senac.
Moran, J. (2015). A educação em tempos do Twitter. Disponível em: http://
www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/twitter.pdf.
Moran, J. M. (2007). A educação que desejamos: novos desafios e como 
chegar lá. Papirus Editora.
https://player.vimeo.com/video/816348520
http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/twitter.pdf
Colaboração em rede para aprendizagem • 13/13
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
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Estratégias pedagógicas em rede
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Estratégias pedagógicas em rede • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Analisar estratégias pedagógicas para autoria e colaboração em rede.
• Conhecer características para promover autoria e colaboração em rede
para aprendizagem.
• Compreender a importância do contexto para criação de estratégias
pedagógicas.
Estratégias pedagógicas em rede
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816338083
Introdução
A facilidade de acesso à informação nos meios digitais tem desafiado os docentes a 
buscarem novas estratégias pedagógicas para o processo de ensino e 
aprendizagem. No contexto atual, não cabe o papel do docente autoritário e 
preocupado em cobrar memorização. Assim como, também, não cabe o estudante 
passivo e repetidor de informação. Há uma tendência de mudança coletiva de 
atuação e, em parceria, professores e estudantes precisam buscar um processo de 
organização para acessar informação, analisar e gerar conhecimento.
As tecnologias digitais facilitam a comunicação e a criação de conteúdoe este 
contexto propicia uma prática de ensino e aprendizagem colaborativa, que favorece 
o protagonismo e a autoria dos estudantes. Nesse contexto, cabe ao docente
contemplar em suas práticas possibilidades que estimulem a aprendizagem dos
seus alunos por meio da criação de conteúdo, pesquisas, atividades e não apenas
consumo da informação. A adoção destas práticas deve ser precedida de uma
análise dos objetivos específicos de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos
estudantes e uma adequação a cada contexto institucional.
A elaboração de estratégias pedagógicas requer uma prática reflexiva. Conforme 
apresentam Fontana e Fávero (2013), essa prática se caracteriza na reflexão sobre 
a prática pedagógica, no intuito de modificá-la, melhorando-a ou adaptando-a em 
benefício de todos que compõem a comunidade acadêmica. Nessa perspectiva, 
entende-se que não existe conhecimento pronto, acabado, pois tudo é processo 
contínuo de construção e de autoconstrução. Quando o professor busca refletir 
sobre o seu fazer pedagógico, seus sentidos e significados, está diante de um 
processo de compreensão do seu próprio potencial e limitações a serem superadas. 
Uma atitude reflexiva do professor pode fazer com que os alunos se tornem 
também reflexivos, por meio das propostas de atividades apresentadas, do modo 
como lhes forem apresentadas e da forma de avaliação e reflexão sobre as ações 
desenvolvidas. 
Estratégias pedagógicas em rede • 3/12
Estratégias pedagógicas
A seguir são apresentadas possibilidades de organização de estratégias 
pedagógicas, envolvendo recursos tecnológicos no propósito de colaboração e 
autoria. Essas práticas são beneficiadas junto ao trabalho coletivo, discussão entre 
grupos, cooperação e parceria entre estudantes e professores. 
Uso de vídeos: A criação de vídeos pode ser desenvolvida pelos estudantes com 
diferentes propósitos, como registro de atividades e experimentos, visitas técnicas, 
pesquisa de campo, entrevistas, síntese de conteúdos, dentre outros. A facilidade 
de obtenção de registro de vídeos pelos dispositivos eletrônicos e a publicação 
gratuita na internet favorecem essa prática de criação e autoria com mobilização 
dos estudantes para o estudo e a aprendizagem dos conteúdos. 
Uso de áudios: A criação de áudios atualmente pode ser combinada com a 
inserção de efeitos sonoros e músicas durante a edição fazendo com que os 
estudantes possam criar programas similares aos de rádios, chamados Podcasts. O 
conteúdo pode ser de assuntos diversos, como debates, reflexões ou entrevistas. 
A vantagem deste recurso sobre os vídeos está na maior facilidade de 
compartilhar, por serem arquivos de menor tamanho e complexidade, e poderem 
ser utilizados sem o acesso à internet.
https://player.vimeo.com/video/816338537
Estratégias pedagógicas em rede • 4/12
Conheça sobre os podcasts aqui
Disponível em: <https://youtu.be/LqGZM9p5WWU>.
Saiba Mais
Uso de games: A criação de games pelos estudantes pode ser uma estratégia 
de engajamento interessante, pois os jovens vivenciam bastante este contexto. É 
importante organizar bem a proposta para que o objetivo de aprendizagem 
do conteúdo específico seja contemplado, na especificação, o cenário de 
criação do games. 
https://www.youtube.com/embed/LqGZM9p5WWU?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/LqGZM9p5WWU
Estratégias pedagógicas em rede • 5/12
Mapas Mentais: Os mapas mentais podem favorecer uma organização visual e não 
linear de conteúdo que pode auxiliar a aprendizagem tanto pelo processo de 
criação, quanto pelo processo de revisão. Com ferramentas digitais esses 
“esquemas” podem ser criados de maneira mais rápida e com ligações para outros 
tipos de matérias complementares, favorecendo a organização de conteúdo pelos 
estudantes. 
Comunidades de aprendizagem: A facilidade de comunicação em grupos 
organizados em comunidades de aprendizagem favorece a aprendizagem pela 
discussão, troca de dúvidas e experiências. Neste espaço, tanto professores, 
quanto alunos possuem a privacidade e um contexto específico para trocas de 
mensagens e materiais auxiliares à aprendizagem. 
Produções colaborativas: As produções colaborativas são uma tendência nas 
ferramentas digitais e favorece o desenvolvimento com estudantes em diferentes 
locais e tempos. 
Documentos multimídia: A criação de documentos multimídia pode ser 
uma alternativa interessante para produção de relatórios dos estudantes. Esses 
documentos podem ser criados com a inserção de links para vídeos, sites, imagens e 
animações. 
Portf ólio: O portfólio no contexto educacional pode ser um instrumento de 
registro e reflexão contínua do estudante e do professor sobre as atividades 
realizadas durante um período ou um projeto. A publicação deste portfólio pode 
ser feita de forma digital em plataformas online e gratuitas.
Mostra visual: Organizar uma exposição de fotos ou mostra visual é uma prática 
que pode ser facilitada digitalmente pelas ferramentas de álbuns de fotografia, 
onde os estudantes podem publicar seus registros e acessarem os conteúdos 
compartilhados. 
 Curadoria: A curadoria no contexto educacional consiste na seleção e 
arquivamento de conteúdos digitais a partir de pesquisas na internet. Essa coleção 
pode ter um assunto direcionado pelo professor e o seu arquivamento pode ser 
online.
Estratégias pedagógicas em rede • 6/12
Concluindo, destaca-se que as possibilidades de práticas e estratégias pedagógicas 
são inúmeras. Cada contexto tem as suas especificidades, sendo necessárias 
reflexões e adaptações para cada cenário. A criatividade e a pesquisa por relatos 
de experiências e recursos tecnológicos auxilia a concepção de estratégias, que 
precisam ser elaboradas visando alcançar os objetivos de aprendizagem.
Conceitos Fundamentais: 
Prática reflexiva: se caracteriza na reflexão sobre a prática 
pedagógica, no intuito de modificá-la, melhorando-a ou adaptando-a 
em benefício de todos que compõem a comunidade acadêmica.
Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares 
– Mínimo 2 e no máximo 4).
1. Blog Educacional:ambiente de interação e escrita colaborativa.
Disponível em: http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/
view/416/402
2. Podcast: Potencialidades na Educação. Disponível em: http://ojs.
letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2112
3. O uso do diário virtual (blog) como portfólio digital: uma
proposta de avaliação. Disponível em: http://www.portcom.
intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195
064718.pdf 
Saiba Mais
http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/416/402
http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogeducacionalsbie2005.pdf
https://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2112/1945
http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf
http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf
http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf
Estratégias pedagógicas em rede • 7/12
Em Resumo
A facilidade de acesso à informação nos meios digitais tem desafiado os docentes a 
buscarem novas estratégias pedagógicas para o processo de ensino e aprendizagem. 
As tecnologias digitais facilitam a comunicação e a criação de conteúdo e este 
contexto propicia uma prática de ensino e aprendizagem colaborativa, que favorece 
o protagonismo e a autoria dos estudantes. Entre os exemplos de estratégias que
podem ser desenvolvidas, tem-se o uso de vídeos e áudios, games, mapas mentais, 
comunidades de aprendizagem, produções colaborativas, documentos 
multimídia, portfólio, mostras visuais e curadoria. Cada contexto tem as suas 
especificidades, sendo necessárias reflexões e adaptações nas estratégias para 
cada cenário.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816339006
Estratégias pedagógicas em rede • 8/12
Referências Bibliográficas
Fontana, M.J; Favero, A. A. (2013). Professor reflexivo: uma integração entre 
teoria e prática. Revista de Educaçãodo IDEAU, v. 8.
Estratégias pedagógicas em rede • 12/12
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Você pode acessar o livro base deste tema 
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Computing Classroom
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Ferramentas para colaboração on-line
Must University/2018
Ferramentas para colaboração on-line • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer as características de ferramentas para colaboração on-line.
• Analisar as possibilidades de uso de ferramentas para a educação
colaborativa.
• Identificar ferramentas disponíveis para colaboração on-line.
Ferramentas para colaboração on-line
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816339230
O uso das práticas colaborativas na educação, viabilizadas pelas ferramentas 
digitais, conforme apresenta Dias (2012), pode gerar ambientes de participação 
intensiva, possibilitando a criatividade e a inovação. Isso requer pensar a educação 
em uma perspectiva global e aberta, para a qual as tecnologias digitais contribuem 
como meios para a expansão dos processos cognitivos e sociais na mediação e 
sustentação da aprendizagem. O uso das ferramentas colaborativas, sem um 
verdadeiro planejamento e propósito pedagógico, não tem potencial para gerar 
inovação e criatividade, por isso o trabalho dedicado de professores e equipes de 
educadores torna-se essencial. 
Introdução
São muitas as opções de ferramentas tecnológicas que possibilitam a colaboração 
on-line. Novas propostas surgem a cada dia e é preciso ter consciência de que 
conhecer todas as opções que existem é impraticável. No entanto, existem as 
ferramentas que se destacam dentre outras pelos recursos oferecidos e facilidades 
de uso. É importante ressaltar que para fazer uso no contexto educacional não há 
necessidade de ter um conhecimento aprofundado em cada uma delas. O foco 
da utilização para o contexto educacional deve ser para o uso dos recursos que 
atendam aos objetivos de desenvolvimento das propostas pedagógicas. 
https://player.vimeo.com/video/816339575
Exemplos de ferramentas colaborativas
Para conhecimento de alguns exemplos de ferramentas colaborativa, apresenta-se 
a lista a seguir. Essa lista visa contribuir para o processo de pesquisa por soluções 
que podem ser adotadas nas práticas pedagógicas. As informações apresentadas 
sobre cada ferramenta são sucintas, por isso informações adicionais e detalhadas 
sobre cada uma delas poderão ser obtidas nos links que estão inseridos para cada 
ferramenta. As ferramentas estão apresentadas por ordem alfabética pelos nomes 
das ferramentas e não por relevância.
1.Blogger: é um serviço do Google com ferramentas para edição e
gerenciamento de blogs indicado para usuários que nunca tenham criado um
blog ou que não tenham muito familiaridade com a tecnologia. Permite a
hospedagem de um número ilimitado de blogs nos servidores do Google de
forma gratuita. Sugestões de uso: como portfólios de aprendizagem
individuais, como registros on-line de forma multimídia e como repositório de
material de disciplinas.
Ferramentas para colaboração on-line • 4/16
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: 
https://www.blogger.com/about
2. Coogle: ferramenta on-line que permite a criação e o compartilhamento de
mapas mentais de forma on-line diretamente do navegador. Permite incluir
arquivos e personalizar o mapa com várias cores. Sugestões de uso: incentivar a
prática de registro de síntese por meio de mapas mentais.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://coggle.it
3. Edmodo: É uma plataforma para o gerenciamento da aprendizagem. Pode
ser considerada um Ambiente Virtual de Aprendizagem e o seu uso pode ser
feito totalmente on-line, sem necessidade de instalações em servidores locais.
Oferece uma interface bem atrativa, semelhante à uma rede social e tem os
benefícios de preservar a comunicação e a troca de informações para um
ambiente acadêmico. Seu uso é gratuito. Possui recursos para criação de
testes, tarefas e enquetes que podem ser explorados nas metodologias de
ensino. O uso da plataforma é gratuito, mas existe a opção de adquirir licença
para implantação em redes de ensino. A opção de aplicativo para dispositivos
móveis é bem interessante para favorecer uso dos celulares nas práticas
pedagógicas. Sugestões de Uso: Favorecer o ensino e a aprendizagem por
meio de um ambiente virtual de aprendizagem para turmas de cursos on-line
ou presenciais
https://www.blogger.com/about
https://coggle.it/
Ferramentas para colaboração on-line • 5/16
4.GoConqr: Excelente ferramenta para indicar aos alunos para criarem seus
materiais de estudo de forma individual ou em grupo. Para os professores
favorece na disponibilidade de materiais digitais que podem ser adotados
para complementar os conteúdos de ensino. Oferece ferramentas para apoio
ao estudo como Mapas Mentais, Notas, Flashcards, Notas e Quizzes e permite
que todos esses recursos sejam compartilhados com outros usuários,
favorecendo a colaboração on-line. O uso é gratuito, via
internet, para os usuários que se registram no site. Sugestões de Uso: Favorecer
ensino e a aprendizagem por meio de um ambiente virtual de aprendizagem
para turmas de cursos on-line ou presenciais.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://www.goconqr.com
5. Google Drive: Este é um serviço de armazenamento de arquivos on-line que
possibilita compartilhar arquivos com diferentes opções de permissões de
acesso. Para fazer uso é preciso ter uma conta cadastrada no Google e não há
necessidade de instalação de arquivos no computador. Uma das vantagens
é o uso gratuito de 15 gigabytes de armazenamento. Sugestões de Uso:
Compartilhar arquivos de diferentes tipos e usar como armazenamento de
backup.
https://www.goconqr.com
Ferramentas para colaboração on-line • 6/16
6. G Suite: Um conjunto de serviços para Web, Android e iOS oferecido pelo
Google que permite criar, editar e visualizar arquivos de texto, apresentações, 
planilhas, dentre outros, e compartilhá-los com outras pessoas. Oferece 
recursos para edições compartilhadas e gerenciamento de escrita conjunta. 
Estão incluídos também as ferramentas de e-mail e de videoconferência. 
Sugestões de Uso: Oferece muitas possibilidades para a educação, pois trata-se 
de um conjunto de ferramentas com diferentes propósitos.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://drive.google.com
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://gsuite.google.com/intl/
pt-BR/
7. Google sala de aula: permite a gestão de turmas, distribuição de tarefas, envio
de feedback e gestão de conteúdo em um único local. Possui uma interface 
simples para utilização de professores e estudantes. Outra vantagem é o envio 
de comunicados por e-mail aos estudantes e a integração com as outras 
ferramentas Google e é de uso gratuito. Sugestões de Uso: Favorecer o ensino 
e a aprendizagem por meio de um ambiente virtual de aprendizagem para 
turmas de cursos on-line ou presenciais.
https://drive.google.com/
https://gsuite.google.com/intl/pt-BR/
https://gsuite.google.com/intl/pt-BR/
Ferramentas para colaboração on-line • 7/16
8. Moodle: O Moodle é uma das plataformas mais adotada no mundo inteiro
para ensino on-line. Cada lançamento de uma nova versão as possibilidades de 
recursos se ampliam. Além dos recursos básicos nativos na versão de instalação 
do Moodle ainda é possível acrescentar novas funções através da instalação de 
plugins, conforme as necessidades dos seus projetos. Existem centenas
de plugins para serem facilmente acrescentados. Sugestões de uso: como 
ambiente virtual de aprendizagem para oferta de cursos on-line ou presenciais.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://classroom.google.com/
u/0/h
Saiba Mais
Conheçamelhor essa ferramenta aqui: http://moodle.org/
9. O ice on-line: é uma versão on-line da suíte de aplicativos para escritório
Microsoft Office. Contém versão on-line do Word, Excel, PowerPoint, 
OneNote, Calendário e Pessoas, que possibilitam criar, salvar, editar e 
compartilhar documentos do Office no OneDrive de qualquer lugar, usando 
um navegador como suporte. Sugestões de uso: criação de conteúdo de forma 
colaborativa.
https://classroom.google.com/u/0/h
https://classroom.google.com/u/0/h
http://moodle.org/
Ferramentas para colaboração on-line • 8/16
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://www.office.com
10. Padlet: é uma ferramenta que permite colaboração com outros usuários,
fornecendo textos, fotos, links e outros conteúdos. Cada espaço colaborativo
é chamado de mural, podendo ser usado como um quadro de avisos
particular ou em grupos. Sugestões de uso: curadoria de conteúdo, incentivo a
criatividade e brainstorming.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://pt-br.padlet.com
11. Pinterest: É uma rede social de compartilhamento de fotos. Assemelha-se a
um quadro de inspirações. Cada usuário pode compartilhar imagens e colocá-
las em suas coleções ou quadros (boards), além de poder comentar e realizar 
outras ações disponibilizadas pelo site. Sugestões de uso: criação de exposição 
visual, registro de atividade, dentre outros.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://br.pinterest.com
https://www.office.com/
https://pt-br.padlet.com/
https://br.pinterest.com
Ferramentas para colaboração on-line • 9/16
12. Wordpress: solução para criação de blogs e sites uma interface de rápido
aprendizado, além de contar com milhões de usuários em todo o mundo. 
Possui a possibilidade de uso gratuito da plataforma Wordpress.com. 
Sugestões de uso: como portfólios de aprendizagem individuais, como 
registros on-line de forma multimídia e como repositório de material de 
disciplinas.
Saiba Mais
Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://wordpress.com
Concluindo, tem-se que essas ferramentas permitem atender a diferentes 
propósitos de uso para a educação. Embora tenham suas especificidades, as 
principais características das ferramentas colaborativas são: utilização on-line, via 
internet, sem necessidade de download e instalações em computadores; 
compartilhamento com outros usuários para que a edição ou colaboração possa 
acontecer por mais de um usuário; interface intuitiva e de rápido processamento; 
acesso por identificação com nome de usuário e senha. Entre os benefícios que 
podem ser obtidos da utilização dessas ferramentas tem-se a gestão de informação, 
produtividade para realização de trabalhos com usuários em tempos ou espaços 
diferentes, segurança com cópias de segurança, redução de custos com licenças e 
espaços de armazenamento e facilidade para socialização do conhecimento entre 
as pessoas. Para a educação oferecem ainda recursos que permitem automatizar 
o acompanhamento das atividades e personalizar o ritmo de aprendizagem dos
estudantes.
https://wordpress.com/
Ferramentas para colaboração on-line • 10/16
– Mínimo 2 e no máximo 4).
1. Entendendo o trabalho colaborativo em educação e revelando
seus benefícios. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/er/n31/
n31a13
2. Google Educacional:
Utilizando Ferramentas Web 2.0 em Sala de Aula. Disponível em:
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/
Google_Educacional.pdf
3. Aprendizagem Colaborativa: Um experimento utilizando o
Google Docs. Disponível em: http://www.abed.org.br/
congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Ferramentas colaborativas: são caracterizadas pela possibilidade de 
utilização on-line, via internet, sem necessidade de download e 
instalações em computadores; compartilhamento com outros usuários 
para que a edição possa acontecer por mais de um usuário; interface 
intuitiva e de rápido processamento; acesso por nome de usuário e 
senha. 
Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares 
http://www.scielo.br/pdf/er/n31/n31a13
http://www.scielo.br/pdf/er/n31/n31a13
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/Google_Educacional.pdf
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/Google_Educacional.pdf
http://www.abed.org.br/congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf
http://www.abed.org.br/congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf
Ferramentas para colaboração on-line • 11/16
Em Resumo
São muitas as opções de ferramentas tecnológicas que possibilitam a colaboração 
on-line. Embora tenham suas especificidades, as principais características das 
ferramentas colaborativas são: utilização on-line, via internet, sem necessidade de 
download e instalações em computadores; compartilhamento com outros usuários 
para que a edição ou colaboração possa acontecer por mais de um 
usuário; interface intuitiva e de rápido processamento; acesso por identificação com 
nome de usuário e senha. É importante ressaltar que para fazer uso no contexto 
educacional não há necessidade de ter um conhecimento aprofundado em cada 
uma delas. O foco da utilização para o contexto educacional deve ser para o 
uso dos recursos que atendam aos objetivos de desenvolvimento das propostas 
pedagógicas.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816340040
Ferramentas para colaboração on-line • 12/16
Referências Bibliográficas
Dias, P. (2012). Comunidades de educação e inovação na sociedade digital. 
Educação, Formação & Tecnologia, v. 5, n.2, p. 4-10.
Ferramentas para colaboração on-line • 16/16
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
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Avaliação e feedback
Must University/2018
Autoria e colaboração em rede 2/11
Avaliação e feedback
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender a importância da avaliação e do feedback para a
aprendizagem.
• Desenvolver a prática de avaliação alinhada com as estratégias pedagógicas.
• Analisar ações para avaliação processual e mediadora.
https://player.vimeo.com/video/816340205
Autoria e colaboração em rede 3/11
O ato de avaliar, conforme apresenta Luckesi (2011), trata-se de um meio de tornar 
os atos de ensinar e aprender produtivos e satisfatórios. Por isso não pode estar 
desvinculado do processo, mas ser realizado de forma contínua. Luckesi (2011) 
reforça que a prática da avaliação da aprendizagem deve apontar para a busca do 
melhor de todos os estudantes, por isso é diagnóstica e não deve estacionar na 
constatação. A avaliação é complexa porque não há medidas ou quantificadores 
capazes de dimensionar de forma exata a aprendizagem. Portanto, deve apoiar-se 
em momentos de orientação para o desenvolvimento e estar alinhada com a 
compreensão de educação que está sendo praticada. 
Introdução 
Uma educação de qualidade não pode prescindir da avaliação e do feedback. 
A avaliação envolve a definição clara de objetivos, critérios e procedimentos 
adequados, de forma que o resultado sirva para a melhoria do processo. Quanto ao 
feedback, nesse contexto, considera-se o devido retorno aos envolvidos no ensino 
e na aprendizagem, para que possam orientar ou readequar as suas condutas e 
compreensões. Assim, não deve ser negligenciado, mas praticado de forma regular 
e consistente por se tratar de um importante recurso para a validação da prática 
educacional. 
https://player.vimeo.com/video/816340479
Autoria e colaboração em rede 4/11
Quando se aborda a necessidade de alinhar a avaliação e o feedback às práticas 
pedagógicas colaborativas, torna-se necessária também uma mudança na 
postura dos estudantes que precisam compreender estemodo de relação que 
se estabelece com o professor, onde a correção visa promover a reflexão para 
encaminhá-lo à superação, ao enriquecimento do saber, completando assim uma 
ação avaliativa mediadora. 
Aprenda mais sobre a avaliação mediadora neste vídeo da 
professora Jussara Hoffman:
Disponível em: <https://youtu.be/RWgqJVBpUQg>.
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/RWgqJVBpUQg?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/RWgqJVBpUQg
Autoria e colaboração em rede 5/11
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Avaliação mediadora: modelo de avaliação baseado no diálogo 
e aproximação do professor com o seu estudante de forma que as 
práticas de ensino sejam repensadas e modificadas para a construção 
do conhecimento. Na visão mediadora, o professor é capaz de criar 
situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando 
a aprendizagem mais significativa.
Materiais Complementares: 
1. Da avaliação da aprendizagem à avaliação institucional:
aprendizagens necessárias. Disponível em: https://
www.scielo.br/j/a-val/a/7zM7-wf5Zw6-wxrK8LTbw-
pWJq/abst-ract/?lan-g=pt
2. A Avaliação da Aprendizagem como Processo Interativo:
Um Desafio para o Educador Disponível em: http://cursos.
unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-
JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-
processo-interativo.pdf
3. Avaliação Escolar como Prática Avaliadora. Disponível em:
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/11/avaliao-
escolar-como-prtica-mediadora
http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf
http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf
http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf
http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf
http://www.uenf.br/Uenf/Downloads/Agenda_Social_8052_1288185635.pdf
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/44049
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/11/avaliao-escolar-como-prtica-mediadora
https://www.scielo.br/j/a-val/a/7zM7-wf5Zw6-wxrK8LTbw-pWJq/abst-ract/?lan-g=pt
https://www.scielo.br/j/aval/a/7zM7wf5Zw6wxrK8LTbwpWJq/abstract/?lang=pt
Autoria e colaboração em rede 6/11
Em Resumo
Uma educação de qualidade não pode prescindir da avaliação e do feedback. 
Uma compreensão de avaliação dentro desse contexto precisa ser concebida 
para se desenvolver ações coerentes com as práticas. No contexto colaborativo, 
a avaliação deve ser a reflexão transformada em ação. A ação deve impulsionar 
novas reflexões e assim professores e estudantes estarão em situação 
permanente na trajetória de construção do conhecimento. A avaliação e o 
feedback devem ser vistos como processo contínuo, sistemático e presente nas 
atividades de ensino e aprendizagem. Assim, se torna mais qualitativa do que 
quantitativa e com participação efetiva dos envolvidos.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816340690
Autoria e colaboração em rede 7/11
Referências Bibliográficas
Luckesi, C. C. (2011). Avaliação da Aprendizagem. Componente do ato 
pedagógico. Cortez Editora.
Hoffmann, J. (2000). Avaliação mediadoras: uma prática em construção da pré-
escola à universidade. Porto Alegre, Mediação.
Torres, P. L; Irala, E.A. (2014). Aprendizagem colaborativa: teoria e prática. 
Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Curitiba: Senar. 
P.61-93.
Autoria e colaboração em rede 11/11
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Cidadania digital
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Must University/2018
Cidadania digital • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de cidadania digital.
• Conhecer os riscos de exposição em espaços digitais e como minimizá-los.
• Analisar os elementos de cidadania digital importantes de serem
desenvolvidos.
Cidadania digital
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/283697316
https://player.vimeo.com/video/816340859
Cidadania digital • 3/13
Introdução 
A facilidade de uso das tecnologias e informação se faz presente no cotidiano e 
torna-se necessário o desenvolvimento de um senso de responsabilidade sobre 
as atividades de acesso, publicação e interação que se realizam em espaços 
digitais. Nesse contexto, conforme apresenta Ribble (2015), a cidadania digital 
é conceituada como o uso responsável e apropriado das tecnologias e cabe aos 
professores e líderes de tecnologia conscientizar e preparar os usuários a utilizar as 
tecnologias de maneira segura. 
O uso das tecnologias e da comunicação pela internet proporciona diversos 
benefícios, mas também traz riscos. Conhecer os princípios de cidadania digital é 
importante para minimizar esses riscos e evitar transtornos que possam afetar tanto 
a vida pessoal quanto profissional. Assim, tem-se que, além do conhecimento de 
manuseio dos recursos tecnológicos, torna-se necessário saber que atos ilícitos 
podem ser praticados no espaço digital e as consequências podem ser graves 
para todos os envolvidos. Considerando o acesso de crianças e adolescentes à 
internet, desenvolver essa consciência da cidadania digital é essencial, visto que 
por imaturidade emocional e cognitiva, eles podem ser expor de forma 
inapropriada nos espaços digitais e gerarem graves transtornos. 
Cidadania digital • 4/13
Nessa perspectiva, abordar a cidadania digital torna-se de responsabilidade de 
professores e instituições de ensino. Para que os estudantes se tornem cidadãos 
digitais responsáveis, eles precisam ser orientados da importância de serem 
críticos, protegerem as suas informações e a terem bons hábitos de comunicação e 
de privacidade. 
https://player.vimeo.com/video/816341192
Cidadania digital • 4/13
Cidadania Digital no contexto educacional
De acordo com pesquisas realizadas, Ribble (2015) apresenta nove elementos 
de cidadania digital que devem ser desenvolvidos com estudantes no contexto 
educacional:
1.Acesso digital: Acesso de toda a sociedade aos recursos digitais de
comunicação.
É preciso ter a compreensão de que, embora as tecnologias ofereçam
possibilidades de acesso à informação e comunicação às pessoas, existem
muitas outras que não possuem essa oportunidade por questões econômicas,
físicas ou de localização geográfica. Assim, ao trabalhar em propostas e
projetos que envolvem o uso das tecnologias, as condições de acesso dos
participantes não podem ser ignoradas. Educadores precisam conhecer as
realidades dos alunos e elaborarem propostas adequadas ao contexto.
2.Comércio eletrônico: Compra e venda de produtos pela internet.
O comércio eletrônico atualmente faz parte da rotina de muitos usuários de
internet e por isso o consumo consciente deve ser desenvolvido no contexto
educacional. A praticidade das compras deve estar aliada às condições de
pagamento e de necessidade. Outro aspecto é o envio de informações
confidenciais de pagamento às pessoas não autorizadas ou empresas sem
segurança de dados. Portanto, deve-se buscar preparar os estudantes para
terem consciência da economia digital, assumindo atitudes que minimizem
riscos de fraudes e de consumismo exagerado.
Cidadania digital • 5/13
3.Comunicação digital: Trocas de informações com uso de tecnologias digitais.
As comunicações realizadas em meio digital possuem maior facilidade para
serem registradas e compartilhadas entre as pessoas e por isso a consciência
dessas consequências deve ser desenvolvida junto aos estudantes.A educação
pode se beneficiar das práticas de comunicação que promovem integração,
conhecimento de outras culturas, aprendizagem de outros conteúdos e
iniciativas desse tipo podem ser incentivadas por docentes.
4.Alfabetização digital: Saber como e quando utilizar as tecnologias digitais.
No contexto educacional, os estudantes devem ser orientados sobre como as
tecnologias podem favorecer a aprendizagem. Fornecer recursos e
ferramentas que podem contribuir com os resultados dos estudantes deve ser
uma prática de professores e instituições de ensino. Além disso, deve-se
oferecer a orientação para análise crítica no acesso a conteúdos disponíveis na
internet.
5. Etiqueta digital: Padrão de conduta esperado por todos que usam a internet.
Refere-se de um conjunto de recomendações para evitar que ocorram mal
entendidos em comunicações via internet, assim como os devidos créditos à
autoria dos dados, respeito à privacidade das pessoas e conteúdo, bem como
tratamento cordial às pessoas.
Saiba Mais
Conheça sobre o histórico e regras da Netiqueta neste link: https://
pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta
Cidadania digital • 6/13
6.Lei digital: Direitos e restrições legais que governam o uso da tecnologia.
É preciso que as tecnologias sejam utilizadas de modo ético, respeitando-se as
leis da sociedade. O uso não-ético manifesta-se sob a forma de roubo e/ou
crime. Os usuários precisam compreender que roubar ou causar danos ao
trabalho, identidade ou propriedade on-line de outras pessoas é um crime e
estão sujeitos a punições legais. Acessar ou usar ilegitimamente informação de
terceiros, transferir ilegalmente arquivos, plagiar, criar programas maliciosos
como vírus, enviar mensagens indesejadas ou roubar a identidade ou
propriedade de qualquer pessoa são exemplos de falta de ética digital.
7.Direitos e responsabilidade digital: privilégios, liberdades e
comprometimentos estendidos a todos os usuários on-line.
Os cidadãos digitais têm direito à privacidade e liberdade de expressão. Os
direitos digitais básicos devem ser abordados, discutidos e compreendidos no
mundo digital. Com estes direitos também vêm responsabilidades. Os
usuários têm de ajudar a definir como a tecnologia deve ser usada de forma
adequada. Numa sociedade digital, estas duas áreas têm de trabalhar em
conjunto para que todos possam ser produtivos.
8.Saúde e bem-estar digital: Bem-estar físico e intelectual do cidadão
conectados ao uso da tecnologia.
A segurança da visão, lesões por esforço repetitivo e boas práticas
ergonômicas são questões que precisam de ser abordadas num novo mundo
tecnológico. Para além dos problemas físicos, estão aqueles problemas
psicológicos que estão a tornar mais prevalentes, tais como a dependência
da Internet. Os estudantes precisam ser ensinados que há perigos inerentes à 
tecnologia. 
9. Segurança digital: Precauções que os usuários da internet devem tomar para
garantir a segurança pessoal e da sua rede de contatos.
Nos ambientes digitais, também navegam pessoas que roubam e que desejam
causar danos a outras pessoas. É preciso que exista precauções para própria
segurança. É preciso utilizar recursos de proteção contra vírus, cópias de
segurança de arquivos e mecanismos de controle de cópias de segurança.
Cidadania digital • 7/13
Assista a essa entrevista e discussão sobre Cidadania Digital
Disponível em: <https://youtu.be/yQxoWlqTyQM>
A formação educacional para o desenvolvimento da cidadania 
digital, conforme apresenta Patrocínio (2008) deve buscar 
compreender as dimensões de:
• Abertura à experiência com as novas tecnologias de informação e
comunicação;
• Capacidade de lidar com a informação on-line e o
desenvolvimento de uma aprendizagem no contexto da
utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação;
• Capacidade de comunicação e de relacionamento on-line;
• Desenvolvimento de reflexões sobre as implicações das novas
tecnologias em si e nos outros enquanto pessoas e cidadãos.
Assim, nas práticas educativas, sugere-se que essas dimensões sejam 
objeto de reflexão entre os docentes, discentes e as famílias, para abrir 
as perspectivas de desenvolvimento da cidadania digital.
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/yQxoWlqTyQM?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/yQxoWlqTyQM
Cidadania digital • 8/13
Conceitos Fundamentais: 
Cidadania Digital: uso responsável e apropriado das tecnologias e 
cabe aos professores e líderes de tecnologia conscientizar e preparar 
os usuários a utilizar as tecnologias de maneira segura. 
Alfabetização digital: Saber como e quando utilizar as tecnologias 
digitais. 
Materiais Complementares:
1.Cidadania Digital – Disponível em: https://goo.gl/rVHv5X
2. Inclusão digital e cidadania
Disponível em: https://docplayer.com.br/68120601-Inclusao-
digital-e-cidadania.html
3.Sala de aula interativa a educação presencial e à distância em
sintonia com a era digital e com a cidadania. Disponível em:
https://www.bts.senac.br/bts/article/view/567
4. Inclusão Digital e Educação On-line em Prol da Cidadania: pontos
para reflexão. Disponível em: http://seer.abed.net.br/
index.php/RBAAD/article/view/161
Saiba Mais
Conheça a iniciativa apoiada pela empresa google para apoiar a cidadania 
digital: https://beinternetawesome.withgoogle.com/pt-br_br/
Childhood Brasil – https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca-
ganha-nova-edicao
https://www.labcom.ubi.pt/ficheiros/20101103-morgado_rosas_cidadania_2010.pdf
https://goo.gl/rVHv5X
http://www.unesp.br/proex/opiniao/np8silva3.pdf
https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca-ganha-nova-edicao
https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca-ganha-nova-edicao
https://beinternetawesome.withgoogle.com/pt-br_br/
https://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/files/Maria-Thereza-Pillon-Ribeiro.pdf
http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/80725539872289892038323523789435604834.pdf
https://docplayer.com.br/68120601-Inclusao-digital-e-cidadania.html
https://seer.abed.net.br/RBAAD/article/view/161/43
Cidadania digital • 9/13
Em Resumo
O uso das tecnologias e da comunicação pela internet proporciona diversos 
benefícios, mas também traz riscos. Conhecer os princípios de cidadania digital é 
importante para minimizar esses riscos e evitar transtornos que possam afetar tanto 
a vida pessoal quanto profissional. Assim, tem-se que, além do conhecimento de 
manuseio dos recursos tecnológicos, torna-se necessário saber que atos ilícitos 
podem ser praticados no espaço digital e as consequências podem ser graves para 
todos os envolvidos. Assim, nas práticas educativas, sugere-se que as dimensões que 
envolvem o uso das tecnologias digitais sejam objeto de reflexão entre os docentes, 
discentes e as famílias, para abrir as perspectivas de desenvolvimento da cidadania 
digital.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816341407
Cidadania digital • 10/13
Referências Bibliográficas
Ribble, M. (2015). Digital citizenship in schools: Nine elements all students 
should know. International Society for Technology in Education.
Patrocínio, T. (2008). Para uma genealogia da cidadania digital. Educação, 
Formação & Tecnologias, v. 1, n. 1, p. [47-65].
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
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Segurança on-line
Must University/2018
 Segurança on-line • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de segurança on-line.
• Conhecer os transtornos que podem ocorrer on-line.
• Analisar as práticas de segurança da informação.
Segurança on-line
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816341628Segurança on-line • 3/13
Introdução 
O desenvolvimento da internet trouxe diversas possibilidades e facilidades às 
pessoas, como fazer compras, realizar transações bancárias, acessar e-mail e redes 
sociais. No entanto, para realizar esses procedimentos de maneira segura são 
necessárias medidas estratégicas para que as informações que são enviadas e 
recebidas estejam disponíveis apenas para as pessoas e finalidade desejadas. 
A segurança on-line consiste em proteger a informação e minimizar os riscos de 
vários tipos de ameaças que podem acontecer via internet. Entre os transtornos 
que podem ocorrer, no contexto pessoal e de organizações, tem-se a perda de 
informação, cópias de dados, exposição indevida de conteúdo, dentre outros. Para 
evitar esses problemas, medidas de segurança devem ser adotadas pelos usuários 
e organizações. 
Conforme apresenta ABNT (2006), as práticas de segurança da informação visam 
preservar três características: confidencialidade, integridade e disponibilidade. A 
confidencialidade implica garantir que a informação seja acessível somente por 
pessoas autorizadas a terem acesso. A integridade é a salvaguarda da exatidão e 
completeza da informação e métodos de processamento. A disponibilidade é a 
garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação e aos 
ativos correspondentes sempre que necessário. 
 Segurança on-line • 3/13
Medidas de segurança on-line
As medidas de segurança são procedimentos recomendados para os usuários de 
internet e se apresentam aqui definidas em relação a quatro práticas: senhas, 
backup, privacidade e confidencialidade. 
As senhas representam uma prática central para a segurança da informação por 
serem o meio pelo qual se realiza a autenticação para se diferenciar os usuários 
autorizados dos não autorizados. Existem recomendações importantes para que 
se estabeleça uma senha segura e de difícil violação. A seguir apresentam-se essas 
regras:
https://player.vimeo.com/video/816341874
 Segurança on-line • 4/13
1. Cada senha escolhida pelo usuário deve ser nova e única, já que o uso de uma
única senha para vários sistemas pode favorecer que pessoas não autorizadas
invadam vários sistemas.
2. As senhas devem ser memorizadas e nunca registradas em papel.
3. As senhas devem ser compostas por pelo menos seis caracteres.
4. As senhas devem ser substituídas periodicamente.
5. As senhas devem combinar o uso de números, letras maiúsculas e minúsculas e 
caracteres especiais do teclado. 
Veja algumas dicas de como criar senhas seguras e protegidas: https://
www.infowester.com/senhas.php
Saiba Mais
Quanto às recomendações de backup, tem-se que essas visam realizar cópias de 
segurança de arquivos importantes. Essas cópias visam garantir a integridades 
dos dados em casos de desastres físicos com equipamentos ou contaminação por 
programas de vírus computacionais. Existem backups que podem ser realizados 
on-line, com armazenamento dos arquivos em nuvem e os backups locais que 
armazenam as informações em algum dispositivo de mídia, como discos rígidos 
(HDS), pendrives ou DVDs. A seguir, apresentam-se algumas indicações relevantes 
para a realização de backups. 
1. Escolher o tipo de backup que melhor atenda (nuvem ou em mídia) em relação
à quantidade de arquivos que é preciso armazenar.
2. Não utilizar como mídia de backup um mesmo disco rígido do sistema
operacional, visto que um problema de acesso pode impedir o acesso ao
backup.
https://www.infowester.com/senhas.php
https://www.infowester.com/senhas.php
 Segurança on-line • 5/13
3. Guardar as mídias de backup em locais seguros e, se possível, em local
diferente do ambiente em que encontra os arquivos originais, tendo em vista
que roubos ou algum acidente acontecer.
4. Identificar com nomes e datas os arquivos de backup que estão sendo
gravados em nuvem ou mídia para facilitar o acesso quando necessário.
5. Monitorar os arquivos de backup para evitar que cópias fiquem duplicadas e
com mesmas versão de arquivos.
Sobre as práticas de segurança relacionadas à privacidade na internet, tem-se que 
essas se referem ao controle de exposição e disponibilidade de informações 
públicas, privadas e restritas. A arquitetura dos sistemas de internet, como as 
redes sociais e sites, permitem que os usuários possam definir como os seus dados 
publicados sejam compartilhado na internet, oferecendo recursos para criar filtros 
de como diferentes tipos de usuários podem acessar a internet. Um exemplo 
desses recursos são as publicações em redes sociais, como o Facebook, em que 
uma publicação pode ficar como um conteúdo público ou restrito para 
visualização de apenas alguns contatos como família e amigos. Outro exemplo 
relacionado à privacidade, refere-se às permissões que são dadas nos dispositivos 
de computadores, smartphones e tablets de fornecerem dados sobre localização e 
acessos realizados nos navegadores de internet. 
Em relação às medidas de segurança de confidencialidade, trata-se de uma prática 
que muitas organizações estão adotando para formalizar um acordo com pessoas 
que possuem acesso privilegiado a informações estratégicas da organização. Esse 
acordo prevê, geralmente, a responsabilidade dos usuários adotarem as práticas 
adequadas para maior segurança de informação.
 Segurança on-line • 6/13
É oportuno destacar que as medidas apresentadas devem ser adotadas de forma 
conjunta e consciente pelos usuários. Embora possam minimizar alguns riscos 
e oferecer maior segurança ao uso da internet, não são suficientes para evitar 
infortúnios aos seus usuários. Por isso, é importante estar atento a golpes, muitas 
vezes aplicados por estelionatários, que fazem uso de informações on-line para se 
aproximar de vítimas. Enfim, a orientação, a discussão e divulgação da 
necessidade de medidas de segurança são essenciais aos usuários de tecnologias 
e internet.
Disponível em: <https://youtu.be/tRBEqeFTVPA>.
Saiba Mais
Veja neste vídeo algumas dicas de segurança e privacidade 
na Internet
https://www.youtube.com/embed/tRBEqeFTVPA?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/tRBEqeFTVPA
 Segurança on-line • 7/13
1. Internet literacy: a negociação dos jovens com as novas
oportunidades on-line. Disponível em: https://
www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/38290/41112
2. Engenharia social nas redes sociais on-line: um estudo de caso sobre
a exposição de informações pessoais e a necessidade de estratégias
de segurança da informação. Disponível em: http://
eprints.rclis.org/23215/
3. Crianças e adolescentes: usando a internet com segurança.
Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/
noticias/2020-2/novembro/redes-sociais-compartilham-dicas-para-
protecao-de-criancas-e-adolescentes-na-internet/
proteodecrianaseadolescentesnainternet.pdf
Saiba Mais
Veja essas dicas sobre segurança em compras pela internet: https://
blog.bluesoft.com.br/infografico-como-compra-com-seguranca-na-
internet/
Cartilha de Segurança para Internet – https://cartilha.cert.br/
fasciculos/protecao-de-dados/fasciculo-protecao-de-dados.pdf
Conceitos Fundamentais: 
Segurança on-line: consiste em proteger a informação e minimizar 
os riscos de vários tipos de ameaças que podem acontecer via 
internet. 
Integridade da informação: A integridade é a salvaguarda da 
exatidão e completeza da informação e métodos de processamento.
http://cartilha.cert.br/
http://eprints.rclis.org/23215/
http://eprints.rclis.org/23215/
https://internetsegura.br/
https://blog.bluesoft.com.br/infografico-como-compra-com-seguranca-na-internet/
https://cartilha.cert.br/fasciculos/protecao-de-dados/fasciculo-protecao-de-dados.pdf
https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/38290/41112
https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/novembro/redes-sociais-compartilham-dicas-para-protecao-de-criancas-e-adolescentes-na-internet/proteodecrianaseadolescentesnainternet.pdf
 Segurança on-line • 8/13
Em Resumo
A segurança on-line consiste em proteger a informação e minimizar os riscosde 
vários tipos de ameaças que podem acontecer via internet. As práticas de 
segurança da informação visam preservar três características: confidencialidade, 
integridade e disponibilidade. As medidas de segurança são procedimentos 
recomendados para os usuários de internet e se apresentam aqui definidas em 
relação a quatro itens: senhas, backup, privacidade e confidencialidade.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816342335
 Segurança on-line • 9/13
Referências Bibliográficas
ABNT, NBRISO. IEC 27002: 2005. Tecnologia da informação: Técnicas de 
segurança e código de prática para a gestão da segurança da informação. 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: ABNT.
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Controles de riscos on-line
Must University/2018
Controles de riscos on-line • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender os riscos e ameaças que envolvem o acesso a serviços on-
line.
• Conhecer exemplos de riscos e medidas de prevenção.
• Analisar a importância da ações de divulgação dos riscos e ameaças on-line.
Controles de riscos on-line
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816342456
Embora a área de segurança da informação também esteja envolvida com questões 
técnicas e profissionais especializados na área, ressalta-se que muitos riscos podem 
ser evitados com a divulgação aos usuários de alguns tipos de ameaças e fraudes 
praticados on-line e com a adoção de práticas diárias de atenção e cuidados no 
uso da internet. 
Riscos e ataques
É grande a diversidade de práticas que podem envolver riscos e ataques aos 
usuários da internet, no entanto, conforme apresenta Goodrich e Tamassia (2013), 
as práticas, em geral, podem ser caracterizadas como: 
Intromissão: interceptação de informação destinada a uma pessoa ou local 
durante a sua transmissão por um canal de comunicação. Um exemplo de situação 
de risco é o acesso a internet em redes públicas e sem fio. Para evitar os 
transtornos, sugere-se que os dispositivos de acesso tenham programas de 
segurança instalados e que transações bancárias sejam evitadas. 
Alteração: modificação não autorizada de informação. Um exemplo de situação de 
risco é a realização de download de arquivo infectado por vírus. Para minimizar os 
riscos, recomenda-se atenção aos arquivos recebidos por e-mail e atenção às 
fontes que estão disponibilizando as cópias dos arquivos para download. 
Negação de serviço: interrupção ou degradação de um serviço de informação. 
Um exemplo de situação de risco é invasão de servidores ou envio de milhares de 
e-mail para causar dificuldade dos serviços. Esse é um tipo de risco que não há
muito controle pelos usuários que sofrem esses ataques, mas utilizar versões de 
softwares atualizadas pode prevenir as invasões. 
Introdução 
Ao fazer uso da internet e dos serviços que são oferecidos pelos sites, redes sociais 
e aplicativos, os usuários ficam expostos a vários riscos. No contexto educacional, 
tanto alunos quanto os profissionais da educação estão sujeitos a esses riscos e 
por isso o conhecimento e a adoção de práticas de segurança são essenciais para 
a sociedade contemporânea. 
Controles de riscos on-line • 4/13
Mascaramento: fabricação de informação para se passar por conteúdo de 
outro autor. Entre os exemplos de risco estão o acesso a cópias falsas de sites, 
principalmente envolvendo comércio eletrônico e serviços bancários. Para 
evitar o acesso a essas fraudes, recomenda-se atenção ao endereço dos sites 
exibidos nos navegadores para verificar se as informações exibidas estão 
corretas. 
Outra medida é evitar entrar em links de promoções e atualização de cadastro, 
recebidos por e-mail. 
Correlação e rastreio do passado: integração de fontes de informação para 
obter conteúdo privilegiado. As situações de risco dessa prática são realizadas 
por pessoas que pesquisam informação para encontrar um perfil de vítimas 
para cometer crimes de assalto, sequestros e pedofilia. Os cuidados, que 
podem ser tomados para evitar essa ameaça, são o de ter responsabilidade 
com os conteúdos compartilhados publicamente na internet. 
Conheça essa cartilha sobre segurança da informação: https://cartilha.
cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf
Saiba Mais
https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf
https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf
Controles de riscos on-line • 4/13
Medidas de controle 
Trabalhar a conscientização dos riscos e ameaças que existem no acesso a serviços on-
line tem sido considerado uma importante prática de segurança da informação. 
Embora existam questões técnicas, tem-se que o fator humano é uma das principais 
vulnerabilidades existentes. Por isso, no contexto educacional, torna-se importante 
promover debates, reflexões e ações para proteger as pessoas e principalmente 
crianças e adolescentes que fazem uso com cada vez mais frequencia da internet. 
https://player.vimeo.com/video/816342813
Controles de riscos on-line • 5/13
Além do desenvolvimento dessa consciência de uso responsável e cauteloso dos 
serviços on-line, existe a possibilidade de utilização de recursos adicionais que 
promovem o chamado controle parental. Esse controle permite que pais e 
educadores estabeleçam restrições de acesso a conteúdo on-line, para evitar 
o acesso de crianças e adolescentes. Por meio do controle é possível fazer o
monitoramento de navegação, restringir acesso a conteúdo inapropriado para
menores de idade e realizar o bloqueio de acesso a sites e usuários que possam
representar ameaças.
As estratégias de controle parental podem ser aplicadas ajustando as 
configurações de sistemas operacionais, softwares de navegação na internet ou 
utilizando softwares próprios para essa finalidade. Com o objetivo de avaliar as 
soluções existentes de controle parental, o trabalho realizado por Buratto e 
Glanzmann 
(2016) apresenta uma análise dos recursos de diferentes ferramentas. O resultado 
foi estruturado em um quadro comparativo com as principais características de 
sete ferramentas, conforme Figura 1: 
Figura 1: Características de ferramentas de Controle Parental 
Fonte: Buratto e Glanzmann (2016)
Controles de riscos on-line • 6/13
Entre outras atitudes que também podem ser utilizadas por responsáveis de 
crianças e adolescentes visando protegê-las dos riscos e ameaças, existem as 
possibilidades de: limitação do tempo de uso dos computadores e dispositivos 
móveis; denúncia de conteúdo ofensivo em redes sociais, visando gerar restrição de 
divulgação; utilização de ferramentas alternativas e rastreamento para identificação 
de localização de dispositivos móveis. Cabe destacar que as medidas de controle 
parental podem auxiliar o acompanhamento do uso das tecnologias por crianças 
e adolescentes, entretanto, o diálogo e a reflexão sobre os riscos continua sendo 
necessário e relevante, tendo em vista que muitas crianças e adolescentes podem 
vir a conhecer as configurações de limitações do controle acesso e alterá-las, bem 
como podem ser abordadas por pessoas com más intenções em outros canais que 
aparentemente não apresentam riscos.
Veja nesse vídeo uma apresentação sobre o Youtube Kids com os 
conteúdos de vídeos dedicados às crianças
Disponível em: <https://youtu.be/vdema9FWRUo>.
Controle parental – https://brasilpaisdigital.com.br/seguranca-e-
cidadania-no-mundo-digital/controle-parental/
Saiba Mais
https://www.youtube.com/embed/vdema9FWRUo?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/vdema9FWRUo
https://goo.gl/ngm6Ec
https://brasilpaisdigital.com.br/seguranca-e-cidadania-no-mundo-digital/controle-parental/Controles de riscos on-line • 7/13
Veja neste vídeo riscos e ameaças aos usuários da internet
Disponível em: <https://youtu.be/zh-G_-JNJrw>.
Conceitos Fundamentais: 
Controle parental: controle que permite que pais, responsáveis 
e educadores estabeleçam restrições de acesso a conteúdo on-
line, para evitar o acesso de crianças e adolescentes.
Mascaramento: fabricação de informação para se passar por 
conteúdo de outro autor. 
Materiais Complementares:
1. Segurança da informação digital. Disponível em: https://
www.teleco.com.br/promon/pbtr/Seguranca_4WEB.pdf
https://www.youtube.com/embed/zh-G_-JNJrw?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/zh-G_-JNJrw
https://www.bad.pt/publicacoes/index.php/cadernos/article/view/822/821
https://www.teleco.com.br/promon/pbtr/Seguranca_4WEB.pdf
Controles de riscos on-line • 8/13
2. Quando a Internet (in)tranquiliza. Disponível em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/lmc/article/
viewFile/485/456
Em Resumo
Ao fazer uso da internet e dos serviços que são oferecidos pelos sites, redes sociais 
e aplicativos, os usuários ficam expostos a vários riscos. Embora a área de segurança 
da informação envolva questões técnicas e profissionais especializados na área, 
ressalta-se que muitos riscos podem ser evitados com a divulgação aos usuários de 
alguns tipos de ameaças e fraudes praticados on-line e com a adoção de práticas 
diárias de atenção e cuidados no uso da internet. No contexto educacional, torna-se 
importante promover debates, reflexões e ações para proteger as pessoas e 
principalmente crianças e adolescentes que fazem uso com cada vez mais 
frequência da internet.
Na ponta da língua
http://revistacomsoc.pt/index.php/lmc/article/viewFile/485/456
https://player.vimeo.com/video/816343137
https://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/lmc/article/viewFile/485/456
Controles de riscos on-line • 9/13
Referências Bibliográficas
Goodrich, M. T.; Tamassia, R. 2013. Introdução à segurança de computadores. 
Bookman.
Buratto, R.l P.; Glanzmann, J. H. 2016. Controle Parental: uma análise das principais 
ferramentas para monitoramento e controle dos filhos na Internet. Seminários de 
Trabalho de Conclusão de Curso do Bacharelado em Sistemas de Informação, v. 
1, n. 1.
Controles de riscos on-line • 13/13
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Comunicação na era digital • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender que a comunicação na era digital exige
responsabilidades.
• Analisar os conceitos relacionados a cyberbullying, reputação on-line
e engenharia social
• Conhecer os riscos de exposição de conteúdo on-line.
Comunicação na era digital
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
https://player.vimeo.com/video/816343319
Cyberbullyng
O conceito de bullying, apresentado por Olweus (1993), é o de uma ação de 
violência sistemática, desigual e recorrente no âmbito escolar na qual se identifica 
um agressor que tem a intenção de causar dano a alguém (vítima), que se 
encontra, normalmente, com pouco ou nenhum recurso de revidar. Quando 
práticas desse comportamento agressivo ocorrem no contexto virtual, com uso de 
ferramentas tecnológicas, a denominação dada é a de cyberbullying.
As práticas de cyberbullying podem acontecer por atitudes de assédio, ameaças, 
constrangimento, humilhação, bem como violação de senhas das vítimas. As 
formas de ocorrência podem ser por envio de e-mails, mensagens de texto, 
divulgação de fotos e vídeos ofensivos, manipulação de imagens, insultos em salas 
de bate-papo ou em redes sociais. Pelo fato dessas atitudes serem feitas de forma 
digital há uma dificuldade maior para controle do conteúdo, visto que pode ser 
facilmente replicado nos espaços digitais e em pouco tempo. 
Estudos realizados sobre o tema, conforme apresenta Wendt e Lisboa (2013), 
registram que o efeito das atitudes desse processo de agressão pode ser 
altamente deletério à saúde das vítimas, com possibilidades de gerar depressão, 
suicídio ou até mesmo a iniciativa de praticar o cyberbullying com outras pessoas, 
motivadas pela situação de revidar o ataque em que está sendo submetida. 
Introdução 
As tecnologias digitais revolucionaram a forma como a comunicação é realizada e 
as oportunidades podem ser vistas em diversos aspectos. Porém, é necessário ficar 
em alerta para algumas atitudes nas interações realizadas em espaços virtuais, 
tendo em vista as consequências que podem ocorrer. Com o objetivo de 
promover uma reflexão para o contexto educacional, apresenta-se três aspectos 
da comunicação na era digital: cyberbullying, reputação on-line e engenharia social. 
Essas temáticas, além de serem assuntos que devem ser abordados nos espaços 
educacionais, devem ser vistas como situações que podem interferir no 
desempenho escolar dos estudantes e profissionais de educação. 
Comunicação na era digital • 4/13
Entre os estudos que buscaram investigar o que gera o comportamento da prática 
de cyberbullying encontrou-se que as crianças e adolescente que recebem 
supervisão dos pais no uso das tecnologias ou que possuem regras claras quanto ao 
uso das tecnologias, apresentam menor risco de cometer essas atitudes agressivas. 
Portanto, o acompanhamento da família e das instituições educacionais no uso 
das tecnologias, bem como a discussão da temática, o acolhimento das vítimas e a 
penalização de agressores são importantes para evitar o cyberbullying. 
Saiba Mais
Conheça outras informações sobre o cyberbullying: https://novaescola.
org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual
https://novaescola.org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual
https://novaescola.org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual
https://player.vimeo.com/video/816343637
Comunicação na era digital • 4/13
Reputação on-line
O conceito de reputação digital refere-se àquilo que se propaga a respeito de uma 
pessoa ou empresa nas discussões mantidas em mídias sociais digitais. É importante 
notar que a publicação de conteúdos como comentários, notícias e opiniões na 
internet faz com que um registro seja criado e mantido nos mais diferentes 
espaços. 
Esses registros, caso sejam feitos de uma forma indelicada, em um momento de 
raiva, insatisfação ou aborrecimento podem contribuir para gerar uma polêmica 
ou discussões, colocando em risco a reputação de uma pessoa. As complicações 
podem surgir anos depois, em uma oportunidade de emprego, visto que muitos 
processos seletivos avaliam as atitudes e comportamentos on-line dos candidatos. 
Hoje em dia deve ser apresentado às pessoas a importância de se fazer a gestão 
da sua reputação on-line, cuidando para evitar posicionamentos agressivos e rudes 
em relação às pessoas e marcas. Em alguns casos, as empresas também 
preocupadas com a sua marca, geram processos contra comentários ou relatos 
negativos que não podem ser comprovados. 
Relacionado à reputação on-line, existe também o uso do termo pegada digital, 
que trata dos rastros deixados nas redes de comunicação, que constituem um 
vasto arquivo as ações, escolhas, interesses, hábitos, ou opiniões. Portanto, a 
liberdade de expressão on-line deve vir sempre acompanhada de 
responsabilidade e consciência.
Comunicação na era digital • 5/13
Veja neste vídeo algumas orientações para cuidar da pegada 
digital: 
Disponível em: <https://youtu.be/MNP_aEbn0gQ>.
Saiba Mais
Engenharia Social
No contexto da Segurança da Informação, a engenharia social é o nome dado ao 
conjunto de ações realizadas por indivíduos que assumem outra personalidade para 
obter informações sigilosas ou confidenciais, por meio da exploraçãoda confiança 
das pessoas. Essa ocorrência é muito frequente na abordagem de funcionários de 
empresas, buscando acesso para invasão de sistemas de computacionais. 
https://www.youtube.com/embed/MNP_aEbn0gQ?rel=0&amp;showinfo=0
https://youtu.be/MNP_aEbn0gQ
Comunicação na era digital • 6/13
Conforme apresenta Galvão (2015), existem alguns comportamentos pessoais 
que facilitam que a engenharia social consiga informações. Dentre esses 
comportamentos, tem-se a exposição excessiva de imagens por fotos; relatos de 
costumes cotidianos, informações sobre o local em que a pessoa trabalha; envio de 
informações pessoais para desconhecidos on-line. Embora esse comportamento 
seja bem frequente nas redes sociais, as pessoas muitas vezes não sabem que estão 
se arriscando, tendo em vista que existem indivíduos treinados para aproveitar 
desses espaços, com outras finalidades. 
Com as informações pessoais obtidas, muitos golpes podem vir a ser praticados 
fazendo o uso do nome da vítima e usando-se da sua rede de contatos. Um 
exemplo de prática que pode acontecer é o envio de e-mails com o intuito de 
obter informações sigilosas. 
Medidas de segurança
As temáticas apresentadas de cyberbullying, reputação on-line e engenharia social 
se fazem presentes nos riscos que todos os usuários on-line estão expostos. Essas 
práticas não surgiram no espaço digital, mas foram adaptadas de práticas maldosas 
existentes, há muito tempo, e que, com com o potencial de propagação e alcance 
da internet, se tornaram ainda mais perigosas. O caminho para a prevenção está no 
diálogo, divulgação e reflexão em espaços acadêmicos, familiares e sociais.
Comunicação na era digital • 7/13
1.
2. 
Agir contra o Cyberbullying – Manual de Formação. 
Disponível em: https://www.uc.pt/fpce/comedig/documentos/
AgirContraCyberbullying_Manual
Espaço on-line, oportunidade e desafio para indivíduos e 
instituições. Disponível em: <https://proa.ua.pt/index.php/id/
article/view/4073>. 
3. O impacto da engenharia social na segurança da informação.
Disponível em: https://revistas.ufpr.br/atoz/article/view/64640
Saiba Mais
Conheça mais sobre a Engenharia Social: <https://www.tecmundo.com. 
br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-
mundo.htm>
Conceitos Fundamentais: 
Cyberbullying: práticas de comportamento agressivo ocorridas no 
contexto virtual, com uso de ferramentas tecnológicas.
Reputação on-line: refere-se àquilo que se propaga a respeito de 
uma pessoa ou empresa nas discussões mantidas em mídias sociais 
digitais.
Engenharia Social: nome dado ao conjunto de ações realizadas por 
indivíduos que assumem outra personalidade para obter informações 
sigilosas ou confidenciais, por meio da exploração da confiança das 
pessoas.
Materiais Complementares:
https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm
https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm
https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm
http://revistas.ua.pt/index.php/ID/article/view/2675
https://www.uc.pt/fpce/comedig/documentos/AgirContraCyberbullying_Manual
https://proa.ua.pt/index.php/id/article/view/4073
https://revistas.ufpr.br/atoz/article/view/64640/40229
Comunicação na era digital • 8/13
Em Resumo
As tecnologias digitais revolucionaram a forma como a comunicação é realizada e as 
oportunidades podem ser vistas em diversos aspectos. Porém, há que se ficar em 
alerta para algumas atitudes nas interações realizadas em espaços virtuais, tendo em 
vista as consequências que podem ocorrer. Nesse cenário, destaca-se três aspectos 
da comunicação na era digital: cyberbullying, reputação on-line e engenharia social. 
Essas práticas não surgiram no espaço digital, mas foram adaptadas de práticas 
maldosas existentes, há muito tempo, e que, com o potencial de propagação e 
alcance da internet, se tornaram ainda mais perigosas. O caminho para a prevenção 
está no diálogo, divulgação e reflexão em espaços acadêmicos, familiares e sociais.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816343831
Comunicação na era digital • 9/13
Referências Bibliográficas
Olweus, D. 1996. Bullying at school: What we know and what we can do. London: 
Blackwell.
Wendt, G. W.; Lisboa, C. S. de M. 2013. Agressão entre pares no espaço virtual: 
definições, impactos e desafios do cyberbullying. Psicologia Clínica, Rio de Janeiro, 
v. 25, n. 1, p. 73-87.
Galvão, M. da C. 2015. Fundamentos em segurança da informação. Pearson.
Comunicação na era digital • 13/13
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017
Direitos e responsabilidades
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Must University/2018
Direitos e responsabilidades 2/12
Direitos e responsabilidades
Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science 
Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por 
Beverly Clarke.
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender os direitos e responsabilidades dos usuários da internet.
• Conhecer os aspectos gerais da Lei nº 12.965/2014 .
• Analisar as diretrizes para atuação do Poder Público para o
desenvolvimento da internet.
https://player.vimeo.com/video/816343999
Direitos e responsabilidades 3/12
Conforme apresenta Teixeira (2016), o marco civil da internet no Brasil, visa atender 
novas demandas da sociedade relativas a:
a) uso dos recursos tecnológicos apropriados pelos cidadãos no cotidiano. 
b) disponibilização de conteúdos e as novas formas de acesso à informação.
c) novas dimensões do direito de privacidade no ciberespaço.
d) neutralidade da rede na estrutura da internet no Brasil
e) guarda de registros de acesso e a responsabilidade de danos gerado
por terceiros.
f) necessidade de parâmetros para atuação do poder público.
Saiba Mais
Conheça na íntegra a Lei nº 12.965/2014 : http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/
L12965.htm
Introdução
O uso da internet é uma prática diária para milhares de pessoas, empresas, 
instituições e orgãos públicos. Essa ação gera negócios e movimentos financeiros 
diariamente e os problemas jurídicos estão cada vez mais crescentes. Devido a esse 
cenário, em 2014, foi publicada no Brasil a Lei 12.965, que estabelece princípios, 
garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, bem como a 
determinação de diretrizes para atuação do Estado. Essa lei foi denominada de Marco 
Civil da Internet e tem como fundamento o respeito à liberdade de expressão dos 
usuários, reconhecendo a escala mundial da rede e destacando os direitos humanos, 
o exercício da cidadania em meios digitais, a abertura e a colaboração, a livre 
iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor e a finalidade social da rede.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm
Direitos e responsabilidades 4/12
A Lei nº 12.965, de 2014, não emprega no seu conteúdo a expressão Marco Civil 
da Internet, mas a expressão advém do período em que ficou em tramitação na 
Câmara dos Deputados, a partir de 2009. A aprovação, em 2014, ocorreu no 
Senado Federal e foi sancionado pela Presidente Dilma Rousseff. Conforme 
apresenta essa lei, o acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania, sendo 
assegurado como direito do usuário a inviolabilidade da intimidade e da vida 
privada, bem como o sigilo de suas comunicações. A violação da privacidade do 
usuário cabe indenização pelo dano material ou moral, salvo por ordem judicial, na 
forma da lei. 
https://player.vimeo.com/video/816344309
Direitos e responsabilidades 4/12
Responsabilidades previstas por lei
Uma das particularidade da internet é sua facilidade depropagar informações. 
Conforme apresentado por Lima et al (2015), a divulgação de informações 
danosas, fotos que atingem a moral, calúnias e difamação no mundo virtual estão 
sujeitas à punições no mundo real. Dentre os direitos mais atingidos nos espaços 
virtuais, tem-se o direito à honra, à imagem, à intimidade e os direitos autorais. Os 
direitos autorais são atingidos por meio do plágio, que consiste na publicação 
total ou parcial de obra alheia. Todo ato que viole os direitos autorais é ilegal 
estando previsto tanto no Código Civil quanto no Código Penal e o protegido 
constitucionalmente pela Constituição Federal.
direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil
Saiba Mais
Conheça essas 10 dicas sobre direitos e deveres de uso da internet 
no Brasil: 
https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre-
https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre-direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil
https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre-direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil
Direitos e responsabilidades 5/12
Outro aspecto relacionado é referente à guarda dos registros de conexão. É direito 
dos usuários a proteção dos dados, sendo proibido o fornecimento a terceiros de 
dados pessoais, inclusive registros de conexão, e de acesso a aplicações de internet, 
salvo casos de consentimento livre, expresso e informado ou nas hipóteses previstas 
em lei. A lei expressa que a responsabilidade pela manutenção dos registros de 
conexão não poderá ser transferida a terceiros e cabe ao administrador dos 
serviços de provisão de conexão à internet. 
Sobre a responsabilidade por danos decorrentes de conteúdo gerado 
por terceiros, tem-se que o provedor de conexão à internet não pode ser 
responsabilizado pelos conteúdos veiculados por terceiros em serviços, no entanto, 
sempre que tiver informações de contato do usuário diretamente responsável 
de um conteúdo inadequado, caberá ao provedor comunicar-lhe os motivos e 
informações relativos à indisponibilização de conteúdo.
Relativo à atuação do poder público, a Lei nº 12.965/2014 apresenta o 
estabelecimento de mecanismos de governança multiparticipativa, transparente, 
colaborativa e democrática, com a participação do governo, do setor empresarial, 
da sociedade civil e da comunidade acadêmica. Declara ainda a promoção da 
racionalização da gestão, expansão e uso da internet, com participação do Comitê 
Gestor da internet no Brasil.
Por fim, também foi estabelecido por essa lei que as iniciativas públicas de 
fomento à cultura digital e de promoção da internet como ferramenta social 
devem: promover a inclusão digital; buscar reduzir as desigualdades, sobretudo 
entre as diferentes regiões do País, no acesso às tecnologias da informação e 
comunicação e no seu uso; e fomentar a produção e circulação de conteúdo 
nacional.
Saiba Mais
Conheça as atividades do Comitê Gestor da Internet no Brasil: 
https://cgi.br/ 
Lei de Tipificação Criminal de Delitos Informáticos – https://goo.gl/
WtsLEB
https://cgi.br/
https://cgi.br/
https://goo.gl/WtsLEB
https://goo.gl/WtsLEB
Direitos e responsabilidades 6/12
Saiba Mais
Conceitos Fundamentais: 
Marco Civil da Internet: expressão não formal utilizada para 
referir-se à Lei 12.965 de 2014.
Materiais Complementares:
1. Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo normativo. 
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt a 
cessado
2. Os direitos autorais no marco civil da internet. Disponível em: 
http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3712/3132
3. Neutralidade de Rede: O caso Comcast v. Netflix e o
Marco Civil da Internet. Disponível em: https://
periodicos.unb.br/index.php/rdsr/article/view/19302/17791
Em uma análise na perspectiva jurídica da Lei nº 12.965/2014 , Tomasevicius Filho 
(2016) apresenta que essa lei apresenta poucas inovações e muitas insuficiências e 
deficiências de cunho jurídico. Esse autor destaca que, pelo fato da impossibilidade 
jurídica de regulação de uma rede mundial de computadores por meio de lei de 
um único país, os problemas gerados pela internet continuarão a afetar a 
privacidade, honra e imagem das pessoas. Assim, conclui-se que o assunto deve ser 
pauta de discussões e reflexões em ambientes acadêmicos visando apresentar os 
direitos e responsabilidades dos usuários da internet, para desenvolvimento de 
consciência para utilização adequada dos recursos da internet.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt
https://doaj.org/article/8d96e3697fb4480795db4b645accf59f
http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3712/3132
https://periodicos.unb.br/index.php/rdsr/article/view/19302/17791
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Em Resumo
O uso da internet é uma prática diária para milhares de pessoas, empresas, 
instituições e orgãos públicos. Essa ação gera negócios e movimentos financeiros 
diariamente e os problemas jurídicos estão cada vez mais crescentes. Devido 
a esse cenário, em 2014, foi publicada no Brasil a Lei 12.965, que estabelece 
princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, bem 
como a determinação de diretrizes para atuação do Estado. A Lei 12.965 de 2014 
não emprega no seu conteúdo a expressão Marco Civil da Internet, mas a 
expressão advém do período em que ficou em tramitação na Câmara dos 
Deputados, a partir de 2009.A aprovação em 2014 ocorreu no Senado Federal e 
foi sancionado pela Presidente Dilma Rousseff. Conforme apresenta essa lei, o 
acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania, sendo assegurado como 
direito do usuário a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, bem como o 
sigilo de suas comunicações
Direitos e responsabilidades 8/12
Referências Bibliográficas
Lima, A. et al. 2015. Responsabilidade Civil da Internet. Disponível em: <http://
www.scielo.br/p-df/ea/v30-n86/01-03-40-14-ea-30-86-00-269.pdf>. Teixeira, 
T. 2016. Marco Civil da Internet. Leya.
Tomasevicius F., E. 2016. Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo
normativo. Estudos Avançados, v. 30, n. 86, p. 269-285.
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/816344708
http://www.scielo.br/p-df/ea/v30-n86/01-03-40-14-ea-30-86-00-269.pdf
Direitos e responsabilidades 12/12
Im
ag
en
s: 
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utt
er
st
oc
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Você pode acessar o livro base deste tema 
na Biblioteca Lirn:
Computer Science Teacher: Insight into the 
Computing Classroom
Beverly Clarke
BCS © 2017

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