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ABDÔMEN AGUDO EM PEDIATRIA Pediatria II COMO DIFERENCIAR UMA DOR ABDOMINAL CRÔNICA DE UM ABDOME AGUDO? Quadro clínico de dor abdominal crônico: Dor por mais de 2 meses; Paciente entre 4-13 anos; (Diagnóstica diferencial: Intolerância a lactose/glúten/alimentar. AINES, Café ou álcool.) Sinal de alerta de Abdome agudo: Sinais de alarme: Bem localizada, longe do umbigo, duração maior de 3h, intensa e limitante - principalmente inapetência. Sintomas digestivos associados: náuseas, vômitos, constipação e abaulamento abdominal ou em tábua. Sinais de alarme: perda de peso, anemia e História familiar de Doença inflamação intestinal. QUAIS SÃO AS CONDUTAS DE DOR ABDOMINAL CRÔNICO? Distúrbio funcional = Dor abdominal crônico. Distúrbio funcional + dispepsia = Omeprazol, se não funcionar → EDA; Distúrbio funcional + Alteração do hábito intestinal → Colonoscopia e psicoterapia para ansiedade ou depressão. QUAIS SÃO AS CLÍNICAS DE ABDOME AGUDO? Enterocolite necrotizante: Neonato (até 2ª semana de vida), dor súbita ou progressiva com estase de conteúdo gástrico, distensão abdominal macio, vômito, estado geral ruim, e sinais infeccioso sistêmico (leucocitose, desvio à esquerda). Seguimento Rx 12/12h com distensão abdominal até pneumoperitônio. Aganglionose: Neonato sem evacuar no primeiro dia, distensão abdominal progressiva, recusa alimentar, eliminação fecal ao toque fecal e estado geral ruim. Rx com bário com acúmulo ajuzante antes área da doente que está estreitada. E biópsia colonoscópica confirma diagnóstico. Volvo intestinal: Dor limitante e febre com antecedente de alimentação normal, constipação e vômitos amarelos. USS confirma com amostra da a. mesentérica deslocada. Invaginação intestinal: Paciente 6 meses-2 ano, história pregressa de estado infeccioso viral ou linfoma ou divertículo de Meckel, dor cólica, dor súbita e bem definida, extremo sofrimento, febre e dispnéia, vômito, evacuação mucossanguinoleta, massa palpável cilindróide; distensão abdominal ou sinais de peritonite (sinais tardios). USS em alvo ou cebola, sinal do menisco (geralmente na região ileocecal) Apendicite: A partir do pré-escolar, dor na fossa ilíaca esquerda, inapetência, abaulamento abdominal e estado geral ruim e diarreia ou fezes minuciosa, náuseas e vômitos, hipoativo, febrícula ou sem febre e dor ao pulo da maca (estado inicial). Sinais Blumberg, Rovsing, Psoas, Obturador e Dunphy e EC: HMG e E.P.U (DD) e parasitológico, USS→ TC. QUAIS SÃO AS CONDUTAS EM QUADRO DE ABDOME AGUDO? Enterocolite necrosante: (Clínico) Jejum, parenteral, ATBterapia, controle hidroeletrolítico e analgesia. (Cirúrgico) Drenagem abdominal. Aganglionose: (Clínico) Eliminação fetal por toque retal. Volvo intestinal: (Cirúrgica) Invaginação intestinal: Enema colonoscópico, analgesia, correção hidroeletrolítico, Jejum, parenteral e ATBterapia. Apendicite: Controle hidroeletrolítico, hidratação, expansão, HB acima de 10, tipagem sanguínea, coagulograma, TAP, ATBterapia (Ceftriaxona e Metronidazol) → Encaminhamento ao Cirúrgia. (Diagnóstico diferencial de apendicite: ITU).