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2 
 
 
 
“Confie no Senhor de todo o seu coração; não se apoie em seu próprio entendimento. 
Busque a vontade Dele em tudo que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho que deve seguir”. 
Pv 3:5,6. 
 @portuguesdigital.planos 
Siga nossa página no Instagram e conheça outros materiais pedagógicos. 
 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/PRO.3.5-6
https://www.bible.com/pt/bible/compare/PRO.3.5-6
3 
 
 
 
Gênero textual: Anúncio publicitário 
 
Habilidade: (EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, 
outdoor, anúncios e propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a 
perceber a articulação entre elas em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, 
a adequação dessas peças ... 
D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 01. Qual é a empresa responsável por 
esse cartaz? A empresa Hortifruti 
Questão 02. A que público o cartaz se dirige? 
Ao público em geral. 
 
Questão 03. Veja a seguir as partes principais 
de um cartaz de campanha institucional e 
identifique no cartaz: 
 
✓ Título: frase de destaque no anúncio para 
instigar os consumidores. 
✓ Texto escrito: frases relativamente curtas 
que ampliam a ideia do título. 
✓ Imagens: elementos visuais que destacam o produto ou a marca. 
✓ Logotipo: símbolo que representa a empresa anunciante. 
✓ Slogan: frase curta, de fácil memorização, que expressa a ideia da empresa. 
 
Título Laranja verde 
Texto escrito Seu poder dá energia para enfrentar a terrível gripe 
Imagens Uma laranja 
Logotipo Hortifruti 
Slogan Aqui a natureza tem superpoderes 
 
Questão 04. Observe os elementos do cartaz e responda: 
a) Qual é o alimento que aparece em destaque na imagem? 
Resposta: uma laranja. 
b) A que super-herói esse alimento é associado? 
Resposta: esse alimento é associado ao super-herói Lanterna Verde. 
c) Qual é o poder atribuído a esse alimento? 
Resposta: a esse alimento é atribuído o poder de dar energia para enfrentar a gripe. 
 
FICHA 01 
Com a campanha intitulada “Liga da saúde”, a Hortifruti procura mostrar a importância de uma 
alimentação saudável, fazendo uma associação entre os alimentos e os super-heróis. Observe 
a imagem e o texto em verde no cartaz. A que super-herói você imagina que é feita referência? 
Vamos descobrir? 
 
4 
 
Questão 05. A informação principal do cartaz de campanha institucional é a de que: 
(A) o Laranja Verde é um super-herói. 
(B) a laranja é um alimento rico em nutrientes. 
(C) a laranja da Hortifruti é tão poderosa quanto os super-heróis, pois pode ajudar a combater 
a gripe. 
(D) os nutrientes da laranja podem combater a gripe. 
TEXTO II 
Com base na imagem do anúncio de propaganda abaixo, sobre o que você imagina que ele trata? 
Analise o anúncio e descubra. 
Questão 06. Qual é o anunciante desse 
anúncio de propaganda? O anunciante é 
a Rádio Transamérica. 
Questão 07. Como foi possível descobrir 
o anunciante? 
No anúncio há o logotipo da rádio e o 
número da estação. 
Questão 08. Quem é o público-alvo do 
anúncio? 
Resposta: os ouvintes de rádio. 
Questão 09. O que está sendo divulgado 
nesse anúncio de propaganda: um 
produto ou uma ideia? Explique. 
Resposta: nesse anúncio de propaganda, 
está sendo divulgada uma ideia, a de que 
a violência deve deixar de existir nos estádios de futebol e todos devem “jogar” pela paz. 
 
Questão 10. Identifique o título do anúncio de propaganda. Como você chegou a essa 
conclusão? Resposta: “Quem respeita o rival fica com a bola toda”. É possível concluir isso pelo 
fato de esse trecho ser a informação com mais destaque no anúncio. 
 
Questão 11. Observe a imagem principal do anúncio de propaganda e responda às questões. 
a) O que está sendo representado na imagem? 
Resposta: dois jogadores de times adversários se cumprimentando. 
b) Qual é a relação entre essa imagem e a causa divulgada no anúncio? A imagem reforça a ideia 
expressa na causa: a promoção pela paz no futebol, com ênfase no respeito ao adversário. 
 
Questão 12. A ideia principal divulgada nesse anúncio é: 
(A) devem-se respeitar os times rivais. 
(B) deve haver respeito entre as torcidas. 
(C) deve-se torcer com inteligência. 
(D) deve-se promover a cultura da paz nos estádios de futebol. 
 
Questão 13. A ideia secundária divulgada nesse anúncio é: 
(A) deve-se torcer com inteligência. 
 (B) deve-se respeitar apenas o time rival. 
(C) deve-se respeitar apenas a torcida rival. 
(D) deve-se promover a cultura da paz nos estádios de futebol. 
5 
 
 
 
 
Gênero textual: Crônica 
Habilidade: (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e 
estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e 
suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, 
biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, 
poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando 
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. 
 
Depois do Uno 
 
 Walcyr Carrasco 
 Há alguns meses perdi meu cachorro muito amado, o husky 
siberiano Uno. Sofri durante sua doença e compartilhei minha angústia 
através de uma crônica. Recebi centenas de e-mails e cartas, com 
pessoas relatando dores semelhantes. Lembro-me até de uma 
mensagem em que um rapaz contava jamais ter tido cachorro ou gato. 
Mas, apesar disso, se identificava com minha perda. Afinal de contas, 
perda é perda. Antes de Uno partir para a operação da qual não retornou, conversei com ele de 
noite, enquanto acariciava seus pelos. 
 – Ah, Uno querido! Se você não voltar, foi um bom tempo que passamos juntos! Obrigado! 
 Dentro do meu coração, senti que ele entendeu! 
 Depois que Uno morreu, anunciei: 
 – Nunca mais quero ter cachorro! Nem gato, nem passarinho! 
 Disposto a manter minha palavra, recusei inúmeras ofertas de filhotes. Resolvi: 
 – A vida é mais fácil sem um cachorro. Posso viajar à vontade, sem preocupação. 
 Alinhavei mentalmente argumentos que provavam quanto era melhor não ter bicho nenhum. 
 No Ano-Novo, fui para Camburi, uma praia no Litoral Norte de São Paulo. Fiz tudo o que manda 
a tradição: pulei sete ondinhas, comi uvas, bebi champanhe. Depois da ceia, deitei na rede da 
varanda. No escuro, iluminados apenas por velas, eu e meus amigos jogávamos conversa fora. De 
repente, um enorme cachorro negro apareceu, vindo da rua. Fizemos sinais. 
 – Vem cá! – eu disse. 
 Ele veio. E me obedecia em tudo! A ponto de outra pessoa comentar: 
 – Esse cachorro parece que é seu! 
 Fiquei um longo tempo brincando com ele. Queria prendê-lo, mas na praia não tenho muros! 
Ele foi embora. No dia seguinte, descobri que dormiu na porta do condomínio. Decidi que seria 
meu. Prometi gorjetas aos caseiros da região. Saí a procurá-lo na praia. Não o encontrei de jeito 
nenhum. 
 Tempos depois, um amigo, Robson, foi para a mesma praia e me telefonou. 
 – Você quer mesmo aquele cachorro? 
 – Nunca mais quero ter cachorro, mas esse eu quero – respondi dentro de uma lógica 
inexplicável. 
 Eu estava no Rio de Janeiro. Passei uma semana péssima. Esqueci da conversa. Voltei 
fragilizado, em um momento difícil da vida. Quando cheguei a São Paulo, meu amigo me esperava 
em casa. 
 – Tem uma surpresa para você lá no quintal. 
 Era uma cachorrinha preta, vira-lata, magérrima. 
FICHA 02 
6 
 
 – Aquele cachorro que você queria tem dono. Mas esta é uma prima dele! 
 Peguei o bichinho trêmulo no colo. Abracei. Robson explicou: 
 – Se você não quiser, minha tia fica como livro. 
Essa opinião é favorável ou desfavorável? É uma opinião muito favorável. “Seria muito, muito legal 
se, naquele tempo [...], houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes que explicasse 
tanta informação de uma forma mais acessível. / Agora existe.”; “Ensina os mais interessantes 
fenômenos do universo sem ser chato ou professoral”; “Vai daí que é uma leitura divertida”; “Além 
de ser muito bem escrito, [...] impressiona pelo capricho na edição”; “É um ótimo agrado”; etc. 
Questão 07. A resenha crítica é um gênero argumentativo, ou seja, um gênero adequado para 
expressar uma opinião e defendê-la com argumentos. Nos três primeiros parágrafos, quais 
argumentos a autora utiliza para provar que vale a pena ler George e o segredo do universo? 
Segundo ela, antes não havia livros que explicassem temas científicos de maneira acessível. A 
obra de Stephen e Lucy Hawking consegue fazer isso, representando, portanto, um lançamento 
importante, há muito tempo aguardado. 
Questão 08. Quais outros argumentos a autora apresenta no restante do texto? O livro é divertido, 
pois explica os fenômenos do universo sem ser chato nem professoral. Além disso, é bem escrito, 
e sua apresentação visual é muito atraente, com uma caprichada capa prateada, belas fotos e 
ilustrações. 
Questão 09. O trecho apresentado da resenha não traz todos os dados do livro. Quais outras 
informações seriam úteis a alguém que quisesse comprá-lo ou pegá-lo emprestado? Resposta 
pessoal. Sugestão: o nome da editora, o ano de publicação, o número de páginas, o preço. 
Questão 10. Você ficou com vontade de ler esse livro, depois da resenha? Por quê? 
31 
 
 
 
Gênero: Artigo de Opinião 
Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, 
argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de 
opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. 
D7 – Identificar a tese de um texto. 
D - 21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo 
tema. 
SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO? 
 
Meu município, Remígio, está localizado no brejo paraibano. É uma cidadezinha interiorana 
calma e considerada uma cidade-pólo, tendo em vista sua ótima localização, que dá acesso a vários 
outros municípios. Entretanto, um grave problema maltrata os remigenses há mais de 10 anos: a 
falta de um hospital público. Os “vários” pequenos postos de atendimento da família (PSF) só nos 
servem para vacinação e receitas de remédios; em casos mais graves, somos obrigados a nos 
humilharmos em hospitais das cidades circunvizinhas. 
O caos da saúde pública do nosso país parece-nos até muito normal. Vemos qualquer notícia 
de pessoas morrendo em corredores dos hospitais públicos ora por falta de atendimento, ora por 
falta de remédios. Desde que o Brasil é Brasil que as pessoas sofrem com esse problema. Dinheiro 
para investir nisso nós sabemos que há. Os estádios que estão sendo construídos para a Copa de 
2014 comprovam isso. O que falta é uma tonelada de vergonha na cara, interesse, 
comprometimento e planejamento daqueles que são responsáveis por administrar o dinheiro 
público dos nossos impostos. A corrupção e o péssimo eleitorado brasileiro são em quem nós 
devemos por a culpa. 
Minha cidade apesar de muito conhecida no estado por ser uma cidade-pólo, por suas festas 
de vaquejadas e emancipação política, sofre com essa crueldade. Há anos que esse município não 
sabe o que é ter um filho originalmente nascido na sua terra. Quantos idosos e crianças já 
adoeceram nas madrugadas e foram obrigados a negociar com a sorte, pedindo um pouco mais de 
calma enquanto chegassem a algum hospital em Campina Grande (36 km - 40 minutos de viagem)? 
Porém, em épocas de campanha política a saúde pública é um dos projetos mais prometidos pelos 
atônitos candidatos. O interessante é que o tempo que faz que não nasce uma criança em Remígio 
é o mesmo em que o povo vive iludido numa esperança utópica da nossa situação mudar. 
A culpa disso na maior parte sabemos que é nossa mesmo. O povo deve ter o político que 
merece. Nós eleitores ainda estamos anos luzes de distância de saber escolher os candidatos 
dignos e honestos para nos representarmos. Na maioria das vezes, vê-se tanto eleitores quanto 
candidatos em busca de interesses particulares e não no bem comum. Os políticos fazem uma 
“promessinha” de emprego para um aqui; uma “carradinha” de tijolos para outro ali; pagam umas 
contas de água e luz para outro acolá; e esses mesmos beneficiados de um dia, sofrem por décadas 
afins, pois a politicagem é hereditária. 
Enfim, discutir problemas públicos não tem como fugir de política. Segundo nossa 
Constituição Federal saúde é um direito que deve ser garantido para a população. O problema é 
que faltou concordar isso com as pessoas que escolhemos como responsáveis. O Brasil precisa de 
gente honesta. O povo precisa de uma (re) educação eleitoral. Quem mais sofre com isso é meu 
município, meu Brasil. 
 
FICHA 14 
32 
 
Questão 01. Sobre o texto acima, responda: 
A) Que gênero textual é esse que acabamos de ler? Artigo de opinião 
B) Para que serve um texto como esse? Para defender uma opinião acerca de um tema polêmico 
e atual. 
C)Onde encontramos textos assim? Encontramos em jornais impressos, revistas, internet. 
 
Questão 02. Qual o tema tratado nesse texto? Esse texto trata sobre o caos na saúde pública 
brasileira. 
Questão 03. Você achou esse título subjetivo ou objetivo? Esse texto trata sobre o caos na saúde 
pública brasileira. 
Questão 04. Como o autor fez a introdução do texto? 
Ele inicia o texto apresentando para o leitor o lugar onde vive e como é a saúde pública de lá. Essa 
estratégia serve para contextualizar o problema a ser discutido no texto. 
 
Questão 05. Qual é a opinião do autor sobre esse tema? A ideia defendida é que o comodismo das 
pessoas contribui com os problemas na saúde pública. 
Questão 06. Por que ele diz que dinheiro para investir na saúde há? Porque houve grandes 
investimentos de dinheiro público para a Copa de 2014. 
Questão 07. Quais são os dois problemas da má saúde pública no Brasil apontado pelo autor no 
fim do segundo parágrafo? São a corrupção e nós eleitores do Brasil. 
 
Questão 08. O autor cita um exemplo que acontece na cidade dele. Que exemplo é este? Devemos 
citar exemplos em artigos de opinião? Por que? 
Ele cita o fato de fazer tempo que não nasce uma criança no seu município. Citar Exemplos é uma 
estratégia argumentativa que ilustra, reforça nossas opiniões. 
Questão 09. De quem é a culpa pelo descaso com a saúde no Brasil? A culpa é nossa, eleitores. 
 
Questão 10. O que, na maioria das vezes, tanto eleitores quanto candidatos em buscam em época 
de eleições? Ambos procuram sempre benefícios próprios. 
 
Questão 11. Qual a estratégia usada pelo autor para concluir seu texto? Ele reafirma, com outras 
palavras, a opinião defendida ao longo do texto. 
 
Questão 12. Do ponto de vista da temática, pode 
inferir que o objetivo da charge acima é: 
a) Mostrar que os hospitais públicos consomem 
muitos papéis por dia. 
b) Discutir a diferença entre o sistema público de 
saúde e os particulares. 
c) Incentivar as pessoas, com problemas de saúde, 
a doarem materiais para os hospitais públicos. 
d) Criticar o sistema público de saúde. 
 
Questão 13. Coloque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as proposições relativas ao 
contexto da charge: 
( ) A charge não condiz com o contexto social atual de nosso país, uma vez que evidencia 
problemas no sistema público de saúde. 
http://2.bp.blogspot.com/-fjaDCQ3B_M4/U5DVduHuSzI/AAAAAAAAAHQ/7I8L3LG5Yvc/s1600/01188.jpg
33 
 
( ) O enunciado “O hospital está sem papel” evidencia um dos casos de imoralidade da saúde 
públicado Brasil. 
( ) O efeito humorístico da charge é realçado pela expressão “Vou escrever a receita na sua mão” 
e a imagem como um todo. 
 
A sequência correta é: 
a) F V V b) F F F c) V V V d) V F V 
TEXTO II 
Basquete à meia noite 
 Os americanos decidiram usar a bola na guerra contra a violência juvenil. Batizada de 
“Basquete à Meia-Noite”, a experiência é uma das responsáveis por inesperada informação 
transmitida pelo Ministério da Justiça. Pela primeira vez, em 10 anos, a criminalidade juvenil 
interrompeu sua veloz curva ascendente e caiu 5%. Os especialistas atribuem parte da explicação 
da queda a uma série de projetos educacionais lançados nos bairros contaminados pela violência. 
Entre eles, o basquete noturno. O basquete é apenas uma isca. Para atrair as gangues, são feitos 
campeonatos pela madrugada, acompanhados por animadas torcidas – justamente o horário em 
que eles costumam se esmurrar, esfaquear ou disparar tiros. Mas, para participar do campeonato, 
o jogador deve se submeter a programas de treinamento profissional e aprender com psicólogos 
como resolver conflitos civilizadamente. 
 Por ter algumas das melhores faculdades do mundo e, ao mesmo tempo, ser cenário de 
guerras de gangues, Nova York virou um laboratório educacional contra a violência. Eles apostam 
na ideia de que a violência é um comportamento que se aprende; logo, cabe aos educadores 
inverter esse aprendizado por meio de artes, esportes, salas de aula ou treinamento profissional. 
(Gilberto Dimenstein, Aprendiz do futuro, Ática, p.77, Série Discussão Aberta) 
 
Questão 14. Considere as afirmações em torno do tema e do plano de organização do texto: 
I- O título deste texto é bem subjetivo, pois faz o leitor acreditar que o texto irá discorrer apenas 
sobre basquete, mas na leitura o leitor se surpreende. 
II- A ideia central deste texto é o combate à violência juvenil na cidade de Nova Iorque, por meio de 
educação esportiva. 
III- No segundo parágrafo do texto, tem-se a conclusão do mesmo, em que o autor retoma a ideia 
principal do texto para encerrá-lo. 
Estão corretas as afirmações: 
a) I e III. b) II e III. c) Todas. d) I apenas. 
 
Questão 15. NÃO é característica do artigo de opinião: 
a) Linguagem culta. 
b) Título subjetivo. 
c) Utilização de argumentos. 
d) O autor não se posiciona criticamente. 
e) Reflete sobre temas atuais. 
 
Questão 16. NÃO faz parte da estruturação de um artigo de opinião: 
a) Contextualização do tema abordado. 
b) Deixar claro a posição defendida do autor. 
c) Utilizar argumentos de autoridade. 
d) Utilizar exemplos, dados estatísticos sem apresentar a fonte de onde foram retirados. 
34 
 
 
 
Gênero textual: Charge 
Habilidades: (EF89LP03): Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de 
leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se 
de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses 
textos. 
 
 
Leia a charge abaixo e responda: 
Questão 01. Qual é a crítica presente na 
charge? 
O consumo da soja transgênica 
 
 
 
Questão 02. De que maneira a linguagem não 
verbal da charge contribui para a crítica 
pretendida? 
A imagem de um homem com uma cauda 
sugere que ele sofreu alguma alteração genética 
por ter consumido soja transgênica. 
ARIONAURO. Charge soja transgênica. Arionauro Cartuns, [S. l.], 14 set. 2021. 
TEXTO II 
 
ARIONAURO. Charge Honestidade. Arionauro Cartuns. [S. l.], 8 nov. 2018. 
 
Questão 03. No primeiro quadrinho, o que as falas dos pais do garoto revelam? 
Revelam reprovação ao ato cometido pelo filho, ou seja, colar na prova. 
 
Questão 04. Ao perguntar ao filho “Você acha que é esperto?”, o que o pai pretende? O pai 
pretende evidenciar ao filho que colar na prova não revela esperteza, e sim desonestidade. 
FICHA 15 
A charge é classificada como um texto que apresenta elementos verbais e não verbais 
e que tem como intuito fazer uma crítica sobre determinado acontecimento do nosso 
cotidiano. Por ser um texto do campo jornalístico, ela pode ser encontrada com 
frequência em jornais, revistas e mídias digitais. 
 
35 
 
 
Questão 05. No segundo quadrinho, é possível compreender a crítica presente na charge. Qual 
seria essa crítica? A charge critica a hipocrisia de alguns pais, que cobram determinados 
posicionamentos de seus filhos, porém dão mau exemplo. 
 
 
Questão 06. O que a charge retrata? 
Retrata o Brasil na posição de paciente em uma 
sessão de terapia. 
 
Questão 07. Em que consiste a crítica presente 
nessa charge? Consiste no fato de que, desde a 
chegada dos portugueses, ou seja, com o início da 
colonização, o Brasil passou a ter problemas. 
 
 
 
 
ITURRUSGARAI, Adão. Um Brasil. São Paulo, 13 jun. 
2019. Disponível em: https://umbrasil.com/charges/ 
 
 
Questão 08. Segundo o gafanhoto, a 
concorrência existe porque ambos (gafanhotos e 
humanos) 
a) realizam queimadas. 
b) cortam árvores. 
c) destroem a vegetação. 
d) provocam poluição. 
 
Questão 09. Conforme o texto verbal presente na 
charge, pode-se afirmar que o efeito causado pela 
repetição dos pontos de exclamação na fala do 
personagem, enquanto corta as árvores, foi de 
a) serenidade, já que cortar árvores é uma coisa 
rotineira e simples. 
b) contentamento, já que a derrubada de árvores 
é melhor para ele. 
c) alerta, já que o personagem quer sinalizar a derrubada da árvore. 
d) tristeza, já que a derrubada ilegal de árvores é um mal para o planeta. 
 
 
Leia a tirinha e responda: 
https://umbrasil.com/charges/
36 
 
 
Questão 10. Pela resposta dada pelo pai no primeiro quadrinho, o que Armandinho teria dito 
antes? Provavelmente, que o pai não queria levar o sapo à praia apenas por preconceito. 
Questão 11. A resposta dada pelo garoto revela que traços de sua personalidade? Revela 
sobretudo dois traços: o conhecimento, pois ele sabe para que serve o protetor solar e a 
inocência por achar que o sapo poderia ir à praia, desde que usasse o protetor solar. 
 
Questão 12. Leia a conversa de Calvin e Haroldo e reflita sobre como ela nos alerta para 
uma realidade atual. 
a) Calvin expressa indiferença em relação aos problemas do país, ressaltando o egocentrismo e a 
falta de maturidade política. 
b) Calvin questiona a falta da participação das crianças na política, evidenciando a necessidade 
de mais participação democrática desde a infância. 
c) Calvin critica a ausência de educação sobre política nas escolas, apontando a necessidade de 
formação nesta área desde a infância. 
d) Calvin denuncia a desigualdade, destacando a marginalização das crianças na sociedade. 
 
Questão 13. Qual é a mensagem principal transmitida pelo diálogo na tirinha? 
a) A importância da arqueologia para entender a evolução do pensamento. 
b) A importância dos questionamentos infantis para a educação das crianças. 
c) A necessidade de incluir as crianças nas tarefas domésticas para o seu desenvolvimento 
pessoal e formação mais completa. 
d) A infância é divertida, porque as crianças falam o que pensam. 
37 
 
 
 
Gênero textual: Crônica argumentativa 
Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, 
cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e 
posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões 
relacionados a esses textos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leia a crônica de Ivan Ângelo, que analisa, com humor, fatos do cotidiano. 
 
Sinal vermelho 
 
É fantástica a chusma de necessitados que aborda motoristas nas esquinas mais 
movimentadas das cidades brasileiras nestes tempostucanos, perdão, bicudos. Vendem, pedem, 
anunciam. A lista do que se vende é enorme. 
Frutas da época: morangos, tangerinas, 
limões. No fim do verão oferecem gordas goiabas de 
pele porosa, parecem de plástico de tão sadias. 
Cajus brilham, frutas-do-conde imitam pequenos 
cágados. No Natal, lindas cerejas de preço horrível, 
peras argentinas borrifadas de água como frutas de 
propaganda, sanguíneas ameixas chilenas, bojudas 
mangas brasileiras. 
Ferramentas em maletas executivas, 
acomodadas em seus nichos como talheres de 
prata. Quem terá habilidade para tantas? 
Travas antifurto para quebra-vento de 
automóveis, para acelerador, para direção, para 
freio de mão, mistas. São mais um sintoma do que uma utilidade. 
Barras de chocolate. Deve haver um curso de formação de vendedores, porque a técnica se repete 
em várias esquinas: quatro por dez, você recusa e ele tira mais uma da caixa; cinco por dez, você 
recusa; seis por dez, você nem precisa recusar; sete por dez, e ele embala tirando a última oferta: 
oito por dez. Deveriam ensinar a mágica para os lojistas. 
Beiju, um tormento para quem acabou de lavar o carro e transporta alguma criança. Ao avistar um, 
o jeito é tapar rapidamente os olhos da criança. 
Alho. Gordas cabeças uruguaias que escaparam da Arisco. Quem é que consome um pacote 
daquele tamanho antes que o alho fique chocho? 
Flores. Os vendedores estão por aí em qualquer época, mas a primavera deles é no Dia das 
Mães e de Finados. 
Protetor contra o sol, porque estacionar o carro num país tropical abençoado por Deus e 
bonito por natureza exige cuidados extras, como aquelas cortinas enroladinhas e cafoninhas 
pregadas por pressão no para-brisa. 
Mapas da cidade, do país, do mundo. Grandes demais, pôr onde? 
E tem mais: sacos de pano alvejado, flanelinhas alaranjadas, goma de mascar, Mentex, dropes, 
guarda-sóis, brinquedos de plásticos, bichinhos de pelúcia, água, refrigerante... 
FICHA 16 
A crônica argumentativa é um texto híbrido que busca apresentar reflexões e pontos de vista 
pessoais a respeito de temas ou situações cotidianas. Ela se inicia com a apresentação temática, 
desenvolve-se com o aprofundamento da argumentação e é concluída com um desfecho que 
reitera a opinião do autor. A temática abrange diferentes assuntos e a sua linguagem e estrutura 
são híbridas, de modo que podem apresentar aspectos mais teóricos, poéticos, políticos, 
humorísticos, dramáticos, etc. 
38 
 
No meio da revoada, há também propagandistas. Garotas uniformizadas oferecem folhetos 
de apartamentos em construção [...]. Outros papeluchos anunciam comida congelada, disque-
pizza, antenas de televisão, cartomantes, academias de ginástica, cursos de informática. Piora na 
época das eleições. 
Atletas paraplégicos do basquete. Eles estão em campanha há anos para comprar cadeiras 
de rodas especiais. Será que ainda está faltando cadeira? Talvez para a torcida. 
Doente de Aids. Campanha tudo bem, a gente ajuda. Mas este um, enrolado em vestes 
hospitalares com carimbo do Hospital das Clínicas, foi chocante. Mesmo que fosse doente de 
verdade, do que duvido, teria de se dar um pouco mais de respeito. 
Tem aqueles desagradáveis que borrifam água com detergente no vidro do seu carro — 
contra a sua vontade e mesmo que esteja limpo —, depois passam o rodinho e cobram pelo serviço 
que você não pediu. 
Calouros de faculdades. No começo de março, sadios garotões e garotas de cara pintada 
disputam moedas com os miseráveis. 
Até classe média pede. Parece incrível, mas já me pediram dinheiro para fazer currículo, 
E os miseráveis? Uma legião de vítimas misturadas com aproveitadores. Menininhos de pé 
no chão, meninas púberes com bebês nos braços, mulheres castigadas pela vida, homens sem 
rumo, falsos guardinhas, turmas com faixas pedindo ajuda para troca de medula de alguém nos 
Estados Unidos, meninos que nada falam e dão um papel para a gente ler o que pedem, homens 
exibindo feridas que não deixam cicatrizar, famílias que fugiram da fome rural... 
E tem os que pedem joias, relógios e carteiras com uma arma na mão. 
 
IVAN ÂNGELO. O comprador de aventuras e outras crônicas São Paulo: Ática, 2003. p. 28-30. 
(Coleção Para Gostar de Ler, v. 28) 
 
 
Questão 01. O texto em estudo é uma crônica argumentativa, que tem, no entanto, algumas 
características diferentes de outras que você já viu nesta coleção. Qual a relação entre a crônica 
e o título “Sinal vermelho”? 
O título refere-se ao momento em que o motorista terá que parar no sinal vermelho e entrar em 
contato com todos os pedintes e vendedores de produtos mencionados no texto. 
 
Questão 02. De acordo com a descrição dos objetos oferecidos nos sinais de trânsito, o narrador 
faz comentários no final de quase todos os parágrafos. O que ele diz sobre as frutas oferecidas 
pelos vendedores, no 2º parágrafo? Ele parece apreciá-las, pois as descreve usando adjetivações 
que mostram a qualidade das mesmas: “gordas goiabas de pele porosa [...] tão sadias”; 
“sanguíneas ameixas”; “bojudas mangas”; “lindas cerejas”, mas argumenta que têm preço horrível. 
 
Questão 03. Do 3º ao 11º parágrafo, observa-se sempre um comentário sobre os produtos que os 
vendedores insistem em oferecer aos motoristas. 
a) Exponha o ponto de vista dele no 3º e 4º parágrafos. Em cada comentário, ele expõe sua 
opinião sobre os produtos que os vendedores lhe oferecem. No 3º parágrafo, critica o excesso de 
ferramentas à venda, quando nem todas interessam, pois são pouco usadas. No 4º, considera a 
variedade de travas oferecidas como um indício da necessidade excessiva de proteção contra 
furtos. 
 
b) Pode-se dizer que o narrador é irônico quando comenta, no 5º parágrafo, a barganha dos 
vendedores de chocolate (“Deveriam ensinar a mágica para os lojistas”)? Explique por quê. 
39 
 
Sim, pois os vendedores parecem mais aptos a negociar o preço com os clientes do que os donos 
de lojas, tal a proporção dos descontos que oferecem aos motoristas. 
 
Questão 04. No penúltimo parágrafo, é apresentada uma série de exemplos para ilustrar quem 
seriam os miseráveis. 
a) O que se pode observar nessa enumeração? O texto sugere que diversos tipos de oportunistas 
inescrupulosos se juntam àqueles que realmente necessitam, tentando enganar os motoristas 
(“Uma legião de vítimas misturadas com aproveitadores.”) 
 
b) O que se percebe quanto ao ponto de vista do narrador em relação à realidade apresentada? 
Há uma crítica implícita aos que se aproveitam da situação difícil de alguns para agir de forma 
desonesta, tentando ludibriar os outros. 
 
Questão 05. Qual é o tipo de linguagem empregada nessa crônica? Justifique sua resposta e cite 
exemplos. A linguagem informal. Essa escolha se deve à utilização do humor e também ao tema 
abordado na crônica. Por isso, há palavras e expressões coloquiais, vindas da oralidade: “nestes 
tempos tucanos, perdão, bicudos” (o cronista se expressa como se estivesse falando com o 
leitor); “cortinas enroladinhas e cafoninhas” (diminutivos de conotação pejorativa); “E tem mais” 
(uso do verbo ter no lugar de haver); “Campanha tudo bem, a gente ajuda” (uso da expressão “a 
gente” em vez do pronome nós) 
 
Questão 06. Todos os itens que você analisou servem nesse texto como argumento de quê? 
Escolha a alternativa correta. 
a) ( ) Servem como argumento de que parar no sinal vermelho pode ser perigoso. 
b) ( ) Servem como argumento da tese de que quem para no sinal vermelho corre o risco de ser 
lesado por algum pedinte ou vendedor. 
c) ( ) Servem como argumento da tese de que há muitas oportunidades para as pessoas na 
cidade. 
 
Questão 07. As crônicas argumentativas que você viu em outros volumes eram organizadas em 
introdução, desenvolvimento e conclusão. Você diria que esta crônica argumentativa está 
organizada principalmente em torno de: 
a) ( ) estatísticas. 
b) ( ) falas de especialistas. 
c) ( ) exemplos. 
 
Questão 08. Observe que o humor aparece na crônicapor meio da visão crítica do narrador. 
a) Qual é o objetivo dessa crônica, ao explorar o assunto com humor? 
O objetivo da crônica é divertir ou entreter o leitor, mas, ao mesmo tempo, fazê-lo refletir 
sobre fatos que ocorrem no cotidiano. 
 
b) Qual é a crítica social presente na crônica? A crônica critica o assédio de pessoas com 
objetivos diversos que os motoristas são obrigados a enfrentar nos sinais de trânsito. 
 
 
 
 
40 
 
 
 
Gênero textual: Editorial 
Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, 
cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e 
posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões 
relacionados a esses textos. 
 
 
 
 
 
 
Leia o texto a seguir, em que um veículo de comunicação apresenta um posicionamento crítico a 
respeito de um tema da atualidade. 
 
O ANO DA CANÍCULA 
Sucessivos recordes de calor aproximam as mudanças climáticas da vida cotidiana; países 
precisam chegar a um acordo para evitar o pior 
 
No ano passado, os moradores de São Paulo enfrentaram o mês de janeiro com as 
temperaturas mais altas em 70 anos. Em 17 de outubro, viram os termômetros marcarem 
abrasadores 37,2 ºC, índice mais elevado já registrado na cidade. 
Embora sejam fenômenos locais e 
isoladamente não digam muito, um paulistano 
bem-humorado talvez recorresse ao bordão “eu já 
sabia” ao ser informado de que 2014 foi o ano mais 
quente da história. 
O resultado foi divulgado pela Nasa, agência 
espacial americana, e pela Noaa, órgão do governo 
dos Estados Unidos dedicado aos oceanos e à 
atmosfera. O cálculo combinou dados de 6.300 
estações meteorológicas e medições realizadas 
nos mares e em estações de pesquisa na Antártida. 
Com isso, são cada vez mais consistentes as evidências sobre a mudança do clima mundial. 
Em todos os anos desde 1976, por exemplo, a temperatura do planeta esteve acima da média 
histórica do século XX (13,9 ºC). Além disso, com a exceção de 1998, os dez anos mais quentes a 
partir de 1880, quando começaram os registros, ocorreram todos neste século XXI. 
A velocidade e a gravidade do fenômeno ainda são motivo de debate — não se conhece 
muito bem o papel de alguns fatores naturais, como o comportamento dos oceanos. Mas não há 
dúvida de que o aquecimento global está em curso, e de que a causa mais preponderante é o 
aumento das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2. 
A principal forma de prevenção à vista, porém — um corte drástico na liberação desses gases 
na atmosfera —, esbarra em complexas e quase sempre infrutíferas negociações internacionais. 
Verdade que avanços como o acordo entre os EUA e a China e a carta da 20a Conferência 
das Partes da Convenção- -Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (COP-20), em Lima, 
Editorial é um texto de cunho jornalístico e opinativo que serve para apresentar o posicionamento 
crítico de determinado grupo (empresa, jornal ou direção) sobre os principais assuntos do 
momento da publicação. Possui uma linguagem formal e padronizada na norma culta, com 
argumentação impessoal. 
 
FICHA 17 
41 
 
trouxeram alguma esperança. Mas também é fato que não houve grandes definições sobre os 
principais compromissos a serem assumidos pelos diversos países. 
Por isso, neste ano, as atenções estarão voltadas para a COP-21, em Paris. O encontro tem 
a dificultosa missão de produzir um consenso entre as nações capaz de evitar que a temperatura 
da atmosfera da Terra aumente mais de 2 ºC neste século, limiar além do qual a mudança climática 
pode provar-se perigosa, com frequência maior de desastrosos eventos climáticos extremos. 
O cenário que se projeta é pouco refrescante. Acredita-se que 2014 não será o último ano a 
bater recordes de calor — terá sido apenas um em uma série de décadas quentes. 
Considerada a canícula das primeiras semanas de 2015 em São Paulo, onde a média de 
temperatura está acima da do ano passado, os paulistanos certamente concordarão com a 
afirmação. 
Folha de S.Paulo, 12 jan. 2015. Opinião. 
 
 
Questão 01. O editorial é um gênero textual argumentativo, como o artigo de opinião, que 
defende uma ideia com base em argumentos. 
a) Qual é a tese ou ideia central defendida nesse editorial? A necessidade de haver um acordo 
sobre o clima entre os países, para que não ocorram “desastrosos eventos climáticos 
extremos”. 
b) Abaixo do título, uma frase sintetiza algumas ideias desenvolvidas no texto. Segundo ela, o 
que justifica a preocupação com o clima? O aumento da temperatura, nos últimos anos, que 
tem alcançado níveis de calor alarmantes, afetando o cotidiano das pessoas e prenunciando 
uma situação pior. 
 
Questão 02. Os textos argumentativos geralmente apresentam a seguinte estrutura: introdução, 
desenvolvimento e conclusão. A introdução, que corresponde, quase sempre, ao 1º parágrafo, 
apresenta o assunto a ser discutido e, às vezes, antecipa a tese que será defendida. 
a) Que assunto é desenvolvido na introdução e está relacionado à tese? O fato de que os 
paulistanos viveram, em 2014, temperaturas recordes de calor, que se agravaram durante o 
ano. 
 
Questão 03. O editorial expressa a opinião de um jornal ou de uma revista, normalmente sobre 
um fato atual ou polêmico. Qual é o objetivo desse editorial? 
a) ( ) Divulgar os problemas relacionados ao clima no planeta. 
b) ( ) Criticar os responsáveis pelas alterações climáticas. 
c) ( ) Alertar a população sobre um possível agravamento do calor 
 
Questão 04. Em geral, o editorial não apresenta assinatura, porque a responsabilidade do conteúdo 
é da equipe que edita o jornal ou a revista. Que dados apresentados no texto conferem credibilidade 
às informações sobre o assunto abordado? 
Os dados fornecidos por agências competentes e especializadas em avaliações sobre o clima, 
como a Nasa e a Noaa, ambas dos Estados Unidos. 
 
42 
 
Questão 05. No desenvolvimento desse editorial, que vai do 2º ao 9º parágrafo, são apresentados 
argumentos para defender a tese. Observe que os elementos estão relacionados entre si e 
progridem numa sequência lógica. 
Como os argumentos do 3º e 4º parágrafos se relacionam? O 4º parágrafo confirma, de forma mais 
enfática, os argumentos do parágrafo anterior, afirmando que, de fato, as alterações do clima têm 
sido crescentes, neste século XXI, em todo o mundo, conforme os dados obtidos. 
Questão 06. Com base no 5º parágrafo, pode-se dizer que o aquecimento global é um fato 
preocupante? Por quê? Espera-se que os alunos respondam que sim, porque ainda há muitas 
incertezas no estudo do assunto, como o desconhecimento sobre as reações dos oceanos, além 
da dificuldade para resolver a causa principal do problema: o aumento da emissão de gases do 
efeito estufa. 
 
Questão 07. Uma característica frequente do texto argumentativo é apresentar soluções para o 
problema debatido. 
 
a) Que solução o editorial apresenta para o problema do aumento do aquecimento global? A 
proposta principal é uma diminuição significativa da liberação de gases do efeito estufa na 
atmosfera por parte de todos os países. 
 
b) Explique por que essa solução ainda não foi acatada amplamente. Certos países, como os 
Estados Unidos e a China, não obedecem, na íntegra, aos acordos já firmados em 
conferências sobre o clima. Também seria necessária a criação de regras claras para todos. 
 
Questão 08. O 8º parágrafo menciona a Conferência do Clima (COP-21), realizada em 2015, em 
Paris. De acordo com o texto, se houver um aumento da temperatura terrestre acima do limite, 
sérios desastres climáticos podem acontecer. Pesquise, em jornais, revistas e na internet, e 
enumere algumas catástrofes decorrentes do aquecimento global. Resposta pessoal. Sugestões: 
Enchentes em Santa Catarina, em 2008; onda de calor na Europa, em 2008; seca na Amazônia, 
em 2005; incêndiosna Austrália e nos Estados Unidos, em 2007; desaparecimento de ilhas, em 
2009; ciclones, tufões e nevascas cada vez mais fortes nos Estados Unidos, como o furacão 
Katrina, em 2005. 
 
Questão 09. A conclusão apresenta, em geral, uma síntese das ideias expostas, para reforçar a 
tese ou lançar novos questionamentos. Que recurso foi empregado no editorial em estudo, no 
último parágrafo? A conclusão retoma a argumentação de que o calor continua aumentando na 
cidade de São Paulo, de um ano para o outro, o que faz com que se imagine uma escalada 
crescente da temperatura nos próximos anos. 
Questão 10. Observe o tipo de linguagem empregado no editorial em questão. 
a) Que variedade linguística foi utilizada no desenvolvimento do texto? Justifique sua 
resposta. A variedade padrão, porque é a mais adequada ao assunto e ao público leitor, 
além de dar maior credibilidade ao texto. 
 
b) Em que pessoa foi escrito o texto? Justifique sua resposta. Na 3ª pessoa do singular, 
porque revela uma postura mais impessoal e objetiva do autor, no tratamento do assunto. 
Professor: explicar que, nesse texto, também pode ser usada a 1ª pessoa do plural, porque 
representa as ideias de uma coletividade; alertar que não pode ser escrito na 1ª pessoa do 
singular, pois não traz a opinião de uma única pessoa. 
43 
 
 
 
Gênero textual: Reportagem 
Habilidades: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais 
decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de 
abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses. 
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre 
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do 
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso 
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à 
norma culta. 
 
Leia a seguir trechos de uma reportagem que apresenta situações comuns relativas à 
dependência do celular. 
 
O celular que escraviza 
Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de 
trânsito. Quando é a hora de desligar? 
 
 Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não conseguimos deixar 
de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos 
para o banheiro e para o café da manhã — e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, 
voltamos correndo. Somos incapazes de ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através 
dele que nos conectamos com o mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos 
e informamos a todos o que acontece por meio dele. Os neurocientistas dizem que ele nos fornece 
pequenos estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes. Somos 21 milhões — 
número de brasileiros com mais de 15 anos que têm smartphones, os celulares que fazem muito 
mais que falar. Com eles, trocamos e-mails, usamos programas de GPS e navegamos em redes 
sociais. O tempo todo. Observe a seu redor. Em qualquer situação, as pessoas param, olham a tela 
do celular, dedilham uma mensagem. Enquanto conversam. Enquanto namoram. Enquanto 
participam de uma reunião. E — pior de tudo — até mesmo enquanto dirigem. 
 “É uma dependência difícil de eliminar”, diz o psiquiatra americano David Greenfield, diretor 
do Centro para Tratamento de Vício em Internet e Tecnologia, na cidade de West Hartford. “Nosso 
cérebro se acostuma a receber essas novidades constantemente e passa a procurar por elas a todo 
instante.” O pai de todos os vícios, claro, é o Facebook, maior rede social do mundo, onde 
publicamos notícias sobre nós mesmos como se alimentássemos um grande jornal coletivo sobre 
a vida cotidiana. Depois dele, novas redes foram criadas e apertaram o nó da dependência. 
Programas de troca de fotos [...] conectam milhões de pessoas por meio das imagens feitas pelas 
câmeras cada vez mais potentes dos celulares. Os aplicativos de trocas de mensagem [...] 
promovem bate- -papos escritos que se assemelham a uma conversa na mesa do bar. O final dessa 
história pode ser dramático. Interagir com o aparelho — e com centenas de amigos escondidos sob 
a tela de cristal — tornou-se para alguns uma compulsão tão violenta que pode colocar a própria 
vida em risco. 
Parece exagero? Pense na história da garota americana Taylor Sauer, de 18 anos. Em 
janeiro, Taylor dirigia numa rodovia interestadual que liga os Estados de Utah e Idaho quando bateu 
a 130 quilômetros por hora na traseira de um caminhão. Taylor trocava mensagens com um amigo 
sobre um time de futebol americano. Uma a cada 90 segundos. Seu último post foi: “Não posso 
discutir isso agora. Dirigir e escrever [...] não é seguro! Haha”. Se não estivesse teclando, 
provavelmente Taylor teria avistado o veículo à frente, que andava a meros 25 quilômetros por hora. 
FICHA 18 
44 
 
O caso terrível não é uma aberração estatística. A cada ano, 3 mil americanos morrem por causa 
da distração no celular, de acordo com a agência federal National Transportation Safety Board. 
No Brasil, não é diferente — pelo menos é a impressão dos profissionais que trabalham na 
área. “Minha experiência sugere que essa é a quarta maior causa de acidentes, só atrás do excesso 
de velocidade, uso de álcool e drogas e cansaço”, diz Dirceu Júnior, diretor da Associação Brasileira 
de Medicina de Tráfego. Não custa lembrar que dirigir usando celular é passível de multa, segundo 
o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997. A gravidade da infração é média: R$ 85,13 no bolso e 4 
pontos na carteira de habilitação. Mas a punição não inibe os dependentes do celular. Mais de 
1.600 pessoas são multadas todo dia por esse motivo só no Estado de São Paulo. [...] 
Quando a multa sobre usar celular no trânsito foi criada, não existiam os smartphones. Se 
dirigir falando ao celular era perigoso, com os smartphones o perigo se multiplicou. Teclar é 
incompatível com guiar um carro. A área do cérebro encarregada da concentração necessária para 
escrever, o lobo frontal, é a mesma responsável por manter a atenção na pista e nos veículos à 
frente. O cérebro só faz bem uma coisa ou outra. Um estudo do Instituto de Transportes da 
Universidade Tecnológica da Virgínia, nos Estados Unidos, revela a magnitude da distração 
causada por esse hábito. Dirigir falando ao telefone duplica o risco de um acidente. Quando se 
tecla, o risco se multiplica por 23. Dirigir mexendo no celular é mais perigoso até do que sob o efeito 
de álcool ou drogas, segundo o Institute of Advanced Motorists, entidade de segurança do trânsito 
do Reino Unido. [...] 
A solução para alertar os usuários de celular para seus perigos na direção passa, segundo 
os pesquisadores, por descobrir por que o aparelhinho é tão sedutor — a ponto de nos fazer ignorar 
leis, mudar hábitos sociais arraigados e até mesmo pôr nossa própria vida em risco. “O celular é o 
ápice de um processo que entrelaçou os computadores em nossa vida”, afirma o escritor americano 
Nicholas Carr, especializado em tecnologia. “Ficamos num estado constante de distração. Nossos 
pensamentos ficam mais superficiais e, no fim, nos tornamos indivíduos menos interessantes.” O 
engenheiro carioca Paulo March, de 59 anos, tem uma história para contar a esse respeito. 
“Abandonei meus livros, meu violão”, diz ele, angustiado proprietário de Zep, um iPhone cujo nome 
homenageia a banda de rock Led Zeppelin. March comprou o aparelho em outubro, numa viagem 
aos EUA, por insistência dos filhos. Alheio aos avanços tecnológicos, rendeu-se ao smartphone — 
um artefato amigável mesmo para os que pegaram a revolução digital no meio da vida. “Jogo games 
de aviação, uso aplicativos como Shazam para encontrar o nome de uma músicaque está tocando 
no rádio, fico de olho no aplicativo da Lei Seca para saber sobre as blitze da cidade”, diz. Como, na 
casa dele, cada membro da família tem seu próprio smarthphone, os aparelhinhos alteraram a 
dinâmica familiar. “Um dia estávamos todos juntos na sala, mas cada um estava concentrado em 
seu próprio celular”, diz March. “É uma mudança de comportamento: quem não está imerso nessa 
rede está de fora das coisas.” 
[...] 
Como os fabricantes preveem que, até o fim da década, o celular tradicional estará 
praticamente extinto, o caminho da humanidade em direção aos smartphones parece não ter volta. 
Diante dessa mudança inevitável, há duas escolhas. Podemos ficar cada vez mais tomados por 
nossos computadores de bolso e usá-los até no trânsito, pondo nossa vida e a vida alheia em risco. 
A outra opção é aprender a usá-lo: aproveitar seus recursos para tornar o dia a dia mais prático e 
aumentar a rede de amigos, sem deixar que a compulsão de olhar e responder assuma o controle. 
Portanto, comece desde já a exercitar o bom senso. Ou você pretende ver sua vida passar numa 
telinha de 4 polegadas? 
RAFAEL BARIFOUSE; ISABELLA AYUB. Época, 11 jun. 2012, n. 734, p. 72-79. (Fragmento). 
45 
 
 
Questão 01. Observe que a manchete (ou título principal) do texto é concisa, mas ao mesmo tempo 
chamativa, causando certo impacto. 
a) Qual é a função do título auxiliar, que aparece logo abaixo da manchete? Ele visa atrair o 
interesse do leitor pelo assunto; por isso, apresenta uma síntese das ideias mais importantes. 
b) No título auxiliar, depois da enumeração dos aspectos negativos do uso do celular, há uma 
pergunta ao leitor. Com que intenção ela é feita? Com o objetivo de fazer o leitor refletir sobre as 
consequências que o mau uso do celular pode produzir e levá-lo a se impor limites como usuário 
da tecnologia. 
 
Questão 02. O 1º parágrafo da reportagem introduz o tema, expondo argumentações em torno dos 
fatos que serão apresentados. Que recurso argumentativo foi empregado para dar início à 
exposição objetiva do assunto? Após a afirmação inicial de que estamos viciados, o texto apresenta 
exemplos, mostrando como o celular está sempre presente em nosso cotidiano. 
 
Questão 03. De que modo o texto parece justificar nossa dependência do celular, ainda na 
introdução? Segundo o texto, o celular se tornou indispensável na vida das pessoas ao permitir a 
cada uma delas a comunicação constante com todos. Além disso, o texto menciona uma descoberta 
científica que explica uma das causas do vício. 
 
Questão 04. Que informações, no final do 1º parágrafo, alertam sobre os riscos de se usar o celular 
a todo instante? O fato de que são muitas as pessoas que utilizam o celular diariamente, ocupando-
se de outros afazeres enquanto conversam ou digitam mensagens. O pior de tudo é que fazem isso 
“até mesmo enquanto dirigem”, o que representa um enorme risco de acidente. 
 
Questão 05. Em geral, as reportagens apresentam depoimentos de pesquisadores e de 
especialistas, além de levantamentos e gráficos sobre o assunto abordado. 
a) A partir do 2º parágrafo, quando ocorre o desenvolvimento, como o especialista americano 
entrevistado descreve a dependência digital? Segundo ele, com o tempo, o cérebro se 
habitua a receber constantemente informações e novidades pelos smartphones e passa a 
esperar por elas o tempo todo. 
b) Explique por que o especialista considera essa interação tecnológica um problema grave. Ele 
parece defender a ideia de que a interação com os amigos devia ocorrer sem a interferência 
de aparelhos. E considera que o uso abusivo da tecnologia pode ter consequências sérias, 
representando até mesmo riscos para a vida dos usuários. 
 
Questão 06. Observe que o 3º parágrafo é iniciado por uma questão. Em seguida, é narrado um 
acidente ocorrido com uma jovem nos Estados Unidos. Com que objetivo é apresentado o fato? Os 
jovens, em geral, são mais impetuosos, não se deixam convencer facilmente a respeito dos riscos 
que correm e vivem imersos na tecnologia. Por isso, o texto tenta alertá-los, ao contar um fato real 
ocorrido com uma jovem que perdeu a vida por dirigir teclando ao celular. O exemplo comprova não 
haver exagero quando se fala dos riscos no uso excessivo do celular. 
 
Questão 07. Como nos Estados Unidos, o uso do celular no trânsito também tem causado vítimas 
no Brasil. De acordo com outro especialista entrevistado, esse costume representa uma das 
principais causas de acidentes no trânsito brasileiro. 
46 
 
a) O que poderia ser feito para reverter esse quadro? Como convencer os motoristas da 
gravidade da situação? Troque ideias com os colegas e exponha seus argumentos. Resposta 
pessoal 
b) Mesmo com a cobrança de multa, os acidentes causados pelo celular no trânsito continuam 
ocorrendo. Explique por que isso ainda acontece. Esse fato confirma a grave dependência do 
usuário digital, que não se deixa convencer dos riscos nem mesmo quando é punido. 
 
Questão 08. Após a leitura do 5º parágrafo, é possível entender o combate que se faz ao uso dos 
smartphones no trânsito. Com base em estudos, o jornalista expõe que teclar o smartphone ao 
volante é bem mais arriscado que usar o celular. Qual é a explicação para esse fato? Segundo o 
texto, a parte do cérebro que comanda a função de dirigir é a mesma usada para teclar. E o 
cérebro só exerce essas funções, com segurança, separadamente. Portanto, o risco é bem 
grande quando há a execução dessas duas ações ao mesmo tempo. 
Questão 09. A preocupação de pesquisadores com os dependentes de celular faz com que se 
busquem explicações sobre o fato, na tentativa de resolvê-lo. 
a) Como se podem interpretar as palavras do escritor americano Nicholas Carr, mencionado no 6º 
parágrafo, ao definir a “sedução” do celular sobre as pessoas? Segundo ele, o celular coroou o 
processo de integração do computador à vida das pessoas. E, com o uso cada vez mais 
constante desse aparelho, as pessoas ficaram mais distraídas, isto é, menos atentas à realidade 
concreta que as cerca. 
 
Questão 10. Por que ele afirma que nossos pensamentos ficaram “mais superficiais e, no fim, nos 
tornamos indivíduos menos interessantes”? Ele considera que o uso constante do celular contribui 
para que as pessoas não se ocupem de atividades que as façam, por exemplo, conversar e 
debater, ampliar seus conhecimentos, aprofundar ideias e formar opiniões 
Questão 11. Na conclusão, há uma informação importante sobre o uso prudente dos 
smartphones. 
a) No último parágrafo, de que modo são apresentadas as considerações finais sobre o assunto? 
São apresentadas duas sugestões aos usuários digitais, diante da possibilidade de o smartphone 
superar o celular: continuar arriscando a própria vida e a dos outros ou manter o equilíbrio no uso 
do aparelho, para usufruir bem o que ele oferece e ter um controle consciente sobre seu uso. 
Questão 12. Releia a frase que finaliza o texto e defina se há uma crítica ou uma dúvida na 
pergunta formulada. Esclareça sua resposta. O que se observa é uma crítica e também uma 
certa ironia na sugestão da vida insignificante que se pode ter, quando tudo é visto indiretamente, 
por meio de um pequeno telefone. 
PRODUÇÃO DE TEXTO 
Siga as orientações abaixo para uma reportagem: 
Escolha do Tema: Identifique um tema local relevante e interessante. Pode ser um evento, uma questão 
social, cultural, ambiental ou até mesmo um perfil de pessoa influente na comunidade. 
Pesquisa e Coleta de Informações: Realize uma pesquisa detalhada sobre o tema escolhido. Utilize 
fontes variadas como entrevistas com pessoas envolvidas, dados estatísticos, documentos oficiais e 
reportagens anteriores. 
Entrevistas: Entreviste pessoas relacionadas ao tema. Isso pode incluir moradores locais, especialistas, 
autoridades ou qualquer pessoa que possa oferecer insights valiosos. 
Estrutura da Reportagem: Introdução: Apresente o tema de forma envolvente,capturando a atenção do 
leitor com informações básicas e relevantes. 
Desenvolvimento: Detalhe o tema com dados, histórias e opiniões de entrevistados. Organize as 
informações de forma lógica e coerente. 
Conclusão: Faça uma síntese dos pontos principais discutidos na reportagem. Pode incluir perspectivas 
futuras ou impactos esperados do tema abordado. 
47 
 
 
Gênero textual: Texto de divulgação científica 
Habilidades: (EF69LP36): Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e 
de dados e resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, 
infográfico, dentre outros. 
 
 
 
 
 
A humanidade está criando centenas de novas espécies no mundo 
Aceita que dói menos: somos os vilões do meio ambiente. Mas, acredite se quiser, nosso modo 
de vida predatório tem um efeito colateral surpreendente — a criação de novas espécies 
 
Durante a Segunda Guerra Mundial, os londrinos usavam os túneis do metrô para se abrigar 
das bombas alemãs. Lá dentro, porém, havia outro inimigo: hordas de mosquitos esfomeados e 
prontos para o ataque. Só que não eram mosquitos comuns — eles haviam nascido nos túneis 
úmidos do metrô e, ao contrário dos insetos de superfície, só se alimentavam de sangue humano. 
Cinquenta anos depois do fim da guerra, cientistas da Universidade de Londres decidiram estudar 
os mosquitos misteriosos, e perceberam que eram uma espécie totalmente diferente dos 
encontrados na superfície. É isso mesmo: sem querer, nós criamos uma nova espécie. E ela não é 
a única. 
Estamos carecas de saber que os seres humanos estão acabando com os ecossistemas e 
extinguindo milhares de espécies. Isso é verdade: nos últimos 12 mil anos, pelo menos 1.359 
espécies de animais e plantas desapareceram da face da Terra. Se continuarmos no ritmo atual, 
as previsões são de que, em um futuro próximo, metade das espécies que existem hoje sejam 
aniquiladas. Mas calma: a natureza não é tão frágil quanto parece. De acordo com um novo estudo 
da Universidade de Copenhagen, os seres vivos não desistem da vida fácil assim. Tentando se 
agarrar à sobrevivência, centenas de espécies acabam se adaptando e criando mecanismos para 
vencer as mudanças que nós, seres humanos, impomos aos seus hábitats naturais — um processo 
chamado especiação. 
Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é a domesticação: pegar um animal 
selvagem para criar em casa, como aconteceu com os cachorros há cerca de 15 mil anos. Ao cruzar 
os indivíduos com traços mais desejáveis para, digamos, ser uma companhia em casa — como o 
tamanho e o temperamento, por exemplo —, acontece a especiação. Outro jeito de fabricar uma 
espécie é trocar o hábitat de animais e plantas — nessa situação, tanto os seres locais quanto os 
estrangeiros precisam se adaptar para sobreviver. 
E, por fim, existe um terceiro jeito de criar espécies: criar novos hábitats. Isso acontece 
principalmente nas cidades, onde os seres humanos abrem túneis, constroem prédios e acabam 
com áreas verdes, o que obriga as espécies a encontrar novas formas de conseguir abrigo, alimento 
e espaços para a reprodução. Foi isso o que aconteceu com os mosquitos em Londres: eles se 
desenvolveram para se alimentar apenas de sangue humano, já que essa era a única comida que 
entrava nos túneis do metrô. 
De acordo com o estudo da Universidade de Copenhagen, esses processos de especiação 
têm sido feitos aos montes pelos seres humanos. Os cientistas não têm um número exato, mas 
sabem que pelo menos 891 espécies de plantas e animais foram realocadas, e 743 foram 
FICHA 19 
Texto de divulgação científica é um gênero textual do tipo expositivo, cuja finalidade é fornecer 
informações científicas ao público leigo, de forma clara e acessível. Os textos desse gênero 
também podem apresentar características do tipo argumentativo, ao fazer uso de 
argumentações para expressar opiniões sobre os fatos expostos 
 
48 
 
domesticadas — e que ao menos 40 das plantas mais importantes para o consumo humano foram 
criadas artificialmente. 
Mas, se a gente cria tantas espécies novas, qual o problema de as antigas serem extintas? 
Não é como se a gente estivesse fazendo uma reposição? Não exatamente. Para começar, as 
espécies mais velhas carregam milhões de anos de história evolutiva em seus genes — se elas 
forem extintas, toda essa adaptação desaparece com elas. As adaptações forçadas pelos seres 
humanos, ao contrário, só servem para os seres vivos sobreviverem nas novas condições impostas. 
E tem mais: se um animal chave como um lobo ou um tubarão for extinto, todo o ecossistema ao 
redor dele entrará em colapso — não importa quantas espécies novas aparecerem para substituí-
los. 
HELÔ D’ANGELO. Superinteressante, 29 jun. 2016. 
 
Questão 01. O texto de divulgação científica apresenta características primordialmente 
expositivas, pois visa transmitir informações e conhecimentos divulgados por cientistas, com base 
em estudos e pesquisas. 
a) O texto em estudo é predominantemente narrativo, expositivo ou argumentativo? 
Predominantemente expositivo. 
b) Explique qual é a ideia principal apresentada pela jornalista na abordagem do tema. A 
jornalista explica que, embora a humanidade seja responsável pela extinção de inúmeras espécies, 
é responsável também pela criação de algumas espécies novas. 
Questão 02. Observe que, no título do texto, a jornalista faz uma afirmação e emprega um tempo 
verbal — o gerúndio — para expressá-la. 
a) Qual é a relação entre essa afirmação e as ideias apresentadas no texto? A afirmação sintetiza 
a ideia principal do texto: a humanidade está criando novas espécies. 
b) Por que o gerúndio foi empregado nesse caso? Porque esse é o tempo verbal adequado para 
expressar uma ação verbal que começou no passado e continua no presente. 
Questão 03. A jornalista inicia o subtítulo com uma frase bem informal: “Aceita que dói menos”. A 
que ela se refere? Ela se refere ao fato de que a humanidade leva muitas espécies à extinção e 
que isso não é uma coisa fácil de admitir. 
Questão 04. Qual é o efeito produzido pelo emprego de uma frase tão informal logo no subtítulo? 
A frase chama a atenção do leitor, leva-o a desejar ler o texto. 
Questão 05. Que relação há entre o título e o subtítulo nesse texto? O subtítulo amplia a afirmação 
feita no título, explicando-a. 
Questão 06. Como ocorre geralmente nos textos desse tipo e gênero, a ideia principal se situa no 
1º parágrafo, ou seja, na introdução. 
a) Nesse parágrafo, a jornalista apresenta um episódio. Descreva o que ela relatou. A jornalista 
relata um episódio ocorrido na Segunda Guerra Mundial: para se proteger dos bombardeios aéreos, a 
população de Londres se escondia nos túneis do metrô da cidade, e a presença de pessoas nesse 
ambiente colaborou para o aparecimento de uma nova espécie de mosquitos que se alimentam 
exclusivamente de sangue humano, única fonte de alimento que havia no local. 
b) Com que objetivo a jornalista resgatou esse episódio? Para explicar de que forma nós, seres 
humanos, acabamos às vezes colaborando na criação de novas espécies. 
49 
 
Questão 07. A partir do 2º parágrafo, quando começa o desenvolvimento do texto, a autora expõe 
outros fatos. Qual é a relação entre os fatos que ela apresenta e o parágrafo anterior? Ela explica 
por que é possível afirmar que a humanidade é responsável pela extinção de algumas espécies, 
apresentando dados estatísticos. 
Questão 08. A autora inicia o parágrafo com a expressão informal: “Estamos carecas de saber”. O 
que ela quer dizer? A expressão significa que o fato já é conhecido há muito tempo. 
Questão 09. No 3º parágrafo, as ideias apresentam continuidade ou progressão. A autora dá 
sequência ao raciocínio desenvolvido nos parágrafos anteriores e apresenta o conceito de 
especiação. Explique esse conceito de acordo com o texto. Dê exemplos. É o conjunto dos 
mecanismos de defesacriados pelas outras espécies para se adaptarem às mudanças provocadas pela 
espécie humana. Exemplos: modificar ou criar novos hábitats. O processo de domesticação de animais 
também faz parte desse conceito. 
Questão 10. Que processo mencionado em parágrafos anteriores é citado como exemplo de 
especiação? O processo sofrido pela espécie de mosquitos que apareceu nos túneis de metrô londrinos 
durante a Segunda Guerra Mundial. 
Questão 11. No último parágrafo, a jornalista explica por que a especiação não equilibra os danos 
dos processos de extinção. Explique. A jornalista explica que, embora novas espécies sejam criadas, 
elas são frágeis e não têm um histórico evolutivo e de adaptação ao ambiente como as demais. Além disso, 
uma nova espécie não substitui aquela que foi extinta, e a extinção de uma espécie pode levar ao colapso 
de todo o ecossistema a que ela pertence. 
Questão 12. Qual é a importância dos textos de divulgação científica como esse que você analisou? 
Espera-se que os alunos percebam que os textos de divulgação científica são importantes para 
levar ao público leigo explicações a respeito dos avanços da ciência. 
Questão 13. No texto de divulgação científica, predomina a variedade padrão. Por quê? A variedade 
padrão predomina no texto de divulgação científica justamente por ele ser publicado para o público em geral 
e circular em publicações especializadas, em jornais e em revistas que adotam esse padrão. 
Questão 14. Os pronomes e as conjunções são muito importantes para garantir a coesão em um 
texto. Nos trechos a seguir, identifique a que se referem os pronomes e as conjunções destacados. 
a) “Isso é verdade: nos últimos 12 mil anos, pelo menos 1.359 espécies de animais e plantas 
desapareceram da face da Terra.” O pronome isso refere-se à informação apresentada na frase 
imediatamente anterior àquela em que ele aparece: “Estamos carecas de saber que os seres 
humanos estão acabando com os ecossistemas e extinguindo milhares de espécies” 
b) “Existem várias formas de fazer isso.” Refere-se ao processo de especiação mencionado no 
parágrafo anterior àquele em que o pronome aparece. 
c) “Isso acontece principalmente nas cidades, onde os seres humanos abrem túneis, constroem prédios e 
acabam com áreas verdes, o que obriga as espécies a encontrar novas formas de conseguir abrigo, 
alimento e espaços para a reprodução. Foi isso o que aconteceu com os mosquitos em Londres: eles se 
desenvolveram para se alimentar apenas de sangue humano, já que essa era a única comida que entrava 
nos túneis do metrô.” 
Isso: a criação de novos hábitats; isso: o fato de algumas espécies terem de encontrar novas formas de 
abrigo, alimentos, espaços para a reprodução, etc.; essa: refere-se ao substantivo comida, que aparece 
logo em seguida, o qual, por sua vez, remete à expressão “sangue humano”, citada pouco antes. 
d) “Uma delas é a domesticação: pegar um animal selvagem para criar em casa, como aconteceu 
com os cachorros há cerca de 15 mil anos.” Delas: refere-se às formas de realizar a especiação. 
e) “Outro jeito de fabricar uma espécie é trocar o hábitat de animais e plantas — nessa situação, 
tanto os seres locais quanto os estrangeiros precisam se adaptar para sobreviver.” Nessa: refere-
se ao que foi mencionado antes, ou seja, à fabricação de espécies por meio da troca de hábitat 
de animais e plantas 
50 
 
 
 
Gênero textual: Textos dissertativos 
Habilidades: (EF89LP14): Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos 
argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a 
força/tipo dos argumentos utilizados. 
TEXTO I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01. O autor defende a ideia de que: 
a) devemos praticar o consumo consciente e comprar somente o necessário, avaliando os 
impactos ao meio ambiente. 
b) mudamos o comportamento para o consumo consciente, pois já ocorre o amadurecimento 
humano em nosso país. 
c) observamos os valores de sustentabilidade e justiça social, que fazem parte da consciência 
coletiva no Brasil. 
d) praticamos o consumo consciente, porque compramos produtos que aumentam os impactos 
negativos. 
FICHA 20 
Consumo Sustentável 
 
[...] O Consumo Sustentável envolve a escolha de produtos que utilizaram menos 
recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego decente aos que os 
produziram, e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que 
é realmente necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível. 
Consumimos de maneira sustentável quando nossas escolhas de compra são conscientes, 
responsáveis, com a compreensão de que terão consequências ambientais e sociais - 
positivas ou negativas. 
Mudança de comportamento é algo que leva tempo e amadurecimento do ser humano, 
mas é acelerada quando toda a sociedade adota novos valores. O termo "sociedade de 
consumo" foi cunhado para denominar a sociedade global baseada no valor do "ter". No 
entanto, o que observamos agora são os valores de sustentabilidade e justiça social fazendo 
parte da consciência coletiva, no mundo e também no Brasil. Este novo olhar sobre o que deve 
ser buscado por cada um promove a mudança de comportamento, o abandono de práticas 
nocivas de alto consumo e desperdício e adoção de práticas conscientes de consumo. 
Consumo consciente, consumo verde, consumo responsável são nuances do Consumo 
Sustentável, cada um focando uma dimensão do consumo. O consumo consciente é o conceito 
mais amplo e simples de aplicar no dia a dia: basta estar atento à forma como consumimos - 
diminuindo o desperdício de água e energia, por exemplo - e às nossas escolhas de compra - 
privilegiando produtos e empresas responsáveis. A partir do consumo consciente, a sociedade 
envia um recado ao setor produtivo de que quer que lhe sejam ofertados produtos e serviços 
que tragam impactos positivos ou reduzam significativamente os impactos negativos no 
acumulado do consumo de todos os cidadãos. [...]. 
 
Disponível em :. (adptado) 
 
51 
 
02. O autor do texto acredita que 
a) novos valores favorecem a mudança de comportamento do consumidor. 
b) o consumo verde interfere diretamente na responsabilização das empresas. 
c) a responsabilização do consumidor, sob o olhar da justiça, não favorece a mudança de 
comportamento. 
d) O desperdício de água e energia elétrica na sociedade não favorece a mudança de 
comportamento. 
 
TEXTO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 03) Quanto ao gênero do texto, trata-se de: 
 
(A) uma reportagem jornalística, pois o assunto é baseado no testemunho de pessoas que 
vivenciaram um determinado problema social. 
(B) uma crônica narrativa, porque apresenta elementos da narração em sua estrutura e aborda 
uma situação cotidiana sob uma ótica individual. 
PAZ SOCIAL 
 
Está provado que a violência só gera mais violência. A rua serve para a criança como 
uma escola preparatória. Do menino marginal esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente 
por uma sociedade violenta que lhe nega condições básicas de vida. 
Por trás de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o garoto abandonado 
de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo vicioso, em que todos são, em menor 
ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma sociedade que não consegue garantir um mínimo 
de paz social. 
Paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso porque 
num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades. 
Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender 
ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normala ideia de que o extermínio de crianças 
ou adultos garanta a segurança. 
Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não 
à escola. Essa é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros 
fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a 
diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo. 
É também entender a História do Brasil, marcada por um descaso das elites em relação 
aos menos privilegiados. Esse descaso é simbolizado por uma frase que fez muito sucesso na 
política brasileira: caso social é caso de polícia. 
A frase surgiu como uma justificativa para o tratamento dado ao trabalhador no começo 
do século. Em outras palavras, é a mesma postura que as pessoas assumem hoje em relação 
à infância carente e aos meninos de rua. 
 
Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel: a infância, a adolescência e os direitos humanos no 
Brasil. 16. ed. São Paulo: Ática, 1993. In: OLIVEIRA, Tania Amaral et al. Língua Portuguesa: 
tecendo linguagens. 3. ed. São Paulo: IBEP, 2012. 
 
52 
 
(C) um artigo de opinião, pois é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor 
apresenta seu ponto de vista sobre um determinado tema. 
(D) uma notícia, pois teve como objetivo informar fatos do dia a dia relevantes para a sociedade. 
 
QUESTÃO 04) Qual é a ideia central do texto? 
(A) Os políticos e a sociedade em geral não se preocupam com as crianças abandonadas nas 
ruas. 
(B) Crianças abandonadas e adultos marginais são vítimas de uma sociedade que não consegue 
garantir a paz social. 
(C) A paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes e adultos marginais. 
(D) O problema da violência no Brasil é um problema social, pois o descaso com as crianças 
carentes gera adultos marginais. 
 
QUESTÃO 05) Segundo o autor do texto, “a violência só gera mais violência”, um argumento que 
apoia essa afirmação é: 
 
(A) “Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não à 
escola.” 
(B) “A rua serve para o menino abandonado como preparação para o adulto marginal [...]”. 
(C) “Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender 
[...]”. 
(D) “Paz é não considerar normal a ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a 
segurança”. 
 
QUESTÃO 06) Segundo o autor do texto, a paz em uma sociedade só poderá ser garantida 
quando: 
 
(A) as crianças tiverem possibilidade de desenvolver suas potencialidades e, assim, tornarem-se 
adultos participantes da sociedade. 
(B) os adultos se preocuparem mais com as crianças abandonadas nas ruas, ajudando-as com 
alimentação, vestuários e um abrigo seguro. 
(C) os adultos e adolescentes marginais forem presos e pagarem por seus crimes cometidos 
contra toda sociedade de bem. 
(D) as crianças e adolescentes não forem mais influenciados pelos adultos que vivem 
marginalizados nas ruas. 
 
QUESTÃO 07) Por que, segundo o texto, tanto adultos quanto menores abandonados são vítimas 
da sociedade? 
 
(A) Porque os políticos de nosso país não fazem investimentos financeiros necessários nos 
principais setores da sociedade: educação e saúde. 
(B) Pelo fato de a sociedade fazer discriminação das crianças e adultos que pedem esmolas ou 
que vendem chicletes nas ruas. 
(C) Porque as pessoas não conhecem a verdadeira história do Brasil, marcada por um descaso 
das elites em relação aos menos privilegiados. 
(D) Porque a sociedade não consegue garantir o mínimo de paz social, para que todos tenham 
oportunidade de viver de maneira mais digna. 
53 
 
O futuro da Terra 
 O homem é o único ser vivo que conseguiu alterar a face da Terra. Com suas poderosas 
ferramentas, sua tecnologia, transformou bosques e pradarias em fazendas, represou rios e criou 
lagos, drenou pântanos e alagados, cortou montanhas com estradas e túneis. Mas alguns de seus 
esforços para transformar este mundo num lugar mais confortável 
 tiveram efeitos maléficos. 
 A poluição do ar e da água nos ensina uma dura lição. Diariamente, só nos Estados Unidos, 
mais de 250 000 toneladas de gases são expelidos por veículos a motor. Este total, acrescido da 
poluição industrial e doméstica e das queimas de lixo, atinge a fantástica quantidade de 150 milhões 
de toneladas de poluentes lançados ao ar a cada ano. Em determinadas condições atmosféricas, 
grandes cidades ficam cobertas de fumaças nocivas, demonstrando o grau que a poluição 
atmosférica alcançou. 
A poluição da água é igualmente aterradora. Litorais inteiros estão abarrotados de detritos 
flutuantes e as praias enegrecidas por glóbulos aderentes de óleo. Grandes faixas oleosas foram 
descobertas flutuando em meio ao oceano. 
Embora o lixo gerado pelo homem ameace engolfá-lo, outras mudanças, menos drásticas, 
mas igualmente perigosas ao ambiente, são provocadas pelos esforços de produção de alimentos 
e exploração dos recursos naturais. Os inseticidas e pesticidas já envenenaram 
desnecessariamente muitos animais, perturbando ainda todo o equilíbrio natural entre a caça e os 
predadores. 
A agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado 
e a abertura de minas já arruinaram milhares de alqueires de solo, permitindo que a erosão 
rapidamente transformasse terras férteis em desertos. Muitas espécies animais desapareceram, 
vítimas do progresso. 
Desde o século XVII até hoje, mais de cem espécies de animais foram impiedosamente 
exterminadas. O tordo e o pombo selvagem norte-americano desapareceram. Atualmente, baleias, 
jacarés e muitos dos grandes felinos caminham para a extinção. 
O lado negativo da atividade do homem, por mais assustador que pareça, não deve levar ao 
desespero. É, antes, um aviso: ter muito cuidado na caminhada para o futuro. 
(O planeta terra. São Paulo: Abril, 1979. P. 44-45) 
 
QUESTÃO 08) Após a leitura, podemos afirmar que o texto “O futuro da Terra” 
a) narra os efeitos das ações, boas ou maléficas, do ser humano sobre o meio ambiente. 
b) expõe o pensamento do autor de que é bom que o homem se desespere com suas 
ações. 
c) descreve apenas o prejuízo causado à Terra pela tecnologia do ser humano. 
d) expõe o lado negativo da ação do ser humano sobre o meio ambiente. 
 
QUESTÃO 07) Leia: 
“A poluição do ar e da água nos ensina uma dura lição.” (L. 6) 
De acordo com o texto, o termo sublinhado pode ser substituído, mantendo o mesmo 
sentido por 
a) injusta. b) sólida. c) grave. d) fácil. 
 
QUESTÃO 08) De acordo com o texto, podemos afirmar que 
a) o ser humano transformou a terra em um hábitat confortável e a tornou irremediavelmente 
hostil e imprópria somente para outros seres vivos. 
b) o ser humano é o único ser que conseguiu tornar a Terra mais confortável sem causar danos 
ao meio ambiente. 
c) para tornar a Terra um hábitat mais confortável, o ser humano planejou cuidadosamente suas 
ações. 
d) o ser humano transformou a Terra em um lugar confortável, mas vem causando danos ao meio 
ambiente. 
 
54 
 
QUESTÃO 09) Leia: 
“Embora o lixo gerado pelo homem ameace engolfá-lo, outras mudanças, menos drásticas, mas 
igualmente perigosas ao ambiente, são provocadas pelos esforços de produção de alimentos e 
exploração dos recursos naturais. Os inseticidas e pesticidas já envenenaram 
desnecessariamente muitos animais, perturbando ainda todo o equilíbrio natural entre a caça e os 
predadores.” (L. 15-19) 
De acordo com o trecho destacado e a leitura do texto, podemos afirmar que 
a) o uso de inseticidas e pesticidas é consequência do esforço em relação à produção de 
alimento. 
b) o uso de inseticidas e pesticidas não causa mudanças ao meio ambiente. 
c) o uso de inseticidas e pesticidas é necessário para a produção de alimento. 
d) o uso de inseticidas e pesticidas acarreta mudança mais drástica ao planeta que o lixo gerado 
pelo homem. 
 
QUESTÃO 10) Leia:“É, antes, um aviso: ter muito cuidado na caminhada para o futuro.” (L. 27) 
Os dois-pontos foram usados para indicar: 
a) uma explicação. b) uma opinião. 
c) uma enumeração. d) uma citação. 
 
QUESTÃO 11) O texto argumentativo que você acabou de ler apresenta alguns efeitos maléficos 
causados pelo homem na tentativa de transformar o mundo em um lugar mais confortável. 
Assinale a opção que não indica efeito maléfico algum apresentado no texto. 
a) Poluição do ar. b) Poluição da água. 
c) Uso de inseticida e pesticida. d) Poluição sonora. 
 
QUESTÃO 12) Leia: 
“(...) A agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado 
e a abertura de minas já arruinaram milhares de alqueires de solo, permitindo que a erosão 
rapidamente transformasse terras férteis em desertos.” (L. 19-22) 
De acordo com o trecho acima, pode-se concluir que 
a) milhares de alqueires de solo estão se transformando em terras férteis sem a interferência 
do homem. 
b) as terras férteis precisam receber os efeitos da erosão. 
c) agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado 
e a abertura de minas causam desgaste no solo. 
d) os desertos são exclusivamente consequência do desmatamento. 
 
QUESTÃO 13) Leia: 
“Litorais inteiros estão abarrotados de detritos flutuantes e as praias enegrecidas por 
glóbulos aderentes de óleo.” (L. 12-13) 
De acordo com a leitura do texto, os termos sublinhados podem ser substituídos, 
mantendo o mesmo sentido, por: 
a) inchados, imundície. b) fartos, sedimentos. 
c) impregnados, borra. d) repletos, resíduos. 
 
QUESTÃO 14) Leia: 
“Mas alguns de seus esforços para transformar este mundo num lugar mais confortável tiveram 
efeitos maléficos.” 
 
De acordo com a leitura do texto, o termo sublinhado tem como objetivo indicar 
a) o motivo que levou o ser humano a modificar a face da terra – a sobrevivência de sua espécie. 
b) a contradição entre os benefícios e os malefícios gerados pelo ser humano. 
c) o equilíbrio entre os benefícios e os malefícios gerados pelo ser humano. 
d) o resultado da ação humana na face da Terra – torná-la mais confortável. 
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Gêneros diversos: Charge, quadrinho, notícia 
Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, 
cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e 
posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões 
relacionados a esses textos. 
 
 
Questão 01. No segundo quadrinho, a fala da joaninha sugere que: 
a) ir ao shopping fazer compras é uma escolha consciente. 
b) o shopping é um local onde se pratica o consumismo fútil. 
c) o shopping é um local que deixa as pessoas mais felizes. 
d) visitar o shopping é o melhor programa para aquele dia. 
 
Lua adversa (Cecília Meireles) 
Tenho fases, como a lua Fases 
 de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 
 
E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu. 
 
Questão 02. O título do poema se justifica porque, como a lua, o eu lírico: 
a) vive em constante mudança. 
b) está em enorme evidência. 
c) gosta de estar bem alto. 
d) prefere ficar escondido. 
 
Observando o comportamento dos jovens na sociedade em que vivemos, pode-se dizer que 
a amizade é de extrema importância na vida dos adolescentes e que têm uma influência imensa 
no pensar e no agir de cada um, tanto que acaba interferindo na construção do caráter das 
pessoas. Muitos fazem tudo para agradar os amigos, fato que impede que tenham opinião 
própria. 
FICHA 21 
56 
 
(http://goo.gl/Neqkg) 
Questão 03. Com base nas considerações feitas nesse texto, os professores de uma escola de 
esportes decidiram fazer um folder para orientar os alunos a ter amigos. Qual destas frases 
contempla esse objetivo? 
a) Amizade, sinônimo de submissão! Seja complacente sempre! 
b) Construa seu caráter pelos amigos! Amizade é transformação! 
c) Sejam amigos! O ser humano necessita ser aceito pelo outro! 
d) Tenha amigos! Cultive o bom sentimento da simpatia e afeição! 
 
“A maior ameaça que pesa sobre a Amazônia é que ela se oferece às crescentes populações 
brasileiras como uma fronteira aberta, sobre a qual tende a expandir-se. Isso significa que muitos 
milhões de pessoas, desalojadas pelo latifúndio e pelo minifúndio de suas regiões de origem, vão 
avançar Amazônia adentro. Se lá entrarem, sem qualquer preparo prévio, sem qualquer plano 
cuidadosamente experimentado de vivificação da floresta, só terá futuro a obra destrutiva.” 
(RIBEIRO, D. O Brasil como um problema) 
 
Questão 04. De acordo com esse texto, as pessoas vão avançar Amazônia adentro porque: 
a) constitui-se numa grande oportunidade de melhoria das condições de vida. 
b) encontra-se como uma fronteira aberta aos desalojados e excluídos. 
c) garantirão, mesmo sem planos de vivificação, a conservação da floresta. 
d) são cuidadosamente testados os planos de ocupação da floresta. 
 
Texto I 
Se você esteve recentemente em um aeroporto, em uma biblioteca ou em um hotel, é 
provável que tenha atravessado uma rede sem fio. Muitas pessoas usam a rede sem fio, também 
chamada de Wi-Fi, para conectar seus computadores em casa. Um número cada vez maior de 
cidades usa a tecnologia para fornecer acesso de baixo custo à Internet aos seus moradores. No 
futuro próximo, a conexão sem fio pode se tornar tão difundida que você vai poder acessar a Internet 
em qualquer lugar e a qualquer momento, sem usar fios. 
Texto II 
 
Questão 05. Os dois textos se diferem por causa: 
a) da linguagem escrita. 
b) da temática escolhida. 
c) do objetivo comunicativo. 
d) do veículo de publicação. 
 
O inimigo na sociedade 
 Mais do que qualquer outro fenômeno social, a violência nas grandes cidades enraizou-se 
na sociedade brasileira. O maior perigo é a população deixar de indignar-se com atitudes 
bárbaras em seu cotidiano. 
 A violência está latente no coração da sociedade, manifestando-se em situações comuns e 
contra ela é preciso um trabalho de conscientização da própria população. 
 O grito contra a violência não deve ser dirigido apenas ao crime organizado. Qualquer 
campanha deve questionar também as relações dentro da sociedade que transformam, muitas 
vezes, o vizinho, o colega ou o cidadão que ocupa o mesmo espaço no trânsito em um inimigo. 
(FERREIRA, M. e PELLEGRINE, T. Redação palavra e arte) 
http://goo.gl/Neqkg
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Questão 06. O assunto do texto está sintetizado na frase: 
a) A população das cidades menores sofre com a violência. 
b) A população tem muito respeito pelo seu semelhante. 
c) A violência já está enraizada na sociedade brasileira. 
d) A violência que preocupa é a do crime organizado. 
 
 
Questão 07. No último quadrinho, a expressão física e a fala do rapaz revelam que: 
a) a namorada havia ficado triste por causa da crítica que ele fez. 
b) a namorada reclama quando ele não observa as unhas dela. 
c) ele percebeu que o seu comentário havia ofendido a namorada. 
d) ele queria pedir desculpas por ter sido distraído e insensível. 
 
Questão 08. O anúncio publicitário é uma 
propaganda veiculada nacionalmente e em 
massa. Esse gênero textual utiliza-se da 
influência com intencionalidade específica. A 
fim de alcançar seu propósito comunicativo, 
o principal objetivo desse texto é: 
A) informar à população que a 
demonstração de amor ao futebol brasileiro 
é de fundamental importância. 
B) convencer as pessoas a se mobilizarem, 
com intuito de torcer e externar sentimentosela! 
 Mas eu não ia querer? Abracei-a e, é claro, dei nome de gente: Ísis. Se alguma Ísis se sentir 
ofendida, me perdoe! Dali a alguns dias, pensei: 
 – A Ísis precisa de companhia! 
 Uma conhecida achou uma vira-latinha abandonada, tentando atravessar a rua no meio de 
carros e motos. Salvou-a. Mandou uma foto por e-mail. Fiquei com ela: Morgana. Um outro amigo, 
Roberto, estava com um filhote peludo preso no apartamento pequeno. Abriguei o Cauê! De 
repente, fiquei com três cachorros! 
 Não bastou. Passei na vitrine de um pet shop e me apaixonei por uma gata. Agora, dedico 
parte das noites a estabelecer relações diplomáticas entre a felina e os cães! Até que vai indo bem, 
com miados e latidos de parte a parte! 
 E então, no meio dessa confusão, me dei conta: a vida continua! Nunca vou esquecer do meu 
husky. Um cão não substitui outro, como uma pessoa também não. Mas sempre há espaço para 
mais sentimentos. A vida se renova. Melhor ainda, o amor sempre renasce! Além de reforçar meu 
eterno otimismo, essa certeza me desperta uma paz profunda! 
 
Walcyr Carrasco. Veja São Paulo, 24/10/2007, p. 274. 
 
Questão 01. Você também já sofreu com a morte de um animal de estimação, mesmo que esse 
animal fosse de alguém próximo a você? 
 Resposta pessoal do aluno. 
 
Questão 02. O que você pensa sobre dar nome de pessoas para animais de estimação? 
 Resposta pessoal do aluno. 
 
Questão 03. Quais são os dois argumentos utilizados pelo autor quando menciona: 
 “Alinhavei mentalmente argumentos que provavam quanto era melhor não ter bicho nenhum”. 
 Viajar sem preocupação. Não correr o risco de sofrer com doenças e morte do animal. 
Questão 04. Explique o seguinte trecho: 
 “– Nunca mais quero ter cachorro, mas esse eu quero – respondi dentro de uma lógica 
inexplicável.” 
 O autor encontra-se nesse momento dividido: embora não queira mais ter animal de estimação 
porque sofreu demais com a perda, gostou muito do cachorro que apareceu na praia em que estava. 
 
Questão 05. Você se lembra dos nomes que o escritor deu aos seus animais? Sem voltar ao texto, 
escreva esses nomes de acordo com as características apresentadas. 
a) Husky siberiano muito amado, que morreu há alguns meses. 
Uno. 
b) Prima do cachorro da praia, uma cachorrinha preta, vira-lata, magérrima. 
Ísis. 
c) Vira-latinha abandonada, salva por uma conhecida. 
Morgana. 
7 
 
d) Filhote peludo preso no apartamento pequeno do Roberto. 
Cauê. 
e) Gata de um pet shop, por quem o escritor se apaixonou. 
Ele não conta que nome deu à gata. 
 
Questão 06. Releia: 
 “Agora, dedico parte das noites a estabelecer relações diplomáticas entre a felina e os cães! 
Até que vai indo bem, com miados e latidos de parte a parte!”. Por que o cronista se dedica a essa 
tarefa? 
 Essa tarefa é feita porque, em geral, cães e gatos não se dão bem. Cães costumam ficar 
irritados com os gatos, às vezes perseguindo esses felinos. 
 
Questão 07. No último parágrafo, o autor explica o que aprendeu após entrar em contato com a 
perda e com novos animais em sua vida. Selecione a frase que mais despertou sua atenção e 
explique o seu significado. 
d) Qual foi o fato que desencadeou o assunto? 
A morte de Uno, o cachorro do autor. 
e) Quais são os dados de publicação (suporte e data)? 
Revista Veja São Paulo – 24/10/2007. 
f) Qual é a possível intenção do autor? 
Refletir criticamente sobre o cotidiano, emocionar, descrever os seus sentimentos, etc. 
Questão 08. Copie somente as alternativas que mostram as características dessa crônica. 
 
a) Mostra uma visão pessoal do autor sobre um fato. 
b) Aparecem falas de personagem; portanto, há uso do discurso direto. 
c) O narrador está em primeira pessoa. 
d) O narrador não participa da história. 
e) O autor apresenta ao leitor seu ponto de vista sobre o assunto. 
 
Tema: A conexão especial entre humanos e seus animais de estimação. 
 
Sugestão de Enredo: 
Introdução: Apresente o protagonista humano (pode ser um garoto ou garota) e seu animal de 
estimação (cachorro, gato, pássaro, etc.). 
Descreva brevemente a rotina diária deles e a forte ligação que compartilham. 
 
Desenvolvimento: Introduza um conflito ou desafio que afete o protagonista ou o animal de 
estimação (por exemplo, o animal se perde, fica doente, ou o protagonista enfrenta um problema 
pessoal). 
Mostre como o protagonista e seu animal de estimação enfrentam esse desafio juntos, 
destacando momentos de apoio e companheirismo. 
 
Clímax: Descreva o momento de maior tensão da história, onde parece que o problema não tem 
solução. Revele uma reviravolta ou uma ação decisiva do protagonista ou do animal de estimação 
que leva à resolução do conflito. 
Desfecho: Conclua mostrando como a relação entre o protagonista e seu animal de estimação se 
fortaleceu ainda mais após superarem o desafio. 
Termine com uma mensagem positiva sobre a importância da amizade e do amor incondicional. 
8 
 
 
 
Gênero textual: Prosa poética 
Habilidade: (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e 
estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e 
suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, 
biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, 
poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando 
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reflexos do Tempo 
No silêncio das tardes ensolaradas, as sombras dançavam pelo chão como lembranças de 
um tempo distante. Era ali, naquele pequeno jardim de margaridas amarelas, que Laura costumava 
passar horas a fio, perdida em devaneios sobre o que o futuro lhe reservava. 
O vento sussurrava segredos que apenas os sonhadores conseguiam ouvir. Laura, com seus 
quinze anos recém-completados, sentia o peso das escolhas que se aproximavam. O colégio, com 
seus corredores antigos e cheios de histórias, era o cenário perfeito para as suas divagações. 
Naquela tarde em particular, enquanto o sol começava a se pôr timidamente no horizonte, 
Laura refletia sobre os livros que devorava avidamente. Cada página era uma porta para um mundo 
novo, uma aventura distante da sua realidade tranquila e rotineira. 
Entre as folhas amareladas de um romance clássico que encontrara na biblioteca da escola, 
Laura descobria que não estava sozinha em suas dúvidas e sonhos. Personagens do passado 
sussurravam conselhos em suas mentes inquietas, oferecendo conforto em meio à incerteza. 
As margaridas, agora banhadas pelos últimos raios de sol, pareciam também elas guardar 
segredos. Laura levantou-se lentamente e caminhou até o portão de ferro enferrujado que separava 
o jardim do mundo lá fora. Ali, sob o olhar atento das margaridas, decidiu que o futuro não seria 
apenas um destino a ser alcançado, mas sim um caminho a ser percorrido com coragem e 
curiosidade. 
Poliana A. Barbosa 
 
Questão 01. Como você interpretaria o significado das sombras que "dançavam pelo chão como 
lembranças de um tempo distante"? Resposta pessoal. Sugestão. As sombras que dançam pelo 
chão podem simbolizar memórias e experiências passadas que ainda influenciam Laura. Elas 
podem representar a nostalgia e a influência do passado em suas reflexões e sentimentos atuais. 
Questão 02. Qual é a importância do jardim de margaridas amarelas na vida de Laura? 
O jardim de margaridas amarelas é um lugar de refúgio e introspecção para Laura. É onde ela pode 
se desconectar do mundo exterior e mergulhar em seus pensamentos e sonhos sobre o futuro. 
 
Questão 03. Por que o autor escolheu o vento como elemento que sussurra segredos? 
FICHA 03 
Prosa Poética é uma formae emoção pelo futebol brasileiro na Copa do 
Mundo. 
C) noticiar aos torcedores a necessidade de 
uma mudança de postura, baseada na 
esperança, para que só assim o Brasil consiga conquistar a vitória. 
D) sugerir que os torcedores brasileiros amam a sua pátria e vibram pela conquista do título de 
campeão na Copa do Mundo. 
 
Questão 09. A charge é um gênero textual que, por meio de 
um tom caricatural, tem como objetivo satirizar algum 
acontecimento da atualidade. De acordo com o contexto em 
que foi produzida, é possível depreender do conteúdo da 
charge apresentada que: 
A) o entretenimento não está relacionado com perdas 
econômicas. 
B) pessoas que não possuem privilégios econômicos 
resignaram-se à ausência de diversão. 
C) pessoas com baixo poder aquisitivo estão sujeitas à 
privação de entretenimento. 
D) as classes sociais desfavorecidas têm alcance às formas 
de divertimento. 
 
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Questão 10. De acordo com a situação em que foi produzida, a charge aqui apresentada SÓ 
NÃO visa a provocar, no leitor, uma reação de 
A) perplexidade. 
B) indignação. 
C) satisfação. 
D) consternação. 
 
CBF DIVULGA CAMISETA OFICIAL DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA COPA DO MUNDO 
 
Faltando 106 dias para a Copa do Mundo do Qatar, a Confederação Brasileira de Futebol 
(CBF) divulgou neste domingo, 7, o uniforme oficial da seleção brasileira para a competição. “O 
uniforme 2022 da Seleção Brasileira homenageia a coragem e a cultura de um povo que nunca 
desiste”, escreveu a CBF em sua conta no Twitter informando que a nova camiseta é vibrante e 
arrojada, foi “inspirada na garra e beleza da onça” e a “camisa une todos os brasileiros”. A 
campanha foi intitulada “Veste a Garra”. A camiseta principal é predominantemente amarela e traz 
desenhos inspirados na pele da onça, com detalhes em verde e azul na manga e gola. Já a segunda 
camisa, é azul e tem desenhos de pele de onça na manga em verde. As vendas começam a ser 
realizadas na segunda-feira, 8, exclusivo no site da Nike, e em todos as lojas a partir de sexta-feira, 
12. 
Disponível em: https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga-
camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html. 
 
Questão 11. Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero: 
A) crônica, pela abordagem literária dos fatos do cotidiano. 
B) depoimento, pela apresentação de experiências pessoais. 
C) relato, pela descrição minuciosa de fatos verídicos. 
D) notícia, pelo registro impessoal de situações reais, de modo sucinto e objetivo. 
 
Questão 12. Em: “(...) escreveu a CBF em sua conta no Twitter informando que a nova camiseta é 
vibrante e arrojada (...)”, a palavra destacada pode ser MELHOR substituída, sem prejuízo de 
sentido, por: 
A) determinada. B) moderna. 
C) distinta. D) criativa. 
 
 
Fonte: https://m.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/704254439619865/ 
 
Questão 13. Assinale a alternativa que melhor explica a crítica apresentada por Armandinho. 
 
A) As pessoas perdem muito tempo assistindo ao futebol, enquanto poderiam se dedicar aos 
estudos. 
B) Ser contra a Copa do Mundo é também ser contra a alegria do povo. 
C) A maior alegria para uns pode ser a tristeza de outros. 
D) A falta de melhores motivos para ser feliz faz com que o futebol acabe sendo a alegria de muita 
gente. 
https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga-camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html
https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga-camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html
https://m.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/704254439619865/
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Gêneros textuais: Notícia, charge, artigo de opinião 
Habilidade: (EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos 
argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a 
força/tipo dos argumentos utilizados. 
(EF69LP05): Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, 
o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens 
ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc. 
 
TEXTO I 
CAMISA AZUL DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA A COPA ESGOTA EM UMA HORA 
Modelos masculino e feminino estão sendo vendidos por R$ 499,99; a camisa principal ainda está 
disponível 
 
Um dia após ser anunciada pela Nike, a camisa azul (tanto no modelo masculino como no 
feminino) que a seleção brasileira usará na Copa do Mundo do Catar esgotou no site da fornecedora 
em apenas uma hora de vendas. A camisa principal amarela ainda está disponível. A linha ‘veste a 
garra’ tem inspiração na onça pintada. As camisas oficiais são vendidas por R$ 349,99 tanto para 
homens como para mulheres. Os modelos infantis e adolescente custam R$ 299,99; as jaquetas 
estão em R$ 499,99 e as camisas não oficiais saem por R$ 279,99 e R$ 349,99. Algumas peças 
da campanha, como agasalhos, a camisa malhada em verde e azul e a preta não estão disponíveis 
no site. O lançamento trouxe nomes da seleção como o goleiro Alisson, Richarlison, Rodrygo, 
Philipe Coutinho e Marquinhos. A atacante Adriana é a única representante do time feminino. 
Ronaldo Fenômeno, campeão em 2002, aparece no vídeo. Personalidades fora do futebol também 
participam da campanha como o velocista e ex-BBB, Paulo André, o rapper Djonga, o funkeiro MC 
Hariel, a streamer Babi Loud e a judoca Rafaela Silva. 
Disponível em: https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da-
selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html. 
 
 
Questão 01. NÃO é possível depreender do conteúdo da notícia que: 
A) um número considerável de mulheres, pertencente ao mundo do futebol, tem participação na 
campanha de lançamento da camisa oficial brasileira. 
B) ainda que algumas celebridades tenham participado do evento de divulgação do uniforme da 
seleção, nem todas são necessariamente ligadas ao esporte. 
C) entre as personalidades envolvidas na divulgação do uniforme brasileiro, também comparece 
Ronaldo Fenômeno, vencedor em edição passada da Copa do Mundo. 
D) peças do uniforme oficial da seleção brasileira para a competição, lançadas em campanha, 
homenageiam a onça pintada, animal típico da fauna brasileira. 
 
TEXTO II 
Copa do Mundo do Qatar será teste de alta tecnologia 
Inovações tecnológicas concentradas em um país menor que o estado de Sergipe prometem 
uma experiência de imersão em dados e interconexão jamais vista – tudo isso ao alcance das mãos 
dos torcedores no Catar 
 
Enquanto a Fifa não consegue emplacar sua proposta de Mundiais a cada dois anos, um 
“ano de Copa” continua sendo especial e aguardado com grande expectativa por fãs de futebol de 
todo o planeta. Em 2022, os torcedores poderão mergulhar nas muitas novidades apresentadas 
pelo Catar, entre elas a tecnologia 5G implantada no país. A 22ª edição do torneio também ficará 
FICHA 22 
https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da-selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html
https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da-selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html
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marcada por situações inéditas, como a época dos jogos (novembro/dezembro) e os deslocamentos 
curtos pelo território de 11,5 mil km2, que corresponde à metade de Sergipe, o menor estado 
brasileiro. Com isso, haverá até a possibilidade de se assistir a duas partidas por dia. 
Será a primeira Copa do Mundo em que os torcedores terão interatividade total, garantida 
pelo 5G e pela rede de fibra ótica já instalada no país. Com grande velocidade e capacidade no 
processamento de informações, o Catar oferecerá o “mais inteligente sistema do mundo, para a 
melhor experiência possível”.Começa pelos estádios com climatização individualizada — o ar 
condicionado, em torno de 25 graus, foi pensado até para refrescar espaços por baixo dos assentos. 
Haverá também plataformas de inclusão incríveis, como acesso a informações e entretenimento 
em Braille ou salas de visualização para jovens autistas. Sensores estarão espalhados por todo o 
território, com plataformas de acesso a navegações por espaços internos e externos, de hotéis a 
restaurantes, de shoppings a hospitais, em tempo real. Até uma camisa com sensores no tecido 
está sendo desenvolvida, para coleta de batimentos cardíacos, respiração e hidratação, dados que 
serão usados para prevenir emergências médicas. 
A Copa de 2022, ligeiramente mais curta, foi pensada para arrecadar mais. Um equipamento 
apontará impedimentos instantaneamente, para o jogo andar mais rápido. E haverá mais partidas 
por dia (na primeira fase, no Brasil, serão às 7h, 10h, 13h e 16h — com a final ao meio-dia), porque 
a distância máxima de 50 quilômetros permitirá deslocamentos com maior agilidade. Um entrave 
que esquenta a cabeça dos sheiks e dos organizadores mais que o tórrido sol do deserto: a 
proibição de bebidas alcoólicas. O que fazer com as hordas de beberrões que costumam invadir as 
sedes das Copas? O evento, que teria rendido à Fifa perto de 880 milhões de euros em propina 
(R$ 5,6 bilhões), segundo o jornal britânico The Sunday Times, levantou preocupações com relação 
ao clima desértico. Os aterrorizantes 50 graus que a temperatura pode alcançar em julho, com 
sensação térmica de 60, empurraram o jogo de estreia para 21 de novembro. Mas isso não é nada 
que US$ 4 bilhões (R$ 22,7 bilhões) prometidos pelos organizadores para gastar em nove estádios, 
mais US$ 50 bilhões (R$ 284 bilhões) em infraestrutura, não resolvam. 
Fonte: https://istoe.com.br/a-copa-das-arabias/ 
 
Questão 02. Após a leitura do texto, é possível concluir que todas as alternativas abaixo estão 
corretas, EXCETO: 
 
A) a Copa de 2022 terá menos tempo de duração, se comparada aos anos anteriores. 
B) a Fifa almeja a realização de mundiais a cada dois anos. 
C) a estreia pode ser comprometida pelas altas temperaturas do país, aterrorizantes 50 graus. 
D) Catar possui extensão territorial menor que Sergipe. 
 
Questão 03. Em relação à inclusão, o texto afirma que a Copa do Catar 
A) por mais que tenha grandes investimentos tecnológicos, não se preocupa com esse aspecto. 
B) criou estratégias para um melhor deslocamento, com distância máxima de 50 quilômetros. 
C) desenvolveu climatização individualizada, refrescando até mesmo debaixo dos assentos. 
D) pensou em alternativas para que a experiência contemplasse deficientes visuais e autistas. 
 
TEXTO III 
O torcedor 
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio. 
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os 
foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel 
picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só 
existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião 
que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o 
torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, 
na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação 
até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos 
lutando em duelo contra os demônios da rodada. 
https://istoe.com.br/a-copa-das-arabias/
61 
 
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces 
e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o 
desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. 
Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão 
vendidos, todos os rivais são trapaceiros. 
É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador 
número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola 
quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é 
como dançar sem música. 
Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que 
goleada fizemos, que surra a gente deu neles, ou chora sua derrota, nos roubaram outra vez, juiz 
ladrão. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se 
esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão 
se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, 
um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma 
quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval. 
Fonte:https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a-
paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/ 
 
Questão 04. Logo no início do texto, nota-se que o autor faz uma aproximação entre futebol e 
religião. 
Quanto a esse aspecto, é possível afirmar que: 
 
A) torcedores são como ateus, pois eles nunca acreditam que as divindades irão ajudar o seu time. 
B) o jogo de futebol se assemelha a uma missa, pois todos os torcedores cantam em coro para 
empurrar o seu time. 
C) a devoção que um torcedor tem em relação ao seu time faz com que ele sempre arranje 
desculpas para as derrotas sofridas. 
D) os juízes costumam ser vendidos e os rivais são trapaceiros, por esse motivo é preciso muitas 
preces para que haja uma vitória. 
 
Questão 05. Indique a única alternativa que aponta um trecho do texto I no qual há a presença de 
um discurso indireto livre. 
 
A) “Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e 
papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo”. 
B) “É raro o torcedor que diz: ‘Meu time joga hoje’. Sempre diz: ‘Nós jogamos hoje’”. 
C) “Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que 
goleada 
fizemos, que surra a gente deu neles [...]”. 
D) “Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, 
algumas 
fogueiras de fogo fugaz [...]”. 
 
Questão 06. Após a leitura do trecho “Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem 
sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme [...]”, assinale a alternativa que 
julgar CORRETA. 
A) O “jogador número 12” possui uma ideia de coletividade, já que não se refere, de fato, a uma 
única pessoa. 
B) O “jogador número 12” é o craque do time, esse costuma ficar no banco e precisa ser convocado 
para fazer a bola rolar nos momentos decisivos. 
C) A expressão “jogador número 12” faz alusão aos capitães dos times, os quais costumam utilizar 
esse número de camisa. 
D) Ao se referir ao “jogador número 12”, o autor fala, indiretamente, do técnico, pois esse também 
é essencial 
https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a-paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/
https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a-paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/
62 
 
para o bom desempenho do time. 
 
TEXTO IV 
“Não se pode pensar a violência no futebol desvinculada da sociedade brasileira. Vivemos 
em uma sociedade cada vez mais violenta, tanto da parte da dinâmica social como da parte das 
autoridades policiais, que deveriam zelar pela segurança dos cidadãos”, resume Flávio de Campos, 
coordenador do Ludens (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas), 
da USP (Universidade de São Paulo). [...] A reincidência dos casos de violência no futebol, claro, 
também tem muito a ver com a impunidade. É muito raro que haja, de fato, punições firmes às 
pessoas envolvidas nos casos. O cenário se mostra bem diferente do observado, por exemplo, na 
Inglaterra, que sofria com os chamados hooligans nos anos 1980 e resolveu a questão com penas 
severas e prisões. 
Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol-
acompanha-brutalidade-foradele.shtmlQuestão 07. No texto IV, a fala do coordenador Flávio Campos é apresentada por meio do discurso 
A) direto, já que é separado por aspas. 
B) indireto, já que não aparece nenhum verbo dicendi antes da fala. 
C) indireto livre, já que não há demarcações precisas indicando o início e o final da fala. 
D) direto e indireto, já que no primeiro momento a fala é transcrita na íntegra e no segundo momento 
aparece reproduzida pelo autor. 
TEXTO V 
 Questão 08. Levando em consideração 
todos os elementos presentes no texto III, é 
CORRETO afirmar que 
A) a charge faz uma crítica aos conteúdos 
midiáticos, os quais costumam abordar muita 
violência. 
B) o torcedor se equipou com armas, para 
que pudesse se proteger da violência no 
futebol. 
C) fica nítido que há uma crítica ao porte de 
armas, pois pessoas descontroladas podem fazer mau uso delas. 
D) a bola e o uniforme evidenciam o tipo de violência a que a charge se refere, a violência no 
esporte. 
 
Questão 09. Comparando os textos IV e V, pode-se afirmar que: 
 
A) eles pertencem a gêneros textuais diferentes, embora façam a abordagem de um mesmo tema. 
B) eles pertencem a um mesmo gênero textual, cuja finalidade é denunciar problemas sociais. 
C) eles pertencem a gêneros textuais diferentes, o que justifica cada um adotar um posicionamento 
distinto quanto ao tema. 
D) eles pertencem a um mesmo gênero textual, embora apresentem posicionamentos distintos 
quanto ao tema. 
 
TEXTO VI 
 
A Copa do Catar já contabiliza mais de mil mortes com suas “obras padrão FIFA”. A lista de 
crueldades inclui trabalho escravo e até mesmo confisco de passaportes, impedindo que os 
trabalhadores estrangeiros saiam do país. 
Estima-se que 4 mil pessoas morrerão nas obras da Copa, o que provavelmente não será 
difícil já que o país atinge facilmente 50ºC no verão [...] 
 
https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol-acompanha-brutalidade-foradele.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol-acompanha-brutalidade-foradele.shtml
63 
 
 
Fonte:https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-
traduzido/ 
 
Questão 10. Considerando as informações verbais e não-verbais do texto, assinale a única 
alternativa que apresenta uma informação INCORRETA. 
A) O texto denuncia as condições precárias a que muitos trabalhadores estão sendo submetidos 
nas construções da Copa do Mundo. 
B) A Coca-Cola e a Visa, patrocinadoras do evento, estão sendo criticadas por financiarem uma 
exploração. 
C) O texto afirma que 4 mil pessoas já morreram, sendo um dos motivos as altas temperaturas. 
D) A expressão “obras padrão FIFA” está sendo irônica, pois esse alto padrão não está incluindo o 
bem-estar dos trabalhadores. 
 
 
TEXTO VII 
 
 
Leitura e uso do computador para estudos e games têm deixado mais crianças com problemas de 
vista. Alerta é da presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica que, em parceria 
com a OMS, avalia os problemas visuais mais comuns do Brasil. 
(Jornal Estado de Minas, 07/09/ 2011. p. 22.) 
 
Questão 11. A imagem, o título e o lead da notícia destacados alertam para a: 
a) ameaça da tecnologia à saúde. 
b) dificuldade de leitura das crianças. 
c) necessidade precoce de óculos. 
d) perda de acuidade visual infantil. 
 
https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-traduzido/
https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-traduzido/de escrita que combina os elementos narrativos da prosa com a 
linguagem lírica e expressiva da poesia. Ela busca evocar emoções e criar imagens vívidas na 
mente do leitor através do uso de metáforas, ritmo, e sonoridade, transcorrendo suavemente 
entre a narração e a poesia. Convido você a mergulhar na beleza e na profundidade da prosa 
poética, permitindo-se envolver pelas palavras que seguem, e a descobrir as nuances e 
sentimentos que elas podem despertar. 
 
9 
 
O vento pode ser visto como um símbolo da natureza efêmera e sutil dos pensamentos e dos 
sonhos. Ele representa algo intangível e misterioso que apenas aqueles que estão sintonizados 
com sua imaginação e sensibilidade conseguem perceber. 
 
Questão 04. Como o cenário do colégio contribui para as divagações de Laura? 
O colégio, com seus corredores antigos e cheios de histórias, proporciona um ambiente rico em 
história e tradição, estimulando a imaginação de Laura e permitindo que ela se perca em reflexões 
sobre o passado, presente e futuro. 
 
Questão 05. Por que a leitura é descrita como uma "porta para um mundo novo" para Laura? 
A leitura oferece a Laura a oportunidade de escapar da sua realidade cotidiana e explorar diferentes 
perspectivas, culturas e épocas. Cada livro é uma nova aventura que a ajuda a expandir sua mente 
e encontrar respostas para suas próprias dúvidas e sonhos. 
 
Questão 06. Qual é o papel dos "personagens do passado" nos pensamentos de Laura? 
Os personagens do passado agem como conselheiros e fontes de inspiração para Laura. Eles 
proporcionam conforto e orientação em momentos de incerteza, ajudando-a a lidar com suas 
próprias dúvidas e inseguranças. 
Questão 07. Como você interpreta a decisão de Laura sobre o futuro ser "um caminho a ser 
percorrido com coragem e curiosidade"? Resposta pessoal. Sugestão: A decisão de Laura reflete 
uma atitude positiva e proativa em relação ao futuro. Em vez de ver o futuro como um destino fixo 
e inalterável, ela escolhe encará-lo como uma jornada cheia de possibilidades, onde sua coragem 
e curiosidade serão essenciais para enfrentar os desafios e oportunidades que surgirem. 
Questão 08. O que as margaridas banhadas pelos últimos raios de sol simbolizam para Laura? As 
margaridas banhadas pelos últimos raios de sol podem simbolizar a beleza e a esperança 
persistente mesmo nos momentos finais do dia. Para Laura, elas podem representar a ideia de que, 
mesmo em momentos de transição ou incerteza, há sempre algo de belo e promissor a ser 
descoberto. 
 
Use toda a sua criatividade e produza uma prosa poética. Siga as orientações abaixo: 
Sugestão de Estrutura: 
1. Escolha o Tema: 
✓ Pense em um tema que inspire emoções e reflexões profundas (amor, saudade, 
natureza, sonhos, etc.). 
2. Início: 
✓ Comece com uma descrição evocativa que capture a essência do tema. 
✓ Utilize metáforas e comparações para criar imagens vívidas na mente do leitor. 
3. Desenvolvimento: 
✓ Explore sentimentos e pensamentos relacionados ao tema. 
✓ Use frases curtas e impactantes, combinadas com uma linguagem rica e sensorial. 
✓ Intercale descrições com reflexões pessoais, criando um ritmo fluido e poético. 
4. Conclusão: 
✓ Termine com uma imagem forte ou uma frase que resuma a emoção central do 
texto. Deixe uma sensação de encerramento, mas ao mesmo tempo, espaço para a 
interpretação do leitor. 
10 
 
 
Gênero textual: Carta aberta 
Habilidade: (EF89LP23) consiste em: Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e 
propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), 
avaliando a força dos argumentos utilizados. 
D8 — Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la 
 
 
 
 
 
 
Há muito tempo, o desmatamento na Floresta Amazônica tem gerado comoção e preocupação dos 
brasileiros e do mundo todo. Na carta aberta a seguir, você vai conhecer um texto que trata sobre 
isso. 
 
Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia 
 
Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta 
Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É 
quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o 
equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. 
 
Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão 
do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil 
e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros 
quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o 
solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da 
temperatura do Planeta. 
[...] Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como 
alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de 
Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, 
mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, 
porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, 
morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua. 
Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a 
ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, 
campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável 
de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O 
desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e 
a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo. 
Um país que tem 165 000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semiabandonada, 
pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente 
que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos 
naturais. 
FICHA 04 
A carta aberta trata de interesses coletivos e costuma ser publicada em sites da internet, redes 
sociais etc. O objetivo da carta aberta é chamar a atenção da sociedade para um problema de 
ordem social, política, ambiental etc., a fim de provocar uma mudança de postura por meio da 
conscientização. Na carta aberta, são empregadas estratégias argumentativas para defender um 
ponto de vista. 
 
11 
 
Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase 
irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, 
onde se lê: “A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, 
dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos 
recursos naturais”. 
Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO 
IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ! 
É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história. 
SOMOS UM POVO DA FLORESTA! 
CARTA aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia. Mundo Educação. 
 
Questão 01. Assim como a carta tradicional, a carta aberta também apresenta remetente e 
destinatário. 
a) Quem é o remetente da carta, ou seja, quem a escreve? Os artistas do Brasil. 
b) Quem é o destinatário da carta, ou seja, a quem é direcionada? 
A toda a sociedade e às autoridades do Brasil. 
c) Onde a carta foi publicada? No site Mundo Educação 
Questão 02. O que teria motivado a escrita dessa carta aberta? A preocupação com os impactos 
do desmatamento na Amazônia. 
Questão 03. Com que objetivo a carta aberta foi escrita? Manifestar-se de forma contrária ao 
desmatamento e alertar a população sobre os perigos de seu impacto. 
 
Questão 04. A carta aberta visa conscientizar a sociedade e, consequentemente, espera uma 
mudança de postura. Que mudançade postura é esperada com a carta lida? Espera-se que as 
pessoas se conscientizem sobre os problemas e os impactos do desmatamento da Amazônia. 
 
Questão 05. De acordo com a carta aberta, as terras desmatadas são utilizadas para quais 
atividades? As terras desmatadas se tornam pastos, campos de soja e espécies vegetais para 
combustíveis alternativos, ou é feita a exploração de recursos como madeira, ouro, outros minerais 
e energia elétrica. 
Questão 06. A tese da carta aberta é: 
(A) o aumento do desmatamento na Amazônia é motivo para se comemorar. 
(B) o aumento do desmatamento na Amazônia não é motivo para se comemorar. 
(C) com as reduções dos índices de desmatamento na Amazônia, deve-se comemorar. 
(D) apesar da redução do desmatamento na Amazônia, não se deve comemorar. 
Questão 07. Segundo a carta aberta, o desmatamento ainda persiste porque: 
(A) a floresta é vista como um obstáculo ao progresso. 
(B) a floresta é vista como algo a ser preservado. 
(C) a floresta é vista como algo inesgotável. 
(D) a floresta é vista como algo importante. 
Questão 08. A proposta apresentada pela carta aberta para a redução do desmatamento é a de 
que: 
(A) a sociedade contribua com denúncias. 
(B) o governo federal adote uma postura mais radical. 
(C) os prefeitos e vereadores adotem medidas mais eficazes. 
(D) a interrupção do desmatamento seja feita em níveis Federal, Estadual e Municipal. 
12 
 
 
 
Gênero textual: Infográfico 
Habilidade: (EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. 
na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo 
para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. 
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). 
 
Para compreender alguns gêneros, como o infográfico, é importante, durante a leitura, relacionar o 
texto verbal aos elementos visuais. Vamos descobrir como ler um texto como esse? 
Você sabe qual é a língua mais falada no mundo? Leia o infográfico a seguir e descubra essa e 
outras informações sobre as línguas no mundo. 
 
 
Infográfico: principais línguas faladas pelo mundo. Instituto Mindset. 19 mar. 2013 
 
Questão 01. Observe o infográfico e responda às questões. 
a) Em que veículo o infográfico foi publicado? 
Resposta: no site Instituto Mindset. 
b) A que público o infográfico se destina? 
Resposta: aos clientes do instituto, especificamente, e a todas as pessoas que se interessam por 
línguas e conhecimentos gerais. 
 
Questão 02. Quais são os objetivos do infográfico? 
Informar sobre as principais línguas mais faladas no mundo e mostrar aos clientes da escola de 
inglês que a língua inglesa é falada em uma maior quantidade de países. 
 
Questão 03. O infográfico é um gênero informativo composto por linguagem verbal e não verbal. 
Quais elementos visuais foram empregados na composição do infográfico? 
FICHA 05 
13 
 
Ilustrações (mapas, bandeiras, pessoas), cores e tipos de letras diversificadas. 
 
Questão 04. De que forma os elementos visuais se relacionam com o texto verbal? 
Os elementos visuais se relacionam com o texto verbal para construir os sentidos do texto. 
 
Questão 05. Segundo o infográfico, qual é a língua mais falada no mundo? 
Resposta: o mandarim. 
Questão 06. Qual é a língua falada em uma quantidade maior de países? Como você concluiu 
isso? 
O inglês. É possível concluir isso pela quantidade de bandeiras de países abaixo do nome da língua. 
Questão 07. Em relação ao número de países, qual é a segunda língua mais falada? O francês 
 
Questão 08. Qual é a posição da língua portuguesa em relação ao número de falantes? 
A língua portuguesa é a quinta língua mais falada. 
 
Questão 09. Analisando as bandeiras dos países onde se fala português, quais você consegue 
identificar? Cite-os a seguir e compartilhe com os colegas. Os países são: Brasil, Portugal, 
Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde, São 
Tomé e Príncipe. 
 
Gênero textual: Poema 
Leia agora um trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas 
brasileiros. Depois, responda às questões que seguem. 
 
 
 
Questão 10. Do que esse poema trata? 
Trata do amor e do que precisamos fazer para vivê-lo. 
Questão 11. Quanto à estrutura, como está organizado o trecho? 
O trecho apresenta-se em uma única estrofe e os versos variam pouco em tamanho. 
 
Questão 12. Qual ideia é transmitida nesse poema? 
O poema transmite a ideia de que para viver um grande amor é preciso abrir mão de muitas coisas, 
deixar de lado o egoísmo e tentar encontrar o que o outro tem de melhor. 
14 
 
 
 
Gênero textual: Charge 
Habilidades: (EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, 
gifs etc. –,o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou 
imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc. (EF89LP37) Analisar 
os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, 
assonância, dentre outras. 
D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. 
 
 
 
 
 
 
Leia a charge de Junião, cartunista e ilustrador, que foi publicada em uma rede social, no perfil da 
organização Escolas Transformadoras. 
 
 
Questão 01. Quem são as personagens representadas 
na charge? Como você percebeu isso? 
As personagens representadas na charge são duas 
alunas, o que se nota pela presença de uniformes 
idênticos e pelo uso de mochilas escolares. 
 
Questão 02. Qual é a relação entre o título e os outros 
elementos da charge? O título indica que as meninas 
trocam ideias sobre a escola de seus sonhos no 
contexto da modernidade, usada na charge com 
sentido de avanço, contemporaneidade. 
 
Questão 03. Qual é o seu sonho em relação à escola do futuro? Converse com os colegas e o 
professor sobre esse assunto. Resposta pessoal 
 
Questão 04. Retome a leitura da charge e responda: onde a ironia está presente? 
(A) Na primeira fala. 
(B) Na segunda fala. 
(C) Nas duas falas. 
(D) Apenas no título 
 
Questão 05. A fala das personagens e o título reforçam, com tom irônico: 
(A) que a modernidade está apenas nos recursos tecnológicos de última geração. 
(B) que a modernidade está apenas na abordagem de conteúdos por meio de recursos lúdicos, 
interativos, divertidos. 
(C) que não é possível pensar em modernidade quando se considera o contexto escolar. 
(D) que a modernidade, no contexto escolar, vai além do uso de recursos inovadores. 
 
FICHA 06 
Você sabia que o humor pode ser instrumento de crítica social e levar as pessoas a refletir sobre 
aspectos da vida em sociedade? É o que ocorre nas charges, gênero textual no qual 
acontecimentos de interesse público são recriados para, além de entreter, despertar o espírito 
crítico dos leitores. 
 
15 
 
Questão 06. Essa charge é irônica porque: 
(A) critica a ideia de modernidade associada apenas às novas tecnologias. 
(B) uma das alunas que aparece na charge sonha com um futuro que está muito distante. 
(C) no contexto escolar não há necessidade de se pensar em modernidade. 
(D) não é possível associar o lúdico ao ensino de Ciências e de Matemática. 
 
TEXTO II 
Leia a charge a seguir, que foi publicada no jornal digital Jornal do Povo. 
 
Questão 07. A ironia da charge está presente: 
(A) no título. (B) na primeira fala. 
(C) na segunda fala. (D) na terceira fala. 
 
Leia a charge abaixo e responda: 
 
Questão 08. São características da charge, 
EXCETO, 
 
a) utiliza o humor ao mesmo tempo em que 
critica a falta de vínculos humanos reais. 
b) indica as posições invertidas entre homem e 
máquina com o crescimento das relações 
virtuais.c) destaca a linguagem verbal como elemento 
principal para a compreensão da mensagem da 
charge. 
d) trata-se de um gênero textual que utiliza a 
imagem para mostrar um posicionamento. 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
Gênero textual: Artigo de opinião 
 
Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, 
argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de 
opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. 
D7 – Identificar a tese de um texto. 
D - 21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo 
tema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Viver mais e melhor 
A tecnologia está aí, cada vez mais presente e mais influente em nossas vidas. Celulares, 
computadores de mão, notebooks, aviões e mais uma infinidade de avanços que 
surgem a cada dia tornam a nossa existência muito mais prática e confortável. 
O problema é que não se pode ter tudo. Temos o celular, e perdemos por 
causa dele boa parte da nossa privacidade; colocamos nossa vida inteira nos 
nossos computadores de mão, e enlouquecemos quando eles quebram ou são 
roubados; andamos para lá e para cá com nossos moderníssimos notebooks, e 
com isso trabalhamos mais do que nunca e abreviamos nossos momentos de 
lazer [...]. 
 Não há a menor dúvida de que a tecnologia tornou as distâncias mais curtas, assim como 
nos deu muito mais tempo. Hoje resolvemos todos os problemas de trabalho dentro das nossas 
casas, sem precisarmos ir ao escritório. Basta ligar o celular, abrir o notebook e pronto, tudo 
resolvido. Mas será que vale a pena transformarmos nossas casas em escritórios? Será que é esse 
o objetivo de toda essa tecnologia? Para que ganhamos mais tempo? Para gastá-lo com mais 
trabalho? 
A tecnologia nos dá a oportunidade de vivermos mais e melhor. Se soubermos usá-la a nosso 
favor, ela só contribuirá para a nossa qualidade de vida. O que não podemos é tornarmo-nos 
escravos dela. Vamos nos dar ao luxo de desligar os celulares nos finais de semana, de 
engavetarmos notebooks e computadores de mão fora do expediente de trabalho [...]. 
A tecnologia é nossa amiga e parceira. Sabendo usá-la, viveremos muitos anos, o suficiente 
para ver outros avanços tecnológicos que nem sequer imaginamos e que tornarão a nossa vida 
cada vez mais longa. 
FICHA 07 
Artigo de opinião - Trata-se de um texto de opinião, dissertativo ou expositivo, que forma um 
corpo distinto na publicação, trazendo a interpretação do autor sobre um fato noticiado ou tema 
variado (político, cultural, científico, etc.). O artigo vem geralmente assinado pelo articulista e 
não reflete necessariamente a opinião do órgão que o publica, a estrutura composicional desse 
tipo de texto varia bastante (não necessariamente terá uma estrutura canônica tradicionalmente 
ensinada na escola: Tese inicial na Introdução; Argumentação/Refutação no Desenvolvimento 
e Conclusão), mas sempre desenvolve explícita ou implicitamente uma opinião sobre o assunto, 
com um desfecho conclusivo, a partir da exposição das ideias ou da argumentação/refutação 
construídas. Em suma, a partir de uma questão polêmica e num tom/estilo de convencimento, o 
articulista (jornalista ou pessoa entendida no tema) tem como objetivo apresentar seu ponto de 
vista sobre o assunto, usando o poder de argumentação, defendendo, exemplificando, 
justificando ou desqualificando posições. 
 
17 
 
PIMENTEL, Carlos. Redação descomplicada. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
Questão 01. Com relação ao gênero e a sua estruturação, responda: (D6, D7) 
a) Qual é o gênero textual? Artigo de opinião 
b) Qual é o tipo discursivo? Argumentativo 
 
Questão 02. Qual é a sua finalidade/função sócio-comunicativa/para que serve/objetivo? 
Informar e persuadir o leitor sobre os impactos positivos e negativos das tecnologias em nossa 
vida. 
Questão 03. Quais são as principais características? Argumentação baseada em opiniões e 
reflexões pessoais, uso de exemplos concretos e estrutura organizada em parágrafos. 
 
Questão 04. Qual é o público-alvo desse texto? 
Adultos interessados em tecnologia e qualidade de vida. 
Questão 05. Qual é o tema e o assunto do texto? (D1) 
Tema: Impacto das tecnologias na vida cotidiana. Assunto: Uso dos dispositivos tecnológicos e 
suas consequências. 
Questão 06. De acordo com o texto, quais são os pontos positivos e negativos do uso das 
tecnologias? (D2) Pontos positivos: Maior praticidade, encurtamento de distâncias, aumento da 
produtividade. 
Pontos negativos: Perda de privacidade, intensificação do trabalho, diminuição do tempo de 
lazer. 
Questão 07. Identifique a tese defendida pelo autor do texto. (D14) 
A tecnologia pode contribuir para uma vida melhor e mais longa se usada de maneira equilibrada 
e consciente. 
Questão 08. Quais são os argumentos utilizados pelo autor para sustentar a sua tese? (D26) 
Exemplos de como a tecnologia facilita o trabalho e encurta distâncias. Alerta sobre os riscos de 
se tornar dependente excessivamente dos dispositivos tecnológicos. 
Questão 09. Nos trechos abaixo porque foram usados os colchetes e as reticências no final? 
(D21) 
a) “... abreviamos nossos momentos de lazer [...].” (l.7), Os colchetes e reticências indicam que o 
trecho é uma citação parcial do texto original, omitindo parte do conteúdo que não é relevante 
para o contexto atual. 
b) “... computadores de mão fora do expediente de trabalho [...].” (l.16), 
Novamente, os colchetes e reticências sinalizam que o trecho é uma citação parcial, omitindo o 
que não é necessário para a compreensão da pergunta ou contexto. 
 
Questão 10. Escreva um parágrafo coerente emitindo sua opinião sobre o tema tratado. 
Resposta pessoal do aluno. 
 
18 
 
 
 
Gênero textual: Artigo de opinião 
 
Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, 
argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de 
opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. 
D7 – Identificar a tese de um texto. 
 
Você vai ler, a seguir um artigo de opinião sobre o problema da exposição excessiva das pessoas 
nas redes sociais. O texto foi escrito por Luli Radfahrer, professor da Escola de Comunicação e 
Artes da USP e pesquisador nas áreas de Internet e inovação digital. 
EU NÃO QUERO SABER DA SUA VIDA 
 Reclama-se de invasão de privacidade, mas quem tem vida privada hoje em dia? 
 Quando foi a última vez que você comeu em um bom restaurante, viu uma bela obra de arte 
ou foi para uma balada sem tirar uma foto e postar on-line? Quando foi a última vez que um amigo 
seu o surpreendeu com algo que tenha feito que não foi fofocado pelo Facebook? 
 Um tipo de privacidade muito desrespeitada é a dos 
desinteressados, que não se comovem com a vida de seus vizinhos, 
não leem a revista "Caras", não assistem a Big Brothers, Domingões, 
Caldeirões ou Vídeo Shows e mal conseguem guardar os nomes dos 
atores e diretores dos filmes que veem. 
 Para estes pobres, alheios a quem dorme com quem, quando e 
onde, as redes sociais devem parecer ferramentas desenvolvidas 
para uma multidão narcisista, burra, voyeur e birrenta, pronta para 
dar opiniões impensadas a respeito dos assuntos mais bestas possíveis, cuja única regra parece 
ser a do "compartilho, logo existo". [...] 
 É praticamente impossível entrar em uma rede social e não ficar sobrecarregado com o 
volume de imagens e dados demasiadamente pessoais. A necessidade que alguns têm de falar do 
seu desejo por uma roupa nova, de sua higiene pessoal, de seu mau humor quando serviços e/ou 
serviçais falham parece patológica. [...] 
 Tudo o que deveria ser guardado para si parece material de divulgação. O que é essa 
compulsão por dividir? Esse ataque coletivode ansiedade cujo único antídoto parece ser 
compartilhar ainda mais? 
 Psicólogos dizem que um dos motivos principais para a troca de informações é o contato 
emocional, que demanda um esforço razoável para administrar a opinião do outro e tentar 
impressioná-lo. Quando isso é feito o tempo todo, é fácil provocar situações embaraçosas 
precisamente entre as pessoas que mais queremos impressionar. [...] 
 Como a noiva na festa de casamento, cada usuário precisa dar atenção a todos, mesmo que 
de forma efêmera e rasa. Com isso boa parte da riqueza das relações interpessoais é perdida, 
desumanizando seus atores e forçando os mais carentes de atenção a exagerarem suas atitudes 
para que pareçam interessantes o suficiente. 
 O Facebook é a rede da vez. Ela morrerá, surgirão outras. Abandoná-las é tão inviável 
quanto viver sem cartão de crédito, celular, conta bancária, plano de saúde, emprego ou qualquer 
tipo de atividade que deixe registros. 
FICHA 08 
19 
 
 Mais do que isso, abandoná-las reduz oportunidades reais de autoexpressão, convívio, 
crescimento pessoal, aprendizado e intercâmbios sociais em geral. 
 Já que os processos de socialização digital e construção de identidade são inevitáveis, é 
importante redefinir, com eles, os limites e regras de etiqueta no convívio. 
 
- O autor introduz o tema e o seu ponto de vista sobre o assunto nos quatro primeiros parágrafos 
do texto. 
Questão 01) No 1º parágrafo ele começa citando um fato sobre o qual as pessoas em geral 
reclamam. Qual é esse fato? 
A- Que ninguém vê suas postagens. 
B- Que as pessoas reclamam sem motivo. 
C- Que tem sua privacidade invadida. 
D- Que há muitas postagens desnecessárias. 
 
Questão 02) Nos três parágrafos seguintes, ele expõe sua opinião sobre o fato mencionado. Qual 
é ela? 
A- As pessoas deveriam comentar mais as postagens dos amigos. 
B- Que não é errado expor sua privacidade, afinal, a vida é sua. 
C- Que os mesmos que reclamam são os mesmos que expõem suas vidas. 
D- Pode-se postar o quiser, pois quase ninguém vê as redes sociais. 
 
- Nos três últimos parágrafos, o autor finaliza sua argumentação, ratifica seu ponto de vista e conclui 
seu texto com uma sugestão que ele acredita ser interessante para minimizar os problemas 
levantados. 
Questão 03) O autor faz uma constatação sobre o assunto em debate. Qual é ela? 
A- Que não é viável simplesmente abandonar as redes sociais. 
B- Para não ter a privacidade invadida, é melhor não ter redes sociais. 
C- Que todas as redes sociais são ótimas, portanto, devemos ter todas possíveis. 
D- Podemos ter uma única rede social, e não postar nada. 
 
Questão 04) Após a leitura do artigo de opinião "Eu não quero saber da sua vida", percebemos 
que é necessário: 
A- Defender os dois lados da discussão. 
B- Dizer que um lado é bom e o outro é ruim. 
C- Defender apenas um lado, e negar completamente o outro. 
D- Defender somente a sua opinião, não levar em consideração a opinião de outra pessoa. 
 
Questão 05) Qual a vantagem de se fazerem ponderações sobre os diferentes lados do assunto, 
em um artigo de opinião? 
A- Mostrar a imaturidade de quem escreveu. 
B- Poder ser rebatido mais facilmente. 
C- Haverá somente um lado certo. 
D- Mostrar a maturidade do autor. 
 
20 
 
 
 
Gênero textual: Conto 
Habilidade: (EF89LP33): Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e 
estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e 
suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, 
biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, 
poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando 
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. 
 
 
 
 
 
Leia o conto abaixo: 
 
Conto de mistério 
Stanislaw Ponte Preta 
Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada, caminhando pelos cantos 
escuros, era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. No local 
combinado, parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. Parou debaixo do poste, 
acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. Imediatamente um sujeito 
mal-encarado, que se encontrava no café em frente, ajeitou a gravata e cuspiu de banda. 
Era aquele. Atravessou cautelosamente a rua, entrou no café 
e pediu um guaraná. O outro sorriu e se aproximou: 
– Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. Deu apenas um 
gole no guaraná e saiu. O outro entrou num beco úmido e mal-
iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou 
também. 
Ali parecia não haver ninguém. O silêncio era sepulcral. Mas o 
homem que ia na frente olhou em volta, certificou-se de que não havia 
ninguém de tocaia e bateu numa janela. Logo uma dobradiça gemeu 
e a porta abriu-se discretamente. 
Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada 
onde, no centro, via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. Por 
trás dela um sujeito de barba crescida, roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que 
ia fazer. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara 
em seguida e disse: “É este”. 
O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara. Este passou 
o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Um aceno de cabeça foi a resposta. Enfiou 
a mão no bolso, tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. Depois se virou para sair. O que 
entrara com ele disse que ficaria ali. 
Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais 
clara, assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado 
endereço. 
O motorista obedeceu e, meia hora depois, entrava em casa a berrar para a mulher: 
– Julieta! Ó Julieta... Consegui. 
A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental, a sorrir de felicidade. O 
marido colocou o pacote sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido 
conseguira mesmo. Ali estava: um quilo de feijão. 
FICHA 09 
Contos de mistério são narrativas curtas que envolvem uma atmosfera de suspense, intriga e 
tensão, centrando-se geralmente em eventos inexplicáveis ou em crimes que desafiam a 
lógica. Esses contos são caracterizados por sua capacidade de prender a atenção do leitor 
através de enigmas que exigem solução, personagens enigmáticos e tramas que 
frequentemente apresentam reviravoltas surpreendentes. O objetivo principal dos contos de 
mistério é manter o leitor envolvido e ansioso por descobrir a verdade oculta, explorando 
temas como investigação, segredos e o desconhecido. A construção cuidadosa de pistas e a 
revelação gradual dos detalhes essenciais são elementos fundamentais que garantem o 
envolvimento do leitor até a resolução final do enigma. 
 
21 
 
 
Questão 01. Quem é o personagem principal do conto e como ele se apresenta inicialmente? O 
personagem principal é um homem com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada, 
mantendo seu rosto oculto enquanto caminha pelos cantos escuros da cidade. 
 
Questão 02. Qual o código usado pela personagem para identificar-se como a pessoa esperada? 
 A fumaça em três baforadas compassadas. 
 
Questão 03. Em que momento a linguagem é usada para apelar ao homem de paletó que fizesse 
ou deixasse de fazer alguma coisa? 
 Quando o outro homem diz “Siga-me!”. 
 
Questão 04. Que fala da segunda personagem tem por objetivo fazer referência ao homem de 
paletó para transmitir uma informação ao sujeito de barba? 
 “É este”. 
Questão 05. Como o homem de paletó expressa os seus sentimentos de triunfo para a mulher? 
 Entra em casa a berrar: -- Julieta! Ó Julieta... consegui. 
 
Questão 06. Que providências tomou o homem para que ninguém o reconhece-se?Ele levantou a gola do paletó e a aba do chapéu abaixada, caminhando pelos cantos escuros, era 
quase impossível qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. 
 
Questão 07. Ao sair do café, o homem não caminhou ao lado do outro que encontrara. Por quê? 
Não poderia vê-los juntos, então um entrou num beco e a uma distância de uns dez a doze passos 
– entrou o outro. 
 
Questão 08. Como era o beco onde os dois entraram? Quem os homens encontraram na sala 
pequena e enfumaçada? 
O beco era úmido e mal iluminado. Por trás da mesa, um sujeito de barba crescida, roupas 
humildes e ar de pobre trabalhador parecia ter medo do que ia fazer. 
 
Questão 09. Que tipo de negócio parecia estar sendo feito ali? Por quê? 
Parecia vender algo ilícito, devido a tanto mistério. 
 
Questão 10. Que trecho do último parágrafo mostra que a compra do feijão não é vista como um 
ato rotineiro, comum, mas sim como um desafio para o personagem? 
O marido colocou o pacote sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido 
conseguira mesmo, depois de tanto esforço e economia, comprar aquilo que eles não viam há tanto 
tempo naquele barraco. 
Questão 11. Como o conto utiliza elementos de suspense e mistério para envolver o leitor? 
O conto utiliza descrições detalhadas do ambiente escuro e dos personagens enigmáticos, além 
de ações cautelosas e sinais secretos, criando uma atmosfera de suspense e mistério ao redor do 
encontro clandestino e do objetivo oculto do protagonista. 
 
 
22 
 
 
 
Gênero textual: Conto 
 
Habilidade: (EF89LP33): Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e 
estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e 
suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, 
biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, 
poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando 
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. 
 
Leia o conto abaixo de Clarice Lispector 
 
Felicidade clandestina 
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha 
um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não 
bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas 
possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai 
dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, 
em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um 
cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, 
onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com 
letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". 
 Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com 
barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, 
esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na 
minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-
lhe emprestados os livros que ela não lia. 
 Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. 
Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 
 Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, 
dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa 
no dia seguinte e que ela o emprestaria. 
 Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu 
nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. 
 No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como 
eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia 
emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. 
Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava 
na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez 
nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde 
a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e 
não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. 
O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava 
eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro 
ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. 
Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se 
repetir com meu coração batendo. 
FICHA 10 
23 
 
 E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o 
fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera 
para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer 
me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à 
sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, 
mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a 
olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua 
recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina 
à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada 
de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar 
entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa 
exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 
 E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. 
 Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência 
de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das 
ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai 
emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." 
Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma 
pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu 
não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei 
que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei 
até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 
 Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de 
o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, 
adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-
o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina 
que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. 
Como demorei! Eu vivia no ar ... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 
 Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em 
êxtase puríssimo. 
 Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 
 Clarice Lispector 
 
Questão 01.O texto é narrativo,pois há o relato de certos fatos que ocorreram em uma 
determinada época e lugar. Quem conta a história e em que pessoa? 
 Narrador - personagem, em 1ª pessoa, uma menina que sonha ler Reinações de Narizinho. 
 
Questão 02. Felicidade clandestina é um conto (narrativa curta com poucas personagens e lugar 
delimitado). 
Qual é a situação apresentada no início do texto? 
 Uma menina que gosta de ler tem uma amiga muito perversa que é filha de dono de uma livraria. 
 
24 
 
Questão 03. O que faz com que essa situação inicial se modifique, instaurando o conflito? 
 A menina que gosta de ler livros é informada pela filha do dono da livraria de que ela possuía 
Reinações de Narizinho, livro muito desejado pela narradora. 
Questão 04. Os três primeiros parágrafos formam a introdução do conto lido. Neles, são 
apresentadas as características das personagens da história. 
a) Quais são as personagens principais da história? A narradora e a menina filha do dono de 
livraria. 
b) Como é feita a caracterização das personagens: de modo superficial ou de modo aprofundado, 
minucioso? De modo minucioso. 
 
c) Que aspectos dessas personagens são ressaltados? São ressaltados aspectos físicos e 
psicológicos. Enquanto filha do dono de livraria era gorda, sardenta, cabelos excessivamente 
crespos e arruivados e tinha bustos enormes, a narradora, como as outras garotas, era bonitinha, 
esguia, altinha, de cabelos livres. A primeira não dava valor aos livros; a segunda ansiava por 
eles. 
 
Questão 05. Embora a filha do dono de livraria não tivesse muitas qualidades, algo a fazia 
parecer superior aos olhos da narradora. O que era? 
O fato do pai dela ser dono de livraria, pois isso possibilitava a ela ter os livros que quisesse. 
 
Questão 06. Observe estes trechos do texto: 
 
a) Por que, na opinião da narradora, a outra menina tinha talento para a crueldade? Porque fazia 
questão de humilhar e só emprestava livros depois que a pessoa implorasse bastante. 
 
b) Qual é a explicação da narradora para o ódio e o desejo de vingança da menina? De certa 
forma, a filha do dono de livraria achava-se inferior as outras meninas por elas serem bonitas, 
terem cabelos lisos, serem magras, etc. 
 
Questão 07. A posse do livro “As reinações de Narizinho” possibilitou à menina exercer sobre a 
narradora uma “tortura chinesa”, num jogo infindável de promessas e mentiras. 
a) Que características da menina e da narradora se observam nessa relação? A filha do dono de 
livraria era uma pessoa sádica, má, perversa; a narradora era persistente e resignada. 
 
Questão 08. Que consequências físicas resultam dessa tortura para a narradora? 
Olheiras, cansaço 
 
Questão 09. Explique: Por que a narradora se submetia a esse jogo criado pela menina? Pela 
esperança de obter o livro, porque a leitura dela era, para ela, uma necessidade vital. 
 
Questão 10. Um dia, a mãe descobre o jogo que a menina vinha fazendo com a narradora. 
a) O que parece ter chocado mais a ne nessa descoberta? A constatação da perversidade da 
filha, mais do que saber que a menina mentia. 
 
Questão 12. O que a decisão da mãe representou para a narradora? Representou a libertação, 
pois ela pôde deixar de se submeter aos caprichos da outra. 
25 
 
 
 
Gênero textual: Poema 
Habilidade: EF69LP48 consiste em: Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de 
recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc), semânticos (figuras de 
linguagem, por exemplo), gráfico- espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e 
sua relação com o texto verbal. 
 
SONETO DE FIDELIDADE 
 
De tudo, ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento. 
 
Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento. 
 
E assim, quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 
 
Eu possa me dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure. 
Vinícius de Moraes 
 
Questão 01. A 1ª estrofe pode apresentar algumas dificuldades de compreensão. A fim de 
compreendê-la melhor, faça o que é pedido. 
a) Ponha na ordem direta este trecho: “De tudo ao meu amor serei atento / antes”. 
Antes de tudo, serei atento ao meu amor. 
b) Explique o sentido da expressão ser atento (1º verso). Zelar, cuidar. 
Questão 02. Indique a que se refere a expressão maior encanto (3º verso)? A outras pessoas 
interessantes, atraentes. 
Questão 03. Responda: Para o eu lírico, a fidelidade supõe exclusividade ou não? Sim; de acordo 
com a 1ª estrofe, principalmente o eu lírico sugere uma dedicação exclusiva. 
Questão 04. Na 2ª estrofe, o eu lírico afirma que vai dedicar-se à pessoa amada nos mais 
diferentes momentos da vida. 
a) Quais são esses momentos? Os momentos tristes, alegres e comuns da vida. 
b) Segundo o texto, o amor e a fidelidade terão de passar por situações contraditórias, como 
sugere o verso “Ao seu pesar ou seu contentamento”. Que figura de linguagem se verifica nessa 
oposição de situações? A antítese. 
FICHA 11 
26 
 
Questão 05. O poema pode ser visto como organizado em duas partes: a primeira, formada pelas 
duas quadras (estrofes de quatro versos); a segunda, pelos dois tercetos (estrofes de três 
versos). 
Observe as formas verbais presentes nessas partes: 
 
 
a) Em que modo estão as formas verbais de cada uma das partes? 
As da 1ª parte estão no modo indicativo; as da segunda, no modo subjuntivo. 
b) As formas verbais das duas partes expressam fatos que ainda virão a ocorrer. Em qual delas, 
porém, há a certeza de que esses fatos ocorrerão? 
Na 1ª, em razão do uso de formas verbais do modo indicativo. 
 
Questão 06. Em qual das partes as formas verbais dizem respeito a um plano hipotético, 
imaginário, possível? Na 2ª, devido ao uso de formas verbais do modo subjuntivo. 
 
Questão 07. Que expressão do texto confirma sua resposta anterior? 
“Quem sabe”, que sugere possibilidade, dúvida, hipótese. 
 
Questão 08. Você já aprendeu que metáfora é a substituição de um termo por outro com base em 
uma comparação implícita, como ocorre neste verso de Camões: “Amor é fogo que arde sem se 
ver”. 
No penúltimo verso do poema, o amor é conceituado por meio de uma metáfora. 
a) Identifique-a. O amor é chama. 
b) Explique o sentido dela no contexto do poema. 
O amor é quente, ilumina, pode queimar, mas apaga, termina. 
 
Questão 09. O autor encerra o texto empregando um paradoxo, figura de linguagem que consiste 
na convivência de dois elementos opostos, que à primeira vista se excluem. 
a) Identifique o paradoxo existente na última estrofe. 
“infinito enquanto dure” (o infinito pressupõe ausência de limites) 
 
b) Explique o sentido dele no contexto do poema. 
A palavra infinito não significa sem limite temporal, pois o autor pressupõe o fim do amor. O eu 
lírico sugere o infinito do ponto de vista da intensidade, da qualidade do amor. 
 
Questão 10. O poema se intitula “Soneto da fidelidade”. Qual ou quais dos itens seguintes 
traduzem melhor o conceito de fidelidade e de amor no texto? 
a) Fidelidade é entrega total à pessoa amada e renúncia a outras possibilidades amorosas. 
b) Fidelidade é uma exclusividade amorosa que deve durar para sempre. 
c) O amor não é eterno, mas, enquanto dura, deve-se ser fiel a ele de forma intensa e 
qualitativamente infinita. 
d) Só há fidelidade no amor quando ele é infinitamente duradouro, embora ele possa um dia 
acabar. 
 
 
27 
 
 
 
Gênero textual: Cartaz 
 
Habilidade: (EF69LP05): Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, 
memes, gifs etc. –, o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, 
expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos,de pontuação etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 01. O cartaz é um gênero textual utilizado, normalmente, para informar as pessoas 
sobre determinado assunto ou incentivá-las a tomar determinada atitude ou a evitar algum 
comportamento. 
a) O cartaz em estudo informa o leitor sobre qual assunto? Sobre a proibição do consumo de 
bebidas alcoólicas por pessoas menores de 18 anos. 
b) Ele incentiva o leitor a tomar qual atitude? A não ingerir bebidas alcoólicas se o leitor tiver 
menos de 18 anos, a não vender bebida alcoólica para menores e a não permitir que menores 
tomem bebida alcoólica. 
c) Você acha esse cartaz convincente? Por quê? 
Resposta pessoal. 
 
Questão 02. Normalmente, os cartazes são fixados em paredes ou outro suporte qualquer, em 
locais de ampla circulação de pessoas. Eles não têm, portanto, um leitor específico. Todos os que 
passarem perto de um cartaz devem ser capazes de entendê-lo. Levando isso em conta, 
descreva e justifique o tipo de linguagem usado no cartaz em estudo. 
É uma linguagem simples, direta e informal. Foi utilizado esse tipo de linguagem para que todos 
pudessem entender a mensagem de imediato. 
 
Questão 03. Como o cartaz fica num lugar em que as pessoas, em geral, estão só de passagem, 
ele precisa atrair a atenção delas. Nesse caso, como o cartaz atrai a atenção do leitor? 
Por meio da cor vermelha, da mão em sinal de parada e da mensagem de proibição. 
FICHA 12 
Cartaz é um gênero textual que serve para informar as pessoas sobre determinado assunto. É 
produzido para ser fixado em paredes ou outros suportes, em lugares de grande circulação de 
pessoas. Apresenta, em geral, imagem, título e texto, em linguagem simples, direta e atraente, 
além dos nomes, logotipos ou logomarcas das empresas ou entidades responsáveis pela 
publicação. 
 
28 
 
 
Questão 04. Os cartazes normalmente combinam texto verbal e não verbal, ou seja, palavras e 
imagens. Qual é sua opinião sobre as imagens do cartaz lido? 
Resposta pessoal. 
 
Questão 05. Os cartazes normalmente apresentam um título, escrito com destaque, e um ou mais 
textos, em letra menor, mais longos e detalhados. Leia apenas o título do cartaz em estudo. Sem 
ler os textos em letra menor, seria possível entender a mensagem do cartaz completamente? 
Não. O sentido normalmente surge da combinação entre título e texto(s). 
 
Questão 06. Por que no texto em letras menores foi reproduzida uma lei? 
Porque essa justamente é a lei que proíbe a ingestão de bebidas alcoólicas por menores de 18 
anos. Isso dá força ao cartaz. 
 
Texto II 
 
Questão 07. O cartaz divulga as ações do S.O.S – Vida Animal. Esta Organização se preocupa 
com: 
A) os amigos dos animais. 
B) os animais abandonados pelo homem. 
C) os homens abandonados pelos animais. 
D) a amizade entre o homem e o animal. 
 
Texto III 
 
 
Questão 08. Qual é a principal função do texto 6? 
(A) Vender cigarro. 
(B) Vender plano de saúde. 
(C) Motivar pessoas a pararem de fumar. 
(D) Divulgar um shopping center. 
 
Questão 09. Qual é a função secundária do texto 6? 
(A) Vender cigarro. 
(B) Vender plano de saúde. 
(C) Motivar pessoas a pararem de fumar. 
(D) Divulgar um shopping center. 
 
 
29 
 
 
 
Gênero textual: Resenha crítica 
Habilidade: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e 
implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, 
comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa 
de forma sustentada. 
 
 
 
 
 
 
 George e o segredo do universo 
 Lá pelos meus 10 anos, meus pais compraram a Enciclopédia Barsa e, junto com ela, veio 
um atlas científico que dedicava as primeiras páginas à teoria do Big Bang e da formação dos 
corpos celestes. Era lindo, cheio de fotos belíssimas. Fiquei completamente apaixonada pelo livro, 
lido e relido incansáveis vezes. 
Claro que eu não entendia todos os conceitos naquela época. Uma pirralha de quinta série 
não tem arcabouço científico o suficiente para isso. Seria muito, muito legal se, naquele tempo (ai, 
minhas rugas), houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes que explicasse tanta 
informação de uma forma mais acessível. 
Agora existe. 
Escrito por Stephen Hawking (admirado por 10 entre 10 geeks), em parceria com sua filha 
Lucy Hawking, George e o segredo do universo mistura ciência com fantasia, ação e uma dose de 
mistério. Ensina os mais interessantes fenômenos do universo, sem ser chato ou professoral. Por 
outro lado, não subestima a inteligência do leitor. Vai daí que é uma leitura divertida não só para 
crianças e adolescentes, mas também para adultos curiosos. 
A história gira em torno do garoto George, filho de pais pós-hippies/ ecochatos/naturebas que 
veem a ciência como um bicho-papão feio, bobo e chato. George morre de tédio e sonha em ter 
um computador. Sua vida fica muito mais interessante quando visita a Casa Vizinha e descobre 
Cosmos, um supercomputador que lhe mostra as maravilhas do universo de uma forma muito 
inusitada. 
Além de ser muito bem escrito, George e o segredo do universo impressiona pelo capricho na 
edição, desde a capa prateada até as belas fotos do espaço, reunidas em 4 encartes. Além disso, 
é todo ilustrado com cenas das aventuras de George. 
O livro é o primeiro de uma trilogia. É um ótimo agrado na volta às aulas, despertando nas 
crianças a curiosidade pela ciência. Para os adultos, é uma chance de aprender ou relembrar 
conceitos científicos de um jeito bem agradável. [...] 
LU MONTE. Dia de folga. Brasília, 7 jan. 2008. 
 
FICHA 13 
Resenha crítica é um gênero textual argumentativo usado para expressar a opinião de um 
especialista sobre determinada produção artística ou cultural — um livro, filme, peça de teatro, 
CD de música etc. —, ajudando o leitor a decidir se vale a pena comprá-la, sair de casa para vê-
la etc. Apresenta um resumo (ou sinopse) da obra e uma opinião sobre ela, fundamentada em 
argumentos. 
 
30 
 
Questão 01. O texto lido é uma resenha crítica sobre um livro. 
A autora da resenha é criança, adolescente ou adulta? Explique em quais pistas dadas pelo texto 
você se baseou. Provavelmente é adulta, pois se refere aos seus 10 anos como uma época distante: 
“naquela época”. Ela também fala de suas rugas: “Seria muito, muito legal se, naquele tempo (ai, 
minhas rugas), houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes”. 
Questão 02. Releia com atenção o último parágrafo. A que tipo de leitor a autora se dirige: crianças 
ou adultos? Ela escreve para adultos, pois sugere que o livro seja dado como um “agrado” 
(presente) às crianças ou, ainda, que seja lido pelo próprio adulto. 
Questão 03. As resenhas críticas são tradicionalmente publicadas em jornais e revistas. 
Atualmente, elas também podem ser encontradas em blogs. 
Qual o objetivo desse gênero de texto? Divulgar uma obra artística ou científica (no caso, um livro), 
informando o leitor sobre aquilo que se pode esperar dela. 
Questão 04. Jornais e revistas contratam profissionais para fazer resenhas. Em sua opinião, por 
que a autora decidiu publicar essa resenha em seu blog, por conta própria? Resposta pessoal. 
Sugestão: Para compartilhar com outras pessoas o prazer que experimentou ao ler o livro. Ou: 
Para criar um conteúdo interessante em seu blog e, assim, atrair mais visitas. 
Questão 05. As resenhas críticas apresentam um resumo (ou sinopse) da obra e uma opinião 
sobre ela. 
a) Em qual parágrafo do texto é apresentado o resumo do livro? Reescreva esse resumo com 
suas palavras. 
No 5º parágrafo. Resposta pessoal. Sugestão: George, filho de pais pós-hippies e avessos à 
ciência, sonha em ter um computador. Um dia, visita a Casa Vizinha e descobre o supercomputador 
Cosmos, que lhe mostra as maravilhas do universo. 
Questão 06. Identifique dois trechos da resenha que demonstram a opinião da autora sobre

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