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Ana Maria Ramos – PPR 2022.2 
A classificação tem uma finalidade didática, 
facilidade na comunicação entre profissionais e técnicos e 
sistematização do desenho e do tratamento, pois para 
uma determinada denominação Classe I, por exemplo, o 
modo de raciocínio para a PPR será diferente para uma 
Classe III. 
Há 65.534 combinações possíveis considerando 
arco superior e inferior, com relação aos espaços 
protéticos existentes. Cerca de 60 classificações já foram 
propostas, sendo por aspectos biomecânicos, biológicos 
etc. 
CLASSIFICAÇÕES 
→ Critério Funcional 
Considerando um paciente dentado, quando é 
mastigado um alimento sobre os dentes, ele está envolto no 
seu alvéolo com ligamentos periodontais. Esse periodonto 
serve como amortecedor ao impacto dessa mastigação e 
essa força acaba indo para o osso subjacente. 
Quando os pacientes começam a perder os 
dentes, os dentes que sobram começam a receber mais 
carga do que deveria. Dependendo do tamanho do 
espaço protético haverá uma variação de como essa 
carga será transmitida ao osso. 
A PPR fica entre a situação de uma prótese fixa 
(dentossuportadas) e uma total (mucossuportadas). A 
indicação da PPR é muito versátil, no entanto a 
complexidade e a maneira que ela irá funcionar irá variar 
da quantidade de dentes que esse paciente terá. Dessa 
forma, o transporte das cargas pode ser tanto via dente 
(dentosuportada), quanto via fibromucosa 
(mucosuportada), sendo consideradas dento-
mucosuportada. 
→ Critério Topográfico 
Classificação de Kennedy 
Foi sugerida em 1925, porém ainda hoje é a mais 
utilizada, pois se baseia na posição dos espaços edentados 
em relação aos dentes remanescentes no arco. É 
considerada simples e abrangente. 
 
Classe I de Kennedy 
Espaços protéticos bilaterais e 
situados atrás dos dentes suportes. 
Casos clássicos 
dentomucossuportados. 
 
Classe II de Kennedy 
Espaço protético unilateral e 
situado atrás dos dentes 
suportes. 
 
 
Classe III de Kennedy 
Espaços protéticos 
intercalar e unilateral. 
 
 
 
 
 
Classe IV de Kennedy 
Espaço protético 
inteiramente anterior aos 
suportes e que ultrapassa a linha 
mediana. 
Existem algumas modificações dessa 
classificação de Kennedy, onde outros espaços protéticos 
além dos principais serão considerados suplementares. 
Nesse caso, foram incorporadas as regras de Applegate. 
Modificação de Applegate 
No caso da imagem, 
o lado direito será utilizado na 
classificação de Kennedy 
(Classe III), no entanto ela não 
é pura, tendo mais um espaço 
protético, sendo chamada de 
Classe III com modificação 1. 
 
 
Na segunda imagem, temos 
uma Classe II de Kennedy, com 
modificação 1. 
 
 
Nesse último caso, 
temos uma Classe II de Kennedy 
com mais dois espaços 
protéticos, sendo nomeada de 
Classe II de Kennedy, com 
modificação II. 
 
Obs.: Quando vamos nomear os espaços protéticos, 
vamos nomear a Classe com números romanos e a 
modificação em algarismos arábicos. 
 
REGRAS DE APPLEGATE 
 
1- A classificação geral deve ser feita após o preparo 
de boca, visto que novas exodontias poderão alterá-
la. O paciente de prótese deve estar todo pronto (sem 
casos de exodontia, endodontia, restaurações no 
geral etc.); 
2- Se o terceiro molar estiver ausente, não se deve levar 
em consideração a área edentada correspondente, 
pois eles não serão recolocados; 
3- Se os terceiros molares estiverem presentes e forem 
Ana Maria Ramos – PPR 2022.2 
utilizados como suportes, devem ser considerados na 
classificação; 
4- A área correspondente aos segundos molares 
ausentes não será considerada na classificação, caso 
eles não sejam reposicionados. O segundo molar não 
é reposicionado em alguns casos, principalmente se 
não tem um antagonista; 
5- Quando existirem áreas edentadas adicionais no 
mesmo arco, a área ou áreas mais posteriores 
determinam a classificação; 
6- As áreas edentadas agregadas às que determinam 
a classificação primária, indicam-se como 
modificações dessa classe e são identificadas por um 
número; 
7- A extensão da modificação não influencia em nada, 
o fator determinante é o número dos espaços 
protéticos. 
8- Só as classes I,II e III podem ter modificações, visto 
que na classe IV as áreas edentadas adicionais seriam 
posteriores, portanto definiriam a definição. 
CLASSIFICAÇÃO ICK (IMPLANT-CORRECTED KENNEDY) 
 Usa a classificação de Kennedy como base. 
REGRAS 
1- Os espaços edêntulos que serão restaurados com 
próteses fixas sobre implante não serão incluídos na 
classificação; 
2- Para evitar confusão, a maxila será apresentada 
com a parte arredondada do arco voltada para 
cima e a mandíbula com a parte arredondada 
para baixo, como se vê o paciente de frente; 
3- A classificação sempre começará com Implant 
Corrected Kennedy Classe + descrição da 
classificação. Ex : ICK 1, para classe I de Kennedy. 
4- A abreviação “max” para maxilar e “man” para 
mandibular pode proceder a classificação. A 
palavra modificação pode ser abreviada como 
“mod”; 
5- Numerais Romanos serão usados para a 
classificação e numerais arábicos serão usados 
para o número de modificações e implantes; 
6- É usado o sistema de numeração dentária da ADA 
(American Dental Association) para apresentar o 
número e a posição exata do implante no arco. 
Outros sistemas de numeração, como o FDI, podem 
ser usados assim como o nome do dente; 
7- A classificação será na seguinte ordem: classificação 
principal, modificação, número de implantes entre 
parênteses, de acordo com a sua posição no arco 
precedido pelo sinal #. Ex: Max ICK I (#17,27), Man 
ICK I, mod 1 (#36,41,46); 
 
Obs.: a ordem dos implantes deve seguir a 
ordem crescente dos quadrantes. 
8- A classificação pode ser usada depois da 
colocação de implantes para descrever uma 
situação de PPR com implantes, ou antes da 
colocação para indicar o número e a posição de 
futuros implantes com uma PPR; 
9- Um nome diferente, Sistema de Classificação ICK foi 
dado a esta classificação para diferenciá-la de 
outros sistemas de classificação para arcos 
parcialmente edêntulos.

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