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ANEXO III A QUE SE REFERE O EDITAL Nº 006/2022-SEDUC/CE, DE 22 DE 
 ABRIL DE 2022 
 
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DO CEARÁ 
SELEÇÃO PÚBLICA DE PROFESSORES 
 
PLANO DE AULA 
 
Prof. Igor Costa 
 
TEMA: REBELIÕES NATIVISTAS 
 
SÉRIE/ANO: 1º, 2º E 3º ANO 
 
DISCIPLINA/ COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA 
 
HABILIDADE(S) BNCC: EF08HI16 - Identificar, comparar e analisar a 
diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios 
ao poder centralizado. 
 
CONTEÚDOS: 
-Apresentação: 
A expressão “Rebeliões Nativistas” refere-se às revoltas e tentativas de revoluções 
políticas que se desenrolaram em solo brasileiro entre os séculos XVII e XVIII. Essas 
rebeliões aconteceram nesse período especialmente porque o sistema colonial 
(começado efetivamente em 1530) já estava consolidado no Brasil e a Corte 
Portuguesa já conseguia exercer sua autoridade na maior parte do território que 
dominava, sobretudo naqueles que se tornaram os grandes polos de atividade 
econômica: a Capitania de Pernambuco e a Capitania de Minas Gerais. 
 
Contudo, o estabelecimento pela Coroa de regras e de exigências para os colonos, 
como a cobrança de impostos sobre o que se produzia, chocava-se com as 
perspectivas dos próprios nativos, que aqui passaram a fazer suas próprias regras, 
inclusive, em alguns momentos, articulando-se com outros povos europeus, como os 
holandeses e os espanhóis. Esse choque de perspectivas gerou situações extremas, 
provocando confrontos e tentativas de instituição de governos paralelos com 
autonomia política. 
 
-Características: 
AS REBELIÕES NATIVISTAS 
Contexto: o arrocho tributário e administrativo de Portugal sobre o Brasil. 
 
Fatores Econômicos 
 
-Retração econômica da Metrópole e da Colônia. 
 
-Aumento da carga tributária, ocasionando a redução do lucro obtido pela elite 
colonial brasileira. 
 
Fator Político: redução da autonomia política exercida pela elite colonial brasileira. 
 
Consequências: 
 
-Agrava o relacionamento entre a elite colonial brasileira e a Metrópole. 
 
-Têm início as rebeliões nativistas. 
 
Características das Rebeliões Nativistas: 
 
-Lideradas pela elite colonial brasileira. 
 
-Ausência de projetos emancipacionistas. 
 
-Lutas isoladas, principalmente contra o domínio econômico dos portugueses. 
 
-A elite procurava proteger seus bens e lucros contra a opressão tributária da Coroa. 
 
-Foi uma tentativa de resolver um problema local ou regional com o Estado Luso. 
 
-As revoltas nativistas já apontavam para o nascimento de uma natividade 
(estranhamento com a Metrópole). 
 
-O primeiro passo no processo de formação de identidade nacional estava na ideia de 
não pertencimento, isto é, “não somos portugueses”. 
 
Rebeliões 
A chamada Aclamação de Amador Bueno, que ocorreu na Capitania de São Paulo, 
por exemplo, consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o 
fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida Capitania à 
revelia da Coroa. 
A Rebelião de Beckman (MA – 1684): movimento liderado pelos irmãos Manoel e 
Thomas Beckman. 
A Guerra dos Emboabas (MG: 1708 – 1709): conflito entre paulistas e os 
“estrangeiros” pelo controle da região mineradora. 
A Guerra dos Mascates (PE: 1710 – 1714): conflito entre a elite colonial 
(Olinda) e os comerciantes portugueses (Recife). 
A Revolta de Vila Rica (MG: 1720): movimento liderado por Filipe dos Santos 
contra a instalação das Casas de Fundição. 
 
 
OBJETIVOS: 
Geral: 
 -Compreender as causas maiores das revoltas de cunho não emancipacionistas. 
Específicos: 
 -Buscar entender o contexto econômico, político e social do Brasil colônia; 
 -Desenvolver um pensamento crítico sobre os personagens envolvidos. 
 
METODOLOGIAS: 
-Aulas mescladas entre a Tendência Liberal Tradicional (com uma exposição ampla 
da temática) e com a Tendência Progressista Crítico-social dos Conteúdos 
(trabalhando a realidade social). 
-Apresentação em (1 aula), jogando com a oralidade e perguntas diretas com o 
alunado, como em uma roda de conversas; 
-Trabalhar determinadas rebeliões por aula (2 aula); 
-Desenvolver as Competências Socioemocionais em sala de aula, fazendo 
contrapontos das mesmas como os valores humanos e a forma de pensar naqueles 
“nativos”; 
-Aplicação de atividades prática que servirá como um forma de avaliar o aluno. 
Metodologia Ativa – Aluno pesquisador - Sala dividida em equipes e cada equipe 
responsável por pensar e trabalhar uma determinada temática, objetivando aplicar os 
conhecimentos adquiridos com seus colegas de sala, exemplo: Beckman, Emboabas, 
Vila Rica, etc. (2 aulas: uma para explicar a pesquisa outra para apresentação aberta). 
 
PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: 
Trabalhar a subjetividade com questões abertas que instigam o pensar do aluno. 
Trabalhar de forma qualitativa mostrando que avaliar não é só atribuição de nota. 
Conferir a participação nas propostas metodológicas em sala de aula como parte da 
formação avaliativa. 
 
Exemplo de questões: 
1. Quais as características do período que o correu as Rebeliões Nativistas? 
___________________________________ 
 
2. Qual a importância daqueles movimentos? 
___________________________________ 
 
3. Leia a característica e tente descobrir qual competência socioemocional está 
associada ao contexto do período: 
 
a) Capacidade de cada um se decidir ou agir segundo a própria vontade ou 
determinação: (dica – 9 letras) 
___________________________________R: Liberdade 
 
c) Qualidade que tem a pessoa que não desiste daquilo em que acredita: (dica – 12 
letras) 
___________________________________R: Persistência 
 
d) Harmonia. Momento em que não há guerras ou conflitos. Estado de humor de 
quem está tranquilo: (dica – 3 letras) 
___________________________________R: Paz 
 
RESULTADO: 
O trabalho teórico contínuo levará a absorção do conteúdo estudado, na escola e fora 
dela, com pesquisas, nessa ordem, pois, conforme Libâneo (1990), de nada adiantaria 
a aplicação teórica do conteúdo sem o desenvolvimento prático. Isso, portanto, levará 
a formação dos alunos como cidadãos e, dessa forma, ao entendimento de seu 
lugar/papel na sociedade com base no estudo dos homens de um período diferente do 
seu. 
 
REFERÊNCIAS: 
FERNANDES, Cláudio. "Rebeliões Nativistas"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/rebelioes-nativas.htm. Acesso em 09 de maio 
de 2023. 
 
ARROYO, M. G. Revendo os vínculos entre trabalho e educação: Elementos 
materiais da formação humana. In SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Trabalho, 
educação e prática social: por uma teoria da formação humana Porto Alegre: Artes 
Médicas, 1991. 
 
BRASIL. [Plano Nacional de Educação (PNE)]. Plano Nacional de Educação 2014-
2024 [recurso eletrônico]: Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano 
Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. - Brasília: Câmara dos 
Deputados, Edições Câmara, 2014. 86 p. 
 
Competências socioemocionais. Instituto Ayrton Senna. Disponível em: 
Competências Socioemocionais dos Estudantes (institutoayrtonsenna.org.br) Acesso 
em: 24 de mar 2023. 
 
LIBÂNEO, José Carlos. Fundamentos teóricos e práticos do trabalho docente: estudo 
introdutório sobre pedagogia e didática. Tese de doutorado. Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, 1990. 
 
 
ANEXO: 
 
https://institutoayrtonsenna.org.br/o-que-defendemos/socioemocional-estudantes/
FIGURA 1. MATRIZ DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DO INSTITUTO AYRTON SENNA

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