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1 11 O texto de Aluísio Azevedo é representativo do Naturalismo, vigente no final do século XIX. Nesse fragmento, o narrador expressa fidelidade ao discurso naturalista, pois: a) Relaciona a posição social a padrões de comportamento e à condição de raça. b) Apresenta os homens e as mulheres melhores do que eram no século XIX. c) Mostra a pouca cultura feminina e a distribuição de saberes entre homens e mulheres. d) Ilustra os diferentes modos que um indivíduo tinha de ascender socialmente. 1 – (Enem PPL 2017) — Recusei a mão de minha filha, porque o senhor é... — Eu? — O senhor é um homem de cor!... Infelizmente esta é a verdade... Raimundo tornou-se lívido. Manoel prosseguiu, no fim de um silêncio: — Já vê o amigo que não é por mim que lhe recusei. Ana Rosa, mas é por tudo! A família de minha mulher sempre foi muito escrupulosa a esse respeito, e como ela é toda a sociedade do Maranhão! Concordo que seja uma asneira; concordo que seja um prejuízo tolo! O senhor, porém, não imagina o que é por cá a prevenção contra os mulatos!... Nunca me perdoariam um tal casamento; além do que, para realizá-lo, teria que quebrar a promessa que fiz a minha sogra, de não dar a neta senão a um branco de lei, português ou descendente direto de portugueses! Influenciada pelo ideário cientificista do Naturalismo, a obra destaca o modo como o mulato era visto pela sociedade até o final do século XIX. Nesse trecho, Manoel traduz uma concepção em que a a) miscigenação racial desqualificava o indivíduo. b) condição econômica anulava os conflitos raciais. c) discriminação racial era condenada pela sociedade. d) escravidão negava o direito da negra à maternidade. e) união entre mestiços era um risco à hegemonia dos brancos. 2 – (Enem PPL 2014) Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática do Sotero dos Reis; lera alguma coisa; sabia rudimentos de francês e tocava modinhas sentimentais ao violão e ao piano. Não era estúpida; tinha a intuição perfeita da virtude, um modo bonito, e por vezes lamentara não ser mais instruída. Conhecia muitos trabalhos de agulha; bordava como poucas, e dispunha de uma gargantazinha de contralto que fazia gosto de ouvir. Uma só palavra boiava à superfície dos seus pensamentos: "Mulato". E crescia, crescia, transformando- se em tenebrosa nuvem, que escondia todo o seu passado. Ideia parasita, que estrangulava todas as outras ideias. — Mulato! Esta só palavra explicava-lhe agora todos os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de certas famílias a quem visitara; as reticências dos que lhe falavam de seus antepassados; a reserva e a cautela dos que, em sua presença, discutiam questões de raça e de sangue. ATIVIDADES (AZEVEDO, A. O mulato. São Paulo: Escala, 2008). (AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996) 12 e) Critica a educação oferecida às mulheres e os maus-tratos dispensados aos negros. 3 – ENEM 2018 Quebranto às vezes sou o policial que me suspeito me peço documentos e mesmo de posse deles me prendo e me dou porrada às vezes sou o porteiro não me deixando entrar em mim mesmo a não ser pela porta de serviço […] às vezes faço questão de não me ver e entupido com a visão deles sinto-me a miséria concebida como um eterno começo fecho-me o cerco sendo o gesto que me nego a pinga que me bebo e me embebedo o dedo que me aponto e denuncio o ponto em que me entrego. às vezes!… O diálogo entre os personagens Raimundo e Ana Rosa na obra O Mulato, de Aluísio Azevedo (1881), expressa o preconceito racial existente na sociedade maranhense do século XIX. Da leitura do romance O Mulato, percebe-se que a) As classes dirigentes discriminavam os mulatos para evitar uma mobilidade social que colocasse em risco a estrutura vigente naquela sociedade. a) incorpora seletivamente o discurso do seu opressor. b) submete-se à discriminação como meio de fortalecimento. c) engaja-se na denúncia do passado de opressão e injustiças. d) sofre uma perda de identidade e de noção de pertencimento. e) acredita esporadicamente na utopia de uma sociedade igualitária. 4 – (UEMA) Leia o texto a seguir para responder à questão. — Não chores, minha flor... segredou-lhe afinal. Tens toda a razão... perdoa-me se fui grosseiro contigo! Mas que queres? todos nós temos orgulho, e a minha posição ao teu lado era tão falsal!... Acredita que ninguém te amará mais do que te amo e te desejo! Se soubesses, porém, quanto custa ouvir cara a cara: Não lhe dou minha filha, porque o senhor é indigno dela, o senhor é filho de uma escrava! Se me dissessem: É porque é pobre! Que diabo! eu trabalharia! se me dissessem: É porque não tem uma posição social! juro-te que a conquistaria, fosse como fosse! É porque é um infame! Um ladrão! um miserável! eu me comprometeria a fazer de mim o melhor modelo dos homens de bem! Mas um ex-escravo, um filho de negra, um mulato! E, como hei de transformar todo meu sangue, gota por gota? Como hei de apagar a minha história da lembrança de toda esta gente que me detesta? CUTI. Negroesia. Belo Horizonte: Mazza, 2007 (fragmento). (AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Martins Claret, 2010. a) 13 b) Os mulatos representavam uma pequena fração da sociedade maranhense e esperavam chegar ao poder político por meio do casamento com mulheres da elite. c) Os escravos eram vistos de forma romanceada em razão da característica birracial da sociedade rural maranhense no século XIX. d) Os abolicionistas defendiam a plena igualdade racial como forma de estabelecer uma sociedade igualitária e justa para todos. e) O mulato era aceito pela sociedade por ser símbolo do embranquecimento da população negra como queriam os defensores da manutenção da pureza racial. Leia o texto seguinte e responda às questões de números 05 a 07. — Mulato! Esta só palavra explicava-lhe agora todos os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de certas famílias a quem visitara; a conversa cortada no momento em que Raimundo se aproximava; as reticências dos que lhe falavam sobre os seus antepassados; a reserva e a cautela dos que, em sua presença, discutiam questões de raça e de sangue; a razão pela qual D. Amância lhe oferecera um espelho e lhe dissera: “Ora mire-se!” a razão pela qual diante dele chamavam de meninos os moleques da rua. Aquela simples palavra dava-lhe tudo o que ele até aí desejara e negava-lhe tudo ao mesmo tempo, aquela palavra maldita dissolvia as suas dúvidas, justificava o seu passado; mas retirava-lhe a esperança de ser feliz, arrancava-lhe a pátria e a futura família; aquela palavra dizia-lhe brutalmente: “Aqui, desgraçado, nesta miserável terra em que nasceste, só poderás amar uma negra da tua laia! Tua mãe, lembra-te bem, foi escrava! E tu também o foste!” — Mas, replicava-lhe uma voz interior, que ele mal ouvia na tempestade do seu desespero; a natureza não criou cativos! Tu não tens a menor culpa do que fizeram os outros, e, no entanto, és castigado e amaldiçoado pelos irmãos daqueles justamente que inventaram a escravidão no Brasil! E na brancura daquele caráter imaculado brotou, e fervilhando logo, uma ninhada de vermes destruidores, onde vinham o ódio, a vingança, a vergonha, o ressentimento, a inveja, a tristeza e a maldade. E no círculo do seu nojo, implacável e extenso, entrava o seu país, e quem este primeiro povoou, e quem então e agora o governava, e seu pai, que o fizera nascer escravo, e sua mãe que colaborara nesse crime. “Pois então de nada lhe valia ter sido bem educado e instruído; de nada lhe valia ser bom e honesto?... Pois naquela odiosa província, seus conterrâneos veriam nele, eternamente, uma criatura desprezível, a quem repelem todos do seu seio?...” E vinham-lhe então, nítidas à luz crua do seu desalento, as mais rasteiras perversidades do Maranhão; as conversas de porta de botica, as pequeninas intrigas que lhe chegavam aos ouvidospor intermédio de entes ociosos e abjetos, a que ele nunca olhara senão com desprezo. E toda essa miséria, toda essa imundícia, que até então se lhe revelava aos bocadinhos, fazia agora uma grande nuvem negra no seu espírito, porque, gota a gota, a tempestade se formara. E, no meio desse vendaval, um desejo crescia, um único, o desejo de ser amado, de formar uma família, um abrigo legítimo, onde ele se escondesse para sempre de todos os homens. (AZEVEDO, 2004). 5 – O trecho do romance de Aluísio Azevedo revela a surpresa e a revolta de Raimundo ao saber que é filho de uma escrava, quando pede explicações de seu tio, Manuel Pedro da Silva, a respeito do motivo pelo qual lhe havia sido recusado o pedido de casamento com Ana Rosa, filha de Manuel. a) Qual é a palavra empregada por Manuel para caracterizar Raimundo e que lhe causa tamanho estupor? O que ela significa? b) Por que o personagem Raimundo diz, no 2.º parágrafo, que, a partir do momento em que sabe a verdade, entende a atitude das famílias de origem portuguesa com quem se relacionou ao chegar à cidade de São Luís? 14 6 – Logo após a morte de seu irmão, pai de Raimundo, Manuel Pedro enviou o então menino para Portugal para que fosse criado lá. Raimundo formou-se em direito na universidade de Coimbra, sendo considerado excelente estudante. Que passagem do texto mostra que o preconceito racial era superior ao reconhecimento de sua formação e caráter? Diante da situação aflitiva em que se encontrava, ao entender que era alvo de preconceito e que seu futuro seria a infelicidade, que sentimento passa a se apoderar de Raimundo? 7 – Considere os recursos de linguagem utilizados no trecho do romance de Aluísio de Azevedo e responda: a) O narrador do texto reproduz a voz de quem? Que tipo de discurso é comum nesse contexto narrativo? Cite um exemplo desse tipo de discurso, retirando-o do texto. b) Contrariamente à condenação do racismo expressa no texto, é possível afirmar que, no último parágrafo, ao caracterizar a personagem Raimundo, o narrador acaba reforçando a positividade do branco e a negatividade do negro? Mostre isso por meio de trechos retirados do próprio texto. 8 – (PUC-PR) Uma das características do Naturalismo é o determinismo. Assinale a alternativa que contém o exemplo correto para essa característica, tendo como base a leitura de “O Mulato” de Aluísio Azevedo. a) Determinismo é apresentar a vida como ela é. b) Determinismo é a tendência de imitar a realidade. c) O destino das personagens está subordinado às condições de raça, meio e momento histórico. d) O narrador determina qual é o conflito que viverão as personagens. e) A paisagem e as personagens obedecem a uma ordem científica. 9 – Leia: “Raimundo tinha vinte e seis anos e seria um tipo acabado de brasileiro, se não foram os grandes olhos azuis, que puxara do pai. Cabelos muito pretos, lustrosos e crespos; tez morena e amulatada, mas fina; dentes claros que reluziam sob a negrura do bigode; estatura alta e elegante; pescoço largo, nariz direito e fronte espaçosa. A parte mais característica de sua fisionomia eram os olhos grandes, ramalhudos, cheios de sombras azuis; pestanas eriçadas e negras, pálpebras de um roxo vaporoso e úmido; as sobrancelhas muito desenhadas no rosto, como a nanquim, faziam sobressair a frescura da epiderme, que, no lugar da barba raspada, lembrava os tons suaves e transparentes de uma aquarela sobre papel de arroz.” Essa descrição de Raimundo, personagem de O Mulato, romance naturalista de Aluísio Azevedo. a) A descrição pormenorizada do personagem manifesta a preocupação com o determinismo físico. b) A descrição detalhada é imprescindível para determinar a superioridade física da personagem. c) A descrição física, na qual predomina a mistura de duas etnias, há o propósito de romper o conflito racial. d) Detalhou-se a descrição física do personagem para comprovar sua superioridade racial perante os demais. e) A descrição física não é relevante para o Naturalismo, pois importa é a essência do indivíduo. 15 10 – (PUC -RS - Adaptada) Leia a letra ”A mão da limpeza”, de Gilberto Gil. A mão da limpeza Gilberto Gil O branco inventou que o negro Quando não suja na entrada Vai sujar na saída, ê Imagina só Vai sujar na saída, ê Imagina só Que mentira danada, ê Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só O que o negro penava, ê Mesmo depois de abolida a escravidão Negra é a mão De quem faz a limpeza Lavando a roupa encardida, esfregando o chão Negra é a mão É a mão da pureza Negra é a vida consumida ao pé do fogão Negra é a mão Nos preparando a mesa Limpando as manchas do mundo com água e sabão Negra é a mão De imaculada nobreza Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só Eta branco sujão. Com base na letra, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso). a) A letra de Gil denuncia o trabalho pesado a que os negros são submetidos. b) Ao mencionar um estereótipo racial, a letra propõe uma inversão dos papéis sociais, pois quem suja é o branco e quem limpa, desde a escravidão, é o negro. c) A letra propõe um final racial conciliatório, no qual o branco ajudará o negro a limpar as roupas encardidas, o chão e as manchas do mundo. 4 – Justifique o emprego do acento indicativo de crase no terceiro quadrinho. 5 – A construção à qual confere formalidade a esse quadrinho. Identifique mais dois exemplos de registro formal na tira. 6 – Até o terceiro quadrinho, o leitor é levado a imaginar que o personagem está participando de determinada situação comunicativa. Indique qual seria essa situação (onde o personagem parece estar, com que finalidade, dirigindo-se a quem) e justifique sua resposta com elementos verbais e visuais da tira. 7 – No último quadrinho, ocorre uma quebra de expectativa que provoca o humor da tira. Explique como isso acontece. 24 No conto “A maior ponte do mundo”, de Domingos Pellegrini, o narrador-protagonista é um eletricista paulista convocado para trabalhar em uma gigantesca construção no Rio de Janeiro. Leia o fragmento desse conto e responda às questões de 1 a 3. Quando vi o Cristo Redentor, dali a um minuto a caminhoneta parou. Era a ponte. Aquilo é uma ponte que você, na cabeça dela, não enxerga o rabo. Me disseram depois que é a maior do mundo, mas eu adivinhei na hora que vi; só podia ser a maior ponte do mundo. Faltava um mês pra inauguração e aquilo fervia de peão pra cima e pra baixo, você andava esbarrando em engenheiro, serralheiro, peão bate-estaca, peão especializado igual eu, mestre-de-obras, contramestre, submestre, assistente de mestre e todos os tipos de mestre que já inventaram [...]. (PELLEGRINI, Domingos, Rio de Janeiro, 2001. P. 364). 1 – Identifique um trecho do texto em que a regência nominal não obedece às regras da norma- padrão. Reescreva esse trecho de acordo com as regras. 2 – Releia: “Me disseram depois que é a maior do mundo, mas eu adivinhei na hora que vi [...]”. Nessa passagem, a preposição deixou de ser usada antes do pronome relativo. Reescreva a frase inserindo a preposição exigida pela norma-padrão. 3 – Compare as frases reescritas com as originais e responda: qual das versões confere maior verossimilhança ao conto? Por quê? Leia a tira e responda às questões de 4 a 8: ATIVIDADES Imagem - Laerte Fonte: (LAERTE, [2016]). 25 Leia o fragmento inicial de uma coluna de jornal dedicada a responder dúvidas de português. Depois, responda às questões 8 e 9. Tenho certeza, caro leitor, que você sabe muito bem que só os ingênuos acreditam em soluções simples para problemas complexos — e isso vale também para a gramática. O acento de crase é um bom exemplo: há tantos fatores envolvidos em seu emprego que, percebendo que o gelo é fino e a mataé espessa, nenhum de nós se arrisca a usá-lo sem antes fazer uma pausa para pensar. Uma certa dose de angústia é inevitável aqui (há até quem se benza!), mas asseguro que um pouco de calma e reflexão há de nos pôr no bom caminho. Pois é exatamente sobre crase a consulta feita por uma enfermeira que, por razões pessoais, pede que eu não publique seu nome. Em seu trabalho na transcrição de consultas médicas, recorre constantemente a dicionários e a gramáticas, mas não consegue entender por que o A não deve ser acentuado em construções do tipo “paciente submetido A cirurgia de catarata”. Diz ela: “Um médico afirmou que é sem acento, mas, para mim, as duas condições de crase estão presentes: submetido pede a preposição A e o segundo termo é um substantivo feminino: não seria o suficiente?” MORENO, Cláudio. Zero Hora, Porto Alegre, 17 nov. 2016. (Fragmento). 8 – Imagine que, na frase que provoca dúvida, em vez de cirurgia de catarata o procedimento médico fosse exame de raio X. Há diferença de sentido entre as construções “paciente submetido a exame de raio X” e “paciente submetido ao exame de raio X”? Explique sua resposta. 9 – Levando em conta o que observou, imagine que você é o responsável pela coluna do jornal e responda à pergunta da enfermeira. 10 – (Enem) Cabeludinho Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei ler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro. BARROS, M. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003. No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões “voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca a) os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto. b) a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa. c) a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas. d) o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias. e)a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem. 26 11 – (Insper – SP- Adaptado) Nada além O amor bate à porta e tudo é festa. O amor bate a porta e nada resta. Cineas Santos. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/cin01.html Em relação ao jogo de ideias presente no par “bate à porta” e “bate a porta” nos versos acima, é correto afirmar que o emprego do acento grave está associado a a) fatores sintáticos que determinam diferentes significados. b) opções estilísticas que conferem sonoridade e ritmo ao poema. c) mecanismos fonológicos que promovem a tonicidade das palavras. d) recursos argumentativos que explicitam efeitos de subjetividade nos textos. 12 – (Insper – SP- Adaptado) Demorou, já é Do Rio de Janeiro gosto de muitas coisas: da malabarística eficiência das casas de suco, do orgulho aristocrático dos garçons, das árvores alienígenas do Aterro, dos luminosos dos armarinhos em Copacabana, da língua: essa língua tão parecida com a falada pelos paulistanos e, ao mesmo tempo, tão diferente. Veja o "demorou!", por exemplo. Lembro bem da primeira vez que ouvi um amigo carioca usar a expressão, anos atrás. Acabávamos de nos sentar num bar, numa rua pacata do Leblon, ajeitei minha cadeira e propus: "Vamos pedir umas empadas?". "Demorou!". "Como? A gente acabou de chegar!". "Então, pede aí, demorou!". "Ué, se tá achando que eu demorei, porque cê não pediu antes da gente sentar?". A conversa seguiu truncada por mais algum tempo até que este obtuso paulista compreendesse, admirado, que o "demorou!" não era uma reclamação, mas uma manifestação de júbilo. [...] (Antônio Prata, Folha de S. Paulo, 22/08/2012). Considere os aspectos linguísticos presentes no segundo parágrafo do texto e identifique a alternativa que apresenta uma análise correta sobre eles: Do ponto de vista da gramática normativa, há um erro de regência em “Lembro bem da primeira vez...”, uma a) vez que, quando transitivo indireto, o verbo “lembrar” é pronominal. b) No diálogo estabelecido com o amigo num bar no Leblon, o cronista lança mão de marcas de oralidade, imitando a fala de um caipira, para debochar dos cariocas. c) Ao definir a conversa que teve com o amigo como “truncada”, o cronista quer revelar a ambiguidade presente nos dialetos regionais. d) Ao referir-se a si mesmo como “obtuso”, o cronista admite que era uma pessoa intransigente, incapaz de reconhecer seus próprios erros. e) Em “mas uma manifestação de júbilo”, a conjunção adversativa estabelece uma relação de causa em relação ao que foi dito antes. http://www.jornaldepoesia.jor.br/cin01.html http://www.jornaldepoesia.jor.br/cin01.html 38 Leia o texto: A violência mora ao lado Vivemos na cultura da violência, e tal fato afeta profundamente a formação dos mais novos. Todos os pais tomam medidas que miram à segurança dos filhos e transmitem, nas entrelinhas, lições nem sempre benéficas sobre a vida em comum. Muitos, por exemplo, não permitem que os filhos andem ou usem transporte público até a escola. Do mesmo modo, só deixam que eles frequentem locais que consideram seguros, como clubes, festas em casa de colegas, shoppings etc. O que os mais novos aprendem com isso? Que as pessoas que frequentam esses locais são ou ameaçadoras, no caso dos impedimentos, ou amigáveis, no caso das autorizações. Pois um acontecimento que envolveu um grupo de adolescentes de classe média é exemplar para mostrar os equívocos cometidos com boas intenções -como quase sempre, é claro. Um grupo de amigos, todos por volta dos 14 anos, encontrou-se num shopping de uma região nobre da cidade. Muitos pais autorizam que seus filhos façam tal programa por achar que lá eles estão seguros. Por quê? Porque os shoppings têm um serviço de segurança e porque os frequentadores costumam ter o mesmo estilo de vida, pois pertencem ao mesmo grupo social. Grande engano. Em certo momento, o grupo foi abordado por outro grupo composto por jovens um pouco mais velhos. No confronto público, garotas e garotos foram humilhados, agredidos moral e fisicamente e obrigados a fazer coisas que não queriam. O confronto tinha o objetivo de criar uma hierarquia social pelo uso da violência, ou seja, identificar quais eram os fortes e os fracos entre os que compartilhavam o mesmo espaço público. E atenção para um detalhe sério: muitos adultos estavam no entorno e nenhum deles tomou uma única atitude. Que reflexões esse lamentável caso pode provocar? De largada, que a violência está tão banalizada que nem sempre percebemos que ela está instalada também no grupo social que frequentamos e inclusive em nosso próprio comportamento. É a isso que chamamos cultura da violência, e cada um de nós tem suas responsabilidades em relação a ela. Precisamos considerar, na educação familiar e na escolar, a importância da valorizaçãoda paz. Aliás, educar para a cidadania e para a paz são expressões muito utilizadas por pais e por educadores profissionais, mas carecem de sentido na prática. Se hoje temos crianças e jovens que praticam violências cotidianamente é porque temos falhado nesse tipo de educação. A educação para a cidadania começa com alguns valores: os de justiça, solidariedade e respeito; a negociação pacífica de conflitos também deve ter lugar de realce. A escola do seu filho contempla, na prática cotidiana, essas questões? E na família, como agimos em relação a elas? Precisamos lembrar que é participando da vida familiar e escolar que os mais novos aprendem os princípios que norteiam nossa prática de vida. E é por isso que repetem, a seu modo, certos comportamentos aprendidos ou não contidos. 1 – De acordo com a autora, a violência faz parte do cotidiano das pessoas. a) No primeiro parágrafo, qual é a ideia principal ou tese defendida por ela? b) Explique por que, no segundo e terceiro parágrafos, ela critica o modo como os pais agem, acreditando que, assim, os filhos ficam mais seguros. ATIVIDADES (SAYÃO, ,2009). São Paulo 39 2 – No quarto e quintos parágrafos, portanto, a autora nos faz entender por que “a violência mora ao lado”. a) O título do texto, “A violência mora ao lado” é uma referência ao título de um filme de 1955, dirigido por Billy Wilder, chamado “O pecado mora ao lado”, em que um sujeito de classe média, vizinho de Marilyn Monroe, durante as férias da família, sente-se atraído pela moça. O que Rosely Sayão pode ter pretendido sugerir com esse título? b) Por que é comum entre grupos de jovens um grupo querer mostrar superioridade sobre o outro? O que você acha disso? c) Como se explica a atitude passiva dos adultos enquanto assistiam ao confronto dos grupos? 3 – A autora desenvolve argumentos no sexto e sétimo parágrafos, tentando alertar as pessoas e, em especial os pais em relação ao aumento da violência. a) O que representa para ela a “cultura da violência"? b) Por que a argumentação se torna mais persuasiva no sétimo parágrafo? 4 – No oitavo parágrafo, a articulista apresenta, na conclusão, soluções para o problema da violência social. Que medidas ela considera eficazes no combate à violência? 5 – Observe que, a partir do primeiro parágrafo, em que está a ideia principal, a autora usa diferentes recursos argumentativos para desenvolver suas ideias e convencer o leitor. a) No segundo e terceiro parágrafos, ela empregou dois recursos argumentativos, que estão entre os itens a seguir. Quais são eles? Escreva a resposta no caderno. − comparação e contraste − exposição de dados e fatos − perguntas e exemplificação − perguntas e testemunhos b) Entre os recursos argumentativos a seguir, quais foram usados no quarto e quinto parágrafos? Escreva os no caderno. − causa e consequência − fatos ou informações − comparação − crítica c) Depois de empregar uma pergunta para desenvolver as ideias do sexto parágrafo, que recurso argumentativo a autora usou no último período do sétimo parágrafo? Justifique. 43 Você sabe o que é um texto argumentativo? Conheça algumas características desse tipo de texto, grife-as no texto a seguir e responda às questões propostas: What is an argumentative text and what is it for? First, argumentative text specializes in expressing positions and ideas through opinions on certain topics. Its purpose is to persuade and convert the reader. To convince the reader, you must have a variety of arguments at your disposal, which can be inductive, deductive, or abductive, among other resources. Fonte : (artdaily.cc. What is an Argumentative text) [s.d.]. Um dos temas mais discutidos hoje em dia pela comunidade internacional é acerca das mudanças climáticas, como estão afetando nossa vida e de comunidades da Terra e que ações podemos fazer para frear esse aquecimento. 1 – Leia abaixo o texto que explica melhor o tema Crise Climática que nosso planeta sofre atualmente e circule as preposições: The Climate Emergency The science is clear. The world is in a state of climate emergency, and we need to shift into emergency gear. Humanity’s burning of fossil fuels has emitted enough greenhouse gases to significantly alter the composition of the atmosphere and average world temperature has risen between 1.1 and 1.2°C. And for every degree in rising temperatures, the cost of adaptation will rise exponentially. GHG emission must peak now yet the gap between ambition and action is growing. We have the solutions we need and many will reduce emissions, contribute to climate adaptation, create jobs, restore the natural environment and encourage good investments. You can Act Now and Speak Up. You can urge people to join you in pushing for the societal change we need. Fonte: (UNEP. Climate Emergency. [s.d.]) 2 – Agora, grife as palavras-chave do texto, aquelas que são essenciais para seu entendimento, e faça um vocabulário com 15 palavras que você ainda não conhecia, em inglês e português. Vocabulary ATIVIDADES 44 3 – Qual o principal objetivo de um texto argumentativo? 4 – O texto The Climate Emergency é argumentativo? Do que o texto tenta convencer o leitor? 5 – Releia o texto e responda: quais argumentos e dados, o autor usa para convencer o leitor? 6 – O que o autor quer dizer com a afirmação: "The science is clear"? 7 – Que tal conferir as informações deste site? Faça uma pesquisa na internet sobre os temas: Climate Change/ Global climate crisis/ Greenhouse gases emissions; anotando em Inglês as palavras-chave, termos, informações importantes e siglas. Compare os dados locais de sua cidade ou região com os dados globais. a) Dados relevantes sobre emissões de gases e outros poluentes; (constando a data e nome da instituição que fornece os dados). b) Principais causas e consequências do ritmo acelerado das mudanças climáticas. c) Escolha um meio de representação para compartilhar as informações que descobrir. Ex: infográfico, cartaz com ilustrações, apresentação musical, rap, teatro, história em quadrinhos, charges ou até gravar um vídeo! Utilize sua criatividade para informar a todos sobre a Emergência Climática. Registre também em Inglês, para ampliar o alcance do seu trabalho. Para conferir os dados usados neste material acesse sites como do observatório do clima: https://www.oc.eco.br/ e das nações unidas: (UNEP) Facts about Climate Emergency. ou escaneie o QR Code: . Fonte: Facts about the climate emergency https://www.oc.eco.br/ https://www.oc.eco.br/ https://www.oc.eco.br/ Earth, Our ________ Humanity is part of a vast evolving universe. Earth, our home, is alive with a unique community of life. The forces of nature make existence a demanding and uncertain adventure, but provided the conditions essential to life’s evolution. The resilience of the community of life and the well-being of humanity depend upon preserving a healthy biosphere with all its ecological systems, a rich variety of plants and animals, fertile soils, pure waters, and clean air. The global environment with its finite resources is a common concern of all peoples. The protection of Earth’s vitality, diversity, and beauty is a sacred trust. 3 – Releia o texto e responda: que opção melhor completa o título “Earth, our __________”? a) Lab b) School c) Home d) Way 4 – Qual a principal mensagem da Carta da Terra? 5 – Acesse a Carta da Terra na íntegra e, em grupos ou individualmente, faça uma apresentação com as principais mensagens contidas no documento. Podem produzir esquetes de um trecho, pesquisar e cantar uma música que também aborda o tema, ou recitar um poema em Inglês. 48 1 – Você conhece a Carta da Terra? Esse documento foi escrito há mais de 20 anos atrás com o objetivo de incentivar a colaboração entre os povos e promover ações para a conservação do nosso planeta. Leia abaixo um trecho do preâmbulo da Carta da Terra: 2–Transcreva o texto dividindo-o em partes (frases ou orações) e complete o quadro abaixo com as key words (palavras-chave) em inglês e Português. Após, circule ou sublinhe o adjetivo de cada frase. Observe os exemplos: Sentence Key words Humanity, universe Humanity is part of a vast evolving universe. evolving (em evolução) Earth, our home, is alive with a unique community of life. Earth, alive, community, life… ATIVIDADES Earth has Fonte: The Earth Charter. 49 Utilize um dicionário de pronúncia para treinar as frases como Cambridge ou DeepL.com (Linguee) Acesse: https://dictionary.cambridge.org/ ou https://www.deepl.com/translator. 6 – Agora, a partir dos seus estudos sobre a carta da Terra e a Emergência climática, pesquise páginas e canais no Youtube, Instagram, TikTok e em outras temas: Climate Change, Save the Nature, e compartilhe com os(as) colegas. Podem fazer um blog interativo com links das páginas mais interessantes. Depois, discutam e posteriormente façam comentários nos fóruns e posts, sobre o tema abordado e como lidam com a situação na região em que moram, ou qual o seu sentimento a respeito daquela situação. Vocês podem também criar uma página nas redes sociais, para a escola ou o bairro, com fotos das principais necessidades e o que já está sendo feito em prol do meio ambiente. Nature is Speaking Que tal treinar seu Listening e Speaking? Assista a uma série de vídeos que dão voz à Biodiversidade e a importância de cada um dos seres vivos e dos recursos de nosso planeta. Lembre-se de anotar as palavras-chave (key words) do vídeo para as próximas atividades. Leia abaixo a abertura da série feita pela Convenção das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas (UNFCCC). With the Nature Is Speaking series, Conservation International gives nature a voice. The goal: To reframe why conservation is important and reinforce a simple message — Nature doesn’t need people. People need nature. The series includes films that personify different aspects of nature narrated by some of the biggest names in Hollywood, including Harrison Ford, Julia Roberts, Liam Neeson, Lupita Nyong’o, Edward Norton, Robert Redford, Penelope Cruz, Reese Witherspoon, Salma Hayek and Lee Pace — as well as more than 50 international artists. 1– Assista ao vídeo Nature is Speaking: – Julia Roberts is Mother Nature. No trecho em que Mother Nature diz: Your actions will determine your fate. A quem a Mother Nature se dirige? a) Reveja o vídeo e tente inferir o significado das palavras em destaque do trecho: How do you choose to live each day whether you regard or disregard me, doesn't really matter to me… I am nature, I will go on. I am prepared to evolve. Compare sua resposta com a de seus colegas e escreva a ideia principal desse trecho: b) Você concorda com a mensagem final do vídeo: NATURE DOESN'T NEED PEOPLE. PEOPLE NEED NATURE ? Que sentimento essa mensagem desperta em você? c) Reflita acerca do vídeo e junto aos colegas promovam um debate para discutir as questões levantadas no vídeo. Anote os pontos mais importantes e polêmicos. Homework: Escolha e assista mais 4 vídeos da série e anote as falas mais interessantes de cada um. Lembre-se de ativar as legendas e pausar sempre que necessário. Compartilhe suas anotações e converse com os(as) colegas. Vídeo complementar: → Por que a biodiversidade é tão importante? → Why is biodiversity so important? - Kim Preshoff → Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GK_vRtHJZu4. Fonte: Julia ROBERT is Mother Nature. Conservation.org https://dictionary.cambridge.org/ https://www.deepl.com/translator https://www.conservation.org/nature-is-speaking 3 – Qual foi o tema do primeiro debate? 4 – Faça um resumo das principais questões abordadas e escreva os argumentos utilizados. A partir das anotações, pesquise e liste 3 dados retirados de fontes confiáveis que evidenciem a veracidade dos argumentos utilizados. 50 AULAS 4-8: Vamos continuar assistindo a Série: Nature is Speaking. Dessa vez, vocês irão assistir aos vídeos com a voz dada ao solo e ao oceano. Escaneie o Qr code ou acesse aos vídeos: → Edward Norton is the soil (I). Disponível me: https://www.youtube.com/watch?v=Dor4XvjA8Wo. → Harrison Ford is The Ocean (II). Disponível me: https://www.youtube.com/watch?v=rM6txLtoaoc. I) Edward Norton is the soil. II) Harisson ford is the Ocean. 2 – No texto que vocês estudaram sobre a Emergência Climática, as Nações Unidas fazem um convite para que todos compartilhem dados e ações que podem ou já estão sendo feitas na sua região. A partir das pesquisas realizadas, forme grupos para discutirem as questões mais urgentes. Somos mais de 7 bilhões de pessoas habitando a Terra. Será que as ações do dia-a-dia de cada ser humano influenciam na saúde do planeta? e quanto aos recursos naturais? O que está afetando o clima e a qualidade da água em sua cidade/estado? Junto aos colegas e professores façam um calendário de debates para ser feito durante o bimestre acerca das principais questões levantadas, e como podemos contribuir para a conservação da natureza. Lembrem-se que irão precisar de pelo menos 4 redatores voluntários para anotar os questionamentos levantados e os argumentos utilizados. Date (quando) Subject (Tema) Time and local for discussion: (hora e local) 51 Neste ano de 2023, o tema da campanha do Dia Mundial da Água refere-se à urgência em uma mudança, através de pequenas ações que cada um de nós pode fazer no dia a dia e assim alcançarmos um resultado global em prol da preservação desse recurso tão precioso. Leia abaixo um trecho da apresentação da campanha: World Water Day 2023 campaign launches The global campaign, called Be the change, encourages people to take action in their own lives to change the way they use, consume and manage water. (...) Rapid, transformative change is needed and everyone can play their part. Every action – no matter how small – will make a difference. 5 – A partir da leitura do trecho acima, responda: a) O que podemos entender pelo título da campanha: Be the change? b) E pelo trecho: Every action – no matter how small – will make a difference? 6 – Compare as informações coletadas nos debates e pesquisas realizadas. Agora, você e seus colegas irão refletir e escolher os melhores argumentos para produzir cartazes informativos sobre a urgência de se frear as mudanças climáticas. Espalhe os cartazes pela escola e façam um grupo para passar em todas as turmas explicando sobre a pesquisa e o trabalho que realizaram, utilizando os argumentos e dados coletados. Lembrem-se de divulgar nas redes sociais, e usar a hashtag #WaterActions. Sugestão: Façam cartazes virtuais em sites como Canva ou Vista Create, para facilitar a divulgação das ações. Fonte: UN WATER. Water day 2023 campaign launches. 54 1– Leia abaixo algumas ações sugeridas no guia The Lazy Person’s Guide to Saving Water para que todos possam fazer sua parte no dia a dia: Everyone can do their part to reverse the degradation of water sources. Every human on earth — even the most indifferent, laziest person among us — can be part of the solution. Fortunately, there are some easy things we can adopt into our routines that, if we all do it, will make a big difference. Here are a few simple #WaterActions that you can do to help protect water. Take five-minute showers. With 44% of household wastewater not being safely treated, taking shorter showers is a great way to save this precious resource. Get informed. Explore the water and sanitation crisis, read inspirational stories from around the world at www.worldwaterday.org, read a book from the suggested SDG Book Club list, and follow your local news on water and SDG 6 online or on social media at @GlobalGoalUN. Stop polluting. Don’t put food waste, oils, medicines and chemicals down my toilet or drains. Be curious. Find out where your water comesfrom and how it is shared and visit a treatment plant to see how local waste is managed. Turn off sleeping tech. Currently, 90% of power generation is water intensive. Turning off our devices when we’re not using them means less energy needs to be produced. 2 – O que as palavras grifadas acima têm em comum? 3 – Que tal fazer uma campanha para promover ações em prol do meio ambiente em sua escola? Reúna os colegas e busquem soluções para os problemas enfrentados no dia a dia como geração de lixo, desperdício de água, luz ou algum outro recurso. Que ações podem ser tomadas no dia a dia em casa e na escola para contribuir para a economia de recursos e diminuir a geração de lixo? 4 – Take action! Que tal fazer uma gincana pelo planeta, na escola? Organizem com os professores um dia para realizarem um evento (ecogincana) com a participação de toda a escola, com desafios, oficinas e brincadeiras que envolvam reciclagem, redução do lixo, economia de água, energia, entre outros. Podem realizar oficinas de culinária com alimentos saudáveis e receitas que aproveitem a casca das frutas e o talo de verduras, por exemplo. Um bingo em Inglês das ações que podem ser feitas no dia-a-dia, com cards ilustrados, jogo da memória, riddles (adivinhas), gravar vídeos no tiktok com ações em prol do meio ambiente. Pesquisem os nomes dos alimentos, materiais, cores das lixeiras recicláveis em Inglês, e aproveitem para treinar e ensinar o que aprenderam aos colegas na hora das oficinas e da gincana. Faça uma lista dos materiais necessários, quantidade de participantes por oficina, duração de cada atividade, organização dos grupos, tarefas de cada um, organize com carinho para que o evento seja um sucesso. Faça um cronograma em Inglês e Português. Podem adicionar informações necessárias, como reduzir os gastos e materiais para cada oficina. Veja algumas sugestões na tabela abaixo e complete com as ideias de seu grupo: ATIVIDADES http://www.worldwaterday.org/ https://www.un.org/sustainabledevelopment/sdgbookclub-6archive/ https://www.un.org/sustainabledevelopment/sdgbookclub-6archive/ https://www.un.org/sustainabledevelopment/sdgbookclub-6archive/ 55 Eco -chefs Cooking class Eco game Nome do jogo: Riddles (enigmas) Daily Actions to save the planet Eco Quiz: Perguntas e respostas sobre emergência climática e o futuro, 5 R's, (Reduzir, Reciclar, Reutilizar, Repensar e Recusar, etc. What can I do? Gravar as dicas dos participantes,sobre ações pelo planeta. Pedir a autorização para publicar em redes sociais como Tik Tok. Eco Gymkhana Number of Duration Materials/ participants minutes gifts per round Who will apply Place To reduce costs we can: 59 1 – Com relação às características do teatro contemporâneo, assinale a resposta correta: a) Suas apresentações normalmente acontecem dentro de palácios separados para a nobreza e para a elite política. b) Suas apresentações utilizam da tecnologia na montagem de cenários e figurinos. c) Suas peças apresentam histórias com uso de jogos temporais que possibilitam grandes encenações e diferentes possibilidades de planos de ação dramática. d) É caracterizado pela junção de vários movimentos corporais que se desenvolveram ao longo do século XX. 2 – Para você, como um espetáculo de grande porte como Os Saltimbancos pode dialogar com suas realidades, relacionando acontecimentos fora e dentro do espaço escolar? 3 – Descreva como foi criar uma releitura de cênica colocando nela suas próprias práticas cotidianas. ATIVIDADES 63 1 – Explique, com suas palavras, quais as principais diferenças entre as práticas teatrais do século XIX e as práticas contemporâneas. 2 – Comente sobre a prática de criação cênica na qual você e seus colegas participaram em sala. Como foi fazer uma releitura substituindo elementos da obra original por elementos comuns do seu cotidiano? 3 – Você acredita que a prática teatral pode ajudar no desenvolvimento das pessoas, fazendo com que questões como a timidez, a socialização e concentração sejam tratadas? Explique. ATIVIDADES 1 – São características do teatro no século XIX, exceto: a) Era carregado de ideias do simbolismo francês. b) Conseguiu se distanciar das formas religiosas e obteve mais liberdade em suas apresentações. c) O melodrama foi um gênero marcante. d) Não havia nenhum tipo de iluminação ou recursos que contribuísse nas construções de ideias tridimensionais das peças. 2 – Para você, como o tempo e o espaço cênico podem construir histórias que levem e tragam memórias afetivas para o público? 3 – Baseando nos estudos feitos sobre ritmos e movimento, explique como esses dois elementos se relacionam em uma peça teatral. 67 ATIVIDADES 71 A partir do texto acima, comente como o ritmo pode influenciar na mensagem que a obra teatral quer transmitir ao público. Será que uma mesma mensagem dita em ritmos diferentes pode causar entendimentos diferentes? 2 – Explique como foi, para você, aprender mais sobre seu corpo e seus limites a partir dos exercícios físicos feitos com o professor ou professora. ATIVIDADES 1 – É o ritmo que dá vida às partes do discurso; à disposição das massas dos diálogos, a figuração dos conflitos, a divisão dos tempos fortes e fracos, a aceleração ou a diminuição das trocas, tudo isso é uma operação dramatúrgica imposta pelo ritmo ao conjunto da representação. Procurar/encontrar um ritmo para o texto a ser representado é sempre procurar/encontrar um sentido. (PAVIS, 2007, p.343, grifo nosso).” 76 1 – Como tarefa de casa pesquise a influência da mídia na prática da ginástica como lazer. Após a pesquisa anote as considerações mais importantes para que esse conteúdo possa ser debatido na próxima aula. 2 – Com base no conteúdo estudado, escreva como a prática da ginástica voltada para o lazer pode trazer benefícios para o seu dia a dia. 3 – Qual modalidade de ginástica você acha mais interessante? Quais são os elementos técnicos que considerou mais desafiadores? ATIVIDADES 80 PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS 1 – Pesquise sobre a capoeira e a sua esportivização. Anote os pontos positivos e negativos: 2 – Pesquise outros golpes da capoeira que não foram citados nas aulas e tente executá-los à sua maneira. ATIVIDADES 84 1 – Entreviste os membros da sua família ou vizinhos e registre quais eram os jogos e brincadeiras praticados por eles no período da infância e adolescência. Quando chegarem à escola com essas informações, cada um irá descrever a brincadeira que julgar mais interessante para ser votada e praticada na aula em quadra. 2 – Com base nas informações obtidas e em seus conhecimentos, crie um jogo e ou brincadeira que inclua os(as) estudantes da escola com deficiência. ATIVIDADES 88 3 – Além do voleibol, cite outros esportes que tiveram as suas regras alteradas e quais foram essas regras, para viabilizar a transmissão de partidas nas mídias? 2 – Faça uma reflexão sobre o contexto no qual vive e do qual recebe a influência da mídia, como por exemplo: novelas, filmes, transmissões esportivas, atletas, redes sociais e influencers. Como você acha que essa questão influencia na sua vida? 1 – Através do conteúdo estudado faça uma tabela listando os pontos negativos e positivos (além dos já citados na matéria) da influência da mídia nas práticas esportivas. PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS ATIVIDADES 92 Com base nas aulas dadas e com as informações a seguir, os estudantes irão montar a coreografia para a Festa Junina: Dicas de como criar uma coreografia: Estudem a música: Conheçam a fundo a música que vocês querem coreografar. Vão além de criar movimentos baseados no ritmo e na batida e estudem a letra, a emoção e o significado por trás da canção. Isso vai ajudá-los a encontrar inspiração nos sentimentos que surgirão quando vocês lerem as palavras e assimserá mais fácil abraçar a emoção que o(a) artista colocou na composição. Fiquem de olho nos profissionais: Observem os estilos, transições e combinações de movimentos e vejam como dançarinos(as) criam uma conexão física com a música. Isso pode motivá-los(as) a criar danças que levem o público a se conectar com suas interpretações físicas da música. Planejem de acordo com o público e o local: Aonde vocês irão se apresentar? Pra quem? É importante pensar nisso para criar danças que estabeleçam uma maior conexão com o público. Foquem nos elementos básicos: Concentrem-se em um (ou vários) dos elementos mais básicos da dança: corpo, forma, espaço, tempo e energia. Não comecem do início: É isso mesmo. Pensar na história que vocês querem contar por meio dos seus movimentos antes de definir detalhes vai ajudá-los a definir onde desejam chegar com suas ideias. Depois de esboçarem a estrutura básica da coreografia, é hora de juntá-la em uma obra inteira. Tentem coreografar sem música: Dancem em silêncio. Pode parecer uma ideia maluca, já que estão coreografando uma música específica, mas deixar seus corpos se moverem e fluírem livremente pode ajudá-los(as) a sair da zona de conforto e assim incorporar movimentos e passos de dança que vocês podem não ter pensado em combinar com uma determinada canção. ATIVIDADES