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Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 1
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PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
DO GESTOR
EDUCACIONAL
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 1
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Fernandes, Ana Cleide, 2021.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional - Jupiter Press - São Paulo/SP
54 páginas.
Palavras-chave: 1. Práticas Pedagógicas; 2. Gestor Educacional; 3. Planeja-
mento Escolar
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 2
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s
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................4
1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DO GESTOR EDUCACIONAL ............................................5
1.1 O QUE É A GESTÃO ESCOLAR: ............................................................................................5
2. FUNÇÕES DO GESTOR EDUCACIONAL ...................................................................................7
3. O PAPEL DO GESTOR EDUCACIONAL NA PROFISSIONALIZAÇÃO DA 
ESCOLA ................................................................................................................................................................12
4. PERFIL DE LIDERANÇA E A INFLUÊNCIAEM UMA BOA GESTÃO 
EDUCACIONAL ...............................................................................................................................................16
5. MODELO DE PLANO DE GESTÃO EDUCACIONAL ............................................................20
POR ONDE COMEÇAR UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR EFICAZ? .............20
QUANDO INICIAR UM PLANEJAMENTO PARA SUA ESCOLA? ...........................21
PLANEJAMENTO ESCOLAR PARTICIPATIVO ..................................................................21
MONITORAMENTO DO PLANO DE GESTÃO ESCOLAR ..........................................22
SOFTWARES DE GESTÃO ESPECIALIZADOS ..................................................................22
O QUE DEVE CONTER EM UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR? ........................23
CAMPANHAS DE REMATRÍCULA ............................................................................................23
EQUIPE MOTIVADA E ENGAJADA. .........................................................................................23
GESTÃO FINANCEIRA NO POSITIVO ....................................................................................24
6. COMO ORGANIZAR UMA REUNIÃO PEDAGÓGICA .........................................................29
7. COMO CONTRATAR UM BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL .................35
8. COMO ALINHAR GESTORES ESCOLARES E FAMILIARES DOS DOCENTES .....42
9. ERROS NA GESTÃO EDUCACIONAL ............................................................................................47
10 PRIORIDADE, O BEM ESTAR DOS DISCENTES .....................................................................51
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .............................................................................................................54
*
* A navegação deste e-book por meio de botões interativos pode variar de funcionalidade dependendo de cada leitor de PDF.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 3
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INTRODUÇÃO
O ensino público no Brasil passa por momentos de transformações, com os 
avanços mundiais e tecnológicos, onde os gestores e toda a equipe pedagógica 
precisa de um acompanhamento dos mesmos, pois o ambiente escolar precisa se 
adaptar. O papel do gestor em seu ambiente de trabalho é proporcionar aos seus 
companheiros um ambiente harmonioso sabendo articulares suas funções que 
não são poucas, onde enfrenta vários desafios para executar.
É um dos primeiros desafios que um gestor enfrenta é conseguir envolver 
toda a equipe da escola com os objetivos a ser alcançados. Há varias diversidade 
dentro do ambiente, pois é necessário estar atento sobre isso a maneira de se 
relacionar com as pessoas, é necessário ouvir muito; promover aos professores 
oportunidades de discussão, deixá-los colocar as suas ideias e acatá-las, chegando 
a um objetivo comum, é muito importante a confiança transmitida aos demais, isso 
facilitará o trabalho dos mesmos. Vê se dentro do corpo do trabalho qual o tipo do 
gestor que atualmente encaixa com essa responsabilidade dentro do ambiente 
escolar, pois cada uma dessas responsabilidades é necessária serexecutada.
A participação da equipe numa totalidade dentro do ambiente escolar não 
só um pouco, o comprometimento com a educação, tentando sempre entender 
a complexidade encontrada. A contribuição é essencial, pois só ajuda não adianta 
nada um depende do outro para que o trabalho se torne eficaz. Isto será abordado 
dentro do trabalho mostrando quanto e necessário um gestor dentro do ambiente 
escolar para ajudar a equipe a se direcionar a um mesmoobjetivo.
No momento são só algumas citadas aqui, mas há varias responsabilidades 
que o gestor tem no ambiente escolar. Estará sendo relatadas as mudanças 
históricas; o papel do gestor, a sua articulação junto à família, o seu desempenho, 
e como executa a democracia dentro do ambiente escolar.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 4
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1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DO GESTOR 
EDUCACIONAL
1.1 O QUE É A GESTÃO ESCOLAR:
Gestão escolar consiste num sistema de organização interno da escola, 
envolvendo todos os setores que estão relacionados com as práticas escolares. 
Desta forma, a gestão escolar visa garantir um desenvolvimento socioeducacional 
eficaz na instituição de ensino.
Cada escola deve desenvolver o seu plano de gestão escolar, com base 
nas diretrizes de educação vigentes. Como resultado desta gestão, espera-se 
que a instituição tenha uma excelência no ensino; redução da inadimplência; 
prevenção da evasão escolar; combater à indisciplina; manter a motivação da 
equipe que compõe a escola; além de manter os pais e os alunos engajados nos 
projetosescolares.
O responsável por atuar na organização da gestão escolar é o gestor escolar. 
Este profissional tem a missão de elaborar propostas pedagógicas para a escola em 
que atua, com base na democracia e na participação da comunidade, garantindo 
a manutenção da qualidade doensino.
Além disso, o sistema de gestão escolar deve valorizar a atuação de 
educadores com a responsabilidade de formar cidadãos críticos sobre a 
realidade, que tenham opinião e integridade. Também devem ajudar os jovens 
a desenvolverem as suas competências e habilidades, sejam elas naturais ou 
aprendidas ao longo dotempo.
A gestão escola é constituída por quatro principais pilares:
Gestão pedagógica, administrativa, financeira, recursos humanos.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 5
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Figura 1 - Gestão Escola
Fonte: https://www.questudio.com
• Gestão pedagógica: organização, planejamento e administração da área 
educativa;
• Gestão administrativa: organização e administração da instituição como 
estrutura física, como o prédio, os equipamentos, materiais necessários 
para o funcionamento das aulas e dos projetos propostos pela gestão 
pedagógica, etc;
• Gestão financeira: organiza o orçamento da instituição, se 
responsabilizando em distribuir de forma ordenada a verba para os 
diferentes setores da escola. Cuida de toda a parte financeira da instituição 
(cálculo de custos, fluxo de caixa, definição de orçamento, entre outras 
atividades);
• Gestão de recursos humanos: organização de pessoal, ou seja, de toda 
a comunidade que faz parte do ambiente escolar (alunos, professores, 
funcionários, responsáveis e comunidade em geral). A principal missão da 
gestão de recursos humanos é garantir que todos mantenham a satisfação 
e, consequentemente, o rendimento de suas atividades. Os direitos, 
deveres e atribuições de todas as pessoas que compõem a instituição 
devem ser baseados no Regimento Escolar. 
Práticas PedagógicasDo Gestor Educacional 6
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2. FUNÇÕES DO GESTOR EDUCACIONAL
Requer-se dos educadores (técnicos, gestores e docentes) uma nova 
postura diante do processo ensino aprendizagemedaeducaçãoemgeral.
Aescolaterádemudarparaestimular eprepararoalunoparaviver num mudo futuro 
que será caracterizado por complexidade e incerteza cada vez maiores, conflitos 
de valores, avanços tecnológicos e interdependência global. A escola não pode 
continuar atuando como há 50anos.
Figura 2- Funções do Gestor
Fonte: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
O gestor precisa acompanhar toda uma evolução na sociedade não estagnar 
no tempo, pois as mudanças acontecem muito rápidas, é preciso o gestor se 
atualizar, pois aquele que assume uma direção com preocupação somente com o 
burocrático, até mesmo aquele que é autoritário, já não propicia uma gestão com 
qualidade, propiciando um ensino de qualidade. O gestor, no entanto é aquele 
que é um educador, que sabe ser, sabe conhecer, sabe fazer e viver: que obtém 
uma visão ampla, enxerga de longe, em qualquer um desses caso sua atuação 
eaplausível.
Segundo Santos (2002, p. 27), mostra que o gestor nas escolas ainda se 
baseia no modelo administrativo clássico, estática e burocrática, hoje com todos 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 7
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os avanços as escolas ainda há bastante burocracia em termo do administrativo, 
mas já aconteceram várias mudanças, uma delas é a tecnologia que é aplicada 
na escola que veio para ajudar a melhorar a realização da burocracia: ex, 
preenchimento de muitos papeis, o mesmo autor relata que a mudança deve ser 
embasada nas modernas teorias de administração, com ênfase na liderança, na 
tomada de decisões, nas estratégias e na flexibilidade e autonomia daescola.
Fica claro que o gestor atualmente precisa acompanhar as mudanças, 
assumindo um novo perfil, sendo um líder, aquele que consegue influenciar as 
pessoas a realizar algo para alcançar o seu objetivo, sabendo atuar dentro do 
ambiente escolar, buscando novas formas de se realizar, sabendo quais são as 
suas expectativas que são bem claras, que é uma educação de qualidade para 
osalunos.
E do diretor da escola a responsabilidade máxima quanto à consecução 
eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento plenos dos objetivos 
educacionais, organizando, dinamizando e coordenando todos os esforços nesse 
sentido e controlando todos os recursos para tal. Devido a sua posição central na 
escola, o desempenho de seu papel exerce forte influência (tanto positiva, como 
negativa sobre todos os setores pessoais daescola.
As funções do trabalho do gestor estão diretamente relacionadas à 
organização e gestão da escola. O processo de organização escolar dispõe, 
portanto, de funções, propriedades comuns ao sistema organizacional de uma 
instituição, com base nos quais se definem ações e operações necessárias ao 
funcionamento institucional. São quatro as funções constitutivas desse sistema: 
a) planejamento: b) organização: racionalização de recursos humanos, físicos, 
materiais, financeiros, criando e viabilizando as condições e modos pares realizar 
o que foi planejado: c) direção/coordenação: coordenação do esforço humano 
coletivo do pessoal da escola: d) avaliação comprovação do funcionamento.
Fica, pois claro que o gestor desempenha vários papéis dentro do ambiente 
escolar, cabendo a ele a articulação de todos os setores e aspectos do mesmo. É 
do seu desempenho e de sua habilidade em influenciar o ambiente que depende 
em grande parte, a qualidade do ambiente e clima escolar. O desempenho do seu 
pessoal e a qualidade do processo ensino aprendizagem.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 8
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A fim de desincumbir-se do seu papel, o direto assume uma serie de 
funções, tanto de natureza administrativo, quanto pedagógica. Do ponto de vista 
administrativo competem-lhe, por exemplo, a:
• Articulação e controle dos recursoshumanos;
• Articulação escolarcomunidade;
• Articulação da escola com o nível superior de administração do sistemaeducacional;
• Formulação de normas, regulamentos e adoção de medidas condizentes com os 
objetivos eprincípios
• propostos;
• Supervisão e orientação a todos aqueles a quem são delegadasresponsabilidades.
• Do ponto de vista pedagógico são de sua alçada, por exemplo,a:
• Dinamização e assistência aos membros da escola para que promovam ações condi-
zentes à comos
• objetivos e princípios educacionais propostos;
• Liderança e inspiração no sentido de enriquecimento desses objetivos eprincípios;
• Promoção de um sistema de ação integra ecooperativa;
• Manutençãodeumprocessodecomunicaçãoclaroeabertoentreosmembrosdaesco-
lae entrea
• escola e acomunidade;
• Estimulação a inovação e melhoria do processoeducacional.
Quanto maior for à escola e mais complexo for o seu ambiente, mais árdua 
se torna a tarefa do diretor para desincumbir-se do seu papel. Assim é que se 
promove em escolas de tamanho e médio, grandes a subdivisão das funções 
inerentes a posição do diretor ele a possibilidade de o mesmo delegar a execução 
de varias delas as outras pessoas, notadamente ao supervisor escolar.
Para desenvolver o seu trabalho o gestor encontra a falta de aceitação dos 
profissionais gerando uma das dificuldades. O gestor depara-se com inúmeras 
dificuldades para conseguir realizar o seu trabalho. Nota-se pelo o que diz Santos 
(2002):
O educador não é um trabalhador qualquer. Seu campo de ação é o ser 
humano, com sua expectativa eprojetos de vida, que merece todo respeito. Mais 
que um trabalho, é uma missão, uma vocação. Difícil desempenhar dadas as 
condições precárias, o descaso governamental, o próprio descrédito e desprestigio 
da escola. Porem um trabalho inadiável e imprescindível. A desvalorização e 
perspectivas trazem bastantes dificuldades, pois vários profissionais se deslocam 
de duas ou três instituições para manterem o seu padrão devida.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 9
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O gestor precisa ser dinâmico e ter flexibilidade junto ao corpo docente.
Dourado (2001) relata a eficácia entre o líder e os seus liderados para a criação 
da confiança entre eles.
A atuação do diretor e da equipe gestora na mobilização de pessoas e 
no desenvolvimento de liderança participativa é fundamental. Uma liderança 
mobilizadora está sempre a compartilhar com os outros a solução de problemas, a 
elaboração de planejamento e a implementação de ações pedagógicas na escola. 
Sem negar os problemas, uma liderança mobilizadora procura programar ações e 
consolidar mecanismos visando garantir a participação de todos.
Não há duvidas que o líder construa confiança ao poder aos seus liderados, ao 
se trabalhar o desenvolvimento de um estilo eficaz relacionamento com liderados, 
os líderes fortalecem o seu pessoal e a instituição, podendo desenvolver uma 
equipe composta por pessoas que conjuntamente buscam novas oportunidades, 
compartilham seus conhecimentos, capaz de ser sensível ao problema da 
comunidade e de cada individuo, em particular, capaz de se voltar para os valores 
construídos ao longo das experiências de vida, capaz de enfrentar as competências 
e de conduzir pessoas a ações.
Hoje há necessidade de um guia, um estimulador de mudanças, um orientador 
que prepara o educando para garantir a encorajamento para levantar à confiança a 
motivação dos liderados. As decisões são tomadas pelo lide, depois de considerar 
o interesse dos integrantes da equipe da escola.
Na medida em que o professores vão se tornando mais experientes, menos 
direcionamento e maior apoio pessoal são necessários. O papel do líder escolar e 
orientar, como se fosse o técnico de um time, e desenvolver o time de escola.
Fernandes (2001) relata que a liderança desenvolve se a efetividade vive 
criando-a momentos de homenagem e carinho.
Cabe a liderança de uma empresa criaruma contínua vivencia de 
oportunidades para enaltecer, alertar, congratular-se, alegrar-se, porque o ser 
humano existe e está ai, a nossa frente, ao lado, em todas as direções para ser 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 10
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festejado e aplaudido, porque é colega, professor, pai vizinho, amigo, a questão do 
poder dilui-se onde há confiança e o risco tem sentido na palavra e na competência 
do outro. Não importa as causas, a formação recebida por cada um de nos que 
determina, por vezes, personalidades desconfiadas, prudentes ao estremo, que 
sempre manifestam uma cautela excessiva, antes de confiar.
A confiança e esperança no outro, flui a energia positiva do amor, da 
cooperação e da verdade, capaz de anular todas as preocupações, para construir 
as habilidades e desenvolver a experiência de equipe. 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 11
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3. O PAPEL DO GESTOR EDUCACIONAL NA 
PROFISSIONALIZAÇÃO DA ESCOLA
O gestor educacional é um profissional de grande relevância para uma 
instituição de ensino. Sua responsabilidade de liderança é essencial para garantir 
excelência na educação e incentivo à produtividade dos professores.
Figura 3 - O papel do Gestor
Fonte: https://pt.vecteezy.com
No entanto, muitas escolas ainda relutam em capacitar esses profissionais, 
alegando que apenas os conhecimentos acadêmicos são suficientes para garantir 
a sustentabilidade da empresa. Para demonstrar que o papel desse profissional 
pode ir muito além do conhecimento teórico, listamos a seguir algumas dicas de 
como o gestor educacional pode melhorar a profissionalização nas escolas.
O gestor educacional é um profissional com amplas responsabilidades 
e tarefas que são propostas pela instituição. Isso porque, além da dimensão 
pedagógica, esse profissional precisa ter conhecimentos do mercado, domínio 
dos recursos tecnológicos e, ainda, manter um perfil de liderança para estimular 
os professores e os técnicosadministrativos.
Vale lembrar que a função do gestor educacional abarca diversos cargos: 
o coordenador, diretor, assistente pedagógico, e alguns possuem atribuições 
específicas no seu âmbito de atuação.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 12
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Sendo assim, o papel do gestor educacional perpassa por questões 
relacionadas a uma gestão mais democrática que ressalta o espírito de liderança 
em suas ações. Por isso, sua atuação deve destacar as virtudes essenciais para 
garantir um ambiente escolar produtivo, humano e democrático.
Por se tratar de um ambiente que apresenta desafios constantes, o gestor deve 
ainda se preocupar em aplicar um método eficaz respeitando o desenvolvimento 
pedagógico e humanístico, essencial para almejar sucesso no processo de ensino-
aprendizado.
Para exercer plenamente essa atribuição, o gestor de uma escola precisa 
aprimorar seus conhecimentos, buscando formação que irá auxilia-lo nessa difícil 
tarefa de gerir uma escola.
Além disso, o profissional deve se ater a algumas atribuições como, por 
exemplo, manter boas práticas escolares, estar atento à limpeza e organização do 
ambiente e, ainda, estar preparado para agir em casos de emergência médica e 
outras situações de respaldo legal...
Assim, é muito importante que o profissional analise suas limitações e escolha 
se aprofundar e ampliar sua formação e conhecimentos de acordo com as 
necessidades do cargo. Lembrando que, a atualização constante do profissional 
é um importante diferencial em uma instituição de ensino que se preocupa com 
qualidade.
O desenvolvimento de habilidades humanitárias, que buscam ajudar a 
gerenciar a relação entre estudantes e professores, é essencial no trabalho de 
um gestor educacional. Por exemplo, é fundamental que o profissional tenha 
conhecimentos para administrar questões como o bullying e outros distúrbios 
psicológicos que ocorrem no ambiente escolar.
A contratação de funcionários não deve ser analisada somente pela 
perspectiva da experiência acadêmica. Deve ser levada em conta também as 
diversas vivências que o profissional traz e que podem acrescentar inovação à 
atualgestão.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 13
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O gestor educacional é um profissional de grande relevância para uma 
instituição de ensino. Sua responsabilidade de liderança é essencial para garantir 
excelência na educação e incentivo à produtividade dos professores.
No entanto, muitas escolas ainda relutam em capacitar esses profissionais, 
alegando que apenas os conhecimentos acadêmicos são suficientes para garantir 
a sustentabilidade da empresa. Para demonstrar que o papel desse profissional 
pode ir muito além do conhecimento teórico, listamos a seguir algumas dicas de 
como o gestor educacional pode melhorar a profissionalização nas escolas.
O gestor educacional é um profissional com amplas responsabilidades 
e tarefas que são propostas pela instituição. Isso porque, além da dimensão 
pedagógica, esse profissional precisa ter conhecimentos do mercado, domínio 
dos recursos tecnológicos e, ainda, manter um perfil de liderança para estimular 
os professores e os técnicosadministrativos.
Vale lembrar que a função do gestor educacional abarca diversos cargos: 
o coordenador, diretor, assistente pedagógico, e alguns possuem atribuições 
específicas no seu âmbito de atuação.
Sendo assim, o papel do gestor educacional perpassa por questões 
relacionadas a uma gestão mais democrática que ressalta o espírito de liderança 
em suas ações. Por isso, sua atuação deve destacar as virtudes essenciais para 
garantir um ambiente escolar produtivo, humano e democrático.
Por se tratar de um ambiente que apresenta desafios constantes, o 
gestor de-ve ainda se preocupar em aplicar um método eficaz respeitando o 
desenvolvimento pedagógico e humanístico, essencial para almejar sucesso no 
processo de ensino-aprendizado.
Para exercer plenamente essa atribuição, o gestor de uma escola precisa 
aprimorar seus conhecimentos, buscando formação que irá auxilia-lo nessa 
difícil tarefa de gerir uma escola. Além disso, o profissional deve se ater a algumas 
atribuições como, por exemplo, manter boas práticas escolares, estar atento à 
limpeza e organização do ambiente e, ainda, estar preparado para agir em casos 
de emergência médica e outras situações de respal do legal.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 14
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Assim, é muito importante que o profissional analise suas limitações e escolha 
se aprofundar e ampliar sua formação e conhecimentos de acordo com as 
necessidades do cargo. Lembrando que, a atualização constante do profissional 
é um importante diferencial em uma instituição de ensino que se preocupa com 
qualidade.
O desenvolvimento de habilidades humanitárias, que buscam ajudar a 
gerenciar a relação entre estudantes e professores, é essencial no trabalho de 
um gestor educacional. Por exemplo, é fundamental que o profissional tenha 
conhecimentos para administrar questões como o bullying e outros distúrbios 
psicológicos que ocorrem no ambiente escolar.
A contratação de funcionários não deve ser analisada somente pela 
perspectiva da experiência acadêmica. Deve ser levada em conta também as 
diversas vivências que o profissional traz e que podem acrescentar inovação à 
atual gestão.
 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 15
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4. PERFIL DE LIDERANÇA E A INFLUÊNCIAEM UMA BOA 
GESTÃO EDUCACIONAL
A educação formal é uma prática social extremamente complexa, que exige 
a combinação de diferentes elementos e atividades para que seja bem-sucedida. 
Nessa perspectiva, a gestão escolar e a liderança consistem em dinâmicas 
fundamentais referentes à criação de condições apropriadas para os processos de 
ensino e aprendizagem que são desenvolvidos em uma instituição educacional.
Figura 4 - Perfilde Liderança 
Fonte: https://br.freepik.com
A liderança pode ser definida como a habilidade de conduzir um grupo em 
direção ao alcance de determinados objetivos. Trata-se de uma capacidade 
essencial nos mais diversos segmentos sociais, uma vez que, quando desenvolvida 
de forma apropriada, permite que as metas previamente estabelecidas possam 
ser atingidas com altos níveis de eficiência.
Seguindo essa linha de raciocínio, um líder é aquele que exerce o papel de 
liderança, ou seja, é quem guia os membros do seu grupo para a obtenção de algo. 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 16
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Portanto, o líder tem a função de comando e direcionamento, devendo, por isso, 
não apenas trazer e apresentar novos projetos, mas organizar e facilitar o trabalho 
de sua equipe em prol do alcance dos objetivos que foram traçados.
Entre as habilidades necessárias a um bom líder, podemos apontar a 
organização, interação, comunicação, confiança, empatia e o monitoramento. 
Também é fundamental que o líder consiga identificar e resolver problemas 
de ordem técnica e de natureza interacional, tendo jogo de cintura para evitar 
incompatibilidades e desavenças entre os membros de sua equipe.
Além disso, é importante que ele conheça as capacidades e as limitações dos 
integrantes do seu grupo, para que seja capaz de atribuir responsabilidades e fazer 
cobranças condizentes ao perfil de cada um. É ainda essencial buscar formas de 
estimular seus colaboradores e motivá-los a desenvolverem suas funções com 
excelência.
O principal objetivo de uma instituição de ensino é promover a aprendizagem 
dos seus alunos. No entanto, não é segredo para os educadores que alcançar 
essa meta envolve ações e esforços que dependem não apenas da competência 
e boa vontade dos professores ou de material didático de qualidade, mas também 
de organização e supervisão dos profissionais responsáveis pela gestão da escola.
Considerando que, de modo geral, a gestão escolar visa oferecer, organizar, 
mobilizar e articular as condições necessárias para a efetivação do processo 
educacional, ela necessariamente exige a capacidade de liderança. Somente 
um gestor escolar capaz de liderar sua equipe tem a possibilidade de alcançar 
desempenhos positivos para a instituição e promover a aprendizagem dos seus 
alunos.
Dessa maneira, a liderança é importante para a gestão escolar porque permite 
que o diretor implemente iniciativas que conferem unidade e coerência à escola. 
Ao liderar de modo mais adequado a equipe de colaboradores, o gestor pode 
efetuar junto aos docentes o planejamento educacional necessário, e estruturar 
os meios pelos quais ele será desenvolvido.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 17
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Ao exercer habilidades de líder, é possível conscientizar, unir e organizar 
os professores, bem como os demais funcionários na busca pelos objetivos da 
escola. Com isso, todos os educadores envolvidos são estimulados a cooperarem 
uns com os outros e a darem o melhor de si para que a instituição ofereça um 
ensino de qualidade aos seus alunos.
A liderança favorece a gestão de excelência de uma instituição de ensino. 
O gestor é líder quando se vale de sua experiência pregressa ao mesmo tempo 
em que mantém os olhos postos no futuro. Com o conhecimento e a experiência 
somados a uma visão clara da direção a ser seguida, o gestor conquista 
naturalmente a confiança e a parceria de seus colaboradores na execução de 
seus novosprojetos.
Pronto a assumir negligências e a resolver problemas, o verdadeiro líder evita 
erros e conflitos, buscando eleger competências para as ações que fortalecem a 
organização, a colaboração e a supervisão necessárias ao funcionamento de uma 
escola...
SAIBA DELEGAR TAREFAS
Ser líder não significa concentrar todas as responsabilidades, mas saber 
dividi-las entre os profissionais envolvidos no processo educacional. Por isso, é 
fundamental que o gestor identifique as tarefas a serem realizadas, assim como as 
prioridades, e as distribua entre os colaboradores aptos a desenvolvê-las. Essa é a 
base da estrutura organizacional que deve ser liderada pelo gestor!
ELABORE E ACOMPANHE A REALIZAÇÃO DE PROJETOS 
EDUCACIONAIS
Uma instituição de ensino só é capaz de alcançar seus objetivos educacionais 
com efetividade quando planeja e executa ações — habilidades típicas de um líder. 
Logo, cabe ao gestor desenvolver e acompanhar a realização de todos os projetos 
educacionais implementados na escola, de maneira a verificar sua pertinência, 
alcance e eficiência ao longo de todas as etapas de execução.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 18
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PROMOVA A CONSCIENTIZAÇÃO
Um líder só é capaz de conduzir sua equipe rumo ao sucesso quando 
consegue mostrar aos seus colaboradores a importância do trabalho que estão 
desenvolvendo. Assim, é essencial que o gestor conscientize os professores e 
outros funcionários da escola sobre a necessidade de determinadas ações que 
são implementadas, bem como da participação de todo o grupo deprofissionais.
CRIE BONS RELACIONAMENTOS
O gestor que tem perfil de liderança não é autoritário, mas conquista o 
respeito dos integrantes do seu grupo. Isso é alcançado por meio da criação 
de relacionamentos baseados na cordialidade, consideração e estima. Ou seja, 
comportamentos que estimulam o estabelecimento de um bom clima de trabalho 
e fortalecem a cooperação entre os profissionais da escola.
TENHA CONTATO COM OS ALUNOS E SEUS RESPONSÁVEIS
Para liderar com eficiência, é essencial que o gestor esteja familiarizado 
tanto com os alunos como com seus respectivos responsáveis. Esse contato é 
importante, porque possibilita conhecer um pouco da realidade do alunado e, 
consequentemente, estabelecer atividades que tornem o processo de ensino e 
aprendizagem mais assertivo.
Como vimos, gestão escolar e liderança caminham juntas. E essa combinação 
é fundamental, pois possibilita ao diretor da escola conquistar resultados positivos 
em conjunto com os colaboradores da instituição, ao mesmo tempo em que cria 
melhores condições para os processos de ensino e aprendizagem dos alunos, 
além de alcançar o apoio e o respeito de todos.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 19
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5. MODELO DE PLANO DE GESTÃO EDUCACIONAL
Para atingir uma meta de sucesso na sua escola profissionalizante é preciso, 
antes tudo, traçar um plano de gestão escolar.
Mas você sabe o que é e como montar um plano eficaz? Quais estratégias 
deve conter? E como medir sua performance?
É exatamente essas questões que este artigo vai responder entre outras dicas 
para montar um plano de gestão escolar eficiente e de performance para escolas 
profissionalizantes.
O Plano de Ação da escola é o planejamento escrito que descreve como a 
instituição vai endereçar seus problemas, desenvolver suas ações e traçar metas 
para alcançar seus objetivos. De certa forma, é um compromisso da escola com a 
intenção de atingir um objetivo – seja ele uma visita ao museu local para os alunos 
de História, um campeonato de atletismo entre as diferentes séries até uma ação 
para conscientizar a comunidade sobre coleta de lixo.
Plano de gestão escolar é um documento onde os donos de escolas registram 
todas as ações de gerenciamento estratégico por um determinado período. 
Esse planejamento deve constar informações detalhadas das metas a serem 
alcançadas.
Outra característica de um plano de gestão escolar é a flexibilidade, isto é, 
que permite mudanças, inserções e correções das metas que já foram estimadas 
ou que precisarão ser incluídas.
POR ONDE COMEÇAR UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR EFICAZ?
O primeiro passo para montar um plano eficaz para sua escola 
profissionalizante é planejar ações que visem melhorar o desempenho da gestão 
durante o ano.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 20
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O gestor deve considerar todas as ações que julgar essenciais para alcançar o 
sucesso da gestão, como por exemplo, o bom funcionamento da escola, situação 
financeira saudável, cursos e metodologia de qualidade, alta taxa de captação e 
retenção de alunos, campanhas de resultado, investimentos para melhorias, entre 
outras...
Depois é preciso anotar todos os itens, traçar os caminhos que devem ser 
percorridos para chegar ao objetivo final e monitorar as conquistas da gestão. 
Vamos ver um exemplo: Se o gestor precisa captar mais 60 alunos, quais devem 
ser os passos necessários para chegar na meta? Talvez, adotar estratégias de 
marketing e fazer promoções atrativas para novos estudantes seja o melhor 
caminho. Mas, antes de inserir no planejamento, é preciso analisar com cautela as 
vantagens e desvantagens.
QUANDO INICIAR UM PLANEJAMENTO PARA SUA ESCOLA?
O gestor escolar pode traçar um planejamento para gerenciar sua escola a 
qualquer momento. Porém, o ideal é começar no início do ano, estipulando metas 
trimestrais. Assim, fica mais fácil monitorar os resultados e acompanhar os meses 
sequentes.
Ao traçar um plano é possível identificar as demandas e déficits da gestão. 
Por isso, cada setor da escola pode ter um projeto com metas específicas e 
as ações individuais a serem desempenhadas. No entanto, é importante 
que toda a equipe trabalhe em conjunto.
Dirigir uma escola sem um planejamento ou ter um mal elaborado pode levá-
la a problemas administrativos graves a curto, médio ou longo prazo. Por isso, é 
importante dar prioridades as ações conforme a sua demanda e monitorá-las 
corretamente.
PLANEJAMENTO ESCOLAR PARTICIPATIVO
O planejamento escolar participativo funciona como a democracia, em que o 
coletivo tem influência na tomada de decisões, seja direta ou indiretamente.
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Sendo assim, o objetivo do planejamento participativo é que toda 
comunidade escolar (colaboradores, pais e alunos) participe com sugestões de 
interesse em comum e nas decisões.
Nesse modelo de plano de gestão escolar, todos os integrantes da 
comunidade apresentam propostas e ajudam a votar naquelas partilhadas entre 
todos, conforme as prioridades de ações.
Entretanto, para que o planejamento participativo dê certo é essencial que 
todos estejam inteirados da realidade da escola para identificar os problemas e 
sugerir as soluções.
MONITORAMENTO DO PLANO DE GESTÃO ESCOLAR
O planejamento estratégico realizado no início do ano só será efetivo se o 
gestor escolar avaliar sistematicamente o desempenho das ações e os resultados 
alcançados.
Com o monitoramento dos dados é possível melhorar ou mudar as estratégias 
estabelecidas para que as metas sejam alcançadas. Para tanto, o gestor precisa 
usar ferramentas de gestão para auxiliar o acompanhamento dos dados, como 
por exemplo, pode criar tabelas no Excel ou contratar empresas especializadas 
em sistemas de gestão escolar.
SOFTWARES DE GESTÃO ESPECIALIZADOS
Os softwares de gestão escolar são imprescindíveis para uma boa elaboração 
do plano de gestão, pois prestam grande auxílio no momento de desenvolvê-lo e 
acompanhá-lo. Além disso, eles otimizam a operação, reduzindo erros.
Algumas outras vantagens que esses softwares apresentam são:
• Controle da evasãoescolar;
• Apresentação de dados que facilitam possíveis estratégias em áreasgerenciais;
• Análise do desempenho do estudante quanto ao plano deaula;
• Planejamento financeiroeficiente.
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O QUE DEVE CONTER EM UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR?
Metas de captação de alunos.
Projete no plano investimentos para oferecer um ambiente moderno, 
instrutores capacitados, ampla oferta de cursos, conteúdo programático de 
qualidade que atendam às demandas do mercado de trabalho e, assim, aumentar 
o interesse e a captação de potenciais alunos.
Além disso, avaliar o sistema de ensino e a necessidade de moderniza-
lo, adquirindo sistema interativo integrado a recursos multimídias, para atrair 
diretamente alunos que buscam um processo de aprendizado individual e no 
próprio ritmo.
Cogite também, no seu plano de gestão escolar, oferecer bolsas de estudo e 
descontos atraentes para despertar o interesse dos que estão em busca de cursos 
profissionalizantes de qualidade, mas com preços acessíveis.
CAMPANHAS DE REMATRÍCULA
Trace estratégias para manter os alunos em sua escola. Inove e atualize seu 
portfólio de curso, descontos especiais para rematrículas, benefícios para os 
alunos adimplentes e condições especiais para os inadimplentes regularizarem 
os débitos financeiros.
Motive os estudantes e mostre as oportunidades que a formação contínua 
com cursos profissionalizantes pode oferecer aos interessados em ingressar 
ou se recolocar no mercado de trabalho. Outra estratégia interessante e eficaz 
é estabelecer parcerias com empresas, a fim de oferecer benefícios aos alunos 
matriculados, por exemplo, o acesso facilitado às oportunidades deemprego.
EQUIPE MOTIVADA E ENGAJADA.
Invista em profissionais qualificados para a sua equipe escolar para 
desempenharem as atividades do cotidiano. Ofereça treinamentos e incentive os 
colaboradores a buscarem atualização profissional.
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Valorize-os e mostre que o sucesso da gestão escolar também depende da 
dedicação individual e diária. Colaboradores entusiasmados ajudam a atrair e 
reter alunos, bonificando-os com o alcance das metas desejadas.
Faça reuniões mensais para a apresentação dos resultados
GESTÃO FINANCEIRA NO POSITIVO
Uma ação que com certeza não pode faltar no seu planejamento escolar é 
ter uma gestão financeira no azul. Pois, para um negócio ter sucesso, é preciso 
manter as contas em dia.
Sendo assim, é imprescindível planejar e controlar as entradas e saídas de 
caixa, reservando uma quantia mensal para investimentos não planejados ou 
dívidas emergenciais.
Para tanto, pode-se utilizar planilhas de Excel para fazer os balanços mensais 
(disponibilizamos aqui uma ótima planilha de fluxo de caixa), ou adotar um software 
de gestão financeira. Este último dará mais agilidade para controlar os custos e 
facilitará na hora que você precisar fechar balancetes e analisar resultados.
1 - Documente o plano de açãoescolar
Um plano de ação deve ser escrito e reduzido a termo para haver registro 
documental e torná-lo facilmente acessível a todos os envolvidos em sua criação 
e execução. É, afinal, um documento oficial da escola, em que constará as ações 
e objetivos. É nele que estarão traçados os caminhos que serão seguidos pela 
gestão administrativa e pedagógica, e servirá de base para conduzir as demandas 
escolares.
No entanto, é importante considerar que o plano de ação escolar é um 
instrumento de gestão em constante melhoria. Logo, é possível, ao longo do ano 
letivo ou do período estabelecido, flexibilizar alguns aspectos desse documento 
se houver necessidade, visto que é possível ocorrer mudanças pontuais no 
andamento da programação.
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Ou seja, um modelo de plano de ação é feito para ser seguido e deverá conter 
o máximo de informações que ajudem em sua execução. Mas, ao mesmo tempo, 
é preciso equilibrá-lo com o bom senso de se alterar dados ou etapas, caso se faça 
necessário algum ajuste ante os casosconcretos.
2 - Defina e justifique o que seráestudado
O documento deve ter, de forma simples, os temas que serão trabalhados. Se 
for um projeto, defina o que será abordado e estudado pelos alunos — como, por 
exemplo, a educação financeira na escola. Lembre-se de que, em uma instituição 
de ensino, as atividades não podem ficar sem rumo, ou seja, sem uma condução 
coerente e adequada.
Apresente-o de forma sucinta — porém, desenvolvendouma justificativa —, 
explicando por que determinado conteúdo ou projeto será abordado e qual é a 
importância de desenvolvê-lo. Em síntese, justifique o assunto. Não se esqueça 
de que, obviamente, deve estar relacionado ao universo da turma.
Exponha quais serão as contribuições ao trabalhar com os temas sugeridos. 
Eles podem ser, inclusive, inter ou multidisciplinares. Trazer coisas novas é 
sempre bom, mas não tem sentido propor temas que não possuem relação com 
o contexto. Por isso, certifique-se de que estão adequados.
3 - Coloque os objetivos de forma clara
Como falamos, ninguém chega a um bom lugar sem direcionamento. Por 
essa razão, é tão importante ter em mente — e no documento — quais são as metas 
reais, ou seja, o que é esperado como resultado. O objetivo é resolver algum 
problema diagnosticado ou aprofundar um conteúdo? Também deve ser escrito 
de forma clara e direta ao ponto.
4 - Apoie os temas com bonsautores
Pense nos autores que podem ser referência para o desenvolvimento 
dos temas propostos e quais as contribuições que suas obras podem trazer ao 
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trabalho. Se forem temas para a sala de aula, lembre-se de escolhê-los com base 
na faixa etária específica do ano em que será trabalhado.
Você pode, por exemplo, utilizar os clássicos, mas não se esqueça também de 
inovar, escolhendo novos autores. Os livros sempre devem passar por uma análise 
com critérios que envolvam a escola, além dos professores e alunos.
5 - Estabeleça uma metodologiaadequada
Nessa hora, pense em como desenvolver as ações definidas e os conteúdos 
sugeridos. Há muitos métodos de aprendizagem que já são conhecidos e 
utilizados, e que podem ser bons caminhos a seguir para se atingir um fim. Vale 
também pesquisar para encontrar a metodologia mais adequada, aquela que 
realmente pode fazer diferença.
Que tal inovar com estratégias metodológicas na hora de criar o seu plano? 
Pense em recursos criativos e lúdicos para atingir seus objetivos. Uma dica pode 
ser optar por trabalhar com o auxílio das novas tecnologias. Afinal, podemos 
utilizá-las como ferramentas pedagógicas.
6 - Programe as ações e asatividades
Agora, chegou o momento de organizar as ações e as atividades por meio 
de uma programação. Como fazer isso? Elaborando um cronograma. Simples, 
não é? Estipule, de forma metódica, quando as ações serão colocadas em prática. 
Lembre-se de que o cronograma criado é uma espécie de roteiro para seguir.
Toda essa programação gera mais possibilidades de os objetivos serem 
atingidos e facilita a aprendizagem. Portanto, o cronograma é, sem dúvida, 
importante para conquistar os resultados. Por meio dessa organização, fica muito 
mais fácil iniciar, desenvolver e finalizar os trabalhos. Porém, lembre-se de que é 
preciso disciplina para não sair daquilo que foi planejado.
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7 - Faça o planejamentofinanceiro
Para além da parte pedagógica, é importante saber quanto de financiamento 
será necessário para a execução dos projetos e como esse montante será obtido. 
Nesse sentido, o planejamento financeiro significa prever despesas do projeto, 
realizar orçamentos visando a redução de custos, considerar os gastos fixos e 
variáveis envolvidos e determinar como será feita a alocação de recursos.
Um bom plano de ação escolar conta com as despesas gerais e específicas, 
primando por uma gestão de compras eficiente e com uma reserva de recursos 
para imprevistos e investimentos. Quanto mais detalhado e realista for esse 
planejamento, mais simples e segura será a execução.
8 - Calcule os riscosenvolvidos
Uma parte importante de um plano de ação escolar é fazer o gerenciamento 
preventivo de crises, ou seja, antecipar eventuais problemas que possam surgir e 
determinar medidas para contornar essas situações críticas. Alguns problemas são 
previsíveis e de fácil resolução quando há contingenciamento. Outros são mais 
complexos e com uma previsibilidade limitada. Nesse segundo caso, é preciso ter 
uma gama de opções disponíveis — entre recursos financeiros e humanos — para 
lidar comcrises.
O cálculo dos riscos é uma parte essencial de qualquer modelo de plano de 
ação escolar. Portanto, dedicar atenção especial a esse tópico é imprescindível 
para garantir melhores condições de execução e evitar que percalços possam 
evoluir para questões maiores, que cheguem a prejudicar a evolução da escola, o 
trabalho dos professores e o aprendizado dosalunos.
9 - Coloque o planejamento emprática
O plano está pronto, e agora? Hora de implementá-lo, ou seja, executar o que 
foi criado com tanto empenho. Depois de seguir os passos, comece a colocar a 
programação em prática. Não perca tempo, pois sabemos que o ano letivovoa.
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Faça as solicitações necessárias, procure por referências, peça apoio ao 
grupo e, acima de tudo, pense nesse plano como sendo uma direção que só 
traz benefícios. Afinal, o plano de ação pode contribuir — e muito — para que as 
atividades sejam desempenhadas da melhor maneira possível.
10 - Acompanhe as açõesrealizadas
Não se esqueça de acompanhar os resultados com um olhar crítico, fazendo as 
análises necessárias. No fim do ano ou do período estabelecido para as atividades, 
deve ser realizada uma análise dos pontos que foram alcançados e daqueles que 
falharam. Isso é muito importante para a criação de um plano mais aprimorado e 
eficaz.
Agora, o próximo passo é com você: comece a pensar no seu próprio plano 
de ação escolar. Não existe um modelo rígido — os passos acima são um bom 
caminho para ajudar nessa elaboração, mas faça as devidas adequações. Não 
custa lembrar que tudo deve ser seguido com cuidado, pois os resultados podem, 
inclusive, tornar a escola uma referência.
Esperamos que este post seja útil para a criação do seu plano de ação escolar 
e melhoria das atividades. Aproveite e descubra, em nosso outro artigo, como 
simplificar e otimizar os processos de gestão escolar!
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 28
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6. COMO ORGANIZAR UMA REUNIÃO PEDAGÓGICA
A reunião pedagógica tem como objetivo promover a formação contínua 
do corpo docente da escola. Cabe ao coordenador pedagógico pautar as 
reuniões de modo a conduzir o grupo a reflexões, discussões, além de suscitar 
questões que promovam ações que contribuam diretamente para a ampliação 
de conhecimentos e qualidade da educação.
Figura 5 - Reunião Pedagógica
Fonte: https://fr.freepik.com
No entanto, é importante destacar que esse momento é fundamental para 
a escola e deverá ser aproveitado para analisar o currículo e o Projeto Político-
Pedagógico (PPP), ou seja, não pode ser usado para discutir assuntos burocráticos. 
O espaço da reunião precisa ser pedagógico etransformador.
Organizar a reunião previamente com intencionalidade pedagógica é 
fundamental para que esse momento tenha foco e para que o objetivo da reunião 
seja atendido. Outra ação essencial é realizar uma reunião pedagógica logo no 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 29
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início de cada ano, já que isso permite o planejamento e a organização da gestão 
com maioreficiência.
Vale salientar que a escola deverá promover outros momentos para discutir 
assuntos de logística e questões burocráticas, uma vez que, embora sejam 
relevantes, esses pontos não fazem parte de uma reunião pedagógica.
Mas como garantir que a reunião pedagógica seja eficaz para melhorar o 
rendimento da equipe?
O segredo está em estabelecer e cumprir a periodicidade anual de realização, 
além de planejar bem a pauta. Levando isso em conta, preparamos uma lista com 
onze dicas e práticas que auxiliarão você a realizar uma reunião pedagógica e 
obter resultados satisfatórios. Boa leitura!
DESCREVA E MAPEIEAS NECESSIDADES
As reuniões pedagógicas precisam ser planejadas de acordo com as 
necessidades da escola. Somente com a identificação das demandas específicas 
da instituição é que podem ser traçadas as metas pedagógicas para o ano letivo 
que se inicia e os caminhos apropriados para alcançá-las.
Nessa perspectiva, é recomendado que a escola utilize informações de 
diferentes bases para identificar as suas necessidades. Vale a pena dar atenção a 
indicadores quantitativos, como notas em disciplinas, aprovações e reprovações, 
transferências de alunos e rotatividade de professores. Também é fundamental 
ouvir os docentes.
Outra ação crucial para identificar as demandas da escola é delinear os perfis 
dos seus alunos, de modo a focar a organização pedagógica no corpo discente. 
Isso contribui para evidenciar os dados relevantes sobre o alunado e otimizar o 
planejamento da reunião, que tende a ser mais objetiva quanto às particularidades 
das turmas e dos alunos...
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 30
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PEÇA PROPOSTAS AO CORPO DOCENTE
Para descobrir quais pontos precisam ser melhorados na escola, é 
recomendado ouvir as opiniões dos professores e suas respectivas propostas de 
intervenção. Isso porque são os docentes que atuam diretamente na sala de aula.
Crie questionários que abordem assuntos como aprendizagem, metodologias, 
comportamento e dificuldades na prática docente, para que os professores 
possam oferecer suas contribuições críticas. Com essas informações, será possível 
elencar aspectos a serem destacados na reunião pedagógica, tornando-a mais 
objetiva e direcionada às necessidades identificadas no cotidiano escolar pelos 
docentes.
DEFINA OBJETIVOS
Para que o encontro seja conduzido com sucesso, é preciso ter em mente 
quais são os propósitos que levaram a ele, certo? Dessa forma, uma reunião 
pedagógica deve ter seus objetivos estabelecidos, o que contribui paraa sua 
otimização eeficiência.
Por exemplo, é preciso refletir sobre a prática de leitura? Então, anote no 
roteiro, verifique o motivo pelo qual é preciso analisar esse assunto e defina um 
objetivo específico que você pretende atingir nessa reunião.
Defina também o ambiente onde acontecerá a reunião e os materiais 
necessários para a sua realização. Essa organização otimiza o tempo e facilita o 
andamento do processo sem atrasos, interrupções ou prolongamentos.
ELABORE A PAUTA DOANO
Com as necessidades institucionais devidamente mapeadas, as propostas 
dos docentes feitas e os objetivos da reunião pedagógica estabelecidos, é hora 
de elaborar a pauta. Essa ação é essencial, pois é a pauta que define exatamente o 
que será abordado durante o encontro, sendo, portanto, o seu norteador.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 31
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É muito importante que a pauta seja objetiva, concisa, coerente e relativa 
somente a aspectos pedagógicos. Ela deve conter pontos cuja discussão ajude a 
sanar as demandas identificadas na escola. Esse roteiro deve estar necessariamente 
articulado aos objetivos que foram estabelecidos para a reunião.
INICIE DE MANEIRA POSITIVA
Não é nada inspirador começar o ano apontando os problemas e criticando o 
trabalho dos professores, não é mesmo? Essa atitude pode provocar desmotivação 
e desinteresse dos professores pela reunião, podendo torná- la pouco produtiva.
Antes de tudo, é importante deixar claro que eles são uma equipe e que 
estão ali por um propósito muito relevante: buscar melhorias no desenvolvimento 
educacional. Ou seja, trata-se de uma finalidade comum aos participantes.
Inicie a reunião acolhendo todo o corpo docente, apresentando os novos 
integrantes da equipe, falando sobre aspectos positivos e abrindo espaço para 
que os professores da casa discorram sobre seus bons momentos em sala de aula. 
Isso será bastante inspirador para os que estão chegando. Uma boa dica para 
esse momento é ler um texto em voz alta ou exibir um vídeo que lembre o motivo 
grandioso de ser educador.
.
APRESENTE O CALENDÁRIO ESCOLAR
Ainda que possa parecer um instrumento meramente administrativo, o 
calendário escolar é um documento de natureza pedagógica muito importante 
para o planejamento educacional. Isso porque ele ajuda a estruturar a prática 
docente, delimitando o tempo destinado às atividades acadêmicas.
Assim, apresente o calendário escolar na reunião pedagógica. Ao conhecer 
o seu teor logo no início do ano, os professores podem se organizar com maior 
eficiência. Além disso, o responsável pela reunião tem a oportunidade de 
esclarecer a organização do calendário, caso haja dúvidas.
APRESENTE PROJETOS INSTITUCIONAIS
A reunião pedagógica é uma excelente oportunidade para abordar 
brevemente os projetos institucionais que estão em desenvolvimento e que 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 32
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serão desenvolvidos ao longo do ano na escola. Essa abordagem divulga as 
ações educacionais ao mesmo tempo que pode estimular o envolvimento dos 
professores.
Ao conhecer os projetos institucionais, os docentes podem planejar algumas 
de suas práticas com base neles, o que confere maior concisão aos processos de 
ensino e aprendizagem promovidos na escola.
UTILIZE A TECNOLOGIA NA REUNIÃOPEDAGÓGICA
Dê o exemplo: leve e utilize na reunião pedagógica os recursos tecnológicos 
oportunos para a otimização do encontro. Isso ajuda a incentivar os professores a 
utilizar os avanços da tecnologia na sua prática docente.
Mostre o quanto é importante e necessário utilizar a tecnologia em sala de 
aula para despertar a atenção do aluno, motivar sua participação e favorecer o 
desenvolvimento de diversas habilidades.
Os professores podem, por exemplo, levar vídeos voltados para a educação e 
explicar de que maneira é possível trabalhá-los naaula.
PROPONHA MOMENTOSREFLEXIVOS
Utilize alguns recursos como dinâmicas, textos e vídeos para que os 
professores possam refletir sobre o tema abordado.
Outro método eficaz para refletir sobre a educação na escola é criar um 
ambiente de colaboração no qual os professores se sintam à vontade para expor 
a sua aula no momento da reunião, a fim de debater com os demais educadores 
sobre o modo como a aula está sendo conduzida.
Assim, todos podem ajudar e pensar juntos sobre como produzir uma aula 
mais significativa.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 33
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FAÇA UMA SÍNTESE DAS REFLEXÕES E DOSCONTEÚDOS
Após muito diálogo e debate, chegou a hora de sintetizar as ideias. A reunião 
pedagógica só fará sentido se colocarmos em prática o que foi aprendido.
Dessa forma, faça um levantamento de todas as ideias discutidas e proponha 
ações que as levem para o dia a dia da escola.
PROVIDENCIE A CONFRATERNIZAÇÃO
Depois de algumas horas refletindo e propondo mudanças, todos merecem 
um bom cafezinho e um bolo, não é mesmo? Sem contar que o relaxamento 
faz ideias novas aparecerem. Por isso, vale a pena providenciar uma pequena 
confraternização para os presentes.
Enfim, faça um bom planejamento e organize uma reunião pedagógica que 
ofereça um momento de reflexão, de troca de experiências e de proposição de 
melhorias. Busque soluções para garantir uma melhor qualidade de ensino aos 
alunos e de trabalho aos professores. 
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7. COMO CONTRATAR UM BOM PROFESSOR DE 
EDUCAÇÃO INFANTIL
Encontrar a pessoa certa para trabalhar com crianças é um dos principais 
desafios das equipes envolvidas na gestão escolar. Muitas vezes, a dificuldade 
está em garantir um processo de seleção bem estruturado, que possa atrair 
educadores capacitados e reduzir a rotatividade do quadrodocente.
Vamos começar?
Você perceberá que muitos dos cuidados necessários para a contratação são 
os mesmos adotados por colégios que oferecem todas as etapas da educação 
básica. A busca, portanto, deveestar focada em profissionais com perfil alinhado 
à filosofia da escola e que possam contribuir para a manutenção da qualidade do 
ensino.
Importante considerar que o papel do educador vai além da tarefa de transmitir 
conhecimentos. Afinal, por ter contato direto com as crianças, ele também vai 
atuar na adaptação das turmas à rotina escolar e será o principal responsável por 
difundir valores considerados essenciais para a formação dos futuros cidadãos.
Veremos algumas das funções exercidas pelos professores:
DESENVOLVER NOVAS HABILIDADES
É nos ambientes familiar e escolar que as crianças passam a descobrir seus 
primeiros interesses. Para contribuir com essa fase inicial de aprendizados, 
o educador precisa estar apto a desenvolver novashabilidades. Também é 
importante que ele tenha olhar apurado para identificar e aprimorar talentos já 
apresentadas pelos pequenos.
PROPOR DIFERENTES ATIVIDADES
Variações no modo de ensinar, aplicar exercícios ou executar brincadeiras são 
essenciais para expor as crianças a diferentes estímulos. Por isso, uma das dicas 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 35
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de como contratar professor de educação infantil é estar atento à proatividade do 
profissional — que permitirá manter as aulas sempreinteressantes.
PARTICIPAR DA ROTINA ESCOLAR
O convívio com os colegas e professores resulta em uma nova rotina para as 
crianças. Assim como acontece em casa, é necessário cumprir horários e realizar 
tarefas específicas em períodos determinados. Para que essa experiência seja 
vivida de maneira positiva, o educador precisa estar próximo dos alunos e garantir 
que as obrigações sejamcumpridas.
ORIENTAÇÕES PARA ENCONTRAR OS MELHORES PROFISSIONAIS
A primeira dica para selecionar bons professores é não deixar a contratação 
para última hora. Afinal, os profissionais mais requisitados não costumam ficar 
disponíveis por muito tempo. É válido fazer sondagens frequentes no mercado, 
especialmente quando houver previsão de abertura de uma ou mais vagas.
Figura 6 - Orientações para encontrar os melhores profissionais
Fonte: https://br.freepik.com
Algumas práticas que podem facilitar esse processo:
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 36
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DIVULGAR A VAGA EM SITES
Páginas institucionais podem ser a porta de entrada para o recebimento de 
diversos currículos. Se os gestores optarem por divulgar vagas no site da escola, 
é importante que o façam em uma seção específica, geralmente nomeada como 
“trabalhe conosco”.
Nessa área, devem ser fornecidos dados para contato (telefone, endereço, 
e-mail) e, se possível, as principais orientações para envio do currículo. Os 
documentos recebidos podem ser guardados para compor uma espécie de 
banco de dados.
A divulgação também pode ser feita em sites específicos, geralmente 
procurados por pessoas que buscam uma oportunidade de emprego. Para filtrar 
melhor os perfis, a saída é caprichar na descrição da vaga: o que a escola espera 
do profissional, os benefícios garantidos, as obrigações do cargo etc.
ANUNCIAR OPORTUNIDADES NAS REDES SOCIAIS
Outra opção além dos sites ou da página da escola é fazer anúncios nas 
redes sociais. Mas como contratar professor de educação infantil dessa maneira? 
Pois bem, para esse objetivo o Linkedin se torna a melhor escolha, visto que se 
configura como uma rede mais voltada para negócios e contatos profissionais.
A vantagem é que o Linkedin não só permite fazer anúncios, como também 
facilita o acesso ao perfil de diferentes profissionais. Ou seja, em vez de esperar 
que algum professor se manifeste, a equipe responsável pela seleção pode ir à 
procura de novos talentos cadastrados na rede. Se algum deles chamar a atenção, 
basta entrar em contato e discutir as possibilidades.
ELEGER ALGUÉM PARA FAZER A TRIAGEM DE CURRÍCULOS
Essa é uma estratégia que pode ajudar gestores a encontrar os profissionais 
certos para compor o corpo docente. Pode ser um profissional contratado apenas 
para fazer a triagem ou alguém que já faz parte da equipe da escola de educação 
infantil.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 37
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Antes de eleger a pessoa que vai realizar a triagem, é importante traçar 
um perfil ideal para o cargo. Com base nessas definições, será mais fácil filtrar 
os currículos recebidos e selecionar aqueles que se encaixam no que a gestão 
procura.
SOLICITAR INDICAÇÕES A OUTROS DOCENTES
Essa prática é bastante comum nas escolas menores e pode ser útil quando 
se tem dúvidas de como contratar professor de educação infantil. Muitas vezes, 
docentes que já trabalham no local têm o contato de colegas de profissão que 
estão à procura de uma vaga. É claro que o processo de análise de currículo 
também deve ser feito em casos de indicação, portanto, a gestão não tem nada a 
perder ao considerar essa possibilidade.
PRINCIPAIS ETAPAS DO PROCESSO DE SELEÇÃO
Após a seleção dos currículos, é preciso fazer análises minuciosas das 
informações contidas nos documentos e, em seguida, partir para as próximas 
etapas. Nesse momento os gestores podem optar por diversos métodos 
avaliativos, desde que permitam levantar o máximo de detalhes sobre o perfil do 
profissional.
Veja alguns processos presenciais que podem ser adotadas na escola:
ENTREVISTA:
Quem não sabe como contratar professor de educação infantil deve 
entender que a entrevista continua sendo uma das práticas mais importantes 
para a avaliação de um profissional. Também é um momento no qual a equipe de 
gestão tem a oportunidade de conhecer melhor o candidato, seja para entender 
seu modo de pensar ou para observar sua postura e comportamento.
É fundamental ter as perguntas preparadas antes do encontro para evitar o 
esquecimento de questões relevantes para a escola. Ao mesmo tempo, é preciso 
explicar ao profissional o que será esperado dele enquanto ocupar o cargo. Mesmo 
que a pessoa não saia bem na entrevista, merece um retorno com a justificativa.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 38
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PROVA ESCRITA
Esse tipo de avaliação visa mostrar o nível de conhecimento do profissional 
em relação às teorias e práticas da educação infantil. Afinal, mesmo que muitas 
escolas tenham filosofias bem definidas, às vezes, as turmas podem precisar 
de outra proposta de trabalho. Logo, o professor responsável precisa estar 
devidamente preparado.
É na prova que o candidato deverá apresentar soluções para diferentes 
problemas que costumam fazer parte do cotidiano das escolas. Podem haver 
perguntas do tipo: “como trabalhar com crianças que mordem e como contar aos 
pais?”. Além de mostrar qual seria a reação do educador em diferentes situações, 
a resposta no papel possibilita avaliar a qualidade daescrita.
DINÂMICAS
Assim como a prova escrita, as dinâmicas também são utilizadas com o intuito 
de atestar conhecimentos sobre as teorias da educação e ações didáticas. Para 
esse tipo de avaliação, é possível escolher entre 6 e 10 candidatos a cada processo.
Em seguida, os profissionais selecionados devem responder a algumas 
questões sorteadas. O ideal é que cada um responda a sua pergunta, mas nada 
impede que os demais integrantes do grupo complementem as informações. Por 
fim, os candidatos aprovados na dinâmica são submetidos a rápidas entrevistas 
individuais para avaliar o perfil técnico de cada um.
AULA TESTE
Uma experiência dentro de sala pode ser excelente indicador da qualidade 
das aulas de um candidato. Por isso, também é uma prática que entra na lista das 
dicas de como contratar professor de educação infantil.
Muitas escolas submetem os profissionais a testes antes de concretizar a 
contratação. Esse processo costuma ser realizado após as outras avaliações 
(entrevista, prova, dinâmica) e envolve, basicamente, a execução de alguma 
atividade pedagógica com os alunos.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 39
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Durante a atividade, os gestores podem atentar para a desenvoltura do 
candidato, modo de se expressar (gestos, fala, volume da voz), didática e outras 
características consideradas essenciais para uma experiência positiva em sala de 
aula. Um bom professor estará preparado para encarar esse tipo de trabalho.
REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA CONTRATAR UM PROFESSOR
É fato que cada escola tem suas próprias demandas, mas existem características 
que são desejáveis em qualquer profissional da educação infantil. Por isso, antes 
de falar sobre os requisitos da contratação de professores, precisamos entender 
os três pilares que interferem nessa definição. Vejamos agora quais 
são esse pilares, e por que sãoimportantes:
NECESSIDADES DA ESCOLA
O que é prioritário no momento? Faltam profissionais para trabalhar com 
uma disciplina específica? Quantos professores precisam ser chamados? Todos 
são questionamentos importantes para dar início ao processo de contratação. A 
partir dessas respostas, a equipe de gestão saberá no que focar primeiro para ter 
bons resultados.
Com uma noção da área que exige novos educadores, é possível partir para as 
próximas perguntas que vão nortear a seleção. Por exemplo: o candidato precisa ter 
fluência em outros idiomas? Deve ter condições de operar aparelhos eletrônicos 
utilizados em sala de aula? Qual é o nível mínimo de formação desejado? Entre 
outras questões.
EXIGÊNCIAS DO MERCADO
Outro pilar a ser considerado antes de definir como contratar professor de 
educação infantil é a demanda do mercado. Como qualquer área, a educação 
também passa por mudanças, e isso reflete nas competências e valores buscados 
nos profissionais.
Uma estratégia interessante — além de observar e acompanhar o mercado — 
é pesquisar vagas ofertadas em outros colégios para ter uma noção dos principais 
requisitos apontados nas descrições. Com base nisso, é possível escolher as 
exigências mais recorrentes para compor a lista da escola e mantê-la alinhada ao 
contexto atual dos professores.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 40
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AÇÕES FUTURAS
O terceiro pilar tem relação com o que a escola deseja para o futuro, ou seja, 
com os objetivos a serem alcançados em curto, médio ou longo prazo. Por exemplo: 
se há necessidade de manter ações tradicionais para garantir a aprendizagem dos 
alunos, os gestores podem focar em perfis que se encaixem nessa realidade.
Independentemente dos objetivos, é fundamental pensar em ações que 
possibilitem tais mudanças e contar com um grupo de profissionais capazes 
de acompanhá-las. Do contrário, as chances de surgirem divergências serão 
grandes. 
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 41
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8. COMO ALINHAR GESTORES ESCOLARES E 
FAMILIARES DOS DOCENTES
A formação do indivíduo se dá através das relações que ele estabelece com o 
meio e com as pessoas que interage.
A educação escolar e a educação familiar têm sua importância inquestionável 
pois são nessas duas instituições que as crianças e jovens passam a maior parte 
do tempo e, é através delas que eles começam a aprender sobre o mundo.
Quando essas duas instituições dialogam, os jovens e crianças costumam 
responder de maneira positiva, sentindo-se motivados e apoiados tanto na escola 
quanto em casa, o que, ao fim e ao cabo, resulta em melhor desempenho geral.
Entretanto, a comunicação escolar entre gestores escolares e família pode se 
revelar um desafio e tanto.
Se o objetivo da escola for o de promover uma relação de qualidade com as 
famílias, que conduza a uma real melhoria da educação de seus alunos, as escolas 
e as famílias deverão ir além dos bilhetes no caderno e encontro em reuniões 
pontuais sobre desempenho dos alunos.
Vamos conhecer agora como alinhar a comunicação escolar, construindo 
uma relação forte e assertiva com as famílias de seus alunos.
FORNEÇA INFORMAÇÕES RELEVANTES E ABRANGENTES
Frequentemente as famílias questionam a escola sobre a má comunicação 
que estabelecem. Geralmente, as famílias recebem algum tipo de informação 
quando algo não vai bem com o aluno.
Baixo rendimento, problemas comportamentais e de relacionamento 
aparecem sem aviso prévio gerando conflitos e desentendimentos entre família 
e escola.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 42
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Afinal, em muitos casos, a família só é informada do que está acontecendo 
quando a situação já tomou uma proporção maior.
Esse tipo de ação é um dos motivos que contribuiu para formar uma certa 
resistência da família na participação escolar.
As escolas, portanto, poderão incluir algumas ações no cotidiano escolar 
que deem voz para as famílias participarem sem se ater somente as críticas sobre 
desempenho escolar.
As escolas poderão incluir bilhetes informativos, sobre projetos que estão 
propondo, atividadesextracurriculares, artigos curtos que servem de reflexão 
sobre a educação entre outros exemplos que tenham a finalidade de criar vínculos 
mais sólidos com afamília.
Além disso, manter a família atualizada sobre a vida escolar dos filhos é 
muito importante para que possam trabalhar juntas na intenção de continuar 
estimulando para comportamentos positivos bem como, criando ferramentas 
para solucionar os problemas.
Tudo isso tem o poder de gerar uma relação bastante positiva entre família 
e escola, além de contribuir para que os familiares tenham uma visão mais 
abrangente do aluno, adquirindo consciência de seus pontos fortes e fracos, bem 
como de suas dificuldades em tempo hábil para agir antes que o desempenho e a 
rotina escolar sejam prejudicados.
PRATIQUE A ESCUTA ATIVA E MELHORE A COMUNICAÇÃO ESCOLAR
Além de oferecer informações abrangentes e de qualidade às famílias, é 
bastante recomendado que a gestão da escola também se mostre aberta a escutar 
(de verdade) o que elas têm a dizer.
Oferecer espaços de fala, em que as famílias possam expressar suas questões, 
dúvidas, argumentos e sugestões é uma forma de estabelecer um canal de 
comunicação aberto e assertivo entre casa e escola.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 43
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Isso pode ser praticado tanto em ambientes coletivos — quando famílias e 
gestores escolares se reúnem com determinada frequência para discutir questões 
de relevância para o processo de aprendizado geral — quanto em reuniões 
privadas, quando o objetivo é discutir sobre um aluno emparticular.
Nesse último caso, é importante que a família se sinta ouvida e que seu 
discurso seja levado em consideração pelos gestores escolares.
Afinal, a percepção que a família possui sobre o aluno é fundamental para 
que se possa compreendê-lo como um todo e, assim, é possível estabelecer um 
canal no qual juntos possam oferecer soluções mais efetivas e abrangentes para 
determinado problema ou dificuldade.
Quanto mais a família se sente escutada e acolhida pela instituição de ensino, 
maiores também são as chances de envolvimento real com a comunidade escolar. 
O resultado?
Alunos apoiados duplamente em seus feitos e em suas dificuldades, fazendo 
com que a educação seja muito melhor aproveitada e vivida.
INCENTIVAR A PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS
Ademais de informar e escutar, existem também uma infinidade de estratégias, 
políticas e atividades que, quando postas em prática pelas escolas, têm o poder 
de construir uma ponte extremamente sólida.
Incentivar a participação das famílias não é uma tarefa fácil, é preciso criar um 
envolvimento para que faça sentido a sua atuação na escola.
Para isso, sugerimos que os pais possam ser protagonistas de algum projeto, 
aproveitando as suas habilidades especificas.
Um exemplo disso é oportunizar oficinas no qual as famílias poderão partilhar 
seus conhecimentos e habilidades de maneira colaborativa além de promover 
palestras e encontros que promovamo enriquecimento humano.
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Criar e incentivar a participação e envolvimento das famílias é uma maneira 
bastante efetiva de obter uma comunidade escolar — envolvendo direção, corpo 
docente, funcionários, alunos e famílias — inclusiva e que conta com a participação 
concreta e produtiva de todos os membros.
ESTABELECER UMA PARCERIA EFETIVA
Todas as estratégias sugeridas acima podem se revelar extremamente úteis 
quando o assunto é a melhora e o alinhamento da comunicação escolar entre 
gestores escolares e famílias.
Juntas, elas têm o poder de estreitar laços, dissolver mal-entendidos, 
esclarecer situações específicas, atualizar e informar.
Obviamente, cada escola é única e, por isso, é perfeitamente possível que 
cada uma tenha também a liberdade de criar suas próprias estratégias e políticas 
de relacionamento entre instituição e família, alinhadas à proposta pedagógica, 
missão e valores da escola.
Vale destacar que essa parceria deverá ser construída de maneira 
antiautoritária, para que a aproximação da família ocorra de forma prazerosa.
Algumas instituições, inclusive, já estão utilizando ferramentas tecnológicas 
como suporte para a melhoria da comunicação entre gestores escolares e famílias.
Por meio de plataformas online ou sistemas de envio automático de e-mails, 
a direção escolar informa desde atividades coletivas promovidas pela instituição 
até o desempenho escolar individual de cada aluno ao longo do ano, mantendo a 
família informada de maneira constante e frequente.
Independentemente dos meios que cada escola encontra para melhorar a 
comunicação escolar, a verdade é que a cooperação e o envolvimento das famílias 
na vida escolar dos alunos faz uma diferença real em como os jovens enxergam a 
si mesmos como estudantes e promove, assim, o maior engajamento e motivação 
com a vida escolar e com oaprendizado.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 45
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Assim, investir na construção de uma relação sólida e construtiva com 
as famílias, por meio de estratégias não invasivas, criando pouco a pouco um 
ambiente de confiança mútua e engajando todos os membros da comunidade 
escolar nos processos de aprendizagem, pode fazer uma diferença bastante 
significativa, acredite!
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 46
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9. ERROS NA GESTÃO EDUCACIONAL
Gerir uma escola não é uma tarefa simples. É preciso considerar o bem-
estar dos alunos e funcionários, as melhores maneiras de lidar com rotinas 
administrativas, as questões financeiras etc. São tantas peças em movimento, que 
os erros na gestão escolar chegam a ser inevitáveis.
No entanto, quando identificados no início, esses problemas podem ser 
resolvidos sem que maiores danos sejamcausados.
Veremos agora alguns dos principais erros na gestão escolar, mostrando 
como a escola pode lidar com eles.
Figura 7 - Erros na gestão educacional
Fonte: https://pt.vecteezy.com
FALHAS NO PLANEJAMENTO E SEU ACOMPANHAMENTO
Todo ano letivo começa com um planejamento. Há muitas engrenagens 
operando ao mesmo tempo para que uma escola funcione com excelência.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 47
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Além de um bom plano de ensino — com novas metodologias e grade 
curricular atualizada —, o planejamento deve se estender também para outras 
áreas da rotina escolar.
Aspectos financeiros (como orçamentos e despesas), gerenciamento de 
pessoal e da imagem (marca) da escola, otimização de processos administrativos, 
questões cotidianas de professores e alunos etc., tudo isso influencia no 
planejamento anual e deve ser levado emconsideração.
Por isso, na hora de planejar, é importante ter uma visão geral e inclusiva dos 
vários elementos que compõem o dia a dia de uma escola.
Outro ponto importante é criar métricas de acompanhamento eficazes, 
que demonstrem com clareza se as metas e objetivos traçados no planejamento 
poderão ser alcançados no fim do ano.
FALTA DE INVESTIMENTO EM INOVAÇÃO
O mundo está em pleno desenvolvimento tecnológico e isso gera uma série 
de oportunidades dentro do ambiente de uma escola.
Por meio da tecnologia, e das inovações trazidas por ela, é possível criar 
novas experiências de aprendizado para os alunos, bem como tornar a vida dos 
professores e funcionários mais fácil.
A tecnologia pode ser uma excelente aliada dentro da sala de aula e, para 
além disso, também traz atualizações significativas no aspecto da administração 
das escolas.
Por meio de softwares de gestão escolar, criados especificamente para 
automatizar e otimizar processos administrativos recorrentes em instituições 
educacionais, é possível, por exemplo, integrar dados pedagógicos e financeiros 
dentro de um único ambiente.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 48
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COMUNICAÇÃO INSUFICIENTE COM PAIS E ALUNOS
A comunidade escolar tem uma série de responsabilidades em relação aos 
alunos e suas famílias. E, tão importante quanto saber se comunicar com os alunos 
e mantê-los interessados nos estudos, é a comunicação com os familiares.
Eles precisam estar engajados e atualizados sobre a vida escolar de seus filhos 
para ajudá-los a obter sucesso ao final do ano letivo. Por isso, é importante manter 
um canal aberto de comunicação entre a escola, os alunos e suas famílias.
Uma maneira interessante de fazer isso é disponibilizar todas as informações 
referentes a cada aluno em um ambiente virtual: datas de provas, notas, grade 
curricular, eventos etc.
Ao mesmo tempo, é importante separar datas para reuniões de pais no 
calendário da escola, a fim de criar uma comunicação maisdireta.
MÁ UTILIZAÇÃO DE RECURSOS
Recursos humanos e financeiros podem ser alocados inadequadamente no 
ambiente escolar, o que tende a prejudicar o funcionamento da instituição. Isso 
pode ser o resultado da falta de planejamento ou sua má realização, assim como 
ser causado pela ausência de diálogo com a equipe.
Para otimizar o dinheiro disponível e aproveitar as habilidades dos profissionais 
da escola, os gestores devem ter um amplo conhecimento do funcionamento 
da instituição, o que inclui os seus profissionais, além de visão organizacional 
estratégica. Essa postura só é possível com o planejamentoadequado.
AUSÊNCIA DE INCENTIVO E MOTIVAÇÃO JUNTO À EQUIPE ESCOLAR
Professores e demais colaboradores são cruciais para que uma escola opere 
com excelência. Mas, para isso, é preciso que eles sejam devidamente valorizados 
e motivados ao longo do ano. A rotina de trabalho de uma instituição educacional 
é cansativa e estressante, e pode ficar complicada caso os funcionários não se 
sintam incentivados.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 49
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Os gestores devem se esforçar para que professores e colaboradores tenham 
boas condições de trabalho, sejam ouvidos e apoiados em suas ideias, tenham 
suas dúvidas e reclamações consideradas etc.
Além disso, a gestão escolar pode incentivá-los em suas qualificações 
profissionais, custeando cursos e oferecendo premiações para os que mais se 
destacarem.
É importante lembrar que todo planejamento está sujeito a falhas e 
imprevistos. No entanto, os erros na gestão escolar, se identificados no início e 
tratados com seriedade e bom senso, podem ser resolvidos sem grandes danos 
à comunidade escolar.
Agora que você já conhece os principais erros na gestão escolar, entenda por 
que a gestão pedagógica é tão importante para o ambiente educativo.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 50
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10 PRIORIDADE, O BEM ESTAR DOS DISCENTES
É importante salientar que, em matéria de gestão pedagógica, as instituições 
de ensino não são meros lugares onde os estudantes desenvolvem conhecimentos 
acadêmicos; são também nichos sociais, onde elespodem adquirir competências 
socioemocionais das quais precisam para se tornarem bem-sucedidos durante a 
vida.
Vários fatores externos podem influenciar no desempenho estudantil, por 
isso, seria importante um acompanhamento mais próximo em relação a isso.
Levar em consideração o bem-estar dos alunos é a melhor forma de se obter 
resultados mais positivos.
Figura 8 - O bem estar dos discentes
Fonte: https://br.freepik.com
ESTABELECER LAÇOS FORTES COM AFAMÍLIA.
O envolvimento e interesse da família no desempenho escolar dos jovens faz 
uma enorme diferença e pode trazer bons resultados acadêmicos. Os alunos se 
sentem mais seguros para encarar os desafios que terão pela frente.
Resultados preliminares de uma pesquisa realizada pela Faculdade de 
Economia e Administração da USP apontam que a conscientização dos pais sobre 
a importância de sua participação na vida escolar dos filhos e receber informações 
sobre o desempenho dos filhos têm efeitos positivos sobre o desempenho dos 
alunos.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 51
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Além disso, alguns problemas de relacionamento, estresse e bullying 
dentro da escola podem ser solucionados, primeiramente, dentro de casa, 
pois a comunicação é um elemento indispensável para resolver conflitos, 
acalmar e acolher emoções negativas e pensar em soluções para os problemas 
queenfrentam.
AULAS LEGAIS EINTERATIVAS
O papel dos educadores é muito importante na formação cultural, social 
e intelectual dos estudantes, pois pelas mãos deles estão as possibilidades de 
formar cidadãos com consciência ética e moral.
Trazer conteúdos que explorem a criatividade e a interação entre os colegas 
pode instigar os alunos a aprenderem cada vez mais.
Profissionais capacitados provocarão nos alunos o interesse pelas disciplinas 
e o uso de aulas interativas, com uma abordagem de fácil entendimento, cujo 
conteúdo está relacionado a vivências de seu cotidiano, pode prender a atenção 
dos jovens.
Falar a linguagem deles e se dispor a oferecer um atendimento individual 
para sanar as dúvidas são maneiras interessantes de relação interpessoal entre 
professores e alunos.
ATIVIDADES EXTRAESCOLARES
Organizar atividades fora do ambiente da sala de aula complementa a 
experiência de ensino que os professores proporcionam.
Afinal não é apenas dentro da escola que se aprende; a formação acadêmica 
dos alunos é inerente à interação e percepção domundo.
Tarefas extracurriculares, tais como esportes, oficinas, artes e várias outras 
ações podem incentivar os jovens a terem uma participação mais efetiva 
e, consequentemente, agregando em seu aprendizado tanto cognitivo 
quantosocioemocional.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 52
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Visitar lugares como Museus interativos e lúdicos tendem a tornar as aulas 
mais divertidas e agradáveis, por exemplo.
Pesquisas realizadas por Jacquelynne Eccles e colaboradores, da 
Universidade de Michigan, mostram que os estudantes que se interessam por 
atividades extracurriculares tendem a apresentar melhores laços de amizade e, 
naturalmente, um maior interesse na escola.
A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
As tecnologias digitais possuem um potencial que, se bem utilizado, pode 
também trazer resultados melhores para as crianças e adolescentes no ambiente 
escolar.
As novas gerações, tidas como “nativos digitais”, consomem as informações 
de maneira mais rápida e procuram o tempo todo estar conectados em redes 
sociais e utilizar todos os recursos que a internet e as tecnologias digitais podem 
proporcionar.
Os educadores — e também a família — podem orientar quanto a importância 
do bom uso da tecnologia e como isso pode influenciar nos estudos. Isso trará 
dinamismo nas aulas e os alunos se sentirão parte do contexto escolar.
Várias escolas já adotaram o ensino híbrido por intermédio da sala de aula 
invertida, em que os estudantes, em plataformas virtuais, estudam as aulas que 
necessitam e a figura do professor torna-se um mediador do conhecimento e 
um instrumento de esclarecimento de dúvidas, como se fosse um supervisor 
acompanhando o desempenho de cada um.
Administrar uma instituição de ensino requer planejamento, foco e uma 
visão pedagógica que seja eficaz e eficiente para os educadores, família e, 
consequentemente, o bem-estar dos alunos.
Toda essa atenção voltada para o aluno se transforma em engajamento dele 
e de sua família e em melhores condições de aprendizado.
Práticas Pedagógicas Do Gestor Educacional 53
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DOURADO, Luiz Fernandes, Duarte, Maria Ribeiro Teixeira, Titulo Progesta: 
Programa de Capacitação e distância para Gestores escolares: In:
MACHADO,MariaAglaêdeMedeiros.(coord)ET,al.,como promover, articular 
e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar? Modulo II 
CONSED (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Brasília, 2001.F
FERNANDES, Maria Nilza de Oliveira: Líder educador: Novas formas de 
Gerenciamento/Maria Nilza de Oliveira Fernandes. Petrópolis, RJ: Vozes,2001.
FORTUNA, Maria Lucia de Abrantes. Gestão Escolar e subjetividade/Maria 
Lucia de Abrantes Fortuna. - São Paulo: chapa: Niterói: Intertexto 2000.
LUCK, Heloísa: A Escola participativa: O Trabalho do Gestor Escolar/Heloísa 
Luck [ET AL].-5-ed.-Rio de Janeiro: DP & A. 2001.
LUCK, Heloísa: Ação Integrada: Administração Supervisão e Orientação 
Educacional: 22º Ed. Petrópolis 2004. BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional.Lei Nº 9.394/1996.
PARO Vitor Henrique: Qualidade do Ensino: A constituição dos pais/Vitor 
Henrique Paro. -São Paulo: Xamã, 2000.
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Desenho Instrucional: Veronica Ribeiro
Supervisão Pedagógica: Laryssa Campos
Revisão pedagógica: Camila Martins 
Design editorial/gráfico: Trayce Melo
2021
	Sumário
	Introdução
	INTRODUÇÃO
	1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DO GESTOR EDUCACIONAL
	1.1 O que é a Gestão escolar:
	2. fUNÇÕES DO GESTOR EDUCACIONAL
	3. O PAPEL DO GESTOR EDUCACIONAL NA PROFISSIONALIZAÇÃO DA ESCOLA
	4. PERFIL DE LIDERANÇA E A INFLUÊNCIAEM UMA BOA GESTÃO EDUCACIONAL
	5. MODELO DE PLANO DE GESTÃO EDUCACIONAL
	POR ONDE COMEÇAR UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR EFICAZ?
	QUANDO INICIAR UM PLANEJAMENTO PARA SUA ESCOLA?
	PLANEJAMENTO ESCOLAR PARTICIPATIVO
	MONITORAMENTO DO PLANO DE GESTÃO ESCOLAR
	SOFTWARES DE GESTÃO ESPECIALIZADOS
	O QUE DEVE CONTER EM UM PLANO DE GESTÃO ESCOLAR?
	CAMPANHAS DE REMATRÍCULA
	EQUIPE MOTIVADA E ENGAJADA.
	Gestão financeira no positivo
	6. COMO ORGANIZAR UMA REUNIÃO PEDAGÓGICA
	7. COMO CONTRATAR UM BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL
	8. COMO ALINHAR GESTORES ESCOLARES E FAMILIARES DOS DOCENTES
	9. ERROS NA GESTÃO EDUCACIONAL
	10 PRIORIDADE, O BEM ESTAR DOS DISCENTES
	Referência Bibliográfica
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