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Zaide Frazão DENOMINADO “Derrame Cerebral” “Isquemia” “Trombose cerebral” Conhecido como Acidente Vascular Cerebral –AVC Acidente Vascular Encefálico - AVE AVE - (Termo mais correto) – Contempla estruturas no encéfalo e não apenas do cérebro. Emergência médica; Doença neurológica de maior prevalência; Alto custo individual e social; 3ª causa de morte em países desenvolvidos; 1º de incapacidade em todo o mundo; No Brasil, é a principal causa de morte em pessoas com mais de 40 anos. Definição Déficit Neurológico Causado por interrupção do fluxo sanguíneo ou hemorragia em uma determinada região encefálica Pode ser classificado em duas grandes categorias AVE isquêmico e AVE hemorrágico TROMBO Fissura e ruptura da placa AVE HEMORRÁGICO AVE ISQUÊMICO DEFINIÇÃO Ocorrência de oclusão de um vaso sanguíneo - (artéria) que irriga determinada região encefálica, privando essa região de nutrientes e oxigênio. AVE ISQUÊMICO Sintomatologia neurológica deficitária relacionada ao território vascular definido AVC HEMORRÁGICO Manifestações Clínicas PERDA REPENTINA DA FORÇA MUSCULAR Paresia: Interrupção dos movimentos de um ou mais membros. Plegia: Perda total da força muscular. Amaurose: Perda total ou parcial da visão. Dificuldade de comunicação oral Disfasia: Descoordenação da fala Disartria: Distúrbio da articulação da fala Dislalia: Dificuldade na articulação da fala. Cefaleia; Náuseas e vômitos; Distúrbios visuais – diplopia/escotomas (percepção duplicada). Eventos hemorrágicos Alterações pupilares Vômitos em jatos Elevação da pressão intracraniana (PIC); Déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico. AVE HEMORRÁGICO Manifestações Clínicas AVE ISQUÊMICO Manifestações Clínicas Tonturas Rebaixamento do nível de consciência; Perda repentina e temporária da consciência; Confusão mental; Hemiparestesia: Perturbação da sensibilidade tátil Alterações da memória. Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios – ataque isquêmico transitório (AIT) FISIOPATOLOGIA É considerado AVE hemorrágico, no momento em que ocorre a ruptura de um vaso sanguíneo encefálico; No acidente vascular hemorrágico, existe hemorragia local, com outros fatores complicadores, tais como: Elevação da pressão intracraniana (PIC) e edema cerebral; AVE HEMORRÁGICO Corresponde de 10 à 15% dos acidentes vasculares encefálicos, sendo associado à mais alta mortalidade, com apenas 38% dos pacientes vivos após o primeiro ano do evento. Zaide Frazão AVE HEMORRÁGICO Avaliação Pontuação Abertura Ocular Espontânea Por Estimulo Verbal Por Estimulo A Dor Sem Resposta 4 pontos 3 pontos 2 pontos 1 ponto Resposta verbal Orientado Confuso (Mas ainda responde) Resposta Inapropriada Sons Incompreensíveis Sem Resposta 5 pontos 4 pontos 3 pontos 2 pontos 1 ponto Resposta motora Obedece Ordens Localiza Dor Reage a dor mas não localiza Flexão anormal – Decorticação Extensão anormal - Decerebração Sem Resposta 6 pontos 5 pontos 4 pontos 3 pontos 2 pontos 1 ponto Em que ano estamos? 2014 1972 Solta!Almoço!Não Hugh! Ahrr! Zaide Frazão Escala de Coma de Glasgow Coma Score Grave Moderado Leve < 8 9 – 12 >12 CLASSIFICAÇÃO DO PACIENTE A escala de coma serve para classificar ospaciente em coma. FATORES DE RISCO - AVEI Hipertensão arterial Tabagismo Diabetes Mellitus Sedentarismo Obesidade Cardiopatias FATORES DE RISCO - AVEH Má-formação arteriovenosa - MAV Aneurismas Traumas DIAGNÓSTICO Avaliação do nível de consciência História clínica Apresentação dos sintomas Exames por imagens Tomografia computadorizada Ressonância magnética Áreas hipodensas (escuras) TRATAMENTO - (AVEI) Agentes Trombolíticos Uso no AVE Isquêmico: Com a obstrução arterial, a necrose progride da área central para áreas periféricas. O uso de fibrinolíticos visa restabelecer o fluxo arterial e salvar neurônios da área isquêmica, minimizando sequelas neurológicas. Deve ser utilizado nas primeiras três horas dos sintomas Tratamento do AVEH Drenagem de hematomas Controle de hipertensão intracraniana – diurético osmótico (Manitol à 25%); Uso de DVE Derivação Ventricular Externa (sistema fechado de drenagem usado em procedimento neurocirúrgico) em situações de hidrocefalia - (AVEH) PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES Paralisação dos músculos e a instalação de rigidez Perda de mobilidade de articulações Reabilitação – fisiatria (Medicina Física e Reabilitação) - Fisioterapia ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO Assistência de Enfermagem Avaliar alterações comportamentais Sonolência e confusão mental Manter cabeceira elevada a 30° e alinhada Controle de sinais vitais rigoroso: PA, FC, FR e Tª Proteger proeminências ósseas *Realizar mudança de decúbito de 2/2 horas* Realizar balanço hídrico rigoroso e controle de eliminações Prevenção de deformidades Dilatação da parede de uma artéria cerebral, que se desenvolve com resultado da debilidade da estrutura da artéria. O fundo da base do aneurisma tem uma estrutura fina e frágil, sendo o local mais comum de sua ruptura. Esta ruptura pode ser favorecida pelo envelhecimento da parede arterial, devido arteriosclerose e pela hipertensão arterial. ANEURISMA FISIOPATOLOGIA Quando o aneurisma aumenta de tamanho ou rompe-se causando hemorragia sub-aracnóide, ocorre pressão sobre os nervos cranianos, o que leva a alterações no funcionamento normal do cérebro. Entrada de sangue no espaço sub-aracnóide compressão e promove lesão do tecido cerebral, causando a elevação da PIC Menor ou igual 2 mm: mini De 2 a 6 mm: pequenos De 6 a 15 mm: médios De 15 a 25 mm: grandes Maior ou igual a 25 mm: gigantes CLASSIFICAÇÃO DO ANEURISMA Avaliação Diagnóstica Tomografia Computadorizada de crânio Punção lombar Angiografia cerebral: (Técnica utilizada para a detecção de anomalias dos vasos sanguíneos) Tomografia Computadorizada Crânio Punção Lombar Aneurisma da Artéria Carótida Após Tratamento Cirúrgico O tratamento do aneurisma é cirúrgico (Craniotomia para clipagem do aneurisma CIRURGIA INTRACRANIANA CRANIOTOMIA CRANIOTOMIA É uma abertura cirúrgica no crânio, é realizada de vários modos: Osteoplastia da borda do osso Esta permanece unida, os músculos e outras estruturas são dobrados. Borda com forma livre Um segmento do crânio é cortado e removido para fora de sua linha de sutura. Cirurgia Transfenoidal - nariz TREPANAÇÃO CRANIANA CIRURGIA INTRACRANIANA Ampliação do orifício formado por broca O osso é gradualmente removido por uma broca até que o cérebro esteja suficientemente exposto. A craniectomia (remoção permanente de uma porção do crânio) pode ser realizada para descompressão. CIRURGIA INTRACRANIANA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AVALIAR Sinais vitais Nível de consciência Orientação pessoal, espacial e temporal Capacidade para seguir instruções Pupilas Isometria (Contração muscular) Reação à luz Coloração da pele Pontuação da escala de coma de Glasgow Movimentos das extremidades e movimentos. AVALIAR Monitorizar oximetria de pulso e gasometria arterial Manter vias aéreas pérvias Observar aspecto do curativo Monitorizar exames laboratoriais Observar presença de crises convulsivas Manter posicionamento adequado Proporcionar o alívio da dor administrando analgésicos prescritos. Manter nutrição adequada Balanço hídrico ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM