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LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO @luanmbsouza Afecções da Polpa Dental Conhecer as técnicas e materiais obturadores para o preenchimento do canal radicular e posterior selamento coronário adequado. FINALIDADE OBTURAÇÃO DOS CANAIS RADICULARES ✓ Tem por objetivo analisar sua importância, momento de realizá-la, que nível do canal radicular atingir e que técnica empregar de acordo com a situação clínica presente. É o preenchimento tridimensional, completo e hermético do canal tanto no seu comprimento quanto na sua largura. Preencher o espaço anteriormente ocupado pela polpa, permitindo uma reparação biológica e possibilitando a volta do dente às suas funções normais. OBJETIVO ✓ Impedir a infiltração de exsudatos ✓ Impedir a infecção ✓ Criar um ambiente favorável para a cicatrização periapical O propósito da obturação é selar toda a extensão da cavidade endodôntica, desde a sua abertura coronária até o seu término apical, ou seja, o material obturador deve preencher todo o espaço ocupado anteriormente pela polpa, proporcionando um selamento tridimensional, figura B. LIMITE DA OBTURAÇÃO ✓ Deve ser estritamente limitada ao segmento do canal radicular preparado—1 milímetro do ápice do dente. Sempre respeitar o limite CDC—canal, dentina, cemento. Introdução MOMENTO OPORTUNO Após PQC completo, MIC e selamento provisório, normalmente na segunda sessão, vamos avaliar o pós-operatório, o qual deve ser feito no mínimo 72 horas após o PQC, o paciente não deve relatar dor e, caso esta tenha ocorrido, ela não deve ter ultrapassado as primeiras 48 horas e clinicamente não deve ser observado dor à palpação apical ou à percussão vertical e horizontal e o dente não deve apresentar mobilidade e muito menos edema ou fístula. Quais são as condições do paciente que devemos ter para seguir a obturação; ✓ 48h a 72h após o PQC ✓ Ausência de dor ✓ Ausência de mobilidade ✓ Ausência de edemare ✓ Ausência de exsudato CUIDADOS PARA O SUCESSO ✓ Boa cirurgia de acesso—remoção do teto ✓ Bom preparo das entradas dos canais—brocas de largo, a fim de, conseguir inserir o cone de guta ✓ Bom PQC ✓ SÓLIDOS Cones de Guta-Percha ✓ PLÁSTICOS Cimentos (OZE, Resinas plásticas, CaOH2, Ionômero de vidro) REQUISITOS DO MATERIAL OBTURADOR ✓ Radiopacidade—visualização no exame radiográfico ✓ Fácil manipulação e remoção—possibilidade de retratamento ✓ Não sofrer alterações volumétricas ✓ Insolúvel aos fluidos bucais ✓ Adaptar-se às paredes do conduto ✓ Ação antibacteriana ✓ Bem tolerado pelos tecidos periapicais MATERIAIS DE ELEIÇÃO ✓ Guta-percha ✓ Cimento de Grossman (base de óxido de zinco e eugenol) Guta Percha VANTAGENS ✓ Não sofre contração ✓ Impermeável ✓ Não favorece o crescimento bacteriano ✓ Radiopaca ✓ Biocompatível com os tecidos periapicais ✓ Não mancha os tecidos dentais ✓ Fácil remoção do interior do canal Como desvantagens dos cones de guta percha, podemos citar: 1- Falta de rigidez para ser utilizados em condutos estreitos. 2- Falta de adesividade, por esse motivo deve ser acompanhado de cimento ou com pasta. TÉCNICA DE OBTURAÇÃO Modus Operandi ✓ Anestesia ✓ Isolamento relativo ✓ Isolamento absoluto ✓ Embrocamento com clorexidina ✓ Remoção do selamento provisório ✓ Novo embrocamento ✓ Remoção da medicação ✓ Irrigação SELEÇÃO DO CONE PRINCIPAL Lima do preparo apical Ou A lima mais calibrosa que trabalhou no CT FICHA ENDODÔNTICA Materiais Obturadores SELEÇÃO DO CONE DE GUTA PERCHA Testes • Visual • Táctil • Radiográfico TESTE VISUAL - Conferir o comprimento de trabalho – CT na régua endodôntica. - Marcar o cone com a pinça perry. - Levar o cone com pinça perry em posição e verificar se chega ao CT visualizando na referência oclusal ou incisal. - Não deve ultrapassar mesmo quando forçado em direção apical. Teste Táctil ✓ O cone tem que oferecer resistência quando tracionado para a direção coronária. TESTE RADIOGRÁFIC0 ✓ Verificar se o cone principal atingiu o limite do CT • Nem sempre a estandardização das limas coincide com a dos cones!!! SITUAÇÕES CLÍNICAS POSSÍVEIS 1. O cone não atinge o CT 2. O cone não atinge o CT mas não trava 1. CONE NÃO ATINGE O CT Testar outros cones do mesmo calibre Refazer todo o PQC 2. CONE ATINGE O CT MAS NÃO TRAVA Testar outros cones do mesmo calibre Testar cones de calibre maior • Cortar o cone (lâmina de bisturi) • Refazer o PA (lima mais calibrosa) MARCAR O CONE NA MEDIDA DO C.T. SANIFICAR OS CONES DE GUTA PERCHA PROTOCOLO DE IRRIGAÇÃO FINAL SEMPRE APÓS O PQC COMPLETO – ANTES DA MIC E/OU ANTES DA OBTURAÇÃO, NO PROTOCOLO DE IRRIGAÇÃO FINAL. SECAGEM DO CANAL MATERIAIS PARA A OBTURAÇÃO • Placa de vidro (lado despolido) • Espátula 24 flexível • Cimento (pó e líquido) • Espaçadores digitais (calibrados 3mm aquém do CT) • Cones secundários ESPATULAÇÃO—CIMENTO EM PONTO DE FIO PINCELAMENTO DAS PAREDES DO CANAL COLOCAÇÃO DO CONE PRINCIPAL Prova do cone principal Selecionar um cone principal de diâmetro igual a lima empregada na manobra de preparo apical (PA), Fig1, desinfetar o cone principal e os secundários, colocando-os num pote dappen repleto de hipoclorito de sódio à 1% ou inundação dos cones com hipoclorito de sódio à 1%, valendo- se da seringa de irrigação sob uma compressa de gaze antes da prova do cone (Fig2). A seleção do cone principal de obturação é condicionada aos testes visual, táctil e radiográfico, como segue CONDENSAÇÃO LATERAL Espaçador digital ✓ Espaçadores digitais—espaços para inserção do cone secundário ✓ Calibrar no CT -3mm ✓ Iniciar pelos mais calibrosos COLOCAÇÕES DOS CONES SECUNDÁRIOS INICIAR PELOS: • MAIS COMPRIDOS E CALIBROSOS COLOCAÇÃO DOS CONES SECUNDÁRIOS PENACHO RX DO PENACHO CORTE DO PENACHO CONDENSAÇÃO VERTICAL LIMPEZA DA CÂMARA PULPAR E ENTRADA DO CANAL RESTAURAÇÃO PROVISÓRIA SELAMENTO DUPLO Selamento final Aplicar de 1 a 2mm de cimento provisório (Citodur, Cavit, Cimpat, Cotosol, Tempore), umedecer uma bolinha de algodão em água, deixar por 1 minuto. Secar e preencher toda a cavidade com Ionômero de vidro selando toda a câmara pulpar, com no mínimo 3mm de espessura, evitando neste sentido, provável infiltração coronária, até que o paciente submeta-se à restauração definitiva posterior. • Cimento à base de óxido de zinco • Ionômero de vidro • Ajuste oclusal RX FINAL