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SEMANA 15 O SISTEMA BETHESDA USADO PARA CITOPATOLOGIA DA TIREÓIDE POSSUI SEIS CLASSES. QUAIS SÃO AS SEIS CATEGORIAS DIAGNÓSTICAS E QUAL O RISCO DE CÂNCER DE TIREÓIDE EM CADA UMA DELAS? Classe Risco de Câncer 1- Amostra não diagnóstica - 2- Benigno 0-3% 3- Atipias de Significado Indeterminado 5-15% 4- Suspeito de Neoplasia Folicular 15-30% 5- Suspeito de Malignidade 60-75% 6- Maligno 97-99% Categoria I. Não diagnóstica ou insatisfatória A primeira coisa a ser avaliada em uma punção de tireoide é a adequação do material enviado. Amostras inadequadas são descritas como “não-diagnósticas” ou “insatisfatória”. Esta categoria aplica-se a materiais cuja análise microscópica se encontra prejudicada devido à presença de sangue que dificulta sua caracterização, esfregaços excessivamente espessos, esfregaços excessivamente “secos”, ou ainda presença de número insuficiente de células foliculares. Categoria II. Benigno: O benefício da PAAF de tireoide deriva em grande parte da capacidade que o método tem de se fazer uma interpretação confiável de benignidade e assim evitar cirurgias desnecessárias. Um resultado “benigno” é obtido em 60% a 70% das PAAFs da Aluna: KATIELLE MASCARENHAS Curso: MEDICINA Turma: T10 Tic´s tireoide. O termo “nódulo folicular benigno” aplica-se ao padrão benigno mais comum: um esfregaço composto adequadamente de proporções variáveis de colóide e células foliculares de aspecto benigno dispostas como macrofolículos ou fragmentos de macrofolículos. E se ressecados, virtualmente todos os nódulos foliculares benignos serão nódulos de um bócio multinodular ou adenomas foliculares. Esta distinção não pode ser feita pela PAAF, porêm também não tem consequências maiores para o paciente. A taxa de falso-negativo de um resultado benigno é baixa (0% -3%), podendo os pacientes fazer seguimento por ultrassonografia com intervalos de 6 a 18 meses. Se o nódulo tiver crescimento significativo ou alterações ultrassonográficas “suspeitas”, a PAAF pode ser repetida. Outra alteração classificada como benigna é a “tireoidite linfocítica”, também conhecida como tireoidite de Hashimoto. CATEGORIA III – ATIPIAS DE SIGNIFICADO INDETERMINADO/ LESÃO FOLICULAR DE SIGNIFICADO INDETERMINADO (AUS/FLUS): O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Antes da publicação dessa nomenclatura, havia diferentes formas de se soltar um laudo indeterminado, sendo fonte frequente de confusão entre patologistas e clínicos. É importante separar os casos atípicos, a depender do risco de malignidade. A categoria III (AUS/FLUS) apresenta o menor risco de malignidade entre os casos atípicos. De uma maneira geral, essa categoria deverá ser usada em esfregaços que contenham células (foliculares, linfoides ou outras) com atipias citológica e/ou arquitetural que não preenchem os critérios para serem classificadas como suspeito para neoplasia folicular CATEGORIA IV – SUSPEITO DE NEOPLASIA FOLICULAR (FN/SFN): Nessa categoria incluem-se esfregaços hipercelulares com células foliculares monomórficas dispostas em um padrão arquitetural alterado caracterizado por placas sinciciais, e formação de microfolículos. Casos com núcleos suspeitos de carcinoma papilar são excluídos dessa categoria, sendo melhor caracterizados como Categoria V. Quando utilizado de maneira correta, essa categoria apresenta uma chance de identificar lesões neoplásicas na ordem de 65-85% e um risco de malignidade de 15-30%. CATEGORIA V – SUSPEITO DE MALIGNIDADE: Uma amostra é considerada suspeita de malignidade quando algumas características de malignidade estão presentes, mas os achados não são suficientes para um diagnóstico conclusivo. O risco de malignidade para esta categoria é de 60-75%, sendo indicado, portanto, uma terapia cirúrgica. Amostras suspeitas de neoplasia folicular estão excluídas dessa classe devendo ser classificadas como Categoria IV. São previstos para serem classificados nessa categoria os esfregaços suspeitos de serem carcinoma papilar, carcinoma medular ou linfoma, mas aceita-se a sua aplicação para suspeição de qualquer outra malignidade. CATEGORIA VI – MALIGNO: Quando todos os critérios para malignidade estão presentes em um esfregaço, este deve ser classificado como Categoria VI Maligno. Essa categoria representa 4-8% de todas as punções, sendo a maioria carcinoma papilar de tireoide. O diagnóstico citopatológico de malignidade tem elevado valor preditivo positivo. Quando um diagnóstico definitivo de Carcinoma Papilar é feito em esfregaços citológicos, há uma correlação com Carcinoma Papilar na peça cirúrgica em 96-100% dos casos. Correlação Teórico – Prática É de tamanha importância o total conhecimento sobre o assunto, uma vez que, o sistema de Bethesda auxilia no mais preciso manejo ao paciente, calculando os riscos e estadiando a neoplasia. O câncer de tireoide ainda afeta muitas pessoas e todo o conhecimento é válido para a melhor conduta. Referências DIAS, Everton Mesquita. Aplicação e Contribuição do Sistema de Classificação de Bethesda no Diagnóstico de Nódulos de Tireoide Submetidos à Punção Aspirativa por Agulha Fina: uma revisão da literatura. 2017. NASCIMENTO, Leandro Paulo. Nódulos de tireoide com citopatologia Bethesda III, IV e V: um estudo citohistopatológico. Medicina-Pedra Branca, 2019. MATHIAS, Mariana de Jesus Caetano. Frequência de malignidade nas diferentes categorias diagnósticas do Sistema Bethesda para laudos citopatológicos de tireoide: experiência de um centro terciário. 2022.