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1 2 “Confie no Senhor de todo o seu coração; não se apoie em seu próprio entendimento. Busque a vontade Dele em tudo que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho que deve seguir”. Pv 3:5,6. @portuguesdigital.planos Siga nossa página no Instagram e conheça outros materiais pedagógicos. https://www.bible.com/pt/bible/compare/PRO.3.5-6 https://www.bible.com/pt/bible/compare/PRO.3.5-6 3 Gênero textual: Anúncio publicitário Habilidade: (EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ... D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. Questão 01. Qual é a empresa responsável por esse cartaz? A empresa Hortifruti Questão 02. A que público o cartaz se dirige? Ao público em geral. Questão 03. Veja a seguir as partes principais de um cartaz de campanha institucional e identifique no cartaz: ✓ Título: frase de destaque no anúncio para instigar os consumidores. ✓ Texto escrito: frases relativamente curtas que ampliam a ideia do título. ✓ Imagens: elementos visuais que destacam o produto ou a marca. ✓ Logotipo: símbolo que representa a empresa anunciante. ✓ Slogan: frase curta, de fácil memorização, que expressa a ideia da empresa. Título Laranja verde Texto escrito Seu poder dá energia para enfrentar a terrível gripe Imagens Uma laranja Logotipo Hortifruti Slogan Aqui a natureza tem superpoderes Questão 04. Observe os elementos do cartaz e responda: a) Qual é o alimento que aparece em destaque na imagem? Resposta: uma laranja. b) A que super-herói esse alimento é associado? Resposta: esse alimento é associado ao super-herói Lanterna Verde. c) Qual é o poder atribuído a esse alimento? Resposta: a esse alimento é atribuído o poder de dar energia para enfrentar a gripe. FICHA 01 Com a campanha intitulada “Liga da saúde”, a Hortifruti procura mostrar a importância de uma alimentação saudável, fazendo uma associação entre os alimentos e os super-heróis. Observe a imagem e o texto em verde no cartaz. A que super-herói você imagina que é feita referência? Vamos descobrir? 4 Questão 05. A informação principal do cartaz de campanha institucional é a de que: (A) o Laranja Verde é um super-herói. (B) a laranja é um alimento rico em nutrientes. (C) a laranja da Hortifruti é tão poderosa quanto os super-heróis, pois pode ajudar a combater a gripe. (D) os nutrientes da laranja podem combater a gripe. TEXTO II Com base na imagem do anúncio de propaganda abaixo, sobre o que você imagina que ele trata? Analise o anúncio e descubra. Questão 06. Qual é o anunciante desse anúncio de propaganda? O anunciante é a Rádio Transamérica. Questão 07. Como foi possível descobrir o anunciante? No anúncio há o logotipo da rádio e o número da estação. Questão 08. Quem é o público-alvo do anúncio? Resposta: os ouvintes de rádio. Questão 09. O que está sendo divulgado nesse anúncio de propaganda: um produto ou uma ideia? Explique. Resposta: nesse anúncio de propaganda, está sendo divulgada uma ideia, a de que a violência deve deixar de existir nos estádios de futebol e todos devem “jogar” pela paz. Questão 10. Identifique o título do anúncio de propaganda. Como você chegou a essa conclusão? Resposta: “Quem respeita o rival fica com a bola toda”. É possível concluir isso pelo fato de esse trecho ser a informação com mais destaque no anúncio. Questão 11. Observe a imagem principal do anúncio de propaganda e responda às questões. a) O que está sendo representado na imagem? Resposta: dois jogadores de times adversários se cumprimentando. b) Qual é a relação entre essa imagem e a causa divulgada no anúncio? A imagem reforça a ideia expressa na causa: a promoção pela paz no futebol, com ênfase no respeito ao adversário. Questão 12. A ideia principal divulgada nesse anúncio é: (A) devem-se respeitar os times rivais. (B) deve haver respeito entre as torcidas. (C) deve-se torcer com inteligência. (D) deve-se promover a cultura da paz nos estádios de futebol. Questão 13. A ideia secundária divulgada nesse anúncio é: (A) deve-se torcer com inteligência. (B) deve-se respeitar apenas o time rival. (C) deve-se respeitar apenas a torcida rival. (D) deve-se promover a cultura da paz nos estádios de futebol. 5 Gênero textual: Crônica Habilidade: (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. Depois do Uno Walcyr Carrasco Há alguns meses perdi meu cachorro muito amado, o husky siberiano Uno. Sofri durante sua doença e compartilhei minha angústia através de uma crônica. Recebi centenas de e-mails e cartas, com pessoas relatando dores semelhantes. Lembro-me até de uma mensagem em que um rapaz contava jamais ter tido cachorro ou gato. Mas, apesar disso, se identificava com minha perda. Afinal de contas, perda é perda. Antes de Uno partir para a operação da qual não retornou, conversei com ele de noite, enquanto acariciava seus pelos. – Ah, Uno querido! Se você não voltar, foi um bom tempo que passamos juntos! Obrigado! Dentro do meu coração, senti que ele entendeu! Depois que Uno morreu, anunciei: – Nunca mais quero ter cachorro! Nem gato, nem passarinho! Disposto a manter minha palavra, recusei inúmeras ofertas de filhotes. Resolvi: – A vida é mais fácil sem um cachorro. Posso viajar à vontade, sem preocupação. Alinhavei mentalmente argumentos que provavam quanto era melhor não ter bicho nenhum. No Ano-Novo, fui para Camburi, uma praia no Litoral Norte de São Paulo. Fiz tudo o que manda a tradição: pulei sete ondinhas, comi uvas, bebi champanhe. Depois da ceia, deitei na rede da varanda. No escuro, iluminados apenas por velas, eu e meus amigos jogávamos conversa fora. De repente, um enorme cachorro negro apareceu, vindo da rua. Fizemos sinais. – Vem cá! – eu disse. Ele veio. E me obedecia em tudo! A ponto de outra pessoa comentar: – Esse cachorro parece que é seu! Fiquei um longo tempo brincando com ele. Queria prendê-lo, mas na praia não tenho muros! Ele foi embora. No dia seguinte, descobri que dormiu na porta do condomínio. Decidi que seria meu. Prometi gorjetas aos caseiros da região. Saí a procurá-lo na praia. Não o encontrei de jeito nenhum. Tempos depois, um amigo, Robson, foi para a mesma praia e me telefonou. – Você quer mesmo aquele cachorro? – Nunca mais quero ter cachorro, mas esse eu quero – respondi dentro de uma lógica inexplicável. Eu estava no Rio de Janeiro. Passei uma semana péssima. Esqueci da conversa. Voltei fragilizado, em um momento difícil da vida. Quando cheguei a São Paulo, meu amigo me esperava em casa. – Tem uma surpresa para você lá no quintal. Era uma cachorrinha preta, vira-lata, magérrima. FICHA 02 6 – Aquele cachorro que você queria tem dono. Mas esta é uma prima dele! Peguei o bichinho trêmulo no colo. Abracei. Robson explicou: – Se você não quiser, minha tia fica como livro. Essa opinião é favorável ou desfavorável? É uma opinião muito favorável. “Seria muito, muito legal se, naquele tempo [...], houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes que explicasse tanta informação de uma forma mais acessível. / Agora existe.”; “Ensina os mais interessantes fenômenos do universo sem ser chato ou professoral”; “Vai daí que é uma leitura divertida”; “Além de ser muito bem escrito, [...] impressiona pelo capricho na edição”; “É um ótimo agrado”; etc. Questão 07. A resenha crítica é um gênero argumentativo, ou seja, um gênero adequado para expressar uma opinião e defendê-la com argumentos. Nos três primeiros parágrafos, quais argumentos a autora utiliza para provar que vale a pena ler George e o segredo do universo? Segundo ela, antes não havia livros que explicassem temas científicos de maneira acessível. A obra de Stephen e Lucy Hawking consegue fazer isso, representando, portanto, um lançamento importante, há muito tempo aguardado. Questão 08. Quais outros argumentos a autora apresenta no restante do texto? O livro é divertido, pois explica os fenômenos do universo sem ser chato nem professoral. Além disso, é bem escrito, e sua apresentação visual é muito atraente, com uma caprichada capa prateada, belas fotos e ilustrações. Questão 09. O trecho apresentado da resenha não traz todos os dados do livro. Quais outras informações seriam úteis a alguém que quisesse comprá-lo ou pegá-lo emprestado? Resposta pessoal. Sugestão: o nome da editora, o ano de publicação, o número de páginas, o preço. Questão 10. Você ficou com vontade de ler esse livro, depois da resenha? Por quê? 31 Gênero: Artigo de Opinião Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. D7 – Identificar a tese de um texto. D - 21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO? Meu município, Remígio, está localizado no brejo paraibano. É uma cidadezinha interiorana calma e considerada uma cidade-pólo, tendo em vista sua ótima localização, que dá acesso a vários outros municípios. Entretanto, um grave problema maltrata os remigenses há mais de 10 anos: a falta de um hospital público. Os “vários” pequenos postos de atendimento da família (PSF) só nos servem para vacinação e receitas de remédios; em casos mais graves, somos obrigados a nos humilharmos em hospitais das cidades circunvizinhas. O caos da saúde pública do nosso país parece-nos até muito normal. Vemos qualquer notícia de pessoas morrendo em corredores dos hospitais públicos ora por falta de atendimento, ora por falta de remédios. Desde que o Brasil é Brasil que as pessoas sofrem com esse problema. Dinheiro para investir nisso nós sabemos que há. Os estádios que estão sendo construídos para a Copa de 2014 comprovam isso. O que falta é uma tonelada de vergonha na cara, interesse, comprometimento e planejamento daqueles que são responsáveis por administrar o dinheiro público dos nossos impostos. A corrupção e o péssimo eleitorado brasileiro são em quem nós devemos por a culpa. Minha cidade apesar de muito conhecida no estado por ser uma cidade-pólo, por suas festas de vaquejadas e emancipação política, sofre com essa crueldade. Há anos que esse município não sabe o que é ter um filho originalmente nascido na sua terra. Quantos idosos e crianças já adoeceram nas madrugadas e foram obrigados a negociar com a sorte, pedindo um pouco mais de calma enquanto chegassem a algum hospital em Campina Grande (36 km - 40 minutos de viagem)? Porém, em épocas de campanha política a saúde pública é um dos projetos mais prometidos pelos atônitos candidatos. O interessante é que o tempo que faz que não nasce uma criança em Remígio é o mesmo em que o povo vive iludido numa esperança utópica da nossa situação mudar. A culpa disso na maior parte sabemos que é nossa mesmo. O povo deve ter o político que merece. Nós eleitores ainda estamos anos luzes de distância de saber escolher os candidatos dignos e honestos para nos representarmos. Na maioria das vezes, vê-se tanto eleitores quanto candidatos em busca de interesses particulares e não no bem comum. Os políticos fazem uma “promessinha” de emprego para um aqui; uma “carradinha” de tijolos para outro ali; pagam umas contas de água e luz para outro acolá; e esses mesmos beneficiados de um dia, sofrem por décadas afins, pois a politicagem é hereditária. Enfim, discutir problemas públicos não tem como fugir de política. Segundo nossa Constituição Federal saúde é um direito que deve ser garantido para a população. O problema é que faltou concordar isso com as pessoas que escolhemos como responsáveis. O Brasil precisa de gente honesta. O povo precisa de uma (re) educação eleitoral. Quem mais sofre com isso é meu município, meu Brasil. FICHA 14 32 Questão 01. Sobre o texto acima, responda: A) Que gênero textual é esse que acabamos de ler? Artigo de opinião B) Para que serve um texto como esse? Para defender uma opinião acerca de um tema polêmico e atual. C)Onde encontramos textos assim? Encontramos em jornais impressos, revistas, internet. Questão 02. Qual o tema tratado nesse texto? Esse texto trata sobre o caos na saúde pública brasileira. Questão 03. Você achou esse título subjetivo ou objetivo? Esse texto trata sobre o caos na saúde pública brasileira. Questão 04. Como o autor fez a introdução do texto? Ele inicia o texto apresentando para o leitor o lugar onde vive e como é a saúde pública de lá. Essa estratégia serve para contextualizar o problema a ser discutido no texto. Questão 05. Qual é a opinião do autor sobre esse tema? A ideia defendida é que o comodismo das pessoas contribui com os problemas na saúde pública. Questão 06. Por que ele diz que dinheiro para investir na saúde há? Porque houve grandes investimentos de dinheiro público para a Copa de 2014. Questão 07. Quais são os dois problemas da má saúde pública no Brasil apontado pelo autor no fim do segundo parágrafo? São a corrupção e nós eleitores do Brasil. Questão 08. O autor cita um exemplo que acontece na cidade dele. Que exemplo é este? Devemos citar exemplos em artigos de opinião? Por que? Ele cita o fato de fazer tempo que não nasce uma criança no seu município. Citar Exemplos é uma estratégia argumentativa que ilustra, reforça nossas opiniões. Questão 09. De quem é a culpa pelo descaso com a saúde no Brasil? A culpa é nossa, eleitores. Questão 10. O que, na maioria das vezes, tanto eleitores quanto candidatos em buscam em época de eleições? Ambos procuram sempre benefícios próprios. Questão 11. Qual a estratégia usada pelo autor para concluir seu texto? Ele reafirma, com outras palavras, a opinião defendida ao longo do texto. Questão 12. Do ponto de vista da temática, pode inferir que o objetivo da charge acima é: a) Mostrar que os hospitais públicos consomem muitos papéis por dia. b) Discutir a diferença entre o sistema público de saúde e os particulares. c) Incentivar as pessoas, com problemas de saúde, a doarem materiais para os hospitais públicos. d) Criticar o sistema público de saúde. Questão 13. Coloque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as proposições relativas ao contexto da charge: ( ) A charge não condiz com o contexto social atual de nosso país, uma vez que evidencia problemas no sistema público de saúde. http://2.bp.blogspot.com/-fjaDCQ3B_M4/U5DVduHuSzI/AAAAAAAAAHQ/7I8L3LG5Yvc/s1600/01188.jpg 33 ( ) O enunciado “O hospital está sem papel” evidencia um dos casos de imoralidade da saúde públicado Brasil. ( ) O efeito humorístico da charge é realçado pela expressão “Vou escrever a receita na sua mão” e a imagem como um todo. A sequência correta é: a) F V V b) F F F c) V V V d) V F V TEXTO II Basquete à meia noite Os americanos decidiram usar a bola na guerra contra a violência juvenil. Batizada de “Basquete à Meia-Noite”, a experiência é uma das responsáveis por inesperada informação transmitida pelo Ministério da Justiça. Pela primeira vez, em 10 anos, a criminalidade juvenil interrompeu sua veloz curva ascendente e caiu 5%. Os especialistas atribuem parte da explicação da queda a uma série de projetos educacionais lançados nos bairros contaminados pela violência. Entre eles, o basquete noturno. O basquete é apenas uma isca. Para atrair as gangues, são feitos campeonatos pela madrugada, acompanhados por animadas torcidas – justamente o horário em que eles costumam se esmurrar, esfaquear ou disparar tiros. Mas, para participar do campeonato, o jogador deve se submeter a programas de treinamento profissional e aprender com psicólogos como resolver conflitos civilizadamente. Por ter algumas das melhores faculdades do mundo e, ao mesmo tempo, ser cenário de guerras de gangues, Nova York virou um laboratório educacional contra a violência. Eles apostam na ideia de que a violência é um comportamento que se aprende; logo, cabe aos educadores inverter esse aprendizado por meio de artes, esportes, salas de aula ou treinamento profissional. (Gilberto Dimenstein, Aprendiz do futuro, Ática, p.77, Série Discussão Aberta) Questão 14. Considere as afirmações em torno do tema e do plano de organização do texto: I- O título deste texto é bem subjetivo, pois faz o leitor acreditar que o texto irá discorrer apenas sobre basquete, mas na leitura o leitor se surpreende. II- A ideia central deste texto é o combate à violência juvenil na cidade de Nova Iorque, por meio de educação esportiva. III- No segundo parágrafo do texto, tem-se a conclusão do mesmo, em que o autor retoma a ideia principal do texto para encerrá-lo. Estão corretas as afirmações: a) I e III. b) II e III. c) Todas. d) I apenas. Questão 15. NÃO é característica do artigo de opinião: a) Linguagem culta. b) Título subjetivo. c) Utilização de argumentos. d) O autor não se posiciona criticamente. e) Reflete sobre temas atuais. Questão 16. NÃO faz parte da estruturação de um artigo de opinião: a) Contextualização do tema abordado. b) Deixar claro a posição defendida do autor. c) Utilizar argumentos de autoridade. d) Utilizar exemplos, dados estatísticos sem apresentar a fonte de onde foram retirados. 34 Gênero textual: Charge Habilidades: (EF89LP03): Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. Leia a charge abaixo e responda: Questão 01. Qual é a crítica presente na charge? O consumo da soja transgênica Questão 02. De que maneira a linguagem não verbal da charge contribui para a crítica pretendida? A imagem de um homem com uma cauda sugere que ele sofreu alguma alteração genética por ter consumido soja transgênica. ARIONAURO. Charge soja transgênica. Arionauro Cartuns, [S. l.], 14 set. 2021. TEXTO II ARIONAURO. Charge Honestidade. Arionauro Cartuns. [S. l.], 8 nov. 2018. Questão 03. No primeiro quadrinho, o que as falas dos pais do garoto revelam? Revelam reprovação ao ato cometido pelo filho, ou seja, colar na prova. Questão 04. Ao perguntar ao filho “Você acha que é esperto?”, o que o pai pretende? O pai pretende evidenciar ao filho que colar na prova não revela esperteza, e sim desonestidade. FICHA 15 A charge é classificada como um texto que apresenta elementos verbais e não verbais e que tem como intuito fazer uma crítica sobre determinado acontecimento do nosso cotidiano. Por ser um texto do campo jornalístico, ela pode ser encontrada com frequência em jornais, revistas e mídias digitais. 35 Questão 05. No segundo quadrinho, é possível compreender a crítica presente na charge. Qual seria essa crítica? A charge critica a hipocrisia de alguns pais, que cobram determinados posicionamentos de seus filhos, porém dão mau exemplo. Questão 06. O que a charge retrata? Retrata o Brasil na posição de paciente em uma sessão de terapia. Questão 07. Em que consiste a crítica presente nessa charge? Consiste no fato de que, desde a chegada dos portugueses, ou seja, com o início da colonização, o Brasil passou a ter problemas. ITURRUSGARAI, Adão. Um Brasil. São Paulo, 13 jun. 2019. Disponível em: https://umbrasil.com/charges/ Questão 08. Segundo o gafanhoto, a concorrência existe porque ambos (gafanhotos e humanos) a) realizam queimadas. b) cortam árvores. c) destroem a vegetação. d) provocam poluição. Questão 09. Conforme o texto verbal presente na charge, pode-se afirmar que o efeito causado pela repetição dos pontos de exclamação na fala do personagem, enquanto corta as árvores, foi de a) serenidade, já que cortar árvores é uma coisa rotineira e simples. b) contentamento, já que a derrubada de árvores é melhor para ele. c) alerta, já que o personagem quer sinalizar a derrubada da árvore. d) tristeza, já que a derrubada ilegal de árvores é um mal para o planeta. Leia a tirinha e responda: https://umbrasil.com/charges/ 36 Questão 10. Pela resposta dada pelo pai no primeiro quadrinho, o que Armandinho teria dito antes? Provavelmente, que o pai não queria levar o sapo à praia apenas por preconceito. Questão 11. A resposta dada pelo garoto revela que traços de sua personalidade? Revela sobretudo dois traços: o conhecimento, pois ele sabe para que serve o protetor solar e a inocência por achar que o sapo poderia ir à praia, desde que usasse o protetor solar. Questão 12. Leia a conversa de Calvin e Haroldo e reflita sobre como ela nos alerta para uma realidade atual. a) Calvin expressa indiferença em relação aos problemas do país, ressaltando o egocentrismo e a falta de maturidade política. b) Calvin questiona a falta da participação das crianças na política, evidenciando a necessidade de mais participação democrática desde a infância. c) Calvin critica a ausência de educação sobre política nas escolas, apontando a necessidade de formação nesta área desde a infância. d) Calvin denuncia a desigualdade, destacando a marginalização das crianças na sociedade. Questão 13. Qual é a mensagem principal transmitida pelo diálogo na tirinha? a) A importância da arqueologia para entender a evolução do pensamento. b) A importância dos questionamentos infantis para a educação das crianças. c) A necessidade de incluir as crianças nas tarefas domésticas para o seu desenvolvimento pessoal e formação mais completa. d) A infância é divertida, porque as crianças falam o que pensam. 37 Gênero textual: Crônica argumentativa Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. Leia a crônica de Ivan Ângelo, que analisa, com humor, fatos do cotidiano. Sinal vermelho É fantástica a chusma de necessitados que aborda motoristas nas esquinas mais movimentadas das cidades brasileiras nestes tempostucanos, perdão, bicudos. Vendem, pedem, anunciam. A lista do que se vende é enorme. Frutas da época: morangos, tangerinas, limões. No fim do verão oferecem gordas goiabas de pele porosa, parecem de plástico de tão sadias. Cajus brilham, frutas-do-conde imitam pequenos cágados. No Natal, lindas cerejas de preço horrível, peras argentinas borrifadas de água como frutas de propaganda, sanguíneas ameixas chilenas, bojudas mangas brasileiras. Ferramentas em maletas executivas, acomodadas em seus nichos como talheres de prata. Quem terá habilidade para tantas? Travas antifurto para quebra-vento de automóveis, para acelerador, para direção, para freio de mão, mistas. São mais um sintoma do que uma utilidade. Barras de chocolate. Deve haver um curso de formação de vendedores, porque a técnica se repete em várias esquinas: quatro por dez, você recusa e ele tira mais uma da caixa; cinco por dez, você recusa; seis por dez, você nem precisa recusar; sete por dez, e ele embala tirando a última oferta: oito por dez. Deveriam ensinar a mágica para os lojistas. Beiju, um tormento para quem acabou de lavar o carro e transporta alguma criança. Ao avistar um, o jeito é tapar rapidamente os olhos da criança. Alho. Gordas cabeças uruguaias que escaparam da Arisco. Quem é que consome um pacote daquele tamanho antes que o alho fique chocho? Flores. Os vendedores estão por aí em qualquer época, mas a primavera deles é no Dia das Mães e de Finados. Protetor contra o sol, porque estacionar o carro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza exige cuidados extras, como aquelas cortinas enroladinhas e cafoninhas pregadas por pressão no para-brisa. Mapas da cidade, do país, do mundo. Grandes demais, pôr onde? E tem mais: sacos de pano alvejado, flanelinhas alaranjadas, goma de mascar, Mentex, dropes, guarda-sóis, brinquedos de plásticos, bichinhos de pelúcia, água, refrigerante... FICHA 16 A crônica argumentativa é um texto híbrido que busca apresentar reflexões e pontos de vista pessoais a respeito de temas ou situações cotidianas. Ela se inicia com a apresentação temática, desenvolve-se com o aprofundamento da argumentação e é concluída com um desfecho que reitera a opinião do autor. A temática abrange diferentes assuntos e a sua linguagem e estrutura são híbridas, de modo que podem apresentar aspectos mais teóricos, poéticos, políticos, humorísticos, dramáticos, etc. 38 No meio da revoada, há também propagandistas. Garotas uniformizadas oferecem folhetos de apartamentos em construção [...]. Outros papeluchos anunciam comida congelada, disque- pizza, antenas de televisão, cartomantes, academias de ginástica, cursos de informática. Piora na época das eleições. Atletas paraplégicos do basquete. Eles estão em campanha há anos para comprar cadeiras de rodas especiais. Será que ainda está faltando cadeira? Talvez para a torcida. Doente de Aids. Campanha tudo bem, a gente ajuda. Mas este um, enrolado em vestes hospitalares com carimbo do Hospital das Clínicas, foi chocante. Mesmo que fosse doente de verdade, do que duvido, teria de se dar um pouco mais de respeito. Tem aqueles desagradáveis que borrifam água com detergente no vidro do seu carro — contra a sua vontade e mesmo que esteja limpo —, depois passam o rodinho e cobram pelo serviço que você não pediu. Calouros de faculdades. No começo de março, sadios garotões e garotas de cara pintada disputam moedas com os miseráveis. Até classe média pede. Parece incrível, mas já me pediram dinheiro para fazer currículo, E os miseráveis? Uma legião de vítimas misturadas com aproveitadores. Menininhos de pé no chão, meninas púberes com bebês nos braços, mulheres castigadas pela vida, homens sem rumo, falsos guardinhas, turmas com faixas pedindo ajuda para troca de medula de alguém nos Estados Unidos, meninos que nada falam e dão um papel para a gente ler o que pedem, homens exibindo feridas que não deixam cicatrizar, famílias que fugiram da fome rural... E tem os que pedem joias, relógios e carteiras com uma arma na mão. IVAN ÂNGELO. O comprador de aventuras e outras crônicas São Paulo: Ática, 2003. p. 28-30. (Coleção Para Gostar de Ler, v. 28) Questão 01. O texto em estudo é uma crônica argumentativa, que tem, no entanto, algumas características diferentes de outras que você já viu nesta coleção. Qual a relação entre a crônica e o título “Sinal vermelho”? O título refere-se ao momento em que o motorista terá que parar no sinal vermelho e entrar em contato com todos os pedintes e vendedores de produtos mencionados no texto. Questão 02. De acordo com a descrição dos objetos oferecidos nos sinais de trânsito, o narrador faz comentários no final de quase todos os parágrafos. O que ele diz sobre as frutas oferecidas pelos vendedores, no 2º parágrafo? Ele parece apreciá-las, pois as descreve usando adjetivações que mostram a qualidade das mesmas: “gordas goiabas de pele porosa [...] tão sadias”; “sanguíneas ameixas”; “bojudas mangas”; “lindas cerejas”, mas argumenta que têm preço horrível. Questão 03. Do 3º ao 11º parágrafo, observa-se sempre um comentário sobre os produtos que os vendedores insistem em oferecer aos motoristas. a) Exponha o ponto de vista dele no 3º e 4º parágrafos. Em cada comentário, ele expõe sua opinião sobre os produtos que os vendedores lhe oferecem. No 3º parágrafo, critica o excesso de ferramentas à venda, quando nem todas interessam, pois são pouco usadas. No 4º, considera a variedade de travas oferecidas como um indício da necessidade excessiva de proteção contra furtos. b) Pode-se dizer que o narrador é irônico quando comenta, no 5º parágrafo, a barganha dos vendedores de chocolate (“Deveriam ensinar a mágica para os lojistas”)? Explique por quê. 39 Sim, pois os vendedores parecem mais aptos a negociar o preço com os clientes do que os donos de lojas, tal a proporção dos descontos que oferecem aos motoristas. Questão 04. No penúltimo parágrafo, é apresentada uma série de exemplos para ilustrar quem seriam os miseráveis. a) O que se pode observar nessa enumeração? O texto sugere que diversos tipos de oportunistas inescrupulosos se juntam àqueles que realmente necessitam, tentando enganar os motoristas (“Uma legião de vítimas misturadas com aproveitadores.”) b) O que se percebe quanto ao ponto de vista do narrador em relação à realidade apresentada? Há uma crítica implícita aos que se aproveitam da situação difícil de alguns para agir de forma desonesta, tentando ludibriar os outros. Questão 05. Qual é o tipo de linguagem empregada nessa crônica? Justifique sua resposta e cite exemplos. A linguagem informal. Essa escolha se deve à utilização do humor e também ao tema abordado na crônica. Por isso, há palavras e expressões coloquiais, vindas da oralidade: “nestes tempos tucanos, perdão, bicudos” (o cronista se expressa como se estivesse falando com o leitor); “cortinas enroladinhas e cafoninhas” (diminutivos de conotação pejorativa); “E tem mais” (uso do verbo ter no lugar de haver); “Campanha tudo bem, a gente ajuda” (uso da expressão “a gente” em vez do pronome nós) Questão 06. Todos os itens que você analisou servem nesse texto como argumento de quê? Escolha a alternativa correta. a) ( ) Servem como argumento de que parar no sinal vermelho pode ser perigoso. b) ( ) Servem como argumento da tese de que quem para no sinal vermelho corre o risco de ser lesado por algum pedinte ou vendedor. c) ( ) Servem como argumento da tese de que há muitas oportunidades para as pessoas na cidade. Questão 07. As crônicas argumentativas que você viu em outros volumes eram organizadas em introdução, desenvolvimento e conclusão. Você diria que esta crônica argumentativa está organizada principalmente em torno de: a) ( ) estatísticas. b) ( ) falas de especialistas. c) ( ) exemplos. Questão 08. Observe que o humor aparece na crônicapor meio da visão crítica do narrador. a) Qual é o objetivo dessa crônica, ao explorar o assunto com humor? O objetivo da crônica é divertir ou entreter o leitor, mas, ao mesmo tempo, fazê-lo refletir sobre fatos que ocorrem no cotidiano. b) Qual é a crítica social presente na crônica? A crônica critica o assédio de pessoas com objetivos diversos que os motoristas são obrigados a enfrentar nos sinais de trânsito. 40 Gênero textual: Editorial Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. Leia o texto a seguir, em que um veículo de comunicação apresenta um posicionamento crítico a respeito de um tema da atualidade. O ANO DA CANÍCULA Sucessivos recordes de calor aproximam as mudanças climáticas da vida cotidiana; países precisam chegar a um acordo para evitar o pior No ano passado, os moradores de São Paulo enfrentaram o mês de janeiro com as temperaturas mais altas em 70 anos. Em 17 de outubro, viram os termômetros marcarem abrasadores 37,2 ºC, índice mais elevado já registrado na cidade. Embora sejam fenômenos locais e isoladamente não digam muito, um paulistano bem-humorado talvez recorresse ao bordão “eu já sabia” ao ser informado de que 2014 foi o ano mais quente da história. O resultado foi divulgado pela Nasa, agência espacial americana, e pela Noaa, órgão do governo dos Estados Unidos dedicado aos oceanos e à atmosfera. O cálculo combinou dados de 6.300 estações meteorológicas e medições realizadas nos mares e em estações de pesquisa na Antártida. Com isso, são cada vez mais consistentes as evidências sobre a mudança do clima mundial. Em todos os anos desde 1976, por exemplo, a temperatura do planeta esteve acima da média histórica do século XX (13,9 ºC). Além disso, com a exceção de 1998, os dez anos mais quentes a partir de 1880, quando começaram os registros, ocorreram todos neste século XXI. A velocidade e a gravidade do fenômeno ainda são motivo de debate — não se conhece muito bem o papel de alguns fatores naturais, como o comportamento dos oceanos. Mas não há dúvida de que o aquecimento global está em curso, e de que a causa mais preponderante é o aumento das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2. A principal forma de prevenção à vista, porém — um corte drástico na liberação desses gases na atmosfera —, esbarra em complexas e quase sempre infrutíferas negociações internacionais. Verdade que avanços como o acordo entre os EUA e a China e a carta da 20a Conferência das Partes da Convenção- -Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (COP-20), em Lima, Editorial é um texto de cunho jornalístico e opinativo que serve para apresentar o posicionamento crítico de determinado grupo (empresa, jornal ou direção) sobre os principais assuntos do momento da publicação. Possui uma linguagem formal e padronizada na norma culta, com argumentação impessoal. FICHA 17 41 trouxeram alguma esperança. Mas também é fato que não houve grandes definições sobre os principais compromissos a serem assumidos pelos diversos países. Por isso, neste ano, as atenções estarão voltadas para a COP-21, em Paris. O encontro tem a dificultosa missão de produzir um consenso entre as nações capaz de evitar que a temperatura da atmosfera da Terra aumente mais de 2 ºC neste século, limiar além do qual a mudança climática pode provar-se perigosa, com frequência maior de desastrosos eventos climáticos extremos. O cenário que se projeta é pouco refrescante. Acredita-se que 2014 não será o último ano a bater recordes de calor — terá sido apenas um em uma série de décadas quentes. Considerada a canícula das primeiras semanas de 2015 em São Paulo, onde a média de temperatura está acima da do ano passado, os paulistanos certamente concordarão com a afirmação. Folha de S.Paulo, 12 jan. 2015. Opinião. Questão 01. O editorial é um gênero textual argumentativo, como o artigo de opinião, que defende uma ideia com base em argumentos. a) Qual é a tese ou ideia central defendida nesse editorial? A necessidade de haver um acordo sobre o clima entre os países, para que não ocorram “desastrosos eventos climáticos extremos”. b) Abaixo do título, uma frase sintetiza algumas ideias desenvolvidas no texto. Segundo ela, o que justifica a preocupação com o clima? O aumento da temperatura, nos últimos anos, que tem alcançado níveis de calor alarmantes, afetando o cotidiano das pessoas e prenunciando uma situação pior. Questão 02. Os textos argumentativos geralmente apresentam a seguinte estrutura: introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução, que corresponde, quase sempre, ao 1º parágrafo, apresenta o assunto a ser discutido e, às vezes, antecipa a tese que será defendida. a) Que assunto é desenvolvido na introdução e está relacionado à tese? O fato de que os paulistanos viveram, em 2014, temperaturas recordes de calor, que se agravaram durante o ano. Questão 03. O editorial expressa a opinião de um jornal ou de uma revista, normalmente sobre um fato atual ou polêmico. Qual é o objetivo desse editorial? a) ( ) Divulgar os problemas relacionados ao clima no planeta. b) ( ) Criticar os responsáveis pelas alterações climáticas. c) ( ) Alertar a população sobre um possível agravamento do calor Questão 04. Em geral, o editorial não apresenta assinatura, porque a responsabilidade do conteúdo é da equipe que edita o jornal ou a revista. Que dados apresentados no texto conferem credibilidade às informações sobre o assunto abordado? Os dados fornecidos por agências competentes e especializadas em avaliações sobre o clima, como a Nasa e a Noaa, ambas dos Estados Unidos. 42 Questão 05. No desenvolvimento desse editorial, que vai do 2º ao 9º parágrafo, são apresentados argumentos para defender a tese. Observe que os elementos estão relacionados entre si e progridem numa sequência lógica. Como os argumentos do 3º e 4º parágrafos se relacionam? O 4º parágrafo confirma, de forma mais enfática, os argumentos do parágrafo anterior, afirmando que, de fato, as alterações do clima têm sido crescentes, neste século XXI, em todo o mundo, conforme os dados obtidos. Questão 06. Com base no 5º parágrafo, pode-se dizer que o aquecimento global é um fato preocupante? Por quê? Espera-se que os alunos respondam que sim, porque ainda há muitas incertezas no estudo do assunto, como o desconhecimento sobre as reações dos oceanos, além da dificuldade para resolver a causa principal do problema: o aumento da emissão de gases do efeito estufa. Questão 07. Uma característica frequente do texto argumentativo é apresentar soluções para o problema debatido. a) Que solução o editorial apresenta para o problema do aumento do aquecimento global? A proposta principal é uma diminuição significativa da liberação de gases do efeito estufa na atmosfera por parte de todos os países. b) Explique por que essa solução ainda não foi acatada amplamente. Certos países, como os Estados Unidos e a China, não obedecem, na íntegra, aos acordos já firmados em conferências sobre o clima. Também seria necessária a criação de regras claras para todos. Questão 08. O 8º parágrafo menciona a Conferência do Clima (COP-21), realizada em 2015, em Paris. De acordo com o texto, se houver um aumento da temperatura terrestre acima do limite, sérios desastres climáticos podem acontecer. Pesquise, em jornais, revistas e na internet, e enumere algumas catástrofes decorrentes do aquecimento global. Resposta pessoal. Sugestões: Enchentes em Santa Catarina, em 2008; onda de calor na Europa, em 2008; seca na Amazônia, em 2005; incêndiosna Austrália e nos Estados Unidos, em 2007; desaparecimento de ilhas, em 2009; ciclones, tufões e nevascas cada vez mais fortes nos Estados Unidos, como o furacão Katrina, em 2005. Questão 09. A conclusão apresenta, em geral, uma síntese das ideias expostas, para reforçar a tese ou lançar novos questionamentos. Que recurso foi empregado no editorial em estudo, no último parágrafo? A conclusão retoma a argumentação de que o calor continua aumentando na cidade de São Paulo, de um ano para o outro, o que faz com que se imagine uma escalada crescente da temperatura nos próximos anos. Questão 10. Observe o tipo de linguagem empregado no editorial em questão. a) Que variedade linguística foi utilizada no desenvolvimento do texto? Justifique sua resposta. A variedade padrão, porque é a mais adequada ao assunto e ao público leitor, além de dar maior credibilidade ao texto. b) Em que pessoa foi escrito o texto? Justifique sua resposta. Na 3ª pessoa do singular, porque revela uma postura mais impessoal e objetiva do autor, no tratamento do assunto. Professor: explicar que, nesse texto, também pode ser usada a 1ª pessoa do plural, porque representa as ideias de uma coletividade; alertar que não pode ser escrito na 1ª pessoa do singular, pois não traz a opinião de uma única pessoa. 43 Gênero textual: Reportagem Habilidades: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses. (EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à norma culta. Leia a seguir trechos de uma reportagem que apresenta situações comuns relativas à dependência do celular. O celular que escraviza Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de trânsito. Quando é a hora de desligar? Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não conseguimos deixar de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã — e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo. Somos incapazes de ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através dele que nos conectamos com o mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos e informamos a todos o que acontece por meio dele. Os neurocientistas dizem que ele nos fornece pequenos estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes. Somos 21 milhões — número de brasileiros com mais de 15 anos que têm smartphones, os celulares que fazem muito mais que falar. Com eles, trocamos e-mails, usamos programas de GPS e navegamos em redes sociais. O tempo todo. Observe a seu redor. Em qualquer situação, as pessoas param, olham a tela do celular, dedilham uma mensagem. Enquanto conversam. Enquanto namoram. Enquanto participam de uma reunião. E — pior de tudo — até mesmo enquanto dirigem. “É uma dependência difícil de eliminar”, diz o psiquiatra americano David Greenfield, diretor do Centro para Tratamento de Vício em Internet e Tecnologia, na cidade de West Hartford. “Nosso cérebro se acostuma a receber essas novidades constantemente e passa a procurar por elas a todo instante.” O pai de todos os vícios, claro, é o Facebook, maior rede social do mundo, onde publicamos notícias sobre nós mesmos como se alimentássemos um grande jornal coletivo sobre a vida cotidiana. Depois dele, novas redes foram criadas e apertaram o nó da dependência. Programas de troca de fotos [...] conectam milhões de pessoas por meio das imagens feitas pelas câmeras cada vez mais potentes dos celulares. Os aplicativos de trocas de mensagem [...] promovem bate- -papos escritos que se assemelham a uma conversa na mesa do bar. O final dessa história pode ser dramático. Interagir com o aparelho — e com centenas de amigos escondidos sob a tela de cristal — tornou-se para alguns uma compulsão tão violenta que pode colocar a própria vida em risco. Parece exagero? Pense na história da garota americana Taylor Sauer, de 18 anos. Em janeiro, Taylor dirigia numa rodovia interestadual que liga os Estados de Utah e Idaho quando bateu a 130 quilômetros por hora na traseira de um caminhão. Taylor trocava mensagens com um amigo sobre um time de futebol americano. Uma a cada 90 segundos. Seu último post foi: “Não posso discutir isso agora. Dirigir e escrever [...] não é seguro! Haha”. Se não estivesse teclando, provavelmente Taylor teria avistado o veículo à frente, que andava a meros 25 quilômetros por hora. FICHA 18 44 O caso terrível não é uma aberração estatística. A cada ano, 3 mil americanos morrem por causa da distração no celular, de acordo com a agência federal National Transportation Safety Board. No Brasil, não é diferente — pelo menos é a impressão dos profissionais que trabalham na área. “Minha experiência sugere que essa é a quarta maior causa de acidentes, só atrás do excesso de velocidade, uso de álcool e drogas e cansaço”, diz Dirceu Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Não custa lembrar que dirigir usando celular é passível de multa, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997. A gravidade da infração é média: R$ 85,13 no bolso e 4 pontos na carteira de habilitação. Mas a punição não inibe os dependentes do celular. Mais de 1.600 pessoas são multadas todo dia por esse motivo só no Estado de São Paulo. [...] Quando a multa sobre usar celular no trânsito foi criada, não existiam os smartphones. Se dirigir falando ao celular era perigoso, com os smartphones o perigo se multiplicou. Teclar é incompatível com guiar um carro. A área do cérebro encarregada da concentração necessária para escrever, o lobo frontal, é a mesma responsável por manter a atenção na pista e nos veículos à frente. O cérebro só faz bem uma coisa ou outra. Um estudo do Instituto de Transportes da Universidade Tecnológica da Virgínia, nos Estados Unidos, revela a magnitude da distração causada por esse hábito. Dirigir falando ao telefone duplica o risco de um acidente. Quando se tecla, o risco se multiplica por 23. Dirigir mexendo no celular é mais perigoso até do que sob o efeito de álcool ou drogas, segundo o Institute of Advanced Motorists, entidade de segurança do trânsito do Reino Unido. [...] A solução para alertar os usuários de celular para seus perigos na direção passa, segundo os pesquisadores, por descobrir por que o aparelhinho é tão sedutor — a ponto de nos fazer ignorar leis, mudar hábitos sociais arraigados e até mesmo pôr nossa própria vida em risco. “O celular é o ápice de um processo que entrelaçou os computadores em nossa vida”, afirma o escritor americano Nicholas Carr, especializado em tecnologia. “Ficamos num estado constante de distração. Nossos pensamentos ficam mais superficiais e, no fim, nos tornamos indivíduos menos interessantes.” O engenheiro carioca Paulo March, de 59 anos, tem uma história para contar a esse respeito. “Abandonei meus livros, meu violão”, diz ele, angustiado proprietário de Zep, um iPhone cujo nome homenageia a banda de rock Led Zeppelin. March comprou o aparelho em outubro, numa viagem aos EUA, por insistência dos filhos. Alheio aos avanços tecnológicos, rendeu-se ao smartphone — um artefato amigável mesmo para os que pegaram a revolução digital no meio da vida. “Jogo games de aviação, uso aplicativos como Shazam para encontrar o nome de uma músicaque está tocando no rádio, fico de olho no aplicativo da Lei Seca para saber sobre as blitze da cidade”, diz. Como, na casa dele, cada membro da família tem seu próprio smarthphone, os aparelhinhos alteraram a dinâmica familiar. “Um dia estávamos todos juntos na sala, mas cada um estava concentrado em seu próprio celular”, diz March. “É uma mudança de comportamento: quem não está imerso nessa rede está de fora das coisas.” [...] Como os fabricantes preveem que, até o fim da década, o celular tradicional estará praticamente extinto, o caminho da humanidade em direção aos smartphones parece não ter volta. Diante dessa mudança inevitável, há duas escolhas. Podemos ficar cada vez mais tomados por nossos computadores de bolso e usá-los até no trânsito, pondo nossa vida e a vida alheia em risco. A outra opção é aprender a usá-lo: aproveitar seus recursos para tornar o dia a dia mais prático e aumentar a rede de amigos, sem deixar que a compulsão de olhar e responder assuma o controle. Portanto, comece desde já a exercitar o bom senso. Ou você pretende ver sua vida passar numa telinha de 4 polegadas? RAFAEL BARIFOUSE; ISABELLA AYUB. Época, 11 jun. 2012, n. 734, p. 72-79. (Fragmento). 45 Questão 01. Observe que a manchete (ou título principal) do texto é concisa, mas ao mesmo tempo chamativa, causando certo impacto. a) Qual é a função do título auxiliar, que aparece logo abaixo da manchete? Ele visa atrair o interesse do leitor pelo assunto; por isso, apresenta uma síntese das ideias mais importantes. b) No título auxiliar, depois da enumeração dos aspectos negativos do uso do celular, há uma pergunta ao leitor. Com que intenção ela é feita? Com o objetivo de fazer o leitor refletir sobre as consequências que o mau uso do celular pode produzir e levá-lo a se impor limites como usuário da tecnologia. Questão 02. O 1º parágrafo da reportagem introduz o tema, expondo argumentações em torno dos fatos que serão apresentados. Que recurso argumentativo foi empregado para dar início à exposição objetiva do assunto? Após a afirmação inicial de que estamos viciados, o texto apresenta exemplos, mostrando como o celular está sempre presente em nosso cotidiano. Questão 03. De que modo o texto parece justificar nossa dependência do celular, ainda na introdução? Segundo o texto, o celular se tornou indispensável na vida das pessoas ao permitir a cada uma delas a comunicação constante com todos. Além disso, o texto menciona uma descoberta científica que explica uma das causas do vício. Questão 04. Que informações, no final do 1º parágrafo, alertam sobre os riscos de se usar o celular a todo instante? O fato de que são muitas as pessoas que utilizam o celular diariamente, ocupando- se de outros afazeres enquanto conversam ou digitam mensagens. O pior de tudo é que fazem isso “até mesmo enquanto dirigem”, o que representa um enorme risco de acidente. Questão 05. Em geral, as reportagens apresentam depoimentos de pesquisadores e de especialistas, além de levantamentos e gráficos sobre o assunto abordado. a) A partir do 2º parágrafo, quando ocorre o desenvolvimento, como o especialista americano entrevistado descreve a dependência digital? Segundo ele, com o tempo, o cérebro se habitua a receber constantemente informações e novidades pelos smartphones e passa a esperar por elas o tempo todo. b) Explique por que o especialista considera essa interação tecnológica um problema grave. Ele parece defender a ideia de que a interação com os amigos devia ocorrer sem a interferência de aparelhos. E considera que o uso abusivo da tecnologia pode ter consequências sérias, representando até mesmo riscos para a vida dos usuários. Questão 06. Observe que o 3º parágrafo é iniciado por uma questão. Em seguida, é narrado um acidente ocorrido com uma jovem nos Estados Unidos. Com que objetivo é apresentado o fato? Os jovens, em geral, são mais impetuosos, não se deixam convencer facilmente a respeito dos riscos que correm e vivem imersos na tecnologia. Por isso, o texto tenta alertá-los, ao contar um fato real ocorrido com uma jovem que perdeu a vida por dirigir teclando ao celular. O exemplo comprova não haver exagero quando se fala dos riscos no uso excessivo do celular. Questão 07. Como nos Estados Unidos, o uso do celular no trânsito também tem causado vítimas no Brasil. De acordo com outro especialista entrevistado, esse costume representa uma das principais causas de acidentes no trânsito brasileiro. 46 a) O que poderia ser feito para reverter esse quadro? Como convencer os motoristas da gravidade da situação? Troque ideias com os colegas e exponha seus argumentos. Resposta pessoal b) Mesmo com a cobrança de multa, os acidentes causados pelo celular no trânsito continuam ocorrendo. Explique por que isso ainda acontece. Esse fato confirma a grave dependência do usuário digital, que não se deixa convencer dos riscos nem mesmo quando é punido. Questão 08. Após a leitura do 5º parágrafo, é possível entender o combate que se faz ao uso dos smartphones no trânsito. Com base em estudos, o jornalista expõe que teclar o smartphone ao volante é bem mais arriscado que usar o celular. Qual é a explicação para esse fato? Segundo o texto, a parte do cérebro que comanda a função de dirigir é a mesma usada para teclar. E o cérebro só exerce essas funções, com segurança, separadamente. Portanto, o risco é bem grande quando há a execução dessas duas ações ao mesmo tempo. Questão 09. A preocupação de pesquisadores com os dependentes de celular faz com que se busquem explicações sobre o fato, na tentativa de resolvê-lo. a) Como se podem interpretar as palavras do escritor americano Nicholas Carr, mencionado no 6º parágrafo, ao definir a “sedução” do celular sobre as pessoas? Segundo ele, o celular coroou o processo de integração do computador à vida das pessoas. E, com o uso cada vez mais constante desse aparelho, as pessoas ficaram mais distraídas, isto é, menos atentas à realidade concreta que as cerca. Questão 10. Por que ele afirma que nossos pensamentos ficaram “mais superficiais e, no fim, nos tornamos indivíduos menos interessantes”? Ele considera que o uso constante do celular contribui para que as pessoas não se ocupem de atividades que as façam, por exemplo, conversar e debater, ampliar seus conhecimentos, aprofundar ideias e formar opiniões Questão 11. Na conclusão, há uma informação importante sobre o uso prudente dos smartphones. a) No último parágrafo, de que modo são apresentadas as considerações finais sobre o assunto? São apresentadas duas sugestões aos usuários digitais, diante da possibilidade de o smartphone superar o celular: continuar arriscando a própria vida e a dos outros ou manter o equilíbrio no uso do aparelho, para usufruir bem o que ele oferece e ter um controle consciente sobre seu uso. Questão 12. Releia a frase que finaliza o texto e defina se há uma crítica ou uma dúvida na pergunta formulada. Esclareça sua resposta. O que se observa é uma crítica e também uma certa ironia na sugestão da vida insignificante que se pode ter, quando tudo é visto indiretamente, por meio de um pequeno telefone. PRODUÇÃO DE TEXTO Siga as orientações abaixo para uma reportagem: Escolha do Tema: Identifique um tema local relevante e interessante. Pode ser um evento, uma questão social, cultural, ambiental ou até mesmo um perfil de pessoa influente na comunidade. Pesquisa e Coleta de Informações: Realize uma pesquisa detalhada sobre o tema escolhido. Utilize fontes variadas como entrevistas com pessoas envolvidas, dados estatísticos, documentos oficiais e reportagens anteriores. Entrevistas: Entreviste pessoas relacionadas ao tema. Isso pode incluir moradores locais, especialistas, autoridades ou qualquer pessoa que possa oferecer insights valiosos. Estrutura da Reportagem: Introdução: Apresente o tema de forma envolvente,capturando a atenção do leitor com informações básicas e relevantes. Desenvolvimento: Detalhe o tema com dados, histórias e opiniões de entrevistados. Organize as informações de forma lógica e coerente. Conclusão: Faça uma síntese dos pontos principais discutidos na reportagem. Pode incluir perspectivas futuras ou impactos esperados do tema abordado. 47 Gênero textual: Texto de divulgação científica Habilidades: (EF69LP36): Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico, dentre outros. A humanidade está criando centenas de novas espécies no mundo Aceita que dói menos: somos os vilões do meio ambiente. Mas, acredite se quiser, nosso modo de vida predatório tem um efeito colateral surpreendente — a criação de novas espécies Durante a Segunda Guerra Mundial, os londrinos usavam os túneis do metrô para se abrigar das bombas alemãs. Lá dentro, porém, havia outro inimigo: hordas de mosquitos esfomeados e prontos para o ataque. Só que não eram mosquitos comuns — eles haviam nascido nos túneis úmidos do metrô e, ao contrário dos insetos de superfície, só se alimentavam de sangue humano. Cinquenta anos depois do fim da guerra, cientistas da Universidade de Londres decidiram estudar os mosquitos misteriosos, e perceberam que eram uma espécie totalmente diferente dos encontrados na superfície. É isso mesmo: sem querer, nós criamos uma nova espécie. E ela não é a única. Estamos carecas de saber que os seres humanos estão acabando com os ecossistemas e extinguindo milhares de espécies. Isso é verdade: nos últimos 12 mil anos, pelo menos 1.359 espécies de animais e plantas desapareceram da face da Terra. Se continuarmos no ritmo atual, as previsões são de que, em um futuro próximo, metade das espécies que existem hoje sejam aniquiladas. Mas calma: a natureza não é tão frágil quanto parece. De acordo com um novo estudo da Universidade de Copenhagen, os seres vivos não desistem da vida fácil assim. Tentando se agarrar à sobrevivência, centenas de espécies acabam se adaptando e criando mecanismos para vencer as mudanças que nós, seres humanos, impomos aos seus hábitats naturais — um processo chamado especiação. Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é a domesticação: pegar um animal selvagem para criar em casa, como aconteceu com os cachorros há cerca de 15 mil anos. Ao cruzar os indivíduos com traços mais desejáveis para, digamos, ser uma companhia em casa — como o tamanho e o temperamento, por exemplo —, acontece a especiação. Outro jeito de fabricar uma espécie é trocar o hábitat de animais e plantas — nessa situação, tanto os seres locais quanto os estrangeiros precisam se adaptar para sobreviver. E, por fim, existe um terceiro jeito de criar espécies: criar novos hábitats. Isso acontece principalmente nas cidades, onde os seres humanos abrem túneis, constroem prédios e acabam com áreas verdes, o que obriga as espécies a encontrar novas formas de conseguir abrigo, alimento e espaços para a reprodução. Foi isso o que aconteceu com os mosquitos em Londres: eles se desenvolveram para se alimentar apenas de sangue humano, já que essa era a única comida que entrava nos túneis do metrô. De acordo com o estudo da Universidade de Copenhagen, esses processos de especiação têm sido feitos aos montes pelos seres humanos. Os cientistas não têm um número exato, mas sabem que pelo menos 891 espécies de plantas e animais foram realocadas, e 743 foram FICHA 19 Texto de divulgação científica é um gênero textual do tipo expositivo, cuja finalidade é fornecer informações científicas ao público leigo, de forma clara e acessível. Os textos desse gênero também podem apresentar características do tipo argumentativo, ao fazer uso de argumentações para expressar opiniões sobre os fatos expostos 48 domesticadas — e que ao menos 40 das plantas mais importantes para o consumo humano foram criadas artificialmente. Mas, se a gente cria tantas espécies novas, qual o problema de as antigas serem extintas? Não é como se a gente estivesse fazendo uma reposição? Não exatamente. Para começar, as espécies mais velhas carregam milhões de anos de história evolutiva em seus genes — se elas forem extintas, toda essa adaptação desaparece com elas. As adaptações forçadas pelos seres humanos, ao contrário, só servem para os seres vivos sobreviverem nas novas condições impostas. E tem mais: se um animal chave como um lobo ou um tubarão for extinto, todo o ecossistema ao redor dele entrará em colapso — não importa quantas espécies novas aparecerem para substituí- los. HELÔ D’ANGELO. Superinteressante, 29 jun. 2016. Questão 01. O texto de divulgação científica apresenta características primordialmente expositivas, pois visa transmitir informações e conhecimentos divulgados por cientistas, com base em estudos e pesquisas. a) O texto em estudo é predominantemente narrativo, expositivo ou argumentativo? Predominantemente expositivo. b) Explique qual é a ideia principal apresentada pela jornalista na abordagem do tema. A jornalista explica que, embora a humanidade seja responsável pela extinção de inúmeras espécies, é responsável também pela criação de algumas espécies novas. Questão 02. Observe que, no título do texto, a jornalista faz uma afirmação e emprega um tempo verbal — o gerúndio — para expressá-la. a) Qual é a relação entre essa afirmação e as ideias apresentadas no texto? A afirmação sintetiza a ideia principal do texto: a humanidade está criando novas espécies. b) Por que o gerúndio foi empregado nesse caso? Porque esse é o tempo verbal adequado para expressar uma ação verbal que começou no passado e continua no presente. Questão 03. A jornalista inicia o subtítulo com uma frase bem informal: “Aceita que dói menos”. A que ela se refere? Ela se refere ao fato de que a humanidade leva muitas espécies à extinção e que isso não é uma coisa fácil de admitir. Questão 04. Qual é o efeito produzido pelo emprego de uma frase tão informal logo no subtítulo? A frase chama a atenção do leitor, leva-o a desejar ler o texto. Questão 05. Que relação há entre o título e o subtítulo nesse texto? O subtítulo amplia a afirmação feita no título, explicando-a. Questão 06. Como ocorre geralmente nos textos desse tipo e gênero, a ideia principal se situa no 1º parágrafo, ou seja, na introdução. a) Nesse parágrafo, a jornalista apresenta um episódio. Descreva o que ela relatou. A jornalista relata um episódio ocorrido na Segunda Guerra Mundial: para se proteger dos bombardeios aéreos, a população de Londres se escondia nos túneis do metrô da cidade, e a presença de pessoas nesse ambiente colaborou para o aparecimento de uma nova espécie de mosquitos que se alimentam exclusivamente de sangue humano, única fonte de alimento que havia no local. b) Com que objetivo a jornalista resgatou esse episódio? Para explicar de que forma nós, seres humanos, acabamos às vezes colaborando na criação de novas espécies. 49 Questão 07. A partir do 2º parágrafo, quando começa o desenvolvimento do texto, a autora expõe outros fatos. Qual é a relação entre os fatos que ela apresenta e o parágrafo anterior? Ela explica por que é possível afirmar que a humanidade é responsável pela extinção de algumas espécies, apresentando dados estatísticos. Questão 08. A autora inicia o parágrafo com a expressão informal: “Estamos carecas de saber”. O que ela quer dizer? A expressão significa que o fato já é conhecido há muito tempo. Questão 09. No 3º parágrafo, as ideias apresentam continuidade ou progressão. A autora dá sequência ao raciocínio desenvolvido nos parágrafos anteriores e apresenta o conceito de especiação. Explique esse conceito de acordo com o texto. Dê exemplos. É o conjunto dos mecanismos de defesacriados pelas outras espécies para se adaptarem às mudanças provocadas pela espécie humana. Exemplos: modificar ou criar novos hábitats. O processo de domesticação de animais também faz parte desse conceito. Questão 10. Que processo mencionado em parágrafos anteriores é citado como exemplo de especiação? O processo sofrido pela espécie de mosquitos que apareceu nos túneis de metrô londrinos durante a Segunda Guerra Mundial. Questão 11. No último parágrafo, a jornalista explica por que a especiação não equilibra os danos dos processos de extinção. Explique. A jornalista explica que, embora novas espécies sejam criadas, elas são frágeis e não têm um histórico evolutivo e de adaptação ao ambiente como as demais. Além disso, uma nova espécie não substitui aquela que foi extinta, e a extinção de uma espécie pode levar ao colapso de todo o ecossistema a que ela pertence. Questão 12. Qual é a importância dos textos de divulgação científica como esse que você analisou? Espera-se que os alunos percebam que os textos de divulgação científica são importantes para levar ao público leigo explicações a respeito dos avanços da ciência. Questão 13. No texto de divulgação científica, predomina a variedade padrão. Por quê? A variedade padrão predomina no texto de divulgação científica justamente por ele ser publicado para o público em geral e circular em publicações especializadas, em jornais e em revistas que adotam esse padrão. Questão 14. Os pronomes e as conjunções são muito importantes para garantir a coesão em um texto. Nos trechos a seguir, identifique a que se referem os pronomes e as conjunções destacados. a) “Isso é verdade: nos últimos 12 mil anos, pelo menos 1.359 espécies de animais e plantas desapareceram da face da Terra.” O pronome isso refere-se à informação apresentada na frase imediatamente anterior àquela em que ele aparece: “Estamos carecas de saber que os seres humanos estão acabando com os ecossistemas e extinguindo milhares de espécies” b) “Existem várias formas de fazer isso.” Refere-se ao processo de especiação mencionado no parágrafo anterior àquele em que o pronome aparece. c) “Isso acontece principalmente nas cidades, onde os seres humanos abrem túneis, constroem prédios e acabam com áreas verdes, o que obriga as espécies a encontrar novas formas de conseguir abrigo, alimento e espaços para a reprodução. Foi isso o que aconteceu com os mosquitos em Londres: eles se desenvolveram para se alimentar apenas de sangue humano, já que essa era a única comida que entrava nos túneis do metrô.” Isso: a criação de novos hábitats; isso: o fato de algumas espécies terem de encontrar novas formas de abrigo, alimentos, espaços para a reprodução, etc.; essa: refere-se ao substantivo comida, que aparece logo em seguida, o qual, por sua vez, remete à expressão “sangue humano”, citada pouco antes. d) “Uma delas é a domesticação: pegar um animal selvagem para criar em casa, como aconteceu com os cachorros há cerca de 15 mil anos.” Delas: refere-se às formas de realizar a especiação. e) “Outro jeito de fabricar uma espécie é trocar o hábitat de animais e plantas — nessa situação, tanto os seres locais quanto os estrangeiros precisam se adaptar para sobreviver.” Nessa: refere- se ao que foi mencionado antes, ou seja, à fabricação de espécies por meio da troca de hábitat de animais e plantas 50 Gênero textual: Textos dissertativos Habilidades: (EF89LP14): Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados. TEXTO I 01. O autor defende a ideia de que: a) devemos praticar o consumo consciente e comprar somente o necessário, avaliando os impactos ao meio ambiente. b) mudamos o comportamento para o consumo consciente, pois já ocorre o amadurecimento humano em nosso país. c) observamos os valores de sustentabilidade e justiça social, que fazem parte da consciência coletiva no Brasil. d) praticamos o consumo consciente, porque compramos produtos que aumentam os impactos negativos. FICHA 20 Consumo Sustentável [...] O Consumo Sustentável envolve a escolha de produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego decente aos que os produziram, e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível. Consumimos de maneira sustentável quando nossas escolhas de compra são conscientes, responsáveis, com a compreensão de que terão consequências ambientais e sociais - positivas ou negativas. Mudança de comportamento é algo que leva tempo e amadurecimento do ser humano, mas é acelerada quando toda a sociedade adota novos valores. O termo "sociedade de consumo" foi cunhado para denominar a sociedade global baseada no valor do "ter". No entanto, o que observamos agora são os valores de sustentabilidade e justiça social fazendo parte da consciência coletiva, no mundo e também no Brasil. Este novo olhar sobre o que deve ser buscado por cada um promove a mudança de comportamento, o abandono de práticas nocivas de alto consumo e desperdício e adoção de práticas conscientes de consumo. Consumo consciente, consumo verde, consumo responsável são nuances do Consumo Sustentável, cada um focando uma dimensão do consumo. O consumo consciente é o conceito mais amplo e simples de aplicar no dia a dia: basta estar atento à forma como consumimos - diminuindo o desperdício de água e energia, por exemplo - e às nossas escolhas de compra - privilegiando produtos e empresas responsáveis. A partir do consumo consciente, a sociedade envia um recado ao setor produtivo de que quer que lhe sejam ofertados produtos e serviços que tragam impactos positivos ou reduzam significativamente os impactos negativos no acumulado do consumo de todos os cidadãos. [...]. Disponível em :. (adptado) 51 02. O autor do texto acredita que a) novos valores favorecem a mudança de comportamento do consumidor. b) o consumo verde interfere diretamente na responsabilização das empresas. c) a responsabilização do consumidor, sob o olhar da justiça, não favorece a mudança de comportamento. d) O desperdício de água e energia elétrica na sociedade não favorece a mudança de comportamento. TEXTO II QUESTÃO 03) Quanto ao gênero do texto, trata-se de: (A) uma reportagem jornalística, pois o assunto é baseado no testemunho de pessoas que vivenciaram um determinado problema social. (B) uma crônica narrativa, porque apresenta elementos da narração em sua estrutura e aborda uma situação cotidiana sob uma ótica individual. PAZ SOCIAL Está provado que a violência só gera mais violência. A rua serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta que lhe nega condições básicas de vida. Por trás de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o garoto abandonado de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo vicioso, em que todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social. Paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades. Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normala ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança. Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não à escola. Essa é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo. É também entender a História do Brasil, marcada por um descaso das elites em relação aos menos privilegiados. Esse descaso é simbolizado por uma frase que fez muito sucesso na política brasileira: caso social é caso de polícia. A frase surgiu como uma justificativa para o tratamento dado ao trabalhador no começo do século. Em outras palavras, é a mesma postura que as pessoas assumem hoje em relação à infância carente e aos meninos de rua. Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel: a infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. 16. ed. São Paulo: Ática, 1993. In: OLIVEIRA, Tania Amaral et al. Língua Portuguesa: tecendo linguagens. 3. ed. São Paulo: IBEP, 2012. 52 (C) um artigo de opinião, pois é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor apresenta seu ponto de vista sobre um determinado tema. (D) uma notícia, pois teve como objetivo informar fatos do dia a dia relevantes para a sociedade. QUESTÃO 04) Qual é a ideia central do texto? (A) Os políticos e a sociedade em geral não se preocupam com as crianças abandonadas nas ruas. (B) Crianças abandonadas e adultos marginais são vítimas de uma sociedade que não consegue garantir a paz social. (C) A paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes e adultos marginais. (D) O problema da violência no Brasil é um problema social, pois o descaso com as crianças carentes gera adultos marginais. QUESTÃO 05) Segundo o autor do texto, “a violência só gera mais violência”, um argumento que apoia essa afirmação é: (A) “Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não à escola.” (B) “A rua serve para o menino abandonado como preparação para o adulto marginal [...]”. (C) “Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender [...]”. (D) “Paz é não considerar normal a ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança”. QUESTÃO 06) Segundo o autor do texto, a paz em uma sociedade só poderá ser garantida quando: (A) as crianças tiverem possibilidade de desenvolver suas potencialidades e, assim, tornarem-se adultos participantes da sociedade. (B) os adultos se preocuparem mais com as crianças abandonadas nas ruas, ajudando-as com alimentação, vestuários e um abrigo seguro. (C) os adultos e adolescentes marginais forem presos e pagarem por seus crimes cometidos contra toda sociedade de bem. (D) as crianças e adolescentes não forem mais influenciados pelos adultos que vivem marginalizados nas ruas. QUESTÃO 07) Por que, segundo o texto, tanto adultos quanto menores abandonados são vítimas da sociedade? (A) Porque os políticos de nosso país não fazem investimentos financeiros necessários nos principais setores da sociedade: educação e saúde. (B) Pelo fato de a sociedade fazer discriminação das crianças e adultos que pedem esmolas ou que vendem chicletes nas ruas. (C) Porque as pessoas não conhecem a verdadeira história do Brasil, marcada por um descaso das elites em relação aos menos privilegiados. (D) Porque a sociedade não consegue garantir o mínimo de paz social, para que todos tenham oportunidade de viver de maneira mais digna. 53 O futuro da Terra O homem é o único ser vivo que conseguiu alterar a face da Terra. Com suas poderosas ferramentas, sua tecnologia, transformou bosques e pradarias em fazendas, represou rios e criou lagos, drenou pântanos e alagados, cortou montanhas com estradas e túneis. Mas alguns de seus esforços para transformar este mundo num lugar mais confortável tiveram efeitos maléficos. A poluição do ar e da água nos ensina uma dura lição. Diariamente, só nos Estados Unidos, mais de 250 000 toneladas de gases são expelidos por veículos a motor. Este total, acrescido da poluição industrial e doméstica e das queimas de lixo, atinge a fantástica quantidade de 150 milhões de toneladas de poluentes lançados ao ar a cada ano. Em determinadas condições atmosféricas, grandes cidades ficam cobertas de fumaças nocivas, demonstrando o grau que a poluição atmosférica alcançou. A poluição da água é igualmente aterradora. Litorais inteiros estão abarrotados de detritos flutuantes e as praias enegrecidas por glóbulos aderentes de óleo. Grandes faixas oleosas foram descobertas flutuando em meio ao oceano. Embora o lixo gerado pelo homem ameace engolfá-lo, outras mudanças, menos drásticas, mas igualmente perigosas ao ambiente, são provocadas pelos esforços de produção de alimentos e exploração dos recursos naturais. Os inseticidas e pesticidas já envenenaram desnecessariamente muitos animais, perturbando ainda todo o equilíbrio natural entre a caça e os predadores. A agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado e a abertura de minas já arruinaram milhares de alqueires de solo, permitindo que a erosão rapidamente transformasse terras férteis em desertos. Muitas espécies animais desapareceram, vítimas do progresso. Desde o século XVII até hoje, mais de cem espécies de animais foram impiedosamente exterminadas. O tordo e o pombo selvagem norte-americano desapareceram. Atualmente, baleias, jacarés e muitos dos grandes felinos caminham para a extinção. O lado negativo da atividade do homem, por mais assustador que pareça, não deve levar ao desespero. É, antes, um aviso: ter muito cuidado na caminhada para o futuro. (O planeta terra. São Paulo: Abril, 1979. P. 44-45) QUESTÃO 08) Após a leitura, podemos afirmar que o texto “O futuro da Terra” a) narra os efeitos das ações, boas ou maléficas, do ser humano sobre o meio ambiente. b) expõe o pensamento do autor de que é bom que o homem se desespere com suas ações. c) descreve apenas o prejuízo causado à Terra pela tecnologia do ser humano. d) expõe o lado negativo da ação do ser humano sobre o meio ambiente. QUESTÃO 07) Leia: “A poluição do ar e da água nos ensina uma dura lição.” (L. 6) De acordo com o texto, o termo sublinhado pode ser substituído, mantendo o mesmo sentido por a) injusta. b) sólida. c) grave. d) fácil. QUESTÃO 08) De acordo com o texto, podemos afirmar que a) o ser humano transformou a terra em um hábitat confortável e a tornou irremediavelmente hostil e imprópria somente para outros seres vivos. b) o ser humano é o único ser que conseguiu tornar a Terra mais confortável sem causar danos ao meio ambiente. c) para tornar a Terra um hábitat mais confortável, o ser humano planejou cuidadosamente suas ações. d) o ser humano transformou a Terra em um lugar confortável, mas vem causando danos ao meio ambiente. 54 QUESTÃO 09) Leia: “Embora o lixo gerado pelo homem ameace engolfá-lo, outras mudanças, menos drásticas, mas igualmente perigosas ao ambiente, são provocadas pelos esforços de produção de alimentos e exploração dos recursos naturais. Os inseticidas e pesticidas já envenenaram desnecessariamente muitos animais, perturbando ainda todo o equilíbrio natural entre a caça e os predadores.” (L. 15-19) De acordo com o trecho destacado e a leitura do texto, podemos afirmar que a) o uso de inseticidas e pesticidas é consequência do esforço em relação à produção de alimento. b) o uso de inseticidas e pesticidas não causa mudanças ao meio ambiente. c) o uso de inseticidas e pesticidas é necessário para a produção de alimento. d) o uso de inseticidas e pesticidas acarreta mudança mais drástica ao planeta que o lixo gerado pelo homem. QUESTÃO 10) Leia:“É, antes, um aviso: ter muito cuidado na caminhada para o futuro.” (L. 27) Os dois-pontos foram usados para indicar: a) uma explicação. b) uma opinião. c) uma enumeração. d) uma citação. QUESTÃO 11) O texto argumentativo que você acabou de ler apresenta alguns efeitos maléficos causados pelo homem na tentativa de transformar o mundo em um lugar mais confortável. Assinale a opção que não indica efeito maléfico algum apresentado no texto. a) Poluição do ar. b) Poluição da água. c) Uso de inseticida e pesticida. d) Poluição sonora. QUESTÃO 12) Leia: “(...) A agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado e a abertura de minas já arruinaram milhares de alqueires de solo, permitindo que a erosão rapidamente transformasse terras férteis em desertos.” (L. 19-22) De acordo com o trecho acima, pode-se concluir que a) milhares de alqueires de solo estão se transformando em terras férteis sem a interferência do homem. b) as terras férteis precisam receber os efeitos da erosão. c) agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado e a abertura de minas causam desgaste no solo. d) os desertos são exclusivamente consequência do desmatamento. QUESTÃO 13) Leia: “Litorais inteiros estão abarrotados de detritos flutuantes e as praias enegrecidas por glóbulos aderentes de óleo.” (L. 12-13) De acordo com a leitura do texto, os termos sublinhados podem ser substituídos, mantendo o mesmo sentido, por: a) inchados, imundície. b) fartos, sedimentos. c) impregnados, borra. d) repletos, resíduos. QUESTÃO 14) Leia: “Mas alguns de seus esforços para transformar este mundo num lugar mais confortável tiveram efeitos maléficos.” De acordo com a leitura do texto, o termo sublinhado tem como objetivo indicar a) o motivo que levou o ser humano a modificar a face da terra – a sobrevivência de sua espécie. b) a contradição entre os benefícios e os malefícios gerados pelo ser humano. c) o equilíbrio entre os benefícios e os malefícios gerados pelo ser humano. d) o resultado da ação humana na face da Terra – torná-la mais confortável. 55 Gêneros diversos: Charge, quadrinho, notícia Habilidades: (EF89LP03) consiste em: Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. Questão 01. No segundo quadrinho, a fala da joaninha sugere que: a) ir ao shopping fazer compras é uma escolha consciente. b) o shopping é um local onde se pratica o consumismo fútil. c) o shopping é um local que deixa as pessoas mais felizes. d) visitar o shopping é o melhor programa para aquele dia. Lua adversa (Cecília Meireles) Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu. Questão 02. O título do poema se justifica porque, como a lua, o eu lírico: a) vive em constante mudança. b) está em enorme evidência. c) gosta de estar bem alto. d) prefere ficar escondido. Observando o comportamento dos jovens na sociedade em que vivemos, pode-se dizer que a amizade é de extrema importância na vida dos adolescentes e que têm uma influência imensa no pensar e no agir de cada um, tanto que acaba interferindo na construção do caráter das pessoas. Muitos fazem tudo para agradar os amigos, fato que impede que tenham opinião própria. FICHA 21 56 (http://goo.gl/Neqkg) Questão 03. Com base nas considerações feitas nesse texto, os professores de uma escola de esportes decidiram fazer um folder para orientar os alunos a ter amigos. Qual destas frases contempla esse objetivo? a) Amizade, sinônimo de submissão! Seja complacente sempre! b) Construa seu caráter pelos amigos! Amizade é transformação! c) Sejam amigos! O ser humano necessita ser aceito pelo outro! d) Tenha amigos! Cultive o bom sentimento da simpatia e afeição! “A maior ameaça que pesa sobre a Amazônia é que ela se oferece às crescentes populações brasileiras como uma fronteira aberta, sobre a qual tende a expandir-se. Isso significa que muitos milhões de pessoas, desalojadas pelo latifúndio e pelo minifúndio de suas regiões de origem, vão avançar Amazônia adentro. Se lá entrarem, sem qualquer preparo prévio, sem qualquer plano cuidadosamente experimentado de vivificação da floresta, só terá futuro a obra destrutiva.” (RIBEIRO, D. O Brasil como um problema) Questão 04. De acordo com esse texto, as pessoas vão avançar Amazônia adentro porque: a) constitui-se numa grande oportunidade de melhoria das condições de vida. b) encontra-se como uma fronteira aberta aos desalojados e excluídos. c) garantirão, mesmo sem planos de vivificação, a conservação da floresta. d) são cuidadosamente testados os planos de ocupação da floresta. Texto I Se você esteve recentemente em um aeroporto, em uma biblioteca ou em um hotel, é provável que tenha atravessado uma rede sem fio. Muitas pessoas usam a rede sem fio, também chamada de Wi-Fi, para conectar seus computadores em casa. Um número cada vez maior de cidades usa a tecnologia para fornecer acesso de baixo custo à Internet aos seus moradores. No futuro próximo, a conexão sem fio pode se tornar tão difundida que você vai poder acessar a Internet em qualquer lugar e a qualquer momento, sem usar fios. Texto II Questão 05. Os dois textos se diferem por causa: a) da linguagem escrita. b) da temática escolhida. c) do objetivo comunicativo. d) do veículo de publicação. O inimigo na sociedade Mais do que qualquer outro fenômeno social, a violência nas grandes cidades enraizou-se na sociedade brasileira. O maior perigo é a população deixar de indignar-se com atitudes bárbaras em seu cotidiano. A violência está latente no coração da sociedade, manifestando-se em situações comuns e contra ela é preciso um trabalho de conscientização da própria população. O grito contra a violência não deve ser dirigido apenas ao crime organizado. Qualquer campanha deve questionar também as relações dentro da sociedade que transformam, muitas vezes, o vizinho, o colega ou o cidadão que ocupa o mesmo espaço no trânsito em um inimigo. (FERREIRA, M. e PELLEGRINE, T. Redação palavra e arte) http://goo.gl/Neqkg 57 Questão 06. O assunto do texto está sintetizado na frase: a) A população das cidades menores sofre com a violência. b) A população tem muito respeito pelo seu semelhante. c) A violência já está enraizada na sociedade brasileira. d) A violência que preocupa é a do crime organizado. Questão 07. No último quadrinho, a expressão física e a fala do rapaz revelam que: a) a namorada havia ficado triste por causa da crítica que ele fez. b) a namorada reclama quando ele não observa as unhas dela. c) ele percebeu que o seu comentário havia ofendido a namorada. d) ele queria pedir desculpas por ter sido distraído e insensível. Questão 08. O anúncio publicitário é uma propaganda veiculada nacionalmente e em massa. Esse gênero textual utiliza-se da influência com intencionalidade específica. A fim de alcançar seu propósito comunicativo, o principal objetivo desse texto é: A) informar à população que a demonstração de amor ao futebol brasileiro é de fundamental importância. B) convencer as pessoas a se mobilizarem, com intuito de torcer e externar sentimentosela! Mas eu não ia querer? Abracei-a e, é claro, dei nome de gente: Ísis. Se alguma Ísis se sentir ofendida, me perdoe! Dali a alguns dias, pensei: – A Ísis precisa de companhia! Uma conhecida achou uma vira-latinha abandonada, tentando atravessar a rua no meio de carros e motos. Salvou-a. Mandou uma foto por e-mail. Fiquei com ela: Morgana. Um outro amigo, Roberto, estava com um filhote peludo preso no apartamento pequeno. Abriguei o Cauê! De repente, fiquei com três cachorros! Não bastou. Passei na vitrine de um pet shop e me apaixonei por uma gata. Agora, dedico parte das noites a estabelecer relações diplomáticas entre a felina e os cães! Até que vai indo bem, com miados e latidos de parte a parte! E então, no meio dessa confusão, me dei conta: a vida continua! Nunca vou esquecer do meu husky. Um cão não substitui outro, como uma pessoa também não. Mas sempre há espaço para mais sentimentos. A vida se renova. Melhor ainda, o amor sempre renasce! Além de reforçar meu eterno otimismo, essa certeza me desperta uma paz profunda! Walcyr Carrasco. Veja São Paulo, 24/10/2007, p. 274. Questão 01. Você também já sofreu com a morte de um animal de estimação, mesmo que esse animal fosse de alguém próximo a você? Resposta pessoal do aluno. Questão 02. O que você pensa sobre dar nome de pessoas para animais de estimação? Resposta pessoal do aluno. Questão 03. Quais são os dois argumentos utilizados pelo autor quando menciona: “Alinhavei mentalmente argumentos que provavam quanto era melhor não ter bicho nenhum”. Viajar sem preocupação. Não correr o risco de sofrer com doenças e morte do animal. Questão 04. Explique o seguinte trecho: “– Nunca mais quero ter cachorro, mas esse eu quero – respondi dentro de uma lógica inexplicável.” O autor encontra-se nesse momento dividido: embora não queira mais ter animal de estimação porque sofreu demais com a perda, gostou muito do cachorro que apareceu na praia em que estava. Questão 05. Você se lembra dos nomes que o escritor deu aos seus animais? Sem voltar ao texto, escreva esses nomes de acordo com as características apresentadas. a) Husky siberiano muito amado, que morreu há alguns meses. Uno. b) Prima do cachorro da praia, uma cachorrinha preta, vira-lata, magérrima. Ísis. c) Vira-latinha abandonada, salva por uma conhecida. Morgana. 7 d) Filhote peludo preso no apartamento pequeno do Roberto. Cauê. e) Gata de um pet shop, por quem o escritor se apaixonou. Ele não conta que nome deu à gata. Questão 06. Releia: “Agora, dedico parte das noites a estabelecer relações diplomáticas entre a felina e os cães! Até que vai indo bem, com miados e latidos de parte a parte!”. Por que o cronista se dedica a essa tarefa? Essa tarefa é feita porque, em geral, cães e gatos não se dão bem. Cães costumam ficar irritados com os gatos, às vezes perseguindo esses felinos. Questão 07. No último parágrafo, o autor explica o que aprendeu após entrar em contato com a perda e com novos animais em sua vida. Selecione a frase que mais despertou sua atenção e explique o seu significado. d) Qual foi o fato que desencadeou o assunto? A morte de Uno, o cachorro do autor. e) Quais são os dados de publicação (suporte e data)? Revista Veja São Paulo – 24/10/2007. f) Qual é a possível intenção do autor? Refletir criticamente sobre o cotidiano, emocionar, descrever os seus sentimentos, etc. Questão 08. Copie somente as alternativas que mostram as características dessa crônica. a) Mostra uma visão pessoal do autor sobre um fato. b) Aparecem falas de personagem; portanto, há uso do discurso direto. c) O narrador está em primeira pessoa. d) O narrador não participa da história. e) O autor apresenta ao leitor seu ponto de vista sobre o assunto. Tema: A conexão especial entre humanos e seus animais de estimação. Sugestão de Enredo: Introdução: Apresente o protagonista humano (pode ser um garoto ou garota) e seu animal de estimação (cachorro, gato, pássaro, etc.). Descreva brevemente a rotina diária deles e a forte ligação que compartilham. Desenvolvimento: Introduza um conflito ou desafio que afete o protagonista ou o animal de estimação (por exemplo, o animal se perde, fica doente, ou o protagonista enfrenta um problema pessoal). Mostre como o protagonista e seu animal de estimação enfrentam esse desafio juntos, destacando momentos de apoio e companheirismo. Clímax: Descreva o momento de maior tensão da história, onde parece que o problema não tem solução. Revele uma reviravolta ou uma ação decisiva do protagonista ou do animal de estimação que leva à resolução do conflito. Desfecho: Conclua mostrando como a relação entre o protagonista e seu animal de estimação se fortaleceu ainda mais após superarem o desafio. Termine com uma mensagem positiva sobre a importância da amizade e do amor incondicional. 8 Gênero textual: Prosa poética Habilidade: (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. Reflexos do Tempo No silêncio das tardes ensolaradas, as sombras dançavam pelo chão como lembranças de um tempo distante. Era ali, naquele pequeno jardim de margaridas amarelas, que Laura costumava passar horas a fio, perdida em devaneios sobre o que o futuro lhe reservava. O vento sussurrava segredos que apenas os sonhadores conseguiam ouvir. Laura, com seus quinze anos recém-completados, sentia o peso das escolhas que se aproximavam. O colégio, com seus corredores antigos e cheios de histórias, era o cenário perfeito para as suas divagações. Naquela tarde em particular, enquanto o sol começava a se pôr timidamente no horizonte, Laura refletia sobre os livros que devorava avidamente. Cada página era uma porta para um mundo novo, uma aventura distante da sua realidade tranquila e rotineira. Entre as folhas amareladas de um romance clássico que encontrara na biblioteca da escola, Laura descobria que não estava sozinha em suas dúvidas e sonhos. Personagens do passado sussurravam conselhos em suas mentes inquietas, oferecendo conforto em meio à incerteza. As margaridas, agora banhadas pelos últimos raios de sol, pareciam também elas guardar segredos. Laura levantou-se lentamente e caminhou até o portão de ferro enferrujado que separava o jardim do mundo lá fora. Ali, sob o olhar atento das margaridas, decidiu que o futuro não seria apenas um destino a ser alcançado, mas sim um caminho a ser percorrido com coragem e curiosidade. Poliana A. Barbosa Questão 01. Como você interpretaria o significado das sombras que "dançavam pelo chão como lembranças de um tempo distante"? Resposta pessoal. Sugestão. As sombras que dançam pelo chão podem simbolizar memórias e experiências passadas que ainda influenciam Laura. Elas podem representar a nostalgia e a influência do passado em suas reflexões e sentimentos atuais. Questão 02. Qual é a importância do jardim de margaridas amarelas na vida de Laura? O jardim de margaridas amarelas é um lugar de refúgio e introspecção para Laura. É onde ela pode se desconectar do mundo exterior e mergulhar em seus pensamentos e sonhos sobre o futuro. Questão 03. Por que o autor escolheu o vento como elemento que sussurra segredos? FICHA 03 Prosa Poética é uma formae emoção pelo futebol brasileiro na Copa do Mundo. C) noticiar aos torcedores a necessidade de uma mudança de postura, baseada na esperança, para que só assim o Brasil consiga conquistar a vitória. D) sugerir que os torcedores brasileiros amam a sua pátria e vibram pela conquista do título de campeão na Copa do Mundo. Questão 09. A charge é um gênero textual que, por meio de um tom caricatural, tem como objetivo satirizar algum acontecimento da atualidade. De acordo com o contexto em que foi produzida, é possível depreender do conteúdo da charge apresentada que: A) o entretenimento não está relacionado com perdas econômicas. B) pessoas que não possuem privilégios econômicos resignaram-se à ausência de diversão. C) pessoas com baixo poder aquisitivo estão sujeitas à privação de entretenimento. D) as classes sociais desfavorecidas têm alcance às formas de divertimento. 58 Questão 10. De acordo com a situação em que foi produzida, a charge aqui apresentada SÓ NÃO visa a provocar, no leitor, uma reação de A) perplexidade. B) indignação. C) satisfação. D) consternação. CBF DIVULGA CAMISETA OFICIAL DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA COPA DO MUNDO Faltando 106 dias para a Copa do Mundo do Qatar, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo, 7, o uniforme oficial da seleção brasileira para a competição. “O uniforme 2022 da Seleção Brasileira homenageia a coragem e a cultura de um povo que nunca desiste”, escreveu a CBF em sua conta no Twitter informando que a nova camiseta é vibrante e arrojada, foi “inspirada na garra e beleza da onça” e a “camisa une todos os brasileiros”. A campanha foi intitulada “Veste a Garra”. A camiseta principal é predominantemente amarela e traz desenhos inspirados na pele da onça, com detalhes em verde e azul na manga e gola. Já a segunda camisa, é azul e tem desenhos de pele de onça na manga em verde. As vendas começam a ser realizadas na segunda-feira, 8, exclusivo no site da Nike, e em todos as lojas a partir de sexta-feira, 12. Disponível em: https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga- camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html. Questão 11. Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero: A) crônica, pela abordagem literária dos fatos do cotidiano. B) depoimento, pela apresentação de experiências pessoais. C) relato, pela descrição minuciosa de fatos verídicos. D) notícia, pelo registro impessoal de situações reais, de modo sucinto e objetivo. Questão 12. Em: “(...) escreveu a CBF em sua conta no Twitter informando que a nova camiseta é vibrante e arrojada (...)”, a palavra destacada pode ser MELHOR substituída, sem prejuízo de sentido, por: A) determinada. B) moderna. C) distinta. D) criativa. Fonte: https://m.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/704254439619865/ Questão 13. Assinale a alternativa que melhor explica a crítica apresentada por Armandinho. A) As pessoas perdem muito tempo assistindo ao futebol, enquanto poderiam se dedicar aos estudos. B) Ser contra a Copa do Mundo é também ser contra a alegria do povo. C) A maior alegria para uns pode ser a tristeza de outros. D) A falta de melhores motivos para ser feliz faz com que o futebol acabe sendo a alegria de muita gente. https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga-camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/cbf-divulga-camiseta-oficial-da-selecao-brasileira-para-copado-mundo.html https://m.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/704254439619865/ 59 Gêneros textuais: Notícia, charge, artigo de opinião Habilidade: (EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados. (EF69LP05): Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc. TEXTO I CAMISA AZUL DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA A COPA ESGOTA EM UMA HORA Modelos masculino e feminino estão sendo vendidos por R$ 499,99; a camisa principal ainda está disponível Um dia após ser anunciada pela Nike, a camisa azul (tanto no modelo masculino como no feminino) que a seleção brasileira usará na Copa do Mundo do Catar esgotou no site da fornecedora em apenas uma hora de vendas. A camisa principal amarela ainda está disponível. A linha ‘veste a garra’ tem inspiração na onça pintada. As camisas oficiais são vendidas por R$ 349,99 tanto para homens como para mulheres. Os modelos infantis e adolescente custam R$ 299,99; as jaquetas estão em R$ 499,99 e as camisas não oficiais saem por R$ 279,99 e R$ 349,99. Algumas peças da campanha, como agasalhos, a camisa malhada em verde e azul e a preta não estão disponíveis no site. O lançamento trouxe nomes da seleção como o goleiro Alisson, Richarlison, Rodrygo, Philipe Coutinho e Marquinhos. A atacante Adriana é a única representante do time feminino. Ronaldo Fenômeno, campeão em 2002, aparece no vídeo. Personalidades fora do futebol também participam da campanha como o velocista e ex-BBB, Paulo André, o rapper Djonga, o funkeiro MC Hariel, a streamer Babi Loud e a judoca Rafaela Silva. Disponível em: https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da- selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html. Questão 01. NÃO é possível depreender do conteúdo da notícia que: A) um número considerável de mulheres, pertencente ao mundo do futebol, tem participação na campanha de lançamento da camisa oficial brasileira. B) ainda que algumas celebridades tenham participado do evento de divulgação do uniforme da seleção, nem todas são necessariamente ligadas ao esporte. C) entre as personalidades envolvidas na divulgação do uniforme brasileiro, também comparece Ronaldo Fenômeno, vencedor em edição passada da Copa do Mundo. D) peças do uniforme oficial da seleção brasileira para a competição, lançadas em campanha, homenageiam a onça pintada, animal típico da fauna brasileira. TEXTO II Copa do Mundo do Qatar será teste de alta tecnologia Inovações tecnológicas concentradas em um país menor que o estado de Sergipe prometem uma experiência de imersão em dados e interconexão jamais vista – tudo isso ao alcance das mãos dos torcedores no Catar Enquanto a Fifa não consegue emplacar sua proposta de Mundiais a cada dois anos, um “ano de Copa” continua sendo especial e aguardado com grande expectativa por fãs de futebol de todo o planeta. Em 2022, os torcedores poderão mergulhar nas muitas novidades apresentadas pelo Catar, entre elas a tecnologia 5G implantada no país. A 22ª edição do torneio também ficará FICHA 22 https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da-selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html https://jovempan.com.br/esportes/copa-do-mundo-2022/camisa-azul-da-selecao-brasileira-para-a-copa-esgota-em-umahora.html 60 marcada por situações inéditas, como a época dos jogos (novembro/dezembro) e os deslocamentos curtos pelo território de 11,5 mil km2, que corresponde à metade de Sergipe, o menor estado brasileiro. Com isso, haverá até a possibilidade de se assistir a duas partidas por dia. Será a primeira Copa do Mundo em que os torcedores terão interatividade total, garantida pelo 5G e pela rede de fibra ótica já instalada no país. Com grande velocidade e capacidade no processamento de informações, o Catar oferecerá o “mais inteligente sistema do mundo, para a melhor experiência possível”.Começa pelos estádios com climatização individualizada — o ar condicionado, em torno de 25 graus, foi pensado até para refrescar espaços por baixo dos assentos. Haverá também plataformas de inclusão incríveis, como acesso a informações e entretenimento em Braille ou salas de visualização para jovens autistas. Sensores estarão espalhados por todo o território, com plataformas de acesso a navegações por espaços internos e externos, de hotéis a restaurantes, de shoppings a hospitais, em tempo real. Até uma camisa com sensores no tecido está sendo desenvolvida, para coleta de batimentos cardíacos, respiração e hidratação, dados que serão usados para prevenir emergências médicas. A Copa de 2022, ligeiramente mais curta, foi pensada para arrecadar mais. Um equipamento apontará impedimentos instantaneamente, para o jogo andar mais rápido. E haverá mais partidas por dia (na primeira fase, no Brasil, serão às 7h, 10h, 13h e 16h — com a final ao meio-dia), porque a distância máxima de 50 quilômetros permitirá deslocamentos com maior agilidade. Um entrave que esquenta a cabeça dos sheiks e dos organizadores mais que o tórrido sol do deserto: a proibição de bebidas alcoólicas. O que fazer com as hordas de beberrões que costumam invadir as sedes das Copas? O evento, que teria rendido à Fifa perto de 880 milhões de euros em propina (R$ 5,6 bilhões), segundo o jornal britânico The Sunday Times, levantou preocupações com relação ao clima desértico. Os aterrorizantes 50 graus que a temperatura pode alcançar em julho, com sensação térmica de 60, empurraram o jogo de estreia para 21 de novembro. Mas isso não é nada que US$ 4 bilhões (R$ 22,7 bilhões) prometidos pelos organizadores para gastar em nove estádios, mais US$ 50 bilhões (R$ 284 bilhões) em infraestrutura, não resolvam. Fonte: https://istoe.com.br/a-copa-das-arabias/ Questão 02. Após a leitura do texto, é possível concluir que todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO: A) a Copa de 2022 terá menos tempo de duração, se comparada aos anos anteriores. B) a Fifa almeja a realização de mundiais a cada dois anos. C) a estreia pode ser comprometida pelas altas temperaturas do país, aterrorizantes 50 graus. D) Catar possui extensão territorial menor que Sergipe. Questão 03. Em relação à inclusão, o texto afirma que a Copa do Catar A) por mais que tenha grandes investimentos tecnológicos, não se preocupa com esse aspecto. B) criou estratégias para um melhor deslocamento, com distância máxima de 50 quilômetros. C) desenvolveu climatização individualizada, refrescando até mesmo debaixo dos assentos. D) pensou em alternativas para que a experiência contemplasse deficientes visuais e autistas. TEXTO III O torcedor Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio. Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada. https://istoe.com.br/a-copa-das-arabias/ 61 Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais são trapaceiros. É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música. Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que goleada fizemos, que surra a gente deu neles, ou chora sua derrota, nos roubaram outra vez, juiz ladrão. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval. Fonte:https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a- paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/ Questão 04. Logo no início do texto, nota-se que o autor faz uma aproximação entre futebol e religião. Quanto a esse aspecto, é possível afirmar que: A) torcedores são como ateus, pois eles nunca acreditam que as divindades irão ajudar o seu time. B) o jogo de futebol se assemelha a uma missa, pois todos os torcedores cantam em coro para empurrar o seu time. C) a devoção que um torcedor tem em relação ao seu time faz com que ele sempre arranje desculpas para as derrotas sofridas. D) os juízes costumam ser vendidos e os rivais são trapaceiros, por esse motivo é preciso muitas preces para que haja uma vitória. Questão 05. Indique a única alternativa que aponta um trecho do texto I no qual há a presença de um discurso indireto livre. A) “Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo”. B) “É raro o torcedor que diz: ‘Meu time joga hoje’. Sempre diz: ‘Nós jogamos hoje’”. C) “Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que goleada fizemos, que surra a gente deu neles [...]”. D) “Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz [...]”. Questão 06. Após a leitura do trecho “Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme [...]”, assinale a alternativa que julgar CORRETA. A) O “jogador número 12” possui uma ideia de coletividade, já que não se refere, de fato, a uma única pessoa. B) O “jogador número 12” é o craque do time, esse costuma ficar no banco e precisa ser convocado para fazer a bola rolar nos momentos decisivos. C) A expressão “jogador número 12” faz alusão aos capitães dos times, os quais costumam utilizar esse número de camisa. D) Ao se referir ao “jogador número 12”, o autor fala, indiretamente, do técnico, pois esse também é essencial https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a-paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/ https://trivela.com.br/america-do-sul/quatro-textos-nos-quais-eduardo-galeano-traduziu-a-paixao-pelo-futebol-em-forma-deliteratura/ 62 para o bom desempenho do time. TEXTO IV “Não se pode pensar a violência no futebol desvinculada da sociedade brasileira. Vivemos em uma sociedade cada vez mais violenta, tanto da parte da dinâmica social como da parte das autoridades policiais, que deveriam zelar pela segurança dos cidadãos”, resume Flávio de Campos, coordenador do Ludens (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas), da USP (Universidade de São Paulo). [...] A reincidência dos casos de violência no futebol, claro, também tem muito a ver com a impunidade. É muito raro que haja, de fato, punições firmes às pessoas envolvidas nos casos. O cenário se mostra bem diferente do observado, por exemplo, na Inglaterra, que sofria com os chamados hooligans nos anos 1980 e resolveu a questão com penas severas e prisões. Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol- acompanha-brutalidade-foradele.shtmlQuestão 07. No texto IV, a fala do coordenador Flávio Campos é apresentada por meio do discurso A) direto, já que é separado por aspas. B) indireto, já que não aparece nenhum verbo dicendi antes da fala. C) indireto livre, já que não há demarcações precisas indicando o início e o final da fala. D) direto e indireto, já que no primeiro momento a fala é transcrita na íntegra e no segundo momento aparece reproduzida pelo autor. TEXTO V Questão 08. Levando em consideração todos os elementos presentes no texto III, é CORRETO afirmar que A) a charge faz uma crítica aos conteúdos midiáticos, os quais costumam abordar muita violência. B) o torcedor se equipou com armas, para que pudesse se proteger da violência no futebol. C) fica nítido que há uma crítica ao porte de armas, pois pessoas descontroladas podem fazer mau uso delas. D) a bola e o uniforme evidenciam o tipo de violência a que a charge se refere, a violência no esporte. Questão 09. Comparando os textos IV e V, pode-se afirmar que: A) eles pertencem a gêneros textuais diferentes, embora façam a abordagem de um mesmo tema. B) eles pertencem a um mesmo gênero textual, cuja finalidade é denunciar problemas sociais. C) eles pertencem a gêneros textuais diferentes, o que justifica cada um adotar um posicionamento distinto quanto ao tema. D) eles pertencem a um mesmo gênero textual, embora apresentem posicionamentos distintos quanto ao tema. TEXTO VI A Copa do Catar já contabiliza mais de mil mortes com suas “obras padrão FIFA”. A lista de crueldades inclui trabalho escravo e até mesmo confisco de passaportes, impedindo que os trabalhadores estrangeiros saiam do país. Estima-se que 4 mil pessoas morrerão nas obras da Copa, o que provavelmente não será difícil já que o país atinge facilmente 50ºC no verão [...] https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol-acompanha-brutalidade-foradele.shtml https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/07/escalada-de-violencia-no-futebol-acompanha-brutalidade-foradele.shtml 63 Fonte:https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar- traduzido/ Questão 10. Considerando as informações verbais e não-verbais do texto, assinale a única alternativa que apresenta uma informação INCORRETA. A) O texto denuncia as condições precárias a que muitos trabalhadores estão sendo submetidos nas construções da Copa do Mundo. B) A Coca-Cola e a Visa, patrocinadoras do evento, estão sendo criticadas por financiarem uma exploração. C) O texto afirma que 4 mil pessoas já morreram, sendo um dos motivos as altas temperaturas. D) A expressão “obras padrão FIFA” está sendo irônica, pois esse alto padrão não está incluindo o bem-estar dos trabalhadores. TEXTO VII Leitura e uso do computador para estudos e games têm deixado mais crianças com problemas de vista. Alerta é da presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica que, em parceria com a OMS, avalia os problemas visuais mais comuns do Brasil. (Jornal Estado de Minas, 07/09/ 2011. p. 22.) Questão 11. A imagem, o título e o lead da notícia destacados alertam para a: a) ameaça da tecnologia à saúde. b) dificuldade de leitura das crianças. c) necessidade precoce de óculos. d) perda de acuidade visual infantil. https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-traduzido/ https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-traduzido/de escrita que combina os elementos narrativos da prosa com a linguagem lírica e expressiva da poesia. Ela busca evocar emoções e criar imagens vívidas na mente do leitor através do uso de metáforas, ritmo, e sonoridade, transcorrendo suavemente entre a narração e a poesia. Convido você a mergulhar na beleza e na profundidade da prosa poética, permitindo-se envolver pelas palavras que seguem, e a descobrir as nuances e sentimentos que elas podem despertar. 9 O vento pode ser visto como um símbolo da natureza efêmera e sutil dos pensamentos e dos sonhos. Ele representa algo intangível e misterioso que apenas aqueles que estão sintonizados com sua imaginação e sensibilidade conseguem perceber. Questão 04. Como o cenário do colégio contribui para as divagações de Laura? O colégio, com seus corredores antigos e cheios de histórias, proporciona um ambiente rico em história e tradição, estimulando a imaginação de Laura e permitindo que ela se perca em reflexões sobre o passado, presente e futuro. Questão 05. Por que a leitura é descrita como uma "porta para um mundo novo" para Laura? A leitura oferece a Laura a oportunidade de escapar da sua realidade cotidiana e explorar diferentes perspectivas, culturas e épocas. Cada livro é uma nova aventura que a ajuda a expandir sua mente e encontrar respostas para suas próprias dúvidas e sonhos. Questão 06. Qual é o papel dos "personagens do passado" nos pensamentos de Laura? Os personagens do passado agem como conselheiros e fontes de inspiração para Laura. Eles proporcionam conforto e orientação em momentos de incerteza, ajudando-a a lidar com suas próprias dúvidas e inseguranças. Questão 07. Como você interpreta a decisão de Laura sobre o futuro ser "um caminho a ser percorrido com coragem e curiosidade"? Resposta pessoal. Sugestão: A decisão de Laura reflete uma atitude positiva e proativa em relação ao futuro. Em vez de ver o futuro como um destino fixo e inalterável, ela escolhe encará-lo como uma jornada cheia de possibilidades, onde sua coragem e curiosidade serão essenciais para enfrentar os desafios e oportunidades que surgirem. Questão 08. O que as margaridas banhadas pelos últimos raios de sol simbolizam para Laura? As margaridas banhadas pelos últimos raios de sol podem simbolizar a beleza e a esperança persistente mesmo nos momentos finais do dia. Para Laura, elas podem representar a ideia de que, mesmo em momentos de transição ou incerteza, há sempre algo de belo e promissor a ser descoberto. Use toda a sua criatividade e produza uma prosa poética. Siga as orientações abaixo: Sugestão de Estrutura: 1. Escolha o Tema: ✓ Pense em um tema que inspire emoções e reflexões profundas (amor, saudade, natureza, sonhos, etc.). 2. Início: ✓ Comece com uma descrição evocativa que capture a essência do tema. ✓ Utilize metáforas e comparações para criar imagens vívidas na mente do leitor. 3. Desenvolvimento: ✓ Explore sentimentos e pensamentos relacionados ao tema. ✓ Use frases curtas e impactantes, combinadas com uma linguagem rica e sensorial. ✓ Intercale descrições com reflexões pessoais, criando um ritmo fluido e poético. 4. Conclusão: ✓ Termine com uma imagem forte ou uma frase que resuma a emoção central do texto. Deixe uma sensação de encerramento, mas ao mesmo tempo, espaço para a interpretação do leitor. 10 Gênero textual: Carta aberta Habilidade: (EF89LP23) consiste em: Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados. D8 — Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la Há muito tempo, o desmatamento na Floresta Amazônica tem gerado comoção e preocupação dos brasileiros e do mundo todo. Na carta aberta a seguir, você vai conhecer um texto que trata sobre isso. Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta. [...] Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua. Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo. Um país que tem 165 000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semiabandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais. FICHA 04 A carta aberta trata de interesses coletivos e costuma ser publicada em sites da internet, redes sociais etc. O objetivo da carta aberta é chamar a atenção da sociedade para um problema de ordem social, política, ambiental etc., a fim de provocar uma mudança de postura por meio da conscientização. Na carta aberta, são empregadas estratégias argumentativas para defender um ponto de vista. 11 Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê: “A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”. Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ! É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história. SOMOS UM POVO DA FLORESTA! CARTA aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia. Mundo Educação. Questão 01. Assim como a carta tradicional, a carta aberta também apresenta remetente e destinatário. a) Quem é o remetente da carta, ou seja, quem a escreve? Os artistas do Brasil. b) Quem é o destinatário da carta, ou seja, a quem é direcionada? A toda a sociedade e às autoridades do Brasil. c) Onde a carta foi publicada? No site Mundo Educação Questão 02. O que teria motivado a escrita dessa carta aberta? A preocupação com os impactos do desmatamento na Amazônia. Questão 03. Com que objetivo a carta aberta foi escrita? Manifestar-se de forma contrária ao desmatamento e alertar a população sobre os perigos de seu impacto. Questão 04. A carta aberta visa conscientizar a sociedade e, consequentemente, espera uma mudança de postura. Que mudançade postura é esperada com a carta lida? Espera-se que as pessoas se conscientizem sobre os problemas e os impactos do desmatamento da Amazônia. Questão 05. De acordo com a carta aberta, as terras desmatadas são utilizadas para quais atividades? As terras desmatadas se tornam pastos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos, ou é feita a exploração de recursos como madeira, ouro, outros minerais e energia elétrica. Questão 06. A tese da carta aberta é: (A) o aumento do desmatamento na Amazônia é motivo para se comemorar. (B) o aumento do desmatamento na Amazônia não é motivo para se comemorar. (C) com as reduções dos índices de desmatamento na Amazônia, deve-se comemorar. (D) apesar da redução do desmatamento na Amazônia, não se deve comemorar. Questão 07. Segundo a carta aberta, o desmatamento ainda persiste porque: (A) a floresta é vista como um obstáculo ao progresso. (B) a floresta é vista como algo a ser preservado. (C) a floresta é vista como algo inesgotável. (D) a floresta é vista como algo importante. Questão 08. A proposta apresentada pela carta aberta para a redução do desmatamento é a de que: (A) a sociedade contribua com denúncias. (B) o governo federal adote uma postura mais radical. (C) os prefeitos e vereadores adotem medidas mais eficazes. (D) a interrupção do desmatamento seja feita em níveis Federal, Estadual e Municipal. 12 Gênero textual: Infográfico Habilidade: (EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). Para compreender alguns gêneros, como o infográfico, é importante, durante a leitura, relacionar o texto verbal aos elementos visuais. Vamos descobrir como ler um texto como esse? Você sabe qual é a língua mais falada no mundo? Leia o infográfico a seguir e descubra essa e outras informações sobre as línguas no mundo. Infográfico: principais línguas faladas pelo mundo. Instituto Mindset. 19 mar. 2013 Questão 01. Observe o infográfico e responda às questões. a) Em que veículo o infográfico foi publicado? Resposta: no site Instituto Mindset. b) A que público o infográfico se destina? Resposta: aos clientes do instituto, especificamente, e a todas as pessoas que se interessam por línguas e conhecimentos gerais. Questão 02. Quais são os objetivos do infográfico? Informar sobre as principais línguas mais faladas no mundo e mostrar aos clientes da escola de inglês que a língua inglesa é falada em uma maior quantidade de países. Questão 03. O infográfico é um gênero informativo composto por linguagem verbal e não verbal. Quais elementos visuais foram empregados na composição do infográfico? FICHA 05 13 Ilustrações (mapas, bandeiras, pessoas), cores e tipos de letras diversificadas. Questão 04. De que forma os elementos visuais se relacionam com o texto verbal? Os elementos visuais se relacionam com o texto verbal para construir os sentidos do texto. Questão 05. Segundo o infográfico, qual é a língua mais falada no mundo? Resposta: o mandarim. Questão 06. Qual é a língua falada em uma quantidade maior de países? Como você concluiu isso? O inglês. É possível concluir isso pela quantidade de bandeiras de países abaixo do nome da língua. Questão 07. Em relação ao número de países, qual é a segunda língua mais falada? O francês Questão 08. Qual é a posição da língua portuguesa em relação ao número de falantes? A língua portuguesa é a quinta língua mais falada. Questão 09. Analisando as bandeiras dos países onde se fala português, quais você consegue identificar? Cite-os a seguir e compartilhe com os colegas. Os países são: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. Gênero textual: Poema Leia agora um trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas brasileiros. Depois, responda às questões que seguem. Questão 10. Do que esse poema trata? Trata do amor e do que precisamos fazer para vivê-lo. Questão 11. Quanto à estrutura, como está organizado o trecho? O trecho apresenta-se em uma única estrofe e os versos variam pouco em tamanho. Questão 12. Qual ideia é transmitida nesse poema? O poema transmite a ideia de que para viver um grande amor é preciso abrir mão de muitas coisas, deixar de lado o egoísmo e tentar encontrar o que o outro tem de melhor. 14 Gênero textual: Charge Habilidades: (EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –,o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc. (EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras. D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. Leia a charge de Junião, cartunista e ilustrador, que foi publicada em uma rede social, no perfil da organização Escolas Transformadoras. Questão 01. Quem são as personagens representadas na charge? Como você percebeu isso? As personagens representadas na charge são duas alunas, o que se nota pela presença de uniformes idênticos e pelo uso de mochilas escolares. Questão 02. Qual é a relação entre o título e os outros elementos da charge? O título indica que as meninas trocam ideias sobre a escola de seus sonhos no contexto da modernidade, usada na charge com sentido de avanço, contemporaneidade. Questão 03. Qual é o seu sonho em relação à escola do futuro? Converse com os colegas e o professor sobre esse assunto. Resposta pessoal Questão 04. Retome a leitura da charge e responda: onde a ironia está presente? (A) Na primeira fala. (B) Na segunda fala. (C) Nas duas falas. (D) Apenas no título Questão 05. A fala das personagens e o título reforçam, com tom irônico: (A) que a modernidade está apenas nos recursos tecnológicos de última geração. (B) que a modernidade está apenas na abordagem de conteúdos por meio de recursos lúdicos, interativos, divertidos. (C) que não é possível pensar em modernidade quando se considera o contexto escolar. (D) que a modernidade, no contexto escolar, vai além do uso de recursos inovadores. FICHA 06 Você sabia que o humor pode ser instrumento de crítica social e levar as pessoas a refletir sobre aspectos da vida em sociedade? É o que ocorre nas charges, gênero textual no qual acontecimentos de interesse público são recriados para, além de entreter, despertar o espírito crítico dos leitores. 15 Questão 06. Essa charge é irônica porque: (A) critica a ideia de modernidade associada apenas às novas tecnologias. (B) uma das alunas que aparece na charge sonha com um futuro que está muito distante. (C) no contexto escolar não há necessidade de se pensar em modernidade. (D) não é possível associar o lúdico ao ensino de Ciências e de Matemática. TEXTO II Leia a charge a seguir, que foi publicada no jornal digital Jornal do Povo. Questão 07. A ironia da charge está presente: (A) no título. (B) na primeira fala. (C) na segunda fala. (D) na terceira fala. Leia a charge abaixo e responda: Questão 08. São características da charge, EXCETO, a) utiliza o humor ao mesmo tempo em que critica a falta de vínculos humanos reais. b) indica as posições invertidas entre homem e máquina com o crescimento das relações virtuais.c) destaca a linguagem verbal como elemento principal para a compreensão da mensagem da charge. d) trata-se de um gênero textual que utiliza a imagem para mostrar um posicionamento. 16 Gênero textual: Artigo de opinião Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. D7 – Identificar a tese de um texto. D - 21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. Viver mais e melhor A tecnologia está aí, cada vez mais presente e mais influente em nossas vidas. Celulares, computadores de mão, notebooks, aviões e mais uma infinidade de avanços que surgem a cada dia tornam a nossa existência muito mais prática e confortável. O problema é que não se pode ter tudo. Temos o celular, e perdemos por causa dele boa parte da nossa privacidade; colocamos nossa vida inteira nos nossos computadores de mão, e enlouquecemos quando eles quebram ou são roubados; andamos para lá e para cá com nossos moderníssimos notebooks, e com isso trabalhamos mais do que nunca e abreviamos nossos momentos de lazer [...]. Não há a menor dúvida de que a tecnologia tornou as distâncias mais curtas, assim como nos deu muito mais tempo. Hoje resolvemos todos os problemas de trabalho dentro das nossas casas, sem precisarmos ir ao escritório. Basta ligar o celular, abrir o notebook e pronto, tudo resolvido. Mas será que vale a pena transformarmos nossas casas em escritórios? Será que é esse o objetivo de toda essa tecnologia? Para que ganhamos mais tempo? Para gastá-lo com mais trabalho? A tecnologia nos dá a oportunidade de vivermos mais e melhor. Se soubermos usá-la a nosso favor, ela só contribuirá para a nossa qualidade de vida. O que não podemos é tornarmo-nos escravos dela. Vamos nos dar ao luxo de desligar os celulares nos finais de semana, de engavetarmos notebooks e computadores de mão fora do expediente de trabalho [...]. A tecnologia é nossa amiga e parceira. Sabendo usá-la, viveremos muitos anos, o suficiente para ver outros avanços tecnológicos que nem sequer imaginamos e que tornarão a nossa vida cada vez mais longa. FICHA 07 Artigo de opinião - Trata-se de um texto de opinião, dissertativo ou expositivo, que forma um corpo distinto na publicação, trazendo a interpretação do autor sobre um fato noticiado ou tema variado (político, cultural, científico, etc.). O artigo vem geralmente assinado pelo articulista e não reflete necessariamente a opinião do órgão que o publica, a estrutura composicional desse tipo de texto varia bastante (não necessariamente terá uma estrutura canônica tradicionalmente ensinada na escola: Tese inicial na Introdução; Argumentação/Refutação no Desenvolvimento e Conclusão), mas sempre desenvolve explícita ou implicitamente uma opinião sobre o assunto, com um desfecho conclusivo, a partir da exposição das ideias ou da argumentação/refutação construídas. Em suma, a partir de uma questão polêmica e num tom/estilo de convencimento, o articulista (jornalista ou pessoa entendida no tema) tem como objetivo apresentar seu ponto de vista sobre o assunto, usando o poder de argumentação, defendendo, exemplificando, justificando ou desqualificando posições. 17 PIMENTEL, Carlos. Redação descomplicada. São Paulo: Saraiva, 2008. Questão 01. Com relação ao gênero e a sua estruturação, responda: (D6, D7) a) Qual é o gênero textual? Artigo de opinião b) Qual é o tipo discursivo? Argumentativo Questão 02. Qual é a sua finalidade/função sócio-comunicativa/para que serve/objetivo? Informar e persuadir o leitor sobre os impactos positivos e negativos das tecnologias em nossa vida. Questão 03. Quais são as principais características? Argumentação baseada em opiniões e reflexões pessoais, uso de exemplos concretos e estrutura organizada em parágrafos. Questão 04. Qual é o público-alvo desse texto? Adultos interessados em tecnologia e qualidade de vida. Questão 05. Qual é o tema e o assunto do texto? (D1) Tema: Impacto das tecnologias na vida cotidiana. Assunto: Uso dos dispositivos tecnológicos e suas consequências. Questão 06. De acordo com o texto, quais são os pontos positivos e negativos do uso das tecnologias? (D2) Pontos positivos: Maior praticidade, encurtamento de distâncias, aumento da produtividade. Pontos negativos: Perda de privacidade, intensificação do trabalho, diminuição do tempo de lazer. Questão 07. Identifique a tese defendida pelo autor do texto. (D14) A tecnologia pode contribuir para uma vida melhor e mais longa se usada de maneira equilibrada e consciente. Questão 08. Quais são os argumentos utilizados pelo autor para sustentar a sua tese? (D26) Exemplos de como a tecnologia facilita o trabalho e encurta distâncias. Alerta sobre os riscos de se tornar dependente excessivamente dos dispositivos tecnológicos. Questão 09. Nos trechos abaixo porque foram usados os colchetes e as reticências no final? (D21) a) “... abreviamos nossos momentos de lazer [...].” (l.7), Os colchetes e reticências indicam que o trecho é uma citação parcial do texto original, omitindo parte do conteúdo que não é relevante para o contexto atual. b) “... computadores de mão fora do expediente de trabalho [...].” (l.16), Novamente, os colchetes e reticências sinalizam que o trecho é uma citação parcial, omitindo o que não é necessário para a compreensão da pergunta ou contexto. Questão 10. Escreva um parágrafo coerente emitindo sua opinião sobre o tema tratado. Resposta pessoal do aluno. 18 Gênero textual: Artigo de opinião Habilidades: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. D7 – Identificar a tese de um texto. Você vai ler, a seguir um artigo de opinião sobre o problema da exposição excessiva das pessoas nas redes sociais. O texto foi escrito por Luli Radfahrer, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP e pesquisador nas áreas de Internet e inovação digital. EU NÃO QUERO SABER DA SUA VIDA Reclama-se de invasão de privacidade, mas quem tem vida privada hoje em dia? Quando foi a última vez que você comeu em um bom restaurante, viu uma bela obra de arte ou foi para uma balada sem tirar uma foto e postar on-line? Quando foi a última vez que um amigo seu o surpreendeu com algo que tenha feito que não foi fofocado pelo Facebook? Um tipo de privacidade muito desrespeitada é a dos desinteressados, que não se comovem com a vida de seus vizinhos, não leem a revista "Caras", não assistem a Big Brothers, Domingões, Caldeirões ou Vídeo Shows e mal conseguem guardar os nomes dos atores e diretores dos filmes que veem. Para estes pobres, alheios a quem dorme com quem, quando e onde, as redes sociais devem parecer ferramentas desenvolvidas para uma multidão narcisista, burra, voyeur e birrenta, pronta para dar opiniões impensadas a respeito dos assuntos mais bestas possíveis, cuja única regra parece ser a do "compartilho, logo existo". [...] É praticamente impossível entrar em uma rede social e não ficar sobrecarregado com o volume de imagens e dados demasiadamente pessoais. A necessidade que alguns têm de falar do seu desejo por uma roupa nova, de sua higiene pessoal, de seu mau humor quando serviços e/ou serviçais falham parece patológica. [...] Tudo o que deveria ser guardado para si parece material de divulgação. O que é essa compulsão por dividir? Esse ataque coletivode ansiedade cujo único antídoto parece ser compartilhar ainda mais? Psicólogos dizem que um dos motivos principais para a troca de informações é o contato emocional, que demanda um esforço razoável para administrar a opinião do outro e tentar impressioná-lo. Quando isso é feito o tempo todo, é fácil provocar situações embaraçosas precisamente entre as pessoas que mais queremos impressionar. [...] Como a noiva na festa de casamento, cada usuário precisa dar atenção a todos, mesmo que de forma efêmera e rasa. Com isso boa parte da riqueza das relações interpessoais é perdida, desumanizando seus atores e forçando os mais carentes de atenção a exagerarem suas atitudes para que pareçam interessantes o suficiente. O Facebook é a rede da vez. Ela morrerá, surgirão outras. Abandoná-las é tão inviável quanto viver sem cartão de crédito, celular, conta bancária, plano de saúde, emprego ou qualquer tipo de atividade que deixe registros. FICHA 08 19 Mais do que isso, abandoná-las reduz oportunidades reais de autoexpressão, convívio, crescimento pessoal, aprendizado e intercâmbios sociais em geral. Já que os processos de socialização digital e construção de identidade são inevitáveis, é importante redefinir, com eles, os limites e regras de etiqueta no convívio. - O autor introduz o tema e o seu ponto de vista sobre o assunto nos quatro primeiros parágrafos do texto. Questão 01) No 1º parágrafo ele começa citando um fato sobre o qual as pessoas em geral reclamam. Qual é esse fato? A- Que ninguém vê suas postagens. B- Que as pessoas reclamam sem motivo. C- Que tem sua privacidade invadida. D- Que há muitas postagens desnecessárias. Questão 02) Nos três parágrafos seguintes, ele expõe sua opinião sobre o fato mencionado. Qual é ela? A- As pessoas deveriam comentar mais as postagens dos amigos. B- Que não é errado expor sua privacidade, afinal, a vida é sua. C- Que os mesmos que reclamam são os mesmos que expõem suas vidas. D- Pode-se postar o quiser, pois quase ninguém vê as redes sociais. - Nos três últimos parágrafos, o autor finaliza sua argumentação, ratifica seu ponto de vista e conclui seu texto com uma sugestão que ele acredita ser interessante para minimizar os problemas levantados. Questão 03) O autor faz uma constatação sobre o assunto em debate. Qual é ela? A- Que não é viável simplesmente abandonar as redes sociais. B- Para não ter a privacidade invadida, é melhor não ter redes sociais. C- Que todas as redes sociais são ótimas, portanto, devemos ter todas possíveis. D- Podemos ter uma única rede social, e não postar nada. Questão 04) Após a leitura do artigo de opinião "Eu não quero saber da sua vida", percebemos que é necessário: A- Defender os dois lados da discussão. B- Dizer que um lado é bom e o outro é ruim. C- Defender apenas um lado, e negar completamente o outro. D- Defender somente a sua opinião, não levar em consideração a opinião de outra pessoa. Questão 05) Qual a vantagem de se fazerem ponderações sobre os diferentes lados do assunto, em um artigo de opinião? A- Mostrar a imaturidade de quem escreveu. B- Poder ser rebatido mais facilmente. C- Haverá somente um lado certo. D- Mostrar a maturidade do autor. 20 Gênero textual: Conto Habilidade: (EF89LP33): Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. Leia o conto abaixo: Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada, caminhando pelos cantos escuros, era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. No local combinado, parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. Parou debaixo do poste, acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. Imediatamente um sujeito mal-encarado, que se encontrava no café em frente, ajeitou a gravata e cuspiu de banda. Era aquele. Atravessou cautelosamente a rua, entrou no café e pediu um guaraná. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. O outro entrou num beco úmido e mal- iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. Ali parecia não haver ninguém. O silêncio era sepulcral. Mas o homem que ia na frente olhou em volta, certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde, no centro, via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. Por trás dela um sujeito de barba crescida, roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Um aceno de cabeça foi a resposta. Enfiou a mão no bolso, tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. Depois se virou para sair. O que entrara com ele disse que ficaria ali. Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais clara, assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. O motorista obedeceu e, meia hora depois, entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta... Consegui. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental, a sorrir de felicidade. O marido colocou o pacote sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. Ali estava: um quilo de feijão. FICHA 09 Contos de mistério são narrativas curtas que envolvem uma atmosfera de suspense, intriga e tensão, centrando-se geralmente em eventos inexplicáveis ou em crimes que desafiam a lógica. Esses contos são caracterizados por sua capacidade de prender a atenção do leitor através de enigmas que exigem solução, personagens enigmáticos e tramas que frequentemente apresentam reviravoltas surpreendentes. O objetivo principal dos contos de mistério é manter o leitor envolvido e ansioso por descobrir a verdade oculta, explorando temas como investigação, segredos e o desconhecido. A construção cuidadosa de pistas e a revelação gradual dos detalhes essenciais são elementos fundamentais que garantem o envolvimento do leitor até a resolução final do enigma. 21 Questão 01. Quem é o personagem principal do conto e como ele se apresenta inicialmente? O personagem principal é um homem com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada, mantendo seu rosto oculto enquanto caminha pelos cantos escuros da cidade. Questão 02. Qual o código usado pela personagem para identificar-se como a pessoa esperada? A fumaça em três baforadas compassadas. Questão 03. Em que momento a linguagem é usada para apelar ao homem de paletó que fizesse ou deixasse de fazer alguma coisa? Quando o outro homem diz “Siga-me!”. Questão 04. Que fala da segunda personagem tem por objetivo fazer referência ao homem de paletó para transmitir uma informação ao sujeito de barba? “É este”. Questão 05. Como o homem de paletó expressa os seus sentimentos de triunfo para a mulher? Entra em casa a berrar: -- Julieta! Ó Julieta... consegui. Questão 06. Que providências tomou o homem para que ninguém o reconhece-se?Ele levantou a gola do paletó e a aba do chapéu abaixada, caminhando pelos cantos escuros, era quase impossível qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. Questão 07. Ao sair do café, o homem não caminhou ao lado do outro que encontrara. Por quê? Não poderia vê-los juntos, então um entrou num beco e a uma distância de uns dez a doze passos – entrou o outro. Questão 08. Como era o beco onde os dois entraram? Quem os homens encontraram na sala pequena e enfumaçada? O beco era úmido e mal iluminado. Por trás da mesa, um sujeito de barba crescida, roupas humildes e ar de pobre trabalhador parecia ter medo do que ia fazer. Questão 09. Que tipo de negócio parecia estar sendo feito ali? Por quê? Parecia vender algo ilícito, devido a tanto mistério. Questão 10. Que trecho do último parágrafo mostra que a compra do feijão não é vista como um ato rotineiro, comum, mas sim como um desafio para o personagem? O marido colocou o pacote sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo, depois de tanto esforço e economia, comprar aquilo que eles não viam há tanto tempo naquele barraco. Questão 11. Como o conto utiliza elementos de suspense e mistério para envolver o leitor? O conto utiliza descrições detalhadas do ambiente escuro e dos personagens enigmáticos, além de ações cautelosas e sinais secretos, criando uma atmosfera de suspense e mistério ao redor do encontro clandestino e do objetivo oculto do protagonista. 22 Gênero textual: Conto Habilidade: (EF89LP33): Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes – romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. Leia o conto abaixo de Clarice Lispector Felicidade clandestina Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar- lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo. FICHA 10 23 E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava- o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar ... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. Clarice Lispector Questão 01.O texto é narrativo,pois há o relato de certos fatos que ocorreram em uma determinada época e lugar. Quem conta a história e em que pessoa? Narrador - personagem, em 1ª pessoa, uma menina que sonha ler Reinações de Narizinho. Questão 02. Felicidade clandestina é um conto (narrativa curta com poucas personagens e lugar delimitado). Qual é a situação apresentada no início do texto? Uma menina que gosta de ler tem uma amiga muito perversa que é filha de dono de uma livraria. 24 Questão 03. O que faz com que essa situação inicial se modifique, instaurando o conflito? A menina que gosta de ler livros é informada pela filha do dono da livraria de que ela possuía Reinações de Narizinho, livro muito desejado pela narradora. Questão 04. Os três primeiros parágrafos formam a introdução do conto lido. Neles, são apresentadas as características das personagens da história. a) Quais são as personagens principais da história? A narradora e a menina filha do dono de livraria. b) Como é feita a caracterização das personagens: de modo superficial ou de modo aprofundado, minucioso? De modo minucioso. c) Que aspectos dessas personagens são ressaltados? São ressaltados aspectos físicos e psicológicos. Enquanto filha do dono de livraria era gorda, sardenta, cabelos excessivamente crespos e arruivados e tinha bustos enormes, a narradora, como as outras garotas, era bonitinha, esguia, altinha, de cabelos livres. A primeira não dava valor aos livros; a segunda ansiava por eles. Questão 05. Embora a filha do dono de livraria não tivesse muitas qualidades, algo a fazia parecer superior aos olhos da narradora. O que era? O fato do pai dela ser dono de livraria, pois isso possibilitava a ela ter os livros que quisesse. Questão 06. Observe estes trechos do texto: a) Por que, na opinião da narradora, a outra menina tinha talento para a crueldade? Porque fazia questão de humilhar e só emprestava livros depois que a pessoa implorasse bastante. b) Qual é a explicação da narradora para o ódio e o desejo de vingança da menina? De certa forma, a filha do dono de livraria achava-se inferior as outras meninas por elas serem bonitas, terem cabelos lisos, serem magras, etc. Questão 07. A posse do livro “As reinações de Narizinho” possibilitou à menina exercer sobre a narradora uma “tortura chinesa”, num jogo infindável de promessas e mentiras. a) Que características da menina e da narradora se observam nessa relação? A filha do dono de livraria era uma pessoa sádica, má, perversa; a narradora era persistente e resignada. Questão 08. Que consequências físicas resultam dessa tortura para a narradora? Olheiras, cansaço Questão 09. Explique: Por que a narradora se submetia a esse jogo criado pela menina? Pela esperança de obter o livro, porque a leitura dela era, para ela, uma necessidade vital. Questão 10. Um dia, a mãe descobre o jogo que a menina vinha fazendo com a narradora. a) O que parece ter chocado mais a ne nessa descoberta? A constatação da perversidade da filha, mais do que saber que a menina mentia. Questão 12. O que a decisão da mãe representou para a narradora? Representou a libertação, pois ela pôde deixar de se submeter aos caprichos da outra. 25 Gênero textual: Poema Habilidade: EF69LP48 consiste em: Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico- espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal. SONETO DE FIDELIDADE De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinícius de Moraes Questão 01. A 1ª estrofe pode apresentar algumas dificuldades de compreensão. A fim de compreendê-la melhor, faça o que é pedido. a) Ponha na ordem direta este trecho: “De tudo ao meu amor serei atento / antes”. Antes de tudo, serei atento ao meu amor. b) Explique o sentido da expressão ser atento (1º verso). Zelar, cuidar. Questão 02. Indique a que se refere a expressão maior encanto (3º verso)? A outras pessoas interessantes, atraentes. Questão 03. Responda: Para o eu lírico, a fidelidade supõe exclusividade ou não? Sim; de acordo com a 1ª estrofe, principalmente o eu lírico sugere uma dedicação exclusiva. Questão 04. Na 2ª estrofe, o eu lírico afirma que vai dedicar-se à pessoa amada nos mais diferentes momentos da vida. a) Quais são esses momentos? Os momentos tristes, alegres e comuns da vida. b) Segundo o texto, o amor e a fidelidade terão de passar por situações contraditórias, como sugere o verso “Ao seu pesar ou seu contentamento”. Que figura de linguagem se verifica nessa oposição de situações? A antítese. FICHA 11 26 Questão 05. O poema pode ser visto como organizado em duas partes: a primeira, formada pelas duas quadras (estrofes de quatro versos); a segunda, pelos dois tercetos (estrofes de três versos). Observe as formas verbais presentes nessas partes: a) Em que modo estão as formas verbais de cada uma das partes? As da 1ª parte estão no modo indicativo; as da segunda, no modo subjuntivo. b) As formas verbais das duas partes expressam fatos que ainda virão a ocorrer. Em qual delas, porém, há a certeza de que esses fatos ocorrerão? Na 1ª, em razão do uso de formas verbais do modo indicativo. Questão 06. Em qual das partes as formas verbais dizem respeito a um plano hipotético, imaginário, possível? Na 2ª, devido ao uso de formas verbais do modo subjuntivo. Questão 07. Que expressão do texto confirma sua resposta anterior? “Quem sabe”, que sugere possibilidade, dúvida, hipótese. Questão 08. Você já aprendeu que metáfora é a substituição de um termo por outro com base em uma comparação implícita, como ocorre neste verso de Camões: “Amor é fogo que arde sem se ver”. No penúltimo verso do poema, o amor é conceituado por meio de uma metáfora. a) Identifique-a. O amor é chama. b) Explique o sentido dela no contexto do poema. O amor é quente, ilumina, pode queimar, mas apaga, termina. Questão 09. O autor encerra o texto empregando um paradoxo, figura de linguagem que consiste na convivência de dois elementos opostos, que à primeira vista se excluem. a) Identifique o paradoxo existente na última estrofe. “infinito enquanto dure” (o infinito pressupõe ausência de limites) b) Explique o sentido dele no contexto do poema. A palavra infinito não significa sem limite temporal, pois o autor pressupõe o fim do amor. O eu lírico sugere o infinito do ponto de vista da intensidade, da qualidade do amor. Questão 10. O poema se intitula “Soneto da fidelidade”. Qual ou quais dos itens seguintes traduzem melhor o conceito de fidelidade e de amor no texto? a) Fidelidade é entrega total à pessoa amada e renúncia a outras possibilidades amorosas. b) Fidelidade é uma exclusividade amorosa que deve durar para sempre. c) O amor não é eterno, mas, enquanto dura, deve-se ser fiel a ele de forma intensa e qualitativamente infinita. d) Só há fidelidade no amor quando ele é infinitamente duradouro, embora ele possa um dia acabar. 27 Gênero textual: Cartaz Habilidade: (EF69LP05): Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos,de pontuação etc. Questão 01. O cartaz é um gênero textual utilizado, normalmente, para informar as pessoas sobre determinado assunto ou incentivá-las a tomar determinada atitude ou a evitar algum comportamento. a) O cartaz em estudo informa o leitor sobre qual assunto? Sobre a proibição do consumo de bebidas alcoólicas por pessoas menores de 18 anos. b) Ele incentiva o leitor a tomar qual atitude? A não ingerir bebidas alcoólicas se o leitor tiver menos de 18 anos, a não vender bebida alcoólica para menores e a não permitir que menores tomem bebida alcoólica. c) Você acha esse cartaz convincente? Por quê? Resposta pessoal. Questão 02. Normalmente, os cartazes são fixados em paredes ou outro suporte qualquer, em locais de ampla circulação de pessoas. Eles não têm, portanto, um leitor específico. Todos os que passarem perto de um cartaz devem ser capazes de entendê-lo. Levando isso em conta, descreva e justifique o tipo de linguagem usado no cartaz em estudo. É uma linguagem simples, direta e informal. Foi utilizado esse tipo de linguagem para que todos pudessem entender a mensagem de imediato. Questão 03. Como o cartaz fica num lugar em que as pessoas, em geral, estão só de passagem, ele precisa atrair a atenção delas. Nesse caso, como o cartaz atrai a atenção do leitor? Por meio da cor vermelha, da mão em sinal de parada e da mensagem de proibição. FICHA 12 Cartaz é um gênero textual que serve para informar as pessoas sobre determinado assunto. É produzido para ser fixado em paredes ou outros suportes, em lugares de grande circulação de pessoas. Apresenta, em geral, imagem, título e texto, em linguagem simples, direta e atraente, além dos nomes, logotipos ou logomarcas das empresas ou entidades responsáveis pela publicação. 28 Questão 04. Os cartazes normalmente combinam texto verbal e não verbal, ou seja, palavras e imagens. Qual é sua opinião sobre as imagens do cartaz lido? Resposta pessoal. Questão 05. Os cartazes normalmente apresentam um título, escrito com destaque, e um ou mais textos, em letra menor, mais longos e detalhados. Leia apenas o título do cartaz em estudo. Sem ler os textos em letra menor, seria possível entender a mensagem do cartaz completamente? Não. O sentido normalmente surge da combinação entre título e texto(s). Questão 06. Por que no texto em letras menores foi reproduzida uma lei? Porque essa justamente é a lei que proíbe a ingestão de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos. Isso dá força ao cartaz. Texto II Questão 07. O cartaz divulga as ações do S.O.S – Vida Animal. Esta Organização se preocupa com: A) os amigos dos animais. B) os animais abandonados pelo homem. C) os homens abandonados pelos animais. D) a amizade entre o homem e o animal. Texto III Questão 08. Qual é a principal função do texto 6? (A) Vender cigarro. (B) Vender plano de saúde. (C) Motivar pessoas a pararem de fumar. (D) Divulgar um shopping center. Questão 09. Qual é a função secundária do texto 6? (A) Vender cigarro. (B) Vender plano de saúde. (C) Motivar pessoas a pararem de fumar. (D) Divulgar um shopping center. 29 Gênero textual: Resenha crítica Habilidade: (EF89LP04): Identificar e avaliar teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada. George e o segredo do universo Lá pelos meus 10 anos, meus pais compraram a Enciclopédia Barsa e, junto com ela, veio um atlas científico que dedicava as primeiras páginas à teoria do Big Bang e da formação dos corpos celestes. Era lindo, cheio de fotos belíssimas. Fiquei completamente apaixonada pelo livro, lido e relido incansáveis vezes. Claro que eu não entendia todos os conceitos naquela época. Uma pirralha de quinta série não tem arcabouço científico o suficiente para isso. Seria muito, muito legal se, naquele tempo (ai, minhas rugas), houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes que explicasse tanta informação de uma forma mais acessível. Agora existe. Escrito por Stephen Hawking (admirado por 10 entre 10 geeks), em parceria com sua filha Lucy Hawking, George e o segredo do universo mistura ciência com fantasia, ação e uma dose de mistério. Ensina os mais interessantes fenômenos do universo, sem ser chato ou professoral. Por outro lado, não subestima a inteligência do leitor. Vai daí que é uma leitura divertida não só para crianças e adolescentes, mas também para adultos curiosos. A história gira em torno do garoto George, filho de pais pós-hippies/ ecochatos/naturebas que veem a ciência como um bicho-papão feio, bobo e chato. George morre de tédio e sonha em ter um computador. Sua vida fica muito mais interessante quando visita a Casa Vizinha e descobre Cosmos, um supercomputador que lhe mostra as maravilhas do universo de uma forma muito inusitada. Além de ser muito bem escrito, George e o segredo do universo impressiona pelo capricho na edição, desde a capa prateada até as belas fotos do espaço, reunidas em 4 encartes. Além disso, é todo ilustrado com cenas das aventuras de George. O livro é o primeiro de uma trilogia. É um ótimo agrado na volta às aulas, despertando nas crianças a curiosidade pela ciência. Para os adultos, é uma chance de aprender ou relembrar conceitos científicos de um jeito bem agradável. [...] LU MONTE. Dia de folga. Brasília, 7 jan. 2008. FICHA 13 Resenha crítica é um gênero textual argumentativo usado para expressar a opinião de um especialista sobre determinada produção artística ou cultural — um livro, filme, peça de teatro, CD de música etc. —, ajudando o leitor a decidir se vale a pena comprá-la, sair de casa para vê- la etc. Apresenta um resumo (ou sinopse) da obra e uma opinião sobre ela, fundamentada em argumentos. 30 Questão 01. O texto lido é uma resenha crítica sobre um livro. A autora da resenha é criança, adolescente ou adulta? Explique em quais pistas dadas pelo texto você se baseou. Provavelmente é adulta, pois se refere aos seus 10 anos como uma época distante: “naquela época”. Ela também fala de suas rugas: “Seria muito, muito legal se, naquele tempo (ai, minhas rugas), houvesse algum livro voltado para crianças e adolescentes”. Questão 02. Releia com atenção o último parágrafo. A que tipo de leitor a autora se dirige: crianças ou adultos? Ela escreve para adultos, pois sugere que o livro seja dado como um “agrado” (presente) às crianças ou, ainda, que seja lido pelo próprio adulto. Questão 03. As resenhas críticas são tradicionalmente publicadas em jornais e revistas. Atualmente, elas também podem ser encontradas em blogs. Qual o objetivo desse gênero de texto? Divulgar uma obra artística ou científica (no caso, um livro), informando o leitor sobre aquilo que se pode esperar dela. Questão 04. Jornais e revistas contratam profissionais para fazer resenhas. Em sua opinião, por que a autora decidiu publicar essa resenha em seu blog, por conta própria? Resposta pessoal. Sugestão: Para compartilhar com outras pessoas o prazer que experimentou ao ler o livro. Ou: Para criar um conteúdo interessante em seu blog e, assim, atrair mais visitas. Questão 05. As resenhas críticas apresentam um resumo (ou sinopse) da obra e uma opinião sobre ela. a) Em qual parágrafo do texto é apresentado o resumo do livro? Reescreva esse resumo com suas palavras. No 5º parágrafo. Resposta pessoal. Sugestão: George, filho de pais pós-hippies e avessos à ciência, sonha em ter um computador. Um dia, visita a Casa Vizinha e descobre o supercomputador Cosmos, que lhe mostra as maravilhas do universo. Questão 06. Identifique dois trechos da resenha que demonstram a opinião da autora sobre