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Sociedade da informação e do conhecimento e a educação CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 1 .1 Must University/2018 Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Definir as características da sociedade da informação e do conhecimento; • Compreender a educação no contexto da sociedade da informação e do conhecimento; • Analisar as contribuições e os desafios para o processo de ensino e aprendizagem. Sociedade da informação e do conhecimento e a educação Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816326810 Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 3/13 A sociedade da informação e do conhecimento Uma das grandes marcas da sociedade contemporânea tem sido o uso de tecnologias digitais. O acesso à informação por meio de dispositivos móveis conectados à internet viabiliza o contato com diferentes tipos de conteúdo e formas de comunicação, abrindo novas possibilidades para a construção do conhecimento. Essas características têm moldado a chamada sociedade da informação e do conhecimento, que se caracteriza por mudanças aceleradas, múltiplos espaços de comunicação, atividades colaborativas e conectadas em rede. Para compreender os aspectos que envolvem a sociedade da informação e do conhecimento, faz-se necessário distinguir os conceitos de informação e de conhecimento. A informação pode ser definida como um conjunto de dados dotados de significado, ou seja, com um valor significativo agregado a ele. Quando a informação é organizada por pessoas e recursos possibilitando compartilhar interpretações e experiências, ela pode ser chamada de conhecimento. Ambos os conceitos, apesar de distintos, se complementam. A Figura 1.1 ilustra uma representação dessa distinção entre os conceitos para melhor compreensão. Figura 1.1 – Exemplo de representação de dados, informação e conhecimento Fonte: elaborada pela autora. Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 4/13 A expressão sociedade da informação, conforme apresenta Castells (2002), tem sido utilizada para descrever a sociedade pós-industrial, que se caracteriza pelo uso da informação como a base material na determinação dos valores sociais e econômicos. As tecnologias, nesse contexto, são consideradas ferramentas indispensáveis, pois a geração, o processamento e a transmissão de informação tornam-se a principal fonte de produtividade e poder. De acordo com Coutinho e Lisboa (2011), essa é uma sociedade inserida num processo de mudança, fruto dos avanços na ciência e na tecnologia. Assim como a imprensa revolucionou a forma como aprendemos pela disseminação da leitura e da escrita nos materiais impressos, o avanço das tecnologias da informação e comunicação tornou possível novas formas de organização e distribuição da informação. Conforme apresentado, a informação constitui a base do conhecimento. No entanto, ter acesso à informação não produz conhecimento. Assim, para definir sociedade do conhecimento é necessário processar a informação que se tem disponível de forma a maximizar a aprendizagem, estimular a criatividade e a inventividade para desencadear ações de transformação. Hargreaves (2004) afirma que a sociedade a sociedade do conhecimento se caracteriza pela capacidade das pessoas e organizações desenvolverem habilidades para constante aprendizagem e mudanças, fazendo uso da inteligência coletiva para acelerar esse processo. Dessa forma, estar inserido hoje nesta sociedade da informação e do conhecimento significa conviver com diversas transformações no campo da educação. Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 5/13 Assista a este vídeo de apresentação de Viviane Mosé sobre os desafios da educação na sociedade da informação e do conhecimento: “Motivação – Sociedade da Informação”. Disponível em: <https://youtu.be/u8NMYZKJ0zQ>. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/u8NMYZKJ0zQ?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/u8NMYZKJ0zQ Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 5/13 A educação no contexto da sociedade da informação e do conhecimento Diante do contexto da sociedade da informação e do conhecimento, a educação precisa desenvolver processos que possibilitem às pessoas desenvolver as habilidades necessárias para sobreviverem e terem êxito nesse cenário. É preciso criar estratégias para que os estudantes desenvolvam o pensamento crítico, a criatividade, a capacidade de inovar e aprender continuamente diante da perspectiva de uso de diferentes recursos tecnológicos e acesso à informação. https://player.vimeo.com/video/816327286 Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 6/13 As transformações que se apresentam para a educação integram vários aspectos: das questões metodológicas até a configuração dos espaços físicos das salas de aulas. Organizações escolares que privilegiam um currículo padronizado, governadas por sinos, cadeiras rigorosamente enfileiradas e respostas individuais programadas, podem não favorecer o desenvolvimento das habilidades que a sociedade de hoje requer. Sobre a educação para a sociedade do conhecimento, Hargreaves (2004) apresenta sugestões de práticas que promovam o trabalho coletivo, o uso da inteligência coletiva, o incentivo à resolução de problemas, a disposição para o risco e o aperfeiçoamento permanente. Com a necessidade de tantas transformações para a educação, as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) devem ser consideradas aliadas quando bem integradas às práticas de ensino e aprendizagem. No entanto, faz- se necessário buscar uma compreensão do seu significado e do seu potencial de contribuição à formação dos estudantes. Cabe destacar que o desenvolvimento do domínio técnico para uso das ferramentas digitais não é suficiente para a devida integração das tecnologias na educação. O uso das TDICs sem um planejamento acadêmico adequado não trará mudanças para a educação. Não pode haver apenas uma simplificação, uma vez que a educação é um processo complexo que necessita de uma visão integrada do planejamento pedagógico, das competências a serem desenvolvidas e das mudanças dos papéis de docentes e discentes no cenário educacional. A integração das tecnologias na educação é abordada por Moran (2007), que destaca a necessidade de os cursos trocarem o foco do conteúdo para o da construção do conhecimento e interação. Assim, deve-se buscar um equilíbrio entre as atividades que envolvem estudos individuais e coletivos, entre o conteúdo e a aprendizagem colaborativa, com uma parte do conteúdo preparada previamente e outra construída ao longo do curso. Dentre as possibilidades que se abrem com as TDICs estão as de expressão e de comunicação que devem ser exploradas no desenvolvimento de novas abordagens pedagógicas. Assim, em contraposição à educação bancária, criticada por diversos autores, torna-se relevante investir em propostas que incentivam uma postura participativa dos estudantes, envolvendo-os na descoberta, investigação e resolução de problemas. Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 7/13 Assista a esta animação que aborda o uso de diferentes tecnologias utilizadas no compartilhamento do conhecimento, em diferentes momentos históricos: “Evolução das tecnologias na educação”. Disponível em: <https://youtu.be/tcLLTsP3wlo>. Conceitos fundamentais Sociedade da informação: expressão que passou a ser utilizada para descrever a sociedade pós-industrial que se caracteriza pelo uso da informação advinda das tecnologias digitais de comunicação e usadas como insumo na determinação dos valores sociais e econômicos. Sociedade do conhecimento: caracteriza a sociedade que diante da facilidade de acesso e distribuição de informaçãonecessita estar em constante aprendizagem, buscando novas soluções e inovação. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/tcLLTsP3wlo?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/tcLLTsP3wlo Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 8/13 Materiais complementares 1- “A sociedade da informação e seus desafios “. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf>. 2- “Manuel Castells: ‘um país educado com internet progride; um país sem educação usa a internet para fazer ‘estupidez’’”. Disponível em: <https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel- castells-um-pais-educado-com-internet-progride>. 3- Sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem: desafios para educação no século XXI”. Disponível em: <http://www.bit.ly/14854>. Em resumo Diante das possibilidades de acesso à informação e da importância do conhecimento na sociedade contemporânea, chamada de sociedade da informação e do conhecimento, a educação necessita passar por transformações com o intuito de responder às novas demandas. Nesse contexto, as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) devem ser consideradas aliadas quando bem integradas às práticas de ensino e aprendizagem. No entanto, faz-se necessário buscar uma compreensão do seu significado e do seu potencial de contribuição à formação dos estudantes. Novas possibilidades e novos desafios para integração das TDICs na educação precisam ser considerados para que a educação cumpra o seu papel de formação. http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel-castells-um-pais-educado-com-internet-progride https://www.fronteiras.com/entrevistas/manuel-castells-um-pais-educado-com-internet-progride http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/14854/1/Revista_Educa%c3%a7%c3%a3o%2cVolXVIII%2cn%c2%ba1_5-22.pdf Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 9/13 Estudo de Caso Conheça algumas iniciativas de escolas que estão sendo consideradas inovadoras pelas práticas que estão desenvolvendo em: <https://www. hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras- buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/>. Na ponta da língua https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/ https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/ https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/ https://player.vimeo.com/video/816327732 Sociedade da informação e do conhecimento e a educação • 10/13 Referências Bibliográficas Castells, M. (2002). A era da informação: economia, sociedade e cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, v. 1. Coutinho, C. P.; Lisbôa, E. S. (2011). Sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem: desafios para educação no século XXI. Revista de Educação, v. 18, n. 1, p. 5-22. Hargreaves, A. (2003). O ensino na sociedade do conhecimento: a educação na era da insegurança.. Porto: Porto Editora, Coleção Currículo, Políticas e Práticas. Moran, J. M. (2007) A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus. Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Novos papéis para os atores do cenário educacional CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 1 .2 Must University/2018 Novos papéis para os atores do cenário educacional • 2/12 Objetivos de Aprendizagem • Refletir sobre o papel do docente, estudante e instituições no cenário educacional; • Analisar a importância do planejamento pedagógico para uso das tecnologias na educação; • Conhecer as novas demandas para a docência no contexto tecnológico. Novos papéis para os atores do cenário educacional Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816327935 Novos papéis para os atores do cenário educacional • 3/12 A sociedade tem vivenciado transformações aceleradas em função das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), e no cenário educacional faz-se necessário que as práticas pedagógicas também acompanhem o contexto da evolução tecnológica, tendo em vista que novas perspectivas se apresentam para docentes, discentes e instituições, exigindo novas atitudes e competências no processo de ensino e aprendizagem. Entre as transformações que se passam na educação, tem-se que a obtenção de conteúdos informacionais dependerá cada vez menos do docente, pois os estudantes com os seus dispositivos móveis geralmente possuem acesso a textos, imagens e vídeos de forma rápida. No entanto, gerar significados e aplicação para apresentação de propostas de soluções e análises dependerá do docente, que precisará apoiar os estudantes e mediar a construção do conhecimento. Nesse processo, também é necessário um novo perfil de estudante, que se desenvolva com mais autonomia no estudo e tenha maturidade para conduzir a sua aprendizagem. O acesso facilitado que se tem hoje para encontrar e publicar informação não garante o conhecimento. Além disso, passa-se a exigir uma capacidade ainda maior de crítica e cautela, em razão da necessidade de analisar as fontes informacionais, assim como de ter orientação aos direitos de publicação. O uso das TDICs na educação também traz novas demandas para as instituições. Para oferecer acesso a docentes e estudantes, são necessários investimentos em infraestrutura física e tecnológica, além da responsabilidade de prover formação continuada para atuação dos seus funcionários. Em muitos casos, pressionadas por famílias e pela concorrência, o uso das tecnologias é implantado às pressas pelas instituições no intuito de demonstrar modernidade; no entanto a ausência de um planejamento adequado não possibilita os benefícios que poderiam ser alcançados com a integração das tecnologias. Novos papéis para os atores do cenário educacional • 4/12 Assista aos dois vídeos seguintes e reflita sobre como as tecnologias muitas vezes não trazem os benefícios esperados quando de sua integração na educação: 1. “Tecnologia ou Metodologia?”. Disponível em: <https://youtu.be/QzwNpyoX1xk>. 2. “Lousa Digital”. Disponível em: <https://youtu.be/DsO8meyCZyM>. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/QzwNpyoX1xk?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/QzwNpyoX1xk https://www.youtube.com/embed/DsO8meyCZyM?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/DsO8meyCZyM Novos papéis para os atores do cenário educacional • 5/12 O docente no contexto tecnológico O uso das TDICs na educação não pode ser assumido como um modismo ou apenas um diferencial de um docente ou de uma instituição de ensino. A sua integração à educação precisa ser compreendida como uma evolução dos processos de ensino e aprendizagem para auxiliar as pessoas que vivem em um contexto cada vez mais conectado às tecnologias digitais, com acesso móvel a uma rede de informação e comunicação e, portanto, com novas relações com o conhecimento. Os docentes nesse contexto ganham relevância, já que precisam desempenhar o papel de curadores e desenvolvedores de percursos de aprendizagem para que os estudantes construam os seus questionamentos, investigações, práticas e avancem na aprendizagem. Ao abordar o papel do docente no cenário de uso das tecnologias na educação, os autores Moran, Masetto e Behrens (2010) apontam quatro atuações de mediação e orientação, a saber: https://player.vimeo.com/video/816328290 Novos papéis para os atores do cenário educacional • 5/12 1.Orientador e mediador intelectual: atua como aquele que ajuda a escolher as informações mais importantes e apresenta práticas pedagógicasque permitam aos estudantes compreendê-las e torná-las significativa. 2.Orientador e mediador emocional: atua como motivador, incentivando e estimulando o avanço dos estudantes com autenticidade e empatia. 3.Orientador e mediador gerencial e comunicador: atua como organizador das atividades, do processo de avaliação, e ajuda no desenvolvimento da interação e integração das tecnologias. 4.Orientador ético: atua como colaborador de uma vivência baseada em valores construtivos para colaboração e cooperação. Nessa perspectiva, conforme apresentam Bacich e Moran (2017), o docente torna- se um gestor de caminhos coletivos e individuais, previsíveis e imprevisíveis, em uma construção aberta, criativa e empreendedora. Essa atuação é mais complexa do que a de apenas ter domínio de um conteúdo e ser transmissor de informação. Assim, considera-se que o caminho da docência hoje não se separa do uso das TDICs e que o êxito está na busca contínua de formação e reflexão sobre a prática. Novos papéis para os atores do cenário educacional • 6/12 Veja uma matéria que destaca o papel do professor como guia de aprendizagem em: <https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o- aprendizado/>. Conceitos fundamentais Tecnologias na educação: integração das tecnologias digitais de informação e comunicação na educação que requer planejamento pedagógico adequado com o intuito de melhorar o processo de ensino e aprendizagem. Materiais complementares Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo dos links a seguir: Disponível em: <https://youtu.be/ymu1YlOzVLc>. Saiba Mais 1- Vídeo: “Entrevista com José Manuel Moran”. https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o-aprendizado/ https://veja.abril.com.br/educacao/o-papel-do-professor-guiar-o-aprendizado/ https://www.youtube.com/embed/ymu1YlOzVLc?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/ymu1YlOzVLc Novos papéis para os atores do cenário educacional • 7/12 Em resumo A integração das tecnologias à educação precisa ser compreendida como uma evolução dos processos de ensino e aprendizagem. O propósito que se espera dessa integração é o auxílio à educação que envolve pessoas em um contexto cada vez mais conectado às tecnologias digitais, com acesso móvel à uma rede de informação e comunicação e, portanto, com novas relações com o conhecimento. Novos papéis e atitudes são exigidos de docentes, estudantes e instituições de ensino, razão pela qual uma compreensão e uma reflexão sobre as práticas deve ser sempre realizada em busca de avanços e melhoria de resultados. 2- Artigo: “Paulo Freire: o uso crítico sobre as tecnologias na educação”. Disponível em: <http://artefactum.rafrom.com.br/ index.php/artefactum/article/view/1634/775>. 3- Vídeo: “Por que usar tecnologia na educação?”. Disponível em: <https://youtu.be/IzsHAiCvxR8>. http://artefactum.rafrom.com.br/index.php/artefactum/article/view/1634/775 http://artefactum.rafrom.com.br/index.php/artefactum/article/view/1634/775 https://www.youtube.com/embed/IzsHAiCvxR8?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/IzsHAiCvxR8 Novos papéis para os atores do cenário educacional • 8/12 Na ponta da língua Referências Bibliográficas Bacich, L.; Moran, J. (2017) Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso. Moran, J. M.; Masetto, M. T.; Behrens, M. (2010) Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus. https://player.vimeo.com/video/816328655 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 A educação mediada por tecnologias CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 1 .3 Must University/2018 A educação mediada por tecnologias • 2/14 Objetivos de Aprendizagem • Compreender o conceito de tecnologia; • Explicar os benefícios potenciais do uso de tecnologias na educação; • Valorizar as características necessárias à mediação pedagógica. A educação mediada por tecnologias Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816328849 O conceito de Tecnologia Conforme apresenta Kenski (2015), as tecnologias são tão antigas quanto a espécie humana. No sentido amplo do termo, o conceito de tecnologia engloba todas as coisas que o homem conseguiu criar para auxiliar as suas atividades do cotidiano. Assim, embora o termo esteja bastante associado a equipamentos, máquinas e computadores, ao ser compreendido em sua essência, deve ser lembrado que até mesmo um giz/pincel e um apagador são considerados tecnologias. Apesar dessa apropriação no contexto dos estudos deste conteúdo, ao mencionar o termo tecnologias na educação, a referência é para as tecnologias digitais de informação e comunicação. Para ampliar a sua aprendizagem, assista ao vídeo “O que é tecnologia?” Disponível em: <https://youtu.be/E-qinXW_YUI>. Saiba Mais A educação mediada por tecnologias • 3/14 O uso das tecnologias na educação Ao abordarmos a temática de uso das tecnologias na educação, é bastante frequente nos depararmos com algumas siglas. Com o intuito de esclarecer essa ocorrência de variações de siglas os autores Wunsch e Fernandes Júnior (2018) apresentam que o uso de TIC, TDIC e NTIC, e derivadas, respectivamente, de tecnologias de informação e comunicação, tecnologias digitais de informação e comunicação e novas tecnologias de informação e comunicação, refere-se à mesma prática. Em pesquisas na internet, observa-se que o termo TIC é mais comum, o que no entanto, não descaracteriza os demais. O importante é indicar a que se refere a expressão por extenso e, no caso de uso da sigla, manter uma coerência no uso para evitar transtornos de compreensão. A Figura 1.2 apresenta uma síntese da diferenciação das siglas e termos. https://www.youtube.com/embed/E-qinXW_YUI?rel=0&showinfo=0 A educação mediada por tecnologias • 4/14 Figura 1.2 – Siglas e expressões para o uso de tecnologias na educação TIC Tecnologia da Informação e Comunicação Geralmente empregada para descrever todos os recursos eletrônicos utilizados como fonte de comunicação e obtenção de informação. Em sua nomenclatura o C se refere à publicações referentes à utilização de tecnologias eletrônicas em geral, como computadores, celulares, robôs etc. 68.400 resultados no Google Acadêmico TDIC Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação Empregada para descrever todos os recursos digitais utilizados. Usada em publicações referentes às tecnologias digitais em geral, como computadores, internet, realidade virtual, 3D, realidade aumentada etc. 924 resultados no Google Acadêmico NTIC Novas Tecnologias da Informação e Comunicação Geralmente empregada para descrever todos os recursos eletrônicos, digitais ou não. É a que mais gera polêmica na área acadêmica em razão da utilização da palavra novas. Alguns autores defendem que as tecnologias sempre existiram e sempre estarão em evolução, portanto não são novas. Por outro lado, há autores com uma perspectiva contrária e que argumentam que, no final do século XX e no início do XXI, surgiram "novos" recursos e "novas" aplicações deles. Sua aplicação é similar às TIC. 2.200 resultados no Google Acadêmico Fonte: Wunsch e Fernandes Júnior (2018). A educação mediada por tecnologias • 5/14 Uma outra necessidade de esclarecimento nessa temática refere-se à modalidade de ensino em que se faz uso de tecnologias digitais. A possibilidade de uso das tecnologias não é uma especificidade apenas para estudantes de educação a distância. Cada vez mais a educação presencial precisa fazer uso das tecnologias e desenvolver práticas que envolvam experiências de aprendizagem. Da mesma forma, não há um nível de educaçãomais indicado para uso das tecnologias. As práticas podem ser desenvolvidas tanto na educação básica, quanto na educação superior. https://player.vimeo.com/video/816329275 A educação mediada por tecnologias • 5/14 A educação mediada por tecnologias Para uma efetiva educação mediada por tecnologias, é necessário considerar como pressuposto inicial a valorização do uso da tecnologia para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É preciso que essa valorização e esse objetivo sejam centrais e superiores ao de domínio técnico de utilização por professores e alunos, assim como aos fins de entretenimento, em que se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em espaços educativos. Entre as contribuições que podem ser buscadas no uso das tecnologias na educação, há a possibilidade de usos de diferentes formatos para apresentação de conteúdo (texto, áudio, vídeo, animação, etc.), possibilidades de interação a distância, personalização do ritmo de aprendizagem, auxílio ao feedback e acompanhamento dos estudantes, realização de pesquisas e videoconferências. Assim, quanto maior a ênfase sobre o processo de aprendizagem de forma a incentivar a participação dos alunos, interação, pesquisa, debate e o desenvolvimento de habilidades de trabalhos em equipe, criatividade e pensamento crítico, melhores serão os resultados da educação mediada por tecnologias. É importante considerar que, nos ambientes acadêmicos, há uma heterogeneidade de estudantes, uma vez que cada um possui o seu ritmo de aprendizagem e a sua bagagem de conhecimentos prévios. Assim, as estratégias pedagógicas devem ser variadas e considerar que uma prática de ensino integrada à tecnologia só alcançará o seu potencial se auxiliar os estudantes a atingirem os objetivos de aprendizagem. A educação mediada por tecnologias • 6/14 A mediação pedagógica está relacionada com a atitude e o comportamento do professor no processo educativo, que se apresenta como um incentivador da aprendizagem, que colabora para que os estudantes alcancem os seus objetivos. Nessa abordagem, o uso das tecnologias não deve ser limitado a recursos que privilegiem a transmissão unilateral de informação. É bastante comum observar um grau de ansiedade entre os docentes, os quais, para fazerem uso das tecnologias na educação, se envolvem na aprendizagem de como operar tecnicamente os diversos recursos de uma ferramenta para que somente ele faça uso na sala de aula, em um modelo centrado na sua exposição didática, agora com uso de vídeos, slides e animações. Essa prática não deve ser rechaçada. No entanto, a abordagem que se pretende reforçar é a de fazer uso com diferentes práticas integradas com tecnologias que proporcionem o desenvolvimento de várias habilidades. Conforme apresentaram Moran, Behrens e Masetto (2010), são necessárias algumas características para que a mediação pedagógica seja desenvolvida pelo docente, tais como: 1. Desenvolvimento de uma concepção de aprendizagem segundo a qual as ações planejadas pedagogicamente devem promover os estudantes à reflexão, à prática e à interação. 2. Relação de empatia entre docentes e estudantes, com ações conjuntas em direção à aprendizagem. 3. Corresponsabilidade e parcerias entre estudantes e docente, inclusive nos processos de planejamento e de avaliação. 4. Ênfase nas estratégias cooperativas de aprendizagem, buscando envolvimento dos estudantes. 5. Domínio profundo do conteúdo específico, demonstrando competência e atualização. 6. Criatividade para o desenvolvimento de soluções para situações novas e inesperadas. 7. Abertura para o diálogo em espaços presenciais e a distância. A educação mediada por tecnologias • 7/14 8. Subjetividade e individualidade para compreender que cada aluno apresenta suas condições particulares. 9. Comunicação verbal e escrita em função da aprendizagem. Para concluir o assunto, o que se percebe é que o docente em uma educação mediada por tecnologias deve estar em contínuo processo de reflexão sobre a sua prática e análise sobre o desenvolvimento dos estudantes. Cada prática deve ser avaliada e adaptada para se ajustar a cada contexto, uma vez que o processo educacional complexo e dinâmico. A educação mediada por tecnologias • 8/14 Para complementar a sua reflexão, assista ao vídeo intitulado “Novas construções sociais de aprendizagem”, com o professor José Pacheco, em: <https://youtu.be/-AgRdue4Zj4>. Conceitos fundamentais Mediação pedagógica: refere-se à atitude e ao comportamento do docente no processo educativo, que se apresenta como um incentivador da aprendizagem, que colabora para que os estudantes alcancem os seus objetivos. Materiais complementares Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo dos links a seguir: 1- Artigo: “Educação mediada por tecnologias de informação e comunicação: pressupostos e avaliação”. Disponível em: <https://www.semanticscholar.org/paper/EDUCA%C3%87%C3% 83O-MEDIADA-POR-TECNOLOGIAS-DE-INFORMA%C3%87%C3% 83O-E-E-Nunes-Pereira/ b3c91eb4c86398120619f93fcb0a08626a089e1a?p2df>. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/-AgRdue4Zj4?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/-AgRdue4Zj4 http://www.interscienceplace.org/isp/index.php/isp/article/view/546/367 https://www.semanticscholar.org/paper/EDUCA%C3%87%C3%83O-MEDIADA-POR-TECNOLOGIAS-DE-INFORMA%C3%87%C3%83O-E-E-Nunes-Pereira/b3c91eb4c86398120619f93fcb0a08626a089e1a?p2df A educação mediada por tecnologias • 9/14 Em resumo Embora o conceito de tecnologia não esteja restrito a equipamentos e recursos digitais e computacionais, ao abordar as tecnologias na educação o sentido refere- se às tecnologias digitais de informação e comunicação. As práticas de educação mediada por tecnologias devem considerar a valorização do uso da tecnologia para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É preciso que essa valorização e objetivo seja central e superior ao de domínio técnico de utilização por professores e alunos, assim como também aos fins de entretenimento, onde se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em espaços educativos. 2- Artigo: “Educação mediada por tecnologias e formação de professores”. Disponível em: <http://www.abed.org.br/ congresso2007/tc/514200720742pm.pdf>. 3- Artigo: “A mediação pedagógica com o uso das novas tecnologias numa educação complexa e libertadora: breve investigação em campo”. Disponível em: <https:// www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830>. http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/514200720742pm.pdf http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/514200720742pm.pdf http://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830 https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/3830 A educação mediada por tecnologias • 10/14 Referências Bibliográficas Moran, J. M.; Masetto, M. T.; Behrens, M. (2010) Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus. Kenski, V. M. (2015) Educação e Tecnologia: o novo ritmo da informação. Campinas, Papirus. Wunsch, L. P. ; Fernandes. J. , A. M. (2018) Conceitos e Práticas. Curitiba, Intersaberes. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816329675 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 1 .3 Must University/2018 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 2/14 Objetivos de Aprendizagem • Refletir sobre as habilidades e competências para o século XXI; • Analisar as características importantes de serem desenvolvidas no contexto atual; • Avaliar estratégias que podem ser desenvolvidas com uso de tecnologias na educação. Desenvolvimento de competências e habilidades para oséculo XXI Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816329973 Em uma pesquisa sobre as competências que a educação pode auxiliar a desenvolver junto aos estudantes, a organização norte-americana National Research Council (2012) apresentou um mapeamento que as categoriza em três grandes domínios: cognitivo, intrapessoal e interpessoal, conforme apresenta a Figura 1.3. Figura 1.3 - Competências para o século XXI Fonte: <http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/>. Introdução No propósito de uso das tecnologias na educação, uma das preocupações deve ser a de desenvolvimento de competências e habilidades dos estudantes para convivência no século XXI. O conceito difundido de competência refere-se à uma combinação de conhecimentos, capacidades e atitudes adequadas a um contexto. Perrenoud (2009) afirma que a competência pode ser traduzida na capacidade de agir eficazmente perante um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas não limi- tada a eles. Esse conceito é mais amplo do que o de habilidade, caracterizado como capacidade que uma pessoa adquire para desempenhar determinado papel ou fun- ção. A competência pode ser definida como junção e coordenação das habilidades com conhecimentos e atitudes. http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/ Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 4/14 • O domínio cognitivo compreende as capacidades específicas que envolvem interpretação, alfabetização, pensamento crítico, análise, dentre outros. • O domínio intrapessoal envolve capacidade para gerir emoções e moldar comportamentos para atingir objetivos. Entre as competências desse domínio estão a determinação, a responsabilidade, a integridade e a cidadania. • O domínio interpessoal compreende características que ajudam a lidar com outras pessoas. Saber passar informações, comunicar-se e ter empatia são algumas das competências que o estudante tem quando o desenvolve bem. Entre esses três domínios há interseções que demonstram a necessidade de desenvolver práticas que propiciem essas competências de forma conjunta. Acesse o relatório completo da pesquisa realizada pelo National Research Council neste link: <https://www.nap.edu/catalog/13398/ education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge- and-skills>. Observe que há uma versão gratuita em PDF. Saiba Mais https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills https://www.nap.edu/catalog/13398/education-for-life-and-work-developing-transferable-knowledge-and-skills Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 5/14 Saiba Mais Leia o artigo “Conheça as competências para o século 21” em: <http:// porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/>. Dentro desse contexto, Demo (2011) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o desenvolvimento de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na prática continuam sendo importantes para a vida das pessoas porque são indispensáveis para a cidadania e a produtividade. No entanto, outras necessidades se apresentam, como o manejo da informação e comunicação, muito além da postura de mero usuário. Assim, o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. Outro destaque de Demo (2011) é a fluência tecnológica, que precisa ir muito além de saber fazer uso na posição de consumidor de programas e informações. Deve atingir patamares da criação de informação, da realização de busca semântica de informação e formação de autoria. Assim, destaca-se que digitar texto, navegar na internet, conhecer comandos repetitivos são ações insuficientes mediante a exigência mais sofisticada de dar conta de empreitadas não lineares interpretativas, nas quais a postura é de sujeito participativo/reconstrutivo. http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/ http://porvir.org/conheca-competencias-para-seculo-21/ Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 6/14 Considerando esse cenário, apresentam-se a seguir algumas diretrizes para a criação de estratégias com do uso de tecnologias na educação: https://player.vimeo.com/video/816330614 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 6/14 • 1. Adotar variações para as fontes de informação apresentadas aos estudantes. Utilizar recursos em formato de texto, hipertextos, imagens, vídeos, animações e ilustrações favorece uma diversidade de formas de interpretações. • 1.2. Incentivar que os estudantes apresentem situações -problemas do seu cotidiano para uma discussão nos espaços acadêmicos. • 1.3. Promover atividades que demandam trabalhos em equipes compostas de maneiras diversificada. • 1.4. Utilizar as tecnologias para construir uma personalização da aprendizagem, que leve em consideração ritmo e interesses individuais. • 1.5. Usar avaliações formativas com feedbacks contínuos de forma que os estudantes percebam a evolução da sua aprendizagem e reconheçam as competências e habilidades que foram desenvolvidas. • 1.6. Promover a utilização de tecnologias e a criatividade dos estudantes para criarem seus recursos tecnológicos em uma abordagem de inovação. • 1.7. Incentivar a curiosidade e a iniciativa de aprendizagem ao longo da vida, visando ir além na busca pelo conhecimento. O infográfico apresentado na Figura 1.4 destaca importantes competências e habilidades categorizadas em quatro domínios: cognitivas, sociais, emocionais e éticas. Essas demandas devem servir de rotas para o planejamento de estratégias educacionais. Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 7/14 Figura 1.42 - Habilidades sociais, emocionais, cognitivas e éticas Fonte: <https://educador360.com/gestao/invista-em-socioemocionais/>. Saiba Mais Assista a este vídeo: “Competências para formar o cidadão para o século XXI”, que apresenta um debate virtual sobre o tema de Competências para formar o cidadão para o século XXI - em: <https:// youtu.be/CBvL_yE8Y4U>. https://educador360.com/gestao/invista-em-socioemocionais/ https://youtu.be/CBvL_yE8Y4U https://youtu.be/CBvL_yE8Y4U https://www.youtube.com/embed/CBvL_yE8Y4U?rel=0&showinfo=0 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 8/14 Para concluir, o que se espera alcançar a partir desta compreensão das habilidades e competências necessárias para o desenvolvimento de estudantes no século XII é o dimensionamento do papel das tecnologias na educação. Não se trata de munir as instituições de ensino, os alunos e os docentes de tablets e computadores de última geração, pois o acesso não necessariamente será suficiente para o desenvolvimento integral do estudante. Assim, a educação inovadora requer profissionais dedicados que trabalhem colaborativamente para o avanço do mundo com criatividade e inovação. Saiba Mais Conceitos fundamentais Competência: capacidade de agir eficazmente perante um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas não limitada a eles. Habilidade: capacidade adquirida para desempenhar determinado papel ou função. Materiais complementares Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo dos links a seguir: 1- Artigo: “Competências em Educação: conceito e significado pedagógico”. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf>. 2- Artigo: "COMPETÊNCIAS-CHAVE PARA TODOS NO SÉC. XXI:ORIENTAÇÕES EMERGENTES DO CONTEXTO EUROPEU". Disponível em: <https:// revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294>. 3- Artigo: "SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, DO CONHECIMENTO E DA APRENDIZAGEM:DESAFIOS PARA EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI". Disponível em: <https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14854>. http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf http://www.scielo.br/pdf/pee/v14n1/v14n1a08.pdf http://www.oei.es/pdf2/habilidades-seculo-xxi.pdf www.revistappgp.caedufjf.net/index.php/revista1/article/download/82/52 https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294 https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/8735/6294 https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14854 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 9/14 Em resumo O século XXI exige dos estudantes novas competências e habilidades. Assim, cabe aos docentes, no desenvolvimento de práticas pedagógicas, buscar estratégias que possibilitem atitudes que promovam o domínio cognitivo, assim como as competências intrapessoais e interpessoais. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816330898 Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI • 10/14 Referências Bibliográficas Demo, P. (2011). Aprendizagens e tecnologias. Roteiro, Joaçaba, v. 36, n. 1, p. 9-32, jan./jun. NATIONAL RESEARCH COUNCIL. (2012), Education for life and work: developing transferable knowledge and skills in the 21st century. Washington, DC: The National Academies Press, Disponível em: <https://doi.org/10.17-226/13-398>. Acesso em: 31 jul. 2021. Perrenoud, P. (2002). As competências para ensinar no século XXI. A formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed. https://doi.org/10.17-226/13-398 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Tecnologias para aprendizagem significativa TE CN O LO G IA S PA RA A PR EN D IZ AG EM S IG N IF IC AT IV A - E D U 67 0- 1. 5 Must University/2018 Tecnologias para aprendizagem significativa • 2/12 Tecnologias para aprendizagem significativa Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. Objetivos de Aprendizagem • Conhecer os princípios da aprendizagem significativa; • Compreender o recurso de mapas conceituais; • Desenvolver estratégias de uso de tecnologias para promover a aprendizagem significativa. https://player.vimeo.com/video/816331032 Tecnologias para aprendizagem significativa • 3/12 No âmbito educacional, tem-se que, de acordo com os fundamentos da aprendizagem significativa, o processo ideal ocorre quando uma nova informação se relaciona aos conhecimentos prévios do estudante. Assim, motivado por uma situação proposta pelo professor que faça sentido para o estudante, ele vai ampliar, avaliar, atualizar e reconfigurar a informação anterior, transformando-a em nova, em um processo de construção do conhecimento. As práticas educacionais integradas com as tecnologias devem ter como objetivo apoiar esse processo de aprendizagem significativa. A organização visual de conteúdo e a facilidade para apresentação de informação em diferentes formatos devem contribuir para contextualizar assuntos e conectar-se com os conhecimentos prévios dos estudantes. Saiba Mais Conheça sobre a história de David Ausubel em <https:// www.biografiasyvidas.com/biografia/a/ausubel.htm>. A aprendizagem significativa A aprendizagem significativa é o conceito central da teoria da aprendizagem de David Ausubel (1918-2008) e pode ser definida como um processo pelo qual uma nova informação se relaciona com a estrutura de conhecimento de um indivíduo. Conforme apresenta Moreira (1999), a aprendizagem significativa ocorre quando uma nova informação se ancora em conceitos relevantes (subsunçores) preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz. Ausubel define estruturas cognitivas como estruturas hierárquicas de conceitos que são representações de experiências sensoriais do indivíduo. A ocorrência da aprendizagem significativa implica o crescimento e a modificação do conceito subsunçor. A partir de um conceito geral (já incorporado pelo aluno), o conhecimento pode ser construído de modo a interligá-lo com novos conceitos, facilitando a compreensão das novas informações, o que dá significado real ao conhecimento adquirido. As ideias novas só podem ser aprendidas e retidas de maneira útil caso se refiram a conceitos e proposições já disponíveis, que proporcionam as âncoras conceituais. https://www.biografiasyvidas.com/biografia/a/ausubel.htm Tecnologias para aprendizagem significativa • 4/12 Saiba Mais Aprenda mais sobre a aprendizagem significativa com este vídeo: <https://youtu.be/TsHtAa2sOko>. https://www.youtube.com/embed/TsHtAa2sOko?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/TsHtAa2sOko Tecnologias para aprendizagem significativa • 4/12 Dentro dessa perspectiva, uma prática que pode favorecer muito a aprendizagem é a utilização de mapas conceituais que se integra à teoria de Ausubel pela característica de conexão visual e hierárquica possível de ser construída. A teoria referente a mapas conceituais foi desenvolvida, na década de 1970, pelo pesquisador Joseph Novak, a partir da Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel. Na definição apresentada por Moreira (2010), tem-se que os mapas conceituais podem ser entendidos como diagramas bidimensionais, que mostram relações hierárquicas entre conceitos de um corpo de conhecimento e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual desse corpo. https://player.vimeo.com/video/816331407 Tecnologias para aprendizagem significativa • 5/12 Os mapas conceituais permitem representar os conceitos, geralmente dentro de círculos, e as relações entre os conceitos, que são indicadas por linhas que os interligam. Os conjuntos conceito-relação-conceito formam proposições, que são afirmações significativas sobre os objetos ou eventos envolvidos. As proposições definem as unidades semânticas, ou unidades de conhecimento do mapa. Na estrutura do mapa conceitual pode-se representar também ligações cruzadas, identificando relacionamentos entre conceitos em duas diferentes áreas do mapa. A Figura 1.5 apresenta um mapa conceitual, conforme Souza (2006), representando esses conceitos. Figura 1.5 – Exemplo de um mapa conceitual Fonte: Souza (2006). Existem várias ferramentas de tecnologias digitais que permitem a criação de mapas conceituais. Além de ser um recurso que pode ser utilizado pelo professor, o exercício de criação por parte dos alunos pode gerar também experiências de análise e síntese favoráveis à aprendizagem significativa. Outros recursos também podem ser destacados, desde adoção de vídeos e simulações, como também desafios, jogos e interação em ambientes virtuais de aprendizagem. Tecnologias para aprendizagem significativa • 6/12 Leia o texto “David Ausubel e a aprendizagem significativa” em: <https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a- aprendizagem-significativa>. Conceitos Fundamentais Aprendizagem significativa: como conceito central da teoria da aprendizagem de David Ausubel (1918-2008), pode ser definida como um processo pelo qual uma nova informação se relaciona com a estrutura de conhecimento de um indivíduo. Mapas conceituais: diagramas bidimensionais que mostram relações hierárquicas entre conceitos de um corpo de conhecimento e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual desse corpo. Materiais complementares Quer saber mais sobre o que estudamos? Então acesse o conteúdo dos links a seguir: 1- Artigo: “Mapas conceituais e aprendizagem significativa”. Disponível em: < https://www.if.ufrgs.br/~moreira/ mapasport.pdf>. 2- Artigo: “Aprendizagem significativa”. Disponível em: <http:// www.projetos.unijui.edu.br/formacao/_medio/fisica/_MOVIMENTO/ ufpb_energia/Textos/ASConceitos.pdf>. 3- Artigo: “Teoria da Aprendizagem Significativa: elaboração e avaliação de aula virtualna plataforma Moodle”. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/reben/a/qhnWx4FsmbrSjPVRrgBQNVm/ abstract/?lang=pt>. Saiba Mais https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-significativa https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-significativa http://lief.if.ufrgs.br/pub/cref/pe_Goulart/Material_de_Apoio/Referencial%20Teorico%20-%20Artigos/Mapas%20Conceituais%20e%20Aprendizagem%20Significativa.pdf http://www.fisica.ufpb.br/~Romero/objetosaprendizagem/Rived/Artigos/2004-RevistaConceitos.pdf http://www.redalyc.org/html/2670/267022538019/ https://www.scielo.br/j/reben/a/qhnWx4FsmbrSjPVRrgBQNVm/abstract/?lang=pt http://www.projetos.unijui.edu.br/formacao/_medio/fisica/_MOVIMENTO/ufpb_energia/Textos/ASConceitos.pdf https://www.if.ufrgs.br/~moreira/mapasport.pdf Tecnologias para aprendizagem significativa • 7/12 Aplicação Prática “Experimentação no Ensino de Química: Caminhos e Descaminhos Rumo à Aprendizagem Significativa”, disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/ online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf>. Conheça essa experiência com alunos do ensino médio, utilizando o laboratório como espaço de investigação. A abordagem envolveu os estudantes na tentativa de identificar a composição de um material a partir das propriedades. A metodologia permitiu perceber a interferência do ensino formal quando se pretende mediar aprendizagens por descoberta e em que medida a experimentação pode tornar a aprendizagem significativa. Em resumo A teoria da aprendizagem significativa apresenta caminhos para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas de uso das tecnologias na educação. As práticas educacionais integradas com as tecnologias devem ter como objetivo apoiar a aprendizagem significativa. A organização visual de conteúdo e a facilidade para apresentação de informação em diferentes formatos devem contribuir para contextualizar assuntos e conectar-se com os conhecimentos prévios dos estudantes. http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/08-RSA-4107.pdf Tecnologias para aprendizagem significativa • 8/12 Referências Bibliográficas Moreira, M. A. (1999). Aprendizagem significativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília. Moreira, M. A. (2010). Mapas conceituais e aprendizagem significativa. São Paulo: Centauro. Souza, B. P. G. (2006). O uso de mapas conceituais como ferramenta no planejamento de aulas. Monografia (Curso de Licenciatura em Química). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816331656 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 2 .1 Conceitos de hardware e software Must University/2018 Conceitos de hardware e software • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender os conceitos de hardware e software e como esses compõem recursos importantes para o trabalho pedagógico das tecnologias. • Comparar as características de software de sistema e software de aplicativos. • Descrever a composição básica de computadores e os tipos de licenças de uso. Conceitos de hardware e software Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/283696416 https://player.vimeo.com/video/816331818 Conceitos de hardware e software • 3/13 Conceitos de hardware e software As tecnologias digitais estão presentes no cotidiano com tanta frequência que muitos dos seus componentes nem são percebidos. De fato, para fazer uso das tecnologias não é necessário ter um conhecimento especialista de informática. No entanto, ter uma compreensão básica das suas organizações facilita muitas as tomadas de decisões, como, por exemplo, nos momentos de definições dos recursos mais adequados para o desenvolvimento de algumas atividades no contexto educacional. A organização básica das tecnologias digitais está baseada em hardware e software. Entende-se como hardware todo e qualquer componente físico que faça parte de um equipamento tecnológico. Exemplos de hardware que compõem um computador são placas de circuitos internos, unidades de memória e processadores. Além desses componentes internos, existem os periféricos, tais como impressoras, teclados e mouses. Já o conceito de software está relacionado a um componente lógico das tecnologias. Os softwares estão organizados de maneira abstrata em linguagem de programação e são responsáveis pelo funcionamento do hardware, como permitir a edição de textos, manipulação de imagens e impressão, por exemplo. Ambos são importantes e estão interligados para a devida utilização dos usuários. De um forma simplificada, a organização dos computadores pode ser descrita como um conjunto de quatro componentes: 1) unidade de controle e processamento; 2) os periféricos de entrada e de saída e 3) os dispositivos de armazenamento. A Figura 1 representa essa organização e a interligação com alguns exemplos de periféricos. Conceitos de hardware e software • 4/13 Figura 1 - Organização de computadores Fonte: criado pela autora. https://player.vimeo.com/video/816332209 Conceitos de hardware e software • 4/13 Tanto o hardware, quanto o software possuem um histórico que demonstra uma evolução dos seus princípios de funcionamento. Em geral, essa evolução é em função de buscar oferecer melhores recursos às tarefas dos seus usuários. Uma classificação existente entre os softwares atualmente é a de que podem ser divididos em duas categorias, sendo os softwares de sistema e os softwares de aplicativos, conforme apresentam Caiçara Junior & Wilddauer (2013).Com o desenvolvimento dos sistemas de dispositivos móveis como tablets e smartphones, inúmeros aplicativos surgiram dentre os mais diversos assuntos. Ambos os softwares possuem a característica de executarem funções lógicas, escritas em linguagens de programação, no entanto, os aplicativos geralmente são recursos com funções mais simplificadas e propósitos mais específicos. Uma outra característica dos aplicativos, também chamados de apps, refere-se à facilidade de instalação e utilização nos dispositivos móveis e um custo para uso com valor reduzido. Conceitos de hardware e software • 5/13 Conheça nesse vídeo um pouco sobre a história de desenvolvimento dos computadores Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=mFdUqqwzbVs > Tanto os softwares de sistemas quanto os softwares de aplicativos possuem licenciamento para utilização, distribuição e comercialização. Existem variações nos tipos de licença, mas, basicamente, três tipos principais podem ser considerados: • Software de uso gratuito (freeware): a utilização não implica o pagamento de licenças para o seu uso. • Software de uso comercial: a utilização requer a compra de uma licença para uso. Essa licença pode ser um valor pago uma única vez ou também pode ser cobranças recorrentes. • Software de uso limitado (shareware): a utilização de algumas funções do software pode ser feita de forma gratuita, mas há limitações de tempo de uso ou de funções. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/mFdUqqwzbVs https://www.youtube.com/embed/mFdUqqwzbVs Conceitos de hardware e software • 6/13 Além dessas especificidades quanto ao uso, os softwares também possuem dois tipos principais de classificação em relação aos seus tipos de códigos, existindo os softwares chamados de livres e proprietário. Veja algumas características: • Software Livre: refere-se a qualquer software que pode ter o seu código de instruções e funções usadas, copiadas, estudadas, modificadas e redistribuídas sem nenhuma restrição. • Software Proprietário: trata-se de softwares com restriçõespor parte do proprietário para a sua redistribuição, cópia e modificação. Os direitos são exclusivos do produtor tendo de ser respeitados os direitos autorais e as patentes. É importante ter atenção à essas diferenciações, pois existem softwares livres que dependem de licença paga do usuário para utilização, assim como softwares proprietários que possuem licença de uso gratuita. Conheça melhor as características dos softwares livres: https://pt.wikipedia.org/ wiki/Software_livre Para o devido funcionamento dos softwares de sistemas e de aplicativos um tipo especial de software é requerido. Trata-se do Sistemas Operacional, que possui como função gerenciar toda a comunicação entre os componentes físicos e lógicos para que as funções solicitadas pelos usuários sejam plenamente atendidas. Essa função destacada é representada na Figura 2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre Conceitos de hardware e software • 7/13 Figura 1 - Sistema Operacional como gerenciador de comunicação Fonte: criado pela autora, baseado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operativo . Existem os sistemas operacionais que são desenvolvidos para uso em computadores pessoais (chamados de desktops), notebooks e servidores e existem os que são especificamente para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. São exemplos de sistemas de operacionais bem conhecidos de computadores pessoais, notebooks e servidores: Microsoft Windows, Linux, Mac OS, Ubuntu, dentre outros. Alguns exemplos de sistemas operacionais de dispositivos móveis são: Android, iOS, Blackberry, dentre outros. Concluindo, ao conjunto de software, hardware e usuários, atuando em uma determinada finalidade, chamamos de sistemas de informação. A partir do entendimento dos principais conceitos apresentados espera-se que a escolha dos recursos para uso das tecnologias na educação seja favorecido e de maior êxito. Conceitos de hardware e software • 8/13 Materiais Complementares: 1- Introdução a Informática - Disponível em: http://www.bit.ly/ ii051/ 2- Informática: Conceitos Básicos - Disponível em: https://books. google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fn d&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots= HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage- &q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false - 3- Dicionário de Termos Técnicos de Informática - Disponível em: https://www.bit.ly/83nf67 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Hardware: é a parte física de um computador, é formado pelos componentes eletrônicos, como por exemplo, circuitos de fios e luz, placas, utensílios, correntes, e qualquer outro material em estado físico, que seja necessário para fazer com o que computador funcione. Software: é uma sequência de instruções escritas para serem interpretadas por um computador com o objetivo de executar tarefas específicas. Também pode ser definido como os programas que comandam o funcionamento de um computador. Sistemas Operacionais: software principal que tem como função gerenciar a comunicação entre hardware e demais softwares. http://www2.dcc.ufmg.br/disciplinas/ii/ii05-1/introducao_info.pdf https://docs.ufpr.br/~ademirlp/IntroducaoInformatica.pdf https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=yFcaBQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT2&dq=Conceitos+de+informatica+b%C3%A1sica&ots=HBeJLDksyp&sig=G5T1mfmgoaxsf0sna__4BOQ-DKI#v=onepage&q=Conceitos%20de%20informatica%20b%C3%A1sica&f=false https://files.comunidades.net/mutcom/Dicionario_de_Informatica_1.pdf Conceitos de hardware e software • 9/13 Na ponta da língua Em Resumo A compreensão dos conceitos apresentados de hardware e software é importante para educadores que atuam em um processo pedagógico e necessitam administrar tanto o planejamento das estratégias de ensino e aprendizagem, quanto os investimentos em infraestruturas necessários. https://player.vimeo.com/video/816332509 Conceitos de hardware e software • 10/13 Referências Bibliográficas Caiçara J., C., Wildauer, E. W. 2013. Informática instrumental. Curitiba: Intersaberes. Conceitos de hardware e software • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Tipos de mídias CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 2 .2 Must University/2018 Tipos de mídias • 2/14 Objetivos de Aprendizagem • Definir os tipos de mídias. • Compreender diferentes formatos de mídias. • Compreender os benefícios do uso das mídias na educação. Tipos de mídias Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816332647 A importância do uso das mídias para a educação pode ser considerada incontestável, conforme resultados de diversas pesquisas acadêmicas e científicas. No entanto, devido à múltiplos aspectos técnicos e a diversidade de possibilidades de uso, as mídias precisam ser melhores compreendidas para uma efetiva utilização na educação. Quanto aos tipos de mídias, duas categorias podem ser consideradas: as mídias analógicas e as digitais. As mídias analógicas são caracterizadas por necessitarem de um suporte material físico para serem acessadas. Já as mídias digitais são aquelas em que o conteúdo pode ser acessado de forma digital e o seu processo de acesso e reprodução é representado em linguagem binária de computadores. São exemplos de mídias: TV, vídeo, rádio, material impresso, internet. Cabe destacar que uma mídia pode estar tanto na forma analógica quanto digital. O áudio de uma música, por exemplo, pode ser gravado de forma analógica em um disco de vinil e também de forma digital em formato como mp3. Tanto as mídias analógicas quanto as digitais oferecem possibilidades de uso na educação. Veja alguns exemplos no Quadro 1. Quadro 1 - Exemplos de mídias analógicas e digitais Recurso Mídia analógica Mídia digital Áudio Gravado em um disco de vinil. Em um arquivo de formato MP3. Vídeo Gravado em uma fita de VHS. Em um arquivo de formato MP4. Imagem Revelado em um papel fotográfico. em um arquivo de formato BMP. Texto Impresso em uma folha de papel. Em um arquivo de formato DOC. Fonte: autora Introdução As mídias, no contexto comunicacional, podem ser compreendidas como todo suporte que tem como finalidade difundir informação. Sobre a origem, Mello e Tosta (2008) apresentam que o vocábulo é importado do termo media, em inglês, que é o plural de medium e no singular significa “meio”, “canal”. Trata-se de uma versão reduzida de mass media, utilizada para se referir aos meios de comunicação em massa. Na educação, diferentes tipos de mídias podem ser utilizados para apoio aos processo de ensino e aprendizagem. Tipos de mídias • 4/14 Cabe ainda destacar que, com o desenvolvimento da internet, surgiram as chamadas mídias sociais que permitemcompartilhamento de conteúdo e interação de maneira facilitada. São exemplos dessas mídias o Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp e blogs. Embora essas mídias sejam utilizadas frequentemente para fins de lazer e entretenimento, muitas propostas pedagógicas podem ser desenvolvidas com o uso dessas redes sociais. O potencial de cada uma delas está na criatividade e na elaboração de estratégias que visem auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. https://player.vimeo.com/video/816332939 Tipos de mídias • 4/14 Formato de mídias digitais O uso das mídias digitais requerem o uso de programas que reconheçam os formatos de gravação dos arquivos para a devida reprodução. Quando se considera os formatos de áudios, vídeos, imagens e textos, tem-se múltiplas possibilidades, cada um com as suas características e especificidades. As mídias de áudio favorecem a reprodução de músicas, entrevistas e podcasts. Existem diversos formatos de áudio e, além dos aspectos técnicos, eles se diferenciam pela qualidade e capacidade de compressão que tem influência no espaço digital ocupado para armazenamento. Um dos formatos mais populares de áudio é o mp3. Esse formato consegue representar arquivos com bastante compressão e boa qualidade de som. Outro formato de áudio é o wav, que é uma denominação derivada de “Waveform Audio File Format”. Esse formato possui alta qualidade de áudio e nenhuma compressão. Por isso os arquivos do formato wav são muito maiores do que arquivos do tipo mp3. Entre outros formatos de áudio que podem ser encontrados, destaca-se tem-se o AAC (Advanced Audio Coding) e o FLAC (Free Lossless Audio Codec). Tipos de mídias • 5/14 Os formatos de representação das mídias de vídeos também são bastante variados. Alguns fabricantes criam formatos específicos para seus sistemas e dispositivos e isso contribui para que ocorra situações em que um vídeo não pode ser reproduzido em um dispositivo, por ter sido feito em outro tipo. No caso do vídeo, a qualidade do arquivo está relacionada com a resolução das imagens que são exibidas e com o áudio do conteúdo. Cada formato de vídeo pode exigir um decodificador específico. Entre os formatos de vídeos mais comuns tem-se: WMV (Audio Video Interleave), FLV (Flash Video), MOV (Apple format), RMVB (Real Media Variable Bitrate), MPEG (Moving Picture Experts Group). Da mesma forma que os áudios e vídeos, as variações nos arquivos de imagem refletem a qualidade da imagem que se deseja enxergar. Além dos formatos que irão gerar diferentes extensões para os arquivos, há dois tipos de imagens que se diferenciam pela sua forma de representação. Esses formatos são os bitmaps e os vetores. Uma imagem do tipo bitmap é formada por diversos e minúsculos pontos chamados de pixels. As fotos digitais são exemplos de imagens do tipo bitmatp. As imagens do tipo vetores não possuem pixels e por isso podem ser aumentadas em tamanho sem perder resolução e alterações de qualidade. As imagens vetoriais geralmente são utilizadas em websites, cinema, televisão, games. Entre os formatos de imagens mais conhecidos tem-se: BMP, TIFF, JPEG, GIF, PNG, dentre outros. Tipos de mídias • 6/14 Conheça mais sobre os formatos de imagens aqui: https:// kinsta.com/pt/blog/tipos-arquivo-imagem/ As mídias de texto também possuem variações de formatos, pois os textos, geralmente quando representados com formatação como parágrafos, tabelas, negritos e outras formas, dependem de um software editores para a sua organização. Para cada editor pode haver uma extensão de arquivo especifica e um arquivo organizado em um formato pode ter seu conteúdo alterado quando aberto por outro editor. Entre os formatos de texto mais conhecidos estão o doc, gerado com o editor Microsoft Word; formato odt, gerado com o editor Libreoffice Writter e o formato pages, gerado com Apple Pages. Esses editores também possuem opções para salvar os arquivos em outros formatos que facilitam o uso em outros computadores. Saiba Mais Conheça mais sobre os formatos de arquivos aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/ Formato_de_arquivo Uso das mídia na educação O uso das mídias na educação permite a inclusão de ferramentas do cotidiano no contexto escolar e acadêmico. Com isso, tem-se a oportunidade de contextualizar, despertar emoção, mostrar cenários distintos e distantes aos estudantes e promover o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, é importante que os estudantes discutam nos espaços das salas de aula os aspectos positivos e negativos dos assuntos que estão sendo mostrados pelas mídias no espaço extraclasse, ajudando- os a desenvolverem o senso crítico e responsabilidade. https://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_de_arquivo https://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_de_arquivo https://kinsta.com/pt/blog/tipos-arquivo-imagem/ Tipos de mídias • 7/14 O uso das mídias na educação é apontado por Moran (2007) como necessário em três níveis: organizacional, de conteúdo e comunicacional. No nível organizacional, deve favorecer às escolas ser mais participativa, menos centralizadora, menos autoritária, mais adaptada a cada indivíduo. No nível de conteúdo, deve propiciar uma escola que fale mais da vida, dos problemas que afligem os jovens. Tem que preparar para o futuro, estando sintonizada com o presente. No nível comunicacional, deve conhecer e incorporar todas as linguagens e técnicas utilizadas pelo homem contemporâneo. Valorizar as linguagens audiovisuais, junto com as convencionais. Nessa perspectiva, os diferentes tipos de mídias podem ser utilizados no contexto educacional. O diferencial está nas propostas a serem elaboradas para os estudantes e estas devem ser desenvolvidas conforme cada contexto e realidade. Os benefícios que se espera é o de promover uma aprendizagem significativa a partir de diferentes formas de representação da realidade, promovendo todas as potencialidades dos estudantes. Tipos de mídias • 8/14 Conceitos Fundamentais: Mídias digitais: são aquelas em que o conteúdo pode ser acessado de forma digital e o seu processo de acesso e reprodução é representado em linguagem binária de computadores. Mídias analógicas: são caracterizadas por necessitarem de um suporte material físico para serem acessadas. Mídias sociais: são as que permitem compartilhamento de conteúdo e interação de maneira facilitada pela internet. Materiais Complementares: 1. Blogs na Educação: construindo novos espaços de autoria na prática pedagógica. Disponível em: http://w3.ufsm.br/ carmen/Objeto/Conteudo_html/oa/ Arquivos/18_ana_margo_mantovani_prisma.pdf 2. Utilização das redes sociais na educação: guia para o uso do Facebook em uma instituição de ensino superior. Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/renote/article/view/36434 3. Integração de diferentes mídias digitais no ensino de geometria: uma experiência com o oitavo ano do ensino fundamental. Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/ view/53535 Saiba Mais https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/36434/23529 https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53535/33041 https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53535/33041 http://w3.ufsm.br/carmen/Objeto/Conteudo_html/oa/Arquivos/18_ana_margo_mantovani_prisma.pdf Tipos de mídias • 9/14 Em Resumo A importância do uso das mídias para a educação já pode ser considerada incontestável, conforme resultados de diversas pesquisas acadêmicas e científicas. No entanto, devido à múltiplos aspectos técnicos e a diversidade de possibilidades de uso, as mídias precisam ser melhores compreendidas para uma efetiva utilização na educação. Tanto as mídias analógicas quanto as digitais oferecem possibilidades de uso na educação. O diferencial está nas propostas a serem elaboradas para os estudantes e estas devem ser desenvolvidas conforme cada contexto e realidade. Os benefícios que se espera é o de promover uma aprendizagem significativa a partir de diferentes formas de representaçãoda realidade, promovendo todas as potencialidades dos estudantes. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816333586 Tipos de mídias • 10/14 Referências Bibliográficas Mello, J. M. de. Tosta, S. P. 2008. Mídia & Educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora. Moran, J. 2007. Desafios na Comunicação Pessoal. 3ª Ed. São Paulo: Paulinas. Im ag en s: Sh ut te rst oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 2 .3 Aplicativos e soluções on-line Must University/2018 Aplicativos e soluções on-line • 2/13 Objetivos de Aprendizegem • Definir o conceito de computação em nuvem. • Compreender o funcionamento dos aplicativos e serviços on-line. • Analisar os benefícios dos aplicativos e serviços on-line para a educação. Aplicativos e soluções on-line Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816333805 Por meio dos serviços em nuvem, a necessidade de armazenamento e instalação de arquivos nos dispositivos locais é minimizada, assim como o processamento dos aplicativos, que passam utilizados de locais remotos, via internet. De acordo com Ruschel, Zanotto, Mota (2008) a ideia da computação em nuvem é a utilização em qualquer lugar e independente de plataforma, os mais variados tipos de aplicações através da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em dispositivos próprios computadores. Com isso, tudo será baseado na internet e daí o nome nuvem (cloud) usado para denominar a computação em servidores disponíveis na internet oferecendo serviços a vários dispositivos e aplicações, conforme mostra a Figura 1. Figura 1 - Representação da computação em nuvem Fonte: Ruschel, Zanotto, Mota (2010) A computação em nuvem oferece aos usuários uma simplificação para uso de serviços, pois não precisam realizar instalações complexas, configuração e atualização de so twares. Além disso, minimiza o investimento em hardware, visto que esses são propensos a ficarem obsoletos rapidamente. Toda a infraestrutura complexa de tecnologia da informação passa a ser de responsabilidade dos provedores desses serviços. Introdução O uso de aplicativos e soluções on-line, via internet, tem se popularizado nos últimos anos com o desenvolvimento da tecnologia de computação em nuvem, chamada também de cloud computing. Esta tecnologia consiste no uso memória, processamento e capacidade de armazenamento de computadores e servidores que estão compartilhados e interligados por meio da internet. Aplicativos e soluções on-line • 4/13 Veja no vídeo uma explicação de como funciona o armazenamento em nuvem Available in: <https://youtu.be/okTe0te1Sz0>. Aplicativos e soluções on-line: vantagens e desvantagens Existem diversos aplicativos e soluções em nuvem disponíveis para os usuários, um exemplo comum que são os serviços de e-mail. Esse serviço é acessado via internet e as mensagens podem ser lidas e enviadas de qualquer dispositivo, desde que o seu usuário faça acesso com os seus dados individuais de nome de usuário e senha. Outros exemplos são os armazenamento de arquivos, como os oferecidos pelo Google Drive, Dropbox, dentre outros e os serviços de hospedagem de sites, como Hostgator, LocaWeb, dentre outros. Uma das maiores vantagens da computação em nuvem considerada pelos usuários é a possibilidade de utilizar aplicativos (softwares) sem que estejam instalados no computador ou outro dispositivo pessoal, mas há outras vantagens, conforme apresentado a seguir: Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/okTe0te1Sz0 https://www.youtube.com/embed/okTe0te1Sz0 https://youtu.be/okTe0te1Sz0 Aplicativos e soluções on-line • 5/13 • Multiplataforma: O usuário na maioria das vezes não precisa se preocupar com o sistema operacional e hardware que está fazendo uso. • Backup: Os serviços de armazenamento são responsáveis por garantir a cópia dos arquivos conforme as suas políticas de segurança. • Atualização automática: As atualizações dos aplicativos e serviços são feitas de forma automática, sem intervenção do usuário. • Mobilidade: os serviços e aplicativos podem ser utilizados de qualquer lugar, pelo acesso à internet. • Colaboração: Os arquivos armazenados na nuvem podem ser compartilhados mais facilmente com outras pessoas, possibilitando maior agilidade e produtividade. É preciso destacar que há também algumas desvantagens dos serviços oferecidos pelo armazenamento em nuvem. A primeira delas é a necessidade de acesso à internet. Caso o acesso não seja possível, os aplicativos e serviços on-line não poderão ser acessados. A velocidade de conexão também pode influenciar o uso de alguns aplicativos que exigem maiores processamentos e por isso necessidade de maiores transferências de dados. Outro ponto que exige maior cuidado dos usuários é em relação aos dados de acesso. Grande parte dos serviços exigirá uma identificação e esses dados devem ser lembrados pelos usuários e criados com os devidos cuidados de segurança. Caso contrário, pessoas não autorizadas poderão fazer o acesso e gerarem transtornos como uso inadequado ou exclusão de conteúdo. Conheça mais sobre o armazenamento em nuvem aqui: <https://youtu.be/c_mSlzab-to> https://youtu.be/c_mSlzab-to Aplicativos e soluções on-line • 6/13 https://player.vimeo.com/video/816334099 Aplicativos e soluções on-line • 6/13 Benefícios para a Educação Com os aplicativos e serviços on-line muitos benefícios podem ser obtidos na educação. Entre alguns, podemos destacar: comunicação, uso de arquivos, colaboração para criação de conteúdos. Na comunicação, tem-se a possibilidade de ampliar o contato entre estudantes e docentes para outros espaços além da sala de aula. O contato com as famílias, no caso de educação básica, também pode ser favorecido oportunizando o acompanhamento conjunto das atividades e progresso dos estudantes. No uso de arquivos, há facilidades tanto na criação quanto na distribuição entre os interessados. Muitas cópias de impressão podem ser reduzidas pelo uso de arquivos digitais. Na colaboração, um exemplo é a realização de trabalhos entre grupos de estudantes que podem trabalhar em criações compartilhadas em locais e tempos distintos. Uma outra tendência para a educação é utilizar os serviços e aplicativos on-line para apresentar os conteúdos expositivos aos estudantes distantes geograficamente e usar os espaços presenciais de sala de aula para promover momentos interativos, debater resolução de problemas, esclarecer dúvidas, realizar apresentações de trabalhos, e outras possibilidades para aprimorar a aprendizagem. No aspecto da gestão acadêmica, também há inúmeras vantagens do uso de aplicativos e soluções on-line como menor investimento em infraestrutura física, distribuição de material didático e de materiais como calendários, planos de ensino, atas de reuniões, planejamentos acadêmicos, avaliações, ou outros. Além disso, a computação em nuvem também é uma forma de inovar em muitos processos e despertar a atenção dos estudantes para as possibilidades de uso das tecnologias promoverem a aprendizagem. Aplicativos e soluções on-line • 7/13 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Computação em nuvem: consiste no uso memória, processamento e capacidade de armazenamento de computadores e servidores que estão compartilhados e interligados por meio da internet. Denominado também de cloud computing. Multiplataforma: quando o programa ou sistema pode ser utilizado em mais de uma plataforma, sem depender de sistema operacional e hardware. Materiais Complementares: 1. Novos rumos para a Informática na Educação pelo uso da Computação em Nuvem (Cloud Education): Um estudo de Caso doGoogle Apps Disponível em: https://www.bit.ly/25d82 2. Cloud Education: Aprendizagem Colaborativa em Nuvem através do Kindle e de Redes Sociais Disponível em: http://www. seer.ufrgs.br/cadernosdeinformatica/article/view/v6n1p79-86 3. Ruschel,H. Zanotto, M.S. Mota,W.C. (2008) Computação em nuvem. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Disponível em: https://www.bit.ly/5388 http://www.abed.org.br/congresso2010/cd/252010112729.pdf https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdeinformatica/article/view/v6n1p79-86/11728 https://docplayer.com.br/983154-Computacao-em-nuvem-henrique-ruschel-mariana-susan-zanotto-welton-costa-da-mota-especializacao-em-redes-e-seguranca-de-sistemas-2008-2.html Aplicativos e soluções on-line • 8/13 Em Resumo A computação em nuvem, chamada também de cloud computing consiste no uso memória, processamento e capacidade de armazenamento de computadores e servidores que estão compartilhados e interligados por meio da internet. O propósito da computação em nuvem é a utilização em qualquer lugar e independente de plataforma, os mais variados tipos de aplicações por meio da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em dispositivos próprios computadores. Com os aplicativos e serviços on-line muitos benefícios podem ser obtidos na educação. Entre alguns, podemos destacar: comunicação, uso de arquivos, colaboração para criação de conteúdos. Aplicativos e soluções on-line • 9/13 Referências Bibliográficas Ruschel,H. Zanotto, M.S. Mota,W.C. (2008) Computação em nuvem. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Disponível em: https:// www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08B/Welton%20Costa% 20da%20Mota%20-%20Artigo.pdf Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/283696531 https://player.vimeo.com/video/816334399 https://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08B/Welton%20Costa%20da%20Mota%20-%20Artigo.pdf Aplicativos e soluções on-line • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Princípios de algoritmos e lógica de programação CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 2 .4 Must University/2018 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 2/14 Objetivos de Aprendizagem • Definir algoritmo e lógica de programação. • Compreender a representação lógica dos algoritmos. • Analisar elementos de fluxogramas e pseudocódigos de algoritmos. Princípios de algoritmos e lógica de programação Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816334622 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 3/14 Os programas de computadores (softwares) funcionam seguindo uma sequência de comandos previamente programada para as devidas finalidades. Esses comandos estão escritos em estruturas chamadas de algoritmos. Um algoritmo é uma sequência finita de passos elaborada para ser executada para realização de uma determinada tarefa ou solução de um problema. Segundo o dicionário do prof. Aurélio Buarque de Holanda um algoritmo é um: “Processo de cálculo, ou de resolução de um grupo de problemas semelhantes, em que se estipulam, com generalidade e sem restrições, regras formais para a obtenção de resultado ou de solução de problema.” Desta forma, cabe destacar que os algoritmos não existem apenas em computação, o conceito pode ser generalizado, pois até mesmo uma receita de culinária pode ser considerada um algoritmo, visto que atende à definição apresentada pois consiste em uma sequência de instruções para realização de uma tarefa. Para a computação os algoritmos são essenciais porque são esses que, escritos em linguagem de programação de computadores, permitem que as atividades, como escrever um texto, assistir a um vídeo e armazenar dados, por exemplo, sejam realizadas pelos computadores. Na construção de um algoritmo computacional são necessários comandos lógicos para a programação, assim a lógica de programação consiste na técnica de elaborar algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e computacional. Introdução O uso de tecnologias na educação não requer conhecimento técnico específico de tecnologias, no entanto, compreender os princípios do funcionamento lógico da computação pode auxiliar no desenvolvimento de melhores estratégias pedagógicas e uso dos recursos tecnológicos. Além disso, tem-se que o ensino de algoritmos e lógica de programação pode ser desenvolvido junto a estudantes de todos os níveis educacionais, em propostas que visam o uso de robótica, estratégias de raciocínio lógico, dentre outras. Princípios de algoritmos e lógica de programação • 4/14 Saiba Mais Aprenda mais sobre os algoritmos neste vídeo <https://youtu.be/8WU_E9tNnEw> Elementos da lógica de programação Para que a construção de um algoritmo seja realizada seguindo uma lógica de programação é necessário que o problema ou tarefa a ser resolvido possa ser descrito de maneira clara e precisa. Nem todo tipo de problema pode ser resolvido pelos computadores. Há muitos problemas que são considerados complexos para solução mesmo computacionalmente e, por isso, não possuem uma solução exata para atender aos usuários. Além disso, mesmo que hoje exista algoritmos avançados de inteligência artificial, as decisões que um computador segue são sempre baseadas em sequências lógicas que a inteligência humana permitiu a elaboração. Conforme apresenta Almeida (2008), a lógica de programação é a base para o aprendizado da programação de computadores. https://www.youtube.com/embed/8WU_E9tNnEw?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/8WU_E9tNnEw Princípios de algoritmos e lógica de programação • 5/14 Conheça sobre a lógica de programação com este vídeo: <https://youtu.be/Ds1n6aHchRU> https://www.youtube.com/embed/Ds1n6aHchRU?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/Ds1n6aHchRU https://player.vimeo.com/video/816334997 Os algoritmos podem ter a sua lógica representada de várias maneiras, além do formato escrito em linguagem de computadores, chamados de códigos. Uma forma visual de representar um algoritmo usando a lógica é por meio de fluxogramas. Os fluxogramas permitem a representação gráfica de algoritmos usando formas geométricas. Cada forma pode indicar ações ou instruções distinta. Esse formato pode auxiliar o entendimento das ideias contidas nos algoritmos e bastante popular para o desenvolvimento do raciocínio lógico que precisa ser desenvolvido para a criação de programas de computador. A Figura 1 representa algumas das formas dos principais comandos usados em fluxogramas. Figura 1 - Principais formas geométricas usadas em fluxogramas Fonte: autora. Um exemplo de um algoritmo representado em um fluxograma é apresentado na Figura 2. Esse fluxograma representa uma sequência de passos para uma decisão de resultado de aprovação ou reprovação mediante um cálculo e média de notas. Princípios de algoritmos e lógica de programação • 6/14 Figura 2 - Exemplo de algoritmo representado em fluxograma Fonte: autora. Outra forma de representar um algoritmo com a lógica de programação é por meio de pseudocódigos. O pseudocódigo refere-se a uma forma genérica de escrever um algoritmo, utilizando uma linguagem simples (nativa a quem o escreve, de forma a ser entendida por qualquer pessoa) sem necessidade de fazer uso de uma sintaxe mais rigorosa de linguagem de programação. O uso de pseudocódigo também é bastante comum para o ensino de programação de computadores e auxilia o desenvolvimento e a aprendizagem de programação de computadores. A Figura 3 a seguir apresenta um exemplo de pseudocódigo elaborado com a mesma finalidade do fluxograma apresentado. Princípios de algoritmos e lógica de programação • 7/14 Figura 2 - Exemplo de algoritmorepresentado em fluxograma Fonte: autora. De acordo com Teixeira (2015), os algoritmos computacionais possuem três características básicas: 1) partem de um ponto inicial e chegam a um ponto final; 2) não podem ser ambíguos (ter mais de uma interpretação) e 3) têm todas as suas etapas alcançáveis em algum ponto de sua execução. Os comandos para a elaboração de algoritmos podem se tornar complexos, conforme a especificidade do problema que se deseja resolver. Para que os algoritmos possam ser executados pelos computadores é necessário que estejam em linguagem de programação. Existem muitas linguagens que variam em sua sintaxe, propósito de uso e recursos. Alguns exemplos de linguagem de programação mais conhecidas são: COBOL, PASCAL, C, C++, JAVA, Python, Javascript, dentre outras. Princípios de algoritmos e lógica de programação • 8/14 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Algoritmo: uma sequência finita de passos elaborada para ser executada para realização de uma determinada tarefa ou solução de um problema. Lógica de Programação: consiste na técnica de elaborar algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e computacional. Materiais Complementares: 1. Estratégias pedagógicas no ensino de algoritmos e programação associadas ao uso de jogos educacionais. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/ handle/10183/22862/000625846. pdf?sequence=1 2. Lógica de programação. Disponível em: http://professores.dcc. ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf 3. Ensino de lógica de programação no ensino fundamental utilizando o Scratch: um relato de experiência. Disponível em: https://www.bit.ly/9j7s9 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22862/000625846.pdf?sequence=1 http://professores.dcc.ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf http://professores.dcc.ufla.br/~terra/public_files/2011_apostila_logica.pdf https://sol.sbc.org.br/index.php/wei/article/view/10978/10848 Princípios de algoritmos e lógica de programação • 9/14 Em Resumo Compreender os princípios do funcionamento lógico da computação pode auxiliar no desenvolvimento de melhores estratégias pedagógicas e uso dos recursos tecnológicos. Além disso, tem-se que o ensino de algoritmos e lógica de programação pode ser desenvolvido junto a estudantes de todos os níveis educacionais, em propostas que visam, por exemplo, o uso de robótica, estratégias de raciocínio lógico. Os programas de computadores (softwares) funcionam seguindo uma sequência de comandos previamente programada para as devidas finalidades. Esses comandos estão escritos em estruturas chamadas de algoritmos. Na construção de um algoritmo computacional, são necessários comandos lógicos para a programação, assim a lógica de programação consiste na técnica de elaborar algoritmos conforme regras baseadas na lógica matemática e computacional. Estudo de Caso Conheça este relato desta experiência de ensino de algoritmos e programação para estudantes de uma escola pública no Rio de Janeiro. A experiência realizada por meio de uma oficina que permitiu identificar pontos de dificuldade no processo e a necessidade de trabalhar mais a informática de modo interdisciplinar. Ensino de Algoritmos e Programação: Uma Experiência no Nível Médio - Disponível aqui: http://jacarepagua.dcc.ufrj.br/~ladybug/artigos/PereiraJr.pdf http://jacarepagua.dcc.ufrj.br/~ladybug/artigos/PereiraJr.pdf Princípios de algoritmos e lógica de programação • 10/14 Referências Bibliográficas Almeida, M. 2008. Curso essencial de lógica de programação. Universo dos Livros Editora. Teixeira, C. 2015.Construção de algoritmos no século XXI. Simplissimo Livros Ltda. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816335272 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 2 .5 Must University/2018 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 2/17 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. Objetivos de Aprendizagem • Definir o conceito de pensamento computacional • Conhecer ferramentas que podem favorecer o desenvolvimento do pensamento computacional. • Refletir sobre estratégias para uso na educação. https://player.vimeo.com/video/816335452 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 3/17 O pensamento computacional pode ser compreendido como uma metodologia para resolução de problemas que combina o pensamento crítico com os fundamentos da computação. De acordo com Lee (2014), o pensamento computacional inclui características como: i) formulação de problemas; ii) organização e análise lógica dos dados; iii) representação por meio de abstrações; iv) soluções automatizadas por meio de algoritmos; v) identificação, análise e implementação de soluções; e vi) generalização e transferência do processo de solução encontrado para resolução de outros problemas. Um dos primeiros usos do termo ocorreu pelo professor e pesquisador pela primeira vez por Seymour Papert em 1980. Introdução As tecnologias estão presentes em várias atividades do cotidiano e a expectativa é a de que cada vez mais as pessoas tenham que compreender as estratégias de comunicação com os computadores para gerenciar suas atividades pessoais e profissionais. Esse é um dos fatores que tem feito avançar a temática de ensino do pensamento computacional. O termo vem se popularizando nos últimos anos e gerando um grande número de iniciativas na educação, envolvendo, em geral, atividades de programação e robótica. Além disso, segundo Wing (2006), o pensamento computacional pode representar estratégias importantes da ciência da computação para resolução de problemas e deve ser ensinado aos estudantes nas mais diversas disciplinas. Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 4/17 Saiba Mais Conheça mais sobre Seymour Papert aqui: https://pt.wikipedia.org/ wiki/Seymour_Papert Conforme apresenta Brackmann et al (2017), o pensamento computacional se baseia em quatro processos que orientam o processo de solução de problemas. O primeiro deles é a decomposição, se caracteriza pela quebra de um problema complexo em partes menores e mais simples de resolver. Em segundo lugar, o reconhecimento de padrões se caracteriza pela identificação de similaridades em diferentes processos para solucioná-los de maneira mais eficiente e rápida. A mesma solução encontrada na primeira vez pode ser replicada em outras situações e facilitar o trabalho. O terceiro é a abstração que envolve o processo de análise dos elementos relevantes e dos que podem ser ignorados. Assim, é possível focar no necessário sem se distrair com outras informações. O quarto processo são os de algoritmos, que englobam todos os pilares anteriores e é o processo de criação de um conjunto de regras para a resolução do problema. A Figura 1 representa as atividades desse processo. https://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert https://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 5/17 Figura 1 - Etapas do pensamento computacional Fonte: Pipa Comunicação Com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de habilidades cognitivas do pensamento computacional aos estudantes, várias ferramentas podem ser indicadas para apoiar a aprendizagem que envolve conceitos de lógica de programação e raciocínio lógico. Veja no vídeo abaixo como o pensamento computacionalpode ajudar na resolução de problemas: <https://youtu.be/VEwRsgAG8JE> https://www.youtube.com/embed/VEwRsgAG8JE?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/VEwRsgAG8JE Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 6/17 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional Existem muitas formas de elaborar estratégias pedagógicas para o desenvolvimento do pensamento computacional. Há exemplos de atividades que envolvem o uso de ferramentas digitais, assim como também existem as possibilidades de uso de materiais não tecnológicos, geralmente envolvendo dinâmicas e jogos de estratégias, que avaliadas em pesquisas acadêmicas, comprovam a sua contribuição na aprendizagem dos estudantes. A seguir, são apresentadas as características de duas ferramentas digitais. https://player.vimeo.com/video/816335799 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 6/17 Saiba Mais Veja outros exemplos de ferramentas e ideias aqui: < http://programae. org.br/ > Scratch O Scratch é um programa desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), e pelo grupo KIDS da Universidade de Califórnia, Los Angeles. O seu objetivo é a criação e promoção de sequências animadas para a aprendizagem de programação de forma simplificada. Oferece uma interface intuitiva e fácil de compreender pois a programação é feita de maneira visual. Os seus recursos permitem várias construções, possibilitando o desenvolvimento de trabalhos interdisciplinares ou projetos específicos que permitam o aprendizado de criativa. É uma ferramenta gratuita e pode ser usada nesse link: < https://scratch.mit. edu/ >. A Figura 2 apresenta a interface desta ferramenta. http://programae.org.br/ http://programae.org.br/ https://scratch.mit.edu/ https://scratch.mit.edu/ Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 7/17 Fonte: https://scratch.mit.edu/ Blockly Games O Blockly Games trata-se de um projeto do Google para incentivar o aprendizado de programação de computadores. É uma ferramenta on-line e gratuita e está baseado em uma série de jogos educativos que favorecem o desenvolvimento do raciocínio lógico para programação. No final desses jogos, os jogadores estão prontos para usar linguagens convencionais baseadas em texto. A ferramenta pode ser testada através do link: < https://blockly.games/?lang=pt > e a interface é apresentada conforme a Figura 3, onde cada uma das imagens representam os jogos disponíveis. https://blockly.games/?lang=pt Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 8/17 Fonte: https://blockly-games.appspot.com/ Além dessas ferramentas apresentadas, existem outras soluções que também devem ser pesquisadas. Cada solução permite atender a um contexto e as especificidades devem ser consideradas. Uma forma de desenvolvimento do pensamento computacional sem o uso de recursos digitais é chamado de computação desplugada também chamada de Computer Science Unplugged. Um exemplo apresentado por Silva, Souza e Morais (2016) envolve o uso de cartas impressas que possuem valores de um, dois, quatro, oito e dezesseis, na ordem da direita para a esquerda. Essas cartas podem ser utilizadas para desenvolver o estudo de números binários. O método dos números binários funciona da seguinte forma: as cartas voltadas para baixo representam o “zero” em binário e as cartas para cima representam o “um” em binário, desenvolvendo sequências binárias variadas. Com cinco cartas é possível representar 32 números em decimal, somando a quantidades de pontos nas cartas que estão viradas para cima. Essa atividade auxilia a construção de habilidades, como a realização de contas e a ordenação. Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 9/17 Como forma de divulgar estratégias para o desenvolvimento do pensamento computacional, alguns materiais podem ser encontrados disponíveis na internet por organizações que visam promover o assunto. Um exemplo em português é o site Pensamento Computacional (disponível em http://www.computacional.com. br) e também o Guia do Pensamento Computacional (disponível em: http://lite. acad.univali.br/pt/pensamento-computacional). Em inglês, tem-se o CS Unplugged (disponível em https://csunplugged.org/en/). Conhecer esses ambientes e os materiais compartilhados favorece as suas adaptações e uso em diferentes contextos. Saiba Mais Conheça vários exemplos de códigos aqui: https://desafiodocodigo. com.br/ Conceitos Fundamentais: Pensamento computacional:uma metodologia para resolução de problemas que combina o pensamento crítico com os fundamentos da computação. Decomposição de problema: se caracteriza pela quebra de um problema complexo em partes menores e mais simples de resolver, aumentando a atenção a detalhes. Materiais Complementares: 1. PENSAMENTO COMPUTACIONAL – Um conjunto de atitudes e habilidades que todos, não só cientistas da computação, ficaram ansiosos para aprender e usar. Disponível em: https:// www.bit.ly/4711 http://www.computacional.com.br/ http://www.computacional.com.br/ http://lite.acad.univali.br/pt/pensamento-computacional/ http://lite.acad.univali.br/pt/pensamento-computacional/ https://csunplugged.org/en/ https://desafiodocodigo.com.br/ https://desafiodocodigo.com.br/ https://www.researchgate.net/publication/311091419_PENSAMENTO_COMPUTACIONAL_-_Um_conjunto_de_atitudes_e_habilidades_que_todos_nao_so_cientistas_da_computacao_ficaram_ansiosos_para_aprender_e_usar Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 10/17 2. Pensamento Computacional: transformando ideias em jogos digitais usando o Scratch. Disponível em: http://bit.ly/3403 3. Prática de ensino de Programação de Computadores com Robótica Pedagógica e aplicação de Pensamento Computacional. Disponível em: http://bit.ly/4389 4. Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e Avaliação na Educação Primária da Espanha. Disponível em: bit.ly/628d7 Em Resumo O pensamento computacional pode ser compreendido como uma metodologia para resolução de problemas que combina o pensamento crítico com os fundamentos da computação. Com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de habilidades cognitivas do pensamento computacional aos estudantes, várias ferramentas podem ser indicadas para apoiar a aprendizagem que envolve conceitos de lógica de programação e raciocínio lógico. Há exemplos de atividades que envolvem o uso de ferramentas digitais, assim como também existem as possibilidades de uso de materiais não tecnológicos, geralmente envolvendo dinâmicas e jogos de estratégias, que avaliadas em pesquisas acadêmicas, comprovam a sua contribuição na aprendizagem dos estudantes. https://sol.sbc.org.br/index.php/wie/article/view/16506/16347 https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf https://walgprog.gp.utfpr.edu.br/2015/assets/arquivos/S3A8-article.pdf Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 11/17 Estudo de Caso Conheça um exemplo de uso e avaliação de atividades com materiais não digitais para o desenvolvimento do pensamento computacional em uma escola primária da Espanha relatadono trabalho Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e Avaliação na Educação Primária da Espanha, disponível aqui: http://br-ie.org/pub/index.php/wcbie/article/view/7487/5282 https://br-ie.org/pub/index.php/wcbie/article/view/7487/5282 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 12/17 Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816336170 Ferramentas para desenvolvimento do pensamento computacional • 13/17 Referências Bibliográficas Brackmann, C. et al. 2017. Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e Avaliação na Educação Primária Espanhola. In: Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Informática na Educação. Lee, I. et al. 2011. Computational thinking for youth in practice. Acm Inroads, v. 2, n. 1,p. 32-37. Silva, V.; Souza, A.; Morais, D. 2016. Pensamento Computacional no Ensino de Computação em Escolas: Um Relato de Experiência de Estágio em Licenciatura em Computação em Escolas Públicas. In: Congresso Regional Sobre Tecnologias na Educação. Wing, J. M. 2006. Computational thinking. t, v. 49, n. 3, p. 33-35. Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Autoria e colaboração em rede CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 3 .1 Must University/2018 Autoria e colaboração em rede • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender o conceito de autoria e colaboração na educação. • Conhecer os benefícios das práticas de autoria e colaboração para a educação. • Analisar propostas de autoria e colaboração em rede para promover o ensino e a aprendizagem. Autoria e colaboração em rede Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/283696829 https://player.vimeo.com/video/261483961 https://player.vimeo.com/video/816336354 Autoria e colaboração em rede • 3/13 Introdução Diante das novas possibilidades trazidas pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) para a educação, faz-se necessário que as práticas pedagógicas acompanhem o contexto dessa evolução tecnológica. Uma das possibilidades de ensino e de aprendizagem em rede que se abrem com as TDIC é a autoria e a colaboração, onde professores e estudantes são coautores no ensino e aprendizagem, em um processo de construção do conhecimento. Nesse contexto, as TDIC se apresentam como recursos para tornar esse processo viável, por meio da criação de conteúdos digitais, personalização e trocas de experiências em tempos e espaços mais flexíveis. Conforme apresenta Valente (2017), as maiores oportunidades que se abrem com as TDIC são as de expressão e de comunicação que devem ser exploradas no desenvolvimento de novas abordagens pedagógicas. Assim, em contraposição à educação bancária, criticada por diversos autores como Paulo Freire e John Dewey, torna-se relevante investir em propostas que incentivam uma postura participativa dos estudantes, envolvendo-os na descoberta, investigação e resolução de problemas. Nessa abordagem, as práticas pedagógicas podem ser elaboradas de forma a favorecerem a autoria e a colaboração entre os pares, com provocação para criatividade e criticidade. Autoria e colaboração em rede • 4/13 Conheça mais sobre a vida e obra de John Dewey Disponível em: <https://youtu.be/kFyo_ZU2f2o> Paulo Freire Disponível em: <https://youtu.be/Gq5lZ5xoqjE> Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/kFyo_ZU2f2o?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/kFyo_ZU2f2o https://www.youtube.com/embed/Gq5lZ5xoqjE?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/Gq5lZ5xoqjE Autoria e colaboração em rede • 5/13 No contexto educacional, aprendizagem colaborativa é definida por Torres e Ilara (2007) como a atividade onde duas ou mais pessoas trabalham em grupo com objetivos compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção do conhecimento. Destaca-se que não basta o professor apenas colocar, de forma desordenada, os alunos em grupo, mas sim criar situações de aprendizagem em que possam ocorrer trocas significativas entre os alunos e entre estes e o professor. Assim, as práticas pedagógicas que visam promover a colaboração devem ser desenvolvidas com a participação e o envolvimento dos estudantes para novas habilidades e a aprendizagem possam ser construídas. https://player.vimeo.com/video/816336681 Autoria e colaboração em rede • 5/13 Benefícios da Aprendizagem Colaborativa e Autoria Entre os benefícios que devem ser buscados com a prática colaborativa estão o pensamento crítico, a ampliação do conhecimento por meio das discussões em grupo e trocas de ideias, reflexão sobre o conteúdo estudado e transformação advinda da análise de diferentes contribuições. Além disso, a prática colaborativa pode promover as habilidades de relacionamento pessoal, comunicação, empatia, cidadania, entre outras competências consideradas essenciais na sociedade do conhecimento. Outro potencial das práticas colaborativas é a autoria, em que os estudantes podem ser estimulados a fazerem criações de conteúdos que permitam tangibilizar a aprendizagem, como a produção de vídeos, criação de imagens, áudios e fotos, utilizando ferramentas e aplicativo digitais que favorecem o processo criativo. Para alcançar esses benefícios, a prática de autoria e colaboração requer o envolvimento os participantes e a construção de uma parceria que permita a todos contribuir com as suas habilidades. Nem todo trabalho em grupo se caracteriza trabalho colaborativo, pois para que a colaboração, de fato, aconteça será necessário que a responsabilidade seja mutuamente compartilhada, que exista preocupação com a aprendizagem e que exista a mediação do docente para observar e intervir na produção dos estudantes. Autoria e colaboração em rede • 6/13 Um exemplo de como viabilizar a autoria e a colaboração em rede é o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Um ambiente virtual de aprendizagem é um sistema que proporciona o gerenciamento de conteúdos, a realização de atividades educacionais e interação síncrona e assíncrona, via internet. Um AVA pode ser utilizado em cursos a distância e também como apoio a cursos presenciais. A colaboração e a autoria podem ser favorecidas nestes ambientes por meio de fóruns, onde os participantes compartilham reflexões, por exemplo, sobre um assunto em estudo. Cada estudante ao elaborar a sua reflexão está envolvido em um processo de autoria e ao compartilhar uns com os outros têm a oportunidade de construir as suas aprendizagens a partir das experiências e análises compartilhadas. Conforme apresenta Torres e Ilara (2007), quando há a interação entre pessoas de forma colaborativa, por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus esquemas próprios de pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada pessoa envolvida na atividade consegue ver o problema de uma perspectiva diferente e estão aptas a negociar e gerar significados e soluções mediante um entendimento compartilhado. O elemento crucial de uma participação ativa é a troca de experiências por meio do diálogo e uma interação dialógica entre indivíduos e o intercâmbio de ideias promove o desenvolvimento cognitivo dos sujeitos. Em resultados de pesquisas realizadas por Freitas e Freitas (2003) são apontados como contribuições da prática colaborativa: 1. Melhoria das aprendizagens na escola; 2. Melhoria das relações interpessoais; 3. Melhoria da autoestima; 4. Melhoria das competências no pensamento crítico; 5. Maior capacidade em aceitar as perspectivas dos outros; 6. Maior motivação intrínseca; 7. Maior número de atitudes positivas para com as disciplinas estudadas, a escola, os professores e os colegas; 8. Menos problemas disciplinares, uma vez que mais tentativas de resolução dos problemas de conflitos pessoais; Autoria e colaboração em rede • 7/13 9. Aquisição das competências necessárias para trabalhar com os outros; 10. Menos tendência para faltar à escola. Diante do exposto, tem-se que práticas pedagógicas que incentivem a colaboração e a autoria podem trazer muitas vantagens para a educação. Cabe destacar que não se trata de abolir as práticas de aulas expositivas, mas sim combinar estratégias para uma aprendizagem significativa e oportuna no contexto tecnológico em que a sociedade está inserida. As facilidades de comunicação e criação pela internet possibilitam o trabalho em rede entre pessoas em tempos diferentes e geograficamente distantes. A adoção de cada prática deve ser precedida de uma análise dos objetivosespecíficos de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos estudantes e uma adequada contextualização. Veja neste vídeo como funcionam as ferramentas de autoria: Disponível em: <https://youtu.be/0Y0shgQkCJg> Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/0Y0shgQkCJg?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/0Y0shgQkCJg Autoria e colaboração em rede • 8/13 Conceitos Fundamentais: Aprendizagem Colaborativa: atividade onde duas ou mais pessoas trabalham em grupo com objetivos compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção do conhecimento. Ambiente virtual de aprendizagem: é um sistema que proporciona o gerenciamento de conteúdos, a realização de atividades educacionais e interação síncrona e assíncrona, via internet. Educação bancária: esse modelo de educação parte do pressuposto que o aluno nada sabe e o professor é detentor do saber. O Educador, sendo o que possui todo o saber, é o sujeito da aprendizagem, aquele que deposita o conhecimento. O educando, então, é o objeto que recebe o conhecimento. Materiais Complementares: 1. Grupos de consenso: uma proposta de aprendizagem colaborativa para o processo de ensino-aprendizagem. Disponível em: https:// periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/ view/7052 2. Autoria coletiva na educação: análise da ferramenta wiki para cooperação e colaboração no ambiente virtual de aprendizagem Moodle. Disponível em: https://etic2008.files.wordpress. com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf 3. GOOGLE DRIVE NA APRENDIZAGEM COLABORATIVA Disponível em: https://bit.ly/3n1g31f 4. O USO DO GOOGLE DOCS COMO FERRAMENTA AUXILIADORA NO DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES E PRODUÇÕES ACADÊMICAS. Disponível em: <https:// bit.ly/4f8k58u>. https://etic2008.files.wordpress.com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf https://etic2008.files.wordpress.com/2008/11/unesaluizalexandre.pdf https://www.academia.edu/39548053/GOOGLE_DRIVE_NA_APRENDIZAGEM_COLABORATIVA https://www.researchgate.net/publication/326526638_O_USO_DO_GOOGLE_DOCS_COMO_FERRAMENTA_AUXILIADORA_NO_DESENVOLVIMENTO_DE_ATIVIDADES_E_PRODUCOES_ACADEMICAS https://periodicos.pucpr.br/dialogoeducacional/article/view/7052/6932 Autoria e colaboração em rede • 9/13 Em Resumo Uma das possibilidades de ensino e de aprendizagem em rede que se abrem com as TDIC é a autoria e a colaboração, onde professores e estudantes são coautores no ensino e aprendizagem, em um processo de construção do conhecimento. Entre os benefícios que devem ser buscados com essa prática estão o pensamento crítico, a ampliação do conhecimento por meio das discussões em grupo e trocas de ideias, reflexão sobre o conteúdo estudado e transformação advinda da análise de diferentes contribuições. Além disso, a prática colaborativa pode promover as habilidades de relacionamento pessoal, comunicação, empatia, cidadania, entre outros. A adoção de cada prática deve ser precedida de uma análise dos objetivos específicos de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos estudantes e uma adequada contextualização. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/283696916 https://player.vimeo.com/video/283696829 https://player.vimeo.com/video/816337058 Autoria e colaboração em rede • 10/13 Referências Bibliográficas Freitas, L. V.; Freitas, C. V. (2003). Aprendizagem Corporativa. Porto: Edições As. Torres, P. L; IRALA, E. A. F. (2014). Aprendizagem colaborativa: teoria e prática. In: Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Curitiba, Senar. Valente, J. (2017). A sala de aula invertida e a possibilidade do ensino personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia. In: Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora. Uma abordagem Teórico-Prática. Porto Alegre: Penso Editora. Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Colaboração em rede para aprendizagem CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 3 .2 Must University/2018 Colaboração em rede para aprendizagem • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender as possibilidades de aprendizagem em rede. • Analisar as mudanças geradas pelas tecnologias de comunicação para o cenário educacional. • Conhecer características de propostas pedagógicas que promovam a colaboração em rede para a aprendizagem. Colaboração em rede para aprendizagem Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816337276 Colaboração em rede para aprendizagem • 3/13 Introdução A aprendizagem é considerada um processo pelo qual competências, habilidades, conhecimentos e comportamentos são adquiridos ou modificados. No contexto educacional e na concepção aqui apresentada, tem-se que esse processo é construído socialmente, na interação entre pessoas e não por uma transferência entre um meio e outro, com uma memorização de conteúdo. Desta forma, tem-se que as práticas pedagógicas que possibilitam uma interação entre os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem, valorizando o conhecimento prévio e as experiências, promovendo uma colaboração, são mais eficientes para gerar uma aprendizagem significativa. No contexto atual, com o desenvolvimento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, essas práticas podem ser desenvolvidas para serem realizadas em rede, via internet, com grandes vantagens para impulsionar a educação. Entre as possibilidades para promover a colaboração em rede tem-se os recursos de ambientes virtuais de aprendizagem, blogs, redes sociais e as ferramentas on-line que permitem compartilhamento de conteúdo para criação de conteúdo de forma colaborativa. No entanto, esses recursos só possuem potencial para a aprendizagem se houver a elaboração de estratégias pedagógicas com essa finalidade. Assim, estar conectado em rede significa ter acesso a um conjunto de informações e recursos para interação, mas para promover a aprendizagem é preciso que exista a intencionalidade pedagógica na elaboração das propostas a serem desenvolvidas junto aos estudantes. Nessa perspectiva, o uso das tecnologias para promover a colaboração em rede para a aprendizagem é considerado por Moran (2007) como um forma de modificar e inovar a educação, provocando mudanças profundas nas relações entre os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem. Na educação presencial, o conceito de ensino localizado e temporalizado é alterado, pois pode ocorrer em vários locais, ao mesmo tempo, juntos e separados. Assim como as agências bancárias tiveram seus processos migrados para os ambientes de internet, as escolas terão seu local de referência, porém sem a necessidade de ir até lá o tempo todo para ter acesso ao ensino e a aprendizagem. Esse conceito de aprendizagem em rede é definido por Harasim et al (2005) como sendo uma educação sem fronteira. Colaboração em rede para aprendizagem • 4/13 Saiba Mais Leia este artigo sobre A computação em nuvem como ferramenta pedagógica aqui: https://bit.ly/3kq2PK6 http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pdp_ped_unioeste_genivaldogarbellini.pdf https://player.vimeo.com/video/816337736 Colaboração em rede para aprendizagem • 4/13 Embora o acesso a internet e a computadores ainda possam ser precários em muitos ambientes educacionais, a tendência de uso dos dispositivos móveis e a diminuição dos custos de acesso à internet, propiciará o desenvolvimento de práticas pedagógicas em rede. Nesse processo, a socialização de conteúdo e a abertura de espaços para que os estudantes possam se expressar e tornarem as suas ideias e pesquisas visíveis online pode conferir uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicas. Ferramentas que permitam organizar blogs, wikis, redes sociais, publicação de vídeose fotos, podem auxiliar a realização dessa prática. Dentro dessas possibilidades, percebe-se que as atividades de docentes, estudantes e instituições de ensino se abrem para o mundo. Há as vantagens de divulgação dos seus projetos e trabalhos, mas também avaliações positivas e negativas de terceiros. Por isso, a prática exige maior responsabilidade de todos. O ganho positivo da prática é o compartilhamento de conteúdo que possibilita acelerar as mudanças na sociedade e aumenta os pontos de conexão da rede com as possibilidades de interação que se abrem. Essas práticas exigem muitas quebras de paradigmas do ensino, mas as pesquisas apontam cada vez mais que a habilidade de colaborar, criar e compartilhar conteúdo é essencial para a sociedade do conhecimento. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pdp_ped_unioeste_genivaldogarbellini.pdf Colaboração em rede para aprendizagem • 5/13 Veja neste vídeo como as tecnologias podem ampliar o espaço da sala de aula: Disponível em: <https://youtu.be/AJlP6aeR6Lo>. Saiba Mais Novamente, ressalta-se a necessidade de conceber o papel do professor como ator essencial para a mediação pedagógica e para a elaboração de propostas que promovam o pensamento crítico, a reflexão, a criatividade e a comunicação para uma educação transformadora. De acordo com Moran (2015), são muitos os desafios trazidos para a educação com as possibilidades de trabalho em rede. O Quadro 1 abaixo apresenta uma síntese desses desafios: https://www.youtube.com/embed/AJlP6aeR6Lo?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/AJlP6aeR6Lo Colaboração em rede para aprendizagem • 6/13 Quadro 1 - Mudanças e desafios para a educação Mudanças Desafios Papel do professor Ensina menos, orienta mais, articula melhor. Ele se aproxima mais dos alunos, se movimenta mais entre eles. Tempo em sala de aula presencial Se tornam mais densos, para realizar atividades interessantes, que possam ser pesquisadas, produzidas, apresentadas e avaliadas no mesmo espaço e tempo. Momentos de aprendizagem Não se resumem só aos momentos presenciais. Aumenta a integração com os ambientes digitais, com os ambientes colaborativos, com as tecnologias simples, fáceis, intuitivas. Metodologias Exigência de maior planejamento pelo professor de atividades diferenciadas, focadas em experiências, em pesquisa, em colaboração, em desafios, jogos, múltiplas linguagens. Forte apoio de situações reais, de simulações. Materiais de estudo O conteúdo pode ser disponibilizado digitalmente. Predominam as atividades em tempo real interessantes, desafios, jogos, comunicação com outros grupos. Papel do aluno Ganha importância maior a presença do aluno-monitor, que apoia os colegas e ajuda o professor, tanto nas atividades como nas orientações tecnológicas. Colaboração em rede para aprendizagem • 7/13 Profissionais da educação Quanto mais tecnologias, maior a importância de profissionais competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo de profunda interação humana, com menos momentos presenciais tradicionais e múltiplas formas de orientar, motivar, acompanhar, avaliar. Papel da escola Inserção da escola na comunidade em atividades de diálogo com pais, bairro, cidade, mundo, com atividades presenciais e digitais. Fonte: elaborado pela autora com conteúdo de Moran (2015) Concluindo, observa-se que são muitas as mudanças geradas pelas possibilidades de aprendizagem em rede. Muitas dessas são disruptivas e requerem uma nova visão de educação para as instituições educacionais. A necessidade de educação com o desenvolvimento das tecnologias se amplia, porém a aprendizagem passa a ser possível de diferentes formas e em uma estrutura mais aberta e sob demanda. Por isso a capacidade de reinvenção dos espaços acadêmicos formais é urgente para a sua sobrevivência. Colaboração em rede para aprendizagem • 8/13 Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares – Mínimo 2 e no máximo 4). 1. Redes Sociais: a interação para além da sala de aula. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Douglas-Vaz-2/ publication/330209943_Redes_sociais_a_interacao_para_ale m _da_sala_de_aula/links/5ea896fd45851592d6a5edbb/Redes- sociais-a-interacao-para-alem-da-sala-de-aula.pdf 2. Webquest: uma técnica para aprendizagem na rede internet. Disponível em: https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/ artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf 3. Comunidade cooperativa de aprendizagem em rede. Disponível em:http://www.bts.senac.br/index.php/bts/article/view/319 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Aprendizagem em rede: é a educação sem fronteira, possibilitada pelas conexões de internet, promovida de forma colaborativa. Em Resumo Com o desenvolvimento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, as práticas pedagógicas podem ser desenvolvidas para serem realizadas em rede, via internet, com grandes vantagens para impulsionar a educação. Dentro dessas possibilidades percebe-se que as atividades de docentes, estudantes e instituições de ensino se abrem para o mundo. Há as vantagens de divulgação dos seus projetos e trabalhos, mas também avaliações positivas e negativas de terceiros. 4. Moran, J. (2015). A educação em tempos do Twitter.. Disponível em: http://www.bit.ly/319 https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf https://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf https://www.bts.senac.br/bts/article/view/319/302 https://www.researchgate.net/profile/Douglas-Vaz-2/publication/330209943_Redes_sociais_a_interacao_para_alem_da_sala_de_aula/links/5ea896fd45851592d6a5edbb/Redes-sociais-a-interacao-para-alem-da-sala-de-aula.pdf https://reporternordeste.com.br/a-educacao-em-tempos-do-twitter/ Colaboração em rede para aprendizagem • 9/13 Na ponta da língua Referências Bibliográficas Harasim, Linda et al. (2005). Redes de aprendizagem: um guia para ensino e aprendizagem online. Trad. Tavares, I. D. São Paulo: Editora Senac. Moran, J. (2015). A educação em tempos do Twitter. Disponível em: http:// www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/twitter.pdf. Moran, J. M. (2007). A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Papirus Editora. https://player.vimeo.com/video/816348520 http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/twitter.pdf Colaboração em rede para aprendizagem • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Estratégias pedagógicas em rede CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 3 .3 Must University/2018 Estratégias pedagógicas em rede • 2/12 Objetivos de Aprendizagem • Analisar estratégias pedagógicas para autoria e colaboração em rede. • Conhecer características para promover autoria e colaboração em rede para aprendizagem. • Compreender a importância do contexto para criação de estratégias pedagógicas. Estratégias pedagógicas em rede Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816338083 Introdução A facilidade de acesso à informação nos meios digitais tem desafiado os docentes a buscarem novas estratégias pedagógicas para o processo de ensino e aprendizagem. No contexto atual, não cabe o papel do docente autoritário e preocupado em cobrar memorização. Assim como, também, não cabe o estudante passivo e repetidor de informação. Há uma tendência de mudança coletiva de atuação e, em parceria, professores e estudantes precisam buscar um processo de organização para acessar informação, analisar e gerar conhecimento. As tecnologias digitais facilitam a comunicação e a criação de conteúdoe este contexto propicia uma prática de ensino e aprendizagem colaborativa, que favorece o protagonismo e a autoria dos estudantes. Nesse contexto, cabe ao docente contemplar em suas práticas possibilidades que estimulem a aprendizagem dos seus alunos por meio da criação de conteúdo, pesquisas, atividades e não apenas consumo da informação. A adoção destas práticas deve ser precedida de uma análise dos objetivos específicos de aprendizagem a serem desenvolvidos pelos estudantes e uma adequação a cada contexto institucional. A elaboração de estratégias pedagógicas requer uma prática reflexiva. Conforme apresentam Fontana e Fávero (2013), essa prática se caracteriza na reflexão sobre a prática pedagógica, no intuito de modificá-la, melhorando-a ou adaptando-a em benefício de todos que compõem a comunidade acadêmica. Nessa perspectiva, entende-se que não existe conhecimento pronto, acabado, pois tudo é processo contínuo de construção e de autoconstrução. Quando o professor busca refletir sobre o seu fazer pedagógico, seus sentidos e significados, está diante de um processo de compreensão do seu próprio potencial e limitações a serem superadas. Uma atitude reflexiva do professor pode fazer com que os alunos se tornem também reflexivos, por meio das propostas de atividades apresentadas, do modo como lhes forem apresentadas e da forma de avaliação e reflexão sobre as ações desenvolvidas. Estratégias pedagógicas em rede • 3/12 Estratégias pedagógicas A seguir são apresentadas possibilidades de organização de estratégias pedagógicas, envolvendo recursos tecnológicos no propósito de colaboração e autoria. Essas práticas são beneficiadas junto ao trabalho coletivo, discussão entre grupos, cooperação e parceria entre estudantes e professores. Uso de vídeos: A criação de vídeos pode ser desenvolvida pelos estudantes com diferentes propósitos, como registro de atividades e experimentos, visitas técnicas, pesquisa de campo, entrevistas, síntese de conteúdos, dentre outros. A facilidade de obtenção de registro de vídeos pelos dispositivos eletrônicos e a publicação gratuita na internet favorecem essa prática de criação e autoria com mobilização dos estudantes para o estudo e a aprendizagem dos conteúdos. Uso de áudios: A criação de áudios atualmente pode ser combinada com a inserção de efeitos sonoros e músicas durante a edição fazendo com que os estudantes possam criar programas similares aos de rádios, chamados Podcasts. O conteúdo pode ser de assuntos diversos, como debates, reflexões ou entrevistas. A vantagem deste recurso sobre os vídeos está na maior facilidade de compartilhar, por serem arquivos de menor tamanho e complexidade, e poderem ser utilizados sem o acesso à internet. https://player.vimeo.com/video/816338537 Estratégias pedagógicas em rede • 4/12 Conheça sobre os podcasts aqui Disponível em: <https://youtu.be/LqGZM9p5WWU>. Saiba Mais Uso de games: A criação de games pelos estudantes pode ser uma estratégia de engajamento interessante, pois os jovens vivenciam bastante este contexto. É importante organizar bem a proposta para que o objetivo de aprendizagem do conteúdo específico seja contemplado, na especificação, o cenário de criação do games. https://www.youtube.com/embed/LqGZM9p5WWU?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/LqGZM9p5WWU Estratégias pedagógicas em rede • 5/12 Mapas Mentais: Os mapas mentais podem favorecer uma organização visual e não linear de conteúdo que pode auxiliar a aprendizagem tanto pelo processo de criação, quanto pelo processo de revisão. Com ferramentas digitais esses “esquemas” podem ser criados de maneira mais rápida e com ligações para outros tipos de matérias complementares, favorecendo a organização de conteúdo pelos estudantes. Comunidades de aprendizagem: A facilidade de comunicação em grupos organizados em comunidades de aprendizagem favorece a aprendizagem pela discussão, troca de dúvidas e experiências. Neste espaço, tanto professores, quanto alunos possuem a privacidade e um contexto específico para trocas de mensagens e materiais auxiliares à aprendizagem. Produções colaborativas: As produções colaborativas são uma tendência nas ferramentas digitais e favorece o desenvolvimento com estudantes em diferentes locais e tempos. Documentos multimídia: A criação de documentos multimídia pode ser uma alternativa interessante para produção de relatórios dos estudantes. Esses documentos podem ser criados com a inserção de links para vídeos, sites, imagens e animações. Portf ólio: O portfólio no contexto educacional pode ser um instrumento de registro e reflexão contínua do estudante e do professor sobre as atividades realizadas durante um período ou um projeto. A publicação deste portfólio pode ser feita de forma digital em plataformas online e gratuitas. Mostra visual: Organizar uma exposição de fotos ou mostra visual é uma prática que pode ser facilitada digitalmente pelas ferramentas de álbuns de fotografia, onde os estudantes podem publicar seus registros e acessarem os conteúdos compartilhados. Curadoria: A curadoria no contexto educacional consiste na seleção e arquivamento de conteúdos digitais a partir de pesquisas na internet. Essa coleção pode ter um assunto direcionado pelo professor e o seu arquivamento pode ser online. Estratégias pedagógicas em rede • 6/12 Concluindo, destaca-se que as possibilidades de práticas e estratégias pedagógicas são inúmeras. Cada contexto tem as suas especificidades, sendo necessárias reflexões e adaptações para cada cenário. A criatividade e a pesquisa por relatos de experiências e recursos tecnológicos auxilia a concepção de estratégias, que precisam ser elaboradas visando alcançar os objetivos de aprendizagem. Conceitos Fundamentais: Prática reflexiva: se caracteriza na reflexão sobre a prática pedagógica, no intuito de modificá-la, melhorando-a ou adaptando-a em benefício de todos que compõem a comunidade acadêmica. Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares – Mínimo 2 e no máximo 4). 1. Blog Educacional:ambiente de interação e escrita colaborativa. Disponível em: http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/ view/416/402 2. Podcast: Potencialidades na Educação. Disponível em: http://ojs. letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2112 3. O uso do diário virtual (blog) como portfólio digital: uma proposta de avaliação. Disponível em: http://www.portcom. intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195 064718.pdf Saiba Mais http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/416/402 http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogeducacionalsbie2005.pdf https://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2112/1945 http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/124862548631806656227128636619195064718.pdf Estratégias pedagógicas em rede • 7/12 Em Resumo A facilidade de acesso à informação nos meios digitais tem desafiado os docentes a buscarem novas estratégias pedagógicas para o processo de ensino e aprendizagem. As tecnologias digitais facilitam a comunicação e a criação de conteúdo e este contexto propicia uma prática de ensino e aprendizagem colaborativa, que favorece o protagonismo e a autoria dos estudantes. Entre os exemplos de estratégias que podem ser desenvolvidas, tem-se o uso de vídeos e áudios, games, mapas mentais, comunidades de aprendizagem, produções colaborativas, documentos multimídia, portfólio, mostras visuais e curadoria. Cada contexto tem as suas especificidades, sendo necessárias reflexões e adaptações nas estratégias para cada cenário. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816339006 Estratégias pedagógicas em rede • 8/12 Referências Bibliográficas Fontana, M.J; Favero, A. A. (2013). Professor reflexivo: uma integração entre teoria e prática. Revista de Educaçãodo IDEAU, v. 8. Estratégias pedagógicas em rede • 12/12 Im ag en s: Sh ut te rst oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 3 .4 Ferramentas para colaboração on-line Must University/2018 Ferramentas para colaboração on-line • 2/16 Objetivos de Aprendizagem • Conhecer as características de ferramentas para colaboração on-line. • Analisar as possibilidades de uso de ferramentas para a educação colaborativa. • Identificar ferramentas disponíveis para colaboração on-line. Ferramentas para colaboração on-line Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816339230 O uso das práticas colaborativas na educação, viabilizadas pelas ferramentas digitais, conforme apresenta Dias (2012), pode gerar ambientes de participação intensiva, possibilitando a criatividade e a inovação. Isso requer pensar a educação em uma perspectiva global e aberta, para a qual as tecnologias digitais contribuem como meios para a expansão dos processos cognitivos e sociais na mediação e sustentação da aprendizagem. O uso das ferramentas colaborativas, sem um verdadeiro planejamento e propósito pedagógico, não tem potencial para gerar inovação e criatividade, por isso o trabalho dedicado de professores e equipes de educadores torna-se essencial. Introdução São muitas as opções de ferramentas tecnológicas que possibilitam a colaboração on-line. Novas propostas surgem a cada dia e é preciso ter consciência de que conhecer todas as opções que existem é impraticável. No entanto, existem as ferramentas que se destacam dentre outras pelos recursos oferecidos e facilidades de uso. É importante ressaltar que para fazer uso no contexto educacional não há necessidade de ter um conhecimento aprofundado em cada uma delas. O foco da utilização para o contexto educacional deve ser para o uso dos recursos que atendam aos objetivos de desenvolvimento das propostas pedagógicas. https://player.vimeo.com/video/816339575 Exemplos de ferramentas colaborativas Para conhecimento de alguns exemplos de ferramentas colaborativa, apresenta-se a lista a seguir. Essa lista visa contribuir para o processo de pesquisa por soluções que podem ser adotadas nas práticas pedagógicas. As informações apresentadas sobre cada ferramenta são sucintas, por isso informações adicionais e detalhadas sobre cada uma delas poderão ser obtidas nos links que estão inseridos para cada ferramenta. As ferramentas estão apresentadas por ordem alfabética pelos nomes das ferramentas e não por relevância. 1.Blogger: é um serviço do Google com ferramentas para edição e gerenciamento de blogs indicado para usuários que nunca tenham criado um blog ou que não tenham muito familiaridade com a tecnologia. Permite a hospedagem de um número ilimitado de blogs nos servidores do Google de forma gratuita. Sugestões de uso: como portfólios de aprendizagem individuais, como registros on-line de forma multimídia e como repositório de material de disciplinas. Ferramentas para colaboração on-line • 4/16 Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://www.blogger.com/about 2. Coogle: ferramenta on-line que permite a criação e o compartilhamento de mapas mentais de forma on-line diretamente do navegador. Permite incluir arquivos e personalizar o mapa com várias cores. Sugestões de uso: incentivar a prática de registro de síntese por meio de mapas mentais. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://coggle.it 3. Edmodo: É uma plataforma para o gerenciamento da aprendizagem. Pode ser considerada um Ambiente Virtual de Aprendizagem e o seu uso pode ser feito totalmente on-line, sem necessidade de instalações em servidores locais. Oferece uma interface bem atrativa, semelhante à uma rede social e tem os benefícios de preservar a comunicação e a troca de informações para um ambiente acadêmico. Seu uso é gratuito. Possui recursos para criação de testes, tarefas e enquetes que podem ser explorados nas metodologias de ensino. O uso da plataforma é gratuito, mas existe a opção de adquirir licença para implantação em redes de ensino. A opção de aplicativo para dispositivos móveis é bem interessante para favorecer uso dos celulares nas práticas pedagógicas. Sugestões de Uso: Favorecer o ensino e a aprendizagem por meio de um ambiente virtual de aprendizagem para turmas de cursos on-line ou presenciais https://www.blogger.com/about https://coggle.it/ Ferramentas para colaboração on-line • 5/16 4.GoConqr: Excelente ferramenta para indicar aos alunos para criarem seus materiais de estudo de forma individual ou em grupo. Para os professores favorece na disponibilidade de materiais digitais que podem ser adotados para complementar os conteúdos de ensino. Oferece ferramentas para apoio ao estudo como Mapas Mentais, Notas, Flashcards, Notas e Quizzes e permite que todos esses recursos sejam compartilhados com outros usuários, favorecendo a colaboração on-line. O uso é gratuito, via internet, para os usuários que se registram no site. Sugestões de Uso: Favorecer ensino e a aprendizagem por meio de um ambiente virtual de aprendizagem para turmas de cursos on-line ou presenciais. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://www.goconqr.com 5. Google Drive: Este é um serviço de armazenamento de arquivos on-line que possibilita compartilhar arquivos com diferentes opções de permissões de acesso. Para fazer uso é preciso ter uma conta cadastrada no Google e não há necessidade de instalação de arquivos no computador. Uma das vantagens é o uso gratuito de 15 gigabytes de armazenamento. Sugestões de Uso: Compartilhar arquivos de diferentes tipos e usar como armazenamento de backup. https://www.goconqr.com Ferramentas para colaboração on-line • 6/16 6. G Suite: Um conjunto de serviços para Web, Android e iOS oferecido pelo Google que permite criar, editar e visualizar arquivos de texto, apresentações, planilhas, dentre outros, e compartilhá-los com outras pessoas. Oferece recursos para edições compartilhadas e gerenciamento de escrita conjunta. Estão incluídos também as ferramentas de e-mail e de videoconferência. Sugestões de Uso: Oferece muitas possibilidades para a educação, pois trata-se de um conjunto de ferramentas com diferentes propósitos. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://drive.google.com Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://gsuite.google.com/intl/ pt-BR/ 7. Google sala de aula: permite a gestão de turmas, distribuição de tarefas, envio de feedback e gestão de conteúdo em um único local. Possui uma interface simples para utilização de professores e estudantes. Outra vantagem é o envio de comunicados por e-mail aos estudantes e a integração com as outras ferramentas Google e é de uso gratuito. Sugestões de Uso: Favorecer o ensino e a aprendizagem por meio de um ambiente virtual de aprendizagem para turmas de cursos on-line ou presenciais. https://drive.google.com/ https://gsuite.google.com/intl/pt-BR/ https://gsuite.google.com/intl/pt-BR/ Ferramentas para colaboração on-line • 7/16 8. Moodle: O Moodle é uma das plataformas mais adotada no mundo inteiro para ensino on-line. Cada lançamento de uma nova versão as possibilidades de recursos se ampliam. Além dos recursos básicos nativos na versão de instalação do Moodle ainda é possível acrescentar novas funções através da instalação de plugins, conforme as necessidades dos seus projetos. Existem centenas de plugins para serem facilmente acrescentados. Sugestões de uso: como ambiente virtual de aprendizagem para oferta de cursos on-line ou presenciais. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://classroom.google.com/ u/0/h Saiba Mais Conheçamelhor essa ferramenta aqui: http://moodle.org/ 9. O ice on-line: é uma versão on-line da suíte de aplicativos para escritório Microsoft Office. Contém versão on-line do Word, Excel, PowerPoint, OneNote, Calendário e Pessoas, que possibilitam criar, salvar, editar e compartilhar documentos do Office no OneDrive de qualquer lugar, usando um navegador como suporte. Sugestões de uso: criação de conteúdo de forma colaborativa. https://classroom.google.com/u/0/h https://classroom.google.com/u/0/h http://moodle.org/ Ferramentas para colaboração on-line • 8/16 Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://www.office.com 10. Padlet: é uma ferramenta que permite colaboração com outros usuários, fornecendo textos, fotos, links e outros conteúdos. Cada espaço colaborativo é chamado de mural, podendo ser usado como um quadro de avisos particular ou em grupos. Sugestões de uso: curadoria de conteúdo, incentivo a criatividade e brainstorming. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui: https://pt-br.padlet.com 11. Pinterest: É uma rede social de compartilhamento de fotos. Assemelha-se a um quadro de inspirações. Cada usuário pode compartilhar imagens e colocá- las em suas coleções ou quadros (boards), além de poder comentar e realizar outras ações disponibilizadas pelo site. Sugestões de uso: criação de exposição visual, registro de atividade, dentre outros. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://br.pinterest.com https://www.office.com/ https://pt-br.padlet.com/ https://br.pinterest.com Ferramentas para colaboração on-line • 9/16 12. Wordpress: solução para criação de blogs e sites uma interface de rápido aprendizado, além de contar com milhões de usuários em todo o mundo. Possui a possibilidade de uso gratuito da plataforma Wordpress.com. Sugestões de uso: como portfólios de aprendizagem individuais, como registros on-line de forma multimídia e como repositório de material de disciplinas. Saiba Mais Conheça melhor essa ferramenta aqui:https://wordpress.com Concluindo, tem-se que essas ferramentas permitem atender a diferentes propósitos de uso para a educação. Embora tenham suas especificidades, as principais características das ferramentas colaborativas são: utilização on-line, via internet, sem necessidade de download e instalações em computadores; compartilhamento com outros usuários para que a edição ou colaboração possa acontecer por mais de um usuário; interface intuitiva e de rápido processamento; acesso por identificação com nome de usuário e senha. Entre os benefícios que podem ser obtidos da utilização dessas ferramentas tem-se a gestão de informação, produtividade para realização de trabalhos com usuários em tempos ou espaços diferentes, segurança com cópias de segurança, redução de custos com licenças e espaços de armazenamento e facilidade para socialização do conhecimento entre as pessoas. Para a educação oferecem ainda recursos que permitem automatizar o acompanhamento das atividades e personalizar o ritmo de aprendizagem dos estudantes. https://wordpress.com/ Ferramentas para colaboração on-line • 10/16 – Mínimo 2 e no máximo 4). 1. Entendendo o trabalho colaborativo em educação e revelando seus benefícios. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/er/n31/ n31a13 2. Google Educacional: Utilizando Ferramentas Web 2.0 em Sala de Aula. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/ Google_Educacional.pdf 3. Aprendizagem Colaborativa: Um experimento utilizando o Google Docs. Disponível em: http://www.abed.org.br/ congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Ferramentas colaborativas: são caracterizadas pela possibilidade de utilização on-line, via internet, sem necessidade de download e instalações em computadores; compartilhamento com outros usuários para que a edição possa acontecer por mais de um usuário; interface intuitiva e de rápido processamento; acesso por nome de usuário e senha. Materiais Complementares: (Sites, vídeos e leituras complementares http://www.scielo.br/pdf/er/n31/n31a13 http://www.scielo.br/pdf/er/n31/n31a13 https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/Google_Educacional.pdf https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/12655/1/Google_Educacional.pdf http://www.abed.org.br/congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf http://www.abed.org.br/congresso2017/trabalhos/pdf/336.pdf Ferramentas para colaboração on-line • 11/16 Em Resumo São muitas as opções de ferramentas tecnológicas que possibilitam a colaboração on-line. Embora tenham suas especificidades, as principais características das ferramentas colaborativas são: utilização on-line, via internet, sem necessidade de download e instalações em computadores; compartilhamento com outros usuários para que a edição ou colaboração possa acontecer por mais de um usuário; interface intuitiva e de rápido processamento; acesso por identificação com nome de usuário e senha. É importante ressaltar que para fazer uso no contexto educacional não há necessidade de ter um conhecimento aprofundado em cada uma delas. O foco da utilização para o contexto educacional deve ser para o uso dos recursos que atendam aos objetivos de desenvolvimento das propostas pedagógicas. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816340040 Ferramentas para colaboração on-line • 12/16 Referências Bibliográficas Dias, P. (2012). Comunidades de educação e inovação na sociedade digital. Educação, Formação & Tecnologia, v. 5, n.2, p. 4-10. Ferramentas para colaboração on-line • 16/16 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 3 .5 Avaliação e feedback Must University/2018 Autoria e colaboração em rede 2/11 Avaliação e feedback Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. Objetivos de Aprendizagem • Compreender a importância da avaliação e do feedback para a aprendizagem. • Desenvolver a prática de avaliação alinhada com as estratégias pedagógicas. • Analisar ações para avaliação processual e mediadora. https://player.vimeo.com/video/816340205 Autoria e colaboração em rede 3/11 O ato de avaliar, conforme apresenta Luckesi (2011), trata-se de um meio de tornar os atos de ensinar e aprender produtivos e satisfatórios. Por isso não pode estar desvinculado do processo, mas ser realizado de forma contínua. Luckesi (2011) reforça que a prática da avaliação da aprendizagem deve apontar para a busca do melhor de todos os estudantes, por isso é diagnóstica e não deve estacionar na constatação. A avaliação é complexa porque não há medidas ou quantificadores capazes de dimensionar de forma exata a aprendizagem. Portanto, deve apoiar-se em momentos de orientação para o desenvolvimento e estar alinhada com a compreensão de educação que está sendo praticada. Introdução Uma educação de qualidade não pode prescindir da avaliação e do feedback. A avaliação envolve a definição clara de objetivos, critérios e procedimentos adequados, de forma que o resultado sirva para a melhoria do processo. Quanto ao feedback, nesse contexto, considera-se o devido retorno aos envolvidos no ensino e na aprendizagem, para que possam orientar ou readequar as suas condutas e compreensões. Assim, não deve ser negligenciado, mas praticado de forma regular e consistente por se tratar de um importante recurso para a validação da prática educacional. https://player.vimeo.com/video/816340479 Autoria e colaboração em rede 4/11 Quando se aborda a necessidade de alinhar a avaliação e o feedback às práticas pedagógicas colaborativas, torna-se necessária também uma mudança na postura dos estudantes que precisam compreender estemodo de relação que se estabelece com o professor, onde a correção visa promover a reflexão para encaminhá-lo à superação, ao enriquecimento do saber, completando assim uma ação avaliativa mediadora. Aprenda mais sobre a avaliação mediadora neste vídeo da professora Jussara Hoffman: Disponível em: <https://youtu.be/RWgqJVBpUQg>. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/RWgqJVBpUQg?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/RWgqJVBpUQg Autoria e colaboração em rede 5/11 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Avaliação mediadora: modelo de avaliação baseado no diálogo e aproximação do professor com o seu estudante de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas para a construção do conhecimento. Na visão mediadora, o professor é capaz de criar situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando a aprendizagem mais significativa. Materiais Complementares: 1. Da avaliação da aprendizagem à avaliação institucional: aprendizagens necessárias. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/a-val/a/7zM7-wf5Zw6-wxrK8LTbw- pWJq/abst-ract/?lan-g=pt 2. A Avaliação da Aprendizagem como Processo Interativo: Um Desafio para o Educador Disponível em: http://cursos. unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA- JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como- processo-interativo.pdf 3. Avaliação Escolar como Prática Avaliadora. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/11/avaliao- escolar-como-prtica-mediadora http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/progesus/files/2011/04/BARBOSA-JRA.-Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-como-processo-interativo.pdf http://www.uenf.br/Uenf/Downloads/Agenda_Social_8052_1288185635.pdf http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/44049 https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/11/avaliao-escolar-como-prtica-mediadora https://www.scielo.br/j/a-val/a/7zM7-wf5Zw6-wxrK8LTbw-pWJq/abst-ract/?lan-g=pt https://www.scielo.br/j/aval/a/7zM7wf5Zw6wxrK8LTbwpWJq/abstract/?lang=pt Autoria e colaboração em rede 6/11 Em Resumo Uma educação de qualidade não pode prescindir da avaliação e do feedback. Uma compreensão de avaliação dentro desse contexto precisa ser concebida para se desenvolver ações coerentes com as práticas. No contexto colaborativo, a avaliação deve ser a reflexão transformada em ação. A ação deve impulsionar novas reflexões e assim professores e estudantes estarão em situação permanente na trajetória de construção do conhecimento. A avaliação e o feedback devem ser vistos como processo contínuo, sistemático e presente nas atividades de ensino e aprendizagem. Assim, se torna mais qualitativa do que quantitativa e com participação efetiva dos envolvidos. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816340690 Autoria e colaboração em rede 7/11 Referências Bibliográficas Luckesi, C. C. (2011). Avaliação da Aprendizagem. Componente do ato pedagógico. Cortez Editora. Hoffmann, J. (2000). Avaliação mediadoras: uma prática em construção da pré- escola à universidade. Porto Alegre, Mediação. Torres, P. L; Irala, E.A. (2014). Aprendizagem colaborativa: teoria e prática. Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Curitiba: Senar. P.61-93. Autoria e colaboração em rede 11/11 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Cidadania digital CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 4 .1 Must University/2018 Cidadania digital • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender o conceito de cidadania digital. • Conhecer os riscos de exposição em espaços digitais e como minimizá-los. • Analisar os elementos de cidadania digital importantes de serem desenvolvidos. Cidadania digital Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/283697316 https://player.vimeo.com/video/816340859 Cidadania digital • 3/13 Introdução A facilidade de uso das tecnologias e informação se faz presente no cotidiano e torna-se necessário o desenvolvimento de um senso de responsabilidade sobre as atividades de acesso, publicação e interação que se realizam em espaços digitais. Nesse contexto, conforme apresenta Ribble (2015), a cidadania digital é conceituada como o uso responsável e apropriado das tecnologias e cabe aos professores e líderes de tecnologia conscientizar e preparar os usuários a utilizar as tecnologias de maneira segura. O uso das tecnologias e da comunicação pela internet proporciona diversos benefícios, mas também traz riscos. Conhecer os princípios de cidadania digital é importante para minimizar esses riscos e evitar transtornos que possam afetar tanto a vida pessoal quanto profissional. Assim, tem-se que, além do conhecimento de manuseio dos recursos tecnológicos, torna-se necessário saber que atos ilícitos podem ser praticados no espaço digital e as consequências podem ser graves para todos os envolvidos. Considerando o acesso de crianças e adolescentes à internet, desenvolver essa consciência da cidadania digital é essencial, visto que por imaturidade emocional e cognitiva, eles podem ser expor de forma inapropriada nos espaços digitais e gerarem graves transtornos. Cidadania digital • 4/13 Nessa perspectiva, abordar a cidadania digital torna-se de responsabilidade de professores e instituições de ensino. Para que os estudantes se tornem cidadãos digitais responsáveis, eles precisam ser orientados da importância de serem críticos, protegerem as suas informações e a terem bons hábitos de comunicação e de privacidade. https://player.vimeo.com/video/816341192 Cidadania digital • 4/13 Cidadania Digital no contexto educacional De acordo com pesquisas realizadas, Ribble (2015) apresenta nove elementos de cidadania digital que devem ser desenvolvidos com estudantes no contexto educacional: 1.Acesso digital: Acesso de toda a sociedade aos recursos digitais de comunicação. É preciso ter a compreensão de que, embora as tecnologias ofereçam possibilidades de acesso à informação e comunicação às pessoas, existem muitas outras que não possuem essa oportunidade por questões econômicas, físicas ou de localização geográfica. Assim, ao trabalhar em propostas e projetos que envolvem o uso das tecnologias, as condições de acesso dos participantes não podem ser ignoradas. Educadores precisam conhecer as realidades dos alunos e elaborarem propostas adequadas ao contexto. 2.Comércio eletrônico: Compra e venda de produtos pela internet. O comércio eletrônico atualmente faz parte da rotina de muitos usuários de internet e por isso o consumo consciente deve ser desenvolvido no contexto educacional. A praticidade das compras deve estar aliada às condições de pagamento e de necessidade. Outro aspecto é o envio de informações confidenciais de pagamento às pessoas não autorizadas ou empresas sem segurança de dados. Portanto, deve-se buscar preparar os estudantes para terem consciência da economia digital, assumindo atitudes que minimizem riscos de fraudes e de consumismo exagerado. Cidadania digital • 5/13 3.Comunicação digital: Trocas de informações com uso de tecnologias digitais. As comunicações realizadas em meio digital possuem maior facilidade para serem registradas e compartilhadas entre as pessoas e por isso a consciência dessas consequências deve ser desenvolvida junto aos estudantes.A educação pode se beneficiar das práticas de comunicação que promovem integração, conhecimento de outras culturas, aprendizagem de outros conteúdos e iniciativas desse tipo podem ser incentivadas por docentes. 4.Alfabetização digital: Saber como e quando utilizar as tecnologias digitais. No contexto educacional, os estudantes devem ser orientados sobre como as tecnologias podem favorecer a aprendizagem. Fornecer recursos e ferramentas que podem contribuir com os resultados dos estudantes deve ser uma prática de professores e instituições de ensino. Além disso, deve-se oferecer a orientação para análise crítica no acesso a conteúdos disponíveis na internet. 5. Etiqueta digital: Padrão de conduta esperado por todos que usam a internet. Refere-se de um conjunto de recomendações para evitar que ocorram mal entendidos em comunicações via internet, assim como os devidos créditos à autoria dos dados, respeito à privacidade das pessoas e conteúdo, bem como tratamento cordial às pessoas. Saiba Mais Conheça sobre o histórico e regras da Netiqueta neste link: https:// pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta https://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta https://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta Cidadania digital • 6/13 6.Lei digital: Direitos e restrições legais que governam o uso da tecnologia. É preciso que as tecnologias sejam utilizadas de modo ético, respeitando-se as leis da sociedade. O uso não-ético manifesta-se sob a forma de roubo e/ou crime. Os usuários precisam compreender que roubar ou causar danos ao trabalho, identidade ou propriedade on-line de outras pessoas é um crime e estão sujeitos a punições legais. Acessar ou usar ilegitimamente informação de terceiros, transferir ilegalmente arquivos, plagiar, criar programas maliciosos como vírus, enviar mensagens indesejadas ou roubar a identidade ou propriedade de qualquer pessoa são exemplos de falta de ética digital. 7.Direitos e responsabilidade digital: privilégios, liberdades e comprometimentos estendidos a todos os usuários on-line. Os cidadãos digitais têm direito à privacidade e liberdade de expressão. Os direitos digitais básicos devem ser abordados, discutidos e compreendidos no mundo digital. Com estes direitos também vêm responsabilidades. Os usuários têm de ajudar a definir como a tecnologia deve ser usada de forma adequada. Numa sociedade digital, estas duas áreas têm de trabalhar em conjunto para que todos possam ser produtivos. 8.Saúde e bem-estar digital: Bem-estar físico e intelectual do cidadão conectados ao uso da tecnologia. A segurança da visão, lesões por esforço repetitivo e boas práticas ergonômicas são questões que precisam de ser abordadas num novo mundo tecnológico. Para além dos problemas físicos, estão aqueles problemas psicológicos que estão a tornar mais prevalentes, tais como a dependência da Internet. Os estudantes precisam ser ensinados que há perigos inerentes à tecnologia. 9. Segurança digital: Precauções que os usuários da internet devem tomar para garantir a segurança pessoal e da sua rede de contatos. Nos ambientes digitais, também navegam pessoas que roubam e que desejam causar danos a outras pessoas. É preciso que exista precauções para própria segurança. É preciso utilizar recursos de proteção contra vírus, cópias de segurança de arquivos e mecanismos de controle de cópias de segurança. Cidadania digital • 7/13 Assista a essa entrevista e discussão sobre Cidadania Digital Disponível em: <https://youtu.be/yQxoWlqTyQM> A formação educacional para o desenvolvimento da cidadania digital, conforme apresenta Patrocínio (2008) deve buscar compreender as dimensões de: • Abertura à experiência com as novas tecnologias de informação e comunicação; • Capacidade de lidar com a informação on-line e o desenvolvimento de uma aprendizagem no contexto da utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação; • Capacidade de comunicação e de relacionamento on-line; • Desenvolvimento de reflexões sobre as implicações das novas tecnologias em si e nos outros enquanto pessoas e cidadãos. Assim, nas práticas educativas, sugere-se que essas dimensões sejam objeto de reflexão entre os docentes, discentes e as famílias, para abrir as perspectivas de desenvolvimento da cidadania digital. Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/yQxoWlqTyQM?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/yQxoWlqTyQM Cidadania digital • 8/13 Conceitos Fundamentais: Cidadania Digital: uso responsável e apropriado das tecnologias e cabe aos professores e líderes de tecnologia conscientizar e preparar os usuários a utilizar as tecnologias de maneira segura. Alfabetização digital: Saber como e quando utilizar as tecnologias digitais. Materiais Complementares: 1.Cidadania Digital – Disponível em: https://goo.gl/rVHv5X 2. Inclusão digital e cidadania Disponível em: https://docplayer.com.br/68120601-Inclusao- digital-e-cidadania.html 3.Sala de aula interativa a educação presencial e à distância em sintonia com a era digital e com a cidadania. Disponível em: https://www.bts.senac.br/bts/article/view/567 4. Inclusão Digital e Educação On-line em Prol da Cidadania: pontos para reflexão. Disponível em: http://seer.abed.net.br/ index.php/RBAAD/article/view/161 Saiba Mais Conheça a iniciativa apoiada pela empresa google para apoiar a cidadania digital: https://beinternetawesome.withgoogle.com/pt-br_br/ Childhood Brasil – https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca- ganha-nova-edicao https://www.labcom.ubi.pt/ficheiros/20101103-morgado_rosas_cidadania_2010.pdf https://goo.gl/rVHv5X http://www.unesp.br/proex/opiniao/np8silva3.pdf https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca-ganha-nova-edicao https://www.childhood.org.br/cartilha-navegar-com-seguranca-ganha-nova-edicao https://beinternetawesome.withgoogle.com/pt-br_br/ https://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/files/Maria-Thereza-Pillon-Ribeiro.pdf http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/80725539872289892038323523789435604834.pdf https://docplayer.com.br/68120601-Inclusao-digital-e-cidadania.html https://seer.abed.net.br/RBAAD/article/view/161/43 Cidadania digital • 9/13 Em Resumo O uso das tecnologias e da comunicação pela internet proporciona diversos benefícios, mas também traz riscos. Conhecer os princípios de cidadania digital é importante para minimizar esses riscos e evitar transtornos que possam afetar tanto a vida pessoal quanto profissional. Assim, tem-se que, além do conhecimento de manuseio dos recursos tecnológicos, torna-se necessário saber que atos ilícitos podem ser praticados no espaço digital e as consequências podem ser graves para todos os envolvidos. Assim, nas práticas educativas, sugere-se que as dimensões que envolvem o uso das tecnologias digitais sejam objeto de reflexão entre os docentes, discentes e as famílias, para abrir as perspectivas de desenvolvimento da cidadania digital. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816341407 Cidadania digital • 10/13 Referências Bibliográficas Ribble, M. (2015). Digital citizenship in schools: Nine elements all students should know. International Society for Technology in Education. Patrocínio, T. (2008). Para uma genealogia da cidadania digital. Educação, Formação & Tecnologias, v. 1, n. 1, p. [47-65]. Cidadania digital • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 4 .2 Segurança on-line Must University/2018 Segurança on-line • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender o conceito de segurança on-line. • Conhecer os transtornos que podem ocorrer on-line. • Analisar as práticas de segurança da informação. Segurança on-line Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816341628Segurança on-line • 3/13 Introdução O desenvolvimento da internet trouxe diversas possibilidades e facilidades às pessoas, como fazer compras, realizar transações bancárias, acessar e-mail e redes sociais. No entanto, para realizar esses procedimentos de maneira segura são necessárias medidas estratégicas para que as informações que são enviadas e recebidas estejam disponíveis apenas para as pessoas e finalidade desejadas. A segurança on-line consiste em proteger a informação e minimizar os riscos de vários tipos de ameaças que podem acontecer via internet. Entre os transtornos que podem ocorrer, no contexto pessoal e de organizações, tem-se a perda de informação, cópias de dados, exposição indevida de conteúdo, dentre outros. Para evitar esses problemas, medidas de segurança devem ser adotadas pelos usuários e organizações. Conforme apresenta ABNT (2006), as práticas de segurança da informação visam preservar três características: confidencialidade, integridade e disponibilidade. A confidencialidade implica garantir que a informação seja acessível somente por pessoas autorizadas a terem acesso. A integridade é a salvaguarda da exatidão e completeza da informação e métodos de processamento. A disponibilidade é a garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação e aos ativos correspondentes sempre que necessário. Segurança on-line • 3/13 Medidas de segurança on-line As medidas de segurança são procedimentos recomendados para os usuários de internet e se apresentam aqui definidas em relação a quatro práticas: senhas, backup, privacidade e confidencialidade. As senhas representam uma prática central para a segurança da informação por serem o meio pelo qual se realiza a autenticação para se diferenciar os usuários autorizados dos não autorizados. Existem recomendações importantes para que se estabeleça uma senha segura e de difícil violação. A seguir apresentam-se essas regras: https://player.vimeo.com/video/816341874 Segurança on-line • 4/13 1. Cada senha escolhida pelo usuário deve ser nova e única, já que o uso de uma única senha para vários sistemas pode favorecer que pessoas não autorizadas invadam vários sistemas. 2. As senhas devem ser memorizadas e nunca registradas em papel. 3. As senhas devem ser compostas por pelo menos seis caracteres. 4. As senhas devem ser substituídas periodicamente. 5. As senhas devem combinar o uso de números, letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais do teclado. Veja algumas dicas de como criar senhas seguras e protegidas: https:// www.infowester.com/senhas.php Saiba Mais Quanto às recomendações de backup, tem-se que essas visam realizar cópias de segurança de arquivos importantes. Essas cópias visam garantir a integridades dos dados em casos de desastres físicos com equipamentos ou contaminação por programas de vírus computacionais. Existem backups que podem ser realizados on-line, com armazenamento dos arquivos em nuvem e os backups locais que armazenam as informações em algum dispositivo de mídia, como discos rígidos (HDS), pendrives ou DVDs. A seguir, apresentam-se algumas indicações relevantes para a realização de backups. 1. Escolher o tipo de backup que melhor atenda (nuvem ou em mídia) em relação à quantidade de arquivos que é preciso armazenar. 2. Não utilizar como mídia de backup um mesmo disco rígido do sistema operacional, visto que um problema de acesso pode impedir o acesso ao backup. https://www.infowester.com/senhas.php https://www.infowester.com/senhas.php Segurança on-line • 5/13 3. Guardar as mídias de backup em locais seguros e, se possível, em local diferente do ambiente em que encontra os arquivos originais, tendo em vista que roubos ou algum acidente acontecer. 4. Identificar com nomes e datas os arquivos de backup que estão sendo gravados em nuvem ou mídia para facilitar o acesso quando necessário. 5. Monitorar os arquivos de backup para evitar que cópias fiquem duplicadas e com mesmas versão de arquivos. Sobre as práticas de segurança relacionadas à privacidade na internet, tem-se que essas se referem ao controle de exposição e disponibilidade de informações públicas, privadas e restritas. A arquitetura dos sistemas de internet, como as redes sociais e sites, permitem que os usuários possam definir como os seus dados publicados sejam compartilhado na internet, oferecendo recursos para criar filtros de como diferentes tipos de usuários podem acessar a internet. Um exemplo desses recursos são as publicações em redes sociais, como o Facebook, em que uma publicação pode ficar como um conteúdo público ou restrito para visualização de apenas alguns contatos como família e amigos. Outro exemplo relacionado à privacidade, refere-se às permissões que são dadas nos dispositivos de computadores, smartphones e tablets de fornecerem dados sobre localização e acessos realizados nos navegadores de internet. Em relação às medidas de segurança de confidencialidade, trata-se de uma prática que muitas organizações estão adotando para formalizar um acordo com pessoas que possuem acesso privilegiado a informações estratégicas da organização. Esse acordo prevê, geralmente, a responsabilidade dos usuários adotarem as práticas adequadas para maior segurança de informação. Segurança on-line • 6/13 É oportuno destacar que as medidas apresentadas devem ser adotadas de forma conjunta e consciente pelos usuários. Embora possam minimizar alguns riscos e oferecer maior segurança ao uso da internet, não são suficientes para evitar infortúnios aos seus usuários. Por isso, é importante estar atento a golpes, muitas vezes aplicados por estelionatários, que fazem uso de informações on-line para se aproximar de vítimas. Enfim, a orientação, a discussão e divulgação da necessidade de medidas de segurança são essenciais aos usuários de tecnologias e internet. Disponível em: <https://youtu.be/tRBEqeFTVPA>. Saiba Mais Veja neste vídeo algumas dicas de segurança e privacidade na Internet https://www.youtube.com/embed/tRBEqeFTVPA?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/tRBEqeFTVPA Segurança on-line • 7/13 1. Internet literacy: a negociação dos jovens com as novas oportunidades on-line. Disponível em: https:// www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/38290/41112 2. Engenharia social nas redes sociais on-line: um estudo de caso sobre a exposição de informações pessoais e a necessidade de estratégias de segurança da informação. Disponível em: http:// eprints.rclis.org/23215/ 3. Crianças e adolescentes: usando a internet com segurança. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/ noticias/2020-2/novembro/redes-sociais-compartilham-dicas-para- protecao-de-criancas-e-adolescentes-na-internet/ proteodecrianaseadolescentesnainternet.pdf Saiba Mais Veja essas dicas sobre segurança em compras pela internet: https:// blog.bluesoft.com.br/infografico-como-compra-com-seguranca-na- internet/ Cartilha de Segurança para Internet – https://cartilha.cert.br/ fasciculos/protecao-de-dados/fasciculo-protecao-de-dados.pdf Conceitos Fundamentais: Segurança on-line: consiste em proteger a informação e minimizar os riscos de vários tipos de ameaças que podem acontecer via internet. Integridade da informação: A integridade é a salvaguarda da exatidão e completeza da informação e métodos de processamento. http://cartilha.cert.br/ http://eprints.rclis.org/23215/ http://eprints.rclis.org/23215/ https://internetsegura.br/ https://blog.bluesoft.com.br/infografico-como-compra-com-seguranca-na-internet/ https://cartilha.cert.br/fasciculos/protecao-de-dados/fasciculo-protecao-de-dados.pdf https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/38290/41112 https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/novembro/redes-sociais-compartilham-dicas-para-protecao-de-criancas-e-adolescentes-na-internet/proteodecrianaseadolescentesnainternet.pdf Segurança on-line • 8/13 Em Resumo A segurança on-line consiste em proteger a informação e minimizar os riscosde vários tipos de ameaças que podem acontecer via internet. As práticas de segurança da informação visam preservar três características: confidencialidade, integridade e disponibilidade. As medidas de segurança são procedimentos recomendados para os usuários de internet e se apresentam aqui definidas em relação a quatro itens: senhas, backup, privacidade e confidencialidade. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816342335 Segurança on-line • 9/13 Referências Bibliográficas ABNT, NBRISO. IEC 27002: 2005. Tecnologia da informação: Técnicas de segurança e código de prática para a gestão da segurança da informação. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: ABNT. Segurança on-line • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 4 .3 Controles de riscos on-line Must University/2018 Controles de riscos on-line • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender os riscos e ameaças que envolvem o acesso a serviços on- line. • Conhecer exemplos de riscos e medidas de prevenção. • Analisar a importância da ações de divulgação dos riscos e ameaças on-line. Controles de riscos on-line Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816342456 Embora a área de segurança da informação também esteja envolvida com questões técnicas e profissionais especializados na área, ressalta-se que muitos riscos podem ser evitados com a divulgação aos usuários de alguns tipos de ameaças e fraudes praticados on-line e com a adoção de práticas diárias de atenção e cuidados no uso da internet. Riscos e ataques É grande a diversidade de práticas que podem envolver riscos e ataques aos usuários da internet, no entanto, conforme apresenta Goodrich e Tamassia (2013), as práticas, em geral, podem ser caracterizadas como: Intromissão: interceptação de informação destinada a uma pessoa ou local durante a sua transmissão por um canal de comunicação. Um exemplo de situação de risco é o acesso a internet em redes públicas e sem fio. Para evitar os transtornos, sugere-se que os dispositivos de acesso tenham programas de segurança instalados e que transações bancárias sejam evitadas. Alteração: modificação não autorizada de informação. Um exemplo de situação de risco é a realização de download de arquivo infectado por vírus. Para minimizar os riscos, recomenda-se atenção aos arquivos recebidos por e-mail e atenção às fontes que estão disponibilizando as cópias dos arquivos para download. Negação de serviço: interrupção ou degradação de um serviço de informação. Um exemplo de situação de risco é invasão de servidores ou envio de milhares de e-mail para causar dificuldade dos serviços. Esse é um tipo de risco que não há muito controle pelos usuários que sofrem esses ataques, mas utilizar versões de softwares atualizadas pode prevenir as invasões. Introdução Ao fazer uso da internet e dos serviços que são oferecidos pelos sites, redes sociais e aplicativos, os usuários ficam expostos a vários riscos. No contexto educacional, tanto alunos quanto os profissionais da educação estão sujeitos a esses riscos e por isso o conhecimento e a adoção de práticas de segurança são essenciais para a sociedade contemporânea. Controles de riscos on-line • 4/13 Mascaramento: fabricação de informação para se passar por conteúdo de outro autor. Entre os exemplos de risco estão o acesso a cópias falsas de sites, principalmente envolvendo comércio eletrônico e serviços bancários. Para evitar o acesso a essas fraudes, recomenda-se atenção ao endereço dos sites exibidos nos navegadores para verificar se as informações exibidas estão corretas. Outra medida é evitar entrar em links de promoções e atualização de cadastro, recebidos por e-mail. Correlação e rastreio do passado: integração de fontes de informação para obter conteúdo privilegiado. As situações de risco dessa prática são realizadas por pessoas que pesquisam informação para encontrar um perfil de vítimas para cometer crimes de assalto, sequestros e pedofilia. Os cuidados, que podem ser tomados para evitar essa ameaça, são o de ter responsabilidade com os conteúdos compartilhados publicamente na internet. Conheça essa cartilha sobre segurança da informação: https://cartilha. cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf Saiba Mais https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf Controles de riscos on-line • 4/13 Medidas de controle Trabalhar a conscientização dos riscos e ameaças que existem no acesso a serviços on- line tem sido considerado uma importante prática de segurança da informação. Embora existam questões técnicas, tem-se que o fator humano é uma das principais vulnerabilidades existentes. Por isso, no contexto educacional, torna-se importante promover debates, reflexões e ações para proteger as pessoas e principalmente crianças e adolescentes que fazem uso com cada vez mais frequencia da internet. https://player.vimeo.com/video/816342813 Controles de riscos on-line • 5/13 Além do desenvolvimento dessa consciência de uso responsável e cauteloso dos serviços on-line, existe a possibilidade de utilização de recursos adicionais que promovem o chamado controle parental. Esse controle permite que pais e educadores estabeleçam restrições de acesso a conteúdo on-line, para evitar o acesso de crianças e adolescentes. Por meio do controle é possível fazer o monitoramento de navegação, restringir acesso a conteúdo inapropriado para menores de idade e realizar o bloqueio de acesso a sites e usuários que possam representar ameaças. As estratégias de controle parental podem ser aplicadas ajustando as configurações de sistemas operacionais, softwares de navegação na internet ou utilizando softwares próprios para essa finalidade. Com o objetivo de avaliar as soluções existentes de controle parental, o trabalho realizado por Buratto e Glanzmann (2016) apresenta uma análise dos recursos de diferentes ferramentas. O resultado foi estruturado em um quadro comparativo com as principais características de sete ferramentas, conforme Figura 1: Figura 1: Características de ferramentas de Controle Parental Fonte: Buratto e Glanzmann (2016) Controles de riscos on-line • 6/13 Entre outras atitudes que também podem ser utilizadas por responsáveis de crianças e adolescentes visando protegê-las dos riscos e ameaças, existem as possibilidades de: limitação do tempo de uso dos computadores e dispositivos móveis; denúncia de conteúdo ofensivo em redes sociais, visando gerar restrição de divulgação; utilização de ferramentas alternativas e rastreamento para identificação de localização de dispositivos móveis. Cabe destacar que as medidas de controle parental podem auxiliar o acompanhamento do uso das tecnologias por crianças e adolescentes, entretanto, o diálogo e a reflexão sobre os riscos continua sendo necessário e relevante, tendo em vista que muitas crianças e adolescentes podem vir a conhecer as configurações de limitações do controle acesso e alterá-las, bem como podem ser abordadas por pessoas com más intenções em outros canais que aparentemente não apresentam riscos. Veja nesse vídeo uma apresentação sobre o Youtube Kids com os conteúdos de vídeos dedicados às crianças Disponível em: <https://youtu.be/vdema9FWRUo>. Controle parental – https://brasilpaisdigital.com.br/seguranca-e- cidadania-no-mundo-digital/controle-parental/ Saiba Mais https://www.youtube.com/embed/vdema9FWRUo?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/vdema9FWRUo https://goo.gl/ngm6Ec https://brasilpaisdigital.com.br/seguranca-e-cidadania-no-mundo-digital/controle-parental/Controles de riscos on-line • 7/13 Veja neste vídeo riscos e ameaças aos usuários da internet Disponível em: <https://youtu.be/zh-G_-JNJrw>. Conceitos Fundamentais: Controle parental: controle que permite que pais, responsáveis e educadores estabeleçam restrições de acesso a conteúdo on- line, para evitar o acesso de crianças e adolescentes. Mascaramento: fabricação de informação para se passar por conteúdo de outro autor. Materiais Complementares: 1. Segurança da informação digital. Disponível em: https:// www.teleco.com.br/promon/pbtr/Seguranca_4WEB.pdf https://www.youtube.com/embed/zh-G_-JNJrw?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/zh-G_-JNJrw https://www.bad.pt/publicacoes/index.php/cadernos/article/view/822/821 https://www.teleco.com.br/promon/pbtr/Seguranca_4WEB.pdf Controles de riscos on-line • 8/13 2. Quando a Internet (in)tranquiliza. Disponível em: http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/lmc/article/ viewFile/485/456 Em Resumo Ao fazer uso da internet e dos serviços que são oferecidos pelos sites, redes sociais e aplicativos, os usuários ficam expostos a vários riscos. Embora a área de segurança da informação envolva questões técnicas e profissionais especializados na área, ressalta-se que muitos riscos podem ser evitados com a divulgação aos usuários de alguns tipos de ameaças e fraudes praticados on-line e com a adoção de práticas diárias de atenção e cuidados no uso da internet. No contexto educacional, torna-se importante promover debates, reflexões e ações para proteger as pessoas e principalmente crianças e adolescentes que fazem uso com cada vez mais frequência da internet. Na ponta da língua http://revistacomsoc.pt/index.php/lmc/article/viewFile/485/456 https://player.vimeo.com/video/816343137 https://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/lmc/article/viewFile/485/456 Controles de riscos on-line • 9/13 Referências Bibliográficas Goodrich, M. T.; Tamassia, R. 2013. Introdução à segurança de computadores. Bookman. Buratto, R.l P.; Glanzmann, J. H. 2016. Controle Parental: uma análise das principais ferramentas para monitoramento e controle dos filhos na Internet. Seminários de Trabalho de Conclusão de Curso do Bacharelado em Sistemas de Informação, v. 1, n. 1. Controles de riscos on-line • 13/13 Im ag en s: Sh ut te rst oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Comunicação na era digital CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 4 .4 Must University/2018 Comunicação na era digital • 2/13 Objetivos de Aprendizagem • Compreender que a comunicação na era digital exige responsabilidades. • Analisar os conceitos relacionados a cyberbullying, reputação on-line e engenharia social • Conhecer os riscos de exposição de conteúdo on-line. Comunicação na era digital Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. https://player.vimeo.com/video/816343319 Cyberbullyng O conceito de bullying, apresentado por Olweus (1993), é o de uma ação de violência sistemática, desigual e recorrente no âmbito escolar na qual se identifica um agressor que tem a intenção de causar dano a alguém (vítima), que se encontra, normalmente, com pouco ou nenhum recurso de revidar. Quando práticas desse comportamento agressivo ocorrem no contexto virtual, com uso de ferramentas tecnológicas, a denominação dada é a de cyberbullying. As práticas de cyberbullying podem acontecer por atitudes de assédio, ameaças, constrangimento, humilhação, bem como violação de senhas das vítimas. As formas de ocorrência podem ser por envio de e-mails, mensagens de texto, divulgação de fotos e vídeos ofensivos, manipulação de imagens, insultos em salas de bate-papo ou em redes sociais. Pelo fato dessas atitudes serem feitas de forma digital há uma dificuldade maior para controle do conteúdo, visto que pode ser facilmente replicado nos espaços digitais e em pouco tempo. Estudos realizados sobre o tema, conforme apresenta Wendt e Lisboa (2013), registram que o efeito das atitudes desse processo de agressão pode ser altamente deletério à saúde das vítimas, com possibilidades de gerar depressão, suicídio ou até mesmo a iniciativa de praticar o cyberbullying com outras pessoas, motivadas pela situação de revidar o ataque em que está sendo submetida. Introdução As tecnologias digitais revolucionaram a forma como a comunicação é realizada e as oportunidades podem ser vistas em diversos aspectos. Porém, é necessário ficar em alerta para algumas atitudes nas interações realizadas em espaços virtuais, tendo em vista as consequências que podem ocorrer. Com o objetivo de promover uma reflexão para o contexto educacional, apresenta-se três aspectos da comunicação na era digital: cyberbullying, reputação on-line e engenharia social. Essas temáticas, além de serem assuntos que devem ser abordados nos espaços educacionais, devem ser vistas como situações que podem interferir no desempenho escolar dos estudantes e profissionais de educação. Comunicação na era digital • 4/13 Entre os estudos que buscaram investigar o que gera o comportamento da prática de cyberbullying encontrou-se que as crianças e adolescente que recebem supervisão dos pais no uso das tecnologias ou que possuem regras claras quanto ao uso das tecnologias, apresentam menor risco de cometer essas atitudes agressivas. Portanto, o acompanhamento da família e das instituições educacionais no uso das tecnologias, bem como a discussão da temática, o acolhimento das vítimas e a penalização de agressores são importantes para evitar o cyberbullying. Saiba Mais Conheça outras informações sobre o cyberbullying: https://novaescola. org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual https://novaescola.org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual https://novaescola.org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a-violencia-virtual https://player.vimeo.com/video/816343637 Comunicação na era digital • 4/13 Reputação on-line O conceito de reputação digital refere-se àquilo que se propaga a respeito de uma pessoa ou empresa nas discussões mantidas em mídias sociais digitais. É importante notar que a publicação de conteúdos como comentários, notícias e opiniões na internet faz com que um registro seja criado e mantido nos mais diferentes espaços. Esses registros, caso sejam feitos de uma forma indelicada, em um momento de raiva, insatisfação ou aborrecimento podem contribuir para gerar uma polêmica ou discussões, colocando em risco a reputação de uma pessoa. As complicações podem surgir anos depois, em uma oportunidade de emprego, visto que muitos processos seletivos avaliam as atitudes e comportamentos on-line dos candidatos. Hoje em dia deve ser apresentado às pessoas a importância de se fazer a gestão da sua reputação on-line, cuidando para evitar posicionamentos agressivos e rudes em relação às pessoas e marcas. Em alguns casos, as empresas também preocupadas com a sua marca, geram processos contra comentários ou relatos negativos que não podem ser comprovados. Relacionado à reputação on-line, existe também o uso do termo pegada digital, que trata dos rastros deixados nas redes de comunicação, que constituem um vasto arquivo as ações, escolhas, interesses, hábitos, ou opiniões. Portanto, a liberdade de expressão on-line deve vir sempre acompanhada de responsabilidade e consciência. Comunicação na era digital • 5/13 Veja neste vídeo algumas orientações para cuidar da pegada digital: Disponível em: <https://youtu.be/MNP_aEbn0gQ>. Saiba Mais Engenharia Social No contexto da Segurança da Informação, a engenharia social é o nome dado ao conjunto de ações realizadas por indivíduos que assumem outra personalidade para obter informações sigilosas ou confidenciais, por meio da exploraçãoda confiança das pessoas. Essa ocorrência é muito frequente na abordagem de funcionários de empresas, buscando acesso para invasão de sistemas de computacionais. https://www.youtube.com/embed/MNP_aEbn0gQ?rel=0&showinfo=0 https://youtu.be/MNP_aEbn0gQ Comunicação na era digital • 6/13 Conforme apresenta Galvão (2015), existem alguns comportamentos pessoais que facilitam que a engenharia social consiga informações. Dentre esses comportamentos, tem-se a exposição excessiva de imagens por fotos; relatos de costumes cotidianos, informações sobre o local em que a pessoa trabalha; envio de informações pessoais para desconhecidos on-line. Embora esse comportamento seja bem frequente nas redes sociais, as pessoas muitas vezes não sabem que estão se arriscando, tendo em vista que existem indivíduos treinados para aproveitar desses espaços, com outras finalidades. Com as informações pessoais obtidas, muitos golpes podem vir a ser praticados fazendo o uso do nome da vítima e usando-se da sua rede de contatos. Um exemplo de prática que pode acontecer é o envio de e-mails com o intuito de obter informações sigilosas. Medidas de segurança As temáticas apresentadas de cyberbullying, reputação on-line e engenharia social se fazem presentes nos riscos que todos os usuários on-line estão expostos. Essas práticas não surgiram no espaço digital, mas foram adaptadas de práticas maldosas existentes, há muito tempo, e que, com com o potencial de propagação e alcance da internet, se tornaram ainda mais perigosas. O caminho para a prevenção está no diálogo, divulgação e reflexão em espaços acadêmicos, familiares e sociais. Comunicação na era digital • 7/13 1. 2. Agir contra o Cyberbullying – Manual de Formação. Disponível em: https://www.uc.pt/fpce/comedig/documentos/ AgirContraCyberbullying_Manual Espaço on-line, oportunidade e desafio para indivíduos e instituições. Disponível em: <https://proa.ua.pt/index.php/id/ article/view/4073>. 3. O impacto da engenharia social na segurança da informação. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/atoz/article/view/64640 Saiba Mais Conheça mais sobre a Engenharia Social: <https://www.tecmundo.com. br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do- mundo.htm> Conceitos Fundamentais: Cyberbullying: práticas de comportamento agressivo ocorridas no contexto virtual, com uso de ferramentas tecnológicas. Reputação on-line: refere-se àquilo que se propaga a respeito de uma pessoa ou empresa nas discussões mantidas em mídias sociais digitais. Engenharia Social: nome dado ao conjunto de ações realizadas por indivíduos que assumem outra personalidade para obter informações sigilosas ou confidenciais, por meio da exploração da confiança das pessoas. Materiais Complementares: https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm https://www.tecmundo.com.br/seguranca/8445-engenharia-social-o-malware-mais-antigo-do-mundo.htm http://revistas.ua.pt/index.php/ID/article/view/2675 https://www.uc.pt/fpce/comedig/documentos/AgirContraCyberbullying_Manual https://proa.ua.pt/index.php/id/article/view/4073 https://revistas.ufpr.br/atoz/article/view/64640/40229 Comunicação na era digital • 8/13 Em Resumo As tecnologias digitais revolucionaram a forma como a comunicação é realizada e as oportunidades podem ser vistas em diversos aspectos. Porém, há que se ficar em alerta para algumas atitudes nas interações realizadas em espaços virtuais, tendo em vista as consequências que podem ocorrer. Nesse cenário, destaca-se três aspectos da comunicação na era digital: cyberbullying, reputação on-line e engenharia social. Essas práticas não surgiram no espaço digital, mas foram adaptadas de práticas maldosas existentes, há muito tempo, e que, com o potencial de propagação e alcance da internet, se tornaram ainda mais perigosas. O caminho para a prevenção está no diálogo, divulgação e reflexão em espaços acadêmicos, familiares e sociais. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816343831 Comunicação na era digital • 9/13 Referências Bibliográficas Olweus, D. 1996. Bullying at school: What we know and what we can do. London: Blackwell. Wendt, G. W.; Lisboa, C. S. de M. 2013. Agressão entre pares no espaço virtual: definições, impactos e desafios do cyberbullying. Psicologia Clínica, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 73-87. Galvão, M. da C. 2015. Fundamentos em segurança da informação. Pearson. Comunicação na era digital • 13/13 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017 Direitos e responsabilidades CO M PU TE R- BA SE D T EC H N O LO G Y IN C LA SS RO O M - ED U 67 0 - 4 .5 Must University/2018 Direitos e responsabilidades 2/12 Direitos e responsabilidades Conteúdo organizado por Cristiane Mendes Netto do livro Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom, publicado em 2017 por Beverly Clarke. Objetivos de Aprendizagem • Compreender os direitos e responsabilidades dos usuários da internet. • Conhecer os aspectos gerais da Lei nº 12.965/2014 . • Analisar as diretrizes para atuação do Poder Público para o desenvolvimento da internet. https://player.vimeo.com/video/816343999 Direitos e responsabilidades 3/12 Conforme apresenta Teixeira (2016), o marco civil da internet no Brasil, visa atender novas demandas da sociedade relativas a: a) uso dos recursos tecnológicos apropriados pelos cidadãos no cotidiano. b) disponibilização de conteúdos e as novas formas de acesso à informação. c) novas dimensões do direito de privacidade no ciberespaço. d) neutralidade da rede na estrutura da internet no Brasil e) guarda de registros de acesso e a responsabilidade de danos gerado por terceiros. f) necessidade de parâmetros para atuação do poder público. Saiba Mais Conheça na íntegra a Lei nº 12.965/2014 : http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/ L12965.htm Introdução O uso da internet é uma prática diária para milhares de pessoas, empresas, instituições e orgãos públicos. Essa ação gera negócios e movimentos financeiros diariamente e os problemas jurídicos estão cada vez mais crescentes. Devido a esse cenário, em 2014, foi publicada no Brasil a Lei 12.965, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, bem como a determinação de diretrizes para atuação do Estado. Essa lei foi denominada de Marco Civil da Internet e tem como fundamento o respeito à liberdade de expressão dos usuários, reconhecendo a escala mundial da rede e destacando os direitos humanos, o exercício da cidadania em meios digitais, a abertura e a colaboração, a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor e a finalidade social da rede. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm Direitos e responsabilidades 4/12 A Lei nº 12.965, de 2014, não emprega no seu conteúdo a expressão Marco Civil da Internet, mas a expressão advém do período em que ficou em tramitação na Câmara dos Deputados, a partir de 2009. A aprovação, em 2014, ocorreu no Senado Federal e foi sancionado pela Presidente Dilma Rousseff. Conforme apresenta essa lei, o acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania, sendo assegurado como direito do usuário a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, bem como o sigilo de suas comunicações. A violação da privacidade do usuário cabe indenização pelo dano material ou moral, salvo por ordem judicial, na forma da lei. https://player.vimeo.com/video/816344309 Direitos e responsabilidades 4/12 Responsabilidades previstas por lei Uma das particularidade da internet é sua facilidade depropagar informações. Conforme apresentado por Lima et al (2015), a divulgação de informações danosas, fotos que atingem a moral, calúnias e difamação no mundo virtual estão sujeitas à punições no mundo real. Dentre os direitos mais atingidos nos espaços virtuais, tem-se o direito à honra, à imagem, à intimidade e os direitos autorais. Os direitos autorais são atingidos por meio do plágio, que consiste na publicação total ou parcial de obra alheia. Todo ato que viole os direitos autorais é ilegal estando previsto tanto no Código Civil quanto no Código Penal e o protegido constitucionalmente pela Constituição Federal. direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil Saiba Mais Conheça essas 10 dicas sobre direitos e deveres de uso da internet no Brasil: https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre- https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre-direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil https://davilim.jusbrasil.com.br/artigos/449373145/10-dicas-sobre-direitos-e-deveres-de-uso-da-internet-no-brasil Direitos e responsabilidades 5/12 Outro aspecto relacionado é referente à guarda dos registros de conexão. É direito dos usuários a proteção dos dados, sendo proibido o fornecimento a terceiros de dados pessoais, inclusive registros de conexão, e de acesso a aplicações de internet, salvo casos de consentimento livre, expresso e informado ou nas hipóteses previstas em lei. A lei expressa que a responsabilidade pela manutenção dos registros de conexão não poderá ser transferida a terceiros e cabe ao administrador dos serviços de provisão de conexão à internet. Sobre a responsabilidade por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros, tem-se que o provedor de conexão à internet não pode ser responsabilizado pelos conteúdos veiculados por terceiros em serviços, no entanto, sempre que tiver informações de contato do usuário diretamente responsável de um conteúdo inadequado, caberá ao provedor comunicar-lhe os motivos e informações relativos à indisponibilização de conteúdo. Relativo à atuação do poder público, a Lei nº 12.965/2014 apresenta o estabelecimento de mecanismos de governança multiparticipativa, transparente, colaborativa e democrática, com a participação do governo, do setor empresarial, da sociedade civil e da comunidade acadêmica. Declara ainda a promoção da racionalização da gestão, expansão e uso da internet, com participação do Comitê Gestor da internet no Brasil. Por fim, também foi estabelecido por essa lei que as iniciativas públicas de fomento à cultura digital e de promoção da internet como ferramenta social devem: promover a inclusão digital; buscar reduzir as desigualdades, sobretudo entre as diferentes regiões do País, no acesso às tecnologias da informação e comunicação e no seu uso; e fomentar a produção e circulação de conteúdo nacional. Saiba Mais Conheça as atividades do Comitê Gestor da Internet no Brasil: https://cgi.br/ Lei de Tipificação Criminal de Delitos Informáticos – https://goo.gl/ WtsLEB https://cgi.br/ https://cgi.br/ https://goo.gl/WtsLEB https://goo.gl/WtsLEB Direitos e responsabilidades 6/12 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: Marco Civil da Internet: expressão não formal utilizada para referir-se à Lei 12.965 de 2014. Materiais Complementares: 1. Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo normativo. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php? pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt a cessado 2. Os direitos autorais no marco civil da internet. Disponível em: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3712/3132 3. Neutralidade de Rede: O caso Comcast v. Netflix e o Marco Civil da Internet. Disponível em: https:// periodicos.unb.br/index.php/rdsr/article/view/19302/17791 Em uma análise na perspectiva jurídica da Lei nº 12.965/2014 , Tomasevicius Filho (2016) apresenta que essa lei apresenta poucas inovações e muitas insuficiências e deficiências de cunho jurídico. Esse autor destaca que, pelo fato da impossibilidade jurídica de regulação de uma rede mundial de computadores por meio de lei de um único país, os problemas gerados pela internet continuarão a afetar a privacidade, honra e imagem das pessoas. Assim, conclui-se que o assunto deve ser pauta de discussões e reflexões em ambientes acadêmicos visando apresentar os direitos e responsabilidades dos usuários da internet, para desenvolvimento de consciência para utilização adequada dos recursos da internet. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142016000100269&script=sci_arttext&tlng=pt https://doaj.org/article/8d96e3697fb4480795db4b645accf59f http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3712/3132 https://periodicos.unb.br/index.php/rdsr/article/view/19302/17791 Direitos e responsabilidades 7/12 Em Resumo O uso da internet é uma prática diária para milhares de pessoas, empresas, instituições e orgãos públicos. Essa ação gera negócios e movimentos financeiros diariamente e os problemas jurídicos estão cada vez mais crescentes. Devido a esse cenário, em 2014, foi publicada no Brasil a Lei 12.965, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, bem como a determinação de diretrizes para atuação do Estado. A Lei 12.965 de 2014 não emprega no seu conteúdo a expressão Marco Civil da Internet, mas a expressão advém do período em que ficou em tramitação na Câmara dos Deputados, a partir de 2009.A aprovação em 2014 ocorreu no Senado Federal e foi sancionado pela Presidente Dilma Rousseff. Conforme apresenta essa lei, o acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania, sendo assegurado como direito do usuário a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, bem como o sigilo de suas comunicações Direitos e responsabilidades 8/12 Referências Bibliográficas Lima, A. et al. 2015. Responsabilidade Civil da Internet. Disponível em: <http:// www.scielo.br/p-df/ea/v30-n86/01-03-40-14-ea-30-86-00-269.pdf>. Teixeira, T. 2016. Marco Civil da Internet. Leya. Tomasevicius F., E. 2016. Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo normativo. Estudos Avançados, v. 30, n. 86, p. 269-285. Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/816344708 http://www.scielo.br/p-df/ea/v30-n86/01-03-40-14-ea-30-86-00-269.pdf Direitos e responsabilidades 12/12 Im ag en s: Sh utt er st oc k Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Computer Science Teacher: Insight into the Computing Classroom Beverly Clarke BCS © 2017