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Parasitologi� II - Pa�t� 2
Helmintos: Vermes intestinais. Podem ser:
Achatados Cilíndricos
Platelmintos
Trematoda:
Schistosomamansoni
Cestoda:
T. solium/saginata
Hymenolepis
nana/diminuta
D. latu
Nematelmintos
Ancilostomídeos:
Ascaris lumbricoides
Enterobius vermicularis
Strongyloides stercoralis
Trichuris trichiura
Nematelmint��:
→ Vermes cilíndricos, 2 sexos (macho menor e fêmea
maior). Famílias mais importantes:
● Ascarididae
● Oxyuridae
● Strongyloididae
● Ancylostomatidae
● Trichuridae
Espécies mais importantes:
● Ascaris lumbricoides
● Ancilostomídeos
● Trichuris trichiura
● Strongyloides stercoralis
● Enterobius vermicularis
Machos:menores e com a ponta da cauda curvada
Fêmeas:maiores e com a cauda reta
Ascaridías�:
→ “Lombriga”. São os nematódeos mais comuns e
também os maiores podem chegar até 15cm). Aparece
em climas quentes, com baixa condição sanitária.
Boca com 3 lábios.
Morfologia:
Ovos: 4 tipos
Férteis: formam larva C3 em condições adequadas
Inférteis: indicam parasitismo por fêmeas
Estágio infectante: ovo embrionado com larva L3
Estágio Diagnóstico: ovos férteis / inférteis
Ciclo: ovos liberados nas fezes, os férteis embrionam e
se reproduzem no ambiente adequado, o homem
ingere o ovo embrionado, a larva L3 sai de dentro do
ovo e penetra a mucosa do intestino delgado,
podendo chegar ao pulmão pela circulação (Síndrome
de Loeffler). Caso não penetre, se reproduzem
sexuadamente e liberammais ovos.
Patogenia: na maioria das vezes assintomáticas,
porém podem causar lesões hepáticas e pulmonares.
Podem também causar bloqueio intestinal (“bolo de
ascaris”), sequestro de nutrientes, causando
desnutrição no hospedeiro.
Diagnóstico: sedimentação espontânea ou
centrifugação (Hoffman, MIFC, Ritchie).
Ancil�stomías�:
→ Doença do amarelão, mais incidente em áreas
rurais onde andam descalços. Causada por:
● Ancylostoma duodenale
● Necator americanus
→ Não tem como diferenciar pelo microscópio,
portanto no laudo não damos o nome da espécie!
Apenas colocamos “Ovos/larvas de ancilostomídeos”!!
→ Fagocitam e degradam hemácias, que liberam a
hemoglobina de seu interior. O ferro e os aminoácidos
são reaproveitados, e o anel porfírico é degradado e
convertido a bilirrubina, o que causa o amarelão que
dá nome à doença.
Estágio infectante: larva L3 filarióide
Estágio diagnóstico: ovos
Ciclo: a larva L3 é ingerida por água e alimentos,
penetra a pele e mucosas, chega ao intestino e se
reproduz, liberando ovos. Pode ocorrer a liberação de
larvas nas fezes.
Filarióide:maior.
Rabditóide:menor, de vida livre.
Patogenia: desde assintomáticas até:
Fase aguda Fase crônica
Lesões no local de
penetração da larva
Alterações pulmonares
(tosse e rouquidão)
Deficiência nutricional
Anemia
Morfologia:
→ Ovos de ancilostomídeos, indistinguíveis em
espécie. Muito leves.
Diagnóstico: método de Willis (flutuação espontânea)
pois são ovos muito leves, específico para ovos de
Ancilostomídeos!!! Outros: Hoffman, Rugai,
Baermann-Moraes.
Larvas:
Filarióide: maior, sem cauda entalhada, esôfago longo
e reto.
Rabditóide: menor, esôfago pequeno, “halter de
academia”, não tem primórdio genital .
OBS: Quando for Strongyloides, TEM cauda entalhada
e primórdio genital!!!!
Enterobi�s�:
→ Enterobius vermicularis. Também conhecido como
“Oxiúrus”, afeta muito mais crianças. Aparece mais
associado à concentração de pessoas do que ao
sanitarismo.
Estágio infectante: ovos
Estágio diagnóstico: ovos
Ciclo: criança coça a região perianal contaminada
pelos ovos embrionados e leva até a boca, se
infectando (também pode ser transmitido por água e
alimentos, mas é menos comum). As larvas dos ovos
eclodem no intestino delgado, as fêmeas migram para
a região perianal e depositam seus ovos durante a
noite. Fêmeas morrem e são eliminadas com as fezes.
Aparecemmuito mais ovos do que larvas nas fezes.
Patogenia: inflamação do ceco e apêndice, em
mulheres vagínite, salpingite e ovarite.
Transmissão:
Heteroinfecção ingere ovos de poeira e alimentos
Autoinfecção
externa
criança coça a região e leva a mão
à boca
Autoinfecção
interna
larvas no reto sobem pelo
intestino grosso até o ceco e
viram vermes adultos
Retroinfecção
larvas eclodem na região perianal,
penetrando pelo ânus e retornam
ao ceco, virando vermes adultos
Morfologia:
Larvas:
Fêmea: cauda pontuda, maior
Macho: cauda curvada, menor
Ovo:
Diagnóstico: Método de Graham (fita na região
perianal pela manhã antes do banho) e Hoffmann.
Tricurías�:
→ Trichuris trichiura. Alta prevalência mundial. Pode ser
associado a coinfecções com Ascaris lumbricoides.
Transmissão: fecal-oral, água e alimentos
contaminados.
Ciclo: larvas eclodem no intestino delgado,
amadurecem e migram para o ceco onde depositam
seus ovos. Os ovos não embrionados são eliminados
nas fezes e maturam no ambiente.
Estágio infectante: ovos embrionados
Estágio diagnóstico: ovos não embrionados
OBS: Larvas quase nunca são encontradas nas fazes,
quase sempre são ovos!
Morfologia
Larva:
Fêmea Macho
Ovos:
Patogenia: normalmente infecções menores ou
assintomáticas, podem causar inflamação no cólon e
ceco. Em casos mais graves causa anemia, náuseas,
dor abdominal, sangramento e PROLAPSO RETAL.
Diagnóstico: sedimentações como Hoffman ou MIFC
e Ritchie.
Estrongiloidías�:
→ Strongyloides stercoralis. 52 espécies, é a larva mais
comum na prática.
Estágio infectante: larvas filarioides
Estágio diagnóstico: larvas rabditóides
Ciclo: a larva rabditóide é liberada nas fezes. Pode
amadurecer no ambiente, virar filarióide e infectar o
ser humano (autoinfecção externa). As larvas podem
se reproduzir sexuadamente no ambiente
(heteroinfecção) ou, pode migrar pelo hospedeiro, e a
fêmea partenogênica (3n) se reproduz sozinha,
liberando 3 tipos de ovos na mucosa intestinal:
Macho de vida livre
Fêmea de vida livre
Fêmea partenogênica
Morfologia
Ovo: só aparecem em diarréias severas ou uso de
laxantes.
Larvas: confundível com Ancilostomídeos, para
diferenciar, essa:
TEM cauda entalhada (filarióide)
TEM primórdio genital (rabditóide)
Patogenia: desde assintomáticos, até casos graves
com ação mecânica, traumática, irritativa, tóxica e
antigênica no intestino grosso. As larvas PENETRAM a
pele. Pode se disseminar em pacientes
imunocomprometidos, atingindo a circulação e
penetrando outros órgãos.
Diagnóstico: Baermann-Moraes e Rugai para larvas
(termohidrotropismo) e métodos indiretos, como a
busca por eosinofilia em hemogramas, imagenologia e
imunologia.
Platelmint��:
Cestóde��:
→ Principais espécies:
● Taenia solium (porco)
● Taenia saginata (boi)
● Hymenolepis sp (anã)
● Diphyllobothrium latum (peixe)
Tenías�:
→ Taenia solium (porco) e Taenia saginata (boi), são
muito grandes! Podem chegar a 8m. Possui escólex
(cabeça por onde se fixa no hospedeiro) e o estróbilo
(corpo) com proglotes.
Morfologia
T. solium T. saginata
→ As proglotes são mais longas do que largas,
normalmente estão grávidas e muito afastadas da
cabeça. Observáveis com tinta da china (nanquim).
Ovos: Liberar laudo como “Taenia sp.” Revestido pela
“coroa radiada" por fora e oncosfera por dentro.
Ciclo Teníase: ser humano libera ovos nas fezes, o
porco ou boi come, no seu organismo ela amadurece
e migra para a musculatura onde vira cisticerco
(bradizoíto), o ser humano ingere carne crua ou
mal-cozida, o cisticerco eclode no nosso organismo e
a cabeça da larva se fixa no intestino onde começa a
amadurecer e se reproduzir assexuadamente,
liberando ovos e proglotes.
Estágio infectante: cisticerco
Estágio diagnóstico: ovos/proglotes
Ciclo Cisticercose: o ser humano vira hospedeiro
intermediário, entrando em contato com os ovos ou
proglotes, que vão se alojar em nossa musculatura,
podendo chegar no cérebro, pulmões e músculos.
Diagnosticado por exame de imagem.
Estágio infectante: ovos/proglotes
Estágio diagnóstico: cisticerco
Patogenia:
Teníase Cisticercose
Geralmente
assintomático
•Fadiga;
•Alargamento do
abdômen;
•Perda de peso;
•Obstrução intestinal.
• Dor;
• Fadiga;
• Nódulos subcutâneos;
• Dispnéia epalpitação;
• Lesões oculares e
perda da visão;
• Cefaleia, pressão
intracraniana
• Morte
Diagnóstico:
Pesquisa de proglotes nas fezes (tamisação)
Pesquisa de ovos nas fezes (Hoffmann, MIFC, Ritchie)
Pesquisa de ovos na região perianal (Graham)
Himenolepías�:
→ Hymenolepis nana. É o menor dos cestódeos. Tênia
do rato, rara: Hymenolepis diminuta.
Ciclo Heteroxênico: O homem libera ovos nas fezes,
insetos se alimentam e acabam ingerindo os ovos, em
pulgas podem desenvolver “cisticercos”, e acabamos
acidentalmente ingerindo o inseto.
Ciclo Monoxênico: O ser humano ingere o ovo, que
eclode no intestino e libera a taenia. NÃO libera
proglote nas fezes, pois é muito pequena e muito
sensível.
Estágio infectante: ovo
Estágio diagnóstico: ovo
Morfologia
Ovo: possui oncosfera.
→ Diferente da Taenia, não possui coroa radiada, sua
borda é transparente!!
H. nana x H. diminuta
Filamentos polares Sem filamentos
Patogenia: normalmente assintomático, espolia
nutrientes pois é muito pequeno!! Pode causar
inflamações no intestino, ulcerações, diarreia e
eosinofilia.
Diagnóstico: pesquisa de ovos nas fezes por
Hoffmann, MIFC e Ritchie. É um ovo pesado,
sedimenta fácil.
Difilobotrías�:
→ Diphyllobothrium latum. É a espécie mais
patogênica e mais grave. Maior parasita, chega a até
10m. Encontrado em salmões e trutas.
Ciclo: liberação de ovos não-embrionados nas fezes,
que embrionam em ambiente aquático, liberam o
coracídio, que infecta os crustáceos (1º hosp) e dentro
dele vira uma larva procercóide, peixes maiores
ingerem o crustáceo (salmões e trutas, 2º hosp), a
larva se aloja na musculatura do peixe e vira
plerocercoide, o ser humano ingere o peixe e a larva
plerocercóide fixa sua cabeça no intestino e
amadurece.
Estágio infectante: larva plerocercóide
Estágio diagnóstico: ovo
Morfologia
Ovo: possui um opérculo (tampa) em uma ponta e
protuberância na outra. É bem grande.
Proglotes: mais largas do que longas (retangulares).
Patogenia: normalmente assintomática, pode causar
distensão abdominal, flatulência, náuseas,
emagrecimento. Quando crônicas, absorvem 80% da
vitamina B12 (anemia perniciosa ou megaloblástica)!!!
Diagnóstico: pesquisa de ovos nas fezes por
Hoffmann, MIFC e Ritchie.
Trematóde��:
→ Vermes achatados dorsoventralmente, face ventral
côncava. Espécies hermafroditas (monóicas) e de
sexos separados (dioicos). Principais espécies:
● Schistosomamansoni
● Fasciola hepatica
Esquist�ssom�s�:
→ Schistosoma mansoni. Única espécie causadora da
doença no Brasil. ‘’Barriga d’água’’ ou ‘’mal do
caramujo’’. Possuem ventosas ou sugadores para
fixação.
Hospedeiro definitivo: homem
Hospedeiro intermediário: caramujo Biomphalaria sp
Ciclo heteroxeno: ovos liberados pelas fezes/urina do
homem, eclodem e liberam miracídios, que penetram
nos tecidos dos caramujos. Seus esporocistos se
multiplicam e as cercárias são liberadas na água, e
assim penetram pela pele do homem. Dentro do
homem perdem a cauda e viram schistosomulas que
vão para a circulação sanguínea e migram para o
fígado, lugar onde ficam adultas. Aos pares, elas
podem ir para as veias do intestino e reto depositar
ovos, ou para o plexo venoso da bexiga (ovos não são
eliminados na urina!!).
Estágio infectante: cercária
Estágio diagnóstico: ovo
Circulação mesentérica:
fígado→ estômago→ baço→ pâncreas→ intestino
Morfologia:
Larva macho: menor, esbranquiçado, corpo com
tubérculos e canal ginecóforo, ventosa oral/ventral.
Larva fêmea: maior, acinzentada, corpo liso, ventosa
oral/ventral.
Cercárias:
Ovos: maior ovo de helminto!! cerca de 150 µm.
Possui espícula e casca transparente.
Patogenia: Os ovos liberam antígenos que
desencadeiam resposta inflamatória ao seu redor,
causando inflamação granulomatosa (granuloma
hepático).
→ Os vermes adultos espoliam nutrientes e causam
lesões hepáticas. Vermes mortos são arrastados pela
circulação porta.
Outras alterações: dores abdominais, diarréia,
tenesmo (dor ao evacuar), disfunção no glomérulo dos
rins, hepatomegalia e hipertensão portal. Em
agravamentos causa esplenomegalia, ascite (barriga d’
água) e varizes.
Diagnóstico: principal método: KATO-KATZ! Avalia
carga parasitária e ajuda no tratamento.
→ Outros: pesquisa de ovos nas fezes (Hoffmann,
Ritchie, MIFC).
Kato-Katz: método quantitativo, é padrão ouro para
Schistosoma mansoni. Concentração de ovos de
helmintos através de tela metálica ou náilon utilizando
solução de verde malaquita. Não visualiza cistos de
protozoários! Também pode ser usado para:
● Ascaris lumbricoides
● Trichuris trichiura
● Ancylostoma duodenale
→ Sempre multiplicar o nº de ovos por 24 e dar o
resultado em ovos/g de fezes.

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